comerciominho_03031877_610.xml
- conteúdo
-
5.
’ ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
610
Assigna-se
e vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
/
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nov
a
n-'
3
®>
Para
onde
deve
sw
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse,
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre 850 rs.
*
~°
Provín
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—
Semestre
1^050
rs.^Brazil,
anno
3&600
rs.^Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8-5000
reis
e
45500
reis
moeda
fraca.—Annuncios por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
s
('
o
d
’abatimenf,o.
ÍSHALA-SABUAIHI 3 D®
MAHÇO
E
’
devéras
lastimoso
o
estado
em
que
se
encontram
quasi
lodos
os
cabidos
das
nossas
cathedraes.
Reduzidos
os
capitulares
a
um
numero
diminutissimo
por
falta
de
provimento
nos
logares
vagos,
a
maior
parte
dos
ca
bidos
já
mal
póde
cumprir
os
seus
deveres
por
falta de
pessoal.
Eslá
n
’esle
caso
a
Sé
Primacial
de
Braga.
De
37
conegos
que compunham
o
qua
dro
capitular
restam
apenas
ein eslado de
ir
ao
côro
5.
E
sendo 4
com
obrigação
de
ensino,
apenas
fica
1
para
o
desempenho
de
todas
as funcções
inherenles
a
esla
corporação!
Tal
é
o
eslado
em
que
se
enconlra
presenlemente
a
Séde
Bracarense,
a
pri
meira
que
recebeu
a
Boa
Nova
em todas
as
Hespanhas,
e
que
em
outras
eras
tanto
se
distinguira
pelo
esplendor
do
culto,
magnificência
e
apparato
com
que
cele
brava
as
suas
solemnidades
!
E
deve-se
islo
ao
estouvado decreto
d
’
um
governo
que
procurou
toroar-se
ce
lebre pelas
suas
hostilidades á
Egreja.
O
que
admira,
porém,
é que tendo cai-
do
o
ministério
que
referendou
esse
de
creto, ha
uns
poucos
de annos,
ainda
hoje
permaneça
em
pé
a
sua
obra.
Tem-se
succedido
os
ministérios,
teem
sido
ora
destruídas,
ora modificadas
mui
tas
medidas
por
elle
tomadas, mas
ainda
alé
hoje
não
houve
um
ministro
que
re
mediasse
este
estado
violento
e
oppres-
sivo
em que o
snr.
José
Luciano
deixou
a
Egreja
n
’
esle
paiz
fidelíssimo.
E porque?
Que
razões
haverá
para que
se
não
toque
n
’esse decreto
monstruoso?
Será
para
este
desleixo,
para
esla
in
cúria,
que
o
governo arroga
a si o
di
reito
de
padroado?
E
’
de
necessidade
que
este
estado
de
coisas
acabe
de
uma vez
para
sempre.
A religião
que
professam
quatro
mi
lhões
de
portuguezes
não
póde
continuar
assim á
mercê
das
velleidades
de
qual
quer
ministro
A
Egreja
prescinde
d
’
essa
tão
apre
goada
protecção, que
toda
consiste
em
servir
afilhados,
sem a
menor
considera
ção
para
com
a
liberdade
e
independencia
com que
o
Divino
Fundador
do
Christia-
nismo
dotou
a
sua Esposa.
Fazemos
votos
por
que o
actual
snr.
ministro
das
justiças comprehenda
melhor
o
dever
do governo
neste caso.
E
senão
que
os
nossos
Prelados
lh
’o
façam
comprehender;
pois
que
alraz
d
’
el-
les
estão
todos
os
catholicos
portuguezes
promplos
a
secundarem-nos
em seus
ex-
forços.
A
’ Zícdacção do «Comiiiercio do
Minho».
Londres, 22 de Fevereiro,
1877.
Essa
minha
carta
ao
Apostolo
tem
seu
interesse
actual,
pela
continuação
do
dra
ma
Turco,
que
cheira
muito
a
comédia,
ou
antes,
tragi-comédia
—
e
que
poderá,—
se
a maçonaria
nossa
senhora continuar
a
dirigil-o,
—
virá
dar
em
tragédia.sangui
nolenta,
e séria.
Aqui
riem-se
e
mofam,
com
razão,
os
papéis Inglezes,
das
arrogantes
e
pa
trióticas
baforadas, da
saltimbancada
de
S.
Bento,
em
Lisboa, a
respeito
de
África.
Depois
de
terem
destruído
aos coices o
só
meio
que
havia,
que
a
Providencia
offerecia,
para civilisar-nos
nós,
e
asse-
nhoriar-nos
do
melhor
da
África;
gritam
agora
contra
os Inglezes,
que,
a
seu mo
do,
fazem o
que nós,
por
graça
do
libe-
ranguismo,
deixámos
de
fazer,
ou
por
nossa
(não
minha)
«liberal» asneira.
—
£
Porque
não
liara de
os
missionários,
bis
pos,
e
padres,
e
congregações
Protestan
tes,
aproveitar
o
que
nós
desprezámos,
e
applicar
os
meios análogos
(em
seu
sys-
tema)
aos que eu
sugeri
sempre,
desde
1828;
mas
os quaes,
até
o
snr.
Casal
Ribeiro,
quando
uma
vez me
honrou,
ha
annos,
com
uma visita, repudiou
logo,
como
impossíveis,
assim
que
eu
tal
men
cionei,
nesta
mesma
sala?
A.
R. SARAIVA.
A’ Kedacçfto do «Apostolo».
Londres,
10
de
fevereiro,
de
1877.
I.
—
Não obstante
haver
eu
já
escrito,
a
8,
sobre
a dmissão, etc. de
Midhat
Ba-
xá,
d
’
ora
em
diante
o
idolo
dos
Liberan-
gas,
porque
o
consideram
como
um
pon
tífice
da
nova
religião
política,
das
fic
ções
á
Inglaterra;
e
não
obstante
que o
Times
de
hontem
deve já
ter
ido
para
o
Brazil,
creio
não
deixará
de
convir
o
inserir
eu
aqui
os extractos seguintes;
pela
clara
luz
que mais
e
mais
derramam
so
bre
o
moderno
systema,
de
transformar
as
rnonarchias
em republicas
mascara
das.
Pouco
isso
me
importaria
se
a
cousa
fosse
singela,
com
o
só
fim
de
mudar
uma
forma
de governo
por
outra sincera,
e
n
’
um
interesse
político
ainda
que
com
lodo
o
homem
sensato,
e á luz
da
his
toria.
entendo,
que
o
governo
republica
no
se
adopfa
mal
a grandes communida-
des
—
pelo
menos
ás
habituadas
por
séculos
ao systema
da
monarchia.
Porem
a
minha razão
para
abominar
esta
liberangada
plagiaria,
e
cégo
instru
mento
da Inglaterra
e
seu Protestantismo
(que
a
isso,
em
ultima
analyse,
o
libe-
ranguismo
se
reduz),
é o
saber,
que
to
da
esta
maquina de
mentiras
e
de
impos
turas, a
que falsamenle
chamam
systema
liberal,
é
dirigida
ao
fim
de
abater
a
Igre
ja
Cathólica;
e
substituil-a
pelo
Anglica
nismo.
A
Inglaterra
Protestante
não
se
contenta
com
estar
dando
a
lei
polí
tica
e
financeira e
comtnercialmente
ao
mundo;
quer
lambem
poder gabar-se
de
lhe
impor
a
sua
lei
moral
e
religiosa;
e
poder
então
gabar-se
d
’
isso
altamente.
E’
para
isso
principalmente,
ainda
mais
que
para
vangioriar-se
de lhe
ser
mode
lo
político,
que,
desde
1820,
principal
mente,
para
cá, este
paiz
tem
constante
mente
eslado
o
encorajar
por
toda
a
par
te
(menos
na
índia
Ingleza),
o
que
o
grande
Padre José
Agostinho
de
Macedo
chamava
a
mania
das
constituições—
que
no
seu
sentido moderno
não
significa
ou
tra
cousa
que
o systema
de
anarchia or-
ganisada
de
propósito
para
destruir toda
a
aucloridade, salvo
a
do
numero,
ou
da
intriga
e
da
corrupção,
que
é
a mesma
cousa;
e
tudo
tendo
por
alvo
supremo,
aniquilar
a
aucloridade do
Papa
e da
Igreja
Cathólica.
