comerciominho_27041876_486.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n."
3
E,
para onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
A-S
K
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Prot>in-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.<=Semestre
1^250
rs.^Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre l$900
rs.
moeda
forte,
ou
8$000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para os
assignantes
S0
»/
6
d
’abatimento.
&®8satsfflèjQ’
KaíaeDí» cjT/íwV
BKA^Ã — QUIMTA-FEIKA 3»
»E
ABRIL
Um
nosso collega de Lisboa
escreve
0
seguinte
artigo,
e
faz
as
seguintes
per
guntas,
a que
lambem
nós
desejáramos
ouvir
as
respostas.
«CASO
NOTÁVEL
A
PROPOSITO
DA CHAMADA DESAMORTISA-
ÇÃO
DE BENS DA EGREJA.
E
’
da
Correspondência
de
Coimbra
(jornal
semi-ofliciaí)
de
18 de
março
de
1876
que
o
vamos
transcrever;
e isso
por
varias
razões:
l.
a
—
e a
menos
importante
—
por
estar
botn
narrador;
2.
a—
por
nos
vir
de
origem
insuspeita;
3.
a
—e
este
vai
por
todas
ou
mais que
as
duas
pre
cedentes
—porque
nos
proporciona
mui op-
portuna
occasião
de
fazermos
‘algumas
per
guntas
ao
illustrado
collega
de
Coimbra,
com esperança
de
que
nos
esclareça
em
nossas
duvidas,
cu
de
que
não
se
furte
a
uma
discussão
que
não
será
por certo
de
lana caprina.
Eis
o
que
lemos
na
folha
citada:
«Vamos
narrar
um
facto
interessante,
bem
eloquente
na sua
singeleza,
e
que
mostra
a
santa
harmonia
evangélica
em
que vivem
os
parocltianos
da
freguezla
de
Cadafaz
com
o
seu
muito
digno prior,
o
snr.
Anlonio
Maria
de
Mello
e
Napo
les.
Naquella freguezia
ha dois
lagares,
ha
muitos
annos
construídos
a
costeamen
-
to
dos
parochianos
,
que
nelles
fabrica
vam
a
sua
azeitona,
deixando, de
cada
13
alqueires
de
azeite,
1
alqueire
para
o
ex
pediente
da
egreja,
minguada
de
meios.
Com
o
correr
do
tempo
os
lagares
TORNARAM-SE PROPRIEDADE DA
PAROCHIA,
e
foram
comprthendidos na desamortisa-
ção, embora
os
habitantes
da freguesia
representassem,
mostrando
os
inconvenien
tes
da
alienação
dos
lagares, porque
nun
ca
o
juro do
capital
da
sua
venda
che
garia ao
rendimento
colhido annualmenle
em
azeite.
Como
se
não
podessem
admittir
excep-
ções
á lei,
e
os lagaresj
tivessem
de
ir
á
praça,
o
digno
prior
lembrou
um
al
vitre,
que
para
logo
foi
acceite
com
en-
thusiasmo.
Propoz
que
os
seus
parochia
nos
se
cotisassem,
e
comprassem
em com
mum
os
lagares,
ofleiecendo
o
seu
rendi
mento
á
egreja,
e
que
os
lagares
fossem
administrados
por
nma
commissão,
eleita
annualmenle
e
composta
dos indivíduos
que
houvessem
concorrido
para
a
referi
da
compra
com
quota
superior
a
2$U00
réis.
A
proposta
do
snr.
prior
Mello
e
Ná
poles
foi
recebida
com
enthusiasmo,
e
a
sua
voz,
exhorlando
os habitantes
de
Ca
dafaz,
a
lodos convenceu.
Quando
o
reverendo
prior
foi
de
por
ta em
porta
abrir
a subscripção,
por
lo
dos
foi
acolhido,
e
todos
os
parochianos
o
esperaram
em
suas
casas;
concorrendo
com
avultada
esmola.
N
’
uma
população
pobre
e
com 2a0
fo
gos
conseguiu
o
snr.
Mello
e
Nápoles
juntar
a
importante
quantia
de 530^000
réis!
O
snr.
Manoel
Luiz
Francisco
Mar
tins,
natural
ie
Cadafaz,
residente
em
Lis
boa,
pôz á
disposição
de
tão
ulit
fim
to
das
as
quantias
que
faltassem,
mas
que
já
não
foi
necesssario.
Em
stimina
os
lagares
são
hoje
pro
priedade
dos
habitantes
de
Cadafaz,
sen
do
o
seu
rendimento
liquido
offerecido
á
egreja,
e
lendo
esta
lambem
o
juro
do
capital
producto
da
venda.
O
regosijo
foi
geral quando
se
effec-
tuou
a
compra
perante
o sor.
governa
dor
civil d
’
e;te
districto,
e
os
povos
de
Cadafaz deram graças
a
Deus
pela
feliz
lembrança
do
seu
parocho,
e
com
grati
dão
e
amor
pagam
a
este
a
divida dos
seus
conselhos peternaes
e
edificantes.
E
’
uma
histo.ia
simples,
mas
tão
no
bre,
que são
poucos
os
louvores
que
a
engrandeçam.»
Muito
bem!
Ahi
fica
narrado
o
caso
«bem
eloquente
na
sua
singeleza»;
e
es
se
c.iso citra-se
em
que
cerios
paroehia-
nos
fizeram
dois
lagares
á
sua
custa
(«construídos
a
costeamenio nos
paroehia-
nos»)
para
que
do
seu
rendimento
fos
sem
costeadas
as
despezas
do
culto
da
egreja
parochial (isso
quer
dizsr
«torna
rem-se
propriedade
da
paroehia»).
Isto
fi-
zeram-n
’
o
com
auctorisação
das
leis
e
do
governo
do paiz. Mas
a
esses
lagares
(bei>s)
ou
esses
bens
(lagares)
deu-se
em
chamar
bens
de
mão morta;
o
como
ceito governo
moderno declarasse
guerra
de
morte
a
todas
as mãos
mortas,
decre
tou
que
os
lagares
fossem
vendidos
e en
tregues
a
mãos
vivas.
E
vai se<>ão
quan
do
juntam-se
os
taes
parochianos, com
binam
entre
si,
compram
os
ditos
laga
res
(que
eram
seus
!),
comprarn-i/os
co
mo
pessoas
de mãos
vivas
e,
illndindo
a
lei
—
nunca
as
mãos
lhes
doara
—
declaram
desde
logo
que
os
lagares
continuam
sen
do
lagares
da
paroehia,
isto
é,
bens
de
mão
morta
!
Agora perguntamos
nós:
1.
°
como
é
que
o
governo
respeitando o
direito
de
propriedade
(suppõe-se).
vende
aos
parochianos
o
que
aos
parochianos
pertencia
?!
2.
°
Cotno ò
que se
lhes
permitte
il-
ludirem
assim a
ultima
pseudo-lei
(de
de-
samortisação,
ou,
em melhor
portuguez,
de
roubo
dos
bens
da
egreja)?!
3.
°
Coroo
é
que ainda
por
cima
se
elogia
este acto
em periódicos
semi-oíli-
ctaes
?!
4.
°
Se
d
’aqui a
6
mezes ou
?
meia
duzta
de
annos
viesse outro
governo,
tão
liberal como
o
presente,
e
por
consegoin-
tão
respeitador
do
direito
de
propriedade
coroo
elle,
e
sob
o
lalrociniar
ico
pretexto
de
serem bens
de
mão
morta,
ou
de se
rem
destinados
aos
mesmos
fins
que
os
taes
bens
que
não'
são
de
mão
viva,
os
mandasse
revender
em
hasta
publica,
se
ria
por ventura
esse
governo
mais
cri
minoso
que
o
aclual
?!
5.
°
Se
sim
,
por que?!
—
(Pela
nossa
parte
não
podemos
descortinar
nenhuma
razão).
6. °
Se
não
,
qual
mais
ingénuo,—
quem
fez
a
compra,
expondo-se
a
taes
perigos?
quein
a
consentiu ou
quem
a elogiou?!..
Se a
Correspondência
tivesse
a
bon
dade
de
nos
responder
a
estas
pergun
tas,
talvez
nos
dé-se
occa^iã» de
lhe fa
zsrmos
algumas
outras
de
não
menor
im
portância.
Dizem
por
ahi
que
a
discussão
escla
rece
a
verdade..
Se
querem
que
discutamos,
respon
dam-nos
não
se callern... Allons
!»
O
que
dizem
?...
-------
——
hum
»»
i
x
uaxaxwa»»
——
CorrespontleneiiÁ de
Jerusalém,
fevereiro
de
ISíG.
Meu
caro
amigo.
Pegar
na
penna
e passar horas
a
es
crever,
quando se
está
em Jerusalern,
só
se
faz
isto
para
com aquelles
que se amam
sinceramente.
Recebei
pois
estas
linhas
co
mo
uma
prova
sem
replica
d
’
um
animo
que
não duvida
de
nada
e
de
uma sympatbia
in
spirada
nas
melhores origens?
Se
o
tem
po
vale dinheiro
na
Inglaterra,
que
não
vale
elle
na
Palestina,
sobre
tudo
quando
se
é
sollicilado
a cada
minuto
de conversar,
de
orar,
e de
meditar
com
espirites
de
pn?
meira
ordem
e
com
corações
apaixonados
pelo divino
Mestre! Mas
como
esquecer
os
nossos
caros
leitores
do
«Rosier
deMarie»
e de
não
tomar
a
occasião
de
centuplicar
as
minhas felicidades
partilhando-as
com
elles
! Tenho
colhido
por
vossa
intenção
in
teressantes
narrações,
reflexões
sensatas
e
factos
que
vos
cominunicarei
cora muita
sa
tisfação
mais
tarde,
porque
obrigado
pelo
lyranno
que
se chama
o
tempo,
só
posso
hoje
entreter-vos
com aquillo
que
mais tne
impressionou
em
Jerusalern
e
na
cidade
de
Josaphat.
