comerciominho_08031877_612.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
kditop
.
k
propmetario
Jos
*
Maria
Dias
da
Costa, rua Nova
n.
3E,
para
onde
deve
•sr
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
por.e.
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avuiso
10
rs.
PUBI
j
ICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Pníços:
Braga,
anno
1^600
rs.»=Semestre 850
rs.=»7»m»»-
I
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
Í&050
;
rs.=Braztl,
anno 3&600
rs.=
*
Semestre
l$900
rs.
moeda
forte.
I
ou 8&000 reis
e 4^500
reis
mqeda
fraca.-=»Annuncios
por linha
|
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimento.
BJ&AÍJA—
ÇHTVTA-FE1K1 S 25E
MAKÇO
A’ Jlíedacçwo t3° «Coiumereio «So
•
iVZãialao».
Londres,
25 de Fevereiro, 1877.
A resposta
do
Santo
Padre,
sobre
a
futilidade
—
e
peior
do
que
isso,
o
grande
prejuízo
que
a
causa
legtima
sofTre,
com
a
ambição
de
certos
indivíduos
que
pre
ferem
seus interesses
pessoaes,
ou
sua
presumpção,
aos
conselhos
e
interesses
evidentes
da
causa
legitima,—
dá-me
par
ticular
prazef;
por
ter
sido
sempre
a
mi
nha
opinião
e
recommendação.
Por
não
quererem
seguil-a
certos
indivíduos,
ainda
que
era
a
da melhor
gente
e
mais
auto
rizada
da
communhão
nacional
ou
Legi-
timista,
como
eram
o
Conde de
Barba-
cena,
D.
João
de
Caslello
Branco,
e
An
tonio
de
Sousa
Pereira
Cominho
(o
ho
mem
que mais
que
ninguém
ajudou a
re-
suscitar a
causa
Lcgilimista
—
quando
o
Bemformoso,
que
hoje
quer
ser o grande
e unico
oráculo do
Legitimismo,
estava
ainda
na
massa
dos possíveis),
etc.,
cau
saram
um
prejuízo
tão
grande
á
mesma
causa,
que
póde
dizer-se
foi a
morte
tTelIa,
ou o
maior
golpe
que
soffreu
de
pois de
1834.
A ida
dos
Solitários Legilimistas
á
patuscada de
S.
Bento
(em
1852
ou
53
—(não
tenho
pachorra
para ir
agora ve-
rifical-o),
foi
o
maior
golpe
que se
deu
á
causa
Legitima,
que
lhe
fez
perder
mais
de
noventa
por
cento.
Apparecerám
as
provas
algum
dia;
mas
elles
mesmos
o
confessaram
depois
na
Nação,
já
inu
tilmente
!
A. R.
SARAIVA.
re
na belia
Igreja
nova
dos
Martyres
In
glezes
em
Toiver
HUI. Deste
púlpito pre
gará
o primeiro
sermão
á
missa
solemne
ámanhã,
domingo,
o
Revd.°
Padre
Clare,
da
Companhia
de
Jesus»
(um
distinclissi-
mo
prégador
do
convento
aqui
dos
Jesuí
tas).
«E’
tão
interesante
a
occasião
em
si
mesma,
que
desejamos
chamar
alten-
ção
a
ella,
mesmo
antes
de
ler
logar.
«Como
obra
de
arte,
este
púlpito
com-
memorativo
é
digno
de
ser
mui
atlenta-
mente
examinado,
e
altamente
acredita o
escultor
que
o
desenhou
e
o executou.
«Por outros
motivos
é
objeclo
de
par
ticular
interesse,
é
dádiva
de
uma
Se
nhora,
que'
deseja
não
se
divulgue o
seu
nome.
E’
uma
dos descendentes
do
gran
de
e
bom
Chanceller
que soffreu
glorio
samente
o
martyrio
á
distancia
de
uma
pedrada
do
logar onde
agora
o
púlpito
se
erigiu
em
memória sua
e
honra.
«Monumento
a
homem
tal em
forma
de
um púlpito
é
particularmente
apro
priado;
pois
as
doutrinas
e
princípios
que
d
’
ora
em
diante ali
serám
advogados
e
prégados,
fóram
os
que
Sir
Thomaz
More
prégou
e
sustentou
por
sua
vida e morte,
e
dos
quaes
os
seus
escritos
ham
esta
do
dando
testemunho
por
300
annos.
«Uma
inscripção
com
as
iniciaes
da
pessôa
doanle,
recordará
o
facto,
de
que
o
monumento
é
erigido
em
memória
de
seu
illustre
ascendente.
Contamos
porem,
que,
como
desejamos
e
esperamos,
e
Deos
o determinará,
esta
incripção
tenha
de
ser
alterada
—
mudando
.se
o
nome
para
o
de São
Thomaz
More,
em vez
de
Sir
Thomaz
More,
quando
a
Santa
Igreja
te
nha
pronunciado,
não
só
a
sua
beatifica
ção,
mas
a sua
canonisação».
Eis
ahi
o
artigo
do
Weekly
fíegister;
e
quanto
ao que diz
deste
nobre
Martyr
do
brutal
Henrique
(o
digno
Palriarcha
do
Anglicanismo),
para
caracteriz.r
a
pu
reza e
tranquillidade
de
consciência
com
que
soffreu
o
castigo
injusto
e
o marty
rio,
basta
a
circunstancia
bem
conhecida
da severidade
com que,
ao
preparar-se
o
algoz
a
descarregar
o
golpe
do largo
ma-
chadão,
quando
o
paciente
já
linha
o
pescoço no
cèpo,
disse
tranquiliamente
ao
executador,
que
lhe
arredasse
a
barba,
A’ E4eí2aeçi»«» do «Apaaâolo».
Londres,
17
de fevereiro,
1877.
I.
—
Em
quanto
nos
paizes
que
fôram
tão
Catholicos,
como
Portugal,
Hispanha,
Brazil,
etc.,
vemos,
por
influencia
infame
da
maçonaria
principalmente,
desappare-
cer
a
olhos
vistos
o
espirito,
as
práticas,
a
influencia
abençoada
do
Calholicismo
—
isto
é,
do
verdadeiro
Christianismo;
—
vemos
o
mesmo
Cathol cismo e
suas
praticas,
irem
ganhando cada
dia
mais
e miis,
em
pro
porção
ascendente,
na Inglaterra,
e
nos
Estados-Unidos
—
os
paizes
verdeira
mente
clássicos
hoje da
Liberdade
verdadeira.
No
logar
onde
menos
poderia
imagi
nar-se,
ainda
ha
poucos
annos,
que
po-
desse
peneirar influencia Catholica
e
de
vota;
no
centro
mais
afanoso
e
buliçoso
dos
interesses
matenaes
e
grosseiros;
per
to
da
Torre
de
Londres
(n
’
oulro
tempo
thealro
de
atrocidades,
prisão
de
marty-
res.
patíbulo
de
personagens,
até
de
Rai
nhas),
e hoje centro de
movimento
mer
cantil;
de
importações;
exportações,
em
barques,
desembarques,
transportes, ar
mazenagens,
excedido
em
actividade
por
nenhum
outro
no
mundo;
ahi
mesmo
sur
ge,
como
em silencio,
um Sanctuario,
uma
belia
Igreja
Cathóíica,
dedicada
aos
Mar-
tyres
Inglezes;
e
com
ella
uma
congrega
ção
de
Religiosos!
