comerciominho_22011876_448.xml
- conteúdo
-
4.
” ANNO
1876
FOLHA
COMME^CIAL
BELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO 448
Àssigna-se
e
vende-se
no
escrip
torio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
BKAGA
—S.1BSJABO 8S BE
JANEIKO
«•UISMCAL-H
ES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
l$600
rs.=Semestre
850
rs.=Promn-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
Í&000
rs.-=Semestre
1S2"O
rs.=Brazil,
anno 0400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte
ou
10§000 reis e o$500
reis moeda
fraca.=Annuncios
por
imhà
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
20
%•
d^bátimento*
Madrid,
fl?»
<le janeir».
(Correspondência
particular
do
tCommer-
cio
do
Minho»
]
Cerrem
hoje
oos círculos
mais
aucto-
risades
da
política
boatos
da
tnaxima
im
portância,
que
são
favoráveis á
causa
car
lista.
Estes
boatos
estão
occasionando
um
verdadeiro
terror
entre
os
liberaes.
São
elles
de
tal
gravidade,
que
me
não
atrevo
a reproduzil-os, firme
como
estou
no
pro-
posito
de
oão
dar
seoão
aqoellas
noticias
que
tenho
como
seguras
e
confirmadas
por
dados
irrecusáveis.
A
um
d
’
esses
boatos
me
referirei
to
davia,
somente
para
o
reprodusir
com
as
reservas
que
exige.
E
’
o
caso
que
os
trabalhos
diplomáti
cos <io representante
carlista
em
Londres
parece
haverem
tomado um
caraeter
im
portante
para
a
causa qne
aquelle
diplo
mata dignamente
representa.
Um
grupo
de
grande
influencia na
pohtica
inglesa
está
collocado
do lado
d
’
aquelle
represen
tante,
e
insta
junto
do
governo
britânico
pelo
immediato
reconhecimento da
belli-
gerancia
do
exercito
carlista.
Accrescen-
ta-se
a
isto
que ha
já
alguns
actos do
governo
inglez
que
confirmam
esta
no
ticia.
Como
quer
que
seja,
é certo
que
este
boato
junto
a
outros
não
rnenos
impor
tantes
trasem
boje
os
liberaes
d
’orelha
murcha.
Na
Puerta
del
Sol
estão
reuni
dos
muitos
grupos,
cuja conversação
versa
quasi
exclusivamente
sobre
o assumpto.
Estas
reuniões
tão
numerosas
n
’
este
ponto
são
sempre precoces,
senão
annunciadoras
das
grandes
occorrencias.—A
Puerta
del
Soi
póde
cor>siderar-se um
barometro
po
lilico,
que
sobe
ou
desce
segundo
o
frio
ou
calor
que loma
a
vida
moral
do
povo
madrileno.
Deixemos porém
a
onda
agitar-se
no
seu
rumor
surdo
de
boatos
de
temores,
ou
alegria,
e
vamos
ao
que
é
mais
seguro
e
positivo,
pois
que
temos
do
Norte
o
seguimento
de
animadoras
noticias.
Sempre
em
meio
de
enthusiastieas
ova
ções
e
de testimunhos
de dedicação
e
fir-
mesa tem
o
snr.
D
Carlos
precorrido
de
um
a
outro
lado
todas
as
linhas
de defesa
do
seu
exercito
espalhando
mais
confiança
e
animação
no
seu
exercito,
se
mais
é
possível
ter.
No
dia 8
chegou
o
snr.
D.
Carlos
a
Estella, no
dia
9
esteve
visitando
as
po
sições
de.Moru
e
no
dia
10 as
de
Sola-
na.
Nos
dias
11
e
12
percorreu as
linhas
próximas
e
no
dia
13
voltou
de
novo
ao
seu
quartel
em
Estella,
onde
se
ficou
oc-
cupando
do
despacho.
Entre
os despachos
feitos
figura
um
grande
numero
de
ofliciaes
que
são
des
tinados
á
Catalunha e
ao
Centro.
S.
M.
recebeu
noticia de
haverem
chegado
aos
seus
destinos
os
dois
quadros
de
ofliciaes
ultimameote
enviados
para
os
novos
exer
cilos.
Em
Vera
está
collocado
o
deposito
d
’estes
ofliciaes,
que
d
’
aili
são
remetlidos
á
prolecção
das
juntas
legilimistas
de
França
e
por
estas
guiados
até á
frontei
ra ou ponto onde leem
de
penetrar.
Vera
está
defendida
por
meia
brigada
composta
dos batalhões
11.®
navarro e
4.°
de
Castella, ás
ordens
do
brigadeiro
Jun-
quera
.
Ha alii
também
uma
fabrica
de
muni
ções
onde
se
acham
occupados
mais
de
60
operários.
As
granadas
que
alii
estão em
fundição
teem
23
centímetros
de
longitude
por
13 de
diâmetro.
Em Estella
também
estão
estabelecidas
oflicinas
do
parque
d’
artilhe,ria. Alii
estão
empregados
28
serralheiros, 19
carpintei
ros
e
14 serventes.
Os
trabalhos
da
ofli-
cina
são dirigidos
por
D.
Jacobo
de
Leon,
coronel
d
’
artilheria.
N
’aqueila
cidade
ha
duas baterias
dis
poníveis
para
acudir
a
qualquer
ponto
onde
sejam
necessárias.
Cada
uma
d’
estas
ba
terias
está
dotada
tçom
1:000
granadas.
São
calculadas em 23:000
homens
de
infanteria
as
forças
que
estão
estendidas
nas
linhas de
Estella,
segundo
a
lista
que enviei na minha anterior
correspon
dência.
A
cavallaria
conta
14
esquadrões,
que
se
acham
na maior parte
do
lado
dos
Arcos.
Os
batalhões
navarros
na
sua
maior
parte
estão
vestidos
de uniformes novos
que acabam de
chegar
de
França.
Espe
ram-se
lambem
novos
uniformes
para
as
outras
forças.
Os
liberaes
estão
em
grande susto
em
Puente
la
Reina.
Os
carlistas
reuniram
alii
mais
artilheria,
que
tem
jogado
contra
o
inimigo com grandes
resultados
nos úl
timos dias.
Os
racionamentos
dos
carlistas estão
abuudanlemenle
providos
nos
respeclivos
armazéns.
Ha
grande
porção
de
gado nas
pastagens
para
a
engorda,
e
ha
provisões
de
vinho
para
mais
de
dois
meses
de
for
necimentos
aos
corpos.
Foram
reforçadas
as
linhas
de
Monte
Jurra
com
mais
dois batalhões,
que
guar
dam
aquellas
notáveis
posições,
e
esperam
occasiâo
para
darem
aos
liberaes
outra
lição
iguai
ou
maior
do
que
teve
alii
Mo
riones,
quando
prometteu
em
um mez
com
os
seus
20:000
homens
atirar
para
além
dos Perineos
os 6:000 carlistas,
que tan
tos
eram
os
mal
armados
defensores
de
Carlos
VII
n
’
aquetla epoca.
Também
foram
reforçados
os grandes
e
importantes
reductos
carlistas
de
San
Juan,
Apalat
e
Santa Barbara.
Não
cessa
o
fogo
de
Arratsain
sobre
San
Scbaslian,
assim
como
o
de
Antone-
nea
sobre
Hernani.
As
baixas
que alii
tem
lido
o
inimigo
são
muito
consideráveis,
ao
que
tem dado
logar a
grande
agglome-
ração
de
tropas que
ultimameote
para
alii
tem
ido.
Os
carlistas conseguiram
interceptar
a
linha
de
communicação
dos
liberaes
entre
Guetaria
e
buo.
Este
feito
de
armas
foi
praticado
pelas
forças de
Gorotelegui.
