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- conteúdo
-
CO1II9IERCIAI., REFIGIOSA E NOTICIOSA.
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.°
ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha
....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QLIATAS
E
SIRGADOS.
Provincias,
12
mezes
...............
2§000
»
6
»............... 1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso........................
10
N.
u 657
BHAUA-TEHÇA-FEEUA 3 E>E
JULHO
»E 1899
Se
houvéssemos
de
dar credito
ao
que
nos
está
frequentemente
repetindo
o
cor
respondente
de
Madrid
para
uma
folha
do
Porto,
os
mantenedores
do
throno
de Af-
fonso
em
Hespanha
não
seriam
revolucio
nários,
o
filho de
Izabel
II
não
seria
um
rei
da
revolução,
nem
a
actual
situação
política
do
paiz
visinho
seria
essencial
mente
revolucionaria,
podendo
apenas
ex-
probrar-se-lhe
uma
certa
condescendência
para
com
o elemento
revolucionário, filha
de
um
errado
calculo
político,
mas
não
de
coinmunidade
de
ideias,
de
vistas
e
de
interesses
entre
os
ministros
de
D.
Aflonso
e
os
homens
da
liberdade
e da
revolução.
Não
nos
cumpre
expor
aqui as causas
que,
quanto
a nós,
levam
o
alludido
cor
respondente
a
querer
d
’est
’arte
mistificar-
nos
sobre
a
situação
política d’
Hespanha;
causas
que,
de
resto,
não
serão
um eni
gma
indecifrável
para
muitos
dos
nossos
leitores.
Conlentar-nos-hemos
apenas
com
in
terrogar
os
factos,
para
com
o
seu
de
poimento
desmentirmos
aquelle
errado
con
ceito
e
provarmos
que
em
Hespanha,
como
em
outros
paizes
da
Europa,
a
revolução
domina,
senta-se
no throno
com
o
rei,
que
é
feitura sua,
e
que
ella
edu
cou
em
seus
nefandos
princípios,
inspira
a
política
do
governo, e
este apenas
con
serva
afivelada
no
rosto
uma
mascara
hy-
pocrila,
para não
chocar
demasiadameníe
o
elemento catholico,
tão
poderoso
ainda
na
Hespanha,
sendo
porém
evidente
que
um
dia
arrojará
de
si o
disfarce
quando
as
circumstancias
lhe
permitlirem
poder
dispensar-se
d
’
elle.
Tres
investidas
fez o
liberalismo,
isto
é,
a
revolução, para
empolgar
a
Hespa
nha.
Frustradas
as
duas
primeiras—
em
1812
e
1820
—
a
terceira
vingou
emíim;
e
de
entre
as
vergonhosas
intrigas
do
ul
timo
periodo
do
reinado
de
Fernando VII
ascendeu
ao
throno,
com
a
joven
Izabel
II,
o
r.egimen
liberal,
ou
revolucionário,
exercendo
desde
logo
contra
a
Religião
e
a
Egreja
seus
costumados excessos.
Não
entraremos aqui
na
questão
dy-
naslica,
nem
procuraremos
discutir
a
quem
pertencia, de direito,
a
corôa
de Hespa
nha—
se
a
Izabel
II,
se
a
seu
tio
D.
Car
los.
Basta-nos
saber
que
tudo
quanto
ha
via de
revolucionário
e
de
maçonico
n’a-
quelie
reino
se
collocou
do lano
da
joven
rainha,-
á
qual
não
hesitaremos
em
cha
mar rainha
da
revolução,
porque
foi
esta
quem
lhe preparou
o
sólio,
quem
a
fir
mou
n
’
elle,
e
quem
dirigiu
quasi
todos
os
actos
do
seu
governo.
Se
mais
tarde
a
revolução
tamtfbm
a
deitou por
terra,
isso
não
contesta
a
pro
cedência,
que
acabamos
de
assignar-lhe
com
a
historia
na mão. Em similhante
facto
só
podemos ver
uma d
’
essas
peri
pécias revolucionarias,
tão
frequentes
em
nossa
epoca,
e
tão
consoantes
á indole
inconstante
do
liberalismo,
para
o
qual
os
idolos
d
’honlem
são
as
victimas
d
’
hoje,
e
apenas
cançado
de
se
servir
de um
instrumento,
quebra-o sem
hesitação
e
sem
escrupulo
para
lançar
mão
d
’outro,
que
mais
se
lhe
adapte
á
sua obra de
des
truição
e
de ruina.
Ninguém
dirá
que
Luiz
Filippe
e
Na-
poleão
111
em
França,
e
Amadeu
de
Sa-
Doya em
Hespanha
não
fossem
essencial
mente
feituras
da revolução;
e
todavia
esta
que
os
precipitou
do
throno
no
momento
em
que
já
não
pareciam
convir
aos seus
intentos.
Depois
do
cataclismo,
que
subvertêra
«
throno
de
Izabel
II,
alguns
d
’
aquelles
mesmos,
que
haviam
contribuído
para
a
expulsão
da
mãe
lembraram-se
de
cha
mar
o
filho,
e
de
lhe
collocar
na
cabeça
a
corôa,
de
que haviam
feito
ridículo
joguete até
a
rojarem
na
lama.
A
restai»
ração
da
dynaslia
constitucional
de
Izabel
sahiu
do seio
de
um
pronunciamento
mi
litar,
foi
ainda
obra
da
revolução,
e
reu
niu
em
volta
do
novo
monarcha
todos os
elementos
do liberalismo,
menos
esse
par
tido
mais
avançado,
que
julga
chegado
já
o
momento
de
se
dispensar
a
fantasma
goria
de
uma realeza,
que reina e
não
governa.
Digam
pois o
que
disserem
es-
cripiores
illudidos,
de
boa
ou
de
má
fé.
D.
Alfonso continua
a
ser
sobre
o
throno
da nação
visinha
o
representante
da
re
volução e do
liberalismo,
d
’
estes dons
—
ou
antes
—
d
’este
inimigo
jurado
da
Reli
gião
Catholica
e
da
Egreja.
Agrupam-se
em
tôrno
d
’
elle
esses
par
tidos
médios,
que
lingem
acatar o
senti
mento
religioso
da
nação
hespanhola
para
o
irem
extirpando
pouco
a
pouco; esses
hypocritas,
atravez
de cuja mascara
de
vidro
se
deixam
ver
as
feições
hediondas
de
verdadeiros
revolucionários.
A
sequella
do
novo
monarcha
é
prin
cipalmente
composta
dos calholicos
libe-
raes,
cuja
política de
vae-vem
é
mil
ve
zes
mais
perniciosa
para
o calholicismo
do
que
as
doutrinas
horríveis,
mas
fran
camente
enunciadas
dos
demagogos
e
in-
lernacionalistas.
O
tempo
nos
mostrará se
D.
Alfonso
é esse rei,
de
que
a
Hespa
nha
catholica
precisa,
e
se
dos
elemen
tos,
que
o
rodeiam
e
sustentam,
se
póde
esperar
outra
cousa,
que
não
seja
a
con
tinuação do
reinado da
revolução
anti-
christã na
patria
do Cid
e
de S. Fer
nando.
Oh!
Não
se
illuda
a
nação
hespanhola.
O
rei
que,
antes
de
cingir
a
corôa,
ma
nifestou bem
os
seus sentimentos
todos
conformes
com
o
espirito
da
epocha,
e
que
depois
de
assentado
no
throno
só
póde
ter
aprendido
dos seus
mentores
e con
selheiros
a
substituir
a
sua
anterior
fran
queza
pela
dissolução
e
hypocrisia
pró
prias
da escola
revolucionaria
e
liberal,
não trará
nunca
á
Hespanha dias
de paz,
de
prosperidade
e
de triunfo
para
a
causa
da
Religião,
da
ordem,
e
da
moralidade.
Por
mais
que
nol-o
queiram
encobrir
os
arautos
mais
ou
menos
disfarçados
do
liberalismo
catholico,
nós
vemos
sobre
a
fronte d’
esse
rei impresso o
sigual
da
Bèsta
do
Apocalipse,
isto
é
da
revolução,
e
atrevemos-nos
a
predizer
que,
uma
vez
firmado
no
sólio,
que
hoje
ainda
sente
oscilante
e mal
firme, hade entrar
sem
hesitação
e
sem
ambrages
na conspiração
universal,
tramada pelos
governos
revolu
cionários
contra
Deus
e
contra
o seu
Christo.
Então
chegará
a
hora
fatal
do
desen
gano
para
os
illudidos;
se
é
que são
ver-
dadeiramenle
illudidos,
e não
cegos
vo
luntários
aquelles,
a
quem
tão
longa ex
periência
e
tão
repelidas
e
eloquentes
li
ções
não
teem
podido
abrir
os
olhos.
