comerciominho_05011877_587.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 587
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
B
3
S3
£8B7ttíl
B3
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs^Semestre
850
rs.^Provin-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&00!)
rs.«-Semestre
l-SOãO'
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda fraca.-=A.nnuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os assigúantes
20
%
d’
abatimento.
Sua Ex.
a
Rev.ma
o Snr. Arce
bispo
da
Braga, não lhe
tendo
sido possivel,
por causa do
ri
gor do inverno,
retribuir e agra
decer
pessoalmente
os cumpri
mentos,
que
recebeu por
occa-
sião
das boas-festas
da solem-
nidade do Nascimento do
Sal
vador do Mundo, e tendo
desti
nado
ir agora a Lisboa para
tomar assento na Gamara dos
Dignos
Pares
do Reino, como
Prelado
da
Archidiocese de
Bra
ga,
pede desculpa
d’esta demora
involuntária,
e protesta cum
prir
este dever de gratidão,
logo que regresse de Lisboa e
lhe
seja
possivel cumpril-o.
HMACA
—
-SEXTA-FEIRA & 0E
JAJXEIHO
Começamos
hoje a
publicação
do
dis
curso,
proferido
perante
o nosso
Santo
Padre,
Pio
IX,
pelo
venerando
arcebispo
de
Granada, na
occasião
em
que ioi
apresen
tada
ao
Chefe
Supremo
da
Egreja
a
gran
de
peregrinação
hespanhola,
de
que
era
presidente.
Foi
0
Consultor
de
los
parrocos
que
nos
deu
a
conhecer este documento
im
portantíssimo,
de
que
tanto
se
tem
fat
iado,
e
a
proposito
do
qual
tanto
se
tem
escripto.
Traduzindo-o
do
mencionado
hebdoma-
dario
hespanhol,
temos
a certeza
de
que
os
nossos
leitores
lhe
hão
de
dispensVr
o
apreço
e
estima
que
merece.
A leitura d
’
este
discurso,
tão
notável
a
todos
os
respeitos,
impressionou-nos
por
tal
fôrma,
que julgamos
commelter
uma
grande
falia,
se
o
furtássemos ao
conhe
cimento
dos leitores.
Ahi
vae,
pois,
tal
qual o
encontramos
no
Consultor
de
los parrocos:
«Santíssimo
Padre!
Bemdilo
seja
o Pae
das
misericórdias
e
Deus
de
toda
a
con
solação,
que
trouxe
a
primeira
peregrina
ção
hespanhola
de
nossos
dias,
e os
tres
prelados
que
temos
a
consolação e
a
hon
ra
de
presidil-a
e
dirigil-a, ante
o
Vigá
rio
de
Jesus
Christo.
concedendo-nos
a
dita
ineflavel
de
o
encontrar
e
com
per
feita
saude
em
sua veneranda
ancianidade,
de
o
ver
e
contemplar
cara
a
cara,
e
offerecer-lhe
pessoalmente
um
teslimunho
inequívoco
de
amor,
adhesão
e
reverencia
tiliaes,
e
tudo
isio
em
um mez
cheio
de
recordações
gloriosas
para
a nossa
calho-
lica Hespanha.
Precisamente
começou
este
mez
d
’
ou-
lubro
com a festa
do
santíssimo
rozario,
em
que
a
Egreja
commemora
agradecida
a
insigne
victoria,
que
nas
aguas
de
Le-
panto,
alcançou
sobre
as
hostes
agarenas
a
armada
chrislã,
da qual
formavam
parte
principal
os
soldados
hespanhoes,
todos
sob
o cominando
de
nosso valente
capi
tão,
D.
João
d
’Austria.
Passados
poucos
dias
traz-nos
á
me
mória o
modeílo
completo
dos
caballeiros
christãos,
S.
Francisco
de
Borja,
duque
de
Gandia
e vice
rei
da
Catalunha, honra
eterna
da
Hespanha.
e
inapreciável
orna
mento da
ínclita
Companhia
de
Jesus,
hespanhola
lambem
por
seu
egregio
fun
dador,
Santo
Ignacio
de
Loyola.
Vem
depois
a
lesta
de
N.
Senhora
do
Pilar,
de
Saragoça,
que,
por
concessão
de
Vossa
Santidade
celebram
as
Egrejas
d
Hispanha
com
rito
duplex
de primeira
classe,
e oitava solemnissima,
em
meio
da
qual
nos
encontramos:
Pilar
misterio
so,
erigido
nas
margens
de
Ebro
pela
San
tíssima Virgem,
quando
aiuda
vivia
neste
mundo,
para,
honrar
por
esia
fôrma,
a
nossa
nação
e consolar
o
esclarecido
pa
trono
das
Hispanhas,
o
Apostolo
SantTago,
prometlendo-lhe,
que
alli
permaneceria
sempre
aquelle
insigne
monumento,
e
que
em
volta d
’
elle
não
faltariam
nunca
ver
dadeiros
aduradoies
de
Christo.
Vossa
Santidade,
emfim,
dignou-se
marcar
opporlunissimamente
para
receber
a
devota
peregrinação
hispanhola,
o
dia
immedialo
ao
da
festa
da
austera
refor
madora
do
Carmelo,
da
esclarecida
dou
tora
mislica,
e mestra
consummada na
sciencia
da
oração
e
dos
mais
elevados
e
secretos
caminhos
do
espirito,
da
pruden
tíssima
virgem
hespanhola,
Santa
Thereza
de Jesus.
E
em
que
circumstancias
vimos
a
Vós.
ó
Santíssimo
Padre!.
.
quando
está
ar
dendo
o
mundo,
como dizia a
insigne
dou
tora
do
Carmelo,
quando querem
de
novo
sentenciarem
a
Christo,
pois
lhe
levantam
mil
leslimunhos
falsos,
quando
querem
lançar
por terra
sua
Egreja,
pois
parece
haverem-se conjurado
contra
ella as
po
testades
do
século,
que
em toda
a
parte
a
perseguem
e
maltratam,
e
quando
Sua
Cabeça
Visivel soffre
captivo
a
contradic-
ção
e
abandono mais
acerbos!
Em
circumstancias
tão
criticas e
em
momentos
tão
supremos,
é
não
só
justo,
mas
até
um
dever,
que
os
calbolicos
hes-
lanhoes,
em
quem
vive
a
fé
que
anima
va
Santa
Thereza
de
Jesus,
se
apresen
tem
fervorosos
perante
este
sagrado
solio
ponliticio,
e
procurem dar gloria
a
Deus
e
edificar
a
sua
Egreja,
consolando com
esta prova
de adhesão
e
de amor
ao le
gitimo
successor
e
herdeiro
de
S.
Pedro,
leiseguido
e
captivo,
como
o
Príncipe
dos
Apostolos,
e
reconhecendo
á
face
do
mundo
inteiro
nesta
Santa
Sé
a
base
fun-
amental
da
ordem
religiosa
e
moral,
a
columna inabalavel
da
verdade
que
faz
sábios
e
livres
os
homens,
o
supremo
mi
nistério
instituído
pelo
mesmo
Deus
para
a
illustração
e
direcção
dos
povos e
para
a
santificação
e
salvação das
almas.
E ao
mesmo
tempo
que
reconhecemos
tudo
isto,
que
fôrma,
por
assim
dizer, o
apice
de
vossa
soberania
espiritual
e
prin
cipado
religioso,
reconhecemos
e
confes
samos,
com
a
mesma,
quanto
Vós,
San
tíssimo
Padre,
nos
haveis
ensinado, e te
mos repelido, nós
os
bispos,
com
rela
ção
á
Vossa
legitima
soberania
temporal,
isto
é,
que
a
dita
soberania
e
o
princi
pado
temporal
da
Santa
Sé
são
de
insti
tuição
providencial,
e
que na ordem ac-
tual
das
coisas
humanas,
não
só
são
con
venientes, mas até
necessários pa>a
a
ver
dadeira
liberdade
e
inteira
independencia
do
supremo
pontificado.