Nos
hospitaes
de
Pamplona
teem
já
os
liberaes
ues
mil
camas
preparadas
pa
ra
receber
os
feridos
que
esperam
ter
da
próxima
refrega
que
se
prepara.
Se
forem
só
esses...
De
Bayona
sahirarn
já
para
Catalu
nha-mais
2á
ofliciaes
carlistas
destinados
áquelle
exercito.
Moriones
ordenou
que em
cada
batalhão
se
destinem
80 andarilhos,
80
atiradores
e
70
—endebles,
os
primeiros
para
as
avan
çadas
rapidas,
os
segundos
para
ura
caso
de
compromettimento
e
os
terceiros
para
as
fortificações.—
D
’
esle modo se
póde
di
zer
que7
cada
corpo
conterá
unicamente
aproveitáveis
210 soldados.
Os
carlistas
uão
necessitam
isto porque
ao
mesmo
tempo
todos
os
soldados são
aptos
para
lodo
o
serviço.
Eis
a
razão
das
despro
porções
que se
notam
nos dois
exerci-
tos.
Depois de
cortarem
os
carlistas
a
es
trada
de
Irun a Guetaria,
operação
que
como
dizemos
acima,
foi
executada
por
Gorotelegui,
e
pelo
seu
immediato
Bor-
degaray
debaixo
do fogo
inimigo,
inten
taram
as
forças
carlistas
dar
um
golpe
sobre
Irun.
Estas
forças
eram
a
pequena
companhia
que
cortám
a entrada,
e
que
no
momento
do
enthusiasmo
ia
a
prati
car
de
noite
o
arrojado
accommettimen-
lo
da praça.
Apercebidos
poiém
os
libe
raes
pelo
latido
dos
cães,
correram
aos
postos,
impedindo
assim a
reahsação
d
’
es-
ta inaudita
tentativa.
Em
Irun tem-se
tomado grandes
pro
videncias para
evitar
uma surpresa.
Se
gundo
dizem d
’alli,
o
atrevimento
dos car
listas
tem
chegado a tal
ponto,
que
o
general
liberal
tem
conhecimento
de
que
alguns
tem
chegado a
penetrar
de noite
n'aquella
praça
para
se
informarem
do
es
tado
das
posições
e
do exercito
liberal.
X
Q
g.
EISÍ
rE
’ J
já®
portigal
ivnco
i:
mwber
^
o
(Conclusão
do n.°
antecedente^
Em junho
de
1840
andando
a
pintar
a
egreja
de
Santa Eulalia,
de
Arouca,
encontra
entre
uns
alfarrabios
do
ab-
bade
o
Dialogo
de
varia
historia,
de
Ma-
riz: —
Se
eu
fizesse um
diccionaroi!
diz
elle.
Um
diccionario
geográfico
de
Portu
gal
!
Ahi
principia
a
ideia
mãe,
a
vinela
do
esciiptor,
o scismar
na
obra,
a
febre
de
composição, la
furia
! Não quer
sa
ber
de política
durante
um
pouco
de
tempo
; etn
46
namora-se
da
causa
popu
lar
:
mais
tarde,
em
resultado
de desaven
ças
com
os setembristas
arma
á
sua
cus
ta
perto
de
cem
homens e
vem
uuir-se
ao
Macdonneli
que
estava
na
quinta
de
Li
nhares
em
Castello
de
Paiva
;
marcham
d
’
alli
para
as
províncias
do
noite;
de
uma
occasiâo rompe
n
’
uma
Lçaoha e
apri
siona
o
coronel Couceiro,
de
artilheria,
que
foi
mais
tarde
ministro
da
guerra,
leva-o
ao
Macdonneli,
e,
por
gentileza,
deixam-o
ir
sem lhe tirar
a
espada:
cae
depois
prisioeeiro
dos
cabralislas
em
Traz-
os-Mootes, mas,
na
Regua, ao
passar
o
Douro,
mesmo
no
meio
do
rio,
os
bar
queiros
desarmam
a
escolta,
e
livram-o.
Nomeado,
passado
tempo,
sub-delega-
do
do
procurador
regio
no
julgado de
Feruèdo,
passa
de
capitão
a
curador
dos
orfãos,
depois
de
haver
passado
de
pin
tor a
capitão.
Compra
livros,
cultiva
a
Reforma,
faz a
côrte
ás
Ordenações, come
o
Pegas,
bebe
Correia
Telles,
Coelho
da
Rocha
é
sua
sobremesa,
Lobão
o
seu
ca
fé,
o
Codigo
Penal
o
seu
charuto
Entretanto
o
diccionario
vivia
já
de
mais
dentro
delle
para
consentir
taes
concorrências
;
em
1860,
vemol-o adrai-
nistrardor
da casa
do
Covo,
juoto
a
Oli
veira
de
Azemeis,
e,
em
serviço
d
’
essa
casa,
até
maio
de
1861,
correndo
todo
o
Minho.
De
repente,
nova
resolução:
vem
para
Lisboa.
Em todo
este
tempo,
por
entre
as
agitações
e
barafundas
da
sua
vida,
ha
viam
cuidado
os
camaradas
que
elle
fazia
a
guerra,
os
orfãos que
lhes
curava da
cau
sa,
e
a casa
do
Covo
que se
seccava a
adminisiral-a
;
qual
!
O
que
elle
andava
fazendo,
para
mim
é fóra de
duvida,
era
o
diccionario.
Contam
que
quando
Ru
bens
foi
encarregado
pela
archiduqueza
Isabel
de
uma
missão
diplomática
junto
de
Jaques
I
de
Inglaterra,
o
visilára um
embaixador,
ou
secretario
de
embaixada,
que
julgou
lisongeal-o
com
o
dizer-lhe:
—
«Pelos
modos,
o
snr.
Rubens,
nas
ho
ras
de
ocio,
entrelem
se
com
a
pintu
ra!»
—
«Nada,
respondeu
lhe
o
grande
ar
tista,
não
senhor;
nas
horas
de
ocio
en
tretenho-me
com
a
diplomacia.s
Assim
creio
eu que
succedia
ao
snr.
Pmbo
Leal
A
peça
era
o
diccionario
:
a
casa
do
Co
vo,
os
orfãos,
e
a
guerra, eram
os
in-
tervallos
;
por
isso
o político,
o
funccio-
nario
o
administrador,
cederam
de
vez
lodosos
seus
litulos,
diante
do
trabalha
dor
infatigável
da
obra
que
se
intitula
Por
tugal
antigo
e moderno. '
Faliam
de
livros
curiosos?
Mas
não
ha publicação
mais
interessante
para
por-
tuguezes
e
para
os
que
possam
querer
saber
das
nossas
coisas,
nem
é
facil
en-
I
centrar
obra
tão
entretida
e
variada,
tão
abundante
em
noticias,
e
de
tão
segu
ro
e
bem
delicado plano. Dá
informações
de
toda
a
ordem,
séria
e
alegre,
o
que
é
preciso
saber
e
o
que é agradavel
não
ignorar,
historia,
tradições,
legendas,
e
até
as
miussalhas
galantes,
que
fazem
com
que
as famílias
também
possam
in-
treler-se
a
lêr
a obra,
pelos
chistes
e
curiosidades
d
’
ella,
como
é, para
lhes
dar
um
exemplo, o
Padre
Nosso
das
freiras
de
Odivellas
a
el-rei D.
José
I,
a
queixa
rem-se
do
geral
dos
Bernardos
que
as
castigára
:
A
»ós
augusto
monarcha
Pedimos
com
humildade
Não nos
deixeis
o
abbade
Padre
nosso
Valha-nos
o
poder
vosso
Que
tão
afflictos
nos
vemos
Pelo
que
todos
dizemos
Que
eslaes
nos
ecos
Rogaremos
sempre a
Deus
Se tal
padre
castigaes
Que
desde
logo
sejaes
Santificado
Seja
logo
exterminado
Por
insulente,
atrevido,
Sem
que
nunca
mais
ouvido
Seja
Se
vemos
da
vossa
egreja
Os
frades
Bernardos
fóra
Louvaremos
toda
a
hora
O
voso
nome.
