comerciominho_01091877_682.xml
- conteúdo
-
FOLHA
COMlIERCIAl^, REXIGIOSA
SS PKOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1$600
850
40
20
10
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição...............................
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............ 2&000
»
6
»............
1$050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
. 3&600
Folha
avulso
..................
10
N.
“
682
BSiAfSA
—
SABBADO
1
DE
SETEMBRO
DE
1899
A
Mulher
Forte.
Conferencias
de S.
E. o
snr.
arcebispo
de
Reims.
Se
ha
títulos que,
á
primeira
vista,
dão ideia
d
’
um
livro,
e
despertam o de
sejo ou
a
repugnância
de o adquirirmos,
aqui
está
um—A Mulher
Forte,
que só
por
si
encerra
utn
attrahente
poema,
por
que,
de
mais
a
mais,
é
firmado
por
um
uome
notável,
anctorisado,
competentíssi
mo,
e
mais
que
muito
apreciado
entre
os
escriptores
moraes e
religiosos
da
patria
de
S.
Luiz.
N
’esle,
porem,
o
assumpto
e
o
seu
es
plendido desenvolvimento,
mais
que
o
ti
tulo
—
embora
extraindo
da
Bíblia,
do
gran
de
Codigo
da Humanidade
—é um
salu
tar
compendio
de
preceitos,
de
conselhos
altamente interessantes
para
a vida
da
mulher,
nas
suas
differenles
phases
moraes
de
filha,
d
’
esposa
e
de
mâi, e tendentes
a
leval-a
á
verdadeira
altura aonde
deve
collocar-se,
a
collocal-a na
esphera
lu
minosa
da
senda,
por
onde
deve
guiar
os
seus
passos,
os
seus
actos,
as
suas pala
vras
e
gestos, não
só
com
relação
á
sua
familia,
senão
lambem
com
relação
ao
seu
proximo, convertendo-a
n
’
um
foco
de
ra
diosa
felicidade,
não
n'ura
abysmo
aonde
se
despenha
e
sepulta
a
ventura.
A
Mulher
Forte,
que
é
uma
série
de
conferencias, feitas n
’uma
associação
de
caridade,
de
senhoras,
formuladas
por um
dos mais iminentes
prelados
da
França
Catholica,
encerra
uma
doutrina
tão
pura,
vasada
nas
seductoras
formas
d
’um
estylio
tão
ameno,
tão
grato,
tão
elevado
e
proprio,
e ao
mesmo
tempo
tão
enflorado
de
ri
quíssimas
imagens,
que
pouco
é
recom-
mendarmol-o
a
todas
as
mães
de
familia,
e
melhor
e
mais
justo
seria
impôrmoi-o
a
todas
as
casas,
aonde
a
palavra
religião
não é
ainda
um
termo
balofo,
sem
impor
tância
e
sem
influencias
menores ou
maio
res.
A
Mulher
Forte,
é
um
livro
precioso,
um
livro
onde
o
espirito
pode
retempe-
rar-se
das
contrariedades
da
vida, onde o
coração
mais
profundamente magoado
acha
consolos
e
balsamos,
aonde
a alma dolo
rida encontra
echos
que a
suavisam. aonde
a
familia
pode
aprender
a amar,
onde
o
amor
se
pinta
como
deve
ser,
e
o
dever
se
prescreve
como
uma
das
condições
imperiosas
da
tranquillidade
da
existên
cia.
Mais
destinado
á
mulher do que
ao
homem,
o
livro
do
sr.
arcebispo
de
Reims,
não
deixa
de
-ser
egualmente
interessante
para
os
dois
sexos,
e
se
o
recõmmenda-
mos
pela
sua
doutrina,
pelos
seus
prin
cípios,
pela
pureza
da
sua
comprehensivel
philosophia,
como
um livro
que
diaria
mente
deve ser manuseado
e
estudado
em
todos os
lares
chistãos,
não
deixamos
tam
bém
de
o
apontar
aos
sacerdotes,
que
teem
a
stu
cargo
a
educação,
e
aguia
das
almas
que
pastoreiam,
para
lhes
servir
de
modelo, exemplo
e
estimulo,
nas
pra
ticas
aos
seus rebanhos,
nos
conselhos
aos
seus
fieis.
A
Mulher
Forte
está
escriplo
n
’
urna
linguagem
primorosa, n
’um
estylio sempre
a
altura
e
á
conveniência
do
assumpto;
ss
imagens
que
o
exornam
são
formosas
e
originaes,
como
a crença
que
as
inspira;
?ada
pagina é
um
canteiro
d
’
um
vasto
jardim,
aonde
florescem
e
viçam e
medram
®s rosas, os lyrios e
as
açucenas,
porque
®
jardineiro,
é
inquestionavelmente
um
dos
mais
hábeis
do
Catholismo
francez.
A
traducção,
feita
sobre
a
10.
a edi
ção
do
original
é
esmerada,
cuidada
e
ri
gorosa,
graças
ao
zelo
e
interesse
d'um
moço
bastante
conhecido
na
republica
das
leltras,
pelos
seus
apreciados originaes,
e
já
experimentado
na
litteratura,
e
que
dá
como
garantia
da fidelidade
e
pureza
do
seu
trabalho,
o
seu
nome
que
é
—Alfredo
Campos.
A
edição
feita
pelo
incançavel
e
lou
vável
editor
E.
Chardron,
do
Porto
é
ní
tida,
boa
e
elegante,
como
todas
as
que
sahetn
de
sua
casa,
e
mais
uma
vez
o
torna
digno
dos maiores
elogios, pela
boa
selecção
que
sempre faz
dos livros
que
edita,
em
que
é
inquestionavelmente
o
que
occupa
o
primeiro
logar,
n
’este
ramo
de
commercio.
Leiam,
pois,
os
leitores,
a
Mulher
Forte,
e
verão
quantas
bellezas
não
der
ramou
em
todas
as
suas
paginas
a
pen-
na
magica
do
illustre
arcebispo
de
Reims.
Lisboa,
99
de
agosto
de
1897.
(Do nosso correspondente.)
Os
arautos
da
liberdade,
mas
da
li
berdade
mindelleira,
que
é
a
antithese
for
mal
do
decantado substantivo,
não
can-
çam
jámais
de
envolta
com
a
descompos
tura
e
as
refiladas
d
’entre
si, apregoarem
as bellezas
do
sistema,
e não
pouparem
os governos
passados taxando-os
de
re
trógrados
e
anti-progressistas. Teem
razão
os
arautos.
Agora
o que
elles não
expli
cam cathegoricamenle
é
em que
consis
tem
os
progressos
actuaes;
mas
nós
bem
os
vemos,
e
é mister
que
vamos
apon
tando alguns para
que
se
confrontem
com
os
anachronismos
e
ranços dos governos
retrogradas.
Os governos
antigos
enviavam
ás
nos
sas
possessões d’
além-mar,
como
gover
nadores,
homens
que
deixaram
de si me
mória
honrada,
e
que
não
faziam
d
’
aquelles
valiosos
domínios
o
joguete
das mais
vis
e
ignóbeis
ambições;
a
historia
apresenta
exemplos
de
virem
alguns
de lá mais
pobres
do
que
foram;
e
o
que
é
incon-
testestavel
é
que
á
seriedade
erigi-
dez
de
princípios
dos
homens
de en
tão,
se
deve
termos
chegado
a estes
tem
pos
calamitosos
possuindo ainda
algumas
das vastas
possessões ultramarinas
que
ad
quirimos
não
tanto
pelo
valor
de nossos
capitães,
como
pelo ardor
religioso
d
’
el-
les
e
dos nossos
missionários.
