comerciominho_01031877_609.xml
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JWMMUMI WMBM—I1W1— ■
Assigna-se
e
vende-se
no
escriptorio do
®
D
’T0
“
deve
/o«
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
r
3E, para
onde
deve
fí***
diri/zida
toda 8 correspondência
franca
de
p
*
dirigida toua i
corre
p
as
correSponden-
xaaturas
sao
pagas
adiantanas
,
**
'„,,
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ra
áts
de
interesse
particular.
Folha
avulso
lOrs.______
i-u
bs
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.
—
Proctn-
cias,
anno
2&000
rs
e sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre l$050
rs
.=/?razi/,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
Í&500
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10
rs. Para os
assignantes
20
c
/
0
d
’abatimento.
H^MMÍiii
Sr
iBi
i
iím
ii
irMiiwniir
i
iwír
aMTOnBMroirmuãMããíâid^ãgj^ag^O
«Jl
l VS
4-FEIK V 1
HAKÇO
A
h
IrmAi Hospitaleira»
do» Po
bre».
já
completado
a
edade legal
em
Que
0
codigo
civil
as
manda
considerar
sui
ju-
■
ris,
e
que
em taes
circumstancias
não I
podiam
ser
estorvadas
na
sua
viagem pe-
1
los
executores
da
lei,
a
cujo
abrigo
se
mantinham».
Não obstante haver
estas
senhoras
res
pondido
que
acompanhavam
aquella
Irmã,
de
mui
espontânea
vontade,
o snr.
com-
missario
mandou
as
conduzir
para
a
hos
pedaria
de
S.
Sebastião,
onde
ficaram
sob
vigilância
e
guarda
da
policia,
até se
pro
ceder
a averiguações.
Emquanto
á
Irmã,
como
ella
não
qui-
zesse
quebrantar
o
regulamento
interno
da
sua
corporação,
onde,
se
ha
pessoas
de
condição
humilde
lambem
as
ha de
boa
e
alta
nobreza, o qual
regulamento
manda
guardar
silencio
sobre
o
nome
e
natura
lidade. e
como
além
d’
isso
ignorasse
que
estava
na
presença
d’
um
alto
funcciona-
rio
da
policia,
o snr.
commissario
man
dou-a,
segundo
nos consta,
recolher
ao
aljube.
Mas,
ou
porque
este snr. reconsi
derasse,
ou porque
a
sua
ordem
fosse
mal
interprelrada
na
execução,
o
que
é
certo
i
é
que
no
fim
de
ires
horas,
e
já
de
noite,
foi
aquella
senhora
removida
para
uma
hospedaria particular
de
Cima de
Villa,
e
depois
d
’
esta,
sob
fiança,
para
uma
casa
particular.
Logo
que
a
esta cidade
chegou
noti
cia
do
acontecido,
seguiu
para
o
Porto
uma
outra
Irmã acompanhando
a
Supe
riora, que
administra a
casa
do
Asylo
de
S.
José.
Chegada
alli
apresenlou-se
ao
snr.
commissario,
que
a
traclou
com
toda
a
urbanidade e
consideração,
porque,
segundo
alguns
jornaes d
’aquella cidade
referem,
ella
é
senhora
de
tino
tacto
e
educação,
accrescendo
a
estes dotes
a
circumslancia
de
ler
viajado
muito
e
tra-
ctado
com
gente
e auctoridades
nacionaes
e
estrangeiras.
O
snr
commissario
quiz que
a
Irmã
reclusa
satisfizesse
ás
suas
exigências,
declarando
o
nome
de
familia,
o
que
por
ordem
da
Superiora
aquella
cumpriu,
sen
do
immediatamente
posta
em
liberdade.
Igualmente
foram
entregues
as
outras
se
nhoras.
lendo
as
informações
a
que
se
procedeu
certificado
que ellas
são
de maior
idade
e
teem
o consentimento
das
fami
lias
Este
é
o
fado.
a
en
Na
tarde
de terça-feira,
20 do
passado
fevereiro,
deu-se
na
praça
de
D. I
edro
I
da cidade
do
Porto
um
facto
que
não
<
faz
honra
ao
«baluarte
da
liberdade»,
1
porque
elle
significa
um
allentado
contra
I
a
liberdade,
contra
a
hospitalidade
e
con
tra
a
caridade.
'
Os
jornaes
d
’
aquella
cidade e
de
fóra
d’
ella
referiram-no
por vários
modos,
em
harmonia
com as
informações
recebi
das
Não demos
logo
conhecimento
desta
occorrencia
aos
leitores,
porque
quizemos
proceder
ás averiguações
necessaiias, co-
4iio
o
pede o
assumpto.
Historiemos.
A’
1
hora
e 40
minutos
da tarde
do
dia
20 de
fevereiro,
partiu
desta
cidade
para
a
capital,
infelizmenle
com
passagem
pelo
Porto,
uma
Irmã
Hospitaleira
dos
Pobres,
acompanhada
de Ires
camponezas,
todas
maiores
de
21
annos,
seguindo
com
direcção
á
Casa-Mãe,
erecla
no
convento
das Trinas
de
Mocambo
em
Lisboa.
Para
a
carruagem
de
2.
a
classe
onde
eram
transpor
tadas,entrou
lambem
um
titular dacidade
do
Porto,
o
qual
depois
de chegado á estação
do
Pinheiro
as seguiu em
carro
americano
até
á
praça
de
D.
Pedro.
Ahi, por
mo
tivos
sobre
os
quaes
circulam
varias
ver
sões,
algumas
bem
pouco
honrosas,
o
al-
ludido
titular
chamou
um
dos
guardas
civis
e
intimou-lhe a
detenção
d
’aquellas
senhoras,
emquanto
elle
se
dirigia
ao
snr.
commissario
da
policia.
Este
snr.—
escreve
o insuspeito
«Com-
mercio
Portuguez»
—
«impressionado
talvez
pelo
exaggerado
alvoroço
do
participante
a
quem
as
duas
senhoras
se
aíliguraram
por
ventura
viclimas
infelizes
do
abutre
reaccionario,
empolgadas
ao pátrio
po
der,
fez
conduzir
á
sua presença
as
tres
denunciadas,
cujo
romance,
defechando
em
enorme perigo
para
as
liberdades
patrias,
o
illuslre
titular
faniasiára
na
estafada
car
ruagem
do
comboyo,
e
fóra
publicar
em
edição
pouco
correcta
no
commissariado
de
policia.
As
duas
senhoras
portuguezas
declara
ram,
porém,
á
aucloridade
que
haviam
ex.
a
é,
como
cremos,
cavalheiro
de
brios,
por
certo
que
sentirá
remorsos
do
triste
papel
que lhe
coube
nesta
occorrencia.
Se tal
modo
de
proceder
começa
a
ser
lido como
norma
reguladora
para
as
nossas
authoridades,
aonde
irá
parar
a
sociedade portugueza?
Como
este
desastrado romance
passa
á
historia,
vamos
agora
tentar esclarecer
o
pub'ico,
e
especialmente
o
illustrado
jomalismo portuense
—
aquelle que
ainda
o
ignore
—sobre
o
que
são
as
Irmãs
Hos
pitaleiras
dos
Pobres.
Todos
sabem
que
com
a
extineção
dos
frades,
toi
também
votada a
extine
ção
das
freiras.
ainda
que
por
modo
me
nos
summario;
pois
outra
coisa não
si
gnifica a
prohibição
da
entrãda e pro
fissão.
Por
então
ouvíamos
dizer:
—
«De
que
servem
as
freiras? São
arvores
parasitas
que
nunca
podem
produzir
fructos
de
be
neficência.
Se
ellas
fossem
como
existem
no
estrageiro,
onde,
especialmente
em
França,
ha
muitas
congregações
para a
educação
da mocidade e para soccorrer
a
pobresa; onde
a
Irmã da
Caridade
as
siste
nos hospitaes,
nas
casas
particulares,
e
nas
ambulancias...
Venham as Irmãs
da Caridade para
substituir
as
freiras».
A respeito
d’
eslas
disia-se:
—«Andam
pelas
ruas;
não
fazem
votos
solemues;
po
dem
violar
as
promessas
de
união
e
obe
diência,
virem
para o
século
e
casarem».
Vieram
as
Irmãs
da
Caridade
para
Lis
boa
e
para
o
Porto,
nesta
ultima
cidade
para
o
hospital
da Ordem
Terceira
de
S.
Francisco, o
que
foi
promovido
pelo
snr.
José
Gaspar
da Graça.
Aquelles
mesmos,
porém,
que,
para
lançar
poeira
aos
olhoà
do
povo,
folga
vam
com
a
vinda
das
Irmãs
de
Caridade,
que
lhes
traziam
ensejo
a
apoderarem-se
(los
bens
das
freiras.
logo
que
ellas
vie
ram
reuniram-se
em conciliábulo
nos
antros
maçónicos
e
ahi
planearam
a
sua
expulsão,
não
por
ellas,
mas
porque
re-
ceiavam
que
o
povo,
conhecendo
pralica-
mente
os
benefícios
por
ellas
prestados,
se
lhes
aftViçoasse.—
tTolle,
tolle, crucifige,
bradaram:
nós
não queremos
Irmãs
da
Caridade francczas,
queremol-as portugue-
zas».