Ahi
tem
ido
prégar,
em
presença
de
congregações,
e
de
numerosas
persona
gens
(muitas
das quaes
talvez
nunca
po-
séram
autes
os
pés
naquellas
paragens),
um
Príncipe
da
Igreja,
um
Cardeal
(ha
menos
de
trinta
annos ainda,
clérigo
e
dignitário
eminente no
Protestantismo
An
glicano;;
se
tem visto
reunidos,
em so-
lemne
celebração,
numerosos Bispos
Ca-
thólicos,
das
dioceses
neste
paiz, canóni
ca
e
regularmente
replanladas,
depois
que
a
heresia,
ha tres
séculos,
desterrara
e
aniquilara.
iQue
dirám a
isto
os
Ganganellis,
e
a
papalvada
que os
admira
e
segue?
Pre-
sagiam
(supponho eu) asnamente
a
deca
dência
próxima
da
Inglaterra,
que regres
sa,
a
olhos
vistos,
ao
fanatismo
Cathóli
co,
de
que
a
immoralidade
escandalosa
e
atroz
de
um voluptuario a
separou
!
Pois
aqui
vai
mais
uma
boa
prova do
augraen-
to
contagioso
desse
fanatismo;
para
ver
gonha
de
todos
os
Ganganellis
(se
a
tal
sentimento
sam
accessiveis
animaes
seme
lhantes);
copio
do
Weekty
Regisler
de
10
do
corrente:
—
«Acaba
de
erigir-se
um
púlpito
com-
memorativo
em honra
de
Sir
Thomaz
Mo-
para
não
a
cortar
também,
«pois
que
ella
não
tinha
commettido
traição».
(
C
o
titi
iua)
A. R.
SARAIVA.
SAZETILK1
Laaiperenne. —
Expõe-se
sabbado
na
real
capella
de
Santa Cruz.
Solemnàiiatles religiosas.
—
Escre-
vem-nos
da
Ponte
jla
Barca
o
seguinte:
Tivemos
este anno
sermões
de
quares
ma, que foram
prégados
pelo
snr.
padre
Anlonio
Pedrosa,
da villa
dos
Arcos.
O
bom
credito,
que,
como
orador
sa
grado,
gosa,
ha
muno,
este
ecclesiastico
dislincto
a
todos
os
respeitos,
não
des
mereceu
em
nada nestes sermões.
Quer
na
escolha
do
assumpto,
quer
no
modo
por
que
o
desenvolveu
sempre,
o
snr. Pedrosa
foi
felicisíimo,
captivando
em
lodos
os
sermões,
que
fez,
a
atten
ção de
um
numeroso
e
escolhido
auditó
rio,
que
avido
o
escutava.
j-No
domingo
proximo
temos
a
pro
cissão
de
Passos, que, se
o
tempo
o
per-
millir,
parece
não
estará
má;
pelo
menos
já
se
trabalha
para
ella,
e asseveram-me
que
teremos
lambem
o
gosto
de ouvir
um
notável
orador,
vindo
de
fóra.
Consta-me.
que
para
a
solemnidade
da
Semana
Santa
nos
Arcos,
irá
cantar
no
còro
uma mulher.
Não
posso
garantir
a
verdade
da
no
ticia,
pois
me
dizem
lambem,
que
s.
ex.
a
revd.
’“
a
não
consente em
.tal,
havendo
não
obstante
quem
alíirme
também,
que
o snr.
arcipreste
se
compromeltera
a obter
a
licença.
Eu,
que não
tenho
voto
na matéria,
louvo
o zeloso
e
sabio
prelado,
se
persis
tir
em
sua
resolução;
pois já
não
fadam
irreverencias
nos
templos,
para
que se
dê
motivo
a
mais
algumas,
e
principal
mente
n
’um
còro,
que,
como
o
da egreja
d
’
aquella
villa, bem
conhecido
por
mim,
tanto
se
presta
a
ellas.
Prémios
da
Boteria.—
Na
loja
do
snr.
Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
na
rua
das
Flores n.«
112
a
114,
Porto,
vende-
19 FOLHETIM
arrancaram-me
d
’aht;
e
sabeis
para que?.,
para
vêr
morrer
minha mãe.
Pobre
de minha
infeliz
mãe!.,
não
es
tava
em
si
quando eu
me ajoelhei
junto
d
’ella,
delirava.
Começou a brincar
com
os
seus
ca-
bellos;
passou
depois
os
dedos
sobre
meus
olhos,
e
sentindo-os
molhados de minhas
lagrimas,
levou-os
aos
lábios,
sorveu
as
lagrimas
de
sua
filha, dizendo:
—
E
’
bem
doce!
.
é
bem
doce!..
Depois
entrou
a
rir-se
e
a
cantar;
que
rir! que
cantar
aquelle !
até
então
eu
não
sabia que
a
morte
tinha
lambem
seus
ri
sos
e seus
cantos.
Continuou
a
rir-se e
a
cantar
;
a
brin
car
com
os meus
cabellos,
e
a
beber
mi
nhas
lagrimas.
Houve
um
momento
terrível!
um
tre
mor
súbito
e
desesperado
agiluu
convul
sivamente
todo
o seu corpo...
Cessou de
rir-se
e
de cantar:
olhou-
me...
que
olhar!...
era
um adeus
que
se
dizia
por
mil
modos
nos
seus
olhos.
Tinha
talvez
desapparecido
o
delirio,
mas
ella
já
não
podia
fallar.
Ouvi
alguém,
a
poucos
passos,
dizer
baixinho:
—é
chegada
a
hora:
—
oh!
com
prehendi
tudo...
soltei
um grilo.
Escutando
esse
grito,
que
me
sahiu
do
coração,
minha
mãe
agarrou
com
suas
duas mãos
a
rrjinha
cabeça,
e
com
força
indisivel
levantou-me,
aproximou
meu
ros
to
ao
d
’
ella,
uniu
meus
lábios aos
seus,
deu-me
um
longo
e
ardente beijo,
e
ex
pirou.
Oh! que
hora tremenda
foi
essa,
em
que
eu
tive de
receber
duas
solemnes
bênçãos
de
despedida
lançadas
pelas
mãos
já
frias
de meu
pae
e de
minha
mãe!
Oh!.,
que
hora
tremenda
foi
essa,
em
que
eu
tive
de
partir em
dous
pedaços
um
adeus
de
agonia
!...
Não
se
morre
de
dôr.
Eu
vi
morrer
a
ambos elles...
a
meu
pae e
minha
mãe: eu
vi...
e
não
mor
ri
então;
eu
os
estou
vendo...
e
não
mor
ro
ainda.
