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-
4.° ANNO 1876
FOLHA
COfôMERCIAL
RELIGIOSA £ miCIOSA
NUMERO 560
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
‘
3
E, para onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte =As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
^lO.^EL.ESD^L-SS
53
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.^Semestre
850
rs.=ProD»n-
l
cias,
anno
2Á000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
ISOSc
I
rs.=Srazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1^990
rs.
moeda
forte,
j
ou
8&000
reis
e
tóBOO
reis
moeda
fraca.
—
Ànnuncios
por
íinba
í
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
29
e
l
0
d
’
abatimento
BOGA—ÇUJRTT^-FFSK A
■
2® BB
•UTVBBB
Kiondres, » «te
Setembro, ÍS?6.
íA’
redacção
do
«Apostolo».)
[Conclusão]
Entenda-se
e
interprete-se
á
luz
des
tas
idéias
e factos,
a
seguinte
linguagem
do orgão
Anglicano
por
excellencia,
no
artigo
sobre
que
estou
commenlando.
por
que
elle
contem
a
verdadeira
chave
da
política
Ingleza
—
ou
Anglicana,
que
é
a
mesma
cousa,
só
com
outro
nome.
«A
Itaha.
«diz
elle»
desejaria
natural
mente
procurar
a
eleição de
um
Cardeal
que
cessasse
de faiar
contra
a
indepen
dência
delia,
e
de pôr
o
clero
em
oppo-
sição
ao Poder
Civil.
A
Áustria
tem
difíi-
culdades ecclesiásticas
que
um Pontifice
Liberal
ajudaria
a
sobrepujar.
A
França
não
se
descartou ainda,
mesmo
nestes
dias
republicanos, deappetecer
influencia
ec-
clesiástica.
A
Allemanha
daria
muito
por
um Pontifice
que
acabasse
com
a
incóm-
rnoda
e
irritante
contenda
entre
o
seu
Governo
e
o
seu
clero
Cathólico».
Até
aqui
o
que
o
Times
diz
é
sincero
bastante, mas
no
que
agora
segue
não
concordo
tão
facilmente quando
diz:
—«O
Sacro
Collegio
não
tem muito
a
temer
da
influencia
da
França,
d
’
Allem.mha
ou
d
’Auslria».
Parece-me
isto
em contradicção
com
o
que
vimos, ha
bastante
tempo
já,
quando
Bismark
tentou
formar
combinação
diplo
mática
com
os
Governos
dessas
nações,
para
impedir
ou
precaver
que n
uma
nova
eleição
de Pontífice
os Cardeaes
escolhes
sem
Successor
a Pio
IX
que fôsse
de
tempera
semelhante
a
delle.
Na
minha
opinião,
o
Times deseja,
por
dizel-o
as
sim,
adormecer
os Calholicos
verdadeiros,
em
uma
confiança
fallaz;
ao
mesmo
tempo
DR.M.
DE
JUCEDO.
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
I
[Continuação)
KV
Dia
de
finados.
Ha
no
mundo
dois
dias
que
são
ver-
dadeiramenle
pomposos
na
cidade
do Rio
de
Janeiro:
o
de
quinta-feira
de
Endoen
ças,
e o
da
commemoração
dos
defun-
ctos.
No
primeiro
d
’
elles
adora-se
o lenho
sagrado,
imagem d
’
Aquelle
em
que
no
Golgotha
foi
crucificado
o
Filho
da
Rainha
das
Virgens.
O
segundo
pertence
á
religião
dos
tu-
mulos.
Pois com
serem
tão
grandiosos
e
su
blimes,
tão
cheios
de intima
dôr
e
de
tre
menda
verdade,
os
pensamentos
que pre
sidem
esses
dois dias,
ainda
assim
ha
n
’
elles
sacrilégio
e
vaidade.
Ha o
sacrilégio
dos homens,
e
a vai
dade
das
mulheres
e de quasi todos.
Uma
multidão
de
mancebos
corre
um
por
um
todos
os
templos
na
quinta-feira
santa,
e
sem
que
os
intimide
nem
con
triste
o
aspecto
solemne
das egrejas,
o
effeito
d
’essas
mil
luzes que se
queimam
que
não
pode
desconhecer
c>mo
cousa
inlallivel,
que
Bismark,
e
a
maçonaria,
de
quem
elle
é
hoje
o
instrumento
e ca
pitão
favorito
contra
a
Igreja Calbólica.
não
deixará
pedra
a
seu
alcance
por
mo
ver,
para
que,
se
podér,
obtenha a
elei
ção
de
um
Papa
macio,
que
ajude
o li
beralismo
Allemão,
e
a
Maçonaria
uni
versal,
de mãos
dadas
com
o
Protestan
tismo
Anglicano,
a
destruir
e abater
(se
fôsse
possível—
como
elles
crêem, e
nós
não)
a
verdadeira
Igreja
de
Deus,
a
Ca-
tholica,
Apostólica,
Romana.
Veja-se
no
que
agora
segue, a
hvpo-
crisia
clara
e
a
má
lé,
com
<jue
a
folha
do
Protestantismo,
e
do
Maçonismo
aífir-
ma
ou insinua
precisamente o
contrario
do
que
sem
duvida
pensa;
—«O
Governo
que
elle
(o
Sacro
Collegio)
deve
realmente
temer,
se
é
que
algum
teme,
é
o
da
Ita-
lia,
que
tem
a
ganhar
a mais
ou
perder»
(pelo
resultado
da
eleição).
Até
aqui é
verdade,
mas
ahi
vem
logo a
mentira
embrulhada
em
asserções
que o
Times
sabe
serem
falsas,
em
tudo
o
que
não
é
relativo
ao
poder
espiritual
e
autoridade,
que
o
Governo
Uzurpador
não
podia des
truir
ou
annullar;
continúa
elle:
—
«Mas
é
dillicil perceber que
razão
ver
dadeira
exista
para receiar»
fou
assusta
rem-se
os
Calholicos).
«A
Italia
não
ten
tou
invadir
o
domínio
espiritual
do
Papa
ou
de
seus
conselheiros.
Permitte
lhe con
servar
toda
a
ostentação
e maquinistno
mesmo
de
um
Governo
Temporal.
Recebe
o
Papa
Embaixadores,
e
manda
Núncios
tão
livremente
como
o
fazia
quando
era
Príncipe
temporal
assim
como
espiritual.
Consente-se-lhe
que
amaldiçoe
o
iíeino de
Itaha
e
todas
suas
obras
com
pasmosa
li
berdade
de expressão.
Com
effeito o
luxo
do
anathema
nunca
se
gosou em
maior
abundancia
O
Papa
e
os
Cardeaes
podem
passear
em
Roma
tão
livremente
como
sempre
o
fizeram,
&,
&.»
E
então
acre-
centa:
—
nos
altares,
e
o
profundo silencio que
n
’
el-
les reina; no meio
dos
poucos
a quem
um verdadeiro
sentimento
religioso
affas-
la
da
terra
e
aproxima
ao
Céo,
elles pro
fanam
o
sanctuario
requestando as
mu
lheres,
e
zombando
dos
mistérios.
E
as
mulheres,
as
mulheres
em
quem
a
religião,
além
de um
dever,
é
ainda,
mais
que
em
lodos,
uma
necessidade
e
um
encanto,
tem
entre
si
muitas que
olham
a
noite
sagrada
como
o
ensejo
feliz
de
ostentar
suas
graças
e
suas
gaias ; e
lá
mesmo,
no
seio
dos
templos,
suas
orações
não
chegam
nunca
ao
Céo,
porque
as
desconceituam
as
murmurações
que
d
’
en-
volla
com ellas cahem
na
terra.
E
o
dia
de
finados, o
dia
de
lucto
que
os
homens
tem tornado
de
festa
;
o
dia
do
pó, a
recordação
do
nada que somos,
é
em
nosso
tempo
a
demonstração
viva
e solemne
do
muito
que
pretendemos
ser.
Uma
palavra
diz tudo :
no
dia
da
com
memoração
dos defunctos,
a
vaidade
dos
vivos
levanta
seu throno
sobre
o
tumulo
dos
mortos.
E
portanto
ainda
n
’esses dois
solemnes
dias
nós
demonstramos
crime
e
fraqueza.
Em
quinta-feira
de
Endoenças
nós so
mos
sacrílegos.
Em
dois
de
novembro
de
todos
os
an
nos
nós
somos,
pelo
menos,
vaidosos.
Havia chegado o
dia
dois de novem
bro
de
1846.