E assim
foram
obrigadas
a
voltar
pelo
da
humanidade.
o
que
nós
não
podemos
compre-
é
como
—no
anno
da graça
de
no
centro
da cidade-baluarte,
nas barbas d’
aquelle que
ha
51
Não
tractaremos agora
de
aquilatar
o
serviço
que
o
litular-policia
acaba
de
prestar
á
liberdade
Esta tarefa
deixa-
mol
a
aos
jornaes
do
Porto,
alguns
dos
quaes
parecem attribuir a
denuncia
a
um
movei
que
não
queremos
acreditar.
Como
era
d
’
esperar.
alguns
dos
nos
sos
dignos
collegas
da
cidade
«invicta»
não
poderam
comsigo
que
não
arruinas
sem
os
pulmões
e
os
prelos,
berrando
ás
armas
em
pro da liberdade
peiiclitante.
E era
indispensável
o
espalhalato.
Em
frente
do
dador
da
carta
apresentára-se
o
exicio
personificado
numa
heroina
(Ir
mã hospitaleira),
com
um
arsenal
de
oi
tenta
bombardas
(as
contas
do rosário) e
uma
morraca
(o seu
cordão);
alem
disso
ladeavam-na
mais
Ires
heroinas,
dos
pés
até
aos
dentes
armadas...
com
muito
bons
desejos
de
fugir
ás
ciladas
do
mundo
e
entregar-se
a
uma
vida
toda
de sacrifício,
em
bem
Ora
hender
1877 e
mesmo
.
annos
nos
dizia:
«a
lei
é
igual
para
todos;
ninguém
pode
ser
preso
sem
culpa
forma
da;
a pessoa
da
cidadão
é
inviolável;
aca
bou
o
depolismo»,
etc.
etc.
—
não
pode
mos
comprehender,
repetimos,
como
se
prendam
assim
despoticamente
quatro
se
nhoras
indefezas;
só
porque
um
indivíduo
diz:
vês
aquella
que
alem
vae
vestida
de
preto,
e
que
tem
o
atrevimento
de
pisar
.
este
sagrado
recinto
da
liberdade?
é
uma
i
lazarista,
uma
reaccionaria,
mulher
que
ainda
tem
crenças
e
virtudes
neste
excel-
lentissimo
tempo:
aquellas
raparigas que
ella
conduz
vão
ser
atiradas
ás
fauces
do
abutre,
—
que
outra coisa não
é
o in
stituto
para
onde
as arrastam. Arranja,
pois,
uma
quasquer Moranga
que
a
reco
lha,
e
será
mais uma».
Custa
a
crer que haja
empregados,
a
quem
nós
pagamos
para
nossa
segurança
individual,
que
se
prestem,
nas
circumstan
cias
indicadas,
a
conduzir
presas
quatro
senhoras, expondo-as aos
apupos
da
gen
talha,
sempre
avida
de
éscandalos
Não
menos
incrível
é
o
procedimento
do
snr.
commissario,
não
só
approvando
esta
cri
minosa
exorbitância
dos
seus
subalternos,
mas
ainda
pelo
zêlo
demasiado
qne
pos-
teriormenle
mostrou
pela
liberdade.
Se
s.
an
leu
tó
a?
:in
sol
an
’/!(■
Uf
riu
mi
■st
)Dt
Ifr
Pfr
di
)
te
homem
é um
maldito impertinente...
—
Melhor.
—Requesta-me... diz-me
loucuras.
—
Óptimo.
—
Eu
o
aborreço.
—
Por
isso
mesmo.
—
Que
queres
pois?...
—Rir-me.
—
Então
entendes
que
devo...
—
Zombar
d’
elle.
—
Como?..
—
Como te
parecer.
—
Mas
eu
não
sei
tingir.
__
Pois
desengana-o;
isso
também
me
diverte
: ainda
não
vi
como
íica
o
rosto
de
um desenganado.
—
Tu
és
louca
—
Vamos
!
—
D.
Mariquinhas
hei
de
arrepender-me
d
’
esle
passo.
—
Ao
contrario, prevejo
que
terás
de
agradecer-m
’o
:
vamos
! não te
lembras
que
o'
snr.
Salustiano
nos
espera?...
Mariquinhas
tomou
a mão da Bella
Orfã e
levou-a
quasi
á
força
para
o
andar
inferior.
Quando
as
moças
acabavam
de
descer
a
escada,
correu-se a
cortina
que
tapava
a
porlmha
do
fundo,
por
onde
se
com-
municavam
as
camaras
de Marianna
e
de
Celina.
Cm homem aproximou
se
com
precau
16
FOLHETIM
M. J. H. WE MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
VII
Confissão de amor.
Appareceu uma
escrava
á
porta
do
quarto.
—
O que
é
?...—
perguntou
Celina.
— O
snr.
Salustiano;
respondeu
a
es
crava.
a
.
,
__
Dize-lhe
que
meu
avô
e
minha
lia
sairam
;
respondeu
a
Bella
Orfã.
—
Mas
qne
nós
descemos
já
para rece-
bel-o;
accrescentou
Mariquinhas.
—
Não
I
—
Sim!
vae:
dize-lhe
que
o vamos
ja
receber.
A
escrava
desceu.
—
Que
queres
fazer,
D.
Mariquinhas?..
—
Conversar,
divertir-me.
__
Oh 1
porém tu
me
compromettes
;
es
Mariquinhas
completava
o
grupo:
no
meio
dos
dous
desapontados
apparecia
ri
sonho, bello e
malicioso
o
rosto da
in
teressante
moça:
seus olhos vivos e
tra
vessos
confundiam
reahnenle
Salustiano,
que,
apesar
seu,
não tinha
sarcasmos
pa
ra
suas
palavras
nem
para
seus
sorrisos.
—Sinto
havel-a
incommodado...
linha
dito
Salustiano
muito
desenxavidamente.
—
Oh!
Não,
não
nos
incommodou
;
respondeu
Mariquinhas
;
deu
nos
ao
con
trario
muito
prazer.
—
Seria
isso
possível?...
perguntou
o
moço, fitando
os olhos
em
Celina.
—Pois
ainda
duvida?.
.
tornou
a
pri
meira.
—
Perdão,
minha
senhora
;
mas
_
dero
tão
subida
essa
fe
icidade
que,jwmto
me
custa acreditar
n
’ella.
—
Ora
esta
I...
eu
achava
a
cousa
mui
to
simples!
—
Talvez
para
v.
ex.
a
-Digo mesmo que
a
sua
visita
foi
um
verdadeiro
obséquio
que
v.
s.
a
nos
f< z.
__
jj
ies
V.
ex.
a
falia
em
nome,
de
mais alguém.?.,
perguntou
sorrindo-se
o
moço-
./Certamente
:
failo lambem em
nome
J^zminha
amiga.
/
Celina
apertou
com força
a
mão
de
Mariquinhas.
i
_
Ai!.,
não
me
apertes
a
mao. JJ.
Ge-
lina!!..
ção
e
cuidado
da
meza, junto
da qual
tinham
as
moças
conversado.
A
gaveta
d
’
essa
meza
eslava
fechada,
mas Celina
havia-se
esquecido
de
tirar a
chave.
O
homem
abriu
a
gavêta,
tirou
d
’ella
os
papeis
que
continham
—a historia
do
amor
da
Bella
Oríã,
—
e
saiu
com
tanto
cuidado
e
precaução
como
enlrára.
Esse homem era
o
velho
Rodrigues.
VIII
Ellas e
elle.
Entraram
as
duas moças
na
sala,
e
Saluslianno,
que
se
tinha
recostado
a uma
anella,
voltou-se
para
recebel-as.
Senlaram-se todos
tres.
Era
bem
de
estudar-se
a
expressão
fi
sionómica de
cada
uma
d
’
aquellas tres
per
sonagens.
Celina,
que
havia
sido
trazida
quasi
a
força
para
a
sala,
mostrava-se
contrafeita
e acanhada
:
sentou-se
bem
unida
a
Ma
riquinhas, cuja
mão
apertava, como
pro
curando
uma
defeza.
Salustiano
esforçava-se
para
ostenten-
tar
a impossibilidade
de
que se jactava
;
mas
nao
podia
esconder
de
todo
á
com-
moção
que senti>
na
presença
da moç^
que
amava.;
e
o
quanto
<>
contrai
iavacma
terceira
pessoa,
que
elle
não
quejáá
en
contrar
alli
líaquella
occasião./
legado
ou
herança, deve
a
Congregação
■
acceitar
qualquer
d
’
esses
benefícios
a
favor
do
inventario,
não
ficando
a
Congregação
obrigada
a
encargos
além das
forças
da
,
herança
ou
legado.
i
Oh
quanto
não
é
belia
esta
grande
obra
.
da
Caridade!
Está
um
pobre
doente
a
:
morrer
e
desamparado; não
tem
quem
o
soccorra,
e
allivie
as suas
dôres;
quem
lhe
dirija
palavras
de
consolação
e conforto,
tão
necessário
para
este
infeliz.
