comerciominho_29021876_463.xml
- conteúdo
-
k:
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO
463
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
BE,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas são
pagas adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUIStICV-S E
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850 rs.=Provin-
cias,
anno
2&400
rs.
e sendo duas
4&000
rs.=Semestre
1Ô256
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/
#
d
’
abatimento.
BRAGA
—TERÇA-FEIRA
S9 RE
FEVEREIRO
liondres, S9 de Janeiro de 1876.
—
a 8 de Fevereiro t
[A
’
redacção
do <
Apostolo».
)
[Continuação]
(Fevereiro,
8.)
Outro
correspondente
do
Times,
escrevendo
de
S.
Sebastião,
oode
está
e
d
’
onde
escreve
no
interesse
Affon-
sino,
depois
de
dizer,
como
os
diversos
Generaes revolucionários
vètn
marchando,
e
vara atacar
a
D.
Carlos
de
4
ou
5
la
dos
ao
mesmo
tempo;
fallando
(no dia
31
de
janeiro)
dos
combates
de
29,
e
da
condição
perigosa
em
que
os
Legitimistas
se
encontram,
acrescenta
:
—
«Mesmo
como
as
cousas
se
acham,
não
têm
ellas
ido
todas
em
favor
dos
Libe
raes No
dia
29,
seis
batalhões
que
ti
cárarn
a
Moriooes em
S.
Sebastião,
do
corpo
d
’
exercito que
fizera
transportar
a
Guetaria,
tentou levar
de
assalto
as
al
turas de
Mendizorrotz
e
de
Arratsain,
e
posições
donde
os Carlistas
têm
estado
e
aie.da
eslám
bombardeando
esta
cidade.
O assalto
foi
desesperado
por dois
dos
mais
bravos
coronéis
do exercito
Hispa-
nhol,
Ortega
e
Olazabal,
dos
batalhões
de
El-Rey
e
de
Luchaoa.
A
acção
durou
al
gumas horas,
findando
por
uma
comple
ta
repulsa
das
tropas,
com
perda
de
500
mortos
e
feridos, 18
oíficiaes hors
de
coin-
bat,
o
coronel
Ortega
morto,
e
Olazabal
ferido
gravemente,
de
sorte
que mal
po
derá
escapar.
«As
coluranas
atacantes
chegaram
mes
mo
ao
pé
do
declive dos
fortes,
e soífre-
ram
muito
de
pedras
e granadas
de
mão
atiradas pelos
Carlistas.
Tres
linhas
de
trincheiras,
fôram
tomadas á
bayeneta
e
retomadas
pelos
Carlistas.
Tudo
isto
se
passou
á
distancia
de
um
curto
tiro
de
canhão
desta
praça
de S.
Sebastião,
e
á
vista
de
todos
os
habitantes
d’
ella.
Pode
ser
que depois
das
primeiras
vantagens,
Quesada
e
Loma
venham
a
experimentar
repulsas
igualmeute
desastrosas.
A
não
ser
que
Loma
e
Quesada
avancem rapi
damente
a fazer
juneção
cora
Moriones,
es
te
se
achará
em
posição
muito
critica
e
desagradavel. Quinze
mil
homens
estám
concentrados
na península de
Guetaria
;
não
têm
outros
mantimentos
senão
os
que
por
mar
se
lhes
suppram
d
’aqui;
se
o
tempo
borrascoso
tão
usual
n
’
esta
estação
ao
longo da
costa
de
Cantabria,
se
le
vantar
de
repente,
e
durando,
como
de
ordinário
succede,
por uns
quinze
dias,
tornando
impossível
toda
comrnunicação
por
mar,
o
Terceiro
Corpo
d’
exercito
se
encontrará
em
posição
mui
feia.»
Eis
ahi
a
relação
dada
por
testimu-
nhas
oculares,
e
mui competentes,
do es
tado
das
cousas,
n
’
aquelle
só ponto
da
Europa
onde
se
combate pelos
direitos
da
Religião
e da
Legitimidade.
A
posição
é
diíficilima
de
sustentar,
contra
todas
as
forças
que
o
Governo
Aflonsino
accumula,
apoiado
por
toda
a
maçonaria e
Liberan
guismo
da
Europa,
e pelas
sympathias
Protestantes
d
’
esla
nação,
como
pelas
de
Bisma(
k, e
da
Prussia—
e
pela
do
Ministro
dos
Negocios
Estrangeiros
de França,
o
Duque Decazes,
como se lè
na
Sernaine
de Bayonne
do
dia
5;
parece
que
só
por milagre a
causa
de
D.
Carlos
poderá
resistir
a
salvar-se.
A.
R.
SARAIVA.
{Continua)
Noticias d’IIiBpasiha.
Alguns
jornaes
publicam
telegrammas,
onde
se
dizem
coisas do
arco-da-velha.
A
ser
verdade
oqueeUes
relerem,
a
guerra
está
terminada.
Este
boato
que
porora
não
estamos
resolvidos
a
acreditar,
não
nos surpre-
henderia,
ainda
mesmo
que se
realisasse,
graças
á
enormíssima
desproporção
que
ha
entre
o
numero
dos
dois
exercitos
com
batentes
e
á
grande
neutralidade
que
a
França
revolucionaria tem
guardado,
como
sabemos.
Esta noticia,
porém,
ainda
não
foi
con
firmada,
e
estamos
certos
de
que
é
uma
chapadissima
atoarda.
As
ultimas
participações
que
trazem as
folhas
francezas
referem-se a
factos
já
atra-
zados.
Uma
d
’ellas
assevera
que
os aflonsinos
tiveram
na
acção
de
Vera
para
mais
de
4
000
baixas
entre
mortos
e
feridos.
Esperamos
que
por estes dias
pode
remos
pôr
os
leitores
ao
corrente
do
que
em
realidade
se
passa
nos
dois
campos.
CORRESPONDÊNCIA
Snrs.
redactores.
—Na
occasião
do
pas
samento
dos snrs.
Joaquim
Antonio
de
Aguiar e marquez
de
Sá,
a
imprensa re
volucionaria
prodagalisou
a
estes senhores
subidos
elogios,
engrandecendo
as suas
boas
qualidades
e
sublimes
virtudes,
e
os
relevanlissimos
serviços
que
os
mesmos
prestaram
á
patria; foi
um
pomposo
pane-
gyrico que
os
eleva
á
altura
de
semi-deu-
ses
na terra.
Cada
um
a
seu turno; tam
bém
eu
venho á
imprensa,
não
para
ren
der
elogios
mal cabidos,
nem
para
intio-
doar
as cinzas
dos
mortos
que
muito res
peito,
venho
guiado
pela
luminosa
verda
de
para
contestar
algumas
asserções
me
nos
verídicas
e
inexactas allusivas
aos
dois
finados.
Primeiramente
observarei
á
im
prensa
revolucionaria
qne
lodo
o
escriptor
publico
deve despir
as
vestes
das
paixões
partidarias
escrevendo
a
verdade
sem
de
turpar
os
factos,
para
que
as gerações fu
turas
não
sejam
illudidas
e
enganadas,
e
mesmo
que
a
nossa historia
patria
não
te
nha
o
defeito
da
mentira.
Os
serviços
tão
propalados pela
imprensa
que
os
snr.