D. M.
s.
---- ----------------------------
—
Viesaía»,
16
de
junlio de
1S17.
[Correspondência
da
tNaçãot)
Presadissimo
amigo
Como já
tive
occasião
de dizer a V.,
a
casa,
onde
reside
Ei-Rei
Carlos
VII,
tem sido
o centro
para
onde
convergem
as
attenções
dos habitantes
da
capital
d’
este
império.
Em
Vienna
reproduzem-se
as
mesmas
scenas,
que
se
deram,
o anno
passado,
no
México,
New-York
e
Philadelphia,
e
este
inverno
em
Roma,
Nápoles,
Athenas,
Constantinopla',
Bucharest
e
8.
Peters-
bourg.
As
muhidões agrupam-se
para
verem
na
sua
passagem
o
principe que,
por
es
paço
de
quatro
annos, sustentou,
despada
em
punho,
a
bandeira
da
religião
e
do
direito,
e
a
admiração
sobe
de
ponto,
quando
o
joven
príncipe
faz
sentir
nas
suas
conversações,
que
nem
as
contrariedades,
nem
os
desgostos
teem
podido quebrantar
aquelle
coração
generoso,
onde
reside
a
esperança
de arrebatar a
Hespanha
á
vo
ragem,
onde
a revolução
a
leria
já
pre
cipitado
se
não
existissem
ainda
na
patria
de
Pelayo
filhos
dignos
de
tão
boa
mãe
e
por
tanto verdadeiros
hespa-
nhoes.
O
Grand-Hotel,
onde
se
hospedou Car
los VII,
é
frequentado
não
só
pelos
prín
cipes
e
personagens,
que
visitam
o rei
soldado;
mas
por
muitos
curiosos
austríacos
e
de outros
paizes.
Quando
se
soube
em
Vienna,
que
D.
Carlos
comprava
cavallos,
todos
diligencia
ram
saber
qual
o
fim
para
que
fazia
tal
acquisição.
Diz-se, que
D.
Carlos
vae partir
para
o
acampamento
do
exercito
russo sobre
o
Danúbio
e
accrescenta-se,
que
não
vae
servir,
nem
tomar
qualquer
commando
n
’aquelles
exercitos;
mas
unicamente
fazer
um
estudo
militar.
D.
Carlos,
que
é
soldado
de coração,
quer
formar
uma
ideia exacta
das
opera
ções
da
guerra
oriental,
razão
por
que
se
não contenta dp
as
ver
sobre
o
campo
do
combale.
Assistirá,
provavelmente,
a
alguma
ba
talha;
correrá
os
pontos
estratégicos,
exa
minará
minuciosamente
a
disposição
dos
exercitos
e
voltará
em
breve
ao centro
da
Enropa, d
’
onde
se
não
póde
afastar
por
muito
tempo,
pois
não
lhe
faltam
occu-
pações
gravíssimas
e,
segundo
indica
a
marcha
dos
acontecimentos
em
Hespanha,
o snr.
Cánovas
não quer,
que
o
partido
carlista
esteja, por
muito
tempo,
de braços
cruzados.
Seja
como
fôr, o
que
D.
Carlos
apren
der
na
visita
aos
exercitos
russo
e
rou-
mano,
não pode
ser
indifferente
aos
que
professam
ideias
legitimistas.
A
revolução
está
condemnada
a morrer;
ignora-se
tão
sómeute
o praso, que
Deus
lhe tem marcado
em
seus
inescrutáveis
desígnios.
Amigo
aílectuosissimo
O
Correspondenle.
UZETILO
O
innumero
povo
que
n'aquelle
dia
visitou
o
asylo,
mostrou-se
satisfeitíssimo
pela
decencia,
aceio e
boa
ordem
que
em
tudo
alli
encontrar,
—
o
que
é
devido
aos
exforços
da
commissão
administrativa, e
não
menos
a
exc.
ma
Direcíora
do
mesmo,
senhora delicadíssima
e
d’illustração
pouco
vulgar.
Esmolas.—
Por
occasião da
sua
visita
a
Ponte
do
Lima,
Vianna.
e
Caminha,
o
snr.
arcebispo
Primaz
entregou
aos paro-
chos das freguesias
d
’
aquellas localidades
varias
esmollas
para
serem distribuídas
pe
los pobres
das mesmas.
Ineendio
—
Aos
signaes
d
’
incendio
dados,
pelas
11
horas
de quinta-feira pas
sada.
nas
torres
da
cidade,
accudiram
os
bombeiros voluntários,
os
municipaes
e
muito
povo,
a
um campo
contíguo
á
casa
do
snr.
conde
de
S.
Martinho,
nas
Car
valheiras,
e
pertencente á
mesma,
no
qual
havia pegado
fogo
n
’
uma
porção
de
centeio
enfeixado.
O
incêndio,
que
fôi cansado
por
um
foguete,
poude
ser
atalhado;
ainda
assim
os
prejuisos
são
calcados
em
quarenta e
tantos
mil
reis.
Trmisfereneia.-A
procissão
de
N.
Senhora
das
Angustias,
que
tinha
de
sair
ante-hontem
da
egreja
de S.
Victor,
ficou
transferida
para
o
domingo
15
do
cor
rente.
Hospital
de 8. Vlarcon.—
O
exc.
Q1
°
snr.
governador
civil
d
’
este
districto,
mar
quez
de
Vallada,
visitou
na
quarta-feira
o
Hospital
de S.
Marcos, a cuja
entrada
esperavam
s.
exc.
a
os
digníssimos
prove
dores
do
mesmo
e
da
Misericórdia,
e fa
cultativos
da
casa.
O
snr.
marquez deu
varias esmolas a
alguns
dos
enfermos.
Movimento
do Hoapital de
S.
Mareo».
—Doentes
existentes
em
17
de
junho:
92
homens
e
130
mulheres.
Entraram
durante
a
semana finda:
21
homens
e
37
mulheres.
Sahiram:
22
homens
e
26
mulheres.
Falleceram:
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
23
de
ju
nho: 91
homens
e 139
mulheres.
Exposição hortícola
interna-
eional no Palaeio de Uhriatal do
Porto.
—
Para visitar
esta exposição,
que
no
sabbado
se
inaugurou no
Palacio de
Chrislal do
Porto,
e
os jardins
do
mesmo,
onde
durante
a
exposição
haverá
illumina
ção,
logo d’
artificio, musica
e
outras
fes
tas,
ha
comboios
a
preços
reduzidos
en
tre
as estações
do
caminho de
ferro
do
Minho e
a
do
Porto.
Os
preços
de
Braga
ao
Porto,
são:
|.a
classe,
1^800;
2
a
,
l$400;
3.a
,
l^OOO.
Os
bilhetes
valem
para ida
nos
com
boios
ordinários desde
o
dia
28
de
junho
e seguintes,
e
para
volta
nos
comboios
ordinários
dos
mesmos
dias
até
ao
dia
15
do
corrente,
inclusivé.
Estes
bilhetes
dão
direito
ao transpor
te
gratuito
de
15
kilos
de
bagagem.
Aniiiversiirio
jornaliatàc».—
En-
trou
no
sexto
anno
da
sua
publicação
o
«Diário
Illustrado».
Felicitamos
cordealmenle
o
collega.
Coliegío inglez. —
Neste
excellente
estabelecimento
consagrado
á
educação
das
meninas,
sob a
protecção
do
SS.
Co
ração
de
Maria,
houve
na
tarde
do
dia
25
uma
festa
escolar,
a
qual
constou
de
canto,
declamação
em
francez
e portoguez
e
desempenho
de
peças musicaes,
execu
tadas
pelas
alumnas
do mesmo collegio.
A
directora,
miss
Hennessy,
convidou
para
assistirem
a
este
divçrlimento
uti
líssimo
as familias
das
alumnas,
e
outras
pessoas
das
suas
relações,
todas
as
quaes
se
retiraram
satisfeitíssimas
por
tudo
que
presenciaram,
Missa
<ie Circo.—
No
dia
29
do
mez
passado
s.
exc.
a
revd.
nia
o
snr.
arcebispo
Primaz
celebrou
na
Sé,
para
festejar
o
Principe
dos
Aposlolos
S.
Pedro,
missa
de
Circo,
a
qual
acabou
ás
11
1/2
da
ma
nhã.
Banhas
quentes.
—
O
estabeleci
mento
de
banhos
do snr.
Capella,
na
rua
de
S.
João,
n.°
1,
já
está
aberto.
