comerciominho_05061877_647.xml
- conteúdo
-
5.'
ANNO
1877
FOLHA
COMMERC1AL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
647
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josá
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.‘
3E,
para
onde deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
A.-SI
BE
AS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.~Semestre
850 rs.
—
Proom-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.~Seméstre
1&050
rs.=Braztl,
anno
3&600 rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&0
00 reis
e
Í&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
iinha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
°/
#
d
’abatimento.
Já
uma
vez
se
fez
justiça
ao
mérito
d
’
um
filho
honrador
de
Braga,
—
o que é
muito
para
louvar;
porque
desgraçftdamen-
le esta
nossa
boa terra
acha-se
dominada
por
meia duzia de harpias
que
de
fóra
vieram
para
aqui
arvorar-se
em
mandões,
e
que
vivem
da intriga
e
do
mexerico
mais ignóbil.
Nós,
que
felizmente
não
somos
pre
tendentes
a
empregos,
podemos
a
rosto
descoberto
gritar
a
estes
mirones:
fóra,
intrigantes!
fóia
malcreados!
Isto
que
vae
dicto incidentemente,
não
precisa
de
nota
illucidaliva
para
se
compreliender.
Ainda
recentetnenle
se
de
ram
factos
que
provocaram
a
indignação
com
que escrevemos
estas
ultimas
linhas.
Pedimos
ao
nobre
marquez que
pro-
siga
sempre
na
sua
missão
de
indepen
dência,
rectidão
e
justiça;
e
assim
terá
as
bênçãos do
céo
e
a gralidão
dos
bra-
carenses.
Consulte
o
illustre
magistrado
apenas
a
sua
consciência
e
as
pessoas
impar-
ciaes,
e
honre
o
mérito
onde
quer
que
elle
esteja,
como
aconteceu
com
a nomea
ção
que
acima
referimos.
Não
dê
s.
exc a
importância
aos
es
gares
e
ameaças
d
’
algum
chefe
de
cha-
faricas.
E’
tactica
velha
das
harpias.
Já
com um
antecessor
de
s.
exc.
a
, o
snr. conde
de
Cavalleiros,
ella
se
poz
em
pratica,
sendo
aquelle
cavalheiro
amea
çado
com uma
corôa d’
espinhos,
—
ameaça
que
infelizmente
se
realisou.
Espinhos
ha
de
tel-os
o
nobre mar
quez,
porque,
segundo
a
ordem
natural
das
coisas,
a
sua
alta
posição
e
as
suas
inestimáveis
qualidades
não
deixarão
de
os
produzir.
Podemos
porém asseverar
que,
se
s.
exc.
a
proseguir
na
vereda
encetada,
dos
filhos
de
Braga
o
nosso
illustrado
gover
nador
civil
apenas
terá
louvores
e
bênçãos
BBAGA-
TERÇi-FEiai 5 IIE
Escolha éxcellente
*
O
ex.
n
‘
° snr.
inarquez
de
Vallada,
il-
lustrado
governador
civil d
’
este
districto,
inaugura
«>a
sua
adininislração
uma
epoca
de
verdadeira prosperidade
para
esta
ci
dade.
Entre
outras medidas
que
s. exc.
a
es
pera realisar,
a
creação.
já approvada,
d’utn
corpo
de
policia
civil,
é
um
motivo
suílicienle
de gratidão
immorredoira
dos
bracarenses
para
com
o
digno
magistrado.
Prendendo
ainda
com
este importante
melhoramento,
acaba
s.
exc.
a
de
praticar
um
acto
que
muito
o
ennobrece
e
que
mereceu
os
applausos
e
parabéns
da
gente
sensata
de
toda
a
cidade,
sem
distincção
de
partidos
*
.
Referimos-nos
á
escolha
que
s.
exc.a
fez
do
ex.
inu
dr.
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão, cavalheiro distinclo
natu
ral
d
’
esta
cidade,
para
exercer
o
logar
de
commandante,
ou
1.®
commissario,
do
corpo
de policia
civil.
Passa
como
certo
que
o
nobre
mar-
quez
se
vira assoberbado
com
empenhos
para
a
escolha
d’
este
emprego;
mas,
im-
porlando-se
mais
com
a
sua
honra
e
di
gnidade do
que
com
a
satisfação
á
padri-
nhagem,
dirigiu-se
s. ex.
a á
casa
do
snr.
dr.
João
de
Paiva
e
offereceu
o
referido
lo
gar
áquelle
cavalheiro,
que
o
não
solli-
citára,
nem
pensava
em
exercel-o.
O snr.
governador
civil
nem
tempo
deu ao
agra
ciado
para
este
formular
a mais breve
es
cusa.
Em
nosso
nome
e
no
dos
filhos d’
esta
boa
terra
damos
por
este
motivo
os
mais
sinceros
parabéns
ao
snr.
marquez
de
Vallada.
O
snr.
dr.
João
de
Paiva
é
um
per
feito
cavalheiro;
e
exercerá
oplimamente
o
seu
logar,
attendendo
ao
apoio,
que
lhe
não
falta,
nem
faltará,
da
aucloridade
superior
que
felizmente
administra
o
nosso
districto.
A
’
RedaefSo do «Comniereio do
Minho».
Londres,
28
de
Maio,
4877
[á
noite).
Recebo
agora
mesmo
uma
carta
de
Roma,
datada
de
23
do
corrente, e
de
amigo
meu
Inglez
que
foi
na
Deputação
ou
Peregrinação
d
’aqui,
onde
me
refere
vários
particulares
coníirmatorios inteira
mente
do
que
na carta
para o
Apostolo
copio
do
Times.
O
seguinte
que
me
diz
em
relação
á
Peregrinação
Porlugueza,
mostra
que
ali
não
se
contava
já
que
o Snr.
Patriarcha
de
Lisboa
acompanhasse
a
Peregrinação.
Diz-me
o
ineo
Amigo:
—
«O
Patriarcha
de Lisboa
estava
para
acompanhar
a
Deputação
Portugueza;
mas
como
o Governo
lhe
poz
por
condição,
para
dar-lhe
a
necessária
licença,
que
elle
fosse
apresentar
os
seus
respeitos
ao
Quirinal,
declarou
elle
que
nem
pensar
em
tal
queria
por
um
só
momento;
e
por
consequência, antes
não
iria
com a
Pe
regrinação
como
intentava,
e
escreveria
ao
Santo
Padre,
a
dar-lhe a
razão
de
não
ir
como
desejava».
Eis
ahi
como
o
fumo
é
signal de
que
houve
fogo,
parece
que
esse
Governicheta
que
lá
existe
em
Portugal,
queria tran
sformar
em
cumprimento
á Ladrogem
do
intruso
Quirinal,
a visita
de
Sua
Emi
nência
a
Roma!—
Tinha
graça
uma
Pe
regrinação Palriarchal
ao
templo
de
Mer
cúrio.
ou
á caverna
de
Caco!
•
A.
R.
SARAIVA.
-------------------------------------
MissAo do jornal catholico na
hora
presente.
A
grande
arma
da
Egreja,
hoje
em
dia,
é o
jornal
catholico, disse
Pio
IX.
Innegavel.
Com
a
espantosa
communicação
social
operada
pelo moderno
e esplendido
invento
da
locomotiva,
já
não
basta
o livro volu
moso,
lentamente
elaborado,
nem
o
opús
culo,
nem
mesmo
o
folheio, ou
o
sema
nário,
para contrabalançar
a
acção
dele-
teria
do
mal,
tornada
immensamenle
fá
cil por
esse
cornmercio
collossal, realisado
de
nação
a
nação,
ou
no
seio
de
cada
uma.
O jornal
é
a
arma formidável
empre
gada
pela
revolução
e peia
impiedade,
para
deschristianisar
a sociedade
moderna;
para
subvertel-a,
roubando-lhe
não
só
a crença,
mas
o
proprio lote
da
consciência e da
razão.
A
esta
arma
é
força
oppôr
ou
contrastar
outra exactamenle similhante
na
fórma,
senão
nos
meios
; a
arma
do
jornal
catholico.
Outra
qualquer, na
hora
presente,
é
improfícua,
impotente.
Supponhamos
que
é
assoalhada
hoje
entre
nós,
em
alguma
folha,
uma
theoría
infame
contra
o
christianismo
ou
contra
a
Egreja.
O
caminho
de ferro,
percor
rendo
o
reino,
lá
a
transporta
de
provín
cia
em
província,
e com
uma
rapidez
alada,
a
todas
as classes
da
sociedade.
No
dia
seguinte,
haverá
outra
folha
que
levará,
atravez
da mesma locomotiva,
e
aos
mesmos
leitores
o
antídoto
entrgico
da
theoría
da
vespera.
E
’
,
por
exemplo,
um
ponto
de
his
toria que
o
jornalista
caviloso
interpreta
deslealmente, ou
até deturpa,
adultera,
adrede
;
é
uma calumnia soez
que atira á
testada
do
homem
integerrimo,
porque
sobre
este
peza
o
estygma
horrível...
de
ser
catholico
;
é
uma
noticia
consciente
mente
falsa
que
a
imprensa
propala
pata
produzir
um
dado
efleilo,
o
de conster
nar
os
bons,
e o
de
fazer
arreganhar
os
dentes
aos
maus
por
vinte
e
quatro ho
ras.