E
por
que
assim
o
cremos
e estamos
inlimamente
persuadidos
de
que
em
quan
to
esta
sagrada
cadeira
apostólica não
volver
a
entrar
de todo
no pleno
exercí
cio de
sua
soberania
temporal,
e na
quieta
e
-pacifica
posse
dos
estados da
Egreja,
nem
o Vigário
de
Jesus
Christo
poderá
ler nunca sufiicientemente garantida
a sua
necessária
independencia,
nem
os
povos
e
nações
catholicas
deixarão
de clamar e
fazer manifestações
e
protestos,
nem sai
rão
d
’
essa
inquietação,
agitação
e
mal
es
tar
em
que
vivem,
e
de'
que
são
eviden
tes
indícios
e
públicos
testimunhos,
es
tas
e
outras
peregrinações
que
se
tem
feito,
e
as
mais
que
se
farão
ainda,
até
que
o
orbe catholico veja em
completa
liberdade
o
seu
amantíssimo
Pae,
e
que
bradas
todas as
cadeias
e
prisões
que
po
dem
coarctal-o
e
opprimil-o.
Com
estes
peregrinos,
que
aqui
ten
des presentes,
ó
banlissimo
Padre,
vem
lambem
em
espirito
a
numerosa
multidão
dos
que
em a nossa mui
amada
patria,
não
poderaiu
vir
pessoalmente,
mas
que
permanecem
unidos
e
identificados
com-
nosco,
e
se
nos
unem
fervorosos
com
suas
orações
e
boas
obras;
e
prouvera
a
Deus,
que,
em espirito
ao
menos,
vies
sem
comnosco
todos
os
hespanhes;
por
que
a
lodos
se
estende
vossa
solicitude
e
fraternal
carinho,
sem
excepção
de
pes
soas, qualquer
que
seja o
seu
grau
e
condição,
iuclusivé
aquellas,
que,
como
pombas
seduzidas, hão
caido
cegamenle
nos
laços
da
incredulidade,
que
alii,
co
mo
em
todas
as
parles,
estendem
á
can
dura
da
fé
os textos
vivos
do
ensino pan-
theisla
e
materialista,
que
costumam
pu
lular
nas
escolas,
e
textos
hediondos
e
corruptores
de
muitos
livros,
folhetos e
periódicos
detestáveis,
mais ou
menos
dis
farçados
com
a
capa
de
cathohcos,
que
diariamente
diffundem
por entre o
povo
o
espirito
de
rebelião
e
libertinagem,
ao
qual
dão
o nome
de
espirilo
moderno,
e
que na
verdade
é
a alma
d’
aquelle
pro
gresso,
e d
’aquella civilização
moderna,
34 FOLHETIM
tlll.
3. Jl.
1
*£ 8ACEDO.
CS
BOIS
MttK
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
XVI
A
velha, o moço,
e a
moça.
[Cunliuuação]
■—
Durante
o dia,
continuou
Irias,
elle
não
pensa,
elle
não
suspira,
elle
não
vi
ve
senão
pela
senhora.
—
Minha
mãe'...
—
De
noite, se dorme, são
seus
os
sonhos
d
’
elle
;
se
vela,
elle
vive
ainda
só
pela
Bella
Orfã,
e escreve
himnos ao
ob-
jedo
de
seus cultos...
—
Minha
tnãe!...
—
Negas
isto?... perguntou
a
velha
com
lom
grave.
—
Nego:
disse
Cândido.
As
tres
personagens
no
fervor
d
’
essa
prática
se
haviam
insensivelmente
erguido,
e
se
tinham
chegado
até
junto
do
piano,
—
Negas
isto?
repetiu Irias.
—
Nego,
respondeu
outra vez o moço.
Então a
velha
lançando
a
mão
no
bol
so
de
seu
vestido,
tirou
d
’
elle
um
papel,
e
o
ia
entregar
a
Celina ;
mas
vendo
que
esta
uáo
o
recebia,
lançou-o
sobre
o
pia
no
e disse
:
—Eis
ahi,
senhora,
a
declaração de
amor
d’
esle
mancebo.
—Que
é
isto? perguntou
Cândido.
—
Os
versos
que
escreveste
em
uma
das
noites
passadas.
Ouviu-se
n
’
esse
momento
o
tropel
que
faziam Anacleto
e
Marianna
descendo
a
éscada
do
sotão:
Cândido
lançava-se
so
bre
o papel,
quando
Irias
o
susteve
com
sua
mão
musculosa
e
forte
dizendo:
—
Aquillo
não
te
pertence
mais.
Quando
Anacleto
e
Marianna
entraram
na
sala,
Celina
trémula
e
cheia
de
pejo,
lançou
seu
lenço
branco
sobre
o
papel.
Depois aproveitando
um
instante
em
que
lodos
pareciam
estar
entretidos,
ella
não
tendo
bolsos
no
vestido, escondeu o
papel
no seio.
Cândido
viu
isso.
Na
hora
de
recolher-se,
a
Bella
Orfã
abriu
esse
papel,
e
viu
algumas
folhas
es-
criplas
:
eram
versos,
e
constavam de trin
ta
e
duas
estrofes,
tendo
por
titulo
o
se
guinte
:
—
O
sonho
da
virgem.—
XXII
João
e Rodrigues.
Contra
lodos
os
seus
hábitos,
o
ve
lho Rodrigues,
guarda-portão
do
Ceo-côr-
de-rosa,
deixou
ás
oito
horas
da
noite
o
.seu
eterno
po§to do
alpendre, e
desceu
biu
também
os
degráos da
portaria:
era
um
velho
pouco
mais ou
menos
da mes
ma edade
de
Rodrigues.
—
Adeus
João,
disse
Rodrigues.
—
Boa
noite,
Rodrigues;
disse
o
re-
cem-chegado
tomando
logar
e
sentando-
se
junto
do
guarda-portão.
—Esperaste muito?
—
Não,
ha
um
quarto
de
hora
apenas.
—Que
diabo!
letnós
assim
uns
encon
tros,
que
melher
caberiam
a
dois
ladrões,
ou a
dois
namorados.
O
guarda-podão sorriu-se
e
levan
tou
os
hombros,
como
quem
queria
di
zer:—
que
nos
importa?—
—Conversemos,
disse
o recem-chega-
do
:
que
novidades
ha?
—
Que
uiáo
costume!
murmurou
Ro
drigues;
falias
sempre
com
voz
tão alta!
—
Pois
então
que
ha?...
—
Apenas
um
curioso
que
nos
espreita.
—
E
onde
está
então
essa
peça?
Rodrigues apontou
para Jacob, que
fingia
ressonar.
—
Ora...
é
um pobre
mendigo.
—
Cala-te
;
é
nada
menos do
que
o
celebre
Jacob,
que
em
outro
tempo
co
nheceste
bem, e
que
hoje
é
meu
visinho,
e
tomou
por
sua couta
espreitar
todos
os
meus
passos.
—
Ui
I...
pois
deveras?..
—
Sem
a
menor
duvida.
—
Vamos
poi-o
d
’
alli
para
íóra
a
pon
tapés
i
—Para
que?
basta
que
íallemos
baixo:
lenho pouco
que
dizer-te.
—
Tens
razão,
tanto mais
que
me
sup-
por
um bêco que
vae
abrir-se
no
largo
1
da Lapa.
1
Jacob
e
Helena,
que
estavam
como
1
sempre
de espreita
á
janella,
disseram
um
para
o
outro
ao
mesmo
tempo
:
—
Temos
novidade.
1
O
ex-escrivão
tomou
immedialamente
!
o
chapeo,
e
saindo,
apressou
os
passos
até
descobrir
o
velho
Rodrigues,
e o
foi acom
panhando
de
longe
e
com
todo
cuida
lo
para
não
ser
por
elle
descoberto.
Helena
ficou
só,
mas
sempre
vigilan
te
á janella,
observando
o
que
pela
vi-
sinhança occorria.
O
velho
guarda-portão,
sem
nunca
olhar
para
traz,
atravessou
o largo
da
Lapa,
e
tomou
pela
rua
do
Passeio
Pu
blico,
deixou
ao
lado
esquerdo
a
rua
das
Marrecas,
venceu
lodo
largo
da
Ajuda, e
como
quem
se
dirigia
para
o
de
S.
José,
foi
indo
sempre
no
mesmo
passo,
até
que
endireitou
para a
portaria
do convento
da
Ajuda,
e
foi
sentar-se
nos'
degraos
su
periores.
Jacob
coseu-se
com
a
parede
do
con
vento,
aproximou-se
quanto
poude
do
ve
lho,
e
hualmente
atirou-se
ao
chão
pro
curando
ser
tomado
por
algum
mendigo.
O
guarda-portão
descobriu
a
tempo,
e
reconheceu
o ex-esçrivão;
mas
não
deu
signal algum
de
o
ter
feito,
e
ficou
quie
to
no
mesmo logar, cantarolando
por
.entre
os
dentes
uma de
suas
prediletas
bailadas.
