comerciominho_27071876_522.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCiÂL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
52?
Assigna-see vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
oude
deve
;
|
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
|j
gaaturás
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondeu-
.
cias
de Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs. ;
(
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
!
P
reços
:
Braga,
anno
1$
600
rs.=Seraestre
850
rs.=Proí>in-
l
cias,
anno
2^000
rs
e
sendo
duas 3^600
rs.
—Semestre
1&050
rs.—
Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre 1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda
fraca.=Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanles
20
d
’
abatimento.
BKAGA.
—
®USI¥TA-FEIKA. S9
XJE
JUMIO
Londi-ea,
18 sle JulSio de tS»6.
(A
’
redacção
do
«
Commercio
do
Minho
*
]
t
Outras
attenções
me
tem
impedido
de
transmitlir
mais
cedo
ao
Commercio
do
Minho
a copia
que
acompanha
da
minha
carta ao
Apostolo,
onde
dava
conta
da
so-
lemnidade
Académica do
novo
Collegio
Ca-
thólico
.estabelecido
o1
anuo passado
em
KeiDiogloo,
junto
a
Londres;
que
marc»
um
passo lào
agigantado
nos
progressos
do
Calbolicismo,
que
reuisciia
n
’este paiz.
Ahi
vae
a
breve-relação
que
escrevi
á
pres
sa
para
o
papel
no
Rio
Janeiro.
/Deite
luto
a
nossa
ridícula
Pedreirada
por
es e
contratempo
mais
que
vae
soffrendo
seu
querido
irmão
o Protestantismo.
Proh
do-
lor
!
A. R.
SARAIVA.
Londres, S «ie Vflaio de
1858.
(A
’
redacção
do
t
Apostolo
*
.]
I.
—
Um
dos
mais
transcendentes
phe-
nómenos
que
se
estam
passando
no
mun
do (e
aos quaes
este
parece
não
dar
at-
lenção,
corno
se
fosse
cousa
trivial
e
con
cernente
só
a ura
mundo
antiquado
e
bre
ve
perecedouo),
é a
crescença
e
vigor
que
p
’esle
paiz
aliás
tão
clássico
do
an
ti-cath<dicismri,
vara
adquirindo,
ganhando
e
desenvolvendo
as
varias
instituições,
C>
thólicas,
por
assim
dizer,
em
silencio,
sem
quasi
d
’
tsso
se
fazer
caso
;
em
quanto
se
manifesta
e
desenvolve
também
o
maior
vigor
e
aclividade.
em
plantar
por
todas
as
maneiras—
por
fas
o»
por
nefas
—
o
Pro
testantismo Anglicano
por
todo
o
resto
do
tr.undo
onde
póde
chegar
a
influencia
da
aetividade
e do
ouro
Inglez.
A
resenha
que,
mais
ou
ménos
por
este
leu pt>,
faz
agora
um
anno, tr.ans-
mitli ao
ApoBolo,
das
instituições
Cathó
liças,
conventutes,
educacionaes,
carita
livas,
devocionaes,
etc.,
o
’esta
Inglaterra
®
ffiÁ
K®
SE
-JT
K
Jffi
<S eollegin
<íe Piasata újtilierts» em
FeSgweirwH.
Eil-o
lá
em
cima,
atalaia
vigilante,
sobrenadando
á
corrente
desmoralisadora
do
século,
e
a
fonte
caudal d’onde
íluem
os
límpidos
arroios
da
instrucção
solida
e
da
educação
exemplar,
ministradas
a
mais
de
120
jovens.
As
simples
paginas
d
’um
catecismo,
eis
a
base
da
cultora
religiosa.
Quantos
energúmenos,
verdadeiros
pos
sessos do
demonio da
descrença,
accom-
metti
m
furiosos
e
tresloucados
a
luz.
re-
detnptora
do
Golgotha,
só
porque
ignoram
as bellezas
e
até
os
primeiros
rudimen
tos
d’esta
religião,
a
uniea
saneia,
a
úni
ca
verdadeira
e
pura,
porque
foi
a
unica
que
um
Deus
misericordioso
sellott
com
seu
proprio
sangue
?
Seria
interessante
vêr
um
d
’
estes
pre
tendidos
sábios
embrulhados
nas
paginas
de
Strauss,
Renan.
e
das
md
metamor
foses
da
«Encyclopedia»
em
discussão
com
o
imberbe
escolar
versado
nas
paginas
do
catecismo...
Prelecções,
não
retumbantes
de
pala
vras
e
ocas
de
pensamentos,
mas
accom-
tnodadas
ao
desenvolvimento
e
capacidade
dos
alumnos,
eis
lodo
o
fundamento
do
cultivo
inlellectual,
cujos
opimos
fruclos
bem
patentes se
ostentam
nas
brilhantes
provas
publicas
dos
jovens
collegiaes.
E
como
não
succeder
assim,
se
dire
ctores
e
preceptores,
todos á porfia,
em-
é
d’
isso
argumento
irresistível—
examina
rei,
provavelmente
este
anno
também,
a
matéria,
para
notar o
progresso feito
no
mesmo
objecto durante
os
12
imzes
que
depois
decorreram.
Urna
das
tentativas,
ou cousas
empre-
hendidas
pelos
calhólicos
a respeito
das
quaes,
quando,
ha
um
atino
se
effeituou,
se
torceu
muito
o
nariz,
e
se
agourou
muito
mal
—se
predisse,
quasi,
urna
fal-
lencia
certa,
—
foi
a nova
Universidade
Ca-
thólica,
estabelecida
em
Londres
(como
em
seu
tempo
noticiei).
Recordar-se-ha,
que
leve
então
apenas
um
limitadíssimo
nume
ro
de
alumnos
ou
estudantes;
mas
ura
exceliente
corpo
de
Mestres
e
Professores
mui
distinclos,
nas
difierentes
disciplinas
e
faculdades,
tanto
positivas com»
natu-
raes,
de
que
tinha
de
constar
o
ensino.
A.
K.
SARAIVA
(Continua)
A
re:peito
d
’
um livreco
intitulado
«Caricaturas
em pro^a»,
que
recentemente
caricaturou um tal
snr.
Luiz
de
Andrade,
um
dos
caiieaturistas
do
caricaturado
«Diário
da
Tarde»,
de gloriosa meuioria,
a
«Palavra
publica
um
artigo, a todos
os
respeitos
belhssimo,
que
passamos a
tran
screver:
Ucn lsva-o
peseinn».
Das
fezes
th
imprensa acaba
de
ap-
parecer
á
luz publica
um
livro
infame,
(como
da
podridão
sae
o
verme),
intitu
lado
—
Caricaturas
em
prosa
—(ou
prosas
caricatas,
errata
do
titulo,
qoéescapou
ao
auctor)
p»r
uru
ta!
Luiz
d
’
Aud-ade,
que
sae
á
rua
pela
mão
de
Guera
Junquôiro.
O
auctor, ao menos.
teve o
bnu
senso
de
e-colher
para este
nrster
alguém
que
já
não
tivesse
as
mãos
limpas,
e
cfl.re-
ceu-se-lhe
de
vontade
o
auctor
da
Morte
de
D.
João,
o
p
-ema
do
esphacelo,
e
do
n
ern-daf.
E
’
diflkd
alliar
mais penúria
de
cri
tério,
d
’
isso
que
se
chama
senso
cotnmum,
e
de itilo
quanto
se
pirece
com
boa
fé,
a
mais
desfaçatez
e affectação
de
impie
dade.
O
pobre Voltairesinbo de bibeiro
não
sabe
tnelter
o
talher no
prato
sem
sujar
e sem
se
sujar;
e
o
peior
é
que
o
livreco
tem o
privilegio.de permanecer
provavelmente inatacado
e
inatacavel,
por
que
nenhum
homem de
dignidade
medío
cre
lhe
poderia
responder,
sem
a
depor,
e
sem
confundir
o
superlativo
tio
ridículo
sacrílego
com
uma
cousa
séria,
ou
que
■a
tal aspire.