Ora
o
jornal
calholico
rectificará á
sociedade
esse
ponto de
historia;
repellirá
com
dignidade
e
vigor essa
calumnia
he
dionda.
desmentirá
immediatamente
o
re
bate
falso,
e
não
terá
medo
de
chamar
mentirosa
a essa
imprensa
que
come
e
veste
do
tristíssimo
oílicio
de
embair e
pre-
verter
os
povos.
O
jornal
calholico
é
hoje
em
dia
um
complemento,
digo pouco,
um
elemento
diam
elles
fazer?
Quanto
aos
maus
papas,
não
tem
sido
tantos como pareceis
acre
ditar.
E
depois,
que
prova
isto?
Dizei-
me,
se
se
meltessem
quatro
fogosos
caval-
los
a
um
carro,
e
se
este
losse
levado
com
a
rapidez
do
raio, que dirieis?
«Na
da
que
admirasse
porque
era
levado
por
bellos
cavallos!»
Mas
se
de repente
se
lhes
cortassem
os
tirantes
e
o
carro
con
tinuasse
na
mesma
carreira, não acredi
taríeis
no
milagre?
Pois
bem!
quando
o
bom
Deus
permitle
que
a
sua
Egreja
seja
governada
por
maus
pontífices,
é
como
se
se
cortassem
os
tirantes
aos cavallos.
Al
gumas
vezes o tem
permillido
e
no
en
tanto
o carro
da sua
Egreja marcha
sem
pre.
Agora corre elle
mais depressa
do
que
nunca.
A
unica conclusão que
pode
mos tirar,
é
que ha
por
delraz
uma mao,
que
é
a
mesma
que
fez
o
ceo
e
a
terra,
e
que
sustenta
o
mundo
em
tres
dedos.
—
Gosto
de
vos
ouvir,
meu
caro.
Sois
franco
como
o
ouro,
e
dizeis
verdades
pal
páveis...
Elle
leva
a
mão
á
testa.
—
Eu
conti
nuo:
Fallasteis-me
nos
padres
; quereis di
zer
que
são
maus? quem
o
nega?
Qual
é
o
exercito, o mais
aguerrido
que
se
sup-
ponha,
que
não
conte
em
suas
fileiras
al
guns
cobardes? E’
que
o
padre,
porque
o
é,
abdica
todas
as
fragilidades
humanas
abdicando
sua natureza
?
O
que nos
de
veria
admirar,
não
é
que
hajam
asguns
maus
padres,
mas que hajam
ainda
tantos
bons,
porque
um
padre santo é
um mila
gre
que suppõe
uma
virtude
divina,
em
tanto
que
cem
maus
padres
não
prova
riam
mais
que a
miserável fraqueza de
nossa
natureza;
o
que
ninguém
ignora.
nha
por
esposo
Philippe
II
de
Hispanha,
que
julgava
lavar
seus
peccados no
san
gue
dos
que
chamava
hereticos,
e
que
tra
tava
o
povo
como
um
vilão
mestre-escola
trataria
creanças
de
seis
annos...
E Tor-
quemada,
era lambem
calholico,
e
creio
que
padre
como
vós.
E
depois,
tendes
tão
maus
papas!
Um Alexandre
Ví,
por
exem
plo.
Além
disso
não
é
o
unico...
e
os
padres!...
Quereis
que
vos
diga!
ponha
mos
isto
de
parte;
não
faltemos
mais;
teria
muito
que
dizer.
—
Não
fallemos
miis
:
mas,
meu
caro
amigo,
como
quereis
que
esqueça
que
áma
nhã
deveis
deixar
este
mundo?
Não,
não,
amo-vos
de
mais para deixar
de
envidar
to
dos
os
meus exforços
para
vos
abrir o
caminho
d
’
um
mundo
melhor.
—
Primeiro
que
tudo
admiro
como
sois
instruído.
Ve
jo
que
effeclivamente
tendes
lido
muita
historia,
mas
muito
má
historia. Admitto
que
Maria Tudor podia
haver-se
um
pou
co
mais
docemente; mas
sera culpada a
Egreja
por
esta
rainha ter
em
suas
veias
algumas
gotas
do
sangue
de
seu
pae,
Hen
rique
VIII?
—Sem
duvida
Philippe
II
foi
longe
de
mais,
e
tanto
me
custaria
a
la
var
o
diabo
como a
fazer
o
pauegyrico
d
’es-
te
monarcha.
Mas
tem-se-lhe
imputado
mui
to
mais
do
que
fez.
De
mais,
se visseis
arder
a
casa
do
vosso
visinho, não
tra
ríeis
bombas
para
defender
a
vossa
?
E’
o
que
fez
Philippe
II.
Elle
via
a
França
e
a
Allemanha
a
arder,
trabalhou
para
pre
servar
a
Hispanha do
incêndio:
a
inqui
sição
era
a
bomba.
Torquemada,
a
quem
se
tem
feito um
demonio,
não passava
d
’
um
ofticial
do
rei
d
’
Hispanha.
Os
papas
recla
maram
contra
seus
rigores
; que
mais
po-
5
FOLHETIM
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
D
UM
CONDEMNADO
PELO
R.
P.e
Marchai
lUiRNÍoiiurio
apoHtolieo
TRADUZIDO DA
19,
a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
R.
vi
[Continuação]
Corri
logo a
procurar-lhe
um
lume,
prompto
que
friccionei
na
sotaina,
e
que
lhe
apresentei
dizendo
:
<Ah
agora,
meu
querido,
deixemo-nos
de cachimbo;
o
momento
aproxima-se
e
temos
grandes
negocios
a arranjar.
Não
me
dissesleis
que
havieis
de
reíleclir
no que
vos
disse
hoje de
manhã?
Não
delestaes
os
déspotas
de
que vos fallei?»
—
Perdão,
rellecti,
e
detesto
sempre
do
coração
os
déspotas; mas
os
vossos
calho-
licos
leem
sido
lambem déspotas
como
os
outros.
Quando
.estava
em
Génova ou
em
Lyon,
e
que
tinha
acabado
o
trabalho
do
dia,
deilava-me;
e,
na
cama,
lia
etnquan-
lo
não
tinha
gastado
um
soldo
de
vellas,
«
vi
d
’
eslas
historias!...
Maria
Tudor
era
catholica,
e
queimava
os
protestantes
; ti-
Além
d
’
isto,
uma prova
de
que
ha pou
cos
escândalos,
é
que
elles
fazem
sempre
muito barulho.
Uma
pequena
nodoa
não
se
destaca
bem
senão
sobre
um
fundo
bem
alvo.
Deixemos
os
maus
padres,
meu
ami
go:
Deus
os julgará
como
a
lodo
o
mun
do.
O
que
vos
falia
n
’
este
momento
não
sabe
o que lhe
virá
de
futuro
a
aconte
cer;
mas,
até
agora
não
tem
tido
tem
po
de
ser
mau,
e
elle
vos ama.
O
condemnado deixou-se abraçar
sor
rindo ;
e
continuou
:
—
Sim,
deixemos
este
capitulo. Mas
não
posso
acreditar
que
seja
necessária
a
confissão;
porque
eu
digo
commigo
:
«Te
nho
offendido
a
Deus,
que
devo
fazer?
Entrar em
minha consciência
d
’
onde sahi
pelo
crime;
dizer
ao
bom Deus: Senhor,
pequei,
é
verdade,
eu
o
confesso;
fiz
mal;
mas
vós
sois bom
; sabeis
o
que
é
a
po
bre
fraqueza
humana. E’
porisso
que
nos
enviastes
vosso
Filho,
é
para
expiar
tus
sas faltas.»
—
Depois, creio
que
se
póde
estar
tranquillo,
sem
ser obrigado
a
ir con
tar
a
um
homem
como
vós
o
que
só
Deus
deve
conhecer...
Esperae;
um
dia
eslava
eu em
Génova
;
uma
pessoá
disse-
me
que se ia fazer
protestante
para
não
tornar
a
um
confessor
tão
curioso que,
ao
interrogal-o,
lhe
ensinava
cousas
que
total
mente
ignorava.
Eis
aqui
o
que faz
o
v<s-
so
famoso «confissionario»,
esta
pura
in
venção
dos padres,
que
querem
saber
to
do...
Não
falíeis
roais n
’isso.»
E
encheu
o
cachimbo
de
tabaco.
indispensável
da vida
e
da
acção
religio
so-social.
Por
elle
os
actos
ofliciaes
do
Chefe
da
cbristandade
chegam
ao
conheci
mento
de
todos
os fieis; por
elle
a
voz,
ou
antes,
o
oráculo
de Pedro
(tanto
mais
luminoso
e
impreterivel,
quanto
em
torno
de
nós
mais se
condensam
as
trevas
de
repugnantes
lheorias) ecboa
de
uma
extre
midade
do orbe
christão
a
outra,
para con
firmar
crentes,
revigorar fracos,
desilltidir
iIludidos,
fazer
chegar
a
verdade
a
todos
Pelo
jornal
catholico
repercute
mais
prompta,
e
a maior
distancia
a
voz
dos
pastores,
nas
suas
respeclivas
dioceses
;
e
sob
este
aspecto
é
elle
o
porta-voz
dos
seus
decretos
e concessões,
e
muitas
vezes
o
grande
orgão
d
’
essas
sentinellas
avan
çadas
da
Egreja
que, fieis
á
sua
posição,
previnem
dos
perigos
da
noite
noclurni
cwõodes,
o
rebanho
despercebido e dor
mente.
