comerciominho_21101876_558.xml
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-
4.
“
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
REUG1OSA
E
HOTICIOSA
NUMERO
558
Assigna-see
vende-se
na
escriptorio do
editor
e
proprietário
/®>,ít
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde deve
wr
dirigida toda a correspondência franca
de
porte.= As
ássi-
gaaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
cia»
de
Interesse particular.
Foiba
avulso
10
rs.
F£ÍEE^S£.^-S
EE3
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
i
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«
*
»Semestre
850
rs.«=.Prown"
l
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&6G0
rs.-^Semestre
l$05(?
■
I
rs.~Brazil,
anno
3&600
rs.««-Semestre
1$900 rs. moedã
forte,
I
i
ou
8^000
réis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
I
|
20
rs.,
repetição
10 rs. Para os
assignantes
20
®/
8
d
’
abatimento.
w
>y?ia»áwM^ái5^»^wrânawh.»‘
.»^râísr
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BKAtiA--S A.BBAK3O Sl Í2E
eiíTBKO
(Ima<k.,!i>eiat<3>
«Isa IPriKiiceza. «Se
Por
tugal i» Senhorn Oona ÀI«íe-
gtasid®»
de 'araganya.
No
dia
15
eífectuou-se
em
Salzburg
o
consorcio
de
S.
A.
R.
a
Senhora
Infanta
D.
Aldegnndes
de
Jesus Maria
Francisca
de
Assis
de
Paula
Eulalia
Leopoldina
Car-
lola
Michaela
Raphaela
Gabriela
Gonzaga
Ignez
Izabei
Avelina
Anna
Stanislava
So-
phia
Bernar
iina
de Bragança,
4.
a
irmã
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança,
com
S.
A.
R.
o Snr.
Conde
de
Bardi,
so
brinho
do
Snr.
Conde
de
Chambord,
Hen
rique
V
da
França.
Ao
casamento,
que
foi
celebrado
pelo
snr.
bispo
de
Mayense,
assistiu
o
Snr.
Conde
de
Chambord
com
todas
as
nota
bilidades
dos
principaes
ramos
dos
Bour
bons,
e
vários
cavalheiros
portuguezes,
hespanhoes
e francezes.
Mais
tarde
daremos
conhecimento
d
’
es-
ta
solemnidade:
hoje limitamos-nos
a
con
gratular-nos
com
todos
os
legitimistas
e
com
todos
os
portuguezes
dignos
d
’
este
nome,
por
este
faustíssimo
acontecimento.
Que gloria
e
que
honra
não
é para
nós
o
vermos
quatro
das
filhas
do Senhor
Dom
Miguel
de
Bragança,
que
foi
rei
d’este
remo,
do
qual
saiu
com o simples
falo
do corpo, porque
tudo,
até
a
própria
bagagem
lhe
roubaram,
e
que morreu
no
exiíio,
pobre
mas honrado;
que gloria
não
é
para
nós,
repetimos,
vermos
quatro
das
filhas
d
’esse
tão
adorado
quanto
desditoso
monarcha,
ligadas
ás
quatro
das
mais
respeitáveis
Casas
Reaes
do
mundo?!
Sem
dote,
sem
representação
política
oílicial,
e
só opulentas
de
virtudes!...
Este
facto,
que
nos enche
de
supre
ma
consolâção,
ninguém
poderá
explica!-o
senão
pela
protecção
visível da
Divina
Providencia,
implorada
na
Palria
dos
Bem-
aventurados
pelo
nosso
rei-martir.
que
d
’alli
vela
constantemente
por
essas
ten
ras
vergonteas
que tanto
lhe
dulcificaram
os
ultimes
dias
da
sua
exirlencia
atribu
lada.
Que
doce contentamento
não
irá
na
alma
da
Senhora D.
Adelaide Sophia,
Augusta
Viuva, que
já
hoje
é
venerada
como
uma
das
mais notáveis
heroinas
dos
tempos
modernos?!
E
’
a ella
que
essas
nobilíssimas
filhas
e
netas
dos
nossos
reis,
devem
o unico,
porém
o
mais
valioso
de
todos
os patri
mónios,
—
a
educação
christã
mais
esme
rada,
as
virtudes
mais
eminentes.
Se
a
revolução
negregada
lançou
ao
mais
completo
ostracismo
a
adoravel
prole
do
Rei
que
mais
querido foi
aos
portu
guezes,
que
se
honram
de
o serem,
lá
está
a Providencia
que
sobre
toda a
Au
gusta
familia
proscripta
tem
estendido
o
manto
da
sua
protecção
e amparo.
A
sua
historia
é
para
nós
um himno
de
louvores
ao
Altíssimo.
Do ex.
m
'
)
snr.
conde
da
Redinha
re
cebeu
a
«Nação»
a
seguinte
carta:
Meu
caro
D.
Jorge.
Bronnbach,
10
de outubro.
Quando
receberes
esta
já
provavelmen
te
se
terá
realisado
em
Salzburg
o
casa
mento
de
Sua
Alteza
Real
a
Sereníssima
Senhora
Dona
Aldegundes
de
Bragança,
com
Sua
Alteza
Real o
Sereníssimo
Con
de
de Bardi,
dois
Príncipes
dignos
um
do
outro,
que
attraem
as
sympathias
de
quantos
os
conhecem;
mas
não
antecipe
mos os factos,
seguirei
pela
ordem
chro-
nologica
a
narração que
principiei
na
mi
nha
anterior.
Partimos
de
Heubach, eu
e
Jorge
de
Cabedo,
e
fomos de
carruagem
até Achaf-
fembmg, onde
chegámos
pouco
depois
das
9
da
noite
meltendo-nos
em
seguida
no
comboio,
que
uma
hora
depois
parava
na
gare
de
Francfort.
Fomos
alojar-nos
no
Hotel
de
Inglaterra,
para
onde tínhamos
dado
ponto
de
reunião
para
a
assignatura
do
contracto.
Já
adi
nos
esperava
o Conde
Eduar
do
DalTAsta, camarista
e
gentil
homem
da
camara
da
còrte
real de
Parma.
con
selheiro
de estado
effectivo,
governador
da
cidade
e
província
de
Parma
mordomo
da
Casa
Real,
commendador
e
vogal
do
conselho
administrativo,
da
ordem
de
Sua
Alteza
Imperial Constantiniano de
S.
Geor-
ges,
cavalleiro
da
Ordem
de
Santo
Es-
lanislau,
da
Rússia, gran-cruz
da
Ordem
Real
de
Francisco
I,
das
Duas
Sicilias,
etc.
etc.,
como
procurador
de
Sua Alteza
Real
o
Duque
de
Parma;
e
o
Snr.
