comerciominho_28091876_548.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCiAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
548
rwWtawgEry
jeya^A-g^owsyxi-:
i»
?yg?
•vv
a
;
‘73saG
y^y.-jg
.v.
**
;
TOT^xaae«
*
Wxa^xr
*
awT-.'.''
5S7.SS9
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
prormetario
J
osí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda a
correspondência
franca
de
porte.
==
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.«=Prow<-
l
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo duas
3&600
rs.
—
Semestre 1&050
rs.^Brazil,
anno
3S600 rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte.
i
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
®/
e
d
’
abatimento.
Ba.lK.4-QtLTIiVTA-FEIBtA
S§ »E
SETEMBRO
A orcSerançSo.
Sendo
tão
alto
e
sublime
o
estado
ecclesiaslico,
não
é
para
estranhar
que
a
Santa
Egreja, mestra
e
columna da ver
dade, empregue todos os
esforços
para
que
cheguem áquella
altura
só
os
dignos,
ou
que
pelo
menos tenham
uma
tal
ou
qual
dignidade.
Duas
cousas
deve
ter
o
padre
bem
íbrmadas—a
cabeça
e
o
coração^islo
é
deve
ter
virtu.de
e
sciencia,
porque
minis
tro
d
’
nm
Deus,
que
é
a
mesma
sabedoria
por
essencia,
não
póde
nem
deve
ser
ignorante;
ministro d
’
um
Deus
santo
por
essencia,
deve
ser
também
santo.
E’ esta
a
rasão
por
que
a
Egreja
en
vida
todas
suas
forças
para
que
seus
mi
nistros
sejam
sábios
e
virtuosos.
A
ter,
porém,
de
se
dispensar
em
parte
no
padre
algumas
d
’
estas
duas
coisas, an
tes
seja
na cabeça
do que
no
coração;
isto
é, antes
o
padre
seja
menos sabio
do
que
menos
virtuoso,
porque mais
re
pugna
a
Deus
a
malicia
do
que
a
igno
rância.
Eis
a
rasão
por
que
a Egreja
manda
se
tirem
escrupulosamenle
informações
ácerca
da
morigeração
dos
ordinandos,
e
quer
que
antes
de
sua
ordenação
se
pre
parem
por
uns
exercícios
espirituaes
para
este
acto
tão
santo.
Esta
é
a
rasão
por
que
a
Egreja
em
prega
na
ordenação
de
seus
ministros tan
tas
ceremonias
e
tão
pesadas,
tudo
ten
dente
a
fazer-lhes
ver
o
pesado e
sublime
cargo
que
vão
tomar.
Que
edificantes
foram
estes
últimos
exercícios
que terminaram no
dia
20
da
dos
aos
ordinandos
!
O
que
alli
se
passou,
e
o
bem
que
se
fez,
só
Deus
o
sabe,
e
a
sociedade
mais
tarde
o
conhecerá
pelos
benelicios
que
receber
d
’este clero.
A
verdade
tem
sempre
muita
força,
e
embora
ella
fosse
annunciada
pela
indi
gnidade
de
meus
lábios, ainda
assim
era
a
verdade;
e
por
isso
penetrou
profunda
mente
nos
corações dos
ordinandos;
e
isto
diziam-no
as
lagrimas
que
ás
vezes
via
mos
correr
dos
olhos d
’
elles;
dizia-o
o
recolhi
mento
com que
estavam
e
assistiam; di
ziam-no
as
confissões
geraes
e
as
commu-
nhões
edificantes,
que
se
fizeram.
Louvor
seja
dado ao
nosso
venerando
Prelado,
que
tem
tomado
todas
as
medi
das
para
que
estes
exercícios
sejam o
mais
profícuos
possível.
O
internamento
no
seminário durante
os
exercícios tem
o
maior
proveito,
pois
que
não
sendo
assim
as distracções
do
século
abafariam
logo
a
boa
semente da
divina
palavra
recebida
no
templo.
Oh
quanto
era para
desejar
que
ne
nhum
se
ordenasse
de
subdiacono
sem
que sua
vocação
fosse
provada
no
semi
nário
!
E
’
este
o
desejo
da
Santa
Egreja
instituindo
estas casas.
Os
ordinandos deviam
estar»
pelo
me
nos,
os
tres
annos
do
curso
superior
sempre
no
seminário:
aqui
aprenderiam
o espirito
ecclesiaslico;
aqui
se
provaria
sua
vocação; aqui aprenderiam mesmo
até
certa educação
civil, que
também
é
ne
cessária
ao
padre
que
tem
de
viver
em
certa roda da sociedade.
Mas
a
não
ser
possível
o
estarem
lodos
os
tres
annos
dentro
do
seminário,
pelo
menos deveriam
todos
estar
um
anno
antes de tomarem
subdiacono.
Oh
quanto era também
para
desejar
que
todos
os annos
os
que
frequentam
o
curso
superior
do
seminário,
logo
no prin
cipio
do
anno, antes
da
abertura
das
au
las,
tivessem
alguns
dias
d’
exercicios
es-
pirituaes
e
commungassem
á
missa
cha
mada
do
Espirito
Santo
!
Bemdito
seja
Deus,
que
já
no
anno
passado
se
fez
esta
abertura
solemne d
’
au-
las
n
’
este seminário;
e
louvores
sejatn da
dos
também
ao
Ex.mo
Prelado.
Mas,
se
foram
edificantes
os
exerci-
cios,
a
ordenação foi
magestosa
e impo
nente!
Eram
82 os
ordinandos,
que ves
tidos
d
’
alva foram
esperar
á
grande
sala
dos
retratos
o Ex.
mo
Prelado,
que
ás
8
horas
saiu
de
seus
aposentos
acompanha
do
dos
revd.
nios Deão e
conegos
Figuei
redo
e
Costa,
secretario
particular,
e
o
da
camara
ecclesiaslica,
e
mestre
de
ce
remonias etc.,
e
assim se
dirigiram
á
magestosa
capeila
do
Paço,
onde
come
çaram
as bellas
e
poéticas
ceremonias
da
ordenação;
e
alli
todos
no
maior
respeito
e
um
religioso
silencio
escutavam
as
pa
lavras imponentes
do
Pontifical Romano,
que
o
venerando
Prelado
pronunciava
com
a
força
da
convicção,
e
da
crença,
dan
do-lhes
vida
e
uncção.
Não
podemos
nem
devemos
passar
em
silencio
o
eloquente
discurso
que
o
Pre
lado
fez
aos
ordinandos
antes
de
começar
a ordenação
de
subdiacono.
Depois
das
palavras do
Pontifical
que
advertem
aos
que
vão
receber subdiaco
no
as
graves
obrigações
que
vão
tomar
e
mandam
que
pensem
o
que
vão
fazer, o
Ex.
mo
Snr.
Arcebispo,
cheio
de
zelo
to
mou
a
palavra
e
em
termos
os
mais
elo
quentes
e
energicos
lhes
disse
que
elle
tinha
feito
todas as
diligencias
para
co
nhecer
se
n’
elies
havia
verdadeira
voca
ção;
que
pensassem
bem no
passo
que
iam
dar;
que
mil
inimigos
faziam
á
Egreja
de
Deus
a
guerra
mais
cruel,
e
que
vis
sem se
tinham
forças
para soffrer
como
deviam
e
fazer
tal
guerra;
e que
não
viessem
para
cá
dar
armas
depois
aos
inimigos
sendo
maus
padres;
que
elle
la
vava
as
mãos
diante
de
Deus
e
diante
dos
homens,
pois
tinha
feito
todas
as
dili
gencias
e
os
exhortava
e lhes
pedia
fos
sem
bons
padres, e não
envergonhassem
a
Egreja.
A
estas
eloquentíssimas,
e por
tantos
títulos
auctorisadas
palavras
do
venerando
Prelado
seguiu-se
um
profundo
silencia;
todos
os
ordinandos, e
padres
assistentes,
assim
como
todos
os fieis
que estavam
na capeila
archiepiscopal,
curvaram a
ca
beça
e
fitaram
os olhos
no
chão
humede
cidos
pelas
lagrimas.
Não
temos palavras
para
pintar
este
quadro
em toda
a
sua
poesia
e
mages-
tade!
