comerciominho_25071876_521.xml
- conteúdo
-
l— nwiMWM»R»iiW»zar
{
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editou
e
proprietário
Josl
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.”
3
E, para
onde
deve
ler dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
!f.
Wdr
*
tHwãFhrigrft-MãMWwÍBãqff
a1
’
sa
ÂS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.-=Scmestre
850
rs.^Provin-
cias,
anno
2&0Ó0
rs
e
sendo
duas
3$600
rs.
—
Semestre
1S050
rs.=Hrazil,
anno
3&600 rs.
—
Semestre 1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000 reis e
4&500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
%
d
’
abatimento.
BSlGl-TERÇ4-FESR4 35
»E
JULHO
Contunda
intrincada
a
questão
do
Orien
te.
Se houvéssemos
de
dar
credito
á
di
plomacia,
a
conferencia
de
Reichstadt
te
ria
conjurado
a
tempestade,
que
parece
iniminente
sobre
a
Etvopa.
Mas
quem
ha
que
acredite
ainda
na
sinceridade diplomática,
para
que
deposite
inteira
fé
nos
resultados
que
se
altribuem
á
entrevista
dos
dois
imperadores?
Não
cremos
que
o
czar
soprasse
a
guerra
da Servia
e
Montenegro
contra
a
Turquia,
para
a
deixar
localisada
sem
pro
veito
proprio.
As
ambições
da
Rússia são já
velhas
e
muito
grandes,
para
que
uma simples
entrevista
lhes ponha
cobro.
Tudo
indica
que
nas
fronteiras
do
im
pério
otiomano
se
fermenta
actualmente
uma
grande
questão
europêa,
que o
poderio
das
diflerentes
nações
hade resolver,
cedo
ou
tarde.
E
se
a
guerra
por
em
quanto
parece
localisada,
ella
se
alargará
mais tarde
e
com
tanta
mais força,
quantos
são os
meios
que
se
empregam
para
a
reprimir.
Deus
não
dorme.
A
apostasia social
das
nações
está
cla
mando
por
um
grande
castigo.
E
quem
sabe
se
o
braço
do
senhor
de
todas
as
fíussias
será o
instrumento
de
Deus
para
a
punição
dos
grandes
crimes
da
nossa
epoca
?
A
historia
registra
factos
semelhantes.
E
será
um
crime
esquecer taes adver
tências,
porque
á
humanidade
não
é
dado
fugir
ás
leis
que a
regem, sem que
as
mesmas
causas
produzam
sempre
iguaes
e
liei
los.
Cremos,
que
a
questão do
Oriente per
manece
ainda
com
todas
as
consequências,
que
a
principio se
lhe
receiavam.
Poderá
ser
adiada
a
sua
solução,
poderá,
porque
a
hora
dos
grandes
acontecimentos
só
a
Deus
pertence;
mas
é
convicção
nos
sa
de
que
fõ
o
canhão
lhe
hade
pôr
ter
mo
E
o
que
se
seguirá
depois?
Deu
*
o
sabe.
Mas
os
que
reco
nhecem
uma Providencia
infinita,
sempre
prompta
a
remunerar
o
bem,
como
a
cas
tigar
o
mal,
receiam
e
parece
nos,
que
com
fundamento,
que
a
guerra
do
Oriente
seja
apenas
o
principio
do
lim
de
murtas
caisas.
A
nós
os
catholicos
cumpre-nos
orar
e
esperar.
Oremos
pois,
e
oremos
com
confiança,
certos
de
que
Deus
nada
permittirá,
que
não
seja
para
sua
maior gloria
e
bem
de
seus
filhos.
Os
grandes
males
são
muitas
vezes na
ordem
da
Providencia
divina,
grandes
re
médios.
A
tempestade
que
tanto
nos
assusta,
tem
soas
vantagens.
E
quem
sabe
o
que
a
misericórdia
divina
terá
premeditado
com
a
grande
tempestade
que
lodos
vêem
próxima?
--------------- -------------------------------------------------------
Londres, 33 <le Abril
de
18J6.
(A
’
redacção
do
sApostolou.J
(Conclusão;
IV.
—
Nos
quarenta e
sete
annos
que
tenho
habitado
a
Inglaterra,
lenho
visto
nas
folhas
e
livros,
nos
discursos
parla
mentares,
etc.,
continuas
declarações
con
tra
Governos
Europeus
(
Calhólicos,
ou
de
nações
Calhólicas),
como
se
certos
Esta
dos
fôssem terrivelmente
opprimidos,
co
mo
se
não
houvesse tyrannia,
persegui
ção,
injustiça,
barbaridade,
que
sob
taes
governos
e
Soberanos
deixasse
de
commet-
ler-se.
D
’entro d
’
este
aposento
mesmo
on-.
de
estou
escrevendo,
rodeado de utna
enor
me quantidade
de
papeis,
livros,
docu-
cumentos,
eu
me
compromelteria
a
en
contrar
e
mostrar, nas
diversas
folhas
In-
glezas,
nas
relações
dos
debates parla
mentares,
em
broxuras,
etc., as
accusa-
ções,
isto
é. as declamações,
as mais
violentas
e
furiosas,
as
imputações
as
mais
atrozes,
contra
Fernando VII de Hispanha,
por exemplo,
contra
El-Rei
D.
Miguel
I
de
Portugal,
contra
D.
Carlos
V
de
His
panha,
contra
seu Neto
D.
Carlos
VII
que
a
traição,
a corrupção,
e
connivencia
do
Duque
Decazes,
utlimamente
derrotaram,
segundo
os
papeis
Erancez.es
denunciam
sem hesitação),
—
que,
a ser
o
décimo
d’
is-
so
verdade,
assim como
sam
calumnias,
de
proposito
inventadas
pela
maior
par
te,
os
mencionados
Tyrannos
houveram,
não
só
igualado,
mas
excedido
os
Neros,
os
Caligulas,
os
Commodos.
Ao
Pontífice
e
seu
Governo,
que
imputações
de
ty-
rannias,
de
perseguições,
de
crueldades,
se
têm
imputado
sem
consciência
ou
ver-
gonha
!
Não
me
lembra
porém
de
ter visto
declamar
assim
contra
desgovernos,
mal
versações,
oppressões
Turcas,
por
exem
plo,
taes
como
um
honrado
Correspon
dente
que
se assignou
«um
Velho
Resi
dente
na
Turqui—
Azialica».
descreve
em
uma
carta
dirigida
ao
Times,
e por
elle
publicada no
dia
20
do corrente; eis aqui
uns
breves
estrados d’
esta
carta
de
um
homem
honrado
e consciencioso,
como
a
sua
linguagem
e sentimentos
exprimidos
parecem
bem
caracterisal-o
;
diz elle:—
«A attenção
publica
da Europa está,
parece,
tão
occupada
com
a
condição
dos
vassallos
Christãos
Europeus
do
Sultão,
que
parece
dar
pouca
attenção
á
posição
desgraçada
dos
milhões
de
Rajás,
que ha
bitam
as
Províncias
Aziáticas
da
Turquia.
Mas
porque
estes
rajás
sam
demasiado
pacíficos
em
seu
hábito
para
recorrer á
bayoneta,
como
seus
correligionários
da
Bosnia
e
da
Herzgovina,
não devemos es
quecer-nos
d
’
elles.
«As
durezas,
oppressões
e
lyrannias
de
que
os
Herzgovinios
tem
a
queixar-se
sen
tem-se
ainda
mais plenamente
em
varias
parles
de
Turquia Aziática. Nas
cidades
ha
uma muito
leve
sombra
de
protecção
aos
Christãos;
mas
nos dislrictos deixam-
se
inteiramente
á
mercê
de
Musulmanos.
Os
impostos
sam
oppressivos,
e
mais
op-
pressivo
ainda o
modo
de
culligd-os.
An
no
por
anno
o
Governo
exige
augmento
de
impostos,
e
os
collectores
assim
o
exi
gem
lambem
dos
contribuintes.
E
assim
tem
ido
augmentando,
até
que
os pobres
paisanos ficam
reduzidos
a
pouco
mais de
mendigos.