E
que
saliente
contraste
se
não apre
senta
agora
em tudo
que
respeita
a
tão
importante
e
momentoso
assumpto?
Agora
rnan iam-se
para
alli
governa
dores
que, cuidando
mais das
suas
con
veniências
de barriga
a
que
teem
de
ex-
clusivamente
altender
como
primordial
compensação
de
serviços
prestados
na
me
trópole
a
esta
ou
áqueila
facção política;
descuram
o
bem
da
palria,
e
descem á
plana
dos mexericos
rasteiros
que
produ
zem
os conflictos
desgraçados
que
aqui
veem
soar para desengano
e
«dece|jção
de
quem
uma vez
acreditou
na
seriedade
d
’
isso
que ahi
está,
e
para desdouro
da
patria
que
assim se
amesqumha
aos
olhos
dos
estranhos
os
quaes
vêem
nessas
torpezas
o
gáudio
que
lhes
prepara
o
fim
para
que
ha
muito
trabalham.
Ha
pouco
mencionava-se
uma
giga-joga
muito
edificante
entre o
governador
de
uma
província
e um
juiz,
ambos
ordenan
do
a
prisão
um
do
outro,
—escandalo
mo
numental que
não
sei
que
resultado deu,
a
não
ser
o
desdouro
para
a
nação
e
um
grande
exemplo
de
immoralidade
para
os
governados
d
’
aquelle
estado;
—
agora
annuncia-se
que
um
outro
governador
pro-
va
a
sua
perícia
e
competência
jogando
o
pugilato
com
um
empregado
director
de
obras
publicas.
Estes
progressos merecem por
certo
as
honras
de
menção
estrondosa,
e
os
arau
tos
rasoavelmenle
andam
assoprando-os
nas
tubas
á
fama.
Uma
outra,
cá
na
metropole
e em
plena
capital
nas
barbas
dos
que
lêetn
todos
os
dias
as
loas
libérrimas
e
vêem
os
artigos
da
Carla
em referencia lau-
datoria
e
permanente:
Prende-se
um
menor
e
pune se
cor-
reccionahnente
pelo
crime
de vadiagem
em
30
dias
de prisão,
seguidos
de
entrega
á
auctoridade
administrativa
para
que
lhe
proporcione
modo
de
vida.
Esta
põe
em
acçao,
vista
a
menoridade
do
réo,
—o
an
tigo sistema
do
cordel—
mandando-o
assen
tar
praça.
O
menor
recusa-se
em
nome
da
lei
a assentar praça; os
paes
recla-
mam-no,
e
as
auctoridades
administrativas
e
militares,
em um
jogo
de
empurra
muito
para
louvar
em
tMarrocos,
vão
detendo na
masmorra
quarenta
e tantos
dias
o
pobre
menor,
onde
continuaria
a
jazer
se
a
im
prensa
não
começa
de
gritar contra
um
proceder
tão
inaudito.
Ha
um
codigo político que
ordena
que
sem culpa
formada
ninguém
se detenha
preso.
Ha
uma
lei
de
recrutamento,
que
ordena
que
os
alistamentos
militares
obri
gatórios
são
á
sorte
em
os
mancebos de
21
annos.
—
Temos
aqui
o
snr.
D. Pedro
de
Alcanlara,
imperador do
Brazil,
que,
dis
pensando
alguns
dos
palacios
que
o
snr.
D.
Luiz
lhe
oífereceu,
veio
hospedar-se
com
s.
m.
a
imperatriz
e
a
sua comitiva
no Hotel
de
Bragança.
Conforme
o
seu
habitual
costume,
o
snr.
D.
Pedro não
socega.
Madruga,
e
sem
ser
esperado
apparece
nos
estabele
cimentos
e
edifícios
públicos
onde
ha
que
ver
e
admirar. Assim
aconteceu
sua
visita
ao
vetusto
e
admiravel
dos
Jeronymos,
onde
appareceu
dameute,
sendo
lhe
mostrado
pelo
sacliristão.
com
a
convento
inespera-
o templo
M.
Alijó,
9Ê»
tTAgoato
iíe
*879.
( Do
nosso correspondente).
No
dia
20
do
corrente
pairou
sobre
esta
villa
e
seus
arredores,
uma tão forte
trovoada e
saraivou
com
tal impetuosidade
que,
no
espaço
de
tres
a quatro minutos,
causou
nas
vinhas prejuízos, que
montam
a
mais
de
trezentas
pipas
de
vinho.
Em
tão
curto
espaço de
tempo
não
ha
memória
de
tamanhas
perdas.
Todos
os
fructos
soflreram
muito; e,
para
se fazer
uma
ideia
da
força
com
que
cahia
o
po-
drisco,
basta
dizer que
em
aboboras,
já
em
estado
de
maturação, appareceram,
depois
do
temporal,
buracos onde lhes
cabia
sem
dilliculdade
um dedo.
Se
tão
destruidora
tempestade se pro
longasse mais
dez minutos, seria
o
bastan
te
para
deixar
os
grandes
proprietários
nos
maiores
apuros
e reduzir
á
fome
os
menos
abastados.
Quatro
minutos
mais,
quando muito,
a tempestade
serenou,
e
um
quarto
d'hoia
depois
o céu
achava-se
perfeitaraente
lim
po,
oflerecendo
nos
ainda
uma
tarde
de
rosas.
O
tempo
tem
continuado
bom,
supposto
que
desfavorável
ás
colheitas.
—
Haverá
cinco
dias
que
alguns
obrei
ros,
que
trabalham
na estrada
do
Populo,
povoação a dez
kilometros
d
’
esta
villa,
de
pararam
com
seiscentas
e
tantas
moedas,
não
sabemos
de
que valor, mas
que
são
do
tempo
dos
Romanos.
Foi
o
caso que
applicando
os
trabalhadores
um
tiro
a
uma
pedra,
que se
achava
a
um
canto
da
estra
da,
ao rebentar da
explosão, saltaram
a
um
lado as
taes
moedas,
que
os
pobres
homens
apanharam
com
extraordinária
so-
Ireguidão,
mas
que
em
seguida
venderam
a
quem
as
quiz
comprar
a vintém
cada
uma.
Quando
n
’
esta
villa
se
espalhou
tal
no
ticia
alguns
indivíduos
expediram
logo
pro
prios
com
o
fim
de
obterem
algumas;
não
nos
consta,
porem,
que
até
hoje
o
tenham
conseguido.
As
moedas,
segundo
dizem,
são
todas
de
prata
e
do
diâmetro
das
nossas
de
tostão.
As
legendas e
os
emblemas
são
quasi
todos
diíferentes.
Em algumas
lê-se,
d
’
um
lado,
—Cé
sar,
e
do
outro
vê-se
a
efligie d
’
uma
mu
lher;
em
outras
lê se
—Roma,
e
do
outro
lado
vê-se
symbolisada
uma
luta
entre
um
homem
e
um leão.
Por
emquanto
não
nos
é
possível
for
necer mais
informações,
o
que
faremos,
logo
que
tenhamos
dados
para isso.
—Annuncia-se
para
o
primeiro
de
se
tembro
a
chegada
a
esta
villa
do
snr.
visconde
d’
Arriaga,
que
já aqui
se
espe
rava
em
maio
passado.
Sua exc.
a
vem,
segundo
consta,
visitar seus
manos,
os
snrs.
visconde
e
viscondessa
da
Ribeira,
assim como
passar
algum
tempo
na
compa
nhia
d
’elles.