Tinha
se,
pouco
mais
ou
menos,
pas
sado
mez
e
meio
depois
d’
aquella
manhã
em
que
Cândido,
da
fresta
de
sua
janel
la,
observara
em
exlasi
a
Bella
Orfã pas
seando
no
seu
jardim.
Desde
o
romper
d
’
aurora
que
os bron
zes
de
todas
as egrejas
da
capital
do
Bra-
«E’
muito
provável
que
o
Governo
Ita
liano estimaria
muito
pôr
termo
ou
impe
dir
as
extravagancias
do Vaticano,
se
o
podesse
fazer
a
salvo,
porque
todos
os
Governos
gostam
de
exercer
tanta
quanta
autoridade
podem.
Mas
a
opinião
pública
da
Europa
dá
melhor protecção ao
Papado
ainda do
que
suas
próprias
periensões
sa
gradas.
Paizes
Protestantes
assim
corno
Calhólicos
haviam
de
ressentir qualquer
tentativa d
’encurtar-lhe
a
liberdade
legi
tima
e
sobre;
tudo
de
impedir
ao
Sacro
Collegio
o
escolher
o
Cardeal
que
julgasse
mais
proprio
para
exercer
os
poderes
do
Papado.
A
Italia
não estava
em
circun
stancias
de
provocar as censuras
de
ou
tros Estados
com
a
tentativa
de
sujeitar
o
Conclave
Papal
a
qualquer indevida
in-
iluencia;
e
dillicil
é
de
ver
como
ella
o
aoderia
fazer,
ainda
que
o tentasse.
Os
ãardeaes
não
se
têm
encontrado parlicu-
armenle
accessiveis
ás
seducçôes
do
Qui-
rinal,
e
os
Ministros
de
Victor
Manoel
não podiam
empregar
outra
sorte
de
pres
são.
«Podiam
offerecer
ao
Papado
melhores
lermos
se
um
certo
Cardeal
particular
mente
designado
fôsse
eleito,
ou
podiam
ameaçar
o
Vaticano
se
a
escolha
recalnsse
n
’
um
inimigo
tão
acre
da
Italia
como
o
iresente
Papa».
Note-se
a
malicia com
que
o
Times
usa-a
expressão
«inimigo da Italia», como
se
a
inimizade <lo
Pontifice
fôsse
ao
paiz,
ao
povo
italiano;
quando
ella,
como
a
de
todo
homem
de
bem (que
não
é
Protes
tante,
porque estes
odeam
o
Papa
como
seu principal
antagonista),
não
é
contra
o
povo
de Italia,
mas
contra
os
inimigos
cosmopolitas
do
Calholicismo
e
do
dbeito
—
a
Maçonaria,
em
uma
palavra,
e
seus
alliados
ou
dupes.
Continúa
o
Times:
—
«Mas
os
Ministros
de
Vitlor
Manoel
não
passariam
de palavras.
Seria
absurdo
suppor
que
pensassem
jímais
em colmcar
o
Sacro
Collegio
sob
restricção
phy-ica.
dôr
e
a saudade
que
se
íingem, preci-|
porque
um
semelhante
tratamento
lhe
da
ria
um
ar
valioso
de
martyrio».—
Isto
em
bom Portuguez
traduz-se
pela
proverbial
expressão,
«o
medo
guarda
a
vinha».
A
canalha
usurpadora
Italiana sabe
muito
bem,
que
na
Italia
mesmo
ha
muita
gente
boa
que estimaria ver
mergulhada
por
al
gumas horas
nas
agoas
do louro Tibre
Toda
aquella
infernal
Huzzurraria,
Que
como
peste
horrível
e
asquerosa,
Por
cobarde
traição,
quanto
aleivosa,
Roma invadiu
por junto
á
Porta
Pia.
Contunúa
este
notável
artigo,
tão
cheio
de
revelações
das
idéias,
desejos,
e
dis
simulações
maçónicas
e
Protestantes: —
«Talvez
os
Cardeaes
procuram illudir
uma
especie
de
pressão
mui
differente
da
de
Governos
seculares.
A
principal
ques
tão
que
têm
a
decidir
é,
se
o próximo
Papa
hade
ir
ou
não
algum
tanto
com
a
corrente
do
Liberalismo,
ou
se
fará
re
sistência
intransigivel
ao
que
vagamente
se
chama o
espirito do
século.
Se elles
desejam
emplastrar
uma paz
on
mesmo
uma
trégoa,
com
a
Italia,
e
se
procuram
aplanar
o
caminho para
um ajuste
com
a
Allemanha,
escolheram
uma
especie
de
Cardeal;
se
continuam
a
querer
tudo ou
nada,
tanto
da
Allemanha
como
da
Italia,
e
a
desfraldar
o
Syllabus
á
cara
da
so
ciedade
moderna,
escolherám oulra
espe
cie de
homem.»
Como
este
artigo do
Times
é tão
lon
go
(por
isso
mesmo
que
não só
o
assum
pto
é
de
transcendente
importância,
mas
porque
tem
por
objecto
excitar
o
Libe
a-
lisrno a
precaver-se),
vou
tratar de
resu
mir
o
resto
quanto
passa,
sem
ommittir
o
que
é
de
mais
signiticancia.
Diz
ain
da
:
—
Que
as
duas
alternativas
mencionadas
poderiam
excitar
grandes
divergências, dis
cussões,
protestos
até
de
ecclesiásticos,
que
agora
se
calam,
em
razão
do
respeito
sam
de ornar-se
muito, e as que
são
ver
dadeiras,
apresentam-se
nuas...
e
sua
nu
dez é
immensamente
sublime.
A
melhor
expressão
de uma dôr
é o
pranto
:
o
mais
rico
ornamento
dos
tumu
los
é
a
caveira.
Os vestidos
devem
condizer
com
o cor
po
que se
veste: não
ha.
não
póde
ha
ver relação
entre
molduras,
franjas
doi
radas
e
um
esqueleto.
Essa
riqueza
parece
uma
zombaria
que
a
vida
faz
á morte
:
essa
riqueza
destroe
complelamenle
a
ideia
trem.enda
que
em
tal
dia deve occupar
o espirito
dos
vi
vos.
Porque
á
porta
do
jazigo
o
homem
lê
as
terríveis
palavras
de morte
«Lembra-
te
homem
que
és
pó,
e
que
em
pó te
lias de
tornar.»
E
dentro
do
jazigo
elle
encontra
ouro...
ostentação...
luxo...
Para
que
pois
uma
tão
grande
men
tira
em
dia
de tão
grande
verdade
?
não
sabeis
?...
E’
porque
o
filho
do
rico tremeu quan
do
viu
que
os
ossos
de
seu
pae
não
se
podiam distinguir
dos
ossos
do
mendigo;
e
com
as
galas
da
vida
quiz
esconder
a
igualdade
do
pó
Embora...
Ou
no
mausoleo,
ou
na sim
ples
urna
funerea,
eslava
sempre
o
triun
fo
da
morte:
mesquinha
differença
havia;
um
guardava
o
esqueleto
do
rico,
a
ou
lra
os
ossos
do
pobre;
mas
de
mistura
um
e
outros,
quem
acertaria
com
a ca
veira
do
primeiro?...
Havia
ahi mesmo n'essa
area
tremen
da,
ouro,
ostentação
no exterior ;
pó
e
mais
nada inlernamente
:
por
cima
eslava
ainda
a
vida...
a
mentira
;
por
baixo
triun
fava
a
morte.
.
a
verdade.
(Continua)
zil
gemiam
com
seu
dobre
lugubre,
lon
go
e
monolono.
Multidão
imtnensa
de
homens
e
mu
lheres
todos
vestidos
de
dó,
sabiam
ou
entravam
em
turbas
pelas
portas
dos
tem
plos
como
ondas
negras.
Apesar
de
sua
vaidosa
ostentação,
de
sua
inoportuna
riqueza,
os jazigos
offere-
ciain
um
aspecto
sublime
e
melancólico:
era
o
aspecto
da
morte.
O
jazigo
de
S.
Francisco
de
Paula
es
tava semeado
de
tumulos,
e
repleto
de
povo.
Os
curiosos
que
o
visitavam,
cediam
á
força
do
império
da
morte;
obumbra-
vam-se.
Os
orfãos
e
as
viuvas,
os
paes
que
haviam
perdido
seus
filhos,
choravam
e
rezavam.
A
despeito
das
galas
e
do
luxo
de
alguns
immensos
mausoiéos,
o
pó,
o
nada
humano
parecia
transudar por
entre
as
molduras
doiradas, e
uma
caveira
se
mos
trava
triumphanle
de
sobre as
columnas
do
ébano.