Um
quarto
de
hora
depois
o
vulto
de
um
homem alto
veio
se
approximando
do
posto
que
Rodrigues lomára.
I
Q
velho
cbegpu-se
mais,
e
emfim
su
proscriptos solemnemente
por
Vossa
San
tidade.
(Continua)
COBRESPO.VDENCIA
Amigo
direclor
do
COMMERCIO DO MlNHO.
Trouxeram-nos
á
cama, onde
nos
pren
de
ha 10
dias
um
incommodo
de saude,
o
«Jornal
do
Minho» de
29
de
dezembro
ultimo,
onde
vem
uma
local
que
nos diz
respeito
e
ao artigo
por
nós
escripto no
«Commercio
do
Minho»,
de
23
do
dito
mez
de
dezembro.
Não permitte
o
nosso estado
de
saude
o
espraiar-nos,
por
agora,
na
resposta
condigna
á
tirada
despeitada
da lamparina
histórica.
Basta
que
lhe
digamos—
para
descargo
de
consciência—
que
as
noções
de
corlezia
que pretende
dar-nos,
as
re-
geitamos,
porque
não
costumamos
apro
veitar-nos d’
aquillo
que
a
generosidade
de
outrem
leva
a
oITerecer-nos
fazendo-lhe
summa
falta.
Acceitariamos
também
o
convite
para
uma
discussão
séria
ácerca
do
programma
historico-reformista;
se
sério
fosse
o
pro
gramma,
e
se
sérios
fossem
os seus
auctores;
mas o
nosso
juiso
e
com
elle
o
de
mui
tos
e
respeitáveis
caracteres—ácerca
de
tudo
isso,
está
de
ha
muno
e
de accordo
com
a
ladainha
de impropérios
que tanto
molestou
o
localista
do
«Jornal
do
Minho».
Como
não
conhecemos
o
jornal
«Luz
da
Razão»,
nem
o seu
redactor,
para
on
de
o
illustre
localista
tem
a
delicadeza
de
nos
mandar,
rogamos-lhe
a
fineza de
nos
dar
uma
carta
de
apresentação, para
o
!
caso
de
nesta
parle
resolvermos
acceder '
a
seu
convite.
1
O
amigo
direclor
do
«Commercio
do !
Minho»
queira
inserir
esta
n
’utn dos
seus
mais
proximos
numeros
afim
de
que,
se <
aigum
mau
eífeito
póde ter
aquella local,
elle
recaia
todo
produzido
sobre
o
De
v.
etc.
J.
MACHADO JÚNIOR.
GAZETILHA
Pree«B.
—
O
venerando
prelado
desta
archidiocese
ordenou
que
em
3
dias
do
corrente
mez
se
façam
preces
publicas,
na
Sé
e
em
todas
as
egrejas
das
parochias
e
mosteiros
de
religiosas do arcebispado,
para
impetrar do
Altíssimo
se
amerceie
de
nós,
fazendo
cessar
a
chuva,
cuja con
tinuação
tantas
victimas
e
estragos
tem
feito,
e
ãinda
ameaça
mais males.
Carta.—
Publicamos
n
’
outro
logar
des
ta
folha
uma
carta
do
nosso
distincto
col-
laborador,
o snr.
J.
Machado Júnior,
á
qual
damos
publicidade
pela
muita
consi
deração
em
que
temos
aquelle nosso
pre-
sado
amigo.
O
nosso
proposito
era,
que
não se
dis
sesse
uma
só
palavra
ao
«Jornal
do Mi
nho»,
com
quem
nada
temos,
nem
quere
mos; emquanto
o
visinho
não
mudar
de
sistema,
isto é,
emquanto
olhar
pouco
se-
riamente
a
instituição
da
imprensa.
Logo,
porem,
que
a
folha
dos
histó
ricos se
digne
consultar
o
dicionário
bom
senso
sobre
o
termo
discussão
,
es
taremos
ás
suas
ordens.
Apesar
de
muito humildes,
não
amedrontam
nem
avejões,
nem
moinhos
de
vento.
E
fechamos
o cavaco.
Posse.
—
Tomou
posse
da
egreja
de
Perelhal,
de
Barcellos,
em
que
fora
apre
sentado
por
decreto
de
24
de
maio
pre
térito,
o
illustrado
presbytero
o
snr.
Hi
lário
José
Antunes.
Este
bondoso
levita,
ainda
tão
joven,
e
já com
os
créditos
bem adquiridos
de
um
eximio
orador,
é
um
sacerdote
digno
da graça, que
obteve,
e
faz
honra
á
sua
respeitável
classe
não só
pela
sua
robus
ta
intelligencia,
como
também
pela
suai
probidade,
inteireza
de caracter,
e
pureza
de sentimentos.
A
distincção,
com que
ukimamente
foi
laureado
no
seu
exame
synodal, e
as
palavras
animadoras,
e
todas
cheias
de
I
ailecto,
e
amor,
que
se
dignou
dispensar-
lhe
o
nobre
Prelado
bracarence,
no
acto
i
da
collação,
bem próprias
d
’
um
Príncipe
da Egreja,
que
o
sabe
ser, são
a
prova
mais
significativa
do seu
incontestável
me
nto
Parabéns
pois
ao pastor,
e
ás ovelhas,
que
vai
apascentar. Que
Deus
o
não
de-
,
sampare, e
o
inspire
com
a sua
graça
no
exercício
das
funcções
do
seu
augusto
mi
nistério,
é
o
que
do coração muito
lhe
de
sejamos.
!
Pwrtiiia.
—
S.
ex.
a
revd.
ma o
snr.
ar-
ja.
cebispo
de
Braga tenciona
partir
hoje,
no
O
presbytero
João
José
Pinto—
apresen-
comboio
da
1 h.
e
40
m.
da
tarde,
para
|
tado,
precedendo
concurso
por
provas
pu-
Lisboa,
onde
vae
tomar
assento
na
cama-1
blicas,
na
egreja
de
Santa
Luiza
de
Garvão,
ra
dos
Pares.
diocese
de
Beja.
Ponte
abntídf
*
.
—
Ante-hontem
aba-
C
...........
teu em
frente
de
Paço
Vedro,
na
estrada
valho
—
apresentado,
precedendo
dos
Arcos, a
ponte que dava
passagem
por
provas
publicas,
na
egreja
para
a
casa
de
Agrella.
de
Nossa Senhora
de Assumpção
A
ponte
era ainda
construída
de
ha
los.
diocese
de Beja,
pouco,
e
pertencia
ao
proprietário
da
casa O
presbytero
José
da
Silva
referida.
apresentado,
precedendo
concurso
por
pro-
Jiiradoa.—
No
dia
14
do
corrente
|
vas
publicas,
na
egreja
parochial
de
San-
lem
de
proceder-se,
r~
—1
•
v
• ■
.
l
--:-.
■
«> ..
•
á
eleição
dos
jurados
que toem
de
servir
n’este
anno.
Negoeioa
e«eíe«is»HtÉeí»i3:—O
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
295, de
30
de
de
zembro
findo,
publica
o
seguinte:
Declarando
sem
eífeito
o provimento
do
presbytero João
Maria
de
Savedra
Temes,
na
lhesouraria parochial
da fregoe-
zia
dos
Santos
Marlyres
de
Santos-o-Ve-
lho,
de
Lisboa,
de
que
se
lhe
fizera
mer
cê por decreto
de
30
de
dezembro
de 1869,
e
o
nos
e
carta
regia
de
9
de
março
de
1870.
Declarada
sem
effeito a
mercê
que
se
fizera
ao presbytero Antonio
Coelho
Mon
teiro
Machado,
parocho
collado
na
egreja
de
Santa Maria
de
Dardavaz,
diocese de
Vizeu,
da
apresentação
na egreja de
S.
João
Baptista
de
Beijós,
na
mesma
dioce
se,
por decreto
de
14
de
junho
e
carta
regia
de
10
de
dezembro
de
1873.
O
presbytero
Antonio
Teixeira
da Sil
va
—
apresentado, precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na egreja
parochial de
Santa
Maria
de
Azevo,
diocese
de
Lame-
go«
O
presbytero
Antonio
Pedro
Ribeiro—
apresentado na
egreja
parochial
de
S. Mi
guel
de
Papizios,
diocese
de
Vizeu.
O
presbytero
José Soares Telles,
pa
rocho
collado
na egreja de
Sanflago
de
Leomil,
diocese
de
Lamego
—
apresentado
na
egreja
de
Santa
Christina
de
Tendaes,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Simões da
Concei
ção
—
apresentado,
precedendo concurso
por
provas
publicas,
na egreja
parochial de
S.
