comerciominho_05051877_635.xml
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-
5.
ANNO 1877
FOLHA CONWERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO
635
Agna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Jottfaria
Pias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
««rígida
toda
a
correspondência franca
de
porte.=
As assi-
gpatas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias»
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
f
<O
A.- S5
ÂS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
“
“
Semestre
850
rs.^Provm-
cias,
anno
2<§*000
rs
e
sendo
duas
3^600 rs.
—
Semestre
1&050
rs.==5rasi/, anno
3&600
rs.■
“
•Semestre
l$>900
rs.
moeda
forte,
ou 8^000
reis
e
4$>500
reis
moeda
fraca.
—AnnunciGs
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
20
!
’
/
0
d
’
abaiimento.
BAGA—
SABBAUO 5
E3E
MAIO
Jinstrucção
secundaria.
Puicou
ha
tempos
o
«Diário
do
Go
verno»
um
decreto
que
reduzia
a
tres
unicasircumscripções,
com
séde
em
Lis
boa,
timbra
e
Porto, os
lyceus
onde
deverii
ser
feitos
os
exanus d
’unslruc-
ção
sondaria.
Es
lei
iniqua e absurda
foi recebida
com gal
reluctancia
pelo
paiz,
e
de
toda
a
pari se
levantaram
reclamações
justís
simas ontra
ella.
A
nprensa
foi
quasi
unanime
em
im
pugna
aquelle
decreto,
que
denega
a'
inslru.ão a
quem
não
seja
possessor opu-
lento.
Nzverdade,
nenhumas
razões
plausí
veis
í
poderiam
adduzir para cohouestar
o
proedimento
do
governo
referendando
o
deato
de
28
de
março
ultimo.
Gn-se
por
ahi
em
todas
as
entoa
ções
t
gamma
stentorica,
que
o
povo
precisade
instrucção
e
mais
instrucção,
e
centdicam-lhe
os
obstáculos
que
elle
tem
a
encer
para
adquiril-a
!
Dedidamente
são
incomprehensiveis
os
nosis
fazedores
de
leis.
Já io
fallando
das
que
tendem
a
re
formar i
ensino
secundário,
como
elles'
entendei,
as
restantes
seguem
o
mesmo
rastilho
—
o
cabos.
As
eclamações
do
paiz
contra
o
de
creto
d
28
de
março,
obtiveram
do
go
verno
ma
resposta
no seguinte decreto:
«Toiqndo
na
devida consideração o
que
me
epresentaram
os
prelados
das
dif-
ferenles
Jioceses
do
continente
do
reino,
algumascamaras
municipaes,
estudantes
e
vários
cladãos
ácerca
do
disposto
no
de
creto
de28
de
março
ultimo,
pelo qual
íoram
reuzidos
a
tres os
lyceus
oode
de
vem
ser
eitos
os
exames
finaes
de
instruc
ção
secudaria;
Attenendo
ás circumstascias
especiaes
dos alumos
que
pretendem
habilitar-se
para
divesas carreiras
e
profissões;
e
Tendo
ouvido
os
vogaes
da
commissão
encarregao
da
reforma
do ensino
secun
dário
;
Hei por bem
resolver
e
decretar
o
se
guinte
:
Artigo
l.°
As
disposições
do decreto
de
28
de tnarço
ultimo
sobre
os
exames
finaes
de
instrucção
secundaria,
são
unica
mente
applicaveis aos
alumnos
que
se
pro
põem
seguir
uas
faculdades,
escolas
ou
ins
titutos
os
cursos
de
instrucção
superior
ou
especial.
Artigo
2.°
Os
estudantes
que
perten-
dem
habilitar-se
para
a vida
ecclesiastica,
poderão
fazer
os
exames
finaes nas dis
ciplinas
de
ensino
secundário
das
respecti-
vas
dioceses,
perante
jurys
que
serão
no
meados
pelo
governo
sob
proposta
dos
res-
pectivos prelados.
§
1.
”
Os
exames de
que
trata
este
artigo
são
validos unicamente para
a
ma
tricula
uos
cursos de
disciplinas
ecclesias-
licas
estabelecidos
nas
dioceses
para
admis
são
a
oulens
sacras.
§
2.°
Nos
termos
d
’
estes
exames
e
nas
certidões
que
d
’elles
se passarem
se
de
clarará
o
tim
para
que
são
exclusiva
habi
litação.
Artigo
3.°
Aos
alumnos
que,
não
se
destinando
aos
cursos
de instrucção
su
perior
ou
especial
nem
aos
cursos
de
dis
ciplinas
ecclesiasticas
pretenderem
mos
trar
a sua
habilitação
em
qualquer das
disciplinas
professadas
nos
lyceus
nacio-
naes,
é
permittido
fazerem
exames
finaes
nos
lyceus
da
sua
residência
perante
jurys
nomeados
pelos reitores dos
mesmos
ly
ceus.
§
l.°
Estes
exames
serão
feitos
nos
primeiros
dez
dias
do
mez
de
julho.
§
2.°
Nos
termos d’estes
exames
e
nas
certidões
que d’
elles
se
passarem
se
fará
expressa
declaração
de que
não
são
validos
para
a
matricula nos cursos
de
ensino
su
perior
ou
especial,
nem nos
de
discipli
nas
ecclesiasticas.
Artigo
4.°
Fica
por
este
modo
decla
rado
e
modificado
o
decreto
de
28
de mar
ço
uitimo.
O
presidente
do
concelho
de
ministros,
ministro
e
secretario
de
estado
dos
ne
gocios do
reino,
e
o
ministro
e
secretario
d
’
estado
dos negocios
ecclesiasticos
e
de
justiça,
assim
o tenham
entendido
e
façam
executar.
Paço da
Ajuda,
em
26
de
abril
de
1877=REI=-Mirçwez d’Avila
e
de
Bo-
lama-^José
de
Sande
Magalhães
Mexia
Sa
lema.
>
Esta
modificação
do
decreto
anterior,
se
vem
atenuar
um
tanto
a
iniquidade
d
’
este,
deixa
todavia
muito a desejar.
Pondo
de
parle
as
considerações
que
a sua
analyse
nos
suggere.
limitar-nos-
hemos á seguinte:
Reproduzamos
o
artigo
3.°:
«Aos
altim-
nos
que,
não
se destinando
aos
cursos
de
instrucção
superior
ou
especial
nem
aos
cursos
de
disciplinas
ecclesiasticas
pre
tenderem
mostrar
a
sua
habilitação
em
qualquer
das
disciplinas
professadas
nos
lyceus
nacionaes.
é
permittido fazerem
exames
finaes nos
lyceus
da
sua
residên
cia
perante
jurys
nomeados
pelos
reitores
dos
mesmos
lyceus».
Vejamos
o
§
2.01
d’
este
artigo:
«Nos
termos
n
’
estes
exames
e
nas
certidões
que
|
d
’
elles
se
passarem
se fará
expressa
de
claração
de que
não
são
validos para
a
matricula
nos
cursos
de
ensino
superior
ou
especial,
nem
nos
de disciplinas
ec
clesiasticas».
A
nosso
ver
não passa
d
’uma
absur-
didade
gorda
o
que
ahi
deixamos repro
duzido.
Parece-nos que isto
equivale
a
dizer,
—
que
se
permitte
fazer
exame
para
coisa
nenhuma;
e
se
não
é
esta a
legitima
interpretação
das
disposições
d
’esse
artigo
e
appendiculo, um
e
outro
virado
e
re
virado
não
apresentam
outra
face.
Ora,
quem
ha
’hi que
pretenda
mostrar
a
sua
habilitação
em
qualquer
disciplina
professada
nos
lyceus
nacionaes; se
o
respeclivo
titulo
de
capacidade
para
nada
lhe
aproveita?
E
’
claro
que
os
reformadores
do
en
sino
secundário
carecem
d
uma
refurma-
dissima
reforma.
Por
hoje ficamos
por
aqui.
A
respeito
da
peregrinação
a
Roma,
o
«Conimbricense»
traz
o
seguinte ar
tigo:
A
próxima
peregrinação
a Roma
tem
dado
logar
a
varias
e
encontradas
apre-
,
------ -----------------
=
ciações,
conforme
são
diversas
as
opi
niões
políticas
e
religiosas
de
quem
es
creve.
