comerciominho_22021876_460.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCUL
RELIGIOSA
E
ÉO11C73S4
NUMERO
466
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a correspondência
franca
de
porte,
=
As
assi-
gnatinas
são pagas
adiantadas;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
PUES
IfL/E
ICA.-S
35
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABRADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=>Semestre 850
rs.==7Vom-
cias,
anno
2(5400
rs
e
sendo
duas
Í&000
rs.=Semestre
1Ã250
rs.=ó
’
razt/,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda forte,
ou
8(5000
reis
e
tôõOO
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
’0
9
/
9
d
’
abatimento
■JSUL^XJS
BB
A«l A—T
E »5Ç A-F
K
í K A
FEVEREIRO
«3
£>E
(tanteda
Iiondres,
Si de janeiro «le 1818.
(A
’
redacção
do
s
Apostolo»
.)
(Conchuiãoj
III.—O
Times,
e
os Inglezes,
cujo
es
pirito
e
opinião
elle
geuuina
e
principal
mente
representa, está
inteiramente
namo
rado da
Republica em
França.
Sympalhi-
sa
ardentemente
cora
os
Senhores
Louis
Blanc,
Gambelta
e
Companhia;
que
por
sua
parte,
syrnpathisam não
menos
arden-
ternente,
quanto
á fórma
de
governo,
com
aquelle
amigalbão da
França,
o Príncipe
Bismark,
que
declarou
formal e
oílicial-
mente,
desejar
a fórma
republicana
á
soa
visinha,
para que
mais
esta
não
possa
lembrar-se
de
incomtnodar
a
Prussia,
sua
boa amiga.
O
correspondente
do
roesmo
Times
em
Paris,
que
é
demaziado
fiel
ao
seu
dever,
para
desagradar
a
quem
lhe
paga
algu
mas
800 ou 1:000
libras
por anno,
advo
ga
de
lá
foi
temente
o
mestno
interesse
republicano
; e não desperdiça
occasião
de
atirar
o
seu coucinho
ao
partido
ou
opi
nião
Legitimisla
;
sobretudo,
quando
ao
mesmo
tempo
os
pés
de
traz
podem,
seja
como
fôr,
alcançar
lambera
o
interesse
da
Egreja
Galholica
—qoe
por
abi
é
que
vae
sempre
o
gato
ás
íiihozes,
na
política
Pio-
testante
Ingleza.
E
céga
tanto
os
Inglezes,
em
geral,
este
rancor
contra,
o
Papa
(ou
contra o
Catholicismo,
que vem
a
significar
o
mes
mo),
que
até
nem
advertem
no
ridículo
de uma
«Republica»
em
que
o Presiden
te
da
Assemblea
que
tal
republica
repie-
sentava,
era
ura
Duque
(um
Duque
re
publicano!);
o Ministro
dos
Estrangeiros,
presente,
pretenlo, e
provavelmente
futu
ro,
outro
Duque\
e
na Camara
represen-
a—tgaw
—
—|p8pd|i———i«wa—mm
Republica,
mais
um
cardume
de
Duques,
Marquezes. Condes, Viscondes,
Ba
rões.
etc.
!
!...
Lá
estão
lambem
embrulhados
n
’
aquel-
le
gabinete político
os
Príncipes d
’
Orleães;
^lomára
saber
que
tratamento
se
lhes dá,
ou
deve
dar
na
tal
BepuLlica
?
!..
.
Costu
mava-se
dizer,
que
«o
ridículo
em
Fran
ça
matava.»
Se
a
sentença
fosse
verdade,
estaríamos perto de
ter
que
rezar
por
alma
á
mesma
França;
pois
não
concebo
hoje
object>
político
mais ridículo
qne
tal
es
tado
da grande
nação-^-só
compaiavel com
o
Affonstsmo
de
Aladrid.
A
França
porém
tinha
um
excellente
indicador
para
saber
do
que
dev
ia
fugir,
o
que
devia
evitar:
era
seguir
diametral
mente
o
contrario
do
que
o
Times
e os
Inglezes
etn
geral,
lhe
desejam
e
aconse
lham.
IV.—
Talvez
muitos
leitores
do
Aposto
lo
desejassem
saber
alguma
cousa
do
estado
dos
negocios
Carlistas
na
Hispanha.
Nada
ha,
todavia
que
dizer
de
progressos,
mo
vimentos,
ou
factos
de
importância
;
por
isso
que o
tempo
severissituo
de inverno
tem paralysado
lodos
movimentos
e
ope
rações
dos antagonistas.
Posso
porém
dizer,
de
maneira
positiva,
que
da
parte dos
Car-
listas, sobretudo
dos
soldados mesmo, el
les
não
só
se
não
acham
alemorisados
pelas
muitas
graças
que os Aflunsinos
vão
accumulando contra
o
Norte,
ruas
es
tão
desejando
que
coinece
a
lucta
;
sen
tindo-se,
ou
crendo-se
seguros
da
victoria.
Do
lado
contrario
não
ha,
na
tropa
igual
confiança.
A.
R. SARAIVA.
Lê-se
no
«
Direito
»
:
«Dizem
os
jornaes
francezes
que
nas
ambulancias se sentia
muita
falta
de
fios,
panos,
ligaduras
e
outros
objectos
para
o
tratamento
dos
feridos
que
alli
haviam e
MMTO»«nj»ju--»^tg^nrazcxgAMaM«Mawo3Dtt?:rira'i
'ransimiirpo
—
—
iaii—
■mirrurzczaro
que
para
alli
eram
conduzidos
pertencen
tes
a
um
e
outro
campo.
Parece-nos
que
poucas
esmolas
serão
tão
bem
empregadas
actualmenle
como
aquellas
que
são
destinadas
á
cura
e alivio de
tantos
infelizes
que
jazem
no
leito
da
dor;
uns
que
derramam
o
seu
sangue
em
de-
feza da
Religião
da
Palria
e
do
Rei,
e
ou
tros
que
são
obrigados
a
combaterem
por
nina
má causa,
pela
revolução, mas
que
a
final
lodos
são
irmãos,
lodos
são
mem
bros de
Jesus
Christo,
e
que
em
taes
ca
sos
todos
temos
obrigação
de soccorrer
conforme
pudermos.
E’
por
isso
que
de
novo
pedimos
aos
catholicos
e a
todas
as
pessoas
de
cari
dade
que
se
lembrem
de tantas
necessida
des
e
concorram
com
o
que poderem
para
a
cura
e
alivio
de
tantas
misérias
e
tan
tos
soflriraetilos.
Estamos
promplos
a receber tudo
aquil-
lo
com que
a
caridade
christã
quizer
concor
rer
sejam fios, panos,
ataduras ou
outro
qual
quer
objecto
destinado a
este
fim,
e
tudo
remelleremos
para
França
para
ser
entre
gue
á
augusta
rainha
de
Hispanha
a
Se
nhora
D.
Margarida
de
Bourbon
a
cargo
de
quem
estão
as
ambulancias
carlistas.
Confiamos
que não
será
debalde
este
novo
appello
que
fazemos
ás
almas
genero
sas
e
de
caridade,
e
Deus
lhes
rescompen-
sará
toda
e
qualquer
esmola
com
que
con
corram.
X
Tudo
quanto
se
faz
aos
homens
sem
os
olhos
em
Deus
será
perdido,
porém
tudo
aquillo que se lhe
faz
pelo
amor
de
Deus
não
se
perderá,
ainda
que
seja
um
sim
ples
copo
de
agua.»
Acompanhamos
o
nosso
presado
colle-
ga
n
’este justíssimo
pedido,
que
por
certo
achará
ecco
nas
almas
caritativas
e
gene
rosas.
Estamos
certos que
as
pessoas
que
de
tão
boa
vontade
se
prestaram
a
receber
fios,
panos,
etc.,
continuam a
receber tu
do com
que
a caridade christã
quizer
con
correr
para
este
fim.
Sabemos
qne
algumas
pessoas
d’
esta
cidade
tratam
de
recolher
mais
alguns
ob
jectos
para
fazer
a
primeira
remessa.
Noticias
«FSIispaialaa.
Correm
á
ultima
hora
vários
e
desen
contrados
boatos
sobre
as
operações
do
Norte.
Julgamos
mais prudente esperar
para
que
se
f.iça
a
luz
n
’
este
verdadeiro
ca-
hos.
Limitamo-nos
á
traoscripção
das
se
guintes
linhas:
Urna
carta
da
fronteira
da
Catalunha
publicada
pelo
«Quartel
Real» diz
o
se
guinte
:
Tenho
a
dar-vos
boas noticias, e
quan
do
esta
carta
chegar
ao
vosso
po<!tr o
levantamento
gerai
da
Catalunha
será
ura
facto.
Muitos
chefes,
oíficiaes
e
voluntários,
deixaram
Barcellona
para
irem
para
o
com
bate.
Lm
chefe
que
em
outro
tempo
ser
viu
no
exercito
conseguiu
que
o
acompa
nhassem
alguns
soldados
da
guarnição,
os
quaes
agora
se
acham
nas fileiras
carlis
tas.
Uma
boa
parte
da
província
de
Leri-
da
está
em
armas.