Al
fredo
de Huet
do
Pavillon,
cavalleiro
das
duas
Ordens
de
S.
Luiz
de
Parma,
e
de
Francisco
1,
das Duas
Sicilias.
como
pro
curador
de
Sua Alteza Real o
Duque
de
Bardi.
Este
cavalheiro é
o
secretario
par
ticular
do
Senhor
Conde
de
Chambord.
A
’s
2 horas da
tarde
(do dia
2)
reuni
mo-nos e
apresentei
tanto
a
um
como
a
outro
as
credenciaes
que me
constituíam
representante
do
Senhor
Dom
Miguel
n
’
aquelle
acto.
e
elles
trocaram
por
estas
as
que
os
auctorisavam; e,
estando
tudo
em
regra,
passamos
a
conferenciar
sobre
as
bases
para contracto,
observando-se
todas
as
prescripções
que
a
prudência
e
respeito
devido ás
Altas
partes
conlractan-
tes
nos dictaram.
Foi
logo
assignado
um
exemplar
do
contracto,
e
os outros
assignaram-se
em Salzburg.
No dia
4.
pelas 9
horas
da
manhã,
chegaram
a
Francfort
o Senhor
Dom
Mi
guel e
Sua
Alteza
o
Conde
de
Bardi,
vin
dos
da casa
do
Príncipe
de
Izembu
g,
em
Birstnein,
onde
fizeram
uma
caçada, á
tarde
deviam
partir
para
Bade-Baden, pa
ra
assistirem
á
corrida
de
cavallos.
Nós
saimos
de Francfort
á
uma
e
45
minu
tos
da
tarde,
com o cavalheiro
Huet
de
Pavillon,
e chegámos
a Bronnbach pouco
depois das 8
da
noite.
O
casamento,
é
como já
disse
no
dia
15.
Nós
devemos
sair
no dia
12,
e
va
mos por
Munich,
onde
ficamos
até
13
á
noite
ou
14 pela
manhã,
para vermos
a
exposição, depois^seguiremos
para
Salz
burg.
Ainda te
não
disse,
nem
aos
leitores
da
«Nação»,
porque
motivo se
não
taz
em Heubach,
na
forma
do
costume,
e
co
mo
nós
conlavamos.
A
aucloridade
local
exigiu que
se
apresentasse
uma
declaração
do
governo
de
Portugal,
consentindo
no
casamento.
Esta
exigencia
fez
com
que o
Senhor
Dom
Miguel
e
Sua
Augusta
Mãi
immediatamenie
deliberassem
que
o
casa
mento
se
elfeciuasse
fóra
dos
Estados
da
ilaviera,
e
escolheram
Salzburg. Deram-se
todas
as
providencias,
nenhum
incidente
desagradavel
occorreu,
e
quando
estamos
a
ponto
de
partir para
alli,
é
informado
o
Rei
da
Baviera
do
que
linha
acontecido.
Estranhando
o
zelo
dos
seus
empregados.
por exigirem
uma
declaração
de
que
se
podia
e
devia
prescindir,
manda
participar,
nos
mais
cortezes
e
obrigatorios
lermos,
aos
Augustos
Chefes
da
Familia
Real
exi
lada,
que
nenhum
obstáculo
se oppunha
a
que
o
casamento
se
fizesse
na Bavie
ra.
Foi
um
acto
muito
agradavel
para to
dos
estes
Senhores;
mas
já
não
era
pos
sível
utilisal-o,
porque está
tudo
prompto
para
se
eflecluar
o
casamento
em
Salzburg;
e transferil-o
novamente
para
Heubach,
importaria
a
demora
de
mais
alguns
dias,
o
que
era
-desagradavel
para
todos.
Vamos
pois
para
a
Áustria,
mas
tenho
a
satisfação
de
te
poder
dizer
que
Sua
Mageslade
El
Rei
da
Baviera
não
punha
obstáculos
a
que
este
casamento
se
faça
nos
seus
Estados,
como
se
fizeram
os
das
tres
Senhoras
mais
velhas.
Eu
disse
acima,
que
demorar
o
casa
mento
seria
desagradavel
para todos,
ha
todavia
uma
excepção; folgaria
muito
com
isso
Sua
Alteza o
Príncipe
de
Loevvens-
teiti.
Posso
dizel-o,
porque
conheço
aquel
le
bello
coração,
e
sei
quanto
elle
senti-
tirá
não fazer
a
esta
sobrinha
os
obsé
quios
que
tem
feito
ás
outras.
Nós
contamos
partir
para
Portuga!
no
dia immediato
ao
casamento.
Jorge
de
Cabedo
esteve
um
pouco
in
commodado
da
garganta,
felizmente
está
melhor.
O
Prado
esta
oplimo.
Adeus
até
breve.
Antonio.
..........-------------------------------------------------------------- ------
A
respeito
da
demolição
do
mosteiro
de
Santa
Cruz,
de
Coimbra,
recebeu
ainda
a
«Nação»
o
seguinte:
Quinta
d’
Anta,
10
d
’
outubro
de
1870.
Meu
caro
D.
Jorge
Vou
cumprir
a
promessa;
vou
enviar
algum
excerpto
dos
artigos
do
snr.
A.
Ilerculano,
tio
«Panorama»,
contra
os
barbaros
da
picareta.
E
hoje
com
maior
razão,
porque
lenho
a
estimular-me
as
escandécencias
do «Tribuno
P
pular»,
ás
quaes
desejo
oppòr
nova.;
cartas
glaciaes
—
Já
olfereci
Garrelt aos
arrasadores van-
dalicos;
agora
oflêreço-lhes
A.
Ilerculano.
Que
se
tomem
com elles,
que
vale
ape-
7
FtfLHETIM
M.
}. 11. BK MCED0.
0S
BOIS
âffleo
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
I
ias
A
tia de
Celina.
[ContinuaçSo]
A
Bella
Orfã
córou
até
á
raiz
dos
ca-
bellos,
e
sua
perturbação
augtnenlou-se
quando
viu que
Marianna
se
estava
rindo
de
vêl-a
assim.
—
Oh!
não
te
perturbes,
não
córes
tanto:
lembra-te
que estamos
sós,
e
que
somos
como
duas irmãs que se
amam
muito.
Responde
francamente:
amas
já
alguém
?...
—
Não,
Marianna.
—
Falias
verdade, Celina?...
—Fallo
verdade,
respondeu
a
moça
com
os
olhos
no
chão.