E
historias
melodramáticas,
verdadeiras
scenas
da
edade
média ;
e
casos que
pa
recem
capítulos
da
Radcliíf,
como
é
o
d’
aqoella
menina
da
Abrigada
que
se
en
contra assentada
nos
degraus
do
jazigo
onde
tinha
ido
morrer
de
fome,
de
frio
e
de terror
:
ou
o
de
Alter
do
Chão
no
tempo
em
que
D.
Pedro I
ahi
residiu,
achados
valiosos,
coisas
pouco
sabidas,
outras
de todo
ignoradas,
e
que
só
agora
se
apuraram
a
poder de
busca
e de
fa
diga.
Ha
muitos
annos que
o snr. Pinho
Leal trabalha
incessantemente
no
Diccio
nario,
cuja
publicação
esiá
qmsi comple
ta.
E
boje homem
de
idade
avançada,
tem os
seus
sessenta
annos
vividos
e
li
dados. Prestemos-lhe
a
justiça
que mere
ce,
e louvemos
a
actividade d
’
este
intel-
ligente
e
incansável
trabalhador,
que
em-
prehendeu
e
está
reaíisando
uma
obra
di
gna
da
gratidão
nacional.
As
palavras
do
Evangelho
de
S. João—«veio
a
este
mtin-
do„
e
os seus
não
o
conheceram»
são
appl
caveis a
muita
gente
e
a
muita
cou
sa
boa,
são principalmenle
applicaveis
no
nosso
paiz
aos
raros
que
trabalham
em
obra
util,
que
passam
sem
que
ninuuem
os
conheça
ou
só
os conheça
depois
d
’el-
les
passarem.
Não
sejamos
assim
;
d’
esta
vez
ao
menos
para
com
o
presente
auctor
de
Portugal
antigo
e
moderno, e
saudemos
o
exilo
auspicioso
das
suas
fadigas,
gri
tando-lhe
aflecluosameme
tres
vezes
e
por
todos
os
seus
nomes
—
«Bravo,
snr.
Augus
to
I...
como
lhe
chama
a
família
»
—«Bra
vo,
snr.
Barbosa!
como
lhe
chamava
Bor-
dalo
Pinheiro.»
—«Bravo,
snr.
Pinho
Leal
!>
como
eu me
habituei a
chamar-lhe.
J
ulio
C
esau
M
achado
.
Estas
informações
são
dadas
oflicialmente
pelo
governador
militar.
Os
carlistas
estão
fortificando
Berméo
e outros
pontos
da
Costa
Cantabrica,
que
occupam.
Em Mendegorria
houve
no
dia
14
um
grande
combate,
que
durou
todo
o
dia.
As
tropas
liberaes
tiveram
que retirar,
deixando
sobre
o campo
grande numero
de
cadaveres
e
armas.
A
não se
ter
apro
ximado
a
noite,
a
derrota
«etia comple
ta. Não
ha
ainda
maiores
detalhes
d
’esta
acção.
O
exercito
carlbta
recebeu
ultimamente
grande
poição
de
novas
armas.
Estas
ar
mas são de
um novo
sistema,
fabricadas
na America,
e
desconhecidas
até
hoje na
Europa.
D
’
ellas
apenas
teem
feito uso
com
grande
vantagem
os
insurrectos de Cuba.
O
alcance
e
precisão
d
’
estas
armas é
min
to
superior
ao
Ramiugthon,
posto que
são
roais curtas
e
leves.
Mal
chegaram
estas
armas
foram
for
necidos
á
gente
de
todas
as
edades
que
se
apresentaram
a
recebel-a*
para
se
for
marem
novos
batalhões.
Esta gente foi
lo
go
uniformisada.
Não
se
pódera
descrever
os
actos
de
regosijo,
que
se
deram
em
Estella
n
’
esu
occasião.
El-Rei
D. Carlos
assistiu
á distribuição
das
armas.
O
en-
thusiasmo
tocou
o
deliria
Os vivas á
re
ligião
e
ao
rei
duraram
todo o
dia.
De
Aezcoa
e
Baztan
chegaram
a
Es
tella
muitos
bois
destinados
ás
pastagens
carlistas.
Boet com forças catalães
foi
manda
do
para
Bertneo
e
Mundaca
para
vigiarem
a
costa.
Alcançam
a
8.000
metros
os
novos
canhões
recebidos
pelos
carlistas.
São
do
sistema
Krupp.
Os prelados
de
Tarragooa.
Barcelona,
Gerima
e
Torlosa,
e
os
vigários
capitula
res
de
Lerida,
Vich
e
Solsoba
publicaram
um
protesto contra
as
eleições
liberaes,
no
qual
declaram
que
condem
nada
pelo
Syllabus
a
liberdade
de cultos,
nenhum
calholico
póde votar
essa
liberdade,
nem
enviar
a
cortes
áquelles
que
a quizerenc
votar
em
Hispanha,
que é
do
seu
dever
empregar
todos
os
meios legaes
para
os
combater,
e
fazer, valendo-se
de
todos
os
recursos
lícitos
e
decorosos,
que
sómente
representem
o
povo
calholico
nos
comícios
tiispauhoes
pessoas,
que,
sejam
quaes
fo
rem
as
suas
opiniões políticas estejam fir
memente
resolvidas
a
restabelecer
e
no
caso
de
defender
a
unidade
catholica.
E*
digno
o
procedimento
ifestes pre
lados.
Y.
—.
—4^2X2^?“** ------
A*
redaeçflío «lo
«Apostolo»,
Londres,
23
de
desembro,
1875.
I.
—
a
todos, ou
quasi
todos,
os
via
jantes
que
vem
a
Londres, entre as cou
sas
notáveis
que,
de
oroinario
lhes
são
indi
radas para
as
irem ver
é
uma
a
exjii-
biçào
de
Madame
Tussaud. Esta
Madame
Tussaud,
foi
uma
emigrada,
ou
antes
re
fugiada
francesa,
que
teve
o
mau
gosto
de
ausentar-se do
seu
paiz,
quando
elle
estava
gosando
de
todas
as
amenidades
e
venturas
que
o
protestantismo, o vollai-
rianismo,
e
a
maçonaria
dotaram
a
França
nos
fins
do
século
passado,
e
que
depois
tantas
venturas,
tanta
paz,
tanta
morali
dade,
tem
produsido
em
toda
a Europa,
e
tambeiu
na
America.
Coosta
que,
além
d
’
essa
loucura
de
abandonar
uma
França
tão
agradavel,
d
’on-
de
até
Deus
tinha
sido
eliminado,
para
não
incommodar
a
gente
com
Seus
pre
ceitos
antiquados
e
rançosos,
a
tal
Mada-
ma
era fanalica,
isto
é,
acreditava
no
ca-
tholicismo
e
no
Papa,
ia á
missa,
con-
fessava-se,
commungava,
e
até jejuava nos
dias
de
preceito.
Além
d
estas
mui
rançosas
costumei
ras
de
Madame
Tussaud,
das
quaes
eu
tive
noticia, quando,
ha 46
annos,
vim
para
Londres
(por
outras
pessoas
de
bi-
golismo
semelhante que a
haviam
conhe
cido),
linha
também
queda
para desejar
antes
viver
á
custa
da
sua
industria
e tra
balho,
que da caridade
ou
generosidade
publica—
que,
valha
a
verdade, se
mani
festou,
n’
esse
tempo
e
circumstancias,
da
maneira
a
mais
louvável
e
honrosa
para
a
Inglaterra.