Os
bandos
numerosos,
qne
percoirem
o
território,
sob
a
direc
ção
do
joven
e iulelligente comuiandante
general
Rivas,
conseguirão
dentro
em
pou
co
a
disciplina de
tropas
regulares,
por
que
este
chefe
trabalha
constaotemente
na
sua
organisação.
ajudado
por
oíficiaes
mui
to
activos.
Os
chefes
da província
de
Tarragona
estão
já
no
seu
posto,
e lenho
a
con
vicção
de
que
acceitaião
o
seu
dever.
O espirito
do
paiz
é-nos
sempre
fa-
o
liberalismo
gatholico
.
is
[Continuação]
Não
lhe
são
mais
favoravris
que
os
aposlulos
os doutore.s
christãos que
cita
Montalerribert
(1,.
De
haver Terluliano cen
surado
o uso
da
coacção
para trazer
as al
mas
á
verdade,
não
se
pode
concluir
que
não
haja atlribuido
á
verdade
outros
di
reitos
que
ao èrro. Ora,
entre
os
liberaes
e
nós é d
’
isto
e
só
d
’
isto
que
se
trata,
como
já
vamos
vêr.
Entre os
doutores
que
cila
o
advogado
do liberalismo
ainda
ha
um.
Santo
Agostinho,
que
tanto
se
afas
tou
d
’esta
doutrina
que
chegou
a
regei-
tar
a
maxima
de Terluliano.
Depois
de
também
haver
censurado
a
coacção,
re
conheceu
ter ella
produzido
oplirnos
re
sultados
cotn
relação
aos
donalistas,
e
re-
iractpti
expressatuenie
o
seu
primeiro
pen
sar.
Que
os
liberaes
recuzem
seguir
Santo
Agostinho
até
este
ponto,
comprehende-
mes
;
mas por
favor
lhes
pedimos
renun
ciem a
apresentar-nol-o
como
patrono
da
sua
doutrina
(2).
■
(I)
«Não
invocarei
os antigos
e
cele
bres
textos
de
Lactando,
de
Terluliano
(non est religionis cogere
religionemj
,
de
8.
Atbanasio,
de
Sanlo
Agostinho,
de
S.
Hilário, que são
vulgares
e
deveriam es
tar
em
todas
as
memórias» (Segundo
dis
cai
so).
(2)
O
proptio
padre
Lacordaire leal
mente
constatou,
cotn
pesar,
esta
mudança
d
’ideias no
grande doutor
d
’
Hippona
:
<San-
III
Antes
de
ir
mais
longe,
cumpre
dedu
zir
uma
consequência
importante do
pon
to prejudicial
que
acabamos
de
estabele
cer.
Fixamos
o
caracter
da
lucta
;
preci
semos
agora
a
posição relativa
dos
com
batentes.
Se
a dutitrina
opposta
ao
libe-
ralistnoé
a
doutrina tradicional
da
Egreja,
não
ha
direito
para fazer
recair
sobre
os
defensões
d
’
esla
doutrina
a
responsabilida
de
das
bistes
consequências
que
traz
con
sigo
esta lastimável controvérsia. E’
ain
da
uai
equivoco,
mas
equivoco
aggravado
por
injustiça
o
accusal-us
de perturba
rem
a
paz
por
combaterem
em
uefeza
das
tradicções
da
Egreja.
Avulta
ainda
ruais
a
injustiça,
quando
lhes
attribuem
gratuilamenie
toda a
cas
ta
de
motivos
indignos
de
homens
hon
rados
e
de
christãos.
Utn
filho
que per
manece
fiel
a
sua
mãe, '
por
exageração
que
haja
n
’
esta
fidelidade, é sempre
di
gno
de
tespeilo,
e se alguém tivesse
di
reito
de
despresal-o,
não
seria
de certo
aquelle que foi nutrido
pelo
roçsmo
seio.
Ajuda
quando
se
tratasse
unicamente
d
’u-
ma
.
questão
practica,
como
poderia
utn
catholico
levar
a
mal
que
outro
catholi-
co
tomasse
para
regra do Seu
pensar
e
lo
Agostinho,
diz
elle,
qne
de
primeiro per
tencera
a
esta
escola (da
liberdade
ab-o-
lula)
passou
depois
para
a
escola
opposta.
Julgou
dever
isto
á
experiencia de
duas
verdades
que
a
meditação
do
Evangelho
lhe não
havia
ensinado,
a
saber:
que
o
èrro
é
essencialmente
perseguidor
e
que
ha
uma
oppressão
das
intelligencias
fracas
pelas
intelligencias
fortes,
assim
como
ha
ama
oppressão
dos
corpos debeis
pelos
corpos
robustos.
Donde concluía
que
a
proceder
as
decisões
d
’
aquelles a
quem
Jesus
christo
prometteu a
sua
assistên
cia
?
Como
priueipalmenle ousar
incrimi
nar-lhes
o
arrostarem
com
a
opinião
pu
blica?
Se
nelles
não
passasse
isto
de
pu
ra
bravata,
poderiam
acoimar-lhes
o
acto
de
insensato,
mas
aioda
assim
corajoso;
porque
a
opinião publica
é
o
idolo
das
sociedades
modernas,
e
a
idolatria
de
que
é
objecto,
é
mais
seductora
do
que
m-
ca
fui
o
culto de
Diana
em
Epheso
ou
o
de Aslarle na
Pheuicia.
Por
mais
que
Mónlalembeit
diga,
é
e:de
o
verdadeiro
sol
nascente
ao
qual
os
homens
do
nos
so
século,
ptincipalmeute
os
publicistas,
se
seotein
inclinados
a
adorar
de
,
prefe
reucia
a
todos
os
poderes
inferios.
E
’’
incomparavelmente
mais
íacil
arcar
de
fren
te
com
um césar
qualquer
do
que
com
esta
grande
deusa
perante
a
qual os
pró
prios
cesares
curvam
a
fronte
Quando pois
os
adversamos
do
liberalismo procedes
sem
por
puro capricho,
não
se
lhes
de
veria
tecusar
a estima
que se
dá
a
tudo
bornem
que
repelle
o
jugo
supporlado
pe
los mais
altivos.
Mas
se,
desempenhando
esta
perigosa
tarefa,
elles
julgam
cumprir
um
dever
sagiado;
se,
leslimtinhas
do
injusto
descrédito
de
que se
tem
conse
guido
cobrir as
tradicções
e
as
maiores
repressão
do
èrro
é
uma
defesa
legitima
ct-nira
duas tirannias:
a
tirannia
da
per
seguição
e
a
tiiannia
da
s-ducção.»
(Me
mória
para
o
restabelecimento
em
França
da
Ordem
dos
Irtnàos
Prégadores
—
Obras
do
P.
Lacordaire,
t.
IX,
p. 164.)
Mouta-
lemberl
de
certo lera
este
escripló
do
seu
amigo;
mas então
como
ponde
elle
citar
Santo
Agostinho
como
favoravel
ao
libera-
l'smo?
obras
da
Egreja
sua
mãe.
affroniam
co
rajosamente e»ta
impopularidade;
se,
ern
vez
de
invocar
em
lavor
d
’
ella
'as
cir
comslancias attennautes,
com
-
uns
ceitos’
filhos
seus,
lhe defendem
os
direitos
e
lhe
glorificam o passado, como
poderá
um
calholico
recusar-lhes estima
e reconheci
mento,
ainda
quando
náo compartisse
as
suas
convicções
?
Como sobretudo
<
usará
accusal-os
de
ultrajarem
a
rasão, a
justiça
e
a
honra
?
Nada
mais
diremos
para refutar
utn
escripto
deplorável
que
os
executores
tes-
tamentarios
do
seu
auctor
tiveram
o
me-
lèciioento
de
regeitar,
raas qne
desgraça-
damente
hão
poderam
estorvar
de
cahir
no
domínio ria
publicidade.
Os
redactores
da
«Civilià
Caltolicau
uào
carecem
de
que
os
defendam.
Os
elogios
e
os
incitamen
tos que
receberam
do
Vigário
de
Jesus
Christo
bastam
para
vjngal-os
das
accu-
saçõese
injurias d
’
um
adversario
qualquer,
embora
tivesse
encontrado
nos
arrebata
mentos
do
seu
despeito
toda
a eloquên
cia
d
’
um
Pascal.
Mais
vai
n;'o
tornar
a
fallar
d
’estas
illusões,
que
o
facho
da
(norte
dissipou.
Mas
seja-nos
permiltido
auhelar que
se
dissipem
igualmente
nos
vivos.
Por
interesse
da
nossa
dignidade,
bera
como
pelo
da verdade
e
da
justiça,
seria
muito
para
desejar que
uma
vez
por
to
das
se
puzes>em
de
lado
questões
pessoaes
n
’
uma
controvérsia
que
lhes
é completa
mente
estranha.
Em
toda
a
guerra,
to
dos
os
partidos
podera
ter suas
culpas
;
tuas
as
culpas
d
’um partirLo
não
bastam
para
dar
rasão
ao outrò.
Ainda defenden
do
a
causa
mais
santa,
pode-se
dar
al
guns
golpes
inúteis
e não
acertar
no
alvo.
