comerciominho_24021876_461.xml
- conteúdo
-
P
reços
:
Draga,
anno
1^000
rs.=Semestre
850
rs.°=Proviri-
cias,
anno 2§400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.-=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda forte,
ou
8&000
reis
è
Í&500
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20 rs.,
repetição 10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d’
abatimento
Assigna-see
vende-se
no
escripiorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E, para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi
naturas são pagas
adiantadas;
assim como
as correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
MCA-S
3S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ER4I.
A-
QtJftXTA-FElRA
84
DE
FEVEREIRO
A
’
Hispanha
catholica.
Tem-se
ferido
já, e continuarão
a
fe
rir-se
no
Norte
da
Hispanha
as terríveis
batalhas
entre
os
soldados
da
legitimidade
e
os
da
revolução.
Correrá
alli
em
tor
rentes
o
sangue
generoso
dos
nossos
visi-
nhos,
e
Deus
sabe
para
que
lado
penderá
afinal
a
victoria
n
’
essa
lucta,
que
contem
plamos
assombrados,
e
que
não
póde
dei
xar
de
ser
diuturna,
encarniçada
e
sobre
modo
sanguinolenta.
E*
incerto,
repetimos,
o
resultado
d
’e»sa
guerra,
apesar
da
louca
segurança,
com
que
d
’
elle
nos faliam
os
periódicos
Irbe-
raes
de
toda
a
Península.
Porque,
se da
parto
dos
allonsinos
está
?
força
numérica
e os
mais
meios
de
combate,
incluindo
a
escandalosa
deferencia
de
uma
potência
visinba, da parle
dos
carlistas
está
a
con
sciência
da
nobre
causa,
que
defendem,
e
essa
fé
grandiosa
e
mais que
humana,
a
que
Deus
ha
promettido
milagres.
Não
delimitam
alli
os
dois
campos
adversos
apenas
as
opiniões
dinásticas
e
os
princípios
políticos.
E'
mais
profunda
a
sanja,
que
os
separa, porque
é
o
abis
mo,
que
existe
entre
a
verdade
e
o
erro,
entre
a
fé
e
a
descrença, entre
a
luz
e
as
trevas,
entre
a
religião
catholica
e
a
revolução
athêa
e
inimiga
jurada
de
todo
o
principio
religioso.
No
alto
da
bandeira
carlista
vê-se
a
Cruz,
como símbolo
da
crença
em Je-us
Christo,
do
amor
á
religião
santa
do
Cal
vário,
do
respeito ao
Pontífice
Supremo,
que representa
o
Filho
de
Deus
sobre
a
terra.
A
Cruz
encimará
também
a ban
deira
aflonsina,
mas
apeoas
como home
nagem
hipócrita
aos
sentimentos
religiosos
da
maioria
do
bom
povo
hispanhol,
e
pa>a
que
á
sombra
d
’
ella
se
obtenha
o
triunfo
de nm governo, que
oma
vez
consolidado,
se
lançará
abertamente
oa
senda
revolu
cionaria
proclamando
o E-tado
omnipo
tente,
o
Estado
sem
religião, o Estado
sem
Deus
I
Comprehenderão
isto
todos
os
bispa-
nhoes
de boa
fé?
Pateceqtie
não!
Porque se o
compre-
heudessem
leriam
todos
abandonado
esse
throno
em
que
se
assenta
uma
crença
ali
mentada
aos
peitos
do
liberalismo,
pre
venida
pelas modernas maximas revolu
cionarias,
orgulhosa
da
sua educação
m-
diflerentista,
e
destinada
a
restabelecer
na
Hispanha
um
d
’
esses
governos
do
justo
meio, que,
na
frase
de
um
escriptor
in
suspeito, «vergonhosameule
collocados
en
tre
a
antiga
sociedade
monarchico-religiosa
e
o
socialismo
moderno,
nem
sequer
eu
coutrarào
um
logar
onde
possam
morrer
honradamente».
E
todavia
o
caso é
digno
de
ser
mui
sériamente
meditado
por
todo
o hispanhol
que,
apesar
de
siucerameme
catholico,
ainda
se
conserva
ao lado
do
throno
de
D.
Aílooso,
alçado
rei
sobre
os
pavezes
da
revolução,
e
que,
se
por
um lado pa
rece
acatar as
antigas
tradições
calholtcas
da
Hispanha,
por
outro
já
pactua
aberta
mente
com
os
detestáveis
princípios
saídos
da
craléra
revolucionaria
de
89,
para
sub
versão
de
toda
a
ordem,
e
para
destrui
ção
do
calholicismo
e
da Egreja
em
toda
a
terra.
Pensem
esses hispanhoes
illudidos na
tremenda
responsabilidade,
que
sobre
elles
pesará
um
dia,
quando
consolidado o
thro-
no
de
D.
Aílooso,
se
virem
ua Hispanha
as
sceoas
desoladoras,
que
hoje
se estão
presenceando
na Allemanha
e na Italia.
Pensem
ainda
em
qoe
sobre
elles
cairá
o
o
sangue
de
tantas
viclimas,
derramado
n
’
esses
sangremos
recontros
do
Norte;
sangue,
que haveria cessado
já
de correr,
se
todos
os
hispanhoes
sincerameute
ca-
tholicos
houvessem
abandonado
um
throno
que
os
catholicos
de
lodo o
mundo
nã<>
podem
deixar
de
olhar
como
esseucialmente
revolucionário
e
anti-christão.
Sim, podemos
affoitamente
aflirmal-o:
Se
em
Hispanha
ha
ainda
um
grande
nu
mero
de
indivíduos,
que
espera
do
joven
D.
Aflonso
um
reinado
favoravel
ao
ca-
ibolicismo,
essa
illusão
já
não
é compar
tilhada
pelos
catholicos
dos
outros
paizes,
nem essa esperança
póde
ser
alimentada
á
face
das
lições
da
historia
contemporâ
nea,
nem
mesmo
em
vista
dos precedentes
do
joven
filho
dTzabel
II.
Entre
D.
Carlos
e
D.
Aflonso está
de-
íinilivamente
pronunciado
o
verediclum do
grande
partido catholico,
e
mesmo
o
do
grande
partido
revolucionário
de
todo
o
mundo.
D.
Carlos
VII
é
para
o
primeiro
desses
partidos
o
unico
monarcha
possí
vel
para
um
povo,
que
timbrou
sempre
em
conservar-se
fiel
a
essa
religião
santa,
implantada
na
Hispanha
pelos
propiios
Apostolos,
sustentada
heroicamente, n
’uma
lucia
de
séculos, contra
o
alfange
dos
sequazes
de Mafoma,
e
acatada por
uma
brilhante
série
de
reis
desde
Recaredo
até
quasi
aos
nosso»
dias.
Assim
é
que
a
impren-a catholica
ma
nifesta
em
toda
a
parte
a
sirapathia mais
sincera
pelo
moço
príncipe,
que
n
’esle
momento está
sustentando
heroicamente,
á
frente
de
um
punhado
de
bravos,
essa
temerosa
guerra
conlra
as
numero-as
hos
tes
allonsinas,
em
uma
campanha
que
já
não
póde
deixar
de
olhar-se
como
mira
culosa.
Assim
é
lambem
que
as
juntas catiio-
iicas,
nomeadamente
a
central
d
’
luglalerra,
coadjuvam
os
homéricos
exforços-de
D.
Carios,
porque
vêem
no
triunfo
da
sua
causa
o
triunfo
do
calholicismo
na
Penín
sula
Ibérica,
e
—
quem
sabe?
—
talvez
na
Europa
inteira.
Pelo
contrario
a
revolução
tem
os
olhos
fito»
cm D.
Aflonso,
e
d
’
elle
espera
o
seu
triunfo ua
Hispanha.
Dão-lhe
direito
a
esta
esperança
a
educação
do
filho
de
Izabtl
II,
os
homens,
que
elle
chamou
para
seu
lado,
os
actos
mais
caracteris-
ticos
do
seu
governo,
e
sobre
tudo as
de
clarações
saidas
da
sua
própria
bocca
em
mais
de
uma
occasião solemne.
Haverá
apenas
um
atino
que
elle
dizia
aos que
o
rodeavam:
«Tenho
observado
como
correm
as
coisas
nos
oulros
paizes,
em
que
hei
vivido. Cada
um
professa a
religião
que
mais lhe
apraz,
e
por
ninguém
é
perturbado
no
seu
culttr,
nem na
sua
fé,
nem
n.is
suas
opiniões
religiosas.
A
este
respeito
estamos
muito
atrazados
em
Hispanha
.......
D
’
oravante
havemos
de
ser
mais rasoaveis,
mais
tolerantes
I
Não
com-
prehendo
que
o
Papa
tenha
um
domimo
temporal.
A
sua
missão
consiste em
orar
a
Deus, e em
escrever
cartas
a
bispos.
Ultiae
que
eu
nao
sou
nenhum
ultramon-
lano
!»
Fundada
sem
duvida
em
todos
estes
dados
e
declarações,
a
imprensa revolu
cionaria
de
ioda
a
Europa
saudou
jubilo-a
a
enlhronisação
de
D.
Aflonso,
e
um
jor
nal
italiano
tirou
lhe
immediatamenie
o
seguinte
horoscopo:
«D.
Aflonso
pensa
em
conciliar
os
iuteiesses da
liberdade
com
os
do
calholicismo,
as
exigências
do
pro
gresso
civil
com
as
da
Egreja Romana.
Elle
declara-se ao
mesmo
tempo
catholico
e
liberal. Ora
como
nas
condições
acluaes
uão
ha
algum
pomo
de
contacto
entre
o
bom
catholico
e
o
liberal,
porque
este
é
a
negação
daquelle,
elle
provavelmente
ha
de
acabar
por
lornar-se todo
liberal
ou
todo
catholico;
d
’ouua
fôrma,
liberaes
e
catholicos,
não
o
contando
como
amigo
siucero,
se porão
de
accordo
para
hosti-
lisal-o».