Miguel
de
Travassô,
diocese
de
Avei
ro.
O
presbytero
Frederico
Ramos Cid—
apresentado,
precedendo
concurso
por pro
vas publicas, na
egreja
de
Santo
Aleixo,
diocese
de
Beja.
O
presbytero
José Pedro Semedo Di-
I niz—
apresentado,
precedendo
concurso
por
| provas publicas,
na
egreja
parochial
de
i
S.
João
Baptista de Cazeval,
diocese
de
:
Beja.
O
presbytero
Álvaro
Guerreiro
Cama
cho
—
apresentado,^precedendo
concurso por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
S. Thiago
de
Entradas,
diocese
de Be
ja.
O
presbytero
Luiz
Augusto
da
Costa
—apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na egreja
parochial
de
Santa
Clara
de
Louredo,
diocese
de
Be-
diocese
de Beja.
O
presbytero
Joaquim
Freire
de
Car-
concurso
parochial
de Oriol-
Borges
—
no
tribunal
judicial,
ta
Catharina
do
Valle, diocese
de
Beja.
O
presbytero
José
Ambrosto
da
Silva
—
apresentado, precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa Senhora
da
Graça
de
Villa Nova
de
Milfontes,
diocese
de
Beja.
O
presbytero
José
Manuel
de
Mello
Ramos
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora da
Encarnação
de
Villa
Rui
va, diocese
de
Beja.
O
presbytero
Exequiel
Ferreira de Mat
los,
thesotireiro
da egreja
parochial
de
S.
Jorge
de
Lisboa
—
provido
na serventia vi
talícia
da
thesouria
da egreja
parochia
de
S.
Pedro
em Alcantara,
de
Lisboa.
Abrindo
concurso
para
as
egrejas
se
guintes:
Alcácer
do
Sal (S.
Thiago),
concelho
de
Alcácer
do Sal,
diocese
de
Evora.
Analouza (S.
Domingos),
concelho
de
Estremoz,
diocese de
Evora.
Ancião (Nossa
Senhora
da
Conceição)
concelho
de
Ancião,
diocese
de
Coimbra.
Cambezes (Salvador), concelho
de
Mon
ção,
diocese
de
Braga.
Candêdo
(Santa
Maria
Magdalena),
con
celho
de
Murça,
diocese de
Braga.
Castello
Rodrigo (Nossa
Senhora
de
Re
clamada),
concelho
de Figueira
de
Cas
tello
Rodrigo,
diocese
de
Pinhel.
Canha
(Santa
Maria),
concelho
de
Cou-
diocese
de
Braga.
Daião
(S.
Pedro),
concelho de
Vianna
Castello,
diocese
de
Braga.
Egreja
Nova
do
Paialvo
(Nossa
Senho-
da Conceição),
concelho
de Thomar,
Freiriz
(Santa
Maria),
concelho
de
Villa
Verde,
diocese
de Braga.
Fundada
(Santa
Margarida),
concelho
de
Villa
de
Rei,
diocese
de Castello
Bran
co.
Lisboa
(S.
Miguel),
bairro
oriental,
dio
cese
de
Lisboa.
Louzada
(Santa
Marinha),
concelho de
Villa
Nova
de
Famalicão,
diocese
de
Bra
ga-
Mouriscas
(S.
Sebastião), concelho
de
Abranles,
diocese
de
Castello
Branco
Parada (S.
Pedro
Fins),
concelho
de
Coa
ra,
diocese
de
Braga.
Pombeiro
(Santa
Maria), concelho de
Felgueiras,
diocese
de
Braga.
Rio
Tinto (Santa
Marinha),
concelho
de
Espozende
diocese
de
Braga.
»«»as
vietímas.
—
Escrevem
de
San
to
Thyrso
com
data
de
1
do
corrente ao
«P.
de
J.>:
A
ponte
sobre
o
rio
Ave,
que
ligava
esta
villa
com
a
povoação
do
Pinheirinho,
e
que
se
achava
muito deteriorada
em con
sequência
das
ultimas
cheias,
abateu
hoje
pelas
9
horas
da
manhã,
levando na
sua
queda
cinco pessoas
que
infelizmente
pas
savam
n’
aquella
occasião,
para
o
mercado
d
’
esta
villa.
Tres
dos
indivíduos
poderam
ser
salvos
com
grande
diíliculdade,
e
os
dois
restantes,
honiém
«^mulher,
foram
levados
pela
corrente,
sem
que
mais
fos
sem
vistos.
Esta
villa
está consternada
com
tão
fa
tal
acontecimento.
Prontiaei»meiKo «le Menlinras.
—
As
senhoras
dos
Estados-Unidos
entra
ram
ifuin
pronunciamento
febril,
nervoso,
sedicioso.
Não
se
trata
de política
nem
de
religião,
mas
de
uma
questão
muito
mais
grave
para
os
partidários
desse mo
vimento.
Grande
numero
de
damas
suble
varam-se
contra
o
que
elias
chamam
a ty-
rannia
das
modistas parisienses,
e
forma-
ra,
do
ra
<
diocese
de
Lisboa.
-
*
r-
ponho
em
vesperas
de
tomar
de novo
co
nhecimento
com
elle.
—
Como
?...
—
Vi-o
entrar
o
tnez
passado
lá
casa.
—
E com
que
fim
?...
—
Não sei,
mas
hei
de
sabel-o.
—
E
’
preciso.
—
Vamos
ao principal: conta-me
o
que
ha.
—Sim,
porém
torno
a
dizer-te
que
falles
mais
baixo.
Jacob
não
tinha
até
então
percebido
uma
só
palavra
;
apenas
lhe
chegava
aos
ouvidos
um
leve
ruído;
mas
d
’ahi
por
diante
ainda
menos
do
que
isso
ouviu
:
e
Rodrigues
eram
para
elle como
mudos
sentados
ao
lado
um do ou-
arrependen-se
de
haver
seguido
o
guarda-portão,
e
a
posição incom-
que tomára, era
como
um
castigo
em
João
dous
tro:
velho
moda
de
sua insana curiosidade.
Os
dous
velhos amigos começaram
a
fallar
um
com
o
outro
em
voz
muito
baixa.
—
Então
o
que
ha?...
repeliu
João.
—
Realisam-se
minhas
previsões.
—
Amam-se
?...
—
Elle
como
um
louco, como um
paz
de vinte
annos,
que
ama
pela
meira
vez.
—
E
ella?...
—Ou já
o
ama
também,
ou
está
muito bom
caminho
para chegar
a
isso.
—
E
já
sabe
que
é
amada?...
—Creio
que
o
pensava desde
alguns
dias
;
hontem
porém
teve
a certeza
de
o
ra-
pri-
em
—
Quem
lhe
revelou
o
segredo
?...
—
Este
seu
creado.
—Bravo, snr. Rodrigues;
está
repre
sentando um
excellente
papel.
—
Pois
que
querias
tu
que
eu
fizesse,
João?...
duas creanças
tolas
como
elles
são,
precisavam
de
quem
lhes
abrisse
os
olhos:
e,
sobretudo,
não
é
verdade
que
convém
terminar
os
nossos
trabalhos?
não
crês
que basta
de
provação?...
—
Eu não te
crimino, Rodrigues,
ao
contrario
acho
que
tens
ido
ás
mil
ma
ravilhas;
tanto
mais
que
dous
trastes ve
lhos
como nós. devemos
dar graças
a
Deus
I
por
podermos
ainda
prestar
para
alguma
cousa
n
’
este mundo.
—
EmfitB,
elles
se
amam
repetiu
Ro
drigues.
—Era
natural.
—
Temos
porém
novidades
cem
vezes
mais
importantes.
—
Vamos
lá.
—
Realisa-se
também
a
minha
ultima
previsão:
o
outro
igualmente
a
ama.
—
Oh
diabo
!
o
caso
vae-se
complican
do
;
e
ella?
—
Despreza-o.
—
Está
no seu
direito:
e
elle
teima?...
—
Faz
mais
do
que
isso.
—
Então
o
que?...
—
Quer
impôr-se.
—
Como ?...
—
Ora
como!...
pois
não adivinhas?...
com
a
misteriosa influencia
que
exerce
sobre
a
viuva.
—
Quando
eu
digo
que
o
caso
se
vae
complicando
!
—
Hontem
o
velho
e
a menina
sahiram
a
passeio:
a
viuva
arranjou
uma
dôr
de
jcabeça
e
deixou-se licar
em
casa;
d’
ahi
a
pouco
chegou
elle.