Quem
hoje
não
vir
isso
é
cégo.
Importa
porém
notar, que,
da
gente
que
passa
pelo
nome
e
qualificação
com-
mum
de
liberal,
a
maior
parte,
—o
poro
—
nem sabe, nem suspeita,
que nada mais
é,
do
que
victima
e instrumento de
uma
cabala
que
eslá
acima,
que
d
’elle faz
sair
um
pedum suorum.
E’ para
esse
fim
que
a
maçonaria
tem
aquella
multidão
de graos, com
que
se
vam
embaucando
os
papalvos;
trazendo-os
á
prática,
e
divertindo-os
com
uma
série
de
imposturas
e
trivialidades;
como
as
crianças
se
entrelem
e
divertem
com
ba
gatelas
de
nenhum
outro
préstimo.
Con
sideram-se
á
vista
ou
luz
destes
verda
deiros
preliminares,
os
extractos
seguin
tes
do Times:
«Vienna,
8
de
Fevereiro.—
Chega
de
Constantinopla
um
curioso
communiqué
oflicial,
dizendo,
que
o bammento
de
Mi
dhat
Baxá
fóra
em consequência
de
ter
violado
a
constituição.
Diz:
—
como
o
Sul
tão
proclamou
a
constituição,
que
garante
igualdade a
todos os
vassallos,
e
que
substitue um
reinado
parlamentar
a
um
regunen
absoluto
todos
os
funccionarios,
grandes
e
pequenos,
tinham
de
obedecer
ás
determinações da
const
tuição.
Certos
actos
indicam
a
intenção,
de
que
o
poder
absoluto,
que
fóra
resignado
pelo Sultão,
tinha
de ser
exercido
por outras
mãos.
Alguns
indivíduos
fizeram
maquinações
contra a
paz
publica.
O dever
de Midhat
era
impedir
islo;
cousa
que não
fez.
O
antigo
regimen
f»i
assim
renovado
debai
xo
de outra
fórma.
O
Sultão,
portanto,
tomou
a
resolução
de banir
a
Midhat,
para
defender
os proprios
direitos,
e
o
espirito
da
constituição.
Este
communiqué
MHETM
»!t. J. 11. Dl! ÍUCHW.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
VI SI
Ellas
e elle.
—
Quem
fez
a pintura
da
moça
fui
eu,
e
portanto
posso
fallar
:
a
respeito
do
pro-
logonista
fatiará
então
você.
—
Continue,
minha
senhora.
—
Pois
bem
:
essa
moça,
a
quem eu
ainda
não
dei
nome, ama um
joven
mo
desto
e
bonito,
e
é
por
elle
apaixonada
mente
amada
;
mas
o joven
é
pobre,
e acre
dita
que
sua
pobreza é
ura
muro
de
bron
ze
erguido
entre
elle
e
a
bella
de
seus
pensamentos.
Salustiano
empallideceu sem
querer
ou
vindo
as
ultimas
palavras
de
Mariquinhas
:
começava
a
comprehender
o que
queria
dizer
aquelle
romance.
-Acha-se
incommodado?...
perguntou
Mariquinhas
encarando
Salustiano.
—
Oh!
não!
pelo
contrario...
■
—
Cheguei
a pensal-o,
snr.
Salustiano;
orque
v. s.
a
mudou
de côr.
O
mancebo
serenou,
e
respondeu
sor
rindo-se
:
—
Ah
!
foi
eíTeito da
interessante
nar
ração
de
v.
ex a:
sensibilisei-me...
real
mente o
seu romance
é
muito
sentimen
tal...
toca
no
coração.
—
Sim...
sim, tornou
a
moça;
eu creio
bem
que
elle
tocará
no
coração
de
v.
s.a
—
Mas
concluiu-se?..
—
Cerlamenle que
não
;
ficaria sem
pés
nem
cabeça...
—
Era mesmo assim
excellente...
esta
va na
moda
;
porém
já
que o
romance
não
termina
ahi, quererá
v. ex.a
ler
a
bonda
de
de
contar-me
o resto?..
—
Pois não!
com
suramo
prazer:
te
mos,
como
eu dizia, uma
moça
bella
e
um
joven
pobre
que
se
amam
muito...
romanescamente;
até
ahi
não
ha senão
um
edyllio;
imaginamos
pois,
imaginamos
não,
foi
D.
Celina
quem imaginou
uma
especie
de
liranno
de
comedia,
um
outro
namorado
da
heroina,
um
mancebo
rico,
honrado,
e
vaidoso
de
sua
fortuna,
que
se
vem
erguer
como
uma
barreira
terrível
entre
os
dois
amantes
Çelina
apertava
a
mão
de
Mariquinhas
de
instante
a
instante;
mas
não
se
atrevia
a
dizer
palavra.
—
E
depois
—
perguntou Salustiano.
—
Depois
as
scenas
se
succedera...
de
verão
haver
luctas
domesticas,
esperan
ças
que
morrem
e
revivem...
jogo
de
af-
fectos...
e
fmalmente...
—
Finalmente...
—
Boa
pergunta
!
por
fim
de
contas
triunfa
o
amor
innocente
e
puro...
triun
fa
a inspiração de
Deus...
o
moço
pobre
alcança
a
mão da
moça
bella.
—
E o
outro?...
—
O outro?... exclamou Mariquinhas
dando
uma
risada;
o
outro
deve
inuito
provavelmente
ficar
com
cara
de
tolo.
Salustiano
mordeu
os
beiços.
Mariqui
nhas
proseguiu :
—
Mas
veja...
eslavamos
em
uma
ver
dadeira
diíliculdade
!
-Qual?...
—
Não
sabíamos
como
descrever
o
tal
sujeito
rico,
ousado e
vaidoso...
—
Ora!
que
modéstia
a
de v.
ex.
a
!...
com
tanta
imaginação... espirito
tão
ati
lado...
—
Sim... sim...
porém
nós
queremos
seguir
á
risca
a
natureza...
procurávamos
pois
um original,
quando
v.
s.a
chegou.
O
ultimo
golpe
acabava de
ser dado
tão
directamenle
que Salustiano
córou
até
á
raiz
dos
cabellos.
—
Comprehendo
tudo, minhas senho
ras!
...
—
Ora .. pois o
que
comprehendeu
?
Salustiano
pensou
alguns
momentos,
e
depois
respondeu
:
—
Que
devo
lambem
escrever
um
ro
mance.
—
Ah!
disse
Mariquinhas;
então
islo
é
contagioso
?!!
—
Creio que sim,
minha
senhora.
—
Tanto
melhor,
tornou
a
moça rin
do-se;
creia
v.
s.a que
faz
ura relevante
serviço
á
tão
atrazada
litteratura
do
paiz.
—
Agradecido.
—
Eu estou
pensando
já
no
muito
que
poderá
fazer
uma
penna
manejada
por
quem
deve
á
natureza
tanto
espirito
co
mo
v.
s.a
—
Muito agradecido.
—
Era
uma
necessidade
que
desde
mui
to
palpitava; o
ceo
devia
ao
Brasil
um
Cooper,
um
Walter Scolt,
um
Dumas.
—Mil
vezes
agradecido.
—Quando começa
a
escrever
?
—
Ora...
já está
metade
escripto.
—Já
?
e
então
?...
— E
’
o
mesmo
de
vv.
ex.
as
—O
mesmo?...
não...
não...
seria
uni
triste
roubo
feito
a
duas
pobresinhas.
—Mas
o
meu romance,
que
se
parece
muito
com
o
de
vv.
ex.
as
até
o
meio,
dif-
fere
completamente
no fim.
—
Como
?
—
No
meu
romance
triunfa
o
moço
ri
co,
o
ousado
e
vaidoso...
Celina
ergueu
a
cabeça
nobremente
e
filou
os
olhos
em
Salustiano.
—
Crê
então,
que
isso
chegue
a
ser
verosim
l?...
perguntou
Mariquinhas.
—
Não
será sómente
verosímil,
tornou
Salustiano
elevando
a
voz
com
incrível
.
u-
dacia
;
hade
ser
também
uma
realidade.
—
Bravo!...
exclamou
Mariquinhas;
is
to
me
eslá
parecendo
um
desafio.