Acha-
se
montado
com toda
a
decencia
e
com-
modidade.
Asylo
de ».
Pedro V.—
Esteve
na
tarde
do
dia
29
do
passado,
exposto
ao
publico
o
asylo
da
Infancia
Desvalida
de
D
Pedro
V.
As
escadas
achavam-se goslosamente
adornadas
com festões
e vasos
de
flores,
e
bandeiras.
A
’
entrada tocava uma
banda
de
mu
sica.
Do
Collegio
Inglez,
do Porto,
vieram
3(5
meninas
tomar parte
n
’
aquella
festa.
O
improvisado
theatrinho
onde
ella
se
effectuou
achava-se
adornado
com
muito
gosto e
esmero;—assim
como
os
salões
do
collegio,
em
cujas portas
se
viam
diffe-
rentes
dísticos
em
lettras
doiradas.
Todo
o desempenho
impressionou
do
modo
mais
agradavel
o
numeroso
e
quali
ficado
auditorio, para
quem
não póde
ha
ver
duvida
sobre
o
proveito
e
importância
d
’
aquelle
estabelecimento.
A
festa
acabou
depois
das
9
horas
da
ncite,
havendo
começado
ás
5.
Festas.
—
Desde
quinta-feira
passada
efiectuaram-se as
seguintes
festividades
:
Conclusão
do
Mez
Eucharistico
em
o
Salvador,
Penha,
Retnedios
e
Tberezinhas
:
Senhor
dos
AÍTliclos,
e
S.
Sebastião, na
capella
das
Carvalheiras.
Esta
ultima
foi
a
cumprimento
d’
um
voto
feito
pelo
snr.
João
Rebello
da
Silva
Braga,
e realisou-se
com
toda
a
pompa.
Chegada.
—
Chegou
no
comboio
da
noite
de sabbado
a
esta
cidade
o
snr.
Hen
rique
José
Alves,
commandante
d
’infan-
teria
8,
aqui
estacionado
Na
gare
foi
s.
ex.
a
esperado
pela
ofli
cialidade,
alguns
particulares
e
pela
ban
da
regimental.
Ante
hontem
foram
cumprimental-o
ao
hotel
Real,
onde
se
acha
hospedado,
to
dos
os
olliciaes
superiores
e
inferiores.
O
no'o commandante
tomou
posse
hon
tem
ás
6
horas
da
tarde.
Exéquias.
No dia 26
do
corrente
celebraram-se
solemnes
exequias
na
egreja
do
Hospital
soffragando a alma
do
cari
doso bemfeitor
do
mesmo,
Antonio
Ma
noel
da
Costa
Rocha,
da
freguezia
de
S.
João
de
Rei, do
concelho da
Povoa
de
Lanhoso,
e o qual
contemplou
este
esta
belecimento
de
caridade
com trinta
e
cin
co
contos
em
inscripções
da
Junta
do
Cre
dito
Publico.
A
este
acto
assistiu
toda
a
mesa
admi
nistradora
do
mesmo
Hospital
e
differen-
tes
irmãos
da
Misericórdia,
bem
corno
os
testamenteiros e
parentes do
finado.
Besgroça». —
Escrevem-nos
de
Vi-
sella
,
Esta semana
foi
assignalada com
algu
mas
desgraças
nas
visinhanças
d
’
esta
po
voação.
Perto
de Barrosas-na
serra
da
Ermida
descarregou
uma
horrorosa
trovoada
que
surprehendeu
sete
pessoas que
de
Penafiel
vinham
para
Santa Comba
de
Regilde.
Duas mulheres,
uma
das
quaes trazia
uma
criança
nos braços,
foram
logo
fulmina
das
por
um
raio,
ficando todas
tres ins
tantaneamente
mortas
e
carbonisadas.
Di
zem
que
traziam
um
guarda-chuva
aberto
que
lhes
servia d
’abrigo,
e
que
pela
ex
tremidade de
cima
atlrahiu
a electricidade
como
se
fosse um para-raios,
devido
cer
tamente este incidente
á
porção
de
metal
com
que se
ornam
os
guarda-chuvas
nas
aldeias.
—Na
freguezia
de
S.
Miguel
de
Villa
-
rinho
um
indivíduo
que
para economisar
a'guns
vinténs trocou
por
alguns
momen
tos
a
sua
a:te de
carpinteiro pela
de
pe
dreiro;
e
em
uma
obra
que
andava
em
conslrucção,
por
ser
propriedade
sua,
col-
locon-se dentro d’
um
socalco
e
estando a
picar
debaixo para
cima
resvala
subita
mente
uma
enorme
pedra
e esmigalhou-
lhe
o
craneo.
Outro
na
mesma freguezia
cahiu
d
’uma
arvore,
quebrou
os
dedos
e
julgo
que
am
bos os
braços
;
porém
a
queda
foi
tão
fa
la!
que
se
receia
da
sua
vida,
porque
o
sangue
sabia-lhe abundantemente
pela
bocca
e
nariz.
Ratoneirog,—
Da
uma
para as
duas
horas
da
noite de
segunda
para
terça-feira
da
semana
ultima
lembraram-se
estes
me
liantes efleitnar
uma
viagem
ao reino
da
lua,
cujo
disco
ostentava
n’essa
noite
e
áquella
hora
todo
o
seu
fulgor.
Chegados
á
entrada
da
rua
das
Aguas,
um
dos
locaes
ma
s
públicos
da
cidade,
resolveram
ser d’alli
o
ponto
de
partida
;
e auxiliados, não
por engenhoso
aerostalo,
mas
pelo cano
que
conduz
ás vertentes
do
telhado,
subiram
até
ao
segundo
andar
do
prédio
em que
se
acha
estabelecido
o
■
—
Café
da
Águia
d’
Ouro
—,
propriedade
do
snr.
Joaquim
Antonio
Gomes.
Como,
porém,
d
’
alli
calculassem melhor
a
im
possibilidade
de
realisar os
seus
doirados
sonhos,
retiraram
tranquillamente,
trazen
do
como
recordação da
arriscada
viagem
uma
excedente
codorniz
que
alli
encon
traram,
e queo
snr.
Gomes
linha em
gran
de
estimação.
Sirva
isto dè
lição
áquelles
que,
n’
estas
noites
calmosas,
costumam
dormir
com as
janellas
abertas
Curtos».—
Havia
n
’
um
cemiterio pro-
ximo
de
Leiria,
diz
a «Correspondência»
d
’
aquella cidade,
na
verga de
cantaria
da
porta,
o
seguinte
dístico,
obra
do
regedor
da
localidade:
«
Aqui
só
se
enterram
os
mortos
que
vivem na freguesia».
Preciosidade.
—
A
thiara
de
Pio
IX
tem na
culpa 8 rubins, 24
pérolas
e
uma
esmeralda.
A
cruz
compõe-se
de
12 bri
lhantes,
rodeada
por
rubins
e
pérolas.
O
diamente
principal
da
thiara
é
do
tama
nho
de
uma
noz
pequena,
e
foi comprado
por
Julio
II
(século XVI)
pelo
preço
de
20
mil
ducados.
Processo
monstro. —
O
tribunal
criminal
da Charent
terminou
d
’estes
dias
os debates
d
’
um
processo
que fez
grande
rumor
no
paiz
e
que não
durou
menos
de
oito
dias.
Eugênio
Guilhot,
tabellião
em
Angouleme ha
uns
trinta
annos,
era
per
seguido
por
160
abusos
de
confiança.
Foram
ouvidas
174
testemunhas.
Guilhot
foi
con
demnado
a
dez
annos
de
trabalhos
força
dos.
Sua
clientella
perdeu mais
d
’
um
mi
lhão.
Abalo iinmenso.—
O
«Eco
dos
Al
pes»
annunciava ultimamente
que
um es
pantoso
desabamento
se
tinlia
produzido
em
Sainie-Foy.
cantão
de
Bourg-Saint-
Maurico,
em
Montieres
Fallava-se
a
prin
cipio
de
um
rochedo
campado,
de
um
fragmento
mais
ou
menos considerável
de
montanha
destacando-se
do
montão
de
matéria
e
rolando
no
valle.
Agora,
dizem
os jornaes
de
Saboia,
é
toda
a
montanha
que
se
desagrega,
e
que,
dividida
por
frac-
ções
enormes,
cuja
queda
se
succede
a
curtos
intervallos,
rola
e
se
precipita
quasi
sem
descontinuidade
para
o
fundo
do
valle,
engulindo
tudo
o
que
se encontra
na
sua passagem.
E
’
impossível
prevêr
onde parará o
desabamento.
