comerciominho_07071877_659.xml
- conteúdo
-
COMMEW.CÍJML.,
RELIGIOSA. NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA
COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
i>
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUIETAS E
SÂBBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Provincias,
12
mezes
.............
2^000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3$600
Folha
avulso...............................
N.°
659
MHACA-SlBDAn»
7
1>E
JULHO
OE 1877
No
nosso
numero
644,
publicamos
al-
guns
paragraphos
d
’
um
artigo
da
«Anco
ra»,
de
Bolonha,
sobre a
peregrinação
porlugueza, sem
sabermos
que
este artigo
era
da
«Voce delia
Verità»,
de
Roma,
que
o
publicára
dias
antes
da
chegada dos
nossos
peregrinos áquella
cidade.
Hoje
nos
foi
dado
vèr,
por
favor
d
’
um dos pere
grinos,
o
artigo
inteiro
no
referido
peno
dico.
e,
ainda que
tarde,
não
queremos
deixar
de
aqui
transcrevel-o
para
que
não
falte
esta
parle
interessantíssima
na chro
*
nica
que
temos feito
da
peregrinação
ad
sacra
Limina,
(*)
Refere-se á agencia
telegraphica
Slefani,
que
espalhou
que
os
peregrinos
portuguezes,
na
volta
de Roma,
iam
visitar
o
Snr.
D.
Miguel.
Eis
traduzido
do
italiano
o
artigo
da
«Voce
d
’
elia
Verità»;
A
perejjí-innçúo jíortsiíju-ezt».
No
grande
encontro
de
todos
os
po
vos
catholicos
junto
do
sepulcro
do
Pria-
cipe
dos
Apostoles
na
fausta
occasião
do
Jubileu
Episcopal
do muito
amado
Pontí
fice
Pio
IX,
não
podiam faltar
os filhos
d'aquella
generosa
nação lusitana,
que
já
deu
ao
mundo
exemplos
preclaros
de
vi
víssima
fé
e
de singular
adhesão
á
Cadei
ra
de
Pedro.
Dentro
de
poucos
dias
estará
em
Ro
ma
um
numeroso grupo
de
portuguezes,
os
quaes
veem
testimunhar
solemnemenle
a
sua
íé,
e
protestar
ante
o
throno
do
Vigário
de
Christo
que
no
peito
dos
con
cidadãos
do
grande
thaumalurgo
de
Padua,
está
sempre
viva
a
piedade
dos seus
avós,
e
que
aquella
nobre
nação
é
ainda
e
será
sempre
digna
do
seu
titulo
de
nação fi
delíssima.
Os
peregrinos
portuguezes
que
já
par
tiram
de
Lisboa,
devem
estar
todos
era
Roma no
dia
26
do
corrente,
dignando-se
o Santo
Padre
recebel-os em
audiência
no
dia
29.
O
eminentíssimo
cardeal
patriarcha
é
o
presidente,
e
junlamente
com
muitos
il
lustres
personagens
vem á
testa
da
gran
de
peregrinação,
que
póde dizer-se
uma
verdadeira
peregrinação
de todo o
paiz.
To
das
as
cidades
são representadas, e
o
cle
ro
de todas
as
dioceses
manda
os seus
representantes.
Da
diocese
de
Braga
sa
bemos
que
todos
os
arcypreslados
se
reu
niram e
escolheram
cada
um
o
seu
dele
gado.
As
associações
catholicas
e
outros
corpos
moraes,
mandam
lambem
quem
os represente.
Nem
faltará
o
jornalismo
cathohco,
e
consta-nos
que
alguns
dos
seus
mais fortes
campeões
se
acharão
en
tre
nós
n’
esta
occasião.
Entre
os
jornaes
catholicos
o
«Commercio
do
Minho»
e a
«Semana
Religiosa
Bracarense» mandaram
pelo
telegrapho
a
sua
adhesão
á propos
ta
de
Monsenhor
Tripepi.
Não
sabemos
ainda
o
numero
exacto
dos
peregrinos
portuguezes,
mas
pelo
que
dizem
os
jornaes
e
segundo
as nossas
par
ticulares
informações
podemos
desde
já
afiirmar
que
a
peregrinação
portugueza
tanto
pelo
numero como
pela
qualidade
dos
peregrinos,
será
uma
das
mais
notá
veis,
como
é
também
de
certo
modo
a
mais importante
de
todas.
E
esta
importância
a
demonstrou
a
mesma
Agencia
Slefani
que
ha
dias
se
dignava
dizer-nos
que se
esperavam
em
Lisboa
os
peregrinos
das
provincias
e
das
ilhas,
para
partirem
para Roma,
e
ajun
tava
a
esta
noticia
uma maligna
insinua
ção
(
*
)
cujo
fim
todos
facilmente
compre-
hendem.
Estes
senhores
liberaes,
não
po-
SUMMARIO.
I
— Opposição
indirecta
á
resolução
de
Mac-Mahon
em
mudar
o
Ministério.
II.—
Estremecimento
da
Europa
Ma
çónica
e
anti-Catholica,
pela
mudança
de
dendo
dissimular
a
importância
d
’
estas
ma
nifestações,
bnscam
com
arte satanica
com-
promettel-as,
fazendo-as passar
por
ma
nifestações
políticas,
e
para vèr
se
as es
torvam
vão semeando
a
sizania
entre
os
irmãos,
como
fizeram
algures,
no
que
são
habilíssimos
estes
semeadores
de
discor
dias.
Digam
porem
o
que
disserem
os
li
beraes,
a
peregrinação
portugueza
é
como
todas
as
outras
uma
pura,
puríssima
ex
pressão
de religiosa
piedade,
e
não
mes
mo
sombra
de
relação
com
a
política.
A
despeito
dos
liberaes, aos
quaes
deve ir
ritar,
e
com
razão,
muito
os
nervos
es
ta
primeira
e
grande
peregrinação
portu
gueza,
este
improviso
e
imponente
exci
tação
dos
catholicos
de
Portugal, ora
ca-
tholicos
portuguezes,
mostraram-se
verda
deiramente
catholicos.
Como
laes
voltaram
as
costas
aos
phariseus,
e
recordando-se
que
a
união
é
a
força,
e
que
esta
união
lh’a tinha
recommendado
tanto
o
San
to
Padre
Pio
IX,
uniram
se,
deram-se
a
voz:
a
Roma,
ao Vaticano
—e
em
Roma,
e
no
Vaticano,
os
veremos
dentro
de
pou
cos dias.
A
negra
insinuação
linha
já
si
do
anticipadamente desmentida,
quando,
antes
d
’organisar-se a
peregrinação,
se
constituía
para
promovel-a
a
commissão
central
de
Lisboa,
presidida
pelo
cardeal
patriarcha, e
composta
de
dislinctissimas
pessoas, entre
as quaes alguns
pares
do
reino
e gentis-homens
da
corte.
A
peregrinação
porlugueza será uma
das
mais
bellas
paginas
da
historia
do
Jubileu
Episcopal,
e
cabe
bem
a
proposi-
to fazer
meditar
aos
nossos
inimigos
aquel-
las
palavras
que
ha pouco escreveu
um
seu
confrade
e
amigo,
o
jornal
protes
tante
inglez
«Salurday
Review»
sobre
o
movimento
religioso
calholico
da
Europa,
que
o mesmo
jornal
confessava
offerecer
um
contraste singular com as
previsões
geraes
de
vinte
e
cinco
annos
antes.
A
peregrinação
portugueza
mais
do
que
nenhuma
outra
dá
razão
á
«Saturday
Re
view»,
e offerece
um
ponto
de
serias
me
ditações
aos
inimigos
do catholicismo.
A’
Hedaeção do «Comiuereio do
Minho».
Londres, 29 de
Junho,
1877.
O
meu copista
esteve
forçosamente
ausente
por
duas
semanas,
e
não pude
eu recopiar,
nem
tive
quem
me
copiasse
mais
cedo,
a
longa
carta,
mas
muito
in
teressante
para
catholicos,
de
que
hoje
envio
metade,
e
ámanhã
enviarei
o
resto.
Quiz
assim
registar,
de
relatorio
e
aucto
ridade
insuspeita,
um facto
de
importân
cia,
tão
transcendente
como
foi
a
ultima
allocução
de
S.
Santidade
com
suas con
sequências,
e
creio
que
para os
leitores
catholicos
elle
merece
bem
ser
conhecido
e meditado.
As
consequências
hão
de
ir
seguindo.
O
ir
a
data
um pouco
atrazada,
pelos
motivos
inevitáveis
que
apontei,
não faz
diíferença
em
factos
como
os
de
que
a
correspondência
trata.
