comerciominho_27051876_498.xml
- conteúdo
-
4.° ANNO
1876
FOLHÂ COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
498
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias da
Costa,
rua
Novan.*3E,
para
onde
deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
A.-S
0K
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&400
rs.
e
sendo
duas
Í&000
rs.“
Semestre
1Ô250
rs.=Branl,
anno
3&600 rs.=Semcstre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8§000
reis
e
4&500 reis
moeda
fraca.
==Annuncios por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
d
’
abatimento.
HKAG1 — MB1I1DO 8T »E
MAIO
Quando
as
instituições
por
que
se
re
ge
um
paiz
assentam
n
’uma
base
viciosa
e
immoral,
todo
o
organismo
soeiil
ha-
de
resenlir-se
e
corromper-se
ao
reverbe
ro
d
’
essas instituições.
E
assim
o
com-
mercio,
a
industria,
as
artes,
as
sciencias,
profissionando-se
ao
abrigo
de
taes
ins
tituições,
hão
de
produzir
a
negação
com
pleta
de
quanto
tenda
ao engrandecimento
moral
d’esse
paiz.
O
sopro
Divino, que outra
cousa
não
é
licito
chamar-se
ao crescido desenvolvi
mento
da
intelligencia
humana, tem,
não
ha
duvida,
levado
o
homem
a
um
avan
ço
de
progresso
e
adiantamento,
por as
sim
dizer
prodigiosos;
mas as
manifes
tações d’este
grandioso
fenomeno,
acom
panhadas
como
são
de uma
requintada
coiropção
e
malicia
a
que
é
ensejo
a
perversão
incutida
pelos
princípios
vigen
tes,
temos
de
as
acceitar
como
presa-
giadoras
de
urr.
cataclismo
iminente,
e
en
tão
não
se
nos
deve chamar
retrogrades
se
a
taes
progressos
perferimos o
estacio
namento.
E
’
de
contristar
até
ao
horror o
que
vemos
ahi exuberar-se em
cada
ramo
da
sociedade
actual.
Se
nos
viramos
para
o
scienliíico,
ao
admirar
seus
progressos
e
descobertas
quiséramos
isentar
d
’
este
sentimento
o hor
ror
que
nos
suggere
a
propagação
de
dou
trinas
materialistas
que
acompanha
o
pro-
fessionar
de qualquer
ramo
de
sciencia.
O
atheismo.
o
amor exclusivo
da matéria,
o
racionalismo
puro, são como
que
con
dições
obrigadas
á
difusão
da
sciencia
mo
derna.
O
professor,
o
chamado
sabio
mo
derno,
tem
para si
que
um
exclusivo
om
nipotente
se
encerra
em
sua
própria
en
tidade
Pavoneando-se
na
ideia
lixa
da
ex
clusiva
propriedade
de conhecimentos
scién-
tificos
em
ordem
á
subordinação
da
pró
pria
Divindade
a
quem
allude sempre com
desdem,
se
—o
que
acontece
raras
vezes
—
lhe
concede
o
favor
da
existência,
não
cança
em materialisar
as
ideias,
e
levar
portanto
a
sociedade ao
centro
de
podri
dão
moral,
onde
não
existe
a
ideia
de
Deus.
O hálito
pestífero
de doutrinas
em
tal
ordem
definidas,
inficciona
o
recinto
so
cial
; d
’
ahi
a
bestialisação
em
vez
da
ins-
trucção,
o
desenlreiamenlo
das
peiores
pai
xões.
a terrível
expansão
d
’
ellas
em
tor
rentes
perniciosas
e
delelerias,
a
desor
dem,
o
inferno
—
produclos
consequentes
da
ideia
abstracta ou
nulla
da
existência
de
Deus.
O
commercio
participando
d
’
este
influ
xo
nefasto
torna-se,
em
vez
de
licita
e
honrada
permuta de
interesses,
em ve
niaga e
audaz
pirataria.
O
abuso
de
con
fiança,
o
nenhum escrupulo
ao explorar
o
credito,
embrenha
o
aventureiro
que
se
arvorou
um
dia banqueiro
ou
cambista
nos
meandros
de
uma
jogatina
illicita,
de
um
chatinar
topissimo.
D’ahi
as quebras
frau
dulentas
ou
o
roubo
industrioso
que é
a
sua
equivalência,
percipitando
na
ruina
o
negociante
honrado,
o
homem
de
bem
cu
ja
boa
fé,
baseada
na
própria
consciência,
lhe facilitou
a
confiança. A
crise
que atra
vessamos
é
uma
evidente
demonstração
d’
esta
lastimosa
verdade
de cousas.
O proletarismo
eivado do espirito
egoís
ta
do
socialismo
prosegue
lentamente, e
como o
lume
sob cinzas
na
obra
mais
horrivelmente
funesta,
que
os
princípios
m<dernos
podiam
crear,
com
o
fim
de
esmoronar
o
edifício social
:
e
emfim
lo
dos
os
ramos
da sociedade
actual
estão
contaminados d
’
essa
lepra
moral,
que
é
o
prenuncio
do
anniqudlamenlo
e
do
exter
mínio.
E
por
este
plano
inclinado para
a
per
dição
nos
fazem
resvalar
as
instituições
<jue nos
regem,
que tanto
se
decantam
e
encarecem,
á
sombra
das
quaes
todavia
medra
a
olhos
vistos
a
corrupção.
Querem
uma sociedade
sem
crenças
e
temor
de
Deus,
abstrahida
de toda
a
delferencia
e
respeito
para
com
os pre
ceitos
da Egreja
—
foco
e
principio
de
to
da
a
illusiração—
fundamento
da
moral
e
do
direito.
Querem
uma
sociedade
pura
mente
materialista
e
sem
noções
religio
sas.
Matéria
e
só
materia.
Mo
se
estra
nhe,
pois,
que
a
natural
inherencia
da
materia,
—
a podridão,
o
anniquillamento
se
ja
o
fim
latente
d
’
essa
sociedade.
J. MACHADO JÚNIOR.
lynacio I, cardeal patriarelia <le
Iiialion, ete.
Ao
clero
e
fieis
d
’
esle
Patriarchado
saude
e
bênção
em
Jesus
Christo,
nosso
Sal
vador.
Fazemos
saber,
que
lendo sido
se
pultado
em
8
do
corrente no cemilerio
dos
Prazeres
o herege
notorio
D.
Angel
Herreros
de
Mora, chefe
de uma
das sei
tas
protestantes,
dita
evangélica,
este
ce
milerio ficara
desde
logo
profanado,
e
por
conseguinte
inaccessivel ao
enlerro
dos
calholicos,
para ps
quaes
fôra unica
mente
destinado.
Em
presença
de
um
lai
altentado,
que
tanto
vae
de
encontro
ás
leis
da Egreja,
de
que
somos
mantenedor;
e
não
menos
ás
do
Estado,
que
não
permilte
nenhuma
das
seitas protestantes, ou
quaesquer
ou
tras,
salvas
limitadas
condições,
no
artigo
6.
M
da
Caria
Constitucional
;
e
que
não
tolera
demonstrações
publicas
de
culto
di
verso,
como
é
manifesto
no
livro
2.",
ti
tulo
I.0
.
capitulo I,
artigo
13.°,
§
l.°,
n.°
4
do
Codigo
Penal :
mandamos
a
to
dos
os
parochos
d
’
esta
capital,
ou
quaes
quer
outros
presbyleros
sob
nossa juris-
dicção,
que
acompanhando
defunctos
falle-
cidos
no grémio
da
Egreja
Catholica,
ao
referido
cemilerio,
benzam
antes
a sepul
tura.
em
que
serão
lançados.
(
I)
Esta
providencia
se
guardará
rigoro-
samenle
emquanto
o governo
de
Sua
Ma-
geslade
não
mandar
separar
nos
cemité
rios
uma
parte
d’elles
para
os
fallecidos
de
cultos
falsos,
como
se
pratica
em
outras
naçò-s
da
Europa,
e
de
que
já
ha
exem
plo
em
Portugal,
até no
districto
de
Lis
boa.