Joa
quim
Antonio
d
’Aguiar
e
marquez
de
Sá
prestaram,
foram
feitos
á
revolução
e
nun
ca
ao
paiz; o
patriotismo
dos
dois
finados
é
negativo,
como
o
comprovam
os seus
pre
cedentes,
e
o
attestam
os
acontecimentos
políticos
occorridos
na
epocha
de 1826
a
1828,
em
que
os
dois
finados
unidos
aos
revolucionários
portuguezes
aclamaram
rei
de
Portugal
o
imperanle
de
uma
nação
es
trangeira,
facto
este
que avassallava
a
brio
sa
nação
portugueza
ao
domínio
de
uma
potência
esttangeira
pela
aclamação
do
seu
chefe,
como
aconteceu
no
reinado
dos
Fi-
lippes
de
Castella Não
podendo
os
revo
lucionários
conseguir
por
este
meio
os
seus
fins
contrariados
pelo
pronunciamento
dos
povos,
que
n
’
aquella
ocasião
appareceu,
acobertaram-se
com
a
irrisória
abdicação
do
imperador do
Brazil
em
sua filha
a
prin-
ceza do
Gran
Pará
(também
eu
posso
abdi
car o
império
da
Rússia)
e
trataram
de
illudir
os
gabinetes
da
Europa,
procuran
do
a
alliança
dos
revolucionários
e
maltra
pilhos
que encontraram
em
differentes
na
ções, e
com o
valioso apoiado
do
filho
do
regicida
Filippe
E
’
galité, vieram
assolar
a
sua
patria
com
a guerra
civil,
devastal-a,
roubai
a,
ensanguentai-a
e reduzil-a
á mi
séria,
conseguindo
por
fim
que
o
poderio de
tres
grandes nações
lhe
entregassem
o
man
do
que
era
o
seu sonho
doirado
Acabada
a
guerra
em
27
de
maio
de 1834
no fim
de
tres
dias,
no
dia
30
do
mesmo
mez
se
distinguiu
o
snr.
Joaquim
Antonio
d
’
Aguiar
pelo
seu
decreto
da
extineção
das
ordens
religiosas,
abrindo
a porta ao
roubo,
e
ao
assassinato,
de
que
foram
victimas
aquelles
venerandos
ministros
da
nossa
religião,
re
cebendo
s.
ex.
a n
’
esta
occasião
o
seu
novo
baptismo
de
sangue
o
nome
de
mata fra
des.
O
snr.
marquez
de
Sá,
seguin
sem
pre
as
suas
precendem.es
doutrinas
revolu
cionarias,
e
tão
arraigadas
as
tinha
no
co
ração
que
commetleu o
crime
de
perjuro
em
1847
revolucionando-se
contra
a
sua
rai
nha,
da
qual
linha
recebido
não
poucas
graças
e
mercês.
O
militar
honrado
e
brioso
não
conhe
ce
o
inimigo senão no
campo
da
batalha,
foi
este
virtuoso
dever sempre
desconheci-
por
s.
ex.
a
que era
um
homem
intoleran
te,
rancoroso
e
vingativo,
como
passo
a
de
monstrar.
Era
s.
ex.
a um
dos
chefes da
re
volução
em 1847,
e
veio
para
o
Algarve
commandar
as
forças
revoltosas
ao
sul
do
reino.
Utn
dos
primeiros
actos
governati-
vos
logo
que
pizou
o
solo
algarvio,
foi
de
cretar
o
chammamento
ás
armas
de
toda
a
ofliciaIidade
do
exercito
que
convencionou
em Evora-tnonte
com os pontos
que
tinham
n
’
aquelle
exercito.
Estes
briosos
militares
que
viviam
pacíficos
em
suas casas,
uns
com
os
soccorros
submioistrados pelos seus as
cendentes,
e
outros
pela
caridade
publica,
acreditaram
na
sinceridade
d
’este
chama
mento, e apresentaram-se
Acabada a guer
ra,
estes
martyres
do
seu
dever,
requereram
ao
parlamento a
restituição dos
seus
pos-
O
LMET
O LIBERALISMO QATHOLICO.
IV
[Continuação]
Aqui
apontamos
a
dedo
a
illusão
dos
catholicos
liberaes
e
o
absurdo
essencial
do
seu
sistema. Eis á
justa
a
situação
d
’
elles
;
como
catholicos,
professam,
na
ordem
religiosa,
os
dogmas
ensinados
pe
la
Egreja
;
mes como
liberaes,
repellem
as
consequências necessárias d’
estes
do
gmas
da
ordem
social.
Como
liberaes,
admittem
a
constituição
anti-christã
da
so
ciedade
moderna,
mas,
como catholicos,
rejeitam
os
princípios
auti-christãos
em
que
se
basea
esta
constituição.
Se a
func-
ção
principal da
rasão
consiste em
dedu
zir
as
consequências
dos
princípios
e
em
referir aos
princípios
as
consequências,
é força confessar
que nunca
houve
mais
irracional
sistema
que
o
liberalismo
ca-
tholico.
A
lógica
porém
tem
suas
exigências
a
que
ninguém
pode fugir. Os
catholicos
liberaes
acabam
de
nos
dar
prova
d
’islo.
No
mesmo
instante
em
que proclamam não
quererem
fazer
theoria,
fazem-n
’
a
a
seu
pezar
;
e
esta
mesma
theoria
em que
as
senta
o acervo
dos
seus
sofismas
não
pas
sa
do
mais
destemperado
de todos os
equí
vocos.
V
Peçamos-lhes
que
nos
deixem
conhe
cer
este
simples
dever
de
justiça
e
de
ca
ridade
que
a
Egreja
ignorára
até
hoje
e
o
liberalismo descobriu.
«E
’
,
respondem-
nos
elles,
o
dever
de
dar
aos
outros
a
liberdade
que
para
nós reclamamos.»
—
“
Sim,
catholicos, entendei-o
bera, nos
brada
Monlalemberl
servindo
se
das
pala
vras
do padre Lacordaire, se
quereis
li
berdade
para
vós,
é
preciso
querel-a
pa
ra
lodos
os
homens
e
debaixo
de
lodos
os
climas. Se
só
para
vós
a
pedis,
nunca
vol-a
concederão;
dae-a
onde
sois senho
res,
para
que
vol-a
dèem onde
sois
es
cravos.»
Toda
a
filosofia
do
liberalismo
catholico
está
encerrada
n’
estas
poucas
linhas ;
porisso
deparamos
cotn o
mesmo
pensamento,
reproduzido sob
mil
fôrmas,
etn
lodos
os
manifestos
e
publicações
d
’es-
ta
escola.
Pois
bem
!
n
’
este pretenso
sistema
de
equidade
não
ha
mais
que
um
equivoco
odioso. Sim,
que
seria
injusto
reclamar
para
nós
urna
liberdade
que
recusássemos
aos nossos
similhantes.
Mas
tendes
certe
za
que
é
para
nós
que
pedimos
alguma
coisa
?
Não
é para
Jesus Christo,
filho
de
Deus
e
unico
Salvador
dos
homens,
que
pedimos
a
submissão
que
lhe
é
devida
e
sem
a
qual impossível
lhe
é
cumprir,
a
respeito
das
sociedades,
a
sua
missão
sal
vadora?
Descrentes
poderiam
equivocat-se
sobre
o
nosso
pensamento,
os catholicos
liberaes
não;
porque
sabem
perfeitamente
que
se
pedimos para
a
verdade
catholica
protecção
especial,
é
porque
o
proprio
Deus
(feila
fez
o
fundamento
indispensável
da
ordem
social. Mas
então
em
qne vem
a
parar
o
supposto
principio
de
justiça
?
Substituamos,
nas
sentenças
que
citamos,
a
expressão
exacta ás
expressões equivo
cas
e
o
que
parecia
ser
a
própria
equi
dade
só
nos
apparecerá
como
uraa
im
piedade.
Estas
sentenças
havemos
de
tra-
duzil-as
assim
:
«A
Egreja
Catholica quer
liberdade pa
ra
si,
e
n’isto
não
faz
coisa
extraordiná
ria.
Em
geral,
lodo
o
homem
quer
toda
a
especie
de liberdade
para
si
mesmo
Mas
a
liberdade
religiosa
em
si,
a
liber
dade
de
cultos
que
ella
regeita
e repelle,
esta
sim,
que
a
deve
a
Egreja
de
Jesus
Christo
d
’
oravante acceitar
e
pedir
como
a
mais sagrada,
legitima
e
necessária
de
todas
as
liberdades.
—
Atleodei, catholicos,
se
quereis
liberdade
para
Jesus
Christo
e
para
a
doutrina
que
elle
revelou
aos
ho
mens,
como
a
unica
via
de
salvação,
é
preciso
querer
esta
mesma
liberdade
para
todos
os
êrros
e seducções diabólicas.
Dae-a
a
lodos
os
inimigos
d
’esle
divinos
Salvador,
onde elle
é
Senhor,
para
que
a
dêem
aos
seus
servos
onde
elles
são
es
cravos.»
