comerciominho_01051877_633.xml
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-
5.°
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
633
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gn&turas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
1» <JBEBJM<J
A.-S E3
AS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.=-Provín
cias,
anno
2&000
rs. e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
1&050
rs.=>0razi/,
anno
3^600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 % d’
abatimento.
BHAGA—
TEKÇ4-FEIKA 1 l»E
MAIO
Peregrinação
portugueza a
Roma
A commissão
central faz
publico
as
se
guintes
instrucções
finaes
:
Partida
Por
terra parte
o grupo
principal
com
o
exc.m°
presidente no
dia
14
de
maio
ás
8
horas
da
tarde.
Por
mar
sae
o
va
por
entre
os
dias
14
e
16
de
maio.
Par-
lindo
por
terra
até
18
de maio ainda
se
póde
chegar
a
Roma a
26.
Chegada
e
recepção
Devem os
romeiros
estar
em
Roma
a
26
de
maio, o
mais
tardar.
No
dia
27,
pelas
10
horas
da
manhã,
ha
reunião
ge
ral
na
Egreja
Nacional de
Santo
Antonio
dos
Portuguezes,
e
ahi
serão dadas
as
instrucções
para
a
recepção
por
Sua
San
tidade
que
terá
logar
a
29
de
maio,
e
n’
este^ia
devem
os
romeiros
ir
a
S. Pe
dro
ouvir
missa
e
commungar.
Vestuário
Os
ecclesiasticos
são
recebidos
com
os
seus
hábitos
talares,
os
seculares
de
far
da,
os
que
a
tiverem, senão
de
casaca
e
gravata
branca. As
senhoras,
de
prelo
e
veo
na
cabeça.
Custo
da
viagem
por
terra
Lisboa
a
Madrid, Irun
e
Bayonne—
l.a
classe,
33^105
—
2.*
classe,
25$120—
3.
’
classe,
16$010 rs.
Bayonne
a
Toulouse
(por
Lourdes),
Cet-
te,
Marseille
e
Ventimille—22$860,
17$435
e
12$720
rs.
Ventimiglia,
Génova,
Pisa
e
Roma
—
W650,
8$930
e
5^880
rs.
Total—
78^615,
51^485 e 34$8I0
rs.
Nos
tres
expressos
não
ha
3."
classe,
e
os
preços
de
l.a
e
2.
a
classe sobem
20
0/0.
Comida
na
viagem
I
Nas
mezas redondas,
almoço.
2
ou 3
francos.
400
a
600
reis
—
jantar, 4a
5
fran
cos. 720
a
900 rs.
Quarto
por
uma
noite,
3
a
5
francos,
540
a
900
rs.
Carruagem
da
estação aos
hotéis,
2
francos,
ou
360
rs.
N
’
estes
preços
haverá abatimento,
se
houver
um
numero
certo
de
romeiros,
e
será
a
reducção
tanto
maior,
quanto
maior
fôr
o
numero
dos
passageiros.
Roga-se
pois com
urgência
que
lodos
os
que
quizerem
ir
por
terra, mandem
os seus
nomes,
no
Porto,
á redacção da
«Palavras,
em
Braga,
ao snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
em
Vizeu,
á
redacção
da
«Atalaia», na Guarda,
ao
snr.
P.
Lucio
Bernardo d’Almeida.
Estas
listas,
formadas
nas
localidades,
devem
ser
remettidas
á
commissão
cen
tral até
ao dia
5
de
maio,
e se
houver
o
numero
pedido,
far-se-ha
logo
publico.
Viagem
por
mar
O
vapor
«Olympia».
que
sae
de
Lisboa
de 14
a
16
de
maio,
leva
passageiros
pa
ra
Leorne,
pelo
preço
de
3l$500
reis,
(7
libras)
passagem
e
comedorias,
devendo
os
passageiro
pagar
á
parte
as
comedo
rias
durante
a
demora
em
Génova,
o
que
custará
1$200
rs.
De
Leorne
a
Roma,
em
caminho
de
ferro,
1.
a
classe
6$400,
2.
a
4á500
rs.
Os
bilhetes
para
o
vapor
tomam-se
no
dia
14
de
maio,
no
escriptorio
do
snr.
Visconde
da
Bella
Vista,
largo
do
Corpo,
Santo,
n.°
76.
passaporte
Tanto
os
que
forem
por
mar
como
por
terra,
devem tirar passaporte
para
o
estran
geiro
nas
terras
onde
residem,
e
fazer-
lhe pôr
a
vista
dos
cônsules
de
Hispa-
nha.
França
e
Italia,
indo
por
terra,
e
de
Italia
sómente
indo
por
mar.
Demissorias
Os
ecclesiasticos
devem
levar demis
sorias
de
seus
Prelado.
Bagagem
Por
terra só
o indispensável,
e
sendo
possível
em
malas
de levar
na
mão,
que
caibam nas
caruagens.
Em
Hispanha
e
França
pódem
levar
30
kilogrammas
de
graça,
em
Italia
toda
a
bagagem
que
não
vae
nas
carrugens
é
paga
separadamente.
Alojamento
Os
romeiros
que
queiram
encommendar
alojamento
em
Roma, pódem
mandar
os
seus
nomes á
commissão,
declarando
de
que
classe
a
desejam.
Casa,
comida,
luz
e
serviço
em
1
a
classe,
12
liras
italianas por
dia,
em
2.
a
10,
em
3.
a
7.
Em
dinheiro
portuguez,
1.
a
classe,
reis
2^000,
em
2.a
1^600,
em
3.a
1^100.
Na
Italia, todos
os
pagamentos
são
em
papel
moeda,
que
tem
um
desconto
de
8 a
10
por cento.
Donativos
para
Sua
Santidade
São
avisadas todas
as
pessoas
que
os
cobram,
especialmente
os
revd.
os parochos,
que
a
entrega das quantias
recebidas
deve
ser
feita
ao
lhesoureiro
da
commissão
até
8
de
maio
impreterivelmente.
Queiendo
que
os
nomes
dos subscri-
ptores
sejam
incluídos
nas
listas
que
hão-
de
ser
apresentadas
em
Roma,
será
ne
cessário
que
acompanhem
a
remessa
do
dinheiro.
Advertência
com
relação
especial
aos que
vão
do
arcebispado
de
Braga
O
dia
da
partida
está
fixado
para
14
ou
15
do
corrente.
Seria
mui
convenien
te
que
os
peregrinos
do arcebispado
se
reunissem
n
’
esla
cidade
para
d
’
aqui
segui
rem
juntos
e
receberem
instrucções una
nimes.
Os
que nos
mandaram
ou
mandarem
os
seus nomes,
e
se quizerem
aproveitar
dos
nossos
serviços
serão
avisados
com-
petentemente.
Pódem
tirar
todos
aqui
passaporte,
ser
este
igualmente
visado
pelos
vices-consules.
e
mandar-se
ao
Porto
ao
que
fôr
preci
so,—
tudo
com
antecipação,
afim
de
não
haver
demora
na
occasião
da
partida. O
mesmo
dizemos
com
respeito
aos
ecclesias-
licos,
para
os
que
forem
parochos
re
quererem
as
suas licenças ;
e
os
outros
manderem
as
suas
cartas
d’ordens, para
com
tempo se
aprotnplar
tudo.
Os
snrs.
arcypresles
podem
remetter
pelos
ecclesiasticos
que
vierem as
sobras
do
dinheiro
obtido
para
a peregrinação,
ou
envial-as
directamente
á pessoa que
recommendára
a
subscripção.
Tanto
estes
como
aquelies
que
não
conseguiram
quem
representasse
os
seus arcypreslados,
de
vem
mandar as
respectivas relações,
não
só
para
se
organisar
a
remessa
como
lambem
para
oppprtunamente serem
pu
blicadas.
Os ecclesiasticos
devem
levar
loba
ou
batina, com
cabeção
na
mesma
fixo
ou
apontado,
sendo
este
sobre
o
comprido
que
chegue
ao
cotovelo,
e
chapéu
já
feito
apropriada
com
presilha,
e
d
’
um
modelo
competentemeote
escolhido.
