comerciominho_29061876_510.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
edito
»
k
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;•
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
HISTORIA «TH
«ESCO.VIIECIDO
I
Onde se
véem
Jacques e Mathurin
muito
assustados.
[Continuação]
Era
n
’
um
bonito
dia
do
mez
d
’
outubro
de
187a
que Jacques
e
Mathurin,
con
versavam
assim,
depois
de
lerem
termi
nado os
trabalhos
da
colheita.
Eram
visinhos,
disfructavam
uma
fortuna
quasi
igual
e conheciam-se dos bancos
da escola.
Bons
trabalhadores,
occupando-se
mais
em
engrossar
as
pequenas
economias
que
lhe
permitliam
ajuntar
de
tempos
a tem
pos
uma
courella
de terra
ás
suas
hortas
e campos,
e accrescenlar uma
ovelha,
mes
mo
uma
vacca
ao
curral
ou
estábulo,
do
que
em
discutir
as
opiniões
d
’um
e
outro,
e saber se seria
preferível
que
Thiers
ou
Mac-Mahon, Buffet ou
Gambet-
ta,
conduzisse
a
machina
governativa
:
só
queriam
uma
coisa—trabalhar
á
sua von
tade
e
com toda
a
segurança
para
au-
gtnentar
os
seus
leres,
e
pagar d
’
impos-
tos o
menos
possível.
Sobre
este
ultimo
ponto
achavam
que
as
coisas
não
caminhavam
muito
bem
,ha
bastante
tempo;
mas
resignavam-se,
co
nhecendo
que
era
preciso
dar cinco
mil
milhões
aos
prussianos
para se desemba
raçarem
d
’elles.
De
resto, não
eram inimigos
da
reli
gião,
que
pouco
os molestava,
porque
ape-
PUBMCA-SE
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.—
PromH-
cias,
anno
2&400 rs e
sendo
duas 4&000
rs.
—
Semestre
1^250
rs.=//razi/,
anno
3&600 rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4â500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
®/
0
d
’
abatimento.
JJBAGI- QUINTA-FEIRA «O DE
Jl.MIO
Hoje,
que
a Egreja honra
o
martírio
do
glorioso
apostolo
S.
Pedro,
julgamos
a
pro-
posito
dar
aos
catholicos conhecimento
do
seguinte
programma,
que nos
foi
remel-
tido
de
Bolonha,
para
a
celebração
do
ju
bileu
episcopal
do
nosso
amado
Pio
IX.
Jubile» .episeopal do Soberano
Pontífice
Pio IX.
O
Conselho
Superior
da
Juventude
Ca-
tfiolica
Italiana
recordando
com
santo
or
gulho
e
o mais
vivo
reconhecimento a
acceitação
que foi
feita
não
só
na
Italia,
mas
em
lodo
o
universo
calholico,
ás
suas
propostas
para
celebrar
o
mais solemne-
mente
possível
duas
grandes
festas
ante
riores do Soberano Pontífice
Pio
IX,
tem
a
honra
de
submetter
aos catholicos o pro
gramma
d
’utna
nova
festa,
cujo
esplendor
deverá
igualar
o
das
precedentes.
O primeiro
d
’
esles
grandes
anniversa-
rios,
que
viverá de
geração
em
geração,
teve
logar
a
11 d
’
abril
de
1869:—
era o
quinquagésimo
da
primeira
missa
do gran
de
Papa
;
o
Jubileu
Sacerdotal.
Dois
annos
depois,
a 16
de
junho
de
1871,
não
obstante
ter
a
Revolução
usur
pado,
por
impenetrável
permissão
de Deus,
o
domínio
temporal
da
Cidade
dos
Papas,
garantia
da
sua
independencia
espiritual,
o
mundo
calholico não
festejou
menos,
e
com
toda a pompa permillida
pela
tristesa
dos
tempos, o
Jubileu Pontifical.
Pio
IX,
o
primeiro
dos
papas
desde
S.
Pedro,
celebrava
então
o
vigésimo
quinto
anni-
versaiio
da
sua
elevação
á
mais alta
di
gnidade
do
mundo.
Ora
o
anno
proximo.
1877,
traz-nos
o
Jubileu
Episcopal.
A
3
de
junho
de 1877
complelam-se
cincoenta
annos
que
o
nos
so
muito
amado
Pio
IX,
Pae
commum
de
todos
os
heis,
recebeu
a
consagração
Epis
copal
em Roma
na
basílica
de
S.
Pedro,
pelas
mãos
do
cardeal
Casliglioni,
que
depois
cingiu
a
theara
sobre
o
nome
de
Pio
VIII.
O
só
pensamento
da
aproximação
d’
es-
te
anniversario
é
sufTiciente para
fazer
nascer em
todos
os
corações
um
vivo
desejo
de o
celebrar
dignamente.
Haverá
necessidade
de
longas
incitações
para em
penhar
um
tilho
a
associar-se
ás
alegrias
como
ás
tristezas
de
seu
pae, sobretudo
quando
este pae
é
o Vigário
de
Jesus
Christo
e
se
chama
Pio
IX?
Mas
se
este
amor
filial,
de
que
o
santo
anceão
do
Vaticano tantas
provas
tem
recebido
até
hoje,
bastaotemente
se
excita
por
si
mesmo,
não
será
inútil
o
guial-o. A
demonstração
projectada
rece
berá
assim
um
caracter
especial,
e
reu
nidos n’
mn
mesmo
laço,
os
fieis
redobra
rão
de
ardor
n
’
esta
nova
prova
de dedi
cação.
A
conspiração
contra
Christo
e
seu
Vigário
generalisa-se
e
augmenta;
as
on
das
desencadeiam-se
por
toda
a
parte,
as
trevas tornam-se
cada vez mais es
pessas e
os
últimos
clarões do
horisonle
parece
fugirem,
para
qualquer
lado
que
dirijamos
a
nossa vista.
Eis
a
hora
de
nos
recolher
á barca
de
Pedro,
e
de
nos
unir-nos
mais que
nunca
junto
do
unico
Piloto
a
quem
está
promettido
que
jamais
seria
submergido.
Ser-lhe-hão
muralha
os
nossos
corações
;
forcejaremos
por cobril-o
um instante
por
nosso
amor
de
tantos
e
tão
diversos
assaltos
contra
elle
insensatamen
te
tentados
de
todas
as partes. Com elle
estamos,
com
elle deveremos
permanecer
lodos
;
com
elle,
no
mais
forte
da
tem
pestade,
está
a
salvação.
A
3
de
junho
de 1877
daremos a
Pio
IX um
novo
testimunho
da
nossa
dedica
ção,
na
vida
e na
morte,
e
esta
data
se
rá gravada,
indelevel
juntamente com
as
de
11
d
’abril
de
1869
e
16
de
junho
de
1871,
nos
fastos
da
Egreja.
Acclamaremos
uma
vez
mais,
de
todas
as
extremidades
da
terra,
o Pontífice
da
Immaculada, do
Syllabus
e
do
Concilio
do
Vaticano;
em
todas
as
linguas
fatiadas
pelos
iilhos
dos
homens
se
elevarão
preces
por
sua
in
tenção. Sim,
quando
o futuro
redisser
as
grandezas
d’esle
pontificado
sem
igual,
dirá
também
que
os
contemporâneos
do
século
de
Pio IX não
foram
todos
ingra
tos.
e
que
celebraram
dignamente os
TRES
JUBILEUS
DO
GRANDE
PAPA.
Oremos
no
entretanto,
desde
hoje,
pa
ra
que
Deus
nol-o
conserve
até
esse
dia
tão
desejado
do
quinquagésimo anniversa
rio do
seu
episcopado
; que
elle
nol-o
conserve
além d
’
esla data,
longos
annos
ainda,
para
gloria
da
Santa
Egreja,
edi
ficação
do
mundo
e
felicidade
de
seus
filhos.
Longa
vida
e
amor
eterno
a
Pio
IX
!
PROGRAMMA.
1.
°
Orar e
orar
com
ardor
pela
con
servação
de
Pio
IX;
recitar
cada
dia
por
sua
intenção
a oração
que
nos
propõe a
liturgia da Santa Egreja
: «.Oremos
pro
Pon
tífice
noslro
Pio:
Dominus
conservei
eum,
el
vivificet eum,
et
bealum
facial
eum
in
terra,
el
non
tradal
eum
in
animam
ini-
micorum
ejus.»