Assim
expressa,
a
theoria
liberal
deixa
«êr
á
luz
do
dia
o
êrro
fundamen
tal
que
se
lhe
esconde
no
fundo
e
os
seus
defensores
forcejam
para encobrir,
invol-
vendo-a
em
fórmulas
ambíguas
:
este
êrro
é
a
paridade
de
direitos
entre a
verdade
e
o
êrro,
entre
Jesus
Christo
e
Belial.
Admilti
que
a doutrina
cujo
deposito
o
Fi
lho
de
Deus
confiou
á
sua
Egreja
seja
uma
opinião similhante
ás
que
se
agitam
no
mundo
religioso,
político
e
filosofico,
e
as
conclusões
dos
liberaes
iransformam-se
em
leis irrecusáveis. Mas se
suppondes
que esta doutrina
traz
comsigo
os signaes
incontestáveis
de
verdade,
e
é
tão
obri
gatória
para
a
salvação
dos
homens
e
das
sociedades corno
as
leis
da
justiça
commu-
lativa
e
da
moral individual
;
como
é
que
vindes
reclamar,
em
nume
da
equidade
para
os
homens
que
atacam
esta
doutri
na
com
armas desleaes,
a
protecção de
vida
aos
homens
encarregados
por
Deus
de
propagal-a
e
defendel-a ?
Ousaríeis
por
ventura
applicar
a
vossa
theoria
a
qual
quer
outro
interesse
social,
á
saude publi
ca,
por
exemplo?
Diríeis
que
se
não po
de
reclamar
a liberdade
de
vender
ali
mentos
sãos
e
recusar
aos
envenenadores
a
liberdade
de exercerem
o
seu
negocio
criminoso?
Se
sois
catholicos,
estaes
obri
gados a crer
que
a
propaganda
anti-
christã
faz
mais
mal
ás
almas
que
os
ve
nenos aos
corpos.
Como
podeis
pois
sus
tentar
em
principio
que
a
liberdade
d
’
es-
ta
propaganda
é
um
simples
dever
de
caridade
e
de
justiça
?
[Continua]
tos, de
qne
estavam
espoliados, era então
ministro
da guerra
o
snr.
marque*
de
Sá,
que
consultado
sobre
o
assumpto
pela
res-
pectiva
commissão
da
camara,
respondeu,
que
nada
tinha
a
dizer
senão
o decreto
da
Ilha
Terceira.
Recorreram
as nobres victi-
mas
por
meio
de
uma
commissão
ao
snr.
marquez
com
um
memorial,
implorando
a
protecção
de
s.
ex.
a
para obterem
a
devi
da
justiça;
a
resposta
de
s.
ex.
a
foi
não
lhes receber o memorial
e
fechar-lhes
as
portas,
negando-lhes
a
audiência.
Este
pro
ceder
do
snr.
marquez
de
Sá
é
mais
que
intolerância,
è
uma
odiosa
e grossa
malva
dez
com
todo
o
seu cortejo.
Da pericia
mi
litar
de
s.
ex.
a
direi
que
em
todos
os
com-
mandados
por
s.
ex.
a
,
foi
sempre
balido
e
derrotado.
Hoje
........
Deus
lhe
tenha perdoado.
Faro,
fevereiro
de
1876.
GAZETILHA
Lausperenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
da
Sé.
Oispensa
de
earne
nu
Qunres
n*a.
—
As condições do
indulto
para
a
dispensa
de
carne
na
Quaresma,
que veem
no
«Almanak
ecclesiaslico
e
civil
do
ar
cebispado
de
Bragas
para o
anno corren-
te,
são
as
seguintes
:
1. a
E
’
necessário
ler
tomado a
Bulia
da
Santa
Cruzada.
2. a
Fica
salva
a obrigação
do
jejum
para
os
que
não
tiverem
causa legitima
de
dispensa
d
’
elle.
3.
’
Não
se
póde
misturar
na
mesma
refeição,
carne
e
peixe; nem
ainda
nos
domingos.
4.
a
Não
se
póde
comer carne,
hoje
(quarta-feira
de
Cinza),
em
todas
as
sextas
feiras
e safibados,
nas
vesperas
de
S.
José,
e
Annunciação de
N.
Senhora,
e
nas
têmporas
:
mas
póde-se usar
de
temperos
de
gorduras denominadas
de jejum,
do
uso
do
unto na
provincia
do
Minho,
e
dos
la-
cticinios
permiiíidos
na
Constituição
do
Arcebispado.
5.
a
Não se
póde comer carne,
senão
na
refeição
principal,
exceplo
nos
domin
gos;
ou
se
houver
causa
legitima
que
es
cuse
do
jejum.
Novo
erliíâeio
pura o eollegio de
S. Caetano.—
Está a
lindar
o
praso do
concurso
da
pianta
do
edifício,
que
se
projecta
construir
nas
Carvalheiras,
para o
eollegio dos
orfãos
de
S.
Caetano.
Entra
no
piano
da
nova construcção
o
erecção
também
d
’
uma
capella,
que
se
rá
publica.
Cremos
qne
seria
muito
para
louvar
qoe
nessa capella
fosse exposta
a
ossada
do
inclito
fundador
d
’
aquelle pio
estabelecimento,
o
snr.
arcebispo
D.
Fr.
Caetano
Brandão,
de
saudosa
memória.
A
opporlunidade
da
exhomação
não
pode
ser
mais
própria,
por
se
achar
levantado
o
pa
vimento
da capel!a-mór
da
Sé,
onde
está
sepultado
o
venerando
prelado,
que
tan
ta
gloria
deu
á
sua
e
nossa
patria.
Lembramos,
pois,
á
digna
commissão
administradora
daquelle estabelecimento de
caridade,
da
qual
é
presidente
o
sor.
ar
cebispo
coadjutor,
qne seria
conveniente
aproveitar
este
ensejo,
fazendo encerrar
iftima
urna
a ossada
d
’
aquelle
varão
por
todos
os
titules
illustre,
a
qual
deverá
con-ervar-se
na
Sé
até
que seja ultima
da
a
construcção
da.
capella
acima
refe
rida.
E
’
um
alvitre,
que
nos parece
apro
veitável.
:Ie
snassaras.
—Esteve con-
corridissitno
o
baile de
mascaras
que
hou
ve
ante-hontem
no
theatro
de S.
Geral
do,
onde appareceram
algumas
exhibições
soífriveis.
O
theatro
acha-se
explendidamente
ador
nado,
como era
nenhum
dos annos
ante
riores.
iíxjsossçã»
tia Pliiladtelpliia.
—
No
dia
25
estiveram
expostos
na
direc
ção
das obras
publicas
os
artigos
que d
’es-
te
districto
vão
ser
enviados
para
a
ex
posição
da
Phiiadelphia.
Foi
vel-os
o exra
0
snr.
arcebispo
coadjutor,
e
vários
cava
lheiros
d
’
esla
cidade.
D
’
este
concelho foram,
entre
oulros
ob
jectos,
sedas bordadas
a
ouro
e
a
matiz,
damascos,
veludos,
galões
de
seda,
calça
do,
guitarras,
violões,
elásticos,
chapéus
de
lã,
esteiras,
açafates
e
diferentes
col-
lecçôes
de
materiaes
de
construcção.
De
Guimarães,
além
de
uma
magnifica
collecção
de
objectos
de culilaria,
foram
enviados
lindíssimos
bordados,
doce,
e uma
grande
variedaie
de
peças
de
linho
e al
godão.
De Barcellos
forarn
chapéus
de
cortiça,
doce confeitado,
e
diílerentes bordados.
Os
productos
agrícolas
ainda
não
foram
remettidos.
Falleeimento.—
No
dia
26 falleceu
na
sua
casa
da
Estrada,
na
freguezia
de
Lomar,
o
snr.
Antonio
Ferreira,
um dos
valentes
que
compunham
o
denominado
re
gimento
de
Braga. No fim
da
campanha
recolheu-se
á
vida
particular,
conservando
sempre
as
antigas
crenças
religiosas
e
po
líticas.
