comerciominho_29081876_536.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 536
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=»
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas;
assina
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
beços
: Braga,
anno 1^600
rs.«=Semestre
850
rs.^Promn-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1&050
rs.=Brazil,
anno
3Ô600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda forte,
ou 8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
lOrs.
Para
os
assignantes 20
’/
0
d
’aba'timento.
BRAGA-TEKÇA-FEIRA
89
»E
AGOSTO
Causa
verdadeira
indignação
a
todo
o
espirito cathobco
a
guerra
desleal,
que
certos
jornaes
nossos
não cessara
de
mo
ver
á
Egreja
e seus ministros.
Não
ha
dia
quasi.
que
estes
soi-disanl
atletas
do
progresso,
não
atirem
a
sua
pedrada
ao
Catholicismo,
ora
caluranian-
do-o
e
insultando-o nos
seus
sacerdotes,
ora
deturpando-o
na sua historia, ora
vi
tuperando-o
nos
seus
dogmas.
Que
futuro
imaginarão poder
preparar
estes senhores
com
essa
propaganda
anti-
christà
?
Será
destruindo
no
coração
dos
povos
todos
os
sentimentos
de
virtude,
produ
zidos
pela crença,
que
os povos
hão
de
civilisar-se?
E
são
estes
jornaes
os orgãos
de
par
tidos,
que
um
dia
esperam
assumir
as
re-
deas
do
governo,
n
’
um
paiz
catholico!
E’
realmente
necessário
muito
arrojo
para
assim
zombar
de
um
povo
inteiro!
Não
somos
dos
que
quebram
lanças
pelo
actual governo.
Mas
se
para
evitar
que
o
poder
passe
ás
mãos
de partidos,
que
se
fazem repre
sentar
na
imprensa
por
orgãos
taes
como
o
«Paiz»
e
quejandos,
é
necessário
que
o
actual
gabinete
se
sustente,
não
duvi
daremos
pôr de
parte nossas
convicções,
se
tanto
fôr
preciso
para
ajudarmos
a
conjurar
um
mal
muito
maior.
Dizemol-o
sem receio;
jornaes.
como
o
«Paiz»,
apenas
servem
para
desacreditar
a
imprensa
periódica.
E
senão
que o
diga
o
seguinte
trecho
da
sua
lavra, que
o
acaso
nos
trouxe
ás
mãos:
«Parece
que
uma
das
industrias
do
padre
Beirão
é
effectivamente
desvairar
donzellas e
enviai
as
a
França,
depois
de
convenientemente
preparadas,
para
de
lá
voltarem
como
francezas,
e assim
poderem
aqoi
viver sob
a
inspecção directa
de
um
superior
estrangeiro.
E
a
um
desalmado
d
’
estes,
agente negro
da
mais
pérfida
e
damninha
reacção,
e sobre
quem
se
devia
atirar
como
a
um lobo,
é
que
o governo
faz
presente do
convento
das
Trinas,
para
elle
ahi ter
o
seu
ninho,
e
continuar
com
a
santa
industria.»
Eis
uma
simples
amostra
do
que
é
e
do
vai a
folha
histórica.
Convém
saber-se
que
o que
n
’
esse
pe
ríodo
se
chama
industria
é
o
instituto
das
benemeritas
irmãs
hospitaleiras,
já
de
so
bejo
conhecidas
e
admiradas
n
’
esla
cidade.
E por
que
um
padre
respeitabilíssimo
pelas
suas
virtudes
se
interessa
por
esse
estabelecimento
de caridade,
quer
o
orgão
dos
históricos
que se
lhe atire
como
a
um
lobo
!
Isto
se fosse
escripto
n’
uma
folha,
que
não
passasse
de
ser
um
orgão
dos
lupa
nares, não
seria
para
estranhar;
mas
pelo
representante
de
um
partido
na
imprensa,
é
o
que
excede
todos
os
limites
da
ou
sadia
!
Se
o
grande Guttemberg
voltasse a
este
mundo,
e
visse
o
estado
de
degra
dação
a
que
tem
chegado
em algumas
mãos
o
seu
maravilhoso
invento,
arrepender-
se-ia
por
certo
da
sua
obra.
O
«Paiz»
que não
tem
uma
só
pala
vra
de
censura
para
tantos
desalmados
que
lodos
os
dias
estão
arrastando
inno-
centes
viclimas
ao
abismo
da prostituição,
quer
que
se
atire,
como
a um
lobo,
so
bre
o
snr.
padre
Beirão,
só
porque
este
ecclesiaslico
digníssimo,
aproveitando
li
vres
vocações
as
dirige
pelo
melhor
meio
de
servirem
a
Deus
e
á sociedade!
Ao
menos
são consequentes
estes
pro
gressistas
da
crapula.
E
o
partido histórico
applaude
por
certo
estes
bellos instinctos dos
que
redigem
o
seu
orgão
na
imprensa.
Pois
não
os
vimos
nós,
ha ainda
um
anno,
batendo
palmas ao
drama
estúpido
do
snr. Ennes?
E
’
o caso
de
se dizer
com
o
nosso
collega
o
«Bem
Publico»;
«tal
partido,
taes
chefes,
tal
orgão».
O
peior
é
que
não
faltam catholicos
a
lhes
darem
ajudas;
mas
Deus
é
justo.
N’esta
circumstancia solemne.
Santís
simo
Padre,
este
pensamento
fortifica-nos,
consola-nos,
e, todos
reunidos,
supplica-
mos a
Vossa
Santidade
que
derrame
so
bre
nós, sobre
as
nossas
dioceses,
so
bre
a
França
que
nos
é
tão
querida,
as
suas
mais paternaes
bênçãos.
[Seguem-se
as
assignaturas.)
A
esta
felicitação,
o
Santo
Padre
di
gnou-se
enviar
a
S.
Em.
a
o
cardeal
Gui-
bert,
arcebispo de Paris,
e
aos
mais
arce
bispos
e
bispos,
a
seguinte carta
:
PIO
IX,
PAPA
Querido
filho
e veneráveis irmãos,
sati-
de
e
bênção
apostólica.
Quando
prescrevemos
proceder
á
con
sagração
da
egreja
de Lourdes
e á
coroa
ção
da
venerável
estatua
da
Virgem
hon
rada
n
’esle
logar,
o
nosso
desígnio
não
era
sómente dar
um
testimunho
publico
da
nos
sa
devoção
para
com
a
Santíssima
Mãe
de
Deus
;
Nós
também
queríamos, na
presença
das
calamidades
de
que
está
amea
çada
a
religião
christã
na hora presente,
fornecer
um
novo
estimulo
á piedade
dos
fieis,
dos
de
França
em
particular,
a fira
de
os
empenhar
a reclamar
com mais
in
sistência
o
soccorro
da nossa
celeste
Pa
trona
e
a redobrar de
confiança
em
sua
poderosa
protecção.
Temos
tido
a
consola
ção
de
saber,
por
vossa
carta
de
4
de
Ju
lho,
que
em
tudo
desenvolvestes
o
maior
zelo
para
realisar
o
nosso
pensamento,
e
que
em
parte
já
temos
conseguido o
fim
a
que
Nos
tinhainos
proposto,
visto
quein-
numeraveis
multidões
de
fieis,
seguindo
o
vosso
exemplo,
tinham
concorrido
á
ba
sílica
sagrada
para
honrar
a
Virgem
Ina-
maculada
e
implorar
o
seu
soccorro.
Esta
brilhante
manifestação
de fé
e
de
piedade
Nos
enche
de
alegria
e
Nos
dei
xa conceber a
firme
esperança
que
o
Deus
Todo
Poderoso,
deferindo
ás
supplicas
de
Sua
Santíssima
Mãe,
salvará
não
sómente
a
vossa
illustre
nação,
mas
todo
o
povo
christão,
da
tempestade
e
dos
perigos
que
ameaçam hoje,
consolará os
afllictos, for
tificará
os
fracos,
allumiará
os
cegos,
e
conduzirá
os
peccadores
pela
via
salutar
do arrependimento,
e
dará
emfim á
socie
dade
humana
transtornada
por
tantos aba
los
a paz
que
Nós pedimos desde ha
tan
to
tempo.
O
que
agora
resta
a
fazer,
é
vigiar
para
que
este
ardor
de
devoção,
que
acaba de
se
manifestar
de
um
modo
tão
maravilhoso,
longe
de
afrouxar
se
au-
gmente
e
se
estenda
cada
vez
mais.