Depois
d’
isto
todos
se
prostraram
por
terra,
e
entoaram-se
as
ladainhas
dos
Santos,
e
assim
o
Prelado,
ordinandos
e
fieis
supplicaram
as
graças
de
Deus
por
intercessão
dos
santos
para aquelles
que
iam
a
ser
seus
ministros.
Continuaram
depois
as magestosas
e
poéticas ceremonias
da ordenação no maior
respeito
e
recolhimento;
sendo
a
comu
nhão
dos
ordinandos
um dos aclos
que
também
mais
locou
a
todos
pelo
recolhi
mento
e
piedade
dos
ordinandos,
e
pela
boa
ordem
com que
tudo
correu.
Louvores
sejam
dados,
pois,
a
Nosso
Senhor
pelas
graças que
nos
fez.
Louvores
também
ao
zeloso
Prelado
que
tanto
a
peito
tem
tomado
a
reforma
do
clero
e
a
sua educação
ecclesiaslica.
Braga, Seminário Archiepiscopal 25
de
setembro
de
1876.
PADRE
JOÃO REBELLO CARDOSO DE
MENEZES.
-------
-------------------------------------
I»io
IX.
Os historiadores
futuros
de
Pio
IX
per
guntarão
mutuameute
uns
aos
outros
se
o
Concilio
do
Vaticano tinha
razão
de
ser?
se
o
Papa
devia
ficar
em
Roma em
1870?
Eu
não
responderei
a
estas
per
guntas
indiscretas
*
Baste-me,
collocando-me
no
terreno
dos
Catholicos,
affirmar
que
sem
a
infal-
libilidade
o
dogma catholico
desmorona-
se
no
seu
complexo,
na
sua
integrida
de.
Os
catholicos,
como
de
outra
parle
os
chrislãos,
não
tem
ao
serviço da
sua
fé
senão um
pequeno
numero
de textos
evan
gélicos.
Estes
textos
existem,
ou
não
exis
tem
de
nenhum modo.
Que os
catholicos
ou
os
protestantes
os
interpretem
a
seu
modo,
seja
nem
uns
nem
outros
podem
supprimir-lhes uma
vogal
ou uma
consoan
te.
Ora
pois,
quando
os
catholicos que
ha
dezoito
séculos
reconheciam
o Papa
como
doutor
infallivel,
souberam
que
esse
reco
nhecimento
era
um
dogma,
não
se
sur-
prehenderam:
o
dogma estava
no
seu
coração
e
na
sua
razão;
elles
por tanto
fi
caram
consolados.
No
dominio
dos
mysterios
e do
sobre
natural, a
fé
não
pode
ser
corroborada
se
não pela
fé. A
definição
dos
dogmas
por
tanto,
para
á
Igreja
catholica,
é
uma
lei
de opportunidade
eterna.
Eu
me
acharia mais
embaraçado
pa-
ra
justificar
a
residência
de Pio
IX
ca
Roma.
Eis
a
resposta
do
Papa
áquelles
que
o
interrogam
sobre
isto:
«Quando
Pedro
deixava
Roma
fugindo
á
ferocidade
dos
seus
carniíices,
encontrou
no
caminho
Je
sus
Christo:
«Senhor,
para
onde
ides
perguntou-lhe
Pedro,
—
Vou
a
Roma
fazer-
me
crucificar
uma
segunda
vez!»
Pedro
comprehendeu
e
voltou para
Roma.»
Essa
admiravel
legenda é
a idéa
fixa
de
Pio
IX.
Elle
a
tem
feito cunhar
em
in-
numeraveis
medalhas.
Não
quiz
fugir
nem
lhethm
HISTORIA »
’
UM DESCMHECÍBO
V
O
fim
d
’uma
vida
alegre.
[Continuação]
Logo
que
saiu
do
cemiterio,
apressou-
se
em
voltar
para
sua
casa, e
apartando-
se
da
multidão,
não
soube
dos
gritos
es
túpidos
e
impios
por
ella
soltados
ao
pas
sar
defronte da
egreja.
Achava-se
singular
mente
desalentado
á
vista
dos
livres-pen
sadores,
e
o
desgosto
que
experimentava
antecipadamente
pelos
enterros
civis
to
mou
proporções
d
’
um
profundo
horror.
Mathurin o esperava
no
luiniar
da
porta :
—
Então?!
.
Jacques,
—disse
Mathurin
lo
go
que
o
viu.
—
Não me falles em nada,
Mathu
rin.
—
Gonta-me
o
que
se
passou.
—
Não, não tenho animo
agora
;
mais
tarde
veremos
;
porém
desde
já
te
digo,
Mathurin,
que
daria tudo
para
me
livrar
de
tão
más
companhias,
e
estou capaz
de
fazer
sociedade
só
com
os
devotos.
—
Não
duvidava
d
’isso,
Jacques.
—E
isto
me
dá
uma
maior
vontade
d
’
esperar
pelo
que
o
snr.
cura
poderá
bem
explicar-nos
a
respeito
do
Syllabus.
—
Estou
como
tu;
prometto-te
que,
d
’hoje
ao
outro
domingo,
vou
tambori-
nar
pela
aldeia
o
que
nos
disse
o
snr.
cura.
E’
necessário
que
nos tiremos de
duvidas,
e desejo bastante
ver
a
figura
que fazem
os
snrs.
Saitout,
Tirsang, Pous-
saboire
e
Baptista,
que
parece
não
estar
afflicto
com
a morte
de
seu
tio.
—Com
tanto
que
acceilem
vir
ao pres
bitério.
—
Se
ahi
não
viessem,
o que
se
de-
prehenderia
?
E
’
porque
não
tem
nenhu
ma
boa
razão
de
fatiarem
contra
o
Syl
labus,
e
são
pessoas
que
teem
medo d’el-
le
sem
saber porque, ou
que
parecem
ter
receio
para
alborolar
o
povo
contra
os
curas.
—
Acredito
que
é
isso,
Mathurin.
—
Sabei o-hemos.
—
Já
queria
estar
no
domingo
ás
oito
horas.
—Elle virá,
e
sou
d
’
opinião
que
apren
deremos
bonitas
coisas.
—
Pela
minha
parte,
Mathurin,
quero
ser
franco.
Se
o
snr.
cura
me
der
boas
razões, não
mais
zombarei d’elle.
—E’
assim mesmo que
devemos fazer.
Nós
somos
pessoas
honestas, não
é
assim?
Só
desejamos
viver
honestamente
traba-
hando;
não
desejamos tomar
o
bem
dos
oulros.
Ora,
se
o
Papa
e
os
curas
tri-
ham
o
bom
caminho,
caminharei
com
elles.
—
Não
digo,
Mathurin,
que
assim
vá
tão
depressa
;
mas,
ao
menos,
não
falla-
rei
contra
os curas,
e
repedirei
esses
im-
jostores
que
acabo
d
’ouvir
berrar
no ce
miterio.
VI
Onde se principia
a
tomar
conhecimento
com
o
monstro.
O
enterro
do
thio
Lajoie
tivera
logar
no
sabbado;
não é
necessário
dizer
como
os
ditos
se
espalharam
pela
aldeia, no
dia seguinte,
á
saida
da
missa
conven
tual.
Como
quasi
toda
a gente
tinha
reco
lhido
as
suas colheitas, e
nada
linha
d
’ur-
gente
no
trabalho
dos
campos,
os
assis
tentes
á
missa
foram mais
numerosos
que
d
’ordinario.
Preciso
é
confessar
que
a
cu
riosidade
também
tinha
alguma
parle
na
devoção
d
’
algumas
mulheres,
—
poucas,
—
que
só
appareciam na egreja
pela
occa-
sião
das
grandes
festas,
e
de bom
numero
d
’homens.
Esperava-se
que
o
cura
diria
algumas
palavras
a
respeito do
acontecimento
da
vespera,
e
era
bem
facil
saber-se
como
elle
encararia
o
assnmpto.
Quando
o
cura
subiu
ao
púlpito
para
a
practica,
com o
senar
mais
grave
que
d
’
ordinario,
viu-se
bem
que
a
espectati-
va
não
era
illludida.
