comerciominho_03051877_634.xml
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-
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
634
A.NNQ
1877
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
kditor
e
peoprietabio
^ias da
Costa
<
rua
Nova
n.*3E,
para
onde
deve
*«r
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
5»aturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as corresponden-
tiM
de
Interesse
particular.
Folha avulso 10
rs.
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
.....
*
.... .
„ »
.....
|M||||
„
„„„„
.
D
r
,
in/J
-nno
l«8600 rs.
—
Semestre
8K0rs.—Proom-
•
PB
nnnn’»*Ooí» rs
e
sendo
duas
34600
rs.
—
Semestre
1&050
a
»
8&000
reis
e
44500
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por
linha
2?
ra., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
•/,
d
’
abatimento.
■aORCKICiMMfeMcS
BRA® A—ÇfUIXTA-FEIK A 3 DE
MAMO
Parece
incrível,
mas
é
verdade.
Quem
diria,
que
neste
século,
e neste
paiz
de
tanta... liberdade
havia
quem
se
atrevesse
a
dar
ao
governo
o
conselho,
de que
negasse aos
Prelados
licença para
irem
a
Roma ?
Licença?
e
haverá
Prelado,
que
a peça?
Parece-nos
poder
afiirmar, que
não.
A
Egreja
Catholica
tem
uma
hierar-
chia
própria,
da
qual
nos
não
consta,
que
faça
parte o
governo
portuguez.
Este póde
sim dar ordens aos
lunc-
cionarios do Estado,
que
lhe
são
subor
dinados.
r-
Mas
nem
os
Bispos
são
empregados
do
Estado,
nem
por
fórma
alguma se
podem
dizer
subalternos
do
poder leigo,
em
tudo quanto
disser
respeito
a
negó
cios
ecclesiasticos.
Os governos
dos
Estados
gosam
ape
nas
na
Egreja dos
privilégios
e
preroga-
tivas,
que esta
lhe
concede.
E
não
nos
consta,
nem
sabemos
de
prerogativa
nenhuma,
pela
qual o
gover
no
possa
arrogar-se
o
direito
de
conce
der
ou
negar
tal
.licença.
Egreja
e
Estado
são
dois
poderes
dis-
tinctos,
e
independentes,
governando-se
uma
e
outro
separadamenle
e com
direi
tos proprids.
Como
pois
o
pretender-se,
que
um
Bispo,
para
ir
visitar
o
s#}
Chefe
natural,
tenha
que
pedir
licença
ao
governo,
do
qual
nada
depende
nem
a
auctoridade,
nem
a
dignidade
de
que
se
encontra
re
vestido?
D
’
onde
vem
pois
uma
tal
pretensão
?
Que
saibamos, só
o
odio
e
a
raiva,
com
que
é
vista
a
presente
manifestação
pelos
inimigos
da
Egreja,
a podem
ex
plicar.
Diz-se,
que
o
Bispo
deve
estar
subgeito
ao
poder
leigo,
por
isso
que
este
o
su
bsidia.
Não é
de'
boa
fé
esta
argumentação.
Todo o
mundo
sabe,
que
esse
pou
quíssimo, que
o governo
dá aos
Bispos,
e
que
frequenlemente
está
sendo
ainda
mais
reduzido,
não
é
mais
do
que
uma
pequenissima
compensação
do
muito
e
muito que
lhes
foi
usurpado.
Restituam
á
Egreja
tudo
quanto
lhe
roubaram,
que
os
Bispos,
estamos
certos
d
’isso,
de
bom
grado cedem
da magríssi
ma
prestação que
recebem
do
thesouro.
O
que
recebem
é
d
’
elles,
e não
tem
que
ficar
obrigados
ao
Estado
por
lh’o
dar.
Fundamentar
pois
em
taes
razões
a
pretendida
dependencia,
é
mostrar,
que
ella
não
tem
razão
de
ser.
Repelimos:
estamos
certos de que
não
haverá
Bispo
nenhum,
que
abdique
por
tal
fórma
a
sua
dignidade
e
independên
cia,
pedindo
uma
licença
a
quem
não
compete.
E
por
esta
fórma
o
governo
poderá
satisfazer
os
desejos
dos
espertos,
que
lhe
pedem
a
negue,
pois
que
não
terá
logar
de
a conceder.
e
uma
banda
de
musica
annunciaram
a
chegada
do novo
magistrado.
S.
exc.
a
en-
Jjoq.
no
seu
coche
d
’
estado,
que
fôra
mandàjo
de
vespera,
fardado
de
par
do
reino,
e
official mór da
Casa
Real,
com
a grancruz
da
Conceição,
e
dirigiu-se
ao
edifício do
governo
civil,
acompanhado
de
trinta
e
seis
caleches.
Na
gare esperavam
s.
exc.a
a
cama
ra
municipal encorporada.
o
snr.
conse
lheiro
Marques
Murta,
chefes
e
todos
os
empregados
do
governo
civil,
adminslração
do
concelho,
repartições
da
fazenda
e obras
publicas,
reitor
do
lyceu,
alguns
arcy-
presles
e
muitos
cavalheiros
tanto
d’
esta
cidade
como
da
de
Guimarães.
O povo
era
innumero
tanto
na
gare
e
avenidas
da
estação,
como
nas
ruas
do
transito.
N
’
estas
todas
as
casas
estavam
adornadas
com
damascos.
Depois
de
lavrado
o
auto
de
posse,
que
o
nobre
marquez
assignou com
os
snrs.
visconde de
Pindella,
presidente
da
camara,
e
deputado
Jeronymo da
Cunha
Pimenlel, s.
exc.
a
pronunciou
um
elo
quente
discurso,
no
qual
em
breves
mas
significativas
palavras
expoz
o
seu
pro-
gramma
de governo,
o
qual
se
resume
vcn=*Jusliça
e
Tolerância
política.-^
Praza
aos
ceos
que
este
programma
seja
sempre
cumprido,
como
estamos
certos
o
será
íielmenle.
Entre os
assistentes,
que
eram
nu
merosos,
vimos
os
exc.m°
s
snrs.
viscondes
de
Lindoso,
Pindella
e
Negrellos,
barões
dé
Joanne
e
Trovisqueira,
cinco
deputados,
etc.,
etc.
Junto
ao
edifício
do
governo
civil
to
cavam duas
bandas
de musica.
Festividade,
—
Tem
boje
logar
no
templo
de
Santa
Cruz a
festa
do
Bom
Jesus
dos.
