comerciominho_05041877_622.xml
- conteúdo
-
1
FOLHA
COMMEHCIÃL
SELISIOSA
£
NOTICIOSA
NUMERO
622
.........
~~~
--------
—--------
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
I»8JESSLS€L1L-S ES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
L^iaEsaãSBtafwzucsa^
P
reços
:
Braga,
anno U
600
rs.-bemestre
850
rs.-Procm-
cias anno 2&000
rs.
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1*050
r3
^Lfíraztl
anno
3&600
rs.—Semestre
1*900 rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda
fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 29
c!0
d
’
abatimento.
>V.<âíà:;
««'«SÍ
ã
-
i
< ^'Á-<S»HSS2\2ÍíS^£riSí3ri
BH.AGA
—
QUÍN
í
TA-FEIRA
5 »E
abil
A’ Eedacção do
«ítoaumereão d»
Minho».
Londres,
21
de Março,
1811.
Remeito
sem
mais
demora
a
copia do
que
enviei
a
23
para
o
Apostolo,
prin
cipalmente
por
causa
da
relação
dada
pelo
correspondente
do Times,
descrevendo
a
inauguração
do novo Cardeal Howard;
pelo
interesse
que
a
cousa
tem
em
si,
e
pelo que
indica.
Para
nós,
Portuguezes
verdadeiros,
ou
Legilimistas,
que
é
o
mesmo, até
não
deixa
de
ser
circumstan-
cia
interessante
o
saber,
que
o
novo Car
deal
Inglez,
quando
estava
estudando,
em
183o, em
Roma, era
muito
amigo,
assim
como
muito
estimado
do
nosso
honradís
simo
compatriota,
Legitimista emigrado,
D.
Francisco
d’
Assumpção,
Chefe Geral
da
Cartuxa,
em
Roma.
A.
R. SARAIVA.
A
’
BedaeçAo tio a Apostolo».
Londres,
18
de
Março,
1811.
I.
—O
General
Ignatieff,
o
Embaixador
da
Rússia
em
Constantinopla;
e
que ali
presidiu
ultimamente
á
celebre
Conferen
cia,
como
decano
dos
Diplomáticos
Repre
sentantes
das
varias
Potências,
acaba
de
chegar
aqui
a
n te-h ontem,
depois
de
vá
rios
annuncios
coniradictorios
—
«que
vi
nha; que
não
vinha;
que
partia
de
Paris
para Vienna,
sem
querer
visitar
Inglater
ra,
etc.»
A
final,
disse-se,
que
Lord
Sa-
lisbury,
seu
collegaque
foi,
como
é
bem
sa
bido,
na Conferencia,
o
tinha
convidado
a
vir-lhe
fazer
uma
visita
aqui;
e
que
por
isso
veio.
Ninguém,
já
se
sabe,
acreditará
que
a
sua
vinda
não
foi
mais que
uma corte-
zia
de
amizade a Sdisbmy;
e
por
isso,
já se
augura
com
assás
de
confiança,
que
por
agora,
ao
menos,
as
cousas se com-
porám
sem
guerra.
(Londres,
23
de
março).—O
que
se
tem
seguido
depois
que.
ha
dias,
escre
vi
o
paragrapho
precedente,
tem
confir
mado
mais e
mais
o
que
ali
dizia.
Igna-
tieff
tem
sido
recebido,
festejado,
banque
teado,
comprimentado
elle
e
sua
Senhora,
que
o
accompanha;
e
parece
de
todo
certo, que
aíinal se
chegará
a um
accor-
do
sem
guerra
ou
contenda,
salvo diplo
mática,
da
questão
Turca;
por
agora;
tan
to
mais,
que
tendo
começado em
Constan
tinopla
a
farça constitucional
(que
lá,
co
mo
noutras
partes,
consiste
em
translo-
nar
tudo
quanto
constituía
o
sy<tema
po
lítico
da
nação),
convém ver o
que
dali
sai,
ou
como
progride
e
termina
o
dra
ma.
Parece
que
os tropeços
actuaes
no
ne
gocio
consistem
principalmente
em
duas
cousas:
1.’, e mais importante, o salvar
a
dignidade Imperial Russa, e
o
arranjar
o
palavrório
aqui
de
um
protocolo
que
constate
o
modo porque
se
sahiu
da
ma
ranha decentemente;
2.
a
,
ver
como
as
immensas
forças
da
Rússia,
que
se
fizé-
ram
marchar,
e
estacionar
nas
visinhan-
ças
do
Pruthedo
Danúbio,
se
ham de
man
dar
de
novo
para
casa,
ou
aos
quartéis
ordinários,
sem
que
o
Imperador
Alexan
dre
fique
exposto
a
que
llie cantem
ou
appliquem
a
cantiga aqui proverbial,
e
applicada
ao
Rei
do
paiz
mais visinho:
—
The
King of France,
wilh
fifly-thousand
meti,
Marched
up
a
hill
and then
marched
down
again.
(«Com
cincoenta
mil
soldados,
O
Rei
de
França
marchou
Por
uma ladeira
acima,
E
para baixo
voltou».)
Estou
persuadido
que
se arranjará
tu
do
pacificamenle
por
agora.
Provavelmen
te,
não
se
exigirá
que
a
Rússia
se
po
nha
a
retrogradar
de
maneira
mui
cons
pícua;
porem,
com
a
sua
promessa
e
pa
lavra
de
não
atacar
a
Turquia,
se
lhe
deixará ir
de
seu
vagar
pouco
a pouco
retirando
para
o
norte as
suas tropas;
mandando
alguma
para
casa,
e
com
isso
poupando
alguma
cousa
das
immensas
des-
pezas
com
que
uma
força
tão
grande
em
pé
de
guerra,
deve
estar
gravando
o lhe
souro
e fazenda
do
Império.
E’
quanto
me
parece
sufficiente
dizer
para
ahi
on
de
o
interesse
por
esta
questão,
desse
Império
tão
remota,
não pode mais
viva
mente
interessar, salvo
a poucos,
que
podem
fartar-se
á
sua
vontade,
nas
im
mensas
columnas,
a
tal
respeito,
das
fo
lhas
Inglezas,
em
qualquer
café,
ou
sala
de
leitura.
II.
—
Uma
das circunstancias,
no
meu
conceito
mais
animadoras
para
nós
os
Cathólicos,
em
presença
da
guerra
impia
e
encarniçada
que
por
toda
a
parte
ve
mos
fazer
a
maçonaria
e
o Protestantismo,
de
mão
coinmum,
á
Igreja
de
Deos,
debai
xo
do
nome
impostor
e indefinido
de
Li
beralismo,
é
o
progresso
evidente
que
a
Religião
verdadeira faz
mui
socegadamen-
te
nas
nações
por
excellencia
Protestan
tes
em
nome—principalmente nesta,
e
em
sua
filha
álem
do
Atlântico.
Quem,
como
eu
(que
cheguei
a pri
meira
vez
a
Londres
no
calor
maior
da
discussão
do Biíl
da
Emancipação
Catho-
lica,
em
1829),
pôde
observar,
e
observou
assás
altenta
e
constantemente, os
effeitos
e
resultados
d
’
aquelle
facto;
está,
creio,
bastante
no
caso
de
poder sobre
isso
ajui
zar e
falar.
Os
progressos
que
a
opinião
e
o
sen
timento
Galholico
aqui
tem
feito
desde
então,
devem,
na
verdade
excitar-nos a
dar graças
ao
Céo por elles; pois
que sam
tão
grandes,
e
evidentes
e
consoladores,
alem
de
quanto
ha
48
annos
se
podia,
ou
se
ousava
imaginar.
4
Quem
se atreveria a
prognosticar
ou
a
prever então,
que antes
de meio
século
mais
havia
de
existir
na
Inglaterra
um
Episcopado
Galholico
regular
de
doze
dio
ceses,
presidido
já
por dois
Cardeas
emi
nentes,
alem
de
Eminentíssimos,
por
sa
ber,
por
zelo,
por
virtudes,
consideração
e
respeito,
não
só
dos
Calholicos
mas
dos
mesmos
Protestantes?
Quem
ousaria
imaginar,
que,
no
mes
mo
periodo,
haviam
de
surgir,
estabele
cer-se,
povoar-se,
fuccionar
em
toda
liber
dade
e
franqueza,
mais
de
300
conventos
e recolhimentos de
Religiosas
de
todas
as
Ordens
e
Institutos;
e
perto de 100 de
Religiosos
de
todas
as
Regras,
com
Col-
legios
e
Escolas,
que
a nenhuns
outros
cedem
no
ensino,
nas
^disciplinas,
no
apro
veitamento
dos
discípulos
l
4
Quem
sonhou
que,
cm
Londres
mes
mo,
havia
de
surgir
uma
Universidade
toda
Calholica,
servida
por
Mestres e
professores
o
mais eminentes, em
disci
plinas
e
sciencias,
naturaes
e positivas;
tendo
adquirido
já,
em
menos de
ires
ân
uos,
uma reputação
e respeito
não
vul
gares
?