O
bom cura, com efleito,
estava
mui
afflicto por causa
da
tristíssima
morte
do
thio
Lajoie,
a
quem amava
como
o
bom
pastor
ama
a
ovelha desgarrada, e lam
bem
por
causa
do
escandalo
de
que
a
sua
parochia
acabava
de
ser
theatro.
Começou
fallando
ácerca
da grande
festa
de Todos
os
Santos, concretando
admiravelmente,
em
um
mesmo
sentimen
to
d’
amor
de
Deus
e
mutua
caridade,
a
Egreja
triunfante
dos
escolhidos
e
Egreja
militante
dos chrislãos
ainda
subjeitos
ás
provas
d
’
esla
vida.
Depois
fallou
d
’
esse
dia
que
se
chama tão
justamente,
em
lin
guagem
popular, a festa
dos
Mortos,
pois
que,
n
’esle
dia em
lodo
o mundo
catho
lico,
as
orações
se
multiplicam
por
essas
caras
almas
da
Egreja
soffledora
que
vêem
assim
acabar
a
sua
expiação
ou
alliviar
os
seus
tormentos.
(Cout
aiaj
a
perseguição,
nem
as
catacunhas,
nem
o
mariyrio.
Quem
duvidará
jamais
da
intrepidez
de
Pio
IX?
Entretanto
o
homem
político
per
guntará:
se
a
presença
do
Papa
no
Va
ticano
não
deverá,
em
um
tempo
dado,
crear graves
embaraços
para
a Igreja
Ro
mana?
Se
a
sahida
de
Pio IX,
em
1870,
causando
indizíveis
commoções
na
consciên
cia
dos
catholicos,
não
teria
feito
provar
ao
equilíbrio
europeo
um
desses
abalos
ou
agitações
que
repõem
as
sociedades sobre
suas
bases?
A
guerra
contra
a
França
teria
pro
duzido
consequências
tão
desastrosas?
Te
ria
cila
durado
tanto?
O
príncipe
chan-
celler
do
império
allemão,
em
todo
o
brilho
do
seu
triunfo,
deveu
contar
com
os catholicos:
em
um
explosão
formidável
bem
diversamente
do sentimento
catholi-
co,
não
leria
elle encontrado
um obstáculo
invencível
aos
seus desjgnios?
Evoquemos
fielmente
nossas
lembran
ças
históricas,
e
supponhamos
o seguinte
telegramma:
«Pio IX
deixou
hontem
Ro
ma
e a
Italia!» O
mundo
caiholico
em
presa
de
inexpremiveis
angustias,
não lhe
diria
lambem:
«Senhor, para
onde
ides?»
Tal é
o
passado:
qual será o
futuro?
Pondo
de
parle
serias
divergências
sobre
o
modo
de
entender
o
Decálogo,
certas
noções
sobre
o
teu
e
o
meu
que
não
são
de
nenhum
modo
as
minhas;
pondo
de
parte,
emfim,
exaltação
da
ingratidão,
á
qual
eu
não
posso
adherir, não
trepido
em
confessar
que
os
kalianos,
pela
sa
bedoria
de
sua
politica.
pela
sua
prudên
cia
e
moderação
na
direcção
dos
seus
ne
gócios, mereceram
a
admiração
do
mun
do.
Em
dezesete
annos,
passando
por
ci
ma
de
todos
os
obstáculos,
comprehendída
a
inépcia
dos
seus
generaes
e
financeiros,
um
desmoronamento,
uma banca rota
imminente
em
serviço
do seu
patriotismo,
os
Italianos
levantaram
uma
torre
que
quasi
toca os
céos.
Essa
torre
porém
tem
as
bases
de ar-
gilla.
Elles
arruinaram
Garibaldi
e
quasi
que o
abafaram
com
os
applausos,
mui
tos
foram
surprehendidos
de
o
verem pres
tar-se
a
este
manejo;
porém,
Mazzini
mor
to
ainda falia
aos
sectários.
Eram
vinte
mil
os
que este
anuo
se
reuniram
ao
redor
do
seu tumulo;
nós
fomos
testemunha
occular
desse facto.
Crearam
a
patria
ilaiiana,
cobriram
Ná
poles,
Florença,
Torim
com
as
dobras
da
bandeira
italiana;
mas
Nápoles,
a
Toscana
e o
mesmo
Piemonte
estremecem
ainda
debaixo
da
mortalha,
e.
como
Mazzini,
a
autonomia
extincta
falia ainda
em
resur-
reição.
A
Italia
certamente
tem
muita
ra
zão
para
completar
a
sua
unidade.
Essa
unidade
a
faz garantida
do
que
deve
ser
pela
sua grandeza
e
prosperidade
futu
ra.
E.xceptuada
a
França,
onde
ha
outro
povo
verdadeiramente
um?
Só
Deus
é
a
unidade
Os
povos
pro
curam
alravez
dos
séculos
uma
unidade
que não
é
d’
esle mundo.
Deus estabele
ceu
por
assim
dizer
uma
lei
de
engran
decimento
e
amplificação.
Uma
vez
loca
dos
certos
limites,
elle
diz á
grandeza
hu
mana:
«Tu
não
irás
mais
adiante!»
Pode-se seguir
atravez
das
idades
a
execução
rigorosa
dessa
lei.
No
que
diz
respeito
á
Italia
ella
mos
tra
ura
semblante
de
força
e
vitalidade,
por que
os
diplomatas
italianos
não
leva
ram
as
suas theorias
até
suas
consequên
cias
extremas.
Com
a
Córsega
e
o
Ti-
cinio,
o
reino na
italia
não
teria
durado
nem
um
anno.
Pio
IX
sabe
de tudo
isto,
e
alé
me
lhor
que
os
Italianos,
e
em quanto
to
dos,
autonomistas,
unitários,
mazzinianos,
se
preparam na
expectativa
de
um
acon
tecimento.
elle
conlia
na
victoria.
Essa
victoria,
elle sabe
que
não
a ve
rá
talvez;
e crê
que
o
papado
sub
sistirá.
Elle
conserva
inabalavel
esta
fé
de
duzentos
papas,
seus predecessores.
Chrislo,
segundo
os
catholicos,
não pro-
metteu
á
sua
Igreja
essa
filiação
mystica:
Eu
estarei
comvosco
até
a
consummação
dos séculos
?
Quem
é a
quelle que
atravessou
a
Ita-
lia,
durante
esses
dous
últimos
annos,
sem sentir-se abalado pela
situação
de
que
fallo?
Quem
não
ouviu
o
murmurio
surdo
e
o
descontentamento do
povo
ro
mano
?
Quem
não
viu
que
Victor-Manuel
pas
sava
em
Roma como
um
estrangreiro?
Quem
não
leu na fronte dessa
araa-
vel
princeza
Margarida
a
melancolia
do
exilio?
A
familia
real
de
Saboia
tem
em
Roma
a
nostalgia
do
Piemonte.
Eu
sei
que se
usa de
muita
severida
de para
com
os
Romanos.
Esses pobres
Romanos,
que não comprehendem
a
hon
ra
que
se
lhes
fez augmentando os seus
impostos
e
diminuindo
seus
recursos, são
preguiçosos
e
ociosos... Será
pois difficil
provar-lhes
a sua
bemavenlurança.
A
lei
do
trabalho
é
divina
sem
duvida.
Deus
collocou
o
homem
no
paraizo
terrestre
pa
ra
que
o
cultivasse,
ut
colereiur.
Nesse
higar
de delicias, me parece
que
exercia
trabalhos
de
agricultura
bem
pouco
seme
lhantes
aos
que
propoz
Garibaldi
em
ra
zão
da la
mataria
e
das
finanças
italia
nas.
Pio
IX
é
formoso,
grande, magesto-
so;
não
obstante
sua
avançada
idade,
sua
voz
é
forte
e
sonora
como
convém
áquelle
que
falia
ao mundo
e
a
Roma.
Pouco
importa,
comtudo,
que
o
Papa
seja
bonito
ou'
feio.
A
belleza
fisica
é
um
attrativo,
um
prestigio
de
mais para
mover
as
multi
dões.
As
grandes
almas
brilham ainda
mesmo
atravez
das
imperfeições
físicas.
E
’
,
pois
bem
raro que
a
exhuberan-
cia
das
qualidades físicas
existem
sem
de
trimento
das
qualidades
moraes.
