comerciominho_07081877_672.xml
- conteúdo
-
FOIAIIA
COMMEBtCEAC, EMEBLWIOSA. IS
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios
cada
linha.
....
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.............2$000
»
6
»............
1§050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...................
10
N.° 672
TEBÇA-FEIMA
<3
Í>E
Afi»STO
D«
1859
A’ RedacçSo do
«Coiumareio do
ITKinliOD.
Londres,
22
de
Julho,
1877.
Ahi
vai
mais
esse
supplemento
ás
no
ticias
que
enviei
ao
Apostolo pelas
malas
do
fim
de
Junho.
Os leitores
do
Com-
mercio
do
Minho estou
certo
se
alegra
ram,
como
eu
mesmo
pelos
signaes mul
tiplicados
de
verdadeiro
progresso
religioso
e
catholico,
que n’esle paiz
e
suas
im-
mensas possessões
cada
dia
se
vam
manifes
tando
mais
e
mais.
Vi
hontem na
Nação
de
17 do
corren
te,
que
um
tal
Alfama,
vendedor
de jor-
naes,
andara
pelas
ruas
de Lisboa a
gri
tar
«á urna
contra
os Jesuítas».
6
Que
ideia
terá
esse pedaço-d
’
asno
d
’
isso
que
elle
chama
«Jesuilas»
!
Porem
é
que
os
seus
mestres
do
Jornal
do
Commercio
e
quejandos,
também
a
não
têm
mais
cla
ra;
e
sam
mais
desprezíveis
que o tal
Al
fama;
porque
esse
asneava
só
por
tolo,
e
os
taes
sabichões
asneiam
por
maos
tam
bém,
e
por
miserável
macaquice
dos
es
trangeiros
—e
segundo se
diz., a
soldo
da
Propaganda Protestante,
que
quer
ganhar
lá o
que
aqui
vai
perdendo
a
olhos vistos.
A. R. SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Desculpa
de
um
engano
meu esta
madrugada.
II.
—
Pedido
do
Governo
Francez
ao
Papa,
afim
que
recommendasse
prudência
aos
Bispos
de França
na
occasião
das
pró
ximas
eleições,
afim
de
cortar
todo pretexto
de
contenda
e
desordem.
III.
—
Noticia
dada
pelo
Fanfulla,
onde
ha
verdade
liberalmente
adubada
com
seu
môlho
de
mentira liberanga.
IV.
—
Nova
igreja
grande
começada
em
Santo
Albans,
cuja
primeira
pedra
foi
abençoada
pelo
Cardeal
Arcebispo,
no
dia
da
festa
do
Santo-Prolo-marlyr
dTngla-
terra.
I.
—Devo
começar
por
pedir
uma des
culpa
de
um
erro
involuntário, que
fará,
provavelmente, chegar
esta
carta ao mes
mo
tempo
que
a outra
bastante
longa,
e
creio
que
com
algum
interresse,
que
es-
ctevi
para
a
mala
ordinária de
Southam-
plon,
que
partiu esta
manhã.
Fui
eu
pro-
prio
deitar
a
minha
carta
para o
correio
de
hoje em
um
receptaculo
perto
do
meu
aposento,
antes
das
3
1/2 da
madrugada,
segundo
o
costume
vazando-se
a
essa
hora,
nos
dias
ordinários,
e
dito
receptaculo.
Não
me
occorreu
porem,
ou
a
dizer
a
verdade,
não
sabia,
que
na
madrugada
se
guinte
aos Domingos,
essas
caixas
se
eva
cuam
meia
hora
antes
que
nos
outros
dias.
A
minha
carta,
portanto,
ficou
sem
ir
pela
mala ordinaria,
e
será,
creio
eu,
re-
metlida
com
esta
pela
mala
de Liverpool
esta
tarde. Fico
advertido
pelo
accidente
para
no
futuro
evital-o.
II.
—Segundo
as
communicações
ao
Ti
mes
do
mesmo
Roma
em
19
do
corrente,
havendo
o
Governo
Francez
explicado
suas
intenções
ao
Va
ticano,
requereu-lhe,
que
visto
ir-se
a
en
trar n
’
uma luta
eleitora
em
França, o
Papa
desse
instrucções ao
Episcogado,
para
que
observasse
um
prudente
systema
de
conducta;
afim
de
que
não
houvesse
de
sordens que
podessem
concorrer
para
der
rota
do
Governo, que
seria
lambem
der
rota
do
partido da
Igreja.
A
Santa
Sé
decidiu dar as
instrucções
requeridas.
Correspondenle.de
III.
—
«O
papel
Italiano
Fanfulla, diz
que
n
’
uma
audiência
do
Papa
a
uma
de
putação
de
Legilimislas Francezes, que
lhe
apresentaram
um
obolo
e
respeitosas
congratulações
do
Conde
de
Chambord,
se
pedira
ao
Pontífice
aconselhasse a S.
Magestade;
que estava
promplo,
logo
que o
momento
chegasse,
a
obrar
energicamente,
e
pôr-se
á
lesta
dos
defensores
do
Throno
e
do
Altar,
para assegurar
o
triumpho da
boa
causa
da
França
e
da
Ilalia».
Eu
que
conheço
a
prudência
e
juízo
do
Conde
de
Chambord, e
não
menos
as
arleirices
da
revolução
de
que
o
Fanfulla
é
orgão,
não
tinha
duvida
alguma
em
apostar,
que
toda
a
porção
do
conto
que
sublinhei
é
invenção liberangal
do papel
revolucionário.
Ha
mais
algum
senso
e
probabilidade
no
que
o
tal
papel
dá
como
resposta
do
Papa
á
consulta
guizada
pelo
Fanfulla
a
seu innoceule
modo;
somente
que
estou
persuadido
haver
o
papel Italiano,
mesmo
n
’esta
resposta,
razoavel
e
natu
ral
de
Sua
Santidade,
acrescentado
ainda
um
coloridozinho
llalianissimo.
Eis
aqui
o
que o
jornal
diz
o Papa
respondera:
—
«Tendo
agradecido
á deputação
os
sen
timentos
de
fidelidade
e
devoção
que
ti
nham
exprimido,
declarou,
que
em
quan
to
o
Marechal
Mac-Mahon mantivesse
um
Governo
regular e
bem
ordenado
em
Fran
ça
não
linha
elle
Pontífice
que
aconselhar
ao
Conde
de
Chambord».
IV.—
Os progressos
do
Catholicismo
na
Inglaterra,
oflerecem
sem
questão
o
pro-
speclo
mais
consolador
e
animador
para
os
amigos
da
Religião,
da
ordem,
da
jus
tiça.
e
da
moral
no
mundo;
e
é
d’
e<te
paiz
tão
Protestante
e
anti-calholico
como
foi, que
eu
estou
inteiramente
convencido
hade
nascer
uma
especie
de regeneração
moral,
e mesmo
Catholica,
no
mundo.
Eis aqui
mais um
facto,
que
o
Times
com
sua
má
vontade
trata
de
apresentar
debaixo
de
um ponto de
vista
insignifi
cante;
quasi
como
tolamentp
apresentou
a
Aliocução
de
Sua
Santidade,
que
aíle-
ctou.
como
vemos,
o
Mundo
inteiro,
abai
xo
do
aranzel
do Deão
Stanley.
Eis
como
o
dito
Times,
no
fundo
de
uma
columna,
em
typo
obscuro,
e
no
legar
mais
insi
gnificante,
dá
noticia
de
um
facto
que
lhe
aborrece,
e que
por
esse
mesmo
aborreci
mento mostra
sua importância.
iRivalida.de
Ecclesiaslica».
—Em
a
nova
Cidade
calhedral
de
Santo
Albans,
coPo-
FOLHETIM
0 MOSTEIRO
DE RENDUFE
DA
—
EXT1NCTA
ORDEM
BENED1CTINA
—
Devorado das chammas
Em
29
de
Julho
de
1877
•Em
pomposo
edifício.............................
«Onde
se
erguiam
porticos
soberbos,
«Onde rastos
salões,
doirados
tectos
—
«Descobre
a
vista,
altonita
e
confusa,
«...........................ardentes
cinzas.
Padre José
Agostinho
—
O
Novo
Argonauta.
I.
—A
umas
duas
léguas
a
norte
de
Bra
ga,
nos
territórios
denominados
outr'ora
Entre
Homem
e
Cávado,
ediíicou-se
em
tem
pos
antiquíssimos
um
mosteiro
da
Ordem
de
S.
Bento:
—religião
entrada
em
nosso
paiz
nos
annos
de
537
da
era
vulgar,
e
inaugurada no mosteiro
de
Lorvão
a umas
duas
léguas
de
Coimbra
—mosteiro
ao
de
pois
de religiosas
da
Ordem
de
S. Bernardo.
Foi
este
mosteiro
o
de
Saneio
André
de
Rendufe, no
concelho
d
’
Amares
na
a-
ctuahdade
—concelho
rural
dos
mais
impor
tantes
do
nosso
districto
de
Braga.
II.
—
Deu
comèço
a
este
mosteiro
D.
Egas
Paes
de
Penagate,
fidalgo
dos
prin-
cipaes
então
na
côile
do
nosso
conde
D.
Henrique
— tronco,
a
que
devemos
os linea
mentos
da
nossa
autonomia
nacional,
e
de quem
temos a
ossada
veneranda
na
sé
calhedral
bracarense.
Era
D.
