comerciominho_21121876_582.xml
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-
4/
ANNO 1876
FOLHA
CGM^ERCiAL RELIGIOSA E HOTICIOS
*
NUMERO
582
A.Bsigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
propjuetamo
Jo^
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
«sr
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
corresponden-
eiis
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.-=Seinestre 850 rs.
—
Promn-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.--Seinestre
tó0»o
rs.^Rraztl,
anno
3&600
rs.—Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8S000
reis e
4i?>500
reis
moeda fraca.
—
Annunciospor
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
2
‘
*/„
d
’
abatiniento.
jí
-
cka
Está
a
aproximar-se o
anno
de
1877, em que este jornal
entra
no
5.°
anno da sua
publi
cação.
Pr evenimos, pois, os cavalhei
ros que nos teem honrado com
a
sua assiqnatura,
para que a
reformem;
e áquelles que
ainda
se acham
em
*
debito com a ad
ministração,
pedimos
a fineza
de
satisfazerem, até ao fim
do
mez
corrente, a importância
respectiva,
—
sob
pena de lhes
ser
sustada
a remessa
do jor
nal, usando então do
expediente
que
nos
suggerir o
direito
que
nos
assiste.
O
nosso jornal,
que sempre
tem
advogado os interesses
da
Religião
e
da sociedade, é
o
mais barato de
toda a provín
cia.
Se
é
pequeno, porém, o sa
crifício
que os nossos assignan-
tes
fazem pela sua sustentação,
nós olhamol-o
ainda assim co
mo
favor sem preço.
Esperamos continuar a me
recer-lhes o mesmo auxilio.
sido
tractado
pela
imprensa
catholica
do
paiz,
e
sempre cabalmente,
e
sempre
com
novos
argumentos
fornecidos
pelos
factos
de
todos
os
dias.
Verdade,
que
não
admilte
a
menor
sombra
de
duvida,
é
—que
em
tempo
al
gum os
crimes
foram
tão
frequentes
e
tão
monstruosos
como
na
epoca
presente.
E
qual será
a causa!
d
’
esla
calami
dade
?
Digamol-o sem
rebuço
e
sem
hesita
ções:—
a
causal
d
’esla anomalia,
que
faz
recuar
a
sociedade civilisada
do
século
XIX
ás
épocas
da
mais
crassa
barbárie,
é,
e
não
póde
ser
outra
senão
a
influi
ção
deleleria
do
liberalismo.
Porque
o
liberalismo,
ainda
o
mais
moderado,
divinisando
a razão,
e
aposto
lando
os
princípios
mais
consentâneos
com
a impiedade,
destroe
pela
base
o
senti
mento
religioso,
unico
dique
á
lodosa
corrente
das paixões,
que lirannisam o
homem.
Já
não
queremos
fallar
do
liberalismo
que
em
Paris
occasionou
os
horrores
de
93
e
de
71;
referimos-nos
ainda
ao
libe
ralismo
que
se
diz
moderado, mas
cujas
consequências
são
idênticas,
porque idên
ticos
são
os
princípios
que
professa
e
dilfunde;
embora
inutilmente
os
pretenda
simular.
Pois
ainda
haverá
alguém
tão
ingénuo,
que
em boa
fé
acredite
na
bondade
d
’
um
sistema,
que
em
todo
o
tempo
e
em to
da
a
parte
só
tem
produzido
cataclismos
e
horrores,
e
cujo
alvo não
é
senão o
exicio
da ordem,
—
o
cahos?
Mais
uma
vez
diremos,
e
não
cessa
remos
de dizer.
—que o
liberalismo
é
a
seita
mais
perniciosa
entre
todas
as
aber
rações
a
que
o
homem
póde
prestar
culto.
E
folgamos
que
os
proprios
liberaes
Bsiei—
@tium-FEm
sa
esh
OtZEJÍBRO
Publicamos
ha dias,
transcripto d’um
periodico
liberal,
um artigo respeitante
ao
augmento
que
nos
últimos
tempos
ha
tido
a
estatística
dos
crimes, n’
este
aben
çoado
Portugal.
E
’
assumpto que
por
varias vezes
tem
venham
fazer
justiça
á
verdade
do
nosso
asserto,
condemnando
o que
não
é senão
obra
d’
elles
mesmos.
Tem
a
desmoralisação attingído
pro
porções
gigantescas,
e
ganho
todas as
clas
ses
sociaes
?
—Para
que
não
cohibis
os
abusos
do
jornal
barato
enfeudado ao
maçonismo
?
para
que
daes
curso
despeado
ao
livro
corruptor, que
os
v»ssos
prelos
multiplicam
a
toda
a
hora?
para
que
rasgastes
a
venda
á
Justiça,
e
d
’ella
fi
zestes
um
milho?
para
que
odiaes
o
Direito
como uma
palavra
sem sentido?
para
que
déstes
á
Liberdade
os
tóros
de
licença?
para
que
substituístes
a
fé
pela
razão,
a
luz pelas
tievas,
a
vida
pela
mor
te,
Deus
por
Behal?
Saiu
horroroso
o
quadro
que
traças
tes?
—
Porque
não rasgaes
a
tela,
porque
não quebraes o
pincel,
porque
não
quei
maes
a
paleta?
Tendes
na
vossa mão
o
remedio,
e
deixaes
morrer
o
doente,
que
só
vós
en
fermastes ?
!
—
—
—
Conclusão
da
carta
do
snr.
Ribeiro
Saraiva
ao «Conimbricense»:
Ouvindo
isto,
o duque,
com
aquelle
modo
tão
agradavel
e
sensato
que
tinha,
e tão sem
pretensões,
respondeu-me
do
modo,
seguinte;
que
me
fez
a
mais
agra
davel
impressão,
a
qual inda
hoje
du
ra:
Olhe,
senhor
N., quando
a
gente
é
ra
paz,
por
esta
ou
aquella
causa,
concebe
certos
desejos
favoritos.
Eu
desde
mui
jo-
ven
tive
dois
desses
appetites,
que
sem
pre
muito
me
captivaram.
—
Um
d’
elles
era,
o
ver
convocadas,
e
funcionando
as
nos
sas
côrtes
e
verdadeira
representação na
cional;
e
outro
era
de ver os
jesuítas
res
tabelecidos
e
restituídos
a
Portugal.
O
pri
meiro
d
’
estes
desejos
tive
já
o
prazer
de
vel-o realisado;
e
por
signal
que
foi prin
cipalmente
por
auxilio
de uma carta
de
v.;
o
segundo
muito
desejava
eu
se
veri
ficasse
egualmente,
mas
onde
estão
os
je
suitas
?»
A
minha
resposta
foi:
—
«Consiga v.
ex.
a
de
elrei
a
licença
para
elles
serem
admittidos,
e
commumque
m’
a,
que
não
é
preciso
mais;
elles
cá
virão
ter, sem
que
o
governo
se
incommode
com
isso, ou
laça
despeza
mais alguma
para
o effeito.
Mas
porque
diz
v.
ex.
a
que
eu
contribui
para
que se
reunissem
as
côrtes nacio-
naes
?»
O
Senhor
Saraiva
(respondeu
o
duque)
escreveu
de
Paris
uma
carta
ao
senhor
Bispo
de Vizeu, insistindo
pela necessidade
da
reunião
das
côrtes;
e
muito isso
nos
ajudou.
Convocou
se
um grande conselho
d
’
estado
presidido
por
el-rei,
não
só
dos
conselheiros
ordinários,
mas
de
todas
as
pessoas
que
se
julgavam
em
circunstan
cias
de
melhor
poderem aconselhar.
Seu
pae
de
v.
foi
também
convocado a
esse
conselho;
foi-se
a
votar e
foram-se
achan
do
os
votos
egualmente
divididos, metade
pro
e
metade
contra.
Faltava
seu
pae pa
ra
votar,
e
quando
eu e o
governo
está
vamos
persuadidos
que
a
votação
era
ven
cida
pela convocação,
crendo
que
seu
pae
sem
duvida
votaria
por
ella
votou
elle
con
tra.
Fiquei
admirado
e
aborrecidíssimo
com
tal
voto
inesperado;
e,
então,
vollan
:o
me
para
seu
pae
lhe
disse:
—
«Muito
me
admi
ra
um
voto semelhante
da
parle
do
snr.
José
Ribeiro;
pois
até
seu
tilho
de
Paris
escreveu
ao
snr.
bispo
de
Vizeu
sobre
a
necessidade
e
conveniência
da
reunião
das
côrtes.»
E
o
bispo
de
Vizeu
que estava
29
FOLHETIM
1)B.
