comerciominho_07041877_623.xml
- conteúdo
-
5.’
ANNO
1877
ri*®
•r
:"
,.3
FOLHA
COMBOCIAL
RELIGIOSA
E
UOT1CIOSA
NUMERO
623
Assiírna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Cesta,
rua
Nova
n.*3E,
para
onaeJ
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
po
.,
'
gnalnras
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse particuiar.
*
rolha
avulso
10
rs.
AS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«
—-Semestre
850
rs.^Proc
’?»-
cias,
anno
2&000
rs. e
sendo
duas
3&600
rs.«“
Semestre l$05ô
rs.=griozi/,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900 rs.
moeda
forte,
ou
8&0ÒÕ
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—
Innuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes 20
%
d
’
abatimento.
S3&AGIA
—
S&K88AS®®
« »E
AB1L
os
Inglez.es
Protestantes,
não
ha
dúvida;
porque
nunca
perdem
o
medo
de
que
al
gum
dia
lhes
fuja
a
presa.
■
Já
em
1873,
eu
vi,
um
dia,
em
Ro
ma,
na
principal
rua o
celebre
Corso,
em
varias vidraças
de
loja
de
estampas
e
pinturas, o
retrato
do
Pontífice
com ca
ra
muito
risonha e
contente,
de
braço-
dado
com
o
usurpador
Victor
Manoel,
como
se
fossem passeando mui
amigos
e
contentes
da
sua
vida,
è
um
do
outro.
Era,
já se
vê,
ao mesmo
tempo,
a
ex
pressão de
um
desejo
e de
um
receio,
da
canalha
revolucionaria
e
ladroa
Mas
é
cu
rioso,
que,
fosse
porque
motivo
fosse,
desappareceram todas
as
taes
pinturas
de
repente;
pois
querendo
eu
logo
posterio-
mente
comprar
uma,
já
se
não
encontrou
nenhuma.
Peço
desculpa
da
digressão,
e
eis
aqui
o
extracto
da
Correspondência:
—
«A
allenção
de
todos
os
Inglezes, tan
to
Protestantes
como Catholicos,
que
ti
nham
qualquer
motivo
ou
pretexto
para
poderem
ir
congratular
o
novo
Príncipe
da
Igreja,
se
achávam
concentrados na
Villa
Negroni,
originariamente
chamada
Viila
xMontalto,
onde
o
Cardeal
Howard
occupa
os
aposentos
palaciaes
que foram
habitados
por
aquelle
celebre
Cardeal
Fe-
lice-Perelie
que
veio
a
ser
o
Papa
Xisto
V.»
Dizendo o
correspondente,
que este
palacio
ha
muito
longo
tempo
linha
es
tado
por
habitar,
salvo
pelo
escultor
Ame
ricano
Crawford,
que
occupara
o
segun
do
andar
ha alguns
annos,
continua:
—
«Mas
agora
o
novo
Cardeal
de
S.
João
e
S.
Paulo
«(os títulos
do
Cardeal
Ho
ward)",
tomou
sua
residência
permamente
no andar
nobre, mobiiiando-o
em
confor
midade
de
sua
jerarchia».
«Já
se
vê,
que
não
poderíamos
cha
mar
recepção
solemne
á
Ao
Cardeal
Ho
ward
esta
manhã;
mas
todavia, elle
se
achou
á
porta
do
primeiro da
serie
de
sa
lões
de
ceremonia
para
receber
lodos
os
venientes,
e
a
seu
lado se
achava
Monsi
nhor Stnor
«(também
Inglez,,»,
para
apre
A’ Redaeçíío «2s»
a
Londres,
18
de
Março,
1877.
[Conclusão]
Suscitou-me
agora
mesmo estas
ideias
e
reflexões
consoladoras
e
animadoras,
a
seguinte
descripção, que
vou extractar
da
carta,
no
Times
de
hoje,
escrita
de
Ro
ma,
com data de
12
do
corrente,
pelo
seu
Correspondente
ordinário,
na
Capital
verdadeira
e
legitima
do Mundo
Chnslão,
e
usurpada e
invadida
do
flibusleirismo
bozzurro
e
maçonico.
E
’
a
conta
que
dá
da
investidura
com
a
purpura
cardinalícia
de
Monsinhor
Howard,
primo
do
primeiro
Nobre,
e
Condestavel
de
Inglaterra
o
Du
que
de Norfolk;
e
que
Sua
Santidade
in
cluiu
em
o
numero
dos Cardeaes
que
ul-
timamente
nomeou.
Em 1855,
visitei
eu
este
hoje novo
Cardeal
no
Collegio
em
Roma
onde
estava
estudando,
e
prepa
rando-se
para
sua
brilhante carreira
ec-
clesiastica;
havendo
então mui
recente
mente
deixado
o
regimento
aqui das
guar
das
Reaes
de Cavalleria
em que
antes
era
official,
e
em
cuja
qualidade
tinha, com
o
regimento,
assistido
á
grande
pompa e
cortejo
funeral
de
Doque
de
Wellington
Eis
aqui o
que
da
carta
ao
Times
íielmen-
te
copio:
—
Roma,
12
de
Março 1877.
— «O
Cor
respondente
faz
primeiro
um
floreado
de
encher,
sobre
as grandes
ceremonias,
re
cepções,
illuminações,
musicas,
compri
mentos,
etc.,
que
tinham
logar
antes,
por
occasião
destas
nomeações
cardinalícias;
e
ao
mesmo
tempo deixa cahir
a
expressão
do
desejo
Protestante
Inglez
de que
o
Pontífice
«se
reconcilie»
com
o
Rei ladrão
e
usurpador
—
isto
é,
que
reconheça
a
usurpação
e
dê
a
mão ao Usurpador».
Que
Sua
Majestade Ladroa
muito isso
desejava,
e
ate
a
canalha
parlamenteira
e
pedreira
do
Monte
Citorio,
e
com
efles
sentar-lhe
aquelles
que
o
Cardeal
não
co
nhecia».
«Por
volta das
11
horas
estavam
os
salões
soffrivelmenie
cheios
por
de 200
a
300
pessoas.
Senhoras,
cavalheiros,
ec<le-
siasticos
de
toda
classe,
tanto
regulares
como seculares.
Para dar uma
lista
de
to
dos
leria
de
enumerar
todos os
Inglezes
Catholicos
em Roma,
e com
e.lles
um
grande
numero dos
que
não
eram
da
re
ligião do
Cardeal;
mencionarei
todavia
o
nome
do
coronel
Howard
Vyse, que
ha
alguns annos
era
capitão
do
esquadrão
das
Guardas
Reaes
a
que
pertencia
o Tenente,
agora
Cardeal
Howard».
Refere depois
o Correspondente
como
perto
de
meio-dia
chegou
o
Enviado
do
Vaticano,
trazendo
a
nomeação
ao
Cardeal
Howard,
que
abriu
a carta
deante
do
so
lemne
ajuntamento,
e então,
«agradecendo
aos
mensageiros
portadores»,
(diz
o
Cor
respondente), «exprimiu
o
Cardeal,
expres
sou
seu
profundo
sentimento
de
gratidão
ao
Santo
Padre,
que,
na
bondade
do
seu
coração, e
na
tenção, de
adiantar
e,
pro
mover
os interesses
da
Igreja,
tinha jul
gado
a
proposito
crear
nelle
outro
Car
deal
Inglez
e
honrar
aquella
nação
onde
existia
tanto
fenor
religioso—
nação que,
bem
que
separada
da
Igreja,
concedia
a
liberdade
ao
clero,
e
aos
esforços
da
je
rarchia
dos
Prelados,
que
tinha
produzido
tão
illustres
exemplos
como
o
f.lleciio
Cardeal
Wiseman.e
mais
tarde
o
Cardeal
Cullen,
e o
Cardeal
Manning.
Quizesse
Deos
que
outras
nações,
em
suas
relações
com
a
Igreja,
seguissem
o
nobre exemplo
da
Ingiaterrc».
