comerciominho_06101877_697.xml
- conteúdo
-
WOTICIOSáL.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição....................................
8a0
Í0
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS E
SAGRADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2$000
»
6
»
............
1$050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha avulso
..................
10
N.° 697
BlfcAGA
—SABBAWO
®
»E
OIHBRB »E as«7
Meza <ln
Misericórdia.
IV
Os
documentos
publicados neste
jornal
ácerca
da
dissolução
da
Meza
da Miseri
córdia d
’
esta cidade,
teem sobejamente
esclarecido
esta
questão
e
evidenciado a
sem-razão,
e
o
arbítrio
que
presidiu
áquel-
le
acto.
Por
mais
amplo
que
seja
o
direito
de
dissolver
as
administrações
dos
estabele
cimentos
de
piedade
e
beneficencia,
con
ferido
pelo
n.°
2
do
art.
22tí
do
cod.
adm.
aos
governadores civis,
esse
direito
é
necessariamente
limitado
pelas
justas
conveniências,
a que
tem de atlender
a
auctoridade
tutelar
no
interesse da causa
publica,
unica
justificação
da
superinten
dência,
que
a
lei
lhe
concede.
Essa
attribuição
não
importa,
nem
pô
de
importar,
um
poder
discricionário,
su-
geilo
apenas
ao
arbítrio
da
auctoridade,
sem
norma,
nem
limite.
Se
assim
fôra
veríamos
o
despotismo
sanccionado
na
legislação
administrativa,
com grave
offensa
dos
princípios
da
justiça
e
da
liberdade.
Esse
direito
de dissolver
não
pôde,
nem
deve
acceitar-se
em
absoluto e
em
toda
a
amplitude
que
pareça
dar-lhe
a
disposição
generica
d
’
aquelle
artigo do
cod.
adm.
D’
outra
fôrma
traria
como
consequên
cia
necessária o
absurdo,
a
anarchia
na
administração,
o transtorno
na
ordem
so
cial.
E
o
que
o
legislador
quiz
estabelecer
como
remedio
em
casos extremos,
viria
a
ser
erigem
de
grandes
males.
Na
applicação
d
’
esse
principio
deve
altender-se
ás razões
que
levaram o
le
gislador
a
estabelecer
essa
providencia
extraordinária.
Quando
a
Meza
d'uma
irmandade,
le
galmente
eleita,
durante
a
sua
adminis
tração
tem
praticado
abusos,
que
cumpre
corrigir;
commetiido
èrros,
que
urge
emen
dar no
interesse
do
estabelecimento
a
seu
cargo;
á
auctoridade
superior
administra
tiva,
a quem
cumpre
tutelar
esse esta
belecimento,
corre
o
dever
de
lançar
mão
d’
esse
remedio
extraordinário
—
a
dissolução.
Mas
só
nesse
caso
se
pôde
admiltir
que
um
governador
civil
dissolva
uma
Meza.
Fôra
d
’
elle
é
um
arbítrio
ullameute
condemnavel,
que
importa
um
aggravo
á
Meza
dissolvida,
e
uma
oílensa
ao
direito
de
associação.
Estabelecidos
esses
princípios, que
são
incontestáveis,
perguntamos
nós
e
pergun
ta
toda
a
gente,
que
faltas
commetteu
a
Meza
dissolvida
da
R.
Irmandade
da
Mi
sericórdia
de
Braga;
que
êrros
praticou
durante
os
7
dias da
sua gerencia,
—
desde
o
1.°
de
setembro,
em
que
tomou
posse,
até
o dia 8,
em
que
foi
dissolvida?
Foi
pelos
aclos
praticados
pela
Meza.
a
que precedeu,
de
que
o
proprio
alvará
a
julga
illeza,
e
irresponsável?
bicunt
paduani !
Porque
o
alvará
ape
nas
diz que
não
era
conveniente
que
fi
zesse
parte
da
Meza
dissolvida
um dos
mezarios
da
anterior,
e que
nessa
quali
dade
figurou
n
’
uma
escriptura
lavrada
para
garantia
do
alcance
em
que foi
encontrado
o
ex-thesoureiro
do
hospital
de
S.
Mar
cos,
e
não
da
Misericórdia
como
diz
o
alvará.
E
’
esta
a
unica
razão
em
que
o
snr.
governador
se
funda
para
dissolver
a
meza,
que
elle
mesmo declara
sem
res
ponsabilidade
nesse
facto
!
Não
se
aponta
n
’
aquelle
alvará
uma
unica
falta
commettida
pela
Meza
dissol
vida,
que
podesse justificar
aquelle
acto.
Nem
a
podia
praticar
uma
Meza,
que
co
mo
se
vê
d’
aquelle
mesmo
documento,
estava
gerindo
ha
menos
de
8
dias!
A
simples
leitura d’
aquelle
famoso
al
vará,
independentemenle
de
quaesquer
reflexões, mostra
evidentemente
a
arbi
trariedade
da
dissolução,
e
dispensa
uma
demorada
analyse
d
’
esse
documento, que
por
si
mesmo
se
contradiz,
e
que
sendo
menos
verdadeiro
na
narração
dos
factos
e
das
circumstancias
que se
deram,
é
sobretudo
inepto
e
desarrasoavel
no
fun
damento
que
invoca
pera
a
dissolução.
Não
é
conveniente,
diz
elle,
que
faça
parte
da
Meza,
o
mezario,
que
nessa
qua
lidade
figurou
na
escriptura,
que
não
pôde
chamar-se
de
mutuo,
como
alli
se
diz,
mas
de
hypotheca
para
garantia
do
al
cance
em
que
o
ex-thesoureiro
do
hospital
foi
encontrado;
mas
não
é
conveniente,
porque?
Porque
pôde
agitar-se
questão
sobre
a
validade
e
conveniência
da
dita
escriptura,
diz
ainda
o
famoso
alvará.
Não
se comprehende
como
na
Meza
se
podesse
agitar
questão
sobre
tal
vali
dade,
e
sobre
tudo
ácerca
da
conveniên
cia
d
’aquella
escriptura,
nem
se
sabe
mesmo
o
que
se
entende
aqui
por
vali
dade
e
conveniência.
Quem
havia
de
levantar
na
Meza
essa
questão;
com
que
intuitos
e
para
que
fim?
Mas
dando
de
barato
isso,
admit-
tiudo mesmo
tal
hypothese,
que
perigos,
que inconveniência
para
o
bom
governo
d
’
aquella
corporação
trazia
a
conservação
d
’
esse
mezario,
ou
em
que
podia
influir
o
seu voto
diante
dos
12
dos
seu
colle-
gas?
Se fosse
necessário para
justificação
da
Meza,
que precedeu
a
dissolvida, a
exacta
narração
dos
(aclos
e
das
cir-
cumstancias,
a
que se
allude
no
alvará,
mostrar-se-hia
como
alli
adrede
se
adul-
teiou
a
verdade,
para
lançar
o
desfavor
e
a
suspeita n
’
aquella Meza.
Mas
como
isso
pouco
importa
para
evidenciar
o
arbítrio
e
a
illegalidade
com
que
procedeu
o
snr.
governador
civil para
com a
Meza dissolvida,
não
é
mister
res
tabelecer
a
verdade
dos
factos
invertidos
e
adulterados
n
’
aquelle
documento.
Ba
tiantidade
e
liberdade
das
ceasBiteriu».
Tal
é
o
assumpto
que
a
egreja
manda
que
os senhores
Bispos
expliquem
e
tra
tem,
quando
hajam
de
benzer
algum
ce
mitério.
Estamos
em
um
século
em
que
tudo,
ainda
mesmo
o
que
por sua
natureza
é
mais
santo
e
sagrado,
se pretende
secu-
cularisar;
e
assim
bem
mostra
o presente
século
sua
pouca fé
e
piedade.
Ha
hoje uma
questão
bastante
se
ria,
que
é
a
dos cemitérios,
originada
pela inania
de
secularisação
na
epocha
actual.
Os
cemitérios
cutholicos
são
santos,
e
a
Egreja,
como
uma
sociedade,
tem
o
direito
de
dar
ou
negar
sepultura ecc.le-
siastica.
A
Religião
Catholiea
toma-nos
em
seus
braços,
logo
ao
apparecer n’
esle
mundo,
para
nos
fazer
bem,
acalentando-nos
em
seu
seio
durante
a
vida,
sustentando-nos
com
o
leite
da
divina
palavra,
fortifican
do-nos
com
os
sacramentos,
que
seu
Di
vino
Esposo
lhe
legára,
e
assim
em
seus
braços
desde
o
berço
até
o
tumulo
nos
conduz,
e
ainda
depois
ahi vela
por
nós.
Assim
como a
mãe
extremosa
prepa
ra
o
berço
em que deve
oescançar
seu
filhinho,
e
depois
emquanlo
elle
dorme
ella
vigia
e
vela
para
que
niuguem
ouse
perturbar-lhe
o
sornno;
assim
a
Egreja
Santa
prepara
também
o logar,
onde
seus
filhos
leem
de
dormir
um
sornno
mais
longo
que
o
sornno
das
noites,
e
solicita
ella
vigia
esse
berço
ou dormilorio,
onde
seus
filhos
descançam.
Eis
a
razão
porque
a
este
logar
a
Egreja
Catholiea
em
sua
linguagem
toda
poética
e
mysteriosa
lhe chama
cemilerio.
que
quer
dizer
dormilorio,
palavra
toda
christã
que
nos
revela
um
dogma
conso
lador
para
os
justos,
assim como terrível
para
os
maus=e
é o
dogma
de
resurreição
universal.
