comerciominho_21111876_570.xml
- conteúdo
-
V
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 570
Àssigna-se e vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
/o.«í
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
««r
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
ci«.s
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ic
:iij.inr -4nir7-'-~
-
:
mn>r
iniíTn
iBiiriiuiiiiiTii
i
rar—— ~
i
P
reços
:
Braga,
anno
1
$600
rs.«=Seinestre 850 rs.=Protn«-
cias,
anno
2&0Ó0
rs e
sendo
duas
3&600
rs.-«•■Semestre
‘
<«050
rs.=Brazil,
anno 3&6ti0
rs.—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte
,
ou
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda
fraca.=
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
2
>
ej(,
d
’abaí.imento
rwramyy
*
«rwiãíó»
D.
JOÃO
CH/lYSOSTOMO
DE
A
MORIM
Pessoa, por
mercê
de
Deus,
etc.
Tendo
Nós
deliberado fazer,
ajudando-
Nos
Deus,
urna
ordenação
especial
no
dia
17
de
Março
do proximo
futuro
anno
de
1877,
e
sendo
necessário
marcar
os
dias
dos
exames
e
do
recolhimento,
ou
dos
exercícios
espirituaes,
que
os
ordinandos
devem
ler
antes
da
recepção
das ordens
que
houverem
de
receber,
Mandamos :
Que
nos
dias
21,
22
e
23
do
proxi
mo
mez
de Dezembro,
sejam
feitos
os
exames
dos
que
Nos
requererem, instruiu
do
seus
requerimentos
com
os documen
tos
do
estylo,
,até ao
dia
16
do
mesmo
mez
de
Dezembro
;
Que
os
exercícios
espirituaes
sejam
lei
tos
pela
forma
e
maneira
como
até
aqui
leem
sido
feitos,
na
capella
d’
este
Paço
Archiepiscopal,
podendo porém
os ordi
nandos
residir
fóra do
Seminário,
excepto
os
que
tiverem
de
receber
a
ordem
de
presbytero
;
Que
estes
exercícios
começarão
no
dia
6
do mez
de
Março
do proximo
futuro
anno
de
1877, e
acabarão
no
dia
15
do
mencionado
mez
;
Que
para
os
exercícios
não
seja
ad-
millido
o
ordinando,
que
não
tiver
os
seus
papeis correntes
;
Que
as
ordens
menores
serão
conferi
das
no
dia
15,
na capella
do
Paço
Ar-
chiepiscopal,
pelas
9
horas
da
manhã,
de
vendo
os
ordinandos commungar
á
rnissa,
que.
querendo
Deus
Nosso
Senhor,
cele
braremos
n
’
esse
dia
a
hora
já
marcada
;
E
declaramos,
que não acceitaremos
requerimentos
para
exames
da
ordem
de
subdiacono,
porque
n’
esta
ordenação
não
a
conferiremos
a
ordinando
algum
d’esta
Archidiocese
de Braga.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
16
de
Novembro de
1876.
J.
Arcebispo
Coadjutor.
BRAGSA.—
TERÇA-FEIBIA 31 OU
NOVEMBRO
Somos reaccionarios.
E
’
preciso
qne
o
confessemos,
para
qne
os
nossos adversários
não imaginem
que
nos
offendem.
dando-nos
este
nome.
Somos reaccionarios
e
sentimos
orgu
lho
em
o
ser.
A
vós,
senhores,
que vos
dizeis
ho
mens
de
genio
e
acção,
a
triste
gloria
de
que
vos
ufanaes,
que
vol-a
não am
bicionamos.
A
nós
que
temos
outro
norte,
qne
militamos
sob
outra
bandeira,
cumpre-nos
manter illesa
a
liberdade
de
nossa con
sciência,
repellindo
os
assaltos,
com
que
pretendeis
escravisar-nos
á
vossa
capri
chosa
impiedade.
A
reacção
é
santa
e
justa,
quando
a
acção
é
preversa
e
má.
Estamos
no
caso.
Pretendeis
insuflar
em
nosso
espirito
o
veneno
da
descrença,
que
vos corróe
a
alma.
Esforçaes-vos
por
escravisar
nossas
consciências,
não
nos
permittindo
sequer
a mais
leve expansão
de
nossa
fé.
Quereis
por
força,
que
nos subgeiie-
mos
ás
vossas
theorias
balofas,
quando
nos
daes
por
ascendentes
os brutos
E
por
que
timbramos
em
querer
sustentar
a
dignidade
de
nossa
natureza,
accusaes-
nos
de
reaccionarios.
Pois bem,
senhores;
sabei
que o
so
mos.
Nós
mesmo
o
confessamos,
sem
que
nos
envergonhemos
por
isso.
Queremos
permanecer
firmes nos
sen
timentos
que
nos embalaram
na
infancia
sem
que
cheguem a
demover-nos
do
nos
so
proposito,
nem
os
vossos
apodos,
nem
as
vossas
ameaças.
Em
quanto
vós
raslejaes
pela
terra,
venerando
no
macaco
a
meinoria
do
vosso
progenitor,
as
nossas
vistas sobem
mais
alto,
porque
vão
até
Deus,
nosso Creador.
Já
vêdes
o
abysmo que
nos separa.
Transpol-o,
nós,
nunca,
porque
nol-o
veda
o
amor
da nossa
dignidade.
Pugnamos
á
sombra
da
Cruz,
que
nos
cobriu no
berço,
e
que
queremos
tam
bém
nos cubra
no
tumulo.
E
a
Cruz,
que regenerou
a
sociedade
é
o
objeclb
de
vossos odios e
persegui
ções.
Como
não
reagiremos
pois,
nós
que
desejamos legar
a
nossos
filhos
a
mais
bella
das
heranças,
que
houvemos
de
nos
sos
paes
—
a
fé
?
Sim,
reagiremos,
porque
a
reacção
é
um
dever.
Se
vos
incommoda,
não
a
provoqueis
porque
a
nós assiste-nos
o
direito
de
nos
não
deixarmos
despojar
do
mais
precioso
lhesouro
que
possuímos.
Guaidae
para
vós
o
vosso
saber,
as
vossas
descobertas,
as
vossas
conquistas,
que
vol-as
não
cubiçamos.
Mas
respeitae
nossos
sentimentos
e
nossas
crenças,
porque
é
dever
vosso.
Em
quanto
tentardes
estender
por
so
bre
nós
o
despotismo
de vossa
irreligião,
reagiremos,
sem
vos
odiarmos,
porque
a
reacção
importa
para
nós
um
dever,
e
o
odio
entre
nós seria
um
crime.
Ai
«leite!...
Trouxeram
ultimamente
os
jornaes
a
noticia
de
haver
o
snr.
dr.
José
Joaquim
Richoso
abandonado
a
religião
catholica
apostohca
romana
para
seguir
o
rito da
egreja
reformada.
Não injuriamos o apóstata, condoêmo-
nos
d
’
elle;
não
chegamos
mesmo a
indi-
gnar-nos
diante
das
rasões,
com
que
elle
pretendeu
desculpar
a
sua
apostasia;
las
timamos
que
o
espirito
das
trevas
se
as
sentasse
n
’aquella
alma
desvairada,
e con
seguisse
fazel-a cair,
não
só
no
erro,
mas
até
na
inépcia.
Consideramos
o
snr.
Richoso,
não
já
como
um
illudido,
mas
como
um mente
capto.
Se
a
sua
razão
não estivera gra
vemente
enferma,
é
impossível
que
lhe
não mostrasse
a grande
inconveniência
de
apresentar
ao publico
uns
pretextos
frí
volos,
quando
do
meio
d
esse
mesmo
pu
blico se
podem
levantar
cem
vozes a
lem
brar-lhe
as
verdadeiras
causas,
que
o
le
varam a
abjurar
uma
religião
altamente
incommodativa
para certas
consciências!...
O
snr.
Richoso
affasla-se
da religião
romana
porque
a
casuística
dos
seus
d u-
tores
contraria
a
moralidade
do
Evange
lho
!
Acharia
o
snr.
Richoso no
Evangelho
alguma
passagem
que
lhe
auctorisasse,
ou
desculpasse
sequer
a
sua
moralidade
’
Os
casuislas
romanos
são reaimente
in-
commodos para
muita
gente.
Se
elles
se
prestassem, como
Luthero,
a
interpretar
a
lei
de
Deus
ao
sabôr
das paixões
hu
manas,
talvez
o
snr.
José
Joaquim
se
não
mostrasse
tão
mal
avindo
com e
les...
Mas
este
senhor
foge
do
redil
da
Egreja
romana
porque
não
póde
conformar-se
com
os
seus
dogmas
e
costumes,
espe
cialmente
com
a
infallibilidade
do Papa
e
com
o
celibato
do clero !
Eis
aqui o
grande
escôlho
onde
nau
fraga
a
fé
do
snr.
Richoso.
O
celibato.
sobre
tudo
o
celibato...
é realmente
duro!
Luthero
e
Loyson
são
cerlamente
mo
delos
muito
mais
digrtos
do
snr. Richoso
do
que
S.
Francisco
de Sales
ou
S.
Luiz
Gonzaga ! Símiles
cum
similibus.