2.
’
Ajuntar á prece
uma
obra
de ca
ridade:
a
esmola,
a
esmola
feita
ao Vi
gário
de
Jesus
Christo
despojado
e
pri
sioneiro.
Preparar-se-ha
desde
hoje
apre
sentar-lhe
por occasião do
Jubileu
Episco
pal,
o
obulo
d
’
amor
filial
do universo.
3.
°
Os
filhos
dedicados
de
Pio
IX
jun
tarão além d
’
isso
a este
obulo
produ-
ctos
da industria ou da
arte
que
cada
um
professa.
Por
occasião
da
solemnida-
de
abrir-se-ha
em
Roma
uma
exposição
des
tes
productos.
Brevemente
será
publicado
o
regulamento
d
’esta
exposiçã
e
serão or-
ganisados
comités
especiaes nas
diversas
nações
que
quiserem
participar
d
’
esta
gran
de
manifestação
da
familia catholica.
A
Exposição
Vaticana
terá
suas
medalhas
e
diplomas
d
’
honra
conferidos
por
jurys
es
peciaes.
*
4. ® Fazer,
sendo
possível,
uma pere
grinação
á
basílica
de S.
Pedro,
onde
ioi dada
a
Pio IX
a
consagração
episco
pal.
Ahi
se
offerecerão
acções
de
graça
pela
conservação
de
seus
dias,
supplican-
do
á
omnipotência
divina
que
ponha termo
ás
tribulações
da
Egreja.
5
0
Enviar
aos
degraus
do
throno
pon
tifical
deputações
para offerecer
a
Sua
San-
ctidade
as
homenagens,
felicitações
e
vo
tos
dos
catholicos
de
todos
os paizes.
6.°
Celebrar
em
cada
nação,
reino
ou
republica, em
cada
província,
em
cada
cidade,
em
cada
aldeia
por
qualquer
de
monstração especial de jubilo
e
de
pie
dade.
o
Jubileu
Episcopal
do
Pae
commum
da
grande
familia
dos
fieis
Bolonha,
3
de
junho
de
1876.
Pela
Sociedade
da Juventude
Catholica
Italiana
:
jean
acquaderni
,
presidente.
alphonse
rubiani
,
secretario
geral.
A
oh
fariseus da porta da
Sé do
Porto.
Os gárrulos
endemoninhados
do
maço-
nismo
esiorcem-se
na desenvoltura do
desespero
ao
verem
a
imponência
e
res
peito com
que
milhires
de
catholicos
com-
tnemoram
o
trigésimo
anniversario
da
exal
tação
de
Sua
Santidade
Pio
IX
ao
solio
Pontifício.
Os
louvores
e
graças
rendidas ante o
throno
de
Deus
pela
dilatação de
um
Pon
tificado
que
é
o
pesadelo
da
revolução,
tem
aquelle
cunho
de
sinceridade,
e
en
tranhada
e espontânea fé
de que
carecera
os
festins
Balthasarinos
do maçomsmo,
sempre
inspirados
de
sórdidas
e
egoístas
ambições.
Damna-os
este
frisanle
contras
te,
e
como
em
trapaça
não
ha
a
exce-
del-os,
eil-os
á
paliçada
com
a
chufa
igna
ra
e sórdida
ridiculansando
o
que
mais
digno
de
respeito
é,
sem
alternarem—
os
miseráveis
impenitentes
—na
figura tristís
sima
em
que
se
collocam.
Lucladores
immeritos
e
de
má
morte,
não
vêem
nas
passagens
de
sua
critica
os
'omitos
repellentes
Jo
lôdo
e
pó
que
BK
*
1
O
Bu S
■
1E
r
JT
SM
nas
se
importavam
das
festas
e dos do
mingos; só
se
viam
na
egreja
nas
tres
ou
quatro
festas
do
anno,
nos quatro
na-
lacs,
como
se
dizia
no
seu paiz
;
e o
con-
fissionario
era
um movei
da
egreja cuja
utilidade
não
conheciam
absolutamenle.
Sobre
este
ponto
havia
uma
pequena
diíTerença
entre
os
dois:
Mathurin
ia
ahi
de
boa
mente
e
não praticava
a
sua
re
ligião
simplesmente
porque,
—
elle
o
dizia
e
acreditava-«não
tinha
tempo
de
se
oc-
cupar
d
’
ella
;
emquanlo que
em
Jacques
se
notava uma
pequena
parcela
d
’
espirito
forte,
proveniente
de
frequentar, um
pou
co
mais
que
Mathurin,
a
taverna
de
M.
Poussaboire,
onde
encontrava
jornaes
que
não
lhe
inspiravam
precisamente
a
fé
nas
verdades
da
religião e os
respeilo
para
com
as
praticas
religiosas
e
os
ministros
do
culto.
Graças
ás
suas
leituras,
visitas
e
con
versas
com
M.
Poussaboire
e
clientela
do
vendeiro,
lornára-se
bom
fallador.
julga
va-se de
boa
fe, um espirito
superior,
uma
cabeça
privilegiada.
As
coisas
não
teriam
ido
mais
longe,
se
emissários
que
começavam
a
percor
rer as
povoações
ruraes
por
causa
das
próximas
eleições,
não
tivessem
habilmen
te
explorado as
paixões
dos
aldeães
para
indispor
estes
excellentes
homens contra
a
religião
e
os
curas,
olhados
pelos
preten
didos republicands
como os
maiores
ini
migos
da
Republica.
E
’
preciso
confessar
que
estes
emis
sários
não
se
illudiam,
se
a
sua
repu
blica
tinha, com
effeito, por fim o
sup-
primir
os
preceitos
de Deus,
o
seu
cul
to
e
a
religião,—
o
que
parecia
assaz
pro
vável,
a julgar
pelas
palavras,
escriptos, e
sentimentos
de seus
principaes
chefes.
Ora,
se
ha
alguma
cousa
que
impres
sione
vivamente
a
nossa
gente
do
campo,
é por ceilo
fazer-lhe
crer
que
se
pre
tende
prejudical-a
em
sua
independencia
e
propriedade.
O
aldeão
francez
é
laborioso
—
excellente
qualidade
—
mas
é
avaro,
tam
bém,
o
que
se
explica
pelos
trabalhos
a
que
se
entrega
para
adquirir
a sua peque
na
fortuna,
—
seja
dito,
não
para
o des
culpar absolutamente, mas
como
circums-
tancia
allenuanle.
Educado como
o
tem
sido
ha
um
sécu
lo
a
esta
parte, o nosso
povo
do
campo,
entende, em
alguns
departamentos, que
se
ria
prejudicar
a
sua liberdade
o
obrigal-o
a
observar
o descanço
dominical,
a
sua
dignidade
d
’
homem
obrigai
o
a
confessar-
se
em
certas
circumslancias,
e
á
sua
for
tuna
pedir-lhes
o
dizimo
das
suas
colhei
tas.
Sobre
isto,
deve
fazer-se
em
primeiro
logar
duas
reflexões
:
Primeiro,
que
a
lei
só
attenderia
ao
trabalho
publico
e
osten
sivo
;
segundo,
que
nunca
ninguém
pen
sou
em
obrigar
a
gente
a
confessar-se,
mesmo
quando
se
diz
aos
christãos que
é
para
elies
uma obrigação
moral
e
reli
giosa
;
finalmente
que
o
dizimo
das
co
lheitas
oulr
’
ora
exigido,
e
com toda
a
suavidade
que
se
sabe,
nunca
chegou,
com
os
outros
impostos,
á
cifra
das contri
buições
actuaes,
com
os
décimos
de
guer
ra,
com
as
geiras
de
quatro
semanas
im
postas
aos reservatórios,
com
os
cinco
annos
de
greve
agrícola
exigidos
á meta
de
da mocidade
valida,
e
os
seis
mezes
exigidos
á
outra
metade.