Quando
nossos
avós
partiram
para
a
cruzada,
encontraram
muitas
vezes
cami
nhos
difficeis
debaixo
de
um
ceo
ardente e
de
uma
alhmosphera
envenenada
;
e quan
do
á tarde,
do
alto
de
nma
collina, se
via
fumegar
ao
longe
os
telhados
de um
paci
fico
valle,
alguns
exclamavam
Ioga:
Jeiu-
salem,
mas
não
era
Jerusalern.
E
no
seguin
te,
quando o
sol
linha
sido
pesado
e
o
de
serto
sem
agua,
e que
por cima
das
pla
nícies
desoladas
se
viam apontar
no
ho-
risonte
as
pontas das
arvores
e
das
tor
res,
novas
exclamações.... mas
novas
de-
cepções
;
ainda
não
era
Jerusalern
!
JFOLBÍ
GÍTI3I
O LIBERALISMO GATHOLIGO
SEGUNDA
PARTE
Valor jiraeCico do sistema,
IV
O
liberalismo
catholico
dá
apparencias
de
revolta á
fidelidade
de
seus
ad/ierentes.
[Continuação]
Qual
é
o
pensamento
habilmente
en
coberto
debaixo
d
’estas
imagens
? E’
que
a
questão
das
relações
da
Egreja
com
as
sociedades
lemporaes
pode
ser
julgada
por
dois
tribnoaes
independentes
um
do
ou-
tro
:
—
o
tribunal
da
lheologia,
em
que
o
Papa
é
o
juiz
supremo,
e
o
tribunal
da
política
e
da
historia,
onde
se
sentam
todos
aqueiles
que para
isso
se
julgam
auctorisados
por
seus
estudos
e
suas
lu
tes.
O
primeiro d
’èsles
tribuoaes
uão
es
tende
sua jurisdicção senão
á theoria;
só
o
segundo
tem
direito
a
dirigir
a
pra-
ctica.
O
Papa
julga
do
que
é
verdadeiro,
o
simples
chrislão
do
que
é possível,
—
coi
sa
que
o Papa evidentemente
uão
está
no
caso
de
apreciar.
Diga
o
Papa
o
que
qui-
zer,
o
homem
político,
per
isso
mesmo
que
não
é
interprete
dos
direitos e
das
doutrinas
da Egreja,
lem
o
direito
de
re
cusar
suas
indicações.
Consultar
o peti
samento
da
Egreja pertence
ao
doutor
;
mas
o
soldado,
e
sobretudo o soldado da
guarda avançada,
obrigado
a
conhecer
o
terreno
em
que
deve
combater,
não
deve
consultar
senão
sua
experiencia
e
nada
se
deve
importar
erm
as
insirucções
dadas
pelo
chefe
do
exercito!.
.
N
’
isto
o libetalismo mostra-se
fiel
ás
suas
origens.
Nio
faz
mais
que
repetir,
com
uma
ligeira
variante
a
conhecida
fra
se
do
fundador
da
escola
:
«Se
minhas
lheses
s.ro
repelidas,
«âo
vejo
nenhum
meio
de
defender
a
religião.»
(I)
E
La
Mennais ainda
nãr
restringia
tanto,
coroo
acaba
de
fazer
Uoiilaletnberl, o
domínio
da
auctoridade
espritual.
Elle
admiltia
que
na
questão
das
relações da Egreja
e
do
Estado,
o
Papa
t
juiz
soberano,
não
só
a
respeito da
thioria,
mas
da
practica.
«Minhas
doutrmai permanecem
intactas,
escreveu
elle
um anno
depois
da
publica
ção
da
Encyclica
Mirari
vts
;
fica
sómen
te
constatado
cadí vez mais
que
o
Papa
teme
e
desaprova
complelamente
minhas
vistas
políticas.
En sua
relação
com
o
go
verno
da
Egreja,
tile
é
o
juiz,
e
eu não
o
sou
:
a
elle
pertence
mandar e a
mim
obedecer.
Sun,
n!
esse
caso
a
obediência
é
o
meu
dever,
í,
graças
a
Deus,
espe
ro nunca
faltar
ao
seu cumprimento.
Mas
fóra da
Egreja,
ca
ordem
purameute
tem
poral,
uão
reconheço
auctoridade
que
te-
uha
direito
de
me
impôr
uma
opinião
e
(1)
La
Mennais.—Lellre
à
l
’abbé
Car-
ron,
citada
por
M.
Foissel,
na
Vie
du
P.
Lacordaire,
cb.
111
de
dictar
minha
conducta».
(2)
Quem
uão
ficará
espantado,
leudo
estas linhas,
do
poder
incrível
da
illusão
e
do
perigo
a
que
se
expõe
um
catholico
que
ousada
mente
toma
a
liberdade
de
limitar
os
di
reitos
da
Egreja?
Aquelle
que se
decla
rava
assim
resolvido
a
nunca
faltar
á
obe-
dieucia
para cotn
o
Papa,
linha
já
em
sua
gaveta,
e
prestes a
publ
’car-se,
o
li
vro
que
devia
consummar sua
aposiasia
!
Mas
em
theoria,
pelo
menos,
elle
era
muito
mais
orthudoxo
do
que os que
se
arrogam uma completa
independencia
a
respeito
da
auctoridade
governamental
da
Egreja,
e
que
até
chegam
a
traçar-lhe
a
linha
de
conducla que
deve
seguir
no
que
toca
á
deiertnitiação
practica
de
suas
re
lações
com a sociedade
civil:
ura,
preci
sa-se
apenas
de
urna
medíocre
perspicácia
para descobrir
esta
pretensão
debaixo
das
formulas
mais
ou
menos
respeitosas
de
que
se
servem
os
catholicos
liberaes.
Em
vão
se
quereriam
interpretar
de
outro
mo
do
certas passagens do
manifesto
publi
cado
no
Correspondent,
era
vespuras
do
Concilio do Vaticano,
—
manifesto
assigna-
do
pelo
secretario
da
redacção. (3)
(2)
Lellre
à
M.
mi
la
marquise
de Seuffl,
do
l.°de
agosto
de 1833.—
Vie
du
P.
La
cordaire.
ch,
VI.
(3)
Correspondent,
fascículo
de
10
de
outubro
de
1869.
—
Esta revista
tem
sido
até
ba
pouco
o
orgão
mais
auctorisado
dos
catholicos
li
beraes
em
França
desde
que
acabcu
o
1
’
Avenir,
ele.
Depois
de
se
terem
n
’
esse
documento
ahamenle
censurado
as
«especulações
te
merárias»
d’aquelles que
ousam
attribnir
ao Concilio
o
desígnio
de
condemoar
o
liberalismo;
depois
de
haver
promettido
conservar-se
na mais
completa reserva,
o
auctor
do
manifesto
chega
pouco a pouco
a
perguntar
aos
«Bispos,
vindos
de todos
os
paizes
do
mundo
qual
é a
primeira
necessidade
de
suas
eg-ejvs»;
e
elle
pro
prio
lhes
vae
suggeriodo
a
respesta «.que
deverão
dar,
com a
mão
sobre
a
consciên
cia».
—
Todos
deverão
dizer
que
o primei
ro
beneficio,
ou
antes,
o
bem
mais
impor
tante
reclamado
para
suas
egrejas
é
a
li
berdade
;
mas
que não
possuem
outro
meio
de
assegurar
esta
liberdade
santa,
a
não
ser
o
de
a
garantir
peb.
liberdade
cotnmum
de todos
os
seus
concidadãos».
Era
diflicil
dictar
mais
claramente
ao
Concílio
a
solução
que
elle
devia
d;:r á
mais
delicada
de
todas
as
questões
sub-
meitidas
ao
seu
exame;
mas
com medo
de
que
elle
não
tivesse
sullicienlemente
cowprehendido
a
lição,
enipregar-se-ha
uma
linguagem
ainda
mais
euergica.
«Para
que
esta
defesa
da verdade
pela
liberdade
pos
sa
ser
sustentada
por
nós
com
honra
e
com"alguma
esperança
de
bom
resultado,
ha uma condição
indispensável
que
ousa
mos
recordar
hoje
a nossos
Paes
espiri-
tuaes
com
uma
voz
modesta, mas
firme.»
E esta condição
indispensável
que
se
recor
da
com
tanta
modéstia
aos pastores
da
Egieja
é a
reuunciação
á
ideia
de
condetn-
nar
o
liberalismo!...
^Continua)
Em
fim,
um
dia
o
aspecto
das
cidades
era
mais
solemne,
muralhas
silenciosas ap-
pareciam
ao
longe;
os
guerreiros
desceram
de
seus
cavallos para
beijar
a
terra,
e
um
grito
immenso
fez
retirar
todos
os
eccos
vi-
sinhos
repetindo esta palavra
magica
!
«Jeru
salem
1
Jerusalem
!
Como
nossos antecessores,
quamas
vezes
se
não
pergunta antes
de
ver
esta
cidade
in
comparável
:
E
’
Jerusalem?
Nós
andamos
por
tres
horas
a
pé
através
dos
montes
nús
ou entre
collinas
onde
vegetam
algu
mas
oliveiras
e
lerebinlhos.
A
’
medida
que
nos
adiantavamos,
o
deserto tornava-se
ca
da
vez
mais
arido
e
a
terra
parecia
co
berta
de uma
camada
de
pedras,
por
toda
a
parte um
solo
volcanico
e
rochas
calci
nadas,
era
esta
a
morada
da
melancolia. A
nossa caravana
estava
mergulhada
n
’um
mysterioso
silencio e
n
’
uma
profunda
medi
tação.
O
marquez
Tardif
de Moidry,
missio
nário
apostolico,
que
eu
tinha
tido a
felici
dade
de
ouvir
naSallele,
da
qual
é
um
dos
mais
zelosos
apostolos,
citava-nos passagens
da
Biblia apropriadas
á
circumstancia
e
in
terpretava-se
com
a
eloquência
de
seu
co
ração,
quando
de
repente
exclamou
:
«Eis
aqui
Jerusalem!»
Prostrados
com
a
fronte
no
pó,
a
ale
gria
oo
mais
intimo
da
nossa
alma,
estreme
cemos
de
alegria
á
vista d’
estes
logares
con
sagrados pelo
sangue
do
divino
Mestre.
