comerciominho_23121876_583.xml
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-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COMMERC1AL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
583
Assigna-se
e vende-se
no
escrip
torio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.’
3 E, para
onde deve
»er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=■
As
a&i-
gaaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850 rs.^Prom»-
cias,
anno 2&000
rs
e
sendo
duas
3^600
rs.“-Semestre
!&05ft
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8$000
reis
e
4^500
reis
moeda fraca.«=lnnuncios
por
'inha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento.
«3arasãoitíEàa^aáEÍísaH«KaMaHRÍ«fflBffl».^^
EO
*
ES>IWTB
Está a
aproximar-se o anno
de
1877, em que este jornal
entra
no
5.° anno
da sua publi
cação.
Prevenimos,
pois, os cavalhei
ros
que nos teem honrado com
a sua assiçjnatura, para
que a
reformem; e aquelies que ainda
se
acham em debito
com a ad
ministração,
pedimos
a
fineza
de satisfazerem, até ao fim do
mez
corrente, a importância
respectiva,—sob pena
de lhes
ser
sustada a remessa do jor
nal,
usando então do expediente
que
nos
suggerir
o direito
que
nos
assiste.
O
nosso jornal, que sempre
tem
advogado os interesses da
Religião
e
da
sociedade, é o
mais
barato
de
toda a provín
cia.
Se é pequeno, porém, o sa
crifício
que
os
nossos assignan
tes
fazem
pela
sua sustentação,
nós olhamol-o ainda
assim co
mo favor sem preço.
Esperamos continuar a me-
recer-lhes
o mesmo auxilio.
HBAGA
—
SABES
«3
DE
ESKZEMBKO
Está
«uiva a patria!
Os paes
da
sobredita
congregana-se,
unem-se
no
intuito
grandioso
da
reedi-
ticação
deste
ediíicio
desmoronado
e car
comido.
Civismo,
abnegação
e
independencia,
—eis
o
lema
da
egreja
nova
edificada
nos
movediços
areaes
da
Granja.
Não
é
com
essas,
refinados maráos !
Um
lapis
humorístico
e
ao
mesmo
tempo
consciencioso
desenharia
esta
nova
evolução
da política
liberanga
pouco
mais
ou
menos
nestes
termos:
Um
cadaver
a
que
se
chamaria
Por
tugal
—estatelado
n
’
um
charco
de
mise-
rias;
em
volta
d
’
elle e
com
as
garras
em
cima uma alcateia de
lobos
a
devo-
ral-o,
e
a
distancia
guardada
por
certo
receio
diversos
carnívoros
famintos
pla
neando
entre
si
um
ataque
em
massa
con
tra
os
lobos
antes
que
estes
devorassem
complelamenle
a
preza.
Os
canivoros
distantes
seriam
os
pe-
ctuantes
da
Granja,
e
os
senhores da
preza
—
o
governo.
Este quadro
representaria
a imagem
liei
d
’
essa
geringonça
nefanda
e
corrupta,
que
ahi
se
debate
pela
gauancia
do
po
der.
Quem
será,
mesmo
de entre
os
en-
.
thusiastas
desta
suja
chicana chamada
po
lítica
liberal
que,
meditando
serenamente
nas
tergiversações,
nas
cabriolas
e
palha
çadas
de tão
famosos
tartufos,
não
veja
ser
a
mola
real
de
to
lo
esse
machinismo
machiavelico,
o
egoismo
desmedido,
a am
bição
desmarcada,
a
sêde
do
mando
e
da
preponderância?
Só
quem seja de
lodo
destituído
do
uso
da
razão,
ou
quem
se
cmparceire
com
lucro
no
jogo
torpe.
Vão
passados
43
annos
de
governo li
beral,
e
neste
período
<jue
equival
a
uma
geração,
temos
lestimunbado
o mais
que
ha de
abjecto
e
repelente
nesse
sordido
revollear
dos
partidos.
Os
programmas
bombásticos,
os
carta
zes pomposos
—
igualam
os
que
exhibe
a
fraudolenta
pantomima
de
feira
de aldeia.
Os
papalvos
cujo ideal
seja
o
cumprimento
de
tanta
promessa
convencem-se
do em
buste
dos
programmas
logo
que
uma
des
sas
frequentes
manobras e
reviramentos
da
nefasta política,
seus
auctores
sejam
guindados
ás
eminências
do
poder.
Tanta
abjecção,
tanta
immoralidade,
tanta
vilania
já
não
devera
caber
em
area
de
tão
curtas
dimensões,
e
um
povo
que
é
o joguete,
—
o
bode
espialorio
n’
esta
or
gia
de devassos,
não
desperta
um
dia
do
lethargo
criminoso
que
o
adormenta
para
reagir
contra
tão
aturada
e
pertinaz tran
sgressão
de
todos os
preceitos
de
moral
e
virtude,
contra
os
fautores
do
seu ani
quilamento
e
desgraça.
Vão,
que
as
luminárias
da
tramoia
vão-lhe
entretendo
a
espectaliva
basbaque
com
estiradas palavrosas
e
cheias
de
reli-
nada
impostura.
A essas
evoluções
da
tor
peza
chamam
vida,
animação
constitucional,
desenvolvimento
e
p'ogresso,
e
outros
no
mes
bem
soantes
que
o
papalvismo
re
colhe
sem
enxergar
os
males
de
que elles
são
falso
atavio.
Agora depara-se a
união—progressista-
reformista
(?)
—O
parto
d
’
esta
mancebia
hetorogenea dá
um
estirado
programma
de
22
artigos,
que
se nos
déramos
ao
trabalho
de
analysar
e
commeniar
tería
mos
lambem
de
desmascarar
os
politicões
que
lhe
deram
o
ser,
e
tão
maltratados
ficariam,
tão
a
descoberto
se
poriam
as
mazelas
repelentes
que a
execração pu
blica
locaria
o
excesso.
Olhe-se
conscienciosamente
para
aquelle
pastelão. O que
tem
de
exequível,
em
mãos
tão
suspeitas
de sugidade,
é de
funestissimas
consequências
para
o
paiz,
como
seja
a
reforma
da
Cana
no
que
respeita
á
lai
liberdade
de
cultos,
e
ou
tras
reformas
de
igual
intuito;
e
quanto
ao
mais
do estenderete,
servindo-nos
da
1'rase
de
um
publicista
liberal
cuja
pene
tração
neste
caso
respeitamos, é
de
tanto
alcance, são
tão
numerosas
as
reformas
e
de
tal
importância
que
equivalem
á
mais
irofunda
revolução
e
não podem
realisar-
se pacifica e legalmente
em menos
de
um
século,
se
um
século
fosse
bastante.
Equivale
isto
a dizer
que
um
partido
que
tem
o
arrojo
de se
impor
com
pro
grammas
tão
descabelladamente
fementi
dos
e
inexequíveis,
tem
tocado
as
raias
do
cinismo, e
é
tal a
sua
cegueira
e
lou
ca
ambição
pelo
poder,
que
se
expõe
á
irrisão
publica
apresentando
estenderetes
da
ordem
do
tal
programma.
Qualquer
dos
membros
d
’
essas
facções
reunidas,
ou
os
mais
notáveis-
de
entre
elles
já
foram
governo; e
o
que
fizeram
que
garanta
o
minimo
de
tanta promessa?
Deram,
como
os
mais,
valioso
contingente para a
per
dição
do
paiz.
Quem
entenda
pois,
que
de taes
pro
messas e
programmas,
quando
realisados,
virão
as
fabadas prosperidades,
diga
como
nós
—
que
as
não
queremos
e
quando
as
quizessemos
não as
esperávamos
de
tal
gente.
Não é com
essas,
refinados
tartufos
1
J.
MACHADO JÚNIOR.
—--------
Londres,
4 cie JSezesiabro, 1876.
(A'
redacção
do
«
Commercio
do
Minho
*
}
Ahi
remelto
a
copia
fiel do
que
es
crevi
para
o
Apostolo,
e
que
me parece
não
desmerecer de ser
lido
pelo
publico
Portuguez
lambem;
principaimente
a
parte
do
elogio fúnebre,
ou
biographia
que
dá
o
Times
do
grande
homem
das
cem
caras;
que, graças
a
Deus,
parece,
nos
seus
úl
timos 4
ou
5
annos,
fez
cara
de
catho
lico.
e
creio
que
sincera.