Tudo
isto
é
necessário, sem
duvida,
e
infelizmente
justificado
de
mais
;
mas
seria
bom
indagar
se
não
é
desde
que
se
não
observa
o
descanço
do
domingo,
que
se
não dá
o
dizimo,
que
se
não
con
fessa,
n
’
uma
palavra,
desde
que
a
socie
dade
deixou
de
ser
christã,
se
não
é
desde
esse tempo,
que
as
guerras
se
mul
tiplicaram
e
se
tornaram
mais
sangren
tas,
que
são
precisos
exercilos
de
muitos
milhares
e
milhares
d
’
homens,
e as con
tribuições
attingiram
proporções
verdadei
ramente
formidáveis.
Jacques,
que
era
um
espirito
forte,
não
reflectira
n
’isto
;
não
linha
tampouco
feito
esta
simples
reflexão—que
os
curas
não
teem
nenhum
interesse
no
restabe-
ecimento
do
dizimo,
e
que
não
podem
pensar
sequer
em
forçar
os
parochianos
a
irem
confessar-se.
Quanto
ao
descanço
do
domingo,
está
de
tal
modo
vincula
do
ao
interesse
de
lodos
os
trabalhado
res,
de
sua
saude,
de
sua
cultura inlelle-
ctual,
de
sua
liberdade,
que
se
deveria
le
var
a
bem
aos
curas
o juntarem
sobre
este
ponto
os
seus
esforços
aos dos
ho
mens
sensatos
e
generosos que
se
for
cejam
para
restituir
ao
operário,
ao
homem
dos
campos,
a
lodos,
a
liberdade
do
do
mingo.
Mas
os
emissários
de
quem
se
acaba
de
lallar
misturavam
a
estas
grandes
pa
lavras
de
dizimo,
e
confissão,
um
nome
terrível,
um nome que
fazia
erriçar
os
cabellos,
o
nome
d
’um
monstro
cuja
ideia
só
excitava
inacreditável assombro.
(Continua)
morderato
ao
espojarem-se
de
rai
*
a
no
charco
de
suas
estancias
nauseabundas!
Aai!»
«Se li. tPedro
V.—Está hoje
de
tarde
á
exposição
o
Asilo
de
D.
Pedro
V.
Durante
a
concorrência
do
publico
to
cara
dentro
d’
aquelle
pio
estabelecimento
uma
banda de musica.
De
manhã
haverá
missa
cantada.
Incêndio.
—
Depois
das
6 horas
da
tarde
de
ante-hontem
manifestou-se
incên
dio
no
prédio
n.°
12,
da rua
da
Sé,
pertencente
ao
sur.
Teixeira,
alquilador.
Felizmeote
a
hora
e
os
promptos
soc-
corros
obstaram
a
que
o incêndio
to
masse
proporções
horríveis,
que,
a
não
se
daiem
aquellas
duas
circumstancias,
assumiria
inevitavelmente
por
causa da
enormíssima
quantidade de palha
que es
tava
armazenada na
casa
incendiada.
Ainda
assim
o
prejoiso foi considerável.
IVosBt* Senhora
<Io Rosário.—
Festeja-se
hoje na egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos
a Imagem
de N.
Senhora
do
Rozario,
na fórtna dos
annos anteriores.
De
tarde,
se
o
tempo
estiver
bom,
sae
uma apparatosa
procissão,
que
percor
rerá o
itinerário
seguinte:
rua
Direita,
rua
da Cruz
de
Pedra,
Praça
d
’Alegria,
Largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
Carvalheiras
e
rua
dos
Marchantes.
Houlem
á
noite
houve
arraial,
tocando
por
muito
tempo
a
banda
dos
«Artistas».
I»aríã«Sa.
—
Partiu
ante-hontem
para
o
Porto
o
nosso
particular
amigo
e
es-
criptor
distinctissimo
o
ex.
mo
sur.
padre
Senna Freitas.
Faliecmieuto.—
Falleceu
no
dia
26
em
Guimarães,
a
snr.a D.
Emilia
de
Je
sus
Maria
Lemos, esposa
do
snr. José
Joaquim
de
Lemos,
negociante
d
’
aquella
cidade.
Ponto.—
-Em
todas
as
aulas
do
lyceu
d
’esta
cidade
poz-se
ponto
no
dia 23
do
corrente.
Retratos
dos Apostolas S. Pedro
e
S. E*aulo.—
S.
Pedro era de
estatura
mediana,
direita
e
bem
lançada;
tinha
a
côr
pallida
e
branca,
a
barba
e
os cabel
los
espessos,
encrespados,
curtos
e com
A
’
poria
do
templo
vão
accommetter
o
bispo
e
os
catholicos,
e
se
aos
impetos
do
trabuco,
do
punhal
e
do
petroleo
ain
da
leem mão os sabres da
policia,
de
lamentar
é
que
nâo
possam
estes
refreiar
a
erupção
de
vaias
e
chufas
que
uma
pujança
só
digna
de
encéfalos
enfermiços
faz
jorrar
em rabiosa
catadupa.
E
viva
a
liberdade,
—
vociferam
energúmenos
e
possessos;
—
Viva
Victor
Manoel,—como
se
vicloriado
por tal gente
este
carcereiro
de
purpura,
e
por
tal
gente
guiado
aos fins
de tão
infrene
alcatea
—
se
nos
não
afigu
rasse
o
accesso
de
posto da
carcereiro
a
carrasco.
E
a
que
veem
os
vivas
á liberdade
como
pirraça e
acinte?
Quer
por
ventura
a
Egreja
a
oppres-
são?
Não
é
por
a
liberdade
justa
e
limi
tada
ao
bem
—pela
verdadeira
liberdade
que
a
Egreja
vela
e
pugna
?
Não
é
no
aso
de justa
liberdade
que
vimos
ao
tem
plo
orar
pelo
nosso
Pae
commum
espi
ritual?
Não
é
em
nome
de uma
bem
en
tendida liberdade
que
a
Egreja
encaminha
o
mundo
á
remissão
do
captiveiro
e
op-
pressão
em
que
o
erio
maçonico
o
tem
envolvido
?
Mas a
liberdade
que
victoriaes
não
é
essa—
saberaol-o,
relapsos da
ignominia,—
é
uma
outra
—
é
a
que
quereis para
cor
romper
tudo,
e anniquillar
o
bem,
é
a
licença
desenfreiada
á
sombra nefasta
da
qual
medra
o
vicio
e
a
corrupção
de
que
sois
procelilos ferrenhos.
Vinde
ás
praças
publicas,
ás
portadas
do
templo,
á
imprensa
mesmo
polluir
com
a
vossa
baba
immunda
—
a
santidade
de
aclos
a que
nunca
podeis ter
accesso,
ex-
forços
baldados
são
ao
fim
de amortecer
a
fé
catholica,
a
que
assim
prestais
—
sem
querer—bom
serviço.
Quando não
fosse
bastante
a
santidade
dos princípios
para
ella
robastecer-se
—a
vossa
guerra estulta
e
alvar
era
para isso
um poderoso
ele
mento.
Refocilae
na
barberie
do
combate
por
tal
forma, ao
intelecto
mais
supino
e
obtu
so
deixaes
ver
que a negação
ao bem
e
á
virtude
predominando
em
vossos
instin-
ctos
depravados,
produz
o parto monstruo
so
de
vossas
publicações
c
iticas
—
das
vossas
gritarias
e
acções
despresiveis
e
abomináveis.—
A
’
vante,
pois,
relapsos,
que
cooparaes
para
o
nosso triunfo.
J.
MACHADO
JÚNIOR.
UZÍTILIA
pletamente brancos; os olhos
pretos
e
salientes,
mas
habitualmeote
vermelhos
por
causa
das
abundantes
lagrimas que
derramavam;
as
sobrancelhas levantadas
e
quasi
nullas; o
nariz
comprido,
direito
e
antes
arrebitado
que
aquilino.
O
seu
vestuário
compunha-se
d’
uma
túnica
e
d
’um
manto;
e
quando
não
anda
va
descalço,
umas
sandalias
constituíam
o
seu
calçado.
S. Paulo
era
baixo, delgado,
um pouco
corcovado,
e
tinha
a
cabeça
de
medíocre
volume,
o
rosto
pallido, annunciando
uma
velhice precoz;
os
olhos
cheios
de
graça;
as
sobrancelhas
abaixadas, o
nariz
com
prido
e
aquilino,
a barba
espessa,
compri
da
e
grisalha
como
os cabellos,
e
a ca
beça
um
pouco
calva.