Nós
recitamos
o
Miserere e cinco
Padre
Nossos.
Ave
Maria
e
Gloria
Patri.
Depois
de
ter
beijado
com amor
esta
terra regada
com
tantas
lagrimas,
testemunha
de
tão
piedo
sos
transportes,
de
tão
suaves
emoções,
continuamos
o
nosso
caminho.
Os
nossos
olhos
não
se
fartavam
de olhar
para
estes
muros,
para
estas
casas
brancas
e
pardas,
estes
zimborios magestosos,
estes
minaretes
que
brilhavam
aos raios
do
sol
que
dentro
em
pouco
se
ia embrulhar
no
seu
manto
de purpura e
d’
ouro.
Eram cinco horas
da
tarde.
Entramos
pela porta
de David
na
ci
dade
santa.
Eu
não
via
nada,
tanto
as
im
pressões
as
mais
intimas
opprimiam
a mi
nha
alma,
todo
o
meu
ser
estava
transtor
nado, e
com
o
rosário
na
mão,
eu
pedia
á
boa
Mãe
me fizesse
comprehender
o
insigne
favor
d
’
esla
peregrinação
ao
tumulo
do
nos
so
Salvador.
Não
via
mais
nada,
não
ou
via nada,
sentia
vivamente
a
presença
dos
solemnes
mysterios
que
se
cumpriram
n
’
es-
ta
cidade,
contemplava
a
impressão
das
pegadas
de Jesus
Christo,
e por estreitas
e
mal
calçadas
ruas,
visitava
o
santo
sepul-
chro
e
corri
em
seguida
a
via
dolorosa
da
qual
me quero
occtipar
immedialamen-
te
comvosco, porque
conto
que
a
minha
carta
chegará
por
occasião
da
semana
da
Paixão.
Fui
depois
de
ter
feito
esta
visi
ta,
qoe
durou
uma
hora,
para
a
Casa no
va,
aonde
os
Padres
da
Terra
Santa
rece
bem
e
albergam
tão
cordealmente
os
pere
grinos.
A dizer
a verdade,
eu
tinha
neces
sidade
de
descanso,
estava
extenuado,
a mi
nha
alma
sobretudo
carecia
de
se
recolher
depois
das
emoções
que
se
não
podem
ex
plicar por
nenhuma
palavra.
Felicitamo-
nos
mutuamente,
e limpamos
as
nossas
la
grimas,
apertamos
as
mãos,
éramos
tão
fe
lizes;
cada
um
de
nós
se
retirou
para
o
seu
quarto
para
se
lançar
aos pés
do
cru-'
cificado,
e
pensar
nas
grandes
maravilhas
de
que
no dia
seguinte
seriamos
afortuna
das
testemunhas;
o
doce
nome
de Jerusa
lem,
que
significa
visão
da
paz,
morada
da
paz
foi o
ultimo
que murmuram
nossos
lá
bios
antes
de
nos
adormecermos
na
paz
do
Senhor.
Julgo
que a noite
foi
excellenle
para todos,
porque
desde
as
cinco
hor<is,
estavamos
lodos reunidos
no
santo
sepul-
chro para
commungar
e
para
andara via
Sacra
visitando
os
logares
mais
memoriaes.
Uni-vos a
nós
para percorrer
este
caminho
das dores
e
dos
inexprimíveis
tormentos
d*Aquelle
que
nos amou a
ponto
de
der
ramar
todo
o
seu
sangue
por
nós.
Em primeiro
vamos
visitar o
logar
em
que
Jesus
nos
deixou
o
penhor
certo
de
um
perpétuo
amor.
E
’
na
extremidade
do
mon
te
Sião,
na
cidade
de
David,
que
está
o
Cenáculo.
Que
logar
mais
augusto
e
mais
digno
da
nossa
veneração
e
das
nossas
sym-
pathias;
esta
antiga
casa
está
dividida
em
duas parles.
Foi
aqui
que
se
realisaram
as
ceremo-
nias
do
Cordeiro
pascal,
—
a
instituição
da
Eucharistia,
—
a
descida do
Espirito
Santo
so
bre
os
apostolos.
duas
apparições
de
Jesus
depois
da
sua
ressurreição,
—
a
sagração
de
S
Thiago,
primeiro
bispo de
Jerusaliyn,
—
a
missão
dos
apostolos
que se
dividem
por
todo
o mundo
—
a
reunião do
primeiro
concilio
—
a instituição
do
sacramento
da
confirmação—
a
eleição de
S.
Malhias,
e
outros
factos
memoráveis
que
me
escapam
n’
este
instante.
A
’
lembrança
da
ultima
ceia,
a
alma
se
recolhe
e
ora
;
nós
repeti
mos
em
coro
o
Punge lingua,
o
Veni
Crea-
lor
e
o
evangelho
segundo
S.
João
que
re
pousa
a
sua
cabeça sobre
o
coração
de
Je
sus.
Os
Mussulmanos
tornando-se
os
pro
prietários
do
Cenáculo,
fizeram
d
’
ella
uma
mesquita,
e
só
por
dinheiro
se
obtem
o
vèr
este
logar,
e
é
com
dôr
que
nós
at-
testamos
que
nenhum
logar
está mais
pro
fanado
e
mais
sujo
em toda
a
cidade. A
grande
sala é
de
abobada
e
sustentada
por
duas
colnmnas,
tem
quinze
metros
de
comprido
por
nove
de
largo.
Sabeis
que
a meza
da
Ceia
está
preciosamente
conser
vada
na
egreja
de
S
João
de
Latrão,
em
Roma.
Foi
pelas
dez
horas
da
noite
que
Jesus
Christo
deixou
o
monte
Sião,
atra
vessou
o
monte
Moriah
e
desceu
para
o
valle
de Josaphat
com seus
apostolos.
A
meia
hora
do
Cenáculo
está
uma
gruta
aonde
Pedro,
depois
der
renegado
por
tres
vezes
seu
Mestre,
se
retirou
para
fazer
pe
nitencia.
Um quarto
d’
hora
de
caminho
no
valle
de
Josaphat
nos
conduziu
ao
jardim
das
Oliveiras.
Era
aqui
que
o
Salvador
gos
tava
de
vir
orar,
foi
aqui
que
Elle
se
demo
rou
com
seus
apostolos.
Mostra-se
uma co-
lutnnaque
indica
o
logar aonde
Judas atrai
çoou
o
seu
bemfeilor
com
um
beijo; alli
começa
o
que
se chama a
via
do
caplivei-
ro,
ella
acaba
em
casa
de Pilatos
aonde
Elle
foi
condemnado
á
morte.
0
jardim
das
Oliveiras
está
fechado
por
um
muro
de
mais
de
dez
pés.
En
tra-se
alli
por uma porta
baixa e
de
fer
ro,
veem-se
alli oito
enormes
oliveiras
que
se
diz
comtemporaneas de
Jesus
Christo. Nada
ha
de impossível,
a
olivei
ra
renasce
de
seu
tronco
;
a
mais
antiga
mede
nove
melros
de
eircumlêrencia.
Alli
se
eregm
ha
pouco
uma
via
sacra,
em
faiança
de
Nápoles.
Ao
sahir d
’este
sitio
a
distancia
do
arremeço
de
uma
pedra
es
tá
a
gruta
para
onde
Jesus
se
retirou
para
alli
orar
só.
Entramos n
’
este
sanctuario
que,
como
o jardim,
é
propriedade
dos
Franciscanos.
Esta gruta
aberta
na
rocha
é
de
fôrma
pouco
mais ou
menos redon
da,
e
pode
medir
quarenta
meiros
de
circum-
ferencia.
A
luz
entra
alli
por
uma
aber
tura
feita na
abobada
;
ella conserva-se
na
sua
primitiva.
Foi aqui que
Jesus
foi
opprimido
sobre
o
peso
dos
peccados
do
mundo,
qoe
elle
se
aterrou e
encheu
de
enfado;
foi
aqui
qoe
desolado,
tremendo
;
Elle
exclamou
na
auguslia
de sua
alma:
«0
’
meu
Pae,
se
é
possível,
que este cá
lice
se
aparte
de
mim.
»
Foi
aqui
(lê-se
sobre
uma
lamina
de
mármore)
que
Elle
leve
um suor
como
de
gottas
de
sangue
que
corria
até
á
terra.
Ajudei
aqui
muitas
vezes
á
missa, e
via
durante
este
tempo
orar
com fervor
angélico,
ouvia
gemer
e
soluçar.
Oh
!
co
mo
se
detesta
o
peccado,
no
fundo
da
gruta
d
’
Agoma.
Sahindo d
’
esla
gruta,
vê-se
ao
lado
o
tumulo
da Santissima
Virgem;
faltarei
d’
elle
extensamente.
Eis
a
torrente
do
Cedron
na
qual
Jesus
deu
uma
queda;
depois
trepa-se
por
espaço
de
um
quarto
d
’
hora
a
subida
bastante
aspera
que
nos
conduz
á
porta de
Santo
Estevão.
Entra
dos
em
Jerusalem,
caminhamos
ainda
dez
minutos
e
encontramos
uma
porta
de fer
ro
dando
accesso
a
um
patio
e
conimu-
cando
com
a
capella
da
Flagellação.
Não
sei
que
commoção
secreta
remove
a alma
do
christão,
quando
elle
vê
o
theatro
em
que
se
passaram
os
soflrimenlos
inauditos
do
Salvador.
En
tão
parece
que
os séculos desapparecem,
que
as
narrações
da
historia
sagrada se
lornam
palpaveis
e
que
as
scenas
do No
vo
Testamento
se
passam,
por
assim
fal-
lar,
á
vista
dos
olhos.
Este
lugar
é
no
antigo palacio
de
Pi
latos.
E
’
aonde
eslá
o
altar
mór que
Je
sus
foi
preso
á
columna.
0 corpo
vir
ginal
de
Jesus
alli
foi
rasgado,
e
despe
daçado
por causa
de
nossos
peccados.
