comerciominho_25031876_473.xml
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-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
£
NOTICIOSA
NUMERO
473
A.-S
23
Àss;gna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.=
As
assi
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Semestre
850rs.=Promn-
cias,
anno
2$iÓ0
rs
e
sendo
duas 4&000
rs.=Semestre
1&259
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis e
4<§>500
reis moeda fraca.=Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para os
assignantes S0
d’
abatimento.
BKASA--SABBAHO
«5
S>E
tIABÇO
0a anaeetisBgs».
Não
estamos
filiados
em
nenhuma
das
facçôes militantes
do
paiz,
nem
mesmo
entendemos
nada dos seus
credos.
Assistimos
as
suas
luctas,
como
tran
seunte
que
encontra
no
seu
caminho
o
circo
improvisado
do
coroaca.
Não
aprendemos
ainda
?
deletrear
as
palavras
que
cada
partido
fez
inscrever
nas
suas
bandeiras,
e
ignoramos
o
acam
pamento
onde
se
erguem
as
suas
lendas.
O
nosso partido,
o
nosso
credo polí
tico,
e>tá
bem
definido.
Adoramos
a
Deus,
amamos
a Patria,
bemqueremos ao
Rei.
Ensioaram-nos
essa trilogia
sagrada
ao
sair
do
berço,
comprehendemol-a
na
adoles
cência,
acatamol-a
na
senilidade.
Bem
sabemos
que
o
século
nos
repulsa.
Mas
isso
que
importa
a
nós,
homens
de
crenças, que nenhumas
provações
farão
abalar
e
que
nos
lardearão
até
á
ourela
do
tumulo?
Por
ellas
abandonamos
o
remanso
do
nosso
lar
socegado,
por ellas
jogamos
a
vida
no
campo
dos
combates,
por
ellas
temes
sa
criticado
tudo
o
que
nos
é
dado
sacrificar por
uma
causa,
que
a
nossa
in-
telligeacia,
que
o
nosso
coração
chamam
sagrada.
A
fortuna
adversa
que
até
hoje
nos
tem
perseguido,
também para
o
futuro
não
conseguirá
fazer-nos tresraalhar
da
vereda
que
temos
pisado.
Somos
legitimistas
—
e
eis
dicto
tudo.
E’
por
isso
que a
nossa
voz
não
póde
taxar-se
de
suspeita
quando
falíamos
dos
grupos
políticos
militantes.
Toda
a
vez
que
ácerca
d
’
elles
escrevemos,
fazemol-o
com
o
desassombro
que
dá
a
independên
cia
e
nunca
influenciados
pela
paixão,
que
é
sempre
má conselheira.
Vem
este arrasoado
como
explicação
ás
ptlavras
que
vamos
expor
a
respeito
do
apregoado
meeiing
que
se
realisou
em
Lis
boa,
no
dia
19
do
actual.
Como
alguns
dos
leitores
não
estarão
ao
corrente d
’
este
negocio,
passamos a
historial
o
em
duas
palavras.
A
eamara
dos
que
se
arrogam
o
titulo
honroso
de representantes
da
nação,
acha-
se
dividida
era
dois
grupos:
a
maioria,
composta
dos
deputados
governamentaes,
e
a
minoria,
constituída
pelos
deputados
da
opposição
historico-reformista.
Para
aquelia,
Como
facilmente
se
de-
preheode,
não ha
defeitos,
não
ha
desacer
tos
nos
actos
do
ministério
que
defendem;
para
a
ultima,
como
é
mais
claro
ainda,
são tudo
erros,
tudo
desvios nos
actos
do
gabinete
que guerreiam,
tudo
subserviên
cia
e
corrupção
nos
adversários
a
quem
combatem.
Fortes
cora
esta
norma
reguladora,
maioria
e
minoria
leem
consumido
toda
a
actual
sessão
legislativa
em
tiroteio
de
guerrilhagem,
pondç
bem
ás
claras
o
que
é
e
o
que
vai
a
pantominice
do
sistema
representativo,
que
felizmente
nos
rege.
Como
porém
o
peso
do
numero
tenha
tornado
infructiferos
os titânicos
exforços
da
opposição
parlamentar,
cujo
patriotismo,
cuja
abnegação
civica
se
póde
simhetisar
na
seguinte
formula:
desce
tu.
para
eu
subir;
como
ella
desesperasse
já
de
poder
arcar
com
a
quantidade
e
qualidade
da
inimiga;
e
como a
sua ambição de
felici
tar
este
paiz,
gerindo
os
uegocios
d
’elle,
tem
tomado proporções
infinitas;
a
oppo
sição
entendeu
Lzer-se
ao
mar
por
outra
barra,
especulando
com
a
ignorância
do
povo,
excitando-lhe
as
paixões,
illudindo-o,
para
gradualmente
o ir
chamando
á re
bellião.
E
’
isto o
que
significa
descarnadamen-
te o meeiing
promovido
pelo
partido
his
tórico
e
levado
a
effeito
no
dia
19,
no
salão
do
Casino
Lisbouense.
A
narração que d’elle
nos
fazem
os
jornaes
da
capital,
é
em
parle
curiosa e
em
parte
satisfatória para
os homens
de
ordem.
Curiosa,
porque o
tal comício
popular
não
passou
d
’
uma
farçada
digna
de eternas luminárias:
satisfatória,
porque
os
agitadores não conseguiram
colher
mais
do
que
um
solemne
desengano
de
qoe
é
cedo
para
especularem
com
o
pobre
povo,
que n’
estes
negocios
entra
cumo
Pilatos
no
Credo.
Não se
deixe
o
povo
illudir
pelos
can
tos
d
’estas
sereias
de
má
morte.
—E
’
o
que
como
jornalistas
independentes
temos
a
dizer.
No
dia
da
chegada
a
Roma
do
car
deal
Ledochowski,
Monsenhor
Nardi
pu
blicou
na <Voce
d
’
ella
Veritá»,
em
hon
ra do
illustre
confessor
da fé,
um
ma
gnifico
artigo
cuja
traducção
é
a
se
guinte
:
«A ti
salvação
e
gloria,
nobre
confes
sor
da
fé,
que
vens
entre
nós,
não
pa
ra
encontrar
uma
paz
e
um
asylo
que
não
podemos
oíferecer-te,
mas para nos
confortar
e
te
confortar I
A tua
presen
ça
allivia o
coração
do
nosso
grande
már
tir,
que
vê em ti uma nova honra
da
Egreja
;
e
tu
mesmo
podes
regosijar-te
recebido
com um
amor
tão
respeitoso
pe
los
romanos fieis.
Roma
já
não
é aquelia
que
tu
deixas
te em
outro
ternpo.
Se
ella fosse senhora
de
si
mesmo,
não
se
limitaria
a
uma
ho
menagem
muda
;
ella
iria
ao
teu
encon
tro,
como
Constantinopla
ao
encontro
do
Chrysoslomo,
e
Alexandria
ao
encontro
d
’
Albanasio,
ambos
os
deus
voltando
do
desterro.
Alhanasio!—Antes
e
depois d
’
elle,
que
de mártires
e
confessores!
Mas
o
seu
no
me
domina
os
séculos.
Quando,
ha
trinta
annos,
outro
pre
lado do
reino
da
Prussia,
era
arrancado
da
sua
sede, José
Goerres,
este
athlela
da
egreja
d
’
Ailemanha,
recordava
a seus
com
patriotas
a
memória do
palriarcha
Alexan
drino,
cujo
exemplo
renovava
o
arcebis
po Dro^te-Vischering
;
e
se
a
comparação
era
justa
ha
trinta
annos,
é
ainda
mais
justa
hoje,
porque
hoje
a
lucta
uão
ap-
parece sobre
um unico ponto
e
contra
um
só
homem,
mas-sobre
toda
a
Allemanha
e
contra
a existência
de
toda a
Egreja.
A tua
animosa
recusa
a
leis
iniquas,
o
teu
despreso
pelos
perigos,
a
tua
firme
za
em
frente
da
dôr
a
mais
horrível,
is
to é,
da
traição
d
’alguns sacerdotes,
a
tua
altitude
socegada
e
digna
no
meio
das
oppressões
e
das
espoliações,
os
teus
dous
annos
de
captiveiro,
de
mistura
com
os
ladrões
e
homicidas,
revestiram-te
de
uma
gloria
mais
brilhante
que a
purpura.
