comerciominho_01121877_720.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1
^
600
>,
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
8o0
40
20
10
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
!
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso...............................
2&000
1&050
3&600
3&600
10
N.° 720
SALVÈ
DIA
1°
DE
DEZEMBRO
DE 1640!
■
Na
historia
dos
grandes
feitos
huma-
*
nos,
a
mais
bella
pagina
é
aquella
cujo
anniversario
hoje commemoramos.
E
na
verdade
um
dos
mais
nobres
feitos
que
enobrecem
a
historia
dos
povos
civiliza
dos
e com
especialidade
de
Portugal,
é
sem
duvida
a
glorioza
revolução
de 1640,
essa
revolução
filha
legitima
do amor
da
patria
executada
não
para
elevar
homens,
mas
sómente
para
libertar
a
patria,
essa
revolução
que
mostrou
que
uma
nação
por
mais pequena
que seja
e abatida, e
sempre
grande
e
poderosa,
quando
uma
só
vontade a anima
e
um
só
interesse
a
impelle;
e
até
invencível
se
essa
vontade
lem
por
baze
a
justiça, e se
interesse
tem
por
mãe,
a virtude.
Esbocemos
os
fados.
Ao
bellicoso
e
confuso
som dos cla
rins
—quando a
noute
estendia
por
sobre
a
terra,
seu
negro
manto
recamado
de
lu
zentes
e
scintillantes
estrellas—
as
hostes
das
Quinas,—
afogavam-se
n
’
um mar
im
menso de
sangue.
Trinta
mil
cadaveres
de senhores
e
de
escravos, nivelados
pelo
anjo
da
morte,
juncam
o
areal,
ou
deslizam pelas
aguas
do
antigo
Siso
de
Ptolomeu;
a
flor
da
cavallaria portugueza,
eil-as
afogadas em
sangue.
.
As
santas
Quinas
d
’
Ourique,
sacudidas
pelo
medonho
tufão
que
rugia
no
dezerto.
brilhavam
sempre
atravez
a
onda
impe
tuosa
de
uma
lucta encarniçada.
Depois
de
mil
gentillezas d
’
armas, o
infeliz
e
desejado
rei
D.
Sebastião, se
entranhou
com
a
espada
na mão, pelas
cohortes
mouriscas;
semilhante
ao
anjo
de
extreminio
levava
a
morte
áqu^;S>(|ue
topava
na
sua
vertiginosa
carreirtK/J
Desappareceu entre mil
alfange»^
_
E lá foram
os
despojos
do
rei
christão,
ornar
a
mumia
do
imperador
musul-
mano.
,
,
A
nova
faial
da
perda do rei
e
do
exercito,
que
a
olhos
vistos
sepultava
a
independencia
e
a
gloria
de
Portugal,
chegou
até á
humilde
pouzada
do
antigo
guerreiro
de
África
e
do Oriente, do
cantor
das
façanhas
nacionaes,
o
homem
que
travára
d
’el-rei
D
Manoel,
com
um
braço, e
de
Vasco
da
Gama,
com o
ou
tro,
que
se
elevára
com
elles
á
immor-
talidade,
por
entre
os
escolhos
da
miséria
e
da
calumnia,
tão
mal
pago
os
seus,
que
só
encontrou
conforto
e
affeição
no pobre
Jau,
olvidando
agora
as
ingratidões
de
príncipes
e
de povos,
para
só se
lem
brar
da
perda do
seu
rei
e
da
sua
pa
tria,
de puro despeito
se
finou,
excla
mando
como
o ultimo
romano:
Patria,
ao
menos
morreremos
juntos.
Que perdas!....
D.
Sebasliao....
Ca
mões!...
Eram as
armas
e as
lettras
per
sonificadas.
Eram
os
génios da
cavallaria
e da
epopea.
Lisboa
a
mais
bella
pérola
da
Europa,
a
senhoril
cidade,
que
se
reclina
num
leito
de
mármore
e
de
flores
e
se
ex-
preguiça
com indolência
pelas
suas
praias
desde
Xabregas
até
á
Torre
de Belem.
vergara
sob
o ferino
jugo
da
usurpaçao
estrangeira!
,
Raiára
malfadado
para
esta
terra
de
heroes
o
anno
i
Cardeal
D.
ás
mãos
de
Filippe
II
de
Castella.
Agri
lhoada,
Lisboa
ao poste
infame
de
uma
vil
e
tyramca
conquista
—
deixava,
sem
soltar
um
queixume
sequer,
açoitar-llie,
as
faces, o
infortúnio
dos
tempos:
Pobre
e abatida,
nem
sequer
em
des
afogo
podia
enxugar
as
lagrimas
que
lhe
resvalavam
das
descoradas
faces
1
A
cada
novo
golpe-nova
coragem
lhe
entumecia
o
animo
varonil
!
Olhava
para
o
passado,
e
via
as
suas
passadas
grandezas.
E
no
desassombro sublime
impassível
a tanta
vilania
e
audacia,
apenas
sorria
do seu
throno
de
rainha,
revendo-se
no
seu bello
Tejo,
cujas
mansas aguas vi
nham
de
mansinho
banhar-lhe
cs
sympa-
thicos pés
de
rainha
1
No
meio
dos
seus
queixumes
e
de
suas
agonias,
soltava
um
grito
que
ia
asylar-se
no
seio
immenso
de
Jehoval
!
—
Deus.
Bem
sabia
ella
que
linha
sido o
Deus
d
’Ourique
e
a
Virgem
das
Viclorias,
quem
ajudára
a
Affonso
Henriques
e
a
D.
João
I,
a
um
a
fundar
a
monarchia
portugue
za,
e
ao
outro
a sustentar
independencia
da
mesma.
No
céo
deposilára
todas
peranças
!
E
o
céo
realisou-lbas.
e
firmar a
as
suas es-
i
de
Dezem-
Risonho
desponlára
o
dia
bro
de
1640I
A
natureza
revestira
todas
as
suas
galas
de
formosura
A
manhã corria
serena.
De
quando em quando
a
aragem
vi
nha
agitar os
verdes
ramos
dos arvore
dos,
casando
o
seu
doce
cicio
aos
mur
múrios
dos regalos
que
preguiçosamente
se deslisavatn,
e
aos sonoros
cantos
dos
passarinhos,
saudando
o
astro
formoso
do
dia, o
qual
com
esplendor
despontáia no
horisonte.
No
límpido
azul
do
firmamento
nem
uma
só
nuvem
se
divisava.
Que
linda
manhã!
Tudo
era
um
hym-
no
que
a
natureza
elevava
ao
seu
Crea
dor
—
Deus.
No
relogio da
Sc
haviam
soado 9
horas.
Havia soado a
hora
da
justiça
!
Quarenta fidalgos
confederados,
tendo-
todos
confessado
e commungado
no
antecedente,
implorando
os
auxílios
se
dia
---- -----------
de Deus
e
da
Virgem,
e tendo
avisado
_
aquelles
de
quem
precisavam,
determi-
‘
narain
libertar
a palria.
A
um
tiro
de pistola,
dado
por
João
Pinto
Ribeiro,
os conjurados pozeram-se
em
acção pela
maneira
seguinte.
Jorge
de
Mello,
Anlonio
d’Athayde
e
Estevão
da
Cunha,
com
alguma
gente
que
os
se
guiam
detiveram
os
soldados
castelhanos
que
estavam
de
guarda.
D.
Miguel
d
’AI-
meida,
inda
que
velho,
subiu
arrebatada
mente
á
salla
dos
tudescos,
e
disparou
uma
pislolla,
sigtial
que
se
havia
ajusta
do
para
que
se repartissem
pelos logares
de
que
cada
um
fôra
encarregado.
O
por-
teiro-mór, Luiz de
Mello,
e
João
de
Sal
danha
e
Souza,
ganharam
o
logar onde
estavam as
alabardas dos
soldados.
D.
Affonso
de
Menezes.