Diz, que
«o Governo prohihe
se
tra
balhem
as
minas de
carvão
;
que
os
pai
sanos
sam
por
isso
forçados
a
servir-se
do
esterco
dos
gados
para
combustível ;
que
assim
não
podem fazer
estrumes
com
que
adubar
as
terras, as
quaes
por
isso
estão
tão
pobres
que
não
produzem
mais
de 4
por
um
de
semente,
e
muitas
ve
zes
nem chegam a
produzir
a
semente
Mas
que,
ou
a
terra o
produza
ou
não,
o
paizano tem
de
pagar
o
dizimo,
que
não
é
de
10
um,
mas
de
6
um.s
Que
este
dizimo,
em
muitas
partes,
em
vez
—de
se
pagar
no genero
ou
pro-
duclo,
é
exigido
em dinheiro;
isto,
as
mais
vezes,
onde
o
paizano
não
pode
en
contrar
conprador.
Que
até o dizimo
do
feno
se
obriga
ser
pago a
dinheiro;
eque
os
collectores
do imposto
avaliam o
feno,
nos
logares
onde
fiara
elle
não
ha com
prador,
peio
preço d
’elle
nas
cidades, on
de
é
caro,
e
a
esse
preço
exigem
o
im
posto
!
Não se
pode tirar
da
eira
o
produ-
cto
antes
que
o
dizimeiro
venha
perce
ber
o
dizimo
;
este
vem
quando
lhe
pa
rece,
e
muitas
vezes
fica
o grão
expos
to
até
que
chove,
e
com
isto
se
estraga
ou
damnifica.
Os
christãos
pagam
laixa ou
imposto
militar
aunualmente
por
isenção
do
ser
viço
no
exercito,
e,
se
um
pobre
tem 4
filhos,
fazem-lhe
pagar
por 5.
A
taxa ou
imposto
annual
é
de 2.760
(moeda
do
Brazil
ou
1380, dinheiro
Porluguez)
por
cada
filho
—
isto
exigido
a
paisanos
pobres!
Escreve
o Correspondente uma
quantida
de
de
detalhes
assim,
muito
grande
ain
da,
mas
estes
bastaram
para
amostra.
Depois
de
referir
como,
por causa
de
taes
impostos,
a
maior
parte
dos paisa
nos
Christãos
têm
vendido
ludo
quanto
possuíam,
mesmo
uiensilios
de cozinha,
tudo
quanto era
de
metal ou
linha
al
gum
valor,
cousas
que fazem
a
maior
lástima
ao
lel-as,
diz elle:
—«A
Turquia
tem
estado
ha muitos
annos
em
condi
ção
de moléstia
chróoia
de
diííiculdades
e
de
perigo,
e
a
Inglaterra
tem
pro-eminen-
lemenle
sido
a
Potência,
que
tem
deitado
remendos
e sustentado
o
throno
do
Sul
tão.
As
sommas
que
isto
tem custado
á
Inglaterra
tem
sido inormes.
i
Não
será
tempo
de
dar
balanço,
e
ver
se
os
re
sultados
valem
o
preço
que
tem
custa
do?
Se
argumentam
dizendo,
que
a
Tur
quia
tem
estado
fazendo
refórmas,
e
tra
balha
diligente
em
desenvolver
os
recur
sos
do paiz,
e
tirar-se
assim
de
diflicul-
dades
;
responderei,
que
«tudo
isso é
só
em
papel».
Tem
edificado
escolas,
mas
não
tem
mestres.
Tem
projectado
estra
das,
ferro-vias;
mas,
na
maior
parle
dos
casos,
tem
sido
abandonados
esses
pro-
jeclos.
«No
que
pertence
a
minas,
em
vez
de
as
trabalhar
ella própria,
d
’
ahi
tirar
os
devidos
proveitos,
como
também
das
fábricas,
tem
abandonado
isso
a
estran
geiros,
que d
’
isso
tem
tirado
todo
o
pro
veito.
Ao
mesmo
tempo,
tem
se
apregoado
pela
Europa
esses
grandes
melhoramentos,
para
manter
o
preço
dvs
fundos, e
um
crédito
liclicio
E
nada
mais.»
Parece-me
que o Brazil
lambem
tem
seus
peccados
de
que
confessar
se,
êspe-
cialmente
em
deixar
aos
Inglezes
tirar
de
suas
minas,
d
’
elle,
o principal
proveito.
A.
R. SARAIVA.
Coimbra 33 de jjostíu»
(Do
nosso
correspondtntéi.
N
’
este
momento
marcha
para
o
liceu
d
’
esta
cidade
uma
força
d
’infanieria
e
ou
tra
de
cavallaria,
afim
de
manter
a
ordem
e
salvaguardar
os
examinadores,
ameaça
dos
pelos
estudantes
reprovados.
Esta
noute
quebraram
os
vidros
a
um
dos
examinadores
de
Malhematica,
o
snr.
Albuquerque,
ameaçando-o
e
dirigindo-lhe
os
insultos
e
palavras
mais
obscenas,
em
presença
de
sua
familia
!
Isto
não
se
commenla
!
Diz-se
mais
que
as assuadas duraram
algumas
horas,
sem
que
n
’
este
intervallo
apparecesse
al
gum
policia,
ou
qualquer
garantia
de
se
gurança
parj
uma
familia exposta a
lodos
os
insultos
e tratos
offensivos.
Quer
di
zer:
o cidadão
não
tem
aqui
segurança
alguma
individual
E
’
uma
terra
inhabita-
vel,
segundo
se
vê.
Agora
perguntamos—
não
seriam
justas
as
reprovações,
que
hontem
houve em
Malhemalhica?
Estamos
muito
longe
de
o
suppor.
Os
rapazes,
salvas
poucas
excepções,
não
eslmiaratn
nada durante
o
anno.
e
não
sabem
nada.
Sabemol-o,
porque
vi
vemos
no
meio
d
’
elles;
porque
passaram
o
anno
em
troças
noclurnas,
em
completo
pagode.
A
caloirada
aqui
está
desaforada;
lo
dos
o
sabem,
todos
o
lamentam.
Os
ve
teranos
já
teem
medo
d
’elles;
receiam
que
lhes
vão
ás
costas.
Isto
antigamente
não
era
assim.
Os caloiros com
medo dos
es
tudantes
da
Universidade
não
saíam
de
noute; e de
dia
só
para
as aulas,
reco
lhendo
logo
ao
quartel
no
fim
d
’
ellas.
Ho
je
são
aquelles,
que
dão
a
lei!
As
troças
aos
caloiros
tinham
esta
vantagem
—
Con-
tel-os
em
respeito,
e
fazel-os
cumprir
com
os
seus
deveres
escolares.
Esperamos
que
as
aucloridades
locaes
prestem aos
examinadores
toda
a segu
rança
e
apoio,
para
fazerem
justiça
aos
díscolos,
e
não
deixarem,
que
os
pedantes
entrem
no
templo
da
instrucção.
Justiçfa
e
mais
justiça
é
o
que
pedimos.
Indignou-
nos,
e
a
toda
a
gente
cordata,
o
facto
que
hontem
se
deu
com
o
snr.
Albuquerque,
toda
a
cidade
reprova
o
ai
tentado,
e
pede
justiça
para
os
criminosos.
—
Um
outro
estudante
que
fora
repro
vado em
Historia, tentou
suicidar-se
to
mando arsénico.
Prestou-lhe
os primeiros
soccorros
o
lente
de
Medicina,
o
snr.
Sa-
cadura,
e
o
pobre
moço
está
livre
de
pe
rigo.
—
São
3
horas
da
tarde.
O
snr.
Al
buquerque
regressa
do
liceu
acompanha
do
de
muitos dos
seus
collegas
e
das
pes
soas
mais
respeitáveis
d’
esta
cidade.
No
largo
da
feira,
onde
reside,
agruparam
se
muitos
estudantes,
e
apuparam-n
’
o.
Inter
veio
uma
força
de
cavallaria,
que
os
dis
persou.
Foi
preso
um,
que
foi
logo
sol
to
pelos
condiscípulos.
No
liceu
foi
preso
outro
por
um
ar
cheiro,
que
ao
sentir
estallar-lhe
na
face
uma
bofetada, o
deixou
fugir.