Passos,
havendo
missa
solemne
a
instrumental,
Exposição,
e
sermão,
e
procissão
de
tarde
em
volta
do
campo
dos
Remedios.
Contribuições.,—
Do
dia
7
d’
este
mez
até
ao
dia
5
de
«junho
acha-se
aberto
o
cofre
das
contribuições
industrial,
ren
da de
casas
e
sumptuarih
do
anno
de
1876.
Vistos Mtereoseopieas.—
Tem
sido
enorme
a
concorrência
de
pessoas
á
bella
GAZETILHA
Chegada.
—
Cêrca
do
meio
dia
d
’
an
le-honlern
tomou
posse
do governo civil
de
Braga,
para que
ultimamente fora no
meado, o
exc.
mo
snr.
marquez
de
Val-
lada.
A
sua entrada
foi brilhante, e
appara-
tosa,
como
nunca
se
deu
com
nenhum
governador
civil
n’
esla
cidade.
Na
Trofa
e
limites
do
districto
foi
s.
exc.
a
esperado
pelos
membros
do
conselho
de
districto.
Ein
Villa
Nova
de
Famalicão recebeu
os
comprimentos
das
authoridades
e’
vários
cavalheiros
da
localidade.
Em
Nine
esperavam-no
a
camara,
au
thoridades
e
outros cavalheiros
de Barcel-
los,
os quaes,
assim
como
alguns
paro-
chos
das
freguezias
próximas
das
estações
de
Arentim
e Tadim,
acompanharam
o
nobre
marquez.
N’
aquella
estação,
assim
como
nas
intermediárias,
tocou
á
sua
che
gada
uma banda
de
musica.
Logo
que
o
comboio
parou
na estação
’
d
’esta cidade,
tres
girandolas
de
foguetes
exposição
de
vistas stereoscopicas
de
Mr.
Jovani,
no
campo
de Sant
’
Anna.
Hoje
são
as
vistas
mudadas.
AegocioH
eeelesiastieos.—
O
«Dia-
rio»
publica
os
seguintes
despachos:
O
presbytero
Pedro Teixeira
Ramos,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santo
Anlonio
do
Ameixial,
diocese
do
Algarve.
O
presbytero
Manoel
Antonio
Torres,
I
apresentado,
precedendo concurso
por
pro
vas publicas, na
egreja
parochial
de
Santa
Margarida
da Fundada, diocese
de
Castello
Branco.
O
presbytero
Juslino Antonio
Pereira
do
Paço,
apresentado
na egreja parochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
do
La-
megal,
diocese
de
Pinhel.
O
presbytero
José Luiz
Monteiro
Jú
nior,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Marlinho
de
Macieira
de
Alcoba,
dio
cese
de
Aveiro.
O
Presbytero
Manoel
Pires
de
Almei
da,
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da Conceição do
Manigoto,
diocese de Pinhel.
O
presbytero Pedro
Borges,
apresen
tado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
das
Neves
de
Pousaflores,
diocese
de
Coimbra.
O presbytero
Anlonio
Maria
Torres,
provido
na
thesouraria
da
egreja
parochial
dos
Santos
Reis
Magos do
Campo
Gran
de,
diocese
de
Lisboa.
O presbytero
Francisco
de
Almeida
Sampaio,
provido
no
officio
de
contador
do
juizo
ecclesiaslico
da
diocese
de
Pi
nhel.
Declarados
sem
effeito
o
decreto
de
29
de
dezembro
de
1876
e
carta regia
de
21
de
março ultimo,
pelos
quaes
se
fizera
mercê
ao
presbytero
Justino
Antonio
Pe
reira
do
Paço
da
apresentação
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Nazarelh
de
Santa
Eufemia,
diocese
de
Pinhel.
Fixação do
algarismo da
mor
talidade das
creanças de peito.—O
algarismo
exaclo
da mortalidade
das crean
ças
de
1
dia
a 1
anno
custa
a
determi
nar,
e
temos
de contentar-nos,
em
geral,
com
simples
avaliações.
Com
effeito,
alóra
tua
historia
:
eu
a sei
mesmo
muito
me
lhor
do
que
tu
;
vou
repetir-t
’
a
;
escuta.
—
Não... não...
—
E
’
preciso
que
me ouças; quem
sabe
se
dentro
em
pouco
não
estarás de
joelhos
a
meus
pés?
escuta.
Marianna
escutou
com
o rosto
abriga
do
entre suas
mãos.
O
velho Rodrigues
começou.
—No
fim do
anno
de
1822,
a
cidade
do
Rio
de Janeiro
vivia
a
vida
do
en-
thusiasmo
e
das
festas;
a independencia
eslava
proclamada,
os
ferros
coloniaes
ti
nham
sido
quebrados
com desprezo;
o
congresso
nacional,
a
assembleia
consti
tuinte
ia
em
breve
reunir-se,
e
trabalhar
na
execução
da
grande
obra;
levantar
o
magestoso
monumento.
O povo
enthusias-
la
da
liberdade
festejava a
liberdade;
os
saráos
seguiam-se
uns
aos
outros;
o
pra
zer
eslava
em
toda
a
parte.
Marianna
exhalou,
involuntariamente
tal
vez,
um suspiro
de saudade.
—
E
no
meio
de
mil
formosas
don-
zellas,
que
davam
vida
a
essas
festas,
havia
uma
joven
senhora,
uma
moça
que
acabava
de
sair
da
infância,
e
que
fazia
o
orgulho
das
sociedades,
o martírio
da
ou
tras moças.
.
Marianna
sentiu
apertar-se-lhe
o
co
ração.
—
Era
uma
joven
estrema
e
perigosa
mente
encantadora:
era
morena,
tinha
os
çabellos e
os
olhos
negros
c
brilhantes,
o
rosto cheio
de
viveza
e malícia,
o
pes
coço
garboso
como
o
de
um
cysne;
e
joda
ella
era
bemfuita;
formosa
e
bem-
41
FOLHETIM
M.H.
DE
MACEDO,
fô
wis
àws
ROMANCE BRAZ1LEIRO
VOLUME II
XXKII
Marianna
e Rodrigues.
—
Eu
linha
os
olhos
sobre ti, mulher;
eu
vi
tudo.
E
sabes
o
que
te
acobarda?...
sabes
o
que
te
leva
ao
desespero? sabes
o
que
tc
empurra
para
o
tumulo?
oh!
tu
o
sabes,
tu o
sentes...
