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-
4." ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
BEUGiOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO 571
PUBMCA.-S
ES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
iiraga,
anno
l$600
rs.~=Semestre
850
rs.=»Frown-
cias,
anno 2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.-»
Semestre
íô05
r
rs.=Brazil,
anno
3^600
rs.=Semcstre
1&900
rs. moeda
forte
ou
8&000
reis
e 4&500 reis moeda fraca.
—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição .10
rs.
Para
os
assignantes
29
d'abatimento.
Assigna-see
vende-se no
escripmrio do
edito
»
e
proprietário
Maria Dias
da Costa,
rua
Nova
u.'
3
E, para
onde
deve
«♦
r
dirigida
todas
correspondência
franca
de
por*.e.=As
assi-
»
saturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
corresponden-
ias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
B2EA4.4A—
38 Í3E
AOVK.flSHO
O
excellenle
jornal
calholico a
«Pala
vras
em
o
seu
n.°
1285.
de 16 do
cor
rente,
publica
a
Encyclica
que
o
nosso
Santíssimo
Padre
o
Papa
Pio
IX
dirigiu
aos
metropolitanos
e
bispos
suíFraganeos
das
tres províncias
de
Portugal, em
3
de
julho
de 1862.
A
publicação
d
’
esle
importantíssimo
documento
que
o
esclarecido
jornal
acom
panha
de
reflexões
muito
judiciosas,
e
de
insinuações
como
soe
e
precisa
dal-as quem
se
inspira
dos
sãos
e
verdadeiros
prin
cípios
do
catholicismo,
vem
corroborar
nossas
asserções
e
encarecimentos
estam
pados
por
mais
de
uma vez
no «Commer-
cio
do
Minho»
e principalmente
em
um
recente
artigo
dirigido
aos
cathoiicos
por-
luguezes.
Realinente o
lèma
francez
1'union
faire
la
force
nunca
íoi
mais
bem recommen-
dado
do
que
está
sendo
aos
cathoiicos.
Quanio
mais
fortes
e
enredadas
são
as
machinações
e
a
insídia
dos
inimigos
do
catholicismo,
com
tanto
mais
fervor
e
diligencia
nos
devemos
unir
para
resistir
pelos
meios
que
o
nosso
Pae
Espiritual
nos
indica,
a
essas
machinações.
A
dispersão
dos
elementos
cathoiicos.
a
desunião
emre
esses
elementos,
é
a
arma
mais
poderosa
de
que
os
inimigos
da
Egreja
podem
dispôr
para
a
afíligir,
guerreal-a
e
ser-lhe
preponderantes.
A humildade,
essa virtude
sublime
do
credo calholico, está
longe
de sua timi
dez
e
frouxidão
de
animo
com
que
se
pretende
confundil-a.
Por
mais
audaz
e
arrojada que se
nos
depare
a
impiedade,
a
nossa fé
deve
for
talecer-nos
para
ihe resistir com
a
cora
gem que
insufla um principio
juslo
e
grandioso.
Nào
estamos
infelizmetile
muito
perto
d
’
estes
deveres.
Como
que
esmorecido
na
fé,
hesitante
na
coragem,
transigenle
com
princípios
adversos,
o
nosso
Episcopado,
e
em
geral
os cathoiicos
portuguezes,
levaram
a
sua
conducla
á
extrema
indiffe-
rença
pelos
pelos
interesses cathoiicos;
e
esta
circumstancia
lamentável
tem
feri
do
o
coração
paternal
do Sutnmo
Ponli-
lice.
que não poude
dissimular a
sua dôr
que não viesse
exprobar-nos
por
aquella
Encyclica,
exhorlando-nos
á
emenda
e
á
mudança
de
proceder.
Bem
cabida
admoestação!
E
que
ex
cessivo
amor
paterna! não
traz
ella
por
cunho
!
Tendo
em
sua
mão
os
dons
espirituaes
para
os
conceder
ou negar
áquelles
cujos
merecimentos d
’
isso
sejam
dignos,
vendo
com
amargura
suprema
o
enfraquecimento
e
tibieza do
Episcopado
portuguez,
o
Au
gusto
Chefe
do
catholicismo
limita a
sua
acção
a admoestar-nos
e
a
aconselhar-nos
com
uma brandura
e
caridade
que
con
stituem
a
synlhese
do
verdadeiro
carinho
paternal
!
E
tem-nos
estimulado
tão
salutares
admoestações
e
conselhos?
Temos,
como
de
imperioso
dever
nos
cumpria,
obede
cido
a
elles
?
Nào,
infelizmente!!
Aqui os
inimigos
da
Egreja
só
tem
tido para temer
a
transcendência
da
causa
que
combatem,
e
o valor
e
tactica
do
generalíssimo
que
em
Roma
a
comman-
da;
ao
mesmo
tempo
folgam
ante
a
perspe-
ctiva
frágil
e
indolente
da
milícia
subal
terna, e
da
supina
timidez e
mèdo
que
toda
a
falange
revela.
Tiram
d
’isto
um grande
partido
os
inimigos
da
Egreja
de
Deus
—
que
assim
fortalecidos
redobram
de
andacia e
se
animam
á obstinada
lucta.
Leiam
lodos
os
qne
se
dizem verda
deiros
cathoiicos
aquella Encyclica,
me
ditem
os
príncipes
da Egreja
lusitana,
no
contesto
d
’aquelle
documento apreciável,
sigam-se
aquellas prescripções
edificantes
e
acceilaveis,
e a causa
tres
vezes santa
do
catholicismo
muito
ganhará
n
’
esle
paiz,
onde
a
maçonaria,
não tanlo
pela
força
de
seus
prosélitos,
como
pela
tibieza dos
cathoiicos,
tem
enraisado
o
seu
poderio
aniquilante
e
pernicioso.
Relevante
serviço
é
por
certo
o
que
vem
de prestar
o
esclarecido
jornal
a
«Palavra»,
fazendo
aquella
publicação; é
mais
um
louro
colhido
nesta
pugna
espi
nhosa,
mas
cheia
de
gloria,
que
se
de
bate
entre
o
mal
e
o
bem
de
que
o
opli-
mo
jornal
é
paladino
valoroso
e soldado
fiel.
Como
calholico
convicto
e
soldado
humilissimo
da
santa
causa,
felicitamos a
esclarecida
folha
por
mais
esse
passo
dado
no caminho
reclo
da
nobilíssima
missão
que
ião
valorosa e
dignamente
se
impoz
e
desempenha.
J.
MACHADO JUNIOK.
enterres
civis sanas»iSerraslos m»
ponto «Se
vista reiigiOHo e
SeíjaS
I
Os
enterros
civis,
bastante
raros
ha
alguns annos,
teem-se
tornado
frequentes
depois
da
proclamação
da
republica; pare
ce
que
a
irreligião
e
a impiedade
são
in
separáveis
desta
forma
de governo
no
nos
so
paiz
e
que
ellas
querem
absolulamenle
justificar
as
antipatbias
que
só
a
palavra
republica
excita
nos
espíritos
dedicados
aos
princípios
religiosos.
Temos
ainda
a
notar
que
os
jornaes
exclusivamente
re
publicanos
são tanlo
mais
violentos
nos
seus
ataques
contra
a
religião
quanto
é
mais
accentuado
o
seu
republicanismo; de
sorte
que
digam embora
o
que
quiserem,
a
religião,
que
não
faz
questão
de for
mas
políticas
e
que
não
é
hostil
a
algu
ma
(Fellas
não
deve esperar
senão
perse
guições,
alias
puramenle
gratuitas da par
te
dos
republicanos.
O
enteiro
civil
que é
uma
das
no
vas
machinas de
guerra
dirigidas
contra
a
Egreja
pelos
revolucionários,
tornou-se
mais frequente
depois
do
estabelecimt-n
to
da republica;
e
ultimamente
tem-se
feito
bastante
barulho
na
imprensa
por
causa
d
’
alguns.
Estes
soi-disant
livres
pen
sadores,
que
noutro
tempo
soltavam
altos
brados
contra
a
intolerância da
Egreja,
quando
ella
recusa
a
sepuRura
ecclesias
tica
aos
seus
partida
’
ios mortos
na
apos
tasia,
repudiam
hoje descaradamente
a
honra
dos funeraes
christãos; annunciam
com
grande
apparato
nos
seus
jornaes
e
condusem
com
pompa
pelas
nossas
ruas
os
seus
enterros
civD;
irritados
de que
nossos
soldados
lhe
não
façam
guardas
de
honra,
tendo
ainda
a esperança
de
que,
logo
que
tenham o
mando,
imporão
aos
cathoiicos
as
ignominias
do
encovam
nlo
de
que
elles
se
julgam
dignes.
Diante
destas
manifestações
e
destas
prelenções
que
se
ostentam
de
varias
partes
e
que
tendem
a
prevelcr
o
sentimento
religioso
de
um
publico,
que
nem
sempre
profunda
as
coi
sas, julgamos ul
I
dar
algumas
noções
jus
tas
ácerca
do
enterro
civil,
da
sua
mo
ralidade
e
da
sua
dignidade.