J. 11.
illi
JUCEBO.
B
BOIS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
1
XIV
O moço e a moça.
[Contiuuaçào]
Ficaram
de
novo
todos
quatro
em
si
lencio
por
algum
tempo,
e
ainda
triste
mente;
até
que Anacleto
de
novo
fal-
lou.
—
Mas
vós
lambem
eslaes
tristes, e
todavia vossa
tristeza
em nada
se póde pa
recer
com
a
nossa
!
o
que
vos acanha,
meus
filhos?...
não
podeis chorar o que
nós
choramos,
porque
não
bebestes
na
ta
ça
de
nossos
gosos
.
choraes
sobre
o
pre
sente
porventura?...
porém,
meus
filhos,
não
sentis que
o
futuro se
está
sorrindo
sempre
para
a
mocidade?...
—
A
’
s
vezes
não,
disse
o
mancebo
fat
iando
pela
primeira
vez.
—
A’
s
vezes não?!!!
tornou
Anacleto:
sim:
elle
tem
razão:
ás
vezes
parece
que
o
homem
traz
de
dentro
do
ventre
ma
terno
a
sina
de
soffrer
sempre,
de sem
pre
chorar,
e
não rir nunca nem uma
só
vez
na
vida!
mas será
crivei
que
o
senhor
pertença
ao
numero
d
’esses ho
mens
desgraçados?...
—
Pertenço,
snr.
Anacleto,
respondeu
Cândido,
pertenço
ao
numero
d’
aquelles
que
soífrem...
e
calam.
—
Penso
ter
bem
apreciado
as
ulti
mas;
mas
ignoro tudo
da
primeira.
—
Também
o
que
eu
sei
não
poderá
satisfazer-lhe.
—
Diga-me
sempre.
Começou Irias
a fallar, em voz porém
tão
baixa,
que
a
nào
pudemos
ouvir.
No
entanto,
Cândido
e
Celina
tinham-
se
entranhado
no
coração da
multidão
:
nas
portas
dos torreões,
sobre
os
bancos
de
mármore
e
azulejos,
que
entremeiam
a
bella
cortina,
que
guarnece
em
quadro
o
terraço
sobre
o
parapeito
de grossas
grades
de
ferro
qne
olham
para
o
mar,
subindo
emfim
pelas quatro escadas, ha
via
sempre
multidão.
Celina
pensava
que
melhor
se esconderia
no
meio d
’
ella ;
Cân
dido
era
escravo
da
inércia,
iria
para
on
de
o
quizessem
levar,
e
sobretudo
res
peitava
o
desejo
de
uma
senhora.
Mas
Celina
se
illudira
:
um
homem
sim,
uma
mulher
não,
nunca
se esconde
na
grande concorrência
;
porque
onde
exis
te
uma
mulher,
principalmente
moça
e
bella.
todvjs
os
olh.s
se
fitam
sobre
ella.
Que
importa
que
a
mulher
traga
os
olhos
baixos?
os
observadores
perguntam
e
indagam
porque
ella
os
não
traz
le
vantados ;
porém
se
os
trouxer
bem
er
guidos,
«
s
observadores hão
de
indagar
ainda
porque
os
não
traz
ella
no
chão.
Mas
quasi
ao
tocar
a
extremidade es
querda do
terraço,
quando
o
par
incom-
prehensivel
linha
atravessado
todo
aquel
le
extenso
quadro
sem
dar fé das
beilas
jovens,
e
elegantes
mancebos
que
por
al
li
vagavam,
Celina,
no momento
em
que
se
voltava
para
repetir
o
mesmo
passeio,
viu em um
volver
d
’
olhos os
mesmos
dois
mancebos,
que
já
uma
vez
tinha
encon
trado,
e
a
haviam
feito
córar,
e
que
ora
a
observavam
de
uma
das janeilas
do
torreão
esquerdo.
I
Um dos
observadores
tinha
o
braço
levantado,
e
mostrava-a
com
o
dedo;
am
Anacleto
olhou
com
interesse para o
mancebo,
e
não
julgando a proposito
en
cetar
uma
conversação
sobre
tal
assum
pto
n
’
aquelle
logar,
disse
pouco
depois
:
—
Meus
filhos,
passeae...
se ainaes a
multidão la
está
o terraço cheio
de
po
vo, se
preferis
o
silencio,
tendes as
ala
medas
sombrias...
ide...
—
E
vós,
meu
avô?...
perguntou
Ce-
lina.
— Eu
fico:
tenho
muito
de
que
fallar
á snr.
a
Irias:
somos
dois
velhos que
es
tamos
voltados
para
o
passado
; ide
vós,
pois,
que
tendes
o rosto para
o
porvir.
—
Oh! nào; tornou a
moça;
nós que
remos
ficara
ouvir-vos...
preferimos
isso...
Anacleto
pegou
levemente
na
mão
de
Celina,
fez
com
que
a
moça
se
erguesse,
e
entregando-a
a
Cândido,
disse:
—Nào,
eu
quero
ficar só
com
a
snr?
Irias;
e
o
snr.
Cândido,
Celina,
é
um
cavalheiro
honrado
e
nobre,
que
póde
passei.tr
a
sós
comligo:
ide!
Celina
tocou com a
ponta
de
seus
de
dinhos
o
braço que
lhe
oíTerecia
Cândi
do,
e
sahiram
ambos
do
caramanchel
;
el
la,
como
no principio,
muito
córada,
e
elle
muito pallido.
Foram
os
dois
mancebos
caminho
do
terraço;
a multidão
pareceu talvez
a
am
bos
uma
defeza
contra sua
própria
per
turbação.
Quando
elles
subiam
a
escada
do
extremo
direito
do
terraço, Irias
ain
da
tinha
sobre
ambos
fitos os
olhos,
e
os
acompanhava
com
um
sorrir
eloquen
te;'mas
ao
vêl-os
chegar
ao
ultimo
de-
grao,
Anacleto
estendeu
o
braço, e
apon
tando
para
Cândido, disse
a
Irias:
—
Estamos
em
completa
liberdade;
e
eu
posso
desvanecer-me
de
merecer
a
sua
confiança
; diga-me,
senhora,
quem
é
aquel
le mancebo
que
leva
pelo
braço
minha
pupilla
e
neta?...
—
O
que
quer
saber,
senhor?
pergun
ta-me
pela
historia
de
sua vida,
ou por
suas
qualidades?...
bos
se
estavam
rindo
como
de
intelli-
gencia.
A
brisa
da
tarde
trouxe
aos
ouvidos
de
Celina as
mesmas
palavras
de
outro
vez
:
—
São
namorados.
A
perturbação
da
moça
redobrou
;
ella
comprehendeti
que havia
alguma
coisa
de
singular
n
’
elles
dois
:
lembrou-se
d’esse
silencio
obstinado
que
ambos
guardavam,
d
’
essa
melancolia
que
os
f.zia
notáveis,
e
temendo
já
a
multidão,
ao chegar
á
primeira
escada
do centro,
que desce
ao
lado da
cascata,
ella
deixou
o
braço
de
Camiido,
e disse
:
—
Desçamos,
senhor. .
.
vamos
pas-
seiar...
conversemos...
por quem
é...
con
versemos...
Cândido
levantou
os
olhos
e
viu
o
ros
to
de
Celina
ainda mais
embeilecido
pelo
rubor
do pejo... uma leve excitação
u
r-
vosa
lhe
fazia
palpitar
com força
o
cora
ção,
e
lhe
inundava
o
seio
de
volupluo-
sidade
:
Cândido
respondeu
tremendo
:
—
Conversemos
; e
ficou
ainda
ca
udo.
—
Oh
!
vamos
passeiar
pelas
alamedas...
leve-me
para as menos
frequentadas...
eu
aborreço
a
multidão...
mas
conversemos!
—
Vamos
para
as
alamedas...
murmu
rou
Cândido.
Os
dois
mancebos
que
observavam
des
de
o
principio
Cândido
e
Celina,
perda-
ram-os
de
vista ao
voltar
de uma
ala
meda.
Cândido
e Celina
passeiavam
a
sós.
Temendo
a
multidão como
a
um
ini
migo,
procuravam
as
ruas
solitárias
:
ahi
reinava
o
silencio
:
as
arvores
cruzmdo
seus
ramos deixavam apenas
passar
raios
de
uma
luz
duvidosa...
sopravam
bran
dos
favonios,
que
vinham
travessos
en
tender
com
as
folhas, beijar
as
ílôres,
e
espalhar os
perfumes,
que
das
ultimas
(oubavam...