Mais.
Torna-se
um
verdadeiro
thermo-
metro
da
atmosphera
religiosa nos
diver
sos
estados
da Europa
e do
mundo
chris
tão, o registro
do
grande movimento
que
o
calholicismo
esta
desenvolvendo
com
uma
aelividade
mais
e
mais
consoladora,
a
expressão
exacta
da
sociedade
catholi-
ca,
como
ojorual
htterario
é
a expressão
exacta
da
sociedade civil,
a
chronica
não
já
do
anno
ou
do
mez, mas
do
dia
e da
hora,
o
espelho
reílector
do
acontecimento
notável,
coincidente
fugitivo,
da
phrase
caída
de
uma
bocca
illustre, da palavra
que
sòa
e
passa,
e
que
a
historia não
re
colhe,
mas
que
o jornal
stereotypa,
por
que
na
hora
presente,
de
ii
gente
lucta,
e
de
alevanladas
esperanças, tudo interessa
ao
leitor
catholico,
tudo
tem
o
seu
va
lor,
tudo
tem
um sentido,
uma vibração
especial,
e
uma
influencia
própria.
O
que
o
orador sagrado faz
no
tem
plo,
e
o livro
no
gabinete
de
estudo,
í'al-o
a
folha
religiosa
(com mais
liberda
de,
e
ás vezes
com
melhoria
de
resultado
ua praça,
no
café,
na
loja,
na
oíficina,
na
casa,
no
restaurante,
no
comboio,
no
vapor,
por toda
a
parle.
Ha
uma
certa
gravidade
de
assumpto
e
de
linguagem
que
o
orador
não
póde
despir:
o
livro
é
lardigrado nas suas
evoluções
como
um
razoador
em
fôrma,
que
passo
a
passo
vae ganhando
terreno
:
o jornal
é
mais
livre
nos
seus
movimentos,
mais
lesto
na
sua
tactica.
Possue
a
arma
de
precisão,
ou
do
;
alcance
proprio
para
atlingira
qual
quer
adversário
de perto
ou
de
longe,
do
alto
ou
de
baixo,
reproduz o
facto
ainda
quente
e
vivo,
commenta
o
documento
da
vespera,
decifra
o sentido
da
charada
li
bertina,
ainda
antes
de
concluída,
agarra
pela
golla
o
localista
fraudulento
que
se
esgueirava
ao longo de
um
noticiário,
pre
goando
uma
interessante
anecdota
arran
jada,
e
obriga-o
a
desdizer-se.
Quando
fôr
preciso,
é-lhe
bem
licito
descalçar
o
cothurno
de
um
estylo
mais
grave,
e
jogar
a
facécia
humorística,
que
emmudece
a
impiedade,
não
convencida
pela
esgrima
de uma lógica sezuda.
Com
batendo corpo
a
corpo
com
qualquer
tran
seunte que se
lembre
de
atacar
de em-
buscada
a
religião,
não
é
difficil
ao
jornal
catholico,
antes
ás
vezes
de
um
extremo
a
proposito,
arrancar-lhe
a
mascara
que
o
cobre,
para
deixar
vêr
por
debaixo
d
’el-
la,
um
inhabil,
um
ingrato,
ou
um
após
tata.
Veda-lhe
a
consciência as
furla-vollas
da tactica
capciosa
e
baixa,
empregada
pelo
jornalismo
anti-catholico,
mas
sabe
que
um
periodico
de
defeza
religiosa
não
se
funda
hoje em dia para
abraçar
os
outros
orgãos
da
imprensa,
nem
para
se
dirigirem
barretadas
uns
aos
outros,
se
não
para
a
sustentação
da
verdade
calho-
lica,
e,
por
tanto, para
o
combate,
com
energia,
dignidade
e
prudência.
Derrama
luz
por todas as
classes da
sociedade;
a
todas
põe
a
meza,
oíferecendo
variada
iguaria,
e
em pequena dose
dia-
ria,
ao
paladar
de
cada
um.
Para
o povo
torna
se
o
supplemento
da homilia
ou
da
palestra
do
parocho
;
e
para
dizermos
todo
o nosso pensamento,
o
seu unico
cathecismo,
o
seu
unico
ca
pital
de
instrucção
christã
nos
paizes,
como
Portugal,
em
que
muitíssimas
vezes
é
desprezado
pelos
parochos
o
cumpri
mento
do
strictissimo
dever
que
lhes
é
imposto
pelo
concilio
de
Trenlo,
de ex
plicarem
o
Evangelho
ás
suas
ovelhas,
e
de
íhes
ensinar
os
rudimentos
da fé.
Por
tudo
isto,
é
sobre
grandiosa
e
bella, utilíssima,
sobre
utilíssima,
indis
pensável,
essencial,
e
essencialmente
pro
videncial
a
missão
contemporânea
do
jor
nalismo
catholico.
P.
e
Senna
Freitas.
Alguns
periódicos
teem
dado
a
noticia
de
ter
o
Senhor
Dom
Carlos
sido convi
dado
pelo
governo
francez a
sair de
Fran
ça,
nós
estamos
auctorisados
a
desmen
tir
semelhante
noticia.
O
governo
francez
não
fez
nenhuma
intimação
neste
sentido
áquelle
Augusto
Senhor.
E
’
certo
que
a
presença
do Senhor
Duque
de
Madrid
em
Paris
incommodava
o
governo
hespanhol,
que
por
via
do
seu
embaixador
n
’aquella capital
fazia
recla
mações
ao
governo
francez
contra
a
hos
pitalidade, que
concedia
ao
representante
do principio
tradicional
em
Hespanha;
mas
também
é
certo
que
nenhum
conhecimen
to
olTicial
de taes
reclamações
chegou
áquelle
Augusto
Senhor.
A
sua
casa
ficou
em
Passy,
montada
como
eslava até
aqui,
e
n
’
ella
ficaram
as
Senhoras
Infanlas;
sairam
só,
com
direc-
ção
a
Vienna,
os
Senhores
Duques
de
Madrid, levando seu
filho
o Príncipe
Dom
Jayme.
Espera se
que
este
com
sua
Mãe
voltem
breve
a
Paris;
a
ausência
do
Se
nhor
Dom
Carlos
será
um
pouco
maior.
A
este respeito
lemos
na
«Union»,
que
hoje
recebemos,
o
seguinte:
<0
Senhor
Duque
de Madrid
chegou
a
Vienna,
onde
Sua
Magestade
o
Imperador
d
’Austria lhe fez
a
mais
sympalica
recep
ção,
e
teve
diversas
entrevistas
com
os
Príncipes
da
Familia
imperial,
e
muitos
personagens
políticos.
«0
Senhor
Duque
e
a
Senhora
Du
queza de
Madrid estão, neste momento
em
Frohsdorf,
em
casa
do
Senhor
Conde
de
Chambord».
Nós
esperamos
em
poucos
dias
dar
mais circumsianciadas
noticias
aos
nossos
leitores,
porque
um
nosso
distinclo
amigo
e
correspondente
acompanha
na
sua
di
gressão
os
Senhores
Duques
de
Madrid.
—
(«Nação»)
------- •—
IjiHhoa,
3 de
junho de
>937.
(Do
nosso
correspondente).
E
’
espinhoso
o
dever
de
correspon
dente
quando,
na hora
presente,
ou
falham
as
noticias
de
interesse
e palpitantes,
ou
abundam
as
que
contristam
e
aborrecem;
e
mais
espinhoso
se
o
jornal
e
correspon
dente
não
pertencem
á
imprensa
especu
ladora
que
ahi
abunda
á
mercê
de
aven
tureiros
e
de
cousas
obnoxias,
que
pagam
as
zombarias
abjectas,
os
reclames e
as
verrinas
a
um
tanto
por
linha.
Posto
isto,
lia
que
cingirmo-nos
ao pouco
que,
em
harmonia
com
a
indole
do
jornal
e
com
a
nossa
inópia, podemos
avançar.
—
Continua
a
celeuma
na
imprensa
re
volucionaria,
e
mais
accentuada
no
«Jor
nal
do
Commercio»,
a
favor
do que cha
mam
secularisação
dos
cemitérios.
A
fo
lha
oílicial
de honlem
publicou
a portaria
<ie
26
de
maio
ultimo.