—
Mas
com
dezeseis
annos,
tão
boni
ta
e tão
viva
que
és,
tu
já
deves
ter
pen
sado
n’esse
sentimento
de
fogo,
que
mais
cedo
ou
mais
tarde
sempre
experimenta
mos; fazes
já
ideia
do
que
seja
amar um
homem
?...
—
Não sei...
talvez...
tenho
lido.
—
E
então?...
—
Mas
eu
linha perguntado
por
que
te
julgavas
febz,
Marianna!
—
E
’
porque
amo, Celina.
—
Eu
o suppunha.
—
Tu
o
suppunhas?..
e
a quem acre
ditavas
que eu
amava?...
Celina
hesitou
—
Falia,
disse
Marianna.
—O
snr.
Salustiano.
Marianna
lez
um
movimento
de
horror.
—
Oh!...
nunca!
exclamou
ella.
—
Como
!...
pois
.não
é
?...
—
Eu
o
detesto...
eu
o
aborreço,
como
se
aborrece
um
malvado.
—
E
’
possível?!
!I
—
Pobre
menina!...
tu
ainda não sa
bes
o
que é
o
mundo
:
vês-me
rir
para
es
se
homem,
vês
como
ambos
conversamos,
e
mutuamenle
nos
festejamos,
e como
cem
outras
pessoas,
pensas
que
o
amo e
sou
por
elle
amada
:
pois bem
;
eu
de
testo
esse homem,
e
elle
sabe
que
eu
o
detesto.
Uma nuvem
de
immensa
tristeza
pas-
|sou
pelo
rosto
de
Marianna
ha
pouco
ex
pandido
pelo
prazer:
ella
ficou
muda
e
pensativa,
até
que Celina
arrependida
do
que
tinha
dito,
tomou-lhe
uma
das
mãos
entre
as
suas,
e
fallou-lhe
docemenle:
—
Está
bem,
Marianna,
esqueçamos
es
se
vaidoso
mancebo,
de
quem
lambem
não
gosto, e
fallemos
sobre
aquelle
que
te
é
caro.
—
Oh
!
sim
!
fallemos
!...
exclamou, co
mo
despertando
de
um sonho, a
bella
viuva,
em
cujo
semblante
radiou
de
novo
o
prazer.
—
Eu
o
conheço?...
—
Creio
que
não.
—
Muito
moço, não
é assim?...
—
Trinta
e
dois
annos.
—
Bonito
?...
—
Oh
!
pelo
menos
eu
o julgo tal.
—
E
’
s
amada ?...
—
Era,
disse
Marianna
soltando
um
sus
piro.
—
Desde
quando?...
—
Ha
seis
annos.
Celina
tornou
se pela
segunda
vez mui
to
corada, e
sem
poder
occultar
um
mo
vimento
de
desgosto
disse
:
—Eras
casada n
’
esse
tempo,
Marianna
—
E’
verdade,
respondeu
a viuva;
es
cuta
o
que eu precisava
dizer
a
uma ami
ga,
para
que
ella
ficasse
conhecendo
o
meu
coração,
e
depois
faltasse
muitas
ve
zes
commigo
sobre o
meu
amor.
Celina
filou
os
olhos em
Marianna, que
começou L
go
a
fallar.
—
A
historia
de
minha
vida,
Celina, se
assimilha
á
de
um
numero
imrnenso
de
moças:
não
te
cansarei
pois
alongando-a.
Aos
quatorze
annos
já
o
meu
espelho
me
linha
dito
que
eu
era
bella,
e
desde
que
o
sube,
sonhei,
como
todas
nós
sonhamos
aos
quatorze annos,
sonhei
como tu
so
nhas
aos dezeseis,
com
um
mancebo
for
moso
e
interessante,
que
o
Ceo por
força
deveria
ter
formado
de proposilo
para
mim ;
que
seria
meu esposo,
que
me
ama
ria
com
ardor
indisivel
em
meu
primeiro
dia de
noivado,
e
que
d
’
aiii a
cem
annos
elle
e
eu
moços
sempre,
elle
sempre
com
seus
vinte
annos,
e
eu
sempre
com meus
quatorze
annos,
bellos
e
felizes
nos
ama
ríamos
com o
mesmo
ardor
indisivel
do
primeiro
dia
de
noivado.
Fui
amada,
re
questada,
e
ás
vezes
feliz:
recebi
cem
proposições
de
casamento;
de
seu
lado
meu pae
reg<itou
cincoenta,
que
eram fei
tas
por
mancebos
gentis,,
namorados,
bai-
listas;
e
que segundo
dizia meu
pae,
sa
biam
tudo,
tudo,
menos
trabalhar
:
por
minha
parle
regeitei as outras
cincoenta
que
me
eram
dirigidas
por
nobres
e
ricos
senhores
de
cabellos
grisalhos
e
elegantes
carruagens,
que,
em
rainha
opinião,
me
reciam tudo,
menos
o
ineu
amor.
Em
fira
cheguei aos
meus
vinte
e
quatro
annos...
oh
Celina
I
eu
tive
medo,
quando
um dia
na;
commigo,
não, que sou
um
pobre
liornem.
A estes
é
que
o «Tribuno Po
pular»
deve
aecusar
de
protestarem
a
fa
vor
dos
frades,
por
bradarem
contra
os
selvagens
do
alvião;
não
a
mim,
que
to
da
a”gente sabe,
quero
frades,
que
voto
por
frades,
e
que
suspiro
por
frades,
co
mo
pódem
e
devem
ser. Cuido,
porém,
que estes
frades
de que
o
«Tribuno
Po
pular»
se serviu
a
respeito
da
minha
carta
glacial.
foi
só
para
se
cobrir
com a
ca
pa
d
’elles,
como
uzado
e
gasto
expediente
de
desculpar
a
vandalica
demolição,
aos
olhos dos
que
tudo
approvam, sendo
con
tra
frades
e
entidades similhantes.
Pois
deixal-o.
A
capa
dos
frades
não
lhe
cobrirá, de certo,
a
brutalidade
do
camarlello
municipal,
que será taxada no
presente
e
no
futuro
como
crime
de
leso-
patriotismo,
lesa-civilisação,
leso bom-senso,
e até
leso-gosto.
Ahi
vae,
pois
o
primeiro
excerpto:
J.
de
L
emos
.
Os
Scbeiks
da
tribu
arabe
de
Bká
es
tavam
um
dia,
pela
volta
da
tarde,
as
sentados
junto
das columnas
de
um
tem
plo.
na
extremidade
oriental
da Acropolis
de
Balbek.
Caqui,
pondo
a
mão
sobre os
olhos,
para
os
resguardarem
do sol
que
os
des
lumbrava,
os cabeças
da
tribu de
Bká
alongavam
a
vista
para
a
banda
do
poen
te.