O
estrondo
que
produz
a
queda
d
’
estas
massas
de
terra
e
de
pedra
retumba
a
mais de tres
léguas
de distancia.
Diminue
por
vezes
de
imensidade,
mas
não
cessou
ainda
ha
uns
poucos
de
dias. Dir-se-ia
os
ribombos
surdos
de
um torvão
longiquo.
O
ar
é
forlemenle
agitado;
uma
ponte
foi arrasta
da;
uma
aldeia está
quasi
toda
destruída;
os
campos,
n
’
uma
extensão
enorme,
estão
cobertos
de
uma
camada
espessa
de
pedras,
calhaus
e
terra, as
colheitas estão
com
plelamente
aniquillads.
As
autoridades
tran
sportaram-se
aos
logares;
foram
organisa-
dos
soccorros;
mas
que póde
a
força
do
homem ante
este
immenso
abalo
da
na
tureza?
O
ílagello
tem
avançado
sempre,
e
se
a
desagregação
não encontra
um
obstá
culo
imprevisto,
não é
uma aldeia, uma
communa,
é
talvez
cinco
ou
seis
aldeias
que
serão
engulidas
em
pouco
tempo
Notieins
da
America.—
Do
«Dia-
rio
de
Noticias,
da
Bahia,
extrahimos
o
se
guinte:
A
camara
dos
deputados
do
Paraguay
approvou
um
projecto
de
lei
que
declara
livres
do
direito
de
importação
até
14
de
fevereiro de
1882, as
gorduras,
soda
e re
sina
para
a
fabricação
do s«bão.
—
Na
noite
de
15
para
16
do passado
o
escravo
de
José
Carlos
de
Moraes,
de
nome
Feliciano, moradur
nos
Vallos, Rio
Grande
do
Sul,
lançou
fogo
á casa
do
laborioso
lavrador
José Antonio
Ferreira,
velho
mineiro,
casado
e
com
filhos;
este,
ao
accordar
e
ver
as
chammas
a devora
rem-lhe
a
casa,
lançou
mão
de uma
es
pingarda
e
foi
ao
encontro
de
seu
mal
feitor,
quando,
ao
sahir
da
porta,
s
Uc-
curnbiu aos
golpes
do
machado
do
tyraono
escravo.
Ignora-se por
emquanto
se
também
pereceu
o
resto
d
’
essa
desditosa
familia.
balleceu
no Rio de
Janeiro
o
snr.
marechal
de
campo
João
/Xntonio
de Oli
veira
Lobo,
que
durante
mais
de
cincoen-
ta annos
prestou
ao
paiz
relevantes
servi
ços.
O
finado
era
dignatorio
da ordem
da
Rosa
e
cavalleiro
das
do
Cruseiro
e
de
Chnsto.
Tinha
as
medalhas
da campanha
do
Uruguay
em
1852
e
da
guerra do
Pa
raguay.
—O
«Lyceu
Litterario
Portuguez»
do
Rio
de Janeiro
concorreu
com 1:280^900
rs.
para as
victimas
da seccas
nas
provín
cias
do
norte.
—
Foi
prohibido
de
exercer
qualquer
acto
da
sua
ordem,
na
diocese
do
Rio
de
Janeiro,
o snr. conego Joaquim
do
Monte
Carmello,
cujas
idéas
hberaes
são
muito
conhecidas,
o
que
lhe
trouxe
talvez
esta
suspensão.
—Calcula-se
em
5
milhões
de
pesos
em
papel
as
perdas
causados
nas
estancias
da
província de Buenos-Ayres durante
as
ulti
mas
inundações.
—De
Buenos-Ayres
regressaram
a
Ge
nova
mais de
700
emigrantes
italianos
que
ultimamente
haviam
sido
contractados
pelo
governo
argentino.
Diz
uma
folha de Géno
va que
era
lastimoso
o
estado
d
’
aquelles
homens.
—
Continuam
a
ser
aterradoras as
sec
cas
no
Ceará.
As
noticias
que
referem
as
gasetas
são
afllictivas.
Os
sertanejos
emigram
lodos os
dias
para
a
capital
em
avultado
numero,
e
alli
homens,
mulheres
e
creanças,
descal
ços,
envoltos
em
andrajos
e
com
um lu-
gubre
tristor
no
semblante,
esmolam
o pão
da caridade.
Alguns
pontos
do
centro
estão
com
pletamente
deshabitados.
Em
regiões
de
cerca
de
cincoenta
léguas
não
se
encon
tra
uma
folha verde
nem uma
gotta
de
agua.
Feizmente,
todas
as
províncias tem
en
viado
recursos
para
os
desditosos
habitantes
do
Ceará.
As
raises
do
gravatá,
a
carnaúba,
a
mu-
cunan
e
a
tnaniçoba
brava,
tudo
o
povo
devora
nas
ancias
da
fome, resultando
d
’
ahi
apparecerem
diariamente
pelos
campos,
in
chados
e
quasi
sem
vida,
homens,
mulheres
e
creanças.
As chuvas,
que
a
principio
se
annun-
ciavam
copio.»as,
não
passaram
de
uma
gotta
d’
agua
n
’
aquede
oceano
de
misé
rias.
Nas
villas
mais
populosas,
como
em
S.
Pedro
de liiapina
e outras,
veem
se pelas
ruas,
n
’
um
estado
que
penalisa,
famílias
in
teiras
esmolando
o
pão
para
não
morrerem
tfaquelle
dia
I
Para
corôar
tão
grande
calamidade,
em
muitos pontos
leem
apparedido
febres
de
mau
caracter,
sendo
já
muitas
as
viticmas
que
teem
feito.
—No
dia
3
do corrente
houve
na
praça
do
Arsenal
de Guerra,
em
Pernambuco,
um
meeling,
promovido
pelo snr. dr. José
Marianno
Carneiro
da
Cunha,
afim
de pe
dir á
assseinbleia
legislativa
d
’aquella
pro
víncia
medidas
energicas
em favor
do
com-
mercio
e
da
agricultura.
Compareceram
para
cima
de
mil
pessoas.
Dissoluçfto
da caninrA
dos de
putados
fraiioezes.
—
Foi
muito
inte
ressante
a
sessão
do
Senado
francez,
em
que
se
votou
a
dissolução
da
camara
dos
deputados.
A’
vista
d
’
ella
dir-se
ha
que
a
revolução
foi
por
tal
sorte
ferida,
que
até
os
seus
melhores
oradores
ficaram
como
fulminados.
Victor
Hugo,
diz uma
correspondência
que
temos
á
vista,
está
em
tal
decadência,
que
se
não
inspira
pena,
provoca
o
riso;
Julio
Simon
chorou
por si
e
pelos
collegas,
mostrando
que ainda se não
poderain
re
sigiiar
a
ver
escapar-lhes as
pastas;
Ber-
tauld
por
mais
que
se
esforçou
não
poude
elevar-se
acima
da
mais
triste
vulgaridade,
e
assim
os
mais.
O
correspondente
nota
e
muito
bem,
como
muitos
outros
já
o
teem
feito,
a
conlradicção
em
que
estão
os
republica
nos:
asseveram que
a
grande
maioria
do
povo
é
sua,
que
sempre
que
recorram
ao
suílragio
hão
de
obter
o
triunfo,
que
nas
proximas
eleições hão
de
ter
maior
nu
mero
de
deputados
que
na
ultima
camara;
muito
bem,
mas
sendo isso
assim,
porque
se
opposeram
á
dissolução, porque
se
mostram
tão
furiosos
por
ella ter
sido
votada
?
Mas
n’
isto
não ha
contradição,
ha
o
justo
receio
que
lhe
inspira
a
verdade,
ha
o
reconhecimento da
exaclidão
da
es-
tistica
eleitoral,
que
se
póde
formar á
vista
do
resultado
das
ultimas
eleições,
estatística
que
copiamos
do
«Rappel»,
pe
riódico
insuspeito,
porque
era
de
Victor
Hugo quando
a
apresentou.
Votos
reunidos
por
iodos
os
de
putados
republicanos.
4.001:265
—
Votos
reunidos
pelos legilimis
tas.
1.811:940
Votos
reunidos
pelos
imperia
listas.
1.210:110
Abstenções.
3.000:000
São
eloquentes
estes
algarismos
se
se
notar:
1.
’
que
nas
abstenções
não
entram votos
republicanos,
porque
esse
partido
poz
em
pratica
ludo
o
que
poude
vencer
as
elei
ções;
2.
®
que
a favor
dos
republicanos
vo
taram
muitos
eleitores
por
elles
se
dize
rem
amigos
decididos
de
Mac-Mahon,
e
todos
esses votarão
agora
contra
elles.