Egas
Paes
o
sogro
do alferes-
mór
do
conde
D.
Henrique,
o aguerrido
e
denodado
D. Fafes
Luz,
pae
de
D.
Go-
dinho Fafes,
de
quem
a
nossa
villa
de
Fafe
lomára
o nome
Teve
logar
este
comèço do mosteiro
alguns
annos antes
de
1100
da
era
vulgar:
—
visto
que
no
anno
de
1091
fôra
juiz
ar
bitro um
abbade
do
mosteiro
de
Rendufe,
n’
uma contenda
entre
os
monges
de S.
Pedro d
’Arouca
—
ao
depois
de
religiosas
da
Ordem
de
S.
Bernardo
—
e
a
padroeira
então
do
mesmo mosteiro.
III.
—
Chamava-se
D.
João
este abbade;
e
toi
companheiro
seu
na
arbitragem
o
abbade
D.
Pedro
do
mosteiro
de
S.
João
de
Pendorada,
com
o
senhor
de
Paço
de
Sousa
D.
Egas
Hermiges,
fidalgo
de
nobi
líssima
geração.
A
fidalga
padroeira
era D.
Godinha,
avó de
D.
Egas
Odoris
:—
e
a contenda
que
elia
suscilára,
era
a
perlenção
de
lhe ce
derem
os
monges
o
convento,
para
reco
lhimento
das filhas
e
parentas
da
mesma
padroeira,
dando-lhes
esta
em
troca
o
mosteiro
de
S.
Marlinho
de
Cucujães.
IV.
—Edificado
o
mosteiro
de
Rendufe
—
em
termos
de
ser
habitado
—
foram
tomar
couta
d
’elle 5
religiosos
do
mosteiro
de
Saneia
Maria
d’
Adaúfe,
e
3
do
mosteiro
das
Montanhas
da Senhora
da
Abbadia.
—Pe
diu estes
monges
a
estes
mosteiros
o
mes
mo
D.
Egas
Paes.
Eram
da
mesma
Ordem
de
S.
Bento
ambos
estes
mosteiros,
denominando-se
ao
depois
mosteiro
de
Saneia
Maria
de
Bou-
ro
o
ultimo
d
’elles.
V. —Descuidou-se
D.
Egas
Paes,
em-
bebecido
em
amores
censuráveis com uma
sua
parenla
em grau
proxuno,
de
continuar
a
edificação
do
mosteiro
de
Rendufe.
Aconteceu
no
entanto
—no
meio
d
’
es-
te
decurso
de tempo
—que
o
arcebispo
bra-
carense
S.
Geraldo,
n
’
um dia
de sole-
mnidade
na
côrte
vimarauense
do
conde
D.
Henrique,
o
fizesse pôr
fora
da
egreja
co
mo
excommungado,
sob
pena
de
não
co
meçar
sem
isso
o
sacrifício da
missa.
Cahiu
então
em
si
D.
Egas
Paes;
e
re-
conciljado
com
o
primaz
das Hispanhas,
a
rogos
e
solicitações
da mesma
côrte,
acabou
e
dotou galbardamente
o
mesmo
mosteiro.
Teve
isto
logar nos annos
de 1107 da
era
vulgar.
VI.
—
A
situação
d
’este
mosteiro,
com
quanto
em
paragem
um
pouco
baixa,
é
d
’
u-
ma
posição
agradavel e
prazenteira,
como
todas as
situações
campestres
em
monta
nhas
do
Minho.
O
templo
deste
mosteiro
é digno
da
Ordem
do
Patriarcha
dos
Monges
do
Occi-
denle, oriundo da
antiquíssima
família
dos
Anicios.
de
que
fôra
um
dos
membros
o
imperador
romano
Justiniano.
Edificou
a
esta
egreja
o
commendalario
).
Henrique
de Sousa,
um
dos
maiores
lemfeitores
do mosteiro.
VIL—Honraram
outr
’
ora
os
nossos
reis
o
mosteiro
de Rendufe,
dando-lhe a
re
galia
da
jurisdicçào
de
4
coutos.—
Eram
o
do
mosteiro
;
o
de
S.
Tiago
de
Sabariz
ao
pé
do
Pico
de Regalados
;
o
de S.
Pedro
de Codeceda em terras
então
de
Nóbrega,
e*
depois
de
Ponte
da
Barca
;
e
o
de
Sancta
Maria
<ie
Paredes
Seccas
em
terras
de
Santa Martha de
Bouro.
donde
é
tradicção
era senhor
D. Egas
Paes.
Com
o
decorrer
dos
annos,
perderam
a
2
d
’
estes
coutos
os
religiosos,
ficando
ape
nas
com
o
do
mosteiro
e
o
de
Sabariz,
até
os
últimos
tempos
em
que
os
tiveram.
Teve isio
logar
em 1834, com
a
sup-
pressão
das
Ordens
Monásticas,
ordenada
então
em
Decreto
de
28
de
Maio,
referen
dado pelo
nosso
aflamado
estadista
Joaquim
Antonio
d
’Aguiar
—filho
da cidade
de
Co
imbra.
VIII.—Entre
os
abbades
memoráveis
d
’este
mosteiro—
depois
do
comèço
da
re
formação
do cardial infante
D.
Henrique
em
1569,
como
lega
lo
da
Sé Apostólica
—
occorrem-nos
á
lembrança
4
d
’estes
ab
bades
trienuaes.
Fr.
Ballhasar
de
Braga,
oriundo
da
capital
do
Alinho
a
que
dá
honra.—
Deve-
se-lhe
a
erecção
do convento magnifico
de
Lisboa,
delineado
pelo
insigne
archile-
clo
Ballhasar Alvares,
e
de que se
lança
ra
á
terra
a
primeira
pedra
em
1598.—
Deve-se-lhe
egualmente
a
erecção
do
con
vento
da
Victoria
no
Porto, nàp inferior
ao
de
Lisboa
na
magestade
da
construc-
ção.
—Deve-se-lhe
a
impressão
das
Cons
tituições
dos
Monges
de
S.
Bento
da
Congre-
gação
de
Portugal,
obra
dada á
luz
em
Lisboa
em
Í590,
em
4.°,
na
ofiicina
typo-
graphica
d’Antonio
Alvares__
Deve-se-lhe
em
fim
a
impressão
do
Breviarium
Monas-
ticum
Reformaluni
secundum
consuetudinem
Monachorum
Nigrorum
Ordinis
Sancli
Be-
nedieli
Regnorum
Porlugallioe, obra
dada
á
luz
em
Coimbra em 1607,
em
4.
',
na
ofiicina
typographica
de
Diogo
Gomes
Lou
reiro.
Fr.
Gonçalo
de
Moraes,
oriundo
da
Villa-Franca
de
Lampazes
em
Traz-os-mon-
tes,
eleito
ao
depois
bispo
do
Porto
pelo
rei
D.
Filippe
II,
com
sagração
em 1602.
e
a
quem
deve
os
comêços
o
mosteiro
do
Milagre
em Santarém,
com
dadivas
de
ren
das
e esmolas
durante
o
seu
episcopado.
—
Foi
eleito
em Tibães
etn
1587.
Fr.
Marlinho
Golias,
eleito
em
1599,
oriundo
de
Guimarães.
—
Foi
varão
dos
mais
estimáveis
então
da
Ordem
Benediclina,
e
um
dos
filhos mais
exalçadores
do
ber
ço da
monarchia,
nas
virtudes
que
o
ador
navam.
aparentado
com
as
famílias mais
illustres
da
nossa
província
do
Minho.
Fr.
João
do
Apocalipse,
oriundo
de
Guimarães
como
Fr.
Marlinho
Golias.
—
Foi eleito em
1608
;
—
e
Fr.
Gregorio Ar-
gaez
na
Perla
de
Calaluna,
p.
458.
§. 131,
o
elogia
sobremodo, qualificando-o n
’estas
poucas
palavras
:
—
Talento
cultivado
con
las
leiras
y
las
virtudes.
IX.
—
Fr.
Marlinho
Golias,
nobilíssimo
no
appellido, foi
uma
das
vergonteas
mais
viçosas
—
uma
das
hastes, mais
floridas—
da
parenlella
do
Dr.
Rui
Gomes
Golias,
me-
stre-eschola
da
collegiada
da
Senhora
da
Oliveira
em Guimarães,
e
instituidor do
morgado
e
capella
do nome
de Jesus,
cem
tribuna
para
as
suas
casas
nobres, na
antiga
rua
dos
Fornos
no
berço
da monarchia.
Fr.
João
do
Apocalypse,
pregador
fa
migerado
no
seu
tempo,
deix-m-nos
tm
raanuscriplo
a
Chronica da
Religião
de
S.
Bento
de
Portugal,
e
dos
Reis
em
cujo tem
po
floreceu,
e
das
fundações dos
seus
Mos
teiros.
Dividida em
10
livros,
com
390
folhas
cou
hontem
o Cardeal
Manning
a
primei
ra
pedra
de
uma
nova
Igreja
Catholica,
dedicada
a
Santo
Albano,
o
prolo
marlyr
Inglez,
cuja
festa
segundo
o
calendário
ftomano, foi
celebrada
hontem
na
Igreja
de
Roma.
«Ha uma
larga
e
crecente
população
Catholica
na
visinhança
de
Santo
Albans,
e
a
pequena
capella
que
fôra
edificada
em
1840,
no
tempo
do
fallecido
Cardeal
Wi-
seman,
achou-se
lotalmenle
inadequada
para
o
que se
requer
actualmente.