—
Bem
: e
depois?
—
Fecharam-se
na
sala,
e
conversaram
uma
hora.
—
E
tu
?...
—
Ouvi
tudo.
—
Bravo!
és
um heroe.
—Elle
exigiu
que
a
viuva fechasse
porta
do
Ceo-côr-de-rosa
ao
pobre
rapaz.
—
Porque
?...
—Porque
suspeita
que
a
pequena
ama,
e
não quer ter
um
rival
tão
perlo
d
’
ella.
—
E a
viuva
?
—
Negou-se a
cumprir
a
exigencia.
—
E
elle
?...
—
Declarou-lhe
formalmente
que
se
el
la
não
a
cumprisse,
perdel-a-hia
no
con
ceito
publico.
—
E,
finalmente ..
—
Separaram-se
sem
haver decidido
coi-
alguma.
—
E
o
que
conclues
tu
do
que
se
pas
sou
?...
—
Que
dentro
em
pouco
as
portas
do
Ceo-côr-de-rosa serão
fechadas
ao
moço
pobre.
—
E
nada
mais?...
—Concluo
também que o
pelo
menos
metade do
que
mos.
—
Ainda
bem
que
elle
sabe
creio
que
não gostará
quando
ber
o
resto.
—
João,
para
mim
é
claro
que
a
—
de-
cima-segunda
—
existe
em
poder
d’
elle.
a
o
sa
outro
sabe
nós
sabe-
só
metade,
vier a
sa-
—
E
’ realmente
a
melhor
maneira
de
explicar
aquella
misteriosa
influencia.
—
E
tu,
nada
absolutamente
tens
con
seguido
?
—
Nada.
—E
’
pena
;
porque
emfim,
póde
ser
que essa
arma
com
que
elle
joga,
acabe
por
fazer
muito mal
ao
nosso
plano.
—
Que
queres
?..
tenho trabalhado
mui
to
;
mas
sempre
em
vão:
já
corri
e
exa
minei
um
por
um,
todos
os
papeis
da
casa.
—
E
nada
?
..
—
E
nada
:
falta-me
só
a
carteira ve
do
defuncto.
—Quem
guarda as
chaves?...
—
Elle,
que
de
ninguém
—
Diabo
1
é
n
’essa ;
tem
no
fundo da
primeira
gaveta
querdo.
—Lembro-me
bem.
—
E
então
que
fazes?..,
—
Que
faço
? o
que
tu
farias
:
espero.
—
Esperar é quasi
sempre o maior
de
todos
os
castigos.
—
E
que
remedio,
Rodrigues?
a
car
teira
está em
seu
quarto
de
dormir,
e
elle
quando
sae,
leva
sempre
a
chave
:
parece
que
esconde
alli
um grande
the-
souro.
—
Não
se
engana;
mas
has
de
rou-
bal-o.
—
Esperemos.
lha
as
confia.
um
segredo
do
lado
es-
(Continua)
RS”
lustre
primogénito
de
sua
magestade
a
rainha
da
Gran-Bretanha,
á
qual
me
li
gam,
bem
como
á
sua
familia,
tantos
la
ços
de
parentesco
e antiga
amisade,
vies
se
reconhecer
por
si
proprio
como
é
vi
va
e constante
a
syinpatbia
que
ha
sécu
los
existe
entre
as
duas
nações
allia-
das.
Uma
crise
bancaria,
que
affectou sen
sivelmente
alguns
dos
nossos
principaes
estabelecimentos
de
credito,
e
que
amea
çou
de
tomar
proporções
assustadoras,
obri
gou
o meu
governo
a
publicar medidas
extraordinárias,
de
que
vos
dará
conta
de
vidamente.
Algumas
propostas
de
lei
ten
dentes
a evitar,
quanto
possivel,
a
repe
tição
de
laes
acontecimentos,
egualmente
vos
serão
apresentadas.
Estou
certo
de
que «s
examinareis
to
das
com
a
madureza
que
vos
é
própria,
e
folgarei
de
que
possam
merecer
a
vossa
approvação.
As
inundações
produzidas
pelas
ultimas
chuvas,
se por
um
lado vieram
fertilisar
as terras,
por
outro causaram
estragos,
a
que é
preciso
accudir
com
remedio
prom-
pto.
A
fim
de
suavisar
os
males
de
natu
reza
particular
tem-se
desenvolvido
ampla
mente
o
espirito
da
caridade,
para que
nunca
se
appella
em
vão
entre nós;
para
reparar
prejuízos
e
damnos
nas
obras
e
edifícios
públicos
proporá
o
meu
governo,
se
assim
fôr
indispensável,
os
necessários
créditos.
Ficaram
pendentes
do
vosso
exame
na
ultima
sessão
legislativa
algumas
importan
tes propostas
de
lei de geral
interesse:
para
estas
e para
outras
que
o
meu
go
verno
vos apresentará
pelos
differentes
mi
nistérios
chamo
a
vossa
esclarecida
alten-
ção,
mencionando especialmente
a
refor
ma
da instrucção
secundaria
e
do recru
tamento,
e
a
que
tem
por
objecto
habi
litar
o
ministério
das
obras
publicas
a
pro
ceder
á
construcção
do
caminho
de
ferro
da
Beira
Alta.
As
províncias
ultramarinas
teem
con
tinuando
a merecer a
attenção
do meu
governo,
e
pelo
ministério
competente se
vos
dará conta das
medidas
decretadas,
e
vos
serão
apresentadas
propostas
para
melhorar
differentes
ramos
de
serviço e
desenvolver
a
prosperidade
n
’aquellas
vas
tas
possessões.
Confio
que
tudo
examina
reis
maduramente,
e
promovereis,
quanto
possivel,
os melhoramentos que
as
ditas
províncias
justamenle
reclamam.
A situação
da
fazenda
merece,
como
sempre,
a
mais
seria
attenção
dos
pode
res
públicos,
e
o
meu
ministro
n
’
aquella
repartição
vos
apresentará
o
orçamento
da
receita
e
despeza
do
estado
para
o
an
uo
economico
dc 1877-1878, e algumas
propostas
de
lei
que
tendem
a
aperfeiçoar
a
(iscalisação
e
a
contabilidade,
e
a
me
lhorar successivamente as
condicções
do
thezouro,
sem
aífectar
os
contribuintes.
Estou
certo de que
vos
occupareis
de
tão
importante assumpto
com
especial
solici
tude.
Dignos
pares do
reino
e
senhores
de
putados
da
nação
portugueza:
Chamando a
vossa
illustrada
atttenção
para
tão
diversos e importantes
negocios,
conto
inteiramente
com
o
zelo
e
patrio
tismo
de
que
tendes
dado
tantas
provas
no
exercício
das
vossas
elevadas
ftincções,
e
confio
que,
com
o
auxilio
da Divina
Providencia, continuaremos
todos
no
em
penho
de
contribuir
para
a
felicidade
pu
blica.
Israelita
convertido.—
Lemos
no
«Jornal
da Noite»:
No
domingo,
31 de desetnbro
ultimo
recebeu
as
aguas
do
baplismo
na
egreja
dos
Jeronymos,
Elias
José
Cohen,
de
20
annos,
israelita,
filho
da
snr.
a
D.
Rosa
Maria
Dias
dos
Reis,
e
enteado
do
snr.
José
Gaspar dos
Reis,
A
cerimonia
veri
ficou-se
com
toda
a
pompa
devida
ao
zelo
e
amisade
com
que
o
snr.
José
Gaspar
dos
Reis,
tracta
seu
enteado.
Foi
padrinho
S. M.
el-rei
o
snr.
D.
Luiz,
representa
do
pelo
seu
camarista,
o
snr.
conde
de
Mafra,
que
com
toda
a
affabilidade
acom
panhava
o afilhado. 0
reverendo
prior
da
freguesia
fez
um
breve
discurso,
indi
cando
os
deveres
que
coftipetiam
ao
novo
chrislão. Foi de
um
effeito
deslumbrante
a
cerimonia
da
communhão,
pegando
na
toalha
dois anginhos
ricamente
vestidos.
Finda
a
cerimonia
foi
offerecido
aos con
vidados
pelo
snr.