Eu
eslava... tinham-me posto
de
joe
lhos
junto
ao leito de
meu
pae:
era
a
hora
terrível.
Meu
pae voltou
o
semblante
para
mim,
e
filou os
olhos
no
meu rosto...
Seus
olhos brilhantes
e
pasmos pare
ciam
querer
saltar
das orbitras
sobre
mim...
oh!...
se
elle não
fóra
meu pae
eu
teria
medo
d’
aquelle olhar.
Sua
bocca
se
entre-abria...
seus
lábios
se
moviam;
mas ah! o
desgraçado
não
podia
fallar.
Olhou...
esteve
assim
olhando
muito
tempo... muito
tempo,
até
que...
oh
meu
Deus!...
Duas lagrimas
límpidas
e brilhantes
fi-
cáram
pendentes
de
suas
palpebras...
sua
mão
direita
apertou
o
peito
no
logar
do
coração,
e...
sempre olhando-me...
sem
pre
olhando-me,
meu pae
expirou.
A
vida...
a
alma
lhe
saiu
pelos
olhos:
oh!
sim!.,
porque
elle
morreu olhando
para
sua
filha.
Lancei-me
sobre
o
cadaver
de
meu
pae:
as.
li.
m
iucEUii.
0S
MS
ifflOOS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
X
Uma hora de leitura.
HISTORIA
DO
MEU
AMOR
UI
Eu
pois
acabava
de
fazer
treze
annos
:
era
ainda
como
a
flôr
que
se
desabotoa.
Mas
quando
completei o
terceiro
lus
tro
a
morte
esvoaçou
ao
redor
de
mim,
e
não
me
feriu,
nem me
matou...
oh
!
eu
minto:
matou-me
duas
vezes,
porque
de
um
só
golpjj
me
arrancou
pae
e
mãe.
Porque
não
fui
eu
que
morri,
meu
Deus?.,
eu
que
nada
era,
que
nada
sou,
que
nada
serei
no mundo?..
Eu,
que
n’
esse
tempo
linha
sómente
sorrisos
para
a
vida,
e
que,
apesar
d
’is-
so
morreria
sorrindo-me
lambem
;
porque
creio
em
Deus que
me
ha
de
salvar?...
A
vida...
a
alma
lhe.saiu
pelos
lábios:
oh!
sim,
porque
eba
morreu
beijando
sua
filha.
As
almas
de
meus
paes,
antes
de
su
bir
ao
ceo,
tinham
passado
por
mim
:
a
alma
de
meu
pae pelos
meus
olhos;
a de
minha
mãe
pelos
meus
lábios.
Como
eu fiquei
então?!
’
... não
se
diz.
Não
se
morre
de
dôr.
Eu
estava
orfã.
Depois
deixei
de
como
uma
flôr que
se
desabotoa.
IV
Era
uma pobre
orfã.
Tinha
começado
a
ser
como
a
potnba
que
geme
solitaria.
Chorei
!
chorei
muito
! quando
não
ti
ve
nos
olhos
mais
lagrimas
para chorar,
chorei
saudades
no
coração,
choro-as
ain
da
: mas
resisti,
e resisto,
graças
á
edu
cação
que
me
deram
meus
paes.
Elles me
ensinaram
a
ter
fé
e
espe
rança
em
Deus:
ensinaram-me,
na
pro
speridade,
a
ser
christã
:
sou
christà na
desgraça.
Quem
crê
em
Deus, chota, mas
re
siste.
Eu chorei, e
resisti.
Tenho
esperança
de
vêr
ainda
meus
paes
aos
pés
do
Senhor Deus...
Não sei
quando será
;
mas
espero.
Esta
esperança
me anima:
no
entanto
meu
coração
está
sempre
cheio
de sauda
des,
que
não
bão acabar nunca.
-
se
trabalha
agora
com
o
maior
desenvol
vimento.
O
grande
aterro
em
Darque,
que
segue
pelo
rio
dentro,
e
onde
deve
de
ser
lançada
a
ponte,
vai
muito
adianta
do.
Os
trabalhos
n’este
ponto,
que
são
muito
importantes,
avultam
muito
por
se
rem
feitos
por
meio
de
vapor.
Consta-me
que
para
o fim do
corrente
anno
estará
a
linha
completa,
e
será
aberta
á
circu
lação
desde
Darque
até
S.
Bento,
poden
do
assim
fazer-se,
depois
d
’
aquella
épocha,
a
viagem
.
para
o Porto
mais commoda-
mente
e
em
poucas horas.
No
rio
Lima,
em
frente
da
cidade,
trabalba-se
aciivamente
na
construcção
da
ponte, que, como
v.
sabe,
será
de
dous
taboleiros
sobrepostos,
e uma das
obras mais
importantes
das
nossas
linhas
ferreas.
Por emquanto
procele-se
á
col-
locação
e
enchimento
com
betou
das
ca-
maras
de
trabalho sobre
o
leito
do
rio;
nos sitios
onde
devem
ser
construídos
os
pilares
da
poule, que,
segundo
as
infor
mações
que
tenho,
serão
oito.
Este
ser
viço,
muito
embaraçoso
e
complicado,
é
feito
com
toda
a
regularidade e
presteza
pelos
empreiteiros,
que
são
os mesmos
que
se
acham
encarregados
da
construcção
da
ponie
sobre
o
Douro.
A nova ponte
sobre
o
Lima
fica
lan
çada
mu
pouco
acima
da
actual,
no
fim
da cêrca
do
convento.de
S.
Bento,
uma
parle da
qual foi
expropriada
para
a
con
strucção
de
um
grande
viaduto
n
’aquelle
local.
Para
serviço
do taboleiro
superior da
ponte,
destinado
á
viação ordinaria,
está-se
construindo uma
grande
rampa
no
sitio
de
Gontim,
que virá
ligar
a ponte
com
a
cidade
pela
frente
interior
da
egreja
e
convento
de
S.
Bento.
Desde
o
Carmo
alé
á
Areosa
a linha
está
quasi
toda
em
construcção,
proceden-
do-se
aos
grandes
movimentos
de
terra,
que
pela
maior
parte
são conduzidos
para
o
aterro
de
S.
Bento,
e
ao quebramento
dos
grandes
rochedos
desde
a
Porlella
até
áquella
freguezia.
A
linha
ferrea
hade
atravessar
a horta
dos Cruzios,
pertencente
ao
ministério
da
guerra,
e
que
fornece
horlalices
e legu
mes á
ala
esquerda
de
infanteria
3
aqui
estacionada, e
consta-me
que,
apesar
das
suçcessivas
feclamações que
teem
sido
fei
tas
por
parle
dos
respeclivos
engenheiros,
d
’
aquelle
ministério
ainda
não
baixou
or
dem
para
a
entrega
d
’
aquelle terreno
ás
obras
do
caminho
de
ferro.
Estas
demoras
injustificáveis
são
pró
prias
do nosso
systema
de
administração.
.-1
imprensa
»<»
Japão.
