comerciominho_06021877_599.xml
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-
5.“
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCiAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO
599
Assigna-see
vende-se no escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
(daria
Dias
da Costa,
rua Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
w
dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte.==
As
assi-
gaaturas
são
pagas
udirmtadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
tranha
ao
pé
da
outra
ílôr,
que
lá es
tá
plantada
pela
mão
do
Senhor Deus
Sabeis
o que
aconteceu?
—
O
que?
—
A
tlôr
estranha
está
murcha...
está
morta,
disse
com
voz
trémula e
dolorosa
o
mancebo;
mas
deixou
para
sempre
na
minlfalma
o
germen
de
um tormento
hor
rível...
desesperado
!
Os olhos
e o
rosto do
Cândido
acen-
diam-se
de
novo:
a
velha começou
a
re-
ceiar
que
sobreviesse
algum
accidenle
mais
grave,
e
ia
fallar,
quando
o moço
pro
seguiu
com
voz
cada
vez
mais
repassada
de
dòr.
—
Plantei
em
um
vaso sagrado
uma
flôr
humana,
quiz
equiparar
um
sentimen
to,
que
me
veio
do
ceo
com
outro
que
achei
na
terra
:
o
resultado
é
este:
o vaso
foi profanado...
a
flôr
humana
feneceu...
um
remorso
é
o
que
me
resta
d’
ella.
—
Cândido
!
Quereis
dizer
que
não
me
tendes
comprehendido?...
eu
vos
explico
tudo
;
metade
d
a
culpa
pertence-vos
lambem
;
mas
mal
não
vos
quero
porisso.
Ouvi-
me.
A
velha
não
achou
uma
só
palavra
para
dizer
a
Cândido,
que
continuou a
fallar.
—
O amor dos
paes
vem do
ceo
:
é
um
sentimento
tão
grande,
tão
nobre,
tão
di
vino,
que
apesar
de
ser
natural
a
todos
os
homens; de
ás
vezes
achar-se
um
bom
filho
em
um
mao
cidadão;
o
Senhor
Deus
desceu
do
ceo,
misturou-se
com
os
ho
mens, e
quiz
que
esse
sentimento
fosse
d
’
elle
também,
fazendo-se
filho
de
uma
mulher.
O
amor
dos
paes
nos
anima,
nos
consola,
nos
exalta,
nos
aproxima
de Deus.
Oh!
eu
nunca
vi
meus
paes,
e
os
amei
P
reços
:
Braga,
anno
1^000
rs.
—Semestre
850
rs.^-Pw:
«•
cias,
anno
2^000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre"
ISO
rs.=Srasií,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forie
ou
8S090
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—Anaunctós
por
linha
20
rs.
,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/
0
d
’abatimen*c<
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
D.
JOÃO
CiliiYSOSTOMO
DE
A.MORIM
Pessoa, por
mercê
de
Deus,
ele»
Além (Testes melhoramenios
da
inslruc-
ção
e da
educação
do
Clero
n
’
este Nosso
Arcebispado,
Primaz
das
Hespanhas.
aiuda
lambem
resulta outro
proveito,
outra
van
tagem
da
diminuta
esmola que
cada
um
de
vós,
amados
Filhos
em
Jesus
Chrislo,
dá pela
Bulia
da
Santa
Cruzada.
Já
recebemos
do
cofre
central
da
mesma
Bulia,
além
da
quantia
de
reis
4:200$0U0,
destinada
para
subsidio
do
Nos
so
Seminário
a
importante
verba
de
reis
5.447$30t)
para
repartirmos por
64
egre-
jas
pobres
d
’
este
Nosso Arcebispado. Já
está
em
Nosso poder
este dinheiro
como
foi annunciado
pela
Semana Religiosa
Ura-
carense,
e
só
esperamos
que
os
revd.os
paroclios
das
egrejas
contempladas
Nos
enviem
as
actas
das
respectivas
Junclas
de
Parochia
para
procedermos
com
justiça
á
distribuição d’
este
subsidio,
e
da
qual
vos
faremos
scientes,
para que
lodos
possaes
saber,
que applicação
tiveram
as
esmolas,
que
tendes
dado
pela
Bulia
da
Santa
Cru
zada,
que
nunca
foi
tão
santa
como
agora
está
sendo.
E
para
que sejam
ainda
maiores
e
mais
apreciáveis
as
graças
concedidas pela Bulia
da
Santa
Cruzada
renovamos
no
presente
anno,
até
a
nova
publicação
da
Bulia,
a
concessão
de
todas
as
faculdades, que no
prelerilo
anno
de
1876
concedemos
aos
fieis
que
a
tomaram, dando
a
esmola ta
xada
segundo
sua
qualidade
e
rendimentos,
o
que
é
uma condição
indispensável
para
que
se
possam
lucrar
as
muitas
graças
e
indulgências
que
ella
concede,
e
os
fieis
possam
também
aproveitar-se
das
facul
dades
que
pela
Nossa
parte
lhes
damos.
Além
d
’
isto,
a
pedido
e
instancia
Nos
sa
foi
lambem
concedida
pelo
Exc.
m
°
e
Revl.,u0
Núncio
Apostolico
na
Còrtc
de
Lisboa
o
Indulto
da
comida
de
carne
no
tempo
da
quaresma
para
o
presente
anno
de
1877,
com
as
reslricções, que
contém
o
diploma
da
concessão,
e que,
para
melhor
inteliigencia
de
todos
os
fieis,
e
muito especialmente
dos
revd.
03
paroclios
e
confessores,
aqui
inserimos,
e
é
como
se
segue
...
«Auctoriso
V.
a
Ex
3
Rev.
ma
a
conce
der
no tempo
da
Santa
Quaresma
d
’
este
anno
de
1877
a
todos
os
fieis
d
’
arnbos
os
sexos da
Diocese de Braga
que
por
voto
es
pecial
não
estiverem
obrigados
a
maior
absti
nência,
o
uso
de
qualquer especie
de
carne
e
de
temperos
de
unto
e
gorduras
de
porco
debaixo
das
condicções
e reslricções
seguin
tes:—
l.
a
—
Que
fica
salva
a
Lei
do
Jejum
para
aqueítes
que são obrigados
a
guar-
dal-o.
—
2.
a
—
Quo d
’
esta
concessão se
exce-
ptuam
os dias
de
quarta
feira
de
cinza, as
vigílias
de
S.
José
e
da
Annunciação
da
Santíssima
Virgem Maria,
e
os
últimos
tres
dias
da
Semana
Santa,
nos
quaes não
se
po
derá
usar senão
de
comidas
rigorosamente
magras,
e
são lambem prohibidos
os tempe
ros
de
unto
e
manteiga
de
porco.
—
3.
a
—
Que
nos
tres
dias
das Têmporas,
e
nas
Sextas
feiras
e
Sabbados,
não
comprehen-
didos
nos
dias
acima
indicados,
é
prohi-
bido
o
uso
de
carnes,
mas
não
o
dos
tem
peros
de
gordura.—
4.
a
—
Que
em toda
a
quaresma,
sem
exceptuar
os
Domingos,
é
omninamente
vedada
a
promiscuidade
de
comidas
de
carne
e
peixe,
e
as
pessoas
obrigadas
ao
jejum,
não
poderão,
excepto
nos
Domingos,
usar
de
alimentos
de
carne,
senão
na
unica
comida
ou
refeição
prin
cipal, podendo
todavia
empregar
temperos
de
gorduras
na
pequena
refeição
ou
con
soada.
Será
porém
da
prudência
e
dis
cernimento
de
V.
Ex.
’
Rev.
ma conciliar
este
Indulto
com
o
da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
de modo
que se
evite
o
prejuízo
que
d
’
aqui
póde
resultar
á dita concessão
da
Santa
Cruzada,
da
qual
ainda
que
a
regularidade
pede
que esta
seja
separada,
não
deve
todavia ser
prejudicial
áquell
’ou-
tra,
por
isso
que
as
esmolas
da
dita
Bulia
são
applicadas
a
um
fim
tão
salutar,
como
é
o
estabelecimento
e conservação
dos
Se
minários
Ecclesiasticos.
«
— Em
atlenção
a
isto
eu
seria
de
pare
cer
que
este
Indulto
não
se
concedesse
senão
áquelies
que
tivessem
a
mesma
Bulia,
mas
V.
Ex.
a
Bev.
ula
fará
como
melhor
enten
der.
«Finalmenle
para
que
em
alguém
se
não
suscitem
falsas
persuasões,
corno
seria
que
tendo
a
Bulia
da
Santa
Cruzada,
e
a
licença
de
comer
carne,
se
póde
fazer
uso
de ovos,
laclictnios,
peixe
e carne
em
qualquer
tempo,
dia e refeição,
tomo
a
liberdade
de
pedir
a
V.
Ex.
a
Rev.ina
queira
lembrar
aos
seus
Diocesanos
as palavras
do
Summo
Pontífice
Bento
XIV
ao Arce
bispo
de
ComposteUa
a
saber
: qui
gralioso
Crucialie Diplomale
gaudent,
illizis leno-
rem
stricte
et
considerale
perpendant,
ex
ejusque
senlerdia
se
geranl. Caveanl
au-
lem
ne
inani
quapiam
excusalione sese
solu
tos
esse
arbitrentur
a
praescriptis
ibi
le-
gibus.
«E
por
quanto
V.
Ex.
a
Rev.
ma
pelas
'razões que no mesmo
oíficio
pondera, sup-
plica para
os
fieis
d
’essa
Diocese
a
facul
dade
de
nos
dias
de
jejum
e
abstinência
de
carnes
usarem
de
temperos
de
unto
e
gorduras
de
porco,
pela
mesma
Aucto-
ridade
Aposlolica
dou
a
V.
