comerciominho_22041876_484.xml
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-
4.
’ ANNO 1876
FOLHA
COMHOCIAL SELIGIOSA & NOTICIOSA
NUMERO
484
Assigna-see
vende-se
no
escripario
do
boitor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.*
3
B,
para onde
deve
«er dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
corao
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga, anno
l$600
rs.=Semestre
850
rs.=-Proo:n-
cias,
anno
2^400
rs
e,
sendo
duas 4-$000
rs.^Semestre
1&259
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semcstre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4^500
reis
moeda
fraca.=Ânnuncios
por
unha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os assignantes
30
?
/e
d
’
aba
rtimento.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ES5KA.&1A.
— <i.ÍBB.\í>t5
a© 3Í5S
ABKBE
j
r»e&dre@,
18
de
de
1858.
[A
’
redacção
do
sApostolo».]
[Continuação]
Nem
gosto,
nem
é
meu
costume
adean-
tar asserções,
e
sobretudo
imputações,
em
prova das
mesmas
;
e
por
isso
vou
mos
trar o
fundamento do
que
venho
Je
im
putar
ao
Times,
por
exemplo
:
Diz
elle
cm
seu segundo
e
solemne
dõectivo
de
hon-
tern,
a respeito
da
chegada de
D.
Carlos,
no dia
5
ás 6
da
tarde;
«O.
Carlos que
vae,
ao
que
parece,
tornar
habitação
n
’
e*te paiz,
foi, sentimos
dizel-o,
insultado
por um bando
de gente
sem criação
ao
chegar
a
Folkstone
no
sab-
bado, e de
novo
quando chegcu
a
Cha
nng-Crou
(estação
da
•
ferro-via
em
Lon
dres).
O
sentimento
ordinário
Inglez
de
grandeza
d
’alma
houvera
podido
poupar
a
um
refugiado
político insultos
baratos;
c
além
d
’isto,
luglezes
devem
alguma
coisa
á
sua própria
dignidade, se não
á
d’el-
les.»
Repara-se
no estudado cynismo
refi-
nadamenle
alambicado
nas
palavras
que
acabo de
copiar,
em
que
mal
pude
en
contrar,
apesar
de
algum
conhecimento
que
lenho
dos
dois
idiomas,
senão
ex
pressões Portuguezas apioximadas
para si
gnificar
fraçamonte
a
orgulhosa
sobrance
ria
do
escriba
Inglez.
E
comluio,
é
is
so
a
somma total
de
mitigação
que
o
soberano
regulador
de Printing-house
Squa-
re
(o
escriptorio
do
Times]
se
digna
con
ceder,
polos
canalhaticos
insultos
de
seus
nobres
compatriotas
á
grandeza
decahida.
E’
elle
mesmo,
é
a
couiinuação
do ar
tigo,
que
fornece
a
prova
do
que
acabo
——
—
—
»a—»
—
■
—
ww
—
■
riu—
nmrM—
mMt
vnr
—
ip
r
«wn
«
i
rv»
■
ais®
O
LIBERALISMO
CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Vaiur
ps-uctúcia «So> sistema.
II
O
liberalismo
calholico
faz
de
seus
adeptos
viclimas
de
uma
verdadeira
logração.
[Continuação]
Foi
sempre tactica
do
èrro
empregar,
pata
combater
a
verda.de,
fórmulas
que,
sob un a
apparencia
especiosa, occullavam
a negação
de
um
dogma
revelado:
o
qne
desticgue
a
nova
heresia
é
que,
para
ata
car
o
mais fundamental
de
todos
os
do
gmas—a
auctoridade
de Deus
—ella
em
prega
a mais
especiosa
de
todas
as
fór
mulas
—
a liberdade
do
homem.
(1)
Em
presença
de
um
ataque
tão
pe-
ligtso
o
qne
fazem
o*
catholicos
libe-
raes
?
Entram
no
pensamento
do
inimigo
;
Uaem-se
a
elle
para
proclamar
a
liberda
de, sem
destinguir
a
liberdade
falsa
da
'erdadeiia;
callam-se
sistematicamente
so
bre
o
dogma
da
auctoridade
divina
que
o
êrro
se
esforça
em
obscurecer.
O
que
po
deriam
elles
praticar
que
fosse
mais
pro-
(1)
Se
não
fosse
por
termos
de
lhe
fa
zer algumas,
aliás
bem
pequenas,
reservas,
citaríamos
aqui
o
precioso
livro do
nosso
presadissimo
e
malogrado
amigo,
João
Joa
quim
d
’
Almeida
Braga,
—
O
Prestigio
das
Palavras.
Quautas
verdades esquecidas
ou
desptcsadas
alli
se
não
contém,
expostas
n
’
uma
linguagem
fluente
e sobre modo
eu-
«tuwúora
!
de
dizer,
como
se
verá.
Só
raiva
Pro
testante
e
Maçónica inveterada e
callosa
podia
dictar »s
seguintes
apreciações,
que
vou
copiar
abreviando:
—
«Pouco
importa
que
a
causa
fosse
má, pois
é
gloria d
’
es-
te
paiz
não
fazer
perguntas aos
refugia
dos
políticos
que
buscam
asylo
em
nos
sas
praias.
O
caraeter
da
recepção
me
rece
tanto
mais de iastimar-se,
por
isso
mesmo
que
D.
Carlos
é
merecedor
de
to
das
as censuras
que
podem
exprimir-se
dentro
dos
limites
de
respeito
proprio
In-
glez.
Recebe
a
nossa
hospitalidade
pela
mesma
razão que
a
concedemos
aos
peio-
res.
como
aos
melhores
dos
refugiados
po
líticos.
Abrigamos
communislas
accusados
de
complicidade
no
incêndio
das
Tolherias,
•■ssiio
como
patriotas
entfinsiastas,
coroo
Kaput, sonhadores,
como
Mazzini;
Reis
deslhronados
como Carlos X
e Luiz
Phi-
lippe.
O
peior
d
’
estes fugitivos
houvéramos
nós
recusado
entregar á
ordem
do
maior
poder
militar
do
mondo.
Mas
furam
pro
tegidos
em
razão
de
nossa
dignidade,
e
não
por
estima
de
suas
accões.
Alguns
poderám
ter
adquirido
a
nossa simpathia,
mas
outros
têm
apenas
gosado
o
que
um
de
seus
inimigos chama
«uma
amnistia
de
desdemt;
e
D.
Carlos
não merece
mais
honrosos
termos.
Até aqui
exprime
o
Times
sómente
a
raiva
política,
depois
segue,
refinada
ainda,
a
raiva
religiosa.
Falia
com
despreso
do
comilé
carlisla,
de
«um
bando
de
legiti-
mista.s
Ftaricezes,
e
de
ultramonlanos
In-
glezes»,
que,
no
dte 4
apresentáram
a
D.
Carlos
uma
adresse
em
Boulogne
;
e
conclue
a
primeira
parte
do
artigo d
’
esta
maneira
«Mas
o
público
fará
bem
de
tratar
a
D
Carlos
com
o
pouco
caso
que
merece.
Seria
um
èrro
Lzer-lhe
mesmo
o
compri
mento
de
mencionar
a
sua presença.
So-
prio
-
nós
o
perguntamos
—
para
favorecer
o
exito
do
estratagema?
E
pois
que
não
podemos
suspeitar
de
que
assim
obrem
com intenção
perversa,
como
qualificar
sua
couducta
doutra
maneira
que
não
se
ja
chamando-lhe
uma
solemne
logiação
?
III
Considerado
em
seu
principio,
o
liberalis
mo
calholico é
uma
cobardia
que
para
lisa
a
co
agem
dos
mais
valentes
defen
sores
da
Egreja.
Nada
n
ais
contrario
ás
apparencias
do
que
esta asserção,
mas nada
es'á
mais
de accordo
com
a
realidade. Se
não
con
sideramos
senão
a
superfície
das
coisas,
poderemos
crer
que o
liberalismo
catho-
lico
inspirou
a
seus
adeptos
uma coragem
maravilhosa.
Não
fui
esta
escola
que
no
momento
em
que
os
filhos
de
Voltaire
julgavam
seu
triunfo
consummado
pela
revolução
de
1830 levantou
audazmeute
o
estandarte
calholico
e
emprehendeu,
sem
nenhuma
probabilidade
humana
de favorá
vel
exitó;
essa
memorável
campanha
que
restituiu
á
Egreja
o
logar
que
lhe
compe
le,
piimeiramente
na
opinião
publica,
e
depois,
em parte
pelo
menus,
tias
insti
tuições civis?
Nomear
Montalembert
não
é
recordar
essas
loctas
celebres
em
que
o
«filho
dos
cruzados»
combalia
sosinho
ou
quasi
só,
contra
as
incuráveis
preoc-
cupações e
a
hostilidade
declarada
do
go
verno e
das
camatas?
Deus
tios
livre
de
dizer
a
mínima
coisa
que
tenda
a
offuscar
a
gloria
d’
estas
luclas
e
a
diminuir
a
parte
de
reconhecimento
devido
áquelles
que as
tem
sustentado
com
valentia
ver-
dadeirameote
admirável.
Longe
de
abran
ger
ou de
significar
esta
injustiça
e
esta
ingratidão,
nossa
asserção
a
exclne ex
pressa
mente,
deixando
aos
catholicos ,li-
bretudo
é
deshonrar-nos a
nós
mesmos
o
insultar
a
qualquer que busca
a
nossa
hos
pitalidade. »
Na
ultiqia sentença qne
tomei
a li
berdade
de
sublinhar,
parece-me
que
o
grande
Times escorregou e deu
elle
pro-
piio
sentença
contra
si. No
resto
do
ar
tigo,
que
é
muito
longo
ainda,
apparece
a
doutrina
a
mais
estranbótica,
a
respeito
de
Legitimidade
que
é possivel
imaginar
;
por
exemplo:
—
«Legitimidade
podia,
ainda
no
melhor
sentido, ser
apenas
uma
desculpa miserá
vel,
hoje
para
uma
guerra
civil
mortífera
.»
