comerciominho_26091876_547.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 547
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
pkofkietaeio
/»«■<>
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
?er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
corresponden-
•'ias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
annol^hdO
rs.-=Semestre
850 rs.-^Protwn-
I cias,
anno
2§000
rs
e
sendo duas 3&600
rs.
—Semestre
1^050
I
rs.Brazil,
anno 3^600
rs.
—
Semestre
1^909
rs.
moeda
forte,
I
ou 8$000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
| 20rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assiguantes
20
u
/;,
d
’
abatimento.
BSKAOA—
TEEXÇA-IFEIK..^
30
£10
I
SET
EIS
3
Si®
Estamos
tão
acostumados a
assistir
á
guerra empenhada
pela
imprensa
do
libe
ralismo
contra
o
clero,
que
nenhuma
sur-
preza
nos
causam
quaesquer
d
’essas
ver-
rinas,
que
com
o
tim
de
desprestigiar
a
religião
que
professamos,
diariamente
es
tão
polluindo
o
sublime
invento
de
Gut-
temberg.
L’
um
facto
notável,
e
mil
vezes
no
tado:
—
quando
se procura
lançar o
descré
dito
sobre
a
classe
sacerdotal,
todos
os
jornaes
da
communhão
revolucionaria
põem
de
parte
as
suas
animosidades
reciprocas,
as
suas
pugnas
de
lodos
os
dias,
para
se
darem as mãos n’
essa
odiosa cruzada.
Isto
comprehende-se.
O
maior,
o
mais lemivel
inimigo
com
que
o
liberalismo
tem a luctar,
é
o
pa
dre:
não aquelle
que
infelizmente
vae
en
grossar
as
tileiras
do
facciosismo
político;
não
aquelle
que
subslitue
o
breviário
pelo
jornal
corrosivo
e
leviano;
mas
o
padre
verdadeiramente
digno
d
’este
nome.
Ora
se
os
inimigos
do
catholicismo
combalem
em
columna
cerrada
contra
o
padre,
porque
não
nos uniremos
também,
os
catholicos,
em
defeza
d’
essa
illustre
victima?
Não
nos illudamos.
As
accnsações feitas
pela imprensa
li
beral
contra
este
ou
aquelle
sacerdote,
não
visam
a
ferir
o
homem,
a
quem
o
caracter
de
que está
revestido
não
póde
oulhorgar
o
dom
da
inerrancia
absoluta;
o
intuito
que
impulsa
o braço ao
escre-
vel-as,
é
procurar
o
desprestigio
da
reli
gião
de
que
elle
é
ministro
Na
classe ecclesiastica, assim
como
em
todas as classes da
sociedade,
nem tudo
é
trigo,
é
verdade.
Também
por
lá
appa-
rece ás
vezes algum
joio.
Nós
mesmos
temos
cumprido
ura doloroso
dever,
que
nos
impõe
a
missão
de
jornalistas,
lamen
tando
o
pouco
justo
procedimento
d
’
alguns
padres
Ubèralisados—procedimento consi
derado
debaixo do
unico
ponto
de
vista
em
que
devemos
olhal-o.
Islo,
porém,
nenhuma
assimilação
póde
ter
com
a
guerra
sistemática,
persistente,
calculada
que
os
jornaes revolucionários
movem
ao
clero.
E
’
para
essa
guerra sem
nome
que
chamamos
a
attençào
de
quantos presam
as
suas crenças
na
religião
de
Jesus
Christo.
Os
que
são
nossos,
caminhem
com-
nosco.
Suggeriu-nos
estas
reflexões
a
leitura
d
’
uma
correspondência publicada n’
um
jornal
d
’
Avciro,
referente ao
libello
de
que
está
sendo
victima
um
dos
mais
respei
táveis
membros
do
clero
portuguez,
o
snr.
dr.
Francisco
Grainha.
Deverea
ei
vis
cío
Paroeho
E
’
digno
de
ser
lido
o
artigo
que
sob
esta
epígrafe
publica o
nosso
collega
da
«Atalaia»,
folha religiosa
de
Viseu:
Em
cada
parochia
existe
ura
homem
que
pertence
a todas
as
famílias;—
um
homem
que
para
todos
os
actos
da
vida
civil,
é
chamado
como
testiraunha,
como
conselheiro
ou como
agente;
—um
homem
sem
o
qual
se
não
póde
nascer
nem
mor
rer,
que
toma
á
sua conta
o
infante
do
seio
da
mãe
e
que só
o
larga
no
tu
mulo,
que
abençoa o berço,
o
thalamo
nupcial
e
o
leito
da
morte;—
um
homem
a
cujos
pés
os christãos
depõem
as suas
confissões
mais intimas
e
derramam
as
lagrimas
mais
secretas,
um
homem
que
é
o
consolador
por
condições
de
todas
as
misérias
da
alma
e
do corpo;—
um
ho-
mem
que
não
pertencendo
a
nenhuma
c
lasse,
pertence
igualmente
a
todas
:
ás
nferiores,
peia
vida
pobre,
e
ás
vezes
iaté
pela
humildade
do
nascimente;
ás
ele
vadas,
pela
educação,
pela
sciencia
e
pela
exaltação
dos
sentimentos,
que
inspira e
recommenda
uma religião
toda
filantrópi
ca!
Este
homem
é
o parocho:
ninguém
póde
fazer
tanto
bem ou tanto
mal.
se
gundo
cumprir
ou
não
a
elevada
missão
social
que
é chamado
a
desempenhar.
O
que
é
um
parocho?
é
o
ministro
da
re
ligião de
Christo,
encarregado
de
conser
var
os
seus
dogmas, de
propagar
a
sua
mural,
e d
’
administrar
os
seus benefícios
á
parte
do
rebanho
que
lhe
foi
con-
iiada.
D
’
estas
tres
funeções
do
sacerdócio
de
rivam
as
tres
qualidades,
sob
as
quaes
vamos
considerar
o
parocho,
isto é
co
mo padre, como moralista
e
como
ad
ministrador
espiritual
do
Christianisrao.
Na
qualidade
de
padre
ou
de
conservador
do
dogma
christão,
os
deveres
do
cura
são
inaccessiveis
ao
nosso
exame;
o
dogma
divino
e
misterioso
por
natureza,
impos
to
pela
revelação,
adoptado
pela
fé,
o
dogma,
essa
virtude
da
ignorância
huma
na,
escapa
a
toda
a
cri
uca;
o
padre
não
é
responsável
quanto
ao
dogma
senão
pe
rante
a
sua
consciência
e
a
sua
egreja.
A
este
respeito
a
razão
illustrada.
do
sacerdote,
póde
todavia
influir utilmente
na
prática
sobre
a
religião
do
povo
que
ensina.
Algumas
credulidades
banaes,
algumas
superstições
populares,
confundiram-se
nas
edades
de
trevas
e
de
ignorância,
com
as
crenças
orlhudoxas
do puro
dogma
chris-
lão.
A
superstição
é
o
abuso
da fé
;
perten
ce ao
ministro
illustrado d’
uma
religião
que
derrama
a
luz,
porque
d’
ella
deriva
toda
a
luz,
desterra
essas
sombras
que
lhes
deslustram
a
sanctidade.
O
dever
do parocho
é
deixar
morrer
esses
abusos
da
fé
e
reduzir
as
crenças
do
seu
povo,
á
grave
e
misteriosa
sim
plicidade
do
dogma
christão,
á
contem
plação
da
sua
moral,
desenvolvimento
pro
gressivo
de
suas
obras
de
perfeição.
Na
qualidade
de
moralista,
a
obra
do
parocho
ainda
é
mais
beila. O
Chrislia-
nismo é
uma
filosofia
divina escripta de
dois
modos:
como historia, na
vida
e
morte
de
Christo: como
preceito,
nas
sublimes
licções que
deu
ao
mundo.
Estas
duas
palavras
do
Christianismo,
o
preceito
e
o
exemplo,
estão
reunidas
no
novo
Testamento
ou
no
Evangelhe
:
o parocho deve tei-o
sempre
á mão,
sem
pre
sob
os
olhos,
sempre
no
coração.
Um
bom
padre
é
o
coramentario
vivo
d
’
aquel-
le
divino
livro.
Cada
uma
das
suas
pala
vras
misteriosas
responde
com
coherencia
ao
pensamento
que
o interroga,
e fórma
um
sentido
pratico e
social
que
alumia
e
viviíica
a
conducta do
homem.
Não existe
nenhuma
verdade
política
ou moral,
que nào esteja
em germen
n
’um versículo
do
Evangelho;
a
filantro
pia
nasceu
do
seu
primeiro e
unico
pre
ceito.
a
caridade.