O
traço
da
caricatura
blasphema é
tão
acceoluado, tão
fundo,
que
não
é
p>ssi-
vel
çorrigil-o
sem
deixar
em
legar
u
’
e!ie
um
perfil
informe ou antes
disforme,
que
degradaria
o
seu
auctor.
Fiquem,
pois,
elemamenle
caricatas,
eternamente
ridículas,
etemamenle
cat-
navalesca-' e
charivaricas
até
ao
ideal
do
grotesco
de mau
gosto,
essas
p-ginas
em
que
o
auctor
tão
admiravelraerile
bem
se....
carica.turou
a
si
proprio.
Nada
consegui
ram,
nem
podetu
conseguir
porque
<>ão
ha
olfato
que
possa supportar
por
mais
<ie
cioco
minutos
o
cheiro
d
’
aquelie
boião
de
sal
aminomaco,
oauseabomlo
e
intole
rável
até
para quem,
ha
um
mez, anda
de
ventas
entupidas.
Só
poderão
conseguir
o
fazer conhecei
a
boa
o>â
,
e
o melhor
olfato
do
droguista.
Coitadas
das
pobies
«caricaturas»!
pro
punham-se'
talvez a
uma
candidatura
para
o
almanach
p<>ur
rire,
ou
drolatique.
de!
Cham,
de
1877,
mas
Ch^m é
ura
excel-1
lente
caricaturista
de
gosto
e
senso,
que!
expede
impirdosamente
para
o
açafate
dos
1
papeis rasgados
a
allu-iao
<las
cousissimas
nenhumas,
e
dos
debuxos
de
carvão,
es.-1
graiiados
pelos
cunuchos
da
arie.
Morre
i
ram
á
nasce'
ça
para
lodo
o
publico
de-
j
cenle;
3 metnoria
lhes
seja
leve,
eo
itm-j
bo
que
os guarde bera.
N
’
aquelle
livro
monumental,
destinado
I
a
aniquilar
o
cath.dicismo
(roiate
codi
I
desuper!
J
são
apreciados
e
deturpadas
os |
dogmas
d-s
Religião
com
o
criticismo
ves-í
go do
secu
o
XVJII,
e
a
facécia
alvar,
auacíironica,
ingénua
e
jocosaineule
papula
penham
esforços,
regam
com suores o
campo
feroz
do
espirito
juvenil?
Edificado no
cimo d
’
um
monte,
que
pouco
se
eleva
do
solo,
a
cavalleico
para
a
villa
de Felgneiras,
o
cóhegio
de
San
ta
Quiteria,
unico
talvez
no
genero
pela
posição
admiravel,
parece
fadado
pela Pro
videncia
para
o
estudo.
Distante
do
povoado, é
só
a
dominar
o
imn.enso
horisonte
que
se
lhe desdo
bra
ao redor,
sem
obice
que
lhe
empane
a
vista.
Como
elevado
minarete
de
mes
quita
otlomaoa
collocado
em
meio
d uma
planície,
o collegio,
centro
d
’u:n amplís
simo
circulo,
domina-o
em
toda a
sua
área.
Aqui
são
os viçosos campos,
orlados
de
arvores
frondosas,
,
cobertas
de
pâmpa
nos;
além
a
encosta
cultivada
em
am-
filhealro.
Casinhas
dealbadas como
que
emergindo
d
’
eulre
a
verdura,
povoam
as
vertentes,
dando
lanlissimo
realce ao
qua
dro.
Mais
além
o
viso
da
serra
coroado
por
uma
ermida
;
e ainda
mais
ao
longe
um
cabeço,
e
outro,
e outro,
até
que
a
vis
ta se perde
no
extremo
do
horisonte.
Mas,
que
brilho
deslumbrante
por
en
tre
as
quebradas
d
’
aquelles
dous
montes
!?
E
’
o
sol
espelhando-se
nas aguas
do
oceano.
Ai
!
Como é
bello
contemplar a su
perfície
do
mar,
a
dez léguas
de
dislan
cia
!
Quantos pensamentos
occorrem á
mente
de
quem,
como
eu,
foi
embalado
ao
marulho das ondas,
e
passou
manhãs
dos aprendizes
infra
medianes
<!e
M
Arouet,
de
voltairiana
nismoria.
Oia
realmeme,
meu
cândido
Luiz
de
Andrade,
quando
papai
Vuliaire,
,e os
ror-
nus
Dalembeit,
Didt-rol.
D
’
Holbach,
etc.
se
cançaram
<le
ensaiar
iodas
as
caietas
para meit.r
n
êdo
á
Egreja,
e
rebentaram
os
canos das
suas
espingardas de
pau
em
lhe
fazer
pontaria
setn
lhe
deixarem
ema
arranhadura,
o
menino
bem
podia dispen
sar-se
d
’
essa
gyrrinastica
inútil; cão lhe
parece?
Olhe,
tome
o
meu
conselho,
guar
de
as
suas
caricaturas para
melhor
objecto,
que
os
encontra a
tlox
em
torno
de
si,
e
não
caçoe
com
o
catholicismo,
nem
com
a
Piovidencia...
que
lhe
póde
dar,
de
nm
dia paia o
outio,
uma lição
soflrivel
de
que
é
mais
(pie
um ucnie... Não
se
es-
qu
ça
de
que
seu
papá
Voltaire
morreu,
lançando
fezes
pela
bocca
(como
é
his
tórico,
se
não
me
engano),
«
vovô Arin
foi
empolgado
pelo grifo
descarnado da
morte
n'uia
certo
logar,
cujo
syrionnnO
encontrará,
procurando
a
palavra
sentina.
E
veja
lá
oào
vá
tomando isto
tudo
á
Conta
de
iias
<
eaccionaris,
ou
de
es
pumas
de intolerância
(que
os
vtrdadeiros
intolerantes
sei
eu
muito
bem
quaes
são:
vide
Caricaturas
em prosa].
U
primeiro
censor
que
o
snr.
Luiz
de
Andrade
leve
foi
o
proprio
apreseis
ta
nle,
que
como
to-
itor
consciencioso
começou
logo
p
f,
r fazer
sabei
ao
publico
as
manhas
do
seu
pu
—
pilio.
Citemos
as
su>:s
palavras:
«Antes
que
me
esqueça,
di.te-ei
(escreve
Guerra
Jutiqueiro
na
sua
carta ante-prcLcial
di-
Hgiua
ao
auctor
das
«caricaturas»)
que
o
«Urleu
uos
infernos»
é
de
todos
os
capítulos
do
teu
livro
o
que
realmente
uie parece
interior,
ur
baixo
do
poucto
de
vista
da
ctinca
religiosa»
.
(Ha
muitos
ou
tros
n
■
mesmo
c
so.
tlli
rno-o eu
com
a peuna
na
inao,
e
Gufir-a
Juoqueirn
com
os
s
us
botões.
O
épitlieto
de
inferior
é
delicado,
como
c,.-
v
nh>
a
>
operadoí
que
rnetlia
o
escalpe
lo
pela car
ie
viva
!e
um...
atn
go. O
veida
i
iro
epitheto,
sem
eufernis-
mos,
é
de.eslaiel]
«.
.
Já
estamos,
continúa
Guerra
Junquei,
o,
muno
longe
da
«Guer
ra
dos
deuses»,
de
Parny,
e
da
critica
inteiras
da
infancia, apanhando conchas
entre
a
areia
prateada
I
Deixemos
porém
os
almos
contenta
mentos
da
primeira
edade,
e
voltemo-nos
para
a
cidade
de
Penafiel, essa feiticeira
odalisca,
indolentemente
recostada
n
’
um
outeiro,
que
lhe
serve
de
leito.