Os
procedimentos,
que
foram
testemunhados
por
om
vasto numero
de gente,
começá-
ram
por
missa
solemne
coram
Cardinal.
Depois, tendo
sido
benzida
a
primeira
pe
dra,
e
praticadas
as
outras
solemnidades
prescritas
pelo
ritual
Romano
Pontifical,
deu
S.
Eminecia
a bênção
á congregação,
que
entre
outras
pessôas,
comprehendia
o
Revd.
0
Padre
Mayer,
o
Padre
Bampfield.
de
Barnet,
e
os
vários
Padres
Calholicos
do
Collegio
Ecclesiastico
de
Old
HM
Green,
Ware
Herlford,
Walltiam-cross,
e
missões
circumvisinhas».
■
Em
que
ha
aqui
motivo
para
a
tola
epigraphe:
—«
Rivalidade
Ecclesiastica ?»
A.
R.
SARAIVA.
A
poríuyiieza
a
ISwiua.
V
EM MADRID
Esta
vamos
em
Madrid.
Pelas
7
horas
da
manhã, no
dia
16
de
maio,
dêmos entrada na gare,
onde
já
nos
eslava
esperando
o
exc.1110
e
rev.
mo
snr.
bispo
coadjutor
de
Toledo,
acompa
nhado
de
algumas
pessoas
mais.
e
entre
ellas
vanos
ecclesiasticos
e
seculares.
‘
Alli
nos
demoramos
á
espera
que
nos
indicassem
hospedarias,
favor
este
que
de
vemos
á-
generosidade
da associação da
juventude
catholica em
Madrid,
por
inter
médio
do
benemerito
da
peregrinação,
o
revd.0
snr.
Cosgaya,
que
sendo
hespanhol
por
nacionalidade,
timbra
em
ser
porluguez
pelo
coração.
Passado
pouco
tempo,
tomamos
car
ros.
e
em
grupos
seguimos
as
difíerentes
direcções
que
nos
fôram
dadas.
Succedeu-nos
porém o
que
não
espe
rávamos.
Os
hotéis,
regorgitando
de
forasteiros,
não
podiam
acommodar-nos.
Nas
principaes
hospedarias
não
havia
sequer
um
logar vago.
O
Em.
1110
Snr.
Patriarcha
havia-se
alo
jado
em
Santo
Antonio
dos
Escholapios,
por
convite do snr.
bispo.
Mas
nós
que não
encontrávamos
poi
sada,
tivemos
que
entregar-nos
á discri-
pção
dos
conductores
dos
carros,
que
de
pois
de
haverem
passeado
comnosco
lodo
o
Madrid,
nos
fôram
despejando
a
diffe-
renles
portas,
conforme
o
numero
das
acominodações
nas
respectivas casas.
A
capital
de Hespanha
havia-nos
enga
nado,
quando
se
nos
mostrou
para o
ca
minho
de
ferro,
com
um
aspecto
acanhado
e
triste.
N
’
uma área,
relativamente
pequena,
encerra
uma
população,
não
inferior
á
da
nossa
Lisboa.
Mas
se
não
tem
um
«Terreiro
do
Paço»
como
a
rainha
do
Tejo,
possue
em
com
pensação
edificações
magnificas,
sumptuo
sas,
bonitos passeios
e
deliciosos
jardins.
O
Prado
e o
Retiro,
sobre
tudo,
são
bellos
e
agradaveis
a
mais
não
ser.
E
os
palacios
do
sol,
das
cortes,
além
d
’
outros
mais.
rivalisam
perfeitamenle
com
alguns
dos principaes
edifícios
no
estran
geiro.
D
’
entre as
suas
mais
afamadas
ruas,
aquellas que
percorremos
a
pé,
como
a
de
Alcalá
e
do
Arenal,
não
tem
o
desafo
go e
a
elegancia
das
nossas
ruas
Augusta
e
do
Ouro; mas
a
sua
Puerta del
Sol
com
os
seus
soberbos
restaurantes
e
fondas,
com o
seu
abundante
chafariz
e
demais
notabilidades,
é realmente
apreciável.
De
templos
é
que
Madrid
se
nos
afi
gurou
pobre
*
e
esses
mesmos
que
vimos,
não
nos
maravilharam
pelas
suas
grande
zas architetonicas.
A
basílica
d
’
Alocha mostrou-se-nos
in
ferior
á
idéa
que d
’
ella fazíamos
anteci
padamente.
E
isto
pelo
que
respeita
á
sua
parte
material
;
que
considerado
sob
outro ponto
de
vista
mais elevado,
diremos apenas,
que
Madrid
é
como todos
os
grandes
cen
tros
de
população,
accrescentando
tão só-
mente,
que
a
pouca
honestidade
no
vestir
do
sexo
feminino,
e o
nenhum
recato
com
que se
expõe á venda
certos
objectos,
nos
fizeram
crêr n’
uma
dissolução
de
cos
tumes,
maior
do
que
julgávamos.
O
movimento
alli
é
grande
;
e tal,
quando
passamos,
que
se
tornava
difficil
o
transito
nas
ruas.
Esta circumslancia porém
deve-se
em
grande parle á
concorrência
espantosa
que
as
festas
de
Santo
Izidoro
haviam
atira
hido
de lodos os
pontos
do
paiz
á
capi
tal,
n
’aquelles
dias.
Effectivamente
os
proprios
madrilenos
confessavam,
que
em
anno
nenhum
haviam
sido
estas
festas tão
concorridas.
E
por isso
foi,
que
nós, havendo-nos
separado,
e
quasi
na impossibilidade
de
nos
reunirmos,
não podémos realisar
os
actos
de
piedade
que
tínhamos
planeado.
Como
em
quasi
todas
as solemnidades
de vulto,
de
Hespanha,
havia
por
esta
occasião
em
Madrid
uma
grande corrida
de touros.
E
nós
podémos
conhecer
quanto
é
viva
n
’
aquelle
povo
a
paixão
por
taes
diverti
mentos,
que
a
verdadeira
civilisação
re
prova.
Os touristas vestiam
com uma
riqueza
admiravel.
E
a
sua
passagem
produzia
um
ver
dadeiro
delirio
nas
ruas,
onde o
povo
se
acotovelava
para os
ver
nos
seus
carros.
Apesar
de rogados,
recusamo-nos
a
acceitar
os
bilhetes que
nos
ofiereceram,
para
assistirmos
a
um
especlaculo
a
que
não
estamos
habituados,
e
que
os
nossos
sentimentos
não
toleram.
Por
isso que
nos
faltavam
acoinmoda-
ções,
e
que
o
preço da
hospedaria
em
que
nos achavamos era
exorbitante,
sem
que
correspondesse
ao
tratamento
que
nos
da
vam,
resolvemos
deixar
Madrid
n
’
aquella
mesma
noite,
eu com
mais
alguns
com
panheiros
de
peregrinação,
e
assim
o
fize
mos.
M.
MARINHO.
&ÀZITÍLHÁ
Novena.
—
Começou
hontem
a
novena
de
N. Senhora
da
Abbadia,
na,
sua
capella
do
Largo
do Castello.
Cerco.
—
Na
próxima
sexta-feira
sae
da
capella
de
S.
Sebastião das
Carvalhei
ras
a
procissão
com
este Santo
e
S.
Lou
renço,
que
é
o
cêrco
da
cidade,
havendo
no
fim
da
mesma
missa
solemne
e
ser
mão.
Esta
procissão
recorda a
epocha
tris
tíssima
de
1579,
em
que
todo
o nosso
reino,
especialmente
a
cidade
de
Lisboa,
foi
assolado
pelo
fbgello
da
peste,
que
fez
innumeras victimas, sendo
só
na
ca
pital
o
seu
numero
excedente
a
40:0o0.
Foi
nesta
conjunctura
horrorosa que
os bracarenses recorreram
particularmenle
á
intercessão
do
marlyr
S.
Sebastião
pe
rante
o
Altíssimo
afim
de
afastar
para
longe
a
terrível calamidade.
Em
acção
de
graças
edificaram em
honra
e
sob
invocação
do
mesmo
Santo
uma
pequena
ermida
no
campo
das
Car
valheiras,
a
qual
foi
depois
ampliada
e
reduzida
em capella pelo arcebispo
D.
Rodrigo
de
Moura
Telles.
No
l.°
de maio
de
1585
erigiu-se
alli
uma
confraria
para
a
veneração
do
inclylo
Martyr,
e começaram a fazer-se
annual-
mente duas procissões,
nas
quaes
iam as
Imagens
do
Espirito Santo,
do
Monte,
da
freguezia
de
Nogueira,
e a
de
N.
Senhora
da
Consolação,
da
freguezia
de Nogueiró,
vindo
para
esse fim
procissionalmenle das
suas
egrejas.
Mais
tarde
o
arcebispo
D.
Fr.
Agos
tinho
de Jesus
substituiu
por
uma
estas
duas
procissões,
mandando
que
esta
se
fizesse
no
dia de
S.
Lourenço,
a
10 de
agosto.
Nesta
procissão
todas
as
confrarias
da
cidade
são
obrigadas
a
tomar
parte,
sob
a
pena
comminada
na
Constituição
Syno-
dal d
’
esta
archidioeese.
Prríeiset»®.
—
Foi
feita com toda
a
pompa
a
procissão
do SS.