E
acrescenta
que
n'oiit.-o
tempo
se
po
diam
desculpar
guerras
ci
v
is
por
causa
d’ella;
mas
hoje
é
isso
cousa
góthica e
absurda.
Eis
ahi
como
campanudos
sofistas,
qual
o
Times
frequentemente
se
mostra,
apre
sentam
sofísticos
argumentos,
qne fasci
nam
e
illudem
amrm>s
ligeiros
e super-
ficiaes
;
apresentando-lhes
fundamentos fal
sos
de
cousas
e
de
instituições,
que
os
têm
muito
mais
sólidos,
úteis,
e
verdadei
ros
em
a
natureza
das
cousas,
e
nas con
veniências
da
sociedade
humana.
A
Legitimidade
não
foi inventada
para
interesse
de
nenhuma
família,
mas para
interesse
do
Estado
—seja
elle
monárchico
ou
republicano.
A
Legitimidade adoplou-
se
para
fixar
uma
ordem
de
cousas,
que
assegure
a
tranquilidade
de
uma
socieda
de,
para
pôr
fim
a
pertenções,
e
rivali
dades, e
contendas,
e
desordens, e
incer
tezas
;
que
perturbem
o
socego
e
paz
das
nações.
A
’
vista
d
’
esse
verdadeiro
principio,
ajuíze
se da
sentença do mesmo
Times,
que
apparece mais
abaixo,
quando
diz :
—
«Hoje
contendas
por amor
de
um
meo-
bro
d
’
oma
família
antes
que
de
outro
é
simplesmente
um
regresso
ao
barbaris
mo»!
!
—
Isto
é
demasiado
superficial
e
ab
beraes
a
aureola
do
valor
e
só
reservan
do
pata
o liberalismo
calholico
a
vergo
nha
da
cobardia
Toda
a
nossa
demons
tração
repousa
sobre
esta
antithese
:
é
ne
cessário
por
conseguinte
que
o
leitor
tios
perdoe
o
apresentarmos-lh
’a
consianltmeu-
te
diante
dos olhos.
O
que
de nós
tem òi
reito
a
exigir,
é
que
lhe
forneçamos
uma
demonstraç.o
tigorosa,
—coisa
facil
quanto
á
questão especial que
n
’esle
momento
nos
occupa.
A
verdade
pode
ser
atraiçoada
de
duas
maneiras:
—
pelas
exagerações
que,
lornan-
do-a
odiosa,
a
privam
do
seu
poder
'de
attracção;
e
pelas
diminuições, que a
não
tornam
atlracliva
senão
mutilando-a.
Já
tivemos
occasião
de
assigoalar
e
de
des
aprovar
a
piimeira
d
’
estas
duas
tendências
com
que
os
liberaes
gostam
de
gratificar
lodos
os
seus
adversários
(irnputaudo-lh
’
a),
—
lendencia
que
não
pode
ser em
reali
dade
se
não
falia
accidenial
de um peque
no
nomeio.
Não,
não
gostam
todos
os
ca-
lholicos
auli-iiberaes
de
tornar mais
dillicil
a
reconciliação
da
sociedade
modtrna
com
a
Egreja,
quer
exagerando
os
êrros
da
primeira,
qúer o» ensinamentos da
segun
da,
e
patenteando
exelusivameote
os
pou
tos
de
desaceordo:
se,
lembrando-nos
das
palavras
e
dos
exemplos
do Salvador, não
tememos
em demasia,
para
a
sua doutri
na,
a
impopularidade
que
elle
foi
o
pri
meiro
a
soffrer,
estamos
porém
longe
de
com
ella
nos
comprazermos,
e
aspiramos
pelo
conltario
com nossos
mais
ardente*
desejos
ao
restabelecimento
ò
’
esse
reinado
social
de
Jesus
Christo
que
só
pode pro
vir
do
consentimento livre
dos
po*os.
R-e-
pellimos
pois,
como
efleito
de
uma
preju
dicial
temeridade,
as
exagerações
que
ten
deriam
a
estreitar,
mais
do
que o
faz
a
Egreja,
a
defeza
e
a
applicação
dos
prin
cípios.
Mas,
se
ha
temeridade
em
ferir
assim
surdo
para
se
lhe
responder
sériamenle.
E
’
immenso
ainda
depois d’
i$to
o
tal
artigo
do
Times,
que
comiuúa
no mesmo
sentido
inteiramente
revolucionário
e
anár-
chico,
estabelecendo
taes
doutrinas
e
pa-
radoxas
que
aluirám
toda
a
sociedade,
se
ao
pé
da
letra
se entenderem
e
pratica
rem.
Tem,
comludo,
um
norte
fixo,
e
vem
a
ser,
o
mesmo
de
todas
as moder
nas
revoluções,
ou
«sociedade
moderna»,
como
lhe
chama o
mesmo
Times,
que
consiste,
em
repudiar
iodes
os
princípios
Calholico*,
abater a
Eg
r
eja desacreditar
os
seus ministros,
o
seu
culto, os
seus
dogmas,
e
preparar
assim
o
prefeito
aba
timento
das
nações
Catholicas,
para tra
zei-as
depois
a
um Calholicismo
Protestante
Anglicano.
Leiam
se
ainda âs seguintes sen
tenças,
e
mais
e
mais
se
irá
percebendo
onde
ellas
se
dirigem
:
—
«Os
estrangeiros
sympalhisadores
com
D.
Carlos
dizem, já
>e
entende,
que
elle
representa
cousa
maior que
a
da
legiti
midade—
os
direitos
políticos
da Religião
Cathóliça
Romana».
Isto
mesmo
diz o
Ti
mes,
não
se
póde
inteiramente
a Imiitir,
e
allega
como
razão
que
o
Papa
sempre
favoreti
muito Dona
Isabel,
e
nunca
re
tirou
Je
todo
sua
sympalhia
do
Aflonsito,
e
então
prosegue
(formaes
palavras):
-
«Os
motivos,
com
tudo,
dos
Catholi
cos
policos qne
ardentemenle sympathizain
com
D.
Carlos
sam
ioteiramente intelligi-
veis:
Pensam
que
a
sociedade
moderna
*ae
cahir
em
ruim,
por
haver
renuncia
do
sua homenagem
ao
clero
Papal,
e
par-
lictilarmente
anceiam que
a
Egreja
não
perca
a
Hispanha
sua
última
/orlaleza.
Pensam
que
se
a
Hispanha
fôsse
regida
por
princípios
essenciulmenle
Catholicos—
se
todas
as
casas
de reuniões
Protestantes,
fôssem
cerradas,
a
distribuição
de
livros
heréticos
prohibida,
o
clero
enriquecido
e
armado
de
poder — até
a
França
mesmo
gratuiiamente
a
opinião
publico,
como
qua
lificar a
lendencia
centraria,
—
aquella
que
para afagar
essa
mesma
op
nião
dissimu
la
os
princípios,
recusa confessar
os
di
reitos
de
Jesus
Christo,
e
nem
sequer
es-
crupulisa
em se
mostrar
connivenie
com
os
despresadores
de seus direitos
divinos?
Esta
lendencia
que
é
por
certo
a
mais
saliente
<lo
liberalismo
calholico,
não
me
recerá a qualificação
de
cobardia
?
A
Sa
grada
Escriptura
exalta
a
coragem
d
’
aqnel-
le
bom
e
santo
velho
que,
convidado
a
salvar
sua
vida
deixando
crer
que
linha
violado
a lei
de
Moysés,
antes
quiz
mor
rer
do
que
dar
similhante
escândalo
por
seu
silencio.
Se
elle
houvera tido
mu pro
cedimento
contrario
não se
tornaria
cul
pado de
uma
verdadeira
cobardia
’
Dois
bem!
o
qne
faz
o
liberalis-mo
citholico?
Diz
a
seus
adeptos:—
Eitre
os
dogmas
du
vossa
fé
lia
um
que
as
sociedades
mo
dernas
estão
resolvidas
a
supprimir,
—
é
a
realesa
social do Hom
m
Deus.
Se
per-
si-tís
em
confessar
este
dogma,
íchaes-
vos
o
ficcesso
das
altas
posições
do
Esta
do
e
a
entrada
na*
corporações
scientifi-
cas
:
dev-is
renunciar
aos fav.res da
opi
nião
e
ás
vantagens
sobslanci.tes
que
a
cempanh m as
lisongeiras
distineções
de
que
ella éa
dispensadora.
Dissimulae
pois:
sem negar
aberlamente
o
dogma
aborre
cido,
ttiostrae
por
vosso Silencio
que
lhe
não
l'gaes grande
importância; fiaterui-
sae
com
áquelles
que
o
repellem,
e
go?r-
dae
todas
as
vossas
antipathias
para
os
que
o
sustentam
mui
aberlamente.
Ficare
s
ain
da catholicos,
pois que
não
negueis
ne
nhuma
das
verdades
ensinadas
pela
Egre
ja
:
no
entretanto
recolherei* todas as van
tagens
que
o
liberalismo prom-tte
a
seus
sectários.
(Continua)
poderia
então
vir a cahir
lambem
sob
o
poder
de
um
Rei
Catholico, e
poderia
as
sim
estancar-se
a
corrente plena das
dou
trina? revolucionarias,
»
A. R. SARAIVA.
(
Continua)
GAZETILHA
Transferencia.
—
Acaba
de
ser
tran
sferido
do
secretariado
geral d
’
Angra
para
o
do
Funchal
o
nosso
amigo
e
patrício
o
snr.
Gualdtoo
Alfredo
Lobo de
Gouveia
Valladares.
Esta
transferencia
devia
ser
muito
agradavel
a
s. exc.
