comerciominho_28031876_474.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’ 3
E,
para onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
A.s
asS1-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondeu- I
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
I
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
l$600
rs.=Semestre
850 rs.<=
Provín
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.
—Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
l$900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10 rs.
Para
os
assignantes
SO
»|,
d
’
abatiraento.
z^2Mwí^»ããinãBÍãisãããiiuãi^ãniãiiaBãiwBBãÍBÍ!Íêaãii^^SmÊíHRBÕSi^ai^ãBããiÍMw^^^auv
SRAiSA—TE83ÇA-FEIH *
MARÇO
s»
oi:
golire o aeabamento da
de
SKispnnht*.
gu«rrí#
legitimis-
Eclypsou-se
o
astro,
onde
os
tas
de
lodo
o
orbe,
que são lambem
os
i
verdadeiros
catholicos,
tinham collocadas
i
as
suas
esperanças;
ecljpsou-se,
é
verda-
r
de, mas
cremos
que
para surgir
mais ra- 1
diante,
quando
Deus
se
amercear
da
hu
manidade,
que
geme manietada
ao
carro
■
triunfante da
revolução.
Grande
contentamento
vae nos
arraiaes
do
liberalismo,
pelo
que
elle chama
a
victoiia
da civilisação
contra
a
barbarie,
mas
essa
victoria,
esse
retrocesso
aos
tempos
ominosos
do
paganismo,
que
é que
vem a significar
o
triunfo
dos
princípios
nefastos
de
93
—
origem
de
toda
o
revo
lução
liberal
—
vae
fazer da
Hispanha
uma
nação,
sem
os
verdadeiros
princípios,
onde
se
basea
a
felicidade
dos
povos,
um
es
tado
sem
Deus
I
Para
a
Hispanha
disfructar
o
sistema
político,
que aoS
liberaes
se
afigura con
solidado
pela
dispersão
das
hostes
carlis-
tas,
não
lhe
era
necessário percorrer o
longo
cyclo
de
revoluções sangrentas, que
a
hão
conduzido
á
beira
do
tumulo,
aonde
se
sepultam
as
nações,
que
se
apertam
da
lei
divina,
—
farol
que
deve
ailumiar
todos
os
povos.
Para
a
Hispanha
gosar o
libe
ralismo
envolto
na purpura
roçagante
d
’um
monarcha
joven
e inexperiente
não
se
tomava
necessário
desthronar
Izabel
II,
acclamar
uma
dynastia
estrangeira,
e
im
plantar
uma republica socialista
e
athèr
iodas
estas differeoies fases, qoe
ella
ha
atravessado,
todas
se
resumem
n
’
um
op-
probrio
para
o antigo cavalheirismo
da
nação
fidalga,
e
no
vexame
das
antigas
crenças
calholicas.
Em
1868
foi
derrocado
um
throno,
restaurado
peios
mesmos
demolidores
em
75.
e
um
filho d
’
essa
mesma
mulher
ex
patriada
e
perseguida
é
o
que
a
revolução
hoje exclama
nos
seus
delírios
como
o
grande
vencedor
dos
carlislas, que
susten
tavam
com
as
armas na
mão
a
defe<a
dos
legítimos
interesses
de
Carlos
VII.
Esse
monaicha
chama-se
Affonso, e
perttme
á
mesma
família
do
legitimo
her
deiro
da
coroa
de Hispanha,
que
acaba
de
transpor
ha
pouco
os
Pyieneus
pro
curando
um
generoso
asylo,
já
que a
soa
patria
tão
mal
agradeceu
os
seus
nobres
exforços
para a
erguer
do
abatimento,
em
que
jaz.
Acabou
a
guerra
aberta
e
leal
no
cam
po
das batalhas,
e
vae começar
a
guerra
surda,
a
conspiração
occulta
e
permanente
saida
dos
antros
revolucionários
contra
o
frágil
throno
de
Aflonso
XII. Como bellesa
do
liberalismo
victorioso,
vemos nós
em
Hispanha
milhares
de
viuvas
chorando a
peida
de
seus
maridos,
que
se
finaram
n
’essas luclas
fratricidas,
e
algumas das
suas
melhores
províncias
convertidas
em
um
escombro
de
ruinas
fumegantes.
M.sera
nação,
que
te
deixaste
embalar
pelo
canto
seductor
da
sereia
revoluciona
ria
!
Atigura-se-nos que
os
teus
dias
estão
contados,
e
que o
revolucionarismo
está
destinado
^ela
Providencia
para
le
entoai
o
de
profundis.
Póde,
muito
embora,
a
revolução
de
sencadear
as
suas
iras
contra
os
filhos
indómitos
das
províncias
aflectas
á
causa
de
D.
Carlos,
póde arrancar-lhes
os
seus
foros, condição com que
se
tinham
unido
á
mouarchia
hispanhola,
póde esfacelar-
lhes
o seu
território,
e
destruir-lhes a
sua autonomia
de
províncias
livres:
nada
d
isso nos
espanta, porque
conhecemos
a
selvageria
revolucionaria,
e
a
fé
invenci
vel
dos
legitimislas
hispanhoes.
D.
Carlos
foi
vencido,
e
a Hispanha
conlinúa
trilhando
o
caminho
que a
con
duz
aberlamente
á
perdição.
O
que
mais
profuodamente
nos
admi
ra,
é
que a França
concorresse tão
pode
rosamente
para a
destruição
do
carltsmo.
quando
é
sabido
que
o
actual
sistema
implantado
em
Hispanha
por Btsmark é
hostil
á
França,
qne
procura
refazer-se
dos
seus
últimos
desastres.
O
carlismo era
o
melhor
ailiado
da
França
contra o adver
sário
commum
da
raça latina,
e
seria o
que
no futuro
poderia
ajudar-
a
França
a
lirrr
a
desforra
das
derrotas
solfridas na
ultima
campanha.
Presumimos que a
Fran
ça
ainda
se
hade
arrepender
do
criminoso
apoio
prestado
ás
legiões
atlon.-inas
na de-
bvllação do
carlismo,
e
presentemente
na
ção
alguma
lucrou com
e>sa dispersão
a
não
ser
o
snr.
Fontes,
qne andava
todo
atemorisado
e
receioso
com
os
carlislas,
qtie
mandava
aprisionar
na fronteira
e
internar
nos
pontões.