Que é pois,
o
enterro
civil?
Estranha
qualificação!
porque
está
fóra
de
todas
as
leis,
tanlo
civis como religiosas.
Devia
chamar-se
com
mais
propriedade
enterro
incivil,
porque
ou
é
uma injuria
infamanle
para
a
memó
ria
do
defunto
a
quem
se
impõe ou
é
ura ultraje
á
immensa
maioria
dos
cida
dãos
que são
insultados
nas
suas
convic
ções
religiosas.
Seja
como
fôr,
examinan
do o
enterro
civil
nos dois
pontos
de
vis
ta
da
religião
e
da
legalidade,
é
facil
de
ver
que
ambas
o
condemnam,
e
que,
a
nào se transtornar
complelarnente
as
no
ções
da
moral
e
do
senso
commum,
é
ne
cessário
reconhecer,
que
se
lhe
não
deve
mais
de
que
um
profundo
despreso.
e
esta
tolerância
infamante, que
todo
o go
verno
é
forçado a dar
a
certas
coisas
in
salubres
e mal
cheirosas.
6ÃZETILMA
FeativísSade.—Festeja-se
no
proximo
domingo,
na
egreja
de
S.
João
do Souto,
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
1
sx
Um
sarãodo Ceo-côr-de-rosa.
[Contin
nação]
—
Pois
que pensa, minha senhora?...
disse
elle;
mesmo
isso
é
um mistério:
quem
sabe
a
razão
por
que
ella quer
dan
sar
?
—
Não
é
por
nada,
interrompeu
Feli-
cia
: eu
não
disse,
eu
não
desejei coisa
alguma
:
o
que
me parece
é,
que
D.
Ma
riquinhas
está
doida
por
uma
contradansa.
—
Lá
isso
lambem
é
verdade...
—
Pois
é facil
satisfazer
seus desejos,
e
vou
tocar.
O
moço
dirigiu-se
ao
piano.
■—Ah
D.
Mariquinhas!
tornou
Felicia;
vossè
sempre
está
com
disposição para
gracejar
!,..
—
Mas
agora
não
foi gracejo,
foi
cal
culo
:
eu
queria
dansar
;
olhe,
está
vendo
aquelle
moço
de
oculos
verdes,
pediu-me
uma
contradansa
no
ultimo
serão,
e
de
vo
pagar-lh
’
a n
’este...
—Como anda
vossê
tão
adiantada!...
—
Qual!
atrasada
pelo
con.rario...
es
tou
carregada
de
dividas...
em
tres
bailes
não
pago
o
que
devo.
— Bom...
lá
se
tocam
os
compa-sos
de
prevenção...
D.
Leocadia
já
se
está
bolindo
na
cadeira... que
maldito
costu
me
tem
aquella
moça
!
—
Coitada...
é
com
razão:
o
exercício...
o
movimento
a
torna um
pouco
menos
amarelía.
As
moças
foram
interrompidas
por
al
guns
cavalheiros
que
a
ellas
se
chegaram
pedindo
contradansas.
Marianna
acabava
de
aproximar-se
de
uma
janella.
Salustiano
foi
ter
cora
ella
—
Uma
contradansa... a
que
se
vae
dan
sar,
minha
senhora...
—Esta
não
é
possivel,
já tenho
par.
—
A
seguinte?...
—
Também
já a
prometti.
—
Ao
mesmo
cavalheiro
da primeira,
sem
duvida... disse
sorrindo-se
Salustiano.
—
E
’
verdade,
respondeu
Marianna
sem
hesitar.
—
O
snr.
Henrique?...
—
Elle mesmo.
—
Bem;
tornou
Salustiano
mudando
de
tom hei
de
logo
pedir-lhe
um
obséquio
de
outra
ordem.
Henrique
veio
dar
a
mão
a
Marianna,
lançando
um
olhar
de desprezo
a
Salus
tiano,
qoe
o
pagou
com seu
costumeiro
sorrir
sarcástico.
Salustiano
passou
ainda
pelo
desgosto
de
achar
Celina
engajada
para
a
l.
a,
2.
a
e
3.
a
contradansas;
eram
tantas
quantas
se
costumavam
dansar
em
cada
serão.
A
dansa
começou.
Cândido
não
se
ti
nha
levantado,
e
conversava
então
com
a
velha
frias.
Anacieto
chegou-se
a
elles.
—
Que
faz
aqui
sentado
e
triste,
como
um
velho
de
setenta annos,
este
moço
que
não
tem
mais de
vinte?...
—
Estava
reprehendendo
o
por isso,
respondeu
Irias:
é uma cabeça
cheia
de
teias de
aranha;
sabe
cantar,
e
não
se
deixa ouvir
;
dansa
com graça,
e
o
esta
mos
vendo
sentado.
—
Pois
elle
canta?...
—
Não
o
sabia,
snr.
Anacieto?...
—
Disse-nos
que
pouco
entendia
de
mu
sica.
—
Olhem
só
que mentiroso!
exclamou
a
velha,
canta,
e
lem
excellenle
voz.
—
Minha
mãe,
disse
Cândido;
para
que
me
lia de estar
compromettendo?...
—
Canta,
snr.
Anacieto; o
sujeilinho
canta...
—
Deixe-o
estar,
qne o tomo d
’
agora
por diante
á
minha
conta.
Terminára
a
primeira
quadrilha.
—
Venha cá,
meu
caro
Senhor, disse
Anacieto
tomando
o
braço
de
Cândido:
venha
cá,
e
fique
sabendo
que
não
gos
to
de
caras
tristes
em
minha
casa.
O
velho
levou
o
mancebo
até junto
de
sua neta:
Cândido
sentiu
um
calafrio
ge
ral
coar-lhe
por
lodo
corpo.
—
Celina,
disse
Anacieto,
apanhei
este
maganão
em
um
crime:
é
menlooso,
é
hypocrila,
e
tudo
quanio
ha
de
máo
n
’
es-
te
mundo:
sabe
cantar
excellentemente,
e
veio aqui
dizer-nos
que
nada
sabia
de
mu
sica.
—
E
’
,
senhor,
que
eu...
realmente...
—
Adeus,
meu
caro,
já
não
creio
em
suas
desculpas:
Celina,
fazes
annos d
’aqui
a quatro
dias, tomaremos
sem
duvida
chá
com
nossos
amigos
na
noite
d
’esse
bello
dia
:
não
queres pedir
alguma
coisa
ao
snr.
Cândido?...
A
Bella
orfã
entendeu
o pensamento
do
velho,
e
disse
ao
moço
:
—Peço-lhe
que
n
’
essa
noite
nos dê
o
prazer
de se
deixar
ouvir
cantar.
—
E
agora?...
responda,
meti
cava-
heiro.
—
Cantarei,
minha
senhora
:
respondeu
o mancebo
a
tremer.
Tinha-se
formado
um circulo
á
roda
de
Anacieto,
Cândido,
e Celina.
—
Bem,
bem;
tornou
o
velho
esfregan
do
as
màos;
mas
resta
que
de tua
parte
agradeças
de
antemão
ao
nosso
mentiro
so
o sacrifício,
que
vae
fazer
por
teu
res
peito.
—
Mas
eu
não
sei que
especie
de
agra
decimento...
—
Sabes
o
que
elle me
dizia
ha
pou
co?...
que
desejava ardentemente dansar
comligo
a
próxima
quadrilha...
—
Senhor...
balbuciou Cândido.
—
Homem,
não
me
venha
com
novas
mentiras;
falle,
quer
ou
não
quer
dansar
com
minha neta?...
—
Minha
senhora,
disse
o
mancebo
di-
rigmdo-se
a
Celina;
ouso
pedir-lhe
essa
graça...
A
moça
hesitou
primeiro,
e
emfim
res
pondeu
:
—
Com
muito prazer.
Depois,
levantando
os
olhos,
viu dian
te
d
’ella
.Salustiano, a quem
um
quarto
de
hora
antes
tinha
negado
a
mesma
qua
drilha
que
acabava
de conceder
a
Cân
dido.
Desfez-se
o
circulo
que
eslava
forma-
WH.
.!.
11.
M Ji.WEOT.
OS
BOK
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Apresentação,
havendo
no sabbado
vesperas
a
instrumen
tal,
da
capella
da
Sé,
e
no domingo
missa
solemne,
com
exposição
do
SS
,
e
sermão
prégado
pelo snr
padre
João
Rebello.
Sassía
ffSnria
fflay <9aleiia.—
Foi
hontem
conduzida
do templo
da
Miseri
córdia,
para onde
havia
sido
trazida
afim
de
ser
exposta
á
veneração
publica,
para
a
capella
da
Falperra,
a
devotíssima
Ima
gem
de
Santa
Maria
Magdalena.
Illuetre enferma.—
Acha-se
gra
vemente
enferma a
ex.
ma
snr.
a
viscondessa
da
Torre,
por
cujas
completas
melhoras
fazemos
votos
ao
céo.