Ex.a Rev.ma
os poderes
necessários
para
que
possa
con
ceder-lhes
fazerem
uso
dos
ditos
tempe
ros
durante
um
anno,
que
começará
a
contar
do
dia
em
que esta
concessão
fôr
publicada,
devendo
porém
os
fieis,
que
d
’
elia
se
quizerem
utilizar,
estar
munidos
com
a Bulia
da
Santa
Cruzada.»
Não
lemos
necessidade
nem
direito
al
gum
de alterar
e
de interpretar
aullienli-
camenle
estas
reslricções
consignadas
na
concessão
do
Indulto
Apostolico;
mas
jul
gamos
conveniente
declara
*
,
que ellas não
importam
a
derogação
da
antiga
discipli
na
d’
esla
Archidtocese
consignada
nas suas
Constituições
Synodaes.
E
fazemos
esta
declaração
para
prevenir
quaesquer duvi
das,
que
possam
suscitar-se
sobre
matéria
tão
importaute
como
melindroza, nor.mo
d.z
respeito
ao
socego
e
tranquilidaíe das
consciências.
Aproxima-se,
amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
o
santo
tempo
da
quaresma,
esot
c.almente
destinado
para
cuidarmos
mais si
riamenle
do
importantíssimo
negocio
da
no»
sa
salvação
eterna,
e
todo
o
!10(nen
,
sincero
e
verdadeira
mente
christão,
e
oue
acredita na
divindade
da
Beligião
e
na
immortahdade
da
sua
alma,
não
deixará
de
tomar
a
Bulia
da
bania
Cruzada,
dando
a
es
mo a taxada
na
tabella,
que
vae
junta
com
esta
Nossa
Lxhortaçao
pastoral,
e
de
assegu
rar
por
esta
fôrma
e por
este
modo
facil,
que a
Egreja
tão
benignamente lhe
ofler®-
ce,
o
hm
prmcipal
para
que
fomos
creados,
que
é
a
Bem-aventurança eterna,
que
Nós
com
toda
a
effusão do
Nosso
coração
vos
desejamos.—
Em
nome
do
Padre,
do Filho
e
do
Espirito
Santo.
Amen.
Os
revd
paroclios
lerão
á
Estação
da
Missa
Conventual
esta
Nossa
Exhortação
Pastoral
aos
seus
freguezes
no
primeiro
Domingo
depois
da
sua
recepção,
e
expli
cando-lhe
o
que
sobre
ella
julgarem
ne
cessário
para
sua
melhor
inte
ligência
e
aproveitamento
espiritual.
Dada
e
passada
sob
Nosso
Signal
e
Sello
das
Nossas Armas
n
’
esta
cidade
de
Bra
ga,
aos 2
de
Janeiro
de
1877.
Logar
©
do
Sello.
João.
Arcebispo
de Braga.
BHAGA-TEKÇ.4-FEIRA
«
0ÍJ
FKVEIIEIKO
Aos
Portuguezes todos,
e em
particular
aos Hracarenses.
A
celebre
aUnità
Catholica»,
o
primei
ro
jornal catholico dTtalia e
o
mais
co
nhecido
na
Europa,
acaba
de
publicar
no
seu
n.°
de
2(J
de
janeiro,
debaixo
da
epígrafe
—
A
Roma
Lusitana,
a
Immaculada
6
FOLHETIM
1)11.
J.
M.
1)1!
MM.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
III
Cândido.
A velha
começou
a
chorar. Cândido,
que
passeiava
a
largos
passos
por
toda
a
extensão
de seu
quarto,
escutou
emfirn
um
soluço
da pobre
Irias;
correu
para ella,
e
achou-a sentada
em
seu
leito,
desfazen
do-se
em
lagrimas.
—
Vós
choraes?..
perguntou
elle;
que
querem
dizer
essas
lagrimas?... não
con
fessei já
que
vos
devia
tudo?...
—
Oh!
não!
não!
vós
não
me
deveis
nada,
respondeu
a
misera velha.
A
voz
de
Irias trazia
o
accento
de ta
manha
dôr,
que
abria o coração do
man
cebo
a
seus
naturaes
sentimentos:
esque
cendo
de
súbito os
tormentos
que
o
fa
ziam
desarrazoar,
cahiu aos
pés
da
velha,
e
de
joelhos,
abraçado
com
elles,
excla
mou
:
—
Perdão!
mil
vezes
perdão,
se
vos
oflendi
!
amaldiçoada
esteja
a
minha
al
ma,
fechadas
lhe
sejam
as
portas
do
ceo.
senhora,
se uma
só
vêz
concebeu
uma
só
ideia que
pudesse
ser
inspirada
pela
in
gratidão
a
vossos
benefícios.
Vós
tendes
sido
tudo
para mim
!
ahi n
’
esses
vossos
peitos
eu
bebi
o
lene
da
vida...
fostes
quem
ganhou
o
meu
primeiro sorriso
in
fantil
'
vós
ereis
pobre,
não
tinheis
senão
um
pão,
e me
déstes
metade d
’
esse pào !
e me
destes
vosso
coração todo
inteiro!.,
perdoae-me!
perdeae-me!..
que
hoje
de
pois
de
lanio
soífrer,
seria
demais
para
mim
a
convicção
de
ler
movido
vossas
la
grimas!
perdoae-me!
..
A
velha
e
o
moço
abraçaram-se aper-
tadamenle,
misturando
o pranto que der
ramavam
ambos.
As
lagrimas
pareceram
abrandar
um
pouco
a
excitação
de
Cândido:
elle
ficou,
durante
algum
tempo,
silencioso
e
pensa
tivo
diante
de
Irias,
que
não
pronunciava
uma
só
palavra,
medrosa
talvez
de
vêr
renovar-se
o desespero
de seu
filho
ado-
plivo.
Finalmente
foi
Cândido
quem
rompeu
o
silencio,
dizendo
tristemente:
—
Eu me
lembro
do
que
disse:
pedi
que
não
me
chamásseis
vosso
filho...
—Não
faltemos
mais
n
’
isso.
—
Ao
contrario,
devemos
fallar;
pois
eu
não quero deixar
em vosso cora
ção
a
mais
leve
duvida
a
respeito
de
meus
sentimentos
:
pedi
que
me
não
chamásseis
vosso
filho.,
foi um
desvario
produzido
por
minha
exaltação; eu vos
oífendi,
por
que
não
estava
em
mim
;
um
remorso,
que
me
tortura,
fez-me
delirar.
—
Um
remorso
!...
—
O
remorso
de
uma
grande
falta
que
eu
commetti,
e
da
qual
já
comecei
a
re-
Iceber
o
castigo.
—
Como?...
quando?...
perguntou Irias.
—Despertei
um
sentimento
sagrado...
quiz
cultivar
na
minlfalma
uma
flôr
es
com toda
a
força
de
minha
alma
:
quan
do
sube
que
no
mundo
só
me
restava
mi
nha
mãe,
concentrei lodos
os
raios
da
minha
faculdade
de
amar
n
’
essa
mulher,
que
eu
tenho ereado
na minha
imagina
ção
tão
bella
como
um anjo.
Oh
minha
mãe!.,
eu
não
tinha
pensamento
que
não
losse d
’ella;
todos
os meus
desejos,
to
dos
os
meus
sonhos
de
ventura
relacio
navam-se
com
ella
:
oh
!..
eu pensava ser,
mas não
era
desgraçado!
porqiie
no
meio,
de
meus
dissabores,
de minhas
tristes
vi
gílias,
de
meus
soffrimentos
e
de
minhas
privações,
a
imagem
de
minha
mãe me
apparecia
bella...
amante...
carinhosa;
e
contemplando
essa
imagem
eu
esquecia
todos
os
meus
infortúnios:
eu
era
pobre
no
mundo, mas
com o
meu coração
rico
d
’
este
amor,
eu
gozei
muitas
vezes deli
cias
indisiveis
; porque
quando
eu
me
en
golfava
em
bellas
fantasias
a
respeito
de
minha
mãe,
quando
me sentia
redobrar
de
amor
por
ella,
oh!...
parecia-me
vêr
lá
de
cima,
do ceo,
o
Senhor Deus,
sor
rindo
se
para
mim,
mandar
um
anjo
mur
murar-me
aos ouvidos
—
abençoado!...
—Abençoado!...
repeliu
a
velha
en
xugando
com
a
face
dorsal
da mão
duas
grossas
lagrimas
que
dos
olhos
lhe
caiam.
—
Não
é
verdade
que
eu
devia
con
tentar-me
com
esta suprema
felicidade
que
gozava
;
felicidade
que não
ha
ouro
que
a
compre?...
—
Oh
! sim
!
sim
!...
—Pois
o
coração
do
homem
é
nma
fonte
de
insaciável
ambição
;
o
homem
é
tão
ambicioso
de
riquezas,
de honras,
e
de
empregos
como
de
a
(feições:
eu
perdia-
me,
porque
sou
como
todos
os
outros.
—
Como?
que
queres
tu
dizer?...
(Ctnlinua)
primeiras
que
consagrou
um
templo
á
Mãe
de
Deus
;
que
a
fé
na
sua
Conceição
Immaculada
tinha
declarado
em
todos
os
seus
Synodos, e
principalmente
no
de
1637,
em
que
solemnemente
a
proclamou
e
jurou;
Braga,
que
outr
’
ora
levava
o
facho
da
fé
adiante
de
todos
os
fieis,
quiz
dar
ao mundo
um
exemplo
maravilhoso
de
ra
ra
piedade,
louvando
a
Virgem
Immacu-
lada
com
um
soberbo
monumento e
com
um
novo
e
magnifico
templo.