«Que
não
podia
deixar
de
sentir,
que
nestes
tempos,
em
que
a
igreja
era
tão
maltratada
e
perturbada,
o
maior zelo se
nos
Cardeaes
era
do
mais
especial dever,
e
mais
especialmente
daquelies que,
co
mo
elle,
tinham
o privilegio
de conservar-
se
ao
lado
do
Santo Padre
na
Cidade
Eterna.
Que
bem sabia como sendo
ele
vado
áquelia
dignidade, não
era
chamado
a uma
vida
de
oci
sidade,
mas
a
trabalhos
severos
e
sérios
estudos;
que
a elles
se
havia
de
dedicar
de
todo
coração
para
cumprir
o
seu
dever,
para
serviço
da
Igreja,
e
para
salvação
das
almas».
«Taes
eram
os
sentimentos
que
lhe
excitava
a
noticia
da
sua
elevação
á
Sa
grada
purpura,
e
ao
exprimir
ao
Santo
Padre
sua
gratidão
pela
bondade
de
com
que
o
elevara».
O
Brazil
creio
que devia fazer
entre
si
e a
Inglaterra
a
comparação
suggerida
pelo
novo
e
nobre
Cardeal
Howard.
—
A.
R.
SARAIVA.
CoBívit® ao
p«v» de
Ktraga.
O
jubileu
episcopal
de
Pio
IX
!
Eis
o
pensamento
que
traz
aclualmente
absor
tos
todos
os
catholicos
!
O
dia
3
de
junho
de 1877!
Eis
um
dia
sobremodo
almejado
de
todos os
fieis;
dia
de
santo contentamento para a
Egreja calholica;
dia
verdadeiramente
me
morável
em
toda
a
chrislan lade
!
Oh
!
Em
tão
fausto
dia,
quem
não
desejará
deveras
acercar
se
do
immortal
Ponlíice,
do
grande,
do incliío,
do ma
gnânimo
Pio; d’
esse
dom
mimoso
com
que
a
Providencia
nos
favoreceu
nestes
tempos
tão
calamitosos,
e
de
verdadeira
lucta
para
a fiel
Esposa
de Jesus
Cliristo
?!
Felizes,
mui
venturosos
os
que
então
poderem
levar
aos
pés
do
venerando
an
cião
do
Vaticano
o
tributo
de
sua
dedi
cação,
do
seu
amor
filia!
!
Braga,
a
Roma
portugueza,
esta
ci
dade
dedicada
á
Cadeira
de Pedro, e
que
não tem
ainda
consentido
que
ninguém
lhe
leve a
palma
na
dedicação
e
no
amor
?.o
soberano
Pontífice, não
podia
ficar
si
lenciosa
no
meio
do
enthusiasmo
geral,
que ora
alvoroça todas
as nações
catho-
licas.
Em
occasião
tão
solemne
deixar
de
patentear
o
santo fervor
que
abraza
e
do
mina
os
corações
de
seus
habitantes,
se
ria
um
crime
imperdoável.
Se não póde infelizmente
enviar
a
30
FOLHE
iljj
D1L
1
51.
'DE
MACEDO.
0S BOIS
âfflOlO
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XV
Salustiano.
Travou-se
entre
Jacob
e
Salustiano
a
seguinte
conversação
:
—
Muito
bem,
snr.
Jacob:
o
snr.
é
sempre pontual.
—
E
’
um
habito
da
vida
passada
;
quan
do
eu era
escrivão
chegava
á
casa
dos
juizes
sempre
dez
minutos
antes
da
hora
das
audiências.
— Não é
esse
o
seu
unico
mérito:
o
snr.
é
capaz de
descobrir
o
maior
segre
do
d’
este mundo.
—
A
ellas,
meu
caro.
—
-Poucas,
porém
boas.
Vamos
pois;
que
noticias
me
dá?
—
A
vida
passada
!
a
vida
passada
!
o
lino,
a
pratica dos interrogatórios...
Hon-
tem,
depois
das
onze
horas
da
noute,
a
lua
estava
clara
como
o
dia...
—
Dispenso
todos
os
segredos,
que
o
snr.
possa ter descoberto
na
lua.
—Hábitos
da
vida
passada
I
nos
cor
cumslancia
muito
importante:
elle
só
vai
ura
provará
no
libeUo
accusatorio.
—
Porque?
—
Porque
a
viuvinha
recebeu
ha
Ires
dias
da
mão de
seu
noivo
um
annel
de
brilhantes,
e
*uão
o
tirou
mais
do
dedo.
—Como
soube
isso?
—
Uma
escrava
da
viuvinha
o
contou
á á
senhora.
.
—
Por
consequência?
—
Por
consequência
recaem
todas
as
suspeitas
sobre
a
viuva.
r
—
E que
mais
?
1
—A
mulher
de
mantilha bateu
á
por
ta
do Purgatorio-trigueiro,
abriram-lh’
a,
ella
entrou,
e
esteve
lá
mais
de
uma
hora.
—
E
depois?
—
Voltou para
o
Ceo-côr
de-rosa.
—
Não
sabe
mais
nada?
—
Sei
que
a
tal
senhora
tirou
a
man
tilha
dentro do
Purgatorio-trigueiro.
—
Isso
imporia pouco;
mas
como
o
soube
I...
—
Porque
quando
ella
para
lá
foi a
mantilha
arrastava
pelo lado
esquerdo,
e
quando
voltou
eslava
muito
mais
curta
d
’
esse
lado,
e
ia
varrendo
a
rua
pelo
ou
tro.
—Sabe
só
isso
?
—
Não:
sei
ainda
mais
alguma cousa.
—
Vá
dizendo.
—
O
velho
coruja
vae
todos
os
dias
conversar
com
a
velha
bruxa.
—
Hontem
?
—Esteve
lá
ao
anoitecer.
—
Hoje
?
—
Para
lá
foi
ao
romper
do
dia.
—
De
que
tratam?
pos
de delicio
o
luar
é
uma
circumstan-
cia,
que
sempre
se
faz
notar...
ás
vezes
importa
muito.
—
Adiante.
—
Bem
:
pouco
depois das
onze
horas
da
noite
saiu
do
alpendre
do Ceo-côr-de-
rosa
um
vulto
de
mulher...
-Oh!
—
Envolvia-se
em
uma mantilha:
era
com
efleito
uma
mulher.
—
Está
bem
certo
d
’
isso?
—
Sim ; o
andar
era
magestoso
e
en
graçado...
aquella
mulher
nunca
tinha
usa
do
de
rnamilba.
—Porque?
—
Porque
se
envolvia n
’elia
como em
um
chaiie;
mas o
andar,
que
era
mages-
loso
e
engiaçado,
era
ao
mesmo tempo
tão
delicado,
as
passadas
ião
curtas, e
li
geiras que
não
podia
deixar
de
ser
o
an
dar
de
uma
mulher.
—
Bem;
e
depois?
—
Foi
direilinha
á
porta
do
Purgatório-
trigueiro.
-Ah
!
—
Tirou
de debaixo
da
mantilha
e
es
tendeu
para
fóra
um
lindo
braço,
e
com
formosa
mão...
—
Então
viu
lambem
que
o
braço
era
lindo, e
a
mão formosa
?
—
Sem duvida
:
porque
em
um
dos
dedos
d
’
essa
bella
mão havia
um annel
de
brilhantes.
—
Oh
!
que
homem
admiravel
:
até n
’
isso
repara
!... como
poude
vêr
e^se
annel?
—Brilhou
como
só
brilha
uma
pedra
de
alto
preço.
—
Está
bom...
deixemos
o annel.
—
Ao
contrario
:
o
annel
é
uma
cir-
—
Sempre
do
amor
do engeitado
e
da
orfã.
—
De
que
trataram
hoje?
o
que
dis
seram
?
—
Não
pude saber: o
diabo
da
velha,
quando
o
coruja
entrou,
mandou
a
negra
lazer
as
compras
para o almoço. '
—Tem
ainda
alguma
cousa
a
esse
res-
ieito
para
dizer’
—
Por
hoje
mais
nada.
—
Então
póde
voltar
depois
d
’ámanhã
ás
mesmas
horas.