E o
sol
que
descia
rápido,
mandava
a sua
luz
suave
atravez
d
’
aquellas
arca
rias
gigantes
e
immensas;
d
’
aqoellas
co
lumnas
monoiythas,
a
menor
das
quaes
os
braços
de
dez mil
arabes
não
valeriam
a
erguer.
A
hora
era
de
meditação
e
de melan-
cholia;
e
os
Scheiks
com
aspecto
carre
gado
olhavam
para
a ossada
espantosa
da
antiga
cidade,
que
é
como
uma
injuria, que
o
passado atira
ás
faces
do
presente,
e
ao
mesmo
tempo,
como
um
protesto
so-
letnne
contra
o
echo
vão
chamado
gloria,
e
contra
os
dois
dias
que esta
dura, a
que
chamamos
eternidade.
E
por
entre aquellas
molas
de mármo
re
e
granito,
viam-se
passar,
buscando
as
suas
cabanas,
sumidas
por
entre as
ruí
nas,
os
arabes
do
deserto,
similhantes
a
gusanos
que
refervem no
cadaver
meio
apodrecido
de
um
elefante,
esquecido
pe
los
caçadores nas
margens
solitárias
do
Zambeze.
E,
depois
de largo silencio,
um
dos
Scheks
abaixou
os
olhos,
e
com voz
pre
za
de
furor
intimo,
disse
para
os
seus
companheiros:
«Porque
consentiremos
nós.
os
filhos
do
profeta,
que
estes
gigantes
de
pedra
estejam
continuamenle
assoberbando
a
choupana
humilde
do arabe,
que
passa
livre
na
terra?»
«Se a
nossa vida
é
um instante,
edi
fiquemos
guarida
que
lhe
baste:
nossos
fi
lhos
que
alevantem
como
lhes
aprouver
a
tenda
do
seu repouso.»
«E
esta
é
a
verdadeira
sabedoria.»
«Para
que,
pois,
constituíram
as
ge
rações
passadas
esses
edifícios imtnensos,
e
semearam abysmos
pelos
Anti-Libanos,
arrancando
d'elle
pedreiras
macissas.
co
mo se
fossem
os
grãos
de
arêa,
com que
ergue
collinas
movediças
o
sopro
impetuo
so
do
Simum,
que
varre
os desertos?»
«Que
temos
nós
com
os tempos que
já
lá
vão,
para que
elles
venham,
com
a
linguagem
muda
dos
monumentos,
incre-
par
o
arabe
de
sua
solta
exislencia,
e
comparal-a
com
o apuro
de
artes,
e
com
a
magnificência
laboriosa
d’
essas
eras
de
grandeza
e
de
poderio
!»
«Certo
é
que,
então
saiam
da
Assy-
ria os
conquistadores
da
Azia:
d’
ella
saiam
as
frotas
que
descobriam
novos
céos
e
novos
mares;
e
os
poetas
cantavam
a
gloria
de façanhas
quasi
incríveis.»
«Mas
hoje o
arabe
é,
senão
livre,
ao
menos
licencioso;
e
posto
que
o
reluzir
do
sabre
de
um Spahi
dTbrahim
faça
fu
gir
amedrontados
cem cavalleiros
nossos;
posto
que
o
frangue do
Occidente
nos
desprese
como barbaros,
podemos
saborear
sem
trabalho
o pão
de
mendigos,
saltear
traiçoeiramente
o
viandante,
e
nenhum
monumento
dirá
bem
nem
mal
de nós
aos
vindouros;
porque
de
nós
nem
res
tará
o
vestigio
da
ultima
jazida.»
«E
para
que estarão
ahi
por
mais
tem
po
esses
templos, esses palacios, essas
muralhas,
cujos
lanços
de cem
covados
tres
ou
quatro
pedras
unidas
bastaram
a
formar
?»
«Que
se
reúnam
os
filhos
de
nossas
solidões
profundas,
e
desmoronem
pouco
a
pouco
estas
memórias,
que são
uma
es-
pecie
de
maldição
lançada
contra
nós
pelas
gerações
extinctas.»
O
Scheik
calou-se:
os
outros
abaixa
ram
com
lentidão
grave
as
cabeças,
como
quem
approvava o
dito.
Se qualquer
de
nós
que
isto
escreve
mos,
ou
de
vós que
lêdes,
chegasse
n
’
es-
te
momento
ao
pé
do
velho
templo
de
Balbek,
e ouvisse
as
razões
do
arabe,
o
que dizia
no
primeiro
impeto
de
uma
jus
tíssima
cólera?
Diria
que
o
Scheik
era
uma
vibora
que,
esmagada debaixo
dos
pés
de
trinta
séculos,
queria dardejar
contra
elles
a
sua
lingua
venenosa,
pensando
que
os
podia
derrubar
em
terra.
E antes
que
a
nefanda
obra
que
elle
traçava,
e
os
seus companheiros approva-
vam,
começasse
a
ser
executada,
assim
fallaria áquelles
miseráveis
loucos:
«Vós
outros
quereis
derrubar
a me
mória
dos
que
foram,
porque
a
sua ma-
gestade
pesa
mais sobre
a
vossa
consciên
cia,
do
que
sobre
esse
chão,
que parece
gemer
e
curvar-se
debaixo
de
tantas
gran
dezas.
Melhor
fóra
que,
convertendo-vos
á
virtude
antiga,
vos
tornásseis
uma
nação
forte
e
illustrada, capaz
de
erguer
monu
mentos,
que
emulassem
estes.»
«Crêdes
que
a luz
do sol
Occidental,
batendo
nas coíumnas
avermelhadas
dos
velhos templos,
vos reflecte
nas
faces
en
vilecidas
esse
rubor,
que
as
tinge? Enga-
naes-vos:
a
vermelhidão
tal-a
apparecer
sobre
a
vossa tez
crestada, não
o reflexo
da
pedra
lisa mas
uma
voz
intima,
que
nunca
podereis suífocar
—
a
da
consciência
do
vosso
aviltamento
e
a miséria.
Esse
rubor
não
o
apagareis
com
o
retumbar
d
’
estes
mármores, desabando
sobre
um
sólo
deshonrado
pela
vossa
infamia;
mas
sim
fazendo
callar
com
virtudes
o
grilo
dos
remorsos.»
E
em
verdade,
qualquer
de nós
ousaria
dizer
isto
ao arabe
do
deserto?
Não
!