é a
consciên
cia
do
crime.
—
Meu
Deus
!...
—
Não
ha
veo
bastante
denso
para es
conder
de
todo
os
deliclos
:
tarde
ou
ce
do...
tudo
se
descobre,
e
muitas
vezes
um
homem,
que
commelteu
um
crime
abo
minável,
que
se
julga
impune;
porque
acredita
que todos
ignoram
a
acção
ne
fanda,
que
praticou
;
vae passando
pela
multidão
com a
cabeça
levantada
sem
sa
ber
que
outro está
apontando
para
elle
e
dizendo
:
—
alii
vae
um
malvado!
—Oh
!
é
verdade
!
—
Mulher,
desde
muito que
eu sei
a
le
outro,
mas
não
dando o
seu
amor
a
nenhum.
—Fui
assim;
murmurou
a
infeliz.
—
Todavia
appareceu
nas
sociedades
um
homem,
que
não
se
lembrou
de cor
rer
aos pés
de
Marianna;
não
era
uma
creança,
nem
um velho;
ninguém
lhe
da
ria
menos
de
vinte
e
seis
annos.
nem
mais
de
trinta
;
estava livre,
tinha
cora
ção,
e
portanto
devia
pretender
agradar
á
bella
moça
;
esse
homem
não
curou
d
’
isso
;
melancólico
e abatido; sempre
vestido
de
luto
parecia tão
occupado
com
suas
magoas
pasmadas,
que
não
linha
tem
po
de
admirar
a
belleza
do
dia.
Esse
foi
a
principio
julgado
uma
fera bravia
por
Marianna,
e portanto
indigno
de
suas
cos
tumadas
vinganças;
depois
ella
mudou
de
opinião,
entendeu
que
era
um
montanhez
mal educado; depois
acreditou-o insolente
e
orgulhoso,
e
depois
..
—
Provoquei-o!.., balbuciou Marianna.
—
Provocou-o;
repetiu
o
velho.
Lean
dro
(era
o
nome
d
’
esse
homem)
despertou
ás
provocações
’
da
bella
moça;
viu...
viu
então,
e
observou
pela
vez primeira
esse
diluvio
de
encantos
e
de
graças,
que
a
natureza
linha
accumulado
u’
essa
mulher,
e não
poude
resistir
á
necessidade
de ad-
miral-a
;
o
amor
tinha
algum
tempo
an
tes
aberto
no
coração de
Leandro
pro
fundas
feridas,
que
ainda
não haviam ci
catrizado;
e pois elle
fugiu de Marianna
como
de
um
perigo,
de
uma
tentação,
de
um
encanto
insidioso.
—
Offendeu
a minha
vaidade!
—Sim
:
offendeu a
vaidade
da
mulher
feita.
que
arrebatava:
e
tinha um
olhar
magnético,
fixo
e
ardente
como
o
do
ti
gre,
um
sorrir
meigo e
carinhoso
que
en
feitiçava
;
uma voz
harmoniosa
e
tocante,
e
finalmente
um
andar
que
provocava
:
era
uma
mulher
perigosa
e
terrível...
era
capaz
de
ser
o anjo
da
salvação, ou
o
Jemonio
da
perdição
de
um homem.
Es
sa
mulher
immensamenle
encantadora
cha
mava-se
Marianna.
E
Marianna
suspirou
de
novo.
—
Objecto
de
todas
as allenções,
os
mancebos
a
rodeavam
e
festejavam
de
mil
modos;
os
paes davam parabéns
ao
pae
da
feliz
moça
;
e
as
moças
a
inve
javam;
e
as
casadas
tinham
os
olhos
fitos
em
seus
maridos
por
causa
d
’
el!a
;
e
as
mães
a
malqberiam
por
causa
de
suas
fi
lhas
;
porém
Marianna
orgulhosa
de
seus
encantos passeiava
por
entre
todas
aquellas
senhoras,
e
por
entre
lodos
aquelles
ho
mens,
como
o
sol
que
faz
o seu
giro
no
espaço,
escurecendo
as estrellas,
e
espa
lhando
sua
luz
por
ioda
a
parte.
E
a
viuva
suspirou
ainda
uma
vez.
—Ídolo
de
tantos,
idolo
de
todos
os
homens
pelo
menos, a
indifferença de
um
era
um
insulto
para
essa
moça
tão
bella,
como
vaidosa;
era
um
insulto
de
que
el
la
sabia
vingar-se trabalhando
por
pren
der
manietado
ao
seu
carro
o
insolente,
que se
esquecera
de
vir
queimar
incenso
aos
pês
da
priaceza
das
festas.
Esse
mo
ça
queria
escravos
adoradores,
e
presum-
pçosa acce
lava
lodos.esses
cultos,
con
cedendo
ás
vezes um
olhar
a
este,
um
sorriso
áqueíle,
uma
palavra
meiga
áquel-
riamenle
4
ou
5
O/o
á
mortalidade
que
dá
o
numero
dos
obitos,
comparado
ao
das
collocações,
prova
que
não se
póde
ter
confiança
no
valor
d
’
estes
algaris
mos»
Como
quer
que
seja,
eis
aqui,
á
vista
dos
trabalhos
dos
snrs.
Husson,
Bertil-
lon etc., os
numeros
médios
que
pódem
acceitar-se:
1°
Para
a
totalidade
dos
meninos
de
primeira
edade: entre
17,50,
e
18
O/o
(16.50
O/o)
para
os
filhos
legítimos,
e
35,50
para
os
naturaes;
2.
°
Para
as
creanças
pensadas
em
Pa
ris,
24,50
O/o;
3. °
Para
as
creanças
collocadas
pela
direcção
municipal das
amas;
30,64
0/
q
;
decompondo-se
assim:
Mortalidade
para
os
meninos
alimenta
dos
ao seio,
20
0/
q
.
Dita
para
os meninos
alimentados
a
secco:
49,50
<
’/□•
Se
agorçi
nos
occupamos
das
creanças
collocadas na
ama
pelas
commissões
par
ticulares,
as
parteiras,
e outros interme
diários,
chegamos ás
médias
de
45,50
e
mesmo
mais
por cento,
a
respeito
das
quaes
o snr.