—
Conta-se
n
’
esle
paiz
mais de
cincoenta
jornaes;
só
em
Tokio
se
deparam
mais
de
vinte. Es
ses
jornaes
são
de
uma
extraordinária
va
riabilidade:
ha-os
sérios, humorislicos.il-
lustrados,
satyricos,
dedicados
exclusiva
mente
ao
bello
sexo,
etc.,
etc.
A
creação
d
’estas
folhas
volantes
rea-
lisou-se
de
uma
fornada
ha
cousa
de
qua
tro
ou
cinco
annos
;
alé
ahi
substitniam-
se
de
algum
modo
por
meio
de
pequenas
ram-se
na
loteria
de
2
de
março
os
se
guintes
numeres,
que
foram
premiados:
8210
com
3:000
pesetas
ou
540$000
reis.
Com
600
pesetas
ou 108$000
reis:
—
2815
—
4737
—5122
—
5124
—
8288
— 10214
-10218-12084—
15093
—15116—
18991.
Com
400
pesetas
ou
74$000
reis:
—
6235
— 6979
—
11997
-
13276-15093-
46438—
19753.
BíesoriSesu
e
ferimento.—
No
dia
5
do
corrente
deu
entrada
no
Hospital
de
S.
Marcos, José
da
Costa, casado,
da
freguezia
de
Prado,
o
qual
havia
sido
fe
rido
com duas facadas,
n’
uma taverna
d’
aqoella localidade,
era
a
noite
do
dia
4.
Diz-se que os
aggressores
foram
dois
indivíduos
que
na mesma
taverna
se
acha
vam,
os
quaes
ainda
não
poderam
ser
capturados.
AMnsDíonto.
—
-No dia
26
do
passado
fevereiro
foi
assassinado
na
freguezia
de
Bastuços,
José
da
Silva Pandeiro,
casado,
trabalhador.
Os
assassinos,
que andam
a
monte,
foram
Manoel
Joaquim
de
Real
e
o
creado
d
’
este,
Manoel
Vieira
(o
Rouco).
Este
horroroso
crime
foi
perpetrado
junto
á
capellinha
de
S.
João de
Bastu
ços,
na occasião em
que
a
viclima
alli
passava,
voltando
para
casa
depois
de
ha
ver
ceado
em
casa dos assassinos,
na
qual
havia
andado
a
podar.
Presume-se
que
lhe
dera
causa
uma
denuncia
que o
infeliz
trabalhador
fizera
á
mãe
de
Manoel
Joaquim
de
Real,
a
respeito
de
certas
relações mantidas
en
tre
este
c
uma
creada, que poris»o
tinha
sido
despedida
de
casa.
O
tal
Manoel Joaquim
de
Real consta
ser
filho
do
Rouco,
e
tem
apenas
15
an
nos
de
edade
!
As
authoridades proseguem
nas dili
gencias
para
descobrir
o
paradeiro
dos
infames
ctiminosos.
Sinistre»»
HsarílsEsios.
—
Em
Dun
querque,
no
Havre
e
oulros
pontos
das
costas
da
França
naufragaram
nos
últimos
dias
4
navios
inglezes,
I
francez,
1
nt)-
rueguez
e
1
americano.
Houve
algumas
vicumas.
<5s
mestres-escolas tn»
America.
—
Em
New
York,
o director
d
’uma
escola
que
tem
500
alumnos, recebe um
orde
nado annual
de
3:000^000
reis;
cada
pro
fessor
d
’
uma
aula
de
150
meninos,
rece
be
2
000^000 reis
e
cada professora
reis
700^000
numeros
redondos.
JVaufragio e mortes.—
Escrevem
de
Duniee
(Esqossia),
que
um
steamer,
«Spitzbergen», indo
de Caristiausand
a
Dundee,
sõssobrou
em
pleno
mar
no
mez
passado.
Toda
a
tripulação,
que
se
com
punha
de
22
homens,
pereceu.
Os
obje-
clos
achados
e
os
papeis
de
bordo
foram
recolhidos
perlo de
Bergen
(Noruega).
Camiiilao cl® ferro cio iTIinho.—
N'uma
carta
de
Vianna
do
Castello,
dão-se
as
seguintes
noticias
ácerca
do
caminho
de
ferro
uo
Minho:
«Em
toda a
linha
do
caminho
de fer
ro
pelo
interior
da
cidade,
e
sobre
o Lima,
brochuras,
que
saiam
a
lume
com
toda
a
irregularidade
e
não apresentavam
senão
insignificâncias.
Hoje
é
precisamente
o
con-
trario:
ha
importantes
gazetas
quotidianas
e
hebdomadarias.
D
’
aquellas,
as
mais bem-qnistas
são
:
o
«Nichinichi
Shimbun»,
o
«Choya
Shim
bun» e
o
«Nisshin
nisshin
chi
Shimbun».
Quanto
a
preço
varia
entre
6
a
8
rios
annuaes
(4$800
a
6$i00
rs.)
; a
tiragem
respectiva
é
de 9:500,
3:00o, 3:500,2 000
e
4:300
exemplares.
Estas
folhas
imprimem-se
em
papel
eu
ropeu.
com
especialidade belga,
e median
te
as
machinas
em
uso.
Comludo
em
pregam-se
ainda
os
caracteres
de
madeira
e
o
papel
japonez em algumas
publica
ções.
Com referencia á
dimensão
dos
jornaes,
regula
pelo custo;
no
entanto
nenhum
d
’
elles
ainda
os
maiores,
contém
muita
matéria,
em consequência
do
grande
espa
ço
de
que
precisam
os
caracteres
japone-
zes.
J:ibãleii
episcopal «le Pio IX.
— Utn
jornal de
Roma,
o
«Bersaglier»,
diz
que
segundo
as
informações
da
com
missão
encarregada
de
dirigir
o
Jubileu
episcopal
de
Pio
IX,
se
esperam
em
Ro
ma,
por
esse
motivo,
300$000
peregrinos.
90$000
dos
quaes,
diz,
se
julga
que
vão
de França.
Monsenhor
Dupanloup
vae lambem
á
capital
da
christandade,
mas
diz-se
que
a
sua
viagem
tem
unicamente
por
iim
o
adiantamento
do
processo
de
canonisação
de
Joanna
d
’
Arc.
Governador
civil.
—
Diz-se
que
O
snr.
marquez
de
Valladà
será
nomeado
governador
civil
de
Braga.
Saboia.—
«L
’
Union
Savoienne
*
annun-
cia
uma
nova
peregrinação
a
Roma
pre
sidida
pelos
bispos
de
Maurinne
e
Taran-
lasia
e
por
Monsenhor
Gros,
bispo
resi-
gnalario
de Tarantasia.
€’«»»sgs-®Kso postal.
—
O
Congresso
postal,
que devia
reunir-se
este
outono
em
Paris,
ficou
adiado
para
1878
afim de
coincidir
com
a
exposição
universal.
Xevn fírma eommereial. — Os
snrs.