Nos tumulos
humildes,
sem
pompa
de
luxo,
cobertos
de
rôxos
amaranthos,
e
tristíssimas
perpetuas,
como
que
o génio
da
saudade
estava
ahi
sentado
para
inter
mediário
entre
a dôr
do
vivo,
e
a
alma
do
morto.
O
tumulo sem
pompa,
era
a
expressão
da
saudade
do
vivo.
Porque,
preciso
é
dizel-o,
a
verdadeira
dôr
é simples
e singela;
e
a
saudade
que
se
não
simula,
a saudade
que
sae
do
coração,
não
tem
necessidade
de
adornar-
se
:
assimilham-se
n
’
isso
as
mulheies,
que
quanto
mais feias mais
se
enfeitam
para
disfarçar
seus
senões,
e
quanto
mais
bel-
las mais simplesmente
se
vestem
para os
tentar
seus
naluraes
encantos
:
assim
a
ao
Pontífice
actual;
e
levantar
discussões
também
da
parte
de
«Calhólicos
liberaes»
(Calhólicos
indifferenles
ou apenas
Calhó
licos
devia
dizer,
ou
Calhólicos
nominaes.)
Que
estes
haviam
de
fazer
barulho
e
rui-
do,
se
lhes
dessem
tempo
e
occasião,
para
que
se
lhes
elegasse
um
Papa
a
seu
geito.
Que
para
obviar
a isto,
os
Cardiaes
ham
de
querer
decidir
depressa a
eleição,
«assim
de
que
os
Calhólicos
Liberaes
não
tenham
tempo
de
fazer
commoção
desa
gradável»
(lá
no
Brazil
não
hade
ser
dif-
ticil
explicar
r>
que
significa
a
expressão
Calhólicos
Liberaes.)
Acrecenla
porem
o
Time<—
"Está
longe,
todavia,
de
ser
certo,
que
mesmo
a
eleição
de
um
Papa
Liberal
tivesse
sobre
a
Igreja
de
Roma
effetio
tão
liberalizador
como
geralmente
se
suppõe.
Pio
IX
foi
Liberal
ao
princio
e
viveu
oa-
ra
vir
a
ser
cousa
mui
differente
d
’
is-
so.
»
Consola
porem
o
jornal,
at
á
certo pon
to,
os
Liberangas
com
dizer-lhes,
que
tu
do
o
referido
não
obstante,
o
Papa,
quem
quer
que
seja,
ha
de
vir
a
se
reconciliar
com
o
Governo
Italiano
(isto
é,
usurpa
dor),
e
que
a
eleição
de
um
Ponliiice
«Ultramonlano»,
só
teria
o
effeito
de
de
morar
mais
a
reconciliação
do Vaticano
com
o
Quirinal.
A
seguinte
passagem
do
Times,
que
vou
traduzir
fielmente,
é
notável
pela
con
fissão
que
faz
do
concerto,
da
prudência,
das
cautelas,
da unidade,
a
que se
attende
na
Igreja
Calholica.
Diz:
—
«Nominalmente
um
Papa
é
o
mais
ab
soluto
dos
governantes;
mas
pralicamente
a
sua Soberania
é
limitada, ião
só
por
uma série
immensa
de
regras
e
tradições,
mas
pelo
maquinismo
espiritual
do
Vatica
no,
e
pelos
ecclesiáslicos
que
lhe impri
mem
o
movimento.
Decisões
importantes
do
Papa
não
se
dam
até
se
ler
bem to
mado
o
pulso
ao
mundo,
Catholico
Roma
no,
por meto
de seus
dignitários,
e
até
que
a
questão
em
disputa
haja
sido
con
siderada
por
congregações
de
instruídos
theologos on
ecclesiáslicos
práticos.
O
Pa
pa
de
ordinário
não
é
mais
qtie
a
boca,
o
orgão vocal
de
uma
Junta
Selecta,
des
tinada
a
impedir
que
a
sua
Infallibilidade
se
engane. Elle
podia,
sem
duvida, em
theoria,
livrar-se
dessas
pêas,
mas,
de
fa
cto,
raras
vezes
ou
nunca
o
faz
!
A
gran
de
maioria
dos
Papas
tem
sido
tão
puramente
crealuras
do
seu
tempo
como
se
tivessem
'sido
outros
tantos Soberanos
seculares.
Ora,
hoje
a
direcção
principal
do
pensamento
e
sentimento
na
Igreja
Ca-
tholica
Romana
é
inquestionavelmente
Ul-
tramontana.
Mesmo
a
França,
que já
foi
tão
Gallicana,
é
Ultramontana
hoje
como
outros
paizes.
O
Bispo Dupanloup,
que
parecia
ser
o
ultimo
dos
Gallicanos,
advo
ga
pelas
pretensões
extremas
do
Vatica
no.
O
Ultrarnontanismo
não é
mais
que
uma
percepção
do
facto,
que
o Caholi-
cismo
não
pode
Iransformar-se
sem
cessar
d
’
exislir,
e
ainda
o
mais
Liberal
dos
Pa
pas
podia
fazer
pouco para
temperar
a
violência
dessa
convicção.»
Achei
tão
importante
e tão digno
de
altenção
a
mais
seria
o artigo
que acabo
de
extractar.
e
de
copiar
fielmente
o
mais
essencial
delle,
que
determinei fazer
do
mesmo
o
principal
ohjecto
d
’
esta
carta;
tanto
mais,
que
na
verdade
o
que
alem
disto
ha
de
cousas aqui
de
enleresse
po
lítico
Europeo,
se
limita
ao
que
loca
á
questão
do
Oriente.
Mas
desta
nada
se
pode
annunciar
de
decisivo.
Parece
cer
to,
que
os
Turcos
têm levado
a
melhor
na
guerra,
tanto
em
relação
aos Servios
como
aos
Montenegrinos.
Não
deixa de
indicar
ainda
bastante
vida
e
energia
na
Porta,
o
ler
ganhado
essas
vantagens,
ao
mesmo
tempo
que
passou
por
duas
mudanças
absolutas
de
Soberanos,
dentro
de tão
curto
espaço.
Qualquer
folha
Europea dará
conta
dos
principaes
factos; mas
quanto
a
este
paiz,
á
Inglaterra
ha
circunstancias
mais
prin
cipalmente
notáveis, e que
fazem
honra
a
John
IJull,
ao poro
á
sua maioria ver
dadeira;
pois,
nesta
occasião,
a
opinião
publica,
do
povo, da
multidão,
é
que
ver
dadeiramente determina ou
modifica
a
ac
ção
do
Governo;
e
vai
assim
ler
influen
cia
considerável
na
solução
que
se
dê
á
questão
do
Oriente.
As
correspondências
mui
copiosas
e
diarias
dos
agentes
e
representantes
es-
peciaes
das
folhas
principaes
d
’
aqui.
re
ferem
detalhadamente
os
successos
da
con
tenda,
e
sobre
tudo as atrocidades
e
vio
lências,
ao
que
parece, commeltidas de
um
e outro
lado
dos
belligerantes,
mas
inquestionavelmente
mais da parte dos
Turcos;
e
isto
especialmente pela
impru
dência,
de
terem
feito
vir
da Asia
(da
Circassia
e
vizinhanças),
bandos
irregula
res,
que
poderemos
chamar
guerrilhas,
de
Bashibazouks,
e
mandal-os
contra
os
insurgentes.
Parece
que
as
barbaridades
e
atrocidades
por
elles
commettidas
em
centos,
cm
milhares
de
gente
desarmada
e
não
militar
ou
combatente,
sam
verda
deiramente
horríveis
e
monstruosas.
O
povo
aqui
e
os
jornaes
tomáram
isso
tanto
a
peito,
que
em
poucos
dias
baixou rapidamente
a sympathia
maior
que
havia
pelos
Turcos.
Nas
caricaturas
hon
tem
e
hoje
mesmo
apparecidas,
e
avida
mente
contempladas,
compradas,
commen-
tadas
até
por
toda
agente
baixa
mesmo
nas
ruas, se
vê
o
effeito
de
taes
noticias.
No
celebre
Punch,
por
exemplo,
appare-
ce
a
allusão seguinte
muito
expressiva
nas
physionomias
e
em tudo:—A
figura
de
Brilania
armada,
como
vemos
as
está
tuas
de Menerva
ou
Bellona,
e
olhando
com
cara
mui
servera
e
fria
para
um
Tur
co
que
lhe
estende
os
braços
e
lhe
diz
em
ar
o
mais
supplicante:—
Ainda
se
rá
minha
minha
amiga,
ainda
me
favore
cerá?»--;
«Sua
amiga,
com
as mãos des
sa
cor!»