Os
referidos
chapéus
fazem-se
nesta
cidade,
e custam
1$600
reis.
Os
que
os
pretenderem
de
vem
avisar
com
tempo.
Recebemos
um telegramma
d
’
um
nos
so patrício
e
amigo
residente
em
Roma,
o
qual
offerece
aos seus collegas os
seus
valiosos
serviços
alli.
A*
Kedaeçiio do nCominereio do
RKinho».
Londres, 21
de
Abril,
1877.
Tinha
feito
copiar,
em
suas
datas,
as
quatro
cartas
ao
Apostolo que
acompanham
agora,
para
remetter
as
ditas
copias
ao
Commercio
do
Minho. Succedeu
que
me
achava
mui
occupado
e
não
podendo
re-
vel-as
(escapando
ás
vezes
êrros
na copia),
demorei-me
em
remetlel-as; e
depois
es
queceram-me.
Quando
ultimamente
depa
rei
com
ellas,
e
as
vim
a
reler,
deter-
minei-me
a
inseril-as
n
’
um
volume,
de
curiosa
miscelânea,
que
estou
fazendo
im
primir,
e
não
tardará
a
completar-se,
40
FOLHETIM
UII.
J.
II. »E MCEBO.
©S
MK
MOMKS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
X.X.II
Os remorsos.
A
desgraçada
filha
de
Anacleto
havia
ficado em
seu
quarto
pasma
e
aterrada
logo
depois que
seu
pae a
deixou
só.
Agora
é
o começo
da
tarde.
Marianna
havia
descido,
e
achava-se
sentada
no
sofá,
na
sala
de
visitas do
Ceo-côr-de-rosa.
1
iiUia
vindo
esperar
Salustiana:
no
en
tretanto
meditava.
O
aspecto
da
triste
viuva
trazia
em
si
um não
sei que
de
sinistro:
seus
su-
percilios,
bastos
e
negros
estavam
dolo
rosamente
enrugados
de
modo,
que
qua
si
se
confundiam
um
com o outro;
no
entretanto
e
apesar
d
’
isso seus
olhos
bri
lhavam;
mas
não
com
o fogo
da vida...
todas
as
suas
feições
se
achavam
con
traídas,
e
quando
ella
fallava,
notava-se
em
sua
voz
alguma
cousa,
que
se
não
podia
explicar,
mas
que
produzia
uma
impressão sobremodo
desagradavel.
Eslava toda
vestida
de
branco,
mas
trazia
cingindo-lhe
a cintura
uma
fita
ne
gra,
cujas
pontas
caiam
até
o
chão.
Essa
fita
era
lugubre.
Conservou-se
muito tempo
na
mesma
posição,
immovel,
e
indiflerenle
a
tudo:
parecia
haver
medido
perfeilamente
o fun
do
do
abismo, aberto
debaixo
de
seus pés,
e
se
compenetrado
da
certeza
de
não po
der
salvar-se
d
’
elle.
Não
estava
socegada,
eslava
inerte.
Marianna
linha
tornado
todas
as
me
didas
para
não
ser
incommodada
por
les-
timunhas
n
’
aquellas
horas
:
seu
pae
deve
ria voltar
bem
tarde,
e
a
rogos
d
’
ella,
Celina
prometlera não
descer ao
primeiro
andar
senão
quando
fosse
chamada.
E
portanto
ella
esperava sómente
uma
pessoa.
.
esperava
Salustiana...
a
morte.
Depois
de
algum
tempo
de
sinistra
im-
mobihdade
e mudez, a viuva
levantou a
cabeça
que
linha
um
pouco
inclinada,
e
como se
lallasse
a
alguém,
murmurou
com
voz
pausada.
—
Eu
lhe
disse
um
dia,
que
elle
se
não
lembrava
de
que,
se
os
homens
sa
bem
matar,
as
mulheres
sabem
morrer.
Sorriu-se
terrivelmente,
e
disse
:
—Prova r-lh
’o-hei.
Sprriu-se
de
novo
e
ainda
mais
terri
velmente:
depois
tirou
do
seio
um
peque
nino embrulho
de
papel
;
abriu-o com
mão
firme,
e
olhou
;
o
que
havia
dentro
era
pó
branco.
—
Arsénico!... balbuciou
a misera
com
ironia
amarga
e
despedaçadora
;
arséni
co
!..
o
umco
amigo,
que
n
’esta crise
me
acompanha
e
me
salva,
é
um
pouco
de
arsénico
!...
Guardou
de
novo
o
embrulho
no seio,
e
depois
proseguiu
:
—
Vejamos
se
ainda
me
lembro
do
que li.
Ella
pareceu
recordar-se
de
alguma
cousa,
e
foi
repetindo
compassadamente:
—
Sabor
acerbo
e
metálico...
constric-
ção
de
garganta... soluços... syncopes...
resfriamento de
corpo...
sede...
vomitos...
prostração...
delírio...
convulsões...
mor
te
!...
Passado um instante
perguntou
a
si
mesma
:
—
E
depois?!!!
E
respondeu
a
si
mesma
com
um
tom
horrivelmente
lugubre
:
—
Depois,
a
eternidade.
E
estremebeu
da
cabeça
até
aos
pés.
Ficou
por
algum
tempo muda,
e
co
mo
que
aterrada;
mas
emfim
começou
a
dar
um
livre
curso
a
seus
pensamentos.
—
O
suicídio!..
o
suicídio!.,
que
quer
dizer
o
suicídio?...
que
quer
dizer que
um
homem
ou
uma
mulher
tem
horror
de
si
mesmo,
julga-se
de
mais
na
terra,
accusa-se
perante si
proprio, sentencea-
se,
condemna
se,
e
executa-se!...
Oh!
te
nho
eu
o
direito
de
matar-me?... dizem
que
não
:
mas o mundo não
tem
também
o
direito
de cuspir-me
no
rosto
!
I «Mas
a
religião
proscreve
o
suicídio...
e
o
que
faço eu?...
tróco
um
martirio
horrível por
outro
mais
horrível
ainda
..
tróco
os
martírios
da carne
pelos
tormen
tos
da
alma...
tróco
o
mundo
pelo
infer
no
!!!
A
misera soltou
uma
risada
nervosa.
—
Ainda
bem!
proseguiu;
ainda
bem
que
o
sei...
o
inferno
me
pertence...
O
rosto
de
Marianna
tomou uma
ex
pressão
medonha...
ella
murmurou-no
meio
de
uma
dilatação
de
lábios,
que
não
era
riso,
que era
quasi uma
convulsão
hor
rorosa
:
—
Eu sou
um demonio...
eu
matei
meu
filho!...
Respirou
dolorosamente
e continuou:
—
O
suicídio! oh! sim! este
é
o
meu
segundo
suicídio; pois
então?
não matei
eu
a
carne
de
minha
carne?...
não
der
ramei
o sangue
de
meu
sangue?...
sim;
esta
é
a segunda
vez qoe
eu
mato;
inda
bem
que
é a derradeira.
«E
eu
devo
realmente
desapparecer
do
mundo
;
onde
me
havia
esconder
áma
nhã? entre
os
homens?.,
quem?
eu?.,
a
infanlicidia?..
oh
!
os
homens
lançariam
so
bre
mim
os
cães...
eu
não
sou
da
sua
especie...
eu
não
tenho
alma,
ou
então
tenho
alma
negra
!... deveria ir
occultar-
ine
nas
brenhas?...
oh!
lambem
não...
lá
os
tigres
amam
seus
filhos;
eu sou
mais
feroz
que
os
tigres.
«O
que
me
resta
é
bem
claro;
n’
esle
mundo
resta-me
um sepulcro...
no
outro
•
opera-me o inferno.
«Este
mundo
dar-me
ha
mais
do
qie
com
o
titulo:
i
Saraiva
e
Castilho,
a
pro-
posilo
de
muita
cousa*.
—
Vários
dos
pontos
e
considerações
contidos
nas
mesmas
car
tas,
parece-tne
podem
achar logar
n
’
um
volume da
natureza
deste
meu;
que
faz
um
segundo,
ao
que
publiquei
em
1862,
—
Saraiva
e
Castilho
a
proposito d’
Ovidio.