Lourenço
Marques
d’
Almeida,
Al
berto
de
Sousa
Pinto
e
Antonio Neves
de
Castro,
do
Porto,
constituíram
uma
nova
sociedade
commercial
sob
a firma
de
Al
meida, Pinto
y
Castro.
Os
commissarios
compram
pelo
menor
preço
possivel
e
remettem
por
cbnta
de
seus
commilenles,
para as
providencias
d
’este
Reino
e
para
o
Brazil,
todos
e
quaes-
quer
artigos,
ou
generos
nacionaes
e
es
trangeiros,
mediante
amostras
ou
indica
ções
precizas
e
claras
da
sua
applicação,
que
acompanhem
qualquer
pedido.
Cingem-se
igualmente
a
promover
as
compras
aos
preços,
que
pelos
seus
com-
milentes
lhes
forem
limitados.
Recebem
lambem
qualquer
consigna
ção, promovem
e
eflecluam
a
sua
venda,
mas
só
depois
da
acceitação mutua
das
condições
apresentadas
na
occasião
da
proposta.
Encarregam-se
de despachar,
carregar
e
remetter
lodo
e
qualquer
genero.
cuja
compra
lhe
seja
incumbida,
respeitando
sempre
tantb
quanto
possivel
as
prescripções
dos
seus
commitentes,
relativas
a
empacota-
mento
do
genero
e
meio
de
transporte.
Vendi
*
de títulos.—
Na
Bolsa
de
Lisboa
venderam-se
na
dia
5
os
seguintes
titulos.
15:300^000
réis
de
inscripções
de
as
sentamento
a
48,70.
3
700$000
réis
de
ditas
de
dito
a
48.55.
3:80n
$000
réis
de
ditas
de
dito
a
48.56.
3:000$000
réis
de ditas
de
dito
a
48,60.
3:000$000
réis
de
ditas
de
dito
a
48,53.
5:000$000
réis
de
ditas
de
dito
a
48,81.
45:000^000
réis
de
ditas
de
dito
para
o
fim
do
mez
a
48,80.
10
obrigações
do
empréstimo
á
cida-
dade
de Lisboa
a
99$000.
A
agricultura
em
França.—
A
primeira
fonte
de
riqueza
d
’
um
povo,
a
agricultura,
está
occupando
n
’
este
momen
to
em
França
a
altenção
geral.
Os agri
cultores,
reunidos
em
Pariz,
formam
uma
assembleia cuja
importância
é
facil
de
apreciar.
As
vastas sommas
accumuladas
pelo
commercio,
industria
e
alta
barca,
são
apenas
uma haste
de
palha
ao lado
da
massa
de
riquezas encerradas
n
’esle
ter
mo
geral;
a
agricultura.
D
’
ella
se
pode
dizer,
como
Lucrecia:
Terra
parens
om-
nium,
e basta mencionar
oito
dos
onze
assumptos
inscriptos
no
programma
dos
agricultores
para
fazer
uma
ideia
do
al
cance
incommensuravel das
questões que
vão
tractar;
a
agricultura
propriamente
dita,
o
gado,
a
viticultura,
a
sylvicultura,
a horticultura,
a
sericicultura,
as
indus
trias
agrícolas
e
a
producção
cavalliar.
Pode-se,
pois,
dizer
que
a assembleia
que
delibera
preseníemente
no
Grand-Hô-
tel,
e
onde
figuram
alguns
dos
maiores
nomes de França,
os
grandes
proprietá
rios
e
os
gentis
homens
do
campo, é
uma
reunião
d’
élite
e
eminentemente
nacional.
E’
um parlamento
rural,
uma
verdadeira
carnara
de
senhores
cujos discursos
attin-
gem
por
vezes a altura das
discussões
das assembleias
legislativas...
porque,
cou
sa
incrível!
ha
ainda indivíduos
bastante
atrazados
para
crerem
que
Ciminuatos
era
maior
conduzindo a
charrua,
que
sentado
na
sua
cadeira
curul,
e
que
persistem
em
pensar
que
estatuir
sobre
os
meios
de
suspender
o
progresso
do
phylloxera é
quasi
tão
importante
como
fazer
legislação
sobre
o
duelo
!
Notícias «8®
lAsboa.—O
correspon
dente
de
Lisboa
para
o
«Commercio
do
Portos
diz
que
o
governo
não
tenciona
adiar as
camaras.
As
suas
ideias
são
de
fazer
votar
o orçamento
da
despeza,
as
emendas
ao
orçamento
da
receita
e
a
proposta
para
a
consolidação
da
divida
11
uctuante.
Esta
proposta
differe
da
do
snr.
An-
Eu
pois
sou
agora
como
uma
pom-
ba que
geme
solilaria.
V
Passou-se
um
anno.
Um
anno
de
lagrimas
é
muito
tempo:
é
um
século.
Passou-se
mais
tempo
ainda
:
chegou
o
dia
de
íinados.
Fui
rezar
no
tumulo
de
meus
paes.
Rezavam
lá...
Oh!
se
soubessem
como
um
coração
de
filha
agradece
uma
oração
que
se
re
za
por
seus
pais
1...
Rezavam
lá
!...
uma
mulher
e
um
ho
mem.
A
mulher
era
uma
velha
que
eu
co
nhecia
:
o
homem
não...
eu
o
vi então
pela
primeira
vez
Mas
esse
homem...
a
velha
ergueu-se,
e
eu
lancei-me
de
joelhos
no
mesmo
lo
gar,
que
ella
linha
occupado.
Fiquei junto
d
’
esse
homem
que
reza
va
por
meus
paes...
Oh!
pela
primeira
vez,
que
nos
encon
trávamos
na
vida,
nossos pensamentos
se
uniam,
se
misturavam,
e
subiam
juntos
ao
ceo
tão
ignaes...
tão
parecidos,
como
dous
irmãosinhos
gemeos!...
Oh
I
nós
náo
nos
haviamos
visto
nun
ca,
não
nos
tínhamos olhado
ainda,
e
nos
sas
almas
se
correspondiam
já,
fallando
a
linguagem
do
senhor...
rezando.
Elle
ergueu-se
emfim...
e
fugiu.
Eu
senti
que
elle
chorava
e
soluçava.
Eu
não
sabia
se
elle
era moço
ou
ve
lho,
bonito
ou
feio,
rico
ou
pobre...
e
com-
tudo
desde
esse
momento
eu
amei
esse
homem.
Amei
esse
coração
generoso,
que
se
fôra
ajoelhar
junto
ao tumulo
de
meus
paes.
Efcse
homem
amava
portanto
meus
paes!
Era
pois meu irmão
no
amor,
meu
amâo
nas
lagrimas
e
nas
orações;
que
ro...
devo
amai o;
o
mais
sagrado
dos
la
ços uniu-nos
aos olhos
de Deus
e
á
face
de
um
tumulo.
Eu
o
amo.
Quem
é elle?. .
VI
Emfim
já
pude
vêl-o
de
perto:
veio
visitar-nos
acompanhando
a
velha
Irias.
