comerciominho_22061876_508.xml
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4.° ANNO 1876
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
508
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Jost
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
HPtTH5BL.SC:
A.-SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
: Braga, anno
1^600
rs.=Semestre 850 vs.^Prown-
cias,
anno 2^400
rs
e sendo
duas
4&000
rs.—
Semestre
1&250
rs.=#razi/,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8<§»000
reis
e
4&500 reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs., repetição lOrs. Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimento.
BKAGt-yilVTA-FEIRA
38
JUNHO
ui:
A
questão
do Oriente.
Por
entre
a
agitação
da
política,
trabalhos
da
diplomacia,
se
destaca
insurreição
armada
no
Oriente
da
Euro
pa.
motivada
pelos
vexames
e
exacções
dos
turcos
sobre
a
população
christã
dalgu
mas
províncias
do
impeiio
turco.
Já
ha
muito que
se
debate
entre
al
gumas
nações
poderosas
da
Europa
a
ce
lebre
questão
do
Oriente,
e
pode
ser que
a
recente
insurreição
da
Herzegovina
apres
se
a
sua
resolução,
acabando
com
o
im
perio
do
Oriente,
cuja
existência
é
um
es
cândalo
para
a
Europa
clnistã
Com
effeito,
quem
não
estremece
e
córa
de pejo
ao
vêr
que
ainda tremúla
lá nos
confins
da
Europa
e
nas
margens
do
Bosphoro
o
pendão
de Mafoma? pois
não
é um
escandalo
para
as
nações
civi-
lisadas
a
existência
d
’
um
império
barba-
ro, aonde
não
ha
penetrado
o menor
pro
gresso?
aonde
-se
contempla
o
governo
d
’
um
sultão,
maltratando
e
vexando
as
populações
christãos,
que
se
lançam
aber
tamente
no
campo
das
armas -para
repel-
lir
um
domínio
tão
despotico?
A
diplomacia europeia
melhor
servi
ço faria
á causa
da
humanidade,
se
con
seguisse
fazer
recuar
o
domínio
turco
lá
para
a
Asia,
e
limpasse
os
últimos
con
fins
da
Europa
d’
esla
peste maldita, que
inficiona
a
cidade
opulenta,
que
ouir’
ora
fôra
a
capital
do
império
romano
do
Orien
te,
e
séde
dos
Patriarchas
ecuménicos,
que já
queriam
dLputar
primasia
com
os
Pontífices
romanos.
Causa
dó e
lastima
vêr
os
melhores
templos
de
Constantinopla
convertidos
em
mesquitas,
e
nos
minaretes
d
’
ellas
vêr flu-
ctuar
o
estandarte
do
Crescente!
Parece
que
Deus quiz.
castigar este
povo,
entregando-o
nas
mãos dos
seus
ini
migos,
já
que
tão
rebelde
se
mostrou
nos
últimos
tempos
aos
dóceis
ensinamentos
do
Vigário
de Christo
na
terra,
rompendo
os
laços
da
unidade,
que
o
prendiam á
Egre
ja
Romana,
para
se
lançar
aberlamenle no
caminho
do
scisma
e
do
èrro.
A
capital
do
baixo-imperio,
eil-a
hoje
em
poder
do
grão-turco, que
n
’ella
tem
um
serralho
—
prova
manifesta
da corru
pção
e
barbaria
d’esles
déspotas,
que
não
abrem
os
olhos
á
formosa
luz
da
civi-
lisação,
que
pretende
penetrar
n
’
este
im
pério.
Oxalá
que se
apresse
o desenlace
da
questão
do Oriente com
a
ultima
entre
vista
dos
chancelleres
dos
ires
grandes
impérios
do
norte,
muito
embora
a
Ingla
terra
nnnada
pelo
protestantismo,
que
em
seu
odio
ignaro
quer
mais
mal ao
Papa,
do
que
ao grão-turco,
se pronuncie
aber
lamente
contra
a
acção
combinada
d
’
aquel-
las
grandes
potências
para
pôrem
côbrc
ás
demasias
nefastas
d
’
um
governo
dés
pota.
Permitia
Deus
que as
províncias
in-
surrectas
triunfem,
e
que
o
Alkorão
seja
varrido
da
lace
da
Europa,
e
substituído
n’
aquellas
paragens
pelo
sol
benefico
do
Evangelho
Todos
lemos direito
para
diffundir
a
civilisação
e
o
progresso,
e
para
bradar
á
barbarie
rnussulmana:
não
passarás
d
’aqui,
não
virás
inficionar
com o
leu
hálito
pes-
lifero
estas
bellas
regiões,
aonde
já
reinou
o
império
de
Jesus
Christo!
O
império
do
Grão-Turco
é
um
es
candalo
para
a
Europa
Chrislã
em
pleno
século
XIX,
e
portanto
para se
fazer
ces
sar
tal
escandalo,
só
ha
o
recurso
(Fuma
intervenção
armada
dos ires
grandes
impé
rios
do norte
da
Europa,
que
mais de
perto
se
interessam
com
esta
questão,
e
em
seguida
o
esfacelamento
d
’
aquella
ma
china
podre,
e
arruinada,
e
por
ultimo
o
mesmo
castigo,
que a
Rússia
infligiu
á
de
Jesus
Christo.
e
dos
uma
pohre
Polonia,
não
obstante
a
justiça,
que
a
esta
lhe
assistia
em conservar
a
sua
au
tonomia.
Oxalá
que
a
diplomacia
se
digne
alfim
olhar
para os
christãos da
Herzegovina,
que
em
armas
sustentam
as
suas
crenças
contra
os
seus
oppressores.
M.
ALMEIDA
BARBOSA.
Attieneti
nrelteologieo.
(Conclusãoj
Visto
como
os
monumentos
antigos
visto
como
os
monumentos
antigos
ex-
•
plicam
usos
e
costumes
d
’outr
’ora,
e
que
d
’
oulro
modo
não
seriam
de
nós
conhe
cidos
; corre-nos
o
dever de velar
pela
conservação
d’
essas
relíquias archeologi-
cas,
esludando-as
minuciosamente
á
luz
da
philologia,
em
proveito
da
illustração
da
humanidade.
Foi
esta
a
causal
essencial
da creação
dos
museus
d'antiguidades,
como
foi
a ori
gem
civilisadora
das
conferencias
dos
estu
diosos
do
passado,
explicando
e
illucidando
cada
um
d
’
elles
os
espécimens
de
mais
iredilecção.
Eis-aqui
o
que
se lê em
relação á
im-
jortancia
e
utilidade
dos
museus,
no
opus
culo
As
Ruinas
do
Carmo,
devido
á
penna
do
nosso
escriptor
Sa
Villela
de
Lisboa:
«Os
museus
são
hoje
lidos
—
mais
do
«que
nunca
—
como
um
dos
melhores e
«mais
importantes
recursos
para
o
estudo
«das
sciencias,
das
bellas-artes,
e
da
indus
tria».
«As
nações
mais
civilisadas
disvellam-
<se
na
propagação
e
no
enriquecimento
<d
’
esles
templos
da illustração,
que
já
se
«contam
aos
centos,
e
até
mesmo
pelas
«cidades
de
2
a
e
3.a ordem-.
«Em
1868,
coniavam-se
43
museus
mu-
«nicipaes
ou
dep
irtamentaes
só
em
França
:
«
—
e
bem
se
entende,
que
n
’
este numero
«não
são
comprehendidos
os
primeiros
mu-
sseus
d’
aquelle
illustrado
paiz».
«A
capital
do
pequeno
reino
da
Dina-
«marca
contêm
não
menos
de
8
museus
:
«
—e
a
coliecção
do
seu museu
d
’
anatomia
ié
muito
interessante
para
os
estudos
«antbropologicos».