—
Serei
prompto:
nunca
me
esqueço
o
quanto
convém
ter em
lembrança
os
dias
de
apparecer nos casos de
appella-
ção.
—
Estamos
justos.
As
ultimas
palavras
de
Salustiano
si
gnificavam
uma
despedida;
mas
Jacob
ficou
firme
em
sua
cadeira
com
o semblante
prazenteiro,
e
os
olhinhos
vivos
como
sem
pre.
Salustiano
pareceu
incommodar-se
com
a
demora
de Jacob, e
disse:
—
Quer
mais alguma
cousa
!
—
E’
provável.
—
Diga.
—Quero
que
me
dê
cem
mil
reis.
— Oh!
ha
tres
dias
que
lhe
dei
igual
quantia.
—Sim,
respondeu
o
ex-escrivão
soltan
do
uraa
risada
; mas
v. s.a esquece-se de
que
agoia
temos
dois
negocios.
—
Dois?
como
é
isso?
—
Pois
então?
agora
tem
v.
s.
a
de
pa
gar-me
o
trabalho
de
ser
o
espião da
po
licia
dos
seus
amores.
—
Convenho.
(Continua)
Roma
uma
deputação
digna
de
a
repre-
sentar junto do
solio
pontifício,
tenciona
ainda
assim
significar
bem a sua adhesão
ao
supremo
Gerarcba
da
Egreja;
protes
tar
bem
alto
contra
as
pretensões
da
im
piedade,
dar um
soiemne
testimunho
de
que
é
falso,
falsissimo,
que
o
calholicismo
esteja
morto,
como
não
ha
muito
alguém
ousou asseverar.
Não
!
não
o
está
em
Portugal
e
muito
menos
em
Braga!
Não o
está agora,
nem
o
estará
nunca
!
Venham
embora
as fo
gueiras, os cavalleles,
os
dentes
de
ferro
e
todos
os
horrores
do
martírio,
morre
remos
catholicos
e
catholicos
serão
os
nossos
filhos, catholicos
os
nossos
descen
dentes
!
Projecta-se,
pois,
offerecer
nesse
dia
a
Pio IX
um
presente
em
nome
de
todos
os
bracarenses,
que
signifique
a
sua adhe
são
e
amor
para
com
tão
amante
Pae,
e
quanto
exultam
de
prazer
por
ver
tomo
a
Providencia
divina
vela
por
sua sagrada
pessoa,
e
se
compraz
em
prolongar
a
sua
preciosa
existência
e
a
duração
do
seu
tão
glorioso
pontificado.
Este
presente
será
maior
ou
menor,
consoante
os
espontâneos
donativos com
que
para
elle
concorrerem
os
catholicos
habitantes d
’
esta
cidade.
E
’ por
isso,
e
porque
em
nome
de
lodos
será
oíferecido,
que
se
appela
para
a
sua
generosidade,
e
a
todos
se
supplica
quei
ram
concorrer
para
esta obra
com
as
quantias
que
a
sua
piedade
e
amor
filial
lhes
ditar,
e que
desde
já
podem
ser
en
tregues ao
thesoureiro
o
ex
m’
e
revd.
11
”
snr.
padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa,
digníssimo
secretario
da
camara ecclesias-
tica.
N.
Vicente Ferrer.
—
Festeja-se
ámanhã,
no
templo
dos Terceiros,
a de
vota
Imagem
de S.
Vicente
Ferrer,
advo
gado
contra
as
bexigas.
Ha
de
manhã
missa
a
instrumental,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Deum.
E’
orador
o
revd.”0
dr.
Oliveira
Gui
marães,
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximi-
nos
e
ecclesiastico
illustradissimo.
Koinaria.—
Se o
tempo
o permittir,
tem
ámanhã
iogar
a
festa e
romaria
de
S.
Gregorio,
na
sua capella
erecta
no
monte
do
mesmo
nome.
Ao
mérito
nrtistie». —
Vae
n
’oulra
secção
d
’este
jornal
um atestado
do
pre
sidente
e
vogaes
da
Junta
de
Parochia
da
villa
de
Monção,
o
qual
muito
honra
um
artista
d’esta
cidade,
o
snr.
José
Manoel
da
Costa.
E
’
sempre
com
satisfação
que
damos
pubicidade
a
documentos
d
’esla natureza.
Theatro.
—
A
companhia
das
Varie
dades leva
boje
á
scena
no
lhealro
de
S.
Geraldo
a
magica intitulada
llomã
encan
tada.
A
’manhã
repele-se
a
mesma
peça.
Coneuno.
—
Foi
declarado
aberto
concurso
por
provas
publicas,
pelo
praso
de
30 dias
a
contar
de
27
do
mez
pro-
ximo
findo,
para
provimento
da
egreja
parochial
de
S. Pedro
do
Sobral
Grande,
no
concelho
de
Cqndeixa
a
Nova, bispado
de
Coimbra.
Árabes aryelinog.—
Consta-nos
que
vem
brevemente
dar
algumas funcções
ao
nosso
tbeatro
a
companhia
arabe
da
tribu
de
Bem-Zoug-Zoug,
sob
a
direcção
de
Sídi-Hadji-Ali-Ben-Mahomed,
a
qual tem
trabalhado
no Porto.
Fatiecimento.
—
No
dia
10
de
março
ultimo
falleceu
na
villa
de
Murça,
a
ex.
“
,a
snr.
a
D.
Maria
do Carmo
Oliveira,
viuva
do
snr.
José
d'Oliveira,
brigadeiro
refor
mado,
morador
que
foi
n’
esla
cidade,
deixando
por
sua
universal
herdeira
sua
sobrinha
a
ex.
ma
snr.a
D.
Fabia
Augusta
de
Souza Guedes.
Romaria
a
itorna.
—Acabamos
de
receber
o
seguinte
AVISO
A commissão central
da
romaria
por-
tugueza a Roma,
por
occasião
do jubileu
Catholicos
bracarenses!
não
deixeis
passar
occasião
tão
soiemne.
O
grande
Pontífice
abençoará copiosa
mente
a nossa
piedade.
.Mostremos
mais
uma
vez
a
nossa
re
ligiosidade,
o
nosso
aflecto
ao
immortal
Pio IX.
Diga
mais
uma
vez
o mundo,
que
Braga por justos
títulos
é
chamada
a se
gunda
Roma !
Unamos-nos,
unamos-nos
ao
enthusiasmo
de todo o
mundo
catholico,
e
mostremos
devéras
que
somos
calholi-
cos,
portuguezes
e
bracarenses
!
durante os dois
primeiros
annos
deve
tor
nar-se
uniforme em
toda
a
área
e augmen-
tar
até
8,20
metros,
de modo
que
os
na
vios de
maior
lote
podem
atracar aos
di
ques
de
ambas
as
margens.
Custou
esta
maravilha
d
’
arle
vinte
seis
milhões
de
florins,
e
são
necessários
mais
dezesete
para
a
construcção
de diques e
armazéns,
diz a
«Correspondência
de
Por
tugal».
Ê»ri»BiiSe
e EionroMA nsasttfesta-
ção.—
Da
«Religião
e
Patria»
transcreve
mos
o
seguinte:
Tal
se
póde
e
deve chamar
aos solern-
nes e
pomposos
teslimunhos
de
respeito,
veneração
e
simpathia
que
bracarenses
e
vimaranenses,
unidos
em
fraternal
abraço,
deram
no
dia
25
do
passado
em
honra
do
nosso
nobre
e
iilustrado
patrício
o
ex.
m<
conde
de
Margaride.
A
simples
narrativa
dispensa
qualquer
engrandecimento,
com que
o
nosso
amor
pátrio
pretendesse
engrandecer
e
honrar
o
que
pela
singela
manifestação
dos
factos
se
manifesta
grande
e
honroso. Narremos,
pois,
simplesmente:
O snr.
conde
de Margaride
depois
das
festas
explendidas
com
que
se
despedira
da
cidade
de
Braga como
magistrado
su
perior
do
districto,
resolveu
regressar
no
dia
25
do
passado
a
Guimarães,
sua
terra
natal,
em
companhia
da sua
illustre
fa-
milia.