Elle
é
moço
e
pallido,
é
tritrte
e
mo
desto
;
é
be
lo.
Parece
que esconde
no
coração
um
grande
tormento,
que
ninguém
compre-
hende.
e
que
elle
abafa.
Pallido,
triste,
e
silencioso
sua
figura
tem um
não
sei
que
de
gracioso
e
fan
tástico,
que
loca n
’a!tna
e
faz
arder
a
ima
ginação.
Se
elle passa por
diante
de
vós,
sem
querer
vós vos lembraes da
sombra
de um
ramo
de
palmeira,
quando
um
ramo
de
palmeira
em noite
de
claro
luar
é
impel-
lido
por
brandos
favonios.
A
’s
vezes
fica
pensativo horas inteiras;
torna-se
alheio
a
quanto se
passa
em tor
no
d’elle...
E’
bello
vêl-o
assim;
parece
que
tran
sportado
contempla
uma
visão;
ninguém
lhe
falia
e
elle
se sorri...
se
entristece, se
espanta...
e
murmura
frases
inintelligiveis
como se
estivesse
conversando
com
algum
ser
invisível.
Será
um
louco
9
...
não:
elle
é
um
poeta;
eu
já
sonhei
que
os
poetas
eram
assim.
Eu
gosto
dos
poetas.
Os
poetas
são
homens
que
mal
vivem
n
’
esle
nosso
mundo,
e
que
são
senhores
de
mil
mundos;
habitam
um espaço en
tre
o
ceo e
a
terra, e
faliam
a
língua
das
aves
e das flores,
das montanhas
e
dos
marés,
dos
fantasmas
e dos
anjos
Os
poetas
são
homens
que
sabem amar;
os
que
não
são
poetas
amam
como
todos,
amam
com
esse
amor
commum
que
se
vê
todos
os
dias,
que
não
tem nada
de
no
vo,
que
tem
bem
pouco
de
bello.
O
amor
dos
poetas
é
um
fogo
que
se
não
accende
na
terra,
é
um fogo
como
o do
sol.
Os
poetas
são
irmãos
do
sol;
elles
são
os
astros
que
illuminam o mundo co
mo
o
sol
illumina
o
espaço.
A
luz
que
dardejam
os poetas
e
o
sol
vem
da mesma
fonte,
é
a
mesma
luz
santa
e
pura;
veio-lhes
do
ceo,
saida
dos
olhos
do
Senhor
Deus.
Eu
amo
os
poetas.
VII
Elle
chama-se
Cândido.
Tem
continuado
a
visitar-nos
; frequen
ta
os
serões
do
Ceo-côr-de-rosa,
meu
avô
o estima
e
minha
tia
também.
Eu
tenho por
elle um
sentimento
tão
doce.,
tão
socegado,
que
me
parece
que
assim
é
que
se
ha
de
amar
um
irmão.
Quasi nunca
se
dirige
a
mim.
.
não
conversa
commigo...
parece
que
se escon
de,
que
foge de
lodos
os
olhos
;
por
que
?...
Parece
infeliz;
gosto ainda
mais d’
elle
porisso;
a
melancolia
póde
tanto
na
minha
alma
!...
Um
homem
melancólico
vai
mil
vezes
mais
do
que
aquelle
que
vive
rindo-se
constantemente.
Eu
tenho
pena
d
’
essa
gente
que anda
rindo-se
de
continuo.
Esses
homens
que
vêmos sempre
a
rir,
a
zombar,
a
dizer
sarcasmos,
a
ridicula-
risar
tudo,
são
como insultos
que
a
natu
reza
faz
á
terra.
A
tristeza
daquelle
mancebo
tem
al
guma
cousa
de
solemne; elle
está triste
porque
soffre.
A
’
s
vezes
de
relance
me
olha... o
seu
olhar
é
então
bem terno,
e
seus
olhos
quasi
sempre
amortecidos
tem
n
’
essas
oc-
casiões
um
fogo...
Desde
que
pela
primeira
vez
o
apa
nhei
olhando-me
assim, eu
senti
alguma
cousa
de
novo em
mim...
eu
córei
;
por
que?...
não
será
puerilidade
córar
por
isso
?...
(Continua}
tonio
de
Serpa.
pois
ped.rá authonsaçao
para
realisar
o
empréstimo
quando
o
go
verno
o
julgar
opporluno
e
nas
melhores
condições que forem possíveis.
O
governo
iiinitar-seha
a
continuar
a
construcção
das
obras
encetadas
nos
ca
minhos
de
ferro,
ficando portanto posto
de
lado
o projecto
do
caminho
de
ferro
da
Beira
Alta.
O
governo
não
acceita
a
proposta
do
snr.
Serpa
para
a
reconstituição
do
Banco
de
Portugal.
Benpachog.
—O
«Diário» n.
49,
de
3
do corrente publica:
Despachos: apresentando José
Narcizo
Leite
e
Mello
de
Vasconcellos,
na
egieja
parochial
de
S.
João
Evangelista
de
Athães,
do
concelho
de
Vilia
Verde,
dio-
se
de
Braga.
Antonio
Joaquim
de
Goes,
na
egreja
parochial
de
Santa
Catharina
de
Quintos,
do
concelho
e
diocese
de
Beja.
João
Ramos
do
Rozario;
na
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de Vilia Nova
da
Baronia,
do
concelho
de
Alvito,
diocese
de
Beja.
Concedendo
a
regia
permissão
aos
pres-
byleros
João
Theotonio
Louro,
parocho
collado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Graça
da
Povoa
e
Meadas,
e
José
Vicen
te
da
Costa,
parocho
collado
na
de
S.
Gregorio
do
Reguengo,
da
diocese
de
Por
talegre,
pira
entre
si permutarem
os
res-
pectivos
benefícios.
Declarando
sem effeito
o
decreto
de
17
de
fevereiro e
carta
regia
de
12
de
outubro
do
anno
proximo
lindo
pelos
quaes
se
fizera
mercê
ao
presbytero
Bernardo
Antunes
dos
Reis,
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Maria
de
Covas,
diocese
de
Braga,
da
apresentação
na
egreja
paro
chial
de S.
João
Evangelista de Alhãês,
da
mesma
diocese.
Apresentação.
—
Foram
apresenta
dos
os
seguintes
presbyteros.
Na
Egreja
parochial de
Santa
Suzana
da ,
Carapinheira,
diocese
de
Coimbra, o
presbytero
Manoel
Ferreira
Pessoa, que
era
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Ferreira
a
Nova;
na
egreja
pa
rochial
de S. João
Baptista
de
Gaffele,
diocese
de
Lisboa,
o
presbytero
Manoel
Martins;
na
egreja
parochial
de
S.
Lop-
renço
da
cidade
de
Lisboa,
o
presbytero
Juslino
Teixeira
Guedes,
que
era
parocho
collado
na
egreja
de
S
Barthomeu
de
Xa-
bregas.
