comerciominho_03011877_586.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
k
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porie.=As
assi-
gnaturas sâo pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBMCA.-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.—
Pros
eias,
anno 2$000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—
«Semestre
14í»5õ
rs.=-/?raitf,
anno
3^600
rs
—
Semestre
1&900
rs. moeda
for
*
,
ou 8&000
reis e 4&500.reis moeda
fraca.
—
Annuncios
por
Uni
a
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
e
/
0
d
’
abatimento.
BSZA.GM,—
4-FEIRA 3
B8
JA.VEIISO
O
iCominereio
do
JíiníioB.
Com
este
n.°
entra o
«Commercio
do
Minho»
no
quinto
anno
da
sua
publica
ção
Neste
p-riodo, embora
não
longo,
da
sua
existência;
se
não
leni desempenhado
a missão,
que
se
impoz,
tão
cabalmente
quanto
são
os seus
desejos,
é
isso
devido
a
deficiência
de
forças, e nunca
de
boa
vontade.
Não é
das
menos
espinhosas
a senda
que
trilhámos;
mas
nem
porisso
é
das
menos gloriosas.
A
defensão
da
verdade
contra
o
êrro,
o apostolado
da luz contra
as
trevas,
é
nos
desgraçados
tempos
que
correm
uma
missão
diíiicil
na sua
facilidade.
Se
em
todas
as
épocas
o
êrro
se
propagou,
e
foi
abraçado,
com
menos
exforço
do
que
a
verdade;
hoje
mais
que
nunca
elle
tem
alargado
os
términos
das
suas
conquistas,
ganhando todas as dis
tancias
e
impondo-se
a
todas
as condições
sociaes.
Ninguém
póde
contestar
esta
proposi
ção:
—
o
século
XIX,
que se
arroga
o
pomposo
titulo
de «século
das
luzes»,
é
o
que,—
afóra
as
épocas
de
crassa
bar
bárie,
perdidas
nas nebulosidades
da
idade
media,
—
nja+s-odeia
a
refulgencia
da
luz.
A
'historia
que
aos posleros
fizer
an-
tõjar
o
quadro
fiel
da
nossa epoca,
faz-
se-ha
cargo
de expor
a
plena
luz a evi
dencia
do
asserto
que
ahi
deixamos
exara
do,
e
será
fonte
salutar
de
ensinamento
para
aquelles
que
a
meditarem.
Se,
porém,
o
êrro se
nos
antolha
por
vezes
caminhar
na vanguarda
da
verdade,
e
que esta
por
instantes
é oífuscada pe
las
névoas
d
’
aquelle;=»altos
juizos
de
Deus
!
Mais
brilhante
se
nos
amostra
o sol,
depois que
um
toldo
de nuvens
denegou
os
seus
raios coruscantes
e v
ivificadores.
Porque,
pois,
desanimar
no
combate?!
Não,
o
desanimo
não
pode
jamais
confra-
ternisar-se
ainda
com
o
mais
humilde
solda
do
dos
nossos arraiaes.
Se
do
acampamento
contrário
negaceia
comnosco
o
direito da
fôrça,
do
nosso
lado
lhe
responde
a
fôrça
do
Direito,
e
esta
é
invencível.
E
’
porisso
que
ao
encetar
o
5.°
anno
da nossa
existência jornalística,
só
temos
a
repelir
aos
nossos
leitores —que
conti
nuaremos
a
defender
os
verdadeiros
inte
resses
da sociedade e
da
religião,
com
a
energia
e
desassombro
com
que
sempre
o
temos
feito.
Provações
que
nos
advenham
do
cum
primento
do
nosso
dever,
serão
pa>a
nós
motivo,
não de descoragem,
mas
de sa
tisfação
perenne.
Que
os
nossos
obsequiosos
assignanles
continuem
a
prestar-nos a sua
cooperação
valiosissirna.
Terminamos
fazendo
votos
ao
céo
para
que
o
novo
anno
marque
na
vida
de
to
dos,
uma
epoca
de
ventura.
GiZOILHA
Transferencias.—
Na
ultima
ordem
Jo
eíercito
vem publicada
a
transferencia
dos
ex.
mos snrs.
Sebastião
da
Moita
Mo-
niz
da
Maia,
coronel
d
’
infanteria
8,
para
governador
da praça de
Peniche,
e Izi-
doro
Marques
da
Costa,
d
’
infanteria
11
para
coronel
do 8.
O
snr.
coronel
Maia,
durante
o
tem
po
que
residiu
nesta
cidade
—
mais
de 3
annos—conservou
sempre
a
melhor
disci
plina
no
corpo
que
commandava. A
todos
os
habitantes
desta
cidade
deixa
s.
ex.
a
gratas
recordações,
porque
a
lodos,
sem
distineção
de/partido
ou
de posição, tra-
ctou
sempre
com
o
maior
cavalheirismo
e
lhaneza.
Sentimos
a
ausência
deste
digno
mi
litar.
Collegio
«le
Santa Margarida.
—
No logar
competente
vae
um
annuncio
relativo
á
abertura
de
matricula
para as
meninas
que
se
quizerem
aproveitar
do
ensino
n
’
aquelia
casa.
O pessoal, que se
acha
á
frente
do
estabelecimento,
é
do
mais
digno. E
’
il-
lustrado
a ponto de mostrar
mais
adiante
aquillo
de que
é
capaz
o
sexo
feminino,
quando
intelligencia cultivada.
A
ex.
raa
snr.
a
superiora
d
’
aquelle
collegio,
é
uma
joven
irmã
hospitaleira
que
foi
mandada
vir
com o
fim
de lambem ensinar n
’
aquella
casa
humanitaria.
Hi
muito
boas
esperanças
de
que
nada
deixe
a
desejar
a
inslrucção
alli
ministrada;
porisso
recornmendamos
muito
e muito
o
collegio
de
Santa Mar
garida.
Aíropeiiaiai0»to.—
Na
tarde
de sex
ta-feira
passada
foram
atropellados
por
um
carro
que
seguia a
estrada-rua
do
campo
de
D.
Luiz
I
um
pobre
homem
que
an
dava a
mendigar,
e
uma mulher,
ficando
aquelle
bastante
maltractado.
fltKercê.
—O
snr.
João
d
’Andrade Cor
vo,
ministro
dos negocios
estrangeiros,
recebeu
do
rei
da Saxonia
as
insígnias da
ordem
de
Alberto
Valoroso.
Jornaen Sítte t-íftrãos.—
Recebemos
o
n.°
13
da
«Vigília»,
e
o n.°
12
da
«Borboleta»,
—
dois archivos
de
forinosissi
mas
composições
lilterarias.
Inauguração.
—
Teve
logar
ante-hon-
tem
a
inauguração
do lanço do
caminho
de
ferro
do
Minho, entre
S.
Bento
e
Ni
ne.
Grande
concurso
de
gente
assistiu
a
este
acto,
que
foi
solemmsado
com
rui
dosos
festejos.
Para
a
estação
de
S. Bento
está
no
meado
chefe
o
snr.
Domingos
Boaventura
d
’
Almeída,
ex-chefe da
estação
de
S.
Bo-
mão,
para
a
qual
foi
preferido
o
snr. Ja-
cob
Barreiros.
«Calhandras».
—
Em
honra
do
Me
nino
Deus
houve
ante-hontem
calhandra
a
instrumental
nos templos
de
Santa
Cruz,
Terceiros
e
Senhora
Branca.
Novo
deposito de tabacos.—
An
te
hontem
foi
aberto, no largo
do
Barão
de
S
Marlinho,
n.°
27,
o
novo
estabele
cimento
Deposito
de
tabacos
da
Casa
Ha-
vaneza,
de
Lisboa.
E
a
unica
succursal
em
Braga.
Na
mesma
casa
está
o escri
ptorio
de
objectos
á
commissão
e
consi
gnação,
dos
snrs. Augusto Serra
e
R.
Ma-
iheiro
Dias,
a
cargo
dos
quaes
está
tam
bém
o
deposito
a
que
nos
referimos.