Não
vamos
discutir
com
o
novo
após
tata
os dogmas romanos.
Seria
inútil.
Lembrar-lhe-emos
apenas
as
seguintes pa
lavras
de
Santo
Anaslaci
>:
«Assim
como
o
indivíduo
que quer
ver
a
luz do
sol,
deve
limpar
os
olhas,
assim
aquelle
que,
deseja
coinprehender
o
sentido
das
palavras
dos
theologos
deve
purificar a
sua alma».
Possa
o
snr.
Richoso
ainda
um dia
meditar
bem
na
verdade
d’
esta
sentença
do
grande doutor
da Egreja;
e
fazendo
calar na
sua
alma
as
vozes
das
ruins
paixões,
que o impelliram
para
a
região
das
trevas,
possa
filar
de
novo
a
luz
do
17
FOLHETIM
ihi
.
j.
ji
.
de
mcíDO.
©S
BOIS WiiS
ROMANCE
BRAZILE1RO
VOLUME
I
VIII
O
pobre entre ricos.
[Continuação]
Ainda
se o
caminho da
fortuna
e
da
ri
queza
se
facilitas-e
a
todos
os
homens...
mas
não;
uma porta
de
ferro
o
fecha,
e
o
pobre
não
péde
vencel-a,
porque
não
tem
a
chave
que
a
abre,
que
abre
todas
as portas...
o
dinheiro.
E
agora
pensareis,
que
por
tal
maldi
zemos
a
sociedade
geral?
..
que
sobre
os
hombros
lhe
lancemos
a
pesada
culpa
de
tanta
miséria?...
não; mil
vezes
não.
Não
deve
ser
maldita
a
sociedade
geral;
sel-o
deve
sómente
a
sociedade
que go
verna.
Ahi
está
o
poeta
nacional
que
brada :
«
Nasce
de cima
a
corrupção
dos
povos.
»
E
aíii
está
a
sociedade
que governa,
justificando o
bradar
do
poeta.
Com a
impunidade
espantosa
do rico.
Com
o
patronato,
o escandalo,
e
a
ser
vidão
vergonhosa
que
se
presta ao
rico.
Com
a
preferencia
inaudita
que
em
tu
do
se
dá
mil
vezes
ao
rico
sem
mérito
algum
sobre o
homem,
que sendo
embo
ra
dislincto,
é
todavia
pobre.
O
que
quereis
que
fizesse
a
sociedade
geral?...
ella hoje,
como sempre,
arreme
da
a
sociedade
que
governa.
E’
o
governo
quem
desmoralisa,
quem
lem
desmoralisado
o
povo;
o êrro
vem
d’
aquelles
a
quem
cumpria
mostrar
o
bom
caminho,
caminhando
elles
mesmos
adiante.
Mas
seja
de quem
fôr, o
resultado
é
sempre
o
mesmo:
a
sociedade
geralmen-
te
pervertida,
repelle
a
pobteza
e
o
des-
valimento.
E
agora
comprehendei
comnosco o
ho
mem
pobre
lançado
ahi
no
meio
da
so
ciedade que
o
rejeita:
enlrae comnosco
dentro
de
seu
qpração
para
poder bem
sentir o
que se
passa
n
’
elle.
Em
consequência
d
’
esse
constante
sof-
frer.
em
consequência
da inabalavel
fir
meza com
que
a
sociedade
desenvolve
o
nefando
programma
da
omnipotência
da
riqueza,
resulta,
que
profundas
e
terríveis
convicções
se imprimem
no coração
do
pobre.
Elle
se
acha
convencido
de
que
:
Nas relações
políticas
não
se
dá
jámais
igualdade
de
lei
entre
rico
e
pobre,
quer
se
deva—proteger
—
quer
—
castigar
—:
ha
iniquidade
sempre;
porque
para
o
pobre
não
ha
prolecção,
mas
ha
castigo
;
e
pa
ra
o
rico
ha
prolecção,
ha
patronato,
e
ha
impunidade.
Nas
relações
domesticas, em
consequen
cia
d
’
essa
depravação
publica,
tributa-se
um
culto
espantoso
á
riqueza,
e o
homem
pobre
acha
quasi
sempre
naquelles
que
mais tem,
ou
desprezo,
ou
um
esqueci
mento
involuntário,
que
dóe
ainda
mais,
porque
é
a
demonstração
viva
da própria
miséria.
Sabeis
qual
é,
e
qual
será
o
resulta
do
de
tudo
isto?...
E
’ que hoje o
pobre
já
não tem amor
ás
instituições,
nem
confiança
no
governo;
porque
as
leis
servem
sómente
de
punil-o,
e o
governo
não cura
de
protegel-o.
E
’
que ámanhã
o
pobre terá
em
des
prezo a
lei, e
fia de
desconfiar
da
socie
dade
que
governa;
e
depois
de
ámanhã...
e
no
futuro. n
’
um
dia
etnfim
que
felizmente
bem
longe está
ainda,
o
povo
pobre
que
é
muito
mais
numeroso
do
que
o
povo
rico,
perguntará
áquelles
que
estão de
ci
ma
—
se
ainda
não
é
tempo
de
minorar-se
o
pezo
de
sua cruz,
se
o
seu caívario
não
se
acaba
de
subir
nunca.
—
E’
que
hoje
o
pobre
indifferenle
e
soffredor, carrega
o
seu
pezo
silencioso
como
o
camello,
e
um
dia
mais
tarde,
ai
de
nós
se
elle
chegar,
levantará
a
cabe
ça,
orgulhoso
como
o leão,
e
terrível
co
mo
o
tigre.
Não se
diga
que
o
mundo
é
hoje co
mo
fôra
hontem,
e
como
será
ámanhã:
não.
No mundo
tudo
sobe
e desce
gra
dualmente,
e
n
’
este
ca-o
é
preciso convir
que
a perversão e
a
immoralidade
lem
ido
subindo
de
gráo
em gráo.
Deus permitia
que
lambem a
paciência
dos
que soffrem
não
tenha
ido
igualmenle
de
gráo em
gráo
subindo
; porque
então,
quando
o
tbermomelro terrível
marcar
o ultimo
e
mais
alto
gráo
de
perversão, marcará lam
bem o
ultimo
e
mais
alio
de paciência.
E
essa
repulsão,
esse
desvalimenlo,
o
homem
pobre
encontra
por
toda a
parle.
No
corpo
abslracto
que
representa
a
gran
de
familia,
no
alto
coipo
social
recebe
el
le
esses
golpes
terríveis
e
mortaes,
que
ferem
seus
direitos
naluraes
e
civis,
que
destroem
a
igualdade
do
genero
huma
no,
que
dividem
os
filhos
de Deus em
dois
bandos—
protegidos
—
e
—
repellidos.
E
na
pequena
sociedade
das
famílias
dos
ricos,
o
homem
pobre
se
atira
a
um
canto;
vê rir,
vê
brincar, vê
gozar,
vê
ser feliz;
e
quasi
nunca
ri,
brinca
ou
go
za,
e
jámais
é
feliz.
Algumas vezes
des
prezado,
quasi
sempre
involuntariamente
esquecido,
elle
fica
ao
canto
com
a
con
vicção
de
sua miséria
:
na
pequena
socie
dade
de
que
falíamos,
elle
soífre
peque
nos,
mas
repelidos
golpes;
pequenos,
mas
que
lhe
doem
muito, porque lhe
vão ferir
esses
pontos
mais
dolorosos
da
sensibili
dade.
E
essa convicção
da
própria
miséria
e
de
seu
immenso
desvalimenlo,
lem tão
grande
influencia no
homem
pobre,
que
ás
vezes
mesmo
em
um
circulo
eveepeio-
nal,
mesmo
na
sociedade
de
alguns pou
cos
que
abominam
a
maxima
diabólica,
que
sendo ricos
não
sabem
esquecer in
voluntariamente
o
pobre,
este
não
se
ani
ma
a
tomar
para
si um
papel
igual
ao
dos
mais
que
alli eslão,
porque
embora
ex-
cepcional
seja
esse
circulo,
o pobre lem
na
alma a
convicção
de
sua
miséria
e
de
seu
desvalimenlo, e
por
isso
se
entorpe
ce,
ou
receia...
acanha-se.
Era
esla
ultima
a
posição
de
Cândido
nos
serões do Ceo-côr-de-rosa.
Que
importavam
as
demonstrações de
amisade
de
Anaclelo,
as
allenções
e
cui-
1
dados
de
Marianna,
e
a
doçura
angélica
Je
Celina?..
que
importava
a
atmosfera
divino
sol
da
eterna
justiça,
para implo
rar-lhe
misericórdia
e
perdão
do
lastimoso
erro,
em
que
acaba
de
precipitar-se
!
D.
M. SOTTO-MAYOU.
UZETILHA
Exegwí»».
—
Celebraram-se
no
sab-
bado,
no templo
do
Hospital
de
S.
Mar
cos,
exequias
solemnes,
que
para
sufra
gar
a
alma do
Senhor
D.
Miguel
de
Bra
gança,
os
legitimislas
bracarenses
costu
mam
mandar
fazer.
l?e
manhã
disse-se
grande
numero
de
missas,
sempre
assistidas
por
pessoas
de
todas
as
classes.