De
Portugal
preparam-se
muitas
pes
soas
para
ir
áquella
viagem,
e
diz-se
que
irão
alguns
prelados,
um
dos
quaes
é o
snr.
patriarcha
de
Lisboa.
Utlimamente
correu
a
noticia
de
que
o
governo
annuia
a
dar
para
esse
íiin
8
contos
de
réis
ao
snr.
patriarcha.
Uns
negavam
o
facto,
e
outros
aíTirmavam-n
’
o.
Parece,
porém, que se não verifica.
Também
se
tem
ventilado
na imprensa,
se
o
governo
deve,
ou
não permittir
que os
prelados
vão
a
Roma.
O
nosso
illustrado
collega
do
«Dia-
rio
da
Manhã»
apjesenta
a este
respeito
opiniões,
que são
exactamente
as
nos
sas.
Aão
deve
o governo
dar
quantia
al
guma
para
esta
.viagem. E
’
um
acto
de
expontânea
vontade,
a que
não
são obri
gados
os
prelados;
e
por
isso
quem qui-
ier
ir deve
ser
á
sua custa, e
não
á custa
do
estado.
Além
d
’isso,
o
facto
de
conceder
sub
sidio
aos
prelados
fazia
dar
um
caracler
of-
íicial
á
peregrinação
a
Roma; o
que
podia
trazer
sérias
complicações.
Isto
em quanto
ao
subsidio.
Agora
pelo
que
respeita
á
licença aos
prelados,
a qual
entendem
alguns
escriptores
que
se
deve
negar,
somos
de
parecer
con
trario.
Portugal
é
cathobco. D’
esle paiz,
em
conformidade
do
que se está
praticando
nos
outros,
querem
dirigir-se
a
Roma
muitas
pessoas,
a
prestar
as suas homena-
gnes
ao
pontífice
Pio
IX.
Estão
no
direi
to
de
assim proceder,
e
mal avisado
an
daria
o
governo,
se
o
quizesse
impedir
a
quem quer
que
fosse.
Somos liberaes, e
por
isso
mesmo
não
queremos
que
se
negue
a pessoa
alguma
o
exercício
de
nenhum
direito.
Assim
como
nós,
com
toda
a
rasão
nos
queixaríamos
de nos
prohibirem
o
exercer
qualquer
acto,
que
a
lei
não
contraria-se,
lambem
não
deveríamos querer
que
se
impedisse
a
saida
do
reino
a
quem
n'essa
occasião
quer
ir
a
Roma.
A
não ser
isso,
applicar-se-hia
com
ra-
I0LHETW
H
1.
11.
II:.
MCI».
OS
BOIS
ÀffiôfiSS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
X.X.EIÍ
Marianna
e
Rodrigues.
Sorriu-se
tristemente
o
velho
e
pro-
seguiu
:
—Rodrigo
e
a
velha
parenta
deram-
se as
mãos,
e
velaram
de
commuin
acor
do
;
e
quereis
saber,
mulher,
qual
foi
o
primeiro resultado
dessa
vigilância?...
foi
descubrir-se
que havia
em
uma
das
ga
vetas
do
toucador
de
Marianna
um
fras-
quinho
cheio
de
um liquido sinistro...
a
decima
parte
d’
esse
liquido
contido
no
fras-
quinho
sobejava para
afogar
uma
crean-
çe...
e
a
mãe
d
’
essa
creança
também.
—
Oh
'....
—Pois,
passado
um
mez,
Marianna
fez
a
sua
primeira
experiencia;
bebeu
a
decima
parte d
’
aquelle
liquido,
e
contra
sua
expectativa
passou
ás
mil
maravi
lhas.
—
Senhor...
—
Passado
outro
mez...
segunda
tenta
tiva
;
e
o
mesmo resultado
ainda...
—
Então...
—
Ah!...
o
outro
mez
era
realmente
para
temer-se
:
a
mulher
louca
e
vaido
sa
empunhou
o frasquinho, levou-o
aos
lábios,
e
esvasiou-o
todo
:
devia
ser
a
mor
te
o
que
ella linha
bebido.
—
Meu
Deus!...
—
Ao
anoitecer...
diJres...
ancias hor
ríveis...
no
fim
de
algumas
horas
perda
completa
de
sentidos...
ficou
como
morta.
—Oh!...
porque
não morri,
meu
Deus!
—
Senhora,
quando
aquella
mulher
abriu
outra
vez
os
olhos,
a
natureza
fallou
an-
tes
da vaidade:
ella
abriu
os
olhos
e
ex
clamou
com dôr
immensa
:
—
meu
filho!...
—
e
a
velha
parenta,
que
a
pouca
distan
cia
a
observava
tristemente
respondeu:
—
nasceu
morto.
—
Ah
!...
—
Porém
no
dia
seguinte,
ás
onze
ho
ras
da
noite,
senhora,
a borrasca
ribom
bava...
a
chuva
caía...
os
elementos
es
tavam
desenfreados
..
e
um
homem
en
volvido
em
longa
capa
negra,
foi
bater
á
porta
de
uma
pobre
casa
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro.
Dentro
d
’
essa
casa estavam
re-
sando
aos pés de
N.
Senhora
das
Dôres
uma
mulher
velha,
e
uma
escrava:
a
por
ta foi
aberta;
o
homem
entrou,
lançou
a
capa
fóra
de
seus
hombros,
e
em
nome
da Santíssima
Virgem
Mãe
de
Deus,
aquel-
ia
mulher recebeu
e
adoptou
uma
crean
ça
recemnascida.
—
E
essa
creança?...
exclamou
Ma
rianna
com
um grilo
desesperado.
—
Era
teu
filho,
Marianna
!
A viuva soltou
um
brado
arrancado
do amago
do
coração,
e
caiu
aos
pés
do
velho
Rodrigues.
—
O
licor do
sinistro
frasquinho
havia
sido
trocado.
—Meu
fiího!...
meu
filho!...
bradava
a
pobre
senhora.
—
Mas
desde
que
Leandro
soube
que
a
alma
de
Marianna
concebera
o
horrível
pensamento
de
um
infanticídio,
e trata
ra
de
realisal-o, aborreceu-a tamo
quanto
a
havia
amado.
—
E
meu
filho
?...
onde
está
meu
fi
lho?...
perguntava
Marianna
desesperada
mente.
—
Essa
creança
foi creada
com
disvel-
lo
e
ternura;
nada
lhe
faltou
nunca...
ao
sair
da
infancia
partiu
para
a
Euro
pa...
educava-se
lá
quando
seu
pae
mor
reu...
—
E
meu
filho?
—
Na
vespera
do
dia
da
sua
morte,
Leandro
fez
sair
lodos
de
seu
quarto,
e
ficou
só
com seus dois
amigos. «João,
Rodrigues,
eu
vou
deixar-vos
o
meu
mais
caro
thesouro,
disse-nos
o
triste
pae;
dei
xo-vos
meu
filho.
Eu
podia
fazer
testa
mento,
e reconhecer
por
meu
filho
esse
pobre
innocente,
que
ambos
conheceis
;
mas
elle
póde
morrer
antes
de
chegar
á
edade em
que
deverá
receber
a
heran
ça,
que
lhe
compete,
e
eu
teria
infructi-
|feramente
publicado um
êrro
de
minha
mocidade,
e
dado
assim
a
conhecer
a uma
mãe
desnaturada
o
filho,
que
ella
pensa
ter
assassinado.
Pensei melhor,
quanto
a
mim.
«Leandro fnandou-nos
abrir
uma
ga
veta
e
tirar
d’
ella
um
papel
que
designou,
e
uma
carta
que
estava
fechada.
«Eis
aqui,
continuou
elle,
uma
carta
que
fareis
chegar
cautelosamenle
ás
mãos
da
ti
lha
de
Anacleto:
vae
ahi
dentro
to
da
a
nossa
correspondência
do tempo
de
amor
e
de
esperança.
Agora este
papel,
.
meus
amigos,
é
a
ultima
prova,
que
vos
dou
da
minha
amisade.
Este
papel
é
o
escriplo
de
reconhecimento
de
meu
filho,
que
vós
ides
assignar
como
teslimunhas,
e
guardar
para
depositar
em
suas
mãos,
quando
elle
tizer vinte
e
um
annos.