Sacramento,
que no
domingo saiu
da
egreja
parochial
de
S.
Victor.
O
préstito
compunham-no
a
irmanda
de
do
Carmo,
communidade
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
e
confraria
do
SS.
da
casa.
No
centro
iam
52
anginhos
e um
côro
de excellente
effeito.
Depois
do
palio
ia uma
guarda
d’
honra
com
a
banda
regimental.
Seminário
Coneitiar
de S. JPe-
dr®.
—O
movimento
litterario
interno
des
te
Seminário,
no anno
lectivo
findo,
foi
o
seguinte:
Curso
superior
—
approvados
nemine,
14;
simpliciler,
16;
perdeu o
anno, 1.
Instrucção
secundaria—approvados,
65;
com distineção,
3;
reprovado,
1;
perde
ram
c
anno,
15;
não
fizeram
exames,
19;
não
tiveram
exame
de
porluguez
1.®
e
2.
°,
e
l.°
de
latim,
19.
Follietian.
—
O
que
publicamos
hoje,
é
d
’
um de
50
exemplares,
que
o
seu
au-
ctor
imprimira
n
’esla typograpbia, e
com
que
fomos brindado.
As
noticias
que
alli
se
dão,
avivam
as
saudades
da
perda
d
’
um
monumento
cheio
de
recordações.
Atrepellamento.
—
Em
a
noite
de
sexta-feira,
ao sair,
da
estação
no
largo
dos
Terceiros,
o
carro
da
carreira
dos Ar
cos
foi
atropellado
pelo
mesmo
o
snr.
Ma-
ao
todo,
conservava-se
respeitosamente
no
mosteiro
de
S. Salvador
de Travanca,
onde
este
monge
antiquário
exalára
a
vida,
em
22
d
’Abril
de
1632.
X.
—
Com
este mosteiro
de
Rendnfe,
conviveu
outr
’
ora
o
nosso
Francisco
de
Sá
da
Miranda,
filho
egregio
de
Coimbra
’
,
as
sistente
então
na
próxima quinta
da
Ta
pada:
—
casadas
mais
illustres
da
nobiliar-
chia
minhota,
e
onde elle
exalára
os últi
mos
alentos
em
15
de
Mirço
de
1558,
re
tirado
do
bulicio
do
mundo desde
muitos
annos.
Com
este
mesmo
mosteiro
conviveu
egualmente
seu
cunhado
Manuel
Machado
d
’
Azevedo,
senhor
d
’Entre
Homem
e
Cá
vado.
de
quem
nos
escrevera
a
vida
o
marquez de
Montebello
Felix
Machado
da
Silva
Castro
e
Vasconcellos,
n
’
um
volume
raro
—
-em
que
ha
versos
de
correspon
len-
cia
poética
entre
estes
dois
engenhos
seis
centistas.
Com
este
mosteiro
em
fim,
conviveu
na
sua primeira
quadra
da vida
o
nosso
finado
amigo
D.
João
d’
Azevedo
Sá
Cou-
tinho,
prosador
e
poeta
de
renome,
uma
das
vergonteas
mais
egregias
da casa
e
quinta
da
Tapada,
ea
quem
Braga
é
deve
dora
do
seu
primeiro
periodico
político
e
litterario
em 1836
—
0
cidadão philanlhropo.
XI.
—
Em 1809,
na invasão do
nosso
paiz
pelo
exercito
francez
do general
Soult
ao
mando
de
Napoleão,
arvorou-se
o mos
teiro
de
Rendufe
n
’
um
castello
fortificado.
Os
monges
e
os
collegiaes armaram-se
ern
defeza
da
palria,
fazendo
causa
com-
muin
com
o
povo das
cercanias,
e
com
as
tropas
a
que
se
reuniram.
Abandonaram os
exercícios
religiosos;
e
adornados
dos
atavios
militares,
hostili-
s.ram
os
nossos
invasores
com
garbo
e
denodo.
XH.
—
Depois
da
retirada
do
exercito
francez,
acoiheram-se
de
novo
ao
mostei
ro
de
Rendufe,
assim
os
religipsos
como
os
seus
collegiaes.
Não
foi
no
entanto
possível,
nem
á
austeridade
do
prelado,
nem
á
seriedade
dos mestres,
corrigir
então
os
excessos
dos
collegiaes.
e
induzil-os
a
reatar
o
fio
dos
estudos,
interrompidos
na
occasião
do
seu
alistamento
patriótico.
Acostumados
á
vida
soldadesca,
não
se
reacommodavam
aos
exercícios
daustraes
—
preferindo
aos
aromas
do.incenso
o
chei
ro
da
polvora,
e
o
clangor
das
cornetas
ás
harmonias
do
orgão.
XIII.
—
No
meio
d’
este
estado
anarchi-
co,
surgiam
conflictos
graves
a
cada
in
stante
no
mosteiro
de
Rendufe—
appellida-
do então
entre o
povo
o castello
dos
tyro-
lezes.
A
obediência monaslica desceu
n
’esses
dias
ao
máximo
do
postargamento
:—
e
o
mosteiro
teve
de
ser
entrado
á
força—
não
sem resistência—por
tropas
alli
en
viadas
de
Braga.
XIV. —
Sobre-sahiu n
’
esta lucta
colle-
gial
o nosso finado
amigo
Antonio
do Car
mo
Velho
de Barbosa,
filho
egregio
de
Barcellos,
de
quem
soubemos
estas
espe-
cies
em
nosso
berço
das
Caídas
de
Vizella
,
estando
alli
a
banhos
este
illustrado
pa
rodio
de
Leça
do
Bàlio.
D
’elle
soubemos
egualmente,
que
o fi
zeram
andar de
convento
em
convento
com
os
companheiros,
em
castigo
da turbulên
cia
contra
os
superiores
não
sendo
elle
ainda
assim
dos
mais
punidos, graças
á
insinuação
da
palavra
de
que
a natureza
o
dotára,
aproveitada
opportunamente
em
defeza
própria.
Alguns
dos
collegiaes
—
sem
egual
com-’
iromeitimenlo
escholar—pagaram
em
ri
goroso
cárcere
o
excesso
da
insubordina
ção.
XV.
—
Convertido
em
propriedade
par
ticular
este
mosteiro
de
Rendufe
—
depois
da
regeneração
política
de
1834,
tobora-
da en:ão
na batalha
da
Asseiceira em
16
de
Maio
—era
hoje
senhor
d
’
elle
o
nosso
amigo
Antonio
dos
Santos
d
’
Azevedo
Ma
galhães,
chefe
de
secção
na
direcção
das
obras
publicas
do
nosso
districto.
Tinha-o
elle
de
seu,
como
um
dos her
deiros
do
finado
commendador
Antonio
Igna-
cio
Marques,
ex-official
do
governo
civil
de
Braga,
e
proprietário dos
mais
abastados,
mais
trabalhadores,
e
mais
economicos
do
nosso
districto.
Fôra
elle
—
sogro
do
nosso
amigo—
o
que
o
arrematára
primitivamente
em
pra
ça
publica.
XVI.
—
No
Domingo
prelerito,
29
de
Julho,
rebentou n’
este
mosteiro
um
incên
dio
violento,
com
apparencias
de
não
ca
sual.
—
Irrompeu
impetuoso
na
volta
das
9
para
as
10
horas
da
noite,
com
visos
d
’
abafado
até
então.
Trabalharam
debalde
os
povos
da
lo
calidade,
no
affan de
salvar das
chammas
o
edifício
incendiado.
—
Foram
impotentes
os
seus
braços
—
e
infructuosa
a
sua
de
dicação—
para
sustar
por
um
pouco
sequer
a
intensidade
do
logo.
O
mosteiro
abrasado
—
rúbido
com
o
clarão
das
chammas
—
apparentava
a
eru
pção
pavorosa d
’um vulcão,
no
lance
do
seu
maior
afogueamento.
XVII.
—
Na
volta
das
2 para
as
3
ho
ras
da
noite,
partiram
d
’aqui de
Braga
para Rendnfe
os
bombeiros voluntários,
com
outros
collegas
seus
dos
municipaes.
Trabalharam
com
energia
e
coragem,
auxiliados
d
’
nm
sem numero
de
povo
das
cercanias.
—
Era
tarde
no
entanto
—
Não
ha
via
heroísmo
profícuo
em
similhantes
al
turas.
Até
o
calor
inlensissimo
—
com o des
lumbramento
do
clarão—
oppunha
resistên
cia
aos
soccorros.
XVIII.
—
Dasimmensas
casarias
do
mos
teiro
de
Rendufe—
-augmentadas
e
melhora
das
com
o
volver
dos
annos,
e
reformadas
de
todo
no
primeiro
quartel
do
século
actual
—
restam
agora apenas
as
ruinas
desoladoras.
Campus
ubi
Troja
fuil
—
no
dizer
sen-
tencioso
do
cantor
augusto
da E
neida
—
só
os
raios
do sol
aquecerão
alli
d
’
ora
ávante,
ermos
e
solitários,
os
vestígios
d
’um
passado
memorável.
Graças
ao
vigoroso e
reforçado
das
pa
redes,
ficou
apenas
salva
das
chammas
a
egreja
—
com
o
celleiro
e
a
morada
dos
ca
seiros—
demandando
ainda
assim
concer
tos e
reparos.
XIX.