=
Eis
a razão
também
porque
a
Egreja
Catholiea
não
quer
que nenhum
de
seus
filhos
durma
este
sornno
fora
de
seu
seio,
ou
longe
de
si,
em
berço
que
ella
não
preparára
e
porque não véle;
isto
é
não
consente
e
não
quer
que
os cadá
veres
de
seus
filhos
sejam
enterrados
fôra
dos
templos,
ou
fôra
dos
cemitérios
por
ella
benzidos
e
lendo
um
templo junto
do
mesmo
cemilerio.
Como islo
é
poético
e
consolador
!
!
Obstar
a
isto
é
pelo
menos
desconhe
cer
toda
esta
poesia,
todo
este
carinho
e
amor
da Egreja
para com
seus
fi
lhos.
Todos
os
cemitérios
são
ou
devem
ser
bentos.
A
Religião
que
tantas
vezes abençôa
o homem e o
santifica
com
seus
sacra
mentos,
e
com
suas
orações,
abençôa-lhe
também
a
sua
ultima
morada,
com
o
fim
de
recordar-lhe
que
a
morte
não
o des
poja
da
santidade,
e
que
elle
continua
a
ser
respeitável
até na
cinza
do
sepul-
chro.
Na
vespera
da
bênção,
manda
o
Ri
tual,
que
se
colloquem
no cemilerio,
que
se
hade
benzer,
cinco
cruzes
postas
em
áspa,
das
quaes
a
do
meio
é
mais elevada
representando
a Jesus Chrislo
que
é
a
resurreeição e
a
vida,
e
cuja
benefica
in
fluência
chega
a
lodo
o
mundo.
Aquelles
postes
de
côr branca
que
á
primeira
vista
se tomariam
por
ossadas
humanas
descarnadas,
são
a
imagem do
homem
que
a
morte
torna
corno
um
pau
sêco
e inútil;
mas estão
juntos
da
cruz
para
nos
indicar
que
Jesus
Chrislo
proleje
no
sepulchro
os
despojos
do
homem
e
que
saberá
devolver-lhes
a
vida no dia
indicado.
A
noite que
segue
a
plantação
da
Cruz
recorda-nos
as
trevas
no
sepulchro,
assim
como
o
dia
que
se
segue
é a
viva
imagem
da
resurreição.
O
Prelado
Oflicianle
toma
a
côr
bran
ca
porque
vae
proclamar
um
mysterio
consolador—
o
da
resurreição
universal.
Acendem-se
depois quinze
cirios,
tres
em
cada
poste
para
proclamar
ao
mundo
lodo
o
dogma
da
SS.
Trindade
em
nome
e
pelo
poder
da
qual
se
deve
operar
a
resui
reiçâo.
Seguem-se
depois
as
orações
que
nos
revelam o
espirito
d
’
estas
Delias
ceremo-
nias.
Depois
o
Prelado
colloca
estes
ci
rios
acesos
sobre
as
cruzes
começando
pela
do
centro,
para
indicar
aos
fieis
que
é
por
Jesus
Chrislo,
e
em
Jesus
Chrislo
que
nós
havemos
de
resuscitar;
e
não
vendo
por
fim
senão
a
Deus que
a
Cruz
representa
sauda-a
com respeito
e
a
incensa
tres
vezes.
Se
laes
ceremonias
se
achassem
entre
alguns
povos
d
’
anliguidade,
os
nossos
sá
bios modernos apregoariam
aos
quatro
ventos a
poesia,
a
belleza,
e
até a
sa
lutar
influencia
de taes
usos
na
sociedade;
mas
como
isto
pertence
á'Egreja
Catho-
lica,
emmudecem,
e
desconhecendo
ou
fin
gindo
desconhecer
toda
esta
belleza,
vol-
lam-se
até
contra
ella,
defendendo
a
secu-
larisação
dos
cemitérios.
Mas
o
cemilerio
catholico
não
é
só
mente
santo
pelas
bênçãos
da
Egreja,
é
também
santo
e
respeitável
peias
beilas
lições
de
moral
que
nos
préga
Separar
o cemilerio
da
Egreja
nem
ê
vontade
d’
esta,
nem
mesmo
póde
ter
lo
gar
uma
grande
lição
de fraternidade
que
a
Egreja
quer se
dê,
e
de
que
a socie
dade
necessita.
N
’
um
tão
curto espaço
acham-se
reu
nidas
as
tres
Egrejas=Ã
do
céo
composta
dos
Anjos
e
Santos,
cujas
viclorias
e
pre
sença
invisível
nos
recordam
os quadros
e
as
imagens
do
templo,
onde
La
um
al
iar
tumulo
dos
martyres,
e
sobre o
qual
se
imola
o
Deus
que
elles adoram
face
a
lace e
que
nós
adoramos
sob
os
véos
Eucharislicos.=A
da
ierrá'~
apparece
ali
a
nossos
olhos composta d
’aquella
multidão
de
creanças,
mulheres,
mancebos
e anciãos
que
oram
juntos.
A
Egreja
do
Purgató
rio
occupa também
o
seu
logar
composta
de nossos parentes,
amigos,
etc.,
cuja
voz
parece
sair
dos
tumulos, sobre
que
oramos
pedindo
as
nossa» preces.
Em
um
século
de glacial
indifferença
é
necessário
que o
christianismo
recorde
a
seus
filhos
o
seu
berço
; é
bom
que
o
logar
da
oração
seja
uma
catacumba.
O contacto
em
certo
modo
do
tempo
e
da
eternidade,
e
das
cinzas
dos
avós
com o homem
ajoelhado
sobre
os
restos
das
gerações,
que
já
lá
vão,
e
em
frente
de
Deus
immortal,
tudo
isto
necessaria
mente deve
infundir
no
homem
salutares
pensamentos
e
resoluções
salutares.
Eis
a
razão
porque
a
Egreja
em
sua
acção
moralisadora
quer
que
os
cemitérios
estejam
ou
dentro
das
Egrejas
ou
junto
d
’ellas.
Eis
a
razão também
porque
a
impie
dade
se
esforça
por
secularisar
os
cemi
térios,
pois reconhece
a
influencia
salutar
que
elles
teem
sobre
a
sociedade
sendo
segundo
as
prescripções
da
mesma
Egreja.
Alem d
isto
este
logar
é santo
porque-
n
elle
repoisam
os
nossos
corpos
tantas
vezes
santificados
pelas
bênçãos
da
Egreja
e
pelos
santos
sacramentos.
Os
infiéis
honraram,
e
ainda
hoje
hon
ram,
os
restos
mortaes
do
homem
só
mente
porque
foram
animados
por
uma
al
ma
immortal
;
os
filhos
d
’Abraham
consa
graram-lhes
respeito
porque
n
’elles
fora
impresso
o
sêlo d’alliança,
quanto
mais
nós
devemos
respeital-os
porisso que Jesus
Chrislo
rehabilitou
e
quasi
que
divinisou
a
natureza
humana?!
Os
nossos
corpos
pelo
Baplisrao
lor-
naram-se membros
de
Jesus
Chrislo
;
este
corpo
foi
ungido
com
tantas
unções sa
gradas
; o
Espirito
Santo
aqui
habitou
por
sua
graça
;
nós
alimentamo-nos
com
a
carne
e
sangue
do
divino
Salvador;
logo,
o
lugar
onde
devem
repousar cs
nossos
corpos
deve
ser
santo
e
sagrado.
Negar
isto
he
desconhecer
a nossa
religião,
e
sua
influencia
salutar
na
sociedade;
é
acabar
com
toda
esta
poesia ; é
roubar
ao
homem
uma consolação
que
só
a
nossa
religião
sabe
dar
na occasião
da
maior
dôr,
na
perda
d’
um
pae, d
’
uma
mãe,
d
’
um
irmão.
d’um
amigo
! !
(1)
(Cont
'
iucl
J
(!)
Estas
reflexões
e
considerações
até
aqui
são extrahidas
na
sua
maior
parte
do
Cathecismo
da
Perseverança
do
Padre
Ga
ume.
A*
Kíedaeção
«to
«Commereio
do
Minho».
Londres,
24
de
Setembro,
4877.
SUMMARIO.
IV.
—
Alteração
total
hoje
do
senti
mento
Inglez a
respeito
da
guerra
Turco-
Russa,
comparado
com
o
de
ha
um
anno.
Direcção Ingleza
na
guerra,
e
dinheiro
In-
glez,
provavelmente.
—
Esperança
de
que
os
resultados sejam favoráveis
á
Reli
gião.
.
V.
—
A
Buzzurrada
Italiana
pedindo
m-
strucções
a
Bismark,
para perseguir a
Igreja
Calholica
de
mãos-dadas
com
a
Prus
sia.
(Conclusão^
A
diíTerença,
todavia,
do
que
aqui
se
observa
e
se
observava
em
Portugal
de
1807
a
1814
é,
que
então
o grande
in
teresse
do
povo
nascia do
que via
ou
se
passava
debaixo
de seus
olhos;
aqui
pro
cede
do
que
todo
mundo
lê
diariamente
na
innundação
de
jornaes,
que
em
centos
de
milhares
e
milhares
se
espalham
todas
as
manhãs;
annunciando-se
em grandes
car
tazes
e
grandes
lettras
por
todas
as
ruas
ou
quasi
os
principaes
artigos
das
noticias
do
dia.
Por
occasião
da dita
celebre
guerra
Peninsular,
todavia,
como
Portugal
era
um
paiz
pequeno,
e não
podia
fornecer
só
por
si
exercito
capaz
de
combater
os
de
Bonaparte,
os
luglezes,
além
de
man
darem
lá
ofliciaes
que
disciplinaram
e
commandaram
pela
maior
parte
as
tropas
Portnguezas
mandaram
suas
tropas
tam
bém:
agora na
Turquia,
Império
que
tem
muita
gente, contentam-se em
fornecer-
lhe
ofliciaes
e
commandaules
de
terra
e
de mar,
por quem
a guerra
e
suas ope
rações
sam
evidentemente
e principalmenle
dirigidas.