«João
e
eu assignamos
e
guardamos
então o
escriplo
de
reconhecimento
de
leu
filho,
mulher.
—
Oh
!
exclamou
Marianna
;
mas
que
me
imporia
isso?... que
lenho
eu
com
essa
historia?
ouviu,
senhor,
eu
quero
meu
filho
!
—
Leandro,
morreu,
seuhora,
continuou
Rodrigues
sem
altender
a
Marianna
;
e
fi
caram
seus
dois amigos
velando sempre
sobre o pobre
moço.
Elle
voltou
da
Eu
ropa, e
eu tive
o
pensamento
de
trazel-o
ao
teclo
em
que
morava
sua
mãe.
—
Oh!
sim!...
sim!...
disse
a
viuva
com
as
mãos
postas.
—
Para
conseguil-o
vim
aqui
pedir,
co
mo
um
pobre
velho
sem
meios,
o
logar
de
guarda-portão do
Ceo-côr-de-rosa.
D’al-
são
a
essa
intolerância
a
bem
conhecida
sentença
—
Quereis ser
livres,
mas
não
sa
beis
ser
justos.
O
governo
não
tem
que
intervir n
’essa
peregriçâo
com
auxílios
pecuniários,
para
que
não
está
auctorisado,
e
que
Irariam
comsigo
o
inconveniente
de
dar
um
cará
cter
ollicial
ao
que
deve
ser
meramente
particular;
mas
ao
mesmo tempo
não
deve
por modo
nenhum
obstar
á
saida
dos
pre
lados
do reino.
E’
assim
que
procede
quem ama ver
dadeiramente
a
liberdade.
J.
M. DE C.
Seiliaeri
jíç
S
sí
ia
oíTerta ao SS.
Padre,
fi*io BX.
Transporte
139^250
[H.nios
e ex
.
mos
snrs.
D.
Maria
Graciada
de
Vascon-
celios
5$000
Revd.'J
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes
3$000
Attonymo
M.
1$U00
Revd.
0
Ambrozio
Fernandes
de
A
ranjo
!$500
Revd.
0
Benedicto
Teixeira
1$000
Revd.
0
Joaquim
Maria
Lamego
de
Maia
2^000
José
Anacleto
d
’
Araujo
Figuei
redo
MOOO
Manoel
José
de
Miranda
•
l$500
João José
Barbosa
d
’
Araujo
Reis
200
Francisco
José
Vieira
de
Car
valho
230
Gomes
Antonio
Fernandes
*dos
Santos
500
João Ferreira
Torres
500
Francisco
Alves
Veiga
500
José
Maria Pereira
500
Som
ma
157^700
Aviso
aos peregrino» do arce
bispado.—
Dos
peregrinos
d
’este
arcebis
pado,
dos
quaes
está
recebido
aviso,
ex
cede
a
20
o
numero
dos
ecciesiaslicos.
afóra
alguns
seculares,
das
terras
seguin
tes:
—
Braga,
Amares,
Arcos, Barcellos,
Boticas,
Guimarães,
Carrazeda
d
’
Anciães,
Povoa
de
Lanhoso,
Monsão.
Ponte
do
Li
ma.
Vailença,
Vianna
e
Villa
do
Conde.
Relembramos
as
nossas
advertências
já
expendidas para que
os
que
qnizerem
fazer
parte
da
peregriçâo
procederem
ás
remessas
e
seus
papeis;
aíim
de
se
aprom-
ptarem
com
tempo.
Todos
os
peregrinos
devem
estar
aqui
no
dia 13,
de
manhã,
para
receberem
a
bênção
de
s.
ex.a
revd.
ma e
assignarem
a
representação
qne
deverá
acompanhar
a
prenda
e donativos
a
Sua
Santidade
offtrecidos.
/V
saida
está
fixada
para
o
comboio
da
1
hora
da
tarde do
dia
15.
chapa
de»
navio,
assim
coberta,
esteve
mergulhada
seis
mezes
na
barra
de
Port-
sinouth,
e
ao
sair
d
’
este
longo
banho,
reconheceu-se
que
estava
absolutamenle
inteira
e
limpa,
sem o
menor yestigio
d
’hervas, de
producçào
animai,
nem
mes
mo
d’
oxydação,
ao
passo
que
a face
op-
posta,
que não soffrèra
operação
de
ne
nhuma
especie,
se
achava
complelamenle
invadida
pela
ferrugem
e
pelas
conchas.
O
exercito
roumano.—
Segundo
uma
carta
que
dirigiram
de Turn-Seve-
rin
á
«Correspondência
Política»
de
Vien-
na,
o
exercito
normal
da
Roumania
com
põe-se
de
8
regimentos
de infanteria,
2
de
cav;dlaria
e
7 batalhões de
artilheria,
que
prefazem
18:000
homens
e
2:800 ca
vallos.
Vêem
seguidamente as
forças
territo-
riaes,
comprehendendo
8
regimentos
de
cavallaria
e
14
baterias.
Em
summa,
o
total
do
exercito
eleva-se
a
43:000
ho
meus
e
11:000
cavallos.
Conversão.—
O
«Centro
Telegraphi-
co
Universal»,
segundo
aífirma
a
«Uuilá
Catholica»
de
22
de
abril,
dá
noticia
de
que
o
snr.
Dachraeden, personagem
im
portante da
côrie
do
imperador
Guilherme,
e
Grao Mestre
da loja
nacional
da
Prus-
sia
acaba
de
se converter
ao
calholicismo.
GsiieritaciunalÉstMa.
—
Uma
parte
telegráfica
dirigida
á
«Unità»
diz,
que
o
governo
italiano
descobriu
importantíssi
mos
documentos
relativos
a
uma
conju
ração
inltrnacionalista
e
republicana;
e
que
foram dadas
instrucções
rigorosas
para
dissolver
todas
as
associações
com-
promeltidas.
Quem
governa
presentemente
na italia
são
antigos
mazzinislas
e garibaldinos.
A
cousa
é
quasi
para
rir.
Em
22
de
abril aílirraa-se
no
mesmo
jornal
que
as
auctorhlades
de
Nápoles se
apoderaram
de
uma
imprensa internacional
i/aquella
cidade,
e
descobriram
algumas
cartas
importantes.
Ha
quem
desconfie que
em
tudo
isto
gala
ci cova.
—
f«C.
da T.»)
íisiõtjEíua
siB-sístico.
—O
snr.
D.
Pe
dro
Augusto
Ferreira,
comprou
aos
er-
mitães
da
Senhora
das
Fontes,
nos
arra
baldes
de
Pinhel,
um
objecto
artístico,
manufacturado
por
pastores
e
que
revelia
muito trabalho
e
paciência. E’
uma
cruz,
medindo
pouco
mais
de
meio
metro,
for
mada
por
216
pausinhos
de
Salgueiro,
perleilamente
unidos
sem
qualidade
alguma
de
prego
nem
cola.
E’
diflicil atinar
com
o
segredo,
com
o
pausinho, fecho
e chave
d
’aquelle
ver
dadeiro
enigma
artístico.
O
pedestal e
os
braços,
em
virtude
dos
numerosos
paus
que
a compõem, denunciam
uma fórma
gothica,
vendo-se
de
certa
distancia.
Este
trabalho
rude,
mas
verdadeiramente
en
genhoso, é
producto
dos pastores
do
Jar-
mello,
da
raia
hespanbola,
no districto da
Guarda.
Desde
longo
tempo
que
o
costu
mam
vender
nos
arraiaes
e
feiras
das
cir-
cumvisinhanças.
Os pastores
das
serras
do
Alemtejo,
costumam
lambem
fazer
das
pontas
do
Falleeimento.—
Falleceu
ante-hon-
lem
o
exc."
10
snr.
visconde
de
Móntariol,
que
ha
tempos
se
achava
doente.
O
illuslre
finado tinha
sido
deputado
por
esta
cidade
em varias
legislaturas,
exercera
o cargo
de
governador d
’
esle
dis-
tricto
e
do
de Vianna,
e
era
cavalheiro
illustradissimo
e
muito
considerado.
