comerciominho_04101877_696.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes.................
1&600
»
6
».............
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.
....
20
Repetição.......................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2$000
»
6
»............
WO
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
..................
10
N.°
636
BHAtSV-QUIXTA-F«1I»A
4
»E
OITIBIW
ME 48® «
Um novo
projecto
de
governe
italiano.
As hostilidades
á
Egreja
Catholica con
tinuam
na
ordem
do
dia
em
Ilalia.
Os
projectos
de
lei,
tendentes
a
op-
primir
os
calholicos,
succedem-se
fre
quentemente.
E
embora
a
altitude
dos
fieis tenha
por
vezes obrigado a enviar
para
o limbo
alguns
d’
esses
projectos,
os
ministros
de
Victor
Manuel
não
desistem
do
seu
in
tento,
confiados
por
certo
n
’
aquelle
nosso
adagio
popular
—
que
quem
porfia
mata
caça.
Todos
sabem o que
ha
pouco
ainda
succedeu
áquelle
celeb<e
projecto
de
Man-
cini
sobre
os
pretendidos
abusos
do
clero.
Pois
é
ainda
o
mesmo
Mancini,
que,
não
se
dando
por
vencido,
se
nos
apre
senta
hoje
com
um
projecto
mais
da
sua
lavra,
proclamando
a
separação
da
Egreja
e
o
Estado.
Se
fosse unicamente
isto,
ou por
ou
tra,
se essa
separação
tivesse
por
fim
deixar
á
Egreja
toda
a
sua
liberdade
e
independência,
não
haveria
calholico
sin
cero
que
a
não
preferisse
a
esse
estado
violento
e
altamente
oppressivo
para o
catholicismo,
actualmente
em
vigor
na
Italia,
como
n
’
outros
paizes
mais.
A
liberdade
ampla
e
absoluta
não
a
leme
a
Egreja;
mas
é evidentemente
por
isso que
no
mesmo
projecto
se
lhe
mar
cam
restricções.
Eslabelece-se
por elle
a
separação,
mas
declara-se
no
mesmo,
subsistente
o re-
galismo,
ou
antes,
o governo
exonera
o
Estado
de
todo
e
qualquer encargo, que
já
como
Estado que se
diz
calholico,
já
a
titulo
de
restituição,
pésa
sobre
o the-
souro;
mas
quer
que
permaneçam
lodos
os
abusos, todas
as
injustiças
com
que se
tem
ingerido
na
administração da Egreja.
Por
este
projecto o
Estado
diz
á
Egre
ja:—
não
te
pago
nada,
não
te
dou
vin
tém,
embora
te
haja
roubado,
quanto
possuías,
porque
d’
hoje
para
o (uturo
quero
viver
para
comligo,
como se
tu
não
existiras;
mas lembro-te
que
és
minha
escrava,
e que
como
tal
continuarei
usan
do
do direito
que tenho
a
castigar-le,
todas as
vezes
que
não
cumprires
as
mi
nhas
ordens.
E
’
a
liberdade
da
escravidão.
E
’
a
separação
do
marido preverso,
que,
depois
de
haver
esbanjado,
quanto
possuia
a
esposa,
a
entrega
ao
abandono,
mas
continuando
a
fazer
d’
ella
o
objeclo
de
suas
ferocidades.
Que
liberdade
!
E
ai
d
’aquelle
que
lhe
der
outro
no
me...
Aqui,
em
Portugal,
também
ha
um
partido
que
não
é
adversário
a
taes
pro-
jeclos.
Também
entre
nós
já
se
falia em
se
paração
absoluta
do
Estado,
como
doutri
na
que
entra
em
certo
programma
polí
tico;
o que
não
é
para
estranhar,
visto
que
á Egreja,
entre
nós,
já
apenas
res
tam
como
na
Polonia,
as
arruinadas
pa
redes
dos
templos
que
ainda
possue.
E
nós
votariamos
conscienciosamente
por
essa
separação,
se
ella
não
fosse
mo
delada
pelo
projecto
Mancini.
Dêem-nos
a
plena
liberdade
a
que
te
mos
direito,
e
verão,
que
a
preferimos
a
essa
decantada
protecçào,
que
nas
mão^
do
Estado
apeuas
tem
servido
para
oppri-
mir
a
Egreja.
Não
tememos
a
liberdade,
não;
mas
o
despotismo
que
é
moda
mascarar-se
com
tal
nome.
Sejam
justos,
para
que
deixemos
de
ser
reacciouarios.
Em
quanto
forem
tartufos
e
hypocri-
tas,
cumpre
nos
a
nós
o
sermos
cautel-
losos
e
vigilantes.
Entretanto como o
plano
é
o
mesmo,
a
mesma
deve
ser
a resistência.
Tomemos
nós,
os
calholicos
portugue-
zes,
o exemplo
que
nos
estão
dando
os
nossos
irmãos da
Ilalia.
Lembremo-nos, que
só
pela união é
que
poderemos
vencer
os
Mancinis
que
por
cá
lemos,
e
estreitemos nossas filei
ras,
porque
a
união
é
que
faz
a força.
——-
da
miserieordia.
111
AOS
IRMÃOS
DA SANTA CASA DA MISERI
CÓRDIA DE
BRAGA.
Impondo-me
a
minha
posição especial
perante
a
Real
Irmandade
da
Santa Casa
o
dever
de
patentear
a
todos
os
Irmãos
os
successos
que
tem
lido
origem
no
alvará
de
dissolução
da
Meza,
de
que
fui
provedor
por uma
eleição
honrosissima
pela sua
generosa
unanimidade,
successos
que
se
evidenciam no
Termo
da
Meza
lavrado
na
sessão
de
25
de
setembro,
corrente,
e
não
tendo
meio
mais cabal
e
prompto
de
tornar
publico
o
procedimento
da
mesma
Meza
dissolvida,
requeri
á
Com
missão
Administrativa,
que
ora
gere
os
negocios
da
mesma
Santa
Casa,
uma
certidão
tanto
do
termo
da
Meza,
em
que
se
verificou
a
entrega
e posse,
como
do
alvará
de
nomeação
da
dita
Commissão
a qual
offereço a todos
os Irmãos
em
teslimunho
da
minha
consideração
e re
conhecimento,
e
que
é
do
theor
seguinte.
Braga,
26
de
setembro
de 1877.
11.
Freire
d
’
Andrade.
III.
ma
e
Ex.
a
™
Commissão
Administrativa
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
desta
cidade
Diz Henrique
Freire d
’
Andrade
Cou-
linho
Bandeira
desta
cidade
que
em data
de
homem
elle
com a
Meza
dissolvida
fizera
entrega
de
todos
os
valores da
Santa
Casa á
Commissão
nomeada
pelo
Ex.
mo
Snr.
Governador
Civil, do
que se
lavrára
a competente
acta,
e
esta
a
preci
sa
o
supplicante
por
certidão,
assim como
do
alvará
que
ordenára
a
entrega,
e
no
meara
a
Commissão:
por isso
P.
a
V. Exc.®
se sirva
man
dar-lhe
passar
pelo
Escrivão
da Commissão
a
referida
certidão.
E.
R.
M.
Henrique
Freire
d'Andrade
Coutinho
Ban
deira.
Deferido.
Braga
27
de
Setembro
de
1877.
Oliveira
Guimarães.
João
Manuel
Corrêa,
bacharel formado
em
Theologia
e
Direito, professor
de scien-
cias
ecclesiasticas no
Seminário
conciliar
desta
cidade,
e
no Lyceu
da
mesma,
escrivão
da
Santa
Casa da
Misericórdia
b
Certifico,
em
virtude
do
despacho
supra,
que,
a
II.
108
v.
lOD^e
110
do
Liv. dos lermos
das
deliberações
da
Meza
e
Junta
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
da
cidade
de
Braga,
se
acha
o
termo
do
teôr
seguinte:
Termo
de
posse
e
entrega,
que
a
Meza
dissolvida
desta
Real
Irman
dade confere
e
dá
á
Commissão
adminis
trativa,
nomeada
pelo
Ex.mo Governador
Civil
deste
Districlo
par Alvarás
de
oito
e vinte
e
cinco
do
corrente
mez,
na
fôr
ma
abaixo
declarada.
Aos
vinte
e
cinco
dias
do
mez de septembro
do
anno de
mil
oito
centos
e
setenta
e
sete, na
sala
das
sessões
da
Santa
e
Real
Casa
da
Misericórdia
desta
cidade
de Braga, achan
do-se
presente
o
Ex.
mo
Snr.
Marquez
de
Vallada,
Governador
Civil
deste
Dislricto,
com
o administrador
do
concelho,
João
de
Paiva
de
Faria
Leite Brandão
e
o
oílicial
maior
do
Governo
Civil,
Gaspar
Pizarro
de
Sá
Solto-maior,
e
da
Meza
dissolvida
o
Ex-provedor
Henrique
Freire
d
’
Andrade,
o
ex
escrivão Lourenço
da
Cos
ta
Pereira
Bernardes,
o
Ex-provedor
do
Hospital
Lourenço
de
Magalhães,
e
os
ex-thesoureiros e
mezarios
abaixo
assigna-
dos
(faltando
tres
d
’
estes, por
não
terem
sido
encontrados), e
da
Commissão
admi-
nistiativa,
nomeada
pelos
Alvarás
de
oito
e
vinte
e
cinco
do
corrente
mez,
os
abai
xo
assignados,
aberta
a
sessão
pelo
Ex-
provedor,
cora
licença
do
Ex."