—
Pois
seja um desafio,
veremos
qual
dos
dois
romances
se
realisa.
—
Acceito
!
disse,
levantando-se
a
Bella
Orfã.
O
rosto
de
Celina
estava
acceso de
rubor
e
de
coiera:
em
pé,
ella
enca
rava
Salustiano
com
olhos
clie.os
de
;
fogo.
explicam-n
’
o
e
commentam-n’
o
as
pes
soas
immediatas
ao lado
do
Sultão; se
gundo
cujos
ditos,
tinha
havido
numero
sas
differenças
pessoaes
entre o Sultão
e
Midhat, que
começára
mais
e mais
a
fa
zer o
papél
de
dictador. As
cousas
não
podiam
continuar
assim,
pois
occasiona-
vam
collisões
constantes,
sendo
Midhat
mui
absoluto
e
imperativo em
suas ma
neiras.
Tinha
mesmo
a
idéia
de
aterrar
o
Sultão, se
fosse
necessário,
por meio
de
demonstrações
nas
ruas.
O Sultão,
acrescentam,
tinha
declarado,
que
havia
de mostrar
como
linha
a
peito
a
sorte
de
seus vassallos,
e
que
as
mu
lanças
de
pessoas que
iam
a
ler
logar,
haviam
de
provar
isto
ao
mundo
Já se
vê,
isto é
allegação
de
uma
das partes, porém
serve
a
lançar
mais
alguma
luz sobre
as cau
sas
da
queda
de Midhat.
Depois
da
par
tida d
’eile
Midhat,
fizeram-se
muitas
pri
sões.
O
ex-Sultão
Murad,
entre
outros,
foi
tirado
do
palacio
Tschiragan,
que
lhe
tinha
sido
destinado,
e
trazido
para
o
palacio
de
Topkapu, no
cerrado
do
an
tigo
Serralho,
onde
está
sob
guarda
es
pecial.
Isto
indicaria
suspeita
de
que
Mi
dhat
linha
o plano
de
restaural-o,
para
assim assegurar
poder
absoluto
para
si
mesmos.
O
correspondente
de Vienna,
parece
um
pouco
menos parcial
que
o
de
Paris,
o
qual,
no
mesmo
Times,
e
mesma
data,
diz:
—«A queda
de
Midhat Baixá conlinúa
discutindo
se
aqui.
Todo
mundo
está
an-
cioso
de
saber,
se
acaso
Edem
Baxá
se
guirá
ou
não
política
semelhante
á
do
seu
predecessor.
Deverá
recordar
se,
romtudo,
que
Midhat
Baxá
foi
derribado
prin
cipalmente
por
ter
uma
política;
e
a gran
de
rècommendação
de
Edem
Baxá
aos
olhos do
Sultão,
ou
antes
dos
que estam
em
roda
d’
elle,
é
o
não
ter
aquelle po
lítica;
e o
volver
assim
a
Turquia
aos
bons
tempos
antigos
de
Abdul
Aziz, e de
seus
predecessores;
quando
a
vontade
do
Sultão
era a política
dos
seus
Ministros.
Edem
e
lodos
os seus
collegas,
sem
ex-
cepção,
farám
o
que Abdul
Amid queira;
e
tal é a
significação
domestica
da
queda
de
Midhat,
o qual
queria
que
o
poder
absoluto
do
Padiskah fosse
transferido
para
os
seus
Ministros. A
nação Turca
parece
inteiramenle
satisfeita
deste
regresso
ao
absolutismo».
Este
correspondente
do
Times,
ou
co
mo
bom Inglez,
ou
como
um
Irlandez
que
em
Paris
fazia
as
mesmas
funcções,
aqui
ha
uns
annos,
chora
pelos
perigos
do
elixir
dos Dulcamaras
Inglezes,
uma
consliluição
improvisada
(ainda
que
des
trua
logo tudo e
que fazia
a
verdadeira
constituição
de um povo).
A
este
respeito
será
illustração
importante
o
seguinte
fa
cto,
que
eu
lenho
da
fonte
a
mais
au-
thentica,
o
proprio
Major 0'
Doherly,
Ir-
iandez,
Cathólico.
e
oílicial
mui
bravo,
que
tinha
a
medalha
honorifica
de
valor
e
distincção,
em
nada
menos
que
dez
ba
talhas
da
célebre
Guerra
Peninsular con
tra
os exercilos
de
Napoleão
I.
Viveu
o
Major,
em
seus
últimos an
nos,
em
Paris,
e
alli,
como
Irlandez,
co
nhecia
e
tratava
o
então
correspondente
do
Times,
i()
’
Meara»,
de
nome,
Calhóli-
co,
(ao
menos
de
nome
lambem), como
o
Major,
que
todavia
o
era
mais
que
de
nome.
Lendo
no
Times
as
correspondên
cias
do
dito
0
Meara,
onde
o
espirito
e
tom
das
mesmas
nada linha
de
Cathólico,
e
onde,
pelo contrario, se
guizavam
os
factos
e
acontecimentos,
não
importa
quaes
de
modo que lisongeassem
o paladar
Pro
testante;
0'
Doherly
notou-lhe amigavel
mente,
e
lhe estranhou
isso,
como
Ca-
thólico,
e
como
professando-se
o
corres
pondente
mesmo
também
como
tal.
iQue
resposta
julgam
os
leitores do
Apostolo
que
o
Senhor
0
’
Meara
deu a
0
’
Doherly?
Eil-a
aqui
fiehnente
vertida:
—
«Vôcê
sabe
que
mil
libras
(esterlinas),
por
anno,
se não
ganham ou
encontram
facilmente».
D
’
aqui
ficámos,
pois,
sabendo
o
preço
da consciência
do homem—
e
creio
que
por
ahi
podemos
também
soffrivel-
mente
ajuizar
de
sua religião
e
moralidade
ao
mesmo
tempo.
Se porém
Midhat acaso
fôsse
verda
deiramente
inclinado
a
fazer
justiça
aos
Christàos,
e
sobre
tudo
aos
Cathólicos,
como
parece
indicar
o
que
depois
vem,
e vou
copiar
do
mesmo
Times, em
tal
caso, estou convencido,
que
o
correspon
dente,
e
o
Times mesmo,
não
deixam
de
se
consolar
da sua
perda.
0
que
me
in
duz
a
esta
reflexão,
é
o que
ao
mesmo
Times,
e
na
mesma
folha,
de
hontem,
o
seu
correspondente
de Roma
diz,
em
data
de
6:
—
sA
queda
de Midhat
Baxá
poz o
Vaticano
em considerável
susto
pe
las
negociações de
que
Monsignor Hassoun
tem
estado
tão
zelosamente tratando
(em
Constantinopla);
mas
estes
temores
foram
dissipados
pelas
ultimas
noticias,
de que
o
novo
Grão-Vizir
está disposto
a
manter
todas
as
concessões
feitas
por
seu
pre
decessor.
Diz
lambem,
que
corre
nos
pa
péis «clericaes»,
esperar-se
o
desembarque
de Midhat
em
Brindisi,
e
o
vir
elle
di-
rectamente
d
’
alli
para
Roma».
A.
R. SARAIVA.
(Conclue
no proximo
----- ------------------------- ------
Coimbra, 35 de fevereiro.
(Do
nosso correspondente).
Fez-se
hoje
aqui
a
procissão
dos
Pas
sos
com
muita solemnidade
e
apparato.
sendo
muito
concorrida.
Iam
na
frente
os
meninos
orfãos,
seguindo-se
depois
as
ir
mandades
de
S.
José,
Rainha
Santa,
dos
Passos e Ordem
Terceira,
em
cuja
fren
te
ia o andor
da
veneranda
Imagem
do
Senhor
dos
Passos.
Segnia-se
o pallio,
atraz
do
qual
ia
o snr.
bispo-conde,
go
vernador
civil,
administrador
do
concelho,
e
outras
aucloridades.
Fechava
o
préstito
uma
força
de
infanleria,
e
outra
de
ca-
valleria.
Depois
seguia-se...
seguia-se
o
escân
dalo,
o
insulto,
a
irrisão,
a
ignorância,
a
impiedade!!!
Era
um
grupo,
um
fragmen
to
do
cahos,
que
atroava os
ares
e as
cabeças
com
a
sua
gritaria
medonha. Eram
estudantes.