Tu
honras
a
Polonia
tua palria,
na
qual
a
Europa
quiz
apunhalar
uma
sentinella
avançada
do
catholicismo; a
Allemanha
qoe
te
está
unida
pelos
vínculos
da
tua
sede
e
do
amor
de teus
fieis,
a
Egreja
romana
de
que
tu
és
o
ornamento.
Alha-
nasio
I
elle
também
«perturbava a
paz,
le
vantava
o
povo
e
inquietava
o
império»,
dizemos
arianos
e os
meiesianos
;
e Cons-
tanlino,
deixando
de
ser
quein
eia,
que
ria conciliar
e
escrevia
a
Alhanasio
para
receber
Arius
na
communhao.
Não,
res
pondia
Alhanasio. E Constantino
de
in
sistir:
Arius
era
um
bom
sacerdote;
el-
ie tinha feito
sabias
declarações;
era
ne
cessário
absolulamente
restabelecer
a
paz.
E
Alhanasio
:
A'ão.
E
então
os
arianos
e
melesianos
e
com
elles certos
bispos
curtezàos,
a
perda
(Pes
te
lempo
e
de
todos
os tempos,
lodos
homens
de
conciliação,
de
escrever
ao im
perador que
Athaoasio
era
o
unico
obstá
culo
á
paz.
E
Constalino
de
desterrar
Alhanasio
para
Treves. Constantino
mor
re,
e
Alhanasio volla
á
Alexandria.
Mas
seus
inimigos
não
adormecem,
e
Cons-
tanlino,
ariano,
permitte
que
maus
bis
pos
o
acctisem
e
o condemnem. Inven
tam-se atrozes
calumnias
e
elle
soffre o
segundo
de
seus
grandes
desterros.
Atha
nasio
vem
a
Roma, aonde
S. Julio
papa
o
recebeu
com
as
honras
devidas
a
um
confessor
da
fé
e
condemna
os seus accu-
sadores.
Defender
Athanasio
é
incorrer
na
cólera
de
Cesar.
Mas
Julio não
teme
nada,
e
Pio
IX
não
teme
mais.
Alhanasio
viveu
em
Ro
ma
Ires
annos, separado
do
seu
rebanho.
Mas
e>les
tres
annos
não
foram
perdidos
para
a
Egreja,
e
da
mesma
sorte
que
os
annos de
Paulo
nas
prisões de
Cesarea
e
de
Roma
não
foram
perdidos,
assim
co
mo
os dous
annos
na
fortaleza
de
Os-
irowo
e
os.
cinco
annos
de
Pio
IX
no
captiveiro do
Vaticano
não
serão
perdi
dos.
A
palavra
edifica,
en-ina,
coraraove;
mas
o
exemplo
é
viclorioso
;
e
Chrislo
e
seus
santos
fallaram
muito mais
por
seus
exemplos
que
pelas
suas
vozes.
A
li
salvação
e
gloria!
E,
comtigo,
a
todos
aquelles
que
te
imitaram na
Ín
dia, na
Allemanha,
no
Brazil, Bispos,
sa
cerdotes
e
fieis,
confessores
da
fé,
que
tendes
soffrido
e
soffreis
por ella,
nós
bei
jamos
as
vossas
cadeias
e
nos
prostramos
diante
de
vós,
porque,
no
meio
das bai
xezas
e
das
corrupções do
mundo,
vós
tende
em
subido preço a
honra
do
nome
christão.
Grandes
e
poderosos
exércitos
teem
sido
vencidos
;
mas
vós
não
o
sereis nun
ca,
e os
mais soberbos monarchas são
constrangidos
a
curvar
a
fronte
diante
de
vós.
«A
nossa fé
é
na
verdade
a victoria
que
venceu
o
mundo.»
Fr. Nardi.
KOTiCIAS
E8TRAX6E1S<AS.
Agora
que
passaram
as
festanças
com
qoe
o
governo
madrileno quiz celebrar
a terminação
da
guerra
e
acolher
o
exer
cito
vencedor,
começam
os
jornaes
a
olhar
mais
a
sangue
frio
para
a
situação
d
’
a-
quelle
desgraçado
paiz,
deixando
entremos
trar
grandes
receios
pelo
actual
estado
de
coisas.
São
os
mesmos
que
viam
a
felicidade
para a Hispanha,
na
exlincção do
carlis-
mo, os
que
hoje
nos
dizem
:
A
situação
é
de
cada
vez
mais
grave.
A
conspiração
é
activa.
Conspira
Serrano,
conspira
Mo
riones,
conspira
Posada Herrera,
conspira
Zurrilia.
conspira
Marlitiez
Campos;
os
prmeipios que
representam
são
diversos,
e
por
isso a tempestade se
vier
a
desen
cadear-se
será
horiorosi.
Pois
ainda
tendes
a
ingenuidade
de
crer
que
o estallar
da
loitnenta
uão
está
im-
miuente
?
—
Na França
a
opinião
da
imprensa
divide-se
sobre
os
destinos
d
’aqtiella
nação
Uma
parle
d
’
essa
imprensa
contia
no
acer
to
com
que
o
gabinete
de
9
de
março
ha
de
governar,
e
das consequências
be
néficas
que
d’
ahi
resultarão.
Oulra
parle
insinua
rumores
sobre
o
restabelecimento
do
império
em
França
por
um
golpe
de
Estado,
que
se
atlribue
ao
marechal
Mac
Mahon.
A
declaração
que
os ministros
deram
nas duas
camaras,
os
applausos que
ex
citou
no
centro
e
na
e-querda,
são a
pro
va
clara
da
política
intolerante
e partida
ria
que
vae
adoptar
o
ministério
e
da
ap-
provaçào
que
tal
política
encontra
nas
maiorias
radicaes
da
eamara
dos
deputa
dos.
Vae,
pois,
agora
o
ministério
francez
proceder
ao
apuramento
dos
seus empre
gados,
isto
é, demittir
os
poucos
legiti
mistas e
realistas
que
estão
na
administra
ção,
e
que
são
garantias
de
ordem,
para
os
substituir
pelos
republicanos
mais
avan
çados.
Assim,
pois,
a
administração
da
Fran
ça
vae
cair
no
poder
exclusivo
da
revolu
ção,
e
sobre
o
marechal
Mac-Mahoo
re
cairá
a
responsabilidade
das
consequên
cias
d
’
este
facto, a não ser que
a
ella
se
esquive,
invocando
o
direito
do
idiotismo
político
á irresponsabilidade
que
adorna
os
reis
liberaes.
Os
telegrammas que
publicamos
neu
tro
logar,
dados
pela
Agencia
Havas,
po
rão
o
leitor
ao correnie
dos
últimos
acon
tecimentos.
GAZETILHA
Laugpeirenne.
—
Expõe-se-
hoje
no
real
templo
de Santa
Cruz,
e
segunda-
feira
na
egreja
de
N.
Senhora
do
Caimo.
O
calholieíNHiio em Inglaterra.
—O
catholicismo
conta
actualmente
em
Inglaterra e Gaites
um
cardeal
arcebispo
;
um
arcebispo
ín partibus
;
16
bispos;
1:772
sacerdotes e
1:061
egrejas
e
capei-
las.
Theatro.—
Subiu
ante-hontem á
sce-
na
o
drama
O
martírio
de Santa
Filo-
metia,
composição
magnifica devida
á
pen-
na
do director
da
companhia,
o
dr.
José
Rodrigues
Sepulveda.
Todos
os
actores
disseram
bem
os
seus
papeis, distinguindo-se
o
snr.
Sepul
veda
(Diocleciano),
que provocou
os
mais
calorosos
applausos
dos
espectadores.
A
casa
estava
soflrivel de
camarotes
;
na
plateia
era
diminuta
a
concorrência.
Hoje
representa-se
a
Virgem de
Atocha
que
será
posto
em scena
com
todo
o ap-
paiato.
v
S£xpoaição
<le
Philadelphia.
__
De
Valença
foram
remettidos
variados
pro-
ductos
para
a
exposição
de
Philadelphia.