Inaujurafío do
eaminho de
ferro do
Bongada. —
Na
quinta-feira,
á
meia hora
depois
do
meio dia,
reuniram-
se
na
estação
de
Campanhã
as
pessoas
convidadas
pela
empreza
constructora
do
caminho
de
ferro
de Bougado
representa
da
pelo
snr.
Galwey, para
assasislirem
a
esta
inauguração.
O
snr.
director
do
ca
minho
de
ferro
do
Mmho
poz
á
disposi
ção
dos
convidados
um trem
especial,
que
os
levou
a
Louzada,
onde
entronca
a
linha
ferrea
de
Bougado
com
a
do
Mi
nho
e
ahi
se
reuniram
com
outras
pes
soas
convidadas,
que
vieram
de
Santo
Thyrso.
O
trem
chegou
a
Louzada
á
1
hora
e
meia
da
tarde.
Proximo
da
linha
estava
levantado
um
grande
pavilhão, onde
se
serviu
aos
con
vidados,
em
numero
de
26
um profuso
lunch,
depois
de
se
terem
examinado os
trabalhos
de
construcção.
Assistiram
a esta
inauguração
os
snrs.
Mattos,
director do
caminho
de
ferro
do
Mmho,
Antonio
Maria
Kopke
de
Carvalho,
Alião
Pacheco, Simões
de
Carvalho
e
ou
tros
engenheiros
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
do
Douro,
o
snr.
Victoria,
dire-
ctor
das
obras
publicas,
presidente
da
ca
mara
municipal
e
delegado
do procurador
regio
em
Santo
Thyrso,
o
snr. Galwey,
engenheiro
representante da
empreza
con-
slructora,
os
directores
e
secretario
da
companhia,
os
snrs.
visconde
da
Ermida,
Julio
Lomenço Pinto
e
E.
Moser,
diversos
cavalheiros
do concelho de
Santo Thyrso
e
outras
pessoas,
cujos
nomes
ignora
mos.
Houve
a
maior
alegria
e
animação,
e
fizeram-se
muitos brindes
que
revelavam
a
mais viva
satisfação
por
ter
renascido
a
esperança
de vêr
realisado
um melho
ramento
tão
importante.
Entre outros
mencionaremos
que
se
fizeram
bindes
ao
chefe
do
Estado,
aos
ministros,
á
prosperidade
dos
povos
que
a
nova
linha
vai
beneficiar,
á
da empreza,
á
da
Companhia,
etc, etc.
Foi
um
dia
passado
agradavel
mente,
para
o
que
contribuiu
a amenidade
do
tempo
e a
affabilidade
do
snr.
Galwey,
que
ás
5
horas
e um quarto
da
tarde
se
separou na
estação
do
Pinheiro
dos
ca
valheiros que a seu
convite
tinham as
sistido
a
esta
festa
do progresso,
rece
bendo
de
lodos
inequívocas
provas
de sym-
pathia
e reconhecimento.
Os
trabalhos
de
construcção
vão
ter
grande
desenvolvimento
e
em
quatro
me
zes
deve
estar
concluída
a
primeira
sec
ção
até
Santo
Thyrso,
diz
um
collega
do
Porto.
Portuguezes falleeidos. —
Desde
10
a
15
de
fevereiro,
falleceram
no
Rio
Janeiro os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Domingos
José
da
Silva,
lo
a.,
s.;
Delfina Rosa
de
Boaventura, 32 a., c.;
Manoel
José
Guimarães,
50
a.,
v.;
Anto
nio Francisco
Guimarães,
40
a.,
c.;
Ju
lia
de
Jesus
Martins,
25
a.,
c.;
Maria
Izabel
do
Amaral,
30
a.,
c.;
Justina
Cu
nha
Santos,
52
a.,
s.;
Maria
Joaquina,
23
a.,
c.;
Francisco
Barcellos,
38
a.,
c.;
Anna
Miquelina,
68
a.,
s.;
Maria
Fran
cisca
do Coração
de
Jesus,
42
a., v.;
Joaquina
Tavares
Villar,
23
a.,
s.;
José
Joaquim
de
Macedo,
56
a., s.;
Antonio
Soares
de
Almeida,
26
a.,
s.;
Avelino
An
tonio
Soares Sarmento,
33
a.,
s.;
Maria
Ferreira da
Silva
Figueiredo, 35
a.,
c.;
Francisco
José
de
Passos,
57
a.,
v.;
e José
de
Medeiros,
23
a.,
s.
A’ caridade publica.—
Rec.omrnen-
damos
ás
almas
bemfazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
que
se
acha
doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
Guimarães,
o
snr. José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria Internacional,
a
S.
Damaso.
BÃtKCO
»O MIJÍ1IO
Resumo
do
Activo
e
Passivo em
28
de
Fevereiro
de
1877.
Activo
Caixa
:
existência em metal.
124:026^291
Agencias
no
paiz:
Saldo
de
vedor
em
metal.
.
.
.
100:7635589
Arca
dos
Oríãos
....
26:0985665
Papeis
de
credito.
.
. .
65:2415453
Acções
de
c.
própria
•
. 64:8005000
Hypolhecas
de raiz .
.
.
124:6255080
Empréstimo
sobre
penhores
.
5:4115960
Letras
descontadas .
.
.
447:8605218
Letras
a receber
....
2:4995356
Letras
em
liquidação.
.
.
58:2155987
Leiras
falsas.............................
1
:8505000
Contas em
liquidação.
.
.
70:0745887
Saques
e
remessas
de
n. c. 152:5785380
Saques
e
remessas das
agen
cias
...................................
26:1425269
Agencias no
estrangeiro.
.
67:6475761
Contas
correntes
garantidas
.
707:9765931
Outras contas correntes.
.
.
40:7585104
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores.......................
15:1595960
Edilicio
do
Banco.
.
.
. 28:2665299
2.129:9975190
Passivo
Capital
..............................
Fundo
de
reserva.
.
Reserva
para
decima.
Notas
em circulação.
.
.
Depositantes á
ordem.
.
Duos
em
coota
corrente.
Depositos
a
praso.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Credores
diversos
.
.
.
Agencias
no
estrangeiro
.
Agencias
no
paiz
.
.
Saques
e
remessas
de
n.
c
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Cofre dos
Órfãos .
.
.
Deposito
publico
.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
600:0005000
155.0005006
4
*
*
0995717
Eí
2SL
3L
“
JE
S
5S NÍTE
DA
asjjiiausttk
iÇî.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes d’
a-
quelles
nossos
assignanles
que
tão
cava-
Iheirosamente
nos
teem
coadjuvado,
dignan
do-se
enviar-nos o
importe
das
suas
as-
signaturas.
A
todos
os nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o favor de
saldarem
contas
com
a
administração
d’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao
‘menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Lisboa.
—
Ex.
“
10
e
revd.
m°.snr
bispo
commissario
da
Balia
da
Cruzada,
até
30
de junho
de 1878.
Coimbra.
—
Ex.
1
"0
e
revd.
mo snr.
dr.
Antonio
Bernardino
de
Menezes, alé
15
de
outubro
de
1877.