Desappareceu
o
es
pectro medonho
dos carlislas.
que
traziam
em
sobresalto
o»
governos
europeus, que
podem
agora
desahigadamenle
entrar
na
senda
da
civilisação
e
do
progresso,
pois
diziam-
que os
carlistas
lhe
queriam
pôr
pjjas com
o
seu obscurantismo
Ditosas nações,
e
ditosos
povos,
vão
ser
dotados
em
larga
escala
cotn
serie
de
progressivos
melhoramentos,
qne
:
a
revolução
desassombrada do
infausto ele-
.
mento
carlista lhes p epara no
seu
dedi-
l
eado
amor
á
causa
da civilisação!!
Querem
saber
em
que
consistirá
esse
progresso?
no
augmeoto
dos
impostos,
na
garrulice
dos deputados
estipendiados
pela
nação,
e
o’
um duello
mais
entre
os
legis
ladores,
que
assim
se
declaram
fóra
da
lei,
que
fabricam
para os
povos,
que
in-
scientemeule
os
elegem
por imposição
mi
nisterial
Breves
considerações
fizemos
para
mos
trar
o
proveito
que
a
Hispanha auferiu
do acabamento
da
guerra
carlista,
mas
bastam
para
pôr
em relevo o
tntseio
es
tado
a
que
a
revolução
ha
conduzido
esta
nação,
patria
dos
Cids e
Pelaios.
sce-
que
pre-
of-
que
uma
M. ALMEIDA BARBOSA.
GAZETILHA
E.í»vas|»ereirawe.
—
Expõe-se
árnanhã
na
egreja de
Nossa
Senhora
A Branca.
E>esi
resolução. —
Eílecluuu
se
bon-
tem
a
demarcação
definitiva
da
nova
rua
que
vae
da
da
Sé
para
o
campo
de
S.
Sebastião,
e a
qual,
quando
continuada
para
o
norte
vae
desembocar
na
Porta
de
S.
Francisco
e
largo
de
Santo
Agostinho.
Parece-nos
acceitavel
que
esta
rua
seja
denominada—rua
de
S.-
Caetano
—
em
me
mória
do ínclito
prelado
D.
Fr.
Caetano
Brandão,
cujos restos
mortaes
leem
de
ser
trasladados
para
a
capella
do
edifício
do
collegio
dos
Orfãus
de
S.
Caetano,
que
vae
ser
construído
nas
Carvalheiras,
e
com
o
qual
a
nova
rua
vae
defrontar.
Damos
os
mais
sinceros
parabéns
ao
oqsso
patrício
o
ex.
ni
°
snr.
Castiço,
ve
reador
das
obras,
pela
iniciativa
que
em
a
nova
demarcação,
e
á
camara
com
ella ir
de
accordo.
E’ de
esperar
que
o Conselho
de Dis-
tricto
dpprovará
a
alteração
feita
no
anti
go
alinhamento,
porque
é
de
toda
a
jus
tiça
e
de grande
vantagem
para
o
publico.
A
nova
rua fica
de
12
metros
de
lar
gura,
em
vez
dus
10
como
estava
indi
cado.
Falleeisnento.
—
No
passado
domin
go,
depois
de pompo-os
oílicios
fúnebres
no
templo
da
Ordem
Teiceira,
foi
con-
! duzida
para
o
cemilerio,
i
oo
jasigo
de
familia,
o
cadaver
da
snr.a
A
toda a familia da
finada
os
nossos
pesamrs.
Theatro.
—
Subiu
no
domingo
á
na
o
drama
A
Virgem
de
Atocha,
estava annuociado
para sabbado.
O
desempenho
foi
bom.
Coosta-nos
que
a
companhia
está
parando
um
espectaculo
de
apparalo,
que
lerá
logar
durante
a
estada
dos
príncipes
da
Baviera,
que
se
acham
no
Porto
e
por
estes dias
virão
a
esta
cidade.
O
nabo.
—
(Conto
de
Schmid).—
Um
pobre
trabalhador
linha
cultivado
cuidado-
sarneote
um
pequeno
nabal
na
sua
hor
ta,
onde
se
criou
um
nabo
tamanho
e
tal
que
todos
o
admiravam.
—
Vou
leval-o
a
palacio, dis«e,
e
o
ferecerei
ao
príncipe,
porque
gosta
de
ver
as
t-rras
bem
amanhadas.
Como
pensou
asdm
snccedeu.
Levou
o
abo
a
palacio,
o
príncipe gabou-o
muito
e
deu
ao
nibicnltor os
agradecimentos
pela
sua attenção
e
gratificou-o
com
doas
moedas de
ouro.
Outro
laviador
do
mesmo
logar
que
era
mui rico
e
muito avarento,
ouviu
ta
lar
do
caso
e
disse lá
comsigo:
Talvez
que
eu
não
fizesse
mal
em
ir
offerecer
ao
príncipe
o
melhor
dos
meus
carneiros;
logo
que deu
duas
moedas
de
ouro por
um
nab>,
a mim
me
dará,
eu
sei
lá
?
mas çerlameute
dará
muito
mais
por
um
bom carneiro.
Dito
e
feito.
Dei
ta
uma
corda ao
melhor
dos
seus
carnei
ros,
leva-o
ao príncipe
e
pede
que
lh
’o
aceite.
O
príncipe
comppeheodeu imme-
diatamente
o
motivo do
vil
interesse,
o
avarento
camponez a
f.zer-lhe
aquelle
pre
sente
e
conhecendo
a
sua
fingida
genero
sidade,
e
recusou
aceitar
o
presente.
Mas
-
o aldeão
tanto
instou
para
que
o
aceitas
se
que
por
fim
o
prudente
príncipe lhe
disse:
—
Pois
bem,
visto
qne
me
obrigas
a
aceitar
o
leu
presente,
não
quero
ser
me
nos
generoso comtigo do
que
tu
o
foste
comigo, vou
pois
dar-te
em
recompensa
uma
cousa
que
me
custou
e
triplo
do
va
lor
do
teu
carneiro.
Ao
dizer
estas
pala
vras, oíTereceu
ao
avarento que
se
via
confuso
e
envergonhado.,
o
grande nabo
de
qne
tinha ouvido
falar.—
(Extr.)
Construcção
de pontes.-—
Diz
o
«P.
de
Janeiro»
qne
foi
perfenda
a
casa
Enfield
para
a
construcção
das
pomes
sobre
os
rios
Lima.
Cavado
e Neiva,
pa
ra
rela-
o
caminho
de
ferro
do
Minho.
—
Mandou-se reconstruir a
ponte
sobre
rio
Vez.
na
estrada
dos Arcos
á
Bron-
o
são.
1
O
governo
approvou
o projecto da
ponte
sobre
a
ribeira
de
S.