Que
atrozes
soffrimentos,
e quem
poderá
dizer
o que
soffreu
o Salvadoor sob
os
milha
res
de
açoutes
dados
por
sessenta
cruéis
algozes.
Oh
!
como
a
impureza
causou
dô-
res
inesperadas
ao
nosso
Salvador
!
Eu
não
podia
retirar-me d’
este
lugar
de
sup-
plicios,
quando
me disseram
que
princi
piava
a
Via
crucis.
Do
palacio
de
Pilatos,
restavam ves
tígios informes.
Com
tudo
os edifícios
que
hoje
alli
se
elevam
no
meio
das
tuí
-
nas,
são
occtipados
pelo governo
turco
e
seus
soldados.
Chamava-se
pretorio
o lu
gar
onde
Pilatos
dava
as
suas
sentenças.
Foi
alli
que
Jesus
foi
condemnado.
A
egreja
qoe
tinha
sido construída
n
’
este
lugar
serve de
cavalhariça.
Conduziram-nos
a uma
pequena
sala
baixa
e
escura
aon
de
se
faz a
primeira estação.
D
’
este
pala
cio
de
Pilatos
ao
Caivario,
a
via
Doloro
sa
conta
um
bom
kilometro,
ella
não
é
larga
como em
outro
tempo
e não
é
di
reita
por causa
das
novas
construcções.
A
via
dolorosa não
tem
mais
que
dez
pés
de
largo.
Depois
da
nossa
meditação,
atra
vessamos
um
patio que
se
nos
designa
co
mo
lugar
do
supplicio da
coroação
de es
pinhos.
Esta
corôa, está
no
thesouro
de
Nossa Senhora
de Paris.
Descemos
uma
escadaria,
mas
não
é
aquella
que
Jesus
subiu e
desceu
tres
vezes,
ella
contava
vinte
oito
degraus
de bello mármore
bran
co
de
Tyro;tive
a
felicidade
de
a
vene
rar
em
Roma,
perto
da egreja de
Santa
Cruz
de
Jerusalem.
Fizemos
a
segunda
estação,
que
está
a
vinte
passos
da
primeira.
A
rua, longa
de duzentos passos,
é
inclinada
e
desce
até á
que
vem
da
por
ta
de
Damasco.
No
fim
da
rua,
no an
gulo,
voltando
para
a esquerda,
vê-se
uma
grossa
columna
de
mármore
vermelho
de
oito a nove
pés
de
comprido,
deitada
ao
pé
da
parede
de
uma pequena
capella
eri
gida
pela
piedade
de
Santa
Helena, sob
o vocábulo de
nossa
Senhora
das
Dôres,
ella
indica
o
lugar
aonde Jesus cahiu
sobre
o
peso
da cruz.
Uma
viella
des
viada
vem
reunir-se
á
rua
aonde
devia
passar
seu
Filho.
Maria
corre
para alli,
e
logo
que
chega
á
rua,
soas vistas
de
mãe encontram
as
de
Jesus.
Quem
diria
as
angustias,
os
despedaçamentos
d
’estes
dous
corações. Sanlo
Anselmo
conta
que
Maria
cahiu
como
meia
morta
e
que
não
pôde
pronunciar
uma
unica
palavra,
e
que
seu Filho
exclama
vendo-a
:
Salve
Maler.
E’
a
quarta estação.
A
quarenta
passos
adiante,
uma
rua
estreita,
mas
a
pique
(é
o
pé
da
coliina
que
conduz
ao
Caivario),
conduz
á quinta
estação.
A
fra
queza
de
forças
de Jesus
era
tão
grande,
que
os
judeus
receando
que
se
o
for
çassem
mais a
trepar
esta
rua
com
a cruz
ás
costas,
elle
expirasse
em
nova
queda
e assim os
privasse
da horrível
alegria
de
o
vêr
expirar sobre o
pau
infnne.
Elies
agarraram
á
esquina
de uma
rua,
o
paisano
Simão
e
o
obrigaram
a ajudar a
levar
a
cruz
a
Jesus.
0
lugar
da
sexta
estação
está
a noventa
metros mais
acima,
um
pedaço
de
uma
columna
entalhada
nas
tres
partes
na
calçada
indica
o
lugar
da
morada
da
santa
Verónica.
0
veo
de
que
ella
se
serviu
está
em
S Pedro
de
Ro
ma.
A
sessenta
metros
mais
adiante
en
contramos
a
Porta
judiciaria, aonde
fez
afixar
a sentença
de
morte
de
Jesus.
Es
ta
columna
indica
a sétima
estação.
De
baixo
d
’
esla
abobada,
durante
a
nossa
ora
ção,
passaram
turcos,
arabes,
beduínos,
nenhum
se
riu
da
nossa
convicção,
vi
mui
tos
parar
impressionados.
Para
chegar
á
oitava
estação, é
necessário
subir
um
pou
co,
por
uma
rua
longitmfal,
a
quarenta
passos
da
Poria
judiciaria.
Esta
estação
simplesmete
indicada
por
ura
pequeno
bu
raco
praticado
em
uma
das pedras do mu
ro
de
um convento que
pertence
aos
gregos
scismáticos.
0
caminho
que condiz
directamenle
está
interceptado
por
casas, é
necessário
voltar
á Porta
judiciaria,
ilongar
uma
rua,
trepar
uma
pequena
emiaencia,
e
na
ex
tremidade
de
uma
garganta, uma
colum-
na
metlida
n’
uma
parede
indica
o
sitio
aonde
Jesus
cahiu
pela
terceira
vez.
As
outras estações
fizem-se na Basí
lica,
isto
é
na
egreja
dt
Sanlo
Sepulchro,
destruída
e
reconstruída
por
inuiias
vezes.
Darei d
’ella
uma
descripção
extensa
e
liei.
Basta
passar
o
limiai
d’
este
templo au
gusto
para
estar inteiramente
preparado pa
ra
as
tocantes
impressões;
a majestosa
obscuridade
que
reina
em
toda
a
basílica
convida ao
recolbimentc
o
mais profundo,
ás meditações
as
mais
traves.
A
dez
pas
sos
á
direita,
perto
da
jorla
d
’entrada,
es
lá
uma
escadaria
de
desoito
degraus.
Nós
a
trepamos
e
nos
aclamos
no
Caivario
Caimos
de
joelhos
no'bgar em
que
Jesus
foi
despojado
de
seus
vestido,
quatro
pas
sos
para
a
frente,
nói
estamos sobre o
rochedo nú
onde se
ez
a
crucificação
;
alli.
sem
pronunciar
ima
palavra,
Jesus
se
deitou
sobre
a
cruz
estendida
por
terra
e
apresentou
seus
pés
j
suas
mãos
aos
al
gozes.
Ab
! parece-nosouvir
estes
animaes
ferozes
vociferar
e
assistir
a
esta
scena
me
donha
...
vêr
seus
pé traspassados, seus
braços
estirados,
suas
mãos
cravadas,
os
nervos
crespar-se
e
ronper-se,
o
sangue es
pirrar
e
correr
abundmlemente.
Não
posso
dizer-vos
o
que temos
sen
tido
alli
e
depois
ao
pé
da
cruz,
a
qua
tro
melros
da
crucifixão.
Desce-se d
’
esta
capella
do
Caivario
hu
milhado,
conlriclo,
aiiquillado
e
ajoelha-
se
no tumulo
do
div
no
Mestre.
Paro aqui, impotente
para
vos poder
traduzir
mais
que ntnca
as
minhas
emo
ções.
Vosso
amigo
e
dedicado
servo
em
Je
sus
Maria,
José.
(
Direito
)
J.
Todevin.
GAZETILHA
ClirisEM».—
S.
ex.
a
revd.
raa
adminis
trou
o
Sacramento
da
Confirmação a nu
merosos
fieis
d
’
esta
cidade,
no
dia
23
do
corrente,
na
parochial
egreja
de
S.
Victor.
No domingo,
7,
administrará
o
mesmo
Sacramento
na parochial
egreja
de
S.
Je-
ronymo de
Real,
aos
fieis
d’aquelia
fre-
guezia e
das
de
S.
Martinho
de
Dume.
Frossos,
S.
Paio de
Merelim,
S
Pedro
de
Merelim,
Mire de
Tibães,
Padim da Graça,
Panoias,
Parada
e
Semelhe
Sagrado
Viatieo.—
Foi
hontem
ad
ministrado
aos
entrevados
da
freguezia
de
S. José
de
S.
Lazaro
o Sagrado
Viatico,
conduzido
procissionalmente,
como
é de
costume.
A
procissão
ia com
todo
o
apparato
e
pompa
e
levava grande
numero
d
’
an-
ginhos.
,
Agradecemos.
—
Foi-nos
offerecido
pelo snr.
Guilherme
C.
Tait, agente no
Porto
da
Companhia da
Mala
real
ingle-
za,
uma brochura
magnifica,
na
qual
se
comprehendem
as
indicações
do
serviço
da
mesma.
Agradecemos.
S. Marcos.—
São
numerosas
as bar-
racas
já
construidas.
e
abertas
ao
publi
co,
na
local
da alameda
do
campo
de
Saní’
Anna,
para
a
feira
de
S.
Marcos,
a
qual
costuma
prolongar-se
até
a
romaria
do
Espirito
Santo,
no
Botn
Jesus
do
Mon
te.
El-rei
dinheiro.—
E
’
este
o titulo
d’
um
romance
medito
do finado escrip-
tor
Arnaldo
Gama, que
o
snr.
Jacmtho
A.
P.
da
Silva
vae
dar
ao
prelo.
Todas
as
obras
do
mallngrado
romancista
por
tuense
são
muito
apreciados.
Senhora da Batalha.—
Festeja-se
no proximo
domingo,
no
pittoresco
local
de
S. Gregocio do Monte,
a
Imagem de
N.
Senhora
da
Batalha.
Na
tarde d
’
esse
dia
haverá
bazar
de
prendas,
durante
0
qual
tocará
uma
banda
de
musica.
O
niuseii de Bruxellas.—
As
no
vas
galerias
do
museu
de
Bruxellas
foram
destruídas
pelo
furacão
de
12
de
março.