Pio
IX
político em
sãos
limites,
Pio
IX
theologo,
Pio
IX
o
mais
illustrado
pre
gador
italiano
depois de
Ventura,
é
uma
excepção.
Ha
no
mundo
uma eschoia
que
pre
tende
que Christo
era
feio,
que
o
Filho
de
Deus
esposando
a
humanidade,
espo
sou
lambem todas
as
suas
enfermidades.
Eu me
confesso
incompetente
nessa
ques
tão,
como
naquella de
saber
se
a
Virgem
linha
os
olhos
pretos
á
hespanhola,
ou
azues como
meus
compatriotas.
O
que
é
certo,
é que
quando
o
ama-
vel
pontífice
que
governa
ha
mais
de
trin
ta
annos
houver
fallecido,
deixará
um
vacuo
doloroso
no
mundo.
Ninguém
mais
que Pio IX
amou
a
humanidade,
ninguém
mais
do
que
elle
amou Roma
e
a
Italia.
Elle
deixará
a
cidade eterna,
e,
quem
sa
be,
não
faltará
muito
tempo.
Haverá
ainda
grandes
papas, doutores
e
confessores;
haverá
porém
jámais
um
pastor no
grémio
da
Igreja,
tão
clemente
?
Os
resplendores
da
thiara
iliuminarão
ain
da
o
mundo;
e
tão
doces
raios
brilharão
no
porvir na
campanha
romana?
(Annales
Catholiques).
GAZETILHA
Assaltws.—
Etn
a
noite
de
25
para
26
foram
assaltadas
duas
casas,
uma
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
con
finante
com a
de
Ferreiros,
e
pertencente
ao snr.
Manoel
Fernandes,
lavrador
abas
tado,
e
a
outra
na
freguezia
de
Sequeira.
Aos
gritos
de—á
del-rei,
partidos
da
primeira
destas
duas
casas,
alborotou-se
toda
a
freguezia, conseguindo-se
então
capturar
dois
dos
assaltantes,
um
dos
quaes
declarou
ser
da
freguezia de Prado,
e
o
outro
(ia
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
d’
esta
cidade.
Os
dois
ratoneiros
acham-se
já
entre
gues
ao
poder
judicial.
São,
pois,
infelizmente
fundados
os
boatos
que
ha
dias
tem
circulado
n
’esta
cidade,
de que
na
freguezia
de
Ferreiros
e
outras
limítrofes
está
organisada
uma
numerosa
matilha
de
ladrões,
—
facto
para
que
continuamos
a
chamar
a
attenção
das
auctoridades.
Collegio
de S.
Luiz
—
Com
esta
denominação
vae
organisar-se,
na quinta
da
Armada,
nos
aros
d’esta
cidade,
um
novo
collegio
dirigido
pelo
snr.
padre
Luiz
Vianna.
0
nome
do
director,
ecclesiastico
so
bejamente
conhecido
e
respeitado
pelo
seu
saber e
caracter
integerrimo,
é
sufficiente
garantia
para
confiarmos que
do
novo
collegio
advirão
grandes
benefícios
para
a
religião
e
para
a
sociedade.
MuíançH
<l’
escriptorio.—
Desde
0
1,°
d
’outubro em
diante
a
Companhia
Edificadora
installa
o
seu
escriptorio
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
os
de 6
a
12.
A.
pretendida alliança
«los re
volucionários
com os carlistas.—
Da
correspondência
de
Madrid
para
a «Pa
lavra»
tomamos
os
seguintes
paragrafos:
Ha
poucas
noites
estavam
a
hora
bas
tante
avançada
reunidos
em
uma
casa do
centro
de
Madrid
quatorze
ou
quinze of-
fiçiaes
generaes e
chefes
militares
combi
nando um
movimento
de
forças
do
exer
cito,
e
qualquer
homem
practico
houvera
immediatamente perguntado
com
que
tro-
pas
contavam
os
reunidos
e
se
conven
ceria
de
que
nenhum
d
’
elles
dispõe
de
uma companhia;
o
que
não
impede
que
possam
tel-a
amanhã,
e
o
que
sem
duvi
da
foi
causa
de
que
estes
dias
fossem
con
duzidos
ás prisões
militares
o
coronel
Bui-
trago,
o
commandante
Solano
e
um
for
necedor
de
fardameutos
aos
quaes
se
ins
taurou
processo
militarmente;
ao
mesmo
tempo
que
se
desterrou
a
algumas
outras
pessoas,
entre
as
quaes
o
redactor
da
Tri
buna,
folha
convertida
ao
republicanismo
e
o
snr.
Salmeron
que
á hora em
que
escrevo
deve
ter
chegado
a
Lisboa,
onde
cerlamente
prégará
krausismo
em uma al
garavia
que
dillicilmenle entendem
os
filia
dos
na
eschoia.
Ao
mesmo
tempo
um
agente
saido
de
Madrid
visitou
em
Bayona, Bordéus
e
Pa
riz
vários
chefes
carlistas,
pretendendo
contar
cora a
sua
ajuda,
especialmente com
a
dos
vasco-navarros
e
offerecendo-lhes
que
a
futura
republica lhes
garantiria
os
fo
ros
d
’
aquellas
províncias;
porém,
ainda
que
o
contrario
se
diga,
eu
sei
com cer
teza
que
Alvarez
o
tractou
muito mal
que
se
eram
gente
de valor
e
meios,
como
dizia
o
enviado
se
sublevasse
imitando
o
proceder que
elles
seguiram
sem
re
cursos;
que
Boet não
quiz
nem
ao
me
nos
recebel-o;
que
Dorregaray,
a
quem
seus amigos
pessoaes
esperam n
’
esta
ci
dade,
respondeu
simplesmente
que
estave
completamenle
afastado
da
politica
e
que
outros
chefes fugiaram
ao
compromisso
com
diíferentes
pretextos,
resultando
de
tudo
isto
que
da
colónia
carlista
de
Fran
ça,
muito
,
numerosa
hoje
pela
inépcia
do
nosso
governo,
só
podem
contar
cora
al
guns
aventureiros
dos
que
tomam
parte
em
todas
as
insurreições e
alguma centena
de
famintos.
E’
possível
que
se
diga
o
contrario
pa
alentar as massas
revolucionarias,
prin
cipalmente
quando
o
manifesto de Salme
ron
e
Ruiz
Zorrilla,
submettido
hoje
aos
tribunaes
para
que
julguem
e
senlenceiem
seus
auctores,
ainda
que
n’
cste
caso
não
se
comprehende
que
deixassem
partir
o
primeiro,
é
repellido
ostensivamente
por
.Mários
Rivero
e
Montero
Rios,
Mosquera,
Gasset
outros
ex-ministros
radicaese
com
batido
por
Castelar
e
seus
amigos:
porém
as
minhas
noticias
são
de
boa
origem
e
atrevo-me
a
rectificar
aos
propaladores
da
alliança
com os carlistas.
Tellegrammag «ie Lishon.—
LIS
BOA 25.
—
0
«Diário»
publica o
seguinte:
Despachos
concedendo
licenças
por 30
dias, ao
delegado
de
saude
d
’
esta
cidade,
e
por
50
a
João
Ribeiro Mello
Junior,
escrivão
de Alijó;
annuncio
declarando
es
tar
aberto
concurso
do
papel
para sellar,
accordãos
do
Supremo
Tribunal
de
Con
tas,
dando
quites
para
com a fazenda,
José
de
Souza
Guimarães,
na
qualidade
de thesoureiro
pagador
de Vianna
do
Cas-
tello,
e
visconde
Ferreira
e outros,
como
contractadores
de
tabaco,
sabão,
polvora,
etc.,
desde
1846
a
1858;
decreto
nomean
do
Diogo
Luiz
de
Aguiar, thesoureiro pa
gador
de
Villa
Real.
As
exequias
de
D.
Pedro
IV
estiveram
pouco
concorridas.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguintes
titulos;
Acções
do
Banco
Lusitano 84$500;
inscripçôes da
divida
externa
portugueza
53,00;
ditas
de
assentamento
46,60
e
46,80;
fundos
hespanhoes
externos
12,61;
ditos
internos
12,67
e
12,74.
Crime
horrível.
