comerciominho_01021877_598.xml
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-
5.° ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
598
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
* 3
E,
para
onde
deve
«<?r
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi-
guaturas são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.^Promn-
cias,
anno
2&000
rs.
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
1S050
rs.=/?razi/,
anno 3&600 rs.«=Semcstre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8-ÍOOO
reis
e
1&500
reis
moeda fraca.—Annuncios
por
Unha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
«/
0
d
’
abatimento
D.
JOÃO
CllIlYSOSTOMO
DE
AM
O RIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
etc.
Segunda
vez,
amados
Filhos
em
Jesus
Christo,
ternos
occasião
de vos
exhortar
a
que
tomeis
a
Bulia
da
Santa
Cruzada,
pa
ra
que
com
a
diminuta
esmola,
que dais
por
ella,
não
só
ganheis
as
muitas graças
e
indulgências
que
ella
concede,
mas
tam-
hem
auxilieis,
ou
antes
sustenteis
abertos
os
Seminários
das
Dioceses
de
Portugal
;
pois
que
actualmente lodos,
ou
quasi
iodos
elles,
não
poderiam
funccionar
sem
o
valioso
subsidio,
que
recebem
do
cofre
central
da
Bulia
da Santa
Cruzada.
Tendo
sido
profundamente
alteradas
pela
exlincção
dos Dízimos
as
condições
económicas
destes
importantes
estabeleci
mentos,
e
que
para
o
exercício
do culto
da
Religião
Catholica
são
indispensáveis,
era
absolulamenle
necessário,
que
por
outra
fórma
se
provesse
a
sua
manutenção
;
por
que,
lendo
sido
lambem
exlinclas
em
Portu
gal
as
Ordens
Religiosas, não
havia
onde
o
Clero
podesse
ser
convenientemente
instruí
do
e
devidamenle
educado.
E
tão
grande,
tão
manifesta,
tão
ur
gente
era
esta
necessidade,
que
a
Santa
Sé
Apostólica
não
leve
duvida
alguma
em
conceder
a
Bulia
da
Santa
Cruzada
para
este
reino
fidelíssimo,
quando
tila
nova
mente
lhe
foi
pedida
pelo
Governo
portu-
guez
no
reinado
da Senhora
D.
Maria
II
de
saudosa
memória.
A
bênção
de Deus
mostrou
logo
quanto
esta
concessão
da
Bulia
da
Santa
Cruzada
lhe
era
agradavel
;
pois
que,
reanimada
a
piedade
dos
fieis
d
’
estes
reinos
de
Portu
gal
e suas
possessões d
’
Alem
mar,
os
seus
resultados
tem
sido
muito
grandes e
admi
ráveis
:
e
com
o producto
das
esmolas
da
Bulia
da
Santa
Cruzada
os
Seminários
teem
não
só
podido
satisfazer
aos
fins
da
sua
instituição,
mas
lambem
tem
sido
considera
velmente melhorados
na
reforma
dos
seus
ediíicios, no
ensino
das
sciencias
Ecclesias-
ticas,
e
na
educação
dos
seus alumnos.
E Nós,
amados
Filhos
em Jesus
Chris-
to,
que
temos
o
maior
e
o mais
decidido
empenho
em
lodos estes
melhoramentos,
esperamos
confiadamente
na
graça
de
Deus
e
na
boa
vontade do Governo
de
Sua Ma-
gestade,
que elles
sejam
progressivos
e
cada
vez maiores.
A
gloria
de
Deus
assim
o
ordena, a
conservação
da Religião
Catholica,
a
única
verdadeira,
assim
o
exige,
e
a
salvação
eterna
das
nossas
almas,
que
é
o
fim
prin
cipal
do
homem
sobre
a
terra,
assim
o
pede
A
existência
e
conservação
da Reli
gião
Catholica
está
inseparavelmente
ligada
á
existência
dós
seus
Semirfarios
;
porque
não
ha religião
positiva
sem
templos,
não
ha
templos
sem
culto
publico,
não
ha
culto publico
sem
Mnistros
proprios,
e
não
ha
Ministros
proprios,
dignos
de
o
serem,
sem
os
Seminários,
onde
não
só
sejam
instruídos,
mas
também
educados
como
muito
convém
que
sejam.
Todas
as
artes,
todos
os
oflicios,
lodos
os encargos
da
vida humana requerem
uma
certa
aprendizagem
para serem proveito
samente
exercidos.
Aprende
o
lavrador
a
cultivar
a
terra
;
aprende
o
artista
a
con
struir
o
arte-facto;
aprende o soldado o
manejo das armas
;
aprende
o
magistrado
a sciencia
das
leis
;
aprende o
medico
a
arte
de
curar
;
todos
aprendem
a
exercer
o
seu
emprego
;
e
o
Padre
lambem
deve
aprender,
e
não
póde
deixar
de
aprender
a
sciencia
tão
difficil de
dirigir
os
fieis
pelo
verdadeiro
caminho
da
sua
salvação
eterna.
E
onde
póde
e
deve
o Padre
aprender
esta
sciencia
tão
sublime,
e
que
elle
deve
ensinar
não
só
com
a
sua
palavra,
mas
também
e
principalmente
com
o
seu
exem
plo
?
E’
geralmente
nos
Seminários.
N’
estes últimos tempos
tem
havido
em
Portugal
grandes
reformas
e
consideráveis
melhoramentos
em
todas
as províncias
da
administração
publica,
imitando-se,
quanto
permiltem
as
circuinstancias
especiaes
do
nosso
paiz,
as
reformas
e
melhoramentos
que
se
admiram
pela
sua
proíicuidade
em
as
outras
nações
mais
adiantadas
em
civi-
lisação
;
mas infelizmenle
no
que
diz
res
peito
á
instrucção
do
Clero,
e
muito
prin
cipalmente
á
sua
educação
clerical,
ainda
a
estes
melhoramentos,
a estas
grandes
reformas
não
se
tem
dado
todo
o
desen
volvimento
que
podiam
e deviam
ter.
Ainda
não
ha
os
’
pequenos
Seminários,
onde
seja
provada
sufifi.ienlemente
a
vo
cação
dos
Alumnos,
que se
destinam
ao
estado
Ecclesiastico
: ainda
não
ha
n
’
elles
o
estudo
aprofundado
do
latim
e
do gre
go,
sem
Orqual
a
instrucção
do
Clero
fi
cará
sempre
falha
e acanhada:
ainda
não
ha
um curso
d
’
esludos superiores
tão
va
riado
e
tão
completo,
como
ha
nos
Semi
nários
da França
e
d
’AHemanha,
e
como
era
necessário que
houvesse
entre
nôs
para
a
instrucção
do
Clero
no
ultimo
quartel
do
século
XIX.
As
livrarias
dos
Seminários,
fundadas
ou
augmenladas
com
as
livrarias
dos
con
ventos
extinclos,
são
ricas
e
valiosas
com
relação
aos
conhecimentos
humanos
e
ao
estudo
das sciencias,
nos
séculos
passa
dos
;
mas
eljas
não
estão
infelizmente
a
par
das sciencias
no
século
XIX
;
porque
os
Seminários não
tem
tido
os
meios
ne
cessários
para
acompanharem
n’
este
ponto
o
movimento
e
o
progresso
dos
estudos
e
das
sciencias n
’
este século,
no
qual tanto
se
tem
escripto
e
adiantado.
Tem-se
feito
alguma cousa
n
’
este
sen
tido,
o
que
é
innegavel
;
e Nós reputamos
um grande principio
de
melhoramento—
achar-se
hoje
reconhecida
a
necessidade
da
instrucção
do
Clero
;
mas
d
uma
instrucção
não
passageira
e
superficial,
porém
solida,
profunda
e própria
do
seu sancto
ministé
rio.
Ainda
porém
é
muito
o que
ha
para
fazer.
E
Nós,
amados
Filhos
em Jesus
Chris-
to,
nutrimos
a
mais
firme
e
bem
fundada
esperança
de
que
estas grandes
reformas
e
estes
melhoramentos
se
hão
de fazer,
e
não
poderá
tardar
muito
:
porque
a
Nação
Portugueza
é
eminentemenle
Catholica
e
os
fieis
d
’
este
Nosso
Arcebispado,
o
mais
anti
go
e
o
mais
nobie
em toda
a
Europa,
querem
que
os
seus
parochos
e que
o
seu
Clero
seja convenientemenle
instruído
e
devidamente
educado.
Não tendes vós,
amados
Filhos
em
Je
sus
Christo,
sido
já
testimunhas oculares
da
ordem,
da
decencia,
da
seriedade,
da
magestade
mesmo
com que
os
Alumnos
do
Nosso
Seminário
de
S.
Pedro
n
’
esta
Cidade
desempenham
na
capella
d’
este
Pa
ço
Archiepiscopal
em
todos os
Domingos
e
dias
sanctiíicados
as
funcções
solemnes
do
culto
Catholico?