—
Deus
N.
S.
lhe
perdoe!
que
bastante
necessita,
pelo
mal
que
fez
á
Patria
A.
R. SARAIVA.
lamdreg,
23 de
Novembro, 4810.
[A
’
redacção
do
sAposlolo
*
./
I
—
O
grande objecto
que
aclualmenle
monopolisa,
por
assim,
dizer,
a
attenção
deste
público,
é
o
negocio
do
Oriente.
A
desconfiança
com
que
instinctivamente
os
nglezes
olham
a
Rússia,
não
obstante
as
protestações
com
que
esta
declara
só
ler
interesse
pela
condição dos
vassalos
Christãos
da
Turquia,
e
não
interesse
ag-
gressivo
de
conquista,
manifesta-se
aqui
em
todas
as
classes, e
por
toda sorte
de
indícios.
Nos
papeis
maiores
e
menores,
escri-
)tos,
ou pinloricos, descobre-se bem.
co
mo
todo
outro
objecto é
insignificante
neste
momento,
em
comparação
dos
ne
gocios
Turco-Russos
—
qne
no impedir
a
Rússia
de
augmeniar
seu território
ou
po
der
á custa
da
Turquia
é
em que
con
siste
o
interesse
profundo
do
paiz
na
ques
tão
do
Oriente.
Trata-se
de ver,
se
as
cousas
podem
compor-se
sem
guerra
ou
collisão
entre
esie
paiz
e
a
Rússia
que
provavelmente
involveria
toda,
ou
quasi
toda
a
Europa
na
conlenda;
mas
ao
mesmo
tempo,
tan
to
a
Inglaterra como
a
Rússia,
preparam
UR.
1. WE
JUCEUO.
oi
BfflS
AM®
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
XIV
O
moço e a moça.
[Continuação]
Celina
tinha-se
já
esquecido
dos
dois
mancebos...
e pensava sobre
o
romance,
que
n
’essa
tard-
lhe
havia cantado o
ve
lho
Rodrigues...
Cândido
lembrava-se
do que
ainda ha
pouco
tinha
ouvido
da
velha
Irias.
Não
conversavam...
não
diziam
pala
vra... fechava
a
bocca
de
ambos
esse
pu
dor
angélico
do
primeiro amor
; mas
o
primeiro
amor diz tudo no
seu
eloquente
silencio,
diz
mil
vezes
mais
do
que
em
seus
longos discursos
dizem
esses
amo
res
velhos,
gastos,
que
já
não
tem
ori
ginalidade
nem
pureza,
e
que
faliam
mui
to,
porque
sentem
pouco.
O
primeiro amor
respira
virtude
e
cas-
despeito,
e
um
olhar
de
cólera
que esca
param
ao
velho
Anacleto.
Entraram
todos
quatro
no
Ceo-côr-de-
rosa.
XV
O
senhor e a escrava.
Meia
hora depois
que
Anacleto
e
Celi
na
tinham sahido
para
se
dirigirem
ao
passeio
|
ublico,
um
carro
parou
junto
do
alpendre
do
Ceo-côr-de-rosa,
e
Salustiano
apeou-se
d
’
elle.
Marianna,
que o
recebeu,
estava
só
na
sala.
Apresentou-se
Salustiano
com
ar
triun
fante
;
a
(ilha de
Anacleto
estava
pelo
contrario
pallida,
mas
com
semblante
des
denhoso.
Sentaram-se
ambos
muito
perto
um do
outro:
houve
um
curto
silencio,
e
Salus
tiano
fallou
primeiro:
—
Emfim,
estamos
um
momento
a
sós,
minha
senhora!
—
E
’
verdade, respondeu
com
voz
se
gura
Marianna;
eu
preparei
este
momento.
—
Como?...
A
viuva
levantou-se,
foi
fechar
a
por
ta da
sala,
e
tomando
de
novo
o
seu
lo
gar
:
—O
snr.
m
’o
havia exigido,
disse; no
serão
de
ante-hontem
despediu
se
de
mim
com
estas
palavras: cdepois
d
’ámanhã
ás
cinco horas da
tarde
!>
não
foi
assim?...
—
Ah
1
sim...
creio
que
sim
;
respon
deu
Salustiano,
fingindo
que
se
lembrava.
tidade:
é
a
exhalação
do
sentimento
pu
ro,
e
santo
que
Deus
soprou
em
nossa
alma...
exhalado
esse,
os
outros
são
feios
arremedos, que nunca
se
pódem
parecer
com
elle.
O
primeiro amor
não falia... quasi
que
não olha:
suspira
e
treme;
mas
n
’
es-
sa
linguagem
muda
diz
muito...
diz
tudo.
Cândido
e
Celina
não
fallaram,
mal
se
olharam
;
suspiraram
porém,
e
tremeram.
Ao
crepúsculo recolheram-se
ambos ao
caramanchel
onde
Anacleto
e Irias
con
versavam
ainda.
Em
todo
passeio Celina
só
observou
um
fenomeno:
quando
sua
mão
tocava
menos
de
leve o braço
de
Cândido,
o man
cebo
estremecia
involuntariamente. Cân
dido
ponde apenas
notar,
que se
algu
ma
vez
seus
olhos
encontravam
os
de
Celina, a
moça córava
muito,
e
mostra
va-se
enleada.
E
no
fundo
do
coração
ambos elles
se
haviam
perguntado,
o
mancebo,
porque
era
que
aqueila
moça
córava?...
a
moça,
porque
era
que
aquelle
mancebo
tremia?...
Elles
se
amavam.
Os
quatro personagens
de que
temos
fallado,
deixaram
emfim
o
passeio
publico.
Quando
de
volta
se
achavam
exacta-
menle
defronte
do
Purgatorio-trigueiro,
um
carro
puxado
por
dois
cavallos
brancos
se
despedia
do portão do
Ceo-côr-de-rosa,
e
passou
perto
d
’
elles.
—
O
carro
do
snr.
Salustiano,
disse
a
velha
Irias.
I
A
noite
escondeu
unj
movimento
de
—
E
eu
para
obedecer-lhe, menti
a
meu
pae; convidei o
para
passeiar
hoje
á
tarde,
e
na
hora
de
sahir
queixei-me
de
um
pequeno
incommodo,
e
lorceio-o
com
rogos
a fazer
o
passeio
só
com
minha
so
brinha.
—
V.
ex.
a
é
a
mesma
bondade!...
dis
se
o
moço
com
insolente
ironia.
—
Oh!
não! não,
senhor
;
(aliemos
so-
riamente;não
ha
bondade
da
minha
par
te,
nem
polidez
da
sua;
o
caso
é
sim
ples
:
aqui
está um
senhor,
e
uma es
crava.
A
firmeza
com
que Marianna
pronun
ciou
essas palavras,
obrigou
Salustiano
a
fazer
um
movimento
de
admiração.
— Porque, continuou
ella,
eu
compre-
hendo
perfeilamente
o
que
sejam
as
ce-
remouias,
e
as
etiquetas
em
uma
assem
bleia
;
mas
quando se acham
a
sós,
e
cara
a
cara
duas
pessoas,
que
se
procu
raram
adrede
para
tratar
de
uma
ques
tão
cuja
base,
apesar
de
ser
um segredo,
é* de
ambos
conhecida,
para
que,
senhor,
estar
com
vãs
palavras
encubrindo
uma
triste
verdade?...
para
que
vestir
em
bel
as
roupas
um
horrível
esqueleto?...
Mas
emquanto Marianna
assim
se
ex
primia,
retomára
Salustiano
seu
sangue
frio habitual, e
já
com
seu
insolente
e
costumeiro
sorriso nos
lábios
respondeu
em
tom
de
gracejo
:
—
E
’,
minha senhora,
que
eu
lenho
minhas
tendências
para diplomata.
—
Menos
isso,
senhor,
tornou
Marian_
na;
póde
sim
um homem,
imprevista.
com
a maior
aclividade
os
meios
para
uma
guerra
tremenda,
se
as
cousas
vierem
a
esse
ponto.
Aqui,
a
julgar-se
pelos
preparativos
e
medidas
tomadas,
e
alé
pela opinião
do
povo
commutn,
parece
que
se,olha
como
•nevitavel
a
collisão
entre
esta
nação
e
a
'Rússia,
não obstante
os
meios
extraordi
nários,
e
ostentosos
mesmo,
que
se
em
pregam,
a ver
se
póde
conjorar-se
a tem
pestade.