Ao
mesmo
tempo,
ainda
que
positiva
mente o não
sei,
na
minha
persuasão,
não tenho
duvida
que,
além
de munições,
armas,
petrechos,
etc.,
d’
aqui
tira
tam
bém
a
Turquia
em
grande
parte
o
dinhei
ro
sem
o
qual
não
era
possível
conduzir
e
manter
aquella
guerra.
Os papeis
aqm
dam
os nomes
dos mui
tos
e
hábeis
ofliciaes
loglezes, que
com-
mandam,
disciplinam,
dirigem a
guerra
Turca
contra
a Rússia.
Na
minha
opinião
(como
creio
já
ou
tra
vez
a
exprimi
n
’
esla correspondên
cia), a
Rússia
está
n
’
esta guerra
soffren-
do
o
castigo
e
consequências
da
sua
con-
ducla
injusta
e
violenta
na Polonia,
onde
tem
exercido
contra o Catholicismo
uma
verdadeira
perseguição.
Por
outra
parle,
a
Turquia
está
pro
vavelmente
recolhendo
as vantagens
Pro-
videnciaes,
de
seu
tratamento
e
tolerân
cia
do Christianismo,
e
do
Catholicismo
especialmente;
que
o
Papa
mesmo,
e
o
Cardeal
Franchi
(como
precedentemente
referi)
testemunham
ser
favoravel
e tole
rante.
Assim
o resultado
d’
esta
guerra
espe
ro
cm
Deus hade
vir
a
redundar
em
pro
veito,
como
desejamos,
da
verdadeira
Re
ligião.
V.
—
A canalha
Buzzurra
em Roma
continua
mais
e
mais
a
pôt-se
ás
ordens
de Bismark,
e
a meditar
ataques
e
pre
juízos
á
Igreja.
Crespi, Presidente da Ga
mara
do
Monte
Cilorio,
foi encarregado
pelo
Ministro
Buzzurro
Mancini,
de levar
á Allemanha
o
seu
projecto
de
lei,
para
a
eleição
dos
ministros
da
Igreja
Calho
lica
pelo
povo.
Este
projecto
de
lei
d
’
>este
infame
Man
cini.
tem
por fim
privar
os
Bispos
de
todo poder
e
influencia;
quer
fazer depen
der
tudo
de
eleição
e
vontade
popular.
O
povo
é
que
hade
acceitar
ou
regeitar
o
cura
que
lhe
nomeiam,
etc.
O
Bispo
fica
reduzido
á
nuliidade!
E
o
snr.
Guarda
Sellos
e
Ministro
dos
Ladrões
quer
saber
se o
seu
projecto
tem
a
approvação
de
Mestre Bismark;
e
está
disposto a
ajudar a
Ilalia em
sua
carreira
de
perseguição da Igreja
Calho
lica.
«O
Snr.
Chrispi»,
diz
o
Weekly
Regis-
ter,
«é
o
agente bem
escolhido
para tal
missão.
Foi elle
que
disse
n
’
um
debate
da
Gamara:
—«O
Catholicismo,
senhores,
hade
acabar;
o
Catholicismo
não
póde
tran
sformar-se;
o Catholicismo
prehencheu
seu
tempo.»
Ora
o
tal
Crispi
vae
primeiro ao
Pie
monte;.
depois
vae a
Stradella
conferir
com
o
Primeiro
Ministro
Depretis,
e
par
tirá
então
para Berlim
a
tomar
as
ordens
de Bismark.
Bismark
parece
ter
grande
influencia
nos negocios
de ftalia.
A
Perseveranza
de
Milão
diz
que
as
fortificações
de
Roma
foram
determinadas segundo
conselhos
d
’
el-
le
Bismark;
e
não
ha
duvida
que
a
perse
guição
dos
Catholicos
e Catholicismo na
Italia é
em
concerto
com
a
mesma
na
Prussia;
que
assim
regula
as
cousas
dos
dois
paizes.
Veremos
se isto
dura.
A. R. SARAIVA.
6AZETILHA
Visita
do snr.
arcebispo.—
Se
fizer
bom
tempo,
s.
exc.
a
revd.ma
o
snr
arcebispo Primaz
tenciona
ir
visitar
o
sanctuario
de
N.
Senhora
do
Porto
d’
Ave,
partindo
para
alli
na
tarde
de
sabbado,
13.
No
dia
seguinte,
depois
de celebrar
missa,
o
venerando
Prelado
administrará
o
Sacramento
do Chrisma
aos fieis
do
arcyprestado
de
Lanhozo
e
algumas
fre-
guezias
circumjacentes,—
devendo
porisso
os
revd.
p*
parochos
prevenir
os
seus
fre-
guezes, observando-se
as instrucções
pu
blicadas
a
tal
respeito
na
«Semana
Reli
giosa
Bracarense».
Partida.—
O
correspondente
de
Vian-
na
para
o
«Primeiro
de
Janeiro»,
noti
cia
que partiram no
dia
4
d
’
aquella
ci
dade
para
a
Allemanha,
afim
de assistir
ao
enlace
matrimonial
do
filho
primogé
nito
do
fallecido
Snr.
D.
Miguel
de
Bra
gança,
os
snrs.
Sebastião
Pereira da
Cu
nha,
Ventura
Malheiro
Reimão
e
Fran
cisco
d
’Abreu
Pereira
Coutinho,
cavalhei
ros
que
mais
ou
menos
professam
as
ideias
legitimistas.
Diz-se
que
o
segundo
dos
mesmos cavalheiros
levou
comsigo
um
brinde
valioso
para
oíferecer
ao
nubente.
Novena.—
Começa
hoje
a
novena
de
Santa Theresa
de
Jesus,
na
capella
do
con
vento
das Theresinhas.
Bradar
no
deserto.—
Seja:
no
en
tanto
sempre
diremos:
Continúa
a
publicar-se
e
a
circular
li
vremente,
com
completa
indifferença,
e
quiçá
aprazimento,
das
aulhoridades,
esse
inlame papelucho
intitulado «Serrote»,
—
a
mais
torpe,
e
mais
immunda
das pasqui
nadas
de
que
temos
conhecimento.
Mais
uma
prova
irrefragavel
de
que
a
lei
não passa
de
leltra
morta, em
terras
de
Portugal
desde
que
por
cá
lemos
o
sistema
que
felizmenle nos
rege.
Quando se
tomarão
as
providencias
ne
cessárias
contra a
livre
circulação
d
’
esse
papelejo
pestilento,
que
póde
causar
tão
grandes
males?
Semeae
ventos,
e
só
colhereis
tempes
tades.
S.
Franeiseo
de
Assis.
—
Festejou-
se
ante-hontem
S.
Francisco
de
Assis,
nos
templos dos Terceiros,
e
Remedios,
ha
vendo
n
’
aquelle missa
cantada e
Exposi
ção
do
SS,,
e
no
ultimo
missa
cantada,
exposição,
e
sermão
de
tarde.
Como
noticiamos,
s.
ex.
a
revm.
a
o snr.
arcebispo,
foi,
por
9
horas
da manhã,
ce
lebrar
missa
ao
templo dos
Remedios,
assistindo-lhe
ao
altar
os
exm
os
Deão,
e
padre
João
Rebelio,
vice-reitor
do
Semi
nário
Conciliar.
A
este acto
assistiram
alguns
collegiaes
d
’
esle
seminário,
e
muitas
pessoas,
bem
como
as
Irmãs
Hospitaleiras,
por
ser
este
o dia
da
festa
do
seu
Santo
Patriarcha.
Aposentação.
—
Foi
aposentado
osnr.
Manoel
Faria
Vivas,
official
da
repartição
de
fazenda
d
’
este
districto.
PubiieaçSe».
—
Ternos
recebido
va
rias
publicações
de-
que
iremos
dizendo,
conforme o espaço
de que
pudermos
dis
por.
—
A
morte
de
Alexandre
Herculano,
por
Gomes
Leal.
—
David
Corazzi
—
editor
Lisboa.
D’
antes,
quando
a
Poesia
se
librava
nas
regiões
da luz
immaculada,
—
quando
ella
se
entrajava
com
as
roupagens constella-
das que
devem
ser
o
adôrno
dos
anjos,
então
dava gosto
e
encantamento lêr
os
poetas.
Mas
hoje,
desde
que
a ella,
á
formo
síssima
soberana,
despiram
a purpura
da
realeza
para
lhe
ajustar
o
|aleco
vermelho
do
titere;
desde
que
lhe
fizeram
pedaços
o
sendal
alvíssimo
da
innocencia, para
lhe
arregaçarem
o
nauseante
decote
do
can-
can;
desde
que
a
baldearam
dos
armi
nhos
do throno
para
a
arrastarem
desgre
nhada
pela
junça
das
orgias
mais
immun-
das;
hoje
faz
pena
e
asco
ouvir
os
poe
tas.
As
musas
metamorfosearam-se
em
leoas,
e
só
aleitam
cachorrinhos,
que
logo
nos
apparecem
leões indomáveis
por
efleilo
do
pascigo buscado
nos
pantanos
da
Ideia
Nova.
A
Poesia
passou,
com
tudo
o
que
ti
nha
de
adoravel:
ficou
a
substituil-a uma
rameira
chlorotica
e
ascorosa-=»conjunclo
de
todas
as
devassidões.
Digam
o
que
quizerem:
nós preferimos
o
antigo
lyrismo,
ainda
mesmo
aquelle
de
inoflensivas
exlravagancias,
a
quanta
linha
rimada
por
ahi
se
inspira no
modernismo
respeitante
á
Poesia.
Se
nós
somos
retrógrados...
O
folheto
que
temos
á
nossa
vista,
consta
de
dezenove
estrofes
de
gordos
e
ma
gros
alexandrinos,
e
cujo
fim
desconhecemos
precisamente.
O
snr.
Gomes
Leal
lerá
em
vista
exal
tar
o
grande
escriptor, cuja
morte
todo
Portugal
pranteia?
