comerciominho_24101876_559.xml
- conteúdo
-
4.
’ ANNO
1876
FOLRÂ COMERCIAL ÍIELÍGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
559
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
íosí
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E, para onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cia»
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PU®
A-ÊS
ÍK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.~S,emestre
8E0
rs.-—
/
’
rotnn-
Ij
cias,
anno
â$000
rs
e
sendo
duas
3^600
rs.«-Semestre
1&05Ô
9
rs.
—Brazil,
anno 3$600
rs.
—
-Semestre 1&900
rs. moeda forte,
!
ou
8^000
.reis
e
4$o00
reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por
linha
i
I
20rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 2D
®|6
d
’
abatimento.
BRASA
—TEKÇ%-FEIlSA 84 13E
®U'B'UBZí®
Iiontires,
#£,
«Se Outubro, 8
878.
(
A’
redacção
do
«
Commercio
do
Minho
*
)
A
seguinte
carta,
que
foi
ao
Apostolo
na
sua
data,
parece-me
valer
a
pena
de
ser
lida
pelos
Catholicos
de
qualquer
paiz;
pois
o assumpto
de
que
bata
os
interessa
a todos, como
membros
que
sam
do
mes
mo
corpo
místico
e universal.
Contem
a
chave
capital
da
política
Ingleza,
e
por
meio
da
qual,
ainda
mais
que pelo
inte
resse
commercial
e
pecuniário,
a
mesma
política
se
entende
e
explica.
A.
R. SARAIVA.
Kondre», » de Setembro, IS®®.
I
A’
redacção
do
n
Apostolo
.)
*
I.
—
Cm
29
do passado,
apresentou
o
Times,
no
seu
primeiro artigo
capital
ou
directivo
curiosas
idéias
e
reflexões
a
res
peito
da
teleição
do
novo
Pontífice,
que
segundo
a
natureza
das
cousas
e
a
ordem
da Providencia, não pode
deixar
de
ter
logar dentro
de
alguns
annos
—
oxalá
que
só
passados
muitos
ainda
I
Não deixa no
meu entender,
de
ser
notável a
maneira
porque
aquelle
invete
rado
inimigo
do
Cathólicismo
e
do
Papa,
adianta
as
suas
idéias.
com uma
cena
moderação
forçada,
que indua
ainda
res
peito
maior
pela
Igreja
e
pelo
Pontificado
do
que
o
mesmo
Protestantissimo
papél
desejara
ter.
E
’ isto,
quanto
a
mim,
sym-
ptoma
de
que o papél e
a
opinião
anti-
cathólica
por
elle
representada,
reconhe
cem,
que esse
Cathólicismo,
esse
Papa,
essa
Roma
tão
aborrecida
peio
Anglica-
nismo
(cujos
ardentíssimos desejos
são
o
tomar
no
mundo
a
posição
delia
como
cabeça
e directora
moral
e
espiritual
delie),
possue
ainda
vigor
e
poder
dema-
ziado,
não
obstante
os golpes
que
ha
50
annos
continuamente
o
mesmo Anglicanis-
mo
lhe
dirige
e
maquina
para
morrer
e
ser
supprimido
tão
prompto.
Diz,
pois,
o
Times
qne
tem
havido ul-
limamente
muitas
deliberações
e
conside
rações,
para
ver
como-se
ha
de
effeiluar
uma nova
eleição
de
Pontiíice
que
atien-
da
aos
interesses
da
Igreja
(em
contrapo
sição,
já
se
entende, aos
do
Protestantis
mo
e
da
maçonaria
que
hoje
ás claras
trabalham
de mãos
dadas). Conhece-se
isto
perfeitamente
pelo
cuidado
que
têm
os
orgãos
Protestantes,
e
com
especiali
dade o
Times
—que
se
contradiz
em
tudo
e
vira-de-bordo
segundo
lhe
faz
conta,
salvo
no
que
possa
ser
contra
o
interesse
da
Igreja
Calholica—
era
não
usar
que
se
use
outro
nome
a respeito
do
Catholicis-
mo
senão
o
de
Ullramonlanismo.
Sendo
curioso,
como
por
t<da
parte,
e
muito
especialmente
entre
a
ridícula
pedreirada
Portugneza
e
Brazileira,
immedialamente
se
adopta,
com
ávido
servilismo,
a
na-
menclatura
assim dictada
pela
folha
In-
gleza.
Esta espécie de
moderação
hypocrita
do
Times
tem
por
objecto
ver,
se
fazen
do
assim,
segundo
a espressão proverbial
Franceza,
pale de
velours
illude
certos
Ca
tholicos
de guelas
largas,
fazendo-lhes
crer,
que
o
que
convém
é
procurar
um
novo
Papa
«conciliador», que
afague
o
libera-
ismo pedreiro,
approve
todas
as
usurpa
ções
Italianas
(obra
muito
mais do Pro
testantismo
Inglez
que
o
Liberalismo
Ita
iano
mesmo),
e ajude
a
preparar
assim
a
predominância
do
Anglicanismo
no mun
do,
acima
do Cathólicismo
Romano.
E
’
muito
curioso,
como
sendo
todos
os
actos
de
espoliação,
de
usurpação,
de
roubo
descarado,
á
Igreja
e
aos outros
Soberanos
legítimos de
Italia,
claro
como
a
luz
do
dia;
perpetrados
até com
a
maior
aleivosia,
traição e
hypocrisia,
mesmo
con
tra
um
Príncipe
e
Governo,
que
confessa-
damente
nada
linha
de
oppressor
(em
Tos-
cana),
a
imprensa
Protestante
Ingleza,
nun
ca
achasse
uma palavra
senão
de
elogio
aos
ladrões
e usurpadores, e
de
menos
cabo,
desabono,
condemnação,
dos
Prínci
pes e
Governos
Legítimos!
Lord
Normanby, Liberal,
Whig,
que
tinha
sido
Ministro,
com
Lord
J.
Russel,
Palmerston
e
os
outros
Liberaes
decidi
dos aqui,
foi
ser
depois
o
Representante
de Inglaterra em Florença
(assim
como
em
Modena,
ao
mesmo
tempo).
Tinha
por
collega
em
Florença
o
celebre
Buoncom-
pagni,
Representante
do
Piemonte
e
de
Victor
Manoel, sobrinho
este
do
Duque
de
Toscana.
Quando,
por
occasião
do
no
vo
anno,
o
corpo
Diplomático
veio
á
Lôrte
fazer ao
Grão-Duque os cumprimen
tos
de
nova
entrada
de
anno,
Buoncom-
pagni
deixou
em
sua
casa,
da
Legação
Piemonteza,
os
conspiradores
que
com
elle
estavam
preparando
a
revolta,
e
a
expul
são
do
Grão-Duque,
tio
de
Victor
Manoel;
e
depois
das mentirosas
e
descaradas
con
gratulações ao
tio
deste
ultimo,
junto
de
quem
estava acreditado,
voltou
a
casa,
a
preparar,
com
os
demais conspiradores,
a
insurreição
da
canalha
e
a
expulsão
do
Grão-Duque
!
Lord
Normanby,-
voltando
para
Ingla
terra, não
só denunciou
como
ellas
me
reciam
estas
infamias
Piemonlezas,
na
Camera
dos
Lords,
mas
publicou-as,
e
attestou-as
com seu
nome,
em
um
escrito
que
fez publicar,
e
que
eu
aqui
tenho.
Pois,
apesar
de
tudo
isto,
a
imprensa
In-
gleza
náo-catholica,
jamais
achou
ou pro
feriu
uma
expressão da censura
ou repro
vação
para
todas
estas infamias
e trai
ções.
O
Napoleão
Pequeno
fui
á
Italia
ajudar
primeiro
o Piemonte
contra
a
Áustria,
animado
d
’
aqui,
e
contando,
que,
com o
o
serviço
que
fazia
ao
Protestantismo
e
á
Maçonaria, encetando assim
as
usurpa
ções
que
se
seguiram, se
preparava
aqui
um
apoio
e
protecção
que
lhe
haviam
de
ajudar
a
manter
no
throno
de
França
a
sua
dynastia.
O
Times
que-
até então
não
encontrava
linguagem
assás
vituperiosa
pa
ra
atacar
ao
mesmo
Napoleãozote,
come
çou
então
logo
a
encontrar-lhe
dotes
e
qualidades
prestantes;
e
d’
ahi
em diante
trocou
em agua-de-rosas
a
lama
e
lodo
com
que
d
’antes
o
cobria
a
cada
instante.
Tudo
isto,
no
fundo,
não
era
mais,
que
a
apreciação
da
conducla,
pessoa,
etc.,
do
Napoleote,
não
pelo
que
elles
mere
ciam
aos
olhos
da
justiça
e
da
razão,
mas,
pelo
que
eram
aos
do
interesse
Pro
testante;
cujo
odio entranhavel
e
constante
aos
Borbons
legítimos,
tem
a
sua
raiz
no
interesse
que
a
França
legitima sempre
tem
pela
Igreja
Calholica e pelo
Ponti
íice,
como
seu
Chefe
e representante.