Eu
córo
ao
pronunciar
esta
palavra!
Envergonha
se
agente
de
enver
gar
uma capa e batina, em
taes
occa-
siões!
De
fóra
tinha
vindo
muita
gente
assistir
á
procissão,
porque
a
tarde
esla
va
lindíssima,
mas
os
pobres
habitantes
do
campo
estavam espantados
ao
vêr tal
desor
dem.
As
mulheres
choravam.
A
uma
ouvi
eu
dizer
soluçando:
oh!
meu
Deus,
quan
do
Vós
passaveis
pelas
ruas
de
Jerusa
lém,
também
assim
Vos
fariam?!
Outra
dizia «ai
!
mal
empregada
festa
em
simi-
Ihante
gente...»
0
povo de
fóra,
que por
accaso
aqui
se
achava
de
visita,
ou
de
passagem,
le
vou
que
contar.
Quando
esse
grupo
da desordem,
do
charivari, se ia
aproximando, iam-se
re
tirando
das
janellas as
senhoras,
e
quem
tinha
vergonha.
Elles
apontavam
e
grita
vam
para
as
janellas,
obrigando
os
espe
ctadores
a
recolherem-se.
Ninguém
sabia
o
que
queriam dizer
aquelles
gestos,
e
aquelles
gritos.
Pare
ciam
possessos
ou ébrios. E
adiante
d
’
el-
les
ia
a
força
armada envergonhada,
e
as
aucloridades
administrativas.
Iam
alli
si
lenciosas,
respeitosas,
ouvindo-lhes
os
in
sultos, e
as chufas! Era talvez
a imita
ção
da
paciência,
humildade
e
resignação
do
Nazareno
diante
da
populaça
da
Judea.
Era
talvez
prudência
no
meio
de
tal
mas
sa
de
povo,
e em
ruas apertadas.
Mas
os
cabeças
de motim
eram
conhe
cidos
por
toda
a
gente;
porque
não hão
de
ser
punidos?!
Em
nome
da lei, que
foi
calcada
aos
pés,
em
nome
do
respei
to
devido
ás
aucloridades,
em
nome
da
religião
catholica,
cujo
respeito
é garan
tido
pelo
artigo 6.°
da
Carta
Constitucio
nal, pedimos
que
se
instaure processo
con
tra
os
sacrdegos.
0
publico
d’esta
cidade,
o
povo
de
fó
ra
d
’
ella,
a
moral e
a religião
requerem
uma
satisfação
condigna.
A
parte
digna
da
academia
não póde,
nem
deve
estar
sugeita
a
ser
desacreditada
por
estes
díscolos
que
a
deshonram.
Fiat
justitia.
Ficamos
d
’
atalaia.
GíZlTILIli
Lausperenue.—
Expõe-se
ámanhã
na
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco.
A visita aos
doentes
no
ho«pi-
íh
M «ie
s. Warco». —
Bastantes
leem
si
do
as
reformas
e
muito
uteis
os
melho
ramentos
que
a
Meza direclora
d
’
aquelle
estabelecimento
de
caridade
ha
feito
desde
alguns
tempos
a
esta
parte.
Uma das
medidas
acertadissimas
foi
a
redução da
visita quotidiana
a
tres
vezes
por
semana,
que
são
ás
terças,
quintas
e
sabbados
de
todas
as
semanas,
—
vezes
sufli.
cientes
para
que
os
enfermos
sejam
visi.
tados
por
pessoas
de
suas
famílias
ou de
suas
relações.
Muito
bem
tirada
foi aquella
extraor.
dinaria
visita
annual
em dia
de
S.
João
de
Deus,
a
8
de março,
fundador
da
or-
dem
dos
hospitaes.
Esta
visita
trazia
a
par
de muitas
inconveniências
grande
incom-
raodo
aos
pobres
enfermos.
Em
vista
de
tudo
isto
e
attenta
a
boa
vontade
que
se
nota
peculiar
á
illustre
corporação
que
preside
ao
regimem
d
’
esta
caza,
pedimos
licença
á
ex.
ma
Meza
dire-
ctora
para
lhe
lembrar
a
remoção
da
gra
de
de
ferro,
que
serve
para
a
entrada
d
’
este
estabelecimento,
do logar onde
está
para
o
fundo
das
escadas
ou
mesmo
no
cimo
d
’estas;
isto
é
ou
em
frente
da
por
ta
da
pharmacia
ou
do
escriptorio
do
mes
mo
hospital. D’
este
modo
se
evitaria
o
ajuntamento
d
’
uma
immensa
populaça
no
corredor,
fazendo
uma
infernal
algazarra
que
forçosamente
ha
de
incommodar
os
doentes
d’
aquella
caza,
ainda
mesmo
dis
tantes
como
estão
da dita grade ou
do
cor.
redor.
E
’
em
nome
dos
pobres
doentes
que
reclamamos
esta
medida necessária.
A
’
mui
digna
Meza
pedimos
ponha có-
bro
a
taes
inconveniências.
Uma
pessoa
na
hora
da
visita
é
suíficiente
para
manter
a
ordem
e
o
respeito
devido
ao
logar;
e,
no
caso
de necessidade,
o
Largo dos
Remedios
é
bastante
para
que
se
espere
a
hora da
entrada,
sendo
esta
vedada
aos
visitantes
á
porta
principal d
’
aque!le
es
tabelecimento.
Mgssoa-aimcit» d»
Heligiwo.—
Rece
bemos
um
folheto
que
se
intitula
Jgnoran-
cia
da
Religião,
artigo
reprodusido
do an
tigo
semanario
religioso
0
Christianis
mo.
Agradecemos.
Circo
equesSre.
—
Faz
amanhã
n
’
este
circo,
situado
na
Cèrca
dos
Congregados,
o
seu
beneficio
o
snr. Leandro.
E
’
este
um artista
digno
de
toda
a
protecção
da
parle
do
publico,
e
porisso
é
d
’esperar
que
a
concorrência
seja
extraordinária.
0
beneficiado
offerece
aos
espectadores
tres
prémios,
sendo
o
i.°—
uma
vileila;
2.®
um
decimo
da
loteria
d
’
Hespanha, n.®
11:436;
3.°
uma
surpresa.
FoBleciiruento
—
Por
2
horas
da tar
de
d
’
ante-hontem
entregou
a
alma
ao
Creador
a
ex.
,na
D.
Maria
Isabel Perei
ra
do
Lago,
viuva de
D.
Manuel de Noro
nha
de
Menezes Portugal.
0
cadaver
da
finada
foi
hontem
con-
dnsida
para
o templo
da
Misericórdia, on
de
ha
oíFtcios antes
de
ser
condusido
ao
cemeterio.
Deixou quasi
ao
desamparo
duas
me
ninas
ainda
de
menoridade,
e a
sua
morte
tem
sido
muito
sentida.
Damos á ex.ina familia
anojada
cordeaes
pesames.
—
Minha
senhora... ia
murmurando
o
moço.
—
Eu
lhe
disse,
que
acceito
o desafio,
senhor!...
exclamou
Celina; não
é
bem
claro
isto?...
Reinou
então
silencio
por
alguns
in
stantes,
até
que Salustiano
despediu-se
com
seu
sorrir
sarcástico
nos lábios,
e
saiu
com
o
desespero
e
a
raiva no
coração.
-—
Bem
bom!
bem
bom!
disse
Mariqui
nhas
batendo
palmas com uma
alegria
in
fantil.
—
Fizeste mal,
D.
Mariquinhas.
—
Pois
sim...
concedo,
fiz
mal;
porém
tu, D.
Celina,
fizeste muito
bem.
—E
agora?... quem
sabe
o
que
me
es
pera
?...
—
Que nos
importa
o
futuro?...
o
fu
turo
é
de
Deus.
—Mas
eu
preciso
que
me
animem;
eu sou
fraca
e
sou
só.
—
Vem
portanto
animar-te... subamos
ao
segundo
andar.
—Para
que?...
—Vamos
lêr
de
novo
a
historia
do
leu
amor.
—Oh!...
sim!
..
tu
és
louca
como
eu,
D.
Mariquinhas;
mas o que
acabas
de
dizer
deve ser
verdade...
—
Vamos
pois...
—Vamos.
