comerciominho_29041876_487.xml
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-
ANNO
1876
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
487
HD
A.-S
03
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.==Semestre
850
rs.=Proctn-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.^Semestre
1S250
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
=Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes
10 s
/
9
d
’
abatimento.
Àssigna-se
e
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como as
correspondên
cias de
Interesse particular. Folha
avulso 10
rs.
BKAÍS
A—SABBA1ÍO 8» g»K
ABItIL
Damos
abaixo
a portaria
que
o ex.”
18
cardeal
patriarcha publicou
ácerca do
cos
tume
de
se conservarem,
em
Lisboa,
du
rante
os
tres
dias da
Semana
Santa,
as
egrejas
em
tal
escuridão
a
ponto
de
os
fieis
não só
se
atropellarem,
mas
não
pode
rem
ler
em
livros
de
devoção,
que
ordina
riamente
são
bnpressos
em
lettra
miuda,
para
os
tornar
mais commodos.
Em
Lisboa
acontece
isto
só
nos
últi
mos dias
da
Semana
Santa;
porém
n'esta
cidade
não
é
só
n
’esses dias
que
tal
cos
tume
está
introduzido
em
vários
templos:
em algumas egrejas onle
o
sagrado
Lau-
sperenne
é
feito
com esplendor,
sendo
também
alli
cantadas
Matinas
a
inst<umeo-
tal,
o
que
dura
muito
tempo,
os
fieis
não
podem
ler,
porque
todas
as
frestas
estão
cerradas.
Seria
muito
para
louvar
que
á
imita
ção
da
Sé, capella
do
Paço,
Hospital
e
S.
Vicente
as
outras egrejas
banissem
tal
costume.
Segue
a
portaria
a
que
nos
referimos:
Tendo
chegado
ao nosso
conhecimento,
que
em
algumas
egrejas
parochiaes
d
’
esla
capital,
os
reverendos
Patochos
conserva
ram
tanta
escuridão, durante
os
tres
úl
timos
dias
da
Semana
Santa,
que
era
absolutamente
impossível aos
fieis
o
pode
rem
fazer
uso
dos
livros
proprios
da
so-
lemnidade,
que
se
celebrava;
e
que
além
d
’
isto
havia
atropeilamentos,
porque
nada
se
enxergava:
E
sendo
um
tal
procedimento
muito
para
estranhar-se,
por
se
oppor
direcla-
mente
ao
que
determinam
as
Constituições
do Pairiarchado,
Livro
4.°,
lit.
13, §
3,
as
quaes.
n
este
ponto,
já
por
duas
ve
zes
declarámos
em
vigor,
como não
po
dem
desconhecer
os
mesmos reverendos
Parochos;
e
por
ser
manifestamenle
con
trario
ao
exemplo,
que
lhes
ternos
dado,
e dêmos
este
anno
em
a Nossa
Cathedral,
onde
havia
toda
a
claridade;
e
também
aos
exemplos,
de
que
poderiam
ler
co
nhecimento,
na Capella
do
Real
Palacio
d
’
Ajuda,
na
Egreja
parochial
de
Santa
Justa
e
Ruíina,
e
em
algumas
outras.
Em
presença
de
tão
formal
desobediên
cia,
ordenamos,
e estabelecemos
o
seguinte;
Primeiro:
O parocho,
ou
vigário
dos
conventos
de
Religiosas,
que
tornar
a
celebrar
os
oflicios
da
Semana
Santa,
es
tando
a
Egreja
escura,
quer
seja
na
oc
casião
dos
mesmos
oflicios,
quer
fóra
d
’
el-
les,
ficará,
ipso
facto,
suspenso
do
exer
cício
de
todas
as
suas
ordens
por
espaço
de
tres
mezes.
Segundo
Todos
os
presbyleros,
e mais
ecclesiaslicos,
que
figurarem nos oflicios
referidos
ficarão
lambem
suspensos
por
igual
tempo.
Esta
nossa
provisão
será affixada
em
logar
bem
patente
nas
sacristias
das Egre
jas,
-onde
se
conservará,
para
que
a
todo
o
tempo
se
não
possa
allegar, ainda
o
mais
leve
pretexto.
Ao
nosso
Vigário
Geral
encarregamos
de
proceder
contra
os
desobedientes
se-
gun-lo
o
Direito.
Dada
em
Nossa
Residência
de
S.
Vi
cente
de
Fóra, aos
17
de
abril
de
1876.
Logar
£g
do
sêllo.
J.
Cardeal
Patriarcha.
Aapiraçõea
d alma.
Illumina-se a
fronte
do
homem
á
luz
serena
do
ceo.
Descondensam-se as trevas,
quando
os
olhos
fogem
para
o
alto.
O
infinito
está
n
’
essas
regiões
de luz
e
de
verdade,
onde não
chegam
as
som
bras da
terra.
Reina
alli
uma
primavera
eterna.
As
flores
mais
lindas
e
fragrantes
são
os anjos
era redor
do
tbrono
do
Cordeiro.
Os
incenses,
mais aromáticos,
envolvem
a
fronte
do
Eterno.
As
hosanas
mais
es
plendidas, revoam
pereones,
junto
ás
aras
do
Amor
Divino.
Está-se
bem
alli.
Thabor
cheio
de
resplendores!
Arca
de
divinos
affectos
!
Sol
formosíssimo e
immaculado!
eu te
satido
!
Vós
podeis
curar o
enfermo,
consolar
o
agonisaute,
chamar
a
vós
a
alma
tran
sviada.
Vós
tendes
uma palavra
santíssima
para
todas
as
dores,
tendes
os
braços
abertos
para
todos
os desventurados,
ten
des
um coração
estremoso
de
pae
para
os
filhos
desditosos.
A
fé,
que
transpõe
mon
tanhas,
vem
do
alto,
vem
dos
vossos
lá
bios, vem do vosso
peito,
vem
do
vosso
amor.
E
’
uma
aurora, porque
a
aurora
é
urna
esperança.
E
’ uma aurora, porque
a
aurora
é
amor.
Os
vossos
santos,
os
vossos
martyres,
os vossos
apostoles
ti
nham
os
olhos
pregados
n
’
essa
luz
da
vida
eterna,
que
vinha
dar-lhes
alento
nos
trabalhos,
coragem
nas
perseguições
e
uma
coroa
no
martyrio.
As
galas do
mundo
são
ouropéis
falsos,
que
se
convertem
em
amargura.
Felizes
d
’aquelles
a
quem
as
lagrimas
podem
encaminhar
para
o
ceo!
A
sociedade actual precisa
de
uma
voz
que
a
regenere,
precisa
d
’
uma estrella
que
a
conduza,
precisa
d
’
um
guia
que
lhe
firme
os
passos.
Não
é nos
desencontrados
systemas
po
líticos,
nem
na
crença
dos
combates
que
se hão de
colher
almas
para
Deus.
A
política
representa
opiniões.
Os
campos
de
batalha
—
odios
fratrici
das.
Ao
cabo—um deserto
para
a
alma!
Quando,
ao
romper d
’
uma
manhã
for
mosa,
tudo
são
liymnos
e
cânticos
e
sor
risos ao Creador,
quando
o
lyrio
deabro-
cha,
quando a
abelha
zumbe,
quando
os
p.issaros
gorgeum, o
homem
acornmetle
o
homem,
o
irmão
trucida
o
irmão,
e
io
dos
julgam
ter
feito
uma
obra
meritória!
O Te-Deum laudamus
do
christão pa
rece
dar
mao
ao
allange
do
mahometa
>o!
A
oração,
este
oásis da
alma,
este
jar
dim
de
delicias, esta
fonte
de
vida,
este
sacrario
augusto
de
amor
anda
tão
arre
dado de
nós
que
fazemos
do
exilio
uma
patria,
do
corpo
um
santuario
e
da
alma
um
nada
!
A
matéria
conta
adoradores
aos
milha
res.
Parece
que
Venus
sae
agora
da es
cuma
do
mar,
e
é
elevada
ao
altar.
A
alma crente,
a
alma
fervorosa,
a
iK
O 3.^ SB
TT
O
LIBERALISMO CATHOLICO
SEGUNDA PARTE
Valor praetico d®
aistemi».
IV
O
liberalismo
cal/wlico
dá
apparencias
de
revolla
á
fidelidade
de
seus
adherentes.
[Continuação]
Francamente,
os
catholicos liberaes
po
deriam
fallar
com
mais segurança
se
Je
sus
Christo
os
tivesse
encarregado
de
go
vernar
a sua
Egreja,
e
se
lhes
houvesse
promettido
a assistência que
elle
garantiu
a
S.
Pedro
e
a
seus
successores
?
Para
que
fosse tolerável
ou
permitlido
aos
ca-
tholieos liberaes
exprimirem
tão
ousada
mente
um
pensamento
que
bem
sabem
estar
em
opposição
com
o
do
Papa
e
da
maioria
do
episcopado, setia
necessário
ad-
mittir,
ao
menos
como
coisa
possível, que
n
’
uma
questão
relativa
aos
interesses
mais
vitaes
de
sua Egreja,
Jesus
Christo,
es
quecido
de
sua
promessa,
tivesse
occul-
lado
a
verdade
á
Egreja
docente,
e
a re
velasse
a
alguns homens
sem
missão.
E
’
isto
admissível
?
Escutemos
a tal
respeito
uma
voz
que
não
pode
ser
suspeita
para
liberaes,—a
de
Lacordaire
:
— «Se
a
Egreja
em
coisas
tão
graves
dirige
mal
o
rebanho,
quem
o
dirigirá?
Quanto
a
mim,
se
julgasse
que
a
Egreja, sobre
um
ponto
em
que
cila
éxige
minha
submissão
poderia
con
duzir-me
a
um
abismo;
estaria
acabada
a
minha
fé.