Alem
de
muitos
productos
agrícolas,
84
garrafas
de
diversos
vinhos
verdes,
tintos
e
brancos, geropigas
e aguas
ardentes,
fo-
<am
mais
para figurarem
no
festim
in
dustrial
americano
os
seguintes
:
10
amostras
de
sementes
de
plantas
leguminosas
;
£
amostras
de
sementes
de
plantas
hortenses;
4
amostras
de
semen
tes
de
plantas
jualeoses
e
forraginosas
;
5
amostras
de
lenos e
palhas
;
3
amostras
de
vários
Iruclos
seccos
;
5
amostras
de
doce
de
varias
fiuctas
de
conserva;
4
amostras
de
fructos
de
pinho
bravo
e
’pi-
i>ho
manso;
2
amostras
de
mel
e
cêra
•
6
amostras
de
varias
cascas
de
carvalho
e
de
salgueiro
para curtimentos
e tintu
raria;
3
amostras
de
bagaços
de
azeito
na,
de
uvas
e
de
grainha
d
’
e»tas;
6
la
tas
com
os
melhores
peixes
de
escabeche
do
rio
Alinho
,
2
amostras
de
chouriços
de carne
e lombo
de
porco;
2
amostras
de
plantas
tuberculosas
,
4
amostras
de
cebolas brancas
e vermelhas; 2 amostras
d
’
alhos
hortenses,
e
dos
grossos,
chama
dos
de Hispanha;
9
amostras
de varias
qualidades
de
maçãs;
1
amostra
de
jun
co
giosso
e
comprido;
6
amostras
de
vários
lichens
e
musgos.
Companhia dos
banhos
«le Vi-
sellu.—
Acha-se
em
cobrança até
ao
dia
20
do proximo
mez
a
entrada
de
5
p.
c.
ou
5$000
reis
por
acção, da
Compa
nhia
dos
Banhos de
Visella,
complemen
to
da
primeira
prestação.
Tempestade
—
Sobre
Cambiai,
Fran
ça.
acaba
de
cahir
uma
espantosa
tem
pestade
que
produziu
males
incalculáveis.
Contam-se
umas
ouze
pessoas
mortas
e
muitos
feridas,
cm
resultado
de
acci-
denies
originados
pela
violência
da
tem
pestade.
Os
sinos
das
egrejas
de
Breville e
de
Sainl
Eliene
cahiram
em
terra. Um
pa
dre
que
pas>ava
junto
da
torre
da
egreja
de
Cateau
foi
despedaçado
por
pedras
cabi
das do alto
da
torre.
Furam
iunomeraveis
as
casas
,ue
sof-
freram
estragos
consideráveis.
que já
se
acha
organisada
a
commissão
que
n
’
esle
anno
ha
de
promover
os
festejos
do
anniversario
da exaltação
de
Pio
IX,
os
quaes
se projeclani
de
um
expleodor
nunca
visto
t/aquella villa,
segundo
dizem.
Parece
que
a
commissão
está
assitn
cons
tituída :
Presidente—
o
revd.
0
arcypreste
Antó
nio José Dantas
da
Gama.
Vice-presidente
—
o revd.
’
prior
Anto
nio
José Pereira de
Andrade.
Secretários
—
os
revd.
0’
Luiz de
Sonsa
e
João
de
Sousa
Reis
Cerqueira.
Vogaes
—
os
ill.mas
snrs.
padre coadju
tor
João
Gonçalves
de
Lira,
padre Pedro
Antonio
da
Silva
Coelho,
padre
Valentim
José
de
Faria,
padre
João
Evangelista
de
Sousa
Reis,
bacharel
Custodio
Maria
Valio
so,
Antonio
JfLria
Pereira,
José
Fernan
do
Beiriz, Joaquim
Gomes
da Silva
Ro
drigues,
Joaquim
Antonio
Felistnino
Go
mes,
Miguel
José
Velloso,
Mapoel
Feman-
des
Pereira.
Thesoureiro
—o
il'.
m9
snr.
José
Maria
de
Castro.
«9 Fwpreilador».
—
Publicou
se
O
l.°
ri.0 d
’
e»te
jornal.
Meeíàng
em
Braga.
—Rosna-se
por
’
hi
que
o
partido
hislorico
vae
promo
ver
tim
meeling
n
’esta
cidade,
o
qual
te
rá
pretensões
a
reparoiiar
a
parodia
do
chamado
comício popular
de
Lisi
oa.
Cons
ta
lambera
que
n
’
essa
projectada
reunião
se
apresentará
uma
proposta
p.elindo
a
li
berdade
de
cultos
e outras
nicas
d'este
jaez.
Por agora
limitamo-nos
a
pôr
o
cslho-
Ijco
povo
de
Braga
de sobre-aviso,
e
bra
dar-lhe
:
álerta
!
Komençã».—
Foi
nomeado
emprega-
gado
na
administração d
’
este
‘
concelho
o
nosso
particular
«migo
o exm
0
sor.
Vi-
ctorio
d
’
Araujo
Feio,
cia
nobre
casa
da
Lou-
reira.
—
Foi
nomeado
escriptuario
do
escrivão
de
fasenda do
concelho
de
Villa
Nuva
de
Famalicão
o
snr.
Antonio
Au
gusto
Corrêa
de Vascencellos.
JXolieic* importante.
—
Conta
a
«Correspondência»
de
Hispanha,
qne
se
recebera
tim
telegraratm
de
Bayona
tio
qual
se
dizia,
que
Ruiz
Zarrilla
e
Orense
estavam n
’
aquella
cidade
recrutando
ofíi-
ciaes carlistas,
para
proclamar na
Hispa-
uha
a republica
unilaria,
concedendo
pos
tos
e
empregos.
E
’
uma
noticia
importante;
mostra
que
no
visinho
reino
não
acalmam as
paixões
políticas,
apesar
das
felicidades
proclama
das
e
anouaciadas
urbi
et
orbe
pelos
af-
fonsinos,
para
um
futuro
proximo,
e
ape
sar
das
grandes
alegrias
que
nos
contara
na entrada
d
’
el
nino.
Estatistier* jornalística da 2ta-
íia.
—
No
fim de
1874
havia
em
Italia
906
ornaes
a
saber: 396
político*,
31
admi
nistrativos,
44
religiosos,
84
mdustriaes
e
commerciaes,
59
agrícolas,
113
artísti
cos
e
liiterarios,
82
scientiíicos,
11
ju
diciários,
6
iilustrados, 22
de
theatro,
5
de
musica,
30
humorísticos,
17
de edu
cação,
de
pedagogia
ou
de
iostrucção
es-
iccial
e
6
de
medicina.
A
folha
italiana
reconhecidamente
mais
antiga,
é
a
«Gazeta
de
Graiova»,
fundada
em
1797.
Talvez
a
«Gazeta de
Vinise»
seja
tão ou
mais
amiga,
mas
não
se sabe ao
certo,
porque
não
tem
a data
da
sua
fun
dação.
Xomes europeus
em cíilariâeg
do»
Estadoa-Unidos.
—
Nos
Estados
—
Unidos ha
grande
numero
de
pequenas
e
grandes
cidades
com
egual
nome
ao
de
algumas
da
velha
Europa.
Citaremos,
entre
outras, 23
com
o no
me
de
Paris;
32
com
o
nome
de
Peters-
burg;
11
com
o
de
Londres;
27
Frauc-
fort;
26
Hanover; 7
Hambuig;
11
Dres-
de;
8
Brène;
54
Roma
e
8
Versailles.
Os
bunhos «le Vizella.
— Vae
fi
nalmente
dar-se
principio
á
construcção
do
grande estabelecimento
de
banhos
nas
Caídas de
Vizella.
E
’
caso
para
se
dizer,
que
já
não
vae
sem
tempo.
A
companhia,
que,
como 0 proprio
estabelecimento que
projecta
lazer,
tetn
sofrido
duras
contrariedades,
persistiu
pa
trioticamente
no
intento,
e
vae
finalmeo-
te
dar
lhe
começo
d
’execução
Para
que
a
obra
se faça
etn
todas
as
condições
d’um
estabelecimento
thermal
de
primeira
ordem,
mandou
a
companhia
o
seu
engenheiro
visitar
expressamente
as
principaes
estações
therrnaes
de
Franca,
da
Bélgica
e
da
Allemanha,
de
modo
a
poder
informal-a
sobre
os
melhoramentos
e
innovaçòes adoptadas
n
’
aquelles paizes,
e que
possam e
devam
ser
introduzidas
no
estabelecimento
de
Vizella.