Não
os
tendes visto
cantar
em
coro
os
louvores
de
Deus,
as
sistir
ao
Sacerdote
nas
Missas
cantadas,
e
do púlpito
explicar
ao
povo
as
verdades
da
Religião
Christã
com
proficiência
bem
notável
?
As
soleronidades
litterarias,
que
temos
estabelecido,
e
os
prémios
que
havemos
re
partido,
tem,
e
com
grande
consolação
o
dizemos,
produzido
já
saudaveis
eflfei-
tos,
e
Nós
alentamos
uma
fé
muito
gran
de
e
muito
viva,
que
o
Clero assim in
struído
e
educado
saberá
corresponder
di
gnamente
tanto
ao fim
da sua instituição
divina,
como
lambem
aos
sinceros
e
muito
louváveis
desejos
de lodos
os
fieis,
que
verdadeiramente
se
interessam
pela
gloria
de
Deus
e
bem da
sua
Egreja n’
este
reino
de
Portugal,
que
pela sua
fé,
e
pela
sua
piedade
sempre
constante
e
nunca
des
mentida, mereceu ser
chamado
fidelíssimo.
João,
Arcebispo
de Braga.
[Continua)
HstAti- QLI
ata
-
feika
t
de
FEVEREIRO
Está
a
completar-se
um mez
desque
se
abriram
os
salões
de
S. Bento ás
es
caramuças
dos
genuínos
representantes
do
povo,
e
ás gargalhadas dos
espectado
res.
Neste
lapso
de tempo
nada se
fez que
redunde
em proveito
do
paiz; nada,
que,
como
sempre, não
sejam
desabafos
de
fac-
ciosismo
represado,
e
exercícios
de
faltar
em
publico.
Sempre
a
mesma farça,
e sempre
os
mesmos
farçanles.
Ha
tantos annos
que
por
ahi
nos
apre
goam
as
excellencias
do
sistema
parlamen
tar;
e
nós,
durante
este
seu já
chronico
ensaio,
ainda
não
pudémos
distinguir
o
mais
pequenino
alomo
da
sua
utilidade....
Se
o
argumento
dos
factos não
soffre
conlradicta,
repetiremos
mais uma
vez
es
ta
verdade:
o
sistema
parlamentar
é
de
todo
ponto
inútil,
e
prejudicial
ao
paiz;
FOLHETIM
Dll.
J. II. DE
V1CED0.
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
11
Um
serão sem elle.
Marianna
córou,
e
disse
com
violência
mal
comprimida:
—
E
o
senhor...
o
homem
a
quem
eu
distingui
com
o
meu
amor,
o
senhor
que
é
um
homem
nobre;
porque
se
o
não
fô
ra,
eu
o
uão
amara,
abaixou-se
até
o pon
to
de
tomar
para
seu
rival
um
miserável
que
não
tem
espirito,
nem
belleza?...
abai-
xou-me,
dando-me
por
amante um
moço
sem
mérito,
e que
eu
detesto!...
—
E
’
possivel
l...
—
Oh
1...
eu sei
amar
melhor
do
que
sou
amada!...
Henrique
apertava
com
ardor
uma
das
mãos
de
Marianna
; cahiria
a seus pés, se
não
pudesse
ser
visto por tanta
gente,
que
eslava
a
alguns
passos d
’elles.
—Eu sei
amar
melhor,
continuou
a
viuva
;
porque
ao
menos
eu
não
rebaixa
ria
o
homem
que
amo, julgando
capaz
de
esquecer-me
por
uma
mulher
que
não
se
pudesse
comparar
commigo!...
—Mas
aquelle
homem
por
toda
parte
a
segue... e eu...
ah! senhora,
eu
já
disse
que
sou
um
louco.
O
rosto
de
Marianna
tomou
ainda
uma
nova
expressão
fisionómica;
radiou
n
’elle
outra
vez o
prazer,
e
com
assento
gra
cioso respondeu
:
—
Quando
eu
digo
que amo,
que
me
é
grata
uma loucura
assim
I...
—
Que
contradicção,
meu
Deus
!
—
Que
quer?!
a
culpa
não
é
minha;
quando
penso
em
levantar-me
violenta
e
resenlida contra
essa loucura,
vem
logo
desarmar-me a imagem do
louco!...
Henrique
torceu
as
mãos
apaixonada
mente,
e
disse
:
—
Ah,
senhora
!
eu
quizera
sentar-me
em
um
throno
para
lhe
dar
metade
d
’
el-
le...
eu
tremeria
menos
assim,
porque
o
esplendor
do meu
diadema
deslumbraria
aquelles,
que
ousassem
erguer
os
olhos
para
aquella
que
se
sentasse
a
meu
lado!
—
E eu, pelo
contrario,
respondeu
a
viuva
com
seu
encantador
sorriso,
quize
ra
vèl-o
no
fundo
de
um
horrível
abismo
para descer até
lá,
e
ir
viver
debaixo
de
seus
olhos
;
eu
então não
tremeria
nun
ca...
porque
nenhuma
mulher quereria
descer como
eu,
e
esquecer
o
mundo
pe
lo
abismo.
O
piano
tocou
n
’
esse
momento
os pri
meiros
compassos
de
uma
walsa.
—
Chamam-nos
!
disse
Marianna.
—
Sim...
chamam-nos;...
mas
com
suas
bellas
palavras
ficou
esquecido
o
fim
prin
cipal
de
nossa
conversação
1
serêa
encan
tadora que
o
homem
não
deve
ouvir
pa
ra
se
não
perder!...
—
Ah
!
porém
eu
comprehendi
tudo.
—
Tudo?...
talvez; porém
não
respon
deu
nada.
—
Eis a
minha
resposta
;
disse
a
viuva.
E
offerecendo
a
Henrique
sua
mão
direita
accrescentou,
abaixando
os
olhos
e
com
voz
commovida
:
—
Eila
aqui.
—
O
mancebo
apertou
aquella
mão
deli
cada
e
bella
com
ardor
e
enthusiasmo,
e
com
os
olhos
húmidos
de
lagrimas
de
pra
zer,
disse
:
—A
’
manhã
virei pedil-a
a
seu
pae?!
—
Venha
.,
eu
o
espero
:
respondeu a
viuva.
Os dous entraram
na sala
ébrios
de
alegria
e
de
amor.
A
musica
viva
e
animadora
de
Straus
tinha
feito
voltar
á
sala mais
alguém,
que
d
’
ella eslava
auzente.
Pouco
tempo
depois
que
Celina
havia
subido para
seu
quarto,
deu
Mariquinhas
por
falta
da
amiga,
e
adivinhando
onde
a
acharia,
correu
ao
segundo
andar.
Quando
entrou
no
quarto
da
Bella
Orfã
não
poude
reter
um
pequeno
grito
de
susto:
Celina
estava
meio deitada
em
seu
lei
to,
e
com
o
rosto
coberto
com
um len
ço
chorava
tristemenle;
seus
cabellos
se
haviam
desatado
e
caíam-lhe
espalhados
sobre
o
lindo
collo.
Escutando
o
grito
de
Mariquinhas,
ti
rou
o
lenço
dos
olhos,
e
sentando-se
no
leito,
perguntou
agitada
:
—
Quem
é?...
—
bou
eu,
D.
Celina;
disse
Mariqui
nhas
aproximando-se;
sou
eu,
que
te
ve
nho
perguntar
o
que
querem
dizer essas
lagrimas.
A
Bella
Orfã
passou
a mão
pela
fron
te,
e
respondeu
tristemenle:
—
Já
le
não
disse, que
não
estava
boa?
é
a
minha cabeça
que
soflfre.
Mariquinhas
olhou
para
a
amiga
por
algum
tempo,
e
depois
tornou-lhe
assim
:
—
Sou
alegre,
D. Celina,
tu
me
cha
mas
maliciosa.
D. Felicia
diz
que
eu sou
ligeira,
e
que
não
tenho
juiso; mas
olha,
o
que
eu
sei,
é que
sou
tua
amiga.
—
Eu
le
creio,
D.
Mariquinhas.
—
Pois
bem,
sabe pois
que
comprehen-
do
alguma
cousa
da
tua
dôr...
não
adivi
nho
tudo,
mas alguma cousa
eu sei.
—Que
queres
dizer?
—
Quero
dizer
que
não
é
a
tua
cabeça
que
está
soffrendo.
—
Então
o
que?...
—
E’ o
teu
coração.
—
D.
Mariquinhas!
—
Basta
:
por
agora
nem
mais
uma
palavra
:
deixa-me
arranjar
teus
cabellos...
leremos
tempo
para
conversar qualquer
d’
estes
dias.
—
Mas
eu...
—
Silencio:
enxuga
as
tuas
lagrimas:
que
precisão ha
que
saibam
lá
em
bai
xo
que
tu
choraste?...
sabes?... pergun
tar-te-iam,
ou
quereriam
adivinhar
por
que.
insigne
pianista
d’
esta
cidade
F.