10
Snr. Go
vernador
Civil,
deu
aquelle
parte
a
todos
os
presentes
de
que
por
officio
d
’
esta
data
lhe
fôra
communicada
pelo
Ex.
mo
Admi
nistrador
do
Concelho
ordem,
que
o
mes
mo
recebêra
do
Ex."
10
Governador,
para
que
nesta
data
a
Meza
dissolvida
confe
risse
á referida
Commissão
administrativa
posse
da administração
desta
Real
Irman
dade,
fazendo-lhe
entrega
dos
valores
da
mesma,
e de
lodos
os
objectos
da
Santa
Casa;
e
porisso
obedecendo a
esta
ordem,
a
Meza verificava
neste
acto
a
entrega
referida,
e
para
esse
fim
convidava
os
snrs.
thesoureiros á
contagem
dos
valo
res. E,
tendo-se
aberto a
arca,
pelo
the-
soureiro
Bernardino
José
da Cruz
foi
con
tada
e
entregue
á
referida
Commissão
a
quantia
de
dois
contos
seis centos
qua
renta
e
seis
mil
oito centos
e
vinte
reis
em
metal,
uma promissória
do
Banco
Mercantil
de
Braga no
valor
de quinhen
tos
oito
mil
seis
centos
e
cincoenta
reis,
em
papel
moeda
cento
e
cincoenta
mil
reis,
em
inscripções
oito
contos
e
cin
coenta
mil
reis
nominaes,
uma
inscripção
de
cetn
mil
reis,
valor
nominal,
perten
cente
ás
Beatas.
Do
lhesoureiro
dos,
ex
postos,
em
recibos
foram entregues
pelo
snr.
Anlonio
Joaquim
Loureiro
seis
cen
tos
ires
mil
cento
e
vinte
reis,
e
em
di
nheiro
duzentos noventa
e
sele
mil
du
zentos
e
oito reis.
Do
lhesoureiro
do
Hos
pital,
o
snr. João
Fernandes
Valença,
fo
ram
entregues,
em
dinheiro
pertencente
á
arca,
sete
centos dois mil
sete
ceutos
e
oitenta
e
sete
reis,
capital,
mais
sete
centos
oitenta
e
Ires mil seis
centos
e
dezessete
reis,
em
dinheiro,
e
um
conto
oito
centos
quarenta mil
e
quinhentos
reis
em
uma
promissória do Banco do Minho,
sendo estas
duas
ultimas
verbas
em
de
posito
por
ordem do
Ex.
mo
Juiz
de
Di
reito
desta
Comarca,
em
papel
moeda
sete
centos
setenta
e
dois
mil
e
quatro
centos
reis,
duas
acções
do
Banco
do
Minho
de
cem
mil
reis
cada
uma,
noventa
e
qua
tro
contos
trezentos
e
cincoenta
mil
reis,
de
inscripções,
nominaes.
Mais
entregou,
pertencente
a
ordinárias,
a
quantia
de
cento
e Ires
mil
quinhentos
e
quarenta
e
nove
reis,
e
finalmente
entregou
quinhen
tos
e
oitenta
conhecimentos
de
juros
e
fóros em
divida,
constantes
d
uma relação
que
apresentou,
no
valor
de
onze
contos
trezentos
e cincoenta
e
sete mil
cento
e
vinte
e
quatro
reis,
salvando
qualquer
engano,
que
na
referida
sorama
possa
ha
ver,
isto
quanto
aos
conhecimentos.
De
clarou
o
ex-lhesoureiro
da Casa,
que li-
pertencente
arca,
foram
nha
em
seu
poder
conhecimentos de
co
brança,
de
que
fará entrega,
|
O
go
que
lhe apresentem a
respectiva
relação
E
sendo
lodos
estes
valores
contados
e'con
feridos
com
a
resalva
supra,
pelos
vo-
gaes
da
Commissão
presentes
foram
acha-
dos
certos,
e
recolhidos
na
arca,
fechan
do-a
com
as
tres chaves
d
’
ella,
que
fica
ram
em
seu
poder.
Declarou
o
mesmo
Ex-provedor,
em
nome
da
Meza,
que
o
inventario
dos
objectos
e
alfaias desta
Santa
Casa
não
lhe
foi
apresentado
no
acto
de sua
posse., no
primeiro
dia
do
corrente mez,
e
por
tanto tem
o
mesmo
inventario
de
ser
apresentado
á
Commis-
sao
pelo
snr.
Custodio
José
da
Silva
mordomo
da
Meza transacta.
Mais
decla
rou
que
do
referido
capital,
á
Santa Casa, e
existente
na
despachados
no
termo
da
nó"
‘
dia
vmte
eoHO
de Julho
ultimo,
tres
contos
de
reis,
ao snr Fernando
Castiço,
desta
cidade,
o
qual
declarou
que,
não
poden
do,
por
em quanto,
receber
o
dicto
ca
pital,
este
se
achava
vencendo
juro
de
cinco
por
cento
desde o
primeiro
do
cor
rente
mez E
pela
Commissão foi
dicto
que
se
tirasse
da
arca
a
quantia
de cento
tres
mil quinhentos
e
quarenta
e
nove
reis,
pertencentes
ás
ordinárias
para
as
despezas
correntes,
e
que
successivamenle
se
procedesse
a
entrega,
por
inventario
de
todos
os
mais valores
e
objectos
per
tencentes
ao
Hospital
e
Santa
Casa
so
bre
o
que
disse
o
Ex
provedor
que' esta
entrega
deve
ser
ex.gida
do
mordomo
da
Meza
transacta,
conforme
a
declaração
já
feita,
lendo
sido
feita
e
dada
a
referida
entrega
e posse, se
deu
por
terminado
este
acto,
de
que
se lavrou
o
'presente
termo, que
eu
Francisco
Barata
de
Mello
Marinho
Falcão,
escrivão,
escrevi,
e
vae
assignado
pelos membros
da
Ex “
ia
Meza
dissolvida
e
vogaes
da
Commissão
admi
nistrativa
presentes,
bem
como
pelos
Ex
lllos
Snrs.
Marquez
de
Vallada,
Administrador
do
Concelho,
e
Oílicial
Maior, servindo
de
secretario
geral.
Marquez
de
Vallada
—
Gas
par
de Sa
Solto-maior Pizarro
—
João
de
Paiva
ue
Faria Leite
Brandão—
Henrique
Freire
d Andrade
Cominho
Bandeira-Lou
renço
de
Magalhães
d
’Araujo Pimenlel-
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Bernardes
—
José Joaquim
d
’
Araujo Corrêa
-Bernardino
Jose
da
Cruz-João
Fernan
des
Valença
—
Anlonio
Joaquim
Loureiro
—
Anlonio
José
da Silva
Mello-Manoel
José
d
Oliveira
Guimarães
—João
Manuel
Corièa—
Domingos
José
dos Santos—
An-
lonio
Joaquim
Corrêa
d
’
Araujo-Franeis(o
Barata
de
Mello
Marinho
Falcão.
Item
certifico que existe
nesta
secre
taria
um
Alvará,
de
que
se
pede
certi
dão,
e
cujo
teôr
é
o
seguinte:
D.
J^sé
de
Menezes
d
a
Silveira e
Castro,
Marquez
de
Vallada,
etc. etc.
Tendo
nomeado
por
Alvará
de oito
do
corrente
m
ez
uma
Commissão
para
administrar
a Real
Irmandade
da
Sarna
Casa
da
Misericórdia
desta
cidade
até
á
epoca
finda
para
a
eleição
da
Meza
no
respeclivo
Compromisso,
e
havendo
alguns
dos
membros
d
’essa
Commissão
pedido
ex-
cusa, que
lhes acceilei
por motivos
alten-
diveis,
lenho
por
conveniente
nomear
como
por
este
Alvará
nomêo,
para
supprir
aquellas
vacaturas=Presidente
da
Cemmis-
são,
o
Desembargador
da
Relação
Eccle-
siastica
Manuel
José
d
’
Oliveira
Guimarães
Abbade
de
S.
Pedro
de
Alaximino/è
Bacharel
formido
na
Sagrada
Theologia e
Diréilo
—
João Manuel
Corrêa,
Bacharef
for
mado
na
Sagrada
Theologia
e
Direito
professor
no
Lyceu
e
Seminário
.
rchidio-
cesano
de Braga—Francisco
Barata
de
Mello
Marinho
Falcão,
Bacharel
formado
em
Direito
—Anlonio
Joaquim
Gonçalves
Nogueira,
negociante
e
proprietário—An
tónio
Joaquim
Corrêa
d’
Araujo,
negociante
e
proprietário
—
Antonio
Pinto
de
Menda
nha,
proprietário
—
Domingos
José
dos
San
tos,
Bacharel
formado
em
Direito
e advo
gado. Dado e
passado
sob
o
sello
das
ar
mas
deste
Governo
Civil
em
Braga
aos
vinte
e
cinco
de
setembro
de
mil
oito
centos
e
setenta
e
sele.
