comerciominho_06031877_611.xml
- conteúdo
-
5:
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
611
Assigna-se
e
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Afaria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
* 3
E,
para onde
deve
fer
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte,=
As
assi-
gs.aturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
E
minha
mãe
me
defendia
dizendo
:
«deixa-a brincar;
ainda
é
feliz!
.,
quem
sabe
se
ha
de ser
sempre
como
hoje?...»
Oh
!
minhã mãe
adivinhava
com
o co
ração
!
o
amor
dos
paes
é
assim...
pro
fetisa.
E
meu
pae
se
tornava
melancólico;
abraçava-me,
beijava-me,
e
com
os olhos
húmidos de
lagrimas
me
dizia:
—
vae brin
car.
Oh sim!
bem
feliz!...
bem
feliz!...
a
minha
vida
era
um laço
de
cem
amores:
eu
amava
a Deus,
amava
a
meus
paes,
amava
a
meus
parentes,
amava
os
po
bres,
e
amava
as
flôres.
11
Amava
as
flôres
!...
Como
e
quando
foi que
começou
esse
amor,
não
sei
bem
explicar
:
quando
pen
sei...
já
as
amava.
No
berço
brinquei
com
flôres...
en
saiei
meus
primeiros
passos
para ganhar
uma
flôr
que minha
mãe de longe
me
mostrava
;
quando
pude
correr,
meu pae
me
deu
um
jardim.
Desde
então
quando
a
aurora
appare-
cia,
já me
encontrava
no
jardfm
:
eu
gos
tava
do
primeiro
raio
do
sol.
Os primeiros
raios
do
sol
e
as flôres
foram
os
camaradas
que
brincaram
com
migo
na
infancia.
Eu
amava
as
flôres :
gostava
de
acom
panhar
a
vida de
um
bolãosinho
de
rosa,
que
se
ia
desabrochando
pouco
a
pouco,
como
um pensamento
de
amor
na
alma
de
uma
creança.
Depois
eu
fiz
treze annos,
e
na
noite
em
que
eu
fiz
treze
annos,
tive
nm
so
nho
de
flôres
:
sonhei
com
um botão
de
rosa.
Que
sonho!...
é
um^joas
mais
doces
recordações
do
meu
passado:
eis aqui co
mo
foi o
meu
sonho.
FUSSE^ICA-S
SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre 850
ts
.^
Provín
cias,
anno
2&000
rs
e sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1&050
rs.=0r«zif,
anno
3&600
rs.^Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.-=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10rs.
Para
os
assignantes
20
»/
9
d
’abatimento.
BRAGA—TERÇA-FEIRA 8 »E
MLAKÇO
Sobre
i« entrada
e
poeae
solemne
do
Senlior Arcebispo Primnz.
PORTARIA
Sua
exc.
a
revd.
raa
mandou
publicar
a
seguinte
portaria:
Não
podendo
deixar
de
ser
memorá
vel
em
todo
o
Nosso Arcebispado
o
dia
da
Nossa
entrada
solemne
n’
esta
cidade
de
Braga
e
da
posse
corporal
da
Cadeira
e
dignidade
Archiepiscopal,
e
desejando
fazer
conhecido
o
Nosso
modo
de
pensar
sobre
a
importância,
que
damos
á solem-
nidade
d
’
esle
dia;
Havemos
por
bem
:
1.
°
Rogar a
todos
os sacerdotes
sub-
jeitos
á
Nossa
jurisdicção
ecclesiastica,
que
n
’
aquelle
dia
1
1
ou
na
vespera
d
’
elle offe-
reçam
a Deus o
santo
sacrifício
da
missa
por
Nossa
intenção,
pedindo-Lhe, que,
no
exercício
do
Nosso
ministério
pastoral,
Nos
auxilie
com
a
Sua divina graça.
Ea
todas
as religiosas e
mais
pessoas
piedosas,
que
se
interessam
pela,
gloria
de
Deus
e
pelo
bem
espiritual
d
’
esta Nossa
Archidio
cese,
pedimos
instante
e
encarecidameúte
as
suas
mais fervorosas
orações
e
a
appli-
cação
de
boas obras
para
o
mesmo
fim
2. °
Levantar
a
pena
de suspensão
do
exercício
das
suas
ordens
a
todos
os
sa
cerdotes,
que
se
achem
privados
do
uso
d’ellas,
por
mandado
Nosso
ou dos
Nos
sos
antecessores,
devendo dentro
de
30
dias,
que
lhes
damos
de
licença
para
ce
lebrar,
fazer-Nos seus
requerimentos,
in
struídos
na
fórma
do
estylo,
para
devida
mente
ficarem
habilitados.
3.
° Ordenar que
seja
dada aos
pobres
d
’
esta
cidade
a
quantia
de
noventa
mil
réis,
pela
fórma que
aos
revd.
os
parochos
será
posteriormente
indicada.
4.
u
Que
no
dia
12
do
mesmo
mez
haja
feriado
em
todas
as
aulas
do
Nosso
Seminário
Diocesano
e
do
Collegio
dos
or-
phãos
de S.
Caetano.
Paço
Archiepiscopal de
Braga,
28
de
Fevereiro
de
1877.
João,
Arcebispo
Primaz.
Programma
da
ceremonia da
entrada e
posse solemne
do
Ex.
*
1"0
e
Revd.mu Arcebispo de
Braga, o Senhor Dom João
Ghrysostomo
d’
Amorim Pes
soa.
No
dia
II
do
corrente
mez
de
março
pelas
11
horas
da
manhã
sahirá
do Paço
Archiepiscopal
Sua
Exc.a
Revd.
ma
acom
panhado
pela
fórma
seguinte:
1. °
Dous
soldados
de
cavallaria
mon
tados.
2.
°
Um
Ecclesiastico
vestido
de
habito
talar
e
montado,
levando
a
Cruz Archie
piscopal
arvorada
com
a
imagem
voltada
para elle.
3.
°
O
coche
de
gala de
Sua
Exc.a
Revd.
‘na
com
estribeiro
de
honra
ao
lado
do
coche.
4.
®
Uma força
de
cavallaria
montada.
b.°
A
carruagem
do
seu
Secretario
Particular.
6.
°
A carruagem
dos
seus fâmulos.
meira
Dignidade
do
III.
m® Cabido,
reves
tido
de
capa
d
’
asperges,
lhe
dará
a
beijar.
Feita
esta
ceremonia religiosa,
a
en
trega
das
chaves
e
as
allocuções do cos
tume,
a
Ex.'na Camara
Municipal
tomará
as
varas
do
Pallio,
e
a
procissão
seguirá
para
a
Cathedral
pelas
ruas
Nova
do
Sou
sa
e
do
Cabido,
cantando-se
o cântico
fíenedictus
Dominus
Deus Israel
durante
o
transito.
A
’
porta
da
Sé
Cathedral
o
III.
1110
Deão,
revestido
de
capa
d
’
asperges,
oíferece
outra
vez
agoa
benta
ao
Prelado
e
o
incensa
na
fórma
do
estylo,
e,
aca
bada
esta
ceremonia.
quando
o
Prelado
transpozer
o
limiar
da
porta
da
Sé,
será
cantado
a
musica
a
Antiphona
Ecce
Sa-
cerdos, no
entanto
o Prelado,
indo
fazer
Oração
á Capella
do Sanctissimo
Sacra
mento, chega
á
Capella-Mór,
onde ajoelha
nos
degraus
do
altar, emquanto
o
111.1110
Deão,
subindo
ao
altar
do lado
da
Epis
tola,
canta
os
versículos
Proteclor
Nosler...
e
a
Oração
iDeus
omnium
fidelium
Pas
tor...»