Tão
curtas
se
nos
aíigura
as
tres
le
gnas
que
nos
sep
ram
d
’
aquella
risonha
cidade!
Que
bello effeito
o
do
so!
aure-
jando
as apinhoadas
clarabóias,
que
pa
recem
desmesurados
diamantes
!
Um pouco mais
proximo
fica
a
villa
de
Lousada,
e
ainda
mais
a
florescente
po
voação
da
Lixa.
Na
estação
invernosa,
que surprelien-
dente
pérspecliva
não olfereee
este
logar
encantador
1
E
’
um
dia
de
janeiro,
limpido
e
for
moso
cotno
os
que
mais
o
sào.
A
aurora,
com
todo
o
seu
cortejo
de
cores
cambiantes
e variegadas,
abre
as
portas
do
oriente.
Grandes
rolos
de
nevoa,
branca
como
o
leite,
movendo-se
e
baralhando
de
mil
modos,
acogulam
a
planície,
sobem
a
la
deira
até
meio, deixando
livre
o
alto
das
serras.
Então
o
panorama assimilha-se
a
ex-
tensíssimo
campo de
batalha
no
calor
da
refrega
;
ondas
de
fumo,
como mar re
volto,
movem-se
eru
todas
as
direcções.
Depois,
como immenso pedestal
de
jas
pe
sustentando
a
abobada
celeste,
a
ser
ra
do
Marão
envolta
em
seu
manto
de
Igelo.
I
Acolá
o
Gerez
ferindo
os
ares
com
suas
agulhas,
sirnilhando
torres
de
cathe-
dral
gothica.
Mais
além
o
monumento
do
Sameiró
erigido
pela
piedade
íilial
des
Bracaren-
ses
á
Bainha
dos
Anjos.
Por
toda a
parte
o
dedo
de
Deus
deixando
signaes
indeleveis
da
sua passagem.
«E,
onde
não fulgura,
onde
não
brilha
teu
raio
avivador
?»
Exclama
o
cantor
da
Natureza:
«Na
juba
hirsuta
do
generoso
déspota
das
feras
bem
te
descobre
o
torrido
africano,
no
mosqueado
dorso Hircanos tigres
signaes
de
Irias
mãos
impressos guardam.
>
Viandante,
quem
quer
que sejas,
se
um
dia
passares
em
Felgneiras,
não te
furtes
ao
pequeno
incommodo
de subir
a
ladeira do monte
Pombeiro.
Lá, no
cimo,
offerecer-se-te-ha
uma
paisagem,
que,
se
não tem
a
íragrancia
dos
laranjaes
da
Provença,
a
magia
dos
lagos
da
Suissa,
nem
o
aprasivel
das
mar
gens
do
Rheno,
ou
para
me
servir
de
exemplos caseiros,
o
encantamento
de
Cin
tra,
nem
a
poesia
do Motidego;
tem
em
compensação
o
grandioso
do
quadro
drvi-
namente
variado, que
arrebata, enleva
e
extasia.
Ao
lado
do
collegio
ergue-se
um
bel
lo
sancluario dedicado
á
Virgem
Martvr
Santa
Quiteria,
onde
podes
dar
graças
ao
Creador
Supremo
por
tão
largas
munifi
cências.
P.
e
1'.
Sanches.
jacobina
e
escandalosa
de
Voltaire.
Os
symbolos
christão.4
.
.
já
não
são
para a
critica
moderna
absurdos
picarescos
que
provocam
o
riso,
mas
sim a
representa
ção
lheologica
de verdades
e
de
cousas
inteiramente
respeitáveis.
Dentro.
.
.
dos
mysterios
do
catholicismo ha
ideias
subli
mes
e
grandiosas,
não
tanto
para
o
co
ração
dos
crentes,
corno
para
os
olhos
dos
filosofos.»
Muito
bem
1
e
ainda
outra
vez,
muito bem
! Confesso
que não pen
sava
que
o auctor
da «Uorte
de
D.
João»,
e
da «Bênção
e
o
Bispo»,
qne
tantas ve
zes
se
dixoti
vêr
murado sob
o
barrete
conico
do
polichinello
na
Lanterna
magi
ca, soubesse
tão bem trajar a toga de
fi
losofo,
nem
que
o
realismo da escola a
que
pertence
pudesse
interromper-se
a
poncio
de
nos
dar
uma
tão
esplendida
amostra
de
critica
christã,
inspirada n
’utn
tão
elevado
sentimento
religioso.
(Se
o
talentoso
escripior
acreditasse
que
a
sua
peoua
gravaria
muito
mais
fundo
o
seu
nome
no
silex
da
posteridade,
cousagrao-
do-a
aos
grandes
e
bellos
assumptos,
do
que
ás
espirituosas
frioleiras
de
Alfonso
Karr,
Pedro
Véron,
Etmond
About
e
quejandos !.
.
.)
Afinamos
n
’
este
poncto
completamen-
le
pela
judiciosa
critica
de
G
Jonquei-
ro.
Luiz
d’
Andiade
é
obsoleto
e
anachro-
nico
nas
suas
caricaturas
dGgua
raz,
nem
um
quadro
a
oleo
de
Cimabué,
tnoder-
nisado,
ou
uma scena domestica
de
Ho-
watd,
illuminada
por
uma
profusa
collec-
ção
de
bochechas
nédias,
de
abdomeos
parabólicos,
e
de
loucas
escocezas,
como
o
celebre pintor
sabia debuxar.
Tenha
paciência o s
>r.
ex-Julio
Verim,
mas
s.
s.
a
já
uão está
na
altura
do
pro
gresso
mesmo
ua
impiedade.
Hoje
para
Jaeoliots,
para
Saicte-Beuves o
catholicis-
mo
é
uma
cousa
seria
e
grave,
que,
em
bora
se
discuta
ou
ataque
no
terreno
mo
vediço
do
raciorialismo,
só
se
ousa fazel-o
com
a
consciência
de
que
o
martello
ba
te
sobre
a
terrível
bigorna,
que
tem
re
sistido
a
19
séculos
de
percussão. Dos
golpes
de
martellos
de palha
nem se
ouve
o
eeco; eutietenunentos
d'esta
ordem
re
velam apenas saudades
dos
jogos
da
in
fância.
As
gotdas
pachochadas
do
café
Siint-
Médard,
as
pilhérias
avinhadas
de
eslami-
net,
já
passaram
de
muda,
como
os
clás
sicos
entremezes
dos
tempos
da
vintena.
Hoje
tudo
isso'
cheira a
queijo
pobre
do
Aíemlejo.
Não é
entre
um palito
mascado,
um
calix
de
cognac
e
uma
gargalhada
eslri
dula,
que
se
discute
e
se
passa
em
jul
gado
os
profundos
e
ao
mesmo
tempo
sublimes
mysterios
da
S.S.'
“a Trindade,
da
Eucharistia,
da
LnmaCulada
Conceição,
nem
os
dogmas
consoladores
da
Providen
cia
e
da
misericórdia
divina,
como
s.
s.
a
faz.
Em
escriptor
que (isga
por
essa
fôr
ma
das
crenças
mais
respeitáveis
dos
seus
compatriotas,
não
é
um
escuptor
respei
tável,
nem
sério,
nem
honesto,
nem
le
givel.
O
estylo
é
o
homem,
o
livro
é
o
homem;
quem
faz
do
sentimento
mais pro
fundo
do
coraçao
humano
qual
é
o
re
ligioso,
um
poncto
de
mira
para
a
facé
cia
e
o
sarcasmo,
está
ipso
fado
inscri-
pto
no
codigo
moral
do
desdera
público:
quem
avilta o catholicismo
(que tem
por
apologistas
boccas e pennas
como
as
de
Bassuet,
Pascal.