I.sla
resolução
foi
de
antemão
indaga
da,
e na
madrugada
d’
aquelle
dia
p.rliram
d
’
aqui
com
direcção
a
Braga perto
de
100
cavalheiros,
representantes
de
todas
as
classes
da sociedade,
tanto
de
Guimarães
como
de
povoações
visinhas,
e
enlrarám
n
’
aquella
cidade
pelas
11
horas
da
ma
nhã,
formando
uma
respeitável comitiva
de
mais
de
30
coches.
Dirigiram-se,
lodos
ao
palacete
onde
habita
o
snr.
conde
e
offereceram-se-lhe
para
o
acompanharem
á
sua pairia.
Tres horas
depois
á
praça
fronteira
d
’aquelle
palacete
acudiram
de
toda
a
parte
carruagens
conduzindo
nu
merosos
cavalheiros
bracarenses,
que
offe-
reciam
ao nosso honrado
patrício
igual
primor
de
veneração
e
cortesania.
Apesar do
tempo
correr
tempestuoso,
o
imponente cortejo
partiu
de
Braga
pelas
2
horas
da
tarde
por
^hlre
muito'
povo
que
se
juntou
nas
ruas
do
transito
para
presencear
aquella
soiemne
despedida.
Em
diversos
pontos
da
estrada
que
liga
as
duas cidades
n
’
uma
distancia
de
22
kilo-
metros
saíram
ao
encontro
do
nobre
con
de vanos cavalheiros
de
suas
relações
e
amisade
e
enfileiraram-se
no
cortejo.
Ao
aproximar-se
esle
ás
duas
povoa
ções
de
Sande
e
Caídas
das Taipas, o
povo
d
’aqi>ellas
aldeias
e
das
freguezias
visinhas
âgglomerou-se
em
grandes mas
sas
ao longo
e
aos
lados
da
estrada,
sau
dando
e
cortejando
no
maior
auge
da
es-
pansão
ao
ex.'
nu
conde
de Margaride.
Prin
cipalmente
na
povoação
das Caídas
a
con
correncia
íôra
tamanha
e
a
agglomeração
era
tão
numerosa
e
compacta, que levou
muito
tempo
a
poder
atravessar
o
cotejo.
Entre
outras
manifestações,
dos
montes
que
ficam
aos
lados do
valle
onde
assenta
a povoaçao
subiram
ao
ar
durante
meia
íiora
repetidas
e
numerosas
girandolas
de
foguetes,
e
uma banda
de
musica
tocava
os
hymnos nacionaes
da
varanda
d
’
uma
casa
que
tica
á beira
da
principal
rua
das
Caídas.
O
cortejo pôde
sair
d
’
aqui
pelas
5
horas
da
tarde,
composto
de
quarenta
e
tantas
carruagens, e chegou ás
cercanias
d
’esla cidade
seriam
perto
das
6.
Apenas
foi
conhecido
que
o
primeiro coche
do
cortejo
chegara
a
povoação
de Caneiros,
a
2
kilometros
da
cidade,
muito
povo
correu, ainda qué
debaixo
de chuva e
trovoada,
a
encontrar
se
no
local da
Alou-
guia
com
o nosso
honrado
e respeitado
patrício.
Dos
lados
da
estrada
subiam,
eslrondeando
no
ar,
numerosíssimos
fo
guetes.
No
local do
Proposto,
praça
do
Mercado
e praça
do
Toural abria
longas
e apinhadas
alas
uma enorme
multidão,
como
se
a
cidade
se
tivesse
despovoado
para
saudar o
seu
nobre
compatrício.
Um
redemoinho
de
gente
acercou-se
então
dos
coches,
onde
vinham
o
snr.
conde
e
sua
ex.
“
ia
familia,
e
d
’alli
até
ao
seu palacete
foi
s.
exc.a
victoriado
com
vivas
e
en-
thusiastas
saudações.
Estas
subiram
de
ponto
quando
o
snr.
conde,
apeando
no
terreiro
fronteiro
ao
seu
palacete,
agrade
cia
a
uma
grande
massa
de
povo
que
alli
estacionava
de
pé
e
descoberto.
Para
que
nada
faltasse
a
este
acto
da
dedicação
e
do
amor
dos povos
pelo ci
dadão
nobre,
benemerito
e
honrado,
os
innocemes
filhos do
infortúnio,
que
se
acham
recolhidos no
asyl.o
de
Santa Es-
tephania
em
frente
da
casa
do
snr. con
episcopal do
Santo
Padre
Pio
IX, a
3
de
junho
proximo,
faz
publico
que
se
obti
ver,
pelo
menos,
cem
concorrentes,
con
tratará
um
vapor
que
vá
directamente
de
Lisboa
a
Civita-Vecchia,
pagando
cada
pas
sageiro
405000
reis,
preço
máximo,
pela
passagem
e
comedorias
a
bordo,
e cami
nho
de
ferro
até
Roma.
As
pessoas
que
desejem
concorrer
de
vem mandar
os
seus
pedidos
em
carta
franqueada
até
ao
dia 20
do
corrente
abril,
ao
secretario
da
commissão,
Agostinho
de
Ornellas,
—
Junqueira.
Lisboa,
e
acompa
nhados
de uma
ordem
pela
importância
da
passagem,
ou
do
dobro
se quizerein
voltar
pela
mesma via,
pagavel ao thesoti-
teiro
da
commissão, Antonio
de
Carvalho
Daun
e
Lorena,
rua
de S.
Vicente
de
Fóra,
2,
Lisboa
A
mesma commissão apresenta ás
pes
soas
que
queiram
fazer
parte
da
romaria,
o
seguinte
mappa
das
despezas
da
viagem
por
vias
diversas
da
acima indicada,
e
de
hospedagem
em
Roma:
Em
vapor,
de Lisboa
a
Bordéus,
l.
a
classe, 200
francos,
ou
36000
réis;
de
Bordéus
a
Marselha,
108
francos,
ou 19040
réis;
de
Marselha
a
Civita-Vecchia,
100
francos,
ou
18000
réis;
de
Cevila-Vec-
chia
a
Roma,
em caminho
de
ferro,
7
francos,
ou
1060 réis. Total
74000
réis.
Despezas
em
Roma:
nos
hotéis
de
1.
classe,
regula o quarto
com
uma
cama,
de
5
a
6
francos;
jantar,
5
a
6
francos;
almoço
simples,
2,50.
Despeza
media
to
tal,
12,50, ou
2050 réis
por
dia.
Nas
hospedarias
de
2.
a
classe:
7
a 8
francos
por
dia,
casa
e
comida,
ou 1000
réis, termo
medio.
Hospedando-se
em
casas
de hospedes,
em quartos
com
duas
ou
ires
camas,
custa
a
casa
1
ou
2
francos
por
pessoa,
e
a
comida
poderá
custar
4
francos,
ter
mo
medio,
900 réis
ao
lodo
por
dia.
Viagem
de
volta:
o modo
mais
eco-
nomico é
tomar
o
vapor
do
Meditarraneo,
de Génova
a
Lisboa.
Vapor
de
Génova
a
Lisboa:
1.
a classe,
7
libras
ou
31000
réis;
caminho
de
fer
ro
de
Roma
a
Génova,
l.
a
classe, 12000
réis.
Ainda
se
póde
fazer a
viagem
mais
barata,
tomando
o
vapor
de
Civita-Vec
chia,
a
Marselha,
e
dalli
a
Barcellona,
vindo
em
caminho
de
ferro de
Barcello-
na
a
Lisboa,
o
que
tudo
importa
e
8
li
bras,
ou
36000
réis.
O
acima
indicado
secretario
da
commissão
dará
as
explica
ções
que
se
lhe
pedirem,
e
fará
os
avi
sos
subsequentes
que
forem
necessários.
E’
urgente saber quem
deseja
ir, e
de
que
modo,
pois os
romeiros
devem
estar
em
Roma
a
21 de
maio.