Vós
trabalhareis,
lemos
d’
isso
a
tirme
confian
ça,
em
procurar
este
resultado d’accordo
com
os
outros
bispos
do
mundo
catholi
co.
No
entretanto,
Nós gostamos de
vos
louvar
pelo
que
tendes
(eito
até
aqui,
e
agradecer-vos
pelos
sentimentos
que
Nos
tendes
expressado.
Ao
mesmo
tempo,
co
mo
penhor
da
bênção
divina e
como
tes
timunho
do
nosso
particular
afiecto,
Nós
confiemos
no
Senhor
a
nossa
bênção Apos
tólica,
a vós,
nosso querido filho,
e
a
vós
veneráveis
irmãos,
assim
como
ao
clero
e
aos
fieis
confiados
á
vossa
vigilância pas
toral.
Dado
em
Roma, junto
a
S.
Pedro,
a
22
de
Julho
de
1876,
o
trigésimo
primei
ro do
Nosso
pontificado.
PIO
IX,
PAPA.
munhão,
a 9 d
’
este
mez
no
Coliegio
de
S. Carlos
o mesmo
que
antes
foi
habilita
do
e
presidido
pelo
nosso
actual
Arce
bispo e Cardeal.
O
seu
nome
é
o
Revd.
*
E.
S.
Grinde,
e
era cura
da
Igreja
de
S.
Paulo
em
Briglhon
(a
Bayas (axionavel
de
Londres,
que
deve sua
grandeza
e
cele
bridade
á
predilecção
de George
IV.
por
aquelle sitio,
hoje
uma
grande
cidade;
de
insignificante
aldêa
de
pescadores
que
an
tes
era).
Os
outros
dois
convertidos
sam, se
gundo
nos
especifica
o
Morning
Post, o
Red.0
Guilherm
Lovett
(também,
como
o
o antecedente)
M.
.4.,
ou
Bacharel
pela
Universidade
de Oxford,
tendo
sido
Col
egial
do
Coliegio d
’Exler na
mesma
Uni
versidade,
e
que
era agora
cura de Wen-
tage.
E
o
terceiro
é
o
Revd.
0
Frederi
co
W.
Willis,
igualmenle
alumno
e
M.
A.
iela
mesma
Universidade
de
Oxford,
na
tural
de
Brosking
em
Totness.
Assim,
é
mui notável,
como
o
Catho-
icismo
vae
ganhando
terreno
e
adquirin
do,
não
só
muitos
prosélytos
de
classe
ordinaria,
mas
de
homens
muito
illnstra-
dos
do clero
Protestante.
Que
contraste,
comparados estes
factos
com
as
miseráveis
apostasias
que
ultimamente se
tem
dado
em
Portugal,
por
exemplo,
padrecas
que
se
tem
feito
Protestantes, para
casarem,
que
é
sempre o motivo;
e
mostrando
com
isso
quam
indignamante
occupavam
antes
o
ministério
sagrado
—
sendo
este
ganho,
antes
que
uma
perda,
em
se
descartar
d’
elles.
(Cttilinua)
---------
|HJ_!L t3
■<>»■£----- —-----------
Felicitação ao Snntiímimo Padre
dos
bispos reunidos em Kiour-
des.
Santíssimo
Padre.
Antes
de se
separar,
os
bispos
reuni
dos
em Lourdes
para a
consagração
da
lasilica
e
coroação
da
imagem
de
Maria
mmaculada
querem depôr
aos
pés
de
Vos
sa
Santidade
a
homenagem
de seu
pro-
undo
respeito
e
da
sua
filial
dedicação
á
Sé
Apostólica.
Ha
vinte
e
dous
annos,
Santíssimo
Pa
dre,
a
vossa
palavra
infallivel
definia
o
dogma
tão
doce
a
todos
os corações
chris-
tãos
da Immaculada
Conceição,
e,
quan
do,
poucos
annos
depois, Maria,
respon
dendo
a
vossa
palavra
soberana,
dignava-
se apparecer
na
gruta de
Lourdes
a
uma
lumilde
pastorinha,
ella
chamava-se
a
Im-
maculada
Conceição.
Glorificando
assim
a
mais
pura
das
Virgens,
quereis,
Santíssimo
Padre,
exal
tar
perante
lodo
o
mundo
Aquella
cujo
jé
virginal
esmagou,
desde
a
sua
origem,
a cabeça
da
serpente,
e que, na
continua
ção
dos
séculos,
venceu
todas as herezias.
Depressa, inspirado
por
Ella,
a
vossa
pa
lavra,
esmagando
pela
sua
vez os
erros
contemporâneos,
proclamava
a
carta
im-
mortal
que
será
desde
hoje
em
diante
o
monumento
da
união
dos
povos com
Deus.
Hoje,
Santíssimo
Padre,
delegando
um
príncipe
da Egreja
para
consagrar
a
basíli
ca
de
Lourdes
e
coroando
a
imagem
de
Maria
aquelle
que
representa junto de nós
a
Sé
Apostólica,
Vós
ajuntaes
a
vossa
san-
cção
á
milagrosa
apparição
da
Santíssima
Virgem
e
daes
a
toda a França
um
gran
de
e
precioso lestimunho
da
vossa
pater
nal
diiecção.
E
’
por
isso
que,
desde
ha
dous
dias,
uma
immensa
multidão
vinda
da
França,
da
Europa
e
de
todo
o
mundo
se
api
nha
ao
redor
do
sanctuario
de
Lourdes,
acclamando
com
enlhusiasmo Maria Im-
maculada.
A França tem
peccado
muito,
mas el
la
sabe
amar
muito.
Ella
ama
Maria,
ella
ama
o
immortal
Pio
IXI
Por
ter
amado
muito,
todos esperamos
que
nos
será
per
doado
muito.
Londres, IBS de Junho de 189S.
[A
’
redacção
do
<Apostolo».)
I. —
E
’
hoje
(vespera
do
nosso
S.
João,
Orago
da velha
egreja
da
minha
terra)
o
dia
de Santa
Etheldreda,
ou,
por
outro
no
me
Santa
Andry,
íilha
do
Pio
Rei dos
In-
glezes
Onentaes,
que
foi
Princeza
dos
Gir-
vios,
Rainha
de
Norlhumberland.
Senhora
da
ilha
d
’
Ely, onde
fundou um
convento
de
religiosas
ao
qual
se
retirou
e
onde
vi
veu
santamente,
tendo
enviuvado; e
alli
falleceu
a
23
de
junho
de
679.
Como
Santa
nacional,
era da maior
devoção
na
Inglaterra,
antes
que aquel-
le
Santarrão inglez
Henrique
VIII
tivesse
reformado
a
seu
modo
a
Inglaterra,
patria
de
tantos
heroes
e
heroinas
Calholicas,
por
quem tinha sido
illustrado
este
paiz.
Havia,
pois, antes
da
celebre
«Refor
mação,»
varias
egrejas
da
invocação de
Santa
Etheldreda
na
Inglaterra,
uma
aqui
mesmo
em
Londres,
que,
como
tantas
ou
tras
foi
profanada,
deixando
de
ser
egre
ja
mesmo
protestante.
Felizmente,
não
ti
nha
sido
demolida,
como
succedeu
a
tan
tas,
que,
até
já
durante minha longa
re
sidência
n
este
paiz,
eu
tenho
visto
desap-
parecer,
para
darem logar a
edifícios
e
es
tabelecimentos cornmerciaes—
transforma
das,
de edifícios
christão
em
templos
de
Plulo
;
que
aqui
se
volveu
protestante,
depois
que
o
cbristianismo
o
derribara de
seus
pedestaes.
e
o enterrara
pagão.
Tendo
os
Catholicos
felizmente
(e
co
mo
já
ultimamente
noticiei)
adquirido o
antigo
edilicio
da
egreja
mencionada,
repa
rou-se,
rehabilitou-se
como
egreja
catholi
ca, e
hoje mesmo
ali
se
celebrou
de
novo
no
dia invocalivo
da
Santa,
a solemne
fes
ta
e
missa,
em
honra
da
mesma
Santa
Padroeira.
Se não
fôsse a
considerável
distancia
de
minha
habitação,
e
a neces
sidade
de
occupar-me
em
escrever
esta
correspondência,
iria eu
proprio
com
pra
zer
assistir
á
Festa,
que
não
tenho
du
vida
ha de
ser numerosamente
concorrida
pelos
nossos
correligionários
de todas
as
classes.