O snr. ad
ministrador
do
concelho é censurado,
por
que
estando
presente,
nada
fez.
O
snr.
Albuquerque tem
sido
visitado
por muitos
collegas.
—
A
auctoridade tem
desenvolvido
al
guma
força
No
governo
civil
está
em
armas
uma
força
d’
infanteria
e
outra
de
cavallaria.
Na
feira passeiam
e
agrnpam-se
muitos
estudantes.
Idem
33.
Consummou-se
uma
grande
desgraça,
motivada
pelos
acontececimentos
que
hon
tem lhes
noticiei.
A
tropa
fez
fogo
sobre
populares
e
estudantes,
ficando
logo
morto
um
pobre
homem,
que nada
linha
com
estas
ques
tões,
deixando
na
mi.-eria mulher
e
filhos,
e
ficando
gravemente
feridos
alguns
estu
dantis,
um
dos
quaes
falleceu
hoje,
se
gundo
ouço
dizer
!
A
descarga
foi
um
desacerto
deplorável,
um
mal
indesculpá
vel.
Lança-se
a
responsabilidade
d
’este
tris
tíssimo acontecimento
ao
alferes
Carva
lho,
que cotnmandava
a força.
Não
era
motivo
para
tanto,
e
nunca
se
chegou
a
isto
nas
muitas
e
grandes
revoluções
aca
démicas.
que
aqui
tem
havido,
quanto mais
agora, que
os cabeças
de
motim
eram
al
gumas
creanças
que
se
corrigiam
com meia
duzia
de palmatoadas
!... O
que
se
devia
ler
feito,
era
mellel-os
na
casa
da
reten
ção
académica,
e
tudo
eslava
acabado,
como
acabou
o anno
passado
com
a pri
são
d
’
um
só.
Demais,
quando se deu a
descarga,
nem os
estudantes
alteravam
a
ordem,
nem
offendiam
ninguém; estavam
completamenle
socegados,
sem o
menor
signal
d’
aggressào.
Como
justificar
então
a
voz
de
togo?
a
quem
e
porque?
Foi
um
expediente
de
todo
o
ponto
injustifi
cável.
e
que
tem
indignado
toda
a gente.
Não
ha
ninguém
que
deixe
de
reprovar
este
derramamento de
sangue
innocente.
A tropa recolheu
a
quartel
pelas tres
horas
da noute.
Os
estudantes fazem
amanhã
o
enter
ro
ao
homem
que
foi fusilado
no
meio
d’
elles,
e
promovem
uma subscripção
pa
ra
a
viuva.
Foram
suspensos
os
exames d
’
algumas
disciplinas
em
consequência das
desordens
que
deixo
apontadas.
O
snr. Albuquerque
rei
rou
hontem
pa
ra
o Porio.
Foi
acompanhado
até
á
esta
ção
por
tuna
torça
dhnfanteria
e
cavalla-
ria. N
’
este
momento,
marcha
a tropa
pa
ra
o
Governo
Civil.
Julgamos
inútil
pois,
a
questão
é
só
com
o
snr. Albuquerque.
Mas
diz-se
que
o
snr. Albuquerquer
já
chegou.
3.
s
■
a' ar as a a..
aa
et
«
j
«.
al
.
O .71
4»TYK AÇORIAXO
Ibjmno offerecido
aos
catholicos
michaelen-
ses
que
zelosa
e
patrioticamente
promo
vem
o
culto
do
B.
João
Haplista
Ma
chado.
Ao
concerto
de
orchestra
suave,
Ao
perfume
de nítidas
fiares.
Entre as
galas
ridentes
da
nave,
Entre
os
rJos
da my-tica
luz;
Em
accorde
cantar
de
louvores,
Exultando
gozosos,
ufanos,
Celebremos,
íieis
insulanos,
Um
atbleta
immortal
de
Jesus.
D
’
estas plagas
ditosas
foi
filho,
Hoje
é
astro
que
fulge
na
gloria,
E
protege
com
plácido
brilho
Do
archipelago
os
magos
jardins;
Memoremos
a
heroica
vicloria,
Quando
apóz
longa
lide
afanosa
Essa
palma
ganhou
luminosa
Do
Japão
nos
defeitos
confins.
De
vil
déspota
ás
plantas
lyrannas
Porque
pávidos
rojam
os
bonzos?
Porque
afiam
as curvas
catanas
Prelibando
ferino
prazer?
Abalados
rangeram nos
gonzos
Os
encerros da
torpe
varela,
E
ao
clamor
de
sentida
quarela
Outra
vez
viram Xaca
tremer.
Já
proscripto o
famoso
Machado
Muda
estancia,
mas
campo
não cede,
E
combate
e
desvelia-se
ousado
Pela
grei
contra o
lobo cruel:
Alta
noite
seus
passos
precede
Zelo
activo
em
ílatnmeole
columna,
E ás
denuncias
da
luz
importuna
O
recata
uma
nuvem
fiel.
Aleivosa
pesquiza
consegue
Não que
á
fuga
de
limido
corra.
Mas
qoe
ledo
á
escolta
se
entregue
Estendendo
ás
algemas
as
mãos.
Nos horrores de
funda
masmorra
As virtudes
do
justo
se
exaltam,
E
a
coróa
do
martyr
lh’
esmaliam,
Cora
que
assombra
fieis
e
pagãos.
Lembra
então
que
esta
c
’roa
iam
cara
Desde
muito
buscava
ancioso,
Pois
bem
Icnge
a
previra
e
chamara
Desde
a
flor
do
seu
septimo
abril:
E bemdiz
nosso
ninho
formoso,
E
bemdiz
a
cidade
nativa;
Mas
do
céu
mais
desejos
lhe
aviva
A
memória
da
patria
gentil.
<Aos
infindos
anhelos
d
’
esta alma
Céus
abri-vos; ó morte,
eu
te
invoco,
Porque tardas? a mystica palma
Sem
o
sangue
não
póde
brilhar.
«Pelos
reinos
do
mundo
não troco
Este
calix
de dor
inexhausto:
Vem,
ó
morte,
meu
longo
holocausto
N’
um
patíbulo
atroz
consnmmar.
»
Mal
apenas de fogo
tara
puro
Estas
vozes
em
ala subiram,
Luzem
armas
no carcer
escuro,
Troa
a voz
da
sentença
feral.
Sái
o
martyr, e
todos
lhe admiram
Liso rosto,
impetterrito porte.
Um surrir-se
folgando
da
inorle,
Um
reílexo
da
luz
eternal.
Soam
tubas;
e
não se
confrange,
Não
demuda
o
sereno
da
fronte:
Ed-o
cái
sobe
o
rápido
alfange,
Jorra
o
sangue;
mas
eil-o,
surguiu.
Oniro
golpe,
outra
queda,
outra
fonte
Que
retinge
o
barbarico
solo;
Surge ainda
dobrando
seu
collo.
.
.
Ao fendente
esperado
caiu.
Triumphou
nosso
pae
!
conclamaram
Os
cliristãos
entre
jubilo
e
pranto,
E
os
anjos
victoria
cantaram
Acolhendo a
grande
alma
no
céu.
Triumphasle
do
novo,
heroe
saneio.
Quando
á
voz
da
constante
verdade
No
mór
templo da
eterna
cidade
Te surgiu venerando
trophéu.
Nós
erguendo
festivos
altares
A’
porfia
esmeramos
teu
culto,
Mas
entanto
negrejam
os
ares
E
se
rasgam
em torvos
fuzis:
Tu
nos
volve
propicio
leu
vulto
E
a
medonha
lormenta
conjura,
Tu
derrama
de
paz
e ventura
Largas
bênçãos
no
pátrio
paiz.
ISMEMIO.
[Civilisação,
de
Ponta
Delgada).
GAZETILHA
Exames.
—
Principiam
na
quinta-feira
próxima
os
exames
tinaes
no
lyceu
d
’esla
cidade.
Desordem.
—
Travou-se
ante-hoatem
á
noite
orna
desordem
entre
alguns
indi
víduos,
junto
ao
jardim
publico,
da
qual
resultou 'haver alguma
pancadaria,
e
a
prisão
d’um
dos
desordeiros
Distúrbios em Coimbra.—
Um te-
legramma
dirigido de
Coimbra
pelo
snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho
ao
snr.
dr.