«Mas
entre
todos os museus,
os
que
«ultimamente
vão
attrahindo mais
a at-
«lenção,
e as diligencias dos
sábios
de to-
«dos
os
paizes,
são
os
museus
archeologicos,
«especialmente
os d
’
archeologia
pre-hislo-
n
rica
d
.
«Cilam-se
já
hoje
museus
archeologicos
«muito
notáveis,
e
da
maior
importância
«para
a
sciencia».
«Entre
os menos
conhecidos,
podem
«citar-se
como
dos
mais
ricos e
aprecia-
«veis
o museu
archeotogico
de
Cluny,
o
tmiiseu
de
Namur,
o
museu
de Saint-
«Germain,
verdadeiramente pre-historico,
«e
o
museu
ethnographico
de
Copenhague,
«opulento
de
preciosidades
orientaes,
que
«
não
occupam
menos
de
28 salas.
— Em
«Madrid,
lambem
já
existe,
ha
muito,
um
tmuseu
d
’
archeologia
:
e
a nossa
visinha
•
Hispanha
póde datar, sobre
20
annos,
«algumas
das suas
cuiiosas
pesquisações
ar-
«cheologicas
pelas
cavernas
da
Andaluzia,
«e
d
’
outras
províncias:
—
apesar
de
que
«infelizmente
esta
nação,
victima constante
«das
commoções
políticas,
não
tem
podido
«desinvolver
taes
explorações,
como
os
«seus
archeologos
—
já
hoje
conhecidos
na
«Europa
—
muito
desejariam».
«Entre
nós—
e
muito
me
custa
fazer
«esta
confissão
—
ainda
que
nos
estudos
e
«investigações
archeologicas
se
possam
ci-
«tar
nomes
illusires,
desde
André
de Re-
«sende
ale
ao
zeloso Cenáculo; moderna-
«mente
quasi que chegou a
escarnecer-se
«d
’
esta
sciencia,
desdenhando-se
até
das
«indagações
lillerarias
sobre
as
nossas
an-
'
«liguidades».
N
’
estes
últimos
tempos,
desperlou-se
felizmente
em
nossa
patria
o
amor
dos
estudos
archeologicos,
e
expandiu-se
no
paiz
com enthusiasmo
auspicioso,
graças
ao
impulso
vigoroso
da
alavanca
da
asso
ciação.
No
anno
de
1875, deram-se
á
luz
em
Lisboa
umas
Observações
sobre
o
actual es
tado
do
ensino
das
artes
em
Portugal,
a
organisaçáo dos
museus,
e
o
serviço
dos
monumentos
hisloricos
e
da
archeologia.
—
Oílereceu-as
á
Commissão,
nomeada
por
De-
crtto
de
10
de
Novembro
de
187o,
um
vo
gal
da
mesma Commissão.
Eis-aqui
o que
se
lê n’
este
opusculo
acerca
da
importância
e
utilidade
dos
mu
seus provinciaes
:
«A
creação
em
Lisboa
de
museus
cen-
ttraes
não
dispensa
a
existência
de museus
ipruvinciaes,
tanto
mais
que
temos
para
«elies
elementos
em
muitas
terras».
«Não
é
por
certo necessário, que
haja
«em
cada
capital
de
districto
pequenas
«collecções, que
sejam
—
por
assim
dizer
«—
reproducções
em
eschala
diminuta
dos
«museus
de
Lisboa.
—
O
que
é
necessa-
«rio,
é que
—
aproveitando
os
núcleos
on
«elementos
que
existam
em
cada
terra
—
«se
tracte
com cuidado
da
sua
conservação,
«e
do
seu
engrandecimento».
«Os
municípios
poderiam
facilmente
ser
«levados
a
concorrer para
a
sustentação
«d
’
estes
museus;
e até
os particulares não
«deixariam
de
contribuir,
para
que
elies
«tomassem
incremento».
«Junto das
coUecçôes
provinciaes,
deve
«também
haver
pequenas
bibliothecas,
con-
«
tendo
livros
de
bellas-artes,
d
’
archeolo-
«gia,
e sobre-ludo
d
’applicação do
dese-
«nho
á
industria;
e
além
d
’
isso,
photogra-
«phias
de
monumentos,
d
’
objectos
d’
arte,
«etc.
etc.»
Como
V.
estará
compenetrado
da
impor
tância
e
utilidade dos
museus
^antiguida
des
;
e
de
que
são
as
associações
dos
ama
dores
os
sustentáculos
essenciaes
d
’
estas
instituições
prestimosas
;
nqo
se negará
de
certo V.
a
comparecer
n
’
estes
Paços
Archiepiscopaes
no dia
29
do
corrente,
dadas
que
sejam
as
11
horas
da
manhan.
Terá
então logar
a inauguração
solemne
do
Atheneu
Archeotogico
de
Braga,
consa
grado
ao
desempenho
amplamenle
momen
toso,
de
que
ticam
exemplificadas
em
sum-
ma
as
proticuidades
inconcussas.
A
comparência
de
V.
a
esta
solemni-
dade—
no
dia
e
hora
que
lhe
são
designa
dos
—
abrilhantará
o acto
para
que
é
mere-
cidamenle
convidado, e que
é
continuação
d
’
i
n
icia
ti
vas
gloriosas
de
Prelados
1
Ilustres,
de
que
sempre
terá
d
’
ufanar-se
esta
Egreja
Bracarense.
Braga,
15
de
Junho
de
1876.
De
V.
Thesoureiro
—
José
Antonio
da
silva
Gomes.
Vedor—
Paulo
José
da
Costa.
Procurador—
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
Zelador
—
Francisco
José Lopes.
Mordomos
—
Manoel
José
da
Costa e
Antomo
Pinto
Barbosa.
Festa de S. João.—
A
confraria
de
S.
João Baptista
celebra
este
anno a
fes
tividade
do
Santo
Precorsor
na
fórma
dos
annos
anteriores.
Depois
da
missa
solemne,
em
S.
João
do Souto,
saná
pelas
6
horas
da manhã
o
carro
representando
o
nascimento
do
Santo
Baptista,
e
precedido
de
bailados de
pastores.
A
’
s
8
horas
sairá
o
rei David
com
toda
a
»ua
corte.
A procissão
so-
lemne
sae
da
egreja
de
S
João
ás
6
ho
ras
da
tarde
e
percorrerá
o itinerário
seguinte:
Largo
de
S. João.
Roa
de
S
Marcos,
Praça do
Barão
de S.
Martinho
rua
do
Souto, rua
Nova,
Praça <i’
Alegria'
S.
Miguel-o-Anjo,
rua
da
..........
e
rua
de
S.
João.
Sé,
Traz da
Sé
Na
«espera
haverá á
noile
granda
ar-
João da
Ponte.
José.
—
O
snr.
GAZETILHA
Festividade.
—
No
proximo
domingo,
25.
lesteja-se
na
capella
de
S.
Miguel-o-
Anjo
o
88.
Hosto
de
Senhor,
que
se
venera
na
mesma
capella,
com
exposição
do SS. to
lo
o
dia,
missa
cantada
a
gran
de
instrumental,
e
de
tarde
sermão
e
Te-
Deum.
O orador
é
a
primeira
vez
que
se
fará
ouvir n’esta
cidade.
No
sabbado á
noite
tem de
haver
uma
linda
illumiuação,
fogo
artificial
e
bazar
de
prendas,
durante
o
que
tocará
a
banda
dos
«Artistas»
escolhidas
peças.
No
domingo
de
tarde
continua
o
bazar,
tocando,
durante
este,
a
mesma
banda de
musica.
Eleição.
—
Na
eleição
a
que
se
pro
cedeu
no
dia
19,
da
Meza
da
contraria
de
Nossa
Senhora
d
’
Apresentação,
pai
a
o
anno
de
1876-1877,
recaiu a escolha
seguintes snrs.:
Juiz
—
Antonio
Joaquim
Moreira.
