comerciominho_04091877_683.xml
- conteúdo
-
FOLHA.
COIMDMERCIAJL,
KSEI.IOIOSA E
TMÍTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
■
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6 »
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
iq
BRAfíA— TERÇA-FEIRA
4
I»E
SETEMBRO
BE
189 7
Varias
vezes
temos
fallado
da
degra
dação
a que
tem
chegado
a
imprensa entre
nós.
Essa calamidade,
para
a
qual
ha
re
médio
na
lei,
longe de
se
extinguir,
dia
a.dia
mais
augmenta
e
se
generalisa,
porque
n’
este
cantinho
do
mundo
a
lei
é uma
pura
fantasmagoria.
Sobre
este
assumpto deparamos na
in
suspeita
«Revolução
de
Setembro»
com
o
seguinte
artigo, que, com
a
devida
venia,
passamos
a
reprodusir:
Uma
parte
da
imprensa
devassa,
igno
rante,
corrupta
tem
insultado
toda
a
gente
sisuda,
tem
injuriado
todo
o
mundo
sem
respeito
pela
vida
privada,
sem
attenção
pelo decóro
das
familias,
sem
consideração
pelo
que
se
deve
ás
instituições
e
á
opinião
publica.
E’
desacatado o
rei
porque é
rei,
é
desacatado
o
pobre
porque
é
pobre,
é
desacatado
o
rico
se
não
quer
tapar
as
goelas
do
leão
de
S.
Marcos,
e
só
se
concede
os fóros
de
cavalheiro
ao
vadio
e
ao larapio.
A
commiseração,
as
con
templações são
para
os
grandes
crimino
sos.
Se
no
dia
d
’
um crime horrendo
a
devassidão
se
põe
do
lado
da viclima,
é
porque
lhe
sairia
caro
arrostar
com
a
in
dignação
publica,
mas
nos
dias seguintes
proclama-se
a
inviolabilidade
da
vida
hu
mana
a
favor
do
assassino,
condemna-se
a
exislencia
da
prisão,
choram-se
lagrimas
de
sangue
sobre
a
sorte
do
malvado,
e
esquecê-se
a
miséria
e
a
orfandade
em
que
ficaram
as
familias
do que
expirou na
ponla
d’uma
faca,
ou
na
queima-roupa
d
’um
rewolver.
Sentimentalismo
delicado
quê
não
tem
compaixão
senão
para os
assassinos,
e
que
só
tem
cruezas
para
os
innocen-
tes.
Não
se
indignam
as
vestaes
da
devas
sidão
contra
a calumnia que
traspassa
o
coração
dos
innocenles,
contra
as
injurias
que
ferem
os
adversários
nos
seus
senti
mentos
mais
nobres, mas
se
alguém,
vendo
os
mercadores
a traficar
no tem
plo,
lança
mão
do
azorrague
e os expulsa
d
’
elle,
como
fizera
o
divino
Mestre,
as
vestaes
convertem-se
em
carpideiras,
e
quem
não
lamentara
o
flagello
da
innocencia
vem
queixar-se
da
correcção
severa
que leva
ram
os
tratantes
que
não
respeitaram
os
sentimentos
da
delicadeza, nem
se aco
bardaram,
da
infamia
que
commelte-
ram.
Almas
de
lama,
alma?
vis, que
só
se
sentiram
quando
viram
punido
o escanda-
lo.
e
que
não
se
commoveram
quando
o
viram
praticar!
Almas
melallicas
que
são
indifferentes
a
tudo,
e
que
receiam
tomar
voz
contra
a
calumnia, porque julgam
que
o
calor
pela
virtude
os
pode tornar
incom
patíveis
com os
maus
com
quem
não
de
sejam
conllictos.
Lamenta-se
a
decadência
da
imprensa
e
talvez
para
isso
haja
rasão.
Na
imprensa
antiga
havia
paixões ardentes,
haveria
mesmo
injustiças
que derivavam das
mes
mas
paixões, mas
havia
convicção forte
que
excluía
toda a especulação
interes
seira
Não
se
punha a
consciência
em
ai-
moeda,
não
se
especulava
com
a
calum
nia.
e
não havia
penhas
abjectãs
que
se
pozessem
ao
serviço
do
crime,
e
que
la
mentassem
a
punição
d
’
elle.
O
escripior
homem,
não
era especulador.
Escre-
Vla
o
que
lhe
dictava
a
rasão, não
mirava
a()
nde
eslava
o
interesse.
Podia
provocar
a
. perseguição,
nunca
procurou
a
ganan-
Cla-
Era
sacerdoie,
não era
pulha.
Ainda
ha
hoje dignidade, abnegação,
desinteresse
e
illustração.
Respeito
para
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
estes
apostolos
d
’
esta
nobre
instituição:
desdem para
as
trombetas
da
calumnia
e
para
defensores
d
’ella.
A peregrinação portugueza
a
Uocna.
VIII
A
BASÍLICA
de
lourdes
Como
que
presos
pelo
coração
estava-
mos
nós
áquelle
tão
bello,
tão
poético lo
cal da
gruta,
sem que
nos
podessem
ar
rancar
d
’ali,
nem
as
bellesas
archilectoni-
cas
dá
basílica,
que
se
elevava
por
sobre
nossas
cabeças,
nem
o
constante
movi
mento
de
romeiros,
que
seguindo
d
’aquel-
le sitio
tomavam
monte
acima
em direcção
ao
templo.
Por
ultimo,
e
depois
de
decorridas
tão
somente
algumas
horas,
que
recordarei
sempre
com
maga
saudade,
resolvemo-nos
a
seguir
os
que
iam
subindo
o
monte
para
a
basílica.
E
’
mesmo
no
cimo da
penhasca,
que
está
edificado
este
riquíssimo
monumento
de
religião
e
da
arte
como
cinzelado
diadema
rematando
lodo
aqueile
conjunclo
de
ma
ravilhas.
Uma
perpendicular
que
se
baixasse
da
capella-mór
cairia
no
interior
da gruta,
que
lhe serve
como
que
de
pedestal.
Um
caminho
em
zig-zag,
formando
um
M,
vae ladeando
o flanco
do
monte,
e
por
elle
se
sobe,
sem
cuslo,
da
gruta
para a
basílica.
O
ar
embalsamado
pelo perfume
das
flores,
que
se
prolongam
em
toda
a ex
tensão;
a
verdura da relva,
que
por
um
e
outro
lado
alcatifa
o
terreno;
o
copado
de
bem
dispostos
arvoredos,
deixando
a
custo
e
só
ás forladellas,
peneirar
os
raios
do
sol,
são,
ali,
de
tal
conforto,
que
o
romeiro
como que
se
imagina
rapidamente
transportado
a
um
formoso
jardim,
de
qualquer
das
cidades
mais sumptosas.
Como
isto
é
bello!
ia
eu
pensando.
Como a mão
de
Deus,
se
manifesta
aqui
Ião
visivelmente
!
Qual
o
engenho
mais
arrojado,
que ou
sasse conceber
sequer
o
modo
como
dar
a
esta
montanha,
anda,
deserta
je
escalvada,
que
devia
ser
ha
poucos
affnos
ainda,
as
bellezas,
a
vida
que
ella
hoje
ostenta?
Não, não
é
só
obra
do
esforço humano
o que
vejo.
Tudo
isto
é
uma
pérola
que
a
mão
de
Deus
deixou
cair aqui,
no
meio
d
’
estas
abruptas
montanhas,
para
que
aos
homens
fosse
dado
gozar,
ja
na terra,
o
preludio
das
delicias
celestes».
Embebeei
lo
n
’estes e n’
outres pensa
mentos
similhantes,
cheguei
insensivelmente
ao
atrio do templo.
N
’
um rápido
lance
de vista
pude
alcan
çar
o
talento
do architeclo,
que
tão bem
soube
insculpir
no
mármore
a
alliança
da
mageslade
com
o
amor.
Nas
suas
mil formas
graciosas,
parece
divisar-se
em cada
pedra
d
’
aquelle
monu
mento
um
sorriso
d
’
esperai
ça,
que
a
im-
mensa
agulha
do
campanario
faz
ascender
constantemente
para
os
céos.