Tão
santo e sublime pensamento não
podia
deixar
d
’
encontrar
em todos
os
co
rações
um
écco
nobilíssimo,
e
em
14
de
julho
de
1863,
anniversario
daquel
le dia
em que
em
1637
o
concilio
bracarense
proclamou a
doutrina
da
Im-
maculada
Conceição,
lançava-se
a
primei
ra
pedra
d
’
aquelle
bello monumento,
que
agora
surge
nas
alturas
do
pittoresco
monte
Sameiro,
a
pouca
distancia
de
Bra
ga
;
e
sobre
este
mesmo
monte,
<mde
cor
rem
os
peregrinos
a
venerar
a
SS.
Vir
gem,
está-se
agora
edificando
a nova
egre
ja
a
Ella
dedicada,
e
que
servirá
ao
mes
mo
tempo
para
perpetuar
a
memória
do
S.
Concilio
Vaticano.
Mas
do
nome
augusto
de
Maria
não
póde
de
modo algum
separar-se
o do
seu
glorificador
Pio IX,
e
os
devotos
d’
Aqtiel-
la
são sempre
d
’
este amantes
cordialíssi
mos.
E
na
verdade não
é
possivel
ex
primir
quanto
seja
amado
o
Nono
Pio
«'aquella
Braga
onde
Maria
é
tão
singu-
larmente venerada.
Oh
1
o
amor
da
Roma
portugueza
ao
grande
Ponliííce
sómente
poderá
achar
similhante na
Roma
papal,
e
podemos
aílirmar
que nenhuma
cidade
tem
feito
em
honra
de
Pio
IX
demonstra
ções
d
’amur
como
Braga:
as
festas que
annualmente
alli
se
fazem
em
honra
do
Papa
só
com
as
de
Roma em
12 d
’
abril
podem comparar-se,
festas
mais
que
po
pulares,
festas
de
caracter
nacional.
Não
queremos
já
fallar das magnificas
solem-
nidades
feitas
cada
anno
pela
juventude
escbolastica
em
13
de maio:
as
de
17
de
junho são
d
’
uma
pompa,
d’
um esplen
dor,
d
’uma
magnificência
incomparáveis.
Todos
os
jornaes
nos
dão
a
descnpção
das
grandes
demonstrações
de
jubilo,
das
estupendas
illuminações,
da
pompa
do
Te-Deum
que
se
celebra
na cathedral
com
a
assistência
de
todas
as
auctoridades
ec-
clesiasticas,
civis,
judiciaes
e
militares,
da
camara
municipal,
de todos os
colle-
gios
e
corporações
e
até
das
tropas
em
uniforme
de
gala.
Mas
é
hem
que
se
note
quando tive
ram
principio
estas
bellas
demonstrações
religiosas,
pois
que a
primeira
vez
que
se
fizeram
foi
em
17
de
junho
de
1863,
tres
dias
exactamente
depois
da
inaugu
ração
do
Monumento
da Conceição
Imina-
culada;
e nós
possuímos
dois
opusculos
que
narram
um
a
ceremonia
de
14
de
junho
de
1863
e
o
outro as
brilhantís
simas
festas
de 17 do
mesmo.
Oh
não
ha
duvida
que
não
póde
glorificar-se
Ma
ria sem
honrar
o
immortal
Pio IX
!
Honra
e
gloria aos bons
catholicos
hracarenses
tão
devotos
da
SS.
Virgem
e tão
aman
tes
de
Pio
IX
!
O
mundo
inteiro
applau-
dirá
o
preclaro
exemplo,
e
lodos
os
bons
bemdirão
o
Senhor,
que
no
meio
da cruel
lucta
ua
impiedade
contra a Egreja con
serva
estas cidades
munidas,
estas
praças
fortes
que
não
se
rendem
á
potência
do
mal;
que no
meio
d
’
esta
escravidão
ba-
bylonica
em
que
geme
o seu povo
con
serva
estes
logares
privilegiados pela
sua
providencia onde
se
mantém
vivo
e
in-
tacio
o
fogo
sagrado.
Nova
prova
de
devoção
recebeu
ulti-
mamenle
o
S.
Padre,
d
’
esla
pia
cidade.
A commissão
promotora
do
templo
do
Sameiro,
devendo
collocar-se
brevemente
no
altar-mór
do
mesmo
a Imagem
de
Maria
Immaculada, quiz
que
esta
íosse
benzida
por
Pio IX,
e por
este motivo
mandou
fazel-a
em
Roma
afim
de que
o
pio
e
amoroso
desejo
podesse ser
mais
facilmente
satisfeito.
De
facto
no dia
22
de
dezembro, como
já
annunciamos
no
n.°
299 do
nosso
jornal,
foi
apresentada
ao
S.
Padre
a
bellissima
estatua,
a
qual
S.
Santidade
se
dignou
benzer enviando
ao mesmo tempo a
Bênção
Apostólica
aos
promotores
e
cooperadores
da
santa em-
preza.
A
Imagem
de
Maria
Immaculada
ben
zida
por
Pio
IX
!
Que
objeclo
de
profun
da
veneração!
Com
quanta
anciedade
se
espera
lá
n
’aquelle
extremo
occidente
da
Europa
esta
gemina
de
valor
inestimável!
Quem
póde imaginar
quaes
pompas
fes
tivas
se
preparam
para
a
chegada
d’
esta
santa
Imagem,
que
une
em
si
tres
ideias,
ou para melhor
dizer
tres
scintillas
de
enthusiasmo para
o
coração
d
’
aquelles
fer
vorosos
catholicos
—
Maria, Poma, Pio
Concetcãj
e
Pio
IX—una
longo
e
magnifico
artigo,
que,
cheios
de
satisfação
e
reco
nhecimento,
vamos
aqui
reproduzir,
tradu
zindo-o
como
melhor
podemos
da
bella lín
gua
italiana.
Ha
n
’elle
taes expressões
em
louvor
do
nosso
paiz
e
particularmente
da
nossa
augusta
Braga,
que
não
podemos
deixar
de sentir
um
santo
orgulho
e ver
dadeira
consolação
;
e
estamos
certos
que
lodos
os portuguezes
e
os hracarenses par-
ticularraente
o
lerão
com
summo prazer.
Sirvam
as
lisongeiras
expressões
do
ca-
tholico jornal estrangeiro
a
accender
ca
da
vez
mais
o nosso
fervor
religioso,
e
a
augmentar
a
nossa
devoção á
Immacu-
lada
Virgem, nossa
Padroeira,
e a
nossa
dedicação
á
cadeira
de
Pedro
e
ao
Vigário
de
Jesus
Christo.
Meditem
os
nossos
compatriotas,
que
como
outr
’
ora
foi
pela
religião
que
o
nosso
nome
foi
conhecido
entre
todos
os
povos
e
por
toda
a
parte
glorificado,
assim
ho
je
é
á religião
que
devemos
o
ser
no
meados
e
exaltados
por linguas extranhas.
E
’
a
proposito
da
pia
obra
do
monte
Sa
meiro
que
o
egregio periodico
italiano
escreveu
o
belhssimo
artigo
que
vamos
transcrever.
Agradecemos
pela
nossa
parle
á
«Uni-
tà
Catholica»
o
interesse
com
que
de
nós
se
occupou.
e
as
bellas
palavras
com
que
se
dignou
honrar-nos
; e
oxalá
que todos
os catholicos
portuguezes
se
mostrem
ca
da
vez
mais
dignos
d’
ellas.
Eis
o
magnifico
artigo
da
catholica
fo
lha
italiana
:
A
Bonw íiwsitnna, a Immnenladi»
ConeeiçKo
e iPio IX
E’
sobremodo
admiravel
e
consolador
este
hymno
de
amor
e
de
fé
que
não
cessou
ainda
de
resoar
em
todos
os
an
gulos
da
terra,
em
honra
de Maria
Imma-
culada
e
do
immortal
Pio
IX,
desde
que
este
grande
Pontífice
a
proclamou
immune
da
culpa original
Este
grande
aconteci
mento,
esperado
por
tantas
gerações,
era
por insondável
desígnio
da divina
miseri
córdia
reservado
aos
nossos
dias,
e
todos
os
filhos
da
Egreja
o
saúdam
como
o
sol
que
afugentará as
trevas
d
’
esta
nossa
mí
sera
edade,
como
iris
que
apparece,
pre
cursor
de
dias
mais
alegres
e
tranquillos,
no
meio
da
terrível
tempestade
que
por
toda
a
parle
vão
soprando
contra
a
Es
posa de
Christo as
fúrias
horríveis
do
in
ferno.
E
é
porisso
que não
cessam
nun
ca
os
hyranos
de
gloria
a
Maria
e
d
’
ap-
planso
ao
Summo
Pio
que
por
ella
me
receu
o
titulo
de Pontífice
da Immacu-
lada.
Mas
no
meio
d
’este
universal
enthu-
siasmo
não
podia
deixar
de
distinguir-se
aquella
catholica
península
que
o
Santo
Apostolo
Thiago
Maior
chamou
á
fé
de
Jesus,
e
que
hoje
vivifica
com
os
santos
eflbivios
das
suas cinzas
bemditas.
Nenhum
paiz
soube
jámais
superar o
incendido
af-
fecto
que
aquellas
duas
nações,
Portugal
e
Hispanha,
tem sempre
consagrado
a
Ma
ria,
o
zèlo
ardentíssimo
d
’
aquelles povos
pelas
suas
glorias,
e principalmenie a
sua
crença
viva
e
constante
na
sua
iinmacu-
lada
Conceição
E
d’
esles nobilíssimos
sentimentos
es
tá
agora
dando
a
mais
bella
prova
o
fide
líssimo
Portugal.