A
liberdade caminhou
pelo
mundo
se
guindo-lhe
as
pegadas,
e
nenhuma
escra
vidão
degradante,
poude
subsistir
diante
da
sua
luz; as
leis
modificaram-se,
os
usos
deshumanos,
foram
abolidos,
as
algemas
despedaçarara-se,
e
a
mulher
reconquistou
o
respeito
no
coração
do
homem.
O
parocho
pois,
quando
tem
na
mão
este
livro,
possue
toda
a moral,
toda
a
razão,
e
toda
a
civilisação.
Não
tem
mais
do
que
abril-o,
lêlo,
e
derramar
em
torno
a
si
o thesouro
de
luz
e
de
perfeição,
de
que
a
Providencia
lhe
confiou
a
chave.
Porém
o
seu
ensino,
á
similhança
do
de
Christo,
deve
de
ser
duples
:
pela
vida
e
pela
palavra.
A
Egreja
incumbiu-o
de
tal
missão,
mais
como
exemplo
do
que
como
orácu
lo;
o
dom da palavra
póde
fallar
lhe,
se
a
natureza l’ho
negou,
porém
a
palavra
que
todos
ouvem
é
a
vi
la:
nenhum
lín
gua
d
’homem
é
mais
eloquente
e persua
siva
do que
uma
virtude.
O
parocho
é
lambem
administrador
espiritual
dos
sacramentos
da
sua
egreja
e
dos
benefícios
de
caridade.
Os
seus
deveres,
neste
ponto,
são
bem
similhantes
aos
que
resultam
de
qualquer
administração.
Como
tem
de
tractar
os
homens,
deve
de
cenhecel-os
; como
tem
de
combater
as
paixões
humanas,
deve
de
ter
mãos
deli
cadas
e
caritativas,
dirigidas
peia
prudên
cia e
pela
circumspecção.
Na
esfera
das
suas attribuições
entram
as faltas,
os
ar
rependimentos,
as
misérias,
as
necessida
des, as
indigências
da
humanidade
;
deve
pois
ter
o
coração
rico
e
transbordando
de
tolerância,
de
misericórdia,
de
,man
sidão,
de caridade
e de
perdões
!
A
sua
porta
deve
de
estar
sempre
aberta
para
quem
o
procurar
;
deve
desconhecer
es
tações,
distancias,
sol,
e
neves,
quando
tiver
de
ministrar
a
uneção
ao ferido,
o
perdão
ao
culpado, ou
o
seu
Deus
ao
moribundo.
A'
similhança
de Deus,
diante
d
’el!e
não
deve
haver
nem ricos
nem
pobres,
nem
pequenos
nem grandes;
deve
só ha
ver
homens, islo
é.
irmãos
nas
misérias
e
nas esperanças.
Mas
se
não
negar
o
seu ministério
a
ninguém,
não
o
deve
também
offerecer
imprudentemente,
a
quem
o
desconhece
ou
despresa.
Para
quem
a
caridade
é
importuna,
dedicar
lha,
é
fazer-
he
mal, e
assim
exercida
bem
lon
a
e
de
atlrahir,
antes
repelle.
Os direitos
e
deveres
do
parocho,
só
comrçam
quando
se
lhe
diz:
Eu
sou
christão.
M1STORIA.
B’UH
ISESCtOtVMECÍOO
V
0
fun
d'uma
vida
alegre.
[Continuação]
No
cemilerio,
a
ceremonia tomou
um
caracter
burlesco.
Quando
o
caixão
desceu
para o
fosso,
encavado
na
parle
não
benzida
do cemi
lerio,
—o
maire linha, n’este
ponto,
ape
sar dos
esforços
dos
solidários,
feilo res
peitar
os direitos
dos
catholicos,
—
cada
um dos
assistentes
veio
fazer
uma
sau
dação
deanle do fosso e
lançou
uma
ílôr
de
perpetuas
no
caixão.
En.ão,
o
advogado
da
cidade
tomou
a
palavra.
—
Irmãos,
o cidadão que
acabamos
de
restituir
á
terra,
nossa
mãe
commum,
os
elementos
que
compunham
sua
indivi
dualidade,
foi
um
modelo
de
todas as
vir
tudes
civis
e
civicas.
Bom
pae,
—
(sem
jamais
ter
filhosj,—
bom
esposo,—(casára-
se
civilmente
com
uma
mulher
digna
de
si
que
o
deixara
ao cabo
de alguns
me-
zes!)
—amigo
fiei,
caracter
independente,
generoso
e
dedicado,
mostrou
as
verda
deiras
virtudes
que
impedem
a
supersti
ção,
e,
quando a
hora
da
dissociação
dos
seus elementos chegou,
para
dar
mais
tarde
principio
a
uma
nova
organisação,
não
leve
a
fraquesa,
como tantos
outros,
de
chamar
para junto de
si
uni
d
’esses
agentes
do
fanatismo
que
só
cuidam
em
subjugar
o
povo
atoleimando
as
suas
in-
telligencias. Expulsou
o
padre,
não
julgou
que
fosse
digno
d
’lim
homem
esclarecido
de
reconhecer
esse
producto
de
baldados
terrores
a
que
chamam
Deus,
e
se
deixou
docemente
adormecer
nos
braços
da
natu
reza.
Irmãos,
o
thio
Lajoie
foi
em
tudo
um
verdadeiro
republicano.
Yiva a
Repu
blica
!
—Viva
a
republica!
bradou
a multi
dão
enthusiasmada
d
’este
discurso,
do
qual provavelmente nada tinha
compre-
hendido.
Quando
o
silencio
se
restabeleceu
por
um
pouco,
ura
obreiro
caminhou
para
a
margem
do
tumulo,
e
fallou
por
sua
vez
:
—
Irmãos
e
amigos,
disse
elle,
este
dia
é
um
grande dia;
deverá ser
marca
do
com
uma
linha
branca nos
annaes
da
democracia.
O
povo
é
livre
e
assim
quer
ticar.
Não
ha
Deus, não
ha
religião. Os
que inventaram
Deus,
são
os
que
querem
conservar
o povo
na
escravidão:
são
os
padres
e
tyrannos,
combinados
para
per
der
o
povo sob
um jugo
de
ferro.
A
era
dos
tirannos
e
padres
já
se
passou.
Nào
ha
mais
do
que
a
solidariedade
humana.
E
’
o reinado
da verdade
e
virtude que
principia.
Todos
somos
iguaes,
livres
e
irmãos.
Tudo
deve
ser
commum
entre
es
tes.
O
que
nada
tem
não
é
livre,
por
que
depende
do
rico.
O
pobre
não
pode
ser
igual
ao rico. E’ necessário que
tu
do
seja
para
todos.
Eis
ahi
a lei
funda
mentai
da Republica. Viva
a
Republica!
—
Viva!
bradou
de
novo a
multi
dão.
O
pobre
Lajoie estava completamente
esquecido.
Os
coveiros
cojneçaram
a
en
cher
o
fosso; o
comoro
elevou-se
em-
quanlo
que
a
multidão
se
escoava
lenta
mente.
Ao
passar
por
deante
da
egreja,
alguns
exclamaram
:
—
Fóra
o
bom
Deus!
Outros ajuntaram:
—
Fóra o
sotaina
!
Depois
inlroduziratn-se
nas
tres
ou
qua
tro
tavernas
da
aldeia,
que
não
se
ani
mavam ordinariamente
como
■
nos
domin
gos.
A de
M.
Poussaboire,
franca
toda
a
semana
ao
instar dos
da
cidade,
encheu-
se
sobretudo
da
ílôr
dos
irmãos e
ami
gos,
que
fez
desapparecer
rapidamente,
|com
grande
alegria
do
digno
taverneiro,
os
potes
de
cidra
e
as
garrafas
de
vi
nho
que
tinham
vindo
da
adega.
O
canto
da
Úarselheza
foi
em
breve
substituído
por
canções
bacchicas,
e
ou
tros
horrores
cujas
obscenidades
faziam
o
principal
mérito,
e
os
que
fossem
cu
riosos
de conhecer
as virtudes
republica
nas
que
se
acabavam
de
gabar
no
ce
mitério, poderiam
fazer
d
’
ellas
uma
ideia
vendo
estes
homens
embriagados
que
se
disputavam
entre
si,
e que já
não
po
diam
sustenlar-se
em
suas
pernas.
Assim
se
celebraram
os
funeraes
do
pobre
Lajoie.
Jacques
tinha
estado
no
cemitério,
com
temor
de
ser
acoim^lo
de jesuíta
pelos
espíritos
fortes de
quem
tanto
receiava
os ditos.
Bradou
pela
sua vez
viva
a
Re
publica,
para fazer
como
os
outros,
mas
sem
enlhusiasmo
algum.