Gaspar
Brito
Freire
e
Manoel
Anlonio
d
’
A?evedo,
lançaram-as
todas em
terra,
impedindo
que
os
solda
dos
as
pudessem
tomar. Alguns
castelha
nos,
intentaram
impedir o
passo
da
porta
onde
morava
Miguel
de
Vasconcellos,
mas
o
valor
de Pedro
de Mendonça
e
Thomé
de
Souza, carregou
os,
de
sorte
que
de
sampararam
a
porta,
e
querendo
ganhar
uma
que
ia
ao quarto
da
duqueza
de
Mantua,
já
a
acharam
occupada
por
Luiz
Godinho
Benavente, creado
do
duque
de
ànna"de
1580.
Por
morte
do
I
Bragança,
e
por
outras
pessoas que
o
*Henrique,
passára
o
throno|
acompanhavam.
A
este
tempo
o
respeitável
velho D.
Miguel
d
’
Almeida,
de perto
de
80
annos,
com a
espada
na
mão,
disse
gritando:
-Valorosos
portuguezes
viva
el
rei D.
João
IV,
até
agora
duque
de Bragança,
viva!
morram
os traidores
que
nos
arrebataram
a
liberdade»!
Outros,
buscando
a
casa
de
Miguel
de
Vasconcellos,
entraram
pelo
cor
redor,
e
encontrando
Francisco
Soares
de
Albergaria,
corregedor
do
civel
da
cidade,
lhe
gritaram
todos: viva
el-rei
D.
João
IV!
e
elle
arrebatado,
tirando
da
espada,
res
pondeu:
«viva
el
rei D.
Filippe»,
a
que
se
seguiu
darem
lhe
um
tiro
de
pistola, que
em
poucas
horas
lhe
tirou
a
vida.
Pouco
depois
Miguel
de
Vasconcellos
era
precipitado
d
uma das
janellas
do
pa
ço,
para
a
rua
e
arrastado
pelas
ruas
de
Lisboa
pelo
povo amotinado.
A
’
frente
do
povo
desvairado,
um
sa
cerdote,
erguia
na
mão
esquerda o
Cru
cifixo,
na
direita
uma
espada—
e
ao
grilo
de:
—Liberdade!
por
Deus
Liberdade!
.........
A
vingança
foi
tremenda,
mas
justa
e
merecida.
A mutação
fôra completa.
A
Lisboa d
’
aquelle
dia já
não
era
a Lis
boa
castelhana.
Mas
era
a
cidade
dos encantos,
das fo
lias,
das
saudações
e
das
felizes
recor
dações
do
passado.
Hymnos
e
hosannas
eram
da gloriosa
revolução
o
prémio.
Liberdade,
gloria,
triunfo
e
alegria,
eram
do
povo
os
louros.
O
som
do
bronzeo
sino,
confundia-se
no
espaço
com
os hymnos
de
acções
de
graça
que
de todos
os
peiios
agradecidos
sahiam;
a
vozeria
do
povo
aturdia
o
espaço,
e
a
satisfação,
a santa
alegria
divisava-se em
todos
os corações,
onde
pulsava
forte
o
santo
amor
da
patria, da
religião
e
do
rei.
Oh!
como
foi
grandioso
o
espectaculo
d
’aquelle
dia
para
sempre
memorável!
E
’
que
os
descendentes
d
’
aquelles
he
roicos
portuguezes
de 1139 e
1385 já
não
tinham
que
implorar
a
rei
estrangeiro,
o
bocado
de
terra
da
palria
onde repousas-
sem
para
senapre
as
suas
cinzas,
como
muito
bem diz
o
escriplor
modesto
do
nosso
século.
Contemplando
agora
aquelles
felizes
tem
pos
com os
modernos,
oh!
como
nos
sen
timos
esmorecer
a contemplar
tanta
mi-
zeria
e
tão
pouco
amor
pela
patria!
E' que
o patriotismo
e
a
"
k
"
Praza
a
Deus, que
tu
livre,
e
só livre,
encerres
no
meu
ultimo
dia
no
tumulo,
as
minhas
cinzas, porque
só
tu,
oh
Portugal,
és
a
doce realidade de
meus
sonhos,
a
nobre
aspiração,
depois
de
Deus,
da
mi-
nh’
alma,
e
a
sua»e
e
santa
alegria
de
mi
nha
pobre
e
triste
vida.
Salvè
pois,
mil
vezes
salvè
dia
1
de
Dezembro
de
1640!
J.
M.
fí.
Valente.
B384GA
—
SABBADO
t DE
HtZEHHKt*
DE
4’
Keãacçtlo
do aCaiiiiiiprc
to
<lo
Tlinlio».
Londres,
14 de
Novembro,
1877.
SUMMARIO.
(ConclusSoJ
II.
—O caso
deplorável
do
Padre
Curei
segundo
o papel
de
Bruxellas
[La
Gaceta
Internacional).
III.
—A
Maçonaria
Irlandeza
rompendo
relações
e fraternidade
com a
de
França,
por
esta
admittir
gente
que não
crê na
existência
de
Deos.
—
Bom
Collegio,
e
Es
tabelecimento
de
Educação
Catholiea
Meninas.
para
Já
que estamos no
terreno
das
gestões
perguntarei
eu
proprio:—
A
’
d
’isso, i
não
seria
muito
melhor
mais
fácil,
e
menos
olfensivo
aos
Calho-
licos, o
fazer na
Italia,
como
no
Japão,
onde
ha
um Soberano
Temporal
e
outro
Espiritual,
cada
um
em
sua
residência
separada
?
£
Porque
não
havia
o
Soberano
temporal
ficar
em
Florença,
muito
mais
própria para
Capital
política
de
Italia
ícomo
admilte
e
suggere
até
o
celebre
Gallenga,
sug-
vista
e
muito
que
se
não
pode
accusar
de
partidário
do
I
Papa),
e
o
Pontífice
na sua
Roma? Esta
E’
que
o patriotismo
e
a
abnegação
se
desprendem
de nós para nos
deixar
va-
riinnips
entre
o indifferentismo
e
a
des-
cilantes
entre
o
indifferentismo
crença.
E
’
que a
mocidade
já
não
é
educada
n
’
aqnellas
rebustas
e
solidas
doutrinas!
E’
que
a
religião e a
patria
não
são
os
solução
porem,
muito
mais
decente
e
ra
zoável,
não prehenchia
as vistas do Pro
testantismo
Inglez.
nem
da
Maçonaria
anti-
Cathohca;
pois
a
occupação
de
Roma,
e
o
transportar para
lá o
throno
do
Pie
monte,
tem
por
verdadeira causa
a
hosti
lidade
ao
Catholicismo
e
a
humilhação
do
Pontífice
e
da
Igreja;
quem
dissér
o con
trário,
ou
não
sabe
o que
diz,
ou,
sa
bendo-o,
mente.
Continua
o
papel de
Bru
xellas:—
«Segundo
o
Padre
Curei, emquanto
durar
o
antagonismo
actual
(antagonismo
provocado
de
um
lado,
por
aspirações
estereis.
do
outro
por
desconfianças
odio
sas
e
rancores), a
Igreja
terá
muito que
soffrer;
mas
nem
por
isso
perecerá.
Pelo
contrario,
puriticar-se-ha
por seus
proprios
soffrimentos;
ao
passo
que
a
Italia,
debi
litada
no
interior, separada
de
suas
allian-
ças natoraes,
obrigada
a
buscar
apoio
entre
os
inimigos
do
Catholicismo,
cor
rerá
grande
risco de
ser
desmembrada
mais
de
uma
vez,
e
de soffrer
o
dominio
Allemão,
muito
mais
duro
hoje
que
nos
tempos
passados.
Ajudará
a
Italia ao
aba
timento
da
França,
salvo a
ser
ella
mais
tarde
pisada e
abatida
pela Allemanha.
«Pelo
contrario,
uma
Italia
ebrislã,
ten
do
á
testa o Papa
e
um
Rei-christão,
será
uma
italia
verdadeiramenle
grande
e
forte. Longe
de
ser
obstáculo
á
França,
será
seu
apoio,
e
se encontrará, como
em
alguma
outra
vez
á
testa
da
Eu
ropa».