Feita
esta
separação
no
mencionado
cemilerio,
então
procederemos
á
bênção
do
mesmo
na
conformidade
das
leis
ca
nónicas,
e
cessará
desde
logo a
bênção
especial,
que
ordenamos.
A
medida,
que
agora
tomamos
a
res
peito do
’
cemilerio
Occidental
de
Lisboa,
será
applicavel
a
qualquer
outro
cemilerio
do
nosso
Patriarchado,
e
prelazias anne-
(1)
BENEDICTIO
SEPULTURAE
Oremus
Deus,
qui
es
lolius
orhis
Condilor,
et
humani
generis
Redemptor,
cunclarunque
crealurarum
visibilium
et
invisibilium
per-
fectus
disposilor,
te
supplici
voce,
ac
puro
carde
expoximus,
ut
hanc
sepulturam,
in
qua
famuli
lui
N ffamulae
luae
N]
corpus
quiescere
debel
posl
carricula
hujus
vilae
labenlia,
pur
gg
gare,
bene
gg
d.cere,
et
saneli
gg
ficare
digneris,
qui
remissionem
omnium
peccatorum
per
tuain magnam
mi-
sericordiam
in
te
confidenli
praeshlisli,
cor-
pori
quoque
ejus
in
hac
sepultura
quies-
centi,
et
lubam
primi
Archangelt
expeclan-
li,
consolationem
perpetuam
largiter
imper-
tire.
Per
Christum Dominum
noslrum.
Amen.
Deinde
aspergatur Sepultura
aqua be-
nedicta.
xas,
se
n
’
elle fòr sepultado
algum
here
ge,
que
por
suas
palavras
e
actos,
co
mo
tal se
tenha
denunciado;
ou
ainda
christão
de
vida
escandalosa, segundo
es
tá
determinado
em
direito,
salvo se
á ho
ra
da
morte
manifestar
sincero
arrepen
dimento.
Seja
lida
esta
nossa Provisão
á
estação
da
missa conventual,
e
registada
no
livro
competente.
Dada
em
nossa residência
patriarchal
de
S.
Vicente
de
Fóra,
sob
nosso
sêllo
e
armas,
em
13
de
maio
de
1876.
Ignacio,
Cardeal
Palriarcha.
Recebemos
de
Vienna
de
Áustria
mui
agradaveis
noticias.
O Senhor
Dom
Miguel
gosa
perfeita
saude,
e
ganha
a admiração
e
estima
de
quantos
tratam
com
elle
A
Senhora
Archiduqueza
Dona
Maria
Thereza
está no
seu
estado
interessante.
Soa
Alteza
a
Senhora
Infanta
Dona
Ma
ria
das
Neves
e
o
seu
augusto
esposo
o
Snr.
Infante
Dom
Aílonso
passaram
a qua
resma
em
Vienna
de Áustria,
Voltando
a
Gratz
no
dia
20 de
abril.
Partem
com
brevidade
para
a
capital
da
Áustria
a
Senhora
Dona
Adelaide
de
Bragança
e
sua
filha
a
Senhora
Dona
Al-
degundes.
Da
Senhora
Duqueza
de Baviera
e
de
seu augusto esposo
lambem recebemos
boas
noticias.
Suas
Altezas
a
Senhora
Dona
Marian-
na
e
Dona
Maria
Antonia
estão em
Broom-
bach,
e graças
a
Deus
de
perfeita
saude.
Foi
mnito
sentida
por
toda a-real
fa
mília
do
Senhor
Dom
Miguel
a
morte
de
Soa
Alteza
a Senhora
Infanta
Dona
Izabel
Maria.
O
Senhor
Dom
Miguel
e
sua
augusta
mãe
receberam
muitos
cumprimentos,
por
occasião
d
’aquelle infausto
acontecimento,
não
só
de
Portugal
mas
de
diílerentes
cortes
estrangeiras.
—(<Nação>)
LIVROS E IMPRESSOS
—P
ortugal
antigo
e
moderno
,
diccio
-
NARIO
GEOGRÁFICO, ESTATÍSTICO,
CIIORO-
GRAFICO. HERÁLDICO,
ARCHIOLOGICO, CORO
GRÁFICO
EEIYMOLOGICO
DE TODAS AS
CI
DADES,
V1LLAS E FREGÚEZIAS
DE PORTU
GAL—
por Augusto
Soares
d’Azevedo Bar
bosa
de
Pinho
Leal
Pnblicoti-se
o
lasciculo
100.°,
que
com-
prehende
as
falhas
37
e
38
do volume
Vi,
e
corre de
paginas
577
até
608.
Conclue a
minuciosissima
descripção
de
Penaíiel,
começada
no
fascículo
anteceden
te,
e
traz outras
curiosas
noticias.
—
o
violino
do
diabo
,
por
H.
P.
Escricb
—
Versão de Julio
Gama.
Recebemos
este
bonito conto,
editado
pelo snr.
Chardron,
e
que
é
o
primeiro
das
Noites
amenas,
cuja publicação está
sendo
feita
por
aquelle
incançavel
editor.
Temos
por
vezes
faltado
das
obras
do
grande
romancista
hispanhol,
e
não
nos
cançaremos
de as recommendar
aos
nossos
leitores;
porque
pertencem
ao, infelizmente,
pequeno
numero
das
que
leem
entrada
fran
ca
emjtodasas
estantes.
A
collecção
dos
romances
de
Escrich
constituem
uma bibliotheca
preciosa.
O
snr. Cliardron
já
encetou
a
publica
ção
do romance
Os
anjos da
terra,
pelo
mesmo auctor.
—
D1CCIONARIO
POPULAR — HISTORICO,
GEOGRÁFICO,
M1THOLOGICO, BIOGRÁFICO
AR
TÍSTICO,
BIBLIOGRÁFICO E LITTERARIO, por
Uma
sociedade
de
homens
de
leltras.
Distriboio-se
o
fascículo
n.°
19
do
Dic-
cionario
popular,
do
qual
é
director
o
snr.
Pinheiro
Chagas,
e
collaboradores
os
snrs.
Torre-s
de
Mascarenhas,
Cunha
Belem,
Car
los
Eugênio,
Francisco
Palba, Gastão
da
Fonseca.
Delfim d’Almeida,
G.
Ennes,
J.
de Vilbena
Barbosa,
F.
Costa,
F.
Lobo,
J.
Martins
de
Carvalho,
L.
A.
Palmeirim,
Marqnez
de
Sousa.
B.
Pato,
S.
E.
dos An
jos,
V.
do
Arneiro,
V.
de
Benalcanfor e
Z
Aça.
—
AS
TRAGÉDIAS DE PARIS
(I
volume).
Esta
publicação
é
feita
pela
empreza
dos
snrs.
Mattos
Moreira
&
C.a
.
beneme-
ritos
editores
de
Lisboa,
que
teem notavel
mente
enriquecido
a
nossa
liileratura
com
obras
de
grande
valor.
A
mesma empreza
vae
publicar
o
Dic-
cionario
de
geographia
universal,—Por
uma
sociedade
de
homens de
sciencia,
composto
segundo
os
trabalhos
geographicos
dos
me
lhores
auctores
portuguezes,
brazileiros,
fran-
cezes, inglezes
e
allemãese
de
accordo com
as
ultimas
publicações
geográficas
e
esta
tísticas
dos difierentes
paizes
; comprebeo-
dendo
todos
os
esclarecimentos
e
informa
ções
indispensáveis
com relação
ao
com
mercio,
ás
artes
e
industrias
fabris
;
de
senvolvido
consideravelmente
na
parte
que
diz
respeito
a
Portugal,
Provindas
Ultra
marinas
e
Brazil.
O
Diccionario
de
Geographia Universal
será
distribuído semanalmente
em fascículos
de
16
paginas,
formato
in-folio
com
duas
columnas,
typo miudo,
completameute
no
vo,
e papel
oa melhor
qualidade.