—
Escrevem
do
Por
to
de
Moz
para
o
«Diário
de
Noticias»,
em
20:
Enceto
boje a
minha
correspondência
dando-lhe
noticia
de
um
crime
monstruo
so,
que
bem
prova
quanto
a
depressão
moral
vae
lavrando
n
’
esses
espíritos
in
cultos,
mais
propriosde
vegetarem
entre
os
selvagens,
do
que
em
terra
civilisada.
José
de Sousa
Moita,
dos
Casaes
de
Além,
d’
esta
comarca,
é
casado
e
tem
um
filho
por
nome
Antonio
Carreira
Moi
ta, e
dois
expostos,
que
creou
de
peque
nos,
Fausto
e
Maria
da Conceição.
O
filho
Antonio,
desobediente
e
fallo
de
respeito
devido
aos paes, soffria
fre-
quentemenle as
admoestaçõbs.
e
reprehen-
sões que
estes
tinham por
convenientes.
Por
estes
motivos
ha já
quatro
annos
que
lhes
declarou
odio mortal, posto
que
vivessem
juntos,
e
porque
a
mãe
o ou
tro dia
lhes
dissesse
que
a
paga
que
el
le
havia
de
ter
de
ser
mau
filho
era
el
la
e
o marido
doarem a
terça
dos bens
á
exposta
Maria
da
Conceição,
irou-se
bastante,
e
no
dia
13
começou
a
injuriar
esta,
e
ameaçou o
pae
dizendo-lhe:
«Vo
cê anda-lhe
dando
as
mãos? Mal
sa
be
você
o que lhe ha de
acontecer
um
dia
!»
No
dia
16,
estando
com a
mãe
em
ca
sa,
e
achando-se
esta
a
fazer
umas
papas
de
milho
para levar para
o
almoço
do
marido,
que
então
estava
trabalhando
com
o
exposto
Fausto,
n
’
uma sua fazenda,
rea-
lisou então
a
sua
ameaça,
e
sem
que
a
mãe
desse
por
tal
envenenou
a
comida
e
retirou-se
satisfeito.
Como
a mãe
provasse
a
comida
e se
sentisse
desde
logo
afflicta,
veio
ao
pé
d
’ella,
dizendo-lhe
que
levava
o
almoço
ao pae, e
que
não
queria aimoçar n
’a-
qnelle
dia
; mas
aquella,
attribuindo
as
afflicções
ao
seu estado
precário
de
sau
de,
com
diíliculdade foi
levar
a
comida
ao
marido
e ao
exposto
Fausto,
que
des
de
logo
começaram
a sentir
grandes
af
flicções,
tendo muitos
vomitos,
impossi
bilitando-os
de
irem
para sua
casa,
e
o
mesmo
aconteceu
a
uma
mulher,
Victoria
Padera,
que
por acaso
alli
estava
e
que
lambem
comeu
das
papas.
Estava
realisadoo
intento feroz d’
aquel-
le
infame
filho
!
Felizmente
a
sua
ignorância
fez
com
que
a substancia
toxica
que
elle
minis
trou
fosse
em
quantidade
pequena,
por
isso
mesmo
que se
julga
que
o
mais
pe
rigoso
dos
envenenados,
que
é
o
pae,
com
um
tratamento
sério
e
aturado
possa
re
sistir.
O
malvado está
já entregue
á
acção
da
justiça
e
na
prisão
esperará o
dia
do
seu
julgamento, no
qual
a
sociedade
de
certo
se
desaffrontará
de
tão
indigno
mem
bro.
Fenameno singsslar.—
Ainda nin
guém
esqueceu
Millie
Christine,
diz o
«Constitutionnel»,
de
Pariz.
Um
fenóme
no
acaba
de
ser
apresentado
ao
instituto
lombardo
e
deve
chegar
a
Pariz
breve
mente.
E
’
um
exemplo de
monstro
pygo-
didymo
dos
mais
curiosos.
Trata-se
de
duas
irmãs
nascidas
na
Carolina
do
norte,
de vinte
e
um annos
de
edaie.
O
parto
da
mãe
não
apresentou
diíliculdade
alguma;
tem
tido
outros
fi
lhos
bem
conformados.
A
reunião
do
corpo
d’
estas
duas
ra
parigas
tera
logar um
pouco
acima
das
vertebras
lombaras
e
um
pouco lateral
mente,
d
’
onde
resulta
que
podem
voltar-
se
uma
para
a outra
para
se
olharem.
O
conducto
intestinal
é
comtnum,
mas
o sitio
onde
termina é
de
tal
modo lar
go
que
podem
sentar-se
cada
uma
na sua
cadeira.
Ha quatro
extremidades
dotadas
de
muita
agilidade;
os corações
não
balem
unisonos; a
intelligencia
das
duas, a
bran
dura
do
genio
e
a
harmonia
que
reina
nas
suas
ideias
tornam-as
felizes
e
nenhuma
altercação
veio
ainda
perturvar
a
sua
exis
tência
commum.
Iconografia
archeoíogiea. —Des-
cobriu-se
em uma
das
casas
demolidas
para
o prolongamento
do
boulevard
Hen-
que
IV,
em
Paris,
um baixo
relevo
dos
últimos
annos
do
século
XIV,
represen
tando
o Inferno.
Este
precioso
monumento
da
arte
chris-
tã
eslava
occqlto
ha
mais
de
um
século
por
decorações modernas.
Uma
cabeça
medonha, representando
a
entrada
do
inferno, figura
por
baixo
da
estatua
da
Virgem.
Na
guela
d'aquelle
monstro
ura satanaz
femea
está
algemado
e
sentado
n
’um throno;
um
homem
e
uma
mulher
em conversação criminosa
são enforcados
pela
lingua
;
Judas enfor
cado
e
com
as vísceras
patentes;
duas
caldeiras
cheias
de condernnados e
ura
ho
mem
espetado
de lado a lado
;
dois
de
mónios pequenos,
assentados
no queixo
do
monstro
e
servindo
de
porteiros, espe
ram
uma carregação
de condernnados.
Este
baixo
relevo
é
destinado
ao
mu-
zeu de
Cluny.
Morte.
—
Em
23
escrevem
da
villa
do
Pombal
ao
«Diário
de
Noticias»;
Depois
do
longo
silencio,
em
que
me
tenho
conservado,
por
não
haver cou
sa
alguma
digna
de
noticiar
aos
leitores
do
nosso
«Diário»,
venho
hoje
fazer-lhe
uma
bem
triste
narração.
No
dia 19
do
corrente
morreu
na
sua
quinta
de S. Vicente, o
snr.
José
de
Almeida
Sousa
e
Sá, filho
do
fallecido
ba
rão
de
Claros,
e
suppõe-se
que succum-
bira
em
consequência
de veneno
que
lhe
fôra
propinado pela
própria
mulher!
Conta-se
do
seguinte modo
o
facto
que
produziu
tão
triste snccedimento
:
A
mulher
de José
de
Almeida,
que
gostava
de
um
rapaz,
seu
visinho, e
com
quem,
segundo
consta, mantinha
relações
illicitas,
soube
que este
contrahira
o ca
samento
com uma
rapariga
de
um
logar
proximo,
e
querendo
obviar
a
que
o
ra
paz
se
unisse
pelos laços
malrimoniaes,
lançou
mão
do
expediente
de
malar
o
marido,
para
assim mais livremente
poder
attrahir
e
prender
áquelle
a
quem
dedi
cava
os
seus
affectos.
Horrível tragddia
! E
’
como
ouvi
re
ferir
este
acontecimento,
que
teve
resul
tado
tão
fúnebre.
Hontem,
por ordem
da
auctoridade
competente,
procedeu-se
á
exhumação
do
cadaver
de
José
de
Almeida,
e fizeram-
lhe
a
autopsia
;
não
sei,
porém,
o
que
os
peritos
declararam, por
ser
segredo
de
justiça,
mas
o
que
é
verdade,
é
que
tanto
a
mulher
como o
rapaz
se
acham
já
prezos
na
cadeia d’esta
villa.