Os
emigrados
franceses
porém,
princi
palmente
padres,
bispos,
que
para
aqui
fugiram
em
grande
numero,
pagaram esta
hospitalidade
com aqui
inocularem
acliva
mente
o
veneno do
calholicismo,
que
de
pois
tem
lavrado
e
propagado
se de
ma
neira
terrível
e
ruinosa;
ameaçando
mes
mo
vir
a
erradicar,
em
seu
tempo,
a
obra
meritorip
d’
aquelle
santarrão
Henrique
VIII,
e
de
sua
segunda
filha
a
santarrona
Izabel
(mais
que
travessa].
Teve
Madame
Tossaul
a
ideia,
que
poz
em
pratica,
de
faser
copiar
em
cera,
de
grandesa
natural
e
semelhança
geral
mente
a
mais
exacla
e perfeita,
tanto
nas
feições como
aos
trajos
e
atitudes
das
personagens;
e com
effeito,
ao
en-
trar-se
nas
galerias,
onde
esta
muda
so
ciedade
se eucontra
disposta, pela
maior
parle, em
acção
de
pantomima,
parece
estarem-se
vendo
realcuenle
vivos
os
in
divíduos
figurados.
Não
entrarei
agora
n
’oiitros detalhes,
para que
me
não
julguem
estar
escreven
do
um
cartaz
da
exhibição
de
Madame
fussaul
(que
já
morreu
ha
muito
tempo,
mas
cuja
vera
e/Jigies
appatece
entre
a
multidão
das
personagens
com
cara
de
cera,
ua
brilhante
companhia).
Porém
o
que
agora
vein
para
o
meu
proposito,
é
uma
repartição
especial
que ha no
estabeleci
mento
da
velha
Tussaud,
e
que
tem
o
nome
de
Chamber
o*f
Horrors («Sala,
ou
Camara
dos
Horrores»).
Encooiram-se
alli
os
retratos
ou
figu
ras
em
cera
dos
grandes
criminosos,
as
sassinos
horríveis,
corno
Robespierres
e
Marais, e outros
delinquentes
menos
po
líticos,
se
não
menos
atroses no
seu
ge-
nero.
E
’
provável
que
não
tarde
a
lá
fi
gurar
lambem
um
tnglez
que aqui
foi
en
forcado
aute
hontem;
que
era
casado,
ten
do
mulher
legitima
e
tilhos,
mas,
ao
mes
mo tempo, mantinha
sua concubina,
de
quem
tinha
lambem
filhos,
que
entregara
ao
cuidado
de outra
molher humilde,
em
cuja
casa
estavam.
O
dito
indivíduo
que
linha
negocio
de
que
podia
viver
bem
com
sua
família legitima,
se
não
fosse
a
bar-
regaoia a
que
se
entregava;
parece
que,
instado
por
dinheiro pela
barregã,
e
pro
vavelmente se
ver
acremente
iraprobrado
—
como
as
mulheres,
e
com
especialidade
as
inglesas,
em taes
casos
o
sabem
faser
—
achou
melhor
desfaser-se
d
’
ella.
Malou-a
(a tiio
de
rewoiver,
parece),
e
enlrron-a
mal
na
casa;
mas
por tim
incommodado
e
temeroso
de
ser
o
caso
descoberto
pelo
mau
cheiro
na casa,
determinou
remover
o
cadaver
para
outro sitio
além
do
rio,
onde
pudesse
melhor
enie<rar-se
e
escon
der-se.
Paiece, porém
(o
que
providencial
mente
quasi
sempre
succede)
que
não
fez
o
negocio
com
bastante
cautella
para
que
uão
podesse
descobrir-se.
Decepou
o
ca
daver
em
porções,
meleu-as
em
bolsas e
saccos,
alugou
um
côche,
carregou
dentro
a
feia
bagagem
e,
com um
homem
que
tomou
para o
ajudar, partiu
pata
além
do
rio,
onde
liutia
logar
proprio
para
en
terrar
escvndidauiente
o
partido
cadaver.
O
homem
que
o
acompanhava
desco
briu
por
acaso
um
dedo
humano
que saia
por um
buraco dos
invólucros
que
escon
diam
a
carniçaria,
ao
mesmo
tempo
que
o
mau
cheiro
lhe advertia haver
alli
con
trabando.
Chamou
a
policia,
que
exami
nando
os
embrulhos,
descobriu
o
tal
con
trabando.
Seguiu-se
a
prisão
do
culpado;
urna
longa
investigação
do caso ;
o
achar-
se
um
irmão
do
matador
implicado
nas
diligencias
de
esconder
o
crime;
um
jul
gamento
que
durou
muitos
dias,
excitou
grande
curiosidade
e
interesse (tudo
per
sonagens,
até
uma
duquesa,
assistir
ao
julgamento). Os
pobies jurados
tiveram
de
ficar
por
muitos
dias
inconimuuicaveis
cota
o reslo
do
mundo
;
o
matador
foi
conderanado,
e
enforcado
ante
hontem;
o
irmão
foi
sentenciado
a
sete
annos
de
galés.
Ha
muito
que
um
processo
e
jul
gamento
aqui não
tinha
excitado
interesse
igual,
e
apesar
do
conhecido
liberalismo
d
’
este
paiz,
ninguém
achou
tnal
que
o
homem
fosse
enforcado,
e
até
elle
mesmo
reconheceu
a
justiça
da
sentença.
[
Continua]
Ã. R.
SÁRAIVÀ.
GAZETILHA
Chroniea religiosa. —
A
’manhã ha
no
Populo
procissão
da Correia e
nos
Re
médios
exercício
do
SS.
Coração
de
Ma
ria.
—
Na
próxima
segonda-feira
começa a
novena
de
N.
Senhora
da
Purificação.
Desgraça.—
Anle-hontem
ficou
gra-
vemente rnaltraetada
uma rapariga,
filha
de
João
Baptista,
o
Caslanheba, ferida por
uma
pedra procedente
d
’
um
tiro
dado
n’
uma
pedreira da
nova
rua
denominada
do
Conselheiro Avelino, a
qual
anda
em
construcção.
Inauguração,
—
Realisvu-se
ha
dias
a
inauguração
otlicial
da
Universidade
Ca
tholica
de
Paris,
com
assistência
do
car
deal
Guibert
e
de
diversos bispos. O
car
deal
proferiu
nm
longo discurso e
ex
primiu
os
seus
agradecimentos
á
Assem
bleia
Nacional,
que,
votando a
liberdade
do
ensino
superior,
adquiriu
um
titulo
de
gloria
aos
olhos
de
todos
os amigos
de
uma verdadeira
e
sábia
liberdade.
Tlteistiro.
—A
companhia
do
Baquet
e
Príncipe
Real
tenciona
vir
dar ao
nos
so
theatro
dez
recitas,
cujos
prospectos
já
foram
distribuídos.
Xavio iíseeraillssiSo
—
Foi
devorado
por
um
incêndio
mais
outro
navio-es
cola,
o «Warspite».
Em
menos
de
quin
ze
dias,
é
a
segunda
perda
que
solíre
a
marinha
iugleza.
D
’esta vez
o
fogo
não
foi
casual,
pois
su<peila-se
que
lhe
desse
causa
a
vingança
de
um
grumete
punido
por
deserção.
1
’
b
-
íbí
Í
o
.
— Foi
ante-hontem
á
noite
preso
um
rapaz
que
ia
furtar
couves
a
uma
horta,
pertencente
ao
snr.
José
Certo.
Chama-se
João da
Silva,
é natural
da
Ireguezia
de
Paçô,
concelho
da Ponte
da
Barca,
e
declarou
ser
mandado
alli
por
um
guardasoleiro
da
rua
de
Infias.
C'ataatt*ofe.
—
Um
telegramma
de
Odes-
sa,
de
8
do
corrente,
dá
noticia
de nma
tcrivel
catástrofe
succedida
no caminho
de ferro proximo
d
’aque!Ja
cidade.