A. R.
SARAIVA.
(Continua)
-
... ....
A
respeito
da demolição
do
mosteiro
de Santa
Cruz,
de
Coimbra,
recebeu
ainda
a
«Nação»
o
seguinte:
Quinta
d
’
Anta,
11
d
’
outubro
de
1876.
Meu
caro
D.
Jorge
Outra
carta
glacial.
Tenha
paciência.
Ahi
vae
o
segundo excerpto,
que
trans
crevi
dos
artigos
do
snr. A.
Herculano,
no
«Panorama»
de
1839.
Vamos a
vêr
se
estas
dózes
de
gelo
conseguem
apagar
o
fogo
do
«Tribuno
Po
pular».
O
que,
em
todo o
caso,
conseguirão
as palavras
de
homens
tão
illustres
como
Garreit
e
Herculano.
é
demonstrar
que,
se
o
brado
contra
os
homens
do
alvião
e
do
camartelio,
é
protesto
a
favor dos
fra
des,
o
meu pequeníssimo
brado,
apezar
de tudo,
íica
em
muito
boa
companhia
J.
de
L
emos
.
«
fransportae-vos
com
a imaginação
pa
ra
o
interior
da
egreja,
nas
horas
em
que
os
cânticos
e
o
incenso
se
alevantam
an
te
o altar,
em
que
o
orgão
solta
as
suas
harmonias inelanchohcas;
em
que
a
nave
está
cheia
de
povo,
e
o
sacerdote
resa
por
elle,
e
com
elle;
na hora em
que
o
sol reflecte
pelas
pedras,
que
o
tempo
amareleceu,
uma luz
viva,
mas suave,
ima-,
ginae
essa
hora,
e vereis
que
nos
foi
mui
facil
não
despovoar
o
templo
quando
des
povoávamos
o
mosteiro.»
«Ainda
também,
pela
alta
noite, as
lampadas,
penduradas
ao
longo
da
nave,
ou
brilhando
na
escuridão
das
capellas.
DK.
1
JL
DE
MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
III
A
tia de
Celina.
(Continuação)
—
Uma vida
como
essa
não
podia
ser
por
muito
tempo
carregada.
Eu via
Hen
rique ir
definhando
pouco
a
pouco,
como
um
arbusto
que
vae
morrendo
com
suas
folhas
já
murchas,
e
suas
flores
cahindo
:
tive
mil
vezes
vontade de
lançar-me a
seus
pés
e
pedir-lhe
que vivesse;
veio-me
mil
vezes
aos
lábios
a
conlissão
do
amor
que
eu lhe
votava ;
mas
bemdilo
seja
o
amor
do
homem
virtuoso
!
aquelle
nobre
silencio
do
mancebo,
aquelle santo res
peito
com
que
elle
me
tratava,
aquella
fi
delidade
que
elle
tinha
a
meu
marido,
me
sustiveram na
posição
de
esposa
honesta.
Emlim,
Henrique
leve
lambem
medo
de
si,
e
fugiu
nos...
—Fugiu
?...
—
Sim,
ha
tres
annos;
seis mezes an
tes
da
morte
de
meti marido,
Henrique
partiu
para
França.
O
que
se
passou
no
dia
em
que
elle
nos
deixou,
não
posso
bem
descrever;
sei
que
eu
estava só
quan
do
Henrique veio
despedir-se;
sei
que
nenhum
de
nós
pronunciou
uma
unica
pa
lavra,
que
não
podesse
ser
proferida em
voz
alta
diante
de
todos;
mas
sei
também
que
apesar
d
’
isso,
elle
levou
a
certeza
de
meu
amor,
e
deixou-me
a
certeza
do
seu
;
e
lembro-me
emlim,
que
n’
esse mesmo
dia
meu
pae
me
pediu
de joelhos,
de
joe
lhos,
Celina,
que
tivesse piedade
de
meu
marido,
e
de
seus cançados
annos
!...
—
E
agora?...
—Agora,
Celina,
tu
rn
’o
perguntas ?.
.
exclamou
Marianna com novo
arrebatamen
to
de
prazer:
agora eu
o
amo
como
dan
tes,
ou mais ainda;
eu
quero
ser
d
’
elle;
eu
o
amo,
ouviste,
eu
o
amo!
—
Gomprehendo;
mas...
—Mas
o
que
?...
—
E’
que
o
leu
prazer,
Marianna.
se
mostra
hoje
tão
grande
como
a
distancia
que
te
separa
de
Henrique.
—
Oh!
não
I
graças
a
Deus,
Celina,
elle
chegou.
.
desembarcou
bonlem,
e
ho
je
escreveu
a
meu
pae,
pedindo
licença
para
visitar-nos:
vê...
lê
commigo
a
sua
caria.
Marianna
tirou
do
seio
um
bilhete
lo
do
perfumado,
e
tres
vezes
o leu
a
Ce
lina.
—
Portanto
hoje
mesmo
devo tornai-o
a
vêr!
Ah
Celina, soeu
podesse
fazer-me
mil
vezes
mais
bella!... porque
eu amo...lera
emíim
um
muito...
muito...
tanto,
que
seria
capazllheiro
completo.
de
dar
a
vida
por elle,
e
capaz
de matar
a
mulher
que
se
atrevesse
a
amal-o!
A
Bella Orfã,
ingénua,
innocenle,
sem
ter
jámais experimentado esses
sentimen
tos desabridos
e
perigosos,
que
fazem
fal
ar
com
a
vehemencia
com
que
fallava
Marianna,
olhava
para
esta,
atónita
e
sem
se
atrever
a
pronunciar
uma só
palavra.
E
lambem
a
viuva aprazia-se
d
’aquelle
silencio:
quem
ama
e
falia
do
seu
amor,
eslitna não ser
interrompido,
gosta
de
dis
correr
horas inteiras
repetindo mesmo
o
que
já
disse
mil
vezes,
e
começando
de
novo
a
historia
que
exactamente
acaba
de
contar.
Finalmente
Marianna
sentiu
que
já
li
nha
o
coração
mais
leve,
ergueu-se,
e
abraçando
ainda Celina,
exclamava:
—
Eu sou
feliz! immensamente
feliz
!
..
Quando
um
escravo
appareceu
á porta
da
sala,
e
annunciou
o
snr. Henrique, Ma
rianna
deixou-se eahir
de novo
no
so
fá;
e
foi
só
depois
de
alguns
instantes
que
disse
com
voz
muito
trémula
e
com-
movida
:
—
Que
entre.
Levantou-se
a
custo
para
receber o
an
tigo
amante.
Era
um
homem
alto
e
bello;
seus
olhos
prelos
lançavam
olhares
brandos
que
con
diziam
perfeilamente
com
o
sorrir
meigo
e
um
pouco
melancólico
de
seus
lábios:
tudo
n’
elie
era
nobre
e
sério
:
tudo
n
’
elle
desafiava
simpalhia:
bemfeito,
trajando
cora
gosto;
mas
sem
extremar-se
em
modas:
bello
homem;
um
cava
Entrou
perturbado
e
tremulo,
como
eslava Marianna.
Depois
dos
primeiros
cumprimentos
dis
se
com
visivel
commoção:
— Cheguei
hontem,
senhora,
e
meu
trimeiro
cuidado
foi
correr
a
depo.-itar
meus
respeitos
aos
pés
da viuva do
meu
melhor
amigo.
—Obrigada,
senhor,
respondeu
Marian
na a
tremer;
é
muito lisongeiro
para
mim
que
me
coubesse
aqui
o
seu
primeiro
cui
dado.
Vejo
que
se
não
esqueceu
de nós...
—
Oh!...
nunca!... exclamou
o man
cebo
animando-se.
—
E
também
nós.
senhor;
nunca!...
Sem
se
poder
explicar
a
razão.
Celina
sentiu-se,
por
seu
turno,
perturbada,
co
meçou a
corar
muito,
e
conheceu
que
não podia
ficar
alli
mais
tempo.
Aquella
scena
de
amor,
como
que of-
fendia
sua
innocencia
de virgem.
Ella
er
gueu-se,
e
disse
a
Marianna
:
—
Devo
mandar
participar
a
meu
avô
a visita
do
senhor?...
—
Sim;
murmurou
a viuva.
Celina
deixou
a
sala.
Henrique
e
Marianna
ficaram
a
sós
por cinco
minutos. Marianna
não
era
mais
uma
senhora
casada
Quando, no
fim
dos
cinco
minutos,
entrou
na
sala
o
avô da
Bella
Orfã,
Ma
rianna
já
sabia
que
tres
annos
de ausên
cia
não
tinham
podido
arrefecer
a
paixão
ardente
que
lhe
votava
Henrique.