Felizmente
a
estação
invernosa
que
entra,
necessariamente
torna
inoppor-
inna
a
guerra
immediata;
dando
assim
tempo
a
reíleclir,
e
talvez a combinar
meio
de
sahir da
complicação
sem
rom
pimento
entre
as
duas
rivaes
cujos
inte
resses
e
antagonismo
occasionam
o
gran
de
perigo
aclual.
Este
Governo,
lendo
conseguido
que
se
determinasse
uma
Conferencia,
em Cons
tantinopla
mesmo,
de
Representantes or
dinários
e
extraordinários,
das
Grandes
Po
tências,
acaba
de enviar
o
seu
Embaixa
dor
Extraordinário, nomeado
ad
hoc,
o
Marquez de
Salisbury, para
representar
na
Conferencia
esta
nação,
juntamente
com
o
Embaixador.
Ordinário,
Sir
Henri
que
Elliot,
na
Capital
lurca.
0
dito
Extraordinário,
partiu
d’
aqui
com suas
inslrucções
bem
determinadas,
já
se
entende,
mas
em
vez
de
ir
direito
a Constantinopla
foi
primeiro
a
Paris,
con
ferenciar
com
o Ministro
Francez
dos
Es
trangeiros,
e
comprimenlar
o
Marechal
Mac-Mahon. Depois foi
a
Berlim,
onde
Bis-
marck, que
estava
na
sua
casa de cam
po,
voltou
á
Capital,
para se
avistar igual
mente
com
o
Lord
Extraordinário
Inglez.
Dahi
este
último
fez
caminho
por
Vienna
(onde
provavelmente
se acha
neste
momen
to);
e onde tratará de combinar
com
o
Governo
Austríaco,
e
irazelo
a combinar
com o
Britânico
nos
objeclos
da
Conferen
cia.
Não
terá,
segundo
meu
pensar, mui
ta
diíficuldade
em
accordar-se
com
o
dito
Governo,
cujos interesses
coincidem
com
os
da
Inglaterra
em
mais
de
um
senlid
•;
sobre
tudo
depois
da
abertura
do
Canal
de
Suez,
que
foi de
tanta
vantagem
para
Trieste
e
mais
portos
Austríacos
do
Adriá
tico.
A
posição politica da
Áustria,
toda
via.
é muito diilicii, por causa
da
posi
ção
geographica
que
occupa
em
relação
á
Rússia;
o
que
a obrigará,
provavelmente
a
jogar,
quanto possa,
um
jogo
concilia
dor
e
mediador,
de
maneira que
se
não
declare
demasido
em favor da
Inglaterra
nem
da
Rússia.
0
que parece
mais
provável
é
que
se
insistirá
sobre
tudo
na
Conferencia,
em
que
a
Turquia conceda
a
seus
vassallos
Christãos alguns
direitos,
liberdades,
e
garantia
contra
a
dureza
e
rigor
antigo
das
autoridades
e
administração
Turcas;
e
alguma
parte
ou
intervenção
nos
ne
gócios
e
administração
das
províncias
on
districtos
onde
existem
populações
Cliris-
lãs.
Qualquer
que
seja,
todavia,
o
remedio
que se
prescreva
na
Conferencia,
tenho
muita
dúvida em
que
passe
de
um
pal-
liativo
temporário.
As
minhas
razões
para
assim
pensar
sam
principalmente fundadas
em a
natureza
do
governo
Turco; o
qual
sendo,
em
grandíssima
parle,
fundado
no
systema
religioso,
e este incompavel
com
o
dos
Christãos,
hado
ser da maior
diíli-
culdade,
se não
impossível,
que se
estabe
leça e
consolide
modus
vivendi
políticos
satisfactorio
e
cordial,
igualdade de
direi
tos,
protecção
etc,
entre gente
de
opiniões
tão
antagonistas.
E
outra
razão
que
me
parece
ainda
mais forte,
é
que,
como
se
inculca
já
aos
Turcos
a
panacea
geral,
que,
na
opinião
de
John
Buli,
ou
da
grande
maioria
do
Povó
Inglez,
é
remedio
eílicaz
para
todas
as
mazelas das
nações,
isto
é,
constitui
ção
á
Itigleza,
ou
postiça;
que
até
agora,
fora
d’aqui, não
tem
produzido senão
de-
gração,
e
abatimento,
e
desordem,
e
ban-
ca-rotas,
e
desmoralisação, e
sobre
tudo
divisão
systematica
da
nação
em
partidos
antagonistas; uma
vez
inoculada
este
vírus
na
Turquia,
teiicia
nacional,
a escangalhar-
se peio
dissolvente
infundido,
e
a
tornar-
se
então
presa
facilmente
de
outras
na
ções.
(Continúa)
A. R.
SARAIVA.
X.
S®ial»or
tSa
Agonia,
eSa
Sé.—
Ao abrir-se
ha
dias
a
caixa
das
esmolas
desta
milagrosa
Imagem,
encontrou-se,
entre
outras
esmolas, duas
libras
em oiro,
alli
lançadas
por
algum
devoto
que,
por
intercessão
d
’aquelia antiquíssima
e
vene
randa
Imagem,
recebeu
do
céo
algum
be
neficio.
Faz-se
isto
publico
não
só
para
consolação
dos
devotos
do
Senhor
da
Ago
nia,
como
lambem
para chegar
ao
conhe
cimento da
pessoa que
alli a lançou.
Festividade.
—
No
domingo,
31
do
corrente,
tem
de
celebrar-se
na
egreja
do
Salvador
a
fesla
a S.
Francisco
Xavier,
como
padroeiro
da
Associação
da
Propa
gação
da
Fé,
havendo
missa
cantada,
ex
posição
do
SS.
e
sermão
de
tarde.
Os
associados
que
visitarem
a
egreja
teem
nesse
dia
indulgência
plenaria.
Caso
liarrorugo.—
Na
freguezia
de
S.
Marlinho
de
Bornes, appareceu, n’um
monle
proximo
ao
estabelecimento
d
’
aguas
medicinaes
das Pedras Salgadas, no
dia
2
do
corrente
a
cabeça
com
o
rosto
in-
tacto,
e
alguns
poucos
fragmentos
d
’
um
corpo
humano,
que
se
verificou
ser
de
Joanna
Ferreira,
viuva,
do
logar
de
Lago-
bom,
da
referida
freguezia,
que
alli fôra
devorada
pelos
lobos.
A
infeliz
linha
apresentado,
pouco
an
tes,
alguns
signaes de
demenc^t,
e
no
dia
30
de
novembro,
depois
da
meia
noite,
evadiu-se
de
casa,
sem
poder
ser
encon
trada
viva,
apesar
das
diligencias
para
isso
empregadas
por
uma filha,
e
alguns
visinhos.
fortaria.
—
Por
portaria
do
ministé
rio
da
fazenda
datada
de
15 de
de
dezem
bro
corrente
foi
determinado,
segundo
o
parecer do
director
geral
interino
das al
fandegas:
1.
°
Que sejam dispensados os
certifi
cados
de
origem
a
respeito
de mercado
rias
importadas
direclamenle
de
quaesquer
paizes,
aos quaes
tenha
sido
ou
venha a
ser
applicada
a
tabella
B.
do
tratado
de
11
de
julho
de
1866.
2.
°
Que
sejam
egualmente
dispensados
os
certificados
de origem
a
respeito
de
mercadorias importadas
indirectamenle
dos
paizes
mencionados
no
artigo l.°,
uma
vez
que
a
origem
venha
declarada
na
respeeti-
va
columna
do
manifesto,
cujo
modelo
se
acha
annexo
ao
regulamento consular, a
essa
declaração
seja
rubricada
pelo
cônsul
competente,
como
reconhecimento
da
ver
dade
d
’
ella.
Jwíx ssibstitwto
—
Foi
nomeado pri
meiro substituto
do juiz
ordinário
do
jul
gado
do
Arco,
comarca
de
Cabeceiras
de
Basto,
o
snr.