Acabada
a
Oração,
o
Prelado
levanta-
se,
faz
inclinação
á
Cruz
do
altar,
e,
re
cebida
a
Mitra
e
báculo,
vae para
a
ca
deira
Archiepiscopal,
e n
’
elia
sentado
re
cebe homenagem
do
III.
ino
Cabido,
Au
ctoridades
e
Corpos
políticos,
que
dese
jem
n
’
aquella
occasião
beijar-lhe
o
annel.
No
fim
d
’
esta ceremonia
o
Prelado
levanta-se
e
volta
ao
meio
do
altar,
en
trega
o báculo,
lira
a
Mitra o
choro
can
ta
a
Antiphona
da
Padroeira
com
o seu
versículo,
e
o
Prelado
sóbe
ao
altar,
que
oscula,
e
vae
ao
lado
da
Epistola
cantar
a
Oração
própria; e,
voltando
ao
meio
do
altar,
dá
a
bençam
s.olemne com
Mi
tra
e
com
a
Cruz
Archiepiscopal
deante
7.
®
A
carruagem
do
Secretario
da
Ca
mara
Ecclesiastica.
8.
°
A
carruagem
do
Escrivão
do
Juizo
Apostolico.
9. u
As
carruagens
das
pessoas parti
culares,
que
queiram
acompanhar
Sua
Exc.a
Revd.
ina
O
préstito
seguirá
pela
rua
do
Souto,
largos
do
Barão
de
S.
Martinho,
da
Lapa
e
de
S. Francisco,
rua
dos Capellislas,
campo
de
D. Luiz
I
até
á
Egreja
de
Nossa
Senhora
do Populo.
A
força
de
infanteria
estará
formada
junto
da
Egreja
para
acompanhar
Sua
Exc.
a
Revd.
“
‘a
alé
á
porta
da
Sé
Calhe-
dral.
O
III.
mo
e
Revd.
Ino
Cabido
esperará
o Prelado
á
porta
da
mesma
Egreja
e
lhe
dará
agoa
benta
com
as
ceremcnias
do
costume.
Feita
breve
Oração
na Ca-
pella
do
Sanctissimo
Sacramento,
o
Pre
lado
subirá
ao
plano
da
Capella-Mór
e
ahi
será
revestido
de alva,
cingulo,
es-
lola,
capa d
’
asperges
e
Mitra.
Em
quanto
o
Prelado
é
revestido,
or-
ganisar-se-ha
a procissão
composta do
Clero,
Confrarias
e
Irmandades
da
cidade,
seguindo
a
mesma
ordem
da
solemnidade
do
Corpo
de
Deus.
O
Clero
das
parochias
visinhas
poderá encorporar-se
na
procis
são
com
suas
sobrepelizes.
Organisada
a procissão,
o
Prelado re
cebe
o
báculo,
e
precedido
da sua
Cruz
Archiepiscopal,
sahirá
da
Egreja,
e,
se
guindo
pela
rua
dos
Biscainhos,
chegará
alé ao
arco,
da Porta
da
rua
Nova do
Sousa,
onde irão esperal-o
a
Ex.ma
Ca
mara
Municipal
e
Auctoridades.
Chegando
o
Prelado
áquella
localidade,
ajoelhará
e
reverentemente
beijará
a
Cruz,
que a
pri
18
FOLHETIM
Dli.II. UE
MACEDO.
es
ook
wm
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
IX
O
velho Rodrigues
e
Gandido.
—
-Senhor,
senhor,
é
preciso
que
eu
lhe diga que
eu
considero
meu
inimigo
aquelle,
que
me
falia de
amor...
—
E’
uma
loucura.
—
Que
o
fogo
da
vergonha
ainda
quei
ma
meu
rosto,
quando
me lembro do
que
commigo
se
passou
n
’
esse
horrível
noite!
—
Mas
o
bafo
da
virgem
ha
de apagar
esse
fogo.
—
Senhor!
nem
mais
uma
palavra
sobre
ella.
—
E
as
provas
de
sua
innocencia?...
—
Eu
não
as
quero.
—
Para
condemnal-a
sempre?...
—
Não
a
condemno.
—
E
o
amor que
lhe tinha?
..
—Eu
amo a
minha
mãe.
—
E
o
amor
d
’essa
pobre
virgem?...
—
Senhor
1
—Esse
amor
angélico?!!
esse
perfume
de
flôr
que
se
desabrocha?...
esse amor...
—
Basta...
é
de mais...
—
Não
quer
ouvir-me
então?..
-Dispense-me
d
’isso,
snr.
Rodrigues.
—
Não
me
acredita ?..
—
Não.
—E
se
eu
provar
o
que
digo?...
—E
’
inútil.
—Embora,
eu o
provarei.
—
Mas
com
que fim’...
que lhe impor
ta
a
minha
desgraça,
ou
a
minha
felici
dade
!..
O
velho
olhou
fixamente
para
Cândido
e
disse
com
voz
grave
e
pausada
:
—
Póde
ser
que
me
importe mais
do
que
pensa
: quem
sabe se
o
seu
passado,
que
é
tão
escuro
para
todos,
não
é
bem
claro
para
mim ?...
—Oh
!..
exclamou
Cândido:
íalle pois
!.
.
eu
o
escuto...
—E
’
tarde:
eu
já
devia
ler
voltado.
—
Mas...
—
Eu
lhe
deixo
estes
papeis,
snr.
Cân
dido;
peço
que
os
leia...
e
que
os
guarde.
O
velho
Rodrigues
tirou então
do bolso
algumas
folhas
de
papel
e
as
deitou
sobre
a
meza.
—
O
que
contém
estes
papeis?...
per
guntou
Cândido com
viva
curiosidade.
—
Uma
historia.
—
A
minha
historia?...
—
Também
é
sua.
O
velho
relirou-se
vagarosamente,
e
Cândido
foi
buscar
uma
luz,
e
abrindo
a
primeira
pagina
d
’
aquelles
papeis,
leu
:
Historia
do meu
amor.
eu
lerei... mas
hoje não: mostrarei
a
mi
nha
indiflerença
não
lendo
hoje;
provarei
que
nada
receio
lendo
ámanhã :
estou
de-
•lerminado.
E
passado
ainda
um
certo
espaço,
o
mancebo
mudou
outra
vez
de
resolução
e
disse
comsigo
:
—
Mas
isto
sim
é
que
é
puerilidade!
lêr
ámanhã
ou
hoje
é
sempre
acabar
por
lêr:
e
que
tem
isso?...
que
impressão
me
póde
causar
esta
leitura?... e
que
me
importa
o
juizo
que
de
mim
quizerem
fa
zer?..
eu
sou pobre...
eu
sou
só...
eu sou
portanto
bem
livre.
E
abrindo
a
primeira
pagina
começou
a
lêr.
HISTORIA DO
MEU AMOR
I
Eu
já
fui
como uma
flôr
que
se
desabo-
lôa
;
sou
agora
como uma
pomba,
que
ge
me
solitária.
Quem
sabe
o
que
eu
virei
a ser
ain
da?...
pobre
orfã
que
sou,
o
meu
porvir
está
tão
escuro
!...
Alé
a
edade
de
quinze
annos
eu
fui
como
uma
ílôr
que
se
desabotoa.
Meus
paes
viviam ainda,
e
eu
passava
uma
vida
tão
feliz!
.,
eu
era
a
florsinha
de meus
paes;
o
jardim
que
eu
perfuma
va
era o
coração
d
’
elles.
Meu
pae
me
chamava
o
seu
anjo:
mi
nha
mãe
dizia
que
eu
era
a sua
alma:
e
eu
via
bem
que elles
sentiam
isso
que
diziam.