Brandão.
Haverá
lambem
uma
recita
dada pelos
es
tudantes
em
beneficio
dos
inundados.
A
caridade
desenvolve-se
n
’
esta
cidade
d
’
nm
modo
consolador.
O
professorado
da Uni
versidade
e
do
Lyceu
contribuiu
com
um
dia
dos
seus
vencimentos
para
o
mesmo
hm.
Na
redacção
dos
jornaes
estão
abertas
subscripções,
e
os empregados
das
diífe-
rentes
repartições
das
diversas
esferas
administrativas congregam-se para
alliviar
a
má
sorte dos
desgraçados.
Coimbra
mostra
que
é
ainda
a
patria
d
’
Isabel,
da
Santa
rainha,
da
virtuosa
es
posa
de
D.
Diniz,
que
convertia
a
flores
nos
suavíssimos
dons
da
caridade.
—Ha
grande
movimento
n
’
esta
cidade
por
causa
da
parlida
que
lhe
pregaram,
tirando-lhe
o
entroncamento
do
caminho
de
ferro da Beira
Alta,
preferindo-lhe
a
Pampilhosa.
Tem
havido
varias
reuniões,
do commercio
que
pouco
tem
feito.
Ape
nas se
lavrou
um
protesto
contra
o logro
do
governo;
fez-se
porém
um
contra
pro
testo
também
de commereiantes, que
con
testam
a
validade d’aquelle
e
censuram
os
seus
coilegas
ou
a
associação
commercial,
por
tomar
tal
resolução
estando
em
mi
noria.
Vê-se
pois
que
nem
todos, ou
mes
mo
a
maior
parte,
vota pelo
entroncamen
to
aqui.
—
Pa
Figueira
chegou
honlein
uma
no
ticia
tristíssima.
Ao
entrar
da
barra
virou-se
uma
lan
cha
poveíra, resultando
a
morte
de
14
infelizes.
Outros
barcos
de
pesca
que
an
davam
no
mar,
poderain
entrar
com
feli
cidade
na bahia de
Buarcos.
l^m
havido
muita
abundancia
de
pei
xe
u
’
esta
praça,
vindo
d
’
aquelle porto,
mas
realmenle
não
se
come
cora
satisfação,
quando
a
gente
se
lembra
das
viclimas
e
dos
trabalhos
dos
pescadores.
—
Continúa
ainda
fechada
a egreja
de
Santa
Cruz por
causa
dos
estragos
da en
chente,
cujos
prejuisos
são
superiores
a
um
conto
de
reis
só
em
paramentos
e
armações.
—
Já
estão no prelo os
prospectos
pa
ra o
grande
jornal
scientifico,
que
vae
publicar
a
faculdade
de
Theologia.
—
Continúa
saindo regularmente
o
«Sé
culo»,
redigido
por dois
jovens
doutores
de Filosofia;
mas
vem
muito
rapaz
e
jouco
doutor...
—
Saiu
honlem
o
9.°
n.°
da
«Evolu
ção»
redigido
pelo snr.
Alexandre
da
Con
ceição.
Traz
em prosa
umas
nebulosida
des
inúteis
por
Z.
C.
Pedroso.
e
em
ver
so
uns
nthilismos de
P. d
’
A.
Mal empre
gado
typo, e
papel!
No
ultimo
artigo
occupa
se
o snr.
A.
Conceição
do
incidente
académico
que
ul-
timamente
se
den
no
5.°
anno
de
Direi
to,
e
que
consistiu
em o
snr.
dr.
Ayres
de
Gouvea
censurar
os
rapazes
por
não
apre
sentarem,
logo
depois
de
ferias
do
Natal,
uma
dissertação, que
lhes
passára.
Estava
em
seu
pleno
direito
o
snr.
A.
de
Gou
vea
porque
é
certo
ser
da
praxe
apre
quando posto em
pratica
do
modo
porque
o
vemos em
terras
d
’
este
abençoado
Por
tugal.
Afundando
a vista
á
origem
desta
ex
crescência
brava,
quiséramos
que
nos
dis
sessem
o que significa
uma
eleição
de
deputados.
Nada
mais
ridículo,
nada
mais
immoral,
nada
mais
torpe.
De
quem,
pois,
são
representantes,
os
que
se
dizem
sel-o
do
povo?!
Do
povo!
Por Deus,
não
façam
de to
do
um
paiz
amplíssima casa
de orates.
Se
alguém
vive
ainda
portuguez,
no
reino
de
Portugal;
esse
alguém
é
o
povo,
na
acepção
restricta
em
que
costumaes
con
siderar
este
vocábulo.
Ora
o
verdadeiro portuguez não se sen
te
muito
á vontade
perante
macaqueações
exóticas.
Se,
pois,
os cbamados
procurados
da
nação,
apenas
são descarnadamente procu
radores
de
si
mesmos;
que
benefícios
de
veremos
esperar
nos
advenham
das sessões
parlamentares
?
Unicamente
algumas
horas
de
distra
ção
para
os
que
a
éllas
assistem
das
galerias;
alguns
sorrisos
para
os
que
d’
ellas
leem
conhecimento
pelos
jornaes; e,
o
que
é
peior,
desperdício
do dinheiro
que
o
po
vo
paga
para
ser
applicado
a
obras de
publica
utilidade.
Os
primeiros
concorrem ás
galerias,
com
o
mesmo espirito com que
concor
reriam
a
um
circo
de
cavallinhos;
os
se
gundos
leem
os extractos d
’
uma
sessão,
como
leriam uma
passagem
do
D.
Qui-
xole,
ou
o Almocreve
das
pelas,
de
José
Daniel.
Na
farça
que
ora
se
representa
em
S.
Bento,
nada
ha
não
visto
ainda,
a exce-
ptuarmos
o
apparecimento
de
novos
ado
res,
que
dirão
o seu
papel
sem
a míni
ma
discrepância
dos
já
conhecidos.
Aproposito:
o
carnaval
bale-nos
á
porta.
-----
Coimbra, de
janeiro.
(f>o nosso
correspondente».
Aos
muitos
estragos
causados
pelas
in-
nundações,
aos
pavores,
que
as'cheias
do
Mondego
causaram
nos
habitantes
de
Coim
bra,
accresce
agora
o
temor
d
’
uma
epi
demia
terrível,
que
aqui se
desenvolveu
—
o
lypho,
que
já tem
feito
bastantes
vi-
ctimas,
entre
ellas
dois
estudantes.
No
seminário
estão
atacados
doze
alumnos.
E
’
na cidade
baixa que
a
epidemia predo
mina.
Diz-se
que
os
canos
d
’
esgoto
ficaram
obstruídos,
e
que
a acção
do
sol
intenso,
que
tem
feito
n
’
estes últimos
dias,
tem
feito
desenvolver
gazes
deleterios,
occa-
sionaes
d
’
estas
moléstias.
—
Ainda
não
está
fixado
o
dia para
o
grande
concerto
dado
pela
academia
nos
salões do
thealro
académico.
Andam
em
ensaios.
São
doze os concertistas e dos
mais babeis da Academia,
dirigidos
pelo
sentar-se
a
dissertação
logo no
l.°
ou
2.°
dia, depois de
ferias.
Os
rapazes
é
que
estão
um pouco insubordinados,
e já
nem
consentem
uma
advertência
dos
seus
su
periores,
dos
seus
mestres!
O
snr.
Con
ceição
exercendo
a
sua
critica,
faz
umas
mal
cabidas
distincções
entre
o
doutor
e o
bispo,
altribuindo
(falsamente)
a
este
umas
considerações
de
alto
coturno íilosoíico
so
bre a
funda depressão
moral
da
raça la
tina,
cuja
causa
é
«o
aucloritarismo
reli
gioso do cal/iolicismo,
de
que
s ex.
a
é
adepto
infadibilista».
Espirito
mal
cabido,
poeta!...
,
---------------------------------------
Arcos,
8
7 de
janeiro.
(Correspondência particular.)
Vou
hoje
enviar-lhe
noticia
d
’alguns
successos
que
se
leem
dado
neste
conce
lho.
Começarei
por
uma
lamentável
des
graça,
em
que
foi victima
uma
rapariga
de
18
annos d
’
edade,
natural
da
fregue
zia
d’
Alvora.
Andava
a
trabalhar
na
próxima
fregue
zia
de
S.
Pedro
de
Sá,
quando,
ao
apro
ximar-se
da
noite, o
demonio
da
impru
dência
a tentou
a
ir
assistir
a
um
dos
serões
da
sua
freguezia, ajuntamentos des-
moralisadores,
que
só
servem dc
foco
de
continuas
desordens
e preversões.
A
in
feliz
linha
de
atravessar
uma
preza
que
ha
entre as duas
freguezias
referidas,
e
que
é
de
vadeação
diílicilima,
senão
de
todo
fatal, quando
a
corrente
é forte.