Joaquim
Antonio
de Freitas
Monteiro.
steaes
açoitados.—
Por no
ticias
de
Cape
Coast
Castle
annunciam
que
os
Dahotmanos
(África)
açoitaram
os
negociantes
portuguezes
alli
estabelecidos
Lino
e
Silva
tendo-os antes
despido,
e
que depois
os conduziram
para
Dahomey,
por
elles
terem
dito
que
o
rei
(preto)
seria
obrigado
a pagar
uma multa
em
cas
tigo
da
pilhagem
contra
elles
exercida.
fé
aEigSícassii
-
Era
em
Londres
Um
prégador,
subindo
acima
d
’
um
to
nel
de cerveja,
faliava
ao
audictorio
da
or-
thodoxia
da crença
anglicana.
Disse elle
de
pois
d
uma
pausa:
—
Estou, meus
filhos, perfeitamente
firmado sobre
a
base
fundamental da
fé.
N
’
esle
momento
o
tampo
do
tonel
aba
teu
e
o
orador sumiu-se
no
meio
das
gar
galhadas
da
multidão.
Agitação nau gM-ovíateias vaneo
navwrrezsB.-
Ha
de
novo
agitação nas
províncias
vasco-navarrezas.
0
general
Que-
sada
exige
das
províncias o
pagamento
de
uma
somma 18.532:000
reales.
As
provín
cias
não
querem pagar.
0 espirito
publi
co está
vivamente
excitado,
e
as
munici
palidades
aconselham
a
resistência
por
to
dos
os modos.
Kemedio
eotaira u febre persai-
ciffiusí».
—
Le
se
no «Goylanazo:
«0
aeaso
tem
sido o
auclor
de
uma
grande
parte
das descobertas;
o
acaso
ainda
acaba
de
descobrir
um
remedio
que
não
falhou
em
varias
experiencias
feitas
contra
a
febre
perniciosa. Uma
pobre
se
nhora,
inteiramente
bal
la de
conhecimen
tos e
recursos
médicos, tinha
em
casa
um
muribundo
de
febre perniciosa.
Na falta
absoluta
de
outro
medico,
co
meçou
a dar-lhe
a
poaia
torrada
em
pó,
ás
piiadas
em
agua
morna
como
se
faz
ás
diarrhêas.
Em
poucas
horas
salvou-se
o
doente.
Varias
pessoas
da
freguezia
das
Neves,
onde o
facto
se
deu,
fizeram
ex
periencias,
e
com
explendido
resultado;
e
até
agora;
todos
os
medicados
por
este
systema têem-se
salvado
em
24
horas.
E
’
um facto
digno
de
ser
estudado
e
citando
o
queremos
prestrar um serviço
real
á
medicina.
—
-A
chegada
d
’
uma
baleia
viva
ao grande
aquario
de
Broadway,
foi
ha
dias
um
verdadeiro
acontecimento
para
a
cidade
de
Nevv-York.
Este
monstro
mari
nho,
que
mede
cerca
de
20
metros
de
com
primento
e
pesa
80:000
mil
kilogrammas,
pôde
ser
transportado
por
steatnboats e
railways
desde
as
costas
do lavrador
até
Nevv-York
sem o
menor
accidente.
Mette-
ram-n
’
o
n’
uma
immensa
caixa
de ferro cheia
de
algas
e
com
buracos
na
sua
parte
su
perior
para
deixar
penetrar
o
ar
necessá
rio
á
respiração.
Foi
na bahia
de
S. Pedro,
no
Saint-
Laurent,
que
se
pescou
o
novo
hospede
do aquario nevv-yorkino.
Xotavel eMiverxío—Um
honrado
doutor
em
medicina
de Marselha
acaba
de
trocar
o seu
gabinete
de
consultas
da
rua
Republica,
n.°
21.
por
uma
cella
no
con
vento
dos Padres Capuchos.
M.
Marius
Amalbert,
é
<lo
32
annos
d’
edade;
foi
ci
rurgião
de
marinha
e,
n
’esta
epocha, nin
guém
teria
suspeitado
n
’
este
alegre
com
panheiro,
amante
extremoso
dos prazeres,
um
futuro
apostolo
da
Fé.
Uma febre
ty-
phoide,
que
o
abeirou
do
tumulo
opera
ra
n
’elle
uma
primeira
conversão.
Depois,
tendo
renunciado
á
marinha,
assignalara-
se por
uma
dedicação
singular
aos
seus,
deixando
tudo
por
elles,
cuidando
gralui-
tamente
dos
pobres
e fornecendo-lhes
soc-
corros.
No
momento
em
que
oito
médicos
ou
pharmacenticos
levam
ao
conselho
muni
cipal o
estandarte
do
livre-pensamento,
a
entrada na religião do
mais
realmente
phi-
lantropico
de
seus
collegas
é
caso
para
at-
trahir a
attenção.
©»a-etí8:ar.
—Ordenou-se
aos
governa
dores
civis que remetiam
ao
ministério
do
reino,
com a maior brevidade,
relató
rio
sobre
os
estragos
mais
notáveis
cau
sados
pelos
últimos
temporaes
nas povoa
ções
dos
seus
districtos,
designando
as
propriedades
que
mais
soffreram
e
tanto
quanto
fòr
possível
o
valor
dos
prejuízos
causados,
bem
como os
nomes de
quaes
quer
indivíduos
que
tenham
prestado
re
levantes
serviços,
com
risco
da
própria
vi
da,
para salvação de pessoas
ou
de
valo
res.
Estas
informações
devem
servir de
base
á
medida
que
o governo tenciona
tomar para
suavisar
taes
damnos.
Cosnmeraio
dt»s laratiijna.
— E’
immenso
o commercio
das laranjas,
segun
do
se
póde
avaliar
pelos
seguintes
dados
extraídos
do
Gardener's
Chronic e:
«A
ex
portação
nos
portos
da
Sicilia
era
em
1869
de
f.
170,000
caixas:
em
1670
de
1,420
mil; em 1871 de
1,770
mil;
em 1872 de
1.815
mil
na
importância
de
700 mil
li
bras
esterlinas.
Em
1872
importantou
a
Inglaterra
95,000
libras
esterlinas
de
la
ranjas,
e
os
Eslados-Unidos
510,000.
A
maior
parte
das
laranjas importadas
na
In
glaterra
iam de
Portugal, Hespanha
e
Aço
res.
.
íí
Pontifletido de H
*õ«»
IX.
—
A
Vo-
ce
delia
Verilá,
fallando ácerca
dos
pro-
mente
dono
do
segredo
de
uma
mulher,
impor-lhe
por
preço
de
seu
silencio,
con
dições
indignas
;
isso
será apenas
vilania...
baixeza
d
’
alma
;
mas
ridicularisar
essa
mu
lher.
senhor?!'!
oh!
já
não
é
só
vilania,
é
iufamia
!
—
Senhora
!
disse
Salustiano.
—
E’
preciso que
me
conheça
bem, qne
faça
justiça
a
meu
caracter.
Se
tenho
tre
mido,
se me lenho
humilhado
a
seus
olhos
nas
sociedades,
é
porque
me curvo
ante
a
pureza
dos
outros,
e
nunca
porque
do
bre
os
joelhos
ao
seu poder:
qnando
es
tivermos
sós,
eu hei
de
conservar-me
sem
pre
na
minha posição,
alta,
elevada
mui
to sobre
a
sua;
porque
a
victima
é sem
pre
menos
infame
do
que
o
algoz.
A
quem
eu
temo,
a
quem
eu
respeito
não
é
o
senhor,
é
as
almas
nobres.
—
Senhora
!...
—
Nada
de
falsas
posições
entre
nós,
continuou
a viuva;
o
que somos
ambos,
ambos
o
estamos
vendo
:
eu sou
tona
mulher
indigna,
e
o
snr.
é
um
homem
baixo
e
vil:
supponhamos
agora, que
ne
nhum
de
nós tem
pejo,
e
fallemos
cla
ramente
um
ao
outro,
como
dois
sicários,
que tratam
de
um
crime.
Eis
aqui
como
deve
passar
esta
hora
entre
nós
dois:
creio
que
torno
tudo
muito
facil.
0
que
quer
o
snr.
de
mim?...
Aquella
mulher
alta,
bella, morena,
de
olhos
cheios
de
fogo,
orgulhosa
e
ve-
hemente,
dava
incrível
força
a
suas
pa
lavras
;
com
seu
olhar
ardente
humilha
va Salustiano,
que
ficou de novo
espan
tado,
e
em
silencio
junto
d
elia.
A
viuva
repetiu
a
pergunta
que
já
ha
via
feito.
—
0
que
quer
de mim,
senhor?!!