Marquez
de
Val-
lada.
E
nada
mais se
continha
em
dictos
documentos,
que
para
aqui
copiei,
e
aos
quaes
me
reporto.
Secretaria
da
Miseri
córdia
desta
cidade
de
Braga,
27
de
se-
ptembro
de
1877
e
sele.
O
escrivão
da
Commissão administrativa João Manuel
Corrêa.
---
----
A
’
«!o
«Commereio
do
Hinho».
Londres,
21
de
Setembro,
1.877.
SUMMARIO.
III—Tenção
de fazer-lhe
um
enterro
solemnissimo
á costa
do
Estado, abando
nado
por
louca
pertenção
de
Madama
Thiers.
IV.
--
Alteração
total
hoje
do
senti
mento
Inglez
a
respeito
da guerra
Turco-
Russa,
comparado
com
o
de
ha
ura
anno.
Direcção
Ingleza
na
guerra,
e
dinheiro
In-
glez, provavelmente.
—
Esperança
de
que
os resultados
sejam
favoráveis
á
Reli
gião.
V.
—A
Buzzurrada
Italiana
pedindo
in-
strucções
a Bismark,
para
perseguir
a
Igreja
Catholica
de
mãos-dadas
com
a
Prus
si
a.
III.
—O
Marechal
Mac
Mahon
desejava
que
o
funeral
do
seu
predecessor
na
Pre
sidência
da
Republica
fosse
feito
com a
maior
solemnidade.
Até
se
tinha
assen
tado,
em
conferencia
do
Governo
que
se,
fizesse em
favor do
Defuncto
uma
notá
vel
excepção,
qual era,
o
sahir
o funeral
do
Hotel
dos
Inválidos,
e
ser celebrado na
egreja
do
mesmo;
quando
isso
era
honra
até
agora
só
concedida
a Marechaes
de
França.
Mac-Mahon
mandou immediatamenle
um
despacho
de
pezames
a
Madama
Thiers,
pela
perda
que
acabava
de
ler.
Muitas
personagens
importantes de Fran
ça
vieram
fazer os
cumprimentos
de
con
dolência
á
Viuva
do
illustre
Defuncto,
entre
outros
notáveis,
M.
Gambeta.
O
corpo
do ex-Piesidente
havia
sido
trazido
de
Saint
Germain
a Paris
na
quar
ta-feira
5;
e
segundo
uma decisão
tomada
pelo
Gabinete
no
dia
precedente,
devia
ler
legar
o fune.ral á
custa
do
Estado
com
a
maior
pompa
no
Hotel dos
Inválidos.
Mas
no
dia
6
abandonou-se
toda a ideia
de uma
Pompa
d
’
estado,
e
de uma
Demonstração
realmente Nacional,
em
honra
do
snr.
Thiers,
pelas
razões
seguintes.
O
Marechal
Presidente
e.o
Gabinete
que
riam
se
fizessem as
maiores
honras
a
Thiers
no
seu
funeral;
mas
naturalmente
queriam
condescender
com
os
desejos
da
Viuva em
tudo
o que
fosse
razoavel. Madama
Thiers,
porém,
insistiu
por
condições
que
altera
riam
inteiramente
o
caracter e
natureza
do
negocio.
Exigia
primeiro,
que
os
363
ex-De-
putados Republicanos
seguissem
immedia-
tamente
a
familia
do
Defuncto
na
pro
cissão
funeral;
tendo
assim
precedencia
mesmo aos
Ministros
d'Estado!
Queria
mais,
que
as
despezas
do
funeral
fossem
á
sua própria custa
d
’
ella;
que
o
fune
ral
tivesse
logar
na
Magdalena,
e
não
nos
Inválidos;
que
fosse
ella
quem
nomeasse
os
que
deviam
pegar
nos
cordões
do fe-
retro;
que
as
disposições
do
cortejo
lhe
fossem
deixadas
inteiramente
á
sua
deter
minação.
O
Marechal consentia
em
todas
estas
determinações
menos
duas,
isto
é,
que
o
funeral
fosse
feito
de
outra
sorte
que
á
custa
do
Estado;
e
a
intrusão
dos
363
ex-
Deputados
Republicanos immediatamenle
seguindo
a
familia
adiante
dos
represen
tantes
do
Governo.
Sobre
estes pontos o
Marechal
Presidente
ticou
firme, e o Ga
binete
o
apoiou;
emquanto,
por
sua par
te
Madama
Thiers
ficou teimosa,
e
por
isso
foi
afinal
abandonada
a
ideia
de
um
funeral
publico
feito
pelo Estado.
O
Marechal
não
tinha,
com
eífeito,
alternativa;
um funeral
para
ter
o
cara
cter
de
Nacional,
precisa
ser
conduzido
pelos
que
na occasião se acham
á
testa
da nação;
e
o
exigir
ao
Governo
condições
humilhantes
era
atacar
directamente
o
mes
mo
Governo existente
na
occasião.
Felizmente,
M.
Thiers
tendo sido
Grão-
Cruz
da
Legião
de
Honra, terám
seus
res
tos
mortaes,
como cousa
regular
e
sabida
de
direito,
de
ser
no
enterro
escoltados
por
uma
divisão
inteira
de
tropas. E
po
demos,
por
tanto
contar,
que
qualquer
demonstração
indecorosa
por
tal
occasião
será
promptamente
cohibida.
Representou
Thiers
tão importante
pa
pel
no
mundo
político
durante
sua
vida
laboriosa,
dirigindo
mais
de
uma
vez, co
mo
principal
auctor
os
destinos da
Fran
ça,
os quaes
nunca
pódem
ser
indififeren
les
aos
do
Mundo
civilisado;
que
enten
di
n’
esta
occas>ào
fazer
d
’
esle
assumpto
o
principal
d’
esta
minha
carta.
A
marcha
que
tomem
as
cousas
n
’
uma
nação
que
n
’
outro
tempo
se
presou
tanto
do
titulo
de
Chrislianissima—
e
onde
ainda
existe
um
elemento
Calholico
tão
serio,
e
sobre
tudo
um
Clero
admiravel,
—
é
para nós
do
maior
interesse.
IV
—O
fallecimento
de
Thiers
veio
mui
a
proposito
para
os
papeis
hqui
terem
algo
com
que
variar
o
pão
nosso
de
cada
dia
das
noticias da
guerra
Turco-Russa,
das quaes
as
folhas
véein
cheias todos
os
dias.
Eu
que não
tenho
na
tal
guerra
in
teresse
Inglez,
limito-me
a
notar
as
fei
ções
geraes
da
contenda,
e sobre
tudo
os
efifeitos
que,
desde
o
principio
aqui
tem
produzido,
e
alteração
na
opinião
publica;
de maneira que
não
deixa
de
fazer
hon
ra
a
John
Buli,
até certo
ponto.
Digo
até
certo
ponto,
porque
o
senti
merno
que
no
principio
da
contenda
aqui
existia
bastante
pronunciado
contra
os
Turcos,
nascia
do
que
então
se
referia
de
suas
durezas
e
crueldades
allegadas—
e
creio
que
com
bastante fundamento—
como
per
petradas
por
elles contra
os
Christãos
de
certas
localidades
ou
districtos.
Mais
tar
de
porém, ou
que
na
realidade
os
Russos
lambem
se não
abstivessem
de violências
e
excessos
mherentes
a
um estado
de
guerra,
e sobre
tudo
guerra
em
que
en
tra
o
elemento
de
antipathia
religiosa;
ou
que
a
discussão
dos
alcances
da
questão
Oriental
viesse
a
impressionar
o
publico
Inglez,
com
os efifeitos
que
poderiam
vir
a
resultar,
para
os
interesses
Britânicos,
de um grande
triumpho
Russo
na
con
tenda;
o
certo
é, que
a
opinião
e
sympa-
thias
aqui
soflreram
uma
total
mudança.
Voltou-se
o
favor
e
o
interesse
para
os
Turcos;
e
em
proporção
contraria
o
sen
timento
anli-Russo cresceu
e
se
desen
volveu
de modo
mui
acerbo
e
crescente
cada
dia.
Eu
que,
por
minha
idade,
ainda
me
lembro
—e
muito, por serem
impressões
recebidas
quando
a
memória
infantil
se
achava,
por
assim
dizer,
desoccupada
—
dos
acontecimentos
em
Portugal
no
tem
po
da
famosa guerra Peninsular
contra
a
invasão
Franceza;
comparo
o
sentimento
Inglez
aclua!
com o
Porluguez
d
’
aquelle
tempo.
Classe
alta
e
baixa
aqui
hoje,
co
mo
lá
então,
quasi
se
não
preoccupa
ou
falia
de
outra cousa.
Ante-hontem,
passan
do
eu
atravez
de
um bairro de intima
classe
aqui,
observei
dois
homens,
evi
denteraente
da
mais
baixa
ralé
tendo
ar
quasi
de
mendigos,
e
que
passando
a
con
siderável
distancia
um
do
outro
e
apres
sados,
se
saudavam
gritando: —
«Mais
uma
grande
victoria
dos
Turcos
sobre
os
Rus-
sus!»
