comerciominho_02061877_646.xml
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-
5.°
ANNO
1877
FOLHA
COMMEBCiAL RELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO
646
Assigna-see
vende-se no escriptorio
do
editor
e
proprietário
/ort
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n? 3
E,
para
onde
deve
*«r
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.■= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—Semestre
850
rs.=~Provin-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.«
—
Semestre
1&030
rs.=
Brazil,
anno 3$600
rs.
—
Semestre 1&900 rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 8
/o
d
’
abatimento.
BBAGA—
SUIUIIM! 2 DE
JUNHO
Insurreição
na
Heupanlia.
Circulam
insistentes
rumores
de
gran«
de agitação
em algumas
provincias
da
nossa
visinha
Hespanha.
Aos
successivos
boatos das
conspira
ções
na córte,
accrescem
agora
noticias
de
alta
importância.
Hontem
telegrammas
davam
como
um
facto o
terem-se
revolucionado
as
provincias
da
Byscaia
e
Catalunha,
dizen
do-se
que
o
movimento
é
no sentido
li
beral
anli-dinaslico.
Aílirmavam
os
mesmos
que
a muni
cipalidade
de
Badajoz
se
demittíra,
e
que
alli,
assim
como
na
Galliza,
lavra
seriis-
sima
agitação.
A
’
hora
em
que
escrevemos
ainda
não
ha
noticias
confirmando
os boatos
referi
dos.
E
’
certo, porém,
que se
elles
não
são
hoje
uma
realidade,
não
se
procrastinará
muito
o
dia
em
o
sejam.
Que
a Hespanha
está
nas
vesperas
d
’
uma
formidável
guerra
civil,
todos
o
sentem,
e
a
ninguém
é
licito
duvidal-o;
se
não
desconhecer
a
situação
d
’
aquelle
paiz.
Quaes
sejam
as consequências
d
’
essa
guerra,
o
futuro
o
dirá:
no
entanto
não
será
avançar
muito
o
predizer—
que
ellas
mostrarão
ao
nino
Affonso
que
nem
tudo
são
rosas no
viver
dos
reis,
ainda
quando
estes
collam
aos hombros
a
purpura
usur
pada á
força
do
direito
pelo
direito da
força.
Havia
na Boma
pagã
um
templo
con
sagrado
a
Jano,
o
qual só
se
fechava,
quando
reinava
a
paz em
todo
o
império.
Na
Hespanha,
se
existe
um
templo
assimilhado, é
claro
que
elle
jámais
po
derá
fechar-se;
porque
devem
ter feito
voar em haslilhas
as
suas
portadas
in
substituíveis.
As
conspirações,
os
«levanlamientos»
succedem-se
alli
com
uma
rapidez
verti
ginosa.
Decididamente,
como
os
deuzes
-mor
reram,
o templo
simbolico
da
paz na
patria
do
Cid
esboroou-se
para
sempre.
O
dia 3
de junho.
Eis
já
bem
proximo
o
festivo
e
jubi
loso
dia
do
anniversario episcopal de
Pio
IX
á
cadeira
dTmola.
E’ este
um
dia
de prazer
e jubilo para
todos
os
verdadeiros
catholicos
que
nutrem
em
seus
corações
os
mais
santos
e
puros
sentimentos
da
religião
d
’Aquelle que ope
rou
a
grande
e
maravilhosa obra
da
re-
dempção
do
genero
humano.
Eia,
pois;
festejemos
nós lambem
este
dia
;
já
que
não
tivemos
o
prazer
de acom
panhar
essa santa
peregrinação
á
presença
do venerando e
supremo
chefe
da
Egreja.
E
’
sim o
dia
3
de
junho
esse
dia
de
tão
grata
recordação
para
lodos
os filhos
da
Egreja
;
dia
em
que
lá,
na
cidade
eter
na,
se
retinem
os
verdadeiros
catholicos
junto
a
Pio IX,
para d
’
este
modo
lhe tes-
limunharem
os
sentimentos
de
gratidão
e
obediência
que
lhe
consagram
como
ver
dadeiro
chefe
da
Egreja
e
como
incança-
vel propagador
e
acérrimo
defensor
de
suas
doutrinas.
E
a
nós,
filhos d'este
pequenino canto
da
Europa, seria-nos
insensível
todas
estas
demonstraçães
de profundos
sentimentos?
Sim,
Portugal,
o
reino
fidelíssimo
não
se
importaria
com
isso?
Ah!
não!
Bem longe
de
nós
uma
tal
supposição;
porque
aqui
ha
ainda
homens
verdadeiramente
catholicos
:
o
espirito
da
incredulidade
ainda
entre
nós
não
póde
ce
lebrar
o
seu
triunfo.
Sim,
aqui
ha
e
haverá muita
fé,
e
porisso
Portugal
lá
está
representado na
peregrinação
que,
com
toda
a
calholicida-
de,
festeja
jubilosa este
dia.
Pio
IX,
sobre
quem
a Providencia
vela
d
’um
modo
especial
constantemenle,
é
um
dos
Papas
cuja
historia
ficará
gravada
com
indeleveis
caracteres
de oiro
nos
annaes
dos
Pontífices
:
a elle,
depois
de
usurpa
rem
seus
direitos,
clausuraram-no
no
Va
ticano,
deixando-lbe
apenas
aquella
admirá
vel
Iranquillidade
e
grandeza
d
’
espirito,
porque não
lh
’
as
podiam
usurpar.
Mas
Pio
IX,
apesar
de
todos
os
incommodos
e
des
gostos
soflridos, vive
tranquillamente
a vi
da
do
justo.
O
grande
Ponlifice,
a
quem
a
impie
dade
persegue, a
quem
esta
procura
des-
thronisar
da cadeira
Pontifícia, que
teve
principio
em S.
Pedro
e não deixará
d
’
exis-
lir
até
á
consummação
dos
séculos
se
gundo
o
predisse
o
Auctor
da Santa e
Au
gusta
religião
Catholica,
recebe
em
seu
co
ração
todos
os
dias terníssimas
demonstra
ções
d
’affeclo e
gratidão que
a
seus
pés
vão
depôr os
representantes
dos
crentes
de
todo
o orbe
catholico.
E
’
pois
justo
que
um
anniversario
tal
não
passasse
desapercebido
para
nós,
que,
não
obstante
estarmos
representados pe
rante
Pio IX
n
’
esta
occasião,
devemos
fes
tejar
e
commemorar
tão
fausto
dia,
dando
assim
mais
uma prova
cabal da
nossa
fé
e
reconhecimento
para
com
o
Vigário
de
Jesus
Christo
sobre
a
terra.
Braga,
1
—
6—
77.
B.
Mendes.
Toledo, 20 de
inaio de
1877.
[Correspondência
da
iNaçãov)
Não sou
político
nem
homem
de
re
correr
ás armas ;
foi
por
isso
que
na
ul
tima
guerra
me
conservei
quieto
em
mi
nha
casa.
As minhas
sympathias
não
estavam
de
cididamenle
nem
ao
lado
de
Carlos
VII,
nem
de
nenhum
dos
partidos,
que
assi
duamente
se
combaliam
para
escalar
o
po
der.
Eu
pertencia
a essa
grande
massa
fluctuante
que,
não
pertencendo
a
partido
algum
político,
se
decide
sempre
por a-
quelle que
triunfa
em
momento dado.
A
massa,
a
que pertencia,
compõe-se
de
gente
pacifica,
homens
de
bem,
em
ge
ral
de
curto alcance
e por
isso
fáceis
de
se
deixarem
surprehender
;
todavia
a ba
lança
inclina-se
sempre
para
o
lado
em
que
peza
essa grande
massa,
e
d
’aqui
depende
muitas
vezes
a
boa
ou
má
sorte
dos
par
tidos.
Durante
a
ultima
guerra
civil,
ainda
não
comprehendiamos
bem,
nós
os
homens
de
pouca
fé,
o
que
era
D.