Ambos
os
estabelecimentos
estão
mon
tados
com
aceio
e
bom
gosto,
e
são
di
gnos
de
ser
frequentados
pelos amadores
e
interessados.
Knxava!
dns
japoneza».—Segun
do
a
Jrelação
de
um
embaixador
hollandez
no
Japão,
eis
a lista
do
vestuário
que
le
va
uma
noiva
d
aquelle
paiz
no
seu
enxo
val;
Para
o
primeiro
mez
do
anno,
um
ves
tido
azul
bordado
de abeto
e
bambtí.
U
»
vestido
verde
bordado
de
ceregeira
e
fo
lhas^
de
aipo,
para
o segundo
mez;
um
vestido
encarnado
claro com
ramagens
de
chorão
e
cereja,
para
o
terceiro.
Para
o
quarto
mez,
um
vestido côr
de
pérola,
bordado
com
a
cifra
Fo/wtosisn,
com
raminhos
chamados
idéas.
Um
vesti
do
atnarello
para o quinto,
bordado
de
espanadas
e
plantas
aqnaticas, das
que
ílu-
ctuam
á superfície
das
aguas.
Para
o
sexto,
um
vestido
côr
de
laranja
claro
com
utn
bordado
que
represente melhõe.s
d
’
agua
e
uma
torrente
impetuosa,
emble
ma da estação
das
chuvas,
que
dura
regu-
larmenle
vinte
dias
e
coincide
com
esta
época
do
anno.
Para
o sétimo
mez,
ves
tido
branco
com
llôres
de
kitace,
e
no
33 FOLHETIM
singularidade, a
senhora
devia
observar o
mancebo,
e
em
algumas
das
vezes
que
pa
ra
elle
olhava,
encontrou
seus
olhos
que
de
súbito
se
abaixaram;
bastou
porém
esse
momentâneo
encontro
de
vistas
para
a senhora
espantar-se
de ardor,
do
fogo
cora
que
Cândido
a
olhava
: esse
fogo,
senhora,
incommodou
a
a
principio,
de
pois
essa
chaintna
começou
a
propagar-
se,
e
náo
tarde
seu coração
ardia
tain-
bem;
mas
porque
ardia?...
porque
co
meçou
um
desassocego
indisivel
a
perlur-
bal-a?... porque
em seu
leito pensava
nos
abrasadores
olhares
do
mancebo?.,
por
que
lhe
escapava
ura suspiro na
solidão?...
porque?...
a alma
virgem
da
moça
o
não
podia
dizer.
Celina
nada
respondeu;
estava
porém
espantada,
porque
a
velha
dizia
o
que
real
mente se
linha passado
dentro
d
’
ella.
—
Mas
hoje,
proseguiu
irias,
hoje
era
o
dia
das
revelações
dos
mysterios
do
co-
raçao
:
a
manhã
d’
este
dia
correu
como
todas
as
outras,
a
tarde
comtudo
foi mui
to
differenle
para
ambos.
Senhora,
um
amigo
disse
o
que
na
sua
alma
se
pas
sava,
e
a senhora
não
o
comprebendia.
Antes
do
passeio
da tarde que
acaba de
passar,
a senhora
já
sabia que
entre
a
Bella
Orfã
e o
mancebo
desvalido
se
abria
uma
flor
perfumada
e bella
:
—
era
a rosa
do
amor.
Os
dois
mancebos
ficaram como
que
petrificados.
—
A
senhora
não
linha
tido tempo
de
estudar
a
sua
posição,
e
ainda
que
a
hou
vesse
estudado,
o
mesmo
succederia
:
a
perturbação, o
enleio,
o
pejo
a
acompa
nhou
em
lodo
passeio.
Avaliando
já
seus
sentimentos,
e
levada
pelo
braço
de
um
homem
a
quem--ãwíava,
e
por
quem
era
amada,
temia
que
uma
simpres
palavra
a
podesse
trahir,
que os
olhos
dos
observa-
—
Desde
então,
proseguiu
Irias,
desde
esse
momento,
quando
no
silencio
de
seu
quarto,
ou
nas
fantasias do
seu leito,
a
imagem
d
’esle mancebo
se
lhe
desenha
no
espirito,
não
é,
a
senhora
deve-se
estar
lembrando,
não
é sob a
fórma
de
um
lindo
joven,
vestido
de brilhantes
e
cus
tosas
galas...
não,
a
senhora
não o
quer
assim,
não
o
quer
íidalgo
nem
príncipe,
não
o
quer
rico,
nem
deslumbrador, a
se
nhora
o
quer,
a
senhora
o
vê
sempre
aba
tido,
palliuo
e melancólico,
de
joelhos
jun
to
ao
tumulo
de
seus
paes.
—
E
’
verdade!...
é
verdade!...
excla
mou
com
lagrimas
nos
olhos a
Bella
Orfã.
Cândido,
emquanto
Celina attendia
ex
clusivamente
á
velha,
devorava
com
ar
dentes
vistas
as
pérolas
de
ternura,
que
escapando-se
dos
olhos
da
moça,
pendiam
de
suas
faces
viçosas,
como gotas
d
’agua
límpida,
cahidas
em
pétalas
de
rosa.
Irias
continuou
:
—
Depois
este
mancebo
começou
a
frequentar
o
Ceo-côr-de-rosa,
e a
senho
ra
muito
naturalmente
notou
que
nas
reu
niões,
que
aqui
tem
logar,
os
cavalheiros
a
cercam,
a
adulam,
a incensam,
e
que
sómeute
Cândido,
excepção
entre todos,
se
afastava
e
se
deixava,
e
deixa
ainda
esquecer
em
um
canto
da sala:
a
senho
ra
pretendeu
explicar
a
si
mesma
uma
tal
singularidade,
porque
primeiramenle
a
mulher
é
muito curiosa
d’
estas
coisas,
e
depois
emfim
porque
lhe doía
que
estives
se
sempre
longe
de
seu
lado
aquelle,
que
tivera o
seu
mesmo
pensamento
no
dia
de
dòr,
e
junto
do
qual
se
ajoelhára
um
momento
no
meio
dos
tumulos.
Ninguém
interrompeu
a
velha;
ella
po
rém
parou
um
instante
para
respirar,
e
de
pois
disse:
—
Mas
para
se
explicar
a
si
mesma
essa
DIJ.
J.
M.
BE
MACEDO.
0S
BOIS
àffifflMliS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
1
XV£
’
A
velha,
o
moço,
e
a
moça.
[Continuação]
Sein
o pensar,
Celina
eslava
ouvindo
allentamente
o
que lhe
dizia
a
velha.
—
Emfim,
senhora,
este
mancebo
ap-
pãreceu,
seu
desvalimento, sua
pobreza,
a
paV.idez
de
seu
roste,
que
parece
indi
car
intimo
soílrimento,
sua
melancolia
ha
bitual,
que
cuasi
dá
o
caracter
de
ver
dade
á
suspeita de
suas
penas,
eram
suf-
ficientes
para recommendal-o
á
alma
das
virtudes
;
mas
além
d
’
isto
seus
tios
o
tra-
táram
com
amisade e
confiança
;
e
sobre
tudo,
sobretud),
a senhora
quando
o
viu
pela
primeira
vez,
viu-o
onde?...
como?...
viu-o
no
meio
dos
tumulos,
e
de
joelhos
orando junto
á
urna
que
guarda as res
peitáveis
cinzas
de
seus
paes.
—
E
’ verdade!
é
verdade!... exclamou
a
Bella
Orfã com
vivo
accenlo
de
grati
dão.
Uma
onda
de
prazer
indisivel
rolou
sobre
o
coração
da
mancebo,
e
foi
desfa
zer-se
em
leve
svrriso;,
que
dilatou
por
um momento
brevíssimo
seus
lábios.
dores
arrazassem
o segredo de
si
própria...
e
córava...
e
meditava;
e
portanto
a
se
nhora
meditava, e
medita ainda
;
porque
ama.
—Ah!
senhora!...
exclamou
a
moça,
es
condendo
o
rosto
com
as
mãos.
—
Minha
mãe! basta!... disse
o man
cebo
fóra de si:
basta,
ou
eu
me
re
tiro.