Se,
pelo
contrario,
reconhecemos
a
Egreja
como
perpetuamente
inspirada
por
Deus,
submetieremos
nosso
juizo
ao
seu,
medida
que
ella
o exige,
e
logo
se
fará
em
nós
uma
grande
paz.»
(1)
Mas
o
catholico
liberal
não
se
deixa
rá
talvez
convencer
por
estas
conside
rações,
e
sob
o
pretexto
de
que
se
tra
ta
aqui
de
questões
de conducta,
persisti
rá
em
sua
pretensão
de saber
mais
que
o
Papa.
Que
escute
as
terríveis
palavras
que
lhe
dirige ainda a
mestua
voz:
«Eis-te portanto
sosinho
com
leu
pro-
pno
espirito,
revolvendo
em
lua
solidão
questões acabrunhadoras,
e
ousando
con
fessar
a
ti
mesmo
que
se
a
Egreja
pen
sa
como o
Papa
—
tu
não pensas—não pen
sas
tu...
—
como
a
Egreja!
O jugo
bené
fico
da
auctoridade
não
existe
mais
para
ti.
Raciocinas
em
vez
de
adorar.
Reco
sas
a
Deus
a
immolação
de Isaac.
Estás,
guardadas
as
devidas
proporções,
no
mes
mo
estado,
em que
se
tem encontrado
to
dos
os
hereges
depois da
condemuação
de
seus
êrros,
não
podendo
resolver-se
a
sa
crificar
as
vistas
de
sua
intelligencia!»
2
a—A
aucloridade
doutrinal
da Egre
ja
será
mais
respeitada
pelo
liberalismo
que
seu
poder
governativo? Qoem
assim
o
julgasse,
enganar-se-hia.
E
’
verdade
que
pará
adquirir
o
direito
de
não escutar
es
ta
aucloridade,
aflirma-se
bem
alto que
el
la
não
tem
fallado.
Mas
quando
o
mundo
inteiro
retumba
com
o
soído
da
sua
voz,
não
é
possível descubrir
n
’esta
surdez ob
stinada
senão
uma formula
mais
ou
me
nos
polida
da
desobediencia.
Sim,
certa
mente,
a
Egreja
docente ou
ensinante
tem
muitas
vezes
expressado
o
seti
pensamen
to
com
relação
aos
erros
do
liberalismo.
Todos
sabem que
o expressou
com
toda
a
claresa
desde
o
momento
em
que
elle
ap-
pareceo
em publico,
que
lera .repetido
suas
declarações
em
toda
a
occasião,
e
que
jámais
ha
variado.
A nãtr
ser
que
pronunciasse
um
analhema
foimol,
ella
não
podia
proscrever
com mais
energia
as
dou
trinas
e
as
instituições
que o
liberalismo
favorece
abertamente,
nem
definir
com
(1)
Lacordaire,
—
Carla
a
Monlalembert
,
datada
de
3
de
fevereiro
de
1834.
mais
precisão
a verdade
que
elle
se
re
cusa
a
professar.
Não
remontemos aos tempos
dos
Apos-
tolos
cujas
palavras
decisivas
já
citamos
mais
acima;
fallemos
dos actos
ofliciaes
com
que
a
Egreja
conderana
o
êrro
e pro
clama
a
verdade. Um
dos
mais solemnes
entre
estes
actos
é
a
bulia
Unam
San-
dam
de
Bonifácio
V1IL
lmpossi*el
não
reconhecer
abi
o
caracter
de
um
juizo
dogmático
pelo
qual
o
Papa
inflige
a
uma
doutrina
a
mais
severa
de
todas
as
no
tas,—
a
de
heresia
:
Quod
falsum
et
hcere-
ticum
judicamus:
—
ao
passo
que
define
a
doutrina opposta
coroo
necessária
para a
salvação:
Defnimus
et
pronunliamus
om-
nino
esse
de
necessitale salulis.
Mas
qual
é
a
doutrina
condemoada
?
A
que
havemos
precedentemente assigna-
lado
como
fazendo
o
fundo
commum
do
liberalismo
e
do
cezarismo,
—
a
saber
a
independencia
completa
do
poder
civil
a
respeito do
poder
espiritual.
No
tem
po
de
Bonifácio
VIII
este
poder estava
nas
mãos
de
um
rei
absoluto
;
hoje
é
ge
rido
por
parlamentos:
esta
differença
em
nada modifica
a
presente
questão,
nem
o
Papa
lhe
faz a menor
allusão.
Elle
não
falia
d
’
aquelle
que
possue
o
poder,
mas
do
proprio
poder,
que
designa
pelo
nome
de
espada
ou
gladio.
O
Santo Padre
reconhece
bem
que ha
duas
espadas
e
dous
poderes,
um
tempo
ral
e
outro
espiritual,
e que
só
este
ul
timo
está
entre
as
mãos
da Egreja; mas
ensina
que
estes
dous
poderes,
vindo
am
bos de
Deus,
não
podem
ser independen
tes.
«Uma
d
’estas
espadas,
diz
elle,
deve
ser subordinada
á
outra,
e
a
aucloridade
temp->ral
deve estar
submettida ao
poder
espiritual.»
O
Papa
estabelece
esta
subor
dinação,
primeiramenle,
sobre
a
ordem
es
sencial do
mundo, que exige
que todas
as
coisas
inferiores
sejam
conduzidas
a
seu
fim
pelas
superiores.
«Ora,
a potên
cia
espiritual
excede
em nobresa
e
digni
dade toda
a
potência
terrestre
; e
devemos
ter
isto
por
tão
certo
quanto
é
claro
que
as
coisas
espirituaes
estão
acima
das
tem-
poraes.»
E’
igualmenle
indubitável que,
estabelecendo
sua
Egreja,
Jesus
Christo,
aos
supremos pastores
da
mesma
incum
biu o cuidado
de
instruir
e
de
jolgar
io
dos
os
fieis,
sem
fazer
alguma
excepçào
para
os
que
estão
investidos do
poder
ci
vil
oo
mundano,
seja qual
fór a
sua es-
pecie
ou
cathegoria.
«Se
pois
a
potência
terrestre se
extravia,
ella
será
julgada
pe
la
potência
espiritual.»
Sustentar
o
con
trario,
seria
cair
nos
êrros
dos
maniebeos,
que
imaginavam
dous princípios,
«o
que
nós
julgamos
falso
e
heretico.
—
Eis
por
que
nós
aflirmamos
(«onclue
o
Papa),
defi
nimos
e
pronunciamos
que
é
necessário
pa
ra
a
salvação
que
ioda
a creatura
huma
na
seja
submissa ao
Pontífice
Komano.»
(2)
{Continua)
(2)
tPelro
subesse Romano Ponlifice
om-
nem
humanam
crealuram
declaramus
, di-
cimus,
deftnimus
et
pronunliamus
omnino
esse de
necessitale
salulis».
—
Em seu iivro
sobre a
Verdadeira e
falsa
Infallibilidade
o
exm.
9
e
rev.°
Fessler faz ju-iamente
no
tar
que
estas
ultimas
linhas
da
bulia
Unam
Saneiam
contém
só
por
si
uma
definição
de
fé
propriamente dita.
Mas
parece
nos
impossível admitlir
o
que
accrescenla
o
Prelado,
—
que
a
subordinação
do poder tem
poral
ao
poder
espiritual,
em
tudo
o
que
entra
no
dominio
d’
este
ultimo,
não
é
in
dubitavelmente
estabelecida
por
esta
defi
nição.
Primeirameute,
as
próprias
palavras,
tomadas
em
seu sentido
litleral
exprimem
suflicientemeute
esta subordinação,
pois
que
são
geraes
e
não
exceptuam
nada
do
que
pertence
á
humanidade
: omnem
humanam
crealuram.
Em
segundo
logar,
o
pream
bulo
da
con-litnição,
bem
que
não
definin
do
ainda
a
doutrina,
fixa
o
sentido
e
o
fim
da
definição.
E
contra
aquelies
que
subtraem
uma
creação
humana,
a
saber
o
poder
temporal,
á
jurisdição da
Egreja,
que
o
Ponlifice
define
como
necessária
para
a
salvação
a
subordinação
de
toda
a
creação
1
humana
a
esta
jurisdição.
Que
mus
se
precisa
?
jBgwCTpgg!
alma
amante,
recolha-se dentro
de
si
e
ore.
Tem
uma
força
viva
a
alma
que
ora.
Dissipam-se
as
tempestades,
acalmam
se
as
dôres.
enxugam-se
as lagrimas.
As
aguas
do
Tiberiades
tornam-se
límpidas
e
bonançosas;
o
ceo
recama-se
de
azul;
o
raio
transforma-se em estrella.
Onde está
a
alma,
é
onde
eslá
a
vida.
Uma
corôa de
rosas,
no
altar
de
Vé
nus,
não
vale
uma lagrima
aos
pés
da
cruz.
Uma
côroa
de
rosas
é
o
festim, é-o
prazer mundano;
uma
lagrima
é
uma
sup-
plica,
e
na supplica,
toma
parte
a
alma
Viver
da
alma é
viver
para
Deus.
Nada
mais
bello do
que
uma
alma
vir
tuosa.
As
suas
relações
coro
o muudo
são
um
tributo
ao
Creador.
Espelha-se
o
sol
nas
aguas
tremulas
de
um lago,
ea alma
rejubila-se;
descanta
a
brisa
por
entre
os
roseiras,
e
alma
lou
ve
ao
Senhor.
E
estes
júbilos
e
estes
lou
vores
caem como
uma gota
de
orvalho
no
oceano
do
Amor
Infinito.
Os
espinhos
de
dôr
e
a
cruz
do
sa
crifício
são
flôres
de muito
roimo,
porque
teem
o
colorido
do
ceo.