(Contin
ia)
f
presente,
confirmou,
apresentando
a
car
ta.
«A
resposta
de seu pae foi
esta:
—
«Meu
filho
está
lá
fóra,
e
julga
do
nego
cio
por
conveniências
e
razões
políticas
e
diplomáticas,
que
me
não
pertence
a
mim
apreciar.
Eu
sou
juiz, sou
magistrado;
a
minha
obrigação
é
cuidar
em
que
se
cum
pra
a
lei
do
reino.
Esta
para
mim
é
cla
ríssima
sobre o incontestável direito
d’
el-
rei
á
corôa;
e
eu,
como
juiz,
como
ma
gistrado,
em
caso
tal,
nào
tenho outra
consideração
a
fazer,
outro parecer
a
dar,
senão,
execute-se
a lei, que
é
clara e
in
dubitável;
e
não
ha
portanto,
que
submet-
ter
o
caso
a
novo juizo.
Que
as
córtes
se
reúnam
para
regularem
os
negocios
da
nação,
fazer
as
reformas
necessárias, etc,
é
justíssimo e. conveniente;
mas
não
é ne
cessário
para declarar
um
direito que na
minha
opinião,
é
indubitável.»
Então
el-
rei,
que
era
o.
ultimo
a
votar,
e
enjo
vo-
lo
era
decisivo,
votou
quo
se
reunissem
as
cortes,
como
se
reuniram.»
Espero,
senhor
redactor,
que
me des
culpe,
assim
como
os
seus
leitores,
toda
esta
historia, a proposito
da
questão
assim
tão
habil
e
patrioticamente
suscitada
pelo
tueu
comprovinciano
Thomaz
Ribeiro; que
teve
occasião
de ver
lá pela
Índia
Orien
tal.
muito
das
obras
gloriosas
de
nossos
antepassados;
e
que
em
grandíssima
parte
se
devem
a
esses
mesmos
jesuítas,
contra
quem
tão
ousadamente
por
ahi
declamam
es
crevinhadores
fátuos
e miseráveis,
que
en
vergonham
e
deshonram
a
nação
a
que
pertencem.
Imagine-se,
como
estaríamos
hoje
se
nhores
da
melhor
e
maior
parte d
’
Africa
Oriental, e
Occidental,
e Central
se em
vez
de
prender,
insultar,
e
expulsar
bru
talmente
os
jesuítas,
qne
eu
para
lá
linha
agenciado;
que
já
unham
escolas
e
muitos
discípulos;
qne
occupavam
o
mesmo pe
queno
Colleginho
d
’onde
partiu
para
a
Ín
dia
S.
Francisco
Xavier
e
seus
4
ou
5
companheiros;
para
quem
se
estava
pre
parando
ou
estava
preparada,
a
Casa
das
Missões,
a
Arroyos, d
’onde
antigamente
se
despachavam
os
missionários
para
nossas
possessões,
e
que
fizeram
mais
do
que
as
nossas
armas
para
nol-as
conquistarem
e
segurarem
!
Mas
não,
a
nossa
falua,
rasteira,
des
prezível maçonaria, que,
segundo
o
pro
vérbio—
«O
que
para
bem
não
presta,
pa
ra
mal sempre
remedêa,»
—serviu
para
se
parar
o
Brasil,
e
desmoralisar
o
reino;
quiz.
e
quer,
lambem, que percamos
as
colonias
e
possessões
africanas.
Em
quan
to
bandos
de
missionários
protestantes
in-
giezes,
estão
chovendo
para
aquelles
ter
ritórios,
que
hoje na
maior
parte
haviam
de
ser
nossos,
sem
a
borracheira desse
tolo
liberanguismo,
grita
uàia
chusma
de
papelorios,
de
instrutores
públicos,
que
nem
sabem
o
Padre-nosso,
contra
os
jesuítas,
os frades,
que
era que
n
nos
teria
con
quistado
o
que
agora occupam
sôfregos,
os
missionários
protestantes
inglezes,
que
não
tardarão
a
se
assenhorear
do
que
ha
via
de
ser
nosso,
sem
esse
fedorento
li
beranguismo inaçonico!
Em
1875,
quiz esse
governo,
por
ins
piração
do
meu
condiscípulo que fôra,
Al
meida
Garrett,
tomar
medidas para
a ca-
techisação
e
aproveitamento
da
nossa
Áfri
ca!
O
meu
condiscípulo
e
amigo
Filippe
Folque;
o
meu
particular
amigo
o
patriar-
cha
Guilherme;
o
senhor
D.
Pedro
V.;
os
senhores Pinto
Bastos;
o
conde
de
La
vradio,
etc, etc,
quizeram
se
tratasse de
missionar,
christianisar,
civilisar,
aprovei
tar
a
nossa África.
Nunca
houve melhor
occasião
para
isso, do que
então
se
apo
sentou;
tínhamos
d
’aqui
para
isso
então
todo
apoio
e sympathia
da
parte
do
com
mercio
manufactureiro,
e
até do
governo
(estimando
com isso, entre
outras
coisas,
assegurar-se
assim
abundante
sortimento
d
’
algodão
excellente
sem
dependencia
dos
Estados-Unidos,
etc.)
Tinha
eu aqui
pre
parado
as
melhores
vantagens
para
isso
tu
do.
Não
quiz
porém o
liberanguismo
ma
çónico;
e
aqui
lenho
as provas,
de
que
nada
se
poude
fazer,
porque
se
oppoz
o
mesmo
liberanguismo.
As
minhas
corres
pondências
com
o
patriarcha,
com Folque
e
com
José
Fereira
Pinto
Bastos,
etc,
demonstrarão,
sendo
preciso,
a
verdade
da
minha
asserção.
A
nossa
miserável
maçonaria,
com
to
das
suas
baforadas
superficiaes,
não
tem
sido,
desde 1820,
outra
cousa
senão
lhe
caCs paw
—
a «mão-do-gato»
—
do
protestan
tismo
inglez;
e
hoje
o está
sendo
mais
que
nunca.
Recommendo
esta
considera
ção
ao
meu
comprovinciano
Thomaz
Ri
beiro, que.
apesar
da
eiva do
liberanguis
mo,
possue
ainda
seu
fundo
de
verdadeiro
patriotismo
Beirão.
seus companheiros.
As
exeavações
conti
nuam
nas
conslrcções
subterrâneas
d
’
Acro-
pole.
A
m
eheias em fôaditjoz.—
Lê-se
no
«Jornal
da
Noite»:
Noticias
de
Badajoz,
com
data
de
10,
dão-nos
alguns
pormenores
dos
estragos
causados alli
pelas
cheias.
A
ponte
de
Palmas sobre o Guadiana,
que
Badajoz
contava
como
um
dos
seus
mais
custosos
edilicios,
foi
damniticada
na
noite
de
6
do
corrente,
pela
fortissima
cheia
do
rio,
que levou
7
dos
principaes arcos',
dos
mais proximos
do
centro,
n’um
traje-
cto
de
120 a 160
melros.
A
agua
varreu
a
ponte,
chegando
a
uma
altura jámais
conhecida.
Nem nas
cheias
de
23,'
nem
em
ne
nhumas
das
outras
que
a historia
e
a tra
dição
referem,
foi
alli
visto o
inesperado
espectaculo de
se
lançar o
rio sobre
a
povoação
por
cima
da muralha.
Os
bairros
baixos
da
povoação
foram
completamente
inundados,
chegando
a
agua
até
ao
quartel
da
artilheria
e
rua
de
Santa
Luzia,
do lado
da
porta
de
Palmas;
até
proximo
das
trazeiras
do
quartel
de
Santo
Agostinho pelas
ruas
Alta,
Morales,
e
do
Rio,
e
até
cobrir
todo
o
portal
da
casa
ti.
e
17
da
rua
das
Penhas.
Os desabunentos
foram
muitos,
cau
sando
grandes prejuízos a
muitas famílias.
Os barqueiros
nào
tiveram
um
instante
de
repouso
nem
de
dia
nem
de
noite,
tran
sportando
pessoas
e
mobílias.
As
perdas
nos
campos
são
immensas.
O
rio
arrastou
azenhas,
gado,
casas
e
quanto
uma
vasta
extensão
d’
agua
encon
trou
na
sua
passagem.
A
subida
das
aguas
não
permittia
ain
da
explorações,
e por
isso
muito
se
igno
rava
dos
desasires
havidos.
A
carta que temos
á
vista
diz-nos: «A
noite
de
6
foi
irnpone
4e para
Badajoz,
que
um
mar
procelloso
ameaçava
sepultar
nas
suas
ondas».