As
palavras
de
meu pae
eram
tão
ter
nas!
os carinhos de
minha mãe eram
tão
doces
!
oh
!..
palavras
e
carinhos,
como
esses...
oh!...
mais
nunca.
Eu
era
tão
feliz...
de
manhã erguia-
me,
dava
graças
a Deus,
meu
pae
e
mi
nha
mãe
me beijavam, e
depois
eu
ia brin
car.
Como
eu fui
travessa
!...
ás
vezes,
quan
do,
me
tornava
por
de
mais
traquina,
meu
pae
se
fingia
enfadado,
e
me
dizia
:
«Ce
lina...
aquieta-te... tu
estás ficando feia.»
X
Uma hora de
leitura.
—
Deverei
eu
lêr
estes
papeis?...
fallou
Cândido
comsigo
mesmo
;
não
haverá
ahi
veneno
espalhado
n
’essas
paginas?.,
não
será
fraqueza ceder
a
um
desejo,
que
não
passa
de
pueril
curiosidade!.,
não: estou
determinado;
pódem
rolar
um
século
so
bre
essa
meza;
não
os hei
de
lêr
nunca.
Mas
elle
não
podia
arrancar
os
olhos
dos
papeis
que
lhe
deixára o
velho,
e
pas
sados alguns
minutos
pensou
já
de
outro
modo:
pensou
assim:
—
E
’
que
também,
se
eu os
não lêr,
pódem
julgar,
que
desconfio
de
mim mes
mo...
que
lenho
medo
de
amar
ainda...
que
não
sei
triunfar
de
uma
paixão de
dous
dias...
é
isso;
pódem
julgal-o
:
pois
(Continúa)
d
’
e!le,
na forma
do Pontifical
Romano.
Vem depois
á
cadeira
e
manda
publi
car
quarenta dias
de
verdadeira
indulgên
cia
in
forma consueta
aos
lieis,
que
estão
presentes.
Acabadas
todas estas
cerimonias, o
Pre
lado
poderá
fazer
alguma
brevíssima
allo-
cução,
e durante
ella
quatro
Capitulares
se
revestirão
para
assistir
ao Te-Deum
laudamus,
que,
estando
exposto
o
San-
ctissimo
Sacramento
no
altar
da
Capella
Mór,
será
entoado
pelo
Prelado,
disendo
no
fim
os
versículos
e orações
pro
graliarum
actione.
Dada
à
bençam
com
o
Santíssimo
Sacramento,
o
Prelado
sobe
á
cadeira,
despe
as
insígnias
Pontilicaes,
faz Oração
deante
do
altar-mór,
e,
acompanhado
até
á
po.lt
da
Egreja
pelo
III.'110
Cabido,
Ex.,na
Camara
e
Auctoridades,
retira-se
para
a
sua
residência,
recebendo
na
passagem
a
continência
da
Corça
armada.
EDITAL
Manoel
da
Conceição
da
Costa
e
Silva,
Bacharel
formado
em
direito
e
Vigário
Geral
do
Arcebispado
etc.
etc.
Faço
saber,
em
virtude
d
’
uma
Porta
ria
que
o
Ex.
m0
e
Revd."
10
Senhor Ar
cebispo Primaz
se
dignou dirigir-me,
que
tendo
Sua Exc.
a Revd.
,,ia
o
Senhor
Ar
cebispo
deliberado
fazer
a sua
entrada
solemne
no
dia
11
do
corrente
mez
de
março,
sahindo
em
procissão
da
Egreja
do
Populo
para a
da
Sé
Cathedral
na
fórma
do
Pontifical
Romano
e
estylo
d
’
esia
cidade,
todos
os
Ecclesiasticos
da
cidade,
vestidos
de
sobrepellizes,
e
todas
as
Ir
mandades
e
Confrarias
d’esla
mesma
ci
dade
com
suas
insígnias,
deverão
compa
recer
na
Egreja
do
Populo
no
mencionado
dia
pelas 10
horas
da
manhã,
para
acom
panharem
procissionalmente
a
Sua
Exc.a
Revd.
,na
o
Senhor
Arcebispo.
Rep
carão
as
torres
das
egrejas
por
onde
o
mesmo
Senhor
passar;
e
ao
dar-
se
na
Sé
o Signal
da
chegada
de
Sua
Exc.
a
Revd.
ma
á
Cathedral
haverá
repi
ques
em
todas
as
torres
da
cidade.
Braga
3
de
março de
1877.
Manoel da
Conceição
da
Costa
e
Silva.
A
’
Retl»eç5o cia
«
Londres, 10
de
fevereiro,
de 1877.
(Cooclnsào
do
n.° anlecedentej
II.
—Com
data
de
6,
diz
ao
Times
também
o
Correspondente
de
Roma:
«Mon
signor
Antonio
de Macedo
Costa,
Bispo
do
Pará,
foi
chamado
a
Roma,
para
infor
mar
o
Papa,
e
dar deposição
ante
a
Con
gregação
de
Bispos
e Religiosos
das
Or
dens
Regulares,
sobre
o
assumpto
da
Controvérsia
entre
os
Bispos
e
o
Governo
Brazileiro,
relativa
á
intentada
expulsão
dos
Maçons
das
Confrarias.
As
respostas
do
Bispo
do
Pará
ás
perguntas
que
se
lhe
farám,
juntamente
com
as
dadas
já
pelo
Bispo
de
Olinda,
formaram
a
base
para
ihstrucções
precisas
que
serám
mandadas
ao
Internuncio
no
Brazil,
Monsignor
Boh
cetti.
Os
leitores
se recordarám,
que os
Bispos
do
Pará
e
de
Olinda
foram
conde
nados
a
quatro
annos
de prisão,
com tra
balho
forçado,
em
consequência
dos
dis
túrbios
que
resultaram dos
passos
dados
por
eiles
a
respeito
dos
Maçons».
Os
Bispos
de
Olinda
e
do
Pará mere-
cêram
com
effeito
os absurdas
e
vergonho
sas
sentenças
dos
Juizes
e Ministros
Pe
dreiros
do
Brazil;
que,
aem
vergonha
nem
decencia,
ou
honra,
entram
na
Pedreiri-
ce,
e
todavia
se
querem dizer
Cathólicos!
Isto
é,
querem
«sses
padres conscriptos
de
nova
especie,
dizer-se
Cathólicos,
sem
Calholicismo;
e
por consequência, sem
vsrdade
!
E
não
entendem,
que
onde
ha
mentira
não
ha
nem
pode
haver
nobreza;
e
com
procedimentos
assim,
os
taes
Juizes
<■
paes-da-patria,
não
fazem
mais
que
deshonrar
se
a
si, ao
seu
paiz,
e
ao
seu
Governo.
«O
Papa
foi
informado» (continúa
o
mesmo
Correspondente
de Rotna),
«que
uma
peregrinação
Brasileira,
.
em
numeró
de
umas 100
pessôas,
tem
de sahir
do
Rio
de Janeiro
á
5
d
’
Abril,
para
Roma,
sob
a
guia
de
Monsignor
de Lacerda,
Bis
po
de
S.
Sebastião
d<>
Rio
de
Janeiro. Os
peregrinos
têm
de fazer.
um
giro
circular.
Desembarcaram
em
Marselha,
e
procede-
rám
para Rotna,
por
via
de
Génova,
Ale-
Bologna,
e
Florença;
voltando
por
via
de
Ancona,
Verona,
e
Milão
e
sendo
também
costume
muito
antigo,
usar
de
unto e
manteiga
de
porco
nos
ditos
dias,
poderão
os
fieis
que
se
aproveita
rem
da
dispensa
da
carne
comer
ovos
e
Iacticinios
e
usar
de
manteiga e
unto
de
porco
nos
dias
em
que no
indulto
se
diz
:
usarão de
comidas
rigorosamente
magras,
e
que
são=quarta
feira
de
Cinza,
vigílias
de
S. José, d
’Annunciação
de
Nossa
Se
nhora,
e
os
tres
últimos
dias
da
Semana
Santa
?