Uma ou
tra
pessoa
em
cujo
coração
faz
ecco
a
voz
deste
desgraçado,
quer
ir
soccorrel-o,
enxugar-lhe
as lagrimas,
levar-lhe
a con
solação
e
o
conforto; não
tem
animo
nem
geito
para
isso,
ou os
seus
afazeres lh
’
o
prohibem.
Mas
tem
um
meio:
chama
uma
Irmã
Hospitaleira,
dá-lhe
uma
esmola,
diz-lhe
que
vá
por
sua
tenção
soccorrer
aquelle
desventurado,
valer-lhe, se
póde, á
sua existência,
e,
quando
assim
o
não
possa,
valer-lhe
á
alma,
assistir-lhe
nos
ullnnos
momentos.
A
Irmã
corre,
vôa,
acode
ao enfermo,
recebe
d
’
elle
os
mias
mas e
não
raras
vezes
os
sarcasmos:
—
tudo
soflre
pelo
amor
de
Deus,
e
com
os
olhos
no
céo
volta
contente
da sua
obra.
Isto
que
dizemos
não
é
mera
ficção
poética;
já
fomos
testimunhas
occulares
destes
rasgos
de
abnegação.
Agora,
portuenses, especialmente nos
sos
collegas
no
jornalismo,
se
d
’entre
vós
ha
um
só
tão
desnaturado,
tão
barbaro
e
tão
cruel
que
não
tenha
alma
de
dar
uma
esmolla
a
um
desgraçado,
ou
áquel-
les
que
o
vão
soccorrer;
que
não
goste
das instituições
de
caridade,
porque
lhe
cheira
acarolice;
que
esse
ao
menos
deixe
que
os
outros
pratiquem
o
bem;
que
esse"
deixe
de incitar
as
turbas
contra
essas
instituições
d
’
onde
lhe
não
resulta
mal
algum.
Não receieis
que
a
liberdade
e
as
in
stituições
vigentes periguem,
porque
uma
fraca
mulher
atravessa
a
rua
levando
soc
corros
a
um
enfermo
que
lucla
com
a
miséria, com
o
abandono
e
com
a
morte
!
A
bênção
do
Senhor
tem
feito
em
menos
de
tres
annos
prosperar
prodigiosa
mente
esta
santa
obra, como
com
salis-
àção
passamos
a
mostrar
pela
seguinte
indicação
das
casas
onde
se
acham
esta
belecidas
as
Irmãs
Hospitaleiras:
Lisboa
—Convento
das
Trinas
do
Mo
cambo,
Casa-Mãe
e
Collegio
—
S.
Patrício,
hospício
das
Irmãs
enfermeiras
—
Créche
de
Santa
Maria.
Belem
—Hospício das
Irmãs
enfermei
ras.
Bemfica
—
Collegio
de
educação
de
crean
ças
e
hospício
de
Irmãs
enfermeiras.
Campo
Grande
—Créche
de S.
João
Bap-
tista.
Varatojo
—
Collegio
de
educação
de
creanças
e
hospício
de
Irmãs
enfermei
ras.
Benedicta
—
Collegio
de
educação
de
creanças
e
hospício
de
Irmãs
enfermei
ras.
Penafiel
—
Hospital
da Misericórdia.
Guimarães—Hospital
da
Misericórdia
e
Asilo
dinvalidos.
mesmo
caminho
por
onde
tinham
vindo.
Se
alguma
senhora
portugueza
quer
seguir
aquelle
pio
instituto
tem
de
sair
para
o
estrangeiro; porque
neste
paiz,
onde
a
liberdade
se
bebe
com
os
ventos,
póde
associar-se
para
tudo,
menos
para
fazer bem.
Ultimamente
algumas
senhoras
portu-
guezas,
benemerilas
do
Christianismo
e
dignas
do
nome
portuguez, procuraram
realisar
um
nobilíssimo pensamento,
e
para
isso
organisaratn uns
estatutos
que
obtiveram
o
seguinte
Alvará
d
’approvação
:
O
secretario
geral,
servindo
de
governador
civil
do
districto
de
Lisboa,
etc.
Faço
saber
aos
que
este
meu
Alvará
virem,
que
tendo-me
sido
presente
o
pro-
jecto
de
estatutos
porque
pretende re
ger-se
a
associação
de
beneficencia,
de
nominada
«Irmãs
hospitaleiras dos pobres
pelo
amor
de
l)eus>,
estabelecida n
esta
capital
;
conformando-me cora
o parecer
do
conselho
de
districto;
e
usando
da
fa
culdade
que
me
confere
o
decreto
de
22
de
outubro
de
1868,
approvo
os
referidos
estatutos
que
conteem
nos
quarenta arti
gos,
escriptos
em
seis
meias
folhas,
com
petentemente
selladas,
e
autlienticadas
com
a
rubrica
do
chefe
da
repartição
central,
servindo
de
secretario
geral
d
’
este
governo
civil,
e
fazem
parte
do
presente
Alvará,
cora
a
expressa
clausula
de
que
esta cor
poração
fica
sujeita
nos
termos
do
direi
to
á
íiscalisação
administrativa,
e
de
que
lhe
será retirada
esta
approvaçào,
logo
que
se
desvie
dos
fins
para
que
se
con-
stilue,
ou
não
cumpra
rigorosamente os
deveres,
que
lhe
são
impostos pelos
seus
estatutos.
Não
pagou
imposto
de
sello,
nem
di
reitos
de mercê,
e
emolumentos
das
secre
tarias
d
’
estado,
por
não
os
dever.
Dado
e
passado
no
governo
civil
de
Lisboa,
aos 22
de
maio
de 1874.
Servindo
de
governador
civil
e
secre
tario
geral.
—
Henrique
da
Gama
Barros.
A
approvaçào d’estes estatutos
é
garan
tia
legal
da
Associação das Irmãs
Hos
pitaleiras
dos Pobres.
Por elle se
regem,
e
conformemente
com
elle
pódetn viver
em
toda
a
parte onde
lhes
aprouver,
e
em
hospícios
íiliaes
da
Casa-Mãe;
se
quize-
rem
estabelecer
casas
separadas,
de
certo
procurarão
obter
a
approvaçào
competente.
Transcrevamos
alguns
artigos
d
’
estes
es
tatutos
:
Art.
1.°
A Congregação das «Irmãs
Hospitaleiras
dos
pobres
pelo
amor
de
Deus»,
tem
por
fim
praticar
as
obras
de
caridade
seguintes:
1.
°
Tratar
dos
enfermos
pobres
e
não
pobres
tantos
nos
hospitaes
como
em
suas
casas
;
2.
°
Ensinar
creanças
pobres
e
pensio
nistas
;
3.
°
Prestar
todos
os serviços
nas
cré-
'
ches
legalmente
estabelecidas.
i
Art.
2.°
O
serviço
das
Irmãs
Hospita
leiras
é
feito
peio
amor
de Deus;
e
se
alguém
as
quizer
gratificar
com
esmola,
.
I Braga
—
Hospital
de
S.
Marcos
—
Hospi
tal
de
Santa Cruz
—Asilo
de
inválidos
de
S. José
—
Collegio
de
Santa
Margarida,
casa
de
educação
para
meninas
pobres,
sendo
o seu n.°
cerca
de
30,
e
hospício
de
Irmãs enfermeiras.
Barcellos
—
Hospital
da
Misericórdia.
Estão pedidas
e promettidas
mais
Irmãs
para
o
districto
de
Vianna
e
para
o
Al
garve.
E
’
uma
vergonha para
a cidade
do
Porto,
onde
ha
tanto esplendor
e /ilan-
Iropia,
que
não
só não
possua
uma
casa
de
Irmãs Hospitaleiras, propriamente
di
etas, mas
que
no seu
seio
se
prendam
e
apupem
aquellas
que
são
forçadas
a
passar
por
ella.
Oxalá
que
em
breve
veja
mos concluída
a
ponte
para
o
caminho
de
ferro,
alim
de
que
estas
dignas
se
nhoras,
quando
tenham
de
seguir
viagem
para
o
norte,
ou
vice-versa.
não
se
vejam
na
necessidade
de
se
exporem
a scenas
como1
a
que
acima
referimos.
Vejamos
agora
o
que
dizem
os
esta
tutos ácerca
das
admissões:
Art
8.°
N’esta
Congregação pódem
ser
admitlidas
todas
as
pessoas
do
sexo
fe
minino
de
quinze
até
trinta
e
cinco
an
nos,
e
que
sejam
saudaveis,
visto
que
a
vida a
que
se
dedicam
é de
muito traba
lho.
Art.
9.°
A admissão
das
menores
deve
ser
precedida
de
licença
de
seus
paes
ou
tutores;
e
ás
mulheres
casadas
será
exigi
da
auctorisação
escripta
de
seus
maridos.
Art.
10.°
As
Irmãs
Hospitaleiras,
tres
mezes depois
da
sua
admissão
devem usar
do
vestuário
proprio
da
Congregação,
em-
quanto a
ella
quizerem
pertencer,
sendo
:
—
vestido
prelo,
toucado
branco,
e manti
lha
preta.