Assira
pois,
habilita
já
com
estas
in
Wrtva
carreira de vapores.—
Lê-
se
no «Diário
de
Noticias»:
«A
companhia
Lloyd
de
Bremen,
Nord-
Deutscher
Lloyd,
cujos
valores
andara
lia
muitos
annos
em viagens
successivas
pa
ra
os
Estados-Uuidos,
resolveu
agora
com-
prehender
um
novo
serviço
pondo
em
comtnunicação
directa
os
portos
de
Bre-
tneu
e
Antuérpia
com
os
de
Lisboa,
Ba
hia,
Bio
de
Janeiro
e
Rio
da
Prata.
Pa
ra
este
fira
destinou
aqoeila
companhia
quatro
dos
seus
maiores
vapores,
os quaes
farão
carreiras
regulares
rneosaes
entre
os
portos
indicados.
O
primeiro
d
’
estes
va
pores,
o
«Hohenzollern»
de
3:100
tooella-
d,is
e
da
força
de
700
cavallos,
sahiti
de
Lisboa era
14
do
corrente,
levando
com
pleto
cariegamento
de
mercadorias
rece
bidas
em
Bremen,
Antuerpi.a e
Lisboa.
E
’
o
«Hohenzollern»
magnifico
vapor
de
333
pés
de comprido e
tem,
além
de
camarotes
para
180
passageiros
de
1.
a
ca
ntara, accommodações
para mais
de
700
passageiros de
3.
a
classe.
Os
salões
dos
passageiros
de
1
a
classe
são luxuosaraeo-
te
mobilados
e
ornados
com
btllos
qua
dros que
muito
os
aformoseam.
O
logar
destinado
para os
passageiros
de
3.a
cias
se
é
toda
a
segunda
coberta,
do
navio
de
pôpa
á
prôa,
o
que
faz
com
que
os
be
liche»
sejam
espaçosos
e
bem
arejados
Do
Bremen
trouxe o
«Hohenzollern» para
Lis
boa
perto
de
100
volumes de tabaco
pa
ra
as nossas
fabricas,
e
é
de
cêr,
que
cora
a
continuação
da
carreira
se
desen
volva
com
aquelle
porto
o
nosso
comtr.er-
cio,
o
qual
até
agora
estava
paralisado
em
consequência
da
falta
de communica-
çõ
-
js
directas.»
Os
outros 3
paquetes
«Salier»,
eílaps-
burg»
e
«Holieustaopep» que
a
companhia
emprega
na
carreira
do
Brasil
são
em tu
do
iguaes
aor
«Hohenzollern»
do
qual
da
mos
acima
discripção,
e
são
agentes
no
Porto
os
snrs.
Rins
&
C.a
,
rua
de
S
Fran
cisco
n.°
4,
e
etn
Braga o
snr.
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thescuraria
do
Banco
Mercantil
de
Braga,
ou
no
Largo de 8.
Miguel-o-Aojo
n.°
20.
Fesía
«Se
S.
ISento.
—
Verificou-se
no
dia
21 na
egreja
de S. Bento da Victoria
no
Porto,
a
festividade
qne os
egressos
beoedictinos
costumam
annualmente
cele
brar
n
’
aquelle
templo
ao
seu
padroeiro.
Constou
a
festividade
de
missa
canta
da,
sermão prégado
pelo
revd.
’
abbade
de
S.
Nicolau,
fr.
Antonio
Joaquim
Soares,
«Te-Deum»
e
procissão.
Este
anno
concorreram
12.
dos
quaes
celebrou
a
missa o
reverendo
fr.
João
de
Santa
Rosa,
de
Caminha,
acolytado
pelo
fr.
Francisco
de
S.
Carlos
e
de
João de
Gua-
dalupe,
servindo
de
mestre
de
ceremonias
o
revd.0
fr.
Carlos
de
Santa
Maria,
todos
tres
de
Braga.
No
fim
da
festa
foram distribuídas
es
molas
aos
pobres.
Além
dos egressos
e
de
grande
nu
me-o
de
fieis
que
assistiram
á
festividade,
estiveram
presentes
os
seminaristas
e
a
meza
da
archi-confraria
do
Coração
de
Ma
ria
.
Um
proceas» sem precedente.—
Na
vlsacia,
vinte
meninas
ife
Matzenheina
acabam
de
responder
a
utna
policia cor-
reccional
pelos
prussianos
por
utn singti-
gular
motivo.
Ha
pouco
tempo
que
o
pa-
rocho
foi
condeniuado
a
um
mez de
pri
são
por ter reprehendido da sua
ca
deira
as
mudanças
infelizmenle
introduzi
das
na
escola
desde
ha
pouco,
contrarias
aos
desejos
dos
paes
e
ao
conselho
munici
pal.
Este bom
parocho
teodo
recomraen-
dado aos
seos
freguezes
que
rezassem
o
rosário
na
egreja
em
logar
das
vésperas
em
quanto
que
elle
eslava
preso,
o
mes
tre
detestado
pela
povoação por
ter
denun
ciado
o
vigário
e
o
ter
feito
condemnar
segundo
o seu
t
siimnho—o
mestre,
cheio
de
andacia,
imaginou
cantar
elle
mesmo
as
vé-peras
para
fazer
pirraça
ao
vigário.
O»
fieis
recusaram-se
a
soflrer
uma
tal
prepotência,
e
as meninas pozeram-se
lo
go
a
rezar
o rosário
em tão alta
voz
qoe
tanto
o
orgão
como
a
voz
do
mestre
fo
ram
abafadas pelos
accentos
das
jovens.
Furioso, o mestre
vencido
dirigiu da
sua
cadeira
uma
reprehensão
ás
meninas
;
queixou-se
por
perturbação/eita
ao
serviço
religioso,
e
em
consequência
d
’
esla
queixa
vinte
meninas
fôrarn
chamadas
para res
ponder
a
esta
accusação.
Talvez
julgueis
que
os
prussianos
condamnaram
o
mestre.
Não.
As
pobre»
mminas
foram
condemna-
das
de
utn
a
cinco
dias de
prisão!!!
Urna
tal
sentença devia
produzir
uma
admiração
geral.
A
corrupção
e
a
venalidade
reinam
por
toda
a
parte
em
nome
da
liberdade!
Festejes
«So aiwniversario
de Pio
IX, esia Viíia do Conde. —
Consta-nos
formações;
estando
em
via de
conclusão
as
alterações
que
foi
necessário
fazer
no
projecto
do
fallecido
engenheiro
Dejante,
por
ter
a
estrada
de Guimarães
a
Pena-
fie.l
cortado
em
parte
o terreno
onde,
se
gundo
elle,
se
havia de
fundar
o
edifí
cio;
e
achando-se
prompta a
analyse
das
aguas
que
foi
confiada
ao
illustrado
lente
o
dr.
Agostinho Vicente
Lourenço,
com
o
que
ha
de para
o
futuro
mostrar
qne,
pelo systetnâ
de
captagem
e
camlisação
adoptadas,
ellas
cahirão
nos
depositos
puras
e
sem
perda
de nenhuma
das
suas
qualidades;
a
Direcção da Companhia, pa
ra
não demorar
por
mais
tempo
o come
ço
da construcção do
estabelecimento,
que
o
enredado
processo d
’
uma
expropiação
judicial
proraettia
ainda
embaraçar,
pagou
os
terrenos
precisos
para
o
estabelecimen
to
por
um
valor
maior
do
que
real,
e
vae
em
breve dar
principio
aos trabalhos
de
construcção.
Parabéns!
—
(Religião
e
Patria]
IXaufrngío.—
O
terrível
temporal
de
domingo,
12 de
março,
produsiu
grandes
estragos
nas costas
de
Inglaterra.
Cm
navio,
que
vinha para
Lisboa
car
regado
de carvão,
o
«Resultado»-
deu á
costa
ern Goodwin,
perdeu-se completa
mente.
salvando-se
a
custo
a
equipagem
n
’
um
barco
salva-vidas
®sstr<».—
Na
noite
de
12
do
corren
te
a
goleta
noruegueza,
«Frederick»,
que
de
Hamburgo se
dirigia
a
Montevideu,
naufragou
das 11
horas
para
meia
noite,
na
costa
de
Audiesselles,
conhecida
pela
costa
de
Ferro. Morreram 8
pessoas
e
entre
ellas
o
capiuo,
sua
mulher
e
urna
tilhinha
de
tres
annos.