As
folhas de
zinco
qoe cobriam
uma
parte
do
teclo
foram
arrancadas
pelo
vento
e
arrojadas
sobre
as vidraças
que
ficaram
era
pedaços.
Não
ficou
para
assim
dizer
um
caixilho
direito.
Cousa tão
feliz como
extraordinária
!
Os
quadros
uão soflreram
com
os
des
troços
que
cairara
uo
meio
da
sala.
Aa ervilha».
—
(Conto
de Schmid)—
Certo
homem
que
fazia
habilidades de
mãos
pediu
licença
para
fazer
as
suas
sortes
em
presença
de um
principe.
pro-
mettendo
lazer
uma
sorte
como
ainda
não
tinha
sido vista
outra
igual. 0
principe
consentiu
e
o
nosso
homem
apresentou-
se
levando uma
escudela cheia de
ervilhas
escolhidas
e
postas
n
’
agua.
Em
seguida
disse a
um
homem
que
pegasse
n’
oma
agulha
e
se
pozesse
a
alguns
passos
dis
tante
d
’
elle;
e
depois
poz-se
elle
a
atirar-
lhe
com
as
ervilhas
uma
a
uma
com
tal
destreza,
que lodos
iam
enfiando
na
agu
lha.
0
principe
lhe disse
então:
—
Amigo,
imagino
o
trabalho
que
te
rias,
e
o
muito
tempo
que
terás
empre
gado
para chegares
a
adquirir
tão
prodi
giosa
destreza;
justa
é
a
recompensa.
E
depois
iallou
baixo
a
um dos
seus
moços
de
camaia,
o
qual
saiu
e
volveu
trazendo
um
saco muito pesado.
Emão o
pelotiqueiro
sentiu-se
mui
contente,
cui
dando
que
o
saco
conteria
muito
dinheiro.
Quando
por
ordem
do
principe
o
saco
foi
aberto,
viu-se
que
n’
elle
só
havia
—
ervilhas.
y
—
Como
o teu
talento,
lhe
disse
o prín
cipe,
não
é
de
utilidade
alguma
para
a
sociedade,
e
por
consequência
não
tens
recompensa
a
receber, poderá acontecer
que
te
cheguem
a
faltar
as
ervilhas;
por
isso
entendo
que
a
melhor cousa
que
posso
dar-le
é uma
boa provisão
de
taes
legu
mes.—
(Extr.)
Principe
de
Bailes.—
0
«Diário
Popular»
publica
a
seguinte
noticia
ácer-
ca
da
chegada
do
principe
de
Galles
8
Lisboa:
El-rei
recebeu
hontem
um
telegramma
directo
do
principe
de
Galles,
communi-
cando-liie
que
deve chegar
a
Lisboa
no
dia
1 de
maio,;
pelas
3
horas
da
tarde,
ein comboyo
expresso
que
parará
só
no
Entroncamento,
onde
lhe
será
servido u®
lunch.
No
dia
2
assistirá
sua
alteza
a
um
concerto
em
S.
Carlos,
em
grande
gala,
para
o
que
se
está
preparando
o
theatro.
No
dia
3
é
o
baile
no
paço.
No
dia i
queimar-se-ha
o
fogo
de
artificio.
No
dia
5
verificar-se-ha
a
parada.
No
dia
6
ha
verá
jantar
no
paço
e
o
príncipe
assisti
rá
ás
corridas
de
cavallos.
O
principe
par
te no dia 7.
Angínho.—
Deu-se
hontem
á
sepul
tura,
depois
de missa
de Gloria
no
R.
templo
de
Santa
Cruz,
um
filhinho do
ex
in,)
snr.
dr.
João
Carlos
Pereira l.obato.
O
innocente
que
Deus
chamou
á
sua pre
sença,
era
neto
e
afilhado
do
ex.'
no
vis
conde
de
Fragozella,
que
do
Porto
veio
assistir
ao
seu
enterro.
Acompanhamos os
inconsoláveis
paes
na dôr que hoje
os
fere.
Desastre.
—
Na
segunda-feira,
ao
che
gar
o
comboio
da
noite,
um carro
per
tencente
á
Nova
empreza
de
trens,
que
esperava
passageiros,
resvalou
pela
riban
ceira
do
terreiro
da
estação
á
estrada que
vae
para
Soutochão.
do
que resultou
ficar
um
cavallo
morto
e
o
outro
muito
mal
tratado.
O
cocheiro
tinha
descido
da
bo
leia
para
receber
algumas
bagagens.
O
carro,
que
felizmente
estava
vasio,
ficou
totalmente
escangalhado.
Parece-nos
que
o
paredão
deveria
ter
guardas,
já
desde
que
a
via
ferrea
foi
aberta
á
exploração,
afim
de
evitar
quaes-
quer desgraças.
Agora seja-nos
licito
ao
menos
esperar que
se
realise
aquelle di-
ctado:
«depois de casa roubada,
trancas
de
ferro».
Monte-pio
de
S.
José.
—
Desde
que
a
política
assentou
arraiaes
no Monte-pio
de
S.
José,
não
pode esperar-se
a
pros
peridade d
’
esta
ulil
e
humaoitana
insti
tuição,
nem
mesmo
assegurar-se-lhe du
ração
mui
longa.
Segundo
asseveram,
o
Monte-pio
de
S.
José
acha-se dividido era
dois
partidos,
cada
um
dos
quaes
teem
suas
pretenções
mais
ou
menos
justificáveis,
mas
que,
a
não
se
harmonisarem,
despresando
sug-
gestões estranhas, mais
tarde
ou
mais*ce-
do
produzirão
a
extincção
do mesmo.
A
scisão
que
existe
entre
os
socios
do
Monte-pio
dos
artistas
tem
sido
bem
accen-
tuada
nas
varias
reuniões
que
ha
alguns
annos
a esta
parle
alli
teem
havido.
Não
se
procura tractar n’
ellas do
bem
geral
do
mesmo
Monte-pio;—
o que
se
preten
de
é
dar
largas
aos
desabafos
estólidos,
ás
recriminações
injustificáveis.
Mas
o
odioso
d
’
esle
porcedimento ir
regularíssimo
não
cáe
sobre
os
socios, que
n
’este negocio
apenas
servem
de
instru
mentos
dóceis
;
os
verdadeiros
culpados
são
os
especuladores que pretendem
pes
car
na»
agoas
turvas.
O
que
se passou
na reunião de do
mingo
é
bem deplorável.
Previuam-se
os
honrados
artistas
con
tra o
machiavelismo
dos especuladores,
pa
ra
que
o
arrependimento
não
venha
ex
temporâneo.
l)inpoi«içõea testanientarias
<Ia
S.
Snfaiita G). Izabel
Maria.—
No
tes
tamento
declara
ser
filha
legitima
de
el-rei
D.
João
VI
e
da rainha
D.
Carloia
Joaqui-
na,
e
ler
vivido
no
grémio
da egreja
ca
lholica,
apostólica,
romana,
a
cujos
pre
ceitos
teve
por
singular
mercê
obedecer;
ser
solteira;
não
ter
herdeiros
necessários;
para
evitar
quaesqtier
inalversões
contra
a
sua
familia,
declara
não
ler
dinheiro
em
caixa,
por baver
sempre
julgado
ser
dever
seu
não amontoar
os
bens,
mas
repartir
prudentemenle
pela
pobreza,
e
com
todo
o
segredo
recommendado
no
Evangelho,
o
pouco
que
annualmente
lhe
sobejava das
suas
despezas
necessárias.
sjè
Declara
outrosim que
pagou
a
divida
que
fizera
de
12:000$000
rs. para
com
prar
o
convento
de
S.
Domingos
de
Bem-
fica, para o que
vendeu
um fio
de bri
lhantes.
Deseja
que do seu
funeral
se
dester
re
quanto
fôr
vaidade,
luxo
e
fausto,
e se
faça
com
simplicidade
christã
e
com
o
menos que
fôr
possível
das
attenções
de
vidas á
sua
condição.
Além
das
missas
que
se
disserem por
occasião
do
seu
enterro,
da
esmola
de
500
rs.;
quer
que
se
digam
1:100
missas
da
esraola
de 200
réis,
no
praso
de
dois
annos,
sendo
800
por sua
alma,
200
pelas
de
seus
paes
e
irmãos,
e
100
pelas
al
mas
do
purgatório.
Deixa
a
sua
sobrinha
D.
Maria
Amalia,
filha
de
sua
irmã
D.
Anna
de
Jesus,
réis
1:000^000;
a
seu
afilhado
D.
Fernando,
filho
da
condessa
de
Linhares, 500$000
réis
;
á
dama
de
serviço,
veadores
e
con
fessor
500$000 réis
a cada
um,
tudo
por
uma
só
vez;
deixava
egual
quantia
a
Manoel
Correia
de
Sá; ás retretas
Maria
das
Dôres
Heredia,
e Caslana
Maria Carneiro
120$
rs.
por anno;
á
criada
Christina
4$000
rs.
por
mez;
a
dois
criados
antigos
72$000
réis
a
cada
um
por
anno;
d
’estes
só
vive
um
dos
criados
que
tiverem
vinte
annos
de
serviço
na
casa
e
mais
de
quarenta
de
idade,
100$000
rs. por
uma
só
vez;
a
ca
da
um
dos
outros
24$000
réis
por
uma
só
vez;
a
Camilla
e
Joanna,
criadas,
36$
réis
por
anno
a
cada
uma; ás religiosas
de
Carnide,
Rego
e
Oblatas
do
Menino
Jesus
da
Ajuda
99$000 réis
a cada uma
das respectivas
instituições;
ao
seminário
de
S.
Fiel,
na
cidade
de Castello
Branco,
fundação
que
sua alteza
muito
protegeu,
as
relíquias,
imagens,
painéis e
alfayas
das
suas
capellas,
e no
codicillo
300$000
réis
para
alli
se
edificar
um
santuario
para
receber
estes
objectos;
ao
hospital
da
Trindade,
do
Porto,
500$009
réis;
ao
ce
go
Daniel
O’
Farrell,
viuvo
de
Brigida Han-
dley
e
pae
das duas meninas
criadas
na
casa
d'ella
tesladora, Margarida,
e
Mary
(esta
senhora falleceu
ha
annos),
6$000
rs
”
.
cada
mez,
por
não
poder
ganhar
a
sua
subsistência.