[
Continua]
voravel.
As
violências
e
as
perseguições
de que
as
povoações
leem
sido
objecto
da
parte
das
auctoridades
ajudarão
mui-
to
os
nossos desígnios
e
contribuirão
po-
derosamenle
para
a
nossa
obra.
E
’
por
isso
que
antigos
voluntários
correm
a
alis
tar-se
em nossas
fileiras
ás
centenas,
as
sim
como
os
numerosos
conscriptos,
que
se
tmhim
escondido,
á
chamada
do ca
pitão
general
D.
Raphael
Tristany.
O
capitão
Miraljes,
que
corre
com
um
bando
numeroso
as
províncias
de
Lerida
e Gerona, mandou
fuzilar
n
’esles
dias
pas
sados
dons
guardas
nacionaes,
nos
arre
dores
de
Svn-Hilario,
qoe
estavam'culpa
dos
e convencidos d’
as>assinato
para
com
um
pobre
velho,
cujo
nnico
crime
era
ter
um
filho
na
partida
de
Miralles.
Como
o
levantamento
se
opera
n’
estes
momentos,
abstenho-me
de
vos
commn-
nicar
outras
noticias
sati-falorias,
qoe
ani
mam
os
valentes
voluntários
do
Norte
que
tão
bravamente
sustentam
a
nossa
ban
deira.
Escrevem
de
Perello
a
um periodico
liberal,
qne
ao
chegar
nm
destacamento
da
guarda
nacional
de
lortosa,
comman-
dado
pelo
offkial
Monspon,
ao
ponto
de
Cove del
Vidre
sobre
a margem
direita
do
Ebro,
foi
objecto
d
’
oma
descarga
á
queima roupa.
O
destacamento
não
poude
encontrar
as
forças
que
assim
o tinham
atacado.
Julga-se
que
foi
uma
partida
carlista
ás
ordens
do
general Segaria.
As
folhas de
Madrid
annunciam
'que
o
telegrafo
loi
cortado
na Catalunha por
uma
partida
carlista.
LIVROS E
IMPRESSOS
O AMOR
DOS AMORES,
por
H.
P.
Es-
crich
—
Versão
de
Cruzeiro
Seixas.
Recebemos
o
fasciculo
n.°9
do
roman
ce
Amor
dos
Amores,
da
«Bibliolheca
do
Cura
d
’
Aldeia».
O
escriplorjo
da
empresa
é
na
rua do
Almada,
n.°
271,. 1
°
—
Porto.
—OS DESÍIERDADOS (SCENAS
DA DES
GRAÇA)
ROMANCE
DE M. FERNANDEZ Y GON-
ZALEZ
—VERSÃO DE
L. QUIRINO CHAVES.
Publicou-se
o
fasciculo
n.°
S
dos
Des-
herdados,
edição
da
bibliolheca
«Serões
Românticos»,
que
se
tem
desempenhado
o
mais
bisarramente
possível
dos
seus
com
promissos.
—
jornal
das
damas
(Proprietário
e
editor
J.
J.
Bordalo
—
Redactor
Barbosa
Nogueira).
Publicou-se
o
n.°
110 d
’
esla
interes
sante
revista
de litieratura
e
modas,
que
já
vae
no
decimo
anno
da
sua
publicação
e
c
o
unico jornal
qne
se
publica
em
Portugal
dedicado
ás
senhoras,
contendo
a
descripção
das
mais
elegantes
tode
’les
para
passeio,
baile,
visita,
jantar,
noiva,
para
meninas,
etc.,
detalhe
dos
mais
mo
dernos
chapéos,
e
todas
as
indicações
ten
dentes
a modas
;
artigos
de
lilleralura,
poe
sias,
etc.
Acompanham
este
numero
ires
bellos
figurinos
gravados
e
illuminados
em
Paris,
e
uma
folha
de
debuxos
e
moldes
para
cortar
fato
de
senhora.
Assigna-se
em
Lisboa
na
Livraria
do
editor,
travessada
Victoria,
42,—
l.°
—
Lis
boa.
—
serões
daldeia
—
por
João
de
Lemos.
Recebemos
a primeira
folha d
’
esta
obra,
que
o
snr.
Chardron
começou
a
dar
á
estampa.
O
seu
auctor,
o nosso
querido
João
de
Lemos,
consagra
o livro
á
memória
do
seu
saudoso
amigo,
o
inolvidável
Gomes
d
’A-
breu,
nome
que
sempre
viverá
no
coração
e
na
memória
de
todos
os
bons portugue-
zes.
Do livro
diremos
d
’
espaço, logo
que a
sua
publicação
esteja
completa.
Todavia,
recordando-nos
do
nome
do
nosso
primei
ro
lirico
contemporâneo,
do
grande
escrip-
lor
emminentemeule
portuguez
e
emmi-
nentcmenle
catholico,
não
nos
é
licito
he
sitar
um
instante
em
recommendar
muito
os
Serões
d
’
Aldeia.
Temos
em
nosso
poder
mais algumas
publicações
de
que
iremos
dando
conta,
á
medida que
o
espaço
nol-o
permilta.
AVE
MARIA—SAUDAÇÃO ANGÉLICA.
Mu-
sica
de F.
V.
Soeiro.
Sobre
esta
producção,
qne
nos
foi
re-
mettida
pela
benemerita
empresa
das
Lei
turas Populares,
ahi vae
a
opinião
auclo-
risada
d
’
um
illustrado
professor
de
musica,
a
cuja
apreciação
a
submeltemos
:
«Acabamos
de
vêr
a
excellente
e
mimo
sa
composição
intitulada
Ave
Maria
—
Sau
dação
Angélica,
de que muito gostamos.
Esta
rica
melodia
revela
em
seu
auctor
um
profundo
sentimento
de
devoção
e
ternura
para
com
Aquella
a
quem a
dedicou,
e
estamos
certos
que foi
a
Mesma
quem
lh
’
a
inspirou.
Possam
aquelles
que tiverem
o
praser
de
ouvil-a
sentir
as
suaves sensa
ções
que
a
nossa
alma
experimentou quan
do
apenas
mentalmente
a
executamos».
Resta-nos
agradecer
á
empresa
das
Lei
turas Populares
a
oflerta
com
que
nos
hon
rou.
«JMTrTSr
JE
./Bk/ST
«J
®B.
A.
Ã
PRIMAVERA.
Saudo-le,
ó
primavera
!
O
’
minha
quadra
gentil!
A
vida
corre-me
austera.
Não sinto
as
brizas d’abril;
Mas
folgo com
teus
cantores,
Alegram-me
as
tuas
flores.
Que d'alegrias
no
prado
!
Que venturas
no
jardim
I
Qne
festejos
no
cerrado...
Potém,
que
tristeza
em
mim
1
Tão
novo
ainda
e
tão triste,
A
chorar
quando
sorriste.
As
tuas
brizas
outr
’
ora
Tinham
sorrisos
d
’
amor,
E
sendo
as
mesmas
agora
Já não
leem
igual
valor;
E’
difFrente
o
seu
encanto:
Agora
seccam-me
o
pranto.
Eu
d
’antes,
quando
voltavas,
Sentia
louco
prazer
!
Pizar o
que
tu
criavas
Era
o meu
gosto
e
correr
E
escondido
junto
á
roza,
Apanhar
a mariposa.
Hoje,
não;
hoje
entristeço
Ao
ver
a
terra
florir
1
Que te
amo, sinto e
conheço...
Mas
já
não
posso
sentir
Aquelles
gratos
anhelos,
Que
tinha
nos
dias
bellos.
Teu
sol fecundo e
formoso
E’
mais
triste
do
que então;
O
teu
céo
menos mimoso;
A
briza
quasi
um
tufão:
A mesma
lua
d
’agora
Não tem
o
fulgor
d
’
outr
’
ora.
As
flores
são
menos
bellas,
Tem
menos
aroma e
côr;
Tem
menos
brilho
as
estreilas;
As
noites
menos
amor...
Já
uão
teus
a
poesia
Que
te
cercava
algum
dia
!
Tuas lindas
alvoradas
Porque
dava o coração,
Tem
sombras
negras, pesadas...
Tão
lindas
que
eram
então!
Os
cantores
emudeceram
As
luas
manhãs
morreram
!
Mas
eu
’stou
louco;
perdoa.
Lá
sinto
as
aves
cantar..,
O
mesmo
tiymno
resôa.
.
E’ tudo
o
mesmo
a
folgar!
Não
mudou
a
natureza,
Só
em
mim
ha
mais
tristeza!
Fui
eu
que
mudei,
amiga,
E o
defeito
julguei
teu;
Foi
minha
alegria
antiga
Que no
mundo
se
perdeu,
E
como
não
soo
qual era
Desconheço
a
primavera.
II.
A.
GUIMARÃES.
GAZETILHA
SUBSCKIPÇÃO
E’ digno
de toda a attenção
o barbaro exemplo
gue
estão
dando
os liberaes affonsinos
contra
os
prisioneiros carlistas.