Objecto
de
viva
fé
entre
o
povo
porluguez,
era
já
desde
tempos
immemoraveis
o
dogma
da
Immaculada
Conceição
de
Maria,
e
esta
crença,
pro
fessada
já
pelo
fundador
da
Monarchia.
promovida
particularmente
em
1279
pela
Santa
Rainha
Isabel,
e
depois
por
outros
pios monarchas,
affectuosamente
cultiva
da
pela
casa
de
Bragança,
hoje
reinante,
torna-se
uma
gloria
nacional desde
que
em
1646
as
côrtes
de
Lisboa
e
o
grande
D.
João
IV
proclamavam
rainha
e padoeira
do
reino
a
Virgem
Immaculada.
Eis
aqui
por
que
os
catholicos
portuguezes
quizeram
deixar
aos
vindouros
ura
testimunho
so-
leinne
da
alegria
do
seu coração
em
vêr
confirmada
esta
sua pia
crença
pelo
infal-
livel
oráculo
do
Vaticano, e
a
iniciativa
d
’esla
obra
santíssima tomou-í
a antiga
e
religiosíssima
cidade
de
Braga,
a
Roma
Lusitana.
Esta
nobre
cidade,
tão
celebre
pelos
seus
numerosos
Santos
e
pelos
seus
Con
cílios,
illustre
nos
annaes
da Egreja
por
tantos
tilulos
e decorada com
tantos
monu
mentos
religiosos,
que
parece
distinguir
se
por
uma
particular
dignidade
tudo
quanto
mostra
nella
vigoroso
o
zêlo
da
religião,
como
se
exprimia
o
Santo
Padre
em
uma
sua
carta (1);
esta
piissima
cidade,
que
tem
por sua maior
gloria
o
ser
uma
das
(1)
Carta
de Pio
IX
ao
clero e
povo
de
Braga,
14
de
agosto
de
1867.
IX!
E
nós
temos
debaixo
dos
olhos
um
programma
da
grande
solemnidade
publi
cado
já desde
novembro
passado,
com
portaria
d’aquelle
illustre
arcebispo
o
snr.
D.
João
Chrysoslomo
d
’Amorim Pessoa
ha
pouco
exaltado
pelos
seus
raros
méri
tos
á dignidade de
Primaz
das
Hespanhas.
Oh
quão
feliz
principio
para
o
seu
pasto
ral
governo
—
glorificar
Maria
e honrar o
Summo
Pastor!
Que
ineílavel
delicia
não
terá
experimentado
o
piedoso
e
virtuosís
simo
prelado
em
poder
inaugarar
com tão
santo
auspicio
o
seu
oílicio
apostolico
!
Aquelle venerando
mitrado,
pelas
suas
virtudes e sabedoria
um
dos
mais
bellos
ornamentos
do
episcopado
calholico,
cheio
como
é
d
’ardentissimo
zelo
por
todas
as
boas
obras,
não
podia
deixar
de
ser
um
grande
e
especial
protector d
’
esta; e
de
votíssimo
como
é
de
Maria,
ferventememe
amante
do S. Padre
Pio
IX, não
podia
deixar
d
’exullar
tomando
importante
parte
nesta
manifestação
pura
e
totaluiente
reli
giosa, promovendo
esta
piissima
obra,
como
realmente
a
promove
e
protege de
um
modo
particular.
Gloria
ao oplimo
Pastor,
e
as
bênçãos
de
Deus e
a
prolecção
de
Maria
tornarão
prospero
e fecundo
o
seu
pastoral
gover
no,
e
o
farão
resplandecer
como
lucerna
ardens
et
lucens
sobre
aquelle solio
pri
maz
que
já
occuparam
tantos santos
e
decoraram
tantos
filhos
de reis,
que
deu
á
Egreja
um
Summo
Ponliíice e
á
palria
um
piedoso monarcha
o cardeal
rei
D.
Henrique.
E estas bênçãos
já
se
vão
fa
zendo
sentir
nas
bellas
obras
do
seu
zelo
apostolico,
nas
bellas
e
eflicazes
reformas
introduzidas
n
’
aquelle
seminário
que é
o
primeiro
do mundo,
as quaes
tendem
a
formar
um
clero
pio,
douto
e
zeloso, coisa
a mais
necessária
nos nossos
dias,
obra
grande
que
bastará
a
tornar
aquelle
egre
gio arcebispo,
digno
successor
do
venerá
vel
Barthoíomeu
dos
Martyres,
fundador
d
’aquelle
seminário,
gloria
de
toda
a
Egre
ja,
e
ao qual
se
attribue
entre
outras a
santa
iniciativa
do
decreto
Tridentino
so
bre
os
seminários
diocesanos.
(2)
Bemdigamos
o
Senhor,
que no
meio
de
tantas
amarguras
nos
manda
ainda
suavíssimos
confortos,
já
que
não
pequenas
consolações são
estas
de
contemplar
tão
bellos
exemplos
de
piedade,
tão
solemnes
testimuniios
de
adhesão
á
Cadeira
de
Pe
dro,
e
de
ardente
amor
ao
Vigário de
Jesus
Christo.
Honra
e louvor
aos
bons
catholicos
portuguezes
que
assim
sabem mostrar-se
dignos
filhos
d
’
aquelles
heroes
que
foram
a gloria
da
cavallaria christão,
d
’aquelles
vultos
immortaes
aos
quaes,
como diz
um
historiador
francez,
mais
ainda
do
que
Por
tugal
devem
reconhecimento
eterno
lodos
os povos,
todas as
gerações,
toda
a
hu
manidade
!
E
aos
piissimos
cidadãos
de
Braga
não
faremos
mais do que
repetir
aquellas
bel
las
palavras
que
já
lhes
dirigiu
o
S.
Padre
Pio
IX,
na
sua
veneranda
carta
de
29
de
março
de
1863,
isto
é,
que
Deus
os
cu
bra
d'aquellas
bênçãos
promellidas
aos
seus
servos fieis, que
os suscite
a
si
como um
povo
sa
nlo,
e
de
tal
modo
os
faça
abun
dar
em
todos
os
bens,
que
possa
todo
o
mundo
ver
que
s<bre
elles tem
sido invo
cado
o
nome do
Senhor.
Imprudeneia,
ineonvenienei»)
inopportunidatle.
N’
este
século
corrupto,
allucinados,
ape
sar
de
campear
de século
das luzes,
de
filosofia
e
illustração,
quantas
verdades
es
quecidas
!
quantas
sofismadas
!
E
para
de
fender
a
verdade
é
necessário
ler
ener
gia
para
arrostar
com
as
mofa,
e
sarcas
mos
de
certas
opiniões
arraigadas
na
so
ciedade.
Ha entre
os
catholicos
homens
timidos
que,
sentindo
a
verdade,
receiam
expol-a
claramente
por uma
mal
entendida
pru
dência, e
assim
deixam
triunfar
o
erro.
Ouçamos
o
que
diz
o profundo
con
de de
Maistre, esse
genio
profético, esse
coração
leal
e
christão,
cuja
franqueza
ater
rava
os
timidos
do
seu
tempo:
«Eu
tenho
sobre
o
artigo
da
prudên
cia
ideias
particulares
(boas
ou
más)
que
me
teem
sempre
dirigido.
Tenho
visto,
na
minha
vida,
mais
negocios
perdidos
pela moderação
do que
pela
imprudência.
Contemplo
sobre
o
grande
theatre
do
mun
do
ou
sobre
o
theatro
da
socidade,
es
ses
grandes
heroes
da
dissimulação:
etn
verdade
aíTirmo
que não
quereria
seus
successos,
e
menos
sua
moralidade. Eu fa-
(2)
Ghilard,
Episcopus
Mouregalen.,
Vila
Ven.
Barlholom.
de Marlyribus.
ço
consistir
a
prudência
ou
minha
pru
dência
bem
menos
na
arte
de occultar
seus pensamentos
qne
na
de
abrir
seu
coração,
de
modo
a não
deixar
algum
sentimento
que
possa
perder
pela
sua
ma
nifestação.»
Nós
pensamos
da mesma
sorte.
Mas
haja
embora
prudência
em
apresentar
e
sustentar
qualquer
doutrina,
essa
prudên
cia
deve
ser
dirigida
pelos
diclarr.es
da
recta
rarão,
nunca
transigindo
com
o
er
ro,
por
mais seductor
que
seja,
nunca
sa
crificando
a
verdade
que
sempre
conserva
os
seus
direitos.
O grande S.
Francisco
de Sales,
esse
modelo
completo
de
doçura
christã, dizia:
«Deus
abençôe
a
prudência
humana;
ella
nos
tem
feito
mal.»
Se,
como
diz
a
Escriptura
Sagrada,
ha
tempo
decallare
tempo
de
fallar,
lam
bem
o
Apostolo
S.
Paulo
manda
arguir
e
reprehender
opportunae
inopportunamen-
te,
com
.toda
a
pacienca
e
doutrina.
E
’
o que a
Egreja tem
feito
em
lodos
os
tempos
ensinando as verdades
do
Evan
gelho,
embora
ellas
desagradem
ás
pai
xões
humanas,
ainda
que
algumas
vezes
causem
confliclos
com
os
poderes
da
terra,
de que
a
Egreja não
é
culpada.
A
Egreja,
divinamente
inspirada,
tem
por
missão
ensinar
todas
as
nações,
con-
demnando
os
erros
que
pullalam
na
so
ciedade, e
que
offendem o
dogma,
a
mo
ral
e
a disciplina.