O
tempo
tem mostrado,
que
já
não
ha
que
fazer
de D.
Aflonso
um rei
bom
catholico,
e
custa
a
crer
que
haja
ainda
em
Hispanha
um
partido,
que alimente
similhante
illusão!
Dado
mesmo
que,
por
meio
dos
conhecidos
processos
do
regimeo
liberal,
podessem
os
catholicos
collocar
se
á
freme
dos
negocio*
públicos,
seria
per
manente
o seu
triunfo
e
seguro
o
seu po
der,
Migeito aos
caprichos
de
um
rei. mal
intencionado,
ás
maquinações
e
intrigas
dos
partidos,
e
á
acção
deleteria de
um
sistema
politico,
do
^;oal affirma
com
ra-
são um
dos
mais
illustres
publicistas
his-
paohoes
—
Donoso
Cor
tez—
qoe
aonde
elle
impera
todos
devem
ser
forçosamente
cor
ruptores
ou
corrompidos?
.
Hispauhoes
illudidos
!
Se a
vossa
fatal
indecisão
fôr
causa de
que,
debellados os
carlistas,
se
firme
no
throno
esse
monar
cha,
que
ainda
mal
seguro n
’elle
já
pre
tende
mimosear-vos
com
os
fructos
mais
amargos
do
liberalismo
condemnado
pela
Egreja,
não
tardará a
ser
seguido
oa
vossa
patria
o
exemplo
dos
oulros
governos
hos
tis
ao'
calholicismo. Vós
vereis
a
Egreja
escravisada,
os
seus
ministros
deshonrados
e
perseguidos,
as suas
leis
despresadas,
conculcados
os
seus
direitos,
e
aflastada
do
regimeo
do
estado
toda
a
ideia
de
Deus e
de
religião.
E'
terrível
a
profecia, mas
o
seu
cum
primento
é
rufallivel.
Seria
mister
desco
nhecer de
todo
o
que seja
o
liberalismo,
o
que
seja
um
rei,
que
paclúa
com
a
revolução,
para
pôr
em
duvida
estas
con
sequências
funestas,
que
acaba
de
annun-
ciar-vos,
em
voz
debil,
mas
convicta,
um
dos
mais
obscuros campeões
da
religião
e
da
legitimidade
I
Um
só
meio
vos
resta
pata
evitar
tan
tos males.
E
’
voltar
as
costas
a
esse
rei,
que
vós
não
escolhestes,
mas
que
accei-
listes,
incautos,
das mãos
da
revolução,
agrupando-vos
todos
em
torno
da bandeira
de
Carlos VII,
verdadeiro
alhlela
da cama
de
Deus
e da
patria,
da
justiça
e
<io
di
reito,
e
o
unico
monarcha,
que
convém á
Hispanha
catholica,
para
curar-lhe
as
fe
ridas
do
presente
e
asseguiar-lhe
a
paz
e
a
prosperidade
no
futuro.
D. M.
SOTTb-MAYOK.
Revista
estrangeira.
Não
é
muito
para
tranquilisar
os
âni
mos
o
aspecto
que
aclualmente
offerece
a
Europa.
Por entre
uma
atmosfera,
na
apparen-
cia
limpida
e
serena,
como
que se
pre
senteai
os
simptomas
de
uma
grande
e
próxima
lormenta.
Promessas
de
paz
não
faltam.
Protes
tos de
não
perturbar
a
tranquilidade
eu-
ropea,
também
sobejam.
A
experiencia
todavia
tem-nos
mostra
do
o
que
devemos
esperar
d
’estas
pro
messas
e
d’
estes
protestos,
que
são
quasi
sempre
os
precursores
de terríveis
desor
dens.
Doode
sairá,
porém,
a scentelha
que
ha
de
produzir
o incêndio,
por
lodos
mais ou
menos
previsto?
E' o
que
ignoramos.
Se houvermos de
dar
credito
aos
pre-
sagios
de
certo
diplomata
estrangeiro,
e
que
acabamos
de
lêr
no
«JMonde»,
parece
que
Bismark
prepara
mais uma da»
suas
tragédias,
que breve
apparecerá
em
sce-
na.
A
questão do
Oriente
fornecerá
assum
pto
para
o
drama,
cujos
papeis
principaes
serão
distribuídos
pela
Rússia,
Áustria
e
Prussia.
Já
se vê
portanto,
a
serem
certas
as
previsões
do
diplomata,
que
as
demais
nações
não
lerão
que
desempenhar
simples
mente
o
papel
d
’especladotes.
Esta
manobra,
urdida
pelo
manhoso
chanceller,
será
precedida
por
nm
rompi
mento
muito
breve
da
Rússia
com
a
Áus
tria,
o
qoe
daiá
em
resultado
segundo
os
cálculos
de
Bismark,
a
morte
do
império
lauslriaco
em
proveito
da
Allemanha.
Será
isto
um
mero
produclo de
imagi
nação,
ou um
receio
que-a
França
tem
de
se
ver
de
novo
nas
garras
da
sua
má
visinha
?
E
o
qoe não
podemos
aflirmar,
não
devendo
todavia
esquecer
de
que
os
fa
ctos
revelam,
que alguma
coisa
anda entre
mãos.
Assim,
emquanto
que
a
Áustria
activa
de
uma maneira
assombrosa
os
seus
pre
parativos
militares
na
Dalmacia.
a
Rús
sia,
segundo
um
despacho
de
S.
Pelers-
burgo
para
a
Agencia
Havas,
procura
du
plicar
o
seu
exercito,
transformando
em
batalhões inteiros
os
seus
meios
batalhões,
e
fazendo
entrar no
exercito
aclivo
os
ba
talhões
de
reserva.
Quererá
isto
dizer,
qoe
estas
nações
depositam
muita
confiança
nas
intenções
pacificas,
tão
apregoadas
por
toda
a
par
te
?
Ha
pouco
ainda
o
general
Montenffel
expritnia-se
por estas palavras,
que
não
devem
perder-se
de
vista:
—
«Para
a
pri
mavera
vae
haver o
diabo.»
Oxalá
que
o
grande
general
e
liabil
politico
se
engane;
mas
é bem
para
re-
ceiar,
que
os
factos
o
não
desmintam. *
—
Em
França tudo
está
a
postos
pa
ra
as
eleições de
deputados, que
devem
fechar
o pericdo
eleitoral,
por
que
aca
ba
de
passar
a
nação
christianissirna.
Parece
comtudo, qne
apesar
da
altitu
de
e
mais
meios
do
costume
empregados
pelos
radicaes
e
bonapartistas,
o
maior
numero
de
probabilidades
se
inclina para
os
conservadores.
E
se
a
França
tiver
aprendido alguma
coisa
oas
suas recentes desgraças,
assim
o
devemos
crer
tamb-m.
Por
outro
Ldo estão
os
discursos
dos
radicaes
e
bonapartistas a desmascararem
est,
s
dois
partidos.
E
quando se
lêem
nos
diflerentes
jornats
as
blasfémias
soltas
n
’
es-
ses
discursos,
e
os
odios
u
’
elles
revelados
contra
a
Egreja
Catholica, é licito
acre
ditar,
que
uma
nação,
que
inteira
se
dis
põe
para
o
acto
eleitoral
com
uma
no
vena
de
preces
publicas,
saiba
repellir
com
dignidade
e
energia
estes
eternos
inimi
gos
de
lodos
os
princípios
da
ordem
e
da
justiça.
—
Passando
á
Itália
que
encontraremos
nós
digno
de
admiração? nada, porque
tudo
quanto
alli
houver
de
mao, deve
ha
muito estar
previsto
por
lodos.
Não
ob-tanle,
registrarem:
s
aqui
mais
um
roubo,
planisado
por
aquelle
governo,
que
sempre
de garras
aguçadas
para
tu
do
quanto
é
da
Egreja,
ou
que
com
ella
tem
relação,
prepara
o
assalto
a
quantos
institutos
de
beneficência
ha
n
’
aquelle
des
graçado
paiz,
e
que, fundados
e
multipli
cados todos
os
dias
pelo
sentimento
ca
tholico,
matavam
a lume
a
tantos
infeli
zes.
A par
d
’
isto
está
a
fraqueza
do the-
souro
e
o
descrediio
financeiro
de
Victor
Manuel,
descrédito
que
ainda
ha
pouco se
manifestou
apesar
de por
um modo, um
pouco
eucube
to,
por um
projedo de lei
em
favor da lista
civil.
Dizia-se
que
essa
ajuda á lista civil
era
exigida
pelas
despezas
feitas
com
as
novas
cavalhariças
mandadas
fazer
por Vi
ctor
Manuel,
ma»
o
certo
é
que
além
d
’
essas
despezas supérfluas,
outras
ha
e
tem
havido
escandalosas,
que
tem
de ve
ras
arruinado
e
compromettido
o
credito
financeiro
do
galanluhomo, e
a
"propo
ito
das
quaes
se
esperam
revelações
impoitan-
tes.
Ultimamenle
projectava-se
dar-lhe
o
convento
do»
Jesuítas,
para
que
elle
se
vendesse
e
pagasse
suas
dividas;
mas
se
ellas
são
tantas-que
se
contam
por
7Q
mi
lhões
de
francos.'..
Em
lodo
o
caso
a
Egreja
é
que
paga
tudo,
até
os
escândalos;
mas
lambem
é
I
verdade que nunca
nioguem
medrou
com
lo
alheio.
Afóra
isto
ha
os
rumores
de
uma
guer
ra
ua
próxima
primavera, rumores que
segundo
uma
correspondência
para
a
«Ga-
zeila
universal
da
Allemanha
do
Norte»
tem
feito
com
que
os
fundos
desçam
de
uma
maneira
palpavel.