Por
Mis«ig»»ií.r«.s.
—
Por suspeitas
de
furto
foi
recolhido
á
cadeia A. M.
Alves
da
Cunha.
Sermões
civtataos.—
Vae
no
logar
competente
um
annuncio
respeitante
a
esta
publicação
utilíssima,
dirigida
pelo
snr.
padre
Luiz
Pacheco,
proprietário
da
Livraria
Cathoiica
de
Lisboa,
e
um
dos
ecclesiaslicos
mais
illuslrados do
nosso
paiz.
Chamamos
para o
referido annuncio
a
attenção
do
clero.
A
«zTsíjitãa»
—
Recebemos
o
n.°
8
d
’este
bonito
periodico litterario,
de
que
é
director
o snr.
Almeida
Chaves.
E’
um viçoso
ramiíheie,
dia
a dia
mais
enflorado.
Siuque
«Se Saldanha.— Lm tele-
gramma
de
Lisboa
refere
que
por
10
horas
da
manhã
de
21
do
corrente
falle-
ceu,
em
Londres,
o
snr.
duque
de
Sal
danha.
O
snr.
duque
de
Saldanha, João
Car
los
Gregorio
Domingos Vicente
Francisco
de
Saldanha
de
Oliveira
e
Datin,
possuia
os
seguintes
titulos
e
distincções:
Era
1.”
duque,
1.®
marquez
1.®
con
de
de
Saldanha;
mordomo-mór,
par
do
reino,
conselheiro
de
Estado,
marechal
do
exercito,
commandante
em
chefe
do
ex
ercito,
1.°
ajudante
de
el-rei
o
snr.
I).
Fernando,
vogal
do
Supremo
Tribunal
de
Justiça
Militar,
socio
da
Academia Real
das
Sciencias, membro
honorário da
Aca
demia
das
Sciencias
e
Lettras
de
Antuér
pia,
-ocio
da
Academia
Archeologica
da
Bélgica,
da
Sociedade
de
Mineralogia
e
Geognozia
de
Saxe
e
da
Geologica
de
Pa-
riz; condecorado
com
a
medalha
de
hon
ra <l<i
Sociedade
de
Estatística Universal
de França;
grã-cruz
da
ordem
da
Torre
e
Espada;
grã-cruz
da
ordem
de
Christo;
commendador
da
ordem
da Conceição
e
da
de
S.
João
de
Jerusalém; condecorado
com
a
medalha
portugueza
do
Bussaco,
5.
Sebastião
e
Nive,
com a cruz, das
cam
panhas
da
guerra
peninsular,
algarismo
n.°
6.
com
a
eslrella
de
ouro
da guerra
de
Montevideo; grã-cruz
das
ordens:
de
S.
Fernando.
Carlos
lii
de
Hespanha,
Leo
poldo
da
Bélgica,
Ernesto
Pio
de Saxe
Goburgo
Golha,
S.
Gregorio
de
Roma, Le
gião
de
Honra
de
França
e Salvador
ria
Grécia;
condecorado
com
a
medalha
bri-
tannica
do
Bussaco,
S.
Sebastião e
Nive
e
com
a
medalha hespanhola de
Victoria,
Bidassoa.
Nive
e
Tolosa, etc.,
etc.,
etc.
O
sor.
duque
de
Saldanha
nascera
em
17
de
novembro
de
179J.
Contava
por
tanto
86
annos.
Casou
a primeira
vez
em
5
de
outubro
de
1814
com
a
snr.
a
D
Maria Thereza
Margarida
Horan
Fitz
Ge-
rald. da
qual
teve
o
snr. marquez
de
Sal
danha
que
vive
na cidade
do
Portoe
é
casa
do
com
uma
filha
do
snr.
conde
do
Bolhão;
e
a snr.a condessa de
Tavarede,
que
ha
pouco
íaileceu. Do
segundo
matrimonio
não
houve
filhos.
O
nobre
finado tinha
as
honras
de
pa
rente
da
casa
real, e
actualmente nosso
embaixador
na
côrte
de Inglaterra.
Era
um
dos
vultos mais
importantes
do
paiz.
A
côrte
toma
lucto por
8
dias
pela
sua
morte.
Aami-içâo.—
Foi
nomeado conserva
dor
na
Povoa
do
Varzim,
o
snr.
Agos
tinho
d
’
Oli
veira
Machado.
Cintra.
Foi
nomeado
escrivão
aju
dante
no
cartorio
do
snr.
Penha
Fortuna,
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves,
cavalheiro
bernquislo,
e
optimo
empregado.
—
Refere
um
collega
des
ta
cidade
que
o
snr.
administrador
do
concelho
vae
requisitar
do
arsenal
do
exercito
240 armas
para
distribuir
pelos
cabos
de
policia.
KxíiMae-».
—
Começam
na
próxima
se
gunda-feira
os
exames para o
magistério
primário.
í
*
ris®o.
—
Na
tarde
de
segunda-feira
deu
entrada nas
cadeias desta
cidade
um
indivíduo
que
em
Guimarães
raptára
uma
menor,
com
a
qual
tinha vindo para o
Bom
Jesus
do Monte.
A
fugitiva
também
se
acha
preza.
a
B
<i>r fattís»
«Fe&paaço.
—
Por
este mo
tivo
só
em
o
n.°
seguinte
publicaremos
a
poesia
do
snr.
Correia
Júnior,
a
que
já
nos
referimos.
]»®e>raçí».
—
Tem
estado
doente
a
ex.
ma
snr.
a
I).
Maria
Ruíina
Villaça,
filha
da
ex.
ma
snr.
a
D.
Luiza
Villaça,
e
sobrinha
do
snr.
Jacintho
Villaça.
Felizmente
tem
já
experimentado
al
gumas
melhoras.
—
Também
tem
passado
gravemente
incommodada
a
mãe
do
snr.
Antunes
Mon
teiro,
zeloso
empregado
na
secretaria
do
Hospital
de
S.
Marcos.
iVJíBMHi
«Me
requiem.—
Por
9
horas
da manhã
d
’honlem,
septennario
do
falle-
cimento
do
snr.
José
Carlos
Lopes, dis-
tincto
commerciante
que
foi
no
Porto
e
dire tor
da
Nova
Companhia Utilidade
Publica,
celebrou-se
na
capella
do extin-
cto
convento
da
Penha
uma missa de
requiem,
para
sufragar
a
alma
d’
aqueile
prestante
cidadão
A
este
acto
assistiram alguns
agentes
de
Bancos,
vários
indivíduos
da
classe
commercial
e o
snr.
director
da Bolsa.
®s
enterros esviw
eensHerades
no
jionto tle vista
religioso e le
gal.—
Sobre
este'
artigo
que
transcreve
mos
da
«Palavra»,
escreve
este
jornal:
Começamos
hoje
a publicar uma
serie
de
artigos,
traduzidos
do
jornal
francez
«Le
Monde»,
que
tratam
dos enterros
ci
vis.
Como
entre
nós
já
os
livres
pensa
dores,
vulgo
—materialistas
querem
parodiar
os
collegas
de
França,
bom
será
que
leiam
o
que
por
lá
se
pensa
e
se
diz de taes
aclos,
para
que
tome
cada
um
o
que lhe
pertence
em
tal
abominação.
Querem
desculpar-se
com
as
despe
sas do enterro
religioso.
Mas
é
isso
um
subterfúgio
tão
mesquinho,
que
não
tem
o
menor
senso
commtim.
E
’
para
lhes
ti
rar
esta
pequena
desculpa que
o
illustra-
do
Pnor
de
Belem acaba
de
fazer
publi
car,
que
a impossibilidade de
pagar os
emolumentos
parochiaes
não
sirva
de
pro-
texto
para
o
enterro
civil,
visto
que
elle
não
exige
taes
emolumentos.
Esperamos
que
tolos
os
Parochos
de
Lisboa
façam
igual
declaração,
para
com
ella
callar
os
declamadores
entra
a
rapacidade
do
cle
ro. Elles
organisam
commissões
para
an
gariar
cadaveres
para
a
sua farça
do
en
terro
civil;
formem-se
commissões
de
al
mas
bem
formadas,
que disputem
o
cam
po
e
o
passo a
esses
desgraçados,
emba
raçando
que se
apossem
do
cadaver
d
’
al-
gum
infeliz
christão,
cuja
familia
seja
le
vada
pela
miséria
a
receber
algum
dinhei
ro das
mãos,
de
quem
a
livra
de
promo
ver o
enterro,
para
que
não
tinha os
me
nores recursos. A necessidade
é má
con-
selheira,
e
ha
muito
quem
abuse
d
’ella.
Caridade,
caridade
e
mais
caridade
e
o
enterro
civil
não
tomará pé entre nós.
Se
deixam
que
essa
gente
se assenhoreie
de
tudo,
o
que
agora
elles
reclamam
como
faculdade
e
com
simples
manifestação
dos
seus direitos,
em
nome
da
liberdade
de
consiencia,
depois
empol-o-hão
a todos
em
nome
do
mais
horroroso
dos
despoli
mos.