Boudet,
eminente
presidente
das
sociedades
protectoras
da
infancia,
ex
clamava
ha
poucos
mezes:
«Eis
aqui
esta
chaga
viva
e
profunda
que
exgota
incessantemenle
a
seiva
nacio
nal, como
cada
dia
se alarga
mais,
e
fi
ca aberta
ás
nossas
vistas
como
sangui
nolento
ultrage
á
humanidade
e
á
patria.
Esta
chaga é
esse
sacrílego
sacrifício
das
creanças
da
primeira
edade
que
todos
os
dias
se
faz
nos
nossos
campos;
é
o
fli-
gello
da
industria
alleilativa,
fructo
do
abandono
do
leite
materno,
que
diziam
as
nossas
populações
nascentes.
Não
se
deve
crêr
todavia
que
sob
o
ponto
de
vista
da
mortalidade
dos
meni
nos
da
primeira
edade,
os
diversos
de
parlamentos
não
apresentam
differenças
consideráveis;
assim,
emquanto
no
pobre
departamento
da
Creuse
a
mortalidade
não
excede
a 10
0/
q
,
as
ricas
províncias
da
Normandia,
apresentam
médias
aftlicti-
vas de
25
a
26
0/
q
.
E
a
rasão
é
que
no
primeiro
a
alleitação
maternal
é
habi
tual,
e
a
industria alleilativa desconheci
da,
ao
passo que
nos
segundos
o
peito
materno
é
frequentemente
substituído
por
uma
alleitação
artificial
conhecida
pelo
no
me
d
’
elevage
au
petit
pot.
E
’
possível
pois
achar-se
a
rasão
das
principaes
causas
da mortalidade
das
crean
ças;
infeiizmente
os
remedios
não
são
tão
fáceis
d'applicar.
L.
Lalleman
l.
Pâasitas
eleetrieas.
—
Conhecia-se
já
a
mulher
torpelha,
o
peixe
torpelha.
Eis
que
se
acaba
de
descobrir na
Ame
rica
uma
planta
desta
ordem, perlence.ndo
á
familia dos
Pbytolaces.
Quando
se
corta
uma
parte
d
’esta
plan
ta,
a
mão
experimenta
uma
sensação
tão
viva,
como
se
recebesse
um
choque
ele-
ctrico
d
’uma
pilha
de
Rumkhorf.
Surpre-
hendido
d’
este
fenomeno,
um
sabio
fez
os
erros
voluntários
dos
estatísticos
que
fazem
quadrar
seus
numeros
segundo
os
resultados
que
querem
obter,
ou os
fa
ctos
que
querem
provar;
ha causas
d
’
er-
ros
consideráveis
na differença
das
bases
de observação
adopladas.
E
’
bem
eviden
te
que
se
se
contam
como
meninos
de
pri
meira
edade
as
creanças
de
1
dia
a
2
an
nos,
obtem-se
uma
mortalidade
muito
me
nos
elevada
que
se
se
limitar
a
metter
nos
seus
cálculos
as
de
1
dia
a 1
anno,
pois que
as
probabilidades
de
morte
di
minuem
em
proporções notáveis desde
que
se
alonga a epocha
do nascimento.
E
’
por
tanto
muito
diílicil
possuir
algarismos
cer
tos,
e
pcincipalmente
cumpre
desconfiar
das
estatísticas
ofliciaes
em
similhante ma
téria.
Ahi
vão
dois
exemplos
que
apoiam
a
nossa
asserção:
o
primeiro
tomamol-o
ao
snr.
dr.
Brochard,
o
segundo
ao snr.
Husson:
O
relatorio
do
inquérito
ministerial
de
1862
sobre
os
meninos
soccorridos
aca
ba
de
apparecer.
diz
o
primeiro
d’
estes
auctores
(D>
alleilamento-
materno, p. 147),
e
de
constatar
no
que
respeita
aos
me
ninos
soccorridos
pelos
hospícios
da
Gi-
ronda,
o
resultado
maravilhoroso
de
11
0/
q
.
que
o
venerável
cardeal,
arcebispo
de
Bordéus,
monsenhor Donnet,
dirigia
ao
prefeito
do
departamento
uma
carta
que
ficou
celebre,
na
qual
s.
em.
a
assignalava-
Ihe
a
mortalidade
horrorosa
que
dizimava
estas
pobres creanças;
elle
citava
uma
commtma
onde,
sobre
24
creanças
collo-
cadas
em
1862.
eleva-se
a
23
o
numero
das
mortas.
Na
mesma
epoca,
um
dos
administradores
do
hospício
queixava-se
do
mau
estado
do
serviço
e
dizia
que
a
mortalidade d’
estas
creanças
era
tal que
uma das
pessoas
mais
honradas
de uma
das
communas
do
departamento tinha af-
firmado
que
os
habitantes
estavam
per
suadidos
que
a
aministração as
collocava
d
uma
maneira
tão
deplorável
com a inten
ção
de
desembaraçar d’el!as
a
sociedade.
Estava-se
longe,
como
se
vê,
do
algarismo
de
II
O/o,
e
entretanto,
nota
o
snr.
dr.
Brochard, este erro continuou
a
subsistir
nas
estatísticas
ofliciaes,
e
até
serviu
de
ponto
de
comparação
nas
discussões.
Eis
aqui
o
outro
exemplo:
Ha
poucos
annos,
a
prefeitura
de policia,
querendo
dar
conta
da
mortalidade
dos
meninos
col-
locados
ptlas
commissões
particulares,
pu
blicou
uma
nota impressa,
onde
o alga
rismo
da
mortahdade
é
de
14
0/
q
,
alga
rismo
inferior
ao
que
é
geralmente
con
statado
para
com
os
filhos
legítimos
cui
dados
por seus
paes. Este
algarismo pa
receu
tão
maravilhoso,
que
o
auctor
da
nota
julgou-se
obrigado
a accrescentar
que
elle
nào
podia oíferecer
senão
idéa
apprõ-
ximativa,
que
não
podia
ser
dada
como
a
expressão
da
realidade,
e
que finalmente
parecia-lhe
diílicil
que
a
mortalidade
fosse
menor
de
19
ou
20
0/
q
.
«Esta
facilidade,
diz
o
snr.
Husson
fNole
sur
la
morlalilé des enfants
du
pre
nder
àge
dans
la
ville
de
Paris,
1870.
p.
36),
com
que
se
accrescentam arbitra-
uma
experiencia
sobre
a planta
com
o
au
xilio da
bússola;
a sete
ou
oito
passos,
a
influencia
d’
ella
fazia-se
iá
sentir.