Quando
os
vi
vas
ainda
se
fizeram
ouvir
para acclarnar
o
discurso
do
obreiro, teve
a
coragem
de
se calar, porque bem
comprehendera
das
palavras
do
orador
que
a
igualdade,
liber
dade
e
fraternidade
que
queriam
estes so
lidários
e
democratas
era
ludo
simples
mente
a
partilha
dos bens
e
o
despojo
dos
ricos
e
proprietários
para
proveito
dos
preguiçosos
e
vadios.
(
Continua
J
®
"O»
-*&■*». ày> .J£Mí
OSTICíAI.
Do
«Diário do Governo» n.° 213, de
22
do
corrente:
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
S1AST1COS
E
DE
JUSTIÇA
Despachos:
exonerando
Macario
Augus
to Eaptista
da
Silva
Nogueira,
do
logar
de
continuo
da
respecliva
secretaria de esta
do,
por
ter sido
nomeado
amanuense
da
secretaria
de estado
dos
negocios da fa
zenda;
promovendo Antonio José Soares,
correio
montado
da
mesma
secretaria
de
estado,
ao emprego
do
antecedente;
no
meando
Antonio
de Pina para o
emprego
do
correio
montado
da
referida
secretaria
de
estado;
apresentando:
José
Joaquim
Gomes
Correia
na
egreja parochial de
S.
Miguel de
Avidagos;
José
dos Santos
Fer
reira
Moura
na
egreja
de
S.
João
da
Foz
do
Douro;
Francisco
Ribeiro
Dimpano
da
Fonseca
na egreja
de
Nossa
Senhora
da
Purificação
das
Freixiandas;
Antonio
da
Silva
Cardoso
na
egreja
parocial
de
S,
Jnlião
de
Lobão;
Manoel
José
Pereira
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
En
carnação
de
Mirandella:
Concedendo
a
regia
permissão
aos
pres-
byteros,
Antonio
Dias
Louro,
parocho
col-
lado
na
egreja
de
Santo
Estevão
da
Chan-
cellaria,
da diocese de Portalegre e
Jo
sé
Maria
Freire
de
Andrade,
parocho
coi
tado
na
egreja
de
S.
Mathias
da
mesma
diocese,
para
entre
si permutarem
os res-
pectivos
benefícios;
concedendo
egual
per
missão
aos presbyteros Eliseu
Augusto
Adanjos,
parocho
collado na
egreja
de
Santo
Antonio
de
Villa
Nova
da
Barquinha,
da
niocese
de
Lisboa,
e
José
Francisco
Gomes
Alberto
de
Almeida,
parocho
col
lado
na
egreja
de Nossa Senhora
da
As
sumpção
de
Saboia.
da
diocese
de
Beja;
Apresentando:
João
Mendes de
Almei
da
na egreja
parochial
de
Santa
Marinha
de
Avança,
e
Joaquim
Ferreira
da
Silva
Ramalho
na
egreja
parocial
de S.
Bartho-
lomeu
da
Charn-ca;
Provendo:
Antonio
Pedro
dos Santos
Caio
na
serventia
vitalícia
da
thesouraria
parochial
de
S.
João
Bapiista do
'
Lu-
m.iar;
Declarando
sem
effeito
o
decreto de
10
de fevereiro
ultimo,
pelo qual
se
faz
mercê
ao
presbylero
João
Alves
Moreira
Brandão,
da
egreja
parochial
de
Santo
An
dré
de
Villa
Boa
de
Quires;
Acceitando
ao
presbylero
Antonio
Ma
noel
Gomes
Almendra
a
renuncia
da the-
souraria
da
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
da Annunciação
da A
illa
da
Louri-
nhã;
Provendo:
o
ordinando
Manoel
Thiago
Henriques
Delgado
na
serventia
vitalícia
da
thesouraria
da
egreja
parochial
de
Nos
sa
Senhora
da
Annunciação
da
villa
da
Lourinhã;
Apresentando: Marcos
Gomes
Rojão
na
egreja
parochial de
Santa
Victoria
do
Ameixial;
Marcos
Garcia
Nunão
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Luz,
Évo
ra; Antonio
Martins
dos
Santos
Villas-Boas
na
egreja
parochial
de
S.
Mamede de
San-
diães;
Provendo:
o
ordinando
Ignacio
na
Cos
ta
na
serventia
vitalícia
da thesouraria
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Annuncia
ção
do
Redondo,
e
Silverio Joaquim
de
Araújo
e
Castro na
serventia
vitalícia
do
oílicio
de
escrivão
da
camara
ecclesiasti-
ca
e
livros
findos
da
comarca ecclesiasti-
ca
de Valença
do
Minho.
OOTULU
—0
exm.°
e
revm
0
snr.
arcebispo
coadjutor
conferiu
no
sabbado
ordens
a
<38
ordmandos.
sendo 8
de
diácono,
34
de
subdiacóno,
e
39
de
presbylero.
N
’
este
numero
entram
5
ordinandos
de
Aveiro.
S.
Hrnto.
—
No
proximo
domingo
faz-
se
a
festividade
de
S.
.Bento,
venerado
na
sua
capella,
junto
ao
AJospital
de S.
Mar
cos.
De
manhã
tem
tem missa
solemne.
A
’
noite
desse
dia
haverá
illuminação,
fogo
preso,
tocando no
largo
dos
Remé
dios
uma
banda
de
musica.
ssseíção.
—
Procedeu-se
ha dias
á
elei
ção
da
nova
abbadessa
do convento
dos
Remedios,
ficando
reeleita
a ex.
ma
l).
Maria
Angélica
de
Vasconcellos,
senhora
que
merecidamente
gosa das
maiores
sim
pathias.
Falleciraení».
—
Na
manhã
d
’
ante-
hontem
falleceu
da
vida
presente o
snr.
Francisco
José
Pereira,
que
exercia
o
mis
ter
de negociante
na
rua
Nova.
0
seu
cadaver
foi
hontem
dado
á
sepultura
de
pois
dos
oflicios
que teve
no
templo
de
Santa Cruz.
E
*
«-isão.
—
Por
9
horas
da
manhã d’
hon-
tem
foi capturado
na
freguezia
de
Ferrei
ros,
Antonio
Loureiro,
que
em
sua
casa
guardara
duas
juntas
de
bois
roubadas
pa
ra
os
lados
de Villa
Nova
de
Famdicão.
. Antes de ser
preso
foi
elle
mesmo
avi
sar
o regedor
de
que
de
noite
lhe
ha
viam
introdusido
em
casa
as
duas
juntas,
de
bois.
Averiguado,
porem,
ocaso,
descu-
briu-se que
este
indivíduo
é
tão
culpa
do
como os
ratoneiros;
e
que
o
tal
aviso
foi
feito
simplesmente
por
saber
que
es
tava
descoberta
o
padeiro
do
roubo.
0
preso
declarou
ultimamente ao
re
gedor
que
os
condutores
do
gado
eram
indivíduos
da
rua
dos
Peilames.
Pedimos
a
attenção
das
auctoridades
para
este
negocio.
A
freguesia
de
Ferreiros
e
algumas
convisinhas
andam
infestadas
d’
uma
gran
de
malta
de
ladrões,
segundo
nos
refere
pessoa
fidedigna.
Sabemos
também
que
alguns
proprietários
d
’
aquella
freguesia
to
mam
a
peito
envidar
todos
os exforços
para se
livrarem
desta
lepra;
e
é justo
que
a
auçtoridade
competente
os coadju
ve.
Ast&tsres.—
0
«Commercio
Portnguez»
publica
uma
carta
d
’
Amares,
concebida
nos
seguintes
lermos:
Encontram-se
na
comarca d’
Amares
muitas
montanhas
que
não
são
mais
do
que
simples
modificações
da
serra
do Ge-
rez.
Esta
fértil
terra é
regada
pelos
rios
Homem
e
Cavado,
que
a
onze
kilometros
de
distancia
da
cabeça
de
comarca fazem
juneção,
deixando
uma
lingua
de terra en
tre
elles
era
fórma
de
cunha, a
que
se dá
o
nome
de Rico.
Este
bico de terra
liga
as
pontes do
Homem
e
Cavado,
que
ficam
a
distancia
de
sete kilometros
de
Braga,
e
que
são
mui
conhecidas
pelo
nome
de
Pontes
do
Bico.
0
solo
d
’
Amares
é
rico
e
abundante,
produz
boa laranja,
cuja exportação
se
faz
em
grande
quantidade.
0
azeite
não
escaceia, porque
as oli
veiras
não
se
definham
com
o
bater
da
vara
na
occasião da
apanha
da
azeitona.