EXPEDIENTE
Da administração
E’
por
mais uma
vez
que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa
vontade,
a
rogar
mos
aos
nossos
assignantes
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas,
e
aos
quaes,
já
por
esta
forma,
já
por
cartas
particulares
nos
lemos dirigido,
e
muitos
d’
estes
não
se
teem até
hoje di
gnado
responder-nos,
que
se
dignem
man
dar
pagar,
sem
perda
de tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até
ao fim
do
corrente
anno, não só
lhes
será
sustada
a
remessa do
jornal,
mas
até
serão pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de
lodos
que
não
tenham
attendido
ao
nosso
pe
dido.
Em seguida
publicamos
os
nomes
dos
illustres
snrs. que se
acham
satisfeitos
até
o
tempo que
lhes
vae marcado,
e
são:
Famalicão.
—
Manuel
da
Costa
Araújo,
até
19 de
setembro
de 1876.
Vianna.
—
Padre
Antonio
José
Lopes,
até
26
de junho
de
1877.
Coura.
—
João
Manuel
d
’
Azevedo
Pôço,
até
19
de
março
de
1877.
Lanhoso.—
Rev.°
Abbade
de
Serzedel-
lo,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Barcellos.
—
Luiz
da
Conceição
Pereira
Mattos,
até
19
de
março
de
1875.
Fundão.
—
Exm.
3
snr.a Viscondessa do
Outeiro,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Chaves.
—
Padre
Luiz
Alves,
até
Iode
junho
de
1876.
Villa
Pouca
d
’
Aguiar.—
Rêitor
de
Bor-
nes,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Freixo
de
Espada
á
Cinta.
—Padre
Lou-
renço
Manuel
Gonçalves,
até
13 de
junho
de
1876.
Padre
Francisco
d
’
Annunciação,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos—rua
das Flores.
Vianna
cio
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas—
Livraria Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho
SECÇÃO
DE
COMMDÍICADOS
Snr.
redactor.
Peço
a
v.
o
favor
de publicar
no
seu
acreditado
jornal
as
linhas
que
seguem.
De
v.
etc.
O
assignante —
Manuel
Joaquim
d’
Araújo
Almeida.
Achando-se
pronunciado
pelo digno
Juiz
de
Direito
da comarca de Villa Verde o
tabelião
do
extincto
concelho
de
Prado,
Domingos
Joaquim
da
Rocha,
não deve,
segundo
a lei,
continuar
este
a
exercer
as
respectivas
funcções.
Por
este motivo
é
indispensável,
para
que
não soffram
os
in
teresses
d’
aquelles
povos,
que
seja
no
meada
um
outro
que
inlerinamente
supra
aquelle
logar.
E’
porisso
de
esperar que
o'meretissimo
Juiz
de
Direito
d
’
aquella
co
marca
proceda quanto
antes
á
nomeação
a
que
me
refiro.
Manuel
Joaquim
d
’
Araújo Almeida.
(4296)
UJbTri.TKOS
TKEEOKASIMA.S
»A.
AGESCI.4.
UIVAS
MADRID
23
—
0
rei e
sua
irmã
foram
ao
Escurial
visitar D.
Izabel,
a qual
virá
brevemente
a Madrid,
partindo
pouco
de
pois para
Sevilha.
Os
ministros
visitarão
ámanhã
a
ex-rainha.
Diz a
«Política»
que
um
guarda-costas
hespanhol apprehendeu
em
17
do
corrente
nas
aguas
de
Alge-
ciras
um
barco
contrabandista.
Um
navio
inglez,
mas sem
bandeira,
abordou
o
guar
da-costas
hespanhol
o
conduziu-o
para
Gi
braltar
com
os
marinheiros
prisioneiros.
O
cônsul
hespanhol
protestou vivamente
e
obteve
das
authoridades
inglezas
a
liber
dade
dos
marinheiros
hespanhoes.
A
«Po
lítica»
reclama
uma
indemnisação
por
esta
detenção
illegal,
e
recorda
que
ainda
não
foi
paga
polos
inglezes
nenhuma
indemni
sação
á
familia do
marinheiro
morto
em
defeza
do
«Invencible»
na
occasião
da
re
volução
cantonal.
PARIZ
23—
A
embaixada
turca
desmen
te
a
noticia
de haverem
as
tropas
turcas
violado
a
suspensão
de
armas.
O
general
Cialdini
chegou
hoje
de
ma
nhã
a
Pariz,
dirigindo-se
logo
á embaixa
da
italiana.
S.
PETERSBURGO
23.—
O
«Golos»
exprime
a
convicção
de que
a
paz
será
mantida,
porque
a
Allémanha,
a
Rússia
e
a
Inglaterra estão
de
accordo.
O «Journal
de
Saint-Petersburgo» mos
tra-se
igualmente
pacifico.
Um
lelegramma
de
Civadia,
de
21,
diz
que
o
imperador
goza
perfeita saude,
e que,
como
de
costume,
permanecerá
na
Crimeia
até
fins de
novembro.
LONDRES 23.
—O
«Daily-News»
inse
re
um
telegramma
annunciando
ler che
gado
a
Belgrado
a
deputação
do
exercito
vinda
para
conferir
a
corôa
ao
príncipe
Milan.
Assegura-se
que o ministério re
conhece
este
acto
e
que
será
nomeado
um
novo
governo.-
PARIZ
25.—
As
bases
para
as
negocia
ções
da
paz,
propostas pela Inglaterra
são
o
«statu
quo»,
com
respeito
á
Servia.
As
concessões
terriloriaes
ao
Monlenegro
são:
larga
autonomia
local
na
Bosnia,
Bulgaria
e
Herzegovina.
Chegou
a
Pariz D.
Carlos
de
Bourbon.
MADRID
26
—
Antes do fim
de
outu
bro o exercito de Cuba
receberá
reforço
de
6
batalhões
de
infanleria
e
um
regi
mento
de
cavallaria.
Em
novembro
irão
14
batalhões.
PARIS
26
—
A
Áustria não’
adheriu
ás
propostas
inglesas,
quer
conhecer
a ulti
ma
palavra
da
Rússia.
A
junta
Skupslchina
convidou
o
príncipe
Milan
a
acceitara
corôa.Tchernaieffdisse
que
a
proclamação
do
príncipe
Milan
implica
com
a
declaração
da
independência
da
Servia.
Corre
boato
que
se
o
principe
Milan
recusa,
os
servios
acclamarão
o
Gran-Du-
que
Alexis.
A Porta
accordou
na
prolongação
ou
suspensão
de armas
por
mais
8
dias, es
*
perando
que
as
potências
communicarão
condições
de
paz
n
’esle
intervallo.
MADRID
25—
O
primeiro secretario
da
embaixada
inglesa despediu-se
do
rei
e da
princesa
das
Asturias,
pois
que partirá
com
licença
brevemente.
Layard,
que
se
demorou
em
Biarritz,
regressou
a
Madrid
onde
também
o
espe
ravam
o conde
Chandordy,
ministros
ame
ricano e
austríaco,
Calelkuzhinge
e
o con
de
Ludolf,
igualmente
regressarão
em
bre
ve
a
esta
corte.
O
ministro
allemão.
Hatzfeld
está
doen
te.
A
ex-rainha
Isabel
visitará
os
seus
fi
lhos em Madrid,
doas
veses
antes
de
par
tir
para
Sevilha,
mas
sem
nenhum
apa
rato,
segundo
sua
vontade
expressa.
PARIS, 25—Os
periódicos
são
unani
mes
em
censurar
as
palavras
de
D.
Car
los
de
Bourbon,
o
qual
conversando
com
o
redactor do «Univers» disse
que as
suas
bandeiras estão
apenas
enroladas.
Thiers
regresou
a
Paris.
PERNAMBUCO,
25—Saiu
hontem
pa
ra
a
Europa
o
paquete
«Potosi» da
Com
panhia
do
Pacifico.
ANNVIGiGS
NOVO
HORÁRIO
Entre
Brtsga
e s» Povoa do Varzim
Narciso
José
Marques,
d
’esta
cidade,
faz
publico que
as
suas diligencias
para
a
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa
ficam
saindo desde o
dia
i.°
de outubro
em
diante
ás
6
horas
da
manhã,
e
da
Povoa
para
Braga
ás
5.
Braga,
27
de
setembro
de
1876.
(4318)
Narciso
José
Marques.
■
A
VISO
GERMANO
JOAQHM
BARRETO
BIA B>® SOUTO X.° «3
ÍOÍ» ts H ^JBSf
ZÀ.