Não se importando
ella,
potém,
com
a
chuva
que
então
caía,
nem
com a
muita
agoa
que
o
rio
já
levava,
e
cega
pelo
desejo
de
não
faltar ao
serão,
tratou
de
se
inetter
ao
rio,
—
imprudência
de
que
lhe
resultou
ser
arrastada
peia
corrente,
onde pouco depois
boiava
cadaver!
—
O
pequeno
rio
Rajado,
que nasce
aa
serra
de
Padrozo
e
Extremo,
e
entra
no Vez
pouco
abaixo
da
ponte
das Cho
ças,
tem
causado
grandíssimos
estragos,
não
havendo
uma
só
das
propriedades
marginaes
que
não
soflresse
maiores
ou
menores
destroços.
Parece incrível
que
um
regato
tão
pequeno arrastasse
na
sua
cor
rente
engenhos de serrar
madeira, não
deixando d
’
elles
o
menor
vestígio,—
como
acontece
com um
que
pertencia
a
José
Maria
Rodrigues,
das
Choças,
—
moinhos,
socalcos,
prezas,
poldras,
etc.
Foi
uma
grande
calamidade,
a
que
o
governo
por
certo
não
deixará
de
atlender
lambem.
—
Vou terminar
noticiando-lhe
um
fu-
neslissimo
acontecimento,
que
liontem
se
deu
entre
as
freguezias
de Sá
e
Alvora,
e
que
traz
por
aqui
toda a
gente
aterrada.
Quatro
raparigas,
duas das
quaes
eram
casadas
e
duas
solteiras,
querendo
ir
á
feira
da
Chã
de
Loureda,
tentaram
atra
vessar
o
rio
Vez,
n
’
um
pequeno
barco,
pertencente
á
casa
da Carreira
de
Sá.
O
resultado
d
’esta imprudência foi
o
submer
gir-se
no
meio
do
rio
o
barco,
ficando
afogadas as
quatro
raparigas
!
Este
sinistro espalhou
o terror
a
toda
a
gente
da
feira,
que
alli acudiu
para
soccorrer
as
infelizes,
sendo
baldados
to
dos
os
exforços.
O
snr.
José
Guilherme
Saraiva,
digno
juiz
ordinário do julgadó
de
Aboim,
foi
o primeiro
que
se
lançou
á
agoa,
conse
guindo
arrastar
para
fóra uma
das
vicli
mas,
porém
já
sem
vida.
Em
seguida
ati
raram-se
também
á corrente,
que
é
muito
impetuosa,
dois indivíduos
das
Choças,
de
nomes
Manoel
José
de
Faria
e
Ma-
thias
José
Pereira,
os
quaes
conseguiram
tirar
para
terra
os ires
restantes
cadá
veres.
A
grande
multidão de
pessoas
que
concorreu
ao logar da
desgraça,
admirou
e
bemdisse
a
coragem
e
heroísmo destes
tres
indivíduos,
que
bem merecem
de
Deus
e
dos
homens
Fecho
esta tristíssima
chronica,
pro-
mettendo,
snr.
redactor,
informal-o do
que
per
aqui
se
fôr
passando
digno
de
menção.
*
*
*
gazetilha
Confrnria <3i> 9S.
Sacramento
ila Sé
Primaz.
-Somos
informados
por
pessoa
competente
que
a
meza
d
’
esta
res
peitável
confraria,
reunida
em
sessão
no
dia
18
do
corrente, resolveu
definitivamen-
le
a
maneira
porque
para o
futuro
deva
sair
d
’
aquella
egreja
o Sagrado
Via
tico,
ten
cionando
levar,
se
tanto for
preciso,
a
approvação
da
respectiva
acta
a
uma
jun
ta
d
’
irmãos,
para
assim
ficar
melhor
sanc-
çionada.
Sem
alterar
por
fórina
alguma
a
maneira
pomposa
por
que
de
dia
é
le
vado o
Sagrado
Viatico
aos
enfermos,
de
terminou
que
de noute
saia
sempre
com
a
mór
decencia
possível
e
compatível
com
os
rendimentos
da
confraria,
o
que
até
agora
se.não
observava.
E’
preciso
notar
que
a
não ser
da
Sé,
quando
o
SS.
Sacramento
sae, como
vul
garmente
se
diz,
d
’apparalo,
é
vergonho
so
o
modo como
em
Braga
se
pratica
es
te
acto
tam
respeitável
da
nossa
augusta
religião,
teslimunha
d
’um
amor
immenso
abrigado
no
coração
de
Deus
para
com
o
homem.
Todo
o
apparato
d’
este
religio
so
cortejo
consiste
nas demais
parochias
em seis
lanternas
indecentes,
condusidas
por
outras
tantas
pessoas,
sem
opas,
ás
vezes
de
soccos,
quando
até
não
são
ga
rotos,
uma cruz
de
latão
ou folha
bem
negra,
uma
umbella
coberta-
d
’
oleado
de
baixo
da
qual o
parocho
ou cura conduz
o
Sagrado
Vaso,
sem
veu
d
’
hombros
se
quer.
Chegando
á
casa
do
enfermo
des
fez-se
a procissão,
porque
se
não
atlen-
de
ao
ritual,
que segundo
nos
informam,
ordena que
no
Vaso
seja
conduzido
mais
que
uma
Sagrada Partícula
para
procis-
sionalmente recolher
outra
vez
o
SS. Sa
cramento
é egreja, excepluando apenas
d
’
esta
determinação
os
casos
em
que
a
A
Belia
Orfã
abaixou
a
cabeça,
e
Ma
riquinhas
começou
a
endireitar-lhe
o
ca-
bello.
Quando
acabava
de
conciuir
se esse
interessante trabalho,
soaram
em
baixo
os
primeiros
compassos
da
walsa.
—
Ouves?...
disse
Mariquinhas.
—
Sim
;
ouço.
—
Pois
vamos
descer.
—
Para
que?...
—Para
dansar.
—
Eu
não
dansarei
hoje.
—
Oh!
tornou
Mariquinhas;
é
neces
sário
dansar,
é
necessário
rir,
é
necessá
rio fingir;
porque
a
moça
que
não
finge
soffre
muito
n
’
este
mundo,
que
morde.
—
Oh!
que
mundo!...
—Vamos.
—
Espera
:
olha
bem
para
mim
:
pode
rão
descubrir
nos
meus
olhos que eu
es
tive
chorando?...
Mariquinhas
olhou
de
perto
para
Celi
na,
foi aproximando
o
rosto,
deu-lhe
ura
beijo,
e
respondeu
:
i
—
Teus
olhos
brilham....
as
lagrimas
estão
no
coração.
Desceram
as
duas
amigas.
Quando
deixando
a
janeila, em
que ha
viam
conversado,
Marianna
e
Henrique
tor
navam
á
sala,
Celina
e
Mariquinhas
appa-
reciara também.
Eram
douS
amores
que
entravam
ao
mesmo
tempo
:
o
primeiro
trazia
a
espe
rança
nos
olhos,
e
o
segundo
um tormen
to
no
coração.
III
Cândido.
Na
noite
dos
annos da
Belia
Orfã,
foi
a
velha
Irias
uma
das
primeiras
pessoas
que
reparou
na auzencia
de
Cândido.
Depois
de
esperar
inutilmente
vêl-o
entrar
de
novo
na
sala,
perguntou
por
elle,
e
soube
com
espanto
que
se
havia
retirado
Receiando
que
algum
incommodo
gran
de
e
imprevisto
tivesse
sobrevindo
a
seu
filho
adoptivo,
despediu-se
dos
donos
da
casa,
e
deixando
o
Ceo-côr-de-rosa
entrou
no
purgatorio-lrigueiro.
Subiu
ao velho
sotão,
a
porta
estava
fechada;
bateu
em
vão
primeira,
segunda,
e
terceira
vêz.
Espantada
d
’
aquelle
silencio
que no
sotão
reinava,
desenhando-se
em
sua
ima
ginação
já
um
grande
infortúnio,
Irias
gri
tou
com
força:
—
Cândido!
meu
filho!...
Cândido!...
Ouviu
então
os
passos
de
alguém
que
da porta
se
aproximava,
e Cândido
res
pondeu
:
—
Ide
socegar,
senhora
;
não tenhaes
receio
algum
pelo
meu
estado...
não
es
tou
doente.
A
voz
do mancebo
tinha
um
não
sei
que
de
assustador.
—
Abre!
disse
a
velha.
—A’
manhã,
senhora.
—Abre!
eu
quero
que
abras.
—
Eu
preciso
de
repouso.
—Abre
!
—
Perdoae...
mas
esta
noite
não
posso
obedecer-vos.
—
Abre,
Cândido!
exclamou
a
velha;
abre
em
nome
da
mulher
que
te
conce
beu...
abre
em
nome
de lua
mãe.
O
mancebo
pareceu
hesitar
ainda;
mas
logo
depois
deu
volta
á
chave, e
a
porta
abriu-se.