O
desvio
da
agulha
era
em
rasão
da
distancia; quanto
mais
se
aproximava
da
planta,
mais
ligeiros
se
tornavam
os
seus
movimentos,
e
emfim quando
d
’
instrumen-
to
se
collocou
junto
d
’ella, aquelies
tran
sformaram-se
n
’
uma rotação accelerada.
O solo
sub-jacente não
continha
vestí
gio
algum
de
ferro
nem
d’outros
melaes
magnéticos;
nada
ha
portanto
que
faça
du
vidar
que
esta
qualidade
não
seja
inhe-
rente
á
mesma
planta.
A
intensidade
do
fenomeno
varia segun
do
as
horas
do dia.
A
’
noite
é
quasi
nulla.
A
’
s
duas
ho
ras
da
tarde
attinge
o
seu máximo.
Em
occasião
de
tempestades,
o
seu
poder
au-
gmenta;
quando
chove,
a
planta
marcha.
Nào
ha
memória
de
se
verem
empoleirar-
se
passaros
ou
pousar
insectos
na
Phyto-
lacea
electrica.
A Clitna e
a
Europa.—
O
logar
de honra
na
China
é
o
lado
esquerdo.
Os
europeus
tiram o
chapéo
para
de
monstrar deferencia
ou respeito
a
uma
•
pessoa;
lá
pelo
contrario
cobrem
a cabeça.
Na
China os
homens
trazem
tranças,
as
mulheres
calças.
Lá,
o
jantar
começa
pela sobremeza
e
acaba
com
a
sopa;
o
vinho
bebe-se
quente.
A primeira
folha de
um
livro
chin
corresponde
á
ultima
entre
nós.
As
linhas
iêem-se debaixo
para
cima
e
da
esquerda para a
direita.
A
data
de uma
carta
começa
pelo
an-
np,
seguindo
logo
o
mez
e
acabando
pelo
dia,
e é
muito
grosseiro
o
que
uão
assi-
gna a
carta
chamando-se
a
si
próprio
es
túpido.
Dois chins
ao
conhecer-se,
a
primeira
coisa
que
perguntam é
a
edade, coisa que
entre
os
europeus
se
reputa
altamente in
discreta,
uns
e
outros
acham-se
de
com-
mum
accordo
em
não
dizer
a
verdade;
o europeu
supprime
commumente
alguns
annos
e
o
chin
augmenta-os.
O
europeu
sauda
um
amigo
dando-lhe
a
mão;
o
chin
agarra-se
ás
suas
próprias,
e considera
como
a
maior grosseria
que
lhe
perguntem
por
sua
mulher.
A
formula
europêa
de:
«Gomo está
a
senhora?»
subslitue-se
na
China
pela
de:
«Já
jantou?»
Um
europeu
desafia
a
pessoa
de
quem
recebeu
um
insulto:
na
China,
não
poucas
vez
s
o
offendido
se
enforca
ás
portas
da casa
do
offensor,
afim
do
que
caiam
sobre
este
as
iras
dos
mandarins
e
perda
de
seus
bens
e
a
vida,
pois
a
legislação
chineza
torna
o
inquilino
responsável
dos
crimes
que
se commeltem
deante
de sua
casa
se
não
descobre
os
reus.
O sitio
publico
onde
os
europeus
guar
dam
maior
compostura
é
no
templo.
Os
chins
conversam
em
voz
alta,
riem
e
jogam
nos
pagodes.
No
pateo
de
um
d
’
elles
em
Pekin,
acha-se
estabelecido
o mercado de
cães.
estudantes paliteiros__
Lêmos
no
«Conimbricense»:
O
nosso
collega
da
«Lucta»
cita
em
o
seu
numero
de
quarta-feira,
alguns
dis.
parates
de escriptores
estrangeiros,
tanto
antigos,
como
da
actualidade,
ácerca
das
cousas
de Portugal.
N’esse
genero
ahi
lhe
apresentamos
uma
curiosidade,
que achámos
no
—
Eíat
presenl
du
royaume
de Portugal en
l'an.
née
MD. CCLXV1
—
impresso
no
anno
de
1775
em Lauzana.
Fallando
da
Univewidade
de Coimbra
lê-se
a
paginas
212:
F
«Esta
Universidade
contém
mais
de
4:000
estudantes,
que
passam
a
sua
vida
na
dissipação
e
na ignorância.
A
soa prin-
cipal occupação
é
de
fazer pequenos.pon-
teiros
de
salguiero,
conhecidos
em
Hespa-
nha
e
na
Italia
pelo
nome
de
palitos».
Eis
ahi'como
os
estrangeiros
escrevetn
ácerca de
Portugal !
D
’
este mesmo livro
poderíamos
extrair
muitos
outros
disparates.
Limitar-nos-he-
mos
ao
seguinte.
Lê-se
a
paginas
217:
«Ha
um
numero
considerável
de
poe
tas
portuguezes,
alguns
dos
quaes são
soffriveis.
O
melhor
de
todos
e
o
mais
conhecido
nos
paizes
estrangeiros
é
Ca
mões.
«O
seu
poema,
que intitulou
mal a
pro-
posito
as
Lusíadas,
porque
elle
se chamava
Luiz,
é
versificado
com enthusiasmo
e
f>
cilidade»
.
A»
plantas
lumínosns. —
M.
Mad.
deu
publicou
a
descripção
d
’algumas plan
tas
da Índia
que
emitlem
na
sombra
uma
luz
florescente.
Uma
d
’
estas
plantas foi
descoberta
por
um
indígena, que,
obriga
do
pela
chuva
a
procurar
abrigo debaixo
d
’
uma
rocha, se
viu sUrprehendido
por
uma
especie
de
lençol
de
luz
phosphorica
sobre
as
hervas
que
o
rodeavam. Estas
plantas
são
conhecidas
dos
Brahmines
com
o
no
me
de
Jyostimati.
Nas
cercanias
de
Al-
morah,
M.
Maddeu encontrou
outra
plan
ta
luminosa,
conhecida
por
um
nome
muito
exlranho
que
significa
«planta
que
possue
a
luz».
Ha
outras
hervas
que
possuem
também
esta
curiosa propriedade:
em
1845 os
ha-
bitantes
de
Sinlah inquietaram-se
ao
sa
ber
a
noticia
de
qne
as montanhas
pró
ximas
a
Syrea
estavam illnminadas
por
este
meio
economico
e
natural.