Resposta.—
Pódem
usar
d
’ovos
e
lacti-
cinios
;
e
em
quanto
ao unto
e
manteiga
de
porco,
é
prohibido
na
concessão
feita
pelo
Exc.
010
Snr.
Núncio,
apenas
o
Exc.1110
Snr.
Arcebispo
Primaz
declara
não
ser sua
intenção
derogar
costumes
antigos
do
Ar
cebispado.
Pergunta.
—
E
aquelles
que
não
se
aproveitarem do
indulto
para
comer
carne
na
quaresma,
poderão
nos
dias
que
no
dito
indulto
se
diz,
usarão
de
comidas
ri
gorosamente
magras,
usar
d
’unto e man
teiga
de
porco,
visto
não
comerem carne
na
quaresma
'!
Resposta.
—
Se
não
se
aproveitam
da
graça,
também
não
estão
obrigados
á
res-
tricção, e
por
tanto
pódem
estes
usar
do
unto
e
manteiga
de porco nos
taes
dias.
rtegueiog eccSesiustie»»».
—
O
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
48,
publica:
Aviso
de que
se
acha
aberto concur
so,
por
30
dias,
para
provimento
das
se
guintes
egrejas
parochiaes:
Barcellinhos,
Santo
André,
concelho
de Barcellos,
dioceze
de
Braga;
Carroço,
Santa
Mana,
concelho
de
Vianna
do
Cas-
lello.
dioceze
de
Braga;
Fonte
Longa,
Santa
Maria
Magdalena,
concelho
de
Me-
da,
dioceze
de
Lamego;
Gondomar,
S.
Marlinho,
concelho
de
Guimarães,
dioce
ze
de
Braga; Mangualde, S.
Julião,
dio
ceze de
Vizeu; Mosteiro
de
Fragoas,
S.
Salvador,
concelho
e dioceze
de
Vizeu;
Ri
beira,
S João concelho de
Ponte
do
Li
ma, diocese
de Braga;
Tentugal, Nossa
Senhora
da
Assumpção,
concelho
de
Mon-
lemór
o
Velho, dioceze
de
Coimbra;
Unhós,
S.
Silvestre,
concelho
e
dioceze
de
Lis
boa.
TempeBiuiie
«le»
neve.—
Os
despa
chos
de
Londres
annunciam
que
violen
tas
tempestades
de
neve
tiveram
logar
no
dia 26
do passado
no
norte
d
’
ingla-
terra,
Em
Man iachesler,
o
solo
eslava
coberto
de neve
a
uma profundidade
de
2
pés.
C»titol>ei<iaile
«Sa
flnglaterra.—
No annno
de 1876, haviam
na
Inglaterra
e
Escócia
2024
Sacerdotes
1294
egrejas
e
capellas
publicas
catholicas.
No
presente
anno
de
1877,
ha alli
2088
sacerdotes
e J3I5
egrejas e
capel
las.
Ha
portanto
este
anno
atigmenlo
de
64
ecclesiasticos
e
de
21
egrejas
e
capel
las publicas
catholicas.
,
Na
diocese
de
Westiminster,
que
com-
irehende parte
da
cidade
de
Londres,
fo
ram
no
anno
de
1865
a
1876, frequen
tadas
as
escholas catholicas
de
creanças
pobres
por
16:259
alumnos.
Vejam
os
propagandistas
protestantes
o
valor
que
teem
as
suas
doutrinas
e
a
lorça
e
ellicacia
dos
seus
esforços
até
no
seio
de
uma
terra
protestante.
Perejjrinaçwes
a
Hoina e ®íT--
recimentuM
a #»io IX. tOJíl.—
O
marquez
lord
Rippon,
antigo
chefe
da
tranco-maçonaria
ingleza,
e
uliimamente
convertido
ao
calholicismo,
oflereceu
a
Pio.
IX
10:000
libras
slerlinas,
depois
que
lhe
ouviu
missa
na sua
capella
particu
lar.
O
bispo
de Arras
mandou
a
Pio
IX
réis
19:890^00
',
oíferecidos
pelos
seus
diocesanos
para
o dinheiro
de
S.
Pedro.
O
conde
de
Chambord
mandou
réis
1:800^000 a
Pio
IX.
Uma
deputação
de
Catholicos
oflereceu
a
8.
Santidade
18:000
francos
para
o
di
nheiro
de
S.
Pedro.
D. Carlos
e
sua
esposa
mandaram
a
Pio
IX
um
magnifico
calix
no
valor
de
2:500 duros.
Uma
senhora
de
Cadiz "ílereceu
a
S.
Santidade
i8:00-J
duros
*
Os
peregrinos
hespanhoes
levaram
a
Pio
.muitas
esmolas,
e
entre
outras
uma
magmlica jarra
de
prata
avaliada
em|
110:000 reates;
e
grandes soturnas
em
on
ças
de
ouro.
As
senhoras
de Andaluzia
foram
por
taderas
de
grandes
esmoías;
entregando
uma
a
S. Santidade
14
mil
duros
em
ou
ro,
e
ou ra
uma
grande
barra
de
ouro
ex
cedente
a
18:000
duros.
Mgr.
Paulissier,-arcebispo
de'
Bésan-
çon,
entregou
a
Pio
IX
160:000
fran-i
cos.
Noccdal,
chefe
d
’
uma peregrinação i
Turim,
d
’ahi
voltando
a
Marselha,
onde
volverám
a
embarcar».
Bem
se
vê
cjtie o
Correspondente
do
Times que
escreve
a
respeito
desta
pere
grinação,
sabe
pouco
das
cousas
do
Bra
zil
e
Portugal;
pois,
na
relação
dos
lo-
gares
que diz
harn
de
ser
visitados
pelos
Peregrinos
Brazileiros,
não
levou em
con
ta
uma
visita,
na
Italia,
de
mui
grande
interesse
para
lodos
os
Cathólicos
que
tem
sangue
Porlnguez antigo
mas veias—a
visita ao
Tumulo
de
Santo
Antonio em
Padua.
A. R. SARAIVA.
líatasjseresísie. —
Expõe-se
hoje
na
Senhora
da
Lapa,
e
quinta-feira
na
Se
nhora
do
Carmo.
C«vinính®
«i®
ferro «lo Ríinho.—
Nos
dias tO
e
11
vender-se-hão
bilhetes
a
preços
reduzidos
em
todas
as
estações
do caminho de
ferro,
com
destino a
esta
cidade,
validos para
todos
os
comboios
ordinários,
principiando
no
comboio
as
cendente
n.°
5
do
dia 10,
com >olla
até
ao
comboio
n.°
4
do
dia
12.
Aovo
ministério.
—
No
sabbado, 3,
o
ministério
pediu
a demissão, por
mo
tivo das
doenças
dos
snrs. Fontes
e An
tonio
de
Serpa, segundo
declarou
na
cama
ra
dos deputados
o
snr.
ministro
do
rei
no.
Foi
chamado
o
snr.
marquez
d
’Avila
e
Bolama,
para
formar
novo
gabinete,
que
ficou
orgànisado
pela
seguinte
fórma:
Presidência,
reino
e
estrangeiros,
o
snr.
tnarquez
d'Avila
e de Bolama.
Fazenda,
o snr.
Carlos
Bento.
Obras
publicas,
o
snr.
Barros
e
Cu
nha.
Justiça,
o
snr.
Mexia Salema.
Marinha,
o
snr.
José
de
Mello
Gou
veia.