Contém
este
segundo,
porém,
uma
va
riedade
de
artigos
e
assumptos,
poéticos
e
prosaicos,
que
lhe
dam
caracler
assás
estrambótico.
Creio,
todavia,
que
não
dei
xará
de
nelle
encontrar-se
algum
inte
resse,
de varias
especies,
e
que
não
li-
songeará
demasiado
mais
de
um
dos
lei
tores—
se alguns
tiver.
O
lisongear
nunca
foi,
na
verdade,
inclinação
minha;
assim
como
nunca
deixei,
por
emulação,
ou
por
qualquer
outro motivo,
de attriboir
o
merecimento
a
quem
entendi
o
tinha
—
inveja
é
peccado
de
que,
graças
a
Deus,
nunca
me
accusei,
ou tive
razão
para
ac-
cusar-me,
em
minha
vida.
Porém ao
mes
mo
tempo,
fui
mui
pouco
inclinado
a dei
xar,
por
só
respeitos
humanos,
de
dizer
as
verdades
e
o
que
entendo,
no
que
convém
á
justiça
e
ao interesse
da
socie
dade
e
da
moral, ou
da
Patria.
Quem
é
o
tal
toleirão,
do <
Christo
retorcido*,
que
se mette
a
instructor
pu
blico no
seu
«Amigo
do
Povo»? O
páteta
aprendeu,
supponho,
dois
dedos
de
Fran-
cez,
deu
com
alguma
ensossa
baboseira
n’
aquella
liiigua
(em
que
também
ha
muita
tolice
escrita,
a
par
de
muita
cousa
boa);
e,
já
se
entende,
correu
logo
ao
lixo,
como
os
besouros,
enfronhou-se,
embe
beu-se
na
maleriu;
e
ei!
o ahi já
de
papo
a falar
«do Christo». como
se
fosse
do
Manoel
da
Joanna! O ta! papelorio deve
ser
um
primor
(de
sandices).
A.
R.
SARAIVA.
COBRESPO.VDFACIA
A
b
49 horas na
egreja d'Ariioia,
Graças
aoscéos!
Quando
os
inimigos
de
Deus
e
da
Santa
Egreja
Calholica
nos
vierem
diz**r
que tem
soado
a ultima
hora
ao
caiholicismo,
nós
podemos replicar-lhe
ou
responder-lhe
na
firmeza
da convic
ção
melhor:—
Ainda
não!
Deus
vela
pela
sua
obra,
pelos
nossos
sentimentos
reli
giosos,
e
só
ha
de apagar-so no coração
dos
povos
quando
nelles
se
apagar
os
sen
timentos
da
própria
uignidade.
Quem
ha
que
ao entrar
na
egreja
de
S.
João Baptista
d
’Arnoia,
do
concelho
de
Celorico
de
Basto,
nos
dias
II, 12
e
13 do
proximo
preterilo fevereiro,
do
corrente
anno,
não
sentisse
desde
logo
htimedecerem-se-lhe
os
olhos
de
muitas
lagrimas,
e
volverem-se
depois
natural
mente ao
Deus
das
misericórdias
que
no
Sacramento
de seu
terno
amor
lá
estava
no
throno
de sua gloria,
e
lhe
não
désse
então
em
preces
fervorosas,
affectos
de
tanto
amor
por
immensos
beneticios
de
nos
deixar
ver
no
século
XIX
milhares
de
pessoas
prostsadas
diante
do Rei
dos
exercitos,
ajoelhadas
aos pés
dos
sacer
dotes
pedindo
absolvição
de
suas
culpas,
ajoelhadas
á
sagrada
meza
da
Eucharistia
receberem
o Corpo
Santíssimo
de
Jesus,
sustento
de
suas almas?
Meu
Deus!
as
inspirações
de
tanta
piedade
são
a
prova
de
quanto
vós
desejaes
que
os
vossos
fi
lhos
se
salvem
!
José
Pinto de
Gundar
e
Moita
de
saudosa
memória,
da casa
do
Casal
d
’
a-
quella
freguezia,
legou em
seu
testamento
a
quantia
d
’um
conto
de
reis
para
na
mesma
se estabelecer
o
Sagrado
Lauspe-
renne
das 49
horas.
Do
céo
veio aquelle
pensamento
!
O
tempo
para
dar
principio
áquelle
piedossismo
legado
ainda
não
tinha
che
gado;
mas
o
exc.mo
e
revd.mo
snr.
fr.
Fernando
Pinto
de
Gundar
e Motta, actual-
mente
senhor
d
’
aquella
casa,
inspirado por
egual
desejo,
respeitador leal
da
vontade
de
seu
chorado
irmão, qu
z
dar
desde
já
principio
a
uma
obra
de
tanto
mereci
mento
e
agrado de
Deus.
A expensas
suas
houve
n
’
este
anno
e
haverá
nos
seguintes
na egreja
d
’Arnoia
a
imponente solemnidade da 40
horas;
e
para
firmeza d’
este
acto
acrescentou
mais
ao legado por
sua
magnanima
generosi
dade
a
quantia
de
3
contos
em
inscri-
pções.
Abençoada
riqueza
que
vae
ao templo
de
Deus
Vivo
levar
o
tributo
convicto
da
sua
homenagem
que
tanto
contribue
para
a
manifestação
da
sua
gloria.
Eu
oífenderia
por
certo
o
sentimento
religioso
de tão benemerilo
cidadão, se
quizesse
dizer
alguma
palavra
em seu
lou
vor.
O
exc.
m
°
snr.
fr.
Fernando
Pinto
de
Gundar
e
Motta |á
tem
o
leslimunho
da sua
consciência
e
mais
alto
que
as
minhas
vozes
falia
a
egreja
d
’
Arnoia
be
neficiada pela
sua
alta
caridade: mais
alto
faliam
milhares
de
afflicções
desfeitas
á
porta
de sua
casa,
milhares
de
lagrimas
enxutas
por
elle
no
seio
da
caridade
evan
gélica.
Bem
os hajam
que assim
obram.
Aquel
la
solemnidade
teve
lugar
nos
tres
dias
acima
indicados.
Se eram
dias
de
carna
val,
a
ninguém
se
ouvia
fallar
n’
essa.
Ouvi
dizer
ao
reverendo
João
Baptista
da
Guerra
Machado,
parocho
d
’aquella íregue-
zia
que
tanto
se
esmerou
para
a
solem
nidade
d’
aquella
funcção
que
de
sua
mão
tinham
commungado n
’aquelles
3
dias
mais
de
700
pessoas
!...
Assisti
áquelia
festividade,
e
lamento
não
poder
dizer
as
impressões que
minha
alma
sentiu.
A
egreja
estava
ornada
de
finíssimos
damascos,
coberta
de
flores e
luzes,
tudo
na
ordem
mais
admiravel
e
determinada
pelo
reverendo parocho
e
seu
digno
coad
jutor,
padre
Rodrigo
José Cardoso
da
Fonseca,
da nobre
casa
de
Toiando.
O snr.
padre
Domingos
Ferreira
de
Mattos,
da
freguezia
de
Bessa,
concelho
das
Boticas,
foi
o
prégador
em
todos
os
ires
dias:
na segunda-feira
fallou
da
im-
morlalidade
da
alma,
de
quanto
ella
valia
aos
olhos
de
Deus
que
a
creára,
e
da
necessidade
que
havia
de
salval-a,
assum
pto
que
tractou
com
toda
a
proficiência.
A
’
solemnidade
assistiram
sempre
14
presbyteros.
No
segundo dia
os
ecclesiasticos
vol
taram
ao
confessionário
ás
quatro
horas
da
tarde,
e
foi
preciso
que
o
reverendo
parocho
advertisse
que
só
no
dia
seguinte
é
que
daria
a
communhão
ás
pessoas
que
estivessem
para
isso
preparadas.
O
exc.
ra
®
snr.
fr.
Fernando
Pinto
de
Gundar
e
Motta
assistiu
a
tudo,
e
mais
d
’
uma
vez vi
cair
lagrimas
pelas suas
fa
ces. Tenho
a certeza de
que
foram aquelles
dias
os
mais
felizes
de
sua
vida.