Era um
amor
que
recomeçava.
|
(Continua)
como
em
céu
profundo
uma estrella
so
litária,
despedem
seus
raios frouxos, que
vão
quebrar-se
por
campas,
onde
se
leem
letreiros
semi-gothicos,
que
conservam
os
nomes
dos
que
vieram
repousar
das
lidas
da
vida
á
sombra
da cruz:
lá
estão
os
sepulchros
de
Gil
e
Martim
d
’
Occem,
cu
ja
voz
era
como
uma
inspiração
de
ci
ma
nos
conselhos
dos
reis: lá
alvejam
os
jazigos
do
infante D. AíTonso, filhos
de
D.
Affonso 4.°,
e
o
de
Fernando
Sanches,
a
quem
o
nosso
eloquente
Luiz
de
Souza
chamou
bastardos
queridos
de
D.
Diniz:
por
ahi
dormem
muitos
p
bres
frades
cu-
_a
vida
não
foi
invejada.
Ossos dos
que
leram grandes
oa
terra, ahi jazem mistu
rados
com
os dos
que são
grandes no
Céu; venerável
é
o
templo,
solemne
é
a
orsção
que
lá
se
pronuncia;
porque
as
testemunhas
que
a
ouvem
são respeitá
veis!...
Mas
a
porta
da
antiga
egreja
ran
ge
nos
seus gonzos
de
bronze:
vae
abrir-
se
de
par
em
par: as
ondas.de povo
vão pre
cipitar-se
aos
pés
dos
altares:
o
sacerdote
vae
entoar
o
hyrnno
do
sacrifício, acom
panhando
pela voz
do
orgão.
Enlrae...»
«Não.—0
velho
templo
é
um
palheiro
do
commissariado
!!!...»
«Maldicto o
que
escarnece
de
Deus
!»
«Na
pa-ede
contigua
ao
rico presepe
da
Cartuxa
de
Laveiras,
que tantos
pri
mores
de esculptura
encerrava,
e
que
foi
despedaçado
depois
da
suppressão do
mos
teiro,
escreveu
um
praguento,
que visitou
aquelle
edifício,
a
seguinte
inscripção:
Tra-
clado
de
filosofia do
século
19.°
Qual
se
ria
o
letreiro
que
elle
poria
sobre
a
filo-
solico
palheiro
de
Santarém?
Provavelmen
te o
seguinte:
Cada
geração
depositou
aqui
objeclos
que
lhe
eram
mais
caros
...........
«Não
succederá,
em
geral,
aos verea
dores
das
nossas
camaras
o
que
suecedeu
as
astronomo,
que
embebido, em
suas
con
templações
não
viu
o
barranco em
que
se
despenhou.
Onde
ha
um
monumento
que
derrubar,
eil-os
a
aforoar
os
caminhos,
viellas,
e
encruzilhadas,
e
desgraçado do
velbo
edifício,
se encontraram
alguma
bar-
raca,
ou fojo,
que
accendesse
a
sua
raiva
niveladora
!
— Lá
começa
a
torre,
o
cas-
tello,
o
templo,
o
palacio,
ou
a
muralha,
a
desabar:
o
relevo gothico,
o
fuste
ou
capitel
da
columna,
o cippo
romano,
o
letreiro
de
sepultura
christã,
são
quebrados,
mettidos
entre
as
outras
pedras
de
calça
da;
os
carros,’
as
cavalgaduras,
e
os
ve
readores
passam tranquillamente
sobre
os
ossos do
passado,
sem
que
para
facilitar
o
transito
de
tão respeitáveis
personagens
seja
necessário
arrancar
o
musgo
ou
os
cogumellos,
que vegetam
pelas
pedreiras
visinhas.
•
«0
celebre Hogarth,
que
tão
bem apro
veitou
para
os
seus
deliciosos
quadros
as
scenas
de
caricatura
que
oíTerece
a
vida
civil;
Hogarth,
o pintor
da
Eleição
popular,
do
fíabequisla,
da
Plaléa,
do
Madraço,
e
até
dos
estragadores da
sua
famosa
arte,
perdeu
muito
em
não
viver
hoje
para
vir
dar
uma
volta
pelo
nosso
Portugal;
o
seu
mais
ridículo
quadro seria d
’
uma
sessão
de
certas
camaras
municipaes
*
em
que
se
decidisse
a
morte
d
’
um
velho
monu
*
«De
nenhuma
em
particular
falía
mos;
homens
de
juizo
ha-os
por
toda
a
parle;
e
quantos
vereadores
se acharão,
pelo
reino,
que
lamentem,
como
nós
a rui
ria
dos
monumentos
!»
mento.
«Imaginemos
cinco,
ou seis,
ou
mais
figurões,
sentados
á
roda
de
uma
banca,
(aliando
sem
juizo,
sem
decencia,
e
até
sem
grammatica,
sobre
os
melhoramentos,
e
proveitos
que
devem
resultar
ao mu
nicípio da
ruina
de
qualquer
antigo
edi
fício.
Lá
se
alevanta
um
d
’
elles,
gordo,
vermelho,
e
calvo;
é
o
Demosthenes
do
Conciliábulo,
aprendeu
a soletrar
pelas
tra-
ducções
do Contracto
Social,
e
do
Com
padre
Matheus:
um
palacio,
um
muro,
uma
egreja
d’
eras
remotas
fazem-n’o
estreme
cer de horror:
em
cada
ameia
de
castello
deserto
lhe
parece
enxergar
um
cavalleiro
coberto
d’
armas
ferrugentas,
ouvir
as
ba
dala
das
da
campa
feudal
tessoar
sobre
o
arco
da
torre
de
menagem.
Quizera
que
das
instituições
da
meia-edade,
nem
sequer
restassem
mudos
documentos,
porque
o
mesquinho
na
sua
ignorância
crè
que o
feudalismo,
absolutismo,
monachismo, e
mil
ismos,
que
elle
não
sabe
o
que são,
mas
sabe
serem
cousas mui
feias
e
car
regadas,
pódem
voltar
outra
vez.»
«Com as
boccas
semi
abertas
os
cida
dãos vereadores
o
escutam:
a eloquência
do
orador
é
como
a
de
Mirabeau: podé-
ramos chamar-lhe
o
que
o
poeta
Barthe-
lemy
chamou
ao
homem
da grenha
hirsu
ta,
furacão
de
carne
e
osso;
os
ânimos
com
movem-se:
os
cabellos
arrepiam-se:
a
sen
tença
contra
o monumento
vae
ser
ful
minada:
ha
um
instante
de terrível silen
cio:
o
presidente
pede
votos:
a terra
! diz
o
homem
da
calva:
a
terra
1
vão
repetin
do com voz
solemne
os outros
membros
do
Sanhedrim.»
«Então
o
secretario
lavra
o
fatal
ac-
cordam:
por entre
aquellas
letras,
logo
amarellas
á nascença,
e escriplas
com
penna
de
perú,
se
alevanta
no
meio de
cada palavra
uma
lettra
capital,
em
que
as
antecedentes e
consequentes
parecem
apoiarem-se.
Acabou-se
emfím a
primoro
sa
composição:
o
erudito
secretario
esten
de
o
papel
ao
respeitável
presidente,
que
embebido
no
intimo gozo
de
ter
feito
um
bom
serviço
á
patria,
o
recebe vira
do,
e
lhe
lança
no
topo
com
um
ademan
desdenhoso,
a cruz
do
seu
signal:
passa
aos
outros
juizes
a
tremenda
escriplu-
ra:
o
calvo,
que
já soletra,
vê
o
e.rro
do
presidente,
mas
não
ousa
oflender
o
seu
pundonor
litterario;
escreve
em
logar
competente
o
proprio
nome, e feito
isto
em
menos
de
meia hora, os
outros
dignos
membros
da
municipalidade
plantam
de
baixo
da
garatuja do Mirabeau
vdlão
um
ondeante
calvario.
Torre,
muro,
paço,
ou
quer
que és,
cuja
ruina
foi
decretada,
para ti
já
não
ha
salvação!»
—
«Que
o
trovador
dos
tempos
passa
dos
componha
o
seu
hyrnno
de
morte,
ao
som
dos
camartellos
do
progresso
e
da
civiiisação!
Nos
teus
lanços
desconjun-
ctados,
no
teu
cimento desfeito,
nas
tuas
pedras
estouradas,
nos
teus
fundamentos
revoltos,
foi
logo
escripta,
a ponta
de
pi
cão
e
de
alavanca,
a palavra
atrocíssima,
a
terra!
extraída
do calvario
municipal.
0 solo
sobre
que
pezavas
havia'
séculos,
desassombrado
de teu
vulto
enorme
se
converterá
em
um
aprasivel
soalheiro,
e
soalheiros
são
hoje
objeclos
de
primeira
necessidade
no abastado
Portugal.»
«As
cruzes
traçadas
pelos
vereadores
nos
fizeram
lembrar
de
certo
vandalico,
e
ainda
que
este
seja um
dos de
menos
monta,
sairá
a
terreiro,
já
que
tomou
a
dianteira na
serie das
nossas
idéas.