—
porque
tal
a
tinham
annunciado
os
papeis
da
manhã.
A.
R.
SARAIVA.
(
Continua)
UZETIlIl
vliHsa.
—
Hoje,
dia
de
S. Francisco
Patriarcha
da Ordem Seraphica,
s.
exc.
3
revd.
m3 o
snr.
arcebispo tenciona
ir
ce
lebrar
missa ao
templo
dos
Remedios.
Alli,
como no
templo
da
Ordem
Ter
ceira,
haverá
missa
e
Exposição
do
SS.
Sacramento.
Obito.
—
Falleceu
na
segunda-feira,
no
Porto,
o snr.
Miguel
Augusto
de
Sousa
Marques
de
Paiva,
um
dos collaboradores
do
jornal A «Palavra».
Damos
sentidos pesames
a este nosso
collega,
e
pedimos
as
orações
dos
leitores
pela
alma
do
finado.
33elkort»«.
—
Carta
de
Roma,
em
25,
certifica-nos
a
continuação
das
melhoras
do nosso
compatriota
Antonio
Braz.
O
seu
facultativo
dá-o
livre de
perigo;
no
entanto
o
curativo
ainda
o
reterá
duas
semanas
de cama,
impossibililando-o
do
desempenho
dos
negocios
de
que
está en
carregado.
Hospede
illustre.
—
Tem
estado
n
’
esla
cidade,
vindo
das
caídas
de
Visel-
la,
o
exc.mo
snr.
Annibal
Fernandes
Tho-
maz,
da Louzã,
cavalheiro
distinetissimo,
e
escriptor notável.
i
PublieaçSea.—
No
proximo
n.°
co
meçamos
a
dar
conta
das
publicações
re
cebidas,
—
o que
não
temos
feito
pelo
mo
tivo
expendido
n
’
um
dos n.
09
anterio
res.
Aeção
patrtotiea.
—
Por
pessoa
bem
informada,
e de
inteiro
credito,
nos
foi
communicado,
que
o
actual
proprietário
do
ex-passal
de
S.
Pedro
de Maximinos
offereceu
á camara
Municipal
d
’
esta
cida
de
todo
o terreno, que
do
mesmo
pas
sal
fosse
necessário
para
a
abertura
de
duas
ruas
de
dez
metros de
largo: uma,
que
partindo
em
linha
recta
do canto
do
passal,
que
defronta
com
as
estradas do
Porto
e
Gondizalves,
termina
no
principio
da
rua
do
Conselheiro
Avelino
junto
do
portão
da
entrada
para
os
armazéns
do
caminho
de
ferro;
a
outra
partindo
do
largo
de
S
Pedro de Maximinos
em
di
reitura
á
congosta
d
’
Urjaes.
dê
cotnmuni-
cação
ao
lugar
de
Souto-Chão.
O
patriotismo
de tão benemerito filho
d
’esla cidade,
ainda
não
ficou
satisfeito
com tão
valiosa ofiferta,
pois
que
compre-
hende
mais de
Ires
mil
melros
quadrados
de
bom
terreno,
offerece
também
500
rs.
para ajuda
das
vedações.
Veremos
agora
se
a exm.
a
camara,
para
não
concorrer
para
tão
uteis
melhoramen
tos,
despreza
tão
valiosa
ofiferta.
Na
carência
de logar proprio
para
edi
ficações,
a
qual
todos
reconhecem,
nada
mais
necessário que a
abertura
de
novas
ruas,
e
estas
em
local,
que
ofiereçam
ga
rantias
a
seus
habitantes.
N
’
este
caso
es
tão
plenamente
as ruas indicadas.
Uma
li
gando
com
o
caminho
de
ferro
a
extre
mo
poente da
cidade,
a
outra
fazendo
parle
da
circumvalação
da
mesma cidade,
é
de
ha
muito
reclamada.
Quer accceite,
ou
não
a
exm.
a
cama
ra,
o
rasgo
cav.dheiresco
do
cidadão
pre
stante
fica
indelevelmente
registado
na
sua
proposta,
e
os
seus
concidadãos
sempre
o
terão
na devida
conta.
Para
que
todos
hajam
d
’
ella
conheci
mento,
e
que
a
todo
o
tempo
se
saiba
quaes
são
os
verdadeiros
progressistas,
os
filhos
predilectos da
nossa
Braga, é
que
vimos
pela
imprensa
publicar
acção
tão
louvável
quanto
patriótica.
=*Um
municipe.
Elisas
da
Oseania.
— O
ministro da
marinha
e
das
colonias
francezas recebeu
do
capitão
do
navio
«Seignelay»
diversos
es
clarecimentos
sobre
os
recursos que
pode
riam
proporcionar
ao
comraercio
e
indus
tria
certas
ilhas
da
Oceania
—
Tuan,
Raugi-
roa
e
Fokaraoa.
Se
bem qoe situadas
em
pontos
ar
riscadíssimos,
estas
ilhas
chamaram
a
prin
cipio
a attenção
dos
ouropéus
com
res
peito
á
pesca
das
madrepérolas
e
das
es
ponjas.
Actualmente,
é
sobretudo
como
centro
de
proaucção
agrícola
que
ellas
se
recommendam,
com
especialidade
pela
cul
tura
do
coqueiro.
EEeseoberta
d*um
lago.—
A
scien-
cia
geographica
vae dever a
um
hespa-
nhol a
exploração
d
’
um dos territórios
menos
conhecidos
do
globo:
Patagonia.
D.
Francisco
Moreno
percorreu,
com
effeito,
affrontando
mil fadigas
e
perigos,
o
rio
Santa
Cruz,
um
dos
trez
que
banham
aquelle
paiz.
Remontou
sua corrente
até
o
50°
de
latitude
S.,
viajando
sem
des
canso
32
dias
consecutivos.
Ao
terminar
esta
viagem
descobriu
um
vasto
lago, que
intitulou
Santa Cruz,
que
tem
30
milhas
de
comprido
por
fO
de
largo,
e
que
está
situado
a
59°
14
’22
de
latitude S.
e
de
16°
59
de
longitude O.
ESyçjiesse
da
vista
ne.a
eseolas.
—
Emilio
Trélat
fez
a
sociedade
de
me
dicina
publica
de Paris uma
communica-
ção
que tem
por
fim afiiimar
a
conve
niência:
1.
°
De
reservar
nas
escolas
uma
parte
do
tempo
do
trabalho
escolar
a
espairecer a
vista
em
plena
luz
diante
de
horisonles que
tenham
o
maior
desenvolvimento
possível,
e
comportem
largas
perspectivas;
2. °
De
dispor
as
aulas
de
modo
que
ellas
sejam
illuminadas
simplesmente,
de
um
só
lado,
formado n’ellas
exposições
de
objectos que
desenvolvam
as
noções
plaslicas.
O
fim
é evitar
a
myopia,
e educar
a
vista
no
gosto da fórma.
No
Wurtemberg,
em Saxe,
Prussia,
Baviera,
Áustria
e
Hungria,
fez-se
já
n’
este
sentido
uma re
volução
nas escolas,
buscando
a
illuminação
unilateral
das
aulas.
Ijiberdade e
progresso
prussia-
no.-Um
pobre
diabo
compositor
allemão,
chamado Walter,
devia
estar
preso
4
mezes
de seguida
a
uma
sentença
condemnatoria,
por ler
supprimido
intencionalmente
um
dos
adjectivos
da numerosa
collecção,
que
segue
sempre o
nome
do
imperador
Gui
lherme.
Wovo
artigo
«Se
cosssanereio.
—
Na
industriosa
America
descobriu-se
um
novo
artigo
de
commercio. Em
Hauras
City
fundou-se
recentemente
um
vasto
estabe
lecimento,
onde
se
prepara
com
especia
rias
e outros
ingredientes, carne
de
ra
tos.
As
conservas são
meltidas
em caixas
de
folha,
e
expedidas
para
a
China,
cu
jos Inbitantes
dão
um
cavaquinho
por
este
manjar,
segundo
diz
um
collega.
Companhia
do
eominho
«1®
fer
ro
do
Porto
:»
Povoa
e
Faosalicão.
—O
«Diário
do
Governo»
publicou
os
es
tatutos
da
companhia
do
caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa
e Famalicão.
O
capital
da
companhia
é
de
500
con-
tos, divididos
em
acções
nominativas
de
100^009
reis,
representados
em
titulos
de
uma, cinco
e
dez,
achando-se
já
realisado
na
sua totalidade.
Esjcleaíns
ti
eo
distisacto.
—
Falleceu,
ha
tempo
em Londres o
revd.
’
padre
Todd
que
tinha
sido
ministro
protestante
e
que ha
25
annos
se
convertera
ao
ca-
tholicismo
juntamente com
o
actual
ar
cebispo de
Westiminister
o
exc.m
°
cardeal
Mannmg,
o
dr.
Newmon,
o padre
Taber
e muitos outros
ministros
anglicanos dis-
tinctos
e
iilustrados,
que
deixaram
os
erros
da
sua
seita
para abraçarem a
dou
trina
da
verdadeira
Egreja. E
tanto
o il
lustre
finado
como
aquelles
que
como
elle
deixaram
posição,
familia
e
amigos
para
seguirem
a
Cbristo
e
á
soa
Egreja,
eram
homens
de
talento,
de
illustração,
de
caracter
illibado
e
de
consciência
recta.