O
seu
cadaver
foi
hontem
á
noite
con-
dusido
para
o
templo
do
Carmo,
onde
bo
ie
tem
pomposos
oílicios fúnebres,
antes
de
ser
condusido
ao
cemiterio.
Ao
snr.
conego
Costa
e
ao
snr.
viscon
de de
Negrellos,
áquelle
irmão
e
este
filho
do nobre
finado,
enviamos
comprimentos
de
pezames.
Uuiversu
lllustrado.
—
KeCebemos
o
n.°
17
d’este bello
jornal,
que
se
pu
blica
em
Lisboa.
Este
n.°
contem:
Torre
em
Ragés,
Pérsia
(gravura)—
Os
Anagrammas, por
Silva
Pereira
—O
cura
de
Mondétour,
romance—Melhodo
de
prolon
gar
a
vida,
por
J.
C. Branco
Rodrigues
—
Magnificência
regia
—
Ainos,
camponezes
do
Japão
(gravura)
—
Recordações
d
’
um ve
lho
alfarrabista
—
O ramo
de
camélias,
ro
mance
de
Ricardo
Moita
—
Galeria
de
ho
mens
celebres—A’
memória
de
Eduardo
Lima,
poesia
—
D.
Duarte
e
D.
Pedro
V
—
D.
João 111
e
o
n.°
5
—D.
Diogo
Cunha
—
O
marqtiez
de
Pombal
etc.
etc.
'íiteata-o. —
Na
quarta-feira
subiu
á
scena
a
bonita
comedia
em
3
actos
Os
médicos,
e
a
comedia
n
’um
acto
A
bílis
de
Bonifácio,
original
do
moço escriplor
Alfredo
Campos,
cujo
nome
é
já
vanlajo-
samenle
conhecido
entre os
nossos
litte-
ralos.
A
comedia
do
snr.
Campos
agradou
muito,
o
que
ao
auctor
foi
certificado
pe
las chamadas e
upplausos
que
obteve.
Todo
o
espectaculo
correu
mui
regu
larmente.
Hoje
e
amanhã sobe
á
scena
o
Santo
Antonio.
Ctrcs»
equeatre.—
E’
ámanhã o
be
neficio
da
companhia
dos
snrs.
Leandro
e
Arsens.
que funcciona
na Cêrca dos
Congregados.
.
Os
beneficiados
offerecem
dois
brindes
aos espectadores, como
vae
declarado
no
annuncio
que
no
logar
proprio
publicamos.
E
’
d
’
esperar
que
o publico
mais
uma
vez
não
deixará
de
concorrer
áquelle
circo,
onde
terá
de
assistir
a
uma
bella diversão.
afieMcoberta.—
Como se sabe,
na
Ex
posição
do
Centenário,
na
Philadelphia,
vira.m-se
rodas
fabricadas
com papel
com
primido.
Um
offi
ial
de
marinha
britanica,
o
capitão
Warren,
acaba
de
empregar
o
papel
n
’
um
uso
ainda
mais
singular.
Tendo
reconhecido
que
o
papel
emmergido
não
se
reveste
de
nenhuma
vegetação mari
nha,
o
capitão
Warren lembrou-se
de
applicar
na
quilha
e
lados
do
navio sim
ples
folhas
de
papel, as
quaes
adherem
perfeitamente,
graças
a
uma untura
de
sua
composição,
que
se
emprega
em
frio
e
endurece
ao
contacto
da
agua.
Uma
boi
e
dos
ossos
das
aves
de
rapina.
—
ca
,
jados,
flautas,
merendeiras,
etc.,
verda.
deiras
maravilhas
de
precisão,
notáveis
pe
|
0
uso
variado
e
modicidade
do
preço,
or
nados
de
desenhos
e
lavores
de mereci,
mento.
O
snr.
dr. Pedro
Augusto
Ferreira,
encommendou
aos
pastores
mais
duas
cruzes, que tenciona
enviar
á
exposição
de
Paris.
Por
isso
se
vê
que
os
nossos
pastores
vão
além do
fabrico
dos
palitos
e
rocas
e
da
tosca
colher
de pau.
Aproveitados
convenienlemente
e
educados,
é
muit
0
de
crer,
que
cheguem
á
perfeição
anis,
lica
e
produzam
mais,
diz
o
«J. da
Noi
te*.
O futuro
Papo.
—
O
jornal
«La
Li.
berté»,
de
Paris,
publicou
o
seguinte
ar.
tigo
a
proposito
dos
candidatos
á
cadeira
de
S.
Pedro:
«Muitos
jornaes
se
occupam
nos
mo.
mentos
actuaes
em
escrever
um
pequeno
romance
político,
com o
fim
de
pôr
em
relevo
as
pretendidas
negociações
enlabo.
ladas
entre
a
França e a Italia
para
dar
a
Pio
IX
um
successor
da
sua
escolha.
Parece
que
os
dois
governos
concordaram
na
necessidade
de
aconselhar
ao sacro
collegio
a
eleição
de
um
Papa
de
naciona
lidade
italiana.
«Eis
evidentemenle
ura
trabalho
bem
supérfluo
e
seria
desconhecer
o espirito
que
domina
no
sacro
collegio
suppor
que
seja
possível
que
elle
‘
eleve
ao
soberano
pontificado
um Cardeal
não
itahand.
0
que
ha
de mais
curioso n’estas
informa-
ções,
e
que
se
designam
como
candidatos
papalinos,
segundo
a expressão
consagra
da,
o
Cardeal
Riario
Sforza,
Arcebispo
de Nápoles,
e
monsenhor
Regnier,
arce-
bispo de
Cambrai;
o
primeiro
represen
tando
o
grupo
dos
Cardeaes
favoráveis
á
reconciliação
do
papado
cora
a
Italia,
o
segundo
representando
o
grupo
dos
intran
sigentes.
«Sem
desconhecer
os
méritos
doCir-
deal
Riario
Sforza,
que,
ha
trinta
e
um
annos,
é
Arcebispo
de
Nápoles,
cremos
que
não
ha no sacro
collegio
suflicientes
adherentes
para
o elevarem
á
tiara.
Não
se
deve
esquecer
que
o Cardeal
Riario
Sforza
foi creado
Cardeal
por
Gregorio
XVI.
Isto
não deixa
de
ter
significação,
pois
que, sobre
sessenta
Cardeaes
que
compõem
actualmente
o
sacro collegio,
ia
apenas
uma
duzia
dos
creados
pelo
iredecessor
de
Pio
IX.
Quanto
ao Car
deal
Regnier,
é
francez;
quer
isto
dizer
que
não
reuniria
cinco
,
votos
no
con
clave.
«Pronunciou-se
também
o nome
do
Crndeal
Hohenlohe
como
o
candidan
re
servado
in peito
pela
Alemanha.
0
que
divulgam
esta
candidatura
não
saben
na
da
absolutamente
do
personagem
de
que
se
trata.
E’
certo
que
o
Cardeal Biiio,
e
mais
ainda o»Cardei
Panebiano,
da
ordem
dos
Franciscanos, especie de as
ceta
popular
que
vive
na
pobreza
e
na
abstinência,
teem
mais
probabilidaies
que
o
Cardeal
Riario
Sforza.
li, d
’
aquelle
alpendre
velei
por
teu
filho,
mulher!
d
’alii
d’
aqtiel!e alpendre
concebi
o
projecto
de
trazel-o
pora junto
de
sua
mãe,
fazendo-o
esposo
da mais
bella
das
virgens,
esposo
de
Celina
!...
—
Oh
!...
bradou
Marianna,
em cujo
es
pirito tinha
brilhado
um raio
de
luz.
—
E
agora,
mulher,
teu
filho,
teu
fi
lho
tem
já
vinte
e
um
annos...
ama
Ce
lina
;
e
tu
mulher,
queres
matar
a
mãe
do
misero
mancebo, porque
não pudeste
conseguir
roubar
lhe
o
coração
da
amada
:
sim,
queres
suicidar-te
!..
—
Meu
filho!,.,
meu
filho!...
meu fi
lho!...
bradava
Marianna,
andando
como
louca
pela
sala.
—
Tu
o enchotaste
já
uma vez
para
longe
d’
esla
casa
!
—
Meu
filho
!...