”
pelos
padeci
mentos de
sua esposa,
a
quem
tinham
aconselhado
mudança
de
ares.
Damos-lhes
por
isso
cordeaes parabéns.
Bespaeho*.
—
Foi
despachado
para
governador
civil
d’
Angra>
do
Heroísmo
o
snr.
barão do Ramalho,
e
para secretario
geral
o snr.
Abiiio
Guerra
Junqueiro
Este
snr.
Gue»ra Junqueiro
será por
ventura
o
indivíduo
qne
com
este
nome
escrevia no
Diário
da
Tarde,
de
saudosa
memória,
coisas
do
theór
seguinte:
hoje
ha
lausperenue
na egreja
de
tal
e
baile
de
mascaras
no
circo
de tal; os
portuen
ses escolham aonde
preferem
ir
divertir-
se
(!!!!>?
Será
o
mesmo
que
por occasião
da
bênção
das
machiuas
do
caminho de
ferro
do
Minho
publicou
uma
versalhada
itnmo-
ralissima,
irreligiosissima
?
Será,
o
mesmo
que
escreveu
orna
coisa
intitulada
«Victoria
da
França»,
que
é
um
conjuucio
de
parvoíces?
Despachos
d
’
esta orde
n
nada
honram o
ministro
que
os
referenda
4M»ito í4’«m
«Isatincêr».
—
Dá-nos
a
«Palavra»
a
tristíssima
nova
do
tallecimento do
nosso
amigo
o
ex.
tuo
snr.
Roberto
Guilherme
Woodhousé,
es-
criptor
catholico
de
grande
nomeada
e
profunda
erndicção.
E'
caro
a
maior
mãgoa
que
damos
esta
noticia.
Pedimos
as
Orações dos leitores
pela
alma
do
nobre
finado.
Mercê.
—
Foi
agraciado
com
a
com-
menda
da
Conceição
o
nosso
amigo
o
snr.
José
Antonio
R-bello
da
Silva, distincto
cavalheiro
d
’
esta
cidade.
A
■ereniHSitiva infanta 8>.
Izn-
beJ
Maris».—O
«Diário
do
Governo»
de
20,
publica
o
seguinte:
Sua
Alteza
Real
a Senhora
Infanta
D.
Jzab
I
Maria
passou
o
dia
de hontem e
a
noite
mais socegada;
não
teve
accesso
fe
bril,
cornludo
a
adynaroia
é
grande,
o
que
torna
o
seu
estado
da
maior
gravi
dade.
JEra «le
jwstiça.
—A
respeito
d
’
oma
commeuda
com
que
foi
agraciado
o
snr.
juiz
de direito
de
Sabngal, actualmente
na
Certa,
dizem
alguns
jor
nàes
dp
Porto
que esta
distineção
lhe
fôra
conferida
em
remuneração
de
serviços
secretos.
Os
taes
serviços
foram
porventura
o
ter
presos
in-
nocentemente
alguns
cidadãos
açcusados
de conspirar
a
favor
dos
carlistas,
demo
rando-lhes
perto
de
seis
mezes
o
processo
de
recurso para
a
Relação
do
districto,
ovde
lhes
foi
concedida
fiança.
Como isto
caminha
!
Attendtdo.
—Por
despacho
de
30
de
março,
publicado
no
«Diário
do
Governo»,
n.°
85,
foi
atteudido
e
isento
do
serviço
do exeicito—Joaquim,
filho
de
Manoel
Gomes,
da
freguezia
de
S.
Miguel
de
Pra
do,
concelho
de
Villa
Verde,
d'este dis
tricto.
FallecimenSo.
—
Ante-hontem
entre
gou
a
alma
a
Deus
a
joven
D. Elvira
Fernandes
Tinoco.
filha
de
D.
Narciza
Ri
a
da Conceição
Tinoco,
viuva.
Falleceu
em
casa
de
seu thio,
o
snr.
Antonio
José
Pereira,
negociante
d
’
esta
cidade,
o
qual
mandou
celebrar
no
templo
dos
Terceiros
pomposos
responsos
antes
de
ser
condu
zido
para
o
seu jazigo de
familia o
ca
daver
da
finada.
©ntro.—
Falleceu
no
mesmo
dia a
snr.
a
D. Marta
da
‘
Luz,
viuva
de Custo
dio Marques
Dias.
Com
o.
fallecimento
d
’
esta
senhora,
que
estava ligada
por
paren
tesco
com
vários
negociantes
e
proprietários
d’
esta
cidade,
dá-se
um
caso
muito
sin
gular,
e
é
que
n
’
um pequeno
espaço,
do
meio
da
rua
do
Souto
ao
largo
do
Barão
de
S. Martiuho,
se
achavam
de
nojo
nove
casas,
e
as anojadas
todas senhoras
;
sen
do
uma
filha
viuva,
tres
irmãs, duas
thias
e tres
primas.
—
Também
falleceu,
48 horas
depois
de
ter
perdido
um
seu
filho,
o
snr.
Antonio
de
Si
mas
Machado, maior
reformado.
Este
distincto
militar,
que
ser
viu
por
muitos annos
no
regimento d
’in-
fanteria
8,
n
’esta
cidade,
onde
casou
e
fi
xou
sua
residência, gosava
de
grandes
simpathias de
todos,
sem
distineção
de po
lítica
; pòrque
o
seu
comportamento
irre-
prehensivel
e
sentimentos religiosos
o cons
tituíam
distincto
cavalheiro.
Nós
dedicava-
mos-lhe
particular
affeclo
de
que
o
fina
do
era
digníssimo.
Deve
ter
hoje
na
egreja
da
Misericór
dia
officios
fúnebres
antes
de
ser
condu
zido
para
o
cemilerio.
A’
inconsolável
viuva, que
dentro
em
48
horas
acaba
de
perder
um filho que
rido
e
um
esposo
extremosissimo,
en
viamos comprimentos
de
pezames.
A borboleta.—
-Publicou-se
o
n.°
6
d
’
este
jornal
litterario,
dirigido
pelo snr.
Dias
Freitas.
Este
n.°
vem
interessante
e
variado
como
os
anteriores,
e
contem
os seguin
tes
artigos
:
Modas,
por
D.
Adelaide
de
Menezes
;
Fabula,
pelo
dr. João
de
Deus;
Cor
do ludo,
por
Uma
portuense
ignota;
Bem
hajam,
pelo
dr.
Alberto
Cruz
;
Co
roa
de
Christo,
pelo dr. Pereira
Caídas;
Brasilianas
(I),
pelo
dr.
J.
M.
<h
Ma
cedo;
Solidões:
Ào
ex'°"
snr.
Antonio
Jo
sé
Viale ,
por
Correia
Júnior
;
Rumores
lilterarios
;
Noite
de
noivado,
por
Gomes
Leal
;
O
sacrifício
de
Jesus,
por
Soares
Romeu
Júnior
;
Poetas
(IV),
por
Gastão
de Tavora ; Scenas
vulgares
(I),
por
I.
J.;
Derradeiro
adeus,
porA.
Malheiro ;
O
amor;
A
primavera,
por
M.
Manso
;
Amor
fatal,
por
E.
d
’Amorim; A
’
exm.
3
snr.
3
D.
Lau-
ra
G.,
por João Novaes
;
Expediente.
Iloa
resposta.
—
Socraies
convidou
várias
pessoas
para
um
jantar;
mas sua
mulher
Xaolipa
julgou
demasiadamente
sobrio
e
frugal
o
banquete
que
seu
ma
rido
queria
-ofkrecer
aps
amigos.
Socega, disse-lhe
o filosofo, se
forem
pessoas
bem educadas
e
discretas
acharão
bom tudo o
qne
lhe
dermos
com
muito
boa
vontade;
se
não
forem,
também
não
merecem
que
nos iocommodemos
para
os
obsequiar.
Ao
dia» de
enganos.—
Em
Paris
como
em muitas outras
partes
o
dia
l.°
de
abril
é
o
chamado
«dia
de,enganos».
A
este
respeito
conta
a
«Gaulez»
uma
his
toria
que
se não
é
verosímil,
é
pelo
me
nos engraçada.
Em a
noite
do
l.°
de abril
occorreu
uma scena muito
original
no bairro
de
S. Jorge,
onde
uma
das
nossas
divas
da
opera
bulia
letn
um
palacete
magnifico
e
pequeno.
A
snr.a
X
..
havia-se
deitado
ha
tem
po
e
dormia
á
regalada,
quando
entrou
a criada
a acordal-a
dizendo-lhe
que
um
cavalheiro,
ao
sair
d’um
baile
e
ao
passar
por
em
frente
da
casa,
tinha
visto
um
homem no
telhado
da
mesma.
O transeunte
bateu
á
porta,
disse
em
voz
baixa
o
que
occorria
ao
porteno,
e
este
foi
chamar
os
agentes
da
ordem
pu
blica
para
capturarem
o
que não
podia
deixar
de
ser
um
Criminoso.
A
snr.a
X...,
morta
de
medo,
saltou
da
cama,
cobriu-se com
um
ligeiro
pen
teador.
e
tomando
o
cofre
das
suas joias
foi
para
a
rua
onde
a
esperava
o
sugeilo
que
dera
o
aviso,
em
trage
de
baile.
O desconhecido confirmou-lhe
a
soa
narração
anterior,
e
para não
chamar
a
altenção
do
larapio, concordou-se
em
não
fazer
nada,
em
quanto
não
chegassem
os
guardas.
Por
fim
apparecem
estes, sobem ao
telhado
e
revistam
com
minuciosidade
sem
encontrarem
viva
alma.
Afinal,
a
snr.a
X...
dá
uma
palmada
na
testa,
exclamando:
—
Já
sei
o
que
él
Estamos‘
no
1.®
de
abril
e
é
uma pulha.