Todo
o
nosso
assombro
estava porém
reservado
para
o
interior
da basílica,
onde
o
ouro
veio
completar
o
que
as
harmonias
e
o rylhmo
d’architectura
haviam
começa
do.
Um
nosso
companheiro
de
peregrina
ção definiu
a
basílica de
Lourdes,
chaman-
uo-lhe
um milagre
de
ouro
e
'
mármore.
A definição é exacla.
Nunca meus
olhos
viram
quadro
tão
deslumbrante!
Já
não
era
a
gruta
que,
com
o
seu
PREÇO
DA ASSIGNATURA
2&000
1^050
3&600
3&600
10
Provindas,
12
mezes.....................
»
6
».....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
aspecto,
ao
mesmo
tempo
tosco
e
maravi
lhoso,
nos encantava;
mas
os
brocados
e
as
telas,
o
ouro
e o
crysial
que
espalhados
profusamente
por
toda
a
nave
do
templo,
nos
arrebatava,
cheios
de admiração.
Descrever
toda
aquella
riqueza immen-
sa,
seria
impossível
em
curto
espaço.
Que
se
imagine,
se
imaginar-se
póde,
pelos
rápidos
apontamentos
que
para
aqui
copiamos.
E’ vasto
o
templo,
ainda
que não
tem
proporções
extraordinárias.
De
uma
nave
só,
contamos-lhe
cinco
capellas
por
lado,
afóra
a
capella
mór
que
era
espaçosa
e
elegante.
As paredes
no
seu
comprimento
e
al
tura, estão
todas
alcatifadas pelas
ricas
ban
deiras,
que
são
presentes
de peregrinos.
E
são
já
em
tal
numero,
que
apesar
das dimensões
do
templo,
já
dos
lados não
ha
logar
para
uma só
mais que
seja.
Eu
calculei
em
duzentas
e
cincoenta,
as
que
cobrem
o
corpo
do
templo
afora
as
da
cap-
lla-mór,
que
são
também
em
nu
mero proporcional.
Todas
estas
bandeiras
tem
magníficos
bordados
a
ouro
de
mais
ou
menos preço,
e
são
orladas
por
uma
franja
do
mesmo
metal.
Do
teclo
pendem
mais sessenta,
de
maiores
dimensões,
algumas
das
quaes
en-
tre-meadas
com
trinta
lampadarios,
que,
uns
de
ouro,
outros
de
crysial,
estão, em
diflerentes
tamanhos,
suspensos
junto
ao
altar
principal,
produzem
um
effeito
sur-
prehendente.
Na
parte
mais
alta
das
paredes e
por
todo o prolongamento
das
mesmas
estão
gravadas
as
palavras
que
a
Virgem
disse
a
Bernardete,
nas
diflerentes
apparições.
Os caracteres
de
que
se
compõem
estas
palavras
veem-se debaixo, e
apesar
da
ele
vação,
no
tamanho
de
mais de
um
decime-
tro
;
e
são
formados por
laminas
de metal,
em
forma
de coração,
todas
eguaes,
e
de
ouro
na
sua
quasi
totalidade.
As
que
restam
ainda,
de
outro
metal
inferior,
e
que
são
em
pequeno
numero,
em
breve as
substituirá
a
piedade
dos
fieis,
por outras, de valor
eguai
ás
pri
meiras.
Entre
as offertas
que
ornam
o
templo,
vimos
presentes
de
príncipes,
espadas
de
militares
e
dragonas
de
generaes.
Na
sacristia
foram-nos
mostradas
tres
peças
de
subidíssimo
valor,
e
que
são,
uma
riquíssima
palma
d
’
ouro,
dadiva
de
Pio
IX,
a
coroa da Virgem,
e
a custodia.
A
brevidade
do
tempo
não
me
permit-
liu
colher
apontamentos
minuciosos,
senão
da ultima.
E
foi
com
grande
pesar
que
eu vi
as
outras
duas,
sem
que
me
tosse
dado
habi
litar-me,
para as
descrever
circumstan-
ciadamente,
como
na realidade
merecem.
Sob
o
pavimento
marmoreo
do templo,
e
assente
sobre
tres
naves,
está
ainda
uma
capella,
em
forma
de
crypta,
e
que
contem
cinco altares,
ao
todo.
E’
ali
que
depois
do
sol-posto
se
reú
nem
os
fieis
para
a
oração.
Tal
é
em
suinma
a
basílica
de
Lour
des,
verdadeira
maravilha
no
seu
genero,
e
um
milagre
permanente,
sobre
tudo
ha
vendo
em
consideração
o
pouco
tempo
que
conta
d
’existencia.
M.
MARINHO.
----
-s
-- ---
PJ«
fiX ET1
MIXIATFKA
OU
RESUMO
DA
HISTORIA
DE
PIO
IX,
PARA
O
POVO
Por Luiz
Bernardino
de
Carvalho
Pa
checo
•
Multiplicam-se
entre
nós,
infelizmenle,
N.°
683
as publicações
fúteis,
damnozas
ás
boas
leltras
e
aos
bons
costumes;
gemem
todos
os dias
os
prelos
com
um
sem
numero
de
romances,
em
que
se
ultraja
a
vene
randa
linguagem portugueza,
e,
o
que
mais
é
para
lamentar,
se
infiltra
o
veneno
de
ruins
doutrinas
a
leitores
ávidos de
es
tranhas
novidades.
Conturba-se
o
nosso
espirito ante
a
perspecliva
de
uma trementa
catastrophe,
de
longa
mão
preparada
por acérrimos
propagadores
do
erro,
se
Deus
por
sua
infinita
misericórdia
nos
não
acudir.
Com
batem
estes
propagadoies
do erro
alguns
varões
generozos,
contrapondo
seus
peitos
ás
bndas
sempre
crescentes
da
impiedade,
procurando
com
seus
escriplos
rebater-lhe
as
fúrias, e embargar-lhe
os
passos.
A
’
briosa
phalange
de tão
valentes
pelejado
res
chrislãos e
escriptores
orlhodoxos
per
tence
o auctor
das
Leituras
Populares,
que
ha
muitos
annos
trabalha
indefesso
na
propagação
da
verdadeira
e
sã moral.
Proseguindo
n
’
esta
grandiosa
empreza
aca
ba
de
publicar
um
excellente livrinbo,
ilesumo
da
historia
de
Pio
IX,
onde
se
descrevem
numerozos
lances da
vida
inti
ma
do
Sumrno
Pontífice
por
modo acces-
sivel
á
inlelligencia
do
povo,
para
quem
foi
destinado.
Bastas
vezes
se
nos humedeceram
os
olhos ao
ler
n’
este
Besumo
tantas
acções
de
acrysolada
caridade.
Certo
que não
é
um
homem
vulgar e
ordinário
o
que
a Providencia collocou
n’
estes
tempos
desgraçados
á
frente
da
Egreja,
combatida
pela
maior
de
todas
as
perseguições
que
a
tem
opprimido
e
ve
xado.
E
’
precedido
de um
retraio
do Sumino
Pontiíice,
o Besumo
da
sua
vida;
n
’
elle
são
referidos
seu
nascimento,
infaucia
e
juventude,
n
’elle
se
descreve
o
conego,
o
bispo,
o
cardeal.
Trata-se
da
sua
eleição
para
Pontífice,
dos
principaes
actos
do
seu
reinado,
do
exilio
em
Gaela,
do re
gresso,
e
factos
que
o
precederam,
da
conquista
de
Roma,
e
subsequentes amar
guras,
e,
alem
de
muitos
outros
succes-
sos,
que
sei
ia
longo
indicar,
da
celebre
peregrinação
portuguza
recenlemente
ope
rada.
Folgamos
de
ver
aqui
transcripta
a
al
locução
do
snr.
Palriarcha,
promotor
e
cabeça
da
peregrinação,
e
a
resposta
do
Santo
Padre
a
tão
couceituosa
talla.