A
primeira
missa,
de
manhã
cêdo,
foi
dita
pelo
Cardeal
Arcebispo,
na
capella
de
Santa
Brigida,
na
cripta
(ou abobada
inferior); e
a missa
de
festa
solemne
de
re-abertura
e
restauração
da
antiga
egre
ja
ao
culto
Catholico,
se
deve
estar cele
brando
agora
mesmo
com
toda
a
solem-
nidade,
e
prégando,
provavelmente
o mes
mo
Cardeal
Arcebispo,
ou algum outro
grande
orador,
proporcionado
á
occasião.
Como
já creio
haver
mencionado,
esta
Igreja
está
em
sitio
notável, no
coração,
podemos
dizer,
d’
esta
immensa,
enorme
Capital,
que
creio
ser
no
mundo
aclual-
mente
(e
de
certo no
mundo
Europeu
ci-
vilisado)
a
primeira
incontestavelmente,
em
população,
importância
e riqueza.
II.
—
Outra
occurrencia
que tainbem dá
não
pouca satisfação
aos
Catholicos,
é
a
conversão
á
nossa
Igreja
e
crença,
de
mais
tres
distrinctos
clérigos.
Protestantes,
to
dos
tres
alumnos
da
Universidade
d
’Oxford,
e
que
se
achavam
parochiando
em
suas
differenles
igrejas.
Um d
’
elles
tinha
ulti-
mamente
escripto
varias
cartas notáveis,
e
que
fizeram
muita
sensação,
ao
nosso
Cardeal,
sobre
pontos
de
controvérsia
re
ligiosa;
mas n’
ttm
espirito
honroso,
de
quem queria
achar
a
verdade,
e
assegu
rar-se
d
’
ella.
Convencido
afinal,
de
que
o
nosso era
o
melhor
caminho,
foi
por
ultimo
recebido
em
a
nossa Igreja
e
Com
GAZETILHA
Festividade. —
No
proximo
domingo
tem
de
realisar-se,
com
o maior esplen
dor
e
na
fórma
costumada,
a
festa
ao
SS.
e
Immaculado
Coração
de
Maria,
no tem
plo
dos Remedios.
Ficou
transferida
para
por
ahi
existem
apanhasse a
tal
relação
não
faltaria
reinação.
Junta
de credito
publico.—
Foi
publicado
no
Diário do
Governo
o
annun-
cio
da
Junta
do
credito
publico
fazendo
saber
:
1.°Queno
dia
24
do
corrente
mez
até
26
do
proximo
de
setembro
inclusive
em
todos
os
dias
não santificados,
excepulua-
das
as
sextas
feiras,
se
ha
de
proceder
ao
sorteio
das
relações
de
juros
da
divida
in
terna
fundada relativos
segundo
as
semestre
do
corrente
anno.
2
0
Que
as
relações
para
serem
sortea
das
deverão
ser
apresentadas
em
duplica
do,
uma
assignada,
reconhecida
e
sellada,
outra
sem
assignatura
nem
sello,
mas
am
bas devidamente
preenchidas
e
contendo
a
designação
das
inscripções
pela
sua
or
dem
numérica.
3.
°
Que
o sorteiro
se
ha de verificar
por
meio
de
espheras extraídas
á sorte
no
acto
da apresentação
das
relações,
lançan
do-se
no
verso
de
cada
relação
e
no do
respectivo
duplicado
o
numero
da
esphe-
ra
extrahida
e
restituindo-se
assim
nume
rada
aquella
das
relações
que
tiver
a
as
signatura,
reconhecimento
e
sello.
4.
°
Que depois
de findo o
prazo fixado
no
§
1
se hade
annunciar
a
abertura
do
pagamento,
designando-se
no
annuncio
o
dia
do
pagamento
para
cada uma
das
re
lações
sorteadas,
guardada
para
esse
efléi-
lo
a
ordem
da
numeração
que
as
mesmas
relações
tiverem
lido
pelo
sorteio.
5.
"
Que
depois
de
aberto
o
pagamento
continuarão
ainda
a
ser
admittidas
a
sorteio
nos
dias
que
opportunanaente
se hão
de
designar,
as
relações
que
não
tiverem
sido apresentadas
durante
o
prazo indica
do
no
§
1.°,
as
quaes
serão
egualmente
coordenadas
pela
ordem
da
sua
numera
ção,
para
lerem
pagamento nos
dias
que
se
seguirem
ao
ultimo
comprehendido no
promeiro
annuncio
6.
°
Que
as
relações
de
juros
pertencen
tes
a usufructuarios,
embora
sorteadas,
não
poderão ser
pagas
antes
de findo
o
semestre
corrente,
salvo se o
proprietário
respectivo
auclorisar
por
meio
da
sua
as
signatura,
devidamente
reconhecida,
o
pa
gamento no
dia
que
para
as
mesmas
re
lações
estiver
annunciado.
Comieuanação de
Mete jornaes.
—No
«Moniteur
Universel»
de
30
de
ju
lho
é que vem
por
extenso,
no
artigo
Tribunaux,
a
sentença
que
foi
proferida
em
policia
correccional
do Sena contra os
sele
jornaes
republicanos,
que
calumniaram
os
discípulos
dos
Jesuitas
de Paris, do
Col-
legio
Sainl-Geneviève,
a
que
já
nos have
mos
referido.
Os
nomes
dos
jornaes
são
os
seguintes
:
«France»,
«Bien
Public»,
«Droits
de
l
’Homme»,
«Tribune»,
«Peuple»,
«Repu
blique
française»
<orgão
de
Gambetla)
e
«Petite
Republique».
Os
queixosos eram, por uma
parte
o
revd.
0
padre
du
Lac,
reitor
do
collegio
(que
só
promoveu a
accusação
quando,
os
sele
jornaes, avisados
por
elle de que
era
completamente
falso
o
que
afirmaram,
insistiram,
apezar
d’isso,
na
calumnia);
e
por
outra,
quatro
alumnos maiores,
os
snrs.
Paul
Desnoyelles,
Edoward
Wardi,
Augus
to
Roux,
Albert
Frissard;
além
de
126
paes
de
familia
representados
pelo
snr.
duque
de
Allombrosa,
a
quem
passaram
procuração.
A
queixa
d
’
estes
últimos não
foi ac-
ceita
pçlo
tribunal.
A
pena
contra
os
sete
jornaes
duplamente
condemnados,
além
dos
2:000
francos
de multa
a
cada
um e
de pagarem
as
custas,
consistia
em
serem
obrigados,
não
só
a publicarem
a
sentença
condemnatoria
em
suas
próprias
columnas,
—
o que
bem
lhes
havia
de
cus
tar
—
mas
a
fazerem-n’
a
publicar
em
ou
tros
30
periódicos
francezes,
á
escolha
dos
queixosos
calumniados.
Graças a
Deus
que
em
Paris
ainda
ha
tribunaes...
e
em
Portugal o
Supremo,
que não
se
julga
obrigado
a
obedecer aos
honrados
varões
comine'cieiros
da penna
(a
quem
aliás
obedecem
os
governantes
d
’
es-
le
paiz
)
Ihielln original.
—
Um
dos
nossos
collegas
italianos,
fullramontano decicido,
isto
é,
verdadeiro
catholico,—
circumstan-
cia
que
tem
sido callada
por
muitos jor
naes
que
teem
fallado no
caso,
e circums-
tancia
todavia que
se
não
deve esquecer
porque
ella
explica tudo,)
o
director
do
Cilladino,
acaba
de
inaugurar
um
novo
genero
de
duello
que
é
extremamente
ori
ginal.
O director do
Cilladino,
depois
de
uma polemica
mais
ou
menos
violenta,
foi
desafiado
pelo
director
do
«Populo.
O
pri
meiro
escolheu
para
armas
a
beneficencia,
enviando
lO^OOO réis
ao
asylo
dos pobres.
aquelle
dia
em
rasão
de
se
não
ter
feito
no
domingo
passado
por
lerem
ido
para
a
peregrinação
ao Sameiro
grande
nume
ro
dos
devotos
que
costumam
concorrer
áquella
festividade.
Tem
precedido
uma
devota
novena.
No
sabbado
proximo
have
rá
vesperas
solemnes,
com
exposição do
SS.
e
no
domingo Terlia, missa
solem-
ne,
e
sermão
de
tarde.