Vão
notando,
que já
não tem
o
me
nor
rebuço
em declarar
guerra
de
morte
a
quantos
os
não acompanham
em
seus
desvarios
!
espirro
*
».
—
Deu-se
um
dia
des
tes,
em
Pariz,
no arrabalde
Saint-Hono-
ré,
um
caso singular
de
palhologia.
Uma
rapariga,
pertencente
a
uma
exceliente
fa
milia,
foi
atacada
de
repente
d’espirros
tão
frequentes
e
tão
incessantes
que
foi
mister
mandar
chamar
dois médicos. Es
tes
viram-se
seriamente
embaraçados.
Pres
creveram
pois
anti-esleriiutatorios
e
outros
remedios
energicos,
mas sem
resultado.
Os
espirros
continuaram
sem
interrupção
durante
mais
de
dozes horas,
no
fim
das
quaes
a
pobre
rapariga
estava
n’
um
es
tado lastimoso.
Os
olhos
sahiam-lhe
da
testa,
grossas
gotas
de suor cahiam-lhe
da
fronte,
em-
magrecia
progressivamente.
Adormecida
á
custa
do
chloroformio.
cessou
de
espirrar,
mas
lego
que
o
anes-
thesico
acabou
de operar, o
mal declarou-
se
de
novo
mais
violento
que
nunca.
Emfim,
um
joven
medico
prescreveu
depois
de
23
horas
d
’
atrozes
soífrimentos,
um
tratamento
hydrolherapico
que só
produziu
efieito
no
fira
de
tres
horas
e
meia.
Hoje
a
doente,
terrivelmente
abatida,
parece estar
fóra
de
perigo.
Um
medico
inglez,
chamado
Eggerlao,
que
deixou
muitos
escriutos,
conta
um
tacto
analogo.
Nos
arredores
d
’Edimburgo.
uma
mulher
alguns
dias depois
d’
um
par
to
laborioso, foi
atacada
d
’
espirros
tão
pre
cipitados
que
perdeu
a
respiração
e
mor
reu
suffocada
ao
cabo
d
’algumas
horas.
Vietimn
<io temporal.—
Dizem
de
Loulé
que
appareceu
á distancia
de
1:000
metros
da estrada
real,
a
cavalgadura
do
estafete,
que
foi
levado
pela
corrente
da
ribeira
de
Almudovar, apparecendo
o
ca
daver
á
distancia
de
30
melros
do
leito
da
nbeira,
dentro
de uma
cerca.
O
estafete
conduzia
sete malas,
mas
não
appareceram
mais
que duas,
a
de
Lisboa
e
a
de
Beja.
CopeJía de
S. Vietor-o-Vei2»o.—-
Nota
das
quantias
recebidas
para a
re-
construcçào
d
’
esta
obra:
Transpo-
te
das
verbas já
publi
cadas n’este
jornal
1:O33$84O
Antonio
Carvalho
d
’
Almeida
22-3300
José
da
Sdva
Leão
93000
José
Antonio
de Sousa
Lobo
43509
Antonio
de
Moura Monteiro
4$500
Manoel
José
de
Sousa
do
Porto
43500
Somma
reis
1:07808.0
Xnufragios.
—
Durante
o
mez
de
se
tembro
d
’este
anno,
o
numero
de
navios
de vela
perdidos
em
naufrágio
foi de
116,
incluindo
tres
avisos.
D
’
esles navios
eram
de
naciolidade
in-
gleza
40.
francez.es
15,
americanos
11,
allemães
9,
norm-guezes
8,
dinamarquezes
6,
suecos
6,
hespanhoes
3,
austríacos
2,
italianos 2,
brazileiro
1,
grego
1,
russo
1,
e
de
nacionalidade
desconhecida
10.
Movidos
a
vapor,
perderam-se
no
re
ferido
periodo
15
navios,
sendo
5
itigle-
zes,
2
americanos,
2
hespanhoes,
1 italia
no
e
1
de
nacionalidade
desconhecida.
í6t»sgo
—
Escreve
o cor
respondente
do
«Commercio
porluguez»:
O
naufragio
do navio
norueguez
no
Cabo de
Ares,
em
Cezimbra,
deu
logar
a
acções
de
heroismo da
parte
dos
pesca
dores
d
’aquella
costa.
Primeiramente
houve
grande
diílicul-
dade
em
lançar
um
cabo.
Um
pescador,
Manuel
da
Silva
o Malulo,
dispondo
de
uma
força
hercúlea,
arranjou
ao
navio
uma
pedra
amarrada
a
um
cordel.
Os
ma-
do
defronte
de
Celina
:
Salustiano
retirou-
se
sem
dirigir-lhe
uma só
palavra
:
as
mo
ças
ficaram
de
novo
livres
da
companhia
dos
homens.
—D.
Celina, perguntou
Felicia, por
que
é que aquelle
moço tremia
tanto
quan
do
te
fallava
?...
—
Eu
sei
!
é
talvez por
ser
natural
mente
acanhado.
—
Restava
sabermos,
se
elle
tremeria
do mesmo modo
fallando
a
qualquer
de
nós
outras; acudiu
a
maliciosa
.Mariqui
nhas.
—
Porque ?...
—
Porque
se
não
tremesse,
tiraríamos
uma
bella
consequência.
—
Maliciosa
!...
disse
Felicia,
emquanto
Celina
se
fazia
um
pouco
córada.
O
piano
chamou
os
pares
á
sala.
—Nunca
houve
piano
que
tocasse
mais
a
proposito;
tornou
Mariquinhas:
Celina
eslava-me
comando,
sem
querer,
umas
poucas
de
coisas
no
rubor
de
suas
fa
ces.
—
Ah
D.
Mariquinhas!...
—
Cuidado
commigo...
não
hei de
tirar
os
olhos
de vossè, emquanto
dansarmos.
Dansou-se
a
segunda
quadrilha.
Era
a
primeira
vez
que
Cândido
dan
sava
ao
lado
de
Celina;
uma
mistura de
prazer
e
de acanhamento;
de
satisfação
immensa,
e
de
como
duvida
de
goso
de
tão
grande
ventura,
dava
ao
rosto
do
man
cebo
uma
expressão
nova,
bella
e
inte
ressante.
Acrescenta-se
a
isso
a
perturbação
de
Celina,
que
se
sentia
devorada
pelos olhos
curiosos
de
Mariquinhas,
e conceber-se-ha
a
sensação
que experimentavam
os
dois,
quando
suas
mãos
se encontravam,
quan
do
se
viam
dansando
defronte
um
do
ou
tro,
esses
dois
jovens,
um
dos
quaes
não
sabia
dizer
se
amava,
e
o
outro
não
com-
prehendia ainda
talvez o que
era
amor.
Em silencio ambos,
de
balde
uma
e
ou
tra
vez
tentou
Cândido
encetar
alguma
conversação:
tudo
se
terminava
em
bre
ves
monosyllabns pronunciados
a
tremer
por
qualquer
dos
dois.
A
segunda
quadrilha
terminou
;
e
no
correr
da
terceira
teve
principio
um
epi-
sodio
que
occupou
por
alguns
momentosa
attenção
da
sociedade.
Em
um
passo
mais
rápido
que Celina
deveu
fazer,
cahiu-lhe do
cabello
um
bo
tão
de
rosa,
que
foi
a
tempo
apanhado pe
lo
seu
cavalheiro
de
via-a-vis.
Terminada
a
quadrilha
o
cavalheiro
di
rigiu-se
á
Bella
Orfã,
e mostrando
lhe
o
botão
de
rosa,
disse
:
—
Na
Inglaterra,
minha
senhora,
os
grandes
fidalgos
quando
jogam,
desprezam
o
dinheiro
que
lhes
cae no
chão,
e
que
em
fim
fica pertencendo
ao
creado
mais
feliz
que
primeiro
o apanha.
Levantei
es
te botão
de
rosa
que
lhe
cahiu
quando
dansava
;
e
dar-me-hei
por
extremamente
venturoso,
se
dispensar
a
flôr que rolou
a
seus
pés.
—
Oh!
é
impossível!
exclamou
Celina
com
voz
apaixonada;
o
meu botão
de
rosa!...
não,.,
de
modo
nenhum...
—
Devo
crer
que
a
minha
pouca
ven
tura...
—
Não
deve
crer
em
nada...
pouco ou
muito
feliz,
teria
sempre
de
ouvir
a
mes
ma
coisa...
—
Ah
!
comprehendo
:
não
quer
dar ílô
*
res
a
moços.
—
O
meu
botão
de rosa?...
nem
a
mo
ças.
—
A sua
melhor
amiga...
—
Não conseguiria
arrancar-m
’
o.
—
Portanto
este
botão
de
rosa...
—E
’
a
flôr...
do
meu
coração.
—
Feliz
a
mão
que
da
roseira
o
co
lheu
!
!
—
Foi
a minha.