—
Não!
fica
!
e
se
vai
alguma
coisa
para
ti
a
auctoridade
de
mãe adoptiva
que
em
mira
respeitas,
fica
!
eu
te
ordeno que
liques
!...
O
mancebo
ficou irnmovel á
voz
da
velha.
—
E
este mancebo,
disse
ella
a Celina,
apontando
Cândido
com
seu
trémulo
dedo,
concebe
a
senhora
corno
é
que
este
man
cebo
a ama?...
oh!
elle
dirá
que
nao,
el
le
ha
de
jurar
que
eu
minto:
e
sabe
por
que?...
porque
escravo
do
mais nobre
orgulho, elle
não
quer
ser
amado
por uma
mulher que
possue
mais
do
que elle:
quereria,
senhora,
vel-a
pobre
e
desgra
çada, para
lançar
a
alma
a
seus
pés,
e
no
entanto.
..
—
Basta minha
mãe
!
—
No
entanto
é
a
senhora
o
objecto
de
seus
mais
bellos
e
caros pensamen
tos: ao
romper
d
’
aurora elle
da fresta
da
janella
do
sotão,
que
habita,
acompanha
com
os
olhos
lodos
os
seus
passos, quan
do
a
senhora
vae
passeiar
por
entre
suas
llôres...
—
Minha
mãel...
silencio
!...
exclamou
o
mancebo,
cahindo
de
joelhos
acs
pés
da
velha.
Celina
respirava
apenas.
((SonUnuo'
fundo
flôres
brancas
de
outro
matiz
e
flo
res
purpuraes em
fórma
de campainhas.
O do
Oitavo
mez
é
côr
de
fogo
semeado
de
flôres
de
mimosa.
Para
o nono
mez,
vestido mareado
com
flôres
de
monocória,
côr de
azeitona.
O
do
decimo
mez,
des-
tacando-se.
em bordado,
um
caminho
de
palha
de
arroz
cortado.
Para
o undécimo
vestido
preto
bordado
com
as cifras teor,
e
tsourara, que
significam
—gelos
e
tem
pestades.
Finalmente
para
o
ultimo mez, vesti
do
de
purpura
com
as
cifras
Kuki
e
Ti-
pirase
que
significam
nevadas
e
desas
tres.
A«
potnbas
viajeirsss.—
A pomba,
essa
avesinha
carinhosa,
symbolo
de
pu
reza,
de mansidão
e
de innocencia,
re
presenta
já
um
grande
papel
em
nossos
dias.
Em
Harwich,
porto
do
norte
de
Ingla
terra,
situada na
embocadura
do
norte
de
Siour,
se
vai
estabelecer
um pombal des
tinado
a
receber
noticias
do
mar.
A
’s
guar
nições
dos
navios
e
pharóes
estacionados
nas
paragens
visinhas
se
lhes
entregarão
caixas
das
aves
mensageiras,
e
quando
haja
navios
em
perigo
as
soltarão, e ellas irão
dar
o aviso
a
Harwich.
A mensagem
que
se
lhes
confie
indicará
ao
mesmo tempo
para
que
parte
deve
ser
enviado
o
auxi
lio.
Estas
avesinhas fizeram
um grande
serviço
durante
a
guerra
franco-prussiana.
e
a humanidade
lhes
deverá
em breve
um
ardente
voto
de
graças pelos
serviços
que
vão
prestar
nos
pavorosos
sinistros
dos
mares.
fftileeídos.
—
Fallece-
ram
no
Rio
de Janeiro,
os
seguintes:
Em
2
do
corrente
—
Antonio
Luiz
Al
ves
de
Araújo,
30
annos; Fernando
Si
mões
Teixeira; 49;
Manoel
Pereira
da
Sil
va,
33;
José
Caneiro,
37;
Evaristo
Dias
Simões,
18.
Em
3
—
Joaquim
Moreira
Telles,
45;
José Gonçalves
Ferreira,
31;
Gualdino Pin
to
d
’
Almeida,
19;
Joaquim
Teixeira
Soares,
22;
Manoel
Martins
Campos, 15.
Em
4
—
Manoel
Garcia
da
Silva,
75;
Maria
Ferreira
Mendes,
20;
Francisco
Al
ves
Coelho,
20;
Albino Ferreira
da Silva,
40.
Em
5
—João
d
’
Oliveira
Pinto
Souza,
58;
Manoel
Maciel
de Araújo, 21;
Marianno
de
Almeida
Rosa,
36;
Manoel Antonio da Sil
va
Mendes, 48.
Em
6
—
Antonio
Lucas,
51.
Em
7
—João
Teixeira, 30;
Bento
Pereira,
50;
Manoel
Simões, 63.
©rigem
«8o
adagio.—
Quem
o
conhecer
que
o
compre.
Estando
vários
estudantes
conversando
na
ponte
de
Coimbra,
já
de
noite,
passa
va
um
homem
levando
pelo
cabresto
o
seu
burrinho
carregado.
Chegou-se
um
dos
estudantes ao
jumento, e
tirando-lhe
o
ca
bresto.
o
encaixou
na
cabeça, e
foi
seguin
do
o
homem,
que
ia
puchando
por
elle.
Os
outros
escolásticos
esconderam
logo
o
burro;
e
o
estudante
encabrestado,
vendo
que
elle
já
estava
escondido,
não
quiz
an
dar mais.
Entendendo
o
pobre
homem
que
o
burrico precisava
quatro
páoladas;
vi
rou
alraz
a
fim
de
chamar,
porém
vendo
que
em
logar
do
burro
levava
um
estu
dante
pelo
cabresto, ficou assustado.
O
estudante
deu
então
um
ai
de
alegria, di
zendo-lhe:
«Meu
senhor,
não
se
admire
vossa
mercê,
porque
eu sou
um homem
bem
nascido
mas que
por
força
do
fado
ando
ha
muitos
annos
com
a
fórma
e
fi
gura
com
que
até
agora
me
viu:
n
’
este
instante
foi
Deus servido
que
o
meu
triste
fadario se
acabasse:
rogo-lhe
que
n’
este
caso
guarde
segredo, para que
não
saibam
que
andei
feito
burro,
que
me
perdoe
o
dinheiro
que
deu
por
mim,
e
a
falta
que
lhe
faço
em
seu serviço.»
O
simples
ho
mem
lhe
respondeu logo
muito
satisfeito:
«Senhor
estudante,
não
permitia
Nosso
Senhor,
nem
nosso
padre
Santo
Antonio,
que
uma
alma
christã
soffra
tão
grandes
tormentos;
e
acredite
que
tenho
infinito
gosto
em
o
vêr
livre
de
tão negro
fado.»
E
com
isto,
abraçando
o
estudante,
se
re
tirou.
Os
velhacos
dos
estudantes
não
se
contentando
com
a
carga,
levaram
o jus.
mento
á
feira
para
o
vender,
na
mesma
occasião
em
que
o
dono
lá
se
achava
pa
ra
comprar outro;
e
conhecendo o
seu
antigo,
perguntou
a
quem o
levava
se
era
para
vender, e
respondendo-se-lhe
que
sim,
pensando o
rústico que o estudante
se
ti
nha
outra
vez
convertido
em
burro,
pe
dia
a
quem
o levava
licença
para
lhe
di
zer
uma
palavra ao
ouvido
em
segredo,
o
nqe
sendo-lhe
concedido,
lhe
disse
á
•
«Ouve,
senhor
animalejo,
quem não
•
icer
que
o
compre.»
—
(«C.
T.)»
eaberta
areheologiea,—
A
So-
José
não
ciedade
archeologica
de
Namur
acaba
de
fazer
uma descoberta
na
aldeia
de
Furfooz,
perto
de
Dinant.
A
alguns
metros
das velhas
muralhas
romanas,
diz
a
«Independencia
Belga»,
as
sondagens
revelavam
a
existência
de
se
pulturas
do
periodo
franco.