Snntit liaria
Mugdalena.
—Hon
tem
de
manhã
hou»e
na
Misericórdia
mis-
s
a
cantada
em
acção
de
graças
ao
Senhor
por
haver
dignado,
por
intercessão
da
glo
riosa
Santa
Maria
Magdalena,
amercear-se
de
nós
com
alguns
dias
de
copiosa
chuva.
De
tarde
foi a
devota
Imagem d
’
esta
Bernaveoiurada,
condusida
procissionalraente
para
a
capeila
de
S.
João
da
Ponte,
e
desta
para a
do
Alto
da
Falperra, na
qual
se
venera.
O
S.-nliar
EI. Luiz I.—
Devia
ter
chegado
hontem
ao
Porto
e
d’
alli seguir
para
a
capital,
s.
m.
o Senhor
D
Luiz
I.
de
regresso
de
Vidago.
Píregri
«aração
ao
monumento
«la
IsiuimciilatU
Conceição,
no
monte do
Sameiro.—
Como
annuncia-
mos, eílectuou-se
no
dia
27
uma devota
peregrinação
ao monte
do
Sameiro,
onde
está
erecto
o
sumptuarios
monumento
cora-
memorativo
da
definição dogmatica da Con
ceição
Immaculada
da
SS.
Virgem.
Depois das
8
horas
da
manhã,
saiu
rio
Pi. templo
do
Bom
Jesus
do
Monte
uma imponente
procissão,
na qual
debai
xo
da
cruz
da
Irmandade
ia
incorporado
immeuso
povo,
que
se
dirigiu
ao
local
in
dicado
Chegada
alli,
o
snr.
padre
João
Hei-
lo
fez
uma
tocante pratica repassada
de
nncção,
a qual
terminou
pedindo
á SS.
Virgem
abençoasse
aquelles
seus filhos
que
se
achavam
prostrados a
seus
pés.
Finda
a
pratica
cantou-se
a
ladainha
de
N.
Senhora,
que
foi
respondida
por
aquella
multidão,
o
que
era
d
’um
efleito
encantador.
Por
10
horas
e
meia
expo-se
o
SS.
no
templo do
Bom
Jesus,
cantou-se
Ter-
lia,
por
uns
30
ecclesiasticos,
mais
de
20
dos quaes
pertenciam
á
Irmandade
de
S.
Pedro,
e
oo
fim
missa
solemne.
De
tarde,
camadas
Vesperas pelo mes
mo
numero d
’ecçlesiaslicos,
subiu
ao
pul-
p;
to
o
sor.
padre
João
Rebello
que
pro
nunciou
uma oração
bellissima,
segui-se
o
Te-Deuin
a
instrumental,
finalisando
es
ta
edificante
festa
com
o
Tantum
Ergo
e
a beução
do
SS.
Sacramento
—
actos
a que
assistiu,
com tochas,
parte da
commissão
dos
devotos
do
Monumento,
á custa
dos
quaes
foram
feitas
as
despezas extraordi
nárias
da
festividade.
tionn
novas.—
As ultimas
noticias
de
Roma
dão
como
certo
e
averiguado
que
a saude
do
N.
S.
P.
o
Papa
é
boa.
Ten
do
mudado
a
hora
do
seu
passeio
por
cau
sa
do calor,
Sua Santidade,
ás
seis horas
da tarde passeia
nos jardins
do
Vaticano.
Faz gosto
vel-o
andar a pé e
com
passo
tão
firme
como
qualquer
homem
na
força
da
edade,
pelas
suas
differentes
ruas.
Continua
a
dar
audiências
publicas
e
particulares,
como
de ordinário, e
inces
santes
occupações absorvem
os
dias
d
’
a-
quelle
que,
á
letra,
é
o servo
dos
servos
de
Deus.
E'
bom
insistir n’
estas
minudencias,
a
fim
de
desmentir
e
prevenir
as
invenções
alarmantes
que, de
tempos
a tempos,
a
imprensa
publica
e
repete
periódica
esys-
tematicamente.
Kepnblirn
Franceza. —
Por
decre
to
de 18
de
julho
ultimo,
a
Republica
fran
ceza
condecorou
com
os
graus
de diver
sas
ordens
vinte
sacerdotes,
curas,
capel-
lães
e
professores;
entre
elles
o
capellão
do
lyceu
de
Nevers.
La
os
lyceus
teem
ca-
pellães.
Observação.
—
Ha dezoito
annos
um
pretendido
catholico
enviou
ao Almanach
de
Lembranças
uma
relação
de
crimes
e
attentados
commettidos
por
padres
e
fra
des,
dizendo
que
poderia
ser
muito
aug-
mentada
ainda.
A direcção
do
Almanach
não
a
publicou
e
observou:
«...
Mas
que
prova
isso
?
qual
é a clas
se
em
que
não
tenha
havido
centenares
de
casos
similhantes
?
A
publicação
do
seu
artigo seria olha
da
como censura
a
toda a respeitabilís
sima
classe ecclesiaslica,
opinião
que
está
muito
longe
de
ser
a minha.
Por
cada fa
cto
reprehensivel
commettido
por
alguns
dos
que
indignamente
lhe pertencem, lem
bremo-nos
dos
relevantes
serviços
que a
muitos
outros
tem
devido
em
todos
os
paizes e
em
todos
os
tempos, a
verdadei
ra
religião,
a
humanidade,
a
civilisação.»
Se
essa
turba
de
jornaes
clerophos
que
rique
da
Gama
Barros,
secretario
geral
do
governo
civil
de
Lisboa;
do
dr.
Julio
de
Vilhena,
deputado
da
nação;
de João
Pin
to
Carneiro,
coronel
de
infanteria; de Ao-
tonio
Manuel
da
Cuoha
Belem,
cirurgião
mór
do
exercito,
sub-chefe
da
6.
’
repar
tição
da
direcção
geral
do
ministério
da
guerra
e
deputado
da nação;
e
de
João
Maria de
Oliveira
Servigny,
chefe
de
re
partição
no governo civil
de
Lisboa,
o
qual
servirá
de
secretario,
e
encarregar
esta
commissão
de
me
propor
as
altera
ções
que
convenhi fazer
nas
leis
vigen
tes,
para
que
esias
possam
satisfazer ca
balmente
aos
intuitos
com
que
foram
pro
mulgadas,
e
para
que
especialmente
se
possa
conseguir:
l.°
Que
os
recenseamentos
sejam
orga-
nisados
com
a
mais
rigorosa
exaclidão,
a
fim
de
que não
se
eximam ao
servi
ço muitos mancebos,
a
quem
não
deva
aproveitar
alguma
justa
isenção;
2
°
Que os
motivos
de
exclusão
e
de
isenção
sejam
claros
e
precisos,
não
se
prestando
a
arbitrarias
interpretações,
e
li
mitando-se
quanto
possível
aos
casos
em que
conveniências
de
ordem publica
os
justi
fiquem;
3.
°
Que
a
distribuição
dos contingen
tes
se faça com
justa
proporção
entre
as
povoações;
4.
°
Fitialmenie,
que
as
operações
do
recenseamento,
expediente
das
reclamações
e recursos,
e
chamada
dos contingentes
se
executam
com
a
celeridade
que
a
na
tureza
de
serviço
reclama, sem
prejuízo
dos
meios de
defesa
que
aos interessados
cumpre
garantir.
Hei
outro
sim
por bem
determinar
que
á
mencionada
commissão
sejam
presentes
não
só
as informações
que se
receberem
dos
governadores
civis
em
execução
da
portaria
circular
de
21
de
julho
ultimo,
mas
lambem
quaesquer
outras
que
possam
ser
fornecidas
pelas
repartições
dependen
tes
do
ministério
dos
negocios
do
reino,
e
que
a
commissão
fica
auclorisada
a
so
licitar
directamente.
O
presidente
do
conselho de ministros,
ministro
e
secretario
de
estado
dos
ne
gocios
da guerra
e
interinamente
encarre
gado'
dos
do
reino,
assim
o
tenha
enten
dido
e faça
executar.
Paço,
em
5
de agos
to
de 1876.
—Rei.
—
Antonio
Maria de
Fon
tes
Pereira
de
Mello.
ITm
canal
m>
interior <1« Áfri
ca.
—
Tiata-se
agora em Inglaterra
de um
gigantesco
projecto,
patrocinado
pelo
ca
pitão
John
H.