Tal
é a
revista
e
idéia
que
a Gazeta
dois
pontos
de mira
para
a
felicidade
des-
te
fidelíssimo reino.
E
’
que,
fmalmente,
ao
ouro e
a conve
niência
própria
se sacrificam
as
mais
no
bres
aspirações
da
alma,
resultando
d
’ahi
mil
fraudes
e
enganos
para
conseguir
aquel
le,
e
outras
tantas
torpezas
para
conseguir
esta.
Que infelizes tempos
os
nossos!
Quem sabe,
se
algum
reino
estrangeiro
se apoderasse
do
nosso
querido
Portugal,
se
appareceria
por
ahi
algum
João
Pinto
Ribeiro
ou
D.
Anlão
d’
Almada,
que
to
masse
a
aidua
tarefa
que
em
1640 se
poz
em
plano!
Hoje
são
mais
numerosos
os Migueis
de
Vasconcellos,
do
que
os
Migueis d
Al
meida,
etc.
_
Mas
esqueçamos
n
’este
dia
tao
solemne
tanta
decadência,
e
elevemos
ao céo um
SrÍt
°PoítuÍal
11
velho
XeSo^^d^repíoldá
do
negiocio
do
Padre
Cum;
e
cm
uma
rotiugai,
veinu e
nota
dá
delle
esta
noticia
e
caracter, co-
exulta!
.
..
_
Despontou
com
este
dia
a
mais
encantador
fulgor!
aurora
dei
piando
de
uma
folha
Franceza:
—
j
«Napolitano
(o
Padre Curei),
tem
toda
cepções
honrosissimas»
reaccionarios,
mi-
moseados
com
uma
longa
sequella
de
in
jurias.
Os
primeiros,
mações,
ou
maçonisan-
tes, são
applaudidos
e
festejados,
porque
servem
para
desconceiluar
a
religião,
e
destruir
a
Egreja
por
suas
praticas
e
ensinos,
e
dão
pretexto
aos
chafariqueiros
para
insultar
o clero,
apontando
os
maus
aclos
de
alguns,
sem
nomear os
auctores
(por serem
os
seus
cúmplices)
como
sen
do
a
pratica
de todo
o
clero,
mesmo
do
que denominaram
«excepções
honrosissi
mas»,
a
não
serem
de
ião
provecta
eda-
de
que
resvalem
delles
as
accuzações.
Isto
já
se
viu
em 1789
e
annos seguintes
em
França.
E
não se
diga
que
tal
não
era
a intenção dequemfezo decreto. Em
1857,
e
posleriormente,
o
Portuguez
e
outros
jornaes
liberaes
incitavam
o governo
a
que
desse
as
parochias
aos
padres
de
costu
mes não
virtuoso®,
porque
só
assim
con
seguiria
extender
pelo
povo
a
sua
influen
cia.
Esludou-se
o
caso,
houve
projeclos
e
contra-projectos,
e
por
fim apontou-se
no
decreto
de
2
de
janeiro,
obra
da
mais
nefanda malicia
e
ascorosa
hypocrisia:
e
as
consequências, quaes se
previam
e
de
sejavam,
tu
vens
agora
laslimal-as.
Fal-o-
has
sinceramente?
Só
a
Deus e
tu
o
sabem.
Não
exlranho
as
luas
declamações,
copiadas
quasi
palavra
por palavra
das
que
os
manicheos
diziam
conlra
os
padres
nos
primeiros
séculos
da
Egreja,
•
depois os
albigenses,
e
successivamente
os
wiclefis-
tas,
os
moralíssimos
sectários
de
Henri
que
VIII,
Isabel
e
os
outros
reformistas,
até
os
da
revolução
franceza;
nem
extra-
lanho
as heresias
que
alindam,
e
que
também
alli
se
acham:
o
que
poderia
ex-
tranhar
é
que
não
le
atrevesses
a
dizer
como
alguns
d
‘
aquelles
diziam
e
os
ou
tros
faziam,
que assim
como
os
fieis
não
devem
ter
a
«obrigação
de acceiiar
os
sacramentos
(das
mãos}
de
ministros
que
as
leis
da
Santa
Madre
Egreja
consideram
indignos»,
lambem
os
reis,
os
magistra
dos
e
quaesquer auctoridades
por
as
mes
mas
leis
considerados
indignos,
não
devem
poder
governar,
nem
administrar
justiça;
pois
que
a
respeito
delles
lambem
vigora
a
doutrina
de
que
«não
póde
ser
con
siderado
ministro
de
Deus
quem
é
a
vio
lação
permanente
e
escandalosa
dos
pre
ceitos
de Deus». Uns
e
outros
são
mi
nistros
de
Deus
por
mais
que
penses
o
contrario.
Meu
amigo
excedes-te
a
li
mesmo
quando
aconselhas
o
Prelado
a
que
mande
«abrir
um
inquérito
geral
de
vila
et
mo-
ribus
aos padres
do
Patriarchado;
castigue
os
criminosos;
substitua
os
indignos; po
nha
pastores
e
mo
lobos á
freme
do
re
banho».
Se
elle
o
podesse
fazer,
e
fosse
verdade
o
que dises, quantos
parochos
liberaes
ficariam
n
s
suas
egrejas?!
dize-o.
se
és capaz.
Mas
s.
exc.
a
não
pode.
Em
primeiro
logar
as
leis
liberaes
não
lhe
perraittem fazer
esse
inquérito,
e
priva
ram-no
de
todas
os
meios de
rea
!
izal-o
quando
as
leis
não
lh
’
o
vedassem,
e
ca
rece
como
todos
os outros
bispos
de
po
der appropriar
o castigo
á
culpa.
Lá
está
o
Juizo
da
Corôa para condemnai-os
como
acaba
de
condemiar
o
p
elado
de
Aveiro
por
ler querido
obrigar
um
parocho
a
cumprir
os
deveres
que
lhe
marca,
para
com
os
seus
Ireguezes,
o
direito
canonico;
e
o
pobre
do
Patriarcha
teria que as
ver
bonitas se se
atrevesse
a
querer
substi-
a
facúndia,
toda
a
fineza,
todo
o
brilhante,
e
também
toda
a versatilidade
Napolitana.
A
25
annos,
promeltia
já
ser
uma das
luzes
e
uma
das
glorias
futuras
do Gesu
(o Grande
Convento
dos
Jesuítas
em
Ro
ma).
Foi um dos
fundadores
da Civillà
Catholica,
a
famosa
Revista
dos
bons
Padres, de que se
conservou
sendo,
até
estes
últimos tempos,
um dos inspirado-
res;
mas
é
antes
como
prégador
que
elle
se
fez
conhecer».
Não
pode a
gente
deixar
de
sentir
e
deplorar
a
queda
de
um homem
assim,
mas
é
consolador
o
pensar,
que,
segundo
todas as
noções
que
por
ora
lemos,
não
parece
haver
perigo
de
que
o
seu
trope
ção seja
como
o
de
Passaglia;
e
muito
menos
que
se
eniporca-lhe
e degrade
como
o
infame
apóstata
(de
outra
Ordem)
o
escandalosa
Gavazzi.
III.—
Não
me
lembra
distinctamenle,
se
alguma
vez tenho
feito
notar
nesta
correspondência
—
parece-me que sim
—
as
differenças que
ha entre
os
Maçons
In-
glezes
(ou
Irlandezes)
e
os
do
Continente.