Depois
das 10
e
meia
horas deu-se
principio
á
missa solemne,
sendo
celebran
te
o
revd.
0
padre
Mouteira,
capellào-
mor
do
Hospital,
acolitado
pelos
revd.
os
capellão
da
Conceição
e
Fr.
Antonio
de
Santa
Cecdia.
A
egreja
estava
imponentemente
forra
da
de
preto.
Erguia-se
no
centro
um
ca-
tafalco,
piofusamente
illuminado, a
meio
do
qual
resahia
o
retrato
do Senhor
D.
Miguel, coberto
com
veu.
A
musica
era
da
capella
da
Sé,
que
se desempenhou
brilhantemente.
Era
numeroso
o
concurso
de
pessoas,
que
assistiram
a este
acto.
Sabemos
que
o
nosso
presadissimo ami
go, o
snr
João
Luiz
Correia
Júnior,
um
dos já raros
ornamentos
da
Arcadia,
tinha
composta
uma
soberba
poesia
para
coilocar
no
catafalco,
o
que
não
realisou
em
razão
dos
seus
pertinazes
padecimen
tos,
que
o
impossibilitaram
de
ir áquelie
templo
pagar
um
tributo
de
saudade
ao
chorado
monarcha,
a
quem
sempre
votou
o
mais
encendrado
affecto.
Em beneficio
dos
nossos leitores
pro
curaremos
obter
copia
da
referida
poesia,
e
dal-a-hemos
no
proximo
n.°
'Tnoiiv.dãí».
-Em
a
noite
de
18,
pouco
depois
da
meia
noite,
foram
apprehen-
didos,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
a
Ma
ria
Isabel,
da
freguezia
de
Pilões,
conce
lho
de
Mont’
Alegre,
249
kilos
de
manteiga
e
duas
mulas.
A
appreúensão
foi
feita
pelo
chefe e
em
pregados
na
(isealisação
do
tabaco.
Alisaivca-ÊHsc-ão
JoraiaHislics».
—
Com
o
n.°
3058,
correspondente
a
sabbado,:
18,
do
corrente,
entrou
o
«Conimbricen-
se»
no
seu
30.°
anno.
Felicitamos
o
ilhistrado
collega.
Keítreir»
briilmnte.
—
Foi,
no
sabba
do passado,
julgada
em
audiência
crimi
nal.
uma
pobre
mulher,
accusada de
fur
to
d
’uns
casliçaes
de
prata.
O
defensor
da
accusada
foi
o
exm.u
<ir.
Manoel
José
d
’
Oliveira
Guimarães, abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
sendo esta
a
sua
estreia
nos
auditórios
d
’esta
cidade.
S.
ex
a
dirigiu
tão
magistralmente
a
defeza
da
sua
cliente,
e
pronunciou
tão
esplendida
oração,
que
a
todo
o
auditorio
ficou
maravilhado. A
ré
foi
absolvida.
Damos parabéns
ao
snr.
dr.
Guimarães,
a
quem
agouramos
um
brilhante
futuro,
como
advogado.
Básico Coacisnereiot de Braga.
—
Reuniu-se
no
dia
18,
no
edifício
d
’este
Banco,
a
assembleia
dos
seus
credores,
para
ouvirem
o
parecer
dos curadores íis—
caes provisorios, e
resolverem,
se
sim
ou
não,
concordavam
em
que
fosse
con
cedida
rnoratoria
aquelle
estabelecimento
de
credito.
O parecer
apresentado
foi inteiramente
satisfatório,
declarando-se,
que
depois
de
minucioso
exame
da escripluração,
e
dos
tiluíos
e
documentos,
tudo
se
encontrara
com a
devida
regularidade.
Alguns
cre
dores
pediram a
palavra
por
desejarem
esclarecimentos
ácerca
do
vencimento
de
ijuros
e
da
fórtna
do
pagamento
durante
|o
anno
da
moratoiia, assim como
foi
|
apresentado um
requerimento
pedindo
que
o
pagamento
dos
credores
fosse
rigorosa
mente
proporcional.
Depois
de breve
discussão
a assembleia
deliberou
qué
se
juntasse
ao
processo
o
requerimento
apres
ntado,
e
votou
por
unanimidade
a
sua annuencia
ao
pedido
de
tm-raloria.
Folgamos
com
esta
unanimidade,
que
demonstra
quanto
estamos
longe
do
tem
po,
em
que
os
credores
de
lodos
os ban
cos
se
julgavam roubados,
e
blasfemavam
iracundos
por
essas
praças.
Oxalá
que
o
tribunal
da
Relação do
Porto,
a
quem
vae
subir
o
processo,
o
devolva
despachado
com
a
maxima
brevi
dade.
Audieneiag
geraes.
—
Abriram-se
no
dia
17
as audiências geraes
d
’
esta
comarca.
Teem
sido
julgados
os
indivíduos
seguintes:
Dia
17,
Manoel
Joaquim
Marques,
da
freguezia de
S.
Paio
de
Monção, pelo
crime
de
furto:
foi
condemnado
em
2
an
nos
de
prisão
e
custas.
Dia
18,
Maria
Fernandez,
da
província
de
Lião,
de
Hespanha,
pelo crime
de
furto:
foi
absolvida.
Maerobia.
—
No
dia 27 do
prelerilo
ou
tubro,
falieceu
na
freguezia
do
Caste-
do
da Villariça,
comarca
de
Moncorvo,
d’
esta
archidiocese,
uma
mulher
por
no
me
Izabel
Trigo
de
edade
de
cento
e
oito
annos,
no
perfeito
uzo
de
suas
faculdades
intellectuaes
até
ás
vesperas da
sua
mor
te
!
I
Navesa
«5<>
Menino JJetswB.—O
proprietário
da
Livraria
Bracarense
ollere-
ceu-nos
um exemplar
da Novena do
Menino
Jesus,
composta
por
Um
devoto,
e
edita
da
por
aquelle
cavalheiro.
Este
livriuho,
singela
mas
formosamen
te
escripto,
vende-se
na sachriStia do
Car
mo,
e
nas principaes livrarias.
Estada
—
Chegou ha dias
a
esta
ci
dade
o
ex
m
°
snr.
dr.
Ignacio
dos
Santos
Azevedo
Magalhães,
digníssimo
vigário
ge
ral
na
diocese
d
’Angra
do
Heroísmo.
CamàjsSm «le
ferro.
—
diz
O
«Jornal
da
Noute»:
Por
noticias
vindas
de Londres,
consta
que
mr.
Hulton
Vignolles,
cavalheiro
de
toda
a
respeitabilidade, e
engenheiro
dis-
tinclp
contractou
com a
companhia
Minho
Districto
líailway
Company
limited, a
con
clusão
da
construcção da
importante
via
ferrea
de
Bougado
a
Santo
Thyrso
Vizel-
la
e
Guimarães.
Feita
a
via,
a
distancia
do
Porto
para
Guimarães
e
Vizella
deverá
ser
percorrida
em
menos
de
2
horas.
fflnrnu.
—
Caiu
um raio
e fendeuo
pau
da
bandeira
do
palacio do
snr.
visconde
do
Cercal,
habitado
por
s.
ex.
a
o
snr.
Lo
bo
d
’
Abila
e
sua
ex.
‘
na
familia.
Muitos
homens
e
rapazes
de
rabicho
correram
para
aquelle
sitio e
andaram
em
empurrões
pata
colherem
os
fragmentos
da
madeira
sachada,
que
diziam
elles,
é
bom
medicamento
para
curar
os
que
são
accommeliidos
de susto
causado
pe
o
raio,
dando-lhes
a
beber
a
infusão
d
’
aquella
ma
deira.
Se
esta
tolice predomina
effectivamen-
te
nas
idéas
supersticiosas
de
uma gran
de
parte
dos
filhos
do
Celeste
Império,
o
mastro
deve
valer
muito dinhero.
—Na
noite
de
13
pela
7
horas,
um
bando
de
piratas
invadiu uma
loja
china
sita
na
rua
margenal,
á
Praia
de
Mandu
co,
embarcando
depois
cora
os
objectos
rou
bados
para
a
ilha
da
Lapa.
A
policia teve
logo
conhecimento
do
facto,
mandou,
peias tres
horas
da
madru
gada,
uma
força
sob
o
cominando
do
snr,
capitão
Luz e
atacou
a
casa
onde
os
pi
ratas
estavam
acoutados.
Estes
fizeratn
dois
tiros
sobre
a
força; travaram-se
em
iucta,
ficando
feridos
dois
homens
da
po
licia
e
um
pirata.
N
’
cste
conflito
consegui
ram
prender
tres
dos malfeitoies,
tendo
o
resto
fugido
para
outro
sitio;
e
sendo
perseguidos,
ficaram
filados
mais
sele.
No
dia
immediato
foi
capturado
um
dos
chefes
da
quadrilha,
que
se
refugiou
na
Ribeira Grande.
Estava
gravemente
feri
do.
Deram-se
com
quasi
todos
os
objectos
roubados,
que
foram
trazidos
para
o
quar
tel
da
policia para serem devolvidos
aos
seus
donos.