4
Imaginaria
alguém que
antes
do
completo
decurso
do
meio
século,
cinco
indivíduos
eminentes da
raça
Brilamca
e
Irlandeza,
haviam
de
trajar
a
purpura
car
dinalícia nos
mundos
Velho
e Novo
?
Pois
eis
ahi
realizados
de
facto
esses
milagres
da
Providencia
Divina,
similhan-
lemente
com
a guerra impia
e
rancorosa
da
maçonaria
e
do
Prolestaulismo
de
mãos
dadas,
moral,
ou
antes,
imraoralmente,
contra
o
mundo
Galholico
!
(Cont..iàa)
A. R.
SARAIVA.
---
.
——L
—
-
Agaueiação
de betinibeiroa
volust-
tarios.
Quando
apparece
uma ideia
generosa,
que,
realisada,
ba
de
produzir
magníficos
resultados,
e
fructear
para
a
humanidade
explendidas
vantagens,
lodos
a
querem
abraçar,
todos
pretendem
transformal-a
em
facto, todos
procuram
o
melhor
meio
de
a
fazer dar
os
promettidos
fructos.
Isto
que
é
uma
verdade
palpavel
e
inconcussa,
mais
uma
vez
se
patenteou
com
a
admiravel
instituição
dos
bombeiros
voluntários.
FOLHETIM
IIK.
X.
DE li,«EDO.
0S
BOIS
AfflOMS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XIV
A mulher de
mantilha.
—
A
carta
fatal
será
minha,
proseguiu
Marianna
;
se
o snr.
quizer
deixar
de
ap-
parecer
a Celina
por
um
mez
ao
menos,
e escrever-lhe um bilhete
mentindo,
se
nhor!..
mentindo... matando-se...
—
Diz
bem...
matando-me
I...
—
Oh!
por
piedade!
exclamou
a
viuva
abraçando-se
com
as pernas
do
mancebo;
por
compaixão!
pelo
amor
de sua mãe!...
não
me
deixe
assim
morrer
deshonrada...
—
Senhora.
.
mas
eu
hei
de
dizer
que
não
amo
a
esse
anjo de belleza
e
candu
ra...
a
essa
pomba
celeste...
—
Senhor...
senhor...
eu
lenho arras
tado
meu rosto pela terra, que
pisam
cs
seus pés...
eu
peço
misericórdia!
—
Sacrificar...
cooperar
para
que
se
sacrifique
uma
vitgem
cheia
de encan
tos,
e
virtudes
a
um monstro...
oh!
é
um
crime
!!!
—E eu?
e eu
então?
..
—
E
’
um
castigo!
a
Providencia
pune
de
mil
maneiras n
’este
mundo
:
se
eu
pudesse
soffrer
só,
senhora,
para
dar-lhe
todo
o
socego,
toda
a
ventura
que
de
seja,
eu
soffreria sem
hesitar;
mas
uma
moça mnocente!!
enganal-a, e
enganal-a,
quando
apenas
foi
hoje
que comecei
a
acreditar
na
possibilidade de
um
futuro,
que
seria
a
vida do
paraizo
?!!!
—
Oh
!
pois
bem,
disse
com
voz con
centrada
e
terrível
a
viuva;
nada
de pie
dade...
nada
de
misericórdia
para
mim...
eu
sei
bem
que
as
não
mereço;
porém
meu
pobre
pae!!!
—
O
snr. Anacleto?...
—
A
’
manhã... depois deámanhã...
d
’
aqui
a
tres
ou
quatro
dias,
ao
muito, o
meu
terrível inimigo se
apresentará diante
do
cansado
e
amoroso
velho
:
eu
o
estou
ven
do, senhor,
magro...
pallido...
melancóli
co...
com
a
cabeça
branca,
embranque
cida
pelos
cuidados
que
commigo
teve,
e
pelos
desgostos
que
lhe
eu
tenho
dado
;
elle
estende temeroso
a
mão
para rece
ber
uma
carta,
que
o
monstro
lhe
vae
entregar.
.
oh!
elle
a
lê...
é
a
deshonra
de
sua
filha...
é
a
mão
da
maior
desgra
ça
que
o
empurra
para
a
cova... oh
!
o
pobre
velho
não
póde
mais
com
a
vida...
vè-me
chorando,
e
perdoa-me
!
..
mas
cho
ra
por
sua
vez
!
o
resto
da
vida
que
ain
da
linha,
elle
o
desfazem
lagrimas!
cho
ra
e
morre!...
—
Ah!
senhora!!!
que
imagem
!!!
—
No
entanto,
senhor,
nós
ficamos
no
mundo;
proseguiu
com
ironia
desespera-
dora
a
viuva
;
Gelina
é
sua... o
amor
os
liga...
a
religião
soldou os
laços:
mas
quan-|
do
ao
anoitecer
o snr. Cândido
voltar
pa
ra
casa
no
meio
d
’
essas
mulheres
doen
tes
..
andrajosas...
trazendo
no
rosto
a
côr
amarellenta da
miséria,
ou
melhor,
senhor,
a
côr
de
todas
as
misérias,
ma
gras,
abatidas,
mendicantes,
apparecerá
um
vulto
mais tocante que todos
aquelles
vultos...
ao
menos
para
o
snr.
Gandido
:
serei
eu,
senhor!
estenderei
a
minha
mão
para
receber
um
vintém.
.
e
depois...
va
garosa...
desvairada...
louca,
eu
me
irei
retirando
e balbuciando
duas palavras,
que
resumirão
toda
a
minha
historia!.,
crime
e
miséria
!...
—
Basta,
senhora
!
—
E de
noite,
senhor, no
leito
de
amor,
mesmo
junto
de
Celina
a
hedionda
figura
da mendiga
ha
de
apparecer
na
sua
imaginação,
e
ainda
mais...
a
mendiga
ha
de
estar apontando
para
um
sepulcro...
o
sepulcro
ha
de
se
ir
abrindo...
e
de
dentro d elle
irá
saindo
branca...
branca
a
cabeça de
um
velho...
e
o
rosto
d
’esle
velho
ha
de
ir
apparecendo horrivelmente
contraído
diante da
miséria da
mendi
ga!...
serão
dous
espectros...
um
pae
e
uma
filha
!
um
pae
morto
de
desgostos...
uma
filha
perdida
pelo crime
e
pelos
re
morsos
!
serão
dous
espectros,
senhor
;
Anacleto
e
Marianna!!!
—
Basta,
senhora
!...
exclamou
de
no
vo
Cândido, cuja
imaginação
ardente
dava
côres
ainda
mais
vivas ao
horrível
qua
dro,
que
lhe
traçava
a
viuva.
—
Piedade!.,
misericórdia!...
dizia
es
ta
sem
cessar,
abraçando-se
com
as
per
nas
do
mancebo.
—
Oh!
meu
Deus
!...
meu
Deus
!...
Um pensamento
novo
e
atrevido:
uma
d
’
essas
ideias
rapidas,
brilhantes,
felizes,
dignas
sómente
de uma
imaginação
de
mulher,
brilhou nos
olhos de
Marianna.
Ella
ergueu-se;
enxugou
as
lagrimas,
e
com
voz
segura
perguntou a Cândido:
—
Que
edade
tem,
senhor?...
—
Vinte
e
um
annos.
—
E
eu
tenho
trinta
e
seis, disse ella.
—Que
quer
dizer
?...
Marianna
com
os
olhos
em
fogo, e
um
sorrir
nervoso, murmurou
cora
voz
trému
la
e
vagarosa
:
—
Mancebo,
sabes
tu,
se
eu
sou
lua
mãe
?!!
Cândido
soltou
um
grilo
surdo,
que
lhe
saiu
dos
seios
da
alma.
—Senhora,
pela
vida
de
seu
pae, excla
mou
elle
depois
de
vencer
a
primeira,
e
profundíssima
impressão
que
as
palavras
de
Marianna
lhe
produziram
:
diga-me
a
verdade;
de
que
edade
commelteu
essa
falta,
de
que se
accusa?...
—
Aos
quinze
annos; respondeu
Ma
rianna
com
tom
grave.
—
Quinze
para
trinta
e seis... vinte
e
um!...
é
a
minha
edade!...
—
Sem
duvida:
teria
vinte
e
um
an
nos!!!
balbuciou
lugubremente
e
a
tremer
a
viuva.
—
Oh!...
é
certo?...
a
senhora
deve
ria
ter
um
filho?,..
—
Deveria!!!
respondeu
Marianna,
e
tremia
convtilsivamente
:
deveria!!!
E
a
ideia
do
maior
de
seus crimes
da
va
mil
punhaladas
no
coração
da
infeliz
mulher.
,
—
Meu
Deus!
meu Deus!...
quem
sa-
jbe?...
quem
me
arranca
d’
esta
duvida?...