E
é
a
questão
do
oriente,
que,
segun
do
o
correspondente,
traz
preoccupados
os
ânimos
dos
italianos,
chegando
a
affirmar-
se
qne
na
próxima
primavera
uma
guerra
europea
transformará
corapletamente
a
carta
da
Europa.
Segundo
o
mesmo correspondente
diz-
se
que
no
discurso
da
corôa
o
rei
explica
ra
em
sentido
pacifico
as
palavras
pro
feridas
por
occasiâo
da
recepção
do
novo
anuo
Todavia
os
italianos,
como
todo o
mun
do,
sabem muito
bem
que
não
depende
da
vontade
de
Victor
Manuel
o
bom
tempo,
e
por
isso
o
receio
e
a
inquietação
geral
continuam.
—
Emquanto
á
Hispanha,
melhor
nos
poderá
informar
o
nosso
correspondente
de
Madrid,
do
estado
em
qoe
se
eocon
tra
aquelle
pobre
paiz,
que
a
revolução
levou
até
ao
ultimo
grau
de abatimento.
Além
do
que
os
lelegrammas que
de
lá
nos
chegam
são tão
confusos,
e
tão
pouco
acreditáveis,
pelo
descrédito
em
que
caíram
as
agencias
que
nol-os
traosmit-
tem.
que
nada
se
póde
dizer
cora segu
rança
do
que
por
lá
se
passa.
E
para
prova
do
credito
que
merecem
as
agencias,
alii
vae
um
facto
com
que
por
hoje
daremos
fim
a
esta
revista.
Todos
estarão
lembrados,
de
qoe
ha
dias
a
Agencia
Havas
nos
enviou
um
tele-
gramma
nos
seguintes
lermos:
«0
prínci
pe
xlberto
da
Baviera chegou a
Malaga».
Ora
quem
souber
que este
príncipe
ffiriru
u
a
21
de
setembro
de
1873,
ha
de
por
certo
admirar-se,
e
não
sem razão,
de
que
elle
apparecesse
em
Malaga no dia
7
ou
8
do
corrente,
sendo
d’este
ultimo
d'a
a
data
do
lelegramma.
- -------------
írjam-se n'e»Se eapelíio.
Chamamos
a
attenção
dos
liberaes
por-
luguezes
para
o
seguinte
lacto,
que
aca
bamos
de
lèi
etn
uma
obra
receutemenle
publicada
sobre
os
Estados-Unidos
da
Ame
rica.
Um
cetto
Lucas,
catholico,
havendo
sido
excommungado
peio
seu
pastor,
inter-
pôz
recurso
por
diflamação
perante
o
Stt-
prerao
Tribunal.
que
sentenciou
a
causado
seguinte
modo:
<0
tribunal não
pode
exa
minar
se
a
Egreja
procedeu
bem
ou
mal
excommutigando
Lucas;
poiquanlo
é in
competente e
sem
poder
para
reparar o
aggravo,
que
o
recorrente
sustenta
ha
ver-lhe
sitie»
feito.
Cosno
elle
se
tornou
membro d’
esta Egreja,
liceu espontanea
mente
sujeito á
sua
auctoridade,
e
nenhum
tribunal
sobre
a
terra
póde
examinar
os
actos
da
jurisdicção
ecclesiastica».
Que
di
zem
a
isto
os
Barlholos
e
Baldos
do
li
beralismo
d
’
aqoem
e
d
’
aletn mar,
que
processam
bispos,
cabidos
e
padres
por
meras
actos
de
jutLdicção
espiritual?
Ijonrárcs,
í41 tle
fevereiro
de 4876.
(A'
redacção
do «.Commercio do
Minho»)
NOTICIAS DO NORTE
DA HISPANHA
Em
carta
que
hoje
recebi
de
Tolosa,
datada
do
dia 8
pela
manhã
e
de
fonte
segura
me
diz
um
amigo
:
«Desde
o
dia
23 até
27
de
Janeiro,
inciusivamente,
perdeu Moriones perto de
2,000
homens.»
Jslo
foi
principalmente
no
reconhecimento
que
tentou
sahindo
de
S.
Sebastião
a
23,
e
tendo
de
se
retirar
de
pois
de
algum
combate,
e
no
dia 27,
quan
do
sahiu
a
atacar
forlemenle
os
reductos
carlistas,
e foi repulsado
com
grandes
per
das,
como
já
referi
ultimamente).
«Está
por
agora
embaraçado.
Nós
estamos
per
feitamente
seguros emBiscaya.
«Martinez
Campos
está
encerrado
no
Baslan
á
roda
de
Elisóndo.
Offerecemos-
Ihè
batalha
com 19
batalhões;
que
não
aceitou.
Mas
será
fuçado
a
nos atacar.
Teria
sido
forçado
a
refugiar-se
em Fran
ça,
se
as
auctoridades
Francez.as
não ti
vessem
outra
vez
violado a neutralidade
perinitlindo
a
passagem
de
munições
para
elles
(300,000
cariuxos).
escoltados
por
soldados
Francezes. Cortámos
as
commu-
nicações
do
inimigo
com
Pamplona;
e
as
sim
Martinez
Campos lem
de
receber
de
França
munições
e
mantimentos.
«
Tem
havido
bastante
combate
em
Biscaya
;
lendo
nós,
para
nosso
plano
de
defeza,
estreitado
as
nossas
li
nhas,
para
que
as
nossas
forças
não
se
achassem espalhadas
de
mais.
0
grande
campo
de batalha
será
na Guipuzcoa e
na
Navarra; se
sahirmos
bem n
’
estas
provín
cias
—
creio
sahiremos;
—
o
inimigo
terá
bre-
vemenle
de
as
evaenar.»
Recebi
as
noticias
precedentes esta
manhã;
eis
aqui
as
qne
recebo
de
Bayona
agora
á
noite
pela
mala
ultima:
«Bayona.
12
de
Fevereiro
[é
correspon
dência Franceza,
mas
bem
informada).
«T<>da
a
gente
honrada
aqui
está
en
raivecida
pela
complicidade
qoe
o
governo
Affonsino
encontra
no
solo
Francez,
não
da
parle
da
população,
mas
da
parte
dos
que
deviam
ler
cuidado
da
honra
nacional.
Um
comboyo
de
carluxame
e
de
granadas,
uns
41 carros,
entrou
antes
d
’hontem por
Behobia.
atravessou
30 kilomelros de
ter
ritório
Francez,
escoltado
pela
gendarme-
ria,
sendo
levado
ao
exercito aflonsino
em
Dancharinea.
Diz-se,
que da
mesma
sorte
se
lhes
vae
enviar
artilheria.
Os soldados
e ofliciaes
affonsinos
pas
seiam
pelas
no<sas
ruas
de espada
á
cinta
em
seus
uniformes.
Faz-nos raiva
lem
brando
nos
da
promessa
do
Marechal
Mac-
Mahon
ainda
ha
pouco,
de
que se
guar
daria
a
neutralidade.»
Como
prova
do que
acabo
de
transcre
ver,
copiarei
a
seguinte
carta que
appare
ce na Semaine de
Bayonne, do
Marquez
de
Franclieti,
dirigida ao
brejeiro
Duque
Decazes
(se
bem
me
lembro,
foi
a
este
Marquez
qne
Mac-Mahon
tinha
dado
a
dita-
declaração,
de
que
se
não violaria
mais a
neutralidade,
como
se
linha
feito
na
fron
teira
da
Catalunha,
quando
foi
do
sitio
de
Seu
d
’Urgel).
(1)
Eis
aqui
as
noticias
qoe
mais
se
an-
nunciam
de Bayona :
—
«Escrevem
de
Endeluza,
no
dia
9,
que
3
companhias
Carlistas
tinham
tomado
na
véspera
um
comboyo
que
<>
inimigo
en
viava
Ztigarramurdi
e
a
Urdax.
E
uma
carta
de
Sanlander,
da
mesma
data,
diz,
que
no
dia
4.
oito
carretas
ca>
regadas
de
viveres,
qne
tinham
sahido
de Bilhão
pa
ra
Zornoza,
com
um
oílicial
da
adminis
tração,
cahiram
em
poder
dos
Carlistas.
«Qoe
Quezada
se
demorara
dois
dias
em
Bilbao,
muito
affectado
pela
descar-
ga
que
dizimou
em
Dima
o seu
Eslado-
maior,
e
matou
o
brigadeiro
Verdu.oque
foi
obra
de
20
atiradores,
commandados
por
Timoteo
Maidadan.
«A
brigada
de
Cirias,
tendo sahido
de
Durango
para
ir alojar-se
a
âbadiano,
ao
chegar
ali
foi
surprebendida
por
6
batalhões
Carlistas.
que
lhe
causáram
grande
perda
em
m
ulos,
feridos
e
prisioneiros;
sendo
obrigado
Quezada
a
acudir
de
Durango
com
a reserva
em
duas
columnas
que es-
tivéram
expostas
ao
fogo
toda
á
noite.
Foi
um
desastre
para
os
affonsinos,
que
livéram
de
requisitar
lodos
os
carros
de
Bilbao
para
transportar
os
feridos.
ULTIMAS
NOTICIAS
Vergara.
'10
de
Fevereiro.
—
S. Magesta
de acha-se no
meio de
seus
bravos
sol
dados. O tempo melhora.
Os
Affonsinos
nào
se
mexem.
As
descripções
que
se
fazem
dos
hor
rores
commeltidos
pelos
Affonsinos
em
Bis
caia, do|exercito
de
Quezada,
enche
a
gen
te
de
indignação.
Tolosa,
li
de
Feveieiro.
—
Forças
de
Martinez
de Campos
no
Baslan,
atacadas
honlem,
foram
rechassadas
das alturas
de
Ciraure
pelo
2.°
batalhão
de
Navarra, que,
reforçado
pelo
1.°
e
3.°
de
guias
d
’
Alava,
guarda
as
posições. O
inimigo
soílreu
mui
ta perda,
conserva-se
encerrado
na
aldea
e
abegoaria
de
Ciranqui;
oito
prisioneiros
foram
remetlidos
a
Vera.