Uma
planta,
conhecida
na Europa com
o
nome
de
Dictamnus
fraxitella,
possue
a
mesma
qualidade, e
como
abunda
em
alguns
picos
do Himalaya,
d’
aqui
a
tra
dição
d'um arbusto
que
arde
continuada-
mente
e nunca
o
consome o
fogo,
tra
dição
espalhada
pelos
peregrinos
n
’
uma
aldeia
sempre
disposta
a
deificar
toda
a
manifestação
nova
e
em
particular do
fogo.
O
professor
Hepslow
explicou
o
fe
nomeno
d
’
uma
athmosfera
ihflatnmavel
n
’
uma
noite
em
calma
ao
redor
do Di
ctamnus
fraxitella,
pela
evaporação
d'um
azeite
volátil,
e
accrescenta:
«Se
se
apro-
altiva;
e
ella
jurou
ser,
a
todo
custo,
dona
d
’aquelle
coração
;
desde
o
momen
to
em
que concebeu
um
tal
proposito.
Marianna
esqueceu
todos
os
seus
antigos
adoradores, e
sem
o
pensar queimou in
censo
por
sua
vez
aos
pés
de
um
ho
mem...
—
Amei-o
!...
—Sim
;
a
vaidade
de
Marianna
fel-a
arear
a
Leandro.
Todos
os meios
de
se-
ducção
de que
ella
podia
dispor
foram
postos
em
campo...
o
homem
não
resis
tiu
Marianna
e
Leando
amaram-se.
—
Oh!
foi assim
mesmo!...
—
A
’
primeira
hora
de
declaração
de
amor
seguiram-se dias
de embriaguez
e
de
felicidade
inconcebível,
e seguiu-se
uma
noite
de
paixão
delirante...
de
prazer
fe
roz...
—
Oh
! basta.
—Teve
logar em
um
dos
arrebaldes
da
côrle
uma
brilhante
festa campestre;
havia
um sarao
no
meio
das Ílôres...
um
lago
cercado
de
luzes...
um
bosque
<le arbustos
floridos
adiante...
encanto
em
toda
a
parle.
Leandro
e Marianna
acha
ram-se
presentes
á
festa ; dansaram
jun
tos,
e
foram
juntos
passeiar'pelo
jardim.
Esqueceram
o
mundo
e
os
homens...
lem-
braram-se
unicamente
de
seu
amor...
e
primeiro
vagaram
por
entre as ílôres
..
depois
conversaram
espelhando-se
nas aguas
socegadas
do
lago...
e
depois
entraram
no
bosque.
-Oh
!...
—
0
interior
do
bosque
era
sombrio;
íóra
soava
a
musica
terna
e
maviosa;
den
tro
exhalavam-se
embriagadores perfumes;
mas...
outra
vez
o
bosque
era
sombrio...
senhora!
Leandro
e Marianna
perderam-
se
no
bosque.
—Perderam-se!
balbuciou dolorosamen
te
a
viuva.
—Quando
voltaram
para
de
novo
to
mar
parte
na
festa,
Marianna
estava
pal-
lida,
e
Leandro
mais
que
nunca
apaixo
nado.
—
EHe
sabe
tudo
!
disse
a pobre
mu
lher.
—
No
dia seguinte, proseguiu
o
velho,
Leandro
foi
visitar
o
pae
de
Marianna,
e
pediu-lhe a
mão
da
bella
moça
;
o casa
mento
foi
ajustado
;
deveria
celebrar-se
d
’ahi
a
um
mez :
no
entretanto
Leandro
e Anacleto
ligaram-se,
como bons
ami
gos.
—
Ah!...
por
bem pouco tempo!...
—
E
’
verdade;
a intolerância
política
veio
logo separal-os;
com
effeito
o
mi
nistério da
independencia,
o
gabinete
de
Andrada
acabava
de
cair;
homens
accu
sados
de
simpalhia
pelo
antigo sistema
subiram
ao
poder;
a população
dividiu-se
em
dois
campos
inimigos,
e
a
exaltação
dominou
em
ambos.
Anacleto
extremava-
se
defendendo
as
velhas
ideias:
Leando
representava
as
novas,
que
pouco
antes
haviam triunfado.
Um
dia
o
velho
e
o
moço
encontraratn-se
defronte uni
do
ou
tro em
completo
antagonismo;
o exalta-
mento
de
ambos
inspirou lhes
palavras
desabridas,
e
o
pae de
Marianna esten
dendo o braço
mostrou
ao
noivo
de
sua
pilha
a
porta
por
onde
devia
sair
para
não
tornar
mais
nunca
á
sua
casa
;
fi
caram
inimigos irreconciliáveis.
—
Oh
!
foi
assim
!
—
Anacleto
ordenou
a
sua filha
que
esquecesse
para
sempre
o
feroz
republicano;
e a
desgraçada
que
já
não
tinha
o
di
reito
de
esquecel-o,
não
teve
animo
de
cair
aos
pés
de
seu
pae e de
confessar-
lhe,
que
havia
commeltido
ura
êrro,
e
que
sentia
fortemente
as
consequências
d
’
esse
êrro.
Mais
ainda;
Anaclelo
fez-se
perse
guidor
de
Leandro, que
se viu
obrigado
a
viver
occulto
durante
alguns
mezes
d
’
essa
époça
tão
calamitosa.
No
entretanto,
se
nhora,
tinham
chegado
do
campo
dois
amigos
de
Leandro; dois amigos,
que não
hesitariam
em
dar
a
vida
por
elle;
o
in
feliz
abriu-lhes
o
coração...
contou-lhes
tudo
;
e
João
e
Rodrigues,
os
dois
ami
gos,
tomaram
sobre
seus
hombros
o
en
cargo
de
observar Marianna,
de
velar
por
ella...
Marianna
levantou
um
pouco
a
ca
beça.
—
Como
lamentavas
tu,
mulher
vaido
sa,
a
desgraça
do
homem que
te
ama
va?...
como
choravas
tu,
mulher
impre
vidente
e
louca
a
lua
própria
desgraça?...
alegre
e
festiva
tu
te
embriagavas
de
no
vo
com
os
prazeres
da
corte...
os
saráos...
os
passeios...
a
vida
de loucuras
conti
nuava
sempre!...
parecias
aié
esquecida
de
ti
mesma:
ah!
sim!
mulher,
a
tua
ca
beça
não
se
lembrava
de
teu
seio.