Pouco
depois
da
convenção
d
’
Evora-
Monte
foi
—
como
aconteceu
a
muitos
ou
tros
do
mesmo
credo
politico
—
assaltada
uma
noite a
sua
casa
da
Estrada
por
um
ban
do
de
assassinos,
a
quem
Antonio
Ferrei
ra
pagou
dignatnente
o
criminoso
atrevi
mento.
Como
a
virtude
tem
sempre
o
seu
pré
mio,
quando
o
honrado
Antonio
Ferreira,
por
effeito
dos
annos
e
enfermidades
já
não
podia
com
o
seu
trabalho
conseguir
uma decente
sustentação,
deparou-lhe
Deus
um
bom
filho
que
lhe
proporcionou
uma
descançada
velhice.
Damos
sentidos
pesa-
mes
a
este
honrado
filho,
o snr.
Domin
gos
José
Ferreira
Braga,
e
pedimos
a
to
dos
os
fieis
as
suas orações
pelo finado.
Mestre
«Roque».—
Mestre
Roque
I
encaielou-se
hontem
de tarde de
rapaz
serio
Sabem o
que
nos
íez lembrar?
O
monstro
de
que falia
Horacio na
sua
Ar
te
poética
Diz-se
que
não
abriu
bico,
nem
sequer
para
o graciosíssimo
—
tu
conheces-me
?...
Bonita
figura.
Chegada.
—
Chegou
ha
dias
a
esta
ci
dade
o
nosso
distinctissimo
correligionário
e
collaborador,
o exm.°
snr.
D.
Miguel
Sotlo
Mayor, um
dos
escriptores
catholi-
cos
de
maior
e
mais
justo
renome que
hoje
possuímos.
S
’
ela
segunda vez.—
Esta
cidade
poucas vereações
tem
tido
tão
zelosas
dos
interesses
dos
munícipes,
como
a
verea
ção
transada.
Parece
que
os
actuaes
edis
não
estão
dispostos,
ao
menos
na totalidade,
a
se
guirem
as
pisadas
dos
seus
antecessores.
N
’
esta
opinião somos
acompanhados
por
quasi
toda
a
cidade,
incluindo
um
bom
numero
dos
simplices
que
também
contri
buíram
para
a
pretensa
victoria
do
detes
tabilíssimo
partido
hislorico,
nas
ultimas
eleições
carnararias.
E
não
estão,
porque
assim o atlestam
os
factos,
que
não
podem
ser
contradita
dos por
quantos
escrevedores zorros e
insensatos
pulullam
em Braga
e
em
todo
o
globo.
Era-nos
facílima
tarefa adduzir
bastan
tes
provas
do
que
deixamos
dito;
reserva-
mol-as
porém
para
mais
tarde.
Por
hoje
limitamo-nos
a
dizer
que a
vereação
aclual parece
ter
na
conta
de
letlra
morta,
a
voz
da
imprensa
que
advoga
os
interesses
do
publico.
Ha
tempos,
alguns dos
moradores
da
rua
da
Boa-Vista
vieram
ao
nosso escrip-
torio
pedir-nos que
lembrássemos
á
illus-
trissima
camara
a
necessidade
de concluir
as
obras
que
a
vereação
transada
princi
piara
n’
aquella
rua. Fizemos
o
pedido;
—
mas,
com
toda
a
franqueza,
não
acredi
távamos
que
fossemos attendidos.
Somos
um
tanto
ruins
de
contentar...
Sabíamos,
e
sabe
todo
o
mundo
que
a
rua
da
Boa-vista,
é
uma
das
de
maior
transito
da
cidade,
e
que
se
acha
era
pés
simas condições.
Sabiamos
que
se
não
fossem, de
prom-
to,
concluídas
as
obras
alli
principiadas,
logo
que
viesse a
invernia
ficariam
inuti-
lisados
os
trabalhos
e
inútil
a
despeza
com
elles
feita,
—
o
que
está
acontecendo.
Sabiamos
que
por
causa
das
obstrucções
eífecluadas para
a
reconstrucção,
se
teem
alh
dado
vários
desastres,
alguns
de
con
sequências
bem
fatacs.
Sabiamos
tudo
isto;
mas não ousava-
mos
esperar
que
a
voz.
do
publico
fosse
attendida.
Realisaram-se
as
nossas
suspeitas. O
ecco
extinguiu
se, e
a
digníssima
camara
esfregou
as
mãos
de
contente. Os
ouvidos
de
mercador não
teem logar sómente
jun
to
do
balcão do
capellista,
ou
do
merciei-
ro.
Pois
bem
:
convencidos
de que
uma
praeter-desculpavei surdez
impediu
a
ill.ma
camara
de
ouvir
a
nossa
debilíssima
voz,
de
novo
pedimos que ella
volva
os
seus
misericordiosos
olhinlios
para
a
rua
da
Boa-Vista,
e
que
haja
por
bem
proporcio
nar-lhe
condições
de
trasitavel,
sem
peri
go
para
o
costado
do
transeunte.
Amen.
Cavalhadas.
—
Estiveram brilhantíssi
mas
as
cavalhadas
que hontem
se
fizeram
n
’
esta
cidade.
Os
factos
eram
excellentes
e
dispendiosos,
e
grandíssimo
o
numero
dos
iudividoos
que
n
’
ellas
tomaram
parte,
incluindo
vários
cavalheiros
de
Guimarães.
creanças.
Em
Athenas
e
no
Pireu
ha
es
colas
para
as
meninas,
sustentadas
pelos
Irmãos
de
S.
Joze
da
Apparição.
A archi-
diocese
d
’
Athenas
ainda
não
possue,
por
falta
de
recursos,
nem
seminário,
nem
eollegio, nem
hospital.
O
novo arcebispo
latino
d
’
esta
cidade,
Monsenhor
Marango,
é
igualmente
delegado
aposlolico,
com
ju-
risdtcção
sobre
toda a
Grécia
continental,
oade
não
ha outro
bispo
catholico.
Habita
em
Athenas,
onde
ha
dois
séculos
não
tem
residido nenhum
arcebispo.
Extracto.—
Do
Catholic
Directory
pa
ra
1876 fazemos
o
seguinte
extracto
:
I—
A
antiga
hierarchia
catholica
ingleza
expirou
em
1584,
com
Mgr.
Thomas
Wa-
tsou,
bispo
de
Lincoln,
que
falleceu na
prisão.
Qualorze
annos
foram
arciprestes
os
pastores
dos
catholicos
inglezes
;
em
1623
Gregorio
XIII
nomeou o
primeiro
vigário
apostolico.
Os
vigários
apostolicos,
bispos
in par-
libus
infidelium,
governaram
a
Egreja
d
’
In-
glaterra
até
ao
anno
de
1850, em que
Pio
IX
restabeleceu
a
antiga
hierarchia
catholica.
Sob Innocencio
XI,
em
1688.
este
paiz
contava
epenas
quatro
dislrictos
ec-
clesiaslicos. Hoje
existem
na
Inglaterra
pro
priamente
dieta
um
cardeal arcebispo, um
arcebispo
in
partibus,
16
bispos,
1,772
padres,
1,061
egrejas
e capellas
;
só
estas
duas
ultimas
cifras
comparadas
com
a
es
tatística
do
anno prelerilo apresenta
um
excedente
de
52
padres
e
20
egrejas.
Ha
também
215 communidades
d
’ordens
reli
giosas
(a
maior
parte
do
sexo
feminino)
dedicadas
á
educação
da
infancia.
As
diffe-
rentes
dioceses possuem
igualmente
col-
legios,
escolas
industriaes,
instituições
de
caridade
e
associações
religiosas.
H—
Na Escócia
a
antiga
hierarchia
de-
sappareceu
com
James
Bretoun,
arcebispo
de
Glasgow,
que
falleceu em
Paris
em
1605, se
bem
que
o
rei
Jacques
VI
o
chamasse
a
sua
sé
archiepiscopal.