Secretario—
Antomo
José
Pereira
Magalhães
Júnior.
raiai
no
lindo
local de
S.
ÍVIoitte-pio
de S.
commendador
Antonio
Joaquim
d
’
Oliveirã
Brandão
mandou
entregar
á dnecção
do
Mome-pio
de
S.
José
50$000 reis.
Horaris».—
Começou
no dia
16
a
vi
gorar
o
novo
horário
dos
caminhos
de
íerro
do
norte
e
leste.
Agora a
saida
dos
eomíoios
de
Lisboa
é
ás
8
da
manhã,
do
mixto,
e
ás
8
da
noite,
o
do
correio.
A
chegada d aquelle
ao
Porto
é
ás
9
da
noite,
e
d
’este
ás
5
e
35
minutos
da ma
nha.
.Votas falsas.—
Appareceram
no
Rio
al
«
uinas
nolas
de
M000,
20$000
e b0$060
reis,
falsas.
Foram prezos
Fran
cisco
Antonio
Varella
e
João José Varella,
sendo já
12
os
indivíduos
que
estão
pre
zos
por
implicados
no
crime da falsificação.
Falleeimento.
—
Depois
de
prolonga
dos
e doloro.os
soíhimenlos
acaba
de
fal-
h-eer
a
ex
ma
sn..
a
D. Maria das
Dòres
Rebello
da
Silva,
esposa
do
snr.
Manoel
Peixeira
de
Souza Lage, e
irmã
do
snr.
José Antonio
Rebello
da
Silva. O
cada-
ver
da
fina
la
deu-se
hontem
á
sepultura
depois
de
ter os
ollicios
fúnebres
na egreja
dos
Congregados.
°
Acompanhamos
o
seu
desolado
mari
do
na
justa
dôr,
e
a
toda
a
familia
da
mos
os
nossos
sinceros
pesames.
Festejos
a
a»io IX.
—
O
anniversa-
ri®
da
eleição
e da
coroação
de S. San
tidade
Pio IX
tem
sido
este
anno
muito
festejado
em
varias
partes
Em
Villa
do
Conde
forain
as
festas
esplendidas.
D
’ellas
não
diremos
n
’
este n.°,
por
falta
d
espaço; reservamos-nos para
o
seguinte.
Em
Madrid
também
foram
pomposos
os festejos, sobre
os
quaes
extraclamos
da
correspondência
da
«Palavra» o
que
segue:
nos
«Madrid
catholico
sai,
no
instante
em
que
tomo
a
penna,
dos
templos
em
que
deu
graças
a
Deus
por
haver permittido
que
o
successor
dos
Aposlolos
veja
o
30.°
aouiversario
de
sua
elevação ao
throuo
pontifício.
As
cereraonias
foram
esplendidas,
dis-
linguindo-se
as
da freguezia de
S.
José,
onde
o
Cardeal
Pro-Nunciu
deu
ao
nume
roso
publico
a
bênção
papal.
Muitas
são
as casas
em
que se
vêern
ostentosas colxas de
demasco
e
que
se
illuminarão
á
noute,
e
muitas
mais
serL-m
se
não
se
tivesse
intencionalmente
propa
lado
o
boato
de
que
iam repetir-se os
desmandos
de
1871,
e
sobre
tudo
se
os
receios
de
próximas
desordens
e
dúvidas
sobre
o
futuro
não
ratrahissem
os
timtdos,
sempre
numerosos,
que
tremem
ante
a
de ideia
de
uma
vingança
dos
revolucionários
Juo
dia
de
seu
possível
triunfo
que
a
rea-
lisar-se teria lodos
os
caracteres
de
anti
catbolico
declarado,
pois
já
sabem
por
experiencia
que
os
seus excessos
não se
rão
castigados
depois
do
restabelecimento
da
ordem
e
nem
sequer
em
uma
segun
da
restauração,
no
caso
de
que este
le-
norneno
se
realisasse,
o
que
muito
duvi
do.»
N
’
esta
cidade
festejou-se
hontera.
do
modo annunciado,
o 30.°
anoiversario
da
coroação.
No Popuio
houve missa
soletn-
ne,
com
exposição,
sermão
e
Te-Deum,
que
lindou
depois
da
1
hora
da tarde.
Estas
demonstrações
de
jubilo
foram
de
iniciativa
da
Associação
Catbolica
Na
Sé
cantou-se
o Te-Deum,
entoado
por
s.
exc.
a
revd.'
“
a
o snr.
arcebispo
coadjutor,
havendo
antes sermão
pregado
pelo
snr.
padre
João Rebello.
A’
noite
appareceram
tlIuminaJas mui
tas
casas.
Conelusto
do
.Uez de Harto.—
No
proximo
domingo
celebra-se
na
capella
da
Senhora
A
Branca
a
conclusão
do
Mez
de
Alaria,
com
missa
solemne
a
instru
mental.
e
de tarde
sermão
e Te-Deum.
findo o
qual começará um
bazar
de
pren
das.
Eêjíoçõo telegraíler».—
Consta
que
se
vae
estabelecer
uma
estação
telegráfi
ca
nas Caídas
de
Visella.
Cosiuenes
usatãgo».—
Em
Athenas,
quando
nascia
um
íillto, havia uma
ver
dadeira
festa
de
família.
Se
era
rapaz,
sus-
pendia-se
na
porta
uma
corôa de
oliveira,
symboío
da
agricultura,
a
que
o
homem
era destinado: se
eia
rapaaga,
um cinto
de
lã,
posto
no
lugar
da
corôa,
represen
tava a
especie
de
trabalho
que
devia
per
leucer
á mulher.
antigos judeus
tinham
o
costume
de
plantar
um
cedro,
quando lhes nascia
um
fidio,
e
um
pinheiro
se
lhes
nascia
uma
filha.
E-la
pratica ainda
hoje
se con
serva
em
alguns
paizes. especialmente na
Russii.
Os
romanos
recebiam
os
filhos
co
mo
presente
dos
deuses;
immolavam-lhes
um
cordeiro
sobre
um
altar
de
<elva,
ter
minavam
a festa
com
um
banquete, e
to
dos
os
annos.
sob os
mesmos
auspícios
se
renovavam
estas
soiemnidades.
Nos tempos
t modernos
também
se
festeja
o
nascimen-
’
to
dos
filhos
e
os
seus anniversarios.
Na
Hollanda
ainda
é
costume
collocar
á
porta
da
casa
onde
nasce
um filho
uma
almofadinha
guarnecida
de
renda.
Se
é
côr
de
rosa,
é
signal
de
que
nasceu
uma
fi
lha;
se
é
azul,
é
signal de
nasceu
um
ra
paz.
O
cavallo roubado.—
'Conto
de
Schmid)
Roubaram
a
um
lavrador
o
me
lhor
cavallo
que
tinha,
uma
noite,
em
que
elle
não
estava.
Foi
á
feira
a
umas
quin
ze
legoas
de
sua
casa
com
tenção
de com
prar
outro.
Mas
assim
que
chegou viu
em
vernia
o
seu
cavallo
entre
outros.
Imme-
diatdmetite
o
segura
pela
redea
gritando
em
altas
vozes:
—Este
cavallo
é
meu.
roubaramm
’
o,
lia
ires
dias.
—
E-lá
enganado,
meu
amigo,
lhe
re
darguiu
deiicadamenle
o
que
fazia
de
do
no do
animal;
ha mais de
um anuo
qtie
está
em
meu
poder
este
cavallo.
E
’
pos
sível
que
tenha
alguma
semelhança
o seu,
mas
este
com
certeza
que
é
meu.