—Deixando
aqui bosquejada
a
his
toria
do mosteiro
de
Rendufe,
lembrar-
nos-hemos
sempre com
saudade,
que
nas
pedras
d
’aqucllas
ruinas
—tisnadas
e
rese-
quidas—
muitas
ha,
que
foram
testimunhas
d
’
asperrimas
penitencias,
dos que
deixa
vam
oulr
’
ora
o
mundo
pelo
claustro.
Muitas
ha,
que
presenciaram
alli nos
ministros
do
Christo
—
com
o
volver inces
sante
dos
séculos—
muita
vida
de
fé,
apoia
da
na
crença
—
muita
vida d
’
esperanç.a,
confiada
no galardão
—muita
vida
de
ca
ridade, liberalisada
na esmola.
XX —
No
meio
do
montão
pavoroso
de
ruinas,
muitas
nos
estão
alli
dizendo
na
mudez
da
contemplação,
o que nos
de
canta
assim
na
sua
A
rrabida
o
nosso
Alexandre
Herculano
:
«Aqui
veio
talvez
buscar
asylo
«Um
poderoso,
oulr
’ora
anjo
da terra,
«Despenhado
nas
trovas
do
infortúnio!
«Aqui gemeu
talvez
o amor
trahido,
«Ou
pela
morte
convertido
em
cancro
«D
’
infernal
desespêro
!
aqui
soaram
«Do
arrependido
os
últimos
gemidos.
«Depois
da
vida
derramada
em
gôsos,
«Depois
do
gôso
convertido
em
ledio
!
XXL—
Resta-nos
agora
apenas
—
meio
das
ruinas
—
a amplidão
da
egreja
salva,
para
nos
patentear
ainda,
nas suas
campas,
a
morada
extrema
de
muitos
jus
tos:
—
varões
venerandos,
que
viveram
n®"
quelle
mosteiro
muita
vida
de conlricção,
especada
na
emenda
—muita
vida
d
’
uncção.
embebecida
no
Altíssimo.
Braga,
1
d
’
Agosto
de
1877.
O
Professor do
Lyceu
Bracarcnse
pereira
-
caldas
.
de
Figueiredo,
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
larochial
de S.
Bartholomeu
de Arouca,
diocese
de
Lamego.
líosia
Senhora
<le
Lonrdes.
—
Effeito
de
uma
novena
offerecida
a
Nossa
Senhora
de
Lourdes, por Mlle.
Monnaie de
Rosoy-sur-Serre.
(Aisne).
Lê-se
o que
abaixo transcrevemos,
no
«Conservador»,
de
1
’
Aisne,
de
domingo
2
de
Maio
de 1873:
«Uma cura
espantosa
operou-se
em
Rosoy-sur-Serre.
Mlle.
Monnaie,
filha
de
um
sapateiro,
outr’ora
chamado Filho
do
Meio-dia,
acaba
de ser
curada
milagrosa
mente
em
virtude
de
uma
novena
feita
á
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
Havia
nove
an
nos
que
ella
não
se
levantava,
e
no
ulti
mo
domingo,
nono
dia
da novena, ás
3
horas
repentinamente
exclamou:
—
Papai
estou
curada.
Assim
era,
suas
mãos,
cujos
dedos
já
começavam
a
entrar
na
carne das
palmas,
e
seus
pés
tortos
da
mesma
maneira,
to
mavam
o
seu
estado
natural.
Ha
mais
de
vinte
dias que
ella
não
tomava
alimento
algum,
e
tão
grande
era
a sua debilidade
que
muitas
vezes
parecia
morta.
Hoje,
porém,
qu
trta-feira,
28
do
cor
rente,
foi
celebrada
uma
missa
em
acção
de
graças
e
ella
commungou.
Os
habi
tantes
das parochias
circuravizinhas
vieram
testemunhar
sua felicidade,
e a egreja
era
pequena
para
conter
tão
grande
con
corrência.
Os
incrédulos
já
vão
acreditando
porque
Deus
tem
tocado
os
mais
endure
cidos
corações».
Conversão de
uibi
BiiMtnriador.
—
O
eminente
historiador
Onno
Klopp, diz
o
«Univers»,
acaba
de
converter-se
á
fé
catholica
por
intermédio
de
Mgr.
Jacobi-
ni,
Núncio
Apostolico
no
palacio
archie-
piscopJ,
em Vienna.
A
planta
vietoria.
—
O
«Scientific
american»
publica
as
exposições
feitas
pelo
director
do
jardim
Botânico
de
Ghenst,
Mr.
Van-Hull,
sobre
a
planta
vietoria
ou
açucena
de
folha
gigantesca.
Estendida
uma
d
’
estas
sobre
a
agua,
susteve um menino
sem
afundir-se,
e
logo
depois um
homem,
elevando
em
seguida
o
peso
até
chegar
a
collocar
com
tijolos
760
libras,
que
ainda
susteve
em
parte
a
folha
antes
de
começar
a
afundir-se. E’
maravilhoso.
F.ffeãtoH
de
um
turbilhão.
—
No
dia 8
de
Abril apanharam-se
nas
ruas
de
Atlanta,
na
Georgia,
muitas
aves palmí
pedes
dos
tropicos,
com as
pennas
cheias
de
areia.
Tinham
evidentemenle
sido
transporta
das
de
sua
região
natal,
por
cima
do
Oceano,
por um
turbilhão
de
violência
ex
traordinária.
E
’
a
tormenta,
a
mais
impetuo
sa
de
que
ha
memória na
Georgia,
derri
bou
muitas
casas
de
Atlanta
e
dos
ar
redores,
e
crê-se
que
houve
muitas
vi
ctimas.
Ijord
íiyron.—
O
maior
poeta
inglez
d
’este
século,
morreu
em Missolonghi,
no
anno
de
1824,
tendo
apenas
37
annos
de
idade,
e
pelejando
pela
independencia
e
li
berdade
da
Grécia.
Foi
transportado
seu
cadaver para Lon
dres,
a
1
de Julho,
no
navio
«Florida»,
ficando
todavia
alli
o
coração.
Veio
em
um
caixão
com
muitos
bura
cos,
mettido
em
um
tone!
de
espirito
de
vinho,
e
do
mesmo
modo
que
Nelson
havia
sido
conduzido
de Trafalgar.
Ao
chegar
o capitão
do
navio
á
Ingla
terra,
quiz
deitar
fóra
o espirito
de
vinho,
mas
oppôz-se
um
dos maiores
enlhusias-
las
do
poeta,
e
propoz
que
se
vendesse;
assim
se
fez,
e
por
cada
canada
se
pagou
uma
libra;
poucos minutos
bastaram
para
despejar
o
tonel
!!!
Propliecia.
—
A
seguinte
prophecia
existe
na
bibliolheca
de Santo
Agostinho,
em
Roma,
diz
o
jornal
hespanhol
intitu
la
«EI
Diário
de
Barcelona»,
donde
a
tran
screvemos:
«No
terceiro
e
ultimo
quartel
do
sé
culo
XIX
dar-se-hão
tumultos
em
todas
as
parles
da
Europa,
e
especialmente em
França,
na
Hespanha
e
na
Italia;
organi-
zar-se-hão
republicas,
desapparecerão
di
versos
monarchas
e
prelados,
e
os
religio
sos
abandonarão
os seus
conventos; a
fo
me,
a
peste
e o
terremoto
destruirão
muitas
cidades.
Roma
abdicará
o
seu
sceplro
em
pre
sença
dos
ataques
dos
falsos
philosophos
O
Papa
será
captivo
dos
seus
súbdi
tos,
e
a
Egreja
de
Deus, que
será
despo
jada
dos
seus
bens
lemporaes,
ver-se-ha
na
condição
de
tributaria.
Pouco
depois
morrerá
o
Papa.
Um
raonarcha
do
norte
com
numeroso
exercito
percorrerá a
Europa,
destruirá
a
republica
e
exterminará
todos
os
rebeldes;
a
sua
espada
movida
por
Deus
defenderá
noel
Vieira,
esculptor
da
rua
do
Anjo, fi
cando
muito
maltractado.
Repetem-se
com
frequência
estas
des
graças,
que
só
podem
atlribuir-se
á
falta
de perícia
dos
cocheiros,
e
á
nenhuma
policia
e
zêlo
que
deve
haver
da
parte
dos
empregados
da
companhia.
Em
pequeno
lapso
de
tempo
registra
mos
aqui
Ires
desastres acontecidos
no
mesmo
local,
e
por
causas
idênticas:
o
atropellamento
do
snr.
conselheiro
Torres
e
Almeida,
o
que
hoje
referimos,
e
o
do
fallecido
filhinho
do
snr.
Fernandes
Pe
reira.
Serão
poucas
ainda
as
victimas
para
que
quem
compete
se
resolva a dar as
providencias
neccessarias, para
evitar
mais
desgraças?
Conaultorio
meiiíeo.
—
O
snr.
dr.
Cruz
Teixeira
annuncia
hoje
n
’
este
jornal
que
abre
o seu
consultorio
medico,
no
dia
9, no
largo
da Senhora
Branca,
n.°
13.
Grande
ineenflío.
—
Noticia
o
«Diá
rio
Illustrado»
que
no
dia 3, ás
6
horas
da manhã,
se
manifestou
incêndio
na
fa
brica
de fiação e tecidos,
em
Xabregas,
concelho
dos
Olivaes,
freguezia
de
S.
Bartholomeu.
Meia
hora
depois
de
terem
entrado
para
a
fabrica
os operários,
rebentou
o
fogo
em
um
dos
engenhos
a que
chamam
diabrete.