Por
muitas
vezes,
a
alma
sente
dôres
exeruciantes,
mas
n
’estes
momentos so-
lemnes,
se se
eleva
para
o
alto,
se,
pa
ciente
e
resignada,
oflerece
estas
prova
ções
a
Deus,
conquista
uma
aureola
corôa
santissima
no
ceo.
Todas
as
aspirações
da
alma
devem
ser
para
Deus.
—
Deus
vive
na
familia
e
na
soci«d«de.
Deus vive por
toda
a
parte
onde
o
bom
existe. Saudemos
o
sol
quan
do nasce
ou
a
flôr quando
desabrocha,
mas
levantemos
os
olhos
e
o pensamento
para
Elle,
que
ama,
e
quer
que
nos
ame
mos
uos
aos
outros.
M.
de
C.
Londres,
8J de
Vlarçr»
de flS?0.
(A'
redacção
do
«Apostolo»
.)
[.
—
A
noticia
mais
nova
que
posso
dar
de
Londres,
e
bastante
importante
para
os
habitantes
d
’esta
Capital-monstro,
é
ter
apparecido
esta
manhã
um
dia
com
al
gumas
apparencias
de
Primavera,
depois
de
termos
lido
aqui
um
tempo
detestável
ha
mais de
lo
dias,
com ventos frigidíssi
mos,
neve,
gelo,
o
mais incommodos
e
desagradaveis.
Tem
havido
por
fora, no
mar
e
por
terra,
sobre
ludo
nas
costas
de
França,
tremendas
tempestades
com
ventos
fortíssimos
;
no
dia
12 do
mez,
me
escrevia
do
Ilavre
de
Grace um
amigo,
que
começava
a
sua
caria
d’
esta
manei
ra:
—
«Escrevo-lhe
por
uma
tempestade
tal
como
de similhanle
não ha memória ;
é
cousa
medonha,
o mar
transborda,
todo
o
bairro
baixo
da
cidade está
innundado
Deus
quer-nos
punir.»—
Noticias
similhan-
tes
assim,
têm
chegado
de
varias
partes
de
Inglaterra
mesmo.
Oxalá
qoe
este dia
agou
re
melhor
tempo;
mas
ainda
parece
du
vidosa
tal mudança
durável
II
—
Decidiu
se
fioalmente
que
a
Rainha
dTnglaterra,
será d
’aqui
a
diante
Bainha
da
Gram
Bretanha,
e
imperatriz
da
India;
provavelmente
foi
o Príncipe de Galles
preparar
o
caminho
para este
novo
pas
so
na
pretensão
que
o
Times
assoalhava
(crero
que
com
alguma
imprudência)
do
do
mínio
da maior parte da
superfície d’
es
te
nosso
Globo
pela
Inglaterra.
O
prínci
pe vem,
parece,
por
Lisboa,
receber
lam
bem
alli
as
homenagens
dos
diminutos
professores
de
uma
corôa que antigamenle
se
dizia
ornada
com
os
titulos
de
Rainha
de
Portugal,
Brazil
e
Algarves, d
’
Aquem
e
d'Alem
mar,
em
África
Senhora
de
Gui
né,
e da Conquista
Navegação
e Commer-
cio
da
Ethiopia,
Arabia,
india,
etc.
N
’
esie
ele
entrava
uma
bagatela que
é
hoje
(em-
quanto
o
penuiitir
a
Maçonaria
nossa
se
nhora)
o
Império
do
Brasil,
com
uns
bem
bonitos
appeodículos
espalhados por
esse
Oceano,
com o
nome
de
Archipélagos e
de
Ilhas,
formosas,
mimosas e
ricas.
Os
moradores do
Palacio
da
Ajuda,
ajudarám
a
completar
o triumpho, n
’
essa
recepção
(etn
que
o
Governo
dotado
a
Portugal
pela
Inglaterra
mesmo
e
pela
Qua
drupla
Alliança,
vai
gastar
um
bom
nu
mero
de
contos
de
reis),
do
Príncipe
de
comedia,
e
sem
poder,
que,
com
sua
au
gusta
Mãe
(também
agora
lheairalmenie
imperializada)
vai
servir
de
máscara
a
es
ta
Real
e
Imperial
—
República
Britânica.
Portugal
agora,
d
’aqui
a pouco
o
Bia-
zil,
partidinlio
pela
Maçonaria,
com
aju
da
de
algum
novo
Canuing,
em um
bonito
cardume
de
repúbhcazinbas
florescentes
e
socegadas,
como
as
que
pertenciam
ao
vas
to
império
Hispanhol.
serám tropheos
da
política
mentirosa
(Protestantismo
político),
com
que
a
Inglaterra
tem inoculado
a
Europa
e
a
America
do
Sul;
para
leval-os
assim
pouco
a
pouco
ao
Protestantismo
religioso,
em virtude
do qual,
nos
fins
d
’
es-
te
século,
domine
toda,
ou
quasi
toda
a
Casca
d’
este
nosso
planeia
—
quod
erat
in
votis.
III—
Aqui
se
acha
ainda
D.
Carlos,
e,
segundo
os
conselhos
do
Times,
ponca
bu
lha
cá
se tem
feito
com
elle; em
troca
porém,
tem-se
exaltado,
sublimado,
pro
clamado,
as
magnificências
do
triumpho
do
«Menino
na
mão das
bruxas»,
o
po
bre
Rapazito,
que
a Maçonaria
arrastou
a
Madrid, para lhe
servir
de
máscara
e
de capa
contra
os
princípios
verdadeira
mente
Hispanhoes.
tanto
políticos
como
religiosos
;
cuja destruição
é
o
grande
al
vo
da
Maçonaria
e
do
Protestantismo,
al-
liados
hoje
para
o
mesmo
fim
por
toda
a
parte
Sua Santidade,
que
eu tenho, por in-
fallivel
em matérias
de
Fé
e
de
Moral,
creio
que
está
longe
de
o
ser
em
políti
ca
;
e
creio não
ha
de
tardar
muito que
encontre
motivos
de
lamentar
o
ter
man
dado
um
Núncio a
Madrid
;
para servir
á
revolução
e
á
maçonaria,
e
até
ao
Pro
testantismo,
de
arma
conveniente
com
que
trataram
(como
até
agora)
de
combater
o
partido
Cathólico,
lançando-lhe
em
rosto
este
mesmo
procedimento
do Pontífice,
em
mandar
um Núncio
a
Madrid, como
prova
de
sua
predilecção
pelo
partido
maçónico e
Protestante
—
artificio
de
que
os
hypocritas
Madrilenos
(nominalmente ou
aflecladameo-
le
Calhólicos), e
os
hypócritas
Protestan
tes
Inglezes,
não
se
descuidaram
de
bem
aproveitar.
O
que parecia
razoavel
e
con
sislente
era,
que
o
Santo
Padte
mandas
se
um
Representante
Seu,
como
zelador
dos
interesses espiriluaes
dos
Hispanhoes,
s.-m
distineção
de
partido
político,
a
Ma
drid
;
e
outro
junto
a
D. Carlos,
ou
an
tes
junto
aos Calhólicos das
Províncias
do
Norte
de
Hispanha;
que
certamente
ha
viam
de
respeitar
de
maneira
muito mais
cordeal
e
germina
o
Enviado de Sua
San
tidade,
do
que os
hypócritas
de
Madrid,
influídos, guiados, dirigidos,
dominados
por
Layard,
o
radical Ministro
Inglez,
e anli-
Cathólico
até
á
medúla
dos
ossos,
e
pe
lo
Representante
de
Bismaik,
como
pelo
do
Duque
Decazes.
Veja-se como
depres
sa
a
hypocrisia
Affonsina
começou de ar
rojar
a
máscara
;
ver-se-ha
isso
no
fundo
da
ridícula
relação
que
publicam
os
papeis
d
’aqui da
entrada
ovante
em
Madrid d<>s
heróes
Generaes
que voltáram
a
Madrid,
e
alli
eutráram
triumphantes,
depois
de
te
rem
combalido
cinco,
pelo
menos,
contra
um
em
número,
nas
Províncias
do
Nor
te
e
guiados
pelas
direcçõ^s
de Moltk
(mui
provavelmente
por
espiriio-SH>to-de-orelha
em
forma
de
alguns ofliciaes
Prussianos),
e
sobre
ludo
pelos
auxílios pérfidos
e
or
dens
do
republicano
Duque
Decazes!
Diz
o
correspondente
do
Daily
News,
que
toda
aquella
generalada entrou
em
Madrid
em
triumpho
tal
que
nem
que
tivesse
vencido
meia
duzia
de
Waterloos podia vir
mais
infunada.
Deitáram-lhe a
voar
pelas
ruas
da
passagem
um
cento
de
pombas com
fitas
e
dísticos;
atroando
o
mundo
com
o competente
vivorio
(parece que
não
é
lá
moda
o
foguelorio). O
Corpo
Diplomá
tico
(que
linha
tido
muito mais
parte
na
derrota
dos
Carlistas
do
que
o Exercito
e
Governo
Aflonsinos),
estava
presente;
havendo-lhe
(com
muita
razão
—
pois
d
’
el-
le
mais
que
dos Hispanhoes
era
o
trium
pho),
cedido
o
Primeiro
Ministro
o
seu
palacio
para
d’alli
virem
os Diplomáticos
vêr
a
festa.
A
artilheria
Aflonsina
vinha
armada
de
louros
e
grinaldas
(!!) Fazia-se
graode
festa,
e
com
razão,
a
Marlinez
Campos,
pois
é elle, que
primeiro
foi
com
binar
com
Bismark
o
projecto
de trazer
o
boneco
Affonso
para
oppol-o
a
D.