Junto
á
egreja
de
S.
Francisco,
na parede
á
porta
que dá
entrada
para
a
Bibliotheca
Publica
e
para
a
Academia
de
Beilas
Ar
tes,
estava
pregada
uma cruz,
com
uma
lagem
por
baixo,
onde
se
lia,
que
essa
cruz
fôra
feita
de
um pedaço
de
mastro
de
certa
nau,
que,
em
uma
viagem
da
índia,
estivera
a
ponto
de
se
perder,
e
que
fôra
salva
por
intercessão
não nos
lembra
de
que
sancto
...................
«Esta
pobre
cruz,
que
a
ninguém fa
zia
mal,
que
não
affeiava
os
alinhamen
tos
do progresso,
que
não
servia
para
calçar
ruas,
foi
arrancada
d
’
alli,
talvez
para
se
metter na
fornalha.
Mas para
que
se
dei
xou a
pedrada
inscripção?—
Arranque-se
também:
parta-se em
pedaços;
enterre-se
em
um cavouco. Certo
é
que
estamos li
vres
da
cruz;
mas
a
pedra ainda
nos
fal
ia
das epochas em
que
nossas
náus
se
afTrontavam
com
as
procellas
do
mar da
África e
da
índia, e
isso
eram
tempos
de superstição,
tempos
em
que
dos mas-
t'os das náus
se
tirava
o
symbolo
da
fé
christã:
hoje
um
ex-voto
similhante
fôra
impossível;
porque
até
a
palavra
náu
é
um
archaismo.
Apaguem-se,
pois,
todos
os
vestígios
da
nossa
antiga
barbaria:
sejamos
dignos
d
’
este
século
luminoso;
e
a
pos
teridade
fará
inteira
justiça
á
nossa
honra
da
memória»...
«Infamia
!»
...............
A
H
erculano
.
GAZETILHA
JFallecUnento.
—
Depois
de
pompo-
sissimos
officios
fúnebres,
que
tiveram
lo
gar
no
magestoso
templo
dos
Terceiros,
deu-se
ante-hontem
á
sepultura
o
cadaver
do
snr.
Domingos
de Carvalho,
honrado
negociante,
socio
da
respeitável
firma
Car
valho
&
C.
a
Deixou
testamento
cerrado, feito
ha
annos,
no
qual
institue
herdeiros
seus
primos,
os
snrs.
Carvalhos,
e
usufruclua-
ria
sua
ex.
ma
tia
a snr.a
D.
Rosa de
Carvalho.
Consta
que
havia
feito
um
ou
tro
testamento,
que
não
approvou,
no
qual
instituía
os
mesmos
herdeiros,
fazen
do
além d
’isso
varias deixas,
como
lem
branças.
Era
talvez
o
decano
dos
acluaes
negociantes
desta
cidade.
Era
um anceão
venerando
e
bemquislo.
A’
honrada
familia
Carvalho
os
nossos
sentimentos.
A
«Borboleta».—
Recebemos
o
n.
e
2
do vol.
2.°
da «Borboleta», que
vem
cada
vez
mais interessante.
Almanak
legítimista. —
Fomos
brindados
com
um
exemplar
d
’
e.ste
alma-
i>ak
para
1877,
l.°
anno
da sua
publi
cação.
Annunciar-lhe
a
apparição
equivale
á
sua
recommendação
a
todos
os
catholicos,
porque
a
todos
interessa.
0
seu
preço
é
de
160
reis,
e vende-se
no
escriptorio
da «Nação»,
Lisboa.
a
«Época».
—
Com
este
titulo
come
çou em
Guimarães
a
publicar-se
um
novo
jornal,
que
se propõe
advogar
os
interes
ses da
Religião
Catholica.
Damos
as
boas
vindas
ao
collega,
de
sejando-lhe
infinitas
prosperidades.
Antes assim.
—
Erradamente
infor
mados,
demo
*
ha
dias
noticia de
ter sido rou
bado
na
Povoa
do
Varzim,
um
dos
estabele
cimentos
d
’ourivesaria,
que naquella
villa
tem
o
snr. José
Ribeiro
Carramillo,
do
Porto.
Em
uma
carta,
porém,
que
temos
pre
sente,
affirma-nos
este
cavalheiro
que
tal
noticia
é
felizmente
destituída de funda
mento.
Antes
assim.
,VEi
*
sã«i.
—
0
bem
conhecido
missioná
rio,
o
revd.°
padre
Luiz
Augusto
Rodri
gues Vianna,
abriu
na
freguezia
de
Fer
reiros,
comarca
de
Amares, uma
missão
para
os
povos
d
’
aquelia
freguezia
e
limí
trofes.
Que
a
todos
aproveitem
os
esforços
do
zeloso
ministro do
Senhor,
são
os
nos
sos
votos.
JFesSãvidlad® ia» freguezia «Se
Ferreira»,
comarca d
’Amare».—No
passado
domingo
effectuou-se
na
freguezia
de Ferreiros,
da
comarca
d
’
Amares,
uma
pomposa
festividade
a
N.
Senhora
do
Ro
zario.
A’ rnissa
solemne
foi
celebrante
o
nos-
conterrâneo
e
amigo
o
digno
e
soílicilo
abbade d
’aquella freguezia.
Orou
o
muito
illustrado
abbade
de
Sabariz,
que
se
hou
ve
brilhantemenle.
0
discurso
de
s.
s.
a
foi,
em
verdade,
primoroso
e persuasivo,
e
sempre exornudo
das
mais beilas
flores
da
eloquência.
Felicitando
o
illustrado
sa
cerdote,
felicitamos
igualmente
os
paro-
chianos
de
Sabariz,
que
tão
dignamenle
s.
s.
a
pastoreia.
Questão
do Oriente. —
São singu
lares
aa
noticias
telegráficas
com
respeito
á
questão
do
Oriente. A
Rússia
prepara-se
para
intervir
isoladamente,
ao
que
p.irece,
forçando
a Turquia
a
fazer
o
que
ella
quizer
;
e
a
Inglaterra
parece
querer
deixal-a
in
tervir,
cruzando
os
braços
até mais
ver.
Não
ha
rasão
alguma,
opina o
conse
lho
de
ministros,
para
a
Inglaterra
intervir
na
guerra
entre
a
Rússia
e a
Turquia.
Por
seu
lado,
a França
toma atitude pas
siva,
e
faz extra-oflicialmente idêntica
de
claração,
sem
que
impeça
uma
e
outra
o
celebre
tratado
de Paris,
até
agora
tão
cita
do.
0
que
explica
esta altitude?
Será
a
al-
liança
dos ires
imperadores,
em
que
os
jornaes
agora tanto insistem
?
Com
o
as
sentimento
dos
seus
alliados
ou
sem
elle,
a
Rússia
enviou
pelo general
Ignatieff
á
á
Turquia
uma
notificação,
de
certo
re
sultado
da
conferencia
da Lavidia,
ao
que
póde decidir
a
questão,
diz
o
telegrafo.
E
’
uma
intimação
formal,
decerto.
Qual
será
o
seu
resultado?
—
pergunta
o
Diário
de
Noticias.
Guerras na África.—
Chegam-nos
por
diversas
vias
informações
surnmamen-
te
graves
ácerca
das
guerras
que
actual-
mente
agitam
diversos
pontos
da
África
oriental
e
Occidental
nas
visinhanças
dos
domínios
da
corôa
de
Portugal,
cuja
in
tegridade
é
necessário
zelar
e
garantir
em
momentos
de
tanta
agitação.
Por
essas
informações
verão
os
leitores
quanto
nos
interessa estar ao facto
do
que
se
passa
em
Dahomey,
em
cuja
costa
está
encravada
a
nossa
fortaleza
de
Ajudá;
e
no
Trans
waal, que
demora
a
pouca
distancia
de
Lourenço
Marques,
aquella
invejada
Dala-
goa
Bay
dos
inglezes.
Por
diversos
cami
nhos
se
vae a
Roma e
a
destruição
da
republica
dos
boers,
ião
nossa
amiga
e
alliada,
póde
preparar
a ruina
de
Louren
ço
Marques,
diz
o
«Diário
de
Noticias».
—
â
sublevação dos indígenas na fron
teira
do
Transwaal.
—
São de 23 de
se
tembro
as noticias
que
temos
do
Trans
waal.
Augmentára
o
encarniçamento
na
guerra
d
’
aquella
republica.
Formaram
al-
liança
o
rei de
Zulu,
Cetchwayo
e
outros
chefes,
mas
ainda
não
tinham
tomado
ne
nhuma
acção
decisiva.
Fôra
tempestuosa
a
sessão
na
camara
de
Transwaal,
para
votar
um
pesado
imposto
de
guerra.
0
governo
do
Natal
recusou
enviar forças
para
proteger
os
mineiros,
mas prometteu
intervir
se
for
necessário.