Faz
publico
que
todos
os
livros
adoptados
no
Lyceu
d
’
es-
ta
cidade,
e
aulas particulares
se
acham
á
venda na
sua
acre
ditada
livraria.
Preços
do
Porto
com
aba
timento.
(4317)
COMPANHIA
EDIFICADORA
E
INDUSTRIAL BRACA-
RENSE.
Do
proximo
S.
Miguel
em
diante
mu
da
o
seu
escripiorio
para
a
Rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
os
6
a
12.
Braga
27
de
setembro
de
1876.
(4319)
NOVO
HORÁRIO
A
antiga
sociedade
Viação
Bracarense,
levam
ao
conhecimento
do publico
que
os
seus
carros
que
d
’esta
cidade
saem
ás
5
horas
da
manhã
e
depois
da
chegada
do
l.°
comboio
de
manhã,
e
ás
3
da
tarde,
ficam
saindo
desde
o
l.° de outubro
em
diante:
O
l.°
ás
6
horas
da
manhã,
che
ga
aos Arcos
ás
11
e segue
para
Monsão
ás
2
da
tarde.
O 2.° sae
depois
da
che
gada
do
l.° comboio
da manhã,
chega
aos
Arcos
á
1 1
[2
da tarde,
e
segue
pa
ra
Monsão
ás
2
e
chega
a
Monsão
ás
6
horas
da
tarde;
e
o
3.°
sae
á
1
hora
da
tarde,
e
chega
aos
Arcos
ás
6
horas
da
tarde.
Volta:—
Sae
o
primeiro
dos
Arcos
pa
ra
Braga
ás
6
horas
da
manhã, chega a
Braga
ao
meio-dia
;
o
2.°
sae
de
Mon
são
ás 5
horas
da
manhã,
chega
aos
Ar
cos
ás
9, segue
para Braga
ás
10. e
che
ga
a
Braga
ás
4
da
tarde
; o
3.°
sae
dos
Arcos ao
meio-dia,
e
chega
a
Braga
ás
6
horas
da
tarde.
Os
snrs.
passageiros,
tan
to
dos Arcos
como
de
iMonsão,
teem
20
minutos
de
demora
no
Pico
e Extremo,
tanto na
ida
como
na
volta.
N.
B.
Os
carros
que dos
Arcos se
guem
para
Monsão
não
saem
se
não
de
pois
da
chegada
do
carro
que
de
Braga
sae
depois
da
chegada
do
1.®
comboyo
da ma
nhã,
assim
como
também
o
que
sae dos
Arcos
para
Braga
ás
10
horas
não
segue
senão
depois
da
chegada
do
carro
que
de
Monsão
sae ás
5
horas da
manhã.
Braga
20
de
setembro
de
1876.
(4310)
José
Luiz Ferreira.
TEIXEIRA
&
MESQUITA
A
carreira
estabelecida
entre Braga
e
o
Penedo,
que
até
aqui
partia
d’
esla
cidade
ás
5
1[2
horas
da
manhã,
fica
partindo
desde
o
dia
24
do
corrente
ás
8
da
ma
nhã
;
e a carreira
estabelecida
de
Braga
á
Povoa do
Varzim,
que
partia
ás
5
horas
da
manhã
fica
partindo
desde
o
dia
24
do
corrente
ás
6
horas
da
manhã.
O
escripiorio
é
no
bem conhecido
Ri
beiro
Braga.
Pelos
annunciantes=
Ribeiro
Braga.
(4311)
Pertende-se
alugar
uma
sala
só
por
2
ou
3
horas
aos
domingos
e
dias
santi
ficados,
falla-se
com
M.
J.
Nogueira
Bra
ga,
campo
de
D.
Luiz
19.
(Tabacaria).
(4315)
AWICARAS
Tendo-se
desencaminhado,
ao abaixo
assignado,
entre
outros
papeis de
impor
tância
o bilhete
de passagem
para
o
Rio
de
Janeiro
da
Companhia
Franceza,
po
risso
pede-se a
quem
o
achasse
de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
em Caldellas, ao
Rev."
Reitor,
em
Villa Verde
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Peixoto,
que
receberão
al-
viçaras. Pois
as
providencias
já estão
da
das.
Braga
20
de
setembro
de
1876.
Antonio
Pires
da
Costa Arraes.
(4312)
João
José
de Meira,
da
casa
do
Ar
rabalde, freguezia
de
Gominhães,
concelho
de
Guimarães,
tendo-se retirado
da
casa
paterna
seu
filho
Antonio
Joaquim
de
Mei
ra,
não
tendo
o
declárante
dado
motivo
a
que
elle
desse
tal
passo,
e
havendo
con-
trahido
algumas
dividas
que
já
se pagaram,
faz
esta
declaração
para
que
d
’
esde
hoje
em
diante
ninguém
lhe
faça
algum
em
préstimo
ou
confie
n
’
elle,
por
quanto
não
toma
o declarante
sobre
si
a
responsabili
dade
d
’
esses
contratos.
Gominhães
23
de
setembro
de
1876.
(4314;
João
José
de
Meira.
Na
rua de
S.
Vicente
n.°
2
t
muito
se
deseja
fallar
ao
snr.
Joaquim
Leite
de
Carvalho,
che
gado
ultimamente
da
Bahia.
(4316)
Aluga-se
na
rua
da Ponte
uma
morada
de
casas
apalaçada, com
quintal
e
pôço
;
e
bons
commodos
para
uma
familia.
Quem
pertender
alugal-a
queira
dirigir-
se
á mesma
rua,
casa
n.°
58
C. (4309)
ATAFONA
Vende
se
uma atafona de moer trigo,
e
toda a
qualidade
de
grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo do
Tanque
(4212)
3FB» X
ZO
2HS
E
O
CIRURGIÃO
DENTISTA.
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo do
Barão
de S.
Marlinho
n.° 5
braga
.
Faz tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-ji)
Alugam-se
os altos da
casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo,
com
excellenles
com
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
"
attenção
.
Os
snrs.
que
pertendem
fallar
com
a
familia do fallecido Domingos
José
Pe
reira, morador que
foi
defronte
da
egreja
de
S
Lazaro,
o
qual
deixou
duas
filhas,
que
ainda
existem,
podem
fallar
na
Rua da
Ponte,
casa n.° 9,
Ireguezia
de
S,
José
de
S.
Lazaro.
FLUIDE
IATIF
»
E
JONES
Por suas
propriedades
bene
ficas,
goza este
pro-
dueto
de
alta e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
danças
de clima, pelos banhos do mar,
impressões
desagradaveis do vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples applicação faz
desapparecer as ra
chaduras
das
mãos
e
dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de
ser
recommandado ó
Sabão
latir,
que possuo
todas as
propriedades suavizan-
tes doFluide,eumaroma delicadissimo.Preço300r\
23,
Boulevart
des
Capucines,
Paris,
De
Fronte da entrada do Grand-Hotel.
Fabricante de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
H Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêlo
nJ
28
—
30
(26
*
)
O
O ZM F
Z^T E-S Z
COLLEGIO
DE
íb. JL/OXSS
NA
QUINTA
DA
ARMADA,
SUBURBIOS
DE
BRAGA.
Não
foram
os
interesses
materiaes,
mas
os
interesses
mais
ponderosos
e
transcen
dentes
da
religião
e
da
sociedade,
que
inspiraram
o
estabelecimento
d
’
este
Colle-
gio,
que
tem
por
fim
formar
as
gerações
nascentes
na
crença,
na
sciencia
e
na
ver
dadeira
civilisação.
Asseguramos
desde
já
despertenciosa-
mente
aos paes
de
família,
que
seus
li-
lhos
encontrarão
n’este
Instituto
todas as
condições
e
elementos
d
’uma
verdadeira
e
solida
educação,
e
que animados
sómen-
te
da
ideia de
lazer o
bem,
envidaremos
nossos
esforços para
que
essa
educação
sobre
ser
esmerada,
seja também
pouco
dispendiosa.
0
intuito
da
obra
revela
bem clara
mente
as
parles
que
ella
abrange—
parte
religiosa
e
parte
litteraria.