Salvaram-se
apenas
o immediato
e
um
marinheiro.
Síescofrería
itaiporíanía. —
Um
membro
do
Institudo de França
encon
trou
ha
tempo
n
’
um convento
do
monte
Alhos
um
oianuscripto
grego, absoluta
mente
desconhecido,
d
’
um
discípulo
de
Denys
de
Heslicarnasso
em
que
se
davam
todas as
indicações
do
sitio
onde
ficava
o
celebre
lago,
a
que
foram
deitadas
as
im-
mensas
riquezas
roubadas do
templo
de
Delfos
pelos
guerreiros
teclosagos,
e
das
quaes,
couto
é sabido
o proconsul Sci-
pião
apenas
se
apoderou
d
’um
pequeno
numero,
ficando
o
resto
do
thesouro
no
fundo
da
lago pouco
a
pouco
cheio
pelas
aguas
do
Garonne.
O
auctor d
’
e-sa
feliz
descoberta,
jun
tou-se
a um
engenheiro
do*
mais
distin-
ctos
e
viveram
mysleriosamenle
dois
me
zes
em Toulouse fazendo
explorações
e
s-mdagens
nos
campos
afim
de
encontra
rem
o famoso
lago. Parece
que
fioalmen-
te
o
acharam,
pois
sairam
já
de
Toulou
se,
naturalmenie
pata
formarem
uma
com
panhia.
destinada
a
explorar
uma
desco
berta
ião
importante
sob
o
ponto de
vis
ta
scienlifieo
e financeiro
UETXM®®
TIEI
í
EGIB
AM,TI .19 O
A.
AGEXCIA
tiíAV.lS
MADRID 22.
—
O duque
de
Montpen
sier
virá
brevemente
a Madrid.
O
rei
e
sua
irmã
irão
passar
a
primavera
a
Aran-
juez.
Foram
hontem
felicitar
o
rei
ao
palacio real
6:000
pessoas.
O presidente
da
camara
Posada
Herrera
leu
e
apresen
tou
ao
rei
a resposta
ao
discurso
da
co
roa,
approvada
pelo
congresso;
e
felicitou
o
pelo
restabelecimento
da
paz. D.
Aflonso
respondeu
que
reconhecia
quanto
se deve
á
coragem
dos
nossos
soldados,
mas que
ainda
resta
uma tarefa
difiicil; tomar
a
paz
duradoura
e
util
para
as
populações
de
Hespanha.
VERSALHES
21.
—
Gomo
noticiários,
Raspail, pai,
apresentou
na
camara
dos
deputados
uma
proposta
de
amnistia
com
pleta
para
todos
os
delitos políticos
e de
imprensa.
O
deputado
radical
Rouvier
também
apresentou
uma
proposta de
am
nistia,
mas
determinando
as
cathegorias
dos
delictos.
Era
oome do
governo,
o
ministro
do
interior,
Ricard, declarou
que
r
jeilava
tanto
a
amnistia
gerai
como
por
calhegorias,
mas
que
pedia
a
urgên
cia
das
duas
propostas,
porque
é
neces
sário
discutir
immediatamente
um
assum
pto que
traz
agitados
os
espíritos.
Ras
pail
e
Brt>son
combateram
a
urgência
t|ue
foi
approvada
quasi unanimemente.
Raspail,
filho apresentou
uma
proposta
para
ser
retirada
ao
governo a
authori-
sação
de
nomear
os
«maires».
PARIZ
21.—
A
folha
official
deve pu
blicar
ámanhã
o
movimento
prefeitoral.
São demittidos
dez
prefeitos
incluindo
Nadaillac,
e mudados
de
departamento
do
ze.
Tem
cahido
abundante
neve
no valle
do
Rhone,
com
o
que
muito
tem
sollri-
do
a
vegetação.
MONTEVIDEU
21
—O
coronel
Latorre
publicou
ura
manisfesto no
qual
annoncia
a
sua
intenção
de
eflectuar
reformas
a
fim
de
erguer o
paiz
compromellido
e
ga
rantir
a
ordem.
Recomenda
moderação
e
liz
que
o governo restabelecerá o
regí
men
das
leis constitucionaes
para
as
pró
ximas
eleições;
reduzirá
as
despezas
e
fis-
calisação
das
receitas
a
fim
de
equilibrar
os
orçamentos
e
fazer
honra
ás
dividas
da
nação.
O
ministério
compõe-se
do se
guinte
modo:
André
Vasquez
finanças;
Ambrosio
Ve-
lasco
estrangeiros;
Montero,
filho,
inte
rior;
coronel
Vasquez,
guerra.
A
popula
ção
acolheu
bem
a
nomeação
do
minis
tério. e o
seu
programma,
esperando
a
sua
leal
execução.
RIO DE
JANEIRO
21.
—
Sahin
hoje
d
’
este
porto
com destino
aos
de
Lisboa,
Bordéus
e
Liverpool o
vapor
«Luzitania»,
da
Companhia
do
Pacifico.
MADRID
22.
—■
O
rei
respondendo
á
felicitação
do
presidente
do
senado,
dis
se
que
linha
completa
fé
no
sistema
ino-
narchico representativo, o qtnl,
lealmen
te
posto
em
prática,
assegurará o
triunfo
á
obra
gloriosa
da
regeneração
meiona!.
PARIZ
22
—
O
jornal
oílicial
publica
o
movimento
prefeitoral
de
24
prefeitos,
sendo
treze substituídos
e os
restantes
transferidos.
Sio
postos
era
disponibilida
de
os
prefeitos
de
Marselha,
Nimes
Bor-
deaux,
Toulouse,
OHeans,
Epiual
e
Tou-
rs. O
marquez
de
Nadaillac
vai
ser
trans
ferido
para
Tours.
MADRID
22.
—No
dia 21
do
corren
te
partiram para
Cuba
mais
90O
homens,
em reforço
do
exercito.
Os
jornaes
pu
blicam
ura
breve
do
papa
dirigido
ao
ar
cebispo
de
Toledo,
dizendo:
Declaramos
que
o
artigo
l.°
da
projectada
constitui
ção
hespanhola
pelo
qual
se
ensaia
dar
força
de direito
publico
á
toleraucia
reli
giosa,
apesar
das
formas
que
podam
dar-
lhe,
viola
completamente
os
direitos
da
religião
catholica,
animal
a
concordata
na
sua
parte
mais
nobre,
torna
o
Esta
do
responsável por tão
grave
attentado
e
deixa
a
porta
aberta
e o
caminho
fran
co
ao
erro
para
atacar
a
religião
cathvli-
ca.
NEW-YORK
22.
—
Foi
descoberta
orna
associação
de
falsificadores
de
obrigações
dos
Eslados-Uni
los
e
bilhetes
do
Banco;
quatro
dos
principaes criminosos foram
preso*.
Tem
ha»ido
violentas
tempestades
não
só
em
muitos
pontos
dos
Estados,
mas
também
no
golfo
do
México e
cos
tas
do
Atlântico.
Os
naufrágios téem
si
do
numerosos.
MADRID
23.
—
O
governo enviou
ao
ministeiio
dos
estrangeiros,
de
Franca,
a
gran-cruz
de
Carlos
III.
Cabrera felicitou
o
rei
pelo restabelecimento
da
paz.
O
«Im
parcial»
crê
que
o
governo
projecta
pedir
ás
cortes
authorisaçã
>
para
fazer
refor
mas
oa
Byscaia
e
Navarra.
Ctê
se
que
o
breve
do
Papa,
cujo
resumo telegrafa
mos
hontem,
fez
corri
que
o
governo
en
viasse
utn
energtco
despacho
a
Csidenas,
representante
hespwhol
juoto
do
Vatica
no.
LONDRES 23.
—
Noticias
da
legação
poriugutza
dizem
que
o
estado
do
duque
de
Saldanha inspira
graves
inqui
-taçõe*.
SSSÇÃO DS
C(fflMSIOA30S
í*rotesto
cmatra a saswrpaçãc» «los
Híeais
«2a Egreja e sewa «lireií-.ns.