Então
o lavrador
poz
precipitadamen-
te
ambas
as
mãos
sobre
os
olhos do
ca
vado
e
gritou:
—Pois
bem
se
ha
já
tanto tempo
que
é
dono
do cavallo,
deve
com
certeza
co-
nbecel-o
bem.
Diga
de
qual
dos
olhos
elle
é
cego?
O
iralante
que
effectivamente
tinha
roubado
o
cavallo
e
ainda
o
não tinha
examinado,
ficou
aturdido
e
responieu á
sorte:
—
Do
olho
esqueido.
—
Está
enganado,
replicou
o lavrador,
o
animal
não
é
cego
do
olho
esquerdo.
—
Ah
!
é
verdade,
disse
o
ladrão
que
rendo
concertar-se
e
mostrar-se
senhor de
si;
é
verdade
que
me enganei;
queria
di
zer,
do olho
direito.
Sim,
está
do
olho
direito.
Então
o
camponio
destapou
os
olhos
do
cavallo
e
exclamou:
—
Está
provado
até
á
evidencia
que
vossè
não
é senão
um
ladrão
e
um
em
busteiro.
Vejam
lodos
que
presentes
es
tão
que
o
cavallo
não
é
cego.
Fiz esta
pergunta
sómente
para
confundir
este mi
serável.
Desataram
a
rir
ás
gargalhadas
todos
que
preseciaram
o
caso
e
dando
muitas
palavras,
gritavam:
—Bravo!
bravo!
bem
apanhado !
Obrigado
o
ladrão
a
entregar
o
caval-
|O,
foi
em
seguida
preso
e
levado
ante
a
justiça,
e
depois
sofíreu
o
castigo
corres
pondente ao
delicio.—
(Extr).
AoticiaM de Hiapanha.—
Com
a
devida
venia
transcrevemos
do
Diário
Po
pular
o
seguinte,
que
julgamos
importan
te:
«Na
carta
do
nosso
estimado
e
solici
to
correspondente de
Madrid,
que
não po
demos
publicar
hoje por
falta
de
espaço,
encontramos
as
seguintes
curiosas
noti
cias:
«Diz
se
que
um
elevado
personagem
do
modegentismo, o duque
de
B.
.
.
esteve
ante
iiontem no
paço,
para
dar conheci
mento
a
D.
Aílonso
da
gravidade
da
si
tuação,
accrescenlaudo-se
até
que
lhe
en
tregou
documentos
importantes,
nos
quaes
se
prova
que
ires
dos
mais
elevados
fone
cionarius
da
situação
conspiram
a
favor
de
uma
monarchia democrática
montpensie-
rista.
Refere-se
mais
que
D.
Aílonso
cha
mou a
Cmovas
e
informou-o
do
que
aca
bava
de
ouvir,
mas
com
espanto
do
cita
do
duque,
os
ires
conspiradores
ainda
con
servam
os
seu»
cargos.
«Projecla-se
restabelecer
o
mmopolio
do
sal, mas
parece
que
se
opporão
ener
gicamente
os
deputados
gallegos
e
andalu-
zes.
«Para desvanecer
as
desconfianças
do-
ioglezes
possuidores
de dinda
hispanh
la,
o snr.
ministro
enviou
novos
telegrammas,
aos quaes
parece
ter
receb
do
respostas
mais satisfatórias.
«O
governo
ainda
não
sabe
onde
pá-
ra
D.
Carlos,
atribuindo-o
ao
mão
estado
das
linhas
telegráficas
do
México».
Avarenlu
miserável.
—O
Diário
da
Manha
conta
a
historia
de
um
valio
so
espolio
deixado
por
um
aguadeiro
mi
serável,
de
que
ficaram
por
fierdeiras
umas
hervanarias,
e
que
ha-ne
despertar
em
ou
tras
o desejo
de
tractar
nas suas
doenças
os aguadeiros avarentos
e
miseráveis.
E’
o
seguinte:
«Falieceu
ha
dias
na
rua
do
Sol do
Ralo,
um
aguadeiro
velho,
chamado
Se
bastião.
que
fôra
criado
das freiras
do
Bato,
e
que
adoecendo
fia tempo,
fôra
para
o
hosp'tal. como
pobre,
saindo
am-
da
doente.
Umas
hervanarias
da
rua
do
Sol propoz<ram-lhe de
ir
tratar-se
para
sua
casa, e
o homem
eflectivamente
lá
esteve
algum
tempo
até
que
falleceu.
Este
homem
viveu
sempre
miseravel
mente,
comendo
uma
só
vez
ao
dia
e
d
’
esta
vez
só
um
pão
com
uma
sadinha.
Pois
deixou
doze coutos
de
réis
em
di
nheiro,
dois
prédios
de
casas
e
umas
pou
cas
de
inseri
pções
!
As
berdeiras
foram
as
hervanarias.
Kstatistien
importante.—
Pio
IX,
durante
os
seus vinte
e
nove
annos
de
pontificado,
tem
creado 99
cardeaes:
A
26
dezembro
de
1846, 2;
a
12
de
junho
de
1847,
4;
a
17
de
Janeiro
de
1848,
1;
a
30
de
setembro
de
1830,
14;
a
13
de
março
de
1832,
4;
a
7
de
mar
ço
de
1833,
8;
a
19
de
desembro
de
1833,
1;
a
17
de
dezembro
de
1833,
4;
a
16 de
junho
de
1837,
6; a
13 de
mar
ço
de
1838, 7;
a
23
de
junho
de
1838,
1;
a
27
de
setembro
de
1861, 7;
a
16
de março de
1863,
7;
a
21
de
dezern-
de
1863.
I;
a
22
de
junho
de
1866,
3;
a
13 de
março
de
1868,
9;
a
22
de de
zembro
de
1873,
12,
a
13
de
março
de
1873, 6.
Destes
99
cardeas
creados
por
Pio
IX,
37
são
italianos,
43
Francezes,
3
In
glezes,
9
Hespanhoes,
3
Portuguezes,
7
Allemães ou
Austriachos, 3
Húngaros,
2
Polomzes,
1
Belga
e
1
Americano.
Destes
99,
>ão mortos
31.
Dos
61
cardeaes
que
viram
Pio
IX
sentar-se
no
throno
pontifical,
oão
resta
mais
do
que
8.
O
tium-ro
total
dos
cardeaes
é
agora
de
36.
O
mais
velho
d
’
entre
elles
é
o
cardeal
de
Angelis,
arcebispo
de
Fermo.
Nasceu
a
16
de
Abril
1792,
e
é
por
consequência
mais
velho do
que
Pio
IX
quatro
sema
nas.
Explosão.
—
O
«Nevv-Yor-Herald»
conta
que
o
slemer
«Cleburne»
fez
explo
são
no
dia 23
de
maio
findo
ás
onze ho
ras
da
noite,
no
Obio,
junto
de Sbwnee-
tovvn
(lllinez).
O
capitão
e
urn
passageiro
foram
queimados
vivos,
outras oito
pes
soas
affogaram-se,
e
um grande
numero de
homens
da
tripulação
ficou
mais ou
me
nos
gravemente
ferido.
No
momento da
ex
plosão
o
«Cleburne»
achava-se ao
lado
do
vapor «Arkansas Belle»,
a
bordo
do
qud
umas
dez
pessoas
ficaram
feridas.
Br«7,
Pinikeíro. —
Este Btaz
tentou
melter
a
ridículo,
no
Rio
de
Janeiro,
os
milagres
de
Nossa
Senhora
de
Lourdes,
em
um
drama
intitulado
o
Milagre.
A
’
[publicação
do
seo
nojento
drama
seguiu-
se
a
morte do desgraçado
Braz.
Toda
a
população
viu
n’
esta
morte
um
castigo
do
céo.
Braz
Pinheiro
não
e-a
Brazileiro,
na-
turalrnente
Portugoez.
Morreu
no
dia
12
de
março.
