comerciominho_25041876_485.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOL^A
COMMERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO 485
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas; assim
corno
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850 rs.=Prowi-
cias,
anno
2^400
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.^Semestre
1^250
rs.=Brazif,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte
ou
8&000
reis e
4$500
reis
moeda fraca.^Annuncios
por
hnhà
20
rs., repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
«/,
d
’
abatimento
BRACi A
—TERÇA-FEIRA
«5 J)«
ABRIL
O ultimo
dos
príncipes
filho
de
el-rei
o
Snr.
D.
João
VI
acaba
de
ser chamado
á
presença
de
Deus
!
E’
ume
geração
comp'etamenle
extin-
cta
!
E
tão
numerosa
que
ella
fôra !
A
Sereníssima
Senhora
Infanta
D.
Isa
bel
Maria
da
Conceição
que
tinha
nascido
a 4
de
julho
de
1801,
morreu
no dia
22,
pelas
3
horas
da
tarde,
no
seu
palacio
de
Bemfica.
Governou
este
reino,
como
regente,
desde
6
de
março
de
1826
até
22
de
fevereiro
de
1828.
Residiu n
’esta cidade
desde
o
l.°
de
novembro de
1832
até
1
de junho
de
1833.
Era
thia
do
Senhor
D.
Miguel
de Bra
gança
e
do imperador
do
Brasil
o
Senhor
D.
Pedro,
e
segunda
thia
do
Senhor
D.
Luiz
I.
Suas
virtudes
domesticas,
seu
zêlo
pe
la religião
catholica,
sua
dedicação
ao
Che
fe
do
catholicismo,
para
receber
a bên
ção
apostólica
do
qual
foi
duas
vezes
a
Roma,
e
com
o
qual
se
correspondia
fre-
quentemente,
são factos geralmente
sabi
dos.
E
as
provas
da
sua
caridade;
quem
as
conhece
bem
para
referi!
as,
e lou-
val-as ?
Quantas
saudades
não
deixa
esta
au
gusta
princesa,
e
quantas
lagrimas não
le
rão
já sido
derramadas
pelo
grande
nume
ro
dos
infelizes
que
ella
tão
larga,
mas
occultamente, soccorria
com suas esmol-
las
1
A
sua
morte será
sentida
em
todo o
Portugal,
e
fóra
d
’
elle.
Portuguezes!
Uma
prece
pela
alma
de
tão
illustre,
tão
virtuosa, e
tão
estreme
cida
Princesa
!
Et lux
perpetua
luceat
ei.
Parte official.
MINISTÉRIO
DOS
l
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
administração
política
e
civil
l.a repartição
Tendo
sido
Deus
servido
chamar á
sua
presença,
boje,
pelas
tres
horas
da
tarde,
Sua Alteza
Real
a
Sereníssima
Senhora
Infanta
D.
Izabel
Maria,
de sempre sau
dosa
memória,
Tta
de
Sua
Magestade El-
Rei
:
ha
o
mesmo
Augusto
Senhor
por
bem,
em
demonstração
de
tão
infausto
e
triste
acontecimento,
tomar
luto
por
tem
po
de
vinte
dias,
sendo
dez
de
luto
pesa
do,
a
começar
de
hoje;
e
determina
ou-
trcsim que
a
côrte
e
os
creados
da
ca
sa
real
tomem
o
mesmo
luto
por
irgual
tempo.
Paço
da
Ajuda,
em
22
de abril
de
1876.
Antonio
Rodrigues
Sampaio.
Tendo
sido
Deus
senido
chamar,
á
Sua
Divina
Presença,
no dia
22 do
corrente.
Sua
Alteza Real
a
Sereníssima
Senhora
In-
fanta
D.
Izabel
Maria,
Tia
de
Sua
Ma
gestade
El-Rei.
havemos por
bem
orde
nar
que,
na
torre
da
Sé
Cathedral
e
na»
egrejas,
mosteiros
e
sanctuarios d’esta
ci
dade
e
arcebispado
de
Braga,
sejam
dados
os
signaes
do
estylo.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
24
de
abril
de
1876.
J.
Arcebispo
Coadjutor.
Em
virtude
d
’
esta
portaria
de
S.
Ex.
a
o
snr.
Arcebispo, honlem
ás
4
horas
da
tarde começaram
nas
torres
da
Sé
e
Paço,
a
darem as
badaladas
compassadas
e
lú
gubres
por
espaço
de
uma
hora,
e
depois
começaram
a
dobrar
a
finados
n
’
esta
e
mais
torres
da
cidade.
Por mais de
uma
vez
se
tem
aludido
que
este
jornal,
apesar
de
clara
e
calhe-
goricamente
ter
patenteado
sua
indole po
lítica
de
opposição
completa ás
desgraça
das instituições vigentes, está
filiado
em
o
partido
regenerador
e
o
apoie,
chegando
a
petulante
audacia
e
mordacidade
dos
engendradores de
caramioholas
a
asseve
rar-nos
—que
é
subsidiado
pelo
governo.
Não
fazemos
parte
principal
da
redac
ção
d
’
esta
folha
em
que
apenas
seu
muito
honrado e
honesto
proprietário
por
ex
cesso
de
lhanez
e
benevolencia
nos
tem
dispensado
a honra
de
dar
cabida
nas
columnas
d
’
ella a alguns
nossos
insignifi
cantes
escriptos.
Não
nos compete
pois
vir
aqui
fazer
a
defeza
de
tão
pérfi
das
insinuações,
mesmo
porque
ella
es-
tá
pura
e
simplesmente
na
reconhecida
austeridade
de
princípios e probidade
in
concussa
do editor
e
proprietário
do
«Commercio
do
Minho»; mas
isto
não
obsta
e
a
modéstia
deste
cavalheiro d
’
i»so
nos
relevará,
a
que
algo
digamos
aos
falsos
delatores
que
nos
causticam a
paciência
com
insinuações
torpes
que
mais
que tudo
tendem
a
estabelecer
a
sisania
entre
os
membros
do
partido
legitimista,
pois
que
menos
se
póde
atlnbuir
tal
proceder
ao
que
chamam
fazer
opposição
ao
governo
da
mesma escola
d
elles
que
querem
der
rubar
para
elles
subir.
A
proposito
de
varias
circumstancias
entre
elias
o
haver
o
n.°
483 d
’
esta
folha
copiado
um
trecho
a
respeito
de
meetinqs
e
vindo
no
jornal
a
«Civilisação»
de
Pon-
ta
Delgada,
alguém
nos
insistiu
n
’
aquel-
las
alusões.
Parvoinha
ingenuidade
esta
a
d
’estes
maráos
hberangas
quando
cuidam
que
para
cá
pegam
as
suas
estultas
tentativas.
De
sobra
as
conhecemos
para
que
por
mais encapotadas
que
venham
não
revelem
o
cunho
de
seu
repelente
objectivo.
Para
nós,
e
estamos
certo
que
para
a
gente
do
«Commercio
do
Minho»,
é
in-
differente
que
na
quadra
do
poderio
liberal
governem
regeneradores,
hisloricos,
refor
mistas
ou
qualquer
outra
facção d
’
essa
esfaimada
família.
Em
política
detestamos
todos,
sem que
nos faça
móça
as
accu-
sações
que
os
que
estão debaixo
fazem
aos
que
estão
de cima.
O
empenho
d
’a-
quelles
em
lazer
saliente
a
immoralidade
e
corrupção
d
’estes,
não
allivia
a
ominosa
lecordação
da
immoraliilade
e
corrupção
iar o
em
O LIBERALISMO CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
allor
jtracticw do sâsteswa.
III
Considerado
em
seu
principio,
o
liberalis
mo
catholico é
uma
cobardia
que
para
lisa
a
coragem dos mais
valentes defen
sores
da Egreja.