Carlos
e
á Hispanha
Catholica
— pois, por
mais
que o
neguem, não
ha dúvida
alguma de
ser
contra
esta
que
lodo
esse
maquinis-
(no
de
hypocrisia,
de
inpostura,
e
de
men
tira,
se
dirige.
Não
lenho a
ininíma
hesi
tação
em
assim
o
dizer
e
aílirmar,
sem
o
minimo receio
de
que
os
factos
subsequea-
tes
me
venham
desmentir.
Eis
aqui
uma
amostra
bem
prompla
do
verdadeiro
espirito
d’
esla
restauração
roa-
çonico-affonsina
;
que
deve
indicar
ao
Nún
cio e
a
Sua
Santidade,
corn
que
sentimen
tos,
em
que
espirito,
o
maçónico
Gover
no
de
Madrid,
até
onde
pôde,
fez
da
pre
sença do
Núncio
instrumento
e auxilio
con
tra
a
porção
calhólica
e
legitirnista
de
His
panha
;
diz
o
correspondente
do
Daily
News,
além
do
resto
:
—
«O
General
Marlinez
Campos
foi
rece
bido e
ardentemente
applaudido,
principal
mente
ao
chegar
deante do
pavilhão
da
Princeza.
Uma procissão
que
levava
nas
bandeiras
a
legenda:
unidade
catholica
,
não
se
deixou
entrar
na
Puerta
del
Sol
(o centro
e
principal
praça
ou
largo
etn
Madrid);
e
tal
prohibição
loi muito
ap-
plaudida.»
—
Espero
qne
o
Núncio
de
Sua
Santidade
estivesse
também na
companhia
do
Corpo
Diplomático
observando
o
espe-
claculo,
e
que
se
não esqueça
de
noticiar
avidamente
ao
Cardeal
Autonelli
esta ama-
vei
allenção,
cora
que
o
Affonsismo
se
não
demorou a
manifestar
a
verdade da
proverbial jaculatória,
com que,
em
cir-
cumstancias
similhantes
costuma
dizer-se,
que
«assim
paga
certo
Potentado
a
quem
o
serve.»
D.
Carlos,
já disse,
aqui
contioúa
;
tem
sido
visitado
por
bastante
gente,
prin
cipalmente
Calhólicos, que deixam
seus
bilhetos de
visita,
ou inserem
seus no
mes
em
um
livro
para
isso
posto
n
’
uma
sala
ou
gabinete
á
entrada do
mesmo ho
tel.
IV.
—
D
’
aqnelle
procedimente,
êrro
po
lítico,
no
meu
entender,
da
Santa
Sé
—
em
mandar
um
Representante
Seu
a
Madrid,
e
nenhum
ás Províncias Vascongadas
e
Na-
varra,
como se
n
’
ellas
não houvesse
Ca-
thólicos;
—
seguiu-se
também
aqui
a
ano
malia
de tomarem
os
dois
papeis Cathóli-
cos
princípaes
de
Londres
partes
diver
sas
na
questão
Cai
lista
ou
Legitirnista
Hispanhola.
Assim
vimos 0
Tablet,
o
mais
antigo
dos ditos
papeis, inclinar
(deba'xo,
além
d
’isto,
de
certas
influencias
particu
lares)
em
favor
do
Affonsismo
—que
é
o
mesmo
que
dizer,
era
favor
do
interesse
Bismarkino,
revolucionário,
Prote-tante,
maçónico,
anti-Calliólico
;
e
pelo
contrario,
o
Weekly
Register, o
segundo
dos
ditos
papeis,
seguir
a
estrada
Calhólica e
Legi
tirnista
na
questão.
Esta
conducta do
Tablet
—
uma verda
deira
anomalia
—
uão
passou
sem
mereci
da
censura
;
bem
que
persistisse
todavia,
na
sua
opinião
—em
que
vai
de
accordo
e
camaradagem
com
a
opinião
política
de
Bis
mark,
de
Decazes,
dos
revolucionários to
dos
e,
de
lodos
os
maçons!
Contra esta
opinião
tão extraordinária,
tão
inesperada, escreve
de
Paris
em
data
de
7
do
corrente,
uma
excellente
e
vigo
rosa
carta
ao
Tablet
(e
publicada
no
mes
mo
papel
a
11)
o
Conde
de
St. A.ssaph;
mostrando
a
estranheza
e
anomalia
da
opi
nião
anti-carlisla
do
semanario,
ao
vel-o
associar
cora
os
maiores
inimigos
do
Ca-
tholicismo
á
questão
Hispanhola.
O
Tablet
para
se
defender,
a
peca
se
ao
facto
de
a
Santa
Sé
ter mandado o
Núncio
a
Ma
drid !
A
Santa
Sé
não
ha de
tardar
a
enconirar
motivos
de lamentar
áquelle
pas
so,
que
tenho
por
muito
errado.
Muito
mais
sã
e
sensata
é
a
opinião
do
Weekly
Register, que
r-inlo
não
ler
tempo
de
co
piar.
O
accordo
do
Tablet com
Bismark e
os
Protestantes,
e sem
duvida
assás
estra
nho
1
A.
R. SARAIVA.
SAZETILSA
Irmãs Terceiras
Hospitaleiras.
—
Tem-se
propalado,
com
o fim
de des
prestigiar
estas
senhoras, qoe
Untos
ser
viços
de
caridade
teem prestado
ao
Hos
pital
de
S.
Marcos,
onde
se
acham
seis
que
ellas
exigem
lauto
tratamento,
cujo
augmeoto
de
despesa
vae
aflectar
o
tnes
mo
hospital.
E
’
isso
uma
falsidade
contra
a
qual
protestam
os
testimuohos
da
Meza
e
os
mordomos
do
mez,
que
affirmam
que,
quando a ellas
era
servido
um
prato
a
maior
dos constantes da labella
que
abaixo
publicamos, voltava
intacto
para
a
cosinha.
Essa
labella,
por
onde
se
vê
que,
afóra
o
vinho,
a
ração
que
ellas exigem
é
me
nor
dq
que
a
que
se
dá aos
doentes
do
mesmo
hospital
que
podem
comer,
foi
apresentada
á
Meza,
para
ser
lavrada
na
acta
das
suas
sessões,
pela superiora
ge
ral
das Irmãs
Terceiras
Hospitaleiras.
A
labella
é
como
segue:
Relação
para
o
sustento
das
seis
Irmãs,
Almoços.—
Café
com
leite,
sem
assu-
car,
e pão sem
manteiga.
Jantar
e
ceia (dias
de carne).
—
Sopa
e
cartíe
guisada
com
balatas,
sómente;
ou
carne
cosida
com
arroz.
A
quantidade
de
carne
para
jantar
e
ceia
setá
um
kilo,
e
uma quatta
de tou
cinho
para
todas
seis.
Dias
de
magro.—
Sopa
de
feijão,
pes
cada,
sardinhas ou
bacalhau
(uma
d
’
estas
cousas).
Vinho
(por
dia).—
Uma
garrafa
de
vi
nho
de meza, ordinário
de
40
reis
o
quar
tilho
(quartilho
e
meio).
Regeita-se
absoluiamente
toda
a
qua
lidade
de
doce ou
fruclas,
e
vinhos de
qualidade
superior.
No
estado de doentes seremos
trata-
das
corno os doentes pobres,
com doenças
idênticas.
Braga
3
d
’
abril
de
1876.
A
Superiora
Geral
Irmã Maria
Clara.
NSeas «le
Maria na
Senhora A.
Branea.
—
No
dia
30
deste
mez
é
a
abertura
do mez
de Maria
n
’aquella
linda
capella.
A
fuiicção,
qne
será
feita
com
solem-
nidade, principiará
ás
o
horas
da
tarde.
O
orador
é
o
nosso
presado
amigo,
o
esclarecido
padre
Marnôco.
Do
primeiro de
maio por diante
o
ex
ercício
será
de
manhã
ás
5
horas.
Terá
coaferenciaes
moraes
nos
dias
santificados.
O
altar
do Coração-de
Maria
está
bella-
tnente
adornado,
e
a
imagem
é
encanta
dora
e
está
bem
prendada.
A
piedosa
devoção
do mez
de
Maria
continua
a
fazer-se
n
’
aquelle
templo
coro
a
maior
religiosidade
e
edificação,
graças
ao
intelligenle
e
zeloso
devoto
o
capellão
da
mesma
egreja
padre
Ambrozio
Fernan-
des
d
’
Araujo.
I"asqwi8»a«Ia.
—
Foram
ha
dias
distri
buídos n
esta
cidade
uns
papeluchos,
em
que
é
estupidamente
insultado
o
digníssi
mo
abbade
de
Tibães,
com
quem
nã
•<
le
mos
relações
pe-soaes,
mas
a
qoem res
peitamos,
como
sacerdote
exemplaríssimo,
como
cavalheiro
credor
de toda
a
consi
deração.
O
snr. abbade
de
Tibães
deve
gloriar-
se
com
esse
tiroteio
de
guerrilhagero
co
barde,
com
que
o
pretendem ferir
os
seus
despresiveis
inimigos.
Bem
sabemos
que
s.
s.a
não precisa
de
defesa,
porque
essa
eslá
nos
actos
da
sua
vida
publica
e
particular;
está
no
seu
cavalheirismo
inquebrantável;
está
no
amor,
no respeito
que
os
seus
paroetnanos,
sem
pre
lhe
consagraram, está
no
conceito
em
que
é
tido
por
toda
a
cidade,
e
ainda
por aquelles
que,
como
nós,
o
não
co
nhecera
pessoalinente.
Se escrevemos estas
palavras,
é
porque
nos
repugnam
as eructações
impotentes
da
calutnnia,
seja
qual
fôr
a
sua
proce
dência;
é
porque
desejamos
que a inven
ção
sublime
de
Gutieniberg
não
ande
ar-
rastada
pelo
eochurro dos
ribeirinhos,
ou
manteada
nas
aliercações
da
praça
do
peixe.