Desde
esta
data a Egreja
da
Escócia
ficou
sendo
governada
por
arciprestes
e vigários
apos-
tolicos
inglezes
até 1653,
epoca
em
que
o
Papa
Innocencio
X
eximiu
os
padres
esco-
cezes
da
jurisdição
d
’
aquelles
vigários.
O
primeiro
vigário
foi
nomeado
em
1649.
Comprehendia
então o
paiz dois
districtos
ecclesiasticos,
que
em
1827
foram
eleva
dos
a
tres,
governados
hoje
por
um
ar
cebispo
e
dois
bispos
in
partibus.
Nos
tres
districtos
reunidos
ha
241
padres
e
233
egrejas.
111
—
A
hierarchia
da
Irlanda
é a
mais
florescente.
Estende-se
a
quatro
provín
cias,
cada
uma
governada
por
um arcebispo,
e
conta
também
um cardeal,
o
arcebispo
de
Dublin
;
estas
províncias
estão subdivi
didas
em
vinte
oito dioceses.
Em
resumo,
o
império
da
Gran-Bre-
tanha, incluindo
as
suas
dependencias
e
colonias,
compiehende
12
sés
archiepis-
copaes,
71
sés episcopaes,
36
vigários
e
7
prefeituras
apostólicas.
Na
lista
dos
pares
do
Reino
Unido,
nota-se
36
nomes
de
nobres
catholicos.
A
camara
dos
communs conta
50
repre
sentantes
e
o
corpo
dos
baronetos
desesete
membros
que
também
professam
o
calho
licismo.
O
elemento
catholico
é
ainda
re
presentado
por
7
membros
no
conselho
privado
da
rainha.
A
saude
«Se Pio
IX.—
E
’
coisa
inaudita
a
presistencia
com
que
os
inimi
gos da
Egreja
espalham
periodicamente
o
boato
d'uma enfermidade
de
Pio
IX.
Os
últimos
boatos
tinham
sido
semeados
com
pertidia
e
insistência
taes,
que
uma
de
putação
de
catholicos
napolitanos,
encar
regada
de apresentar
ao
Soberano
Pontí
fice
uma
somma
de
18.000
fzancos
para
o
Dinheiro
de
S.
Pedro
hesitou em
ir
a
Roma,
receiando
não
poder
ser
admittida
á
audiência
do
Papa.
No
entretanto
a de
putação
foi,
sendo
a
19
de
janeiro
rece
bida pelo
Santo
Padre
em
audiência
par
ticular.
A
deputação
era
composta
de
quinze
pessoas
da
aristocracia
napolitana,
presidi
da
pelo sor.
marquez
Tommasi.
O
snr.
conde
Ferri,
thesoureiro,
depoz
aos
pés
do
Soberano
Pontífice
o
tributo
d
’
amor
filial que a
deputação
estava
encarregada
de
oífeiecer-lhe
em
nome
da
commissão
napolitana
do
Dtnhero
de
S.
Pedro.
S.
San
tidade,
dando-lhe
um
ramilhete de
violeta
que
recebera
na
sua passagem
pelas
ou
tras
salas
de audiência,
lhe
disse
:
«Este
ramilhete
foi-me
offerecido
por
uma filhi-
nha,
ou
antes por uma
menina,
e eu
vol-o
entrego, snr.
conde,
para
que
vos
lembreis
de
orar
por
ella,
porque
esta
menina
é
protestante».
O
Santo
Padre
teve
igualmenle
expres
sões
muito amaveis
para
cada
um
dos
vi-
siladores
e
dignou-sè,
depois
da
audien-
«A Borboleta».
—
Sae
no
domingo
o
primeiro
n.°
da
folha
litteraria
A
Borbo
leta,
cuja
próxima
apparição
noticiamos.
Companhia carris de ferro de
Braga.
—
No
sabbado
passado
foi
delibe
rada
pelo
Conselho
Fiscal
d
’
esta
compa
nhia
a
encommenda
para
todo
o
material,
carruagens,
etc.
que
tem
de
ser fornecido
por
uma
casa
da Liverpool
e
deve
chegar
a
esta
cidade
pelos
meados d’
abril.
Assembleia
braearense.
—
Houve
hontem
um
baile
de
mascaras
na
Assem
bleia
bracarense, que
foi
concorrido
por
grande numero
de
damas e
cavalheiros.
B
eeeo.—
(Conto
de
Schraid.)—
Ma-
noelzinho
ainda
não
sabia
o
que
é
um
ecco.
Achando-se
certo
dia
n’
um
prado,
poz-se
a
gritar;
Oh!
oh!...
oh!...
E
ou
viu
repetir
immediatamente
?s
mesmas
palavras
no
bosque
visinho.
Admirado poz-se a
gritar:
—
Quem
és?...
E
a
mesma
voz
repetiu:
—
Quem
és?...
locommodado
por
lhe
devolverem
as
mesmas
perguntas,
em vez
de
lhe respon
derem
a
a
ellas,
Manoelzinho
replicou:
—
Tu
és
um
maluco.
—Tu
és
um
maluco, lhe foi
respon
dido no
mesmo
tom,
do
fundo do bos
que.
Então
Manoelzinho,
todo
encolerisado,
redobrou
as
injurias,
e
o
ecco
lh’as
de
volvia
com
a
maior
exactidão.
Depois
correu
pelo
prado
em
toda
a
sua
extensão
em
procura
do
rapazinho
que
elle
julgava
que
lhe
retrocava
para
dar-lhe
pancadas
por diverlir-se
em
fazer-
lhe troça;
mas
oinguem
encontrou.
De
sesperado
por
não
ter
podido
vingar
se,
correu
Manoelzinho
para
casa
a
queixar-
se
a
sua
mãe.
—
Um
maroto,
disse
elle,
se
escondeu
no
bosque
para
divertir-se
comigo
dizendo-
me
mil
picardias.
—
Meu
filho,
disse-lhe
sua
raãe,
tu
mesmo
te
oíTendesie
a
ti
proprio,
e
vens
accusar-te
de
uma
maldade
que
só
tu
fi
zeste. Sabe
que não
ouviste
mais
do
que
as
tuas
próprias
palavras.
Muitas
vezes
tens
visto o teu
rosto
reproduzido
na
agua;
pois
agora
vens de
ouvir
a
tua
pró
pria
voz
repelida
pelo
mesmo
bosque.
Se
tivesses
proferido
palavras de
cortezia
e
urbanidade,
o
bosque não
te
reenviaria
senão
palavras
urbanas
e
cortezes.
E
’
isto
o
que
sempre
succede:
a
conducta
dos
oulros
para
comuosco
é
ordinariamente
o
ecco
da
qne
usamos
para
com
elles.
Se
nos
portarmos
honradamente para
com
elles,
com
honra
se
hão
de
comportar
para
comuosco;
se
porém
formos duros
e
grosseiros
para com os
nossos
simi-
Ibaotes,
só
lemos
a
esperar
d
’
elles
igual
tratamento.—
(Extr.)
I.ivros
e impressog,—
Temos
em
nosso
poder
varias
publicações
das ultima-
mente
feitas,
que
ireraos
noticiando
con
soante
a
abuudancia
de
matéria
o
permit-
tir.
Não
damos hoje
a
secção
de
Livros
e
impressos,
e
outras
matérias,
por
serem
estes
dias
de folega,
e
os
compositores
quererem
disfructar os canetas.
Lá
mascara
nenhum
d
etles quer,
porque
todos
avezatn
juiso.
Caminhe
<Se
ferro do
valle do
Lima.
—
Vão
recomeçar
os
trabalhos
de
campo
do
caminho
de
ferro
do
valle
do
Lima.
Em
veti|
de
terminar
na
viila
da
Barca,
ha ideias
de
o
prolongar
aos
Arcos de
Valle-de-Vez.
Tirajjem
enorme.—O
Figaro
tem
dado
a
seus
leitores,
durante
o
recente
pe
ríodo
eleitoral
em França, desde
5
a
20
de
fevereiro
um
milhão
novecentos
mil
melros,
ou
quatrocentas
e
oitenta
léguas
de
papel.
E’
uma
média
de
4,5000
kilogrammas
por
dia,
representando
a
proiucção
quoti
diana
de
duas
fabricas
de
papel.