No
preambulo
diz,
«que
não
devendo
a
auctoridade
publica
consentir
que
pessoas
estranhas
ás
famí
lias
dos
fallecidos
se
envolvam
no
modo
de
se
fazerem
os
enterramentos,
o
que
pó
de
importar
um
attentado
contra
a liberda
de
de consciência,
se
assegure
a
satisfação
da
vontade
de cada
um
e
suas
crenças
re
ligiosas,
mandando
a
auctoridade
superior
do
dislricto
observar
as instrucções que
se
seguem»,
e
que
são,
com
pequena
dif-
ferença
as que
mencionei
em
minha
ulti
ma
correspondência,
não contendo
pois
a
determinação
do
acompanhamento
pelo pa
rocho
para
os
fallecidos,
cujos
enterramen
tos,
por
suas
deliberações,
sejam
feitos
fó-
ra
do
rito
Catholico,
como
aili
disse
por
errada
informação.
0
snr.
ministro
do rei
no,
a
quem
honra
seja
peia
cordura
que
manifesta
n
’esla e relativas
medidas,
res
ponde
assim
aos
famosos
enlerra-cães
que
ainda
está longe a realisação do
seu
ideal
d’
elles,
e
veda-lhes
a torpe
especulação
com o
pauperismo
alheio,
invocando
|us-
tamenle
o
que
elles
invocam
falsamente,
a
liberdade
de
consciência.
—
Teve
logar
no dia
proprio
a
procis
são
de
Corpus
Chrisli.
Vae
declinando
de
anno para
anno
o espelendor
e
brilho
d
’
es-
la
augusta
solemnidade,
a
que
compete
o
maior
luzimento
e
honra
como
lhe
presta
vam
os
governos
calholicos
que
o
não
eram
apenas
in nomine.
A
decadência
e
pobreza
da procissão,
a
irreverencia e des
respeito
dos
poucos
medalhões
que
de tan
tos que
ha,
ainda
n
’
elia
apparecem,
incul
cam
o
iudiiferenlismo
religioso, que
lavra
nas classes
que
se
dizem
mais
elevadas
e
que
assim tanto
se aviltam
e rebaixam,
e
contrastam
com o brilho
e
lusimento
de
qualquer
festa
de
pirraça
e
muito
profana,
a
que
então
não
falta
o
cardume
basto
dos
infatuados
medalhões.
—
Tem
produzido
sua
impressão
nos
ânimos
revolucionários,
a
representação
que
os
calholicos
d’essa
cidade
projectam diri
gir
ao
Chefe
do
Estado,
pedindo
proiec-
ção para
Sua
Santidade
e
repulsão
para
a
política
revolucionaria
Italiana.
Não
é
por
certo
o
receio
que
a
representação
ache
acolhimento e
altenção
nas
altas
regiões
a
que.se
destina,
que
os
impressiona,
mas
a
significação
que
ella
tem
apar
de
outras
demonstrações
não
menos
valiosas
e
im
portantes
que o
mundo
catholico
está
apre
sentando
e
assim
fazendo
calar
os
latidos
salanicos
da
revolução Por aqui,
onde
es
ta
tem
um
proselitismo
numeroso,
divisa-
se, atravez
das
chufas
e chocarrices
com
que se
recebem
essas
imponentes mani
festações,
uma
beiça
de
dimensões
mais
que
kiiometricas.
—
Teem-se
aggravado
muito
n
’estes úl
timos
dias
os
padecimentos
do
snr.
dr.
Miguel
Pedroso,
cavalheiro
respeitabilissi-
mo
e
mui
illuslrado
escriptor
catholico.
Deus lhe dê
melhoras
e
lhe
prolongue
a
vida, como
convém
á
causa
do
Calholicis
mo
a
que
devotadamente tem
dedicado
a
sua
robustíssima
e vasta
intelligencia.
Aos
nossos
leitores
e
assignantes
d
’
esle
jornal,
pedimos
uma
prece
ao
Altíssimo
pelas
suas
melhoras.
M.
Boletian
di
*
peregrinação ad ín-
era
Limina.
Recebemos
carta
de
Roma,
de 26
do
passado,
do
nosso
amigo
e
collaborador
o snr.
Anlonio
Braz,
na
qual
este
cava
lheiro
nos
participa
a
chegada
alli
dos
peregrinos,
e
que
os
de
Braga
se
acham
hospedados
com
a
maior
commodidade,
devida aos
esforços
d
’aquelle
nosso
arnigo.
Enviou-nos
também
o
primeiro
n."
d
’
um
pequeno jornal
impresso
na
cidade
eterna
e
escripto
em
portiiguez,
não
só
para
recreio
dos
romeiros
portuguezes co
mo
lambem
para guia
dos
mesmos,
aos
quaes
dá
lodos
os esclarecimentos
e
in-
strucções.
A
respeito
da
manifestação
do jorna
lismo
catholico,
promovida
pelo
direclor
do
«Papado»
diz
áquelle
jornal:
«In
numeráveis
adhesões
tem
chegado
de
todas
as
partes
do
mundo
a
esta
no-
bilissima
proposta;
e
magnifico
será
o
es-
peclaculo
que oiferecerão as
salas
do
Va
ticano
no
dia 10
de
junho, em
que
S.
Santidade se dignará
receber
em
audiência
solemne
os
representantes
da imprensa
calholica
de
todo
o
mundo.
De
Portugal
chegaram
até
hoje
as
adhe
sões
do
«Commercio
do
Minho»,
da
«Semana
Religiosa
Bracarense»
(que
en
viaram
seus
representantes), da
«Civili-
sação»,
da
Ilha
de
S.
Miguel,
do «Men
sageiro
do
Sagrado
Coração de
Jesus», do
«Echo
de
Roma»,
da
«Palavra»,
da
«Na
ção»,
do
«Bem Publico» e do
«Direito»;
mas,
temos
a
certeza
de
que
entre
os
romeiros
não
faltarão
os
delegados
de
todos
os
outros
periódicos
calholicos
do
nosso
paiz».
0 snr.
Antonio Braz
obteve
também
entrada
no
Salão
da
Arcadia,
no palacio
Allemps, no
qual
os peregrinos
podem
reunir-se,
distraindo-se
todas
as
noites
das
8
horas
até
ás
II.
Alli
se
teem
reunido
os
nossos romeiros
conversando
sobre
ne
gócios
respeitantes
á
peregrinação.
Con-
tituarn
a
dirigir, com a
maior
prudência
e
disvelo,
os
peregrinos
do
arcebispado,
os
revd.
os
desembargador
Silva
Vianna,
e
José
Ferreira
Marnoco
e
Sousa,
arcypreste
de Barrosas.
A
bordo
do
paquete
«
Sampiero»
,
24
de
maio
de 1877.
Emquanro
o
nosso
barco corta
sereno
as
ondas
do
golpho
de
Génova,
em
de
manda d
’esla cidade,
aproveito
eu
a
oc
casião
para
de
novo
lhe
enviar
noticias
nossas.
De
Valladolid,
escrevi
algumas
linhas
muiio
de
fugida
e
nem
certeza
tenho,
se
por
fim
ellas
tomaram
o
caminho
de
Por
tugal.
E
’ que ficaram
a
cargo
d
’
uma
se
nhora,
dona
da /unda,
a
qual,
supposio
a
sua
delicadesa
e
educação,
podia
bem
esquecer-se
do
meu
pedido.
De
Valladolid
partimos
pelas
11
horas
e
meia
da
noite
e
chegamos
a
Miranda
do
Ebro, já
dia
claro.
E’
terra
alta
e
descampada. Alguns
outeiros
que
dorninam
a
villa
estão
aproveitados
por
fortes. A
partir
d
’
abi a
via
ferrea
vae
cortando
as
formosas
veigas
d
’
Alava
até
Victoria,
gran
de
cidade
eriçada
de
torres,
bem
arruada
e
assente
em ameno e bem
sombreado
valle,
(recordações
da
guerra
peninsular).
Será
escusado
repetir
o
que
muitas
vezes
tem
escripto o benemerito
corresponden
te
de
Madrid:
estas
províncias,
onde
a
natureza
physica
e
moral conserva
uma
frescura
e
um
vigor admiravel,
podem
ser
vir
de
modelo
na
aprimorada
agricultu
ra
e
no
amor
do
trabalho
honesto
e
chris
tão
Ao
peneirar
na
Guipuzcoa,
lembram
as
paisagens
do
nosso
Gerez,
com
a
dif-
ferença
da agricultura
e
da industria
que
são tudo
aqui
e nada
acolá.
Os outeiros
dos
Pyreneos,
revestidos de
espessa
ve
getação
de
faias,
castanheiros
e
carvalhos
aprumam-se
graciosamente
sobre
os
val-
les,
e
desapparecem
á reclaguarda.
á
me
dida
que
o
wagon
lhe
costeia
os
flancos
ou
lhe
atravessa
as
entranhas.
E
’
uma
viagem
encantadora
a
d
’esta
província.
As
scenas
graciosas
succedem-se
com
a
rapidez
do
relampago.
Da
singela
e
gra
ciosa
burgada
passamos
á
vista
da
casa
isolada
lá
no
alto
da
montanha;
da
fabri
ca
com
seu
tubo
de tijolos
soprando
ne
gro
futno
á
egreja
parochial
dominada
pela agulha
do
campanrio,
das
trevas
do
lunel
as
encostas
banhadas
d
’um
sol
es
plendido.
Bosques,
prados,
hortas,
casaes,
pomares,
jardins, regatos, rebanhos, tudo
isto
constitue
a
sua
feição
caracteristica
e
faz
desta
terra
uma terra
singular,
sui
generis.