[Continuação]
Com
franqueza,
não
é
esta
a
expres
são exacta
da
situação que o
liberalismo
catholico
prepara
e
deseja
a
seus
adeptos?
E todas
as iilusões
que
desculpam
nos ca
lholicos
liberaes o acceilarem
uma situa-
Ça°
similbante
podem
porventura
impedir
que
seja
ella
utna
verdadeira capitulação,
«
por
conseguinte
uma
cobardia?
Que
se
não
tente
pui-
pislificar
esta
capitulação
recordando-nos
os
actos
de
heroísmo
pelos
quaes
muitos d
’entre
elles
se
tem
immortalisado.
Esse
argumento
é
«m puro
sofisma,
ao
qual
o
bom
senso
encontra
uma
lacil
resposta
:
os
catboli-
cos
liberaes,
ainda que
liberaes,
tem
pra
ticado
actos
heroicos,
e
não
porque
eram
hberaes. Foram
admiráveis, é
verdade, de
fendendo
os
direitos
de Jesus
Christo
me-
nos
contestados
pela
sociedade
moderna
;
ttas
quanto
teriam
sido
mais admiráveis
a|nda,
se,
com
a prudência
de
que
já-
«ais se
deve separar
a
verdadeira cora
gem,
tivessem
sustentado
a
verdade
inte
gral
e
evitado
sacrificar uma
parte
do
seu
ominio
para
melhor
salvaguardar a
ou-
ra-
E’
assim
que
practicam
em
nossos
dias
muitos
calholicos,
filhos
também elles
dos
«cruzados»,
que em
ponto de
eloquên
cia
não
cedem
a
seus
illustres
prede
cessores,
e
que
teem
sobre
elles
a inapre
ciável
vantagem
de
defender
Jesus
Chris-
lo
inteiro.
Havendo
entrado
na
liça depois
que
o
Syllubus
pôz
os
calholicos
na
im
possibilidade
moral
de
se
enganarem
so
bre
o
pensamento
da
Egreja, teem
o mé
rito
de
haverem
acceitado
este
ensino
com
uma
generosa
submissão,
sabendo
muito
bem
a
impopularidade
que
os
esperava.
E
eis
que,
buscando
antes
de
tudo
o
rei
no
de
Deus
e
a
sua
justiça,
acontece
ad
quirirem
aquellas
mesmas
vantagens
que
parecia
lerem sacrificado
de
vez. Volla-
Ihes
a
popularidade;
mas
não
essa
popu
laridade
insalubre
que
despreza
os
adula
dores
da
opinião
publica
ao
mesmo tempo
que
os
applaude.
A
que
tece
corôas
aos
defensores
da
verdade
integral
é
o
resul
tado
da
estima,
não
somente
de
seus
ad-
herentes
cada
vez
mais
numerosos,
mas
também
de
seus
adversários,
constrangidos
a
admirar
sua
coragem
e a
dar
lestimu-
uho
á
sua sinceridade.
E’
a
elles que,
de
pois
de
Pio IX.,
se altúbuirá
principal
mente
a
gloria
de
haverem
destruído
o
liberalismo
catholico.
No
mesmo
tempo
em
que
o
iromorlal
auctor
do
Syllabus
assi-
gnalava
com
uma aucloridade
soberana
os
êrros
d
’
esle
sistema,
estes
corajosos
chris-
lãos,
professando
abertamente
a
doutrina
contraria
no
meio
das
assembleias publicas,
destiuiam
o
encanto
que
desde
muito
tem
po
fascinava os melhores
espíritos.
IV
O
liberalismo
callwlico
dá apparencias
de
revolta á
fidelidade
de
seus
adherentes.
A
revolta
é
o
acto
de
um
súbdito
que,
não contente
de
violar
por
sua própria
conta
as
ordens
de
seu
superior,
esfor
ça-se em
arrastar
outros á
sua
desobediên
cia,
e
em
destruir
por
conseguinte
a
au-
ctoridade
que
repelle.
E
’
precisamente
d
’
este
modo
que
opé-
ra
o
liberalismo a
respeito
da
dupla
au
cloridade
com
que
Jesus
Christo
dotou
sua
Egreja,
—
da
aucloridade
de governa
ção
e
da
auctoridade
de
ensino.
l.° —
Autes
de
mais
nada
o
liberalis
mo
catholico
insurge-se
contra
a
auctori
dade
de
governação
de
que
o Soberano
Pontífice
recebeu
a
plenitude.
Jesus
Chris
to
não
disse
sómente
a
seus Apostolos:
«Ide
e
ensinae»;
disse
lambem
a
S
Pe
dro:
«Apascenta
os
meus
cordeiros e
as
minhas
ovelhas».
Ou estas
palavras
não
tem
algum
sentido, ou o
que
elias
signi
(icam
é que
em
tudo
o
que
diz
respeito
á
salvação das almas
e
ao bem
da
Egre
ja
os
lieis
devera-se
deixar
conduzir
pelo
successor
de
S.
Pedro.
Assim
a
Egreja
Catholica
tem
sempre
feiro
profissão
de
crer
o
que
o
Concilio
de
Florença
expres-
samenle
definiu,
a
saber
que
a
S.
Pedro
e
a
seus
successores
foi
confiado
o
pleno
poder
de
apascentar,
de
dirigir
e
de
gover
nar
o
rebanho
de
Jesus
Christo.
O Con
cilio
do
Vaticano
renovou
esta
definição,
debaixo
de
uma
formula
mais
explicita,
no 3.°
capitulo
de
sua
constituição
do
gmática. (I).
Ora,
é
sabido que está
por assim
dizer
entranhado
nos
costumes
do
libera
lismo
catholico
o não
fazer
caso
d
’este
(1)
Eis
aqui o
texto
do
Concilio
do
Va
ticano
que
renova
e
confirma o
decreio
do
de
Florença:
—tQuapropler
apertis
innixi
sacrarum
lilterarum
teslimoniis...
innova
mus
cecumenici
Concilii
Florentini
defini-
lionem,
qua
credendum
ab omnibus
Chrisli
[idelibus
est...
Pontificem
Romanum
suc-
\cessorem
esse
Beati Pelri
principis apts-
poder.
Se
não
chega
a
negal-o
aberta
men
te
tera
n
’
o
como
não
existente.
E
não
se
rá
negal-o
por
completo
o
dizer-sc
auclo-
risado
a
manter
sua doutrina
emquanlo
ella
não
for
condemnada
por
uma
defini
ção
expressa,
isto é
pelo
exercício
su
premo
do poder
ensinanle?
Se o
snr.de
Montalembert
nao
houvera
esquecido
a
existência
de
um
poder de governação,
teria
julgado
poder
juslificar-se
bastante
dizendo-nos
que
não
faria Iheoria;
que
se
contentava
de
interrogar
os
factos
e
de
tirar
d
’elles
ensinos
practicos?
—
«Nun
ca
repelirei demasiado
que
não
faço
iheo-
logia,
mas
política,
e
sobretudo
estou-me
occopando
da
historia.
Todas
as
vezes que
fallar da
Egreja
não
será
como
interpre
te
de
suas
leis
ou
de
suas
doutrinas,
mas
como
simples
cfiristão,
co<r:o
homem
polí
tico,
dominado
pelo
sentimento
do
que
é
possível
e
do
que
o
não
é
;
e
por
isso
mesmo
é
claro
que
não
professo
uma
theona
absoluta,
mas
uma
doutrina
pra-
ctica,
liiada
da
lição
dos
acontecimentos:
não
pretendo
transformar
em
que,tão
de
onhodoxia
u<oa
questão
deconducla.