Sua
vegetação
é
admiravel
;
uma
estaca
de oliveira
em qualquer valle,
produz
re
gularmente
rebentões de
tres
a
cinco
de-
cimetros
;
e
as
larangeiras
conservam-se
sempre
frondosas
debaixo
das oliveiras,
que
são
o
seu
cobre-neve
no
tempo do
frio.
—
A
ribeira
do
Homem
é
mais
rica
do
que
a
do
Cavado;
as
margens
de am
bas
abundam
muito
em
milho,
feijão,
tri
go
e
centeio.
0
vinho,
em partes
é
bom,
e
pode
ria
ser
todo
de
boa
qualidade
se
no
prin
cipio
houvesse
o
cuidado
da
boa
escolha
da
uva.
Alguém
se
lembrou
de
formar
aqui
uma
sociedade
para
se
dar
principio es
te
anno á viticultura. A
sociedade tem
em
vista,
por
emquanto, escolher
a
me
lhor
qualidades
de
vides,
próprias
para
o
Minho,
e
fazer nm
grande
viveiro
pa
ra
depois
enriquecer
o concelho
com
a
boa
uva, e
melhorar
o
syslema
emprega
do
pelos
vinhateiros
do nosso excedente
vinho
verde.
—
As faldas
dos
montes
teem
valles
ri
quíssimos.
Se ahi
se
dessem
ao
cultivo
das uvas de
boa
qualidade,
colher
se hiam
centenares
de
pipas
de
vinho
a
que
não
sei
se
poderia
dar-se
o
nome
de
vinho
ma
duro,
visto
o
borraçal
e
verdelho
d
’
aquel-
les
sitios
serem
superiores
aos
que
se
co
lhem
ifoutras
partes.
Em
Amares
ha
terrenos
de tão
boa
qualidade para o desenvolvimento
e
matu
ração
das
uvas,
que
no
dia
15
de
agosto
de
todos
os
annos
se
vende
vinho
novo
;
uvas
que
em
outras
partes
só
depois
do
meado de
setembro
ou
ainda
mais
tarde,
é
que
são
apanhadas.
Parece-me
que
este
desenvolvimento
rápido
é
devido
ao grande
abrigo
que
os
terrenos
teem
das
montanhas
que
lhe
fi
cam
ao
norte,
tle
a
terra
ser enxuta
e
própria
para
o
desenvolvimento
da vide,
como
são
quasi
todos
os
terrenos
argilo
sos.
—
A
industria
e
o
commercio
vão to
mando
um desenvolvimento
regular.
0
seu
atrazo
é
mais
devido
á
falta
de
vias de
communicação
do
que á
indolência
d’este
laborioso
povo.
Amares
poderia
ser
notá
vel
pela
sua.
industria,
porque
tem
con
dições
para
isso como
poucas
terras.
Brevemenle
fatiarei
da
sua
industria,
em
parte,
ainda
occulta,
e
do
seu
com
mercio,
que se
irá
desenvolvendo
não
sé
com
a
chegada
da
estrada
nova
a
Ama
res,
como
lambem
com
a
creação
da
co
marca
que
lhe
deu
mais
vida
e
anima
ção.
Egrejas
a eoaenrso.—
Por
portaria
de
14
do
corrente
foram
postas
a
con
curso
por
provas
publicas
as
seguintes
egrejas
n
’
este arcebispado:
Ca
vez
(S. João
Baptista)
concelho
de
Cabeceiras de Basto.
Friande
(Santo
André)
concelho
da
Po
voa
de Lanhoso.
Painzella
'Santo
André)
.concelho de
Ca
beceiras
de
Basto.
Queijada
(S.
João
Baptista)
Ponte
do
Lima.
I ssstrtacçsío
publica.—
Foi
exone
rado o reitor
do
lyceu
nacional
de
Cas-
tello
Branco;
Foi
nomeado
secretario
do
lyceu
do
Porto
o
snr.
Augusto
Epifanio
da
Silva
Dias;
Foi nomeado bibliothecario
do
lyceu
de
Bragança
o
snr.
José
Augusto
Dias
Poças;
Foi
nomeado
astronomo
do
observató
rio
da
universidade
de
Coimbra
o
snr.
dr.
Alfredo
Felgueiras
da
Rocha
Peixoto,
de
putado
ás
côrles;
Foi
promovido
a
lente de
theolagia
da
universidade
de
Coimbra
o
snr.
dr.
Anto
nio
Sebastião
Valente.
tj,-í ires
riso».—
Estando
em artigo
de
morte
um padre
antigo
do
famoso
deserto
de
Scilin,
os outros
monges
ro
deando-lhe
a pobre
cama
ou
esteira
em
que
jazia,
choravam
amargamente.
N’
este
ponto abriu
os
olhos
e
sorriu-
se; d’
alli
a
pouco
tempo
tornou
a
rir,
e
depois
de
outro
breve
intervallo,
terceira
vez
deu
a mesma
mostra
de
alegria.
Causou
isto
nos
circunstantes
não
pe
queno
reparo,
por ser
austera
a
pessoa,
e
formidável
a
hora,
perguntaram
a
cansa,
e respondeu-lhes:
«A
primeira
vez
me ri,
porque
vós
outros
temeis a
morte;
a
se
gunda,
porque
temendo-a
não
estaes apa
relhados; a
terceira,
porque
já
lá
vae
o
trabalho,
e
vou
para
o descançoo.
Tornou
então
a
cerrar
os
olhos,
e
desatou-se
seu
espirito.
Sixposiçãn
hortícula era
í®'?'?
no
Porto.
—
Está
já
publicado
o
program-
ma
para
a
exposição
hortícola
que
ha
de
realisar-se
no
Palacio
de
Crystal
nos
dias
10
e
1
1
e
12 de
março
de
1877
e
que
será
uma
das
menores
do
Porto;
to
marão
parle
n’
ella
horticultores
e
amado
res.
Para
galardoar
os
que
apresentarem
productos
mais
dislinctos
haverá
duas
me
dalhas
de
ouro,
muitas
de
prata
e
cobre
e
menções
honrosas.
Do
programma
elaborado
pela
commis-
são
executiva,
da
qual
são
dignos
presi
dente
o
snr.
visconde
de
Villar
Allen
e
secretario
o snr.
Duarte
d
’Oliveira
Júnior,
aproveitamos
as
seguintes
indicações
pelas
julgarmos
de immediato
interesso
para
os
amadores
e
horticultores
que tencionarem
concorrer
áquelle
certame,
diz
o
«Jornal
da
Noite».
As
plantas
expostas
pelos
horticultores
deverão ser
cultivadas
em
vaso.
Não
se
admitlirão
flores
cortadas.
N
’este concurso
só
serão
admittidas
as
plantas origínaes
e
deverão
ser
acom
panhadas
com
o
nome
do
obtentor, epoca
em
que
foram
semeadas,
em
que
floriram
pela
primeira
vez
e
todos
os
mais
escla
recimentos
que
o expositor
possa
accres-
centar.
N
’este
concurso
as
flores
serão
expos
tas
em caixas. As caixas para
as
flores
cortadas
deverão
ser
solicitadas na
secre
taria
do
Palacio
de
Crystal
até
ao
dia
8
de
março.
As
flores poderão,
no
segundo
dia da exposição,
ser
substituídas
por
ou
tras
das
mesmas
variedades,
caso
o
ex
positor
assim
o
deseje.
Os
bouquets
centros
de meza,
plaleaux,
etc.
deverão
ser
entregues
no
Palacio
de
Crystal
até
ao
meio
dia
do
dia
10
de
março.
As
pessoas
que
desejarem
tomar
parte
n
’
este
concurso
participal-o-hão
até
ao
dia
7
de
março. As
inezas
de
jantar
deverão
ficar
promptas
até
á uma
hora
da
tarde
do
dia
10.
Nenhum
expositor poderá
concorrer
simultaneamente
aos
concursos
numeros
35
e
30,
40
e 41,
43
e
46,
70
e
71
Os
numeros
dos
concursos
acima
refe
ridos
constam
do
programma
que
a com
missão
distribue
impresso
aos
interessados
que
o
reclamarem.
A
h
eitiza» de
SSellíssi.
—A
traslada-
ção
das
cinzas
de
Bellini
verificou-se
em
Pariz no
sabbado
com
grande
e
no meio
de uma
afíluencia
considerável,
contra
o
«Petit
Journal».
Um magnifico
carro
de
primeira
clas
se,
adornado
com
bandeiras
verdes,
ver
melhas, brancas
e asties,
as
cores
france
sas
e
italianas,
atravessou
parte
da
cida
de;
os
representantes
da cidade
de
Cata-
ne,
que
o
acompanhavam,
receberam
em
todo
o transito
provas
de
simpalbia.