Um
comboio
que
levava
420
recrutas
preci-
pitou-se
do
alto
de
um
despenhadeiro,
e
os
27
wagons
de
que o
mesmo consboio
se
compunha,
incendiando-se,
ficaram
com-
pletameote
destruídos.
Morreram
68
pes
soas
e
ficaram
feridas
54.
Feira
em Pr»do
—
Foi
muito
con
corrida
a
feira
que ante
hontem
leve
lo
gar
em
Prado.
Não
nos
consta
que se
dessem
occorrencias desagradáveis.
Frio na Etalãa.
—O
frio
tem
sido
tão
intenso
em
Italia,
paiz
tão
notável
pela
benignidade do
seu clima,
que
o
iher-
mometro
tem
baixado
de
um
modo
ex
traordinário
n
’
aqueila
região.
Em
Roma
são
frequentes
os
gelos
e
no dia
6
do
corrente
cahiu
tanta
neve
em Floiença,
que
ficou
interrompido
o
serviço
publico
das
carruagens.
Também
nevou
em
Nápoles,
achando-se
actualmeute
branqueada
a
mon
tanha
do
Vezuvio
e
todas
as
colinas
que
dominam
a
cidade.
FalEceitíieníosi.
— N’
esta
cidade,
fal-
leceu
ante-hontem a
exra.
a
D.
Maria
Jn-
lia
dos
Desamparados,
irmã
dos illm.
03
snrs.
Pipa,
a
quem
enviamos
cumprimen
tos
de
pesames.
A
finada
teve
hentem
officios
no tem
plo
dos
Terceiros,
depois
dos
quaes
foi
conduzida
para o
cemilerio.
—
Em
Lisboa
falleceu
o
snr.
Geraldo
José
Braamcamp,
e
D.
Lucinda
da
Silva
Melicio.
—
Ne
Porto,
o
sor.
Antonio
José
Simões
d,e
Faria
Lagoá.
—
Em
Aveiro,
o
snr.
Francisco Antonio
Damaso.
a*B*eees.
—
Começou hontem
na
Sé
o
triduo
de
preces
ad
pelendam
pluviam,
or
denado
por
s.
ex.
a
revni.
a
,
o
snr.
arcebis
po
coadjutor.
O
eollegial.—E’
do
nosso tempo es
te
figurão.
E
’
collegial;
tem
15
annos,
e
diz-se
li
bertino.
A
respeito
de
verbos,
sabe
unicamente
conjugar
o
verbo
amar
na
primeira
pes
soa
do
singular
do
presente,
do
preterilo
e
do
futuro.
Amo,
amei
e
amarei.
Esta
cousa
de amar
tem
para
elle
a
sigoiflção da
extraeção
da
raiz
quadrada
do
exame de
geometiia
:
nunca
entendeu
o
que
aquella
cousa
significava
nem
para
que ser
via.
Tem
uma
ponteira
que
sabe
çueimar
com
lodo
o
primor; vai
á
missa,
sabe
de
todas
as
donzellas,
e
entretem
diariamen
te
o
seu
pouco
de conserva
em
qualquer
lupanar.
Diz
graçolas
d'espiriio
rombo.
Escreve
cartas
á
fatnilia,
e
não sabe
or-
thografia.
Dá
o
seu
passeio
sempre
que
póde,
e
vem
contar
aos
amigos
as
impressões
da
sua
anajyse.
No
meio
da
narração,
na parte
admi
rativa,
diz
muitas
vezes :
«Oh
com os
diabos !...»
Cantarola,
e
tem
a
sua peça
de
predilec-
ção
para
se
dar
ares
de
dilelanti.
Também
assobia.
Tem ideias
primitivas
sobre
estas
cou
sas
do mundo.
F
’
um
bom
rapaz.
E
lem
amigos
e
muitas simpathias.
E’
praxista
consultado
pelos
mais
ve
lhos,
e
até
lhe
serve de
guia
e
itenerario.
Tem
uma
conversa unica,
interminável,
sempre
a
mesma:
começa-a
n
’um
jantar
e
continua-a
até
á ceia.
Depois deita-se
e so
nha
cora
o
facto.
Tem
lido
ao
todo 8
romances
de
auc-
lores
nacionaes,
que
não
entendeu.
E...
le
monde marche
!
N. B.
Ainda
não
sabe
esta
frase
de
Pel-
letan.
(«C.
de
C.»)
Fnapreatímo.
—
Está
a
concurso
a
adjudicação
de
um
empréstimo
de
réis
30:000^01)0.
para ser
applicado
exclusiva
mente
á
construcção
de
um
edifício
para
a
escola
medico-cirurgica
do
Porto.
fidomcwrB
’.».
— Está
aberto
concurso por
espaço
de
20
dias,
perante
a
camaia
mu
nicipal
de
Mondim
de
Basto,
para
provi
mento
do
partido
de
medicina
e
cirurgia
do
dito
concelho,
com
o
ordenado
annual
de
2985000
réis.
Prejjnostieos.
—
Diz
O asironomo
de
Prigueux
que
além das
perturbações que
se
produzirão
nas
épocas
criticas,
haverá
este
mez
nevadas
intermillenies,
especial-
mentes até ao
dia
12
e
depois
de
20
a
31
e
principalmente
ao avísinharem-se os
lu-
nesticios
e
o
apogeu.
O
tempo
será
variavel, húmido,
com
o
céo
coberto
e
brumoso
para
o
norte.
Neve
abundante
a
16,
23,
28
e
31
;
aguaceiros
súbitos
na
quinzena
; tempo
grosso
uo
mar
;
depressão
barométrica
cora
vento,
chuva
cu
neve.
As
mais
fortes
perturbações
devem
pc-
correr
em
15,
18,
26,
28
e
31.
Aviso
aos
homens
do mar.
FUtiEatlelplBia.
—
Philadelphia
tem
800:000
almas,
occupa
otna
superfície
de
129
milhas
e
a
longitude
total
das
ruas
é
de
1:000 milhas
;
tem
10:000
candieiros
do
gaz;
184
fontes,
600
milhas
de
enca-
mento
de
gar
e
346
de
conducção d
’
aguas.
Duntro da
povoação
ha
212
milhas
de
vias
ferroas,
sobre
as
quaes
circulam
dia-
tuente
1:794
wagons.
Tem
400
escholas
publicas, 1:600 pro
fessores,
80:000
aluranos,
400 monumentos
religiosos
que
podem conter 300:000
almas
;
muitos
jardins
e
o
parque
maior
que
ha
no
mundo,
o
de
Fairmount,
que
mede
2:991
ares.
Ctíauva.
—
Felizmente
já
hontem
cho
veu
bastante,
com
o
que todos nos
deve
mos
alegrar.
Oxalá
que
não
seja simples visita
de
cerimonia.
KHB««tB"e
enfermo.—
Acha-se
grave
mente
enfermo
em
Coimbra,
no
casal
do
Arieiro,
o
exm.°
snr. José xMaria
de
Lima
e
Lemos
Fazemos
ardentes votos
ao
céo
pelo
res
tabelecimento
d
’
este
prestantíssimo e res
peitável
cavalheiro.
Com miarão
<Ie recenseamento.
—
A
commissão
de
recenseamento
eleitoral
n
’
este
districto
ultimamente
eleita,
ficou
assim
constituída
:
Vogaes
effedivos: —
Presidente
conse
lheiro
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo
Soa
res— Bachaiel
João de
Paiva
Leite
de
Fa
ria
Brandão
—
Bacharel
Daniel
Fernan
ies
da
Silva
—
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga—
Ba-
clurel José
Jorge
Soares
Russel
—
Bacharel
Antonio
Maria
Piuheiro
Ferro
—Francisco
Antonio
d’
Araújo
Reis.