—
(«J.
da
M.
j
)
Wcrae
JuMíiíieado.—
As ex-
periencias
d’
aitelheria
feitas
recentemente
em
Spezia,
sob
os
auspeios
do
ministro
da
marinha,
farão
época
na historia
da
«rlilheria,
pela
sua
elevada
importância.
Assistiram
ás
experiencias
o
ministro
da
guerra
e
as sumidades
militares
estran
geiras
e
italianas.
O
canhão
armstrong,
de
cem
toneladas,
deu
resultados
explendidos.
O
ideal de
Jú
lio
Verne
está
quasi
realisado.
As
enormes chapas
de
ferro, mais
gros
sas
que
todas
as
fabricadas
até
ao presen
te,
foram
atravessadas
e
destruídas
de
um
modo
que
admirou
os
circumstantes.
Chapas
schneider
de
um
metal
novo,
espessas,
possantes,
uma
verdadeira
mu
ralha
de
ferro,
aguentaram
o
choque
dos
enormes
projeciis
armstrong
e
parti
ram
os.
Tão
prodigiosos
resultados
vão
produ
zir,
no
entender
das
pessoas
competentes,
uma
verdadeira
revolução
na
Iucta
travada
entre
a
arlelheria
e
a
couraça.
As honras d
’
este
immenso
progresso
pertencem
inteiramente
á
marinha
de guer
ra
italiana.
Tealamentoa.—
Falleu
no
dia
13
de
outubro
proximo
passado,
no
Rio
de
Ja
neiro,
o
antigo
negociante
e
capitalista
d
’
aquella
praça,
o
snr.
Joaquim
Ribeiro
Lopes da
Silva, natural
da
freguezia
de
Santa Maria
de
Jazende,
termo da
villa
de
Amarante,
em
Portugal.
Deixou
testamento,
feito
em
20
de
março
de
I850,
no qual
se
vê
as
seguintes
disposições:
Instituiu seu
universal
herdeiro
do
que
possue
no
Rio
de
Janeiro,
e
em
todo
o
Brazil,
a
seu
irmão
o
padre
José
Joaquim
da
Silva
Monteiro,
com
a
condição
de
dar
a
sua
sobrinha
Maria,
filha do finado
seu
irmão Antonio
Monteiro
da
Silva e
de
D.
Anna
Emilia
de
Mello,
12:090^990
reis
moeda
forte;
com
esta
quantia
comprará
uma
boa
quinta
ou
fazenda,
para
a
dita
sua
sobrinha
gosar
o
usofruto,
passando
por
sua morte
a
seu filho
mais velho
ou
filha,
não
lendo
varões
de
legitimo
matri
monio.
No
caso
que
sua
sobrinha
falleça sem
herdeiros
legilimos,
este
legado
se
cum
prirá
com
as
mesmas
condições
na
pes
soa
de
seu
irmão
José
Monteiro
da
Silva
e
de
sua
mulher.
Declarou
que
seu
irmão
Francisco
Mon
teiro
da Silva
está
em
Portugal
e
tem
ura
filho
natural
de
nome
Francisco,
que
será
reconhecido,
na
cidade
de
Pelotas,
Rio
Grande
do
Sul, recebendo
este
a
quantia
de réis
15:00(1^000,
moeda
d
’este
império,
com
a condição
de
que
essa
quantia
lhe
será
dada
depois
do
faílecimento do
dito
seu
irmão,
pai
do
legatario,
por
conta
da
legitima
que
lhe
tocou de
seu
fallecido
pai,
sendo
que,
se
o seu
quinhão
íôr
maior,
receberá
elle
a
referida
quantia
de
duzida
de
outros
15:000^000
que
lhe dei
xou
seu
irmão
o
padre
José
Joaquim da
Silva
Monteiro,
e
se
fôr menor
recebel-a-ha
intacta.
Sendo
o
legatario
fallecido
por
oc-
casião de
sua
morte
revertará
o
legado
em
favor
de
seu
sobrinho
José
Monteiro
da
Silva.
Se
seu
irmão
e
herdeiro
o
padre
Mon
*
leiro
faliecer
primeiro,
serão
s>
us
herdei
ros
seu
irmão
Francisco
Monteiro
Lopes
da
Silva
e
suas
irmãs
Francisca,
Josepha,
Anna
e Maria
Constança
Monteiro
da
Sil-
pura
e
leve
que
no
Ceo-côr-de-rosa
elle
respirava,
se
dentro
de
seu
coração
lhe
eslava
pesando
a
profunda
convicção
da
miséria
do
pobre?...
portanto
elle
se dei
xa
ficar
escondido
em
um
canto
da
sala...
no.
seu
logar...
no
logar
que
geralmente
na
casa
iFaquelle
que
muilo
mais
tem,
se
deixa
ficar
o
que
níuito
menos
tem.
Mas
ahi
mesmo,
ahi
n
’
esse
retiro
vi
nha
esmagal-o o
pezo
de
seu
infortúnio:
d
’
ahi
elle
via
Ccdina
cercada
e
lisongea-
da por
mancebos
que podiam sorrir-se pa
ra
ella,
ouvia
dizerem-lhe
baixinho o
elo
gio
de
sua
bellcza, e
depois
irem
cantar
com
ella
duelos
apaixonados;
mancebos
emfira,
que
podiam
merecel-a;
e elle
via
esses
sorrisos,
ouvia
o
murmurio
d
’
essas
palavras
ditas
de
súbito... e
não
podia
fa
zer
outro
tanto,
porque
quem
sabe
se
por
unica
resposta
a
seus
cumprimentos
Celi-
na
lhe
perguntaria
:
—
Quem
és
tu?...
E
supponhamos
que,
graças
á
sua
vir
tude
e
urbanidade,
nada
lhe
dissesse
Ce-
litia,
não
poderia essa
menina
perguntar
dentro
de
si
mesma:
—
quem
é
elle?...
E
não
basta
esta
simples
supposição
para
fechar
a
bocca
do
homem
pobre
e
desconhecido,
que tem
no
corarão
um
pou
co
d
’
esse
orgulho
sagrado
que
todo
o
ho
mem
de
honra
se
ufana
de
ter?.,.
Portanto os
seiões
do
Ceo-côr-de-rosa
não
offereciam
a
Cândido o
encanto
im-
menso
que
em
outras
circumslancias
lhe
offereciam
:
a razão
d
’
isso
estava
u’
elle
mesmo.
Mas
emfim,
ura
pouco
á
força
dos con
vites
de
Anaclelo,
e
das
instigações
da
velha
Irias,
e um pouco
á
força
dos
con
vites
e
das
instigações
de
seu
proprio
co
ração,
Cândido
era
um
dos
mais
assíduos
frequentadores
do
Ceo-côr-de-rosa.
EX
Um serão
do
Geo-côr-de-rosa.
A
noite
eslava
bella,
a
lua
clara e
bri
lhante,
e
brizas
suaves
e
frescas faziam
esquecer
a calina abrasadora
de
um dos
primeiros
dias
de
dezembro,
que
acabára
de
passar.
Um
grupo
de
curiosos
e
amadores
ti
nha-se
f>rmado
defronte
das
janellas
do
Ceo-côr-de-rosa,
e
applaudiaos
cantos
agra-
dáveis
que
alli
eram
entoados.
Um
velho
guarda-portão
estava
sentado
á
porta
do
alpendre
da
casa
feliz.
Jacob
e
Helena
observavam
de
suas
ja
nellas
o
que
se passava,
e
o
que
se
dizia.
Dentro
do
Ceo-côr-de-rosa
reinava
a
felicidade,
e
borbulhava
o
prazer.
Cerca
de
trinta
pessoas
entre
senhoras
e
homens
gosavam
o
serão
d
’
aquella
noite.
Marianna
estava
radiante,
porque
de
fronte
d’
ella,
e com os
olhos
embebidos
em
seu nslo, Henrique parecia
crer-se
di
toso.
Salustiano
não
se
mostrava
resenlido
d
’isso,
e
fazia
a
côrte
exclusivamente
á
Bella
Orfã.
Cândido
um pouco aílaslado
das senho
ras
não
parecia
alegre
nem
triste
:
ia,
apezar
seu, bebendo a
largos
tragos
o
terrível
veneno
d’
alma que
se
bebe
pelos
olhos
e
se
concentra
no
coração:
sem
o
sentir
elle
ficava
ás
vezes
ein
extasi,
con
templando
Celina
do
mesmo
modo que
pelo
pensamento
se
prendia
á
vida
d
’ella
inseparável,
como
a sombra
de
seu
cor
po:
longe
da
Bella
Oríã,
receando
apro-
ximar-se,
esquecia-se
de
si
proprio
em
aerias
meditações;
ou
outras
vezes
des
pertava
cruelmente
sacudido
pela
mão
es
pinhosa do
ciume,
que
lhe
mostrava
um
joven
conversando
a sós
com
Celina,
ou
sorrindo-se
para
ella.
Os
sinos
tocaram
nove
horas.
—
Oh!
bem;
disse Marianna:
ha
uma
ho
[
a que
cantamos:
deixemos
descançar
áquelles que
nos
ouviram;
conversemos
lambem...
