comerciominho_22071876_520.xml
- conteúdo
-
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCSAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
520
PUBLICA.-S
03
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
í/rmya,«anno
1^600
rs.
—Semestre
850 rs.^Pnwsn-
cias,
anno
2&0Ó0
rs
e
sendo
duas
3&6G0
rs.—Semestre
1Ô050
rs.
=Braztl,
anno
3&600
rs.==Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou 8&000
reis
e
4&500 reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignaníes
20
»/, d
’
abatimento.
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
BIllGA-SAHHÂI>o
23 »E
JULHO
O
Jfarlatsientarismo em
França.
O
descrédito
da
camara
é completo,
eis o
que
se
ouve de
todos
os
lados;
a
camara compromette
a
sua
dignidade e
com
ella
a
do
regime»
parlamentar.
N
’
este
conceito
dirão
alguns
que
não
se
é justo
para
com
a
camara,
porque
ella
faz
o
que
póde,
e dá o
que
(em.
Quanto
ao
regímen
parlamentar,
sem
querermos
disputar
competências
com M.
Horacio
de
Coiseul,
que
se
ha
declarado
o
seu
campeão,
póde-se considerar
que o
seu
mérito
e
dignidade não
ha
sido
pre
judicado
com
os
escândalos da
camara
actual,
porque
se
póde
conceber
em
con
dições
mais
favoráveis.
Com
eíleilo,
o
espectaculo
que
dá
a
camara
franceza
depois da
sua reunião,
não
é
para
tomar
a
nação
mais
altiva
com
os
seus novos
representantes,
e
n
’
esta
excitação
geral,
n
’
e»la
regeneração,
obje
cto
dos
seus
esforços,
é
muito
para la
mentar,
que
se
haja
prostergado
a
gra
vidade
d
’
um primeiro
corpo
poiilico,
e
a
tiistincção
das
maneiras
e
da
linguagem.
Uma
Assembleia,
aonde
se
ouvem,
co
mo
qualificações
honrosas,
as
palavras—
podridão
e
monstro,
applicadas
aos par
tidos
políticos
aonde
mutuamente
se
tra
tam
por
falsarios,
aonde
se
grila
d’um
lado:
é
uma
vergonha
1
e
se
responde
do
outro:
isto
é
uma infamia
1
sem que
possa
dizer-se
em verdade,
de
que
lado
está
a
rasão;
aonde
o
presidente
triste
e
con
fuso
peigunta
se
acaso
está
alli
para pre
sidir
a
um
combale
de
gladiadores
e
a
scenas
de
pugilato,
uma
tal
assembleia,
digo,
deixa
muito
a
desejar
para
que
pos
sa
preencher
os
fins,
para
que
se
reuniu,
e
forçosamenle
faz
recair
lodo
este
ridí
culo
sobre
o sistema, que
representa.
Alguns
menos diíliceis
de
contentar,
sustentaram
que a
camara
franceza
se
des
considera
mais
pela
revalidação
de
elei
ções,
em
que
o
espirito
de
partido
e
a
paixão
dictam
manifestameute
os
votos
com
grande
prejoíso
da
justiça
e da
ver
dade,
do
que
por
essas
scenas
violentas
e
tumultuarias,
como
ultimamente
tiveram
logar.
Outros
quererão saber
a
rasão,
por
que
em
quatro mezes de
existência,
que
ella
leva,
não
ha
feito
ainda senão
duas
manifestações
sérias,
urna
para
exaltar
a
contmuna,
e
a
outra
para
opprtmir
e
es-
cravisar
a
Egreja:
uma
para
dar
a
liber
dade
e
abrir as
portas da
França
aos
mariolas
da
communa,
e
a
outra
para
ameaçar
e opprimir
os
catholicos
sob
os
nomes
de
jesuitas
e
clericaes.
Não
é
sem
rasão
que
nos
podemos
considerar
longe
dos
grandes
dias, que
illustraram
o re
gímen
parlamentar
no
tempo
da
Restau
ração
e
da
munarclna
de
1830.
Sem
duvida,
que
gloria
e
legitimo
or
gulho
seria
para
nós o
vermos
como
os
legisladores,
homens,
de
quem
dependem
os
destinos
d
’
um
paiz,
a
fortuna
dos
ci
dadãos,
sua
liberdade
e
mesmo
a
vida,
homens
emlini, a
quem
incumbe
a
mis
são
de
fabricar
a
lei,
curvavam
inflexivel
mente
debaixo
da
sua vontade
36
milhões
de
cidadãos,
e
como nas
sumidades
do
poder
se
mostravam
graves,
dignos
e
exein-
ptos
de
prevenções e
odios.
Este
sim
era
o
ideal
do
sistema
representativo,
e ne
nhum
regimen
se póde
lisongear
de o
haver
atlingido,
por
mais
exforços
que
faça
para
se
aproximar d
’
elle.
Não
será
seguramenle
o
que Gambetta
chama
a
democracia
franceza
—uma
demo
cracia lá a
seu
modo—que
ha
de
realisar
do
poder
semelhante
ideal:
esperal-o
seria
uma
illusão,
exigil-o
uma
injustiça.
Subir
®o
caminho
da
perfeição
é
uma
mui
legi-
®a
aspiração
da
natureza
humana.
Ou-
lr
’
ora
admittia-se
que o noviciado,
dei-
iem-nos
assim
dizer,
para
subir
aos
mais
altos
logares
do
estado,
fosse
longo,
dilfi-
cil,
fructo d’
uma
paciente
applicação
e
d
’
um
enetgico
exforço.
Os
logares
supe
riores
eram
considerados
geralmente
co
mo
o
previlegio
de talento,
de
genio,
das
faculdades
e dos
doies
excepcionaes,
e
abertos
a
todos
em
direito,
no
entanto
não eram
occupados
por aptidões
medío
cres.
Mas isto era
uma
situação,
que
o
nosso
século
achou
intolerável
e iniqua.
Esperar,
trabalhar,
traçar penosamenle na
terra
um
sulco,
limitar
o
horisonte,
ad-
mittir
um
ponto
como
inacessível...
tudo
isto
velharias
do
antigo
regimen!
Nós,
mercê
de
Deus,
eis-nos
eman
cipados,
e
começamos
por
collocar
a
no
bre
qualidade
de
legislador
ao
alcance
de
toda
a
gente.
Todos
podem
ser
deputados
hoje
em
dia,
e
todos
o
querem
ser.
As
tentativas
mais
arriscadas
e
stullas
se
põem
em
campo,
e
a experiencia
nos
mostra, que
nenhum successo
é
impossí
vel.
Já
se
não
cuida
de
ser
o
mais
digno,
o
mais
esclarecido,
o
mais honesto
e
sin
cero. Não,
a
victoaia
pertence
de
ordina
rio
ao
cortesão
mais
zeloso
da
nova
ma-
gestade,
que
distribue
os
diplomas
e ve
neras,
ao
mais
complacente
pelos
seus
êrros,
e
obsequioso
das
suas
vaidades,
ao
mais
dedicado
em servir
seus
odios, n
’
u-
ma
palavra,
ao
mais
chato.
Assim,
por
um abuso
inevitável,
tem-
se
feito
do
suffragio
universal
uma
esca
da,
com
cujo
auxilio
se
salvam
distancias,
que
uma
vida
inteira
não
ha
sido suííi-
cienle
para
percorrer.
O
problema
está
em
descobrir o
ponto
de
appoio,
que
laça
representar
o
papel
em
lodo
o
seu
vigór.
Ah!
não
é
senão
ao
alcance
das
mediocridades
de
todo
o
ge
nero,
dos
fructos
seccos
de todas
as
car
reiras,
isto
é,
dos advogados sem
causas,
dos
médicos
sem
doentes,
dos
reforma
dores
de botequim,
dos
pedantes,
dos
aventureiros,
n
’
uma
palavra,
dos
desclas
sificados, que
são
os
verdadeiros
páiias
da
nossa
sociedade,
que
são devorados
d
’
um
desmesurado
orgulho
e
d
’
uma
euve
josa
ambição.
Quem
falia ahi
em
trabalho,
paciên
cia,
estudos,
mérito
e
honra?
Predicados
são
estes
hoje desconhecidas
para
trepar
ao
templo
das
leis.