Glovet,
B.
N.
Flowler,
e
diversas
outras
pessoas
importantes.
Se
lor
executado,
terá
um grande
alcance
pa
ra
a
civilisação
da
África.
Projecta-se
abrir
um
canal de
740
mi
lhas,
na
foz
do
Belta,
nas
proximidades
dos
cabos
Jubi
e
Bojador,
em frente
das
ilhas
Canarias,
aié
ao angulo
seplentrio-
nal
que faz
o
Níger
em
Tombuctú.
Es
se
canal
abriria
o
continente
aíricano
ao
commercio do
mundo
inteiro.
Accredita-se
que
nenhum obstáculo
sério
se
opporá
á
coustrucção
do
canal;
a
conformação
do
grande
deserto
do
Sa-
hará favoreceria,
peio
contrario, a
sua
cons-
trucção.
A
630
milhas
de
distancia,
verificou-
se
uma
vasta
depressão
de
terreno,
cujo
fundo
é
de
cerca
de
250
pés
abaixo
do
nivel
do
Atlântico.
Essa
grande
cavidade
em
outros
tempo
deveria estar cheia
do
mar.
E
’
separada
do
mar
por
uma
facha de
terra
de
30
milhas de largura,
25
das
quaes
são
atravessadas
pelo
rio
Belta, de
maneira que
bastaria
cavar
o
leito
do
rio
para
o
canaiisar,
cortar
a
facha de
terra
e
deixar
as aguas do
oceano
Atlântico
precipiiarem-se
tfessa immensa
bacia
des-
seccada.
D
’esse
modo
formar-se'-ia
uma
grande
cascata,
o
clima
seria
muito breve mais
temperado;
o
terreno tertilisado.
tornar-
se-ia
,proprio
para
a cultura,
e cobrir-se-ia
de
pastos;
ao
passo que
o commeicio
penetraria
até
ao
coração
da
África.
E’ um
excellente
projecto,
que
só
á
perfuração
do
isthmo
de
Suez póde
ser
comparado.
••eregriíinção
de cathoIieoM
Vaticano.
—
Toma
grande
desenvolvimen-
a
peregrinação
de
catholicos
ao
Vaticano
que
se
eslá
organisando
em
toda
a
Hes-
panha.
As
companhias
do
caminho
de
ferro
fizeram
abatimentos
de
50
e
de
60
por
100.
Todos ou
quasi
todos
os
peregrinos
partirão
de
Barcelona
para
Civila
Vecchia,
ficando
este
trajecto também
muito
bara
to
aos
peregrinos.
Tomarão
parte
na
pe
*
regrinação
bastantes
ecclesiasticos,
e
pa
*
rece
que
lambem
alguns Prelados.
O
ot-
glo
futuro diz
que
de
Barcelona
ou
de
Escreveu
por
consequência
ao
director
do
«Populo»
a
seguinta
carta
:
«Em
o
numero d
’
esla
manhã
do
seu
jornal «II
Popolo»
vejo
que
me
dirige
um
desafio calhegorico
e
positivo: apresso-me
a participar-lhe,
que as
armas
que
pre
firo
são
de
tres
especies:
razões
justas,
palavras
cortezes
e
boas
obras.
Como
co
nheço
que
v.
exc.a
não
vive
em boa
har
monia
com
as
duas
primeiras,
espero que
me
não
recusará
ao
menos
a
terceira.
Te
nho
a
honra
de
annunciar-lhe
que
hoje
mesmo
enviei
ao
presidente
da administra
ção
do
Asylo
dos
pobres
de
Geneva 10
mil
réis,
e
se v.
exc.a
fizer
outro
tanto
hão
de
dizer,
creio,
que
satisfizemos com-
pletamente
as
exigências
da
nossa
honra,
e
d
’este
modo faremos
bem
aos
pobres
em
vez
de
despertarmos
o
riso dos
ociosos.»
Sentença
contra afouMO
<le con
fiança
««n negocios «le corretos.—
Será
conveniente
que
seja
conhecida
uma
tal
sentença, visto
qoe
também
por
cá
não faltam
abusos.
E
os
jornalistas
são
os
mais
padecentes
com
os
roubas
de
es
tampilhas
incluídas
em
cartas,
que
são
subtrahidas
(por
quem?) coma
maior
sem-
ceremonia.
—
Processo
sobre
falsificação
de
jiros
postaes
—
subtraeção
de
24,127
pesos
—sen
tença
da
suprema
córle.—
Os
réos
condem-
riados
a
126
annos
de
presidio—Applica-
ção
do
minimum da
pena
segundo
o
co-
digo
penal.
—
Santiago
(Chili),
maio
10
de
1876.
—
Vistos:
Manuel
Carvalho
e
José
Eugênio
Guzman,
empregado
aquelle
da
administração
de
correios
de
Valparaiso,
e
este
na de
Santiago,
estão
convictos
de
haverem
subtraído
cabedaes
públicos
por
meio
de
falsificações
de
jiros
postaes.
As
somtnas subtraídas,
segundo
o
in
forme
de
11.
42,
ascendem
a
24,127
pesos
60
centavos,
e
d’
esta
quantia
20,925
pesos
foram
subtraídos antes
de
estar
em
vi
gor
o
Codigo Penal,
e 3.202
pesos
60
centavos
depois
de
estar em vigor
este
Codigo.
Considerando:
que
as
subtraeções
an
teriores
ao
Codigo
Penal
devem
castigar-
se
conforme
a
real
ordem
de 14
de
março
de
1807,
que
impõe
a
este
delicio
a
pena
de
dois
a
nove
annos
de
presidio;
—
considerando:
que as
subtraeções
execu
tadas
depois
do
Codigo
Penal
devem
ter-
se
verificado
ao
menos em
80
occasiões
distinctas,
porque
cada
jiro
postal
não
pó
de ascender
a
40
pesos;
—
considerando:
que
o
artigo
74 do Codigo
Penal
dispõe
que ao
culpado
de dois
ou
mais
delidos
lhe
sejam
impostas
as
penas correspon
dentes
a cada
u
n
d
’elles;—
considerando:
que
o
artigo
233
do
mesmo Codigo
cas
tiga
a
defraudaçáo que
não
exceder
a
50
pesos
feita por
mn
empregado
publico
com
a
pena
de
presidio
menor
uo
seu grau
medio;
—
se
coodemna
Manoel
Carvalho
e
José
Eugemo
Guzman
pelas subtraeções
verificadas
antes
de
estar
em
vigor
o
Go-
digo
Penal,
a
seis
annos
de
cadeia
peni
tenciaria,
e
por
cada
uma
das
80
subtrac-
ções
effectuadas
depois
do
Coligo
Penal,
são
coodemnados
a
presidio
menor
por
541
dias.
AmboS
os
réos
ficam
obrigados
a
restituir
in
solidum
a
quantia
subtra-
hida,
e perpeluamente
inhabiIitados para
cargos
e
olficios
publicos.
A pena
do
réo
Manoel
Carvalho
contar-se-ha
de 30 de
abril
do
anno proximo
passado,
data
da
soa
prisão,
devendo
ser
ouvido
José
Eu
genio
Guzman,
conforme
o
direito, quan
do
se
apresentar
ou
for
aprehendido.
Con-
tirma-se
a sentença
apellada
sómenle
n
’
a-
quillo
em
que
a
esta
fôr conforme.
De
volvam-se.
—
Montt.
—
Barriga.
—
Valenzuela
—Covarrubias.
—
Provido
pela
Ex.
‘"
a
Còrle
Suprema.—Infante.
SJeereío.
—
A
folha
ciliciai
publica
o
seguinte
decreto:
«Sendo
conveniente
que
na próxima
sessão legislativa
sejam
propostas
ás cortes
algumas
alterações
nas
leis
por que
se
rege
o
srviço
do
recrutamento
para o
ex
ercito,
visto ter
a experteocia
demonstra
do
que as
mesmas
leis,
com
quanto
fir
madas
em
bons
princípios, conlèm
todavia
disposições
que
se
prestam
a
ser
sofisma
das
na
pratica,
diílicultando
em
demasia
o
preenchimento
dos
contingentes,
com
o
que
são
gravemente
prejudicados
os di
reitos
dos
recrutados
e
serviço
do
estado;
e
sendo
de
manifesta
vantagem
que o
meu
governo
esteja munido
de
todos
os
elemen
tos
de
informação e de
estudos
necessários
á
justificação
da
reforma
que
houver
de pro-
pôr:
hei
por
bem
nomear
uma
commissão
composta
de
Antonio
José
de
Barros
e
Sá,
par do
neino,
juiz
relator
do
tribu
nal
superior de
guerra
e
marinha,
que
servirá
de
presidente;
de
Joaquim
Maria
da
Costa
Cordeiro,
chefe da
repartição
de
policia
no
ministério
do
reino;
de
Hen
Valência
a
Civita
Vecchia
a
viagem
fi
ca
a
cada
peregrino
por
10
duros,
que
equivalera
a
duas
libras
esterlinas.