V
Braga,
a
gentil
capital
da
formosa
província
do
Minho,
não
podia
ficar
atraz
de
Lisboa,
Porto
e
Guimarães:
quiz,
por
isso, mostrar
que
perfilha
todas
as
ideias
generosas,
que
tenham
por
fim
realisar
um
melhoramento
importantíssimo
de
ver
dadeiro
interesse
publico.
Esta
cidade também
já
possue
uma
associação
de
bombeiros
voluntários,
o
que
é
muito
para
estimar-se,
e
para
se
felicitar
assim
a
terra que
essa
instituição
principalmente
vem
beneficiar,
como
os
cavalheiros prestimosos que tomaram
a
iniciativa
nesta
filantrópica
empreza.
Não conhecemos em
verdade
instituição
mais
simpalica,
mais
generosa
e
homa-
nitaria, que
a dos bombeiros
voluntários.
Quando
esse
traiçoeiro
inimigo, que
caminha nas sombras,
que
progride e se
fortalece
ás
occultas, que mina
surrateira-
menle
sem
dar
tempo
a
que
o
previnam
ou
contraminem,
e que,
só
depois
de
estar
bem
forte
e
ter
tomado
os
princi-
paes
pontos
é
que
se
dá
a
conhecer
ir
rompendo
com uma
ferocidade
incrível,
acercando-se,
para
sua defeza,
de
nuvens
de
fumo,
que
stiffocam,
e
levantando
e
espalhando
labaredas
de
fogo
que
quei
mam,
quando o incêndio
está pegado
com
todos
os
horrores
e
com
todas
as fero
cidades,
querendo
não
só
destruir
o
pré
dio
que
assaltou,
mas
também
tudo
que
nelle se
encontra,
moveis,
dinheiros,
uten
sílios, tudo
que
conslitue
uma
fortuna,
e
a melhor
e
mais
dedicada
das mães,
umas
formosas
e
gentis
creanças
dos
mais
finos
e
setinosos cabellos,
eo
homem
forte
que
com
as
mãos
callejadas
e
os
braços
mus
culosos
trabalha
para
amparar
os
seus,
isto
é
quando
o fogo,
assenhoreando-se
de
um
prédio
quer
com
elle
aniquilar
tudo
o
que
constitue
uma
fortuna,
e
tudo
o que constitue uma
familia,
é
n
’
essa
mo
mentosa
occasião
que
rompem
por
entre
as
chammas uns
homens
intrépidos
e
de
dicadíssimos que,
esquecidos
da
familia
que
deixaram
em
casa,
e
despresando
os
perigos
que
de
todos
os
lados
os
cercam,
vão
a
toda
a
parte
onde
se
precisa
de
soccorro,
salvam
quantas
vidas
é
mister
salvar,
e
ainda não
satisfeitos
de
si,
tra-
ctam
de
roubar
ao incêndio a
mobilia
e
os
haveres
todos
das pessoas que
salvaram.
Isto
é
admiravel,
é
digno,
é
prodi
gioso
!
Bastava
por
certo
que
a
associação
dos
bombeiros
voluntários
de
Braga
tives
se unicamente
por
fim
os
soccorros
nos
incêndios,
para que
os
bracarenses
deve
ras
se
interessassem
pelos
progressos
de
tão
util
instituição.
A
mais
alto
íito
mira,
e
mais
alevan-
tados
intuitos
tem esta
associação.
Quando
as explosões
fazem
saltar
as
casas,
e
com
ellas
tudo
que
lá
existe,
também
n
’
essa
bem triste
conjunctura
ap-
parecem
os bombeiros
voluntários
a
pres
tar
soccorros, a
fazer
serviços,
a
dispen
sar
prolecção
e
amparo.
Quando
o
céo
se
reveste
de preto,
a
atmosfera se
carrega
de
eleclricidade,
e
as
nuvens
lançam
de
si,
noutes
e
dias
prolongadas,
incessante
chuva,
e
as
ri
beiras
se
transformam
em
caudalosos
rios,
e
os
rios
em alevantados
e
impetuossimos
mares,
e
os
campos
em
vastos
lagos,
e
a
agua
irrompe
de
todos
os
modos
e por
toda a
parte,
cobrindo
arvores,
telhados
e
edifícios
de
toda
a
natureza,
é
também
no
meio
d
’essas
horríveis
inundações
que
os
bravos
bombeiros
veem
disputar
vicli-
mas
á
desapiedada
morte.
Bracarenses!
Auxiliae
e
protegei
com
verdadeiro
interesse
uma tão humanitaria
instituição.
Concorrei
com
os
braços
ro
bustos,
e
com
o
auxilio
pecuniário
para
que
tão
nobre
empreza
progrida,
e
dê
os
boníssimos
fructos
que
prometle dar.
A
associação
já está
instalada, havendo
uma
direcção
composta
dos
seguintes
ca
valheiros:
Presidente—
Dr.
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
Vice-presidente—
Fernando
Castiço.
1.
°
secretario
—Joaquim
Maria
da
Costa
Bebei
lo.
2.
°
secretario
—
Antonio
Luiz
Rodrigues.
Thesoureiro—
João
Augusto
da
Cunha.
1.
° commandante
—
Dr.
Adolpho
Pi
mentel.
2.
°
commandante
—
Dr.
José
Borges
de
Faria.
,
1
0
patrão
—Antonio Joaquim Pereira
de
Moraes.
2.
°
patrão
—
Lourenç.o
de
Magalhães
Júnior.
E
’
necessário
que
todos
coadjuvem
es
tes
dedicados
cavalheiros
em
tão
util
e
(ilantropica obra.
O
contrario
seria impró
prio dos
brios
e
sentimentos
generosos
d’
este
bom
povo.
GAZITILO
Dorainyt* de Pasehoa.—
Celebrou-
se
na
Calbedral
a
festividade
do
Domingo
de Paschoa,
fazendo-se
a
procissão
da
Resurreição
pelas
ruas
em
volta
do
tem
plo,
na
qual o
SS.
era levado
por
s.
exc.
a
revd.
‘
na
o
snr.
arcebispo.
Celebrou-se
depois o
solemne
pontifi
cal.
O
venerando
prelado
fez
ao
Lavabo
um bello discurso
sobre
o
mistério
da
Resurreição.
Ha
cerca
de oitenta
annos
que na
Sé
se
não deu
um
facto
igual,
porque
desde
a
morte
do
virtuoso D.
Fr.
Caetano
Brandão,
só.
se
a
memória
nos
não
illude,
o
snr. cardeal D.
Pedro
Paulo
proferiu
alii
uma
breve
homilia.
Para
substituição dos
logares
vagos
dos
conegos,
—
cujo
numero
está
reduzido
quasi
a
zero,
pois
apenas os
capitulares
chegam
para
no solio
assistirem
á
missa,
—
o snr.
arcebispo convidou
vários
arcy-
prestes,
os
quaes,
em
numero
de
oito,
e
revestidos
de
capas,
occuparam
aquelles
logares.
Toda
a
solemnidade,
que
foi feita
com
o
maior
apparato,
terminou pelas
2
horas
da
tarde.
Os
snrs.
arcyprestes
a
que
acima nos
referimos,
foram
convidados
para
jantar
com
o
snr.
arcebispo.
fiíovena.
—
No
dia
13
do
corrente
pe-
t
las
6
horas
da
tarde
começa
a
novena
do
Patrocínio
do
Patriarcha
S.
José, na
egreja
do convento
dos
Remedios
Pede-
se a todas
as
pessoas,
especialmente
áquel-
las, que
na
hora
da
morte
quizerem
ter
a
elficaz
protecção
de
tão
grande
e
in
comparável
Santo,
a sua
assistência,
oran
do
ahi
pelas
necessidades
espirituaes
e
temporaes
da
Santa
Egreja,
e
pela
con
servação
da
preciosa
vida
do
nosso Santo
Padre,
o
nnmortal
Pio
IX.
AsMoeiiíção
CatlioS »ci».—
Houve
no
domingo
de
Paschoa,
á
noite, grande
reu
nião
na casa
da
Associação
Calholica.
Alli
o
digno
presidente da mesma,
o
snr.
Dr.
Penha
Fortuna,
pronunciou um
excedente
discurso,
no
qual
mostrou
o estado
actual
da
associação
e
as
obras
por
elia eflectua-
das, renovando
o
projecto
d’um
asylo
de
mendicidade,
em
tempos
iniciado
pela
as
sociação.
Quanto
á
realisação
desse
pro-
jecto parecia-lhe,
a elle
orador,
mui
op-
portuna
a occasião,
altendendo
á
próxima
vinda
da
nova
aulhoridade
administrati
va,
que
forcejará para
que
lloresçam
os
estabelecimentos
de
caridade
nesta
cidade.
Precedendo-a
d
’algumas
reflexões,
termi
nou
lendo a
carta-circular
do ern.
m0
cardeal
patriarcha
sobre
a
peregrinação
a
Roma.