Melhor que
ninguém
podem
os
repu
blicanos
avaliar
estas
rasões, e
ahi
está
a
explicação
da
energia
com
que
elles
se
oppunham
á
dissolução da
camara.
Obtiveram
na
ultima
eleição
quatro
mi
lhões
de
votos,
agora
não
obterão
tres
milhões,
houve
tres milhões
de
abstenções,
agora
é
quasi
certo
que
pelo menos
metade
dos
eleitores
que
se
abstiveram correrão
ás
urnas,
sendo a isso instados
pelos legiti-
mistas e calolicos.
Oh
!
a união dos
cathoiicos
com
os
legitimistas
foi
uma inspiração
divina,
foi
um
golpe
de
morte
na
revolução.
E
querem
os nossos leitores
ver
como
o
que
deixamos
dito
é
autorisado
pela im
prensa
leguimista
de
França?
Leiam
as
seguintes
linhas
da
■
Union»,
orgão
ollicial
do
nobre
partido
legitimista
francez:
«Começou
a
crise
eleitoral;
está
já
vo
tada
a
dissolução.
Passou
a
hora
discus
sões, agora não pensamos
senão
na
acção.
Hoje
cumpre-nos
trabalhar, desde
hoje
co
meça
a
nossa
responsabilidade.
«O
partido
reabsta
vê-se
forçado
a
lan
çar-se
na
lucta.
O
marechal
arvorou
a
bandeira
da
contra revolução.
«O
marechal,
disse-nos
o
snr.
duque
de
Broglie,
quer dar
batalha
decisiva
ao
radicalismo;
nós
vamos
com
elle.
Porem
fóra
dos
nossos
princípios
toda
a victoria
será
esteril».
Devemos
terminar
dando
conhecimento
a nossos leitores
do
ultimo
periodo
de
um
eloquente discurso
que
recitou
no
se
nado
francez
um
dos
mais leaes
servidores
de
Henrique
V,
o
snr.
marquez
de
Fran-
clieu:
«Não,
não:
o
governo parlamentar
não
nos
salva;
o
governo
parlamentar
só
póde
perder-nos;
foi
elle
que
nos arrastou á af-
llicta
situação,
em
que
nos
vemos.
Gran
de
mercê
deveremos a
Deus,
se
nos
mos
tra
que
não
temos
outro
caminho
de
salva
ção
senão
a
verdadeira
monarchia».
Este
discurso
foi
extraordinariamente
applaudido
pela direita,
e
nós,
d
’
este
ex
tremo
Occidental
da
Europa,
appladireinos
o
orador
e
adireita,
dizendo:
—
Deus
salve
a
França.
Carta
de
um
peregrino,—
Lêtnos
na
«Atalaia
de
Vizeu»
a
seguinte
carta:
Paray-le-Monial,
8
de junho,
dia
do
SS.
Coração
de Jesus.
mo
P.e
e
amigo.
—
Seja amado
por
toda
a
parle
o Sagrado
Coração de
Je
sus.
E
’
sob
as
impressões
mais doces
que
lhe
escrevo,
alim
de dar-lhe
algumas
no
ticias d’
esla
importantíssima
terra,
onde
o
Sagrado
Coração
de
Jesus se
dignou
ma
nifestar-se
ao
mundo de
uma
maneira
pro
digiosa.
E
’
aqui
que
o
Divino
Coração
parece
continuar
fallando
ás
almas
piedosas.
Respira-se
aqui
uma
atmosfera
aroma
tizada
pelos
attraclivos
de
amor
d
’
este
Di
vino
Coração.
Estive
em
Roma
onde fui,
como
sabe,
fazer
parte
da
peregrinação
portugueza;
visitei
os
logares
mais
importantes
religio
sa
ou
historicamente
fallando;
senti uma
profunda
humilhação
interna
quando
en
trei
na
Basílica
de
S. Pedro;
consolei-me
com
a
allocução
do
Papa
Pio
IX;
tive
opportumdade
de
dizer
Missa
nos
quartos
onde
viveram
S.
Luiz
Gonzaga,
nos
alta
res
onde
está
o
corpo
de S.
Ignacio
de
Loyola,
onde
o
de
S.
Leonardo
de
Porto
Maricio, subi
de
joelhos
a
escada
santa que
Nosso
Senhor
Jesus
Christo
desceu
com
a
cruz
ás
costas,
e
vi
um
dos
cravos
que
furaram
as
suas
sagradas
carnes,
mas
em
parte
nenhuma
ouvi
tão
claramente
a lin
guagem
do amor
de
Deus
aos homens,
e
reciprocamente
do
amor
dos
fieis
ao
seu
Deus,
que
tanto
tem
amado
o mundo, que
lhe
enviou
seu Filho.
Sic Deus
dilexit
mundum...
Ah
!
sim,
o
Filho
de
Deus
ensinara
com
palavras
e exemplos
o caminho
do
céo, que
é
o
amor
de
Deus
e
do proxi
mo
por
amor
de
Deus, mas
os homens
bem
depressa
esqueceram
as
suas
divinas
lições
e
o
mundo
em
nossos
dias
corria
para o
abysmo
!
Mas
eis
que
o
Divino
Mestre
vae
outra
vez compadecer-se
da
misera
humanidade,
e
apparece
fallando
por
outra
fornia
a
mesma
linguagem
que
fallou desde
o
pre-
sepm
até
á Cruz.
E
foi
aqui que esco
lheu uma
alma fervorosa
para
a encarre
gar
de publicar por
lodos
os
meios
ao
seu
alcance, que
quasi
são
os
lhesouros
de
felicidade
que
os
homens podem
achar
n
’
este
Coração.
E
’
n
’esla
venturosa
terra
que
Jesus
continua
a
mostrar aos
que o procuram,
quanta
felicidade
n
’elle
se
encontra.
Para
aqui correm os
peregrinos
de lon-
ges
terras,
como outr
’
ora
vieram
a
Belem
os
Reis
do Oriente.
Aqui
está
represen
tada
a
piedade
de
quasi
todas
as
nações,
de
muitas dioceses,
confrarias, etc.,
nas
lindas
bandeiras
que
aqui
se vêem.
E
’
um
Paraiso=«Paray.
Não
tenho
tempo
para
mais,
Outra
vez
serei
mais
extenso.
Vou partir
para
Lourdes. Se entender
que
estas pobres
linhas
podem
edificar
aos
Os montenegrinos
foram balidos
por
Mahomet-Alli-Pachá
perto
ao
rio
Moraeva.
Bucharest
28
—
Um telegramma do
gran-
duque
Nicolau
annuncia
que
os
russos
pas
saram
o
Danúbio
hontem
de
madrugada
perto
de
Smnitza
entre Sistowa
e
Rous
tschouk
e
repelliram
os
turcos
das suas
posições.
A
batalha
continúa.
Bucharest
21—
Conlinúa
o
canhoneio
no
Danúbio
desde
a
foz
do
Alneta
até
Gruzgevo.
Está imminente
uma
grande
ac
ção.
Os russos
elevaram
mais
9
baterias
con
tra
Kars
na
Asia.
Os
turcos apesar
da
sua
força
numé
rica,
muito
superior
foram batidos
em
Bayazid.
Ragusa
28—0
exercito
de
Mehemet-
Alli-Pachá foi
derrotado
e obrigado
a aban
donar o
território
do
principado
do
Mon-
tenegro
retirando-se
para
Borani.
Constantinopla
28—Foi
fechada
a
cama
ra
dos
deputados.
0
presidente
no discurso do
encerra
mento
enumerou
os
trabalhos da camara
e
pediu
a
Deus
a
victoria
das
armas
tur
cas.
Correm
boatos
de
haver
principiado
um
combate
em
Dobrondsja.
0
czar
dirigiu
uma
proclamação
aos
búlgaros.
Diz
que
a
missão
da
Rússia
é
assegu
rar
aos
búlgaros
os
direitos
de
nacionali
dade
e
conciliar
as
raças
e
cultos
e
pro
teger as pessoas
e
propriedades
dos
chris-
tãos.
Punirá
sómente
os
musulmanos
cul
pados.
Recomenda
obediência
aos
russos
e
promelte
a
organisação
regular.
Paris
29—
A
Turquia
conseguiu
levan
tar
um empréstimo
de
50 milhões
sobre
os
diamantes
e
joias
de
Abdul
Aziz.
O
governo
grego,
em
consequência
das
reclamações
do
embaixador
da
Rússia,
apprehendeu
193 caixas
de
munições
de
sembarcadas
em
Cortou
destinadas
á Tur
quia.