José
Gaspar
dos
Reis,
um lauto
jantar
no
hotel Borges,
a
que
assistiram
quarenta
e
uma
pessoas. Ao
jantar
trocaram-se
diversos brindes,
sendo
um
d
’
elles
á
famalia
real
portugue
sa, retirando-se
os
convidados
satisfeitís
simos,
pelo
modo
agradavel
com que
com
que
o
neofito
os
tratara.
ram
uma
liga
para
a creação
e
adopção
de
um vestuário nacional. Para
esse
fim
hou
ve recentemente muitos
meelings
em
Phi-
ladelphia
e
o
ultimo
foi
parlicularmenie
interessante
e tempestuoso.
A
maior
parte
das
oradoras
declararam
que
o
vestuário
cingido
ao
corpo,
adopta-
do
actualmente
pelo
seu
sexo,
nem
é
hy-
gienico
nem
decente;
querem
portanto
que
o
vestuário feminino
se
componha
de
umas
pantalonas,
de
um saiote
curto,
de
um
paletot
sacco
e
de
um
chapéo
redondo
de
abas
largas.
Apresenlaram-se
8
damas
vestidas
por
aquella
fórma
e
teor.
Não
tinham
como
padrinhos,
nem
o
viço
da
mocidade
nem
a
perfeição
de linhas e
o
bem
lançado
das
fôrmas.
Ih
I
que
fúrias!
segredou
uma
das
assistentes
a
outra,
e
a
palavra
fez
logo
o
gyro
da
sala.
Então,
uma joven
e
bella
mulher,
a
Sra.
Atwater.
stibio
á
plata-fórma
e
disse
que
o
movimento
ti
nha
todas
as suas sympathias.
que
ella
admirava
grandemente
a
coragem
das
da
mas
que
se
haviam
adornado
com o
ves
tuário
reformado,
mas que
seu
marido
a
havia prohibido
de
o
usar.
Ora,
accrescentou
ella
em fórma
de con
clusão,
nós
devemos
obediência
aos
nossos
maridos.
Seguiu-se-lhe
no
uso
da
palavra
a
Sra.
Merriwheter,
do
Teneesse,
que
ateou
o
fo
go á
polvora
declarando
que
a
mulher
não
tinha
influencia
sobre
os
liomens
nem
so
bre
a humanidade,
em
geral,
senão
na
por-
porção
da
sua
beileza
e
das suas graças;
por
esse
motivo, comquanlo o
vestido
re
formado
pudesse
ser
muito commodo
e
muito
hygienico,
não
se
devia
adoptar
por
ser
menhonho
á
vista.
A
assembléa sentio-se estremecer
so
bre
a
influencia
desta
palavra
magnética.
Fallou
tudo
ao mesmo
tempo,
e
como
nin
guém
se
entendesse,
assentou
se
em
que
o
melhor
que se
tinha
a
fazer
era
adiar-
se
o meeting. . para
o
dia
do juizo
Catástrofe
no
caminho de fer
ro
de
Lyão.—
-Na
linha
ferrea
de
Lyão
succedeu
ha
poucos
dias
uma
horrível
ca
tástrofe.
Abalroaram
dois
trens.
Um
era
expres
so.
Trazia
uma
velocidade
de
6o
kdometros
por
hora
e
o outro
45.
.As
duas
machinas,
os
tenders,
os
four-
-gons
e
os
primeiros
vagões
fizeram-se
em
pedaços
com
o choque,
esmagando
e
mal
tratando
os
míseros
passageiros.
Morreram
nove
pessoas;
seis
eram
agen
tes
da
companhia
do
caminho
de ferro
Os
feridos,
alguns
com
fracluras
gra
ves,
são
em
numero
de qualorze.
N’
este
numero
incluem-se algumas
senhoras.
A
Europa uitidn n África.—
Oc-
cupa-se
um
diário
estrangeiro
do
projeclo
de
união
da Europa
com
a
África
por
meio
(fum
tonel,
que
partindo
de
Hespanha,
entre
Tarifa
e Algeciras
vá
leminar
na
ponta
de Gires
entre
Ceuta e
Tanger,
a
uns dezoito
kilometros
do
monte
Hacho.
A
galeria
deverá
correr
a
uns
oitenta
metros
sob
o
fundo
do
mar.
Para
ter
grossura
suíliciente
para
as
segurar
a
sua resistência,
e como
a ma-
xima
profundidade
do
fundo
do mar no
referido
perfil
e
de
819
metros,
a
galeria
ficaria
collocada
a
900
melros
sob
o
nivel
da
superfície das aguas.
Uma
conspiração na
ICussia.—
Descobriu-se
era
Moscow
uma
sociedade
secreta
que,
segundo
diz
o
Tagblalt,
ti
nha
ramificações n
’uma
grande
parte
do
império
russo,
e
cujo
titulo
era:
o
criado
vermelho,
(krasny
valet.)
0
fim
d
’esta so
ciedade
era
derribar o
czar
e
banir
a
fa
mília
imperial,
assim
como
todos
os func-
cionarios;
fundar
uma republica; repartir
a
Rússia
em
5
estados
independentes, que
só
ficariam
ligados
entre si
por
vínculos
federaes.
Os criados
vermelhos
fizeram
tam
bém,
segundo
dizem,
uma
manisfestação
em
S.
Petersburgo.
Fazem-se
activissimas
diligencias, que
são
dirigidas
pelo
chefe
da
3.
a
divisão
de
policia do
Czar.
A
policia
de
Moscow
fez
numerosas
prisões.
Abertura
do parlamento. —
Abriu-
se
na
terça-feira
o
parlamento.
0
discurso
pronunciado
pelo chefe do
Estado
é do
lheor
seguinte:
Cumprindo
o
preceito
constitucional,
venho abrir
a
presente
sessão
legislativa,
e
com
prazer me
vejo
rodeado
dos
repre
sentantes
do
paiz.
Continuam
felizmente
as
nossas
relações
de
boa
harmonia
com
todas
as
potências
estrangeiras.
Depois
de
encerrada
a
ultima
sessão
recebi
a visita
do
príncipe
de
Galles,
que
se
demorou
alguns
dias
n
’esta
capital.
Foi
agradavel
para
mim,
e
tel-o-ha
sido
tam
bém
para
todos
os
portuguezes, que
o
il-
AGRÀBECIMOTOS
Paulo
José
da
Cunha,
Prior e
Abbade
de
S.
Martinho
de
Dume, não
podendo
como
desejava
agradecer
pessoalmente,
a
lodos
os
revm.
(,s
Ecclesiaslicos,
e
mais
exm.
os
snrs.
seculares, que se
dignaram
honrar
com
sua
assistência
o
funeral
de
sua
presada
thia,
a
snr.
a
Custodia
Luiza
Teixeira,
e
bem
assim,
que
o
cumpri
mentaram
por
essa occasião,
e
também
áquelles,
que
mandaram
saber
do
estado
da
enferma
durante
sua
diuturna
enfermi
dade;
a
todos
pede
desculpa,
e
vem
por
este
meio
protestar
sua sincera
gratidão,
e
reconhecimento.
(5)
Luiz
Manuel Gonçalves
Sampaio,
Es
tevão Barbosa
e
sua
familia,
agradecem
por esta
fórma
a
todas
as
pessoas,
que
lhe
prestaram
seus
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito presada
fi
lha
e
neta
adoptiva,
e
assistiram
aos
of-
íicios
fúnebres
que
por
alma
da mesma
tiveram
iogar
na
egreja
dos
Terceiros
d
’
es-
ta
cidade, no
dia
31
do
passado
mez
de
dezembro,
a todos protestam
sua gratidão
indelevel.
(11)
Banco
Commercial de Braga
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’es-
te banco
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral
no
dia
10 do
corrente,
pelas
10
ho
ras
da manhã
na
casa
do
mesmo
banco,
para
os
fins
designados no
artigo
25
dos
estatutos.
As
listas
dos
snrs.
accionistas acham-
se
á
disposição
dos
mesmos
snrs.
na
the-
souraria
do
banco
e na
sua
Caixa
Filial
no
Porto.,
O
secretario,
Antonio
Luiz
da
Costa
Pereira
de
Vilhena.
Companhia
Carris
de
Ferro de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
Geral
de
27
do
corrente,
são convidados,
pela
ul
tima
vez,
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Com
panhia,
que
ainda
não
completaram as
chamadas
vencidas
até
á
terceira
presta
ção,
para
que
as mandem realisar até
ao
■lia
16
de
janeiro
proxitno
futuro,
no
campo
de
Sant’Anna
n
0
7,
em
Braga ; e
no
Porto
em
casa
dos
snrs.
Marques
Gui
marães
&
Monteiro,
rua
de
S.