Carlos
e
sua
bandeira.
Oitenta
mil
hispanhoes
o compreben-
deram,
é
verdade,
pois
lançaram
mão
da
espingarda
ao
grilo
de
Viva Carlos VII.
Mas
não eram
sufficientes
; sentia-se
alli
a falta
dos
meus,
do exercito
dos
egoís
tas.
Uns éramos
anli-carlistas
outros
svm-
patisavamos
com
o
rei
das
batalhas
e
dos
acampamentos;
porém todos
estáva
mos
a
ver
o
que
vinha
:
a
republica
pa
recia-nos impopular,
a
monarchia
estran
geira
simplesmente
ridícula,
a
dicladura
of-
fensiva
do
nosso
caracter
nacional.
Chegou
n
’
este
meio
tempo
o pronun
ciamento
de
Sagunto,
e
eu
mesmo do
meu
canto,
depois
de
um
opiparo
jantar,
res
pondi
ao
grito
de
Mariinez
Campos
com
um
estridente
Viva
Affonso
XII.
Mas
teem
decorrido
dois largos
annos,
e
hoje,
baixinho,
sim,
para
que
me
não
ouça
a guarda
civil,
grito, como
repara
ção,—
Viva
Carlos
VII!
E
ao
meu
grito se
unem
timidamente
muitos,
muitos
d
’
essa
grande massa
fluc
tuante,
athêa
em
matéria
política,
porém
que
quer
viver
a
todo
o
custo.
Vendo V.
Carlos
VII
fóra
de Hespanha
rir-se-hão
d
’estas
linhas,
por
que não
po
dem
imaginar,
que
no
seu
retiro
tenha
elle
ainda
mais
partidários
do
que
tinha
estan
do
á frente
do
seu
exercito.
Sabeis
porque?
1
FOLHETIM
0S ÚLTIMOS MOMENTOS
D
UM
CONDEMNADO
PELO
R.
P.e
Marchai
Missionário
apostolico
TRADUZIDO
DA
19.a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da S.
R.
religião
de
meus
paes»,
nunca
se
haveriam
feito
protestantes.
Se
podesseis
remontar
vossa arvore
genealógica
até
o
decimo
sex
to
século,
e
talvez mais
acima,
achar-vos-
hieis em plena
familia calholica.
Quando
se
enterrou
o
corpo
de
vosso
pae,
se
se
cavasse
um
pouco
mais
fundo,
ler-se-iam
encontrado
ossadas
de
catholicos.
Antes
de
1317 o
protestantismo
não
tinha
ainda
nas
cido.
Por muitos
séculos
o
mundo
passou
bem
sem
elle,
e
apesar
d
isso
os
negocios
não
corriam
mais
mal.»
Levantamo-nos
e
nos
assentamos
sobre
a
cama.
«A
proposito,
dizei
me,
sois
republica
no
e
franc-liberal?
—Sim,
senhor,
e
sei
o-hei
até
ao
ul-
limo
suspiro.
—
Muito
bem
!
sabeis
alguma cousa a
respeito
d'esses
famosos
reformadores do
decimo sexto século?
—
Na
verdade
! eram homens
suscita
dos
por
Deus
para
destruir
o
papismo.
—
Eu digo
que
eram
outros
tantos
in
fames
e
cruéis déspotas; a
começar
por
esse
animal
que
é conhecido
na
historia
pelo
nome
de
Henrique
VIII,
que
se
se
parou
de Roma
porque
o
papa
não
lhe
permiltiu
mudar
d’
esposa
como
de
cami
sas,
e que,
durante o
seu
reinado,
pro
nunciou
setenta
mil
seteuças
de
morte;
a
continuar
por
Calvino,
cuja tyrannia alra-
biliaiia
levou
os
Genovezes
á
chibata,
e
fez
queimar
Miguel
Servel
em
praça
pu
blica
; emlitn,
a
acabar
por
Luthero,
que,
depois
de
tingir
lisongear
o
povo
e
os
obrei
ros,
como vós,
excitou
logo
os déspotas
,
allemães
a
aniquilal-os
pela
metralha.—
Eis
[Continusçào]
F? então
que
pondo toda a
minha
con
fiança
em
Deus,
me
lanço
de joelhos
no
meio
da
prisão,
e
improvisei,
com
as
la
grimas
nos\lhos,
uma
d
’essas orações
que
não se
acham
nos
livros.
Tudo o
que
sei
é
que
foi
fervente.
Apenas
tinha
eu
orado
cmco
minutos,
quando
o
conderanado,
caindo
lambem
de
joelhos,
exclama:
«Senhor,
vós
sois
bom.
De
certo,
para
me
dardes
o
paraiso,
não
exigis
que
aban
done
a
religião
de
minha
mãe?...»
A
estas palavras,
estando
ambos
ain
da
de joelhos,
enterrompi-o
apertando-lhe
as mãos.entre
as
minhas.
«Ma
irmão,
lhe
disse,
se
vossa
mãe
soubesse
o
que
vós sabeis,
se
estivesse
n
’
esta
prisão,
já
seria
catbolica.
Se
vosso^.
______
_
,
antepassados
dissessem
então
como
vóslaqui
quem
foram
os
famosos
reformado- -----
dizeis
hoje:
«Eu
não
quero
abandonar
ajres
que
emprehenderam
arrancar
metadeilempo
de
recorrer
a
Paris.
da
Europa
ao
catholicismo.
Confesso-vol-o
francamente,
não
comprehendo
como um
republicano
como
vós
póde
vêr
em
si-
milhantes
homens
os
instrumentos
da mi
sericordiosa
Providencia.»
Estas
palavras, secundadas
pela
graça,
cairam
em
sua
alma
de
Girondino
como
uma
revelação.
Meteu
a
cabeça
entre
as
mãos,
depois
atirou
se
para
a
cama,
di
zendo:
«
Reflecli rei
no
que
me acabaes
de di
zer.
Sim,
estae
seguro,
eu
detesto
os
ty-
ranos.
E’
impossível
que
Deus
os
ame;
é
para elles
que
foi
feito
o
inferno.
Dei-
xae-me
um
instante. .»
Era
uma hora.
Abracei
o
infeliz
e sahi
cheio
d
’alegria
e d
’esperanças...
A
’s
quatro
horas
fui
introduzido
de
novo
no
cárcere,
la
munido
de todos
os
poderes
necessários,
caso
que
o
infeliz se
convertesse
Mas antes
de tudo
tinha
uma
tristíssima
nova
a
communicar-lhe.
«Muito
bem!
me
diz
vendo-me
entrar,
que ha
de
novo?
—
Ai!
meu querido amigo!...
—
as
la
grimas
corriam
de meus
olhos,—acabo
de
fallar
com
as
auctoridades
civis,
que
me
disseram
ser
impossível
retardar
um
só
minuto
o momento
fatal.
—
Está
pois
fixado
esse
momento
?
E’
talvez
depois
d
’
ái»anbã,
mesmo
ámanhã
!...
quem
sabe?...»
Era
isto mesmo
!
«Tinha-me
parecido
que
o
dia
estava
muito
proximo;
por
que
elles
tem procu
rado
dizer-mo,
declarando
que
não
havia
—
Comprehendo-vos,
é
ámanhã!...
Os
desgraçados!... querem
uma
viclima!...
lel-a-hão,
sim,
elles
a
lerão!...
Mas
minha
mãe,
como
ficará
ella?...
Ai!
pobre
mãe!...
’
orque
o não
disseram
mais
cedo?...
Mas
vós,
senhor,
não
sois
como
elles;
disses-
teis-me
a
verdade;
permilti
que
vos
abra
ce.»
Então
aperlou-me
em
seus
braços,
e,
ior
alguns
instantes,
senti bater
o
seu
co
ração
contra
o
meu.
O
’ momento
solemne
que
nunca
esque
cerei !...