Pereira-Caldos,
diz.
com
relação
aos
dis
túrbios
a que
allude
o
nosso
ptesado
cor
respondente,
o
seguinte:
«Começaram
por
grandes
insultos
dos
estudantes
ao
examinador
do Porto,
Al
buquerque,
com iaditlerença
da
auctorida-
de,
e
terminaram
no
dia
seguinte
pela
barbaridade
d
’
uma
descarga
da
força
mi
litar
sobre
estudantes
e
habitantes
da ci
dade.
Houve
um
morto
e
6
feridos».
Defezt»
dos interesses
catitoli-
eos.
—
Teve
ultirnamenle
logar
em
Lyão,
(França)
uma reunião
de
jurisconsultos,
cuja
iniciativa
tinha
sido
tomada
pelos
redactores
da «Revista
Catholica» das
in
stituições
e
do
«direito».
resolvenJo-se
o
provocar
a
formação,
em
todos
os
tribu-
oaes
de
França,
um
conselho
de
consulta
para
a
defeza
dos
interesses
religiosos.
E
’
um excellente
pen-amento, o
qual
não
poderia
deixar
de
se
applaudir.
3$.
Affonso XII e I). Ramon
Cabrera
y Cfrino.—
Em
que
se
parecem
estes
dois
amigos
um
com
o outro?
Em
ambos
apertarem
a
mão
aos
carrascos
de
suas
mães.
D.
Afionso,
foi
apertar
a mão,
convi
ver
e
honrar
aquelles
que
não
só
atrai
çoaram,
mas
até
infamaram
torpemeute
sua
mãe e
familia.
D.
Ramon
Cabrera y
Grino, pactuou
uma
infame
traição
com os
assassinos
de
sua
infeliz
mas
honrada
mãe.
Parece
que
ambos
são
dignos
um
do
outro,
porém
D.
Aílonso
tem
desculpa
porque
es
nino.
D.
Ramon
escarneceu das
cinzas
de
soa mãe,
abraçando
aquelles
que
a
assas
sinaram
e
reconhecendo
os
princípios
que
sempre
combateu,
porque
o orgulho
fez
d
’
elle
traidor.
—
(«C.
da
T.»)
O
que
Iioje
desejam as nações
europeas.
—
Lêinus
n
’
um
jorna!
estran
geiro;
Grécia, quer
a
Thesalia
e
o
Epiro.
O
Montenegro,
uma
costa.
Servia,
a
Bosnia.
A
Roumania,
os romanos
da
Galicia
austríaca
e
parle
da
Transilvania.
Áustria,
a
segurança
das
suas
frontei
ras.
Rússia, o
baixo
Danúbio,
pelo
menos.
Inglaterra,
a
tutela
absoluta
do
Egypto.
Italia,
parle
do
Tyrol.
Prussia,
parte
da
França
e da
Áustria
para
possuir
Trieste.
França,
a
ex-fronteira
do
Rheno.
E
nós?...
Que
nos
deixem
em
paz.
O
thesouro de
Abdul Azia:.—
São
curiosas
as
seguintes
revelações, que
faz
um
correspondente
de
Londres
a
uma
fo
lha
madrilena,
ácerca
do
thesouro
do fal
lecido
sultão
e
da
honradez
dos
ministros
turcos:
Nas
covas
do
thesouro
havia
2
milhões
de
pesetas
(369
coutos
de
reis
aproxima-
damente)
em
libras
slerlinas;
200
milhões
de
pesetas
(cerca
de
36
000
contos)
em
titulos
da
divida
oltomana. Mas d’
esles
200
milhões,
125
não
tinham
valor
algum
por
não
estarem
numerados,
nem
assigna-
dos«
O
ministro
da
fazenda
tinha
pedido
ao sultão,
37
dias
antes
da
da
sua
queda,
que
lhe désse
fundos,
de
que precisava
urgentemente;
Abdul-Aziz
entregou-lhe
aquelles
125
milhões,
que
reclamou
10
dias depois.
O
ministro
da
fazenda
teve
a
habilidade
de
lhe restituir os
125
mi
lhões
de
titulos em
branco,
que
agora
fo
ram
encontrados.
«Como
se
portamos ministros
turcos!
accrescenta
o
correspondente.
E
cartas
con-
íidenciaes
de
Constantinopla
asseguram
que
os
actuaes
são
peores
!
Crueldade sem nome.—
O
tribu
nal de Chalecoulin,
França,
dirigtu-se
a
Berrier
para
comprovar
um
facto
de
prisão
privada.
Ha
quatro
annos,
uma
rapariga,
que
hoje
conta
30
annos,
tinha
sido
encerrada
pelos
parentes
em
uma
d
’
essas
casas,
com-
muns
nos campos
da
Bretanha,
fechadas por
lodos
.os
lados
e
não
recebendo
ar senão
por
meio
d'umas
ai
erluras
que
se
fecham
ou
abrem
á vontade
e
que no
caso
pre
sente
se conservaram
fechadas.
Aquella desgraçada linha
sido
victima
d
’
uma
crueldade
sem
nome.
Um
mau
ali
mento
e apenas
sufliciente
era-lhe
lançado
em
um
vaso
de
ferro
que
parece
ter
du
rado
tanto
quanlo
a
rapariga se
demorou
ifaquelle
triste
reducto.
A
pobre
achava-se
em
tal
estado, que,
apesar
de
banhos
re
petidos,
foi
muito
difficil
dar-lhe
aspecto
humano.
As
peruas
estão
paralisadas
e
as
faculdades
menlaes
quasi
extinctas.
Eterno cliristão.—
Foi
o
de
Casi-
mir
Périer,
homem
que
figurou
ultiraatnen-
te
em alta
posição
política
em França,
o
filho
do mesmo
nome
que
tão
conhecido
foi
como ministro
no
tempo
de
Luiz
Fi-
lippe.
O
officio
de
corpo
presente
foi ce
lebrado
em
Pariz
na
egreja
de
Saint-Pier-
re
do
Chaillot;
e depois
foi
conduzido
o
cadaver
ao
jazigo de
familia
no
templo
de
Saint-Marlm.
Nem
o
fallec'do,
nem
sua
familia,
quizeram
equiparar-se
a
esses
des
graçados
que fazem
gala
de
descer
ao
uivei
das bestas!
e
quantas
vezes
laes
escanda-
los
são
mais
promovidos por certos
que
sobrevivem
aos
finados,
cujos cadaveres
aproveitam para
fazer
escandalo.
Encom-
mendamos
a
Deus
a
alma de Casimir Pé
rier.
—Palavra].
Conversão
d’
um fflfaçon.—
[Índia
Calh.] Folgamos
de
annuociar
a
conver
são
<ie
mais
um
Grão-Mestre
dos Maçons.
Mariano
Maresca.
Grão-Mestre
da
Secção
Consietorial
dos
Maçons
de Nápoles,
mor
reu
ha
pouco
naquella
cidade,
no
pleno
gozo de
suas
faculdades
e
reconciliado
com
a
Egreja.
Durante
a
soa
ultima
enfermi
dade
elle
recebeu os
Sacramentos
alguma
’
vezes, e
morreu
muito conlricto.
Precuneeitoa populares.—
Quan
do o
gallo
canta
de
dia
é
máo
agouro,
e
se canta
ás
deshoras
é signal
de
caza-
mento.
Quando
sahe
o
Senhor
e
muita gente
o
acompanha, o
(Lente
não
escapa.
Virando-se
um
banco
de
pernas
pura
o ar o
inferno treme.
Quando
canta
a
coruja
nas
proximi
dades
de
uma
habitação,
é
signal
de
mor
te.
Para
malar
a
ave
agoureira,
basta
vi
rar
um tamanco.
Quando
um
cão
esgravata
o
solo
é
signal
de
que
alguma
sepultura
tem
de
ser
aberta.
Quando
uma mulher
tem
diíliculdade
de
dar á luz,
deita-se
lhe
na
cabeça
um
chapéo
de
homem,
e
a
creança
nasce
lo
go.