Sendo
tim
dos
principaes
deveres
dos
pastores
da
Egreja
observar,
e
fazer
obser
var
aos
seus
subordinados
todas
as
deter
minações
da
Egreja,
pondo
sempre
em
pratica
estes
priucipios
luminosos:
quod
semper,
quod
ubique,
quod
ab
omnibus.
nil
imriiutelur, isto
debaixo
das
penas
mais rigorosas, como
é
a
pena
de
ex-
communhão
maior
pela
qual
fica
o
delin
quente
privado
de
ser
membro
da
Egreja,
fóra
da
qual
não
ha
salvação,
porque
sen
do a
Egreja
a
viva
representação
da
arca
de
Noé,
onde
só
se
salvaram 8
pessoas,
e
lodo
o
resio
do
genero
humano
foi
submergido
nas
aguas
do
diluvio
univer
sal.
A
’
vista do
exposio, eu Bento
Luiz
Alvares da
Costa,
abbade
de
Santa Maria
de
Paredes,
comarca
de
Coura, coliado
n
esta
egreja
no
anuo de
1824,
na
qual
jurei
defender
os direitos
da
mesma, e
para
não
ficar
incurso
nas
ditas
penas
por
causa
do
meu
silencio,
que
não
deixaria
de
ser
criminoso:
Protesto
no
intimo
da
minha alma,
que
está
próxima
a
dar
comas
a
Deus,
com
86
annos
de
idade,
contra
toda
a
usurpação
dos
bens
da
Egreja,
e
contra
os meus
direitos
espirituaes de
apascentar
o
meu
rebanho,
que
a
Egreja me entre
gou
no anno
de
1824;
e
no
anno
de
1838
fui
culpado
por
causa
de um
protesto
qne
fiz
contra
o
scisma,
pelo
qual
fui
dester
rado
quasi
6
annos,
e
suspenso
do
oflicio,
e
beneficio
do
uso
das
minhas
ordens
No
anno
de
1872 fui intimado
por
uma
portaria
para
nào
cumprir
os
meus
deveres
pasloraes
á
missa
de
manhã,
e
as
fizesse
á
missa
do
dia,
isto
depois
de
eu
ler
advertido
que á
missa
do
dia
ape
nas
vinha
uma duzia
de
pessoas
muito
escassamente,
porque
esta
freguezia
tem
mais
de
500
alma»,
as
quaes costumam
quasi
todas
vir
á
missa de
manhã;
des
graçadamente
ainda
alé
hoje,
17
de
no
vembro,
estou
captivo
por
causa da
dita
portaria,
que
me
impede
de
cumprir
com
os
meos
deveres,
por
esta circumstancia,
infelizmenle
tenho
notado
alguns meus
parochianos
algum
tanto
destnoralisados
por
estarem
esquecidos
das
instrucções do
seu
fraco
pastor,
e
pela
falta
da
frequên
cia
de Sacramentos,
os
quaes
se
admi
nistravam
quasi
em
todos os
domingos e
dias
santos depois
da
missa
de
manhã.
Os
parochianos
muitas
vezes
me
tem
pedido
o
seu
sustento
espiritual,
que
eu
cora
grande
magna
lhes lenho
negado;
este
é
o
fiucto
da
dita
portaria.
Agora
deixarei
t:o
silencio
os
gravíssi
mos
iticommodos
que
soflri
no
tempo
do
scisma,
o qual
foi
o
primeiro
presente que
a
revolução
nos
cá
troxe,
não
sie
d
’
on-
de,
mas
parece-me
que foi
do inferno,
que
tão
grandes
damnos
causou
n
esta
fre
guezia
de
Paredes,
por
cujo
motivo me
vejo
obrigado a
convidar
os
missionários
para
me
ajudarem
a
curar
as
gravíssimas
chagas
que
o
scisma causou,
os quaes
es
tiveram
n
’
esta
freguezia
nm
mez
completo
no
qual muito
íizeraiu,
No
ultimo
dia
fez-
se
uma
procissão
de
penitencia,
onde
as
sistiram
mais
de
5:000
pessoas,
conforme
o
calculo
qne
o
administrador
Teste
con
celho
(que
boje
se chama
comarca)
o
qual
já
está
na
eternidade
o qual
eu
vi
muito
commovido
na
missão,
e
me
consta
qne
morreu
com boas
disposições
quasi
na
flor
da
sua vida.
No
fim
da
dita
missão
fui
segunda
vez
culpado
por
motivos de religião,
este
o motivo
porque
vou
mostrar
ao
publico
na
imprensa
catholica
o
meu
primeiro
protesto
contra
o
scisma n
’este documen
to, qne
vae
juoto
ao
documento,
que
mos
tra
claramente
qual
é
a
origem
da
ma
çonaria
que
não
deixará
de
fazer
grande
sensação
nos
ânimos
do
liberalismo,
em
bora venha
terceira
culpa,
estou
disposto
a
soffrer
tudo
o
mais
que
me vier, ainda
que seja
a
morte,
com
a
qual
fui
amea
çado
no
primeiro
protesto;
mas
quanto
seria
feliz
se
chegasse
a
derramar
até
á
ultima
gotta
do pouco sangue
que
ainda
tenho
nas
veias
!
Confesso
que não
sou
digno
de
alcançar
tão
grande
felecidade;
estou
nas
máos
de
Deus,
cumpra-se
a
sua
vontade.
Resla-tne
copiar
a
copia
do
meu
pro
testo contra
o
scisma, cujo
original,
creio
que
estará no
archivo
competente
da
ca-
tiiara ecclesiastica
bracarense, não
obstante,
ser
tauibuin
discutido
nos
tribunaes
civis.
O
exordio
é
d
’
este
modo: Mandando-
me o
revd.0
Arcipreste
da
comarca
de
Vaieoça uma
circular com
data
de
30
de
Dezembro
de
1837
pedindo-me
qne
o
in
formasse
se
n
’
esla freguezia de
Paredes
havia
algum
ecclesiastico
scismatico;
infor
mei
que
nào,
e
pela
parte
que
me
tocava
respondi-lhe
do
modo seguinte:
Attesto
á
face
do
céo
e
da
terra,
de
Deus
e
dos
homens,
que
sempre
fui,
sou
e
serei
serapre
obediente
á
Egreja
e
ao
Somrao
Poulifice,
e
ás
mais
auctoridades
ecclesiasticas
legitimas,
e canonicamente
instituídas,
caracterisadas
com
a legitima
missão
na
fôrma
invariável do
Catholicis-
mo.
Que nunca
reconhecerei aquellas
aucto
ridades
ecclesiasticas
(se
assim
se
podem
chamar
sem
crime)
que
não
tiverem
a
mencionada missão divina e cancnica.
e
as
reputarei
sempre,
e
erp
todo o
tempo
como
scismaticos,
transgressores
das
leis
divinas
e
humanas,
e
especialmente
uma
das
ba-es
da
Constituição, que aclualmente
nos
governa,
que
adoptou
a
religião ca-
tholjca
como
religião
do
Estado,
que
nós
juramos manter
e
sustentar
alé
derramar
a
ultima
gotta
do
nosso
sangue,
pois
que
é
a
melhor herança
dos
antepassados.
Santa
Maria
de Paredes,
3
de
Feve
reiro de 1838.
O
abbade,
Bento
Luiz
Alvares
da
Costa.
Declaração.
Constando, aos
abaixo
assignados,
com-
missionados
para
auxiliarem
a
junta
de
pa-
roctra
da
freguezia
de
S.
Victor
na
re-
constrocção da
capella
de
S. Victor
Ve
lho,
que,
certo
indivíduo
com
o
nome
a
que
vulgarmente
se
dá de
Brazileiro,
mo
rador
na
rua
de
D.