N
’u-
ma
palavra,
não
cae
apresento
como
uin
doutor,
mas
dou-me
por
um
soldado,
e
um
soldado
da
guarda
avançada,
obriga
do
a
tomar
em
conta
o terreno
em
que
deve
combater.»
(2)
(Continúa)
tolorum.
et
verum Chrisli
vicarium,
lo-
liusque Ecclesioe capul,
et
omnium chris-
lianorum
Palrem
ac
doctorem
exislere,
et
ipsi
in
Beato
Pelro
pascendi, regendi
ac
gubernandi universalem
Ecclesiam
a
Domi
no
noslro
Jesu
Christo
plenam
puledalcm
tradilum
esse.»
(2)
Segundo
discurso
de
Malliues
:
—
LfEglise
libre
dans
l
’
Eldt
libre,
pag.
9J.
dos
primeiros
quando
poder,
e
mesmo
no
emprego
dos
meios
de
o
alcoçar: são
todos
os
mesmos,
e o
despeito
pela
estada
de
baixo
faz
que por
tal
arte
tentem a
escalada
do poder onde
melhor
dêem
lar
gas
a
igual
ou
maior
corrupção.
Não
preferimos
pois nenhum
em
po
lítica
que
todos
derivam
d’
uma
escola ne
fasta
que
regeitamos
e combateremos
até
onde
cheguem
nossas
forças.
Porém
no
que
toca
ao
mais
sagrado
que
professamos
—
á religião
santa
de
nossos
paes,
áquella
por
cuja
mercê
e
auxilio
devemos
as
nos
sas
glorias
já
agora
e por
desgraça
só
passadas
á
historia,
hemos
que
estar
pre
cavidos
contra
os
que
mais
guerra
lhe
querem
fazer, e
se
por isso
mesmo
não
somos
regeneradores muito
menos
temos
de
ser
históricos
e
meelingueiros
propugna-
dores
da
liberdade
de
cultos
e
de
outras
douliinas
delecterias
que
tendem
a perder
ura
povo
já
mais oti
menos
eivado dos
erroneos
piincipios
propagados
pelos
Eones
e companhia. N’este
intuito
unico
com
bale
a
imprensa
calholica
os
meelings,
combatemol-os
nós,
e todo
o
homem
que
não
transige
com satanaz
cujos
delegados
famosos
ahi
berram nos
meetings
e os pro
movem.
Isto
temos
que
dizer
aqui,
como
o
temos
dito
verbalmente
aos qee
nos
aludem
desfavoravelmente
do
caracter
in
terregimo e
probo
que
dirige
e
edita
este
jornal,
caracter de
quem
nao afastaremos
nem
tolo
o
homem
de
bem
este
conceito
por
mais
exforços
que
para
isso
empenhem
seus
calumniadores.
J.
MACHADO
JÚNIOR.
----------------------------------
Londres, 18 <Se Msr^o de 189S.
(A
’
redacção
do «Apostolou
.]
(.Conclusão,)
O longo
extracto
que acabo de copiar
põe
agora
mais e mais
a descoberto
as ten-
çõ's
e
os
motivos da
política
Ingleza
em
relação
á
Península
Ibérica
desde
o
prin
cipio
d
’este
século
;
que
consistiu
e
con
siste, em abater
nella
o
Catholicismo,
e
introduzir
o Protestantismo Anglicano.
O
mesmo
empenho
linha
existido
n
’
es-
te
paiz,
desde
meados
do
século
passado
sobretudo,
em
relação
á
França.
E
’
a
cé
lebre
Filosophia Franceza
(a
que
eu es
crevo
corn
z
philozophia
—
porque
assim si
gnifica,
o
que
ella
verdadeiramente
é,
ami
ga
da sombra,
do
escuro,
da
confusão,
da
desordem), d
’aqui
foi
já
grandemente
in
troduzido,
e
fomentado.
Hoje
mesmo n’
is
so
está
o
segredo
da
sympathia
Ingleza
para
com
a
republica
em
França,
e
a
aver
são
á
Restauração
legitima
alli
dos
Bour
bons;
porqoe
isso
formaria
um
grande
apoio
ao
Catholicismo,
que
se
procura
por
todos
os
modos
abater.
Diz-nos
depois o Times,
no
mesmo
ar
tigo,
qoe aquelies
que
desejavam
restabe
lecer
o
Catholicismo
na
Hispanha
se
en
ganam,
porqoe
a
Hispanha
mesmo
é
que
a
isso
repugna
e
resiste.
Isto
é falso:
a
verdade
é,
que
a
isso
repugna
a Hispanha
corrompida,
uma
minoria buliçosa,
estran
geirada,
a
Hispanha
maçónica
emfirn
;
e
assiro
mesmo,
para
ella
se
sustentar
é
sabidíssimo,
que
tem
sido
ajudada
pelos
conselhos,
intrigas,
influencia,
apoio
de
toda
especie
;
dos
Governos
e
Ministros
Ingkz,
Francez,
Prossiaoo,
Italiano,
e
in-
felizmenle até
pelo
Núncio
de
Sua
Santi
dade,
ao
que parece.
Ainda
agora
mes
mo,
o
Governo Francez
se
deshonrou,
permitindo
ao
Duque
Decazes
o
autorizar
todas
as
facilidades
e
soccorros aos
Aff>o-
sinos,
contra
a
neutralidade
professada
e
t
rometlida
; sem o
quê,
talvez,
D.
Carlos
não
se
achasse
hoje
aqui
n
’
um
hotel
em
Londres.
Falta-nos
ainda
extractar
a
última
e
principal
revelação,
onde
o
Times deixa
finalmente
sahir
ás
claras
o
motivo
da
sua
sympathia,
e
da
de
Inglaterra
com
a
revolução
Hispanhola,
e
de
seu
rancor
con
tra D.
Carlos.
Eis
aqui
a
cousa
em
pra-
tos-liinpos;
diz elle:
—
«Se
D.
Carlos,
tivesse
triumphado
ain
da
que só
por
um
anno
ou
dois,
teria
indubitavelmente
inflarrtmado
todo o
fana
tismo da
Europa
em
novas
esperanças,
e
por
essa
mesma
razão
teria
causado
im-
menso
prejuízo.
Ultramontamsmo
significa
uma
goerra
orgaoisada contra
os princí
pios
com
que
a
sociedade
moderna
se
ba-
sea.»
Recommendo
este
ultimo
paragrapho
como
epiphonenia,
a
todos
os
que
ainda
deixem
de
perceber
quaes
sam
os
fins das
revoluções
fomentadas,
animadas, subsi
diadas
pela
Inglaterra
n
’
esle
século;
re
velação
que o
Times
e os
Inglezes não
teiiam
feiio,
se
a
França
não
estivesse
desor-
ganisada,
prostrada,
e
impotente,
graças
a
—
suas
loucuras,
e
reiteradas
revoluções.
E
se
a Inglaterra,
não
tivera
consegui
do,
depois
de
inficioaar
a Península
Ibé
rica
no
virus
da revolução
(isto
é,
no con
stitucionalismo
ou
Protestantismo
político,
para
abrir
caminho ao
Protestantismo
re
ligioso),
protestanlisar
lambem
a
Italia
do
mesmo
modo.
Os
objectos
de
politica interna
lugleza,
n
’
estas
duas
ou tres
semanas,
têm
pouco
interesse
para
o
publico
estrangeiro;
em-
quanto
os que
acabo
de
ponderar n’esta
missiva, me
parecem
dever
interessar
mui
to
a
lodo
o
mundo
Cathólico.
A.
R. SARAIVA.
Londres,
6 de abril de
ISTO.