João
d'Arga,
i
na
estrada
districtal
n.°
1
de
Caminha
a
<
Melgaço
e
Arcos
de Val-de-Vez
i
NoticittH de .Víaeau.—
Alcançam
a
:
8
de
feverenq,
e
nada
occorrera de
im
portante,
nem
de
melhoria
nas
criticas
circumstaucias em que
está aquella
posses
são.
Deu-se
em
H
mg
kong
um
inesperado
facto
ecooomico,
a
subida repentina de
quasi
todas
as
acções
de bancos
e
com
panhias
financeiras.
As
do
banco
Houg-
kong
e
Sítaogae. que
estavam
ha
tres
<ne-
zes
°a
25 por
cento
de desconto, elevaram
se
a
12 por
cento
de
prémio;
alteraçao
que
só n
’
estas
acções
produz
augmeoto db
.alor
de
cerca
de
dois
milhões
de
pata-
■
cas,
ou
de
2
000
contos
de
réis.
Receiava-se
que a laes
subidas
se
suc-
cedam
novas baixas,
e
estas
oscillações
de
valores
produzem
grandes
prejuízos,
fa
vorecendo
só
alguns
especuladores.
xc.v
C1.
a,
w..
.
Eílectivamente
saiu
para
Macau
em
19
e
ahi
encerrado
Ido
corrente
o
vapor
A/rica,
que
vai
fazer
uo
j
a01Ku
u
C
...........
-
_____
sua
estreia
de
primeira
viagem
conduzin-
D.
Adelaide
da
Apresentação
da
Silva
Go-|do
alii
um
contingente
para
a
guarnição
mes,
i
______
--
—
sor.
Domingos
José
Alves
Braga,
negociante
na
rua
dos
Chãos,
e
sobrinha
dos
snrs.
Gomes
Ferreira.
teve
por
menina
de
15
annos,
cunhada
do
I
militar.
J
Ha
poucos
dias
lastimamos
neste
|or-
.
Inal
ler
de
todo
cessado
a navegação
dire
jcta
nacional
da
metropole
para
Macau e
agora
sabemos
que
mesmo
alli vai
aca
bando
a
navegação
rosleira,
entretida
pe-
o commercio
chinez para
o
Tonquim,
pelo estabelecimento
d
’
oma
companhia
de
vapores
em
Hong-kotg,
destinados
ao
commercio
de
toda
a
coda
d<>
oeste,
que
em
grande
parle
se fazia
de
Mícau,
d
’on-
de
vão
saindo
para Hong-kong
os
nego
ciantes
chinas
que
o
faziam,
ficando
qua-
st
só
a
população
pobre tanto
pagã
como
christã.
Lemos
numa
carta
as
seguintes
palavras:
«A
povoação
d
’esta
cidade
pa
rece
um
exercito
em
debandada;
as
casas
vão-se
fechando,
e
d
’
aqui
a pouco
não se-
ião
mais
qu-
ruinas
mui
bellas
habita
ções.»
Cnvincideneia.—
Dão-se
ás
vezes
coin
cidências
notáveis,
e
a
que vamos
lar
é
deveras
singular.
Nasceram
ha
annos
em
Requeixo
duas
ceanças
no
mesmo
mez,
e,
sendo
sadas
no
mesmo
dia,
o
nome
de
Rosa
duas
moças,
:
uma
era
•
grassa,
caia
hora.
Como
o
mal
se
lhes
agravasse, foram
sacramentadas
tuna apoz
outra
com
difle-
rença
de
poucas
horas;
afinal
morreram
as infelizes
Rosas
no
menino
dia
e
quasi
á
mesma
hora.
Parecerá
singular
o
facto;
mas
é
ver
dadeiro.—(«T.
Pepular»),
Biblioihect*
incral e litternrsn.
=Sobre
esta
bibliotheca
dedicada
as
fa
mílias
de
Portugal
e
Brazil
e
de
que é
directof
o
ertidiclo
snr.
José
Silvestre
Ri
beiro.
diz
um
|
rospecto
que
temos presente:
A
sociedade
não
poderá
caminhar
pa
ra
o
seu
desenvolvimento
progressivo,
em
quanto
cada um dos
seus
membros
uão
cui
dar
altemamente
de
aperl'eiçoar-se.
O
Es
tado
é
uma
entidade
abstracla
;
os
indiví
duos
são
a
entidade
concreta,
são
a
ver
dadeira
realidade;
e
embora o
complexo
dos
indivíduos
constitua
a
nação, é
certo
que
esta
não será próspera,
se
a
seus
fi
lhos faltarem
as condições
physicas,
intel-
lecluaes
e
moraes,
que
a
sabedoria anti
ga
compendiava
engenhosamente
na
bella
fórmula:
mens
sana
incorpore
sano.
D
’aqui
resulta
que
os esforços
dos paes,
tendentes
a
conseguir
que
os
filhos
ve
nham
a
toruar-se
cidadãos
dignos
e
tileis,
e
os dos
filhos
para
realisarem
por
sua
par
le
esse
grande
dedderalum,
são
o
mais
po-
i
deroso
instrumento
civilisador, ou,
antes,
■
o
unico
instrumento da
prosperidade
das
associações
humanas.
N
este
sentido
pretende
a
Bibliotheca
moral
e lideraria
fazer algum
serviço
á
na
ção
porlugiieza,
chamando
a
attenção
dos
paes
de
familia
e
da
mocidade
sobre
os
assumptos
qué
muito
lhes
convém
meditar,
para
cabalmente
desempenharem
a
missão
humana
sobre
a
terra.
Se
os
paes
de
família,
se
a
mocidade,
na
parle que
lhes
toca,
acolherem
a dou
trina
que
smgelamenle
vai
ser-lhes
expos
ta ;
se na
sua
alma
calarem
as
inspirações,
os
pensamentos,
os
tíxemplos,
que succes-
sivamenle
lhes
hão
de
ser
incluídos
;
se
entregarem
á
memória
os
princípios,
as
ad
vertências,
que
se
pretende
subminisirar-
Ihes
: é bem de
crèr
que
mais
e
mais
se
hão
de
penetrar
da
importância
do
dever
moral e
da
severa
responsabilidade
que
pe
rante
Deus
e
perante
a
consciência
cabe
ao
homem,
No
intuito
de
evitar
a monotonia
e
de
arredar
dos
leitores
o
enfado,
sucçeder-se-
hão
com
variedade
os
assumptos,
e
serão
estes expostos
com
singeleza,
em
lingua
gem
clara
e
portugueza
de
lei.
Fmalmente, diiigenciar-se-ha
ministrar
aos
leitores
instrucção
grave
e
sólida,
sob
o
ponto
de vista
moral
e
lilterario.
Eis
o
que
se
promelle
;
eis
o
que se ha
de
cumprir.