—
porque nós
somos
como
ellesr
nós
também
nos
persuadimos
de
que,
var
rendo
todos
os
vestigios
do antigo
Por
tugal
podemos
esconder
aos
estrangeiros
o
nome
de
decadência
aclual,
e
cremos
que,
para
ser
homens
d’
este século,
é
preciso
que
reneguemos
dos
nossos
maio
res.
Todavia
alguns
indivíduos
ha ahi,
que
ainda
gemem
vendo a
destruição das
ve
nerandas
memórias
dos tempos
gloriosos
de
Portugal:
ainda
ha
quem
lucte
contra
a
torrente
de
barbaria,
que alaga
esta
ter
ra,
tão
rica de
recordações,
as quaes.
homens,
cujos pensamentos
e
desejos
só
se
inclinam
para
o
lodo,
pretendem
de
todo
anniquilar.—
0
grito
de
indignação,
que
soltámos
ha
tempos
contra
o
vanda
lismo
d
’
esta
epoca,
achou
echo,
por
va
rias
partes
do
reino
em
corações ainda
portuguezes. Temos
recebido
algumas
car
tas
que
semimos
não poder publicar
nos
estreitos
limites
de
um
summario
como
este.
Ha
em
mais
de
uma
d
’
ellas
a
eloquên
cia
da
convicção
e
do
despeito
profundo;
ha
n
’
ellas
um
protesto
selemnissimo
de
que
ainda
nem
todos os filhos
de
Por
tugal
venderam
sua
alma ao
demonio
das
devastações;
ha
n
’ellas
uma prova
indes-
truclivel
de
que
o
ruido
dos
alviões
e
picaretas
não
basta
para
afogar
os
brados
da
boa
consiencia,
da
rasão
e
do
amor
da
Patria.
Lendo-as,
o
sangue
referve
nas
veias
contra essa
idéa
fatal,
que entrou
na
maxima
parte
dos
entendimentos,
de
que
tudo
quanto
é
antigo
é
mau,
ou de
pouco momento,
quando
a
peior cousa
que
ha,
é
essa
idéa dominante
da
nossa
epoca,
a
mais
ridícula,
o
século
que
a
ad
mitliu;
a
mais deslestavel
a
mão que a
traduz
em
obras,
estampando sobre
a
ter
ra
da
sua
infancia a
inscripção que
o
atheu
manda
pôr
sobre
a
sua
campa:—
Aqui é o
sepulchro
do
Nada!..................
A.
H
erculano
.
GAZETILHA
Festividade.
—
Faz-se
ámanhã
a
festa
de
N.
Senhora
das
Dôres,
no
convento
de
S.
Domingos
da
Tamanca,
havendo
de
manhã
naissa solemne
a
instrumental,
ex
posição
{lo
SS.,
e
de tarde
sermão
pelo
notável
orador
sagrado
o
snr.
dr. Moreira
Guimarães,
findo
que
seja
o
qual
se can
tará
o
Te-Deum.
Julgnmento.
—
Foram ante-hontem
julgados
em
Amares
sete
indivíduos,
que
tendo
sido
encarregados
de
escoltar
um
prezo,
que
para
aquella
comarca
era
en
viado
de
Terras
de Bouro, o
soltaram
a
mem
do
caminho.
Foram
condemnados a
45
dias
de
cadeia,
custas
e
multa.
Constava
era
Amares
que
os
povos
de
Vahlozende
tendo
reconhecido
o
prezo
que
por
áquelles
fôra
posto
em
liberdade,
o
mataram. Não
garantimos
a
veracidade
d
’
este
boato;
referimos
o
que
ouvimos.
Roubo.-Ma
noite
de terça para
quar
ta-feira, penetraram
os
ladrões
no estabe
lecimento
de
ourivesaria
pertencente ao
socio
do
snr.
Carramilo, do Porto,
esta
belecido
na
rua
da Junqueira,
na
Povoa
do
Varzim,
e
roubaram-lhe
todo
ouro
e
mais
objectos
que
encontraram
no
esta
belecimento.
0
socio
do
snr.
Carramilo
tinha
ido
para
o
theatro,
assistir
ao
espectaculo,
e
quando
voltou achou-se despojado
de
tudo
que
possuia
no
estabelecimento.
pengil,
sobre
o Doure.
—
Segundo referem
os
jornaes
do Porto,
deu-se
principio
domingo,
15.
por
10
ho
ras
da
manhã,
ás
éxperiencias
na
ponte
pênsil
sobre
o
Douro
e
que
serve
de
tran
sito
entre
aquella
cidade
e
Villa
Nova
de
Gaia.
Collocou-se
a
primeira
carga,
que
era
a
4.
3
parte
e
constava
de
287
pipas
cheias
de
agoa,
ás
2
horas
da
tarde
a segunda
d
’
igual
numero
de pipas,
e assim
succes-
sivamente,
concluindo-se
no
dia
17,
ás
11
horas
da
manhã,
a
experiencia,
a
que
assistiram
os
respeclivos
engenheiros
e
as
auctoridades,
e
da
qual
se conheceu
que a
ponie
ficou
segura.
Começou
a descarga
ás
5
horas
da
tarde,
sendo
em
seguida
aberta
ao tran
sito
livre.
tPisbtíeações.—
Temos
em
nosso
po
der
varias
publicações
de
que
por
falta
d
’espaço
não
lemos
dado
noticia, o
que
faremos
no
proximo
n.°
Nova poíat®.—
Dizem
os
jornaes que
vae
ser
construída
uma
nova
ponte
para
o
transito
publico
entre
o
Porto
e
Vdla
Nova,
e que
as
sondagens
deram
bom
resultado.
Congresso Cntholieo de ESolo-
nEia.—
0
governo
de
.Victor
Manoel
pro-
hibiu as
reuniões
do
3.°
congresso
ca-
tholico
em a
cidade
de
Bolonha,
no
mes
mo
dia
da
sua inauguração.
Sobre
este
facto
daremos
os
promenores
que
nos
fa
cultam
alguns numeros
do diário d’aqnella
cidade,
«L
’
A’ncora»,
que
temos
presen
tes.
Transferencia.—
0
«Diário
do
Go
verno»
de
19
publica
um
despacho
transfe
rindo
o
escrivão,
de
direito
de
Celorico
para
Amares,
e
o
d’
esta
para
aquella
comarca.
<SSs
ratoneiros
na
Phiiadelpltia.
—
Como
a
exposição
tem
o
caracter
de
universal,
não
-podiam
faltar
os
larapios
e
malfeitores
de
todo
o genero,
aliciados
pela
esperança
de
fazer
boas
«partidas»
no
meio
da
grande
affluencia
de
estran
geiros.