—
Confesso,
senhora,
disse
Salustiano,
que
não
vinha
preparado
para
uma
con
versação
da
natureza,
qoe parece
desejar;
todavia,
pois
que assim
a quer, esforçar-
me-hei
por mostrar-me
sem
pejo,
e
fal-
lar-lhe
como
um
sicário,
que
com
outro
conversa
sobre
um
crime.
—
Bem
;
é
isso
mesmo
:
o
que quer
pois ’...
—Primeiramente
quero
saber
quem
é
este
mancebo
que
tão
assiduamente fre
quenta
a
sua
casa,
e
a
quem
ouço
dar
o
nome
de
Cândido.
—
Sei
que se chama
Cândido.
—
E
mais
nada?...
—
E
mais
nada.
—
Vamos
mal, senhora;
não
vi,
como
desejava,
satisfeita
minha
primeira
pergun
ta
:
desvaneço-me porém
de
esperar,
que
uma
exigencia que
agora
farei,
será
com-
pletamenle, e
cedo
cumprida.
—
E
o que
exige
o
snr.?...
pergun
tou
Marianna.
—
Que
as portas
d
’
esla
casa
sejam
fe
chadas
a
esse
mancebo.
—
Quem
abre,
e
fecha
as
portas
d
*
esla
casa
a
todas
as
pessoas
não é a
filha, é
o
pae.
Salustianno
levantou os
hombros
e
disse
:
—
Embora
;
eu
o
exijo.
Mordeu
Marianna
os
lábios
de despei
to,
e
depois
perguntou
:
—
E
porque?...
e
para
(jue
havemos
de fechar as portas
d
’esla casa a
esse
infeliz
moço
?.
.
—
Já o disse
uma
vez
senhora,
por
que
eu
o
exijo.
—
Oh!...
e crê
qoe
ha de
ser
humil
demente
obedecido,
não
é
assim?...
—Tenho
a
certeza
d
’
isso.
—
Senhor!
senhor!...
exclamou
a
fi
lha
de
Anacleto
;
não
comprehende
que
isto
é
já
muito
abusar?... oh!
um
cava
lheiro
zombando,
insultando
uma
mulher,
porque
sente
que
ella não lem
por
si
quem
a
defenda,
que
existe
abatida
com
a
consciência
de
um
crime
I
mas
um
ca
valheiro
deve
sentir,
que
quando
chega
a
exaltação,
quando
mais não
póde
sof-
frer,
quando
emfim determina vingar-se,
uma
mulher
vai o
dobro
de
um
homem
;
porque
de
ordinário
o
homem
sabe
sómen
te
matar,
e
a
mulher sabe lambem
mor
rer.
Salustiano começava
a
rir-se.
—
0
snr.
se
está
ahi
rindo,
porque
não
sente,
que
estas
palavras
pronuncia
das
por
uma senhora
á face
de
um
cava
lheiro
equivalem
á
maior
das
aflrontas,
que
um homem
póde
fazer
a
outro...
mas
deve
rir-se... o
snr.
tem
consciência
de
não
ter
generosidade nem
honra.
Salustiano
continuava
a
rir-se.
—
0
snr.
se está ahi
rindo,
porque
se
persuade,
que
sempre
que
estivermos
juntos,
haverá
um
senhor
para
mandar,
e
uma
escrava
para
obedecer;
não
é
is
so?...
—
Talvez.
—
Sun... talvez
ainda
por
algum
tem
po;
mas
um
dia...
Ahi
se
interrompeu
Marianna,
e
en
carando de
perto
Salustiano,
proseguiu
:
—
Qual
é
porém
a
razão
porque
as
portas d’
esta
casa
se
hão
de fechar
a
es
se
mancebo?...
tem
o snr.
concebido
al
gum
projecto,
adiante
do
qual
se
levante
elle?...
que
projecto
é
o seu
portanto?...
creio
que
ainda
me
assiste
o
direito
de
fazer
taes
perguntas.
—
E
eu
tenho
a
certeza
de que
não
preciso
descobrir
o
alvo
que
atiro,
para
ser
satisfeito
no
que pretendo.
—
Ah
senhor! isso
é
já
de
mais.
—
Estou
fallando,
senhora,
na
suppo-
sição
tristíssima,
de
que
nenhum
de
nós
tem
pejo,
e
somos
como
dois
sicários
que
tratam
de
um
crime.
—
Oh
!
pois
bem,
exclamou
com
vio
lência
Marianna;
vamos
ao
fim
:
pensa
que
não
vejo
o que
se
passa
diante de
meus
olhos?...
quer
que
lhe
trace
o painel
de
seu
comportamento
para commigo,
e
que
lhe
exponha
seus últimos
projectos
?...
ouça
pois.
Salustiano
descançou
uma perna
sobre
a
outra
com
inaudito
sangue
frio,
e
disse:
—
Ouvirei,
senhora
;
note
porém
que
se
vae
fazendo
tarde.
(Continua)
gressos
do
Catholicismo
durante
o Ponti
ficado
de
Pio
IX,
dizia
ha
tempo,
que
el
le
augmentou
a
jerarchia
ecclesiastica
em
todo
o
mundo,
elevou
ao
gráo
de
metro
pelos
23
sés episcopáes;
creou 5
bispados
metropolistas que
ainda
não
existiam,
es
tabeleceu
de
novo
129 sés
episcopáes,
3
delegações
apostólicas,
3
vicariatos
aposto-
licos
e
14
prefeituras
apostólicas.
BSoisatív®.
—
O
snr.
Manoel
João
de
Paiva,
desta
cidade,
além
das
esmolas
de
calçado que
já por
diflerentes
vezes
tem
dado
aos pobres
asilados
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
acaba
de
presentear aquelle
asilo
com
mais 50 pares
de
sapatos
com
que calçou
de
novo
todos os
asilados,
—
esmola
para
commemorar
o
Nascimento
do
Menino
Deus.
Acções
desta
natureza
chaniam
sobre
quem
as
pratica
a
bênção
de Deus,
e
a
gratidão
dos
homens.
Deaenvolvimeuin
da
riqueza.—
Em
França
publicaram-se
documentos
es
tatísticos,
cuja
leitura
é um
convencimen
to
irresistivel
do
muito
progresso que
o
commercio
e
a
industria
têm
recebido,
e
vão
recebendo nos
nossos
tempos.
Vo-se
d'esse documentos,
diz
uma
fo
lha
periódica,
que
as
onze
nações
mais
commerciaes,
que
são
a
Inglaterra,
os
Es
tados-Unidos,
a
França,
a
Alemanha,
a
Bélgica,
a
Áustria,
a
Rússia,
a
Italia,
a
Hispanha,
a
Hollanda
e
a
Suécia;
duplica
ram
o
seu
commercio
no
espaço
de
20
annos.
O
commercio
exterior
d
’eslas onze
nações
qne
em 1855 ascendia
a
reis
2.441.170:000^000
elevou
se
gradualmen
te.
A
população
que
nos
mesmos
paizes
era
em 1855
de
271.413.000
habitantes,
lambem
augmentou,
sendo
em
1872
de
311.600:000.
Nos
Estado-Unidos
ha
262:148
fabri
cas
que
empregam
2
053:886
operários.
Ha
40:191
machinas
de
vapor
e
51:018.
motores
de
agua,
dispondo
umas
e
ou
tras
de uma força
do
2.346:145
caval-
los.
e
eêrt».—
Uma folha
estrageira
dá
noticia
dos grandes
lucros,
que
alguns
agricultores
da
America
do Norte
tiram
da
industria
cericola.
«A
abeiba
dá a
opulência
a
muitos
creadores.
Um grande
agricultor da Cali
fórnia
ganha
annualmente
com
as suas
colmeias
perto 25
000 dollars
(9
contos
de
réis),
livres
de
todas as
despezas.
No estado
de
New-York, ha
dois
agri
cultores
que
venderam
o
anno
passado,
um 80:000 libras
de
mel,
o
outro
90:000
libras.
Ha nos
Estados-Unidos
79:000
agri-
gnltores
possuidores
de
3
milhões
de
col
meias.
Vinte
e
dois
arraieis
de
colmeia
é
con
siderada
uma
colheita
fazoavel
A
250 a
libra,
aqueíla
colheita,
media
de
70
mi
lhões
de
arrateis, produz
17:100 contos
de
réis.