Estas
sepulturas,
excavadas
com
gran
de
.
cuidado,
deram
numerosa
quantidade
d
’objectos
dos
mais curiosos,
entre
os
quaes
se
pode
citar
muitos
copos
de
vidro
de
formas
differentes, muitas
taças
de
barro,
egualmente
de
formas
variadas;
algumas
d
’
ellas
de
bello
barro
vermelho
muito
se
melhante
ao
barro
chamado
sigillée;
outras
taças
de
bronze,
bellos
anneis
de
cintu
rão
do
mesmo
metal,
com desenhos;
pen
tes
d
’ouro
de
formas
notáveis,
offerecendo
também
desenhos
d
’
uma conservação pouco
commum;
armas
de
de
ferro;
muitas
moe
das do
Baixo
Império.
A
egreja mais
assíõga.
—
E’
em
Orleansville,
na
Alegeria,
que
se
encontra
a
egreja
reputada
a
mais
antiga
do mun
do
christão,
e
a
sua
existência, que
era
ignorada
mesmo
do
arcebispo
d
’Alger,
foi
descoberta
a
este
prelado
pelo
papa.
N’
uma
de
suas
ultimas
viagens
a
Roma,
Mgr.
Lavigerie
ficou,
com
effeito,
um
tanto
ad
mirado
ao
saber
que possuia
na
sua dio
cese
este
thesotiro
da
arte
christã.
«Não
posso
dar-vos
detalhes
precisos,
acrescentou
Pio
IX;
ide
ter
da
minha
par
te
com
M.
Rossi,
concervador
das
Cata
cumbas,
que
vos
dará
exactas
informa
ções.
»
M.
Rossi
fez
conhecer
a
Mgr.
Lavige
rie
que, d
’
uma
inscripção
lavrada
no
la
gedo
em
mosaico
da
antiga
egreja
de
Opi-
dum
Tingiltei
(hoje
Orleansville),
resulta
va
que
ella
começára
no
anno 323
da
era
christã,
isto
é,
pouco
tempo
depois
da
conversão
de
Constantiuo.
Ainda
hoje
resta
d'esta
egreja
o
lage-
do
em
mosaico,
as
paredas
á
altura
de
2
metros
e
restos
do
altar
e
da
cadeira
do
bispo.
Toda
esta
parte
do edifício
foi
cuida
dosamente
coberta,
e
forma
uma
especie
de
crypta
que
se
cuida com
o
maior
dis-
vello.
© venesios
dos
tabacos.—
Pouca
gente
ignora
hoje que
os
tabacos,
princi
palmente
os destinados
para
fumar,
con-
téem
differentes
porções
de
nicotina,
vene
no
que
já
houve
quem
o comparasse,
na
energia,
quasi
igual
ao
acido
prussico.
Cem
partes
de
tabaco
secco
encerram
as
seguintes
quantidades
de
grammas
de
ni
cotina:
Tabaco
»
»
»
»
»
»
Os
i
Havano
........................
2,0
Maryland
..................
2,3
Virgínia........................
2,0
Alsace
........................
3,2
Pas-de-Calais ....
1,9
Nort............................
6,6
Lot...............................
8,0
tabacos mais
nicotinosos
são
grammas
»
»
»
»
»
»
OS
C"“
tèem maior
consumo;
o
que
não
admira,
porque
o
indivíduo,
em
geral,
gosta
mais
do
que
exaelamente
menos
lhe
deveria
convir
ao seu
bem
estar
moral,
physico
e
social.
A
propriedade,
que
tem
o
tabaco,
de
excitar
a
membrana
mucosa
do
nariz,
é
devido
á
presença
da
nicotina
e
de
saes
amoníacos.
Assim
o
aflirma
Mr
Regnault
na
sua
chimica
vol.
4
o
,
pag.
312.
©
telegrafo.—
Em
1875
a
Inglaterra
tinha
em
communicação 59,000
milhas
de
fio
electrico,
em
cifra redonda, a
Bélgica
5.000,
Suissa
4,000
e
29,000
a
França.
Os
Estados
Unidos
possuíam
na
mesma
época
nada menos que
76,000
milhas,
vindo
logo
na ordem
de
sua
importância
telegráfica
a
Rússia
com
32,000,
a
Áus
tria
com
28,000,
a
Allemanha
com
20,000,
a
índia
com
15,705,
(1884)
o
Canadá
e
seus
domínios
com
10,995
(no
mesmo
an
no),
a
Turquia
com
17,597(
a Italia
com
12,622,
a
Suécia
e
Noruega
com
8,994,
a
Hespanha com
7,897,
o
México
’
com
5,650,
a
Confederação
Argentina
com 4,781
(1874),
o
Egypto com
3,980,
o
Brazil
com
3,375,
o
Chili
com
2,650,
a
Hol-
landa
com
2,144.
Portugal
com
lr944,
a
Dinamarca
com
1,591,
a
Grécia
com
1,156,
o
Uruguay
com 952,
a
Colombia
com
810
\1873), o
Perú
com 600
(1874),
a
Boli-
viaeom 475
(1873),
Costa
Rica
com
220,
o
Equador
com 218
(1874),
e
Guatemala
com
152
1872.
Fabrica
importante.—
A
fabrica
dos
tabacos
de
Nantes
é
uma
das
mais
importarhes
de
França. Eis
alguns
porme
nores
autheiHiços
a
respeito
deste
grande
estabelecimento.
1,800
operários
empregados
diaria
mente,
a
saber: 100
ho
ns
e
1:700
mu
lheres;
os salarios
elevara-
a
950 mil
francos
por
anno;
os
trabalhos,
geralmen-
que
te effectuados
por
tarefa,
produziram
em
1874
um
salario diário médio de 4
frs.
01
para
os homens
e
1
fr.
65
para
as
mulheres,
por
10
horas
de
trabalho
effe-
ctivo.
A
fabrica
recebe
annualmente
2
mi
lhões
e
300
mil
kilogrammas
de
tabaco
em folha de diversas
precedências
e
ta
manhos;
tira
limpos
2
milhões
e
150
mil
kilogrammas
de
tabaco
fabricado,
1
milhão
e
800
mil
kilogrammas
de
tabaco para
fu
mar,
e 330
mil
kilogrammas
de
charutos
e cigarros.
As
vantagens da
fabrica
dos
tabacos
para
a cidade
de
Nantes resultam
princi
palmente
do
numeroso
pessoal
que
occu-
pa.
Dos
60
milhões
de
charutos
que
fa
brica annualmente,
mais
de
30 milhões
são
mandados
para
Pariz
para
abasteci
mento
dos
deposilos,
não
podendo a
fa
brica
de
Pariz (Gros
Caillon)
fazer
face
ao
consumo
destes
productos
no departamento
do
Sena.
Os
cigarros
de
Nantes
são
igualmente
consumidos,
parte
no departamento
do
Se-
oeste
e
do
de
tabaco
i
na,
parte
nos
departamentos
do
■
centro,
qne
a
fabrica abastace
•
ordinário
de
fumar.
A
fabrica
tem
uma
creche,
de
asylo
e
uma sociedade
de
mutuos;
as
escolas
são
frequentadas
du
rante
o dia
por
raparigas
de
menos
de
quinze
annos
de
idade,
que
não
podem
tra
balhar
mais
de
seis horas
nas
oflicinas;
e
depois
de terminado
o
trabalho,
pelos
ope
rários
adultos
que
não
receberam
a instruc-
ção
primaria
elementar.
©
bumdor de
erystaes.—E’ um
mister dos
mais
perigosos,
dos
mais
pe
nosos, mas
também
dos
mais
interessan
tes,
e
do
buscador
de
cryslaes.
Tomou
um
grade
incremento
depois
do
emprego
do
crystal
de rocha
na
opti-
ca.
Só
os
suissos
o
exercem
de
tempo
immemorial
nos
Alpes,
onde
vão
á
{procu
ra
deste
mineral,
que
é
silica
pura
ou
quartz
crystalisado.
Encontram-se
de
differentes
tamanhos,
finura e côr,
quer
'separados,
quer
em
grupos.
Os
buscadores
de
cryslaes
são
denomi
nados
slrahleu,
o que
quer
dizer
raios
luminosos.