A
Egreja falia
sempre
opportuna
e
convenientemente,
porque
é
dirigida
pelo
Espirito
Santo.
Quando,
pois,
aos
seus
decretos
e
decisões dogmáticas
e
moraes
se
inflige a
nota
de
inopportunas
e
incon
venientes,
é
uma
grave
injuria
que se lhe
faz,
e
as
mais
das
vezes é
o
espirito
do
erro
que domina.
Confirmamos
esta
doutrina
com
a
pa
lavra
de
Pio
IX
no
Breve
dirigido,
em
1
1
de
dezembro
passado,
ao
padre
Paulo
Vernhet,
direclor
do
jornal
de Rodez
»Le
Peuple».
Merece
ser
citado
este
notável
docu
mento
pontifício, não
só
por
ser
moderno,
mas
pela
doutrina
que
contém.
Diz
assim:
«Quanto
mais
os erros
se
espalham
e
seus
effeitos
desastrosos
se
propagam
ao
longe,
tanto
mais,
querido
filho,
vimos
com
prazer
levantar-se
novos
defensores
da
verdade
que
se
oppõetn
ao
progresso
d’
este
duplo
ílagello,
sem
se
importar
com
o
seu
proprio
socego
e
proprios inte
resses».
Notem-se
as
palavras
do
Santo
Padre.
O defensor
da
verdade
catholica não olha
ao
proprio
interesse,
porque
só
deve
ter
em
vista
o
bem
geral
da sociedade,
a
ne
cessidade
espiritual
do proximo,
a
salva
ção
das
almas.
Revistam-se,
pois
de
co
ragem
e
de
abnegação
todos
os
catholi
cos
que
se
presam
d
’
este
glorioso
nome.
Continúa
o
Pontífice:
«Quando
Nós
mesmo,
para inslrucção
de
toda
a
Egreja, temos
proscriplo
os
principaes
erros
que transtornam,
em
nos
sos
dias,
toda
a
socidade
humana, não
o
temos,
na
verdade
feito,
para
que
a
Inz
se
conservasse
escondida
debaixo
do
al
queire,
mas
para
que
illuminasse
todos
aquelles
que
estão
na
casa.»
Refere-se
o
Santo
Padre
ao Syllabus
que
publicou
em
8
de
dezembro
de 1864,
ornamente
coma
Encyclica
Quanta
cura,
documento
notável
em
que
foram
condem-
nados
os
principaes
erros
modernos
espe
cialmente
os
do
liberalismo
e
da
revolu
ção.
O
Sydabus
é
a
bandeira
dos calho-
icos
em
nossos
dias,
e
Sua Santidade
lou
va
os
que
se teem
occupado
de
o
expli
car
aos
fieis,
como
continua dizendo
ao
Padre
Vernhet.
<E
’
por
isso
que não
podemos
deixar
de
vos
approvar
por
terdes emprehendido
defender e
explicar
as
decisões
do
nosso
Syllabus,
sobretudo
aquellas
que
condem-
nam o
liberalismo
chamado
calholico,
o
qual
contando
um
grande
numero
de
ad-
icrentes
entre
os
homens
honestos,
e
pa
recendo desviar-se
menos
da
verdade,
é
mais
perigoso
para
os outros,
engana mais
facilmente
aquelles
que
não
estão
em
guarda
contra
elle,
e,
destruindo
insensi
velmente
e
por
um
modo
occullo
a
união
dos
espíritos,
diminue
as
forças
dos
ca-
tholicos
e
augmenta
as
dos
inimigos».
Veja-se
como
o
Santo
Padre
é
sem
pre uniforme
nos
seus
Breves
em
que
condemna o
liberalismo
calholico.
Em
to
dos
declara
que
é mais perigoso
que
o
liberalismo claramente
impio. Seguido
por
alguns
homens honestos,
que
se
dizem
ca-
tholicos
e
que
até
pugnara
pelo
Catholi-
cismo,
não
deixa
de
ser
um
erro,
e
una
erro
muito
pernicioso.
Elle
é
a
peste
da
li
—
--------------------
'
sociedade,
contra
a
qual
clama
e
tem cla
mado
muitas
vezes
Pio
IX.
Ha
certos
catholicos
liberaes,
que
não
querem
ouvir
fallar
contra
o
liberalismo,
muito
menos
contra o
liberalismo
catho-
lico,
e
ainda
negam
a
sua
existência.
Muitos,
fazendo
profissão
de
receber
o
Syllabus,
julgam
isso
uma
imprudência,
uma
inconveniência,
uma
inopportunidade,
e
não
querem
que
se
falle sempre
em
Syllabus,
e
não
sabemos
que
mais.
Com
tudo
o Santo
Padre
louva
os
que
defen
dem
e
explicam
as
decisões
do
Syllabus,
sobretudo
as
que
condemnam
o
liberalismo
catholico.
Quem terá
razão?
Continúa
o
Breve.
«Muitos,
certamente
vos
accusarão
de
imprudência e
dirão
que
a
vossa empre
za
é
inopportuna;
mas,
porque
a
verdade
possa
desagradar
a
muitos
e
irritar
aquel-
les
que
se
obstinam
no
seu
erro, ella
não
deve
ser julgada
imprudente
e inopporlu-
na;
muito
mais,
é
necessário
crèr
que
ella
é
tanto
mais
prudente
e
mais oppor-
tuna
quanto
o
mal
que
ella
combate
é
mais
grave
e
esiá mais
espalhado.
Dou
tra
sorte
seria
necessário pretender
que
nada
é
mais
ioopportuno
que
a
promulga
ção
do
Evangelho,
que
teve
logar
quando
a
religião,
as
leis,
os
costumes
de todas
as
nações
lhe
faziam
uma
opposição
di-
recla».
Que dizem
a
isto
os
que accusam de
inconveniência
e
de
inopportunidade
a
ex
posição
franca
da
verdade
por
cansa
dos
melindres
da
situação?
Que
timidez
e
aca
nhamento
de
espirito
é
esse
que
impõe
o
silencio,
quando
é
necessário
fallar
e
fal
lar
claramente?
Certamente
esta
franqueza
vae
cansar
uma
lucta
com
os
inimigos
da
verdade;
esta
lucta
não
poderá
atlrahir
aos
calho-
licos
senão
reprehensões,
despresos.
ques
tões
odiosas. Muito embora assim
seja,
não
deve
callar-se
a
verdade.
«Aquelle,
diz
Pio
IX.
que
trouxe
a
verdade
para
a terra
não
predisse
outra
cousa
a
seus
discípulos
senão
que
elles
seriam
aborrecidos
por
causa
do
seu
no
me».
E
’
taclica
conhecida
de
certa
classe
de
pessoas
o
censurar
os
actos
da
Egreja
co
mo inconvenientes
e
inopportuuos,
afim,
dizem
elles, de
evitar
maiores
males.
A
assembleia
revolucionaria franceza
de
179!J
decretou
a
Constituição
civil
do
clero.
O
episcopado
e o
clero
geralmente
re
provou
essa
lei como contraria
ao
dogma,
á
disciplina,
aos cânones
e
ás
instituições
da
Egreja.
O
grande
Pio
VI
a
condemnou
por
dous Breves.
Não
obstante
isto,
al
guns
queriam
que se
acceitasse,
tendo
por
inconveniente
e
inopportuna
a
sua
condemnação.
Que
consciências
tão
flexí
veis
!
Publica
o
Santissimo
Padre
Pio
IX
o
Syllabus
em
1864.
Ficaram
aterrados
os
catholicos
liberaes,
e em logar
de
subscre
verem sinceramente
ao
acto
pontifício,
in
terpretaram-no
a
seu
modo,
attenuando
as
condemnações
que
n
’
elle
se
fulminam
contra as
liberdades
modernas,
e
alguns
o
alcunharam
de
inopporluno
e
inconve
niente.
Convoca-se
em
1869
o
Concilio
do
Va
ticano,
e
logo
se
começou
a
dizer
que
um
dos
pontos
definíveis era
a
infallibili-
dade
doutrinal
do
Summo
Pontífice. O
partido catholico
liberal,
que não só
o
manifeslamente
impio,
entrou
a
barafus
tar,
e
a gritar
que
tal
definição
era
in
conveniente
e
inopportuna. E
’
com
dôr
que vimos
alguns
Prelados illustres
asso
ciarem-se
a
esta
gente
incomprehensivel.
O
episcopado
brazileiro,
tendo
á
sua
frente
os
Bispos de Pernambuco
e do
Pa
rá,
arrosta
com
as
iras
da maçonaria,
tomando
medidas
energicas
contra
esta
seita
pestífera.
Imprudência,
inconveniên
cia,
inopportunidade,
clamam
certos
homens
meticulosos.
O
piedoso
Arcebispo
de Granada, á
frente
dos
peregrinos
hespanhoes, recitou
deanle
do
Santo
Padre
um
brilhante
dis
curso,
em
que
manifestou
a
sua adhesão
á
cadeira
de
S.
Pedro,
e
os
sentimentos
da
catholica
Hespanha
a
favor da
unida
de religiosa
e
do
poder
temporal
do
Papa
contra
a
revolução.
Ahi
veem
o
taes
dizendo
que
tal
dis
curso
foi
inconveniente
e
inopporluno
em
similhanle
logar
e
occasião.
Emprega-se
para
esta
censura
um
embroylio
de
pala
vras,
na
apparencia
doces e melodiosas,
mas
na realidade
offensivas
da
verdade.
Que
disse
o
Prelado granatense?
O
mesmo
que
em
outras
occasiões
teem
di
to
os
peregrinos
de
Roma.
O
mesmo
que
tem
proclamado
o
Santo
Padre
perante
o
-mundo
catholico.