A
profissão íMilitar.—0
exercito
é
uma
das
instituições
mais
essenciaes
i
das nações;
n
’
elle
reside
o
poder
da
for
ça,
e o direito
d
’
esta.
O
exercito
nos
de
fende
dos
inimigos
externos
e
internos,
e
põe a
salvo
o
cidadão
dos
ataques
que
lhe
podem
lazer
á
sua
pessoa,
e
proprie
dade.
O
militar
faz da
humanidade
o
seu
primeiro
dever;
é
por
isso
justo,
singelo
e
desinteressado;
altivo
para
com
os
ini
migos, franco
com
os
iguaes
e
alfavel com
os inferiores;
sabe
que,
extorquir
do
ven
cido
é
vileza,
que
a
acceitar
é
intamia,
e
finalmenle
que
recusar os.actos
de
huma
nidade
pelo receio de
perder
interesses
é
ambição,
e
enorme fraqueza.
Os
povos
agradecem
sempre,
e
recordam
nos
seus
annaes
a generosidade
ou
pertidia dos
ven
cedores.
Tem
lambem,
os
militares,
seus
man
damentos
iguaes,
sómente
no
numero,
em
que foram
escriplos
nas
taboas
da
Lei:
U
l.°
mandamento
é
ir
buscar
pão
ao
assento.
O
2.°
andar
errante
por
este
mundo.
O 3.°
comer
mais carne de
cabra
do
que
de
carneiro.
O
4.°
viver
mais
faminto
do que
farto.
O 5.u beber
mais
agua
que
vinho
tinto.
O
6.°
estar
na sentinella
sempe
esperto.
O 7.°
ter
obediência
e
préstimo.
O
8.°
malar
na
tarimba
piolho
de
rabo.
O
9.°
não
furtar
o
alheio
a
seu
dono.
O
10.
0
trazer
a
vida
por empreslitno.
Quando
mais
não
fosse basta
este
ul
timo preceito
para
afastar
muita,
gente
d
’
esta
profissão
honrosa.
—
(«Revolução
de
Setembro»)
Canal.
—
O
rei
da
Hollanda
abriu,
of-
ficialmenle
o
grande
canal que
acaba de
se
construir
no
norte
d
’
aquelle
paiz
e
que communica
directamente
a cidade
de
Amsierdatn
com
o
oceano
germânico.
Tem
25
kiiomettos
de
latitude
e
na
superfície
mede 120
metros na
sua maior
laigura. e
68
nos
sitios
mais estreitos. A
profundidade média é
de
6
metros;
mas
de
de
Margaride,
na
occasião
em que pas*
sava
e
chegava
o
cortejo
principiaram
a
lançar
abadas
de
flores
sobre
os
coches
da
familia
do
seu
protector
e
beinfei.
tor.
Todas as
pessoas
que
formaram
a
grande
e
apparalosa
comitiva,
apeando-se
antecipadamente,
formaram
alas
no
átrio
do
palacete
e
ao
passarem os
snrs.
con
des
saudaram-nos
com
repetidos
e
caloro.
sos
vivas.
O
snr.
conde
em seguida convidou-os
a
todos
para
um
aceiado
e
mimoso
lunch
volante,
servido
ao
longo
de
todas
as
sa-
las
de
sua
casa.
N
’
um
brinde
a
quantos
o
honraram,
votou
s.
exc.
3 *
cordeaes
agradecimentos
ás
provas
de
consideração
e corlezia
que
lhe
acabavam
de
ser
da
das.
Do
que
deixamos
dito
são
testemunhas
insuspeitas
todos
os
habitantes
de
Braga
e
Guimarães; e
tudo
significa
que
o
snr.
conde
de
Margaride
desce
mais
honrado
e
mais
engrandecido
da espinhosa
cadeira
de
magistrado superior
do
districto,
do
que
se
subira
para
um
galerim
de
ephe-
meras glorias;
e
a
consciência
do
povo
brada
por
todas
estas
formas
que
o
nosso
iilustrado
patrício,
alem
das
demais
virtu-
des
civicas
que
o
distinguem,
não
teme
levantar
a
toda
a
luz
do
sol
a toga
de
magistrado
sem
a
macula
d
’
nma
só
injus
tiça
e
a
farda
de
governador
civil sem
a
nodoa
d
’
tima só
vingança.
Pode
negar isto
a
inveja,
que
rala
de
contrariada,
ou
a
inépcia,
que
delira de
enraivecida,
mas, como
toda
a verdade
tem
a sua
contraprova
sejam
a
contra-
prova
d
’
esla
verdade
—
a
inveja
e
a
iné
pcia.
Pela
nossa
parte
congratulamo-nos
com
os
nobres
habitantes
d’
esta
nobre
e
anti
ga
cidade
de
Guimarães
pelo
preito
de
ve
neração
que
prestamos
a
um
dos
mais
no
bres e
mais
illustrados
dos
nossos
compa.
tricios.
«le
ferro «1«»
ííiusSs».—
O
novo
horário
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
que
começará
a
vigorar
no
dia
lá
do
corrente,
é
o
seguinte:
Linha
de
liraga:
—
Partida
do
Porto
ái
6
h.
e
30
m.
e
9 h.
e
40
m.
da
m>
nhã
e
5
h.
e 50 m.
da
tarde;
Rio
Tinu
ás
6.40
e
9,50
da
m.
e
6,1
da
tarde;
è
Ermesinde
^entroncamento
para
a
linfa
do
Douro)
ás
6,50
e 9,55
da
m.
e
6,11
da
t.;
de
S.
Romão
ás
7,4
e
10.12
da
m.
’
e
6,26 da
t.;
da
Trofa
ás
7,23
e
10,28 da
m.
e
6,45
da
t.;
de
Famalicáo
ás
7,45 e
10,47
da
m. e
7,7
da t.; de
Nine
(entroncamento
para
a
linha
de
h-
lença)
ás 8,2
e
11,4
<la m.
e
7,27;
de
Arentim
ás
8,13
da
m.
e
7,38
da
t.;
de
Tadim
ás
8,22
e 11,19
da m.
e
7,46
di
t.;
chegada
a
Braga ás 8,35
e
11,30
da
m.
e
7,58
da
t.
Partida
de Braga
ás
6
da
m.
e
1,36
e
6,10
da !.; de
Tadim
ás
6,14
da
m.
e
1,51
c
6,22;
de
Arentim
ás
6.23 dam.
e
6.30;
de
Nine ás
6,40
da
m.
e
2,8
e
6,45
da
t.;
de
Famalicão ás 7
da
m.
e
2,26
e
7,4; da
Trofa ás
7,26;
de S. fio-
mão
ás
7,37
da
m.
e
3,1
e
7,42
da
t.;
de Ermesinde
ás
7,54
da m.
e 3,13
e
7,58
da t.; de Rio Tinto
ás
4,8
da
m.
e
3,25
e
8,8
da
t.;
chegada
ao
Porto ás
8,16 da
m.
e 3,30
e
8,16
da
t.
Linha
de
Vulença:
—
Partida
de
Nme
ás
11,6
da
m.
e 7.30
da
t.;
chegadas
S. Bento
ás
11,24
da m.
e
7,48
da
t.
Partida
de
S.
Bento
ás
6
da
m.
í
l,
40
da
t.;
chegada
a
Nine
ás
6,18
d>
m. e
1,58
da
t.
Tempestades
e furacões e®
tsio.
—
Grandes
tempestades
na
Escó
cia,
(houve
muitas mortes
e
120
navios
naufragados).
Em
Oran
e
Argel
uma
grande
tempes
tade
causou
muiias
perdas.
Em
New-York
e
Washington
fortíssi
mos
temporaes,
que
causaram
muitas mor
tes.
Sobre a montanha
de
Freney
de
Ocians
(França grande
tempestade
que
causou
muitos
estragos.
Violento
furacão e
tempestade,
q116
destruiu
completamente
o
estabelecimç
0'
to thermal
de
Rerthemond
(Alpes
Marid'
BIOS).