E
querendo
tratar
o
desconhecido
co
mo
elle merecia,
proctira-o
debalde
—
o
aosso
homem
havia
desapparecido.
A
snr.a
X...,
fria e
furiosa,
tornou
a
entrar
em
sua casa,
lembrando-se
de
masiado
tarde
de
que
o auctor
da brin
cadeira
é
um
adorador
despresado
por
ella,
o
qual sem
duvida
procurou
esta
occasião
para se vingar.
Cura
«*s»
SiydrofobÊa.
—
Um
velho
guarda
rural
saxonio,
usava,
com
provei
to,
nas
mordeduras
de
cães damnados
em
pessoas
ou
animaes, da
seguinte
re
ceita:
Lavava
a ferida
com
vinagre,
sal
e
agua
tépida;
deixando
seccar
leotamente
a
lavagem
e
depois
deitava
algumas
gotas
de
acido
chlorydrico
que destruía
o
ve
neno.
A
fotografia
e a medicina.—O
«Lyon
Medico»
aponta
um
emprego sin
gular
da
fotografia
como
meio
de
distin
guir
certas
enfermidades
desde
o seu
prin
cipio.
Com
effeito,
a
fotografia
apresenta
mui
tas
vezes sensibilidade
tal
que
faz
sobre-
sair
certos defeitos qoe
os
olhos
nem
se
quer
podem
notar.
Assim
é
que
ha
annos
se
fotografava
uma
dama
cujo
retrato
saiu
cheio
de
manchas,
em
quanto que o
ori
ginal
não
apresentava
vestígio
algum.
No
dia
seguinte
appareceram
claramente
e
a
retratada
morreu
da vaiiola.
A
fotografia precedem
a
vista
e reco
nhecera
antes
d’
esta
manchas
d
’
um
araa-
rello
muito fraco.
JDãogcnes
—
Ura
dia
Aristipo,
filosofo
da
côrte,
vendo
qoe Diogenes,
filosofo
popular
e
independente,
lavava
na
fonte
alguns
legumes
para
se
alimentar,
disse-
lhe:
—
se fosses
para
a
côrte
dos
grzndes
e
poderosos
não
te
verias
na
necessidade
de te alimentares
com
tanta
sobriedade.
Diogenes respondeu-lhe:
—
se
te
alimen
tasses
com
esta
sobriedade,
não
terias
necessidade
dos
grandes
e
poderosos
da
côrte.
Indultos.
—
Foram
comprehendidos
no
perdão
da
Semana
Santa
os
seguintes
indivíduos
militares,
condemnados
em
di
versas
penas:
Antonio
Maria
Matuto,
soldado'
de ar-
lilheria
1,
commuiada
a
pena
na
de
utn
anno
de prisão
em
uma praça
de
guerra.
Arseoio
Xavier,
soldado de
artilheria
1,
cornmutada
a
pena
na
de
6
mezes
de
prisão
em
uma
praça de
guerra.
Antonio
Rosado,
soldado
de
cavallaria
2,
cornmutada
a
pena
na
de 1
anno
de
prisão
em
uma
praça de
guerra.
Antonio
Ramalho,
soldado
de
cavallaria
2,
commuiada
a
pena
na
de
1
anno
de
prisão
em
uma
praça de
guerra.
José
Martins,
soldado
de
cavallaria
5,
commuiada
a
pena na
de
1
anno
de
pri
são
etn
uma
praça
de
guerra.
Avelino
Leal
Pinto,
soldado
de
caçado
res
da
Rainha,
commuiada
a
pena
na
de
1
anno
de
prisão
em
uma
praça
de
gue<ra.
Manoel
de
Oliveira, soldado
de
caça
dores
7,
commuiada
a
pena
na
de
1
anno
de
prisão
em
uma
praça
de
guerra
Manoel
Duarte,
soldado de
infanteria
2,
commuiada
a
pena
na
de
1
anno
de
prisão
em uma praça
de
guerra.
Antonio
José
Pereira
da
Luz, soldado
de
infanteria
2,
cornmutada
a
pena
na
de
6
mezes
de
prisão
em
uma praça de
guerra.
Antonio
Augusto
Ribeiro
Gomes
de
Abreu,
soldado
de
infanteria
8, commu
iada a
pena
na
de
1
auno
de
prisão
etn
uma
praça
dê
guerra.
José
Joaquim,
soldado
de
infanteria
8,
commuiada
a
pena
na
de 6
mezes
de
pri
são
em
uma
praça
de
guerra.
Antonio
da
Cunha,
soldado
de
infan-
leria
8,
expiada
a
culpa.
Leandro
Pinto,
soldado de
infanteria
8,
commuiada
a
pena
na
de
1
anuo
de
prisão
em
uma
praça
de
guerra.
Antonio Teixeira, soldado
de
infanteria
13,
commuiada
a
pena na de
6
mezes
de
prisão
em uma
praça
de
guerra.
Jacinto
José,
soldado
de
infanteria
13,
commuiada
a
pena
na
de
18
mezes
de
prisão
em
uma
praça
de
guerra.
Pedro
Maria
Ponces,
soldado
de
infan-
leria
15, commuiada
a
pena
ua
de
1
anno
de
prisão
etn
utna
praça
de guerra.
Pedro
Antonio
de
Miranda,
soldado
de
infanteria
16,
commuiada
a
pena
na
de
6
mezes dè prisão
em
uma
praça
de
guerra.
Faostino.
soldado
de infanteria 16,
commuiada
a
pena
na
de
6
mezes
de pri
são em uma
praça
de
guerra.
Joaquim
Maria, soldado
de
infanteria
17,
cornmutada
a
pena
na
de
1
anno
de
prisão
em uma praça
de
guerra.
Obra àmpartasiitissiína.—
O
snr.
Manoel
Milheiro, proprietário
da
«Livra
ria Portuense»,
acaba
de
publicar
uma
obra
importantíssima.
E
’
a
«Egreja
trium-
fante
no
Concilio
do
Vaticano,
exposição
dogmatica,
filosófica
e
histórica
dos
de
cretos do
Concilio
ecurnenico
do Vatica
no»;
bello
volume de tresentas
e
tantas
paginas,
com
capa
lithogràfada
a côres.
N
’
esta
obra
magnifica,
sem
duvida
uma
das
mais
completas
que
sobre
o
assum
pto
se
teem
estampado,
se
reunyro
luci
díssimas
cartas
e
inslrucções
paslôraes
dos
senhores
Bispos
d’
Aqudla
e
de
Calvi e
Teano,
ambos
os
quaes
fizeram
parte do
Concilio:
assim
é
que os
trabalhos
d
’
esta
veneranda
assembleêa
são
por
elles
expos
tos
com
uma
clareza
e
franqueza,
que
le
vam
a
evidencia
e
convicção
a
todos
os
ânimos
despreoccupados.
Alem
d
’
essa
exposição brilhantíssima
das deliberações
do Concilio,
são
pulveri
zadas
as objeccões e
confundidas
as
falia-
cias
de
Doeflinger
e
de todos
os
adversa-
rios
da
infallibilidade
pontifícia
ou
im
plicitamente
da
religião
catholica
Hoje
que
a
cada
canto
surgè
um pe
dante
ridicularisando
a
infallibilidade
do
Vigário
de
Christo
e
atacando
a
Egreja
catholica,
e
com
suas
argúcias
conseguin
do
ás
vezes
illudir
os
simples
e
fazer
callar
os
ignorantes
por
falta
d
’
argumen-
tos
com
qne
lhes
respondam, a
obra
de
que
nos
occupatiios
é
do
maior
interesse
e
opportunidade,
não
só
para
os
snrs.
ecclesiaslicos,
que
n
’
estas
matérias
devem
mostrar-se
sempre
competentes, s
não
pa
ra
todos
os
fieis,
porque
lodos
devem
co
nhecer
os
fundamentos
da sua
crença,
e
sa
ber
dissipar as
capciosas
rasões
com
que
lh
’
a
combatem
os
incrédulos.
Para
concluirmos,
diremos
que
o
tra-
diictor
da
«Egreja
triunfante»
foi
o
exc.m®
snr.
D.
Miguel
Solto-Mayor,
ura
dos
nos
sos
mais
distinctos
escriptores
catholicos,
o
qual
ao
esmerado
trabalho
da uaduc-
ção ajuntou
notas
e
ampliações
muito
im
portantes.
Recommendamos
pois
mui
enearecida-
mente
esta bella obra,
e
asseveramos
que
aquelles
que
a
comprarem,
darão
por
mui
bem
empregado o
seu dinheiro.
lUneati armando-se
para
resis
tir aos eliinezes.—
Ha
muito
tempo
que
a
cidade
de
Macau,
essa
sentinella
perdida
que
Portugal
conserva
na
frontei
ra
da
China
a
recordar
á
Asia
o
nosso
antigo
poderio,
é presa
de
toda
a
sorte
de pressões
e
contrariedades
por
parte
do
gove.no
cbinez, que parece
procurar
o
aniquilamento
d
’
essa
colonia.
Um
novo
fa
cto
põe
em
mais
frizaote
relevo
essa
ten
dência.
As
authoridades
chinezas
de
Cantão,
segundo noticias qne
hontem nos
trou
xeram
as
folhas
maevistas,
ciliciaram
ao
governador
da
nossa
colonia,
o
snr.
Lo
bo
d’
Avila,
communicando
lhe
que
a
26
de
fevereiro
seriam estabelecidas
alfande-
gas
chtnezas
na
ilha
da Lapa,
ao
que
o
snr.
Lobo
d
’
Avi!a
respondera
que
uão
consentiria
a
collocação
de postos
fiscaes
n
’
aquelle
ponto
e
que
a
isso se
opporia
a
todo
o
tran.-e.