Cormpodetieta
no reino.
—
Des
de
o
1.°
do
proximo
julho
deve
começar
a
executar-se
a
carta
de
lei
de
13
de
fe
vereiro,
pela
qual
foram
alterados
os
por
tes
das
correspondência
no
reino
.
da
se
guinte
fórma
:
Cartas com
franquia
facultativa,
até
15
grammas
inclusivè,
25
rs.
Até 30
grammas
inclusivè,
50
rs.
Ate 45 grammas inclusivè,
75
rs.
Jornaes
cintados
com franquia
obriga
tória,
até
50
grammas
inclusivè,
2
1/2
rs.
Até
lOOgiammas
inclusivè,
5
rs.
Até
130
grammas inclusivè,
7
1/2
rs
Impressos
e
cintados
com
franquia
obri
gatória,
até 50
grammas inclusivè,
5
rs.
Até
100
grammas inclusivè,
10
rs.
Até
150
grammas inclusDè,
15
rs.
Manuscriptos
e
amostras
cintados, até
50
grammas
inclusivè,
20
rs.
Até 100
grammas
inclusivè,
40 rs.
Para
as
Províncias
Ultramarinas,
com
franquia
facultativa
a
sellos
ou
dinheiro,
até
15
grammas,
50
rs.
Não
sendo
fran
queadas 100
rs.
Até
30
grammas,
100
rs.
Não
sendo
franqueadas
200
rs.
Jornaes
cintados
com
franquia
obriga
tória,
até
50 grammas
inclusivè,
5
rs.
Até
100
grammas
inclusivè,
10
rs.
Impressos
e
cintados
com
franquia
obri
gatória,
até
50
grammas
inclusivè.
10 rs
Até
100
grammas
inclusivè,
20
rs.
Manuscriptos cintados
com
franquia
obrigal"ria,
até
50
grammas
inclusivè,
40
reis.
Até 100
grammas
inclusivè,
80
rs.
Para
a
America
do
Sul por paquetes
não
subsidiados
por
governos
estrangeiros:
—
Cartas,
até
15
grammas
inclusivè,
80
rs.
Impressos
e jornaes
cintados,
até
50
grammas
inclusivè,
10
rs.
Amostras, até 50 grammas
inclusivè,
40
rs.
Para
Gibraltar
por
via
d
’
Hispanha
:
—
Cartas,
até
13
grammas
inclusivè,
50
rs.
Penodicos
e
impressos,
até
50
gram
mas inclusivè, 20
rs.
Portuguezes fallecid»g.—
De
23
a
26 de
maio
falleceram
no
Rio
de
Janei
ro
os
seguintes
portuguezes:
Em
23—
Maria
ignacia,
60
annos;
Do
mingos
Alves do
Kego.
53;
José
Ribeiro,
32;
José
Gomes
de
Azevedo, 14; Anto
nio
Joaquim
Júnior,
24;
Francisco
Soa
res
Victoria,
22;
Antonio
Carneiro
da
Sil
va,
14.
Em
24
—
Maria
da
Gloria,
23
annos;
Antonio
Pereira
da
Silva,
12;
Joaquim
da
Cunha,
42;
João Alves,
24;
Antonio
Fer-
nandes
da
Fonseca,
21;
Manuel
Marques
d’
Almeida. 21.
Em
25
—
Manuel
Luiz,
37
annos;
Ma
nuel Antonio
Ribeiro,
27;
José
Henri
que
da
Silva,
80;
Gregorio Moreira,
26;
Euzebio
José
Teixeira,
15;
Domingos
Fre
derico
Correia, 22;
Manuel
de
Carvalho,
30;
José
Luiz
Marques,
24;
João
Bote
lho.
21.
Em
26—
Manuel
José
Pereira
Carneiro,
34
annos;
José
Antonio
da
Silva,
26;
Francisco
Manuel
de
Oliveira,
15;
Anto
nio
Pinto
da
Costa,
25; Francisco
Ma
chado
de
Avila,
12; Caetano,
filho
de
fre-
derico
Roxo,
7;
Domingos
Pereira
Ne
ves,
46;
Francisco
Martins
Moreira,
46;
Maria
Clara,
33;
Antonio
de Sousa Jú
nior,
48;
Marianna
Julia
da
Silva,
27;
Domingos
José
de
Sousa
Brandão,
47.
—
Em Pernambuco
falleceram
em
26
de
maio,
Antonio
Lage,
32 annos,
e
em
28
Joaquina
do
Rosário
70.
AVOESiGÍ».
AS
MANUCODIATAS
E O
MONO.
Sobre
os
ramos
de
uma
arvore
florida,
De aves
do
Paraiso
um
lindo bando
Com
vistosa
plumagem
attrahia
Os
olhos
dos
que
perto
iam
passando.
Grão-Vizh
do
leão,
o
Mono
horrendo
Raivando,
apenas
vê
as
aves
bellas,
De
invejoso
annuncia
na
gazela
Que
ha-de
em
breve
acabar
com
todas
ellas.
Eis
que
toma
um
sarrole,
e
lá
trepando
Cuida
vencèl-as
o
tal
simio
brooco:
Sobre
um galho
se
escaocha,
e
o
vai
ser
rando
Com
a cara
voltado
para
o
tronco.
Anitnaes
que
alli passam,
gritar»
logo
Que
elle
está
a
cahtr,
e que
o
soccorram;
Mas
o
teimoso
assim
lhes
respondia:
Bem
seguro
estou
eu:
ellas
já
morram...
Estala
o
tronco,
vem
abaixo
o
Mono,
Qaebra
as
pernas,
coitado
quebra
os
lam
pos.
E
as
aves
voam
pelo
immenso
espaço,
E
vão
pousar
noutros
amenos
campos.
Quantas
vezes, ha
quasi
vinte
séculos,
Mãos
nefarias.
movidas
pelo inferno.
Tem
ferido
da
Egreja
a divina arvore!
Mas
em
vão;
qtie seu
tronco
vive
eterno.
Oh
Bismark,
oh
Sejanos
hodiernos!
Deslechae lhe
mais
golpes
de machado!
Vós
cahireis
emfim.
E
o
sacro
lenho
Ha
de
mostrar
que foi
por
Deus
plantado!
A.
PlMENTEL.
SECÇÃO DE
COMMUSICADOS
Restabelecer
a
verdade
dos
factos,
e
apresental-os como
realmenle
se
passaram,
é
o
que
me
traz
á
imprensa
por
ter
lido
um
corninuntcado
do
snr.
Fulgencio
Jo
sé
da
Costa
Guimarães,
publicado
no
n.®
503
<lo
«Gommercio
do Minho».
E’
menos
verdade
o
que
o
snr.
Fulgen
cio
ataviou
no
seu
communicado.
Este
senhor
oílerlou
ao
Senhor
dos Pas
sos
da
l.a
capella
do
Bom Jesus
do
Mon
te
um
resplendor
e
um
pequeno par
de
jarras
de
porcelana,
e
estes
objeclos
assim
se
conservaram,
desde
que
ofíertados fo
ram,
por
muito
tempo
na
mesma
capel
la,
até
que
na
quinta-feira
d
’
Ascensâo
do
atino
de
1871
o
dito
snr.
Fulgencio.
em
antes
de
eu ler
chegado
ao
Bom Jesus
do
Monte
para
preparar
e
abrir
aquella
capella,
que
venerava,
.por
ser
dia
festi
vo,
se
dirigiu
mais
cedo
na
manhã
d
’
es-
se
dia
ao
servo
da
egreja,
e lhe
pediu
a
chave
da
mesma
capella,
dizendo-lhe
que
queria
ir
lá,
ao
que
o
servo
annuiti
fornecendo-lhe
a
respecliva
chave.