João,
sob
pena
de
que,
não
o fazendo
assim,
será
irrevogavelmente applicado
o
disposto
no
artigo
9.°
dos
estatutos.
Braga
28
de
dezembro
de
1876.
O
Director,
(7)
Nuno
José
Villaça.
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia Geral
de
27
do
corrente,
são convidados,
os
snrs.
accionistas
d
’
esla
companhia
a
realisarem
a
4.
a
prestação
de
20
por cento
por ca
da
acção
até
ao
dia
improrogavel
de
19
de
janeiro
proximo
futuro
no
campo
de
Sant
’
Anna
n.°
7,
em
Braga;
e
no Porto
em
casa
dos
snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro,
rua
de
S.
João,
68.
Braga
28
de
dezembro
de
1876.
O
Director,
(8)
Nuno
José Villaça.
GRANDE
REDUCÇ.IO
NOS
PREÇOS
DAS
IIMIMS
IS coza
Rua
de
S. Vicente,
n.° 17.
Continúa
por
mais
15 dias,
a
contar
da
data,
a
venda
de
machinas
de
cozer
com abatimento
de 50
por
cento.
Francisco
Xavier
Peixoto,
proprietário
do
deposito
de
machinas
de
cozer
na
rua
de
S.
Vicente
n.
a
17, convida
por
este
meio
todos
os
devedores
a
liquidar
suas
contas
com
a
maior
urgência;
bem
coma
as prestamistas
a
pagar
suas
prestações
atrazadas,
tudo
a
fim
de
evitar
expedien
tes
pouco
airosos para
os remissos. —
Braga
5
de
janeiro
de 1877.
(6)
Companhia
Carris de
Ferro de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
geral
d
’
esta
Companhia,
de
27
do
corrente
são
convidados
os snrs.
accionistas
para
a
reu
nião
d
’uma
assembleia geral
extraordiná
ria para o dia
21
de
janeiro
proximo
fu
turo
pelas
11
horas
da
manhã
na
casa
do
Campo
de
Sant’
Anna
n.°
7,
afim
de
se
proceder
á
eleição
para
os
lugares va
gos
de
presidente
e
vice-presideule
da
me-
za
e
de
substituto
da
Gerencia.
Braga 28
de
dezembro
de
1876.
O
secretario,
(9)
Manuel
Bento de Carvalho.
Vendem-se
vides
de
Vinhão
Tinto, e
Vinhão
Mol
a
450
a
duzia
de
pés.
Também
se vendem
vides
de
Borra-
çal
a
360
a
duzia.
Quem as
pertender
man
de procural-as em casa
do
snr. João Au
gusto
da Cunha
no
largo
do Barão de
S.
Martinho.
(1)
No
dia
6
por
10
horas
da
manhã,
no
largo
de
S.
Paulo,
n.°
ll», entrada
da
rua
de
San
to
Antonio
das
Travessas,
ha
verá
leilão voluntário
de
moveis,
que
se
compõem
de
mezas,
con
solos
cadeiras
de
mogno
e
ca
napé,
guarda vestidos,
camas
e
uma
rica,
e
varias outras
miu
dezas.
Aula
de instrução primaria
Na
rua
de
D.
Gualdim,
n.°
8,
lec-
ciona-se
instrução
primaria
e
habilitam-
se alumnos
para
exame.
Também
se
lecciona
grammalicalmen-
te
elementos
da lingua
franceza
compre-
hendendo
lêr,
truduzir e
fallar
a
mesma
lingua.
A
aula
abre-se
no
dia
8
do
corrente
mez
de
janeiro
de
1877.
(2)
COLEESIO
DE SAJÍTA
M4HGA-
K1DA
Já
se
acha
aberta
a
matricula,
desde
o
dia
l.°
de
janeiro
em
diante,
para a
admissão
das
alumnas
que
queiram fre
quentar
aquella
casa
humaniiaria d
’edu-
cação
e
ensino,
estabelecida
na
rua
do
Poço
d’esta
cidade.
São
admittidas meninas
internas,
se-
mi-inte.rnas,
e
externas.
As
internas
darão
por
mez
7$200
reis,
as
semi-internas
reis
3$600
para
o
seu
sustento.
As
matérias,
que alli
se
ensinam,
são
as
seguintes
: Fazer
meia,
cozer,
rendar,
chrochet,
bordar
e
flôres
arlificiaes.
Lêr,
escrever,
contar,
corographia
e
historia
e
systema
métrico
; grammalica
portugueza
e traduzir
e
fallar
francez.
Não ha
época fixa
para
a
admissão
das
alumnas;
por
isso que
leem
sempre accei-
lação,
em
qualquer
época do
anno.
(3)
FABRICA SUCIAI. BKACARBNSE
PROPRIETÁRIOS :
TAXA,
B.AHIA,
CERQUEIRA
& PACHECO.
N
’
esta
fabrica
fazem-se
chapéus
de
lã,
pello,
feltro
e
seda,
de
todas
as
côres
e
formatos.
E
annuncia-se
ao
respeitável
publico,
consumidor
d’
este
genero
e amador
da
alta
novidade, que
a
sociedade
já
abriu
um
deposito,
para
grosso
e
retalho
na rua
de
D.
Pedro V,
62,
em
casa
do
socio
o
snr. José
Baptista
da
Silva
Taxa
e
outro
na
rua
de
Santo
Antonio
n.°
2
e
3,
em
casa
dos
snrs.
Azevedo
&.
C.a
Em
qualquer
dos
depositos
encontrarão
os consumidores
deste
genero,
grande
sor
timento,
qualidade
excellente
e
preços
muito rasoaveis.
4498
CONFEITARIA
CENTRAL
E
GRANDE DEPOSITO
DE
VINHOS
DO
Armazém
da Estrells»,
no
Porto,
DE
José
Anaclelo
d
’
Araújo
Figueiredo.
tã—
ISian
de S.
Mareos—ift
BRAGA
Classificação
dos
vinhos
Vinho
Palhete,
Meza n.°
1.
—
Tintos
—
F.
n.°
1
—
F.
n.°
2
—
F.
n.®
3
—
F.
n.»
5.
—
Tintos
velhos
superiores
—
V.
n.«
1
—
V.
n.°
2—
V.
n.°
3—
V.
n.°
4
—
1863
—Vinho
branco
n.°
1
e
n.°
2.
—
Brancos
superiores
—
V.
B. 1861—
Moscatel
n.°
1,
2 e
sec-
co
—
Malvasia
Adornada n.°
1,
2
e
secco.
—
Geropigas
loura
e
Brancas
n.°
1. Vinho
Lagrima,
loura e
branca
n.°
1.
—
Especialidades
—
1817
1840,
Alvaralhão—
1840
e
1834,
Roucão—
1820,
Lacrima Christi
e
Collares.
Cognac,
Champagne,
Moscatel
de
Setúbal,
Madeira,
Bordeux
e Xarez.
Licores nacio-
naes
e
francezes.
Encontra-se
na mesma
confeitaria
pró
prios
da
presente
estação
os
seguintes
objectos
como
são: Queijo
Londrino
e
Fla
mengo
—
Xerter
e Papel
—
Chá
Hysson
e
Preto,
Bolacha
Ingleza
de todas
as
qua
lidades,
Biscoito
para chá,
de
diversas
qualidades,
Amêndoas,
e
doce
de
fructas;
Farinha de legumes,
ervilhas
em
grão,
conservas
inglezas.
Sardinhas
de
Nantes,
Figo,
Passas
de Alicante, Castanhas
do
Maranhão, Ameixa,
Pera
e
Avelãs;
casca
de
pecego
de
duas qualidades
e
massas
pa
ra
sopa;
assim
como
chocolate
hispanhol
de
superior
qualidade.
Peixe
de
escabexe
Salmão,
Linguado,
Inguias;
bem
como
Prezunto
de
fiambre.
Salleme,
fructas
em
aguardente,
pastelinhos
de
carne e
doce,
e
muitos
outros
objectos
que
seria
longo
■enumerar.
N
’
este
mesmo
estabelecimento
se
acha
deposito
de
cannos
de
chumbo
e
tornei
ras
de
metal.
(4489)
FOSTO
MEDICO-CIRURGICO
Ijargo doo Remedioo n. 16.
FACULTATIVOS
Joaquim
Manuel
Rodrigues
Valle—
Largo
go
dos
Remedios
n
0
16.
Paulo
Marcelino
Dias
de
Freitas
—
Cam
po
Novo n.°
17.
Luiz
Cândido
Fernandes
Valle
—
Rua
Nova
n.®
23.