Vendo-o
tão
fortemente
commovido,
conduzi-o
para
sobre
a
cama. O
seu
rosto
eslava
descomposto
; algumas
lagrimas
lhe
corriam
dos
olhos,
que
tinha
fixos
para
o
lado
de
Génova...
«Pobre
mãe!
que
te
virá
a
acontecer?
que
fazes
tu
n
’
esle
momento,
ahi tão
per
to,
por
detraz
da
montanha!
..
Se
sou
besses
que
ámanhã
teu
filho
unico
vae
deixar
este
mundo!...
Pobre
mãe!!...»
E
elle machucava
com
sua
nervosa
mão
o
estofo
do
enxergão.
«E’
pois
possível!
eu tão
novo!...
Foi
Veuillace
que
lhe
deu
o
golpe
mortal...
Querem
uma viclima, que...
que
quereis
vós
?...»
Emquanlo
exhalava
assim
suas
comino-
ções
em
phrases
entrecurladas,
eu
orava
de
joelhos
a
seu
lado.
Quando
o
vi
um
pouco
mais
calmo
le
vantei-me
para
lhe
dirigir
algumas
pala
vras
de consolação.
«Pois
que
não
ha remedio,
me
diz,
fu
memos
um
cachimbo.»
(Continua)
Antes
de
D.
Affonso
não
se
tinha
ainda
ensaiado
tudo;
hoje
tudo
está
experi
mentado,
e
aos
verdadeiros
hespanhoes
só
fica
uma
esperança,
Carlos
VII,
de
quem
se
sabe
até
n
’
este
cantinho
de
Hespanha
que
dissera:
Nào
quebrei
a
minha
empada,
embai
-
nhei-a.
E
os meus
patrícios
accrescentam:
e é
de
tempera
toledana
!
E
alguns
officiaes da guarnição
de
To
ledo
acrescentam
ainda
que,
muito
a
seu
pezar,
a
tinham
conhecido
ein
Somorros-
tro,
Abarzuza
e
Laçar.
Muito mal leem
dito de D.
Carlos
os
seus
inimigos,
porém
isso
tem
servido
apenas,
para
melhor se
conhecer
aquelle
vulto
fantástico
e
cavalheiro
como
a me
mória
do
Cid
e
Bernardo
Carpio.
Carlos
VII
tem
mostrado
que se
pa
rece
com
o
vosso
D.
Affonso.
O
seu
cará
cter
e
os
seus
leitos
são
proprios
do
san
gue
que lhe corre
pelas
veias.
E’ enthu-
sista,
mas
prudente;
houve
quem
tomas
se
como
faufarronadas
algumas
das
suas
proclamações;
o tempo
veio
mostrar
que
cumpria
o
que
prmnetlia.
Isto
agrada
muito
aos
hespanhoes,
e
sobre
tudo
o
sabermos
que
jámais
desanima.
Ha
dias
chegaram
a
Toledo
dois
olliciaes
carlistas
amnistiados;
vinham
animados
comojnunca,
e
diziam
sem
rebuço
ser
cada
vez
mais
carlistas,
e
que
esperavam
formar
a
avan
çada
de
Carios
VIL
Deus
os
ouça,
pois
como
v.
lerão
comprehendido,
eu
sigo
o
movimento
de
muitos
de
meus
amigos,
e
creio
que
em
breve
chegará o
dia
em
que.
não
depois
de
um
opiparo
jantar, mas
a
riscos de
passar
fomes
e expor-me a
alguma
bala
gritarei:
Viva
Carlos
VI
1
!
Isto
ha-de
succeder,
mas
parece-me
que
primeiro
a communa
ha-de
vir
abrir
os
olhos aos que
ainda
estão
indecisos
na
grande
massa
flnctuante.
Firmemente
creio
que
a
Hespanha
se
ha-de salvar;
o
duque
de
Madrid
ha
de
mudar
de
residência,
vindo
para
a
ci,
dade, cujo nome
usa,
sem
duvida
para
indicar
que
de
Madrid
se
propõe
a
re
generar
e
levantar
esta
desgraçada
sim,
porém
nobre
e
generosa
nação.
Boletim da perrjjrhmçíU ím
I
sa
cra Ijimina.
Um
jornal
de
Lisboa,
publica
o
se
guinte
lelegramma:
Roma,
29.
—
O
Papa
recebeu
esta
ma
nhã
os
peregrinos
portuguezes.
O
cardeal
patriarcha
de
Lisboa
leu uma
mensagem
a que
Pio
IX
respondeu
louvando
os
sen
timentos
e
qualidades
dos
portuguezes.
Lembrou
os feitos históricos
de
Portugal
e
fallou
da
maldade
da
epoca
actual,
di
zendo
que
a
hostilidade
dos
pedreiros
li
vres
contra a
Egreja
Catholica,
convida
os
catholicos
ao
combate.
Em
seguida os
peregrinos
entregaram
ao
Papa
as
suas
dadivas.
&AZETILHÃ
Corpus
Cíis-íMti.—
Em
virtude
do
mau
tempo
que
fez
na
quinta-feira,
não
saiu
a
procissão
do
Corpus
Chrisli,
a
qual
apenas
se fez
por
dentro
da Sé.
Assistiram
a
este
aclo
o
ex.
rao
mar-
quez de Vallada,
que
para
a
Sé
fôra
con
duzido no
seu
coche
de
galla.
alguns
mem-
brov
do Conselho
de
districto, camara
municipal,
confraria
do
SS.
Sacramento,
irmandades
das
Almas
e
de
S.
Chrispim,
e communidade
de
S.
Pedro.
AnniverHnrio
da SngrnçAo de
Pio ix.—
Embora
já
tenhamos
dito
por
mais
d
’
uma
vez,
repelimos
hoje
que
as
pessoas que,
confessadas
e
commungadas
assistirem
ao
Te-Deum,
que
tem
de ce
lebrar-se
amanhã
na
Sé
para
commemo-
rar
o
quinquagésimo anniversario
da
sa-
gração
de
Pio
IX, ou
visitarem
algum
templo
orando
segundo
as
intenções
de
S.
Santidade,
ganham
indulgência
plenaria.
O
Te-Deum
que
será entoado pelo
snr.
arcebispo
Primaz, começará
por
3
horas
da
tarde,
antes
da
procissão
do
Santíssimo
da
confraria.
Falleei<nento.—
Falleceu
ha
dias
na
sua
casa
de
Semelhe
o revd.
0
padre
Fran
cisco
Ferreira
Carmo.
Fizera testamento
no
qual
deixa
vá
rios
legados,
e
inslitue
por
herdeiro
a
seu
sobrinho,
o
snr.
Francisco
Augusto
Leite
de
Vasconcellos,
da
casa
das
Mai-
nhas,
—
ao qual
e
a sua
mãe
enviamos
cumprimentos
de
pezaraes.
©utro.
—
Falleceu
ante-hontem
e en
terrou-se
hontem
de
tarde
a
mãe
do
snr.
Sebastião
Maria Antunes da
Silva Mon
teiro,
digno
escripturario
das
R. Irman
dades
da
Misericórdia
e Santa
Cruz.
Apertamos
a
mão ao snr.
Monteiro.
Migia »le
requiem.—
A
Meza
da
SS.
Trindade,
do
Populo,
manda
na
se
gunda-feira,
4.
celebrar
uma
inissa
de
requiem
suffragando
a
alma
do
finado
vis
conde
de
Montariol,
primeiro
juiz que
foi
d
’
aquella
irmandade.
Começa
ás
9
horas
da
manhã, no
templo do
Populo.
tVova
Meza.—
Procedeu-se
ante-hon
tem
á
eleição
da Meza
do
R.
Santuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
Concorreram
uns
47
irmãos.
Saiu
juiz,
vago
pelo
fallecimento
do
finado
arcebispo
D.
José,
o
ex.
m
* snr.
conde
de
Bertiandos.