Como
se
vê
do
artigo
9.°
está pro
videnciado
o
caso
de
admissão
das
me
nores
e
das
casadas,
que só
serão
acceiles
com
a licença
e
auctorisação
respectivas.
Abramos
um
parenlhesis:
Entendemos
que
nem
os
chefes
de
po
licia,
nem
os
administradores,
leem direito
de
impedir
o
livre
transito
de
qualquer,
quando
não
esteja
indiciado
n’algum
cri
me.
Se
isto é
uma
verdade,
é
certo
que
o
snr.
commissario
da
policia
do
Porto
procedeu
muito
impensadamente,
e
muito
illegalmenle
No tocante
á
verificação
da
edade legal,
também
nos
parece
que
aquel
le
snr.
exorbitou,
porque
essa
verificação
deve
ser
feita onde
existir
a
Casa-Mae,
—
em
Lisboa.
Alliéque
a
authoridade,
re
querida
competentemente,
e
nunca
por
denuncia
de
terceiro,
tem
a deferir
a
re
clamação,
e
proceder ás
averiguações
pre
cisas.
Continuemos.
Mui
de
proposito sublinhamos
as
pa
lavras
«em
quanto
a ella quiserem
perten
cer»,
das
quaes
se
vê que
a
entrada
e
permanência
na associação é
volunlaria,
que
uão se
ligam
a
voto,
que
podem
ser
despedidas
ou
ellas mesmas
sairem
quan
do
lhes
aprouver,
que
podem
casar,
etc.
O
instituto
religioso que
adoptaram
é
o
dos
Terceiros
franciscanos, motivo porque
usam
de
cordão,
—
instituto
ao
qual
podem
pertencer
senhoras
solteiras,
casadas,
ou
viuvas,
tanto
em
congregação
como
isola-
damente.
Transcrevamos
os
artigos
29.°
e
30.°;
Art.
29.®
As
mestras
de
educação
de-
vem
ter
as
habilitações
exigidas
pelas
leis,
e
ensinarão pelos
melhodos
e livros
man-
dados
adoptar
pelo
governo.
Art.
3Õ.®
As
Irmãs
que
forem
nomea
das
para
mestras das
Irmãs
novas,
devem
ser
ornadas
de
muita
mansidão,
zêlo
e
conhecimento
bem
sabido
da
vida
interna
e
externa
d
’
uma
verdadeira
hospitaleira,
alim
de
que
possa formar
o
melhor
pos
sível os corações
de
suas
discipulas
para
uma
vida
de
tanta
abnegação,
incommo-
do
e
solTrimento,
mostrando
bem
ás suas
discipulas
quanto
importa
em
primeiro
lo
gar
ter
uma
verdadeira
caridade
e
obe
diência,
afim
de
caminharem
cheias
de
santa
alegria
a
tratar
dos
doentes,
sejam
as
enfermidades
quaes
forem,
contagiosas
e
não
contagiosas
;
e
mesmo
para
a
guer-
ra
se
esta
desgraça
se
der
em
seus
dias;
fallando-lhes
com
franqueza,
para
que
já-
mais
possam
allegar
que
as
enganaram.
Por
estes
artigos
se
vê
que
a educa
ção
litteraria
é
a
alli
dada
pelos
compên
dios
mandados
adoptar
pelo
governo; e
que
as
mestras
devem
declarar
franca
mente
ás novas associadas
quaes
os
ri-
gorosos
deveres
que se
impõem, entrando
para esta
associação.
Vê-se,
do
que
deixamos
exposto,
que
as
Irmãs Hospitaleiras
são
as inimigas
perigosissimas
da
liberdade.
Pois
não
são,
luctadores
?
Terminamos,
por
hoje.
GiZETILHi
I.ntiNperenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
do
Collegio
das
Ursulinas.
Homem «leNappareeid«».
—
Em
a
noite
de
24
para
25
de
fevereiro
passa
do
desappareceu
de
sua
casa
de
Tadim
e
Fradellos,
(onde
ha
uma estação
do
ca-
minho
de
ferro)
n
’
este concelho
de
Braga,
o
lavrador
Gaspar
da Costa,
solteiro,
dt
50
e
tantos
annos—
altura
regular,
um
tao
to corcovado,
tendo
no
rosto
sulcos
o
bexigas.
Presume-se
que
deu
este
passo
em
virtude
de
alienação
mental
;
poisque
nem
dinheiro
nem
roupa
levou.
Pedimos
aos nossos collegas
que, por
caridade,
dêem
esta
noticia;
e
ás
aucto-
ridades,
que
tiverem
conhecimento
do
lo-
gar
onde exista
o
pobre
homem,
que
o
façam
transportar
para a referida fregue
zia,
pois a
familia do
mesmo
pagará
as
despezas.
No
caso
de
não
poder
ser
transporta
do,
pede-se o favor
de
assim
o
fazerem
constar
ao
snr.
administrador
do
conce
lho de
Braga,
ou
ao revd.0
abbade
da
freguezia
de
Tadim,
para
se
darem
as
providencias
necessárias.
Circo
equestre.—
No
proximo do
mingo
faz
o
seu beneficio, no circo
eques-
—
Ora,
D.
Mariquinhas,
você
está
sem
pre brincando!
—
Mas, como
eu
dizia,
v.
s.
a
nos
fez
um
verdadeiro
obséquio
apparecendo
aqui.
—
Bem...
supponhamos
que
v.
ex.
a
não
está
apenas
dizendo
palavras
muito
lison-
geiras;
supponhamos que
eu
tenho
a
vai
dade
de
acreditar
que
fiz
um
verdadeiro
obséquio
a
vv.
ex.
as
apparecendo aqui
;
devo
porventura
concluir
que
eu
era
es
perado
e desejado?..
Mariquinhas
pensou
um
momento
: sor
riu-lhe
a
malícia
nos
lábios
e
depois
res
pondeu:
—
Esta
D. Celina
compromette
as
ami-
terrix
£lxnzMU«rF-tf~cãim\dé
conservar-
^^•e^TJmsilencio
um
dia
inteiro!
lenha
v.
ex.
a
a
bondade
de
respon
der
por
ella.
—
Pois
Jjem:
digo que não
era
posi-
tivamenle
v.
V
nuem desejávamos
vêr.
—
Eis
ahi
o
<p\e
eu
não
comprehendo.
Queríamos
a
pt^mnça
de
um
de
cer
tos
cavalheiros,
e
v.
sX^erve-nos
a
mil
maravilhas.
'
—
Posso
saber
para
quê?.?7\
—Para
um
estudo
particular^
—
Oral...
eis
me
comprehen lendo ajn-
da
menos
do
que
ainda
ha
pouco.
—
Trata-se
de
um
segredo
de moças.
—Bem...
não
perguntarei
mais
nada.
—Oh
!
pelo
contrario,
pergunte
;
eu
sou
como
as
outras;
quando
tenho
um
segredo
sou
louca
por
contal-o
a
lodos
;
na
alma
de
nós
outras,
um
pensamento,
que
se
não
deve
revelar
não
é
um
se
gredo
;
é
um martírio.
—
Então,
o
que é
segredo?
—
Para
as
moças?...
—
Sim;-
minha
senhora,
o
que
é
um
segredo
para
as moças?...
—E
’
uma coisa
que
se
diz
baixinho
aos
ouvidos de
quasi
todos.
—
Pois
n
’
esse caso,
minha senhora,
pesso
a
v
ex
a
que,
se
me julgar
digno
d
’
isso,
me diga
o
seu
segredo,
ainda
que
seja
baixinho.
—Oh!
este
póde
se
contar em
voz
alta.
—
Se
portanto
me
soppõe
digno...
—
Sem
duvida
que
o
julgo;
até
v.
s.
a
nos
ha
de
servir
de muito.
—
Estou
á
espera, minha
senhora.
—Trata-se
de
um
romance...
—
De
um
romance?!!!
—
Sim,
de um
romance,
que
D.
Celi
na
e
eu
estamos
compondo.
—Parabéns,
minhas
senhoras;
mas
eu
não
sei.
.
vv.
ex.
as
querem
porventura
um
terceiro collaborador
?...
—
Qual?...
—
Eu.
V.
ex.
a
tinha
fallado
em
mim.
—
Deus nos
livre:
perderíamos
a
gloria
de
aucloras.
—
Povque
?
—
Os
senhores homens
custam
muito
a
julgar-nos
capazes
de
escrever; e
por
tanto
era
v.
s.a
quem
ganharia
todas
as
honras
da obra.
—
Mas
esse
romance...
—
E' uma
historia
de todos
os
dias
e
de
todos
os
salões.
—Já
está
completo?...
—
A
invenção
completamos
hoje
;
mas
a
execução
nos
está
dando
muito
que
fa-
zer
*
—
O
que
falta
?
—
Quasi
tudo;
atrapalha-nos
grande
mente
uma das
principaes
personagens.
—
Porque
?
—
Pela
diíliculdade
de
descrevel-a
;
mas
v.
s.
a
chegou
muito
a
tempo.
—
E
então?