O
ler
estado
mui
occupado
com
exa
me
e
classificação
de
escripios
e
papeis de
45
annos,
e
de toda
casta
—
moraes,
po
líticos,
religiosos,
históricos,
poéticos,
bio-
graphicos
—
e
até
satíricos,
fez
qoe
me
es
quecesse
de
enviar
a
copia
precedente
d
’
es-
la carta
ao
Apostolo
Agora a
rernetlo,
pois se
achará
ter
interesse,
não de
actua-
lidade
sómeote
e
passageiro,
mas
de
alcan
ce
maior
e
puramente,
da
maior
impor
tância
e
verdade.
A.
R.
SARAIVA.
PABTE
OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS NEGOCIOS
ECCLE-
SllSTICOS
E
DE JUSTIÇA
Direcção
geral
dos negocios
ecclesiaslicos
I
a
repartição
Por portaria
de
7
e
8
do
corrente
se
mandou abrir
concurso
por
provas
publicas
Jas
seguintes
egrejas
:
Arcebispado
de
Braga
Santa
Comba
de
Eiras,
concelho
dos
Arcos.
Santo
Estevão
da Boulhosa,
Santa
Ma
ria
de
Cabração
e
Santa
Maria
de
Labrujó,
todas
do
concelho
de Ponte
do Lima.
Arcebispado
de
Evora
S. Lourenço
de
Alqueva,
e
N.
Senho
ra
das
Neves
da
Amieira,
ambas
do
conce
lho
de
Portei,
Santa
Suzana,
do
concelho
de
Redondo.
Bispado
do Funchal
Santa
Quiteria
de
Boaventura,
concelho
de
S.
Vicente.
GAZETILHA
Conselho de Distrieto.—A’
ses
são
do
Conselho
de
Districto
de
19
do
corrente
presidiu
o
snr.
governador civil,
visconde
de
Margaride,
e
estiveram pre
sentes
os
vogaes eflectivos
os
snrs.
Felix
Gomes
e
Rebello
da
Silva.
Lida e
approvada
a
acta da
sessão
an
tecedente
foram consultados, relatados
e
resolvidos
os
negocios seguintes:
Auctorisou as
deliberações
da camara
de
Braga
para
fazer
por
administração
a
explotação
e pesquizas
necessárias
no
local
das
Sete-fontes,
com
o
(itu
de
obter o
maior
abastecimento
d
’
aguas,
e
a
construc-
ção
d
’
um
reservatório
d
’agua
no
campo
de
SanfAnna
para
irrigação
do
jardim.
Consultou
favoravelmente
a
represen
tação
da
cainara
de
Guimaiães
que
pede
auctorisação
para
levantar
um
empréstimo
de
54:000^000
reis
com
appbcação
ao
pagamento
de
empréstimos
ameriores, e
á
conclusão
das
ob-as
do
cemiterio
publico
e
da
cova praça
do
mercado.
Approvou
as
posturas
das
seguintes
ca-
maras
rnunicipaes:
De
Barcellos
para
derrama
de 27$475
reis
sobte
os parochianos
de
Lamas.
De
Cabeceiras
de Basto
para
derrama
de
8$320
reis
sobre
os
paiochianos
de
Outeiro.
De
Villa
Nova
de
Famalicão
para der
rama de 21$3f5
reis
sobre
os
parochianos
de
S.
Thiago da
Cruz.
Foi de
parecer
que
podiam
ser
appro-
vados
os
orçamentos
das
seguintes
con
frarias
e irmandades
relativos
a
1875-76.
Em
Barcellos
—
Do Santíssimo
Sacra
mento
das
freguezias
de
Barcellinhos e
Viatodos; Senhora da
Penha de
França da
freguezia de
Quiraz;
Senhora do
Rozario
e
Almas
da
freguezia
de Quintiães;
Se
nhora
das
Dôres
da
freguezia
d’Alvellos.
Em
Celonco
de
Basto
—Do Santíssimo
Sacramento
das
freguezias
de
Moreira,
Ourilhe
e
Codeçoso.
Em
Espozende
—
Senhora
do
Rozario
da
freguezia
das Marinhas.
Em
Guimarães
—Do
Santisdmo Sacra
mento
da
freguezia
de
S. Torquato;
Se
nhora
do
Rozario
da
freguezia
de
S.
Mar
tinho de
Candoso;
S.
Chrispim
da
fre
guezia
d
’01iveira; Senhora
da
Consolação;
S.
Sebastião
e
S.
José da
freguezia de
S.
Sebastião.
Em
Terras
de Bouro—
Do
Santíssimo
Sacramento das
freguezias
de
Chamoira,
Chorense
e
Rio-Caldo;
Senhora
do
Roza
rio
da
freguezia
de
Valdosende.
Etn
Villa Nova
de
Famalicão
—
Da Se
nhora
d
’
Assumpção
da
freguezia
de Ca
beçudos.
Em Villa
Verde—Das
Almas
e
S.
Mar-
linho
da
freguezia
do
Pico
de
Regalados.
Em
Braga
—
Do
Espirito
Santo
do Mon
te
da
freguezia
de
Nogueira.
Donativo.
—
A
snr.
a
D.
Maria
Aflon-
so,
de
S.
Jeronymo
de
Real,
ha
pouco
fal-
lecida, deixou
50$000
réis
d
’
esmola
para
a
continuação
das
obras
do
Monumento
de
N.
Senhora
da
Conceição
do
Monte
Sa-
meiro.
A
aDorboleta».—
Recebemos
o
n.°
7 d
’
este
jornal litterario,
que
contém:
O
segredo
da
occiosidade,
por
Abreu
Marques;
Brasilianas
(11); Os sentidos,
pelo
dr. Pe
reira
Caídas;
Eslher,
por
F. de
Menezes;
Lagrimas
e saudades,
por
Soares
Romeo
Júnior;
A'
Virgem,
por
Firmino
J.
P.
;
Só,
por Alberto
Malheiro;
Scenas
vulgares
—
(Continuação),
por
I. J
;
Solidões; Escar
mento,
por
M.
Manso;
Publicações
lidera
rias;
Amor
fatal,
por
E.
d
’
A
morim;
Expe
diente
8.
Gregorío.—
Em
razão
de
apparecer
chuvosa
a
manhã
de
domingo
passado
fi
cou
transferida
a
romaria
que
annualmen-
te
se
costuma
fazer
no
monte
de
S.
Gre-
gorio.
Não obstante, de
tarde, que
se
apresentou
mais
suave,
concorreu
muito
povo
áquelle
bonito
local.
Conimercio
de Petiaílel».—
Com
este
titulo
começou
a
ver
a
luz
da
publicidade
em
Penaíiel
um
novo
jornal,
cujo
primeiro
n.°
recebemos.
E’
muito
bem redigido.
Damos
as
boas
vindas
ao
novo
colle
—
ga,
a
quem
desejamos
as maiores
prospe
ridades.
Asylo <1®
D.
Pedro V.—
Por
inicia
tiva
da
direcção
do
asylo de infancia
des
valida
de
D. Pedre
V,
tem
de
se
celebrar
na
próxima
quarta
feira
pelas
11
horas
da
manhã
na
egreja
da
Penha,
uma
naissa
pelo
eterno
descanso
do
zeloso director que
foi
do
mencionado
estabelecimento,
o
snr.
Anlonio
de Simas
Machado.
Roga-se
por
lauto
aos
amigos
do
finado
o
obséquio
de
comparecerem
na
referida
egreja
no dia
e bota
mencionados.
Braga
24
de abril
de
1876.
O
l.°
secretario
do
asylo
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
Direetorio «So partido repnhli-
eano. —
Lêmos
na
correspondência de
Lisb
a
para o «C. do Portos:
«Consta
que
já
se
fez
commnnicação
aos diversos
centros
republicanos de
ter
sido eleito
o
direclorio
do partido
repu
blicano
da seguinte
fórma
:—
Anlonio
de
Oliveira
Marreca,
Jo<é
Maria
Latino
Coe
lho,
Albano
Coutinho,
dr.