O
snr. padre
João
Velloso,
director
espiritual
da
associação,
fez
em
seguida
um
excellente
discurso
sobre
a
festivida
de
do
dia,
no
qual
se
referiu
á
primoro
sa
oração
sobre
o
mesmo
assumpto
pro-
feiida pelo
snr.
arcebispo
na
Sé,
dizendo
que
era
este
um
acto
de
ha
longos
tem
pos
não
presenciado,
e
que
desde
1833
nem
ao
menos
tem
havido
alli sermões
nas
principaes
festividades.
Discursou
lam
bem
referentemente
á
peregrinação
a Ro
ma,
na
qual
nos
parece
que
será
represen
tada
aquella
associação.
Aiiniverisairio nutalieio.
—
Fez
an-
le-honlem 46
annos
a
Senhora D.
Ade
laide
Sopliia,
mãe
do Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Conferencia
na
Citania.—
Em
ra
zão
da invernia
que tem
feito,
ficou
adiada
a
conferencia
que
no
proximo
domingo
devia
ter
logar
nas
ruinas da
Citania,
vindo
a
realisar-se
logo
que
o
tempo
me
lhore.
E’
altamente
honroso
o
modo como
o
snr.
Sá
Villela
qualifica
de
primeiro
con
gresso
arcbeologico
em
Portugal
a
nossa
conferencia
da
Citania.
Não
é
menos
altamente honroso que
a
concepção
d
’
esta
conferencia
partisse do
ex."
10
dr.
Pereira-Caldas,
filho
honrador
das
Caídas de
Visella,
no
termo
de
Gui.
marães,
e
que
a
mão
robusta e
vigorosa
que
lhe
dera
vida
e
fervor
partisse
d
’
um
filho
illuslradissimo
d
’aquella
cidade,
0
ex.mo
dr.
Martins
Sarmento,
cavalheiro
a
toda
a prova,
e
um dos
patriotas
que mais
honram
este
paiz.
O
comportamento
galhardo
da
aníiga
villa
e
nova
cidade
de
Guimarães
offere.
cendo
um
jantar
d
’
honra
aos
illustres
con.
ferentes
que
tem
de
concorrer
á
Citania,
é
um
lance
brioso
e
patriótico,
digno
dos
habitantes
do
berço
venerando
da
nossa
monarchia.
Caminho
«le
ferro mnerienno,
—Proseguem
com
grande
actividade
os
trabalhos
para
a
conslrucção
do
caminho
de
ferro
americano,
nesta
cidade.
Dizem-nos
que
por
occasião
da
romaria
do
Espirito
Santo
deverá
estar
prompto
o
primeiro
ramal.
XíotieiaM
theatraea.
—
A
companhia
das
Variedades
do
Porto
vem
dar no
theatro
de S.
Geraldo
uma serie
de
re.
cilas,
devendo
a
primeira
effectuar-se
ai»,
da
esta semana.
aiXevista «2e Tlaeologia».—
Publi.
cou-se
o
ii.
0
1
d
’
esta
Revista religiosa,
scienlifica,
moral
e
litteraria.
Contém:
«Prospecto»,
assignado
pelos
redactores
da
Revista,
—
dr.
Antonio
Bernardino de
Menezes,
dr.
Manoel
Eduardo
da
Moita
Veiga,
dr.
Antonio João
de
França
Bei-
lencourt,
dr.
Manoel
de
Jesus
Liuo;
«A
theologia
calholica
e
o século
aclual»,
por
Moita
Veiga;
«O
atheismo dos
nossos
dias»,
por
França
Bettencourt;
«O
sentimento
religioso»,
por
M.
de
J.
Lino; «O
clero
catholico»,
por
A.
B.
de
Menezes;
«Bi-
bliographia
»,
por
Moita
Veiga.
Desgraça.
—
Na
tarde
de
sabbado,
um carro de
praça
que
passava
na
rua
da
Senhora
do
Leite
foi
de
encontro a
um
carro
de
bois
do
qual
se
eslava
des
carregando
uma
pipa
de
azeite,
resultando
do
choque
cair
de
cima
d
’este
ultimo
ura
homem,
que
ficou
gravemente
conluso.
Vaeeina.
—
Em
todas
as
quinta-fei
ras,
depois
das
11
horas
da
manhã,
vae-
cinam-se,
no
hospício
dos
expostos,
as
creanças
que
alli
se
apresentarem.
tEneerramento
tln
aessfto legil-
lativa.
—
Encerrou
se
no
dia
2
a
sessão
legislativa
de
1877,
presidindo
á reunião
das duas
camaras
o snr. conde
de Casal
Ribeiro.
SeniAnn
Snnta em Guimarãa
—
Na
cidade
de
Guimarães
fez-se
esle
anno
a
Semana
Santa,
com
lodo
o
apara
to,
no
templo
da
Insigne
e
Real
colle-
giada,
ofliciando
ein
todas
as
solemnida-
des
o
revd.
m
°
conego
Antonio
Joaquim
Alves
Pereira.
Valiecimento.—
No
dia
2
do
cor
rente
deu-se
á
sepultura,
na
freguesia
de
Panoias,
a exc.
“
" D.
Maria de Castro
Loureiro,
virtuosa esposa
do
snr.
dr.
Pe
dro
Leite
Pereira.
A
finada
era
a
irmã
mais
velha
dos
snrs.
Castro
Loureiro.
—
Senhor;
disse
a
viuva,
não
procu
rará
apparecer a Celina? ..
—Não!...
não!...
—
Está
prompto
a
escrever
o bilhete?
—
Sim...
estou
prompto.
—
Sente-se
e
escreva;
eu
diclo.
Cândido
senlou-se, tomou
papel
e
pen
ca,
e
escreveu o
que
lhe
diclou
Ma
rianna.
«Senhora. Eu
parto;
eu
fujo para
sem-
«pre
de
vossos olhos;
tenho
remorsos...
«fingia
amar-vos...
illudia uma
innocente
«moça;
os
remorsos
abriram-me
os
olhos:
«perdoae
áquelle,
que
antes
quer
pare-
ccer
ingrato
do que continuar
a ser
um
«monstro
—
Cândido.
O
moço
escreveu
sem hesitar;
assi-
gnou
com
a
mão
firme,
fechou
o
bilhe
te,
e
voltando-se
para
a
viuva entregou-o,
e
disse
:
—
Eis
ahi
a
morte
do
mais
puro
dos
amores: mas
agora,
em
troco
do
que
acabo
de
fazer,
protesta
dizer-me
a
ver
dade
a
respeito
do
que
lhe
vou
pergun
tar
?
—E
primeiro o
snr.
jura
que
cumpri
rá
o
que
me
prometleu,
qualquer que
se
ja
a
resposta
que
lhe
eu
der?...
—
Juro.
—
Pela
alma
de
seu
pae?
—Pela
alma
de
meu
pae.
—
Pelo
amor
de
sua
mãe?...
—Pelo
amor
de minha
mãe.
—Bem: póde
perguntar.
—Senhora,
diga-me,
em
nome
do ceo,
^verdade
tudo
quanto
dizia
ha
pouco?..
—
E
’
verdade.
—
Senhora
!
exclamou
Cândido
caindo
aos
pés
de
Marianna
;
vós
sois
minha
mãe!...
—
Oh!... pobre
moço!...
balbuciou
a
viuva.
—
Vós sois
minha mãe!...
continuou
elle
beijando
a
barra
do
vestido
de
Ma
rianna;
vós
sois
minha
mãe!...
desde
muito
o
coração
dentro
do peito
m
’o
di
zia
;
sem
saber
porque,
eu
vos amava
com
um
amor
cândido
e bello,
como
sómente
é
o
amor
filial;
eu
vos
olhava com santo
respeito;
a
vossa
voz
soava
dentro
de
minha
alma;
vossos
sorrisos
me
anima
vam!!
quando
eu pensava
em
minha
mãe
vossa
graciosa
figura
se
desenhava
diante
de
mim!...
era
meus
sonhos
de
filho
vi
nha
um
anjo,
e
apontava
para
uma
mu
lher,
cujo
rosto
estava
coberto
cotn
um
veo,
e
me
dizia:
«eis
ahi
lua
mãe!»
eu
corria
para
essa
mulher, arrancava-lhe o
veo,
e
o
rosto
que
eu
via
era o
vosso:
ah!
vós
sois
minha
mãe!...
bemdito
se
ja
Deus!
vós
sois
minha
mãe!...
Marianna
sacudiu
trisletnenle
a
cabeça
e
respondeu
:
—
Não
sou sua
mãe.
—
Onde
está
pois
vosso
filho?...
A viuva
tornou a
tremer
da
cabeça
até
os
pés,
e
apontando
para
cima
disse:
—
Está
no
Ceo.
—
Morto
!...
-Sim:
morreu...
Marianna
deveria
ter
dito—rnatei-o
;—
porisso
sua
resposta
foi
como
um
surdo
gemido.
Cândido
ficou
petrificado.
A
viuva
envolveu-se
de
novo
em
sua
mantilha,
e
despediu-se
dizendo
:
—
Eu
o
deixo
;
um
dia
Deus
lhe
pa
gará
o
que
vae
fazer
por
mim.