Os
utensílios
do
satrahler
coraprehen-
dern
uma
barra
de
ferro
de
quatro
pés
de
comprido
e
recurvada
na
extremidade,
uma
palheta,
uma
corda
solida
e
um
sac-
co de
couro.
Assim
armado vai
de
manhã
á
descoberta
dos
seus
thesouros
hiapha-
nos.
Vai
quasi
sempre
só
para
não
ser
obri
gado
a
repartir
o
seu
achado.
Durante
ho
ras
inteiras trepa
ao
longo
dos
flancos
da
rocha,
por
cima de
cavernas
hiantes.
Aqui,
descobre
emíim
a
veia
de
quartz
que
ago
ra
trata
de
atlingir.
Os pregos dos
seus
sapatos
não
se
seguram
já ao solo
incli
nado;
desde
que marcha
o
terreno
allue;
é
mister
voltar
atraz para
procurar
uma
outra
estrada, porque
nenhum
caminho
aberto
conduz
a
estas
regiões
inhospitas;
para
cada
passo
é
necessário
escolher
um
sitio
conveniente,
e
muitas
vezes
é
pre
ciso
talhar
degráos
de escada
na
pe
dra.
Uma
vez attingida
a
via,
segue-a
e
ba
te
cora
o
seu
martello.
Ao
ouvido
exer
citado,
o
som
indica
a presença
de
uma
caverna,
drusa,
bolso
ou
forno;
são
os
no
mes
dados
a
exeavações
onde
se
acham
cryslaes
adherenles
ás
paredes,
ou
soltos
e
misturados
com
a
areia.
A
mais
celebre descoberta
de
cryslaes
monstros no
Saint-Golhard,
diz
o
«Jour
nal
Officiel»,
é
muito
recente. A 100
pés
acima
de
base
de
neves
eternas,
um
phar-
raaceutico
de
Berde
descobrio uma
veia
de
quartz
de 60
pés
de
comprimento
e
de
4
a
12
de
largura.
O
seu
guia
dislinguio
nella
algumas
manchas
e
sustentou
que
eram drusas.
Mas
a
escuridão
não
tardou
a
deter os
exploradores,
que
não
puderam
arriscar
nenhuma tentativa.
Passaram
a
noite
n
’um
chalet.
Desgraçadamente
de manhã,
em
vez
de
um
esplendido
sol
que
esperavam,
es
pessas
nuvens
começaram
a
cobrir
a
mon
tanha
e
ameaçaram
cortar
a
retirada;
foi
pois
necessário
abandonar
esta
empreza,
e
ganhar o
mais depressa possível
o
val-
le.
Veio
o inverno
e
o
thesouro
sonhado
não
lhes deixou
ura
instante
de
repouso;
contaram
as
horas
que
deviam
decorrer
até
á
primavera
e
ao
derretimento
das
neves.
Emfim,
o
dia
esperado
chegou,
e
por
;
uma
bella
manhã
puzeram-se
a
caminho
uma
sala
soccorros
e
chegaram
felizmente
a
encontrar
de
novo
a
veia.
Fizeram
manobrar
a
mina
para
abrir
os
ferros
e poder
penetrar
no interior
des
sas
cavernas
mysteriosas.
Colheram
perto
de
300
quintaes
de
crystal,
cujos
grossos
pedaços
foram
adquiridos
pelos museos, eos
fragmentos
pelos
opticos.
A noite
de
Natal a
bardo do
«Paraná»
—
Da
correspondência
do
rev.°
padre
Senna
Freitas
para
a
«Palavra» ex-
tractainos o seguinte:
«Como
só
lançássemos
ferro
em
Lisboa
no
dia
de
Natal,
tive
o
prazer
de
celebrar
a
bórdo
a
missa
da
meia
noite,
para
o
que
tina
um
privdegio
concedido
pelo
San
to
Padre.
Foi
uma
cerimonia
immensa-
inente
tocante.
O
commandante
do
vapor,
acedeu
do
melhor
grado
á
proposta
que
lhe
fiz n
’
este sentido, e
á
frenie
de
to
da
a oflicialidade
de
bordo
e
toda
a
tri
pulação
assistiu
ao
incruento
sacrifício
com
que
no
meio
do
alto
Oceano
se
corame-
morava,
pelo
sacrifício
do
Golgotha,
o
ri
dente
e auspicioso
Natal
do presepio
de
Belem. A grande
salla de
jantar,
do
vapor,
foi
transformada
em
templo,
o
piano
que
lhe
fica
ao
fundo
em
mesa
de
altar, sobre
a
qual colloquei a
sagrada
ara.
As bandeiras,
flainulas
e
galhardetes
do
mar
substituíram
os
dóceis,
cortinados
e sanefas de
terra,
os
resposteiros
dos
aposentos
do commandante
e ofliciaes
fize
ram
as
vezes
das
alcatifas
da
egreja.
Doze
religiosas
que
seguiam
pelo
«Paraná»
para
differentes
collegios
do
Brazil,
formaram
um
delicioso
côro
religioso,
e
durante
a
missa
cantaram
piedosos
cânticos
relativos
á
festa
do
Natal.
No
momento
da
elevação
da
hóstia to
caram
as
sinetas
do
bordo.
Este
acto
com-
memorativo
do
mais
bello dia do
anno,
celebrado
em
pleno
mar,
no
silencio
abso
luto
da natureza,
sobre
a
*
super<icie
liqui
da
e
movei
das aguas
e
áquella
hora
mys-
teriosa
que
recordava a
tantos essa
noite
essencialmente
de família,
em
que
se
re
parte
entre
os
parentes
risonhos
o
folar
do
Natal,
depois
de
se
ler
assistido
na
egreja
da própria
parochia
ao
mysterio
do
nas
cimento
do
Redemptor,
esse
acto
religio
so,
digo,
arrancou
lagrimas
dos
olhos
de
muitos
dos
assistentes, pouco
acostumados
por
certo
certo
a
verem
um
barco meta-
morphoseado
em
presepio
de
Belem,
e
as
barcarolas
profanas^
dos
marujos
em
cânti
cos
sagrados.»
Invernos rigorosos. —
O
presente
inverno
promette
ser
bastante
rigoroso.
A
este
respeito
o
«Pelit
Journal»
de
Pa
ris
publicou
a
seguinte
curiosa
noticia
:
«Em
1783,
a
academia
das
sciencias
recebeu
de
toda
a
parte
relalorios
ácerca
dos
effeitos
extranbos
do
frio.
«Em
a
noite
de
29
para
30
de
de
zembro,
escreve
o
duque
de
iã
Rochefou-
canld,
os
vinhos
de
todos
os
toneis
da
minha
adega
que
é
bastante funda,
gela
ram-se
a
ponto
de que
me
foi
impossí
vel tirar
uma
só
gota; umas
vinte
vasi
lhas
e
garrafas
em
que
tinha
vinho
tinto,
dispararam
as
rolhas
com
estrondo:
a
cada
momento
saltava
uma,
de
maneira
que parecia um
tiroteio.
A
terra
gelou
a
dois
pés
de profundidade:
a caça
mor
reu.
«Nas
que,
em
1458, tendo
o
Danúbio
geiado
de
uma
a
outra
margem,
acampou sobre
o
gelo
um
exercito
de
40 mil
homens.
«Em
1168,
em
Flandres
foi
preciso
partir
a
machado
o
vinho
que
se
distri
buía
aos
soldados.
«O
inverno
de
1591
causou
muitas
mortes
repentinas
que
atacaram princi
palmente as
mulheres
e
as
criaaças.
«O
inverno
de
1608
foi
tão excessi
vo
que
áquelle
anno
se
ficou
chamando
o
«anuo
do
grande
inverno».
O
frio
come
çou
no
l.°
de
janeiro
e
durou
até
23.
Henrique
IV
disse
que
o
bigode
lhe
ge
lara
ao
pé
da
rainha.
«O
frio
recomeçou
no
l.°
dç
março
do
mesmo
anno.
Foi
tão
rude
como
o
havia
sido
em
janeiro.
A
caça
e o
gado
morriam
nos
campos.
Tímbem
morreram
alguns
homens e
mulheres.