Em
atlenção
á
vinda
de
tão
estimado
hospede
e
tão
distincto
cavalheiro,
a
so
ciedade
dramalica
d
’esla
villa
tenciona
dar
tres
recitas,
que
devem
ter
lugar
nos
dias
8,
9
e
11
de
setembro.
Os
dramas,
que
subirão
á scena,
e
que são
O
Ultimo Acto,
drama em
1
acto
por
Camillo
Cast»
Ho
Branco,
Fome e
Honra
por
Salvador Mar
ques
da
Silva,
e
Os
Médicos,
comedia
em
3
actos,
imitação
por
Aristides
Abranches,
acham-se,
haverá
quinze
dias,
em
en
saios.
No
Ultimo
Acto
e
Fome
e
Honra
são
confiados
os papeis
de
protogonista ao
snr.
doutor
Souza
Lereno,
habil
advogado
e
brilhante
talento
na
arte
dramatica;
e
os
demais
papeis
confiados
aos
melhores
rapa
zes
da terra.
Cremos
que
o espectaculo
agradará
em
geral,
já
pelo
desempenho,
já
pela
boa
es
colha
dos
dramas,
muito
embora
desagrade
a
alguns
apologistas
dos
dramalhões
de
fa
ças,
punhaes,
espadas
e
trabucos
!
—
Alguns
jovens
bem
intencionados,
a
quem
a peste
da
incredulidade
corrempeu
de
todo,
sahiram
volta
das
tres
horas
da
tarde,
obolo
da
crença
de
porta
em
festejarem
o
Sagrado
Coração
No
deplorável
século, que
atravessamos,
é
para elogiar
tão
grandioso
pensamento.
Estamos
certos
de
que
ninguém
deixará
de
contribuir
para
que
se
realise
tão
lou
vável
intento,
cujo
fim
é
já de
si
bas
tante
para
despertar
as
sympathias
d
’
a-
quelles
que
ainda
creem
em Deus
e con
fiam na
bemaventurança.
A
lêstevidade
deve
ter
lugar
no
dia
9
de
setembro,
e constará
de
missa
solemne,
sermão
ao
evang^^,
exposição
do Sanctissirao
Sacrament^e
procissão.
ainda
não
hoje,
por
esmolar
o
porta
para
de
Maria.
C.
M
SlíISCMI
PÇÃO.
Na
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os
infelizes
habitardes do Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello da
fome.
Estamos
certos
que
as
almas
ca:
idosas
não
desaltenderão o
nosso
appello;
por
isso
lhes pedimos
que
nos enviem
quaesquer
esnwllas
em
auxilio
d
’
aquelles nossos
des
venturados
irmãos,
as
quaes
serão
remelti-
das
á
çommissão
orqanisada
para
esse fim
na
cidade
da
Fortaleza.
«ECt»i^ga
r«wiau
ia ■wrn
aM—
6AZETILHA
Sermão
em
Tíbile».—
A
’
manhã, pe
las
4
horas
da
tarde, haverá
no
inages-
toso
templo
de Tibães
uma
missão
feita
pelo
dislincto
orador
sagrado,
do
Porto,
o
revd.
0
padre
Pereira,
que
actuahnente
está
dirigindo
os exercícios
espirituaes
no
mes
mo
convento.
s.
Loureiifo.
—
A
’
inanhã
na
capella
de
S. Lourenço da Ordem,
na congosta
do
Popúlo, festeja-se
a Imagem
d
’este
Santo,
e
N.
Senhora
das
Necessidades,
havendo
de
manhã
missa
cantada
e sermão
a
S.
Lourenço,
e
de
tarde
lambem
ser
mão
a
N. Senhora.
De
tarde
haverá
arraial,
no
qual
toca
rá
uma banda
de
musica.
Few*ivi«Srt'le
—
Festeja-se
ámanhã,
com
toda
a
pompa, no
templo
do
Populo
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Graça,
ha
vendo
missa
solmne
a
grande
instrumen
tal,
e
sermão.
FalSeeimento. —
Finou-se
ha
dias
a
snr.
a
D.
Izabel
Pereira,
esposa
do
snr.
João
Antonio
Gomes
Pereira,
e
cunhada
do
snr.
José
Antonio da
Silva
Gomes,
acre
ditado
negociante
d
’esla
cidade.
Outro.
—
Falleceu em
Vizeu
o snr.
padre
José
Maximino
de
Frias,
que du
rante
muitos
annos
exercera o
cargo
de
organista
da
Sé.
Gtaenbetta
noa
tribunaes.
—
Por
participações
de
Paris
consta
a
noticia
de
que
o
conselho
de
ministros
resolvera
entre
gar
Gambella
aos
tribunaes,
pelos
discur
sos
que
pronunciara
em
Lille,
atacando
Mac-Mahon.
Fest
i
vâilaíí®
em
Cnbaiit-ilas.
—
Escrevem-nos
d
’
aquella
localidade:
No
dia
19
do
passa
lo, celebrou-se
com
toda
a
pompa e
esplendor,
na
freguezia
de
Cabanelias,
uma
festividade
em
honra
da
Virgem
das
Dores,
a
expensas
do
snr.
Bento
Gonçalves
Saltos,
honrado
e abas
tado
negociante
da
cidade
de
Braga.
Este
brioso
cavalheiro,
além
de
offe-
recer
á
Virgem um
riquíssimo
manto
e
vestido
bordados
a
ouro,
quiz, antes
de
collocal-a no
altar,
mandado
dourar
ge
nerosamente
pelo
mesmo
snr.,
que
se
lhe
tizesse
uma
festa,
que não deixasse
nada
a (Je-ejar.
E
assim
se
realisou.
Na
vespera
do dia
19
ao
meio
dia
re
piques
solemnes de
sinos,
e
o
estourar
de
grande
porção
de
foguetes
annunciavam
aos paciticos
habitantes
de
Cabanelias, que
era
chegado
o
dia, para elles
summamente
desejado,
em
que a
sua
predilecla
Virgem
das
Dôres ia
ser
exposta
aos
seus cultos,
depois de sele
mezes,
que
esteve
enco
berta
ás
suas
vistas.
Pelas 4
horas
da tarde
repetiram-se
as
mesmas
demonstrações
de
regosijo,
signal
de
que a
essa
mesma
hora
aca
bava
de
ser
benzida,
pelo
muito
digno
snr.
arcipreste
de
Villa Verde,
abbade
d
’
esla
freguezia,
a
piedosa Imagem,
pois
que
tinha
sido novamente
encarnada.
A
’
noite,
orando
com
fervorosa
pieda-
dade,
se
via
grande
multidão
de
povo,
prostrado,
com
um
respeito
profundo,
deanle
da Augusta
Virgem,
que
se
ele
vava em
um
magnifico,
soberbo
e
elevado
throno,
adornado
de
mais
de
trinta
lu
mes,
e
de
lindas
jarras
com
flores,
pró
prias
da
estação.
A
egreja
achava-se
pnmorosamente
or
nada,
com
f.zendas novas
de damasco,
da
casa
do
snr. José
Pereira
da
Cunha,
sem
duvida, um
dos
armadores
ti
’essa
ci
dade,
que
possue armação
mais rica,
e
que
trabalha
com
maior
gosto.
No
domingo,
uma
banda
de
musica,
postada
em
frente
da
egreja
desempenhou
lindas
e variadíssimas
peças, de proposito
estudadas
para este dia.