Quando
eu cheguei
ao
Bom
Jesus
do
Monte
na
manhã
d’esse
mesmo
dia,
e
me
dirigi
á
capella
para
tratar
de
a
ador
nar
e
abrir,
como
é de costume
em
dias
de
festividade,
dei
pela
falta
do
resplen
dor
qtie
não
estava
na
cabeça
do
Se
nhor
dos
Passos,
nem
tão
pouco
na
ca
pella,
assim
como
também notei
a
(alta do
par
de
jarras
de
porcelana,
que
tudo pelo
snr.
Fulgencio
tinha
sido
olferecido
para
aquella
capella.
Causou-me
isto
admiração
e
estranhe-
sa,
e procurei
saber desde
logo
quem
le
ria
retirado
d
’
alli
aquelles
objeclos;
e,
dirigindo-me
ao servo
dar-lhe
parte
da
falta
que notei,
elle
me
respondeu que
quem
linha
ido
á
capella tinha
sido
o
snr.
Fulgencio,
porque
de manhã
lhe
pe
dira
a
chave
para
ir
lá,
e
depois
lh
’
a
tornara
a
entregar.
Foi
assim
que
o
facto
se
passou.
Ago
ra,
comparado
o
que
diz
o
snr.
Fulgen
cio
no
seu
communicado
com
a
verdade
do
que
se
passou
como
fica
narrado, fica
á
opinião
publica
o formar
o
seu
juiso
sobre
se
é
verdade
ou
falso
o boato
que
corre
acerca
do
procedimento
que teve
o
snr.
Fulgencio
relativamente
á questão
do
tal
resplendor.
Por
emquanto,
isto
simplesmente.
Braga
20
de
junho
de
1876.
Jeronimo
José
Pimenla.
ÚLTIMOS TFI/EGR.liWtMAS OA
AGEATIA
EIAVAS
MADRID,
17
—
Congresso
dq
deputados.
Salavetria
leu
as
propostss do
comité
i«-
glez
dos
credores hespanhoes,
cem
refe
rencia
ao
regulamento
dos
coupons,
e
disse
que
o
governo
as
acceila,
porque
t>ão
tornam necessário
augtnenlar
os
tm-
pojlos
projectados.
O
saoado
approvou
os
restantes
artigos
do
projeclo
constitucional,
excepto o
li"
tulo
111,
relativo
á
eleição
de
senadores,
o
qual
foi
modificado
pela
commissão
mix-
ta
de
deputados
e
senadores.
A
commissão
do
orçamento
está
una
nime
pela
rejeição
do
augmento
de
2
0|0
no
imposto sobre
a
contribuição
territo
rial.
O
ministro
da
fazenda insiste
pela
manutenção do augmento.
P
a
RIZ,
17.
—
Foi hoje
submeitido
á
assignalura
do
marechal-presidente
um
no
vo
movimento
prefeitoral,
que
comprehen-
de
quatro
demissões
de
prefeitos.
ROMA,
17.
—
O
papa
recebeu
homem
as
felicitações
dos
cardeaes
pelo
anniver-
sario
da
sua exaltação
ao
pontificado.
Ho
je
recebeu
vários
personagens
estrangeiros
que
também foram
felicital-o.
CONSTANTINOPLA,
17.
—
O
assassino
dos
ministros
foi
justiçado
na
forca hoje
pela
manhã.
Saofet
foi
nomeado
ministro
dos
estrangeiros,
Ablul-Kerin
ministro
da
guerra,
e
Hafil-chenf
da
justiça
BAHI
a
,
17.
—
Saiu
d
’
este
porto,
con-
linoando
a
soa
viagem
para
a
Europa
o
vapor
ailemão
«Rio»
da linha de
Hambur
go.
NEW-YORK
17
—
Trigo 1,30, pelroleo
14
1|2,
<>uro 11,2
58,
cambio
sobre
Lon
dres
4
87.
BUENOS-AYRES
17
—O
congresso
da
republica
argentina
approvoo o
tratado
para
demarcação
de
limites,
concluído
em
3
de
fevireiro
entre
os
3
plenipotenciá
rios
D.
Facundo
Macham
do
Paraguay,
Aguiar
Andrade
do
Brasil
e
D.
Bernardo
I
igoett,
ministro
das
relações
exteriores
(festa
republica.
MADRID
19
—
No
senado
Sanchez
Sil
va
propoz
a
completa
desapparição
dos
fueros.
Disse que
todos
os
senhorio
estão
abolidos em
Hespanha desde
1811,
e
accrescenloo
que
as províncias
Vasconga-
das
devem dar
10:000
soldados
e
pagar
2:208
milhões
de
reales
de
contribuições
atrasadas
desde
1833.
Depois
de
um
dis
curso de
Canovas,
o
senado
rejeitou
a
emenda
de
Sanchez
Silva
por 111
votos
contra
26.
No
congresso
foram
lidos os
prnjectos
orgânicos
sobre
municipalidades
e
deputa
ções p-ovinciaes.
As
juntas
dos
possuidores
de titulos
de
divida
publica
continuam
as
suis
tentati
vas
a
favor
dos
interesses que
represen
tam.
BRUXELLAS
19
—
O
partido
liberal
belga vae
dirigir
uma
reptesentação ao
rei
pedindo
que
convoque
uma
sessão ex
traordinária
das
camaras
para
a
verificação
dos
poderes
dos eleitos
de junho
e
para
revisão
da
eleitoral.
CONSTANTINOPLA
19
—
Foram
sus
pensos os
periódicos
«Correio
do
Oriente»,
e «Slambul».
«O
Levant HeraIJe»
reappa-
receia
no
dia
14
de
julho.
QÍJEBEC
19
—
Rebentou
nm
immenso
incêndio
n
’esla cidade. As
perdas
são enor
mes,
morreram
queimadas
varias
mulhe
res.
MADRID
20
—O
rei,
a
princesa
das
Asturias,
o
ministro das
obras
publicas
e
o
director
geral
foram
hontem
percorrer
a
linha
do
caminho
de
ferro
de
Maiparti-
da,
desde
M-drid
a
Torrijo.
Secções
que
esterão
abertas
ao publico
antes
do
íi
n
do
mez.
Anntiociam
os
peridicos que
ficará
aberta
a
circulação em
Saiavera.
1
’
ARIZ 19
—3
0|0
francez
á
vista
68.51
1|2
idem
apraso
68,53;
5
OjO
á
vista
106.30, a praso
106,30;
3
0|0.
hespanhol
interno,
12
3|4;
dito
externo,
<4
1;8;cam
bio
sobre
Londres,
25,28
Í2;
dito
sobre
Hamburgo. 122
1(4
a
122
3(8;
acções
dos
caminhos
de
ferro portugueses,
307^230;
obrigações ditas,
255^000.
NEW-YORK
17
—
Ouro, 112
1|2.
ANTUÉRPIA
19
—
Portuguez
falta.
AMSTERDAM
19
—Portuguez
52
1|2.
LONDRES
19—
A
taxa
do
desconto es
tá
a
2
0|0,
e
no
mercado
regula a
1
3|4,
consolidado
inglez
a 94 1(2,
3
0|0
hespa
nhol a
14
l|8,
portuguez
52
7|8;
emprés
timo
brasileiro.
5
OjO
18>5,
falta;
perua
no,
1872,
23,00;
consolidados
turcos,
13
3(8;
egypcio,
1873, 41
3(8;
uruguayos,
falta;
cambio
sobre
Portugal,
falta.
1110
DE
JANEIRO 17
—
Cambio
sobre
Londres,
falta; sobre
Paris, falta.
Mais uma vez rogamos aos
snrs. assignantes em atrazo o
obséquio
de nos remetterem
o
importe
da
sua divida em aber
to no escriptorio d’este jornal.