Suppõe-se
que
a
fricção
de
algum
pre
go ou bago
de
areia
produziu
lume,
que
se
communicou
ao algodão
e
depois
ao
paiol
proximo.
O
certo
é
que
do
edifício
restam só
as
paredes.
O
prédio
tinha
quatro
frentes
e
um
sem
numero
de janellas.
A
fabrica
estava
segura
nas
compa
nhias
Bonança,
Fidelidade,
Garantia,
e
Segurança
do
Porto,
e
Norwich,
Union,
na
importância de
130:000000
reis.
São poucos
os
salvados.
Mais
ou
menos
feridos,
Rita
Izabel,
Gertrudes
de
Jesus,
João Antonio
Pojo,
e
Nicolau
Brito,
maior
de 12
annos de
edade,
que trabalhivam
nas machinas pró
ximas
do
local
onde
rebentou
o
incêndio,
foram
receber curativo
ao hospital
de
S.
José,
onde
ficou a
primeira
na enferma
ria
de
Santa Margarida. Outros
sete
in
divíduos receberam-o na enfermaria
do
asylo Maria
Pia.
Também
ficou ferido
na
cabeça
o
con-
ductor
da
bomba
n.°
14.
Muitos dos operários
foram
salvos
pe
las janellas
do
segundo andar;
e
lodos,
em
numero
de
196
lastimam
as
suas
per-
das e
falta
de
trabalho.
Entre
outros
ficaram
sem
todos
os
seus
haveres
Francisco das
Neves,
José
da
Silva,
mestre
dos
teares,
Manoel Maria
dos
Santos.
O
mestre
da
oflicina,
João
Lopes
perdeu
um
porte-monnaie
com
reis
20000
e
um
faio completo.
O
fogo
estava
extincto
ás
7 e
meia
horas.
Sobsrescriptos
engenhosos.—
Não
seria
regeitavel
entre
nós,
diz a
«Palavra»,
a
importação
de
uns
sobrescriptos
que
recentemenle
appareceram
em
Londres,
e
que
são o
desespero
dos
indiscretos
e
es
piões.
Na
folha
do
fecho
onde
leva
a
gomma
que
cerra
o
sobrescripto
vão
impressas
as
palavras:
«Intentaram
abrir-me».
Estas
palavras
invisíveis,
quando o
sobrescripto
está
secco
apparecem
distinctamenle tão
depressa
se
molhe
com
o
fim
de
diluir
a
gomma
e abril-o
sem
suspeita.
Este
le
treiro
uma vez apparecido,
já
não
se
ex
tingue.
E
’ engenhoso.
KHespuchos.
—
Pela
direcção
dos
ne
gócios
ecclesiasticos
effectuaram-se
os se
guintes:
O
presbylero
Francisco
Antonio
Lou-
renço,
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição de Casal de
Cima,,diocese
da Guarda.
O presbylero
João
Pedro
de
Figueire
do,
parocho
collado na egreja
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de
Querença,
dio
cese
do
Algarve,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Catharina
da
Fonte
do
Bispo, da
mesma
diocese.
O
presbylero
Julio
da
Silva
Carvalho,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Sebas
tião
das Means,
diocese
de Coimbra,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
da
Assumpção
deTentugal,
da
mesma
diocese.
O
presbylero
Manuel
de Gouveia Al
meida
Júnior,
apresentado,
precedendo
con
curso
por
provas
publicas,
na
egreja
pa
rochial
de
Santo
Ildefonso
de
Montargil,
diocese de
Lisboa.
O
presbylero
Manuel
Joaquim
Soares
eíTicazmente a
Egreja
de
Jesus, 1877;
com
baterá
em favor
da
fé orthodoxa
e
atacará
o
império
mahometano.
Um
signal
celeste
acompanhará o
novo
pastor
da
Egreja,
que
terá
boa
alma
e
en
sinará
ao
povo
a doutrina de
Jesus
Christo
e
restabelecer-se-ha
a
paz
nas
nações.
Julho
de
1883».
«Se
um
vaj»«»r.—
Escre
vem
de
Peniche
a
um collega:
No
dia
31
de
julho findo,
10
horas
da manhã,
encalhou
proximo
á
Foz
do
Are
ho,
ires
léguas
ao
norte
de
Peniche,
o
vapor
inglez
«Julu»,
em
viagem
de
Fal-
mouth para
Bombaim,
carregado
de
carvão
e
com
8
ou
9
passageiros.
Com
quanto
a
tripulação
fizesse todos
os
esforços
para
safar
o
barco,
não o
po-
deram
conseguir,
ficando atravessado e
principiando
logo
a
formar
se-lhe
uma
gran
de
coroa
de
areia
pelo
lado do
mar.
No
dia
2
de manhã
foi
o
rebocador
portóguez
Caçador
ao
logar
do
sinistro,
mas
nada
pôde fazer.
A
’s
10
horas
da
manhã
o
vapor
abriu
a
meio, ficando
perdido.
Foi só então que o capitão
abandonou
o
barco,
entregando-o
á
aifandega,
o
que
até
alli
não
tinha
querido
fazer.
Desde o dia
1
até
2
de
tarde,
esteve
em
Peniche
um
l.°
oílicial
do
vapor,
que
tinha
vindo
telegraphar
ao
cônsul
geral
inglez.
Tripulação
e
passageiros,
assim
como
parte
das
bagagens,
salvaram-se. Quanto
ao
mais,
ficou
tudo
em
bocados,
e
o
pro-
prio
massame
suppomos
ser
difficultoso
salvar-se.
Exames.—
O
governo
de Sua Mages-
tade
concede que,
este
anno,
tenham
lu
gar
exames
de preparatórios
nos
Seminá
rios
para
os
alumnos,
a
quem
faltar
um
ou
dois
preparatórios
dos
exigidos
para
a
vida
ecclesiastica.
Siuerra
«io
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
2
—-iuleyman-Pachá
e
Reouf-
Pachá retomaram
Eski-Saghra,
cortando
assim
a
retirada
ás
tropas
russas
com-
mandadas
pelo
general
Gurko.
Suleyman-
Pachá
está
era
frente
de
Kesailik.
Mehe-
mel-Ali-Pachá
permanece
em
Rasgrad.
Osman-Pachá
marchou
de
Lonatz
sobre
Tirnova.
Londres 2
—Diz
o
«Times» que
se
es
tabeleceu
um
accordo
entre
a
Italia
e
a
Allemanha,
pelo
qual
o
governo italiano
seguirá
a
respeito
ao
oriente
a política
allemã.
O
.general
inglez
Dickinson
vae
inspeccionar
as
fortificações
de
Gahpoli
Peslh
2—Respondendo
a
uma
depu
tação
portadora
do
protesto
contra
as cruel
dades
commettidas
na
guerra
russa-lusca.
Tisza
disse
que é neccessario
pesar
a
si
tuação,
e
o
governo
não hesitará
em
tomar
as
resoluções
que
as
circumslincias requei
ram,
mas
sem
precipitação.
Paris
2
—Segundo telegrammas
recebi
dos,
o gran-duque
Nicolau
já
deve ter
partido
para
Plevna. Mehemel-Ali-Pachá
empenhou
em
Rasgrad
um
combale
que
foi
favoravel
aos
turcos.
A
divisão russa,
que
estava
em
Selis,
recebeu
ordem
de
atacar
os
russos de
Lowatz.
Parte
do
ex
ercito
grego
vae
concentr.
r-se
na
fronteira,
tendo
munições e viveres
para
20:000
ho
mens.
Constantinopla
31
—
Recebeu-se
um
des
pacho
de
Osman-Pachá,
dizendo
que
os
russos
atacaram
os
turcos
nos
arredores
de
Plevna.
O
combate
durou todo
o
dia
e
recomeçou
na
manhã
seguinte.
Os rus
sos,
que
tinham
60:000
homens
de
infan-
teria,
3
regimentos
de
cavallaria
e
50
ca
nhões,
foram
completamenle
balidos,
sof-
frendo
perdas
enormes.
Os
pachás
Suley-
man e
Reouf
bateram
os
russos
em
Yeni-
Sãghra.
Bucharest
3—
Confirma-se
que
o
grah-
duque
Nicolau
partiu
para
Plevna
afim
de
preparar
um
novo
ataque
e
recuperar
o
perdido,
com
o revez
que
alli
soffreram
as
armas
russas.
Tenciona
atacar
Lowatz
afim
de
flanquear
as
posições
dos
turcos
em
Plevna.
Constantinopla 3
—
0 partido
favoravel
á
guerra
tomou
novo animo em
consequên
cia
da
vietoria
em Plevna. Abandonam
Constantinopla
muitas
famílias gregas,
re-
ceiando
a
insurreição
dos
gregos
das
pro
víncias turcas,
caso
rebente
a guerra
com
a
Grécia.
r
ji.-rw&cpõwam
HECHOLOGIâ
Finou-se,
depois
de
prolongados soíTri-
menlos,
rebeldes aos
soccorros
da
medi
cina,
aos
extremosos cuidados
de
sua fa
mília,
o snr.
Plácido
Luiz
Monteiro,
da
Povoa
do
Varzim.
O
illustre
finado
era
dotado
d
’
uma
al
ma
bem
formada,
sempre inclinada ao
bem.
Era
um
caracter
honesto
e
probo.