N
’esla cidade
é
corresponden
te
da
empreza
o snr.
E.
Chardron.
bati-
a
ambas
pozeram
Foram
crescendo
as
e
ultimamente
no
dia
que
atacada
pela
moléstia
que
ali
a
outra
de
cama
á
mesma
Procissão
de
Passos.
—
S.
Exc.
a
o
snr.
Arcebispo
coadjutor
mandou
publi
car
com
data
de
20
de
Março
a
seguinte
portaria
:
Consta-Nos
que
a devota
e
solemne
procissão
dos
Paços
n
’
esta
cidade,
é
pre
cedida
e
acompanhada
por
algumas
pes
soas
vestidas
de
branco,
e
caminhando
d
’uin
modo
particular,
é
pouco
em
harmo
nia
com este
acto
religioso
e
com os cos
tumes da
sociedade
christã
no
tempo pre
sente
;
e
Considerando
que
estas
pessoas
assim
vestidas
e
caminhando
d
’
um modo desu
sado,
já
não promovem a devoção dos
fieis,
antes
dão motivo para que
não
seja
man
tido
o
religioso acatamento
e
guardado
to
do
o
respeito
e
veneração,
que
é
devido
á
Sagrada
Imagem do
Redemptor
do mun
do
;
Considerando
que
a
Egreja
Catholica
no
exercício
do culto
religioso
procura sem
pre
conformar-se
com
os
costumes
justos
e
rasoaveis
do
povo
christão,
lendo
feito
cessar
as
antigas
praticas
e
estabelecido
outras novas, como
é claro
e
manifesto
na Historia
Ecclesiaslica
;
Considerando que
é
aos
prelados,
qoe
a
mesma
Egreja
tem
dado
o
poder
de
re
gular
as
«olemnidades
religiosas
e
as
pro
cissões,
como
é
expresso em
Direito
; e
tendo
Nós
consultado o
ill.'
n
"
e
revd.mo
ca
bido
da
Sé
Primacial
;
Havemos
por bem ordenar
aos revd.
“
s
parochos
d’
esta cidade,
que á
estação
da
missa
conventual
leiam
esta
Nossa
Por
taria,
e
declarem
a
seus
freguezes,
que
Nós
prohibimos,
debaixo da
pena
d
’
ex
communhão, o
acompanhamento
ou
pre-
cedeucia
dc
taes
pessoas
vulgatmente
cha
madas
penitentes,
na
procissão
de
Passos
no
5.°
domingo
da Quaresma,
e
que
es
peramos
dos bons
sentimentos
religiosos
dos
fieis bracarenses,
que
reconhecendo
a
justiça
e
a
necessidade
d’
esta
prohibição,
deixem
e
acabem
com
aquelle
antigo
cos
tume,
que actualmente
promove
o
riso
e
o escarneo,
e
por
este
motivo
se
torna
muito
improprio
da
seriedade
e
devoção
coin que
deve
ser
feita
a
procissão
dos
Passos
do
Nosso
Divino
Salvador.
Aviso
puíra
n
ssavegação.—
Foram
collocadas
na
barra
e
rio
de
Quilimane
as
seguintes
boias
:
Na
orla
exterior
do
banco
de
Tan-
gal.ine,
em
3
112
braças
de
fundo
na
baixa-mar
das
maiores
marés,
uma
boia
cylindrica
grande
de
ferro,
pintada
de
pre
to,
marcando-se d’
ella
o
pau
de
bandeira
do
farolim
por
18°
NO.
verdadeiro
a
dis
tancia
de
uma milha
proximamente.
Ponla
do
Cavallo
Marinho,
em tres
braças
de
fundo
na baixa-mar
das
maio
res
marés,
fronteiro
ao
farolim,
uma
boia
cylindrica
regular
de
ferro,
pintada
de
en
carnado,
donde
se
marca,
pelos
63°
NE
verdadeiros,
o
pau
de
bandeira
do
faro
lim.
Baixo
Miliíão
—
Cinco boias de
ferro
pequenas,
pintadas
de
pieto, collocadas
nas
restingas
mais
salientes
nas
orlas O.
a
SO.,
em
uma
e
meia
braça
defendo,
que
determinam
a
parle
uavegavel
do
rio.
Navegação
para
demarcar
o
ancoradou
ro
:
Procurar
o
eixo
da
barra ao NO. 4
I;2
N.
até
NNO. verdadeiro
a
que se
deve
marcar
o farolim
até
á
aproximação
da
boia
grande
preta,
na
poma
do
baixo
de
Tangalane, que
contornará
comervaodo-a
por
EB.,
a
marcar
a
ENE,
verdadeiro
a
distancia
de 1
(
2
amarra
em
que
se deita
por
32° NO.
verdadeiro,
conservando
na
amura
de
BB
a
boia encarnada
do
bai
xo
de
Cavallo
Marinho
até
passar
o
en-
fiatnenlo
d
’
esta
com
o
farolim
quando se
deve
deitar
para
a
margem
esquerda
(en
trando)
do
rio,
ten
lo
todo
o
cuidado
de
conservar
por
EB.
as
boias
-pretas
peque
nas,
que
em
nçmero
de
cinco
marcam
a
orla
do
baixo
Milnão:
passadas
ellas
de
verá continuar a
seguir
encostado
á
mar
gem
esquerda
pelo
fundo
vasto
de
3
a
6
braças
(maré
baixa)
até
chegar
ao
posto
semaforico
da Recamba
(ultimo
da
margem
esquerda
entrando
o
rio)
em
que
se
dei
ta
para
o
pau da
bandeira
da
Villa,
on
de
se
encontra bom
ancoradouro
em
to
da
a
frente
d
’esla
a
duas
amarras
da
mar
gem. O limite NO.
d
’
esta
está
marcado
com
uma
boia de
aduella
pintada
de
preto, e
fundeada
em uma braça
escassa
na
bai
xa
mar
ao
O.
verdadeiro
do
pau
de
ban
deira
da
Villa.
O
farolim
da
ponta
de
Tan
galane
continúa
a
funccionar
com luz
bran
ca
e
fixa,
como já foi
annunciado
oílicial-
mente
;
a
pirâmide
do
pau
situada
em
Olinda
antiga
marca
para
se
fazer
a
tra
vessia
de
Tangalane para
Oliada,
e
vice-
versa
:
navegando
no
eofiamento
das doas,
deve
estar
reedificada
e
pintada
de bran
co
do
1.°
de
fevereiro
em
diante.
llhões
281
mil
libras
esterlinas, qne
dá
um
augmento
de seiscentas e
quatro
mil
libras
sobre
o
anno
precedente.