Em
casa do
snr. Manoel
José
Vieira
da Rocha,
rua do Souto,
se
recebem todas as esmolas
com que
as almas compassivas
queiram
minorar o
estado tris
te
d’aquellas victimas da
santa
causa
da religião e do
direito.
Transporte
21$)
40
Um
anonirno
J.
M.
da
villa dos
Arcos
1^100
Scmma
22^990
Recebido
do
mesmo
snr.
para
as
ambu-
lancirs
carlistas
1$2l>0
Sermões de (Jiiaressasa.—
Em
lo
dos
os
domingos
da
próxima
Quaresma
tem
de
haver
sermões
na
egreja
de
S.
Fran
cisco,
hoje servindo
de
parochia
de
S.
Jeronymo
de
Real.
Os
sermões
começarão
peias
3
horas
e
meia da
tarde,
sendo
ora
dor
o
re».°
snr.
padre João
Rebello
Car
doso
de
Menezes.
Cantão
poliglota.—
O
cantão
dos
Grisoos,
na
Suissa,
é
o
paiz
mais
origi
nal
da
Europa.
Fallara-se
alii quatro
lín
guas
perfeitamente
distinctas
:
o
allemão,
o
latim,
o
romano
e
o
italiano,
e
ha,
pa
ra
todas
estas
linguas,
grammaticas
de
curso
legal.
Cnthequese.
—
Tem
continuado,
aos
domingos
de
tanle,
na
egreja
de
S.
João
do
Souto,
a
calhequese
feita
por
iniciativa
da
Associação
Catholica.
Como
a
concorrência
lera
sido
ourr.e-
rosissima a
ponto
de
não
poder
ser
com
portada
por
aquella
egreja,
acha-se
já
af-
fecla
á
Meza
da
Misericórdia
uma petição
para
que
d
’
oravante
a
cathequese
seja
fei
ta
no
templo
do
hospital de
S. Marcos
28s»a
«Io
«Corvo», —
A
antiga
rua
Formosa,
depois
denominada
rua de
An
drade
Corvo,
e
que
ha
pouco
foi
mui
graciosamenie,
e
com
instiucto
profético,
trejanptisada
rua
do
«Corvo»,
está
um
perfeito
cervo.
Aquillo
não
é
rua,
é
um
lamarão;
de
sorte
que
quem
tiver
necessidade
de
ir
á
estação
do
caminho
de ferro,
ou
vir
d
’esta
para
a
cidade,
precisa d
’um
carro,
a
menos que
uão
prefira
atulhar-se
cm
lama.,
Se
as justas queixas
dos
cidadãos
que
não teem
carros,
merecera
uma
parcella
de
attenção,
esperamos
providencias.
Cidade de Fhiladeiphia.—A
Ci
dade
de
Philadelphia,
qoe
este
anno
vae
ser
o
grande
centro industrial
de
todo
o
mundo,
tem
a
população
de
800.000
habi-
taotes,
e
a
area de cêrca
de 20
kilomelros
quadrados.
A
extensão
das
ruas
e
estradas
para
o
tran-ito
publico
é
de
1:800
kilomelros
;
metade
das
ruas
são empedradas e
a
ou
tra metade
macadamisadas.
A
cidade
é
illumioada
por
10:000
can-
dieiros
de
g«z.
Tem
1.020:000
taelros
de canos
para
despejo,
e
928:200
metros
de tubos
para
agua.
Dentro
da
cidade
lem
360
kilomelros
de
rails,
com
1794
wagons.
Tem—
400
escolas
regias
—em
bons
edi
fícios,
frequentadas
por
80.000
aluinnos
de
ambos
os
sexos
!..
Estas
escolas
são
regidas
por
1:600
professores
(quasi
tan
tos como por
lodo
o
reino
de
Portu
ga!
!...)
Tem
34:000
casas
para banhos
frios
e
quentes.
Tem 400
edifícios
destinados
ao
culto
divino,
e
que
poderão
conter
300:000
pes
soas.
Tudo
isto
é
nutrido
pelo
cofre do
mu
nicípio.
Note-se
pelo
município
!)
Avalie-se
o movimento
industrial
de
Philadelphia
contendo
9:000
fabricas
com
72:500
operários!...
O
capital
empregado
n’
estes
estabele
cimentos
está
calculado
em
180.000:000^000
reis;
e
a
producção
anouai
sobe
(lermo
médio)
a
384.000:000$
)00
reis
!
A
exportação,
no
auno
de
1874, foi
de
24
000:000^000
reis
e
a
importância
de
26
000:000^000!
O
parque
ou
passeio
publico, que
se
intitula
—
Fairmount, é
um
dos
maiores
do
mundo,
e tem
para
cima
de
ires
kilome-
tros
de
extensão.
A
cidade
de
Philadelphia
não
é
ainda
das
maiores
dos
Estados-Uuidoá!...
Cal
cule-se
porém pela
estatística qne aqui
apresentamos,
o
movimento
industrial
e
commercial
de
Philadelphia,
sobretudo
pe
la
frequência
de
400
escolas
regias,
além
das
particulares.—(C. de
C.)
Donativo.
—
O
capeilão
mór
do
hos
pital
de
S.
Marcos,
declara
ter
recebido
d
’
uma
pessoa
anonyma,
por
vezes
a
quan
tia
de
4$000
reis,
com
destino
a
cami
sas
para
os
pobres enfermos d’
aqnelle
pio
estabelecimento,
que
mais
necessitados
es
tivessem.
Em
nome pois
dos
pobres
agra
ciados,
que
foram
em
numero
de
treze,
faz
esta
declaração
pedindo as graças
condi
gnas
para
tão
benefica caridade.
Caridade.
—
Os
cavalheiros
d’
esta ci
dade
que
concorreram
para
a
sustentação
de quatro
senhoras
que.
depois
da
ex
tincção
do
convento
da
Penha,
foram
re
colhidas
ao
dos
Remedios,
são
os
seguin
tes,
a
quem
o
Dispensador
de
todas
as
gra
ças
compensará
dignamente
:
O snr. arcebispo
primaz
concorreu
com
57^600
reis;
o snr.
governador
civil,
pe
lo
cofre
dos santuários,
cem
3t$300
reis;
o
snr.
commendador
Oliveira
Brandão
com
13$500
reis
;
o
snr.
deão
da
sé
primaz
com
6$000
reis
;
o
snr.
conego
Vieira de
Sá
com
6$)00
reis
;
o
snr.
conego
Figuei
redo
com 6$000
reis
;
os
snrs.
Fernando
Castiço,
Rodrigues
Valle
e
Francisco
Joa
quim
Garcia
com
iguaes
quantias
;
o
snr.
Mathias
Dias da
Fonseca
com
3$6()0
reis;
os
snrs.
dr.
Carvalhaes
e
Antonio
Joaquim
de
Moraes
com
2$400
reis cada
um.;
e
o
snr.
Alves
tle
Castro
com
2$000
reis.
ESibUotheea.
—
Por
iniciativa da
As
sociação
Clerical
vimaranense,
vae
abrir-se
em
Guimarães
uma
bibliolheca,
qne
será
exposta ao
publico duas
vezes
por
sema
na.
Proeiiittôo
de Cinza.
—
No
dia
1
de
março,
quarta
feira
de
Cinza,
sairá
do
tem
plo
da Ordem Terceira
da
Penitencia
a
ap-
paratosa
procissão
de Cinza, qne
levará
ri
cos
andores.
O
Deíinilorio
não
se poupa
a
sacrifícios
para
que
esta
procissão
em nada desmere
ça
ás
dos
annos
anteriores,
antes
exceda
em
pompa
á
do
ultimo em que
se
fez,
que
foi
em
187|.
Soirée.
—
Houve
sabbado
passado
uma
esplendida soirée
no
salão
do
lheatro
de
S.
Geraldo,
dada
pelos
sympalhicos e
in-
telligenles
artistas Manoel
Mattos
e
Ricar
do Braga,
e
pelo
esperançoso
mancebo
Jo
sé
Cunha,
que
se
não
pouparam
a
es
forços
para
abrilhantar
esta
festa
verda
deiramente
deslumbrante.
Correu
tudo
na
melhor
ordem
e
har
monia
possíveis.
Os
serviços
profusos
e
variados,
o
salão
singellamente
decorado, as
damas
com
toi-
leles
fantásticos e
esquesitos,
os
cavalhei
ros
caprichosamente
vestidos,
tudo
deno
tava
elegancia a
par
do
bom
gosto.
Dançou-se animadamenle
até
ás
3
da
madrugada,
hora
em
que
terminou
esta
soirée,
deixando-nos
a
todos impressas
no
coração
as
saudosas
lembranças
d
’
esta
noi
te
repleta
d'agradaveis sensações.
E
eu
que
tive
a dita
d’
assistir
a
esta
*
partida,
d
’
aqui,
em
nome
de
todos
os
que
tiveram
a
mesma
felicidade,
envio
aos
srs.
Manos,
Ricardo
e Cunha, os
meus
protes
tos
de
reconhecimento.
Braga,
21
de
Fevéreiro.
A.
F.
>'allecí>nento. —
Pelas
7
horas
da
noite
de
ante-hontera, entregou
a
alma
ao
Creador
a
snr.