O
movimento
que
havia,
e
o ruido que
se fazia
na
sala,
impediu
que
Rodrigues
e
Marianna
ouvissem
os
soluços
de
alguém
que
se
achava
escutando
junto
da
porta.
—
Mas
emfim,
mulher,
continuou
o
ve
lho;
tu
tens
sido
já
bem
castigada!...
agora...
—
Eu
quero
meu filho!...
Marianna
fallava por
entre
lagrimas;
seus
cabellos
estavam
soltos,
seu
olhar
brilhante,
seu
rosto
enrubescido,
e
sua
voz
alterada.
—
Escuta,
disse
o
velho.
—
Ouvi de
mais,
exclamou
ella
com
força:
não
escuto
nada...
não
quero...
não
posso:
eu
quero
vêr
meu
filho...
quero
abraçal-o...
quero
beijal-o...
quero..
oh
!
meu
filho
é
o
anjo
que me
salva
!
meu filho
é
o
perdão
de
meus
peccados,
que
eu
não
merecia,
e
que
Deus
me
concede!...
ah!...
não
preciso
que
me
guiem...
eu conheço, eu
sei
quem
é;
eu
sei
onde
está
meu
filho!
vou
vêl-o...
vou
buscal-o!..,
meu filho! meu
filho!...
E
quasi delirante
atirou-se
para a porta.
Batiam
n
’esse
momento
desesperada
mente.
Rodrigues
com
os
olhos
lavados
em
lagrimas,
e soluçando
com
força,
deu
vol
ta
á chave.
A
porta
abriu-se e
elle
entrou
..
Mãe e
filho
cairam
ambos
de joelhos,
e abraçaram-se
um com
o outro
choran
do,
e
exclamando ao
mesmo
tempo
:
—Minha
mãe!...
—
Meu
filho!...
O
filho
de
Marianna-era
Cândido.
XXIV
Filho
e irmão.
Elles
continuavam abraçados
misturan
do
suas
lagrimas e
seus
carinhos.
Era
um
thesonro
insondável,
uma
ri
queza
enormíssima,
que
ambos acabavam
de
obter
do
ceo.
Cândido
achava
finalmenle
o
objecto
d
’
aquelle
amor
santo
de
seu
coração
:
abra
çava
sua
mãe.
Marianna encontrava
inesperadamente
no
mundo
uma crealura, que
suppunha
ler
ella
mesma
feito
desapparecer
do
mun
do
:
abraçava
seu
filho.
Não havia
mais
vacuo
no
coração
do
mancebo;
nem
fantasma
na
imaginação da
mulher.
Choravam
ambos;
suas
lagrimas
porém
eram
bem
doces:
eram
as
lagrimas
de
uma felicidade
que
se
não
mede
;
felici
dade
tão
grande
que
não
lhe
bastam
os
lábios
por
onde
sae
em sorrisos, que
lhe
são
precisos também
os
olhos
por onde
em
lagrimas
se
derrama.
Completava o
quadro
a
figura
nobre
do
velho Rodrigues.
Áquelle
moço
e
aquella
senhora abra
çados,
e
de joelhos
junto
d’
aquelle
velho
alto
e
respeitável,
pareciam
talvez
dois
amantes
trocando
votos do
mais
terno e
do
mais
puro amor
á sombra
de uma
arvo
re
secular
e
mageslosa.
De repente
e
com
um
movimento
rá
pido
e
forte,
Marianna desenlaçou-se
dos
braços
de
seu
filho,
e
recuou
dois
pas
sos.
—
Minha
mãe!...
exclamou
o mancebo
com
os
braços
estendidos
para
ella.
Marianna lançou
a
mão
ao seio
e
lirou
de
dentro
o
embrulho
de
arsénico.
—
Era
a
morte!...
disse ella,
lançan
do
o
papel
ao
chão
e
pisando-o com
for
ça
:
entre
meu filho
e
meu peito
estava
ainda
um
crime
de permeio!
agora
sim...
estou
livre...
estou
bella...
estou
pura
!...
o
amor
de meu
filho
lava
loJas as
minhas
culpas.
E
alirou-se de
novo
nos
braços
de
Cândido.
Áquelle
prazer,
a
felicidade
era
tão
grande
em
ambos,
que
Marianna
esque
cia
Henrique,
e
Cândido
não se
íeuibra-
va
de
Celina.
Mas
ouviu-se
o rodar
de uma
carrua
gem
que
parou
junto
do
alpendredo
Ceo-
còr-de-rosa.
—E
’
elle I disse
o velho
Rodrigues.
—
E’ elle!
disse
erguendo-se
Caidido,
que
já sabia tudo.
—
Agora
póde
chegar,
disse
per
sua
vez
Marianna
erguendo-se
também.
Com
effeito
pouco
depeis
entriu na
sala
Salustiano.
que
pareceu
admrar-se
de
achar
Marianna
acompanhada
de
duas
pessoas.
O
irmão
de
Cândido estava
mait
palli-
do
que
nunca.
—
Pensava
enconlral-a
só,
senhora,
dis
se
elle.
—Enganou-se
:
eu
quiz
que
duas pes
soas
teslimunhassem o
que
se
vae
passar
entre
nós
dois,
respondeu
a
viuva
levan
tando
nobremente
a
cabeça.
Salustiano
chegou-se para
uma
ja*
nella.
—
Se
é
uma
traição
o que
se
me
p
re
‘
para,
tornou elle,
lembre-se,
minha
se-
nhora,
que
ainda
não
é
noite
fechada,
que
moita
gente
está
passando
por
baixo
d
’
esta
janella,
e
que ao primeiro
signa*
de
emprego
de
força,
eu
farei
presente
de
uma
folha
de
papel
ao
primeiro
que
pas
*
sar.
(ContinW
«Mas
não
chegou
ainda
o
momento
de
se
proceder
ao
exame dos candidatos
ao
pontificado;
além
d
’isso
o
imprevisto
tem
sempre,
em
circumstancias como
a
actual,
um
papel preponderante: Pio
IX,
quando
foi para o
conclave
não tinha pro
babilidades
nenhumas;
era
desconhecido.
Foi
tal
a surpresa
ao
ver
sair o seu
nome
da
urna
que
desmaiou.
O
que
im
porta
precisar,
é
que
o
duque
Decazes
não
entabolou
nenhuma
negociação
com
a
Itaiia
com
o
fim
de
combinar
a
esco
lha
do
successor
de
Pio
IX
e
é
isto
quan
to
basta».
/
Correspondência
de Portugal]
.
.
fricção original.
—
Um
camponio
dos
arredores
de Ham —
França
—
foi
ha
dias
consultar
o
facultativo
S.,
para
que
este receitasse
qualquer
medicamento
que
fosse
propicio
a uma dôr
violenta, que
soffria
sua
esposa,
no
logar
do
peito
corres
pondente
ao
coração.
O
medico
informou-se
convenientemen
te,
procedendo
ás
interrogações
da
pra
xe, e
afinal,
prescrevendo
uma
formula,
apresentou-a
ao
consultante
com
as
seguin
tes
palavras:
—
Ahi
tem,
friccionè
com
isto.
Passaram
dois
dias,
e
ao
terceiro
de
manhã
reapparece
o
camponio.
—
Que temos?
inquiriu
o
facultativo.
—
17
que
minha
mulher
diz
qne
vosso-
ria
não
sabe
grande
cousa,
apesar
da
sua
fama...
— Então
porquê?
—Diz que vossoria
lhe
receita
cousas
que
fazem
tanto
como
nada...
—
Vejamos
I
atalha
o dr. já meio
tur
vo.
De
que maneira
foi
applicada
a
fric
ção
?
—
Que fricção?
pergunta
o
camponio
com
ar
de
espanto.
—
E’
boa
! a
que
eu receitei...
—
Vossoria
desculpe, mas
não
receitou
fricção
nenhuma.
—
Você
não
está
bom
da cabeça,
san
tinho
1
—
A
’
gora
não
estou... 'Vossoria
poz
não
sei
quê
no papel é
disse-me:
Ahi tem,
friccione
com
isto.
—
Bem
sei...
mas
depois?
—
Depois,
saiba o
snr.
dr. que
fiz
o
que
mandou:
agarrei
no
papel
o friccionei
com
elle
a
minha
Antonia ..
O
dr.