Foram
reconduzidos
os
outros
meza-
rios,—
isto
sem
opposição.
Experieneia de
bomba.—
Deu
ex-
cellentes
resultados
a
experiencia a
que
na
«terça-feira
se
procedeu, na
alfandega,
d
’uma
bomba
feita
nas
oflicinas do
snr.
Silva
Couto,
do
Porto.
Dizem
os
entendedores
que a machina
esiá trabalhada
com
grande
engenho
e
opti-
mameote
acabada.
O
resultado
das
experiencias
foi
o
se
guinte:
Primeira
experiencia.
Trabalho
a
duas
mangueiras
com
o
oriticio
das
ponteiras
de
10
milímetros
de
diâmetro
—
exgoiou-se
o deposito do
apparelho.
que
leva 240
litros,
em
30
segundos.
O jacto
de
agua
elevou-se
a
18
metros.
Segunda
experiencia.
—
Trabalho
com
uma
só
mangueira—a
agua
elevou-se a
28
metros,
sendo
de
10
inihmetros
o
dia-
metro
do
orifício
da
ponteira.
Terceira
experiencia.
—
Trabalho
com
uma
só
mangueira,
tendo o oriticio
da
ponteira
16
milímetros
de
diâmetro. O
jacto
de agua
elevou-se
a
18
metros
e
o
deposito
foi
despejado
em
20
minu
tos.
Quarta
experiencia.—
Trabalho
a
duas
mangueiras, absorvendo
o
aparelho
a
agua
de
um
tanque
que
continha
525
litros
—
foi
despejado
em
2
minutos.
ProhíbiçSe.—
Diz
um
jornal
de Lon
dres
que
as
auctoridades
russas
prohibi-
ram
a
peregrinação
a
Roma
dos
polacos
catholicos.
.© Mesisagenro do
Cnraçito de
Jesus. —
Recebemos
o
caderno
n.°
3
do
tomo
4.°
d
’
esta
publicação
mensal,
dirigida
pelo
revd.
0
padre
José
Rodri-
guez
Cosgaya,
doutor
na
Sagrada
Theo-
logia.
Corresponde
ao
mez
de
junho
corrente.
Poiíeia
civil.—
Foi
na
Junta
geral
do
districto
approvado
o
projecto
para
a
creação
d’
um
corpo
de
policia n’esta ci
dade,
na
fórma
da
proposta
apresentada
pelo
snr. marquez
de
Vallada.
Damos
os
parabéns
a<-s
bracarenses,
e
ao
exc.‘no
governador
civil.
Segundo
nos
consta,
o
snr.
barão
de
Pombeiro
votou
contra
a proposta
assim
apresentada
declarando
que
o
não fazia
nem
por
accinte
ao
snr.
governador
civil,
nem
por
não
reconhecer
a
excellencia da
medida;
mas sómente
para
ir
d
’harmonia
com
os
seus
constituintes
da
cidade
de
Guimarães,
que
representaram
contra
ella.
IlluatraçAo
da In
fatiei»
—Rece
bemos
o n.°
1
d
’
este
novo
periodico,
pu
blicado
e
dirigido
pelo
snr.
J.
H.
Verde,
benemerito
cavalheiro
lisbonense,
e
editor
da
bibliotheca
Recreio
Infantil, que
tanta
acceilação
tem
tido.
ContribulçAo predial rewpeitan-
te ao anno de IMí.-O
contingente
com
que
tem
de
contribuir
cada
conce
lho
d
este
districto,
n’
este
anno,
approva
do
em
sessão
da Junta
Geral
de
25
do
corrente
é
assim
distribuído:
Amares,
4:0720045;
Barceilos,
14:5450355;
Braga, 18:1860315;
Cabeceiras,
4:6360795;
Celorico
de
Basto,
6:0980855;
Espozende,
3:6540605;
Faie,
7:1070200;
Guimarães,
18:3220745;
Povoa
de Lanhoso, 5:8460190;
Terras
de
Bouro,
2:6330025;
Vieira,
4:3450700;
Villa
Nova
de
Famalicão,
8:9220825;
Villa
Verde,
9:4890315.
A
Biblia e
a
Natureza.—
Rece
bemos
a
l.
a
caderneta
d
’esta
obra,
escri-
pla
pelo
doutor
Henrich
Reusch
e
ver
tida
da 4.
a edição
allemã
pelo
revd.
0
pa
dre
João
Manoel
Correía,
bacharel formado
em
theologia
e
direito
pela
Universidade
de
Coimbra
e
professor
do
Seminário
de
S.
Pedro.
E’
edição
da
infatigável
casa
Chardron,
do
Porto.
Mala Real Inglezs.—
Consoante
se
deprehende
do
annuncio,
que
no
lo-
gar
proprio
publicamos,
esta excellente
companhia
acaba
de
reduzir
vantajosamen
te
os preços
de
passagens
em
1.
*
classe
na
l.
a
coberta
dos
paquetes
que
de
Lis
boa
sahem
no
dia
13 de
cada mez,
para
os
portos
do
Brazil e
Rio
da
Prata.
Portugal
antigo e moderno.—
Recebemos
o
fascículo
116.°
d’
este
dic-
cionario,
do
snr.
Pinho
Leal.
Continua
ainda
uma
minuciosissima
descripção
da
cidade
do
Porto.
Esta
obra
monumental
é
inquestiona
velmente
um
trabalho
gloriosíssimo
para
o
seu
auclor
e
para
o
nosso
paiz.
Cyclone.—
Os
jornaes
americanos
con-
teem
longas
noticias dos
estragos
no
ul
timo
mez,
nas
costas
de
Florida.
Alguns
vapores
naufragaram
no golfo
do
México.
Em
Penascola, capital
da
Florida
Oc
cidental,
foram
derrubadas
31
casas,
e
grande
numero
de
pessoas
ficaram
se
pultadas
sob
os
destroços
dispersos
a
cen
tenas
de
meiros.
O
cyclone
não
durou
mais de
cinco
minutos,
e
foi
durante
este
curto
espaço
de
tempo
que
todos
estes
desastres
se
produziram.
Guerrn «lo Oriente.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
29
—
0 «Times» insere
um
te-
legramma
de Bueharest,
assegurando
exis
tirem
negociações
para
a
paz.
Athenas
28
—Celebrou-se n’
esta
cidade
uma
grande
manifestação
popular
favoravel
á
guerra
contra
a
Turquia.
Athenas
29
—
A
manifestação de
5:000
pessoas
pede
a
guerra.
itataçõea
de caminhos de
ferro
de
Londrea.—O
numero
de estações
de
caminhos
de
ferro
em Londres ascende
a
156.
Passam
diariamente
pelo cruzamento
de Glaphman
700
trens.
Julgava-se
que
a
construcção
do
caminho
de
ferro
me-
tropolino,
que
conduz 43
milhões
de
pas
sageiros,
faria
diminuir
o
numero
das
carruagens;
porém estas augmentarain,
apesar
de
pagarem
1
p.
c.
mais
de
con
tribuição. Além
dos
caminhos
de
ferro
ha
cerca de 14.015:000
carros
urbanos,
omnibus,
etc.
A
companhia
de
omnibus
de Londres,
com
563
carruagens,
conduz
annualmente
50
milhões
de
passageiros.
No
anno
pas
sado
morreram,
em consequência
de
ac-
cidenles
occasionados
pelas
carruagens,
125
pessoas,
e
foram feridas,
mais
ou
me
nos
gravemenle,
umas
2:513
Diariamente
entram
e
saem
em
Lon
dres
750:00o
pessoas
occupadas
em
ne
gócios
e
que
vivem
nos
subúrbios.
Ha
25:000
policias,
10:000
cocheiros
e
1:000
empregados
nas repartições
dos
correios.
O
custo
de
gaz para
illuminação
da
cida
de
é
de
1.500:000
libras
annuaes;
o abas
tecimento
diário
de
agua
é
de
100
milhões
de
galões.