São documentos
preciosos
para
o
for
moso
capitulo, que
deve
eonobrecer
a
his
toria
ecclesiastica d
’
esle
paiz,
que
tantas
paginas
luctuozas
nos
oflcrece
desde
a
in
fausta época
de
1834
até
aos
nossos
dias.
Sentimos
ineffavel
consolação
em
ver
tào
bem interpretados
e
correspondidos
os
pie-
dozos
sentimentos
d’
este
povo
fidelíssimo,
que
ainda
não
valeram
a
descatholizar
os
tenazes e
perseverantes
esforços
da
mais
desaforada
impiedade.
Bem
avizado
andou
o
nosso
velho
amigo
Luiz Pacheco
em
entretecer
no
seu
peregrino
ramilhète
de flores esias
cân
didas
boninas,
que
recendem
tão
grato
aroma.
De
facil
acquisição
pela modicidade
de
preço,
de leitura
interessante
pelo
assum
pto,
e
sobremaneira
agradavel pela dis
creta
selecçào
dos
factos
e
perspicuidade
em
os
narrar;
o
Besumo
da
historia
de
Pio
IX
deve
occupar
um logar
distincto
oa
bibliotheca do
leitor
calholico,
o
qual
não
pode
deixar
de
ser também
admira
dor
sincero
de
Pio IX,
o maior
vulto
do
prezenle
século.
Portalegre, 21
de
Agosto
de
1877.
F.
A.
Bodrigues
de
Gusmão.
— ——
—
SUBSCRIPÇÃO.
Na
redacção
do
iCommercio do
Minho*
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os infelizes habitantes
do
Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello da
fome.
Estamos
certos
que
as
almas
caridosas
não
desatlenderão
o nosso
appello;
porisso
lhes
pedimos
que
nos
enviem
quaesquer
esmaltas
em
auxilio
d
’aquelles
nossos
des
venturados
irmãos,
as quaes
serão
remetli-
das
á
commissão
organisada
para
esse
fim
na
cidade
da
Fortaleza.
&AZ1TILHÁ
Nova
livra.
—
E
’
tão
raro
e
neces
sário o
appaiecimenlo
de
um
novo livro
verdadeiramente
porluguez
e
catholico,
que
caso é
de
jubiloso
alvoroço,
quando
lemos de annunciar
a
publicação
de uma
obra
qualquer,
digna
da
attenção
e
do
applauso
publico.
D
’esta
vez
não
é
apenas
um livro
moral e
ulil,
que
lemos
a
satisfação
de
annunciar,
é,
por assim dizer,
um
es-
pectaculo
de
renhida liça
com
o
moderno
lilosotisino,
brilhantemente
empenhada pelo
Lraço
vigoroso
do
notavei
escriptor
o
padre
Senna
Freitas.
Um livro
de
certame catholico,
um
livro
cheio
de interesse,
e
sem
o
contexto
massudo,
que
muitas
vezes
afasta
o
de
sejo
de
ler,
pela
monotonia
e
extenção
dos
assumptos.
Não:
os
Escriptos
catholi
cos
dhonlem,
pelo
padre
Senna
Freitas,
são
curtas
scenas
de
combate, ora
traça
das
no remanso
de
uma
critica
suave
e
florida,
ora
no
ardor
do enthusiasmo
ca-
tholico-patriolico,
com a
veheinencia
de
uma
lógica
indobravel, sempre
ramalhetes
de
eslylo
castigado,
sempre
arrojo
de um
espirito
inspirado
na
defezv
da
causa
du-
plamenle saola
da
Egreja
de
Pedro,
e
daí
patria
que
é
nossa.
Livro
para
adversários
e
para
amigos,
para
o pjvo
e
para
as
sallas,
para
os
doutos
e
para
famílias,
eis
o
que
nos
pa
recem
os
Escriptos
catholicos do
padre
Senna
Freitas.
Escriptos
soltos
alli
colieccionados,
ca
da qual de seu assumpto, formam como
que
um bouquel,
que
o
estimado
e
acre
ditado
editor
o snr.
Teixeira
de
Freitas,
de
Guimarães,
acaba
de
constituir,
com
trinta
e
um
capítulos,
em
um
elegante
e
nítido
volume
de
mais de 300
paginas,
em
oitavo
francez,
e
que
offerece
ao
con
sumo
publico
em
todas
as livrarias
do
reino.
A
julgar
pela
grande
nomeada
do
au-
clor,
pela
extraordinária
procuri
que cos
tumam
ler
as
suas
obras,
temos justa
razão
para
nos convencermos
de
que este
ultimo
produclo
d
’
a<]otlle
festejado
talento
ha
de
encontrar
em lodos
o
acolhimento
franco
e
sincero
que nós
lhe
damos
imperador
do
Brazil.
—
Dizem
al
guns
jornaes
que
o snr.
D.
Pedro d
’
AI-
cantara,
imperador
do
Brazil,
tenciona
vir
a
esta
cidade
antes
de
regressar
aquelle
império.
Coneursos.
—
Está
aberto
o
concurso
para
o
provimento
das
seguintes
egrejas
parochiaes:
S.
Thomé de
Aguião,
Santa
Maria
de
Aivora,
S.
Martinho
de
Cabana
Maior.
S.
Salvador
de Gavieira, Santa
Maria
de
Oli
veira
e
Santa
Maria
de
Paçô,
todas oo
concelho
dos
Arcos
de
Valle-de-Vez.
S
Thiago
da
Neiva
e
S.
Pedro
de
Serraleis,
do
concelho
de
Vianna
do
Cas-
lello.
S.
Miguel
de
Frechas,
do
concelho
de
Mirandella;
todas
estas
egrejas
pertencem
á
diocese
de
Braga.
S. Miguel
de Beire,
do
concelho
de
Paredes.
S.
Pedro
da
Cova, do
concelho
de
Gondomar.
Santa
Eulalia de
Ramellas,
do
conce
lho
de
Santo
Thyrso;
todas
da
diocese
do
Porto.
S. Thiago
de
Villarelho
da
Raia,
do
concelho
de
Chaves, diocese
de Braga.
Avisa.—
Portaria
declarando
sem effei
to
o
decrelo
apresentando
o
revd."
Fran
cisco
Ventura
da Silva, na egreja
de Santa
Maria
da Touguinha,
diocese de
Braga;
o
revd.
0
Anlonio
Baplista
da
Costa
Re-
bello,
na
de
S.
Thiago
de
Castello de
Neiva;
o
revd.
0
Manoel
dos
Santos
Lou
reiro,
na
de
S. João de
Ver,
todas da
diocese
do
Porto.
Despachos.—
O
«Diário
do
Governo»
publica
os
seguintes
despachos
effectuados
por
decretos
de
1 do
corrente:
Apresentando
o
revd.
0
dr.
Domingos
de
Souza
Moreira
Freire,
na
egreja
de
S.
sente
0
seu
testamenteiro
mandará
dar
63OOO
reis
de
esmala,
e
quantia
igual
no
cemiterio
de
Braga,
quando
alli
chegar
0
0
seu cadaver.
Dedusidos
os
legados
e
a
remuneração
do
testamenteiro,
tudo
em
moeda portu-
gueza,
deixa
0
remanescente
dos
seus
bens
ao
Hospital
de S.
Marcos
de
Braga.
Nomeia
seus
testamenteiros
em
1.°
lo
gar
0
snr.
Custodio
.Moreira
Coelho,
mo
rador
na
rua
Formosa,
em
2.°
e
na
sua
falta
ao
snr.
João
Baplista
Gomes
Ferreira,
de
Braga,
e em
3.°
logar
e na
falta
de
ambos
ao
snr
Antonio
José
Pereira
Magalhães,
de
Lisboa
Para
0
pagamento
dos
legados
marca
0
priso
de
4
meses.
A’
quelle
que
exercer
0
cargo
de testa
menteiro,
lega-lhe
2:0003000
reis,
em
remuneração
do
seu trabalho.