D’estes triunfos
não
teem os
sectários
do
erro, apesar
da
propaganda
que
fazem
por
todos
os
modos
e
por
toda
a
parte.
Corridas
«!e
íwwros.
—
Em
Oviedo,
refere a
folha de
Valença,
foram
suppri-
midas as corridas
de
touros
nas notáveis
funeções
de
San
Mateo,
apesar
de serem
explendidas
como
nos
annos
anteriores.
Mais
tres
povoações
importantes
Merin
(Navarra),
Lérida
fCataluna)
e
Santiago
(Galliza)
baniram
tão
barbaro
divertimen
to,
contra
o
qual
protesta
a civilisação
e
a
humanidade.
Amadeu
«le
Sabwya.
—
Afifirma
o
«Gaulois»,
que
Amadeu
de
Saboya, ex-rei
de
Hespanha,
professou n’
um convento
de
Italia.
O
Papa
enviou-lhe
a sua
bên
ção,
e
diz-se
que
o
príncipe
receberá
em
breve o chapéu
cardinalício.
Bons
empregados.—
Diz
o
«Jornal
de
Vizeu» que
o
snr.
juiz
de
direito
da
comarca de
Meda,
acaba
de
indiciar sem
fiança os
juizes
ordinários,
seus subordi
nados.
Dois
estão
culpados
por
ladrões,
e
um
por ladrão e
falsificador
!
Bem
bom
!,...
A
memoriti
de
g®ão
IX.
—
A
res
peito
da
prodigiosa
memória
do
Papa
con-
la-se
a
seguinte
anedocta:
—
Saiba
Sua
Santidade
que
está
lá
fóra
um
camponez
dos
arredores
dTniola,
a
ver
se
lhe
concedeis
uma
audiência par
ticular
Ao
que
elle
diz,
parece
que
vos
deu
hospitalidade na
sua
quinta
um
bello
dia
que,
visitando
a
vossa
diocese
em
1835,
fostes
surprehendido
pelo
mau
tempo.
Con
tou
mais
que
lhe
pedistes
café...
—Ah!
sim,
lembro-me
perfeitamente,
cortou
Pio
IX,
desabrochando-se-lhe
um
sorriso
de satisfaeção.
E
depois,
dirigindo-se
aos
circumstan-
tes:
—
Eu,
eflectivamente,
passeava
na mi
nha
diocese
—
ha
poucos
mezes
que
era
Bispo
de
Imola
—
quando
me
surprehendeu
um
verdadeiro
diluvio
Refugiei-me
com
as
pessoas
do
meu
séquito
em
casa de
um
camponio,
e
como
estivesse
iransformado
n
’uma
sopa
e
resentisse
um
grande
frio,
pedi
uma chavena
de
café.
«O
bom
homem
tiuha café,
mas
não
tinha a
cafeteira.
—Isso
lá
não
imporia,
acudi
eu,
qualquer
vasdha
faz
a
festa.
Arranjou-se
o
café
n’
uma
panella,
e
o
lavrador
veio servir-m’o
n’
nma
chavena
almoçadeira. O
’
meu
Deus!
eu nunca
vi
um
café
assim
! aquillo
sabia
a
caldo,
a
cenoura,
a
salsa,
a
tudo
menos
a
caféf
—
O
homem
tinha-o
preparado
na
panella
do
caldo'!,»
..
Mas
não obstante
o
memorião
do
Pa
pa,
o honrado
camponio
obteve
a
entre
vista
que
pretendia.
Caminho
«1®
ferro aerio.
—
Em
Nova-York
abriu-se
recenlemente
á
ex
ploração
um
caminho
de
ferro aerio.
E
’
construído
sobre
columnas
de
ferro
de
centímetros
acima
da
rua.
Estas
columnas
medem
7
m
,40
de
es
paço
umas
das
outras, e
cada
uma
d
’
ellas
se
bifurca
na
parte
superior,
transversal
mente
á
rua, para
receber
uma
travessa
sobre
a
qual
assentam
os rails.
Nos
passeios, e
a
distancia
de
800
metros,
estão
collocadas
machinas,
fazendo
cada
uma
mover
um
tambor,
no
qual
se
enrola
um
cabo
de
reboque.
Este
syslema
de caminho de
ferro,
só
póde
ser
applicado
nas
cidades
planas,
e
por
emquanlo
não
foi
ainda
tentado
na
Europa.
A
pi-nmimcuidade
do»
sexos
lias
esci»:»tia«.
—
A
’
cerca
de
um
congresso
que
ultimainente
se celebrou
em
Mons escreve
o
seguinte
uma
folha
estrangeira:
«No
congresso
de
mestres
de
primeiras
lellras
exprimiu-se
o
voto
de
que
os
se
xos
não
tornem
a
ser
separados
nas
es-
cholas.
As
razões que se fizeram valer
para solicitar
dos
poderes
públicos
esta
reforma
urgente
e
capital
são
bastante
curiosas
para
que
os
deixemos
reproduzir
na
sua
integra.
«Conservar
os
rapazes e
as
raparigas
a
distancia
uns
dos
outros
até
á
idade
em
que
de
ordinário
se
casam,
é
dar-lhes o
maior
desejo
de
se
conhecerem
e
desper
tar
na
imaginação
de
cada um ideias ab-
soluiamente
falsas.
«O
rapaz
torna-se
facilmente
um deus
para
as
imaginações
excitadas das
rapari
gas
e
estas
um
ser
ethereo
e
divino
para
os
moços.
«E
d’
estas
duas
correntes,
em opposição
á
realidade,
nascem
desgostos
e
decepções
que
são
para
muitos
a
causa das
desgraças
conjngaes.
«Assim
baseado,
o
principio
da
promis
cuidade
dos
sexos
foi
votado
quasi unani-
memente
pelos
assistentes».
EPesgiraça.—
No
dia
23
do
passado,
o snr.
José
Antonio
Pereira
Chouzal,
da
freguesia
de
Infesta,
concelho
de
Coura,
estudante
do
3.°
armo
do
seminário d’
esta
cidade,
quiz
tirar
um
cacho
de
uvas
de
uma
parreira,
servindo-se
de
uma
espin
garda,
mas
com
tanta
infelicidade
que
esta
se
disparou, indo
a
bala
atravessar
o
ventre
do
infeliz.
sãngiitat*.
—
Uma
scena
palpitante
que
attrahiu
numerosos
especta
dores,
teve
logar
recentemenle
na
em
bocadura
do
Tay,
ru
Escossia.
A
100 me
tros
do
rio,
no
largo de
Westferry,
poude
ver-se
distinctamente
as
peripécias
de
uma
lucta
encarniçada
entre uma
phoca
e
um
enorme salmão.
Durante
mais
d
’
uma
hora
o
araphibio
perseguira
sua
presa que
se
defendia
vigorosamente.
Por
varias
vezes a
phoca
agarrou
no
seu
adversário
pela goela,
mordendo-o
e
agitando-o
com
raiva
fóra
da
agua,
como
faria
um
gato
a
um rato.
Emfim
o
sal
mão
foi
lilteralmenle
cortado
em
duas
partes
e
a
phoca
levou
o
para
o
areal
de
Abertay,
ou le
se
veem
n
’
este
momento
bandos
d’
otarios
comprehendendo
de 70
a
80
cabeças.
E
’
raro
que
estes
curiosos
ampbibios,
que
se
nutrem
principalmente
d’arenque
de
que
absorvem
quantidades,
ataquem tamanhos peixes.
AssocswçAo
original.—Os
jornaes
de
Leipzíg
noticiam
que
um
certo
numero
de
senhoras
d
’aquella
cidade
acabam
de
fundar uma
associação
cora
o
nome
de
Simplicidade
e cujos
membros
se
obrigam
a
não
usar
senão
vestuários
muito
simples
e
a
renunciar
aos
vestidos
de
cauda,
ás
saias
duplas,
aos
chignous
postiços,
etc.
Velocidade
«o»
caswíEaBao»
de
ferro.—Em
Inglaterra
o
trem
mais
rá
pido
é
o
que
se
dirige
de
Londres
a
Swidon,
pois
percorre
72,80
por
hora.
O
Great
Northern
anda
68,80
por hora
e
o
South
Laeslern
65,60.
Em
França
o
ex
presso
de
Calais
a
Paris,
que
é
o
mais
veloz,
percorre
termo
medio
59,20
kilo-
melros
por
hora.
Na
Hollanda
a
maior
velocidade
é
de
53,60,
na
Bélgica
de
52,80,
ra Italia
39,
na
Suissa,
35,20,
na
Hespanha
32,70 (o
expresso
do
Norte)
e
em
Portugal
27,9.
um
eamiaho
de
ferro.
—
No dia
29
de
agosto
deu-se
um
terrível
accidente,
ás
2
horas
e
meia
da
manhã,
na
linha
do
caminho
de
ferro
do
Chicago
and
Rock
Island
Railroad.
A
tres
milhas
ao
oeste
de Altona,
proximo
de
Fouxmille
Crek,
abateu
uma
ponte
no
momento
em
que
passava
o
com
boyo.