Monte-Pio «los Artistas. —
Fo
nomeada
uma
commissão
fiscal
para
subs
tituir
os fiscaes
do
Monte-Pio
dos
Artis-'
tas,
por
alvará
de
25
do
corrente.
E
’
composta
dos
seguintes
senhores
:
Sebastião
Maria
Antunes
da
Silva
Mon
teiro.
Francisco
Alves
Pinheiro.
Custodio
Manoel
Barbosa.
Juiz
intelligente. —
Do
«Boletim
do
Foro Poituguez»,
interessante
semana-
rio que
se publica
em
Lisboa
extraímos
a
seguinte sentença
de
um
juiz
ordinário
em
acção
de
injuria verbal .-
«Vistos
os
autos,
as
testemunhas
do
«Auctor probam
que
o
reu
fez
injuria
áo
«Auclor
quando
este
ia
regar
as
suas
ba
dalas
;
e
as testemunhas do
reu também
«probam
a
sua
defesa
e este
não
fez
inju-
«ria
e
não
hovira
dizer
taes
palabras
;
Por-
«tanto
e
o
mais
dos
Autos
o
A.
probou
«a
sua
açção
e
o
R.
a
sua defesa,
não
«sei
quem
mente
se
as
testemunhas
do
A.
«se
as
do R.
Condeno
a
ambos nas
cus-
«tas
áo meio
trocessem
melhores
teste-
«munhas
(segue
a
datla
e
a
assignatura»)
O
neto «lo
marechal.—
Eis
o
que
diz
Alphonse
Karr
no
«Figaro»
a este
respeito:
«O
acto
do
marechal»
salvará
a
re
publica,
se
a
Republica
póde
ser
salva,
—
scirent si
ignoscere
manes
—
porque
é
preciso
entrever
uma
Republica
lavada,
expurgada,
honesta.
Se
a
Republica
deve
succumbir
uma
terceira
vez
sob
os
gol
pes
dos
soi-disanl
republicanos,
ao
me
nos
graças
ao
«acto
do
marechal»,
ella
não
cahirá
do
lado
da
lama e
do
sangue.
Todos
se
inquietavam
de
o
vêr
escorre
gar
como
sobre
um
telhado
e
aproximar
do
precipício;
—
hoje
que
se
sabe
onde
elle
pára,
vão-se
agrupar
em
redor
d
’
elle.
O
marechal
não
fez
mais
do
que
os
ad
versários e
os
inimigos da sociedade con
tavam
fazer
em
seis
inezes,
em
quinze
dias,
talvez
amanhã.
E
’
mister
agora
so-
cegar
as
pessoas
que
falam
de
motins,
de revolução,
de
guerra
civil,
etc.
A
guer
ra civil,
estavamos
n
’
ella
em
cheio
desde
a
quéda
do
Império;
—
longe
de
começar,
acaba.
Acaba,
com
a condição
de
que
este
aclo
de
vigor
não
se
desmentirá,
que
as
leis
inflexivelmente
applicadas re
primirão
as
palavras
e
os
escriptos.
Eu
digo
as leis e só
as
leis;
não
falo
dos
aclos,
não
haverá
actos.
Os
que,
como
eu, viram
1830
e
1848
—
sabem
que
a
raça
dos
amotinadores
dentão
está
ex-
lincta—
Flourens
era
o ultimo.—
Havia en
tão
tanalicos
que
consentiam
em
morrer
e
eram
perigosos,—
hoje
ha
apenas
tartu
fos
que
querem
viver,
e
viver
bem.
Flou
rens
morto,
não
ha
nem
um só
dos
chefes
do
partido que seja
de tempe
ramento
a
descer
á
rua,
e
esperemos
que
alguns
valentes
operários
não
se
deixarão
enviar
por
elles, sem
lhes
dizer: «Marcha
adeante». A
lei—só
a
lei,
mas
a
lei
in
flexível
—
basta
contra
os
sediciosos:
não
façaes
marlyres.
Logo
que trez
marotos
se
reúnem
n
’uma
taberna,
dizem:
«A
França
quer
isto
ou
aquillo».
Logo
que
um
jornal
inscreveu seu sétimo
assignan-
te,
diz-lhe:
A
França
não
quer
isto nem
aquillo.
Mas
que
o
marechal tenha
a cer
teza
de
que as
pessoas
de bem,
france-
zas
e
extrangeiras,
estão
com elle.
Repi
to:
o
acto
do
marechal
salvará
a
Repu
blica,
se
a
Republica
póde
salvar-se;
e,
se
deve
cahir,
elle
a
impedirá
de
cahir
do
lado
do
sangue e da
lama.
—
Era
tempo».
Traçado
monumental.
—
E
’
O
ti
tulo
da
seguinte
noticia
que
uma
folha
de
Vizeu
dá
aos
seus
leitores:
Dizem alguns jornaes
estrangeiros,
que
em
S.
Francisco
da
Califórnia,
estuda-se
o traçado
de
um
caminho
de ferro
gi
gantesco,
que,
partindo
d
’
aquella
cidade,
atravessa
a
Califórnia
meridional,
o
Mé
xico,
os
estados
da
America
central
e
a
America
do
Sul.
A
linha
principal começará
em
Fort-
Yuma,
atravessará
Colorado,
Sonora,
Ma-
zatlan,
Tehuantepec,
Guatemala,
Salvador,
Honduras,
Costa-Rica,
Panamá,
Lima e
Valparaizo,
indo
tinalisar
em Buenos-Ay-
res.
Este
immenso
caminho
de ferro
terá
11:166
kilometros
de comprimento,
mais
5:382
kilometros
de linhas
secundarias,
ligando-o
com
os
principaes
centros
com-
merciaes.
A
despeza total
é
orçada em
cerca
de
2:890:160.000
francos.
Noticias
de Frnnça,—
Paris
29
__
A
circular
dirigida
pelo
presidente
do
conselho
de
ministros
Broglie
aos
procu
radores
geraes
da
republica
explica
que
o marechal
Mac-Mahon, inaugurado
a
no
va
linha
política,
quiz
deter
a
invasão
das
theorias
radicaes incompatíveis com
a
paz
da
sociedade
e
a
grandeza
da
Fran
ça.
Insiste
na
circular
em
que
os
procu
radores
geraes
devem
fazer
cumprir
as
leis
protectoras
da
moral,
da
religião
e
da
propriedade.
Recommenda
a
repressão,
particuiarmente
das oífensas
contra
o
che
fe
do
Estado
e
das
falsas noticias
ten
dentes
a
inquietar
o
paiz,
fazendo-lhe
acreditar
que
existe
em
França
um
par
tido
assás
criminoso
para
querer
provocar
a
guerra.
Paris
29—
O
«Moniteur
Universal»
des
mente
o
boato
de
que
Mac-Mahon
tenha
tenção
de
se
demiltir
se
encontrar
novas
dilliculdades.
O
marechal
está
firmemente
resolvido
a
conservar
os
seus
poderes
actuaes
até
que
expire
o
praso
do
seu
mandato.
■taposiçAo
peeuaria,
—
Realisa-se
nos
dias
11»,
II
e
12 d
’
abril
de 1878
em
Pena
fiel.
Os
prémios
que
devem
de
ser
con-
icridos
aos expositores
mais
notáveis,
são
os
seg
u*
ntes
:
Do
governo,
ao
expositor
que
mais
se
distinguir,
prémio
d
’
honra,
1000006
rs.
1.
a
secção:
gado
cavallar,
1.°
prémio,
500000
réis
;
2.
0S
,
200000
rs.
2.
a
secção:
gado
aziuino, l.°
prémio,
100000
rs.
3.
a
secção:
gado
muar,
1.° prémio,
300000
rs.
4.
‘
secção
:
gado
bovino,
1.° prémio,
500000
reis
;
2.