—Responde
Brilania; exprimindo,
que
o Turco
traz
as
mãos
ensanguenta
das pelas violências
e
mortes
no
povo iner
me.
A
sensação
e
sentimento no
pubneo
é
tal.
que
hade
tornar
mais
difficil
ao
Go
verno
favorecer
o
Turco
tanto quanto
o
interesse
Inglez
o
quer.
Por
outra
parte
a
indisposição contra
a
Rússia
cresce
muito,
acctisando-a
toda
a
gente
de
ser
ella
que
instigara
a Ser
via
e
o Montenegro
a
mover
esta
guerra
contra
a
Turquia.
A
não
ser
que
a
Rús
sia
que
ra arriscar
uma
guerra, que
se
tornaria
Europea,
creio
que
vetemos
em
breve
a contenda
no
Oriente
arranjada
por
algum
concerto
e
conferencia
entre
as
Grandes
Potências.
Não é
isso
porem
ain
da
certo; dependerá
principalmente
da
actilode que
a
Rússia
tome;
mas
não creio
arrisque
a
guerra.
A.
11.
SAKA1VA.
- -----------
...
Cahnbrii,
d’<»««4
(Do
nosso
correspondente».
Estamos
em
maré
cheia
de
incêndios.
Quasi
lodos
os
dias ou
noules
o sinistro
som
do
bronze
nos
representa
á imagina
ção
apavorada
um
edifício em
chaminas,
uma casa
que
se
desmorona,
uma fortu
na
que
se
aniquilla,
uma
familia
desgra
çada.
O
mais
notável
d’
esles
foi
na
praça
do
Commercio,
n
’um
estabelecimento
de
quinquilharias,
e
armazéns
de
petroleo
e
linhos
Perdeu-se
tudo
;
esta
casa
estava
segura
etn
12
contos. O
fogo
communi-
con se
a
tres
habitações.
N
’
uma d
’estas
morava
o
snr.
Pinto,
cirurgião,
que
a
cus
to se salvou,
quasi
nú.
Perdeu
tudo,
tudo.
Não
tinha
nada seguro.
—
Tivemos
hontem
no
4.°
anno
de
Di
reito, o
dr.
José
Dias
Ferreira. A
aula
encheu-se
d
’
estudantes
para
ouvir o
ca
vaco
do illustre
cathedralico,
mas
morde
ram
o
beiço.,
quando
o
ex-ministro
co
meçou
a
explicar.
Mas
nada
perderam,
oorque
s.
ex.
a
fez-nos
uma
prelecção,
co
rno
ha
muito
não
tivemos Fallou
toda
a
tora
sobre
capital,
sobre
o
codigo
do
pro
cesso
civil,
e sobre
a
direcção,
que
ten
cionava
dar
ao
estudo
n
’este
anno
lecti-
vo.
Foi
ouvido
sempre
com
a
maxima
at-
tenção
não
só
pelos
estudantes
do
curso,
mas
por
muitos
dos outros
annos
e
facul
dades.
que
enchiam o
salão.
No
domingo
houve
solemne
festivida
de
na
egreja
da
Misericórdia
com
a
as
sistência
do
Prelado.
Cantava
a
sua
pri
meira
missa
um
orfão
d
’
aquella
casa,
que
se
formou
em
Theologia
no
anno
findo.
Prégou
o
ex-vice-reilor
do
collegio
dos Ór
fãos o snr.
Albino
Coelho, que nos
dizem
ter
satisfeito
plenamente
o
audictorio.
fal
ando
do
fundador
do
collegio
dos
Órfãos.
Caetano Correia
de
Seixas,
e
dos
bene
fícios
<]tie estava
prestando
a
esta cidade,
jor
modo que
fez
brotar lagrimas
a
todos
que
o
ouviam.
Vae
tmprimir-se
este
dis
curso, honrosissimo
para aquelle
estabele
cimento
de
caridade
e
pira
o clero,
do
qual
é
uma perfeita
apologia.
—Hoje
deu-se
aqui
um lamentável
suc-
cesso.
N’
uma
das
ruas d
’
esla
cidade,
caiu,
varado
por um
tiro, um
indivíduo, que
passava
muito
socegadamente
com
a
mira
nos
seus
negocios,
com muitas
esperan
ças
no
futuro, e
pensando
talvez
em
gran
des
projectos.
Pois
tudo
isto acabou n’
um
momento,
porque um sugeilo,
que
den
tro
d
’
mna porta
limpava uma
espingarda,
a disparou
involuntariamente
na pessoa
que leve
a
desgraça
de
passar
em
tal
oc
casião.
—Tem
estado
aqui
a
companhia
d
’Emi-
lia Adelaide, dando
hontem
a
ultima
reci
ta. Em
todos
os dias
teve
enchente na
platea,
occupada
pelos
estudantes
;
nos
ca
marotes, para
onde
vão
os
cidadãos coim
brões,
havia
duas
famílias.
Escusavam
de
vir aqui
artistas,
se
não
fosse
a
acade
mia.
Ao aJnrnal «lo iVíStaS»»».—Deve
ríamos
replicar
ao «Jornal do
Minho»
com
aqueila
seriedade
e
impagavel
pilhéria
que
o
collega
insinuou
ás
suas avançadas
no
penúltimo
n.°
Não
será
assim:
sómente observámos,
que
se
o
collega
pretende
continuar
a
votar
graça,
não
teremos
remedio senão
fazer
provisão
de...
infinita
paciência,
ou
dei-
xal-o
a
combater
moinhos
de
vento.
A
npssa
replica ao
«Jornal
do Minho»
reduz-se
a
poucas
palavras.
Estamos
m
«vencidos
de que
a
folha
dos
históricos
lucta
com
falta
de
assum
pto,
onde
possa
desafogadamente
galear
a
sua
erudiçção,
e
os
seus
invejáveis dotes
de
polemista. Do contrario não
desceria
a
puerilidades,
que
se não
compadecem
muito com
a sua prosapia, por
tantos
títulos
justificada.
Em
a
nossa
ultima
resposta
ao
«Jornal
do
Minho»
descobriu
o
collega
que
formu
lamos
um
novo programma,
a
que
chama
programma
n.” 3, nas seguintes
palavras
do
nosso
artigo:
«No
partido
regenerador,
assim
como
em todos
os partidos
do
actual estado
de
coisas, havemos
de
louvar o que
fôr
lou
vável,
e
censurar
o
que
fôr
digno
de
censura».
E
todo
ancho
pela
descoberta
conclue,
que
«o
Commercio
do Minho
vae
perden
do o habito
de
fazer reclames
em
proveito
dos
regeneradores».
Decididamente
o «Jornal
do
Minho»
está
a
caçoar
com
os
seus
assignantes.
0
que
havemos
nós
feito senão
cin
gir-nos
áquelle
proposito,
que
nunca
te
mos trahido?
Se
a
lente
usual
do
«Jornal do
Minho»
o
fórça
a
acreditar
preto
aquillo
que
é
extremamente
branco,
porque se não
des
faz d
’
esse
instrumento
illusorio?
No decurso
da
discussão
que
a
folha
dos
históricos
diz
ter
travado
comnosco.
só conseguimos apurar
uma coisa:—
que
é
mediana
a seriedade
com que
o
collega
tracta
os
assumptos
que
se propõe
discu
tir.
Entra
no
campo,
enfia
umas
nas
ou
tras
as
accnsações,
fecha os
ouvidos
a
tudo
o
que
não
seja
o
ecco
da
sua
voz,
e
desanda
a cantar
vicloria,
muito
con
tente
com
as
suas
brilhaturas.
0
sistema
é
facil,
como se vê.
Não
esperávamos,
porém,
que
fosse seguido
pelo «Jornal
do
Minho»,
em cujos basti
dores
discreteiam
mais
de
vinte
summi-
dades
poliiico-lilterarias..
.
0
«Jornal do
Minho»
ameaça-nos
com
voltar
novamente
á
carga,
se
algum
dia
nos
afastarmos
do
que
elle
chama
novo
programma.
Estamos
tranzidos
de
susto...
Ora,
ce-
bolorio,
collega.
íBengruçu.
—
Succedeu
hontem
de ma
nhã,
nas
Carvalheiras,
uma lamentável
des
graça,
de
que
foi
viclima
Antonio
Fer
nandes,
que
exercia
o
oílicio de
torneiro,
na
rua
da
Cruz
de
Pedra.