Concede
aos
testamenteiros,
alem
das
atlribuições
que
por
lei
lhes
compele,
to
das
as
que
forem
necessárias
para
se
apoderarem
dos
bens
da
sua
herança
e
os
administrarem
e liquidarem até
final,
en
tregando
0
remanescente ao
hospital
de
S.
Marcos, de Braga.
Deixou
outro testamento lavrado
pos-
teriormente
era
nota
publica
do
tabellião
Cor>do
de Campos da
cidade
do
Porto
em
8
d’
agosto
do
corrente anno,
e
no
qual
se
encontram
as seguintes
disposições:
Quer
que
0 testamento acima
meneio
nado
seja
valido
em
tudo que n’
elle
se
contém, não prejudicando
em cousa
al
guma
as
seguintes
disposições
:
Diz
ter
em sua
companhia,
uma
sobri
nha
de
seu
fallecido
marido,
D.
Maria Isa
bel, natural de
Aboitn
de
Nobrega,
dis
tricto
de
Braga,
a
quem
deixa
tudo
que
se
encontrar
na
sua
casa da
rua
Formosa,
seja
qual
fôr
a
natureza
e
valor
dos
bens,
continuando
esta sobrinha
a
residir
na
mesma
casa, emquanlo durar 0
arrenda
mento.
Diz
que
0.
seu
testamenteiro
não
terá
de
tomar
conta
de
cousa
alguma
do
que
ali
se
achar,
pois
que esta sua sobrinha
legataria
fica
na
posse
d
’
este
legado, lo
go
que
a
testadora
falleça.
Ds
s-sasaus
e
os
t«»rco««.
—
Lê-se
na
«Germania
de
Berlim»:
Os
russos valem
os
turcos
e
os
turcos
valem
os
russos.
Uns
e
outros
são
modelos
de ferocidade.
Os
tarlaros,
os
mongolds,
os
bosniacos,
os
cossacos
etc.,
do
exercito
russo, va
lem
absolutamente
os baschi-bazouks.
A
guerra
do
Oriente
é
um
duplo
flagello.
A
caridade.
—
Thereza,
viuva
de
um
pobre jornaleiro,
tinha
cinco
filhos,
e,
para
sustentai-os,
nada
mais
tinha
que
0
trabalho
do seu
braço.
Certa
manhã,
deu
ella
a cada
um
dos
tres
mais
velhinhos,
que
iam
á eschola,
uma
fatia
de
pão negro,
dizendo
lhes:
—
Tomae,
meus
filhos,
é tudo
quanto
ha
em
casa.
Bem podeis
pedir
a
Deus
e
a
Nosso
Senhor Jesus
Christo,
pae
da
in
fância,
que
venham
em nosso
auxilio:
não
tenho
carne,
nem
pão,
nem
um
ovo
se
quer,
e não sei que
hei
de
dar-vos
de
comer.
Ide,
filhos,
Deus
disse:
Invocai-
me em
vossas
necessidades,
que
eu
vos
soccorrerei:
pedi-lhe,
filhos,
que
nos
soc-
corra.
O
mais
velho dos
filhos
de
Thereza,
que
se
chamava
Carlos,
apenas
linha
oito
annos,
levava
pela
mão a
Theodoro,
que
era
0
terceiro
d
aquella
irmandade
de
or-
phãos,
que
rtíio
tinha
mais
de
cinco
an
nos,
e
ia
mudo
afllicto.
Passando
pela
egreja
viu
que
a
porta
estava
aberta, lem
brou-se
da
recomtnendação
de sua
mãe
e
entrou,
indo
ajoelhar-se
sobre
os
de
graus
do
altar,
onde
estava
0
Sacrario.
Não
vendo
ninguém
e
crendo
que
eslava
só,
se
pôz
a
rezar
em
voz
alta,
d
’
esla
maneira:
«Oh
Jesus,
que
tanto
amais
os
peque
ninos
! Vinde em
nosso
auxilio;
somos
cinco
irmãos
e
a
nossa
pobre
mãe
já
não
tem
nada
para
nos
dar. Não
tem
carne,
nem
pão,
nem
um
ovo
sequer.
Prometles-
tes
soccorrer-nos
se
vol-o
pedíssemos;
ve
nho pedir-vos
que
nos
deis
de comer
e
a
nossa
mãe».
Foram
os
dois rapasinhos d
’
alli
para
a
eschola
e
voltaram
para
casa,
segundo
era
costume,
á
hora
de
comer.
Entrando
em
casa,
viram
logo
dois
pães
grandes,
um
pedaço de
carne
cosida
e
um
ccstinho
com
ovos.
—
Oh!
mãe!
exclamou
Carlos,
Deus
ouviu-nos!
Foi
algum
anjo que trouxe
tudo
isto?
—
Deus
ouviu a
lua
oração,
sim
meu
filho;
mas
não
precisa
dos
seus anjos
do
céu
para
mandar-nos
soccorrer,
quando
tem
os
seus
ministros
na
terra.
Quando
tu
estavas
rezando diante
do
altar
do
Santíssimo, 0
snr.
padre
cura
te
estava
Pedro
de
Agrella,
e o
revd.
0
Julio
Au
rélio
Vaz
Cerquinho,
na
de
Santa Cruz
de
Jovim,
ambas
da
diocese
do
Porto.
Transferencia.
—
O
«Diário»
de
31
publica
um
despacho
transferindo
o
con
tador
da
Guarda
para
idêntico
logar
n
’
esta
cidade.
Anniversario
jsrnalistieo.
—
O
«Commercio
Porluguez»
entrou
no
sabba-
do
no
segundo
anno
da sua
publicação.
Parabéns
ao
nosso
illustrado
coilega.
Falleeimento.
—
Na
madrugada
de
hontem
entregou
a alma
ao Creador
o
snr..José Ferreira
Airoza,
filho
do
snr.
Pedro José
Ferreira
Airoza,
e
irmão
do
snr.
padre
João
Ferreira
Airoza,
virtuoso
capellão
do Carmo.
O
finado,
que
era
joven
de
merecimen
to
e
estimado,
succumbiu
a
uma
febre
typhoide,
que
ao fim de
9
dias
de
cruéis
soffrimentos resultantes
d’
uma
alienação
mental, se
lhe
desenvolvora
Tem
hoje oflicios
fúnebres,
por
10
horas
da
manhã,
na
egreja
do
Carmo,
sendo
o
cadáver
depois
conduzido
em
carro
para
o
cemiterio.
A
toda
a
familia
anojada
os
nossos
cordeaes
pesaines.
jtlali»
15
eu
5
ísiglez».
—
Esta
acredi-
ladissima
carreira
de
vapores
para
a
Ame
rica fez
vantajosa
reducção
nos
preços,
como
se
vê
do
annuncio que
no
logar
competente
vae
publicado,
e para o
qual
remetemos
os
leitores,
—
não
nos dispen
sando
de
dizer
que esta
companhia,
já
pela
antiguidade,
já
pela
regularidade
dos
seus
serviços,
deve
ser
preferida a
qual
quer
outra.
Vinda.
—
Partiu
de Lisboa,
com
des
tino
a esta
cidade,
onde
se
demorará
al
guns
dias,
o
snr.
dr.
J.
M.
Pereira
de
Lima,
distincto
jornalista,
e
director
da
«Revista
de
Lisboa».
CJiuva
«!e
sataçjue.
—
Em
Baickore
e
Hyderabad,
(índia)
deu-se
ha
dias um
facto extraordinário.
Depois
de
forte
ven
tania
e
céo
carregado
de nuvens
negras,
choveu
um
liquido
côr
de
sangue,
que
tingiu
complelamente
de
vermelho
um
panno cm que
alguns
curiosos
apararam
a
chuva,
que
ficou
sendo
denominada
Chuva
de sangue.
O
panno
ficou
em
po
der
do
ministro
de Ilyderabad.
Obsta, e
disposições
testnmen-
taríaa.
—
Falleceu
ha
dias,
na cidade
do
Porto,
na
rua
Formosa,
a
snr.”
D.