—
Póde
ser...
devo
crel-o..
no
entre
tanto
preciso
é
que me
sujeite
ao
sacrifí
cio
de
entregar-lhe
um
thesouro,
que
eu
poderia
guardar
impunemenle.
—
Faria
uma
má
acção...
—
Bem,
minha
senhora;
eis
ahi
o
seu
laiisman...
Deus lhe
conserve
o
valor
e
as
virtudes.
O
cavalheiro
entregou
o
botão
de
ro
sa, talvez
com
má
vontade,
e
retirou-se.
Cândido
quando
viu
a
pequenina
flôr
passar
do
peito
do moço
para
o
cabello
de Celina, sentiu
entrar
a vida
no
cora
ção.
—
Oh
!
bravo,
D.
Celina
!
acudiu
Ma
riquinhas
;
eis
ahi
um
botão de rosa
que
deve
encerrar
o
mais interessante
misté
rio.
—
E
’
certo.
—
Foi
dado?..,
—
Não; colhi-o.
—
Quem
plantou
a
roseira?...
—
Não sei.
—
Mas
então
como
se
explica
esse
ar
dor,
com
que
ha pouco
pedias
o teu
bo
tão
de
rosa
?...
—
E
’
que
eu
amo
os
botões
de
rosa
;
tenho predilecção
por elles,
como vossê
tem pelas
violetas,
e
D.
Felicia
pelos cra
vos
brancos.
—
Nada...
ahi
ha
coisa.
Celina
esteve
algum
tempo
pensando,
e
emfim
disse
:
—
Talvez.
—
Oh
!
pois
então
conta-nos
:
eu
sou
louca
por
historias
de
flores.
—
Porém
é
uma
tolice
de creança...
—
Não
faz
mal... conta.
—
Aqui
não.
—
Vamos
ao toilette.
—
Pois bem...
vamos...
vem
comnosco
D.
Felicia.
As
tres
moças
sahiram
da
sala.
Anaclelo,
que
tinha
podido
apanhar
al
gumas
palavras
do
que
ellas
acabavam
de
fallar,
chamou
de
parte
Cândido,
e
le
vando-o
para
dentro
comsigo,
disse-lhe:
Vamos de vagar...
pregaremos
uma
pe
ça
áquellas
tres
sujeitinhas,
ouvindo
con
tar
uma historia
de
ílôres,
que
sem
duvi
da
não
lerá
pés
nem
cabeça,
mas
que
em
fim
poderá
servir
para
divertir-nos.
No
entanto Salusliannp linha
achado
occasião de
fallar
a
sós
com
Marianna.
Chegou-se
a ella
e
disse
:
—
Depois
de
ámanhã
pelas
cinco
horas
e
meia
da
tarde,
terei
a honra de
visitar
a
v.
ex.a
;
conversaremos
durante
meia
hora
sobre
objecto
tão
importante,
que
eu
tenho
a
certeza
de que
v.
ex.
a
acha
rá na
riqueza
de
seu espirito
meios
de
sobra
para
aflastar
d
’
aqui
todas
as
pes
soas
que
nos
possam
ser
incommodas
du
rante
essa
meia
hora.
<
—
Senhor
!...
—
Depois de
ámanhã,
ás
cinco
horas
e
meia
da
tarde.
(Continua)
ns
ttrtuesxzvs
rinheiros ataram
á
corda
um cabo,
que
foi
puxado
de
terra.
Eslava
estabelecida
a
ponte
de,
salvamento,
mas, qmapdq:
os
seis
marinheiros
vinham para
terra,
su
bmergiu-se
o
navio
e
faltou
o
apoio
ao
cabo.
Então
Malulo.
vendo
que
ia
afun
dar-se aquella
enfiada
de
homens,
arre
messa-se
ao
mar
e,
segurando
o
primeiro,
reboca
os
restantes
por
assim
dizer.
Mas
a
força
da
agua
era
enorme
e
os
esfor
ços
do
Malulo
importantes.
Era
mas
um
que
se
votára
á
morte,
mais
outro
va
lente
pescador, João
Gomes
Casado,
segue
o
exemplo
do Malulo e consegue
trazer
a
terra aquelle
rosário
de
vidas.
O
capitão
tinha-se
lançado
á
agua
e
mais
dois
marinheiros.
Um
pastor,
José
Victorino,
viu
do
alto
dos
rochedos,
em
que
estava
debater-se
o
capitão
com
a
fú
ria
das
ondas
e impedido
do
mais
eleva
do
sentimento
humanitário
desceu
os
pe
nhascos
e atirou-se
ao
mar.
N’
aquelle
si
tio
rochedos
são inacessíveis, cheios
de
asperezas,
que
cortam
como gumes,
mas
o
pastor
não
receiou
sacrificar-se.
Lan
çando-se
ao
mar
agarrou
o
corpo
do
ca
pitão
já
ferido
e
com
o
faio
despedaçado.
Trouxe-o
para
o
concavidade
das
rochas
e
houve
grande
dilFiculdade
em
o
guindar.
Dous
pescadores
ajudaram
n'esta
tarefa
o
Victor
mo.
No
meio
do
egoismo
que
corroe
a so
ciedade
como
é
bello vêr
o
heroísmo
d'es-
tes
homens,
que
sacrificam
a
vida,
sem
esperança
de
recompensa,
sem
a
ideia
se
quer
da
gloria!
Como
é
grandiosa
esta
al
ma
rude
do
povo!
IVeyoeias
—
0
«Dia-
rio
do
Governo»
n.°
261,
de
18
de
novembro
publica
o seguinte:
Portaria
abrindo
concurso
por
provas
publicas
perante
o
respectivo.
prelado
dio
cesano
para
provimento
da
egreja
paro
chial
de
Santa
Margarida
do
Sanadio
do
concelho
do
Banem.
Idem,
abrindo
concurso
para
provas
publicas,
perante
o
respectivo
prelado,
por
provimento
da
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Agrella
do
concelho
de
Santo
Thyrso, do
bispado
do
Porto.
Idem para o provimento da
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
da Fonte Arcada
do
concelho
de
Serna-
celhe,
bispado
de
Lamego.
Os
seguintes
despachos
apresentando
os
presbytèros:
Joaquim
José
Antunes
Namorado,
na
egreja
parochial
de
Santo
Estevão,
Évo
ra.
José
Esteves,
apresentado na egreja
parochial de
S.
Pedro
de
Gozende,
La
mego.
Paulino
Dias
dos
Santos,
apresentado
na egreja parochial de
Salvador
de
Ma
cieira.
Ayres
José
Pinto
de Miranda, na
egreja
parochial
de
Santo
André
de
Parada
do
Bispo,
Lamego.
Jeronymo
de
Oliveira
Freire,
na
egreja
parochial
de
S.
Paulo
de
Pavia.
Estanislau
Alves,
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Penella.
José da
Costa
Tavares,
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Domingos
de
Rio
Torto,
Guarda.
Fiiippe
Maria
de
Oliveira
E«ora,
na
egre
ja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Nativi
dade
de
Saphira.
José
Rodrigues
Antunes,
na
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da Consolação
de
Valle
de Azares.
Declarado
sem
eíTeilo
o
decreto
que
apresentara
o
preshytero
Ayres
José
Pin
to
de
Miranda
na egreja
parochial
de
Nos
sa
Senhora
da
Graça
do
Outeiro
dos
Ga
los,
diocese
de
Lamego,
por
ter
sido
apre
sentado
na
de Santo
André
de
Parada,
da
mesma
diocese.
MOÍSKIE O JUSTO?
(A
’
memória
da
Irmã
Hospitaleira,
Santa
Cruz.)
Jusli aulem
in perpetum
vivenl
Sapient.
c.
5.
I
Adormecida
estava
em
leve
somno.
Quando
o
anjo
da morte
a
despertou;
E
de
repente
ao
Céo
em que
sonhava
Como
candida
pomba ella
voou.
II
Empunhava
da
victoria
A
Cruz
solemne
tropheu!
C
’roa
d
’
infinda
gloria
Esperava-a
lá
no
Céo
!
Vencera
cruéis
imigos
Arrostara
com
mil
p
’
rigos;
Mas
vem
a
morte
e
venceu
!
Diz
o
mundo
que
morrera,
Mas
o
justo não morreu
!
Braga.
P.
M.
Da
administração
E’
por
mais uma
vez
que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa vontade, a rogar
mos
aos
nossos
assignantes
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso de
suas assigna-
tuias,
e
aos
quaes,
já
por esta
fórma,
já
por cartas
particulares
nos
lemos dirigido,
e
muitos
d’
estes não
se
teem
até
hoje di
gnado
responder-nos, que se
dignem
man
dar
pagar,
sem perda
de
tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até
ao
fim
do
corrente
anno,
não
só
lhes
será
sustada
a
remessa do jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo, os
nomes
de
todos
que não
tenham
attendido
ao nosso
pe
dido.
Em
seguida
publicamos
os
nomes
dos
illtisires
snrs. que
se
acham
satisfeitos
até
o
tempo
que
lhes
vae
marcado,
e
são.