0
«Cape
Argus»
diz que
as
cousas
em
Transwaal apresen
tam
mau
aspecto,
e
o
governo
apparen-
temenle
está
a
cair.
Os
súbditos
inglezes
residentes
em
Transwaal,
pediram
ao
go
vernador
Barclay,
do
Cabo
da
Boa
Espe
rança,
protecção.
porque
em
conformidade
com
a
lei
do
alistamento estrangeiro,
ap-
provada na camara
do
Transwaal,
nega
vam-se
a
fazer
serviço
militar
n
’
aqueila
republica.
Muitos dos
sublevados dos
districtos
dos
diamantes
vieram
juntar-se
ás
forças
do
presidente
Burgers,
attrahidos
sem
du
vida
pelo
engodo da
insinuada
pilhagem
ou
saque. U
capitão
von
Schlickmann,
hollandez,
tinha
organisado
um
corpo
de
voluntários
para
extinguir
a
insurreição
e
occupar
Steclprot
e
River
Fort.
Estas
for
ças
já
tiveram alguns
combates
com
os
secocoenis
e
destruíram
varias povoações.
Os
voluntários commettiam
impune
mente
grandes
atrocidades,
roubando,
ma
tando mulheres
e
creanças,
e
destruindo
as
plantações.
Escrevendo
para
o «Independem»,
do
Cabo,
o
capitão
hollandez
não
negava
o
facto
das
atrocidades,
mas
que
seria
im
possível
evitar
a
morte
das
mulheres,
por
quanto
a
400
metros
de
distancia,
n’a-
quellas
paragens,
as
mulheres
não
se
dif-
ferençavam
dos
homens.
Os
secocoenis
enviaram
uma
nota
ao
capitão
Sclickmann
afiançando
que
a
pre
sente
guerra não
era contra
os
europeus,
mas
contra
os boers
do
Transwaal;
ao
que
o
capitão
respondeu
que
o
intento
era
sómente
acabar
a insurreição,
e amea
çou
com
a
morte
os
portadores
de
qual
quer
outra
missão,
da qual
não
resultasse
a inteira
submissão
dos
insurgentes.
Na
camara
de
Transwaal
o
presiden
te Burgers
disse
que
era
urgente
reorga-
nisar
o
exercito
da republica,
e
estabele
cer
uma
força
para
vigiar
as
fronteiras;
e
prometteu
apresentar
á
camara
a
cor
respondência
com
o
governo
inglez
ácer
ca
da
questão
da
confederação.
O
commercio
em
Transwaal
está
para-
lysado. Tem
havido
fallencias
e
esperavam-
se
mais.
Os
secocoenis
continuavam
a
queimar
e
roubar
os
districtos
de Leydenberg.
Em
geral,
a
imprensa
da
cidade do
Cabo
censura
os
actos
voluntários
e
mer
cenários
do
capitão
Schlickmann
e
diz
ao
governo
inglez
que
intervenha
nos
negó
cios
da
republica
para
regularisar
o
seu
estado
de
desorganisação,
visio
que
o
go
verno
do
Transwaal
não
tem
meios
nem
homens
seus
para
continuar
a guerra.
—
Luta
em
Ashantee.
Um
telegramma
da
África
Occidental
diz
que
rebentou
no
va
guerra
em
Ashantee
o
que
as
tropas
de
Coffee
Galcalli
foram
derrotadas
e
es
se
chefe
ficou
prisioneiro
dos
mensaties.
—
Hloqueio
de
Dahomey
.—
-Continua
com
rigor o
bloqueio
de
Whydáh.
O
commo-
dore
Hewetl
esperava novas
inslrucções
do
governo
inglez.
Fallava-se
de
que
da
questão
com
o
rei
de
Dahomey
resultaria
a guerra com
a
Inglaterra
e a
França.
O que
se
julgava
da maior
diflículdade
era
o
modo
de
resgatar
os
europeus,
que
ain
da
se
acham
em
refens
n
’
aquelle
paiz.
As
correspondências
de
África
oriental
diziam
hontem tabem
que
se
receia
em
Lourenço
Marques
algum
ataque
á
nossa
colonia,
por
parte
dos
cafres.
Confirma-se
infelizmente
a
noticia
da
morte
do
snr.
Paiva
Raposo,
assassinado
pelos
indígenas,
conforme
ha
dias
noticiámos.
—
Os habitantes
do
districto
de Qui-
limane
solicitaram
do
governo
a
creação
de
um
corpo
de
600
praças,
receiando
da
emancipação
que
vae
ser
dada aos
libertos
na
província
de
Moçamnique.
Degeoberta csarãosa.
—
Na
commu-
na de
Bérus,
perto
de
Alençon,
andando
uns
operários
a
construir
a
estrada
vici
nal
da
aldeia
de
Bérus
a
Arçonnay,
des
cobriram
uma
duzia
de esqueletos
muito
bem
conservados
e
remontando
a
uma
al
ta
antiguidade.
Os
ossos
são
d
’
um
tama
nho
descommunal;
principalmente
um
cra-
neo
é
de
dimensões
espantosas.
Estes
esqueletos
estavam
collocados
em
terra
n
’
uma ordem
particular;
mas
tinham
a
cabeça voltada
para
o
Oriente,
outra
para
o
parle,
protegidos
á
direita
e
á
es
querda
por
duas
grandes
pedras;
alguns
estavam
rodeados
de tres
pedras.
Foi
também
encontrada
uma
medalha,
quasi
completamente
gasta;
lêem-se-lhe
apenas
as
lettras
BAN.
Instrucção
primaria. —
P
or
des
pachos
de
14
do
corrente
mez
:
Districto
de
Braga:
João
Correia
Portella, professor
vitalí
cio
da cadeira de ensino
primário
da
fre
guezia
de
S.
Pedro
de
Valborn, concelho
de
ViIla
Verde
—
transferido
para
a
de
Adaufe,
concelho
de
Braga.
José
Gonçalves
Neiva—
provido,
por
tres
annos,
na
cadeira
de
Farelães,
freguezia
de
Viatodos,
concelho
de
Barcellos.
Luiz
Augusto
Barbosa
—
idem
na de
Roriz,
concelho
de
Barcellos.
Districto
de Vianna
do
Caslello
:
Joaquim
Frmino
de
Abreu,
habilitado
com
o
curso
da
escola
normal
de
Lisboa
—
provido,
por
tres
annos,
na
cadeira
de
ensino
primário
de
Punhe,
concelho
de
Vianna
do
Caslello.
José
da
Costa
Lima — na de
Ganfey,
concelho de
Valença.
José Joaquim
d
’
aAraujo—idem
na
de
S.
João
de
Nogueira,
concelho
de
Vianna
do
Caslello.
Manuel
Lopes
Malheira, habilitado
com
o
curso
da
escola
normal
de
Lisboa
—
idem
na de
Allife,
concelho
de
Vianna
do
Cas-
tello.
Os
in<|lezes, noggos «fieis aliía-
«Ins».
—
O
«Jornal
das
Colonias» publica
a
seguinte
carta do
snr.
Thomaz Ribeiro:
vllltn.
0 e
exm.9
snr.
ministro
do
ul
tramar
e
dos
negocios
estrangei
ros.
«Interrompendo
uns
estudos
que
a
res
peito
das
nossas
possessões
no
ultramar
lenho
publicado
n’
este
jornal,
ousei
pro
porcionar-me
a
distinclissima honra
de
me
dirigir
a
v.
ex.
a
a
respeito
da
ques
tão
que
na
aclualidade
me
parece
mais
grave
para
nós.
V.
ex.
a
sabe
que
o
pseudónimo
com
que
subscrevo
o
meus
artigos
n
’
este
jornal,
se
porventura,
alguma
vez
os
leu,
substilue
o
nome
d
’
um
homem
que
é
amigo
since
ro,
partidário
leal,
respeitador
e
admi
rador
convicto
de
v.
ex.
a
e
que sabe
fa
zer
justiça
ao
patriotismo,
á
illustraçào
e
á
energia
de caracler
de
que v.
ex.
a
tem
dado
provas,
mais
que
sobejas,
em
todos
os
seus actos e
em todos
os
seus
escri-
ptos.
Já
vê
que
o
procuro
como
amigo
e
amigo
que
não
receia
suspeitas.
«Atém-te
á
Virgem
e
não
corras»
ou
aquelle
modilho hispanhol :
«Venieron
los
sarracenos
y
nos
molieron
a
paios,
que
Dios
ayuda
a
los
maios...
quando
son
mas
que
los buenos.»
Desculpe
v.
ex.
a
se
o
fiz
sorrir
com
recordações
poéticas, tão
da
indole
de
v.
ex.
a
;
e não
lhe
peze,
que se:
«não
fazem damno
as
mnzas
aos
doutores»
também
o
não fazem
aos
ministros.
Dou
a
v.
ex.
a
por
teslimunha.
Quaes
são os
nossos
alliados,
snr.
mi
nistro
dos negocios estrangeiros?
Bem
sei,
aponla-me
a
Inglaterra.