Já,
por meio de cartas,
nos
temos
dirigido aos mesmos, e
esperamos
ser
attendidos;
aliás
ver
nos-hemos na necessidade
de
lhes sustar a
remessa, o
que
reaiisaremos para com aquelles
que até ao fim
do mez corrente
não tenham satisfeito
os seus
débitos.
Aos
que se teem dignado at-
tender-nos,
agradecemos a sua
valiosa cooperação, que espe
ramos
continuarão a prestar-
nos.
______
Os nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José
d’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Anlonio
Tei
xeira
de
Freitas—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamenle
assignados.
Assignaturas
recebidas
Moura
(Safara).—Padre
Adriano
Fer-
reira
Netto,
até
25
de
junho
de
1876.
Freamunde.
—
Abbade
de
Figueiras,
até
15
de
junho
de
1877.
Aveiro.
—
José
Nunes;
da
Maia, até
19
de
março
de
1875.
Covilhã
—
Padre
José
Maria
Nogueira,
ató
14
de
junho
de
1877.
—
Lmz
Antonio
de
Carvalho,
até
31
de
dezembro
de 18'6.
Peso da
Regoa.
—
-Antonio
Teixeira
de
Macedo,
até
30
de
maio
de
1876.
Conipaiiiiiii
JLIoy«í «Se
Breinén
Os
passageiros
do
vapor
—HOHENZOL-
LERN—
abaixo
assignados,
veem
por
este
modo
mostrar
o
quanto
ficaram
satisfei
tos
com
o tratamento
a
bordo do
mesmo
vapor, não
só
com
referencia
ás
accoin-
modações,
como
também
pela boa comi
da e
vinho
fornecido
a
bordo,
e
pela at-
tenção
que
sempre
receberam
do
creado
portuguez.
José
Bento
Garrido.
Francisco
do
Vai
Carmo.
Bernardino
Pinheiro
Alves.
José
Camilha
Vidal.
Sebastião
da
Costa.
Gregorio
Gonçalves
Rodrigues.
Anlonio
Esteves Rodrigues.
Camillo
Pinheiro.
Sãbino
Cristorãl
Como.
Marcellino
Bouthoser
Garrido.
Domingos
Fernandes
Couto.
Jesus
Rubians Pinheiro.
Manuel Alves.
Paulo
de
Sogoy
Gonçalves.
Juan
Manuel
Rodriguez.
José
Villamean
y
Garcia.
Manuel Villamean
y
Garcia.
Domingos Fernandes
y
Alves.
José
Vasqnes
Fernandes.
José
Domingos
Ahes.
Faustino José
Barreiro.
Manuel
Rodriguez.
José
Gonçalves
Rodriguez.
Bento
Rodrigues Mó.
Fernando
Alves Domingues.
Celestino
Bolloza Carvalhido.
José
Ferreira.
Benilo
Gonçalves.
Joaquim Monteiro.
João
Pereira
de
Azevedo.
João
Correia
da
Silva.
José
Martins.
José
Marques da Graça.
Francisco
Silva
Carvalho.
José
Martins.
Manuel
José
Lopes.
Manuel Ferreira.
Manuel
Lages Fellado.
Francisco
José
Lopes.
Alexandre
Sallamini.
Antonio
Allonso
y
Alvarez.
José
Teixeira
de
Carvalho.
Joaquim
Lopes
da
Cruz.
Francisco
Gomes.
Antonio
Lopes
Sampaio.
Domingos
Velha
Martins.
Antonio
Fernandes.
Antonio
Alves
da
Fonseca.
Manuel
Alves
da
Fonseca.
Manuel
Rodrigues
Simões.
Manuel
Joaquim
da
Costa.
José
Dias
Durão.
N.
B.—
O
original
assignado pelos
pró
prios
passageiros
acha-se depositado
na
agenda
do
Porto, Rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
O
paquete
H0HENZ0LLERN
é
o des
tinado
a
salnr
de
Lisboa
no
dia
5
de
ju
lho de
1876
com
destino
a
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Bue-
nos-Ayres.
'(4104)
SiffiS
À
TODOS
sem
ipedicina, pur-1
ganles
nem despezas com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
aaswa
ssseeess©
1
Nenhuma
enfermidade resiste
á de
liciosa
Revalescière
que
cura
as indiges-
tões
(despepzias)
gastrica, gastralgia,
fie,
gma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas-
nauseas,
vomitos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
fal
ta
de
respiração, oppressão,
congestões,
mal
aos nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do liga
do, dos rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cetebro
e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
raa
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do doutor
Manuel
Saens
de Tejada da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc.
etc,
Mr.
Livmgstone, celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz:
«Os
habitantes
da
província
d
’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande fellicidade,
el-
«les
não precisam nem
médicos
nem pur-
«gantes,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalescière
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade de
eva-
'Cuar, diarrhea,
etc., etc.,
são
moléstias
«completamenle
desconhecidas,
como
tam-
«bem desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica Cirúr
gica,
lente da Universidade livre
de Cor-
dova,
medico em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Metida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o
uso
da
Reva-
lesciére,
obtive na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade,
lembrau-
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes, casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qual
continua
a melhorar
com
o
seu uso; de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
ânuos que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a parle,
a
assigno em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a car
ne sem esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda por
miúdo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*/* kilo,
500
; de
kilo
800
rs ;
de
uca
kilo,
1$400
reis;
de
2*/
t
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki-
os,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor chocolate
para
a saúde
é
a
ESevalescíère
efe«»®®Iutada
;
elia
res
tituo
o
appettite,
digestão,
sotnno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
atadelO
chavenas,
500
reis; de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
MAnRY
©ST
BASHTSr
C.a
-
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77 Regent
Street
jOndres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacsuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central
;
snr.
Serzedello
&.
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILãsí»®»,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Loreto, 28;
Bar
rai
& Irmãos, rua
Aurea,
12.
Porto, J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir
;
Coianforsa,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveíu-o,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharra.
;
Bareeíloa,
Ramos, pliarm.;
E3«*aya, Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãòs,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal,
Anlonio
Vieira,
pharin.;
A.
J.
Pereira
Martins,
pliarm.
;
S*ezs»-
Miranda,
pharru.
;
TPtmte
do
IJma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pliarm.
;
Po
voa
«5®
Vwsrssim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vínmasa
afio
Castello,
ASonso
e
Barros,
droguistas;
VãHa
Condle,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
imBcuraios
Rosa
Maria
Soares
e suas
(ilhas,
e
cu
nhados
Daniel
da Costa
Soares
e
irmãos,
gratos
para
com
todas
as
pessoas
que
os
procuraram
e
obsequiaram
com
seus
ofle-
recimentos
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
marido
pae
e
irmão
Manuel
da Costa
Soares d’
esia
cidade;
e em
particular
com
as
que
tiveram
a
caridade
de
acompanhar
o feretro
para
a
egreja
dos
Congregados
no
dia
15,
e
para
o cemilerio
no
dia
16
do
mez
corrente,
e
assistiram
aos
oílicios
fúnebres
:
a
iodas
aqui
lhes
pateofeam
cordeal
e
indelevel
reconhecimento
(4107)
âMNUNCIOS
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga e
cartorio
do
escrivão
—
Penha
For
tuna
—
a requerimento
dos
testamenteiros
liquidatários
da
herança
do exm
0 conego
José
Narciso
da
Costa
Rebello,
se
tetq
de
arremaiar,
no
dia 2
de
julho
proximo. pe
las
9
fioras
da
manhã, á
porta
do tri
bunal
judicial
no largo
de
Santo
Agosti
nho,
os seguintes
titulos
pertencentes
ao
espolio do
dito
exm.0
conego,
a
saber:
48
acções
do
Banco
Aliança
do
valor
nominal
cada
unia de
100$000
rs.