No
moral
o
que
sobretudo
a ca-
racterisa
é
a
sua
feição
christã.
E
deixa
mos
com
saudade
esta
sympalhica
terra
para
depararmos
de
súbito com
as
aguas
do
mar
cantabrico,
povoado
de
velas
ao
perto
e
ao
largo.
Chegamos
a San
Sebastião
ás
10
ho
ras
e
6
minutos
da
manhã.
Em
duas
ho
ras
estavamos
em
Hendaya, fronteira
fran
cesa.
Um
outro
paiz. outro povo,
outros
costumes,
não
menos
'sympathicos, se
nos
deparavam
agora;
e confesso que não foi
sem
certa curiosidade,
e
respeitosa
avi
dez
que
espraiei
as
vistas
já
cansadas
de
tantas
scenas,
por
essas
terras
de
França.
A’
1
hora
e
o
minutos
da
tarde, da-
vamos
entrada
na
estação
de
Bayonna,
formosa
cidade,
repartida
pelas
duas
mar
gens
do
rio. (»s
arredores
de
Bayonna,
assimilham-se aos
de
Coimbra,
quanto
á
frescura
das
hortas, jardins
e
vegetação
luxuriante
do
seu valle.
E
um
torrão
feracissimo
e
admiravel
mente
aproveitado
toda
essa
campina,
desde
Bayonna
até
Pau,
d
’
ahi
até
Lourdes.
A
Pau
chegamas
pelas
4
horas
e.
45
minutos.
Mais
formosa
villa
nunca
os
meus
olhos
a
viram;
nem
sequer
a
imaginei
!
Os palacios,
os
hotéis
sumptuosos,
os
castellos,
as egrejas,
surgem
como
por
encanto
d
’
entre
uma vegetação
gigantes
ca;
o
rio
murmura
sob
a
fresca
sombra
das
arvores que
se
debruçam
até
á
veia
limpida:
aqui
e
alli
casas
de
fresco,
bos
ques,
ornatos
de
jardim,
mil
encantos fi-
nalmenle,
e
por
meio
de
tudo
isto
desliza
lesto
o
comboyo
dos
peregrinos
até
parar
na
estação
De
Pau
até
Lourdes,
onde
chegamos
pelas
7
da
tarde,
a
jornada
ia-se
tornan
do
enfadonha,
apesar
da amenidade
das
paisagens.
E
’
que
nós
trazíamos
já
longa
carreira
desde
Madrid, e
a
monotonia
es
túpida
do
ruido
da
via
ferrea,
o
cansaço
physico
e
moral
que
d’
ahi
resulta,
fazia-
nos
suspirar
pelo
seu
termo.
Chegamos
finalmente. Ao
dobrar
o
flan
co
d’
um
monte
lá
vimos
defronte
de
nós.
além
do
rio, no
meio
d
’
abruptas
monta
nhas,
a
elegantíssima
basílica
de
Nossa
Senhora,
toda
ornada
de
frestas
ogivaes
e
ferindo
as
nuvens
com
a
agulha
do
seu
campanario.
Precisamente
por
debai
xo
da
capella
mór,
uma
gruta no penhas
co
assombrada
d
’arbustos
e
toda scinti-
lante
de
mil luzes
que
os
fieis
accendem
ahi
!
—
Lá
está!
lá
está!
disseram
muitas
vozes
a
um
tempo
e
lodos
os
peregrinos
se
agrupam
ás
janellas
do
comboio.
En
tão
entoa-se
a
mimosa
melopeia á
Virgem:
E
’
donzella
toda
bella,,
etc.,
etc.,
alvoroça-
se
o
coração
e
correm
as lagrimas.
Esta
vamos
na
estação
de
Lourdes
E
a
basílica?
e
a
gruta!
Perguntará
o
leitor.
0
que
eu
pensi
d
’
aquelle
milagre
de
mármore
e
oiro,
o
que
pensaram
os
meus
companheiros,
não
o
sei
dizer:
o que
sei,
é
que
lá,
n
’
aq
iella
mansão
formosíssima,
as
lagrimas
me
torreram
tão
docemente,
que
eu
dava tudo
por
estar
alli
sempre!
Que maravilha
d
’
arte
!
quanta
devoção,
amor
e
dedicação
á
Virgem
!
que
formo
so
local
!
que
encanto
I
que
paraiso
!
E
adeus,
meu
caro
redaclor
!
Eu
cuido
que
só
se
póde
deixar Lour
des
por dois
motivos:
por
ler
de voltar
ao
lar
paterno,
ou
para
ir
a
Roma.
Foi
para
ir
a
Roma
que
nós
partimos.
no
dia
21, pelas
3
horas
da
tarde.—
M.
Qapella.
poder
dn «4ve-Marl«B,
Utna
senhora
viuva, muito
piedosa,
era
muitas
vezes
visitada
por
um
antigo
of
íicial,
amigo
do
seu
marido.
O
velho
mi
litar
não
linha
nem
sombras
de
religião.
Havia
já
muito
tempo
que
linha
abando
nado
a
pratica
dos
seus
deveres
religio
sos.
.
.
Um
dia, indo
visitar
aquella
senhora,
perguntou-lhe
se
queria
alguma
cousa
de
Paris,
onde
tinha
de
ir
para
certos
negó
cios.
—
Tenho,
é
verdade
uma
incumbên
cia,
qUtí
nem
&
difficil
nem
de
grande
monta.
.
,
,
—
Terei
summo
gosto
de
desempenhar
qualquer
commissào
com
que
se
digne
honrar-me.
—
Pois
então,
assim
que
chegar
a
Pa
ris
e puder
lazer
isto
sem
incommodo,
peço-lhe
o
obséquio
de
entrar
na
egreja
de
Nossa
Senhora
das
Victorias'
e
rezar
ahi
cinco
Ave-Marias
por
minha
inten
ção.
O
general
não ousou por
cortezia
fa
zer
a
minima observação,
e
muito
menos
ainda
recusar
o
que
a
senhora lhe
pedia;
achando
sim
estranho
o
seu
pedido.
Chega
a
Paris,
e,
para
ver-se
livre
de
tão
singular
comrnissão, toma
caminho
da
egrej
>
indicada,
entra
e
chega
até
defron
te
do altar
consagrado
por
tantas
mara
vilhas.
Ajoelna,
mas
não
sem
primeira
mente ler
lançado
um olhar
de quem
queria
certilicar-se
se
por
alli
estaria
al
guma
pessoa do
seu conhecimento,
que
pudesse
vèl-o.
Mas quando
quer
começar
a
oração,
cuja
recitação
lhe
incumbiam,
eis
que
uma
perturbação
inexplicável
se
apodera
d
’
elle:
balbucia
as
primeiras
pa
lavras,
interrompe-se,
recomeça,
torna
a
parar,
até
que
succumhe
a
uma commo-
ção
que não
pode
dominar.
Quer
sahir
da
egreja,
dizendo
lá
comsigo que
ahi
vol
tará
algum
outro
dia,
porém
uma
força
invisível
o
relem.
De
repente,
um
padre
que
passa
junto
d
’
elie,
vendo a
sua
per
turbação,
pergunta-lhe
o
que
tem.
—
Nem
eu
sei
verdadeiramente
o
que
tenho, snr.
cura.
Refere
com
toda a
simplicidade
o
acon
tecido
relativamente
á
incumbência
que
lhe
lôra
feita.
O
padre
promptamente
adi
vinhou
tudo,
e
tomando
lhe
a
mão
aflfe-
cluosamente,
disse-lhe:
—
Maria,
Mãe dos peccadores,
quer
contal-o
entre
os
seus liihos.
Não
queira
pois, o
meti
bom
amigo, resistir
por
mais
tempo
á
graça
e
lazer uma
boa
conlissào.
—
Então o
snr.
Cura
pensa
realmente
n
’
uma
confissão?.
.
.
mas
eu
ha
bem
cin-
coenta
annos
que
me
não
confesso.
—Sente-se aqui
ao
pé
de
mim
e
con
versemos
um
pouco.
O
velho
militar
começou
a
contar
a
sua
vida:
o
Padre
interrompia
o
de
vez
em
quando
com
observações
muito
a
pro-
posito,
até
que
interrompendo-o
disse-lhe:
—
Agora ajoelhe,
vou
dar-lhe
a
absol
vição
assim
que
tiver dito
o acto
de con
tricção.
—
E
a
confissão,
snr.
cura
?
—
A
comissão
acabou
agora
mesmo
de
a
fazer,
não tenha
duvida.
O
velho
mihtar prostou-se deante
do
Padre que
o
absolveu,
e
encaminhou-se,
inteiramente
transformado,
para
o altar
de
Nossa Senhora
a
recitar
as suas
cinco
Ave-Mar ias.
O
bravo
olficial
terminou
o
mais
breve
possível
os
negocios
que
o
levaram
a
Pa
ris.'
Regressando
á
sua
terra,
referiu
á
piedosa senhora
todas
as
circumslancias
que
vimos
de
relatar
e
auctorisou-a
a
di
vulgar
tal
successo,
para
fazer
conhecer
o
poder
da
Ave-Maria.