S.
deu
meia
volta
á
direita e
foge,
perdido
com
riso,
na
direcção
do
jardim,
onde
rebenta
em
gargalhadas.
Não
quiz
fazel-o
na
presença
do
camponio,
por
ter
compaixão
do
pobre
estúpido.
Guerra
«lo
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Galatz
I
—Eci
suspensa a navegação
no
baixo Danúbio
por
ordem
das
autho-
ridades
militares
russas.
Nenhum
russo
passou
ainda
de
Braila
e
Jassy.
0
cami
nho
de
ferro
de
t
Unqueny
a
Jassy
está
debaixo
de
agua,
em
consequência
das
inundações.
Os
russos
em
vários
silios
operam
os
seus
movimentos
com
agua
até
aos
joelhos.
S.
Petersburgo
1—
0
exercito
russo
que
opéra
na
Azia
menor
tomou
Bayazid,
an
tiga
cidade
forte
na
Arménia.
Um
vapor
mercante
ingiez, navegando sem
as
ne-
cesSarias precauções
no
porto
de
Kerti
(Crimeia),
abalroou
com
um
torpedo.
Foi
destruído,
perecendo
toda
a
tripulação.
Pariz
2—Continuam
aciivamente
em
In
glaterra
os
preparativos
de
guerra.
Ha
já
muitas
munições
embarcadas
e estão to
madas
todas
as
disposições
bellicas.
Foi
calorosamente
applaudida
nas
camaras
a
declaração
do
Ministro
Decazes.
Os
turcos
apresaiam
dous
navios
de
guerra
roumanos.
E
’
grande
a
emigração
dos
habitantes
das margens do Danúbio.
Londres
1—
Lord
Derby
disse
na
camara
dos
Lords
que
a resposta á
circular russa
seria
enviada
de
tarde. Sómente depois
de
entregue
será
publicada.
Roma
1
—
0 Papa
faltando
com
vários
peregrinos
alludiu
á
guerra
actual.
Disse
que
ignorava
qual
a
potência
que
vence
rá.
Mas vê
que
sobre
uma
potência
que
se
diz
orlhodoxa
pesa duramente
a mão
de
Deus,
em consequência da
preseguição
atroz
que
tem
empregado
e
que
ainda
não
cessou,
contra
os
catholicos.
Londres
3
-Foram
annunciadas
para
ámanhã
na
camara
dos
deputados
e
para
sexta-feira
na
dos
lords
as
novas
interpel
lações
ácerca
do
contingente
que o
Eevolo
deve
fornecer
á Turquia.
Berlim
2
—
A
«Correspondência
Provin
cial»
mantém
exaclos
os
factos
indicados
po
Moltke,
annunciando
medidas
compen
sadoras.
Crê
esta
declaração
importante
sob
o
ponto
de
vista
da
paz
da
Europa.
0
artigo
da «Correspondência
Provin-
ciai»
produziu
desagradavel
impressão,
pois
que
é notorio o
armamento
da
França
que
está
em
medida
strictamenle
oíTensiva.
Buda
Pesth
2—
0
governo
foi
mterpella-
do
na
camara
dos
deputados,
ácerca
das
me
didas
que
tomou
em
consequência
da
in
vasão
dos russos,
em
território
neutro.
Connstantinopla
2—Aflirma-se
que
ain
da
não
foi
dada
nenhuma batalha
impor
tante.
Sónqentea
guarda
avançada
russa
ap-
pareceu
em
frente
de
Butoum.
Londres
3
—Não ha
noticia importante
do
theatro
da
guerra.
Os
russos
bloquearam
o
Danúbio
com
torpedos,
afim
de
obstarem
aos
movimentos
da
esquadra turca.
A’ enridade pubuiea.—
Recommen-
damos
ás almas
caridosas
a
infeliz Anna
Joaquina
de
Passos,
moradora
na
rua
de
S. Gonçalo,
n.u
11, a qual,
na
avançada
edade
de
80
annos,
se
acha
entrevada,
e
redusida
a
penúria extrema.
A’ enridade
pubiêea.—
Recommen-
damos
á
caridade
publica o
desgraçado
Manoel
Antonio
Ferreira,
vendedor
que
foi
em
L'sboa,
por
espaço
de
17
annos,
de
diversos
jornaes
da
capital,
e
agora
morador
nesta
cidade
na
rua
de
S.
João,
n.°
6
—
A.
E
’ conhecidissimo pelo
nome
de
Furibundo.
Sahiu
do
Hospital
de
S.
iMarcos
onde
esteve
em
tratamento,
e
tem
uma
tisica
de
laringe.
Está
absolutamenle
.desprovido
de
meios
para
se
transportar
para
a
terra
da
sua
naturalidade, na
distancia
de 30
e
tantas
léguas,
e
impossibilitado
de
tra
balhar. E’
por
este motivo digno
de
toda
a commiseração.
E’
de
Caçarelhos, no
concelho
de
Vimioso,
districto
de
Bragança.
SECÇÃO DE COMHUmDOS
Snr.
redaclor.
Surprehendido,
como
fiquei,
com
a
inesperada visita
da
junta
de
parochia,
d’
esta
freguezia,
estranhei
que
em
um
dia
tão
chuvoso
(27
do
corrente)
houvesse
aquella
corporação
tomado
um
tão
ex
traordinário
incommodo.
Se
bem que a
ella
pertence
vigiar
o
estado
das
escolas
da
localidade, desejei
saber
os
motivos
d
’
esta
especie
de
syn-
dicancia;
e
este
desejo ia
augmentando
gradualmente
quando
o
revd.
1110
presidente
e
membros
principiaram
a
interrogar meus
alumnos
e
a
examinar
a
matricula
esco
lar.
FoP-me então'rebelado que o
ex.
m
°
administrador
do
cmcelho
chegou
ao
co
nhecimento
duma
correspondeíicia
inseria
no
«Imparcial»,
de
Guimarães,'a
meu
res
peito,
a
qual
me
era
bastante
desfavorá
vel;
e por
essa
rasão
lhes
foi
ordenado
que
viessem
tomar
conhecimento
do
meu
desempenho
no
magistério
e
do
estado
da
minha
escola.
A
minha
consciência
que
está
total
mente
desembaraçada
a
tal
respeito,
nada
receia; porque
estou
sempre
prompto
a
receber
toda
e
qualquer
visita,
seja
qual
fôr
a
sua
jerarchia.
Não obstante
lerem
(os
da junta)
ma
nifestado
muita
satisfação,
pedi
ao ex.
mo
administrador
a
copia
da
resposta
que
da
junta
de parochia
recebeu,
se
a
mesma
resposta
me
fôsse
favoravel.
A
equidade e rectidão
sendo
dois
pre
dicados
que
transluzem
em s. exc.
a
’
como
superior
e
magistrado, não
hesitou
em
conceder-me
a referida
e
inclusa
copia
que
passo
a
publicar, se v.,
snr.
reda-
ctor,
me
conceder
algum
espaço
no
seu
acreditado
e muito
lido
jornal.
D
’este
modo
poderei
mostrar
a
meus
adversários
que
a inveja
devoradora
de
suas
almas
relrincadas,
jámais
lerão
a
menor
acção
sobre
o
meu
credito
e
di
gnidade
de
professor.
E,
se
preciso
fôr,
mostrar-lhes-hei
com
outros
valiosos
docu
mentos,
que
os
meus
superiores,
e
quasi
toda
a
povoação
não
se
deixam
imbair
das
suas
chicanas.
E
’
este
um
obséquio
que
deseja
de
ver-lhe
quem
respeitosamente
se
assigna
De
v.
etc.
Visella,
29
d
’abril de
1877.
Antonio
José
de
Barros.
COPIA.
Illustrissimo
e Excellentissimo
Senhor.
A
Junta
de parochia
cumprindo o
que
Vossa
Excellencia
lhe
ordena
em
cilicio
de
vinte
e
cinco
do
corrente
sob
numero
dusentos
e
onse
dirigiu-se
hoje á casa da
eschola
regida
pelo
professor
publico
An
tonio
José
de
Barros,
e
encontrou
a ca
sa
destinada
ao
ensino com limpesa, e
ar
ranjo,
e
quarenta
e
sete
alumnos
vestidos
com decencia,
e
dispostos
por ordem; e
passando
a
examinar
a
alguns
d
’
elles
em
leitura,
contabilidade,
e
escripturação
conhe
ceu
pelo
tempo
da sua
matricula,
que
ha
via
aproveitamento
conhecido.