Lizarraga
foi
nomeado
(a grande
con
tentamenlo
da
tropa,
para
tomar
o comman
do
em Estella, em
logar
do
general
Lerga
que adoeceu.
—
El-Rei
passou
revista
ho
je
á
divisão
Alaveza.
Da
Fronteira,
12.
—Já
sab
rá
do
bri
lhante
feito
de
armas,
ante-hontem,
das
tropas
Reaes,
desalojando
o
inimigo
das
posições
e
alturas
de
Ciraure,
forçando-o
a
encerrar-se na
pequena
aldea,
onde
se
abrigou
a
traz
de
suas
trincheiras. As
suas
perdas
foram
importantes.
Foi
o
2.°
de
Navarra
que
opeiou.
Honlem
a
guarnição
de
S.
Macia!
ti
nha
tentado
uma
sortida,
mas
foi
rechas-
saçla
á
baioneta
pelo
8.°
de
Guipuzcoa.
O
hospital
militar
de
S.
Sebastião
ar
deu
inleiramente incendiado pelas
bombas
dos
carlistas.
(Este
facto
já
o
annunciam
os
papeis
Inglezes).
(1)
A
carta
a
que
o
nosso
amigo
se
refere
ja
foi
publicada
em
o
n.°
439
d
’es-
te
jornal.
(Nota
da
Redacção)
Vamos
a
ter
brevemente
factos
e acon
tecimentos
muito
importantes.
Parece que
se
espera
o
Affonsito,
para
o
dia
16;
mas
não
em
mo
em
S.
Sebastião;
pobre
pequeno
Eis
ahi
copia
fiel
Elisondo,
nem
mes-
é
preciso poupar
o
das
noticias.
A.
R.
SARAIVA.
----
—
í’ltinanes
noticias d’fili«2»aa»llaa.
Diz
o
«Commercio do
Porlo»
que por
cartas
particulares
se
sabe
que
rebentou
a
revolução republicana
em
Oreose,
Fer-
rol
e
outros
pontos.
A
ser
isio
verdade,
como
cremos,
al-
tenderido
á
seriedade
do
jornal
que
dá a
noticia,
lá
começa
a
desabar
o
throno
oscillanle
do
Affonsito. Pobre rapaz
!
Passando
ás
novidades do dia,
damos
a
palavra
ao
insuspeito
«Jornal
da
Ma
nhã»,
do
qual ouviremos
algumas
verda
des,
como
nos
é
licito
e>perar.
Oiçamos:
«A famosa
Estella, que
por
tanto
tem
po
serviu
de
baluarte
ás
hostes
do
pre
tendente
cahiu
finalraenie,
não em
resul
tado
de
renhido
combate,
mas
sim
por
D.
Carlos
a
lei
abandonado,
retirando
d
’
al-
li
antecipadamente
o
que
julgou
mais
im
portante,
de
fórma
que
os
affonsinos
pou
cas
vantagens
auferiram
com
esta
aequi-
sição
que,
como
ha
bastantes
dias
disse
mos,
pouco
valimento
tinha
adualmente
este
ponto,
em
consequência
dos
carlistas
se
haverem
concentrado
em
outras
posi
ções
preferíveis
a
Estella
»
Devera os
leitores
estar
lembrados
de
qne
a
evacuação
de
Estella
entrava no
plano
de
defesa
adoptado
pelos
carlistas,
segundo
referiram
ha
tempos
vários
jor-
naes e
correspondentes que d
’elle
se
oc-
cuparam.
'
Se
pois
é
verdadeiro
o
facto,
não
ha
motivo
para grandes
ou
pequenas
ale
grias.
Continuemos
a
ouvir
o
precitado
jor
nal
liberal.
Transcreve
o
seguinte
lele
gramma
enviado
de
Bayona
no
dia
19
pe
io
general
em chefe:
«Acabo
de
chegar
do
alto
de
Centinel-
la
que
domina
o
caminho
de
Vera.
Todo
o
dia
tem
havilo
um
rudíssimo
combale,
e
os
carlistas
tuem-se
batido
muito
bem,
e
as
nossas
tropas
valeuteuaente.
O
bata
lhão
da
Catalunha
ao
ser
rechaçado
pela
terceira vez,
cruzando
as
baionetas
com
os
carlistas,
perdeu
a
sua
bandeira, e
ape
sar de
o
ler
mandado
retirar
n
’aquelle
momento,
subiu
pela
quarta vez
a
iru-
rnensa
colhna,
commandado pelo
tenente
corooel
Cano.
Ignoro
todavia
as
minhas
baixas,
suppondo
que
na
gloriosa
jornada
de
hoje
passam
de
230
as da
primeira
di
visão, que
eu
cominando.
A
segunda
di
visão
de
Blanco,
não
posso
precisar
as
baixas,
que
soffreu, se
bem
que
suppo-
nho
serem
em
igual
numero.
A
artilheria
inimiga
fez-nos
bastantes
baixas,
e
a nos
sa
atirou
perfeitamente.»
Accresceota
o
«Jornal
da
Manhã»:
«Alii
fica
transcriplo
o
despacho
oílicial
qoe
apesar
da
sua
origem,
mostra
que
os
affonsinos
soflrèram
um
grande
revez,
e
qoe
a
batalha
que
estava
imreiuente
nas
proximidades
de
Vera, aonde os
carlistas
concentravam
parte
das
suas forças,
sob
o commando
de Perula
e
conde
de
Ca-
seria,
deu
resultado
contrario
aos
liberaes.
N’
este
lelegraimua
confessam
os
affonsinos
que
os
carlistas
se
bateram bem,
e
que
a
artilheria
lhes
causou
bas*lantes baixas,
emquanto
que a sua
apenas
atirou perfei-
lamente.
O combate
devia
ser
renhido,
por
quanto
foi
empregada
a
arma
branca,
es
quecendo
ao
general
dizer
o
resultado
da
quarta
tentativa
do
batalhão da
Catalunha,
assim
como
da
acção
em
geral,
ou
o
go
verno
omitliu
o
mais
importante
d
’aqueba
gloriosa
jornada.»
Muito
desejávamos saber
se
alguns
dos
leitores
do diário
portuense
de
que
trans
crevemos
o
que
acaba
de
ler-se,
acharam
tfestas
palavras
motivos
para
pôr
lumi
nárias
e
bater
palmas
de
contentes.
Façamos
ainda
uma
outra
transcri-
pção
:
«A
Correspondência,
em
um
á
ultima
hora,
diz
que
o
rio
Bidasoa
tem
crescido
bastante, o
que
decerto
lerá
collocado
em
maiores d
ificuldades
a
marcha
das
tropas
liberaes.
Por
outro
lado
o
general
Maiti-
nez
Campos
depois
do revez
que
soffreu
nas
proximidades de Vera
foi obrigado
a
retirar
para
Irun,
sendo
perseguido
pelos
cai
listas a poulo d’
uma parte do
exercito
ser
coropellido
a
deitar-se
ao
rio
Bidasoa,
passando
a
nado
para
o
lado
opposto,
no
dizer
dos proprios
affonsinos».
Ahi
fica
a
opinião
auctorisada
d’
um
jornal, que
não
póde
ser
taxado
de
sus
peito.
Vejamos,
por ultimo,
como
a
bolsa
de
Madrid
entende
as
importantes
viciarias
dos
affonsinos.
Os
fundos
hispanhoes
Ibrana
n
’aquella
praça
cotados:
no
dia
19,
a
18,67;
no
dia
20,
a
18.40;
no
dia
21, a
18,20;
e
no
dia
22, a
17.73!
Que
mistério
é
este?
Sahel-o-hemos
em
breve.
Sob
o
titulo
de
Nolicias
carlistas,
pu
blica
o
«Monde»,
de
17,
o
seguinte
docu
mento
:
Nós,
doutor
D. José
Caixal
de
Estradé,
pela
graça
de
Deus e da
Santa
Sé
Apos
tólica
Bispo
d
’
Urgel,
príncipe
soberano
do
valle
de
Andorra,
prelado
assistente
ao
throno
pontifical,
nobre
romano
etc.,
etc.
A
nosso
amado
filho
em
Chrislo o
dou
tor
D. Vicente
Manlerola,
sacerdote
cone
go
magistral
da
santa
egreja
cathedral
de
Vicloria,
saude
era
Nosso
Senhor
Jesus
Christo.
Sabei,
caríssimo filho, que
recebemos
da
Santa
Sé
Apostólica
a Supplica
e Res-
cripto
seguinte:
SUPPLICA
Santíssimo Padre,
William
Bourgade,
Manuel
Fernandes
de Barrena,
sacerdotes,
e
Edmond,
conde
de
La
Poer,
humildemente
prostrados
aos
pés de
Vossa
Beatitude,
lhe
expõem
que
acontece frequenleraenle,
na
guerra
aetual-
rneiite empenhada
em
Hispanha,
que
os
soldados
feridos
mortalmente
sobre
o
cam
po
de
batalha
não
podendo
ser
assistidos
por sacerdote
catholico
durante
a
luta,
e
que
levados
e
exhorlados
pelos
hospitalei
ros
da caridade,
expiram muitas
vezes em
seus
braços
sera
lerem
podido
receber
nem
os
Sacramentos
da
penitencia
e
da
extre
ma
uneção,
nem
a
graça
preciosa
da
indul
gência
plenaria
concedida
por
nossa San
ta
Mãe
a
Egreja
no
artigo
de
mort
■.
Esta circumslancia,
conhecida
por
to
dos
aquelles
que
assistem
aos
feridos
de
baixo do
fogo dos
combates,
é
para
todos
uma
causa
de
dor
tanto mais
profunda
quanto
os
pobres
soldados
veem augmen-
lar
ainda
a
aociedade
terrível
da
agonia
por
esta
sorte
de
abandono
espiritual a
que
os
condemna
necessariamente
o
numero
limi
tado
dos
capellães
militares.