Concluo
rogando
a
Deus pelo
augmen-
to
de
todas as
virtudes
para
aquelle
que
com
tanta
vontade concorreu
para
a
rea-
lisação
d’
aquelles
cultos.
GAZETILHA
Subseripç
&o
pars»
a ofTerta
ao SM»
Padre,
Pio IX.
Transporte
113$250
III.
11108
e
ex.
mos
snrs.
Comtnendador
Antonio
José
Pin
to
da
Costa
Rebello
45500
Bev.°
João Nepomticeno
Pimenta
2$000
Rev.°
João Pedro Ferreira
Ai-
roza
1(5000
Rev.°
Francisco
José Duarte
Macedo
500
D.
Maria
Emilia
Fernandes
de
Azevedo
2$250
Manoel
José
Rodrigues
de
Ma
cedo
6$750
Bento
Gonçalves
Santos
1$500
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Bar
bosa
1$000
José
Coelho
d’
Araujo
Ribeiro
l$000
Paulo
José
da
Costa
500
Bernardo
José
Fernandes
Car
neiro
500
Antonio
José
da
Silva
Mello
1$000
Hanoel
José
Vieira
da
Rocha
IçiOOO
).
Maria
Candida
Vieira e
Murta
l$500
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro
l$000
Som
ma
1395250
Visita
do
Senhor Arcebispo a
Guimarães.-
Partiu
no sabbado
para
Guimarães
S.
Exc.
a
Revd.
ma
o
Snr.
Ar
cebispo
Primaz,
que
pela
primeira
vez
alli foi
recebido
solemtiemenie.
Celebrou
no
domingo
Pontifical
na
matriz.
Diremos
d
’
espaço
sobre
esta
visita.
Obito.
—
Deu-se
hontem
á
sepultura,
depois
dos
oíficios
fúnebres
no
templo
de
Santa
Cruz,
o
cadaver
do
snr.
Antonio
José
de
Freitas,
antigo
negociante
com
estabelecimento
no
Caramanchão,
e
que
algum
tempo
exerceu
o
logar
de
escrivão
da
camara.
Contava
já
para cima
de
70
annos,
e nos
últimos
tempos
soffria
de
alienação
mental.
Ainda
deixa
viva a
esposa,
que
é
mais
edosa,
a
qual
se
acha
ha
annos
entre,
vada.
Dívida
consolidada
da Tu,.,
«inia.
—
A
divida
consolidada
da
Tur-
quia
é
actualmente de
200
milhões
de
|.
bras
sterlinas,
(novecentos
mil
contos);
Está
dividida
por
diversos
paizes
pela
se.
guinte
forma:
Turquia
25
milhões
de
libras
seterfi.
nas,
Inglaterra
90,
França
85,
Áustria
AI-
lemanha
20,
Italia
15,
Bélgica
e
Hollanda
15.
Total
200 milhões.
A
divida
íluctuante
sobe
a
22
milhões
de
libras
turcas.
Chegado.
—
Deve
chegar
hoje,
tio
comboio
das
11
e
meia,
o
snr.
marques
de
Vallada,
governador civil
do
distri-
cto.
Vistas
stereoscopieas.—
-Vimos
a
exposição
das vistas
stereoscopieas
que
Mr.
Boix
Geovani
tem
no
campo
de
Sant
’Au.
na,
48,
e
alfirmamos
que
é
coisa
digna
de
admirar-se.
Dito
isto,
que
nos
p
irece
bastante pa-
ra
que
os
bracarenses
não
percam
a
oc-
casião
d
’
alli
irem,
resta-nos
dizer ainda
que
o expositor
é
um
cavalheiro illustrado
e
dedicadíssimo.
A exposição
está
patente
desde
as
1|
horas
da
manhã
até
as 11 horas
da
noite.
Theatro.
—
No
sabbado
e
no
domin.
go deu-nos
a
companhia
do
snr.
Rente
duas representações
com
o
Samsão.
O
desempenho
foi
optiino
por
parte
de
J.
Cardoso,
e
regular
pelos
outros
actores:
devendo
ainda
mencionar-se
Carlota
Vel-
loso,
que
no
papel de
Dalila
se
houve
com
muita
intelligencia.
O mise-en-scene
é
quasi
lodo
simples
mente
absurdo.
O
scenario é
de
bom
ef-
feito,
especialmenle
o
dos
últimos
qua
dros.
Amanhã sobe
á scena a
bonita
come
dia
em
3
actos
Os
médicos, e
uma
ou
tra
comedia
que
nos
dizem
ser
produc-
ção
d’
um
conhecido
escriplor
d’
ej^a
ci
dade.
Fabrica
tle Ruães.—A
proveitamos
os
seguintes
apontamentos
descriptivos
das
principaes
oflicinas d’
esta
magnifica
fa
brica.
A
Traparia
é
uma
ampla
quadra
em
que
se
limpa
e
retalha o
farrapo,
opera
ção
simples
que
dá
emprego
a
algumas
vinte
operarias,
com
traje
uniforme,
sim
ples
e
modesto.
Em
frente
e,
já
no
corpo
principal
doedificio.
revoluteia
a
peça
capital
do
motor,
imprimindo
movimento
aos
cybndros
que
moem o
trapo,
pre-
viamente
lavado
na
caldeira
de lexivia-
ção.
Na
offleina
de
moagem
In
oito
tinas,
quatro destinadas
á
primeira
moedura
e
outras
quatro
á refinação
do
trapo.
Das
primeiras
desce
a massa,
por
viadutos
de
madeira, aos
tanques
mechanicos
de
bran
queamento,
d
’
onde
sahe
para
os
depositos
de
esgoto,
situádos
n’
um
dos
dois
corpos
que
se
estendera
parallelamente
ás
alas
do
devia
;
porque
o cadaver
da
mãe
que
ma
ta
seu
íilho
ha
de
tornar
esleril
a
terra,
onde
se enterrar.
O
outro
mundo
dar
me
tia
o
mais
que
póde...
o
que
eu
mereço.
<rAh
!
eu me amaldiçóo
a
mim
mesma!
<E’ preciso
que
eu
morra;
sim...
esta
mão,
que
deveria
estar
mirrada,
ia
locar
a
dextra
de
Henrique...
a
mão
pura
de
um
mancebo
honesto
e
honrado
;
oh
!
o
crime
é
contagioso...
eu
ia
infectal-o...
o
meu
amor
é
hediondo
;
eu sou
para
as
feras
mais
sanguinarias
o
que
as
feras
mais
sanguinarias são
para
os
homens.
E
’
pre
ciso
que
eu
morra.
«E
meu
pae?!!
A
misera arrancou
das
entranhas
um
gemido
pungentissimo
;
desenhava-se
a
seus
olhos
a
figura
dolorosa
do
pobre
velho,
morrendo,
a
chorar
ajoelhado
sobre
sua
cova.
—
Meu
Deus
!
meu Deus
!
exclamou
el
la
de
joelhos
e
com
as
mãos
levantadas;
meu Deus!
não
me
perdoeis
embora
os
horríveis
peccados,
que
tenho
em
mi
nha
nefanda
vida commettido;
mas
per-
doae-me,
Senhor da
minha
alma,
perdoae-
me
as
lagrimas
que
meu
pae
tem
chora
do
e vae
ainda
chorar
por mim; per-
doae-me,
meu
Deus,
os
desgostos
de
que
lenho
enchido
aquelle
amoroso
coração
!
meu Deus
!
meu
Senhor
!
valei
a
meu
pae
na
dôr immensa,
que
elle vae
sof-
írer
!...
Depois
ella
ergueu-se,
e
como
se
de
vesse
estar
vagando
de
tormento
em
tor
mento.
como
se
tivesse
antes
de
chegar
o
termo
fatal,
a
morte,
passar
por
mil
torturas,
Marianna
apertou
as
mãos
con
tra
o
seio,
e
murmurou
chorando
:
—
E
meu
filho
!...