Guerra,
e
snr.
Florencio
de
Sousa
Pinto
^•roeissã® cie
essa
Cabrei-
?»».
—
Houve
ante-hontem
a
procissão
dos
Passos,
na freguesia
de
Cabreiros.
Foi
este
anno
feita com
desusado
ap-
parato,
e
era
fechada
por
uma
guarda
d
’
honra
procedida
da
banda
respetiva.
Kovo e«m«ie.—
Acaba
de
ser
agra
ciado
com
o
titulo
de
conde
o snr.
vis
conde
de
Margaride,
governador
civil
deste
districlo.
S.
exc.
a
tem
sido,
por
este
motivo,
sinceramente
felicitado
por
todos
os
seus
amigos.
Esta
mercê
recaiu
n
’
um
cavalheiro
di
gníssimo a todos
os respeitos,
e
um
dos
principaes
proprietários
d’
esle
districto.
Damos
os
parabéns a
s.
exc.a
Css-et» esjstesits-e.—
Eílectuou-se
an
te-hontem neste
circo
o
espectaculo
em
beneficio
do
artista
portuguez
Leandro,
um
dos
directores
da
companhia.
Houve
enchente
completa.
Exroaeraçã®.—
Pediu
a
sua
exone
ração
o
snr.
governador
civil
deste
dis
tricto,
visconde
de Margaride.
Jejum ns
quaresma.—A
respeito
d
’
este
preceito publica
a
«Semana
Religio
sa
Bracarense»
o
seguinte:
Pergunta.—Tendo
havido
n-a
presente
quaresma
dispensa
para
os
que
tomarem
a Bulia
da
Cruzada
poderem
usar
d
’ali-
mentos
de
carne
em
certos
dias,
e
com
certas
restricções,
poderão
aquelles
que
não
jejuam
comer
carne
mais
que
uma
vez
ao
dia
?
Resposta.
—
Se
os
que
não
jejuam não
teem
ainda
21
annos,
ou
já
passam
dos
60,
ou
por
enfermidade
não
pódem
jejuar,
ou
por
alguma
das
causas
apontadas
pelos
moralistas
estão
dispensados
do
cumpri
mento
do
preceito
do
jejum,
estes
pódem
sem
peccado comer
carne
mais
do
que
uma vez
ao
dia,
n’
aquelles
em
que é
isto
permittido.
Pergunta.
—
Aquelles
que
deixam
de
je
juar
na
quaresma,
sem
causa que
cs
dispense,
comendo
carne
mais
do
que
uma
vez
ao
dia,,
peccam
?
I
Resposta.
—
Peccam tantas
vezes
quan
tas
comerem
carne,
afóra
do
jantar
nos
dias em
que
ella
é permitlida,
e
nas
con
dições
do indulto;
e
não
só
peccam
por
comer
çarne,
mas
lambem
por infringir
o
j
preceito
do
jejum,
e
isto
lambem
tantas
I
vezes,
quantas
comerem carne,
afóra
da
!
refeição
permillida aos
que
jejuam, se
cundo
a
opinião
d
’
alguem.
Pergunta.
—
Havendo
n
’esle
Arcebispa
do
de
Braga,
o
costume
antiquíssimo
de
I
comer
ovos
e
iacticinios
nos
dias
de
je-
'juta,
e
até
auclorUado
na
proprio
Gonsli-
I
uiição
do
Arcebispado
;
e além
d
’
isso,
hespanhola,
levou
a
S.
Santidade
3:000
duros.
S.
Santidade
Pio
IX
recebeu
no
dia
8
de
dezembro
avultadas
sommas.
A
«Unilá
Catholica»
enviou-lhe francos
20:500.
O
bispo,
clero
e fieis
da diocese
de
Cork
ofíereceram
a
Pio
IX
700
libras
sterlinas.
O
bispo,
clero
e
fieis
da
diocese
de
Derby
(Irlanda)
oITereceram-lhe
343
libras
slerlinas.
Monsenhor Stonor,
e
o
capitão Teeling,
secretario da «União
Catholica»
da
Irlan
da, ofíereceram a
Pio
IX,
em
nome dos
catholicos
irlandezes,
uma
cópia
illumina-
da
da
bulia
da
Immaculada
Conceição,
que
fórma
um
grosso
volume
em
folio,
com
capa
de
velludo
carmezim,
adornada
de
medalhões
e pedras
preciosas
e com
abraçadeiras
de
ouro
guarnecidas
de
dia
mantes.
Os proprietários
do
«Observatore
Ca-
tholico»
de
Milão
ofíereceram
a
S. San
tidade
era 30
de
dezembro
14
mil
libras
slerlinas.
O
cardeal
Antonelli
deixou
a
S.
Santi
dade
um
riquíssimo
crucifixo.
O
duque
de
Galliera
deixou
a
Pio
IX
um
milhão
de
francos.
Aííjsauxfi
«ecoirri-
dos
eiea
ass®.—
Desabamento
de
uma
escola
em
Berne;
houve
muitas
mortes.
Por
meio d
uma
revolução,
foi
des-
thronado Abdul-Aziz,
imporade
r da
Tur
quia, e
elevado
ao
throno
Abdul-Murat
V.
Pouco
tempo
depois
foi deposto
Mu
rai
V.
e
elevado
ao
throno
Abdul
Ha-
mid
II.
Abateu
o
túnel
do
caminho
de
ferro
de
Orense;
houve muitas
mortes.
Augusto
Ethermam,
fallecido
em
Fran
ça,
deixou para
construcçào d’um
hos
pital
em
Slrasbuigo
francos
160:000:000.
Em
Nova-Orleans
abateu
a
ponte
do
caminho
de
ferro
de Jackson
quando
pas
sava
o
comboio.
Em
Ning-Kone
Fon,
China,
foi arra
sado o templo
dos
chrislãos,
havendo
gran
de
carnificina,
e
sendo
incendiadas
suas
habitações.
Abateu
na Califórnia
o
grande
theatro
da
Opera, havendo
muitas
mortes
e
feri
mentos.
Descobriu
se na
Califórnia
uma
mina
de sabão
vegetal.
Os
catholicos
de S.
Francisco da
Ca
lifórnia celebraram, com
a
assistência
de
tres
bispos,
a
festa
do
centenário
da
fun
dação
da primeira missão
catholica
em 8
de outubro, terminando
as
festas
pela
bên
ção
e
coilocação
da
primeira
pedra
para
uma
nova egreja.
Lord
Roberto
Lytlon
foi nomeado vice-
rei
da índia.
Em
Inglaterra
corislruiram-se
617
na
vios, sendo
24
1
de ferro,
371
de
madeira,
e 5
do
systema
mixto.
Asas<»arafos.
—
No
dia 23
do
corrente
teve
logar
em
Paris
a venda
da
famosa
collecção
de
autógrafos
de
M.
Beijamin
Fillon.
Uma carta
de
Pascal
a
sua
irmã,
ma-
dame
Féner,
foi
vendida
por
1:500
fran
cos.
Pelo
mesmo
preço
foram
adjudicadas
uma
carta
de Elisabelh
a
Càlherina
de
Médicis;
uma
carta
de
Newlon aos
lords
commissarios
do
Thesouro;
uma
de
Hen
rique
VI11
de
Inglaterra
a
Margarida
de
Áustria,
governante
dos Paízes
Baixos,
adjudicada
por
1:000
francos;
uma
deOli-
vier
Cromwel
a
Mazarin,
por
1:105
fran
cos;
uma
de
Maria
Stuard,
460 francos;
outras
de
Maria
Antonieta,
650;
de
Sa-
vonarola,
600;
de
Galileu,
algumas
sema
nas
depois
da
sua
condemnação
pelo
tri
bunal
da
inquisição,
695; de
Luiz XI,
escripla
sobre
um
quadrado
de papel
ama-
rello
do
tamanho
da
mão,
580;
de
Ba
con
5
;9;
de
Carlos
V
a
Francisco I,
en
tão
seu
prisioneiro
em
Hespanha.