Cada
fascículo
com a
competente
ca
pa
custa
100
rs.
Provindas
—
As
pessoas
que
quizerem
subscrever
deverão
enviar
adiauladamente
á
administração da
empreza
a importância
de
dois
oo
mais fascículos em
estampilhas
ou
vales do
correio.
Estrangeiro—
A
’
importância
do
fascí
culo
accresce
o
porte do
correio
devendo
os pagamentos serem feitos
adiantadamen
te
ás
series
de
25
fascículos
pelo
menos.
Para
os
Estados
da União
Geral
dos
Cor
reios,
7/5
rs.
cada fascículo,
franco de
porte.
As
remessas
para
as
Províncias
e
Es
trangeiro
se<ão
feitas regularmente
de
dois
em
dois
fascículos
As
pessoas,
tanto
de
Lisboa
como
das
Províncias,
que
se
responsabilisarem
por
dez
assignaluras
realisaveis,
terão
direito
a
um exemplar
grátis.
A
obra
constará
de
100 fascículos,
apro-
ximadamente.
Assigna-se
nas
principaes
livrarias
do
reino.
—RECREIO INFANTIL—
Periodico
illus-
trado.
dedicado
ás
creanças
porluguezas
e
brazileiras.
Este
bello
jornal,
que tem
a
collabo-
ração
dos melhores
escriptores,
publica-se
duas
vezes
por
mez
em
fascículos
de
16
paginas,
impressos
a
duas
cores,
e
adorna
do
de
bellissimas
gravuras.
Está
publicado
o
n.°
11,
que vem,
como
os
antecedentes,
magnifico.
O
escriptorio
da
empreza
é
em
Lisboa,
na
rua
Nova dos
Marlyres,
o.°
8.
O
‘seu
preço
é
100
rs.
por
cada
n.°,
pagos
no
acto
da
entrega.
As
pessoas
que
assignarem
por
21 n.
0F,
on
os
comprarem,
pagando
no
acto
da en
trega
de
cada
um,
recebem
como
brinde
um
volume
ilfuslrado
e
primorosamente
carto
nado.
GAZETILHA
A
festa
de S. Uuiz
Glonzaga.—
Esta
festa
que costuma
ser feita
pelos
es
tudantes
do
seminário
e do
lyceu de
Bra-
dadeiramente
colossal.
Um engenheiro
ame
ricano acaba
de
propor ao
governo
rus
so
a construcção
de
um canal
que
ponha
o
mar
Caspio
em
communicação
com o
Mediterrâneo.
Pretende
o
ousado
engenheiro
impe
dir
por
esta
fórma,
que o
maior de
to
dos
os
lagos
interiores, como
é
o mar
Caspio,
se
transforme
pouco
a
pouco
n
’um
vasto
charco
ou pantano,
sorte
que
o
es
pera
com
o
andar
dos
séculos.
A
partir
de
bem
remotas
eras,
este
lago,
á
simi|hança
do
de
Arai, chamado
tam
bém
mar
de
Arai,
e
de
outros
lagos
da
Asia,
tem
consideravelmente diminuído.
Pensa o engenheiro
que
a
força
da
agua
que se
precipitaria
do
mar
Negro
no
Caspio,
situado
118
pés
mais
abaixo,
lhe
serviria
para
facilitar
o
seu
trabalho,
e
para
encher a
bacia
do
Caspio
ao
ui
vei
do
Mar
Negro.
Propõe-se
mais
des
viar
o curso
do
rio
Don,
e
fazêl-o
entrar
no
Volga.
Calcula
o
engenheiro
que
esta
obra
colossal se poderá executar em
23 an
nos.
Viaitador Apoatolieo
das ehria-
tnndades ayriaeaa na Costa Mala-
bar.
—
Da
Índia
calholica
chegada
pela
ul
tima
mala
transcrevemos
a seguinte
noti
cia:
«Aprouve ao
successor
de
S. Pedro,
Vigano
de
Christo
na
terra,
o
glorioso
Pontífice
Papa
P,o
IX,
nomear
para
o la
borioso
officio
de
Visítador
Apostolico
das
christandades
syriacas
na
Costa
Malabar,
subjeiias
em
parte
ao
arcebispado
de
Goa,
e
em
parte
ao
Vicariato
apostolico de
Vera-
poly,
o
Exm.°
e
Revm.°
Snr.
Bispo
Leão
Meurin,
S. J.
Vigário
apostolico
de
Bom
baim.
Foi
motivado
este
passo pela
infeliz
existência
do schisma,
n
’
quelía
outr
’ora
tão
formosa
parte
da
vinha
do
Senhor.
Outros
jornaes
já
annuneiaram
este fa
cto:
a
nós
cumpre
registai o,
e
acrescen
tar,
o
que
talvez
será
novo
a
muitos
de
nossos
leitores,
que
S.
Ex.a Revm.a
ha
assentado a
viagem
pelo
vapor
de
B.
1.
S.
N.
Companhia,
que
larga
este porto
no
sabbado
pelas
4
horas
p.
m. Não se
guirá
porém
directameote
ao
seu
destino,
mas se demorará uns
oito
dias
e<n
Goa,
onde
sem
duvida,
além
de
ler
conferen
cias
sobre
o
importante
negocio,
como
necessariamente
deve
com o
Ex
luo
e
Revm.
0 Snr.
Arcebispo
de Goa,
irá
pros-
trar-se
ante
o
tumulo
de
S.
Francisco
Xavier,
a
fira
de
implorar ao
glorioso
apostolo
das
índias
a
sua
valiosa
interces
são
para o
bom
exito
dos
seus
trabalhos.
Ahi,
no soberbo
mausoléu que encerra o
corpo
sagrado
e
incorrupto
do
grande
Apostolo,
offerecerá
8.
Ex.a
Revm.a
o
sacrosanto
sacrifício
da
Missa,
para
o
mes
mo
augusto
fim,
pelo
que
o
proprio
San
cto
o
oíferecia
n
’
aquelle
magnifico
templo
do
Bom
Jesus. De
seus
lábios
e
do seu
coração
subirá aos
céos
a
oração
que
S.
Francisco
Xavier
compoz,
e
costumava
re
zar
todos
os
dias
pela
conversão
dos
que
andavam
desviados do
caminho
da
salva
ção;
e
podemos nós
duvidar
de
que
o
Santo
Padre
se
ha-de
apressar
em
apre-
sental-a,
qual
surve
incenso,
ao
thorono
do
Altíssimo?»
Inundação d’um
theatro. —
Pelas
onze
horas
da
noite,
de aoie-hontem,
tio
lhealro
de
Balignolles,
na
ocasião
em
que
o
drama
que se
representava,
diz
o
Petil
Journal,
estava
quasi
a
terminar,
alguns
empregados do lhealro notaram no
aubsolo
um
veia
de
agua
que
dentro
em
pouco tomou
proporções
graves
Os
bombeiros
de
serviço
fecharam
as
torneiras,
mas
não obtendo
resultado
al
gum
Ui
necessário
ir chamar
á
tua
Cha-
pon
os
agentes
da
Companhia
geral
das
aguas.
Os esforços
d
’
estes
lambem
nao
foram
melhor
succedidos.
A agua continuava
a
subir.
Fecharam-se
lodos
os
tubos das
ruas
convisinhas.
Um
só,
o
da rua
Levis,
se
não
pô
de
fechar
por causa do
seu
mau
estado.
Vieram
alviões,
picaretas,
levantou
se
o
pavimento,
cavou-se
no
solo; mas
nenhum
resultado.
Finalmente,
á
uma
hora,
a
agua
ti
nha
attingido
metro
e meio
de
altura;
desceu-se
aos
canos
de
exgoto.
e
conse-
guiu-se
encontrar
a
causa d’aquella inun
dação.