Lacordaire,
e
Fehx)
até
aos
traços
burlescos
de um
Fauno
e
de
uma Gorgouia,
e
as
extravagancias
de
uma caricatura,
bem
podia
servir
de vi
nheta
caracteiistica
do
genero,
no
fron
tispício
da
sua
obra.
As
«Caricaturas
em prosa»
são,
por
tanto,
um
simples
foelus de
litteralura
na
cional
contemporânea,
uma
excrescencia
disforme
do
prélo,
que
não vale
por
cer
to
nem
cinco
tostões de
merecimento,
co
mo
critica.
Todo o
homem
qne
respeitar as
suas
crenças,
seja
elle
catholico, ou
protestan
te,
todo
o
pae
de
família
que
não
quizer
propinar
uma
forte
dose
de
morlioa
a
seus
íilhos,
e
paiticularmeute
aos
do
sexo
feminino,
deixe
resonar
na
estante
dos
livreiros
essa
collecção de caricaturas,
sob
o
pó
da
tua
e
da
ioddlereuça.
S. F.
GAZETILHA
Expediente
da redacção.
—
Em
virtude
de
não
terem
trabalhado
ante-hon-
tem
os
compositores
d
’
esle.
jornal,
e
para
nao
atrasar
o
expediente
do
mesmo,
não
damos
hoje
noticia
circtitnsianciada
sobre
o
acto
solemne
da defeza
de
these«
de
lheologia,
que
no
dia
25
tiveram
logar
ua
sala
da
Relação
Ecclesiasuca.
—
Por
igual
motivo reservamos para
o
n.°
seguinte
algumas
palavras
que
temos
a
dizer
ao
«Jornal
do
Minho»,
respeitan
tes
á
local
epigrafada—
A
confraria
do
SS.
da
Sé
e
o «
Commercio
do
Minho»,
de
18
do
corrente,
publicada
em
o
n.°
160
d
’
aqnelle
jornal.
Chegadn.—
Na
terça-feira
á
noite
che
gou
a
esta
cidade
o ex.
1'10
dr
Moreira
da
Fonseca, presidente da
3.
a circumscripção
escholar
d
’
exames
íinaes.
Hontem
de
manhã
foi ao
lyceu nacio
oal
d
’
esta
cidade
com
o
pofessor
decano
do
estabelecimento,
servindo
de
reitor
comrmssario,
para
dispor
e
regular
o
co
meço
dos
exames,
que
será
hoje por
9
ho
ras
da
manhã.
Os
exames
de
desenho
ficaram
para
mais
tarde,
assim
como
os
11
’
introdticção
aos
tres
reinos
da
natureza,
que
serão
feitos depois dos
exames
das
duas
partes
do
curso malhetnalico.
E-tão
tomadas
todas
as
providencias
para
a
manutenção
da
ordem
e
«la disci
plina.
E(«»ir3iaria.
—
Faz
se
no
proxitno
sab-
bado
a
romaria
de
Santa
Manha,
no
mon
te
da
Falperra,
que
costuma
ser
muito
concorrida
pelos
povos
d’
esta
cidade,
Gui
marães
e
circumvisinhauças.
Fallecimesito.
—
Por
8 horas
da
tar
de de
ante-hontem
entregou
a
alma
ao
Creador
a
ex
nia
snr.
a
D.
Carlota
Elvira
Carneiro
Coutinho de
Vilhena,
filha
do
finado
major
reformado
Gaspar Antonio
Carneiro,
e
esposa
do
snr.
Lourenço
da
Cunha
Velho
Sotto-Mayor,
filho
do
snr.
barão
da
Betorta.
Era
uma
senhora
adornada
das
mais
excellentes
qualidades,
e
notável
pela
bri
lhante
intelligencia
e
variada
instrucção
que
possuía.
0
cadaver
da
finada foi hontem
con
duzido
para
o
R.
templo de
Santa
Cruz,
onde
hoje
ha
olticios.
Cumprimentamos
profundamente
ma
goados
a
illustre familia
annojada.
Sentimos.
—
0
snr.
Augusto
Serra,
viclima
do
desastre
que
ha
dias
noticia
mos,
tem
ifestes
últimos
dias
peiorado
consideravelmente.
Sentimol-o
do
intimo
d’alma,
e
faze
mos
votos
ao
céo pelas
melhoras
d’
aquelle
simpathico
moço.
«®s
Oesherdados»,—
Previne-se
os
snrs.
assigoautes
d
’
esta
publicação,
que
os
u.
os
premiados,
além
uo
l.°
volume,
que
já
foi
annunciado são
os
seguintes
:=2.°
vol.
—
2877=3
0
vol. —
866=4.°
vol.
—
1408.
Os
snrs.
assignanles
que
possuam
a
cautela
com
algum
dos
n."
s
indicados,
po
dem dirigit-se
á
empresa
editora
de
Be-
lera
&
C.
a
—
Lisboa,
rua
da
Cruz
de
Pau,
n.°
26,
e
os d’
esta
cidade
ao
snr.
Luiz
Pinto
Martins,
largo
da
Praça,
u.°
13.
Ueaabaonento.
—
Ante-hontem
aba
teu
a
varanda
d
’
uma casa
de
Monsul,
onde
eslava
aquarielada a
força
de
infan
teria
8,
que
tinha
ido
fazer
a
policia
d'uma romaria,
na
referida
localidade.
D’
este
incidente
resultou ficarem
to
das
as
praças,
á
excepção
de
duas,
que
se
achavam
na
egreja,
na
occasião
do de
sabamento,
mais
ou
menos
feridas
e
con-
lusas.
Cestas,
9
foram já
recolhidas
ao
hos
pital
militar
e
as restantes
estão
em
con
valescença
no
quartel.
Publicações. —
Recebemos
mais
as
seguintes,
que
agradecemos e
das
quaes
diremos
no
proximo
n.°,
na
secção
de
Livros
e
impressos
:
—A
minha
viagem
ao
paiz das chi-
meras, por
Antonio
Hondelef
—
Traducçào
de
José
Nicolau
Raposo
Botelho,
oflicial
do exercito
—
0
inferno
dos
ciúmes, por
Henri
que
Perez
Escrich—
Versão
de
Cruzeiro
Seixas.
Fas.
r>.°
7.
Queda.
—
Urn
operário
que
andava
a
trabalhar
n
’um
prédio
em
construcção
na
nova
rua
da
Sé,
pertencente
ao
snr.
Mes
quita, caiu
do
andaime
á
rua,
ficando
bastante
maliractado.
Foi
recolhido
ao
Hos
pital
de S.
Marcos.
Tremor
«le terra.—
No
dia
17 hou
ve
em
Vienna um
certo
pânico,
produ-
silo
por
um
tremor
de
terra.
Segundo
parece,
foi
muito
violento na
Bolsa:
mais
de 2
000
pessoas
d
’
alli
sahiram
precipita-
damente
dando
altos
grilos.
Ficou
abala
da uma
parte
das
velhas
fortificações.
As
egrejas
íoram tão vivamente
sacudidas,
que
os
sinos
pozerarn-se a
tocar
a
reba
te
sem
oiuguem
lhes
mecher.
A
agitação
do
solo
era
tão
grande
que se
podia
ver
tremer
a
terra.
Muitas
casas
ficaram
fen
didas
de
alto
a baixo,
mas
nenhuma
de
sabou.
Ninguém
foi
morto
nem
ferido,
e
as
perdas
maleriaes
lambem
são
pouco
im
portantes.
Phenoineno meteorologieo. —
No
dia
18,
em
Tours,
o
pôr
do
sol
foi acom
panhado
de um
effeito
meteorologieo
bas
tante
rare,
e
que um
certo
numero
de
observadores
poude
ver.