Eis
aqui
uma
noticia
curiosa,
no
Times
de
5
do
corrente,
a
tal
respeito:
—
«A
Grande
Loja dos
Maçons
na
Ir
landa,
passou
por
unanimidade
a
seguinte
resolução:
—«Altendido
que
a
Grande
Loji
de
Irlanda recebeu
notificação
otlicial,
de
que
o
Grande
Oriente de
França,
alterou
o
primeiro
artgo
da
Constituição,
mu
dando-lhe
a
forma
precedente,
e ommit-
tindo
nella,
como
um
dos
princpios
fun-
damentaes,
a
crença na
Existência
de
Deos, e
a
immortalidade
da
alma;
a
Grau
de
Loja
dTrlanda,
por
esta
sua resolução
declara,
que
o Grande
Oriente
de
Fran
ça,
havendo
por
tal
alteração,
tornado
admissíveis
como
membros
das
Lojas da
sua
jurisdicção,
pessôas
que
não
acredi
tam
na
existência
de
uma
Divindade
pes
soal;
infringiu
com
isso
os
fundamentos
da
antiga
Maçonaria
e
procedeu
em
vio
lação
do
primeiro
grande
principio
da
Ordem;
e
por
tanto, a
Grande
Loja
de
Irlanda,
aqui
declara,
que
não
pode
con
tinuar
a
reconhecer
a
Grande
Loja de
França como
corporação
Maçónica;
e
por
tanto
determina a
todas
as
L
qas
que
tra
balham
sob
a
Constituição
Idandeza,
que
recusem receber
como
Maçons
quaes
quer
pessôas que
se
annunciem
como
perten
cendo
ao
Grande Oriente de
França,
ou
de
qualquer
loja
subordinada
á
sua
juris
dição.
Acrescenta
depois
a
noticia
no
Times:
—
«Fez-se
uma
tentativa
para
identificar
a
Ordem
da
Maçonaria
no
Reino-Unido
com
sociedades
sem'religião
e
revolucio
narias,
de
natureza
semelhante
ás
do Con
tinente.
Esta
repudiação
é provável
seja
olhada
com
geral
satisfação»
Como
sei
que do Brazil
continuam
va
rias
famílias
a
mandar
Meninas a educar
a
Inglaterra;
e
como
parece
que
a
antiga
Casa
e
convento
de
Rochamplon,
não
re
cebe
já
Educandas;
poderá
interessar
a
algumas
pessôas
que
leiam
o
Apostolo, o
saberem, que
ha
em St.
Leonards
on
Soa.
no
Condado
de
Sussex,
um
excel-
lente
Estabelecimento,
de
genero
seme
lhante
ao antigo
de
Rochamplon,
e
que
me
dizem
de
boa
parte,
oíferece
as
me
lhores
vantagens
e
condições
para
o
ef-
feito.
Heide
tomar
informações
mais miú
das,
e communicalas
ao Apostolo,
para*
os
convenientes
effeilos.
A. R. SARAIVA.
--- --
----
Enterros civis.
Carla
de
Pancracio da Lourinhan,
a
Hermenigildo
Batota.
Conclusão )
Para
não
subir
mais
longe,
citarei
o
decreto
de
2
de
janeiro
de
1862:
o
que
é
elle
senão
um
incentivo
ás
paixões
cú
pidas
dos
padres
para
andarem
á caça
das
egrejas
mais
rendosas,
e
um empurrão
para
as
chafaricas,
onde
aprendam
a
fa
zer
dos
«fieis como
matéria
collectavel —
Lac
et
lanam
quoerunt
in
ovibus,
non
salulem.
E
porque
o
faz? porque
paro-
chos que
só
procuram
o
leite
e
a
lã
das
ovelhas,
convém mais ao
liberalismo,
do
que
aquelles
que
acima
de
tudo
querem
a salvação
d
’
estas.
Aquelles
ordenham
as
ovelhas
até
ao sangue, e
losqueiam-nas
até
á
pelle
para
comprarem
por
si ou
por
interposta
pessoa
os
bens
da
Egreja,
que
são
património
dos
pobres,
para
dei-
xal-os em
herança
ás
suas famílias;
per
turbam
as
consciências,
prégandoas
excel-
lencias
do liberalismo,
e
a obediência cega
ás
leis
do
estado:
os
outros
são
as
«ex-
luir algum
parocho.
0
menos
que
lhe
succedia
era
accuzarem-n
’o de
attentar
contra
os
direitos
da
Corôa.
e
de
o
con
siderarem
reu
de lesa
mageslade,
de pri
meira
ou
segunda
cabeça.
Então
é
que
os
lobos
uivariam
uns
pelos
outros,
e to
cariam
castanholas
pira
o
devorarem.
Agradeço-te
pois
o
teres
tu
mesmo
pa
tenteado, sem
querer,
o
infernal
plano
do
liberalismo.
Escolhem se
os
peiores paro-
chos,
em
nome
do
padroeiro,
e
culpa-se
disso
o
prelado
que não < s
escolhe;
cul
pa-se
também porque
lhes não
lira
as
egrejas;
e
exigir-se-iam
processos
conlra
elle
se
o
fizesse.
De
qualquer
modo
le
vam a
sua ávante.
Tudo
nesta
carta
denuncia
que
não
passas
de
echo
das
ideias
e
desejos
de
outros,
como
quem
procede
sem
sciencia,
nem
consciência.
Dizes,
e
desdizes. As
sim
tenho
arguido de
«fulil»
a
resolução
do
em.
1110
Patriarcha
de
mandar
benzer
as covas
dos que se
sepultarem
no
ce
mitério,
e
querendo
ensinar
o
Padre
Nosso
ao
Vigário,
negas
que
seja
«legal»,
e
com
ridículo
entono
aíTirmas que nem
s.
em.
m
’
nem
ninguém
é
capaz
de
o
demonstrar;
asserção que não
farias
se
fosses
mais
lido.
E
depois
disto,
louvas
«de
todo
o
coração»
esta
ordem
do Prelado.
Ainda
mais.
Confessas que
«se
dá
a
polluição
dos cemiierios
ecclesiasticos
pelo
enterramento
de
excommungado
mani
festo,
de
infiel
ou
herefico,
ou
fautor de
heresias»;
e allreves-te
a
dizer
«que
disso
não
ha
nos
nossos
cemitérios»:
e
lá
estão
em
ambos
enterrados
mações, manifes
tando-se
com
os
emblemas
de seus
gráus
e
ritos,
e
portanto
«excommungados
ma
nifestos»;
estão
herelicos
e
fautores
de
heresias.
Será
caso
que
nunca
tivesses
ac-
companhar
alli
um
cadaver
de
algum
amigo,
irmão
ou primo para
dar-lhe
o
ul
timo
adeus
?
Teria
graça.
Lisboa,
17
de
novembro
de
1877.
Teu
mt.°
amigo
Pancracio da
Lourinhan.
A
peregrinação
portuguez»
«
ílesu».
XVIII
NO
COI.ISEO
Indizíveis
são por
certo
as
impressões
que
senti
ao
ver-me
n’
aquelle
mesmo
re
cinto, cujo
solo fôra
ensopado no
sangue
de
tantos
martyres.
Como
que
fascinado
pelo
sentimento,
não
sei
que
suave
melancolia
se
apoderava
de
minha
alma,
detendo-me
no
meio
d
’
a-
qoellas
gigantescas
muralhas,
que
foram
testemunhas
das
mais
brilhantes epopeas
chrislãs.
Era
ao
cair
da tarde.
0
sol
ao desapparecer
no
occaso,
ba
nhava
ainda
com
os
seus
últimos
raios
de
luz a
mais
elevada
cornija
do
assom
broso
edifício.
Aves
noclurnas,
saindo
do
meio
das
solilarias
paredes,
volaleavain
nos
ares,
como
se festejassem
o
desapparecimenlo
do astro
rei,
que
as
retivera
durante o
dia
em
seus
cubículos.
E no
meio
d
’
esla
sepulchral
solidão
era-me
grato
comtemplar
o
terreno
que
mais
fecundou
a religião
que
adoro.
Percorri
lodo
o
circo
com
aquella
maga
saudade
que
nos
inspiram
sempre
as
relíquias
do passado.
Alli
n’
aquelie
recinto,
vi
passar
diante
de
mim
lodo
o velho
mundo,
caduco
pela
depravação,
furioso
pelo
despotismo.
Roma,
com todas
as
suas
riquezas
e
ornatos, com
toda
a
volúpia e miséria,
que
a
caracterisavam
no
paganismo,
era
para
mim,
n
’
aquelles
momento,
como se
a
es
tivesse
vendo
indolentemente
recostada
nos
grandes
camarotes
e immensas
gale
rias, que guarneciam
o
circo.