—Então
é
que
enquanto
nós conver
samos
D. Celina
vae
tomando
nota.
—N
’
esse
caso,
eu...
—
V.
s.
a ou
outro
qualquer... v.
s.
a é
como
quasi lodos...
—
Obrigado,
minha
senhora.
—
Cortou-me
a palavra,
não
tem
que
agradecer-me
;
pois
não
sabe
o que
eu
ia
dizer.
—
Adivinhei.
—Dou-lhe
parabéns;
veja
se
adivinha
também
o
nosSo romance.
—
Não
chego
a
tanto, minha
senhora.
—
Quer
que
,lhe
tracemos
o
esqueleto
da
nossa
obra?...
—
Terei
muito
prazer em
ouvir
a
v.
ex.1
—
Não poderá
fazer
uma
justa
ideia
do
que
será,
pela
falta
dos
episodios
e
dos
diálogos.
—
Oh!
mas
eu
comprehendo,
o
qw
poderá
fazer
uma
penna
manejada
por
quem
deve
á
natureza
tanto
espirito
como
v.
ex.1
—
Agradecidada.
—
Creia v.
ex.
a
que
faz
um
relevante
serviço
a
tão
atrazada
litteratura do
pait-
—
Muito
agradecida:
respondeu
Mari
quinhas
rindo-se,
e
sem
dar
mostras
dt
doer-se
da
ironia
com que Salustiano
ten
tava
feril-a.
—
Era uma
necessidade
que
desde
mui
to
palpitava,
tornou
Salustiano;
o
ceode
via
ao
Brasil
uma
Stael,
uma
Georgt
Sand.
-
.
—
Mil
vezes
agradecida
;
mas
então
’
■
s.a não
quer
ouvir
o
nosso
romance?
—
Estou
prompto
minha
senhora.
—
Trata-se
de
amor.
—
Eu
o
previa.
—
E
’uma
joven
senhora
de
cabellos
cas
tanhos
quasi
prelos,
olhos
de
safira,
1*
bios de
coral, rosto
pallido,
emlim u®1
joven
senhora
belia
e
muito
parecida
co®
D.
Celina...
—
D.
Mariquinhas,
basta
!...
Issoéqt®
5
demais!
—disse
a
Belia
Orfã.
ÇCoali»
nal
ire
na
cerca
dos Congregados
o
direclor
da companhia
ahi
tem
íunccionado,
Antonio
Leandro.
O
beneficiado
offerece
aos
concorren
tes
tres
prémios,
a
que
lhes
dará
direito
o
simples
bilhete
de
admissão.
Fatiieciniento.
—
Deu-se
honlera
á
sepultura
o
cadaver
do
snr.
tenente co
ronel
A.
A.
de
Sousa.
O
finado
teve
as
honras
militares
do
eçtylo.
O
<c-45
Jjutíio
d’um tyjioijraf»
—
Eis
um calculo
curioso
e
interessante:
um
bom
typografo póde compor
por
dia
24:000
leltras.
A
distancia
que
percorre
com
a mão, é.
termo
medio.
de
um pe
por
lettra
para
a
tirar da
caixa
e
outro
para
a
collocar
no
componedor.
A
dis
tancia
percorrida,
pois,
pelo
typografo
é
de 48:000
pés
por
dia,
ou
10
kilome-
tros,
e
em todo
o
anno,
exceptuando os
domingos,
faz
5:000
kilometros
ou
1:000
léguas.
Poníe.
—
Foi
approvado
o
projecto
definitivo
da
nova
ponte
sobre
o
rio
Vez,
em
frente
da
villa
dos
Arcos
de
Vai
de
Vez,
pertencente
á
estrada
real
dos
Ar
cos
’
a
Monsão.
Esta
ponte
terá
quatro
arcos
de
volta
abatida,
de
II
melros
de
vão
cada
arco,
e
6
in,
60
de
largura
entre
as
testas.
Testanieiito.
—
Está
aberto
no
juizo
da
Bahia o
testamento
feito
pelo nego
ciante
portuguez.
alli
fallecido,
Antonio
Vieira
Pontes
natural
de
Celleirós,
Bra
ga.
A
berança
é de
600:000^000
réis.
Expedição.—
Os
jornaes
inglezes
an-
nunciatn
que
o
governo
da
índia
projecta
organisar,
com
o
consentimento
das
au-
cloridades
chinezas,
uma expedição
que
seria
encarregada
de estudar a
estrada,
por
terra,
de
Pekin
a
Lhassa,
no
intuito
de
abrir
uma
grande
via
commercial
entre
a
China
e
o
Indostão.
CanitAo.—
O
governo
inglez
mandou
construir
um
canhão
muito
maior
que
os
que
já
possue.
O
peso
da
nova
peça
não
será
infe
rior
a
200
tonelladas,
e
poderá
perfurar
a 1:000
metros
de
distancia uma
chapa
de
ferro
de
0'92
metros de grossura.
Para
obter
um
resultado
tão
surpre-
hente,
deve
pesar
o
projeclil
pelo
menos
tonellada
e
meia
e
ser
arremessado
por
uma carga
de
30
J
a
400
libras de
pol-
vora.
Gastará
dois
annos
a
sua
construcção
e será
do
systema
chamado
Fraser,
ado-
ptado
exclusivamente pelo
governo
in
glez.
Consiste
em enrolar
em
redor
de
uma
alma
d
’
aço
vários
cilindros
de
ferro
for
jado,
de
modo
que
a
peça
fica
formada
de
oito
ou
dez
peças
ligadas
de
tal
ma
neira,
que
podem
solfrer
muitos
disparos
sem
rebentar.
•
Depois
de gasta
a
alma d
’aço,
póde
tirar-se-lhe
e
substituil-a
por
outra
d
’
um
custo
relalivamente
menor.
Esquadirt»
IsolJaMtleza.
—
A
esqua
dra
hollandeza
compõe-se
dos seguintes
barcos:
Navios
a
vapor:
4
fragatas
de
helice,
com
71
canhões;
2
couraçados
de
torres,
com
12
canhões;
4
couraçados
com
16
canhões;
12
monitores,
com
24
canhões; 17
canhoneiras,
com
18
canhões;
1
corveta
de
transporte;
11
corvetas
e
23
galeotas
a
helice,
com
189
canhões;
e
13 vapores
de
rodas
com
54.
Navios
de
vêla
tem:
1
bateria
fluctuante,
2
fragatas,
1 nau,
2
corvetas,
2 brigues,
6
canhoneiras,
(uma
couraçada),
e
1
galeola
para
defeza
de
costas.
Estes
navios
são
armados
119
boccas
de
fogo.
Total
115
embarcações
com
505
peças.
As
equipagens
compõem se
de
5:000
marinheiros,
500
milicianos
de
marinha,
700
marujos
indígenas
e
2:000
soldados
de
infanleria
naval.
Jaorri
veis.
—
A
res
peito
da
explosão
de
polvora
que
teve
lo
gar
em
S.
Sebastião
e
que
noticiamos
ul-
timamente,
encontra-se
os
seguintes
por
menores:
Foi
por
volta
das
duas
horas
da
tarde
que
a
catástrofe
se
produziu.
Havia
n
’
esla
fabrica
cerca
de
3:000
kilogrammas
de
polvora
em
caixas,
e n
’
urna especie
de
reducto
cavado
na
rocha
cincoenta
ou
sessenta
cartuchos
Remington
em
caixas,
transportadas
alli
depois
do
fim
da
guerra
civil.
No
momento
da
explosão
os
nove
ar
tilheiros
estavam
no
interior
da fabrica;
e
como
foram
fulminados
immediamente
e
projectados
ao
largo
com
os
restos
da
abobada
e
das paredes,
não
se
póde
saber
a
que
circumstancia
altribuir
este
deplo
rável
accidente.
A
mais
de
100
metros
da
fabrica
foram
encontrados
fragmentos
de
cadaveres
meio
calcinados
e
desconhe
cidos.
O
general
Goyeneche,
o
brigadeiro
Calvet
e
as
aucrondades
civis
transporta
ram-se
logo
ao
local
do
sinistro,
seguidos
pela
multidão;
mas
foi-lhes impossível
aproximar-se,
porque
não
lendo
as cin
coenta
ou
sessenta
caixas
de
cartuchos
que
estavam
no
reducto
sido
projectadas
para
fora,
acabava
de
se
lhes
pegar
o
fogo, e
ardiam
e
rebentavam
successi
vameate,
produzindo
o efleito
d’
uma
fusilaria
vio
lenta
e
sustentada.
Debalde
se
tentou
suffocar esta
explo
são
com o
auxilio
de
duas
b
>mbas
d
’
in-
cendio
que recebiam
a
agua do proprio
mar.
Augmentando
o
perigo,
a auctorida-
de
militar
viu-se
obrigada
a
renunciar
a
um
salvamento
inútil
e
a
tomar
sómente
medidas
de prudência.
As
precauções
não
foram
supérfluas,
porque
a distancia
de cerca
de 40
melros,
mas
entre
duas
massas de
rochedos,
ver-
da
le
é,
existe
uma
outra
fabrica
de
pol
vora contendo
mais
de 300:060
kiloyram-
mas
de
polvora de
canhão.