Não;
porque quem
engendra d
’esta ale-
xandrinada.
não
está
á
altura
de
compre-
hender
a
Harpa
do
crente.
Significará
este
folheto
a
bagado
pran
to
vertida
sobre
a
campa
do
finado?
Também
não;
porque
a
penna
que
es
palha
saudades
sobre
um
tumulo,
embe
be-se
no
soro
das
lagrimas
congeladas
no
coração,
—e
essas
lagrimas não
significam
o
estuar
da hyena
enfurecida,
nem
o
ros
nar
do
lebreu
assanhado.
Vamos
dar
aos
leitores uma
amostra
do
que valem
os
versos
do
snr. Gomes
Leal.
Diz
este
mirífico snr.
que
vem, com
os
seus
versos,
pagara
esmolla
(!)
da
ver
dade;
porque
(?)
de Herculano
iNada
resta
—depois
do
ofliciodo
coveiro,
e
algum
latim
da
Egreja».
E
mais
adiante
«Se
hoje
a
terra
consomeaquellepensamento...
E
mais
«A
Morte, essa
ceifeira
escuA, vingadora!
levou-o
d’
entre
nós á
verde
(!)
Natureza,
onde
em
breve
será
somente uma
impureza,
argilla,
lama,
pó,
dissolução
de gazes».
Não
obstante
esta
oblação
ao
materia
lismo crasso
e
tonto;
não
obstante
acredi
tar
que
a
terra,
a
mãe
trabalhadora,
está
a
consumir
um
pensamento,
um
lyrico,
uma
ideia
(!!!);
o
snr.
Gomes
quer
que
a
ideia,
o
lyrico,
o
pensamento
...
escute chorar
na
sua
cova fria
toda
a
geração
nova»!
Depois referindo-se
á
creação do Eu-
rico,
dizendo
que
o
finado
escriptor
pintá-
ra
bem
o
ardente
cenobita,
sae-se com
es
tes
versos:
«Porisso
contra ti tu irritaste
a
ira
Da
hydra
clerical,
da
sórdida
batina:
contra
li foi
pedida
a
cólera
divina:
comparam-te
a
Nero,
á
vibora,
ao
dragão.
Mas,
porisso
lambem, prophelas
da mentira.
n
’esies
tempos
cruéis
d
’incendios
e
d
’invejas,
o
raio
ha
de
rachar
os
ledos
das
egrejas,
e poucos
chorarão!»
Emquanto
ás
hydras
clericaes
e ás
sór
didas
batinas,
e
quejandas frases
já sedi-
ças
nada diremos, por
desnecessário;
uma
coisa,
porém,
que
desejáramos
saber,
é=se
aquelles
incêndios
se
referem
ás
gentilezas
dos
communosos
ás
escancaras,
ou a
uns
incêndios
que,
com
poucos
visos
de
ca-
suaes,
leem
succedido
em
tempo
determi
nado
em
varias
casas
de
Lisboa;
—e
di
zemos
isto
por
sabermos
que
osnr.
Gomes
Leal
também
possue
n
’
aquella
cidade
al
guns
prédios,
que
traz
arrendados
E
agora, aproposilo
de
fallarmos
nos
prédios
d
’este poeta,
um
pequeno
paren-
thesis.
Ignoramos
se
os
leitores
sabem
que
este
snr.
Gomes Leal, é
(era)
um
dos
mais
fogosos advogados
[em
verso)
a
fa
vor
do
proletariado,
e
de tudo
que
tresan
dasse
a
desprotecção da
fortuna;
pois
snrs.,
logo
que
elle,—
tendo
a
desgraça
de
per
der
seu
extremoso
pae
—
se
viu
possuidor
d
’algumas
casas,
a
primeira
coisa
que
fez
praticamenle
em
favor dos
desprotegidos
da
fortuna
foi
augmentar
a
renda
das
casas
aos
inquilinos!
Esta coherencia e
generosidade
republi
cana,
—
que
afinal de
contas
é
a
mesma
de
todos
os republicanos
—
está laureada
em
muito
boa
leltra
redonda
em jornaes
da
capital e províncias.
E
’
bom
que
se
divulguem
estes
factos,
para
que
os
ainda
illudidos
vão
conhe
cendo
o
que
valem
esses declamadores
contra
todas
as
lyrannias,
etc.
Voltando
ao
folheto,
diremos,
para
ter
minar,
que
elle
nem
ao
menos
pela
fór*
ma
se
recommenda;
pois
além
de
varias
estancias
sybilinas
e
d
’
uma adjectivação
por vezes
estapafúrdia,
tem
versos
duros
como
uma
bigorna,
alguns
errados
mes
mo,
e
outros
que
nem
um
poeta
de
agoa-
doce
perfilharia.
—
Pio
IX—
Sua
vida,
sua
historia
e
seu
século,
por
Villefranche
—
Versão
portu-
gueza
prefaciada
por
Camillo
Castello
Bran
co.
—
Livraria
editora
Mattos
Moreira
íc
C.
a
—Lisboa.
Recebemos
o 2.°
fascículo
d
’
este
vo
lume
muito
notável,
que continuamos
a
recommendar encarecidamente
ao
leitor.
—
Portugal
antigo
e
moderno—por
Pi
nho
Leal.
D’
esta
obra,
a
que
toda
a imprensa tem
feito
os
maiores e
mais
justos
elogios,
dis-
tribniu-se
o
fascículo
123.°
Corre
de
folhas
609
a
610
do volume
VIL
—
Os
dois
Mundos —
lllustração
para
Portugal
e
Brazil.
—
Director
e
proprietá
rio,
Salomão
Sàraga
—
Agente
em
Portu
gal,
David Corazzi.
Recebemos
o n.°
I
d’
este
formosíssi
mo
periodico,
que
começou
a
sua
publi
cação
no
dia 31
d’
agosto,
e
que
sairá
re
gularmente
no
fim
de cada
mez
Traz artigos
interessantíssimos,
e
seis
gravuras
d’
uma
execução
admiravel.
Tem
este
jornal
por
collaboradores
muitos
dos
nossos
escriptores mais
lau
reados,
e
outros
estrangeiros.
Os
dese
nhos
e
gravuras
são dos
mais
distinctos
artistas
portuguezes,
francezes,
inglezes
e
allemães.
Deverá
constituir uma
collecção
valio-
sissima.
O
seu
preço
é: semestre,
l$500
reis;
trimestre,
800
reis;
por
mez
ou n.°
avul
so,
300
rs.
—
Jornal
das
Damas
—Proprietário
e
edi
tor
J.
J.
Bordallo.
Recebemos
o n.°
129
deste
jornal,
que
contém
a
descripção
das
mais
elegantes
toilletes
da
ultima
moda.
Acompanham-no
dois
figurinos
grava
dos
e
i
1
1
umi
nados
em Paris,
e
traz
tam
bém vários
artigos
em
prosa
e
verso.
Assigna-se
nas
principaes livrarias
do
reino.
Conselho
«ie
«íisSrieto.
—
Na ses-
são
de
3
do
corrente
o
conselho
de
dis-
trieto
foi
de parecer
que
fossem
appro-
vados os orçamentos das seguintes
cor
porações,
para
o
anno
economico
de
1877
a
1878:
No
concelho
de
Barcellos
—
Irmandade
da
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco.
Recolhimento
do
Menino
Deus
da Villa
de
Barcellos
Confraria
do
SS.
Sacramento
da
fregue
zia
de
Palme.
Confraria
do
SS.
Sacramento
da
fre
guezia
de
Creixomil.
Confraria
de
Nossa
Senhora
das
Dôres
da
freguezia
de
Fragoso.
Confraria
do
SS.
Sacramento
da
fre
guezia
de
S.
Thiago
do
Couto.
Confraria
das
almas
da
freguezia
de
Creixomil.
Confraria
do
SS.
Sacramento
da
fre
guezia
de
S.
Pedro
d
’A!vito.
Confraria da
Senhora do
Rosário
da
freguezia
de
Creixomil.
Confraria
da
Senhora
da
Gloria
da
fre
guezia
de
S.
Veríssimo
de
Tamel.
No
concelho
de
Braga
—
Confraria de
Nossa
Senhora
da
Purificação
da
fregue
zia
de Semelhe.
Irmandade
de Nossa
Senhora da
Puri
ficação
da
freguezia
de
S. Pedro d
’
Este.
No
concelho
de
Famalicão
—
Confraria
do
SS.
Sacramento
da
freguezia de S.
Simão
de
Novaes.
No
concelho
de
Espozende—
Confraria
do
SS.
Sacramento da
Apulia.
Caminhos
«le
ferro
«Io
Minho
e
Douro.
—
Mandou-se
contractar
com
a
casa
Bayer
Peacock,
de
Mancester,
a
acquisição
de
9
locomotivas
para
os
ca
minhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro.
Aovo
jornai.—
Consta-nos
que vae
brevemente
publicar-se,
nesta
cidade,
um
novo jornal,
que
defenderá
o
partido
re
generador.
Determinação.
—
Pelo ministério
do
reino
foi
passada
ordem
a
todos
os
go
vernadores
civis que
se
achavam
em uso
de
licenças
para que
immediatamente
re
gressem
aos
seus
logares.
S.
de
13
Movimento do
Hospital
de
Marcos.
—
Doentes
existentes
em 23
setembro:
78
homens e
82
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
homens
e
13
mulheres.
Sahiram:
19
homens
e
25
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
29
de
setem
bro:
70
homens
e
69
mulheres.
Preço
dos eerenes.
—
Na terça-feira
ultima, n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
f
oi:
Trigo.
Milho
alvo.
Centeio
.
Milho
branco
.
»
amarello.
Painço.
.
Cevada.
Batata.
Feijão
vermelho.
»
»
.
.
.
800
.
.
.
510
.
.
.
460
.
.
.