As
moças
subiram
a
escada
correndo,
como
duas creanças travessas; entraram
no
quarto
de Celina...
abriu-se
a
gavêta,
onde
deveria
estar
a historia
do
amor
da
Belia
Orfã...
—
Os
meus
papeis!...
exclamou
esta.
—
Que
ha
então?...
perguntou
Mariqui
nhas.
—
Eu
os
tinha
posto
aqui.
—E’
certo...
—
Oh!...
furtáram-m
’
os
!...
—
Meu
Deus!.,.
—
Os
meus
papeis!...
a
minha
histo
ria!...
exclamou
dolorosamente
a
Belia
Orfã.
—
Como
póde
ser
isto?..
—
Onde
estarão elles?...
—
Quem
entraria
aqui?...
perguntou
Mariquinhas.
‘
—
Eu
não
sei...
eu
não
podia
vêr!...
o
que
eu sei,
o
que
eu
vejo, é,
que
es
tou
perdida. Oh!
isto
foi
uma
desgraça!...
—
Quem
sabe
?...
disse
Mariquinhas
com
ar
pensativo
:
também
póde
ser
que
seja
uma
felicidade.
IX
O
velho
Rodrigues e Gandido.
0
velho
Rodrigues
appareceu
á
porta
do
sotão do
Purgaiorio-trigueiro,
e
ficou
ahi
parado alguns
instantes.
Cândido
eslava
só
e
tinha
os
olhos
fi
tos
na
porta
;
mao
não
dizia palavra.
Era
porque
o
moço estava
olhando,
porém
não
estava
vendo.
Ha
alguns
homens
no
mundo que
tem
frequentemente
horas
inteiras
passadas
as
sim
;
horas
em
que
concentrados
em
um
mundo
interior
nada
vêem,
nada
ouvem,
nada
sentem
do
que
se
está
passando
ao
redor
d’
elles.
Serão
pobres
loucos
ou
entes
privilegia
dos,
esses
homens?
Ha
muitos
que d
’
elles
se
riem,
ou
que
d
’
elles tem
piedade
:
deixal-os
rir... dei-
xal-os
ter
piedadje.
0
velho
Rodligues
fallou
:
—Snr.
Cândido!
—
Quem
é?
perguntou
o
moço
erguen
do-se,
e como
despertando
de
um
somno
afadigado.
—
Sou
eu...
um
velho
amigo.
—0
snr.
Rodrigues...
ah
!
entre,
sen-
te-se.
—
Não
;
preciso
voltar
já
;
é
pouco
o
que
tenho
a
dizer-lhe.
—
Como
quizer...
eu
o
escuto.
—Snr.
Cândido,
foi
bem
triste
a
ulti
ma
vez
que nos
vimos
;
foi
uma
noite
de
prazer
e
de
dôr
:
noite
em
que
na
mesma
casa
e ao mesmo tempo
soavam
cantos
alegres,
e
corriam
lagrimas amar
gas.
—
Já
passou
tudo
isso...
esqueçamos.
—
Não, lembremos
antes,
mancebo.
N
’
es-
sa
noite
uma
intriga
foi
forjada,
e
a ca-
lumnia
venceu
então
a
verdade.
—
Senhor...
para
que
fallar
n
’
isso?
—
Uma
mulher
calumniou
a
outra mu
lher;
as
portas
do
Ceo-còr-de-rosa
lhe
foram
fechadas
em
nome da
Belia
Orfã...
a
mulher
que
intrigava,
depois
de
lançar
mortal
veneno
em
seu coração,
deixou-o
só
no jardim, e
eu
appareci
então...
e
o
que lhe
disse?
lembra
se?
—
Não:
tudo
esqueci... o theatro,
o
drama,
as
personagens...
tudo
está
esque
cido
;
nem quero outra
vêz lembrar-me.
—
Oh! mas
é
preciso
lembrar-se!
ou
ça
pois
:
eu
appareci
então,
e disse:
«aquel
la
mulher
mentiu!...»
—
Não
mentiu
:
respondeu
com
força
o
mancebo.
—Foi
isso
mesmo
o
que
me
disse,
snr.
Cândido
;
mas
eu
jurei
a
mim
mesmo
pro
var-lhe
que
a
Belia Orfã
fóra
calumniada,
e
que
o
snr.
offendia
a
pureza,
a
virtude
de
uma
innocente
moça sustentando uma
caiumnia.
—
Ah!
snr.
Rodrigues...
murmurou
meio
commovido
o
moço.
—
Eu
jurei
que
havia
de
confundil-o
com
a
verdade,
e
de
castigal-o
com
o
ar
rependimento...
—
Mas
para
que...
—
Para
que?
para
que
justiça
fosse
fei
ta
a
uma
interessante
virgem
;
para
que
balsamo
consolador
fosse
derramado no
co
ração
de
um desgraçado.
—E
quem
é
esse
desgraçado
?
— E
’
o
senhor.
—
Tem
razão;
eu
o
sou.
—
Eu
quero
que
a esperança
amanhe
ça
de
novo
em sua
alma...
que
arrepen
dida
sua
alma se
ajoelhe
ante
a
imagem
da
mulher
que
amava
tanto...
—
Senhor...
basta.
—
Que o seu arrependimento e
a
sua
esperança
façam de
novo
fallar
a
sua al
ma ;
que
outra
vez
de
joelhos
ante
a
ima
gem
da
belia
virgem
a
sua
alma exclame
com
ardor.
.—
eu
te
amo
!
—
(Continúa)
Negoeioe
eeclesiastíeos.—
0
«Dia-
rio
do
Governo», n.°
43,
de
24
do
cor
rente
púbica:
Despachos
apresentando
Manoel
Fer
reira
Pessoa,
parocho
collado
na egreja
de
Santa Eulalia
de
Ferreira a
Nova,
dio
cese
de
Coimbra,
na
egreja
parochial
de
Santa
Suzana
de
Carapinheira
da
mesma
diocese;
idem,
Manoel
Martins,
na
egreja
parochial
de S.
João
Baptista
de
Gaflete,
diocese
de
Lisboa;
idem,
Justino
Teixei
ra
Guedes,
parocho
collado na
egreja
de
S.
Barthomeu
de
Xabregas,
de
Lisboa,
na egreja
parocial
de
S. Lourenço,
da
mesma
cidade.
Conenrso ecelesia«
**
e°-
—
O
“
Dia-
rio»
de
27
do
passado
publica:
Aviso
de
estar
aberto
concurso
por
provas
publicas
perante
o
Bispo
de
Bra
gança,
a
contar
de
23
de
fevereiro,
para
o
provimento
da
egraeja
parochial
de
S.
João Baptista
de
Paramio,
concelho
de
Bragança.
Iioteria.
—
Na
Loja
afortunada
do
snr.
Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
do
Por
to,
vederam-se
na
loteria
de
20
de feve
reiro
os
seguintes
prémios:
29:383
com
2:500
pesetas,
ou
réis
450^000.
2:372
com
600
pesetas, 1085900
réis.
673,
2371,
2373,
2374,
2375. 2376.
2377, 2379,
2380,
3595,
4052,
4059,
4910,11798,12509,12618,
13103,
13973,
19417,
19430,
19998,
20823,
21296,
21300,
21730,
24110,
26062.
26063,
27764,
29373
e
31103
com
300 pesetas,
ou
54-5000
réis.
Obito.—
Falleceu
em Liboa
o dr.
Jo
sé
Pinto
Ramos
de
Santos,
antigo
admi
nistrador
do
jornal
a
«Nação»,
e
legili-
mista
de
profundas
crenças.
Deus
tenha
a
sua
alma
entre
os
res
plendores
da
luz
perpetua.
Oaatro.
—
Finou-se ha
dias
no
Porto
a
mãe
do
snr.
Ramalho
Ortigão,
um
dos
nossos
bons
escriptores.
Outro.
—
Falleceu
também
em
Lisboa
o
snr.
D. José
de
Lacerda,
deão
da
Sé
Patriarchal.
Era
ecclesiastico
muito
eru
dito
e
respeitado.
Aos
leiloes
pedimos
um
P.
N.
por
sua
alma.
J
ornaes
litter»
rios.—
Recebemos
o
n.°
da
«Vigília»,
folha
litteraria
por
tuense
e
o
n.°
20
da
«Borboleta»,
jornal
igualmente
Literário
cuja
publicação
se
Lz nesta cidade.