Marianna
tornou
a
esconder
o
rosto
entre
as
mãos.
—
O teu viver
exasperava
o
infeliz
Lean
dro,
que
não
podia
estar
a
leu
lado,
e
que
escondido
te
via
apenas pelos
olhos
de
seus
dois
amigos.
Elle
comprehendeu,
que
não
serias
nunca
uma
esposa
estre-
mosa
e
devotada
em
corpo
e
alma
a
seu
marido
;
e
todavia
o
pensamento
uuico
que occupava,
a
ideia
que
lhe
roubava
o
somno, era
a
divida
immensa,
que
te
fi-
cára
devendo: suspirava pela liberdade
pa
ra
salva
te;
e
sabendo
que
sorrias
no
inundo, que
te
sorrias,
mulher,
tu
que
devias
chorar,
o
infeliz
chorava
em
do
bro...
chorava
por
ti...
e
por
si.
Marianna não
disse
nada
;
conhecia-se
porém
que estava
soffrendo
muito.
—
No
entretanto,
proseguiu
o
velho
Ro
drigues;
o
tempo corria...
as
perseguições
continuavam
; a
assembleia
constituinte
ti
nha
sido dissolvida...
‘os mais
extremados
patriotas
deportados
: Leando
não
podia
ainda
apparecer.
Foi
então
que
soubemos,
que
Marianna
havia deixado
a
côrte
para
passar
algum
tempo
com
uma
velha
pa-
renta
estabelecida
na
roça.
Com
prebende
mos
o
fim
da
viagem,
e
um dos
amigos
de
Leandro,
eu,
senhora,
foi
encarrega*
do
de
seguir Marianna.
Compenetrei-ine
da
delicadeza
de
minha
missão,
e
decidi-
,
do
a
tudo
arrostar,
tive
nina conferencia
particular
com a
velha
parenta
da
ainame
de
Leandro.
—
Basta
!
balbuciou
Marianna
; vejo
<p
ie
nada
ignora...
nem
do
qne
falta...
mas
basta.
(Contiinía)
MALA
HEAL
1NGLEZ
A
S.
Vicent
e,
Pernam
buco,
Bahia
,
Rio
de
Janei
ro,
Montevideo
e
Buenos-A
yres
Aceit
ando
também
pass
agei
ros
de
3.
3
class
e
para
SANTOS,
PARAGUA'
,
SANTA
CAT11AR1NA,
RIO
GUANDU
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
V1CTORIA,
MA
CEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lil
tor
al
e
inter
ior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernam
buco,
com
trasbordo
no
Rio
de
Jane
iro
e
incluindo
hospedaria
e
suste
nto
gratuit
o
durante
a
demor
a
prec
isa
para
obter
tra
sbo
rdo
.
Est
e
paquete
da
Comp
anhia
Maía
SâeaS
Sn^l
ezA
sahi
rá
de
Lisboa
em
a®
(S®
Mas
®,
Para
mais
es
clar
ec
ime
ntos
dirija
m-se
á
Agenc
ia
Centra
l
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilherm
e
e
C.
Tait,
e
nas
provindas
ás
agenc
ias
e
corr
espondênc
ias
nas
princ
ipaes
cidades
e
villa
s.
Agente
cm
Braga
o
snr,
João
Manoel
da
Silva
Guimarães
,
Rua
do
Souto,
COLLEG1O DE
S.
JOSE
’
Rua
de
S. Jo3o n.° fl
O
director do
mesmo
Collegio
faz
pu
blico, que
abre
no
dia
15 do
corrente
mez,
as
aulas
nocturnas
de
curso
com
pleto
de
desenho, incluindo
desenho
de
archileclura,
proprio para
as
classes
que
se
dedicam
ao
trtfbalho
como
:
pedreiros,
carpinteiros,
marceneiros
etc.,
sendo
isto
gratuito
para
aquelles que apresentarem
attestado
do
parocho
e
regedor,
em
co
mo são
pobres
;
com o
que poderão
fre
quentar
a
aula
de
Instrucção
Primaria,
debaixo
das
mesmas
condições
que
o
mes
mo
director
igualmente
resolveu
inaugu
rar.
Os
que
não
apresentarem
os
documen
tos
pedidos,
terão
de pagar
500
reis
men-
saes,
cuja
soturna
será
destinada
a
tornar
mais
brilhante
e
pomposa,
a festividade
de
Nossa
Senhora
das
Dores
que
se
ve
nera
no
magestoso
templo
dos
Congrega
dos,
a
quem
o
Director, e
seus
collegas
e
amigos, não
só
se
confessam
devotos,
mas
também
por
atlribuirem
a
saude
do
dire
ctor
do
mesmo
Collegio,
ao
milagre
fei
to
pela
mesma
Senhora.
Braga 2
de
maio
de
1877.
O
Director,
José
Valerio
Capella.
de
um
gosto agradavel,
adoptados com grande exito ha mais de
20 annos pelos
melhores
médicos de Paris; curâo os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar, irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à Paris, 7, rne dn Marché Saint-Honoré. Preços 540 »
810 reis. Pasta 260 reis.
Em
Lisboa : Barreto, e
em todas Pharmacias. etc.
INJECTION BROU
Ttygienle* InfxIItvel y prera-vailra; absolutament» .
i.
a
unieaqm
eur* wm lhe jvntar mais
nada.Vende- ’• *
se
nas
principae*
pharmacias do mundo. Exigir a i
instrnooio do use. (St
atiot
de exito.) Psril, casa do
to
inv B^Afaffenta,/ss.
Lisboa,S'BarretoLoreto28 «34.
x
(43
GftAOE
EXITO EM
PARIZ!!!
VELOUT1NA
CHLES FAY
rõ
ESPECIAL
DE ARROZ
PREPARADO
COM
BISMUTO
Impalpável, invisível e
ndlierente
Dá
á
pelle frescura
e
transparência.
—
Caixa
com
borla
i$200
reis,
sem
borla
800
rs.
Invertiwr
CHARLES FíY, perfumist», ruo da
Paz. n.° », Pariz
veloutjne
—
Cada
caixa
contém
uma
receita que indica
a
maneira
de
se
usar
—
a
velouti
.