Para
pôr
por
obra
a
soa
resolução,
preparava-se
a
tropa
de
primeira
linha e
a
policia,
e
ia
chamar-se
ás
armas
o
ba
talhão
nacional,
Apromptavam-se
matérias
de guerra
e
as
fortalezas
achavam
se
em
altitude
de
repellir
com
energia
o atrevi
mento
dos
chinas.
A
canhoneira
Tejo
recebera
ordem
pa
ra
não
consentir
que
se aproximas-se
da
Lapa
qualquer
força
chineza, e
a força
armada
de
terra
tivera
inslrucções
para
pre?tar
com
a
maior
rapidez
o
auxilio
que
fosse
necessário.
Esta
altitude
energica
é
de certo
mui
to
digna
e
muito
proticua
contra a
in
solência
do
governo
chiaez.
Uma
canhoneira
chineza chegára
a
Macau,
conduzindo
a
seu
bordo
um'man
darim
e alguns
empregados
com
utensí
lios
para
o
estabelecimento da
alfankga
em
questão,
mas
até
á
sahida
di
mala
os
chinas
nada fizeram
pará
a
inaugurar.
A.
canhoneira
vollára
para
Cantão,
dei
xando
os
empregados
e
os
utensílios
n
’
u-
ma
casa
no bazar.
0
projectado
posto
fiscal devia
ser
coliocado
em frente las
nossas
fortalezas,
para
se
cobrarem
im
postos
aduaneiros
em
aguis
portuguezis
e dominando
as
fortalezas
da
cidade.
Isto
seria
uma
affronta
vergonhosa
pa
ra
a
nossa
bandeira
e
um
perigo
para
a
integridade do território, affronta que
nós
devemos
repellir
com
energia
para
a
hon
ra
do
paiz.
E’ provável
que
a
nobre
al
tivez
do
governador
tenha
retrafitdó
a
audacia
dos
chinez.es
;
mas
o
governo
de
soa
magestade
de
ce.
to
tomará providen
cias
para
fazer
comprehender
de
uma
vez
para sempre
ao governo
do
Cantão
os
limites
do seu direito
e
ensinar-lhe
a
respeitar
o
nosso.
Um
dos
meios
seria
entrar
na
liga
das
nações
que
teem vis
to
obrigadas
a juntar
os
seus e
f
rços
para
se
desaffrontarem
das
suecessivas
in
jurias
dos
piratas
e
não
piratas
do
ce
leste
império.
—[D.
P.)
O
Louvre.
—
As
origens
do
L
uvre
perdem-se
nos
tempos
do
rei
Dagoberto.
tão
celebre
nas lendas
francezas.
Porém
o principal fundador
de
tão
histotico
pa
lacio
em
1204
foi
Filippe
Augusto.
Ao
principio
teve
o
caracter
de
uma grande
fortaleza.
Carlos
V
embeliesou
o,
mas
o
grande creador, do
monumento
mais b
Ho
de
Paris
foi
Francisco
I.
A
grande
galeria
de
Napoleão
III
foi
completa
ó
em
1837,
e nelle
se
via
uma
grande
lapide
de
már
more
na
qual
se
lia:
«1541:
Francisco I
principiou
o
Louvre
—1564:
Caiharina de
Médicis principiou as Tolherias
—1852:
Napoleão
111
uniu as
Tulherias
ao
Lou
vre.»
Os
grandes
architectos
Bcroini,
o-au
ctor
da
columnata
de
S.
Pedro
de
Roma,
e
Perrault,
figuram
entre
os
constructo-
res
do
Louvre.
A
primeira
revolução
fran
ceza,
longe
de
destruir
aquelle
palacio,
fez
d’
elle
o
mais
magnifico
museu
do
mundo
O
primeiro
império
fez
n’elle
as
obras
artísticas
mais
notáveis
do
mundo;
po
rém
em
1815
os alliados,
e
especialmen-
le
a
Áustria,
Inglaterra
e Prussia,
recla
maram
que
se
restituíssem
todos
os
the-
soiros
das
artes
pertencentes
á
Italia,
Ilespanha,
Allemanha
e
outros
povos.
As
Tulheiias,
convertidas
em
palacio
durante
a
vida de
Maria
de
Mélicis, fo
ram
a
residência
imperial do
primeiro
Na
poleão
e
theatro
de
terríveis
dramas
no«
tempos
deCailos
X,
Luiz
Filippe.
A
im
peratriz
Eugenia
abandonou
este
palacio,
até
que foi
invadido
pelo
po-o
amotinado
de
Paris.
Uma
semana
antes
do
incêndio,
abria-se
ao
povo
para
os
concertos
que
n
’
elle
deu
a
communa.
Keeo:ni:ien<lavel esforço. — Em
França
faz-se uma
pia
diligencia
para
se
obter
a maior
perfeição na imagerie
reli-
gieuse ou
feitura
das
imagens
religiosas,
por
meio
de
chormo-lithografia,
processo
nascido
ua
Roma
pontifical.
A
respeito
de
tão
louvável
diligencia,
o
conhecido
Léon
Gautier
fez
ha pouco
uma
publicação
em
artigo. O
alludido
esforço
vai sendo
co
roado
de
sucesso.
Ainda
bem!—(
Pala
vra.)
Conioniana.
—
Nào é
nada
menos
do
que
uma
collecção
de
1318
volumes,
com
prados por
sua
magestade
o
imperador
do
B'azil
para a Bibliotheca
Nacional
da
cô'te,
todos
relativos
ao
lamoso
epico
por-
tuguez
Luiz
de
Camões,
desde
as
suas
RUylhmas
impressas
em
Lisboa
por
Ma
noel
de
Lyra
em
1595
até
ás
mais
re
centes
edicções,
versões
ou
criticas
das
suas
obras,
sempie e
por
toda parle
fes
tejadas.
A
Camoniana
comprehende:
Edições
das
Rhylhmas:—2
em
7
vo
lumes.
Edições
das
Obras:
— 41
em
48-
volu
mes.
Edições
dos
Luziadas:—
41
em
48
vo
lumes.
Edições
de
traducções
dos
Luziadas:
—
48
em
65
volumes.
Edições
de
Traducções
das
Rhylhmas:
—
10
em
10
volumes.
Obras
sobre
vida
do
poeta;
—11
em
11
volumes.
Obras
de
critica:
—32
em
29
volu
mes.
Exlraclos
do
original
portuguez
e
ver
sões
de
trechos
ou
composições
isoladas:
—
10
em 10
volumes.
Composições
varias',
que
teem
por
ob-
jecto
a
vida
de
Camões ou
seu
famoso
en
genho:—42
em
40
volumes.
Composições
vagas,
que
teem
por
objecto
o
episodio
de
D.
Ignez
de
Castro:
—
45
em
47
volumes.
Bibliografia
especial:—2
em
2
volu-
me§.
Accresce
a
toda
este
riqueza,
um
gros
so
volume
in-4.° manuscripto,
e
da
pró
pria
lettra
de
M.
j. E.
Rabello—
formador
da
colleção
—
contendo
copia
de
todas
as
passagens
em
qoe
vários
autores
trataram
de Luiz
de
Camões
e
de suas
obras.
«E’
pois
evidente,
diz
o
illustre
snr.
dr. Benjarnin
Franklin
Ramiz
Galvão
n
’um
escripto
ao
Globo,
de que
extráctamos es
ta
noticia,
que
a
Camoniana
do
Bio
de
Janeiro
senão
é
collecção
uuica
no
seu
genero,
póde
ao
menos ufanar-se
de
não
ter
muitos
rivaes,
ou,
para
fallar
com
mais
propriedade,
de
não
ter
como
rival
senão
a
collecção
da
Bibliotheca
Nacional
de Lisboa, que
por
todas
as razões
nos
devia
levar
a
dianteira
n
’esle
particular.»
—
(J
da
N
)
As mnlhere» e o» vestidos. —
Diz
nm
escreptor
curioso,
que
se
podem
conhecer
as
mulheres
pelo
feitio
e
côr
do
vestido.
As
que
o
usam
apertado,
são
avaren
tas
—largo, casquilhas
e
pródigas
—
muito
curto,
apaixonadas
pelos
bailes
—comprido
e
aceiado, ricas
e
elegantes
—
curto
e
su
jo,
desmazeladas
—
despregado,
preguiçosas
—
sempre
novo,
temíveis
—
sempre
velho,
renunciaram
ao amor
—
de
côres
claras,
muito
alegres—
de
cores
escuras, timora
tas
e
prudentes
—
as
que usam
vestido
afogado,
são
modestas
—
muito
decotado,
são
formosas
—
as
que
o
levantam
quando
chove,
tem
com
certeza pernas
e
pés
bo
nitos.
O
numero 19.—
Pio IX
nasceu
em
1792:
sommando-se
estes
4
algarismos
acha-se
19
—
Foi
ordenado
padre
em
1819:
a
somma dá
igualmente 19
—
Foi
eleito
papa
em
1846,
e
fazendo-se
a
mesma
ope
ração,
acha-se
o
mesmo
resultado
19.—
/ Conimbricense.)
Definição
do amor.
—
Este
senti
mento
póde
definir-se
por
diversos
modos
—
Para
o
ambicioso é
o
desejo
insaciável
das
honrarias—
Para
o
agiota
é
tantos
por
cento
ao
mez
—
Para
o
poeta
é
a
idea
isação
do
bello
—Para as
beatas
é
o
amor
de
Deus, e
também
do
proximo—Para
o
lilterato
é
o
editor que imprime o
livro
—Para o
jornalista
é ter
muitos
assi-
gnantes
— Para
a
solteirona
o
amor
é
a
saudade.
Anedoeta*.—
Um
jornalista
distincto,
que
costumada
assignar
os
seus
artigos,
recebeu
um
dia
uma carta
anonyma, cheia
das
mais
atrozes
injurias,
e
que
termina
va
com
a
seguinte
phrase
—
Ao
menos,
eu
não
faço
como o
senhor;
não assigno
as
minhas
torpezas.