-
.
Arcos.—Simão
da Rocha,
até 30 de
abril
de
1876.
Portimão.
—
Manoel de
Sarria
Garfias,
até
19
de
setembro
de
1876.
Arganil.—
José
Antonio
de
Paiva,
até
19
de
novembro
de
1876.
Penedo.—Felizardo B. de
Campos,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Espozende.
—
Padre
Joaquim
do
Vai de
Souto,
até
30
de
junho
de
1877.
Barcellos.
—Reitor
de
Quinliães,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Arcos.
—Padre
capellão
da
Peneda, até
21
de
abril
de 1877.
Prado.
—
Manoel
José
de Sousa,
até
10
de
abril
de
1877.
Barca.—Abbade
de
Brilello,
até
28
de
fevereiro
de 1876.
Rossas.
—
Manoel
José
Vieira,
até
24
de
janeiro
de
1877.
Lanhozo.
—Antonio
Joaquim
da
Cruz,
até
31
de
dezembro
de
1876.
—
Abbade
de
Donim,
até
15
de
se
tembro
de 1876.
Melgaço.—
Reitor
de Castro Laboreiro,
até
15
de junho
de
1877.
Chaves.—
-Padre
Anastacio
M.
Mendes
Saraiva,
até 31
de
dezembro
de
1876.
villa
Pouca
d’Aguiar.
—
Antonio
Victor
de
Carvalho
e
Sousa,
até
24
de
maio
de
1877.
Coura.
—Fr.
Francisco
do Livramento,
até
15
de
março
de
1877.
Villa
Verde.—
Parocho
de
Geme,
até
31
de
dezembro de' 1876.
Chaves.
—
Redor
de,
Agostem,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Lixa.
—
Reitor
de
Arnozella,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Coura.—
Miguel José
Rodrigues, até
22
de
julho
de
1877.
Espozende.—Antonio
Carlos
Pires
dos
Santos,
até
30
de março
de
1877.
Prado.
—
Manoel
de
Magalhães,
até
31
de
março
de
1877.
Sobral
de
Monte Agraço.—Parocho
de
Arranhó,
até
1
de
maio
de
1877.
Lanhozo.
—
Padre
Francisco
José
Ri
beiro
Vieira e
Brito,
até
19
de
março
de
1877.
Penedo.
—
Abbade
de
S
João
da Cova,
até
30 de setembro
de 1877.
Guimarães.—Padre
Antonio
Torrinha
Machado,
até
30
de junho
de
1876.
Vianna.—
João
Joaquim
Pereira,
até
19
de
março
de
1877.
Penella.
—José Manoel
Rodrigues,
até
30
de
junho
de
1876.
Montemór-o-Velho.
—Padre
José
Anto
nio
Pereira,
até
30
de
março
de
1877.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto, o
snr.
Carlos
das Neves &
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Anlonio
Tei
xeira
de
Freitas—
Livraria
Internacional,
a
S. Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
.
ULTIMAS
TEIiEGWAW.VXAS BA
AeEXCI.A
HAVAM
MADRID
18
—Depois de
um
discurso
de
Cánovas,
o
congresso
de
deputados
approvou
por
171
votos
contra 31,
a
lei
determinando
que
os
alcaides sejam
de
nomeação regia
PARIS
17—
Bourgoing
e
Chandordy
parlem
ámanhã
para
Constantinopla,
indo
embarcar
em
Brindisi.
A
Almanha
adhe-
riu
oflici
ilm-mte á
conferencia.
A
Ingla
terra
e
a
Rússia
activam
os
seus
prepa
rativos
militares.
As
correspondências
es
trangeiras
discutem
as
garantias
que
a
Rússia
provavelmente
exigirá,
e
as
quaes
lhes parecem
inacceitaveis.
O
senado
tixou
para
o
dia
24
a
eleição
de
dois
senado
res
inamovíveis,
e
para
o
dia
26 a
inter-
pellação
ácerca
de
um
discurso
anti-reli-
gioso
pronunciado
em
Toulon. Chegou
a
Roma
o
cardeal
Manniog,
arcebispo
de
Weslminster.
PARIZ
18
—
Todas
as
potências
adheri-
ram
á
conferencia,
exceplo
a
Turquia,
mas
da
qual
é
esperada
hoje
resposta
favora
vel.
De
Vienna
desmentem os
boatos,
de
origem
berlinenser
dando
como
imminen-
te
uma
insurreição
na
Polonia.
Foi
inau
gurada
a
majiufactura
de
porcellanna
de
Sevres.
\
MADRID,
18.
—
No
congresso
respon
dendo
a
uma
interpellaçào
do deputado
Nilo Fabra, o
ministro
dos
estrangeiros
declarou
estar
confirmado
o
acto
de
pira-
teria
commetlido
nas
aguas
das
Antilhas
sobre
um
vapor
mercante
hespanhol
«Mon-
lezuma».
O
ministério
acrescentou
que
os
airatas
são
perseguidos
por
dous navios
de
guerra
hespanhoes
e
que
conseguida
a
sua
captura
serão
julgados
com
todo
o
rigor
da
lei.
Um
telegramma
de
Valência datado de
hontem
diz
que
a
guarnição
di
fragata
ingleza
«Maria Sluart»
se
insubordinou
contra
o
seu
commandante;
quem
prestou
soccorro
foi
o vapor
de
guerra
hespanhol
CONSTANTINOPLA,
18.
—
Celebrou-se
um
grande
conselho
extraordinário
o
qual
decidiu
acceilar
uma
reunião
em
conferen
cia
diplomática
proposta
pela
Inglaterra.
Sodhat-Pachá
e
Suofet-Pachá serão pleni
potenciários
turcos.
Cherket-Pachá
foi
en
viado
para
Phiiippoli
a
fim
de
ser
alli
jul
gado.
BELGRADO
18
—Marinovitch
vae
par
tir
para
S. Pelersburgo
encarregando-se
de
uma
missão
especial
do
principe Miían
unto
ao
csar.
LONDRES 19
—
Noticias
recebidas
de
Calcuttá
disem
que pereceram
1200 pes
soas
em
consequência
dos
desastres
occa-
sionados
pelo
tufão
no
fim
de
outubro.
MADRID
18.—
Respondendo
a uma
in-
terpellação
que
lhe
foi
dirigida
no
con
gresso,
o
ministro
dos
estrangeiros
disse
que
a
Hespanba
sómente
por
causa
que
affectasse
a
honra
nacional
derramará o
sangue
de
seus
filhos
e
aggravará
as
cir-
cumstancias
do
seu
lhesouro.
LONDRES
18.—
O
«Standard» diz
ser
provável
que a
Prussia
mobilisará
dois
corpos
de
exercito,
um
em
Posen
e
ou
tro
na
Silesia.
Desmenlem-se
cathegori-
camente
os
boatos
de
mobilisação
paro
chial
do
exercito
austríaco.
NEW-YORK,
18
—Corre
o
boato
de
haverem rebentado
tumultos
na
Carolina
do
Sul
e
terem sido mortos
2
funcciona-
rios
públicos quando
prendiam
vários ho
mens
de
cor.
LONDRES,
20.
—
Vários
despachos
pa
ra
os jornaes
inglez.es
dizem
que
a
Rús
sia
descobriu
uma
conspiração
na
Polo
nia
tendo
sido preso
o
bispo
catholico
de
Volhiina.
A
Turquia
prosegue aclivamente
aos
preparativos
de
defeza do
Bosforo.
MADRID,
20.—
O
ministro
dos estran
geiros
respondendo
no
senado
a
uma
in-
terpellação
declarou que
se
ignora
onde
estará
o
va
or
Montezuma que
é
activa-
menle
procurado
por
3
navios
de
guerra
encarregados
da
sua
captura.
Diz
o
«Imparcial» que
o
brigue
hol-
landez
«Alide Margarelte»,
sahido
de
Ca-
diz
no
dia 7
do
corrente
regressou
ao
mesmo
porto
com
avarias
depois
de ter
soccorrido
no
alto
mar
o
navio
mercante
italiano
«Maria
Madre»
que seguia
para
o
Rio da
Prata.
A
guarnição
do
«Alide»
salvou
o
capitão
e
a
equipagem
da «Maria
Madre» a
qual
se
submergiu
com
um ho
mem
e
duas
mulheres
que
recusaram
lan
çar-se
ao
mar.
Crê-se que
se
perdeu
um
dos
navios
mercantes
italianos
«Vidoa»
e
«Francesco
Ferrari»
sahidos
de
Cadiz
no
dia
5
do
corrente
mez.
ROMA, 20.—Foi
aberto o
parlamento.
IO
discurso
real anuuncia
a
esperança
de
proximo
equilíbrio
financeiro
pela
suppres-
são
progressiva
de
vários
encargos.
Con
signa
a
impossibilidade
de
reduzir
os
or
çamentos
de
guerra
e
marinha.
Exprime
confiança
na solução
pacifica da
questão
do
Oriente.