O
ataúde
e
as
decorações
desappare-
ciatn
sob
as
imrnensas
coroas
que
os
ar
tistas
franceses
foram
levar
ao
cemitério
Pere
Lachaise.
Pelas onze
horas,
a commissão dele
gada
peia
cidade
de
Catane,
acompanha
da do prefeito
do
Sena,
de
um
represen-
tonte
do
conservatorio
e
dos
delegados
da
sociedade
dos
andores
e
composito
res
dramáticos,
e
de
uma
turba
numero
sa
e
respeitosa
de
artistas,
dirigiu-se
pa
ra
a
sepultura
do auclor
da
Norma
que
morreu.
Um
ofticial
da
guarda municipal de
Catane,
em
grande
uniforme,
estava en
carregado
das
minudencias
maieriaes.
O
caixão
de
chumbo
foi tirado
do
tu
mulo
e
aberta
a
tampa;
posto
que
embal
samado,
não
se
podia
tirar
ao cadaver
as
bandas
que occultavam
o
rosto.
Por
tanto,
a
verificação
legal
limitou-se
ao
re
conhecimento
da
urna,
collocada
á
cabe
ceira
e
na
qual
fóra
encerrado
o
coração
do
maestro.
Diante
d
’
aquelles despojos,
foram
pro
nunciados
vários
discursos: o
primeiro,
pelo
marquez
de
San
Guliano
que,
em
termos
elevados,
em
nome da
Italia,
agra
deceu
aos
assistentes franceses
a
sua pre
sença. O
commendador
Curro
e
rar.
Ar-
dizoni fallarain
em
italiano;
mr.
Escudier
depositou
sobre
o
alaúde
uma
coroa ma
gnifica,
e
mr.
Masson, em
nome
da
so
ciedade
dos
auctores,
pronunciou
nm
dis
curso
cuja peroração,
delicado
cumprimen
to
á
Italia,
arrancou
applausos
sem
con
ta:—
A
vossa missão, disse
elle,
dirigin
do-se aos
delegados
de
Catane,
é
um
titu
lo
de
gloria para
vós.
Abençoado
seja
o
paiz
que não
esquece
os
seus
filhos.
O
príncipe
de
Guinaldi,
presidente
da
commissão,
pronuncia
algumas
palavras
que termina
assim:
Snrs.,
estáveis
reuni
dos
para
honrar
o
talento.
E
’
o
mais
bel-
lo
elogio
que
se
vos
pode faser.
Seaniílairio <le
S.
8
*
eilro.
—
Por
des
pacho
de
20
do
corrente, foram
admitti-
dos
ao
Seminário
de
S.
Pedro
:
Pagando
metade
da
mensalidade
Eduardo
Augusto
da
Cunha
Cerqueira.
Francisco Antonio
Domingues.
E
como
alumnos
gratuitos
Bento
Augusto
Ferreira
de
Carvalho.
Bernardino
Augusto
da
Motla
e
Silva.
Domingos José
Gomes.
Francisco
Dias
do
Soccorro.
Joaquim
Antonio
da
Silva.
Manoel
Joaquim
d
’Almeida.
Mathias
Alves
dos
Santos.
Klornri».—
O
das
aulas
do
Seminá
rio
de
S.
Pedro
para
o
curso
lectivo
do
anno
de
1876
a
1877
é
o
seguinte :
Aulas
superiores
Direito
canonico
..................
7
J/
s
ás
9
Theologia
Dogmatica
especial 7
l
ji
ás
9
Theologia
Dogrnatica
geral.
.
9
*/
2
ás
11
Theologia
Sacramental
.
.
.
9
*/
s
ás
Tl
Theologia
Moral
(l.° anno).
9
l
/
2
ás
li
Theologia
Moral
(2.°
anno)
.11
ás
12
Historia
Ecclesiastica
...
li
ás
12
i
/i
A
tilas
preparatórias
Latim....................................... 7
ás
9
Portuguezdo
1.°e2.
J
.
...
7
ás
9
Latinidade.............................7
ás
9
Geometria
.............................
7
ás
9
Francez
................................
9Q
2
ás 11
Rhetorica................................
11
á
1
^2
Philosophia
.............................
11
*/
2
á
1
Geographia............................
11
J
/
2
á
1
J
/2
N.
B. Todas
as
matriculas
serão
feitas
em
conformidade
com este
horário,
e
não
serão
admittidas
reclamações
de
propina
depois
de
paga.
«^saera
gtroOa
venee.—
Certo
mas-
sador
pregava sécas
monumentaes
a
um
paciente,
que não
estando
d’
uma
vez
pa
ra
0
aturar
mandou-lhe
diser
pelo
crea-
do
que
ainda
não te
tinha
levantado.
—Senhor,
elle
diz que
espera
que
vos
levanteis.
—
Disei-lhe
que
estou
doente.
—
Diz
que
vos
indicará
algum
remedio.
—
Disei-lhe
que
estou
a
morrer.
—
Diz que
deseja
dar-vos
0
ultimo
adeus.
-Disei-lhe
que estou
morto.
—
Diz
que
quer
lançar-vos
agua
benta.
—
Nem
vivo
nem
morto
!
Não
ha
reme
dio;
que
venha
!
Arvosres
gígasstea.
—
Um
botânico
da
Califórnia
enviou
á
Rural
presse
a
me-
g.v.:;.-a»»^-r
?x^^gacgmr.^rjaa?;,*TOG£K. >rz
moria
exacla
das famosas
bigtrees
ou
arvores
gigantes
da
Califórnia,
que
elle
acaba
de
estudar.
O
pai
da
floresta
que se
disia
remon
tar
ao diluvio,
deve
ler
agora
1500
an
nos.
O
seu
diâmetro
não
é
como
se
tem
escripto
até
boje,
de 40
pés,
mas
apenas
de
18
pés,
a
uma
distancia
de
6
pés
da
raiz.
A
naç-ação
dos viajantes
que
contaram
a
sua
entrada
a
cavallo
pela
abertura
que
existe
no
tronco
d’
aquella
arvore
gigantes
ca,
não
é
exagerada.
Dez
cavaflos
podem
enítrar
ao
mesmo
tempo
n
’
aquella
cavida
de,
dar
volta
e
sair pela
outra
extremi
dade..
Segundo
as medidas
do
batanico cali-
forniano, algumas
arvores
situadas
no
par
que
do
sul
teem
um
diâmetro
superior
ao
do
pa>
da
floresta.
Assim
é
que
0
Trap-
per
Smi)h
tem
90
pés
de
circunferência
e
30
pés de
diâmetro;
0
Sivery
Sab
e,
84
pés
de
circunferência,
e
uma
outra
arvore
cujo
nome
não
é
conhecido,
mede
27
pés
de diâmetro.
Ha
lambem
no
parque
do
sul perto de
quinhentas
arvores
de
dimensões que
va
riam
entre
10
e
13
pés
de
diâmetro,
ma
*
a
sua
idade
tem
sido
muita
exagerada.
A
arvore
cabida
mede
15
pés
na
sua
maior
largura.
A» icSessuH
de
uni quak«r.—Um
tal
Nisolle,
pertencente
a
uma
rica
fami
lia de
Vese,
Gard,
está filiado
pela reli
gião
na
seita
dos
quakers,
conta
um jor
nal
francez.
Chamado
a
faser
parte
da
reserva
activa
no
periodo
de
inslrucção
de
vinte
e
oito
dias,
chegou ao regimen
to,
em
Nimes,
a
21
de
agosto
passa
do.
Procedeu
se ás operações
do
costume,
vestuário,
equipamento,
armamento;
não
fez
objecção
alguma ao receber aquelies
objeclos,
mas
tecusou-se
energicamente
a
acceitar
a
espingarda,
disendo
que
a
sua
religião
0
impedia
de
se
servir
de armas
contra
o>
seus
semilhautes
e citando,
em
apoio
do
seu
diser,
os
versetos
do
evan
gelho.
A’
observação
que
lhe
fiseram,
de
que
por agora
não
se
tratava
de
se
ser
vir
da
espingarda
contra
os
seus
semi-
Ihantes,
respondeu
que
acceitando
aquel-
la
arma
se
compromettia
moralmente
a
servir-se
d
’ella
mais tarde.
Compareceu
perante
0 conselho
de
guerra
de
Marselha. O accusado
renova
as
suas
declarações.
—
Se
um
assassino,
perguntou-lhe
0
presidente,
ameaçasse
a
vida
de
vosso
pai
quo
Carieis?
R.—
Procuraria
impedir
0
assassinato
sem
empregar
uma
arma.
—
Se
não
0
conseguísseis,
deixal-o-ieis
matar
?
—
Com
certesa.