Antonio
da
Costa
Ferreira
Pence
de
Leão,
Antonio
Ignacio
da Fonseca,
Antonio
José
Simões
Raposo,
Antonio
Rodrigues
Tocha,
Barros
Seixas,
dr. Bernardino
Pinheiro,
Casimi-
ro
Gomes,
Diogo
Borges
de
Almeida,
dr
Eduardo
Maia,
Ernesto
Augusto
dos
San
tos,
Francisco
Maria
de
Sousa Brandão,
Francisco
Guilherme
de
Sousa,
F.
de
Mat
tos,
Gilberto
Antonio
Rola,
Gil
Carneiro,
Herculaoo
dos
Santos,
João
Bonança,
José
Carrilho
Videira,
José
da
Cruz,
José
Elias
Garcia,
José
Guilherme
dos
Santos
Lima,
dr.
José
Isidoro
Vianna,
dr.
José
Jacmtho
Neves,
dr.
José
Maria
Alves
Branco,
Joa
quim
Neves Júnior, dr. Manoel
Thomaz
Lisboa,
Manoel
José Martins
Conlreiras,
dr.
Theophilo
Braga,
Z.
Consigliere
Pe-
droso.
D
’
estes
32
indivíduos,
são
3 militares,
8
bacharéis
formados,
3
advogados, 9
em
pregados públicos,
3 negociantes,
2
ve
readores e
2
professores
de
ensino
supe
rior.»
Está
quasi
salva a patria...
e
as
bata
tas.
Capella de
S. Vic4or-o-Velho.—.
Quantias
recebidas
para a
reconstrucção
d
’
esta
obra,
e
que
se
acham
depositadas
nas
casas
bancarias
d’
esta
cidade:
Legado
do ex.
mo
barão
da
Gra-
moza
(pagos os
direitos
de
transmissão)
343$ÍÍO
Dito
de
seu
irmão
couego
50$000
Simão
Duarte d
’
01iveira
50$0()0
Anlonio
Joaquim
Fernandes
Braga
20:5000
Visconde
de
Margaride
18$000
Antonio Santos
d
’
Azevedo Maga
lhães
18-5000
Anlonio
José
Pereira
de
Maga
lhães
Júnior
18$000
Francisco
Marques
Soares d
’
Aze-
vedo
18$000
Francisco
José
Pereira
Araújo
e
familia
18:5000
Antonio
José Rodrigues
Bahia
18-5'00
José
Anlonio
de
Faria
18$000
Jo^é
Baptista
da
Silva
Taxa
18$000
Commendador
Anlonio
Joaquim
d
’
01iveira
Brandão
18(5000
Custodio
José
Rodrigues
Bahia
9(5030
Anlonio
Faria d'Araujo
Ribeiro
9^000
Commendador
Antonio
José
Gon
çalves Braga
9(5000
Somma
652^140
=3 =3
Continua
a publicar-se
a
relação
das
verlns
recebidas.
Grande
eritne. —
Na
calçada
de
Carriche
foi
encontrado
um
pobre
peque
no
cego
pedindo
esmola
e
revelando
gran
de
soffrimento e
miséria.
A
pessoa
que
encontrou
a
crença,
con
doendo-se
do
seu
estado,
interrogou-a
e
ouviu
d’
ella
que
ainda
ha
dois
annos
via,
mas
que
depois
de
lhe
terem
picado
os
olhos
ficára sem
vista!
Foi a
creança
conduzida
á
presença
do
snr.
governador
civil,
o
qual
oídenon
im-
mediatamente
que
se
procedesse
ás
ave
riguações
necessárias
que
o
extranho
ca
so
exigia
O
policia
Antunes,
encarregado
des
ta
diligencia,
houve-se
com
a
sua
costu
mada
habilidade,
passeiou
pela
calçada
de
Carriche,
foi
até
á
ponte da
Povoa
e
en
contrando
outra creancinha
de
seis
annos
também
cega, armou
conversa
com
ella
e
descobriu
que
era
irmã
do
peque
que
ha
via
sido
apresentado
ao
snr.
governador
civil.
Em virtude
d’
esta
e
ainda
de
outras
pesquizas que
o
policia
Antunes
fez, fo
ram
já
capturados dois
indivíduos
que
andavam
com as
creanças
pedindo
esmo
las,
que
segundo parece as
alugarem
pa
ra
este
fim,
em
Pedrogão,
á
própria
mãe
para
tomarem
mais lucrativo
o
ofíicicio
de
mendigar
Segundo
parece,
os
sogeitinhos
decla
raram
que
por
caridade
é,
que
tomaram
conta
das creanças
e que
até
frequente
mente
mandavam
algum
dinheiro
á
mãe
d
’ellas,
aqual
teve
quatro
tilhos
e
todos
cegos,
tenho
já
morrido
um.
Estas
declarações
contradizem
a
que
o
primeiro
pequeno
fez
de
lhe
terem
pica
do
os
olhos
e
de
só
não
ver
ha
dois
an
nos.
A
policia
continua
nas
suas
averi
guações. e
é
de
esperar
que
toda
a
ver
dade
seja conhecida.
Não é novo
o
facto
de
haver
malva
dos
que cegam
e
aleijam
as
creanças,
pa
ra
depois
andarem
com
elles
pedindo
es
mola,
ou
para
alugal-as
com
este
fim.
Louvamos
o
snr.
Cau
da
Costa
pelas
diligencias
que
tem
empregado
para
des
cobrir
os
grandes
malvador,
auctores
de
similhante
crime, e
instamos
com
o
di
gno
magistrado,
para
impedir,
por
todos
os meios
de
que o
governo
póde
dispôr,
que
as creanças cegas
ou
aleijadas
andem
na
companhia
seja
de
quem
fôr,
pedindo
esmola.
A
nação não
é
tão
pobre
que não
pos
sa
sustentar
esses
desgraçadiuhos
em
asy-
los
proprios,
e
desde que
seja
absoluta
mente
prohibido
que
elles
mendiguem,
e
severamenle punido
quem
se
apresentar
com
alguma
a
pedir
esmola,
acabará o
in
centivo
que
tnove
os
infamissimos
malva
dos
a
praticarem
tamanhas
crueldades.
—
i
Jornal
do
Commercio.)
Enterrada
viva.—
Lè-se
no «P(0-
gressso
de
Leste»,
de
Constanlina:
Ha
dias,
achando-se
um
caçador
no
Hanima,
a
12
kilometros
de
Coostantina,
ouviu
o
seu
cão
soltar
latidos sinistros.
A
pproxiraou-se
e
vi-uo
com
surpresa
a
cavar
na
terra
com
as
unhas;
ao
fim
de
alguns instantes
aquelle
animal que
ma
nifestava
agitação
excessiva,
poz
a
desco
berto
o cadaver
de uma criança
recem-
nascida.
O caçador deu-se
pressa
em
prevenir
a
policia
que
chegou
ao
sitio
e
eviden
ciou
que
se
havia
commetido
um
crime.
A
cóança
cujo
cadaver
foi
examinado,
nas
ceu
com
vida
e
pertencia
á
raça
ara-
be.
A
poiicia
procedeu
a
averiguações
em
um
peque
aduar situado
a pouca
distan
cia.
As
averiguações
foram
infructiferas
a
principio,
no
entanto,
em
uma
miserável
choupana,
descobriu-se
uma
esteira
man
chada
de
sangue.
Este
indicio
permitiu interrogar os
arabes
que
habitavam
no
sitio
e
as
res
postas parecem
muito
suspeitas.
A perlan
do-os
pouco,
contradisseram-se
e
foram
obrigados
a
faser
declarações.