SubstilntOí
:— Vice-presidente bacharel
João
Carlos
Pereira
Lobato
d
’
Azevedo
—
João
Antonio
da
Silva
Pereira
—
Antonio
de
Men
danha
Arriscado
—
Antonio
Fernandes
Cor-
tez
Vieira
—
Joaquim
d
’
Oliveira
e
Silva
—
Antonio
Esteves
Cerqueira
d
’Amorim
—
Ma
noel Ignacio
da
Silva
Braga.
SsBBportisnte
donativo
O
Conservatorio
das
Oríãs
do
Menino
Deus,
da Tamanca,
d
’
esla
cidade,
acaba
de
ser betiefiado com
um
novo
donativo
na
importante
quantia
de
2:2505000
réis
entregue
á
respectiva
commissão
adminis
tradora
para
augmento
do
fundo
d
’este
pie
doso
estabelecimento
d
’
infancia
desvalida.
Deve-se
esta
valiosa
dadiva
á
genero
sidade
do
exm.°
snr.
José
Antonio
Gomes
Vilella,
barão
de
Santa
Leocadia,
e
ao
des
velo
e
dedicação
que
por
este
recolhimen
to
tem
o
extis.0
snr.
Manoel
Joaquim
Al
ves
Passos,
deputado
por
Villa
Verde,
o
qual, usando da
faculdade que
lhe
foi
da
da
quanto
á
applicção,
o
destinou
a
bera
d
’
aquelle
asilo,
digno
da
protecção
e
au
xilio
de
todos,
já
por
ser
instituído
pelo
venerando
D.
Fr.
Caetano
B
andão,
de
quem
os
bracarenses
devem
sempre
recor
dar
se
com saudade,
e já
por
ser
o
mais
destituído
de
meios
proprios
para
occorrer
ás
suas
despezas.
A
commissão
administradora,
por
si
e
por
todas
as
pessoas
a
quera
o
beneficio
aproveita,
oflerece
este
publico
testemu
nho
de
reconhecimento;
e
confiadamente
espera
que
aquelle
nobre
exemplo
de
ca
ridade
não
deixará
de
ter
imitadores.
O
presidente
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo
Soares.
SECÇÃO DE
COMUNICADOS
Snr.
redactor.
Li
no
seu
bena
redigido
jornal, de
13
do
corrente
mez,
uma
noticia,
subordina
da á
epigrafe
Caminho
de
ferro do
Mi-
n‘
io,
em
que
mais
dava
conta
do
adianta
mento
dos
trabalhos
da
collocação
do re-
logio
principal
da
estação
d
’
essa
cidade,
atlribuindo
esse
adiantamento
principal
mente aos serviços
prestados
pelo
carpin
teiro
o
sor.
Manuel
Lis
e,
em
segundo
logar,
ao
meu
officiai, o
snr.
Pires, a
quem eti
encarreguei
da
collocação
do
mes
mo
relogio.
Parecerá,
snr.
redactor,
a quem lêr
a
noticia
a
que
me
estou
referindo,
que,
se
não fo«se
o
mestre
carpinteiro,
o snr.
Lis,
os
trabalhos
da
collocação
do
relogio
não
estariam
tão
adiantados
e
que
é
ao
mesmo mestre
a
quem
se
deve,
principal
mente, a
boa
ou
má direcção d
’
esses
tra
balhos.
Permitia,
snr.
redactor,
que,
sem
querer
de
modo
algum
menoscabar
os ser
viços
prestados
pelo
mestre
Lis, nem
con
testar-lhe a
sua
inteliigencia
e
habilidade,
que aliás
reconheço,
venha
restabelecer a
verdade
dos
factos,
transtornada
por
erra
das
informações,
ministradas
talvez,
por
alguém
qne não
goste
de
me
vêr figurar
como
relojoeiro
do caminho
de
ferro
do
Minho.
A
boa
ou
má
direcção
e
o adianta
mento
dos
trabalhos da
collocação
do
re
logio
principal
da
estação
de
Braga
de
ve-se,
com toda
a razão e
justiça,
ao
meu
ciliciai,
e
depois
aos
artistas que
o
au
xiliaram,
axeculando
as
ordens ou
antes
as
indicações dadas
por
elle.
Dizer o
con
trario,
tractando
se
de
assentar
um
reio
gio.
era
afiirmar
que
o
relojoeiro
sabia
e
valia
menos
na
sua
arte,
do
que
utn
of
ficiai
pertencente
a
arte
muito diversa;
era
inverter
completameute
os
papeis,
col-
locando o
bomem
technico
na
posição de
ter
acceilado
as
indicações
e
direcção
d’
un>
leigo
na
arte
respectiva
;
çra
o
mesmo
que
atlribuir
ac
pedreiro
a boa
direcção
das
obras
d
’um
edifício,
feitas segundo
as
indicações
e
debaixo
da
vigilância
do
ar-
chilecto.
0
seu
a
seu
dono,
snr.
redactor.
E’
um
principio
eterno
de
justiça que
ja
mais
se
deve
<
Ividar
e
que,
estou
cer
tíssimo
d
’
isso,
e
que
v. não
duvidará.restabe
lecer,
e
é
lambern
o
que
eu
lhe
peço
pa
ra
credito
do
meu
nome
artístico,
da
minha casa,
e
dos
meus
officiaes,
que
sempre
me
presei
de
escolher
dentre os
melhores
e
dos
mais prefeitos
na
arte
de
relojoeiro.
Agradecendo
lhe
os elogios
que
já
dis
pensou
ao
meu oflicial
Pires,
termino
rogando-lhe
a
finesa
da
publicação
d
’
esias
linhas
pelo
que
me
confessarei
eternamen
te
agradecido,
e
muito
obrigado
De
v.
etc.
0
relojoeiro
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
G
e
MANO
CoUttEGGE.
SM1E
A TOTOS
sem
medicina, pur
gantes
nem despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
81? nnno« «FinvariaveM suewiMo
1
Nenhuma
enfermidade resiste
á de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
fie,
gma, arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas-
nauseas,
vomilos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na garganta,
do
alito,
das bronchites, da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos, da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
73:000
curas
en
tre
as quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Pa
pa,
do duque
de
Pluskow,
da ex.
nia
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
baens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc.
etc.
Mr.
Livmgstone,
celebre
explorador da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
á
sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província
d’
Angola
«parecem
gozar
uma grande
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalesciére
que
l)u
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escropbulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
diíliculdade de
eva-
«cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
tam-
«bem desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado do Dr.
Manuel Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em proprio
e
do
caminho
de
feiro
de
Merida a Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o
uso da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’esta
cidade,
lembran
do-me o
de
1).
Filippe
Zappioa
emprega
do publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de Manila
nas
ilhas
Fiíippiaás, a
de
D.
Amélia
Gomes, casada
com um
chefe
do
exercito,
a
qnal
continua
a
melhorar
com o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor Manuel
Saens
de Tejada.
Seis
vezes
mats
nutritiva do
que
a car
ne sem
esquentar,
economisa cincoénta
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Em caixas
de
folha
de
lata,
de i
/
i
kilo,
500
;
de
i
/i
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400
reis;
de
2
*/2
kilos, 3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$i00
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Kçivaleacière
ehoe®tati»dn
5
ella
res-
Utue,
0 appettile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou em
pó
em
caixas
de folha de
lata
delO
chavenas,
3,00
reis; de
24
chave
nas, 820
reis;
de
48
chavenas,
l$10t);
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
DJJ
BABRY
4?
©.
a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regem Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello & C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por grosso e miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
& Irmãos, rua
Aurea,
12.
For*®,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
; de Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coísnbra,
V.
Botelho
de Vas-
concelios
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e Costa,
pharm.;
SSareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia Maia,
rua
dos
Chãos.
Pipa
& Irmão,
rua do
Souto.