Rosa
Joaquina
d
’
Oliveira
Liina(- viuva
de
Ber-
nardino
José
Dias
Lima,
fallecido no
an
no
passado
e
que
jaz
no
cemiterio
des
ta
cidade
A
finada
dispoz
que
os
seus
restos
mortaes
repousassem
junto
dos
de
seu
marido
; porisso
foi,
na
noite
de
31
do
mez findo,
o
seu
cadaver
condusido
para
esta
cidade, e depois
depositado
n’
uma
catacumba
da
R.
Irmandade
da Misericór
dia,
emquanlo
se não faz
um
mausuleu,
para
onde
serão
removidas as
duas
ossa
das.
Declarou
em
testamento,
exarado em
nota
publica,
ser
filha
de
Joaquim
José
d’
Oliveira Braga
e
sua mulher
Angélica
Maria
de
Sanl
’
Anna
e
Oliveira,
já
falleci-
dos,
e
ter
nascido
na
freguezia
de
Nossa
Senhora
da
Candelaria
da
cidade
de
S.
Sebastião
do
Rio
de
Janeiro,
império
do
Brazil,
onde
pertence á
ordem
de
S.
Fran
cisco
de
Paula
e a quem
se
dará
parte
do
seu fallecimento
para
os
devidos
suf-
fragios.
Declara
mais
ser
viuva de
Bernadino
José
Dias
Lima,
e
não
ter
herdeiros
as
cendentes
nem
descendentes.
Deixa
a
D.
Isabel
Maria
d
’Araujo, so
brinha
de seu fallecido
marido,
que
vivia
em
companhia
da
testadora,
3:5003000
reis e
todos
os
moveis
e
objectos
de
ser
viço
e
guarnição
de sua
casa
e
de
seu
uso,
com
excepção
dos
que
adiante
deixa
a
suas
irmãs.
Deixa
á
Santa
casa
da
Misericórdia
do
Rio
de
Janeiro 2.0003000
reis.
A
sua
sobrinha
e
afilhada
Leonor,
reis,
1:000^000,
passando este
legado
para a
mesma
Santa
casa
se
a
legataria
já
tiver
fallecidos.
Deixa
a
Maria,
4
lençoes,
2
toalhas
2
fronhas,
1
cobertor
e
1
bahu.
Deixa
a
Joaquina
o
mesmo
e a
Anna,
4
lençoes,
2
toalhas
e
um
cobertor.
Lega 2003000
reis
á
creada
que
es
tiver
ao seu
serviço
no acto
do
seu
fal
lecimento.
Quer
que
0
seu
funeral
seja
de
1.a
classe,
com
missa
e
oflicio
de
corpo
pre
sente.
O
seu cadaver
será
transportado
para
0
cemiterio
de
Braga,
e depositado
no
ja-
sigo
que
mandara
construir
para
recolher
os'seus
restos
mortaes
e
de
seu
marido.
Por occasião
do
ollicio
de
corpo
pre
ouvindo;
compadeceu-se
da
nossa
pobre
za
e
promelteu
arranjar-me
trabalho
bas
tante
lucrativo,
e para
nos
sopprirmos
en
tretanto,
me
deu
dois
mil
reis,
com
que
eu
comprei
0
que
vês
sobre
a
mesa;
creio
que
para
0
futuro
nada
nos faltará.
Ajoelhemo-nos
agora,
meus
filhos, e
de
mos
graças
a
Deus
que
sempre
soccorre
os
desgraçados
quando
o
invocam
cheios
de
confiança
Terminada
a
prece
d
’
aquella
familia
de
innocentes,
acabou
de
abtir-se
a
porta,
que
estava
meia
cerrada,
e entrou
0
padre
cura,
chorando
de alegria por
ver
as
homenagens
da innocencia
rendidas
á
Divindade.
Aben
çoou
0
ranchinho
e
disse:
—
Senhora
Thereza,
tem
trabalhado
certo
e
boa
paga
e
habitação
em
casa
da
Morgadinha
da rua
da
Fonte,
do dia
de
S.
Vicente
em
diante.
Mãe
e
filhos correram
lodos
a
beijar
a
mão
do
bom
pastor,
verdadeiro
ministro
do Divino Mestre.
Era
ura
quadro
admiravel
!
Anedoeta.
—
Era
julgado
em audiência
geral
certo
delinquente
e
tão
certo
que
elle
mesmo
confessou
0
crime:
0
que
pôz
em
embaraços
e
confusão
0
seu advogado,
de modo
que
este,
para
formar
a sua
de-
feza,
andou
de
traz
para
deante
e
de
deante
para
traz,
pedindo
favor
aos
jurados
e
juiz
para
0
teu
confilente.
O
delegado, a
quem
por olíicio
pertencia
fazer
a
indispensável
accusação,
disse
ao
advogado:
—
V.
S.
nada
tem
formulado
em
defeza
do
seu
cliente,
ahi
tem
estado a
dizer
e a
desdizer,
dando
uma
no
cravo
e
outra
na
ferradura...
—
Pois se
V.
S.
está
sempre
a
bulir
com
0
pé,
—
accudiu
0
letlrado.
Desvario.
—
Transcrevemos,
com
a
devida
venia,
da
«Revolução
de
Setem
bro»,
0
seguinte
bellissimo
trecho:
Um
tubo
grosso
de ferro,
aço,
ou
de
bronze, fechado
em
um dos
extremos
e
aberto no
outro,
tendo,
corno os
mortaes,
alma,
bocca,
garganta,
ouvido,
culatra
e
braços
apoiados
em
uma
cadeira
especial
denominada
reparotWchatna-se
uma
peça,
nome
que
lambem
se
applica
de
reputação
duvidosa;
caso
em
que
os
abjectivos
boa
ou
má
leem
a
mesma
significação.
São
pois,
as
peças,
especie
de
monstros
de
má
catadura,
que
se
alimentam
com
um repugnante
guisado
inventado,
segundo
uns, por
um
religioso
alleinão,
e,
na
opi
nião de
outros,
por
um
frade
escocez;
e
composto,
0
tal
guisado,
de
salitre,
car
vão
e
enxofre, sobre que,
por
causa
das
duvidas,
tomam
uma
pílula de ferro,
cujas
dimensões
e
pezo
variam
segundo
a
gran
deza da
bocca,
comprimento
e grossura
do
corpo.
Este alimento
produz,
como
é
natural,
frequentes
indigestões
e
vorailos
de
fogo
que
tomam
por
vezes
caracter
epidemico,
como
se
manifestou
na Criméa (1854
—
1836),
na
Italia
(1839),
nos
Eslados-Uni-
dos (1861—1863), na Dinamarca
(1864)
na
Áustria
(1866;
na
França
(1870
—1871)
e
agora na Turquia. E’
a
guerra
que
tala
os
campos
cultivados,
arruina
as
cidades,
destroe
os
monumentos
e
mala
os
homens,
que
devem amar-se
como
irmãos
e
não
destruir-se
como
inimigos.
Para
a evitar,
por
ser
moléstia
perni
ciosa,
que
antecipa
clamores,
aggrava
re-
sentimentos,
excita
odios
e
inspira
vingan
ças,
costumam
os
médicos
applicar primeiro
umas papas a
que
chamam diplomacia, de
pois
a cataplasma intervenção
e
outros
emolientes
desta natureza; mas
como
0
mal
quasi
sempre
se
aggrava
e
degenera
na
guerra,
ultimo
periodo
da doença, é
necessário
por
isso
empregar
remedio
mais
heroico,
conhecido
pelo
nome
de
paz, que
é caríssimo por
ser
composto do
sangue
de
milhares
de
homens, misturado com
ardentes
lagrimas
das
famílias,
temperado
com
a
devastação
dos
campes
e
proprieda
des, incêndio
das
cidades,
cosido
pelo
or
gulho,
e
saboreado
pela
vicloria,
que,
pelo
direito
da
força,
só
compete
ao
mais
forte,
que
seria
0 vencido
pela
força
do
direito
e
todavia
é
pela
paz,
depois
das
calamidades
da
guerra
que
a natureza
di
ligente
e
reparadora,
fiel
á sua
marcha
constante
e
eterna,
torna
a
cobrir os
cam
pos
de
verdura
e
flores, que se
restabe
lece
a
agricultura,
augmenta
0
commer-
cio,
e
desenvolve
a
industria
que
revive
a
prosperidade,
reanimam-se
as
arfes
e
sciencias,
purificam-se
os
costumes,
san
tifica-se
0
amor
da
patria,
fortificam
se
os
laços
da
familia,
e
finalmente
cessam
odios
e
estreitam seamisades!