555;
de
Frederico
II da
Rússia
ao
cardeal
Fleury,
550.
JENolwdor
Cravei?»
—
Lê-se
n
uma
folha
de Moçambique:
Ainda
mais
duas
palavras
sobre
este
grande
invento;
além
das
experiencias
a
que
nos
referimos:
ainda
o
snr.
Crave
ro
Lopes
submetteu
a
outros
a
sua
agulha
isolada
perante
o
commandante
da
corve
ta
de
guerra
ingleza
«Talis»
o
qual
acom
panhado
de
dois
dos
seus
ofíiciaes,
sendo
um
d’elles
um encarregado
da
n
v
■aça»
a
b
rdo,
depois
de
examinar o
resultado
que
dava
aquella,
mandou
carregar
o
aparelho isolador
com
grande
quantidade
de
ferro
e
comparar
o
resultado,
d’esia
isolada, cota
outra
não
isolada dando
em
resultado
eguaès
anntinciações.
O
commandante
da
fragata
almirante
que
aqui
esteve
uliimamente
e
o
seu
ol-
ficial
de
navegação
fiseram
lambem
varias
experiencias,
dando-lhes
os
melhores
resul
tados,
vindo
o
proprio
almirante
examinar a
agulha isolada mandando-lhe
applicar
gran
des
quantidades
de ferro
nas
direcções
parallelas
ás paredes do
apparelho
isolador,
bem
assim
nas
proximidades
do
logar
on
de
eslava
a agulha
e
nem
assim
esta
deu
o
mais
pequeno
movimento
que
denuncias
se
desvio.
O
almirante
fez sentir
ao
snr.
Cravei
ro
Lopes a
importância
d
’
esta
tão
util
descoberta
e
que
elle
se
devia
ter
já
reti
rado
para
a
Europa.
ifesacatc».—
Com
esta
epigrafe
escre
ve
o
«Tribuno
Popular»,
de
Coimbra,
áccrca
do
succedido
por
occasião
da pro
cissão
de
Passos:
«Não
podemos
deixar
de reputar
as
sim
o
acto
praticado
no
domingo
proximo
passado
por alguns,
ainda
que poucos
es
tudantes.
Grande
parte
da
academia
se
guia a
procissão
dos
Passos,
ouvindo-se
muita
vozeria,
e
consta que
durante
o
transito
se
provocaram
desordens,
promo
vidas
por ditos inconvenientes
dirigidos
para
as janellas,
uma
delias
na
rua
do
Correio,
e
outra
no
adro
de
baixo
de
S.
Bartholomeu.
Ainda
que
os
fautores de
tudo
isto
não
passassem
de
meia duzia
de
indivíduos,
estudantes do
lyceu ou
da
Universidade,
é
certo
que
á
Academia
lhe
cumpria,
como
nos
parece,
obstar
a
taes
factos inqualificáveis
e
sobretudo
impró
prios do
acto
religioso
onde
por
assim
dizer
se
incorporava.
A
Academia
póde e
deve
policiar-se
por
si
mesmo,
e
não
consentir
que
qual
quer
indivíduo
de capa
e
'batina
deslustre
assim
uma
corporação
á
sua
própria
vista.
Quando
taes
factos succedem
recáem
sem
pre
em
lodos
quantos
fazem parte
da
cor
poração;
não
se
diz que
foi
um,
dois,
Des
estudantes;
faz-se
mais
grave
o
caso
e
in-
crepa-se
a
Academia
em
geral.
Sentimos
e muito
ter
de
registrar
si-
milhanles factos;
mas a
missão
da
impren
sa
é
dar
conta do
que
corre,
stygmatisan-
do
o
que
é
menos
lonvicnte,
e
louvando
o
que merece
ser
elogiado».
Industriai» «llemãea.—
São
curio
sos
os seguintes
dados
relativos
a
algu
mas
das
industrias
que
ha
na Allema-
nha:
As
lãs
que
produz
aquelle
império ele
vam-se
a
700 milhões
de
quintaes.
Está
calculado
que
importa
900
mi
lhões.
Possue 1:800
fabricas
de
fiação.
Na
industria
do
algodão houve
um
no
tável
progresso
desde
a
união
das alfan-
degas
do
império:
em
1
840
não se con
sumiam
mais
de
185:771 quintaes;
em
1870
subiu
o
consumo
a
1.400:515
e
em
1871
já era de
2.336:518
Serviço do
exercito.
—
Por
despa
chos
do
Supremo
Tribunal Administrativo,
insertos no
«Diário do
Governo»
de
1
de
março
foram
isentos
do
serviço
do
exer
cito,
entre
outros,
os
seguintes
mance
bos:
Districlo
de
Braga
—Concelho
de
Gui
marães:
Antonio,
lilho
de Manoel
da
Sil
va
Machado e de
Maria Joaquina
Alves,
da
freguezia
de
Lordello.
Concelho
de
Villa
Verde
—
João
Manoel
da
Gosta,
filho
de
João
da
Costa,
da
freguezia
de
Oris
(Santa
Marinha).
Concelho
e
freguezia
de
Amares
—
Filip-
pe,
filho
de Felix
José Gonçalves.
Concelho
de
Fafe
—
Francisco,
filho
de
Joaquina
da
Silva,
viuva,
da
freguezia de
Moreira
de
Rey.
Concelho
de
Braga—
Antonio,
filho
de
José
de
Sá
e
Marianna
da
Silva,
da
fre
guesia
de
Oliveira.
Pelo
mesmo
tribunal
foi
ordenado
que
ficasse
sujeito ao
serviço
do
exercito
Jo
sé
Luiz,
filho
José
Maria
Alves
e
Maria
Thereza,
do
districlo
de
Braga,
concelho
de
Villa
Verde,
freguezia
de
Saude.
A’ esse-idade
jmfelí®».
—
Recommen-
damos ás
almas
bemfazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
qtie
se
acha
doente
e
sem
meios
de subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
I
I.
B
I
II
!
H
J
y
,
Kna
«Za> EEiserícordía.
Conlinúa
exposto
ao
publico
desde
as
6
horas
da tarde
até
ás 1 1
da
noite,
u
:i
lindo
cosmorama,
onde
os
.espectadores
ecnontrarão
quasi
todos
os
dias
novas
vis
tas
e
de
magnifico
effeito.
Também se
acha
exposta
uma
HA>
CHIWA
fai
-ILC&
tk
,
parodia
á
ma
china
fallanle
de
Mr.
Fabre,
cuja exhi-
ção
tem
altrahido
muito
a
atlenção do
publico.
D.
Anna
.Ermelinda
de
Faria
Rebeilo,
D.
Maria
Rita
de
Faria
Rebeilo, D.
An-
tonia
Rita
de
Faria
Rebeilo,
agrade
cem por
este
meio,
pelo não
poderem
fazer pessoalmente a
todas
as
pessoas
que
tanto
os
penhoraram
por
occasião
da mor
te
de
seu
saudoso
irmão
o
revd.®
Marcos
Antonio
de
Faria
Rebeilo,
abbade
da
fre
guezia
de
S.
Gens
de
Calvos,
e
bem
as
sim
aos
revd.
os snrs.
ecclesiasticos
que
gratuitamente
assistiram
ao
oíTtcio
de
se
pultura,
na
egreja
d
’
aquella
freguezia,
no
dia
26
de
fevereiro
do
corrente
anno.