Morreram
18
pessoas
e
um
grande
nu
mero recebeu ferimentos
mais
ou
menos
graves.
PopulaçAo e
altitude das
cida
de»
mai»
elevadas
de
Hespanha.
—
Eis
a
nota
da população
e
altitude
das
cidades
mais
elevadas
de
Hespanha.
Vicloria
tem 18:829
habitantes
e
es
tá
situada
a
513
meiros acima
do
nivel
do
mar;
Zamora
13.625
habitantes e
596
melros
de
elevação; Ciudad-Real
10:366
habitantes,
e
650
metros
de
altitude;
Gra
nada 69:000
almas
e
670
melros
acima
do
nivel-
do
mar,
Guadalajara
7:902
al
mas
e
675
de
altura;
Valladolid 42:3611
habitantes,
altitude
680
metros;
Madrid
298:426
almas
e
685
metros de
elevação;
é
a
capital
mais
alta
da
Europa, razão
por
que
os
hespanhoes
costumam
dizer
sola
Madrid
ès
cárie;
Albacete
17:087
al
mas
e
700 metros
d
’
allura;
Valência
13:400
habitantes,
720
melros
de
altitude;
Salamanca
16:000
almas,
780
metros
de
altura;
Leão 10:040
habitantes,
802
me
tros
de
elevação;
Bugos
26:026
habi
tantes,
e
altura
840 metros;
Cuenca
7:635
almas
e
903
metros
de
altura;
Teruel
10:500
habitantes,
«Itura
935
melros;
Se-
govia
10:296
habitantes
e 960
melros
de
akura;
Soria
6:764
habitantes, 1:058
me
lros
de altura e
Avila com 6:892
habitan
tes
e
1:100
metros
de
altitude.
Guerra
do (Mente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que seguem:
Erzeroum
28
—Durou
9 horas
o
com
bate
entre
as
forças
de
Ismail-Pachá
e
de
Tergukassoff.
Os
combatentes
retiraram
por
fim
para
os
seus acampamentos.
Parece
que
a
batalha foi sem
resultados.
Czernowitz
29—
Começaram as
chuvas
e
frio
na Bulgaria,
nevando
nos
Balkans
e
tornando
quasi impossíveis
as
opera
çôes.
Ainda
assim,
não
é
necessária
a
re
tirada dos
russos,
que
se conservarão
en
trincheirados
nas
linhas
do Jantra,
Clripka,
Selvi,
Lowalz
e
Nikopoli.
Vienna
29
—
Tomam
consistência
os
boatos
da
próxima
mediação.
Belgrado
29
—
O
ministro
da
guerra
assignou
um
contracto
com
vários
com-
merciantes
indigenas
para o
aprovisiona
mento
de
quatro
corpos
de
exercito
ser-
vio. Assegura-se
que
vão
marchar
em
di-
recção
á
fronteira
quatorze
batalhões
ser-
vios.
Foi
descoberta
uma
conspiração
que
ti
nha
por
fim
formar
uma
legião
de
5:000
húngaros,
a
qual visaria a
cortar
os
ca
minhos
de
ferro
roumanos.
Entre
os
chefes
da
conspiração
está
o
general Klapka.
As
authoridades
húngaras
descobriram
a
conspiração.
Paris
29
—
Chegou a
Malta
a
esquadra
allemã.
Está
prestes
a partir
para
Plewna
uma
outra
columna
de
reforços,
levando
lambem
dous
canhões
do grande
calibre.
Noticia
um
despacho
que
as
tropas
egy-
pcias
do
príncipe
Hassan
atravessaram
o
Danúbio
em
frente
de
Silistria.
Outro jornal
diz
não
ser
verdadeira
tal
noticia.
Paris
30—Não
se confirma
a
noticia
ácerca
de
uma vicloria
dos
roumanios.
Não tem havido
combate algum
sério.
Os
russos
continuam
bombardeando
Plewna.
Os turcos,
em Roustchouk,
proseguem
no
bombardeamento
contra
Ghuiurghevo.
Paris 1
—
Não
se
confirma
a
noticia
de
terem
os russos
soffrido
revez
em face
de
Plewna.
Espera-se
muito
breve
a
oífensiva
geral
dos
russos.
Encalhou no
Danúbio
junto
de Kalafat
um
vapor
turco;
os
turcos
estão
construindo
uma
ponte em
Silistria.
Esoail-Pachá
na
Azia, atacou
o
general
Tergoukassoíf
no
dia
27
de
setembro,
tuas
foi
repeliido
com
grandes
perdas.
Paris,
2
—
São consideradas
verdadei
ras
as
noticias
particulares
recebidas
de
Pesth
ácerca
das
novas
instancias
empre
gadas
pela
Bussia
para
a
Servia
entrar
em
companhia.
Rovell,
agente
russo
na
Pérsia,
conduziu
4
milhões
de
rublos
para
a mobilisação
do
exercito
servio.
Constantinopla
1
—
Foram
chamados
ás
armas
todos
os
homens
validos
da
Azia.
Fazem-se
aqui
em larga
escala
pre
parativos
de guerra e aprovisionamen
tos.
Vienna
2
—
Uma
forte
columna
russa
operou
um
reconhecimento até
Besardschik
na
Dulnondscha: dois
couraçados
russos
tentaram
debalde
forçar
a
barra
de
Toid-
tcha,
fechada
com
barcos
carregados
de
pedras.
Assegura-se
que
o
general Tólleven
vae
substituir
junto
do
príncipe
Carlos
o
logar
do
general
PolofT.
fortiigisezsa
faílecidas.
—
Desde
31
de
agosto
a
5 de
setembro
falleceram
no
Rio
de
Janeiro os
seguintes
portu-
guezes:
José
.Martins,
49
annos,
viuvo; Antonio
Pereira
de
Carvalho
Porto,
31
a.,
solteiro;
José
Domingos
Dias,
30
a.,
s.;
Maria
Amalia
Monteiro, 64 a.,
v.;
Joaquim
José
dos
Santos,
43
a.,
s.;
Valenlim
José
de
Almeida,
66
a.,
s.; Albino
Gomes
Rama-
líio,
42
a.;
Antonio
Bernardo
Cardoso,
26
a., casado;
José
Pereira
da
Motta,
20
a.,
s.; Maria
da
Gloria,
46
a.,
v.;
Aoto-
nio
José
da
Cunha,
26
a.,
s.;
Francisco
Leite
Guimarães,
26
a., s.;
José
Joaquim
da
Silva
Guerra,
45
a.,
s.;
Joaquim
No-
vaes
da
Silva Peixoto,
23
a.,
s.;
Gui
lherme
Augusto
de
Azevedo,
39
a.,
s.;
Vicente
Rodrigues,
51
a.,
c.;
João
José
da
Costa, 52 a.,
s.;
Manoel
José
da
Sil
va,
57
a.,
c.;
Antonio
Oliveira
da
Silva,
45
a.,
c.;
José
Gomes
da
Moita,
25
a.,
s.;
Francisco
Vieira,
32
a.,
s.;
João
Fran
cisco
Esteves,
49
a.,
v.
Em
Pernambuco
também
falleceram
desde
28
de
agosto
a
12
de
setembro os
seguintes
portuguezes:
Germano
Augusto
Ferreira.
19 annos,
solteiro;
Marianna
Augusta, 45
a.,
viuva;
Maria
Marques
Rodrigues,
38
a.,
casada;
dr.
Vicente
Pereira
do
Rego,
65
a.,
c.;
José
Tavares
de
Souza, 52
a.,
c.;
Antonio
Teixeira
Gonçalves,
30
a.,
s.;
Manoel
da
Silva
Moreira.
Na
Bahia igualmente
falleceram
os
dous
seguintes
portuguezes:
Januario Baptista
dos
Santos,
98
an
nos,
casado;
Antonio
Ferreira
Pontes,
60
a.
.
A’
s
almas
caritativas.—
Indicamos
ás
almas
caritativas
utna
pobre
mulher
que
se
acha
a
braços
com
a miséria
ex
trema.
Habita
na
congosta
de
Portas,
n
0
5
Appeio á
caridade.—
A
entrevada
Maria Antonia
Ferreira,
viuva do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da rua.
SECÇÃO
80MSUSICAD0S
Caheeeiras
de
lãiasto,
88
de
setem
bro.
Mostraram-me
hontem
o
«Jornal
do
Minho»,
n.°
277,
penúltimo
arranco
d
’
a-
quella
luminaria,
e
alli
deparei
com
uma
correspondência
d
’esta
terra,
contendo
al
gumas
allusões
ao
respeitável parocho
de
Riodouro.
Embora
engendrada por um
certo
ex
pedante
político,
subscreve-se
o
celebre mestre-escola
d
’
aquella
freguezia.
O
tal
snr.
Lino
—
é
esta
graça
do
sobre
dito
—
já
é
conhecido
dos
leitores
d
’
este
jornal
por
alguns
escriptos
n
’
elle
referen
tes;
por
isso
pouco
espaço
malbaratarei
occupando-me
d
’
elle.
Não
obstante
ser
o
snr.