Promette
medidas
que asse
gurem
a
execução
das
leis
de
garantias-
ecclesiasticas;
indica
a
reforma
da
lei
elei
toral
com
sentido
de augmentar
o
numero
de
eleitores.
O discurso
foi
muito
applaudido.
PARIS,
2I.
—
Salisbury
partiu
hoje
de
Londres
para
Constantinopla
devendo
pas
sar
por
Paris,
Berlim
e
Vienna.
Assegu
ra-se
que
0
marquez
de
Molins
parte
no
dia
24
do corrente
para a Hespanha.
BESPEBIBA.
Antonio
Pires
da Costa
Arrães,
da
fre-
gtiezia
de
S.
Paio
da
Carvalheira,
tendo-
se
retirado para
o
império
do
Brazil,
e
não
podendo
pessoalmente
como
desejava
despedir-se
dos
seus
amigos,
em
especial
do
illustrado
Clero de
Terras
de
Botiro,
pelos
obséquios
que
sempre
lhe
dispen
saram
;
0
faz
por
este meio,
offerecendo
a
todos
0 seu
limitado
préstimo
ifaquelle
império.
(4444)
AGWECIMEITOS
Augusto
Eduardo
d
’
Araujo
Cerveir-
e Serra,
summamente penhorado
pa
ra
com
todos
os
exm.
os
cavalheiros
e
snr.as
que
se
dignaram
cumprimentai-o
e
se interessaram
pelo
seu restabelecimento
do desastre
que
o
prostrou
no dia
16
de
julho
do
corrente
anno,
vem
por
este
meio,
por
não
o
poder
fazer
pessoalmente,
patentear
a
lodos
a
mais
subida
gratidão.
Faltaria
ao
mais
sagrado
dos
deveres
se
não
desse
lambem
um
pnblico
testi-
munho
do
acerto
scientifico,
cuidado
e
es
merado
zêlo
com que
foi
tractado
pelos
seus dous
facultativos
assistentes
os exin
os
snrs.
doutores
Anlonio
José
Vieira
da
Cruz,
e 1 uiz
Maria
da Silva
Ramos, aos
quaes-
n’
um
aperto
de mão lhes
significa
o
mais
acendrado
reconhecimento.
ANNWCIOS
E’ D’INTERESSE
Um
indivíduo pretende
alugar
uma
sa
la
de
l.°
ou
2.°
andar
que
tenha
algum
es
paço,
e que
não
seja
muito
retirada
do
centro
da
cidade.
Quem se
achar
nas condições
dirija
carta
a
Bento
P.
D.
Querido,
Largo
do
Barão de
S.
Marlinho.
4=com
designa
ção de
nome
e morada
do
allugador,
para
se
tratar.
('4442)
Vende-se
uma
victoria ingleza
quasi
nova,
dous
garranos
muito lindos
com
ar
reios
novos;
quem
perlender
dirija-se
a
Bernardo
José
Vieira
(Franqueira)
que
dirá
seu
preço.
(4434)
Teixeira
e
lleaquita,
levam
ao
co
nhecimento
do
publico
que
a
carreira
es
tabelecida
entre
Braga
e
Povoa
de
La-
nhoso,
que até
aqui
partia d
’
esta
cidade
ás
6
horas
da
manhã,
do
dia
23
era
diante
fica
partindo
ás
6
e
meia.
Os car
ros
que
diariamente
parlem
para
a
Pvvoa
de
Lanhoso
de
manhã
e de tarde
vão
em
direitura
a
Simàes.
Os bilhetes vendem-se
no escriptorio
do
Ribeiro
Braga.
(4 437)
ALFAIATE
QUINTAS
llua
de
S.
Vicente
n.°
116
e
116
A.
O
abaixo
assignado,
com
ollicina
de al
faiate
na
supradita
rua
participa
ao
publi
co
em
geral
que
achando-se
habilitado
no
que
diz
respeito ao
seu
mister,
pela
gran
de
prática que
lem
aproveitado
não
só
em muitas
cidades
de
Portugal
mas
lam
bem
no
ultramar,
se
offerece
para
lodo
trabalho
não
só
de
homem
mas
lambem
de
snr.as
e
creanças,
servindo
a
lodos
não
só
pelas
ultimas
modas,
mas igualmente
por
preços
os
mais
rasoaveis
possive
s.
Braga
22
de novembro
de 1876.
(4438)
João Francisco
da
Silva
Quintas.
ÉDITOS
BE
15 DIAS
Peio
juiso
de
direito
d
’esta
cidade
e
com
rca
de Braga,
e
pelo
cartorio do
es
crivão
João Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
a
requeri
meti lo
de
D.
Rosa
Clara
de
Lima,
solteira
sui
júris,
e
suas
irmãs
D.
There-
sa
Maria
de
Lima, auctorisada
por
seu
ma
rido
José
da
Silva
Pereira
Rocha,
D.
Maria
da
Conceição
Pereira
Lima,
solteira
sui
juris,
d’esta
cidade,
João Thomaz
de
Aqnino
Lima
e
Pedro
de
Lima,
ambos
solteiros
sui
juris,
residentes na cidade
do
Pará, império
do
Brazil,
representados
n
’
es-
te
reino
por
José
Antonio
de
Sousa
Bra
ga,
d
’
esta cidade,
correm
éditos
de
quin
ze
dias
a
contar
do
dia
20
do
corrente
mez
de
novembro,
aflixados nos
logares
da
lei
e
estilo,
e por
elles
são
editalmenle
citadas,
chamadas
e requeridas todas
e
quaesquer
pessoas
incertas
que
porventu
ra
se
presumam
ter
algum
direito,
jus
e
acção
á
herança
da
quota
herediclaria
que
seu
irmão Antonio
de Lima,
ha
muitos
annos
transportado
para
o
império
do
Bra
zil,
e
de
que
não
ha
noticia,
lhe
perten
çam,
e
foi
formulado
no
inventario
orfa-
nologico a
que
pelo
mesmo cartorio
se
procedeu
por
fallecimenlo
do
irmão
com-
tntim,
José
Maria
de
Lima
da
Silva,
ne
gociante
que
foi
n
’
esla
cidade, para
que
qualquer
direito
que
presumam
ter
á
tal
herança
o
venham
deduzir
e
allegar
no
praso
d
’outros
quinze
d
as
improrogaveis
que
a
todos
conjun
lamente
com
o
doutor
Delegado d
’
esta
comarca
na
qualidade
de
Curador
Geral
dos
Oríãos
e auzentes e
José
de Lima
Pereira,
como
tutor
do di-
lo
absente seu
irmão
se
lhes
tem
d
’
assi-
gnar
na
primeira
audiência
posterior aos
éditos
que
ha
de
ter
logar
no
dia
7 do
seguinte
mez
de
dezembro
por
10
horas
da
manhã
na
sala
do
tribunal
judicial
si
tuado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
em
que
se tem d
’
apresentar
os competentes
artigos
de justificação
e
habilitação,
afim
de se
proverem
na
herança
do
referido
absente,
ficarem
a
todos
os
quinze dias
assignados
para
os
contestarem
querendo,
sob
pena
de
lançamento
e
revelia,
e
se
proseguirem
nos
mais
legaes
e
ulteriores
termos
do dito
processo.
O
solicitador,
(4441)
João B.
Pereira da
Silva.
Vinho
velho
particular
Vende-se
a
retalho,
nos
quartéis
do
Sardoal,
vinho
particular
a
40
e
30
reis
—
excellente
para
doentes—
puro
e
muito
saboroso
e
sadio,
porque
não
tem
mis
tura
ou
confeição
alguma.
Substitutos
militares
Braga. Rya
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre homens
promptos
para
sen
tar
praça.
Preços
commodo-s.
(4440)
IIORARI®
João
Baptista Fernandes,
da
Pcrteila
do
Vade,
leva
ao
conhecimento
do
pu
blico
que
o
carro
que
d’
esta cidade sae
para
a
Portella
ás
3
horas
da
tarde,
e
da
Portella
para
Braga
ás
5
da
manhã,
prin
cipia
a
sahir
no
dia
24
do
corrente de
Braga
ás
2
horas
da
tarde,
chega
á
Por
tella
ás
5,
sae
da
Portella
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã
chega
a
Braga
ás
9,
e
o
carro que
ás
terças-feiras
saia
ás
2
horas
da tarde
fica suspenso
até
novo
an
nuncio.
Braga
22
de
novembro
de 1876.
(4439)
João
Baptisla
Fernandes.
São
prevenidos
lodos
os
concorrentes
a
exame para
o
magistério
primário,
na
presente
época,
cujos
requerimentos
foram
legalmente documentados
para
comparece
rem
n
’este
lyceu
no
dia
27
do
corrente,
peias nove
horas
da
manhã,
afim
de
da
rem
as
provas
por
escripto
para o
refe
rido
exame.
Braga
22
de
novembro
de
1876.