—
A
commandante
das
moças
deu
a
voz
de
—
liberdade
—
ao
seu
batalhão,
disse
um
homem
de meia
edade,
que
se
suppu-
nha
muilo
espirituoso.
—
Então
hoje
não
se
dansa
aqui,
D.
Celina?,
murmurou
ou
ouvido
da Bella
Orfã uma
interessante
mocinha.
—
Eu
sei,
D.
Felicia
!
se
vossê
quer
dansar,
eu
vou
dizer
a
minha
tia.
—
Deus
me
livre
!
—Mas porque?...
—Porque
áquelles
senhores
haviam
de
pensar
que
eu
morro
por
dansar.
—
Que
tem
isso?...
pensavam
a
ver
dade.
—
Sim...
sim...
porém
pensariam
também
que
eu
gosto
de
dansar
por causa
d
’
el-
les...
para
conversar...
para
ouvil-os
di
zer
muitas coisas...
—
E
não
é
por
isso?...
perguntou
Ce
lina
sorrindo-se.
—
Qual!...
— Então
porque é,
D.
Felicia?...
—
Ora,
é
porque
a
gente
sempre
gosta
de
se
mostrar.
—Bravo,
D.
Felicia,
exclamou
oulra
moça,
que
se
sentava
perto
de Celina.
—
Ah!
vossê
estava
ouvindo,
D.
Ma
riquinhas?...
pois
olhe,
é
muito
mal
fei
to vir escutar o
que
se
está
fallando
em
segredo...
—
Obrigado
pela
reprehensão,
minha
senhora,
disse
um
mancebo que
d
’ellas
se
aproximava
n
’esse
momento;
eu
a
recebo,
porque
na
verdade
a
mereço.
—
Oh!
não;
não
era
a
v.
s.
a
que
eti
me
eslava
dirigindo.
—
E’
o
mesmo : talhou
uma
carapuça
que
me
serve ás
mil
maravilhas.
—
Pois
então
sirva-se,
disse
Mariqui
nhas.
—
Eu
confesso
que morro
por
saber
um
segredo
de moça...
ha sempre
tanta
graça
nos
innocentes
mistérios
de um co
ração
que
tem
só
dezeseis
annos !
—
Ah
!
tornou
Mariquinhas,
e
se
o
se
nhor
soubesse então
dos
mistérios
de
um
coração
como
o
de
D.
Felicia,
que
tem só
dezeseis
annos
e
meio
!
—
E
desgraçadamente
nem
ao
menos
nutro
a esperança
de
poder
sabel-o
um
dia
!
—
E
que mistério...
era
um
desejo
im-
menso
de...
—D.
Mariquinhas!
exclamou
Felicia.
—
Veja
como
ella
córa...
não...
não
di
go
:
uma
coisa
espantosa...
que
póde
pro
duzir
consequências
tão
desagradaveis...
—Deveras,
minha
Senhora?.,.
—O
snr,
é
de
segredo?...
—
Muito.
—
Pois
bem: D.
Felicia...
—
Diga.
—
Quer
dansar.
O
moço
não
poude
deixar
de rir-se.
(Continua)
va,
todos
moradores
na
freguezia
de
Ja-
zendè,
em
Portugal,
condição
de
que
toda
a
sua herança
será
empregada
em
bens
de
raiz,
ha
província
entre
Douro e
Minho, e
o
rendimento
liquido
d
’esses
bens
será
dividido
annualmente
em
tres
partes
iguaes,
uma
para
seu
irmão
Francisco,
outra
para
suas
quatro
irmãs
e
a
ultima
para
seu
sobrinho
José
Monteiro
da Silva,
a
quem
fica
pertencendo
toda
a
sua
herança co
mo
seu
universal
herdeiro;
por
fallecimen
to
de
seu
irmão
Francisco
lhe
compete
a
sua
pane e
por
fallecimento
da
ultima
de
suas
irmãs
fica-lhe
pertencendo
a
outra
parte,
por
ser
de sua vontade
que
o
dito
seu
irmão
e
irmãs sejam usofrucluarios
dos
seus
bens.
O
seu
sobrinho
José
e
sua
irmã
aci
ma dita serão herdeiros
um
do
outro.
O
que
tiver
filhos
legítimos
será
herdeiro
d
’
aqnelle
que
os
não
tiver ainda, mor
rendo
elles
depois de
seus paes; nào
dei
xando
filhos legítimos
nem
irmãos, o
lio
ou
tia
que
sobreviver
será
seu
herdeiro
e
na
sua
falta
seu
filho
ou
filha
mais
velho,
não
havendo
varões.
Fallecendo
ambos
seus sobrinhos
José
e
sua irmã,
filhos
legítimos
do
seu
fina
do irmão
Antonio,
seus
filhos legitimes
poderão nomear
herdeiros
dos
seus
bens
áquelle
de
seus irmãos
que
lhe
sobrevi
verem, e
na
sua
falta
o
ultimo seu
ir
mão.
>
Seu
testamenteiro
no
trigésimo
dia
do
seu
fallecimento
dividirá
4<)O0i'OO
réis
por
oito
famílias pobres;
mandará
dizer
10
mts-
sas
por
alma
de
cada
uma
das
seguintes
pessoas:
pela
alma
de
seu
pai,
pela
de
sua
mãe,
pela
de
seu
irmão
Antonio,
peia
de
sua
irmã
Ignacia,
pela
de
seu
tio
Ma
noel,
pela
de
sua
tia
Anna,
pelas
de
seus
avós,
todas
da
esmola
do
custume
e
por
uma
sò
vez.
Nomeou
testamenteiros:
1°
seu
irmão
o
padre
Joaquim
da
Silva
Monteiro,
2."
seu
comprade
Manoel
da
Silva
Santos.
3.°
Joaquim
Maiz Soares,
4.°
José
da
Fran
ça
Ferreira
e
*
5.°
Manoel
da
Costa
Fa
ria.
Declarou
mais
qne,
se
por
occasião
do
seu
fallecimento
já
fosse
iãllecido
seu
irmão
o
padre
Monteiro
e
se
ainda
esti
vesse
comsigo
o
seu caixeiro .guarda-livros
José
Antonio
da
Veiga,
será
elle
seu
tes
tamenteiro
em
commum
com
os
já
no
meados.
Deixou
ao
dito
seu
caixeiro,
além
da
vintena,
se
ainda estiver
em
sua
casa,
réis
4:0000000
com
a
condição
de
liqui
dar
a
sua
casa.
Instituie
seu
herdeiro
usofructuario
aquelle
ou
aquelies
de
seus
testamentei
ros
que
tomar
o
encargo
até
que
os
ins-
tiiuidos
venham
ou
mandem
tomar conta
do
que lhes
compete
Marcou
o
praso
de
3
annos
para con
clusão
d
este
testamento.
O «Jornal
do
Commercio», do
Rio
de
Janeiro,
noticiando o
fallecimento
do
snr.
Lopes
da
Silva,
diz:
«O
tinado deixa um
vacuo
bem
diílicil
de
preencher;
tal
era
a
sua
probidade
e
os elevados
créditos
e
estima
de
que
gosou
durante
a
sua
longa
carreira
commercial.»
—
Também
falleceu
no
mesmo
dia,
em
Inhaúma,
Francisco
Martins
do Couto,
na
tural
de
Portugal.
Nomeou
testamenteiros:
1.°
Bento
Pinto
de
Almeida,
2.°
João
Tei
xeira
Ribeiro
e
3.°
José
da
Silva
Fraga.
Ao
l 0
testamenteiro
deixou
era
pagamento
do
que
lhe devia
o
seu
sitio
e
casa
que
possuia
na
referida
freguezia,
com
a
con
dição de
pagar
180UOO
réis
a
Bernardo
Paulo
de
Vaz.
Este
testamento
foi
feito
a
8
do
corrente.
KxjjediçíSo
ao
g»c»ln»
>ios
*
te.
—
Re
ceberam-se
em Londres
noticias
da expe
dição
ingleza
ao
polo
norte,
composta
dos
dois
navios
«Alerte
e
Discovery»,
sob
o
commando
e
supeior
direcção
do
capitão
de
mar
e guerra
da
marinha
britanica
mr.
Nares.
A
maior
latitude
alcançada
por
um des
tacamento
«Alert»
foi
de 83°
20
’
.
O
frio
soífrido
foi
intensissimo,
73°
centígrados
abaixo
de
zero.
Houve
algumas
mortes
por
effeito
d
’esta
tão
baixa
temperatura.
U
«Alert»
pôde
ainda
ir
um
pouco
além
de
82
’
de
latitude.
Decorreram
142
dias
successivos
sem
que
houvesse
sol.
O
commandante
Nares
chegou
a
estar
30
dias
em
cima
da
tol
da.
Além
de
81°
32’ de
latitude não foi
encontrado
vestígio
algum
de
qualquer
outra
expedição.
E
’
opinião
do
ousado
commandaete
de
que
alcançar o olo
é
impraticável.
O
«Alert
e
o
Discovery» estão
de
vol
ta,
e
opportunamente
fatiaremos
ácerca
de
sua
viagem mais detidamente.