Seriam
11
horas
e
meia
quando
prin-
cipiõUtà?
missa
a
gran
de instrumental,
sen-
do
cembranle
o
snr.
abbade
d
’esta
fre
guezia,
acompanhado
de
muitos
e
res
peitáveis
écclesiasticos,
que
para
este
fim
tinham
sido
previamente
convidados.
Ao
Evangelho
subiu
á
tribuna
sagrada
o
muito conhecido
e
talentoso
orador
o
snr.
padre
Luiz
Gomes
da
Silva,
que
em
um
magnifico
discurso,
onde
apresentou
sempre
frase pura
e
pensamento
elevado,
mostrou
como
N.
S.
das
Dôres, era
com
razão
chamada
a—Rainha
dos
Marlyres.
Finda a
missa
o
snr.
Santos
offereceu
um
grande
e
variadíssimo
jantar
a
todos
os
convidados,
sendo
no
fim
calorosamen-
le
brindado
pelos
seus
numerosos amigos,
assim
como
houveram
outros
brindes
di
rigidos
a
outras
pessoas
de
posição
eleva
da.
que
se
achavam
presentes.
Quando
terminou
o
jantar uma
banda
de
musica
entreteve
por
algum
espaço
de
tempo
todos
os convidados.
Esta
grande
festividade
findou
com
a
ladainha
cantada
á
Virgem a
grande
instru
mental,
e
um
solemnissimo
Te-Denm,
en
toado
pelo
digníssimo snr.
arcipreste,
que
por
ultimo
deu
a
bênção
do
SS.
Sacra
mento,
que esteve
exposto todo dia.
Commetteriamos
uma.
falta
indesculpá
vel,
se
terminássemos
estas
poucas
linhas
sem
dirigir
ao
snr. Bento Gonçalves
San
tos
os
nossos
encomios
pela
sua
alma
nobre
e
generosa,
e
pelas
suas
ideias
pa
ramente calholicas,
de
que
s.
s a
se
pre
sa,
honrando
assim
a
patria
que
lhe
foi
berço,
e
todos
os seus
conterrâneos,
que
admiram
as
suas
acções
verdadeiramente
gtandes.
A
’vante!
snr.
Santos;
é
assim
que
se
trilha
o
caminho
da
honra,
e
dos
feitos
que ennohrecem
o homem;
é
assim
que
v.
s.a
se
torna
bemquisto
de todos
os
que
Um
a
felicidade
de
o
conhecer,
e
dos
que
gosam
da
sua
boa amisade.
Movimento «8o
Hospital
de
S.
siareot.
—Doentes existentes
em
19
de
agosto:
88
homens
e
91
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
(inda:
20
homens
e 27 mulheres.
Sahiram:
17
homens
e
13
mulheres.
Falleceram:
4 homens
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
23
d
’
agosto:
87
homns
e
102
mulheres.
Perejjs-inísçsSo
dos
enfermos.
—
Transcrevemos
do
«Direito»
os
seguintes
lelegrammas
de Lourdes que dizem
respeito
á
peregrinação
dos enfermos:
«Os
soflrimentos
da
viagem já
foram
recompensados.
Tivemos
o
prazer
d
’
assistir
em
seguida
a
muitos
milagres.
Seis
curas
estão
confirmadas.
Irmã
Stephania
Deperne,
religiosa
da
educação
christã
em
Loosles-Lille,
doente
desde
ha sele
annos
d
’
um
rheumatismo
chronico.
Viuva
Lefevre,
de
Torcé
iSarlha),
mo
radora
de
Paris,
cura
d’
um
mal no
joelho
declarado
incurável
A
snr.
a
Quillé,
de
Gien,
paralylica
des
de ha
oito
annos,
esteve
para
morrer
no
caminho.
Maria Bruyere,
moradora
de
Ter-
nes, Paris,
curada
d
’
uma
gotla
rheuma-
tismal.
Madre
Maria
dos
Anjos,
dominicana
de
Bolonha, curada
d’uma
lynoria
e
derra
mamento
no
joelho,
de qne
soflria
desde
ha
tres
annos.
Madre
Maria
José,
da
Santa
Infancia,
Lorena,
phtysica
no
terceiro
grau,
des
prezada
pelos
médicos, cantou
por
duas
vezes
a
Magnificai
deante
de
toda
a
mul
tidão.
Enihusiastno
indescriptivel.
—
Lourdes
20.
Os
seis
doentes
vão
bem.
Alegria
incomparável. Redobram-se
as
orações.
Os
nossos
duzentos
doentes
todos
esperam.
Fa!la-se
de
quatro
novas
curas
esta
manhã.
A
Somma
e
Loiret estão
representados
em
Lourdes.
Albi
chega,
conduzido
por
Mr.
Cara-
guel, o
arcipreste
da
cathedral,
nomeado
Bispo
de
Perpinhão.
Mgr.
o
Bispo d
’
Agen
conduz
os
peregri
nos
da
sua
diocese.
Niort
chega esta
manhã.
—
Aflluencia
im-
mensa;
o
caminho
de
ferro
do
meio
dia
recusou
muitos
trens.
Tres
Bispos
estão
em
Lourdes: o de
Gibraltar,
d
’
Agen e
o
de
Perpinham.
VIVA
MARIA
IMMACULADA
!
—Lourdes
21
d
’
agosto.
Os
milagres continuaram
durante
todo
o
dia
de
hontem;
falla-se
de
dezasete
curas
feitas
no
domingo
e
segunda-feira.
Uma de
nossas
irmãs
enfermeira,
que
mergulhava
os
doentes na
piscina,
teve
a
felicidade
de
ver
operar-se
em
seus
braços
quatro
milagres.
Hoje
metade
dos
peregrinos
foram
fazer
a
Via-Sacra
ao Calvario
de
Bethar-
ra.
Os
doentes
não
curados
estão
cheios
de
animo. 0
ardor
das
orações
é
admi
rável.
Os
peregrinos
d
’
Agen
e
Albi
parti
ram
Os
de
Niort
chegam
trazendo
uma
pro
messa
relativa
ao
accidenle
do
caminho
de
ferro
no
anno passado
em
que
o
trem dos
peregrinos,
encontrando
por
um
expresso
negocio
que
devia
dar
resultados
esplen
didos.
0
concessionário organisou
uma
expe
dição.
Tres
navios,
levando
material
e
pessoal,
partiram
para
os
pontos
a
explo
rar. Depois
de
uma
navegação
diflicil,
che
garam
ao
seu
destino. Mas
qual
foi a
estupefacção
do
capitão!
Não
viu
as
ilhas.
Os seus
cálculos
demonstraram-llíe
que
estava
onde
devia
As
duas
ilhas
Barker
tinham desapparecido
completamente com
todos
os
seus
habitantes, cerca
de
um
milhar
de
pessoas.
Este fenomeno
é
devido
á
acção
vul
cânica
que
perturba constanlemente
estas
paragens,
fazendo
surgir
e
desapparecer
inopinadamente
ilhas
e
rochedos.
Os
calabouços
d»
fottciergerie.
—
N
’
estes calabouços,
diz
uma
folha de
Pariz,
ha
aclualraente
presos
10
inglezes,
4
allemães,
2
hespanhoes, 1 chino,
12
yankees,
1
belga,
3
suissos,
1
buigaro.
3
italianos, 2
gregos,
34
francezes.
0
búl
garo
e
o
chino
são
accusados
ambos
do
mesmo
crime:
de ter
assassinado
um
rival
em
amores.
0
búlgaro
matou um turco
e
o
governo
do sultão
reclama
a
sua
ex
tradição; o
chino
matou
um allemão
e
é
reclamado
pelo
imperador Guilherme.