Recommenda
aos
seus
herdeiros
e
tes
tamenteiros,
que
façam
quanto
em
si
cou
ber
para
haverem
do
governo
50
mil
libras
que
lhe
cotiberam
da
partilha
de seu
pae,
e
a
importância
da
herança
de
sua mãe,
cujo
dote,
diz
estar
na
posse
do
thesouro,
e
caso
essas importâncias
sejam
pagas
nos
prasos
que
estipula
de
um
a
tres annos,
cede
a
beneficio
da fazenda
a
importân
cia dos
juros.
Institue
seus
universaes
herdeiro
com
sobrevivência
de
uns
para
outros, in
so-
lidum,
como
se
fosse
cada
um d
’
elles
no
meado
no
total,
os
padres
Pedro
Baines,
Ricardo
Duckett
e
Lourenço
Richmond
do
seminário
inglez
de
S.
Pedro
e
S.
Paulo,
para
os
bens
de que
não
dispoz
no
testa
mento,
nomeia-os
igualmente
seus
testa
menteiros,
e
pede
a
Francisco
Manoel
de
Faria
e
Mello,
por
conhecer
o
seu
carác
ter,
para
os
coadjuvar
na
testamentaria.
No
codicillo
deixa
ás
filhas
do
conde
de
Penamacor,
D.
Thereza
e
D.
Maria
da
Assumpção
500$0()0
rs.
a
cada
uma.
No
testamento
ha
mais
alguns
pequenos
legados a
pessoas
já
fallecidas,
entre
as
quaes
os
seus
antigos
assistentes
snrs
drs.
Beirão
e
Freitas.
Portuguezes fallecidas.—
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
desde
23
de
mar
ço
a
2
de abril
os
seguintes
:
Em
23
de
março
:
Aflonso
Estella
de
Vasconcellos,
21
annos:
Balbina
da
Silva,
28;
João
Augusto
Marques,
36; José
de
de
Sousa,
31;
José de Sousa
Borges,
54;
Domingos
Diniz,
40;
Manoel
da
Silva
Al
ves,
36;
José
Marques,
15;
José
Pinto
Pereira,
20;
Luiz
Henrique
de
Oliveira,
19;
Antonio
de
Sousa
Brucas
Júnior,
19;
Agostinho
Pereira,
27; Jacinlho
de
Ar
ruda,
18;
Joaquim
Soares
Dias,
30;
Flo-
rinda Moreira,
23;
Manoel
Pinto
da
Ro
cha,
15;
Antonio
Boiges
de
Mendonça,
19; José
Luiz
da
Conceição,
19;
João
Carvalho,
23;
João
Francisco,
26;
Luiz
José
Pinheiro.
18; Serafim
Pereira,
18;
Jo
sé
Francisco
Villar dos
Saolos,
23;
Agos
tinho
da Silveira
Teixeira,
28;
Alfredo
Pin
to
de
Magalhães,
Manuel
Lopes,
21
;
Jo
sé
Cordeiro, 58;
Augusto
Alves
Barbosa;
Daniel,
filho
de
Martins, 2;
Antonio
Tei
xeira
de
Novaes,
14;
Custodia
da
Silva,
Manoel
José
da
Silva,
60;
Francisco
de
Mello,
29;
Joaquioa
Magdalena,
45.
Em
24:
Quileria
Pereira
do Cobo,
28;
Francisco
Gonçalves
da
Silva;
25;
Anto
nio da
Costa,
38;
José Ferreira, 47;
Ja
nuário
Alexandre,
26;
Thorné
Narciso
de
Sousa,
'38;
Antonio
Arrudi
Cabral,
23;
Maria
José
dAndrade, 53;
Joaquim
Ma
noel
da
Silva,
27; Antonio
José de
Mat
tos,
48;
Manoel
Gomes Ferreira,
37;
An
touio
d
’Oliveira,
2f;
João
Correia
das
Ne
ves,
22;
Joaquim
Rodrigues
d’
Oliveira,
21;
Francisco
Lopes
de
Mattos,
29;
Antonio
Ferreira
Pinto,
14;
Valealim
da
Cruz,
38;
Francisco
Antonio
Lopes.
20;
Bernaidino
Francisco,
38;
Álvaro Martins,
24;
José
Lourenço,
30;
Custodio
Correia,
26;
Jo
sé
Teixeira
de
Andrade, 24; Celestino dos
Santos,
24;
Francisco
Gouveia, 28; Ma
noel
da
Eonseca,
25;
Luiz
Martins
Tor
res, 19, Joaquim
Pinto
da
Silva,
24;
An
tonio
Cordeiro,
22;
Joaquim
Nunes,
José
Luiz
Severioo,
14;
Maria
Lopes,
7;
Álvaro
Redrigues
Lucena,
24; Emilia Pereba
da
Silva,
18;
Custodio
Izabel,
21; Manoel
de
Freitas,
25;
José Pereira
Gomes,
7;
Ma
noel
José
Fernandes,
23;
Filippa
Rodri
gues
de
Jesus, 55;
José
Machado
Cardo
so,
16.
Em
25:
—
Sebastião José
Nogueira,
60;
Antonio
Maria
de
Almeida,
36;
Maria
Ju-
lia
Mendes,
42;
José
Aflonso
Pereira,
23;
José Augusto
da
Costa
Martins,
23; Ma
noel
de
Carvalho,
14;
Joaquim
Ferreira,
24;
Maria
da
Graça, 37;
João
Carlos
de
SanCAnna
Vasconcellos,
22; Francisco Gon
çalves
Moreira,
15; Antonio
Moreira,
22;
Antonio
Fernandes,
23;
José
Augusto
Fer
reira Pinto,
15;
José
Gonçalves
Veríssimo,
28;
Francisco
de
Almeida Neves,
19;
Jo
sé
Gonçalves,
48;
Manoel
BapUsta,
15;
Joa
quim
da
Costa,
22;
Abel
Lonrenço,
26;
José
Alves
Ferreira,
14;
José
Francisco
Barbosa,
44;
Manoel
Pereira, 24;
Anto
nio
João
da
Eça,
24;
Manoel
Marques
da
Silva,
27; Antonio
Gomes
da
Cruz, 28;
Albina
Moreira, 25; Joaquim
Fernandes,
32;
Maria Ribeiro
da
Costa,
42;
Manuel
Vaz
Peixoto,
23;
Antonio
José
Pedro
de
Lima,
50;
Maria
da
Conceição,
49; José
dos
Santos Vital,
19; Maria
Clara
de
Men
donça,
27; Barbadaoo
Ferreira
Cardoso;
36;
Manoel
Seccok,
70; Maria
de
Alen-
castre,
60;
Manuel
Ignacio
de
Lacerda,
53;
João
Caetano
Martins
Botelho, 20.
Em
26:
José
dos
Santos, 26;
João
Guar
dado,
41;
Alexandre
Joaquim
Rebello,
31;
Ignacio
da
Silva,
23;
Manoel
da
Silva Ama
do,
27; José
Massa
Perena, 41;
Francis
co
de
Almeida,
50;
Francisca
Martins
Pe
reira,
38;
Pedro
Simões,
31 ;
Joaquim
Vieira, 23;
Domingos
Brun,
16;
João de
Oliveira, 28;
José
Pereira
Netto, 23;
Flo-
rinda Candida,
23;
José
Gonçalves
da
Fon
te
21;
Jo-é
Joaquim
da
Cosia
Maia.
23;
José
Alves,
14;
Paulino
José
Teixeira
Ma
galhães,
16;
Manuel
Marques
Fontoura,
28; José
de
Borbi,
38;
Fraocisca
de
Sou
sa
Guimarães,
26,
Rodrigo
Alves
Barbosa,
23,
Augusto
Medeiros de
Macedo,
28;
Ma
noel
Francisco
de
Sousa,
23;
Frncisco
Ma
nuel
Gomes
28; Manuel
de
Almeida,
23;
José
Rodrigues, 22;
Herculano
Corrêa, 15;
José
Pinto
Faria,
14;
José Moniz
Barre
to
Irmão,
19;
Ernesto,
filho
de
Joaquim
José Ferreira, 7; Manuel
Joaquim
da
Sil
va;
João
da
Silva,
24;
Domingos
Francis
co
da
Cunha,
37; Manuel
José Raymundo,
32;
Maria
da
Eslrella,
26;
José
Joaquim
Fiusa
de
Barros,
45;
Domingos
Soares
Ca-
meno,
39; Graeinda, filha
di*
Rita
Cau
data
da
Silva.
Em 27: Gaspar
José Vieira,
13;
Ma
ria
da
Silva,
23;
Gregorio
de
Sousa
Lo
pes,
11; José Montes,
38;
Theodora
Au
gusta,
20;
José
Caetano
Gomes
Teixeira,
22;
Casimiro
Antonio Gonçalves,
26;
Jo
sé
de
Almeida Leal,
28;
José
Gomes Ri
beiro,
23;
Maouel
Martins
Correia,
26;
Joaquim
Marques
da
Rosa, 21 ;
Manuel
de
Mello
Júnior,
21,
Canuto
da
Costa,
21;
Augusto Ferreira
Trouquella,
23; Antonio
dos
Santos
Torres,
26;
Manuel
Antão,
25;
João Dias,
26;
Antonio
Gomes
da
Silva,
40;
Antonio
dos
Santos.
40; Bernardino
Pereira
de
Araújo, 37;
João
Pereira, 43;
Manuel
Martins,
13;
Marcelioo,
filho
de
Antonio
José
dos
Santos,
12; Joaquina do
Carmo, 22; Francisco Machado
d>
Costa,
46;
Henrique
Pereira,
42;
Machado
Cor
reia da
Silva, 58;
Matheus
Machado de
Brito, 26;
João
dos
Santos,
34;
Claudmo
Augusto
Teixeira
da
Cunha
Pinto,
43.