Excede
a maior
tiragem que
tem
sido
feita
em
França
pelos
grandes
jornaes
po
líticos.
Ajunte-se
a
estas
cifras
299
kiloraelros
de
papel
empregado
na
circular
eleitoral
distribuída
por
o
mesmo
jornal.
Noticias
religiosas.—
Uma
carta
escripta
d
’
Athenas
ás
Missions
calholiques
dá
os
seguintes
detalhes
sobre
o
estado
do
calholicismo
na
Peloponesia,
Atlica
e
parle
continental
da
Grécia. A
cifra
exacta
da
população
catholica
é
como
se
gue
I
Athenas,
3,000;—
Pireu,
200;
—
Iraclia,
80;—
Palros, 1,700;—
Continente,
400.
Total
:
5,400.
Ha
dez
annos
a
esta
parle
o
numero
dos
catholicos
triplicou
em
Athenas
e
em
Patros,
augmenio
devido
inteiramente
á
emigração.
No
Pireu,
na Iraclia
e
Nauplie
o
seu
numero
ficou
estacionário.
Cada
centro
de
missão
possue
uma
escola
para
cia,
convidal-os
a
unirem-se
aos
prelados
da
sua
corte
para
com
elles
o acompa
nharem
no
passeio
habitual,
que
ao
meio
dia
põe
termo
ás
occupações da
manhã.
O
passeio
prolongou-se
mais
que
de
costu
me,
porque
o
Santo
Padre
depois
de ter
percorrido
as
galerias
de
Raphael,
quiz
ainda
descer
ao
jardim
e
ahi
passeiou
durante
duas horas,
sem nenhum apoio,
sem
descançar,
e
com
um
passo
firme,
tão
rápido
mesmo,
que
ao
sair
do
Vaticano
os
prelados
e
os
delegados
napolitanos
se
cominunicavam
mutuamente
com
uma
doce
surpreza
que
o Santo
Padre
linha
ainda
força
bastante
para
lhes
fazer experimentar
um
certo
cançasso.
Eis
o
que
lèmos nos
Annaes
Calholi-
ques
e
que
com
a maior
satisfação
tran-
smittimos
aos
leitores.
EXPEDIE.VTE
ABMISISTSA-
ÇÃO.
Os
nossos
assignantes
do
Por
to
e
Vianna
e
seus
districtos,
po
dem
desde
já
pagar
suas
assig
naturas
aos
nossos estimáveis
correspondentes
nas
mesmas
ci
dades
os
ili.
raos
snrs.
Jose
’
Car
los
das
Neves,
rua das
Flores,
Porto,
e
em
Vianna
a Francisco
Jose
’
d
’
Araujo
Júnior,
em
po
der
de
quem
se
acham os
com
petentes
recibos
devidamente
assignados,
©
Assignaturas
recebidas
Cadro
Daire—Anionio
José
até
19
d
’
agosto
de
1876.
Villa
Pouca
d
’
Aguiar.
—
Antonio
Victor
de
Carvalho
e Souza,
até 24
de
maio de
1876.
Lanhozo.
—Antonio
Joaquim
da
Cruz,
até
30
de
junho
de
1876.
Leitão,
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
anno» «S’invai-savel suteesso
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Revalescié
re
Du
B
aury
,
que
cura
as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes.
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
aslhma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debilidade,
todas
as
de
sordens
no
peito,
na garganta,
do
aiito,
das
bronchites,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Piuskow,
da
exc.
ma snr."
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel Saenz de
Teja-
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do dr.
Manuel
Saenz
de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica e
cirúr
gica,
lente da
Universidade
livre
de Cor
dova, medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha, etc.
Certifico
:
Que
com uso da
Revalescié-
obtive
na
minha
clinica
virias
curas
moléstias
gravíssimas
em alguns
clien-
residenles
t/esta,
cidade,
lembrando-
o
de
D.
Filippe
Zappina
empregado
pu,
re,
em
tes
me
bíico,
hoje
administrador
da
alfandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas, a
del).
Amelie
Gomes,
casada com
um
chefe
do exercitoa
a
qual continua a
melhorar
com
o
seu
uso;
de
D.
Baraon
Alonzo,
rapaz
de vinte
annos
que
soffria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade. E
para
fazer
constar
em
toda
a
parte, a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car-
esqueotar,
economisa
cincoenta
ne
sem
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Etn
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de^j
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400
reis;
de
2
*/2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$
400
reis,
e
de
12 kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para a saúde
é
a
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão, sotnoo, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas, e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas de
folha
de
lata
delÒ
chavenas,
500
reis; de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
4
$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
SABKY DU »A»RY «fc
©/
—
Pla
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
à
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
iLisboa,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreio, rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
ISareelloo,
Ramos,
pharm.;
Sraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio Vieira, pharm.;
GaimarSes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pents-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa
n!o
Waraiau, P.
Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
ViRima
do
©nstello,
Afionso
e
Barros,
droguistas;
Villa da
Conde, A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
José
Antonio
Alves,
com
estabelecimen
to
d
’
ourivesaria
no
largo
do
Paço,
d’
esla
cidade,
achando-se quasi
restabelecido
da
gravíssima
moléstia
de
que
está
convales
cente,
vem
por
este
meio,
em
quanto
o
não
póde
fazer
d’
outra
fórrna, agradecer
a
todas
as
pessoas
que
durante
o
seu
esta
do
de
penúria
o
visitaram,
em
andaram
saber
de
sua
pessoa,
mostrando
por
esta
fôr
ma
o
quanto
se
interessavam
pela
sua
saude
—
e
em
especial
áquelles seus
intimos
amigos
que
nunca
o
desacompanharam
nas
horas
mais
criticas
de sua
moléstia,
ani
mando
o
sempre com
palavras
de
consola
ção e
amisade,
entrando
n
este
numero
o
exc.
m0
snr.
Manoel
Marques
da Silva
Pe
reira,
seu
facultativo
assistente,
pelo
gran
de
zelo e
actividade
que
empregou
em
seu
auxilio,
bom
modo
e
carinho
com
que
sempre
o
escutou
—
assim
como
nunca
po
derá esquecer
os importantíssimos
serviços
que
lhe
prestaram
a
snr.a D
Custodia
Ma
ria
de
Faria
Peixoto e marido
o
snr.
Ve-
nancio
José da
Silva
Rego,
em casa
de
quem
foi
tratado,
pois
diga-se
com
ver
dade,
a
snr.
’
D.
Custodia empregou
todos
os
meios que
estavam
ao
seu
alcance,
para
que
nunca
faltasse
nada,
sendo
ella
quem
sempre lhe ministrou
os
remedios
e
tudo
o
mais—
sofírendo tudo
com
a
maior
paciência,
amor
e
caridade,
como
que
fosse
propriamente
sua
mãe: a
lodos
pois,
agradece
em
extremo
penhorado, pro
testando-lhes o
seu mais
vivo
e
profundo
reconhecimento,
fazendo votos
ao
ceo para
que
nunca
lhes
sejam
pagas taes visitas.
Braga
27
de fevereiro
de
1875.
(3007)
José
Antonio
Atves.
Antonio
Rodrigues
Ribeiro,
Manoel
Joa
quim
Lamas, Antonio
Rodrigues
da
Silva
Ribeiro, Manoel
Antonio
d
’Oliveira,
e
João
Rodrigues da
Silva Ribeiro,
muito
reco
nhecidos
para
com todos os
ill.
r
“
os e
ex.
mos
snrs.
que
os
procuraram
a
darem-lhes
os
sentimentos
de
pesames
pelo
infausto
acon
tecimento
da
morte
de
sua
presada
espo
sa,
filha,
nora
e cunhada
D. Lucilla
Joa-
quina d
’Araujo
Lamas,
que
leve
logar
no
dia
20 do
corrento
pelas
7
horas
da
noite;
e
assim
assistiram
aos
officios
fúnebres
na
egreja
de
Nossa
Senhora
do
Carmo, e
d
’
ahi
acompanharam
ao
cemilerio:
a
todos
agradecem
cordealmente estes
obséquios
e
attenções;
não o
podendo
fazer
pessoalmen
te,
por
inleiramente
não
poderem,
aqui
lhes
teslimunham
seu
eterno
reconheci
mento.