Alguns
furiosos
ataques
contra as
pre
tensas
iniquidades
sociaes,
alguns
desa
fios
ás paixões
más,
algumas
promessas
lisongeiras,
e
muitas
declamações,
e eis
feito
um
homem de Estado até
d
’um
fa
bricante
de
cerveja! Exigi-lhe
depois,
que
occupe
a sua
cadeira
curul
com
a
digni
dade,
a
nobrésa
e
a
distineção
d
’
um
pae
da
patria! Não,
não pode
ser;
n'este
ca
so
a
indulgência
é
obrigatória,
e
se
M.
Horacio
de
Choiseul
persiste
em
consti-
tuir-se,
com
a
perula
na
mão,
leedar
d
’
esta
Assembleia,
que
tem
por
ministro
favorito
um
Marcére,
se
pretende
mantel-a
no
caminho
da
dignidade
e
da
gravidade,
como
lhe
convém
e
assim
o
deve
compre-
hender
um
genlil-homtm,
ainda
que junte
o exemplo
ao preceito,
succumbirá
na
ta
reia
improba.
Força
é
considerar, que
este
bem
re
digido artigo,
que
traduzimos
do «Monde»
que
lhe
foi
suggerido
pelo
espectaculo
pouco
decente,
que
está
dando a
primei
ra Assembleia
da
França,
aonde
as
pai
xões
tomam
o
logar
da
sisudez
e
gravi
dade,
tem
muita
applicação
para o
nosso
estado
interno,
aonde o
parlamentarismo
se
ha
installado
ha annos,
produzindo
tam
bém por
cá
scenas
iguaes
em
descrédi
to
ás
de que
falia
o
«Monde».
Leiam-n
’
o
atteniamente
os
leitores,
e
considerem
se
pode
ser
inevitável
o
des
crédito
d
’
um
sistema, que
dá
tão
opti-
mos
resultados
!
Rasões
temos
de
sobejo
para
lamentar
as
nações,
onde
elle
se
acha
estabelecido,
e
com especialidade,
a
França
em
poder
de
hofnens,
que
se
appelidam
de republi
canos,
e
quem
sabe?
talvez
em
vesperas
de
resvalar o
poder
para
as
mãos
dos
communistas,
que ultimamente
foram in
dultados
para
proseguirem
nos
seus
at-
tentados
nefandos
!
Deus
se
compadeça
da França,
que
assás
ha
sofliido,
mas
parece-nos
que a
Providencia
ainda
lhe
prepara
novos
dias
de
luto
e
desolação,
porque
a
medida
dos
seus
castigos
ainda
não
estará
completa.
-
-..----------------------------- -------
Mais
uma
approvação
do
vThe-
Mouro
do
Sacerdotes.
Bem
dizíamos,
em
nosso
passado n.°,
que
a
excelleate obra
traduzida
—
o
The-
souro do
Sacerdote,
ia
sendo vantajosa
mente
inculcada
pelos
nossos
prelados
com
especiaes
approvações
e
recommendações.
Não
era infundada a nossa asserção,
atlendendo
a
que
o
episcopado
portuguez
presa
mais
que
tudo
a
illustração
e
mo-
rigeração
do
clero,
como elemento
prin
cipalíssimo
da
edificação
dqs
fieis.
Ao
seu
zelo
e
vigilância
pois,
não
podia
passar
despercebida
uma
obra que tanto
contri
buo
para que
o
clero desempenhe digna-
mente
os
diversos cargos
do
seu
minis
tério,
e
lhes
inflame
o
coração
no
amor
divino
e
no
amor dos proximos.
E
’
assim como
os
nossos
prelados
res
pondem
ás
arguições
de
quem
os
accosa
de
não
curarem
da
instrucção
e
piedade
do
clero.
Aqu
lies não cessam
de
lhe
recommeo-
dar
a
leitura
assídua
de
excellentes
livros
que,
ao
mesmo
tempo
que
o
guiam
e
dirigem,
o reconduzem
a
melhor
proce
dimento.
O clero
tem correspondido
a
este
convite
acceitando
de
bom
grado
e
aju
dando
efficazmente
as
emprezas
que
publi
cam
bons
livros
religiosos.
Esperamos,
pois,
que
o
clero
não des
miola
os
seus
tilulos, ames
os
realce
pbssuindo
um
verdadeiro thesouro
de
sa
ber
e
piedade
—
o
Thesouro
do
Sacerdote.
Cremos
que
os prelados
illusirarão
sempre
o
logar que
occopam,
estimulan
do
o
clero a
que,
dia
e
noite,
estejam
aimados
da
sciencia
e
da
virtude,
por
meio
da
assídua
leitura
dos
bons livros,
para
pulverisar
os
erros,
stigmatisar
o
vi
cio
e
fulminar
o
crime.
A
Provisão
do
ex.
mo snr.
bispo
Je
Lamego,
que
damos
em
seguida,
além
d
’outras de
não
menos
respeitáveis
pre
lados, é
uma
prova
do
que levamos dito.
Que
o
clero
escute
a
voz de
seus
respectivos
pieiados,
que
á
porfia
se
em
penham
para
que
seja
atlendido
pelo
seu
saber
e
respeitado
pela
sua
virtude,
e
bem
depressa
desapparecerão
os
males
que
nos aflligem.
D.
Antonio
da Trindade
de
Vasconcellos
Pereira de
Mello,
por
mercê
de
Deus
e
da
Saneia Sé
Apostólica
Bispo de
La
mego,
camarista secreto
supranumerário
do
Summo Punliftce
Pio
IX,
Prelado
assistente
ao
Solto Ponh/icio.
do
conse
lho
de
Sua
Magestade,
par
do
reino
etc.
Aos
que d’
esta
tiverem
conhecimento
Saúde,
paz
e
bênção
em
Jesus
Chrislo
Fazemos
saber, que
achando se
publi
cado
o
2.°
e
ultimo
volume
da obra
que
tem
por
titulo
—
Thesouro
do
Sacerdote
—
composto
pelo
Padre
José
Mach,
e
tradu
zida
pelo Padre
Manuel
Ferreira
Marooço
e
Sonsa,
e
editada
e
posta
á
venda
na
cidade
do
Porto
na
livraria
internacional
de Ernesto Chardron.
Considerando que
a
mencionada
obra
approvada
pela
Sagrada
Congregação
dos
Ritos
e
por
distinctissi-
|mos
Prelados
Nos
parece
um
verdadeiro
thesotiro
de
sciencia
e
instrucção
ecclesias-
tica nos
variados
ramos
e
especies
em
que
ella
se
divide;
Considerando
que es
ta obra
pura
e
sem eno na
parte
dou
trinal, guia
o
leitor
de
modo
acommoda-
do
ao
exercício
praclico,
da
moral,
e
mo
ve
o coração
ao
exercício
das
virtudes
e
observância
dos
preceitos
de
Deus
e
da
Egreja;
Considerando
que
a
mesma
obra
publicada
em
portuguez,
póde
ser
ouvida,
lida
e
estudada
por
todos
os
fieis,
aos
quaes
corre
rigoroso
dever
de
se
esclare
cerem
de
cada
vez
mais
nas doutrinas
e
practicas
da religião
catholica;
Consideran
do
íiiialmeote
quanto
a
referida
obra
pó
de
coadjuvar
os
reverendos
Parochos,
os
prolessoies,
o«
novos
ecclesiasticos
e
alom-
uos
do
seminário
nus
variados
deveres
de
seus ministérios
sagrados,
prestando-lhes
alem
dos
conhecimentos
canónicos noti
cia
da
legislação
e
leis
civis
palrias,
cor
relativas
com
as
canónicas
nos
objectos de
furo
mixlo,
terminando
o complemento do
ensino
practico
por variada
collecção
de
modelos
que
muito
coadjuvam,
abreviam
o
lempo e
guiam os
sacerdotes no
modo
de
por
escripto
satisfazerem a
várias
obri
gações
do
seu
ministério;
Approvamos a
leitura
do — Thesouro
do
Sacerdote_
e
muito
eocarecidamente
recommendarnos
a
acquisição
d esta
obra
a
todo
o
reverendo
Ciei
o
e
fieis
da
nossa
diocese,
e
possa
a
graça
do
Senhor
operar
em
todos
os
be
nefícios
espirituaes
que
esta
obra
inspira,
afim
de
que
unidos
em
espirito
e
verda
de
com a
Saneia
Egreja
catholica
roma
na,
possamos
seguir
esta
vida de
peregri
nação
guiados pela
caridade,
cuja
remune
ração
esperamos
na
eternidade.