Vê-se
que
o
exer
cito
regular
da
Inglaterra
eleva-se
a
186:249
homens,
25.71!
cavallos
e
248
canhões de
campanha.
Estas
forças
são
repartides
por
diver
sos
pontos, tanto
no
Reino
Unido
como
nas
colonias.
As
tropas de reverva
comprehendem
:
!.°
A
milicia,
orgaoisada
para
a
defesa
interior
do
reino.
Todo
o
inglez
faz parle
d
’ella,
a
não
ser
que
o
numero
necessário
de
homens
se
apresentasse
voluntariamen
te
A milícia
compõe-se
de 5:663
officiaes
e
134:556
soldados.
2
0
A «yeomanry»,
corpo
de
cavallaria
formado
pelos
pequenos
proprietários
que
fornecem
os cavallos,
e
se
reúnem
todas
as
semanas
afim de
fazerem o
exercito
neces
sários.
A
«yeomanry»
conta
278 oíliciaes
e
14:791
homens.
3. °
O
cotpo
dos
voluntários
que
dá
168:750
homens.
4.
°
Finalrnente,
os
voluntários
de reser
va,
em
numero
de
31
mil.
Estas
cifras
são
muito modestas,
com
paradas
com
os
exercitos
formidáveis
man
tidos
por
certas
nações
continentaes
Exploração
maritinia.
—Trata-se
na
Nortuga
dos
preparativos
para uma
ex
pedição
destinada
a
explorar
o
norte
do
oceano
Atlântico.
O
navio escolhido para
esta
commis
são
é
o
vapor «Voringen»,
e
o
seu
com-
mandante
o
capitão
de
mar.
e
guerra
Cari
Wile.
Resolveu-se
que
diversos
sábios
tomas
sem parle n
’
e«ta
expedição,
e
entre
outros
vão
<>s
professores mrs.
Mohcn.
de
mine
ralogia,
e
mr.
G.
O.
Sars,
de
zoologia.
O
rei Oscar,
extremamente
dedicado
á
sciencia, tem-se interessado
vivamenle
por
tudo quanto
se
refere
á
expedição,
afim
de
que
dè
bom
resultado.
Bescoberla
nrclseologiei».—Uma
das
descobertas
mais
interessantes
sob
o
ponto
de
vista
archeologico
acaba
de
fazer-
se
no
jardim
do
convento
de
Ara-Coeli,
em
Roma.
Os
trabalhos
do
desaterro
em-
prehendidos
para
a
construcção d’
um
mu
ro
pozeram
á
vista
enormes
pedaços
de
pedra,
que
são nada
menos
que reslos
do
celebre
arco
capitolino.
E>ta
descoberta
resolve
d
’
oma
maneira
definitiva
as
questões que prendem á
to
pografia
do Capttolio,
prova claramente
qne
o
arco
se elevava sob>e a
collina
opposta,
onde
se
encontram actualmente
o
palacio
Gaflarecelii,
pertencente
ao
Capitolio
|pro-
priamente
dito,
conjunctamente
com
o
fa
moso
templo consagrado
a Júpiter
Tonan
te,
ou
oplimus
Maximus.
A praposito
«lo
meeting do en-
sino
tiabeneiise—
Lemos
no
«Bem
Pu
blico»:
—
Realmente
merecem
o
nome
de
progressistas as
nossas
opposições:
andam
sempre
adiante
de tudo:
assim,
antecede
ram
de
dois
dias
o
entrudo,
indo
fazer
suas
proezas
carnavalescas
para
a
egreja
de
S. Paulo;
e
agora,
que
se tratava
da
serração,
da
Velha,
foram
celebral-a
no
domingo
(19)
no Casino.
Dizem que
estivera
alli
innumeravel
gente,
que
era
a cabeça
de
3
partidos,
e
que
a cauda
estendia-se
por
ahi
além,
e
quasi chegava a enrroscar-se
nos
carros
fúnebres,
anligamente
chamadas
do
lagoia
que
se
pavoneavam
ao
sol
no
largo
da
abegoaria.
Não
queremos
contestar
que
a
cabeça fosse
ingente
e
a
cauda
monstruo
sa;
mas
a
falar
verdade
temos
duvidas
so
bre
se
a
cabeça
estava
dentro
ou
fóra.
São
tantos
os
desconchavos
que
as
folhas
op-
posicionislas
aitribuem
aos oradores
lá
de
dentro,
e
era
tal
a
placidez
cá
de fóra,
que
a
duvida
é
permiltida.
Por
exemplo,
houve
quem
propuzesse
a accusação
criminal
ao
ministério,
cuja
política
era
postiça
como
os cabellos
do
seu
presidente, que
não
tem
cabellos
pos
tiços.
Se averiguarmos
se
votou este
des-
pauterio
a
maioria,
como
diz
o
«Paiz»,
ou
a
minoria
como
affirma
o
«Diário
de No
ticia »; e
sem nos
importar
se
havia
lá den
tro
mais
braços
a
votar
do
que
cabeças
para
apreciar,
como
dizem
alguns
especta
dores
curiosos,
perguntaremos
ao
snr.
dr.
Navarro
auctor
da
proposta,
porque
occullou
os
crimes
dos
ministros,
accei-
tcu
a
parva allegação
da
poslicidade
dos
cabellos...
Mas,
é
verdade;
já
nos
esque
cia
que
se
tratava
da
Serração
da Velha;
e
a
Velha
é
a
Carta,
que
já
usa
de
chinó
e
dentes
postiços.
Fez se
o
meeting,
e
não
houve
desor
dens.
O
«Paiz» constata-o
com
satisfação,
como
quem
temia
que assim não succe-
desse;
mas
crêmos
que
o
principal
me
recimento
n
’esle socego
pertence
á
cauda;
pois
a
cabeça
fez
<?
que
pôde
para
crear
Viração
empregada,
16°
NO.
Repregentaçno
—
Subiu
ao
governo
uma
representação
assigoada
por
muitos
habitantes
do
concelho
de
Barcellos,
pe
dindo
para que
aquella
villa
seja
conside
rada
ponto
forçado
no
caso
de
ser
feita
a
concessão
do
caminho
de
ferro
da
via
re
duzida, que
tem de
ligar
as
praias da
Po
voa
do Varzim,
Apulia e
outras
povoa
ções
visinhas
com o
caminho
de
ferro
do
do
Minho.