Durante
uma parte
da
noite,
vários
operários
tiveram
que
estar
a tocar
á
bomba
para
estancar
a
agua,
e
no
dia
seguinte
pela
manhã
ainda
a
multidão
com-
templava
os
vestígios
húmidos
d
’aquelle
incideo
te.
Os
espectadores
que
assistiam
á
repre
sentação,
nem
sequer
desconfiaram
de
que
estavam ameaçados
de
uma
intimidação.
icosinheiro,
homem
de
côr.
Um
habil
ma
rinheiro,
James
Garrich,
que
se
encarre
gara
de
governar
o
navio,
conseguiu
ma
lar
dois
dos
desordeiros
gregos.
Um
outro
marinheiro,
grego
lambem,
recebeu
na
desordem
um
fortíssimo
golpe
de
machado
de
carpinteiro,
mas
sobreviveu
e
poude
ser
desembarcado
prisioneiro
em
Queenstown.
As entranhas
do
capitão
foram
corta
das
e
separadas
do corpo;
os
dois officiaes,
depois
de
terem recebido
dois
tiros,
foram
acabados
ás
navalhadas,
e
o
cosinheiro
recebeu
uma
bala
na
cabeça
e
caiu
morto
ao
subir
a
escada que
vae
dar
ao
cama
rim.
As
victimas
foram todas amarradas
pe
las
pernas,
depois
atadas
á
ancora
pe
quena
e
atirados
ao mar, dando
ainda
signaes
de
vida o
capitão
e
o
terceiro
oílicial
Anedoetas,—
Um
medico
de
grande
reputação scientifica,
e
de
muito
espirito,
deu
a
seguinte
lição
a
um
seu
doente,
muito
importuno,
mas
muito
avarento,
e
que
só
queria
consultas
de
graça.
Encontraram-se
um dia
em uma roa
das
mais
publicas,
e
o
doente
atravessou-
se
logo
deante do
medico,
e
principiou
a
fazer
grande
ladainha
de
padecimentos
e
de
dores
horríveis
e
msupportaveis.
—
Sim,
sim...
deixe-me
ver
a
liogoa,
disse
o
fa
cultativo;
levante
a
cabeça,
feche
os
olhos,
e deixe-se
agora
estar
n’
essa
posição,
que
o quero
examinar
mi
n
ociosa
mente.
O
homem
esteve
effeClivámeute
n
’
esia
incommoda
posição
por
muito
(empo,
até
que
não
podendo
mais,
abriu
os olhos, e
viu-se
rodeado
por
muita
gente cheia
de
curiosidade
e
de
zombaria,
e
que
desatou
a
rir
ás
gargalhadas
do
avarento
logrado.
O
medico
desappareceu
a
tempo
deixando
o
seu
cliente
em tão cómica
posição.
=Fallando-se
de feitos
militares
da
uobieza
diante
d
’
urna
rainha
de
França,
dirigiu-se
esta
para o
seu estribeiro-mór,
e
disse-lhe
—
Snr. conde
de
Tessé,
a
vossa
familia
também
se
distingue
muito
na
car
reira
das
armas
—
Sim,
minha
senhora,
res
pondeu
immediatamente
o
conde:
todos
nós
morremos
ao
serviço de
nossos
amos.
—
Como sou
feliz,
respondeu
a
rainha,
qoe
vós
escapásseis
para
m’o
dizer.
O
gallo.—
(Conto
de
Schmid)
—
Cer
ta
dona
de
casa
mui
diligente
e
acliva,
acordava
todos
os
dias pela
manhã
as
suas
doas
criadas
ao
primeiro
cantar
do
gál
io
Irritaram-se
estas
contra
o
gallo
a
pon
to
qoe
o
degollaram
a
fim
de
poderem
ficar
mais
algum
tempo
na
cama. ♦
E
que
succedeu
depois?
A
velha
ama,
uão
sabendo
as
horas
que
eram,
acordou-as
desde
então
sempre
muito
mais
cedo,
e algumas
vezes á
meia
noite
—
(Extr).
Coneílio
Vaííeaiao.
—
Annunciamos
e
recommendamos
aos
nossos
leitores
o
discurso admiravel
que
em
favor
da
io-
fallibilidade
do
Bomaoo
Pontífice pronun
ciou
no
dicto
sacrosancto
Concilio
o
exc.
ino
e rev.
m0
snr.
dr.
D.
Miguel
Paya
e
Rico,
emão
Bispo
de
Cuenca
e
hoje
Arcebispo
de
Santiago
na Hespanha,
levado
do
amor
á
verdade
e
do
desejo
da
conwdia.
Es
te
discurso
foi
improvisado
e
se
atleoder-
mos á
beneíica
influencia
que exerceu no
animo
dos
Padres
do
sancto
concilio
pó-
de-se
dizer ideia
e
obra
do
Divino
Espi
rito
Sancto
cuja
assistência
foi
offerecida
por
Jesus-
seu
fundador
divino
á
Egreja
docente
até
o fim
dos
séculos.
Juncto
com
elle
vai
a
interessante
historia
que
d
’este
discurso
nos
dá
o
seu auctor.
E
’
um
folheio
d
’
atnena
e
utili-sima
lei
tura que
se
vende
pelo
modico
preço
de
120
reis
na
Livraria
Catholica.
do
Porto,
praça
de
D Pedro,
131.
—
(Palavra).
Anniversario natalieio de
Fio
IX.
—
[
íiem
Publico).
Festejou-se no
dia
13
do
corren|e,
em
Braga, com
a
maior
pompa
e
coin todas
as
demonstrações
ex
teriores
que
podiam
realçar
mais
o
bri
lhantismo
da
festa,
o
81.
“
anniversario
de
S.
Sanclidade
Pio
IX.
Musicas
percorre
ram
as
ruas
durante o
dia,
innumeraveis
fogueies,
cortando
os ares,
proclamavam
o
mais alto
que
lhes
era
possível
a gloria d
’e<te
dia.
De
tarde cantou-se
um solemne
Te-
Deurn,
houve
oração
gratulatoria,
e
á
noi
te
illuminou-se
toda
a cidade.
Uma
circumstaocia
nos
parece
que não
devemos
calar
porque
redunda
em
honra
dos
catholicos
de
Braga.
Na
Italia,
on
de
não
é
custume
festejar se
o
dia
an
niversario
natalício,
como
entre
nós,
faz-
se
agora
esta
commeraoração
festival
ao
natal
de
Pio
IX,
e
foi
de
Braga
que
pa
ra
alli
saiu
o
impulso.
Empreza eoloseal.—
Diz
um
jornal
que
se
projecla
mais
uma empreza
ver
ga,
foi este
anno
feita com
toda
a
solem-
nidade
na
capella do Paço
Archiepiscopal,
no
dia
25,
assistindo
a
lodos
os
actos
na
sua
tribuna
o
exc.mo
snr.
arcebispo.
A
capella
achava-se
singela
e
mages-
tosarnente
ornada.
O
ihrono
onde
eslava
exposto
o
SS.
Sacramento
era todo
cõberto
de
lindas
jar
ras
de flores
e castiçae» de
prata, assim
cotno
o
pequeno
throno,
onde
estava
a
Ima
gem
de
S.
Luiz.
Toda
a
festa foi
feita
pelos
estudantes
acolythaodo elles
e
ajudando
á
missa
que
foi
celebrada
pelo
vice-reitor do
seminário
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
O
sermão
foi
prégado
pelo seminarista
Abílio
Augusto
de
Passos,
que
tomando
para
thema^inilíuin
sapientice
hmor
Domi-
ni=mostrou
que
só este
principio
podia
tornar
distincto
o
estudante
assim
como
tinha
tornado
immortal
Luiz
cie
Gonzaga.
Era
na
realidade
poético
ver
os
jovens
estudantes
festejar
um,
que
sendo joven e
estudante
como
elles,
se santificou
nos
ban
cos
escolares.
Era
bello
e esperançoso ver
os
ordinao-
dos
juntos
com
seu
prelado
litar
os
olhos
n’aquelle que
foi victima
da
caridade, sacri-
ficanlo-se
pela
salvação
dos
homens
para
gloria
de
Deus.