Como
ella
é
larga,
e
o
Commercio do
Minho
a
não poderá
publicar
toda
inteira
n’
uma
folha, enviarei,
como
disse,
o
res
to,
que
agora
não
tenho
tempo
de
rever.
A.
R. SARAIVA.
nisterio
Francez
ha pouco, participa
do
mesmo
caracter
que
aquella
«insignifican
te»
Allocução
de
Pio IX,
de que
o gran
de
Times
téve
a
tolice
de
zombar.
Quero
dizer,
que
a
dita
resolução
de
Mac-Mahon
hade
produzir
também
consequências
ines
peradas
pelo
Times
e
seu Correspondente
Allemão
(se
tal
é
como me
dizem).
Como
barometro,
de
que
consequên
cias
o liberanguismo
maçonico
receia do
acto
de Mac-Mahon, semelhantes
ás
da
Allocução
de
Sua
Santidade,
copiarei
as
reflexões
em
que
mais
a
tal
respeito
desa
bafa
o
dito
Correspondente
do
Trovejador
em
Paris;
diz
elle
mais:
—
«Quem
não
estiver
prompto
para
de
clarar
que
o
Gabinete
dirigido
pelo
Duque
de
Brogiie
é
o mais
Parlamentar,
o
mais
liberal,
o mais
opporluno
e
desinteressado
no mundo,
será
olhado como
comraunista
escapado,
como
inimigo
da
raça
humana,
como
docil
instrumento
dos
inimigos
da
França.
«Os
correspondentes
dos
papéis
estran
geiros
especialmente,
que
presumem,
que
tem
a
confiança,
de
annunciar
ao
mundo
exterior
que
a
França
não
está
no
apice
da
felicidade,
attrahem
sobre si
os
insultos
das
folhas
semi-cíliciaes
Infelizmente,
es
ses
Correspondentes
sam
todos
de
um
pensar,
e
toda
a Imprensa Europea
faz
o
mesmo
juizo
do
novo
Gabinete;
de
sorte
que se
precisa
excesssiva
condescendência
para
encostar
com
esta
porção
da
Im
prensa
Franceza
contra
o
juizo do
mun
do».
Esta
sentença
do
tal
Correspondente
oracular,
que modestamente
entende
serem
o
seu
proprio
juizo
e
inclinação
os
mes
mos
de
todo
o
mundo, tem
suas
parecen
ças
com
a
mosca
pousada
no
eixo
da
roda,
e
gabando-se
de
fazer
andar
a
carroça.
Mas
continuemos
a
ver
como
este
cura
de
Povos
faz,
ao
mesmo
tempo,
e
baptiza
logo
as
suas
creanças. Elle
e
seus
colfe-
gas,
representantes
escolhidos
das
folhas
revolucionarias,
iiberangas
e
maçónicas,
sam
mandados
para
Paris
com
a
missão
de
promoverem
dali
na
penna
os
objectos
geraes
da
imprensa
maçónica
e
anti-catho-
lica.
Zelozamente
cumprem
a
sua missão,
prégando
diariamente
a
cruzada
em
que
estam
empenhados. Para
isso,
escolhem
as
noticias
e
incidentes
que melhor
podem
servir seu proposito,
e
os
coloram
e
os
guizam
do
modo
que sabem
melhor
podem
deleitar
as
redacções
de
seus
papéis,
e
a
plebe
dos
leitores
dos mesmos.
Assim
vam
creando
uma
certa
opinião
falsa,
e
sentimento
viciado
e
vicioso,
que,
natumente
inclina o
publico
dos
leitores
a
julgar
dos
acontecimentos
segundo
a
côr
que
os
informadores
lhes
dam.
Tenho
quasi
cincoenta
annos
de
experiencia
e
observação
d’esta tactica neste
paiz;
onde,
por
ser
como
o
coração
do
mundo
polí
tico, financeiro e
commercial,
se
concen
tram,
mais
que
em
nenhum
outro logar
no
Globo,
os
resultados
da
tactica
refe
rida.
E
donde
depois,
pelas
grandes ar
térias que
daqui partem, vai o
sueco
e
sangue
que
dahi
resulta,
refluir
de
novo,
já
elaborado
e
apurado á
Ingleza
revo
lucionaria
e
anti-catholica,
diífundindo-se
pelo
resto
da
Europa
e
do
mundo.
(Conlinúa)
A. R SARAIVA.
Ministério
em
França. Mudança, na minha
opinião. Providencial,
e
complemento
da
regeição
pela Camara Alta Italiana da
«Lei
das
Rolhas.
III.
—
Receios
da
Allemanha
pela
mu
dança
de Ministério em França; por
con-
sideral-a
como
favoravel á
Igreja,
e
á
Mo-
narchia.
IV.
—
Para
que
servem
as
Allocuções
do
Papa, e
as
Peregrinações
dos
Catho
licos
a
Roma.
V. —D.
Carlos
partiu
de
França para
os
Estados Austríaco
’
.
VI.
—
Deputação
dos
Membros
Irlande-
zes
Catholicos
do Parlamento
Britânico
recebida
por Sua
Santidade.
. VIL—
Muito
notável
e
importante
re
cepção
dos
Peregrinos
dos
Estados-Unidos
da
America,
por Sua
Santidade,
com
of-
fenas
consideráveis
em
numerário.
VIII.
—
Peregrinação
Irlandeza,
e
sua
recepção
pelo
Santo
Padre.
IX. —
Dita
da
Dalmacia,
do
Tyrol,
de
Malta,
guiadas
por
seus respeclivos
Pre
lados.
X.
—
Collegio
novo
de Missionários;—e
Convento
novo
também
de
Freiras;
onde
se
celebrou
com
grande
solemnidade
o
quinquagésimo anniversario
do Episcopado
de Pio
IX.
I.
—
A
presmnpçosa mania-liberanga
de
querer
cuiar
todas
as mazelas
com
«pello
do
mesmo cão»,
é
peste
que
se
parece
ao
vicio
da
embriaguez.
O bêbado,
quanto
mais
bêbado
está
mais
deseja
beber.
As
sim
é
o
Liberanguismo:
quanto
corrompe,
desmoraliza,
perturba,
abate
as
nações
on
de
entrou
a
tal
peste,
mais
clama
por
liberanguice
para
curar esses
males
que
ella
produzia.
O
Correspondente
Parisiano
do
Times
(alliado,
provavelmente,
de
Bismark,
como
foi
e
ainda
é
em muitos
pontos
o
mesmo
Times),
em
seu
azedume
contra
o
acto
de
Mac-Mahon,
de
usar
da prerogativa
do
seu
posto
em
mudar
de Ministros,
conlinúa
aproveitando
quanto
lhe
parece
é
signal
de
descontentamento e de irritação
contra
o
proceder
do
Presidente.
Lis
aqui,
uma
prova
do
que acabo
de
annuncia:
—
Ha
dias
escrevia
elle
ao
jornal:—
«An
dam-se solicitando
assignaturas
entre
os
mercadores e
legistas
de
Paris, para
uma
petição
ao
Presidente.
Representa-se
nella,
que
rivalidades
pessoaes
e
ambições
cul
paveis
estam
paralysando
a
industria; que
recentes
acontecimentos
têm
abalado
a
confiança
necessária
para
as
transações
commerciaes;
que as ordens
e
encommen-
das
tanto
do
interior
como
do
estrangeiro
estam
diminuindo,
e
muitos
operários
se
acham
desempregados;
que
a
França
não
pode
competir
com
o
mundo
na
Exposi
ção
que
se prepara, a
não
ser
breve
se
restabeleça
a
confiança;
e
que estas con
dições
dependem
de
uma
política
resoluta,
conciliatória
e
pacifica.
Dirigem-se,
pois,
os
supplicanles
com
esperançosa
confiança
ao
Primeiro Magistrado
da Republica».
Se
esta
noticia não
fosse
como
é,
evi
dentemente
aproveitada
pelo
Correspon
dente
para
directamente
condenar
a desa
creditar
a
mudança
de
Ministério
que
o
Presidente
determinou,
pouco
mereceria
ser
notada;
porem
o
espirito
de
todas
as
communições
deste
Correspondente
que
de
qualquer
maneira
podem
relleclir
des
favoravelmente
sobre
o
acto
do
Presidente,
de
tirar da
Presidência
do
Gabinete
de
uma
nação
que
se
presava
do
titulo
de
Chrislianissima,
um
livre
pensador,
ao
que
parece,
sem
crença alguma
religiosa;
ma
nifesta
logo
a
tendencia desta
noticia,
e
o
que
ella significa.
II.