03
prémios
200000 reis
a
cada
um
dos
expositores
que
mais
se
dis
tinguirem.
5.
a
secção:
gado
lanar;
l.°
prémio
100000
reis
;
2.
0s
prémios,
50000
reis
a
cada um.
•
6.®
secção:
gado
caprino;
1.°
prémio
100000
reis
;
2.°
prémio
50000
rs.
7.
a
secção:
gado
suino
;
1.°
prémio
20^000 reis
;
2.0S
prémios aos
dois
ex
positores
que
mais
se
distinguirem
10^000
reis
;
3.
0S
prémios
para os
dois
melhores
productos
depois
dos
antecedentes,
sendo
o prémio 5$000
reis
a
cada
um.
8.
3
secção
: animaes
de
coelheira
;
1.®
prémio 30^000
reis: 2.0S
prémios
l$000
rs.
9.a
secção:
aves,
l.°
prémio
3$000
rs
;
2,
09
prémios
2-^000 rs
Ha
lambem
medalhas
de prata
para
os
•expositores a
quem
o
jury
julgar
dignos
d
’essa
distincção.
Hemedlo eontra o philloxern.—
{Jm deputado
francez,
M. Ponsard,
en
controu
um
remedio
infallivel
contra
o
phylloxera,
insecto
destruidor
da
vide.
Es
te
remedio
consiste
em
fazer uma
inci
são
na
cêpa
e
introduzir n’
esta
abertura
um
pedacinho
de
sulphureto
de
polassa.
A
seiva
que
chega
á
incisão
dissolve o
sul
phureto,
dissemina-o
na vide
e
produz a
morte
de todos
os
inseclos nocivos.
Recommendamos
a
experiencia
aos
nos
sos
viticultores.
A
imprensa em Portugal. —
Le-
mos
no «Apostolo»
:
São
notáveis
e dignos
dos
maiores
en
cómios
os
serviços relevantes
que
está
pres
tando
a
imprensa
portugueza
não
só
áquel-
le
reino,
como
a este
império,
com
a
pu
blicação
de
obras
excellentes
que
os
edi
tores
procuram
divulgar
para
instrucção e
educação
dos
povos
que
faliam a
melíflua
lingua
de Camões.
Quanto
já
não
deve
a
litleratura
sagra
da
e profana
ao
incançavel
snr.
Ernesto
Chardron
que tem
feito
verter
para
a
lin
gua
portueza
os
melhores
tratados
ácerca
da
sciencia
das
cousas
divinas
e humanas?
Ultimamente
o
snr.
Teixeira
de
Frei
tas
resolveu
editar
a
importante
obra de
J.
Chantrel,
intitulada
:
Historia Popular
dos
Papas
desde
S.
Pedro
até
nossos dias.
tendo
já appareci
io
o
1.®
fascículo
de
48
paginas
e
duas columnas
Quem
conhece
a
verdade,
o
methodo
e
a
clareza
que
dis
tinguem
a
bella
obra
de
J.
Chantrel
e
sabe
até
que
ponto
chega
a ignorância, já não
dizemos
do
povo,
mas
de muitos
que
se
inculcam
como
direclores
da opinião,
po
derá avaliar
o
serviço
que
presta
o
snr.
Teixeira
de
Freitas facilitando
a
acquisição
de
um
livro
que abrirá
os
olhos
a
mui
tos,
fazendo-os
conhecedores
da-vida
e
fei
tos dos
successores
de
P. Pedro,
tão
ea-
lumniados
em
nossos
dias
pela
ignorân
cia
atrevida.
Como
acertadamente
disse
o «Bem
Pu
blico»,
a
Historia Popular
dos
Papas
«é
uma obra
muito opportuna
na
occasião
presente,
em
que
de
toda a
parle
se
le
vantam
accusações
contra o
Papado,
tan
to
mais
violentas,
quanto
mais geral
e
grosseira
é
a
ignorância
da
historia
destes
homens,
que
reuniram
á
qualidade
de
che
fes da
Egreja
Calholica
a
gloria
de
terem
salvado,
civilisado,
e
libertado a
Europa
;
de
serem
os protectores
de
todos
os
op-
primidos,
e
o
terror de
todos
os
oppres-
sores
;
de
terem
assegurado
a
honra
e
a
dignidade
das esposas,
a
confiança das
mães
e
o
fnturo
dos
orphãosinhos».
Felicitando
ao
snr.
Teixeira
de
Freitas
pelo bem que faz
a
Portugal
e ao, Brazil,
esperamos com
anciedade
a
conclusão
de
tão
bello
livro,
que
muito recommenda-
mos
aos nossos leitores.
Tíez.
Novíssimo do Sagado Cora
ção de Jesus.—
Recommendamos
ainda
este
anno
este
devoto
livrinho,
pelo
qual
se
podem
fazer
os
exercícios
do proximo
mez
de
junho,
dedicado
ao
SS.
Coração
de
Jesus,
com
grande
aproveitamento
dos
fieis, os
quaes,
comprando-o,
concorrem
também
para
uma
obra
pia, para a
qual
é
destinado
o
producto
liquido
da
edição
do
mesmo
livrinho
O
seu
preço
foi
reduzido a
300
reis
cada
exemplar.
Vende-se
em
Braga, rua
Nova n.°
3,
e
na
rua
do
Souto,
nas
livrarias
Calholi
ca,
e
do
snr.
Germano.
No
Porto,
na
li
vraria
de
Magalhães
e
Moniz,
aos
Lovos,
n-°
12
a
14.
Festividade.
—
A expensas
d’
alguns
devotos festeja-se no
dia
8
de
junho,
na
capella
de
S.
Miguel-o-Anjo,
o
Sagrado
Rosto
do
Senhor.
No
dia
7,
ao
romper
d’alva
subirão
ao
ar
alguns
fogueies,
percorrendo
então
as
ruas
uma
banda
de musica,—o
que
se
repelirá ao
meio dia.
A
’
noite
será
illuminada
a
fachada
do
iernplo
e
um
extenso
arruado
até
ao
local
do
bazar
de
prendas,
que
será
junto
ao
cruzeiro
da
Praça
da
Alegria.
No
fim
do
bazar
queimar-se-ha
um
vistoso
fogo
d’
ar-
tiíicio,
tanto
prezo
como
do
ar.
No
dia 8
haverá
de
manhã
missa
so-
emne
a
instrumental,
da capella
do
snr.
-uiz
Baptista,
exposição
do
SS.
todo
o
dia, e
de
tarde
sermão
prégado
pelo no
tável
orador,
o
revd.
mo
dr.
Oliveira
Gui
marães,
um dos
mais
esclarecidos
eccle-
siasticos
d
’
esla
cidade,
e
digníssimo
abbade
de
S.
Pedro de
Maximinos.
Findo
o
ser
mão
cantar-se-ha
um
solemne
Te-Deum.
O
b<sar
continuará
n
’
essa
tarde,
lo
cando, em
quanto
elle
durar,
a
ba
nda
dos
t
Artistas».
aOs iobos de Pariu.—
A
bibliollie-
ca
Serões
Românticos
vae
encetar
a
pu
blicação
do
excellenle
romance
Os
lobos
de
Paris,
de Julio
Lermim,
vertido
em
inguagem
pelo snr.
Julio de Magalhães.
Será
esta obra
ornada
com 15
estam-
ias,
desenhos
de
Manoel
de
Macedo,
e
jravuras
de Caetano
Alberto.
A
empreza editora
oflerece
aos snrs.
assignantes,
como
brinde
um
mappa geo-
graphico
da
África,
liihografado
a
côres
e
das
dimensões
dos
que
já
tem
distri-
inido.
Os
assignantes
teem
direito
a
escolher
este
mappa
ou
algum
dos
de
Portugal,
Europa,
ou
Azia.
Quem
desejar
assignaresta
obra
deverá
dirigir-se
a
Luiz
Pinto
Martins,
na
lypo-
grapliia
Luzilana,
rua
Nova, ou
largo
da
'orta
Nova n.°
13.