A
pasquinada
inqualificável a qoe
allu-
dimos,
dá-uos
a medida
da
educação
de
pé-fresco
e
da
obtusidade
iolellectual
do
auctor,
que
só
consegue
provocar
a
in
dignação
e
o
mais
profundo
despreso
das
pessoas
sensatas.
E’
um
amontoado
revoltante
de calu-
innias,
de
insultos, vasados
na
verbiagem
dos
ribaldos
mais
desbragados
para
quem
o
bom
senso
e
a
boa educação
são
pa
lavras
sem
sentido
possível.
E
pena
que
o estúpido,
e
brutal
ca-
luraniador
se espesse
na
mascara
comrao-
da
do
anonimo,
e
não tenha
a coragem
de
tomar
a
responsabilidade
das
suas
pa
lavras...
e
até
dos
seus
actos.
As
arrieiradas
do
pasquim
ferem
de
re-
cochele
o
calummiador
e
nunca
o calura-
miado,
a
quem,
em vez
de
depremirem,
exaltam.
Damos
porisso
parabéns
ao
digno
pa
rodio
de
ribães,
ao qual
baldadameute la
dram
os
seus
miseráveis
e
insignificantes
inimigos.
<ã
«jran»matieo.—
O
mestre
que
ha
dias
lez o
favor
de
nos
vir
apontar
pa
ra
a
grammatica
(o
modo sabem-n
’
o
os
leitores),
lallando
dos
acontecimentos do
Monte-pio,
e
referindo-se
a
dois
collegas,
escreve
o
seguinte
período,
onde
não
pu
demos
meter
dente:
«A
política a que
os
dons
jornaes
at-
tribuem
os
acontecimentos passados
e
os
que atualmente
se
estão passando são
úni
ca
e
exclusivamente
da sua lavra
e
não
d
’
aquelles
a
quem
são
attribuidos.»
Pedimos
ao
mestre
que nos
ajude...
a
procurar
agulhas
etn
palheiro, illucidaodo-
nos
com
a
analise
desta
farfalhada.
Sesalios-a
dn Batallta.
—
Festeja-se
uo
proximo
domingo,
no
piltoresco
local
de
S.
Gregocio
do
Monte,
a
Imagem
ds
N.
Senhora
da Batalha.
Na
tarde
d’esse
dia
haverá
bazar de
prendas,
durante
o
qual
locará
uma
banda
de
musica.
Capella
de S. Vietor—o-Velho.—
Nota
das
quantias recebidas
para
a
re-
construcção d’
esla
obra,
e
que,-se
acham
depositadas
nas
casas
bancarias
d
’
esta
ci
dade:
Transportadas
verbas
já
publicadas
no
n.°
483
d
’
este
jornal
Custodio
Machado
Joaquim
Moreira
Júnior
Antonio
José
Braga
José
Anlonio
Antonio
José
Braga
Manoel
José
D.
Thereza
Deltiua
de Jesus
Commendador
Crespos
Antonio
José Fertn-udes
Pilar
l’
.c
José Joaquim
Ferreira
Ramos
Francisco
José
de
Freitas
Braga
Manoel
Rodrigues
Vianna
José
Maria
Ribeiro
Júnior
Cerqueira da
Silva
Ferreira
Braga
Fernandes
da
Silva
Fernandes
Pereira
Som
ma
6525140
65000
65000
55000
55000
55000
45300
45500
45500
45500
45300
45500
45500
45300
715-5440
sença
dos
pavilhões
d
‘
estas
ultimas,
im
peçam
d
’
ora
avante
as
scenas
de
canniba-
lismo
que
eram
património
dos
habitantes
da
Coréa.
Esta
peninsula
da
Asia
Central
acha-se
collocada
entre
0
império chinez,
0 ama-
rello
e
0
mar
da
Tartaria
e
separada,
pela
ilha
japonesa
de
Klnsin,
do
estreito
de Co
réa.
A
população
attinge a cifra
de oito
mi
lhões de
habitantes.
O
clima:-é
doce
e temperado,
especial
mente
nas
costas
da peninsula.
Os
productos
mais
importantes
são:
0
arroz, o
trigo,
0
tabaco,
a caça,
0
algodão,
0
linho,
0
carvão,
0
ferro
e aindo
0
ouro
e
a
prata.
O
commercio
de
linho
é
con
siderável em
extremo
e n
’elle
se
occupam
os
naturaes,
os
chinezes
e
os
japonezes.
O
tributo
que
os
reis
da
Coréa
pagam
aos
imperadores
da
China
consiste
em
ouro,
prata
,e tecidos de
algodão e
de
seda.
A
Coréa
importa
em
geral
todas
as
mercadorias
que
a
civilisação
Occidental
lem
imposto
ao
Oriente.
Até
hoje
porém
era
expressamenle
prohibido
0
trafico
com
os
europeus. A
indole
dos
habitantes
da
Coréa
é
d’
uma
ferocidade
extrema.
Em
geral são
dotados
os
coreenses
de
instin-
clos
bellicos,
dos
quaes
podem testimnnhar
as forças
expedicionárias
que
a
França
em
1870
e
a America
em
1871,
enviaram
con
tra
a
Coréa.
Peste.—
As
ultimas
noticias
de
Cons
tantinopla
aífirraam
que
os
casos
de
peste
se
tornam de
dia
para
dia
mais
numero
sos
na
Mesopolamia
e
que
a
ílagello
se
vae
estendendo
espantosamenie.
Em Hillah,
de
27
a
30
de
clusivá,
houve
66
casos
novos,
mortaes.
Em
Bagdad.
de
28
de
l.°
d
’
abril, houve
145
casos,
mortaes.
A
peste
n
’
esta
ultima
cidade
passou
da
margera
direita
do
Tigre
para
a
es
querda
que
até
hoje fôra
poupada.
A
epidemia lambem
appareceo em Mo-
shed
oú
Medjef
Alli, cnle
se
deram de
25
a
30
de
março
5
casos
mortaes. Em
Kut-
el-Hanira
também
é
grande
a
mortalida
de.
Estabeleceu-se
em
Kournah,
confluên
cia
do
Eufrates
e
de
Tigre, uma
se
era
quarentena
assim
como
na
fronteira
Servia.
ííolta
em
Vianas».
—
Diz
O
«J.
Manhã»
qoe
recomeçaram
os
trabalhos
doka
em
Vianna.
Tem
trabalhado
as
raa-
cbinas
no
esgoto, que
se acha
ja
comple
to,
e
grande
numero
do
op-rarios
se
em
pregam
no
desaterro
e
quebramento
dos
rochedos.
Soledade de
Pio IX.—
D
um
arti
go
assim
intitulado
que
lemos n'uma
fo
lha
estrangeira, extrahimos
0 seguinte:
«Que
é 0
que
hoje
succede
no
mun
do?
A
Asia,
a
África
e a
Oceauia,
par-
leda
terra
dominadas
ainda
pelo
genlilismo
e por
seu
consequente
embrutecimento,
ou
não
sebem
que
existe
Pio
IX,
ou
se
ouvem
fallar n
’
elle dizem:
«Não
0
conhe
cemos.
Nada
nos
importa.»
A
America
está
muito
longe.
Demais
0
protestantismo
e
a
fianc-maçonaria
lhe
atam as
mãos
e lhe
lançam
cadeias
aos
pés.
Pelo
que respeita
á
Europa,
0
es-
pectaculo
é também
bastante
desconsola-
dor.
A
linguagem
de
cada
uma
das
po
tências
que
a
constituem
é
a
seguinte:
Turquia
—
«Liguei
minha
existência
ao
islamisnio.
Sou
inimiga
irreconciliável da
cruz.
O
triunfo
da Egreja será minha
rui
ns.
Rússia
—
Uni-me
com
laço
indissolúvel
ao
schisma do
Oriente.
Persigo 0
Catho-
licismo
na
Polonia
em
Constantinopla,
catholica
que medo
Inglaterra
—Sou
protestantismo
em
Continúa
a
publicar-se a
relação
d?.s
verbas
recebidas.
Anniversnrio
natalício tle
IX.
—
Seguindo
0 louvável
costume
dos
annos
anteriores,
os
alumnos
do
curso
triennal
do
Seminário
de
S.
Pedro,
ten
cionam festejar no
dia
13 de
maio
proxi
mo
0
anniversario
natalício
do
iramorlal
Pio
IX.
A commissão conlituida
para
levar
a
efleito
os
festejos
é
composta
dos
snrs:
Joaquim
Domingues
Mariz.
Manoel
Ribei
ro
de
Castro,
André
Gonçalves
Vasco,
Manoel
Dias
de
Sousa
Ribeiro, Antonio
de
Sousa Pereira,
Miguel
Baptista
da
Silva,
Manoel
Vieira
Reis
Júnior,
Eduardo
José
da
Silva
Carvalho.
Custodio
Lopes
Vieira
dos
Santos,
João
de
Castro Meirelles,
Do
mingos Adelino
d
’Almeida,
José
Gomes
d
’
Aranjo
e
Manoel
Joaquim de Andrade.
Dizem-nos
que
0 orador
será
0
ex.
rao
dr.
Moreira
Guimarães.
de
iVIttria.—
Além
da
Senhora
a
Branca,
os
templos
onde
se
fará
a
to
cante
devoção
do
Mez de
Maria,
são
as
seguintes:
S.
Viclor,
Convertidas,
S.
.Mi
guel
0 Anjo, S.
Vicente,
Remedios,
Asilo
de
D.
Pedro
V
e
capella
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
Em
S.
Vicente
a
abertura
é
feita
pelo
snr.
padre
João
Rabello,
havendo
nas
de
zenas
praticas
feitas
pelos snrs.
padres
Melli
e
Albuquerque.