A
Porta
protestou
e
annunciou
que
enviará
um
navio
de
guerra
para
se
apo
derar
das
caixas
O
governo
grego ordenou
então
que
dous
couraçados
partissem
para Corfou.
A
Grécia
consente
que as
caixa
sejam
transportadas
para
Trieste
em
navio
de
nação
neutral.
Bucharest
29
—As
tropas
russas
passa
ram
o Danúbio
em
Sistowa
e
Cluvasi
em
numero
de
50:000
homens.
As
perdas
dos
russos
foram
de
1:200
homens.
Os
turcos
devastaram
os arredores
de
Sistowa.
Parece
que
se
retiraram para
os
Balkans.
Alhenas 29
—
Está
resolvido
o
incidente
das
caixas
de
munições
turcas
aprehendidas
em
Corfou.
O
ministro
Photiads
declarou que
a
nota
não contém ameaça alguma.
As
mu
nições
serão transportadas
para
Trieste.
Deligeorgis
vae
submetler
á camara
dos
de
putados
o
projecto
de
um
emprestimento
de
40
milhões
de
drachmas.
Bucharest
30
—
Os
roumanos
desmonta
ram
uma
ponte
do
Serelh,
transportando-a
a Kalafat
aonde
estão
concentrados
40:000
homens.
Não
existe
ainda
accordo algum
ácerca
de
cooperação
militar
da
Servia
e
da
Rou-
mania.
aviso
O
gnr. Tlarquefl de Vallada, Go
vernador
Civil «l’est® Digtricto,
continua
a dar asidieneia i»a pes-
soas^fe todas as classes, ás ter
ças-feiras,
no
palácio do Governo
Civil, desde as 11 horas da ma-
nhã até ás 3 <ía tarde.
leitores
da
«Atalaia»
póde
servir-se
d
’
ellas
para
este
fim.
São
meus
companheiros
n
’
esta
digres-
8ão
o
reverendo
José
Guerreiro,
compa
nheiro
nas Missões
do
reverendo Luiz Pros-
peri,
director
central da
associação
do
nosso
paiz
e
o
snr.
abbade
de
Dardavaz
d’
esse
Bispado.
Sou
Seu
amigo e
obrigado.—
Paire
João
Marques
Simões.
Horrível
tempestade. —
Escrevem
<j
’
Auflay
ao
«Nomelliste
de
Rouen»,
que
uma
violenta
tempestade,
misturada
de
granizo,
cahiu
sobre
Auffay
um
d
’estes
dias.
A
chuva
acompanha
de neve,
co
meçou
a
cahir
por
volta
d
’
uma
hora.
Desde
a
a
tormenta
de
1872
nunca
se
vira
outra
assim
Como
n
’esta
epocha,
um
grande
numero
de casas
foram
invadidas
em
muitas
a
agua
attingira
uma
altura
de
1
melro
e
23 centímetros.
Via-se
passar,
levadas
pela
torrente,
tinas,
vasilhas
de
pau,
aves domesticas,
e
até
mesmo um
vehiculo.
Os
caminhos
estão
por
toda
par
te
desfundado-:
montões
consideráveis
de
lodo,
d
’areia
e
de
calhaus
lornam-n
’os
impraticáveis.
Os
trigos
e as
couves
soí-
frerara
muito;
os
pomares
foram
menos
prejudicados.
Guerra
«lo Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
<|ue
seguem:
Bucharest
26
—Os
cossacos
atravessa
ram
o
Danúbio
a
noute
passada
e
occu-
parara
Hirsowa
que
fora
antes
evacuada
pe
los
turcos.
Conlinúa
o bombardeamento
de
Guir-
gevo.
As
balas
já alcançaram
a
casa
do
cônsul
da
Allemanha
e
o
Gymnasio.
Buda
26
—Tisza
declarou
na
camara
que
o
governo
não
dicidiu
consa
alguma
sobre
a
mobilisação
ou
a
occupação dos
militares.
Porem
a
monarchia
não
permittirá
a
occupação
do
território
visinho
por qualquer
potência
estrangeira.
Paris
26—Parece
imminente
a
tentativa
dos
russos para passarem
o
Danúbio
nas
proximidades
de
Roustschouk.
A
agencia
geral
russa
desmente
os
boa
tos inquietadores
acerca
das
relações
da
Rússia
com
as
potências.
Declara
que
an
tes da
guerra,
a
Rússia
recebeu
as
se
guranças
necessárias
e
cumprirá
lealmente
as
promessas
que
fez,
não
sendo
duvidozo
que
as
potências
comprirão
as
suas,
que
asseguram
a manutenção
da
paz.
Bucharest
26
—
As
camaras
roumanas
se
rão
encerradas
ámanhã.
Corre
o
boato
de
que
os
russos
passaram
o
Danúbio
em
Pistowa.
Constantinopla
26
—
Na
camara
dos
de
putados,
as
sessões
vão
ser
prorogadas
por
quinze dias.
Está
imminente
a
entrada
dos
turcos
em
Cettinge.
Bucharest 26
-Corre
o
boato que
os
russos
passaram
o
Danúbio em Pistowa,
entre
Nikopolli
e
Roulschouk.
Buda-Pesth 27
—
Tisza
disse na camara
que
o
governo
deseja a
paz,
mas
que
con
serva
a
sua
liberdade
de
acção.
Não
se
preoccupou
ainda
com
as
ques
tões
de
mobilisação e
de
occupação,
en
tretanto
é
impossível
promelter
ao
exer
cito austríaco
que
não
passará
da
fron
teira.
Ragusa
27
—
Os
generaes
turcos
Suley-
mum-Pachá
e
AHi-seub-Pacha
que se ha
viam
reunido em
S.
Pous
retiraram-se
pa
ra
Padyoritza
na
fronteira
turco-montene-
grina.
As
forças
montenegrinas
estão
em fren
te
de
S. Tong.
Prevé-se
que
se
realisarão
combates
decisivos.
Buda
Pesth
27
o
bombardeamento
de
Roustschouk
pelos
russos
é considerado
como
um
disfarce
afim
de
chamar
a
at
tenção
dos
turcos.
Crê-se
que
o
grosso
do
exercito
russo
passará o Danúbio
entre
Sistowa
e
Enico-
poles,
na
embocadura
do
Alecla.
O
imperador
irá
a
Slatina
e depois
á
embocadura
do Alecla
para
assistir
á pas
sagem
do
exercito.
Bucharest
27
—
D.
Carlos
de
Bourbon
partiu
para
Krajova.
Chegaram
ás
margens
do Danúbio novas
tropas
russas.
Constantinopla
27
—
Os
russos
que
oc-
cupam
uma
ilha
do
Danúbio
defronte
de
Turlukai
intentaram
fazer
avançar
para
a'
margem
direita
umas
2'J
barças,
mas
foram
repellidas.
Os
russos
que
invadiram
Dubrudscha
P
avançaram até
o
camin
ho
de ferro
de
Kustendsche.
Da
Asia
ha
noticia
de um
combate
fa-
v
oravel aos
turcos
em
Deli baba.
dam,
os
incrédulos
e
os
alheus.
Elles,
po
rém,
combatidos em
*
todo
o
orbe
catho-
lico
pela
sã
doutrina
do Evangelho
e
pelos
exemplos
dos fieis
e verdadeiros
christãos, não
ousam,
nem
jámais
ousarão,
a rosto nú
negar
que
os
ceos
e
a
terra
tiveram
um
principio,
e
que
tal
princi
pio
teve
a
sua
origem
em
Deus.
Elles,
se
lhes
fosse
possível
ao
menos
per
suadir-se,
que
tudo
para
elles
acabará
com
a
morte,
tanto
não
sentiriam.
A
ideia,
po
rém,
de
que
a
morte
abre as
portas
do
ceo
ao
catholico,
ao
homem
religioso,
desorienta-os;
acabrunha-os.
Para
os
alheus
abrir-se-hão
no
dia
do
juiso
final
as
portas
do
inferno
sendo
alli
recebidos
por
Satanaz.
Para
os christãos
abrir-se-hão
as
do
ceo,
cuja
entrada é
guardada
por
S.
Pedro...
mas...
perdão,
caros
leitores,
só
agora ao escrevermos o
nome
do
Apostolo
é
que
conhecemos
ser
d
’elle
e
só
d
’
elle
que
devíamos tratar.
Sim,
redaclores
illustres
do
«Comraer-
cio
do
Minho»,
vós
que
tivesteis
a
paciên
cia
e
a
generosidade
de
annunciardes
o
programma
da
festividade
que
hoje
teve
logar,
em
honra
do
Santo
Apostolo
Pe
dro,
na
freguezia
de
Lanhas,
do
conce
lho de Villa
Verde,
tendes
direito
de
sa
ber
se
tal
programma foi
observado
e
pos
to
em
execução.