Ainda o
sol
não
estava
meio
escon
dido
delraz do
horisonte,
mostrando
um
semi-circulo
de
fogo, quando
uma
cauda
de
luz
branca,
da
largura
de
3
ou
4
graus,
appareceu
elevaudo-se
perpendicu-
larmente
e
abraçando
em
altura
um es
paço
de
45
graus
aproxima
lamente.
As
côres
foram-se
modificando
sucessi
vamente,
e
do
amarello passaram
ao
la-
ranjado
e
ao veraelho.
A
cor
tomava-se
mais
imen-a
ao
passo
que
o
sol
se
escon
dia
mais.
Este
pheuomeno durou
uma hora.
A
intensidade
da luz
foi
quasi
sempre
a
mesma,
e
o
pheuomeno
terminou
cora
o
desapparecmento
da
cauda
luminosa.
A
reflexão
d’
aquelle
meteoro
no Loire pro-
dusia
o
mais
brilhante
effeito.
AÍTogados.
—
No
dia
12
do
corrente
andavam
dois
irmãos
a
nadar em
uma
la
goa,
qne
ha
na
Gandara
de
Oolil,
con
celho
de Cantanhede.
Os
do's
irmãos
ti
nham
o
mais novo
17
e
o
outro
19
an
nos,
e
eram
de
Villa
Nova,
do
mesmo
concelho.
O
mais
novo
não
poude resistir
á
for
ça
da
agua,
que o
impellia
para
o centro;
e
o
mais
velho
a
muito
custo
poude
sal
var-se.
Um
terceiro
irmão,
que
contava
23
annos,
vendo
seu
irmão
mais
novo
lutan
do
com
a
morte,
mette-se
á
lagoa
para
ver
se o
salvava
e
agarrando-se
um
ao
outro,
ambos
ficaram
affogados.
A
mãe
e
á triste
situação
da
viu»ez
se
vem agora accrescentar
a
morte
de
dois filho.-.
A
’ caridade.—
Pede-se
ás
almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com
um
schirro
na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe
n.°
6.
Itetratos
«ler
Snr. U. Miguel II.
—
Os
retratos
ultinaamente
chegados
e
pro-
prios
para
album
grande,
vendem-se
no
escriplorio
da
administração
d
’
este
jornal.
Preço
de
cada
ura
300
reis.
ÚLTIMOS
TKLI6R AMM.4S OA
AGUVCIA
MATAS
MADRID,
21
—
A
«Coriespondencia»
diz
que
a
emissão
dos
bilhetes
hypothe-
carios,
será
feita
sóraenle
pelo
biuco
de
Hespanha.
No
conselho
de
ministros
tratando-se
da
nomeação
effectiva do
ministro
da
fa-
senda,
fallou-se
em
José
Barzanallana,
Llorenle
e
Lopez
Gisbert,
e
indicou-se
a
conveniência que
Ganovas del Castillo
continue
gerindo
iaterinamenle
aquella
pas
ta.
El-rei
confeieociou
durante
uma hora
com
o
duque da
Torre,
na Granja.
VERSALHES,
21—
O
deputado
legili-
mista
Zarocheter
exprimiu
intenção
de
interpellar
o ministro
dos
negocios
estrangeiros
áeerca
da
elevação
francesa
de
Roma a
cathegoria
de
embaixada.
BRUXEI
L
a
S,
24
—
Chegaram
a
esta
cidade
o
imperador e
a
imparatriz
do
Brazil.
CONSTANTINOPLA,
24
—
E
’
grave
o
estado
de Mourad,
Os
symptoinas
de
loucura augmenlam.
Crê-se
que
lhe
succederá
no
throno
seu irmão
Abdul
Hatned
Efíendi.
DADRID25
—
José
Barzanallana,
irmão
do
antigo ministro do
mesmo
nome, foi
nomeado
ministro
da
fazenda,
partindo
para
a
Granja a
receber
ordens
do
rei.
CONSTANTINOPLA
25
—Os
turcos
ba
teram
os
monteriegrínos
perto
de Neve-
singe no
dia
23.
BELGRADO
25—0
estado
maior
ser-
vio
decidiu
que
as
tropas
do
commando
de
Tchernaieff
abandonem
Babina
Clava
e
Akpalauka.
Os
servios
queixam-se
de
que os
turcos
desparam sobre
as
ambtílancias.
MADRID
25—
A
Bolsa
esteve
fechada
hoje
por serem
as
festas
de
S.
Thiago
de
Compostella,
padroeiro
de
Hespanha.
BRUXELLAS
25—
0
impeiador e
a
imperatriz
do
Brasil retiram
d
’
esta
cidade
átnanhã.
LONDRES
25
—Está
annunciada
para
a
próxima
segunda
feira
na
camara
dos
de
putados
a discussão sobre
a
questão
do
Oriente.
BANCO
COMMLRCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
an&nyma
de
n
limitada.
ssponsabil
idade
Kesunio
do
aetivo e
30
dejaiiilio de
passivo
em
189®
Aetivo
Accionistas
.....
Acções
de
Bancos
e
Com
panhias
.........................
Acções
para
emittir.
.
Agencias.............................
Caixa..................................
Despezas
d
’
installação.
Casa
forte
.......................
Empréstimos a
Camaras
Muuicipaes.......................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos
s.
penhores.
Letras
em carteira
.
.
.
Moveis
e
utensílios.
Valores
depositados.
.
Créditos
.............................
Contas
correntes
.
.
.
Diversas
contas
devedoras
18:871^000
14:979^000
1.700:000^000
8:690^7911
43:067^819
1;6H^939
495^455
31:89^225
23:523^836
7:908^625
283:5950524
1:3750665
.
3:7820240
.
5.-545067I5
.
41:8540584
.
4:6020791
2
194
7990169
Passivo
Capital.
..........................
Credores
de
valores
deposi
lados..............................
Depositos
á
ordem.
Depositos
a
praso.
.
.
Devedores
e
credores
ge-
raes
...............................
Dividendos
a
pagar.
.
.
Fundo de
reserva.
.
Ganhoseperdas.
2.000:0000
àOO
3:7820240
75:3740699
93:4460583
8:9570752
272070(1
1:00000(10
11:9950195
2.194:7990169
Banco
Commercial
de
Coimbra,
20
de
julho
de
1876.
Os gerentes.
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos
.
(233)
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas cotn
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY de
Londres.
8
9
annos d’invariavel
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar a saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
sotnno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
fiatos,
amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas, vomilos,
irritações
intesli-
naes,
dianhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asthrna,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe, debi
lidade,
todas as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das broochites,
da
be
xiga,
do
figado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contara^se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.'na
snr.a
marqueza
de Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saens de
Tejada da
Universidade de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
VVur-
zer
z
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
meémo tempo
nu
tritiva
e
restaurante
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’ de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre, bem
como
nas
diarrheas,
affecçõe
’
nos
rins
e
na bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos e
hemorroides
bem
como
nas enfermi
dades
pulmonares,
bronchites,
na
tosse
e
consuinpção.
Tenho
a
convicção
que a
Re~
valesciére du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa de
cuiar as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
WuttZER
membro
de
muitas
socidades
scientificas-
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
p®"
ninsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*/
*
kilo,
SOO
; de *
/,
kilo
800
rs
; de
una
kilo,
1^400
reis; de
2
’
/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos, 12$000
reis.
Os
biscoitos da
Revalesciére que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate para a
saúde
é
a
Revalesciére ehoeaslatada;
ella
res
tituo o appettite, digestão,
somuo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais íracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
21
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
RARRY WftJ BARRY «fc
C.a
-Pla-
ce
Vendòme.
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1, Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao deposito Central ;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
£jish»a,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porí®,
j.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V. Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareeiioa,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães
A
.1.
i
ereira
Martins,
pharm.
;
a»ens»-
fiei,
Miranda,
pharm.