Casio
engraçado.—
O
corresponden
te
de
Milão,
do
«Diário
Illustrado»
narra
0
seguinte
:
Um
rapaz
nobre
com desejos
de
casar,
tendo de
rendimento
annual
106:000
fran
cos,
resolveu
procurar
esposa.
E
que
fez?
annuncion
0
seu proposito
11
’
um
jornal
de
Milão, pedindo
que
todas
as
respostas
fossem
acompanhadas
do
re
trato
da
donzella
qoe
respondesse.
O
resultado <l
’
esta
noticia
foi
que
os
melhores
retratistas
da
cidade
tiveram
tan
to
trabalho
que
difficiimenle
podiam
sa
tisfazer.
Poucos
dias
depois,
recebeu
0
fidalgo
sessenta
e
cinco
cartas
com
retratos,
que
encheram
um
magnifico
album.
Algumas
das
respostas
até
iam
acompanhadas
de
certidões
.
de*
nascimento,
e
outras
teste
munhando
em frase
amavel
os
encantos
e
virtudes das
meninas.
Embaraçado
com
tão
formidável
varie
dade
e
tendo
que
satisfazer
a
anciedade
de
cada
uma,
0
heroe
respondeu
a
todas
as
pertendentes que
antes
de
chegar
a
uma
decisão
tinal desejaria
não
uma
en
trevista
pessoal,
mas
conhecel-a.
Sem que cada
uma
soubesse,
remet-
teu
elle
a
todas
um
bilhete
de
superior
para
0
tbeatro
de
Scala,
acrescentando
que
elle
pessoalmenlc
estaria
n
’
um
câmarote
cujo
numero
designou
a todas.
Poucas
noites
depois,
os
frequentado
res
do
lheatro
admiravam,
n
’
uma
das fi
las
de
cadeiras,
sessenta
e
cinco
hellezas
em toileltes
de
extrema
elegancia,
com
sessenta
e
cinco
binoculos
assestando
para
0
camarote
onde
estava
0
fidalgo.
A
pouco
e
pouco
foram
desconfiando
umas
das outras
as
formosas donzellas;
correu
0
boato
pelos
espectadores;
e,
rin
do
todos,
chegaram
a
levantar-se
«hurrahs».
«Dwréa.
—
(Extracto
da
A.
Americana)
—
Os
portos
da
Coréa
acabam
de
ser
aber
tos
ao
commercio europeu,
sem
embargo
dos
obstáculos
que
a
China
tem
opposto
durante
os
últimos
dez
annos
decorridos
da
realisação
d
’esta
conquista
do
progresso.
Não
é apenas
pelo lado
economico
que
cumpre
applaudir
aquelle
facto,
mas
lam
bem
pelo lado
bumanilario:
é
de
presumir
que
0
contracto dos indígenas
com
as po
tências
do
occidente,
bem
como
a
pre-]
triunfo.
Sei
que
isto
seria um
volcão re-
Pio
março
in-
sendo
março
sendo
42
ao
75
da
da
na
e fomento
0
schisma
Tenho
mais
odio
á
á
revolução,
protesiaote
e
apoio
0
todas
as
partes,
ininha
razão
me
diz
que
é perigoso
per
turbara
Egreja; poremos
meus
interesses
matérias
aos quaes
sacrifico
tudo
me
di
zem
que,
quanto
mais
agitado
estiver
0
continente,
mais
saida terão os
productos
de
minha
industria.
Ouço
0
conselho
da
utilidade
presente
e
não
penso
nada
ou
penso
muito
pouco
nos
males
do porvir.
Hollanda—
Domina
em
mim
0 protes
tantismo.
Demais
que
é
0
que
posso
fa
zer?
Como
posso
separar-me
das
nações
amigas,
visinhas
e
poderosas
que
só
bus
cara
um
pretexto
para
cair
sobre
mim
e
absorver-me
?
Prussia
—
Conheço
os
perigos de
mi
nha
empreza;
porem
quero
oominar
na
Allemanha,
e,
como a
Au-tria
é
catholica,
necessito 0
apoio
do
protestantismo.
A
minha
força
baseia-se
na
política
de
per
seguição.
A
quéda
do
papado
seria 0
meu
fé
A
volucionario,
mas
que
conquistador
pen
sou
jámais
no
futuro?
Suissa —
As
minhas
tradições são
qua-
si
todas
protestantes.
Demais é
sabido
que
me
encontro
entre
a
Áustria,
a
Prussia
e
a
França.
Eu
não
posso ser
senão
0
que
fôr a
nação
d
’enire
estas
que
na
occasião
preponderar
sobre
as
outras.
Ho
je
prepondera
a Prussia
Egreja.
Não
posso
deixar
lambem.
Baviera
—
Que
hei-de
catholica;
porem,
é-o
0
Não
estou
dominada
pela
mantém
debaixo
do
jugo <
mo
e
da
franc-maçonaria
?
Áustria
—
Estou
persuadida
de
que
de
vo
defender
a
Pio
IX.
Porem
terei
for
ças
para
fazel-o
? Não se
colligariam
con-
ira mim
a
Italia e
a
Prussia,
e
talvez
também
a
Rússia?
Epconlraria
eu
as
al-
lianças
de que
necessito?
Bélgica
—
Sou
catholica;
mas
estou
ião
trabalhada
pelas seitas e
pelo
protestan
tUmo!
Não
tenho
vida
própria.
Poderia a
França
proteger-me?
Auxiliar-me-ia a
Áustria
?
A
Inglaterra
me defenderá talvez;
mas
não
exigiria
para
Uso
como condição
pré
via
e
indispensável
que
separasse
minha
causa
do
calholicismo ?
Portugal—
Eu necessito
da
protecção
da Inglaterra. Que
faz a
Inglaterra? A
minha
diplomacia
fôr a
iogleza.
Hespanha
—
Eu
gue d
’esle justo.
0
persigo.
Farei
tar
soa perseguição;
porém....
acharei al-
liados?
Ouvir-me-á a
França?
Decidir-se
á
a
Áustria?
Haverá
valor
para
nos
alliarmos
con
tra
a
Prussia?
Sem
estabelecer
a
paz
da
Egreja
não
é
possível
0
peu;
porém
...
França
—
Não
ignoro
tica
é
e
sé
póde
ser
a
Carlos
Magno.
Se
quero
logar
de
primeira
potência,
livrar
0 Papa de
sua prisão.
Demais,
ve
jo
que
a revolução
e
a
franc-maçonaria,
que
teem
seu
centro
era Berlim
se es
forçam
por
perturbar a
Egreja,
e
agitar
a
Italia, Hespanha, Portugal
em
meu
odio
e
damno.
Sei
que
os
demagogos
france
zes
que
são
capazes
de tudo
não
vacil-
larão
em
converter-se,
em
auxiliares
de
meus
inimigos.
Porém
não
seria
0
reme-
dio peior
que
a
enfermidade?
-Sei
que
se
não
passso
0
Rubicon
estou perdida;
mas
atrever-me-ei
a
passal-o?
Se
procuro
al-
lianças,
não
me
exponho
a
qoe
meus
manejos
sejam
descobertos
antes
de
tem
po
"t
Italia
—
Não
sei
que
fazer.
Se
retroce
do,
desLz-se
minha obra.
Se
caminho,
devora-me
a
revolução.
Se
permaneço
iro-
movel, esmagam-me
duas forças
oppostas
entre as
quaes
me
encontro.
Para
mim
não
ha salvação.
Procurei
minha
grande
za
pelo caminho
da
revolução,
e
a
revo
lução como
Saturno,
devora
seus
p
oprios
filhos».
Tal
é
a
situação
da
Europa.
Como
se
vê,
humanamente
fallando,
é
desesperada.
Mas
póde
sel
o
para 0
homem
de
fé?
Se
allendermos
ao
exposto,
ver-se-á
que
a
maior parte
das
diflieuldades
com
que
se
tropeça
nã<cem
mais da
falta
de
resolu
ção,
da
apalhia
ou
das
consequências
na
turaes do sensualismo
e
do
indifferenlis-
mo
do
que
da
falta
de
fé.
No
dia
em
que
desapparecer
ouse atienuar
este
mal,
desapparecerão
ou
se
attenuarão
lambem
estas
diflieuldades.
Noras em
diversas cidades do
globo.
—
Quando
é
meio
dia
em
Pariz,
são
11
horas
e
12
minutos
em Lisboa;
12
menos
23
minutos
e<n
Madri
l;
12
me
nos
10
em
Londres;
1
hora
menos 20
minutos
em
Roma;
1
1
horas
e
13 minu
tos
em
Dublin;
2
e
20
minutos
da trr-
de em
Moseow; 4
horas
menos
6
minu
los
da
madrugada
em
Cantão;
2
metios
16
minutos da
tarde
em
Constantinopla;
I
e
3
minutos
da
tarde
em
Stockolmo,
II
e
34
minutos
da
manhã
em
Chrislia-
nia;
3
menos 16
minutos
da
madrugada
em
Yeddo;
3
menos
3
minutos
da
tarde
em
Zanzibar;
7
menos
6
minutos
da
ma
nhã
em
Boston; 8
menos
4
da
manhã
em
Cavena;
10
menos
7
minutos
da
noite
em
Sidney;
6 e
7
minutos
da
tarde
em
Madrasta;
Teheran;
York;
7
Calcutta;
Vienna;
12
e
10
minutos
dam; 2 menos 6 minutos
da
tarde
em
S.
Pelersburgo;
2
menos
16
minutos
da
e
persegue
a
de
perseguil-a
fazer
eu
?
Soo
meu
governo?
Prussia
que me
do
protestantis
não
será senão o
que
lavo
as
mãos do
san-
Não
dou
sentença.