E
’
,
pois,
o que
passamos
a
provar im
plorando desde
já
a
vossa
benevolencia
e
rogando-vos
o
distincto
obséquio de lhe
dar
publicidade
no
vosso
muito
lido
e
acreditado jornal.
Dias
antes
da
festividade,
fortes
des-
cargas
de
morteiros ao
romper
da
auro
ra,
ao meio
dia
e
á
noite,
annunciaram
ás
povoações próximas
que
em
Lanhas
não
havia
esfriado
a
devoção
dos annos
anteriores
para
com
o
Santo
da
particular
devoção
’
de
seus
moradores.
A
immensidade
de
girandolas
de fo
guetes
que
subiram
aos
ares
no
dia
de
hontem
e
o
som
das
bandas
mar-
ciaes
que
para aquelles
lados
chamou
a
attenção, era
a
prova
mais
evidente
que
a
funcção
havia
de
ser
estrondosa.
E
com
effeito,
assim
aconteceu.
Na
noute
de
hontem
todo
o
arraial
se
illu-
minou
em
arruado,
produzindo
a
immen
sidade
de
lumes
um
efleilo
surprehenden-
te.
Um
magnifico
arco,
vestido
de
murta
e
guarnecido
de flôres
foi
construído
em
irente
da
capella
do
Senhor
da
AÍIlicção.
A
capella,
linda e
elegantemente
guarnecida
de cortinados de
damasco,
encantava
os
ieis
que
n
’
ella
entravam.
Quatro
bandas marciaes,
occupando
quatro
coretos
em
frente do
arraial,
to
caram
escolhidas
peças
de
musica
duran
te toda
a
noite
d
’
hontem
para hoje. E,
em
abono
da
verdade,
deve dizer-se que
as
bandas
rivalisaram
em
afinação
e
na
es
colha
das
peças
que desempenharam.
Uma
d
’
ellas,
a
dirigida
pelo
muito
digno padre
Antonio
Dias,
de
Valdreu,
agradou
geral
mente,
não
só
na
afinação
e
nas lindas
e
variadas
peças
que
desempenhou,
mas
pe
las maneiras
atienciosas
e
delicadas
com
que
o
mestre
e
demais artistas,
tratavam
as pessoas que
se
lhes
dirigiam.
Sentimos
que tivessem
de
soffrer um
pequeno
dissabôr
por
terem satisfeito
ao
bis
dos
espectadores,
sem pedirem per
missão
de
certo
maganão,
aliás
muito
boa
pessoa,
mas
que
quiz
arrogar-se
maior
importância
do
que
realmente
tinha.
Seriam
dez
horas da
noite
quando
prin
cipiou
a
estourar
o
fogo
do
ar
e
em
se
guida
o
de
artificio.
Tanto um
como
ou
tro
foi
muito
variado
e
produzia
encanta
dor
effeito,
por
ser
queimado
em
sitio
elevado e
cercado
de pinheiros
novos,
que,
ao
mesmo
tempo
que não
tolhiam
a
vis
ta,
produzia um
effeito
deslumbrante.
A
não
ser um
incidente
desagradavel,
o
de
ler
um
fogueie
de
dynamite
rebenta
do antes de
subir,
e
ter
quebrado
uma
perna
a
um e'peclador
e
ferido outros,
o
regosijo seria
completo.
Restaurantes
improvisados,
abarracamen-
tos
com doce, vinho
e
pão
trigo
á
venda,
tudo
variado
e
com abundancia fazia
as
delicias
dos
que,
não
tendo
ceado, tinham
precisão
de
mitigar
a
sede e
de
matar
a
fome. O
restaurante do
snr.
José Anto
nio
de
Sousa
fez bom
negocio
por
ser
on
de
deu
fundo
a
sucia
dos
famintos
mais
envergonhados.
A
concorrência do
povo
foi
immensa,
reinando
sempre
a
maior
ordem,
devida
á
boa
policia e
ás
medidas
de prevenção
to
madas
pelo
snr. tenente
Fontoura,
que
ahi
commandava
uma
força
do
regimento
de
infanteria
8.
Ao
romper
d’
aurora
do
dia d’hoje
no
vas
descargas
de morteiros, o
repicar
do
campanario e
os
harmoniosos
sons
das phi-
larmonicas
annunciaram
que
era
chegado
SECÇÃO
DE
COMMMICADOS
Percorrei
a
terra,
acha
reis
cidades
sem
muros, sem
artes,
e
sem
rei;
povos
sem
habitações
fixas,
sem
uso,
sem
conhecimento
da
moeda,
sem
exercicios do
corpo,
sem
theatros, sem espectaculos;
mas
não
encontrareis um
só
sem
Deus, sem
culto,
e
sem
sacrifícios.
C.
Bastos.
Assim
discorria,
cerca
de
desoito
sé
culos,
um sabio
de
origem
grega,
e
de
pois
assim
lambem
tem
discorrido
e
es-
cripto
outros
muitos
sábios.
Ainda
assim
abundavam
e, ainda
hoje infelizmente abun
o
dia
anniversario
do
Santo
Apostolo
Pe
dro.
A
’
hora
marcada,
o
parocho
encom-
mendado da freguezia, ecclesiastico
muito
digno
da estima
e
da
consideração
publi
ca
pelo
seu
comportamento
exemplar,
pela
sua
illustração
e
pelo
seu
muito
zêlo
noi
que loca
ao seu
ministério,
subiu
ao
al
tar
para
celebrar
o
santo
sacrifício
da
mis
sa
solemne
a grande
instrumental
cujo
desempenho
foi
completo
e
nem
polia
deixar
de
o
ser,
porque
a
capella
do snr.
padre Pimenta,
de
Saúde,
é
uma
das
me
lhores
e
a
mais
bem
regida
das nossas al
deias.
Findo
o officio
divino,
a
Arvore
da
re-
dempção
conduzida
em
procissão
pelo di
gno
parocho
debaixo
do
palio
até
á ca
pella
de
S.
Geraldo,
acompanhada
de
in-
numero
concurso
de
fieis
e
pela
força ar
mada
em alas,
tendo
concluído
o
giro
do
costume
voltou
ao
ponto
da
partida.
Foram
recitadas
duas
orações
allusivas
ao
acto,
uma
pelo
muito digno
reitor
de
Ferreiros,
Fernandes
Villela,
e
oulra
pe
lo
não
menos
digno
Silva Rego,
reitor da
S.
Christovão
de
Regalados.
Ambos
os
oradores
se
houveram
por
fórma
que agra
daram
geralmenle,
prendendo
a
attenção
dos
ouvintes.
A
doutrina
foi
exposta
com
clareza
e
em
eslylo
ao
alcance
de
lodo
o
auditorio.
Durou
a funcção
no
arraial
até ás
oito
horas
da noute,
reinando
sempre
a maior
ordem
e
o
maior
enlhusiasmo,
tudo
de
vido
ás
acertadas
medi
las
de
precaução
tomadas
pelo
muito
digno
administrador
do
concelho,
o
snr.
dr.
Ribeiro,
que,
coad
juvado
pelo seu
empregado
Menezes,
fez
conter
em
respeito
tanto
dentro
como
fó-
ra
do templo
a multidão
dos
fieis.
A
el
les
e
á
prudência
e
actividade
do
illustra-
do
e
muito
digno
tenente, o
snr
Fontou
ra,
se
deve
o
socego
e
a
boa
ordem
que
reinou
hoje
e
hontem
na
alludida
festivi
dade e
arraial.
E,
se
encomios
merecem
aquelles,
não
menos
os
merecem
os
dignos
e
filantró
picos
festeiros
devotos,
porque
se
não
pou
param
a
despezas
e
trabalhos
para
que
a
funcção não
desmentisse
o
programma.
Bons filhos,
bons
irmãos,
bons
paren
tes
e
bons
visinhos,
os
snrs.
João
José
de
Oliveira
Velloso
e
irmão
Antonio,
mais
uma
vez
mostraram que
por
terras
de
Santa Cruz
não
esqueceram
a educação
religiosa
que
receberam
de
seus
paes,
e
que
bem
merecem
o
titulo
de
bons
ci
dadãos
e
de
bons
christãos.
Villa Verde,
29
de junho
de
1877.
Um
espectador.