420
.
.
400
.
.
.
360
.
.
.
480
.
.
.
600
.
.
.
900
.
.
.
700
.
.
.
700
.
.
.
600
.
.
.
480
.
.
.
55200
de
África.
—
Sob
o
amarello.
branco
.
»
rajado
.
fradinho.
»
Azeite.
.
Explorando
titulo
—
Exploração
de
África
diz
o
«Jornal
do
Commercio»,
de
Lisboa:
Uma
carta
que lemos
á
vista
diz
que
Stanley
partiu
de
Zanzibar
com
390
ara-
bes
d
’
esta
localidade,
e
chegou a Loanda
com
100,
tendo
perdido
o
resto em
45
combales
com
os
indígenas
de
diversas
tribus,
«jue
muito
o
guerrearam,
especial
mente
uma
tribu
de
pygineus,
residentes
Zaire
faz
para
sua
origem
e
lago.
Também
passagens
das
no
centro
da
curva que
o
N.
e
E.,
logo
depois
da
proximo
de um
grande
perdeu
muita
gente
nas
quedas d’
agua
do
Zaire.
Muito
para
o
interior
tribu
que faliava o
porluguez,
e
cuja
po-
1
voação
se
denominava
Suza,
que
Stanley
1
pensa
ser
a corrupção
de
Souza.
O
Zaire
na
sua
origem,
segundo o
explorador,
é extremamente
estreito.
Pa
rece
que
varias
das
suas declarações
e
resultados
das
suas
pesquizas
são
contra-
rios
ao
que
referiu
Cameron.
Stanley
confessa-se
grato
aos
portu
guezes,
cujos vestígios
encontrou
frequen
tes
vezes
no
seu
longo trajecto.
Os
pretos
de
Zanzibar
que o acompa
nham
são
valentes
e
aguerridos,
e
os
nossos
exploradores,
capitão-tenente
Ca-
pello
e
major
Serpa
Pinto,
trataram
de
os
engajar
para
a
sua
laboriosa
viagem
de
exploração,
tanto
mais que
leem
en
contrado
difliculdade
em
arranjar
carre
gadores, assim
em
Loanda,
como
lambem
no
Zaire.
Parece
que os
nossos
exploradores,
em
vista
da
descoberta
de
Stanley,
em
quanlo
á
origem
do
Zaire,
pensam em
alterar
a
sua
digressão,
seguindo
o curso
do
Quanza
e
do
Cunene,
na
sua
travessia
d
’
Alrica,
e
que
neste
sentido
oiliciaram
para
Lisboa.
E
’
provável
que
dentro
era pouco,
appareça descripção
minuciosa
da
audacio
sa
e
arriscada
viagem
de
Stanley.
Guerra
do
Oriente.
—
Os últimos
telegratnmas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
2
—O
«Standard»
insere
ura
telegramma
de
Bucharest,
noticiando
que
no
conselho
de
guerra reunido
em
Gorny-
Sludieni,
foi
discutida
a
invernagem do
exercito,
na
Bulgaria
ou
na
Roumania,
mas que
se
ignora
o
que
foi
resolvido.
O
«Times»
publica
um despacho
de
S.
Petersburgo,
declarando
ser
falsa
a
noti
cia
das
petições
para
o
regresso
do
czar
c
a
oíTerta
da
mediação
estrangeira
con
siderada
ura
insulto
nacional.
Paris
2
—
Mouktar
Pachá
bateu
com
pletamente,
proximo
da
Nedjerum,
10:000
russos,
os
quaes
refugiados na
fronteira
perderam
400
homens e
muitas
armas.
A
batalha
entre Istnail
e
Tergukassoff
está
im
minente.
—
A
Rússia
cessará
de insistir com
a
Servia
para
a
sua
entrada
em
campanha.
Provavelmente
a Servia
e
a
Grécia per-
marecerão
neutraes.
Os
russos
occuparam
Kalarach
a fira
de
obstar
a
que
os
turcos
de
Silistria
operem
um desembarque
na
margem
roumanica
do Danúbio.
O
exer
cito
russo
do
commando
do general
Zim-
merman
que
está
em
Dubroudscha
foi
reforçado
e
vae
tomar
a
oílensiva.
Pera
2—
Telegratnmas
de
Monklar-
Pachá
dizem
que os
russos
atacaram
as
posições
do
centro e
da
direita
do
exer
cito
turco,
mas
que foram
repellidos
com
grandes
perdas.
Paris
3
—
A
Rússia
consentirá
na des-
obstrucção
das
boccas
do
Danúbio
com
a
condição
das
potências
assegurarem
a
neu
tralidade
d
’essa
parle
do
rio.
encontrou
uma
Conlantinopla
3
—
Suleyman-Pachá
foi
I
nomeado commandanle
em
chefe
do
exer-
<
cito
turco em substituição de
Mehemet-
Alli.
Reouf-Pachá
subslitue
Suleyman
nas
<
operações
dos Balkans.
|
Berlim
3—0
governo
russo
encommen-
dou
700
canhões Krupp
para
serem
entre-
i
gues até
abril
proximo.
,
Bucharest
2
—
O general
Fotleben
es-
i
tabeleceu
já baterias
e
canhões
de gros
so
calibre
em
3
lados
da
linha de
Ple
wna.
Ragusa
2
—
Os
turcos
estão
reunidos
em
10:0
)0
homens
em
Moslar
para
reto
marem o
território
conquistado
pelos mon-
tenegrinos.
Londres 4—
O «Daily
News»
publica
um
telegramma
do
seu
correspondente
da
Asia
Menor annunciando
que
depois
de
sanguinolenta batalha
os
russos
apodera
ram-se
das
posições
turcas.
As
perdas
dos
russos
são
1:500
ho
mens.
Os
turcos
procuram
recuperar
as posi
ções
perdidas.
Arvore
da
cfasiva.—
Em
Loreto,
Perú,
ha
uma
especie
de
arvores
deno
minadas
lamai
caspi,
que
absorvem
e
con
densam
com
assombrosa
energia
a
humi
dade
da
atmosfera,
de
modo
que
de
seus
ramos
cáe
conslanlemente
agua,
como
se
estivesse
chovendo,
ainda
no
tempo
mais
estivo. O
cônsul francez
em
Loreto
pro-
poz
ao
seu
governo
a transplantação
de
de
grandes
porções
d’esta
arvore
para
terrenos
sêccos.
Cano
notável.
—
Uma
carta que de
Bombaim
recebeu
um
nosso amigo, es
creve
a
«Palria»,
reza
o seguinte:
Como
é
sabido,
o
revd.°
Alhaide,
vi
gário
da egreja
de
Mazagão
de
Bombaim,
anda ás
portas
dos
seus Ireguezes
a
pedir
que satisfaçam
ao
preceito annual
de
des
obriga.
Um
d
’esles,
porém,
que não gos
tava
das
visitas
do
padre
nem
dos
seus
pedidos,
resolveu
acabar
com
elle
cravan-
do-lhe
no
peito
um
punhal,
e
de
facto
quiz
pôr
em
pratica
a
sua
resolução.
Ura
dia
que
o
padre
vae
para
a
casa
do mesmo
indivíduo,
arma-se
este
do
punhal,
e
quando
o
padre entrava, diri
ge-se
a
elle
como
prestes
a
craval-o
no
peito.
Mas
qual
não
foi a sua
sorte!
Cae
com
o
punhal
para
terra,
sem sizo,
e
voltando
a
si
denuncia-se
ao padre,
pede-
lhe
perdão
e
o acompanha
á
egreja
afim
de
se
desobrigar.
O
vinagre.
—
Sob
esta
epígrafe
pu
blica um
nosso
collega
a seguinte noticia,
que
adverte
o
cuidado
que
deve
haver
com
os
charlatães.
Sendo
o
vinagre um
precioso
agente
para
a
conservação
das
substancias
orga
nicas,
occupando
um
logar
importante
na
medicina,
e
lendo
grande
uso domestico,
para
favorecer
a digestão, também
póde
ser
prejudicial
á
saude
quando seja
tomado
em
demasia.
Para
exemplo:
o
seguinte
caso,
com
referencia
a
uma
senhora
que,
por
con
selhos
do
charlalanismo,
abusou
do
uso
do
vinagre:
Tendo
uma
corpolencia
e
gordura
ex
cessivas,
consultou
ura
curandeiro,
e
este
aconselhou-a
a
que
tomasse
um
calix
de
vinagre
em
jejum.
Assim
o
fez,
e
o
ema
grecimento
appareceu
de
promplo;
e, pou
co
depois,
o
marasmo
progrediu
de
tal
fórma
que
a
senhora
succumbiu.
Por
isso,
o
abuso do vinagre
nos
ali
mentos
é perigoso,
e
lera
inconvenientes
similhanles;
mas,
sendo
usado
com
mo
deração é
util
como
intermédio
e
como
auxiliar
da
digestão.
MuHn
da
Cruzada.
—
Por
portaria
do
ministério
da
justiça,
publicada
no
«Diá
rio
do
Governo»
de 3.
ordena-se,
de
ac-
cordo
com as
considerações feitas
pela
junta
geral
da
Bulia
da
Cruzada,
que
seja
distribuída
a
quantia
de
38:9605000
reis
pelos seminários,
aulas
dos
cursos
eccle-
siaslicos
e
collegio
das
missões
ultrama
rinas,
para
suppnr
o
déficit
que
apresen
tam
os
respedivos
orçamentos
relativos
ao anno
de
1876-1877.
Na
mesma
folha
oíficial
foi
publicada
a
consulta
a que
se
refere
a
portaria.
O
rendimento da
Bulia
nas
dioceses
do
continente
e
ilhas adjacentes,
no anno
de
1875-1876,
foi de
80:8035171
reis,
mais
2.5875802
reis
do
que
o rendimento
do
anno
anterior.