Dada
no Nosso Paço
Episcopal
de
Lamego
sob
Nosso
sigi.al
e
selio,
aos
8
de
julho
de
1876.
38
A.
Bispo de
Lamego.
O
Conego secretario
Antonio
Cardoso
Pinto.
Londres, 23 de Abril de 1SÍ8,
[A' redacçáo do
«
Apostolo».)
[Continuação
;
II.
—
De
Nova-York
se
dá
noticia
de
mais duas
revoluções
na
America,
urna
no
México,
onde
se
diz,
que
Poríirio
Dias,
á
lesta
d
’
ella
e
com
uma
força
de
4:000 homens,
escrevia
de
Malamoras,
que
com
essa
força
ia
marchar
para
ò
mterior;
não
se
diz ainda
quaes sam
as
suas
tenções.
Estas
revoluções
incessantes
sam
uma
das
consequências
das
maqui
nações
com
que
a
Inglaterra
se
empenhou
em separar
da
Matrópole
as
Possessões
e
colónias
Americo-Hispanholas,
que,
como
escrevia
em
1825
um
profundo
publicista
Francez,
não
estavam ainda
assás
adul
tas
para separarem
se
utilmente
da
tutela
e
direcção
da
Mãe
Patria.
O
desassocego,
as
revoluções,
a
anarchia,
a
desordem
li-
nanceira, <[uasi
seni
cxccpçâo,
tem
vogado,
por
mais
de
meio
século
já,
des
de
que
a
Inglaterra
instigou
e
promoveu
essa
obra
de
machiavelismo
e
de
inveja
dam
claro
teslimunho
da
acertada
opinião
d
’aquelle
escriptor.
E’ notável
como
a
Inglaterra não
quer
essas
venturas
da separação de
suas Me
trópoles
senão
para
as Colonias
de
ou
tras
nações;
emquanlo
ella
mesma,
por
sua
parte
não
cessa
de
annexar
a
si
pró
pria
quantas
possessões
e lerrilorio
pode
angariar
por
fas
ou
nefas,
como
quasi
annualmeute
estamos
vendo,
e
mais
e
mais
veremos
proximamente,
em
África,
etc.
—
(e
principalmente
á
custa
de
Portu
gal).
Outra
revolução
de
que
rezam
tam
bém
as
noticias de
Nova-York
é
mais
uma
(numero
não
sei quantos)
no antigo
Im
pério
mascavado
de
Soluque.
Diz-se
que
o
Consulado
de Hayti
em Nova-York
re
cebera
um despacho
por cabo
submarino,
de
Kingston,
anounciando que
a
insurrei
ção
em
Hayti,
está
triumphante.
que
o
Presidente
o
General
Domingues
fugira,
e que,
o
Vice-Presidente
e
o Coinrnan-
dante
General
foram
fusilados.
E’
notá
vel
que
a
primeira
terra
Americana,
avis
tada
por
Colombo,
parecesse
fadada
a
con
vulsões
incessantes,
que
lhe
frustram
tan-
tas
vantagens
naturaes
como
recebera
da
Providencia
!
111.
—Continúa
na Europa uma
incer
teza
a
mais
extraordinária,
uma
chusma'
de
conlradicções,
de
opiniões
diversas,
de
conjecturas
vagas
a
respeito das
insur
reições
contra
o
Governo
Turco,
dos
mon-
tanhezes
e da
Herzgovina,
apoiados
e
for
necidos
pela
sympathia
e soccorros
de
voluntários
que
da
Rússia,
da
Servia,
do
Monle-Negro,
e
até
de
estrangeiros
Ita
lianos,
etc.,
se
ajuntam
a
elles
e
os
aju
dam.
E’
tal a
complicação e
divergência
de
interesses
n
’
aquelle
assumpto,
que
difTici-
limo,
é
encontrar-lhe
solução.
Em
rela
ção á
Turquia,
é
quasi,
ou
de
todo,
im
possível
arranjar
enire
ella
e
os
insurgen
tes
um
concerto
salisfaciorio
e
durável,
em
razão
do
antagonismo
total,
é irre-
conciliável
entre
os
Christãos
e
os
Ma-
hometanos.
E’
grave especialmente esta
incompatibilidade,
porque
o
Mahometano
geralmente
olha
o
Christão,
não
só
como
antagonista
religioso,
mas
como
um
ente
baixo,
vil,
desprezível,
que
só
merece
ser
opprimido,
senão
exterminado
Não
pre
ciso
ponderar sobre
o
modo
porque
os
christãos
na Turquia
olham
similhante
opinião
a
seu
respeito qual
a
que
elles
proprios
têm
de
seus
dominadores
Tur
cos.
Estes
últimos,
segundo
suas
tradi
ções
e
princípios
religiosos,
de crê ou
morre,
só
toleram
os
christãos
por
medo
ou
necessidade;
nunca
podem
ter,
nem
têm,
para
com
elles
senão
uma toleran
cia
involuntária,
ou
de
má
vontade. E
’
pois
impossível,
salvo
por
excepção,
que
um
Turco
trate
com
a
mesma
equidade
e
justiça
um
Christão
e
outro
Turco que
lhe
sejam
subordinados.
O
Governo
de Constantinopla
ainda,
que
sinceramente
o
quizesse
—
que,
em
re
gra,
entende
não
quer,—não
podia re
primir
etlicazmente por
toda
a parte
os
effeitos
de
tal
antagonismo
anli-chrstão
Os
Herzgovinios,
e
os
outros
christãos
su
jeitos
á
Turquia,
sabem isto,
e
por
tanto
repugnam
o
mais
possível
a
submetter-
se
a taes
arranjos
quaes
dependessem
pa
ra
sua
execução
de promessas
Turcas.
Estas
promessas
bem
sabem
elles
que
o
proprio
Governo
do
Sultão
as
não
faz
por
vontade,
e
só
forçado
pelas
circumstan-
cias.
Por
tanto
os
insurgentes
não
se
que
rem
fiar
n’
ellas.
Quanto
aos visinhos
da Servia,
e
da
Bosnia,
e
do
Monle-Negro,
os
primeiros,
que
desejariam
tornar-se
inteiramente
in
dependentes
da
Turquia,
estimam
a in
surreição
d
i
Herzgovina
e
ajudam-n
’a
in-
directamente
quando
podem.
Monte-Ne-
gro.
Russo
era religião
e
sympathias,
mas
confinado
nTimas
estreitas’
montanhas,
e
de
resto
isolado
peio
Adriático
e
pela
Turquia,
estimaria ver
arredar
esta
de
junto
a elle,
e
adquirir
no
território
Tur
co
ainda,
sympathias.
Ajuda
pois
quanto
pode
a
insurreição
de
Herzgovina
indi-
rectamente
—
do
que
a
Turquia
muito se
queixa.
Austria-Hungria
entre
cujo território
e
a
Dalmacia,
a
Herzgovina
está
encra
vada em
parle,
e
sabendo
que
suas
pró
prias
populações
alli visinhas
e
limitro-
phes da
Herzgovina
sympalhizam
também
muito
com
a
insurreição
visinha,
quizera
muito accommodar
a
questão
por
meio
de
concessões
e promessas
de
conducta
mais
equitativa,
menos oppressiva,
da
par
te
da iurquia
para
com
os insurgentes
;
estes
porém
não
se
acharam
dispostos
a
tiar-se
em
taes
promessas,
e
depor
as
armas.
A
’
vista
do
quê,
a
famosa
nota
de
Andrassy, propondo
á
Turquia fazer
con
cessões
e
promessas
de
governo
mais
equi
tativo,
para
o
futuro,
dos
districtos
ora
insurgentes,
fica
sem
effeito, porque
es
tes
se
não
accommodam
com
taes
con
cessões
ou promessas.
Áustria
desejaria
e
estimaria
decidir
a
questão
tomando
ella para
si
a
Herzgovi
na,
por
meio
de
algum arranjo
com
a
Turquia,
ou
á
fina
força.