0
ambiente,
purificado
pelo odor
que
de
si
exhalava
a
virtude
opprimida,
perdê-
ra
sim
esse
vinis
mortífero
de
que
o im-
pregnáia
a corrupção
triumphante;
mas
em
lodo
aquelle
monumento
da
devassidão
e
do
orgulho
descobrem-se
ainda
as
feições
moraes
o
’
uma
sociedade
que
não
era
a
nos-
sa.
Dominado
pela
curiosidade,
subi
a
um
dos
camarotes.
Ao
ver
d
’
ali
toda
aquella
grandesa
em
minas,
caprichou
a
minha
imaginação
em
phanlasiar
uma
festa
do
amphiteatro.
De
um
salto
retrocedi
dezoito
séculos,
e,
no mesmo
instante
vi-me
em
frente
dos
patrícios
e
dos cesares,
que,
sedentos
de
prazercs,
aguardavam
o
momento
em
que
o
especiacuio
devia
principiar.
0
povo
unha
já
invadido
todas
as
en
tradas
do
amphiteatro.
Os
senadores
e
os
patrícios
occupavam
os
logares
que
de
antemão
lhe
tinham
sido
designa
fos.
As
matronas
romanas
e
as
veslaes
brilha
vam no ultimo
corpo
do
edifício.
0
murmurio
e
a
impaciência
eram ge-
racs.
Sobre um
altar que era
a
um
lado,
estavam
os
instrumentos
para
immolar
as
viclimas,
em
que
consistia
o
primeiro
acto
do
especlaculo
0
cezar chegou
por
fim.
0
povo recebeu-o
com
palmas,
que
é
o
modo
de lhe manifestar
o
seu
reconhe
cimento e
enlhusiasmo
pelas
festas
que
vão
começar.
Pouco
depois
o
sangue das
viclimas
tingia
o
altar,
e
as
vestaes
que
tomavam
parle
no
sacrifício,
subiam
para
os
seus
logares,
orgulhosas
por haverem
applacado
os
deuses
com
a
vida
de
um
homem.
Seguiram-se
os
jogos.
A
um
signal dado
appareceram os
gladeadores, divididos
em
tres
turmas,
na
ultima
das
quaes
vinham
os
besliarios.
Estes
infelizes
saúdam
o
cezar
com
o
sorriso
nos
lábios e
lançam-se
na
lucta.
A
multidão
segue
com
interesse
os
con
tendores
e
aplaude
com frenesi
o
ferido
que
cae
estrangulado.
D
’ahi a um
momento
a
grilaria
redo
bra.
Uns
poucos
de
homens
rolam sobre
a
terra
cobertos
de
sangue
e
pó.
0
enlhusiasmo
attingiu
então
o
delirio.
As
musicas
tocam,
as palmas
redobram
e
os
gemidos
das
victimas
perdem-se
no
meio
de
uma
voseria
immensa,
tumultuosa
e
sanguinaria.
Do
camarote
das vestaes
linha
partido
o
signal para que
se
acabassem
de
malar
os
f
ridos.
Então
aquella
turba
de
barbaros
levan
ta-se,
e
com
a vista cravada
no
gladio
dos
vencedores,
parece
invejosa
do sangue que
se
coa
pela
terra.
A
festa
eslava
acabada;
mas
o
cezar
sempre
generoso,
sempre
prodígo
com
divertimentos
para
o
povo,
tinha-lhe
pre
parado
uma
surpresa.
Um
pobre
velho
e
uma gentil
donzella
acabavam
de
ser
introduzidos
no
circo.
Eram
dois
piedosos
christãos
que
in
sistiram
em
não
querer sacrificar aos
fal
sos
deuses
do
império.
Com
o corpo
rasgado
pelos açoutes,
pendem-lhe
dos
braços grossas
correntes
de
ferro.
Os
seus
semblantes,
porétn, estão
alegres.
Transluz-lhes
no
rosto a
esperança;
e
da
tranquillidade
que
lhes
vae
n’
alma,
dá
testemunho
a
gravidade
de seu
gesto.
0
povo,
na
loucura
da sua
gratidão por
tantos
divertimentos,
pede
as
féras ; que
nas
jaulas
onde
as
relem,
uivam de
desespe
ro
e contentamento,
como
se
lhes
farejasse
já
o
banquete
que
lhes era
preparado.
D
’ahi a um
instante,
o
sangue
dos
dois
martyres
corre
a
jorros;
e
um
tigre
e
um
leopardo
repartem
entre
si,
no
meio dos
mais
vivos
applausos,
a
carne
das
vicli
mas.
Quando
tudo
estava
concluído,
e
a tur
ba
dos
espectadores
já descia
das
galerias
e
camarotes,
pira
ir banhar-se nas
thermas
de
Caracala,
que
ficam
perto,
apenas
de
tudo
restavam
alguns
ossos
que não
po-
deram
ser
estalados
pelos
dentes
das
féras.
D
’ahi a
algumas
horas
era
noite.
Toda
aquella
multidão,
embriagada
com
o
sangue
das
victimas,
estava
engolfada
nas
orgias
e
na devassidão.
0
Amphiteatro
estava
deserto.
0 silen
cio era
apenas
quebrado
pelo
bramir
raivo
so
das féras.
A’
pallida
luz
da
lua
que
se
levantava
no
firmamento,
podiam
ver-se
dois vultos
caminhando
com
passo
firme
até
se
in
ternarem
nas sombrias
abobadas
do
Am-
phiieatro.
Eram
duas
virgens
chrislãs
que, ven
cendo
a
natural
fraqueza
do
seu sexo,
iam
procurar
na
arena
ensanguentada
as
relíquias
dos
martyres
que
escaparam
á
voracidade
das
féras.
Jl. MARINHO.
real «S
om
eiutiinhos
portuçguezes.
A
companhia real dos
caminhos
de
ferro
portuguezes
é
uma
cousa
impossí
vel,
mas
vemos
que
os
governos
não
tem
força
para
se
arrostar
com ella,
e
fazel-a
cumprir
com
os
seus deveres.
E
porque
será?
E’
uma
cousa
com
que
ninguém
ainda
não
poude
atinar,
são
segredos
da
abe
lha.
0 serviço
é
vergonhoso.
0
pessoal
insignificante,
e
no geral,
estúpido,
arrogante
e
brutal,
e
ás
vezes
gatuno 9
Não
ha segurança.
Roubam
se
as
bagagens e as
merca
dorias,
e
responde-se
mal
aos
queixosos.
A linha
esta
perigosa,
desfaz-se.
0
material
circulante
a fazer-se
peda
ços
e
insufficiente,
entrando
nisto
os
carros
dos
passageiros.
As
estações
indecentes.
Não
ha
resguardos
nas
passagens
de
nivel.
Os guardas
não
fazem caso e
são
poucos
em
numero, e
não
fiscalisados.
A
velocidade
é
do
charrião.
Não
ha
um
expresso.
As
mercadorias que
deviam
ser
tran
sportadas
de
Lisboa ao
Porto
em
22
ho
ras
levam
não
poucas
vezes
22
dias.
Ha
umas
tabellas
que
mnguem
enten
de,
com
ellas
rouba-se
muito,
e
não
pou
cas
vezes
se
faz
gancho
trocando
umas
por outras
Assim
se
engana
o
publico,
com o
maior cynismo,
e
se
alguém
reage
mais
sériamente
conlra
tanto
abuso,
mesmo
de
confiança,
logo
os
tunantes
ameaçam
com
as
policias
correccionaes.
Isto
se
vê
neste
paiz
corrupto,
onde
tudo
se
cala
e
accommoda
por conside
rações políticas,
por
soborno,
e
pela
de
vassidão.
Não
se faz a segunda
linha,
não
se
emenda
e encurta
a
que
está, que
é
um
disparate
em muitos
pontos,
senão,quasi
desde
o
principio
até
ao fim.
Não se
trata
de
melhorar,
trata-se
sómenle
de
explorar
o
publico,
de
o
ve
xar
por
todas
as
fôrmas
possíveis.