A
ponte
sobre
o
Guadiana
foi
construí
da
no anno
de
1160
e
tio reinado
de
D.
Henrique
IV,
aflirman
lo alguns
que
a
sua
edificação
custou
26
milhões
e
pico de rea-
les,
dado
obscuro,
por
cuja
exactidão
se
não
póde
responder.
Em
1545,
reinando
D.
Carlos
I de
Hespanha
e
V
de
Allemanha,
perdeu
tres
arcos
n
’
outra
cheia,
que
só
foram
levan
tados
em
1597,
quando
terminava
o
rei
nado
de
D.
Filippe
II.
Em
1603,
remando
D.
Filippe
III
der
rubou
a agua outros
16 arcos
da
margem
direita,
os
quaes
estiveram
no
chão,
até
que
os
esforços
reunidos
de
varias
cor
porações
e particulares
poderam
reediíi-
cal-os
depois.
Em 1833
lambem
foi
concertada
aquella
ponte,
por
ler
aHuidos
os
alicerces, e
em
mau
estado
os
arcos.
Tem
624
varas
de
longitude
e
28
arcos.
Reparada
provisoriamente,
em
1580
passou
por
ella
o
duque
d’
Alba,
á
con
quista
de
Portugal,
á
frente do
exercito
de Filippe
11-
Em
1581 passou
o
mesmo rei,
de
Ba
dajoz,
para
Portugal,
havendo
convocado
côrtes
para
o
convénio
de
Thomar.
Não
constava que
houvesse
agora a
lamentar
desgraças
pessoaes.
Em
Badajoz, passavam de
20
as
casas
destruídas,
e
contava-se que
muitas
mais
o
fossem
apenas
serenasse
o
tempo.
N
’
uma
casa
da
rua
de
Santo
Agosti
nho,
completamente
derrubada
habitavam
8
famílias,
compostas por
82 pessoas,
que
ficaram
só
com
as
roupas
que
tinham
vestidas.
Preparativo»
bellieos.—
Os
gregos
residentes
em
Inglaterra,
França, Áustria
e Italia, fizeram
uma
subscripção
cujo
producto
liquido
se
empregou
em
10
ba
terias
Krupp,
que
já
desembarcaram
no
Pireo
(Athenas).
A
©aça
na Inglaterra.—
A
caça
na
Inglaterra,
occupa
um
pessoal
muito
mais
considerável
que
em França.
Calcu-
se
que
o numero de
picadores,
grooms,
e
moços
assoldados
pelos
grandes
proprie
tários
das Ilhas
Britânicas
se
eleva
an-
nualmente
a
perlo
de
8:000.
Neste
inver
no ha.
na
Gran-Bretanha,
342
equipagens
de
caça
de
raposa,
139
de
lebre,
22
de
coe
lho
e
16
de gamo.
O
total
das
parelhas
de cães é
avaliado
em
10:000.
FortugueMa falleeidos.
—
No,Rio
de
Janeiro falleceram
os
seguintes:
Em
22
de
novembro,
Augusto
Henri
ques,
49
annos;
Antonio
Francisco
da
Cruz,
36;
João
da
Cunha
Gonçalves,
23.
Em
23,
José
Antonio
Camarinha, 38;
Se-
raphina
Augusta
de
Medeiros,
21;
Manuel
Dias
Lamins,
40.
Em
24,
Francisco
Joaquim Coelho, 40;
Nos documentos
que
Augusto
Ferreira
Pinto
Bastos
me
trazia
e
me deixou
em
1857
para
o sobredicto
negocio
d
Africa,
vinha
já
um
folheto
de
um
«missionário»
protestante
inglez,
onde
dizia,
que
Louren
ço
Marques
e
seu
território
estavam
aban
donados,
já
nós
lá
não
tínhamos
influen
cia
ou
auctoridade;
e
que
aquillo
se
devia
annexar
ao
território inglez
de
Natal,
etc.
Senhor
redactor,
espero
me
desculpe
esta
longa
tirada
que
a
leitura,
hontem,
do
seu
papel
me
excitou;
nem
tenho
tem
po
nem
paciência,
para
copiar,
ou
polir,
ou
resumir;
ahi vae
porem
um
feixe de
factos
e
verdades,
que
devia
fazer
abrir
os
olhos
á
nossa
gente
sensata
qne
os
te
nha
fechados.
Se
v.
s.
a
não
tiver
espaço
para
este
sermão,
pedir-lhe-hei
o
favor
de
de
remelter
isto
da
minha
parte
ao
«Com-
mercio
do
Minho.»
A. R.
SARAIVA.
Nos
annos
antecedentes
al
gumas pessoas
de piedade con
juntamente comigo
mandamos
ao
nosso SS.
Padre
Pio IX a
consoada,
que posto ser um pe
queno
obulo,
era
no entanto
um
signal
d’amor,
respeito e vene
ração para com o Vigário de
Jesus Ghristo, tão necessário
nos
tempos que vão correndo;
e como
esteja chegado o tempo
proprio para a
consoada vou
novamente
este anno por
este
meio
solicital-a
d’alguem
que
deseje associar-se comigo para
este tão justo e louvável fim.
Braga,
Seminário Conciliar,
15
de
dezembro de 1876.
P.e
João Rebello Cardoso de Menezes.
GÁZETIiKÀ
Audiências
gvraenf.—
Teem
sido
julgados
os seguintes
indivíduos:
Dia
15.
—
João
Luiz d
’Abreu (o
Cana-
rio]
carpinteiro
da
freguezia
de
Adaufe,
accusado
do
crime
d’
usar
nome
supposto;
absolvido.—Domingos
José
Pereira,
de
So
breposta,
por
offensas
corporaes:
condem-
nado
em
15
mezes
de
prisão,
e
custas.
Dia 16.—
José
Dias
Pereira,
de
S.
Thia-
go
de
Lordello,
pelo
crime
de porte
d’ar-
mas:
absolvido.
—
Francisco
Gomes
da
Cruz,
de S. Pedro
de
Merelim,
por
of
fensas
corporaes:
absolvido.
-
Antonio
Pe
reira
Fardete,
de
S.
Pedro
de
Merelim,
por
offensas
corporaes:
absolvido.
DespitcEaos
eeelesinsilicos.
—
0
«Diário
do
Governo»,
n.°
284,
de
16
do
coriente
publica
despachos
apresentando
os
seguintes
presbyteros:
Bernardo
Antonio
Soares
Leite,
na egre
ja
parochial
de
Santa
Maria
da
Arrifana
no
Porto.
Frederico
Augusto
de Freitas,
na egre
ja
parochial
de
Santa
Quiteria
de
Boaven-
tiira,
do
Funchal.
Luiz
Antonio
Farinhoto,
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Mamede
de
Infesta
do Por
to.
Antonio
Maria
Jordão,
parocho
da
egre
ja parochial de
S.
Pedro
de
Montevil.
Manoel
Antonio
Monteiro,
parocho da
egreja
de
S.
Romão
do Baçal,
de
Bra
gança,
na
egreja
parachial de
S.
João Ba
ptista
de
Paramio.
Alexandre
Pereira
Taveira na
egreja
pa
rochial
de
S.
Pedro
de
Samodães,
de La-
mego.
O explorador
Sclilieiuann.—
Es
crevem
ao
«Times»
que
este
celebre
ex
plorador
enviou
já
ao
Museu
das
Artes
emAthenas,
o
thesouro
encontrado
por
el
le
em
Mycenas.
O
mais
pequeno
dos
cin
co
tumulos
que
foram
abertos
no
dia
23
de novembro
continha dois
esqueletos,
o
d’
um
homem
e
o
d
’uma
mulher.
O
doutor
Schliemann
conseguiu
con-
serval-os
intactos.
Estavam ornamentados
d’
ouro
puro
de
5
kilomegrammas
pelo
me
nos.
Ao
pé
d’
elles
encontraram-se também
brincos d
orelhas, um
dos
quaes
represen
ta
Hercules
matando
o
leão de Neméa,
taças
d’
ouro, de
prata,
134
botões
d
’
ouro,
quatio
punhos
d’
espada
do
mesmo
metal,
onze
espadas
de
bronze,
e
dois
sceptros
com
punhos
de
crystal.
O
habil
explorador
está
cada
vez
mais
convencido
que os
monumentos
funerários
em
questão
são
os
tumulos d’Alréa,
de
Agamemnon,
Cassandra, Eurymedonle,
e
José
da
Costa,
30; Manoel
Alexandre
27;
José
Domingues 41.