O
Vigário
de
Jesus
Christo,
Mestre
infallivel
da
verdade, sempre
tem
protes
tado
contra
os
invasores
dos
Estados pon
tifícios,
nunca
deixou
de
pugnar
pelos
direitos
da
Egreja
conculcados
pelos po
deres
da
terra.
Para
não
desagradar
a
Victor
Manuel
e
ao
seu
governo
deveria
calar
se
um
Bispo
Catholico?
Pela nossa
parte
não
com
prebendemos
similhafite
melindre,
nem
a
inconveniência
e
inopportunidade
do discurso.
A
este
respeito repetiremos as
palavras
do
snr.
Bispo
de
Orleans,
fallando
da
En-
cyclica
Quanta
cura:
«Ha
quem
diga
que as
palavras
do
Pa
pa
(e
nós acrescentaremos, do
Arcebispo
de
Granada)
são
inopportunas.
Enganam-
se
na
qualificação.
Importunas
é
que que
rem
dizer.
Em
verdade
que
as
advertên
cias
e
as
exhortações
da
Egreja
são
im
portunas.
A
Egreja,
desde
S. Pedro
e
S.
Paulo,
esiá
encarregada
de
importunar
o
mundo
e
de
o
reprehender. Os
homens
assimilham-se
muitas
vezes
ás
creanças.
Enfadarn-os
as
reprenhensões,
porque
lhes
são
obstáculo. N’
isso
está
a
gloria
do
Christianismo.
Depois que
elle
appareceu
no
mundo,
o
mal
não
foi
vencido,
mas
tamhem
não
anda socegado; é-lhe
prohi-
bido reinar
em
paz».
Pela
nossa
parte
julgamos
conveniente
e
opportuno
o
discurso
d
>
Arcebispo
de
Granada
que
de
resto
fallou com
toda
a
moderação, mas
com
a
coragem
própria
d
’
um Prelado.
Pelo
contrario,
temos
com
impruden
te,
inconveniente
e
inopportuna
a
censu
ra
que
alguém
lhe fez,
além
de
ser
in
fundada
e
falsamente motivada.
Padre
João
Vieira
Neves
Castro da
Cruz.
GAZETILHA
Santa
rtiaria SIa«jfd!a5ena. —
Foi
hontem
de
tarde
condusida
procissional-
mente
para
a
capella
de
S
João
da
Pon
te,
a
devota
Imagem
de
Santa
Maria Ma-
gdalena,
que
linha sido
trasida
para
o
tem
plo
da
Misericórdia
para
implorar
do
Al
tíssimo a cessação do
mau
tempo.
Meagraça.—
Um
trabalhador
que
na
qnarta-feira
passada andava
a
podar
n
’
uma
propriedade
da
freguesia de
S.
Vi
ctor,
caiu
da
arvore
abaixo,
do
que
lhe-
resultou
a
morte.
Circo equestre. —
A
companhia
equestre
dos
snrs. Leandro
e
Saens
effe-
cluou
ante-hontem
a
sua
primeira
func-
ção na
cerca
dos
Congregados.
Foi tão
nu
merosa
a concorrência, que
algumas
horas
antes
de
começar
o espectaculo
já
não
havia
um
só bilhete.
BSomaria. —
Realisou-se
ante-hontem
a
romaria
de
S.
Braz
no
local
de
Santo
Adriâo,
nos
aros
da
cidade.
Concorreu
muito
povo,
reinando
sempre
a melhor
ordem.
«4migo
do
s
*
ov«».
—
Recebemos
os
dois
primeiros
n os
do
«Amigo
do
Povo»,
que
encetou
a
sua
publicação
nesta
ci
dade.
Que
a
sua vida
seja
longa,
é
o
que
desejamos ao
novo
collega.
Proeimsõo
de
Cinza. —
Far-se-ha
este
anno
a
imponente
procissão
de
Cin
za,
que,
como
é
sabido,
costuma
sair
do
templo
dos
Terceiros.
Sermiet de
Quareaina.
—
Em
to
dos
os domingos
da
próxima
Quaresma
haverá
sermões
no
templo
de
S.
Fran
cisco,
os
quaes
serão
prégados
pelo
co
nhecido e virtuoso
orador
o snr.
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Policia
correcional. —
No dia
3
entraram
em
policia
correcional
José
An
tonio
da
Cunha
Mirandelia,
da
rua
da
Co-
nega,
Agostinho
da
Silva Loureiro,
da
rua
de
Santo
Antonio,
e
Antonio
de
Carva
lho,
da
rua
do
Carvalhal,
os
quaes
em
a noite
de
2
de
janeiro
se
deram
ao
di
vertimento
de
fazer
grande
restolhada
á
porta
d
’uina
casa
da
rua
dos
Sapateiros,
disendo
que
iam
auctorisados
pelo
snr.
Alves,
empregado
da
policia,
afim
de da
rem
busca
á
mesma
casa.
A
audiência
prolongou-se
por
dois
dias,
em
rasão
do
grande
numero
de
testimunhas.
Os
dois primeiros
foram
condemnados
a
20
dias
de
prisão
e
o
ultimo
a
15
dias
e
custas.
Eleiçfto.—
Procedeu-se
no
dia
3
á
elei
ção
da
nova
Mesa,
que
tem
de
gerir
os
negocios
da
confraria
de Santo Amaro,
da
Sé
Primaz, no
corrente
anno.
Ficaram eleitos: juiz,
o
ex.
mo
snr.
João
d
’Abreu
Gomes
do
Couto; secretario,
o snr.
padre
José
Gonçalves
Vianna,
pre
feito
do
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro;
vedor,
o
snr.
Bernardo J.
Fernandes
Car
neiro;
mordomos,
os
snrs. Francisco
Al
ves
Veiga
e
José
Joaquim
da
Silva
Reis;
thesoureiro,
o
snr.
José Antonio dos San
tos
Coelho;
procurador,
o
snr.
José
Joa
quim
Vieira
da
Rocha.
W.
Senhora <la Luz.—
Festejou-se
ante-hontem,
no
templo
de
S.
Vicente,
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Luz.
Houve
de
manhã missa
a
instrumental
da
capel
la
da
Sé,
e
a tarde
sermão,
Te-Deum, e
procissão
em
volta
do
templo.
O
orador
foi
o
snr.
padre
Gaspar
Vi
ctor
de Sousa
e
Castro,
abbade
de
Saba-
riz,
que satisfez
plenamente.
—
Falleceu
ha
d
as em Espinho
o
pae
do
snr.
José
A.
Gomes
da
Silva,
acreditado
negociante desta
cidade,
e
do
rey.°
snr.
Felix
Maria
Gomes,
abbade
de
S. Miguel das
Caídas
de
Visella,
aos
quaes
damos
sinceros pesames
Cario»
««eivas.—
Chegou
ante-hon
tem a esta cidade
o
snr.
Carlos
Relvas,
distincto
photographo-amador.
S.
ex.
a
tenciona
photographar
vários
edifícios
e
paisagens
de
Braga
e
arredores,
que
destina
á
exposição
de
Paris.
Ptuneo Comoiercinl de «traga.
—
Reuniu-se
hontem
a
assembleia
geral
deste
Banco,
para
proceder
á
eleição
do
conselho
fiscal, que
ficou
composto
dos
seguintes
cavalheiros;
Dr. Antonio
Brandão
Pereira
com
87
votos.
Manoel
Antonio
de
Faria
Ribeiro
com
59
votos.
Manoel Joaquim Gomes
com
59
votos.
José
Joaquim
de
Almeida
Cartuxo
com
59 votos.
Bailes de
ntaaenrioi.
-Começaram
ante-hontem
os
bailes
de
mascaras
no
theatro
de
S.
Geraldo.
Foi
diminuta
a
concorrência.
Emigração.
—
Com
este
titulo
publi
ca
o
«Progresso»
a
seguinte
curiosa
es
tatística:
A
imprensa
tem-se
occupado
por
ve
zes
da
emigração
portugueza
para
a
Ame
rica
do
Sul.
Hoje
podemos
dar
alguns
esclareci
mentos
ácerca
dos
passageiros
saídos pa
ra o
Brazil,
Rio
da
Prata,
Peru
e
Chili
durante
o
anno
de
1876.
O
numero
de
passageiros
portuguezes
embarcados
em
Lisboa
durante aquelle
perio
do
foi
de
8:383.
No
anno
de
1876
tem
saido
13:103
in
divíduos.
A
classificação
dos
emigrantes
por ida
des
dá
o seguinte
resultado:
De
1
a
14
annos 1:444
varões, e
163
femeas.
De
14 a
22
annos 1.058
varões,
e
155
femeas.
De
mais
de
22
annos
7:576
varões,
e
807 femeas.
A
classificação
dos
emigrantes
conforme
os
pontos
de
destino
dá
o
seguinte
resul
tado:
Pará,
438
varões,
43
femeas.
Maranhão,
52 varões,
13
femeas.
Ceará,
1
varão.
Pernambuco,
231
varões,
52
femeas.
Bahia,
146
varões,
38
femeas.
Rio
de Janeiro,
6206
varões,
643
fe
meas.
Rio
Grande
do
Sul, 1
varão.
Santos,
461
varões, 9
femeas.
Monlevideu,
16
varões,
2
femeas.
Buenos
Ayres,
5
varões,
2
femeas.
Valparaiso,
19
varões, 5
femeas.
O
numero
total
de
passageiros
foi
de
7:581.
A
diferença
entre
este
numero
e
o
dos
passageiros
provém
de
que
ás
ve
zes
um passaporte
comprehende
mais
de
uma
pessoa.