No
que
respeita
á
religião
os
alumnos
não
sómente
serão
n
’ella
instruídos,
mas
nnindo
á
lheoria
a
pratica,
se
Ibes
forma
rá
a
intelligencia
e
o coração
nos princi
pies
e
na
moral
sublime
do
Evangelho.
Para
isto
haverá
n
’
este
Collegio
eccle-
siasticos
de
reconhecida
illustração
e
vir
tude,
especialmente
encarregados
d’
este
mister.
No
que
respeita
á
parte
litteraria
e
scientilica,
o
curso
geral
dos
estudos
com-
prehende:
1.
°
A
instrucção primaria
a
saber:
lêr,
escrever,
contar,
princípios
de civilidade,
grammatica
portugueza,
historia
e
choro-
rographia
patria.
2. °
O
curso
das
linguas
portugueza,
latina,
franceza
e
ingleza.
3.
° A
philosopbia
e
rhelorica.
4.
°
As
mathematicas.
5.
° A
geographia,
chronologia
e
histo
ria.
6.
°
O
desenho e
a calligraphia.
Parte
dimeiplinur
e eeonomiea
Os
alumnos
lerão uma
alimentação
abun
dante,
bem
preparada
e
servida
com
lim
peza
e
decenria.
Dormirão
em
salões
bem
arejados,
e
estarão
sempre,
mesmo du
rante o
somno,
debaixo
das
vistas dal
gum
dos
superiores.
Terão
exercícios
e
passeios
hygienicos,
e,
quando
houver
nu
mero
suílicicnte,
academias
e
representa
ções
religiosas.
Todos
os
trimestres
se
mandarão
ás
N.
B.
Os
famílias
as
qualificações
de
estudo
e
com
portamento,
que
o
respectivo
alumno ti
ver
merecido, e
os
nomes
dos
mais
bem
conceituados
serão
inscriptos
sobre
um
quadro
d
’
honra.
Serão
dias
feriados
além
dos
Domin
gos
e quintas-feiras,
o
dia
de S.
Luiz
Gonzaga,
protector
do
Collegio,
a
semana
do
Natal,
os
tres
dias
de
Carnaval,
os
oi
to
dias
que
decorrerem
desde
a
quarta-
feira
da
Semana
Santa
até
igual
dia
da
semana
seguinte
inclusivè;
e
finalmente
todo
o
mez
dagosto
e setembro.
As
condições
para
a
admissão
são
as
seguintes
:
1.
a
Edade
de
sete
a
doze
annos
não
completos.
2.
a
Informação
previa
de bom
compor
tamento.
3.
a
Certidão
do
baptismo,
reconhecida
por
tabellião, e
certidão
do medico
que
atteste
ter
sido
o
alumno
vaccinado,
e
não
padecer
moléstia
contagiosa.
4.
a
Pensão
de
9$000
reis
mensaes,
pagos
em
tres
trimestres,
adiantados.
O
partido
do
medico,
as
despezas de Phar
macia,
os
livros,
a
lavagem
da roupa,
assim
como
as
lições
de muzica,
formam
uma
verba
em
semparado.
5.
a
Enxoval
que
deverá
comprehender
:
um
leito
de ferro
de
1
m
,72
centímetros
de
comprimento,
e 80
centímetros de largu
ra
;
um enxergão, um
colxão,
um
tra
vesseiro
e
almofadinha;
um
lavatorio
de
ferro;
uma
coberta
(todos
estes
objectos
pódem
ser
fornecidos
pelo Collegio;)
3
cobertores;
3
fronhas
de
travesseiro
e
6
d
’
almofadinha
;
um
jarro
e
bacia,
e
uma
dita
de cama; 6 lençoes;
6
toalhas
de
mãos
;
6
guardanapos
;
6
pares
de
ce
roulas,
8
camizas
de
dia
e 4
ditas
de noi
te;
2
camizolas;
8
pares
de
meias;
12
lenços
d
’
assoar;
uma
sacca
para roupa
suja
;
roupa
decente
para
uso,
e
um fa
to
para
os
dias
festivos
e
para
os
pas
seios,
segundo o
modelo
do
Collegio,
que
consistirá
de
calças,
collele
e
jaqueta
de
panno
preto;
um
talher
e
uma
colher
para
chá
;
pentes, escovas
de
dentes,
d’
unhas,
de fato
e
de
cabeça.
D
irectok
,
P.
e
Luiz
Augusto
Rodrigues
Vianna.
pretendentes
deverão dirigir-se
á
Livraria
Calholica
de
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
rua
do
Souto,
n.° 10.
(4308)
de
Castiglione,
Pariz, unico
preparador.
$ DE
P
EPS!
NA
DE
Debaixo desta
forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta
maneira este
precioso medicamento
nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a sua
efficacia he então
certa.
As
Pilulas
de Hoog
são de trez preparações differentes:
1°
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
pura,
contra
as
máes
digestões,
as
azias,
os
vomitos
e outras affecções
especiaes do
estomago.
2°
FILULAS DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
affecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmente
muito fortificantes.
3o
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para
as
doenças escrofulosas, lympnaticas e
syphiliticas, na
phthisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham de muito
excitante sobre o estomago das
pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares,
nas principaes pharmacias.
Deposito
em Lisboa, o snr. C. G. Barreto — n 0 28 e 31) — Lorelo.
(30 »'
aS
H
Farmaoia
fle HOGG, 2,
rue
de
Castiglione,
Paris
{Unico
proprietário).
----
»■
■
—
DK
HIGADOS
FRESCOS
DB
BACALAO
de
OLEO
HOGG
Í
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do peito,
aflciçdes
escrofu
losas,
tosses
ehronicas, rlicumatismos,
magrexa
crianças
,
das
impigemes, JÍç)
fluxos
brancos,debiiidadegeral, etc.,etc.
3
Hoqq
V;
Agradavel
e
facilde tomar.—Desconfiar das falsificações.
3 B
Exigir-se-ha
a marca da
Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de cada
frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que
devera achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas de B
arreto
,
rua do
Loreto,
e
30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e
I
rmão
;
em
Porto,
nas®casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
_____________
IAOVD DE BBEIHEM
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—
Llansa
America
—
Hermann
—
VVéser
Rhein
—
Main—
Donau
—Mosel
Neckar
—Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wilhelm
Graf
Bismark
General
Werder
Sperber
Carreira mensal
Ballimore
—Berlim
—
Ohio
Leipzig—
Braunschweig
Nurnberg-Frankfurl
—
Han-
nover
—
Koln—Strassburg
Adler
—
Falke
—Mowe
— Reiher
Schwalbe
—
Schwan
—Slrauss
Albatross
Para
Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Agres
Os
paquetes
que
a
Companhia está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira classe
e
/aO
de
te
rcei
ra •
São
de
grande velocidade,
e
o serviço
esta-se
fazendo
com toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo passagens pagas no Porto ou nas sub-ageneías da pro
víncia,
o
transporte do passageiro a Lisboa pelo eaminbo de ferro
è por
couta
ds Companhia.
Estes
paquetes
são notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
cxplendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já contractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de terceira classe
é
fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
utenctlios de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem vinho duas
vezes
por
dia.
.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar seus
serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem obter-se
dos agentes
P.aweg
C.
a
,
ma
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0 andar—Porto—e
em Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(4276)
REWOLVERS E ARMAS DE
CAÇA
E
BO3KBAS
PAPA POÇOS
A
’ loja
do—
Cachapuz
—
aca
ba
de
chegar
um
bom
sorti
mento.
(4247)
Wo
ESCOLA.
ÃMER&ANA.
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite. Rua do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4215)
MIM
bli umm
DO
ALTO
D0UK0
BA
CASA B®
VEMA K^OCCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
» .
190
»
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
«
.
300
»
Malvasia
de
2.a
..............................
360
»
»
velho
....................................
400
i>
Malvasia, Bastardo
e
Moscatei
a
500
d
Roncão.........................................
700
j
Alvaralhão........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
» a retalho
psra
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
Rebuçados
peitoraes balsâmicos.
Uleis nas tosses ehronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia do
Hospital
de
S.
Marcos.
No Porto,
pharmacia
uRica», Bomjar-
dim,
370.
(4155)
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra
da da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quin
tal
e
poço
e
excellenles
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Victor
n.°
50.
.
(4218)
’
BRAGA : TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