E
como
este
facto tende a
reproduzir-se
todos
os dias
n
’
estas
grandes
batalhas
em
que
se
mul
tiplicam
cada
vez
mais
o numero
das
vic-
timas,
e
aonde
se
torna
impossível
ao
sa
cerdote
catholico
estender
a
todos aquel
les
que
caem
os
soccorros
e
o
ministério
de
seu
sacerdócio;
os exponentes
cheios
de
fé
na
bondade
inesgotável
de
Vossa
Bea-
litude,
stipplieam-lhe
:
i.°
Conceder
a
lo
dos os
feridos
e
doentes
militares
tratados
nas
ámbtilancias
da
Caridade
ou
levados
do
campo
de batalha
pelos
hospitaleiros
a
in
dulgência
plenaria
in
articulo mortis.
2.**
Conceder
aos
ditos
hospitaleiros
professos
alistados
segundo
a
regra
depositada
aos
pés de
Vossa
Beatitude,
e
exclusivamente
durante
o
tempo
por
que
se
obrigam,
o
privilegio
de applicar
elles mesmos
esta
indulgência
plenaria
todas
as
vezes
que,
sobre
o
campo
de
batalha,
e
na
ausência
de todo
o
sacerdote,
elles
se
acham
na
presença
dos
feridos
em
verdadeiro
perigo
de morte.
3.°
Permiltir
que
os
ditos
hospi
taleiros
professs
appiiquem
esta
indulgên
cia
com o
soccorro
de
crucifixos
pes
oaes
inalienáveis
benzidos
para
este
efieitò
por
Vossa
Beatitude
segundo
a
imagem
depo
sitada
a
seus
pés
pelos
supplkanles.
RESCRIPTUM
Vcnerabili
Fratri,
Jo-epho
Caixal
et
Estradé, episcopo
Urgellensi
de
apostolicae
potestatis
noslrae
pleniludine,
facultatem
aliis
eliatn
presby-
leris,
sibi
in
domino
benevisis,
gravi causa
mtercedente,
subdelegandam
impertimur
benedicendi
(durante
praeseuti
in
Híspan
s
bello)
quinquaginta
cruces
justa
exemplar
Nobis
ablatum
cum
Indulgência
Plenaria
in
articulo
mortis,
easque
tradendi
his per-
sonis
iníirmis
minislranlibus
próprias
et
inalienabiles,
ut
et
ministrantes ipsi
in
eo-
rum
mortis
articulo
et
caeteri
(ideies
omnes
vel
in
actu
pugna) vel
in
valetudinariis
decedentes,
quibus taraen
memoratae
per-
sonae
praesto
sml
sacramentali
confessione
expiati
et
sacra
communione
refecli,
sin
inious
sanclissimom
Jesu
nomen
ore
si
poluerint
vel
corde
contrito
invocaverint
praediclamque crucem
a
quaiibet ex
dictis
personis
exlubitara
osculali
fuerint
Plena-
riam
peccatorum suorum
indulgenciam
la-
crari
valeant.
In
contrariam
facienlibus
non
obstantibus
quibuscumque.
Da
tom
Roma?
die
v
novembris
mdccclxxiv
.
Ponlificatus
nostri
anno
vigésimo
nono.
PIOS PP.
IX.
E
nos,
carissimo,
aceitando
com
toda
a honra
e
veneração
que
lhe
é
.devida
o
documento
precedente,
e fazendo
uso
das
faculdades
apostólicas
que n
’elle nos
são
concedidas,
vos commissionamos pelas
pre
sentes
para
o
effeito
de
benzer
as
cruzes
concedidas
aos
hospitaleiros
da
Caridade
visto
qtie
causas gravíssimas
não
nos
per
mitem
fazel-o
nós mesmo.
Vós
as
entre
gareis
em
nosso
nome
e
sempre
segundo
os
lermos
do
precedente
rescripto, ás
pes
soas
que estão
consagradas
ao
serviço
das
ambulancias, sem
que
possam
passar
a
ou
tras
mãos.
A
indulgência
plenaria
in
articulo
mor-
tis
estar-lhes-ha
unida, e
poderão ganhar
todos
os
lieis que
no artigo
de
morte
bei
jarem
as
ditas
cruzes
apresentadas
pela
mão
dos
ditos hospitaleiros,
seja
sobre
o
cam
po
de
batalha,
ou
nas
ambulancias,
e
de
pois
de
terem recebido
os
sacramentos
de
penisencia
e
da eucharistia.
Mas
no
caso
em
que
não
puderem
receber
os ditos
sa
cramentos,
os moribundos
granharào
a
mesma
indulgência
invocando
em
voz
alta,
se
lhe
é
possível,
ou
senão
do
fundo do
coraçao contricto,
o
santíssimo
nome
de
Jesus.
Dado
no
nosso
palacio
de
Urgel,
a
21
de
dovetnbro
de
1874.
Por
mandado
de
Sua Exc.a Illustrissima
meu
senhor
o
bis
po,
Clemente
Pujai—vice-secretario
—
con
forme
em
todas
as
letras
originaes
que
es
tão
em
nosso
poder.
Vergara,
sob
o
sello
do
esmollcr-mór
do
exercito
26 de
janeiro
do
1876.
D.
Manoel
Gonzales
Francês, secretario.
UÍlTIill
Itinerário.
—O
itinerário
qne
tem
de
percorrer
a
procissão
de
Cinz^,
é
o se
guinte:
sae
do
templo
da
Ordem
Tercei
ra
e
segue
peio
Largo
da Lapa,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
rua
do Souto,
rua
Nova
<ie Sousa,
Biscainhos,
campo
de
D.
Luiz
I.
e
rua
dos
Capellistas.
Votíeias
si»
—
Com
(]
ata
de
18 do
corrente,
escreve
nos
um
nosso
distinclo
amigo
:
Não
sei
se recebe os
jornaes
algarvios
para
conhecer
do
que
por aqui
vae
O
anno agrícola
apresenta-se
esperan
çoso;
no
entanto
as
consequências
do
qne
findou
são
bastante
sensíveis; matou-nos
muito
arvoredo
e
vinhas.
Estas
vão-se
re
novando exhuberanlemente.
As
poucas
va
ras que
escaparam
ao
tempo são
aqui
com
pradas bastante
caras.
—
A
ponte
sobre
este
rio,
uma
das
boas
obras
do paiz.
pela
sua
extensão,
está
pró
xima
a
concluir-se.
Pena
é que
não
fi
que
com
o
alcance
devido
ao
movimento
commercial
marítimo que
se
dá pelo
rio
acima
até
Silves.
Os habitantes
d
’
esta
cidade
reclama
ram,
porém
debalde.
O
alçapão
qne
fizeram
ao
lado
da
pon
te
devia
ficar
no
centro
do rio,
para
apro
veitar
as
embarcações
maiores,
como hia-
les,
etc.
1
’asJeM
«le
Kinasaran.
—
Teem
con
tinuado
a ser
mui
concorridos
os
bailes
de
mascaras
no
thealro
de
S.
Geraldo.
A
(fir
mam-nos
que
nos
Ires
últimos
bailes
o
theatro
achar-se-ha
decorado
com
explen-
dor
excedente aos
dos annos
precedentes.
CaTaiSíadas,
—
Dizem-nos
qne
alguns
inoividtios
d esta
cidade
projeclam
fazer
umas
brilhantes
cavalhadas,
na próxima
segunda
feira.
©wmurcnj,.
—
Com
este titulo
co
meçou
a
publicar-se
na Povoa
do
Varzim
um
periódico
de
feição
ministerial.
Agradecemos
a
visita
do
coilega
e
de
sejamos-lhe
dilalada
vida
Ketíesas
do
sistema pnrhmen.
tí»v.
—
Lemos
nos
jornaes
de
Lisboa
que
circulava
alli
o boato
de qne dois
dos
membros da
camara
decliva se
iam
ba
ter
em
duello,
provocado
por
expressões
insultuosas
que
se
tinham
dirigido
no
uso
da
palavra
da
la
pelo
presidente.
Os
dois
deputados,
a
que allude
esse
boato,
são
o
snr.
Thomaz
Ribeiro, andor
do admiravel
poema D.
Jayme
e
de
outras
notabilíssimas
composições
lilterarias,
e
o
snr.
Marianno
de
Carvalho,
um
dos
redacto-
res
do
«Dario
Popular.#.
limpos
de
cholera
morbus, desde 26
de
janeiro,
os
portos
da Syria.
Coiunrea
«le Amnre*. —
Forain
no
meados para
esta
comarca
os
seguintes
in
divíduos
:
—
Juiz
de
direito,
bacharel
Francisco
Correia
de
Mendonça.
—
Delegado,
bacha
rel
João
Manuel
d
’
Andrade.
—
Escrivães
de
direito
:
Francisco
Joaquim
da
Costa
e
Silva.
José
Maria
Lopes e
Adelino
Cândido
Coelho
Velloso.
Julgado
de
Amares
—
juiz
ordinário, ba
charel
Antonio de
Atnorim
Soares d
’
Aze-
vedo.—
Escrivão,
Manuel
Joaquim d
’
Aze-
vedo.
Julgado
de
Chamoim
—
]a\t
ordinário,
bacharel
Custodio
José
de
Araújo
Aguiar.
—
Escrivão,
Antonio
Augusto
Leite
Pinto.
Julgado
do
Fiscal
—juiz ordinário, Af
fonso
Antonio Pereira
de
Azevedo.
—
Es
crivão,
José
de
Sá e
Azevedo
ExposiçA®
internaeionAl «le pro
duetos
«So reino
vegetal. —
Em
1877
realisa-se
em
Amsterdão
(Paizes
Baixos)
uma
magnifica
exposição
internacional
de
productos do remo vegetal.