—
Acertastes!
disse
elle; d
’hoje avante
tudo
por
minha
mãe...
tudo...
e
só
por
ella.
Irias
ficou
estatica
diante
de
Cândido.
Não
era
mais
aquelle
moço pallido,
melancólico,
abatido
e
fraco:
seus
olhos
brilhavam
de
ardentes,
suas
faces
esta
vam
rubras,
seus
lábios
ás
vezes
convul
sos,
havia
em
iodo
seu semblante
fogo
e
vivacidade;
tnas
de
sua
fronte
cabiam
gotas
de suor,
e
em
seu
aspecto,
e
em
seus
modos
notava-se
a
agitação,
e
esse
excesso
de
vida
que
acompanha
os
febri
citantes.
—
Que
é
isto?...
que
tem?...
bradou
Irias
agarraudo-lhe
no
braço.
—
Quereis
dizer
que
nunca
me
vistes
tão
belio, não
é
assim,
senhora?.,
respon
deu
o
mancebo
com
um
rir convulsivo,
que fez estremecer
a
velha.
—
Cândido
!
..
—
Pois
então?...
não
é melhor assim?...
não
estou
mil vezes
mais
bello
com este
meu rosto
enrubescido,
com meus
olha
res
ílammejantes,
com
este
ardor,
e
este
fogo
em
vêz
de
todo
aquelle
gêlo
antigo
9
oh!
applaudi-me
!..
batei
palmas!.,
eu
triunfo!.,
sou
feliz!...
Uma risada
nervosa
terminou
a
deli
rante
exclamação
de
Cândido.
A
velha,
que
linha
entre
as
suas
se
gura
a
mão
do seu
filho
adoptivo,
disse
com
força
:
—
Tu
não
estás
bom...
tens
febre;
eu
vou
chamar
um
medico.
De
um
salto
collocou-se
o
moço
dian
te
da
porta,
e
respondeu:
—
Aqui
não entrará
mais
ninguém
es
ta
noite:
para
que um
medico?... o
que
é
um
medico?...
é
o
homem
da
vida;
é
o
homem
que
deve
esforçar-se
para
pro
longar
o
mais
possível
a
nossa existên
cia
;
é
o
inimigo
da
morte;
pois
então
para
longe!...
a
vida
é
sómente
uma
lon
ga
cadeia
de
tormentos:
suas
duas únicas
realidades
a
definem
com
um
gemido;
porque
o
homem
geme
quando
nasce,
e
geme
quando
morre,
portanto
aquelle
que
tem
por
ollicio
estender
esse
longo
appa-
relho
de
torturas,
é
um
tyranno.
O
me
dico
é
um
bomem
mau...
nada
de
me
dico
!
—
Meu
filho
I...
—
Não!
mol eu
não
sou
vosso
filho,
sabeis?.,
não
quero
que
me
chameis
por
esse
nome...
é um
direito
sagrado
que
uzurpaes
! devo-vos
muito,
não
é
isso?.,
pois
bem, tomae
todo
o
meu
sangue...
ou
melhor,
sêde
a
senhora
de
meus
dias;
trabalharei
emquanto
viver
para
vos
sus
tentar
;
serei
vosso
escravo,
e
ainda
assim
morrerei
confessando
que
vos fico
deven
do
muito
;
mas
ah
I
não
me chameis
vos
so
filho!
d
’hoje
avante
está
isso
decidi
do...
não
me
chameis vosso
filho
!
(Canlinua)
juro
que
ha de
ser
pago
pelos
concorren
tes.
E’
isto
o
que
se
presenceia
no
nosso
mercado.
Pedimos,
pois,
providencias.
Para
oh
Inundados.—
Os
oíficiaes
superiores,
os inferiores
e
os músicos
do
regimento
d
’
infanteria
8,
cederam
um
dia
de
pret, para
soccorros
aos
inundados;
os
soldados
deram
para
o
mesmo
fim
va
rias
quantias;
perfazendo
ao
lodo
cerca
de
80$0t»0
reis.
—
-Consta-nos
que
alguns
cavalheiros
desta
cidade tencionam
dar
um
especth^
culo
dramatico, o
producto
dó'
qifal
’
reverterá
em
beneficio
dos inundados.
A
lodos
Deus
recompensará
condigna
mente.
Xaufragio.
—
Cartas
recebidas
em
Hespanha,
dos
Estados-Unidos,
dizem
que
naufragou
o
vapor
«Emilia»,
que
condu
zia,
de
regresso
ao seu paiz, a
com
missão
brazileira, que
assistiu
á
exposição
de
Phi-
ladelphia.
Apenas
dois marinheiros, de
entre muitos
passageiros
e tripulantes,
conseguiram salvar-se. ,Um
d
’
elles
luctou
com
as
ondas,
durante
dois
dias, agarra
do
a
um
pau,
e
quando o
salvaram
es
tava
louco.
Faltam
pormenores d
’esta
horrível
des
graça.
«Jutro.
—
Carta
do
capitão
Casimiro
José Gomes
confirma
ter
naufragado
á
entrada do Rio
Grande
o
palhabote
«Mar-
quez
de Pombal».
O
casco
do navio
es
tava
perdido,
mas a tripulação
foi
salva
apenas
com
a
sua
roupa.
Hícsasta-e
aitiritiiíni.—
Quarta-feira,
pelas
11
horas
da
noite,
na
occasião
em
que
entrava
a
barra
da
Figueira,
um
bar
co
foi
virado
por
um grande
golpe
de
mar,
perecendo
14
tripulantes.
Salvaram-
se
apenas
dois
homens;
um
delles
escapou
á
morte
agarrando-se
a
um
remo.
Imprensa
periodiea »» Greeãa.
—Antes
de
1821,
diz
Mr.
Phosliropontos-,
n
’
uma
noticia
sobre
a
imprensa
helenica
(Athenas,
1875),
não
existia
imprensa
al
guma
nas
províncias
pertencentes
á
Tur
quia,
que
formam
hoje
o
reino
da
Gré
cia.
A
primeira foi
generosamente
manda
da
pela
casa
franceza
Firmin
Didet.
No
anno
seguinte
funccionavam
outras
duas
imprensas,
uma
em
Athenas
e
outra
em
Missolonghi;
uma
quarta
se
estabeleceu
em
Naupla
em
1824.
Começaram
sua carreira
com
a impressão
de
periódicos.
Quando
se
eflectuou a
independencia
da
Grécia
a
typografia
tomou
grande
in
cremento,
graças
ao
conde
Capodistrias,
e
este
desenvolvimento
augmentou
depois
da
fundação do
reino
em
1833.
Alé
1837
não
houve
lei sojire a
imprensa.
Qs
ata
ques
contra
o
exercito
bavaro
provooaram
os
primeiros
regulamentos
restrictivos.
Na
Grécia
publicam-se
actualinente
169
jornaes,
folhas
periódicas
e revistas, 74
das
quaes
veem
a
luz
em
Athenas. Pro
vou-se
este
facto
honroso
para
a
nação,
e
é, que
tão
depressa
os
gregos
começa
ram
a
lomar
solido
assento
em
qualquer
paiz
extrangeiro,
graças
as suas
operações
commerciaes
pensaram
em
duas cousas:
fundar
escólas
e
estabelecer
um
perió
dico.
Costumes
da
antiguidade. —
Os
povos gentios
dedicaram
a
seus
deuses
diversos
animaes
productos
da
natureza;
entre
os
primeiros,
dedica
se
o
leão
a Ci
beles,
o tigre
e
o
burro
a
Bacho,
o cão
a
Diana,
a
aguia
a
Júpiter,
o
pavão
real
a
Juno,
o
cysne
a
Apollo,
a
phenix ao
Sol,
o corvo a
Phebo,
o
lobo
a
Marte, o
gallo
a
Mercúrio,
a
pomba
a
Venus,
a
coruja
a
Minerva,
os
dragões
a Saturno
e
a cabra
a Esculápio.
Entre
as
arvo
res, a oliveira
a
Minerva,
o alamo a Her
cules,
o
loureiro a
Apollo,
o
myrtho
a
Venus,
o
carvalho
a Júpiter, a vide a
Ba
cho,
o
cypreste
a
Plutão
e a
palmeira
á
deusa
Vicloria. Dos
metaes
o
electro a
Jupiter,
o ouro a
Phebo,
a
prata
á
Lua,
o
estanho
a
Mercúrio, o
cobre
a
Venus
e
o
ferro
a
Marte.
Além d’isso
sacrifica
vam
a
porca
a
Ceres,
o
burro
a
Priapo,
o
cavallo ao Sol
e
a
Neptuno,
o
cão
a
Diana,
o
cabrito
a
Bacho,
o
gato
á
Lua,
a
vacca a
Juno,
o peixe
a
Venus,
a ce
gonha
a
Mercúrio,
o
gavião
e
o
leão a
Phebo,
o
canario
a
Isis
e
a
cabra
a
Mi
nerva.