Condusiram
os
agentes de policia ao
sitio
onde,
disiatn
elles,
se
achava
a
mãe
da
criança
cujo
cadaver
acabava
de
ser
descoberto.
Era
um
sitio
entre
moutas
onde
a
prin
cipio
se
não
viu
nada,
mas
aflastando
al
gumas
pedras,
descobriu-se
o
cadaver
de
uma
rapariga
arabe que
estava sepultado
debaixo
das
pedras e
dos
cardos.
Esta
rapariga
tinha
sido
enterrada
vi
va.
Os
seus
soffrimeulos
devem
ter
sido
horríveis,
porque a
desventurada mordera
nas
mãos
e
nos
braços
e finara-se
de
fo
me.
Prenderam
o
irmâo
e
a
cunhada
da
victima
qoe
parecem
ser
os
principaes
aoctores
d
este
crime tremendo;
segundo
as
su<rs
respostas,
os
miseráveis
quiseram
occultar
a
deshonra
qoe
a
fraquesa
de
sua
parenta
trasia
á
familia;
tal
fui
a
cou
sa
do
crime.
com ovos. —
No
sul
da
França
ha
o
costume
nos
campos
do
co
mer
presunto
com
ovos
no
dia
de
Pas-
coa,
mus
muito
poucas
das
que
comem
este
petisco, reconhecem
a
origem
do
cos
tume
que
remonta
a
Carlos
Magno,
diz
o
Pelit
Journal,
de
Pariz.
N
’
aqueila
epoca,
Guilherme
1.°,
se
nhor
da
Aquitania, que
mais tarde
se
re
tirou
a
ntn convento e
veiu
a
ser
santo,
dava
aos
seus
vassallos
o
exemplo
da
maior
abstinência.
Na
quaresma
ninguém
prati
cava
a
abstinência
com
tanto
rigor
como
elle.
Não
só
uão comia
carne,
mas
até
se
privava
de ovos
durante
os
quarenta
dias,
o
que
era
taoto
mais meritorio
da
sua
parle
quanto
que
era
apaixonado
por
áquelle
alimento.
Não
o
era
menos
lam
bem
pelo
presunto.
Um
anno,
no
principio
da
semana
santa,
o
monge
que
eslava
ao
seu
ser
viço
e
que
estava
ao
seu
serviço
e
que
lhe tratava
da
encontrando-o
extremamen-
pallido,
prometteu-lhe
indemnisal-o
no
dia
de
Pascoa.
—
Não
me
indemnisareis,
disse-
lhe
Guilherme,
se
n
’
esee dia
não
achar
des
meio
de
me
faser
comer
ao
mesmo
tempo
os
meus
dois pratos
favoritos:
ovos
e
presunplo.
0
monge
cosinbeiro
ficou
perplexo
du
rante
alguns
dias,
mas no
sabbado santo
oão
cabia
em
si
de
contente;
linha
en
contrado
a
ornelelte
au jambon,
cem
que
Guilherme
se
regalou
no
dia
seguinte.
A
descoberta
fez
fortuna
em
o
paiz
da
Gasconha.
No anuo seguinte,
todos
os
nobres
d
’
aquella
província
comeram
do
ex
cedente
prato.
A
historia
uão
archiva
o nome do
frede
inventor,
mas
o exilo
da
sua
in
venção
foi
tal
que
ainda
hoje,
não
ha
qo-
voaçào pobre
no
sul
da
França, onde
o
mais
pobre
aldeão
não
coma,
no
dia
de
Pascoa,
o
tal
petisco
do
presunto
com
ovos.
Aa
de
trigo.—
(Conto
de
Schmid)
—
Ia,
um
dia
lavrador
a
visitar
os
seus
campos
para
ver
se
eslava
já a
colheita
em
conts
de
se
fazer.
Ia
acom
panhado
de
Luzinho
seu
filho.
—
Olhe,
meu
pae,
disse
o
rapazinho
sem
experiencia,
como
algumas
palhas
de
trigo
teem a
cabeça
erguida
e
altiva;
sem
duvida
que
serão
as
melhores
e
mais
distincta*: as
outras estão
de
cabeça
bai
xa
e
algumas
quasi
que
tocam
no
chão,
seguramente
que
serão
as
mais
inferio
res.
0
pae
colheu
d
’
umas
e
d’outras
e
dis
se:
—
Repara
bem,
meu
filho: vês
estas
es
pigas
qne
cora
tanta
altivez
se
levaota-
varaj?
Pois,
olha,
estão
complelamente
va
rias;
e
pelo
contrario
esfoutras
que
in
clinavam
a
cabeça
com
tanta modéstia
es
tão
carregadas
de
bellos
grãos.
Tremor
«Se
terra.—
Em
Berna
(Con
federação
Suissa)
sentiu-se
ha poucos
dias
um
forte
abalo
de
terra,
acompanhado
de
uma
forte
lufada
de
vento
quente.
Na
capital
federal
foram
as
casas leve-
inenle
sacudidas, racharam-se as paredes
e
agitaram-se
os
moveis,
porém
n
’oulros
pontos
o
phenomeno
foi
mais imponente.
Nas
povoações
contiguas
aos
lagos
de
Bienne
e
Neuchatel
as oseillações
de
este
a
oeste
foram muito
accentuadas,
os
sinos
tocaram,
e
as
sacudiduras
do
solo foram
acompanhadas
de
trovão
subterrâneo
Em
Neuchatel
cairam
muitas
telhas
e
algumas
chaminés.
As
maiores
oseillações
produziram-se
nas montanhas
parallelas
ao
Jura
desde
Neuchatel
a Solenre.
0
abalo
durou
de
dois
a tres
segundos.
ÚLTIMOS TKLECR 1H.VM DA
AGENCIA
MAVAS
No
congresso
o
general
Salamanca
cri
ticou
as
recompensas conferidas
ao
exer
cito.
Canovas
respondendo-lhe
disse
que
es
sas
recompensas
tinham
sido
merecidissi-
mas.
A
Epoca
diz
que
a
ex-rainha
Isabel
não
pensa
em vir
para a
Hespanha.
Pariz
21—
0
marechal
presidente
sau
dou
hoje
de
madrugada a
rainha
Vicloria
ao
passar
na
Villeite em
regresso
a
In
glaterra.
Berlim,
21
—Os
jornaes criticam
viva
mente
o
artigo
da
Gasela
de
Colonia.
ac-
cusaodo
a
Rússia
de
fazer
duplo jogo no
Oriente.
S.
Peiersburgo.
21
—0
Golos
insiste
etn
qoe
é
necessário
mutuo
accordo
en
tre
a
Rússia e
Áustria,
se
querem
evitar-
se
complicações.
Rio
de
Janeiro.
20
—
Saiu hontem
d
’
es-
te
porto,
com
destino
aos de
Lisboa.
Bar-
deus
e
Liverpool
o
paquete
Potosi, da
companhia
do
Pacifico.
Maarid
22—
0
Imparcial
diz
que
Sa
laverria
n
’<stes últimos
dias
modificou
par
te
do
orçamento
relativo
á
divida
fluc-
tuante.
Salaverria
propará
que
sejam
legalisa-
das
todas
as
operações
do
lhesouro
fei
tas
pelos
seus
predecessores.
Os
príncipes
de Griles
e
Arthur
deram
hontem
um banquete em Sevilha.
Londres
22
—
Chegou
a
rainha
Viclo
ria.
Madrid. 22
—
Os
orçamentos
das
recei
tas
estão
calculados
em
663
milões de
pesetas,
e
os os
das
despezas
em
654 mi
lhões;
á
divida
publica
averbam
se
172
e
marinha
157.
Mediante
prévio
accordo
com
os
credoies
o
lhesouro
pagará
no
1.°
de
julho
de
I877
a
terça
parte
de
cou
pons
da
divica
exterior,
caminhos
de fer
ro, estradas
e
canaes.