I
Grande
cyclone
que
devaslon
as
iin®
dinamarquezas—Saint
Thoinaz
(Antillw
5
*
*
*
*
);
Furacão
horrível
em
Conices,
Touroo*
’
>es
e
Viilambiain (França)
que
destro"
1
muitas
casas,
e
causou
muitas
mortes.
Terrível
cyclone
que
fez
muitos
estra
gos
em
Porto
Rico,
(perderam-se
4o
D1'
vios).
’
Grande
inundação
no
Nilo,
que
°e
.
s
truiu
a
capitania
do
porto
de
'
ia
-
Balfa.
Temporal
desfeito
na America
do
Nor
te,
(perderam-se
mais de
100
navios).
Grandes
tempestades
em
Dijon
(França),
(om
immensos prejuízos.
Grande temporal
em
Beering,
(submer
giu
12
navios, que
andavam
á
pesca
de
baleias).
Grande
cyclone
e
tres trombas
d
agua
em
Benguella
(destruiu
a
cidade
de
Gy-
thagony,
morreram
em
Benguella
mais
de
215
mil
pessoas,
destruiu
muitas mil ca
sas,
desapparecendo
tres
ilhas).
Grande
furacão
em
todas as
sele
ilhas
do
archipelago
das
Ganarias
phouve
gran
des
prejuízos).
Na
America do
Sul
grande
tempesta
de
e
inundação
destruiu
quasi
toda a ci
dade
de
Manaagua,
(na
Bluelield
destruiu
300
casas
e
muitas
plantações
de café;.
Grande
tromba
d
’
agua
sobre a serra
de
Bucaina
(Brazil) levando
tudo
sem
deixar
vestígios; a
ilha
de
Santa Helena
quasi
destruída
por
uma
inundação.
Grandes
tempestades
no
Meio
Dia
da
\
França,
com
muitos
estragos,
pontes
arran
cadas,
caminhos
de
ferro,
etc.
Em
Inglaterra,
no
condado de
Here-
frod,
grandes
inunçôes
levaram
caminhos
de
ferro,
pontes, etc.
Grande
tempestade
em
Brnirg
Madame,
(houve
muitas
mortes)
A
cidade
Magna
(?)
na
America
Cen
tral,
completamente
inundada,
(houve
mui
tas
mortes).
Uma
grande
tromba d
’agua
destruiu
no
cantão de
Lanovaille,
(Suissa)
a
gran
de
fabrica de
Vaux e outros
muitos
en
genhos.
8*O8-íiagsse25eB
fallceidois.
—
No
Rio
de
Janeiro
falleceram
os
seguintes:
Em 12
de
março
—
José
Antonio
Go
mes 54 annos; Jacinto
de
Oliveira
Mello
17;
Manoel
Lopes
Viatma
31;
Anlonio
Guedes
da
Silva
47,
Severino
Justino
José
Lueitão
22;
Em
13
—
Francisco
Nunes
22
annos;
Manoel
Cardoso
30;
Maria
Rosa
de
Jesus
23.
EatatiBtiec».
—
Teem
occupado a
Ca
deira
Pontifícia
105 Papas,
romanos;
—
106
naturaes
de
outras
p*rtes
da Italia;
—
15
francezes;
—9 gregos;
—
7
allemães;
—
ôasialicos;—3
africanos;
—
3
hespanhoes;
—
2
portuguezes;
—
1
dinamarquez;
—
1
in-
glez.
Os
portuguezes
foram:
S.
Damazo
l.°,
natural
de
Guimarães;
eleito no
anno
366.
Governou
18
annos,
e
leve por
seu
secre
tario
a
S.
Jeronymo.
—João
XXI,
natural
e
baptisado
na
freguezia
de S.
Juhão
de
Lisboa.
Foi ar
cebispo
de
Braga
e
eleito
Papa
em 1876.
Governou
apenas
por
alguns
mez.es:
fal-
leceu
de
uma
quéda,
no
anno
de
1277.
Escreveu
bastantes
obras,
algumas
das
quaes
sobre
medicina,
profissão
que
exer
ceu
antes de abraçar
o estado
ecclesias-
tico.
—
Ha
10
Palriarchas
pertencentes á
Egreja
Catholica,
sendo
3
do
rito
orien
tal,
Aulioquia,
(dos
Gregos
Melehistas,
dos
Maronilas
e
dos
Syrios)
Babilónia
e
Cilicia;
7
do rito
latino;
Constantinopla,
Alexandria,
Anliochia.
Jernsalem,
Veneza,
índias
Orientaes. e
Lisboa.
Teem
Núncios
as
seguintes
cidades:
Bruxellas,
Lisboa,
Madrid,
México,
Munich,
Nápoles,
Pariz,
e
Vienna.
Teem
Internuncios:
—
Haya
Florença,
Modena
e
Rio
de
Janeiro.
Palavras do
Mfassillon.
—
Não
ha
crime
a
que
o
Evangelho
deixe
menos
esperança
de
perdão
do
que
o
de
ser
cau
sa
de
queda
para
nossos
irmãos:
«Des
graçado
do
homem
que
escandalisa,
diz
Jesus
Chrislo;
mais
valeria
para
elle
ser
precipitado
no
fundo
do
mar
do
que
tor
nar-se
uma
occasião
de perda
e
de escân
dalo
para
o
mais
pequenino
dentre
os
meus
discípulos.
E
porque
lodo
este
rigor?
perguntarão
talvez
esses
laes.
Porque
vós
perdeis
uma
alma
que
de
via
um
dia
gozar
eterna
mente
Deus;
por
que
vós
fazeis parecer vosso
irmão,
por
quem
Jesus
Chrislo
havia
morrido;
vós
vos
tornais o
ministro
dos
projeclos
do
demonio
para
a
perda
das
almas:
porque
vós
sois
esse
homem
de
peccado,
esse
Anli-chrislo
de
que falia
o apostolo,
vis
to
como
Jesus Chrislo
salvou
o
homem
e
vós
o
perdeis,
Jesus
Chrislo
formou
verdadeiros adoradores
para
seu
Pae,
e
vós
Ih
os
tirais,
Jesus
Chrislo adquiriu-nos
pelo
seu
sangue
e
vós
lhe
roubais
sua
conquista,
Jesus
Chrislo
é
o
medico
das
almas
e
vós
sois
seu
corruptor,
elle é o
caminho d
cilas
e
vós
sois
seu
tropeço,
elle
'é pastor
que
vem
buscar
as
ovelhas
que perecem
e
vós
sois
o
lobo
devorador
que inalais
e
perdeis
aquellas
que
seu
Pae
lhe
deu;
porque
finalmente
todos
os
ou
tros
peccados
morrem,
por
assim
dizer,
com
o peccador, mas
os
fructos
de
seus
escândalos
serão
immortaes,
sobreviverão
ás
suas
cinzas,
subsistirão depois
d
’
elle.
e
seus crimes não
descerão
com
elle
á
sepultura
de seus
paes.
Jaisis» pcdtdo.
—
Rogamos aos
snrs
assignantes
a
quem
temos dirigido
cartas
particulares,
a
fineza de
que
nos
respon
dam
no mais
curto
espaço
de
tempo, a
fim
de
sabermos
a
resolução
que
a
tal
respeito
devamos
tomar.
SECÇÃO DE COMMUmDOS
Ao
ex.ul° w'.Si:i»i««iBtrs»dor do eon-
cellio.
Os
escândalos
sem
numero
que
se
dão
sempre
e
impunemenle
no
café Faria,
das
Travessas,
reclamam do
ex.
m|>
admi
nistrador
do
concelho
promptas
e
enér
gicas
providencias.
São
qtpuças, pouquíssimas
as
noites
em
que
alii
não
ha
desordens,
gritaria,
bal
búrdia,
finalmente
um
charivari infernal.
Ainda
na
terça-feira,
a
deshoras
da
noite,
foi
a
visiohança
sobresaltada
com
grandes
berros
de=-aqui
d
’
el-rei=»,
solta
dos
pelo
dono
d’
aquelle
estabelecimento
contra
o
proprio
chefe da
policia,
que
o
reprehendia
por
elle
ter.
contra
a lei,
aberto o
café
além
das
horas
próprias,
e contra
um
indivíduo
que
acompanhava
a
auctoridade,
e
que
se
conservava
a
distancia,
conversando
com o
official
da
ronda.