Estando
aquelle
infeliz
artista
a
carre
gar
um
carro
de troncos
de
larangeira,
quebrou
o
fueiro
a
que estava
agarrado,
do
que
resultou
resvalar-lhe
sobre
o peito
um
grosso
tronco,
que
momentos depois
o
tornou
cadaver.
H
*
ren>hsilo.
—
Um
jornal
de
Lisboa
publica
uma
lista
dos
expositores
premia
dos
na
exposição
da Philadelphia.
Nessa
lista
só
vem
d’
esta
cidade
o
nome
do
snr.
Custodio
José
Rodrigues
Bahia,
expositor
de chapéus.
A
relação
foi
extraída
d
um
jornal
ame
ricano.
Obíto.—
No
dia
21
entregou
a
alma
ao
Creador
a
ex.
ma
snr.a
D.
Candida
Ca-
rolina
Pimenlel
Homem Leite
de Maga
lhães,
esposa
do
nosso
respeitável
corre
ligionário,
o
ex.
‘
ne snr.
João Barbosa
Tei
xeira
Maciel, de
Vianna do
Castello.
A
illustre
finada
recebeu
todos
os
Sa
cramentos,
tendo
também
obtido
a
bên
ção
apostólica
que
sollicitára
de
S.
San
tidade.
Damos
os
nossos
pesames
áquelle de
solado
cavalheiro,
e
para
a
alma
da
finada
pedimos
as
orações
dos
leitores.
Essnwn«S»ç5eg.—
As
chuvas
abundan
tes
que
cahem
ha
alguns dias
nas regiões
do norte
e
do
este
da
Europa
levaram
á
Inglaterra
innundações
sérias.
No
condado
de Gereford,
as
correntes
de agua
invadiram
as
planícies e
arrasta
ram
uma ponte
do
caminho
de
ferro.
Em
Brecou,
uma
centena
de
casas,
que
estão
ainda
na
agua
até
á
altura
de
5
pés.
teem
as
paredes
todas
rachadas.
0
Derwent transbordou
a
algumas
mi
lhas
ao
norte
de
Derby.
Em
Leeds,
reina
uma
grande
anciedade
;
em
muitos
con
dados,
receia-se
que estas innundações
to
mem
maiores
proporções
se
a chuva
con
tinuar.
—
Um
cavalheiro
da
alta
so
ciedade
parisiense
oposlou
ha
tempo
fa
zer-se
conduzir ao
posto
de
policia
sem
motivo,
e além
d
’isso
ser
conservado preso
depois
de
declarar
o
seu
nome
c
quali
dades.
0
sugeito
vestiu-se
de
farrapos
e
foi
jantar
fóra
de
portas
onde
o
seu trage
não
despertou
a
altenção.
No
momento
de pagar,
porém,
tirou da algibeira
um
maço
de
notas
de
banco.
0
taverneiro,
dono
da
locanda,
de-
nunciou-o
imnaedialamente
á
policia
que,
perguntando
onde
tinha
obtido
aqueila
somma,
recebeu
esta
resposta:
—
Em
casa do
meu
tabcliião.
—
Em
casa
do
seu
tabellião!
Está
a
divertir-se?
Venha
immediatamenle
ao
commissariado.
Interrogado
ahi
sobre
o seu
nome, res
pondeu:
—
Sou
o
duque
de
*
.
—
0
duque
de
*
!
Continua
a
diver
tir-se.
Vá para
a
cadeia
e
responderá
ao
juiz
competente.
0
sugeilo
deixou-se
conduzir.
Tinha
ganho
a
aposta.
•Sazigo atrgentifes-n.—
0
«San-Ber-
nardino
Guardian»
anuuncia
que
se
acaba
de
descobrir,
perto
de
Ivanpah
(Califór
nia),
um
rico
jazigo
argentifero.
Os
specimens
deram
á
primeira
expe
riência
21:000
dollars
por
tonelada.
Herança
He
snitbõea
!—Es
crevem
de
Verdun
(França):
Grande
commoção
na
nossa localidade!
Trata-se
de uma
herança
de
120
milhões!
Acaba
de
se
recebar
aqui
uma
carta
de
dois
solicitadores
de Calcutá,
annuncian-
do
que
os
nossos
sympaticos
compatrio
tas,
os snrs.
Carlos
e
Leão
Bernard-De-
rosne,
ambos
tão
honrosamente
conheci
dos
em
Paris
no
mundo
das
leltras,
se
riam
chamados
a
recolher
a herança
do
riquíssimo coronel
0'Kieff,
descendente
dos
antigos
reis
de
Irlanda,
que
morreu
em
20
de
fevereiro
ultimo
no
território
das
índias
inglezas.
Isthmo
«íe
—Mr.
de Les-
seps
vae
emprehender
o
córte
do
islhmo
de Panamá.
.-4
í
oaitt Ein.Ii
brasileiro. — O
nosso
esclarecido
collega
do
«Apostolo»,jjdo
Rio
de
Janeiro, o
snr.
dr. Antonio
Manoel
dos
Reis, otfereceu-nos
um exemplar
do
A.I-
rnanak brasileiro
illustrado,
para
1877,
de
que
é
audor
aquelle
valente escriptor
ca
tholico.
E
’
um
formoso
volume
de
416
pagi
nas,
nitidamente
impresso.
Contém
um
desenvolvido
calendário,
diversos
assumptos
de
geral
interesse,
e
remata
com uma parte
litteraria,
de
leitura
a
mais
sã, amena
e
instructiva,
collabo-
rada
pelos
mais
notáveis
escriptores
d
’
a-
quelle
império.
Este almanak
vae
ainda
no
segundo
anno
da
sua
publicação,
e
podemos
afoi-
lamente
aílirmar
que
é
dos
melhores
e
mais justamente
considerados
no
seu
ge-
nero.
Dos
assumptos
mais
graves até
á
mais somenos
anedocta,
não
ha
no
Alma
nak
brasileiro
uma
só
affirmação,
uma
úni
ca
palavra
—
que
não seja
aqueila de
ri
gorosa
orthodoxia,
e esta
da
mais
severa
honestidade.
E
’
um
formoso
ornamento
para
a
es
tante
d
’
um catholico.
Agradecemos
ao
snr.
dr.
A.
M.
dos
Reis
a
delicadesa
do seu
offerecimento.
Questão «Io <®r4«
*
n5e.
— Faliando
da
questão
do
Oriente,
diz
a «Gazeta
da
Go-
lonia»
qne
o
verdadeiro
intuito
da
Rús
sia
é
fazer
a
guerra
á Turquia;
e
ella
só
poderá
entrar
n
’
essa
empreza
com a
idéa
da
conquista e
não
para
proteger
os
in
teresses
dos
chrisiãos,
por
que
sem
duvi
da
hão
de
ser
tão
bem
tratados
na
Rússia
como
na
Turquia,
escreve
o
«Diário
de
Noticias».
«O
«Times»,
acrescenta
a
folha
alle-
mã,
pede
á
Aflemanha
que
pronuncie
uma
palavra
decisiva
e
declare
se
dá
licença
que
a
Rússia
tome
o
Danúbio. Atlendendo
ás
iunumeras
provas
de consideração
que
a
cenlam,
que
fora
precedido da morte
do
cosinheiro
Caetano
que,
tendo-se
recusado
a
envenenar
o
rei,
foi
envenenado
n
’
um
copo
de
vinho
e
enterrado,
duas
horas
de
pois
de
morto,
por
ordem
do
Intendente
Renduffe
e
egualmenle
referem
que
o
me
dico
Alvaiazere,
tendo
a
indiscrição
de
di
zer
a
alguém,
que
o rei
havia
sido
victi-
ma da
maçonaria,
fora
também
envenena
do
para
eliminarem
d
’
ess
’
arte
um testi-
munho
tão
competente
e
auctorisado
!
E
faliam
os
homens
dos
tres.
*
.
nhos
em-
liberdade,
egualdade
dade
!
Que
respondeis,
Venerável
Fabrico do azeite.—0
e
Faro
escreve
o
seguinte
no
Horticultura»,
ácerca do
fabrico
do
azei
te:
Deselanda
o perfeiçoamento
do
fabri
co
do
azeite
vou expôr
o methodo que
costumo
praticar
e
que me
tem
dado
ma
gníficos
resultados,
vendendo
sempre
por
bom
preço
e
lendo
sido premiado
em
duas
exposições
agrícolas
Quando
as
azeitonas
estão
maduras mando
apanhar
á
mão
to
das
aquellas
que
se
possam
colher
com
fa
cilidade,
e
varejar
as
outras
que
é
perigoso
apanhar
da
primeira
fórma.