A
Inglaterra,
por
sua
parte
não
teria
hoje
grande
objec-
ção
a
isso,
nem
mesmo
o
que
a
Austria-
Hungria
se
fosse
assim
aproximando
de
Constantinopla,
e
com isso afastando
um
tanto
a
probabilidade
ou
perigo
de
que
a
ftussia
lá
viesse
aphntar-se
—ideia que é
um
pesadelo
para
e*
te
paiz.
Mas,
por
essa
mesma
razão,
a
Rússia
não
consen
tiria
em tal.
A
respeito
da política e
verdadeiras
intenções
da
Rússia
n'esta
questão,
ha
duvidas
e
divergências consideráveis
de
opinião; e a
verdade
é,
que
ninguém se
atreve
a
dizer
positivamente,
qual
é
em
realidade
o
desejo
ou
tenção
do
Gabine
te
de Petersburgo
n
’
este
caso. Quanto a
mim,
a
Rússia
mesmo
não
tem
actual-
mente
resolução
definida
a
tal
respeito,
se
não
é
tenção
lixa,
de
não
consentir
que
da Turquia
Europea
alguein se
adian
te,
por
qualquer
modo,
a
se
apropriar
qualquer
porção,
sem
que
ella
Rússia
seja
também
contemplada
com
um
equi
valente
bom
na partilha.
Em
conclusão,
pois,
quanto
á
espi
nhosa
questão
da
insurreição
Herzgovinia,
não creio
que
alguém por
ora
tenha
ideia
positiva e
definida
de como aquelle riçol
se
desenriçará;
e
que,
por
tanto,
fica
o
negocio
por
ora
dependendo
do
que
os
Inglezes
chamam
lhe
chapter
of
accidenls,
isto é,
de
eventualidades
imprevistas.
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
GAZSTILIA
Santa
ftlaria
llagdalena.
—
Pe-
dem-nos
para
que
exponhamos
á
com
missão,
que
costuma
conduzir
para
esta
cidade
a
devota
Imagem de
Santa
Maria
Magdalena,
afim
de
se
lhes
fazer
preces
ad
pelendam
pluviam,
a
necessidade
que
ha
de que
a
referida
commissão
tome
a
iniciativa
de
fazer
trazer
procíssionalmen-
le
aquella
milagrosa
santa,
para
que
ella
implore
do
Senhor
a
chuva,
que,
em ra
são
da estiagem
que
tem
havido,
tão
ne
cessária se
torna
á
agricultura.
Coneerto ao ar livre.—
Está
an-
nunciado
para
hoje,
no
jardim
publico
do
campo
de
Sant
’
Anna,
um
concerto
de
ocarinas
dado
pelos
rivaes
dos monlanhe-
zes dos
Apeninos.
Festividade.
—
A
’manhã
festeja-se na
egreja
de
S.
Thiago
da
Cividade
a
Ima
gem de SanfAnna,
havendo
missa
a
ins
trumental
e
sermão,
prégado
pelo snr.
padre
João
Rebello.
Hoje
á
noite ha
alli
arraial,
muzica
e
illuminação.
lUeSleMas
do sistema
represen
tativo.—
Eis
como
o
«Monde»
descreve
uma
sessão
da
Assembleia
francesa:
Ao entrar no
salão
das
«Batalhas»
nota-se
uma
viva
agitação.
Os
deputados
vão, veem,
entram,
saem,
param,
cho-
cam-se
uns com
os outros,
faliam,
for
mam
grupos:
dir-se-ia
um
formigueiro
agitado.
Certamente
está
para
haver
al
guma cousa
interessante
na
sessão,
dizem
os
assistentes nas galerias.
Mas
o
que?
perguntam
os
pernalislas.
Ninguém
res
ponde.
—
Será
a
interpellação
de
M.
Ben-
jarnin
Raspail?—
Assegura-se
que
se
vae
pedir
o
adiamento
da
discussão
—
Ou
M.
Julio
Ferry
vae
apresentar
o
seu
rela
tório sobre
a
lei
municipal-
—
Nada
d
’
isto:
á
ultima
hora
foi
annunciado
a
um
dos
nossos
collegas,
que
não
apresentaria
o
seu
famoso
relatorio
senão
quando
tives
se
a cerlesa
de alcançar maioria.—Mas
então
que
de
notável
se
vae
passar?
—
Tal
vez
se
vá
discutir
a
eleição
de
Pontivy —
O
relatorio
não
foi
-ainda
distribuído,
e
a
discussão
não
terá logar
senão
na
quin
ta
feira.
N
’
esse
caso
que
ha?
—Perdem-
se
em
conjecturas.
Quando se
entra
no
salão
as
tribu
nas
estão
occupadas. O
salão
d
’
espera
es
tá
dividido
em
dous
andares.
No
primei
ro,
os
curiosos,
que
succederão
ás
pes
soas
collocadas
nas
tribunas, quando
estas
abandonarem
o
seu
logar,
quer
por
enfa
do,
quer
pelo
calor.
Na
parte
mais
bai
xa
os supra-numerarios,
que
não
pode
rão
assistir
á
sessão,
senão
quando
as
duas
primeiras
calhegorias
se
forem
em
bora.
Na
tribuna
dos
secretários
nota-se
M.
Lachand
De
certo
não
vem
para
re
citar
uma
lição de
eloquência.
O
banco
dos
ministros
está completo.
M.
o
presi
dente
do
conselho
toca
piano na
borda
do
seu púlpito,
signal
d’
impaciencia
e
de
agitação.
Portanto
alguma cousa
d
’
impor-
lante
se ha
passado.
A
camara
acaba
de
dar
o
mais
tris
te
espectaculo,
que
nunca
deu
uma
As
sembleia
parlamentar.
Quem
assistisse
a
esta
sessão,
julgar-se-hia
n
’
um
club
o
mais
revolucionário
de
Bellevile.
Que
barulho,
que
algazarra,
q<ie
vociferações
!
Expro-
barão
de
parte
a parte
todas
as
injurias
políticas
permittidas
e
não
permittidas.
O
vocabulário
parlamentar
foi
enriquecido
com
uma
nova
expressão
devida
á
imaginação
de
M. Gambetta
: a
podridão
imperial
!
C’esl
Irop
fort!
Poderemos
empregar
aqui
o
velho
cliché:
Para
onde
vamos
nós:
tristemente,
tristemente
!
como diz Ham-
let.
Ahi
teem pois
os
parlamentares
uma
sessão
modelo.
M. Thiago. —
Festeja-se
na
próxima
terça-feira,
a Imagem
do
Apostolo
S.
Thia
go,
erecta
na
rua
da
Boa-Vista.
Na
vespera,
á
noite,
haverá
fogo,
illu
minação,
musica
e
basar
de prendas.
Sinistro
marítimo.—O
«Western
Morning News»
recebeu
alguns
promeoo-
res
ácerca
do
naufragio
do
navio
«Stefa-
no»,
saido
de
Cardiff
para
Hong-Kong
no
mez de
julho
do
atmo
passado
com
um
carregamento
de
carvão.
A
27 de
outubro,
o
«Stefano»
bateu
em
um
rochedo
em
Pointcloates (Australia
Occidental)
e
abriu-
se.
0
capitão
e
um
marinheiro
afogaram-
se.
0
resto
da
tripulação,
cotnprehenden-
do
quinze
pessoas, conseguiu
chegar a
terra
com
algumas
provisões;
mas
o<
in
dígenas
roubaram-lhas,
e
não
lhes
deixa
ram
mais
que
uma
carta
da
Austrália
e
differents
instrumentos
astronómicos.
Durante
alguns
dias
os
desventurados
naufragos
vaguearam
ao
acaso;
como
não
encontrassem
agoa,
retroceram
polo
mes-
mo
caminho
até á
borda
do
mar
onde
passaram
seis semanas,
não
tendo
por
ou
tro
alimento
senão
o
que
o
mar
arrojava
de si.
Havendo dois d’
elles
morrido
extenua
dos,
re«olveu-se
tentar
um
esforço
supre
mo
para
peneirar
no
interior
do
paiz.
Os
treze
sobreviventes puseram-se
a
caminho;
mas
ao
fim
de
tres
semanas
de
afilicções
e torturas, sucumbiram
um
apoz
outro
á
fome
e
á
sede,
com excepção
de
dois
marinheiros
que
foram
recolhidos
por
uma tribu
de
aborígenes,
e
puderam
em
seguida
dirigir-se á
cidade
York,
na Aus
trália Occidental.