Acaba
d
’abrir-se
n
’esta
cidade
um
Ponto
nirdico-cirurgíco,
onde
se
en
contra
a
qualquer hora
do
dia ou
da
noi
te
um dos
facultativos
supra-mencionados,
promptos
a
dar
consultas ou
a
prestar
soccorros
domiciliários
aos
doentes,
que
careçam
do tratamento medico
ou
citar-I
£ÍC0.
O
serviço
será
fedo
com
toda
a regu
laridade
e.
para
maior
commodidade
do
publico,
recebem-se
assignaturas,
pelas
quaes.
mediante
a
retribuição abaixo
in
dicada,
cada
chefe
de
familia
tem
direito
aos
soccorros
da
medicina
e
da
cirurgia
(excepto
operações
e
conferencias
domi
ciliarias,
que
terão
preço
á
parle)
para
si
e
sua
familia,
oito
dias
depois
da
sua
inscripçào.
As
conferencias
no
posto
medico
e at-
lestados
médicos
são
gratuitos
para
os
as-
signa
nles.
Nos
casos
urgentes
os
facultativos po
derão
ser
procurados
nas
suas
moradas.
Preço
d
’
ãssignatura
Prestação
mensal (dentro
de
barreiras)
500
rs.
A
assignatnra
só
póde
fazer-se
por
mez,
por
trimestre,
ou
por
semestre, pagando-
se
adiantada
a
competente
prestação
no
acto
da
inscripçào.
AÃO
S!-
PEDE JOIA.
ALCATRÃO
BARBERON
Unico que
contém
todos os princípios
balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Noz
fortes calores e nas mudanças de estação, impede que a
agua se corrompa: é uma bebida hygie-
nica
e
preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse :
uma colherzinha xPum copo dagua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preco
400
reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito, tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo,
moléstias
dos
ossos,
das mulheres e
das
crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de ferro.
— Recon
stituo
o sangue
sem causar o estomago. Muito agradavel, digestivo e tonloo.—Preço :
800 r*
.
FOGO
BARBERON
PARA OS
CÃVALLOS.
Substitue o
ferro
candente
an
destruir
o
pello.
Exito infallivel e
facil applicação. — Preço :
950 reis.
Depositas
:
BARBERON & C1», en
Ghâtillon-sur-Loire
{Loiret), França. Em Lisboa, o
snr.
Barn to, r.
do
Lorêto,
n.° 28
—30.
(23
-H-i
OLEO
Farmacia
de HOGG, 2, rue de Castiglione, Paris {Unico proprietário}.
DI
HOGG
H1GAD0S
FRESCOS
DI
BACALAO
de
Prescripto por todos
os médicos
e
empregado
com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do
peito, aífeieôes eserofu-
losas,
tosses cbronicas, rheumatismos,
magreza
erlaneas, das impigemes,
Jrf. 'G
H fluxos brancos,debilidade
serial, ete.,etc. S
V
Agradavel
e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a
marca da Fabrica
juntó que encobro
a capsulo de cada
frasco de feitio
triangular, e a firma
HOGG e
Cia, que devera achar-se sobre o rotulo.
Depositos nas
principaes Pharmacias
e em
I.isboa,
nas
casas de B
arreto
, |
rua
do Lorcto, 28
e
30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e I
rmão
; em
Porto, g
nas
*
casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e I
rmão
, J
osé
P
into
;
em
I
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
____
m
■
BSTOSMlS
IMS
HJWiHEKS
Já
proveniente
de
algutn
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
!
Em
13
8
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acccitando
também passageiros
de
3.'A classe para
SANTOS e RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro
PAO
u
ib 1
A
S
a
IK
iJí.h JLÍi>13UA
PREÇOS
COMMODOS
NEVA.
. .
13
de
J.meiro
MINHO
.
.
•
.
28
de Fevereiro
MUNDEGO
.
.
.
28
de
Janeiro
TAGUS.
.
.
•
.
13
de
Março
ELBE .
.
.
.
13
de Fevereiro
GUADIANA
•
.
28
de
Março
DINHEIRO
A JURO
A
Meza da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
-dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 5
por
°[
0
livres,
sobre
bypotheca.
(4481)
Companhia
Edificadora
e
Inius-
Irial liracarense
8oeiedude
«ncasijsjsa
<?e
r» «poniM-
bilidnde
timitada.
São
-convidados
os
snrs.
accionistas
d’
esta
companhia
a
realisarem desde
o
dia
2
até
6
do
proximo
mez
de
janeiro,
no
escriptorio
da
Companhia,
na
rua da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12
das
10
da
manhã
ás
2
da
tarde, a
sua entrada de
10
0|0
ou
2{
*500
reis
por
acçâo,
(corresponden
te
ás
10.
a
e l!.
a
entradas)
conforme a
de
liberação da assembleia
geral
de
17
de
julho,
e
na
mesma
occasião serão
troca
dos
os
titnlos
provisorios
pelas
acções
ou
títulos
definitivos.
Braga
e escriptorio
da
companhia,
22
de dezembro
de
1876.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
(4496)
(314)
João
Carlos Pereira
Lobato.
ISg
Para
os
engenheiros,
pharmacenticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira. Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31 -jr)
ESTUDANTES
No Largo
de
S.
Lazaro
n.®
12,
rece
bem-se
estudantes,
até
á
edade
de
16
an-
nos,
e
explicam-se-lhes;lições.
(317)
(4502)
Prevenção
Constando
ao
abaixo
assignado que
Ale
xandre
de
Mello
da
freguezia
d’Esqueiros,
da comarca
de
Vilia
Verde,
quer
vender
o
usufructo
da
quinta
do
Esteirai,
fregue
zia de Navarra,
que
sua
thia
D.
Rita
Leo-
nor
lhe deixou,
previne o
publico
para
que
ninguém
faça
contraçto
com
elle,
por
que
para
isso
não
está
aúctwi&ado, e
se
houver
alguém
que
se
tente,
venha
fallar
com
o
annunciante, para
o pôr
ao
facto
das
dillictiIdades
que
para
o
futuro
se
pos
sam
oceasionar.
Braga
4
de janeiro
de
1877.
Gaspar
Pereira
Pinto
de
Mello
Abreu
e
Lima.
.(12)
Cada
paqiaete d’e«íia eompnnbia
leva
a
bordo
eriadm
*
e
cozinheiro»
portoguezes
pura
commodidade
dos
passageiros
de
toda» as elnMoeo.
Sendo
as passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
pui
u
Lisboa é
por
conla
da
C
<mpanhia.
A
bordo «>M
passiageiroM trriu
grati» cnniu, roupa de eama, co
mida
feita por eosinheiros portuyueze», vinho duas vezes por
dia,
assistência
medien,
serviço de
crindos e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga ua
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela
limpesa.
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
lanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
Me
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d’
entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS PAQUETES
preferidos
pelo
Governo Inglez
para a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL, rua
doslnglezes.
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
GRANDE
LEILÃO
No dia
6
do
corrente,
e
dias
seguin
tes
das
9
horas
da
manhã
em
diante,
começará
leilão
de lodos
os
objectos
aban
donados
por
falta
de
pagamento
de
juros
na
filial da caixa
Economica
Penhorista,
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9,
com esquina
para
a
rua
do
Campo.
Consta
de
diversas
peças
de
oiro,
pra
ta,
relogios,
rewolveres,
machinas
de cos
tura,
mobílias,
roupas
brancas
e
de côr,
leias
de
panno
de linho
e
vários
cortes
de
panno; instrumentos
de
musica
e
mui
tos
outros objectos
que
estarão patentes.
Ainda
se
convidam
as
pessoas
que
na
mesma
tiverem
penhores
com
atraso
de
ires
mezes
de juros, que
os
venham
pa
gar
até
o
dia 5,
um
dia
antes
do
leilão,
que
ainda
lhes
é
permittido,
se
ainda
es
tiverem
por
vender.
Braga
1
de
janeiro
de
1877.
0
gerente=A. G.
Ferreirinha.
VENDE-SE
Poi
preçp favoravel
3
cavallos,
sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos,
que
trabalham
de
sellim
e
trem.
São
de
toda
a
confian
ça
e por
isso
se
dão
a
contento.
Também
se
vende
um
phaeton,
em
excellente
uso,
com todos
os arranjos
pa
ra
armar
de
diversas
fôrmas,
e
bem
assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José
Fornellos,
na vilia de
Mesãofrio.
(4452)
BHÀGA,
TYPOGRAPHU LUSITAMA
—1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