ANNUNtIOS
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
e
cartorio
do
escrivão
Ribeiro, se
annuncia
que
corre
e
pende
seus
devidos
termos
uma
acção
de
separação
de
pessoas
e
bens
requerida
por
Theresa
Joanna
de
Sá
Cor-
reia,
contra
seu
marido
Narciso
Barbosa,
ambos
do
logar
de
Cobas,
da
freguezia
de
Celleiroz,
e
para
os
fins
ordenados
no
ar-
tigog
1225
do
Codigo
Civil se
faz
o
pre
sente
annuncio.
O
solicitador
(3009)
Paulino
Evarislo
da Rocha
Alexandre
José
Alves,
participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
que
já
concluiu
a
sua
loja
de
barbear,
na
rua
do
Souto
n.°
52, onde
se
encontram
todas as
com-
modidades
indispensáveis
a
um
estabele
cimento
d
’
esta
ordem
; porquanto tem
uin
pessoal
composto
de
hábeis
empregados,
peritos
em
tudo
que
diz
respeito
á
sua
arte
e
promptos
a
servir
os
respeitáveis
freguezes
com
a maxima
limpeza
e
bom
agrado.
(3009)
Alexandre
José Alves.
Companhia
Edificadora e Indus-
h
lai
Bracarense
Durante
a
Quaresma
e até
nova
alte
ração
nos
preços
das
carnes,
resolveu a
direcção
supprimir
a classe
de
carne
sem
osso.
Braga
28
de
fevereiro
de
1876.
O
fiscal
(3008)
Marques
Murta.
A
companhia Carris de Ferra
de Braga
Sociedade anonysna
de
reaiinnsa-
bilidode
limitada
Annuncia,
que
tendo
findado
o
praso,
para
a
primeira chamada
de
20
p.
c.
e
faltando
alguns
snrs.
accionistas
por
faze
rem
as
suas
respectivas
entradas,
foi
de
liberado
pelo
digníssimo
Conselho
Fiscal,
prorogar
por
mais 30
dias,
o
praso
da
dita
chamada
que
findarão
em 20
do
pro-
ximo
março.
Previnem-se,
pois,
assim
os
snrs.
ac
cionistas,
que
até
áquella
data,
não
fize
rem
a entrada
de suas
acções,
que
cahi-
rão
na
pena
do
Comisso disposto
no
art.
9-°
e
seu §
3.° do
respectivo
Estatuto.
O
gerente
3004)
(186)
Nuno
José
Villaça.
Ao
commercio e
a quem convier.
Manoel
José
de
Campos
e
Rodrigo
d
’
01iveira,
com
suílicienles
conhecimentos
e
tratica
da
pequena
e
grande
velocidade
nos
caminhos
de
ferro,
e
correspondentes
d
’
algutnas
casas
commerciaes
do
Porto,
promptificam se
a
expedir ou receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,—o que
será
feito
com
maior cuidado
e
zêlo.
Não só
rece
bem
mercadorias
para
as
diflerentes
terras
do
reino,
como
também
para
o
estrangei
ro,
tudo
mediante
uma
pequena cotnrois-
são.
Para
commodidade
e
vantagem
das
pessoas
que
se
queiram utilisar
do
seu
prés
timo,
achar-se-ha
todos
os
dias
um
dos
annunciantes,
na
estação
do
caminho
de
ferro,
desde
as
8
horas
da
manhã até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na
rua
do
Souto,
n.°
44,
l.° andar.
Braga
—fevereiro
de
1876.
(2991)
Passe
de
Sociedade
O
abaixo
assigoado
faz
publico
por es
te
meio
para
lodos
os
effeitos,
que
fica
dissolvida
a sociedade
que
tinha
com
Tor-
qualo Ribeiro,
na
catreira d
’
esta
cidade
a
Guimarães,
desde
o
dia
26
do
corrente,
fi
cando
a
mesma
carreira
sem
alteração
de
sociedade
desde a
mesma data,
com
elle
annunciante
e
João
Pereira
Lopes.
Braga
21
de fevereiro
de 1876.
(3000)
Bernardo
José
Pereira.
Banco
Nacional
Ultramarino
EíivideiMlo do
9.° semestre de
fl@9ã
Na
thesouraria
do
Banco
do Minho
a
principiar
em
21
do
corrente
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde,
se
pro
cederá
ao
pagamento
aos
snrs.
accionistas
d
’aquelle
Banco residentes
n
’
esla
cidade,
do
dividendo
do
2.°
semestre
de
1875,
na
rasão
de
5
p. c.
ou
4$500
rs.
por
acção.
Braga
19
de fevereiro
de
1876.
(2998)
PILVLÃS
DE GV1BOVRT
Especifico
contra
as
tosses
catarrhos»
brochites
etc.
Injecção
Janin
Efficaz
contra todas as purgações.
Qua
tro
annos
de exislencia e
de
seguro
resul
tado.
__________
Especifico
contra
a tosse
Xarope
Peitoral
Seilz
Este xarope
preparado
unicamente
de
vegetaes,
é
o
melhor
especifico
contra
as
tosses
rebeldes, crónicas
e
convulsivas,
rouquidões,
catarrhos,
asthma,
escarros
san
guíneos,
e
finalmente
em todas
as
affec-
ções
do
peito.
Injecção
Bichat
Cura
em seis
dias
todas
as
purga
ções.
Unguento
anti-dartroso
O mais
precioso
para
fazer desappare-
cer
todas
as moléstias
cutaneas,
como
em-
pigens,
ozagre,
sarna,
eczema,
e
todas
as
comichões
ou
prurido
que
sobrevem
á
pel-
le.
Elixir
Americano
São
tão
prodigiosos
os
effeitos
produ-
sidos
por
este
elixir,
que
é
sem
duvida
superior
a
todos d’
esta
naturesa. Impede
a
carie,
conserva
o
esmalte
dos
dentes,
communica-lhe
mr
magnifico
brilho,
for
tifica
as
gengivas,
e
destróe
o mau
chei
ro
da
bocca,
antes
que
lhe
dá um enex-
cedivel
arôma e
suavidade.
E’
muito
util
fazer
uso
d
’
este
elixir
para
um
aturado
aceio
e
preservar
as
dô-
res
de
dentes.
Porto—
Pharmacia central
rua
de
San
to
Antonio
227.
Braga
—
Na
do
hospital
de
S. Marcos.
Aveiro
—
Na
do
sr.
Moura rua
da
Ve
ra
Cruz.
(2997)
Agente
em
Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de credito.
Recebe
dinheiro
á ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
-
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
lem
agencias
(3*)
JÁ CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis
ta, n.«
152.
(2982)
I
NA
QUINTA
DE RORIZ
Í
PORTO
JOSE
’ I.
FERREIRA
RORIZ
FORNECEDOR DA
CASA
REAL
DEPOSITO
CENTRAL,
RUA DAS
FLORES,
35
37
E 39
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
O
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico, que
em
todo
o sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen
trai,
se
fará o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como das províncias
e
se
garante
a
sua
boa qualidade.
PORTO
1,
3-fiUA
DAS FLORES-1,3
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
C«7Ii=RA E Ví-.XHE
InseripçSes «le assentamento
Ditas
de
«owpons
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanboes
internos
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
Sacca,
toma
leiras
e
dá
cartas
de
credito
so
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
Hg
w
y
PRIMEIRA
E ANTIGA
g
RORIZ
CASA
FELIZ |
PORTO
|
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
|
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
2
SORTE
GRANDE
»>
■
■
’
5.0003000
1
l<oteria
da Santa Casa da Misericórdia de
liisboa
:í
Extracção
a
2
de Março
J
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ g
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO PORTO,
NA
CONFOR- 'Ã
MIDADE DO
EDITAL
DE
28
DE JULHO
DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
inlei-
ros
a
50000
rs.