Diz
o
«D.
da
Manhã»
que o represen
tante d
’aquelle
paiz em
Portugal,
pediu
ao
nosso
governo
que
desse
aqui
a
maior
publicidade
ao
respectivo
projecto
de
ex
posição
de que
lhe
enviou
alguns
exem
plares; bem
como
solicitou que
a
par da
melhor
protecção
oíficial,
se
concedesse
transporte
gratuito
de
lodos
os
productos
que
de
Portugal
para
alli
forem envia
dos.
Comnrea de
Ponte «S
í
»
EBaren.—
O
«Diatio
do
Governo»
traz
os
seguintes
despachos
:
Julgado de Entre
Ambos
os Rios
—
juiz
ordinário,
Antonio
José
da
Costa
Lima.—
Escrivão,
Ignacio
de
Costa Belinços.
Julgado
de
Ponte
da
Barca
—
juiz
or
dinário,
Antonio
Manoel
Ferreira
de
Me
nezes.
—
Escrivão,
Antonio
Joaquim
da
Sil
va
Brito.
de
Shmid.
—
Ah!
porque
não
faz
sempre
bom
tempo
e
não
brilha
lodos
os
dias
um
formoso
e
resplandecente
sol?
exclamava
Fredeiico
um
dia
em
que
o
ven
to
soparva
com violência
e
a
chuva
caia
em
torrentes.
Na
seguinte semana
cumpriu-
se
o
seu
desejo,
e
durante
muitos
mezes
não
se
viu
a
mais
pequenina
nuvem
no
horisonte.
Uma
secca assim
prolongada
cansou
grandes
prejuisos
nos
prados
e
nos
campos
e
tambmi
oa
fazenda
e
no
jardim
de
Fre
derico
As
flores
murcharam,
o
linho
semea
do
e
do qual
se
esperava
grande colheita
ape
nas chegou
a
ter
a
altura
de
urna
pollegada.
Frederico
estava
desconsolado.
—
Já
vès.men
filho,
disse-lhe
>in
mãe.
que
a
chuva
é
tão
necessária
como
o
bom
tempo.
Tam pouco
nos
seria
conveniente aos
mortaes
o
termos
sempre
dias
felizes
e
sere
nos
na
vida;
necessitamos
lambem
de
ler
dias
de
obscuridade
e
sombrias
nuvens;
quero
dizer
penas
e
pezares
para
chegar
á
madureza,
;slo
é,
á
virtude.
Em consequência
de
uma
terrível
tem
pestade,
qne fez
grande
beneficio á
nature
za.
appareceu
de
repente
no
horisonte
um
magnifico
arco
iris.
Henrique,
olhando
pela
janella,
so
vel-o,
exclamou
cheio
de
alegria:
—
Nunca,
desde
que
estou
no
mundo,
vi
ião
admiráveis
cores!
Lá
em
baixo,junto
do velho
salgueiro,
na
margem
do
rio,
pou
sa
elle
descendo
das
aitmas
do
ceo alé
á
terra.
Oh
!
estou
certo
que
todas
essas
for
mosas
cores
vão
cair
em
gotinhas
em
cada
folha
d
’
aqiiella
arvore;
vamos correr
depres
sa
para
«patihal-as
iodas
nas
conchinhas
da
minha
caixa
de
pinturas.
E
com
eITeilo
o
bom
menino
deitou
a
correr
quanto
podia
para
o
salgueiro;
mas
com
gran
le
assombro
seu
encontrou-se
no
meio
da
chuva, e não descobriu junto
da
arvore
o
menor
indicio
de
aquelias
tão
cobi
çadas
cores.
Todo
molhado
tomou
triste-
menta
cammho
de
sua
casa
e
contou
a
seu
pae
o
seu
engano.
O
pae
lhe
disse,
sorrindo-se:
—
Àqtiellas
cores,
meu filho,
nã
>
são
d
’
aqnellas
que
podam por-se
nas
cqnchi-
nhas;
são
gotinhas
de
chuva
que
brilham
alguns
instantes
áclaiidade do
sol.
Aquelles
tesplaodecenles
matizes,
nada
teem
de
real
nem
de
solido.
São,
meu
querido
filho,
o
mesmo
qne
todas
as
pompas
e
vaidades
d
’este
mundo
que
tios
parecem
ser
alguma
cousa,
e
que
na
realidade
não
são
mais
do
que
um
vã»
e
falso
te-qilendor.
—
(Exlr.)
Notieias <1®
campo.
—
Dizem de
Va-
lença
Veio
felizmente
a
chuva
tão
precisa
e
oecessaria
para
ioda
a
vegetação
em
geral,
e
ainda
para
as
outras necesidades
da
vida,
ach.mdo-se
as
fontes
quasi
seccas,
como
no
rigor
do
calmoso
estio.
Xaufragin. —
N
’um
dos
dias
da
sema
na
passada
naufragou
na
praia de
Fonta-
nella,
entre
Ericeira
e Praia
das Macãs,
um
navio inglez,
que se
dizia
procedente
de
Malaga,
com
destino
a
Vigo.
A
tripulação
conseguiu
salvar-se.
A
dfeiticeis-sí» d»
Areal.—
‘
•Existe
ahi
para
o
Areal
uma
tal Benta,
a
quem
os
papalvos
chamam
mulher
de
virtude,
que
nos
dizem que
é
habilíssima
em
aliviar
a
boba
dos
crendeiros
simplórios,
que
a
vão
consultar,
a
troco
de
«feiticeiras»,
modus
vivendi
da
Benta.
Esta
mesma
sanlinha
foi
ha
tempos es
corraçada
de S.
Torquato,
concelho
de
Gui
marães,
onde
pelos
modos
a
papalvice não
conseguiu
ganhar
muito
terreno.
Ora,
como
entre
as
diversas
classes
de
industria
legal
não encontramos
aquella em
qtie
se
póde
incluir
a
tal
feiticeira
mila
greira,.
pedimos
á
auctoridade competente
que
haja
por
bem
superintender nO caso,
ouvindo
as
consullss
da
lei
e
da moralidade.
2>esgraçt».
—
Hontera,
pelas
10
horas
da
manhã,
um
indivíduo
conhecido
pela
alcunha
de
—o
lavadura do
Areal,
andando
a
estancar um
poço
que fica no centro
do
novo edifício,
em
construcção,
do
Banco
do
Minho,
foi
colhido
por
uma
das
varas
ilo
guindaste,
que o
deuou
em
gravíssi
mo
estado.
A
’
hora
em
que
escrevemos, diz-se que
o
infeliz
já
falieceu no hospital
de S.
Mar
cos,
para onde
foi conduzido.
Febre amnrella.
—
Foi
declarado
inficciooado
de
febre
aroarella,
desde
25
de
novembro
ultimo, o
porto
de
Havana.
íSespaeS»».
—
Acaba
de
ser
nomeado
delegado
do
procurador
regio para
o
co
marca
de
Benavente,
o
nosso
conterrâneo,
o
snr.
José
Justiuo
Fernandes
Dias,
ba
charel
em
direito.
A
ovíí
Saorarâ®.—
Desde
O
i.°de mar
ço
começa
a
vigorar
um
novo
horário
para
o serviço
da
carreira
da
Companhia
Viação
do
Minho
entre
esta
cidade
e a de
Vianna. Os
carros
partirão de
Braga
ás
8
horas da
noite,
chegando a Vianna ás
3
da
manhã
;
e
sairão
de
Vianna ás
9
da noite,
chegando
a
esta
cidade
ás
5
da
manhã.
Todos
os
dias
sairá
de
Vianna
um car
ro
para
Nine, a
coriesponder
com
o
com
boio
que
alli
passa
para o
Porto
ás
2
horas
e
10
m.
da
tarde.
Trasisferesieàws
e nomeações.
—
O
bacharel
Alfredo
Leal
de
Faria,
delega
do
do
procurador
regio
na
comarca
de
Armamar,
foi
transferido
para
igual
cargo
na
comarca
dos
Arcos
de
Val-de-Vez.
—O
bacharel
Manuel
José
Botelho,
juiz
ile
direito
da
comarca
de
Barcellos,
para
a
comarca
de
Torres
Novas.
—
O
bacharel
Joaquim
d
’Almeida Car
reia
Leal,
nomeado
para
juiz
de
direito
na
comarca
de
Barcellos.
—
O
bacharel
Francisco
de Meirelies
Leite
Pereira
de
Abreu
e
Sonsa, delegado
do
procurador
regio
na
comarca de
Cas
tro
Daire,
transferido
para
a
comarca
de
Villa
do
Conde.
—
O
bacharel
José
Antonio
Diniz
Fer
reira,
delegado
do
procurador
regio
na
comarca
de
Villa
Nova
de
Portimão,
para
a
de
Felgueiras.
republiemiin !— A
scena
pus-
s<.u-se
recentemente
n
’
uma
reunião
eleito
ral
em
Paris.
Um
candidato
notável
pela
rapidez
com
que passa
de
opinião
para
opinião
—
apresentou-se
no
meio
da
saia,
tirou
da
algibeira
um
tnasso
de
documen
tos
e
começou
a
lêr commovido
:
—
Os sinistros
bandidos
que se
escon
dem
sob a
mascara
de republicmos
—
mas
cara
que
não
inspira
muita
confiança...
(Apu
pos
e
gritos
de
—
Fóra
!
Fóra
!
—
eccoaram
por
toda
a
sala.)
O
orador
reparou
então
qne
se
tinha
enganado,
e
que
estava
lendo
uma
procla
mação
que
fizera
dias
antes
para
outro
circulo
eleitoral.
Não
se
desconcertou po
rém,
leu-a
até
ao
fim, e
ajuntou
ao ter
minai-a
:
—
Eis
aqui
o
que
de
nós dizem,
se
nhores,
certos
infames
que
me
abstenho
•Je
nomear...