E
que
espera v.
ex.
a
d’
a!i, snr.
minis-
nistro
do
ultramar
?
Deixemos
o
passado
que
é
monstruo
so,
especialmenle
desde
a cedencia
de
Bombaim;
direi
apenas
de
passagem
que
nunca
d
’elles
houvemos
senão
damnos.
No
presente,
que
dizem
a
v.
ex.
a
a
ques
tão
de
Surrate?
a
do
Zaire?
a
de
Daho-
mey?
e
em
fim
a
mais eloquente
de
to
das,
a
guerra
á
ultima
hora
com
a
repu
blica
Transwal?
pois
aquella
não
é
a
res
posta
á
sentença
de
Mac-Mahon
na
ques
tão
de
Lourenço
Marques?
pois
não
o
dizem'claramente
osjornaes
inglezes?
Não
estamos
presenciando
a
violação
constan
te
de
todos
os nossos
direitos
na
África
oriental
e
Occidental,
na
Asia,
e
onde mais
nos
encontrar
a
garra
do
Leopardo?
Não
venho
dar-lhe
novidades;
melhor
do
que eu
sabe v.
ex.
a
os
factos
a
que
me
vou
referir;
não
venho
dar
lhe
conselhos;
fôra
imperdoável
immodestia
além
de
es
cusada
fadiga
;
venho conversar
com
v.
ex.
a
satisfazendo
d
’
êste
modo
as
exigên
cias
da
minha
saudade,
visto que as
infi
nitas
occupações
do
seu
cargo me
não
consentem
que
o
procure na
sua
casa
e
menos
ainda
no
seu gabinete.
Snr.
ministro,
ha
muito
quem
imagi
ne
que
a
pasta
dos
negocios
estrangeiros
em
Portugal é
uma
excrescencia
luxuosa
na
distribuição
dos
trabalhos
do estado;
que
excepluando
aquelle
gabinete
onde
siniillam
profuzamente
os
placares
e
bu
giarias
destinados
a exportação,
podia
re
duzir-se
o
ministério
á repartição
dos
ne
gocios consulares.
Eu
não
sou
d
’este
pa
recer.
Os
paizes
como
Portugal
que
não
podem
metler-se
a
fazer-se
respeitar
ex
clusivamente
pela
força do
seu
exercito,
carecem
de
se
amparar,
mais que
os gran
des
impérios,
n
’
uma diplomacia cordata,
patriótica,
modesta
sem
ser
mesquinha, e
mais
que
tudo,
ajuizada.
A
não
ser
isto,
era
melhor
nenhuma.
Não
ouso aflirmar
que
a
nossa satisfa
ça
a
todas
estas
condições.
Os
paizes
como
Portugal carecem
de
aliianças
que
tornem
seguros
e
acreditá
veis os
interesses
dos
alliados.
O
interes
se
é
o
lado
pratico
dos
tratados.
Isto
de
simpathias,
de
justiça
social,
de
princípios
humanitários,
só
por
si,
faz
sempre
lem
brar o ditado portuguez
:
Já
nos
mataram
Macau
(os
verdadei
ros
tufões
são
elles),
já
nos
mataram
a
India ;
tem-nos
tido
morta
a
África
;
ago
ra,
que
ella
parecia resurgir, lá
desceu
a
garra,
lá
se renova a
agonia.
Que
mais po
demos
nós consentir, snr.
ministro
do
ul
tramar
aos
nossos
fieis
alliados?
Isto,
snr.
ministro,
se
é
uma
alliança,
parece
um
protectorado,
cujos
tributos
de
suzerama
cobra a
esmo,
largamente
e
em
toda
a
parte
a Inglaterra.
Defende-nos
contra
as
nações
estran
geiras
como
a
fera
defende
a
sua
preza.
V.
ex.
a
não
póde
consentir
isto.
Quer
que
lhe
diga
todo
o
meu
pen
samento?
No dia
em
que
a
Hispanha
qui
zer negociar
com
a
Inglaterra,
os
nossos
fieis
alliados
retiram
toda
a
protecção
que,
por
proveito seu,
nos
fingem
dis
pensar
no
continente.
O preço
do
convénio
hão
de
ser
as
nossas
possessões,
algumas
ou
todas.
V.
ex.
a
é
muito
illustrado
para
saber
onde póde
procurar
as
aliianças
de
que
precisamos.
E,
snr.
ministro,
precisatnol-as
muito,
e
já.
Deponho
a
minha
esperança
na
fé
que
v.
exc.
a e os
seus
collegas
ine
inspiram.
—
Thomaz Ribeiro.
«íperaçã» detieada.—
No
dia
19
foi
operado o
filho
do
general
Lermont
para
lhe
ser
extrahida
do
peito a
bala,
que,
n
’um
momento
de
desespero,
linha
melti-
do
em
si
com
um
tiro
de
revvolver.
O
pro-
jectil
havia entrado
no
peito
por
cima
da
mamicula
direita,
seguira
.a
travezdos
dous
pulmões,
e
tinha
ido
cravar-se
na parede
esquerda
do
peito,
por
baixo do
braço,
e
abaixo da
linha
horisontal
do
buraco
da
entrada.
Foi
conhecida
pela
dôr
circum-
scripta
accusada
pelo doente Operou o
snr.
Alves Passos, com
assistência dos
snrs.
Valle
e
Marques
Coelho,
cirurgiões
militares.
A
operação
correu
com
grande
felicidade
para
o
doente,
que
se
acha
em
estado
esperançoso
de cura,
(Regeneração.)
Cas»
tle
saude.—
Foram
alli
opera
dos,
na
semana
finda,
3
doentes,
que
es
tão
em
convalescença.
Os
doentes
dizem
maravilhas
do bom
tratamento
e
pontua
líssimo serviço
de
enfermagem
e assistên
cia.
Era
tempo
de
que
ião
ulil estabele
cimento
se
realisasse
em
Braga, onde tan
tos
enfermos,
que
de
longe
vinham
con
sultar
os
nossos médicos
e
aqui
seguir o
tratamento
respeclivo,
se viam
obrigados
a residir em
hospedarias,
onde
não
póde
haver
os
cuidados
e
conforto
indispensá
vel
no
tratamento
das
doenças. (Idem.)
Grande
ineeiatlio.
—
Um
immenso
incêndio
acaba de
destruir
os armazéns
de Londres,
conhecidos
sob o
nome
de
New-Wharf-Flour.
Estes
edificios, que
tinham
sete
anda
res.
serviam
ao
mesmo
tempo
d
’
arma-
zens
de
manufactura
e
d
’
ateliers
;
encer
ravam
nm
moinho d’
arroz
e
eram
occupa-
dos por
M.
M
Woodbridge
e Smilh,
que
tinham
em
deposito,
no
momento
do
si
nistro,
mercadorias
importando
n
’
um
va
lor
enorme.
A
’
s
10
horas
da
manhã do
dia
13
a
noticia
de
que
o
fogo se
tinha
declara
do
chegou
ao
correio
de
Deplford.
250
bombeiros
foram expedidos
logo
com 20
bombas
a
vapor.
Antes
das
11
horas,
os
tres
primeiros
andares
onde
estavam
es
tabelecidos
os
moinhos
d
’arroz apresen
tavam
uma
só
massa
de
chammas
e
o
ca
lor
era
tão intenso
que
se
receou
um
in
stante
que
o
fogo
se
communicasse
á
fa
brica
de crtoíole
situada
a
alguns
me
tros
de
distancia.
Sabe-se que
o
orgão
embebido
incha
consideravelmente; a
agua
da
bomba,
cahindo
sobre
milhares
de
saccos
d
’ar-
roz,
de
trigo
e
de
cevada,
veio
augmen-
tar o
volume
d
’estes grãos
e
dar-lhes as
sim
uma
força
de
pressão
bastante
sensí
vel
para
abalar
as paredes,
que
vacilla-
vam
já
sob
a
acção
do
fogo.
Os
lados
és-
te
e
norte
desabaram
com
um
fragor
si
nistro
em
quanto
que
os
bombeiros
recu
savam
soltando o seu
grito
de
Takeheed.
Ao
meio dia,
as
chammas
cevavam-se
com
uma
verdadeira
furia
e
altingiam
o
sexto
andar.
O
immenso
telhado
que
cobria
o
deposito abateu,
assim
como
uma
parte
da
fachada
que
dava
para
o
rio.
Os restos
foram
lançados sobre
duas
barças
que
soçobraram
immediatamente.
Uma
continha
750
saccos
de
grão
;
a
outra
780.
A
’
s
quatro
horas
depois
do
meio
dia,
o incêndio
não
estava
completamente ex-
tincto,
mas
já
ninguém
se
inquietava.
Encontrou-se
nos
escombros um
cofre-
lórte
á prova
de
fogo
encerrando
intactos
os livros
de
commercio
e
valores
consi
deráveis.