—
Na
minha
opinião
esta mudança
inesperada
e
um
tanto
sacudida
do
Minis-
Não
negamos. Todos
aquelles,
que
nos
honramos
com
o
titulo
de
amigos
da
or
dem
e
defensores
do
direito
temos
o
olhar
fixo
ao
marechal
Mac-Mahon.
E'
grande
a
cinfiança,
que sempre
nos tem
inspirado
aquelle
honrado
militar;
muito
maior,
porem,
é
a
que
temos em
Deus,
e
d
’Elle
esperamos
que
salvaguarde
Deiordem.
—
No
domingo
deu entra
da
no
hospital
de
S.
Marcos,
Joaquim
da
Silva,
artista,
que
recebeu
alguns
feri
mentos
em
desordem
com
Francisco
Xa
vier
Lourenço,
da
rua
das
Palhotas.
Mlsrn» de
requiem.
—
A snr.
a
D.
Anna
C.
Tavares
Vouga
Navarro,
mãe
do
fallecido
professor
do
Lyceu
d’
esta
cida
de,
Alvaro
Navarro,
manda no dia
9
do
corrente
celebrar
uma
missa
para
suffra-
gar
a
alma
d
’aquelle
infeliz moço,
a
qual
terá
logar
na egreja
dos
Congregados,
por
9
horas
da
manhã.
KxonerafAo.
—
O nosso
esclarecido
collega
do
«Jornal
do
iMmho»,
o
snr.
Augusto
Valladares,
pediu
a
exoneração,
que
lhe
foi
concedida,
de
2.°
bibliolhe-
cario
da
Bibliolheca publica
d
’
esta
cidade.
Doença.—
Tem
passado
bastante
in-
commodado
o
ex.mo
snr.
dr.
Antonio
Brandão
Pereira,
por
cujas
melhoras
fa
zemos
votos
ao
céo.
Destacamento.—
Chegou
hontem
a
esta
cidade
um
destacamento
de
cavalla
ria
6,
que
vem
render
o que
tem
aqui
estacionado.
Creanças abandonadas. —
Em
a
noite
de
segunda-feira foram
abandonados
tres
recem-n
iscidos,—
um
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
outro
nos
Gran-
gintios,
e
outro
na
rua
das
Aguas,
no
portal
da
casa
n.°
106.
Como a moralidade
cresce!
Heviata
de Lisboa.—
Recebemos
o
n.°
2
da
Revista
de
Lisboa,
de
que
é
re-
dactor
principal
o
snr. J.
M.
Pereira
de
Lima
E
’
oplimamente escripta.
Movimento
do
Hogpital
de
S.
Mareos.—
Doenies
existentes
em
23
de
junho:
91
homens
e 139
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
35
homens
e
26
mulheres.
Sahiram:
17
homens
e 33
mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
30
de ju
nho:
106
homens
e
128
mulheres.
Notíeina de Roma.—
Dizem
de
Ro
ma
em
23:
Na
manhã
de
hontem
Sua
Santidade,
depois
da allocução,
provêu
de
bispo
dif-
ferentes
Sés
vacantes,
e
creou
novos
car-
deães;
os
prelados,
a quem
o Papa con
cedeu hontem
a Sagrada Purpura,
foram
os
veneráveis
arcebispo
de
Zagabria
ou
Agram,
e
arcebispo
de
Vienna,
dos Es
tados
Austríacos;
e
o
arcebispo
de
Bolo
nha,
Estados
da
Egreja.
Depois
foi pedido
ao
Supremo
Gerar-
cha
o
S.
Pallio
para o
patriarcha
de
Ve
neza
e
metropolita
de
Sevilha,
de
Valen
ça,
de
Ferrara,
e
de
Sydney
na
Nova
Gal-
les
na
Australia.
A
aeeea no
Brazil.
—
De
uma
carta
do
Ceará
dirigida
a
um cavalheiro
resi
dente
nesta
cidade,
diz
um
jornal
do
Porto,
carta
que
obsequiosameme
nos foi
mostrada,
transcrevemos
os seguintes
pe
ríodos
a
respeito
da
secca que
tem
fla-
gellado
as
províncias
do
norte
do
Brazil:
Tudo
aqui
vae
de
mal a peior.
A
secca
que
pesa
horrorosa
sobre
esta
província,
ameaça
reduzir
tudo
a
nada.
O
commercio
está
inteiramente
morto.
Nunca
chegamos
a uma
quadra
tão
desditosa.
O
sertão
faz
medo. Povo
morto
de
fome.
Não
sei
quem
resistirá.
Nem
uma
gotta
de
agua
Não
ha
legumes;
o
gado
está
morrendo
todo, e
o povo emigrando
para
a
capital
e
para
as
praias.
Não
ha
segurança
individual.
Esta
secca
aíligura-se-me
peior
do
que
as
de 1825
e
1845.
Uma
cousa
é
ver,
outra
é
contar.
E
o governo
sem
dar
providencias
!
Estou
sob
a
pressão
do
terror.
Não
sei
o que será dos
negociantes
d
’
esta
praça
se
o
governo
não
tomar
boas
medidas
sobre
a
crise.
O
credito desappareceu.
Os
caixeiros
estão
emigrando
para
o
sul
e para o
norte.
Os
emigrantes
são aos
200
e
300
por
cada
vapor,
e
o povo
que
entra
do
ser
tão
é
sem
conta.
Meu
Deus,
valei-nos
!
Buelinrrgt, 22 de junho.—
(Cor
respondência
da «Nação»).—
Snr.
director
e estimado
amigo.—
Depois
d'uma
inte
ressante
viagem
pelo
império austríaco,
chegou
a
Bucharest
S.
M.
El-Rei D.
Car
los
VII,
tendo tomado
o
caminho
de
Cra-
covia, Lensberg
e
Sucziadda.
A
sua
chegada
ao theatro
da guerra
não
podia
ser
mais
opportuna,
pois
as
operações
parece
começarão
em
breve.
S.
M.
foi
recebido
com
provas
do
mais
sin
o
leal
inimigo
do
radicalismo
no
meio
das
tramas
tecidas
pela
revolução
para
im
pedir
o
exito
da
sua
grande
empreza.
O
furor
revolucionário
contra
o
patrio
ta,
que arrancou
aos
amigos
do exlran-
geiro
o governo da
França,
mitiga-se
de
vez
em
quando,
para
esperar
no
ministé
rio
francez
algurn
acto
que
enfraqueça
a
resolução
do
marechal;
todavia
sempre
nos
felicitamos
de
vel-o firme continuar
a
sua
tarefa
e
proceder,
talvez
com
de
masiada
prudência,
mas
nunca
com
fra
queza,
ao
restabelecimento
de
um estado
de
cousas,
que,
no terreno
legal,
permitia
uma
decisiva
e
benelica
mudança,
que
as
segure a
unica
e
verdadeira
prosperidade
de
uma
nação
civilisada
e
eminentemente
christã.
O
golpe
de
estado,
como
lhe chamam
os
revolucionários,
foi na
verdade
um
gol
pe,
mas
de tão portentoso
alcance
e
de
tão
terríveis consequências
para
a
de
sordem,
que
pode
ter
sido
um golpe
mor
tal.
Dominava
a
impiedade, e
com
o
apoio
dos
inimigos da
França
regiam
os
des
tinos
da
nação
os
mais
acérrimos
inimigos
da
religião,
d
’
aquella religião
que
na
lucla
fatal
com
a
poderosa
Allemanha
resplan
deceu
sempre
onde
a virtude,
o valor,
o
heroísmo
e
o sacrifício mostravam
que
no
meio
da
fraqueza do
vencido
polia
brilhar
o
vigor
da
fé,
triunfar
o
poder
de
Deus;
na
camara chamava
se
mentira á palavra
do
Vigário
de
Christo;
na
impréhsa
decla
ravam
se
inimigos
da
patria
os
filhos
fieis
da
grei
catholica,
e
o
escandalo
chegava
a
tal
ponto
que
não
errava
quem
visse
no
dia
d
’amanhã
o
principio
de destruição
das
instituições
legaes, o
primeiro
sacrilégio,
o
roubo,
a
morte
e
anarchia
emfim,
se
melhante áquella
que
impotente,
e
co
varde
cahiu
aos
pés
do
duque
de
Ma-
genta.
Mas
ei!-o
novamente,
e
ainda
que
seja
a
espada
substituída
pela palavra,
que
re-
soa
victoriada
pelos
homens
de
bem.
é
sempre
o
mesmo
marechal,
é
o
mesmo
salvador.
Cae
o
radicalismo,
e
troca-se
em
raiva,
mentira
e
hypocrila
dignidade
o
louco
or
gulho
que
os
animava
no
poder.
Appa-
rentam
tranquillidade,
por
que temem
a
coronha
das
armas
do exercito
e
só
em
um
ponto
se
assemelham
aos
que
pre
veem
um
menos
infausto
porvir
para
a
França.