Morte
d© um bispo.—
No dia
11
do
mez
findo,
á
1|2
hora
da
tarde,
en
tregou
a
alma
ao
Creador
na
cidade
de
Cuyahá
(Mato-Grosso),
o
bispo
d’
aqnella
diocese, D.
José
Antonio
dos
Reis.
Ma's
de
5:000
pessoas
cobertas
de lucto
acom
panharam
o
cadaver
do
virtuoso
bispo.
SSeseoberta
numismática, —
Aca
ba
de
ser
feita
uma
descoberta
d
’
este
genero
no
bosque
do
VaHol,
perto
d
’
EI-
beuf,
diz Nouvellisle
de
fíouen.
Alguns
rachadores
de
lenha,
arrancan
do
uma arvore,
encontraram
pedaços
de
ferro
que
attrahiram
a
sua
attenção.
Eram
ferramentas
de
moedeiros, e
entre
ellas
encontrou-se
um soberbo
cunho perfeita
mente
conservado
cujo
reverso representa
va
a
eíligie
de
Henrique
2.°
Henricus
11. D.
G.
Pranc. Rex.
O
reverso d
’
esta
moeda
ou
medalha
traz em
exergo
estas
palavras:
Dv>n
Tolum
Compleal
Orbem.
e
a
data
de
1559;
no
centro,
quatro
II coroados,
cora
duas
ílores
de
lyrio
e
dois
crescentes
nos
ângulos,
formavam
o
es
cudo.
Presume-se
que
estes
objectos
foram
encerrados
n
’
um
cofre
circulado;
o
pau
desappareceu, o
circulo
de
ferro
e
um
pa
rafuso
arrostaram
a
acção
deslruçliva
da
humanidade.
Inqaerito
tobre
agencia «5®
bnneos portuguez©
*
:.
—
Lè-se
no
«Jor
nal
do
Commercio»
do
Rio
de
Janeiro
de
sabbado
18
de.
novembro:
O
ministério
da
fazenda,
em
data
de
14
do corrente,
expediu
ao
bacharel
José
Antonio
de Azevedo
Castro
o
seguinte
avi
so:
Não
é
desconhecida
a
V.
S.
a existên
cia
n
’
esla
côrte
de
varias
agencias
de
ban
cos
portuguezes,
que
annuuciam
constan
temente achar-se
habilitadas
a
fazer
saques
para
diversas
praças
da
Europa,
recebendo
capilaes
avultados,
que
provavelmente
são
empregados
em
outras
operações
banca
rias.
Taes
agencias
não
se
fundaram
legal
mente, porque
falta-lhes
a
autorisação
e
approvaçáo
de
estatutos
de
que
trata
o
art.
2.
u,
& 1.°
da
lei
n.°
1,083
de
22
de
agos
to
de
1860.
Consequlemente,
o
governo,
no
intuito
de
fazel-as
entrar
na
orbita
legal,
resol
veu,
em
cumprimento
do
disposto
no
art.
51
do
decreto
n.°
2,71
1 de
19
de
dezem
bro d
’
aquelle
anno,
instituir
exame
sobre
cada uma das ditas
agencias,
e
nomear
a
V.
S., para
no
dia
1
do
corrente
mez,
ás
1
I horas
precisas
da manhã
dirigir-se
ao
eseriptorio
da
Agencia
do
Banco
Mercamil
de
Vianna,
e ahi
verificar:
1.
°
Em
virtude
de
que
titulo
ou
au
torisação
funcciona
essa
agencia; quaes
seus
poderes
ou
extenção
do
mandato
que
lhe
foi
conferido;
2.
°
Qual
o
fundo
capital recebido
de
sua matriz,
ou
se
gyra
sómente
com
os
capitaes adquiridos
n
’
esla
côrte
e a quan
to
montam
estes
annualíDeute;
3.
°
Quaes os
negocios
ou operações
que
têm
emprehendido; se
ultrapassam
os
poderes
conferidos
á
agencia,
e se
de
to
dos
dá ella regularmente
á
matriz;
4.
°
Se
os
livros
da
agencia
são
escri-
plurados
em
dia
e
sem
vicios,
se
estão
re
vestidos
dos
requisitos
legaes
e
se
d’el-
les
constam
todos
esses
negocios
e
opera
ções;
5.
°
Se o
eseriptorio
da
agencia
tem
pago
a taxa annual
do
imposto
de
indus-
liia
e profissões;
6.
°
Se
os
saques
feitos
pela agencia
em
favor
de
particulares
contra
praças
es
trangeiras
e mais
papeis
de
credito
por
ella
expedidos
têm
pago
o
sello
proporcio
nal
a
que
são
sujeitos,
e
no
caso
de
ne
gativa,
a
quanio
monta
o
prejuízo
do
Es
tado;
7.
°
Se
a
agencia
extrahe
mensalmente
balancetes
de suas operações,
e
porque
não
os
publica,
a
exemplo
do
que fazem
os
bancos;
exigindo em
lodo
o
caso
có
pias
dos
que
encontrar,
e fazendo-os
or
ganizar
até
á
data
mais próxima.
Além
da
satisfação
d
’
estes
quesitos po
derá
V.
S.
entrar
em
outras
indagações
que
julgue
necessárias
para
melhor
chegar
aos
fins
do
presente
inquérito,
dando
de
tudo
conta
a
este
ministério,
em
relatorio,
no
prazo
mais
curto
que
lhe
fôr
possi
vel.
Deus
guarde
a V.
S.
—
Barão
de
Gote-
gipe.
Idênticas se
expediram:
ao bachare
Antonio
Pedro
da
Costa
Pinto
para a agen
cia
do
Banco
do
Minho;
ao
bacharel
Car
los
Augusto
Naylor
para
a
agencia
do
Ban
co
Commercial
de
Braga;
ao
bacharel
José
Maria
da
Trindade
para
a
agencia do
Ban
co
Commercial
de
Vianna;
ao
contador
Miguel
Archanjo
Galvão
para
a
agencia
do
Banco
Alliança
do
Porto.
Aos l.os
escripturarios
do
thesouro:
Carlos
José do
Rosário
para
a
agencia do
Banco
União,
João
Affonso
de
Carvalho
para
a
agencia
do Banco
Povoa
de Var-
ziin,
João
José
do
Rosário
para
a
agen
cia
do
Banco
Industrial
do
Porto,
Anto
nio
de
Oliveira
Maciel
para
a agencia
do
Banco
de
Villa
Real.
Na
tnesma
data
ao
encarregado da
agencia
do
Banco
Mercantil
de Vianna
o
seguinte:
O art.
1.°
do
decreto
n.°
2,679
de
3
de
novembro
de
1860
obriga
os
bancos,
suas
caixas
filiaes
e
agencias
n
’
este
impé
rio
a
publicar
mensaimente
os
balanços
de
suas
operações e a remeltêl-os
por
cópia
ao governo, sob pena
de
multa
aos
directores,
administradores
ou
gerentes
de
taes
estabelecimentos;
e
o
que
Vm.
di
rige
n
’esta
côrte
tem
incorrido
na
falta
de
comprimento
d’
esse dever.
A
’
vista
d
’e.ssa
omissão,
e
porque
o
art 51
do
decreto n.u
2,711
de
19
de
dezembro
do
mesmo
anno
faculta
ao
go
verno,
por
meio
de
fiscaes,
de
commis
sões
especiaes ou
de
outros agentes,
o
exa
me
ordinariamente
em
épocas
certas,
ou
extraordinariamente,
quando
o serviço
pu
blico
o
exigir,
dos
livros
dos
estabeleci
mentos
bancarios
e
mais sociedades
de
que
trata
a
lei
n.°
1,083
de
22
de agosto
de
1860,
sendo
os
respectivos
administrado
res
ou
gerentes
obrigados
a
franquear
e
facilitar
tudo
que
fôr
necessário para
os
referidos
exames, sob
as
penas
do
art.
7.°
da
mesma
lei,
resolvi
nomear
o
procura
dor
dos
feitos
da
fazenda
nacional,
bacha
rel
José
Antonio
de
Azevedo Castro, por
quem será
este
aviso
apresentado
a
Vm.,
para
proceder
nos
livros
e
papeis
d
’
essa
agencia
aos precisos
exames,
afim
de
dar
ao
governo
noticia
exacta
de
suas
opera
ções,
e
verificar-se
no
curso
d’
ellas
se
tem
observado
a
legislação
do paiz.