Em
28: Simão
de
Sousa
Magalhães
48;
Antonio
Thoinaz
Pereira,
40;
Manuel
Fran
co
de
Castro,
40;
Manuel
Diniz,
31;
João
Antunes.
43;
Celestina
Ferreira Motta,
40;
Emilia Candida,
22;
José
Ferreira
dos
Santos.
32;
dr.
Luiz,
da
Silva
Anacho-
reta, 27;
José
Panlino,
24; Luiz
Ferrei
ra
dos
Santos,
17;
Antonio
Gonçalves,
26;
José Mana
de
Olival
Gouveia,
36; João
Ferreira,
23;
Joaquim
de
Mello
Macedo,
16;
Jacinlho
Ferreira,
60;
Manuel
Fran
cisco
Novo,
20;
Francisco
Dias
Tavares,
24;
Antonio
da
Silva
Campos,
li;
Manuel
Pereira
Manasi,
13;
José Caetano Vaz,
24;
Joaquim
de
Sousa,
23;
Manuel
da
Rocha
Cabral
Pereira
de
Figueiredo, 23;
Joaquim
Vieira,
26;
Secundioo
Antonio
Ramos,
13;
José
Antonio
Peixoto,
15;
Maria
Pa
checo,
22; Maria
José
da
Costa
Leite,
22;
Antonio
Barbosa
de
Sá,
55.
Em
29:
Bernardo José
da
Silva,
37;
João
de
Soust
Cabral,
21;
Antonio
Cor
reia
Machado,
30;
Antonio
José
Fernan
des,
32;
Antonio
Teixeira
Rodrigues,
23;
Manuel
Antonio
da Silva, 26; Maouel Jo
sé
Rodrigues
Veodão,
21;
João
Antomo
Lama,
46;
João
do
Carmo,
48; Domin
gos
da
Costa
Theodoro,
33;
João de
Frei
tas,
34;
Francisco
Correia,
28;
João
Lo
pes,
44;
Alexandre
Ferreira,
27,
Antonio
Paiva
de
Sousa,
22;
Antonio
Correia
de
Jesus, 26;
Fraocisco
Thoraaz
Pereira,
28;
Bernardo
de Sequeira
Lopes,
19;
Manuel
Ribeiro,
14;
Antonio
José
de
Oliveira,
29;
Antonio
Joaquim
Fernandes
Júnior,
21
;
Severioo
Ribeiro
da
Torre,
25;
Manoel
Pereira
de
Queiroz,
28; Maouel
Caetano
de
Oliveira,
12;
Manuel
Coelho,
13;
João
Jo
sé
Manue|
Vieira, 7;
Joaquim,
filho
de
Fortunato
José
Gonçalves,
1G;
Maria
da
Gloria
Pamplona,
36;
Domingos
José Viei
ra,
45;
Manuel
Martins
de
Oliveira,
21.
Em
30
—Augusto
Cesar
de Andrade,
49;
Manoel
Antonio,
30;
Antonio
José
Fer
reira,
21;
Manoel
Lniz
Monteiro,
30;
Dio-
nisio
Gonçalves,
48;
Bernardo
Tavares
de
Almeida,
19;
Augusto
Gonçalves,
48;
Ber
nardo
Tavares
de
Almeida,
19;
Augusto
Gonçalves
de
Castro, 30;
Agostinho
An
tonio
das
Neves, 25;
José
Gonçalves,
21;
João
Ferreira
Júnior,
23;
Francisco José
de
Freitas,
22;
José
Maria
Loureiro,
27;
João
Amorim,
26; Joaquim
José
Teixira,
26;
João
Rodrigues;
Maria do Espirito San
to
Tarão,
30;
João
Bento
de
Sousa,
14;
Maria
Rosa,
56;
Antonio
Luiz
d
’Oliveira,
21;
Antonio
Joaquim
da Silva Motta;
An
tonio
Francisco
de
Oliveira
e
Silva,
29;
Domingos
Antonio
de
Araújo,
50;
José
Vicente
Vieira
Guimarães,
69;
Domingos
José,
29;
Antonio
Francisco
Júnior,
36;
José
Francisco
da
Rosa,
35.
Em
31
—
Ruíino
Clirysostomo
da
Silvei
ra, 26; Francisco
Machado
de
Castro,
52;
Bernardo
de
Magalhães
Fonseca,
14;
Rita
Pereira
Lopes,
36;
Emilia Candida,
20;
Domingos
José
Martins,
15;
Aflonso
Men
des
Esteves
da Cunha,
19;
Adelaide Soa
res,
16;
Antonio
Alvarenga,
37;
Adelino
Rodrigues
Cardoso,
13;
João
Martins,
24;
Henrique
Dias
de Vasconcellos, 25;
Ma
noel
da
Costa
Ferreira,
23;
João
Viegas
de
Carvalho.
26;
Gaspar
Ribeiro
de
Car
valho,
30;
Francisco
Raposo,
50;
Manoel
Joaquim
Rodrigues,
33;
João
Correia
Duar
te,
23;
Jacinlho
Cardoso,
16;
João
Alves
da
Costa
Fagun
las,
17;
Camillo
Louren
ço,
26;
José
Carril
Caetano,
33;
João
da
Costa,
12;
Antonio
Moreira
Ramos,
14;
Francisco,
filho
de José
Jacinlho
Raposo,
8;
Antonio
Marques,
46;
Henrique
José
de
Miranda,
35;
José
Marques
da
Silva
Loureiro,
13;
Antonio
Caetano
Carneiro»
67.
Em
i de
abril
—
Joaquim Antonio
da
Rocha,
39;
João
Antonio
de
Mendonça,
39;
José
Narciso
Rodrigues,
45;
José de
Oli
veira
Rocha,
22;
Francisco
Rosa
Barbosa»
31;
José
Antonio
Pinto,
37;
Francisco
Rodrigues
Cristello Júnior,
24;
Joaquim
Fernandes,
26;
José
do
Amaral,
22,
Amé
lia
Angustia
Machado,
19;
Manoel Anto
nio
Guimarães,
15; José
Simão,
26,
Cae
tano
Mendes,
2);
Francisco
dos
Santos»
34;
Rosa
Felicia,
21;
Bernardino
dos
San
tos
Peixe,
14;
Maria
Magdalena
da
Silvei
ra,
22;
Narciso Pereira
do
Lago,
14;
Ál
varo
Dias da Armada e
Sousa,
16;
Fran
cisco
Domingues,
19;
Manoel
Joaquim
de
Carvalho,
28;
Manoel Mendes dos
Santos,
4;
Manoel
de
Macedo,
34;
Manoel
de Ru-
da,
!<•;
Manoel
Henrique
de
Almeida,
25;
gnacio
José
de
Medeiros,
33;
José
de
Sou
sa
Craveiro,
40;
Manoel
José
Gomes,
24.
Em
2—Francisco
Gonçalves
do Couto,
74;
José
Rodrigues Alves,
23;
Francisco
Ervedosa
de Sousa,
33;
Jacinlho
de
Sou
sa
Moniz,
52;
Joaquim
José
Antonio
<Le
Oliveira,
41;
Maximiano
Castilho,
30;
Jo
sé
Cabral,
40;
Manoel da
Silva
Neves,
36;
João
Fernardes
Grego,
45;
Manoel
Alves
de
Oliveira, 32;
José Goçalves
Pereira,
30;
Rosa
“Candida,
32; Francisco
Dias, 21;
Antonio
Joaquim Pereira,
20;
José
Au
gusto
Pinto,
27;
Bernardino
José
Leite,
20;
Bento
Antonio
da
Cunha,
16;
Manoel
Francisco
de
Oliveira,
23; Francisco
Pinto
Bothelho
Filho, 13;
José
Moreira
Carnei
ro,
24; Joaquim
Rodrigues,
33;
Pedro Ca
bral,
24;
Manoel
Machado
Netto 53;
Fran
cisco
Gonçalves
de Freitas
Bastos, 16; Ma
noel
José
de
Lemos,
14;
João
Gomes
da
Costa,
13;
Antonio
Francisco,
28;
Manoel
Lopes
Cruzeiro,
40;
Francisca Rasa
Pimen-
tel,
30.
PRECES.
A
meza
da
confraria
do
Real
Santuario
do
Senhor
Bom
Jesus
do
Monte,
resolveu
e obteve
a
competente
licença e
approva-
ção
do
ex.
m#
e
revd.
m
° snr. arcebispo
coadjutor
para
que nos
dias
30 do cor
rente
e
1 e
2
do proximo
maio,
houves
sem
preces
publicas
ao
Altíssimo,
implo
rando
da
sua
infinita
misericórdia
faça
ces
sar
os efleitos
do
terrível
flagello
da
fe
bre
amarella aonde
quer
que
ella
grasse,
e
com
especialidade
no Rio
de Janeiro,
ua
qual
cidade
além
de
contar
muitos
filhos
desta
terra
existem
muitos irmãos
e
bemfeitores
desta
real
confraria.
Para
tomar
este
acto mais
solemne
ce
exporá
o
Santíssimo
Sacramento
no
throno
ás
4 horas
da
tarde
dos
referidos
dias,
e
para
juntarem
os
fieis
as
suas ro
gativas
ás
dos
ministros
do
altar,
roga e
convida
a
assistência
de
seus irmãos
e
fieis.
làMWW jiliii
ILTIHOS
TFrKGKtnUlS DA
AGEVCIA
MAVÁS
MADRID
24.
—
0
principe
de
Galles
manifestou
desejo
de
que
em
sua
honra
não
haja
corrida
de
touros,
sendo
por
is
so
revogada
a
ordem
que
se
tinha dado
para
esse
fim.
O
principe
não
se
demora
em
Aran-
juez,
e
chegará
aqui
ámanhã,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
sendo
esperado
na
gare
pelo rei. Na
quarta-feira terá
logar
a
re
vista militar,
recepção
solemne
e
banque
te.
Na quinta-feira
haverá
especlaculo
de
gala
na Opera
Italiana.