São
postas
em
dons
lotes:
a
colhida
á
mão
em um,
é
a
varejada n
’outro;
toda
é
bem
limpa
das
folhas,
hervas
e
mesmo
da
terra
em
que
muitas
vezes
está
invohida,
e
são
postas
de
maneira
que
não
fiquem
collo-
cadas
em
grandes
pilhas ou montes,
man
dando
proceder
á
factura
do
azeite
pelas
primeiras
azeitonas
colhidas
e acabando
pe
las
ultimas;
advertindo
que
mando
em
pri
meiro
logar
fazer
a
moagem
de
azeitona
varejada,
porque
esta,
pelo
facto
de
ser
varejada,
está
mais pisada
e
fermenta
com
mais
facilidade
do que
aquellas
que
são
apanhadas
á
mão.
Recommendo a
todos
os
proprietários
que não
deixem
fermentar a azeitona
nas
pilhas,
e,
quem
poder,
muito
bem
fará
em
mandar
fazer
a
moagem
quatro
ou
cinco
dias
depois
da
apanha
da
azeitona.
E’
necessário
que
todos
os
utensílios
empregados
no
fabrico
do azeite sejam
muito
bem
lavados
e
limpos,
e
melhor
se
rá
mandal-os
iavar
com
agua
procedida
de uma lixivia
de
cinzas
e dedois
com
agua
fria.
A
azeitona
deve ser
bem
moi-
da,
e
nunca
por tempo
excessivamente
frio,
porque
a
fabricação
do
azeite é
mui
to
mais
diflicil.
Nos
mezes
de abril
ou
maio,
quanlo
o
azeite
se
torna
mais
liquido
pela
subida
da
temperatura
atmosférica,
mando
passar
para
novo
deposito
todo
aquelle
que
estâ
completamente
depurado
e
limpo,
sem
que
leve
a
mais
pequena
parte de
fezes,
que
lhe
communicatn
mau
gosto
e
são
a
causa
de alterar
a
sua
boa
qualidade.
E
’
este
o
systema
que
tenho
adopta-
do
no
fabrico
do azeite,
e
peço
a
todos
os
agricultores
que
o
pratiquem,
pois
re
conhecerão
os bons resultados d
’este pro-
i
cesso.
Eis
o te-
Allemanha
deve á
Rússia
é
pedir
muito
ao chanceller do
império
da
Allemanha,
é
talvez
pedir
de
sobejo
se
querem que
a
Allemanha se
opponha
só
á
Rússia
Parece-nos
antes
mais
natural
e
convenien
te
que
a
Allemanha.
procedendo
em
os
negocios orientaes
como
a
Áustria,
appro-
vasse
a
proposta
de
armistício
da
Turquia,
ou, se
esta
proposta
se
mallogrou, outra
proposta
conciliadora
e
acceilavel
para a
Turquia.
«E
’
provável
que
a
Rússia,
completa
mente
isolada
por
causa
d
’
esla
negocia
ção,
não
se atrevesse
a emprehender
por
sua
conta
e
risco
uma
guerra
tão
crimi
nosa
como
a
que
se
lhe
attribue.»
—
Corre
que
o
governo
russo prohibiu
a
exportação
de
gado
e
cereaes.
—
Apesar
de todas
as
negalivas,
pare
cia
que
em
Belgrado
faziam
preparativos
para
a
ceremonia
da
coroação.
—A oílicialidade russa,
na
Servia,
era
accusada
de
praticar
excessos
em
Belgra
do.
—
Uma
folha,
orgão
de
Tchernaieff,
disse que
se
o
governo
de
S.
Pelersburgo
se
lembrasse
de
occupar
a
Bolgaria,
este
aclo
só
devia
ser
considerado na
Servia
como
uma
conquista
permanente
da
Rús
sia.
O
ultimo
lelegrainma
recebido
falia
já
do
ullimalum
apresentado
pela
Rússia á
Porta.
Pelo
que
se vê, o governo
de
S.
Pelersburgo
quer
adianlar-se
no
caminho
que
deseja
percorrer,
e
não
só
exige
o
armistício
incondicional,
senão
também
que
o
governo
ottomano
lhe
afiance
que
a
autonomia
das
províncias
insurgentes
será
um
facto;
Isto
já
parece
entrar
em
fase
menos
ambigua,
embora os
horison-
tes
se
apresentem
mais
nebulosos,
legramma:
PARIS
22.
—
A
Rússia
exige
de
Porta
um
armisticio de seis
semanas
sem
con
dições;
a
autonomia
administrativa da
Bul
gária,
Bosnia
e
Hcrzegovina;
execução
das
reformas
sob a
inspeção
de
commissarios
nomeados
pelas
potências,
os
quaes
serão
protegidos
contra
o
fanatismo
musulmano
por
forças
de
exercito
estrangeiras.
«l«se
é
a saareçonaritt. ?—
D’uma
das
notáveis
cartas
dirigidas
pelo
snr.
pa
dre
Seabra
ao
«Jornal
do
Commercio»,
e
que
a
«Nação»
tem
publicado,
fazemos
o
seguinte extracto:
A
maçonaria
não
é,
simplesmente,
uma
associação
de
gatunos,
é
uma
quadrilha
de
assassinos
e
de salteadores!
N
’
uma
carta escripta,
em
tempos,
pelo
primeiro
general
porluguez,
hoje, residen
te
em
Londres, leio
os
seguintes
perío
dos:
«Eu
sei
que
em
declarar a V.
os
meus
«sentimentos
alio
de
certo
a cólera
do
«Duque
e
a
de
V.;
e
que
qualquer
es-
«pecie
de
cadafalso
promptamente
se
pre-
«para
para
pôr
termo
á
pezada
carreira
«de
meus
dias,
segundo
nossos
juramen-
stos, mas...
sou
prec
’
sado
a dizer a
V.
«o
seguinte
Que
nunca
me
foi
agradarei
«a
morte
de
D.
João VI,
e
expalriação
«de
seu
filho,
que
es<e
assassinato
jamais
«deixará de entristecer-me...
mas
como
«a
virtude
na
nossa
seita
é
um
fantasma,
«nunca
um
barbaro
maçon...
etc.»
0
texto
é
tão
claro, que dispensa
ex
positores
I
José
Ferreira
Borges,
que
não
pode
ser
acoimado
de
legitimista,
no
Correio
Intercepiado,
publicação
feita em
Londres,
onde
estava
emigrado
desde
1823,
analy-
sando o
curioso
boletim
da
doença
d
’
el-
Rei,
o snr. D.
João
VI,
dá
bem a en
tender, que
havia
gravíssimas
presumpções
de
não ter
sido muilo
natural
a morte
d’
aquelle
monarcha
No
livro
intitulado
Memoires
sur
le
Porlugal
—publicado
em
Lisboa,
no
anno
de
1832,
por um
estrangeiro,
que
resi
dira
entre
nós
e
em
posição
tão
elevada,
que
poderá
observar
de
perto
o
que
se
passava
nas mais
altas
regiões
políticas
—
a
pag. 47—nota
3
á
pag.
16
—
lè-se
quanto
basta
para
convencer
o
mais
in
crédulo
de
que
a
morte
do
Senhor
D.
João
VI
foi obra
de
maçonaria.
Algns
jornaes
inglezes
fallaram
da
mor
te
do
rei,
chegando
a
indigitar
os
seus
auctores.
No
Manifesto dos
Realistas
portugue
zes, na nota
a
pag.
40
a
43
é
confirmado
quanlo
(ica
exposto
com
bastantes
porme
nores
e
judiciosissitnas
reílexões sobre
o
assumpto.
Foi
então
geralmente
apontado
como
propinador
do
veneno,
que deu
a
morte
ao
infeliz
monarcha
o
cirurgião
brasileiro
Aguiar,
condecorado
pouco
depois,
pelo
immorlal
e
por
elle
encarregado
dos
nego
cios
do
Império na
corte
de
Lisboa.
Os
que
faliam deste regicídio
accres-
ponti-
e
fraterni-
Senhor
?
snr.
Mello
«Jornal
de
Ȓ
ea
rsslade
jtiablSea.
—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edade,
moradora
na
rua
de
Iníias n.°
8a,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos
’,
e
sem
meios
de
subsistência.
UETIMOS
TELESBAEDAS M
AGE3CIA.
HAVA8
PARIZ
23.
—
A
fortalesa
de
Medum
ren
deu-se
aos
montenegrinos Dervisch Pachá
não
tendo recebido
reforços
continúa
a
ser
perseguido pelas
forças
inontenegrinas.