GAZETILHA
Solí-ataaasdade
—
Anni
versar io. —
No
domingo, 3 do
corrente,
effectuou-se
na
Cathedral
uma
festividade com
tal
pom
pa e
esplendor como
tarde
se
íará.
Com
a
conclusão
do
TriduT
do
Corpus
Chrisli
da
confraria
do
SSt
lia
Sé
coin
cidiu,
como
já
dissemos,
a
celebração
do
quinquagésimo
anniversario episcopal do
grande e
magnânimo
Pio
IX.
Aquella
solemnidade
em
nada
desme
receu
ás
melhores
que
se
leem
feito
nos
annos
anteriores.
Orou
de
manhã
o
ex.‘
"°
conego
Fi
gueiredo,
que
pronunciou
uma
formosís
sima
oração,
que
sentimos não
ter
sido
Partida.—
Era hontem
esperado
em
Guimarães,
o
exc.mo
marquez
de
Vallada,
governador
civil
d
’
este
dislricto.
S.
exc.
a
vae
hospedar-se
em
casa
do
snr.
visconde
de
Lindoso.
Soeios
aendemiena.—
Na
ultima
ses
são
do
mez (indo, foram em
Lisboa
ap-
provados
socios
correspondentes
da Real
Associação
dos
Architectos civis
e
Archeo-
logos
Portugnezes,
os seguintes:
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes,
Deão
da
Sé
Primaz;
Bacharel
José
Maria
Rodrigues de
Car
valho;
Bacharel
Antonio
Brandão
Pereira;
Bacharel
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos;
Bacharel
José
Borges
Pacheco
Pereira;
Bacharel
José
Alves
de
Moura;
Domingos
Maria Dias
de
Freitas,
dire-
ctor
Pereira
do
semanario
lilterario
a
«Bor
boleta».
Maeliinas
dos
caminhas de fer
ro
americanos.—
Na ultima sessão
do
conselho
fiscal
da
Companhia
Carris
de
ferro
de
Lisboa foram apresentadas
infor
mações
e
desenhos
de
quatro
mechanis
mos
e
fabricas diversas,
sendo uma
in-
gleza
e
tres
americanas,
para
a
substitui
ção
do
motor
animal
pelo
mechanico,
nos
carros
americanos.
Eis
as
principaes
indicações:
A
machina
ingleza
intitula-se:
Palenl
Sleam
Tram
Car Euguie,
e
é
dos
enge
nheiros
fabricantes
Merywealher
&
Sons,
de Londres.
E’
separada
do
carro
dos
passageiros,
isto
é,
constitue
um outro
pequeno
carro
que
pucha
aquelle
e
que
só
se differença
d’
elle
apparentemente
por
ser
mais
pequeno uns dous
terços.
Ha
comludo d’estas
machinas,
dous
formatos:
-
um
mais
pequeno
destinado a
ruas
até uns 2
1/2
p.
c.
de
declive,
po
dendo
soffrer
curvas de 45
pés
de
raio
e
consumindo
28
libras
de
carvão
por
hôra. O
seu
preço
anda
por
ires contos
de
réis
na
doca;
—
outro
mais
pesado
e
forte,
podendo subir
rampas
de 5 p.
c.
e
que
custa
uns
3:800$00t)
réis.
Qualquer d
’
estas
machinas
não
deita
fumo
e
podem
parar
uma
distancia
egual
ao
seu
proprio
tamanho,
mais
repentina
mente
do
que
os carros
de cavallos.
Estas
machinas
são as
que
correm
em
Paris,
de
St.
Germain
des
Prés
á Porta
de
Chatillon,
da
Bastilha
á
rua
do
Triun
fo,
etc.
Funccionam
já
egualmente
em Vienna,
e
n
’outros
pontos
da
Allemanha,
como
por
exemplo
em
Cassei.
Em
Paris
traba
lham
presentemente
30
d
’
estes
machinis-
mos.
Não
fazem
ruido,
não
deitam
fumo
nem
deixam
escapar
e
assobiar
o
vapor;
a
explosão,
é, dizem
os
prograrnmas:
«ab-
solutamente
impossível».
As
americanas
são
as
seguintes:
De
Gilbert,
Bush,
ff
C.\
de
Troy,
estado
de
New-York, inventadas por
Ram-
sen
Gaston. Fazem
parle
integrante
do
carro
dos
passageiros,
podendo comtudo
puchar outro
carro.
Voltam
e
param
em
curvas
de
37
pés
de
raio,
sobem
rampas
de
400
pés
por
milha,
gastam
6
libras
de
carvão
por
milha,
e
custam
uns
réis
3:500-^000.
Não emitem
fumo,
nenhum
vapor
é
perceplivel
senão
com
tempo
frio,
e
pára
repenlinamente,
a
10
pés
ou
menos
de
distancia,
por
meio
de
uma
alavanca
que
transfere
a
força
do
motor
ao
freio.
Outra
machina
é a
Noiseless
Sleam Mo
tor
for
Slreel
railways
ou Baldwin
loco-
molive, dos
snrs.
Burnham,
Parry,
Wil
liams
<fc
C.°,
de
Philadelphia. Os
seus
preços variam
entre
réis
2:500^900
a
perto
de
3
contos,
segundo
o
tamanho
e
força,
ao
costado
do
navio.
Vence
curvas
de
25
pés
e
ascendem
rampas
de
200,
300
e
até
400
pés
por
milha.
Consomem
12
Is.
de
carvão.
Podem desenvolver
uma
velocidade
de 18
milhas
por
hora.
Não
produzem
fumo,
nem
ruido,
e
param
repenlinamente.
São separadas
do
carro
de
passageiros,
posto
que
os
mesmos
fabricantes
construam
outras
fixas
nos
carros,
o
que
comludo
corno
é
facil
de
ver
tem
inconvenientes
economicos.
Finalmente,
machinas
de Remington,
syslema Baxlfer,
de
Remington
&
C.°
de
llion:
são
fixas
no
carro.
As que
parecem
offerecer
melhores
vantagens
são as de
Baldwin,
em
uso
muito
generalisado
já.
e
o
conselho
da
companhia
de
Lisboa
in
clinou-se
para
a
adopção
d
’
ellas nos
en
saios
a
que
vae
proceder.
fflissa de requiem. —
A
Meza
do
Sanctuario do Bom Jesus
manda
celebrar
ámanhã,
no
templo
dos
Terceiros,
uma
missa
suffragando
a
alma
do
li
nado
João
ouvido
por
auditorio
mais
numeroso.
O
povo
da
nossa
Braga
ainda
não
poude
acostumar-se
ás
festas de manhã.
Concluída
a
festividade
pelas 5
horas
da
tarde,
foi
o
Santíssimo
collocado
na
capella-mór, seguindo
então
um
solemne
Te-Deum,
que
entoára
o
ex.
mo
e
revd.
rao
snr.
arcebispo
Primaz,
em acção de
gra
ças pelo
fausto
anniversario
quinquagési
mo
episcopal do
amado
Pio
IX.
Concor
reu
a
este
acto
o
ex.in
°
marquez
de
Val-
lada,
que
para
a
Sé
se fizera
conduzir
no
seu
coche
de
galla,
acompanhado
pe
los
membros
do
Conselho
de
Dislricto.
Assistiram
também:
a camara
muni
cipal
de grande galla,
o
commandante
do
regimento
d
’
infanteria
8,
toda
a
olíiciali-
dade
do
mesmo
e
oíliciaes
reformados
(o
que
se
tornou
notável
pelo
seu
grande
numero
em
contraste
com
os
empregados,
que
compareceram
em
numero diminuto),
todas
as
aulhoridades
ecclesiaslicas,
civis
e
judiciaes,
os
corpos
docentes
do
lyceu
e
seminário,
chefes
das
differemes
repar
tições,
grande
numero
de
cavalheiros
e
pessoas
gradas,
communidades
de
S.
'Pe
dro
e
S.
Caetano,
com tochas,
e
grande
concurso
de
povo.
O
vastíssimo
templo
da
Sé achava-se
lilteralmente
cheio,
—-o
que
dava grande
explendor
aquella
solemnidade.
Findo
o
Te-Deum
fez-se
a
procissão
do
Santíssimo,
que
seguiu
o
itinerário
da
do
Corpus Christi,
e
a
qual ia
com
des
usado
apparalo,
não só
por ser condusi-
do
por
s.
exc.
a
revd.m
‘ o
Santíssimo,
co
mo
lambem
pelo
grande numero
de
ir
mãos
da
confraria,
communidades
de S.
Pedro
e
S.
Caetano,
e
muitos
anginhos
ricamente
vestidos.
O
exc.,no
marquez
de Vallada,
e
a
maioria das
pessoas
que
assiliram
ao
Te-
Deum
acompanharam-na
em
seguida
ao
palio. Fechava
o
préstito
uma
guarda
d'hon-
ra,
precedida
da
banda
regimental.
A
’
noite appareceu
illuminado
o
chafa
riz
do
largo
do
Paço,
e as
janellas
d’
esle,
bem
como
grande
numero
das
casas
da
cidade.
No
largo
do
Paço tocou durante
muito
tempo
uma
banda de
musica.