Lino
um
pim
pão
que metle
medo
a
mil
homens,
como
elle
mesmo
diz
na
correspondência
allu-
dida,
só lhe
observarei
que
me não
con
sta
que
os
pachidermes tenham
até
hoje
servido
despantalhos:
e
no
caso
contrario
são
no
de
si mesmos.
Emquanlo ás
suas
ferroadas
destinadas
a
ferir
o nosso
virtuo
so
e
integro
pastor,
são
ellas
de
tal
mo
do
dirigidas que
veem
de
recochete
rasgar
as
carnes
do
pobre
hydrophobo.
O
filo a
que
miram
as
suas
coarcladas,
snr.
Lino,
está
muito
alto
para
que
chegue
a
inqui-
nal-o
a lama
da
caltimnia,
que
não
pro
cura
nodoar
senão
os
caracteres
respei
táveis
e
respeitados.
Portanto
póde o
snr.
mestre-escola
bolsar
parvoices
e
infamias,
que
só farão
augmenlar
o
desprezo
que
lhe
votamos.
Respeitante
ás
provas, que,
ácerca
da
accusação que
lhe
foi
feita de
ler
tran
sformado
a
casa
d
’aula
em cochicholo de
arrumação
etc...
apenas
direi que
se
diri
ja
ao exm.®
Administrador
do
Concelho,
que.
como
magistrado
digníssimo
que é,
nunca
soube
acobertar
maroteiras,
e
pe
ça-lhe
que
lhe
mostre
o
depoimento
jura
do e
as informações
que
elle
poude
co
lher
dos
proprietários
da
freguezia,
e
pas
seie
a
vista
por aquelle
sudário.
Agora
folgarei
muito
que o
snr.
Lino
floreie
galhaidamente
a sua
espada
de
canna
perante
os
taes
mil
homens.
No
mesmo
n.°
d'aqueíle
jornal,
e logo
em
seguida
á
algaravia
linoria,
deparei
com
outra
correspondência
d
’
esta
terra
e
firmada
por
um
J...,
que
lambem
deve
ser
um
bom papa-fina.
Depois
da
noticia
d
’
uma festa
refere
se
este
snr.
a
uma
mul
ta que o
juiz
ordinário
de
Refojos
aplicou
a
um filho do
snr.
Ferraz.
Visto
fallar
incidentemente
n
’este
caso,
não
deixarei
de
pedir
ás
aucloridades
providencias
que
po
nham
cobro
ás
gentilezas
praticadas
pe
los
taes
Ferrazes,
que
teem
chegado
ao
extremo
de,
a
horas
escolhidas,
irem
á
residência
parochial
ameaçar
o
parocho
que
se
recusou
a
passar-lhe
certidões
falsas,
que
elles pretendiam
para
expor
os
filhos
do...
acaso.
Isto
é
caso
virgem
n
’
esta
freguezia.
Que
bella
educação!
Sobre
tal
facto,
que
foi
presenciado
pelos
sobrinhos
do referido
parocho,
nada
mais
diremos
por
hoje.
Na
uitipoa parte
da correspondência o snr.
J..
phantasioa
na
sua
imaginação,
excandecida
talvez
pe
lo
aroma
agudíssimo
das
p/iarmacias que
o
SS.
Sacramento
de
Riodouro se
tran
sferia
por
falta
d
’azeite para a
illuminação.
De
passagem
observarei
ao corresponden
te
provisorio que
ainda
mesmo
que se
esgotassem
os
dtposiios,
que
sobejam
«a
abundancia
d
’
uns
annos
para
os
outros»
como
lhe posso provar
pelas
actas
da
jun
ta
de
parochia,
o
digno
parocho
era
mui
to
capaz
de
fazer arder,
a expensas
suas»
diante
do
sanctuario,
as
alampadas
do
estylo,
sem
pedir
5
rs. ao
snr.
correspon
dente.
Já vè
pois
o
snr.
J... que
se
não
transfere
o
Sacramento
de
Riodouro
em
quanlo
essa
egreja
for egreja.
Se o
snr.
J...
prometle
ser
tão
verdadeiro
nas
suas
informações
futuras,
como
foi a
este
res
peito,
não
será
melhor
ir pentear maca
cos?
(530)
A. Q.
SAODE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicie-
sa
farinha
de
saúde,
be
DU
BARRY
de
Londres.
3í>
annos
d
’
invariavel
sueessse
3
Combatendo as
indigestões
(despe-
psias)
gastrica,
gaslralgia
,
flcgma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
ua
bocca»
pituitas,
nauseas,
vomilos,
irritações
inles-
tinaes,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
Iodas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
fígado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas entre
as
qtiaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow,
da
exm.®
snr.a
niarque-
za
de
Brehan,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’inglalerra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°65:31í.
—
Vervant,
23
de
mar
ço
de
1866.
—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
Kevaleseière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento, natnralraete fraco,
eslava
arruinado
em
conseqot
ncia
de
uma
horrível
dispepsia
que
durava ha
oito
an
nos, tratado
sem
resulta
to
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
declaravam
qu?
alguns
raezes
de
vida
me
restariam,
quando
a
eminente
virtude
da
sua
SSevaBeselèn-e
me
restituiu
a
saúde.
—
A.
B
uuaeijéíie
,
cura.
Cura
m
.°
45:270.
—
Tisica.—
M.
Ro-
berls,
d
’
uiua
constipação
pulmonar
com
tosse, vomolos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Maritimos),
julho
de
1871. —«De
pois
que
fiz uso
da
sua benefica
Sirva-
Eeseière,
sinto
novo
vigor;
a
laiyngita
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parecer
assim
como
os
incornm >dus
que
sentia
em
lodos
os
membros.
E
’
seis
vezes
mais
nuiríiiva
do
que
a car
ne, sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe-
niosula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/4 kilo,
500
;
de
ll
i
kilo
800
rs
;
de
um
krlo,
R$400
reis;
de
2
kilos,
3$200
reis;
d
j
6
ki-
los,
6$í00;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
íSevale«eière
el»oe«la*ada
ç
e
la
res-
titue
o
appeilite,
digestão,
somoo,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48 chavenas, 1$WO;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
WU
BARHY
«B
C.
a
rim
TE».
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regant-
Street,
Londres. Valverde, Í.Madiid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
|
eieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri-
ka
g^«g«a»*g6c<agta
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr,
Serzedello
&
C.
a Largo
do
Corpo
Santo 16,
&ísboa,
(por
grosso
e
miúdo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Per
to,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=Aweiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.
—
Usrcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos 31—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Tianna
do
C
m
-
telio,
Atíonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande, 140.
—
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Anlonio d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da Bainha,
29
e
33.—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Fort»,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E, J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedoleila,
160;
Fontes
&
C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a 108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Foiate
do
Ei-
ma
\.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do
Varssisn,
P.
Machado
de
(Micra,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Villa
d» Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Os abaixo
assignados,
penhoradissimos
para
com
todas
as
exm.
as
senhoras,
e
exm.
os
snrs.
que
os
cumprimentaram,
e
tiveram
a
bondade
de se
interessar
pelo
estado
de
seu
filho
e
irmão,
Frederico
Au
gusto
Cruz,
pela
occasião
em
que
esteve
gravemenle enfermo
no
local
do
Senhor
do
Monte,
veem
por
este meio, emquan-
to
o
não
fazem
pessoalmente,
agradecer
muito
cordealmente
as provas
de
estima
e
dedicação que
lhes
foram
manifestadas,
protestando
a
reciprocidade
de
sua
estima,
e
eterna
gratidão.
Braga, 29
de
setembro
de
1877.
Emilia
Adelaide
Cruz
Joaquim
Pereira
da
Cruz
(521)
Carlos
Vilo
Pereira
da
Cruz.
Thomé
de Sousa
Pereira
Veiga,
José
Rodrigues
Pereira Veiga e
suas
fatnilias,
servem-se
d
’
esle meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
rela
ções
que
lhe prestaram
serviços
e
os
cum
primentaram
por
occasião
do
fallecirnento
de
seu
esiimado
irmão,
Antonio
Caetano
Pereira
Veiga.
Por
esta
mesma
fôrma
agra
decem
á
Direcção
do
Monte-Pio
de S.
José
e
socios
do
mesmo,
a
generosa resolução
que
tomaram
não só
acompanhando
á
ul
tima
morada
o finado,
mas
também
todos
os
serviços
que
ao
mesmo
dispensaram
como
ultima
homenagem
prestada
áquelle
que
linha
sido
um
de
seus
socios;
a
to
dos
se
confessam
agradecidos
e
protestam
sua
gratidão
indelevel.
(522)
ÂNNUNCIOS
Abertura
de aulas
Antonio
José
FernanJes
de Carvalho,
annuncia
que
anre
as
aulas
de
inslruc-
ção
primaria,
latim
e
latinidade
no
dia
10
de
outubro;
achando-se
desde
já
aber
ta
a
matricula
na
sua
casa
de
morada
—
rua
do
Poço
n.°
18.
O mesmo
leccionista
também,
segundo
o
costume
dos
annos anteriores,
vae
a
casas
particulares leccionar
francez
e
phi-
losophia.
(527)
MODISTA
Maria
da Luz
Silva
Pereira,
commu-
nica
a
todas
as
suas
exm.
as freguezas,
que
desde
o
dia
de S.