Sovn tradueção dos aCusiadag».
-Diz-se
que
foi
ullimaraente
publicada
no Rio
de Janeiro
uma
nova
traducção
em
francez
dos
Lusíadas^
feita
pelo
snr.
Cool.
Esta
traducção
é
em
verso,
e
dedi
cada ao
snr.
D.
Pedro
2.®
A
caridade de Pi»
IX.—
Gosto-
samente
transcrevemos
do
«Campeão
das
Províncias»
o
seguinte
artigosinho,
que
muito
depõe
a
favor
do
Grande Pontífi
ce,
que,
em
Roma,
se
condoeu
.
tambejn
distancia
seja
mui
considerável,
ou
o
ca
minho
diflicil,
casos
que
em
Braga
se
não
dão.
Na cathedral observou-se
sempre
esta
prescripção
do
ritual,
e
o
rvd.°
parocho,
conscio
do
seu
dever,
conduzia
sempre
o
Sagrado
Viatico
tle capa
d
’
asperges
e
veu
humeral,
supposto
no
resto
e decencia
condissesse
em tudo
com as
demais
pa-
rochias.
Já
algumas
mezas
anteriores
da
confraria
quizeram
dar
a
este
acto
o
ca
rácter
de
seriedade
e
respeito
que mere
ce;
obstáculos
porém,
que
por
conveniên
cia
calamos,
estorvaram
a
sua
realisação.
A
meza aclual.
que
nunca
desistiu
d’
este
proposito,
acaba
de
resolver
quanto
cabe
na
sua
alçada,
esperando
em
Deus
que
ain
da
algum
dia
alguém
mais bem pensado
concluirá
o
resto.
Não
repicarão os
sinos,
como
se
faz
talvez
em
todas
as demais parochias
do
mundo
christão,
porque
a
confraria
não
póde
dispor
só
para
sineiro
de
quarenta
e
tantos mil reis
annuaes,
como
nos
consta
se
lhe
exige;
mas
o
servo
da con
fraria,
por
si
ou
por outrem
conveniente
mente vestido,
dará
com
uma
campai
nha,
pela
rua
Nova,
volta
da
Sé
e
Lar
go
do
Paço,
um
signal
indicativo
de
que
vae
sair
o SS.
Sacramento
para
que
os
fieis
compareçam.
Aos
que
se apresentarem
com
a
de
cencia
que
pede
tam
religioso
acto,
serão
destribnidas
opas.
Sempre
que
se
reuna
o
pessoal
ne
cessário
sairá
o
pallio,
e
o
servo,
ou
al
gum clérigo
que
por
sua devoção se
pres
ta
conduzirá
o
thuribulo
e
naveta;
no
caso
porém
de
urgência
e
falta
de
fieis,
o
servo
conduzirá
a umbella,
sob
a
qual
irá
o
sacerdote.
Sabemos
também
que
já
estão
encom-
mendadas
mais
quatro
lanternas
e
as
opas
necessárias.
Pela
nossa
parte felicitamos
a
illustre
meza que tanto timbra
pelo augmento
do
culto
e
veneração
do SS.
Sacramento
da
Eucharistia:
oxalá
este nobre
exemplo
fosse
seguido
pelos
mezarios das idênticas
confrarias
nas
diversas
parochias
d
’
esta
cidade.
As
mezas
que
em
vez
dos
fogue-
torios,
illuminações,
e
outras
demonstra
ções
ruidosas
em que
por
occasião
da
festividade
dispendem
avultadissimas
quan
tias, promovessem
o
indispensável
para
que
o
Sagrado
Viatico
saia
com
a
decen
cia
e
explendor
devido
a tão augusto
Sacramento,
legariam
á
posteridade
os
seus
nomes,
esculpidos
em
lellras
d
’ouro,
nos
fastos
d
’essas mesmas
confrarias.
Na
mão
dos
rvd.°
s
parochos
está
a
realisação
d
’esta
obra
do
agrado
de
Deus
e
provito
das
almas,
e
de
sua
muito
re
ligiosidade
esperamos
confiadamente
envi
darão
suas
forças n’este
sentido.
Sobretudo
appellamos
para
a
Sentinel-
la
Vigilante
da
Egreja
Bracarense,
para
o
ex.
mo
e rv.
mo
prelado
d
’
esta
tão
respei
tável
diocese, se
digne
providenciar,
para
que
se acabem
tão
monstruosos
abusos,
e Braga
dè
mais
um
testemunho
de
sua
muita
religiosidade.
Clironiea religiosa. —
A
’
manhã
fes
teja-se
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Luz,
nos
templos
de
S.
Vicente, Guadalupe
e
Collegio.
E
’
ámanhã
também
a
romaria
de S.
Braz,
em
Guallar,
Ferreiros e
S.
Braz
do
Carmo.
No
domingo
faz-se
procissão
do SS.
em
S.
Viclor,
procissão
do
Rozario
na
Sé,
na
freguezia
de
Lomar
e
mais
fre-
guezias
da
Veiga
de
Penço.
111.ma
camara.—
Pedimos
á
ill.ma
camara
que se
digne
mandar
vigiar
o
mercado
dos
porcos,
e
fazer
alli
cumprir
as
posturas
referentes
a
revendedores
de
generos
alimentícios,
nos
quaes
nos
pare
ce
que
se
inclue
aquelle
mercado.
E’
ra
ro
o
comprador
que
alli
pode
fazer
com
pras
em
primeira
mão:
d
’
alguns
sabemos
nós,
que tendo
ido
para
o
mercado
ainda
antes
das 9
horas
da
manhã, ainda assim
só
podem
haver
o
que
alli os
levava,
em
poder
dos
revendores,
que
assim
fazem
um
bom
negocio,
que
nao julgamos
lici
to,
e
em
manifesto
prejuiso
dos consu
midores
do
município.
Estes
pagam
as
respeclivas
contribui
ções
municipaes,
e
teern
direito
a
exigir
que
os
vigias
cumpramos
seus
deveres.
São
fáceis
de
distinguir
os
comprado
res
do
município, dos
taes
especuladores;
o
que
falta
é
a
vigilância
da
parle
dos
snrs.
olheiros,
que
são
menos
olheiros
que
uma
toupeira.
Quasi
lodos,
se
não
lodos,
os
reven
dedores
compram
o
gado
com
simples
signal,
e
não
o
mandam
retirar
da
feira,
onde
o
revendem
sem
terem desembolsa
do
mais
que
uns tantos
reis,
que
ficam
a juro grosso
na
mão
dos
vendedores,
do
estado
lastimoso
das
victimas
do tem
poral,
no
nosso
reino:
Também
no
solio
pontifício
ecoaram
os brados dos
desgraçados
porluguezes,
que
foram
victimas
da
terrível
invernia,
e
o
magnânimo
Pontífice
que
o
occupa
apressoú-se
a
manifestar
o
quanto
lhe
doem as
amarguras
que
os
aflligem.
0
grande
Pio
IX.,
constando-lhe
que
a
Associação
Catholica
do
Porto
promo
vera
um bazar,
cujo
producto
liquido
era
destinado
ás
soas
necessidades
e
da
Egre-
"ja,
de
quem
é
primeiro
ministro,
fez
sa
ber
á
mesma
Associação
por
intervenção
do
seu
representante
em
Lisboa,
que
era
da
sua-^op
ta
de
que
o
piedoso donativo
fosse
por
sua
intenção
a
plicado
em
fa
vor
d;s
infelizes victimas
das
innunda-
ções.
0
snr.
conde
de
Samodães
foi
o
en
carregado
de
dar
parte
á
Associação
do
acto
piedoso
do grande.Pio IX
—acto
que
tan
to
mais
exalta as!
virtudes
que
o
enno-
brecem
e
o
tornaunum
dos
molhores pon-,
tilices
que
tem
presidido
aos destinos
da
Egreja
catholica
A
noticia
d
’uma
tão
lou
vável
resolução,
como
digna
do
m
*
gno
Pastor,
foi
por
todos
os
membros
presen
tes
da
Associação
recebida
com
frenetico
applauso
e
será
decerto
recebida
por.
to
dos os portuguezes com
édifiqatite
ju
bilo.
0
heroico
Pontífice,
privando
se
assim
do
pequeno
obulo
que
os
fieis de quem
é
supremo
Chefe,
pretendiam
offerecer-lhe,
prefere,
como
carinhoso
pae,
accudir
ás
desventuras
dos
filhos e estancar-lhes
as
lagrimas
que
no
auge
da
afllicção derra
mam
I
E’
verdadeiramente
nobre
e
digno de
um
grande
e
virtuoso
Pontífice,
como
é
o Santo
Padre Pio
IX,
o
acto
que
acaba
de
praticar
e
a
que
cumpre
prestar
o
aca
tamento
devido.