Quanto pode
a religião!—
Buscae
o
homem
mais
criminoso
do
mundo,
o
jnais
encanecido
nas
paixões,
e
no
vicio
:
aproximae-o
d’um
sacerdote,
que
lhe
de
monstre
a
sublimidade
da
nossa
religião
e
explique
a
grandeza
dos
seus
mistérios
:
deixae-o
passar
algumas horas
junto
ao
ministro
de
Deos,
e
depois,
no
que
antes
era
um
faccinora,
um
preverso,
fereis
um
tipo
de
virtude
e
um
modelo
de
vida
christã.
A
carta
que
abaixo
publicamos,
diz
a
«Atalaia»,
e«cripta
por
um
dos assassinos
de
Garcia
Moreno prova
rfts
o
poder
do
Christianismo sobre
o
homem.
Saudemos esta
religião
santa a
cuja
sombra felizmente vivemos!
Eis
a
carta
:
«Mãe
de
minha
alma.
o
’
este
momento,
que
é
uma
hora da
manhã,
quando ape
nas
me
faltam
quatro
horas
para
morrer,
quero
dirigir-lhe
estas
palavras
de
con
solo.
Não
póde
calcular
o
modo
prodigioso
coro
que
Deos ha
locado
meu
coração.
Estou
resoluto,
satisfeito
e
ancioso qoe
chegue
o
momento de ir
conhecer
a
Deus,
que
tem
chamado
á
sua
gloria
um
ho
mem
corrompido
pelo vicio e
d’
elle
esque
cido
ba
bastante
tempo.
Diga
a
meus
irmãos
que
perguntem
aos
bons
Padres
Guardião
e
Balthazar de
S.
Francisco,
que
vieram cunsolar-we da
parte
de
Deus,
que
resignação
manifestei
toda
a
noite,
desde
que
recebi
a sagrada
hóstia.
Diga-lhes
que,
lembrando-se
de mim,
se
hão
de
confessar
e levar
urna
vida
vir
tuosa.
Oh!
Como
é
consoladora
a
religião
n
’
es-
tes
momentos
!
Desesperava-me, que se
ar
ruinasse'
em sua
fortuna,
mas
agora
na
da temo.
Deus
não
desampara,
com
mais
razão
aos
que
praticam
a
virtude.
Não
chore,
dê
graças a
Deus.
Elle
vol
veu
os olhos
para
nó*.
Adeus,
eu
vou
esperal-a no ceo.—
M.
J.
Cordeiro.»
• B>i»
de
roubo».—
O
dia
21 tornou-
se
notável
em
Madrid
pelos
roubos
que
se
perpetraram.
Coutam-se
bastantes
e
alguns
de
certa
importância.
Era
bem
que
os
compadres
também
ti
vessem
as
suas
alegrias
e
enthusiasmo
—(J.
da Manhã).
As innundações can Erasaça.—
Toda
a
França
geme a
estas horas
sob
o
peso
das
aguas
qne
lhes
inunda
os
cam
pos,
invade
as
cidades e
visita
as ca
sas.
De
todas
as
partes
chegam
noticias
de
soladoras.
De
Auxore,
por
exemplo,
di
zem
:
A
inundação
ameaçava
hontem
tomar
proporções
assustadoras.
O
Senna,
que
des
de
ha
um
mez
está
fóra
do
seu
leito,
su
biu
mais 40
centímetros.
Isto
é terrificador.
Estatística,—
Segundo
uma
nota
es
tatística ultimatnente
publicada
e
que
diz
respeito
ao
districto
de
Portalegre,
exis
tiam
em
dezembro
do anno
findo
n
’aquel-
le
districto
31
942
cabeças
de
gado
vac-
cum,
249:564
de
lanígero,
79:026
de
ca
prino,
e
63:338 de
suino.
«4 Borboletas.—
Publicou-se
O
n
9
3
d
’
este
setnanario
de
litteralnra,
de
que
é
director
o
snr.
Dias
Freitas.
O
precedente
n.°
contém
:
—
A
minha
cunhada
a
exc.
ma
snr
a
D.
Margarida
Fe-
licisma
de
Mello
Zagalla,
pela morte
de
sua
exc.ma
filha
e
minha
sobrinha
D.
Julia
Candida
Vidigal Zagallo,
por
D.
Anna
Amalia
Moreira
de
Sá
:
—O
Christianismo,
pelo
dr.
Pereira
Caídas;
—
I.lyllio.
por
Al
fredo
Campos;—Calania
;
—
Aos
r.nnos
de
uma
creança,
por
Bernardino
Passos;
—
Fragmento,
por
L.
de
Mello;
—
O
engeilado,
pelo
dr.
Pereira Caídas;
—
Solidões;
—
Poetas
(I),
por
Gastão
de
Tavora;—
Amor
fatal,
por
E. d
’
Amorim;
—Rimas
(I),
por
Ivo Ja-
rome
;—
Humores
lillerarios
;
a
violeta,
pelo
dr.
Bodrigurs
de
Gusmão
D.
João da
Silva;
—
D.
João
II;
—Chronica.
O
exercito inglez.—
Em
Inglaterra
acaba de
publicar-se
os
eílectivos
do
exer
cito
para o
anno
que
começa
em
31
de
março
de
1876 e finda em
egual
dia
de
1877.
As
despezas
são
avaliadas
em
15 mi-
[agitação.
Em
todo
o
caso
o
meeting
não
produziu
tudo
o
que
talvez esperavam
os
auctores
do
mesmo. Seria
por
isso mes
mo que
inventaram
para
dar-lhe
impor
tância,
a
tropa
em
armas,
os policias
dis
farçados
etc.
(?)
com
quanto
nos
pareça
que
sempre
deu
alguma
cousa.
E
dize-
mol-o
assim,
por
causa
do seguinte dia
logo
a
que
assistimos
entre
um
artista
e
outra
pessoa,
no
dia
seguinte:
«A. que lhe
pareceu
o meeting
de
hontem?
P.
Uma
grande
borracheira.
■
—
Borracheira
não,
porque
tudo
se
pas
sou
com
muito socego.
—
Também
não
foi
n
’
esse
sentido
que
he
chamei
borracheira
;
foi
porque
os
au-
Ictores
do
meeting
caçoaram
com
o
pobre
povo, como
já
por outras
vezes
o
tem
leito.
—
Em que caçoaram
eiles
com
o
povo?
Eu
não
sei.
—
O
povo
quer
o
pão, a
carne,
o
ba
calhau
etc.,
ao
alcance
das
suas
posses;
não
é
isso? Ninguém
o
nega;
e
o que
se
pro-
poz
no
meeting?
A
accusação
do
ministe-
óo,
que
não
é
pão,
nem
lh’o
dá;
o
suf-
fragio
universal,
que não
é carne, e
nem
é
capaz
de
lh’
adar;ea
reforma
da
Carla,
que
não
é
bacalhau,
e só
póde
tornar
em
agua
de
bacalhau,
a
tranqu
hdade
e a
paz
que
temos.