INJECÇÃO
HYGIENICI
BALSAKICO PBOPIIITA
t
^
Esta
injecção é
a
unica
e
efli
Caz,
cura
em seis ou
oito
dias
toda
a
q
lla|J
de
de purgações
tanto
antigas
como*
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
V
eil
J
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
p
(
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
È
ar!ll
*
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal no
Porto
na.
a
macia
Madureira,
rua do
Triunfo
n
•
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco
—400
rs.
(41,
UVIURIA
CII
a
KSÍ"
BRAGA
J
Ultimas publicações
(OBRAS
COMPLETAS)
PADRE
R1VAUX
gRUA
DE
S.
MARCOS,
N.
5.|
||
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
saltas,
lindíssimos gostos,
a prin-
jô
cipiar
em
80
reis a
peça
s»
___
Çf
®
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
W
dade.e
preços
muito
resu-
§
midos.
4(3
g
Vende cimento
roma-
g no
para
vedar
aguas,
ges-
g
so
para
estuques
de
ca
$
sas,
tudo de primeira
qua
&
lidade.
COLLEGIO
DE IV.
S.
»A. CO.V-
CE1ÇÃO
Rua
da
Esperança,
n.°
224,
Lisboa
Director
geral
—
J.
L.
Carreira
de
Mello
Director
gerente
—
J
Baplisla
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tem
merecido,
e
conservado, conlinúa
com
in
cessantes
melhor mentos
na
sua
adminis
tração
economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi conven
to, e
não
tem
na
capital
outro
igual,
ap-
plicado
ao
ensino particular.
Na
sua
res
tauração, e
nova
applicação,
temos
gasto
avultadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos,
está
a cargo
de
um professor allemão,
auctorisado
pe
lo
bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
estão
na
altura
do cre
dito
do estabelecimento;
sérios,
instruí
dos
e
dedicados.
Não
só
os preparatórios
para
os
estu
dos
superios;
mas
um
curso
completo
de
commercio e linguas,
tem
osalumnos
n
’es-
te
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
natu-
raes,
é
auxiliado
com
gabinetes
de
phy-
sica
e chimica
muito
desenvolvidos,
e
com
excellente
museu
de historia
natural.
As
aulas
de
geographia,
mathematica
e
desenho,
devidamente montadas.
A
gymnastica
completa.
E
tinalmeme.
o
collegio
possue
todos
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares do
ensino,
que
devem
fazer parte
integrante
d
’
um
estabelecimento
d
’
esta
ordem.
Os
estatutos
indicam todo
o
seu
desen
volvimento.
Os
alumnos
teem
quartos
separados.
Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
Tratamento excellente.
O
Director
proprietário,
(44-H-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
mm
iie
w
DO
ALTO
DOUKO
»A CASA
ER VII.
EA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>
>
*
190
>
Lagrima
..............................
200
>
Branco
de
meza.
'
. .
.
•
210
D
tinto
de
meza
fino.
A
270
d
de
prova
secca.
...
300
B
Malvasia
de
2.a
.
.
.
•
360
»
velho
.........................
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
Roncão
........................
700
1>
Alvaralhão..............................
560
Velho
de
1854
.
.
.
*
600
>
a
retalho
pari
meza
50
e
80
0
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo,
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(41
tt
)
KSQQEA
ÃMEíUGOlA
Consultcrio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22.
ít
(II s
O
Compra-as do Theatro de
S.
Geraldo, Antonio
Manuel Ay-
res cPOliveira, rua dos
Chãos
de
Baixo.
(235)
CASA
PARA ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
êUe'
uma
moiada de
casas,
sita
na
rua
(]0 Anjo
n.°
24. Trata-se
na
livraria, em
frente
da
mesma casa,
e
no
escriptorio
d
’
csta
redacção.
ARTE DE TAGHYGRAPHIA
Vende
-se
em
Braga,
rua
Nova, n.1'
3,
e
no
Porto:
preço
300
rs.
FILIâL 04
Câ!XÃ
EC'<»IV©iYEICA
PEdViSOKISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
.................
SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
,
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e sob^e
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros aos
depositantes.
A caixa
está
aberta
todos os
dias
des
de
as
9 hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
e
tará aberta
só até
ao
meio
dia.
O
gerente
—â.
G. Ferreirinha.
cmui&eiA© ©
ebítksta
VENDA
DE
CASA
Vende-se
uma
morada
de
casas
com
|H;jíadois
andares
e
quintal,
situadas
na
■SsllCruz
de.
Pedra,
com
o
n.°
63.
Para
tratar,
dirigir-se
á
rua Nova
de
Sousa,
n.°
l,
a
Gabriel
José
Vieiia
da
Silva.
(240)
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRERGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
qujnlo
diz
respeito
á sua
arte
e
coutiuúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
Historia
Ecclesiaslica,
desde
0
seu
co
meço
até 1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
LuizdeSea-
bra,
3.
vol..................................
3^
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do padre .Mesquita Pimentel
1
vol
.................................................
1$
BALMES
O
Protestantismo comparado
com
0
Calholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea, 4
vol.
2.j,
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart
.................................................. $
Ancora de
Salvação,
1
vol.
br.
500
cari...................................................
$
D.
MARIA DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de lendas
baseadas nos preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
........................................
$
DR.
LUIZ MARIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
'
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
[■
lhedral de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
JOSE
’
DA
SILVA
EUNDÃO
Com
loja de fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
[lado
de
baixo),i
t
Participa
aos
seus
amigos
eh
guetes,
tanto
d
esta
cidade
cot
das
províncias
que tem
um
bon
e
vaiiado
sortimento de
fatolti
to,
casimiras
para
fato
rart
baratas,
cortes
de
calça a
l$500.
2£0(i
e
2^500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alp
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
com
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroula
de
400
reis
até
800,
de
panuo familiar,
e
meotes,
bonels
de
gorgurão
de
seda
f
de
casimira
de todas
as
qualidades,
6
500
rs.
até
800;
maotas
de
seda
deu
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer obu
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompú
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
liqw
á
vontade
do freguez.
(1»)
MUITA
ATTEt\ÇÃ(J
Uei>osito
de
biscoitos de Valongt
1
—
LARGO DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são
muito
re
com
metida-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas, como
pelo
sei
baixo
preço
em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
a
340
Tosta
azeda
»
190
(211)
ivlúíà-
me,
bLm
CoBiselftQn
fPrrstices sobre a
JHEIfilA COMMUATESé
A
’
venda
na
Livraria
Calholica,
P°
r
50
rs.
Parte de Comércio do Minho (O)