E proseguiu
por
entre
soluços
:
—
Meu
filho, que hoje
deveria ser
um
bello
mancebo,
que
me
levaria
pelo
bra
ço á
egreja
e
aos
passeios,
que
me
con
solaria
em
minhas
afflicções,
que
me
de
fenderia...
que
daria
a
vida por sua
mãe
!...
oh
I
para
que
fui eu
fazer-me
a
mais
mal
vada
e
mais
infeliz
de
todas
as
creatu-
ras
?!!
«Meu
filho!
meu
querido
innocenle
!...
meu
bello
anjinho!
ah!
se
elle
vivesse
ver-me-ia
eu
hoje
reduzida
a
tanta
mi-
zeria?...
louca
criminosa que
fui!
troquei
a
vida de
meu
filho
por
um
pouco
de
arsénico
!
crime
duas
vezes...
demonio
sem
pre
!
E
aperlantando
a
cabeça
com
as
mãos,
a
misera,
tendo os
cabellos
já
caidos
desor-
denadamenle,
começou
a vagar a
largos
passos
pela
sala
exclamando
de
um
modo
horroroso
:
—Eu
o
matei
!
eu
o
matei
!
binahnenle
pareceu
serenar:
veio
sen-
lar-se
de
novo
no
sofá;
mas
quem
lhe
visse
o
riso
estúpido,
que
lhe
enfeiava
os
lábios,
quem lhe
notasse
os
movimentos
successivos,
rápidos
e inconsequentes,
com-
prehenderia
que
um
excesso
de dôr pu
nha
em desarranjo
as
ideias
d
’aquella
in
feliz mulher.
Ella
sentou-se
pois,
e
d
’ahi
a
pouco
com
uma
especie
de
alegria
que
era
ca
paz de
fazer
chorar,
disse
baixinho:
—
Ninguém
o
sabe...
ninguém
o
sabe;
só
elle...
o
mao
;
porém
elle
me
verá
morrer,
e
guardará
segredo
;
ainda
bera...
ainda
bem...
ninguém
o
sabe.
—
Eu o sei,
senhora!
disse
uma
voz
rouca.
Marianna
ergueu-se
convulsa,
lançou-
se
sobre
a
porta
da
sala,
e
perguntou
desesperada
:
—
Quem
está
ahi?
A
porta
da
sala
abriu-se.
Appareceu
o
velho
Rodrigues.
XXIII
Marianna
e Rodrigues.
Marianna
com
os
cabellos
eriçados
e
os
braços
estendidos
para
diante
recuou
espavorida,
como
se
lhe tivesse
appareci-
do
um
espectro.
O
velho
Rodrigues
entrou
vagoroso
e
socegado.
—
Quem
é?...
perguntou
a viuva atter-
rada
: quem é o
snr.
?
—
Sou
o
guarda-portão
do
Ceo
côr-de-
rosa,
senhora.
—
E ouviu
tudo!...
balbuciou
a
mi
sera.
—
Não,
respondeu
o
velho:
eu
não
precisava
ouvir
nada: desde
vinte
e
um
annos que
eu sei
tudo.
Marianna
deixou-se
cair
quasi
desfal-
lecida sobre
o
sofá.
Rodrigues
vivamente
commovido
appro-
ximou-se
da
infeliz mulher e repetiu:
—
Eu
sei
tudo.
A
viuva
sacudiu
dolorosamente
a
ca
beça,
e
murmurou:
—
Não...
não...
é
impossível!...
O
velho,
em
pé
diante
de
Marianna,
descansou
a
mão sobre o
encosto
de
uma
cadeira,
a disse:
—
Mulher!
tens
soffrido
muito.
—
Oh! sim!...
—
Vaidosa,
tu
és
ferida
na
tua
vai
dade.
—
Oh!...
sim!..,
—
Rainha,
tu
te
tornaste
escrava.
—
Oh
!...
sim
!...
—
Caracler
forte, intrépido,
e
até
in
solente,
tu
te
rebaixas
hoje, tu
te
revol
ves
no
pó,
tu
tremes
de
palavras,
que
se
dizem em
segredo.
—
E’
verdade
!
—
Mulher
destemida,
tu
és
hoje
a
mais
cobarde
entre
todas.
—
E’
certo.
—
Tão
cobarde, que te
queres
despo
jar da
vida
!...
—Oh
!...
—
Chrislã,
tu
olvidas
as
leis
de
Christo!
—
Oh
!...
—
Ahi
no
teu
seio
tu
escondes
u™
instrumento
de
morte.
1
—
Senhor
!...
(ContinúaJ
sul
e
norte
do
edifício.
N
este
ponto
um
elevador
hydraulico
toma
conta
da
maté
ria
prima
e
vae
lançal*a
nas
tinas
que
a
devem apresentar
fina
e
alva
de arminho,
nos termos
de
descer
novamenle
ás
tinas
geraes da
machina
continua,
que
se
esten
de
p
r
quasi
todo
o
andar
terreo
da alia
norte.
Esta
machina,
de
um
trabalho simples
e
comprehensivel á
primeira
vista,
é
um
primor
de
mechanica, e
das
coisas mais
curiosas
da
fabrica.
A massa
ou
antes um
liquido
grosso
côr
de
leite,
désce
dos re
servatórios
para
uma
tela
metalica
fina,
que
o
peneira,
desembaraçando-o
d
uma
parte
de
agua
e o
passa
logo
a
baetas.
Estas
enrolam
as
tenues
camadas da
fibra,
em fórma
já
de
papel
amolecido,
entre
gando-as
a cylindros melallicos, na
tempe
ratura
ordinaria.
Outros
cylindros
metalli-
cos
de
maior
periferia, aquecidos, tomam
conta
das mesmas
camadas,
seccam-nas
e
transmiltem-nas
a
um
tamborete
de
ma
deira,
que
entregue
o
papel
já
cortado.
As
diversas
operações
praticaram-se
na
presença
dos
convidados
para
a
festa
da
inauguração,
e
a
todos
admirou
a
pe
rícia
com
que
os
operários,
que
incetam
o
seu
tirocínio
artístico,
se
haviam
no
de
sempenho das
suas
obrigações.
Redunda
isto
em
elogio
do
mestre
da
fabrica
Ben-
jamin
Peake,
o
typo
mais sympathico
e
bonacheirão
de
velho inglez,
que
em
nossa
vida
temos
visto.
Todo o
machinismo
é
da
casa manu-
fáctora
de
Easton
&
Andreson,
de
Lon
dres,
e trabalha
como
uma precisão
ad
mirável
Assenlou-o
e
dirige-o
o snr. Tho
maz
Schinit, engenheiro
mechanico,
outro
inglez
cora quem
logo
igualmente
se
sym-
pathisa
porque
ao
passaporte
da
intebigen-
cia
cultivada
accrescenta
os
dotes
do
ca
valheiro
e
homem
de boa sociedade.
O
motor
é
da força
de
cem
cavallos,
ao
qual
temos
de
addicionar
a
turbina,
que
se
move com
a
corrente
do rio,
na
força de
50. Ha logar
para
assentar
ou
tra,
o que
elevará
então
os motores á
força
de
200
cavallos,
permittiodo
o
fa
brico
em
proporções
consideráveis.
Para
já
e
com o
pessoal
de
60
mulheres
e 40
homens,
póde
produzir
15
tonelladas
de
papel.
Peri(jiroiinção
a
Homa,—
Um
pe
regrino
recebeu
de
Lisboa
a
seguinte
car
ta,
cuja publicação póde ser util
a
al
guém.
Ha vapor
para Leorne entre
os dias 14
e 16
de
maio proximo.
A
passagem
e co-
rnedorias
até
Leorne
custam
7
libras
ou
31$500
réis
e de Leorne
a
Roma,
em
ca
minho
de
ferro,
l.a classe
6$')00
réis, 2.a
classe
4&>00.
Basta
estar
em
Lisboa
dois
dias
antes
da
partida
e
basta
partir
até
16,
porque
a
audiência
que
Sua Santidade
concede
á
de
putação
poritigueza,
tem
logar
no
dia 29
de
maio.