Pedro
V,
anda
pro
palando
urbi
et
orbi
que a
commissão,
en
carregada
d
’obter
meios pecuniários,
para
realisar
aquelle
melhoramento, apenas
ac-
ceita
offertas
de
!3$500 reis,
e
que
ap-
pellidára
a
classe
dos
snrs.
brazileiros
de
mações;
declaram,
mui
formalraente,
ter
falsa
tanto
esta
corno
aquella
sua
as
serção
;
e
como
esta
aleivozia
só
tem,
na-
luralmente,
por
fim,
fazer
cotn
que se
não
prssam
conseguir
os
meios
para
levar a
cabo tão
util
quão importante
melhora
mento, veem,
por
este tneio
prevenir
o
publico
de
que
acceitara
toda
e
qualquer
verba
que
espontaneamente
lhe
seja
dada,
e
patentear
ao mesmo
tempo
a
muita
con
sideração
que,
com
as
devidas
excepções,
teem
para coro
essa
classe
que
tanto
cootribue
para o
engrandecimento
mate
rial
d’
esta
terra
e
que
tantos
ados de
lilantropia
costuma
prodigalisar,
pelo
que
se torna
credora
de
muita
consideração
e
respefto
dos
signatários
d’
esta
declaração.
Braga,
21 de
março
de
1876.
Antonio
Santos
d
’Azevedo
Magalhães.
Afitonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
Francisco
Marques
Soares
d
’Aze«edo.
Carlos
Antonio
Ribeiro
Fiancisco
José
Pereira Araújo.
Antonio
Joaquim
Fernandes
Braga.
José Baptista
da
Silva
Taxa.
Antonio
Jo>é
Rodrigues
Bahia.
Custodio
Machado.
José
Antonio
Ferreira
Braga.
José
Antonio
de
Faria.
Antonio
José
Fernandes
da
Silva Braga.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
CoiH|mnhia
«Jraiuntica tiisjiaiaEioJa
sob
a <Jireeção
do uni*. José
EítiJr
i<j ue*z
Sepw 1 veil.í,
Sabbado
25
de março.
Em
consequência
de
ser
este
o
dia
da
Annunciação da
SS.
Virgem,
e
a
pedido
de
algumas
pessoas,
subirá á
sceoa
a tra
gédia
epica
era
3
aclos:
A VIISGEM DE 1TCCIIA.
A
comedia
em
1
acto:
COXVE3I-S1E
ESTA MULHER.
Principia
ás
8
horas.
IGUDECIMESTOS
O
abaixo
assignado,
encarregado
de
administrar
provisoriamente
o
asylo
dos
entrevados d
’esla
cidade,
não
póde
deixar
de por
este
meio
vir
dar
publico
tesli-
munho
dos
actos
de nobre
generosidade
e
piedosa
beneficencia
que
no
eia
19 d’es-
te
mez
foram
praticados
em beneficio
d
’a-
quella
caridosa
instituição
e
em
explen-
dor
da
festividade
com
que
foi
celebrado
o
Santo Padroeiro
do mesmo
asylo.
Em
nome,
pois,
dos
infelizes
que
n
’
elle
se
acolhem,
tomo
a
liberdade de
agradecer
em
geral
a
lodos
quantos
me
coadjuva
ram
n
’aquelle
dia,
nao
podendo deixar
de
fazer
especial
menção
des
seguintes
illm.
08
e
exm.
os
snrs.
Governador
Civil,
Visconde
de
Marga-
ride,
que,
a
expeosas
suas,
offereceu
aos
asylados
um abundante jantar.
Coronel
Maia,
digno
commandante
do
regimento
8, que
obsequiosamente
conse
guiu que a
amestrada
banda
do
seu re
gimento tocasse
brilhantemenle
no
jardim
da
casa.
Conego
Antonio
Francisco
Pereira
d
’
Al-
tneida Coutinho
por
se
prestar
a
celebrar
a
missa
solemne.
Manuel
João
de Paiva
por
abrilhantar
a
funeção
com
a
excellente
musica
da
sua
capella.
José
Vieira
da
Cunha
por
armar o
oratorio
com
os
enfeites
da
sua arte.
Manuel
Ignacio
da
Silva
Braga
por
oflerecer
a
cera
que
ardeu
á
festa.
Braga,
22
de março de
1876.
Antonio
José
Pereira de Magalhães
Júnior.
Reunião de credores
Por
despacho
do
snr.
Juiz
Commts-
sario
da
falência, d
’
Esteves &
Filho,
ne
gociantes
que
foram
na
villa
dos
Arco*
de
Valle-de
Vez,
foi
marcado
o
dia
5
de
abril
proximo
para
a
reunião
de
credores,
para verificação
de
ctedilos,
o
que
se
faz
publico
para
os
fios
convenientes.
Braga
22
de
março
de
1876.
O
curador
fiscal
provisorio
(3046)
Manuel
José
d'Abreu.
S
HO
4D
X*
'í.A
«ii,
x>.3
f
PINTO
19
—
Rua
do
Carvathal-
19
Chilas
laigas
de
superior
qualidade
a
90
réis o covado.-
(-3032)
ÉDITOS
DE
10
DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca
de
Braga e cartorio
do
escrivão
Pessa, cortem
éditos
pelo
praso
de
10
dias
a
contar des
de
22
do
corrente
mez
em
diante,
citando
e
chamando
todos
os
credores
incertos
que
tenham
direito
e
acção
á
quantia
de
réis
581$000,
penhorada
na
mão
do
depositá
rio
geral
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Tei
xeira, d
’esta
cidade, que
depo-ilou
Ma
noel
José
da
Rocha,
da
freguezia
de
Se
queira,
da
Compra
que
fez
do
Campo
da
Portella,
sito
na
dita
freguezia, e
mais
a
quantia
de
l:030:?000
réis,
que egualmen-
te
foi
penhorada
na
mão
do
mesmo
depo
sitário
geral, que
depositou
João Antonio
Dias,
da
freguezia
de
Ferreiros,
pela com
pra
que
fez
do
campo
da
Bouça
da Code-
ceda,
sita
na
dita
freguezia
de Ferreiros,
as
quaes
propriedades
compraram
e
arre
mataram
a Francisco José da
Silva
e
mu
her
da
freguezia
de
Sequeira,
e
hoje resi
dentes
no
largo da
Sé d
’
esla
cidade
cujos
pro
ductos
foram
penhorados
na
execução
hipo-
thecaria
que
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Bar
bosa, d
’
esta
mesma,
promove
contra
os
ven
dedores
por
serem
expeciaes
hipothecas
da
sua divida,
cujas
citações
tem
de
serem
acu
sadas
na
audiência
do
dia
6
do
proximo
seguinte
mez d’
Abtil
pelas
9
horas
da
ma
nha
no
tribunal
das
audiências
no
largo
de Santo
Agostinho
rfesla
cidade,
e
ahi
tem
de
ser
assignados
outros
dez
dias
para
dentro
d
’eiles
comparecerem
com
os
seus
artigos
de
’
preferencias,
com
pena de
que
não o
fazendo,
serem
lançados,
e
se
seguirem
os
mesmos
termos
da
execução.
Bernardo
da
Cunha Pinto
Barbosa.
—
iiMJTnTrmrn~.tmmr
i.-Ti
irr-runrTtTriT-iurrWTirrri
—
•
•••■
VENDE-SE
uns
bens
no
conce-
ll>°
(
^
e
Celorico
de
Basto,
fre-
guezia
de
Canedo, perto
da
ca
pella
de S. Mamede,
o.s
quaes
dão
muito
bom
vinho,
azeite,
pao e
castanha,
e
tem
bravios
que
chegam
para cultivar
duas
grandes
quintas.
Quem os
pertender
diri
ja-se
a
D.
Maria
Alexandrina
C
rrêa
Pe
reira
de
Magalhães,
casa
de
Vallinho,
fre
guezia
dc
Beiie,
concelho
de
Paredes.
(3041)
Aforam-se
ou
vende-se
Quatorze
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e
170
p.
ds
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro Januário, n
0
97,
com
seu
do
no
João
Mtanoel
Pereira.
(3013)
i.
MBfiífiO
CaaMgio
de D. L
xbsík
S,
m
.°
fl
(entrada
da
rua
dos
Capellistas)
.Grande
sortimento
de
failes
prelos
para
a
Semina
Santa
•
Merinos
pretos,
alpacas
pretas,
véos
pre
tos
de
seda,
livros de
missa,
e
muitos
outros
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento.
Preços
sem
competência.
SEM
COMPETIDOS
EM
PREÇOS
chapelaria
bracarense
j
OJKEIDA
maia
AA
—
Elsíti
«lo
Souto
(meio
da
rua)
—
4<
Este
estabelecimento
acaba
de
receber
um
variadíssimo
sortimento
de
chapeos
de
seda
e
de feltro
ou
castor,
para
homem
e
menino
; bonets
par;;
ditos,
de
seda, casi
mira
e
montagnac.