No
congresso,
o
deputado
Castilho
con
tinua
defendendo
o
suffragio
universal.
PARIS
24
—
Abriram
hoje
as
suas
ses
sões
ordinárias
sem
incidente
algum
no
tável
60 concelhos
geraes
dos
departa
mentos.
Dufanre volta
a
Pariz
quinta-feira.
Pagés,
constitucional,
foi
eleito
deputado
por
Montaban.
LONDRES
24
—Pardo,
presidente
da
republica
do
Perií, chegou
a
Queestown.
Um
telegramma
do
México com
data
de
13,
diz
que
as
tropas
do
governo
foram
repellidas
de
Caxaca,
mas
que ganham ter
reno
em
Puebla
e
Jaluco.
Foi
proclamado
o
estado
de
sitio, em
Chiapa.
CAIRO
23—Chegaram
aqui
tropas
egy-
pcias
da
expedição
da Abyssinia.
MADRID
25—
O
rei,
diversos
minis
tros
e
dignatarios
da
corôa,
o
embaixador
inglez
Layard,
e
os
secretários
da
embai
xada, todos
de
grande
uniforme
foram
á
gare
do
caminho
de
ferro,
ao
meio
dia,
receber
o
principe
de
Galles, que
che
gou
de
perfeita
saude.
0
principe
entrou
ás
11
horas
no
palacio
real,
onde
o espe
ravam
diversas
aucloridades.
O
ministro das
finanças
fez
afixar
na
Bolsa
um
aviso,
declarando
que não
to-
ma:á
resolução
alguma
com
respeito
á
di
vida
publica, sem accordo
dos credores.
A
commissão
do
orçamento ouvirá
as
suas
reclamações.
AGRADECIMENTOS
Francisco
José
de
Lima,
mulher
e filhos,
agradecem
por
esta
forma
a todas
as
pes
soas
que
lhes
prestaram
seus
obséquios
por
occasião
do
fallecimento
e enterro
de
seu
estimado
cunhado
irmão
e
thio João Fran
cisco
Ferreira
Braga,
cojo
funeral teve lo
gar
na
egreja
parochial
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
d
’
esla cidade,
no
dia
17
do
cor
rente a
todos protestam
sua
indelevel
gra
tidão.
(4005)
O
bacharel
João
de
Oliveira
Cardoso
e
suas
filhas Tbereza
Emilia
de
Oliveira
Car
doso,
Delfina
Rosa
de
Oliveira
Cardoso,
Leor.or
Lucinda
de
Oliveira
Cardoso, e
Narciso
de
Magalhães
e Vasccncellos,
em
extremo agracidos
para
com
todas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a honra
de os
cum
primentar
por occasião
da infausta morte
de
tua
muito
presada
esposa,
mãe
e
so
gra,
aproveitam
este
meio
para
significar
o
seu
leconhecimento
e piofunda
giatidão.
innwarn
—
Venda
de
propriedades
Na freguezia
de
S.
João
de
Villa
Chã,
concelho
de
Espozende,
ha para
vender
umas
terras
lavradias
e
medidas
de
milhão
de
praso,
que tudo
rende 10 carros. O
encar
regado
de
mostrar
todas
estas
propriedades
é
Bernaido
Gonçalves
do
Outeiro,
da dita
freguezia.
E
vende-se
mais
31
medidas
de milhão
na
freguezia
de
S.
Miguel
da Carreira,
concelho
de
Barcellos;
tudo
isto
se
con
trata
cem
seu
dono
Antonio
Emilio
Fei-
reira
de
Macedo,
da
freguezia
de
Gondifel-
los comarca
e
concelho
de
Famalicão.
(4011)
ASSOCIAÇÃO
CATIKILICA
A
Junta
Directora resolveu
mandar
ce
lebrar
uma missa
resada
uo dia
4
de
maio
pela alma
do
exc.mo
snr.
Roberto
Woo-
dhonse,
que
foi
o
primeiro presidente
da
Associação
Catholica
porlugueza.
Terá
logar
na
egreja
do
Popuio
pelas
7
horas
da
manhã
Convidam-se
lodos
os
snrs.
associados.
O
secretario
Dr.
Moreira
Guimarães.
Vende-se
uma
que
foi
avaliada
de
100
a
150
mil reis,
e
que
se
vende
por
rnenps
da
avaliação.
Quem
a
perlender póde (al
iar
na
rua
de
S.
Marcos,
u.°5l
(4012)
Madeira de castanho fina
Ha
uma
porção
de madeira
de casta
nho
para
vender,
tresenlas
e
tantas
dúzias,
tendo
bastantes coussueiras,
e
entre
ellas
algumas
de
nogueira
e
freixo A
qualida
de é
superior
e
seus
prrço
rasoavel.
Trata-se
com
Francisco
Ferreira
Dias,
na
freguezia de
Gondisalves.
logar
do
Quin
teiro,
ou
em
Braga,
rua
Nova,
u.°
50.
(4008)
Na
rua
da
Oliveira,
vende-se
duas
mo
radas
de
ca-as
novas,
bem construídas
com
os
numeros
9
e
9
A
e
11
e II
A,
as
quaes
são
foreiias
á
casa
do
exc.nia
visconde
de
Lousada.
Quem
as
perlender
falle
com
seu
dono
na
mesma rua
n.°
10.
Braga
22 de
abril de
1876.
(4007)
José
Custodio
da
Silva
Mattos.
Vende-se
1
1
moradas
de
casas
da
rua
da
Boa
Vista,
d’
esta
cidade,
sendo
3
mora
das
de um
andar,
com
quintal
e
poço,
n.
08
114,
115,
116,
e
8
terreas,
lambem
com
quintal
e
poço,
n.
os
117
a
124
Quem
as
pertender
comprar
póde
dirigir-
se
á
rua
do
Souto,
casa
n.°
40,
onde
se
darão
os
esclarecimentos.
(4010)
CSKU1€®EA® IJENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO
CIRÚRGI
CA DO
TORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(3092)
Dinheiro achado
Quem perdesse
certa
quantia
de
dinhei
ro
que
foi encontrado no
largo
dos
Ter
ceiros
d’esla
cidade,
póde
dirigir-se
á
rua
do
Anjo, ti.
8
30,
a Joaquim Antunes
Pe
reira,
que
satisfazendo
a
despeza
d’
estes
annuncios
e
dando
cs
signaes
certos
se
lhe
entregará.
(4003)
ãiíEujSê
Malhias
Dias
da
Fonseca,
negociante
matriculado
no tribunal
do
commercio
d
’
es-
la
cidade,
declara,
que
o
seu
nome
não
figura,
nem
figurará
em nenhuma
letra
co
mo
acceilante
sacador
ou
eudossante
e
por
isso
se
alguma
for
apresentada
com
tães
condições, é
falsa.
(3097)
LLO1D
DE
BKEHES
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Mabsburg—
Hansa
America
—
fíermann —
Weser
Bltein
—
Main
—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
PrinzFr.
VVillielm
Graf
llismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Para Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes que a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de grande
lotação,
lendo
legares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
7t>U
de
terceira.
.
..
São
de grande veloeidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae adquirindo uma
boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
as
passagens pagas no Porto ou nas sub-agencias da pro
víncia,
o transporte do passageiro a lãsboa pelo eaminbo de
ferro
è
por eonta da
Compartiria.
Estes paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
ccntractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada paquete
ha
um medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus serviços
graiuitameute aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são fornecidos
lodos os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Kawcs
C.a,
rua
de
8.
Francisco
n.°
4.
2
o
andar
—
Porto—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
lhesouraria do
Banco
Mercantil,
ou
largo de
S.
Miguel
O
Anjo o.°
20.
<
6
*)
Banco
da
Povoa
de Varzim
Per
ordem
do
exem.0 snr. presidente
da
assembleia
geral são
convidados
os
srs.
accionistas
a
reunirem
se
extraordinaiia-
mente
na casa
do
mesmo banco,
no
dia
29
do
corrente,
pelas 10
horas
da
manhã,
afim
de
elegerem
um'
director
e
substitu
tos.
(4001)
Nova
Companhia
de
Seguros
DOURO
De
Fogo e Marítimo
Agente
em
Braga
—
Ricardo
Malheiro
Dias,
Banco
Mercantil,
ou
Largo
de
8.
Miguel
O
Anjo,
n.°
20.
(3090)
Ballimore—
Berlim
—
Chio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurt
—Han-
nover
—
Koln
—
Strassburg
Adler
— Falke—
Mowe
—
Reiher
Schwalbe
—
Schwan—Strauss
Albatross
« :Vi)Ã A I'IIOTIÍGIIÃI
,IIIÃ
fa
«n
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS, 4
*•
[
Vulgo
Fonte da
Carcova)
9
SS
s
s
Theophilo
Santiago, photogra-
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
traba
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
3
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(3094)
s
&
fl
4
X
9
9
9
A
TTENÇÂO
No
largo
de
D.
Gualdim
n.°
1
casa
de José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a
580,
e
550
reis
a
reta
lho,
por junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas casas
do
annuncian-
le
na ponte de
Prado.
(3087)
VI.VHO
VERDE PAímí lI.AK
Na
rua
de
Santo
Alonio,
das
Traves
sas, n.°
15,
e
rua
do
Campo,
n.°
20,
acha-se
á
venda
vinho
verde
particular,
e
bons
petiscos
para
os
amadores
d’
este
ge-
nero,
tudo
com
aceio
e
limpeza e por
pre
ços
muito
rasoaveis.
(3096)
VENDA
de
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
fiuiJLà
de-se
vêr desde
as 9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na rua
dos
chãos
n.‘
13
(3086)
raSÃL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar d
’
Arrifana
o
casal
denominado
d
’«Alem>
com
todas as
suas
pertenças,
livre
de
fôro
ou
penção. Dirigir-se ao
proprietário
alli,'
ou
nos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(3055)
João
de
Leinus
SERÕÉO
?ALDEIA
Um
vol.
nitidamente
impresso,
600
rs.
Pelo
correio,
630
rs.
Na Livraria
de
Ernesto
Chardron
—
Edi
tor
—
Porto.
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