Não
alguma
coisa
para
evi
equilíbrio
euro-
que
minha
poli-
de
Pepino
e
de
reconquistar
meu
necessito de
3
e
15
5
menos
menos 8
1
menos
1
menos
tarde
em
Varsóvia;
2
menos
1
minuto
da
tarde
em
Smyrna;
H
menos
24
minutos
da
manhã
em
Edimburgo:
6
e
7
minutos
da
noite
em
Pekin; 8
menos 16
minutos
da
noite
em Naokin;
6
e
25
minutos
da
manhá
no
Cabo
Horn;
1
e
18
minutos
da
tarde
no
Cabo
da
Boa
Esperança;
10
«
27
da
noite,
na
Madeira;
1
menos
11
mi
nutos
da
tarde,
em
Leipzic;
12
e
9
mi
nutos
da
tarde,
em
Broxellas;
2
e
17
minutos
da
tarde,
no
Cairo;
3
1
minuto
da
tarde,
em
Meca;
2
da
manhã,
em
S«
F.rancisco da
Califórnia;
I e
7
minutos
da
tarde
00
Haiti;
9
tuenos
3
minutos da
manhã,
no
Rio
de
Janeiro;
2
e
2
mi
nutos
da
tarde
em
Argel;
1
e
9
minutos
da tarde,
em
Athenas;
e
2
e
27
da
tardei
em
Jerusalern.
Jerusalern.
Tearlinitnlio
de
verdade.—
íLê-se
na
«Nação»).
—
No
anno
de 1834, quan
do
se
fez
a
Convenção
d
’£vora-Monte,
<>chava-se,
na
Praça
d
’
Elvas
um
grande
numero
de
eflteiaes
do
Exercito
kgítimis-
ta,
que.
exhaustos
de meios pecuniários,
não
podiam,
por
este
motivo,
traosporiar-
se
ás
terras da
sua naturalidade, e,
u
’
es-
ta
triste
conjunclura,
a
Senhora
lofanta
D.
Isabel
Maria,
que
então, estava
em
Eivas,
mandou
empenhar
as
suas
joias,
para
soc-
correr
os
ofliciaes,
e,
assim
0
fez.
Pa
ra honra
do
negociante
Domingos
Sardi
nha,
a
quem
S.
A. mandava empenhar
as
joias,
devo
dizer,
que
elle
bizarra
mente,
emprestou
0
dinheiro
tomando
a
enviar
as
joias.
S. A.,
na
mesma
occasião,
e
diflicil
crise,
lando
por
haveriam,
se
não
tomassem
ção.
De
tudo
fui
testemunha
pela
parte
que
me
toca,
sou
lo á memória
de
S.
A.,
como
todo
0 pãrlido
legitimisla.
assumiu
0
governo
di
Praça,
evi-
este
modo,
as
desgraças
que
_
—
----
1
esta
resolu-
occular,
e,
muito
gra-
deve
sei
0
Marquez
de
Penalva.
Bfovo canal do Mattsabio
em
Vienna.
—
Foi
ha
algum
tempo
inaugu
rado
em
Vienna,
pelo
imperador
Francis
co
José,
o novo
canal
do
Danúbio.
Este
canal,
da
extensão
de
perlo
de
nove
milhas e
meia conduz
as
aguas
a
uma
pequena
distancia
de
Vienna;
esten
de-se
de
Mersdorf.
a
Kaiser
Ebersdorf.
Fo
ram
dois
francezes,
os
snrs.
Couvreux
e
Harsent,
que
emprehenderam
lho,
cuja
despeza
se
eleva
a
co
milhões de
francos.
O
canal
consta
de
duas
quaes
uma
é
0
pequeno
canal,
rá
em tempo
ordinário as
aguas
do rio,
tem
a
largura
de
243 metros
e
uma
pro
fundidade
de
3
metros;
a
outra
parte
tem.
a
largura
de
515
metros
e
uma profun-
•
didade
2
melros;
esta
parte
é
reforçada
por
um
molhe
de
6
metros de
altura.
Foi
preciso
remover
deseseis
milhões
de
melros
cúbicos
de
terra
para
elevar
0
nivel
do
solo e
construir
0
molhe.
A
obra
era
pedra representa
um
volume
de
350:000
meiros
cúbicos.
Os
caes absor
vem
33:000
metros
cúbicos
de
argamas
sas e 30:1)00
metros
de
alvenaria,
dos
quaes a
quarta
parte
de
granito.
E
’
necessá
rio
juntar
a
estes
algarismos
200:000
me
lros
cúbicos
de
velhos
pilares,
pali.-sadas,
obras
em
pedra
e
fachinas
que
foi
pre
ciso
demolir
no
começo
dos
trabalhos.
A
maior
parle
dos trabalhos
de
excava-
ção
fui
executada
com
a
ajuda de
machi-
nas
de
draga
montadas
em rails
e
das
quaes
se
depejava
a
terra
para
wagons,
que
estavam
em rails
parallelos
aos
pri
meiros.
Cada
uma
das
machiuas
extraliia,
termo
medio,
1:178
metros
cubicoí
de
terra
por
dia.
O imperador,
no
fim
da
ceremonia da
inauguração,
e
Hersenl
aos snrs.
chitectos,
este
traba-
vinte
e
cin
partes,
das
que
recebe-
entregou
aos
snrs.
Couvreux
a
insígnia
da
corôa
de
ferro
e
Vasset,
Langlois
e
Lebel,
ar-
a
cruz
de
Francisco José.
FBECES
tarde
era
em
New-
tarde
em
minutos
da
6
da
manhã
minutos
da
13
minutos
da
tarde em
17
da
tarde
em
Berlin;
da
tarle
em
Amsler-
A
meza
da
confraria
do
Real
Santuario
Senhor
Bom
Jesus
do
Monte,
resolveu
e obteve
a
competente
licença
e
approva-
ção
do
ex.m°
e
revd.
m
°
snr.
arcebispa
coadjutor
para
que
nos
dias
30
do
cor
rente
e
1
e
2
do
proximo
maio,
houves
sem
preces
publicas
ao
Altíssimo,
implo
rando
da
sua
infinita misericórdia
faça
ces
sar
os
efleitos
do
terrível
ílagello
da
fe
bre
amarella aonde
quer
que
ella
grasse,
e
com
especialidade
no
Rio
de
Janeiro,
na
qual
cidade
além
de
contar muitos
filhos
desta
terra
existem
muitos
irmãos
e
bemfeilores
desta
real
confraria.
Para
tornar
este
acto
mais
solemne
ce exporá
0
Santíssimo
Sacramento
no
do
ihrono
ás
4
horas
da
tarde
dos
referidos
dias,
e
para
juntarem
os
fieis as
suas
ro
gativas ás
dos
ministros
do
altar,
roga
e
convida
a assistência
de
seus
irmãos
e
fieis.
UhTt.TBOS TKiESRiMilIAS OA
A&ENCIA
HAVAS
MADRID
25
—
O
rei e
o
príncipe
de
Gal
les
irão
fazer unia
excursão
a Toledo,
re
gressando
na
quinta-feira
á
noute.
Prepa
ram-se
bailes
e
festas.
Noticias
de
San
Sebastian
publicadas relativamente
ás
jun
tas
de Guipuzcoa
são
inexactas.
Alava,
Gui-
puzcoa
e Byscaia
estão
no
mais
perfeito
accordo.
Unicamente
a municipalidade
de
San
Sebastian
allegou
que
os
delegados
nomeados
não
teem
poderes
insuílicienles.
E
’
inexacto
que as
províncias
do
norte
manifestassem
tendências
separatistas.
MADRID
25
—
No
congresso,
Balaguer
combateu
o
projecto
constitucional,
decla
rando
que prefere
a
constituição
de
1869.
Candau,
membro
da
commissão,
defende
o
novo
projecto
que
acha
mais
pratico,
pois
concilia
a liberdade
e
a
auctoridade.
PARIS
25—Celebrou-se
hoje
o
funeral
de
madame Louis Blanc.
Pasteur
protes
tante
e
Victor
Hujo
pronunciaram
discur
sos
políticos.
A
multidão
era
enorme
e
Louve
numerosos
vivas á republica. Diz
um
lelegramina
de
S.
Petersburgo que
a
folha
official
affirma
que
o accordo
das
potências
esta
assegurado
no
sentido
da
pacificação.
Noticias
de
Constantinopla
annunciam
que
o
governo
turco
nega
a
intenção
de
atacar
o
Montenegro.
O
«Journal
des
De-
bats»
censura
o
governo
hispanhol
por
não
haver
aproveitado
a
derrota
dos
carlistas
para
supprimir
os
fueros; e incita
o
go
verno
a
persistir
na
suppressão
apesar
da
resistência;
aconselha-o
a que
faça
com-
prehender
ás
cidades
liberaes,
como
Bilbao
e
S.
Sebastião,
que
o
seu
interesse
as obri
ga
a
tal
sacriíicio.
Os
fueros são
a
ruina
da
unidade
constitucional;
se
o
governo
não
os
supprime,
agora
commetterá
uma
fal
ta
irreparável.
A
guerra
póde
vir
de
futu
ro
e
as
difllculdades
são
maiores.
LONDRES
25
—
0 «Times»
publica
um
artigo,
dizendo
que
apezar
da orçamento
de
Hispanha
ser
visto desfavoravelmente
pela
Bolsa
nada
faz
receiar
ruina.
A
fran
queza
da declaração
de
Salaverria
é
um
indicio
tranquillisador
e
o
preambulo
pa
rece
mais
honesto
que
os
dos
orçamentos
anteriores.
MADRID 26—
0
príncipe
de
Galles
par
te
para
Lisboa
no
domingo.
A
imprensa
queria
dar-lhe
um
banquete,
mas
o
prín
cipe
declinou
essa
honra
por
falta
de
tem
po.