Foi
condemnado
a
dois
meses
de
pri
são.
Crime
011 il»s<jraça.—
Ha
algumas
semanas,
um
acontecimento
trágico
leve
logar no
Stifser
Jock,
na
Suissa.
Uma
senhora
inglesa,
mad.
de
Tour-
viile,
foi
encontrada
morta
ao
pé
de um
rochedo.
Seu
marido
que
a
acompanhava,
conta
que
atacada
de
uma
vertigem,
a
desgraçada
cahira
ao
fundo
do
precipício.
Espalhou-se
porém
0 boato de
que
a
mor
te
não
era
resultado
de um
incidente,
e
sim de
um
acto
criminoso.
Fòra
0
pro-
prio
Tourville
que
precipitara
sua
mulher
do
alto do
rochedo.
Um
inquérito
feito
pelas
auctoridades
suissas a
este
respeito
deu
logar
a uma
ordem
de
captura.
A
questão
acaba
de
entrar
n
’
uma
no
va
fase.
A
policia de Londres,
desperta
da
pela
narração
da
morte
de
mad.
Tour
ville,
colheu
a
respeito
de
seu
marido
as
seguintes
informações
que
communicou
em
seguida
á
policia
de
Inspruck.
Henrique
de
Tourville
chhamou
se
precedentemente
Henrique
Perreau.
Em
prime.ras núpcias
desposara
uma
mulher
doente
cuja
mãe
ainda
vivia.
Um
dia
em
que
Perreau
es
tava
só
com
sua
sogra,
mostrou-lhe
0
me
canismo
de
um
rewolver;
quiz
a
desgra
ça
que
a
arma
estivesse
carregada.
Partiu
um
tiro que
matou a sogra
de
Perreau.
A
esposa d’este
morreu
pouco
tempo
de
pois e
Perreau
não
foi
perseguido,
mas
a
policia
entendeu
que
não
devia
perdel-o
de
vista.
O nosso
homem
mudou
de
no
me,
e
em
novembro
de
1875
desposou
sob
0
nome
de
Tourville
a
segunda
mu
lher
que trouxe
70
mil
libras.
Depois
das
bodas.
fez com
que sua
mulher
0 instituísse
seu
herdeiro
em
tes
tamento
legal.
Os
dois
esposos
começa
ram
então
a viajar
e
nunca
mais volta
ram
a
Inglaterra.
Novo
íasnel.
—
Emquanlo
na
Ingla
terra
e
na
França
continua 0
estudo
do
túnel
do
canal
da
Mancha,
um
jornal
americano
diz-nos
que se vai
construir
outro
por
baixo
do rio
Htidson,
cujo
fim
é
pôr
em
communicação
dois
dos
bair
ros
mais populosos
de
Nova
York.
As
maquinas
de
perfuração
começa
ram
já
os
seus
trabalhos,
pois
0
poço
de
Jersey
City
éstá
concluído.
0
túnel
terá
duas
milhas
de
comprido
por
23
pés
de
largura.
A
capa
de terra
que
ha
de
fi
car
entre
0
fundo
do rio
e
as
obras
da
fabrica
do
tunel, será
de
mais
de
35
pés. As
despesas
estão
avaliadas
em
75
milhões
de
franco,
dos
quaes
ha
ja
subs-
criptos
mais
de 50.
JtFinsi
jp
.
—
Lê-se
no
«Pri
meiro
de
Janeiro»;—Appareceu
no
dia
21
moribunda
ás
8
horas da
noite,
na
tra
vessa
de
Sobre-o-Douro,
uma mulher
edo-
sa
e mal
trajada,
suppõe-se que
em
re
sultado
de
queda
do
muro da
Restau
ração.
Quando
era
condusida
em
maca da
es
tação
de Massarrellos,
expirou
ao
checar
defronte
do
museu
municipal.
Não
ob
stante
continuarem
caminho
até
0
hos
pital
da
Misericórdia,
onde
nãò
foi
rece
bida
visto
ser
já
um
cada
ver.
Em
vista ua
recusa voltou
a
maca
ao
local
em
que
a
pobre
mulher
tinha
cahido,
onde
ficou
guardada
por
senli-
nellas
e
sendo
a
meia
noite
recolhida
na
egreja
de
Massarellos.
Pobre,
dissemos?
—
Emendamos
a
tem
po.
A auctoridade
procedeu
ao
arrolamen
to
do
que
a
íallecida
tinha
eomsigo
e
encontrou-lhe
0
segnipte
que
ficou em
po
der
da
mesma
auctoridade:
Uns
brincos
d
’
ouro,
uma
medalha
de
cobre,
um
guarda-sol,
1383000
reis,
em
ouro,
um
anael
com
algumas
pedras,
um
broche,
2
alfinetes
e
um
grande
cordão
tudo
de
ouro,
123100
reis
em
prata,
210
em
cobre;
2
chaves,
uma
tesoura,
umas
letras
já
vencidas
no
valor
de
22343600
reis,
4
acções
do
Banco
Alliança
de
reis
IOO3OOO
cada
uma,
2
obrigações
da
ca-
mara
municipal
do
Porto
de
reis
1903000
cada
uma,
e
varias
cartas
de
importância
subscriptadas
á
fallecida
que
se
chama
Fran-
cisca
Joaquina
da
Conceição
e
morava
no
largo
do
Carmo,
20.
Telegramaias
4® Sjisbaa. —LIS
BOA
22.
—
Foi
nomeado
recebedor
do
bair
ro
oriental
do
Porto
0
snr. Adolpho Al
ves
Pinto
Villar.
O «
Diário
0
publica
vários despachos
ecclesiasticos,
e
entre elles
os
seguin
tes:
Apresentando
na egreja
de
Bem-lhe-
vae,
diocese
de Braga,
0
reverendo
Go
mes
Correia;
na
da
Foz,
diocese do Por
to,
0
reverendo
Ferreira
Moura; na
de
Lo-
bão,
diocese
de
Vizeu,
0
reverendo
Silva
Cardoso; na
de
Avança,
diocese
do
Por
to,
0
reverendo
João
Mendes
de
Almeida;
na de
Villa
Boa
de
Quires,
da mesma
diocese,
0 reverendo
Moreira
Branco;
na
de
Sandiaes,
diocese
de
Braga, 0
reveren
do
Santos
Villas-Boas.
— Venderam-se
na
bolsa
os seguintes
fundos:
—
Titulos
da
divida externa,
52,90,
inscripções
46,55
e
46,70;
acções
do
Ban
co
Lisboa
e Açores
853500
reis;
obrigações
prediaes,
913700
reis;
fundos
hespanhoes
12,50 e
13,85.
€>ri»n<Ie
íneenáio
em
IGãsboa.
—
No
dia
21
houve
um
grande
incêndio
em
Lisboa
no
prédio
do snr.
Cypriano
José
d
’
Abreu,
com os
numeros
20
a
58,
si
tuado
na rua
do
Duque
da
Terceira,
que
contém
20
vãos
de
portas.
O
fogo
manifestara-se
no
escriptorio
de
fructas
e
cebolas
para
embarque,
com
os
numeros
44
e
46, pertencente
ao
snr.
Ca.etano
Alberto
d
Oliveira
Bastos.
Dentro
em
pouco
envolveu
todo
0
pré
dio,
que
reduziu
a
um
montão
de ruí
nas.
Os numeros 20
e
22 eram
occupados
por
um
armazém
de
vinhos,
de Ivo dos
Santos,
que
leve
perda
total.
Estava
se
guro na
Fenix
em
1:0003000
reis.
Os
numeros
24
a
34
serviam
de pa
lheiro,
que
continha
grande
porção
de
pa
lha,
pertencente
a
Antonio
de
Sousa
Cam
pos.
Teve muitos
prejuisos.
Estava
seguro
na
Union
de
Madrid
em
2:0003000
reis.
Os
numeros
36
e
38,
continham
um
armazém
de
vinhos,
que
não
estava
segu
ro,
pertencente
a
Manoel José
Benjamim,
que
perdeu
tudo.
Os
numeros
40
e
42,
eram
do
depo
sito
de
enxofre
do
snr.
Abecasiis,
que
te
ve
perda
lotai,
estando
seguro
na
com
panhia
Fenix
em
2:0003000
reis.
Os numeros
44
e
46, de
que
já nos
oc-
cupamos,
tiveram
perda
total
no
escripto
rio
e deposito,, que
estavam
seguros
na
companhia
Fidelidade
em
1:5003000
reis.
Os
numeros
48
e
50,
eram
occupa
dos
por um armazém
de
vinhos
do
snr.
Francisco
Castello
Branco,
que não
tinha
seguro,
tendo
perda
total.