A
todos
protestam
sua
gratidão
indelevel.
(150)
'
: O
--í A"? ã ' <
Arrematação voluntária dos bens
Bsnsssobiíiarios
do
fallecido vis
conde
de S. Lezitra,
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca,
e
cartorio do
3.°
oílicio,
de que
é
escrivão
Motta,
no
dia
15
do
proximo
futuro
mez
d’abr:l,
pelas 9
horas
da manhã, á
porta
do
tribunal
judicial
sito no
largo
de
San
to
Agostinho,
se
lem
d
’
arrematar,
e
en
tregar
a quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
com
seus
respectivos
jardins,
e
quintal
junto,
tudo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
25:0005000
rs.
A
propriedade
rústica
contigua
aos
di
tos jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de cazeiros, eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que se compõe
de
varios
prasos
foreiros
ao
revra.
0 cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d’
Estevão
Falcão
Col-
ta de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de
S.
João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente com a
rua
de
S.
Lazaro
e
quintaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,
e
com
terra
de
D.
Adelaide
Raio de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
quintal
da
dita
casa nobre,
no
va
lor
de
12:0005900
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da referida
casa
no
bre
com
toda
a
pedraria
aparelhada
e
por
apparelhar,
que
se
acha
depositada
no
cam
po dos
Remedios,
no
valor
de
3:0005000
reis—
e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
4005000;
porisso
toda
a pessoa que
qui-
zer lançar
póde
comparecer
no
dia e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
companhia
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador==João
Ferreira
Torres.
(147)
________
ES5ITOS
»E 3»
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do 2.°
oílicio
de
que
é
escrivão João
Marcos
d
Araujo
Ribeiro,
correm
éditos
de
30 dias,
a
citar
todas
as
pessoas
incertas
que
se
julgarem
com
algum
direito
ao
espolio
do
finado Manuel
Joaquim
Antunes,
moradi
r
que
foi
na
rua
de
S.
Vicente
d’
esta
mesma
cidade,
e
fal
lecido
na
Povoa
do
Varzim,
sob
pena
de
revelia
e
lançamento,
e
de ser
julgado
o
mesmo
espolio
como
herança
já
certa
a
favor
da Fazenda
Na
ioval,
por parle
de
quem é
feito
tal
procedimento.
(149)
jcA©
«.;■>.
um
» »
*
:
rAãtiA
(
antigo
caixeiro
dos
pinheiros
)
Rua
dos
Capellistas,
n.°
20
Pàrtictpá
áR-péssjrçts
da sua
amisade
e
ao
publico
em
'
gei$J,
quff".abriu
o
seu
novo
estabelecimento..fle
fazendas
da ulíi
ma
niádá,
e
de
todàs
as
unirás
que
per
tencem
a
capéllisia
;
vendendo
tu
lo
por
preços
muito
commodos.
(144)
Arrematação
No
dia
11
do
covrente mez
de
março,
por
10
horas
da
manhã
tem
de arrema-
tar-se
no
tribunal
judicial
das audiências,
do juiso de
direito
da
comarca
de
Villa
Verde,
a
raiz,
fructos
e
rendimentos,
do
casal
ou
quinta
denomida
da Barraca si
tuada
no
logar
de
Francellos,
freguezia
de
Santa
Maria de
Prado
da
dita
comar
ca
de
Villa
Verde,
por
execução
hypothe-
caria
que
Simão
de
Sousa,
da
cidade
de
Guimarães
promove contra
José
Fernan-
des
e
mulher
Maria
de
Belem,
da
dita
freguezia
de Prado.
Quem
pertender
arrematal-a
póde
com
parecer. que se
entregará
a
quem
maior
lanço
offerecer,
sobre
o
preço
de
sua
ava
liação
ou
das
quatro
quintas
partes
da
mesma.
O
solicitador,
(1.43)
Manuel
Dionisio.
—
i
.. .
EDITAI
A
junta
dos
repartidores
das
contribuições
industrial
e
de
rendas
de casas
sumptnaria,
do
concelho
de
Braga,
etc.
Fazem
saber,
que
acabam
de
ser
de
cididas
as
reclamações
sobre
objecto
das
mesmas
contribuições
relativas
ao
anno
(indo
e
se
acham
patentes
na
salla
das
sessões
as
suas
decisões,
para
quem
as
quizer examinar
e
d
’
ellas
recorrer
para
o
conselho
de
districlo
desde
o
dia
5
a
9
do
corrente
mez
para
o
que
se
entrega
rão
aos
interessados
as
reclamações inde
feridas.
Para
constar
se
passou
o
presente
e
outros
para
serem
affixados
nos
lega
res
do
costume.
Braga
3
de
março
de
1877.
O
Presidente
da
Junta,
(142)
José
Joaquim d
’Araújo
Correia.
SEi
COMPETIDORES
SEDAS PRETAS, BOAS E
BARATAS
Almeida
& Pereira
acabam
de
receber
directamente
um
grande e
variado
sortido
de
gla
cés,
failles, brilhantinas
e
gor-
gorões,
que
vendem
menos
20
p.
c.
que
qualquer
outra
casa;
porisso
lembra
aos chefes
de
familia
para
que
aproveitem a
occasião.
(146)
DECLARAÇÃO
Antonio
Germano
Ferreirinha,
proprie
tário
da
Fundição
do
Minho,
estabelecida
n
’esta
cidade,
declara
que,
a
contar
do
dia
3
do
corrente,
despediu
da
sua
fa
brica
o
contra-mestre
e
encarregado
da
mesma,
por
lhe não
convir.
O que
faz
publico
para
todos
os
eífeilos.
ATTOÇM)
CHAPELARIA
BRACARENSE
DE
Rua
do
Souto
n.°
44.
Acaba
de
receber um
variado sortimen
to
de
chapeos
de
seda
e feltro,
dos
mais
modernos,
directamente
da
casa
dos
snrs.
Màia
e
Silva,
Filho
'&
Gonçalves,
assim
co
mo
de
todas
as
melhores
fabricas
do paiz.
Participa
que
lem
em
sua casa
um
grande
sortimento
de
chapeos
da
nova
fabrica
de
Henrique Sé Felgueiras,
os
quaes
vende
pelo preço
da
fabrica,
por
ser
o
unico
consummidor.
Os preços
são
mais
baratos do que em
qualquer
outro
estabelecimento,
tanto
por
junto
como
a
retalho.
(1
V~)
Ma
Pjfga
Nova,
R?
vuide-so
çmt
boa
caixa,
de
madeira
e
folha,
que
leva
100
almudes
d
’
azeite.
(141)
COMPANHIA GERAL BRA
CARENSE
O
dividendo
de 15250 reis
por
acção,
relativo
ao
anno findo, começa
a pagar-
se
no
dia
26
do
corrente, e conlinúa
era
todos
os
dias
não
sanctificados,
no
escri-
ptorio
da
Companhia,
campo
de
D.
Luiz
l.°,
desde
as 10
horas
da
manhã
á
1
da
tarde.
Fora
d
’
estas
horas
não
se fazem
pa
gamentos.
Braga)
15
de fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
José
Ferreira
de
Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira..Veiga.
Na
Caixa Economica Penhorista,
rua
Nova,
no
,dia
3
do
corrente,
haverá
leilão,
e
em todas
as
terças-feiras
e
domingos.
Consta
de roupas
brancas
e
de
côr,
no
vas
e
usadas,
de
homem
e de
mulher,
objectos
d
’
ouro
e
prata,
relogios
de
prata
e
ouro,
rewolvers,
e
muitos
outros
obje
ctos
que
tudo
se
venderá logo
que
obte
nha
dois
lanços.