A
’ caridade pubiiea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
a
infeliz
Anna
Joaquina
de
Passos,
moradora
na
rua de
S.
Gonçalo,
n.°
II,
a qual,
na avançada
edade
de
80
annos,
se
acha
entrevada,
e
redusida
a
penúria
extrema.
AGBiDEMHTOS
Anna Julia
de
Moraes
Pacheco,
julga
ler
agradecido
a todos os
illm.
Oi
e
exm.
os
snrs.
que se
dignaram assistir
aos
oflicios
fúnebres
que,
por
alma
de
sua
infeliz
e
sempre
chorada
irmã,
Maria
Cazimira
de
Moraes
Pacheco,
tiveram
logar
no dia
17
de
março,
bem
como a todos
os
illm.09
e
exm.oS
snrs.
e
exm.as
snr.
s
que
lhe
fize
ram
a
honra de
cumprimental-a
por
essa
mesma
occasião ;
mas
sendo
possível
dar-
se alguma
falta
involuntária,
vem
por este
meio
reparal-a,
protestando
a
todos
o
seu
maior
reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(285)
O
visconde
de
Negrellos
e
o
conego
Manuel
Antonio
da
Costa
agradecem
ás
pessoas
de
suas relações
as
provas
de es
tima
e
consideração que
lhes
deram
por
occasião
do
passamento
de
seu
pae.e
ir
mão,
o
visconde
de Montariol.
A
todas se
mostram
altamente
reco
nhecidos.
Aos
Confrades rio» Congregados
e
mais devotos.
O
juiz
e
mais mezarios da
irmandade
de
Nossa
Senhora
das Dôres da exlincta
Congregação
do
Oralorio
d’
esta
cidade, con
vidam todos
os
seus
confrades
e
devotos
da
Virgem
Dolorosa
para
na
manhã
do
dia
4
do
mez
de
junho
proximo,
por
volta
das
9
horas,
comparecerem
na egreja
da
referida
irmandade aíim d’
ahi
assistirem
a
uma
missa
pelo
eterno
descanso
do
exm.°
snr.
João
Ferro
de Lima, acrysolado
de
voto
e
piedoso bemfeilor d’
aquella irman
dade,
consagrada á
Mãe
de
Deus
e
dos ho
mens.
Concorram,
pois,
todos a
suffragar
a
alma d
’
utn
christão,
que,
na
sua
derra
deira
vontade,
não
se
esqueceu
d’
uma
corporação,
que
tão
digna
se
torna
da
be
neficência dos
fieis.
Braga,
30
de
maio
de
1877.
O
Secretario
da
Irmandade,
(298)
Manuel
Bernardinoda
Cunhae
Silva.
Dralicamente de
pharmacia
Offerece-se
um
com
5
annos
de
prati
ca
na
província,
que
deseja
vir
para
esta
cidade.
A
pharmacia
que o pretenda
pô
de
dirigir-se
a
Bento
Marinho Pereira
Ma
ciel,
pharmacia Pereira
Pinto,
Ponte
do
Lima.
çj
-(295)
Companhia
Commercidl
e Viní
cola da Bairrada.
sioeiedad—
aiioiivnia de responsa
bilidade
limitada
Capital R.»
5:000:<W0ll0‘
1.
»
Serie
»
500:000^000
São
prevenidos
os
snrs.
accionistas
para
entrarem
com
a
10.
*
prestação
de
10
0
|®
ou
5$000
rs.
por
acção,
desde o
l.° até
11
do
proximo
mez
de
Julho.
Feito
o
integral
pagamento
com
a
10.a
entrada,
podendo
desde
logo
receber
as
acções
diíinitivas,
ficando
assim
habilita
dos
para
a
próxima
assemblea
geral.
Os
pagamentos
cfTéctnam-se
na
Sede
da
Companhia,
na
Mealbada,
e
nos
seus
escriptorios.
Lisboa,
rua
da
Esperança
n.°
224
;
Porto,
rua
de
D.
Maria
11
n.°
40.
Mealhada
l.°
de
Junho
de
1877.
O
presidente
da
direcção,
Joaquim
Lopes Carreira
de
Mello.
(297)
attenç
A
o
Narciso
de
Ramos
Barros Pereira,
ne
gociante
da
rua
de
S.
Vicente,
tendo
ar
rematado
os
créditos
activos
da
massa
faIlida
de Manuel
José Pereira
Braga,
morador
que
foi
na
rua
da
Misericórdia
d
’esla ci
dade,
pede a
lodos
os snrs.
devedores
que
venham
pagar
seu
debito
para
com a mes
ma
no
praso
mais
curto,
isto
em
casa do
annunciante e
arrematante.
(282)
BOA
NOTICIA
Todo
e
qualquer
indivíduo,
que
seja
credor
de
Estanislau
Antonio
Vieira
Car
doso,
do
logar
de
Macieira,
freguezia
de
Anissó,
comarca
de Vieira,
que
tenha
seus
documentos
legaes,
e
qneira
receber
o
seu
dinheiro,
póde
apresentar-se
ao
snr.
José
Antonio
de
Mattos
Vieira,
do
mesmo
lo
gar
freguezia
e
comarca,
que
paga
qual
quer
quantia,
passando-lhe
o
direito
e
ac
ção
da
mesma
quantia.
(289)
ANTIGO
ARMAZÉM DE
MOVEIS
Largo
de
S.
João
n.
a
8
e
8
A,
e
rua
de
Jano n.
u
21
Domingos
Ferreira
Alves
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços
sem
com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
etn todos os
gostos de
mogne,
pau oleo
e nogueira,
ditos
de palhinha,
alcatifas
fellros
e
bonitos
dunquerques,
consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com espelho e
sem elle, toileles,
camas
á
ingleza
ma
ciças,
á franceza. secretarias
para
homem
e
senhora,
ditas da érable,
guarnições
de
nogueira
para
sala
de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e
maradores
de
toda
a
qualidade
de
madeira;
bem
assim
toda
a
qualidade
de apoveis.
Promplifica-se
a
fazer
todas as
qualida
des
de
moveis estofados.
(253;
Vende-se
uma
morada
de
casas
■Tfe
na
rua
de
S.
Vicente,
n.°
22.
com
gihssl
quintal
e
poço. Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69
Póde
vêr-se
desde
o
meio
dia
ás
tres
horas
da
tarde.
(284)
H
COM
PERFEIÇÃO A’ MACHINA
Fazem-se
camizas,
corte
moderno,
e
seroulas
para
homem.
Toda a roupa
bran
ca,
para
senhoras
e
meninas.
Casacos
e
vestidos
pelos
melhores
figurinos.
Preços
commodos.
Campo
de
D.
Luiz
I,
14,
3.®
andar.
(265)
EIÇÕES DA
EINGUA FRANCEZ 1
Um
professor
com
longa pralica
de en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar grammaticalmente
em
sua
casa
e
ca
sas
particnlares
elementos
da
lingua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A
qoem
convier
póde dirigir-se
á rua
•de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
INJECÇAO
HÍGIEIHCÃ
BALSAMICO PBOPHIT.4TICO
'
Esta
injecção
é a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
ant
gas como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim, á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua de
S.
Barlholomeu.
Deposito principal
no
Porto na
phar
macia Madureira,
rua
do
Triunfo
n
®
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco
—
400 rs.
(4149}
Dinheiro
sobre hyputheca
Quem
o
pretender
a
juro
de
5
0|
q
.
di
rija
se
ao rev.°
secretario
da confraria
<ie
Santo
Amaro
da
Sé,
no
Seminado
de
S.
Pedro.
(293)
CIKI'BG1AO
dentist
a
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(186}
CASA
PARA
ARRENDAR
.-^5
Alluga-se
até
ao
proximo
S. Mi-
guel
uma morada
de
casas,
sita
na
rua
do
Anjo
n.®
24.