Coíleeçã»
euriosa
—
Diz
0
nosso
collega a
«Correspondência
d
’Hespanha»
que
um
dos
ministros
actuaes
vae
prestar
á
bibliotheca
Nacional
um bom
serviço
remetlendo-lhe
mais
de
dois
mil
autogra-
phos
de
comedias
achadas
no
archivo
do
seu
ministério
e
que
existiam
alli
desde
que
se
creou
a
censura
dos
theatros
Deve
ser
curiosissima
esla
collecção,
acrescenta
aquella
folha; consta
por lettra
e
punho
de
seus
auctores
das
melhores
obras
de
Harlzenbtisch,
Garcia
Gulierrez,
Breton
de
los Herreros,
Ayala,
Ventura
de
la
Vegale
e
tantos
poetas
que
enriqueceram
a
scena
hespanhola
de
trinta
annos a
esla
parte; consta
além
d
’isso
das
obras
pro-
hibidas
pela
censura,
loas,
apropositos
de
festas
reaes,
etc.,
e
é,
em
summa,
esta
collecção
um arsenal
du
curiosos
dados
para
os
bibliophilos
e
eruditos.
Contra
a
astiuna.—
Um
assignante
do
«Paiz»
do Maranhão
prescreve
a se
guinte
receita
contra
a
asthma,
tosse,
ca-
tharro,
etc. Toma-se
uma
fileira
de
ovos
do
uruá,
aquenta-se
ao
fogo
e
desman-
cha-se
em
uma
colher
de
mel
de
abelha
doce,
que
se
tomará
á noite,
sendo
para
crianças
a
metade
d’
esta
quantidade.
Com
poucos
dias
de
uso d’
esle
remedio
ternos
visto
sãos
doentes
que
soífriam
ha
muito
tempo,
por
isso
não
hesitamos
em
acon-
selhal-o, certo
de
sua
eílicacidade.
Tam
bém
temos
usado
em
lambedor,
tomando
alguns
d
’
aquelles
canudos
de
ovos,
com
mel
de
abelha, elevado
ao fogo
para fazer
chegar
a
um
ponto
conveniente
de
mel,
e
usado
nas
tosses rebeldes,
ás
colheri-
nhas.
Temos
usado
lambem
com
proveito
certo
nas
tosses,
mesmo
antigas,
a
re
ceita
seguinte:
Mastruço,
folhas,
sementes
e
tallos
uma
quarta.
Estoraque,
o
mesmo,
uma
quarta.
Limão
azedo,
um.
Pucuman
ou
fumeiro. 4
oitavas.
Deixe-se
ferver
tudo
em
uma
porção
d’
agua
até
o
limão
ficar
em
estado
de
se
desfazer; depois
do
coa
do,
junte-se-lhe
mel
de
abelha
doce,
e
leve-se
de
novo
ao
fogo
para
lhe
dar
a
consistência
do
mel,
para
se
dar
ao
doente
as
vezes
que
convier,
ás
colherinhas.
Esla
é
a
receita
para
uma
garrafa
de
lambedor.
Como
se
fazem
oh
almanachs.
—
N
’
uma
livraria acham-se dois
emprega
dos,
um
dos
quaes
estava
encarregado
de
fazer
um
almanach,
onde
encaixava
todas
as
especies
de predicções.
0
seu
camarada
veio
por
cima
do
hombro
espreitar
o
que
elle
fazia.
—
Ah!
disse
passado
um
instan
te.
isso
é
insupportavel
!
—Porque?
—
Tu
pões
mau
tempo
em
quasi
todos
os
domin
gos,
e
bem sabes
que não
lenho
senão
esse
dia
para
ir
ao
campo!
—
E
’
justo,
responde o outro, vou
pôr
bom
tempo
em
todos
os
domingos
!
—
E
dito
e feito.
AnMívcrsariws.
—
E’
com
summo
prazer
que copiamos
do
«Campeão
das
Províncias»
o
seguinte
:
0
nosso
illustre
amigo
de Portimão,
o
snr
Manuel
José
de Sarrea
Garfias
Tor
res,
commemorou
no
dia
7
do
corrente
os
anniversarios
do
seu
consorcio e
o
de
sua
ex.ma
filha,
fazendo
celebrar
na
sua
capella
particular do
Odonalda,
no
seu
palacete,
uma
missa,
a
que
assistiu
com
toda
a
sua familia
e
todas
as
pessoas
suas
dependentes.
No mesmo dia
fez
s.
exc.
servir
um
jantar
a
todos
os
seus
caseiros,
que
lambem
assistiram
ao
festejo,
a
quem
mandou
abonar
um
dia
de
trabalho.
Assim
celebrou
o vigessimo
sétimo
an-
niversario
do
seu consorcio
e
o primeiro
de
sua
exc.
ma
filha,
a
snr.a D.
Maria
não
teve
nem
sequer
um
ferido, ainda
que
os
wagons
foram
despedaçados.
—
Lourdes
22.
A
peregrinação
nacional
deixa
Lourdes
depois
de
ter
sido
testemunha
de vinte
mi
lagres
confirmados.
Para
mais
de
outros
vinte
ainda
não
poderam
verificar
todas
as
circumstancias
que
estabelecem
a authenti-
cidade,
falta
de
tempo.
0
maior
dos
milagres é
com
certeza
a
resignação
e
a
alegia
d
’aquelles
que
não
foram
curados».
Vejam
isto
os incrédulos.
Não
ha
nada
como
a
fé
!
Viajante.
—
Esteve ha
dias
n
’
esta ci
dade
o
revd.0
Fedele
da
Fanna,
da
cidade
de Florença,
na
Italia,
que
anda
colligin-
do
subsídios
para
a
Historia
bibliographia
da
Oulem
Seraphica,
de
que
é
director
lillerario,
por
ordem
do
Superior da
Re
ligião.
o
revd.
0
Bernardino
de Porto-Ro-
matino
0
revd.0
Fedele
da
Fanna
é auctor
d
’algumas obras
notáveis dadas
á
luz
em
ordem ao
engrandecimento
da
Familia
Se
raphica,
principalmenle
nos séculos
XIII,
XIV,
XV,
e
XVI, entre
as
quaes
a
Ra-
tio
novae
collectionis
operum
omnium Se-
raphici
Ecclesiae Docloris Sandi
Bonaven-
lurae.
Guerra
do
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
28
—
0
«Times»
insere
o
se
guinte
lelegrarama:
«Bucharest
23
—
Os
roumanicos atra
vessaram hontem
Baba-Karebia
por detraz
de Plewna.
Os
turcos
opeiam
demonstra
ção
ameaçadora
contra
os
roumanicos
reu
nidos
extraordinariamente».
Paris
28
—
Dos
accordos
celebrados
com
o
quartel
general
russo
resulta
que
os
roumanios
formam campanha
sobre
o
com
inando
do
príncipe
Carlos.
Constantinopla
29
—
Os russos
tentaram,
mas
em
vão,
retomar
as alturas
de
Ali-
kartjkel
occupadas
pelas tropas
turcas
de
Suleyman-Pachá
e
que dominam as posi
ções
russas
de Schipka e
a
sua
linha
de
retirada
para
Sabrova;
os
russos
atacaram
3
vezes,
mas
de
todas
foram repellidos
perdendo
3:000
homens.
Suleyman
julga
que
os
russos
evacuarão
brevemente
os
desfiladeiros.
Bucharest
29
—
Suleyman-Pachá
reco
meçou o
ataque
contra Schipka
hoje
pela
manhã.
Tem
havido
diversas escaramuças
na
Bulgaria.