São
ambos
dignos
de ler-se.
Hsment
enorme.
—
Os
jornaes
de
Hispanha
contam
que esta
actualmente
em
exposição
em
Gerona o
Homem,
enor
me.
São
tão
descommunnaes
as
suas
pro-
porpoções
que
tem
2
metros
e
13
centí
metros
de circumferencia
na
cintura. 56
centímetros
de
circumferencia
no
braço
e
63
na
perna
e
péza
230
kilogrammas,
e
apezar
de
tal
grandeza
é
mui
agil
e
de
sembaraçado
nos
seus
movimentos.
Novoartigo
cTimportação a me-
ricniiM.—
Nota-se
desde
algum
tempo
no
mercado
de
Londres
novo
artigo d
’
impor-
tação
a
mericana
que
parece chamado ao
mesmo
resultado
que
as
remessas
de car
ne
fresca;
são
caranguejos
e
lagostas
pes
cadas
na
costa
nordeste
dos
Estados-Uni-
dos.
O
sleamer
«Sardinian»
desembarcou
estes
dias
muitos
milhares
d
’
el!es
em
Li-
verpool.
Estes
crustáceos,
que
são tamanhos
como
os
da
Mancha, conservam
se
vivos
a
bordo do
navio,
por
meio
de
tanques
moveis cheios
d
’
agua
de
mar.
Renova
se
esta
agua
durante
a
travessia
lirando-a
do
Oceano
por
meio d
’uma
machina
a
vapor.
O centro
d
’
expedição
d
’
estes
caran
guejos
é
a
cidade
de
Porlland,
capital
do
condado
de
Cumberlande,
na
bahia
de Cas
co (Maine).
Uma
carta
importante —
Em
no
vembro
do
anno
preterilo,
deu
a sua
de
missão
de vigário
schismatico
de Gene
bra,
sob
pretexto
de
falta de suade,
o
padre
Pelissier,
escreve
a
«Atalaia».
Esta resolução
deu
logar
a diíTerentes
commentarios,
que
levaram
o
padre
a
escrever
ao presidente
do
conselho
supe
rior uma
carta,
que
é
importante
pelas
confissões
que
encerra.
Mais
um
passo,
e
Pelissier
entrará
no
grémio
da
verdadeira
egreja.
E forçoso
confessar-se
que só
na
Egreja
Catholica
Apostólica Romana,
se
encontra
a felicidade,
que
lodos
dezejam
e
que
só
ella
é
perdurável
usque
ad
consummalionem
saceculi.
Dia
a
dia,
Pedro
hade
ganhar
novos
triunfos,
e
vencer
por
fim
todos
os
que
tentam
estorvar-lhe
os
passos.
Vejamos
a
carta,
a
que
nos
referimos:
giosas.
A
Áustria possue
2
milhões
e
488
mil
volumes.
A
Prussia 2 milhões
e
40
mil
volumes.
A
Grã-Bretanha
não
possue
mais 1
milhão
e
772
volumes;
mas
esta
inferioridade
apparente
é
compensada
por
numerosas
e
ricas
livrarias
particulares.
A
Baviera
tem
1
milhão
e
209
mil
volu
mes.
A
Bélgica
510 mil
volumes
a
Rússia
852
mil
volumes.
Attendendo
á
popula
ção
e
riqueza
moscovita,
é
realmente
in
ferior
o
numero
dos
seus
livros,
e
este
facto
não
attesta
grandes
progressos
n’es-
te
ramo
de
administração
e
de
instruc-
ção.
Mntatroa
em
eomboioa.—
Durante
o
anno
de 1876
derarn-se
os
seguintes
si
nistros
em comboios:
Um
comboio
inglez
carregado
de
gado
soffren um
choque
de
encontro á
abertura
d
’um
tunel,
morrendo
3
conductores
e
quasi
todo
o
gado.
Um
comboio
que
seguia
para
Lile
(França)
apanhou
um break,
que
ficou
esmagado,
morrendo
uma
família
de
9
pessoas.
Choque
entre
dois
comboios
de
mer-
cad'
rias
do
caminho
de
ferro
de
Milão.
(Houve
mortos
e
ferimentos).
Espantoso
choque
entre
dois
comboios
em
Saboia,
(houve
mortes
e
ferimentos).
Grave
catástrofe
no
caminho
de
ferro
de
Ohio
(New-York)
precipitando-se
o
comboio da
ponte Asktabula
para
o
ca
nal.
(Houve
muitas
mortes).
Grande
choque
entre
duas
locomotivas
a
vapor
perto do tunel
de
Gresmer
(Fran
ça)
com
muitas
mortes.
Um
comboio
com
20
wagons
foi
pre
cipitar-se
no
canal da
Compania
(Hollan-
da).
Descarrillamenlo
no
caminho
de
ferro
inglez
Great
Northerw,
o qual
causou
mui
tas
mortes.
Azeite
de madeira. —
Na
Suécia
estabeleceu-se
com
grande
exito
uma
in
dustria
d
’
azeite
de
madeira,
industria
que
utilisa
as
raizes
que
ficam
na
terra depois
do
córte
das
arvores,
especialmente
das
que
produzem
resina.
Esta
primeira
é
matéria
submetlida
a
uma
distillação
secca,
isto
é,
aquece-se
em
retortas
sem
accesso
do
ar,
e
obtem-
se n’
esta
operação
certa quantidade de
productos
que
teem applicação
na
vida
diaria
e
em
diíTerentes
ramos
da
indus
tria.
Alern
do
azeite
de madeira,
estas
ma
térias
subministram
terebenthina.
creoso
te,
breu,
acido
acético,
carvão
vegetal,
azeites
de
breu,
etc.
A grande
quantidade
de
carbonico
que
este
azeite
contem
faz
muito fumo
e exi
ge
candeias
especiaes
que
differem
pouco
das
candeias
ordinárias
de
fotogeneo,
as
quaes se formain
facilmente
para
as
tornar
próprias
para
o
novo
azeite.
Em
seu
estado
natural
e
sem
mescla
alguma,
o
azeite
de
madeira
conslituie
il-
lumiuação
mais
barata
que
se
conhece;
o
seu
preço
é
de
80
reis
aproximadamen-
te
cada
litro;
não
é
susceptivel
d
’
explosão
e
dura
o
consumo
35
por
100 mais
que
o
fotogeneo.
As
arvores
que
em sua
deslillação
dão
azeite
de
madeira
para a
illuminação,
são
no
geral
o
pinheiro
e
o
abeto.
if^csrtcifjuezes
falleeidos.—
No
Rio
de Janeiro
falleceram
os
seguintes:
Em
4
de
fevereiro:
Rosa
Carolina da
Silva, 51
annos;
Manoel Carneiro
da Cu
nha,
35;
Thadeu Antonio
da Cunha,
60;
Manhoel
Cardoso
de Sá,
22.
Em
5:
Francisco
Domingos,
38;
Ade
laide Augusta
Rosa, 21
Maria
do
Carmo,
31;
Maria
dos
Anjos,
28.
Em
6:
Maria
Custodia,
45.
«Em
resposta
á
vossa
carta
de
26
de
Novembro
peço-vos,
que
agradeçais
á com
missão
executiva
os
sentimentos
por
ella
manifestados
a
meu
respeito,
e
os
votos
que
faz.
por
meu
prompto
restabelecimen
to:
mas
ao
mesmo
tempo
servir-vosheis
de
cerlifical-a.
de que minha
demissão
de
vigário
de Genebra
é irrevogável.
Minha
sau
!e
não
está
tão
profunda
mente
alterada,
que
eu
não
possa
espo
rar
breve
meu
restabelecimento;
mas
de
veis
saber
que
a
razão
de
saude
é a me
nor
entre
todas as
que
me
levaram
a
to
mar
tão
grave determinação, cujo
resulta
do
humanamente
fallando-me
poderia
ser
bem
fatal
mas
o
homem
bemdito
Deus
!
não
vive
só de
pão.