Os
peregrinos
hespanhoes
hão
de
levar
di
nheiro
que
estão
colligindo.
Os
peregrinos
que
quizerem
ir
por
terra
seguirão
este
itinerário:
de
Madrid
a
Heodaya,
de
Hen-
daya
a
Bayona,
de
Bayooa
a
”
Tolosa,
de
Tolosa
a
Marselha,
de
Marselha
a
Génova,
e
de
Génova
a
Roma.
Estes
poderão
vi
sitar
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
A
via
gem,
ida
e
volta,
ficará
a
cada
um des
tes peregrinos por
945000
réis
(moeda
portugueza)
em
primeira
classe
no
cami
nho
de
ferro,
por
505000
réis
ein
segun
da
e ainda mais
barato
em
terceira.
To
dos
os
viajantes
podem
com
pouco
dis
pêndio
visitar
as
terras
mais notáveis de
Italia.
Um
liberal e proleatante pro
clamando
o direito
divino e a
unido
entre a Egreja e o Estado !
—
Em
1868
a
4
de
Abril
lord
Disraeli
dizia á
camara
dos
coinmuns:
«Que
entendemos
nós
por
união
entre
a
Egreja
e
o
Estado?
Entendendo
por
esta
união um
governo
que
nào
é
sómente
político;
entendo
que
com
ta!
união o
governo
não
deve
ser
absolutamente
um
negocio de força,
mas
que
deve
reconhecer
a
sua
responsabili
dade para
com
um
poder
divino.
Abolimos
o
direito
divino
dos
reis,
mas
os
homens
esclarecidos
e
sizudos
nunca
banirão o direito
divino
de um
go
verno.
Se
o
governo não
se
escóra nesse di
reito,
nada é
seoão
uma
simples
machina
do
serviço
de
policia,
do
exactor dos
im
postos
e
do
corpo
de
guarda.
Todo
aquelle tem um
pouco
de
expe-
riencia
sabe,
que
cada
anno
mais diflicil
se
torna
o governo, e
que
o
que
torna
o
governo
mais
fácil,
è
sua
união
com
o
principio
religioso.
Não é
o
corpo
de
guarda,
nem
a
re
partição
da
policia,
nem
o
exactor
dos
impostos,
que
podem
governar
uma
na
ção.
E
’
necessário
educar
o
po
io,
é
neces
sário
reformar
o
delinquente,
é
necessário
aliviar
os
males
da
sociedade que
solfre;
eis-ahi
os
deveres
de
um
governo;
e
pó
de
cnmpril
os,
sem
alliança da
religião?
E
’
o
principio
da
religião,
que
snbrai-
nistra
ao
governo
o
sentimento
e
a
con
sciência
dos
deveres
que
tem
de
cumprir.»
Bem
se
vê
que
esle Disraeli
é
ura
igno-
rantaço
e
um
reaccionario
de
grande ca
libro
!
Hein, senhores
macaqueiros
e
liberan-
gas
porluguezes
de
toda
a especie,
para
qnem a união
dos dois
poderes,
e
sobre
tudo
o «direito
divino»
cheira
a
sachris-
lia
?
!
Se
vos parece
chamae
ultramontano
ou
jesuita
a Disraeli
!
Mas
sabei
que
já,
antes
delle,
Cícero
tinha
dito;—
Imperium
nisi
umnm
sit,
esse
nullum
polest.
Quando
é
que
se
vio
verdadeira
liber
dade
sem concordia,
e
concordia
sem
uni
dade
de
pensamentos,
e
verdadeira
uni
dade de
pensamentos
sem
conformidade
de
crença
?
Por
outra
parle,
sem
direito
divino,
como
seria
possível
que
homens
governas
sem
homens
durante
ura só
dia?
..
Lède
S.
Thomas
e
Soarez;
lède
Balmes
e
Ramiére.
Mais
estudar,
e
menos
palrar.
Guerra «lo Oriente. —
O
«C.
da
Tarde»
publica a
seguinte
carta:
Belgrado,
12.
Hontem
partiu
d
’
aqui
um
vapor
com
um
batalhão
de
voluntários,
equipado,
segundo
dizem, á
custa
da
princeza...
....
E
’
uiisler ter
visto
todo
Belgra
do
nas
margens do
Save a
saudar
a par
tida
d
’aquelle
batalhão;
é
mister
ler
vis
to
a
altitude
d
’
aquelles
velhos, d
’
aquellas
mulheres, d
’
aquellas
creanças;
é
mister
ler
visto, a
despeito
das
desastrosas
novas
que
chegam
lodos
os
dias
do
exercito,
é
mister
ter
visto
a
resolução
e
a
energia
dos
que partiam
a
firmeza
e
sombria
re
signação
dos
que
ficavam, para
fazer
idéa
dos
odios
de
que
esta gente
se
acha
ani
mada contra
os
turcos.
Examinei-a
de
perto
os
seus
olhos
eram
prelos,
como
se
diz
aqui.
A
multidão apar
tava-se,
silenciosa
e
recolhida,
para
dar
passagem
aos
seus
voluntários. Todos
le
vavam
flores
na
cabeça.
Mulheres
de
to
das
as
condições
andavam
sobraçadas
com
ellas,
e
distribuindo-as
ás
que não
as
tinham. Todas
as
vezes
que
passava al
gum
pareute
ou
amigo,
era
saudado
co
mo
que
em
segredo,
em
voz
baixa.
Um
aperto
de
mão
ou
um
beijo
acompanhava
o
adeus
invariavelmente
rematado
por
uma
palavra
que
pedi me
traduzissem.
Não
diziam:
«Deus
vos
guarde!»
não
diziam:
«Sorte feliz
!»
Diziam:
«Coragem!»
a
mesma
palavra
sempre...
...
a
pouco
e
pouco
o
embarque
ter
minou.
Quando
a
ponte
lançada
do
caes
ao vapor
foi
transposta
pelo
ultimo
vo
luntário,
elevou-se
do
rio aos
ares
um
cântico,
uma especie
de hymno
impossível
de
drfinir.
Era
um
hyrano
ou
um
improviso?
Não
sei.
Talvez
fosse
o hymno
nacional
da
Servia.
Um frémito
agitou
toda
aquella
multidão.
Todos se
descobriram,
todos
pegaram
nos
lenços
e
os
fizeram fluctuar
ao
ven
to...
Era
uma
harmonia
indefinida,
viva,
rapida,
que
parecia sair
da
quelles
peitos
partida
em
pedaços
e
aos
encontrões;
uma
musica
cantada
com
os
dentes
cerrados.
Se
me
fosse
permittido
usar
desta
ex
pressão, diria,
em
vez
de
cantada
ran
gida.
Cada estrofe,
cada
frase,
cada
palavra
assimilha-se
ás
baforadas
de
vapor
que
saiam
pelo
cano da machina.
Dir-se-ia
relâmpagos de
ira,
jactos
de
furor,
eflluvios
de
raiva.
Aquella
musica
não
linha
nada
de
com-
mom
com
a
sonoridade
e
a
amplidão da
nossa
immorlal
Marselheza.
Era
inteiramente
outra
coisa, o que
quer
que
fosse
de
sinistro.
Sentia-se
que
aquelle
hymno
devia
ter
conduzido
mais
vezes
á
morte
de
que
á
victoria.
No
momento
em
que
o
vapor
largou
do
caes, o canto
do
voluntários
cessou...
Eram
oito
horas.
O
sol
tinha-se
escondi
do,
inundando
o horisonie
d’um
imraenso
clarão
vermelho.
O
barco
foi
descendo
lentamente,
desenhando
o
seu
maçame
es
curo
n’
aquelle
fundo
côr
de
fogo
e
de
sangue.