24
acções
do
Banco
Lusitano
do
va
lor
real
de 100$000
reis
cada
uma,
sen
do d
’
estas,
20 reduzidas
a
4
titulos
de
5
acções
cada
uma.
10
acções
da
Companhia
ou
Banco
União
do valor
de
100$000
reis
cada
se
ção.
11
acções
do
Binco
Commercial
do
Porto,
do
valor
cada
uma
de
200$000
rs.
5
acções
da Companhia Utilidade
Pu
blica.
do
valor
cada
uma
de
100$000 rs.
17
acções
do
Banco
do
Minho
do
va
lor
cada
acção
de
100$000
rs.
3
'nscripções
da
Junta
do
Ctedilo
Pu
blico
de
100^000
reis
cada
uma,
e
desi
gnadas
com
os
numeros
16:799,
16:800
e
36:135.
5
titulos
d
’obrigações
da
Companhia
do
Credito
Predial
de
ÕOáOOO
reis
cada
um,
e
todos
450$000
rs.
8
titulos,
de
5
titulos
cada
um,
do
valor nominal
cada
titulo
de
45$000
reis,
e
todos
3:600^000
rs.
1
titulo
d
’
obrigações
da
dita
compa
nhia,
no
valor
total
de
900^000
rs.
Quem quizer
arremaiar
os
ditos
titulos
e
acções,
póde
comparecer, no
dia,
hora
e
local
designado.
(4112)
1?
n
‘
°
'
na
en,ia(I
a
da
rua
de
D.
Pedro
V. Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
ex-
cellentes
commodos.
Tracta-se
do
seu
ajus
te
na rua
de
S.
Viclor
o.°
50,
e
mos
tra-se
todos
os
dias
das
5
horas
da
tarde
em
diante.
(4111)
Vende-se
uma
morada
de
casas
'i;i
A
*'
3
lres
andares,
com
n.°
20.
sita
zisfeÃáSi.
no |ar
g
0
()e
s.
Miguel-o-Anjo
;
pa
ra
contralar-se
com o
snr.
M*nuel da
sil
va
e
Sousa,
rua
do
Souto
n.®
55.
(4(
99)
(231)
Substituição de recrutas
Ha
homens para assentar
praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
disiricto
de
Braga.
No
Largo
de
S.
Paulo
n.°
8.
(4092)
’
(232)
Lindos
balões
venezianos,
sortidos
ern tamanhos
e Litios.
Vendem-se
no Largo
de
N.
Senhora
A
Branca, n/
4
e
5.
(4106)
RUA 1)0
FORNO
EM
BRAGA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate,
mora
dor
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal
d
’
es-
la
cidade
e
hoje
na
iua
do
Fo
r
no
n.° 14,
faz sciente
a
todas as
pessoas
de
suas
re
lações
que,
se
encarrega
de
fazer
toda
a
obra,
tanto
de
ccclesiastico
como
de
secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e com
perfeição
e
brevidade.
(4062)
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de 3.
a
classe para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo no
Rio
de
Janeiro
AQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
ços
muito
commodos,
como
são
:
Alambi
ques
de
todas
os
tamanhos,
e
muitos
ou
tros
objecios
d
’
este
metal.
Tambetn
re
cebe
metal
velho
em troca.
No
mesmo
estabelecimento
se
veode
pelroleo a oQ
reis
cada
litro.
(1108)
no
uuranusÃo
Balões
venezianos,
de difTerenles
ta-
manhos
e
feitios.
Vendem-se
na
Tabacaria
do
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
D.
os
27
A
a
27 G.
(4109)
ESCOLA
AMERICANA
AGUAS
ALt ALIXO GAZOZAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
eml87t
Estar
aguas
que a
analyse
e
experien
cia
teto
mostrado
serem
das
primeiras
d:
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstia»,
mas
os
seus
eíleitos
mai
notáveis
são:
nas
moléstias
oe estomagu
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
d
pelle.
A Companhia
só garante
a
pureza
da
aguas
vendidas
nos
seus
deposites,
oi
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem do
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
di
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya
R.
dos
Chãos.
(4105
GUADIANA
.
.
28 de
Junho
DOURO.
. .
.
14 de Julho
MONDEGO.
.
.
28
de
Julho
PREÇOS
ELBE
....
13
de
Agosto
MINHO.
.
.
.
28
de
Agosto
TAGUS.
.
.
.
13 de Setembro
COMMODOS
Extrai,
enra
e
conserta
os
dentes
ca-
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
SanCAnoa
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5 da tarde (4033)
FILIAL DA
CAIXA
IXO.VOVIICA
1
‘KXIIOKISTA
Cada paquete d’esta companhia
leva
a
bordo
criados
e eosinheiros
portugueses para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros teem grátis
catita, roupa de cama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinho duns vezes por dia,
assistência medica, serviço de criados e outras despezas.
A EXPER1ENCIA
de mais
que um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento e accommodações
a
bordo,
e pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência que
teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a honra de conduzir
Suas
Mageslades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como também
S. A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em Braga o snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Í
rua
de
s
.
marcos
,
N.
õ
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sallas
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça
I
—
í
|
Vende
olio,
tintas
e
A
vernizes
para pinturas
de
J
casas,
tudo
de
boa
quali-
£
dade.e
preços
muito
resu-
I
midos.
A
3
A '
8
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................ AOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei%
ferramentas,
e
sobre
lodo
e
qual
quer
objeclo do
valor
não inferior
a
100
íeis.
Recebe
pequenas
quantias em
deposito
a
praso ou á
ordem,
abonando juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias des
de
as
9
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
w.
B.
Previne
se
toda
a
pessoa
que
ti
ver
objtclos
empenhados
na
mesma,
e
que
tenham
3
mezes
de
atraso nos
juros,
que
os
venham
pagar
ou
resgatar,
e
quando
assim
não
proceda
lhe
serão
vendidos
na
fórma
do
Regulamento
da
mesma
Caixa.
O
gerente
—A.
G.
Ferreirin/ia.
Pelo
juizo
de
direito da
comarca de
Brata
e
cartorio
do
Escrivão
Pessa,
se
procede
a
inventario
orfanologico
por
fal-
lecimenlo
de
José
Lourenço
Dias,
morador
que
foi oa
freguezia
de
Sequeira
da
mes
ma
comarca,
em
que
é
inventarianle
The-
resa
Lourença
Gomes,
viuva
do
inventa
riado,
e
como
esta
não
tem conhecimen
to
de
todas
as
dividas
do
casal,
por
isso
convida
por
este
annuncio
lodos
os cre
dores para
que
em
8
dias
a
contar
de
hoje
venham
ou
mandem
ao dito cartorio
declarar
a
importância
de
que
são
credo
res,
para
ser
descripta
pela
inventariante,
e
poder
ser
allendida
no dito
inventario,
e
quando
assim
não
façam
deixará
de
o
ser.
(4103)
VENDA
DE
CASAS
a
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
de-se
vêr
desde as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trala-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
OFFICINA
DE
CALDEIREIRO
Antonio
Moreira
Coelho,
morador
a
S.
Victor
(Rua
de
D.
Pedio
V)
encarrega-se
de
lazer
toda
a
obra de
sua
arte
por
pre-
Vende cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas, tudo de primeira qua
lidade.
(Zd
.(HUI
BE IIIIHIIS
DO
ALTO
DOURO
DA CASA DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa)
D
í
>
>
Lagrima
....................................
>
Branco
de
meza........................
D
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
»
de
prova secca.
.
.
.
.
d
Malvasia
de 2.
’........................
»
velho
...............................
130
190
200
210
270
300
360
400
500
700
360
600
80, o
......
1854
.
•
para
meza 50
e
e
branco 120.
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
Roncão
Alvaralhão
Velho
de
a
retalho
quartilho
tinto,
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
p°'
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo cbymico.
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