Depois
leu
outra
profissão
de
fé
—a
que
fôra
feita
para
os
eleitores
em
ques-
tão.
Ctisiiaraa
«le
Vieira.
—
Os
despachos
respeitantes
a
esta
comarca
são
os
seguin
tes
:
Juiz
de
direito,
bacharel
Carlos
Augus
to
da
Costa
Teixeira, transferido
da
co-
matea
de
Mação.
—
Delegado,
bacharel
Ca-
rnillo
d
’
Araujo
Fonseca.
—
Contador,
An
tonio José
Ribeiro
Parada.
—
Esc.ivães
de
direito
: Joaquim
José
Pereira
Lei
te,
Antonio da
Costa
e Brito
e
José
Luiz
Ferreira
Sampaio.
Furtos
lísnpns.—
Foram
declarados
Não
choveu todavia
quanta
agua
pre
cisam
ainda
os
campos, mas
essa
mesma
que
cahui,
fez
mudar
o
aspecto
triste
e
ári
do
das
cearas,
prados
e
hortas, e
rever
decer
toda
a
vegetação.
Vae
grande
asafatna
no campo nos tra
balhos
das
vinhas,
hortas,
e
mais que
tudo
dos
batataes
temporãos,
aonde
espera
recor
rer
o
pequeno
lavrador,
o
jornaleiro
e
o
cultivador,
o
pobre
emfitn
para suprira
falta
do
pao.
EttragM
do tempo.—
Na
noite de
9
para
10
houve
em
Faro
tão
rijo
tempo
ral
que
íez
estragos
calcula
los
em mais de
dois
contos.
No
rio
erguiam
vagas
medonhas
d
’en-
contro ao
caes
muitas lanchas,
qne
ficaram
despedaçadas; a muralha
também
ficou
rota
em
diflereotes pontos.
E»a
imponente
o
espectaculo,
mas
fasia
dó
ouvir as
lamentações
dos
pobres
maríti
mos,
que
viam
as^tm perder
se,
sem
lhe
po
derem
valer, a sua' única
fortuna.
Parlugurzea
fi»31e©iíls»s. —
Desde
22
a
26 de
janeiro
lalleceram
no
Rio de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
portugnezes:
Manoel Guedes
de
Sequeira,
2i
annos,
solteiro; Antonio
Joaquim de
Carvalho, 28
a.,
casado;
Francisco
Ferreira
da
Fonseca,
22
a.,
s.;
Agostinho
Domingos
da Silva,
55
a
;
Antonio
da
Silva
Rbieiro,
26
a.,
s.;
J
>sé
de
Oliveira
Lemos,
41
a.,
s.;
Antoni
>
Pedro
Martins
Guerra,
59
a.,
viuvo;
José
de Sou
za,
37
a.,
c.;
Manoel
Vieira
Simas,
22
a.,
s
;
Francisco José
Novaes,
50
a.,
c.;
Gáu
dio
José
da
Silva
59
a,,
c.;
Dommgos
da
Oliveira Rocha,
40
a.,
c.;
Carlos
Filmpe
da
Silva,
36
a,, c.;
liita
de
Cissia, 37
a.,
c.;
José
Gonçalves
Leite
Sampaio,
37
a.,
s.
;
Isabel
Maia, 25
a.,
s.;
João do
Couto
Lima,
35
a,,
c.;
Antooto Francisco
Rebello
38
a.,
c.; Manoel
de
Almeida,
35
a., c.;
Joaquim
Pereira,
38
a
,
c.; Simplicio
Maurício
Fer
reira, 28
a.,
c
;
Francisco
Lopes de
Sou
za,
23
a.,
s
;
Antonio
José de
Birros,
78
a.,
v,;
Afra
Augusta
Monteiro
24
a.,
s;
Antonio
Lopes
Araújo,
12
a.; Joaquim
de
Magaihães,
23
a
,
c.;
Manoel
Pinto
Coelho,
19
a.,
s.;
Anna
Isabel
Ramos,
31
a.,
v.;
José Alexandre
de
Mello,
31
a.,
c.;
Joa
quim
Martins
de
Monte Marinhas, 39.
a.,
c
;
Jose
Vieira da
Silva, 43
a.,
c.;
Manoel
Joaquim
do
Valle,
12 a.,
José
Mendes,
20
a.,
c.;
José
Joaquim
de
Mome-,
26
a.,
s
;
Francisco
Martins,
67 a.,
v.;
José
Gomes,
23
a.,
s,
í
i-ernor «te
terra.—
Segundo
a
«Chro-
nica
da
Catalunha»,
em
um
dos
últimos
dias,
ás duas
horas
e
meia
da
tarde,
sen
tiu-se
em
Puigcerdá um
violento
tremor
de
terra,
acompanhado
de
um ruido tão
pro
nunciado.
que
houve
quem
suppozesse
que
era
proveniente
de
se ter
dado alguma
ex
plosão no paiol
da
polvora do
castello
de
Montluis,
França,
distante
umas
tres ho
ras
da
mencionada
villa.
A
oseillaçào
dos
edifícios
tornou-se
bastante
sensivd.
Nota
ram
lambem
o
fenomeno
os
povos
da
ca-
ma»ca,
especialmenle
para
os
lados
do
val
le
de
Alp, onde
as
oscillações
foram
taes,
que
os
sinos
da
egreja
chegaram
a
locar.
Os
arrieiros
qne
vinham
da
p rte
de
Ribas
observaram
também
o
fenomeno
em
o
citado
valle
e
no
de
Mofina,
e julgaram
vér
moverem-se
na
sua
base
as
montanhas
e
bosques
visinhos.
8ãomieiiikc»
invaliiaUri». — Ante-
homem,
diz
o
«Popular do
Porto»,
deu-
se
um
acontecimento tristíssimo
no
logar
do
Agneto, freguezia de Paranhos.
Miguel
Ferreira,
solteiro,
de
16 annos
de
edade,
criado do
lavrador
o
snr. Ma
noel
Luiz
de
Freitas,
estando
a
divertir
se
com
o
seu
companheiro
Antonio
da
Cu
nha,
de
22
annos,
nalural
de
Macieira
da
Lixa,
concelho
de
Felgueiras, lançou
mão
d
’
uma espingarda
que
imaginou
estar
des
carregada,
apontou-a
por brincadeira
a
Atilouio
da
Cunha,
e
ao
terminar as pala
vras
—
«Se
eu
agora
quizesse
matava-te»
—
puxou
do gatilho, a
arma
fez
f.go,
e
o
desgraçado
para
quem
ella estava
aponta
da
cahiu
instantaneamente
morto.
Ao
estrondo
pro
luzido
pela detonação
do
tiro, acudiram
todas
as
pessoas
de ca
sa
qoe
cheias
d
’horror
pelo
facto
que
acabavam
de
presencear, lamentaram
pro-
1'utidamenie
a
sorte d
’
aquelles
dois
desven
turados.
Comparecendo
depois
a
respectiva
au
ctoridade,
fui
preso
o involuntário homi
cida,
alé
se
proceder
ás
necessárias
averi
guações.
Enwndaçwes.—
Refere um
telegram-
made
Paris
que o
Senna
começa
a
inundar
alguns
dos
suburbios
da
cidade
;
muitos
ouiros
poulos
de
França
estão
iguiltnenle
ameaçados
de
inundações.
aSerõets
cíim
tieosm.
—Está
em
distribuição
o
fascículo
n.°
5
dos
Desher-
dados,
romance
de
M.
Fernandez y
Gon-
zalez,
publicado
pela acreditada
empreza
editora
—
Serões
Românticos.
Os sn
s.
assignantes
d
’esta
cidade
que
ainda
não
satisfizeram
o
importe
d
’alguns
fascículos
já
distribuídos,
devem saldar
contas
dentro
do
praso
de
oito
dias,
sob
pena
de perderem
o
direito
á remessa
dos
restantes
e
aos
prémios
oflerecidos
pela
empreza.
nitratos. —
Vendem-se
no
escriptorio
da
administração
d
’este
jornal
retratos
do
snr. D.
Miguel
II,
pelo
preço
de 3C0
reis.
EXPEDJKÍTt:
»A.
ADMINISTRA
ÇÃO.
Os
nossos
assignantes
do
Por
to
e
Vianna
e
seus
districtos,
po
dem desde
já
pagar
suas
assig-
naturas
aos
nossos
estimáveis
correspondentes
nas
mesmas
ci
dades
os
ill.*"
0
’
snrs.
Jose
’ Car
los
das
Neves,
rua
das
Flores,
Porto,
e
em
Vianna
a Francisco
Jose
’ d
’
Araújo
Júnior,
em
po
der
de
quem
se
acham
os
com
petentes
recibos
devidamente
assignados.
o
Assignaturas
recebidas
Barca.
—
Abbade de
Brilello, até
31
de
agosto
de
1876.
Souzel.
—
Antonio
de
Calça
e Pina,
até
19
de
julho
de
1875.
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
*/2 kilo
800
rs
;
de
mu
kilo,
14400
reis;
de
2
*/2
kilos,
34200
reis;
de
6
ki
los,
64400
reis,
e
de
12
kilos,
124000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendetn-se
em
caixas
a
800
e 14400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
tlevaleseière ehocolatada;
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão, somoo,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
IO
chavenas,
500
reis;
de
2
4
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas, 14400
; de
120
chavenas, 34200
reis,
ou
25
reis cada
chavena.
ÍJÀSXHSY
»u
BAK2ATÍ C.
a
—
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regenl
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
tLísbsm,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
A.urea,
12.
a®orío,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
SSareel
los,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos Chãos,
Pipa Óc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
DuimarSeti.
A.
J.
Pereira
Martins, pharm.
;
Es
ena-
ftel,
Miranda, pharm. ;
Foeate
<Io SAraa.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po-
voa do VarziHa,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharina.