E
porque
se
faz
isto? É’ porque nesta
terra
não
ha
governo,
ha só
ministros,
que
fazem
política
com tudo, e
as
mais
das
vezes
são
parles
interessadas
nas
com
panhias.
Aqui
é
que
está
o
mal
principal,
o
mal
que
não
se
cura,
senão
com
reme
dio
energico;
mas como
applicar
esse
remedio
?
Isso
é
uma
questão
de
tempo:
a
cor
da tanto
se
puxa
por
ella,
que
quebra,
e
isto quebra
por
força,
e os
puxanles
vão
de trambolhão.
E verão então
a
garotada
a
rir
e
a
fazer
troça
aos
figurões
da
vespera,
redu
zidos
ao
escarneo,
e
se fôr
só
isso
não
é
pouco.
Os
escravos tem-se
revoltado
por
mui
tas
vezes contra
a
tyrannia,
e
não
pou
cos tem
sido
marlyrisados,
mas
também
por
vezes
a
fortuna
os
tem
ajudado
a
obter
a
sua
liberdade.
E
nós
estamos
por
tal
fórma
escra-
visados
por companhias
privilegiadas,
que
allenlando
como
attentam
contra
a
liber
dade,
provocam
os conílictos
resultados
da escravidão.
A
companhia
é
um estado
no
estado,
tanto
assim
que
o governo
não
tem
força
para
a
fazer
entrar
na
ordem
das
suas
obrigações
a
cumprir,
revolta-se
e
vence
Ainda
não
houve
um governo
que lhe
tomasse
contas
sérias,
que a sequestasse
e eticorporasse no
Estado,
e
acabar
com
aquelle
estado
vergonhoso
para
os
es
trangeiros,
que
nos
visitam,
e
que
nos
julgam
á
vista
de
tanta
immundicie,
um
paiz
em
grande
atrazo.
Nós
somos
de
opinião que
os
cami
nhos
de
ferro
devem
ser
do
Estado,
co
mo
são
as
grandes
estra
las,
mas
quando
não
possam ser
todas
sejam-no
ao
menos
as
linhas
principaes.
E
’
preciso
que haja
governo
que
olhe
por
isto,
e
o
cumpra.
Esta
companhia
com as
suas
intrigas
e traticançias
impeliu
no
ministério
pas
sado,
que
era
conservador,
que
o
cami
nho
de
ferro
da
Beira
Alta
se
fizesse.
Hoje
que
o
governo
é
progressista,
como
a
companhia,
não
se
fará.
Vê-se,
pois,
que
o
governo
progres
sista
da nossa terra
é
a negação
do
pro
gresso,
e que
o
conservador
é fomenta
dor
e
regenerador,
muito
embora
seja
um
pouco
esbanjador,
no
que
concorda
mos.
Assim,
com
estes
prograssistas
de má
morte
podem
ter a
certeza
os
be rões,
que
não
obterão til
caminho,
e
que
o
silvo
da
machina
tarde
por
lá
se ouvirá
Ha
ainda
outro
motivo
para demorar
a
conslrucção
do
tal
caminho.
A
com
panhia
espera
com o
tempo
achar-se ha
bilitada
a
construir
o
caminho com
al
gum
governo
da
sua
gente,
e
assim
fi-
zer-se
senhora das
linhas principaes
do
paiz
e
internacionaes.
Ora
isto
é
que
se
deve
saber
para
se
combater
vigorosamente,
e
que
se
faça
pagar caro
a
quem
foi
a cansa
de
não
lermos
já
um verdadeiro
caminho
inter
nacional,
grande
melhoramento
para
nós
e
para
a Europa.
A
imprensa
independente
vigie
este
negocio
da companhia,
e
não
queira
com
o
seu
silencio
auclorisar
tão
grandes
e
permanentes
escândalos.
A
linha
ferrea
de
norte
e
leste
deve
ser
adjudicada
ao
Estado.
E’
esta
a
opmião
dos homens
cordatos.
*
*
*
Coimbra,
de
novembro.
(Do
uu88o correspondente).
Terminou
hontem
quasi
á noite o
apu
ramento
das
listas
da
eleição
camararia.
O
que
já
hontem
lhe
disse
com
muita
probabilidade,
digo-lho
hoje
com certeza
.
Venceu
a
opposição
por
uma
grande
maioria
(cerca
de
500
votos).
O
governo
soflreu
a
mais monumental derrota,
que
se
podia calcular. Elle contava
sempre
vencer
na
assembleia
da
Sé
Calhedral,
centro
da
elite
dos
eleitores, onde
vota
o
corpo
docente
da
Universidade,
a
classe
ecclesiastica.
os
cidadãos probos
e
distin-
ctos
por
muitos
títulos,
ernfim
todos
aquel
les
que
se
não
deixam
corromper pelo
ouro
e
por
promessas
hypocritas.
«E’
a
assembleia
mais
illustrada
do
paiz,
é
essa
que
nos
hade
dar
a
vicloria,
e
fazer
justiça
á
nossa
causa;
perderemos
tudo,
menos
a
Sé Nova»,
exclamavam
elles
ha
muito;
e
vae
senão
quando
a
mais
dislincta
e
conscienciosa
assembleia
dó
p
iz
infligiu
lhes
a
mais
vergonhosa
derrota,
e
deu-lhes a mais
evidente
prova
de
desconsideração.
As
sympatias
do
partido
governamen
tal
em
Coimbra
devem
aferir-se
por
esta
memorável
eleição,
que póde
também
influir
na apreciação
da
política
geral,
e excitar
o interesse e reparos do
paiz inteiro,
por
ser
esta
terra
a
mais
illustrada
de
todo
elle, e
porisso aquella
em
que
o
suflragio
popular
melhor
se accentúa
e
mais
aucto-
ridade
tem.
O
regosijo
tem
sido
geral.
Desde
as
4
horas
da tarde
d
hontem,
até
á
meia
noite
estouraram
nos
ares
numerosos
fo
guetes,
locando
pelas
ruas
uma
banda
marcial,
vinda
de
fóra, porque as da
cidade
não
podiam
tocar
por
serem
os
seus
presidentes
da política
vencida.
G<ande
quantidade
de
povo
de
todas
as classes
percorria
lambem
as
ruas
dando
vivas
ao
snr.
dr.
Lourenço,
Fernando
de
Mello,
aos
eleitores independentes,
etc.
Hoje
continuam
as
demonstraçães
de
regosijo.
Um
académico,
bacharel.
«eiintâo.—
Reunem-se ámanhã,
por
1
hora
da
tarde, no
edihcio do
Tribunal
judicial
os
cavalheiros
mais
caridosos,
d
’esta
cidade,
alim
de
accordarem
nos
meios
para
eífectuar
a
creação
do
proje-
ctado
asylo
de
mendicidad
■.
a
de
Biezembro.—
Commemorando
o
anniversario
da
nossa
indepen
lencia,
ha
hoje
especlaculo de
gala,
subinfo
á
scena
o
drama Oppressão
e liberdade,
e
a
co
media
Quem desdenha...
gseilíd».
—
Rogamos
muito
a
quem
compele
toda
a
attenção
para
o
que
com seriedade
vamos
expor:
Continuam
por ahi a
correr
pamphfletos
avulsos
impressos
em
alguma
lypografia
clandestina,
só assignados
com
o
nome
de
M.
Bernardino
da
Cunha
e
Silva.
Já
se
vê
que
esta
qualidade
de
publica
ções
é
contra
lei
;
mas
com
a
impunidade
já
conta
o
sôr
Bernardino,
quer
seja
porque
a
policia
com isso não
se
importe,
fechando
os
olhos
quando
se
andam
a
distribuir,
já
porque
está
convicto
de
que
as
pessoas
que
elle
infame
e
vilmente
morde,
não
se
re
baixariam
a
chamal-o
aos
tribunaes,
re
ceando
de que
quem
perdeu
a
vergonha
e
brio
e
até
consciência
de christão, em
es
crever
ou
copiar
o
que
elle
diz.
mmis
o
leria
de
negar
o que
mandou
imprimir.