Mas
a
policia
americana,
por
outro
lado,
não cruzou os
braços,
e
o
serviço
que
lhe
compete
foi
consideravelmente re
forçado.
Ainda
assim,
os
ladinos «pick-
pockets» tem feito
rasoavel
colheita
nos
bairros
mais
apartados,
chegando
a
empre
gar,
se
a
tanto
os
ajuda
o
engenho
e
a
arte,
a violência
durante a
noite.
D
’
este
modo
conseguiram
ha
pouco
realisar
uma
das
suas
operações
do
roubo,
depois
de
terem
perpetrado um
crime.
As
suspeitas
da
policia
recaíram
sobre
me
lembrei
que
tinha
já
vinte
e
quatro
annos,
e
estava
ainda
solteira
!
Celina notando
no
tom
sério
com
que
Marianna
pronunciou
aquellas
ultimas
pa
lavras,
não poude deixar
de
sorrir-se.
—
E
’
porque
tu
não
sabes,
Celina,
o
que
se
passou
então
dentro
de mim.
Nas
sociedades
parecia-me
ouvir dizer
—
coita
da!
—quando
eu
passava
perlo
de
um
cir
culo
de
cavalheiros
;
eu
julgava-me
oífen-
dida
no meu
orgulho,
rebaixada
na
con
vicção
que eu tinha
de
ser bella,
bella
sim,
e
mais
bella
que
as outras, quando
eu
via
entrar
na
sala
pelo
braço de seus
maridos,
minhas
companheiras
de
collegio,
algumas
mais
moças
que
eu, e
nenhuma
tão
bonita
como
eu
mesmo
me suppu-
nha!...
Oh
Celina!...
eu
sentia
que
o
sangue
me
estava
subindo
á
cabeça n
’
a-
quelles
terríveis
momentos,
concebia
de
sejos
’
de
matar-me,
e
ás
vezes
fugia
para
o
toilette, e
chorava
como
chora
uma
creança
em
desespero!...
A
Bella Orfã
começava
a
ouvir
com
interesse
a
relação d
’aque!les
segredos
ín
timos
de
um
coração
de
mulher.
—
Em
outras
occasiões,
proseguiu Ma
rianna,
conversava-se familiarmenle
em
uma
roda
de
moças;
passava-se da
dis
cussão
sobre
o
ultimo
saráo
a
fallar-se
ácêr-
ca
de
vestidos
e
modas.
e
em
fim
se suc-
cedia
cahir
a
conversação
a
respeito
de
edades,
era
para
mim
um
supplicio
acer
bo
obrigarem-me
a
dizer
a
minha
:
eu
mentia,
Celina,
dizia que
linha
dezoito
an
nos,
e
dentro
de
mim
soffria
horríveis
torturas,
vendo
como
aquellas
que
me
conheciam,
se
sorriam
e
se beliscavam
ouviudo-me
mentir
diante
d
’
ellas
!
—
Uma
vez,
continuou
a
viuva,
era
em
um
brilhante
saráo,
Malhilde,
a
minha
me
lhor
amiga,
passeava conversando
commi-
go;
de
repente
parou,
e
c<>mo
inspirada
por
um
demonio
disse-me—Ah
!
é
verda
de,
Marianna,
é
preciso
cuidares
de
casar-
te
; eslás-te
fazendo
velha!...
—
Oh!...
en
tão
eu
tive
vontade
de matar
a minha
melhor
amiga.
Fugi
d
’
aquelle
saráo...
dis
se que eslava
doente;
meu
pae
trouxe-
me
para casa
cheio
de
cuidados;
eu
cor
ri
a esconder-me
no meu
quarto,
e pas
sei
a
noite
inteira
chorando.
No
outro
dia
(foi
certamente o meu
destino,
Celina)
meu
pae
mandou-me
chamar
á
sala
; es
tava
com
elle
um
homem
que eu havia
encontrado
algumas
vezes,
mas
que ne
nhuma
attenção
me
merecêra
:
esse ho
mem
vinha
pedir a
minha
mão;
meu
pae
deu-me
a
liberdade
de
responder,
e eu
sem
perguntar
quem
elle
era,
qual
o
seu
nome
e
o
emprego
que
na
sociedade
exer
cia,
disse-lhe que
—
sim
!
—e
passado
um
mez
eu era
mulher
de
um
homem
que
não
amava,
e
de
quem
podia
ser
filha.
—
Mas
foi
uma loucura!...
exclamou
Celina.
—Oh!
sim
foi,
e
cara tive de
pagal-a.
Eu
tinha
feito,
sem o
pensar,
o
sacri
fício
de
minha
;
não
me era
porém
do
loroso, porque
meu coração
estava
livre...
eu
não
amava.
Mas
parece
que
Deus quiz
castigar-me
de
prompto;
porque
Deus,
Celina,
não
abençoa
a
união
d’aquelles
que
se
não
amam
Logo
na
noite
de
nossas
núpcias, meu
marido
me
apresentou
um
mancebo
de
nome
Henrique,
e me
con
vidou
a abraçar
n
’elle
o
seu
primeiro
ami
go;
e
n
’
essa
mesma
noite
portanto
vi
um
homem
que preferi
a
meu
marido.
E
d
’
ahi
por
diante
todos
os
dias
sempre
esse
man
cebo
bello,
nobre,
ardente,
de
olhos
tão
lindos,
e
um
sorrir
tão
meigo,
se
apre
sentava
diante
de
mim,
ao
pé de
meu
marido
pallido,
abatido, com
os
cabellos
começando
a
embranquecer,
sem
espirito
para
comprehender
a
mulher
que
despo-
sára,
e
sem
poder
ser
amado
por
ella
!
—
Oh!
devia
ser
horrível!...
murmu
rou
a
Bella
Orfã.
—
Como
chorei então
a
minha vida
de
solteira!...
sim...
eu
estava passando
no
vos tormentos,
tormentos
dobradamenle
dolorosos
: d
’antes
era
a
minha
vaidade
que
me
perseguia,
mas
que
eu
poderia
vencer
e
rir-me
d’
ella
se
tivesse
sido
me
nos
louca
;
então
era
um
poder mais
for
te,
era
o
meu
coração que se
tornara
meu
inimigo,
que
me
pedia
o
que
eu
não
po
dia
dar-lhe,
e
que,
a
pezar
meu,
a
des
peito
de
meus
esforços
para
subjugal-o,
mesmo
junto
de
meu
marido
e
principal
mente
a
seu
lado, elle
me
bradava—
amo
Heiírique
!...
—
— E
esse
segredo
terrível...
ia
pergun
tando Celina.