As naseentes tio Zaire. —
Do
«Dia-
rio
da Manhã»:
N
’um
jornal angolense,
quasi
desco
nhecido
no
continente
poriuguez,
o
«Mer
cantil», appareceu
uma
correspondência
importantíssima,
que
traz
a
solução do
mais
grave problema
de
geografia
africa
na,
do
problema
que
o
tenente
Cameron
debalde
procurou
resolver,
o que
foi
con
seguido
por
ura negociante portuguez.
cujo nome infeltzmente
não
é
dado
pelo
•jorna!
a
que
nos referimos.
No «Mercantil,
pois
appareceu
uma
correspondência,
assignada
por
um
com-
merciante
portuguez,
que valeu nas suas
tribulações
ao
viajante
allemão
Pogge,
que,
depois
de
|»er
escapado
das garras
do
Ma
thialvo,
chegou
a
Mjlange
desfallecido,
e
ahi
foi
soccorr-ido
pelo
signatário
da
cor
respondência.
Continua
o nosso
patrício,
dizendo
que
Pogge
nos
fazia
justiça,
differindo
muito
n
’
esse
ponto
dos
inglezes
que
não
perdem
occasião
de
nos
deprimir, e
de
se
apro
priar da
gloria
dos nossos
descobrimen
tos. Lamenta
que
em
Portugal
se
conhe
çam
tão
imperfeitair.ente
as
nossas
pró
prias
colonias
que
um
personagem
alta
mente
collocado
disse
ao
allemão
Von
Mayer
que
os
commercianles
porluguezes
não
passam
além
de
Cassange,
quando
é
certo que
penetram
muito
mais
no
inte
rior do
continente
africano.
Acrescenta que
um
negociante
portu
guez,
cujo
nome
não
refere,
para o
não
expôr,
diz
elle,
ás
vaias
dos
nossos
pa
trícios,
conseguiu
chegar
á
nascente
do
Zaire.
Esta
nascente fica
a
20
dias
de
mar
cha
de
Malange
para
o lado oriental. Sain
do-se
de
Malange,
segue-se
o caminho
do
Songo
Grande,
direito
a
Mona-Cavulla,
atravessàndo-se
as
montanhas
de
Qaiinan-
go-a-Camuque-Nuca,
passa-se
á
capitai
do
Dumbo-Tembo,
e
n
’
uma
planície
que
fica
a
um
dia
de
marcha
d’
esta
povoação
en
contra-se
a
nascente
do
Zaire,
que é
uma
fonte
que
brota
do
chão,
o
rio
segue
pa
ra
o
norte,
sendo
chamado
Kassai
pelos
negros
Kassai
ou
Kissabi,
o
que traz
também
a
resolução
de
um
outro
proble
ma.
porque
Kassabi é
o
nome
de
um
rio
atravessado
por
Livingstone,
que
mal
ima
ginava
que
atravessava
o
Zaire, ainda
que
suppoz
que
seria
uma
ramificação
d
’esse
rio.
Atravessa
as
terras
do
Lunda,
e to
ma
enlão
o
nome
de
Nzare,
que
já
não
differe
-muito
do Zaire, nome
que
toma
na
ultima
parte
do
seu
curso,
e
que
é
o
nome
indígena
aindá
que
os
inglezes
in
sistam
em
chamar-lhe
Congo,
Esta noticia
é
tanto
mais
importante
quanto
vem
destruir
a
versão
de
Came
ron,
que
se
baseia
na
identidade
do
Lua^
labala
com
o
Zaire.
Quem
nos
communicou
este
facto
foi
o
nosso
erudito
e infatigável
investigador,
o snr.
Luciano
Cordeiro,
a
quem
muito
agradecemos
sua
obsequiosa
informação.
'
CoIonia monxtro.—
Está
no
Brazil
uma
commissão
russa
tratando
de
escolher
um local em
que
'devem
estaheler-se
250:000 pessoas,
as
quaes
não
querem
cumprir
umas-certas
obrigações
de
ques
e-tavám
desligadas
desde
o
reinado
de Ca
lharina II.
('onipunhia
do eamiuhii de fer
ro
amerieann ein Rrngt
*
.
—
Lè-se no
«Primeáro^de
Janeiro:
—
Ja
está
na
alfan-
dega
todo o
material
d
’
esta
companhia,
como
carros, carris,
etfc.
Nenhum
receio,
portanto,'
devem
tef
os
accionistas
de concorrerem com
as
suas
entradas.
Graças
a
esta
companhia,
a
terpeira
capital
do
reino não
soífre por
mais
tempo
o
labeo
vergonhoso
de
não
tet
um
carro
americano.
Braga
era
digna
d
’
esle
supremo
esfor
ço porque
a
falta d’
este
melhoramento
a
não
envergonhasse
e
enchesse
de
contusão
aos
olhos
de
suas
irmãs.
O
sanclnrio
do
Bom Jesus,
esse
magestoso
monumento
de
granito
que
attesta
a
piedade
de
nos
sos
avós,
poderá
ser
visitado mais
facil
e
commodamente;
os
lindíssimos
panoran»-
mas
que
se
disfrutam
de
diversos pontos
d
’
aquelle
logar
gozados
á
custa
de
pouco
dinheiro;
a
formosa
estatua
da
virge/n
no
Sameiro
visitada
mais vezes
com
a
admi
ração
do sitio
pittoresco onde
se
acha
col-
locada.
Progressos
«le
fotografia. — As
experiencias
de fotografia por
M.
Leveillé,
dirigidas
e
levadas
a cabo por
M.
Lecour,
chefe
da
policia
municipal
de
Pariz,
dão
admiráveis
resultados.
O
apparelho
que
não
é senão uma
modificação
muito
complexa
do
pantelegrafo
Coselli,
transmitte
em
dois
minutos
de Pariz
a Bayonna,
tomando
a
d
’
nra retrato-cartão de
visita,
a
copia,
exacta
e
esmerada
d’
este
retraio.
Este
invento,
se,
como
é
de
esperar,
se
aperfeiçoa
até
o
ponto
de
que
a
dis
tancia,
por
grande
que
seja,
não
consti
tua
obstáculo
algum
á
reproducção
foto
gráfica,
será um
dos
mais
poderosos
e
fieis
auxiliares
da
policia do
futuro.
Estatística
euriosn.—
Como
resul
tados
d
’uma
estatística
mais
formal
e
in
teressante,
citaremos
os
que
resultam
dos
importes
do
commercio de
importação
e
exportação
da
França
durante
o
passada
anno
de
1876.
As
importações
ascendem
«
3:950
mi
lhões
de
francos;
as exportações a 3
570
milhões.
Resulta
pois que
380
milhões
de
francos salitram
de
França
para o
ex
trangeiro
durante
o
anno
que
acaba
de
transcorrer.
Comparado
este
resultado
com
o
da
anno
de
1875,
a
consequência
é
alar
mante,
pois resulta que-de
1875
até
á
data,
622
milhões
de
francos
sahiram
de
França
sem
deixar
compensação
algum»
d’
esta
perda
tão
collossal
de
capital ílu-
ctuante.
t
*
ortuguezes
falleeidós
—
No Rio
de janeiro
falleceram
os
seguintes:
Em 3
de
janeiro,
Anacíeto
Pedro
Mo
reira,
22
annos
;
Benedicto
Téixèira Basto,
38
annos.
Em
4,.
Manuel
Duarte Moreira,
53
an
nos.
.
•
Em 5,
Manuel
Antonio Pinheiro,
56
annos;
Joaquim
Eduardo
de
Carvalho,
22;
Bento
José
da
Cunha.
26;
Seraphim
Gon
çalves,
35;
José
Soares
Rodrigues,
42.
Em
6,
Antonio
Maria
de
Sonsa
Sam
paio,
27;
Augusta
Emilia Alexandrina,
45;
Maria José
do Coração
de
Jesus,
37.
Em
7,
Philomena Augusta
Medina,
36;
Antonio
Fernandes,
30.
Em
Pernambuco
.falleceram
:
Ena 6,
Manuel
Ferreira
dos
Santos,
36
annos.
Em
8,
João
Francisco
Orphão, 28.
Em
10,
José
Gomes
Alves,
23; Mar-
celino
José
Lopes
Ribeiro, 28.
ÃGUDECIMENTOS
José
1
Joaquim
da
Silva
Braga
e
Manuel
Igntcio
da
Silva Braga,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
que
se
di
gnaram
cumprimenlal-os
por
occasião
da
morte
de
sua
irmã
e
thia,
Maria
Joaquina
■da
Silva,
e
a
lodos
protestam
sua
gratidão
e
estima.
(70)
■
..........
" "................ .......... ' "
José
Antonio
dos Santos
Coelho,
José
Joaquim Coelho
dos
Santos, e
Francisco-
José
dos
Santos Coelho,
negociantes
d
’
es-
la
cidade,
agradecem
por
este meio,
pelo
não poder
fazer pessoalmente como
deze-
jam;
a
todas as
pessoas
que
os
cumpri-
mentaram
pelo
fallecimenlo
de
seu
sempre
chorado
pae, Manuel
Coelho,»
morador
que
foi
na
freguezia
de
Mire
de
Tibães,
pro
testando
a
todas sua
eterna
gratidão.