Os
passaportes
foram
passados
nos
se
guintes governos
civis:
Angra
9
—
Aveiro
772
—
Beja
2
—Braga
1:002—
Bragança
11
—
Caslello
Branco
1
—
Coimbra
661
—
Faro
9
—
Funchal
2
—
Guarda
43
—
Horta
7
—
Lei
ria 82
—Lisboa
564
—
Ponta
Delgada
12
—
Porto
2:459
—
Santarém
9
—
Vianna
464—
Vilia
Real
750
—Vizeu
717.
Pela
secretaria
dos
negocios
estran
geiros
foram passados 5
passaportes.
O
numero
de
súbditos
estrangeiros
saí
dos
pela
barra
de
Lisboa
foi
de
1.477,
sendo
1:202 varões,
e
277
femeas. A clas
sificação
por
idades
dá
os
seguintes
re
sultados:
De
1
a
14 annos
2Í3-
varões,
e
43
fe
meas.
De
14
a
22
annos 217
varões,
e
61
femeas.
De mais
de
22
annos
177
varões,
e
173
femeas.
A
peste
bovina.—
Lê-se
no
«Reich-
sanzeiger»
(jornal
oflicial
do
império
alle-
mão)
de
21
do
corrente:
A peste
bovina,
que
parecia
tributar
um
certo
respeito
á
Allemanha,
declarou-
s
se
simultaneamente
ha
mezes
em
vários
domínios
dos
estados
prussianos.
A
seis
d
’
este
mez
foi
reconhecida
a
sua
pessoa em
Klutschau
e
Koltvasser
na
Silesia,
e
nos
dias
seguintes
em
Caroli-
neuhof
e
Grodioko,
na
mesma
região
A
11,
manifestou-se
em
Altona
e
logo
depois
em
Brieg.
Tomaram-se
immediatamente
as
mais
energicas medidas,
afim de
evitar
ou
re
primir
o
flagello,
em
todos
os
pontos
infesta
dos
ou
simplesmente
ameaçados.
Segundo
as
averiguações
que
já
Se
re
colheram,
a
funesta
apparição d
esta
en
fermidade
não
é
devida
senão
á
importação
de
gado
extrangeiro,
importação
que é
transgressora
das leis
terminantes
que
n
’
esse
sentido
impõem
os
codigos
do
im
pério.
Em consequência
d
’
isso,
vai
ser
refor-
çajo
o
cordão sanitario
da
fronteira.
j
O
«Post»
de
Berlim, que
reproduzia
esta
noticia
do
orgão
oflicial,
accrescenla
que
a
peste
acaba
de manifestar-se
lam
bem
n
’
aquella
cidade.
Aehado.—
Foram
achados
na
casa
da
Moeda
de
Pariz
100:090
francos
em
moe
das
de
cobre
de
um
cêntimo e
dois
cên
timos.
Testamento.
—
Falleceu
no
dia 4
do
passado
no
Rio
de
Janeiro, Bento
Jos
da
Cunha, natural
do
concelho
de
Courai,
Portugal,
filho
legitimo
de
José
Maria da
Cunha
e
Rosa
Maria
Barbosa,
residentes
em
Portugal.
Era
solteiro
e
não tinha
filhos,
sen
do,
portanto,
seus pais os
herdeiros
de
seus
bens.
Nomeou
testamenteiros
1.°
seu
irmão
Antonio
Joaquim
da
Cunha
e
2.°
Bento
da Cunha
a
cuja
vontade
deixou
o
seu
enlerro
e
os
suffragios
por
sua
alma.
Deixou
sua
roupa
e
todos
os
objectos
de
seu
uso
a
seu
irmão
Antonio
Joaquim
da Cunha.
Declarou
ter
no
Bpnco
do
Brazil,
em
deposito, l:432$950,
conforme
consta
da
cautela,
existente
em seu
poder;
ter
um
devedor
de
400$000
por
uma
letra
acei
ta
a
26
do
mez
findo
e
a
prazo de
tres
mezes.
Este
testamento
foi feito a
26
do
mez
findo.
Pura
que servem
os fratleo.—■
Sob
este
titulo
publicou no
«Apostolo»
o
illustratlo
e
magistral
conselheiro
Dr. Pe
dro
Autran
da
M.
Albuquerque
o
se
guinte:
Os Benedictinos
dispendem
aqui
na
corte,
com
a
instrucção primaria
e
se
cundaria
dos meninos
adolescentes
pobres»
vinte
contos
de
réis
por
anno.
Distribuem
todos
os mezjs
em
es
molas
a
quantia
de
dois
contos
e
quatro
centos mil
réis,
por
pessoas
e
familias
po
bres;
sendo
a menor
esmola
mil
réis,
e
d’
ahi
para
cima
até
cento
e
vinte
mil
réis.
Pagam
matricula
e
dão
mezada
a
al
guns
alumnos
da
escola
Politeclinica
efa
culdade
de
Medicina,
cujos
paes
são
^po
bres.
Admittem
á
sua
mesa
todos
os que
se
apresentam
no rcfeitorio
vestidos
de ha
bito
talar, sem
preceder
convite.
Depois
da
mesa
da communidade
ha
mais duas
successiyas,
onde
comem
os
pobres
envergonhados;
e
o que
sobeja
é
deslribuido
pelos
que
pedem
a porta
ria.
Pode-se
dizer
que
os
bens
dos
Bene
dictinos
são
também
dos
pbres.
Extiu-
eta
a
ordem?
o
que
será
d
’elles? Por
ce'to,
quando'
os
bens, que
o
a
perten
cem
aos
religiosos passarem
ás
mãos
d»
Estado,
não serão applicados
a
obras
de
misericórdia.
Não
obstante
o
bem
que
fazem aqu
no
Império
os
Benedictinos,
e
por
toda
parte
todas
os Religiosos,
dizem
os
ini
migos do
catholicismo
que
os
frades
pa
ra
nada
prestam.
Catam
os
actos
repre-
hensiveis de um
ou
outro
religioso,
que
não
se
derivam da regra, nem tão
pouco
do
máo exemplo
e
más
doutrinas da
cor
poração,
para
os
publicarem,
e
tisnarem
a
reputação
não só
da
Ordem
religiosa
a
que
pertence
o
indivíduo,
senão
de
to
das,
não
tendo
esses
censores
olho
em
si,
pois
praticam
o
mesmo
que
reprovam
no
religioso,
senão
peior
e
com
escandalo.
Digam
pois
o
que
quizerem
contra
os
frades;
porque
tenho
para
mim
que
no
Brazil
e
em ioda
a
parte
foram,
ainda
são,
e
serão
muito
uteis.
Se
necessitam
de
reforma,
ahi
está"
a
Santa Sé para
fa-
zel-a;
mas
acabarem
com
as
ordens
reli
giosas,
donde
se
colhe
tanto
proveito
não
só
espiritual,
mas
lambem
temporal,
&
erro,
e
uma
violência
ás
vocações
e
liber
dades
individuaes.
E’
horroroso. —
Deu-se
ha pouco
em
Leu-Saint-Remy (Bélgica)
um
facto
es
pantoso.
Morrera
um
rapaz
de
vinte
annos;
sendo
reconhecida
olficialmente
a
morte,
curou-se
do
enterro.
•
Os
amigos
do
mancebo,
que
çram
nu
merosos,
compareceram
n
’esse
intuito,
e
acompanharam-no
em
longo e
tristíssimo
cortejo
á sua
derradeira
morada.
Alli
houve as resas do
estylo,
e em
seguida
o
coveiro
principiou
na sua
tare
fa.
Atirada
já
para dentro
meia
dusia
de
pazadas,
quando
se
ouvem
alguns gemidos
abafados
e
ao
mesmo
tempo
quatro
pan
cadas
seccas...
Allucinado
pelo
susto, o
pobre
covei
ro
deitou a
correr
para casa
do
cura,
a
quem
narrou
aíllictivamente
<>
acontecido;
o
sacerdote
imaginou
que
tinha
ante
si
um
doudo,
e
não
lhe
deu
credito.
No
entanto
voltou
com
elle
ao
cemiie-
lio,
e
dando
ordem
para
se
desenterrar
o
esquife,
arrancaram-lhe
de
um repellão
a
tampa.
Viu-se então
que
o
desgraçado
rapaz
fisera
com
eífeito
esforços
inauditos para
sahir
do
caixão:
tinha
a
pupilla
dilatada,
as
feições
descompostas,
a
mão
direita
cerrando
convulsivamenle punhado
de
ca
bellos, cuja
falta
se
conhecia
no
craneo,
e
as
maxillas
apertadas
uma
contra
a
ou
tra
por
entre
a
lingua,
estendida
para fó-
ra
e
toda
retalhada pelos
dentes.
O
infeliz
fôra
enterrado em
vida
n'um
periodo
lelhargico.
Despertou
no
momen
to
em
que
sobre
a
tampa
do
caixão
ca-
hiram
as
primeiras
pás
de
terra. Prodiga-
lisaram-se-lhe
lodos
os
cuidados,
mas
foi
debalde:
a
asphyxia havia-o
feito
succuin-
bir.
ÀfilADEClHEITOS
D.
Maria
José da
Natividade
Falcão
d’
Azevedo
Velho
da Fonseca,
e
seu
ma
rido
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arrisca
do,
summamente
penhorados
para
com
todas
as exm.
as
snr.
as
e
cavalheiros que
os
cumprimentaram
e
tomaram
parte
no
sentimento
profundo
que
soífreram
com
o
fallecimenlo
de seu sempre
querido
e
chorado
tio o
exm.°
snr.
conde
d’Azeve-
do,
veem
por
este
meio protestar
a
todos
o
mais
acendrado
reconhecimento,
è pedem
desculpa
de
não
o
fazerem
pessoalmenle.