Estas
noticias
são
extrahidas
de
lele-
grammas
mandados
por
njr.
Nares
ao
aí-
mirantado
inglez.
—
(«J.
do
Commercio»).
Envenenamento pela tinta «le
escrever.—
Sabe-se
que
os
rapazes
da
escola
costumam
chupar
a
tinta das
pe
nas. Ora,
em
Zille,
entrou
na
casa
um pe
queno
de
onze
annos
com
horriveis dores
de
cólica.
Chamado
o medico,
reconheceu
logo
tolos
os
symptomas
d
’
um
envenenamento
com a
caparosa,
substancia que
entra
na
composição
de
quasi
todas
as
tintas
vul
gares.
llm
tratamento
energico pôde
levar
o
doente
a
porto
de
salvamento,
apoz
dois
dias
de
soífrimento.
Com»
ge fstsasSs» tinia
cidade.—
Na
falda
oriental
da
montanha
Alleghanv,
da
America do Norte,
no
sitio,
em
que
o
rio
Conemangk
desagua
na
enseada
Stony.
estendia-se,
rodeada
por
altos
montes,
uma
larga
planície, nas
condições
de
captar
pela
sua
formosura
a attenção
do
viajante.
O
minério
de
ferro
que
encerravam
estes
montes
era
da
melhor
qualidade
pa
ra
a
construcção
de
carris;
em
volta
ex
istiam
jazigos
abundantes
de
carvão
e
a
terra
era
excellente
para
a
cultura.
Com
taes
elementos
de producção
transporta
ram-se
para
alli
maquinas
e
trabalhadores
e
em
breve
aqueila
colonia
industrial
au-
gmentou
uma
cidade ao
numero
das
que
povoam
o vastíssimo
território
da
republi
ca
norte
americana.
Era
a
cidade
de
Johnstovvn.
As
casas
de
tijolo
começaram
logo
a
perfilar-se
com
gosto
e
ordem,
ao
longo
de
amplas
ruas.
Os
allemães
e
irlandezes,
que
na maior
parte
constituíam
a colonia,
construíram
templos:
e
a
bibliotheca
e
es-
cólas
púb
icas
abriram
as
suas
portas,
en
sinando
os
segredos
da
industria
e
das
ar
tes,
por
virtude
das
quaes devia
florescer
aqueila
cidade.
E floresceu.
As
frabicas
alargavam-se
como
se
desenvolviam
as
famílias
e
en
riqueciam
os
trabalhadores,
e
até
Deus os
protegia
mandando-lhes
a
saude
no aro
ma
das
brisas
e
tornando
inexgolavel
a
riqueza
e
fecundidade
dos
terrenos.
Johnstown
é
hoje uma
importante
ci
dade
industrial;
conta
16:000
habitantes,
5:000
dos
quaes
estão
empregados
nas
fundições: os
homens
trabalham
nas
mi
nas
e
na
fabricação
do
ferro
e
aço,
e
as
mulheres
e meninas
nas
fabricas
de
ma
deiras.
Tem
varias
sociedades
que
pro
movem
e
augmentatn
os
socccorros
ao
operário,
e
um
magnifico hospital,
para o
qual
o
trabalhador
contribue
com
ura
dol-
lar
por mez.
Um
indivíduo
doente
ou
impossibili
tado
de
trabalhar
póde
escolher
entre
do
ze
médicos,
e
tem
o
direito
de
pedir,
se
tal
é
o
seu
desejo
que
se
reúnam
em
con
sulta,
para
descutir
a
sua
infermidade.
A
companhia
exploradora
das
minas
contribue
etficazmente
para
o
engrandeci
mento
da
cidade,
offerecendo
terrenos
e
materiaes aos
operários; descontando-lhes
um tanto
nos
lucros
á
medida
que
o
productor
póde fazel-o.
E
este,
sendo
eco-
nomico
e
pondo
a
serviço
das occupações
uma
intelligencia
regular,
tem
a certesa
de
poder ser
o
que
foram
tantos
artistas,
hontem
escravos do
trabalho
e
hoje
reis
da
industria.
E
’
digno
de
traslado
e de.
acciimar-
se
entre
nós
tão
formoso
exemplo,
que
é a verdadeira
expressão da
democra
cia.
Mellos de
fran«ji«»ii».—
Fabricaram-
se na
oflicina
do
sêilo
da
casa
da
moeda,
no
decurso
do
mez
de
setembro
proximo
lindo,
1.796:000
sellos
postaes.
das
laxas
de
50 23
e
2
meio réis
no
valor
nomi
nal
de 42:9(100000
reis
Pela
creação
d
’
es-
ta
som
ma
pagou
a
direcção
geral
dos
cor-
reiros
e
postas
dò
reino
a
administração
geral
«ia
casa
da
moeda
e
papel
sellado,
446-5050
réis.
A
casa
da moeda
enviou
para
a
direc
ção
geral
dos
correios,
no
referido
mez,
1.652:000
sellos
de
franquiado
continente
do
reino,
sendo 616:000
da
taxa
de
2
réis
e
meio,
e
l.036;000
da
laxa
de
25
réis,
todos
elles
no
valor
representativo
de
réis
27:4400000.
Ficaram
em
deposito,
no
armazém,
de
valores
em
papel
da
casa
da
moeda,
para
o
continente,
1.121:398
sellos postaes
das
taxas
de 2
1(2,
5,
10,
15,
20,
23,
50,
80,
100,
150
e
300
réis,
lodos
elles
no
valor de
18:2250710
réis, e para
o
ul
tramar 233:649
sellos
de
franquia,
das
laxas
de
5,
10,
20,
25, 40,
50, 100, 200
e
300
réis
no
valor
de
16:0860200:
to
tal
geral, 1.355:047
sellos postaes
no
valor
nomini
de
31:3110910
réis.
■
Eaffisaencis»
d«» eamissEaos «0e fer
ro na saude.—
N
’
um
artigo
semanal
que
o dr.
E.
Decaisne
publica
em
um
jornal
de
Paris,
«Ilude
á
influencia
dos
cami
nhos
de
ferro
sobre a
saude
dos
viajan
tes.
Diz
o
referido
doutor
que
os mé
dicos
inglezes
imputam
á
locomoção
a
va
por
a origem
de
ura
crescido
numero
de
moléstias.
Renuncia
elle
a
enumerar
to
das, porque a
nomenclatura,
diz
o dr.
De
caisne,
seria
quasi
tão
extensa
como
a
das
moléstias
que
são
debelladas
pela
delicio
sa
Revalesciére.
Os médicos
inglezes
dão
como
causa
das
doenças
a
rapidez
da locomoção,
re
sultante
da
passagem
súbita
do
frio
ao
calor
e
vice-versa.
O
dr.
Sinith
acha
portanto
tão
perigo
so
entrar
em
um
wagon
como n’uma
ci
dade
pestífera.
O dr.
Wnislaw
pret
nde
que
as
via
gens
em
caminhos de
ferro
produzem
em
certos
indivíduos
uma
anciedade
e uma
preoccupação
que
actuam
sobre
o
syste-
ma
muscular e
sobre
a
coluinna
vertebral,
sobre
a
vista,
sobre
o
cerebro.
systema
nervoso
em
geral
e sobre a respiração.
Acha
perigosa
a
passagem
das
pessoas
ner
vosas e
impressionáveis
sobre
os
tun-
neis.
Outros
médicos,
em
abono
da
sua
af
tirmaçãõ,
citam
factos
de
pessoas
aflecta-
das
pelas viagens.
Alguns
attribuem
aos
caminhos
dé
ferro
os
casos
de apoplexia,
citando
nomes
conhecidos
para
estribar
as
suas
asserções.
Recommendam
ás
pessoas
de
vista
fra
ca
ou
sensível
que
se
abstenham
de
ler
nos
wagons,
principalmenle
quando o trem
segue
a
todo
o
vapor.
A
questão
ventila-se
vivamente
em
In
glaterra ha
alguns annos.
Sncesulio
P»v»rotM.—
Sabbado,
ás
dez
horas
da
noite,
pegava
o
fogo
n
uma
tanoria
da
rua
Bone,
em
Bordéus, onde
a
casa
Gabberl
e
Varou tem armazena
das
algumas
pipas
de
álcool.
Uma
tran
seunte
que viu
a
labareda
começou
de
grilar por
soccorro,
e
entretanto
o
in
cêndio
altingia
proporções
assustadoras.
A’s
onze
e
meia
era
já
tão
intenso,
que
toda
a
cidade
parecia
fantasticamente
illuminada,
cercada
no
horisonte
por uma
extensa
fachada
ílammejante,
que
pouco
e
pouco se desdobrava
no firmamento.
Bombeiros,
gendarmes, tropa de
linha,
marinheiros,
trabalhadores,
tudo
corria
aterrado.
O
fogo
do
incêndio
foi
simultanearaen
te
accommetlido
por
vinte
pontos
difieren-
tes,
mas em
vão, porque a labareda
mais
e mais
se
ateava.
A’
meia
noite,
era
um
espetáculo
ma-
gestoso.