Me» Kuehnristieo.
—
No
l.° de
ju
nho,
quinta-feira
próxima,
por
11 horas
da
manhã,
dar-se-ha
principio
na
egreja
do
Salvador
á
devoção
do
Mez de
Junho,
ou
Mez
Euchai istico,
com
missa
cantada
e exposição
do SS.
Sacramento
lodo
o
dia.
A
’
s
6
horas
da
tarde
começarão
os
exercícios
ua
fórma
dos
annos
anteriores,
havendo
sempre
exposição
no throno áqaella
ho
a
em
que
deverão
continuar
os
exer
cícios
durante todo
o
mez.
Fallecimento.
—
Falleceu
no
dia
24
o
ex.
“‘o
João
Pacheco
Pereira
de
Souza
Peixoto
de
Carvalho,
na
sua
casa
de
Vil-
lar,
no
Porto.
Era
dotado
de
exirema
bondade,
pelo
qne
se
tornava estimado
de todas
as
pes
soas
que
com
elle
tractavam.
Foi director
da
Sociedade
do
Palacio
de
Crystal
e
da
Companhia
Geral
da
Agri
cultura
das
Vinhas
do
Alto
Douro.
Era
cunhado
da
ex.
ma
snr.a
condessa
de
Bretiandos,
a
cuja
familia
damos
os
devidos
pesames.
Outro.—
No
dia
22
falleceu
em
Gui
marães
a
ex.
ma
snr.
a
D.
Loiza
de Mello
Pereira de Sampaio, tia
do snr.
barão
de
Pom beiro.
Banhos
de Vinella
—E'
extraor
dinária
a
concorrência
de
banhistas
que
já
leem
afila
do
ás
Caídas
de
Visella.
Estão
alli os
snrs. visconde
de Freixo,
Camillo
Castello
Branco,
José
de
Moraes
Pinto
d
’
Altneida,
Miguel
Mascarenhas,
barão de
Fornelfos,
barão
de
Mesquita,
Thomaz Ar
cher,
Belchior
Baptista
Gonçalves,
Fran
cisco
Antonio
de
Lima,
e muitos outros
notáveis
cavalheiros.
Homenagem.—
Lemos
na
«Gazette
du Midi»,
de
Marselha:
No
dia
16
do
corrente
maio
leve
lo
gar
orna
reunião
dos
cônsules
das
varias
nações,
em
n;n salão da
hotel
do
Louvre
e
da
Paz.
Por
iniciativa
do
illustre
côn
sul
de
Portugal, o
snr. D.
Garcia
de
Men
doza,
foi
decidido
que
uma
carta
collecti-
va
de
pesames
fosse
enviada
ás famílias
dos
cônsules
de
França
e
Allemanba,
as
sassinados
em
Salonica,
e
que
se
celebras
sem
em
Marselha,
com
a
maior
brevidade,
umas
exequias sofemoes,
para
assistir
ás
quies
fossem
convidadas
as
principaes
au-
ctoridades
locaes.
Em
occasião
opportuna
se
antinnciará
o
dia
certo
em
que
terá
logar
a
celebra
ção
d
’
esse
acto
religioso.
Festividade.—
A
’
mauhâ
tem
de
fes-
lejar-se
com
toda
a
solemmdade
a
Virgem
Nossa
Senhora de
Guaialupe, que
se
ve
nera
na
séde
da
sua
capella
no
monte
de
Santa
Margarida,
com
missa
cantada
a
instrumental,
exposição
do
SS.
Sacramento
todo
o
dia,
e
de
tarde sermão, ladainha
de
Nossa
Senhora,
terminando
com
a
len-
ção
do
SS.
Sacramento.
Unia
Real
Ingleza.—
Desde
O (lia
13
de
junho
é
substituído
o
paquete
«Nevar
pelo
«Tapis»,
cujo
excellente
pa
quete de
3:292
toneladas,
e
da
força
de
600
cavallos
é
um
pouco
maior
do
que
o
«Neva»,
e
fazia
a
sua
derrota
para as
Antilhas,
para
onde
a
compaqhia
Royal
tnail
sustenta
um grande
trafego,
enviando
tres
paquetes
por
mez.
Drama marítimo.—
Lê-se
no
«Glo
bo»
de
Londres:
A
baica
«Caswell»
chegou
sabbado de
manhã
a Queenstown
rebocada
pela canho
neira
«Goshavok».
Affirma-se
que
furam
assassinados
quatro
homens,
a
saber:
o
capitão,
o
segundo,
o
contra-mestre
e
o
D.
Fr.
Bartholomeu doo
Mar-
tyreo.—
Lê-se
oo
«Conimbricense»:
-
En
tre
vários
documentos
que
possuímos
do
celebre
arcepispo
de
Braga,
D.
Fr.
Bar
tholomeu
dos
Martyres,
uns
lodos escri-
ptos
pela
sua
própria
letra,
e
outros
com
a
sua
assignatura,
um
d
’elles
é
a
seguin
te
provisão
de
2>
de
Setembro
de
1577,
expedida
cootra
os
estudantes,
qoe
iam
inquietar
o
socego
das
aulas
do
collegio
da Companhia de
Jesus
daquella
cidade.
•
D.
Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres,
arcebispo
e
senhor
de
Braga,
piimaz das
Hespanhas,
etc.
Fazemos
saber
como
al
guns
estudantes, que
estudam
com
os
pa
dres da
companhia
em
o collegio
de
S.
Paulo,
sendo
castigados
por suas
culpas,
ou despedidos
por
uão
se
esperar
d
’
elles
haverem
de
aproveitar,
se
vão
ao
dito
collegio,
e
nas
escolas d
’
e!le
passeara
com
espadas
e
fazem
maus
ensinos,
dizendo
que
já
não
são
estudantes,
do
que se
se
gue
escândalo para
os outros
e
occasião
de
não terem
aos
mestres
o
devido
res
peito.
Ao
que
querendo
nos
acudir
para
bem
das
duas
escolas,
inandatnos
que
nenhum
dos
que
assim
forem
castigados,
ou
despedidos,
seja
ousado a
entrar
nas
escolas
com
espada
a
fazer
algum mau
ensino;
e
sendo
caso
que
algum hça al
guma
cousa
destas
queremos
e
havemos
por
bem,
que
o reitor do
dito
collegio,
ou
pessoa
que nas
escolas
fizer suas
ve
zes,
o
possa
mandar prender
pelo
uosso
alcaide,
que
a
isto e
ao
mais
que
pelas
ditas
pessoas
lhe
fôr ordenado acudirá
com
diligencia,
como
por
outras
ja
passadas
lhe
mandamos,
e
que
o
dito estudante
seàdo assim preso,
conforme a
giaveza
de
seu delicio,
seja
castigado
pelo nosso
provisor,
como
conservador das
ditas es
colas,
tomando
a
informação que
para
isso
fôr
necessária,
no
qoe
se
haverá
conforme
ao
que
por
outra
lhe
lemos
mandado
ácerca
dos
delictos
dos
estudan
tes.
Dada
em
Braga
a
26
de
Setembro
de
1577 annos.
Pedro
do
Valle
a
subscreveu
—
O
ARCEBISPO
PRIMAZ.»
Cãee daiuntnlos.—
Lè-se
n’
um
jornal
de
Pariz
:
Começam
a
apparecer
os casos de
hy-
drophobia
em
diversos
pontos,
e
não
é inú
til
repetir
a
este
respeito
alguns
conse
lhos
que,
sem
serem novos,
estão
comtu-
do
longe
de
ser
bem
conhecidos
do vulgo.
Primeiro,
convém
ensinar
a
conhecer
a
moléstia
no
cão
desde
o
seu
principio,
o
que
permittirá
muitas
vezes
abafar
o
mal
no
seu
germen
com
o
animal
que
o
traz. A
raiva
não
se
manifesta
logo com accessos
de
furor.