Navio
aereo.—
No
Cassino Cadet,
em
Pariz,
está
actualiDente exposto o
rno-
deio
de um
navio aereo,
destinado
a
fa-
ser
viagens,
segundo
o
engenhoso
inven
tor,
mr.
Rabiai,
sem
gaz
nem
balão,
diz
o
«Petit
Journal».
A
barquinha
eslá
presa,
por
uma
serie
de
hastes
bem
combinadas,
a
um
siste
ma
de
seis
asas,
tres
de
cada
lado.
Um
motor
collocado
na
barquinha
fará
alter-
oalivamente
erguer
e
abaixar
as
asas;
cala
uma
d
’estas leva na
sua
arcadura
quatro laminas
moveis
de
zinco;
o
movi
mento
alternativo
de cima
para
baixo
produz
uma
força
de
propulsão
notável.
0
inventor
deve
faser
expeneocias
com
o
apparelho,
para
poder
medir
a
potência
de
ascençào.
Ainda
assim,
tal
corno
está
é
digno
de
ser
examiado.
Celebridade
eulinaria.
—
Acaba de
fallecer
em
Pariz o
barão
Brisse
antigo
alumno
da
escola
das
aguas
e
florestas
e
que
chegou
a
alcançar
verdadeira
repu
tação como
celebridade
culinaria.
Querendo
utilisar
os
seus
conhecimen
tos
florestaes
em
proveito da sua
celebri
dade,
preparou
uma
refeição
extraordiná
ria
que
ollereceu era
Compigue
na
occa-
sião
em
que
a
côr
e
alli
caçava.
0
discípulo
de
Valei
applicara-se
a
formar
um
menu
composto
uoica
e
ex
clusivamente
de caça e de
legumes.
Foi
Alexandre,
o
defuncto
Alexandre,
o
co-
sinheiro
do
imperador
Napoleão 3.° quem
se
encarregara
de
traduzir
o
pensamento
do
barão.
0 «lonch»
foi
muito
apreciado.
Ao «dessert»,
beberam
á
saude
do
seu
irnprovisador
o
barão
Brisse,
e
a snr.a
de
Mettermich
pediu-lhe
que
tivesse
a
bondade
de formular
em
algumas palavras
uma
arte de
que
ella
era,
quando
não o
inventor,
pelo
menos
uma
das
glorias
me
nos
contestadas.
Brisse
levantou se
e voltando-se
para
o
imperador,
disse-lhe:
—
Senhor,
a
cosioha
é
a
diplomacia
dos
qoe
gostam
de
bons
petiscos.
Esta
definição
leve
voga
immensa.
Nova
e util
descoberta. —
Em
Igualada
(Hespanbaj
um
joven
serralheiro
applicou certo
mechanismo
de
soa
inven
ção no
fundo d’
um poço
de
10
metros;
por
meio
d
’esle
invento
eleva
á
superfície
do
solo
tres
a
quatro
ceniilitros d
’agua.
Este
artefacto,
que póde
chamar-se
poço
arteziano
mecbanieo,
fuocciona
com preci
sa regularidade
e
sem interrupção ha
seis
mezes,
ao impulso
d
’
uma
força
motriz
d
’in-
fitno
custo,.
Par
invejável.
—
No
concelho de
Thomar
existem
dois
indivíduos,
um
ho
mem e uma
mulher,
cujas idades
períasem
a
somma
de
215
annos.
0
homem
lera
104
annos,
e
assentou
praça
em 1801; e
a
mulher conta
111.
Acham-se ambos
no
uso
pleno
das
suas
faculdades
intellectuaes.
Entranha manifestação.—
As
se
nhoras
das
Vascongadas
usam
agora leques
políticos
que
lem o
seguinte
letreiro:—Ei
vam
os
foros
!
0
que
lhes
havia
de
lembrar!
Uma
feira celebre
—
Principiou
ul-
timameote
a celebre feira
de
Nmy-Nowgo-
rod,
na
Rússia,
feira que
termina
no
lim
de setembro.
0
anno
passado esta
feira
foi
visitada
por
um
milhão
de
pessoas,
e 150:000
alli
estabeleceram
a
sua
residência
temporá
ria.
O
valor das
mercadorias
vendida
subiu
em
1874
a
165 milhões
de
rublos
(pou
co
mais ou
menos
105:097
contos
de
réis).
N
’
esse
mesmo anno
de
1874
vende
ram-se
mais
de
100:000
kilos
de ferro
em
diversas
fôrmas,
por
perto de 16
milhões
de
rublos,
e caixas
com
chá
na
importância
de 10 milhões
de
rublos.
Vaieo
da Gama.—
Entrou
no sabba-
do
a
barra
e
foi
tomar
boia
em
frente
do
arsenal
da
marinha
o
couraçado
portuguez
«Vasco
da
Gama»,
do
commando
do
ca-
pitao
de
fragata
Carlos
Testa,
vindo
de
Piymonlh
em
4
dias,
cora
7
peças, 71
praças
e
6
passageiros.
Como
é
sabido,
é
esle
o navio
que
tem
posto
o
juízo
a
arder
a
muito
se
nhores
da
opposição,
e
pela
aequisição
do
qual, os homens
sérios e
imparciaes
de
todos
os
pai
tidos
tecem
elogios
ao gover
no.
Mas
a
guerra
explica-se
facilmente.
Como
os
governos
passados
descuraram
com-
pletamente
as
consas da
nossa
marinha
de
guerra,
como
a
não
acrescentaram
nem
com um
só
vaso,
agora que
o
actual go
verno
procurou
dar-lhe
o
primeiro
impul
so
fazendo
aequisição
de
seis
ou
sete bons
navios,
faz-se
por isso guerra
ao
governo
—
porque
n’
e»le
paiz
faz-se
sempre
guerra
a
quem
quer
fazer
alguma
cousa!
Todas
as
nações que
teem
marinha
a
que
um
tal
nome
possa
ser
dado
possuem
couraçados:
nós
temos
agora
o
primeiro,
e
ruais
tarde outros virão.
Quando
se
começou
a
fallar
na
neces
sidade
de
construir um
caminho
de
ferro
para
o
Porto, muitos
espíritos
alegres
e
joviaes
se
divertiram
á
custa
de uma
tal
ideia
ou
emprehendimento;
não
faltaram os
epigrammas
e
os uichotes:
fez-se
o
cami
nho
de
ferro
do
Norte,
fez-se
o
de
leste,
estão-se
fazendo
os
do
Douro
e
Minho
e
hoje
o
que
mais
se
lamenta,
é
que
não
estejam
já
feitos
o
da
Beira
*
Alta
e o
da
Beira
Baixa.
Pois
ha-de acontecer
o
mes
mo
aos
couraçados.
Nós
só
temos
a
louvar
o governo
por
ter
comprehendido
a
epoca
ein
qoe
vive
e as
necessidades
de
um
paiz
que
tem
vas
tas
colonias
a
a
sustentar.
No
domingo,
esteve
o couraçado
todo
o
dia
cercado
de
botes
com curiosos
que
o
tem
ido
admirar.
—
[Revolução de Setem
bro].
Sinistro
mnritinao.
—
Um
despacho
de
Batavia
vem
lançar
alguma
luz
no
si
nistro
do
«Lieutenanl
General
Krenen»
va
por
hollandez
pertence
á companhia
de
na
vegação
a
vapor
da
Índia.
As
primeiras
noticias
que
se
haviam
recebido
em
Inglaterra
a
tal
respeito,
de-
lam a
entender
que
o
barco
se
perdera
á
entrada
do
estreito
Sonda,
entre
Java
e
Sumatra,
a
oeste
da
Batavia,
porto
d
’onde
saiu
o primeiro
despacho
mencionan
do
aquella
catástrofe.
Do
telegrauima
ago
ra
recebido
couclue se
que
aquellas
indi
cações
não
eram
verdadeiras
quando
ao
sitio.
O
novo
telegramma
annuncia
que
o
vapor
bateu
em um
rochedo,
no
estreito
de
Laggndille,
que
não
está
marcado ainda
nas
melhores cartas
d
’aquellas
paragens.