E’
a
mão de
Deus
escrevendo direito por
linhas
tortas;
é
0
dedo
da
Providencia
mostrando
a
peque
nez
dos
homens
pelos
seus
insondáveis
decretos,
destruindo para reconstruir
e
aperfeiçoar
!
Horroroso
assassinato.
—
Da
Lou-
zã
communicam
ao
«Conimbricense»
o
se
guinte:
No
dia
20
foi
barbaramente
assassina
do
Adelino
Fernandes Cortez,
de
Silvares,
freguesia
de Serpins,
d’
esla
comarca
da
Louzâ.
Os
auclores
do
crime
praticaram
no
com
a
mais revoltante
crueldade.
Diz
se
que
junto
á
noule,
quando
vol
taram
da
feira
de
Serpins
—
Francisco,
fi
lho
do
barbeiro
—José,
íilho
do Berniz,
ambos
de
Silvares,
e
Joaquim
Pedroso
de
Oliveira vulgo,
o
Luiz
Dança,
da
Briga,
foram
beber
bastante
vinho
com
o
infeliz
á
venda
de
Antonio
Carriço,
da
Feira
dos
Bois,
saindo
de ahi
todos
quatro
já
de
noite.
Mais tarde
appareceu
outra
vez
na
venda a
sua
viclima,
a comprar
mais
uma
garrafa
de
vinho
para
beber
com os
seus
bons
companheiros,
de
mandado
d
’
elles.
Talvez
ainda
fosse
necessário
adiantai
o
mais
na
bebida
para
melhor
se
assenho
rearern
d’
elle;
e seguindo
a
estrada
de
Silvares
foram
assassinal-o
junto
ao
logar
do Pinheiro,
á
pancada
e
facada,
dando-lhe
uma
enorme
quantidade
de facadas
no
ven
tre,
deixando
a sua
viclima
estirada na
estrada.
Diz-se
que
isto fôra
presenciado
por
Caetano
.Mattos e
sua
família,
do
Pinheiro,
que
ainda
ouviram
dizer
ao
infeliz
—
dei-
xeimme
que
já
não posso
mais! Mas
as
feras
sequiosas
pelo
sangue
da sua
victi-
ma
não
o
deixaram
em
quanto
se
não
certificaram
de qtie
elle era
cadaver.
Cuerra «£o
Oriente.
—
Os
últimos
telegrarnmas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
20—
Um
telegramma
publicado
pelo
«Daily
News» diz
que
Suleyman-Pa-
chá, considerando
impraticável
o
tomar
de
frente
o desfiladeiro
de
Tchipka
con
struirá
acampamentos
e
entriocheiramenlos
diante d
’
esta
passagem
e
da
de
Hamkivi
e
transporá
os
Balkans
por
outra
passagem
ao
norte.
w
O
«Times»
insere
um despacho
de
Belgrado
do dia
29 dizendo
que está
pre
parado
o matérial
para
estabelecer
pontes
sobre
os
rios
Timok
e
Morava
e
que
hoje partiram
para
a
fronteira
8
bata
lhões.
Paris
30
—
Os
últimos
telegrarnmas da
Servia
attenuam
a situação
pois
que
affirmam
não
ler
ainda
sido
ordenado
nenhuma
mo
bilisação
do
exercito servio.
Paris
31
—
Os
turcos
marcham
em soc-
corro
de
Nikesick.
O
exercito
russo
da
Asia
conserva
a
defensiva. Foram-lhe
mortos
4
gene-
raes.
Constantinopla
30
—
Os
russos conti
nuam
resistindo
no
desfiladeiro
de Tchi
pka.
Bucharest
31
—
Os
combates
contra
o
desfiladeiro
de
Tchipka
desde
27
não
tem
importância.
Os
turcos
construem baterias
á
direita
das
posições
russas.
Constantinopla
31
—
Empenharam-se
no
vos combates nos
arredores
de
Eski
Dschu-
ma
e
de
Rasgrad.
Os
russos foram
repellidos
com
grandes
perdas
abandonando
2
canhões
no
combale
de
Rasgrad.
Londres
1—
O
correspondente
do
«Ti
mes»
que acompanha
o
exercito
turco
en
viou
um
telegramma
noticiando
um
grande
combate
que
durou
todo o
dia
de
31
perto
de Rasgrad,
o qual
terminou
pela
retirada
geral
dos
russos.
Appeio
»
earidade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável, tem
agora
os seus
padecimentos
mais
aggrayados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois, a
caridade
das almas
piedosas,
para que
se
lembrem da infeliz
com
urna esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
u
’
um
quarto
á porta
da rua.
EXEDBEmíTE
DA
ADMINISTRAÇÃO.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d
’a
-
quelles
nossos
assignantes
que
tão
cava
-
lheirosamente
nos leem coadjuvado,
dignan -
do-se
enviar-nos o
importe
das
suas
as -
signaluras.
A
iodos
os
nossos
cordeae
s
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito,
aqeum
nos
temos
dirigido
por
cartas
particulares, o
favor
de
saldarem
contas
com
a administração d
’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
leem
pago
a
assignatura:
Coura.
—
Revd.
0
abbade
de
Cossourado,
até
31
de dezembro de 1877.
Guimarães
—
Revd.0
João
C.
P.
Perei
ra
da
Cunha,
até
31
de
março
de
1878.
Angra.
—
Revd.
0
Antonio
Manoel
dos
Ramos,
até
31
de
dezembro de
1877.
Vianna.
—
Revd.
0
Francisco
Pereira
de
Castro
e
Silva,
até
30
de
junho
de
1877.
Chaves.
—
Antonio
Gonçalves
Amaro,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Visella.
—Revd.
0
Abbade
de
S.
João,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Sobral
de
Monte
Agraço.
—
Rev.° abba
de
de Arranhó,
até
30
d
’
abril
de
1878.
Frixo
de
Espada-á-Cinla.
—
Revd.
0
Lou-
renço
Manoel
Gonçalves,
até
31
de
junho
de
1877.
—
Revd.
0
Francisco
d’
Annunciação
Fer
nandes, até
31
de dezembro
de
1877.
Arcos.
—
Revd.0
reitor
de
Santa
Chris-
tina, até
30
de
junho
de
1877.
Celorico
de
Basto.
—
José
Alves
de
Car
valho,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Taipas.
—
Joaquim
José Fernandes,
até
30
de
junho
de
1878
Famalicão.
— Francisco Vicente
Ferrei-
ra
de Souza, até
30
de
junho
de
1878.
Povoa
do
Varzim.
—
Revd.
0
Manoel
An
dré
Fernandes,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Porto.
—
Ex.'
no
Henrique
Ribeiro de
Faria,
até
31
de
julho
de 1878.
Espozende.
—Revd.0
Joaquim
G. V.
de
Souto, até
30
de
junho de
1878.
Santarém.
—Francisco
Thomaz
R.
da
Silva,
até
7
d
’agosto
de
1877.
.
Valença.
—
Revd.
0
Alexandre
José
Fer
nandes, até 17
de
outubro
de
1877.
Arcos.
—Revd.0
Antonio
Luiz
de Se
queira,
até
15
de
janeiro
de
1878.
Rio
de
Janeiro.
—
Joaquim
Gomes
de
Souza
Braga,
até
30
de
março
de 1878.
Ilhas. —Revd.0
João
Medeiros
Franco,
até
15
de
junho
de
1877.
—Revd.0
Ouvidor
de Santa
Maria,
até
31
d
’otiiubro de
1877.
—
João
Fishir
Chamberlim,
até
31
de
dezembro
de 1877.