Para
evitar
a
palestra
de
algum
amo-
lador,
espeta-se
urna
tesoura
na pare
de.
Desejando-se
que
haja
chuva,
mata-
se
um
sapo; e
para fazel-a
cessar,
é bas
tanle
fincar
ura
espeto
n’um
cinzeiro.
E
’ mister guardar
com
muito
cuida
do
o
umbigo
das
creanças,
porque
se
algum
ralo
o
come,
ficam
ladras.
Para
que os
recem-nascidos
não
se
jam
chupados
pelas
bruchas,
faz-se
um si
gno
de
Solomão
na
porta
do
aposento.
Se chove e
ao
mesmo
tempo
faz
sol,
que
a
raposa
se
está
cszando.
Quando
ha
eclipse
do
sol,
rufa
se
em
caixas,
para
espantar o
leão
que
está
co
mendo
a
lua.
Na
noite
de
S.
João
o
Padre
Nosso
e
o
Credo,
póde
passar
descalço
por
ci
ma
de
um
brazeiro
sem queimar-se.
Se
um
rapaz
deseja cazar-se
com
cet-
ta
dama,
na
mesma
noite planta
um
den
te
d
’
albo;
se
este
brota
no dia
seguinte,
o
cazamento
é
infallivef.
O
vestido
do
noivado, nunca
deve
ser
tinto
de
preto,
porque
se o
tingem
mor
re
a
noiva.
E
’
de
máo
agouro
dormir
com os pés
voltados
para a
rua.
Não
se
deve
varrer a
caza de
noute
e
atirar
o
cisco
fóra, porque enxota-se
a
fortuna.
Vestir
roupa
pelo avêsso,
livra
da
mor
dedura
de
cão
damnado.
Snher
untes de fallar.—
Em uma
carruagem
publica,
na
qual
iam hombro
com
hombro
dois
alferes
e
um
parocho,
os
dois
primeiros
puseram-se
a
fallar
em
reli-
gião,
com
os
termos
e inlelIigencia
,
com
que
se
falia
nos
cafés.
O
padre,
a quem
el-
les
evidentemente queriam
vexar,
deixou-
os
fallar;
depois,
mellendo-se
na
conver
sação
levon-a
para
as
coisas
da
guerra.
Fallou
sobre esta de
um
modo
estranho,
confundindo
regimentos
com
batalhões,
bivaques
com
revelins,
que
os
dois offi-
ciaes
acabaram
ás
gargalhadas.—
Perdoe-
me,
reverendíssimo
Padre,
disse
então
um
delles;
vè-se
que não
estudou
a
guerra,
e
quando
se
diserta sobre
coisas,
que
se
não
conhecem,
está-se
exposto a dizer
extravagancias.—O
snr. tem
toda
a razão,
respondeu
o
padre,
e
é
exactamente
o
que
eu
pensava
quando
os
ouvi
dessertar
sobre
a
religião.
Ao
pé
da lettra. —
De
quem
é,
meu
menino’
perguntara
certo
fidalgo
ao
padre Antonio
Vieira quando
ainda rapa-
zinho.
—
Sou
de
V.
Ex.
a,
meu senhor, pois
me chama
seu,
respondeu
o
pequenino,
que
depois
foi
tão
grande.
A adopção
de
um
orfão. — O
«Boletim
francez» conta
qoe
algumas
se
manas
vários
militares que
fasiam parte
do
regimento
de
artilberia
acampado em
frente
do castello
de Fontainebleau
foram
testemunhas
de
um
drama
commove-
dor.
Passeiando
[tela
floresta,
encontraram-
se
derepente
em
presença
do
cadaver
de
uma
corça. O
pobre animal
tinha
no
cos
tado
uma
grande
ferida que
parecia
ter
sido
feita
com
um tiro.
Talvez
que tenha
sido
ferido
com
algum
projectil
da
escola
de
tiro.
Perto
da
mãe
moita,
esla
va um vea-
dosinho.
A
chegada
dos
artilheiros
não
o
tez
fugir.
Mettia dó
vel-o,
apesar
da sua
inquietação
e
do
seu
recceio,
andar
em
volta
do
cadaver
soltando
gritos
lastimo
sos; ás
veses approxitaava
se
d
’elle
e
lam
bia
os
olhos
da
corça,
outras
veses
pro
curava
tirar
algumas gotas
de
leite dos
uber«s
seccos
na mãe.
Aquelie
espectaculo
impressionou
os
artilheiros;
o
que
mais os
corntnoveu.
foi
veretn
lagrimas
nos
grandes
olhos
negros
do
veadosinho.
—
Não
devemos
deixar
morrer
este
or-
fão,
disse
uma
das
testemunhas
d
’aquella
scena
eoternecedora;
é
preciso
adoptal-o.
Com
eííeito
conduziram
o
oríão para
o
acampamento,
apresentaram
no
aos
offi-
ciaes
que
auctorisaram
a
sua
presença.
Não
restava
mais do que
encontrar
o meio
de
o
crear.
O
regimento
que não liada
previsto
este caso,
não
possuia
«biberon»;
tiseram
um
logo.
Uma
garrafa
cheia
dc leite
quente
e coberta
com
a
dedeira de
urna
luva, foi
apresentada
ao animal.
A
invenção
deu
optimo
resultado.
D
’alii
o
regimento regressou
a
Versa
lhes
e
o
veado
seguiu-o. Acariciado
por
seus
paes
adoptivos,
amimado
por
todos
os
artilheiros
recuperou
toda
a
soa
ale
gria.
Viagem
á roda do
mundo.—
Diz
a
correspondência
autografa
da
agencia
Havas que
o
capitão
Boyton, audaz
nada
dor,
está
disposto
a
emprebender
uma
viagem
á
roda do
mutilo;
que
elle
se
comprometteu
a
eflecluar,
não
em
80
dias,
mas
em
5
annos
e
sempre
a
nado,
pas
sando
por
Vienna
S.
Pelarsburgo,
Mos-
cow,
$uecia,
Noruega
e
Dinamarca,
diri-
gindo-se
em
seguida
a
França,
Hespanha,
Portugal,
e
voltando
depois
á
Italia.
Vi
sitará a
Turquia,
a
Ru+sia
meridional,
atravessará
o
canal
de
Suez,
para
se
en
caminhar
sempre
a
nado
a
Alexandria,
Bombaim,
Madrasta.
Calcutá,
Java,
Aus
trália, Sião, China,
Japão,
S.
Francisco
e
d’
ahi
pelo
Panamá,
atravessando
a
cos
ta,
chegará a
Nova-York.
Sonho
hem explicado.—
Um
rei
viu
em
sonhos
trez
ratazanas,
uma
mui
to
gorda,
outra
muito
magra
e
a
ultima
cega.
Mandou
chamar
uma
mulher
de
virtu
de
que
Unha
grande
fama
para interpre
tar
os
sonhos,
e
esta
disse-lhe:
—
Senhor!
a
ratazana
gorda
é
o vosso
primeiro
ministro,
a
magra é o povo
e
a
cega
sois
vós
!
Expotação.
—
Do
primeiro
de
janeiro
a
31
de
maio
de
1875,
a
França
exp°
r
*
lou
1
558.003:000
de
mercadorias,
tnais
77.000:000
francos
do
que em
1876.
No
fim de
abril
de
1876, a
Franç
*
exportou
98
000:000
francos
mais
do
qo
tí
em
1875.
Se as
cifras
da
exportação
augineolS'
ram
com
relação
á
França,
diminuiram
por
outro
lado
com
respeito
á
Inglater
ra.
Durante
os
cinco
primeiros
mezes
de
1873,
o
movimento
commercial
montou
a
6
milhares
e
83
milhões
de
francos.
Em
igual
periodo
d
’este
anno
houve
uma
baixa
de
82
milhões
causada
principal
mente
pela diminuição
da exportação.
Terrível
explosão. —
Aununcia
o
Times,
que
na
manhã
de 14
do
corrente,
houve
a
bordo
do
vapor
de
guerra
cou
raçado
Thunderer,
ancorado
em
Porlhs-
tnoulh,
uma
terrível
explosão,
da
qual
resultou quinze viclimas.