Os
turcos
proseguem
nos
seus
ataques
contra
as
posições
servias.
MADRID
23.
—Diz
a
«Epoca»
que
na
passagem
de
Bidassôa foi
presa
uma
mu
lher
que
conduzia
papeis
relativos
a
uma
conspiração
republicana
e
constantes
em
nomeações
de
chefes e
instrucções.
Assegura
a
«Correspondência»
que
Ser
rano
visitando
o
ministro
da
guerra
lhe
fez expontâneos protestos
de adhesão
ao
rei
e
á
causa
da
ordem
e
accrescentou
que
seria
uma
infamia
conspirar
ao
tempo
que
o exercito
está
occupado
em
comba
ter
a
lodo
o
transe
os
rebeldes
cuba
nos.
PARIS
23.
—
O
principe
Nicolau
do
Montenegro
declarou
aos
cônsules que
não
existe
desacordo
algum
com o principe
da
Servia
nem tem
nenhuma
intenção
de pro
ceder
a
qualquer
negociação
separadamente.
O
periodico
«Nord»
publica
um
tele
gramma
de Vienna
dizendo
que
o
em
baixador
russo insistira
em
Constantino
pla
por
um
armisticio
de
seis
semanas,
mas
que
lerá
linguagem
moderada
e
sem
caracteres
de
ullimalum.
Crê-se
que
as
potências
acceitam
as
propostas
russas.
São
esperados brevemente
em
Roma
todos
os cardeaes residentes no
estran
geiro
a
fim
de
discutirem
importantes
pro
postas.
O
caldeal
Deschamps
(belga)
é
espera
do no
dia
30
do
corrente.
Paul
Cullem
(irlandez)
nos
meiados
de
novembro.
CONSTANTINOPLA 22.
—
Na
reunião
dos
embaixadores
o general
Ignalieff
fez
sobresair
a
necessidade
de
acalmar
a
ef-
fervescencia
da
opinião
publica
na
Rússia
obtendo-se
da
Turquia
estas
condições
in
dispensáveis.
A
Rússia
insiste:
1.
«
~
’
•
-
-
-
-
2.
°
Autonomia
da
Bosnia
e
Herzegovi
na
3.
°
Sobre
o
armistício
de 6
semanas.
Bulgaria.
«J
As
garantias
no primeiro
ponto
deve
ser
immediatamente
obtido
e
quanto
aos
outros
dois
pertencerá
a
uma
confe
rencia
na
qual
a
Turquia não
será
re
presentada
a
determinar
o alcance
das
pa
lavras
de
autonomia e
garantias.
MADRID
26.
—
A
«Gaceta» publica uma
circular
prohibindo
todas
as
manifestações
publicas
dos
cultos
dissidentes
fóra
de
seus
templos
e
cemitérios.
São
consideradas
manifestações
publi
cas
a
todos
os
actos
exteriores
na
via
publica
ou
nos
muros
exteriores
dos
tem
plos
e
cemitérios
fazendo
conhecer
as
ceremonias
ritos,
usos
e
costumes,
pro
cissões,
cartases, bandeiras,
emblemas,
e
annuncios
e
artigos
nos
jornaes.
ROMA 23.
—O
governo
hispanhol
or
denou
ao
arcebispo
de Granada
aos
bis
pos
de
Vich
e
Oviedo,
para
se
apresenta
rem
com
os peregrinos
na
legação
his-
panhola,
afim
de
que
lhes
seja
visado
o
passaporte.
Estão
determinadas
todas
as
medidas
preventivas para o caso
de
qualquer
de
monstração
em
sentido
carlisla.
CONSTANTINOPLA
24.
—
Foi
desco
berta
uma
conspiração
contra
o
Gran
Vi-
sir,
sendo presas
muitas
pessoas.
Um
telegramma
da
Bulgaria
diz
que
os
turcos
tomaram
Krevet,
vantagem
im
portante,
mas
ainda
não
decisiva.
PARIS
24.
—
A
agencia
Havas publica
um
telegramma
de
Constantinopla
de 23
do
corrente,
dizendo
que continúa
a
tro
ca das
communicações
entre
IgnatiefT
e
outros
embaixadores
apesar
da
reserva
que
desejam
guardar
as
potências
ao menos
temporariamente
e deixarem só a Rússia
negociar
cora
a Turquia relativamente
ao
armisticio
de
seis
semanas.
A
Turquia
parece
prestes
a
ceder a
promessa
de
prolongar
o
armisticio
ou
tras 6
semanas
no
caso
que
a
paz
não
seja
combinada
durante
o
primeiro
perío
do
relalivamenle á
conferencia.
Ignora
se
a
Turquia
ainda
mesmo
ob
tém
a prolongação
condicional
do
armisti
cio
fazendo
reservas
ácêrca
da
caciona-
lidade
dos commissarios
encarregados
de
velar
pela
execução
de
suas decisões,
poderá
acceitar
anlecipadamente
e
submet-
ter
ás
resoluções
de
uma
conferencia
on
de
não
terá
voto
deliberativo.
na
Da administração
for-
E’
por
mais
uma vez
que
somos
çados,
bem
contra
nossa
vontade,
a
rogar
mos
aos
nossos assignantes
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso,
de
suas assigna-
turas,
e
aos
quaes,
já
por
esta
fórma,
já
por
cartas
particulares
nos
temos
dirigido,
e
muitos
d
’
estes
não se
teem até
hoje
di
gnado
responder-nos,
que
se
dignem
man
dar
pagar,
sem perda
de
tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até
ao
fim
do
corrente
anno,
não
só
lhes
será
sustada
a
remessa do jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de
todos
que
não
tenham
altendido
ao
nosso
pe
dido.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos
—rua das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o
snr.
Francisco
José
d’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Anlonio
Tei
xeira
de
Freitas—Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car-
I
valho.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DD
BARR.Y de
Londres.
S5
ansaoe
d’invnriavel snreees
*
®
Depois
das
adessiôes
de
muitos me-
e
de
vários
hospitaés,
ninguém
po-
duvidar
da
eílicacia
d
’
esla deliciosa
farinha
de
saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
fíegma,
arroios,
ventos,
(latos,
amargor
na
bocca,
piluilas, nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal, diarrea
,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debili-
pade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
bexi
ga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de 8.
8.
o
Papa.«do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.
a
marqtieza
de
Brehan,
do doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
3
dicos
derá
vv.
sl
8
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
s.
as
os
belios resultados que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére á
minha senhora.
Havia
muitos
an
nos que
padecia
intensissimas
dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou com
pletamente
restabelecida.
Ficando
recotihe-
cidos, aproveito
esta
occasião
para dernon-
trar
a
consideração
com
a
qual o
dislin-
;ue
o
seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oya
.
no
.
Cura
69.718.
Ticheviile
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me
pei
feita
mente
com
o
usa
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére, tenho-a
administrado
a varias
jessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
eífeitos,
em
particular modo
n
’
aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’
esles
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmost
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e das
moléstias
de
eslomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo a
bypocon-
dria
P
adre
L
angevin
.
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car-
esquentar,
economiza cincoenla
seu
preço
em
remedics.
—
Preços
venda
por
miudo
em
toda a
pe-
Seis
ne
sem
vezes
o
tixos
da
ninsula
:
Em
caixas
de folha de
lata,
de
*
/ t
kilo,
300
; de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
l£40ô
reis;
de 2 kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
os,
6^400
reis,
e
de 12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
l$400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
í£evaSesseière
»
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
.
ue
a caroe,
e
que
o chocolate
ordinário
*
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha
de
atadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
20
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada,
chavena.
KÀE&SXY
D®
BAJSI8V
«fe C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedeilo
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisfcoa,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
& Irmãos, rua
Aurea,
12.
J.
de
Sousa Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
ré
Rahir
concellos
pharm.
;
Bragtr,
Pharraacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto,
Domingos:
J.
V.
Machado,
praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharin.
;
Guimi
*
rfte«,
A
J.
Pereira
Martins,
phartn.
;
. Dei,
Miranda,
phartn.
;
3,®nt© «S®
Lima,
.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
I*
®-
vo«
«So Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viunua
do
CanteU®,
Aflonso
e
Barros, droguistas;
Vilía do
Conde, A.
L.
Maia
Torres,
phartn.
J.
Pinto
;
Desl-
Coimhra,
V.
Botelho
de Vas-
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,.
E3»rceSI«»w,
Ramos,
pharm.ç
ÃGBiDECnCTTOS
D.