Uma
divisão
roumanica
em
penhou
um
combale
proximo
de
Ple
wna.
Os
roumanicos
baleram-se
com
bra
vura.
Paris
30
—
Differentes
despachos
turcos
vindos
de
Schumla
annunciam
que
Suley
man-Pachá
tomou
quasi
ínlrincheiramentos
russos
no
desfiladeiro de
Schipka.
Desde
o
dia
21, sem
interrupção,
que
dura
esla
sangrenta batalha.
Um
despacho
ofllcial,
russo, datado
de
Gorny
Studen,
em
27
á
tarde
affirma
que
os
russos conservem
todas
as
suas
posições
de
Schipka
Exposição
«le
Pliiladelpltia.
—
As
nações
mais
premiadas na
exposição
de
Philadelphia foram,
depois
dos
Estados-
Unidos,
Portugal
e
Hespanha.
Esta
com
812
prémios
e
aquella
com
933.
Que
ao
menos
de
vez
em
quando
haja
motivo
para
alegrar-nos.
Sim,
«ílert»»
!—
Escreve
o
«Paiz»,
orgão
do
PARTIDO
IIISTORICO:
«Um
coiiega
noliciou
bonletn
(28)
que
lhe
consta
terem
sido
convidadas
diversas
senhoras
de
Braga para
entrarem
na
as
sociação das irmãs da
caridade.
Alerta»!
A
’
lerta,
sim
senhor.
0 povo
deve
ir
conhecendo
os
homens, que
nas próximas
eleições
se
propõem a
represental-o
no
palramento, se
não
conseguirem
empolgar
em
breve o
poder.
Veja
o
povo
que
felicidade
lhe
trará
um
tal
partido,
como
éoHISTORICO!
Moedas
romanas.
—
Na
occasião
em
que
os operários
que
trabalham
na
estra
da
de
Alijó
aq Populo,
despedaçaram
um
penedo
com
um
tiro,
encontraram
de
baixo
d
’
elle,
no
solo,
uma
grande
quan
tidade
de
moedas
romanas
de
prata
e
em
estado
de
perfeita
conservação.
Diz
se
que
são
novecentas
moedas
com
a
efligie
de
vários
imperadores
romanos.
Foi
um oplimo
achado para
os
aman
tes
de nutnismalica.
A
este
facto
já
refere
o
nosso
illus-
trado
correspondente
de
Alijó.
Desttpitarição
de duns
ilhas.
—■
Ha
algum
tempo
um
capitalista tinha
obti
do
do
governo
da
Auslralia
Occidental
a
concessão
de
importantes
jazigos
de
gua
no
nas ilhas Barker.
Era um
excellente
francisca
Garíias,
com
o snr. dr. Brak
Latny.
Estes
factos
dão
testemunho
so
lene
dos
nobres
sentimentos
que
cara-
c
terisarn
o
snr.
Garíias
Torres.
São sem
pre
justificadas
estas alegrias
de
família
e
taD
»o
mais
se tornam edificantes,
quando
se
alham
com homenagens
á
religião
e
cU
ltos
á
divindade.
Felicitamos
d
’
aqui
o
snr.
Garfias
Tor
res
pelo
syinpathico
festim
que
promoveu
Cntitstrophe
de
Bardeus. —
São
(erriveis
os
pormenores
da
tempestade
que
assolou
Bordéus
no
dia
21
do
cor
rente.
Na maior
parle
das
casas
cairam
as
chaminés
e
voaram
as
coberturas
dos
te
lhados.
Nas
avenidas
e nos posseios
as
arvo
res
Toram
arrancadas
pela raiz
ou
desman-
telladas
na
ramagem.
As grades
dos
jar
dins
licaram
destruídas
e
até
nos
cemité
rios
foi
quebrada
violentamene
e
tranqui
lidade
dos
tumulos,
os
quaes,
uns
despe
daçados, outros destruídos
ou
completa
mente
arruinados
apresentam aspecto
me
donho.
No porto,
muitos
navios
garraram-se,
outros
perderam-se,
alguns
afundando-se
ou
indo
ás
praias
e
caes
E
completa
a
ruina
dos campos, tudo
está
perdido;
as ceáras,
os vinhedos
e
sobre
tudo
os
bosques,
onde
as fúrias
do
vento
e
as do
raio,
fizeram
um
destroço
indescriptivel.
Mas
foi
em
Archachon,
que o
desastre
assumiu
proporções
extraordinárias. Os ma-
gnilicos
viveiros
de
ostras,
celebres
em
toda
a
Europa,
estão
destruídos,
os
viveiros
de
peixe.as
obras
do porto,
os
armazéns,
quan
tas
commodidades
ali
tinha
um prospero
commercio,
tudo
acabou.
As
fúrias
do vendaval, arremessarrm
ás
costas mais
de
duzentas
embarcações; os
raios caiam
sem
cessar
incendiando
as
ca
sas,
ou
perseguindo nas ruas
a
popula
ção
aturdida
e
cega
por
espessas
nuvens
d
’
areia
qne
punham
tudo
em
trevas
e
qne
deixaram
em
poucos
momentos
assorea
dos,
eslereis
os
ortos
creados
e embelle-
zados
á
causa
de
muitos
annos de
tra
balho.
As victimas
são
muitas;
e
entre
ellas
contam-se
bastantes
pessoas
principaes.
SALVAE
AS CREANÇAS
Pe
ia
doce
Revalescière
du Barry de
Londres.
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria
da
família e
a
e-perança da
na
ção
—
é muito
mal tratada.
Sómente
devi
do
á ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anno,
60:000
em
França
e
40:000
em Inglaterra
I
Esta
mi
seria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
do
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou á
açorda
—alimentos inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma irritação da mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa, os
vomitos
contí
nuos, a
alrophia,
as caimbras,
os
espas
mos,
a
morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma creança,
uma vez
com-
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder de
reparar o mal
1 E
’
um
flagello para a
família
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição
I
Ha
cointudo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
teui
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edadecom
a
Revalescière Du
Barry,
tres
vezes
ao
dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e sal.
K’,
finalmente,
o
sustento
por
excellencia
que,
elle
só
consegue
evitar
todos
os («ocidentes da
in-
faneia.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes da
sua influencia
invariavelmente salu
tar,
mesmo
uos
casos
mais
desesperados
Cura
n.°
80:416.-0
snr.
doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de medicina
na Uni
versidade
de
Marbou-g,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em
8
de abril
de
1872:
«Nunca esquecerei
que
devo
a
vida
de
Um
de
meus
filhos
á
Revalescière
Du
Barry.
«A
creança,
na
adade
de
quatro an
nos,
solina
sem
causa
apparente,
uma
alrophia
completa,
com
contínuos
vomitos
qoe
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
lodos
os
tratamentos
da
Sciencia
medica.
A
Revalescière
fez
parar
immediatamenie
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a saude
em
seis
semanas.
De
todas as
minhas
expe
riências
feitas
posteriormenle
com
a
Re-
'■•vlesciére
obtive
os
mesmos
resultados.
E
’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
idade,
que
saiba
cosinhar
perfeitamente,
e
que
dê
abono
á sua
capacidade.
Tendo
todas
estas
condições,
não
ha
duvida
al
guma
em
ser
remunerada
por
tudo.
(461)
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars (Alto Rheuo)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.—Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante um
an
no
pela
sua
Revalescière,
e
qoe a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não ha
na
aldeia
creança
tão
forte
como
o
meu
fi
lho
em
relação
á
sua
edade.