Esta fabrica
não
é abobadada,
e
bastaria
um
fragmen
to
de
viga
inllammado
que
penetrasse
pe
lo
telhado
coberto
sómente
de telhas,
para
determinar
uma
explosão terrível
e
cujos
effeitos
seriam desastrosos.
As
caixas
de cartuchos
crepitaram
du
rante
quatro
horas,
e,
ao anoitecer,
foi
impossível
reconhecer
o
logar
do
sinis
tro.
Na
manhã
seguinte, os
soldados
da enge
nhada
começaram
os
trabalhos
de desentu
lho,
encontrando
apenas
nos
escombros
pe
daços
de
cadaveres
calcinados,
ferragens
torcidas
e montões
de
cartuchos
vasios.
Os
officiaes
da
cidadella
creem
que
a
explosão
foi
causada
pela
imprudência
d’
um
dos
soldados.
Festn opernria da Fabriea de
vidro
*
)
da .TEarinha
<-rande. —
Não
obstante um
pouco
tardiamente,
transcre
vemos
hoje
a
descripção
desta
festa,
que
vae
com
vista aos
socialistas
de
lodos
os
matizes:
De
particular
naluresa
foi
esta
festi
vidade,
eflectuada
no
domingo
22
d
’
outu-
hro
ultimo.
Reuniram-se
em
tal
harmo
nia
os
que
representavam
nella o
traba
lho,
a
intelligencia e o capital,
tudo
ani
mado
pelo
sentimento
tradiccional
e
re
ligioso,
que deu
a
esta
funcção
caracter
mui
peculiar
e
elevado.
Quasi
desde
a
fundação
da
fabrica
de
vidros, formaram
os
operários
uma
irman
dade
sob
a
imocação
de
Nossa
Senhora
das
Dores,
que
escolheram
para
padroeira
d
’
aquelle
estabelecimento,
votando-lhe
uma
festa
annual,
á custa
da
irmandade,
e
mantendo
o
culto
da
Virgem
na
egreja
parochial.
Esta
solemnidade
nunca
inter
rompida,
é
a
que
se
executou
agora,
com
seus
accessorios e
tradições.
Este
anno,
porém,
piedosamente
se
lhe
associou
ou
tro
fim,
o
de
renderem
a
classe
operaria,
os
empregados
da
fabrica, e
os
accionis
tas
da
empresa,
graças ao Altíssimo e á
Virgem
pelo
restabelecimento
da saude
do
chefe
da
mesma
empreza
o
snr.
vis
conde
da
Azarujinha,
que
tivera
ha
pou
co
grave
padecimento,
em
que
sua
’
vida
perigou.
Foi
por
isso
a
função toda a
expensas
dos
collegas
e
socios do
mesmo
snr.
visconde, manifestando-lhe
assim
a
estima e
consideração
que
lhe tribu
tam.
Na
vespera
ao
principio
da
noite
che
gou
á Marinha
Grandp o
snr.
visconde,
acompanhado por alguns
dos
seus
socios
e
amigos,
entre estes o
reverendo
snr.
Francisco
da
Silva
Figueira,
prior
da fre-
zia
da
Ajuda,
prégador
na
festa.
Come
çou logo
o festejo,
com
girandolas
de
fogueies,
musica
da
filarmónica
da
fabri
ca,
illuminação na
fachada
dos
grandio
sos
edifícios
no
vasto
atrio
da
entrada
da
fabrica,
e
na praça
contígua
do
merca
do.
As
luzes
de
cores
artisticamente
dis
postas
nas
paredes
e
janellas,
e
nas
ar
cos
e
festões
de
verdura
que
ornam
o
paleo,
reflccliam
os
raios
luminosos
na
multidão
de
bandeiras
e
pendões, que em
altos
postes
lluctuavam
á
branda viração
de
uma
noite
tépida,
e
como
das
melho
res
do
estio.
Depois
de breve refeição,
e
tendo
chegado
dois
bellos
rapazes,
bem
vestidos
de
anjos, foram
estes acompanhados pela
fi
larmónica,
pelos
snrs.
empresários
e
em
pregados
da
fabrica
e
seus convidados,
até
á porta
da
egreja
parochial,
lambem
illuminada; e
subindo
a
dois púlpitos
re
citaram cadenciosamenle
as
tradiccionaes
lôas,
ou
versos
ao
divino,
que
muitas
vezes
contêm
verdadeira
e
boa
poesia
popular
e
religiosa.
assim
a
multidão
de
povo que
precedera»
e
acompanhara o
préstito. Na varanda
e
janellas
do
palacio, ornadas
de
colxas
ri
cas
de
seda,
estavam
as
damas
convida
das, que
assistiram á
festa
da
egreja.
Todos
descobertos,
e
no
meio
de
respei
toso silencio,
levantou
em
pleno
ar
a
so
nora
e
potente
voz
0
snr
prior
d
’Ajuda.
Fez
uma
pratica
aos
operários,
os
quaes
e
suas
famílias
constituíam
em grande
parte
os
ouvintes
Fallou-lh»s
do trabalho
libertado
e
en-
nobrecido
por
Christo.
Deu-lhes salutares
conselhos,
em
relação
á
familia,
á
socie
dade
e
á
patria.
Demonstrou-lhes
a
har
monia
do
plano
divino,
que
concilia
os
interesses
dos
que
trabalham
com
o
suor
do
seu
rosto,
dos
que operam
com
a
in
telligencia, e
dos
que
manejam
o
capital,
sem
o
qual
não
seriam
realisaveis
mtiítaS
industrias
e
cmprezas.
Prégou-lhes
a
pa
ciência e
resignação
chrislãs
nas adversida
des,
a que
estão
sugeitos
tanto
os
pequenos
como
os
grandes
da
terra,
apontando-lhes
os
sublimes
e divinos
exemplos
dos
sof-
frimentos
do
Nosso
Salvador,
e
das
dores
de
Maria
Santíssima.
Discorrendo
contra
as
escolas
chamadas
por
antithese
sociaes
e
filosóficas,
e os
indivíduos,
que
procu
ram
depravar
os
operários,
arrancando-lhes
do
coração
e
da
alma
a
crença
de seus
paes,
e
os
dulcíssimos
aifectos
da fami
lia; soprando-lhes
a
inveja,
o orgulho
e
os
odios
de
classe,
promettendo-lhes
fe
licidades
fantasticas,
e
contra
as
leis
mo-
raes
da humanidade;
foi
na
verdade
de
varonil
eloquência,
quando soltou
aos
ven
tos
a
apostrofe
tMaldilos
sejam!
>;
que
retumbou
na
praça.
O
auditorio
sentiu-se
commovido,
o
que
também
succedera
na
egreja
A
procissão,
com
o
mesmo
acompa
nhamento,
recolheu
ao
templo;
mas
os.
anjos e
os
meninos e meninas
que
ha
viam
commungado
pela
manhã,
volveram
ao
palacio
da
fabrica,
acompanhados pela
filarmónica,
sendo-lhes
logo dada
uma
re
feição
de
arroz
doce,
bolos,
fructas,
lico
res,
etc.;
servidos
pelo
proprio snr. vis
conde
d’
Azarujinha,
seus
collegas
empre
zarios
e
alguns
dus convidados,
entre
es
tes
o
snr.
prior
d
’
Ajudi; que terminado
o
repasto
mais
uma
vez,
a
quarta
n
’
este
dia,
fallou
em
publico
ás
creancinhas,
aos
paes
e
famílias
d
’
ella
que
concorre
ram,
e
a muitas outras
pessoas pesen-
tes.
Foi
interessante
esta
pratica,
em
lin
guagem
chá
e
popular.
Oxalá, que
a
re
cordem
os
tenros
ouvintes,
e
mais
ainda
seus
paes,
não
esquecendo,
mas
com
pontualidade executando
os
conselhos,
e
as
advertências
do
illustrado sacerdote,
que
como
tal,
Como
parocho
ha
longos
an
nos,
e
zeloso
na educação
moral
das
classes
pobres;
conhece
onde
estão
as
prin
cipaes
sédes
do
mal,
infiltrado
pela
falsa
filosofia,
no
seio
das
famílias
e
da socie
dade.
Finalisou
este
festival
dia, com
sum
ptuoso
banquete,
oílerecilo
pelo snr.
vis
conde
d
’Azarujinha
aos
seus
collegas,
con
vidados,
empregados,
e
principaes
operá
rios,
no
grande
salão
de
jantar
do
pah-
cio
da
administração,
profusamente
ador
nado
com
bandeiras,
festões
de
verdura,
llôres
primorosas, e
lumes,
que
refleclindo
na
multi
Ião
dos
objectos
de
christal que
guarneciam
a
mesa,
produziam
encantador
effeito.
Mais
de
60
foram
os
commensaes,
e
as
senhoras
nos
Iogares
de
honra,
entre
os
principaes
cavalheiros,
faziam
retlçir
as
magnificências
do
banquete.