Buscará pagar
os
coupon de
juho
de
1874 até
31
de
de-
sembro
de 1876.
Desde
I de
julho
de
1878
as
dividas
msneionadas
receberão
1
1/2
por
cento;
desde
1 de
julho
de
1879
o
thesouro
paga
’
á
annualmente
25 milhões
de
pesetas para
amortisação
de
dividas.
Liquidará
as
rbrigações
de
caminhos de
caminhos
de
ferro
de
accordo
com
as
companhias
a
50
0;0
do
seu
valor
aclual.
incluindo
as
oividas
contrahidas
pela
lei
de
1851.
As
jue
não
forem
reclamadas
opportunamenli,
caducarão.
EXPEDIENTE
DA ADMINISTRA
ÇÃO.
Rogamos
a
lodos
os
nossos
assignan-
tes
em
divida
dj
suas
assignaturas,
o fa
vor
de
mandarem
o
quanto
antes
satisfa-
zel-as,
pois
con
o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
tausam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio de
casas ban
carias
ou
vales to
correio.
Os
nossos
co-respondentes
nas
seguin
tes
localidades
s>o
:
Porlo,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
(aslello,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Jurior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas-Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o srr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes nrs.
estão
munidos
de
recibos devidameite
assignados.
Assignauras
recebidas
Coimbra.
—
Lnt
Gomes
d
’
Abreu
do Cou
to de
Amorim
Noaer,
até
19
de
março
de
1876.
Prado.—
Matioil
José da
Rocha
Vellozo,
até
18
de abril
di
1876.
Villa
Nova
d
’
(urem.
—Padre
José
Fer
reira
Fernaodes, aé
31
de
julho
de 1876.
Ponte
do
Limt.
—
(S. Martinbo da
Gan
dra)
Manoel
Antotio
d
’01iveira,
até 15 de
junho
de
1876.
mADECMENTOS
_______
'
j
Francisco
José
de
Lima,
mulher
e filhos,
agradecem
por
esta
forma
a
todas
as
pes
soas
que
lhes
prestaram
seus
obséquios
por
occasião do
fallecimento
e enterro
de
seu
estimado
cunhado
irmão
e
thio João
Fran
cisco
Ferreira
Braga,
cujo
funeral teve
lo
gar
na
egreja
parochial
de
8.
José
de S.
Lazaro,
d
’esta
cidade,
no
dia
17
do cor
rente
a
todos
protestam
sua
indelevel
gra
tidão.
(4005)
AWUNU10S
coraras
Miguel Gomes da
Cunha
Braga,
tendo
de
mandar
celebrar
uma
missa
no
dia
27
do
corrente pelas
10
horas
da
manhã
na
egreja
dos
Congregados,
para
suffragar
a
alma do
seu
particular
amigo Antonio Fran
cisco
Brandão,
fallecido
no
dia
15
do
cor
rente
na
cidade
da
Bahia, roga
aos
seus
amigos
e
aos
do
finado
o
caridoso
obsé
quio de
comparecerem
n
’aque!le
templo
áquella
hora,
afim
de
assistirem
áquelle
re
ligioso
acto,
por
cujo
obséquio
muito
grato
se confessa.
(4009)
Madeira
de
castanho fina
Ha
uma
porção
de
madeira
de
casta
nho
para
vender,
tresenlas
e
tantas
dúzias,
tendo
bastantes
coussueiras,
e entre
ellas
algumas
de
nogueira
e
freixo.
A
qualida
de
é
superior
e
seus
preço
rasoavel.
Trata-se
com
Francisco
Ferreira
Dias,
na
freguezia
de
Gondisalves.
logar
do
Quin
teiro,
ou
em
Braga, rua
Nova,
n.° 50.
(4008)
Na
rua
da
Oliveira,
vende-se
duas
mo
radas
de
casas novas,
bem
construídas
com
os
numeros
9
e
9
A
e
11
e
11 A,
as quaes
são
foreiras
á casa
do
exc.
mo
visconde
de
Lousada.
Quem
as
pertender
falle
com seu
dono
na mesma
rua
n.°
10.
Braga
22 de abril
de
1876.
(4007)
José
Custodio da
Silva
Mattos.
Vende-se 11
moradas
de
casas
da
rua
da
Boa
Vista,
d
’
esta
cidade,
sendo
3
mora
das de
um
andar,
com quintal e
poço,
n.
os
114,
115,
116,
e
8
lerreas,
também
com
quintal e
poço,
n.
os
117
a
124
Quem
as
pertender
comprar
póde dirigir-
se
á
rua
do
Souto, casa
n.°
40,
onde
se
darão
os
esclarecimentos.
(4010)
“
á
BBEMATAÇAO
Não tendo
concorrido
licitantes ás
duas
arrematações
anleriormcnie
annunciadas,
para
a
reconslrucção
da
capella
de
S.
Victor-o-Velho,
a
cominissãu.
encarrega
da
execução
d
’esta
obra,
faz
publico,
que
no
dia 30
do corrente
mez,
por
10 horas
da
manhã,
na
casa
do
presidente
da
mesma
commissão,
se
aceitam
propostas,
por
licita
ção
verbal,
para
a
constrticção
da
respe-
cliva
obra
de
pedreiro,
sendo a base de
licitação
1:100^000
rs.
As
condições
e
projecto
estão
patentes
em casa
do
snr.
Antonio
Joaquim
Fer-
nandes
Braga, na rua
Nova de
Santa
Cruz,
Braga
18 de
abril
de
1876.
O
presidente
da
Commissão
(4004)
Antonio Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
IIIBEIHÔ
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO
CIRÚRGI
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho, n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e cootinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(3092)
A
O
Kl
CARREIRA
Joaquim
José
de
Barres,
se
leiro,
no
largo
dos
Penedos,
par
ticipa
ao
respeitável
publico,
que
principia
com uma
nova
carrei
ra
entre
Braga
e
Garrazedo,
to
das
as
terças
feiras
e
sabbados,
a
sair de
Braga
ás
3 horas
da
tarde,
e
de
Garrazedo
ás 6 ho
ras
da
manhã.
Os
bilhetes,
ven
de-se
em
Braga
em
casa
do
an-
nunciante,
em
Garrazedo
em
ca
sa
do
snr.
Manoel
de
Andrade.
Preços:
de
Braga
a
Garraze
do,
e
vice-versa
............
160
rs.
(206)
<3098;
NOVO
HORÁRIO
Narciso
José
Marques,
d
’
esta
cidade,
faz
publico
que
continua
com
as
suas
dili
gencias
diarias
para
Guimarães,
Fale,
La-
meira,
Gandarella,
Arco
e
Cavez,
e
desde
o
dia
21
do
corrente
fica
saindo
ás
5
ho
ras
da manhã em
direcção
a
Cavez
e
de
tarde
ás 2
horas
só
para
Guimarães.
Preços,
os já
annunciados.
Braga,
19 de
Abril
de
1876.
(3099)
Narciso
José Marques.
José
Antonio
de
Sousa
Leite
Carneiro,
faz
publico que
abre
uma
carreira
d
’
esta
cidade
a
Garrazedo,
ás terças
feiras
e
sab
bados,
a
sair
d'esta
cidade
ás 3
horas
da
tarde
e
de
Carrazedo
ás
5
horas
da
ma
nhã.
Preços
de
ida
e
volta
140
rs.
Ponte
do
Bico, á ultima hora, 100 rs.
Os
bilhetes estão
á
venda
era casa "de
Francisco
Freitas
de
Carvalho,
tua
do
Conselheiro
Januario.