;
£
*
®nte
do Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do Vorzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vionna
do
CasteR®,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Vilâ» do
Conde, A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ANNONUIOS
1HO.VTE-PIO
EIS’. S. JOSÈ
O
abaixo
assignado
participa
aos
snrs.
socios que,
na
sua
ansencia
a
baohos
de
mar,
íica
encarregado
das
suas
obrigações
clinicas
o
exin.0 sor.
dr.
Vieira
da
Cruz.
Braga
23
de
julho
1876.
João
Baplista da
Silva
Ramos.
Alviçaras
Quem
achasse uma
medalha
de ouro
com
centro
prelo
e
um ramo
de pérolas,
perdida
ha
um
mez,
ea
queira
restituir,
pode
dirijir-se
á
rua
do
Carvalhal
n.°
24.
(4180)
COLLEGIO
Ul N.
8EX1IOKA RA
CONCEIÇÃO
Largo
dos
Penedos
em
Braga.
Não
obstante
o
fallecimento
do
Dire-
ctor
<i
’
este
Collegio,
o
rev.e
Manuel José
d
’Araujo,
continuará elle
a
funccionar ie-
gularmente do
dia
24
do
corrente
por
diante,
sob
a
direcção
do abaixo assigna-
do, sobrinho
do
fallecido
director,
e
que
já
desde outubro
era
encarregado
do
eiu-
sino
primário
no
mesmo
Collegio, atten-
to o
estado
grave
de
saude
de
seu
cho
rado
thio.
A
aula
de
instrucção
primaria
será
pe
la
manhã
desde
as
7
até
ás
11
horas,
e
de
tarde
desde
as
4
até
ás
7.
A
a.ula
de
francez continuará
desde as
10
1/2 aié ás
12
da
manhã.
O
abaixo
assignado
roga
a
todas
as
famílias, que durante a
vida
de
seu
cho
rado
thio
aqui
mandavam
seus
filhos
pa
ra
serem
educados, os
continuem
a
mandar,
pois
que
envidará
todas as
suas
forças,
para
que
o
Collegio
se
conserve
na
altu
ra
a
que
o
fallecido
director
o
elevára.
Também
se
acceitam
alumnos
inter
nos.
Braga
20
de
julho
de
1876.
O
director
—
José
Antonio
d’
Araújo.
(4176)
_______ ______________________
Aluga-se
ou vende-se
a
casa
n 0
1,
na
entrada
da
rua
de
D.
Pedro V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se
do seu
ajuste
»a
rua
de
S
Victor
n.°
50, e
mostra-se
todos
os dias
das
5
horas
da
tarde
em
diante.
(4144)
come
3
zkwr-iiA
LLOYB DE
BKEniiX
NORDDEUTSGHER
LLOYD
NOMES
DOS VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
ILJienzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Rhein
—
Main—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wilhelnt
Graf
liismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Para Pernambuco, Bahia, Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
qoe
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de grande
lotação,
tendo logares
para
170
passageiros
de
primeira classe
e
750
de
terceira.
São
de grande
velocidade,
e o
serviço
esta-se
fazendo
'com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae adquirindo
uma
boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas agencias.
Sendo
as
passagens pagas no Porto ou nas anb-agencias da pro
víncia,
o
transporte do
pttssageiro a I.isboa pelo eaminho de ferro
è
por conta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contraclados
cosinheiros
e creados
porluguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza teem
vinho
duas
vezes por dia.
A
bordo
de cada paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuilamente
aos
snrs.
passageiros, assim
como são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou bilhetes
de passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Rawes
*Sr
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
0
andar
—Porto
—
e
em
Braga
ao agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
ihesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
8.
Miguel
O
Anjo n.°
20.
(4132)
OBRAS
EM
PUBLICAÇÃO
HISTORIA
ECCLF.SimiCA
PELO
ABBADE
DE
R1VAUX
Traduzida
da
sexta
edição
considerada-
mente
atigmentada
e continuada
até
1876,
por
Francisco Uuiz de Seahrn,
Bacharel
em
direito peia
Universidade
de
Coimbra,
Cavalleiro
da
Ordem de
Chris
to
e
paiocho
de Cacia.
O
PROTESTANTISMO
Comparado com o Cutbolicisiu®
Nas
suas
relações
com
a
civilisação Europeia
POR
D.
JAYME
BALMES.
Trndueção de João Vieira.
Curso
abreviado de Religião
OU
Verdade
e
belleza
da
Religião
Christã
PELO
PADRE
F.
X.
SCHOUPPE
DA
COMPANHIA DE JESUS
Traduzido
pelo
p.
B M.
J.
Mesquita
Pimenlel
COM UMA
CARTA-PROLOGO
DO
EX.
mj
SNR.
CONDE
DE
SAMODÃES
O
prospecto
é
enviado
a
todas
as
pes
soas
que
o
pedem
ao
Editor
Ernesto
Char-
dion,
Porto
CIRURGIÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-Jj-j
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurt—
Han-
nover
—
Koln—Strassburg
Adler
—
Falke
—
Mowe
—
Reiher
Schwalbe
—Schwan—
Strauss
Albatross
mm
in?
uiihm
DO
ALTO
DOURO
RA
CASA
RE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
»
»
>
» . 190
>
Lagrima........................................
200
»
Branco
de
meza
............................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
. .
,
.
300
»
Malvasia
de
2.a
.............................
360
»
»
velho....................................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel
a
500
»
Roncão........................................
700
» Alvaralhão........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a retalho
pan
meza 50
e
80,
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N»)
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Marques
e
Joaquim
José
Cerqueira,
de
Ponte
do
Lima,
leva ao
conhecimento
do
publico
que
o
carro
que
d
’
esta
cidade sae
para
Ponte
do
L'ma
ás
3
horas
da
tarde
de
casa
do
Arranjadinho,
e
de
Ponte
para B aga
ao
meio
dia,
prin
cipia
a
safiir
desde
o
dia
23
do
corrente
de
Braga
para Ponte
do
Lima
depois
da
chegada
do
comboio
da
noite,
chegando a
Ponte
ás
12
horas
da
ooute,
e
de Ponte
para
B^aga
sae
ás
6
horas,
da
tarde
e
che
ga a
Braga
ás
11
horas
da
noute.
Braga 21
de
julho
de
1876.
O
Gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
(4178)
EDITAL
O Bacharel José Joaquim da Sil
va Pereira-Caldas,
socio
correspondente
da
academia
real das
sciencias
de
Lisboa,
da
real associação
dos
archileclos
e
archedogos
porluguezes,
e
da sociedade
de
geographia,
ambas
da
mesma
cidade; socio
honorário
da
aca
demia
das
bellas-ades,
e da
sociedade
pharmaceutica
lusitana, ambas eyualmen-
te
da
mesma
capital
;
socio
correspon
dente
ao instituto
de Coimbra, do
insti
tuto
medico de
Valência
na
llispanha,
do
instituto
archeologico
de
Roma,
e
dos
gabinetes
de
leitura
do
Rio
de
Janeiro
e
do
Pará
;
membro
do
congresso dos
orientalislas
de
Londres,
e,
do
congresso
dos
americanistas
de
Luxemburgo
;
pro
fessor
do
4.°
e
5.°
anno
do
curso
de
ma-
thematica
no
lyceu
nacional
de Braga, e
do~
seu
í.°
e
2.°
anno
do
curso
d
’
alle-
mão
;
professor
decano
do
mesmo
lyceu,
servindo
de
seu
Reitor
e
de Commissa-
rio
dos
Estudos
do
dis
rido,
$c.
Faço
saber,
em cumprimento
do
dis
posto
no
Decreto
de
7
do
corrente, que
os
exames
íinaes
dos"
alumnos do
lyceu
nacional
de
Braga,
para
elles
habilitados,
bem
como
dos alumnos
estranhos
que
a
elles
se
acham
admillidos,
começarão
no
dia
27 proximo pelas
9
horas
da
manhã,
continuando todos
<s
dias
que
não
furem
sanctilicados
ou
de
grande
gala.