Coura.
—
Padre
João
Luiz
Ribeiro,
até
31 de
dezembro
de
1877.
Espozende.—
Padre
José
Antonio
Ri
beiro
Lima, ate
31
de
dezembro
de
1877.
Bahia.
—
Antonio
d’
Assenção
de
Sousa
Menezes,
alé
31
de
dezembro
de 1876.
Penedo.—
Padre
Joaquim
Vieira
Bor
ges,
até
25 d’
agosto
de
1877.
Guimarães.
—
Revd.
0 arcipreste,
até
30
de junho
de
1877.
•
Famalicão.—
Revd.
0
abbade
de
Pedome,
até
30
de
junho
de
1877.
Vilia
Verde.—
João
Antonio
Rodrigues
de Azevedo
Coutinho,
alé
31
de
dezem
bro
de
1876-
Barcellos.
—
Padre
Valeutim
Augusto
Ferreira,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Taipas.
—
Joaquim
José Fernandes,
até
30
de
junho
de
1877.
Ponte
do
Lima.—
Padre
José
Antonio
Pereira
de
Miranda,
até
31 de
dezembro
de
1877.
Prado.
—Manoel
José
Ferreira,
até
22
de
tnaio
de
1877.
Vilia
Verde.
—Revd.
0
abbade
de
Pe-
dregaes,
alé
30
de junho
de
1877.
Barcellos.
—
Reitor
de
Villar
de
Frades,
até
30
de
junho
de 1877.
Coimbra.
—
Bernardo
José
Fernandes
Braga,
alé
30 d’
agosto
de
1877.
Cabeceiras.
—
-Revd.
0
Francisco
Falcão,
alé
31
de
julho
de
1877.
Taipas.
—
Revd.
0
Luiz
de
Barros Maga
lhães,
até
13
de
fevereiro de
1878.
Os
nossos
assignanles
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar
suas
assignaturas
ao
nosso
correspondente em
S.
Miguel,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o
snr.
Luiz Antonio de Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves &
So
brinhos—rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
720500O
11 2785470
85:9055138
953:3605575
2:0155160
115.74(15582
25:9805828
20:0675279
11:0755795
76:9485999
26:0985665
26:4495253
6:0495218
9:2075511
2.129:9975190
Braga,
Banco
do
Minho
2
de
Março
de
1877.
OS
GERENTES.
Manoel Simões
Braga.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do Banco
Commercial
de
Braga
em
28
de
fevereiro
de
1877.
Aetivo
Acções,
prestações
a receber
4:6955000
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
41:2385206
Idem
na agencia
de
Lisboa.
.
8:7565160
Leiras
em carteira.
. .
.
302:5985973
Empréstimo
sobre
penhores.
113:5615700
Contas
correntes
com
garan
tia.........................................
1.122:6905695
.
151:3315779
.
34:9355980
.
331:1725280
.
263
8305102
.
1:7225625
Agentes
no
paiz.
.
Ditos
no estrangeiro.
Papeis
de
credite.
Diversos
devedores.
.
Moveis
e
utensílios. .
2.376:5335800
Passivo
Capital
............................
Obrigações.....................
Depositantes. .
. .
Agentes no
estrangeiro.
Diversos
credores.
.
Leiras
em
deposito.
.
Letras
a
pagar. .
.
Notas
em
circulação
.
Fundo de reserva.
.
Dito
para
prejuisos
tuaes
....
Dividendos
a
pagar.
.
Lucros
suspensos.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
1
=000:0005000
.
1.030:9955638
.
.
51:2415890
.
.
7:4035499
. .
110:5895350
.
.
24:6005065
.
.
74:9725854
.
.
4855000
.
.
50:0005000
even-
,
. .
3:0005(T00
.
.
1:6915860
.
.
10:7005000
.
.
10:8535644
2.376:5335800
Braga
5
de
março
de
1877.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em 28
de
Fevereiro de
1877.
Activo
a
Accionistas
.......................
Lellras
descontadas
e
receber...................
Effeitos depositados
.
.
Agencias
no
paiz.
.
,
Ditas no
estrangeiro.
.
Empréstimos
s.
penhores.
Ditos
em
c.
c.
cora
caução
Devedores
geraes.
.
.
.
Caixa...................................
Papeis
de
credito.
.
.
.
Mobília
e
utensílios.
. .
Despezas
d
’inslallação
.
.
Contas interinas.
.
.
.
1:0005000
360:7805169
12:0005000
31:5375057
13:2165319
163:6305315
258:8125160
17:3255802
18.2085097
8:02758
>0
1:9375159
2:6385815
1055228
889:2385921
Passivo
Capital............................. .....
Fundo de
reserva.
.
. .
Funlo
para o
edilicio
do
Banco..................................
Devidendos
a
pagar.
.
.
Deposilos
á ordem .
.
.
Ditos
a praso
.......................
Credore"s
d
’
eífeitos
deposi
tados
................................
Devedores
e
credores.
Lettras
a
pagar.
.
.
.
Ganhos
e perdas
. .
.
.
750:0005000
4:7775265
5005000
10:1505500
14:5045568
90:3715025
12:0005000
5115526
905000
6:3315037
889:2385921
Covilhã
28 de
Fevereiro de
1877.
Os
Directores
A.
Baptista
A.
Leitão:
J.
d’
Amorim
Vaz
de
Carvalho.
Itvva
ila NEisericorslia.
Continúa
exposto
ao
publico
desde
as
6
horas
da
tarde
até
ás
I 1
da
noite, um
lindo
cosmorama,
onde os espectadores
encontrarão
quasi
todos
os
dias
novas
vis
tas
e
de
magnifico
effeito.
Também
se
acha
exposta
uma
BIA-
CHIVA
FADhAWTE,
parodia
á
ma
china
fallante
de
Mr.
Fabre,
cuja
exhi-
ção
tem
attrahido
muito a
attenção
do
publico.
CIRCO EQUESTRE
A'a
Cerca
dos CongreginJ»»
DOMINGO,
11
DE
MARÇO
Beneficio do snr.
Frederico
Arsens
O
beneficiado
fará os
seus
diflicultosos
trabalhos
na
corda
tirante,
e na
mesma
A
pasgitgem d’um
veloeipede.
A marcha
triunfal
d
iisna vitelln
por cima
dn eorda,
coisa
mais
extraordinária
alé
hoje
vista.
Haverá
dois
prémios:
um
relogio
de
prata
(novo),
que
foi offerecido
ao
benefi
ciado; e
um galo
da
Turquia,
côr
de
rosa.
O
sorteio
será
feito
na
plateia.
A
BORBOLETA
A
Empreza
d
’
este
setnanario
declara
aos
seus
assignanles,
que,
em
virtude
de
ler
mudado
de
administração,
o
n.°
cor
respondente ao domingo,
11,
só poderá
ser
distribuído
no
meio
da
semana
seguinte.
O
Director
economico,
Sousa
Aranles.
LETRAS
INUTILISADAS
Trocam-se
na
Tabacaria Bracarense,
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