Também
a
revolução
espia
os
actos
do
marechal.
Não
confiada e
tranqnilla,
temorosa,
e
traiçoeira,
prompta
sempre
a
tirar
provei
to
cTelles
para
fabricar
calnmnias, e,
nés
cia,
pretendendo
nivellal-os á iminundicie
de
suas
acções.
Eram
poucos
os
orgãos
revolucionários
para
dar
cabida
á
grande
noticia
de
ter
o
marechal recusado
uma
condecoração,
que
lhe
bfferecera
Pio
IX,
por
ter
reconhecido
o
governo
francez
o
reino d
’
Italia
e
por
tanto,
não reconhecer
no
Papa
o direito
de
dispensar
honra
alguma
que não seja
pura
mente
ecclesiastica.
Um
telegramma
de
Roma,
que
encon
tramos
em uma
folha
ingleza,
encarrega-
se
de
desmentir
semelhante
noticia, an-
nunciando-nos
que
Mac-Mahon acceilou
a
condecoração.
O
governo
francez
pode reconhecer a
soberania
de
Victor
Manuel;
o militar,
po
rem,
cujo
peito
é
honrado
por
decorações
ganhas
no
campo
da
batalha,
ainda achou
na
sua
farda
um
logar
de
honra
para
a
distmeção que
lhe
faz
o
Rei
de Roma
prisioneiro.
Sigam
os
revolucionários
espiando o
marechal.
Nós
não
perdermos
de
vista
todos os
seus
actos
e cremos
que,
como
hoje, se
rão
sempre
dignos
de
louvor.
—
(<C.
da
Tardei).
GAZETILHA
cero
carinho,
e
tanto
as
altas
personagens,
como a
oílicialidade,
regosijaram-se
de
vel
o
chegar
tão
a
tempo. Hontem
o
prín
cipe
Carlos,
que tão dignamente segue
as
tradições
militares da
sua
familia,
apres
sou-se
em visitar
o
Rei
de
Hespanha,
e
em
convidal-o
hoje
para
um
almoço
em
sua companhia
e
da
princeza.
Hontem
houve
um
brilhante
concerto,
cujo
producto
foi
destinado
para
o
soc-
corro
dos
feridos.
Assistiu
a
elle toda
a
aristocracia
rou
mana,
e
El-Rei
conheceu
alli
o
príncipe
Milan
da Servia,
que partiu
esta
manhã
para Belgrado.
Em
breve D.
Carlos
VII
partirá,
para
percorrer
a
linha
avançada
do
Danúbio.
Para
este
eífeilo
já
está
tudo
preparado:
uniformes,
magníficos
cavallos,
trazidos
de
Paris
e
Vienna,
arreios
etc.
etc.
Sabendo-se
aqui
que
hade
ser
breve
a
demora
de
Rei
legitimo
de Hespanha em
Bucharest,
muitas
pessoas
teem
solicitado
a
honra de
lhe
serem apresentadas.
A capital
da
Roumania
offerece
hoje
um especlaculo digno
de
ver-se:
entram
e
sahern
conlinuamente
tropas russas
e
roumanas,
com os seus
uniformes
de
tela
branca,
proprios
para
uma
campanha
de
verão.
Bucharest
é
hoje
uma
pequena
Pa
ris.
Os
hotéis
estão
cheios
por
tal
fôrma,
que
é
diíficil
achar
logar;
em
toda
a
parte
se
vêein
brilhantes
uniformes
dos
estados
maiores.
As damas
occupain-se
activamente
em
preparar
soccorros
para os
feridos,
dando nisto,
como
cm tudo, um
nobre
e
generoso exemplo
a
caritativa
princeza
Izabel,
esposa do príncipe
Carlos.
O
espirito
é excellente,
e
o
povo
tran-
quillo e confiado
espera
—triunle
a
Cruz
sobre
a
meia
lua.
Com
effeilo,
quem
estudou
a
guerra
da
nossa
restauração
patria,
julga-se
tran
sportado
áquellas
épocas,
nas
qtiaes
os
filhos
de
Pelayo
combatiam
com
heroico
esforço
contra
o
fanatismo
musulmano.
São itnmensos
os
recursos
de
que
póde
dispor
a
Roumania,
pois
pesara
hoje
sobre
ella
todas
as
forças
do
exercito
russo.
E
’
verdade
que
os
russos
pagam
tudo, mas
é
una
facto
que
a
Roumania
tem bastante
para
os
sustentar,
sem
ler
de
recorrer
á
Rússia.
S.
A.
I
o Gran-Duque
Nicolau
inspira
a
todos
utna
confiança
illimitada.
A
sua
figura
altiva,
seu
olhar penetrante
e
in
teligente
e
o seu
trato
simpático,
altra
hem
a
estima
dos
chefes
e
oílicias,
e
en-
thusiasmam
os
soldados.
Os
seus
mere
cimentos
militares
são
conhecidos,
e
es
peram
que
o
exito
d
’
esta
campanha hade
mostrar
quanto
vale
o
nobre
príncipe
russo.
A
chegada do Imperador
lambem
con
tribuiu
para
augmentar
o
enthusiasmo
geral.
Ossada
de D. Fr. Btirtholnniei
dos tlarejres.
—
Na
abertura
do
tumulo
do
virtuosíssimo
arcebispo
D. Fr.
Barltiu-
lomeu
dos
Marlyres, existente
em
Vianna
do
Castello,
na
capella-mór
de
N.
Senhora
de
Monserrate,
acto
que
já
noticiamos,
lavrou-se
um aucto
em que
se
declara que:
«Levantada
a ultima
fachada
de
már
more
que
servia
de
base
á
pyramide
tu
mular,
encontrou-se
um
cofre
de
cedrojá
em sensível deterioração do
tempo,
na
la
ce
superior
do
qual
se
evidenciava
clara
mente
a
incisão
de
tres
aberturas
qna-
drangulares
espelhadas
a
cristal
—
traça
—
como
se
evidencia
das
chronicas
e
parti
cularmente
da
grandiosa
epopêa
que
ser
ve
de
epicedio
á memória
do
grande
ar
cebispo
— fôra
indicada
quando
os
restos
d’
este
Adão
tres
vezes
grande,
foram
postos
á
veneração
e
ás
vistas
do
amor
af-
fecluosissimo
dos
seus
filhos,
antes
de
entrarem
no
cenotaphio.
«Aberto
o
cofre,
achou-se
então
em
excellente
estado
de
conservação e
orlem
toda
a
ossada
maior,
desdo
o
craneo,
co-
lumna
vertebral,
e
libias
d
’aquelle, cujo
corpo
duas
povoações
iguilmente
illustres
na
historia
disputaram
com tanto
amor
como
veneração.
«N
’
essa
occasião se
evidenciou
que
um
cheiro
balsamico
e
agradavel
rescendia
d’
aquellas
preciosas
relíquias,
e
todos
en
tão
de
joelhos
e em
signal
de profunda
veneração
pela
memória
de tão illustre
prelado—duplamente
grande
assim
em
vir
tudes
como em iettras
—
talentos
que
ri-
valisaram
com
os primeiros
do
seu
agi
tado
século,
virtudes
que
empanaram
gran
dezas
de
heroicidade
aos
mais distinctos
varões
da sua época,
e
lodos,
digo,
dis
seram
em
uma
voz
:
Esta
é
a
ossada
do
snr.
D.
Fr.
Barlholomen
dos
Mtrtyres
cu
ja
authenticidade
aqui
solemnemente jura
mos,
por
ninguém,
antes
de nós
aqui
ler
vindo.
Em seguida
o
reverendo Francisco
Es.
leves
Pereira
levantou
am
responso a
qu
e
todos
os presentes responderam;
findo
q
que
se
tornou
a collocar
a
tampa do
co-
fre
de
cedro,
ficando este
devidamente
sellado
com
o
sello
da
administração
d
’
es-
te
concelho,
para
assim
ser
presente
á
visita
que
o
exm.° snr.
arcebispo
Primaz
linha
aprazado
para
ámanhã
vinte
do
cor.
rente.
•
Concursos.
—
Estão
a
concurso as
seguintes
egrejas
parochiaes
:
Nossa
Senhora
da Purificação de La-
irinho,
concelho
de
Moncorvo,
diocese de
Braga.
Santo
André
de
Santa
Cruz
de
Lima,
concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
<Je
Braga.
S.
Pedro
de Valle
Nogueiras,
conce-
lho
de
Peso
da
Regua,
diocese
de
Braga.
Coimbrão
(S.
Miguel),
concelho
de
Lei-
ria,
diocese
de
Leiria.
Colmeias (S.