=Estavam
dois
amigos
em
nm
café
á
espera
que
os
servissem.
Um d
’
elles,
que
era um
grande
ignorante,
pegou em
um
ornai
e leu
com
grande
attenção.
Diri
gindo-se
depois
para
o
companheiro,
per
gunta-lhe
—
Que
artigo
será
este
em
cifra?
Declaro
que
não
lhe
meiti
dente
—
O
ar
tigo
alludido
era
a
lista
de
uma
loteria.
Acha-se
aberta
no
escriptorio
da ad
ministração
d
este
jornal uma
subscripção
para
prover á sustentação
de
duas se
nhoras,
tilhas
de paes
illostres
e
oulr’ora
abastados,
reclusas
no
cosnento de
Jesus,
da
cidade
de
Aveiro,
no
qual
se
vae
sen
tindo
quasi
absoluta
falta de
meios.
IJJLTIM.DS TJXWm
DA
ACiESCIA
MAVAS
MADRID
18.
—
As
cortes
reassumiram
os
seus
trabalhos.
Respondendo a
uma
interpellaçâo
oo
congresso.
Salaverria
de
clarou
que
ainda
não
ponde
apresentar
orçamento
geral
do
Estado
em
consequên
cia
de
ser
necessário
modificar
o
do
mi
nistério
da
guerra.
Salaverria
piometteu
que
seria
apresentado
brevemente
ás
cor
tes.
ROM
A 18 —
D:z-se
qoe
o
governo
his-
pmtiol
acceitára
a
concordata
de
1851,
sem
o
artigo
l.°;
e
que as
negociações
estão
suspensas
esperando
a
Hispanha
no
vas propostas
do
Vaticano.
Corre
o
boato
de
que
o
Papa enviou
uma
caria auto
grafa a 4) Aílonso,
pedindo-lhe
a
pro
messa
de
que
manterá
a
unidade
catholica.
MADBID
19.
—O
ministro
das
colonias,
respondendo
á interpellaçâo
do
general
marqtrez
de
Havana,
relativamente ás
re
formas
financeiras
de
Cuba,
declarou
que
essas
reformas
estão
submeltidas
á
apre
ciação
do governo
que
ainda
as
não
ap
provou. Julgava
ioopportuna
a
actual
dis
cussão.
O
senado
approvou
o
projecto
de
lei
relativo
á
subvenção
dos
caminhos
de
ferro
qoe
de
futuro sejam
eoastruidos.
MADRID
19.
—
Assegura
o «Imparcial»
que
o
principe
de
Galles
é
esperado
em
Madrid
na próxima
segunda-feira.
Acrescenta
qoe
o
embaixador
inglez
Layard
aguardará
o
principe n
’
esta capi
tal.
RAGUSA
18.
—
As
tropas
turcas
qui
seram
reabastecer
Nicktich,
mas
foram
ba
lidas
pelos
insurgentes
Herzegovinianos.
LONDRES
19
—
Rebentaram
desordens
em
Limerick
entre
os
autonomistas irlan-
dezes
e os
fenians
resultando
40 feri
dos.
NOVA-YORK
18.—
Ha mtnta
falta
de
viveres
em
Garpe
no
baixo
Canadá.
.MxDRID
20.
—
Bolsa
da
tarde
(cotações
olliciaes
—
Interior
16.20,
exterior
falta,
bi
lhetes
hypothecarios
403,00,
boods
do
the-
souro
60
50.
cambio
sobre
Londres
48,55,
dito
sobre
Paris
5,07.
MADRID
19.—O
ministro
das
colonias
declarou
no
congresso
que
o
projecto
de
reformas
em
Cuba
produsiu
certa
emo
7-
ção,
mas
que
o
governo
vela
sobre
aquel
la
colonia,
e será
energico.
Acrescentou
que
a
divida
de
Cuba
excede duas
vezes
os orçamentos
das
re
ceitas.
Ulloa combateu
o
prejecto
conslitucio
nal
dos
notáveis
e
defendeu a
constitui
ção
de
1869.
No
bolsim
da
tarde
os
fundos
bispa
nhoes
internos regularam
a 16,17
a
di-
nheiio,
a
16.20
para
o
fim
do
mez.
CONSTANTINOPLA
19.
—
Um
despa
cho
de
Mokktar-pachá,
commandante
lúr
co na
Herzegovioa,
accusa
o
principe do
Montenegro de
sustentar aberlamente
os
insurgentes.
LONDRES 19.
—
Corre
boato
de
que
os
Eslados-Unidos
prepararam
a aunexação
do
Haiti.
Confirma-se que
a revolução
triunfou
alli,
e
que o
presidente
e
o
com
mandante
geral
foram
fusiladcs.
PARIZ
19.
—
Os
refugiados
carlistas
que
queiram
aceitar
o
indulto
serão
enviados
a
Bayonna,
onde o
cônsul
hispanhol
se acha
especialmente encarregado
de
tratar
com
o
prefeito
a
questão
de
repatriamento.
De-
cases
e
o marquez de
Molins
conferen-
ceiam
actualmente
sobre
a
questão
das
in
demnisações.
A
visita
do
principe
de
Galles
a
Ma
drid
está
oflicialmente
confirmada.
Dois ajudantes
do
rei
Alfooso
foram
para
Gibraltar afim de
acompanhar
a
Ma
drid
o principe.
Os
grandes
dignalarios
da corôa
irão
á
gare ao
meio
dia
receber
o
principe
de
Galles
e
conduzil-o
ao
palacio real
onde
residirá.
Está
preparada
uma
brilhante
re
cepção. O principe
partirá
depois
em com-
boyo
expresso
para
Lisboa.
Será
acompanhado
até
Badajoz
pelas
auctoridades
e
pulo
ministro
inglez,
Lay-
a
rd
.
MADRID
28.
:
—O
principe
de
Galles
chegará
hoje
á
noite
a
Cadiz
e
partirá
immedialamente
para
Sevilha.
Informações
particulares sobre
o
or
çamento da
guerra
dizem
que
será
de
570
milhões
de
reales,
48
dos
quaes
de
despesas
extraordinárias.
O
«Imparcial»
diz que
o
orçamento
geral
será
apresen
tado
ás
cortes na
próxima
semana.
SECÇÃO
DE COMUNICADOS
O
Jornal
do
Minho
respondeu
ao
em-
prasamento,
que
lhe
fizemos
n’
este
jor
nal,
para
no primeiro
n.°
d
’
aquelle
pe
riódico
inserir
a
resposta,
que abaixo
publicamos,
—
que
a
não
trasladava
porque
não tinha
obTigação
legal
para
tanto!
Conservan
lo
na
sua
gaveta
por
perto de
um
mez
aquella
correspondência,
e
dan
do
a
final
uma
decisiva,
que
pouco
se
coaduna
com
a
independência
do
jornal;
mostrou
o
proprietário
do
Jornal
do
Mi
nho,
que
sómente
tem
aceitação na sua
tenda
louvaminhas
aos
seus,
e
detraeções
aos
contrários.
Se eu
conhecesse
bem a
trica
dos jor
naes
de
corrilho,
para
logo
me conven
ceria,
que
no
Jornal
do
Minho,
orgão
do
partido
hislorico,
não
leria
cabida
o
meu
cscripio
; porque n’
elle se
profliga
o
pro
cedimento
do
snr.
padre
Antonio
Fernan
dos
de
Sepulveda,
vulgo
o
padre
Quarti
lho
!
Como
assim?
pois
o
snr.
padre
An
tonio
não
confraternisou
cora
o-
partido
hislorico em
as
eleições
ullimamente
feri
das
para
deputado?
Não
passou
elle
in-
somnias,
e
maos dias
nas
suas
correrias
eleitoraes
para
coadjuvar
o partido
histó
rico
na
lucla
travada?
Não
se
immorlali-
sou
nas
gentilezas
que
então
praticara,
como
galopim
eleitoral,
de
que
com
tan
ta
honra
para
elle
e
gloria
dos
seus se
occupou
a
imprensa
d
’
enlão?
Nào
disse
jor
aquelle
tempo
a
imprensa
que
o
sr.
>adre
chegara
em
tanto
credito
para
o
seu
bom
nome,
até
exercer
pressão
nas
consciências
d’algumas
penitentes
para
convenceremos
seus
maridos
a
que
dessem
seus
votos
em
reforço
do
partido
históri
co ?
Nao
esposamos
essas
accusa-
ções
porque
não espreitamos
o
con-
íissionario
d
’
este
sr.
padre.
A
imprensa
disse-o,
e
não
foi
contradita
pelo
sr.
pa
dre
Antonio.
Sendo
isto
assim,
andando
o
sr.
padre
Antonio
de
braço
dado
com
os
históricos, que se
riem
da sua sim
plicidade,
como
poderia
eu
esperar,
que
no
orgão
de
tão
distinguido
partido se
admillisse
uma
beliscadura
em
seu correli
gionário? Confesso
que
errei
por
alheio
ás
tricas
partidarias.
A
gratidão
porém
do
proprietário
do
Jornal
do
Minho
para
com
o
sr.
pa
lre
Antonio,
nao
deveria
ser
tan
ta,
a
ponto
de
querer
comprometter
a
in
dependência
da imprensa,
que
nos
jornaes
sérios
é
a
primeira
qualidade
;
nem
os
ser
viços
aliás
titânicos,
qtie
este
sr.
palre
prestou
aos
bistoricos
como
galopim
elei
toral,
foram
de
maneira
a merecer
consi
deração
; porque
embora praticasse tudo,
que
lhe
inspirava
a
consideração
da
boa
camaradagem
histórica,
no
tendente ao
appetecido
resultado
eleitoral,
este
foi
to
do
negativo
;
e
este
sr.
padre
conheceu
que
as
sitas
rudes
e
grosseiras
fanfarro-
nadas
deixaram
de
encontrar
ecco
em
seus
comparochianos,
pelo
demerito
e
in
capacidade,
que
o
distingue.