E
partiu.
XV
Salustiano.
A
casa
em
que
morava
Salustiano,
e
que
elle
havia
herdado
de
seu pae,
rico
e
honrado
negociante, estava
situada
em
uma das mais
frequentadas, e commer-
ciaes
ruas
do
Rio de
Janeiro.
Importa
tão
pouco
saber
o nome d
’
es-
sa
rua
como
descrever essa
casa
:
é
de
sobia
dizer
que
ella
era
de
dous
andares,
e
que
no segundo
andar linha
Salustiano
estabelecido
o
seu
gabinete particular,
com
o
qual
se
communicava
o
quarto
em
que
dormia.
No
dia
que
seguiu
a noite
amarga,
em
que
Marianna
tanto
tempo
se
deixára fi
car
ajoelhada
aos
pés
de Cândido,
eslava
Salustiano
em
seu
gabinete
occupado
em
examinar
diversos
papeis
e
livros
mercan
tis,
trabalho
em
que
o
ajudava
um
velho
alto,
de
rosto vermelho e de
cabeça
calva.
Esse
velho
chamava-se
João, e
era
o
agente
principal
da
casa
de Salustiano.
João
era
um
homem
de
poucas pala
vras,
de
olhar
atrevido,
de genio
de
fo
go,
de
coração
bom,
e
de
tempera
de
ferro.
Pela
volta
das
onze
horas
appareceu
um
caixeiro á
porta
do
gabinete
e disse.
—
Está
ahi
o
snr. Jacob.
—
Que entre
para
aqui,
respondeu
Sa
lustiano.
O
caixeiro
relirou-se.
—Snr.
João,
continuou
Salustiano,
sus
pendamos
este trabalho:
tenho
que
fallar
a
sós
com
o
homem,
que
acaba
de
ser
annunciado
:
desça
ao
primeiro
andar,
e
logo
que se
retirar
aquelle
que
nos
veio
interromper,
suba
de
novo
para
conti
nuarmos
a
trabalhar.
O
velho
sem
dizer
palavra
limpou
a
penna
com
que
estava
tomando
notas,
prendeu-a
atraz
da orelha,
e saiu.
Quando
ia
descendo
a
escada,
vinha
subindo
o
homem
que
se
annunciára.
O
caixeiro
que
acompanhava n
homem
reparou
que, contra
todos
os
seus
hábi
tos,
o
velho
tratou
aquelle
sujeito
com
familiaridade
e vivas
demonstrações de es
tima.
Os dois
apertaram
fortemente
as
mãos,
disseram
finezas,
e
mostraram-se
mutua*
mente
amigos.
Era um
facto
admiravel
na
vida
d®
João.
Finalmente
o recem-chegado
foi
intrO"
duzido
no
gabinete
de
Salustiano,
e
o
cai*
xeiro
deixou os dous
a
sós.
O
homem
sentou-se
na
cadeira
em
que
antes
estivera
sentado
João.
Era
elle
baixo,
um
pouco
gordo,
e
um pouco
calvo, tinha
olhos vivos,
e mos*
trava-se alegre:
vinha
vestido
de
fraque
róxo abotoado
até
cima,
e
de
calças
pro*
tas
:
calçava botins
de
cordavão
de
lustro,
e
chamava-se Jacob.
Já
não
póde
haver
duvida
nenhuma;
era
o
ex-escrivão,
que
morava
na
rua
de.-
exactamente
defronte
do
Ceo-côr-de-rosa-
(Co«tin«aJ
Ao
desolado
viuvo
e
a
toda a
família
anojada
enviamos comprimentos de
peza-
mes.
Operação. —
No
dia
3
do
corrente
fez-se
a
operação
de
cataratas
a
uma
doen
te no
hospital
de S.
Marcos.
Foi operador
o
snr.
Alfredo
Passos,
ajudante
o
snr. Luiz
Cândido Valle,
e
as
sistentes
os
snrs.
drs.
Anlonio
Maria
Pi
nheiro
e
Joaquim
da
Silva
Malheiro. A
operação
correu
com a
maior felicidade,
sendo immediatamente
sentido
o
seu re
sultado.
CiuiipntiarioH
itiisiM
elevasloa.
A
torre mais elevada
depois
da
grande
Pjramide
do
Egypto,
é
o
campanario
da
cathedral
de
Strasbourg;
tem
142
metros
d
’
altura,
só
inferior
á
Pyramide
em
4
me
tros.
Esta
torre
collossal
foi
concluída
no
anno
de
1439.
O
campanario
de
Santo
Estevão,
em
Vienna
d
’
Austria.
tem
138
metros d
al
tura;
o
de
S.
Miguel,
em
Hamburgo,
130;
o
da
egreja
d
’Anvers 120;
o
de S.
Pedro,
em
Hamburgo,
119.
Morte
do
arcebispo de Sydney.
_
[jm
despacho
d
’Australia,
com
data
de
17
de
março, annuncia
a
morte
do arce
bispo de
Sydney.
Mrn.
João Baptista
Polding,
da con
gregação
dos
Benedictinos inglezes,
lôra
eleito
bispo
de
Gerocesarea
in
partibus
a
3
de
jtinho
de 1833;
e
por occasião
da
creação
da
Sé
de
Sydney,
em
1a
de
fe-
veiero
de
1842,
foi
eleito seu
primeiro
arcebi
po.
Celebrou
um synodo
com 4
bispos
em
184a,
e
outro
em 1869.
A
12
do
novembro
de 1866,
deu-lhe
Pio
IX
por
auxilar
Mnr.
Samuel
Agostinho
Sheehy,
e
a 28
de
fevereiro
de
1873,
Mnr.
Ro
gério
Beda
Vaughan,
arcebispo
de
Nazian-
zo
in partibus,
por
coadjutor,
que
lhe
succede
como
arcebispo
de Sydney.
WegS o ei os
eeeScsiaslicos.—
O «Dia-
rio
do Governo»,
n.®
71,
de
31
de mar
ço,
publica
os
seguintes
despachos:
Declarado
sem
effeito
o decreto
de
10
de setembro
de
1874, pelo
qual
se
fizera
mercê
ao
presbytero
Domingos
Gonçalves
Sanches,
da
apresentação
na
egreja
paro
chia!
de
Santa
Maria de
Moreiras,
da
dio
cese
de
Braga.
Declarados
sem
effeito
o
decreto
de
30
de
outubro
de
1874
e
a
carta
regia
de
13
de janeiro
de 1873,
pelos quaes se
fizera
mercê
ao
presbytero
Manuel
Alves
Correia,
parocho
collado
na
egreja
de
SantTago
de
Oiro,
da
diocese
de
Braga,
da
apresentação
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da Aussumpção de
Urêa
de
Jalles,
da
mesma diocese.
Declarado
sem
effeito
o
decreto
de
23
de
junho
de 1873,
pelo
qual
se
fizera
mercê
ao
presbytero João
Lourenço
de
Araújo
da
apresentação
na egreja
paro
chial
de
Santa
Marinha
de
Moreira
de
Ge-
raz,
da
referida
diocese
de
Braga.
Declarados
sem
effeito
o decreto
de
26
de
maio
e
carta
regia
de
31
de
agos
to
de
1876,
pelos
quaes
se
fizera mercê
ao
presbytero
Antonio
Felix
Milagre
da
apresentação na egreja
parochial
de
Nos
sa
Senhora
do
Pranto,
da Torre
do
Ter-
ranho, da
diocese
de
Pinhel.
Declarado
sem
effeito
o
decreto
de
22
do
passado,
pelo
qual
se
fizera mercê
ao
presbytero
Justino Antonio Pereira
Paço,
parocho apresentado
na
egreja
de
Santa
Euphemia
da
diocese
de
Pinhel,
da apre
sentação
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
do
Reclamador
de
Castello
Rodrigo,
da
mesma diocese.
O
presbytero
João
Anlonio
Ribeiro
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
do
Pranto
da
Torre
do
Terranho,
da
refenda
diocese
de Pinhel.
O
presbytero
Anlonio
Felix
Milagre—
apresentado
na
egreja
parochial
de Nossa
Senhora
do
Reclamador
de Castello
Ro
drigo,
da
sobredita
diocese
Ao
presbytero
José Joaquim
Duarte
Paulino
do
Valle,
parocho
collado na egre
ja
de
Santa
Maria
de
Lijó,
da
diocese
de
Braga,
de
oitenta e
seis
annos
de
edade
e mais
de
cincoenta
de
exercício
do
mi
nistério
parochial,
concedido
na
confor
midade
do
artigo
14
°
da
lei
de
20
de
julho
de
1839,
e
artigo
3.°
da
lei
de
8
de
novembro
de 1811,
o subsidio
annual
de 60$000
réis.
Afomenção.—
O snr.
conselheiro Car
doso
Avelino
foi
nomeado
administrador
da
Casa
de Bragança.