Quando
desappareceu
ao
longe
na
bruma, d'aquelles milhares
de
peitos
até
alli
comprimidos
saiu
uma
acclamação,
não,
um
grito,
—
o
primeiro,
—um
hurrah
formidável.
O ecco
devia
chegar
a
Semlim. Em
seguida
a
multidão
voltou
cosias
ao
rio
e
tomou o
caminho de
suas
casas,
ainda
mais
sombria,
mais
taciturna,
mais
silen
ciosa.
Ao
vel-a
caminhar
assim,
entre
as
primeiras sombras
da
noite,
dir-se-ia
que
recolhia
do
funeral dos
seus
últimos
de
fensores.
A
’
auta nrrojado.—
Um
norte
ame
ricano,
snr.
Ifred
Johnslon,
emprehendeu
fazer
a
travessia
do
Atlântico
desde
Nova-
York
a
Liverpool,
só,
em
uma
chalupa
com
coberta,
que
(em
o nome
de
Cen-
lennial,
de seis
a
sete
metros
de
com
prido,
pintada
a
branco
e
apparelhada em
balandra.
Johuston
foi
encontrado
no mar
por
vários
navios.
As ultimas
noticias
que
havia
d’
elle,
eram
de
30
de
julho,
em
que
foi encon
trado
pela Matilde,
capitão
Bonneau,
que
se
dirigiu
á
balandra para lhe
prestar
au
xilio,
julgando
que
se
tratava
de náufra
gos.
Quando
a
Malilde
esteve
á
falda,
só
viu
um homem,
Johnston,
que continua
va
socegadameote
a
sua
derrota
para
Li-
verpool.
O
capitão
Bonneau
offereceu-lhe
os
seus
serviços,
mas
o
intrépido
marinheiro
norte-americano
disse
que
não
precisava
de
coisa alguma.
Achava-se
então
pelos
48
0
T
latitude
N.
e
24.
0
20
’
longitude
O.
do
meridiano
de
Paris.
Desde
aquelle
dia ignora-se
o
que foi
feito
do
Cenlennial
que
não
tornou
a
ser
visto por
nenhum dos
numerosos
navios
que
crusam
aquella
parte
do
Atlântico
em
diflerenies
direcções.
A
MUUHER PERDIDA.
Ao
Ez.mo
Snr.
M.
A.
de
Mendonça.
Como
eras bella
e
formosa,
O
’
virgem,
flor
mimosa,
Nos
primeiros
annos
teus
!
Tinhas na
face
a
candura
E
nos
lábios
a
doçura,
D
’um
puro
anjo
dos
céos
!
O
mundo
sorriu-te
um
dia
E
tu
cheia d
’
alegria,
Votaste-lhe
o
coração
!
Dos. prazeres
em
aurea
taça
Té ás
fezes
a desgraça
*
Libaste
da
perdição
!
Esqueceste n
’
oulros
dias
O
preço
que tu valias
Redemida
por
Jesus!
Mas
o
tempo
de
perdida
Vem
choral-o
arrependida
Abraçada
aos
pés
da
Cruz.
Povoa
20-8
—
76.
Pe.
M.
J.
M.
VIVA
A
VIRGEH
MARIA IMMA-
CUUADA.
Cantemos
todos saudações á
Virgem,
Que
nos
protege
e
nos
vê
dos
céos,
E
clementissima
e
de
graça
cheia
é
a
cadeia, que
nos prende
a
Deus.
Humildes
sempre
a seus
bemditos
pés
fervidas
preces
Lhe
façamos
todos
que
sempre
attentos
e
devotos
pios
nos
faça
e
puros
nas
acções,
nos
modos,
que
nos
alcance
graça,
paz
e
bênçãos
e
luz
e
vida
no divino
amor
para
vivermos
a
celeste
vida
amando
immenso
o
nosso
Salvador.
Alegres
pois
cantemos
sanctos
hymnos
á
Virgem Sancta Immaculada
e Pura
pedindo
seu
auxilio
poderoso
com
esperança
viva
e
fé
segura.
E sejam
elles
do theor seguinte
nascidos
d
’
alnaa,
que o
Senhor
inspira:
valei-nos
Virgem,
acudi-nos
Mãe,
vinde
á
nossa
alma,
que
por
Vós
suspira.
Virgem,
livare-nos
dos
peccados
todos
com
que
oflendemos
Vosso
filho
amado,
Virgem,
livrae-nos
do
inimigo
nosso,
Virgem,
livrae-nos todos
do
peccado.
’
or
Vossa
Conceição
Immaculada
Oh
sempre
Virgem
Santa,
e
nossa
Mãe
Os
nossos
cantos
escutae
propicia,
E dae
nos
Vossa
bênção
saocta.
Amen.
Povoa
do
Varzim.
M.
A.
M.
SAUDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
8?
anna» d’lnivariavel suceessio
4
Qualquer
doente
acha
por
meio da
deliciosa
Revalescière,
saude,
energia,
ap-
aetite,
boa
digestão
e
bom somno.
Cura
as
indegestões (dispepsia)
gastricas,
gas
tralgías,
flegmas, arroios,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauscas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria, collicas,
aslhma,
falta de
respiração,
oppressão,
congestões, mal aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na garganta,
do
alito, das
bron-
cbites,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
ntestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do
sangue:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do duque
de
Piuskow
e
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria, (Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—Tenho a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha com
o
uso
d
’
esla
deliciosa
farinha
chamada
Ke-
valeseière choeolatada,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura 78:421.
(Herpes)
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi curada
com
pletamente
com
a
Revalescière.—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor:
—
A
Revalescière
tem
feito
na
minha
pessoa
uma mudança maravilhosa,
tendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
forças,
mas
também
parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
tornou-me
o
appetile,
que desde
muito
tempo
linha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
*
kilo,
500
;
de
l
l
i
kilo
800
rs
;
de
una
kilo, 15400
reis; de
2^
kilos, 35200
reis;
de
6
ki
los,
65400
reis,
e
de 12
kilos, 125000
reis.
Os
biscoitos da
Revalescière
que
se po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revalescière
ehoeolatada;
ella
res-
titue
0
appettite, digestão,
souono,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em pó em
caixas
de
folha de
latadelO
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
15400
;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
BASIHY
RU I3ARHY Jte C.a —
Pla-
ce
Vendòme,
26, Pariz
;
77
Regem
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Uisboa,
(por grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
ra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão, rua da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto ;
Desf-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Hareellos,
Ramos,
pharm.;
Jlraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarã«s,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Peno-
ftel,
Miranda,
pharm.
;
Porate
«lo
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po-
vo»
do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viaraisa do
Uatsíeli®,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ÃGUDECIMEHOS
Antonio
Carneiro
da
Costa Faria
de
Vilhena,
agradece
por
este
meio
a
lodos
iH.mos
e
exC-mos
snrs>
e
snr
as
q
ue
0
cum
_
arimenlaram
por
occasião
do
fallecimento
de sua
irmã D.
Carlota
Elvira
Carneiro
de
Vilhena,
pelo
que
fica muito
reconhe
cido
e
eternamente
grato.
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo,
com
excellentes
com-
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se á
mesma.
(4261)
CARREIRA D1ARIA
Enlre Villa
Nova
de
Famalicão
e
a
Povoa
do
Varzim
Manoel Riquinho
&
Primo,
com
esta
belecimento
de
trens,
participam
ao
res
peitável
publico
que,
desde
0 dia
28 do
corrente
met
d
’
agoslo, estabelecem
car
reira
diaria enlre Famalicão
e a
Povoado
Varzim.
Os snrs.
passageiros
que quizerem
aproveitar-se
d
’
esta
carreira
deverão
sa-
hir de
Braga
no
comboio
que
parte 1
ho
ra
e
40
minutos
da
tarde, chegando
a
Fa-
malição ás
2
*
/
2
,
para
seguirem
logo
na
re
ferida
mala-posta,
que
chega
á
Povoa
do
Varzim
ás
5
*
/
2
da
tarde,
devendo
ir
mo-
nidosdos
respectivos bilhetes,
que
se
ven
dem
em
Braga,
em
casa
do snr.
Joaquim
José
Marques
Rocha, negociante
de
panos
no
largo
do
Barão
de S.
Marlinho
n.°31.