Miguel),
concelho
de
Lei
ria.
diocese
de
Leiria.
Esmenz (S.
Pedro),
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
diocese
de
Braga.
Evora
(S.
Mamede),
concelho
de
Evora,
diocese
de
Evora
Repreza
(Nossa Senhora
da Purifica
ção),
concelho
de Monte-Mór-o-Novo,
dio
cese
de Evora.
SanCAnna (Sant
’
Anna),
concelho
de
Portei,
diocese
de
Evora.
Seixal
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
do
Seixal,
diocese
de
Lisboa.
Villa
de Amargo
(S.
Miguel),
conce
lho
de
Figueira de Castello
Rodrigo,
dio
cese
de
Pinhel.
Preço «los cereaesi
—
Na terça-feira
ultima, n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
850
Milho
alvo.......................................
600
Centeio........................................
400
Milho branco
................................
410
»
amarello
...............................
440
Painço..............................................
560
Cevada.
......
480
Batata..............................................
600
Feijão
vermelho.......................................
l$000
»
amarello. ....
860
»
branco
...............................
970
»
rajado................................
740
» fradinho...............................
600
Azeite.......................................................
5$200
Vinho
(pipa)
......................................
29$000
Morte
d’um ootronomo.
—
Um
despacho
de
Padua
(Italia),
em
data
de
26
de
junho,
annuncia a
morte
d
’
um
sabio
astronomo,
o
abbade
João
Santini.
Suc-
cessivamente
professor
no
Observatório
de
Padua. professor
de astronomia
e
director
dos
estudos
mathematicos na
Universidade
da
mesma cidade,
o
abbade
Santini,
que
era membro
correspondente
do
Instituto
de França, publicou
um
grande
numero
d
’
obras
sobre
a
astronomia,
a
trigonome
tria
e
a
optica.
Aos embarcadiços
para os por
tos
«!o
Brazil, e outros. —
O
nosso
excellente
collega
do
«Diário
Illustrado»
publicou ba
dias
o
seguinte,
que
vae
tran-
scripto
a
beneficio
dos
emigrantes
:
Aífirma-nos
pessoa
de
todo o
credito
que
sempre
que
ha
passageiros
para
em
barque
ou
desembarque
dos
portos
do
Brazil,
e
outros,
é
velha
usança
apresen
tar-se
um
grosso
numero
de
corretores
de
hotéis
e
tabernas, ou
no
Lazareto,
em
dias
de
pratica
ou
na
estação
dos cami
nhos
de
ferro,
d
’
onde levam
dolosa
mente
em
sua companhia
aquelles
indi
víduos
que
manifestam
pouca
ou
nenhu
ma
perspicácia
e
experiencia
de
capital.
Ha
dias,
chegando
do Alto
Minho
al
guns
lavradores
contractados
para
traba
lhos
ruraes
no império
do
Brazil,
foram
engajados, por
alguns
d
’
aquelles
melian
tes,
que
os
introduziram
de
cama
e
me
za
n
’uma taberna immunda,
ahi
para
os
lados
da
Ribeira
Velha.
Cinco
dias
de
pois,
offerecendo-se-lhes
menção
para par
tirem,
tiraram
os
seus
bilhetes,
prepara
ram-se
e
querendo ajustar
contas
com
o
domno
do
estabelecimento
só
o
consegui
ram
duas horas antes
da
saida
do
vapor,
quando
os
desgraçados
se
não
podiam
queixar
á auctoridade
do
logro
em
que
cairam,
sob
pena
de perderem
os
seus
logares
a
bordo
e
ficarem
por
consequên
cia em
terra :
tal
foi
a
verba
de
despe-
za
qne
o
taberneiro
lhes
apresentou
!
Estes
factos,
pois,
que
se
repetem
sem
pre
que ha
ensejo,
não
devem ficar
no
esquecimento,
porque
além
de
ser
uma
dôr
de
alma enganar
aquella
pobre
gen
te
que
se
vae
sacrificar
fóra
da
patria
em
busca
de
um
futuro
qualquer,
constituem
também
uma
vergonha
para
os
habitantes
honradas
d
’
intra-;nuros
da
cidade,
e
gr
a‘
rr~~-Tiiimiii
ií
^
uh
w
ihiiimiii
—
iiii
ii
>
nimi i iinmmiiiiMi
Fallecimento.—
Em
Vianna
do
Cas
tello
falleceu no
dia
4
d
’esle
mez
o ex.
mo
snr.
Jacome
Borges
Pacheco
Pereira,
da
nobre
casa dTnfias,
d
’
esta
cidade,
e
n
’a-
quella
residente
desde
1865.
Este
distincto
cavalheiro,
com
quem
desde
creança tinhamos
relações d’
amisa-
de,
exerceu
vários
cargos
importantíssi
mos,
entre
elles
o
de
secretario
geral
neste
districto,
e
o
de
governador
civil
no
de
Vianna,
tornando-se
sempre
credor
da
mais
viva simpathia.
A
’
illustre
familia
do
finado
enviamos
comprimentos
de
pezames.
c
a razão que
lhe
occulta
o perigo,
ou
á
taixeza da
alma que
o
expõe
e
arrisca
a
tudo
só
para
ganhar
honras
vans e
efeme-
ros
elogios.
Também
se
costuma
louvar
a
constân
cia
de
um
homem
a quem
a adversidade
não
pôde
abater,
mas
se
a
base
dessa constância
não
está na
fé,
na consolação
da própria
consciência, e
na
submissão ás
ordens
de
Deus
que
o
fére,
é
impostor,
porque
é
traidor
a
si
e
nos
engana
sob
uma
appa-
rencia
falsa;
ou
barbaro,
porque
não
tem
jastante
conhecimento
para
chorar
tão
grande
loucura.
Pois
só os
Santos
são
verdadeiramente
grandes;
e
se
a
piedade,
aos olhos
do
mundo, é
tida
como
fraqueza,
é
só
ella
porém
que
enobrece
o
coração
e
o
eleva
acima
das paixões
vulgares,
e só
ella
é
o
irincipio
em
que
se
formam
as
grandes
qualidades,
porque
só
ella nos
faz
obrar
seguindo
princípios
solidos.—
(Massillon).
Despachos.—O
«Diário
do
Governo»
jobbca
os
seguintes
despachos
eílectua-
dos
por
decretos
de 28
do
passado
mez:
O
presbylero
Joaquim
José
Gomes
de
Andrade
—
apresentado,
precedendo
concur
so
por
provas
publicas, na
egreja
parochial
de
Santo
André
de
Barrô,
diocese
de
Aveiro.
O
presbylero
José
Antunes
Namorado,
larocho
collado
na
egreja
de
Santo
Este
vão,
arcebispado
de Evora—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa Eulalia,
diocese
de
Eivas.
O
presbytero
Manuel
Fernandes
Tosca-
no,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Se
bastião
de
Cativellos,
diocese
de
Coimbra
—
apresentado
na
egreja
parochial
de Nossa
Senhora da Assumpção de
Villa
Nova
do
Casal,
da mesma
diocese.
Declarado
sem
efleito,
a
pedido
do
inte
ressado,
o
decreto
de
26 d
’
outubro
de
1876,
pelo
qual
se
fizera
mercê
ao presbylero
Manuel
Gonçalves
de
Oliveira
Arozo,
paro
cho
collado
na
egreja
de S.
Nicolau
da Villa
da
Feira
diocese
do
Porto,
da
apresentação
na egreja
de
S.
Cosme
e
Damiào
de
Gemun-
de, da
mesma
diocese.
Pio
IX.—
Ha
dias
um Prelado
do sé
quito
de
Pio
IX
disse-lhe, que
em
pre
sença
dos
grandes
calores,
que
podiam
prejudicar-lhe
a
saude,
devia
limitar
e
até
mesmo
suspender
as
audiências,
principal
mente
as
publicas,
a
que
o
Smto
Padre
respodeu:
«Como
quereis
que
eu
tema
e
evite
a
fadiga
das
audiências?
Ainda
que
por
esse
motivo houvesse
de
succumhir,
me
julgaria
muito
feliz,
por
que
não
creio
que
haja
melhor
sorte
para
um
pae, que morrer
no meio de
seus
fi
lhos
e
quando
está
occupado
em
conso-
lal-os».
Portaria.
—
O
«Diário
do
Governo»
publica
o seguinte
decreto,
que
evita
para
o futuro
muitos abusos
que
se
teem
pra
ticado
ultimamente
pelos
agentes do
fisCO.