Em o
ultimo pamphíleto
diz
aquelle
sôr
Bernardino^-Que
o
jornal
a halia
que
só
elle
viu),
diz
que
o
Papa,
pois,
está
grave
mente
enfermo
e
quein
não
roga
a
Deus
por
uma
vida
tão
preciosa,
diz o
povo
que
é
MAÇÃO.
E
é
inimigo
da
Egreja
aquelle
que
volta
as costas ao
Vaticano.
E
’ carboná
rio, é
ímpio
e
prol'stante
quem
se
esquiva
á
oração
pela vida do
Vigário
de
Christo.
Já
dissemos ao
sôr
Bernardino
que
se
deixe
de
querer
levar
para
os
Congrega
dos
a
cadeira
dos
Ba.rlholom.eus
e dos
Dio-
gos,
e
as
preces
publicas
se
farão quan-
Jo
fôr
preciso,
e
da
Nnncialura
venham
as
recoramendações.
E
’ mui
louvável
que
os
amigos do
Papa
em
logar de
as
fazer
em
sua
casa,
vão
aos
templos
da
Miseri
córdia,
Cirmo,
Salvador,
Remedios
e ulti-
mamente no
do
Hospital
na
novena
da
Im-
maculada
Conceição,
pois
que
nelles
ha
la
dainhas
e
orações
próprias diante do
SS.
Sacramento
exposto
por
tenção,
vida e saú
de
do
Santo
Padre.
Vá
lá,
e
convide
o
povo
a
isso,
que
fará
um
acto
meritorio
;
não
mande badelar
o
sino
dos
Congregados
sem
authorisação,
e
não
ponha
acáVapuça
na cabeça
dos
outros,
que
parece
que
a
talhou
para
si,
pois
que
receiamos
que
o rapazio o
tome
á
sua
con
ta como
tomou
o
Catrambias,
o
José
dos
folinhos,
o
Papú
e
o
Laranja.
Teremos de
lhe
applicar
em
logar da carapuça
que
pa
ra
si
talhou
um
capacete
de
neve.
Pasquins.
—
A
«Gazeta dos
Tribu
naes»
refere
que
na
noite
de
26
apparece-
ram
em
diversos
bairros de
Paris
uns
pe
quenos
pasquins
injuriando
e
ameaçando
o
governo.
Hontem
foram
presos
cem
indivíduos
por embriaguez
e
gritos
sediciosos.
O
«Figaro»
annuncia
que,
se
fôr de
cretada
a
dissolução
da camara
dos
depu
tados.
será
proclamado
o
estado
de
sitio
em
certos
departamentos,
com
especialidade
n
’
aquelles
onde
os
periódicos
discutissem
a
disciplina
do
exercito.
Movimento
do
Hospital
de
9.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
18
de
novembro:
84
homens
e
83
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
14
homens
e
20
mulheres.
Sahiram:
15
homens
e
13
mulheres.
Falleceram:
4
homens
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
23
de
novem
bro:
79
homens
e
88
mulheres.
Preço dos
eereaes.
—
Na
terça-feira
ultima,
n’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo
................................................
900
Milho alvo
.......................................
600
Centeio
........................................
490
Milho
branco
................................
410
» amarello
...............................
400
Painço..............................................
480
Cevada
.............................................
600
Batata..............................................
560
Feijão
vermelho..............................
900
»
amarello............................... 720
»
branco................................
900
»
rajado
................................
600
»
fradinho
...............................
480
Azeite
..................................
.
6$0(J0
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
BwaitUsaiÈ
&
e
DU
BARRY
de
Londres.
30
»nn®e
iFinvttrhtvd
ssaesessa
6
Combatendo
as
indigestões (dispe
psia)
gasliica,
ga-tralgia,
llegma,
arrotos,
amargor na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vó
mitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asltimi,
baxígas,
falta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal dos nervos,
diabethes,
debilidade,
todas as
de«ordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
tigalo,
dos rios,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
83:00
curas,
comprehendendo
n
’ellas
as
da duqoeza
de
Castlestuart,
do duque
de
Pluskiw,
da
marqueza
de
Brehin,
de
Lord
Sluarl,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.
—
Air.
A.
Bruuefiére,
cura,
de uma
dispepsia de
oito
annos,
e
depois
dos
medico»
lhe darem só
pou
cos
mezes
de
vid>.
Cura
n.°
62:476.—
Sainte-R
imaioe-des-
lles
(Saône et-Loire. —
Senhor.
—
B-mdito
seja
Deu»!
A
Revalescière
du
Barry
poz
fim
aos
meus 18
annos
de
soíTrimentos
do
estômago
e
dos
nervos, de
fraquezrs
e
de
suores
noctnrnos.
—
J.
C
ompaket
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
— H
ydropsia
,
retenção
.—Tres
d
’
estes
casos
foram
ra
dicalmenle
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
mn
resfriamento,
produz
a
sus
pensão
repentiaimente;
para
as retenções
de
ouiina
e doenças
de
estomago,
pro
duz
o melhor
efleito
e
dissipa a
melan
colia.
—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.° 48 816.—
Certificado
d
>
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de janeiro
de
1855.
—
A
Revalescière
substituiu
admiravelmente
tola a
medici
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
nas
dia
bethes,
constipações
obstinadas
e
habituaes,
assim
como
nas
diarréas
nas afhcçõsdos
rins
e
da
bexiga,
nas
contracções
e
nas
heniorrhoidas, assim
como
nas
doenças
pulmonates
e
dos
bronchios,
nas
tosses
e
na
lisici.—
Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
scientificas.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
du
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de kilo
800
rs
;
de
uia
kilo, 1$400
res;
de
2
‘
/t
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki-
los,
6$400;
e
de
12 kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para a saúde
é
a
Revalescière
ehoeolatadaq
ella
res-
titue o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500 reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
DU BARRY
A
C.a
LiniTED.-
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77 Regent-
Street,
Londres.
Valverde, 1, Madrid.
Os
pharmacenticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
ijisboa,
(por grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J,
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
•=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —
Boreelloa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos 31—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Viaana
do
Caa-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
OulmarSea,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—Antonio d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
àilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.—
Penatlel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Lmão,
Rua da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Veimelha;
E.
J.
Pinto,
pharin.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160; Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de D. Pedro,
105 a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
223
a
227.
—
Pont®
«Io
Id-
im. A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povoo
«5o
VarsisK»,
P.
Machado
de
Oli
«eira,
pharma.
—
Vaiença
do
Jíinho,
Francisco
José
de
Sousa,
pbarm.—
Villa
d»
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres pharm.
Despetliila
e
nijraitrrimento.
Joaquim
Maria
Alves,
ex-chefe
da
es
tação
do
caminho
de ferro
d'esta
ci fade,
lendo
sido nomeado
para idêntico
logar
na
de
Campanhã
(Porto),
para
onde
teve
de
partir
immediatamente;
por
este meio
se
despede
de
todas
as
pessoas
que o
honraram
com
a
sua
atnisade,
assim
como
agradece
todas
as
altenções
que
durante
a
sua
estada
aqui
lhe
dispensaram. A
lodos
os
seus
amigos
offerece
o
seu
limi
tado
préstimo
na
localidade
referida,
ou
onde
se
achar.
(628)
MBlWIlOfOS
José
Antonio
da Silva
Graça,
sua
mulher,
(ilha
e
genro,
agradecem,
penho-
radissimos,
a todas
as
pessoas
que,
du
rante
a enfermidade
de
sua
filha,
irmã,
e
cunhada,
Carlota
Augusta
da
Silva
Graça, se
interessaram
pelo
seu
restabe
lecimento,
prestando
os obséquios
que
estavam
ao
seu alcance;
bem como ás
que
por
occasião
do
fallecimento
da
mes
ma
lhes
dispensaram
seus
serviços.
A
todas
tributam
seu profundo
reco
nhecimento
e
eterna
gratidão
Manuel Antonio
da
Silva Paredes,
sum-
mamenle
penhorado
agradece
a
todos
os
illtn.
os
e
exm.°s
snrs.
que
tiveram a
hon
ra
de
o
acompanhar
nos
seus
sentimentos,
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
mui
chorada
esposa
D.