Toda
a pessoa
que
na
mesma
tiver
objectos
empenhados
que
deva
3
mezes
de
juros,
é
avisada
que
serão
considera
dos abandonados,
e
porisso
vendidos por
todo
o
dinheiro.
Também
se
vendem
objectos
fóra
do
leilão.
O
gerente,
A.
G
Ferreirinha.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4 moradas
de
casas
com
quinta!
e
agua,
siias
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.°
76, 77, 85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.° 1.
(65)
Venda
de casa
Vende-se
a casa
da
rua
do
An
jo
n.° 11
;
para
tractar
na
mes
ma,
desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas da
tarde.
i64)
Arrematação
No
dia
4
do proximo
mez
de
março
pelas
9
horas
da
manhã,
terá
logar
no
hospital
da
real
irmandade
de
Santa
Cruz
a
arrematação
d
’alguma roupa,
e
de va
rios objectos
que
estarão
presentes
no
acto
d
praça.
CASA
PARA ARRE
Allugà-se
até ao proximo
S. Mi
guel
uma
morada
de ca/as. sita
na
rua
do
Anjo n.°
24.
Trai
’
se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa, e
no
esçriptorio d’
esta
redacção.
COLLEGIO
INGLEZ
• DO
Sagrado Coração de Maria Virgem
Immaculada
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que as famílias e
clero
mais dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se
teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi
internas e exter
nas sob
a direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S. Miguel-o-Anjo, onde
morou
oex."10
snr. Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry.
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes, ao
Rev.0
João
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua Nova.
(17)
MUITA ATTENÇÂO
Deposito
«íe
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis tanto
peia qualidade
das farinhas, per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo seu
baixo
preço em relação
a
qualidades.
17-
E.UA
DE
S.
VICEKZE-17
BRAGA
wims
ã
400
B3LS-.
MA.CHINAS LEGITIMAS
DA
Preços
porque
são vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(63)
FLUIDE
IATIF
DE
JONES
Por
suas propriedade»
benefica», goza
este
pro-
ducto de
alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
ria
a
pelle, allivia
as irrilaçõe» causadas pelas mu
dança. de
clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradáveis
do
vento
ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples
applicaçto faz desapparecer as
ra
chaduras
das mSos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito digno
de
ser
recommandado ô
Sabão
latif,
que
possue
todas as
propriedades suavlzan-
tes
doFluide,eumaroma
delicadíssimo.Preço 500 r*.
23, Boulevart
des Capucines,
Paris,
De
Fronte
da entrada do
Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa,
snr.
Barreto, Lorêto n.°
28—
30
(26
•)
Os
únicos fabricantes de machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas em
Portugal
para fornecer
directamente
ao
publico
e as
que
obtiveram maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
1 1
GRANDES FACILIDADES DE PAGAMENTOS ! I
Para adquirir as
melhores
machinas conhecidas
UM ANNO
DE PRASO
Sena
augmento algum noa
preçoa, ou dez por cento de abatimento
por
prompto pagamento
EA'SI
XO
GRÁTIS EM CASA RO COMPRADOR
PEÇAM CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com listas
de preços e as condições de vendas a prasos
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
2.° AVISO
Francisco
Xavier
Peixoto,
roga
a
toda$
as
pessoas
que
com elle
tem
contas,
o
fi.
vor
de
as
saldarem.
E
aos
prestamistas
que
tem
machinas
a
praso
o
obséquio
de
en
trarem
com
suas
prestações
atrazadas.
Especialmente
se
dirige
a
alguns
de
Braga,
aos
do
Pico, Vilia
Verde,
e
de
Vilia
Nova
de Famalicão
;
protestando
desde
já
fazer
judicialmente
valer
seus
direitos,
e antes pu.
blicar
seus
nomes
pela
imprensa,
a íim
de
precaver
as
pessoas
de
boa
fé
contra
aquel-
les
que
não
se
envergonham
de
faltar
ao
cumprimento
dos
contractos,
e
á
sua
pa
lavra
d'honra.
Braga
4
de
Março
de
1877.
(145)
F.
II.
Peixoto,
A
BELLA
PINGA
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to
André
n.°
20, encontra-se
um
variado
sortimento,
das principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de Val-de-Vez,
de
Basto
e do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por pipas
e
barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a
Cerqueira da
Silva
&
Gonçalves,
largo
da
Lapa
n.° 1
ou
com
Francisco
Manoel
Xavier, rua
dos
Chãos
n.°
25.
(148)
ALV1ÇABAS
Quem
achasse
uma
pulseira em
fórma
de
manilha, entremeada
entre
bocados li
sos
e
lavrados,
lendo
uma
cruz
tombada
pendurada
n’
um
bocado
de
cordão
fino,
sendo
a dita
pulseira
d
’ouro,
metida
em
uma
caixa
côr
de
palha íorrada
a
côr
de
rosa,
sendo
perdida
no
dia 4
do
corren
te,
a
queira
restituir
na
rua
do
Anjo,
n.
ft
12,
onde
receberá
alviçaras.
(151)
7
Vende-se
uma
morada
de casas
na
rua d®
Vicente,
com
o
n.°
ai-Jkaa
22
e
23. Trala-se
na
mesma
rua
n.°
69.
Póde
vêr-se
lodos
os
dias,
desde
o
meio
dia
ás
3
horas
da
tarde.
(138)
n
slà
misAi
LETRAS
INUTILISADAS
-SXSíi
—
FRBIOSzl.-
3
3
TF
COMPANHIA LLOYD
!)E BREMEN
NORDDEUTSCHER
LLOYD
HOHENZOLLERN
de
3100
ton.
SALIER.
.
.
.de 3100
ton.
HABSBURG
.
.de
3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de3100
ton.
Carreira
mensal
Trocam-se
na
Tabacaria Bracarense,
3?
—Rua
«la
Souto —9?
(140)
INJECÇÃO HYGIENICA
BALSAHKO
PROPH1T AT1CO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eíTicaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barthoíomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4449)
ESCOLA.
AMERICAN
Consnllorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
FILIAL
LM CAIXA
ECeVvMlCA
PENHORISTA.
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................AOOrOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo;
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito, cereaes,
roupas,
moveis, ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer
objeclo
do
valor
não
inferior
a
10b
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de as 9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A. G.
Ferreirinha.
Para
Pernambuco, Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando na carreira do Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de primeira
classe
e
750 de
terceira.
São
de
grande velocidade,
e
o serviço faz-se
com toda
a
regularidade,
pelo
que
lem
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas agencias.
Sendo
as passagens pagas no Porto ou
Has sub-agencins da pro
vineia,
o transporte do passageiro a UiBboa
pelo eaminho de ferro
è
por eonta da
Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seos
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Aos
passageiros de
terceira
classe é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
Os
creados
e
cosinbeiros
são
portuguezes.
A
bordo
de
cada
paquete ha um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitameiile
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamei
-
los
necessários. Quaesquer
informações
ou bilhetes de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Hawes
C.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
Porto
—
e
em
Braga
Ricardo
Ma-
Iheiro
Dias,
no largo
do
B<rão
de
S.
Martinbo
n.°
27.
(42)
TOMUMM IDAS
IM1LWB
VENDE-SE
0
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S.
Thiago,
com
seus jardins,—
quin-
taes, pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para
informações em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulberias,
Paris.
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
?en100B:t^A°
B
^or «scellente, agradavel ao
paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.duMarché-S«-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Ern
Lisboa,
Barreto,
Loreto 28; no
Porto Ferreira
8ç
Jrmào, Banharia, 77. H
AVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas que desejarem
obter
o diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei, Jersey.
(In
glaterra.)
(31 XS.)
«onauaaraKSFK:
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITANA—18'6.
Parte de Comércio do Minho (O)