—Meios
ditos,
a
20600
—
Quartos,
a ç®
10300
—
Oitavos,
a
680
—Cautellas
de
500,
250
e 130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas que
lhe
sejam
feitas das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
jà
nhadas
do
seu
importe
em vales dos
correio;
e
no
W
fim
da
extracção
remette a
lista
dos
prémios
aos
seus
-tp
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
petente lerão
a
bondade
de
a requisitar.
(Y
*)
SV
A
OPEHAB1A
GKAK553''.
DEPOSITO
DE «11111-
NA8
DE COSTURA
DE
Construídas por H. J. Detit, de
Hruxellas
13
—
Praça.de Carlos
Alberto—
14
PORTO.
N
’
este
estabelecimento
encontra-se á
venda
um
grande
sortimento
de
maelií-
nas de
costura
para
familias, costurei
ras,
alfaiates,
estofadores,
chapelleiros,
sa
pateiros,
correeiros—
de
bordar,
execu
tando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e
cores,
em
relevo
etc.;
DE
CRAVAR
CALÇ
a
DO
E
DE
LAVAR
ROUPA.
Garante-se a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas.
Facilita-se
o
pagamento
e
aprendisagem.
Ensina-se
a
trabalhar
gratuitamente
e
facilita-se
o
pagamento
em
prestações.
Ha
sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
todos
os
accessorios
e peças
sobrese-
lentes
para
as
diversas machinas.
Tem
deposito
em
Rraga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(29e8)
A
commissão
liquidataria
do
casal
do
fallecido
snr.
Manoel
de
Magalhães
d’Arau-
jo
Pimentel.
tendo
resolvido
vender as
•quintas de
Santo
Adrião,
a
de Passos
e
a
das
Latinhas ou Ribeira,
e
bem
assim
a
casa
do
Campo
de
Santa
Anna,
tudo
sito
n
’
este
concelho,
convida
as
pessoas que
pretenderem
quaesquer
d
’
estes
bens
a
di
rigirem
a
qualquer
dos
signatários
as
suas
propostas
em
carta
fechada
dentro
de
vin
te
e
cinco
dias.
Braga 21
de
fevereiro
de
1876.
Henrique
Freire d
’Andrade—Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
—
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
(2999)
PIANO
Vende-se um
proprio
para
ensino
por
130500
rs.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra n.°
56,
(
2995
)
BMlTAtf
LOTÍRItl
BI
SHT1&BAS
A
P1BÇ9S
BWI
h
B
EM
SÉRIES DE 6,12,
OU 24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU ALTERADAS)
Lourenço
Marques
d
’
AImeida,
desejando
satisfazer
o
desejo
d
’alguns
dos
nu
merosos
e muito
estimáveis
freguezes
do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção d’
entradas,
que
já, pela
reducção
dos
preços,
já
pela
commodidade
de poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ter
d
’
encommodar-se, é de
summa
vantagem
para
os
amadores
do
jogo
da Loteria.
Recebe ainda assignaturas,
para
o
que
remette
as
listas de
subscripção
e
mais
instrucções,
a
quem
as
pedir.
As
requisições
devem
ser
dirigidas
a
UOUREAÇO
MARQUES
D’ALMEIDA—
Rua «ias Elores, n.°
118— POSTO.
OS
PREÇOS D
ENTRADA,
SÃO
OS SEGUINTES:
SÉRIES
DEC
LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
de
600
réis
30550
1
decimo
de
10350
réis
80000
1
quinto de
20600
rs.
150400
*/
2bilh.
de
60500
rs.
380600
1
bilh.
de
130000
rs.
770000
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
de
600
rs. 70000
1
decimo
de
10350
rs.
150600
1
quinto
de
20600
rs.
300500
</
2
bilh
de
60500
rs.
770000
lbilb.de
130000
rs.
1520000
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
Preços
de
entradas com
direito
a
1
cautella
de
600
rs. 130800
1
decimo
de
10350
rs.
310000
1
quinto
de
20600
rs.
600000
</2
bilh.
de
60500
rs.
1520000
1
bilh.
de
130000
rs. 3000000
Rua Nova,
de Sousa
n.°
5.
José
Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor
do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de
latão
e
cobre
velho proprio
para
fundição,
que vende
por
preço
barato.
(2951)
LITHOGRAPHIA
T
—Kui»
lio
Campo— J
M.
J.
F.
d
’Oliveira,
satisfaz
com
promp
tidão
e
nitidez
lodo
e
qualquer trabalho
pertencente
á
sua
oflicina: estampas
em
gra
vura
e
a
creion,
chromo-lithographia
map-
pas,
etc.
(29
’
8)
BANCO
DE
VIL
l
F
r
EAL
Vende-se
grande
porção
de acções
d’es-
te
estabelecimento ou
trocam-se,
cumvindo,
por
propriedades
urbanas
ou
de raiz.
Para
tratar-se
de
seu
ajuste,
em
carta
fechada
com
as
iniciaes
A.
S.
P.
ao
escriplorio
da
administração
d
’este
jornal.
(2984)
D.
Maria
Rita
da Silva
Dias,
declara
que
a
firma
que até
ao
dia
17
de
feverei
ro
girou
debaixo
do nome
de
Viuva Dias
&
Filhos
em
liquidação,
n
’
esta
cidade,
ces
sou
desde
esse
dia,
ficando
a mesma
snr.a
obrigada
ao pagamento
de
todas
as
divi
das,
que
a mesma firma ficou
devendo,
e
auctorisada
lambem a receber
todas
as
di
vidas
que
eram
devidas
á
mesma
firma.
Braga
19 de
fevereiro
de
1876.
(185)
(3002)
D.
Maria
Rita
da
Silva
Dias
TOMS
©§ MHS SS ttKMIM S WTSMIS
Assim,
a
série
de
6
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes
;
sendo
alterada,
póde prolongar-se
a
3
ou
6
mezes.
A
série
de
12
loterias,
sendo successiva,
terminará
em
4
mezes;
alterada,
póde
prolongar-se
a
6
ou
12
mezes.
A
série de
24
loterias,
sendo
successiva, terminará
em
8
mezes; alterada,
póde
prolongar-se
a
12
ou
24
mezes.
HABILITAÇÃO
EM
NUMEROS CERTOS
OU VARIAVEIS
A
habilitação póde ser
em
numeros
eerios ou variáveis,
isto
é,
póde
o
subscriptor jogar
no
mesmo
numero
em
todas
as
loterias,
como
póde
em
cada
uma
d
’ellas jogar
com
numero
difíerenle.
Em
qualquer
dos casos,
receberá
opportunamente,
em
todas
as
loterias
respecti-
vas,
a
fracção
ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
A
todos
os
Snrs.
que
subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTERICA,
será
opportunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatoso
folheto,
nitidamente
impres
so,
contendo
a
relação
completa de
lodos
os
numeros
que
desde
a
abertura
d
’
este
es
tabelecimento
(julho de
1872)
alé
ao
fim
do
corrente
anno,
n
’elle
sahiram premiados
com
prémios
superiores
á
quantia
de
1000000 réis,
os
quaes
entre
si
formam
uma
importante
collecção.
Conterá
além
d
’isto
o
mesmo folheto
o
calendário
para o
anno
de
1876;
a
tabella
dos portes do correio,
lei
do
sello
;e
horário
dos
Caminhos
de
Ferro
do
Mi
nho,
bem
como outras
varias
annotações
d
’utilidade.
r
Vende-se
uma
morada
de
casas
sí-
tuada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.°
Vè-se
das 3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle com Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
HUM
HHA PílCOS
A
’
loja—
Caehapuz—
Acaba de
che
gar
um
sortimento
de
bombas de
differen-
tes
feitios,
e
que
pódem
funccionar
perfei-
lamente
até
30
“
de
profundidade.
coadas. ®
fbio
Caloriferos
ou
fogões
d
’
aquecimento
pa
ra
salas,
quartos,
etc.;
vendem-se
na
loja
C
aciiapuz
.
(2980)
MCTW
ffl
iMITU
O
professor
em
artes,
leltras
e
scien-
cias,
membros
do clero e
magistrados,
to
do
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua
do Rei,
46,
em
Jersey
(Inglaterra).
(2992)
BRAGA
:
TYP0GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