Estes
dois
retratos,
que
se
podem
cha
mar
originaes,
dilferem
n
’
um
ponto
das
copias
tantas
vezes reproduzidas
pelos
pin
tores
e
esculplorts.
Repiesentam
nos
S.
Pedro
com
a
cabeça
calva,
e
S.
Paulo
com
cabellos
espessos;
é
o
contrario
da
realidade.
D’
onde
vem
esse
erro?
Foginio
atlribue-o
á
obra apocrypba que appareceu
no
quinto
século, e
na qual
S.
Pedro
é
representado
com
a
fronte
desguarnecida,
e
isso
em
opposição com
os
monumentos
e
auctores
mais
antigos.
A
esta
preciosa
observação
para
a
ico-
nographia,
cumpre
acctescentar outra de
grande
importância
para
a
theologia ca
tholica
Quando
os
dois
Apostolos
são
re
presentados
juntos,'
S.
Pedro
occupa
sem
pre
a
direita.
Salvas
algumas
raríssimas
excepções devidas
á
ignorância
do
pintor
ou
e^culptor, esta
regra
é
constantemente
observada
era
todos
os
monumentos
primi
tivos
de
vidro,
mármore,
barro
cozido,
bronze
e
marfim.
A
significação
de
simi-
Ihante
costume
não
é
duvidosa.
Deus
quiz
que,
até
mesmo
nas
mais
pequenas
Coi
sas,
a
fiel
tradição
prestasse
testimunho
á
supremacia
de Pedro
não
só
sobie
os
Apostolos
em
geral,
senão
também
sobre
o
seu
mais
illustre
collega.
Assim
se
acha
confirmada
por
todas
as
especies
de pro
vas,
uma
verdade,
fundamento
de
tda
a
jerarchia
catholica,
e
qne,
por
esta
rasão,
tem
sido e
será em todos
os tempos ob-
jecto
dos
mais
vivos
ataques
dos
sectários
e
dos impios.
—
(G
aume
,
Tres fíomas).
Epíseopado brazileiro.—
Chama
mos
a
atlenção
dos
leitores
para
o
se
guinte.
Lê-se
na
«Unità
Cattolica»
de
3
de
ju
nho
:
t
Encyclica
do Saneio
Padre
Pio IX
ao
episcopado brazileiro
«Com a
libertação
dos
dois
heroicos
Bispos
do Brazil, o
do
Pará
e
o
de Oiin-
da,
não
ficou ainda
concluída
a
questão
maçónica,
nem se
determinou
que
as
ir
mandades
religiosas
possam
ser
outros
tan
tos
centros
da
maçonaria.
Sabemos
que
o
Nosso
Santo
Padre
Pio IX
dirigiu
a
este
proposito
uma
Encyclica
magnifica
ao
Episcopado
brazileiro,
e
quer
que as
ir
mandades sejam
aquillo
que
devem
ser,
segundo
o
escopo
primitivo
de
sua
insti
tuição
canónica.
Apenas
possamos
haver
á
mão
este
precioso
documento
enrique
ceremos
com elle
o
nosso
jornal.
Desde
já
porém
queremos
advertir
que
sejam
fecundos
os
soffrimenlos
na Egreja.
Como
foi
opporluno
que
nascessem as
heresias
para que melhor resplandecesse
a verda
de
catholica.
assim é
vantajoso
qué
se
prendam
os
Bispos
para que,
de
uma
par
le
resulte
a
sua
constância,
e
da
outra
aprendam
oS
fieis
os
proprios
deveres
e
os
observem
a
qualquer
custo,
seguindo
os
nobres
exemplos
de
seus
Pastores.»
Também
nós,
como
a
«LJnitá
Catto
lica»
esperamos
transcrever
a
Encyclica
que
nos
é
annunciada;
e
crêmos que
em
Portugal
poucos
deixarão
de a
lêr
com
o
devido
interesse que
sempre
inspira
a
in-
fallivel
palavra
do Vigário de
Christo
na
terra.
Ella
virá
muito
a
proposito
para
es
clarecer
certo
discurso
um
tanto
obscuro
que
ha poucas semanas foi
proferido
na
camara
dos
pares por
um prelado
porlu-
guez.
0 snr.
Miguel
Osorio, par do reino,
que
se
diz muito
catholico-liberal, lam
bem
ha
de
ter
ahi
bastante
que
apren
der.—
(Palavra).
Pio XX e o celebre revolueio-
nario
Gtaetano.—
Um
dos
homens
fu
nestos
que
mais
descaradameute
attenla-
ram
contra
a
Santa
Sé
era
1824
foi
o
celebre
revolucionário
Gaetano,
filiado
nas
associações secretas,
e
aclivo
agente
de
todas
as
conspirações
que
então
se
trama
vam
contra
a
mesma
Santa Sé.
Comdemnado
á morte
por
seus
cri
mes, era conduzido
ao
supplicio;
porém
sahiu
ao
seu
encontro
um venerável
sa
cerdote
que.
compadecido
das
hgrimas
do
reu,
de
sua resignação
e
arrependimen
to
ptdiu
aos encarregados
de
sua conduc-
ção
que
sustassem
o
passo e
lhe
conce
dessem o
praso
de
alguns
minutos.
0
venerável
sacerdote
dirigiu-se
ao
Va
ticano,
e
lançando-se
aos
pés
do
Santo
Padre,
conseguiu
o
indulto
que
pediu,
sendo
a
pena cornmuiada
ao
reu
na
de
piisão
perpetua.
Cheio
de
jubilo,
corre
em
busca
de
cortejo
que
se
dirigia
ao
supplicio,
encon
tra-o
e
entrega a ordem
de indulto em
virtude
ida
qual
o
reu
foi
encerrado no
castello
de
S«nl’
Angelo.
Passaram
os
annos,
e
subiu
ao
throno
pontifício
o grande Pio
IX,
e
lembrado
de
Gaetano,
em
cujo
favor
obteve
o
indulto
quando
só
era
um
simples
sacerdote cha
mado
o
Padre
Mastsi
Ferreti,
pergun
tou:
—
Ainda
vive
Gaetano?
—
Ainda
expia
seus
crimes
em
um ca
labouço.
—
Pois
quero
vel-o.
Acto
continuo,
manda
chamar
a
velha
mãi
de
Gaetano,
e inteira-a
do
que
se
propõe
fazer
em
favor
do
filho.
No
dia
seguinte
o
grande Pio
IX,
ves
tido
de
simples
sacerdote,
dirige-se
ao
cas
tello
de
Sanl
’
Angelo,
e mostrando
ao
car
cereiro
urna
ordem
para
visitar
Gaetano,
ordem
que
havia
exigido
ao
chefe
da pri
são para
guardar
melhor
o
seu
incogmto,
entrou
no calabouço de
Gaetano,
e
este
lhe
perguntou,
ignorando
quem o
visita
va:
—
A
qne
vem
o
snr.
ter
comraigo?
—
Vendo
trazer-lhe
noticias
de
sua
mãi.
—
Ainda
vive
!
(disse
o
preso
cheio
de
ternura)
graças
vos
dou,
meu
Deus!
—
Sira,
vive e
me
manda
aqui
para
o
consolar e
lhe
dar
esperanças
de
melhores
dias.
0
reu
lançou-s
aos
pés de
seu
bem-
feitor,
banhou-os
de
lagrimas
e
este
es
treitou-o
carinhosamente
ao
peito.
—
Ah
I
exclamou
o
reu;
não
estão
no
ceu
todos os
anjos
por
que
eu
encontrei
um
na
terra.
Gaetano
cootou
em
seguida tudo
quan
to havia
soílrido
nos
vinte
e
dous
annos
de
sua
prisão
e
disse-lhe
o
sacerdote:
—
Por
que
não
tem
implorado
a
cle
mência do
Papa?
—Tenho-lhe
escripto
muitas
cartas,
mas
de
nenhuma
tive
resposta.
—
Dirija
ao
Papa
uma
nova
suplica.