Esse
testemunho
de
homenagem
será
substituído
por
uma
carta
collecliva
de
todos
os
directores dos
periódicos.
0
con
gresso
approvou
os tres
primeiros
artigos
do
projecto
da
constituição.
PARIZ
26
—
Vão ser
processados os
or-
ganisadores
que
se
reuniram
com
o
fim
de
elaborar
uma
petição
a
favor
da
am
nistia
por
ser
considerada
illegal.
0
pre
feito
apresentou
á
municipalidade
um
pro-
jccfo
de
empréstimo
de
120
milhões
para
activar
os
trabalhos
de
que
já
demos
no
ticia.
V1ENNA 25—
A
ideia
da
occupação
austríaca
na
Bosnia
é
forlemente
comba
tida
nos
circulos
governamenlaes.
NEW-YORK
26
—0
imperador
‘
do
Bra
zil
chegou
hontem
a
S. Francisco.
Esqui
vai
foi eleito
presidente
contra
Rica.
Rebentou
a
guerra
entre
as
republicas
de
S.
Salvador
e
Guetemala,
arrastando
a
republica
de
Honduras
a
entrar
na
lucta.
MADRID
27
—
0
príncipe
de Galles par
te
esta
manha
para
Toledo, voltando
á
nou
te para
Madrid.
0
principe
Arthur
parte
sexta-feira
pa
ra
França
e
Inglaterra,
pelo
caminho
de
ferro
do
norte.
0
principe
de
Galles
prometteu
em
Sevilha
um prémio
para
corrida
de
caval-
los
PARIS
26—Antes
de
principiar
a
re
presentação
manifestoii-se
um
grande in
cêndio
no
theatro
de
Rouen.
0
theatro
foi
destruído,
assim
como
va
rias casas que
estavam
nas
proximidades,
solfrendo
outros
prejuizos
consideráveis;
morreram
8
pessoas
e
ficaram
muitas ou
tras
feridas.
A
«Gaseta
da Colonia»
annuucia
que
o
Czar
é
esperado
em
Berlim
no
dia
11
de
maio.
M ADRID 27
—
Ao
banquete
real
em
hon
ra
do
principe
de
Galles
assistiram
os re
presentantes
estrangeiros
e
suas esposas,
o
núncio,
auctoridades
e
grandes
de His-
panhas,
e
vários
oíficiaes
inglezes.
0
prin
cipe
manifestou
por
vezes
a
sua
satisfação
pelo
acolhimento
que
recebeu
em
Madrid.
Assistiram
cerca
mil
pessoas
ao
chá
offe-
recido
pelo
rei.
A
commissão do orçamento
receberá
delegados
estrangeiros
dos
possuidores
de
fundos
hispanhoes
a
partir
de
26
de
maio.
MADRID
27
—
(Colações
oíficiaes), fun
dos
hispanhoes
iniernos
a
14,40;
externos,
a
14,40;
bilhetes
hypolhecarios,
falta;
bonds
do
thesouro,
59,00;
cambio
sobre
Lon
dres,
48,60;
dito
sobre
Paris,
5,07.
Depois
de
fechada
a
bolsa
os
fundos
hispanhoes
internos
regularam
a
14,20
a
dinheiro,
e
para
o fim
do
mez
a
14,15.
MADRID
27
—
No bolsim
da
manhã
os
fundos
hispanhoes
internos regularam
a
14
12
a
dinheiro
e
para
o
fim
do
mez
a
14,20.
AGRADECIMENTOS
Raimundo Vicente
Ferreira,
stimma-
mente
grato
a
todos
os
ill.
raos
e
exe.
rao
’
snrs.
que
o cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento de sua
muito
presada
mãe
D
Leocadia Maria
Soares
Ferreira,
e
bem
assim a
iodas
pessoas
que
se
dignaram
assis
tir
aos
oíficios funebres
e acompanhar
o
cada-
ver
até
ao
cemiterio
pul
lico
d
’esta
cidade,
vem
por
este
meio
agradecer-lhes, na
im
possibilidade
de
o
poder
fazer
pessoalmen-
le,
protestando a
lodos
o
seu
mais vivo
reconhecimento
e sinceia
gratidão.
Braga,
28
de
abril
de
1876.
(4014)
Os
abaixo
assignados não lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
os
cumprimeniar
por
occasião
do
fallecimen
to
de
sua
querida
filha,
irmã,
sogra,
cu
nhada
e
sobrinha,
Maria
da
Luz
de
Oli
veira,
o
fazem por
este
meio
lestimunhan-
do
a
todos o
seu eterno
reconhecimento.
Egualmenle
agradecem
a
todos
os
ill.
rat”
e
exc.
“
GS
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
officios
funebres,
e
bem assim
aos
ir
mãos
das
irmandades que se dignaram
acompanhar
o cadaver ao
cemiterio.
Manoel
José
Carneiro
Bento
Lourenço
da
Conceição
Francisco José
Gomes
Lima
Antonio
José
Pereira
Francisco
Freitas
de Carvalho
Custodio
José da
Silva
Amorim
Antonio
José
Barboza
Pinto
Joaquim
José
Marques
da
Rocha.
(4018)
(209)
ESTANCIA
DE MADEIRAS
A
Companhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense
tem
á
venda no seu
armazém,
situado
na
Nova
Praça
da
Feira
do
Ga
do
(lado
Occidental)
grande
porção
de
boa
madeira
de
castanho,
bilólla,
forro
e
meio
e couçoeiras,
por
preços
commodos.
Espera
brevemenle
um
carregamento
de
Flandres
e
Riga,
de variada qualidade
e
preço.
Toda
e
qualquer
requisição
deve
ser
dirigida
ao
escriptorio
da
Companhia,
cam
po
de Sant’
Anna, 71.
(’
4019)
ÀKBEMATACÂO
No
dia
7
do
proximo
seguinte
mez
de
maio,
pelas
9
horas
da manhã, na
praça
publica
das
arrematações,
á
porta do
tri
bunal
no
laigo
de
Santo
Agostinho,
d
’
es-
ta cidade
de
Braga,
se
tem
de arrematar
a
terra
chamada
do
Pradinho,
sita
no
lo
gar
da
Seara,
da
freguezia
de
S.
Pedro de
Escudeiros,
que
com
o
abatimento da
5.
a
parte, se acha
avaliada
livre
de
lodos
os
encargos,
na quantia
de
9$350 rs.,
penho
rada
a
José
Ferreira
Dias
e
mulher
da
dita
freguezia,
na
execução
por foros,
que
lhe
move
Domingos Manoel de Mello
Frei
re
Barata
e
mulher
d’
esta
mesma
cidade.
(4013)
Escrivão—
Pessa.
No Pico
de
Regalados
Vende-se
um
campo
no
Pico,
que
foi
do
Ligeiro,
podendo
ficar
parte
do
dinhei
ro
na
mão
do
comprador,
senão
poder
pa
gar lodo.
Justa-se
com
Antonio
Louren-
ço,
d
’
Araujo
Braga,
rua
de
D.
Pedro
V,
em Braga.
'(4015)
1ÃL1
RGAL
INGLEZA
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayers
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe
para SANTOS e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
ELBE
....
13
MINHO.
...
28
NEVA
....
13
de
Maio
de
Maio
de
Junho
PREÇOS
GUADIANA .
DOURO. .
.
MONDEGO.
.
COMMODOS
Cada paqurte «Testa eanijianhia
leva
a
bordo
eriailos
e
coainlieiroM
pui-tuguezea para
commodida
dos
passageiros
de
totlas as clnsBes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial, a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
C mpanhia.
A
barda
oa paaaageiroa teem grátis cama, roupa «le cama, co
mida
feita jí«r cossnheiros portuguezes, vinho dnas vezes
por dia,
assistência medica,
serviço de
criados e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcionql;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais moder
nos
tanto
para
a hygiene como
para a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência que teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d'entre
elies leitos
por
es
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÂO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e por
este serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES
e bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23
;
o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e
nas províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o snr. João
Manoel da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
NOVO HORÁRIO
Dias
&
Irmão,
de Barcellos,
annunciam
publico
que
mudam
a
sua
carreira
que
ao publico
que
muoam
a
sua
carreira
que
d
’
esta
cidade
sahia
ás
3
da
tarde
e
de
Barcellos ás 6
horas
da
manhã,
fica
sain
do
desde
o dia
4
de
maio
inclusivé,
a
sair
de
Barcellos ás
5
horas da manhã
e
chega
a
esta
cidade
ás
8
horas
e
de
Bra
ga
ás
4
horas
da
tarde
e
chega
a
Barcel
los ás
7.
Preços
os
já
annunciados.
O
escriptorio
na
rua
Nova de
Sousa
3.
n.°
(’
4OI7)
O
gerente
Antonio
Joaquim
Loureiro
ALVIÇâRâS
Dão-se a
quem
achasse
e
queira
entre
gar
no
escriptorio
da
administração
d
’este
jornal, a
quantia
de
22$740
rs.
que
se per
deram
na
quarta-feira
26
do
corrente,
des
de
a
rua
dos
Sapateiros
pela
de
S. João e
Granginhos
até
S.
Lazaro.
REBECA
Vende-se
uma
que foi
avaliada
de
100
a
150
mil
reis,
e
que
se vende
por menos
da avaliação.
Quem
a
peHender
póde
fal-
lar na rua
de
S.
Marcos,
n.°
51
(4012)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po-
i
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até ás
3
da
tarde.
Trala-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
f
Em
28
J
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28
de
Junho
.
14
de Julho
.
28
de
Julho
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ATTENÇÂO
No
largo
de
D.
Gualdim
n.°
1
casa
de
José Maria Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a
580,
e
550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas
casas
do
annuncian-
te
na
ponte
de
Prado.
(3087)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