— M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Bruxella-i, 23 de
junho
de 1871.—O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
ua edade de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
lo-
mar nem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência, n’
um estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo
a
sua exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de Revalescière
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que
continuou
a
ali
mentar-se
exclusivamenle
durame
alguns
mezes.
H
je, que
tem
onze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—D
eswert
.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, econoraisa cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
300
;
de
l
f
i
kilo
800
rs
;
de una
kilo,
1
$400
reis;
de
2
‘
/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$
100;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
RevaSeseière
chosolatasãa
ç
ella
res-
titue
o appeltite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes raait
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRA'
O!
C.
a
LiniTED,-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regenl-
Strect,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieíros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
lanharia,
77.
DEPOSITOS ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Brnga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
3I
—
Pipa
&
rmão,rua
do
Souto.
—
Viaasta
doCsg-
tello,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
graode,
140.
—
Gulsnarães,
A
J.
Pereira
Martins,
iharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam-
jo
da Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
lua
da
Bainha,
29 e
33.
—
Miranda,
pharm.
—
Porto
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.’
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Phatmacia
Central,
Rua
de
San
to
Ántonio,
225
a
227.
—
Foute
«1»
14-
m»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do
Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharnaa.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
da
(loisde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
MONTE
PIO DE S. JOSE’
0
abaixo
assignado, tende
de ausentar-
se
para
banhos
de mar
no
dia
31 do cor
rente,
previne
os
socios
desta
utilíssima
associação,
que
fica
substituído
no
seu
mister
de
facultativo
do
dito
monte-pio
pelo
exc.
ino
snr.
dr.
Vieira
da Cruz.
Braga
28
de agosto de
1877.
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
AiMATMiO
Real Snnctuario
do
Bom
Jesus
do
.VIonte.
A
commissão
administrativa
d
’
esle
Real
Sanctuario,
faz
saber
que
no
dia
primeiro
de
setembro proximo,
pelas
dez
horas
da
manhã, e
na
sala das
sessões
da
mesma
commissão
hade
ser
posta
em
praça
a
obra
do
prolongamento
do
muro
de
sup-
porte
do
Passeio
novo,
ao
sul do
Templo,
conforme
as
condições
que
se acham
pa
tentes
no Largo do
Barão de
S.
Marlinho
n.°
16
e
que
podem
ser
examinadas
a
qualquer
hora
do
dia.
O
total
dos metros
cúbicos do
muro
são
435,60
—,
sendo
a
base
da
licitação
650$000
reis.
Braga,
sala
das
sessões da
commissão,
no edilicio do
Tribunal
Judicial
—
2.°
an
dar
—23
de
Agosto
de
1877.
O
Vice-presidenle
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres
e Almeida.
(465)
Companhia
dos
Banhos
de
_
-
—
7
Visella.
Sociedade
anonyma
de
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
esta
companhia
a
pagarem n
’esta
cidade,
no
campo
do
Toural
n.°
38,
desde
15
a
22
do proximo
mez de setembro,
a
3.a
prestação
de
10
por
cento
ou
10$000
reis
por
acção.
Guimarães
22
d
’agosto
de
1877.
Os
directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas.
Joaquim
Ribeiro
da
Costa.
Antonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
(466)
BENTO
QUERIDO
Continúa
á
testa
de
sua
au
la d’instrucção
primaria
esta
belecida
na
rua
do
Coelho
n.°
16,
onde
lecciona
também fran
cez
e
commercio.
"
CRIADA
Na
rua
do
Carmo,
n.°
3, d’
esla
ci
dade,
precisa-se,
para casa
d’
uma
familia,
de
uma
criada
bem
habilitada
no
serviço
domestico, que seja
aceiada
e
de
maior
MBHM
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BRàGA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
*
i-..
feíLé
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio
a toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
FILIAL Dft CAIXA
ECOVWMICA
PJBBTIORISTA
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinn
i.
discurso
"
do
deputado francez
cntliolieo
O CONDE ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
encerramento
di«
assembleia
geral
dou
menbros
da
obra
doa
eireulos
catholicos
de
operários
TRADUZIDO PELO
PADRE
SEMWA
FREITAS
Dedicado
ás
Associações
Calholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esta
redacção
por
69
rs.
OS ULTD10S MOMENTOS
OTJM
CONDEIWWtó
PELO
R.
P.e
MARCHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido
da
I9.a
edição
POR
João
Baplisla da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga
nas
livrarias
Ca-
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
MUITA
ATTENÇÃO
Deposito
de
biscoitos
de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo sea
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Os
Rebuçados
mytãlieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
jeclorante, são
o
melhor
dos remedios
até
ioje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA CEN-
RAL,
rua
de Santo Antonio, 227,
no
5
orlo.
Em Braga: PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
TEMIA
DR
CASAS
Uma
na
rua do
Charqueiro
de
1
■
"iW
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e 17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia
de
S.
Mamede d
’
Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a quizer
comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com o
snr. iManoel
da
Silva
Rocha,
morador
na
antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d’
esta
cidade.
(462)
RAPAZ
PARA
MGOtíO
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio
de ferragens,
e
que
não
tenha
menos
de
14
a
15
annos.
Carta
ao
escriptorio
d’
este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F. S.
(433)
Preços porque
são
vendidos:
Biscoito valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(581)
M Vende
papeis
pinta-
S
dos
para
guarnecer
sallas,
£
gí
lindíssimos
gostos,
a
prin-
||
H
cipiar
em
80
reis
a
peça,
g
}
Vende
olio,
tintas
e
f.
5
vernizes
para
pinturas
de
||
casas,
tudo
de
boa
quali-
’
dade.e
preços
muito
resu-
Ap
í
inidos.
«
g
Vende
cimento
roma-
gf
no
para
vedar
aguas,
ges-
ru
so
para
estuques
de
ca-
Ja
sas,
tudo de
primeira qua-
L3
lidade.
%
LIVRARIA
D
ELGE^IO CIIARDRON
BRAGA
Ultimas
publieaçSea
(
obras
completas
)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876, traduzida
da
6.a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
vol
..................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
chrislão,
traduc-
ção do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................
1$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol. 2$ 100
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br. 500
cart
..............................................
$600
Âncora
de
Salvação, 1
vol.
br.
500
cart
..............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
Â
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
...................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de Nosso Se
nhor
Jesus
Chrislo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
JOSE
’
DA
SIL
VA EU
A'
DÃO
Com
loji* de
fato
feito
€8,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de
baixo),
68
t
Participa aos
seus
amigos
e fie-
guezes,
tanto
d esta
cidade
como
das
proviocias
que
tem um
bonito
e variado sortimento
de
fato fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimha
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
brauca.
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panno
familiar,
e
meotps,
booets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
to
dos
os feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eocommendada,
o
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do freguez.
(583)
ALUGA-SE a
casa apalaçada
con
slruida
de
novo,
com
quintal
e
t-
.
a
pO
ç
Oi na
rua
d
a
Pente
n.°
58
C.
Para
traclar
no
n.°
acima.
(448)
Kn
rua
<a
Ponte
casa
n.°
05
arrenda-se
o segundo
andar,
que
se com
põe
de
duas salas e
quatro
quartos.
Tem
sgtia
de
um poço
no
quintal.
(420)
RUA DA ESPERANÇA, N.°
224
SSs
2ES
sO>
directoií
geual
=J.
L.
Carreira
de
Mello
dikector
gekente
=></
Baptisla
Ferreira.