O
cão
começa
por
mudar
de
gé
nio
e
de
indole.
Está
inquieto, taciturno,
esconde-se aos cantos,
com
a
cabeça
en
tre
as
mãos.
Um
pouco
mais tarde
tem
de
lírio
e
allucioações
; salta
no
ar
corno
pa
ra
agarrar
moscas
que não
existem
;
ar-
remetle
contra
a
parede
alraz de
um
ini
migo
imaginário.
Passado
algum
tempo,
ap-
parecem
ao
lado
da
bocca
signaes
de irri
tação
manifesta.
O
animal
assemelha-se
a
uma
criança
a
quem
estão
a
romper
os
dentes:
come
ça.
a
morder e
a
mastigar
toda a
casta
de
objectos
; arranha
o
solo,
o
ninho,
mor
de na
cama, na lã
das
almofadas,
nos
co
bertores, nos
tapetes,
na orla
das
cortinas,
chinellos, na
relva,
na
terra,
na
madeira,
nas
pedras,
no
vidro
etc.,
e
muitas
veses
engole
bocados
d
’
estes
objectos.
Depois sobrevem-lhe
na voz uma
mu
dança
exlranha,
impossível
de
descrever,
mas
tão
caracleristica
que basta
para
dar
a
conhecer
o
mal.
Mr.
Bouley
conta
que
uma
noite
alguns
alumnos
de
Alfort,
ao
re
colherem
á
escola,
ouviram
aquelles
lati
dos
sair
de
uma
casa
e
despertaram
o
por
teiro
para
o
avisar.
Era
exactamente
o
cão
do
porteiro,
e
o
pobre
homem
recusava-
se
energicamente
a
admiltir
o
diagnostico
dos
novos
veterinários.
Acabou
por
ceder
e
coníiou-lhes
o
cão,
em
quem
a
moléstia
se
confirmou
plenamente
nos
dias
seguin
tes.
E
durante
todo
este
tempo,
o
cão bebe
e
come
;
não
deixa
de
ser
alfectuoso, até
mais alfectuoso
que
de
costume.
Pousa
a
cabeça no regaço
do
dono
e parece
pedir
allivio.
Depois
perde
a sensibilidade
e
não
manifesta
dôr
alguma,
quer
o
maltratem
quer
o
queimem.
N
’esla occasião,
abandona
a
casa,
e
é então
que começa
a
raiva
fu
riosa
: o cão vagueando,
com
os olhos
em
fogo,
pello
eriçado,
a
lingua
fóra
da
boc
ca,
atira-se
a
lodos os
cães
que
encontra,
e
morde em
quanto
acha
na sua
passa
gem.
Contra
a
raiva
uma vez declarada,
nao
se
conhecem
remedios.
A titulo
de
preser
vativo,
é
com
justiça
recommendada
a cau-
terisação
com
o
ferro
em
brasa
; mas
se
não
é
-possível
fazel-a immediatamenle,
deve-se
no
entanto
sangrar
a
ferida,
la-
val-a,
sugal-a.
Os
phosphoros,
a
polvora
de
caça
inflammada são
também
recursos
que
se podem
utilisar.
O
que
é
preciso
é
ope
rar
quanto
antes.
A
h
ostras
portuguezas.—
Do
ex-
iracto
da
ultima
sessão
da
Academia das
sciencias
de
Pariz,
tomamos
os
seguintes
períodos :
Eis
novas
ostras
que
se
apresentam
á
academia,
sob
o
palrocinio
de
mr.
Cham-
pollion. O
seu relatorio
é
de
interesse
aetual
e ao
alcance
de
lodos
os
estomagos.
,
Ha
dois
annos,
uma variedade
de
os
tras
originarias
de
Portugal,
isto
é
da bahia
de
Lisboa
e
da
embocadura
do
Tejo
(po-
pularisada
pelos
romances)
entrou
no
con
sumo
publico.
Estas
ostras
distinguem
se
das
outras
especies pela
concha
em
fórma
de
garra.
O
interior
da concha
é branco,
exceplo
no
talão,
onde
se
encontra
um
ponto
negro caracteristico.
O
manto
domol-
lusco
é orlado
da
uma
franja
de
cor escura.
A
ostra
portugueza,
geralmenie
peque
na,
é
de
um verde glauco,
e
a
carne
é
quasi
transparente.
No
estado
selvagem,
não
é
boa para
comer,
tanto
pela
sua
ma-
gresa como pelo sabor
pouco
agradavel.
Em
compensação, muito fecunda.
Pelo
fim
do
inverno,
depois
da
estação das
chuvas,
aug-
menta
de
volume e torna-se
de
um
branco
leitoso;
incha-se
lhe
o
ligado,
e
o
manto
é
apenas
indicado
por
urna ourella
negra.
De
que
provém
esta
deformação
?
Confes-
satnol o ;
a ostra está gravida
!
D’alli
a
pou
co
o
producto
da
concepção
é
expulso,
e
depois
d
’
esta postura
de
abundancia
exces
siva,
a
ostra
recupera
a
cor
verde e a ma-
gresa
habiluaes.
A fecundidade
da
ostra
portugueza
é
tal
que,
de
Lisboa
a
Cacilhas,
formam-se
ban
cos
agglumerados
queoccupam
uma
exten
são
de 50
kilomelros
approxiinadamenle.
Estes bancos,
outr
’ora
despresados, estão
hoje em
plena
exploração.
E
’
de notar
que
a
ostra
portugueza
não
se
torna
fecunda
e
que
os
seus
fructos
não
prosperam senão
sob
uma
carta latitude
e
n
’
um
meio
es
pecial.
Tirada
das aguas
tépidas
de
Portu
gal
ou
do
Meiodia
da França,
deixa
de
re-
produsir
nas
regiões
do
norte,
taes
como
as
costas da
Normandia,
da
Bélgica
e
da
In
glaterra.
Estas
ostras,
arrancadas
á sua
patria
e
magresa
innata,
são
levadas
a Erança e
Inglaterra
onde
se
engordam.
Alli
perdem
o
gosto
de
bravio
e
tomam
uma
gordura
sulíiciente
que
lhes
permitte apresentarem-
se
no
mundo
sem
vergonha.
Submeltido
á
analyse
um
kilogramma
de
ostras
portuguesas
tiradas da
concha,
dá
4
centigrammas de indo
e
a
centigram-
mas
de
bromio,
quantidades
muito
supe
riores
ás
que
dão
as
ostras colhidas
nas
costas
de Inglaterra.
Em
rasão
da
sua
com
posição
especial,
constituem,
na
op
nião
do
auclor,
um
alimento
precioso
proprio
a
prevenir
a
escrophula,
os
enfartes
ganglio
nares,
o
rachitismo
e talvez
a tysica.
As
pro
priedades especiaes
das
ostras
portuguezas
merecem
pois
a
attenção
dos
hygienistas.
O
relatorio
foi
enviado
ao exame de
uma
commissão
composta
de
mrs.
Pasteur,
de
Quatrefages
e
Lucase
Duthiers.
rfratnmenlo
da
EiydroptlBobia.—
Mr.
Gosselin
applicou o seguinte
trata
mento
a
uma
rapariga
mordida
por
um
cão
damnado,
diz o
«Consiilutionnel» de
Paris
:
a cauterisação
da
fenda
já
fecha
da
;
dois
b
uhns
de
vapor
por
dia,
de ma
nhã
e
á
noite,
de 30
a
40
minutos
cada
um; passeios
prolongados
e
forçados,
por
espaço
de
tres
horas;
purgativo
todas
as
manhãs
; alimentação
abun
Jante,
somno
durante
o
tempo
ordinário.
Este
tratamento
durou
35
dias,
ao
fim
dos
quaes a
doente
não
tomou
mais
que
um
banho
de
vapor
por
dia
e
uru
purgan
te
de
quatro
em
quatro
dias.
A
hydro
pliobia
não
se
manifestou.
Este
tratamento merece
ser
imitado,
ames
de
esperar
a
apparição
dos
accideo-
tes.