Oulro-sim
faço
saber,
que
nos
refe
ridos
exames
teem
de
observar-se,
além
das
respeclivas
disposições
do Decreto de
31
de Março
de
1873
e
do
citado
Decreto
de
7
do
corrente,
as seguintes
providen
cias:
1.
a
Os
examinandos
em
linguas
vivas
(á
excepção
dos
que
se
destinam
á Phar
macia)
devem
saber
fallar
as
mesmas
lin
guas
:
o
que
será
verifica
io por
um
dos
vogaes
das mezas,
pelo menos.
2.
a
Nos exames
de
porluguez
não
se
prescindirá
de
se
argumentar
nas
matérias
essenciaes
do
programma
do 3.° e ultimo
anno
do
curso, com
fundamento
de
que mui
tos
alumnos
carecem
da
edade
e dos
prepa
ratórios
indispensáveis
para
satisfazer
a
taes
provas.
3
a
Nos
exames
de
mathematica não
é
admissível
deixar
de
considerar
attenta-
mente
e
notar
em
separado as
provas
es-
criptas,
sob
pretexto
de
se
fazer
juizo
mais
seguro
depois
das
provas
oraes.
4
a
Nos
exames
de latim
e
latinidade
os
themas
de
composição
latina
serão
tira
dos
á
sorte,
no
aclo
de
começarem
os
exa
mes,
dos
auclores
a
que
se
referem
os
respeclivos
programmas,
a
saber
: Cesar,
Cícero,
e
Sallustio;
e
traduzidos
em
por-
luguez
corrente
por
um
dos vogaes
da meza,
a
fim
de
mais
prompta
e justamente
se
apreciarem
laes
provas.
5.
a
Os
alumnos serão
admittidos
aos
exames pela ordem
designada
nas
pautas
geraes,
que
estarão affixadas
ao alrio
do
lyceu,
marcando-se
sempre alumnos para
dous
dias,
e
sendo
os
do
segundo dia sop-
plentes oh
igados
do
primeiro.
6.
3
Não
comparecendo
supplentes
que
substituam
algum
ou
alguns
dos
eífectivos,
serão
convidados
quaesquer
outros
exa
minandos
que
estejam
legalmente
habilita
dos,
e
queiram
fazer
exame n
’
esse
dia,
até
se
completar
o
numero
legal.
7.
a
O
examinando,
no
acto
da
chamada,
escreverá
n
’um
caderno
especial,
que
deve
estar
sobre
a
meza,
o
seu
nome,
filiação
e
naturalidade
(freguezia
e
concelho).
8. a O
altimno,
quando
não
concluir
o
exame
que
houver
começado, considerar
se-ha
addiado.
9.
a
Nenhum
alumno será
admiitido
ás
provas,
se
não
se
apresentar
com todo
o
respeito
e
compostura
própria
do
aclo.
10.
a
As disposições
do
§.
5.° do
Decr.
de
7
Julho
corrente,
cujo
conhecimento
muito
interessa
aos
alumnos,
são
:
Cs
que
faltarem
por
doença
farão
en
tregar,
no
mesmo
dia da
falta,
documen
to
"legal
que
a
justifique
perante
o
presi
dente
da
commissão;
o
qual,
verificando,
se
o
julgar
necessário,
a
legitimidade do
impedimento,
assignará
novo dia
para
exa
me.
Os
alumnos,
tantoeffectivos
como
sup
plentes,
que
não
justificarem
a
falta
nos
termos
e
dia
prescriptos,
ou
não
compa
recerem
no
dia
que,
depois
d
’
ella,
lhes
fôr
des
gnado
na
pauta,
perdem o
direito
a
exame
n
’esta epocha.
Os
alumnos,
que
faltarem
por
causa
justificada,
só
poderão,
em regra,
fazer
exa
me
perante as
mezas
a
que
deviam con
correr,
no
dia
em
que
a
falta
fôr
com
mettida.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
dos
interessados,
mandei
passar o
pre
sente,
que
será
affixado
no
atrio
do
lyceu.
Braga
e
lyceu
nacional,
24
de
Julho
de
1876.
O
Professor
Decano,
servindo
de
Rei
tor
Commissario,
DA
AGENCIA
FfiANCO-2
KPÃNO-POHTUGUESA
IWDADA ESI
1845
Director
proprietário:
snr.
C.
A. Saavedra.
Paris; && rue
Taitbout—Jladrid: 31 Calle del Mordo
para
E
’
a
primeira
vez
que
se
publica
(é
o
21.°)
como annuncios
interessantes
pharmacia,
perfumaria
commercio
e
industria.
Como
os
auterioies,
este catalogo
comprehende
as principaes
especialidades
da
Fran
ça.
Inglaterra,
Áustria
etc.,
indicando
os
preços
por
atacado
e a
retalho
em
França
(os outros
tão
sómente
para
Hispanha) que
devem
conhecer
os
sms.
pharrnaceu-
licos
e
negociantes.
Muitos
d
’
esles
artigos
por
atacado
são
mais baratos,
e
nunca
é
nenhum mais
ca
ro,
do
qoe
em
casa
dos
mesmos
especialistas
ou
fabricadas.
Recebendo
em
mercadorias
uma parte dos
annoucios
que tem arrendado
aos me
lhores
periódicos
hispanhoes
e
portuguezes,
pode
cedel-os
e cede
os
sempre
sem
be
neficio
algum.
Por
outra
parte,
graças
aos
seus
trinta
annos
de
relações
com
sua
clientella
estrangeira,
conseguiu
e
cede
abatimentos
excepcionaes.
Vende
esta agencia
pelo
preço
d
’
alacado
em
Paris
e
reraelte
para
qualquer
cidade,
emballagem,
frete
e riscos
por
conta
do
comprador,
pago
a
trinta
dias
da
data
da
factura
em
lettras
sobre
Paris,
todas
as
especialidades
estrangeiras mais
em
voga,
juntarneiite
com
lodos
os
productos
exigidos
pelos
preços
roais
favoráveis.
Estas
remessas
serão
feitas no espaço
de
48 horas
depois
da recepção
das
or
dens.
As
pessoas
com
qoem
a
agencia
não
tem
a
honra
de estar
e<»
relação
servir-
se-hão
acompanhar
seus
pedidos
com
o
importe
respectivo,
ou
com boas
garnzs-
tias.
AVISO
IMPORTANTE.
—Além
d
’
isso
a
agencia ha
trinta
annos
se
encarregara
de
toda
a
classe
de
comraissões
entre
Portugal
e
Europa
ou
America,
da
cobrança de
fundos
portuguezes
no
estrangeiro,
e
de fundos estrangeiros em
Portugal,
da
compra
e
venda
de
Prevdegios
:
em
hm de transportes,
coroo
o
tem
provado,
coroo
represen-
das
companhias
de
caminhos
de
ferro
a
Lyão
e
Mediterrâneo
pelo
a
tante
ha
muitos
anoos
Abcante
e
de
Pariz
e
o
Paris
ãSb
rsae
'ffail!»®sat=??5®drãd
seu
trafico
31
Calle
de
Madrid
a
Saragoça
internacional.
del Sordo.
X.
SB.
As
agencias
de
Paris
e
Madrid
enviam
solicitar
por
carta
franqueada
Pode
também
ser
requisitado á
redacção
d’este
periorbco.
grátis
este
21.
0
catalogo a
quero
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São
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anscriptos
tio
jornal
o
«Tribuno
do
Povo»,
que
se pu-
imperio
do
annuncios.
blica
em
Macahé,
Brazil,
os
seguintes
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M
103 tfSua direi&a SíJS
José Joaquim da
Silva
Pereira-Caídas.