Este
navio
era
o companheiro
do
De-
vaslition,
e
foi
construído
em
Perabroke
ha
tres
annos.
Preparava-se
para
entrar
em
serviço aclivo.
AaeenfSo
aerostatien.—
Teve
ul-
timamente
logar em
Rouen pelas
10
ho
ras
e
10
minutos
da
noite
a ascenção
do
balão
lispaço dirigida
por
M.
Eugene
Go-
dard.
O
Siecle
conla-a do seguinte
modo.
«A
barquinha
conduzia
tres
viajantes.
A
descida
foi
habilmente
executada
proximo
da
1
hora
da noite sobre
o
território
da
communa
de
S.
Lucien
junto
a
uma
fon
te
milagrosa
para onde, n
’outro
tempo,
se
dirigiam
romarias
«Eram
os
aeronautas
os
jornalistas
M.
W.
de Fonvielle,
M.
M.
Salomon
e
Henri
Martin que representavam
o Journal
de
Rouen
e o
Nouvellisle.
«Elles
mesmos descrevem
assim
os
en
graçados
episodius
da
ascenção.
«M.
Godard,
suspendera
por
baixo
da
barquinha
fogos
de
bengala
que
produ
ziam
um eífeito
deslumbrante,
excitando
as
mais
vivas
acclamações
da
multidão
que
se
agitava
por
baixo
de
nós. O
Se
na
eslava
coberto por um
surprehenden-
te
numero
de
barças,
quasi
todas
escla
recidas
por
vivos
fachos.
O
fogo
d
’
artili-
cio
que
se
estendia
ao
longe
e
as
illumi-
naçôes
dos
caes produziam-nos o
eífeito
de
um
jardim
d
’
estrellas.
«O
ceo eslava coberto
de nuvens
es
pessas
que
velavam inteiramente
a
sur-
perticie
da
lua.
Era-nos
quasi imposdvel
observar
os
instrumentos. Não
obstante
podemos
ver. u
’
uina
aberta
(le
luz,
que
a
temperatura
do
ar
nunca
tinha
descido
a-
baixo
de
10
0[2,
a
600
ou
700
metros
d’
altura.
Com
esta
augmenlava
rapidamen
te
a
velocidade
do
vento,
não
ficando
nun
ca
verticaes
as
nossas
bandeirolas,
por
que
o
balão
era
impellido
mais
depressa
do
que
elias.
E’
a
primeira vez
que
notamos
esta
ddferença
n
’
uma tal altura.
«Trocamos
algumas
palavras
cora
os
que
se
achavam inferiores
a
nós.
Por
meio
de
muitos
indícios
todos tirados
da direc
ção
de
onde
vinha o
vento
que
nos
aju
dava,
chegamos
emíim
a reconhecer
o
nos
so
porto no
meio
de tamanhas
trevas,
a
ponto
de
sabermos
pei
feitamenle, quan
do tocamos
em terra, que
tínhamos
pas
sado
sobre
Gournay
e
havíamos
íicado
so
branceiros
ás
terras
de Beauvais.
«Se
porém,
livessemos
subido
um
pou
co
mais,
perderíamos
a
terra
de
vista,
e
cairíamos
n
’uma
corrente
de
vento
de
di
recção desconhecida
e
provavelmente
de
uma
grande
velocidade.
Esta
ascenção
é
prova
de que,
manobrando
com
habilida
de
e
prudência
os
aeronautas
podem
con
stantemente
achar
caminho
e
escolher,
com
vantagem,
o
logar
da
descida,
mes
mo durante
uma
noite
escura.
«Em
terra
não
se
conhecia
vento,
quan
do
a
locamos,
nem seniimos
o
choque.
Tão
habilmente
escolhemos
o
campo
da
descida
sobre
as
margens
de
um
alfluen-
te
do
(Jise
que
a
ancora
prendeu
imme-
diatamente
e
o
balão
licou
suspenso
ao
pé
de
um
moinho
de
M.
Caron,
que
n
’
a-
quelle
momento
accordou
e
chamou a
sua
familia
em
nosso
auxilio.
«Sahimos,
e o
despejatnenlo
operou-
se
com
tanta
facilidade como
em
pleno
dia.
Relia collecção de poreelnnns
e objectoa de arte
—
Acaba
de
vender-
se
em
Londres
uma
parte
da
bella
collec-
ção
de
porcelanas
e objectos
de
arte
deixa
dos
pelo
conde
de
Jarnac.
Um
par
de
garrafas
cylindricas,
fun
do
azul,
com
flores
e paizagens,
foi
ven
dido por
1:423
francos:
uma
fonte
azul
com
medalhões
por
2:523 francos
;
outra
fonte
do
mesmo
genero
por
3:150
fran
cos
; uma
taça
de
Sevres
azul,
dourada,
com
medalhões
de
Abelard
e
Helosia
por
mil
francos.
Um vaso azul, com cobertura
azul,
fes
tões
de
folhagens,
e
liguras
pastoris
no
estylo
de
Bergbem,
obteve
31:230 fran
cos
:
um
outro
vaso,
fundo
verde,
30:060
francos
;
dois
vasos,
Sevres
antigo,
em
forma
de
tulipas,
que
tinham
sido
otfere-
cidos por
Luiz
XV
ao
celebre
conquista
dor
indiano,
Hyder
Ali,
e
que
foram
tra
zidos
para
a
Europa
depois
do
assedio
de
Seringapatan,
foram
ajudicados
pelo
pre
ço
de
40:000
francos.
Edueoçâo
primaria
na
Griín-
Bretnnlta.
—
No
anno
de
1875
foi
con
sagrada
uma
somtna
de
3.289:036
libras
á
elucação
primaria
na
Grau-Bretanha.
Para
esta
somma,
o Estado
contribuiu
com
2.228:470
libras,
as
subscripções vo
luntárias
produziram
897:848
libras
;
as
fa
mílias
pagaram
em
remuneração
libras
1.198:098
;
as
dotações diversas
foram
118:545
libras;
e
os
impostos
especial
mente
applicados
á educação primaria
pro
duziram
846:063
libras.
As
receitas
locaes
elevaram-se
a
3.060:556
libras,
isto
é,
57,87
p.
c. das despezas. Na Inglaterra
e
no
paiz
de
Galles,
as
despezas
elevaram-
se
a
3.817:326
libras
;
as
receitas
locaes
forneceram 64,56
p.
c.
Na
Ecossia
a
despeza
foi
de
892:912
libras
;
da qual
69,76
p.
c.
cobertas
pe
las
receitas
locaes.
Na
Irlanda
a
despeza
foi
de 778:798,
posto
que
as
receitas
lo
caes
não
excedessem
a
14,97
p. c.
Portugueses
follecidog
—
Desde 23
a
25
de
junho
proximo
passado falleceram
no Rio
de
Janeiro
de
febre
atnarelia
os
seguintes
súbditos
porluguezet.
Hygino Correia
Durão,
53
ann
Os,
ca
sado
; João
da
Silva
Alves,
38
a.,
viuvo;
Marcelino,
filho
de
José
Ferreira
da
Sil
va.
9
a.;
Marianna,
filha
de
Francisco
Vieira
da
Rocha,
3
a.
—
No
mesmo
periudo
também
fallece
ram
n
’aquella
cidade
viclimas
de
diver
sas
moléstias,
os
seguintes
portuguezes
:
Eduardo
José
da
Silva Portugal,
22
annos, solteiro; Joaquim
Ribeiro,
12
a.;
Paulo
Alves
Rodrigues,
47 a. s.;
José
Rodrigues
Pereira,
46
a
s.;
José Maria
Machado,
33
a.
casado;
Domingos
Fran
cisco
Marques
22
a. s.;
Rita
Bosa
Perei
ra
do
Rio,
66
a.
viuva
Izabel d
’
Oliveira,
62
a.
Acções
de
Bancos
e
Com
panhias
.............................
14:979^000
Acções
para
emittir.
.
1.700:000^000
Agencias............................. 8:690^790
Caixa...................................
43:067^819
Despezas
d’
installação.
.
1.6H$939
Casa forte
.......................
493$435
Empréstimos a
Camaras
Municipaes.......................