Muitos
ficaram
paralyticos
durante
toda
a
vida
e
a
ou
tros
gelaram-se-lhes
os
pés
e
as
mãos.
«O
«Jornal de
Phyiica»
dá
uma
lista
dos
invernos
mais rigerosos
desde
o
6.®
século
até
ao
18.° N
’
este
ultimo
século
notam-se
especialmente
os aunos de
1709,'
1716, 1729,
1731,
174C,
1745,
1758,
1760,
1768
e
1799.
«Os
maiores
frios
que
se
teem
sentido
no presente século,
feram
em
1830,
1840,
1846,
1853
e 1871.
«O
maior
frio
notado
em
França
desde
a
invenção
do
therirometro
foi
observado
em
Pontarlier,
em
1846.»
chronicas
de
Saint
Denis,
iè-se
Vinho
da
Madeira.—
Como
a ex
portação
dos
vinhos é
a
principal
do
nosso
paiz,
a
todos
os
vinhateiros
interessa
a
se
guinte
carta
de
uin
da
ilha
da
Madeira,
que copiamos
da
«Correspondência
de
Por-
gual».
O
sr.
Lometino,
um
dos
mais
acredi
tados
lavradores
de
vinho
da Madeira, di
rigiu
ao
«Times»
e
este
publicou
no
seu
numero
de
9
de
novembro, a
seguinte
correspondência
:
Sr.
editor
do
«Times» —
Tendo
lido
a
carta
do dr.
Grabham
no
«Times»,
de 25
ultimo,
vejo-me
forçado,
como
proprietá
rio
e
negociante de
vinhos
aqui,
a
dizer
alguma
coisa
ácerca
do
objecto.
Não
é
verdade que
o
phylloxera destruísse
todas
as
vinhas
na
Madeira, sendo
um
facto
bem
sabido,
que
a
colheita
do corrente
anno
foi
de
bom vinho,
com
quanto
um pouco
menos
em
quantidade
em
relação
aos
úl
timos tres
annos,
devido
em
parte
a ter
apparecido o
phylloxera
e
lambem
por
que,
em
alguns
logares,
as
vinhas
estão
já
cançadas.
Pelo
que
respeita
a
vinhos
ar-
tificiaes,
infelizmenle
taes
vinhos se
em
barcam
misturados
com
vinhos
de
uvas,
facto
este
que
traz
um
grande
descrédito
ao
nosso
vinho
genuino
e é
muito
preju
dicial,
não
só aos
interesses
d
’
aquel!es
negociantes
de
vinho,
que
nos
seus ar
mazéns
não
admittem
vinho artificial,
co
mo aos
cultivadores
em
geral.
E’
comlndo,
um
facto
bem sabido,
que vinhos
artihciaes
se
podem
vender
50
°|„
menos,
do
que
vinhos genuinos,
e
vinho
genuino não
póde
ser
exportado
por
menos
de
Ibs.
25
por
pipa,
liquido
para
o
exportador.
—
Os preços
regalares
de
vinho
por
pipa,
são
de
Ibs
25,
excluindo
comrms-
sões,
a
Ibs.
200 conforme
a
sua edade,
qualidade
e
especialidade, e
vinho
que
cus
tar
Ibs.
50,
por
pipa,
para cima, tem
em
si
mesmo
a
recommendação
de
ser
de
5
annos
de edade
e
ter
sido
feito de
uvas
de
sitios escolhidos.
Faço
esta
exposição
com confiança,
porque
sou
proprietário
de
terrenos vinha
teiros
e
dono
de
um
grande
deposito
de
vinhos
genuinos
de
diversas
edades, desde
1819
até á
era presente,
sendo
o
meu gi
ro
feito
com
o meu
proprio
capital
e in-
teirarnçnle
*
’
independente
: repito,
vinhos
ajUTficiaes embarcados
a
menos
de
Ibs. 25
"por
pipa,
liquidas
para
o
exportador,
não
podem
ser
vinhos
genuinos
e
aquelles
que
exportam
por
preço
inferior
só
fornecem
uma
imitação
do vinho
Madeira:
—se
taes
imitações
fossem sujeitas
a
uma
analyse
chimica,
ver-se-hia
que
ellas
não
são
fei
tas d’
uvas,
mas
de
peros
e
outras
frotas.
Sou
sr.
vosso muito
obediente
—
Tar-
quinio
T.
Camara
Lometino.
4
Domingos
da
Silva
S.
Gens,
da
fre-
guezia
de
S.
Paio
de
Merelim,
vem por
este
meio
agradecer
ás
pessoas
tanto
d’
a-
qtiella
freguezia,
como
das
visinhas,
que
o
obsequiaram
por
occasião
do enterro
de
sua
mãe,
o
qual
teve
logar
no dia
31
do
passado.
Por
esta occasião
não
póde
deixar
de
dizer
que
lhe
causou
estranheza
o
não
ter
havido
a
devida
consideração
para
com
os
restos
mortaes
de
sua
fallecida
mãe,
depositados
na
casa
próxima
do
adro,
por
parle
dos festeiros
que
mesmo
em-
quanto
se
procediam
ás
rezas costumadas
n
’
aquella
freguezia,
a
dois passos
da
casa
tiveram
uma
tocata,
lançaram
fogo,
etc.
Admiro-me
lambem
que 11’aquella
paro-
chia
não Ivja
um
ferelro,
como
é
costu
me,
para
conduzir
um
cadaver
á
sepul
tura,
lendo-me
eu visto
na
necessidade
de
alugar
um caixão:
isto
é
tanto
mais
para
notar,
quanto
é
verdade
que
a pa-
rochia
possue,
vae em
3
annos,
uma
dei
xa
d’um
conto
e
setecentos
e
tantos mil
reis,
que
deveriam
ler
sido
applicados
em
melhoramentos
da
egreja.
Sobre
este
as
sumpto
prometlo
ainda
insistir
um
pouco
mais.
S.
Paio
de
Merelim,
2
de janeiro
de
1877.
Domingos
da
Silva
S.
Gens.
O
padre
José
.Lopes
dXJliveira
Pójeira
*
e
Constantino
Lopes
Pójeira,
não
lhes
sen
do fácil
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
os
revm.
os
e
exm.
os
snrs.
que fi
zeram
a
honra
de
assistir aos
oíficios
fú
nebres,
que
no
dia
4
do
corrente
se
fi
zeram
na
egreja
de
Cabanellas
pela
alma
de
seu
presado
e
sempre
chorado
irmão
e pae;
e
bem
assim a
todos
os
exm.°
s
senhores
e
senhoras,
e
mais
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
seu
fallecimento,
tomam
a liberdade
de
o fa
zerem
por
este modo,
do
que
pedem
des
culpa,
protestando
a
todos sincero
reco
nhecimento
e
grata
amisade.
(4500)
Vendem-se
vides
de
Vinhão
Tinto,
e
Vinhão
Mol
a
450
a duzia de
pés.
Também
se
vendem
vides
de
Borra-
çal
a
360
a
duzia.
Quem as
perlender
man
de
procural-as
em
casa
do
snr. João
Au
gusto da
Cunha
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinlio.
(1)
t
1 I
1 ll
No
dia
6
por
10 horas
da
manhã,
no
largo
de S.
Paulo,
n.°
10,
entrada
da
rua de
San
to
Antonio
das
Travessas, ha
verá
leilão
voluntário de
moveis,
que
se
compõem
de
mezas,
con
solos
cadeiras de
mogno
e
ca
napé,
guarda vestidos,
camas
e
uma
rica,
e
varias
outras
miu
dezas.
Aula de instrução primaria
Na
rua
de
D.
Gualdim,
n.°
8, lec-
ciona-se
instrução
primaria
e
habilitam-
se
alumnos
para
exame.
Também
se
lecciona
grammaticalmen-
te
elementos
da
lingua
franceza
compre-
hendendo
lêr,
truduzir
e
fallar
a
mesma
lingua.
A
aula
abre-se
no
dia
8
do
corrente
mez de
janeiro
de
1877.