Isto não
póde
continuar
assim.
E
’
facto
sabido
que
alii
se
dá jogo
de
todos os
feitios;
e
que
os
frequentadores
habituaes
do
caíé
sao
geralmente
indiví
duos
pouco
bem-vistos
da
policia.
D
’
ahi
as
successivas
desordens
que
a
visinhança
tem
de
presencear,
em
desconto dos
seus
peccados,
que devem ser
d
’
uma
enormi
dade
fabulosa.
Por
hoje
limito-me
a
estas
poucas pa-
avras, que
dirijo
ao
ex.
rao
administrador
do
concelho,
de
quem espero,
confiada-
menle,
as
providencias
necessárias.
Um
morador
da
rua
do
Forno.
O
presidente
e
vogaes
da
Junta
de
Parochia
da
villa
de
Monção,
summamente
penhorados
pelo
bom
desempenho
com
que
se
houve
o
organeiro,
o
ill.mo
snr.
José
Manoel
da
Costa,
da
cidade
de
Bra
ga,
nos
trabalhos
que
lhe
foram
confiados
para
o
concerto
do
orgão
da
egreja
ma
triz, d’
esta
freguezia,
não
podem deixar
de lhe significar
o
seu
agradecimento,
louvando-o
como
um artista
honrado
e
habil,
louvor
aliás
merecido,
pois
que
foi
comprovado
por
inleiligenles
peritos
no
exame
a
que
a
final
se
procedeu.
E para
honra
e
credito
do artista,
lhe
damos,
por
esta
fórma,
solemne
e
merecido
tes-
limunho do
nosso
reconhecimento.
Secretaria
da
egreja
matriz
de
Nossa
Senhora
dos
Anjos
da villa
de
Monção,
aos
19
de janeiro
de
1877.
O
presidente
Joaquim
José
Lobarinhas.
Os
vogaes
Caetano
José
Dias
Cazimiro
Augusto
Abreu
e
Mello.
(Segue-se
o
reconhecimento).
BANCO
BA
COVILHÃ.
Balanço
em
31
de
1877.
Março de
Activo
Accionistas
.............................
Lellras
descontadas
e
a
receber .........................
Efleitos
depositados
.
Agencias
no
paiz.
.
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Empréstimos
s.
penhores.
Ditos
em
c.
c.
com
caução
Devedores
geraes. .
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Mobdia e utensílios.
.
.
Despezas
dhnslallaçào
.
.
Gaixa
...................................
Passivo
Capital...................................
750:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
4:7770265
Fundo
para
o edifício
do
Banco
.................................
5000000
Depositos
á
ordem
.
. .
13:1980183
Ditos
a praso
.....................
84:3800925
Devidendos
a
pagar.
. .
7:6400500
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados
..............................
12:0000000
Devedores
e
credores.
.
4240505
Contas
interinas.
.
.
.
5040772
Ganhos
e
perdas
....
10:2130947
883:6400097
Covilhã
31
de
Março
de
1877.
Os
Directores
A
Baptista
A.
Leilão.
J.
d
’Amorim Vaz
de
Carvalho.
THEATRO
,DE
S. GERALDO
Companhia
dns Variedades
Sabbado 7
e
Domingo
8
Subirá
á
scena a
Magica
de
grande
ap-
parato e
musica
A
!>omS eneantada.
AGBOECIlllfTOS
O
visconde
da
Torre,
D.
Rodrigo
de
Sá Coutinho, e
seus filhos,
D.
Fernan
do
d
’Azevedo
Sá
Coutinho,
D. Luiz
de
Azevedo
Sá Coutinho
e
sua
esposa
D.
Francisca
Barbara
de
Sousa
Machado,
não
lhes
sendo
possível,
como
eram os
seus
desejos
e
dever,
agradecer
pessoalmente
a
todas
as pessoas da
sua
amisade
e
re
lações
tanto
seculares
como reverendos ec-
clesiasticos,
que
por
occasião
do
falleci-
mento
de
sua
muito
prezada
e
nunca
as-
sás
chorada
esposa,
irmã,
tia
e
cunhada
a
viscondessa
da
Torre
se
dignaram
di
rigir-lhes
cumprimentos de
pezames,
as
sistir
aos
oílicios
fúnebres
que
no dia
10
do
passado
mez
de
fevereiro
se
fizeram
na capella de
S.
Vicente,
e
acompanhar
o
cadaver
aocemiterio;
fazem-n
’
o
por
es
te
modo
pedindo
milhares
de
desculpas
de
o
não
fazer
por
outro
e
a
todas
as
refe
ridas
pessoas
protestam
o
seu
mui
vivo
e
indelevel
reconhecimento
por
tão
dis-
tinctos
e
particulares
obséquios.
Não
podendo
os abaixo
assignados
agra
decer
pessoalmente,
como
desejavam,
a
to
das
as
exc.inas snr.as e
ill.ra
s
e
exc.
mos
snrs.,
que
tiveram
a
bondade
de
os
cum
primentar
e
assistir
aos
olficios
e
acom
panhamento
de
sua
extremosa
e
nunca
assás
chorada
mãe,
o fazem por este
meio,
protestando
a
todos
seu
eterno
reconhe
cimento
e
indelevel
gratidão.
Igualmente
agradecem,
extremamente
penhorados,
a
todos
os
reverendíssimos
senhores
que
se
dignaram
sufragar-lhe sua
alma
dizendo missa
ou
assistindo
ao ofíi-
cio;
desejando
anciosos
a
occasião
de
po
derem
mostrar
por
obras
seu
reconheci
mento
e
graiidáo.
Braga
3
de
abril de
1877.
Maria
da
Expectação
Moreira
(191)
Domingos
Moreira
Guimarães.
9000000
355:6100387
12:0000000
29:4820062
12:3160556
164:6290815
262:3830533
16:0130729
8:0270890
1:9370159
2:6580815
17.6800241
883:6400097
Henrique
Freire
d
’Andrade
Coutinho
Bandeira e
seus
filhos,
julgam ter
agra
decido
a
todos
os
illm.
08
e
exm.08
snrs.
que
lhes
fizeram
a honra
de
tão
signi
ficativos obséquios
por occasião
do
falle-
cimenlo
de
sua
cunhada e
tia,
a
exm.a
snr.a
D.
Maria
Isabel Perei a
Lago
e No
ronha;
mas
receando
que
alguns
bilhetes
e
relações
se
extraviaram,
justificam
d
’
es-
te
modo
a
sua
involuntária
falta,
da
qual
pedem
desculpa,
protestando
a
todos
a sua
cordeal
e
eterna
gratidão.
(184)
Kn<aí73u:
Vende-se
uma
morada
de
casas
com
quintal
e
poço,
na
rua
de
Vicente n.°
22.
Traia-se
na
mesma
rua,
n.°
69.
(185)
Previne-se
a
toda
e
qualquer
pessoa
a fim
de
que
não
faça
contracto
de
es-
pecie
alguma
com
D.
Maria
Carolina
da
Silva,
viuva,
da
rua
Nova
de
Sousa,
d
’
es-
ta
cidade,
pois
já
se
acha
intimada por
ordem
d
’
este
juiso, assim
como
de
seu
genro
João
José
Lopes
da
Costa,
sob
pe
na de
nulidade,
porque,
findas
as
presen
tes
ferias
se
vae
tentar
a
competente
ac-
ção
de
prodigalidade,
por
incapacidade
de
se
administrar.
Braga 6
de
abril
de
1877.
Maria
da
Conceição
Gonçalves
(193) Domingos
José
Alves
livraria
itoemo
chumon
BRAGA
lltimas
publicações
(OBKAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até 1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
vol
................................
30000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..............................................
10200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação europea,
4
vol.
20400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote, 1
vol.
br.
500
cart................................................
0600
Ancora
de
Salvação,
1
vol. br.
5l)0
cart
...............................................
0600
D.
MARIA DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos do
Decálo
go, 1
vol
....................................