Espero,
portanto,
em face
do
qne
fica
exposto,
que
Vm.,
em
acto
seguido
ao
re
cebimento
d
’
este
aviso,
franqueie
o
seu
escriptorio
ao
referido
bacharel,
para
o
desempenho
da
commissão
de
que
vae
en
carregado.
Deus
guarde
a Vm.
—
Barão
de
Gotegipe.
Idênticos
se
expediram
aos
encarrega
dos
das
agencias:
Dos
bancos do
Minho,
Commercial
de Braga,
Commercial
de
Vianna,
Alliança
do
Porto, União,
da Po
voa
de Varzim,
Industrial
do
Porto, Villa
Real.
—
O
mesmo
jornal
commentando
em
data
de
22
a
resolução
do
ministro
da
fa
zenda
approva-a
por
ser
de interesse
para
a
sociedade.
—
23 diz
que
foram
nomeado os
snrs.
bacharel
Antonio
Pedro da
Costa
Pinto,
contador
Miguel Archanjo
Galvão,
bacha
rel
Carlos
Augusto
Naylor,
bacharel
Car
los
José
do Rosário,
Antonio
d'Oliveira
Maciel,
José da
Cunha
Valle
e
Francisco
Antonio
de
Lemos
e Sousa,
para
procede
rem
no
dia
22
do
corrente
aos
exames
de
qne
trata
a
circular
do
ministério
da
fazenda,
publicada no
dia
18,
n’este
jor
nal, nas
agencias
dos
bancos
Mercantil
Portuense,
de
Barcellos,
Covilhã,
Guima
rães, Chaves,
Commercial
de
Guimarães
e
União
Brazil
e
Portugal.
.VXonumento
du Santeira. —
A
commissão
promotora
do
monumento
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sameiro,
convida
por
este
modo a
todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com
seus
donati
vos
para
a
projectala
procissão,
que
de
verá
realisar-se,
quando
chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgenciada
por
S.
S.
Pio
IX,
a
entre
gai
os
ao
thesoureiro,
o
snr.
Antonio
José
Vieira Machado,
na
Praça
Municipal.
Oulrosim
pede
áquellas
pessoas
que
tenham de
prestar alguns
anginhos
para
a
mesma procissão,
tenham
a bondade
de
dirigir-se
previamente
ao snr.
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
na
livraria
Calho-
lica, rua
do Souto, ou
ao
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
Praça
d
’Alegria.
Padre
João
Dias
Corrêa.
A
*
earidwde.-—
Imploramos
á
carida
de
das almas
piedosas
e
bemfasejas
uma
esmola
para
os
infelizes entrevados
Anto
nio
dos
Granginhos,
e
sua
mulher,
que
ha
pouco
sahiu
do
hospital
com
moléstia
incurável.
Vivem
na
maior
miséria.
Resi
dem
na
rua
do Alcaide, n.°
17,
n
’um
-quarto
á porta
da rua.
A
*
caridade
publica.
—
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n,°
61,
existe
uma
familia
honesta
e
envergonhada, passando
muita
necessidade,
achando-se
um
filho
por
no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os
meios
para
a
subsistência
de
todos,
lutando
com
uma
grave
enfermidade.
Roga-se
ás
almas
bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de Deus.
Appelo si eitridnde publica.—
Lembramos
ás
almas
caridosas, Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edade
moradora na
rua
de
Inflas
n.°
8o,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos, e
sem
meios
de
subsistência.
minos TsxEíSKAijmAS
»
a
AíiEAICIA ÍIAVAS
MADRID
17.
—
Faltam telegrammas
do
estrangeiro.
Respondendo
a
uma
interpeliação
ácer
ca
de
alguns
hespanhoes
expulsos
de
França
por conspirarem
na
fronteira
d
’
a-
quelle
paiz.
o ministro
dos
estrangeiros
disse
que
o
governo francez
obrou em
virtude
do
seu
direito
e
que
o
de
Hes
panha
reconhece
que
lhe
foi
prestado um
serviço.
Um
decreto real
fixou para o
dia
6
a
9
de
fevereiro
proximo
as
eleições
das
municipalidades
que
deverão
constituir-se
no
primeiro
de
março
seguinte.
O
gover
no
inglez
recusou
acceder ao pedido
do
governo
hespanhol
para
que
fosse
reduzi
do
a
um
shiling
por
gallão
imposto que
pagam
os
vinhos
hespanhoes
importados
pela
Inglaterra; portanto
continuará
vigo
rando
a
taxa
de shilings.
PARIS
16.
—
Noticias
de
S.
Petersbnr-
go
e
de
Constantinopla
são
complelaraente
pacificas.
A Rússia
considera
fantasista
o
projecto
turco
introduzindo
na
Bulgaria
policia
europea
PERNAMBUCO
18.
—
Saiu
hoje
para
a
Europa
o
vapor
«Galicia» da
companhia
do
Pacifico.
ROM
A
16.
—
Morreu
o
cardeal
Patrizzi.
LONDRES 16.
—
Os
jornaes
russos
di
zem
que
a ultima
concessão
que
a
Rússia
póde
fazer
é
consentir
que
o
território
turco
seja
occupado
por
as
potências
neu
tras.
A
conferencia
tem
examinado
todas
as
questões,
mas nada
ficou decidido
deíini-
tivainenle.
A
Porta
recusa
consentir
a
occupação
estrangeira.
Maria
do
Soccorro Paiva e
Aguiar,
tendo mudado o
seu
athelier de
costura para a rua
dos Sapateiros
n.° 12, e constan
do-lhe que
alguém
se tem
ab
stido de dar-lne obra
de
costu
ra
para
fazer,
por
suppôr que
jámais
trabalhe; declara que só
esse caso se tem
dado quando
é
forçada por mòtivos de saú
de; e
porisso, toda á
pessoa qúe
deseje
obsequial-a com obra tan
to de snr.a como de
creanças,
está prompta aceital-a e a ser
exacta
no cumprimento de seus
deveres, sendo tudo
feito com
segurança e aceio pelos últimos
figurinos.
MUDANÇA
Lima
&í
Filho,
com
otlicina
de
calçado,
participam
aos
seus
freguezes
e amigos
que
mudaram
da
rua
de
S. João
do
Souto
para
a
de
S.
Marcos
n.°
54.
(4482)
PARA
LIQUIDAR
2
— Rua de
S. Marcos
—
2
Um
saldo
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
metro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã, largos,
pa
ra
700
e
l$000
reis
o
metro.
Lenços
de
malha
a
300,
360
e
400
reis.
Bretanhas
de linho
para
360,
500
e
600 reis
o
melro.
E
muitos
mais
objectos por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
Largo
do Barão de S.
Marlinho
n.°
27
—
1° andar
£seript»rio
de
eommhn3e«
e vá
rios
generos
n
consignação.
Preços
o
mais
modico
possível.
Vendas
a
dinheiro
Chá
preto
e
verde,
queijo
inglez,
bo
lacha
de
Lisboa
e
ingleza,
chocolate
hes-
panhol,
doce
de calda
e
em
caixas
enfei
tadas
próprias
para
as
festas
do
Natal,
vinhos
genuínos
do
l'orto, licores,
cham-
pagne,
Bordéus
cognac,
grozeille,
maras-
quino,
escabeches
e
conservas
inglezas,
mostarda,
sal
refinado,
sardinhas
de
Nan-
les,
azeitonas,
cerveja
ingleza,
farinha
maizene.
Caixas
com
chá
verde
e
preto
com
500
grammas,
tendo
figuras
pintadas
a
côres
próprias
para
presentes.
Passas
de
Alican-
te
—
Caixas
vazias
para
amêndoas.
Fazendas
de
lã,
linho
e
algodão,
guar
da-chuvas
e
capas
impremiáveis
inglezas,
sapatos
de
borracha
proprios
para
senho
ra,
alta
novidade,
luvas
de
pellica,
ba
lões
venezianos,
machinas
de
coser,
aço
em
barra,
etc.,
etc
Tomam-se
encommendas
para
todo
e
qualquer
artigo
dos
bazares
do Palacio
de
Crystal,
por
os
preços
no
mesmo.
Compram
se
por
conta
de
uma acre
ditada
casa
de
Lisboa,
brilhantes
e pedras
preciosas
de
todo
o valor.
Está
aberto
das
7
horas
da
manhã
ás
10 da
noite.
(4480)
Arrematação
de bens
Pelo juiso
de
direiio
da
cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Motta,
por
força
de
execução
hypothecaria
em que
foi
exe-
quente
o
fallecido José
Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados D.