As
perdas
cobertas
por
seguros,
são
avaliadas
em
2
milhões
e
meio
de
fran
cos
fj.
da
Manhã.)
Grave
eonflicto. —
Houve
grave
con-
llicto no
Rio
de
Janeiro
no
dia
em
que
se
festejava o
anniversario
da Independên
cia.
Dois guardas urbanos
prenderam
um
capoeiro na
rua
de Gonçalves
Dias,
e
quan
do o
levaram prezo,
ao
passarem
pelo
lar
go
de
S.
Francisco,
em
frente
do coreto
onde
tocava
a
banda
dos
imperiaes
mari
nheiros,
algumas
praças d
’esle
corpo
ag-
grediram
n
’
os
no
empenho
de
se
apodera
rem
do
capoeira.
Os
guardas
defenderam-
se
dos
seus
adversários,
auxiliados
já
por
grande
numero
de capoeiras armados
de
cacetes,
navalhas
e
pedras.
Accudiu
um
piquete do
corpo
militar
de policia que
conseguiu
com
uma
carga
aífastaros
amotinadores
da
frente da
esta
ção
onde
fez
alto para
a
defender.
De
nada
serviam
as
louváveis
diligen
cias
do
sr.
dr
chefe
de
policia,
que,
ex
pondo
a
sua
vida,
procurava
pacificar os
amotinadores.
Em
todos
os
pontos
do
lar
go
de
S.
Francisco,
eram
desacatados
e
até
desarmados
os
urbanos
que
de
volta
do
serviço
se
recolhiam
á
estação.
Com
a
noticia,
porém, de
que
estava
a
chegar
uma
força
de
cavallaria, a
banda
dos
im-
aeriaes
marinheiros,
que
estava
no
coreto
e
que
não tinha
tomado
parte
no
conflicto,
desceu
pela
rua
do Ouvidor,
seguida
por
grande numero
de
capoeiras,
que
como
tro-
pheus
de
sua
vicloria,
conduziam
reffes,
barretinas,
navalhas
e
pedaços
de
galhar
detes.
Appareceu
afinal
o
piquete
de
ca
vallaria
policial,
que
se
dirigiu
para
o
lar
go
de
S.
Francisco.
Algumas
praças,
contra
a
ordem
do
commandante
desembanharam
as
espadas
e avançaram
um
pouco.
O
sr.
dr.
chefe
de
policia,
prevendo
as
desgraças
que
um
tal
procedimento
podia
acarretar,
interpoz-se
entre
o
povo
e
a
tropa,
obrigando esta
a
que
embainhasse
as
espadas,
no que foi
immediatamente
obedecido.
Ainda
assim,
não
foi
possível
que
o
povo,
que
se
achava
agglomerado
no
lar
go
e
na
rua
do
Ouvidor,
com a precipita
ção da retirada,
não
se
deixasse
de
airo-
pellar, o
que
deu logar. a
vários
protes
tos.
O
povo
foi
pouco
a
pouco
abando
nando
os iogares
dos
conflictos
e
depois
das
10
horas
da
noite
estavam
os
ânimos
mais
tranquillos.
—
(Do Campeão
das Pro
vindas.)
.TI
íbsb
de
requiem.—
Germano
Au
gusto
de
Moraes
Caídas manda
celebrar,
na
manhã
da próxima
quinta-feira,
uma
missa
de
requiem,
para
suffragar
a
alma
de
seu
saudoso
e
sempre
chorado
pae,
José
Joaquim
de
Moraes.
Para
assistir a
este
acto,
que
terá
lo
gar no
templo
dos
Terceiros,
convida
os
seus
collegas
da
classe
escolástica
e
todos
os
seus
amigos.
Appelo sí
caridade publica.—
Lembramos ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edade,
moradora
na
rua
de
Infias
n.°
8o,
a
qual
se
acha
entrevada
ha 14
annos,
e
sem
meios
de
subsistência.
UI/TIUOS
TELEORÃlfffiM
O A
AKEUIi
MAVAS
MADRID,
20—O
duque
de
Montpensier
foi
visitado
pelos
ministros
e
diversas
aucto
ridades.
O
duque parle
segunda
feira
para
Sevilha.
VIENNE,
20
—A
«Correspondência
po
lítica»
insere
um
telegramma
de
S.
Peters-
burgo,
em
data
de
20,
aífirmando
que
ha
perfeito
accordo
entre
a
Rússia
e
Áustria.
Crê-se
que
o
embaixadorjda
Rússia
o
ge
neral
Ignalieff,
conjunctamente
com
as
cre-
denciaes,
que
tem
de
apresentar ao sultão
Abbdul-Hamid
é
lambem
portador
de
uma
notificação
cujas
consequências
podem
di-
cidir
a
situação.
Foi
desmentido
o
boato
da existencia de
uma
convenção
entre
a
Rnssia
e
Rou
ma
nia.
Dervisk
Pachá
ordenou
na
Albania
a
leva
de
todos
os
homens
de
20
a
40
an
nos.
MADRID,
21.
—
A
«Gaceta»
publica
um
decreto
real
ordenando
a
todas as
auctoridades das províncias
de
Hespanha
garantam
as
marcas
de
fabricas
francesas
conforme
a
convenção
de
30
de julho,
as-
signada
pelo
embaixador de
Molins e
mi
nistro
dos
estrangeiros,
francez, Decaz.es
.
Os
representantes
de
Portugal,
Ingla
terra,
Estados-Unidos, México, Bélgica
e
Italia
assistiram
hontem
á
soirée
Heldoma-
daria
na
presidência
de
conselho
de
mi
nistros.
LONDRES
20
—
Recebeu-se
hontem
na
bolsa
numerosas
assignaturas
para
uma
exposição,
manifestando
confiança
no
mi
nistério.
A
companhia
de
seguros
Lloyd
’
s
exije um
prémio
addicional
de 10
shillings
p.
c. aos
navios
franceses
e
allemães
que
fasem viagens
entre
os
portos
do
Pacifico
e
Báltico
e
os
de
Inglaterra.
Em
virtude
das
resoluções
do
conselho
de
ministros
não
haverá
ultimatum
como
declaração
in-
directa
de
guerra
nem
sessão
de
outomno
para
parlamento.
A
Inglaterra
não
tem
rasão
alguma
para
intervir
na
guerra
entre
a
Rússia e
Turquia.
Comtndo
o
governo
britânico
reserva
a
sua
liberdade
de
acção
para
o
caso
em que
estejam
comproinelli-
dos
os
interesses
ingleses.
Entretanto
não
se
receia
uma
acção
isolada
e immediata
da
Rússia.
BANCO
C0MMERG1AL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limilada.
Resumo do activo e
passivo esn
30
de setembro de
18 3G
AcSi
vo
Acções
de
Bancos
e Com
panhias
.........................
Acções
para
emitlir.
.
Agencias
.............................
Caixa
...................................
Despezas d
’
installação.
.
Casa
forte
.......................
Empréstimos
a
Gamaras
Muuicipaes.......................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos
s.
penhores.
Letras
em
carteira
.
.
.
Moveis
e
utensílios.
.
.
Diversas
contas
devedoras
Valores
depositados.
.
.
Créditos....................... .....
Accionisias
.......................
Contas
correntes .
.
.
16:661000
1.700:000000
7
:667075
23:733035
1:627056
495045
32:6100366
23:1680000
11:2350506
240:4830641
.
1:8330675
8:1780678
.
3:7820240
.
10:9670244
10:1710000
.
49:3190165
2
141 9360642
Passivo
Capital
..........................
Credores
de
valores
de-
2.000:0000000
positados
.
.
.
3:7820240
Depositos
a
praso.
.
•
67:4130678
Depositos
á
ordem.
35:3380184
Devedores
e
credores
ge-
raes
........................
•
13:3620512
Fundo
de
reserva.
.
•
•
1 :OOO0OOO
Ganhos
e
perdas.
•
6:7320818
Letras
a
pagar.
.
•
13:2770280
Dividendos
.
•
•
1:0090900
2.141:9360642
Banco
Commercial de
Coimbra,
11
de
outubro
de 1876.
Os
gerentes.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(277) (4373)
imracimms
A
viuva,
filhos
e
parentes
do
fallecido
snr.
José Joaquim
d
’
Oliveira,
não
poden
do
agra
lecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
os
snrs.
que
acompanharam,
e
assis
tiram
aos
ofiicios
do
mesmo
fallecido,
o
fazem
por
este
meio, protestando
a
todos
o
seu eterno
reconhecimento.
Braga
18
de outubro
de
1876.
(4371)
Manuel
Antonio
d
’Oliveira.
D.
Anna
Joaquina
Branca
e
seus filhos,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as pes
soas
de
suas
relações, que
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
sempre
chorado
esposo»
e
pae,
se dignaram
comprimenlal-as e con-
solal-as
no
meio
da
sua
dôr,
protestando
a
todas a
sua eterna
gratidão,
e
aprovei
tando
esta
opportunidade,
pedem
descul
pa
de
ha
mais
tempo não
lerem
dado
cumprimento
a
este
tão
sagrado
dever.
s®
ANNUNCIOS
Companhia Edificadora
e
Indus
trial Bracarense
Sociedade
anonycna de responsa
bilidade
limitada.