Trata-se
na
livraria, em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriplorio
d
’
esla
redacçào.
TBASPASSA-SE
A
Doçaria
Lisbonense
da
rua
do
Sou
to,
n.° 21.
(292)
ARTE DE
TAGHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga, rua
Nova,
n.
e
3
*
e
no Porto:
preço
300
rs.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por suas
propriedade»
benefica», goza este pro-
ducto de
alta e merecida reputação.
Suaviza
e
ama
cia
a
pelle, allivia as irritaçõe» causadas pelas
mu
dança»
de
clima, pelos banhos do mar, impressSes
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples appllcaçdo faz desapparecer
as
ra
chaduras das
mSos
e
dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado 6
Sabão
latir,
que possuo
todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide.e um aroma
delicadissimo.PreçoBOOr
*
.
23, Boulevart
des Gapucines, Paris,
De Fronte da entrada do
Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escovai Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28—
30
(26
*
)
ÃiiÕÕHÍÕ
DO
ALTO
DOURO
DA
(
ASA DE VIELA POUCA
RUA DO
SOUTO N.°
13
—
Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho
tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
»
»
.
19(t
»
Lagrima....................... 200
>
Branco
de
meza.......... 210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
....
300
*
Malvasia
de
2.
’............
360
»
»
velho..................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.......................
700
»
Alvaralhão
.......................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
par»
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(4I-H-)
FILIAL OÁ CAIXA
ecdadmíca
puivhohista
Socie.lade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
ãOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo'
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
praia,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes, roupas,
inoveis,
ferramenns,
e
sob<e
lodo
e
qual
quer
objecto do
valor
não inferior
a
10b
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem abonando
juros
aos
depositanies.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
a*
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente—A.
G.
Ferreirinha.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
CoraçAo de Maria
Virgem
Inimaeulada
1).
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos pedidos que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa educação,
tanto
de
Braga
como das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de sua
irmã Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo obtido para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex.
mo
snr. Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Erigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
beilo
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.°
João Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
VENDA
DE
CASAS
i
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
<
l
u
’
nlal
e
agua» sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.°
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(65)
ALCATRÃO
BARBERON
Único
que
contém todos os princípios
balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores
e nas mudanças de estação, impede que
a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa e
preservadora
de moléstias epidemicas.
— Dóse : uma colherzinha rium copo dagua
accrescentada a bebida
ordinaria. — Preço 400
reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tisica,
anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos .
ossos,
das
mulheres e das
crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de
ferro. — Recon-
stitue o sangue sem causar o
estomago. Muito sgradavel, digestivo
e tonioo.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
ÇAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente
asm
destruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicação. —
Preço : 950 reis.
Devositos:
BARBERON &
G'», en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto,
rua
do
Lorêto,
n.°
28
—
30.
(23
-H-)
(42-)
GOTTA
E
RHEU
BATISMO
Licor
e
pilulas do dr. Laville
Esta
medicina
anti-goltosa
e
anli-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli
vel
desde
30 annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eíficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
ires pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar as
dores
mais
agudas^
E’
a
unica
scienlifica
e
officialmen'e
reconhecida
e
que
<
flerece Iodas
as
qaraniias.
Veja-se o
livrinlio,
que
se
dá
grátis
em
todas
as pharmacias.
Preço
2$()00 rs.
.
Para evitar
se
os
graves
pengos
da
falsificação.
deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris:
pharmacia
central
de
Fiança,
7.
Rua de Jouy.
XAROPE
de
BLÁYN
de
um
gosto agradavel,
adoptados com grande exito ha mais de
20 annos pelos
melhores
médicos de Paris;
curão os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pbarmacien à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540
a
810
reis.
Pasta 260 reis.
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
SiSssáisé»
se—
IE,n
13
®
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo no Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE DO
SUL.
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS.
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral
e
interior do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO
MFSMO
PREÇO
P
1
R V O PIO l»E JWIIW
PAQLETES A
S.UK
DE
LISBOA
TAGUS
.........................
13 de
Junho
MONDEGO.
...
28
de
Julho
GUADIANA
.
.
.
29
de
Junho
ELBE...................... 13
de
Agosto
NEVA
.........................
13 de
Julho
MINHO
...
.
28
de Agosto
PREÇOS GOMMODOS
Cada paqurte d’
est»
eompanliia
leva a
bordo
criados
•
coainheiros
portngurze»
para
corpmodidade
dos
passageiros
de
todas as elasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agengia
Central
no
Porto
ou
em qualquer Agencia
provincial, a conducçào
para
Lisboa
e
por
conta
da
C
mponhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
hordo os passageiros teem grátis
cama, roupa de cama, co-
mtda
feita por eosiuBieiros portuguez.es, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço
de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil) sejam conhecidos pela regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hvgiene como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
E COMPRO\
A
DO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SAO
ESTES OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducçào
das
suas
malas
do
correm, e
por
esie
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESI ES
PAQUETES
a
honra
de conduzir
Suas Mageslades o
imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
lufante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
c
bilhetes
de
passagem podem
ser obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes cidades e villas.
Agente
em Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
Xarope peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resultados
nas
moléstias
pulmonares, tosses
antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chroni-
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleu
risia,
tisica,
catarrho
suffocante. angina
nervosa,
tosse
aslhmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.,
etc.
Os
effeitos
d
’
este
verda
deiro
especifico
são
seguros
e
rápidos, e
é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
para
taes padecimentos.
A’
venda
em
todas
as
pharmacias
e
drogarias.
Deposito principal
em
Braga,
na
pharma
cia
dos
snrs.
Pipa
&
lamão,
assim
como,
Xarope
d
’
ostras
e
ilôr
da
mocidade
pelo
mesmo atictor;
e
deposito geral
na
phar
macia
Lisboijense,
largo
do
Corpo
Santo,
29
e
30,
Lisboa.
(215)
mpa
*
wí
1
U
■-
\
'
ESCCL..,-.
,
'
Consnllorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
GRAAME deposito
DE
MACHINAS
DE
CGSTUIU
A’
o campo de I>. Euiz I, n." 1
A. R.
RIBEIRO
BRAGA
!!Grande
facilidade
de
pagamentos!!
Vendas
em
prestações
de
400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
avgmento
algum
nos
preços, ou
10
por
cento
de
abatimento
de
prompto
pagamento
Ensino
gratís
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6
leguasj
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para famílias
cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros. Do
seu
estabelecimento não
sae
machina
nenhu
ma
sem
que
seja
examinada;
podendo
as
sim
afiançar
ao
respeitável publico
o
ex-
cellente
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que acima fica
dito
basta
dizer-se
que
ha 3
annos
tem
depo
sito,
e
ainda não
lhe
veio
nenhuma
ma
china
regeilada,
devido
isto
á
boa
esco
lha
como
póde
confirmar
grande
numera
de
famílias e
industriaes.
No
mesmo
deposito
se
vendem algo
dões,
retroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
JlaehinaH
silencioHUH.
MUITA
A1TERÇÀU
Deposito de
biseoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das farinhas, per
feição
porque,
são feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
(211)
>
190
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios do
seu
emprego M
ighel
, pharma-
ceutico
em Aix
(na Provença) França. —
Preço 1,000 reis.—Em
Lisboa
o
snr. Barreto, Lorelo, n
0
28
—
30.('25)
MG?..
DE SEGUR,
A
’
venda
na Livraria Catholica, por
50
rs.
Coinselbos Práticos
sobre a PRI
MEIRA
tonnvvnio
Pretende-se
comprar
um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’
esta
adminis
tração.
(262)
VENDA DE CASA
Vende-se
as
casas, sitas
no
Lar-
,
g°
de
S.
Lazaro n.°
13.
Trata-se
i^com
João
Evangelista
de Sousa
Tor
res
e
Almeida.
BRAGA, TYP0GRAPEIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