—
Será
delida
como
as
anteriores,
e
não
chegará ás
mãos
de
Gregorio
XVI.
—
Gregorio
XVI
morreu
:
escreva
a
Pio
IX.
—
E
quem
lhe
entregará
a minha
sop-
plica
?
—
Eu
mesmo:
escreva;
aqui
tem papel
e
lapis.
Gaetano
escreveu
em
seguida um
mo-
morial
cheio de
protestos
de
arrependi
mento,
de
respeito
e
de
veneração
ao
vi
gário
de
Jesus
Christo.
—
Tenha confiança:
esta
mesma
tarde
verá
o
Papa
o
seu
memorial.
Valor,
meu
amigo,
e
pp
ça
a
Deus
por
Pio
IX.
N
este momento entrou
o encarregado
da
prisão
e
disse
ao
sacerdote:
Que
demonio
faz o senhor aqui
ainda?
Abusa
em
demasia
da
permissão
que
tem.
Saia
depressa,
se não
faço-o
sahir.
0
sacerdote
sahiu
e
dirigiodo-se
ao
governador
do
castello,
lhe
disse,:
—
Venho
pedir-lhe
a
cassação
da
pena
a
favor de
Gaetano.
—
Só
o
Papa
póde
concede!-a.
Em
seguida
pediu
papel
e
unia pen-
na
e
escreveu
o
seguinte:
Em
virtude
da
presente
ordem
o
gover
nador
do
castello
de
Sant’
Angelo
porá
im-
medialamenle
em liberdade
o
reu
Gaetano.
—
Pio
IX.
0
governador,
estupefacto,
lançou-se
aos
pés
do
Papa
e Gaetano correu
a
abra
çar
sua
velha
mãi,
que,
cheia
de
alegria,
bemdisse
a
Deus
e a
Pio
IX.
Besctirrilamenío.—
No
dia
21
des-
carrilou
o
comboio-correio
da
linha
de
Saragoça
a
Barcelona, entre
a estação de
Tarrega
e
Cervera.
Houve
17
mortos
e
57
feridos.
As nuvens.—
Quando
eu estava
no
alto
mar,
diz
Bernardin
de
Saiot-Pierre,
e
que
não
tinha
outro
espectaculo
mais
que
o
ceo
e
a agua,
algumas
vezes
me
entretinha
em
desenhar
bailas
nuvens
bran
cas
e
perdas,
semelhantes
a
grupos
de
montanhas,
que
se
moviam
umas
após as
outras
sobre
o
azul
dos
cecs.
Principal
mente
de
tarde
é
que
ellas
desenvolviam
toda
a
sua
belleza,
reunindo-se
ao
poente,
que
se
revestiam
das
cores
mais
ricas
e
se
combinavam
debaixo
das
mais
magnifi.
cas
formas.
«Uma
tarde,
meia
hora
antes
de
pôr
do
sol.
o
vento
regular
de
sueste, como
ordinariamente
acontece n
’
este
tempo,
afrouxou
bastante.
As nuvens,
que
elle
move no
ceo,
como
o
seu
sopro,
a
eguaes
distancias,
tornaram-se
mais
raras,
e
as
da
parte
de
oeste
pararam
e
formaram
um grupo
representando
uma
paisagem.
Apresentavam
um
immenso
paiz
formado
de
altas montanhas,
separadas por
valles
profundos
e
coroadas
de
rochedos
pyrami-
daes.
Sobre
as
cumeadas
e
nos
flancos
apareciam
nevoeiros
destacados
semelhan
tes
áque.lles
que
se
elevam
das
verdadei
ras
terras.
«Um
extenso
rio
parecia
circular
etn
seus
valles
e
precipitar-se
alli
e
acolá em
cataraclas;
era atravessado
por uma
gran
de ponte, sustentada
por
arcadas
meio
ar
ruinadas.
Bosques
de coqueiros,
por
en
tre
os quaes
se
viam
habitações,
se
er
guiam sobre
os
montes
e
sobre
as en
costas
d
’esta
ilha
aéna. Todos
estes
ob-
jectos
estavam revestidos
d
’
esses
ricos
co
loridos
de
purpura, amarello cor
de
ouro,
pérola
e
esmeralda, tão
communs
por
a
tarde
n
’estas
paragens; a
paisagem
nao
era
um
quadro
colorido:
era
uma
simples
es
tampa,
onde
se
reuniam
as
combinações
da
luz
e
das
sombras.
Representava
um
paiz allumiado
com
os
seus simples
re
flexos.
Eflectivamenle,
logo
que
o
astro
do
dia
se escondeu
por
detraz
d
’elle,
al
gum d’estes
raios
decompostos
illumina-
ram
as arcadas
meio
transparentes
da
pon
te
com
uma
côr
de
papoula,
reílectiram-
se
nos
valles
e nas cimeiras
dos
rochedos,
entre
tanto
qne
torrentes
de
luz
cobriam
estes
contornos
de
ouro
e
de
purpura,
e
irradiavam
no
ceo
como
os raios
d
’uma
gloria.
(1)
Porem
toda
aquella
massa
ficou
na
sua
meia
tinta
escura,
e
via-se
em redor
das
nuvens
que
se
elevavam
dos
seus
flancos
os
clarões dos
trovões
cujos
estampidos
longínquos
se
ouviam. Poder-se-hia
jurar
que
era
verdadeiramente
uma
torre
a cou
sa
de legoa
e
meia
de
distancia
de
nós.
Talvez
seria
uma d
’
essas
reverberações
ce
lestes,
d’
alguma
ilha
mais
distante,
cuja
forma
nos era representada
por
seus
re
flexos e os
trovões
pelo
ecco.
Mais
d'uma
vez marinheiros experimentados
teem
si
do
enganados
por
espectaculos
eguaes. Se
ja
como
for,
todo
este
aparelho
fantásti
co
de
magnificência
e
de
terror,
estes
montes
cobertos
de
palmeiras,
e
tas
tem
pestades
que
rugiam
sobre
suas
cumeadas,
o
rio
e
a
ponte,
tudo
desappareceu
com
a
chegada
da noite,
como
a
illusões
do
mundo
com
a
aproximação
da
morte.
0 astro
da
noite,
qne
repetiu
com suas
harmonias
mais
suaves as
do astro
do
dia,
ergueodo-se
sobre
o horisonte
dissipou
o
império
da luz
e
fez
recuar o das
som
bras.
Bem
de
pressa
e
com um
esplen
dor eterno
as
estreitas
brilharam
no
seio
das
trevas.
Oh!
se o
dia
não
é
senão
uma
imagem da
vida,
se
as
rapidas
horas
da
aurora,
da
manhã,
do
meio
dia
e da
tar
de
representam
as
edades
tão
fugitivas
da
infancia, da
juventude,
da
vitilidade
e
da
velhice,
a
morte
corno
a
noite
devem
des
cobrir-nos
lambem
novos
ceos
e
novos
mundos.»
Mas importa
que
não sejamos
obceca
dos
por
erroneos preconceitos,
antes
allu-
miados
pela
fé
mudemos
nossa
morada
para
esses
novos
mundos,
transportando-
nos
nas azas
da
esperança.
ffjetam
e passisejui.
—
Lêmos
na
«Atalaia»,
de
Vizeu:
«0
mysterioso
e
admiravel'
aconteci
mento
que
vae
lèr-se,
foi-nos
ha
dias
con
tado, e
affirmado
até
por
um
ecclesiasti-
co muito
digno
e circumspecto
e
que
foi
testemunha
presencial.
Entrando
em
nossa
casa e
analysan-
do
um rico
oratorio que
possuímos,
dis
se:
—Também
tenho
dois
crucifixos
admi
ráveis,
além
d
’
outro
que
me
queimaram I
—
Como
assim,
lhe perguntámos
?
! .
• •
—
Não
sei,
respondeu.
Morava
junto
á
casa
de meus
paes
um
infeliz barbeiro
que
nunca
almoçava,
nem
jantava,
nem
ceiava
conjunctamente
com
sua
mulher,
que
não
misturassem
estas
refeições
com
a
mais
medonna
e
estrepi
tosa
trovoada
de
pragas,
blasfémias
e
here
sias,
além
das mais
que
votavam no
resto
do
dia e
noite
!