Era
um
pae
modelo;
foi
um esposo fiel
e
exem
plar
Era um
amigo sincero
e dedicado.
Nunca o
odio
nem
a
vingança
encontrou
asylo
n
’
aque!le
coração
de
pomba.
Era
um
cavalheiro
bem educado e
dotado
de
qua
lidades
que
inspiravam
simpathia
a
todos,
que
uma vez [com elle
tratassem. Choram
todos
os
amigos
e
conterrâneos tão
lamen
tável
successo.
De
tenra
edade
embarcou
para
o
Bra
sil, onde
exerceu
com
honra e
mestria
o nobre
mister de
pharinaceutico,
nas
pro
ximidades
de
Cantagallo;
e
depois de
ter
adquirido
bens
de fortuna,
suflicientes
pa
ra
poder
gosar
dos deleites
que
offerece
a
mãe patria, voltou
á
terra
natal,
onde
era
geralmente
estimado,
e bemquisto
de
lodos
os
partidos
políticos.
Exerceu,
na Povoa
do
Varzim,
sua
terra natal,
com
honra
e
gravidade
os-
mais
importantes
cargos
do
município
e
do
julgado,
prestando,
no exercício
d
’elles,
grandes
serviços áquella rica
e
florescen
te
povoação.
Exercia
ultimamenle
o
emprego
de
di
rector
do
correio
daqnella
villa.
Sinto
amargamente
tão
infausto
acon
tecimento,
como
amigo
do
finado
e
como
respeitador
e
amigo
de
seus
filhos e
gen
ros,
a
quem
dou
os
pezames pela
irre
parável
perda
que lamentam
e
pelo
im-
menso
desgosto
que
lhes
dilacera
o
cora
ção
n
’
este momento
critico.
A
terra
seja
leve
ao
amigo
que
per
demos, e
permitia
Deus
que,
em
prémio
das
muitas
virtudes que
o
adornavam,
se
jam
abertas
á
sua
alma as
portas
do
céo.
Pico
de
Regalados,
3
de
Agosto
de
1877.
IV.
SAUDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
RE
VAIES
GIÈ BE
DE
BARB.Y
de
Londres.
30
annos
«Tinvariavel
sueeeato
4
Combatendo as indigestões (dispe
psia)
gastrica,
gastralgias,
flegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuitas,
nauseis,
vomitos,
irritação
intesti
nal,
bexigas, diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta de respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos bronchios,
da be
xiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:009
curas,
entre as
quaes
contam-se
a
do du
que
de
Plnskow
e
da
exm.a
snr.
a
mar*
queza
de
B^ebao, da
snr."
duqueza
de Cis-
tlesloard,
do
Lord
Stuard
de Decies,
par
d
’Inglalerra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
k
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de sete
annos de
doença
do
figado,
d
’
estomago, emmagrecimento,
pal
pitações
nervosas
era
todo
o
corpo,
agita
ção nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
M
,e Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação e
dança
de São
Guido,
declarada
incurável, perfeitamenle
curada
pela
Kevaleseière.
Cura
n.°
65:112.
—E.
Payard,
de gas-
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo sempre
a cavida
de
do
estomago inlumecida.
Cura
n.°
62:845.—M.
Boillet,
cura,
de
36
annos de
asthraa
com
suílocações
^ti
rante
a
ooile.
Cura
n.° 70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distinctos
medicas
tinham
declarado
que
não
havia
meio
de
cu-
ral-a
E’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios. —
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
’
/a
kilo,
509
;
de
l
ji
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
láiOO
reis;
de
2
1
/i
kilos, 3000 reis;
de
6
ki
los,
6000;
e
de
12
kilos,
12000
rs.
Os
biscoitos
da
fievalesciére
qtia
se
po
dem
comer
a qmiquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1000
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ílevttEeseâèr®
eSawetóiwíitda
|
ella
rCj-
AJ.VW
ABAS
titue
o
appettite,
digestão, sonrno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne, e que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24 cháve
nas,
800 reis,
de
48
chavenas,
10400
; de
120
chavenas,
30200
reis, ou
23 reis
cada
chavena.
»U
BAKltY A
C.
a
LIIHITED.
—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regeni-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centra!
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
34sboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
t®,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE DOURO
E MI
NHO.
=>
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Borcelioa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna doCaa-
teilo,
Adonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
graude,
140.
—
Guiin»íf4e»,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
PenaAel,
Miranda, pharm.
—
Porto
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos.
36;
Viuva
Desiiè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita, 160;
Fontes
&
C.a
, drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
103
a 108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
do
14-
ms
»
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—Povoo
do
Warziiia,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
tlíntio,
Francisco
José de Sousa,
pharm.—
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
O abaixo
assignado,
vem
por
este
meio
agradecer
a
todas as
exm.
38
snr.3S
e
mais
cavalheiros
que o
visitaram
por
occasião
do
desastre
acontecido
a
seu
innocente
e
extiemoso
filho, na
tarde
do
dia
21
de
julho
passado,
e
depois durante
seu
tra
tamento,
e
afinal
o
acompanharam
e
as
sistiram
á
missa
de
gloria
que teve
lo
gar
na
egreja
dos
Congregados,
no
dia
31
do dito
mez;
e
d
’
ahi
á
sua
ultima
mo
rada.
Especialmente
a
todos
os
meninos
de
diversas
escolas,
que
assistiram
á
missa,
e
o
acompanharam
ao
cemilerio.
Para
com
todos
se
confessa
summc-
mente
penhorado,
pedindo
desculpa
de
o
não
fazer
pessoalmente
por
lh
’
o
não
pre-
mittir
a
falta d
’
animo
e
o
seu
melindroso
«slado
de
saude.
Braga
2
de
Agosto
de
1877.
<(410)
Manuel
José
Fernandes
Pereira.
D.
Emilia
Monteiro
Gomes
Ferreira
e
seu
maiido
João
Baplista Gomes
Ferreira,
negociante
da cidade de
Braga,
em
ex
tremo
penhorados
e
reconhecidos para
com
todas as
pessoas
que
tanto
na
villa
da
Povoa
do
Varzim
como
n
’
esla
cidade
os
cumprimentaram
e
lhes
prestaram
tão
dis
tinctos
obséquios, por
occasião
do
senti-
dissimo
iallecimento
de
seu
sempre
chora
do
pae e
sogro, Plácido Luiz
Monteiro,
administrador
que
foi
do
correio
d
’aquella
villa
o
que
teve
logar
no
dia
22
de julho;
veem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoalmenle
e
individualmente
como
devéras
desejavam,
testimunhar-lhes
seu
eterno
reconhecimento
e a
mais
so-
lemne
gratidão.
Braga
6
d
’
agosto
de
1877.
D.
Emilia
Monteiro
Gomes
Ferreira
■João
Baplista
Gomes
Ferreira.
(4I8)
Os
abaixo
assignados
agradecem
a
to
dos
os
illm.
08
e
exm.
08
snrs.
e
snr.’s que
os
visitaram
por
occasião
do fallecimento
de
seu
muito presado
e
querido marido,
filho,
sobrinho,
genro
e cunhado,
Pedro
Tictor
Arantes d’
Azevedo, e
bem
assim
aos
illm.
03
e
exm.
os
snrs.. que lhes
fizeram
a
honra
e
obséquio
d
’
assistirem
ao
ofiicio
de
corpo
presente
qne
se
fez
na
egrejâ
dos
Congregados,
no
dia
16
do
corrente
mez
de
julho, e
aos que
igualmente
assis
tiram
ao
responso
de
seuuliura
no
Cemi
tério
e
no
mesmo
dia;
e
em
particular
ao
exm.®
snr.
Comtnendados,
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga,
que
se
dignou
fechar
o
cai
xão
do
fallecido
Não
lhes
sendo
possível
agradecer pes
soalmente
tão
distiricto
obséquio
o
fazem
por
este
meio,
e
a
todos
protestam pro
fundíssima
e
eterna
gratidão.
Braga
21 de
julho
de
1877.
Maria
José
Moreira
d
’
Azevedo
Josefa
Maria
Arantes
d
’
Azevedo
José
Joaquim
de
Sousa
Azevedo
Engracia Luisa
Arantes
Maria da Graça
Arames Braga
Rosa
Candida
Arantes
de
Mello
José
da
Rocha Veiga
Miguel
Gomes
da
Cunha Braga
José
Maria
Gomes
Bello.
(392)
àNNUNCIOS
Asylo
de
D Pedro
V
Donativos
recebido»
durante
oh
mezes
de
abril
maio
e
jiaubo
EM
GENEROS
Iilm.
rs
e exm
0
’
snrs.
Do
padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa,
pão
de ló
no
valor
de
10300
Do
Directpr
Antonio
Joaquim
Mo
reira,
27,6
de
feijão
....
10800
Idem, utensílios
no
valor
de
.
.
10600
De Francisco Antonio
d
’
Araujo
Reis,
12
almudes
de
vinho. .
130000
De
D.
Maria
Julia
Couto
Reis,
58,064
de
bacalhau
............................
120000
290700
EM
DINHEIRO
Illm.
os
e
exm.
os
snrs.
D.
Luiza
Carolina
Neves
de Carva
lho
..........................................
130430
D.
Olympia Arminde Maia,
filha
de
Antonio
de
Sousa
Maia,
de
Valença.....................................
40500
De
D.
Adelaide
S.
Thiago,
filha
de
Domingos S.
Thiago,
do
Rio
de
Janeiro
......................................