—Este
amor
funesto
e
invencível,
con
tinuou
Marianna
sem
attendel-a.
eu
o
sen
tia
ir
crescendo
maise
mais
todos
os
dias;
para
cumulo
de
minha
desdita,
para
tor
nar-se
mais
imminente
o perigo em
que
eu
me
achava,
Henrique
amou-me
perdi
damente:
oh!
e
nos
momentos
em
que
eu
contemplava
esse
nobre
mancebo
a
hesitar
quando
me
fallava
;
a
lançar-me
a
furto
olhares ardentes,
a tremer
quando
me
dava
o braço,
a
suspirar
involuntaria
mente
a
meu
lado
se
sentava,
e
tão
for
te,
e
tão
grande,
e tão fiel a
seu
amigo,
que nunca
achava uma
frase
terna
para
me
dizer,
e
que
sempre
tantos
elogios ti
nha
para
fazer
a
meu
marido;
eu
amal
diçoava
os
laços
que
me
prendiam, con
cebia
outra vez
desejos
de
matar-me, e
outra
vez
escondida
no meu
quarto,
cho
rava como
chora
uma creança
em
deses
pero!...
—
Oh
!
devia
ser
horrível!
repetiu
Ce
lina.
(Continua)
indivíduos
de
origem
franceza,
e
parece
que
não
anda
por
longe
das
pisadas
dos
criminosos.
Pelas
indicações
enviadas
de
Philadelphia
á
prefeitura
de
policia
de
Pa
ris,
teem-se
reconhecido
nos
indivíduos
apontados
muitos
dos
mais hábeis gatu
nos
e
cavalheiros
de
industria, marcados
já pela
policia
parisiense,
os
quaes
se di
rigiram
á
Philadelphia
para
alli
exercer
os
seus
talentos durante a
exposição.
No
intuito
pois
de
auxiliar
a
policia
americana
e
dar
caça
aos
auctores
das
gentilezas
que
referimos,
a
prefeitura
de
policia
de Paris
enviou
a
Philadelphia
al
guns
dos
seus mais
dextros
agentes.
Conversão.
—
Eni
um
jornal
estran
geiro
lê-se
o
seguinte:
Folgamos
de annunciar
a
conversão
de
mais
um
Grão
Mestre
dos
Maçons.
Marian-
no
Maresca,
Grão Mestre
de
Secção Con-
sistorial
dos
Maçons
de
Nápoles,
morreu
ha
pouco
n
’aquella
cidade,
no
pleno
goso
de
suas
faculdades
e
e
reconciliado
com
a Egreja.
Durante
a
sua
ultima
enfermi
dade
elle
recebeu
os
Sacramentos
algumas
vezes,
e
morreu
muito
contricto.
A
p |>r 3 o ií
caridade publica.—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edade,
moradora
na
rua
de
Iníias
n.°
83,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos,
e
sem
meios
de
subsistência.
IMlHtiS
TEI
j
EKKATIYIAS
oa
AWESCIA
HiVAS
MADRID,
17
—
O
«Imparcial»
diz
que
houve
reunião
de
vários
deputados
em ca
sa
de
Alonso
Martinez
sendo
lidas
algu
mas
cartas
de
adhesão
á
ideia
do
centro
parlamentar
em
cuja
formação
se
persiste.
O
mesmo
periodico
commenlando
as palavras
que
o
bispo de
Granada
dirigiu
ao
Papa em
favor
do
poder
temporal,
accrescenta
que
espera
informações
mais
detalhadas
que
expliquem
ou
attenuem
o
que
qualifica
de
palavras
imprudentes
para
com uma na
ção amiga.
O
governo
approva
a
reforma
das
tarifas
consulares
a qual
brevemente
será
publicada
na
«Gaceta».
Foi
inaugu
rada
hoje
de
manhã
a
exposição
agrícola
e
industrial
da
província
de
Guadalajara a
qual
está
magnifica.
PARIS
18—
Telegrammas
recebidos
do
estrangeiro
são
geralmente
maus.
Fasem
receiar
que
a
Rússia
arrastada
pelo
mo
vimento
panslavista,
seja
obrigada
a in
tervir.
A
Turquia
duvidando
da boa
íé
dos
seus
adversários
parece
querer
sustentar
do
seu
lado o principio do
armisticio
de
6
meses.
As
negociações
entre
a Rússia
e
a Inglaterra para
um
armisticio
de me
nor
duração
apresentam-se
por
consequên
cia
laboriosas.
Noticias
de
Belgrado
con
sideram
iinminente
a
intervenção
da Rús
sia.
ROMA 17
—A
altitude
dos
peregrinos
hespanhoes
torna-se
notável
pela modés
tia,
por
isso
os
liheraes
e
os
italianos
tratam-nos
polidamente
e
renunciaram
á
demonstração
que
projeclavam
Os
pere
grinos
mostram-se
unicamente
peregrinos
e
são
muito reservados
quando
os
inter
rogam
sobre
política.
A
policia
vela
para
que
não
sejam
alvo
de
indiscreta
curio
sidade,
nem
explorados
pelos
commercian-
tes.
Eugênio
Monlijo
e
seu
filho, chega
ram
a
Milão.
LONDRES
17
—Um
telegramma
de
Berlim
recebido
pelo «Times»
nolica
a
de
preciação
do
papel moeda
da
Rússia
e
af-
firma
que
a
Rússia
procura
contratar
em
préstimo
na
Ilollanda.
Fundos
russos
sof-
freram
hoje
em
Londres
baixa
a
4
p.
c.
Afíluem
diariamente
a
Belgrado
nume
rosos
soldados
russos
completamente
equi
pados.
As tropas
russas
concentram-se
no
Caucaso.
MADRRID. <8—
A
«Gaceta»
publica
um
despacho
do
tribunal
de
Valência,
annunciando
um
roubo
considerável
de
titolos
da
divida
consolidada
interna
de
coupons,
bonds do
thesouro,
e
obrigações
sobre
Valência.
A
rainha
Isabel chegou
a
Sevilha.
Monlpensier
é
esperado
em
Madrid
.
amanhã.
ROMA,
17—
Diversos peregrinos
de
Valência
e
Viche Geronna,
foram
recebi
dos hoje
pelo
Papa, apresentando presen
tes
em
ouro,
em
nome
dos
redactores
dos
jornaes
calholicos.
Os
peregrinos
cantaram
o
hymno
con
tendo
a
sua
profissão
de
fé.
O
Papa agra
deceu-lhes exprimindo
aos diversos
gru
pos
o
seu
reconhecimento
e
animou-os
a
preservar.
Os
peregrinos
da Siiissa
vão
todas
as
manhãs
á
Basílica.