O
navio
despedaçou-se
e
foi
a
pique
itnme-
diatameute,
morrendo
40
homens
da
tri
pulação
e
166
passageiros.
O
«Lieutenanl
General
Krenen»
anda
va
empregado
no
serviço colonial,
e
per
corria
successivamenle
os
portos
de
At-
chid,
Padang
e Batavia
condusindo
os
despachos
e as
tropas
do
governo
hollan
dez.
Promoções militares.
—
Foram
promovidos
:
Na
arma
de
infanteria
:
A
coronel
o
tenente
coronel
do re
gimento
de
infanteria
7,
Domingos
José
de
Almeida
Barbosa
;
A
major,
o
major
de
infanteria
etn
disponibilidade,
D.
João
Frederico
da
Ca
mara
Leme.
Para caçadores
1
:
A
alferes,
o
alferes
graduado,
Joaquim
Gualdino
Gomes
e
o
sargento
ajudante
de
infanteria
2,
Antonio
dos
Santos
Lopes;
A capitão quartel-mestre
o
tenente
quartel-mestre,
José
Pinto Cardoso,
por
estar comprehendido
nas
disposições
do
artigo
3.°
do
decreto
com
força
de
lei
de
29
de
agosto
de
1831
;
Para
caçadores
da rainha :
A
alferes
ajudante,
o
alferes
de infan
teria
14,
Eduardo
Eugênio
Pereira Coelho.
Para
caçadores
3
:
A
tenente,
o
alferes
de
caçadores
8,
Annibal
Sertorio
dos
Santos
Pereira
;
Para
caçadores
6:
A
alferes ajudante,
o
alferes Anlonio
Pedro da
Costa
Bello
;
Para
caçadores
7
:
A
capitão
da
4.
a
companhia, o
tenen
te
de
caçadores
6, João'
Carlos
Pinto
da
Moita
;
A
capitão
da
8.
a
companhia,
o
tenen
te
de
infanteria
18,
Antonio
Bernardo
Lopes
;
Para
caçadores
8
:
A
alferes,
os
alferes
graduados, de
caçadores
da
rainha
Alfredo José
Torqua-
to
Pinheiro, e
de caçadores
5
Jacintho
Eduardo
Pacheco
;
A
tenente,
o
alferes
de
caçadores da
rainha,
Alexandre
Eloy Pereira
da
Ro
cha
e
Vasconcellos
;
Para
caçadores
10
:
A
tenente,
o
alferes
de
infanteria
16,
Javme
Arthur
de Mascarenhas Basios
;
Para
infanteria
1
:
A
alferes
ajudante,
o
alferes
Manoel
Antonio
da
Purihcação
Ferreira;
Para
infanteria
3
:
A
alferes,
o
sargento
ajudante
de
in
fanteria
7,
Manoel
José
Esleves
;
Para
infanteria
4
:
A
tenente,
o
alferes
de
infanteria
7,
Joaquim
Luiz
Thomaz
de
Lacueva
;
Para
infanteria
6
:
A
capitão da
4.
a
companhia,
o
tenen
te
de
infanteria
2,
Alexandre
José
Fer
raz
;
Para
infanteria 7
:
A
alferes,
o
alferes
graduado,
Ernes
to
Agnello
Joaquim
de
Macedo
;
Para
infanteria
8
:
A
tenente
coronel,
o
major
de
infan
teria
18
José
Vicente
Consolado
;
Para
infanteria 12:
A
capitão
da
2.a
companhia,
o
tenen
te
de
infanteria 13,
Julio
Cezar
de
Mello.
Para
infanteria
13
:
A
tenente,
o
alferes
Antonio
José
Au
gusto
Teixeira
;
A
capitão
quartel-mestre,
o
tenente
quartel-mestre
Epiphanio
José
de
Sousa
Moralo,
por
estar comprehendido
nas
dis
posições
do
artigo
3.°
do decreto
com
força
de
lei
de
29
de
agosto
de
1831
;
Para
infanteria 14:
A
alferes,
o sargento
ajudante
de
in
fanteria
17.
João
Carlos
Teixeira
;
Para
infanteria
17
:
A
alferes,
o
alferes
graduado
de
infan
teria
13,
Henrique
Xavier
Cavaco
;
Em
commissão
:
A
tenentes
de
infanteria.
os alferes
Tho
maz
Fialho
de
Almeida,
Antonio
Barreto
Ferraz
Sachelti,
e
Anlonio
Joaquim
Mar
ques.
Foram
mais promovidos
:
Na
arma
de
cavallaria :
A major,
o
capitão
de
cavallaria
1,
lan-
ceiros
de
Victor
Manoel,
Anlonio
Xavier
de
Mello
Lacerda
de
Brederode;
A
alferes
de cavallaria
4,
o
alferes
gra
duado
de
cavallaria
3,
Francisco
Isidoro
Gorjão
Moura ;
A
tenente de
cavallaria,
3,
o
alferes
de
cavallaria
4,
José
Pinheiro
de
Mascarenhas
Valdez
;
A
capitão
da
l.
a companhia
de
caval
laria
7,
o
tenente
de
cavallaria 3, Fran
cisco
Antonio
Teixeira.
SECÇÃO
DB
COMMnNICADOS
becl
«
ração
.
Declaro
que
no
dia
19
do
corrente
mez
recebi
dos
ill."'°
s
snrs.
padre
Manoel
José
Cornes
e Veríssimo Antonio
Co‘elho
de
Fa
tia,
da
freguezia
d
’
Alvellos, concelho
de
Barcellos,
a
quantia
de 3J$000
reis,
que
os
mesmos
me
entregaram
para
a
otra
da
Santa
Infancia,
para
assim
satisfazerem
J
o
testamento do
fallecido
José
Gomes
^clo
da
mesma
freguezia,
e
do
qual
os
mesmos
ill.
11108
snrs.
ticarana
testamentei
ros.
D
lhesoureico
da Obra
da
Santa
Infancia
Padre
José
Maria
Vieira
Rocha.
Declaro
que
no
mesmo
dia
recebr
dos
mesmos
ill.
mos
snrs.,
e pelo
indicado
mo
tivo
para
a
Associação
das
Irmãs
Hospita
leira
a
quantia
de
5D$000
reis.
A
Superiora
do
Hospital de
S. Marcos,
Irmã
Maria
do Cenáculo.
EXPKDIEMTE
OA
AOYIIVISTRA-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os nossos
assignan-
tes
em
divida
de
suas
assignaturas,
,o
fa
vor
de mandarem
o
quanto
antes
satisfa,
zel-as,
pois
com o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos causam
grandes
enbaraços-
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porlo,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna do
Castello, o
snr. Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho
Todos
estes snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
Assignaturas
recebidas
Porto.—
(Vairão)
—Padre
João
Alvares
da
Silva
Carvalho,
até
19
de
setembro
de
1877.
Cabeceiras.
—
Albino
Marques
d’
Olivei-
ra,
até
31
de
maio
de
1876.
Bragança.
—
Conego Manoel
Antonio
Pi
res,
até
31
de
julho
de
1876.
Monção.
—
Padre
João
Luiz
Cerqueira,
até
30
de
junho
de
1876.
Bougido.—
Abbade
de
Ribeirão,
até
13
de
junho
de
1876.
Lanhozo.
— José
Antonio
d’
Araujo
Ti
noco,
até
30
de
junho
de 1876.
—
Revd.
0
Arcipreste,
até
31
de
dezem
bro
de
1876.
Villa
Real
—Abbade
de
Andrães,
até
31
de
dezembro de
1876.
Guimarães.
—
Parodio
de
S.
Romão,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Villa
Verde.
—
Abbade
de
Pedregaes,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Barcellos.
—
Padre
João
Bernardino
M.
Miranda,
até
30
de
junho
de
1876.
—Re^d.
0
reitor d
’Airó,
até
31
de
de
zembro
de
1876
Ferreira
do
Alemtejo.—
José
G.
L.
So
brinho,
até 31
de
dezembro
de
1876.
Pico
de
Regalados.—
Padre
Joaquim
Fe-
liciano
de
Sousa
Machado,
até
30 de ju
nho
de
1876.
Portella
de
Penella.—
Manoel José
de
Sousa,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Mangualde.
—
Bernardo
d
’
Almelda Paiva,
até
13
de junho
de
1876.
Arcos.