Cabeceiras.
—
Revd.
0
José
Alves Perei
ra,
até
17
de
janeiro de 1878.
Lixa.
— Revd.
0
Joaquim
Bernardino
Coimbra
Telles,
até
31
de
dezembro
de
1877.
(Continua')
Os
nossos
assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar
suas
assignaluras
ao
nosso
correspondente
em S.
Miguel,
o snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo Valladim.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
á
So
brinhos—rua
das
Flores.
Vianna
do Castello,
o
snr.
Francisco
José d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas—
Livraria Internacional,
a
S. Damaso.
SAÍfDE
Á
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
BEVAI.M
CES
aE
DL
BARRY
de
Londres.
30 sôxaiaoa
ssicscuso
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gastrica,
gastralgia,
flegrna
,
arroios,
amargor
na
bocca,
piluitas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea,
disenteria, collicas, tosse,
asthma,
falia
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as des
ordens
no
peito,
na garganta,
do ahto,
dos
bronchites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:0(K)
curas
entre
as
quaes
con-
tam-se
a do
duque
de
Pluskow das
cx.
Iil
s
snr.
as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza
de
Casllestuart,
dos
exm.
os
snrs.
Lord
Sluart
de
Decies,
par
d
’lnglaterra,
o
doutor
e
professor
Werzer,
etc.
etc.
N.o
49.842;
M.
rae
Mane
Jorie
Joly,
de
cincoentá
annos
de
constipação,
indiges-
ão
nervoso,
insomnias,
asthara,
tosse,
t
’
Gatos,
espasmos
e
nauseas.
—N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’
uma
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomilos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
—
N.°
46:210: O doutor
em
medicina
Martin,
d
’
uma
gastralgia e
irrita
ção
de estomago, que
o
faziam
vomitar
15
a
18
vezes por
dia,
durante
oito
annos.
— N.°
46.2I8:
o
coronel
Watson,
de
got-
ta,
nevralgia
e
constipação
obstinada.
—
N.°
18:744:
o doutor
em
medicina
Shorland.
d
’
uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522:
M.
Baldvvin,
completa
prostação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem esquentar,
economisa
cincoentá
vezes
o
seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
i
li
kilo.
500
; de ili kilo
800
rs
;
de um
kilo,
l$40G
reis;
de
2
J/,
krlos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$40i);
e
de
12
kilos,
12$00Ò
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Slevaíewcière
ri<nse«*lí»ta«!a $
eíla
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somno,
energia
e
carues
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
ew
«
ahby
&
e.
à
la.urrE».
-
Place
Vendôme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
:
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Kiis&o;:;, (por grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,.
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J.
de
Sousa
ferreira
á
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE DOURO
E
MI-
NH0.=Avoíro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.—
ffltarcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
EEraga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Viasaiaa
doCns-
tella,
Afionso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barcos, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Ctuimarães,
A
J. Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho, Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33. —
Pentftel,
Miranda,
pharm.
—
Vos-to,
M.
J.
de
Son
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado, Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Amonio,
225
a
227.
—
8,
’
osate
<E» I»<-
nsa.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Poi
’9«
do
Vs»rsiraa,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Vwiença
do
Minho,
Francisco José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
Castde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
Esta companhia
acaba
de
fazer
uma
importantíssima
re-
ducção
de
preços
nas
passagens
de
primeira
e
segunda
meza.
Joaquim
José
de
Barros,
do
largo
dos
Penedos d
’
esta cidade,
faz publico
aos
seus
amigos
e fraguezes,
que
abriu
a
sua
carreira
para
a
Povoa
do
Varzim,
c vice-
versa,
a
principiar
no
dia
5
do
corren
te,
em
dias
alternados,
dia
sim
e
dia
não,
saindo
de
Braga
ás
7
e
meia
horas
da
manhã,
da
Povoa
ás
5
horas
da manhã.
Escriptorio
em Braga
ém
casa
do
an
nunciante.
e
na
Povoa,
em
casa
do
snr.
Pedro,
largo
de
S.
José.
(473)
4#%,
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pra-
ça d
’Alegria,
construída
de
novo
e
com
elegancia,
esta casa
tem
uma boa
loja
para qualquer
negocio, e
pode-se
alugar
junta
ou
em
separado,
quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
Nova
de Sousa
n.°
56.
‘
(474)
companhia
das
aguas
das
pedras
salgadas
Para
evitar abuzos e
falsificações
pre
vine-se
o
publico
em
geral, de
que
as
aguas
cuja
garrafa
não
tenha
a
etiqueta
que
a companhia
adoplou
a
duas
cores,
preto
e
azul,
com
a
competente
capsu
la,
e
rolha marcada
a
fogo,
devem
con
siderar
se
falsificadas,
visto
que
do
esta
belecimento
da
companhia
não
-salie.
para
consumo,
nenhuma
garrafa que não vá
nas condições
acima
indicadas.
O deposito
d
’
eslas
aguas,
em
Braga,
é
na
pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos.
Porto
10
de
Agosto de
1877.
O
gerente,
(470)
A.
R.
Ferreira Vianna.
COMPANHIA
CARRIS
DE
FERRO
DE
BRAGA
Seeiedude
ananysns
de
re<igionst»bi-
iidade liaraitada
São convidados
os
snrs
accionistas
d
’esta companhia a
reunirem
se
no
dia
6
do
proximo mez
de Outubro
pelas
12
horas
da manhã
na
casa
do
campo de
Santa
Anna,
n,°
7
em
Braga,
alim
de
se
dar
cumprimento
ao
indicado
uas
cartas
con
vocatórias
de
1
do corrente mez de Se
tembro.
Braga
2
de
Setembro
de
1877.
O
presidente
da
Assembleia
Geral
(47//
Antonio
Lopes
de Figueiredo.
íiâPjtílàâO
A
meza
da
irmandade
das
almas de
S.
José
de
S.
Lazaro,
erectas
na
mesma
egreja
faz publico,
que achando-se
vaga
a
capellania
das mesmas
por
isso
lodo
ò
revd.0
snr.
sacerdote
que
quizer
encar
regar-se
da
mesma
poderá
dirigir-se
ao
se
cretario
da
mesma,
morador na
rua
do
Conselheiro
Januario
n.°
128,
com
quem
toderá
tractar
debaiío
das
condições pelo
nesmo
apresentadas.
A
mesma
irmandade
tem
100$00í>
reis,
para
dar
a
juro,
porisso
todo
aquelle
que
pertender
póde
dirigir-se
ao
mesmo
secretario.
Braga
1 de
Setembro de
1877.
O
secretario,
Cr
(472/
Narciso
Ramos
de
Rarros
Pereira.
IMITAÇÃO
DE
ÇBIIISTO
EDIÇÃO
AUCT0RISADA
PELO
Ex.
mo
e
rev.m°
sr.
Elãsjoo cio
Verto
Está concluída
a
impressão
d
’esta
im-
aortante
obra.
Um
volume,
encadernado
500
reis
Pela correio
-520
»
O importe,
tendo
de
ser
remettido
telo
correio,
deve
vir
em vale
para
as
sim
evitar
descaminhos,
aliás
frequentes.
Esta
edição
contém
as
orações
pre-
taralorias
que
o
sacerdote
deve recitar
antes
da
celebração
da
missa
e
ás
quaes
estão
addictas
muitas
indulgências, con
cedidas
pelos
Papas, Leão
X
e
Pio
IX.
Vende-se
unicamente
na
redacção da
«Palavra».
PADRE
SENNA
FREITAS
S*r«rço
.
•
•
5OAÍ
reis
A’ venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D. Pedro,
131.
BENTO
QUERIDO
Gontinúa
á testa
de
sua
au
la
5 dlnstrucçào
primaria esta
belecida na
rua
do
Coelho
n.0
16,
onde
lecciona
também
fran
cez
e
commercio.
CRIADA
Na
rua
do
Carmo,
n.° 3,
d
’
esta
ci
dade,
precisa-se,
para
casa d’
uma
familia,
de
uma
criada
bem
habilitada
no
serviço
domestico,
que seja
aceiada
e
de
maior
idade,
que
saiba
cosinhar
perfeitamente,
e
que
dê
abono
á sua
capacidade.