«Convindo
quanto
antes
exercer
mais
larga
fiscalisação
sobre
a
cobrança
do
real
de
agua,
e
podendo desde
já
providenciar-
se
em
relação
ao
que
se
acha estabele
cido
quanto
ás
avenças
para
o
pagamento
do mesmo
imposto:
hei por
bem,
confor
mando-me
com
o
parecer
do
director
ge
ral
interino
das
alfandegas
e
contribuições
indirectas,
determinar
que
em
nenhum
caso
os escrivães
de
fazenda acceitem pro
postas
de
avenças
sem
approvação
dos
delegados
do
lhesouro,
que
averiguarão
por todos
os
meios
ao
seu
alcance
qual
o
rendimento
provável do
estabelecimento,
cujo
dono
proponha avençar-se
para
com
a
fazenda
publica,
devendo
ordenar que
se
cobre
temporariamente o
imposto
por meio
de
manifesto
onde
não
houver
ou
não
te
nha havido
base
segura
para
a
avença,
ex-
ceptuadas
unicamente
as
diposições
d
’
este
decreto
as
avenças
que propozerem
os
que
vendem
nas feiras e
romarias
generos
su
jeitos ao real
de
agua,
as quaes
podem
ser acceiles
pelos
escrivães
de fazenda,
sempre
que
n
’
este
caso se
apresente
dif-
ticuldade
de
obter
anlecipad.mente
a
ap
provação
dos
delegados
do
thesouro.
«O
conselheiro
de
Estado,
ministro
e
secretario
de
Estado
dos
negocios
da
fa
zenda,
assim
o tenha entendido
e
faça
executar.
Paço,
em
21
de
junho
de
1877.
—
Rei.
—
Carlos
Bento
da Silva».
LntnenUvel
desgraça. —
No
dia,
30
de
junho
proximo
passado
foram
ful
minadas,
por
um
raio, duas
pessoas,
pae
e
filho,
em Forninhos, concelho
d’
Aguiar
da
Beira
Terrivel bombardeamento.
—
O
bombardeamento
de
Rbutschouk
foi
terri
vel,
mais de
um cento
de
habitantes
foram
mortos;
os consulados
europeus
soffreram
muito
e
segundo
dizem
os
jornaes
inglezes,
ves
prejuisos
para
os
proprietários
probos
de
outros
hotéis.
A
’
auctoridade
competente
pedimos
pro
videncias.
Chnpeu
Cardinalício. —
0
Santo
Padre
entregou
esta
manhã,
25,
o
chapéu
aos
Cardeaes
que
ainda
o
não
tinham
rece
bido,
entre
estes
havia
sete
que
não
ti
nham
ainda prestado
juramento,
e
aos
quaes
o Santo
Padre
não
tinha
ain
da podido
fechar
e abrir
a
bocca
nem
dar
os seus
titulos
cardinalícios,
os
quaes
se
reuniram
para
esse
fim
na
sala da
con
dessa
Mathilde,
transformada em capella.
Os
Cardeaes
que
estavam
n
’
esle
caso
eram
os
snrs.
D
Ígnacio
do
Nascimento
Moraes
Cardoso,
Palriarcha
de
Lisboa
;
D.
Francisco
de
Paula
Benavides
y
Na-
varrele,
Palriarcha das
índias;
D.
Miguel
Paya
e
Rico.
Arcebispo
de
Compostela;
D.
Luiz
Maria
Joseph
Caverot,
Arcebispo
de Lyon ;
José
Mihalowilz,
Arcebispo
de
Zagabria;
João Baptista
Kutochker,
Arce
bispo
de
Vienna,
e
Lúcido
Maria
Paroc-
chi. Arcebispo
de Bolonha. Alli
prestaram
juramento
estes
sete
Cardeas,
vindo
de
pois
reunir-se-lhes
SS.
Em.as
os
Cardeaes
José
Hypolylo Guiberl,
Arcebispo
de Paris,
e
Victor
Augusto
Isidoro
Deschamps, Ar
cebispo
de
Malines,
que
não
tinham
ain
da
recebido
o
chapéu,
mas
aos
quaes
o
Santo
Padre
tinha
já
aberto
e
fechado a
bocca
e
dado
o
titulo
cardinalício.
Depois
passando
todos á
sala
do
Con-
sistorio.
os
novos
Cardeaes
acompanha
dos
pelos
mestres de
ceremonias,
e
com
todas
as
formalidades
do ritual
em
uso
se
foram prostrar
ante o
throno
pontifício
conservando-se
de
joelhos
todo
o
tempo
da
ceremonia.
Então
o Santo
Padre pro
nunciou
a
formula
sacramental:
Accipite
galerwm
rubrum
etc.
depois
do
que
os
novos
Cardeaes
vieram
ajoelhar
nos
de
graus
do
throno,
impondo
lhes
Sua
San
tidade
o
chapéu,
que
era
sustentado
d
*
um
lado
por Mons.
o
Mordomo mór
e
do
ou
tro
pelo
primeiro
mestre
de ceremonias.
Saiu
á luz
a Oração Dominical
do
Maçont
ou,
O
Materialismo
desmascarado
; por An
lonio
Christiano
Pereira
de
Figueiredo.
Vende-se
unicamente
em
Santarém
em
casa
do
auctor,
e
em
Lisboa
na
livraria
Campos
Júnior, rua
Augusta,
76
a
80.
Preço
800 reis
Para
qualquer
outra
terra
reinette-se
pelo
correio
a
quem (izer
o
pedido
a
A.
C.
P.
de Figueiredo,
em
carta
ou
missi
va
acompanhada
de 206
reis
por
cada
exem
plar
que
requisitar,
ou
do
seu
valor em
estampilhas
ou
valle
do
correio;
porqua
a
remessa será
por
conta
do
auctor.
Receberam
Suas
Em.
as
o
chapéu
pela
ordem
seguinte
:
O
Cardeal
Moraes Cardoso,
depois
o
Cardeal
Guiberl,
o
Cardeal
Deschamps, o
Cardeal
Benavides, o
Cardeal
Paya
y Rico,
o
Cardeal
Caverot,
o Cardeal
Mihalovitz,
o Cardeal
Kutochker
e
o
Cardeal
Paroc-
-chi.
Terminadas
as
cerimonias,
o
Santo
Pa
dre
abençoou
solemnemente
toda
a
assis
tência depois de
ter
cantado
as
invocações:
Sit
nomen
Domini beneliclum,
—Adjuto-
rium
nostrum
in
nomine
Domini.
Benedical
vos
etc.
Depois o
mestre
de
cerimonias pro
nunciou
com uma voz forte
Extra
omnes.
e
todos
se
retiraram,
ficando
apenas
na
sala
o
Santo
Padre
e
os
Cardeaes.
Então
o
Santo Padre
fechou
a
bocca
aos
novos
Cardeaes,
e
proveu algumas
ca
deiras
episcopaes
que
estavam
vagas.
Abriu
novamenle
a bocca
aos
Cardeaes. e
depois
de
lhes melter
no dedo
o
annel
Cardina-
lio,
deu
a
cada um
o
seu
titulo
presby-
terial:
o Cardeal
Moraes
Cardoso
recebeu
o
titulo
dos
Santos
Nereo
e
Achiller; o
Cardeal
Benevides,
o
de
S.
Thomaz
in
Pa-
rione;
o
Cardeal
Paya
y
Rico,
o
dos
San
tos
Quirico e
Julieta,
o Cardeal
Caverot,
o
de
S.
Silvestre
in
capite;
o Cardeal
Mi-
halovitz, o
de
S.
Pancracio;
o
Cardeal
Ku
tochker,
o
de Santo
Eosehio,
e
emtim, o
Cardeal
Parocchi,
o
de
São
Sixto.
Então
ahriram-se
as
portas
do
Consis-
torio,
e
o
Santo
Padre
retirou-se
aos
seus
quartos.
O
Sacro
Gollegio
dirigiu-se
á
ca
pella
da
Condessa
Mathilde,
onde
o
Car
deal
di
Pielro
cantou
o
Te-Deum,
durante
elle
estiveram
sempre
joelhos
os
nove
Car
deaes
que
tinham
recebido
o
Chapéu;
de
pois
cantou
as
orações
súper
electos,
lindas
as
quaes
todos
se
retiraram.
Os
nove
Car
deaes
foram
então
recebidos
em
audiência
particular
por
Sua
Santidade.
Verdade
irrefutável.
—As
grandes
qualidades
que
o
mundo
admira
não
são
heroicas
senão
nos
Santos;
em todos os
mais
homens
ou são
paixões
ou
defeitos
A
piedade
é
a
origem
do
verdadeiro
me
recimento.
As
acções
mais
illustres
dos
peccadores,
estando
perto
da
corrupção
do
coração
donde
nascem,
sempre
envergo
nham
da
baixeza
de
sua
origem;
são
como
as
nuvens
de côres vistosas
que
não
teem
de adiniravel
mais
que
a
vista,
pois
se
formaram
no
lôdo
mais
vil
dos
lugares
húmidos.