Um
dia
cahiu
o
desgraçado
gravemen-
(1)
Chama-se
gloria,
em frase
de pin
*
tor,
a
representação
do
ceo
abetto
com
as pessoas divinas,
os
anjos
e
os
bema-
venturados.
te
enfermo.
Chama-se
o
parocho
a
toda
a
pressa,
para
lhe
ministrar
o
Sagrado
Viatico,
e isto
acontce
ao
cerrar
da
noite.
A mulher
pede-nos
o
mencionado cruci
fixo
para collocar
sobre a
mesa
creden
cial
ou
altar
provisorio
em
que,
sobre
corporaes,
havia
de
ser
depositado
o
Vaso
Sagrado.
Na
madrugada
seguinte
sente-se
gritar
a mulher
que
dizia
que
seu
marido
havia
fugido
do
leito
da
morte!
Procura-se
por
toda
a
parte,
e
é
íinalmente
encontrado,
já cadaver,
no
cabouco
de
um
moinho
que
ficava
a
mais
de
um kilometro
de
dis
tancia;
e
do
meu crucifixo só appareceu,
em
casa,
a
peanha
com
a
parte
superior
carbonisada
!
Nenhuns
outros
vestígios
de
fogo
se
viram,
nem fragmentos
do
rosto
da
cruz
e
divina
imagem.
Passados
annos, continua
o
illustre
sa
cerdote
nosso
informador,
e
quando
eu
já
estava
ordenado,
adoece
a
viuva!
Fui
também
chamado
a
toda a pressa
para
lhe
ministrar
os últimos soccorros
espirituaes;
porém
apenas
lhe
fiz
a
primeira
aspersão
de
agua
benta,
arregala medonhameote
os
olhos,
e
eslorcendo-se
em
honiveis
con
vulsões
exclama
e
diz;
«Acode-me,
demo-
nio
do
inferno
!!!>
E
assim
continuou
a
blasfemar
durante
todo
o
tempo
era
que
estive
a
seu
lado
a
exercer
a rainha
mis
são.
Fiualmente
sahi
bastante
horrorisado
dizendo
que
chamassem
o
parocho,
pois
que
podia muito bem
ser,
que
as
suas
pa
lavras
tivessem
mais força
do
que
as
mi
nhas,
e
que
até
podesse
conseguir o que
a
mim
não
foi
dado.
Chegou
este;
porém,
baldados
fòram
também
os
seus
esforços!
a
infeliz
mor
reu
n
’
aquelle
estado
de
desespero
e
con
tinuando
na
mesma
infernal
cantilena!
O
primeiro
facto
deu-se
ha
quarenta
annos,
e
o
segundo
ha
30,
e
na
povoa
ção
de
Villa
Nova
do Campo,
a
5 kilorae-
tros
distante
rfesta
cidade.
Talis
vila,
finis
ita
!
>
Estatística. —
Segundo
o
«Ofliciel
»
a
producção
total
de
mineraes
na
Europa,
durante
o
anno
de
1874
foi
de
—
1,025
kilogratntnas
de
platina; 61,900
de
oiro;
300,000
de
prata;
240,000.000
de
ferro;
600,000
de
cobre;
5,300,000
de
chumbo;
3,000.000
de
zinco;
4.376,000
000
de
car
vão;
50,000,000
de
sal;
1,616,000
de
manganesio,
e
5,700
de
antimonio.
E
’
bera
admiravel
esta
estatística
!
Portnguezes
falleeidos.—Faliece-
ram
no
Rio de
Janeiro
de
27
a
29
de
maio
os
seguintes
súbditos
poriuguezes:
Em
27:
João
Pinto Pessoa,
44
annos,
Domingos
Bernardino,
46;
Sebastião Ri
beiro Pinto, 23;
Francisco
José
da Costa,
15;
Juiia
Carolioa,
36;
José
Joaquim
de
Lima, 46;
Luiza
de
Jesus,
42
Em
28;
Antonio
de
Souz
Rocha,
43;
Francisco
da
Silva,
18;
Antonio
Borges,
20; Manoel José
d
’
Araujo,
48;
Manoel
Mar-
lios
d
’
Oliveira,
25;
Delfim
Pinto Guima
rães,
30;
João
Joaquim Barbosa Guima
rães,
39;
Anua
Florinda
do
Carmo,
56.
Em
29:
João
Mathias
da
Silva,
25;
Pacifico
José
Jacome,
15;
Firmino
José
de
Mattos, 23;
Narciso
da
Rocha Barros,
22;
Bernardino
da Costa,
26;
João
Maria
de
Castro,
15;
Antonio
Joaquim
de
Pai
va,
40;
J.aqunn
Marinho
de
Maio
30.
5!e<do
Ssar. 19.
Síigaiel ES.
—
Os
retratos
ultimamente
chegados
e pró
prios
para
album
grande,
vendem-se
no
escriptorio da
administração
d
’
este
jornal.
Preço
de cada
um
300
reis.
ilí-sapparecimento,
—
No
dia
24
desappareceu
do
local
de
S.
João
da
Pon
te
uma
mulher,
já
idosa,
da
freguezia
de
Ribeirão,
concelho
de
Villa
Nova de
Fa-
malicão.
Pede-se
a
quem
souber
onde
ella
se
acha
o
favor
de
o communicar no
escrip-
torio
da
admidislração
d
’
este
jornal,
por
cujo
trabalho
será
devidamente
remune
rado.
A’
caridade pwbííoa.—
Imploramos
a
caridade publica
para
duas
senhoras
que
vivem na
maior
penúria,
e
pelos
seus
padecimentos
privadas
de
ganhar
os
meios
de
subsistência.
Habitam na
rua
de Infias, n.°
85.
A’
caridade publica. —
Na
rua
do
Alcaide
n.°
22,
acha-se entrevado
e
impossi
bilitado
de
poder
trabalhar
Joaquim
da
Silva;
tendo
estado
no
hospital
8
mezes,
d
’
onde saiu
por
ser
incurável
sua
doença.
Vive
na
maior
penúria.
Mais uma vez rogamos aos
snrs.
assignantes em atrazo o
obséquio de
nos
remetterem o
importe
da
sua divida em aber
to
no escriptorio
d’este
jornal.
Já,
por meio
de cartas, nos
temos
dirigido aos
mesmos, e
esperamos ser
attendidos; aliás
ver-nos-hemos na necessidade
de
lhes sustar a remessa,
o que
realisaremos para com aquelles
que até ao fim
do mez corrente
não
tenham satisfeito os seus
débitos.
Aos
que se teem dignado at-
tender-nos, agradecemos a sua
valiosa
cooperação, que
espe
ramos continuarão a prestar-
nos.
Os
nossos
correspondentes nas
seguin
tes
localidades são
:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimaraes,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
UliTíiíWS
'TEIXEG» AMUAS EIA
AGEACSA
BRAVAS
BELGRADO
24.
—O governo
sérvio
enviou
para
a
fronteira
a
2.
a
secção
da
milícia
nacional.
Os
jornaes
russos
acon
selham
moderação.
Tem
havido
algumas
desordens
em
Chio, onde
os
turcos
ma
taram um
chrislào.
Assegura-se
que
a
Ser
via
faz
tentativas
para
contrair
ura
em-
préstimo.
CONSTANTINOPLA
24.
—
São absur
das
as
noticias
espalhadas
em
Paris
ácerca
de
motins
e tumultos
em
Constantinopla.
N
’esta
cidade
reina tranquilidade
completa.
MADHID
25.
—
Bolsim
da
tarde.
—
A
’
vista 13,35;
para
o
fim
do
mez,
13,30.
MADRID
24.—
A
comraissão
do
orça
mento
propõe
que
se
aoctorise o
governo
a
assimilar
a
Navarra
ao
resto
da
Hispa-
nha
na
questão
des
contribuições.
Os
de
legados
hispanhoes
dos
crédores
de
Hispa-
nha
reunidos
decidiram
combater
a con
versão
do
empreslimo
forçado
de
175
mi
lhões
de pesetas
e
manter
o pedido de
pagamento de
metade
dos
coupous conso
lidados
de
futuro.
Paia
esse
fim
visita
ram
hoje
Canovas.