31:891^223
Empréstimos
hypothecarios
23:523^836
Empréstimos
s.
penhores.
7:908$625
Leiras
em carteira
.
.
.
283:595$524
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:375$665
Valores
depositados.
.
.
.
3:782$240
Créditos...................................
5:545$676
Contas correntes
....
44:854^384
Diversas
contas
devedoras
.
4:602-^791
2
194
799$I69
Phssivo
Capital................................
2.000:000^000
Credores
de
valores
deposi
tados
..............................
Depositos
á
ordem.
Depositos
a
praso.
.
Devedores
e
credores
ge-
raes
...............................
Dividendos a
pagar.
•
Fundo
de
reserva.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
3:782$240
75:374^699
93:446^583
8:937$732
272:57
00
1:000^0110
11:995$!93
2.194:799$
169
Banco
Commercial
de
Coimbra,
20
de
julho
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(233)
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da delicio
sa farinha de
saúde,
IXTIHBS TILEliKLIIlIAS BA
AHEACIA
HAVAS
VERS
a
ILLES
21
—
Apesar do
discur
so
de
Dufaure,
apoiando
o
projecto da
collação
de graus
universitários,
o
sena
do rejeitou
o
projecto
por
144
votos
contra
149 e
addiou
as
sessões
para ter
ça-feira.
BUCHAREST,
21
—
O senado
romanio
auctorisou
o
chamamento
das reservas
no
caso
de
necessidade.
Os
mootenegrinos
obrigaram
Selim-
pachá
a
abandonar
o
acompanhamento
de
Nevesioge
e
retirar
em
boa
ordem
para
Blagaj.
PARIS.
—
Os
jornaes
de
Nice
protes
tam
contra
o
manifesto
separatista
publi
cado
nas
folhas
de
Berlim.
M
a
DBID
2
-
A
«Gaceta» publica
a
lei
do
orçamento
e
o
reg'ulamento
da divi
da
publica
para
1876
a
1877.
Os
jornaes
disem
que
a
viagem
de
D.
Isabel a
Sanlander foi
irrevogavelmen-
te
htada
para
28
de
julho.
O
«Imparcial»
insere
um telegramma
ofllcial,
annuociando
que
17
insnrgenies
cubanos,
armados,
pediram
indulto.
PAB1S,
22
—
Despachos
de
differentes
origens
,
annunciam
que
os
servios,
tendo
sido
atacados
nos
iuirincheirainentos
de
Ratzka
em
frente
de
Bielioa,
foram
corn-
l letamente
balidos,
perdendo
4
canhões
e
4
fortins.
LONDRES.
—O
governo
communicou
é
camara
os
documentos
diplomáticos
re
lativos
á
questão do
Oriente.
São
couhecidos
em
substancia
os
prin-
cipaes
factos
taes
como
a
recusa de
In
glaterra
em
adherir
ao
memorandum
de
Berlim
e o
seu
accordo
subsequente
com
outras
potências.
Os últimos
despachos
dirigidos
a
di
versos
embaixadores
ingleses
insistem
em
apresentar
comp
evidente
que a
insurrei
ção
foi
fomentada
de
fóra
e
mencionam
que
Gortschakofl
suggeriu a ideia da ces
são
do
porto
de
mar
ao
Montenegro
e
do
pequeno Zuonil
á
Servia.
III—
II
—i——a——n
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade anenyma
de
responsabilidade
limilada.
Resumo do
aetivo e passivo em
30
de junho de 1S9G
Aetlvo
Accionistas
.....
18:871^000
3?
anno» d’invariavel sueeraao
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegesiões
(dispepsia)
gastricas,
gas
tralg.as,
flegmas, arroios,
ventos,
Halos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asihma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal aos
nervos,
diabeihe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
das
bron-
cbites,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas entre
as quaes con
tam-se
a
do
duque
de Pluskow
e da ex.
ma
snr.a
marqueza
de Biéhan,
do
doutor
Manuel
Saens de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
scienle que
minha filha
com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
vi»le«eíère
cltoeolatndt»,
curou
radi-
caltnente
de uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por causa
da comixão
insuportável
que
padecia. —
De
V.
S.a
at-
tento
venerador,
P
ebrin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)—Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que padecia
havia
muitos
annos de
Herpes,
foi
curada
com
pletamente
com
a Revalesciére.—J.
B
atl
-
LORI,
fabrica
de massa,
Praça de
8.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
lieno)
4
de
junho
de
1862.
8enhor
:
—A
Revalesciére
tem
leito
na
minha
pessoa
uma mudança
maravilnosa,
tendo
readquirido
não
sómenle
as
minhas
forças,
mas
lambem
parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado, tornou-me
o
appelite,
que
desde
muito
tempo
tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios. —
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de
lata,
de
kilo,
500
; de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis;
de
2
*
/ t
kilos,
3$200 reis;
de
6
ki-
os,
6$400 reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Revaleaeière
ehoculattuSa
ç
ella
res-
litue
o
appettite,
digestão,
sotnoo,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
ue
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou
em
pó
era
caixas
de folha de
atadelO
chavenas,
500
reis;
de 24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada,
chavena.
BARRA'
Bl
1
BARRA' C.
a
-Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regeut
Street
uondres
;
Valverde,
1,
Madrid..
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
JLíshwa,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Perto,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77
; de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré,
Rahir
;
Ctoíanbra,
V.
Botelho
de
Vas-
conceilos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
BareelBo»,
Ramos, pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
*ipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
.. V. Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
phartn.
;
Guinínrâen,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Lima,
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
I
“
o-
vow
do Varzím,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharina.
;
Vianna do Coiitello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
DL
BARRY de
Londres.
ANNUNCIOS
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
cidade
e
catlorio
de
Freitas,
no
dia
6
do
proximo
mez
d
’agosto,
pelas 9 horas
da
manhã,
á
portado tribunal
judicial,
largo de San
to
Agostinho,
se tem
d
’
arrematar
em
has-
ta
publica
a
requerimento
da
Direcção
Ad
ministradora
do
A^ylo
d
’
lnfanfancia
Des
valida
de
D.
Pedro
V,
d
’esta
mesma
ci-
de,
os
prédios
seguintes
!
Uma
morada
de
casas
de
dous
anda
res
e
aguas-furtadas.
situada
na
rua
da
Sé
n.°
9,
no
valor
de
530$900
rs.
—
Outra
di
ta sita na
rua
da
Cruz de
Pedra,
de
um
ahdar,
designada
com
o
n.°
56.
no
va
lor
de
200$000
rs.
Estas
propriedades
foram
deixadas
ao
dito
Asylo
por
Jose Antonio
Teixeira
de
Andrade Bezerra
e
mulher D.
Maria
Joa-
quina
da
Graça
Coireia
Bezerra
—
e poris-
so
toda
a
pe-soa
qoe
quizer
lançar
pode
comparecer
no
dito
local
e á
hora
alli de
signada.
Braga
20 de
julho
de
1876.
(4181)
O
solicitador=Torres.
HOxVTE-riO
BES.
O
abaixo
assignado
participa
aos
snrs.
socios
que,
na
sua
ansencia
a
banhos
de
tnar, fica
encarregado
das
soas
obrigações
clinicas
o
exm.°
snr.
dr.
Vieira
da
Cruz.
Braga
23
de
julho
1876.
João
Baptista
da
Silva
Ramos.
Alviçaras
Quem
achasse
uma
medalha
de
ouro
com centro
preto
e
um
ramo de
pérolas,
perdida
ha
um
mez,
ea
queira restituir»
pode
dirijir-se
á
rua
do
Carvalhal
n.°
24.
(4180)
OBRAS
EM
PUBLICAÇÃO
HISTORIA
ECCLESIASTICA
PELO
ABBADE
DE
RIVAUX
Traduzida
da
sexta
edição
considerada-
menle
augmenlada e
continuada
até
1876,
por
Franeisco
Duiz de
Seabra,
Bacharel
etn
direito
pela
Universidade
de
Coimbra,
Cavalleiro
da
Ordem
de
Chris
to
e patocho
de
Cacia.
O
PROTESTANTISMO
Comparado
com o
Catholicismo
Nas
suas
relações
com
a
civilisação
Europeia
POR
D.