Tendo
Iodas
estas condições, não
ha
duvida
al
guma
em
ser
remunerada
por tudo.
(461)
«TO TOS®
9
Os
Bebuçados
myiilícos,
de
na
tureza
balsamica, calmante, peitoral e
ex-
pectorante,-são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos nas
doenças tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de Santo Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
GRÃÃ
d
Ê
deposito
DE
FARINHAS
e
bolachas
38, RUA
DOS
INGLEZES, 42
VEJWOÂ
BK
CÍSIS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
D.-À
Uuas
terreas,
n.
ns
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de novo.
Quem
as
pertender
traia-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
VENDA
DE QUINTA.
Na
freguezia
de
S.
Mamede
d
’
Éste,
vpnde-se
uma
quinta
no
valor
de
ciuco
contos
de
reis.
Quem a
quizer
comprar, póde trotar
do
seu
ajuste
com
o
snr.
Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na antiga
casa
do Hos
pício
Municipal, d
’
esta
cidade.
(462)
B4P4Z
P4R.4
NEGOCIO
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio de
ferragens,
e
que
não
tenha
menos
de
14
a
15
annos.
Carta
ao
escriptorio
d’
este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F.
S.
(433)
CIRVR6IÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e continua
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(530,
DISCURSO
<ít?
deputado
fcnncez
catbolieo
O CONDE ALBERTO DE MUN
E^rnsiuneintlo
nu
encerramento
lia
assembleia
geral tlu»
menbros
<?:& obra
<5,
ím
ei
retal<tst
eea
í
2»
ulieoa
<le
operários
TRAIDZfDO
PELO
PAIÍÍSE
SENNA
FKEITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esta
redacção
por
60
rs.
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
D’OM CONDEMNADO
PELO
R. P.e MARGHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido
da
19.a
edição
POR
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga
nas
livrarias
Ca
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
Vendem-se
duas moradas
de
casas
;;»FPL
sitas
uma
na rua
de
D.
Pedro
V
desi-
ásOm
g
nat|
a
g,im
0
j
e
q
a
,
e
ou
tra
na
rua
do Anjo,
designada
com
o
n.°
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves Fernandes
morador
na
rua
de
S. Sebastião,
na
casa
n.° 25.
(324)
PKOULCTO
PHARMACEUTICO
E CHYMICO
vende
papeis
piuta-
dos
para
guarnecer
sallas,
te
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
te
vernizes para
pinturas
de
H casas, tudo
de
boa
quali-
£
dade.e preços muito
resu-
midos.
g
Vende cimento roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
Ú
so
para
estuques de
ca-
tó
sas,
tudo
de
primeira
qua-
W
lidade.
ç?
âliiffl»
iw
iniiiis
.
D0
ALTO
DOURO
D4
€.48.4 I*E VILLA POUCA
E*ORTO
FILIAL
DA
FABRICA
NACIONAL
A
VAPOR
EM
LISBOA
DE
EJDU.AKDO
CONCEIÇÃO
E
SILVA
N
’
este
deposito
vendem-se
as
bem co
nhecidas
espemaes
qualidades
de
bolachas,
biscoutos, e
biscoularia
de fantasia,
qua
lidades estas
eguaes ás
inglezas,
fazendo
grande
difíerença
os
preços,
tendo
noventa
cariados
feitios
e
gostos,
desde
o
preço
de
100
a
300
reis equivalente
ao
arratel.
Para
revender
tem abatimento, e
se
for
necem
preços
correntes
quando
sejam
pe
didos.
No
mesmo deposito
’
vendem-se
farinhas
Uas
principaes
fabricas
de
Lisboa,
Beato
Antonio,
Cara»»«wj»,
Então
e Va-
eional,
pelos
mesmos preços
das
fabri
cas,
SEM
COMPETÊNCIA.
(452)
ESCOLA.
AMERICANA.
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
FILIAL
Dá CAIXA
ECONÓMICA
PENHORISTA
Sociedade anónima de responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
500:0005090
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
roa
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
•
éis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou á ordem abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
-4.
G. Ferreirina
i.
MUITA
ATTENÇÀO
Oepowiio
de
6»de
Vtilnngo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto pela
qualidade
das
farinhas,
per-
feição
porque
são feitas
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
280
Biscoito
macarrão
])
280
Bolacha
doce
280
Biscoito Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
D
190
(581)
ALUGA-SE a
casa
apa!
açada
con
;• struida
de
novo
com
quintal
e
"■****
•
poço,
na rua da
Ponte
n.«
58 C.
Para traclar
no
n.° acima.
(448)
Agua
florida, o
mais
exquisito
e
suave
perfume=Tonico
oriental,
conservador
e
aformoseador
dos
ca
bei
los=Pi
I
ti
las
depurq-
tivas,
e
salsa
parrilha
de
Brystol=Reva-
lescière
du
Barry, simples
e
ciiocolatado=
Magnesia
calcinada,
de Henry,
em
frasqui-
nhos=Medicamentos
dosimetriques
do
dr.
Burggraeve = Agtia circassiana=
Vigor
do
cabello,
de
Ayer=Leite Divino=Oleo
da
Persia=Perfume
oriental=>Aguas
de
Colo
nia.
de
diíferentes
auctores=«Ingecção
cal
mante
de
Barnit=Xarope
peitoral
de
Rey=
Xarope
peitoral
de
James
=
Dito
peitoral
balsamico,
de
Vieira,
e
outros
muitos,
de
diversos
auctores=Essencia
de
café,
de
Moka=Pós d
’
arroz=Saboneles
medicinaes
=
Ditos d
’
alcalrão.
e
ditos
de
pó
d
’
arroz
=Pó
insecticido,
e
apparelhos
proprios
para
a
sua
applicação=Pós
para pratear,
e
outros
muitos
preparados
modernos.
Vendem
se
na
pharmacia
Alvim, Praça
d’
Alegria.
(413)
Duas
moradas
de
casas
quasi
concluídas
na
sua conslrucção,
sendo
:
uma
na
rua
da
Sé
entre
os n.
os
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas
en
tre
os n.
os
16
a
18,
e
com
frente
para
a
nova rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo).
Podem
ser
vistas
a qualquer
hora, pa
ra
tratar
de
seu
ajuste,
com
seu
proprie
tário
João
da
Costa Palmeira.
(434)
JOSE
’
DA
SILVA
d
u
a
dão
Com
loja
<ie
fato
feito
68,
Campo
de
Sanl
’
Anna
(lado
de
baixo),
68
t
Participa aos
seus
amigos
e fre-
guezes,
tanto
d
esta cidade
como
das províncias que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça a
15500,
2$00t)
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
jantas
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja eucommcndada,
e
prompti-
tica-se
a
licar
com
ella
quando não
fique
á
vontade
do
freguez.
(583)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua
Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes.
....
15500.
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
d
5
>
>
.
190
>
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
<>
Malvasia
de
2/
.........................
360
»
» velho
...............................
400
»
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel
a
500
s
Roncão
....................................
700
9
Alvaralhão
....................................
560
>
Velho
de 1854
....
600
>
a
retalho
para
meza
50
e
80
,
0
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(-^4!}
L1VIUK1Ã DELGEMO
CHUIDRON
BRAGA
Ultimas
publicações
(
obras
completas
)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da 6
a
edição, por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra, 3.
vol
...................................
35000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza da
religião
chrislão,
traduc-
ção
do padre
Mesquita
Pimentel
1
vol....................................................
1£200
BALMES
0
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
25406
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol. br.
500
cart . . '............................................ $600
Ancora
de
Salvação,
1
vol.
br.
500
cart................................................ ‘
5600
D.
MARIA-
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de lemlas
baseadas
nos
preceitos
do Decálo
go, 1 vol
........................
5^00
DR.
LUIZ MARIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Je^us
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
BRAGA,
TYPOGRÁPBIA LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