Foi
considerável o
numero
dos
fieis
que
em todas
as
egrejas
commungaram
de
manhã,
afim
de ganharem
as
indulgên
cias
concedidas
por
Sua
Santidade.
PolieiM
eiviJ.
—
Dizem-nos
que
será
nomeado
escrivão
do
commissariado
da
policia
civil
que
vae
organisar-se
nesta
cidade,
o
snr.
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães,
cavalheiro
competentíssimo,
e
muito estimado.
Inauguração.—
Corre
que será
bre
vemente
a
inauguração
da
nova fabrica
de
serragem
e
pregagem,
mandada con
struir
na rua
da
Cruz
de
Pedra
pela
Com
panhia
Edilicadora.
O
machinismo
da mesma
está
muito
bem
montado,
e
funciona
perfeilamente,
pelas
experiencias
a
que
se
tem proce
dido.
Cadeia
districtal.—
Foi
approvado
pela
Junta
Geral
o
projecto
da
creação
da
cadeia
dislriclal.
Mais
um
excellente
melhoramento
que
devemos
á
iniciativa
fecunda
do
exc.
1111
*
marquez
de
Vallada.
Ordenação.-
S.
exc.
a
revd.ma
o snr.
arcebispo
Primaz
tenciona
faser uma
or
denação
geral
nas Têmporas do
mez
de
setembro.
Os
exames
respeclivos
lerão
logar
nos
dias
16,
17
e
18 do
proximo
mez
de
julho.
Quinta
experimental
<l’agricul-
tura.—
Foi
apresentada
pelo
snr.
gover
nador
civil
á
Junta
Geral
uma
pro
posta
para
a
creação
d’
uma
quinta
ex
perimental
d
’agricultura.
E
’
uma
medida
de
utilidade
tal,
que
dispensa
quaesquer
encarecimentos.
Catniilo
Castells» Sraneo.—
Acha-
se
em tractamento
na
casa
de
saude
d
’
es-
ta
cidade
o nosso
primeiro
romancista,
o
snr.
Camillo
Caslello
Bianco.
Amas.—
Foi
elevado
pela
Junta
Geral
a
1$100
reis
o
salario
das
amas
dos
ex
postos.
SíomeaçAo.—
Acaba
de
ser
nomeado
2.
°
oílicial
do
ministério
da fazenda
o
exc.
“
‘
°
Henrique
Francisco
Bisarro,
digníssimo
delegado
do
thesouro
d
’
esta
cidade.
Felicitamos
a
s.
exc.
*
Asylo de
niendieidade. —
O
snr.
governador
civil
pediu ao
exc.1110
snr.
ar
cebispo
Primaz
authorisação
para
ir
ver
o
convento
da
Conceição,
afim
de conhe
cer
se
elle
tem
as
condições
necessárias
pa
ra o
projectado
asylo
de
mendicidade.
Por
occasião
da
visita
que s.
exc.
a
alli
fez
deixou
uma esmola
ao
mesmo
convento.
Ferro
de Lima,
irmão
e
bemfeitor
que fo
*
da
irmandade d
’
aquelle
sanctuario.
A
missa
começa
pelas
8 horas da
ma
nhã.
Partida.—
Partiu
na
sexta-feira para
o
Porto,
onde
vae
fixar
a
sua
residência,
o
nosso
presado
amigo
Joaquim
Januario
da
Silva,
proprietário
da
Livraria
Braca-
rense.
Desejamos
ao
nosso
amigo
todas
as
prosperidades.
Ouerira
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os
que seguem:
Paris
30.
—Diz
um
telegramma
de
ori
gem
turca
que as
tropas
ottomanas
apode
raram-se
da
fortaleza
de
Zil,
próxima
de
Sonkhoum
Kaleh.
Accrescenta
o
despacho
que
os
russos
retiraram
de
todo o
liito-
ral.
Tem
ido
juntar-se
ao exercito turco
muitos
olficiaes
inglezes.
Londres
31
—
O
«Daily-Telegraph»
diz
que
os russos
quizeram
estabelecer
a
ar-
lilheria
nas
alturas situadas entre
Kaizelau
e
o
campo
de Ali-Pachá, mas
que
foram
repellidos
depois de
um
sangrento
com
bate
de 10
horas.
As
perdas
são
consideráveis.
Londres
1
de
junho—
O
«Daily
News»
insere
um
telegramma
de Constantinopla,
dando
noticia
de
uma
nota
da Porta, avi
sando
aos
navegantes
a
sua
intenção
de
mandar
collocar
torpedos
em
certos pon
tos
dos
Dardanellos e
na
bahia
de
Smyr-
na.
Celebrou-se
em
Birminghan
um gran
de
«metling»
a
que
concorreram
30:000
pessoas
aproximadamenle.
Gladstone
propozquese
declarasse
não
ter
a
Turquia
nenhum
direito
do
apoio
de
Inglaterra
e
pediu
a
dissolução
do par
lamento,
a fim
de
appellar
para
o paiz
por
conta
do
governo.
Constantinopla
30—(Oílicial)
—
Os
tur
cos
retomaram
Ardahan.
S
Petersburgo
30.
—Despachos
officiaes
annunciain
grandes
chuvas
no
Danúbio
e
no
Caucaso.
Por
este
motivo
estão
demo
rados
os
movimentos
militares
e o
trans
porte
das munições.
Berlim 30.’—
Crê-se
que
depois
das
to
madas
de
Kars
e
Erzeroum,
cuja
rendição
se
considera
próxima,
será
facil
tentar
a
mediação
pacifica.
A
Rússia
exigirá en
tão
a
posse
da
Arménia,
como indemnisa-
ção
de
guerra
;
e
se
a
Inglaterra
guardar
a
neutralidade
ácerca
da
nova fronteira
da
Rússia,
ella
respeitará
os interesses
in
glezes
na
região de
Euphrates.
Constantinopla
31—O
cherif
de
Meca
poz
á
disposição
do
sultão
dos
thesouros
sagrados
200
milhões
de
piastras
para
ar
mar
200:000
christãos.
Bucharest 31 —A
cheia
extraordinária
do
Danúbio
interrompeu
o
caminho
de fer
ro
interrompeu
o
caminho
de
ferro entre
Braila e
Barboche.
S
Petersburgo
31
—
Origem
ofíiciaU
—
Um
despacho
ofiicial
de
Constantinopla,
an-
nuncimdo
a
retomada
de Ardahan
pelos
turcos,
é
considerado
aqui
completamente
falso,
pois
que
um
telegramma
recebido
hoje
de Tifllis
não menciona
simtlhanle
facto.
Londres
31
—
Respondendo
a
uma
inter
pelação,
Bourk
disse
na
camara dos
de
putados
que
a
política
oriental
da
Inglater
ra
dependerá
das
circumslancias;
mis
quando
forem
discutidas
as
condições
de
paz, essas
condições
constituirão
tuna
ques
tão
europeia,
pois
que
as
potências
deve
rão
considerar-se
com
direito
a
tomar
par
le
na
deliberação
para
garantia
futura.
O
ministro
da
guerra,
respondendo
a
lord
Eleito, disse
que
comquanto mante
nha
o
exercito
em
pé
de
paz,
não
esquece
entretanto
as
complicações
que
pódem
sur
gir.
Espera
se
todavia
que
não
sobreve
nham
acontecimentos
que
possam
sobre
carregar
a
situação
do
paiz.
S.
Petersburgo 1
de
junho.
—
Ha noticia
de
vários
combales
das
tropas
russas
con
tra
os insurgeates
do Caucaso,
cuja
pa
cificação
se
julga
próxima.
Tiflis
31.
—
Os
turcos
foram
completa
mente
desbaratados
nas
proximidades
de
Begli.
Perderam
2
canhões,
muitas
munições,
estandartes
e
grande
numero
de
prisionei
ros,
entre
elles
um
pachá.
Alhenas
2—Na
camara
dos
deputados»
Comondouros
declarou
que
a
política
do
governo
é
occupar-se
immediatamenle
dos
preparativos
militares.
Londres
2
—
O
«Times»
annuncia
que
Schowalolf
voltará
a
Londres,
sendo
por
tador
de
uma
nota
em
que
se
assegura
que
a
Rússia
não
tocará
nos
interesses
da
Inglaterra,
ainda que
faz
entrever,
que
caso
provável
para
obter
a prouipta
paz,
seja
necessário
occupar
proraptamenle
Cons
tantinopla.
ÃGMCIMHNTOS
Anna
Jtília
de
Moraes
Pacheco,
julga
ter
agradecido
a
todos
os
ilhn.
0
’
e
exm.08
snrs. que
se
dignaram
assistir
aos
oíficios
fúnebres que,
por
alma
de
sua
infeliz e
sempre
chorada
irmã,
Maria
Cazimira
de
Moraes
Pacheco, tiveram
logar
no
dia
17
de
março,
bem
como
a lodos os
ilhn.