Uma
columna
immensa
de
fumo
e
fogo
se
elevava
ao
ceu,
simdhante
ao
penacho
de
um
volcão.
Ouvia-se
intercaladamente
uma
explo
são surda,
e
surgia
logo
a
flatnma azula
da,
purpureante,
que
irrompia
de algum
reservatório de
álcool.
No
entanto,
faziam-se exforços
inaudi
tos
para
extinguir
o
indomável incêndio.
Por fatalide,
o
vento
mudava
a
cada ins
tante,
obrigando
assim
os corajosos
bom
beiros
a
correrem
de
um
lado
para
outro,
sem
poderem
fixar
se
n
’um
ponto
a
exe
cutar
um trabalho regular
e
aproveitável.
De
repente,
sabe
do
edilicio
uma tor
rente
d
’
alcool
inflammado, que se
espraia
pela
rua
abaixo,
em termos de
causar
os
mais
consideráveis
prejuízos.
Finalmente,
conseguiram
extinguil-a
em breve, e
não
houve
desgraça
a
lamentar.
Pouco
ou
nada
ponde salvar-se
d
’esta
horrosa
catástrofe, cujos prejuízos
são
enormes.
NECROLOGIA
THIBUTO
0E
SAUDASSE
Á
MEMÓRIA DA
Exin
*
snr
&
D.
Maria
da
Gloria Dias
Branco.
Eu
venho
também
depôr
as
lagrimas
da minha
saudade
sobre
a
lotiza que
es
conde
o teu coração,
tão
cheio
de
virtu
des
e
tão
bello
pela
sua
piedade.
Conheci-le,
sei
o que
sobreste,
e
ava
liei
bem
a
resignação
com
que
arrastaste
a
pezada
cadeia
dos
teus
martírios;
mas
ao
vêr
que
desprendias
a
alma da
terra,
com
o
sorriso
da maior
pureza e
da
maior
confiança
que te
pairava
nos
lábios
esmae
cidos,
cri,
constanlemente,
que
eras
mais
um
anjo
que
subia
ao
ceo,
onde
é
a
pa
tria
reservada
para
aquelies
que
d
’este
mundo,
vão
em graça.
Consente
pois
que
as
minhas
lagrimas
de
verdadeira
saudade
humedeçam
as
flo
res
que
hão
de brotar
ao calor
das
luas
elevadas
virtudes,
na
terra
onde
o
teti
corpo
descança
para
sempre.
Mas
das
regiões
serenas,
onde
a
minha
consciência
me
diz que
habitas
agora,
colhendo
a
suprema
ventura,
em
compen
sação
dos
teus
tormentos
n
’
esta
vida,
quan
do
rogares
a
Deus e
á
Virgem
pelos
teus
que
tanto
te
amavam
e
estremeciam,
e
aos
quaes
uma
saudade
infinda
dilacera
o co
ração,
pede
lambem
por
mim.
emquanto
eu
fico
a
confundir
as
minhas
saudades
com
o
pranto
e
tristeza
dos
que
te
ado
ravam,
como
anjo, que,
deixando
este
desgraçado
mundo,
voaste
á
mansão
dos
justos,
onde
te
abriram
logar
as
excellen-
cias
da tua vida
constanlemente
santifi
cada.
E
vós
extremosa
familia,
que
tendes
o
coração
traspassado
de
dôr
pela irre
parável
perda
d’
esse
ente
tão
querido
que
vos
foi
roubado,
ao
vosso
amor,
carinho
e
dedicação, não
choreis,
não
;
resignae-
vos,
porque
esse
anjo
não
morreu,
vive,
para
const-mtemente pedir
a
Deus
por
vós,
aorque
mesmo
do
céo
não
esquece
nem
o
vosso
amor
nem
os
vossos
desvelos,
que
constanlemente,
e
junto
ao
seu leito,
de
dôr,
lhe
ptodigalisasleis,
até
ao
ultimo
alento
da
vida.
Braga 16
de
novembro
de 1876.
SECÇÃO
COMUNICADOS
Snr.
redaclor.
Rogo-lhe
a
bondade
de
dar
publicidade
no
seu
acreditado
jornal ao
seguinte
:
Nào
sendo
possível ao
abbade
de Fer
reiros,
comarca d
’Amares,
por
si,
e
seus
parochianos,
manifestar
por
outro
modo
quanto ficaram
saudosos
pela
erudita
e
são
doutrina
christã,
que
derramaram
em
seus corações, tanto
na cadeira
evangélica,
como
no
tribunal da Penitencia, e
pela
delicadesa
e
urbanidade,
com
que
se
por
taram
para
com
todas
as pessoas
na
Mis
são,
que
acabaram
de
fazer
na dita
fre
guezia
os
exemplares
missionários
padre
Mestre Luiz
Augusto
Rodrigues
Vianna,
padre
João
Barbosa,
e
padre
José
do
Ta
lho
;
veem
porisso
dar
aqui
ao
publico
um
solemne
testimunho
da
sua
eterna
gra
tidão,
ficando
assim
todos
sabendo,
que
n
’
estes
bons
sacerdotes se
reúnem todas
as
qualidades
e
virtudes,
que
o mundo
catholico
póde
desejar
nos
seus
minis
tros;
e
grande louvor
merecem
lambem
os
bons
e
piedosos
presbyteros
que
coope
raram
em
tão santo
e
louvável
exercício..
UUTIMDS
DA
ADESUIft. SSAVAS
BELGRADO,
13
—
Os
ofliciaes
russos
que
não
pediram
demissão
receberam
or
dem
para
regressar
á
Rússia.
ROMA,
13
—
Como o
núncio
Simeont
foi
chamado
a
Roma,
Rampolla
ficou
in
terinamente
encarregado
da
nunciatura
de
Madrid.
PARIS.
13—
Bourgo
Itige
e
Chandor-
dy
partem sabbado
para
Constantinopla.
Correm
boatos
da
próxima
mobilisação
de
muitos
corpos
do
exercito
da
Rússia.
O
«Times»
renova
hoje
a
proposta da
oc-
cupação
de
Bosniabana
(Herzegovina)
pe
las tropas
francezas.
Confirma
que
a
Por
ta quer
conhecer
os
programmas
da
con
ferencia.
Os
jornaes
russos
continuam
dan
do
curso
aos
boatos
belliçosos.
A
«Gace-
ta
da
Colonia»
diz que
os
ministros
pro-
pozeram ao
rei
que
o perfeito de
Roma
no
caso
do
fallecimento
do
Papa
entre
nt>
Vaticano ainda
que
seja necessário
em
pregar
a
força
para
verificar
o
obito
e to
mar
as
disp
siões
devidas
no interior
d
’a-
quelle
eddicio.
CAIRO
13
—
O
ministro
das
finanças
exilado
não
sómenle
èxitava
o
fanatismo
religioso
nas
populações contra
as
medidas
financeiras
do
Goschen
mas também qursi
vender
o
Egypto
aos
christãos.
S.
PETERSBURGO,
16.
—
Ainda
rela-
tivamente
a
ler
a
Rússia
prohibido
a ex
portação de cavallos
confirma-se
que
ef-
feclivemente
foi
prohibida
mas
apenas
pe
las fronteiras
occidentaes.
Foi
publicado
um rescriplo
imperial
ordenando
forma
ção
de
6 corpos
de
exercito
no
sul.
Fal-
la-se
em
que o czar
prohibiu
a
Tchernaieff
regressar
á Rússia.
PARIS,
16.
—0
marechal presidente
recusou
aceitar
o
supprimento
de
300
mil
francos que
a
commissão
do orça
mento
propunha-lhe fosse
abonado.
Chandordy deu
um janiar de
despedida
ao
marquez
de
Molins
e
a
Bedinor.
Segundo
noticias
de
S.
Petersburgo
o
exercito
russo
está prestes
a
entrar
na
Turquia.
Foi
assignado
honlem
o
accordo
financeiro
entre
o
Khediva,
Goschen
e
Goubert.
CONSTANTINOPLA.
16.
—
A conferen
cia
começará
dentro
em
pouco
mas
a
Turquia
sómente
adheriu
a
ella
em
conse
quência
das
sugestões
da Inglaterra.
ROMA,
16.
—E
’
apocrifo
o documento
publicado
pela
«Gazeia da
Colonia».
NLW-YORK, 16.
—
A
situação
não
mudou,
os
democratas convidaram
os
re
publicanos
a
registarem
com
elles
as
vo
tações
na
Honisiana,
Orenoque
e
Nova
Orleans.
LONDRES, 16.
—
«Globo»
crê
que
es
tão
designados
21 batalhões
de
infanteria,
7
regimentos
de
cavallaria,
80
canhões
para
formarem
primeiro
excito
inglez
do
Oriente
na
eventualidade
de
ser
necessário
enviar
tropas
para
alli.
MADRID
17.
—Chandordy
e
Bourgoing
parlem
amanhã, indo
embarcar a
Cindizi.
A
Allemanha
adliere
oílicialmente
á
conferencia.
A Inglaterra
e
a Rússia
activam
os
preparativos
militares.