Para
alcançar
bilhete
deve
v.
dirigir-
se
ao
reverendo
Conego
Carlos
da Costa
Carvalho,
no
escriptorio
do snr. visconde
da
Bella
Vista,
largo
do
Campo
Santo
n.°
10
—
Lisboa.
Espero
ler
satisfeito
ás
suas
perguntas
e fixo
á
disposição
de
v.
etc.
Lisboa,
Junqueira, 22
d
’
abril
de
1877.
A.
d
’
Ornellas.
O
ílagelio d»
fome em noanas
ilícita.
—
Segundo
lêmos
nos
jornaes
aço
rianos,
diz
um
collega,
a
ilha de
S.
Jor
ge
está
sendo
assolada
pela
fome.
Não
ha
pão.
Os lavradores
tinham
exportado
para
cima de
duzentos
moios
de
milho e
como
a
colheita havia
sido
escassa,
d
’
ahi
a
fome.
O
trigo
está
a 900 réis
o
alquei
re.
e
não
ha
milho.
Na
freguezia
do
Tôpo
chegoti-se
a
co
mer raiz
de
jarros. Na
Calheta
e
nas
Vel-
las
não
ha
pão
á
venda.
Os
pobres
sus-
tenlam-se
de alfarroba,
laranjas
e
arroz.
Os
operários
das
obras
publicas
largaram
os
trabalhos
por não
lerem
qne
comer.
O
snr.
governador
havia
tomado
algu
mas
providencias,
posto
que
iusulHcientes
e
de
Lisboa
tinha
ido
milho.
Os,
Açores
são
uma
especie
de
Irlan
da.
D
ahi
a
emigração,
e
não
raro
a
lla-
gello
da
fome.
O
comiUQrcio
nzucmçntlo
em
—Cartas
fidedignas
de
Londres
para
alguns
negociantes
nossos,
noticiam que
o sultão
de
Zmzibar
esti-
beleceu
ura posto
fiscal
na
bahia
de
Ton-
ghy
e faculta
a
formação
alli
de uma
fei
toria ingleza.
Aquella
bania
esta
dentro
dos
limites
septentrionaes
.do
nosso
districto
do
Cabo
Delgado.
Assim
ameaçam
os
nossos
direitos
e
o
nosso
commercio
ao
sul e
ao
norte
da
opulenta
província
de
Moçambique.
. Ijei sing«l»r.—
A
darmos
credito
a
um
jornal
de
New-York,
um
deputado
apresentou
ha
pouco
ao
parlamento
da
sua
nação
uma
proposta
de
lei
bastante
sin
gular.
Tem
por
fim,
no
dizer
do
seu
ãuctor,
pór
termo
a uma
das
principaes
causas
do
grande
numero
de
divórcios que
ulli-
mamente
se
lera
realisado
nos
Estados-
Unidos,
e
dar
razão
á
moralidade
publica
seriamente
ameaçada.
O
projecto
de
lei
pretende
chamar
aos
tribunaes,
e
castigar
rigosamente,
como
incursos
no
crime
de
burla,
todos
os
in
divíduos
que,
pelo
uso do
cliinó,
pela
pintura
dos
cabellos
ou
por
qualquer
ou
tro artificio igual,
illudem
a boa
fé
das
senhoras
que
pretendem,
e
que
julgando
muitas
vezes
que
se
unem
a
verdadei
ros
Adónis
ligam-se
a
final
a
velhos
car-
cassos.
Alguns
deputados
pertenderam
impu
gnar
o
projecto,
por
conveniência
própria,
ou,
pelo
menos,
estendel-o
ao
sexo
frá
gil-
A
isto
respondeu
o
audor
da
propos
ta
com
um
argumento
que
tapou
a
bocca
a
todos,
e
foi
que
para
isto
faltava o
tempo...
tantas
seriam
as
criminosas!
E
então
que
se
fizesse
o
possível,
castigan
do
os tiomens,
e
se
deixassem
em
so
cego
as senhoras,
pois
seria
impossível
castigal-as.
A
final
a
camara
approvou
o
proje-
clo...
por
vergonha.
.tlanual «lo Apostolado da
ora
ção e liga do Sagrado Coração de
Jesus.—
A
caba
de sair
á luz
o
Manual
do
Apostolado
da
oração
e
liga
do
Sagra
do
Coração
de
Jesus.
Este
livrinhc
deve
andar
na
mão
de
todos
os
que
se
presam
serem
dedicados
ao
divino
Coração.
Contem duas partes:
na
l.
a
parte
en
conlra-se
tudo
que
é
mister
saber
sobre
esta
Liga,
os
estatutos
approvados
pela
Santa
Sé,
a
organisação
adoptada
em
Por
tugal,
as
obrigações
dos
zeladores
e zela
doras,
o fim
e
o
movimento
dos
conselhos
centraes,
as
vantagens
e
as
innumeraveis
indulgências
concedidas
pelo
Summo Pon
tífice
Pio
IX,
assim
como
as
explicações
sobre
o
Rosário
vivo,
sobre
a
Communhão
reparadora,
seus
privilégios
etc.
Na
2.
a parte
acharão
os
associados
to
das
as
principaes
orações
e praticas
devo
tas
do
Apostolado,
a
saber
a
novena
em
preparação
da
festa
do
Sagrado
Coração,
a
coroinha
que
se
deve
resar
na primei
ra
sexta-feira
de
cada
mez,
orações
ou
me
lhodo
para
ouvir
com
frticlo
a
santa
tms-
sa,
a Via-sacra
segundo
o
espirito
do
Apostolado,
e
outras
muitas
orações
in-
dulgenciadas,
etc.;
n’
uma
palavra
parece-
nos,
e com
fundamento que
este
livrinho
é
um
precioso thesouro para
as
almas
de
votas.
Tem
110
paginas.
Seu
modico
preço
é de
60
reis.
Quentão «Io Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
questão
do Orien
te,
são
os
que
seguem:
Constantinopla
26—
Assegura-se
que
no
combate
havido
na
fronteira
da Asia,
per
lo
de
Erdaham,
os
russos foram
obriga
dos
a
bater
em
retirada.
Pariz
26
—
Uma
nota do
principe
do
Montenegro
diz
que
defenderá
o territó
rio
desesperadamenie,
embora
contra
for
ças
superiores.
Espera
que
era
caso de
revés
a
Europa
christão
salvará as mulhe
res
e
creanças
montenegrinas.
Fifilés
26
—
A maior
parte
das
cidades
turcas
na
fronteira
asiatica
renderara-se
sem
combale
ás
tropas
russas.
S.
Petersburgo
26
—As
tropas russas
occupam
Galatz,
Braila
e
Barboche,
na
Valachia
e
a
margem
esquerda
do Da
núbio.
Constantinopla
27—
A
Servia,
respon
dendo
á
Porta,
declarou
que
não
se
op-
porá
pelas
armas
á
passagem
dos
turcos
pelo
lerritorio
do
principado.
O
sultão
assumirá
o
cominando
do
exer
cito.
Abdul-Hamid
declarou
estar
disposto
a
morrer
no
campo
da
batalha.
Londres
27—
A declaração
da
neutra
lidade
da
Inglaterra
vae
ser
publicada
im-
mediatamenie
em
nome
da
rainha.
Bork
disse
na.
camara
dos
deputados
que
nenhum
dos
belligerantes manifestou
intenções
de
bloqueio.
O almirantado
in
formou
que
HoUartoílal
da
marinha
ingleza
ao
ser»iço
da
Turquia
não
pode
continuar,
■endo
oflicial
inglez,
a
tomar
parle
nas
hostilidades.
Constantinopla
27
—
0
primeiro
comba
te
havido
em
Lokhruksom
perto
de Bi-
loum
as
tropas
russas
foram
derrotadas
perdendo
algumas
centenas
de
homens.
O
combate
continúa.
A
esquadra
russa
bombardeou
Tolusclel(?)
Buckarest
27
—
Entraram
na
Roumania
80:000
russos, que
se
concentram
em
Barboche,
parecendo
dirigir-se
sobre
Do-
broudja.
A
tropas
roumanas
evacuarem
Kalafat.
Estão
em Galatz
duas
canhoneiras
inglezas,
afim
de
protegerem
os
seus
nacionaes.