’
D.
Lucilla
d
’Araujo
La
mas,
esposa do acreditado
negociante
o
snr.
Antonio
Rodrigues Ribeiro,
a
quem
damos
os
nossos
pezames.
A
chuva.—
k
Conto
de Schmid).
Regressava
um
dia da
feira
certo
ne
gociante.
Caía
agua a
caotaros e o
bom
do
homem,
molhado
até
á camisa
do
ba-
plismo,
nào'
poude
deixar
de
mostrar
um
movimento
de
impaciência,
murmurando
de
que
Deus
lhe
désse
tão
mau
tempo
para a
sua
viagem.
Mis
depois,
ao aira-
vessar
um
espesso bosque, viu
com
ter
ror,
deiraz
d
’
uma
arvore,
um
ladrão
que
o esperava
e
lhe apontava
uma
espingarda.
O
ladrão
quiz
fazer
fogo;,
leudo-se-lhe
porém
molhado a
escorva
com
a
chuva,
a
espingarda
não
deu
fogo,
e
o
negocian
te,
dando
de esporas,
conseguia
escapar-
se felizmeote.
Quando
se
viu
a
salvo, disse lá cotn-
sigo:
—
Que
insensato
e
néscio
qne eu
era
em
nao
tomar
o
mau tempo
como
um
particular
beneficio
da Divina
Providencia!
Se
tivesse
feito
bom
tempo
e
não
tives
se
havido humidade,
por
certo
que
a
es
tas
horas
estava
morto,
alagado
em
mru
proprio sangue e
minha
farnilia
desolada
debalde
esperaria
o
meu
regresso.
A
chova
que
me
fez
murmurar,
me
salvou
a
vida
e
a
bolsa.
—
(Extr.)
Temperar ferramenta por
meio
do
lacre.—
Segundo
diz
J.
Schauszleder,
os
relojoeiros
e
gravadores
allemães
tem
peram
as
ferramentas
por
meio do
lacre.
Toma-se
o
instrumento,
eleva-se
á
tem
peratura
branca,
e
crava-se
no
lacre
onde
se
demora
alguns
instantes.
.
Em
seguida
retira
se,
e
lorna-se
a
cravar
em
outro
sitio,
e
assim successivamente
até
que
o
aço,
já
frio, não
póde
penetrar
no
lacre.
D
’esta
fórma
se obtem
grande
dureza
muito
similhante
á
do
diamante.
Effectivameote
os
instrumentos tempe
rados
por
este
processo íicam
muito
pró
prios
para
perfurar
e
gravar
os
metaes
mais
duros bastando
humedecel-os
de
vez
em
quando
com
essencia
de
terebentina.
Catástrofe de Saint-F.tienne.—
EÍTectuou-se
no
dia
7
do
correnie
o
enterro
das
victimas da
calastrofe
de
Saint-Etienne.
Cerca de
60
caixõis
esiavam
para
esse
fim
collocados no
pateo
do
hospício
das
minas,
e
dos
cadaveres
enterraram-se
ape
nas
aquelles que
foram
reconhecidos;
os
outros
colmuaram
na
mesma
posição.
E'te
espec
aculo
é deveras horrível.
Os
desgraçados
teem
as
feições todas
transtornadas,
os
olhos
fóra
das orbitas,
as
faces
desfiguradas
e
ennegrecidas.
Mui
tos
já
nem
teem
apparencia
humana,
a
as
fixia
transfigurou os
cmnpletamente.
Alguns
estão
feitos
em pedaços.
Vestem
todos
o
mesmo
fato:
calças e
casacos
azues,
peito
e
cabeça
descobertos.
A
neve
que
caia
a
flocos
tornava
ainda
mais sombio
este
tris
te
especlaculo.
Monsenhor
Thebeindier,
bispo
auxiliar
de
Leão,
celebrou
o
otlicio
fúnebre,
acom
panhado
de
numeroso
cortejo.
A
aldeia
visinha
dos
poços,
habitada
pelos
mineiros que
a morte
dizimou
tão
atrozmente, chama-se
o bairro
do
Sol, e
está
situadi
a
alguns
passos
da
estação
de
Saint-Elienne.
Fui
na
sua
mo
lesta egreja
que
se
fize
vam
as
exequias,
e
o
bispo
minto
comrao-
vido,
pronunciou
palavras
de
suprema
con
solação no
meio
das
lagrimas
e gemidos
abafados da
multiuão,
composta
na
maioria
de
orfãos
e
de
viuvas!
Curiosidade.— A
meia
legua
de
Bar-
tlett
Springa
^Califórnia)
ha
uma
nascente
a
que
dão
o
nome
de
Fonte
de Gaz.
E
’
talvez
a
maior
das
curiosidades
das
monta
nhas.
A
agua
é
fria
como
gelo,
espuma
como
se
fervesse,
e
o
gaz
que
sae d
’
esta
fonte
mata
infallivelmente.
Na
circumfereu-
cia
de
10')
metros
nenhum ser
vivo
se
en
contra;
as aves,
que
voam
por
cuna,
caem
mortas.
Cm
lagarto,
colloeado alguns
pés
acima da
fonte,
caiu
morto
em
dois
mi
nutos.
e
20
seriam
suflicienles
para
matar
um
homem.
O
que
aproximou
o
lagarto con
ta
ter
sentido
vertigens, estando
alfi 5
mi
nutos.
CtuiRMinlan do orador
inexpe
riente.—
O
Charivari
fez
umà
resenha
bastante
pilt<
resca dos
clichés
familiares
aos
oradores das
reuniões
publicas.
que
julgam
dever
entreter
o
auditório com
a
sua
per
sonalidade
interessante.
Isto
poderia
inti
tular-se:
Simples
conselhos
ou
Guiasinha
do
orador inexperiente.
«
—
Quando
o
orador
perder
o
fio
do
dis
curso,
exclame
com
arrojo:
—
Esclarecido
este
ponto,
eu
lomo
por
base...
Se
tem
que
insistir
n
’
tira
certo
pento
e percebe,
por
ce<
to-
signaes,
uma
vaga
im
paciência no
publico,
tem
bem
registro ad
hoc:
—
Meus
senhores,
eu
não [aliarei
de...
não
insistirei
em...
E
a
pretexto
de
não dizer
nada
o
orador
diz
tudo o
que
quer.
Chegou, por
fim,
a
um
ponto
escabro
so;
trata-se
de fazer
engolir
ao
publico
uma
enormidade.
iTga:
—
De
duas
coisas
uma...
admitíamos
por
um
instante...
e vae assim
dizendo o
que
deseja
refutar.
Mas
levamam-se
murmurios;
alguns:
basta! basta!
retumbam
na
sala.
O
orador
finge, então,
que
não
os
ouviu
eexclama:
t
—
Seria
um
nao
acabar
...
ou,
antes
de
erminar...
e
logo
se
desenruga
a
testa
do
auditorio.
—
Ainda
uma palavra...
lancemos um
olhar
...
vou
resumir-me...
Por
este
modo,
pó
le
o
orador
até
reco
meçar;
comludo
não
abuse...
Palpe
bem o
seu
publico.
Algumas
vezes
esta
armadilha
enfurece-o.
De
tempos
a
tempos,
diga:
Vou
acabar...
mas
não
acabe.
Emlim,
um
ultimo conselho:
não
ter
mine
nunca
por
estas
palavra:
Já [aliei
de
mais
!
Porque
algumas
vezes respondem
lhe
em
coro:
—
Apoiado
!
apoiado !
E
esta approvação
é
desagradavel.
(D. 1.)
.Sistema
Iiom»eg»atl:ie«».—
Um
pe
riódico
scientiíicio estrangeiro
publicou
a
seguinte resenha de
soberaims,
príncipes
e
pessoas
notáveis que se
tratam
e trataram
homoepathica
mente.
Sua Santidade
Pio
IX
o
seu
medico
é
o
homcepatha
dr.
Luizzi;
do imperador
Na-
poltão
III,
era
seu
medico o
homoepatha
dr
Dável;
do
rei Victor
Manoel
o
hom®-
patba
dr.
Granei;
da
rainha e rei,
e
da
rai
nha
mãe
dos
Paizes
Baixos,
dr.
Everad;
do
rei
do
Hanover
o
dr.
homcepatha
Weber;
a
rainha
de
Inglaterra
foi
tratada
algum
tempo
pelo
dr. homoepatha
Stapb; o
prin
cipe
Alberto
de
Prussia
pelo dr.
bomoe-
palha
Steas;
Carlos
III,
doque
de
Parma
pelo
homcepatha dr.
Senniger;
o
príncipe
reinante
de
Lichtestein
seu
medico
particu
lar
é
o
dr.
homcepatha
Homne;
a
dnqueza
de
Parma
pelo
homcepatha dr.
Pioreta;
grã-
duque
de
Weimar
pelo
medico homoepatha
dr
Coullon;
o
grã-duque de
Baden pelo
dr.
homoepatha
Ivamer,;
o
grã-duque
de
Ilesse
pelo
dr.
bomoepathir
Altmult*r;
o
ar-
chiduque
João
iTAuslria pelo
dr.
homoepa
tha
Maranzeller.