No
mesmo
anno
consumiram
nas
dif-
,
ferenles
dioceses
do
continente
e
ilhas
.
1.474:710
Bulias,
mais
19:036 do
que
no
i
anno
anterior.
A
media do
consumo
foi
por cada
100
indivíduos,
36
Bulias.
i
As
medias
de
Bulias
nas
dioceses
de
maior
consumo
por
cada
100
indivíduos
foram:
Braga, 59;
Bragança, 54;
Angra,
52; Pinhel,
50;
Guarda,
47;
Lamego,
45;
e
Leiria,
45.
Nas
de
menor
consumo
foram:
Beja,
8;
Eivas, 12;
Evora,
13;
Lisboa,
17;
Portalegre,
19;
Coimbra,
21;
e
Vizeu,
21.
O
cofre
da
Bulia
tem desde o
anno
de
1852 prestado
subsídios
para
seminá
rios,
aulas
de
cursos
ecclesiasticos,
côn
gruas
de
conegos
encarregados
do
ensino
nos seminários,
fabricas
de egrejas
calhe-
draes
e
egrejas
parochiaes
pobres, etc.,
911:4845923
reis.
A
ponte sabre
o
Douro.
—
Lêmos
n’
utn
jornal:
Fechou-se
o
arco
d
’
esta
obra
admira-
vel,
cujo
projeclo
foi
apresentado
em
se
tembro
de
1875
pela
casa
G
EilTel
&
C
a,
com
otficínas
em
Levallòis
Perret,
proxi
mo
de
Paris,
e
a
quem
foi
confiada
a
execução,
e
deve
ser
aberta
á
circulação
publica
no
corrente
mez
de
outubro.
E
’
a
primeira
ponte
executada
por
este
modelo
de
uma
concepção
grandiosa
e
arrojada
e cujo
vão
principal,
de
160
metros,
só
é
excedido,
até ao
presente,
pelo
projectado
para
a
ponte
Royal-Alberl,
em construcção
sobre
o rio
S.
Lourenço,
no
Canadá,
junto
á
cidade
de
Montreal,
que
tem
de comprimento 167
m
,75.
O
comprimento
total
da
ponte
sobre
o
Douro,
368m.O e o
do
taboleiro
354m
,375.
Compõe-se
dimensões:
1
incluindo
os
encontros,
é
de
metallico
de
seis
vãos
das
seguintes
160
,n
,00
37
m
,37
36'
n
.62
2
sócos
dos
jilares,
são
»rande arco
a
de
dade.
Os
elevam-se
até
á
altura
da
maior
cheia que
tem
havido
no
Douro,
a
de
28
de
de
zembro
de
1860,
afim
de
que a
agua nun
ca
possa tocar
no
ferro
dos
pilares
e
arco.
As
alturas
da
rotula
de
ferro
dos
ares,
desde
os
sócos
de
cantaria
até
taboleiro,
são
as
seguintes,
a
contar
Villa
Nova
para o
Porto:
Pilar
Pilar
Pilar
Pilar
Pilar
grande
ferro
sócos
de
de
de
Os
encontros,
bem
como
os
de cantaria. Os
pilares,
o
e
o
taboleiro
são
de
rotu-
forjado
de primeira
quali-
dos
pilares
do
vão principal
pi
ão
de
n.°
n.°
n.°
n.
0
n.°
1
—
I5
tn,135
2— 35
m
,985
3—
42
m
,933
4
—
42
m,935
5
—
35m
,985
arco
que
atravessa
rio
o
°
tem,
como
dissemos,
160m
,0
de abertura,
é
formado
de
tendo
o
feixo
comprimento.
A
altura do
aguas
na baixamar
é
nas
l
m
,08
menos
do
que
a
do
arco
grande
do
aqueduclo
das
aguas
livres
sobre
o
rio de
Alcantara,
desde
o
leito
do
rio
até
ao
feixo
do
arco, que é
de
62m
,28,
sendo
a
sua
abertura 28'
“
,0.
Por
esta
ligeira descripção
se
póde
fazer uma
idéa
aproximada
d’
esta gran
diosa
obra
de
arte
e
das
dimensões
col-
lossaes
do
grande
arco que
transpõe
o
curso
do
Douro,
que
foi indispensável
adoptar
em
consequência da
grande
pro
fundidade
do
rio
n
’
aquelle
sitio
e
sobre
tudo da
espessura
dos
bancos
de
areia,
que
seria
necessário atravessar
para
pôr
os
pilares
ao
abrigo
de
todo o
risco
de
escavações
no
leito, altenta a
grande
ve
locidade
das aguas por occasião
das
cheias.
No
mez de
outubro
corrente
serão
pois
abertas
á
circulação
tantes
pontes:
uma,
minho
de
ferro do
proximo
á
cidade
de
comprimento
total
de
rotula
10
m
,0
nivel
de
ferro
forjado,
de altura
e
egual
dos
carris
sobre
as
de
61
ni,2,
ou ape-
publica
duas impor-
a
do
Tay,
no ca-
norle
de
Inglaterra,
Newport,
tendo
um
3:3o3
melros,
com
posta
de 114
vãos,
com
tabuleiro
de
ferro
sobre
pilares
de
tijolo;
a outra, a
do
Douro, no
caminho
de ferro
do
norte
de
Portugal,
e
que
acima
descrevemos.
A
ponte
do
Douro
é
uma
obra
de
arte
grandiosa
e
arrojada;
a
sua
situação junto
a
uma
cidade
tão
rica,
commercial
e
de
tanto
movimento
como
o Porto,
sobre
um
rio
tão
pitloresco,
de
margens
alcantila
das
e grandes
rochas
graníticas,
é das
mais
formosas
e
surprehendentes;
o
panorama
que
d
’
ella
se
gosa,
é
de
tal
sorte
mara
vilhoso
e
deslumbrante,
que
não
só
os
nacionaes,
mas
os
estrangeiros
conerão
a
admiral-o,
sobretudo
aquelles
que,
pela
sua
profissão
seu
amor
de
ponente,
não
seguir.
Síotieins
da
especialidade,
ou
pelo
observar
o
grandioso
e
im-
poupam
fadigas para
o
con
de
Koma.
—
Sua
Santidade
o
Papa
Pio
IX
determinou
dar
na
manhã
de
21
de
’
setembro
proximo
findo,
no
palacio
aposlolico
do
Vaticano
o
Chapéu
Cardinalício
ao
exc.'
n
°
e
revd.
ino
snr. car-»
deal
Manuel
Garcia
Gil,
da
Ordem
dos
Prégadores,
arcebispo
de
Saragoça,
creado
e
publicado cardeal
a
12
de
março de
1877.
Para
isto
o
dito
em.®0
snr.
car
deal,
ás
10
horas
da
manhã,
dirigiu-se
á
capella
expressamente
erecta
nos
aposen
tos
pontifícios,
e
ahi
na
presença
dos
em.®
” e
revd.
raos
snrs.
cardeaes
chefes
d
’
ordem,
do
Camarlingo
de
Vice-Chancel-
ler
da Santa
Egreja
e
do
Camarlingo
do
Sacro
Collegio,
prestou
o juramento
d»
costume.
Tendo
chegado
Sua
Santidade
ao
salão
consistorial,
onde
já
estavam
reunidos
os
outros
senhores
cardeaes
resilientes
em
Roma,
os
dois
cardeaes
diáconos
mais
an
tigos
foram
á
dita
capella
e
conduziram
ao
salão
do Consistorio
o
seu
em.
n'°
col-
lega,
ao
qual
ajoelhado diante
do
throno
pontifício,
Sua
Santidade,
recitando
a
fórmula
prescripla,
conferiu
o
Chapéu
Car
dinalício.
Recebeu
depois
sua
eminencia
o
abraço
de
Sua Santidade
e
dos
seus
collegas,
e
passou
a
occupar
o
logar
que
pela
ordem
da
antiguidade
lhe
pertencia.
Despedidos
da sala
os
que
não
podem
ter
logar
alli,
Sua
Santidade
depois
de
ter
o
em.®
’
e
revd.ni
°
snr.
cardeal
Acquini
resignado
o
titulo
de
Santo
Estevão
de
Monte
Ceho
e
optado
pelo
titulo vago
de
Lourenço
em
Lucina, fechou
segundo
o costume a
bocca
ao
em.mu
e
revd.ín<>
snr.
cardeal
Garcia
Gil,
conferiu
com as
costumadas
formalidades
o
cargo
de
Ca
marlingo
da
Santa
Egreja
Romana
ao
era.®*
e
revd.
mo
snr.
Joaquim
Pecci
e passou
logo
a
prover
o
seguinte:
Egreja
metropolitana
de
Fermo,
era
Monsenhor
Hamilcar
Malagola,
transferido
da
Sé
d
’
Ascoli-Piceno.
Egreja
cathedral
deChioggia,
em
Mon-
senhçr
Luiz Marangoni,
dos
Menores
Con-
ventuaes,
transferido
de Gorlina in
parhbus
infidelium.
Egreja cathedral
d
’
Ascoli
no
Picrno»
no
R.
Bartholomeu
Orlolani,
sacerdote
de
Ravenna,
missionário
apostolico
e
vigário
geral
da
cidade e
diocese
d
’
Ascoli.
Egreja
cathedral
d
’
Albenga,
em
Mon
senhor
Caetano
Alimonda,
sacerdoie
de
Génova,
primeira
dignidade
de
Preboste do
respeclivo
cabido
metropolitano
e
doutor
na
sagrada
lheologia.
Egreja
cathedral
de Langres, em
Mon
senhor Guilherme
Bouaoge,
sacerdoie
dio
cesano
de
St.
Flour,
parocho de
S.
Ge-
rardo
d
’Aurillac
da
mesma
diocese
e
pro-
lonotario
aposlolico
supranumerário
de
Sua
Santidade.
Egreja
cathedral
d
’Ajacio,
no
R.