Miguel,
mudou
para
a
rua dos
Biscainhos
n.°
3
a
sua
residên
cia.
Auxiliada
como
foi
pelas
elegantes
bra-
carenses
no
seu
antigo
domicilio
na
rua
Nova
de
Sousa,
assim
o
espera
ser,
como
sempre,
não
se
poupando
para
isso
a
tra
balho,
promptidão e
esmero,
no
desempe
nho
de
todas
as
encommendas
que
lhe
se
jam
apresentadas.
(529)
miiie
Da
rua
de
Santo
António
das
Traves
sas,
mudou-se
para
a
nova
rua
do
Couto
d’
Arvoredo o
restaurante
que
n
’
aquella
existia.
O
proprietário do
mesmo
convida
o
publico
e
os
seus
amigos
e
freguezes, a
que
continuem
dispensando-lhe
«eus
fa
vores,
pois
que,
a
casa
se
acha
montada
nas
melhores
condições
e
com
lodo
o
aceio.
O
serviço
é
feito
com todo o esme
ro
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com-
modos.
(531)
Miguel
Gomes
da
Cunha
Braga,
per-
tende
fallar
com
Antonio
Joaquim
Perei
ra
da
Silva,
relativo
a
negocios
com
José
Ferreira
Cardoso
Guimarães
<fc
C.a
,
do Rio
de
Janeiro.
Braga
1
d
’outubro
de
1877.
(528)
LIVRARIA
B01WAL0
Travessa da
Vietoria
n.°
fl.°
andar,
Lisboa
N
’
este
estabelecimento
ha
um
variado
sortimento
de
differeutes
obras,
Roman
ces,
Historias,
Comedias,
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio, e remettem-se
os
catálogos
grátis,
e qualquer
das obras
abaixo
mencionadas
são remettidas
francas
de
porte
aquem
enviar
o
seu
importe em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS,
tratado
de
fa
zer flôres
arlificiaes
ornado
de
estampas
500,
MANUAL DO
COSINHEIRO,
modo
de
preparar)
as
melhores
iguarias
da
cosi-
nha
portugueza e
franceza,
arte
de co
peiro
e
pasteleiro
240,
MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro de sortes
di
vertidas
tanto de
mãos
como
de
cartas
e
physica
recreativa,
ornado de 80
estam
pas
500,
MANUAL
DO
CONSERVEIRO
E
CONFEITEIRO, modo de
fazer
hollos pas
teis.
doces,
gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte
de aprender
a
dansar
sem
mestre
120, MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das
sinas
e
sonhos
120.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raecolta.
Com approvacMo de
S.
Exc.&
Pev.
m^
o
Snr.
D.
João Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa, Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova n.°
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de Manuel
Malheiro, rua
do
Almada.
Preço
em
brochura. .
.
. 160
reis
»
encadernado
....
240
»
Éditos
de
•
0
dias
Pelo
juiso
de
direito
da comarca
de
Braga, e
cartorio
do
escrivão
do
quinto
officio
Antonio
José
Gonçalves,
se
publi
cam
éditos
de
trinta
dias
a
contar
da
pu
blicação
do
ultimo
annuncio,
a citar todos
os
credores
e
legatários
incertos
do finado
Manuel
José
Esteves,
morador
que
foi
no
logar
da
Fontainha,
freguezia
de Espi
nho
da
mesma
comarca,
para
no
dito
praso
deduzirem
os
seus
créditos e
direi
tos,
e
assistirem, querendo,
aos
termos
do
inventario
orfanologico
que
se
processa
por
obito
do
mesmo
finado.
Braga
29
de
setembro
de
1877.
O
escrivão
do
5.°
officio
Anlonio
José
Gonçalves
Verifiquei.
(518)
Cunha
Pimenlel.
Venda
de prédios
Quem
pertender
comprar, duas mora
das
de
casas
e
dois
terrenos, na
praia
de
banhos
d’Apulia,
falle com
Antonio
dos
Santos
d’
Azevedo
Magalhães.
O
producto
da
venda,
convido,
póde
ficar na
mão
do
comprador a
juro
de
5
0|
q
ao
anno
me
diante
a
respecliva
hypotheca.
(509)
MUDANÇ
Antonio
José
da
Silva
Me
lo,
com es
tabelecimento
de ourivesaria,
participa
ao
publico
em
geral,
e
em
particular aos
seus
amigos
e
freguezes,
que
mudou
o
seu
es
tabelecimento
que tinha no
largo
do
Pa
ço
n.° 9,
para
o
mesmo
largo
n,°
3; es
pera
pois
de
todos,
lhe
continuem
a
dis
pensar
novos
favores,
e
convida
a
visi
tarem
o
seu
novo
estabelecimento, aonde
poderão
encontrar
um
variado
sortimento
de
objectos
da
sua
arte.
(520)
Armação
para loja
Vende-se
duas
estantes
envidraçadas
e
um
mostrador,
tudo
por
preço
commodo.
Largo
de
S. Francisco
n.°
9,
loja
de
sola.
(524)
ÉDITOS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do escrivão
do
quin
to
officio,
Anlonio
José
Gonçalves,
se
pu
blicam
éditos,
a
citar
todos
os credores
e
legalarios
incertos
do
finado
José
Ro
drigues,
também
conhecido
por
José
Pi
fão,
morador
que foi no
logar
da
Carca-
mija,
freguezia
de
S.
Martinho
de
Dume,
da
mesma
comarca;
para
no
praso
de
trin
ta
dias,
a
contar
do
ultimo
annuncio
que
se
publicar,
deduzirem
os
seus
créditos
e
direitos,
e
assistirem, querendo,
aos
ter
mos
do
inventario que
se
processa
por
obito
do
dito finado.
Braga
29
de setembro
de
1877.
O
escrivão
do
5.°
officio
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei,
(519)
Cunha
Pimenlel.
DISSOLUÇÃO
SOCIAL
E
TI5AS-
FASSK
»E
NEGOCIO
O
abaixo
assignado
declara
que
tendo
sociedade
tacita
com o
snr. José
Velloso
de
Sousa
Guimarães,
desde
1 de
julho
de
1870,
liquidára
e
dissolvera
em
26
de
maio
do
anno
corrente;
e
que
a
este
mes
mo snr.
e
conjuntamente ao
snr.
Anto
nio
d
’
Araujo
Rocha,
fizera
cessão
e
tras
passe
de
todo
o
que
compunha
o
seu
acli-
vo,
confórme
as
condições
da
respecliva
escriptnra exarada
nas
notas
do
Tabelião
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
d’
esta
ci
dade,
com
data
de
18
d
’
agosto
d
’
este
mes
mo
anno.
Mais
declara
que
a extincta
sociedade
nada
ficou
devendo
a pessoa
alguma.
Braga
1
d
’
outubro
de 1877.
Manoel
Anlonio
da
Silva Pereira Guimarães.
(523)
IHBA
M
QUINTA
Vende-se a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Semelhe,
a
limitar
com
a
de
S. Jerony-
mo
de Real, junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar com
aqueiles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
da
quinta
de
Real.
Pará
tractar,
rua
dos
Capeilistas
20
C-
Braga.
(495)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
de
liaria,
Virgem
Kmmaeulada
RUA DE S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se as
aulas
no dia
1
do
pro-
ximo
outubro.
Este
collegio
conlinúa
a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
grarama, que se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa
de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de
setembro de 1877.
A
Directora
Miss
Thereza Hennessy.
(508)
Arrematação
A
Commissão
administradora
da
Santa
Casa da
Misericórdia d’esta
cidade,
faz
publico,
que no
dia
15
do proximo
mez
d
’oiilubro.
pelas
10 horas
da
manhã,
teià
logar
na
ante-sala
das
sassões
a
arremata
ção
do
fornecimento
de
carne
de boi e de
vitella,
de
pão
trigo
e
de
mistura
para
os
doentes do
Hospital
de
S.
Marcos,
assim
como
a de
cera
precisa
para
as egrejas
da
Misericórdia
e
do
Hospital.
As
condições
acham-se
patentes
na
se
cretaria
do
referido
Hospital.
Braga 28
de
setembro
de
1877.
O
Secretario
da
Commissão
(516)
João
Manuel
Corrêa
DINHEIRO
A
JUR-
Quem
quizer
dar
4
a 5
contos
de
reis
a juro, sobre
hypotheca
e
fia
dor,
falle n’
esta redacção que se
di
rá
quem
o
pretende.
(517)
B
Aluga-se a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’Alegria,
construída de
novo e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa loja para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
ARRENDA-SE
Uma
morada
de casas
de dous
andares,
com
quintal
e poço
e
construída
de novo,
na
rua
de S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
Aeçães
e
promissórias
de
bancos
e
companhias
Compram-se
e
vende-se
na
rua Nova
de Sousa
n.°
9.
(510)
VENDA
DE
CASAS
z--
Uma
na
rua
do
Charqueiro de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
D
U
as
terreas,
n.
os
7
e
8, com
quintal,
na dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
;slruida
de novo,
com
quinf
3
'
e
poço,
na
rua
da Ponte
n.°
58
L.
Para
tracta
5
’ no
n,°
acima.
(448)
BRAGA,
TYPOGRAPEIA
LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