40500
220130
Braga,
e
Secretaria
do
Asylo de
D.
Pe
dro
V,
20
de
julho
de
1877.
O
Secretario,
(41o)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d’
infanteria
8
faz
publico,
que
para
cum
primento
do
determinado
na ordem
do
exercito
numero
28
de
3 do
actual
mez.
tem
de
proceder
á
arrematação do
for
necimento
das
rações
de
pão e
forragens
para
a
tropa
que
existe,
vier a
existir
n
’
esta
cidade,-
ou
por
ella transitar
no
pe
ríodo
que
decorrer
dò t.°
d
’
oulubro do
corrente anno
a
30
de
setembro
de 1878;
cuja
arrematação
terá
logar
no
dia
21
do
presente
mez,
por
12
horas
do
dia,
e
na
sala
das sessões do
mesmo
conselho.
Os
proponentes á
dita
arrematação
deverão apresentar
os
seguintes
deposiios
em
dinheiro,
ou em
inscripções
d
’
assen-
tamenlo
pelo
seu
valor no
mercado:
para
pão
alvo
iOO0O(;O
reis,
mistura
3000000
reis,
e
forragens
5000000 reis,
por
serem
estas quantias
que
correspondem
aos
im
portes
prováveis
nos prasos
marcados
no
artigo
133
do
regulamento d’
administração
da
fazenda
militar
de 16
de
setembro
de
1864.
As
condições para
a mencionada
arre
matação
são
as
exaradas
no
já
citado
re
gulamento
e
ordem
acima
mencionadas,
que
esiarão patentes
n
’
este
conselho to
dos
os
dias,
não
santificados, desde as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Quartel
em
Braga,
6
d
’agosto
de
1877.
O secretario
do
conselho,
Bernardo
Osorio.
(421;
Alferes
d
’infanteria 8.
Desencaminharam-se
duas
inscripções
d’assen
la
mento
da
Junta
do
Credito
Pú
bico
n.
os
67976
e
67977 do
valor
nomi
nal
cada
uma de
10(10000
reis,
perten
centes
a
Maria
Emilia
Gonçalves
Braga.
Quem
as
achasse
e
as
queira
restituir,
o
póde
fazer
ao dr.
Francisco
Xavier
de
Souza
Torres
e
Almeida,
morador
no
cam
po
de
D.
Luiz
I,
d
’esta
cidade,
o
qual
se
acha
auctorisado para
as
receber
e
gratificar.
(416)
Nt»
rua
da
Ponte
casa
n.°
05
arrenda-se
o
segundo
andar,
que
se
com
põe
de duas
salas
e
quatro
quartos.
Tem
agua
de
um
poço
no quintal. (420)
VE1VOA
»B VtJISTA
PHDXIHO
A.
BKAG
A
Vende-se
uma bonita
propriedade
si
tuada
na
freguezia
de
Cabreiros,
estrada
de
Barceilos,
a
7
kilomelros
de
Braga,
que
se
compõe
de
terras
lavradias
juntas
e
circuitadas
de
meios
muros,
de
leiras,
de
pinhal,
algum
matlo,
casas de casei
ro
sobradadas com
abegoaria,
adega
e
um
grande paleo.
Tem
alguma
agua, e
com
pequena
despeza
póde
ler muita.
Quem
a
prelendt-r
comprar
póde di
rigir-se
pessoalmente
ou por cada
ao
es-
criptorio
do
ex
’
“
0
dr.
Nicolau
Barata,
na
Praça
Municipal
em
Braga,
onde
se lhe
darão
lodos
os
esclarecimentos. O seu
preço
é
de
quatro
contos
para
cima.
(414)
cojssuvro«ao
medico
.
O medico
Antonio Casemiro
da
Cruz
Teixeira
abre
o
seu
consullorio
no
dia
9
do
corrente
mez,
no
largo da Senhora
a
Branca
n.°
13,
onde
pode
ser
procurado
todos
os dias das
9
ás
3.
(417).
ATTEXÇÃO.
Vende-se
uma
balança da
força de 500
kilos.
Quem
a pretender
falle
na
rua
dos
Capellistas
n.°
9.
(419).
PATOES
Na
rua
de
S. Gonçalo,
n.°
6, vende-
se
um
casal
de
pavões.
Quem
os
pretender dirija-se
aili.
(414)
AO PUbLICO
Joaquim
José
de
Barros,
d
’
esta
cidade,
participa
ao
publico
que
o
carro
que
tem
para
Carrazedo
e
Feira
Nova
ás
3
horas
da
tarde,
desde
o dia
6
do
corrente, fica
saindo
ás
4.
e
retira
o que
trazia
ás quin
tas
e
sextas-feiras
emquanto
não
vae
á
Feira
Nova,
porque
estando
a
estrada
prom-
pla
continua
diariamente na fórma
do
cos
tume;
porisso
todas
as
quartas-feiras volta
de
Carrazedo
ás
6
horas
da
tarde para
Braga.
(408)
VENBA
»E
CASAS
Ô
Vende-se
duas
moradas
de
casas
de
tres
andares,
na rua
Nova
de
Sousa,
n.°
28,
em
Irente
á
Mise
ricórdia.
Quem
as
perlender,
falle
na
rua
do
Campo,
n.°
20,
e
ahi se dirá
com
quem
se
deve
tratar.
(409)
Luiz
Máximo d
’Araujo
Tinoco, reitor
da
freguezia
de
S.
Paio
de Pousada, faz
publico
que
/tém
contraclado
a
venda
da
seguinte
propriedade—
a
Quinta
da
Porta,
com
suas
pérlenças,
situada
na
freguezia
de
S. Paio de
Pousada—
venda
que
faz
a
Bernardino
da Costa Rocha,
da
freguezia
de
S.
João
de
Rei,
comarca
de
Lanhoso,
por
preço de vinte
e
tres
contos
e qui
nhentos
mil reis;
e
se
alguém
se
consi
derar
com algum
direito
e
acção
a
esta
propriedade,
que
o
não
tenha
registrado na
respectiva
Conservatória,
queira
reclamal-o
no praso
de
dez
dias,
quer
seja pela
im
prensa,
quer
por
qualquer
outro
modo
judicial.
‘
Braga
31
de
julho
de
1877.
(405)
Casa
para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem comodidades
para
duas
famí
lias,
para traclar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(352)
Faz-se
publico
que
os
exames
dos
alum-
nos
internos
e
externos
da
3.
a
circums-
cripção
que
requereram
perante
o
Reitor
do
Lyceu Nacional
de
Braga,
começarão
na
Academia
Polytechnica
do
Porto nos
dias
seguintes:
Os
de
francez,
inglez, latim
e latini-
dade,
2.a
parle,
de inaihematica,
philoso-
phia
e
introducção
começarão
no dia 13
de
agosto;
os
de portuguez
a
14
ou
16;
os
de
desenho
a
13
ou 14; os
de
malhe-
matica,
1.
a
parte,
a
17
ou
18;
e
os
de
geographia e
historia
a
16
de
agosto.
Es
tas
datas
poderão
ser
alteradas
para
algum
dia
mais
tarde,
por circumstancias
im
previstas,
mas
nunca
o
serão
para
mais
cedo.
A
ordem
da
chamada
é
a que
cons
ta
das
listas
aílixadas
no
Lyceu
Nacional
de
Braga e
na Academia Polytechnica
do
Porto.
Os
alumnos
extranhos
apresentarão
no
acto do
primeiro
exame
ao
presiden
te
do
jury o
atlestado
da
frequência,
de
clarando onde
estudaram
e
com
quem,
de
vendo
o
attestado
ser
assignado
pelo alum-
no
e
por
seu
pae, tutor
ou
pessoa
que
os
represente,
e
reconhecidas
as
assigna-
turas
perante
tabelião-
Se tiverem de
fa
zer
outro exame,
solicitarão
na
secretaria
o
attestado
já
apresentado
no
primeiro
exame para
o
apresentarem ao
jury
do
segundo,
e
assim
por
diante.—
Os alum
nos
internos
substituirão aquelle
attestado
por
uma
nota
do
secretario
do
Lyceu
on
de
estudaram
com
a
assignatura
do
alum-
no
e do
secretario reconhecidas
por
tabe
lião.
Se
por
doença faltarem
á chamada
no
dia
designado
para o seu exame,
são
obrigados
a
fazerem apresentar,
n
’
esse
dia
e
durante
o tempo
que
o
jury
funccio-
nar,
documento
sellado
e
reconhecido
que
justifique
a
falta.
A
ordem
do
serviço
dia-
rio
dos
exames
é atlixada
com
anticipa-
ção devida
no
edifício
da
Academia
Po
lytechnica.
Porto
e
secretaria
da 3.
a
circumscri-
pção
de
exames, 1
de
agosto
de
1877.
O
Presidente,
(406)
Adriano
Machado.
6
’reeisa-
utn
caseiro
Paia
urna quinta,
5
kilomelros
distante
de*
a
cidade,
que tenha
de
seis
pessoas gra
^
des
para
cima;
ou
então,
dons
caseiros
1
quatro
pessoas
cada
um.
para então
o*
dir
a quinta
ao
meio.
Quem
estiver
n
e
las circumstancias
falle
com
Antonio
®
.
quiro
Loureiro,
Rua Nova,
n.°
2.
(
-1877-
BRAGA,
'iYPOGRAPHIA
LUSITANA
Parte de Comércio do Minho (O)