(4260)
VENDA
DE
CASAS
a
Vende-se
uma
casa
feita de
novo,
sita
na
rua das
Aguas
n.°91;
po
de-se vêr
desde
as 9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trala-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Carreiras
diarias
Mesquita
e
Teixeira, da rua
da
Sé,
le
vam
ao
conhecimento
do
publico,
que
abrem
mais
uma
carreira
para
a
Povoa
do
Varzim,
que
principia
no dia
27
do
corrente
mez,
saindo
de
Braga
ás
9
ho
ras
da
noite,
chegando
á
Povoa
do
Var
zim
ás
4
da
manhã;
sae
da Povoa á
1
da
tarde,
e
chega
a
Braga
ás
8
da
noite.
O
carro
que
sae
de
Braga
ás
4
ho
ras
da manhã
para
a
Povoa
do
Varzim
‘
fica
saindo
desde
o
dia
1.®
de
setembro,
ás 5
horas
da
manhã, chegando ás 11, e
volta
para
Braga
ás
4
da
manhã,
che
gando
a Braga
ás 10,
demorando-se
em
Barcellos,
cada
um
carro.
3/4
d
’
hora.
Preços
os
mesmos
annunciados.
Os
seus escriptorios são:
em
Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
e
na
Povoa
do
Varzim,
no
Rego
no
seu
antigo
escriptorio.
Braga
24
d
’agoslo
de
1876.
Pelos
annunciantes
(4257)
Ribeiro
Braga.
BANCO
(iiinuu
DE
13
JHHL .ZSk. Gr
Constando á Direcção
que
al
guém
tem
procurado convencer
alguns
possuidores de promis
sórias
d’este Banco de que será
grande
o
seu prejuizo para es
pecular
com a sua credulidade,
e
obter assim essas promissó
rias
por
um
baixo preço, vae
por esta
forma assegurar a to
dos
os credores d’este Banco que
nenhum prejuiso terão
com a
demora
na recepção dos seus
créditos.
Braga 25 d’agosto de
1876.
Pelo Banco
Comercial de
Braga
OS
D1RECTORES,
Manoel
José
da
Cosia
Guimarães.
Jaão Evangelista de Sousa
Torres
e
Almeida.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Quem
pertender
um
altar
para dizer
missa,
falle
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
33.
(4259)^
MALLA-POSTA
Entre
Braga
e
Guimarães
José
Antonio
Ferreira
Guimarães,
le
va
ao
conhecimento
do
publico
que
con
tinua
com
o
serviço
da malla-posta,
sa-
hindo
de
Guimarães
para
Braga
ás
3
ho
ras da
manhã,
e
de Braga
para
Guimarães
á meia
hora
sobre
o
meio
dia. Tomam-se
logares
para
este
carro
em
Guimarães,
na
casa
do
annunciante
no
campo
do
Toural,
e
em
Braga
na casa
Redonda
do
Arran-
jadinho.
Preço
...................................
300
rs.
Braga
21
d
’
agosto
de
1876.
Pelo
annunciante
(4254)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
Praticante
de pharmacia
Precisa-se
d
’um
para
Guimarães
na
pharmacia—
Martins,
que tenha
pelo me
nos
dous
annos
de
boa
pratica
pharmaceu-
tica
e
bons
costumes.
Quem
estiver
nas
circumstancias
dirija-se
ao mesmo,
ou
ao
snr.
Alvim,
á
Porta
Nova—
Braga.
(4258)
Vende-se
a
casa n.°
1,
na
entra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída, ha
doisannos,
tem
quin
tal
e
poço
e
excellentes
commodos. Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)
’
Líxbo*
o snr.
Barreto,
Loreto, n 0 28 — 30. (25,)
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
iledicus,
13,
praça do
Rei,
Jersey.
(In-
Thereza
de
Jesus,
da
freguezia
de
Mou-
quim,
concelho
de
Villa
Nova
de
Famali-
cão,
sempre
se
assignou
com
este
nome,
e
desde
junho
do
anno
de 1875,
começou
a
assignar-se
Thereza
Angelina
de Carva
lho
Guimarães,
para
evitar
confusão
com
outras
pessoas
que
assim
se
assignavam
;
porém
desde
25
de
junho
do
anno
findo
em
diante
nunca
mais se
assignou
There
za
de
Jesus,
isto
em
todos
os
documen
tos
públicos
aonde
tem
figurado, transacções
que
tem
feito,
mas
sim
Thereza
Angeli
na
de
Carvalho
de
Guimarães,
o que
faz
publico para
lodos
os
efleitos.
Mouquim
concelho
de
Famalicão, 2L
de
agosto de
1876.
Thereza
Angelina
de
Carvalho
Guimarães.
(4257
a
)
Venda
voluntária
José Pereira
Villa,
do logar
da
Capel-
la,
da
freguezia
de
S.
Jeronimo
de
Real,
suburbios
da cidade de
Braga,
vende a
sua
propriedade
de
casas
e campo,
tudo
unido
e circuitado
por
parede,
em
frente
da estrada
real
que
vae
para Ponte
do
Li
ma.
Quem
pertender
comprar
pode
diri
gir-se
ao
mesmo
vendedor,
ou
ao
solici
tador Bernardo da Cunha
Pinto
Barbosa,
morador
na
rua
do
Corvo,
da
dita
cidade
de Braga.
(4246)
CIRIKGIÃO
DEXTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
Attenção
para o novo estabeleci
mento
que
se acha na rua
de
S.
Marcos
n.°
14,
d
’
esta
cidade.
Acaba
de
se
abrir
ao
publico
na
supra-
dita
rua,
um
estabelecimento, no
qual
se
encontram
os
generos
seguintes:
Vinhos
finos
do Porto,
champagne
em
garrafas
e
meias,
cognac,
licôres, genebra
ibkin,
conservas
francezas
e inglezas,
ditas
de
tomates, mostarda
em
pó,
chocolate
lispanhol
superior,
sal refinado
e
muitos
outros
objectos
proprios
d’
esle estabele
cimento.
Também
se
fazem
presuntos
de
fiambre
>ara
se
vender
por 560
reis
cada 459
gram
mas.
N
’
este
estabelecimento
também
se
acha
um
grande
sortido
de
tabacos.
Todos
estes
generos
se
vendem por
ireços sem
competidor.
(4237)
Mv
FWfwy
^GIÃO
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio,
Campo
de
SanfAnna
n.°
das
7
da
manhã
ás 7
da
tarde
(4215)
Í
rua
de
s
.
MARCOS,
N. 5.|
$
Vende
papeis
pinta-
;í|
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
gP
Vende
olio,
tintas
e
jg
tó
vernizes
para
pinturas
de
||
casas,
tudo
de
boa
quali-
j)
dade.e preços
muito
resu-
g
midos.
-----
f
Vende
cimento
roma-
g
no para
vedar
aguas,
ges-
cg
so
para
estuques de
ca-
g
’
O sas,
tudo
de primeira
qua-
fa
lidade.
(Z
*
)
B
____ __
Allllffl
IIE
WftS
DO
ALTO DOUKO
»A
CASA DE VIEJLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
>
»
>
.
190
>
Lagrima
.................................
200
>
Branco
de meza
.....................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca
......................
300
»
Malvasia
de
2.a
.....................
360
>
>
velho............................
400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a 500
>
Roncão
................................
700
>
Alvaralhão
................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
para meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se a
pureza
e
boa qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N»)
FILIAL
DA
CAIXA
ECONOMICA
PENHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li-,
mitacta
Capital..................SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
lodo
e
qual
quer
objecto
do valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
abeila
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
JOSE
’
DA
SIL VA FUNDÃO
Com
loja de
fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
[lado
de
baixo
J,
68
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
•Vvyi
guezes,
tanto
desta
cidade
como
Áf/rV
das
províncias que
tem um
bonito
líf 1
e
var
’at
*
°
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras para
fato
muito
baratas, cortes
de
calça a
l$500,
2$000
e
2$500 reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
Qca-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do freguez.
(1
*
)
Rebuçados peitoraes
balsâmicos.
Uteis
nas
tosses chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas mo
léstias
dos orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4153)
ATAFONA
Vende-se
uma atafona
de
moer trigo,
e
toda
a
qualidade
de
grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo
do
Tanque.
(4242)
BOM VINHO
Vende-se as
pipas
na
adega
da
casa
da
Deveza
em
Adaufe.
Quem
pertender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
Armas
de
caça e
rewolvers,
á
loja
do—
Cachapuz—
acaba
de
chegar
um
bom
sortimento.
°
(4247)
Parte de Comércio do Minho (O)