Ao
lado
d
’
esta
sala,
jantaram
n
’outra
lodos
os
ar
tistas
da
philarinonica.
similhantemente
ornada
com
bandeiras,
flores
e
cliristaes.
Houve
muitos discursos
e
saúdes,
a
quasi
todas
as
pessoas
presentes
e
a
va
rias
ausentes,
sendo
d’estas as
mais
no
táveis
ás
ex.
mas
mãe
e
esposa
do
snr.
visconde
d
’
Azarujinha,
e
ao
snr.
conde
de
Casal
Ribeiro;
levantada
e
motivada
pelo
mesmo
snr.
visconde, expondo
as
brilhantes
qualidades
e
talentos
d’
aquelle
illuslre
estadista,
e
os
grandes serviços
que
tem
prestado
á
nossa bella
patria.
Seu
irmão,
que
fôra
dos convidados,
agra
deceu
este brinde,
em
resumidas
frases,
confessando
que
só
a
palavra
eloqueme
de tão
primoroso
orador parlamentar,
po
deria
devidamente
corresponder
á
delica
deza
e
alta significação
de
tal brinde.
O
jantar
acabou
cerca
<las
II
horas,
terminando
assim este
formoso
dia,
em
que
tudo
correu perfeitamente,
embelle-
zado
até
por
sol
esplendido,
e á
noite
por
ameníssimo
luar.
Os
emprezarios
que
concorreram
á
festa
foram
os
snrs.
zXntonio
Correia
da
Silva
Marques,
Nuno
Pauiino de
Brita
Em
seguida
ardeu o
fogo
preso,
collo-
cado
proximo
ao
templo,
mui
vistoso
e
variado acompanhado
pela
musica
estacio
nada n
’um
coreto,
e
outro havia
para
as
referidas
pessoas.
Grande
multidão
de
po
vo,
acudido
de
todas
as
povoações
visi-
nhas,
assistiu
a
este
espectaculo
No
dia
seguinte,
á
missa
resada
mi
nistrou
o snr.
prior da
localidade,
a sa
grada
e primeira
commnnhão
a
cincoenta
meninas
e
cincoenta
meninos;
todos
apro-
pnadamente
vestidos
pira
esta
sublime
ce-
remonia,
uma das mais
augustas e das
mais
transcendentes
do
catholicismo.
O
snr.
prior
d
’
Ajuda
fez
sentir
toda
a
grandeza,
excellencias
e
effeitos
da
pri
meira
communhão;
em
curto
e
singelo
improviso,
apropriado
ás juvenis íntelligen-
cias
a
quem
fadava.
A
’
s
onze
horas
sairam
para
a
egreja
os
snrs.
emprezarios,
seus empregados,
e.
alguns
dos
convidados,
precedidos
pelos
anjos
das
lôas
e
mais sete
anginhos;
lin
das
creanças
e
lindamente
vestidas,
tendo
cada
uma
d
’
ellas
uma
espada,
como
atra
vessando-lhe
o peito,
symbolisando
as
se
te
dôres da
Mãe
de
Deus; ide.a
tão
sim
ples,
tão
terna
e
tocante,
e
que
fazia
lembrar
aquella
oração
da
Margarida
no
poema
do
Fausto, maviosamenle
traduzida
pelo
nosso Castilho.
Oh
Virgem
dolorosa
!
inclina
á
desditosa
o
teu
benigno
olhar!
Só
tu
com
sele
espadas
no coração
cravadas,
sabes
o
que
é
penar;
Tu
sim,
que viste
aíllicta
pender,
oh
Mãe
bemdila,
o
filho
leu
na cruz,
e
alçaste
com
dois
rios,
aos
ceos
teus
olhos
pios,
chamando
em
vão Jezus.
Da
dor
que
me
lacéra,
mortal
nenhum
podéra
sondar
a
profundez,
O
que
este
peito
chora,
treme,
receia,
implora,
só tu,
Senhora,
o
vês.
Que dôr,
nos
sonhos
cevo-a:
corro
a fugir-lhe,
levo-a:
que
dôr,
oh
Mãe,
que
dôr
!
Sosinha
a
ti
me
abraço,
e
em
pranto
me
desfaço:
Mercê
!
perdão
!
favor
!
Antes
que a
aurora
assome,
já
o mal
que
me
consome
o
sumno
me quebrou:
sentada já
no
leito,
regando
aíllicta
o
peito,
co
’
as
lagrimas
estou.
Oh
Virgem
dolorosa
!
inclina
á
desditosa
o
teu
benigno
olhar.
Só
tu
com
sete
espadas
no
coração
cravadas,
sabes
o
que
é
penar
!
Ao
meio dia
começou
a
missa
cantada,
a grande
instrumental
e
vozes.
O
templo
que
é
espaçoso
e
alegre,
tinha
boas
ar
mações,
e
a
capella-inór
e
o
throno
es
tavam
mui vistosos.
Subiu
ao
púlpito
o
illuslre
e
já
bem
conhecido
orador
sagra
do,
o
reverendo prior
d
’Ajuda.
O
exor-
dio foi
arrebatador
e
genenco, sobre
o
grande
theina
da
existência
de
Deus,
sem
pre
novo
nas variadas
fôrmas
que
o
ta
lento
sabe
dar-lhe.
Entrando
depois
nos
assumptos
restrictos
do
sermão, tralou-os
com
a
amenidade
e
fluência
que
costu
ma.
Esta
oração
vae
imprimir-se,
por
muitos
será
lida
e
apreciada,
e
por
isso
nada
diremos.
Terminada
a
missa
pelas
tres
horas,
saiu a
procissão,
como
de antigo
costu
me,
composta
de
todas as
irmandades
da
terra,
dos
anjos,
do
andor
de
Nossa
Se
nhora
das Dores,
conduzido
aos hombros
dos
operários,
seguido
pelo
pallio
com
o
Santíssimo
Sacramento,
e
por
todas
as
pessoas
dislinctas que assistiram
á
missa,
fechando
o
préstito
a
filarmónica e
um
destacamento
de
caçadores n.
*
6,
que
viera
expressamente
de
Leiria,
bem
como
oito
praças
da
policia
civil
d’
aquella
cidade,
corpo
recenlemente
organisado.
No
grande
quadrado
ou
praça,
ajardi
nada,
formada
pelas
oflicinas
e
palacio
da
fabrica,
se
levantou
uma capella
provisó
ria,
armada
de
sedas,
e
um púlpito.
Foi
a
sagrada
Hóstia
collocada
no
altar,
e
áo
lado
deste
a
imagem
da Senhora
das
Do
res.
A
procissão,
conservando
a
mesma
ordem,
estendeu-se
pelas
alamedas,
e
bem
Freire,
e
Miguel
Antonio
Leitão Manso
de
Lima
Falcão;
os
quaes
muito
ajudaram
e
contribuíram
para
o
esplendor
da
func-
ção
juntamente com
o
seu
chefe,
que
pela
primeira
vez fôra
pelos
operários
eleito
juiz
da
festa.
O
snr.
visconde
d'Azarujinha
é
real
mente
homem
de
valia,
cidadão
prestante
e
uiil
á sua
patria,
como
disse do
púl
pito
o prior
d
’
Ajuda;
porque sabe
fazer
bom
uso
dos
dotes
e
qualidade
que
Deus
lhe
concedeu:
bens
da
fortuna,
amor
ao
trabalho,
subida
intelligencia,
e
religiosos
sentimentos. Não é, como por ahi
vemos
tantos,
um
rico
ocioso
e
enervado,
que
só
para
si
e seus
prazeres
vive; mas
sim
um
industrial
e agricultor
estudioso
e
acti
vo,
que
augmentando
seus capitaes,
con
corre
conjunctamente para
desenvolver a
publica
riqueza.
Na
segunda-feira. 23, houve
um
bodo
a
40
pobres
e
esmolas
a
dinheiro.
N’
esse
dia
os
convidados
visitaram todas as
ofli
cinas
e
dependencias da
fabrica,
a
res
peito
da
qual
muito
teríamos
que
dizer.
O
que
hoje,
porém,
mais
atrae
a
curiosi
dade
do
visitante,
é o
novo
forno
de
fu
são
a
gaz, do
mais recente
systema;
que
está
concluído
e
vae
brevemente
funccio-
nar,
podendo
produzir
importante
dimi
nuição
no
preço
da
vidraça.
Aquelle
for
no
é
de
elegante construcção,
e
da
mais
aperfeiçoada
nas
primeiras
fabricas
de
vi
dros
da Europa
ALCATRÃO
BARBERON
Unico que
contém
todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. No«
fortes
calores e
nas
mudanças
de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa e preservadora de
moléstias
epidemleas. — Dóse :
uma colherzinha n’um copo
dagua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ftLCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON
;
Com
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias do peito, tisica, anemia, dyspepsia, raohltismo,
moléstias dos
ossos,
das mulheres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON
,
Com chlorhydrophosphato de ferro. — Recon
stituo
o
sangue
sem causar o estomago. Muito agradavel, digestivo e tonloo.—Preço: 800 r*.
FOGO BARBERON
PARA
08
CAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente
MB
destruir
o pello.
Exito
infalíivel e facil applicaçâo. —
Preço :
950
reis.