;
Vianna
d® Castello,
Ationso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Coassle,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
das,
que
a
mesma
firma
ficou
devendo,
e
anctorisada
também
a
receber
todas
as
di
vidas
qne eram
devidas
á
mesma
firma.
Braga
19
de
fevereiro
de
1876.
(2302)
D.
Maria
Rita
da
Silva
Dias
A
companhia Carris de
Ferro
de Braga
Sociedade
anonyma de
responsa
bilidade
limitada
Annuncia,
que
tendo
findado
0 praso,
para
a
primeira chamada
de
20
p.
c.
e
faltando
alguns
snrs.
accionistas
por
faze
rem
as
suas
respectivas
entradas,
foi
de
liberado
pelo
digníssimo
Conselho
Fiscal,
prorogar
por mais
30
dias,
o
praso
da
dita
chamada que
lindarão
em
20
do
pro-
ximo
março.
Previnem-se,
pois,
assim
os
snrs.
ac
cionistas, que
até
áquella
data,
não
fize
rem
a
entrada
de
suas
acções,
que
cahi-
rão
na pena
do
Comisso
disposto
no
art.
9
’
°
e
seu
§
3.°
do
respeclivo
Estatuto.
O
gerente
(2304;
Nuno
José
Villaça.
CKIADA
Precisa-se
d’
uma
criada
de
30 a
40
an
nos,
de boa
conducla, para
uma
casa
só
d
’
um
casal,
no
Porto, que
cosinhe
bem
e
engome
liso.
Condição
e
ordenado tratasse
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
45.
(2308)
Francisco
José
de
Paiva,
mudou
o
seu
es
tabelecimento
de
musicas
e instrumentos
e
tudo
pertencente
á
me
s
ma
arte,
qne
tinha
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
n.°
18,
para
a
rua Nova
de
Sonsa,
o.°
17,
e
par
ticipa
aos mestres,
professores
e
amadores
de musica,
que este
estabelecimento
hoje
se
acha
monido
de
muitas
musicas
para
piano e
mais
instrumentos,
assim
cotno
muitos
instrumentos
dos
melhores
aucto-
res,
e
boas
cordas
para
os
ditos
instru
mentos
e
tem
todos os accessorios
per
tencentes
á
mesma
arte,
e
se
encarrega
de
encommeodas
d
’
este
genero.
(2972)
Passe
cie
Sociedade
O
abaixo
assigoado
faz publico
por
es
te
meio
para
lodos
os
elleitos,
que
fica
dissolvida a
sociedade
que
tinha
com
Tor-
quato
Ribeiro,
na
carreira
d’
esta
cidade
a
Guimarães,
desde
o
dia
26
do
corrente,
fi
cando
a
mesma
carreira
sem
alteração
de
sociedade
desde
a
mesma
data,
com
elle
annunciante
e
João
Pereira
Lopes.
Braga
21 de
fevereiro
de
1876.
(2300)
Bernardo
José Pereira.
SA8DE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
RV
«nnow d’invarinvel
Hueeesso
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
lie,
gma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas-
nauseas,
vomilos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão, congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
bexiga, do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8. S.
o
Pa
pa,
do
duque de
Pluskow,
da
ex.
nia
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor
dova.
etc.
etc.
Mr.
Liviogstone,
celebre
explorador
da
África central,
no
seu
relatorio
que
iez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz:
«O-.
habitantes
da
província d’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gafctes,
o
seu principal alimento sendo
a
«
Revalesciére
que
Du
Barry
trouxe
era
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
erapin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade
de
eva-
icuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
tarn-
«bem
desconhecem
as
bexigas, o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a Seviiha,
etc.
Certifico:
Que
com o
uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’esta
cidade,
lembrau-
do-rne
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
cheíe
do
exercito,
a
qual
continua
a
melhorar
totir
o
seu
uso;
de D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte annos
qne
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parte, a
assigno
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel Saens
vezes
mais
nutritiva
esquentar,
economisa
cincoenla
seu
preço
em
remedios.— Preços
venda
por
miudo
em
toda
a
pe-
THEATSO
DE
Domingo
27,
Segunda
28,
Terça-feira
29.
BAILE
DE
MASCARAS
A
Mesa
da
Santa Casa
da
Misericórdia
d
’
esta
cidade,
administradora
do
Hospital
de
S.
Marcos,
tendo
ouvido
0
parecer
dos
snrs.
facultativos
ácerca
dos
gravíssimos
males
oceasionados
pela
grande
afflueocia
de povo
qoe
concorre
a
visitar
0
dito
hos
pital
no
dia
de S.
Jo&o
de
3>eus,
resol
veu
em
sessão
de
14
do
corrente prohibir
a
abertura
geral
do
referido
estabelecimento
no
indicado
dia,
tendo
a
festividade
do di
to
Santo
de
ser
celebrada
na
respectiva
egreja
na
manhã
do
competente
dia 8
de
março proximo.
Braga
21
de
fevereiro de
1876.
Cordova
em
Seis
ne
setn
vezes
o
fixos
da
niusula
:
de
Tejada.
do
que
a
car-
Os
preços,
por
assignatura,
para
os tres
últimos
bailes,
são:
—
1.
a
e
2.a
ordem,
54000
réis.—Avulsos Para
os
tres
dias:
domingo,
1.a
e
2,
a
ordem
24OOO
reis;
se
gunda,
idem,
24OOO
reis
;
terça, idern,
24OOO
reis.
Os
emprezarios
declaram
que,
em
virtu
de de determinação
da
Direcção
do
theatro.
não
pódem
ter
legar
as
annunciadas
Qua
drilhas
infernaes,
afim
de
evitar
deterio
ração
para 0
mesmo
theatro.
Entrada
geraL
.
.
,
. 200 réis.
Damas
decentemente
mascaradas
tem
entrada
grátis
até
ás
9
horas.
Principia
ás
8
horas.
AGRADECIMENTOS
Alexandre José
Ferreira
Braga,
Maria
de
Jesus
Moreira,
Bento
José
Ferreira
Bra
ga
e
Pedio
José
Pereira,
não
podendo
agra
decer
pessoalmente
como
desejavam,
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimen
tai
os
por occasião
do
fallecimento
de seu
muito
presado
irmão,
thio
e
cunhado
Ben
to
José
de
Castro
e
bem
assim
a iodas
as
pessoas qne
lhe
fizeram
a
honra
d
’
assistir
aos
oflicios
fúnebres,
0
fazem d
’este modo
protestando
a
lodos
0
seu
profundo
reco
nhecimento
e
sincera
gratidão.
Egnalmen-
te
agradecem
aos
muito
revd.ms8
sacerdo
tes
que
tiveram
a
bondade
de
celebrar
missa
e
assistir
ao
funeral
gratuitamente.
(2301)
D.
Maria
Rita
da
Silva
Dias,
declara
que
a
firma
que
até
ao
dia 17
de
feverei
ro girou debaixo do
nome
de Viuva
Dias
&
Filhos
em
liquidação,
n
’
esta
cidade,
ces
sou
desde
esse
dia,
ficando
a
mesma
snr.
a
obrigada
ao
pagamento
de
todas
as
divi
O
provedor
Manoel
Justino
Marques
Murta.
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
to
do
0
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
0
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus, ruã
do
Rei,
46,
em
Jersey
(Inglaterra).
(2992.
CARREIRAS LIARIAS
Teixeira
&
Mesquita
da
rua da
Sé,
par
ticipam
aos
seus
amigos
e
freguezes,
que
continuam
com
a
soa
correira
diaria
de
diligencias
para
a
Povoa
de
Lanhoso,
e
des
de
0
dia
l.°
de
março
do corrente
anno,
abrem
uma
carreira
diaria
para
a
Egreja
Nova, Cruz
de Real
e
Penedo,
a
sair
de
Braga
ás
7
horas
da
manhã,
e
volta
do
Penedo
ás
11 da
manhã.
FREÇOS:
Povoa
de
Lanhoso
os
mesmos
já
an-
nunciados—
Rendufinho
e
Frades,
300
rs.
—
Egreja
Nova,
dentro
500
rs.
fóra 400—
Cruz
de
Real
e
Arrechão, dentro 600
rs.
e
fóra
500
—
Penedo,
dentro
700
rs.
e
fóra
600.
Cada
passageiro
tem
oito
kilos
de
ba
gagem,
pagando
0
excesso
a
20
rs.
0 kilo.
Os
bilhetes
vendem-se
era
Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro Braga,
na
praça
do
Barão
de S.
Martinho,
e
no
Penedo,
na
antiga
estalagem
de
Manoel
José
Rodrigues.
_______ _____
(2994;
Rua
Nova. de Sousa
n.°
5.
José
Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor
do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de
latão
e
cobre
velho
proprio
para
fundição,
que
vende
por
preço
barato.
(2951)
Ao commercio
e
a quem convier.
Manoel
José
de
Campos e
Rodrigo
d
’
Oliveira.
com
suílicientes
conhecimentos
e
pratica
da
pequena
e
grande
velocidade
nos caminhos
de
ferro,
e
correspondentes
d
’
alguraas
casas
commerciaes
do
Porto,
promptificam se
a
expedir
ou
receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,—o que
será
feito
com
maior
cuidado
e
zêlo.
Não
só
rece
bem
mercadorias
para
as
diflerenles
terras
do
reino,
como
também
para
o
estrangei
ro,
tudo
mediante
urna
pequena
commis
são.
Para
coratnodidade
e vantagem das
pessoas
que
se
queitam
utilisar
do
seu prés
timo,
achar-se-ha
todos
os dias
um dos
annunciantes,
na
estação
do
caminho de
ferro,
de^de
as
8
horas
da
manhã
até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na
rua
do
Souto,
n.° 44, 1
,°
andar.
Braga
—fevereiro
de
1876.
(2991)
JÂ
CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta,
n.°
152.
(2982)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