Continue
to
davia
o
Jornal
do
Minho
a considerar
o
sr.
padre
como
ousado
campeador
eleito
ral,
a
ponto
de
comprometter
sua
digni
dade
e
honra,
que
eu
me
rirei
nas
occa-
siões
d
’
ocio
das
illusões
d’
uns
e
d
’
oulros.
Este
cavaco
veio
a
proposito
do
Jor
nal do
Minho,
amigo
d’
este sr.
padre,
não
querer
inserir
nas
suas
colurnnas
a
cor
respondência
que
abaixo
se
segue
:
Sr.
redaelor
do
t Jornal
do
Minho»
De
novamente
volta o
sr.
padre
Anto
nio
Fernandes
Sepulveda,
vulgo o
padre
Quartilho,
com
uma
correspondência, ou
que
melhor nome
tenha,
no
Jornal
do
Mi
nho
de
14
do
corrente,
em
que
dá
a
mesma resposta ás arguições, que diz
eu
lhe
fizera,
corroborara
e
confirmara,
no
appenso,
que
fiz
publicar no
Commercia
do
Minho
n
0
459, e em
resposta
ao
seu
communicado
publicado
no
Jornal
do
Mi
nho
de
29
de
fevereiro passado.
Causa
dó,
compaixão,
e
mesmo
asco
a
maneira
boçal,
como este
sr.
padre
Antonio
se
apresenta
a
fallar
ao
publico,
pela
bocca
e
bestunlo
de
seu
mentor.
Se
ha
caso, em
que
se
possa
dizer, ambos
dArcadia,
é
justaraenie
este,
em
que
o
cliente
corre
parelhas
com
o
defensor. Provavelmente
este
ultimo
communicado
do
sr. padre An
tonio
não podia
deixar
de
ser
escripto
por
algum
ingénuo
;
mas
muito
embora
o
seja,
seu
infeliz
mentor,
saiba ao menos,
que
deveria
ser dotado
d’algum
senso
com-
mum,
1&
juizo
prudente,
para
não
vir
de
modo
soez
como
se
apresentou,
a
justifi
car-se perante o
publico,
não com
pro
vas,
que
não
tinha,
a
não
serem
com-
promettedoras,
mas
com banalidades,
e
simplezas,
próprias
do
mais
rude
campó
nio.
Para
o
publico
avaliar
bem
da
proprie
dade
dos lermos,
de
que
nos servimos,
vamos
trasladara
resposta,
se
tal nome me
rece,
que
o sr.
padre
Antonio,
pela boc
ca
do
seu
desastrado
e inexperiente
men
tor,
deu
á
minha
replica,
que
oífereci
á
sua
primeira
correspondência
=«Q;iando
o
sr.
Domingos
de
Barros
Deveza, veio
pe
la
prime
ra
vez
á
imprensa
formular con
tra mim
accusações
complelainetile
desti
tuídas
de fundamento
(quando
provou
a
inexaclidão
d
’
ellas
?)
cumpri
um
dever
in-
diclinavel
(isso
era,
mas
nào
o fez
!) repe-
ilndo
taes
accusações (de
que
modo?),
e
restabelecendo
a
verdade
dos
factos,
in
teiramente desfigurados
pelo
mesmo
sr.
Deveza
(os
factos
por
mim
narrados
fica
ram
intaclos,
antes
pelo
contrario do que
diz
o
sr.
padre
Antonio,
adquiriram
todo
o cunho de verdadeiros;
por
quanto
so
bre
alguns balbuciou
duas
ine
cias,
e so
bre
outros,
aliás
de verdadeira
responsa
bilidade,
guardou
silencio,
ficando
por
con
seguinte
todas
as
minhas
asserções
con
firmadas
pelo
dito
sr.
padre.)
As
pessoas
sensatas
(do
senso
do
quilate do
sr.
padre
Antonio)
ficaram por
tanto
habilitados
a
formar
o
seu
juizo sobre
a
questão,
e
eu
sem o menor
receio
de
que
a
sentença
me
fosse
desfavorável. (Isto
é
d
’uma
sumpleza
infantil,
ou
manhosa
desfaçatez.
E
’
que
este
sr.
padre
Antonio
desde
que
se
sen
tenciou
no
gozo
do
credito
e
bom
conceito,
nào
ha
liral-o
d
’
aqui.
Faz
bem.
Continue
a
nào
deixar correr
seu
credito c
bom
no
me
por mãos
alheias.
Mas
por caridade
lhe
lembro,
que
não
póde
ser
juiz
em
cau
sa
própria,
por
erroneo
e
absurdo.)
O
sr.
Jeveza,
porém,
ou pouco
confiado (còn-
vincentemenle
confiado,
e
isto provo
o
peta
desassombro
e
hombridade
com
que
lhe
le
nho
pulverisado
suas
banalidades
e
inép
cias!)
na
justiça
da
sua
causa,
ou menos
seguro
da
maneira
porque
tenha
sido
de
fendido
(aqui
ha
tolice
;
quem
se
pertende
defender
é
o
sr.
padre
Antonio
das ar
guições,
que
diz
eu lhe
fizea;
por
con
seguinte
eu
arguo,
não
defendo)
appare-
ceu
de novo na
estacada
do tribunal da
imprensa,
como
elle
diz
na apreciável
fra
se
do
seu
primeiro
communicado,
e
veió
reproduzir
(nàfo
falia
verdade,
porque
no
vos
factos
vieram
a
lume,
que
apesar
de
mo-
estarem
osr.
padre
Antonio,
s.
s.
a
passou
por
cima d
’
elles,
como
gato
por
cima
de
brazas)
e
com
a
sua
já conhecida
infeli
cidade
(infelicidade
é
do
sr.
padre
Anto
nio,
que
nào
foi
capaz
de contrapor
factos
a
factos)
as
mesmas
asseverações
primei
ramente
feitas
(isto
é
admiravel
!
como é
que
podiam
ser
as
tnesmas
sem
serem
pri-
meiramenle
feitas?
é
estilo bednino.)
Sem
se
lembrar, que
tinham
perdido tolo o
valor,
depois
de
complelamenle
refutadas.
(Por
quem
!
Olha o outro,
que
gaguejou
duas
friolciras,
e
quer,
que
se
lhe
con
ceda
completa
refutação!
Pois
nào!
Sá
sequer
que
o
tenhamos
por
Pilhagoras ;
d
’
isse-o o
mestre, é
quanto
basta).
N’este
segundo
escripto
do
sr.
Deveza
ha
ape
nas
a
notar
menos
seriedade
e moderação
na
linguagem
(estimamos
que a
pitada
sur
tisse
eíTeito;
se
não
queria espirrar,
não
abrisse
os
fungões)
e como eu
não
esta
va
resolvido a
descer
a
taes
excessos
sempre
censuráveis,
(então
sempre
desceu;
e,
descendo,
incorreu
na
censura!
O
que
fazem
os
defensores
ineptos!)
e
por
outro
lado
me
parece
desnecessário
continuar
a
defender-me,
(quanflo
Começou?;
•
julgo-me
dispensado
de responder
ao
sr.
Deveza,
analisando
novamenle a
sua publicação==»
Ora
ahi
tem o
•publico
integralmente
transcripla
a resposta
que
o
sr.
padre Anto-
nio,
entendeu
dever
subscrever
:
com
franqueza
o
digo,
que
me
compunge o
estado
a
que
chegou
o
sr. padre
Antonio.
Quem
o
visse
de
colleirinhos
lavados,
e
como
que
empunhando
a
ferula
para
me
palmaloar
pelo
insolito
procedimento meu
de
o
beliscar
em
seu amor proprio, havia
de
pensar,
que
tínhamos
pela frente
al
gum
Golias;
o
conhecimento,
porém,
que
do
debate
lhe
veio
a
final
de
que
trilha
va
um
caminho
escabroso, porque
preten
dia,
ou
simulava
pretender,
o que
era
indefensável,
abateu-o
ao
ponto,
que
re-
salta
d'essas
poucas
linhas,
que
rubricou.
e
que
eu para
justa avaliação
do publico
aqui transcrevi na integra.
Os
ápartes, e entreparenthesis
são
meus,
muito
indispensáveis
para
a
explicação
do
lexto.
A lição
que
o
sr.
padre
Antonio
le
vou,
confesso,
que
escusava
bem
de
le-
val-a;
como
porém
assim
quiz,
ahi
a
tem.
Creia
o
sr.
padre
Antonio
que
ainda
não
puz
os
pontos
nos
ii,
o que
não
re
cusarei
fazer,
se
tanto
me
pedir.
Por
con
clusão
lhe rogo
que
tenha
para
com
o
pu
blico
mais
consideração,
e
que
quando
se
veja.na
necessidade
de recorrer
a Cerineu,
procure-o
que
tenha
forças,
que
suppram
com
alguma
vantagem
as
que
faltam
no
sr.
padre
Antonio;
portanto
do
modo
co
mo
tem escripto,
dizendo
que
tudo
pro
vou,
sem
apresentar
provas;
que
tudo
re
futou.
sem
refutação,
é
fazer do
publico
ou
muito
ignorante,
ou
mentecapto.
Em
tudo
isto
resplandece
uma
falta
de
senso
commum
muito
pronunciada,
que
é
bom
corrigir
com
tempo.
Adaufe,
28
de
março de
1876.
Domingos
de
Barros
Deveza.
(Segue-se
o
reconhecimento)
execução
d
’
esta
obra,
faz
publico,
que
no
dia 30
do
corrente
mez.
por
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
presidente
da
mesma
commissão, se
aceitam
propostas,
por
licita
ção
verbal,
para
a
coustriicção
da respe
cliva
obra
de
pedreiro,
sendo
a
base
de
licitação
1:100$000
rs.