App!audetn-se
as victorias do
conquista
dor;
mas
se
a
corrupção
domina
seu
cora
ção,
se
não teme
a Deus,
podem
louvar-se-
lhe
os
successos,
mas
são
immerecidos
os
louvores
ao
herôe,
pois
que,
muitas
vezes
se chama
grandeza
d
’
alma
á
ferocidade
na
tural
que
o
faz
intrépido,
ou
á
embriaguez
as
mesmas
ambulancias
não
foram
respei
tadas.
Um
correspondente
inglez
escreve que
os
artilheiros
russos
pareciam
ter
tomado
6
consulado inglez,
sobre
o
qual
ondeava
a
«União
Jack»
por
alvo.
Este
consulado
foi
destruído,
emquanto
que
os
consulados
allemães
e
francez,
apenas
soffreram
algum
prejuízo.
Os
cônsules
preparavam-se
para
deixar
a cidade,
depois
de
terem
redigido
um
protesto.
Guerra
do
Oriente.—
Os
últimos
telegraramas
relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna 3
—
Os
monitores turcos
bom
bardearam
Gibriens,
no
mar
Negro.
Falhou
a
tentativa
dos russos
que
linha
o
fim
de
fazer
ir
pelos ares
o
monitor
turco
ancorado
perto
de
Nikopolis.
Constantinopla
3
—
Reina
grande activi-
dade no
ministério
da
guerra.
Todos
os
dias
são
enviadas
novas
tropas
para
o
thea-
tro
da
guerra.
Northcok
confirmou
na
camara
dos
de
putados
que
estava resolvido
o
incidente
ácerca
do
capitão
Websley,
addido
militar
inglez
junto
do
quartel
general
russo
no
Danúbio.
O
«Times»
e
o «Standart»
confirmam
que
a
esquadra
ingleza
partiu
para
a bahia
de
Besika.
O
«Morning
Post»
diz
que
a
esquadra
ingleza
do Mediterrâneo
recebera
grandes
reforços.
Kraengvvatz
3—
0
discurso
do
principe
de
Milão
em
Skouplichna
recommenda
cir-
cumspecção,
afim
de
não
comprometter
as
felizes
perspectivas
que existiam para
com
a
Servia.
Londres
3
—
0
«Times» annuncia
que
a
decisão
de
enviar
a esquadra
ingleza
para
Besika
foi
resolvida
depois de
calo
rosa discussão
pelo
conselho
de
ministros,
no
qual
hontem
se
tractou
de enviar
20:000
homens
de desembarque,
mas
sómente
foi
tomada
a
resolução
com
respeito
á
esqua
dra.
Constantinopla
3
—
Chegaram
á
bahia
de
Kesika
seis
couraçados
inglezes.
Os
russos
foram
novamenle
batidos
em
vários
pontos
da
Asia
e
obrigados
com
grandes perdas
a
abandonarem Kars
e
Kihssa.
Foi
levantado
o
cerco
de Kars.
Bucharest
4
—
0
principe
Chakaski
foi
instalado
no
cargo
de governador provi-
sorio
da
Bulgaria.
Foram
chamados
para
formar
o exercito
terriloral
todos
os
búlga
ros
capazes
de
pegar
em
armas.
Está
já
reparada
a
ponte
de
Liminlza,
pela
qud
a
cavallaria
passou
para a
margem
direita do
Danúbio
Constantinopla
4—
Nos
combates
em
Brai-
la
foram
repellidos
os
russos.
Foram condusidos
para
Schumla
400
prisioneiros
russos.
Vienna
4
—
O
exercito
russo
da
Polonia
começou um
movimento,
em
dbecção
ao
Danúbio.
Não
é
verdade
que os
russos te
nham
levantado o cerco
de Kars. Estão
muito
frias
as
relações
entre
os
gabinetes
de Vienna
e
San
Pelersburgo.
Os
despachos
authenticos
confirmam
que
os
russos
foram
batidos na Asia
em
toda
a
linha de
Zeuin a Delibaba,
perdendo
20
ofiiciaes.
Os
generaes
retiraram-se
para
Tahir,
onde
esperam
reforços.
Diz
um
des
pacho
do
«Daily
Telegraph»,
que passa
ram
o
Danúbio
em
Kalafat
20:'
í
(J0
roma-
nios.
Londres
5
—
Os
turcos
esperam
que as
tropas
de Mouklar-Pachá
entrem
hoje
em
Kars.
A
divisão
russa
que foi batida
em
Meshguerd
soffreu
muitas
perdas.
Um
des
pacho russo
menciona
que
alguns voluntários
do
exercito
russo
peneiraram
por
surpreza
em
um
reducto
avançado
de
Kars
e
en
cravaram
tres
canhões.
A
ala
esquerda
do
exercito
russo
que peneirou
na
Bulga
ria esiá
n’
uma
posição
perigosa
se
os
tur
cos
operam
com
actividade.
AVISO
O
snr. Marquez de Valiada, Go
vernador Civil «Veste
Distrieto,
continua
a
dar
audieneia
ás pes
soais de todas
as classes, ás ter
ças-feiras,
no palaeio do Governo
Civil,
desde
as 11 horas da ma
nhã
até
ás
3 da tarde.
ASIABSCIMESTOS
Custodio
José
Esteves,
Francisco
José
Soares
e
seus
filhos,
extremamente
penho
rados
para
com
todas
as
pessoas
que
os
acompanharam
na
sua
dôr
por
occasião
da
morte
de
sua
chorada
e
presada
espo
sa,
filha
e
irmã
Rosa Maria
Soares,
e
as
sistiram
aos ofTicios
fúnebres,
agradecem
d
’este modo,
visto lhes
ser
impossível
fa-
zel-o pessoalmenle,
protestando
a
todas
sua
gratidão e
reconhecimento.
(362)
ANNUNCIOS
Banco Commercial Agrícola
e In
dustrial de Villa lieal
(Sociedade
anonyma de
responsa
bilidade
limitada)
A
gerencia annuncia
que
no
proximo
dia
11,
quarta-feira,
começa
o
pagamento
do dividendo
do
primeiro
semestre
do
cor
rente
anno,
na razão
de
3
por
cento
ou
15500 rs.
por
acção.
Banco
de Villa
Real
3
de
julho
de
1877.
Os
Gerentes,
Francisco
Ferreira da
Costa
Agarez
Agostinho
José
da
Costa.
(358)
Quem
pretender
comprar,
por
preço
commodo, um
vaso
grande
de
Sacrario,
de
prata,
dourado
a
massa,
e
com
seu
pa-
vilhãosinho
de
seda e
trena fina
;
e
bem
assim
um
relicário
de
prata de
levar
ao
peito o Sagrado Viatico,
pergunte
n
’
esta
redacção
e se
lhe
dirá
a
quem
se
deve di
rigir.
(359)
VENDE-SE
Proximo
á
Estação
do
Caminho
de
Fer
ro,
toda
a
madeira
de que
é
feita
a
bar-
raca
onde
era
cobrado
o
imposto
dos
car
ros.
Para
traclar-se,
na
rua
do
Anjo
n.°
14.
(360)
Banco
de Guimarães
Começa
no
dia
9
o
pagamento
do
di
videndo
do l.°
semestre
de
1877,
a
razão
de
3
0/0
ou
25400
rs.
por
acção.
e
con-
tinúa em
todos os
dias,
não
sanctificados,
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1
da
tarde.
Braga,
e
Companhia
Geral Bracarense,
6
de julho de 1877.
(361)
ATTEXÇÃO
Uma
familia particular
d
’esta
cidade,,
offerece
por
preços
commodos
a
duas
pes
soas
decentes,
casa
e
meza. Quem perten
der
deixe
carta
no
escriptorio
d
’
esle
jornal
com
as
iniciaes
C.
M.
M. M.
(363)
PREVEKÇlO
O
abaixo
assignado
previne,
para não
haver
ignorância,
que
ninguém
compre
nem
arrende
ao
snr.
Ígnacio
José
Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
19,
d
’
esla
cidade
;
porque se
acha
esta
mes
ma
em
questão
perante
o tribunal
judi
cial
;
e
para
melhor
satisfação
do
publico
se
declara
que
a
questão corre
pelo
car
tório
do
escrivão
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escriptos,
nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou
annuncio
que
appareça
con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da
mesmo
snr.
ígnacio.
Braga
6
de
julho
de
1877.
Anlonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
tos «m.
BSlK..£kCGMk.