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
(JuiuiarSe«
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm. ;
tlel,
Miranda,
pharm.
;
Fonte «Io Lima,
A. J. Rodrigues
Barbosa,
pharm. ;
Fo
v®8i
«So
Varzím,
P.
Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
Vianna
d® Castello,
ASonso
e
Barros,
droguistas;
Viãlw «1®
Corade,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ASWSCIMmOS
■WWW
Beoto
José
da
Rocha, sua
esposa
e
fi
lhos,
da
freguezia de Covas,
vêem
por
es
te
meio lavrar
um
protesto
de
profundo
reconhecimento
de
que
estão
possuids
para
com
todos
os
ecclesiasticos
e
mais
pes
soas
que
tanto
os
penhoraram
por
occa
sião
do
fallecimenlo
de
seu
chorado irmão
cunhado
e
thio
0
revm.
0
snr.
Manoel
Jo
sé
da Rocha,
parocho
que foi
na
freguezia
da
Correlhã. A
todos
a
sua
gratidão
inde-
level.
(2928)
ÉDITOS
DE 30
DIAS
A
requerimento
de
José
Ignacio
Fer
reira
Roriz,
correm
éditos
de
30
dias,
a
chamar
todos os
credores
certos
e
incer
tos, que
tenham
direitos
a umas
casas
nobres,
com
grande
pomar,
jardim,
gran
de
pateo
e coctieira,
cavalhariças
casas
de
creados
e
mais
pertences, sitas
na
roa
do
Campo Alegre
n.° 423.
freguezia
de
M»s-
sarellos,
(Porto)
que
arrematou
nos
autos
de
fallencia
de W.
G
Roughton,
pela
quan
tia de
rs.
16.700^000
que
depositou
na
Caixa
Filial
do
Banco
Lusitano,
pendentes
uo Tribunal
do
Commercio d
’esta
cidade,
de
que
é escrivão
Silva
Lessa,
tendo no re
ferido pras©,
d
’allegarem 0 direito
que
ti
verem
ao
mesmo
prédio
arrematado,
ou
ao
seu
producto
em
deposito,
sob
pena
de
serem
lançados
e
se
julgar
livre
e
desem
bargada
a
propriedade
arrematada
para
0
annunciante
Porto,
18
de
Janeiro
de
1876.
(2929)
Domingos
José
Alves Braga,
negocian
te
da
rua
dos
Chãos d’
esta
cidade,
previ
ne
0 publico
de
que
por titulo
particular
de
21
de
novembro ultimo,
comprou
a
Manoel
Ramos
Barros
Pereira
e
mulher
Aooa
Joaquina da
Cunha, da
freguezia
de
Covellas,
comarca
da
Povoa
de Lanhoso
uma
coutada
denominada
das
Fogueiras,
de
natoresa
de praso,
situada
nos limites
da
predita
freguezia,
de
cuja
compra
pagou
a
respectiva
contribuição
de registro,
e
co
mo
lhe
constasse
que
os
vendores
tem
ro
gado
cotn
a
mesma coutada
a
algumas
pes
soas,
faz
esta
declaração
para
evitar
ques
tões
futuras.
Braga 20 de janeiro
de 1876.
(2930)
Resumo
da
Historia
Bíblica,
ou
Narrativas
do
Velho e Novo
Testamen
to,
illustrada
com
cerca
de
200
estampas;
edição
em
vulgar
otTerccida
ás
escholas
e
familias,
por D.
Antonio
de
Costa,
bispo
do
Pará
:
obra approvada
por
lodos
os
srs.
bispos
da
Suissa
e
muitos
de
França,
Ita-
lia,
Braz.il
e
utlimamente
pelo
ex.
rao
D.
Américo,
bispo
do
Porto.
Um
lindo
vol.
coro o
mappa
da
Terra
Santa,
cartonado,
franco
de
porte,
500
rs.
Livraria
de
Jacintho
Silva,
rua
do
Al
mada,
136—
Porto.
Em
Braga
na
livraria
Catholica.
ATTENÇÂO
Vende-se
um
moinho
de
moer
á
mão,
em
bom
estado,
rnoe
toda
a
qualidade
de
pão. Quem
pertender
falle
na rua
de
S.
Barnabé
n.°
18
em
Braga. (2931)
O
abaixo
assignado
previne
0
publico
por
este
meio,
para
que
ninguém contracto, ou
com
pre
bens
de
José
Lourenço Dias,
do
logar
da
Agra,
freguezia de
Sequeira,
e
de Francisco
José
da
Silva,
do logar
de
Soulõli-
nho
da
mesma,
freguezia,
sem
que
se
lhe
paguem
501^000
rs.
metal
e
seus
juros
que
os
mes
mos
lhe
estão
devendo
por
uma
letra
que
se
vence
no
dia 5
do
proximo
futuro
mez
de
Maio
do
corrente
anno
de
1876,
pena
de
ficar
sujeito
á
responsabilidade
que lhe
impõe
o
artigo
10c3do
Godigo
Civil.
S.
Martinho de Fradellos
21
de
Janeiro
de 1876.
Antonio José Pereira.
(173)
(2932)
Declar
ação c protesto
D.
Carolina
da Rocha
Pereira
do
Lago,
aclual
senhora
e
possuidora
da
quinta
de
Passos,
situada
no
logar
do mesmo
nome,
freguezia
de
S.
Vtclor
d’
esla
cidade,
de
clara
que
nos
prados
chamados
as
Lamei-
ras,
que
estava
usufruindo
o
fellecido
Ma
noel
de
Magalhães
d’
Araujo
Pimentel,
e
que
confrontam
com
terras
do
seu
praso*
ha
terrenos
pertencentes
a
esta,
pelo
que
protesta
haver
todos
os
que estiverem
fóra
da
medição,
que
lhe
pertence.
(2921
’
)
GRUDE
ISEPOS3T0
WE
HACIII-
JVA8
MK
FOSTUKA
PE
H.
eWHM»
C«>nats-uiilíVM
por 11. .S. Fetit, de
ttruxellao
13—Praça
de
Carlos
Alberto
—14
PORTO.
N
’este
estabelecimento encontra-se á
venda
utn
grande
sortimento
de
machinas
de
costura
;
pata
familias e
cosimeiras,
proprias
para
todo
o
trabalho
de
obra
braa-
ca
e
fina
de
còr.
Para alfaiates,
estofado
res,
chaptdleiros
etc.
:
podendo
executar
toda a
obra
de
panno
e
como tino.
De
lançadeira
grande
(levando
300
metros
de
fio.)
Para
calçado, correames, arreios
etc.
De
braço,
especiaes
para
calçado,
poden
do
metler
elásticos
e
fazer toda
a
sorte
da
concertos.
—
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem
funccionar
com pe
dal,
muito
convienles
pata
familias. De
bordar,
executando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e
côres,
em
relevo
etc.; proprias
para modistas, cos
tureiras,
estofadores,
corrieiros :
esta
ma-
china,
uma
das
maravilhas
da
industria
mo
derna,
póde
fazer
a
fortuna da
pessoa
que
a
possuir.
De
cravar
calçado,
que
em
pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
core,
to
da
a
segurança,
um
par
de calçado. O
re
sultado d
’
este
trabalho
é muito superior
ao
actualmente
adoplado.
De
lavar,
indispen
sáveis ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
economia
qne
resulta,
não
só
da
lava
gem,
como da
conservação
da roupa.
To
das
estas
machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de
aCcessorios
que
facilitam
a
execução
de
todas
as
obras.
Garante-se
a
perfeição
e duração
de
to
das
as
machinas
vendidas,
e
attendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e
á
solidez
da sua
construcção
póde
affoutamente
asseverar-se
que
não tem
rival
na
modicidade
dos
pre
ços.