(418o)
P&tHÍ
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'fi 'H $ i
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isii
uh
o
k
O
<x
o>
'.Ti
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter
o diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicas,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
ESCOLA,
I
m
EBICAIM
Consultorio,
Campo
de SanFAnna
1,
das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde (4136)
n.°
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
1873
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experiên
cia
tem
mostrado
serem
das
primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
uotaveissào:
nas
moléstias
bexiga,
ulceras
chronicas e
pelle.
A
Companhia
só
garante
aguas
vendidas
nos
seus
deposites,
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
mesmos.
Deposito
principal no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Monlenegro.
R. de
D.
Maria
2.
a
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira Maya.
R.
dos
Cbãos.
(4105)
effeitos
mais
oe
estomago,
moléstias de
a
pureza
das
ou
dos
João
Rebello
da
Silva Rraga,
socio
cominandilario
da
firma
abaixo,
declara
aos
seus
numerosos
amigos
e
freguezes que
deu
sociedade
em
seu
negocio
aos
snts.
Manoel
Antonio
Nogueira
e
Miguel José
Vaccani,
a começar
d
’esla
dada
em
diante
sob
a
firma
de—
Nogueira
&
Vaccani
—,
esperando
dos
mesmos
que
continuem
a
dispensar
á
nova
firma
a
valiosa
protec
ção
com
que
o
teem honrado
até
esta
dacta.
Outro-sim
:
roga
a
lodos
os
seus
de
vedores
o
obséquio
de virem
saldar
suas
contas,
visto ter
de
retirar-se
temporaria
mente
para
a
Europa.
—
Macahé, lo
de
Mar
ço
de
187o
Os
abaixo
assignados,
participam ao
respeitável
publico
e
a
seus
amigos
que
se
associaram
ao
snr.
João
Rebello
da
Silva
Braga
no
seu negocio,
sito
na
rua
Direi
ta
n.°
103,
girando
de
hoje em
diante
sob
a
firma
de
Nogueira
à
Vaccani
;
e
esperam
a
coadjuvação
de lodos os
seus
numerosos
amigos
e
freguezes,
certos
de
que
se
esforçarão
em
bem
servil-os.
Outro-sim ■
declaram
mais
que
a
fir
ma
abaixo,
presentemante
nada
deve
n
’
es-
ta
praça,
Macahé,
nem
na
do
Rio
de
Janeiro.
—
15
de Março
de 1875.
Nogueira
&
Vaccan
i.
ReheHo
da
Silva
Braga,
preten
João
dendo relirar-se
temporariamente
para
a Eu
ropa,
tem
consciência
de
nada
dever n
’es-
ta
praça
e
na
do
Rio
de
Janeiro a
pes
soa
alguma
: entretanto
declara
que
se al
guém
for
seu
legitimo
credor
poderá
apre
sentar-se
no
praso
de
30
dias
desta
da
ta,
afim
de
ser
embolsado.
Declara
outro-sim
que
está em
liqui
dação
o
negocio
que
com
sua
firma
cor-
nesta
praça.
—
Macahé,
13
de
Março
1875.
ria
de
João
Rebello
da
Silva Braga,
retirar-se
temporariamente
para
pa,
e
não
podendo
despedir-se,
mente,
de
todas
os
seus
amigos,
como
de
sejava,
o
faz
por
este
meio,
do
que
pe
de
desculpa.
(4183
João
Rebello
cia
Silva Braga,
participa
a
seus
amigos
e
freguezes, que
além
do
grande
sortimento
que
trouxe
da
Corte,
acaba
de
receber
um
lindo
sorti
mento
de
fezendas,
como
são
nobreza
preta
muito superior
a
4
$060
réis,
lãzi-
ohas
muito
modernas
a
500, 700
réis,
i$000,
l$200 e
l$400
réis,
beija
llòr
a
640
rs.,
mariposa branca
superior
a
600
rs..
dita
de
còres
a
640,
ditas
matizada
a
640
rs., chitas trançadas
a 300
rs
,
ditas
em
precal
a
340,
360
400
réis,
ditas
escuras
muito
superior
320
e
360
rs.,
ditas
preto
e
branco
a 360
rs.,
gran
de
variedade
de
casemiras
decôres
e pre
tas,
pannos,
elasteçotim.
brins
brancos
e
de
côies
ditos de
agunal,
ditos
para
lençóes,
ílanelias
brancas
e
de
cores
e
muitas
outras
variedades
de
fazendas
que
deixa
de
mencionar,
assim
como grande
novidade
de
armarinho,
e
que
vende
mais
barato
que
em
outra
qualquer
parte
por
que
compra
só
a
dinheiro.
João
Rebello
da
Silva
Braga,
participa
seus
amigos
e
freguezes que
tem sem-
e
um
grande
e
variado
sorlimente
de
chapeos
para
homens,
senhoras,
meninos
e
meninas,
assim
corno
charutos
nacio
naes
e
havanas,
cigarros
de papel e
pa
lha
fumo
Daniel,
e
que
é
o
unico
agen
te
em
Macabéjdas
verdadeiias
e
acreditadas
Machinas
de
e
que vende
tra
qualquer
dinheiro.
a
Singer,
como
pode
provar,
mais
barato
do
que
em
ou-
parle,
porque
compra
só
a
João Rebello
da
Silva
Braga,
partici
pa
a
seus
amigos e
freguezes,
que
rece
beu um
grande
sortimento
de calçado
para homens,
senhoras,
meninos
e
me
ninas,
assim
como
um
grande
e
variado
sortimento
de
roupa
feita,
e
chapéos
ide
sol
nacionaes
e
inglezes,
e
que
vende
mais
barato
do
que
em
outra
qualquer
parte,
porque
compra
só
a
dinheiro.
&
••
MÍVj
tendo
de
a
Euro-
pessoal-
horwo
Monteiro
e
Francisco
Jo-
Ponle
do
Lima,
levam
do
publico,
que
os
car-
José
Antonio
sé
Cerqueira,
de
ao conhecimento
ros
que
d
’
esta
cidade
saem
da
caza
do
Arranjudinho
para
Ponte do
Lima
c Vian
na
ás
8
horas
da
manhã,
principiam
a
na
ás
8
horas
da
manhã,
sahir
desde
o
dia
28
do corrente
depois
da
chegada
do
comboio
da
manhã
che
gando
a
Ponte
do
Lima
a
1
hora
da
tar-
e
a
Vianna
ás
5
horas
da
tarde.
Braga
25
de
julho
de
1876.
0
Gerente,
Francisco Pereira
Leite
e
Castro.
(4186)
de
0
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’infanteiia
8,
faz
IO
do
proximo
mez
horas
da
manhã
e
na
mesmo
conselho,
se
rematação
em
basta
necessários
para
o
dos,
e
dietas
dos
doentes
em
tratamen
to
no
hospital militar.
Os
generos
a ar
rematar,
são
os
seguintes :
Arroz,
Bacalhau,
macarrão,
toucinho,
unto,
azeite
doce,
vinagre, pão
alvo
para
sôppa,
grão
de
bico, fe
jão
branco
e
dito
amarello
e
encarnado.
As
condições
para
e-ta
arrematação,
acham-se
patentes
no
conselho
administra
tivo todos
os
dias
não
sanctificados,
des
de
as
10
horas
até
ás 2
da
tarde.
Quarteiem
Braga
20
de
julho
de
1876.
0
Secretario
do
conselho,
Bernardo
Osorio
Alferes
d
’
infanleria
8.
V
»
,■ V.
'
V
'
í
V
I
V
li
publico,
que
no
dia
de agosto,
por
H
sala
das sessões do
hade
proceder
ú
ar-
publica,
dos
generos
rancho
dos
solda-
(4184)
Rebuçados
peitoraes balsâmicos.
Uteis nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(413o)
Parte de Comércio do Minho (O)