Os
turcos
ainda
não
fizeram
movimento
aggressivo
contra
as
fronteiras
roumanas.
S.
Petersburgo
27
—A
imprensa
russa
diz
que
a Rússia
obterá
a
alforria
para
as
populações
dos
Balkans.
Londres
27
—Na
camara
dos
lords,
Strathedem
perguntou
ao
governo se
ac-
ceita
a
asserção
da
circular
da
Rússia
de que
o
czar
representa
as
intenções
dos
interesses
da
Europa.
Lord
Strathedem
atacou
com
vivacidade
o
procedimento
da
Rússia.
Lord
Derby disse
que
a
julga
inoppor-
tuna
e
que
esta
questão
traria
debates
consideráveis.
O
que póde
aífirmar
é que
a
Inglaterra não
está
de
fórma
alguma
liga
la
pela expressão
d’
aquella
opinião
emil-
tida
pela
Rússia
e que
não
ha
conclusões
nem
argumentos,
contidos pelas
declara
ções
do
exercito
russo.
Na
camara
dos
deputados, Harlinglon
declarou
que
segunda-feira
interpellará
o
governo
sobre
se
a
Inglaterra
tenciona
proclamar
a
sua
neutralidade.
Gladslone
annunciou
que
apresentará
a
proposta
ácerca
da
questão
do Oriente
sobre
a
política
do
governo.
Northecote
disse
que não
ha
motivo
para
suspender
aos
ofiiciaes
estrangeiros
a
permissão
de
visitar
os
estaleiros
do
Estado.
«Campbell»
participou
que
na
segun
da-feira
interpellará
o
governo
ácerca
da
conducta
do
Egyplo.
Da
guerra
na
sua
actual
posição
lhe
resultará
ser
envolvido
na
lucta.
Constantinopla
27—Ainda
não
houve
combate
algum
no
Danúbio.
Na
Azia
pro
ximo
de
Batoum
houve
um
combate
des
favorável
aos
russos.
Os
turcos
bombar
deiam
Potina
na
fronteira
da
Rússia.
Tilles
28
—A
guarda
avançada
do
exer-
to
russo
occupa
uma
posição
no
território
turco.
O
mau
estado
dos
caminhos
atrasam
a
marcha ao
exercito.
Londres
28
—
diz o
«Times»
que
um
decreto
da
Porta
intima
lodos
os
russos
a
sahirem
do
lerritorio
da
Turquia
imme-
diatamente.
Uma
parte
telegráfica
de Lisboa
é
assim
concebida:
Telegramma
particular afiirma
que no
segundo
combate
na Azia
os
russos
foram
batidos,
tendo 2:000
homens
fóra
de
com
bate.
Lêmos
n
’
um
jornal:
Eis
a
disposição
em que
os turcos
aguardam
nas
suas
fortalezas
do
Danúbio
e
da
Asia,
dispostos
a
trocar
a
vida
pela
integridade
do
seu
território,
investida
do
exercito
russo:
Primeiro
corpo
de exercito.
—
Guarda
imperial,
estabelecido
em Schoumla
e
nas
fortalezas
do
Danúbio,
com o
quartel
general
em
Constantinopla
115:000 ho
mens, 4:200
cavallos
e
182
peças
de ar-
tilheria.
Segundo
corpo
de exercito.—Na
Bul
gária,
com
o quartel general
em
Chumla:
92:000
homens,
2:880
cavallos
e 96
peças
de
artilheria.
Terceiro
corpo
de
exercito.—
Acampado
na Albani,
na
Bosnia
e
na
Herzegovina:
95:000
homens,
2:880
cavallos
e
96
peças
de
artilheria.
Quarto
corpo
de
exercito.
—
Na Asia
com
o
quartel
general
em
Erzerum:
70:000
homens,
2:880
cavallos
e
96
peças
de
ar
tilheria.
Quinto
corpo
de
exercito.
—
Também
na
Asia,
quatel
general
era
Damasco:
69:000
homens,
1:870
cavallos
e
94 peças
de
ar-
tilheaia.
Sexto
corpo
de
exercito.
—
Quartel ge
neral
em
Bagdad:
21:000
homens, 1:140
cavallos
e
14
peças.
Sétimo
corpo
de
exercito.
—
Em
Jomem,
na
Arabia:
16:000
homens
e
46
peças
de
artilheria.
Total
do
exercito:
485:700
soldados
de
infanleria,
47:000
de cavallaria,
644
pe
ças
de campanha,
185
de montanha
e
2:933
peças
de artilheria
de
posição
nas
fortalezas.
A’
caridade publica. —
Recommen-
damos
á
caridade
publica
o
desgraçado
Manoel
Antonio
Ferreira,
vendedor
que
foi em Lisboa,
por
espaço
de
17
annos,
de
diversos jornaes
da
capital,
e
agora
morador
nesta
cidade
na
rua
de
S.
João,
n.°
6—A.
E
’
conhecidissimo
pelo
nome
de
Furibundo.
Sahiu
do
Hospital
de
S.
Marcos
onde
esteve
em
tratamento,
e
tem
uma
tisica
de laringe.
Está
absolulamente
desprovido
de
meios
para
se
transportar
para
a
terra
da
sua
naturalidade,
na
distancia
de
30
e
tantas
léguas, e
impossibilitado
de
tra
balhar.
E
’
por este motivo
digno
de
toda
a
commiseração.
A6BMECOKITOS
Joaquim
Antunes
Alves,
Helena
Maria
Alves,
Thereza
de Jesus
<la
Silva
e
Maria
de
Jesus
da Silva,
extremamente reco
nhecidos
para
com
todas as pessoas,
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
ecllesiasti-
cos
como
seculares que
os
cumprimen
taram por
occasião
do
passamento
de sua
muito
presada
irmã,
tia
e
mãe,
Maria
de
Jesus,
moradora
que
foi na
rua
de
S.
Gonçalo,
'servem-se
d
’este
meio,
na
im
possibilidade
de
o
fazerem
pessoalmente
como
desejavam,
para
a
todos
agradece
rem
seus
obséquios
e
serviços,
e
a todos
protestam
seu
reconhecimento. (237)
D.
Luiza
Simões
Villaça,
e
seu
filho
e
cunhados
suramamente
penhorados
pira
com
todas
as pessoas
que
se
dignaram
obsequial-os
por
accasião
da enfermidade
e
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
fi
lha,
irmã
e sobrinha, D.
Maria
Rufina Si
mões
Villaça,
a
todos
protestam
o
seu
profundo reconhecimento
e
eterna
grati
dão.
(228)
Os
abaixo
assignados
filhos,
genros,
e
sobrinhos
do
snr.
Antonio
Ignacio
Mar
ques,
e
da
snr.
a
D.
Anna
Candida
Viei
ra Marques,
julgando impossível
corres
ponderem,
como
deviam
a
tão
distinctos
obséquios
com
qne
foram
penhorados
por
seus bondosos
amigos,
veem
por
este
meio
dar
expansão
ao
seu
indelevel
reconheci
mento
protestando
a
todos a
mais
since
ra
gratidão.
Afaria
José
Vieira
Marques
Amélia Augusta
Vieira Marques
Del/ina
Adelaide
Marques
Gomes
José
Antonio
Vieira
Marques
Antonio
d
’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Antonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães
Manoel
Gomes
da
Silva Mattos
Conego
Manoel
Antonio
da
Costa.
NOTICIA
Estão
tendo no
Porto
uma
grande
acei
tação
uns
cigarros
denominado
Sigaretes-
Americanos,
puro
Havauo
do
fabricante
—
SCANDD,
ORAN
Algerie
Os
vendedores
destes
cigarros
são
os
donos da
tabacaria
:
Freitas
&
Azevedo,
rua
dos
Cbrigos
esquina
da
rua
do
Al
mada
n
0
2—4
Seria
bom
que
algum
dós
estanques
aqui
estabelecidos
os
mandasse
.
vir,
afim
de saborearmos
os
deliciosos
cigarros
tão
faltados.
(238)
VENDA
DE
CASA
Vende-se
uma
morada
de
casas
com
!o
*
s
anJares
e
quintal,
situadas
tia
■«■■Cruz de
Pedra,
com
o n.°
63.