ANWNCIOS
Vende-se um
sofá,
12
cadeiras,
2
di
tas
de
braços
e
1
meza
de
sala,
1
lavató
rio, 1
cama fianceza
e
colxões,
1
dita
amarquezada,
mezas
brancas,
cadeiras,
1
commoda
e
mais
objeclos
tudo
novo,
com
prado
á
pouco;
quem
quizer comprar
di-
rija-se
á
rua
de
S. Vicente,
n.°
128.
(4436)
CÁSDOSO
RUI Des CAPELM8TA9, J¥.° I Ç
Tendo
dissolvido
a
sociedade
qne
ti
nha
com o snr.
José
Fernandes Carnei
ro
Braga, resolveu
abrir
o
seu
novo
es
tabelecimento
com
arligos
de
rnodas
e
chá
hysson superior
de
900,
1$
100
e
reis
l$200
o arratal
(ou
459
gr.)
Um grande
sortimento
de
chitas.
Percaes
de
gosto
de
novidade
que vende
por
180
rs.
o
metro.
Ditas
de 125
o
metro.
200
lenços
de
al
godão
de
côres
a
70
rs. 150
caixas
para
cigarros
a
80
rs.
cada
uma,
e
muitos
mais
objectos
que vende
por
preços
commo
dos.
(4133)
NOVO
HORÁRIO
Manuel
José Teixeira,
leva
ao conhe
cimento
do
publico
que
o
carro
que d’es-
ta
cidade
sae
para
a
Povoa de Lanhoso
ás
6
horas da
manhã,
principia
a
sahir
desde
o dia
17 do
corrente
em
diante
ás
7
horas
da
manhã,
chega
á
Povoa
ás 9,
sae
da
Povoa
para
Braga
ás
2
da
tarde,
chega
a
Braga
ás
4.
Braga 17
de
novembro
de
1876.
O
gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
N.
B.
Esle
annuncio
devia
ser
publi
cado
no
nosso
n
0
passado,
mas
por
extravio
da
copia
do
mesmo só
hoje
o
publicamos,
e
fazemos
esta
declaração
para
interesse
dos
annunciantes.
(4432)
ÉDITOS
DE 30 DIAS
Pelo
juiso
de direito
d’
esla
comarca
e
cartorio
de Pessa,
e
a
requerimento
de
José
Bernardo
Fernandes,
e
mulher,
An
gelina
Carneiro,
e
suas irmãs
Maria
Joan-
na
Fernandes,
Joaquina
de
Jesus
Fernan
des,
Emilia
Fernandes,
Petronilia
Fernan
des,
e
Gracinda
Fernandes,
todas
soltei
ras
de
maior
edade, da freguezia de
Bru-
nhaes,
«ia
comarca
da
Povoa
de Lenho
so,
e
suas primas
Maria
Custodia
da
Cruz,
solteira,
de
maior
edade,
da
mesma
fre
guezia,
esua
irmã
Ignacia
Theresa
da Cruz,
e
marido
José
Fernandes,
da
freguezia
de
Bossas,
da
comarca
de Vieira, correm édi
tos
de 30
dias
a
contar
do dia
4
do
cor
rente
mez, pelos
quaes
chama
e
cita
to
das
as
pessoas
incertas
que
se
julgarem
com
direito
jus
e
acção
ao expolio
qne
ficou
de
José
Joaquim
Fernandes,
falle
cido,
e
morador
que
foi
no
campo
de
Sanl
’Anna, da
freguezia
de
S.
Victor,
des
ta
cidade, na
qual
herança
se
querem
ha
bilitar
os
requerentes,
cuja
citação edital
se
tem de
accusar
na
audiência
do dia
7
do
futuro
mez
de
desembro
pelas
10
ho
ras
da manhã,
no
tribunal d
’ellas,
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho
d’esta
mesma,
que
se
costuma
fazer
todas
as
segundas
e
quintas
leiras
de
cada
semana,
nã>
sen
do
dia
santo
ou
feriado,
porque
o
sendo
se
fazem
nos
imrnediatos,
na
qual se
tem
de
ollerecer
os
competentes
artigos
de
habil tação e
se lhe
tem de
assignar
o
termo
de
2
audiências
para
couti
ariarem
debaixo
da
pena
de
revelia
e
de
lançamen
to,
e
assim
seguir
os
mais
lermos.
(4414)
FLUIDE
IATIF
0E
JONES
Por suas
propriedades beneficas, goza este
pro-
ducto do alta
e merecida
reputação. Suaviza e ama
cia a pelle,
allivia as
irritações causadas
pelas mu
danças de clima, pelos
banhos do mar,
impressões
desagradáveis do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples
applicaçõo faz desapparecer as ra-B
chaduras
das m3os
e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado
ô
Sabão
latif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do Fluide,
e um aroma delicadíssimo.
Preço500r'_
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
De
Fronte
da
entrada
do
Grand-liotel.
>
Fabricante
de Escovas
Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de Luxo,
Luvas, etc.
Deposito em Lisboa,
snr. Barreio, Lorêto n.°
28—30
(20
*)
Vende-se
um
foro
de
vinte
e
cinco
mil
reis annnaes,
imposto
em tres
moradas
de
casas
n
’esta
cidade,
livres
de decima
e to
da
a
contribuição.
Vende-se
mais outro foro
de
uma pipa
de
vinho, vinte
e
seis
alqueires
de
milho
alvo,
seis
ditos
de
centeio,
quarenta
di
tos
de
pão
meado,
cujo
foro
imposto
em
propriedades
na
Ribeira
de
Valdeste,
ifuin
só
caseiro,
é
pago
n
’esta
cidade.
Quem
os
pretender
dirija-se
a
José
Maria
Torres
Machado,
morador
nas
Travessas,
em
casa
do
fallecido
José
da
Cunha.
(4420)
Aluga-se
a
casa
n.°
48 da
rua
dos
Chãos
ué
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhola.
Tem
dois
andares ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
Lecciona-se
o
curso
da
lingua
france
za
na
rua
do
Anjo
n.°
11,
desde
as
6
ho
ras
da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem obter
o diploma
de
doutor
ou de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
ESCOLA.
AMERICANA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4332
FILIAL
Oâ
CAIXA
ECOWMRICA
PEXIIORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................ ãOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro, prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes, roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
iodo
e
qual
quer
objecio
do
valor
não
inferior
a
10o
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando juros aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
e-lará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—A.
G.
Ferreirinha.
Vende-se
duas
casas:
uma
n0 largo
da
Porta
Nova n.°
15,
outra
na
praça
d
’Alegria
n.°
20.
Trata
se
na
rua
da
Ponte
n.°
24.
(4398)
ElESEinO
CIRURGIÃO
DEMISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-HJ
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichel
, pharma-
ceutico
em
Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000
reis.—Em
Lisboa
o
snr.
Barreto,
Loreto.
n
0
28
—30. <25 ,1
CO3IPAA1IIA
CABURÉS
ÍSE
FERRO
»E
BRAGA
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas,
a
entrarem com
a
3.a
prestação
de
20
0|0
ou 10«§00C)
rs.
por
acção,
nos
dias
5
e
9
do
proximo
mez
de
dezembro
em
casa
do snr.
Manuel
Joaquim
Gomes,
no
cam
po
de Sant’Anna,
e
no
Porto,
os
snrs.
Marques
Guimarães &
Monteiro,
rua Nova
de
S.
João.
No
acto
do pagamento
é
indis
pensável
a apresentação
dos
titulos
provi-
sorios.
Braga
9
de
dezembro
de
1876.
O
gerente,
(293) (4424)
Nuno
José
Villaça.
dos
para
guarnecçr stf
lias,
lindíssimos
jjostos,
a
pHn-
g
jg.
cipiar
em
80
reis
a
peça.
S
Vende
olio,
tintas
e
g
tf
vernizes
para pinturas
de
||
casas,
tudo de
boa quali-
à
dade.e
preços
muito
resu-
Jg
1
niidos
-
1
1
—
f
g
Vende
cimento
roma-
$
no
para
vedar
aguas,
^es-
so
para
estuques
de
ca-
g
b.
sas,
tudo
de
primeira qua-
I
a
g
livlade.
(Z
*
j
g
Pela
recebedoria
da
comarca
de
Villa
Verde
se
faz publico
que,
desde
o
dia
2
d
’
este
mez
até
o l.°
de
dezembro
se
acham
em
cobrança
Iodas
as
contribuições
do
corrente
anno.
(4431)
ATTENÇÀO
Na
rua
dos
Chãos, n.°
50
(casa
ama-
rella)
vende-se,
ou
por
junto,
ou
a
reta
lho,
excedente
carne
de
porco.
(4430)
ARREMATAÇÃO
No
dia
26
do
corrente,
pelas
11
horas
da
manhã,
se
tem
de arrematar
uma
mora
da
de
casas, situada
na
rua
da
Ponte,
com o n.
u
91. Quem
a
pertender deve
comparecer
no
local
da
mesma.
(4426}
Retratos
PHOfOBffll
baratos
—
A
l$0d0
rs.
a
duzia.
4—
RUA DOS CAPEULI8TAS-4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos systemas mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4313)
BRAGA,
TYPOGRAPBIA LUSITANA—
18
*
6.
Parte de Comércio do Minho (O)