Finalmente
os numeros
52
a
58
eram
uma
oíficina
de
serralheria
e
engenhos,
per
tencente
á
snr
a
D.
Eugenia
Rodrigues,
que
teve muitos
prejuízos,
estando
seguro
na
companhia
Fidelidade
em 2:8903030
reis.
O prédio
estava
seguro
nas
companhias
Fidelidade e
Segurança
do
Porto,
em
4:0003000
reis em
cada
uma.
Os
prejuízos lotaes
estão calculados
em
12
contos.
E
b
c
»
jí
5
b
5
i
»^4»«»
<1
o
BSs-t&zsl.
—
E
’
de
10.108:291
habitantes
a
população
total
do
Brazil,
segundo
0
ultimo
recenseamen
to.
Dos
recenseados
são
livres
8.419:672
e
1.510:806 escravos.
Apenas
sabem
ler
1.012:097
homens
e
550:981
mulheres.
As
escolas
são
frequentadas
por
155:651
me
ninos
e
165:098
meninas.
Da administração
E
’
por
mais
uma
vez que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa
vontade, a
rogar
mos
aos
nossos
assignantes
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas,
e
aos quaes,
já
por
esta
fórma,
já
por
cartas
particulares
nos temos dirigido,
e
muitos d’estes
não se
teem até
hoje
di
gnado responder-nos, que
se
dignem
man
dar
pagar,
sem
perda
de
tempo
os
seus
débitos,
pois não 0 fazendo
até ao
fim
do
corrente
anuo, não só
lhes
será
sustada
a
remessa do
jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os nomes de
todos
que
não
tenham
attendido ao nosso
pe
dido.
Os
nossos correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Porto,
0
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos—rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
0 snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
0
snr.
José Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
0
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
SECÇÃO
DE COMUNICÃDOS
Snr.
redactor.
Peço
a v.
0
favor
de
publicar
no
seu
acreditado jornal
as
linhas
que seguem.
De
v.
etc.
Oassignante
—
Manuel
Joaquim
d
’Araújo
Almeida.
Achando-se
pronunciado
pelo
digno
Juiz
de
Direito da
comarca
de
Villa
Verde
0
tabelião
do
extincto concelho
de
Prado,
Domingos
Joaquim
da
Rocha, não
deve,
segundo
a lei,
continuar
este
a
exercer
as
respectivas
funeções.
Por
este
motivo
é
indispensável, para que
não
soffram
os in
teresses
d
’
aquelies
povos, que seja
no
meado
um
outro
que
interinamente
supra
aquelle logar.
E’
porisso
de
esperar
que
0
meretissimo Juiz
de
Direito
d’
aquella
co
marca
proceda
quanto antes á
nomeação
a
que
me
refiro.
Manuel
Joaquim
d'Araújo
Almeida.
(4296)
AWEAICIA
IUVAS
MADRID
21—
O
rei
e
a
princesa
das
Asturias irão ámanhã
ao
Escurial
receber
a
sua
mãe.
Foi
celebrado
um
conselho
de
minis
tros
sob
a presidência
do
rei,
para
se
tratar
da
questão
religiosa
e
communica-
ções
diplomáticas
enviadas
da
Inglaterra
ao
governo
hespanhol
referentes ao
mes
mo
assumpto.
Também
se
occupou
do
empreslimo
cubano.
MADRID
22—
A
A
«Gasela»
publica
uma
ordem
determinando
aos
cônsules
hespanhoes
que
assignem
os
papeis
dos
capitães
dos
navios
mercantes, se
os
far
dos
que
condusirem
contiverem,
tecidos
e
fructos
coloniaes
juntos
com
outras
mer
cadorias.
São
esperados
hoje
em
Madrid
os
re
presentantes
da Inglaterra
e
Allemanha.
Partiram
para
Cuba
no
vapor
do
cor
reio
1:046
soldados
e
57 ofiiciaes.
PARIZ
22
—
Gambetta
chegou
hoje
a
Lyon
vindo
da
Suissa.
O principe
Milan
recusou
receber
uma
deputação
encarregada
de
lhe
annunciar
que está
proclamado rei da
Servia.
PARIZ
23
—A
«Liberte»
publica
um
despacho
de
Gusyaquil
noticiando ter ha
vido
uma
revolução
na
republica
do
Equa
dor.
O
presidente Borrero
foi
destituído
e
proclamado
no seu
logar Vímtinilla.
A
causa da resolução
foi
oppor-se
Borrero
á
reforma
da
constituição.
CONSTANTINOPLA 22—
0
estado
do
ex-sultão
Mourad
é sem
esperança.
VIENNA
22—
Parece
que
as
potências
estão
d
’accordo
para
acceitarem as
bases
propostas
para
as
negociações
em
Cons
tantinopla.
SiÚDE
Ã
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0 uso da
delicio
sa
farinha de
saúde,
DU BARRY
de
Londres.
W
HEAnoss
d’iravari»ve£ staecesao
5
Toda
a
rnoleslia acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
0
somno.
Cora
as
indigestões
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
ílegrnas.
arrotos,
1'atos, amargor
na
bocca, pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesti-
uaes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
íalta
de respiração,
oppressào,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
broochites,
da
be
xiga,
do
ligado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.
000
curas
entre
as
quaes
contam-se a
do
du
que de
Pluskow
da
exc.
ma snr.
a
marqtieaa
de
Brehan,
dos
doutores Manoel
Saens
de
Tejada da
Universidade
de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de 1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
a
melhor
absorvente
;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e
restaurante
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade,
sobre
ludoí
nas renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
affecçõe
’
nos
rios
e
na
bexiga, na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides
bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares, bronchites,
na
tosse
e
consoiupçâo.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére du
Rarry
tem
a
propriedade
pre
ciosa de cutar as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
W
ukzkr
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do.
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
0 seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha de lata,
de
kilo»
500
;
de kilo
800
rs
;
de um
kilo.
1340Õ
reis; de
2
‘
/,
kiios,
33200
reis;
de
6
ki-
los,
63400
reis,
e
de 12
kiios,
123080
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendetn~se
em
caixas
a
800
e 13400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revnieseièr®
,
ella
res~
time
0
appettite,
digestão,
somqo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mai»
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinari©
s
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha
de
iatadelÒ
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
I34O6; ds
120 chavenas,
33200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
SSABISSV
SHT
BA.KWY
c.
a
-Pla-
ce
Vendòme, 26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso e
miudo)
'
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar-
•al
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbrn,
V.
Botelho
de
Va
*
-
concélios
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Stareellos,
Ramos,
pharm.;
íJruga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingoa
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
fFiaweir»,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Suimarãta,
'
iwjemsk
ç»w.
^xVía^w^^TiiíXiBwwwcu-ííx^^^BB&^n^aaiwaMf^^g^m®^»
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Fena
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte «lo Iilma.
A. J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
1?«-
vos
*
«lo Varzím,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Wiaiaisa
do
Caatell®.
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
VilSa
ds
Conde,
A.
L.
Maia
Torres, pharm.
ÀGHOEOTENTOS
Arcos
para
Braga
ás
1(1
horas
não
segue
senão
depois
da
chegada
do
carro
que
de
Monsão sae
ás 5 horas
da
manhã.
Braga
20
de
setembro
de 1876.
(4310)
José
Luiz
Ferreira.
SANCTUARIO DE
S.
TOR
QUATO
Linimento
BOYER-MICHEL
para
caval-
los, fazendo as vezes de fogo e não
deixando
vestígios do
seu
emprego
M
ichel
,
pharma-
ceutico em Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000
reis.— Em
Lisboa
o snr. Barreto,
Loreto, n °28 — 30. 625.)
PÍLULAS
'Oto
carbonattrde ferro irialtérave!
ME4BEAUD
D.
Luiza Alves
Ferreira
Leite
Bran
dão,
Antonio
Joaquim de
Oliveira
Bran
dão,
Francisco
Joaquim
de
Oliveira
Bran
dão,
Antonio
José de
Oliveira
Brandão,
tendo
na
devida
consider
ação
a
fineza que
se dignaram dispensar-lhe todos
os
illrn
os
e
exm.
09
snrs.
e
revd.
mos
snrs.
ecclesias
ticos
e
seculares
que
assistiram ao
acom
panhamento,
e
funeral
de
sua
presada
fi
lha
e
irmã,
vem
por este
meio
agrade
cer
tão
distincto obséquio
protestando-lhes
eterna
gratidão.
(4291).