—N
’
isso
não
estou dacordo;
a
refor
ma
da
Carta
é
muito
necessária,
e
quan
to
antes
melhor.
—
Para que,
e
porque?
Você
já
ouviu
dizer
alguma
vez
que
se
tenha
observado
a
Carta?
—
Não;
desde
que.me
conheço,
tenho
sempre
lido
nos
jornaes
accusações
a
todos
os
ministérios
porque desprezam
a
Carla,
e
não
querem
cumpril-a.
Mas
ha
uma
cousa na Carta
que
todos eiles
tem
cumprido
de mais,
e
que
é
preciso
deitar
abaixo,
o
que se
consegue
pela
reforma.
—Se
nenhum
governo
tem
cumprido
a
Carta,
que
diacho
de
reforma
se
lhe
póde
fazer?
Mas
você
fallou
de
uma
cou
sa
que
ha
na
Carla,
e
que
lodos
cumprem
de mais,
que
é necessário
deitar
abaixo.
Que cousa
é
essa
?
—A
liberdade
de
commercio,
que
está
na
Carta,
e
que
preciso
destruir,
e
isso
não
se
consegue
sem
a
reforma
da
Carta.
E
á
liberdade de
commercio
é
que
deve
at-
tribuir-se
a
má
situação
dos
artistas,
e
a
carestia
dos generos que
mata
o
povo
á
fome
e
que
é
a
causa
de
morrer
tanta
gente.
—Quem
lhe
metteu
na cabeça que
a
Carta
estabelece
a liberdade
do. commer
cio?
Quem quer
que
fosse,
mentiu-lhe.
Boa
ou
má,
a liberdade
do
commercio. não
está
na
Carta,
ella
não falia
em
similhan-
te
cousa.
Queixem-se
dos
que
fizeram
leis
a
favor
d
’ella,
as
quaes os
auctores
do
meeting
podiam
reformar,
alterar,
ou
mo
dificar
uo
par
lamento,
sem
ser
preciso
pe
dir
em
meetings
a
reforma
da
Carla
;
mas
se
o
fizessem,
raivei
não
fossem
ministros;
a
que
é
infallivel,
se
conseguirem
refor
mar
a
Carla.
E
depois
que
se
apanharem
ministros,
hão
deixar
o
povo
morrer
de
fome,
como
fizeram
em
1856
pela
maior
carestia
dos generos,
e
em
1868
pela ces
sação
do
trabalho,
acompanhada
de
cares
tia
dos
generos.»
Ouvindo
isto, de^pedimo-nos
do
artista,
a
quem
tínhamos
ido
encommendar
uma
obrila,
e
do
honrado
cidadão
qne
lhe
(al
iava com
tanta
sinceridade
e
bom senso:
e
viemos
pensando
na
verdade
d
’esta
sen
tença
de
Machiavel:
«São
tão
simples os
homens,
e tão
dominados
pelas
necessida
des
acltiaes.
que
aquelle
que os quizer
enganar
sempre
hade
achar
a
quem
en
gane;»
ao
mesmo tempo que
pensávamos
nas
revoltas
e
desgraças
que
sempre
aqui
se
tem
feito
desde
1836
até
boje, com
en
ganos ao
povo,
e
deixando-o
com
eiles
em
situação
peior
do
que
aquella
em
que
o
encontraram.
A
’ «aridade
publtea.—
Imploramos
a
caridade
publica
para
uma infeliz
mu
lher,
que
se
acha
com uma
doença
que
a
impossibilita
de
prover
á
sua
subsistência
e
muito
avançada
em
annos.
Mora
na
Tra
vessa
de
S.
Vicente, n.
’
4.
UETIMOS
TFI
í
EGHAMIÍIA^ BA
ACiENCIA
suavas
MADRID
23.
—
Cano
vas
respondendo
na
camara
dos
deputados
a
uma
interpellação
relativamente
á
suppressão
dos
«fueros»
da
Byscaia
e
Navarra, declarou qee
a
unida
de
constitucional
será
immediatamonte
pos
ta
em
vigor,
accrescentando qtie
o
governo
nada
resolverá
sobre
a administração inler-
n
MALA
KEAL
INGLEZA
- X
/o\
sj
S.
Vic
ente,
Pernam
buco,
Bahia
,
Rio
de
Jane
iro,
Montevi
deo
e
Buenos-A
yres
Aceitan
do
também
passageiros
de
3.
3
clas
se
para
SANTOS
e
RIO
GRA
NDE
DO
SUL
com
trasb
ordo
no
Ri
o
de
Janeiro
Este
paquete
da
Compa
nhia
Maia
Real
Ingleza
sahi
rá
de
Lis
boa
em
1-t
de
Abr
il.
DOURO
Para
mais
esclar
ecimentos
dirij
am-se
á
Age
ncia
Central
no
Porto,
rua
dos
Ingle
zes
,
23
—
o
agent
e
Guil
herm
e
C.
Tait,
e
nas
provindas
ás
agenc
ias
e
corres
pondências
nas
princ
ipae
s
cidades
e
vil
las
.
(V*)
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarã
es,
Rua
do
Souto.
CWgaACtZSMCÍX»
Mfa
A OPEIÍAKIA
CRAKBE
DEPOSITO
DF. MAC1II-
JÍAS
BE COSTURA
DE
Construi «las por II. J. Petit, de
ttruxelluH
Í3—
Praça de
Carlos
Alberto—
i4
PORTO.
N
’
este
estabelecimento
encontra-se
á
■venda
um
grande
sortimento
de
machí-
nas
de
costura
para
familias,
costurei
ras, alfaiates,
estofadores,
chapelleiros,
sa
pateiros,
correeiros
—
de
bordar,
execu
tando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e côres, em relevo
etc.;
DE CRAVAR
CALÇ
a
DO
E DE
LAVAR
ROUPA.
Garaole-se
a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas.
Faciliia-se
o
pagamento
e aprendisagem.
Ensina-se
a
trabalhar
gratoilamente
e
facilita-se
o
pagamento
ern
prestações.
Ha
sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
todos
os accessorios e
peças
sobrese-
leotes
para
as
diversas
machinas.
Tem
deposito
em
Braga,
em casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2968)
AK.UAZÍJ1
hií IIIIIIIIS
DO
ALTO
DOURO
»A CASA DE
VILIA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes qualidades
de
vinhos
enga
rrafados :
Vinho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
»
»
>
>
.
>
Lagrima....................................