A
reunião
da
assembleia
geral
extraor
dinária
d’
esta
Companhia,
que
estava
an-
nunciada
para
o
dia
21,
ficou
transferi
da,
por
falta
de
numero
legal
d
’accionis-
tas
para
quinta
feira
26
do
corren
te
ás 11
horas da
manhã.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
João Carlos Pereira Lobato.
(4380)
Perdeu-se
na
cidade
de
Braga,
no
dia
18
do
corrente
a
quantia
de
I00$000
rs.,
sendo
20
libras
em
ouro,
e
2
moedas
de
5$0(.i0
reis,
cuja
quantia
estava
embrulha
da em
papel
amarrada
com
um
lio.
sen
do
este dinheiro
perdido
desde
a
rua
No
va
de
Sousa,
campo
da
Praça
Municipal,
campo
de
D.
Luiz
I,
rua dos
Capellistas,
largo
da
cadeia até
á
rua
do
Souto;
pe
de-se
á
pessoa
que
a achasse
o
favor
de
a
entregar
a
seu dono
Antonio
Joaquim
da
Cruz
da
freguezia
de
Fonte
Arcada,
da
Povoa
de
Lanhoso,
ou
em
Braga
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Dias
Pereira,
rua
dos
Capellistas
n.°
19,
que
se
grati
ficará.
Fonte
Arcada
da
Povoa
de
Lanhoso,
23
de
outubro
de 1876.
(4381)
xarope
peitoral
mouco
DE
■v
s 12
1 za
E«te
xarope,
depois
de
numerosas ex
periências,
foi
reconhecido
como
eflicaz
na
cura
de
todas
as
tosses
rebeldes,
bron-
chites,
coqueluches,
calarrhos
e
todas
as
affecçôes
do
rei
to.
Deposito na
Pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(264)
(4282)
CiRRESRA
HÍIRIA
Antonio
Garcia,
de Villa Verde,
faz
publico
que
continua
com
sua
carreira
diaria
entre
esta cidade,
Villa Verde e
Pico
de
Regalados.
Preços
e
horas
os
mesmos.
O seu
escriptorio
n
’
esta cidade
é
em
casa
do
snr.
Manuel
de
Barros,
La-
toeiro.
Esquina
do
Chãos
de
Baixo
n.°
13.
Villa
Verde 17 de
setembro
de
1876.
(4366)
Antonio
Garcia.
Araújo
Ribeiro, do
campo
de D.
Luiz
1.
°
n.°
I, faz
publico que
despediu
os
seus empregados,
Custodio
Augusto
Duar
te
Costa, e
Álvaro
Augusto
Leite Bibeiro,
e
previne
a
todas
as
pessoas
que não se
responsabilisa
por
qualquer
divida
que
os
mesmos
façam.
Braga 1
de
outubro
de
1876.
Retratos baratos —
yl 1$000
rs.
a
duzia.
4 —
RIA WOS CAtPIíIXIST&S—4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theopliilo
Santiago,
photographo,
tira
retratos pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevcados.
(4343)
COLLEGIO
BRACARENSE
DE
S.
JOSÉ ■ .
Esaa
do
Arsjc», sa.°
N
’
este
novo
estabelecimento ha
lecciona-
ção
das
seguintes
disciplinas,
pelos
profes
sores
:
Instrucção
Primaria, José Valerio
Ca
pella.
Portuguez
do
i.°
e 2
0
anno,
padre
Manuel
Ribeiro
de
Castro, e
padre
José
Maria
Rodrigues.
Bhetorica, padre
Manuel
Ferreira
Mar-
nòco
e
Sousa.
Francez,
João
José
Alves Xavier
de
Araújo.
Conversação franceza,
idem.
Latim
e
Latinidade,
Dr.
João
Manuel
Correia.
Inglez,
idem.
Allemão,
idem.
Hebraico,
idem.
Desenho,
João
José
Alves
Xavier
de
Araújo.
Grego,
Dr.
Patrocínio
da
Costa.
Italiano,
idem.
Geometria,
Alferes
Zeferino
Moraes
e
Moita.
Malhematica,
Dr.
Patrocínio
da
Costa.
Inlroducção,
idem.
Philosophia,
Dr.
Manuel
Messias
Men
des
Fragoso.
Geographia
e
Historia,
idem.
Commercio.
João
José
Alves
Xavier
d
’
Araujo,
e
Alferes
Zeferino
Moraes
e
Moita.
O
preço
de
cada
uma
d
’
estas
discipli
nas
é
de
1:5000
reis
por
mez,
á
exce
pção
de
Malhematica
e Inlroducção
que
é
<le
1^500
rs.,
e
a
de Commercio
que
será
de
2^000
rs
Haverá,
além
d
’
estas
disciplinas,
aula
de
Canto.
Piano,
Rebeca,
Flauta,
etc.,
de
duas
licções
por
semana, a
200
rs.
por
cada
licção.
Os
alumnos
que
se
matricularem de
pois
do mez
de
outubro
pagarão,
além
da
quantia
estipulada,
mais dez
por
cento
por
cada
mez
atrazado.
(4369)
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o diploma
de
doutor
ou
de bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta
registada
a
Mediçus,
13, praça
do
Rei,
J<rsey.
(In
glaterra.)
*
(31 -li)
ASE
XOSS.A.
Aluga-se
a casa n.°
48
da roa dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhoia.
Tem
dois
andares ele
gantes
de rica
esquadria,
boa
loja
e
gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
DECLARAÇÃO
Manual
Henriques
Serrão
da
Veiga,
de
clara,
para
os
fins convenientes,
que
se
não
responsabilisa
por
qualquer
divida
que
faça sua
mulher
D.
Maria
da
Gloria
Ama-
lia Serrão
da
Veiga,
pois
que
para
isso
não
está
por
mim
auclorisada.
(4377)
HGGG,
Pharmaceutico, 2, rua de Castiglione, Pariz,
unico preparador.
Debaixo
desta
forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este
precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a sua efficacia he então certa.
As
Pilulas
de lloog
são de trez preparações differentes:
1®
PILULAS DE HOGGr com pepsina pura,
contra as mães digestões, as azias,
os
vomitos
e outras
affecçôes especiaes do
estomago.
2°
FILULAS
DE HOGG com pepsina unida ao ferro reduzido pelo hydrogenio,
para
as affecçôes
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito fortificantes.
3»
PILULAS DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável
para
as doenças escrofulosas, lymphaticas
e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos
tinham de
muito excitante sobre
o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares,
nas principaes pharmacías.
Deposito
em |,is|„.n. o snr. C. G. Barreto —
n ° 28 « 30 — Coreto
<34
•'
tf
alcatrao
barberon
Unico
que
contém todos os princípios
balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores e
nas mudanças
de estação, impede que a agua se corrompa : é uma
bebida hygie-
nica
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BâRBERON.
com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias
do
peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das crianças. —
Preço : 500 reis.
ELIXIR FERRUGINOSO BARBERON.
c™
chlorhydrophosphato de ferro. — Recon-
stitue
o sangue sem
causar
o
estomago. Muito agradavel,
digestivo e tonico.—Preço : 800 r%
FOGO
BARBERON
PARA.
OS ÇAVALLOS.
Substitueo ferro candente ssai
destruir
o
pello.
Êxito infallivel
e facil
applicação. — Preço : 050 reis.
Depositas
: BAÊBERON
& G«, en Châtillon-stir-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa, o
snr,
Barreto,
r.
do
Lorêto.
n.° 28
—30.
(23
-H-)
LECIONISTA.
FILI1L
D
m
CâíXA
EC©N«.7SICA
PEMÍOHJST.4
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................
RDA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
curo,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do valor
uào
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
abei
ta
lodos
os
dias
des
de
as
9
hora
da manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
-A.
G. Ferreirinha.
.m
m
de
Na
rua
do
Anjo
n.°
II
ensina-se
a
lingua
franceza
por
a quantia
mensal
de
800
reis,
paga adiantada.
(4336)
Linimento
110YER-MIGUEL
para
caval
los. fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ighel
, pharma
ceutico
em Aix
(na Provença) França. —
Preço 1,000
reis.—Em
o
snr.
Barreio, t.orelo,
n °28
—
30.
(25.)
ílE
:
>
-
a
,
■
A
*5
I
vende
papeis
dos
para
guarnecer saltas
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça
yv
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
«!e
Cosas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e preços
muito
resu
midos.
1
Vende
cimento rorna-
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
'V
lidade.
ÍZ
*
)
1
CIKlRGíIO
RE.VTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-C1RURGI-
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de 8.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quunlo
diz
respeito á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
braga
:
typographia
lusitana
— 18"6.
Parte de Comércio do Minho (O)