época
em
que
a
intervenção
do
me
dico
se
torna
de
lodo
inútil.
—
[Primeiro
de
Janeiro
).
Notieiaa de
Nloirsfto. —
Escrevem
d
’
aqucllá
localidade
ao
D.
de
Noticias:
Ha dias
dois
carvoeiros
da
freguezia
de
Riba de
Mouro,
quando
iam
d
’e-la
villa,
travaram-se
de rasões
no
sitio
de
Meixei-
ra,
e
um
deu
duas
facadas
no outro,
que
se
acha em
perigo
de
vida
O
ferido
chama-se
o
Vigário, e
o
aggres-
sor
o Vicencia,
que
se
evadiu.
Houve
outra
desgraça
ua
freguezia de
Suájo:
O
mando
de uma
sobrinha
do
joíz
ordinário
d
’
aquelle
circulo
deu uma
estocada
na
mulher,
que morreu pouco
de
pois.
EXPKDIE.VTE
DA
ADMIYISTBA-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os nossos assignan-
tes
em
divida
de
suas
assignaluras,
o
fa
vor
de mandarem
o
quanto antes
salisfa-
zel-as,
pois
com o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Cóvilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
SAUDE
A
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem despezas com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
3»
anno» d’invariavel aticeeaao
5
Toda
a
moléstia
acaba
com o
uso
da
deliciosa Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
Patos,
amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesti-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas, tosses
asthuia,
falta
de
respiração,
oppressão, con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debi
idade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito, das
broochiles,
da be
xiga,
do
ligado, dos rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75
000
curas
entre
as quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
ma
snr.a
marqueza
de Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saetis
de
Tejada
da
Universidade
de Cordova
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel-
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo tempo
nu
tritiva
e
restauiaote
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E’
de
grande utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
affecçõe’
nos
rios
e
na
bexiga, na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caitnbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos e
hemorroides bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares
bronchites, na tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
cuiar
as moléstias hecticas.
Dr. Rud. W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne
se™
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
rernedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata, de
*/*
kilo,
500
; de
f
/
s
kilo
800
rs
; de
ura
kilo,
1$400
reis;
de
2
*/
a
kilos,
3$200
reis;
de 6 ki-
los,
6$ 100
reis,
e de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é
a
StevaSescière elhoe@lata«Sa $
ella
res
ume
o
appettite, digestão, somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
iatadelO
chavenas,
500
reis;
de
21
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
; de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis cada
chavena.
BARK1 BARRY
«Ss C.a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regem
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbea,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Loteio,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
í.*orto,
J.
de
Sousa
Ferreira
á
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
conCellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Barecllo»,
Ramos, pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio Vieira,
pharm.;
GuimurSes
A. J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda, pharm.
;
Ponte do
Limo
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
F*o-
voo
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
CaoteiRo,
ASonso e
Barros,
droguistas;
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pbaru»;
AGRADECIMENTOS
Antonio
Joaquim
Manso, reconhecido
pelo teslimunho
d’
atnisade
que
recebeu
das
pessoas
das
suas
relações,
procifrando-o
durante
a
enfermidade
que
o
accommel-
leu,
vem
por
este
meio patentear-lhes
a
sua
eterna
gratidão, e
pede
desculpa
de
o
não
fazer
pessoalmenle.
ÉDITOS
BE
30 DIAM
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
cidade,
e
cartorio do
escrivão
Antonio
Carlos
de
Araújo
Moita,
correm
éditos
de
trinta
dias
a
contar
do
dia
15
de
maio
corren
te,
e
por
elles são
chamadas,
citadas
e
requeridas
todas as
pessoas incertas
que
tiverem
algum
direito,
jus
e
acção
a
op-
pôr
á
justificação
e
habilitação
com
cita
ção
do
illm.
0
dr.
Delegado
do
Procurador
Regio
d
’
esta
comarca
de
Braga,
requeri
da
por
Maria
Rosa
da
Cunha,
auctorisada
por
seu
rnarido
Francisco
José
Fernandes
da
Freguezia
de
Crespos,
a
fim
de
poder
apurar
e
receber
a
parte
que
lhe
cabe
na
herança
de
seu
irmão
Domingos
Fran
cisco
da
Cunha,
ultimamente
fallecido
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro,
Império
do
Brazil,
para
que
o
venham
deduzir e
al
egar
no
praso
de
duas
audiências,
que
conjunctamente
com o
illm.0
dr.
Delegada
do
Procnrador
Regio lhes
tem
de serem
assignadas
no dia
dezenove
do
proximo
mez
de
junho,
por
nove
horas
da
manhã,
que
se
fazem
todas
as
segundas
e
quin
tas
feiras
de
cada
semana
no
tribunal
judiciário,
situado
ao
largo
de
Santo
Agos
tinho
d’
esta
cidade,
sob
pena
de
lança
mento
e
rebelia.
O
solicitador,
(4065)
J.
B.
Pereira
da
Silva.
CASA
DE MODAS
José Antonio da
Silva
Lomar
Ru» do Souto sz.° 39 e 39
Acaba
de
rebeber
uma
collecção
de
lãs
para
vestidos,
de
120 a
600
reis,
cam
braias para
80
e
UtO
reis,
chitas
a
90
rs.,
percales
e
cortinas
de
lindos desenhos
para
120
a
240 reis,
chapeos para
senho
ra
e
creança,
de
mais
novidade,
plumas,
flores
íitas,
guardaçois
para
senhora
e
homem
de
l$000
a
3$000 rs.,
gravatas
para
senhora
e
homem colarinhos
adere
ços
bordados,
tudo
de
mais
novidade, saias
brancas
a 1^000
reis, vestidos
de
fustão,
enxovaes
para
creança,
e
muitos
outros
artigos
de
moda
que
vende
por
preços
re
duzidos.
(4064)
Manoel
Ignacto da
Silva Braga
11
—
PRAÇA DE
ALEGRIA—11
Cdíii eHtabeleeicnento <£e mercea
ria
e cera
BB
AG
A.
Tem
á
venda
bolacha
doce.
.
.
.
a
120
D
i,
miuiia .
.
.
a
120
>
»
D
Luiz.
. .
a
180
»
»
it
gleza.
. .
a
180
>
d
agoa
e sal. .
a
180
requife
..................
•
a
160
doce
de
chá.
.
. . .
a
200
J)
paciências..............
.
a
240
(3084)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa feita
de
novo,
sita
na rua
das
Aguas
n.°9i;
po-
I
e
LI
íb
de-se
vér
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n,°
13
(3086)
375.000
REICHSMARK
OU
1«V.
95,339^000
é
este o maior
prémio
da
270.
a
loteria
de
dinheiro
approvada
e
garantida
pelo
gover
no,
contendo 81,500
títulos
e
43,400 pré
mios. Todos os
prémios
sairão
em alguns
mezes
em
7
extraeções.
A
mais
dó
sobredito
prémio
maior
even
tual.
a
loteria
conta
especialmenle
prémios
de
Reichsmark
:
250,000
125,000
80,000
60,000
50,000
40,000
|
36,000
|
3
a
30,000
1
25,000
|
5
a
20,000
[
6
a
15
000
7
a
12,000
11
a
10.000
26
a
6,000
etc.
etc.
Contra
remessa
da
importância
em
bi
lhetes
de
banco, coupons,
estampilhas
do
correio,
etc.,
etc.,
a
casa
abaixo
assigna-
da
expede
1
titulo original
inteiro
por
rs.
1&500
5
títulos
originaes
inteiros »
»
7$40O
10
*
»
»
>
>
14&500
Cada
freguez
receberá
também
‘
com os
títulos
pedidos
o
plano
official
das
extrac-
çôes
de
todas
as
series.
O pagamento
dos
prémios
se faz
por
intermédio
da
casa
abaixo
assignada
em
qualquer
praça.