—
Parocho
de
Mei,
até
30
d
’
abril
de
1876.
Celcrico
de
Baslo.—
Fr.
Fernando
Pin
to,
até
3
de
maio
de
1877.
Caídas
da
Rainha
—
D.
Maria
Amalia
Gomes
Pinheiro,
até 31
de
julho
de
1876.
ÚLTIMOS TELES R1MMÃS
OA
AGENCIA II
AT
AS
LONDRES
18
—
Disraeli,
respondendo
a
uma interpellação,
disse
que
são
exa
geradas
grosseiramente
as
crueldades com-
mellidas
na
Blgaria.
Alguns
christãos
búl
garos
alistam-se
com
os
mahometano<
contra
os
servios,
por
isso
as
bandeiras
lerão
cruz
e
meia
lua.
VERSALHES
18
—
Na camara
dos
de
putados
sob
proposta de
Gambètta, ficou
para
segunda-feira
a
discussão
gera!
do
or
çamento.
Também
por
pedido
de
Gambet-
ta
foi
addiada
a
discussão
sob-e
o
credi
to
para
occorrer
ás
despesas
de
subsi
dio aos
carlistas
internados
em
França.
PARIS
18
—
Não
ha noticia
alguma
gra
ve
do
Oriente. Um
despacho
despacho
de
Belgrado
annuncia
que foi
repellida
a ten
tativa
dos
turcos
a
entrarem
oa
Servia.
O
tribunal
de
appellação
de
Paris
con
firmou
a
sentença
da
primeira
instancia
que
declarou
nullo
o
matrimonio
contra-
hido
na
Allemanha
com
o
príncipe Bibesco
peia
princesa
Beauflemont, que está
des
quitada
de
seu
marido,
o
príncipe
do
mes
mo
titulo.
LONDRES
18.—O
vapor
«Barita»
con-
dusiu
nove
homens
e
um
rapaz
tripulan
tes
do
vapor
«Mendoza»,
naufragado
ao
norte
de
Sagres,
que
tinham
embarcado
n’
uma
das
lanchas.
PARIS
18
—
Por
proposta
do
ministro
da
instrucção publica,
o senado
declarou
urgente
o
projecto
de
lei,
relativo
á
col-
lação
dos
graus
universitários.
E
’
ioexacto
que
Carré
Rezésouel
fosse morto
em duel-
lo
pelo
bonaparlista Roberle
Mitchell.
Não
houve
duelo
algum.
Um telegramma de
Bruxellas
noticia
que
está doente
o
rei
dos
belgas.
BUCHASEBT
18
—
Foi
publicada
uma
circular
dos
ministros
dos
estrangeiros
des
mentindo
os
boatos
de
mobilisação
de
tre
pas.
O
senado approvou a
resposta ao
discurso
da
abertura,
accentuando
que
a
política
é
favoravel
á
paz.
PARIS
19
—
A
Turquia enviou á
Bul
gária
um
commissario
especial
para
re
primir
os
excessos
commettidos
pelas
tropas
irregulares
circassianas.
P
a
RIZ
19
—Coníirma-se
o boato
de
qne
o
sultão Mourad
está
doente.
Da
guerra não
ha
noticia
alguma
im
portante.
O
«Memorandutn»
da
Romania
é
con
siderado
como
um
ponto
de partida na
even
tualidade
d
’
uma
conferencia
europeia.
BàHIA
19.—
Está
interrompido
o
cabo
submarino
entre este
porto
e
o
do
Rio
de
Janeiro,
mas
as
linhas
terrestres funccio-
nara
regularmente.
MADRID
19.—
O
senado
approvou
o
orçamento.
O
congresso
votou
a
suppres-
são
dos fóros.
MADRID
20—
Canovas
acompanhará
o
rei
a
Santaoder.
A
«Gaceta»
insere o de
creto
real
ordenando
seja
executada
a con
tenção
celebrada
entre
França
e Hespanha
para
mutua
garantia
de
marcas
de
fabri
cas
e
commercio;
os
contrafactores
serão
punidos
pelos
tiibunaes.
V1ENNA
20
—
O
s
imperadores
da
Alle-
manha
e
Áustria
chegaram
a
Sabzbur-
go.
Os
habitantes
de
Belgrado
reclamaram
imperiosamente
do
ministério
a
lista
dos
mortos
e
feridos
e
os
boletins
exactos
da
guerra.
PARIS
20
—
A
folha
ollicial
publica utn
decreto
promulgando
a
convenção
celebra
da entre
a
França
e Hespanha
para as
marcas
de
fabrica.
BUCH
a
RE
s
T
—O ministro
da
guerra
apresentou
hoje
nas
camaras o
projecto
de chamamento
das
reservas.
LONDRES,
20
—
O
«Times»
diz
que
informações
imparciaes
aíTirínam
que
a
po
sição
da
Turquia na guerra
está
longe
de
ser
favoravel.
Um
despacho
da
Turquia
diz
que
18
batalhões
servios
atacaram
as
tropas de
Osman-Pachá
nos
arredores
ne
Widdin,
mas
foram
repellidos.
SAÚDE
À
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas com
o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de Londres.
9 7
asanoa
d’invariarel e«icee;s«o
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
eílicacia d
’
esta
deliciosa
farinha
de
saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arroios,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
, cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de respiração, oppressão,
con
gestões, mal
aos
nervos,
diabethe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no peito,
na
gar
ganta,
do
alilo,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o Papa,
do duque de
Pluskow, da
ex.
ma
snr/
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz 3
de
junho
de
1868
Não posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á
minha senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia intensissimas dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico
íicou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual o
distin
gue o
seu
attento
venerador —
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne) 20 de
março
de
1867.
Achando-me
perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
elleitos,
em
particular
modo
n
’
aquelles
que
padeciam
de hydropesia.
Tres d
’
estes
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da retenção de
orina
e
das
moléstias
de
eslomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
Irypocon-
dria.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais nutritiva do que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios. —
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*
/ t
kilo,
500
; de
*
/
2
kilo 800
rs
;
de
una
kilo,
1$400
reis
;
de
2
*
/.
kilos,
3$200
reis
;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Bcvaleseière
eBzoeol»tu«la;
ella
res-
litue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
latadelO
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas, 820
reis;
de 48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
23
reis
cada
chavena.
BARRY
IW
BARRY
€'.’
-Pla-
ce
Vendòme,
26, Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedeilo
<fc
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto, 28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Fort»,
J.
de Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de Sequeira;
J.
Pinto;
Desf-
réj
Rahir
;
Ceísnbra,
V.
Botelho
de
Va»-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bnreellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&:
Irmão,
rua
do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira, pharm.
;
GuimarSe»,
A.
J.
Pereira
Martins, pharm.
;
Fena-
fleB,
Miranda,
pharm.
;
Fonte do
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do
Vnrzím,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
l'»nde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
COLLEC1I0
OK
N. SENHORA
»A
CONCEIÇÃO
Largo
dos
Penedos
em
Braga.
Não
obstante
o
fallecimento
do Dire-
clor
d’
este
Collegio, o
rev.
1
'
Manuel
José
d
’
Araujo,
continuará
elle
a
funccionar
re
gularmente
do
dia
24 do corrente por
diante,
sob
a direcção
do
abaixo
assigna-
do,
sobrinho
do
fallecido
director, e que
já
desde
outubro
era
encarregado
do
en
sino
primário
no
mesmo
Collegio,
atleo-
to
o
estado
grave
de
saude
de
seu
cho
rado
thio.
A
aula de
instrucção
primaria
será
pe
la manhã desde
as
7
até
ás
11
horas,
e
de
tarde
desde
as
4
até
ás
7.
A
aula
de
francez continuará desde
as
10
1/2 até
ás
12 da
manhã.
O
abaixo
assignado
roga
a
todas
as
famílias,
que
durante
a
vida de
seu
cho
rado
lliio
aqui
mandavam
seus filhos pa
ra
serem
educados,
os continuem
a
mandar,
pois
que
envidará
todas
as
suas forças,
para
que
o
Collegio
se conserve
na
altu
ra
a
que
o
fallecido
director
o
elevára.
Também
se
acceitam
alumnos
inter
nos.
Braga
20
de
julho
de
1876.
O
director=
José Anlonio d’Araújo.