(79)
ANNUNCIOS
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial
de
Villa
Real
Sociedade
aisonymn de responsa
bilidade limitada.
A
gerencia
annuncia
que
no dia
1.®
do
proximo fevereiro
começa
o
pagamen
to
do
dividendo
do
2.®
semestre
de
1876,
na
importância de
1^650
rs.
por
acção.
Em
Villa
Real,
na
sede
do
Banco.
No
Porto,
Braga
e
Viatma
em
casa
dos
respectivos
agentes.
Villa
Real,
28
de
janeiro
de
1877.
Os
Gerentes,
Joaquim,
José
d'Oliveira
Guimarães
(77)
Agostinho José
da
Costa.
MÁSCARAS BARATAS
Em easn de
João Baptista Ribeiro
Rua
Nova
de
Sousa,
n.°
56
BRAGA
Encontra-se
um
grande
sortimento
de
mascaras
de
todas
as
qualidades,
e
preços
muito baratos,
bem como
Dominós,
e ou
tros
vestuários
proprios
do
Carnaval.
(78)
ALVIÇXRAS
Dão-se
a
quem
entregar
na
rua
dç
Souto
n.°
16,
um
cabeção
de
uma
capa
de
pano preto,
que
se
perdeu
desde
a
mesma
rua
até
á Praça
Municipal.
(74)
~
A JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|
0
livres,
sobre
bypotheca.
(4481)
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris (Unico proprietário')
.
...............
. ................. ...
III ....... ...
DK
I
higados
rmcosrWTfWS
Dl!
ha
k
K
v
à 03 is».
fc
I
BACALAO de
™ ™
Á
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra :
as enfermidades do peito, afleiçucs escrofu
losas,
tosses
ehronicas, rlaeumatismos,
magreza crianças, das impigenies, JrS
fluxos
brancos, debilidade geral, etc.,etc. 3 HOCTQ ç
Agradavelefacil
de
tomar.—
Desconfiar das
falsificações.
3
c
Exigir-se-ha a marca da
Fabrica
juntó que encobro
jp
a
capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e Cia, que devera achar-se
sobre o rotulo.
Depositos
nas
principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas casas de B
abreto
,
rua
do
Coreto,
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
Porto,
nas
-casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
_____
______________________
OLEO
Já
proveniente
de
algum defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de Mad.
Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thahor.
porto
Tolherias, Pa>is.
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
mendado pelos
melhores
médicos; tendo
nm sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du
Marché-S'-Honoré. Preços
540 e
810 reis. Em
,.1,boa,
Barreto, Loiel,.
Xo; no
Poflo Ferreit»
Irmào,
banharia, 77.
("38^
D0HMS
MS
MLIIEMES
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen) por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira, das
enfermidades
das mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os meios
decora
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e infalliveis.
são
o
resultado
de
assiduos
estudos
e observações
pra
ticas.
Cônsul
ações
das
3
ás 5
—Rue Monlbebor,
27.
perto
Tolherias,
Paris.
(40:|:)
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
los,
fazendo as vezes
de fogo e não deixando
vestígios
do seu emprego M
ichel
, pharmv-
ceutico
em
Aíx (na Provença) França. —
Preço 1,000
reis.—Em
l.ob ...
.. Mir-
Barrei...
I.< reto, n » 28 -30. f25 )
FLUIDE
IATIF
»
E
JONES
Por
«nas propriedades beneftcae, goza este
pro-
ducto de
alta e merecida
reputaçSo. Suaviza
e
ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas
mu-
dançae
de
clima, pelos banhos do mar, impressSes
desagradareis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçso faz
desapparecer as ra
chaduras das
mHos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó
Sabão
latif,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide.eumaromadelicadissimo.PreçoBOOr’
,
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De
Fronte da
entrada do Grand-Hotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas
Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos.
Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas,
etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto,
Lorêto
n.°
28
—30
(26
*
)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
’
moradas
de casas
com
quintal
e
agua, sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo n.®
76, 77,
85
e
86.
Tracla-se
no largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(65;
á
VISO
JMPORT
a
NTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem obter
o
diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey. (In-
glaterra.)
(31
-H-)
ALUGA'
SF
k.r
á,.
..
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
1
e saudaveis d
’
esla
cidade,
acha-se
p
ara
a
|
U
g
ar
Ufna
casa
a
té
ao
pró
ximo
S.
Miguel
;
e
bem assim, se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília e
piano
existente
na mesma
e
complelamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
casa Almeida
&
Pereira.
(24)
Vi
DES
DE BASTO
Em
mistura
de
castas
muito
ferieis
e
vigorosas,
próprias
para
a
produeçáo
do
alíamado
vinho
verde
de Baslo.
Preço
<ia
dú
zia
de
pés
3G0»
postos
na
Gamlarella.
Di
rigir
os pedidos
com
o
importe
em
vales
do
correio
a
A. Moniz
Coelho
da
Silva,
Casa
da
Veiga—
Celonco
de
Basto.
(73)
IR
íi
I
j
O
furjàes
Quem
pretender tomar
d
’
arrendamen-
to
o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde
dirigir-
se
n
’esta
cidade
á
rua
de
S. Geraldo,
u.°
17.
(44)
MADEIRA
DE
PINHO
Vende
se de
14
a 25
palmos
de
com
prido
e
de
vitola,
por junto
ou
a
retalho,
em
Guadelupe
n.°
3.
Tracla-se
com Bernardo
José
Pereira
Franqueira.
(76)
DOCE
Nos
baixos
do
Hotel Beal, na rua
de
S.
João
do.
Souto,
vende-se doce
tino
e
de
chá.
Satisfaz-se
com promptidão qualquer
enconmenda.
Preços
rasoaveis.
MISSA
DE REQUIEM
A
Direcção
do
Asylo d’infancia
desvali
da
de
D.
Pedro
V,
para
suffragar
a
alma
doseu
chorado
Presidente,
o
Exm.°
e Revm,°
Snr.
D.
José
Joaquim
(TAzevedó
e Moura,
Arcebispo
Primaz
da
Braga,
resolveu
man
dar
celebrar
uma
missa de
requiem.
que
terá
logar
na
egreja
do
convento
da.
Penha,
sabbado
10
do
corrente
ás
11
horas
da
manhã,
e
á
qual
assistirá
todo
o
pessoal
do
mesmo
asylo.
Braga,
Secretaria
do
Asylo 4
fevereiro
de
1877.
O secretario.
(83)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta comarca
e
cartorio
de
Moita,
a
requerimento
de
D.
Giomar
da
Costa
Pereira
de
Vilhena Cou-
tinho,
d
’
esta
cidade,
que
tendo
corrido
seus
devidos
termos
uma
acção
de
seperação
de
pessoa
e
bens
contra
seu
marido
Duar
te
'Guilherme
Ferreri
de Gusmão,
d
’
esta
mesma,
e
na qual
se
proferiu
a
sentença
final
do
lheor
seguinte
:
Homológo
a
decisão
do
conselho
de
familia
que
resolveu
a
separação
dos
côn
juges, e o
accordo
d
’estes, quanto aos
fi
lhos,
e
condemno o
reo
nas
custas.
An-
nuncie-se pela
forma determinada no art.®
1225
do
Cod.
Civil,
e
artigo 14
do
Regu
lamento
de
12
de
Março
de 1868
—
Inti-
me-se
—
Braga
31
de
Janeiro
de
1877
—
Joaquim d’
Almeida
Correia
Leal,
para.cum
primento
da
veneranda
sentença
e
da
Lei
citada, se faz
o
presente
annuncio.
(82)
Éditos de 1
dias
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
de
5
do
corrente
mez
de
Fevereiro,
a
convocar
os
parentes
até
ao
decimo
grau
dos
falle-
eidos
João Ferreira
da
Rocha
e multer
Maria
Rosa
da
Silva,
moradores
que
fo
ram
na
freguezia
de
Crespos,
da
mesma
comarca,
que se
julgarem
com
direito
á
herança
dos
ditos
fallecidos,
para
se habi
litarem
e
declararem
se
a
acceitam,
visto
que
os
filhos dos referidos fallecidos,
Fran
cisco
Ferreira
da
Rocha,
e
José
Ferreira
da
Rocha
da
sobredita
freguezia,
assignaram
termo
de repudio da
mesma
herança.
(84)
BANCO
DE
PORTUGAL
Faz-se
'publico
que
na
thesourario
do
Banco
do
Minbo
está
aberto
o
pagamento
do
dividendo do
Banco
de Portugal
rela
tivo ao
2.°
semestre
de
1876
na
rasão de
4
®/
0
ou 20
:
000 reis
por
titulo
de
5 acções.
Braga,
3
de
fevereiro
de
1877
Os
Gerentes
do Banco
do
Minho
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
(87)
ATTENÇÁO
No
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
mulua-se
dinheiro
ao
Juro
de
5
°/0
mediante
boa
hypotheca
e
fiadores.
(81)
Éditos
de
3ll dias
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
correm éditos
de
30
dias
a
contar de
5
do
corrente
mez
de
Fevereiro,
a
chamar
lodos
os
credores
incertos
e
legatários
des
conhecidos
do
casal
do
inventariado
Joa
quim
Pinto,
morador
que
foi
no
logar
da
Torrelha,
freguezia
da
Morreira,
da mes
ma
comarca,
para os
fins
designados
na
Lei.
(85)
Venda de. casa
Vende-se a
casa
da
rua
do
An-
j°
n-°
H
;
para
tractar
na
mes-
ma, desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Parte de Comércio do Minho (O)