JAYME
BALMES.
Tradueção de Joio Vieira.
Curso
abreviado de Religião
OU
Verdade
e
belleza
da Religião
Christã
PELO
PADRE
F.
X.
SCHOUPPE
DA
COMPANHIA DE JESUS
Traduzido
pelo
p.a
M.
J.
Mesquita
Pimenlel
COM
UMA CARTA-PROLOGO
DO
EX.
mj
SNR.
CONDE
DE
SAMODÃES.
O
prospecto
é
enviado a
todas
as
pes
soas
que
o
pedem ao
Editor
Ernesto
Char-
dron, Porto
Dire-
COLLEGIO
»E N.
SENHORA MA
CONCEIÇÃO
Largo
dos
Penedos
em
Braga.
Não
obstante
o
fallecimento
do
ctor
d’
este
Collegio,
o
rev.e
Manuel
José
d
’
Araujo,
continuará
elle
a
funccionar
re-
golarmenle
do
dia
24
do
corrente
por
diante,
eob
a
direcção
do abaixo
assigna
do,
sobrinho
do
fallecido
dneclor,
e
que
já
desde
outubro
era
encarregado
do
en
sino
primário
’
no
mesmo
Collegio,
atten-
to
o
estado
grave
de
saude
de
seu
cho
rado
thio.
A
aula de
instrucção
primaria
será
pe
la
manhã
desde
as
7
até
ás
II
horas,
e
de
tarde
desde
as
4
até
ás
7.
A
aula de
francez continuará
10
1/2
até
ás
12
da
manhã.
O
abaixo
assignado
roga
a
famílias,
rado
thio
ra
serem
pois
que
para que
ra
a
que
o fallecido
director
o
elevára.
Também
se
acceitam aiumnes
inter
nos.
Braga
20
de
julho
de
1876.
O
directo
r=</òsé
Antonio
d
’Araújo.
(4176)
desde
as
todas
as
seu
cho-
que
durante
a
vida
de
aqui
mandavam
seus
íiihos
pa-
educados,
os continuem
a
mandar,
envidará
todas as
suas
forças,
o
Collegio
se
conserve
na
altu-
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Marques
e
Joaquim
José
Cerqueira,
de
Ponte
do
Lima,
leva
ao
conhecimento
do
publico
que
o
carro
que
d
’
esta
cidade
sae
para Ponte do
Lma á>
3
horas
da
tarde
de
casado
Ananjadinho,
e
de
Ponte
para
Boga
ao
meio
dia,
prin
cipia
a
sahir
desde
o
dia
23 do
corrente
de
Braga
para
Ponte
do
Lima
depois da
chegada
do
comboio
da
noite,
chegando
a
Ponte
ás
12
horas
da conte,
e
de
Ponte
para Braga
sae ás
6
horas
da
tarde
e
che
ga a
Braga
ás
1
1
horas
da
nome.
Braga
21 de
julho
de
1876.
O
Gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
(4178)
PREVENÇÃO
O
presbytero Custodio
José
da
Costa,
e
familia,
da
freguezia de S.
Marlinho
de
Espinho,
e
aclualmeute
capellão
do
Bom
Jesus
do
Monte,
previnem
o publico
de
que
se
não responsabilisam
por
aclo al
gum
que
em
seu
nome
pratique
seu ir
mão
João Antonio
da
Costa
de
maior
eda-
dade, e
que
faze.m
publico
por
esta
íóima
para
que
d’oravá
*
le
pessoa
alguma
alle-
gue
ignorância.
Braga
18
de
julho
de
1876.
Custodio
José
da
Costa.
Presbytero.
(4172)
Aluga-se
ou
vende-se
a casa
n
0
na
en,ra(
^
a
da
’
ua de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se
do
seu
ajuste
oa
rua
de
S.
Victor
n.°
50, e
mostra-se
todos
os
dias
das
5
horas
da
tarde
em
diante.
(4144)
c
o
i&z
z®
z-z
z
IXOTB
ME
RREMEN
NDRDREUTSCHER
LLOYO
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern —
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Rhein
-
Main
—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron Prinz
Fr.
Wdhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de Janeiro, Monlevideu e
Buenos-Ayres
Os
paquetes que
a Companhia
está
empregando
na
carreira
do Brazil são todos
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
—
"
**
•
ii-i
São
de grande
velocidade,
e o
serviço
esta-se fazendo
com
toda
a
regularida
de,
peio
que
vae adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
us pnstragensr pngas no Porto ou nas sub-ogenciaa d» pro
vineia,
o
transporte do passageiro a Eisboa pelo eaminlio de ferro
è
por
eonta da
Companhia.
Estes paquetes
são
notáveis
pelos
seus modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para passageiros
de
todas
as classes.
Estão
já
contractados cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
gratãs
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente aos
snrs.
passageiros,
assim como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de passagens
podem obter-se
dos
agentes
Rawes
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4. 2
0
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente Ricardo
^alheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de S.
Mipuel
O
njo
n.°
20.
(4132)
A
de
terceira
ss
A
agua
vegetal
é
infallivel
para
fazer
nascer
os
cabellos,
não
sendo
calvice
ou
queimadura.
Limpa
perfeitamente
a
caspa,
não
damniíicando
a
cabeça.
Vende-se
unicamente
no
salão
de
bar
bear
no
largo
da
Batalha
n.°
141,
Porto.
Custa
cada
frasco
2:000
réis.
No
mesmo
estabelecimento
incontra-
se
também
á
venda Eau
Bçrger
para
tingir
os
cabellos.
Todos
os frascos
levam
uma
ção
indicando
o
modo
da
sua
ção.
própria
explica-
applica-
’(4173)
não
nin-
Previne-se
o
publico,
para
que
possa allegar-se
ignorância,
de
que
guern
contrate
com
Antonio
José
Cerquei-
ra
da
Silva
Braga
e
sua
mulher
Maria
dos
Santos
Gomes
da
Silva,
residente
na
cidade
de
Braga,
a
respeito
da casa
e
quinta
que
os
mesmos
estão
possuindo
em Baixetos
de
Cima,
na
freguezia
de
San
ta
Eulalia de
Tenões,
pois
que
o
abaixo
assignado
trata
de pôr
em
juízo
uma ques
tão
a
que
estão
sugeitas
as
referidas
casa
e quinta.
Porto,
27
dc
junho
de 1876.
Ljnacio
José
Fernandes
Braga.
(4130)
’
(Segue-se
o
reconhecimento)
Vende-se um
piano bom
pa-
ra
estudo.
Quem
pertender
di-
rija-se
a
esta
redacção.
(4174)
CIRURGIÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-jr)
Ballim
ore
—
Berl
i
m
—
Oh
io
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg—Frankfurl
—Han-
nover--
Koln—
Strassburq
Adler —
Falke—
Mowe
— Reiher
Sch
walbe—
Sch wan—
Stra
uss
Albalross
g
o
e
£
£
<D
cC
tn
®
<1
à
o
CD
3
0)
03
<3
.s
s
o
ís
s
8
E
<3
=
<X)
gggfjKEg
D0 ALTO
POUSO
EIA
CASA BE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados :
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
>
190
>
Lagrima
.....
200
Branco
de
meza.
.
210
9
tinto
de
meza
fino.
270
de
prova
secca.
.
.
d
.
300
tí
Malvasia
de
2.a
.
.
.
360
>
9 velho.
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
................................
.
700
9
Alvaralhão
...............................
560
9
Velho
de
1851
....
600
»
a
retalho
part
meza
50
e
80,
o
quartilho
unto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos, po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbytnico.
Rebuçados
peitoraes balsâmicos.
Uleis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
calharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do Hospital
de
S.
Marcos.
No Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
ditn,
370.
(4i53)
j',í
Consultorio,
Campo
de SanCAnna
n.°
, das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4136)
I
£?.
■
T^
1
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer saltas
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça
Vende
olio, tintas
e
vernizes para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roina-
g
no
para
vedar
aguas,
ges-
0
so
para
estuques
de
ca-
4
sas,
tudo
de
primeira
qua- 4
lidade.
(Z
*
)
5
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