As
condições
e
projecto
estão
patentes
em
casa
do
snr.
Antonio
Joaquim
Fer
nandes
Braga,
na
rua
Nova
de
Santa Cruz.
Braga
18
de
abril
de
1876.
O
presidente
da
Commissão
(4004)
Antonio Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
.......
w-
■
rrwii.-
.
«
M0NTE-P10
DE
S.
JOSE
Por
ordem
do
ill.mo
snr. presidente
da
Assembleia
Geral,
são
convidados
to
dos
os
socios
que
estiverem
no
pleno
go
zo de
seus
direitos,
a reunirem-se
em
Assembleia
Geral
no
salão
do
theatro
de
S.
Geraldo,
no
dia 23
do
corrente pelas
2
horas
da
tarde.
Braga 21
de
abril
de
1876.
O
2.°
secretario
(4006)
Francisco
José
do Silva
Júnior.
BXPKOMBXTIK
«1 AOMMSIESTSA.-
ÇÃO.
Assignaturas
recebidas
Terras de Douro
(Balança).
—
Bernardi-
no
Antonio
Peixoto Castello Branco,
até
31
de
dezembro
de
1875.
Arganil.
—
José
Antonio
de
Paiva,
até
19 de
maio
de
1876.
.
Penedo.
—Felizardo
Bernardino
de
Cam
pos,
aié
19
de
maio
de
1876.
Arcos.
—Antonio
Luiz
de
Sequeira, até
15
de
julho
de
1876.
Visella.
—Revd.0
abbade
de
S. João,
alé
19
de
março de
1876.
PORTUENSE
83, Kl
l Btí CIRVALHÂL, 35
BRAGA
GRANDE DEPOSITO DE
TABACOS
n
De
todas
as
fabricas do
Porto
e
Lisboa,
taes
como
Xabregas,
Lealdade,
Portuense,
Regalia,
Santa
Apolonia,
Nacional, Fide
lidade
e
Manilha,
etc.
Grande
sortimento
de
charu
tos
estrangeiros
de
todos
os
preços
e
qualidades,
assim
como
picados
superiores.
Deposito
de
lumes
de
cera
de
todos
os
preços,
mortalhas
de
papel
.
Duc,
que
vende
por
pre
ços
reduzidos.
Descontos vantajosos
aos snrs.
estanqueiros.
(4002)
•
A&BÀBECIWTOS
Francisco José
de
Lima,
mulher
e
filhos,
agradecem
por
esta
forma
a
todas
as
pes
soas
que
lhes
prestaram
seus
obséquios
por
occasião
do
failecimento
e
enterro
de
seu
estimado
cunhado
irmão
e
tino
João
Fran
cisco
Ferreira
Braga,
cujo
funeral
teve
lo
gar
na
egreja
parr
cbial de
S.
José
de
S.
Lazaro,
d
’
esta
cidade,
no
dia
17
do
cor
rente a
Iodes
protestam
sua
indelevel
gra
tidão.
,
,
(4005)
tJ
o
aa
MO
uj
Dinheiro
achado
Quem
perdesse
certa
quantia de
dinhei
ro que fei
encontrado
uo
largo dos
Ter
ceiros
d
’
esta
cidade,
póde dirigir-se
á
rua
do
Anjo,
n.°
20,
a
Joaquim
Antunes
Pe
rnil
a.
que
satisfazendo
a
despeza
d
’esles
anruncios
e
dando
os
signaes
certos
se
Ibe
entregará.
(4003)
ârbemataçào
Não
tendo
concorrido
licitantes
ás
duas
arrematações
anleriormente
annunciadas,
para
a
reconstrucção
da
capella
de
S.
Viclcr-o-Velho,
a
commissão, encarrega
da
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’Arrifana
o
casal
denominado
d
’
«Alem»
com
todas
as
suas pertenças,
livre
de fôro
ou penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
alli,
ou
dos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(3055)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
INCORPORADA
POR CARTA REAL
Para S.
Vicente, Pernambuco,
Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceitando também passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Bio
de
Janeiro
SAIR
DE
LISBOA
PAQUETES A
MONDEGO
ELBE
.
.
MINHO.
.
28
13
de
de
de
NEVA
.
.
GUADIANA
DOURO. .
COMMODOS
13
28
14
de
de
de
Junho
Junho
Julho
cosin heiroH
Abril
Maio
Maio
PREÇOS
CarSu
psxjoHe
<S’est» eoiupanlain
leva
a
bordo
criadtos e
porttigiteze» para
commodida
dos
passageiros
de
toda» as ciasse».
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
e
por
conta
da
Companhia.
A
hortlo
os
passageiros teem grátis
cama, roupa <íe cama, eo-
mída
feita p®r cosiwEveirws p®rtwg«eze», vitilio tSwas vezes p#r dsa,
assistência medica, serviço de criados e outras desgtezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a mais antiga na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcionaf;
além
d
’
ísso
pela
limpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accomodações
a bordo, e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil e
cem
passageiros
d’
entre
elies
feitos
por
es
cripta
como
consta
de
documentos
archivãdos
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo Inglez para a conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
eslabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Bua
do
Souto.
Pelo
juízo
de
direito
d'esta
comarca
e
cartorio
de
Motia,
a
requerimento
de
Jose-
tã
da
Encarnação,
viuva,
filhos,
noras
e
gen.os,
Antonio
d
’Aguiar,
Bento
d’Ag.>iaf
e
mulher,
Maria,
José
<i’
Aguiar
e
mulher
Ignez
Gfamita, Maria
da
Encarnação
e
ma
rido
Manoel
Machado,
Rosa
da
Encarnação
e marido
Manoel
Carvalho,
filhos,
nora,
genro
e
nela,
que
ficaram
de Iguacia
da
Encarnação,
viuva,
José
Margalho
e
mu
lher
Maria
Pacheco,
Mana Gramalho,
Gra
tuita,
filha
de Francisco
Margalho, menor
púbere,
representada
por
sua
avó
e
tuto
ra,
Maria
Gramita,
e
todos
do
logar da
Falia,
da
freguezia de
S.
Martinho
do
Bispo,
da
comarca
de
Coimbra,
que
correm
edi
tos
pelo
praso
de
60
dias
a contar
de
6
do corrente,
pelos
quaes
chama
e
cila
o
reo
Antonio
José
Aives
Vicente,
moia-
dor
qoe
foi
n
’
esta cidade,
e
hoje
ausente
em
parle
incerta
no
império
do
Brazil,
e
representado
tfesle
juízo
por
seu tutor
Joa
quim
José
Gonçalves
Loureiro,
e
o cura
dor
adlilum
o-
exc.
m
°
dr.
Francisco
Xavúr
de
Sousa
Torres
e Almeida, os
quaes
que
rem
promover
a
habilitação
nos
autos.de
libello
de
petição
de
herança,
que mo
vem
contra
o
ausente,
e
a
qoal
chamam
os
habilitandos
Anlonia
Maria
de Pereira
do L^go,
viuva,'da
freguezia
de
S. Julião
do
Freixo,
João
Alves
Vicente,
viuvo. Luiz
Vicente Correia do Lago, Atina
Maria
Perei
ra
do
Lago,
da
fraguezia
do
Salvador
do
Souto,
o revd.
0
JOsé
Alves
Vicente
Cor
reia
do
l
ago, Rosa
Maria
Pereira
do
La
go
e
marido
Domingos
José da
Silva
Ca
ridade
da
freguezia
de
Victorino
dos
Piães,
Marianna
Angélica
Correia
Vieira,
viuva,
e
seus
filhos
Antonio
Vicente
Lobo
e Jvão
Vicente
Lobo
e
mulher
Candida
Zeferitia
de
Lima
Calheiros,
da
freguezia
de
Re-
botdões,
lodos
da
comarca
de Ponte
do
Lima,
a qual
citação
edital
tem
de
ser
aceusada
em
a
audiência
do
dia 8 do
fu
turo
mez de
junho,
pelas
9
horas
da ma
nhã
no
tribunal d
’ellas,
situado
no
largo
de Santo
Agostinho, d’
esta
cidade,
com
oferecimentos
dos
artigos,
e
verem
os
ha-
bilitaudos
e
curadores
assignar
o termo
de
duas
audiências
para os
contrariarem,
debaixo
da
pena
de
revelia
e
lançamento
e
seguir
a
acção
os
seus
devidos
termos,
as
quaes
audiências
se
costumam
fazer
to
das
as
segundas
e
quintas
feiras
de
cada
semana
não
sendo
dia
santificado
ou
feria
do,
porque
o
sendo
se
fazem nos
dias
itn-
mediâlos.
(3093)
NOVO
HORÁRIO
Narciso
José
Marques,
d’
esta
cidade,
faz
publico
que
continúa
com
as.
suas
dili
gencias
diarias para
Guimarães,
Faie,
La-
meira,
Gandarella,
Arco
e
Ca
vez,
e
desde
o
dia
21
do
corrente
fica saindo
ás
5
ho-
<as
da
manhã
em direcção a Cavez
e
de
tarde
ás
2
horas
só
para
Guimarães.
Preços,
os
já
annunciados.
Braga,
19
de
Abril
de
1876.
(3099)
Narciso
José
Marques.
José
Anlomo
de Sousa
Leite
Carneiro,
faz
publico que
abre
tima
carreira
d
’
esta
cidade
a
Carrazedo,
ás
terças
feiras
e
sab
bados,
a sair
d esta
cidade
ás
3
botas
da
tarde
e
de
Carrazedo
ás
5
horas
da
ma
nhã.
Preços
de
ida e
volta
140
rs.
Ponfe
do
Bico,
á ultima hora,
100
rs.
Os
bilhetes
estão
á
venda
em
casa
de
Francisco
Freitas
de
Carvalho,
rua
do
Conselheiro
Januario.
(40001
braga
:
tyfographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