(68)
D.
Maria
José
da
Natividade
Falcão
d
’Azevedo
Velho
da
Fonseca,
e
seu
ma
rido
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arrisca
do,
summamente
penhorados
para
com
todas
as
exm.
as
snr.
as
e
cavalheiros
que
os
cumprimentaram
e
tomaram
parte
no
sentimento
profundo
que
soífreram
com
o
fallecimenlo
de
seu
sempre
querido
e
chorado
tio
o
exm.°
snr. conde
d
’
Azeve-
do,
veem
por
este
meio
protestar
a
todos
o
mais
acendrado
reconhecimento,
e
pedem
desculpa
de não
o
fazerem
pessoalmente
(78)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
AVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter
0
diploma
<le
doutor
ou
de
bacharel
de
uma universida
de estrangeira.
Dirigir
carta registada
a
Me^licus,
13, praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-jr)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua, sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.®
76, 77,
85
e
86.
Tracla-se
no
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(63)
ANNPNLTOS
Banco
Commercial,
Agrícola
e
‘
Industrial
de Villa Real
Sociedade anonyma de responsa-
bilidade limitada.
A
gerencia
annuncia
que
no
dia
1.®
do
proximo
fevereiro
começa
o
pagamen
to
do
dividendo
do
2.®
semestre
de
1876,
na
importância
de
1^650
rs.
por
acção.
Em Villa Real,
na
sede
do Banco.
No
Porto,
Braga
e Vianna em
casa
dos
respectivos
agentes.
Villa
Real,
28
de
janeiro
de
1877.
Os
Gerentes,
Joaquim José
d’
Oliveira
Guimarães
(77)
Agostinho
José
da
Costa.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
liE
LISBOA
ELBE
.
MINHO
.
TAGUS
.
13
de
Fevereiro
GUADIANA
.
28
de
Fevereiro
NEVA
.
. .
13
de Março
MONDEGO.
.
PREÇOS GOMMODOS
.
.
28
de Março
.
.
13
de
Abril
.
.
28
de Abril
FESTIVIDADE
Os devotos
da
Imagem
de
S.
Vicente
Ferrer,
que
se
venera
na
egreja
da
Ordem
Terceira
d
’
esla
cidade,
fazem publico
por
este
meio,
que
a
festa
do
mesmo
Santo
que
estava annunciada
para
o
dia
28
do
corrente, fica
transferida
para
0
dia
8
de
abril
proximo,
como
se
fará
constar
por
annuncios,
deliberação
que
tomaram
por
motivos
justificados.
Braga
25
de
janeiro
de
1877.
(67)
iViASCARâS
BARITAS
Em casa de João Haptista Ribeiro
Rua
Nova
de
Sousa,
n.® 56
BRAGA
Encontra-se
um
grande
sortimento
de
mascaras
de
todas
as
qualidades,
e
preços
muito
baratos,
bem
como
Dominós,
e ou
tros
vestuários
proprios
do
Carnaval.
(78)
ÉDITOS DE IO DUS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cariorio
de
Motla
correm
éditos
de
10
dias
a
contar
de
22
do
corrente
mez,
citando
todos
os
credores
incertos
de
Francisco Antunes,
da
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões da dita
comarca,
para
que
compareçam
com
suas
preferen
cias
á
quantia
de
3504(100
reis,
a elle
penhorada
na
execução
que
lhe
move
Ma
nuel
Custodio
Fernandes
d
’
esta cidade,
sob
pena
de
,que
quando
não
compa
reçam,
de se
passar
mandado
de
levan
tamento
a
favor
do
exequente
pelo
que
li
quidado
fôr.
(71)
PIANOS
Vendem-se
dois,
um
de
pau
selim,
de
auctor
inglez,
de
seis
oitavas,
e
outro ver
tical,
também
de
seis
oitavas,
em
muito
bom
estado,
e afinado
As
pessoas
que
desejarem compral-os, podem vêr-se
o
1.®
em
casa
do
snr.
Plácido
José
dos
Santos
Braga,
rua
dos Capellistas,
a
qualquer
hora,
e
o
2.°
em
casa
do snr.
Filippede
Araújo
e
Silva
Figueiredo,
rua
da
Ponte
desde
as
9 horas
da
manhã.
Trata-se
para
a
venda
com
o
snr;
José
Rodrigues,
rua
da
Ponte,
98.
(Ro)
VIDES
DE BASTO
Cada paquete d’
esta
companhia
leva
a
bordo
criados
e
cosinheiros
portuguezes para
commodidade
dos
passageiros de
todas
as
classes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducçào
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo oo passageiros teem grátis cama, roupa de eania, eo-
mida
feita por cosinheiros portugueses,
vinho duas vezes por dia,
assistência
medica,
serviço
de criados e outras despesas.
A
EXPER1ENGIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para a commodidade
dos
passagejros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre
eiles
feitos
por
escripta
como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para a
conducçào
das
suas
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e Impe
ratriz
do Brazil,
como
também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA CENTRAL,
rna
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C. TAIT; e nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães, rua
do
Souto.
IN
JECTION BROU
Hyglenlea
InfalIiTel y preservativa; absolutamente
<8;
a
unicaque cura sem me jantar mais nada. Vende-r>i
|íf)
se nas
principaes pharmacias do mundo. Exigir a
.
,
instruccAo do uso. (30 afio» de extto.JPwis, casa do
.
3;;
inv"IMagenta,
/M. Uâ#a,S'
Barreto
Loreto 28 «30.
O SACROSANTO E ECUMÉNICO
EM
LATIM E PORTUGUEZ
NOVA
EDICÇÃO
REVISTA
Será
publicada
em
fascículos
de
96
paginas,
formato e papel
do
Thesouro
po
Sacerdote,
Apologia, Historia ecclesiastica.
Preço
de
cada
um...............................................
200
réis
>
pelo
correio...............................................
215
»
A
obra
completa
terá
6
fascículos,
0 1.®
sahirá
no
dia
15
de
Fevereiro.
Venda
de casa
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An
jo
n.°
11
;
para
tractar
na
mes
ma,
desde
0
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
Gqg
e
saudaveis
d
’
esta
cidade, acha-se
* p
ara
alugar uma
casa
até
ao pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se vende
por
preço
mui commodo a
mobília
e
piano
existente
na
mesma
e
complelamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão de S.
Martinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
Maria
Adelaide
e Maria
de
Jesus
mo
radoras
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
35,
en
carregam-se
de
ensinar meninas
que
de
sejem
aprender
todos
os
misteres
concer
nentes
ao seu sexo,
como
são
:
meia,
cro-
chets.
costura
e
bordados.
Preços
muito
limitados.
. .............
■
(66)
A
14500
BEIS!
^ual
será
o estabelecimento que
não
hade ter uni reiogio por
«
1$5UO
reis?
Vendem-se
na
Praça
d’Alegria
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga, regu
lando
PEBFEITAMEiVTE.
MADEIRA
DE
f^INHO
Vende-se
de
14
a
25
palmos
de
com
prido
e
de
vitola, por
junto
ou
a
retalho,
em
Guadelupe
n.°
3.
Tracta-se
com
Bernardo
José
Pereira
Franqueira.
(76)
ALVIÇXRAS
Dão-se
a quem
entregar
na
rua
do
Souto
n.°
16, um cabeção
de
uma
capa
de pano
preto,
que se
perdeu
desde a
mesma rua
até
á
Praça
Municipal.
(74)
""DINHEIRO
A JURO
Em
mistura
de
castas
muito
ferieis
e
xigorosas,
próprias
para
a
producção
do
aflamado
vinho
verde de
Basto.
Preço
<ia
dú
zia de
pés
360,
postos
na Gandarella. Di
rigir os pedidos
com
0 importe
em
vales
do
correio
a
A. Moniz
Coelho
da
Silva,
Casa
da
Veiga
—
Celorico
de Basto.
(73)
“
PRADO D
’URJÃES
Quem
pretender
tomar
d
’
arrendamen-
to
0
prado
d
’Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde dirigir-
se n’
esla
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo,
B.°
17.
(44)
A BIBL8A E
A
XATLREZA
A
Meza
da
Irmandade
de S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
PELO
DR. JOÃO
MANOEL CORRÊA
digníssimo
professor
do seminário de S. Pedro e do
lyceu
nacional de Braga
Começará a
publicação
regular d’
esta
obra
no
fim
de
Março
em
fascículos
de,
^00 réis.
. ■
Recebem-se desde já assignaturas para estas duas publi
cações.
(30)
RH3EIRO
CIKLRGIÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
BRAGA,
1TP0GRAPHIA
LUSITANA—1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