AGHiDSCIffiNTOS
Os
abaixo
assignados
profundamente
reconhecidos
para
com
todos
os
illm.
os
e
exm.Os
snrs.
e
snr.as
que
não
só
se
di
gnaram
cumprimenlal-os
em
sua
casa,
como
lhes
fizeram
a
honra
de
assistir
aos
officios de
corpo
presente,
que
liveratn
logar
na
capella
de
Nossa
Senhora
Bran
ca,
no
dia
18
do
corrente,
por
almi
de
sua
sempre
chorada
esposa
e
cunhada,
D.
Rosa
Esteves
da
Silva,
e
assim acom
panharam
os
seus
restos
mortaes
ao
ce
mitério,
veem
por
este
meio, emquanto
o
não
pódem
fazer
pessoalmente,
prol-estar
a
lodos
a
sua
ete-na
gratidão,
mui
par-
licularinente
aos
dignos
presidente
e
ve
readores,
secretario,
e
empregados
da
ca
mara
municipal d
’esta
formosa
cidade,
e
aos
membros
da
imprensa
periódica que
tantas
provas
de
consideração lhes dis
pensaram.
Braga,
S.
Victor,
21
de
junho
de
1877.
Custodio José
Rodrigues
Baltia
(341)
Antonio
José
Rodrigues
Bahia.
DECLARAÇÀO.
Tendo-me
sido
passados vários
docu
mentos
(como
são
:
certidões
d
’
exames,
e
recibos
da
Fazenda)
consignados
a
Do
mingos
Dias
Pereira
de
Freitas,
e
ainda
a
Domingos
Dias
Freitas
;
declaro que per
tencem
ao
signatário
d
’
eslas
linhas,—
o
no
me
e
appellidos
do
qual
são
Domingos
Mana
Dias
Pereira
de
Freitas,.
Braga,
2
de
julho
de
1877.
BANCO DE
PORTUGAL
Faz
publico
que
na lhesouraria
do
Ban-,
co
do
Minho
está
aberto
o pagamento
do
dividendo
do
Banco
de Portugal
rela
tivo
ao
1.®
semestre
de
1877
na
razão
de
3
°|0
ou
la$<J00
rs.
por
titulo
de
5
acções.
Banco
do
Minho
em
Braga
28
de
Ju
nho
de
1877.
Os
gerentes,
Francisco
Cashniro da Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira Braga.
(348)
'
ARREMATAÇÃO
A
junta
de parochia
da
freguezia
de
S.
Martinho
de
Dume pelo
presente
faz
pu
blico, que
no
dia
8
de
Julho
pelas
2
ho
ras
da
tarde
tem
de
proceder
á
arrema
tação
das
obras
de
carpinteiro,
caiador
e
pintor, que
tem
de
fazer-se
na
egreja
pa-
rochial
da
sua
freguezia.
Todo
áquelle
mes
tre
que
quizer lançar nas
ditas
obras,
pó
de
comparecer
no
adro
da dita
egreja
no
dia
e
hora
acima
indicados.
(349)
CASA
PARA ALUGAR
Precisa-se
alugar
uma
casa
com
quin
tal
e
agua
para
pouca
familia.
Quem
ti-
yer
queira
fallar
na
rua
das
Aguas
n.°
86.
(350)
Arrenda-se
a
casa
n.°
27
da
rua
das
Aguas
d
’
esta
ci
dade,
construída
de
novo,
com
muitos
commodos,
e
excellenle
quintal.
Falla-se
no
Campo
da
Vinha
n
9
9.
(331)
Casa para alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(352)
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
sitas
uma na
rua
de
S.
Victor
desi-
gnada
com o n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
lie
11
A. Para
tratar procure-se o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
Alugam-se
as
seguintes
moradas
de
casas,
parte
promptas
e
parte
para
o
pro
ximo
S.
Miguel
:
Uma
morada
na
rua
da
Sé,
entre
n.°
15
e
18.
Uma
dita
na
rua
de
Santo
Anlonio
das
Traveças,
entre
n.°
15
e
17,
com
frente
para
a
nova
rua
que sae
para
as
Carva
lheiras,
designado por
Couto
do
Arvoredo.
Uma
dita
contígua
entre
n.° 16
e
18,
lambem
com frente
para
a mesma
Rua
Mova,
antigo
Couto
do
Arvoredo.
Uma dita
na
Rua
Nova
do
mesmo
Couto
do
Arvoredo;
a
construcção
a
fina-
lisar.
Pódem ser
vistas
a
qualquer
hora,
e
trata-se
com
João
da
Costa
Palmeira.
(329)
Casa nu Gerez
Aluga-se
a
casa das Larangeiras,
s‘
la
n
um
dos
melhores
sitios
e
junto
ao
poço
forte,
nas
Caídas
do
Gerez, mobilada
com
duas
camas
e
colchão,
cadeiras
e
mezas
de
mogno,
etc.
O
pretendente
dirija-se
a Anlonio
Jo
sé
Ribeiro, proprietário
na
mesma
locali
dade.
(342)
VEMOA
»E CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
ijí-jL andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rna.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de novo.
Quem
as
perlender
traia-se
com
a
Ge-
rencia do
Banco
do
Minho.
(263)
A
Junta
de
Parochia
de
S.
Cláudio de
Curvos,
concelho
d
’
Espozende,
tendo de
collocar
dous
aliares
novos
na
sua
Egre-
ja,
vende
os velhos.
Quem
os
pertender
póde dirigir-se
á
mesma.
(338)
Preeisa-se de um caseiro
para
uma
quinta, 5
kilometros
distante
d
’esta
cidade,
que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta ao meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumstancias
falle com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
MUITA
ATTE.NÇÂO
Deposito de biscoitos
de Valongo
1
— LARGO DA LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas, per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque são vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
D
190
(2U)
CAIXEIRO
Offerece-se
um com
5
annos
de
pra
tica
de
mercearia
n’esta
cidade;
achan
do-se
desarrumado
perlende
achar
arru
mação,
e
dá
garantia
pela
sua
conducta.
No
escriptorio
da
administração
d
’
esle
jornal
se
dão
informações. (334)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrudn
Cor«çnst de TCaria Virgem
la:
iiiueiilailA
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos pedidos
que
as
famílias
e clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidad-s
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de educação
para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de sua
irmã
Miss. The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para levantar
o seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
onde
morou o
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a Braga
a snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.
0
João
Re-
bello
Cardozo de
Menezes,
ao
Rev.0 João Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rna
Nova.
(17)
kRUA
DE
S.
MARCOS,
N.
õ.l
s
Vende papeis
pinta-
S
|
dos
para
guarnecer
sallas, ||
f,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
||
j
cipiar em
80
reis a
peça.
ÇÊ
Vende
olio,
tintas
e
vernizes para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
&
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
&
£
sí
lÃ.
C1RURC1IÀO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA JIEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(343)
Vende-se
uma
morada de
casas
no
campo
de
D.
Luiz
I
n.°
27,
EsS
junto
ao quartel de
cavallaria,
com
grande
quintal e
agua.
Póde
vêr-se
desde
as
3
horas
da
tarde
em
diante.
(346)
LIÇÕES DA
IiINCíUA
IRASCIZA
Um
professor
com
longa
pratica
de en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar grammaticalmenle
em
sua
casa
e
ca
sas particulares, elementos
da
lingua fran-
ceza
comprehendendo
lêr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa n.°
8.
(278)
FILIAL DÃ CAIXâ
ECOXON1ICA PEASIDKSSTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li.
mitada
Capital
................
5OO:0O0$OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rna
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e
sob'e
todo
e
qual,
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0 gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
Vende-se
uma
morada
de
ca
sas,
com quintal
e
poço,
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69.
(344)
Ah
MAZh.ll
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA
DR
ViLLA ÍMÍIC'4
RUA
DO
SOUTO
N.°
13-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
>
»
»
.
190
>
Lagrima..............................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
8
tinto de
meza fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca. . .
.
300
s
Malvasia
de
2.a
.
360
»
»
velho
.........................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
....
700
»
Alvaralhão........................
560
»
Velho
de
1854
600
»
a
retalho
para
meza
50
e
80
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
da!-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(4
!
tt
)
l.iVRAKIA
D
ELGEMi)
CIIAKDRON
B
RAGA
Ultimas
publieações
(
obras
completas
)
PADRE
R1VAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
vol
..................................
3^000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de Beligião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do padre Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................
1$200
BALMES
0 Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com a
civilisação
europea, 4
vol.
2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br. 500
cart...............................................
$600
Ancora de
Salvação, 1
vol.
br.
500
cart
...............................................
$600
D.
MARIA DO PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do Decálo
go,
1
vol
.........................................
$500
DR.
LUIZ MARIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
Corographia de Carvalho
Vende-se
no
escriptorio da administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes.
.... 1$300.
BRAGA,
TYP0GRAPHIA LUS1TARA
—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