(4000)
TABACARIA
POBTUENSE
33, HUA D©
CARVALM1&, 35
BRAGA
GRAWE
DEPOSITO
DE TABACOS
De todas
as
fabricas
do
Porto
e
Lisboa,
taes
como
Xabregas,
Lealdade,
Portuense,
Regalia,
Santa
Apolonia,
Nacional,
Fide
lidade
e
Manilha,
etc.
Grande
sortimento
de charu
tos
estrangeiros
de
todos
os
preços
e
qualidades,
assim como
picados
superiores.
Deposito
de
lumes
de
cera de
todos
os
preços,
mortalhas
de
papei
Duc,
que
vende
por
pre
ços
reduzidos.
Descontos
vantajosos
aos snrs.
estanqueiros.
(4002)
8
SOVA
l
)
Í101(ifilíÀl1iili
<
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS,
4
S
(Vulgo
Fonte
da
CarcovaJ
N
*
©
ff
S
a
g
Theophilo
Santiago,
photogra-
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
traba
lho,
lodos
os
dias,
das
10 horas
da
manhã
ás
3
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(3054)
*!
St
a
Manoel
Ignacio da Silva Braga
Com estabelecimento de mercea
ria e eera
LK.O1TD
I>E BBEHKlf
gMOUBA
41
—
PRAÇA DE
ALEGRIA—11
BBAGA.
Tem
á
venda
bolacha
doce.
.
. . a
120
>
>
miuda
.
.
.
a
120
>
> D
Luiz.
.
.
a
180
>
»
iugleza.
. .
a
180
»
>
agoa
e
sal.
.
a
180
>
requife.................. . a
160
doce
de
chá.
.
.
. .
a
200
D
(3084)
paciências
..............
. a
240
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern —
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—
Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Bhein
—
Main
—
Donaxc
—
Mosel
Neckar—Oder
Kron Prinz
Fr.
Wilhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurl
—
ílan-
nover
—
Koln
—
Strassburg
Adler
—
Falke
—
Mowe
—
Beiher
Schwalbe
—
Schwan
—
Slrattss
Albalross
Para
Pernambuco,
Bahia,
Bio
de Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
qne
a
Companhia está
empregando na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande lotação, tendo
logares
para 170 passageiros de
primeira
classe
e
750
de
terceira.
São
de
grande velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo uma boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel
la
que
se
acba
patente
nas
agencias.
Sendo
as
passageiiH
pagas no Porto ou nas sub-agenciaa da pro
vineia, o
transporte do passageiro a Eisboa pelo eaminlro de ferro
è
por conta da Companhia.
Estes
paquetes são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
esplendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contraclados
cosinheiros
e
creados
porluguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
gratia
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que é obrigado
a prestar
seus
serviços
gratuitamenle
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Rnwea
«fc
C.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.° 4.
2
0
andar
—Porto
—
e
em
Braga
ao
igente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjo n.°
20.
(6*)
I
rua
des
.
MARCOS,
N.
5.
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sal!as,
B
lindíssimos
gostos,
a
prin-
J
cipiar em 80
reis
a
peça.
S —
§
Vende
olio,
tintas
e
4
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
M
dade.e preços
muito
resu-
midos.
g
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
jj
so
para estuques
de
ca-
â
sas,
tudo
de
primeira qua-
g
g
lidade.
(Z*) B
JOSE
DA
SILVA FUNDÃO
Com
loja
de
fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(ladode
baixoj,
68
P
arl
'
c
'P
a
aos
s
eus
amigos
e fre-
vB'-/-
’
í
?uezes>
ta,lt0
d
esta
cidade
como
07
d
as
províncias
que
tem um bonito
lil
I
e variado
sortimento
de
falo
fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de calça
a
l$500,
2$000
e
2^500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda pós
de casimira e
de alpa-
ques
mglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800; roantas
de seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
eocommendada,
e
prompti-
ííca-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á voutade
do
freguez.
(1*)
Dinheiro
achado
Quem
perdesse
certa
quantia
de
dinhei
ro
que
foi encontrado
no
largo
dos
Ter
ceiros
d
’
esta
cidade,
póde
diiigir-se
á
rua
do
Anjo.
n.° 30,
a
Joaquim
Antunes
Pe
reira.
que
satisfazendo
a
despeza
d
’
esles
annuncios
e
dando
os
signaes
certos
se
lhe
entregará.
(4003)
Mathias
Dias
da
Fonseca,
negociante
matriculado
no
tribunal
do
commercio
d
’
es-
ta
cidade,
declaia,
que o
seu nome
não
figura,
nem
figurará
em nenhuma
letra
co
mo
acceilante
sacador
ou
endossante
e
por
isso se
alguma
for
apresentada
com
tães
condições,
é
falsa.
(3097)
MIM
M
W
DO
ALTO
DOURO
DA CASA BE VlíilA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
5-Braga.
N
’
este
armazém
se
encmtram a
retalho
as
seguintes
qualidades
da
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto de
meza.
(seu
garrafa)
150
»
»
»
>
.
190
»
Lagrima........................................200
»
Branco
de
meza.
...
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca.
....
300
,) Malvasia
de
2.
a
.............................
360
»
»
velho
...................................
400
s
Malvasia, Bastardo
eMoscatel
a
50C
»
Roncão.......................................
700
»
Alvaralhão
.......................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho part
msa
50
e
80,
o
quartilho tinto,
e
brano
120.
Responde-se
e
garane-se
a
pureza e
boa
qualidade
de
todos
istes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar pormeio
de
qualquer
processo
chymico.
(N*)
Banco
da Povoe
de
Varzim
Por
ordem
do
excn.0 snr.
presidente
da
assembleia
geral
são
convidados
os
srs.
accionistas
a
reuniremse extraordinaiia-
mente
na
casa
do merco
banco,
no
dia
29
do
corrente,
pelas 0
horas
da
manhã,
afim
de
elegerem
um
iirector
e
substitu
tos.
(4001)
Nova
Companha de Seguros
DOIRO
De Fogo
e Uaritimo
Agente
em
Bragt
—
Ricardo
Malheiro
Dias.
Banco
Mercanll,
ou
Largo
de
S.
Miguel O
Anjo,
n.°
2C
(3090)
ATTEtiÇÂO
No
largo
de
D.
(ualdim
n.°
1
casa
de
José
Maria
Torre
Machado
vende-se
milho
branco
a
580,
e 550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abaimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas
iasas
do
annuncian-
le
na
ponte
de
Pradi.
(3087)
ISCQLÍk AMERICANA
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição.
Presta-se a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
Sant’
Am>a
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde (3051)
ALV1ÇARAS
Perdeu-se
no
domingo
16
do corrente,
uma medalha d’ouro
em
forma
de
escudo
com
a
inicial—C.
—
,
tem
dous
retratos
dentro,
sendo um de
senhora,
e
outro
de
homem.
Dão-se
alviçaras
a
quem
a
en
tregar
no
largo
de
S.
Francisco,
no
escrip-
lorio
da
Companhia
Viação
do
Minho.
VINHO VEBDE PARTICULAR
Na
rua
de
Santo
Atonio,
das
Traves
sas,
n.°
15,
e
rua
do
Campo,
n.°
20,
acha-se
á
venda
vinho
verde
particular,
e
bons
petiscos
para
os
amadores
d
’este
ge-
nero,
tudo
com
aceio
e
limpeza
e
por
pre
ços
muito
rasoaveis.
(3096)
VENDA
DE CASAS
â
Vende-se
uma
casa
feita
de novo,
sita na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.° 13
(3086)
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’
Arrifana
o
casal
denominado
d
’
«Alem»
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de fôro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
alli,
ou
nos Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(3055)
B0CTQ1
ffl
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
to
do
o medico, cirurgião,
dentista
e artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jersey (Inglaterra).
(3070)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