Anna
Joaquina
Branca
e
seus
filhos,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pes
soas
de
suas relações,
que
por
occasião
do
fallecimento
de seu
sempre chorado
esposo
e
pae,
se
dignaram
cumpriuienlal-as
e
con-
solal-as
no meio
da
sua
dôr,
protestando
a
todas
a
sua
eterna
gratidão, e
aprovei
tando
esta
opportunidade, pedem
descul
pa
de ha
mais tempo não
terem
dado
cumprimento
a este
tão
sagrado
dever.
ANNUNCIOS
SANGTUARIO
DE
S.
TOR
QUATO
Aviso
aos mestres pedreiros
No
dia
29
do
corrente
mez
de outu
bro,
por
volta
das
11
horas
da
manhã,
na
casa
do
despacho
da
irmandade
de
S.
Torquato
,
será
[tosta
em
praça
e entregue
a
quem por
menos
se oífesecer
a
fazel-a,
se
o
preço convier,
uma
empreitada
de
fornecimento
de
pedra
de
cantaria,
appa-
relho e
assento,
com
seu respectivo
en
chimento
de
alvenaria
argamassada,
para
a fiada
da
cornija
do
pedestal,
em
toda
a
extensão
da
obra
construída.
As
propostas
serão
verbaes.
Além do
desconto
de
10
0|0
que
ha-
de
ser
feito
mensalmente
á
importância da
obra
que
se
executar,
terá
o
licitante
de
depositar
sobre
a meza
no
acto
da
arrema
tação,
a tiailo
de
deposito
provisorio,
a
quantia
de
30$000
rs.,
que
lhe
será
res
tituída
logo
que o
desconto
mensal
attin-
ja
essa
importância.
Os
desenhos
e
relevos
da
obra assim
como
as
condições
podem
ser
examina
dos
todos
os
dias
na
casa do despacho
da
irmandade.
S.
Torquato 24
de
outubro
de
1876.
O
Secretario,
(4382)
José
Ferreira
d’Abreu.
Aluga-se
um
solão
bom
para
dous
es
tudantes.
Quem
pretender
dirija-se
á
Li
vraria
Catholica
na
rua
do
Souto,
que
ahi
se
indica
onde
é.
(4384)
Cai reira diaria entre esta cidade
e a
Feira I\ova
d
’Amares
Joaquim
José
de Barros, celleiro
no
largo
dos
Penedos
d
’
esta
cidade,
faz
pu
blico
por
esta
fórma
que,
a
carreira
que
tinha entre esta
cidade
e
a
freguezia
de
Carrazeda, desde a
presente data fica
sen
do
diaria
até
á
Feira
Nova d
’
Amares,
saindo
d’
esta
cidade
ás
3
horas
da
tarde,
e
voltando
ás
6
horas
da
manhã.
Preços
de
ida
ou
volta 2-'-0 reis.
Os bilhetes em
Braga, vendem-se
na
sua
casa,
e
na
Feira
Nova,
na
do
snr.
José
d
’
Abreu.
(Casa
Amarella'.
O
Perdeu-se
na
cidade
de
Braga,
no
dia
18
do
corrente
a
quantia
de
l00$000
rs.,
sendo 20
libras
em
ouro,
e
2
moedas de
5$000
reis,
cuja
quantia estava
embrulha
da em
papel
amarrada
com
um
fio,
sen
do
este
dinheiro
perdido
desde
a
rua
No
va
de Sousa, campo da
Praça
Municipal,
campo
de
D.
Luiz
I,
rua
dos
Capellistas,
largo
da
cadeia até
á
rua
do
Souto
;
pe
de-se
á
pessoa
que
a
achasse
o
favor
de
a
entregar
a
seu
dono
Antonio
Joaquim
da
Cruz
da
freguezia
de
Fonte
Arcada,
da
Povoa
de
Lanboso,
ou
em
Braga
cm
casa
do snr. José
Joaquim
Dias
Pereira,
rua
dos
Capellistas
n.u
19, que
se
grati
ficará.
Fonte
Arcada
da Povoa de
Lanhoso,
23
de
outubro
de
1876.
(4381)
DE
RUA DA ESPERANÇA 224
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baplista
Ferreira
Este
collegio
continúa
com
uma
Direcção
zelosa,
instruída,
e
vigilante,
não
se
poupando,
a
qualquer
melhoramento que
a
educação
e
instrucção
reclamem.
Profes
sores
de
línguas
naturaes
com
internato
no
estabelecimento,
professor de
commer-
cio, habil,
guarda
livros
de grande
pratica na escripturação
em
qualquer
das
línguas,
Portngueza,
Franceza e
Ingleza.
Todos
os
mais professores e pessoal
escolhidos
com
esmero.
A
regencia
dos
estudos
a
cargo do professor
AHemão
Hugo
Cramer.
Gabinetes
de
physica
e
chimica
e
museu
de
historia
natural;
as
aulas
de geo-
graphia,
mathemalica
e
desenho,
devidamenle
montadas,
gymnastica;
finalmente
to
dos os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino que
devem
fazer
parte
integrante
de um
estabelecimento
d
’
esta
ordem.
Recebem-se
alumnos
para
todos
os
preparatórios
de estudos superiores,
e
estu
do
de
commercio
e
linguas.
No
escriptorio
do collegio se
dão
os
estatutos,
e
todos
os
mais
esclarecimen
tos
precisos.
Os
nossos
foram
lodos approvados.
O
Director
proprietário
(32
a
)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
ESTABELECIMENTO
DE.LOTERUS
AFIANÇADA
NO GOVERNO CIVIL DO POSTO
DE
a.3í2-HUA
SR.BESS
—
PORTO.
N
’
este
estabelecimento satisfaz-se
com
pontualidade
todas
e
quaesquer
encom-
mendas
que sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fracções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas
do
respectivo
importe
em
valles
ou
estampilhas
do
correio.
Remette-se
no
fim
das extracções
as
respectivas
listas
dos
prémios; e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
proporcionando-se
vantajosas commissões.
Além
dos
bilhetes
inteiros, meios,
quartos,
oitavos
e
décimos,
lia
um
variadís
simo
sortido
de
vigésimos, quadragésimos,
cautelas
de
1$200,
600, 500,
300,
250,
130,
100
e
40
réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
400,
1^000,
3$000.
(>$000 e
12$')00;
e
collecções
especiaes
de
50 numeros
differentes,
de
2$000, 5$000,
15$(.)00
e
30-5000
rs.
Aceeitnni-He
desde já eticontutaendata pnr:»
a Gramle Ijotei-ia que
na
forma dos initig
ansiou deve exlrair-ge no
proximo futuro mez de
Dezembro e ccijo capital doa prémios «jue se dis
*
riS>uetn
é
de dois mil
cento
e
dois
contos
e quatro centos anil réis
11!
(4277,
XAROPE
PEITOKAL
BALSÂMICO
DE
V
Z IS m
A
Este
xarope,
depois de
numerosas
ex
periências,
foi
reconhecido
como
eflicaz
na
cura
de Iodas
as losses
rebeldes,
bron-
cbiles,
coqueluches,
calarrhos
e
Iodas
as
affecções
do
reilo.
Deposito
na
Pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(264)
(4282)
Retratos
iwniawi
baratos
— A
1$000
rs.
a
duzia.
4 — SAIA DOS
lAPIlXLISTAS-4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4343)
Rebuçados pedoraes balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto, pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
AtMUAS AUCAIANfO-GAKOZAS
DAS
PEDRAS SALGADAS
P
remitidas na
Exposição
de
Vienna
em
1873.
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experien-
cia
tem mostrado
serem
das
primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
efleilos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia só
garante
a pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito principal
no
Porto
—
B. T.
de
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
3
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos Chãos.
(4324)
Aluga-se
a
casa
n.°
48
da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhola.
Tem
dois
andares
ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja e
gran
de armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
LECIONISTA.
Na
rua
do
Anjo
n.°
11
ensina-se
a
lingua
franceza
por
a
quantia
mensal
de
800
reis,
paga
adiantada.
(4336)
D0
ALTO DOTJB.O
DA CASA E»E V3UUA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vmho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
8
8
8.
190
»
Lagrima
....................................
200
»
Branco
de meza
........................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
5
<!e
prova
secca.
....
300
8
Malvasia
de
2.
a
.........................
360
s
»
velho...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
..............................
700
»
Alvaralhão
...................................
560
j
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho para
meza
50
e
8C
I,
0
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
BRAGA:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
18'6,
Parte de Comércio do Minho (O)