Também
fabrica,
concer
ta
e põe á
moda
todo o
chapeo
que
disso
seja
suscepttvel.
O
annunciante
convida
o
respeitável
pu
blico
a
certificar-se
do
que
avança.
(2996)
VENDA DE PROPRIEDADES
No
dia oito
do
proximo
abril
pelo
meio
dia
na
casa
numero
29
do
Campo
de
D.
Luiz
l.°,
tem
de
arrematar-se
asquinta-
ditas
de Santo
Adrião,
a da
Picota,
eada
Ribeira
e
suas
pertenças
sitas
nos
subúr
bios
d
’
esta
cidade
e
freguezia
de
S.
La-
zaro;
a
quinta
de
Paços
e suas
perten
ças,
sita
na freguezia
de
S
Victor
;
e a
casa
n.°
48
do
campo
de
Sant
’Anna; per
tencentes
ao
casal
do
fallecido
exc..
m
®
Manoel
de
Magalhães
de
Araújo
Pimentel;
e
isto
por
deliberação
da
Commissão
li
quidatária
do
mesmo
casal
Braga
20
de Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
(3048)
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e Almeida.
TlãSíF"
■ r.miKXSK
35— Rt A DO CARVALHAL—35
A
Abriu-se
no
dia 6
do
corrente,
este
grande
deposito
de
tabacos
de
todas
as
fabricas do í
‘orlo
e
Lisboa,
taes
como
Xabragas,
Lealdade,
Santa
Apolonia,
Na
cional,
Portuense, Manilha
e
Fi
delidade.
Grandes deseontos
aos
srs. estaaa-
queiros
Os
srs. consumidores
parti
culares
terão
neste
estabeleci
mento
rapé
e
todos
os
mais
ta
bacos
por
preços
que
não
encon
tram
em
outra
parte.
(3042)
MiiADOB -
João
Baptista
Ribeiro
5®
—rua
Jfiov»—5®
Participa
aos
seus amigos
e
Peguezes
que
o
seu
estabelecimento
se
acha
aograen-
tado.
coin grande
porção de
damascos
para
foirar egrejas,
cortinas
bordadas,
etc.
Riqui-simos
vestidos
para
anjos,
em
nu
mero
muito
abundante; o
mesmo
em
corti
nados
prelos
pata
enterros, tendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores
canos
funera
-
rios.
Faz.
caixões
e hábitos
de
todos o
preços,
seja
o
mais
rico
que
lhe
queiram
encommendar,
promplificando-se como
é
do
seu
costume,
a
desempenhar
tudo
o
me
lhor
possível
e
por
preços
muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento
se
vende
uma eça
com tudo
que
lhe
pertence,
em
muito
bom
esiado
(3037)
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artiflciaes
com
per
feição.
Presla-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanCAnna
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás 5 da tarde (3051)
CO3ME®
a
.
1.9.0
YB
BE BKF,m:S
NORDDEUTSCHER
LLOYD
Carreira
mensal
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.3
classe para SANTOS e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
GUADIANA
.
.
28
de
Março
DOURO. .
.
.
14
de Abril
MONDEGO.
.
.
28
de
Abril
ELBE
....
13
de
Maio
MINHO.
...
28
de
Maio
NEVA
....
13
de
Junho
PREÇOS COMMODOS
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
O
segundo
paquete
d’
esla
Companhia
a
sahir n
’
esta
nova carreira
é
o
«Salier»
I
de
3:100
tonelladas
de
Lisboa
em 10
d
’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na
carreira
qne
a
Companhia
tem
sustenta
do
durante alguns annos eotre
Bremen
e Nova-York.
vão
tendo
em
Portugal
a
pro
tecção
que
merecem,
pois
teem
os
mais modernos
aperfeiçoamentos
e
esplendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
cootraclados
cosinheiros
e
criados
portuguezes
para
estes
paquetes.
A
bordo de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é obrigado
a
prestar
seus
serviços
gra-
tuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos agentes
Raweg
&
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
thesouraria
do B*anco Mercantil,
ou
largo
de
8. Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(6*)
Cadn
paquete «1’esta companhia
leva
a
bordo
criados e cosinSíeiros
portuguezes para
commodida
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
hordo os passageiros
teem grátis causa, roupa de cama, co
mida feita
por cosinSteiros portuguezes, viiího duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de eriados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de
século
tem feito
com que
os
pa
quetes d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accomodaçôes
a bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d’
entre
elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS PAQUETES
preferidos pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do Brazil, como também S.
A.
o Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL, rua
dos
Inglezes, 23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
viila,s.
Agente
em
Braga o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
JOSE’ DA SILVA FUNDÃO
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sai
ias,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
B
cipiar
em
80
reis a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
|
Vende
cimento
roma-
B
no
para
vedar
aguas,
ges-
|
so
para estuques
de
ca-
J
sas,
tudo
de primeira
qua-
B
lidade.
(Z*)
e
PIANO
Vende-se um
proprio
para
ensino
por
13$500
rs.
na
rua da
Cruz
de
Pedra
n.°
6.
(2993)
Com
loja de fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de
baixo),
68
t
Participa
aos seus
amigos
e
fre
guezes,
tanto
d
esta
cidade
corno
das
províncias que
tem
um bonito
e variado
sortimento de fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas, cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2-5300
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós
de casimira
e
de
alpa-
qnes
inglezes.
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgnrão
de
seda e
de casimira de
todas as
qualidades, de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
íica-se
a
ticar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
Deguez.
(1*)
anã
Eeontamiea
pinlaoristi*
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada
capital
.
.
.
.
500:000^000
Rua
Nova
de
Sousa
n.°
9
BRAGA.
Deu
principio
ás
suas
operações
no
dia
1
,°
de
março,
empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joas, papeis
de
credito,
cereaes,
rou
pas,
moveis,
ferramentas,
finalmente
sobre
todo
e
qualquer
objeclo
de valor.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
Estará aberta
todos
os
dias
inclusivé
os
sanctificados
desde
as
9
ho
ras
da
manhã, até
ás
10
da
noite.
D0 ALTO D0UR.0
BA
CASA
BE
VILI.A E»®UCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
O
CRAWBK
DEPOSITO ME MAC3II-
XAS
BE COSTURA
DE
Construirias
por
II. J.
Petit,
de
HruxrllKS
13
—
Praça
de Carlos
Alberto—14
PORTO.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
» »
»
.
190
»
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
n
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
.........................
360
»
»
velbo...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
50t
'
»
Roncão...................................
700
»
Alvaraihão
...................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a rttalho
pirt meza
50
e
8(
),
0
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
cbytnico.
(N*)
Veode-se
uma
morada
de
casas
si
tuada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.°
91.
Vê-se
das
3
ás4da
tarde.
Quem
a
pertender
falle com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
N
’
este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um grande
sortimento
de
maelti-
nas
de
eootura
para
famílias,
coslurei-
ias,
alfaiates,
estofadores,
chapeileiros,
sa
pateiros, correeiros—
<le
bordar,
execu
tando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e
côres,
em
relevo
etc.;
DE
GRAVAR
CALÇ
a
DO
E
DE
LAVAR
ROUPA.
Garante-se
a
peifeição
e duração
de to
das as
machinas.
Facilita-se
o
pagamento
e
aprendisagem.
Ensina-se
a
trabalhar
gratuitamenle
e
facilita-se
o pagamento
em prestações.
Ha
sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas
para
bordados
e
costura, assim co
mo
lodos
os accessorios
e
peças
sobrese-
lentes
para
as
diversas
machinas.
Tem
deposito
em
Braga,
em casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2968)
Quem vier
a
esta
redação
declarar
o
nome
e naturalidade
do
indivíduo
que no
dia
13
do
corrente,
junto
á
estação
do
Pinheiro,
do
caminho
de ferro
do
Minho,
em Campanhã,
foi
apontado
de
ter
apa
nhado
um
porte-monet
com
uma
quantia
superior
a
200$000
rs.,
receberá
uma
boa
gratificação.
(30.43)
JÂ
CHEGOU
A
polvora do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta, n.o 132.
(2982)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