O
mesmo jornal menciona
estes
distin-
ctos
profrssores
que
exercem
homoepathia:
Dr.
Tagliaoi, professor
da
universidade
de
Bolonha;
dr.
Nomiis,
decano
da
facul
dade
de
Cagliari;
dr.
Soleri,
professor
da
universidade
de
Génova;
dr.
Wank,
pro
fessor
de
Cuillay;
Sonooberg,
chefe
do
hos
pital
militar
de Pa<1u>;
dr.
Sadeiei,
medico
da
guarda de
Soa
Santidade;
dr.
Gaslíre-
und,
medico
da
marinha
imperial
da
Rus-
sia;
dr.
Sherig,
conselheiro
de
estado
e
chefe
dos
hospitaes
da guarda
imperial
de
S.
Petersburgo: Maranzeller,
medico
geral
dos
exércitos
austríacos;
dr.
Andry,
ex-chefe
ca
clina
do hopital
da
caridade
em França;
dr.
Dezanche
medico
do
ministério
de
jus
tiça
e
cultos
em
França;
Mailliot,
expre-
sidente
da
sociedade
anatómica
de
Paris;
Te/ter,
medico
do
hospital
de
meninos
em
Paris
aSerões
fitosikanticos».—
Está
em
distribuição
o fascículo n.°
5
dos
Desher-
dados,
romance
de
M.
Fernandez
y
Gon-
zalez,
publicado
peia acreditada empreza
ed
i lora—Serões Românticos.
Os
sn
s.
assignantes
d
’
esta
cidade
que
ainda
não satisfizeram
o
importe
d
’
alguns
fascículos
já
distribuídos-,
devem
saldar
contas
dentro do
praso
de
oito
dias,
sob
pena
de
perde'em
o
direito
á
remessa
dos
restantes
e
aos
prémios
oflerecidos
pela
empreza.
Notãeims
«le
ISomn.—
No dia
23
de
janeiro,
por
occasião
do
centenário
de
Josepli Goerres,
os
calholicos
allemães
de
Roma obtiveram
uma
audiência
do
Santo
Padre.
A
’
adresse
latina,
lida
por
Monsenhor
Waal,
que
fallou em
nome
dos
duzentos
allemães
reunidos
no
Vati
cano,
S.
Santidade
respondeu
exprimin
do
em
primeiro
logar
a
doce
consolação
que
sentia
ao
ver
reunidos
na
sua
pre
sença
um
tão
grande
numero
de
vassal-
los
dos
impérios
germânico
e
austríaco.
Ha
tres
séculos,
accrescentou,
que
a
Allemanha
tem
sido o
alvo dos
exforços
do
poder
das trevas.
A
heresia
produziu
damnos
conside
ráveis,
os
hereticos
multiplicaram-se
e
a
Allemanha
experimentou
os
effeitos
da
cholera
de
Deusz Pouco
a
pouco
o fervor
dos
calholicos foi
afrouxando,
e
pouco a
pouco se
afizeram
a
dormir
sobre
este
novo leito de Procusto, sem prevenirem
as
desgraças
de
que
estavam
ameaçados.
O
Senhor
viu
esta
indiflereuça
e
qniz pu
nir
a
nação;
do
mesmo
modo
que
elle
descera
da
montanha
para
sanar os
en
fermos
do
corpo,
desce
do alto
do
seu
throno
para
curar
os enfermos
d’
espirito.
E
de
que
meio
se
serviu
elle?
Lançou
mão
do
azorrague
e
sacudiu-o,
como
fez
quando surprehendeu
os
profanadores do
templo,
c
com
elle
feriu
e fez
renascer
uma
fé
viva.
I
O
Santo
Padre
fallou
em
seguida
de
tres homens,
um
dos
quaes
louco
pelo or
gulho
se acha
apartado
de
Deus ; um ou
tro
ama
o
dinheiro
e
entrega-se
a negó
cios
incompatíveis
com
o
seu
caracter;
o
terceiro
sacrifica
ao
idolo
impuro
da
libertinagem.
Mas
Deus
fez
renascer
a
fé
e
vivificou a coragem
dos
bons.
Vós
mesmos
sois
d’
isso
um
exemplo,
proseguiu
S.
Santidade. Conlinuae
a mos
trar-vos
firmes e
constantes,
e
persuadi
vossos
irmãos
a que
façam
o
mesmo.
No
vas
difliculdades
vos
esperam,
novas leis
de
perseguição
vos ameaçanq; mas
nada
receieis,
e
lembrai-vos
que
a Egreja
é co
mo
a
agoa
que,
quanto
mais
opprimida,
mais se
eleva,
plus pressa,
plus surgit.
Àbraçae
a
cruz
com coragem,
des-
prezae
as
ameaças
de
vossos
inimigos,
e
não
tenhaes
receio,
em
defender
os
direi
tos
da
Egreja.
Vereis
que
depois de ter
des
bem
combatido
Deus
vos
dará
a
vic-
toria,
e
o
flagello cessará,
porque
Deus
não
é
somente justo,
é
também
o
Pae
das
misericórdias.
E
agora
eu
vos
aben-
çôo.
Abençôo-vos
em
nome
do
Padre
T<>-
do-Poderoso,
para
que
elle
vos
conceda
urna
parcella
da
sua omnipotência
afim
de
conquistardes
muitas
almas
para
a
sua
Egreja.
Abençôo-vos
em nome
do
Filho
eterno,
para que
vos
corçmunique
uma
centelha
da
sua
sabedoria.
Abençôo-vos
em
nome
do.
Espirito
Santo
de
caridade,
para
que
permaneçaes
sempre
unidos,
é
não
imitaes
os
vossos inimigos
que
parece
quererem
edificar uma
nova
torre
de
Ba
bel.
Mas
Deus
virá
e
confundirá
as
suas
linguas:
virá
e confundiráos
vossos
ini
migos
eos da
sua
Egreja.
Que
Elle
se
digne
confirmar
esta
bê
nção
que
eu
vos
dou,
para
que
ella
vos
acompanhe
em
todos
os
dias
da
vida
e
seja
comvosco
na
hora da morte.
O Santo
Padre
não
referiu
nomes
no
seu
discurso, mas
os
circumstantes
bem
comprehendiam
que
elle
queria
fallar
do
orgulhoso
Doellinger,
do ambicioso
Rein-
kens,
e
do
desgraçado
Loyson
e outros
padres
que
teem
violado
o
seu
voto
de
castidade.
O
arcebispo de Poz.cn.—
Um
te-
legramina
datado
de Ostrowo,
em
2
do
correnie,
annuncia que
o
cardeal
Ledokwski
seria
transportado
no
dia
seguinte
para a
fortaleza
de
Torgau,
na
província
de
Saxe.
Era
este
o
dia
em
que
expiraya
o
tempo
da
prisão
a
que
fôra
condemnado
o
illus-
tre
cardeal;
vè-se
pois
que
o
governo
prussiano
achou
meio
de
prolongar
a pena,
sem
aliás
se preocupar
com
a lei.
E
’
,
diz
o
Univers,
a
perseguição
no
que
ella
tem
de
mais odioso
;
porém
illudem-se
aquelles
que
julgam, por
similhantes
meios,
pôr
termo
a
uma
resistência
que
taes
medi
das
mais
e
mais
ruborisam.
O
povo
ca
lholico
propunha-se
festejar
o
resgate
do
illustre
prisioneiro
;
viu
porém
augmentar-
se-lhe o
lucto,
mas
isso mais
o
atrairá
para aquelle
que
acaba
de
dar
tão
grande
exemplo
de
soffrer,
e, se tanto
fosse
ne
cessário,
de
morrer
j
antes
que
abandonar
um
só
dos
direitos cuja
guarda
lhe
foi
confiada
pela
Egreja.
Depois de
composta
esta
noticia,
re
cebemos
os
Annales catholiques,
corres
pondentes
á
segunda
semana
do
corrente,
e por elles
vemos
que
a
prisão
do cora
joso
arcebispo
de Posen
terminou,
com
effeito,
no
dia
2.
Mas
crêem
os leitores
que
por
esse
motivo
nos
devamos alegrar?
Oiçamos
o
referido
sèmanario
:
«Sotlrida
a
pena,
o
venerando prisioneiro
devia
re
cuperar
toda
a
sua
liberdade
;
mas
não
aconteceu
assim
:
o illustre cardeal
saiu
da
prisão, porém foi-lhe
significado que,
se
elle
pozesse
pé
na
sua
diocese, seria
internado
na
fortaleza
de
Torgau.
E
’ o
exilio
succedendo ao
encerro,
an
tes
que
o
condemnado
podesse
commetter
um
novo
delicio
contra
as
leis
de
perse
guição
!»
Eis-alii
como
se
entende
a
tolerância
e
a
liberdade
sob
o
jugo
do
príncipe
de
fer
ro.
Mas
Deus
não
dorme.
Estatístico religinsi* «lo niundo.
—
J.
Chantrel
resume
do
modo seguinte
a estatística
religiosa
do
mundo.
Estabele
ce
duas
grandes
divisões
:
o
theismo,
ea
idolatria,
ou
paganismo
propriamente
di-
cto.