0500
NOVO
HORA
RIO
Teixeira
e
Mesquita,
levam
ao
conhe
cimento
do
publico,
que
as
suas
diligen
cias
estabelecidas
de
Braga
á
Povoa de
Lanhoso,
Senhora
do Porto
e
Penedo, que
até
aqui
partiam
d
’
esla
cidade
ás
6
e
meia
e
oito
da
manhã,
fica
parsindo
desde o
dia
5
de
abril,
para
a Povoa de
Lanhoso, e
Senhora
do
Porto
ás
6
horas
da
manhã,
e
para
o
Penedo
ás
7.
N.
B.
A carreira
da
tarde
continúa
ás
mesmas
horas.
Os
bilhetes
vendem-se
no
mesmo
escriptorio
do
bem
conhecido
Ri
beiro
Braga.
Braga
2
de
abril
de
1877.
(187)
Pelos
annuncianles=7?íí»etro
Braga.
Companhia
Edificadora e Indus
trial Bracarense.
Sociedade
tinoiiyma
de responsa
bilidade limitada
Capital
500:0000000
i.a emissão 100:0000000
São
convidados
os
senhores
accionis-
tas
a
entrar
com
a 12.
a
e
13.
a
presta
ções
ou
10
°[
0
de
suas
acções,
de
5
a
10
do
proximo mez
de
Abril,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
no
escriptorio
da
companhia,
rua
da
Cruz
da Pedra
n.®
6
a
12.
Braga
24
de
Março
de
1877.
Os
directores,
Francisco
da
Sitva Araújo.
José
Alves
de Moura.
João
Carlos,
Pereira
Lobato.
(181)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
e
3
e
no
Porto
:
preço
3u0
rs.
■í-nrfafe.
17-RUA
DE S. VICEETTE-17
BBAGÂ
WMS
í
E1D3S
-4ãS>O
SKSS- SiSEJBazaLW^Sj:®»
MACHINAS
LEGITIMAS
de
um
gosto agradavel,
adoptados com
grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris-, curào os deílussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis. Pasta 260 reis,
Em
Lisboa :
Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
INJECTION BROU
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!
1 GRANDES
FACILIDADES
DE PAGAMENTOS !
!
Para
adquirir as
melhores
machinas
conhecidas
UM
ANNO
DE
PRÁSÕ
Seiii
auganeisto
nigtsm nos preços,
ou
dez r:or cento de ahatixaiesito
por
pranopto
pagamento
FASEXG
fiRITIS EM CASA »©
COMPKAECSa
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas de preços e
os condições de vendas a prasos
Ei
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE,
17
8BÂGA
ou
.
aà
SLA ffilM
Arrematação
voSuntaria «los hens
insmehilÉarieg do falleeido
vis
conde
de S.
Essaaro.
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
orticio,
de
que é
escrivão
Moita,
no
dia
15
do
proximo futuro
mez
«Fabril,
peias
9
horas
da
manhã,
á
poria
do
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
San
to Agostinho,
se
tem
d
’
arrematar,
e
en
tregar
a quem
mais
der—
quando
conve
nha
—os
bens
seguintes:
A
casa
nobre,
com
seus
respeclivos
jardins,
e
quintal
junlo,
tudo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
25:0000000
rs.
A
propriedade
rústica
contígua
aos
di
tos
jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de
cazeiros, eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que se
compõe
de
vários
prasos
foreiros
ao
revm.0 cabido
da
Sé.
Primaz, aos
herdeiros
d
’
Estevão
Falcão
Col-
ta
de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz, Hospital
de S.
João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com a
rua
de
S,
Lazaro
e
quintaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,
e
com
tetra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com o quintal da
dita
casa nobre-,
no
va
lor
de
12:000^000
rs.
Uma
morada
de
casas em
principio,
de
consirucçào,
defronte
da
referida
casa no
bre
com ioda
a
pedraria
aparelhada
e
por
apparelhar,
que
se
acha
depositada
no
cam
po dos
Remedios, no valor
de
3'000$000
reis
—
e
finalmente
uma outra morada
de
casas com
seu
eido, denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
400^000;
porisso
toda
a
pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador=<7óõb
Ferreira
Torres
(147)
AP-FROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo' quanto
diz respeito
á sua
arte
e contintía
operando
grátis, pobres
e
soldados.
. (186;
i
nirwrrnrçg-n
w
r
—
.«um
m
»i
rw«w»»<«^MmaaanaMaMaaBMa»
■
filial
ca
^
xa
ECOSTOMIOA
PKXHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
3a©«O«0$OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sciLre
curo,
prata,
joias, papeis
de
credito,
ceréaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e nos dias
santificados
estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
CASA
PARA
ARRENDAR
-
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
do
Anjo n.°
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da mesma
casa,
e no
escriptorio
d
’
esta redacção.
Hygienlea
Infxllivel y prcuerratiTa; absolutamente
7^
a
unicaque cura sem lhe juntar
mais nada.
Vende- «|.
Ise
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
|
instruccâo
do
use. (50 afios dc exito.)Paris, casa do
I
invw
Magenta,
458.
Lisboa, Sr Barreto Loreto
28
q
3(k
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe para
SANTOS
e RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LI
SBOA
NEVA
.
.
.
.
.
13
de
Abril
MINHO
.
.
.
.
. 28
de
Maio
MONDEGO.
'.
.
.
28
de
Abril
TAGUS
.
.
.
.
.
13
de
Junho
ELBE
.
.
.
.
.
13
de
Maio
GUADIANA
.
.
. 28
de
Junho
PREÇOS
GOMMODOS
Cada
paquete
ifeata companhia
leva
a
bordo
erfaãoi»
e coainEieiroi-
gjiMseíngneze» pnrn
comriíodidade
dos
passageiros
de
tos!s?s
rss
classe».
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Aj/ewcií
provincial,
a
conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
l»ord*o os
passageiras leem
grátis eaam, roupa «le eaina, eo-
mida
feita par cosinlteiros jwrttqjuezes,
vinho dmiK vezes
por dqj
assisteneia
gnesSfroít, iverviço
ds- erisodos
e ontras <iezg»ezas.
A
EXPERIENCIA
dc
mais
dc
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes d
’esí|
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidaà
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodaçõ»
a
bordo,
e
”
pelos
melhoramentos
mais
modernos tanto
para
a
hygicnc
como
para a
commodidadti
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que tecm
de
passageiros
e
pelos
agrade-!
cinientos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre
elles
feitos
por
escripta
como
consta
de
doco-l
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo'Governo
[nglez
para
a
conducção das
suas
malas
do
correio, e
por
esie
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe-i
ralriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
I).
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser obtidos no PORTO «L
AGENCIA
CENTRAL,
rna dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
Ç.
TAIT;
e
nas
provio-J
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em-
todas as
principaes cidades e vilias.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
- MICÇÃO
HYGIEIICA
EB
A
I
j
S A M
3 C
©
© K «9 í» 8 S1
T A T E C O
Esta iojeução é a
unica
e
efficaz
que
cura
em seis
ou
oito dias -toda
a
qualida
de
de
-purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
tia
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no Porto
na
phar
macia
Madureira, rua
do
Triunfo
n
8
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—400
rs.
(4449)
MUITA ATTENÇÂO ■
EJeposito de biseoitogi de Valoisgit
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades-.
>.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramina 280
Tosta
doce
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
}>
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
D
340
Tosta
azeda
(63)
>
190
\
ende
papeis
pinta-1
dos
para
guarnecer sallas,
í
lindíssimos
gostos,
a prin-1
g
cipiar
em
80
reis
a
peça.
í
|
-----
. I
Vende
oiio,
tintas
e
I
vernizes
para
pinturas
de
J
casas/
tudo
de
boa
quali-
J
dade.e
preços
milito
resu-1
S
inidos.
i
•
• — í
g
Vende
cimento
rorna-
J
no
para
vedar
aguas,
ges-
B
so
para
estuques
de
ca-jj
tà
sas,
tudo de
primeira
qua-
í
lidade.
|
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
Parte de Comércio do Minho (O)