Vej<«m-ge
neste
espelho. —
Do
«Conimbricense»
transcrevemos o se
guinte:
O
parlamento
é
uma
feira!
Alii
pou
co
mais
se
faz
do
que
repartir
pelos
afi
lhados
alguma
cousa que
ainda
resta
da
fazenda
publica
Em
economia quasi
ninguém falia. Não
se
vê
um
projecto
apresentado
e
approva-
do,
que
não
traga
comsigo
augmenlo
de
despeza.
E
com
raríssimas
excepções
estão con
formes
os
deputados n
’
esses
esbanjamen
tos.
Hoje
approva-se
uma proposta prote
gida
por
um
certo
grupo,
para
haver
ámanhã
direito
a pedir
a
approvação
de
outra
proposta
protegida
por
diversa
par
cialidade.
Na
sessão
do dia
26
foram
approvados
os
projectos
de
lei,
concedendo
á
viuva
do
marechal
do
exercito,
duque
de
Sal
danha.
a
pensão
annual
e
vitalícia
de
réis
2:400$000,
e
ao
duque
de Saldanha,
li
lho
do
marechal,
a
pensão
de
2:000$90í)
réis.
Não
se
contentaram
com
um pensão
módica,
e
conforme o
exige as
circum-
stancias
do
thesouro.
Temos
mais o
en
cargo
annual
de
4:400^000
réis,
pelo
fal
lecimento
do
duque
de Saldanha.
No
anno de
1834
foram
concedidos
ao
mesmo
duque,
então
marquez
de
Sal
danha,
100
contos
de
réis
em remunera
ção
dos
seus
serviços,
e
egual
quantia foi
concedida
aos
duques
da
Terceira
e
Pal
mei
la
.
Em
os
numerosos
empregos
que
exer
ceu
o
duque
de
Saldanha
recebeu
sem
pre
ordenados
avultadissimos
e
quasi
fabu
losos,
adiantamentos,
ajudas
de custo; em-
íim
houve anno
de
receber
dezenas
de
contos.
E
como
foi sempre
um
grande
perdulário,
cá
está
a
nação para
carjegar
cora
mais 4:400$000
réis
annuaes
ainda
depois
do
seu
fallecimento.
Os deputados tudo approvaram,
sem
nem
ao
menos
indagar
se
a
viuva
e
fi
lho
do
duque
de
Saldanha
estavam
na
absoluta
precisão
de
lhes
serem votadas
aquellas pensões
annuaes!
Mas que
querem,
se
na
actual
camara
dos
deputados
ha
nada
menos de 87
em
pregados
públicos
!
A Ui
a
propriedade
es
tá
quasi
sem
ter
quem
a
represente.
O
orçamento
do
estado é
que
tem
larguíssima
representação.
Elles
não
é
que
têm
a culpa;
mas
sim os
eleitores que
para
lá
os
mandam,
ou
deixam ir.
Os
taes
deputados
seguem
a
regra
de
que
—
do pão
do
nosso
compadre,
grande
fatia
ao
afilhado.
Vamos:
os
contribuintes
são
umi
es-
pecie
de
limão.
E
’ espremer
n
’elle em
quanto
podér
deitar
algum sumo!
Poeaía.—
Sob
o
titulo
de
Via
Celeste,
as
irmãs
hospitaleiras
pelo
amor
de Deus,
publicam
as
Leituras
populares,
a
seguin
te
poesia
devida á
penna do
festejado
poe
ta
João
de Lemos:
Pois
que
é
século de luzes,
E
tudo
corre
veloz,
Vem, rainha
irmã
não
te
escuses,
A
caminho,
lambem
nós...
Chove
progresso no
mundo
!
Hoje
o
saber
é
profundo!
Não sentes esse
rumor'?
Não
vès
essa
lida
activa
?
Lá
passa
a
locomotiva...
Lá
vae
o
mundo
a vapor...
Pois
também
nós,
pobresinhas.
Também
leremos
saber;
Também
nossas
viasinhas,
Onde
saibamos
correr.
Elles
passam, como o
vento,
Com olhos e
pensamento,
Na
terra
que
Deus lhes deu;
Nós,
já
melhor
inspiradas,
Vista
e
alma
levantadas,
A
’
nossa
origem,
ao
ceu
!...
Vamos
pois,
que
já
contemplo
D
’
aqui
a
nossa
Estação,
Entremos, irmã,
no
Templo;
Eis
o
bilhete
—
oração.
Agora
antes
da
parlida,
O
bufei
nos
convida
Com
variedade
sem
par...
Basta-nos
pão
e
agua
pura,
Faz
viagem
mais
segura
Quem
menos
se
regalar.
Eis
o
signal... Toca
o
sino...
Vamos,
vamos,
lodos vão...
Eniremos
no
amor
divino...
Lê
na
porta:
privaçao
!
Oh!
como
iremos
seguras,
E
de
pressa!...
que
venturas,
Ao
acabo
da
linha além
!...
Que
linda
locomotiva
!
Basta-lhe
o
nome—Fé
viva.
Que força!
Que
força
tem
!
Tenhamos
nós
a
sciencia
De
inda
angmentar-lhe
o
calor:
Juntemos-lhe
a
penitencia,
A
caridade,
o
amor
!
Tu
verás
que, sem
paragem,
Sem
estorvos
na
viagem,
Correndo,
voando
assim,
Alegres
e
salisfeitas,
Iremos
sempre
direitas,
Sempre
direitas ao fim.
E
eil-o...
que
já
se
avista...
Vê, repara,
minha
irmã.
D’aquella
nuvem
na
cristã.
Lá
vem
raiando
a
manhã
!...
Oh!...
Força
á maebina,
agora,..
Não
nos
escapem
n
’
esta
hora
Não
nos
escapem
os Ceusl...
Ai!
Não! Não!
Que
o sol
já
brilha!...
Que, assombro
!
Que
maravilha
!...
Ernfim,
chegamos,
meu Deus !...
O
rio
Congo o«i Zaire.—O
pe-
riodico
inglez
«The
Athenceum»
em
o
nu
mero
2377,
de
17 d
’
este
mez, publicou
um curioso
artigo
ácerca
das
nascentes
do
Congo
ou
Zaire; trasladando-o
julga
mos prestar
algum
serviço,
esperando
des
pertar
a
curiosidade
dos
nossos
compatrio
tas
qare
tem
residido
na
província
de'
An
gola
e
percorrido
uma
ou
outra margem
do
rio;
e
certaniente
os
que
tiverem co
nhecimentos
locares
virão
declarar
o
que
souberem sobre
o
assumpto
controvertido,
diz
o
«Diário
do
CoxnmeTcio».
Eis o
artigo:
«O
capitão
Camoron
exprimiu
o
«Ti
mes»
de
26
de
fevereiro,
o seu desaccor-
do
com
o
doutor
Pogge,
em
relação
a
ter
este
afirmado
que
o Lualaba
desagua
va
no
Ogóú
é
(Ogowé)
e não no
Congo,
cujas
nascentes
são
o Cassae
ou
Cassabe
(Kasabi) e
o
Quango (Kuango) «Esta
con
clusão»,
diz
elle,
«é
irreconciliável
com
o
que
eu
vi,
ouvi
e
coiiigi».
Todavia
o ca
pitão
Cameron
está
em
erro
se
julgar
que
só
o
viajante
allemão
é
d
’
esse
parecer.
O
dr.
Pogge
confirma
a opinião
já
annun-
ciada
por
mim
em
vista
da
boa
auclori-
dade,
e
publicada
no
«Athenceum»
(2317,
22
de
janeiro,
1876).
Elle
admitte,
real
mente, que
o
Cassae
e
o
Quango
sejim
ambos
affluentes
do Congo.
Mas
deve
se
entender,
qoe
elle attribne
ao
Lualaba o
ser
mais
provavelmente
a
origem
do
Gon
go,
por ser o
maior
rio.
Comtudo
accres-
cenla,
que nunca
viu
nem
o Cassae
nem
o
Cuango,
muito menos
viu
que
se
jun
tassem. Também
não
viu
o curso mais
baixo do Lualaba.
O
seu
parecer
não
pô
de,
pois,
assentar
no
que
nós
vimos.
O
que
elle
ouviu
era
obscuro,
oo
ambiguo
e
dependia
da interpretação
das
suas
ap-
prehensòes
ou
de
vistas
anticipadas. Acre
ditou
com
o seu
precursor,
que
o
Lua
laba
e
o
Congo
são
o
mesmo
rio
As
opi
niões
que
não
se
baseiam
em
conheci
mentos solidos variara facilmente,
e
a
ul
tima
é geralmente
a que
se
acceita.
D
’a-
qui
procede
que
o
parecer do
dr.
Behm
foi
recebido
sem dilficuldade
nos
círculos
influentes, e
o
espirito
de
Cam
iron
esta
va
com
elle
impressionado
na
occasião
da
sua
partida.