Anna
Maria
Ferreira
da Silva
Paredes.
Na
impossibilidade
de
agradecer pes
soalmente,
a
todos
tributa
a
mais
pura
e
sincera
gratidão.
Braga
26
de
novembro
de
1877.
(633)
AO PUBLICO
Joaquim
Leal,
com estabelecimento
de
fazendas
de
lã,
seda
e
algodão, na rua
do
Souto
n.°
39,
declara
que
tendo
veri
ficado
que
para
a
prosperidade,
(festa
ci
dade,*
d
um
estabelecimento
do
genero
do
seu
é condição
essencial
a
postergação
do
divino
preceito
da
guarda
do domingo,
tem
deliberado
liquidar
o
seu estabeleci
mento.
Em
harmonia
com esta
delibera
ção,
fará
notável
reducção
de
preços
nas
suas
fazendas.
(632)
fiSSE
>3O«B
BCS.
SSETOMAaJ^f^iãíSS
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com casas
estabelecidas
em
Portugal
para fornecer
directamente
ao
publico
e
as
quaes obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
I
! GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS I !
Para adquirir as
melhores
machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRAZO
Sem
auymento
algum
nos
preços,
ou
dez
por
cento
de
abatimento
por
prompto pagamento
ENSINO GRiTIS
EH
CASl DO COYIPIIADOR
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com listas
de preços e as condiçõos de vendas a
prasos
ii snHmwsu
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
n
SUA
SLOTSAL
ri
a
f
<>
bsii
«
sa
-:2:;
v
PORTO
(586)
SEãESZ^'
d^
l^Vjj^JMjMMa»M«aMwmwwaM»»rscCT'^-*EaEfen*?*»Ttaara>cr*r.3*w*ai
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
3
classe,
com trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do'litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO
MES.VBO
PREÇO
QUÉ
PARA
O Jlilí»
DE
JAKBIBO
l
‘
AQIJiíTES
A
S.Ã7Ír~l)E
LISBOA
TAGUS.........................
14
de
Dezembro
ELBE.....................
13
de
Janeiro
GUADIANA
.
.
.
28
de
Dezembro
MINHO
...
.
28
de
Janeiro
PREÇOS GOMMODOS
Cada
paquete
s!’
esta
companhia
leva
a
bordo
eriados
e cosinheiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
toilas as classes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
oo passageiros
teem
grátis
cama,
roupa
de
eaena,
co
mida
feita
por
cosinheiros
portuguezes,
vinho
duas
vezes
por
dia,
assistência
mediea, serviço
de
eriados
e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os paquetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcionaí;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e'
pelos
melhoramentos
mais
modernos tanto
para
a hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
.
.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos que
ha
archivados
em
varias agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ma'as
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir Suas
Magestades
o Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
Reunião
de
credores
Pelo
juiz
commissario
da
massa
fali
ida
de
Oliveira
&
Filho,
d
’
esta
cidade,
foi
designado
o
dia
7
do
proximo
mez
de
dezembro
para
ter logar
a
reunião
dos
credores
do da
fallencia afim
de
delibera
rem
sobre
o
projecto
da
concordata
apre
sentada;
o que se
faz
publico
para
com-
parecimento
dos
mesmos,
por
si,
ou
por
seus
procuradores,
que em
tal caso
de
verão vir
munidos
de procuração
com
po
deres bastantes
e
especiaes
para
esse
íim,
e
ter
em
vista
a
disposição do art.
1204
do
Cod.
Commercial.
0
curador
fiscal
(630)
José
Antonio
da
Silva
Gomes.
Fallencia
de
José Custodio Ribei
ro,
a esta
cidade
São
convidados
pelo presente
annuncio
todos
os
credores
d
’
esta
fallencia afim
de
se
reunirem
no
tribunal
do
commercio
d
’
esta cidade
no
dia
5
de
dezembro
pro
ximo
futuro, pelss 10
horas
da
manhã,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
para
se pro
ceder
á
verificação
dos
créditos
e
mais
diligencias
legaes.
Os
documentos
devem
vir
sellados,
e
ninguém
poderá
ser
pro
curador
de
dous
credores,
ou
procuração
feita
a
credor
do íallido: art.
1204
do
Cod.
Commercial.
Braga
26
de
novembro
de
1877.
O
curador
fiscal
(629)
Manuel
João
de
Faria.
Acções
e
preiuissorias
de
bnneos
e
companhias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
le
Sousa
n.°
9.
(510)
Solicitador
—
A.
Lopes
da
Gama
JEseriptcrio
—
Taypaas
n.°
d
—
Porto
(613)
DINHEIRO
A
JURO
Na
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz,
ha
para dar
a
juro
de
5
0(0
reis
650^'JOO.
A pessoa que
os
pretenda,
dan
do
boa
hypotheca,
póde
fallar
com
o
se
cretario
da
mesma
no Seminário de
S.
Pedro,
d
’esta
cidade.
(631)
COUPON
PRIMA
*
A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
=
Exemplares.
„
União
Parisiense
de
Delias
Artes
BOULEVARD DE
LA MADELEINE,
17,
PARIZ
g
Representante
em
Madrid
=_
Olivar,
O
—
«.°
®
PROFESSOR
DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a esta
cidade
um
professor
com
muitos annos
de
pratica
de
ensino
do curso completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer das
dis
ciplinas,
como:
escripluração
mercantil
ge
ral
ou
especial, contabilidade commercial,
systema
monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia
política,
dezenho,
callygraphia,
línguas,
etc.
Está
aberta
a
matricula
até
ao
1.°
de
dezembro,
dia
em
que
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—
2^500
(Curso
diurno
Particularmenle—
4$aí)0)
e
nocturno.
Rua
do Conselheiro
Januario,
31.
(622)
Allenção
Na
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
4,
compra-se
uma
Imagem
do Crucificado,
que tenha
de
altura,
com
a
própria
cruz,
um
me
tro
ou
pouco
menos.
(634)
QUARTO
Pretende
se
arrendar
um
quarto
mobi
lado,
em
casa
particular, para
uma
pessoa
só.
Dirigir se
a
esta
redacção.
Tendo
desapparecido,
por
occasião
do
incencio no
mosteiro
de
Rendufe
a
pro
missória
n.°
15438,
da
quantia
de
7l5$750
reis,
passada
pala Gerencia
do
Banco
do
Minho,
em
17
de
julho
de
1877
a
praso
de
6
mezes,
com
vencimento
para
17
de
janeiro
de
1878.
a
favor
de
João Martins
Lage,
ou
Domingos
Martins,
reitor
da
freguezia
de
Rendufe,
previne-se
a
quem
a
achasse
de
que
com
ella
não
póde
fa
zer
transacção
alguma;
pois
que
a
referi
da
promissória
não
póde
ser
paga senão
a qualquer
dos
abaixo assignados,
para
o
que já
se
preveniu
no
mesmo
Banco do
Minho.
João
Martins
Lage.
(627; O
riilor
Domingos
Martins.
CIRUROIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGi-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
Faz
tudo quanto
diz
respeito
á
soa
ane
e
continúa
operando
grátis, pobres e
soldados.
(580)
Precisa-se
de
um
homem para
assen
lar
praça
por
um
recruta.
Para
tractar
na
rua
do
Alcaide
n.°
11
(608)
Pretende
se
alugar
uma
casa n
’
es-
ta
cidade
ou
arrabaldes
(preferindo-se
na
freguezia
de S.
Pedro), com
alguns com-
CBRUROIÃO DEST1STA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
ECONOMICA
PENHORISTA
1
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
ÕOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Tambem
com enteada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
paneis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei-,
ferramentis,
e
sob
’e
lodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
(éis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra
so
ou á
ordem
abonando juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias santificados
estará
aberta só
até
io
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
FerreirinM.
modos
decentes,
e
com quintal
ou
quin
talejo.
Fallar
na
rua da
Cruz
de Pedra,
n.°
5.
(624)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