Paulo
Matheus
de la
Toata,
sacerdote
diocesano
d’
Ajacio
e
vigário
capitular da
mesma
ci
dade
e
diocese.
Egreja
cathedral
de
St.
Flour,
R.
Fran
cisco
Maria
Ambrosio
Benjamin
Badupl,
sacerdoie
diocesano de
Rodez
e
parocho
de
Villa
Franca
da
mesma
diocese.
Egreja
cathedral
de
Perpinhão, no R.
João
Agostinho
Emílio
Caraguel,
sacerdote
archi-diocesano
d’Alby, e
conego
arcipreste
da
mesma
metropolitana.
Egreja
cathedral
de
Versailles,
no
R.
Pedro
Antonio
Goux,
sacerdoie
de Tolosa,
e
parocho
de S.
Saturnino.
Egreja
cathedral
de
Nevers,
no R. Es
tevão
Antonio
Alfredo
Lelong,
sacerdote
diocesano
d
’Aulun
e vigário
geral
da
mesma
cidade
e
diocese.
Egreja
cathedral
de Luçon,
no R.
Nicolau
Clodoven José
Cateleau,
sacerdoie
diocesano
d
’
Arras
e
vigário
geral
da
mesma
cidade
e
diocese.
Egreja
cathedral
de
Cujabá
no
Brazil,
R.
Carlos
Luiz
d
’
Amor, sacerdoie
de
Luiz
do
Maranhão,
Prelado
domestico
Sua Santidade,
conego
de
metropolitana
S.
Salvador
do
Brazil,
onde
foi vigário
no
S.
de
de
capitular.
Egreja
cathedral
de
S. Luiz
do
Mara
nhão
no
Brazil,
no
6.
Antonio
Cândido
d
’
Alvarenga,
sacerdote
de S.
Paulo
no
Brazil
e
conego
penitenciário na
mesma
cathedral.
Egreja
cathedral
de
Carllngena,
nos
Estados-Unidos
de
Columbía,
na
America
meridional,
no
R.
João
Nepomuceno
Rueda,
sacerdote
archi-diocesano
de
Santa Fé,
de
Bogotá,
reitor
da
parochia de
las
Nieves
na
capital
do
arcebispado
de
Santa
Fé
de
Bogotá
e
ahi
Examinador
Synodai e
doutor
na
Sagrada
Theologia.
Egreja
episcopal
de
Tenoria
in
p.
i.*
em Monsenhor
Paulo Francisco
de
Forges.
sacerdote
archi-diocesano
de
Rennes,
di-
rector
do
collegio
Pont-Levoy
na
di.cese
de
Biois,
protonotario
aposlolico
supranu
merário
de
Sua
Santidade,
e
deputado
em
auxiliar
do
ern.
m0
e
revd.
IB0
snr.
cardeai
4.BMS
^SSSSSSS^íSSíHaii
Rrossais
Saint-Marc,
arcebispo
de
Ren-
nes.
Foram
depois
publicadas
as
seguintes
egrejas providas
por
Breve.
Egreja
arcebispal
de
Amido,
in
p. i.,
cm
iMonsenhor
Colino Mac-Kinnou, que
foi
bispo
do
Arichal.
Egreja
arcebispal
de
Ellopolis,
in
p.
i.,
em
Monsenhor
Mario Mocenni,
delegado
apostolico no
Perú.
Egreja
arcebispal
de
Nicosia,
in
p.
i.,
no
B.
Estevão Azarian,
sacerdote
armé
nio.
Egreja
cathedral
de
Nantes,
em
Mon
senhor
Julio
Francisco
Le
Coq,
transferido
de
Lnçon.
Egreja
episcopal
de
Claudiopolis
in
p.
i.,
no
K.
Daniel
Comboni,
vigário
apos
tolico
da
África
Central.
Egreja
episcopal
de
Botra
in
p.
i.,
no
R. Martmho
João
Ponlavienne,
vigário
apostolico
da
Cochinchina
septentrional.
Egreja
episcopal
d
’Archis
in
p. i.,
no
R.
Pedro
Maria Le
Berre,
vigário
aposto
lico
das
Duas
Guinés.
Egreja
episcopal
d
’
lroeria
in
p.
i.,
no
R.
Adiião
Godschalk,
auxiliar
de
Mon
senhor
Zwisen,
bispo
de Blois
Le
Duc.
Egreja
episcopal
de Paris
in
p.
i
,
no
B.
P.
Fr.
Marcelino
de Santa
Thereza,
de
Carmelitas
Descalços.
Depois Sua Santidade
poz
o
annel
Car
din
alicio no
dito
senhor
cardial
Garcia
Gil,
e
lhe
conferiu
em
titulo
a egreja
de Santo
Estevão
de
Monte
Celio.
E
tendo-se
retido
Sua
Santidade
para
os
seus aposentos, todos'os
senhores
car-
deaes
se
dirigiram
collegíalmente
para
a
referida
capella,
onde
resaram
o
Te
Deum.
e
o
em."
‘
°
snr.
cardeal
Deão
recitou
as
preces
super
electos,
e
acabadas
estas
todos
deram
novo
abraço
de
felicitação
ao
novo
purpurado.
Oitrptnterin.
—
Do
«C.
Portuguez»
transcrevemos
o
seguinte:
Os
grampos
servem
para
apertar
as
madeiras
que
se
querem
enchavetar
ou
colar, precisando
por
isso
mesmo
de va
riadas
dimensões.
Os
nossos carpinteiros,
na falta
de
um
instrumento facil,
duradouro
e
perfeitamen
te
adaptado ao
fim
que
já indicamos to
mam
um
barrote,
com dois
batentes
nas
extremidades
e
com o auxilio
de
cunhas
fazem
a
pressão
que
desejam.
Ha
porém
uns
grampos americanos,
<jue
produzem
a
pressão,
por
meio
de
uns
anneis
de ferro
que
circumdain
uma
barra
de
madeira,
fazendo
lirme
em
qual
quer
ponto
da
sua
extensão,
e
dando
um
aperto
mais
suave
e
facil,
com
o
auxí
lio
de
um
parafuso
collocado
na
face
de
um
dos
batentes.
Os
grampos
de
soalhar,
de construc-
ção
ingleza,
mal
conhecidos ainda,
limi
tam
a
sua
applicação
aos travejamentos
de
pranchões
de
Flandres;
mas
os grampos
americanos
de
soalhar
téem
a
presa
na
superfície
da trave a
qual
pode
ter
qual
quer grossura, sem
que
isso
affecte
o
aper
to
que
é
dado
por
uma
alavanca.
São
de
applicação
facil
e
executam
muito
trabalho.
Os
graminhos
tão
neccessarios
em
obras
de
esquadria,
para
riscar
diversos
pontos,
a
distancias
determinadas;
para
serem
bons precisam
de ter
escala e
risco
duplo.
Ha-os
todos
de
ferro,
com escala
e
bicos
de aço; ha-os de
madeira,
já
guar
necidos
de
cintai
de
metal,
já
de
traços
duplos.
O
barbequim,
utensílio
tão
conhecido
do
artista,
também
foi aperfeiçoido
ulti
mamente;
e
com
elle
se póde
trabalhar
em
meia
volta
ou ainda
em
menos, fa
cilitando
assim
a
abertura
de
furos
que
se
queiram
fazer
em sitios
onde
não
póde
circular
a manivela
do
mesmo.
Este
bello
resultado
de
tanto
alcance
«bteve-se
pela
disposição
de
um roquele
e
de
um
annel
revolvente que
o
faz
trabalhar
á
direita
e
á
esquerda.
Em
vez
de
um
simples
buraco
qua
drado
onde
se
introduz
os trados,
como
nos
antigos,
este
barbequirn
moderno
tem
uma
especie
de
estojo
de
rosca,
on
de
se mette
o
ferro
perfurador,
ou
o ca
bo
do
trado,
seja
qual
íôr a sua
dimensão
e
grossura,
e
segurando-o
com extrema
tenacidade.
Os
barbequins
supra-mencionados
eram
acompanhados
de uma
serie
de
24
a
36
ferros;
actualmenle,
porém, bastam
dois
trados,
um
maior
e
outro menor,
para
substituir
aqueile
grande
numero
d
’
elles.
Practicam
furos
de
um
centímetro
de diâmetro
até
0,750,
em
escalla
de
um
a
um
milímetro,
e
com
tal
perfeição
que
as
paredes
do
furo
ficam
perfeitamente
lisas.
A
cabeça
da
broca que
é cylindrica
produz
uma secção
da
corte
central,
e
um
travessão
movei
cortante
produz
outra;
este
travessão
movei
tem uma
escala
para
re
gular
e
indicar
o
diâmetro do
ferro,
com
a
maiima
certeza.
Firma-se
a
qualquer
distancia
do
cen
tro,
com
um
parafuso.
Cada
secção
tem dois cortes,
horison-
tal
e
perpendicular.
Estas
brocas
são
de uma
belleza
e
per
feição
inexcediveis.
Toda
a
ferramenta
que
acabamos
de
descrever
está
em
exposição
nos
depósi
tos
do
snr.
A. de
la
Rocque,
no
Porto.
Subneripf
Ao
ilc
ohrijjo.çôeis.
—
Principiou
no dia
4
nos
cofres
centraes
de
Lisboa,
Porto,
Braga e
Vianna
a
sub-
scripção
para
o
levantamento da
5.a
emis
são do
empréstimo
para
os
caminhos
de
ferro
do Minho
e
Douro.
No
Porto
foram
subscriptas
33:536
obrigações,
sendo 528
os
subscriptores,
que
depositaram
a
quantia
de
167:680^000
reis
como
pagamento da
1.
a prestação de
5^900
reis
por
obrigação.
No
numero
dos
subscriptores
encon
tram-se
o banco
Alliança.
que
subscreveu
com
9:885
obrigações,
o banco
União
com
4:000,
o
banco
Commercio
e
Industria
com
2:000,
e o
banco
de
Guimarães
com
400.