Para
tratar,
dirigir-se
á
rua
Nova
de
Sousa,
n.°
1,
a
Gabriel
José
Vieira
da Silva.
(240)
Annuncio
importante
para
os
4s-
sociados
do
Apostolado.
Acaba
de
sair
á
luz
o
Manual
do
Apos
tolado da Oração e
Liga
do
Sagrado
Cora
ção
de
Jesus.
(Typographia
Editora
do
snr.
Mattos
Moreira).
Este
livrinho
deve
andar
na
mão
de
íq
-
dos
‘os
que
se
prezam
serem
dedicados
ao
Divino
Coração.
Contém
duas parles:
na
í.
a parle
en-
conira-se
tudo
que
é
mister saber
sobre
esta
Liga,
os
Estatutos,
approvados
pela
Santa Sé,
a
organisaçao
adoptada
era
Por-
tugal,
as
obrigações
dos
zeladores e
zela
doras
e
dos
conselhos
centraes,
as
vanta
gens,
e
as
innumeraveis
indulgências
con
cedidas
pelos
Summos
Pontitices,
assim
como
as
explicações
sobre
o
Bozario
vivo,
sobre
a
Communkão
reparadora,
seus
pri
vilégios,
etc.
Na
2.a
parte
acharão
os
Associados
to
das
as
principaes
orações
e
praticas
devo
tas
do
Apostolado, a
saber
:
a
Novena
em
preparação
da Festa
do
Sagrado Coração,
a
Coroinha
que
se
deve
rezar
na
l.
a
sexta
feira
de
cada
mez,
orações
para
ouvir
com
fructo
a
santa
missa,
a
via-sacra,
segun
do
o
espirito
do Apostolado,
e outras
mui
tas
orações
indulgenciadas,
etc., n
’uma pa
lavra,
parece-nos
e
com
fundamento
que
este
livrinbo
é
um
precioso
thesouro
para
as
almas
devotas.
Tem
110
paginas.
Seu
modico
preço é
de
60
rs.
u:
c ó i; s
o
Compra-as
do Theatro de
S.
Geraldo, Antonio Manuel
Ay-
res d’Oliveira,
rua dos Chãos
de Baixo.
(235)
Companhia Carris de
Ferro
de
Braga
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
es-
ta Companhia
a mandarem
fazer
a
entra
da
da
5.
a
e
ultima
prestação
de
15
0[Q
de
suas acções,
até
o
dia
15
de
maio
pro
ximo
futuro.
Em
Braga: Campo
de
SanfAnna
n.°7.
No
Porto:
Em
casa
dos
snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro—S.
João
n.°
68.
Braga,
15
de
abril
de
1877.
O
gerente substituto,
(233;
Manuel
Joaquim
Gomes.
17-RUA
DE
S.
VICENTE-17
J»E3
-4100 JSS.SS- SEniAIWAJES
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
1 1 GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS 11
Para adquirir
as melhores machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmento algum nos preços, ou dez por cento de
abatimento
por prompto
pagamento
aviso
uffomirrn
Casa de commissões, rua do
Príncipe,
128,
Lisboa
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade
um
■grande
e variado sortido
de
objectos
de
metal,
alfenido
ou
cristofle,
para
serviço
de
meza.
Bijouterias
plaqué,
lenços
de se
da,
gravatas
para
senhora
e
homem,
ocu-
los.
lonetas,
binoculos
de
theatro,
campa
nha
e
marinha.
Também
se
fazem
concertos,
ao ramo
pertencente
ao
optico.
Grande
sortimento
de
luvas
de toda
a
qualidade
e
a
prova.
A
todas
as
fazendas
garante-se a
boa
qualidade.
Campo
da
feira
de
S.
Marcos.
(227)
EXSI.VO 6RATIS
EM
CASA
DO COMPRADOR
PEÇAM
ÇATALOGOS
1LLUSTRAD0S
Com listas
de preços e as condiçõos de vendas a prasos
*
IA
SUB-SUCCÍIBSAL
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
ou
NA
SUA
SLCCUKSAL
FORMOSJL-
PORTO
(212)
INJECÇÃO
HYGIENIGA
BAI
j
SAMICO PROPSIXTAXIC
o
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz.
qBf
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualij],
de
de
purgações
tanto
antigas
como
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Vende.
S(
em
Braga
na pharmacia
Alvim,
á
P
Or(j
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Dj,
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porlo
na
phar.
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
143
prox-mo ao
Palacio
de Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—400
rs.
(4149)
CRANDE
DEPOSITO
DE
MACHINAS
DE
COSTUIU
Xo
cumpo de
D. Luiz
I, n.° 1
A.
R. RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de
pagamentos!!
Vendas
em
prestações
de
400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem augmento
algum
nos
preços,
ou
fí
por
cento
de
abatimento
de
prompto
pagamento
Ensino grátis
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para
famílias
cos.
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros. Do se»
estabelecimento
não
sae
machina
nenbu.
ma
sem
que
seja
examinada;
podendoas-
sim
afiançar
ao
respeitável
publico 0
es-
cellenle
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
0
que
acima fica
dito
basta
dizer-se
que
ha
3
annos
tem
depo
sito,
e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma
mi.
china
regeitada,
devido
isto á boa esco
lha
como
póde confirmar
grande
numeri
de famílias
e
industriaes.
No
mesmo
deposito se vendem
algo
dões,
relroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
Machinas
silenciosas.
C0LLEG10
INGLEZ
DO
Sagrado Coração de Maria Virgeu
linnaaculada
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com os
melhores
resultados
nas
moléstias
pulmonares,
tosses antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chroni-
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
risia,
tisica,
catarrho sulfocante.
angina
nervosa,
tosse asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc., etc.
Os efleitos
d’
esle
verda
deiro
especifico
são
seguros e
rápidos,
e
-é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento para
taes
padecimentos.
A
’
venda
em todas
as
pharmacias
e drogarias.
Deposito
principal
em
Braga,
na
phanna-
cia
dos
snrs.
Pipa á lamão,
assim
como,
Xarope
d
’
ostras
e
flôr
da
mocidade pelo
mesmo
auctor
;
e
deposito
geral
na
Phar
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Santo,
29
e
30, Lisboa.
(215)
MUITA
ATTENÇÁO
Deposito
de biscoitos de
Talongo
1
— LARGO DA LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis tanto
peia qualidade
das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
sáo
vendidos:
Biscoito
valunguense,
kilogramroa 280
fosta
doce
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
D
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
X*
190
(2H)
eú
O
-Q
cz?
1
e
VEADA
DE CASAS
te
n.°
85.
Vende-se
2.
na
rua
das Palhotas,
n.
os
90
e
91.
Trata-se
com
José
Luiz
de
Freitas, rua
de S.
Vicen
(222)
ARTE DE TACHYGRA PHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.c
3,
e
no
Porto
<
preço
300
rs.
VENDA
DE CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
;
;
go de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
“
■
—
‘
■
com João Evangelista
de Sousa
Tor
res
e Almeida.
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
ao-
nuir
aos pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra e completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se teem dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a direcção
de
sua
irmã
Miss. The-
resa
Heunessy,
lendo
obtido
para
levantar
0 seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
oex.
“
snr.
Juiz
de
Direito, 0
qual
já
funcciuni
desde
0 dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bei
lo
Cardozo
de
Menezes,
ao Rev.°
João Pe
dro Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Bua
Nova.
(17)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDIC0-CIRURG1'
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sli
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres*
soldado,.
li»
MG3.
DE
SEGtffl
Conselhos Práticos sobre a P®’1
MEIRA COMMUNMî
A
’
venda
na
Livraria
Catholica,
Pot
’
50
rs.
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo S-
8ue
l
uma
morada
de
casas,
sita"
1
rua
(j
0
Anjo n.° 24.
Trata-se
Bí
livraria,
em frente da mesma
casa,
e»*
escriptorio
d’
esta
redacção.
BRAGA,
TYPOGRAPIIIA LUSITANA— 18 7-;_
Parte de Comércio do Minho (O)