A
Junta
tem
conhecimento
de
que
o
referido pro
fessor tem
habilitado
bastantes
alumnos
que tem
sabido
da
sua
eschola
para
dif-
ferentes
partes
do
paiz. e
Império
>
ío
Bra-
zil.
Em
vida,
pois,
do
exposto
a
Junta
considera
o
senhor
Barros como
um
dos
bons
profissores,
de
instrucção
primaria,
que honra
o
magistério,
e
a
quem o
Go
verno
de
Sua Magestade deveria
remune
rar
em
attenção
ao
completo
desempenho
dos deveres inherenles
ao
seu
cargo.
E’
portanto,
calummosa,
e
falsa a
correspon
dência
inserta
no
jornal
d
’
essa
cidade
a
que
Vossa
Excellencia
allude,
em
seu
ci
tado
oílicio, e
com
o
intuito
sem
duvida
de
desprestigiar
quem
iam
religiosamente
sabe
cumprir
seus deveres.
Deus
Guarde
a
Vossa
Excellencia.
San
João
das
Caídas
de
Vizella
vinte
e
sete
de
abril
de
mil
oito
centos
setenta
e
sete.
Illustrissimo
e
Excellentissimo
Senhor
Administrador
do
concelho
de
Guimarães.
0
Abbade
Presi
dente
Antonio
José
Felix
Gomes.
—
Mem
bros.—
Antonio
Alves
da
Cunha
Caídas,
—Joaquim
de
Freitas
Ribeiro
da
Fa
ria.
—
—
Está
conforme—
Secretaria
da
administração
do conce
lho
de
Guimarães 28
de
Abril
de
1877
e
sete.
0
Secretario
da
administração.
Manoel
Augusto
de
Freitas
Aguiar.
Constando
ao
abaixo
assignado,
The-
soureiro
do Monte-pio de
S.
José,
que
alguém
tem
espalhado
que
o
mesmo
não
tem
pago
as
ordens
do mesmo
Monte-pio,
declara
que as
não
tem
satisfeito,
por
se
acharem
todas
as
quantias
que
esta
vam
em
seu
poder
fechadas
no
cofre
co
mo
exigi
do
III.m“
Srs.
Presidente,
para
que
não
desse
logar
a alguém
delapidar
a
sua
honra.
Motivou
assim
proceder, ter
o
III.
1110
Snr.
Presidente
da as-emblea
ge
ral recusado
a
convocação
da
mesma
para
nomeação
do
novo Thesoureiro.
Braga
4
de
Maio
de
1877.
O Thesoureiro
(252)
Venancio
José
da
Silva Rego.
GRANDE
IOTOADE
Campo de
SanCAnna,
n.°
45,
—7.°
andar.
Exposição <!e vês
tas stereos-
cbpica* em
cl8rys*al=?Iypí»-
tlrnuin
mèehnnico e aiatho-
niatieo—Tiro
mechanieo cos»
pantlaerra
e Reseo rsBgi<£«r.
Mr.
Boix
Jovani,
chegado ha
pouco a
esta cidade,
ofíerece
aos
amadores
esta
bella
exposição
que
tem
atrahído
a
attehçãó
da
Europa,
e
que ultimamente
tanto agra
dou
em
Lisboa,
onde
o
expositor
esteve
dois annos.
Está
aberta, das 11
horas
da manhã
ás
11
da noite.
Entrada
geral,
80
reis.
(M
ÍIBM
I\a
Cerca
dus
Congregados
DOMINGO,
.6
DE
MAIO
Beneficio da ootttpaníiia das snr».
Uenxadro
e Arsens
Os
quaes
offerecein
ao
publico
dois
lindos
brindes,
que
são
um
cavallo
decór
preta
e
um harmonico.
Principia
ás
4
e
meia
da
tarde.
AfiBABECISEíTOS
João
Alberto
d
’Araujo
e
Castro, abba
de
de
Nogueira,
não
podendo
como
dese
java
agradecer
a
todas
as
pessoas
que por
occasião
da
sua
doença
lhe
deram
pro
vas de
sumina
amisade,
o
faz
por este
mo
do testimunhando-lhe
seu
grato
reconhe
cimento.
(247)
Joaquim
Antunes
Alves,
Helena
Maria
Alves,
Thereza
de
Jesus
da
Silva
e
Maria
de
Jesus da
Silva,
extremamente
reco
nhecidos
para
com
todas
as
pessoas,
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
ecllesiasti-
cos
como
seculares que
os
cumprimen
taram
por
occasião
do
passamento
de
sua
muito
preSãíia
irmã,
tia
e
mãe,
Maria
de
Jesus,
rtfiradora
que foi
na
rua
de
S-
Gónçálo,
servem-se
d
’este
meio,
na
im
possibilidade
de
o tazerem
pessoalmente
como
desejavam,
para
a
lodos
agradece
rem seus
obséquios
e
serviços,
e
a
todos
protestam
seu
reconhecimento.
(237)
Os
abaixo
assignados
filhos, genros,
e
sobrinhos
do
snr.
Antonio
Ignacio
Mar
ques.
e
da snr.a
D.
Anna
Candida
Viei
ra
Marques,
julgando
impossível
corres
ponderem,
como
deviam
a
tão distinctos
obséquios
com
que
foram
penhorados
por
seus
bondosos
amigos,
veem
por
este
meio
dar
expansão
ao
seu
indelevel
reconheci
mento
protestando a
todos
a
mais
since
ra
gratidão.
Maria
José Vieira
Marques
Amélia
Augusta
Vieira Marques
Deljina
Adelaide
Marques
Gomes
José
Antonio
Vieira Marques
Antonio
d’Araújo Azevedo
Vasconcellos
Feio
Antonio
Santos
d'Azevedo
Magalhães
Manoel
Gomes da
Silva
Mattos
Conego
Manoel
Antonio
da
Costa.
(241)
<57
O VITT
EC
O
visconde
de
Negrellos,
participa
ás
pessoas
de
suas
relações
qne
falleceu
hon-
tém
seu
muito prezado
pae.
o
visconde
de
Montariol, e
que
tem
de
se
lhe
fazer
hoje
officio
de
corpo
presente
na
egreja
do
Carmo.
Não
se
fazem
convites
por
expressa
determinação
do
fallecido.
(251)
Visconde
de
Negrellos.
MONTE-PÍÒ
UE
S.
JOSE
’
Por
ordem
do
presidente
d’
assembleia
geral
são
convidados
todos
os
socios
no
goso
de
seus
direitos,
para
se reunirem
no domingo,
seis
do
corrente,
pelas
nove
horas
da
manhã, no
theâtro
de S.
Geral
do por lhe
ser
requerida
esta, na fórma
do
art.°
41
dos
estatutos.
Braga
3
de
maio
de
1877.
O
secretario.
(250)
Francisco
José da
Silva
Júnior.
UEQUIOAÇÃO
5’
0!’. CAUSA BA
PAKTBBA
Pedras
electricas.
—cafeteiras
myslerio-
sas
de
grande
economia
de café;
forna
lhas,
caçarolas
e
accessorios=podendo
co
zinhar
para
6
ou
7
pessoas
—
Sortimento
de
diversos
artigos
uteis,
vendidos
medicamen
te
para
acreditar
a
casa.
(Depois
do
dia
10
do
mez
em
Lisboa»
rua
‘
do
Príncipe,
n.°
130,
onde
se
acham
novidades
das
mais
notáveis
e
de primeira
utilidade).
Sahbadn ultimo
«lia <2e venda.
As
pessoas que
não
ficarem satisfeitas
com
os
objectos comprados
devem
diri
gir
os
seus pedidos
e
reclamações
para
Lisboa,
áquella
unica
casa,
devendo
para
isso
conservar
a
adresse
ou
prospeclos
da
mesma.
(249)
TRÃHSFEREHCIA
Os
çievotos do
SS.