Emquanto
estive
convencido,
de
que
a
obra
de
reforma
catholica,
emprehen-
dida
em Genebra,
não
era ob
r
a
de
al
guns visionários
religiosos,
mas
unica
mente obra
do
proprio
Deus, (que
mui
tas
vezes,
para
chegar
a seus
fins, se
ser
ve
dos
instrumentos
mais
vis
e
dascoi-'
sas
que
inspiram
menos
respeito)
entre-
guei-me
a
ella
com
paixão.
d’
alma
e
de
coração,
não
tendo
em
conta
alguma,
nem
as
fadigas,
nem
os insultos
para
fa-
zel-a
triunfar.
Muiio
tempo,
ainda
mal,
durou
minha
illusão.
Debalde
novos
acomtecimentos
me
fizeram
saltar
a
verdade
aos
olhos:
não
podia
resolver-me
a
deixar
uma
obra,
que
amava
ainda,
nem
sepa
ar
me destas
po
bres
almas
que
de
boa
fé,
como eu,
pres
tavam
tão
sincera
adhesão
a
uma cousa
que julgavam
boa.
Chegou,
qorém,
emfim
o
mommto
em
que devo
forçosamente confessar
meu
erro:
e
hoje,
longe
da
lucta
que
perturba
e
enebria,
no
recolhimento
e
na
oração,
olho
triste para
esses
dous
passados
e
desditosos annos
de
minha
vida,
e
a sup-
posla
reforma
catholica
ostenta-se-me
como
uma
das
mais
gigantescas
farças
do
nosso
século,
tão
fecundo
em
toda
a
es-
pecie
de
comedias
Pois
realmente,
o
que
é
que
se
tem
feito?
Quizeram
libertar-se
do
autoritaris
mo
religioso,
e
foi
com
a
reforma,
que
eu
vi
a
dignidade
sacerdotal mais
des
prezada
por
aquelles
mesmos,
que
tinham
o
dever
de
fazei-a
respeitar.
Não
quizeram a confissão
obrigatória,
tornaram-n’a
facultativa,
e
julgaram ser
mais
logicos
destruindo
os
confessionários,
e
mandando que
as
confissões
se fi
zessem
n
’
uma
sachrislia
ou
n
’
uma
sala.
Exigiram
a
eleição
do
paracho
pelo
povo,
e
esta
eleição
é
as
mais
das
vezes
uma
comedia
ridícula,
em
que
se
jogam
ambi
ções
partidarias.
Deram ao
pobre
a
liberdade
de casar-
se, mas
ao mesmo
tempo
deixaram
sub
sistir
os
abusos
do
celibato
voluntário
E
quantos outros
abusos
se
não
originaram
na
mesma
reforma!
Conhecei-los
melhor
que
eu,
snr.
presidente;
porisso,
deixe-
mol-os
na
sombra.
Em
summa,
uma
apparencia
de bem
nas
palavras, uma asma
immensa
de
mal
nos
actos, eis
a
ultima
palavra
da
reforma
catholica
de
Genebra.
E’
o
que
eu
chamo
uma
farça
gigantesca;
outros
chamar-lhe-hão
um crime
de
lesa con
sciência.
Quantos
soffrimentos
moraes
suppor-
tei
n
’
este
estado
de
cousas.
Deus
só
o
sabe.
Por
vezes,
vozes amigas me
diziam:
«Tende
paciência;
n
’
uma
obra
de
tão
grande
importância
é
muito diílicil
ser o
mal
inseparável
do
bem.»
E
esperançado,
eu
esparava;
até
que
emfim
o
abysmo
se
cavava
cada
vez
mais
fundo,
e
a
re
forma,
cujo
principal
caracter
devera
ter
sido
a
doçura
e
a
persuasão,
apparece-
nos
como
uma
verdadeira
guerra
religiosa.
Desde
então
não
quiz
por
mais tempo
ler
meu
nome
ligado
a esta obra
de odio.
Não
o
podia
fazer
nem
como
padre,
nem
como
pae,
nem
como
esposo.»
I.ivroH.
—
Calculam
se
em
mais
de
200
milhões
de
volumes
o
numero
total
de livros colleccionados
nas
bibliothecas
dos
principaes
paizes da Europa.
A
bibliolheca
Imperial
de
Paris,
a
mais
vasta
e
mais
bem
dotada
que
se
co
nhece,
possue 1
milhão
e
100
mil
vo
lumes
e
80
mil
manuscriptos.
A
do
Ar
senal
contém
200 mil
volumes
e 5:700
manuscriptos.
A
de
Santa Genoveva
155
mil
volumes
e
2:000
manuscriptos.
A
da
Sorbona
80
mil volumes
e
900
manus
criptos.
A
do
Hotel
de
Ville
65
mil
vo
lumes.
O
total
em
todas
as
bibliothecas
França
é
avaliado
em
6
milhões e
238
mil
volumes.
A
Italia
conta
4
milhões
e
150
mil
volumes,
sendo
a
maior
parte
dos
livros
obras
antigas,
raras e
preciosas,
especiat-
mente
em
sciencias
ecclesiasticas e
reli
A’
cai-iílaeS» publica.
—
Recommen-
damos
ás almas
bemfazejas
uma pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
que
se
acha doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
Estarão
patentes as
seguintes
vistas:
—
Revista
dada
em
honra
de
D.
Carlos
pelo
príncipe
herdeiro
da
Rússia:—
Bata
lha,
e
incêndio
das
aldeias
turcas
pelos
servios:
—
Cerco
e
batalha
de Alixinaz pe
los
mesmos:—O
deus
Vichou, e
as
deusas
Siva
e
Kali
(divindades
indianas).
—
Paro
dia
á
machina fallanle,
de
Mr.
Faber.
As
vistas
serão
mudadas
de
3
em
3
dias.
A
entrada
é
de
80
reis.
Militares
sem
graduação,
40
reis.
Principia
ás 6
da
tarde,
e termina
ás
11
da
noite.
AGRiDECIWTOS
«ir
Wá
w
José
Maria
Pereira,
e
sua
mulher
An-
tonia
Augusta
da
Silva
Pereira,
agrade
cem
por
este
meio a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimentai
os
e
assis
tir
ao Laudale,
que
teve
logar
na
ca-
pella
do
Senhor
das
Anciãs,
da
rua
da
Boa
Vista,
pelo
passamento
de
sua
inno-
cente
(ilhinha
Josefa; protestando
a lodos,
por
tão
dislincto
obséquio,
sincero
reco
nhecimento
e
gratidão.
(137)
ANNOTCIOS
"
sk
Vende-se
uma morada
de casas
na
rua
de
S.
Vicente,
com
o
n.°
14»
22
e
23.
Trata-se
na
mesma rua
n.°
69.
Póde
vêr-se
todos
os dias,
desde
o
meio
dia
ás
3
horas
da tarde.
(138)
Carreiras
diarias
Teixeira
&
Mesquita,
da
rua da
Sé,
le
vam
ao
conhecimento
do
publico
que
con
tinuam
com
as
suas
carreiras
diarias
de
Braga
á
Povoa
de
Lanhoso,
Simães
e
Se
nhora
do Porto.
Os
bilhetes
em
Braga
vendem-se
no
escriptorio
do
bem
conhe
cido
Ribeiro
Braga.
(139)
LETRAS
INUTILISADAS
Trocam-se
na
Tabacaria
Bracarense,
—
Rua «lo Souto—8?
(140)
Na
Praça
Nova,
n.°
19,
vende-se
uma
boa
caixa,
de
madeira
e
folha,
que
leva
100
almudes d
’
azeite.
(141)
Na
Caixa
Economica
Penhorista,
rua
Nova,
no
dia 3
do corrente,
haverá
leilão,
e
em
todas
as
terças-feiras e
domingos.
Consta
de roupas
brancas
e de
côr,
no
vas
e
usadas,
de
homem
e
de
mulher,
objectos
d
’ouro
e
prata,
relogios
de
prata
e
ouro,
rewolvers, e
muitos
outros
obje
ctos
que
tudo
se
venderá
logo que obte
nha
dois
lanços.
Toda
a
pessoa
que
na
mesma
tiver
objectos
empenhados
que
deva
3
mezes
de
juros,
é
avisada
que
serão
considera
dos
abandonados,
e
porisso
vendidos
por
todo
o
dinheiro.
Também
se
vendem
objectos
fóra
do
leilão.
O
gerente,
A.
G Ferreirin/ta.
COSMORAMA
K«aa
«?«
Misericórdia.
DE
S. GERALDO
Não
se
lendo reunido
o
numero
legal
dos
snrs. accionistas
do
theatro
de
S.