Principiando
já
a
exlracção
da
premei-
ra
serie,
ao
U JLAHG a. e.
deve
dirigir-se
sem
demora
o
pedido
a
ADOLPHE LITIENFELD
CASA DE BANCO
(17
-H-)
HA.MBOUISG.
FILIAL
Dâ
CAIXA
IXtfMiniCA
PENHORISTA
Sociedade anónima de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada pela rua
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer
objeclo
do
valor
não
inferior
a
10D
réis.
Becebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
\
A
caixa
está
aberta todos
os
dia$
des
de
as
9
horas
da
manhã
até ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
A.
G.
Ferreirinha.
f
—
I
rua
des
.
MARCOS,
N.
5.
Vende
papeis
pinta
dos
para guarnecer
saltas,
lindíssimos gostos, a
prin
cipiar em
80
reis
a
peça.
Vende
olio, tintas e
4
vernizes
para
pinturas
de
“
V
casas,
tudo
de
boa quali-
M
dade.e
preços
muito
resu-
§5
midos.
Vende
cimento
roma-
Á
no
para vedar
aguas, ges-
B
so
para
estuques
de ca-
S
sas, tudo de primeira qua-
S
2
lidade.
(Z*)
CATALOGO
GERAL
MALA
REAL
INGLEZA
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe
para
SANTOS e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
TA
PIS.
.
.
*
13
de
Junho
GUADIANA
.
.
28
de
Junho
DOURO. ... 14 de
Julho
MONDEGO.
.
.
28
de
Julho
ELBE
....
13
de
Agosto
MINHO.
.
.
.
28
de
Agoslo
PREÇOS
COMMODOS
Ctada paquete
d’esta
eompaiihia
leva a
bordo
eriados e coainheiros
portuguezee para
commodidade
dos
passageiros
de
todaa
as
claaaea.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo oa
passageiros teem grátis cama, roupa de cama, co
mida
feita por coainheiroa
portuguezea, vinho duas vezes por dia,
aaaimteneia
medica,
serviço de criados e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que um
quarto
de
século
tem
feito
com
que os pa
quetes
d
’esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
E COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’
entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
provincias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
DA
AGENCIA FRANCO-HISPANO-POBTUGUESA
FUNDADA
EW
1845
Director
proprietário: snr. C. A. Saavedra.
Paris; 55 rtie Taitbout—Madrid: 31 Calle del Sordo.
E’
a
primeira
vez
que se
publica
(é
o
21.°)
como
annuncios
interessantes
para
a
pharmacia,
perfumaria
commercio
e
industria.
Como
qs
anteriores,
este
catalogo cornprehende as
principaes especialidades
da Fran
ça,
Inglaterra,
Áustria etc.,
indicando os
preços
por
atacado
e a
retalho
em
França
(os
outros
tão
sómeote
para
Hispanha)
que
devem
conhecer
os
snrs.
pharmaceu
licos
e
negociantes.
Muitos
d’
esles
artigos
por
atacado
são
mais
baratos,
e
nunca
é
nenhum
mais
ca
ro,
do
que
em
casa
dos
mesmos
especialistas
ou
fabricantas.
•
Recebendo
em
mercadorias
uma
parte
dos
annuncios
que
tem
arrendado
aos me
lhores
periódicos
hispanhoes
e
portugtrezes,
pode
cedel-os
e
cede-os
sempre
sem
be
neficio
algum. Por
outra
parte,
graças
aos
seus
trinta
annos
de
relações
com
sua
clienlella
estrangeira,
conseguiu
e
cede
abatimentos
excepcionaes.
Vende
esta
agencia
pelo
preço
d
’
atacado
em
Paris
e
remelte
para
qualquer
cidade,
etnballagem,
frete
e
riscos
por
conta do
comprador, pago
a trinta
dias
da
data da
facturo
em
leltras
sobre
Paris,
todas
as
especialidades
estrangeiras
mais
em
voga,
untameote
com
lodos
os
productos
exigidos
pelos preços
mais
favoráveis.
Estas
remessas
serão
feitas
no
espaço
de
48
horas
depois
da
recepção
das
or
dens.
As
pessoas
com
quem
a
agencia
não
tem
a honra
de
estar
em relação
servir-
se-hão
acompanhar
seus
pedidos
com o importe
respeclivo,
ou
com
boas garan
tias.
AVISO
IMPORTANTE.-Além
d
’
isso
a
agencia
ha
trinta anoos se
encarregara
de
toda a
classe
de commissões
entre
Portugal
e
Europa
ou
America,
da
cobrança
de
fundos
porluguezes
no
estrangeiro,
e
de
fundos
estrangeiros
em
Portugal,
da
compra
e
venda
de Previlegios :
em
hm
de
transportes,
como
o
tem
provado,
coroo
represen
tante ha
muitos
anoos
das
companhias
de
caminhos
de
ferro
de
Madrid
a
Saragoça
e
Alicante
e
de
Pariz a
Lyão
e
Mediterrâneo
pelo
seu
trafico
internacional.
Fitris
55 rue Taitbout=Ma<lrid
31
Calle del Sordo.
N.
B.
As
agencias
de
Paris
e
Madrid
enviam grátis
este
21.°
catalogo a
quem
o
solicitar por
carta
franqueada
Pode
também
ser requisitado
á
relacção
d’
este
periodico.
(15
-H-)
4
<,^4
Vende-se
uma
morada
de
ca-
sas
de
dois
andares, bem
cons
truida,
com
quintal
e
poço,
si
ta
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
com
o
n.°
33.
Quero
a
pretender
dirija-se
á
mesma
casa.
(223)
(4061)
\>
MM
*4
C3
- .
Kc:
MODISTA
Vende-se
duas
moradas
de
casas
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
com
os
n.
os
21
22.
Para tratar-se
do
seu
ajuste,
na
casa
n.° 16
do
mesmo
largo.
(4036)
Thereza
Emilia
da
Rocha,
que
ha
pou
co
veio
do
Porto,
para
esta
cidade,
promplifica
se
a
tomar
conta
de
toda
e
qualquer
obra
tanto
de senhoras
como
pa
ra crianças,
com
esmero
e
promptidão,
pre
ços
razoaveis
;
na
praça
d
’
Alegria,
esqui
na
da
rua
da
Cruz
de
Pedra. (4050)
Mlllffl
DÊ
VIBHOS
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA DE VIIdLA
POVCA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
> » » » .
190
»
Lagrima....................................
200
> Branco
-
de
meza
........................
210
»
limo
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
..
.
300
»
Malvasia
de 2.a
.........................
360
»
» velho
...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
....................................
700
> Alvaralhão
....................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
part
meza 50
e
80,
o
agencia
telegraphica
—
HAVAS-BEUTEB-
DELEGAÇÃO
NO
PORTO
—
ENTREPA-
REDES
N.°
25.
Telegramnias
particulares
eom en
dereços
—
REDUSIDOS
E ECONOMICOS —
Registros
complelamenle
gratuitos
—
e
que
a
nada
obrigam
as
pessoas
registradas.
O expedidor,
previamenle
registrado,
paga
UNICAMENTE
para
os
portos
prin
cipaes,
por
lodo o
nome
e
morada
do
expedidor,
o
preço
de
duas
palavras do
texto.
Fazem-se assignaturas
para
o serviço
financeiro
das
diflerentes
praças
da
Euro
pa
e America.
Serviço
completo
da
bolsa
de
Madrid.
(4049)
quartilho
unto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chytnico.
(N»)
ESCOLA
ÃMER1GAHA
Extrai,
cora
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de SanfAnna
n.°
1,
das 8
da manhã
ás
5
da
tarde
(4033)
RUA
DO FORNO
EM
BRAliA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate,
mora
dor
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal
d
’es-
ta
cidade
e
hoje
na
rua
do
Forno
n.°
14,
faz
scienie
a
todas
as
pessoas
de
soas
re
lações
que,
se
encarrega
de
fazer
toda
a
obra,
tanto
de
ecclesiastico
como
de
secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e
com
perfeição
e
brevidade.
(4062)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