(4176)
Peio
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de Esineriz, se
tem
de
proceder
a
arremateção
no
dia
23 do corrente
por
9
horas
da
manhã,
á
porta do
tribunal
judicial,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
on
de
se
costumam
fazer
todas
as
arremata
ções
: Diversas
fazendas
e
quinquilharias,
de
que é
depositário
o signatário
d
’
esle
annuncio
e
José
Joaquim
de
Oliveira,
ne-
aocianie
na
roa do
Souto,
apreheudidas
g
Domingos
José
Alves
e
Pereira
& Pontes,
ambos d’
esta mesma cidade.
Braga,
21
de julho
de
1876.
(4177)
M.
J.
Antunes.
BEAL HGLIZ1
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Marques
e
Joaquim
José
Cerqueira,
de Ponte
do
Lima,
leva
ao
conhecimento
do
publico
que
o
carro
que
d
’
esta
cidade
sae
para
Ponte
do Lima
ás
3
horas
da tarde
de
casa do
Arranjadinho,
e
de Ponte
para Biaga
ao
meio
dia,
prin
cipia
a
sahir
desde
o
dia
23
do
corrente
de
Braga
para Ponte uo
Lima
depois
da
chegada
do
comboio
da
noite,
chegando
a
Ponte
ás
12
horas
da
ooute,
e
de
Ponte
para
Braga
sae
ás
6
horas
da
tarde
e
che
ga
a
Braga ás
11
horas
da
noute.
Braga
21
de
julho
de 1876.
O
Gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
■
(4178)
MOXTE-PIO
ME
S. JOSÉ
Por
ordem
do
snr.
Presidente
são
con
vidados
todos os socios
que
estiverem
no
pleno
goso
de
seus
direitos,
a
reunirem-
se
em
Assembleia Geral
no
dia
23
do
corrente
pelas
9
horas
da
manhã, no
thea-
tro
de
S.
Geraldo,
para dar
cumprimen
to
ao
artigo
41
§
l.°
dos
estatutos.
Braga,
21 de
julho
de 1876.
O
Secretario,
(4179)
Torqualo
Peixoto
de
Barbosa.
PBEVENÇÀO
O
presbytero
Custodio
José
da
Costa,
e
familia,
da
freguezia de
S.
Martinho
de
Espinho,
e
aeloalmente
capellão
do Bom
Jesus
do
Monte,
previnem
o publico
de
que
se
não
responsabilisam
por
acto
al
gum
qoe
em
seu
nome
pratique
seu
ir
mão Jcão
Antonio
da
Costa
de
maior
eda-
dade,
e
que
fazem
publico
por
esta
forma
para
que
d
’
oravante
pessoa
alguma
alle-
gue
ignorância.
Braga
18
de
julho de
1876.
Custodio
José da Costa.
(4172)
Presbytero.
A
agua
vegetal
é
infallivel
para
fazer
nascer
os
cabellos,
não
sendo
calvice
ou
queimadura. Limpa
perfeilamente
a
caspa,
nào damnilicando
a
cabeça.
Vende-se
unicamente
no
salão
de
bar
bear
no
largo
da
Bitalha
n.°
141,
Porto.
Custa
cada
frasco
2:000
réis.
No mesmo
estabelecimento
incontra-
se
também
á venda
Eau
Berger
própria
para
tingir
os
cabellos.
Todos
os frascos levam
uma explica
ção
indicando
o
modo
da sua
applica
ção.
\4173)
BANCO
ALLIANÇA
Faz-se
publico
que
no
Banco do
Mi
nho
se principia
a pagar
no
dia
19
do
corrente
o
dividendo
do
Banco
Alliança,
relativo
ao
l.°
semestre
de
1876,
na ra
zão de
3
0|0 ou
1
800
reis
por
acção,
con
tinuando
em
todos
os
dias
uteis
desde
as
10
horas da
manhã
até
ás
2
da tar
de.
Banco
do
Minho
em
Braga,
13
deju-
Ibo
de
1876.
Os
Gerentes,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(4167)
T
VENDA
DE CASAS
Vende-se uma
casa
feita
de novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°91; po
de-se
vêr desde as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.’ 13
(3086)
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayers
Acceitando também
passageiros
de
3.a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUETES
A
MONDEGO.
.
.
28
de
Julho
ELBE
.... 13
de
Agosto
MINHO.
...
28
de
Agosto
PREÇOS
SAIR
DE
LISBOA
TAGUS.
.
.
.
13
de
Setembro
GUADIANA
.
. 29
de
Setembro
DOURO.
...
13
de
Outubro
COMMODOS
Cada
paquete d’esta
eompanliia
leva
a
bordo
criados
e eosinheiros
portuyuezes
para
commodidade
dos passageiros
de
todas
as
classes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiras
teem grátis
canta, roupa de cama, co
mida feita por
cosinbeiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência medica,
serviço de criados e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes d’
esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais moder
nos tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’
entre
elles leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
arehivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES
e bilhetes de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
*
CIHVKGIÃO
DENTISTA
Venda
de propriedades
Quem
quizer
tomar
de
arrendamento,
ou
mesmo
comprar,
os
bens
que
consti
tuem
o
casal
da
Lama
de
Baixo,
situa
da
na
freguezia
de
Vilella,
da
comarca
da
Povoa
de Lanhoso,
pode
dirigir-se
a
José
Joaquim
Penha
Fortuna,
em
Braga,
rua
Nova
de
Sousa.
(245)
(4165)
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
HfflO
cs...
Vende-se
um
piano bom pa.
ra
estudo.
Quem
pertender
di-
rija-se
a esta
redacção.
(4174)
a
j-Tv
y,
Aluga-se
ou
vende-se
a
casa
n
°
E
na
enlra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal e poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de S.
Victor
n.°
30,
e
mostra-se
todos os
dias
das
5
horas
da
tarde
etn
diante.
(4144)
LEILÃO
Manoel
Falcão
Cotta
Bourbon
e
Mene
zes,
tendo
de
retirar-se
para
Lisboa
com
brevidade
faz
leilão
dos
seus
moveis no
dia
23
e
seguintes, na rua
das
Car
valheiras
n.°
20
Podem
ver-se
desde
o
dia
18
a
22
na
mesma
casa
as
10
horas
da
manhã
por
diante.
(4168)
A
companhia
viação
do
MINHO
Faz
publico
que
desde o
dia
19, in-
clusivé,
em
diante
principia
a
ter
carrei
ra
da
Cruz de
Real
para
Vieira
a
todas
as
chegadas
dos
carros
que
saem
de
Bra
ga
e
do
Penedo—que
vem
a
ser
de
ma
nhã
ás
7
e
10
horas
e
de
tarde
á
1
eás
8.
Os
preços
são
os seguintes
:
De
Braga
a
Vieira
700
reis
dentro
e
600
fóra :
da
Cruz
de
Real
a
Vieira
e
vice-versa,
200
dentro
e
160
fóra
:
do Penedo
a
Vieira
e
vice-versa,
300
reis
dentro
e
250
fora.
Os
Gerentes
Antonio
Pereira
Cardoso
Manoel
da
Silva
Neves [4170]
MORCELLAS
DE
oARNE E
DE
DOCE
Iguaes
ás
d’
A
rouca. doce
de
travessa e de calda de muitas
qualidades.
Faz-se
n’
e>ta
cidade
na
rua
do
Souto
n.°13
A,
pri
meiro
andar.
(4
1
48)
ESCOLA,
AMmCMA
Consultorio,
Campo
de
SanCAnna
n.°
1,
das7da
manhã
ás
7
da
tarde
(4136)
1 viiiiios
D0
ALTO
DOUEO
MA
CASA ME V1IJLA MOUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
130
>
>
Lagrima
.
.
.
.
>
•
•
.
190
.
200
>
Branco
de
meza.
.
•
•
.
210
tinto
de
meza
fino.
•
. 270
J>
de
prova
secca.
•
I»
.
300
O
Malvasia
de
2.a
.
•
.
360
>
»
velho.
.
.
•
•
.
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
»
Roncão
....
700
»
Alvaralbão.
.
. .
.
560
»
Velho
de
1854
.
600
>
a
retalho
para
meza 50 e
80,
o
quartilho
tinto, e
branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa qualidade de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbytnico.
(N*)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876..
Parte de Comércio do Minho (O)