Depositas
:
BARBERON 4 C>», en Châtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em |Js
*
boa,
o
snr.
Barreio,
r.
do
Lorêto.
n.°
2X
—30
(23
-H-)
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
■
:
A
guel uma
morada
de casas,
sita
na
’
rua
do
Anjo
n.°
24.
Trata-se
ua
livraria,
em
frente
da mesma
casa,
e
no
escriptorio
d
’esla
redacção.
’
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua de Castiglione, Pariz, unico preparador. A
PI
LU LA
S
BaPEPsiNÁEa
HOGG
Debaixo
desta
forma
especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar; desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades, e a sua efficacia he então certa.
As
Pilulas de Hoog
são de trez preparações
differentes:
-
!•
PILULAS
DE
HOGG com pepsina pura, contra as máes digestões, as azias,
os
vomitos e outras afTecções especiaes do estomago.
2o PILULAS DE HOGG com pepsina unida ao ferro reduzido pelo hydrogenio,
para
as affecções do estomago complicadas de fraqueza geral,
pobreza
de sangue, etc., etc.:
sao egualmente
muito fortificantes.
3* PILULAS DE
HOGG com pepsina unida ao iodureto de
ferro inalterável,
para as doenças
escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A Pepsina
pela sua
união ao
ferro e
ao iodureto de ferro
modifica o que estes dois
agentes preciosos
tinham de muito excitante
sobre o
estomago das pessoas nervosas or
■ irritáveis.
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em
frascos triangulares, nas principaes pharmacias.
W
Deposito em l.isboa. o snr. C. G.
Barr-tí»
—
Í28 e 30
—
Lorelo.
(34
•
0
snr
Pinheiro Chagas
ha
pouco
tem
po
examinou
a
fabrica
da
Marinha
Gran
de.
e
a
descreveu
minuciosa
e
primoro-
samente
no
«Diário
da
Manhã»
de
9
de
setembro
ultimo.
Disse
tudo,
e
muito
me
lhor
do
que
poderíamos
escrever ácerca
d
’aquelle
magnifico
estabelecimento.
C.
J.
Caldeira.
COSUORAMA
Run da Misericórdia.
Estarão
patentes
as
seguintes
vistas:
—
Revista
dada
em
honra
de
D.
Carlos
pelo
príncipe
herdeiro
da
Rússia:—Bata
lha,
e
incêndio das aldeias
turcas
pelos
servios:
—
Cerco
e
batalha
de
Alixinaz
pe
los
mesmos:—0 deus
Vichou,
e
as
densas
Siva
e
Kali
(divindades
indianas).—Paro
dia
á
machina
fallanle,
de
Mr.
Faber.
As
vistas
serão mudadas
de
3
em
3
dias.
A
entrada
é de
80
reis.
Militares
sem
graduação,
40 reis.
Principia
ás
6
da
tarde,
e
termina ás
41
da
noite.
■»
"IW...
,
|
IT,
.. ........................... . ......... ..
«HADECIMEUTOS
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarensa
Sociedade
ancnyma
de
responsabilidade
lim iluda
Os
snrs.
accionistas
que
estão
em
atra
so
de prestações
chamadas
até
a
1
I
a in
cltisivè,
são
convidados
pela
ultima
vez,
a
realisal-as,
com
o
juro
de
6
0|Q
ao an
no,
alé
ao
dia
10
de
março p
f.
licando en
tendido
que
áquelles
que se não
aprovei
tarem d
’
esta
dilação
perdem
em
beneficio
da
Companhia
as
entradas
realisadas
e
os
direitos
d
’
accionista,
confórme
o artigo 17
dos
Estatutos.
Braga
22
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
(125)
Joáo
Carlos
Pereira
Labuto.
(.OMPA.A
Hl X GIsBAL BRA-
GAREASH
M
M MM
MMMMMM
-MM
UM
M
José
Maria
Pereira,
e
sua
mulher
An-
tonia
Augusta
da
Silva
Pereira,
agrade
cem
por
este
meio a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram cumprimentai
os
e
assis
tir
ao
Laudole, que
teve
logar na
ca-
pelía
do Senhor
das
Anciãs,
da
rua
da
Boa
Vista,
pelo
passamento
de
sua
inno-
cente
tilliinha
Josefa;
protestando
a
lodos,
per
tão
distincto
obséquio,
sincero
reco
nhecimento
e
gratidão.
(137)
‘
r
*
H
Fí
*
r
;í
Fr
0
dividendo
de
<$250
reis
por
acção.
relativo
ao
anno íiodo.
começa
a
pagar-
se no dia
26
<!o
corrente,
e continua
em
todos
os
dias
não
sanctiíicados,
no
escri-
ptorio
da
Companhia,
campo
de
D.
Lmz
1.®,
desde
as
10 horas da
manhã
á
1
da
tarde.
Fóra
d
’
eslas
horas
não
se
fazem pa
gamentos.
Braga,
15
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
José
Ferreira
de Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
DE
S. GERALDO
Não
se tendo
reunido
o
numero
legal
dos
snrs.
accionistas
do
lheatro
de
S.
Gerahlo
para
dar
cumprimento
ao
deter-
minado
no
arl.
G
§
1.°
do
estatuto:
é
novamente
convocada
para
domingo
4
do
proximo
mez
de
março
peias
12
horas
da
nianhã
assembleia
geral,
para
os
fins
con
venientes.
Braga
25
de
fevereiro
de
1877.
0
secretario,
(136)
AP.
de
Magalhães
Júnior.
CHAPELARIA BRACARENSE
DE
W
EE H
SNWS.
'A
3
.
tk.
laiít
t!o
Souto
n.°
44.
Acaba
de
receber
um
variado
sortimen
to
de
chapeos
de
seda
e
feltro,
dos
mais
modernos direclamenle
da
casa dos
snrs.
Maia
e
Silva,
Filho
&
Gonçalves,
assim
co
mo
de
ti
das
as
melhores
fabricas
do
paiz.
Participa
que
tem
em
sua casa
um
grande
sortimento
de
chapeos
da
nova
fabrica
de
Henrique
&
Felgueiras,
os
quaes
vende
pelo
preço
da
fabrica.
por
ser
o
unico
Consummidor
Os
preços são
mais baratos
do
que
em
qualquer outro estabelecimento,
tanto
por
junto
como
a
retalho.
(112)
Vende
se
uma
linda
caixa
de
musica,
tocando
lindissim
s
peças,
entre
as
quaes
a
linda
marcha
de D.
Carlus,
a Tr
viata
e
a
Eliza
d
’
amor.
Rua
do Carvalhal
n.°
51,
casa
de
An
tonio
de
Lemos
Amorim.
(133)
Noi
arrabaldes de Hraya,
ven
de-se
uma
boa
quinta
com
boa
casa
de
moradia,
e
lambem
para
caseiro,
com
ac-
commodações
para
gado e ntencilios
para
lavoura,
bastante
arvoredo
de
fructas,
um
bom
prado
e
algumas
terras
avulsas,
po
rém
muito
perto
da
casa,
tudo
silo
no lo
gar
do Outeiral,
da
freguezia
de
Adanfe.
Paga
de
fôro
setenta
reis
á
Fazenda
Na
cional.
Trala-se
de
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Marcos,
n.° 52
em
Braga.
(131)
Arrematação
No
dia
4
do
proximo
mez
de março
pelas
9 horas
da
manhã,
lerá
logar no
hospital
da
teal
irmandade
de
Santa
Cruz
a
arrematação
d
’
alguma
roupa,
e
de
vá
rios
objectos
que
estarão
presentes
no
acto
da
praça.
VESOK-NE
Um
portico
<le
pedra
com cunhaes:
quem
o
pertender
dirija-se
á secretaria
do
hospital
de
S.
Marcos.
(132)
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S
Thiago, com seus
jardins,
—
qtiin-
taes,
pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças
;
para
informações
em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Aratijo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
,
(98)
INJECÇÃO HYGIENICÁ
BALSAT11CO PHOPH1TAT1CO
Esta
injecção
é
a única
e
efficaz que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Dr-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de cada
frasco—400
rs.
(4449)
OBELISCOS.
1IEVISTA
MEVStl,
Bli
iCVBLVSE
POR
DIAS FREITAS.
Sairá
no
primeiro
de
cada
mez
um
volume
no
formato
das publicações
d
’
este
genero,
contendo
64 paginas.
Como
unico
reclamo,
diremos
que
es
tas
revistas
serão
escriptas
em
portn-
guez, —
idioma,
quasi
tão
conhecido
de
mui
tos
dos
nossos
lilteratos...
d
’
aldeia,
como
as
lingnas
polynesicas.
O
importe
da
assignatura
—120 reis—
será
pago
no acto
da
entrega.
Correspondência
dirigida
a
Dias
Frei
tas, Braga.
ESCOLA. ÃM
BRICWA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia como de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.° 22.
(43)
AVISO
IMPORTANTE
Para os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
^.)
—
-, -
——
BRAGA,
1YP0GBAPHIA
LUSITANA—
<876.
Parte de Comércio do Minho (O)