A
fim
de proporcionar
aos
compra
dores
todas
as
vantagens,
esta
casa
não
só
facilita
o
pagamento
por
prestações,
mas
lambem
a aprendizagem,
para
o
que
fez
vir
do estrangeiro
um
artista
perfeito
co
nhecedor
do
machinismo,
e
duas
senhoras,
para
pralicamenle darem
as necessárias
ex
plicações.
Ha
completo
sortimento
de al
godões,
linhas,
lãs
e
sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
todos
os
accessoriose
peças
sobreselentes
para as diversas
machinas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as
machinas
ven
didas
n
’este
estabelecimento será
feito
im-
mediaiametile
e
com toda
a
perfeição.
Exe-
cula
se
a
preço tnodico
qualquer
obra
de
bordados para
modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas
d
’
esie
auctor
etu
Portugal.
Faz-se
abatimento
a
quem comprar
por
atacado.
Deposito
em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2904)
COMPANHIA
GERAL BRACA-
RENSE
São
convidados cs
snr. acciomstas
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
no dia
26
do co<reote,
pelas
10
horas da
manhã,
no
escriptorio
da
mesma
Companhia,
cam
po
de D.
Luiz
1°,
para os
fins
consigna
dos
no
art.
12.° dos
estatutos.
Braga,
19
de
Janeiro
de
1876.
O
presidente,
2929
Francisco
de
Campos
Aievedo
Soares»
BANCO
ALLIANÇA
Dividendo
do
9.°
semestre <ls
18?ã
Na
thesouraria do
Banco do
Minho
a
principiar
no
dia
24
do
corrente,
desde
as
10
horas
da
manha
até
á
1
da
tarde,
pa-
gar-se-ha
aes
snrs.
accionistas
d’
aquelle
Banco
residentes
n
’esta
cidade,
o
dividen
do
do
2.®
semestre
do
anno pp.
á
razão
de
4
p. c.
ou
2$400
rs.
por
acção.
Braga
19
de janeiro
de
1876.
(2926)
BALCO
DA
COVILHÃ
Sociedade
tinoiiyina de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
todos
os
snrs.
accionis
tas d
’
este
Banco
a
reunirem-se
no
dia 30
do
corrente,
por
2
horas
da
tarde,
no
edifício onde
está
inslallado
o
mesmo
Ban
co,
u
’
esta
cidade,
afim
de se
cumprirem
as
disposições
do
§
1.®
do
art.
18.® dos
respeclivos
estatutos.
Covilhã
10
de janeiro de
1876.
O
secretario
da
Assembleia
Geral
Francisco
Rodrigues
Antunes
Castanheira.
(2922
’
)
I
mê
©
bh
Agente
em
Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
letra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias
(3*)
EDIÇÃO
DE I.IXO
II
11111110
ILH8TIIA1I0
Álbum
do
rio
Douro
e
paiz
vinhateiro
PELO
VISCONDE
DE VILLA
MAIOR
2.
a
caderneta
..............................................
200
(etn
distribuição)
Continua
a
receber-se
assignaturas
m»
LIVRAHIA
UNIVERSAL
DE
MAGALHÃES
&
M0N1Z
—
Editores
14—
Largo
dos
Loyos—
14
CARTÕES
DE
VISITA E
Dl
CASAMENTO
Imprimen-se
na «Livraria
Catholiea»
DE
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
10—
Rua
do
Souto
—
10
BRAGA.
Preços:
cada cento
impressão
e
cartão
branco
liso,—400,
440,
450, 550
e
650
rs.
Ditos
tarjados
para luto,
impressão
e
cartão,—
700
e
750
rs.
(2870)
(INCORPORADA POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO SUL
com
trasbordo
no Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
MONDEGO.
.
. 28
de
Janeiro
ELBE
. .
.
.
13 de
Fevereiro
MINHO. ...
28
de
Fevereiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada paquete d
’esta
companhia
leva
a
bordo
criados e coginheiroa
pertuguezes
para
commodida
dos
passageiros
de
todas
as elassas.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo
os passageiros teem
grátis cama, roupa de cama, co
mida feita
por cosinbeiros portuguezes, vinho duas
vezes
por dia,
assistência
medica, serviço de
criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga na carreira do Brazil)
sejam
conhecidos pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom tratamento e accomodações
a
bordo,
e pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d’
entre elles leitos
por
es
cripta como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS PAQUETES
preferidos
pelo
Governo Inglez
para
a
conducção
das
suas
inalas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como também S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL, rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
princi-
paes
cidades
e villas.
c.
Nova
fundição
de
ferro
e
me-
taes
De
Antonio Germano 1'erreirinísa
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
O
proprietário d
’esta
officina
funde
to
da a
obra de
ferro
e
metal,
de
qualquer
tamanho e
natureza
qne
seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
JR
SAIR
DE
LISBOA
NEVA
....
13
de
Março
GUADIANA
.
.
28
de
>
DOURO.
.
.
.
13
de
Abril
Alta
novidade para inverno
Campo de
D. Luiz I, n.® 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A.
Riat lRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis
; ditas
de lã, claras,
a 100
réis;
ditas
de
lã, escuras,
de
120
a
160;
saccas
de
viagem
para
senhora,
de 500
réis
até
2$000;
guarda-solinhos
para
senhora,
côr
de
café, 1$000
e l$200
réis;
ditos
para
homem,
1^800;
Mantas
de
seda
pera
ho
mem
e
senhora
120 e
140
réis;
ditas
mo
dernas,
que
eram de
600
réis
vende
por
240
;
lenços
de
seda, grandes,
que
erão de
900
rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90 réis
;
ditas de
cores,
sortidas,
90
e
100
réis,
e
fazendas
de novidades
tanto
para
homem
como
para
senhora,
de
tudo
tem
de
maior
preço.
NOVA
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA CHAPELERIA
CAMPOS)
44—
Rua
do Souto
—
44
—
Braga
Faz
publico,
por
este
meio
para todos
os eíleilos,
que tendo-se
dissolvido
a
so
ciedade
que
girava,
sob
a
firma,
Campos
Jte
Almeida,
fica
de
hora
avante
girando
sob
a
firma de
Almeida Haia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
caximira
seda,
das
melhores
fabricas.
Tatubem
fabrica, concerta
e
põe á
moda,
com
perfeição,
todo
e
qualquer chapéu.
Preços
os
mais rasoaveis.
(1-*)
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia
pro
ximo
d’
esta
cidade.
Quem
se
achar
ha
bilitado
para
isso
queira
participar
n
’
esta
redacção.
2901
iMoimai
$
ÍSSIAGA
gRUA
DES.
MARCOS,N.
5.
Vende papeis
pinta-
$
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça
f?
Vende
olio, tintas e
vernizes
para
pinturas
<
le
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
(Z*)
fà
ou
íiií
mos
D0 ALTO
DOURO
DA CASA
DE VILLA POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a retalho
as seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
tnho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
> > >
190
»
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca.........................
300
»
Malvasia
de
2.a
.........................
360
»
»
velho...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
>
Roncão
....................................
700
»
Alvaralhão
....................................
560
s
Velho
de
1854
.
:
.
.
600
>
a
retalho
pare meza 50
e
80,
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N*)
Machinas
de
costura
Campo
de D.
Luiz l.° n.°
I
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas]
AHAUJO
RIBEIRO
Acaba de
receber novo
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade na
verdadeira
cons-
trucçào e
perfeição de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende a
dinheiro
ou
prestações
mea-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta
toda
e
qualquer
machina
de
costura
por
mais
diílicil
que
seja
o concer
to,
e
tem
pessoa
competente
para
isso,
por
preço
commodo.
O
estojo completo para
aa
machinas
são:
Costora
direita—
bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
em
peitos—acolchoar
—franzir
—infitadeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser
—
metler
cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De todos
estes objectos
vende-se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas.
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T*)
Parte de Comércio do Minho (O)