Foram portanto subscriptas
no Poito
mais 13:766 obrigações
o
i
1.238:910^000
reis,
do
que
o
necessário
para
prefazer
a
cifra
pedida
peio
governo
e
segunda
as
noticias
que
ha
de Lisboa
também
asub-
scripção
alli
cubriu
a
somma
pedida,
ele
vando
assim
ao
tripulo do
empréstimo
a
quantia
subscripla
nas
doas
enfades.
N
’
esla
cidade
o numero
dos
subscri
ptores
foi
extraordinário,
(sendo
necessário
o
concurso
da
força
armada
para
garan
tir
a
ordem)
passando
já
de
1:000
os
que
assignaram
e
deram
entrada
no
cofre
cen
tral.
No
n.0
seguinte
daremos
a
quantia
exacta
correspondente
ás
acções
emitti-
das.
AMADECIMESTOS
Os
abaixo
assignados,
penhoradissimos
para
com
todas
as
exm.
98
senhoras, e
exm.
os
snrs.
que
os
cumprimentaram,
e
tiveram
a
bondade
de
sa
interessar
pelo
estado
de
sen
filho
e
irmão.
Frederico
Au
gusto
Cruz,
pela
occasião
em
que
esteve
gravemente
enfermo
no
local
do
Senhor
do
Monte, veem
por
este
meio,
emquan-
to
o
não
fazem
pessoalmente,
agrad-cer
muito
cordealmente
as
provas
de
estima
e
dedicação que lhes
foram manifestadas,
protestando
a
reciprocidade
de
sua
estima,
e
eterna
gratidão.
Braga,
29
de
setembro de
1877.
Emitia
Adelaide
Cruz
Joaquim
Pereira
da
Cruz
(521)
Carlos
Vilo
Pereira da
Cruz.
4
j.T
-,r
íT
TV
T*
3
'■-..'.•3
t
J
<
T
t
;
'
3
)
ANNEL
D
’
OIRO
Achou
se
um
na
rua
de
S.
Bernabé,
ha
já
dias.
Dados os signaes
e
pago
este
annuncio,
entrega-se.
N
’esla
redacção
se
diz
quem
o achou.
(532)
Arrematação
No
dia
21
do
corrente,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
terá
logar
na
ante-sala
das
sessões
da Commissão
administradora
da
Santa
Casa da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
a arrematação
dos
foros
e pensões
em ge-
neros vencidos
no
S
Miguel
do
presente
anno,
pertencentes
á
mesma
Santa
Casa
e
ao Hospital
de
S.
Marcos.
Em seguida se
procederá
iguulmente
á
arrematação
do
fornecimento
de
arroz,
ba
calhau
e
assucar
para
os
deentes
do
refe
rido
Hospital.
As
condições
e
amostras
acham-se
pa
tentes
na respectiva
secretaria.
Braga
4
d
’
outubro
de
1877.
O
Secretario
da
Commissão
(533)
João
Manuel
Corrêa.
ALUGA-SE
a casa
apalaçada
con
struída
de
novo,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponlç
n.0
58
C.
Para
tracta
r
no n.°
acima.
(448)
YX«it!nnç»
«le
horário
Joaquim José de
Barros,
d'esta
cida
de,
muda o carro
que
tinha
d
’
esla
cidade
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
7
1
12 horas
da
manhã,
para
as
8
1|2,
a
principiar
ámanhã,
7 do
corrente.
Braga,
5
d
’outubro
de 1877.
O
AIquilador
—
Joaquim
José
de Barros.
Abertura de aulas
Antonio
José
Fernanles
de
Carvalho,
annuncia
que atire as aulas
de
instruc-
ção primaria, latim
e
latinidade
no dia
10
de
outubro;
achando-se
desde
já
aber
ta
a
matricula
na sua casa de
morada
—
rua
do
Poço
n.°
18.
O
mesmo
leccionista
também,
segundo
o costume
dos
annos
anteriores,
vae
a
casas
particulares
leccionar
francez
e
phi-
losopliia.
(527)
iWHMSf À
Maria
da
Luz
Silva Pereira,
commu-
nica
a
todas
as
suas
exm.as
freguezas, que
desde
o
dia
de
S.
Miguel,
mudou
para
a
rua
dos
Biscainhos
n.°
3
a
sua
residên
cia.
Auxiliada
como
foi
pelas
elegantes
bra-
carenses
no
seu
antigo domicilio
na rua
Nova
de
Sousa,
assim
o
espera
ser,
como
sempre,
não
se
poupando
para
isso
a
tra
balho,
promplidâo
e
esmero,
no
desempe
nho
de
todas
as
encommendas
que lhe
se
jam
apresentadas.
(529;
Da
rua de
Santo
Antonio das
Traves
sas,
mudou-se
para
a
nova
rua
do Couto
d
’Arvoredo
o
restaurante
que
n’
aquella
existia.
O
proprietário
do
mesmo
convida
o publico
e
os
seus
amigos
e
freguezes,
a
que continuem
dispensando-lhe
seus fa
vores,
pois que, a
casa
se
acha montada
nas melhores
condições
e
com
todo
o
aceio.
O
serviço
é
feito
com todo
o
esme
ro
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com-
modos.
(531)
Miguel
Gomes
da
Cunha
Braga,
per-
lende
fallar com
Antonio
Joaquim Perei
ra
da Silva,
relativo
a
negocios
com
José
Ferreira
Cardoso
Guimarães
&
C.
a
,
do
Rio
de
Janeiro.
Braga
1
d
’
outubro
de
1877.
(528)
Éditos
de
30
dias
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga, e
cartorio
do escrivão do
quinto
oílicio
Antonio
José
Gonçalves,
se
publi
cam
éditos
de
trinta
dias
a
contar
da
pu
blicação
do
ultimo
annuncio,
a
citar
todos
os
credores
e
legatários
incertos
do
finado
Manuel
José
Esteves,
morador
que
foi
no
logar
da
Fonlainha,
freguezia
de
Espi
nho
da
mesma comarca,
para
no
dito
praso
deduzirem
os
seus créditos
e
direi
tos,
e
assistirem,
querendo,
aos
termos
do
inventario
orfanologico que
se
processa
por
obito do
mesmo
finado.
Braga
29
de
setembro
de
1877.
O esciivão
do
5.°
officio
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(518)
Cunha
Pimentel.
X1UOA1VÇ
5.
Antonio José da
Silva
Mello,
com
es
tabelecimento
de
ourivesaria,
participa
ao
publico
em
geral,
e
em
particular
aos
seus
amigos
e freguezes,
que mudou
o
seu
es
tabelecimento
que
tinha
no
largo
do
Pa
ço
n.°
9,
para
o
mesmo
largo
n,°
3;
es
pera
pois
de
todos,
lhe
continuem
a
dis
pensar
novos
favores, e
convida
a
visi
tarem o seu
novo
estabelecimento,
aonde
poderão
encontrar
um
variado sortimento
de
objectos
da
sua
arte.
(520)
Armação para loja
Verjde-se
duas estantes
envidraçadas
e
um mostrador,
tudo
por
preço
commodo.
Largo
de S.
Francisco
n.°
9,
loja
de
sola.
(fgjj)
DISSOLUÇÃO
SOCIAL
EE
TRAS-
I
’ASSE
MK
NEC1OCIO
O abaixo
assignado
declara
que
tendo
sociedade
tacila
com o
snr.
José
Velloso
de
Sousa
Guimarães,
desde
1
de
julho
de
1870,
liquidara
e
dissolvera
em
26 de
maio
do
anno
corrente;
e
que
a este mes
mo
snr.
e
conjnntamente ao
snr.
Anlo-
nio
d
’
Aranjo Rocha,
fizera
cessão
e
tras
passe
de
tudo
o
que
compunha
o
seu
acti-
vo,
conforme
as
condições
da
respectiva
escriptura
exarada nas
notas
do Tabelião
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
d
’
esta
ci
dade,
com data
de
18
d
’
agosto d
’
este mes
mo
anno.
Mais
declara
que
a
extincta
sociedade
nada
ficou
devendo
a
pessoa
alguma.
Braga
1 d
’
outubro
de
1877.
Manoel
Antonio
da
Silva
Pereira
Guimarães,
(523)
IODA
M
QDHTA
Vende-se
a
quinta
do
Bar
ra!,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Semelhe,
a
limitar
com
a
de
S.
Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pe<
tenças, juntas
ou
separadas,
e
os bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar
com aquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capellistas
2U
C
—
Braga.
(495)
Venda
de prédios
Quem
pertender
comprar,
duas
mora
das
de casas
e
dois
terrenos,
na praia
de
banhos
d
’Apulia,
falle
com Antonio
dos
Santos
d
’Azevedo
Magalhães. O
produclo
da venda,
convido,
póde
ficar
na
mão
do
comprador
a juro de 5
0|
q
ao
anno
me
diante
a
respectiva
hypolbeca.
(509)
GOLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrniln
roraçã»
de
.Harta,
Tirgeiu
Intinaciilaiia
RUA
DE
S.
M1GUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no
dia
1
do pro
ximo
outubro.
Este
collegio
conlintía
a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
gramma,
que
se
enviará
a quem
deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa
de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de setembro de
1877.
A Directora
Miss
Thereza
Hennessy.
(508)
a
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
com elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
ARRENDA-SE
Uma
morada
de casas de
dons
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se na
mesma.
(482)
Acçõea
e
gironaigaoráng
<9e
baneoa e
eostapaBKhiaH
Compram-se
e vende-se
na
rua Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
VMXDA
CASAS
-■
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
iiíi&L
andar
e
quintal,
n.°
4.
D
uas
terreaS)
n<
os
7
c
g,
com
quintal,
na dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do Minho.
(263)
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