Maria
Rita da
Sil
va
Dias
viuva
d
’
aquelle
fallecido,
e
seus
filhos
e genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria
Themoteo,
e
mu
lher
Juslina
Rosa,
e
Juslina
Maria,
sol
teira,
moradores
na
freguezia
d
’
Argeris,
concelho
de
Valle
Passos,
voltam
de
no
vamente
á praça para
serem
arrematados
e
entregarem-se
a
quem
por
elles maior
preço
ofíerecer,
visto
não
ter
apparecido
lançador
no dia
10
do corrente,
mesmo
com
o
abatimento
da
quinta
parte,
todos
os
bens
de
raiz de
que se
compõe
a
casa
e casal
dos
referidos executados
e
que
eram
pertencentes
a
seus
fallecidos
paes
e
sogros
Themoteo
José,
e
mulher,
cu
jos bens
são
situados
na
dita
freguezia
de
Argeris,
e
da
de S.
Thiago
da mesma
comarca
de
Valle Passos:
da
sobredita
execução
consta, assim como
dos respe-
clivos editaes
que
se
acham
aífixados
na
porta
do Tribunal
da
mesma
cidade,
e
na
da
casa
dos
executados,
seus
nomes,
si
tuações,
confrontações
e
valores.
Porisso
quem
os
pertender
póde
comparecer
no
dia
8
do próxima
mez
de
janeiro
de
1877
no
Tribunal
da
mesma
cidade,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’
onde de
ve
ler
logar
pelas
10
horas
a
mesma ar
rematação,
e
entregarem-se
os
referidos
bens,
a quem
por
elles
maior
preço
offe-
recçr.
Braga
12
de
dezembro
de
1876.
(4485)
Maria
Rita da Silva
Dias.
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
OBJECTO D’01R0 PERDIDO
Quem
perdeu,
ha
tempo,
um
pequeno
objecto
d’
oiro
em forma
de
cruz,
dirija-
se
ao
collegio
de
S.
Caetano
d’
esla
cida
de,
aonde
lhe
será
entregue, depois de
dar
os
signaes certos,
e
pagar
o
importe
d
’
es-
te
annuncio.
(4482)
GRANDE
REDUCÇÃO DE
PREÇOS
DE
IMIIMS
118 Ml
Em
consequência
de
haver
passado
a
gerente
da
Companhia fabril
«SINGER»
o
proprietário
do
acreditado
deposito
da
machinas
da
rua
de
S.
Vicente
d
’
esta
ci
dade,
e
a
casa
passar
a
deposito da
me\-
ma companhia,
vende
as
machinas
exis
tentes
com
abatimento
de
50
por
cen
to
nos
preços
por que
até
aqui
se ven
dia.
Machina
cobarta
qua vendia
por 49^500, vende por 27$000
reis
! I
Machina sem
coberta que ven
dia por 45$000, vende por reis
223500
!!
Machinas de ponto de
cadeia
de
12-3000,
vende
por 7^000 rs. I!
Toda
a
pessoa
que quizer
comprar
al
guma
d’estas
machinas
por
preço
tão
re
duzido,
póde íazel-o
no
prazo
de
lo
dias
a
contar
da
data
d
’esle
annuncio.
Vendem-se
tanto
no
deposito
como
no
kiosqne
do
Campo
de
SanCAnna
Agulhas a
20 reis cada uma.
Braga
lu
de Dezembro
de
1876.
(4187)
VER
E
CIL.R
B0LSS0M
$
POiJBAK
PRIMEIROS
OCULISTAS
DE
PORTUGAL
Casa
em
Coimbra.
—
Rua
da
Calçada
n.°
s
86
a
90
Filial
no
Porto.
— Rua
de
Sanlo
Antonio
n.'
s
159 a
161.
São
já
bem
conhecidas
as
fazendas
d
’esta casa
e
os
artigos
que
tem,
portanto
hoje
só
cremos
lembrar
ao
respeitável
pu
blico
que
já
se
acha
aberta
a
nossa
fi
lial no
Porto,
na
rua
acima
indicada,
onde
os
nossos
amigos
e
freguezes
en
contrarão
além
de
muitas
outras
fazen
das
as
seguintes
:
Especialidade
em
oculos
e
lunetas
de
ouro,
prata,
aço.
tartaruga
e
búfalo,
ba
rómetros
de todos
os
systemas,
binócu
los,
oculos
de
longa
visia,
estercoscopes,
vistas,
thermomelros,
pantoinetros,
gar-
phometros,
bussulas,
papel
tella
e
qua
dricular,
espheras,
terrestres,
celestres
copernico
e
armiiar,
microscopios
conta
fios,
lupas brilupas
areomelros,
caixas
de
muzica
de
1 a
36
peças,
e
muitas
ou
tras
cousas
que
aqui
não
podemos
estar
a
mencionar.
Escusado
é
lembrar
os objectos da casa
de Coimbra
porque
é
já
bem
conhecida.
N.
B.
Não
se
altera
o
systema
da
casa,
que
é vender
muito
e
barato
para
ganlqr
mais.
Coimbra
14
de
Dezembro
de
1876.
(4484)
Bolssom Pombar,
Muita attenção
líeposito de
biseoutos de Vnlongo
no
estabelecimento
de Cerquei-
rn
da
Silva és Gonçalves (casa re
donda).
LARGO
DA
LAPA
N.°
1
Preços
Biscoulo
valonguense
kilo
280
Ditos
Macarrão
»
280
Dito
Brazileiro
>
300
Dito
Imperial
»
330
Bolacha
doce
>
280
Bolachinha
d
’
araruta
D
340
Tosta
azeda
>
190
Dita
doce
>
280
(4450)
0
Século XIX em face da con
sciência
e
da. Egreja.
(Conferencias
pelo Padre
Roux)
Versão
de
D.
Miguel
Solto-Mayor
Vende-se
na
livraria
de Manoel
Malhei-
ro,
rua
do Almada,
123,
Porto.
Preço.......................
500 reis.
■aaCTbs«>
«a>»«fai^g»ss»^
-~t
,^»>»
CIRTIMÃO
José
Firmino
da
Cosia
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
Commercio
de
í.
a
in
stancia
ríesla
cidade de
Braga
e
seu
dis-
tricto,
por
Sua
Mageslade
Fidellissima,
que
Deus
guarde, etc.
Faço
certo
e
certifico
que
no
processo
de
moratoria,
impetrada
pelo
Banco Com-
mercial
d’
esta
cidade,
proferiu
o
Tribunal
a
seguinte
Decisão'
O
Tribunal
do
Commercio
de
primei-
meira
instancia
de Braga,
em
vista
da
re
solução
da
Relação
do Porlo,
constante
do
accordão
de folhas,
concedendo
a
mo
ratoria
por
espaço
d
’
um
anno,
a
contar
do
dia
10
do
mez
d
’
outubro
ultimo,
im
petrada
pelo Banco
Comtnercial
desta ci
dade,
em
observância
do
disposto
no
ar
tigo
1298
do
Codigo
Commercial,
con
firma
credores
íiscaes,
os
já
nomeados
e
ajuramentados,
Antonio xManuel
Ayres
de
Oliveira,
e
Antonio
José
da
Costa
Veiga,
e
ordena que
sejam
intimados
para
con
tinuar
a
exercer
a
fiscalisação
que
já
lhes
foi
incumbida.
Nomeia
para
supplentes
dos
ditos
íiscaes
os
credores
João
Baptista
Go
mes
Ferreira
e
Bento
Gonçalves
Santos,
e
ordena
que
sejam
intimados
para
pres
tar
juramento
nas
mãos
do
Juiz Commis-
sario,
bem
como os
Directores
do
sobre
dito Banco,
para
se
absterem
de
praticar
.as
operações
designadas
no
artigo
1280
do
citado
Codigo Commercial,
sem
a
assis
tência
ou
auclorisação
dos
credores
íiscaes,
e
que a
presente
decisão
seja
publicada por
éditos na
praça,
e
por
annuncios
em
tres
numeros
consecutivos
d
’um
periodico
d
’
es-
ta
cidade,
com custas
pelo
requerente.
Braga
19
de
dezembro
de
1876.
—Ayres
Frederico
de
Castro
e
Solb—
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
—
Antonio
José
Pereira
—
Domingos
Pereira d
’
Azevedo
—
Clemente
Jo
sé
Fernandes.
Está
confórme
o
original.
Braga
19
de dezembro
de
1876.
O
escrivão,
(4453)
José
Firmino
da
Costa
Freita».
COMEI
TÃIÕÃ
CÊN TliliL
E
GRANDE
DEPOSITO
DE
VINHOS
DO
Armazém tia líHírelít», no Porto,
DE
José
Anacleto
d
’Araújo Figueiredo.