No
congresso
dos
de
putados,
o
ministro
dos
negocias
estran
geiros
respondendo
a
utna
inlerpellação,
declarou que
o
governo
não teu»
noticia
alguma
do
que
o
gabinete
de
Inglaterra
projecte
fazer
observações
sobre
a
appli-
cação
do
artigo
constitucional
concernente
á
tolerância
religiosa.
Accrescenloo
que
se
um
governo
qualquer
tentasse
um
acto
de
ingerência
na
política
interna
hispa-
nhola
a respeito
da
applicação
da
sua
constituição,
a
Hispanha
seguiria
os
dicta-
rnes
que
lhe
suggerisse
a
honra
nacional.
LONDRES
24
—
Esteve
boje
fechada
a
bolsa.
PARIS
24.
—
0
3
p.
c.
hispanho! inte
rior
baixou
um oitavo;
o
exteroo
conser
va
a
mesma
cotação.
Acções
da
compa
nhia
dos
caminhos
de ferro
poriuguezes
254.
MADRID
25
—Diz
a
«Gaceta»
que o
presidente
da
junta
carlista
de
Londres
fez
bancarrota
e
que
interrogado
pelo juiz
dis
se
pensar
que
D. Garfos pagará.
VERSALHES
25—No
banquete
do
an
niversario
do
general
Hoche,
Gambeta
pro
nunciou
uin
discurso
no
qual
fez
sobre-
sahir
a influencia
pacifica
exercida
pela
republica
(ranceza
na
política
externa.
NEW-YOKK
24
—
Ouro,
112;
trigo,
1,32;
petroleo, -15;
cambio sobre
Londies
4,86.
M
a
DRID
26
—O congresso
está
discu
tindo
o
projecto
das
leis
organicas
das mu
nicipalidades
e
deputações
provinciaes.
O
senado
approvou
os
orçamentos
dos
mi
nistérios
da
fazenda,
obias publicas
e
in
terior.
No congresso foi
interpellado
o go
verno
ácerca do
descarillaraeuto
em
Tar-
rega,
na
Catalunha.
Os pormenores
são
horríveis.
Os
wagoos despenharara-se
da
altura
de
um
terrapleno,
ficando depe-
daçados.
MADRID
27
—Orei
assignou
uma
or
dem
concedendo
ao
governo
a
ulho ris ação
para
apresentar
ás cortes
o
projecto
de
lei
ractificando o
tratado
de
commercio
e
navegação entre Portogal
e
Hespanha.
A
commissão
nomeada
pelo
senado
para
dar
parecer
ácerca
do
projecto
de
lei
dos
«fueros»,
chamou
a Madrid
os
delegados
da
Byscaia
e Navarra, mas
elles
recusaram
vir.
VERSALHES
26—
O
senado approvou
o
projecto
de
lei
authorisando
a
cidade
de
Pariz
a contrahir
um
empreslimo de
120
milhões
de
francos.
O
ministério
pe
diu 35
milhões
de francos para
a
expo
sição que
deve
eflectuar-se
em
1878.
PARIZ
26
-Confirma-se
a
existência
de uma
alliança
entre
a
Servia e
o
Mon-
tenegro.
As potências
fazem
esforços
em
Belgrado
para evitar
que
a
Servia
declara
guerra
á
Turquia.
ROMA
26—
O
consistono
celebrado
es
ta
manhã
nomeou
vários
bispos
e
arcebis
pos
zn-partibus
infidelium.
Marcarino
foi
nomeado bispo
de
Tuy;
Roncelli
foi no
meado
arcebispo
de Bruschetti
e bispo in-
parlibus
infidelium.
Foram
providos dous
bispos
na
Áustria
e
vários
em
França
e
Italia.
SWDE Â TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY de
Londres.
iSI
untieii «2’invariaveS aueeesao
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
eflicacia
d’esta
deliciosa
farinha
de saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenteria, cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque de
Pluskow,
da ex
ma
snr.
a
marqtieza
de
Brehan,
do doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72,448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales-
ciére á
minha
senhora.
Havia
muitos an
nos
que
padecia
intensissimas dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou
com
pletamente
restabelecida.
Ficando reconhe
cidos, aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual
o
distin
gue
o
seu attento
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.7
18.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me perfeitamenle
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
píleitos,
em particular
modo
n
’
aquelles
que
padeciam
de hydropesia.
Tres
d
’
estes
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e
das
moléstias
de eslomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria
P
adre
L
àngevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sém
esquentar,
economha cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
,
/
i
kilo,
500
; de
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
1(5400
reis;
de
21
/}
kilos,
3$200 reis;
de 6
ki-
los,
6^400
reis,
e
de
12
kilos, 12^000
reis.
O
Pinto
do
Carvalhal
dá
qnasi
tanto
quanto
custou
uma
corrente
d
’ouro
e um
relogio
de
prata,
que
perdeu
no
Bom
Je
sus
do
Monte
no
dia 23
do
corrente,
ou
a
quem
disser onde
existe.
(4116)
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
BevalcHcíèr© ehaeolatMla
;
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão,
somao,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas, 500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRA
DU
BAHBA «£• C.a —Pla-
ce Vendòme, 26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
<5c
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto, 28;
Bar
rai
&z
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua da Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra, V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa,
phartn.;
Bareeiios,
Ramos,
pharm.;
Bragi»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos Chãos,
Pipa
<5c
Irmão,
rua do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
«fuimarSes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
!
’
en»-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Fonte
«lo
I>im»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarm.
;
Po
voa
do Vnrzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Gastello,
Aflociso
e
Barros,
droguistas;
ViSJa do
Conde,
A. L.
Maia
Torres
pharm.
Banco
Mercantil
de Braga
Roga-se
aos illm.08
sms. accionistas
d
’este
Banco,
que
ainda
não
receberam
as
suas
acções
definitivas,
para as
procurarem
no
mesmo
Banco
lodos
os
dias
não
san-
ctificadoos desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
aonde
lhes
serão
en
tregues
em
troca
dos recibos em
seu
po
der.
Acha-se
na
freguezia
de
Villarinho,
co
marca
de
Villa
Verde,
etn casa
de Fran
cisco
Ferreira,
uma
egoa,
que o
mesmo
desconfia
ter
sido roubada ;
por
’
sso
se
al
guém
se
julgar
com
direito
a
ella,
dando
os
signaes
certos
e
pagando
as
despesas
lhe
será
entregue.
(4120)
11
11
I i
11
11
il
11
D
o
Dão-se
a
quem achasse
no
dia
de
S.
João
á
tarde
na
estação
de
Braga,
uma
medalha
d
’
ouro
d
’
um
relogio.
Dirigir-se
á
rua
d
’
Agua
n.°
22.
(4121)
ATTENÇÃO
A
agua
vegetal
é
infallivel
para
fazer
nascer
os
cabellos,
não
sendo
calvice
ou»
queimadura.
Limpa
perfeitamente
a caspa,
não
damnificando
a
cabeça.
Vende-se
unicamente
no salão
de
bar-
iear
no largo
da
Batalha
n.°
141,
Porto.
Custa
cada
frasco
2:000
réis.
No
mesmo estabelecimento incontra-
se
também
á venda
Eau
Berger
própria
aara
tingir
os
cabellos.
Todos
os
frascos
levam
uma
explica
ção
indicando
o
modo
da sua
applicação.
Bseioâgao
O
abaixo
assignado declara
que
não
se
responsabilisa por
cousa
alguma
que
seu
filho
José
Maria
da
Costa pratique,
por
este
tomar
a
liberdade de
se
governar
a
si
proprio.
Braga
26
de
junho
de
1876.
Manuel
Joaquim
da
Costa.
(4117)
Proprietário
do
Hotel
Particular.
st
a•m
-nrnMTrr
<
nano»
Na
conservatória
de
Braga
precisa-se
de
pessoa,
que
saiba lèr
e
escrever
corrente
mente
e
que
tenha
boa
lettra.