Por
outro
lado,
sabemos
que,
durante
tres
séculos, aproximadamente.
os
indíge
nas
da África Occidental tem
declarado,
uniformemente
e
sem
hesitação,
que
as
nascentes
do
Congo
estão
no
lago
ou
innun-
dações
de Guilunda
(Lohale,
Guilundã)
ou
nas
terras
altas
próximas
da
nascente do
Cassae
e seus
tributários.
Sabemos
lambem,
que
o
trafico mercant
I,
atravez
do
sertão
africano,
sempre existiu,
e
que
entre
os
indígenas,
todos
relacionados por
affini-
dade
de
linguagem, ha muitos cujas
in
formações
geographicas
alcançam
longe.
Nem
os
missionários
italianos,
por
tanto
tempo
estabelecidos
na
margem
sol do
Congo,
nem
os
missionários
fancezes
de
recente
data
estabelecidos
na
margem nor
te
ouviram
que
se
lhe
juntassem
algum
rio
grande,
vindo
de
leste;
e
os
numero
sos
escravos
trazidos
do
interior
de
Bi-
nim,
e
que
faliam
do
grande
lago
Liba,
e
do
rio
que
d'elle
sae
correndo
para
Oes
te,
nunca
aífirmaram
ou
derem
motivo
a
suppôr-se que
as
suas
aguas
fossem
reu-
nir-se ás
do
Congo.
«O
nome
do
rio»,
diz
o
capitão
Came
ron,
«é
questão
já
debatida».
Não obs
tante,
nós
sabemos
que
o
rio
chamado
pelos
europeos Congo,
ou
Zaire
é
conhe
cido
pelos
naluraes
pelo
nome
de
rio
do
Congo,
e
que
as
regiões,
que
elle atra
vessa,
caminhando
para
o
mar,
são, ao
sul,
o
Congo,
e
ao
norte,
Cacongo,
ou
gran
de
Congo.
Em parle
alguma
a palavra
Congo
significa
«rio
grande».
E
’
para no
tar
a
respeito
do
nome Zaire, empregado
pelos
europeus
desde
o
século
XVI,
que
os
missionários
italianos com
residência
em
Sundi,
e
por
diversas
parles
da
margem
do
rio
negam
que
os
indígenas
o empre
gassem,
e
concluem
que
se
deve
allribuir
o faclo a
algum
equivoco. Aulhoridade
mais
recente, o
snr.
Edw.
Bold,
attesta o
sett
uso
mas
não
o
explica. E’ todavia
mani"
festo,
que
na
bocca
de
um
italiano
ou
de
um
natural
do
Congo,
a
palavra
Zaire
deve
ser,
não
um
monossyllabo,
mas
um
trisyllabo,
Za-í-re,
e
islo
é
confirmada
pelo snr.
Bold. Mas
Za-í-re
não
póde
ser
um
substantivo
na
linguagem
do
Congo,
por
não
ler
como
era
mister,
o
prefixa
n
’
; mas pode
ser
um
adjectivo,
senda
za
o
prefixo
indicativo
de
concordância
com
os
substantivos
de
uma
determinada
forma.
Em
summa,
Zaire
não é
propria
mente um
nome,
porém
um
epitheto.
—
W.
D.
Gooley.
Jlnsta pedido.—
Rogamos
aos
snrs.
assignantes
a
quem
temos
dirigido cartasr
particulares,
a
fineza
de que
nos
respon
dam
no
mais
curto espaço
de
tempo,
a
fim de
sabermos
a
resolução que
a
tal
respeito
devamos
tomar.
ÀfâOBMEITOS
O
visconde
da
Torre,
D.
Rodrigo
de
Sá
Coulinho,
e
seus
filhos,
D.
Fernan
do
d
’Azevedo
Sá
Coulinho,
D.
Luiz
de
Azevedo
Sá
Coulinho
e
sua esposa
D.
Francisca Barbara
de Sousa Machado,
não
lhes
sendo
possível,
como eram
os
seus
desejos
e
dever,
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade e
re
lações
tanto
seculares
como
reverendos
ec-
clesiasticos,
que
por
occasião
d>
falleci-
meuto
de
sua
muito
prezada
e nunca
as-
sás
chorada
esposa,
irmã,
tia
e
cunhada
a
viscondessa
da
Torre
se
dignaram
di
rigir-lhes
cumprimentos
de
pezames,
as
sistir
aos
olficios
fúnebres que
no
dia
10
do
passado
mez de
fevereiro se
fizeram,
na
capella
de
S.
Vicente, e
acompanhar
o
cadaver
aocemiterio;
fazem
n
’o
por
es
te modo
pedindo
milhares de
desculpas
de
o
não
fazer
por
outro
e
a
todas
as
refe
ridas
pessoas
protestam
o
seu
mui
vivo
e
indelevel
reconhecimento por
tão
dis-
tinclos
e
particulares obséquios.
(
)
Não
podendo
os
abaixo
assignados
agra
decer
pessoalmente,
como
desejavam,
a
to
das
as
exc.'uas
snr.
as e
ill.
in s
e
exc.
m9S
snrs.,
que
tiveram
a
bondade
de
os cum
primentar
e assistir
aos
olficios
e
acom
panhamento
de
sua
extremosa
e
nunca
assás
chorada
mãe,
o fazem
por
este
meio,
protestando
a
lodos
seu
eterno
reconhe
cimento
e indelevel
gratidão.
Igualmente
agradecem,
extremamente
penhorados,
a
todos
os
reverendíssimos
senhores
que
se
dignaram
sufragar-lhe
sua
alma dizendo
missa
ou
assistindo
ao
ofli-
cio
;
desejando
anciosos
a
occasião
de
po
derem
mostrar
por
obras
seu
reconheci-
m.nto
e
gratidão.
Braga 3
de
abril
de
1877.
Maria
da
Expectação
Moreira
(191)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Henrique
Freire
d
’
Andrade
Coulinho
Bandeira
e
seus
filhos,
julgara
ter
agra
decido
a
todos
os
illra.
08
e
exm.
os
snrs.
que lhes
fizeram
a
honra
de
tão
signi
ficativos
obséquios
por
occasião
do
falle
cimento
de
sua
cunhada
e
tia,
a
exm.*
snr?
D.
Maria
Isabel
Pereira
Lago
e
No
ronha;
mas
receando
que
alguns
bilhetes
e
relações
se
extraviaram,
justificam
d
’
es-
te
modo
a
sua
involuntária
falta,
da
qual
pedem
desculpa,
protestando
a
todos
a
sua
cordeal
e
eterna
gratidão.
(184)
àNNÚNCIOS
’
Arrematação
Pelo
tribunal do
commercjo
d
’
eBta
ci
dade,
no dia
13 do
corrente
mez
de
abril
pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
publica
das
arrematações
judiciaes
no
lar
go
de
Santo
Agostinho
d
’esta
mesma,
se
tem
de
proceder
á
arrematação
de
todos
os
créditos
açtivos
da
massa
fallida de
Sebastião
Ramos
Barros
Pereira,
negocian
te
que
foi na
rua
de
S.
Vicente
d
’esta
mesma,
na
importância
de
3:706^273
rs.
Os
administradores,
Anlonio
Manuel
Agres
Oliveira
fíernardo José
Fernandes
Carneiro.
(191)
NOVO
HORÁRIO
Teixeira
e
Mesquita,
levam
ao
conhe
cimento
do
publico,
que
as
suas
diligen
cias
estabelecidas
de
Braga
á
Povoa
de
Lanhoso,
Senhora
do Porto
e
Penedo,
que
até
aqui
partiam
d
’esta
cidade
ás
6
e meia
e
oito da
manhã,
fica partindo
desde
o
dia
5
de
abril,
para
a
Povoa
de
Lanhoso,
e
Senhora
do Porto
ás
6
horas
da
manhã,
e
para
o
Penedo
ás
7.
N.
B.
A
carreira
da
tarde
continúa
ás
mesmas
horas.
Os
bilhetes
vendem-se
no
mesmo escriptorio
do
bem
conhecido
Ri
beiro
Braga.
Braga
2
de
abril
de
1877.
(187)
Pelos
annunciantes=/?íóeí
’
ro
Braga.
Arrematação vslunlaria dos
hena
iinmobiliarios do fallecido
vis
conde de S. liazaro.
Pelo
juiso
de
direito d’
esta
comarca,
e
carlorio
do
3.°
oflicio,
de
que é
escrivão
Moita,
no
dia
15
do
proximo
futuro
mez
d’
abril,
pelas 9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial sito
no
largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d’
arrematar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens seguintes
:
A
casa nobre,
com seus
respectivos
jardins,
e
quintal
junto,
tudo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
25:090á000 rs.
A
propriedade
rústica
contígua
aos
di
tos jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de cazeiros,
eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que se
compõe
de
vários
prasos foreiros
ao
revm.0
cabido
da
Sé
Primaz, aos
herdeiros
d
’
Estevão
Falcão
Cot-
ta
de Menezes,
á
real irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de
S.
João Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de
S. Lazaro
e
quinlaes
das
casas da rua
da
Ponte,
e
com
terra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
quintal
da dita casa
nobre,
no va
lor
de
12:000^000
rs.
Uma morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa
no
bre
com
toda
a
pedraria
aparelhada
e por
apparelhar,
que
se
acha depositada no
cam
po
dos
Remedios,
no
valor
de
3:000^000
reis—
e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia de
Santa
Eulalia de
Tenões,
no
valor
de
reis
400^000;
porisso
toda a
pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer no dia
e
ho
ra
indicado.
Braga 5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicilador=João
Ferreira Torres.
(147)
MUITA
ATTENÇÁO.
Rua
de
S.
Marcos
n.°
15
Loj» de vinhos do Douro.
Acaba
de
chegar
um
lindo sortimento
de
amêndoas
francezas
e
de
Lisboa,
e
va
riado
sortido
de
caixinhas
e
cartonagem
de
lindíssimos
gostos
de
todos
os
tamanhos
para
amêndoas,
e
,
também
vende
pão
de
ló
enfeitado,
e
queques.
Doce
fino
e do
chá,
queijo londiino,
papel,
flamengo, da
Serra,
e
Sueco,
e
toma
qualquer encom-
menda,
tudo
com a
maior
perfeição.
Pre
ços
modicos.
(182)
A
BELLA PINGA
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado
pelos melhores médicos
; tendo um sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S*-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
Lisboa,
Barreio,
Loteio ta-, »o K.ri<> Ferreira
Irmão, Banharia, 77.
(38,)
liinimento
BOYER-MICHEL para caval-
los,
fazendo
as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ichel
,
pharrm-
ceutico
em
Aix
(na
Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
o
snr
Barreto, ia reto, n
0
28—30.(25)
FLUIDE
IATIF
JONES
Por suas propriedades bene ficas,
goza
este pro-
ducto
de alta
e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
danças de
clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradaveis do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçSo
faz desapparecer as ra
chaduras
das mSos
e dos beiços. Preço
650 reis. J
PARA
0S
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
É muito digno
de
ser recommandado ó
Sabão
latir.
que
possue todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma delicadissimo.Preço500r\
23, Boulevart
des
Capucines, Paris,
De Fronte
da
entrada do Grand-Hotet.
Fabricante
de Escovas
Inglesas
Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28-30
(26
*)
Companhia
Edificadora e Indus
triai
Bracarense.
goeiedade anonyma de responsa-
b
s 2
i
d
a d e
litnilada
Capital 500:000^000
l.a emissão 100:000^000
São
convidados
os
senhores accionis-
tas
a
entrar
com
a
12.
a
e
13.
a
presta
ções
ou
10
°(0
de
suas
acções.
de
5
a
10
do
proximo
mez
de
Abril,
das
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
no
escriptorio
da
companhia, rua
da Cruz
da
Pedra
n.°
6
a
12.
Braga
21
de
Março
de 1877.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
José Alves
de
Moura.
João
Carlos,
Pereira
Lobato.
(181)
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to
Andié
n.°
20,
encontra-se
um
variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-de-Vez,
de
Basto
e
do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por pipas
e
barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a
Cerqueira
da
Silva
&
Gonçalves, largo da
Lapa
n.° 1
ou
com
Francisco
Manoel
Xavier, rua
dos Chãos
n.°
25.
(148)
Arrematação
simultânea na
Re
partição
de Fazenda do dislri-
cto
de Braga e
na Administra
ção
do
Concelho de Braga, no
dia
13
de
abril de
1877,
de
propriedades pertencentes á
Santa
Casa da Misericórdia do
Porto.
Districto
e
concelho de Droga
Freguezia
de
Vimieiro
Um
campo
de
terra
lavradia
com
ar
vores
de
vinho
e
agua
de
rega
e
lima,
chamado o
Campo
da
Fontella,
situado
ao
poente da
estrada
do
Porto
a
Braga,
no
logar
de
Maçada,
confrontando
do nascen-
cetile
com
a
referida
estrada,
do
poente
com
Estevão
da
Costa
Ribeiro,
norte
com
prédio
do
padre
Ignacio
Ribeiro
da Cruz,
sul
com
propriedade
de José
Antonio
Go
mes.
Louvação
13t'$000 rs.
Ties
leiras
de
matlo com
carvalhos
e
pinheiros,
sitas no
monte
chamado
da An
dorinha,
no
logar
da
Maçada,
e
se
deno
minam
leira
da
Esperança,
Bouça e
leira
dos
Castanheiros.
Formam
todas
uma
pro
priedade
que desce do
nascente
para o
poente,
apresentando
II
linhas que
con
frontam
da
fôrma
seguinte:
ires que
fi
cam
do
lado
do
norte
confrontam
com
João
Ferreira
e
José
Cerqueira;
tres
que
ficam do
lado do
poente
confrontam
com
o
mesmo
Cerqueira
e
Estevão
da
Costa
Ribeiro
Cruz:
duas
do
lado
do
sul
con
frontam
com
o
dr.
Daniel
José Fernandes
e
Manuel José
Ferreira
Hilaiio;
tres
do
lado do nascente
confrontam
com
José
Joa
quim
de
Carvalho e
João Ferreira. Estas
leiras
com
a
que
se
segue
constituem
um
prazo
foreiro
á
Camara
Municipal
de Bra
ga
em
400
reis
annuaes
e
landemio de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça
de
praso
50
reis
annuaes,
a
que
o
ar
rematante
fica
obrigado.
Uma
leira
de ter
ra de
monte,
chamada a
leira
da «Fonte
de
Ouro»,
sita
na logar
do Marco, no
monte da
«Andorinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel
Ferreira,
sul
com
José
Gonçalves
e
do
poente
com
o
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz.
E
’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido,
pagando
ao
cabeça
de
praso
10
reis
annuaes.
Louvação
69^038 rs.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
17
de
março
de
1877.
O
Oflicial-Maior,
Manuel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
(175)
DECLARAÇAO
O
abaixo
assignado,
não
obstante
fa
.
zer
parte
da Commissão
de
Devoção
Rosto
do
Senhor,
de
Traz-da-Sé,
decla
r)
que,
por
motivos
que
agora
não
expei,.
de.
não
se
tem
prestado
a
auxiliar
os
t
ra<
balhos
da
mesma, desde
o
dia
31 de
inar
,
ço,
—
como
em
reunião
de
2
d
’
abril t
er<
minantemente
aflirmou. Também
na
m
es<
ma occasião
declarou
não
contribuir
para
as
despezas,
em
virtude
de
não
lh
’
o
permit,
tirem
as
suas
circumstancias.
O
abaixo
assignado
aguarda
o
futuro,
para
então
explanar
as
delicadas
opiniões
d
’
alguns
seus
companheiros.
4
—4
—
77.
Joaquim
Bernardino da
Cunha,
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALMATÍU®
PRVP1IITAT1C0
Esta
injecção
é
a unica
e eflicaz
qu
e
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualidj,
de de
purgações
tanto
antigas
como
nio.
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Poru
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Dj.
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no
Porto
na
phat,
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142
proximo
ao
Palaeio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4ífi
GOLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de IVEaria
VirgeQ
Ktíimaeuiacla
D.
Margarida
Heuoessy,
desejando
at
nuir
aos pedidos
que
as
famílias
e ciei
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdade
ra e completa
educação,
tanto
de
Brag
como
das localidades adjacentes,
ha
cin
co
annos se
teem dignado
fazer-lhe,
resot
veu
abrir
uma
casa
de
educação
par,
meninas
internas,
semi
internas
e
exler-
nas
sob
a
direcção de
sua
irmã
Miss. TI»
resa
lleunessy,
lendo
obtido
para
levantai
o seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
m
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ei*
snr.
Juiz
de
Direito, o
qual
já
funcciuii
desde
o dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-si
a Braga a snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersaut
Perry,
Campo
da
Feira,
ao Rev.°
João
Rt
bello
Cardozo
de Menezes,
ao Rev.°
João
h
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
íi
Costa,
Rua
Nova.
(17)
CIRURGIÃO DENTISTA
CASA
PARA
ARRENDAR
Vende-se
uma
morada
de
casas
com
quintal
e
poço,
na
rua
de
S.
Vicente
n.° 22.
Trata-se
na
mesma
rua, n.°
69.
(185)^
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
guel
uma
morada
de
casas, sita na
..
rua
Anjo n.°
21. Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio d
’esla
redacção.
MUITA ATTENÇÁO
Deposito de biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURC)
CA DO PORTO
Largo do Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sni
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobresf
soldados.
(186
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
190
(63)
FILIAL
Dá
CAIXA
ECONÓMICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidade
lv
milada
Capital....................SOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco) n.° 22.
(43)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prat*
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movèis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qwj
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
li'
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposil
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
st
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias |i£í
'
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
no|l!
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
af
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirid
lí
BRAGA, TYP0GRAPEIA LUSITA1U —
Parte de Comércio do Minho (O)