A
cêra
é
avaliada
em
20
milhões de
arraies,
e
em
6
milhões
de
dollars
(ou
6
mil
contos
de
réis).
A
exportação
d
’
estes
productos
dos Es-
tados-Umdos
regula
por
um
valor
de
2
mil
contos.
A
republica
possue
4
jornaes
especiaes
que
tratam
exclusivamente
da
agricultu
ra.
©
culto entEaolãco.—
Segundo
dizia
ha
tempo
a
Semana
Religiosa
de
Cam-
bray,
na relação
que
o
Schah
da
Pérsia
publicou
de
sua
viagem na
Europa,
refe
re
as profundas
impressões que recebeu
assistindo
na
Bélgica
a uma procissão da
Virgem.
Descreve as Filhas
de Maria,
que
iam
com
religiosa
pompa
alraz
da
imagem,
e
cada
vez que
as
nomeia, ajunta
palavras
de
bênção
e
de
louvor. Nada
o
encantou
tanto-
como
as
doces
melodias
das
litanias,
o
recolhimento
doi
fieis,
a
formosura
das
bandeiras
com a imagem de
Jesus
e
de
Maria,
e
repete
sempre
que
se
maravilhou
de
nossas
lestas
religiosas,
especialmente
da
Virgem.
Esta
homenagem rendida
a
Maria pela penna
de um soberano
infiel
va
le
muilo.
Obras
publicas.
—
O
governo
cons
truiu
o
lanço da
estrada
real
do
Porto
a
Valença,
sitio
entre
Mallo
de
Carvalho
e
Santo
Estevam
da
Facha,
na
extensão
de
4.259"',82. As
obras
estão
orçadas
em
réis
19.976^)00.
—
-Ordenou-se
a
construcção
de
uma
passagem
da linha
ferrea
do Minho atravez
da
rua
da
Moeda,
no
Porto. A
verba
a
despender
com
esta
construcção
está or
çada
em
3.760^000
réis.
O
ministério franeez.—
O
novo
ministério
é
composto
pela
seguinte
fôr
ma:
Julio
Simon,
presidente
c
ministro
do
interior;
Luiz
Martel, ministro
da
justiça
e
dos
cultos e guarda selins;
Ledo
Say,
ministro
da
fazenda;
Wadimjlon,
ministro
de
inst
ucção
pu
blica
e
das
hellas-artes;
Ckrislople,
ministro
das
obras
publi
cas;
Teisscrenc de
Rort,
ministro
da agri
cultura
e
do
commercio;
Duques
Decases,
ministro
dos
negócios
estrangeiros;
General
Berthaul,
ministro
da
guer
ra;
Almirante
Fourichon,
ministro
da
ma
rinha
e
das
colonias.
A
banqueira
ESaitionsera — Os
periódicos hespanhoes
dão
conta da
fugi
da
famosa
D. Baldomera.
que se
foi
de
Madrid
na vespera
do
dia
em
que
tinha
de
effectuar
o
pagamento
dos
juros
ven
cidos
durante
o mez
passado, para
o
que
havia
convocado
os
depositantes
Quando
todos
estavam
reunidos,
sem
que
a
banqueira
apparecesse,
um
mais
hem
informado
disse
que
ella
tinha
desap-
parecido.
boi
como
se
rebentasse
uma
bomba.
Mulheres
das
classes
mais
humildes
da
sociedade
lamentavam
de
voz
em
grita
a
sua
desgraça
commum.
Desde
que a justiça
tomou
conheci
mento
do
caso,
procedeu-se
ao
aromba-
menlo
da
porta
dos
escriptorios
da
famo
sa
negociante,
e eucoiilrou-se luxuosa
mo
bília,
que
depois
se
soube
ser
alugada
em
nome
do
seceretario
de
D.
Baldome
ra.
Na
gaveta
d
’uma
commoda estavam
5
ou
6:000
reales
(cerca
de
280^000 réis),
quasi
tudo
em
prata.
D.
Baldomera
linha
pago
dias
antes
uma
letra
de
Paris,
cujo
valor
subia
a
uns oitenta
e
dois contos.
A
quantia
que
levou
passa
de
14
milhões
de
reales, e
a
que
linha
de
pagar
por
juros
do
mez
im
portava n
uns
quatro
milhões
e
meio
’
de
reales,
proximamente-
Os telegrammas
expedidos logo
pelo
go
verno
foram
mais
de
800,
transmitlindo
ordens
para
ser presa
a
banqueira.
Parece
que
a
fugida
de
D.
Baldome
ra
a
morte
d
’uma
conhecida
senhora que
tinha
alli
depositada
uma quantia
que
cons
tituía tola
a
sua
fortuna.
A
fugida
podia
ser
frustrada
por
um
incidente
imprevisto.
Emquanto
D.
Baldomera
estava
no
theatro,
uma
senhora
notou que
de casa
d’
eila
tiravam
alguma
bagagem;
era
tal
vez
depositante,
e
assutou-se.
Dirigiu-se
então
á
porteira
e
perguntou:
—
D.
Baldomera?
—
Está no
theatro
de
Zarzuela, respon
deu
a
porteira.
Alli
foi
a
interessada,
e
encontrou
a
banqueira
no
seu
camarote
mui
tranquil-
lamente.
Confiando
n
’
ella,
maldisse
as suas
desconlianças
e
no
dia
seguinte
foi
para
receber.
A
banqueira
linha desapparecido.
A
lição
que
os depositantes receberam
é
demasiado amarga,
para
que possa
es
quecer-se;
e
não
obstante,
no
mesmo
dia
da
fugida
venderam-se
créditos
contra
D.
Baldomera
a
2
e
até
a
8
por
cento
!
Monumento «lo
Saaneiro. — A
commissão
promotora
do monumento
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sameiro,
convida
por
este modo
a todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com
seus
donati
vos
para
a
projectada
procissão, que
de
verá reaiisar-se,
quando
chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgenciada
por
S.
S.
Pio
IX,
a
entre
gai
os
ao lhesoureiro,
o
snr.
Antonio
José
Vieira
Machado,
na
Praça
Municipal.
Oulrosim
pede
áqueilas
pessoas
que
tenham
de
prestar
alguns
anginhos
para
a
mesma
procissão,
tenham
a bondade
de
dirigir-se
previamente
ao
snr.
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
na
livraria
Catho-
lica,
rua
do Souto, ou
ao
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
Praça d
’Alegria.
Padre
João Dias
Corrêa.
A
’
earida«le.—
Imploramos
á
carida
de
das
almas
piedosas
e
bemfasejas
uma
esmola para
os infelizes
entrevados
Anto
nio dos
Granginhos,
e
sua
mulher,
que
ha
pouco
sahiu
do
hospital com
moléstia
incurável.
Vi.vern na
maior miséria.
Resi
dem
na
rua
do Alcaide,
n.°
17,
n
’um
quarto
á
porta da
rua.
A
’ caridade
publica. —
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n.° 61,
existe
uma
familia
honesta e envergonhada,
passando
muita
necessidade,
achando-se
um filho
por no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os
meios
para
a
subsistência
de
lodos,
lutando
com
uma
grave
enfermidade.
Roga-se
ás
almas
bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de
Deus.
Appels»
ú
caridade publica.—
Lembramos ás
almas caridosas, Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de edade,
moradora na
rua
de
Iníias
n.°
85,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos,
e sem
meios
de
subsistência.
Maria
do Soccorro Paiva e
Aguiar, tendo
mudado o seu
athelier de
costura para a rua
dos
Sapateiros
n.° 12, e constan-
do-lhe
que alguém se tem ab
stido
de dar-lne obra de costu
ra
para fazer,
por suppôr que
jámais
trabalhe
; declara
que só
esse
caso se
tem
dado quando
é forçada
por motivos de sau
de;
e
porisso,
toda a pessoa que
deseje obsequial-a com obra tan
to de
snr.a
como de creanças,
está
prompta
aceital-a e
a
ser
exacta
no
cumprimento de seus
deveres, sendo tudo feito com
segurança e
aeeio pelos últimos
figurinos.
COLLEGIO
LUSITANO
«le> CoelS&o
«a.° 113.
No
dia
2
do proximo
futuro
mez
de
janeiro,
abrir-se-ha
sob
a
direcção
do
abai
xo
assignado
este
estabelecimento,
mon
tado
em
condicções
muilo diflerentes
das
dos
que
já
se
acham
estabelecidos.