(2)
COfLLEGIO
»E SAMTA
YÍARftA-
R1OA
Já se
acha
aberta
a matricula,
desde
0
dia
l.°
de
janeiro
em
diante,
para
a
admissão
das
alumnas
que
queiram
fre
quentar
aquella
casa humanitaria d’
edu-
cação
e
ensino, estabelecida
na
rua
do
Poço
d’
esta
cidade.
São
admittidas
meninas
internas,
se-
mi-internas,
e
externas.
As
internas
darão
por
mez 7$200
reis,
as
semt-inlernas
reis
3$600
para
0
seu
sustento.
As
matérias,
que
alli
se
ensinam,
são
as seguintes:
Fazer
meia, cozer,
rendar,
chrochet,
bordar
e
flores
artificiaes.
Lêr,
escrever,
contar,
corographia
e
historia
e
systema
métrico
; grammatica
portugueza
e
traduzir
e
fallar
francez.
Não
ha
época
fixa
para
a admissão
das
alumnas;
por
isso
que
leem
sempre
accei-
tação,
em
qualquer
época
do
anno.
(3)
I AHKtC.4 SOCIAL BRACAREASE
PROPRIETÁRIOS:
taxa
,
bahia
,
gerqueira
&
PACHECO.
N’
esta
fabrica
fazem-se
chapéus
de
lã,
pello,
feltro
e
seda,
de
todas
as
côres
e
formatos.
E
annuncia-se
ao
respeitável
publico,
consumidor
d
’
este
genero
e amador
da
alta
novidade,
que
a
sociedade
já
abriu
um
deposito,
para
grosso
e
retalho
na
rua
de
D.
Pedro
V,
62, em
casa
do socio 0
snr.
José
Baptista
da
Silva
Taxa
e
outro
na
rua
de
Santo
Antonio
n.°
2
e
3,
em
casa
dos
snrs.
Azevedo
óc
C.3
Em
qualquer
dos
depositos
encontrarão
os
consumidores
deste genero,
grande
sor
timento,
qualidade
excellente
e
preços
muito
rasoaveis.
4498
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem obter
0
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta
registada
a
Medicus,
13, praça do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
CONFEITARIA CENTRAL
E
GRANDE
DEPOSITO
DE
VINHOS
DO
Armazém da Egtre.lln, no
Porto,
DE
José
Anacleto
d’
Araújo Figueiredo.
15
—
Rua de S. Marcos—85
BRAGA
Classificação dos
vinhos
Vinho Palhete,
Meza
n.°
1.
—
Tintos
—
F.
n.°
1
—
F.
n.°
2
—
F.
n.»
3
—
F.
n.°
5.
—
Tintos
velhos
superiores
—
V.
n.°
1
—
V.
n
0
2—V.
n.°
3
—V.
n.°
4—1863—
Vinho branco n.°
1
e
n.°
2.
— Brancos
superiores
—
V.
B. 1861
—
Moscatel
n.°
1,
2
e
sec-
co
—
Malvasia
Adamada
n.°
1,
2
e
secco.
—
Geropigas
loura
e
Brancas
n.°
1.
Vinho
Lagrima,
loura
e
branca
n.°
1.
—
Especialidades
—
1817
1840,
Alvaralhão
—
1840
e
1834,
Roucão
—
1820,
Lacrirna
Christi
e
Collares.
Cognac,
Champagne,
Moscatel
de
Setobal,
Madeira,
Bordeux e
Xarez.
Licores
nacio-
naes
e
francezes.
Encontra-se
na
mesma confeitaria pró
prios
da presente
estação
os
seguintes
objectos
como
são:
Queijo
Londrino
e
Fla
mengo— Xerter
e
Papel
—
Chá
Ilysson
e
Preto,
Bolacha
Ingleza
de
todas as
qua
lidades,
Biscoito para chá,
de
diversas
qualidades,
Amêndoas,
e
doce
de
fructas;
Farinha
de
legumes,
ervilhas
em
grão,
conservas
inglezas,
Sardinhas
de
Nantes,
Figo,
Passas
de
Alicante,
Castanhas
do
Maranhão,
Ameixa,
Pera
e
Avelãs;
casca
de
pecego
de
duas
qualidades
e
massas
pa
ra
sopa;
assim
como
chocolate
hispanhol
de
superior
qualidade.
Peixe de
escabexe
Salmão,
Linguado,
Inguias;
bem
como
Prezunlo
de
fiambre,
Salleme,
fructas
em
aguardente,
pastelinhos
de carne
e
doce,
e
muitos
outros
objectos
que
seria
longo
enumerar.
N
’
esle
mesmo
estabelecimento
se
acha
deposito
de
cannos
de
chumbo
e
tornei
ras
de
metal.
(4489)
VENDE-SE
P01 preço favoravel
3
cavallos,
sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos,
que trabalham
de
sellim
e
trem.
São
de
toda
a
confian
ça
e
por
isso
se
dão
a
contento.
Também
se
vende
um
phaeton,
em
excellente
uso,
com
todos
os
arranjos
pa
ra
armar
de
diversas
fôrmas,
e
bem assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José
Foinellos,
na
villa
de
Mesãofrio.
(4452)
»A
CASA RE VILLA ROUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
» »
.
»
Lagrima
..............................
190
200
»
Branco
de
meza.
. .
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
. „
.
300
»
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
360
»
»
velbo
...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.
.
.
700
»
Alvaralhão....................................
560
»
Velbo
de
1854
....
600
»
a retalho
part
meza
50
e
80
,
o
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo cbymico.
(N»)
Linimento
BOYER-MICHEL para caval
los,
fazendo
as vezes de
fogo e
não deixando*
vestígios
do seu emprego M
ichel
,
pharma-
enilt
1
AS—
f
_ T»
_____ _ i
--
------------- ---
XTXXV.X1X1JU,
P-llcUTU
ceutico
em AI
m
(na Provença)
Franca.
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
0 snr.
Barreto, Loreto, n 0 28 —3í). f25 )
FILIAL DA CAIXA
ECdNOMICA PEMÍORÍSTA
Sociedade anónima de
responsabilidada
li
mitada
Capital.................5®OtOQ®^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo}
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis, ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposita
a
praso
ou á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias
dés-
de
as 9
hora da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha
dOX^ESCÍXO
DE
Ml
SBIlílU
K
ʫW
RUA
DA ESPERANÇA N.°-224
BL.MJSBSOJ5L
t
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baplisla
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tem
merecido
e
conservado,
continúa
com
incessantes
melhoramentos
na
sua
administração
economic.a
e
escolar.
O edifício,
que
é
proprio,
foi
convento,
e
não
tem
na
capital
outro
igual appli-
cado
ao ensino
particular. Na sua
restauração
e nova
applicação
temos
gasto
avul
tadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos
está
a
cargo
.d
’
um
professor
allemão,
auctorisado
pe
lo
bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão
de
estar
sempre na
altura
do
credito
do
estabelecimento,
sérios,
instruídos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commércio
e
linguas
tem
os
alumnos
n
’
este
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com
gabinete
de
physica
e
chimica,
muito
desenvolvidos,
e
com
excellente
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de
geographia, malhemalicas
e
desenho
devidamente montadas.
A
gymnaslica
completa.
E
(ialmente,
o
collegio possue
lodos
os
estabelecimentos
parciaes auxiliares
do
ensino
que
deve
fazer
parte
integrante
d
’
uin
estabelecimento
d
’
esla
ordem.
Os alumnos
tem quarto
separado.
Os
Estatutos
iudicam lodo
o
seu
desenvolvimento.
O
Director
proprietário
(32
*
)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
ás
2
da
tarde, a sua
entrada
de
1.0
0|0
ou
2$500
reis
por
acção,
(corresponden
te
ás
10.
a
e
ll.
a
entradas)
conforme a
de
liberação
da
assembleia
geral
de
17 de
julho,
e na
mesma
occasião
serão
troca
dos os
litulos
provisorios pelas
acções
ou
tilulos definitivos.
Braga
e
escriptorio
da
companhia, 22
de
dezembro
de
1876.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
(4196)
(314)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
PARA
LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S.