O
theismo
subdivide
se
em
tres
ramos
principaes
:
Christianismo,
judaísmo,
isla-
mismo.
A
idolatria
ou
paganismo
subdivide-se
em
seis
ramos
piincipaes
:
brahmanismo,
boudhismo,
religiões
p/iilosopliicas
de
Con-
fucio
e
Lao-tseu,
sinlonismo
e
religião
szõulo,
mazdeismo,
e
idolatria
propriamente
dieta.
O
Christianismo
comprehende
o
calho-
licismo,
schisma
oriental,
e
protestantismo.
Estes
ramos
representam
os
numeros
seguintes
:
Gatholicjsmo
210,000,000 d
’
almas
:
schisma
oriental e outros
73,000,000
:
pro
testantismo
79,000,000.
Total
dos
chrislãos:
375,000,000.
Mosaismo
(judeus):
5,000,000:
isla-
mismo
135,066,000:
brahamanismo
140
milhões:
boudhismo
180,600,000
:
reli
giões de
Confucio
e Lao-tseu 260,000,000
:
sintonismo
e religião
szouto 25,000,000:
mazdeismo
(guebros)
4,000,000
:
idolatria
(çhamanismo),
fetichismo,
etc.
80,000,000.
Total
geral
1,204,000,000
d
’almas.
NECROLOGIA
Astros
e
flores,
tudo
inclina
a
[ronte
Cumprindo
do
Senhor
as
sabias
leis.
GOMES
D’AM0IUM.
Resvalar
a
lousa
sepulchral
sobre
o
ca-
daver
d
um
companheiro
nas
lides olym-
picas
da
intelligencia
é sempre
mais
ou
menos
dolorosa
: mas
se
o
finado
é
um
amigo
querido,
participante
das
nossas
alegrias
e
pesares,
então
essa dor con
verte-se
em
aflicção
vehemente,
retalha-
nos
a
alma
e
humedece-nos
o
rosto
das
mais
verdadeiras
e
sinceras
lagrimas.
Meu
intimo desde a
mais
tenra
pue
rícia
e
coinpartidor
de
felicidade
e
desdi
tas
era
Bernardo
José
de Faria,
fallecido
em
16
<fe
fevereiro,
com
quinze
annos
incompletos—
na
rosada manhã
da
vida,
na
florida primavera
da
existência
!
Foi
longa
a
sua
enfermidade:
parece
que a
morte,
sempre
sequiosa
de
vidas,
queria
poupar
a
d
’
aquella
criança,
que
se
mostrou
resignada
até
á
hora
do
seu
pas
samento
e
que
por
muitas
vezes
medisse
que
a
morte não
é
occaso,
mas
aurora
brilhante
e
escarlate
para
os
qoe
crêem
em
Deus e
esperam
nos
merecimentos
de
Cbristo.
Manifestando
desde
a
mais
tenra infân
cia
decidida
vocação
para
as
leltras,
estu-
dou>
com
grande
aproveitamento
a
lingua
latina,
deleilando-se
com
as
odes
de
Ho-
racio,
eleçtrisando-se
com
os
discursos
de
Cicero
e
arrebatando-se
com
a
leitura
das
pugnas
cruentas
da
antiguidade,
cantadas
pelo dulcíssimo
poeta manluano.
O
snr.
Pereira-Caldas,
ao convidar
os seus
discí
pulos
para
acompanharem
o
finado
até
á
sua
ultima
morada,
fez-lhe
a
apothéose
em
breves
mas
sentidissimas
palavras,
que
eram
o
espelho
fiel
do
muito que
reve-
rencêa
a
applicação
e o
estudo,
o
enge
nho
e
o
saber.
Agora que
elle
está
na
mansão
dos
jus
tos,
no reino
dos
eleitos,
de
nada
mais
precisa
senão
d
’
uma
prece
fervorosa
—
bal-
samo
suavíssimo
e
hemdito
que
mitiga
as
mais
acerbas
magoas e
consola
os mais
áridos
corações
!
A'seus
extremosos
paes enviamos os
nossos
sentidos
pezames
e
diremos
com
Go
mes
d’Amorim
:
«Não
chores,
pae
desolado,
e
diz
á
esposa
querida
que
um anjo
a
Deus
tendes
dado,
um
anjo
que
lá nos
céos
por
nós
todos
pede
a
Deus
»
Braga,
17
de
fevereiro
de
1876.
J.
de
F.
F.
e
Mattos.
DE
Domingo 27,
Segunda
28,
Terça-feira
29.
BAILE DE
CASCARAS
Os preços,
por assignatura, para
os
tres
últimos
bailes,
são:
—
l.
a
e 2.a
ordem,
5$0<>0
réis.
—
Avulsos Para
os
tres
dias:
domingo,
l.a e
2.a
ordem
2$000
reis;
se
gunda,
idem,
2$000
reis
;
terça, idem,
2$000
reis.
Os
emprezarios
declaram
que,
em
virtu
de
de determinação
da
Direcção
do theatro,
não
pódem
ler
logar
as
annunciadas
Qua
drilhas
infernaes,
afim
de
evitar
deterio
ração
para
o mesmo
theatro.
Entrada
geral. .
. ,
.
290
réis.
Damas
decentemeute
mascaradas
tem
entrada
grátis
até
ás 9
horas.
Principia
ás 8
horas.
ANNUNCÍOS
PIANO
•
Vende-se
um
proprio
para
ensino
por
13$500
rs.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
36.
(2995)
Ao
commercio
e
a quem convier,
Manoel
José de
Campos
e
Rodrigo
d
’Oliveira,
com suflicientes
conhecimentos
e
pratica da
pequena
e
grande
velocidade
nos
caminhos
de
ferro, e
correspondentes
(Talgumas
casas commerciaes
do
Porto,
promptificam se
a
expedir
ou
receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,
—o
que
será
feito
com
maior
cuidado
e
zêlo.
Não
só
rece
bem
mercadorias
para
as
differentes
terras
do
reino,
como
lambem
para
o estrangei
ro,
tudo
mediante
uma pequena
commis
são.
Para commodidade
e
vantagem
das
pessoas qoe
se
queiram
utilisar
do
seu prés
timo,
achar-se-ha
todos
os
dias
um
dos
annunciantes,
na estação
do
caminho
de
ferro,
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na
rua
do Souto,
n.°
44,
1.°
andar.
Braga—
fevereiro
de
1876.
(2991)
NOVO
HORÁRIO
João
Eapiista Fernacdes,
da
Portella,
leva
ao
(onhtcimeoto
do
publico
que
o
carro
qne
d
’
esta
cidade
sae
para
a
Portella
ás
2
horas
da
tarde,
principia
a
sair
des
de
o
dia 21
do
correote
inclusivé
ás
3
horas
da
tarde,
chega
á Portella
ás
6
e
da
Portella
para
Braga
ás
6
horas
da ma
nhã,
e
chega
a Braga
ás
9.
Braga
18
de
fevereiro
de
1876.
(2993)
João
Baplista
Fernandes.
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
ÍJijfê'
tuada
na
rua
da
Ponte, com
o o.°
“
^■^91.
Vê-se
das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a pertender
falle com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
Banco
Commercial de
Braga
São convidados os
snrs.
accionistas
da
2.
a
emissão,
a
fazerem
entrega
dos
titulos
provisorios
da
2.
a emissão
no
Banco,
e
na
Caixa Filial
no
Porto,
desde
o
dia
20
do corrente
até
o dia
10
de
Março
pro-
ximo,
recebendo
em
troca
recibos
proviso
rios,
declarando nas costas
dos títulos
em
nome
de
quem
qnerem
passadas
as
acções.
Oulro-sim
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
Jazerem
a
entrada
da
4
a
e
ultima
presta
ção das
acções
da
nova
emissão
desde
o
dia
20 a
25
de
Março proximo
futuro,
re
cebendo
uo acto
as
acções
definitivas.
Braga
17 de
fe.vereiro
de 1876.
nuvHm7CEÃfHÕLi
ca
Hua
do
Souto n.° IO
BRAGA
TEM
À
VENDA :
Entretenimentos
do coração
devoto
com
0
SS.
Coração
de
Jesus
—
300
rs.
Manual dos
devotos
do
Coração
de
Je
sus—
140 rs.
Mez
do
SS.
Coração
de
Jesus
—
300
rs.
Novena
para a festa
do
SS.
Coração
de
Jesus—
80
rs.
Bentinhos
do
Coração
de
Jesus
—40
rs.
Medalhas
do
SS.
Coração,
para
a corôa
(duzia,
—
100 rs.
Cânticos
ao
SS.
Coração,
para
se
can
tar
nos exercícios
do
Coração
Agonisante
de
Jesus
(musica
pelo
padre M.
M.
d’
Aguiar
—
;20
rs.
Tem variado
sortimento
de
registos
e
estampas
do
SS. Coração
de
Jesus,
bem
como
painéis
a
oleo
da
Sociedade
Oleogra-
phica,
que
vende
por
preços
commodos.
(2985;
Rua
Nova, de Sousa n.’
5.
José
Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor
do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de latão
e cobre
velho
proprio
para
fundição,
qne
vende
por
preço
barato.