(4113)
•8ioEtp
ma
(HlL
opjci
ep
scroq
g
sep
seip
so
sopoi
as-eai
-sorn
a
‘
os
o’u
joioja
•$
op
boj
cu
a;
-snfe
nas
op
as-EiaBij,
•soporatuoa
samaipa
-xo a
oõod
a
[ejutnb
ma)
‘
souuc
stop
eq
•BpinJisuoa
ioj
\\
ojpaj
•(]
ap
cru
ep
cpcaiua
eu 'j
0
*
u
esea
b
as-apuax
no
as-eonjy
wwl^v
n
11 noil il l
»
ll
U
mi
alii.t
Arrematação
Pelo
juiso de
direito
da
comarca
de
Braga e carlorio
do
escrivão—
Penha For
tuna
—
a
requerimento
dos
testamenteiros
liquidatários
da
herança
do
exm.°
conego
José
Narciso
da
Costa Rebello,
se
tein
de
arrematar,
no
dia
2 de
julho
proximo,
pe
las
9
horas
da
maohã,
á
porta
do
tri
bunal
judicial
no largo
de
Santo
Agosti
nho,
os
seguintes
títulos pertencentes
ao
espolio
do
dito exm.°
conego,
a
saber:
48
acções
do Banco
Aliança
do valor
nominal
cada
uma de 100^000
r$.
24 acções do Banco
Lusitano
do
va
lor
real
de 100$000
reis
cada
uma,
sen
do
d
’estas, 20
reduzidas
a
4
titulos
de
5
acções
cada
uma.
10
acções
da
Companhia
ou
Banco
União
do
valor de
100^000
reis
cada
ac-
ção.
11
acções
do
Banco
Commercial
do
Porto,
do
valor
cada
uma
de
200^000
rs.
5
acções
da
Companhia
Utilidade
Pu
blica.
do
valor
cada
uma
de
100$000
rs.
17
acções
do
Banco
do
Minho
do
va
lor
cada
acção
de
100^000
rs.
3
'nscripções
da
Junta
do
Credito
Pu
blico
de
100^000
reis
cada
uma,
e
desi
gnadas
com
os
numeros
16:799,
16:800
e
36:13o.
5
titulos
d
’
obrigações
da Companhia
do
Credito
Predial
de
90«S000
reis
cada
um,
e
todos
450^000
rs.
8
titulos, de
5
titulos
cada
um,
do
valor
nominal
cada
titulo de
45$000
reis,
e
todos
3:600^000
rs.
1
titulo
d
’obrigações da
dita
compa
nhia,
no
valor
total
de
900^000
rs.
Quem
quizer
arrematar
os
ditos
titulos
e
acções,
póde
comparecer,
no
dia,
hora
e
local
designado.
(4112)
AGI
AS
AECAEISTO-GAZOZAS
DAS
PEDBASSALGADAS
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—
Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Bhein
—
Main—Donau—
Mosel
Neckar—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wilhelm
Graf
Bismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
1873
Estas
aguas
que a analyse e
experien-
cia
tem
mostrado
serem das primeiras da
Europa,
aplicam-se
com vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
effeitos
mais
notáveis
são:
nas moléstias
de estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A Companhia
só
garante a
pureza das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos,
ou
nos estabelecimentos
que
se
sortirem dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Montenegro.
R. de
D.
Maria
2.
a
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa feita de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas n.®
91; po-
EJK
de-se
vér
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
<jos
chãos
n.
*
13
(3086)
CATALOGO GERAL
DA
AGENCIA
FBANCO-HISPANO-PORTUGUESA
FUNDADA
EM 1845
Director
proprietário: snr. G. A. Saavedra.
Paris: 55
rue Taitbout—Madrid: 31 Calle del bordo.
E’
a
primeira
vez
que
se
publica
(é
o
21.°)
como annuncios interessantes para
a
pharmacia,
perfumaria
commercio
e
industria.
Como
os
anteriores,
este
catalogo
comprehende
as
principaes
especialidades
da
Fran
ça,
Inglaterra, Áustria
etc.,
indicando
os
preços
por
atacado
e
a
retalho
em
França
(os
outros
tão
sómeote
para
Hi.-panha)
que
devem
conhecer
os
snrs.
pharmaceu-
licos
e
negociantes.
Muitos
d
’
estes
artigos por
atacado são mais
baratos,
e
nunca
é
nenhum
mais
ca
ro,
do
que
em
casa
dos
mesmos especialistas
ou
fabricantas.
Recebendo
em
mercadorias
uma
parte
dos
annuncios
que
tem
arrendado
aos me
lhores
periódicos
hispanhoes
e
portuguezes,
pode
cedel-os
e
cede-os sempre
sem
be
neficio
algum.
Por
outra
parte,
graças
aos
seus
trinta
annos
de
relações com sua
clientella
estrangeira, conseguiu
e
cede
abatimentos
excepcionaes.
Vende
esta
agencia
pelo
preço
d
’atacado
em
Paris
e
remetle
para
qualquer
cidade,
emballagem,
frete
e
riscos
por
conta
do
comprador,
pago
a
trinta
dias
da
data
da
factura
em
leltras
sobre
Paris,
todas
as
especialidades
estrangeiras
mais
em
voga,
juntamente
com todos os
productos
exigidos
pelos
preços mais
favoráveis.
Estas
remessas
serão
feitas
no
espaço
de
48 horas depois
da
recepção
das
or
dens.
As
pessoas
com
quem
a
agencia
não
tem
a
honra
de
estar
em
relação
servir-
se-hão
acompanhar
seus
pedidos
com
o
importe
respectivo,
ou
com
boas
garan
tias.
AVISO
IMPORTANTE.
—
Além
d
’
isso
a
agencia
ha
trinta
annos se
encarregara
de
toda
a classe
de commissões
entre
Portugal
e
Europa
ou
America,
da
cobrança
de
fundos
portuguezes
no
estrangeiro,
e
de
fundos
estrangeiros
em Portugal,
da
compra
e
venda
de
Previlegios
:
em
hm de
transportes,
como
o
tem provado,
como
represen
tante
ha
muitos
annos
das companhias
de
caminhos
de
ferro
de
Madrid
a
Saragoça
e Alicante
e
de Pariz
a
Lyão
e
Mediterrâneo
pelo
seu trafico
internacional.
Pnris
55 rue
Taitbout=M«drid 31
Calle dei Sordo.
JV.
B.
As
agencias
de
Paris
e Madrid
enviam
grátis
este
21.®
catalogo
a
quero
o
solicitar
por
carta
franqueada
Pode
também
ser
requisitado
á
redacção
d’
este
periodico.
(15
-H-)
LLOYII
DE
BREMEIV
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Para Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos~Ayre$
Os
paquetes
que
a
Companhia
está empregando
na carreira
do
Brazil
são todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para 170
passageiros de
primeira
classe
e 750 de
terceira.
São
de
grande
velocidade,
e
o
serviço esta-se
fazendo com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis, como se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
as jiaasagens pagas no Porto ou nas sub-ageneias da pro-
vineia,
o transporte do passageiro a Eisboa pelo eaminho de ferro
è por
eonta da Companhia.
Estes paquetes são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já contractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor, utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes
por dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou bilhetes
de passagens podem
obter-se
dos
agentes
Bawes
A
C.a,
rua
de
S. Francisco
n.°
4, 2
0
andar—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de 8.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(4040)
Substituição
de
recrutas
Ha
homens
para
assentar
praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
districto
de
Braga.
No
Largo
de
S.
Paulo
n.®
8.
(4092)
’
(232)
’
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg
—Frankfurl—ílan-
nover
—
Koln
—
Strassburg
Adler
—
Falke
—
Mowe—
Beiher
Schwalbe—
Schwan
—
S
trauss
Albalross
AVISO IIHWTAHE
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
FILIAL
DA
CAIXA
ECONOMICA
PEVHOBISTV
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
.................. 500:000^000
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei
*
,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual-
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem, abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as 9 horas da
manhã
até ás
9
da
noite,
e
nos dias santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
JV.
»t.
Previne
se toda
a
pessoa
que
ti
ver objectos
empenhados na
mesma,
e
que
tenham 3
mezes
de
atraso
nos
juros,
que
os
venham pagar
ou
resgatar,
e
quando
assim
não
proceda lhe serão
vendidos
na
fórtna
do
Regulamento
da
mesma
Caixa.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
Parte de Comércio do Minho (O)