Como
a
maior
parte
dos
chefes
de
fa
milia mandam
instruir seus
filhos
para
seguirem
a
carreira
commercial,
resolveu
montar
este
estabelecimento,
expressamen
te
para
esse
curso,
e
além
d
’esse
o
d
’
in-
strucção
primaria.
No
curso
commercial
comprehende-se
tudo
o que
lhe
é
concernente;
taes
como:
escripluração,
contabilidade,
callygraphia,
etc.
Desde
já
se
recebem
alumnos
e
pres-
lam
esclarecimentos
desde
as
9
horas
da
manhã ás
4
da
tarde.
O
Director,
(4491)
Dento
Desiderio
Peixoto
Querido.
VER E
CRER
BOLSSOM
& POMBAK
PRIMEIROS
OCULISTAS
DE
PORTUGAL
Até
o dia
31
do
corrente
recebem-
se
propostas
para
o
arrendamento
domes-
mo,
por
toda
a
época
do
Carnaval.
Os
pretendentes
poderão
dirigir
em
carta
fechada
aos
administradores
suas
propostas,
as
quaes
serão
abertas
no
l.°
de
janeiro,
sendo preferido
o
que
mais
vantagens
offerecer.
(4495)
Companhia Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense
3®eie«8a«le
anonyma d» responsa-
bãlidiule linaitauli
*
.
São convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
companhia
a
realisarem
desde
o
dia
2
até
6
do
proximo
mez
de
janeiro,
no
escriptorio
da
Companhia,
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12
das
10
da manhã
ás
2
da
tarde,
a
sua entrada de
10
0|0
ou
2$500
reis por acção,
(corresponden
te
ás
IO.
a
e
li.
a
entradas)
conforme
a
de
liberação
da
assembleia geral de
17
de
julho,
e
na
mesma
occasião
serão
troca
dos
os
titulos
provisorios
pelas
acções
ou
títulos definitivos.
Braga
e
escriptorio
da companhia,
22
de
dezembro
de
1876.
(4496)
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
João
Carlos
Pereira
Lobato.
Arrematação
A
meza
da
irmandade
de
N.
S. das
Dores
dos
Congregados
d
’
esla
cidade por
este
modo
faz
publico,
que
no
dia
24
do
corrente
depois da
missa
do
meio
dia,
e
á porta
da
sua
egreja
tem
de
ser
arre
matado,
e
entregue
a
quem
mais
der
nua
relogio,
corrente
e
medalhas
de
oiro
offe-
recido
á
Virgem
das
Dores
por
José
Pe
reira
da
Cunha
d
’
esla mesma
cidade,
pa
ra
ser
applicado
o
seu
producto
em
be
neficio
do
culto
da Senhora como
a
sua
devoção
prometteu.
(4497)
GRAXRE
REDUCCÃO
DE
PREÇOS
o
A
DE
Em consequência de
haver
passado
a
gerente
da
Companhia
fabril
«SINGER»
o
proprietário
do
acreditado
deposito
de
machinas
da
rua
de.
S. Vicente
d’
esta
ci
dade,
e
a
casa
passar
a
deposito
da
mes
ma companhia, vende
as
machinas
exis
tentes
com
abatimento
de
50
por
cen
to
nos
preços
por
que
até
aqui
se ven
dia.
*
Machina
coberta qua vendia
por 49$500, vende por 27$000
reis
I
!
Machina sem
coberta que ven
dia por
45$000,
vende
por reis
22£500!I
Machinas
de ponto de cadeia
de
12$000, vende
por 7 OOO rs. II
Toda
a
pessoa
que
quizer
comprar
al
guma
d
’
estas
machinas
por
preço
tão
re
duzido,
póde
íazel-o
no
prazo
de
15
dias
a
contar
da
data
d
’este
annuncio.
Vendem-se
tanto no
deposito
como no
kiosque
do
Campo
de
SanCAnna
Agulhas a
20 reis cada uma.
Braga
lo
de
Dezembro
de 1876.
(4487)
(313)
PARA LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S.
Marcos
—
2
Um
saldo
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
metro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã,
largos,
pa
ra
700
e
l$00()
reis o
metro.
Lenços
de
malha
a
300,
360
e
400
reis.
Bretanhas
de
linho
para
360,
500
e
690
reis o metro.
E
muitos
mais
objectos
por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
Casa
em
Coimbra.
— Rua
da
Calçada
n.
os
86
a
90
Filial
no
Porto.
—
Rua
de
Santo
Antonio
n.
íS
159
a
161.
São
já
bem
conhecidas
as
fazendas
d
’esla casa c
os
artigos
que
tem,
portanto
hoje
só
cremos
lembrar
ao
respeitável pu
blico
que
já se
acha
aberta
a nossa
fi
lial no
Porto,
na
rua
acima
indicada,
onde
os
nossos
amigos
e
freguezes
en
contrarão
além
de
muitas outras
fazen
das
as seguintes
:
Especialidade
em
oculos
e
lunetas d
e
ouro,
prata, ;çço, tartaruga e
búfalo,
ba
rómetros.
de todos
os
systemas,
binócu
los,
oculos
de longa
vista,
estercoscopes,
vistas,
thermomelros,
panlometros, gar-
phomelros,
bussulas,
papel
tella
e
qua
dricular,
espheras,
terrestres,
celestres
copernico
e
armilar,
microscopios
conta
fios,
lupas
brilupas
areomelros,
caixas
de
muzica
de
1 a
36
peças,
e
muitas
ou
tras
cousas
que
aqui
não
podemos estar
a
mencionar.
Escusado
é
lembrar
os objectos
da casa
de
Coimbra
porque
é
já
bem
conhecida.
N.
B.
Não se
altera
o systema
da
casa,
que
é
vender
muito
e
barato
para
ganhar
mais.
Coimbra
14
de
Dezembro
de
1876.
(4484)
Bolssom
$
Pombar„
■^y^MES^
CONFEITARIA
CENTRAL
E
GRANDE
DEPOSITO
DE
VINHOS
DO
Ârinazem da
Estrelin, no
Porto,
DE
José
Anacieto
d’
Araújo Figueiredo.
15
—
SSisa
«I« S.
Marcos—15
BRAGA
Classificação
dos
vinhos
Vinho
Palhete,
Meza
n.°
1.
ALCATRÃO
BARBERON
Unico que
contém todos os princípios balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de Noruega-
Nos
fortes
calores e nas
mudanças de
estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa e
preservadora de moléstias
epidemicaa. — Dóse : uma colherzinha n’um copo <ragua
accrescentada
a
bebida
ordinaria. —
Preço 400 reis.
1LCATRÍ0 RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias do peito,
tisica,
anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das crianças. — Preço : 500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de
ferro. — Recon
stituo
o sangue
sem causar o
estomago. Muito
agradavel, digestivo e tonico.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA. OS
CAVALLOS.
Substitue
o ferro candente
saa
destruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositos
: BARBERON
& G% en
Châtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em Lisboa, o
snr.
Barreio,
r.
do
Lorêto.
n.°
28—30
(23
-H-)
VENDE-SE
Por
preço
famyravrt
3
cavallos, sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos, que
trabalham
de
sellim
e
trem.
São
de
toda a
conlian-
ça
e por
isso
se
dão
a
contento.
Também
se
vende
um
phaeton,
em
excellente
uso,
com
lodos
os
arranjos
pa
ra
armar de
diversas
fôrmas,
e
bem
assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José
Fornellos,
na
villa de
Mesãoírio.
(4452;
—
Tintos
—
F.
n.°
1
—
F.
n.°
2
—
F.
n.°
3
—
F.
n.®
5.
—
Tintos
velhos
superiores
—
V.
n
.°
1
—
V.
n
0 2
—
V.
n.°
3
—
V.
n.°
4
—
1863—
Vinho
branco
n.°
1
e
n.°
2.
—
Brancos
superiores
—
V. B. 1861
—
Moscatel
n.°
1. 2
e
sec-
co
—
Malvasia
Adamada
n.°
1,
2
e
secco.
—
Geropigas
loura
e
Brancas
n.°
1.
Vinho
Lagrima,
loura
e branca
n.°
1.
—
Especialidades
—
1817
1840,
Alvaralhão
—
1810
e
1834,
Roucâo
—
1820,
Lacrima
Chrisli
e
Collares.
Cogníc, Champagne, Moscatel
de
Setúbal,
Madeira,
Bordeux
e
Xarez.