Marcos
— 2
Em
saldo
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
metro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã,
largos,
pa
ra
700
e
1^000
reis
o
metro.
Lenços
de
malha
a
300, 360
e
400
reis.
Bretanhas
de linho
para
360,
500
e
600
reis
o
melro.
E
muitos
mais
objectos
por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
ESTUDANTES
No
Largo
de
S.
Lazaro
n.®
12,
rece
bem-se
estudantes,
até
á
edade
de
16
an-
nos,
e
explicam-se-lhes'lições. (317)
(4502)
INJECÇÃO
HKIENICÃ
J3 A LSA 5111'»
PKI5 MI ET AT ICO
Esta
injecção
é
a
unica
e eílicaz que
cura
em
seis
ou
oito
dias toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto antigas
como
mo
dernas.
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim, á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no Porto na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proxnno
ao
Palacio de
Crystal.
Preço
de cada
frasco
—400
rs.
(4149)
AGUAS ALCALi.W-GAZmíAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas na Exposição
de
Vienna
cm
1813.
Estas
aguas
que
a
analyse e
experiên
cia
tem
mostrado
serem
das
primeiras
da
Europa, aplicam-se
com
vantagem em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
efíeilos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia
só
garante
a
pureza
das
aguas vendidas
nos
seus depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Moatenegro.
R. de
D.
Maria
2.a
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R. dos
Chãos.
(4105)
ESTABELECIMENTO
DE
LOTERI&S
AFHHÇABl
HO GOVERNO CIVIL
20 P03.T0
POSTO JIEDICO-CIRIRGÍCO
Largo
doa
Remedios n. 16.
FACULTATIVOS
Joaquim
Manuel
Rodrigues
Valle
—
Largo
go dos
Remedios
n
0
16.
Paulo Marcelino Dias
de
Freitas
—Cam
po
Novo
n.°
17.
Luiz
Cândido
Fernandes
Valle
—
Rua
Nova
n.®
25.
DE
PORTO.
N
’
este
estabelecimento
satisfaz-se
com
pontualidade todas e quaesquer
encom-
mendas
que
sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fiacções
para
quaesquer loterias,
vindo
acompanhadas
do
respeclivo importe
em
valles
ou
estampilhas
do
correio.
Remette-se
no
fim
das
extracções
as
respectivas
listas
dos
prémios; e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
proporcionando-se
vantajosas
commissões.
Além
dos
bilhetes inteiros,
meios,
quartos,
oitavos
e décimos,
ha
um variadís
simo
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos,
cautelas
de
l$200,
600, 500,
300,
250.
130,
100
e 40
réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de 400,
1^000,
3^000,
ti^OOO e
12^000;
e
collecçôes
especiaes
de
50
numeros
differenles,
de
2$000,
5$000, 15-5OO0
e
30^000
rs.
Aeceitnna-ge desde
já eneommeiidaa pari» n Cts-r.Bssíe Ejoteria que
na
fórann <
íoh
»»iaim
anno» deve cxtrair-ne it«» priiximo futuro so»ez «le
Dvzenihrn e
etsjo eapital iioH preniieK que se «8istribuenu é de dois mii
tento e
dota contos e quatipo centos mil réi»!l!
(4277)
Acaba
d
’abrir-se
n
’
esta
cidade
um
Posto
itiedieo-cirurgico,
onde
se
en
contra
a
qualquer
hora
do
dia
ou
da
noi
te
um dos
facultativos supra-mencionados,
promplos
a
dar
consultas
ou
a
prestar
soccorros
domiciliários
aos doentes,
que
careçam do tratamento medico ou
cirúr
gico.
O
serviço
será
feito
com
toda
a
regu
laridade
e,
para
maior
commodidade
do
publico,
recebem-se
assignaturas,
pelas
quaes, mediante
a
retribuição
abaixo
in
dicada,
cada
chefe
de
familia
tem
direito
aos
soccorros
da
medicina
e
da
cirurgia
(excepto
operações
e
conferencias
domi
ciliarias,
que
terão
preço
á
parte)
para
si
e
sua
familia,
oito
dias
depois
da
sua
inscripção.
As conferencias
no
posto
medico
e
at-
testados
médicos
são
gratuitos
para
os
as-
signantes;
Nos
casos
urgentes
os facultativos
po
derão
ser
procurados
nas suas
moradas.
teOUBAS
f
—
1
Í
r
U
à
DE S. MARCOS,
N. 5.1
É
• ã
H
Vende papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
Sallas, H
lindíssimos
gostos,
a
priri-
|| cipiar
em
80
reis a
peça.
I
-
í
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
$
dade.e
preços
muito
resu-
S
midos.
Vende
cimento
Forna-
no
para
vedar
aguas,
ges-
§
so
para
estuques
de
ca-
<
sas,
tudo
de primeira qua- dg
g
hdade.
(Z
*
j
g
INJECTION BROU
Hyglenlea
infxllivel y preserrxtiva; absolutament»
a
unicaque cura sem lhe juntar
mais
nada.Vende-
>r
se nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
{
instrucçâo do uso.
(30
ano» de extío.)Parll, casa do
,.
inv>r
B^Magenta,
1S8. Lisboa,
S'Barreto Loreto 28 e 30. •
XAROPE
D
e
BLAYN
oe
um
gosto
agradavel,
adoptados
com grande
exito
ha
mais de 20
annos pelos
melhores
médicos
de
Paris:
curão
os
deflussos,
gripe,
tosse,
dores
de
garganta
»i
J®™
onal
‘,
irritações
do peito, vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris
’
o.n
•
’
P
*
iairmaci
6n
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540
«
810
reis.
Pasta
2G0
reis,
Em
Lisboa:
Barreto, e em
todas
Pharmacias.
etc.
.«-po.-íio
no
Por-
-
* —-------
Cl JltEKGBDENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA
medico
-
cirurgi
-
CA DO
PORTO
Largo
do Barão de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(36^.;
DIMM1R0 A
JURO
A
Meza
da Irmandade de S.
Vicente
da
cidade
de
Braga, faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|0
’
ivres,
sobre
hypotheca.
(4481)
ESTABEEECI3IEKT0
Doce
do
chá —
doce
(ino—e
vinho
fino
No
campo de
D.
Luiz
1.®
(antigo
cam
po
da
Vinha)
n.°
27
—
junto
ao
quartel
de
cavallaria.
Ha
queijadas
do
Salvador
a
320
rs.
Companhia Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense
Soeiedade
anonym» ár
responsa
bilidade liiuiiada.
São convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
companhia
a
realisarem
desde
o
dia
2
até
6
do
proximo
méz
de janeiro,
no
escriptorio
da
Companhia,
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12
das
10
da
manhã
Preço
d'assignatura
Prestação
rnensal
(dentro
de
barreiras)
500rs.
A
assignatura
só
póde
fazer-se
por
mez,
por trimestre,
ou
por
semestre,
pagando-
se
adiantada
a
competente
prestação
no
aclo
da
inscripção.
SÃO SE PEDE JOIA. (316)
ESCQL
â
.
ÀMERICA.HA
Cônsullorio
a
toda
a hora, tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22. (43321
Lecciona-se
o
curso
da
lingua france-
za
na rua
do
Anjo
n.°
I
I,
desde
as
6
ho
ras da tarde até
ás
7,
pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados. (4412)
ENXER1
OS DE
L
a
IUNGEÍUA
Da melhor
qualidade
dos
arrabaldes
de
Coimbra,
recebem-se
encommemlas
na
rua
de
D.
Pedro
n.®32,
2.®
andar, Porto,
on
de
se
dão os
esclarecimentos
precisos.
(4466)
JOSE’
DA SILVA FU1\DÃO
tom loja d® fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(laãtode
baixo].,
68
Participa
aos seus
amigos
e fre-
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
AVrH/
das proviociasque
tem
um bonito
iT
a
e
var*
a
^°
sortimento
de
fato fei-
to, casimiras
para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500. 2^000
e
2s55OO
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
aipa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(i«)
braga
,
typographia
lusitana
—18"6.
Parte de Comércio do Minho (O)