Na
rua
da Boa-Vista,
n.°
24,
ha
quar
tel
para
estudantes,
o qual
oflerece
ópti
mas
comtnoJidades,
como
o
podem
infor
mar
os
que
d
’
elle se teem
ulilisado.
Dirigir-se
á
casa
referida.
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos e aromalicos de Alcatrão de Noruega. No»
fortes
calores e nas
mudanças de estação, impede que a
agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias do
peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstia»
do»
ossos,
das mulheres
e
das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON
,
Com
chlorhydrophosphato de
ferro. — Recon
stituo
o sangue sem causar o
estomago. Muito agradavel,
digestivo e tonloo.—Preço : 800 r».
Depositos
:
BARBERON & G>«, en
Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto,
rua
do
Lorêto,
n.°
28
—30.
(23
-H-)
mm
ui. iws
Vende-se
uma
porção
de
traves,
que
se
acham
depositadas
junto
ao passal
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Trata-se
com
José
A. Soares
d
’
Araujo,
rua
da
Boa-Vista,
n.°
24.
(331)
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
ÇAV_ÂLLOS.
Substitue
o
ferro candente ogta destruir
o
pello.
Exito infalliveí e
facil applicação. — Preço :
050 reis.
(42-)
COTIA
E
RHEU
ATISMO
Licor
e
pílulas
do dr. Laville
FLUIDE
IATIF JONES
Por suas propriedade»
b ene
fica»,
goza este
pro-
ducto de alta
e
merecida reputaçSo.
Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia as irritaçõe» causadas pelas mu
dança»
de
clima, pelos banhos do mar,
impressões
desagradáveis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçSo faz desapparocer as ra
chaduras
das
mãos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito
digno de ser
recommandado ó
Sabao
latir,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes do
Fluido, e um aroma
delicadíssimo. Preço
500 r\
23,
Boulevart
des
Capucines, Paris,
De Fronte da entrada do
Grand-Hotel.
Fabricante
de Escovas
Inglesas
Perfumeria, Loja
Ide
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
a
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo,
Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—30
(26
*
)
Pelo
Tribunal
do Commercio de pri
meira
instancia
d’
esta
cidade,
no
dia
8
do
corrente
mez
de
julho, pelas
10
ho
ras
da manhã,
no
Tribunal
das
arrema
tações
se
tem
de
proceder
por
todo e
qualquer
lanço
que offerecido
fôr,
os
cré
ditos
activos
da
massa
faliida
de
Sebas
tião
Bamos
Barros
Pereira, negociante
que foi nesta
mesma.
Braga 2
de
julho
de
1877.
Os
administradores
Antonio
Manoel
Ayres
Oliveira.
Hernardo
José
Fernandes
Carneiro.
(333)
COADJIJTOKIA.
Está
vaga
uma
das
coadjutorias
de
Mira,
e
quem a
servir
póde
fazer de
in
teresses
na
freguezia,
sem
prégar,
285$000
reis
Por
trabalhos de
escripluração
tem
meza,
e
cavalgadura
para
o
serviço paro-
chial.
O
presbytero
a
quem
convier,
dirija-
se
ao
parocho
pelo
correio
de
Cantanhede.
(336)
Esta
medicina
anti-gotlosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as recaídas.
Sua
eflicacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
Ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialmen'e
reconhecida
e
qne
offerece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinlio,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
dere-se
exigir a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jouy.
8
’recisa
se de um caseiro
para
uma
quinta,
5
kilometros
distante
d’
esta
cidade,
qne tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a quinta
ao
meio.
Quem
estiver nes
tas
circumslancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.° 2.
(306)
EC®A
’
«miCA PEJK1WKISTA
Sociedade anónima de
responsabilidada li
mitada
PAPEIS BE ÂÍSKE.VB.4.YIESTO,
IUPRESSOS.
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense.
(337)
ALftJi-Sli
Uma boa casa de
dois
andares e
boas
lojas,
sita
na rua
das
Aguas
n.
os
101
a
101
B.
Trata-se
na
rua de
S.
Vicente
n.°
36.
(334)
DECLARAÇÃO.
Tendo-me
sido
passados
vários
docu
mentos
(como
são
: certidões d
’
exames,
e
recibos
da
Fazenda)
consignados
a
Do
mingos
Dias
Pereira
de
Freitas,
e
ainda
a
Dommgos
Dias
Freitas
;
declaro que
per
tencem
ao
signatário
d
’
estas linhas,—o no
me
e
appellidos
do
qual
são
Domingos Maria
Dias
Pereira
de
Freitas.
Braga,
2
de
julho
de
1877.
CASA
PARA
ALUGAR
Precisa-se
alugar
uma
casa
com
quin
tal
e
agua
para
pouca
familia.
Quem ti
ver queira fallar
na
rua
das
Aguas
n.°
86.
__________
(350)
ADREMAIAÇÂO
A
junta
de
parochia
da
freguezia
de
S.
Martinho de
Dume
pelo
presente
faz
pu
blico,
que
no
dia
8
de
Julho
pelas
2
ho
ras da
tarde
tem
de
proceder
á arrema-,
tação
das
obras
de
carpinteiro,
caiador
e
pintor,
que
tem
de
fazer-se
na
egreja
pa-
rochial
da
sua
freguezia.
Todo
aquelle
mes
tre
que
quizer
lançar
nas
ditas obras,
pó
de
comparecer
no
adro da
dita
egreja
no
dia
e hora
acima
indicados.
(349)
Arrenda-se
a casa
n.° 27
da
rua
das Aguas d’
esta
ci
dade,
construída
de novo,
com
muitos
commodos,
e
excellente
quintal.
Falla-se
no
Campo da
Vinha
n
0
9.
(331)
Vendem-se
duas
moradas
de
casas
JjUÉ
silas
uma
na
rua
d
e
Victor desi-
gnada
com o
n.°
1
e
1
A, e ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
41
e 11 A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
Tua
de
S.
Sebastião,
na
casa n.°
23.
(324)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Euenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3A
classe,
com
trasbordo
no
Pio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul de Pernambuco.
PELO
JIESWO
F1UÇO PUJA «5 BIO USE J.1NEIHO
PAQLT7i
’
í
’.S
/
k.
S
ai
K
DE
LISBOA
NEVA
.
.
.
.
.
13
de
Julho
1
MINHO
.
.
.
28
de
Agosto
MONDEGO.
.
.
.
28 de
Julho
TAGUS
.
.
.
.
.
13
de
Setembro
ELBE
.
.
.
.
.
13
de
Agosto
|
GUADIANA
.
.
.
28
de
Setembro
PREÇOS
COMMODOS
Cada paquete <4’eata companhia
leva
a
bordo
criados e eoainheiro»
portuguezes
par»
commodidade
dos
passageiros
de
íodwa as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
provincial,
a
conducçào
para
Lisboa
é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A bordo os
passageiros
teem grátis como, roupa de canta, co
mida
feita
por eosinlieiros portugueses, vinho t!ssni, vezes
por dia,
assistência
medica, serviço de eriados e outras despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de
um quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
'accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducçào das
suas
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes, 23, do agente
GUILHERME
C.
TAIT
; e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
VEAÍ3A
DE
CASAS
Casa para alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88, da
rua da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para duas
famí
lias,
para
tractar
na
casa
n.°
85,
da mes
ma
rua.
(352)
A
Junta
de
Parochia
de S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d
’
Espo.zende, tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na
sua
Egte-
ja,
vende os
velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir-se
á mesma.
(338)
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas nas
escadas
de Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e 17.
Uma na
rua
das
Aguas, feita
de novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
Vende-se
uma
morada
de ca
sas, com
quintal
e
poço,
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69.
(344)
Vende-se
uma morada de casas
n0
campo
de
D.
Luiz
I
n.°
27,
íBáo&â
junto
ao
quartel
de
cavallaria,
com
grande
quintal
e
agua.
Póde
vêr-se
desde
as
3
horas
da
tarde
em
diante.
(346)
Capital
................
ã®O:®O ®,$OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com entrada
pela
roa
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro, prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob>e
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
ioferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa está
aberta
todos
os
dias
des
de
as G
hora
da
manhã
até
ás 7
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0 gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
JOSE
’
DA SILVA
EUEDÃO
Com
loja
<!e
fato feito
68,
Campo
de
Sanl
’
Anna
(lado
de
baixo),
68
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
i|
goezes,
tanto
d
esta
cidade
como
/
das
províncias
que
tem um
bonito
|
e
variado
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça a
l$300.
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
CIHVKC1Iî
DENTISTA
APPROVADO PELA ESCOLA
MEDIC0-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
ESCOL&
ÀMERICMA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
Se
dia
como
de
noite.
Rua
do Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(343)
Parte de Comércio do Minho (O)