(2951)
’
L1TH0GRAPHÍA
9
—
Rua do Campo — 9
M.
J. F.
d
’
Oliveira,
satisfaz
com
promp
tidão
e
nitidez
todo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
oíficioa:
estampas
em
gra
vura
e a
creion, chromo-lilhographia
map-
pas,
etc.
(2978)
QUEIJO
V
ENDE-SE
queijo londrino,
papel
e
fla
mengo,
de
superior
qualidade
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
15.
lÊSThá
O
FFERECE-SE
uma para
casa
particular.
Quem
pertender
queira
dirtgir-se á
re
dacção d
’
este
jornal
em
carta
fechada
com
as
iniciaes
A.
P.
C,
(2987)
~ BA^CO BE VILLA REAL
Vende-se
grande
porção de
acções
(Tes
te
estabelecimento
ou
trocam-se,
cumvindo,
por
propriedades
ui
banas
ou
de
raiz.
Para
tratar-se
de
set)
ajuste,
em
cana
fechada
com
as
iniciaes
A.
S.
P.
ao
escriptorio
da
administração d
’este
jornal.
(2984)
Venda
de propriedades
'V
ENDE-SE
uma
proprieda
is
na
fregue
zia
de
S.
Pedro
de
Merelim,
soburbios
d
’
es-
ta
cidade,
que
confronta
com
a
estrada
de
Ponte
do Lima
;
tem
casa,
vinho,
fruta e
bravios.
Trata-se
de
seu
ajuste,
na mesma,
com
o
seu
proprieiaiio
Sebastião
Fernandes
—
logar
de
coogostas.
(2988)
A’ loja—Caebnpnz—
Acaba
de
che
gar
um
sortimento
de
bombas
de
differen
tes feitios,
e
que
pódem
funccionar
perfei-
tameute
até
30'"
de
profundidade.
CONCHA
O
F28E©
Caloriferos
ou
fogões
d
’aquccimenlo pa
ra
salas,
quartos,
etc.;
vendem-se
na
loja
C
aciiapuz
.
(2980)
MÊSTBÃ
Precisa-se
d
’uma de
50
annos,
pouco
mais
ou
menos,
para
fóra
da
cidade e
casa
particular.
Para
informações
campo
de
SanfAnna
n.°
68.
(2963;
-11
r
il
WMMtwikliR
IWIIRI
m
.
.. .
„
—
—
1~1
mm
-
•
JÃ
CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
la,
n.°
152.
(2982)
Nova
fundição
de ferro
e me
ta es
De
Antonio
Germano Ferreirinha
Travessa
de
S.
João
—Braga.
O
proprietário
d’esla
oflicina
funde
to
da
a
obra
de
ferro
e
metal,
de qualquer
tamanho
e
natureza
que seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de
ferro ou
metal,
tudo pelos
preços do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
CARREIRAS
CIARIAS
Teixeira
&
Mesquita
da
rua
da
Sé,
par
ticipam
aos
seus
amigos
e freguezes,
que
continuam
com
a
sua
correira
diaria
de
diligencias
para
a Povoa
de
Lanhoso,
e
des
de
o
dia
l.°
de
março
do
corrente
anno.
abrem uma
carreira
diaria
para
a
Egreja
Nova,
Cruz
de
Real
e
Penedo,
a sair
de
Braga
ás
7
horas
da
manhã,
e
volta
do
Penedo ás
11
da
manhã.
PítEÇOS
t
Povoa de
Lanhoso
os
mesmos
já
an-
nunciados—
Rendufinho
e
Frades, 300
rs.
—
Egreja Nova,
dentro
500
rs.
fóra 400
—
Cruz
de
Real
|e
Arrechão,
dentro 600
rs.
e
fóra
500
—
Penedo,
dentro
700
rs.
e
fóra
600.
Cada passageiro
tem
oito
kilos
de
ba
gagem,
pagando
o
excesso
a 20
rs.
o
kilo.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
na
praça do
Barão
de S.
Marlinho,
e
no
Penedo, ,
na
antiga
estalagem
de
Manoel José
Rodrigues.
(2994)
Banco
Nacional
’
Ultramarino
Dividen<I<» do 9.° semestre «1®
189ft
Na thesomaria
do
Banco
do
Minho
a
principiar
em
2!
do
corrente
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
I
da
tarde,
se
pro
cederá
ao pagamento
aos
snrs.
accionistas
d
’aqtielle
Banco
residentes
n
’esta cidade,
do
dividendo
do
2.°
semestre de
1873,
na
rasão
de
5
p.
c.
ou
4$500
rs. por
acção.
Braga
19
de
fevereiro
de
1876.
(2998)
A
commissão
liquidatária
do
casal
do
fallecido
snr.
Maneei de
Magalhães
d
’Arau-
jo
Pimetitel.
tendo
resolvido vender
as
quintas
de
Santo
Adrião, a
de
Passos
e
a
das
Latinhas
ou
Ribeira,
e
bem
assim
a
casa
do
Campo
de
Santa Anna,
tudo
sito
n
’
este
concelho,
convida
as
pessoas
qoe
pretenderem
quaesquer
d
’
estes
bens
a
di
rigirem
a
qualquer
dos
signatários
as
suas
propostas
em
carta
fechada dentro
de
vin
te
e
cinco
dias.
Braga
21
de
fevereiro
de
1876.
Henrique
Freire
d’
Andrade
—
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
—João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
(2999)
Corographia
portugueza ,
Pelo pntire
Antonio
Carvalho
du Costa
Acha-se
quasi
e«gotada
a
nova edição
d
’esta
apreciada
obra
;
alguns
exemplares
que
ainda
restam
vendem-se
por
1$500
rs.
(3 volumes),
em
casa
do
editor
na
rua
No
va,
n.°
5
e
no
Porto
na
rua
dos
Caldeirei
ros
n.°
39.
,
Na
mesma
casa
vende-se
a
grammatica
portugutZd
por José
Vallerio
Capeila,
ap-
provada
pelo conselho
superior
d’
instrucção
publica.
Preço
120
reis.
Mais
se vende
na
mesma casa
urna
ma-
cbina
de
pautar
papel.
IILULAS
DE
GV1BOVRT
Especifico
contra
as
tosses catarrhos,
brochites
etc.
Injecção
Janin
Eflicaz
contra
todas
as
purgações. Qua
tro
annos
de
exislencia
e
Je
seguro
resul
tado.
Especifico
contra
a
tosse
Xarope
Peitoral
Seitz
Este
xarope
preparado
unicamente
de
vegetaes,
é
o
melhor
especifico
contra
as
tosses
rebeldes,
crónicas
e
convulsivas,
rouquidões,
catarrhos.
aslhma,
escarros
san
guíneos,
e
finalmente
em
todas
as
affec-
ções
do
peito.
Injecção
Bichat
Cura
em
seis
dias todas
as
purga
ções.
Unguento
anti-dartroso
O
mais
precioso
para
fazer desappare-
cer
todas
as
moléstias
c-utaneas,
como
em-
pigens,
ozagre,
sarna,
eczema,
e
todas as
comichões
ou
prurido
que sobrevém
á
pel-
le.
Elixir Americano
São
Ião
prodigiosos
os
effeitos
produ-
sidos
por
este
elixir,
que
é
sem
duvida
superior
a
todos
(Festa
naturesa
Impede
a
carie,
conserva
o
esmalte
dos
dentes,
communica-lhe
urr
magnifico
brilho,
for
tifica
as
gengivas,
e
destróe
o
mau
chei
ro
da
bocca,
antes
que
lhe
dá
um
enex-
cedivel
arôma
-e suavidade.
E
’
muito util
fazer
uso
(Teste
elixir
para
um
aturado
aceio
e
preservar as
do
res
de
dentes.
Porto
—
Pharmacia
central
rua
de San
to
Antonio
227.
Braga—
Na
do
hospital
de
S.
Marcos.
Ave.iro
—
Na
do
sr.
Moura rua
da
Ve
ra
Ciuz.
(2997)
GK.ttKDE BEPMIT0
DE
MACHI-
A.4S
Bli
FOSTEKA
DE
B.
Construiilas
por
II.
r
S.
Petit,
de’
Druxellas
13—Praça
de
Carlos
Alberto
—
14
PORTO.
N
’este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um
grande
sortimento
de
miteli)-
attos
de
casttira
para
familias,
costurei-
.ras,
alfaiates,
estofadores,
chapelleiros,
sa
pateiros,
correeiros
—
de
bordar,
execu
tando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e
côres,
em
relevo
etc.;
DE
CRAVAR CALÇxDO
E
DE LAVAR
ROUPA.
Garante-se
a
perfeição
e duração de
to
das
as machinas.
Facilita-se
o
pagamento
e
aprendisagem.
Ensina-se
a
trabalhar gratuitamenle
e
facilita-se
o pagamento em
prestações.
Ha sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
todos
os
accessoiios
e
peças sobrese-
lentes
para as diversas
machinas.
Tem
deposito
em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2968)
mnaiwnmnr/nmicT
i
■■iismrr
BRAGA
:
TYPOGRAPHIÀ
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