Geraldo
para
dar
cumprimento
ao deter
minado
no
art.
6
§
l.°
do
estatuto:
é
novamente
convocada
para
domingo
4
do
proximo
mez
de
março pelas
12
horas
da
manhã,
assembleia
geral,
para os
fins
con
venientes.
Braga
25
de
fevereiro
de
1877.
O
secretario,
(136)
A.
P.
de
Magalhães
Júnior.
ARTE DE
TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga, rua
Nova, n.c
3
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
COMPANHIA
GERAL
BRA
CARENSE
O dividendo
de 1$250 reis
por
acção.
relativo
ao
anno
findo,
começa a
pagar-
se
no
dia
26
do
corrente,
e
continúa
em
todos
os
dias
não sanclificados,
no
escri-
ptorio
da Companhia,
campo
de
D.
Luiz
l.
°, desde
as
10
horas
da
manhã
á
1
da
tarde.
Fóra
d
’
estas horas
não
se
fazem
pa
gamentos.
Braga,
15
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directorcs,
José
Ferreira
de
Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
ATTENÇÃO
CHAPELARIA
BRACARENSE
DE
Rua
do
Souto
n.°
44.
Acaba
de
receber
um
variado
sortimen
to
de
chapeos
de
seda
e
feltro,
dos
mais
modernos,
directamente
da
casa
dos
snrs.
Ma
ia
e
Silva,
Filho
&
Gonçalves,
assim
co
mo
de todas
as melhores
fabricas
do
paiz.
Participa
que
tem
em
sua
casa
um
grande
sortimento
de chapeos
da
nova
fabrica
de Henrique
R
Felgueiras,
os
quaes
vende
pelo
preço
da
fabrica,
por
ser
o
unico consummidor.
Os
preços
são
mais
baratos
do
que
em
qualquer
outro
estabelecimento, tanto por
junto
como
a
retalho.
(112)
Vende
se
uma
linda
caixa
de
musica,
tocando
lindíssimas
peças,
entre
as
quaes
a
linda marcha
de
D.
Carlos,
a
Traviata
e
a
Eliza
d’
amor.
Rua
do
Carvalhal
n.°
51,
casa de An
tonio
de
Lemos
Amorim.
(133)
J¥
oh
arrabaldes de Braga, ven-
de-ae
uma
boa quinta
com
boa
casa de
moradia,
e também para
caseiro,
com
ac-
commodações
para
gado
e
utencilios
para
lavoura,
bastante
arvoredo
de
fruclas,
um
bom
prado
e
algumas
terras
avulsas,
po
rém
muito
perto
da
casa,
tudo
sito
no
lo
gar
do
Outeiral,
da
freguezia
de
Adaufe.
Paga
de
fôro
setenta
reis
á
Fazenda
Na
cional.
Trata-se
de
seu
ajuste
na
rua de
S.
Marcos,
n.°
52
em
Braga.
(i31)
VENDE-SE
O
espaçoso
e
elegante palacete
do
cam
po
de
S.
Thiago, com
seus
jardins,
—
quin-
taes,
pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para informações
em casa
de
Francisco
Martins
da Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98)
nrvn
■■ 0
v ^Tr^rrn»^
vJbliyii.ô
L
á
«5 riU
L
í
1L
í
*
Pjò
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repeiso
nem
leginicn)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
iullammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgàos,
causas
frequentes
e
ás vezes ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade, doenças
nervosas,
enlraquecimento
e
muitas
enfermidades reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são o
resultado
de
assiduo»
estudos
e observações
pra
ticas. Consultações
das 3
ás
5—
Rue
Monthebor,
27
perto
Tolherias,
Paris.
(40:|:)
XAROPE
de
BLÀYN
de
um
gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos
de Paris-,
curâo
os
deflussos,
gripe, tosse,
dores de
garganta,
eatarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540 •
810
reis. Pasta
260
reis.
Em
Lisboa
:
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias.
etc.
INJECTION BROU
HygleniM infcllirel y prvMrvativa;absolutamenta zc~
a
unieaqa» cura
Mm me justar mais nada. Venda-
se nas principaes
pharmacias do mnndo. Exigir a I
instrucçlo
do
use. (34 afio» de exito.)tuil, casa do . ,
iny^B^JÍag«nia,íU.
U»bM,S'Barreto Loreto 28 «30.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceiiando
lambem
passageiros
de
3.a
classe
para
SANTOS
e P<I0
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUlúTi
S
A SAIR
DE
LISBOA
TAGUS
.
.
.
.
.
13
de
Março
MONDEGO.
...
28
de
Abril
GUADIANA
.
.
.
28
de
Março
ELBE..........................
13
de
Maio
NEVA
.
.
.
.
.
13
de Abril
MINHO
.........................
28
de
Maio
PREÇOS GOMMODOS
Cada paquete «l’
e«ta eoatapanIsitt
leva a
bordo
«riadoa
e ensinheiroa
portuguezeu
paru
commodidade
dos
passageiros
de
todus as cinsseg.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porta
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducçào para Lisboa
é
por
conta
da
C
anponhia.
A
bord® «sa pmmgriroa
teem grati»
roupa
de cmun, eo-
mida
feito
por coMãniiieir«»s poritiijaezeM, viuho <
iu
»
m
vezes
por dia,
asHísteíseia
assedscra, serviço
de
eriadog e oiitroo deapezos,
A EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil) sejam
conhecidos pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene como para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cera
passageiros
dentre
elies
feitos
por
escripta como
consta
de docu-
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducçào
das
suas
malas do
correio, e
por
este serviço recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz do Brazil, como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos no
PORTO
na
AGENCIA
CEN1RAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
RUÂL
O
a
CAIXA
K
C ® X «- JSIC A PE
?
g
0nIS
TA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
peia
rua
do
Campal
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e sobre
iodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
lodos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
-A.
G
Ferreirinha.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Saga-ad»
Carafío d« Afaria Virgem
fi
911
ssí
sv
c »i 91»
d «
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
ínuir
aos pedidos que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tmlo
de
Braga
jeomo
das
localidad-s
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
edtlcação
para
meninas
internas,
St-mi
internas
e exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
lendo
obtido
para
levantar
o
seu estabelecimento,
a
bella
casa
da
rna
de
S.
Miguel
o-Anjo,
onde
morou
o
ex.
1110
snr.
Juiz
de Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
sur.H
D.
Maria Brigida
Bersane
Perry,
Campo da Feira,
ao
Rev.° João Re-
beilo
Cardozo
de
Menezes,
ao Rev."João
Pe
dro
Ferreira Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa, Rua
Nova.
(17)
mjECÇÃO HYGIENICÀ
BALSAMICO
PHOPHITVHCO
Esta
iojecção
é
a
unica
e
eflicaz que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida.
de de
purgações
lauto
antigas
como
mo-
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Vende-se
em Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S. Barlbolometi.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia Madureira,
roa
do
Triunfo
n 0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4149)
MUITA,ATTEbÇÂO
Heposito «le biscoitos
de
Vnlnitg®
1
—
LARGO
DA
LAPA — I
Estes biscoitos são
muito
recommenda-
veis tanto
pela qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
D
190
(63)
iek
.
v
<;
a
t
rua
de
s
.
MARCOS,
N.
5.®
«L
.
$
Vende
papeis
pinta-
S
dos
para
guarnecer
sallas,
lindissimos
gostos, a prin-
g. cipiar
em
80
reis
a
peça.
dg
tTz
4
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
'6
$
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges-
:
so para
estuques de
ca-
>
sas, tudo de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
ía
Arrematação
No
dia
4
do
proximo
mez
de
março
pelas
9
horas
da
manhã,
lerá
logar no
hospital
da
real
irmandade
de
Santa
Cruz
a arrematação
d
’alguma
roupa,
e
de
vá
rios
objeclos
queeslarão
presentes
no
aclo
da
praça.
CASA
PARA
ARRENDAR
•.«
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi
guel uma
morada
de
casas, sita na
rua
do
Anjo
n.°
24.
Trata-se
na
ivraria.
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d’
esta
redacção.
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
d
e
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antig3
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
BRAGA,
1YP0GRAPHIA
LUSITANA
—
-18'6.
Parte de Comércio do Minho (O)