O
vogal,
servindo de
secretario,
(4435) Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
SERMÕES
AVULSOS
Tentando
esta
publicação,
teve-se
em
|
vista
snpprir
o
melhor
possível
uma
falta
i
que
se
dá
entre
nós
:
falta
de
mode
los
de
discursos
no
gosto da
épocha para
os
oradores.
Cada
sermão
avulso
dos já publica
dos
custa
(porte
franco
em
todas
as
re
messas)
200
rs.
Para
os
snrs.
assignantes
100
rs.
Assignando
por
12
numeros
e
pagan
do
adiantadamente
1$000
rs.
Os
snrs.
ordinandos
pobres,
que
não
tenham
a ordem
de
Diácono,
pagam
me
tade
ifestes preços.
Cada
série
de
12
numeros,
uma
vez
começada,
ha
de
concluir-se.
Os
snrs.
correspondentes
das
Leituras
Populares
responsáveis
por
dez
assigná-
turas
teem.
corno
os
snrs. livreiros
e
jor
nalistas
20°l
o
de
abatimento,
querendo.
Qualquer
que
queira
um
sermão ou
discurso
sobre
qualquer
assumpto
póde'
dirigir-se
ao
padre
Luiz
Pacheco,
Lisboa,
Calçada
do
Carmo/ao
Rocio)
n.
'
6
—l'.°
Sermões
j.í QjwbSseasEos
N.°
I. Adoração
da
Cruz
=2.
S.
Se
bastião.=3.
Sacramento.
=
4.
Paixão.
—5.
Resurreição.=-6.
Senhora
Apparecida.=7.
Consagração do Mez.
de
Maria.=8.
Espi
rito
Santo.=-9.
Santo
Antonio.=
’O.
XXVII
Anniversario
pontiticio
de Pio
IX.
=11.
Nossa
Senhora. =
12. S.
Mathias.=
13. Do
res
da
Virgem.
=
1
4.
Coração
de
Jesus.
=
15.
Santa
Margarida.
=
16.
Restauração
d
’
Egreja.=
17.
Existência
de
Deus.
=
18.
Nossa
Senhora
da
Piedade.
=
19.
Nossa
Se
nhora da
Saude=20.
Nossa Senhora
de
Lourdes.
=21.
S.
Domingos.
=22
Primei
ro
Domingo
de
Quaresma.
=23.
Segundo
Domingo
de
Quaresma
=24.
Terceiro
Do
mingo
de Quaresma.
=25,
Quarto
Domin
go
de
Quaresma.=26.
Quinto
Domingo
de Quaresma.
=27.
S.
Braz.=28
Manda
to.
=29.
Pretorio.=30.
Dores
de
Nossa
Senhora.=31.
Nossa Senhora
da
Naza-
reth.=32.
Almas.
=33.
Posse
d
’
Egreja.
=
34. Assumpção. =
35.
S.
José.
=36.
Na
tal.
=37.
Nossa
Senhora
Consoladora
dos
Afllictos.=38.
S
Pedro
Apostolo.
=
39.
Nossa
Senhora
da
Guia.
=
40.
Santa
Lu
zia.
-41.
Sacramento.=42.
Conceição
de
Nossa
Senhora,
pelo
padre
Francisco Ra
fael
da
Silveira
Malhão
==No
prelo:
43
l.
a
Dominga
de
Quaresma.
=44.
2.a
Do.
minga,
pelo conego lhesoureiro-mór
da
Sé
Metropolitana
dEvora,
dr.
Manoel
Joa
quim
Barradas
=45.
3.
a
Dominga de
Qua
resma,
pelo
prior
da
Encarnação
de
Lis
boa,
o
doutor
Garcia
Diniz,=46.
4.
a
Do
minga pelo
Padre
Manoel
José
da Con
ceição Borges.
=
47. 5.a
Dominga
pelo
auctor
da
2.
a
O
cobrador
do
Monle-pio
de
S.
José
perdeu
hontem uma
letra,
no
valor
de
159$000 reis,
com
data
de
14
de
novem
bro,
desde
o
principio
da
rua
do
Souto
até
á
casa
da
Sociedade Democrática.
Pe
de-se a
quem a achasse o
favor
de
a
en
tregar
na
rua
dos
Sapateiros,
n.° 8.
Previne-se
por
este
meio
o
publico
pa
ra que não a
desconte,
porque
já
estão
tomadas
as
providencias
precisas.
GF.RAL
DAS
M
ATT A»
28®
Venda
de pinheiros.
Por
ordem
superior
se
annuncia
que
no
dia
30
do
corrente
pelas
K)
horas
do
dia
se
recebem
propostas
na
administração
do
concelho
de
Caminha
para
a
venda
de um
corte
raso
de
pinheiros
em
2.70
no
pinhal
do
Camarido,
concelho
de
Caminha,
dis-
triclo administrativo de
Vianna
do
Caslel-
lo
com
as
condições
que estão
desde
já
patentes
nas referidas
administrações
do
concelho
e
na casa da guarda
do
dito
pi
nhal
onde podem
ser
lidas.
Figueira da
Foz 20
de
novembro
de
1876.
O
mestre
da
Divisão
Florestal
do
norte,
(4443)
Firmino
Leal
d
’
Almeida.
Vende-se
um
sofá,
12
cadeiras,
2
di
tas
de
braços e
1
meza
de
sala,
1
lavató
rio,
1
cama franceza
e
colxões,
1
dita
amarquezada,
mezas brancas,
cadeiras,
1
commoda
e
mais
objectos
tudo
novo,
com
prado
á
pouco ;
quem
quizer
comprar
di
rija-se
á
rua
de
S.
Vicente,
n.°
128.
(4436)
INJECTION BROU
Hygteniea InfaUivel ypreservativa;
absolutamenta
a
unicaque cura sem
lhe juntar mais nada. Vende-41
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir
a
,
instrucçâo
do uso.
(50
anos de
exito.)
Paris, casa do
inv<>
’
B^tfagenta,i5S.
Lisboa, S
’Barreto Loreto 28 o 3(k -
Farmaoia
de HOGG, 2, rua de Gastiglione, Paris
(Unico proprietário').
higados
I
rescos
I
DB
EAGALAO
de
E
Prescripto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as enfersnídades do
peSto, aflcicôes
escrofu
losas, tosses ehronieaa, rlacuniatisnaos,
magrexa crianças, das
impigemes, —
fluxos brancos,debilidade
geral, etc.,etc.
3
rlOCTCI
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
§
„
31
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e
a firma
HOGG
e Cia, que devera achar-se
sobre o rotulo.
La*
ssaai
H
OG
G
Depositos
nas
principaes Pharmacias e em
ILisboa,
nas casas
de
B
arreto
,
rasa
I.círeto, 28
e
30.
A
zevedo
e
Filhos, B
arrai
,
e
I
rmão
; em
Porto,
nas®casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
GA1W0SÔ
■
KUA
DOS ClPELLimS,
X.° 19
Tendo
dissolvido
a
sociedade
que
ti
nha
com o snr. José
Fernandes
t,arnei
ro
Braga,
resolveu
abrir
o
seu
novo
es
tabelecimento
com
artigos
de
modas
e
chá
hysson
superior
de
900,
1^100
e reis
l$200
o
arraia!
(ou 459 gr.)
Um
grande
sortimento
de
chitas.
Percaes
de
gosto
de
novidade
que
vemie
por 180
rs. o
metro.
Ditas
de
125
o
melro. 200 lenços
de
al
godão
de
cores
a
70 rs. 150
caixas
para
cigarros
a
80
rs.
cada
uma,
e
muitos
mais
objectos
que
vende
por
preços
commo
dos.
(4133)
.
NOVO HORÁRIO
Manuel José
Teixeira,
leva
ao
conhe
cimento
do
publico
que
0
carro que d
’
es-
ta
cidade
sae
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
6
horas
da
manhã,
principia
a
sahir
desde 0 dia
17
do
corrente
em diante ás
7
horas
da
manhã,
chega á
Povoa
ás 9,
sae
da
Povoa
para
Braga
ás
2
da
tarde,
chega
a
Braga
ás
4.
Braga
17
de
novembro
de
1876.
O
gerente,
t
Francisco Pereira
Leite
e
Castro.
(4432)
Lecciona-se
o curso
da
lingtia
írance-
za
na
rua
do
Anjo
n.°
11,
desde
as
6
ho
ras da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados. (4112)
Para
os engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores e
outras
pessoas
que desejarem
obter o diploma
de
doutor
ou de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira. Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
Pela
recebedoria
da
comarca
<Je
Villa
Verde
se
faz
publico
que, desde
o
dia 2
d
’este mez
até
o
l.°
de
dezembro
se acham
em
cobrança
todas as
contribuições
do
corrente
anno.
(4431)
miRGiio DBVTSSTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRUIIGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
iletralos baratos-
—A
l$000
rs.
a dúzia.
41—
RUA
CAPKIXESTAS
—4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das 10 horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com os
dias
innevoados.
(4343)
BRAGA, TYPOGRAPSIA
LUSITANA —18’6.
Parte de Comércio do Minho (O)