—
Rua de S. Mareos —15
BRAGA
Classificação
dos
vinhos
Vinho Palhete,
Meza
n.°
1.
—
Tintos
—
F.
n.°
1
—
F.
n.°
2-F.
n.»
3-F.
n.«
5.
—
Tintos
velhos
superiores —
V.
n.°
I—
V.
n
0
2
—
V. n.°
3
—
V.
n.°
4
—1863—
Vinho
branco
n.°
1
e
n.°
2.
—
Brancos
superiores
—
V.
B.
1861
—
Moscatel
n.°
1,
2
e
sec-
co
—Malvasia
Adamada
n.°
1,
2
e
secco.
—
Geropigas
loura
e
Brancas
n.°
1.
Vinho
Lagrima,
loura
e branca
n.°
1.
—
Especialidades
—
1817
1840,
Alvaralhão
—
1840
e
1831.
Roucão
—
1820,
Lacrima
Christi
e
Collares
Cognac,
Charnpagne,
Moscatel
de
Setúbal,
Madeira,
Bordeux
e
Xarez.
Licores
nacio-
naes
e
francezes.
Encontra-se
na
mesma
confeitaria
pró
prios
da
presente
estação os
seguintes
objectos
como
são
:
Queijo
Londrino
e
Fla
mengo—Xerter
e
Papel
—
Chá
Hysson
e
Preto,
Bolacha
Ingleza
de
todas
as
qua
lidades,
Biscoito
para
chá,
de diversas
qualidades.
Amêndoas,
e
doce
de
fruclas;
Farinha
de
legumes,
ervilhas
em
grão,
conservas
inglezas, Sardinhas
de Nanles,
Digo.
Passas
de
Alicanle, Castanhas
do
Maranhão,
Ameixa,
Pera
e
Avelãs; casca
<le
pecego
de
duas qualidades
e
massas
pa
ra
sopa;
assim como
chocolate
hispanhol
de
superior
qualidade.
Peixe de
escabexe
Salmão, Linguado,
Inguias;
bem como
Prezunlo
de
fiambre.
Salleme,
fruclas
em
aguardente,
paslelinhos
de
carne
e doce,
e
muitos
outros
objectos
que
seria
longo
enumerar.
N
’
esle
mesmo
estabelecimento
se
acha
deposito
de
cannos
de
chumbo
e
tornei
ras
de
metal.
(4489)
directob
gebal
J.
L.
Carreira
de
Mello
directob
gerente
J.
Buptista
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tem
merecido
e
conservado, continúa
com
incessantes
melhoramentos
na
sua
administração
economica
e
escolar.
O
edifício,
qne
é
proprio,
foi convento,
e
não
tem
na
capital
outro
igual
appli-
cado ao
ensino
particular.
Na
sua
restauração
e
nova
applicação
temos
gasto avul
tadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos
está
a
cargo
d
’
uin
professor
ailemão,
auctorisado
pe
lo
bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão de
estar
sempre
na
altura
do
credito
do
estabelecimento,
sérios,
instruídos e dedicados.
Não
só
os
preparatórios para
os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas
tem
os
alumnos
n
’este estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
naluraes, é
auxiliado
com gabinete
de
physica
e
chimica,
muito desenvolvidos,
e
com
excellenle
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de geographia,
mathematicas
e
desenho
devidamente montadas.
A
gymnastica
completa.
E íialrnenle, o
collegio
possue
lod<
s
os estabelecimentos parciaes
auxiliares do
ensino
que
deve fazer parte
integrante
d
’
uin
estabelecimento
d
’
esta ordem.
Os
alumnos
hm
quarto
separado.
Os
Estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
(32®)
O
Direclor
proprietário
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
tà
I
A
BELEClífflTO
DE
LOTEHIâS
AFIANÇADA HO &OVEBBO CIVIL DO POSTO
DE
EB.2B
—
HTSL/2®E.S.S
í
;&S—
B
PORTO.
N
’
este estabelecimento salisfaz-se
com
pontualidade
todas
e quaesquer
encom-
mendas que sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fraeções
para
quaesquer loterias,
vindo
acompanhadas do
respectivo
importe
em
valles
ou
estampilhas
do
correio.
Remette-se
no
fim
das
exiracções
as respectivas
listas
dos
prémios;
e
fornece-se
fazenda
para
revendi
r
nas
províncias,
proporcionando-se
vantajosas
commissões.
Além
dos
bilhetes
inteiros,
meios,
quartos,
oitavos
e
décimos,
ha
um
variadís
simo
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos, cautelas de 4$20í),
600,
500,
300,
250,
130,
100
e
10 réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
400,
1^000,
3^000,
6$000
e
12$000;
e
collecçóes
especiaes
de
5
!
numeros
dilferenles,
de 2$000,
5^000,
15$000
e 30^000
rs.
Aceeit»»«.fce
»8<
‘
bí
J«»
já ®si!Cí»n»sue«s«2issi
ra
Grande SLoteria que
na
foram» do» nsain itnuoH
i
I
cys
eitruir-as- no proximo fntnm ntsrz «Se
Sisezeimbi-n
e ctrj» capitai jire.ohia
cjsae se
é
cie duiis inil
eentw
e <U>i» muitos e
«jmxts-o cessta» mil réis!!!
(4277)
INJECTION
BROU
Hygieniea
infallivel y
preservativa; absolutamenta rj-
a unicaqae cura sem
lhe
juntar mais nada. Vende- 71
se nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a j
instruccAo do
uso. (50
anos
de
extto.)P>ris, casa do
inv
”
B^Magenta,158.
Ibboa, S
’BanetoLoNto
28
e30. •
ly
VEiWE-SE
Pot
preço
favóravel
3
cavallos,
sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos, que
trabalham
de
sellim
e
trem.
São de toda a
confian
ça
e
por
isso
se
dão
a
contento.
Também
se
vende
um
phaeton.
em
excellenle
uso,
com
todos
os
arranjos
pa
ra armar
de
diversas
fôrmas,
e bem
assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José
Fornellos, na
villa
de
Mesãofrio.
(4452;
FLUIDE
IATIF
««
JONES
Por
suas propriedades beneficas, goza este pro
ducto de alta
e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a peite, allivia as irritações causadas
pelas mu
dança»
de clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradáveis do vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples
applieaçõo faz desapparecer as ra
chaduras
das
maos e dos beiços.
Preço
650 reis. i
PARA
OS
CUIDADOS
00
TOUCADOR
É
muito digno
de ser recommandado
ô
Sabão
latif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do
Fluide, e um aroma delicadissimo. PreçoBOO r*.
23, Boulevart
des
Capucines, Paris,
;
De
Fronte da
e
ntrada
do
Grand-iiotel.
?
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr. Barreto, Lorèto u.°
28—30
(26
*)
®
KSTABEB.ECBMEMTOg^
Doce
do
chá
—
doce
fino—
e
vinho
finoj~j
No
campo
de
D.
Luiz
1.®
(antigo
cam
po
da
Vinha)
n.°
27
—
junto
ao
quartel
de
cava
liaria.
Ha
queijadas
do
Salvador
a
320
rs.]
sò
Dinheiro
a juro, a ■>
p.
c.
ao
anno.
Dá-se
na
Confraria
do
SS.
Sacramento
de
Maxiroinos
aié á
quantia
de
400$>000
reis,
sob
boa
hipolbeca
e
fiadores
O
pre
tendente
dirija-se
ao
presidente
da
meza,
Joaquim
J.
V
da
Rocha, rua
do
Souto.
(4490)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Si»grsusSo
toriição de Maria Virgem
Imniaeulada
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos pedidos
qne
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co'annos
se
leem
dignado
fazer-lbe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internaa
e
exter
nas
sob
a direcção
de sua
irmã Miss
The-
resa
Heunessy,
tendo obtido para
levantar
o
seu
estabelecimento
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
tem
vivido
o
exm.®
snr.
Juiz
de
Direito.
(4451)
ENXED
rl
OS DE L ARANGEIRA
Da
melhor
qualidade dos
arrabaldes
de
Coimbra,
recebem-sp
encommendas
na
rua
de
D.
Pedro
n.®32,
2.®
andar,
Porto,
on
de
se
dão
os
esclarecimentos
precises.
(4466)
DINHEIRO A
JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicenle
da cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
per
°|
0
livres,
sobre
hypotheca.
(4
481)
BRAGA, TYPOGRAPBIA LUSIT
ANA—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