>
Branco
de
meza
........................
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
»
de
prova
secca.
.
. .
.
»
Malvasia
de
2.
a
.........................
»
»
velho...............................
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
» Roncão
....................................
>
Alvaralhão
...................................
»
Velho
de 1854
.
.
.
.
150
190
200
210
270
300
360
400
500
700
560
600
»
a
retalho
psrx
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualqher
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo chymico.
(N*)
WH'
HMàl
Econumiea
pinhoriata
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada
capital
.
.
.
.
500:0000000
Rua Nova
de
Sousa
n.°
9
RRAGtA.
Deu
principio
ás
suas
operações
no
dia
1.
”
de
março,
empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joas,
papeis
de
credito, cereaes,
rou
pas,
moveis, ferramentas,
finalmente
sobre
todo e qualquer
objecto
de
valor.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando juros
aos
depositantes.
Estará
aberta
lodos
os
dias
inclusivè
os
sanctificados
desde
as 9
ho
ras da
manhã,
até
ás
10
da
noite.
JÁ CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua da
Boa-Vis-
la,
d
.»
152.
(2982)
LL8VD DE
BBE0KX
NORDDEUTSCHER
LLOYD
I
motoa
I
i
— s
HOHENZOLLERN...
3100
tonel.
HOHENSTAUFEN...
3:100
»
tonel.
I
rua
de
s
.
marcos
.
N.
õ
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer
saltas,
lindíssimos gostos,
a prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
«>
1
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
O
segundo
paquete
d
’esla
Companhia
a
sahir
o
’esta
nova
carreira é
o
«Salier»
de
3:100
tonelladas
de
Lisboa
em 10
d
’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na catreira
que
a
Companhia tem sustenta
do
durante
alguns
annos
entre Bremen
e
Nova-York,
vão
tendo
em
Portugal
a
pro-
tecção
que
merecem,
pois
teem
os
mais
modernos
aperfeiçoamentos e
esplendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados cosioheiros
e
criados
portuguezes
para
estes
paquetes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado a
prestar
seus serviços
gra-
tuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Kawes
dfc
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4. 2
0
andar—
Porto—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
8.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(6*)
Vende
olio, tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas, tudo de
boa
quali-
dade.e preços
muito resu
midos.
Vende cimento
roma-
no.para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
.
(Z*)
M&0
BS
miBIS
A WW
EM
SÉRIES
DE 6,12, OU 24
LOTERIAS
(SUGCESSIVAS
OU ALTERADAS)
1
ourenço
Marques
d
’
Almeida,
desejando
satisfazer
o
desejo
d
’alguns
dos
nu
merosos
e
muito
estimáveis
freguezes
do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção
d’
entradas,
que
já,
pela
redacção dos
preços,
já
pela commodidade
de poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ter
d’encommodar-se,
é
de
summa
vantagem
para
os
amadores
do
jogo da
Loleria.
Recebe
ainda
assignaturas,
para
o
que remette
as
listas de
subscripção
e mais
instrucções,
a
quem
as
pedir.
As
requisições
devem
ser
dirigidas
a
LOUItFAÇO MARQUES
D’
ALIKEIDA-Bua «Ia» Flórea, n.° líÇ-PftllTO.
OS
PREÇOS D’
ENTRADA,
SÃO
OS SEGUINTES:
SÉRIES
DE
6
LOTERI
a
S
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
,
de
600
réis
30550
1
decimo
de
1
$330
réis 80000
1
quinto
de 20600
rs.
150400
*/,
bilh.
de
60500
rs.
380600
1
bilh.
de
130000
rs.
770000
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
Preços
de
entradas com
direito
a
1
cautella
de
600
rs.
70000
i
decimo
de
10350
rs.
150600
1
quinto
de
20600
rs.
300500
J/
2
bilh
de
60500 rs.
770000
1
bilh.
de
130UOO
rs.
1520000
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
de
600
rs. 130800
1
decimo
de
10350
rs
310000
1
quinto
de
20600
rs.
600000
*/2
bilh.
de 60500
rs.
1520000
1
bilh.
de
130000
rs. 3000000
®§ HD1K W
$ MWBMI
Assim, a
sér«e
de
6
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes;
sendo
alterada,
póde prolongar-se
a
3
ou
6
mezes.
,
A
série
de
12
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
4
mezes
; alterada,
póde
prolongar-se
a
6
ou
12
mezes.
A
série
de
24
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
8
mezes;
alterada,
póde prolongar-se
a
12
ou
24
mezes.
HABILITAÇAO EM
NUMEROS CERTOS OU VARIAVEIS
A
habilitação
póde
ser
em
numeros
certos ou
voriaveis,
isto
é,
póde
o
subscriptor jogar
no
mesmo
numero
em todas
as
loterias,
como
póde
em
cada
uma
d
’
ellas
jogar
com
numero
differente.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá
opportunamente,
em
todas
as
loterias
respecti-
vas,
a
fraeção ou bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
BRIRTDE
A
todos
os
Snrs.
que subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTER1CA,
será
opportunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatuso
folheio,
nitidamente
impres
so,
contendo
a
relação
completa
de
lodos
os
numeros
que
desde
a
abertura
d’
este
es
tabelecimento
(julho
de
1872)
até
ao fim
do
correnie
anno, n’
elle
sahiram
premiadò
com prémios
superiores
á
quantia
de
1000000
réis,
os quaes
entre si
formam
uma
importante
collecção.
Conterá
além d
’isto
o
mesmo
folheto
o calendário
para
o
anno
de 1876;
a
labella
dos poites
do correio,
lei
do
seilo
;e
horário
dos
Caminhos
de
Ferro
do
Mi
nho,
bem
como outras
varias
annotações
d
r
ulilidade.
JOSE’
DA
SILV
a EUNDAO
Uom
loja «Se fato
feito
68,
Campo
de
Sanl
’
Anna (lado
de
baixo),
68
Participa
aos
seus
amigos
c
fre-
gC&Vj
g
,ieze
S-
tanto
d
esta
cidade
como
w das províncias
que
tem
um
bonito
til
1
e variado
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça
a
10500,
20000
e 20500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim como
camisas de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as qualidades, de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do
fieguez.
(|»j
âLWilàS
Quem
vier
a
esla
redação
declarar
o
nome
e naturalidade
do
indivíduo
que
no
dia
13
do cotrnnte,
junto
á
estação
do
Pinheiro,
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
em
Campanhã,
foi
apontado
de
ter
apa
nhado
um
porte-monei
com
uma
quantia
superiora
2000000 rs.,
receberá
uma
bea
gratificação.
(3(43)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