ANNUNCIOS
João
José
de
Meira,
da
casa
do Ar
rabalde, freguezia
de Gominhães, concelho
de
Guimarães,
lendo-se
retirado
da
casa
paterna
seu
filho
Antonio
Joaquim
de
Mei
ra,
não
tendo
o
declarante
dado
motivo
a
que
elle
desse
tal
passo,
e
havendo
con-
trahido
algumas
dividas
que
já
se
pagaram,
faz
esta
declaração
para
que
d’
esde
hoje
em
diante
ninguém
lhe
faça
algum
em
préstimo
ou
confie
n’
elle,
por
quanto
não
toma
o
declarante
sobre
si
a responsabili
dade
d
’esses
contratos.
Aviso aos
BMes-t res
pesS rei roa
No
dia
8
do
mez.
de outubro do
cor
rente
anno,
por
volta
das onze
horas da
manhã,
na
casa
do
despacho
da
Irman
dade
de
S.
Torquato,
será
posta
em
pra
ça,
e entregue
a
quem
por
menos
se
of-
ferecer
a
fazel-a,
se
o
preço
convier,
uma
empreitada
de fornecimento
de
pedra de
cantaria,
apparelho
e
assento,
com
seu
respectivo
enchimento
de
alvenaria
arga
massada,
para
a fiada
da
cornija
do
pedes
tal,
em toda a
extensão da
obra
cons
truída.
As
propostas
serão
verbaes.
Além
do
desconto
de
IO
l|0
que ha
de
ser
feito
mensalmente
á
importância
da
obra
que
se
executar,
terá
o
licitante
de
depositar
sobre
a meza no
acto
da
ar
rematação,
a
titulo
de
deposito
provisorio,
a
quantia
de
trinta
mil
reis,
que lhe
será
restituída,
logo
que
o
desconto
mensal
at-
linja
essa
importância.
Os
desenhos
e
relevos
da
obra,
assim
como
as
condições,
podem
ser
examina
dos
todos
os
dias
na
casa
do
despacho
da
Irmandade.
S.
Torquato
19
de
setembro
de
1876.
O
Secretario,
(4307)
Joré
Ferreira
de
Abreu.
Gominhães
23
de
setembro
de
1876.
(4314)
João
José
de
Meira.
.
..
Aluga-se
na
rua
da
Ponte
uma
J
’
,
’
A
morada
de
casas
apalaçada,
com
'
4
quintal
e pôço
;
e
bons
commodos
para
uma
familia.
Quem
pertender
alugai
—
a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua, casa
n.®
58
G. (4309)
o
o
4,
n
-c
w
>
Empregadas com
o mais grão successo,
depois
mais de 40
annos por a maior parte
dos
médicos
por
curar a chlorosis (fluxo
tranco)
doança das mancebas
filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos
que as
tem
experimentado
:
•
«
Depois
35
annos que
exerço a medicina,
«tenho reconhocido a este
medicamento
«
(Pilulas de Biaud) vantagems incontesta-
«
veis
sobre todos
os outros
ferreos e eu
«
o
miro
como o melhor anti-chlorótico. »
D
r
DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«
De todas
as preparações ferreas que
« nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições
chloróticas, as pilu-
«
las de
isiaud parece-nos devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario
unia, de
Medicina,
t. n,
page 99.
Como
prova da authenticidado,
o
/SW|
ã
Í£
s
|B
i
nome
do inventor está
gravado sobreMWty/fn
cada
pílula como aqui junto W-ÍS-M
h
'
Denositos:
Paris.
8. r.Pauenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèlo
n.“
-S
—<Jt)
(27
*)
escola
»
americana
Consultorio, Campo
de
SanfAnra n.°
1,
das
7 da
manhã
ás
7
da tarde (4215)
Para
os engenheiros, pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores e outras
pessoas
que
desejarem obter
o diploma de
doutor
ou de bacharel de uma universida
de estrangeira.
Dirigir
carta registada a
Médicos, 13,
praça do Rei, J rsey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
Pertende-se
alugar
uma
sala
só
por
2
ou
3 horas
aos
domingos
e
dias
santi
ficados,
falla-se
com
M.
,1.
Nogueira
Bra
ga,
campo
de
D.
Luiz
19.
(Tabacaria).
(4315)
Na
rua
de
S.
Vicente n.° 2,
muito
se
deseja
fallar
ao
snr
Joaquim
Leite
de
Carvalho,
che
gado ultimamente
da
Bahia.
(4316)
NOVO
HORÁRIO
A
antiga
sociedade
Viação
Bracarense,
levam
ao
conhecimento
do
publico
que
os
seus
carros
que
d
’
esta
cidade
saem
ás
5
horas
da
manhã
e
depois
da chegada
do
l.°
comboio
de
manhã,
e
ás
3
da
tarde,
ficam
saindo
desde
o
1.°
de
outubro
em
diante:
O
l.°
ás
6
horas
da manhã,
che
ga
ais
Arcos
ás 11
e
segue
para
Monsão
ás
2
da
tarde.
O
2.°
sae
depois
da che
gada do
l.°
comboio
da
manhã,
chega
aos
Arcos á
1
1[2
da
tarde,
e
segue
pa
ra
Monsão
ás
2
e
chega
a
Monsão
ás
6
horas
da tarde;
e
o
3.°
sae
á
1
hora
da
tarde,
e chega aos
Arcos
ás
6
horas
da
tarde.
Volta
:
—Sae
o
primeiro
dos
Arcos
pa
ra
Braga
ás
6
horas
da
manhã,
chega
a
Braga
ao
meio-dia
; o 2.° sae
de
Mon
são
ás
5
horas
da
manhã,
chega
aos Ar
cos
ás
9,
segue
para
Braga
ás
10. e che
ga a
Braga
ás
4
da tarde;
o
3.®
sae
dos
Arcos
ao
meio-dia,
e
cbega
a
Braga
ás
6
horas da
tarde.
Os
snrs.
passageiros,
tan
to
dos
Arcos
como
de
Monsão.
leem
20
minutos
de
demora
no
Pico
e
Extremo,
tanto
na
ida
como
na
volta
N.
B. Os
carros
que
dos
Arcos
se
guem
para
Monsão
não
saem
se
não
de
pois
da
chegada
do
carro
que
de
Braga
sae
depois
da
chegada
do
l.®comboyoda
ma
nhã,
assim
como
também
o
que
sae
dos
TEIXEIRA
&
MESQUITA
A carreira
estabelecida
entre
Braga
e
o
Penedo,
que até aqui
partia d
’
esta
cidade
ás 5
1|2
horas
da
manhã, fica partindo
desde
o
dia
24
do
corrente
ás
8
da
ma
nhã
;
e
a carreira
estabelecida
de
Braga
á
Povoa
do
Varzim,
que
partia
ás
5
horas
da
manhã fica
partindo desde
o
dia 24
do
corrente ás 6
horas
da
manhã.
O escriptorio
é
no
bem conhecido
Ri
beiro
Braga.
Pelos
annunciantes=-
Ribeiro
Braga.
(4311)
Vende-se a casa
n.°
1,
na
entra-
da
da
rua
de
D.
Pedro V.
Foi
“
“
^^^conslruida,
ha
dois
annos,
tem quin
tal
e
poço
e
excellentes commodos.
Tra-
cla-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Victor
n.®
50.
(4218)
’
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo quanto
diz respeito
á sua
arte
e
continua operando grátis, pobres e
soldados.
í22 -H-)
Alugam-se os
altos
da
casa
n.
0
22,
da
rua
do
Campo,
com
excellentes com
modos
para
uma
numerosa familia.
Quem
os
pretender
dirija-se á
mesma.
(4261)
SSL
ZIBE
Z
o?
cirurgião
rkstisti
Tendo-se
desencaminhado,
ao
abaixo
assignado,
entre
outros
papeis
de
impor
tância
o
bilhete
de passagem
para
o
Rio
de Janeiro da
Companhia
Franceza, po-
risso
pede-se
a
quem
o achasse
de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
em
Caldellas,
ao Rev."
Reitor,
em
Viila
Verde
em
casa
do
snr.
José
Joaquim Peixoto,
que
receberão
al-
viçaras.
Pois
as
providencias
já
estão
da
das.
Braga
20
de
setembro
de 1876.
Antonio
Pires
da
Costa Arraes.
(4312)
ATAFONA
Vende-se
uma
atafona
de moer trigo,
e
toda
a
qualidade
de
grão.
Trala-se na
casa
e
quinta
do
Lopo
do Tanque
(4242)
S
3
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
stdias
lindíssimos
gostos, a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
qnali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Xe
à
Vende
cimento
roma-
dç
no
para
vedar
aguas,
ges-
áfc
so
para estuques
de
ca-
g?
sas,
tudo
de
primeira
qua- J3
lidade.
(Z
*
)
ià
braga
:
typographia
lusitana
—
1^'6.
Parte de Comércio do Minho (O)