08
e
«xm.oS
snrs.
e
exm.
as
snr. 8
que
lhe
fize
ram
a
honra
de
cumprimental-a
por
essa
mesma
occasião
;
mas
sendo
possível
dar-
se alguma
falta
involuntária,
vem
por
este
meio
reparal-a,
protestando
a
todos
0 seu
maior reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(28a)
O
visconde
de
Negrellos
e
0
conego
Manuel
Antonio
da
Costa agradecem
ás
pessoas
de
suas
relações
as provas
de
es
tima e consideração
que
lhes deram
por
occasião
do
passamento
de
seu
pae,
e
ir
mão,
0
visconde
de
Montariol.
A todas
se
mostram
allamente
reco
nhecidos.
ANNWCIOS
Venda
de
propriedade
Vende-se
uma
bonita
propriedade
si
tuada
no
logar
do
Outeiro
da
freguezia
de
Lanhas,
a
menos
de
um
kilomelro
de
dis-
lancia
de
Villa
Verde,
e
que
se
compõe
de
casa
sobradada
para
vivenda, dita
pa
ra
caseiro,
cortes para
gados,
terra
lavra
dia,
vinho, arvores
de
fructo
e
sem
elle,
bouças
com
pinheiros, e
matto
sufliciente
para
a
cultura
dos
mesmos,
tudo
junto
e
circuitado,
passando-lhe
ao
pé
a
estrada
nova.
Igualmente
se
vende
um eido
e
casas
no logar
do
Arinho,
freguezia
de
Sabariz,
também
ao
pé
da
estrada
nova.
Para
tratar,
com
Domingos
José
de
Sou
sa,
em
Palmeira,
e
no
Porto,
no Largo
dos
Loyos,-n.°
47,
se
diz
com
quem.
(299)
Companhia
Commercial
e Viní
cola da
Bairrada.
Sociedade anonyma de responsa
bilidade
limitada
Capital
R.
s
5;000:(WOOQ
1.»
Serie
»
500.000^000
São
prevenidos os
snrs.
accionistas
para
entrarem
com
a
10.’ prestação
de
10
#
/°
ou
5$000
rs.
por
acção,
desde
0
l.° até
14
do
proximo
mez
de
Julho.
Feito
0
integral
pagamento
com
a
10.a
entrada,
podendo
desde
logo
receber
as
acções difinitivas.
Os pagamentos
eíTectuam-se
na
séde
da Companhia,
na
Mealhada,
e nos seus
escriptorios,
Lisboa,
rua
da
Esperança
;
Porto, rua
de
D.
Maria
II,
n.°
40.
O
presidente
da
direcção,
{297)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
EECCION
AÇÃO
Nas
Palhotas,
n.°
1,
lecciona-se In-
strucção
Primaria
e
Francez,
por
preços
rasoaveis.
GAPELLÃO
Em
Villa
Franca
de
Xira
precisa a
Or
dem
Terceira
do
Caimo,
de
um;
obriga
rão,
missa
aos domingos
e
dias
santos
e
alguns
dias
de
semana;
ordenado
annual
144^000
reis, pago
em
dia
aos
trimestres;
sendo
só,
póde
habitar
na
casa
da
Ordem
sem
pagar
renda.
O
pretendente
dirija-se a Rosa
Maria
de
Oliveira
Barbosa, freguezia
de Gualtar,
logar
da
Boa-Vista.
(301)
Dinheiro a juro sobre hypolheca
Na
casa
do Cachapuz,
Largo de
S.
Francisco,
diz-se
quem
0
dá.
(202)
Precisa-se de uai easeiro
para
•uma
quinta,
5
kilometros
distante
d
’
esta
cidade,
que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um,
para
então
divi
dir
a quinta
ao
meio.
Quem estiver
n’
es-
las
circumstancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
VENDA
DE CASAS
COLLEGin
INGLEZ
COM PERFEIÇÃO
A’ MACHIN4
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
I
Jhjj
W
andar
e
quintal,
n."
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
18
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita de
novo.
Quem
as pertender
trata
se
com
a
‘
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(2g3)
Praticamente de pliarmacia
Offerece-se
utn com
5
annos
de
prati
ca
na província,
que
deseja
vir
para
esta
cidade.
A
pliarmacia
que
0
pretenda
pó
de
dirigir-se
a
Bento
Marinho
Pereira
Ma
ciei,
phartnacia
Pereira
Pinto,
Ponte
do
Lima.
(295)
no
Snyrado Coraçilo de V3ari» Virgem
Em maculada
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos pedidos
que as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
corno
das
localidad.s
adjacentes, ha
cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer
lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de
educação para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
lendo
oblido
para
levantar
0
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
0
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito,
0 qual
já
funcciuna
desde
0
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a snr.
a
D.
Maria
Brigida
Rersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João Re-
bello
Cardozo
de Menezes,
ao
Bev.°
João Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a José
Maria
Dias da
Costa,
Rua Nova.
(17)
Xarope peitoral
de Hei
Empregado
com
os
melhores
resultados
nas
moleslias
pulmonares,
tosses
antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e chroni-
cas, broncorrhea, catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
0
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
risia,
tisica, catarrho
sulfocante. angina
nervosa,
tosse
aslhmatica,
escarros
de san
gue,
etc.,
etc.
Os effeilos d
’
este
verda
deiro
especifico
são
seguros
e rápidos, e
é
considerado
na
opinião
publica
0
melhor
medicamento
para
laes
padecimentos.
A’
venda
em
todas
as
pharmacias e
drogarias.
Deposito
principal
em
Braga,
na
pharma-
cia
dos
snrs.
Pipa
á
lamão,
assim
como,
Xarope
d’ostras
e
flôr
da mocidade
pelo
mesmo
auclor; e
deposito
geral
na phar-
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Santo,
29
e
30,
Lisboa.
(215)
Fazem-se
camizas, corte
moderno, e
seroulas
para
homem.
Toda
a
roupa
bran.
ca,
para
senhoras
e
meninas.
Casacos
e
vestidos
pelos melhores
figurinos.
Preços
commodos.
Campo
de
D.
Luiz
I,
14,
3,0
andar.
(265)
LIÇÕES
DA DIMGITA iUAMrzj
Um
professor
com
longa
pratica de en-
sino,
ofierece
0
seu préstimo
para
leccio-
nar
grammaticalmente
em
sua
casa
e ca
sas
particulares
elementos
da
língua fran.
ceza
comprehendendo lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se á
rua
de
D.
Gualdim,
casa n.°
8.
(278)
INJECÇÃO
HYGIENICi
BALSi M1 t’O
P RO PH
%
TICO
Esta
iujecção
é
a
unica
e
efíicaz
que-
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pliarmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pliarmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar-
macia
Madnreira,
rua
do
Triunfo
n
0
142
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de cada frasco—
400
rs.
(4149)
Dinheiro
sobre hyputheca
Quem 0
pretender
a
juro
de
5
O
jo
,
di-
rija
se
ao
rev."
secretario
da confraria de
Santo
Amara
da
Sé,
no
Seminauo
de
S.
Pedro.
(293)
CERVRGIAO
DENTISTA
ANTIGO
ARMAZÉM DE MOVEIS
Largo de
S.
João
n.° 8
e
8
A, e rua
de
Jano n.° 21
Domingos
Ferreiro
Alves
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços
sem
com
petência
e
com
responsabilidade, moveis
em
todos
os gostos
de
mogne,
pau
oleo
e
nogueira,
ditos
de
palhinha,
alcatifas
feltros
e
bonitos
dunquerques, consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com
espelho
e
sem
elle,
toiletes,
camas
á
ingleza ma
ciças,
á
franceza,
secretarias
para
homem
e senhora, ditas
da
érable,
guarnições
de
nogueira para
sala
de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e maradores de
toda a
qualidade
de
madeira;
bem
assim
toda
a
qualidade
de apoveis.
Promptifica-se
a
fazer
todas
as
qualida
des
de
moveis estofados.
(255)
ARTE DE
TAGHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga, rua
Nova,
n.
1
'
3,
e
no Porto:
preço 300
rs.
ESCGL
a
-LUCANA
Consultorio
a toda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite Rua do Campo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
MUITA
ATTEHÇÂO
Deposito de biscoitos de Valoiigo
1
—
LABGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito Brazileiro
»
300
Dito imperial
»
330
Bolachinha
de araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(2H)
FILIAL
DA CAIXA
ECONÓMICA PENHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital.................ftOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta todos
os
dias
des
de
as 9 hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
â.
G.
Ferreirinha.
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRLRGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
gralis,
pobres
e
soldados.
'
(186)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.
ft
76,
77, 85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
VENDA DE CASA
Vende-se
as casas,
sitas
no Lar-
<le
S‘
Lazaro n.°
13.
Trata-se
-‘“^com João Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
A.o
Pretende-se
comprar um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’esta
adminis
tração.
(262)
DO
ALTO
DOURO
DA CASA DE VILLA POVOA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
oa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por meio
de
qualquer
irocesso
cbymico.
(41
44)
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
>
.
190
> Lagrima
..............................
200
»
Branco
de
meza.
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
. .
270
>
de
prova
secca.
.
.
a
300
ú
Malvasia
de
2.
a
.
360
»
»
velho.
.
.
400
s
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
t
Roncão
.
.
.
700
»
Alvaralhão.
. .
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
50
e
80
quartilho tinto,
e
branco
120.
,
0
Parte de Comércio do Minho (O)