Licores
nacio-
naes
e
francezes.
Encontra-se na
mesma confeitaria
pró
prios
da
presente
estação
os
seguintes
objectos
como
são : Queijo
Londrino
e
Fla
mengo—
Xerter
e
Papel
—
Chá
Hysson e
Preto,
Bolacha
Ingleza
de
todas
as
qua
lidades,
Biscoito
para chá, de
diversas
qualidades,
Amêndoas,
e doce
de
fructas;
Farinha
de legumes,
ervilhas
em
grão,
conservas
inglezas,
Sardinhas
de
Nantes,
Figo,
Passas
de
Alicante,
Castanhas
do
Maranhão,
Ameixa,
Pera e
Avelãs;
casca
de
pecego de
duas
qualidades
e
massas
pa
ra
sopa;
assim
como
chocolate
hispanhol
de
superior
qualidade.
Peixe
de
escabexe
Salmão, Linguado,
Inguias;
bem
como
Prezunto
de
fiambre,
Salleme,
fructas
em
aguardente,
pastelinhos
de
carne
e
doce,
e
mu
los
outros
objectos
que seria
longo
enumerar.
N
’
este
mesmo
estabelecimento
se
acha
deposito
de
caímos
de chumbo
e
tornei
ras
de metal.
(4489)
CERTIVÃO
José
Firmino
da Costa
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
Commercio
de
í.
a
in
stancia n’
esta
cidade de
Braga
e
seu
dis-
tricto.
por
Sua
Mageslade
Fidellissima,
que
Deus
guarde,
etc.
Faço
certo
e
certifico
que
no
processo
de
moratória,
impetrada
pelo
Banco
Com-
meroal
d
’
esta
cidade,
proferiu
o
Tribunal
a
seguinte
DeeiNão
;
XAROPE
de
BLAYN
de um
gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos
de
Paris;
curâo
os
deflussos,
gripe, tosse,
dores
de
garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540
«
810 reis.
Pasta
260
reis,
Em
Lisboa
;
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias. etc.
uej>o>it<>
no
Por-
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.a
classe para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
liio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SA1K
1>E
LISBOA
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
de ITEaria
Virgens
Sinauactaladt.
D.
Margarida
Heunessy,
desejando an-
nuir
aos
pedidos qne as
famílias
e
clero
mais dedicados
á
causa
de
uma
verdadei-
ra
e
completa educação,
tanto de
Braga
como
das localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
teem
dignado fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento
a
bella casa
da
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
onde tem
vivido o
exm.®
snr. Juiz
de
Direito.
(4451)
Muita
attenção
IJej»o«itc9
de
biscouto» Valonjjo
no
e»tabeleeimvHto
«te
Cerquei-
ra
da
Silva
«S-
Gonçalves (easa
re
donda).
LABGO
DA
LAPA
N.°
1
Preços
Biscouto
valonguense
kilo
280
Ditos
Macarrão
»
280
Dito
Brazileiro
300
Dito Imperial
330
Bolacha
doce
280
Bolachinha d’
araruta
340
Tosta
azeda
190
Dita
doce
(4450)
»
280
Dinheiro
a
juro, a
5
p.
c. ao
anno.
0
Tribunal
do
Commercio
de
primei-
meira
instancia
de
Braga,
em
vista da
re
solução da
Relação
do
Porto,
constante
do
accordão
de
lolhas,
concedendo
a
mo
ratória
por
espaço
d
’
tim
anno,
a
contar
do
dia
10
do
mez
d’
outubro
ultimo,
im
petrada
pelo
Banco
Commercial
d
’esla
ci
dade,
em
observância
do
disposio
no
ar
tigo
1298 do Codigo
Commercial,
con
firma
credores
íiscaes,
os
já
nomeados
e
ajuramentados,
Antonio
Manuel
Ayres
de
Oliveira,
e
Antonio
José
da
Costa
Veiga,
e
ordena
que
sejam
intimados
para
con
tinuar
a
exercer a
tiscalisação
que
já
lhes
foi
incumbida.
Nomeia
para
supplenles
dos
ditos
Íiscaes os
credores
João
Baptista
Go
mes
Ferreira
e
Bento
Gonçalves
Santos,
|
e
ordena
que
sejam
intimados
para pres- ‘‘
tar
juramento
nas
mãos
do
Juiz
Commis-
sario,
bem
como
os
Direclores
do sobre
dito
Banco,
para
se
absterem
de
praticar
as
operações
designadas
no
artigo
1280
do
citado Codigo Commercial,
sem
a
assis
tência
ou
auclorisação
dos
credores
fiscaes,
e
que
a
presente
decisão
seja publicada
por
éditos
na
praça,
e
por
annuncios
em
tres
numeros
consecutivos
d
’
um
periodico
d
’
es-
ta
cidade,
com
custas
pelo
requerente.
Braga
19
de
dezembro
de
1876.—
Ayres
Frederico
de
Castro
e^Solla
—
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga—
Antonio
José
Pereira
—
Domingos
Pereira
d’
Azevedo
—
Clemente
Jo
sé
Fernandes.
Está
confórme
o
original.
Braga
19
de
dezembro
de
1876.
0
escrivão,
GUADIANA
.
.
29
de
Dezembro
I
MONDEGO.
.
.
28
de
Janeiro
NEVA.
...
13 de
Janeiro
'
ELBE
.
.
.
.
13 de
Março
I
PREÇOS
G0MM0D0S
Cada paquete d’e»ía companhia
leva
a
bordo
eriadoa e cosinheiros
portuguu-zen para
commodidade
dos
passageiros
de
to«S«»s
as
classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
prounciol,
a
conducção
para
Lisboa
ê
por
conta
da
C
ni
pontua.
A.
herdo
os pnnsageirex
teem grátis enni», roupa
de
cama, co
mida
feita por cosinheiros
p«rtwgsiezes,
vinho
duna vezes
por
dta,
assistência medica, serviço de eriados e
outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
lem
feito
com que
os
pa
quetes d
’esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade.
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a bygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
dentre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de documentos
arehivados
em
varias
ag-ncias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
ItigleV.
pará
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas Magestades o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL, rua
dosInglezes,
23,
do agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
DA CASA BK V1LLA PttlTCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de vinhos enga
rrafados
:
(4453)
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
>
>
p
>
.
190
>
Lagrima
....
.
200
>
Branco
de
meza.
.
• •
.
210
>
tinto
de
meza
fino.
•
•
.
270
>
de
prova
secca.
•
5
.
300
Dá-se
na
Confraria
do
SS.
Sacramento
de
Maximinos
até
á
’ quantia de
400^000
reis,
sob
boa
hipotheca
e
fiadores 0
pre
tendente
dirija-se
ao
presidente
da
meza,
Joaquim
J.
V
da
Rocha, rua
do
Souto.
(4490)
EST.4BELECIMIATO
Doce
do
chá
—
doce
fino—
e
vinho
fino
No campo de
D.
Luiz
1.®
(antigo
cam
po da
Vinha)
n.°
27
—
junto
ao
quartel
de
cavallaria.
Ha
queijadas
do
Salvador
a
320
rs.
ENXERTOS DE
L
a
RANGEIRA
Da
melhor
qualidade
dos arrabaldes
de
Coimbra,
recebem-se
encommendas
na
rua
de
D.
Pedro
n.®
32,
2.®
andar,
Porto,
on
de
se
dão
os
esclarecimentos
precisos.
(4466)
FILIAL
DA
CAIXA
ECOIVOiaiCA
PEMIOHISTÂ
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
»
Malvasia
de
2.
a
.............................
360
B
i>
velho....................................
400
t>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a 50(
o Roncão........................................
70(
8
Alvaralhão.........................................
560
8
Velho
de
1854
....
600
í
a retalho
part
meza
50
e
80,
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N
*
)
~~
DINHEIRO A JURO
A
Meza
da Irmandade
de S.
Vicente
da
cidade
de
Braga, faz
constar
que
lem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de õ
por
°|
0
livres,
sobre hypotheca.
(4481)
Capital
................ 5OO<»OO^»OD
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis, ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer
objecto
do valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou á ordem
abonaodo
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora da
manhã
até
ás 7
da noite,
e
nos
dias
santificados
estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha
BRAGA,
TTPOGRAPHIA LCSITANA—18~6.
Parte de Comércio do Minho (O)