Com
o
desejo
de
melhorar
sempre
o
ensino
no
nosso
collegio,
e
que
elle
se
conserve
na
sua
verdadeira
altura,
acabamos
de mandar vir
d
’
Allemanha,
um
pro
fessor d
’
esta
nação,
muito acreditado
por
suas
qualidades,
instrucção
e pratica nos
collegios
de sua nação,
de
França e Inglaterra.
0
novo
professor
vem
estar
interno
no
collegio
e
dirigir
os
estudos
n
’
elle
pro
fessando
algumas
cadeiras
n.s
línguas
ou
nas
sciencias,
como
melhor
convier
ao
bom
regimen
das
aulas.
Esta
noticia
deve ser
agradavel
ás
famílias
que
tem
n
’este
collegio
os seus
fi
lhos,
pupilos,
ou
recommendados,
e
bem
assim
áquelles
que
tenham tencionado
mandal-os.
Lisboa
26
de Agosto
de
1877
0
Director
proprietário,
(44-^-)
Joaquim
Lopes Carreira
de
Mello.
(43
-H-)
Gn
t
vni:
exito
em
pakiz
!!!
VELOl
TINA
CHLES FAY
PÓ
ESPECIAL
DE
ARROZ
PREPARADO
COM
BISMUTO
Impalpável,
invisível
e
adherente
Dá á
pelle
frescura
e
transparência.
—
Caixa
com
borla
i$200
reis,
sem
borla
890
rs.
Inventor
EHAKLEii
FAY, perfumistM,
ruu
da
Paz
n.°
O,
Parle
VELOUTINE
—
Cada
caixa
contém uma receita
que
indica
a
maneira
de
se usar—
.
v
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S.
Vicente,
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Euenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.a
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO.
CANPOS,
VICTORÍV.
MACEIÓ, e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil, ao
sul
de
Pernambuco
PELO
MESMO
PKEÇO <JUE
P4KA
O
BIO
BE
J USEIRO
PAQI
j
KTI
à
S
A
S
a
IR
hE
LISBOA
TAGUS
.
.
.
.
.
lí
de
Setembro
GUADIANA .
.
.
28
de
Setembro
NEVA
.........................
13 de
Outubro
MONDEGO.
.
. .
28
de
Outubro
ELBE..........................
13
de
Novembro
MINHO
...
.
28
de
Novembro
PREÇOS
GOMMODOS
Cada
paqvscte
desta
eeiHipAnhia
leva
a
bordo
eriados
e
ensinheirog
portugsiezea
jsas-a
commodidade dos passageiros
de
tod&B
as elu^ses.
Sendo
as
passagens
pagas na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e
hospedaria gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A. horiio
»«
pftssaseiros
teem
çjratiH
catita,
roupa
de
cama,
co
mida
feita
por
eoNintseiroa
portu.yoezeg,
vinho
dua«
vezes por
dia,
assistência
niediea,
serviço
de
criados
e
outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional; além
d’
isso
pela liinpesa, boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SAO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
esse
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o
Infante
I).
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as principies
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da Silva
Guimarães,
rua do Souto.
LIÇESÕ BA
L1SGUA
FKAKCEZA
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
ofíerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
grammaticalmenle
cm
sua casa
e
ca
sas particulares,
elementos
da
língua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir e
fallar
a dita
língua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se á rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
AUenção
Narcisa
Candida
Mendes,
da
rua
de
S.
Geraldo
n.°
23, ensina
abordara
bran
co,
matiz,
ouro,
e
a
fazer
ílôres.
(399)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal e
na
rua Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes...............
1$500.
DO
ALTO
DOUSO
BA
CASA BE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N’esle
armazém se
encontram
a
retalho,
as
seguintes
qualidades
de vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
fgn
’
».
»
»
.
19o.
»
Lagrima
. .......................................
20<k.
»
Branco
de
meza...................
iíl()
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
279,
»
de
prova
secca. .
.
300.
»
Malvasia
de
2.
“.................... 360
»
»
velho.
....
j.00
»
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel
a
500
»
Roncão
........................
.
7
oq
»
Alvaralhão
...............................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a retalho
pari
meza
50
e 80,
0
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se a pureza e
boa
qualidade
de lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(-7741)
Duas
nmradas
de casas quasi
concluídas
na
sua
conslrucçào,
sendo
:
uma
na
rua
da
Sé
entre
os
n.
os
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas
en
tre
os
n.08 16 a
18,
e
com frente
para
a
nova
rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo).
Podem
ser vistas
a
qualquer
hora,
pa
ra
tratar
de
seu
ajuste,
com
seu proprie
tário
João
da
Costa
Palmeira.
(434)
PROMCTO
PIIAHMACEHTW E CHYMICO.
Agua
florida,
0
mais exquisito
e
suave
perfume==Tonico
orientai,
conservador
e
aformoseador
dos
cabellos=Piiulas
depura
tivas,
e
salsa
parniha
de Bryslol
=
Reva-
lescière
du
Barry,
simples
e
ch<;colalado=
Magnesia
calcinada, de Henry,
em
frasqni-
nhos==Medicamentos
dosimetriqnes
do
dr.
Borggraeve
==,Agua
circassiana=
Vigor
do
cabello,
de
Ayer=Leite
Divino=0leo
da
Persia=P«-rfuuie oriental=Aguas
de
Coló
nia,
de
differenles
aucl«res=I(igecção
cal
mante
de
B>rnil=Xarqpe
peitoral
de
Rey=.
Xarope
peitoral
de
James =
Dito
peitoral
balsamico,
de
Vieira,
e
outros
muitos,
de
diversos
auctores=Esseneia
de
café,
de
Moka
=
Pós
d’arroz=Sahoneles
mencinaes
=
L>ilos
dalcalráo,
e
dil<s
de
pó
d’
arroz
=
Pó
inseclicido,
e
apparelhos
proprios
para
a
sua
applicação=Pós
para
pratear,
e
outros muitos
preparados
o
odernos.
Vendem
se
na
pharmacia Afvim
Praça
d
’
AJegria.
(413)’
PÍLULAS
deProto
carbonato
de
ferro
inalterável
DOD
r
BLAUD
Empregadas
com 0 mais
grão successo,
depois
mais
de 40 annos por
a maior parte
dos
médicos
por
curar a chlorosis (flwco
branco)
doança
das mancebas
filhas e to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado :
« Depois 35
annos que
exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Blaud)
vantagems incontesta-
«
veis sobre todos os
outros
ferreos e eu
«
o miro como 0 melhor anti-chlorótico.
»
Dr DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«De todas as preparações ferreas que
s
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de Bland parece-nos devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario unw. de
Medicina,
t.
11, page 99.
Como prova
da authenticidade, ojÓESffi
MSV
nome
do
inventor está gravado sobref!»È?‘f//yj
cada pilula como
aqui junto
Depósitos:
Paris,
8, r.Payenned^^^
E:n
Li.-boa,
snr.
Barreto,
Loréto
n.” _:o
—
30
*)
Vendem-se
doas
mt.radas
<1 ■ casas
.•p.
s
'
las
uma
na
rua
de 1)
Pedro
V<'e-i-
5
gnada
C
<11
o
II."
I
e
I
A,
e
mi
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
0 11."
I
I
e
11
A.
Para tratar
proenre-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernumb
s
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
1»
casa
11.
0
25.
(324)
,
Casa
para
alugai
Alaga-se
a casa
n.°
88,
da
rtia
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
trãctar
na
casa
n."
85,
da
mes
ma
rua.
.,352)
BilAGA,
TYI UGRÀPUIA LUb
U'A
A
a
—
■ 3’
7.,
i'.
Parte de Comércio do Minho (O)