Rosto
que
se vene
ra
a
Traz
da
Sé,
não
lhe
sendo
possível
fazer
o leilão
das
prendas como
o
tinham
annunciado
para
o dia
28
do
mez
passa
do,
em
consequência do tempo de
chuva,
transferem
a
illuminação
e
leilão
das
pren
das,
para o
dia
12
e
13
do
corrente,
(se
o
tempo
o
permiltir).
(248)
sesíssss^sB^^-síSi
$
Fm I 3
®
tf
LíT1 10
$
8S»^'**SSSS«8S“i
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
17-
E.UA
DE S.
VICENTE-17
Efr
I:C.
A
Cx %
&
W?â®S
b
®-®]
ca?-»-
s
sem
MACHINAS
LEGITIMAS
da
Para S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Os únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao publico
e as
que
obtiveram
maiores prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
Acceilando
lambem passageiros de 3J
classe,
com
tra.-bordo no
Pão
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL.
PORTO
ALEEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIMACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul de
Pernambuco
I
! GRANDES
FACILIDADES
DE PAGAMENTOS ! I
Para adquirir as
melhores machinas conhecidas
ELBE
.
MINHO .
TAG
US
.
PAQUETES
A
.
.
13 de
Maio
.
28 de Maio
.
.
13
de
Junho
SAIR
BE
LISBOA
UM
ANNO
DE
PRASO
GUADIANA
NEVA
MONDEGO.
29
de
Junho
13
de
Julho
28
de
Julho
Sem
nugniesato
iilgum
nu» preçt.M, osi <!ez por cento de abatimento
por
prompto
pagamento
PREÇOS
COMMODOS
Casía
paquete
«Cesta eompauhia
leva
a
bordo
crí»«iOH
e eosinlteiros
•
portuguezes pura
commodidade
dos passageiros
de
toilns tis
elnsses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou,
em
qualquer
Agencia
prniincial,
a
conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
C anpanhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio
de Janeiro,
teem
sustento e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A bordo os
passageiros trem «grátis
camn,
rotipn «Se eamn, eo-
mida
feita por cosinSieiros porttsgMez.es,
vinho tina» vezes per dia,
assistesseia metlica, serviço <le criados
e
outros «lespez.es.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
paquetes
d
’
esta
companhia (a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcionaí;
além
d
’isso
pela
iimpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e"
pelos melhoramentos mais modernos
tanto
para a
hygiene como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros‘e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
el!es
feitos
por
escripta
como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para
a
conducção
das
suas
inalas
do correio, e
por
este serviço recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser obtidos no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
KxVfclXW
SRATIS
EU CASA »O COHPS5û«R
PEÇAM CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas
de preços e
as condiçdos de vendas a prasos
O
SUfe-SUGCURSÂL
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
U SUA
SUCCURSAL
3SS5S3—B«JA. BTd»53^5 77
POBTO
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém
todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores e nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa
: é uma bebida hygie-
nloa
e
preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo d*agua
accrescentada
a bebida
ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophoSphato
de cal.
Consumpção,
moléstias do peito, tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das mulheres e das crianças.
— Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de
ferro.— Recon
stituo
o sangue
sem causar o
estomago.
Muito sgradavel,
digestivo e tonico.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
ÇAVALLOS.
Substituo
o
ferro candente sem destruir
o
pello.
Exito infallivel e facil applicação.
— Preço : 950 reis.
Depositas:
BARBERON
& C’«,
en Châtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em Lisboa, o snr.
Barreto,
rua do Lorèto. n." 28—3«»
(23
ebida
hygie-
copo
d’agua
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado
pelos
melhores médicos;tendo um
sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
",
r.
du Marché-S«-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
i.isbua,
barreu,,
Lu.e* uu rX berreira
«V
-
Irmii
xlanharía,
77.
(38)
(42*)
Gu
T
T
A
E
h
H
£
U
•
•;
a
TI
>
M
J
Licor
e pílulas
do dr.
Laville
Esta
medicina
anli-gottosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada infalli
vel
desde
30 annos,
contra
os
ataques,-e
as recaídas. Sua
«-fficacia
é
tão
grande
que
duas
ou tres'pequenas
colheradas
são
bastam-
para
curar
as
dores
mais
agudas’
E
’
a
umea
scienlifica
e officialmewe
reconhecida
e
que
«Oferece
Iodas
as
garantias'
Veja-se
o livnnho,
que se dá
gralis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2áÒ00
rs
Para
emlar-se
os
graves
perigos,da
fals^cação,
deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr
Laville.
Deposito
geral
em
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jony.
Baga
de sabugueiro
Diz-se
aonde se
vende
de
boa qualida
de largo
de
N. Senhora
Branca,
n."
4
e 5.
(246)
’
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
do
Anjo n.0
24.
Trata-se
na
livraria,
etn
frente
da mesma
casa,
e
no
escriptorio
d’
esla redacção.
VENDA
DE CASA
^^Vende-se
uma
morada
de
casas
com
Kji^dois
andares
e
quintal,
situarias na
«ÈàÉfeiCruz
de
Pedra,
com
o n.°
63.
Para
tratar,
di<igir-se á rua Nova de
Sousa,
n.°
I,
a
Gabriel
José Vieira
da
Silva.
(240)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
e
3,
e
no
Porto:
preço
300 rs.
FLUIDE IATIF
de
JONES
Por suas
propriedades
beneflcae, goza
este pro-
ducto
de
alta e merecida
reputação.
Suaviza e ama
cia
a
pello, allivia as irritações causadas
pelas mu
danças de ciima, pelos
banhos do mar, ImpressSes
desagradaveis
do vento
ou do calor, etc,
etc.
Uma
aimples applicaçSo faz desapparecer as
ra
chaduras
das maos e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado ó Sabão
Ilatif,
que
possue todas
as propriedades suavlzan-
tes
doFluide,e um aroma delicadíssimo.Preço
500 r*.
23, Boulevart
des Capucines,
Paris,
De Fronte
da
entrada do Grand-Hotel.
$
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
I
de
papel.
Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
I
Cutelaria, Artigos
de
Luxo,
Luvas, etc.
(
Deposito
em
Lisboa, snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
39
(26
*)
CS
’
£WKS1I1L«P
2JENTISTA.
APPROVADO PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de S. Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
qumto
diz
respeito
á
sua
arte
e
contiuúa
operando
graiis, pobres
e
soldados.
(186>
VENDA
íje
casas
Vende-se 4 moradas
t|e
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
ECN
dE
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.°
76,
77,
8o
e
86. Tracta-?e
no
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(Bgt
oco
Compra-as do Theatro de
S.
Geraldo, Antonio Manuel
Ay-
res
d’Oliveira, rua dos Chãos
de Baixo.
(235)
BRITAI.
Antonio
Vieira d’
Araujo, recebe
dor
da comarca^ de Braga,
por
S. M El-Bei que Deiv
guarde,
etc.
Faço
saber
que
o
cofre
da
recebedo
ria
d
’
esta
comarca
se
achará
aberto
para
a cobrança
das contribuições:
industrial
.............................
«
Renda
de casas
esumpluaria
|ANN0
DE
por espaço
de
30
dias
a
contar
no
dia
7
de
maio
e
findar
no
dia
5
de
junbo.
Passado
aquelle
praso,
se
não
tiverem
pago
as
suas
collectas
pagarão mais
3
por
cento, ou
quota
ininima
de
40
reis
de
mul
ta para
a
Fazenda
Publica.
Outro
sim
faço saber
que
os
avisos
se
acham
em
poder
dos
regedores
der
paro-
chia,
e
que
será
bom
que
os
snrs.
con
tribuintes
os
apresentem
na
Recebedoria
quando
forem
pagar.
A
Recebedoria
estará
aberta
todos
os
dias,
ainda
mesmo
nos
santificados.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos,
e
ninguém
possa
allegar
ignorância
se mandou
aflixar
este e
outros
de
igual
theor,
nos
logares
mais
públicos
da
co
marca.
Braga
28
de
abril de 1877.
0
recebedor,
(243)
Antonio
Vieira d’
Araujo-
VENDA
DE CASA
z-7^.
Vende-se
as
casas,
sitas no Lar-
S-
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
fe'
com
João
Evangelista
de Sousa
Tor
res
e
Almeida.
BRAGA,
TYPOGRAPflIA
LUSITANA—-1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