Partem
de
20
do
corrente
até
2 de
novembro.
VIENNA,
27
—Chegou
hoje
de
Li
vadia
nova carta
aulhografa
do
Czar
para
o
im
perador
da
Áustria.
PARIS
18.
—
Hoje
é geralmente acre
ditado
em
Londres
o
boato
de
que
existe
alliança
emre
a
Rússia
e
a
Áustria
para
intervenção
da
Rússia no caso
de que a
Turquia
recuse
um
armisticio
de
curta
duração.
Um
despacho
de
Vienna
declara pre
matura
essa
versão,
mas
acredita
um
pro-
ximo
accordo entre
a
Rússia
e
a
Áustria
para
a
intervenção
da Rússia
se
a
Turquia
persistir na
recusa
de
dar
garantias
ás
reformas
feitas
por
accordo internacional.
MADRID
18.—
O
governo
hespanhol
dirigiu
uma reclamação ao
de
Inglaterra
ácerca
do
contrabando
feito
em Gibraltar;
mais
de
1:800
israelitas
se
empregam
no
fabrico de
cigarros
de contrabando
desti
nado
a
Hespanha.
ROMA
18.—O texto
publicado
do
dis
curso
do
Papa
aos
peregrinos
hespanhoes
não
contém
allusão
política; o
discurso
do arcebispo
de
Granada
que será
prova
velmente
publicado
hoje
não
conterá men
ção
de
questão
política.
Coelho,
ministro
de
Hespanha, visitando os
peregrinos
dis
se
que
o
governo
de Madrid
está
disposto
a
ajudar
a peregrinagem
em
cumprimento
das
crenças
religiosas
mas
não
para
fins
políticos.
PARIS
19—Não
tem
fundamento
al
gum
os
boatos
de
demissão de
Decases
ministro
dos estrangeiros.
Também
nenhuma
das
noticias
recebi
das
aqui
justifica
o
boato de
demissão
do
conde
Andrassy,
chanceller
da
Áustria
e
sua
substituição
pelo
conde
Beust.
Nos
circulo
bem
informados
não
ha
co
nhecimento
de
lacto
algum
diplomático
que
modificasse
a
situação
e
que
justifique
o
pânico
manifestado
hontem.
Diz-se
que
Carcelles
embaixador
de
França,
junto
do
Vaticano
deu
a
demis
são.
ROMA,
18
—
Os
chefes
dos
peregrinos
hespanhoes
decidiram
estabeleceram
uma
junta permanente
para
promover
peregri-
nagens.
O
governo hespanhol
enviou
inslruc-
ções
aos
seus
representantes
fasendo
ob
servar
que
entre
os
peregrinos
figuram
al
guns
adversários
do
governo
actual,
e
de
clarando
que
se
os
peregrinos
se
conser
varem
nos
limites
religiosos os
represen
tantes
deverão
protegei-os
porque
a
Hes
panha
se
regosija
que
os
hespanhoes
visi
tem
o
Papa, mas
que
se
ultrapassarem
os
limites
religiosos
n
’
um
paiz
amigo
de
Hes
panha
o
governo hespanhol declara
que
não
responderá
pelas
consequências
que
possam
sobrevir.
Os
representantes
hespanhoes
devem
dar
aos
peregrinos
toda
a
assistência
pes
soal
mas
terão
de
communicar
immedia-
tamente para
Madrid
quaesquer
reclamações
que
possam
surgir
da
conducta
política
dos
peregrinos.
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Eesiimo do aetivo
e passivo em
30 de
setembro de
1856
Aetivo
Acções de
Bancos
e
Com
panhias........................
Acções
para
emitlir. .
Agencias............................
Caixa..................................
Despezas
d
’installação.
.
Casa forte
.....
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes.
.
-
. .
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos
s.
penhores.
Leiras
em
carteira
.
.
.
Moveis
e
utensílios. . .
Diversas
contas
devedoras
Valores
depositados.
.
.
Créditos
.............................
Accionistas.......................
Contas correntes
.
.
.
Passivo
Capital................................
Credores
de valores
de
positados
.......................
Depositos
a
praso.
.
.
Depositos
á
ordem.
.
.
16:6610000
1.700:0000000
7:6670751
23:7350352
1:6270569
4950455
32:6100366
23:1680000
11
:23505O6
240:4830641
.
1:8330673
.
8:1780678
.
3:7820240
. 10:9670244
10:1710000
.
49:3190165
2-141
9360642
2.000:0000000
3:7820240
67:4130678
35:3580184
Devedores
e
credores
ge-
raes
...............................
?
undo
de
reserva.
.
.
.
Ganhos
e
perdas.
.
Letras
a
pagar.
.
.
dividendos
......................
13:3620512
1:00000110
6:7320848
13:2770280
1:0090900
2.141:9360642
Banco
Commercial
de
Coimbra,
11
de
outulro
de
1876.
Os gerentes.
José
Barbosa
Lima.
J. Melchiades
Ferreira
Santos.
(277)
(4375)
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de Londres.
97
annoH (Tiuvariavel
snemso
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Ilevalescié-
re
Du
B
aiiry
,
que
cura
as
indigestões (dis-
aepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca, pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse, asthma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões, mal aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as de
sordens
no
peito,
na
garganta, do
alito,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue.
75:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
de S.
S. o Papa,
do
duque
de
3luskow,
da
exc."ia
snr.'
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saenz
de
Teja-
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz
de Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica
e
cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico
:
Que cora uso
da
Revalescié-
re,
obtive
na
minha
clinica
varias
curas
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clien
tes
residentes
n
’
esta,
cidade,
lembrando-
me o
de
D. Filippe
Zappina
empregado pu,
blico,
hoje
administrador
da
alíandega d-
Manila nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amelie
Gomes, casada
com
um
chefe
do exercito;
a
qual
continua
a
melhorar
com o
seu usoa
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soflria havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constar
em
ioda
a
parte,
a
assigno
era
Cordova
em 13
de
outubro
de
Í873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/,
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
10400
reis
;
de
2
kilos, 30200
reis
;
de
6
ki
los, 60400
reis,
e
de 12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Rewal®sei®re
choeolatada;
ella
res-
titue
o appettite,
digestão,
somno, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
latadelO
chavenas,
500 reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200 reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
barry
»
u
ba
.
kby
«a
c?-Pla-
ce
Vetidòme,
26,
Pariz
;
77 Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbwa,
(por
grosso
e
miudo)
:
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
&
irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coínxbra,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareelioa,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos.
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto, Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
Eigueir®,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarie»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena
fiel,
Miranda,
pharm. ;
Ponte
<lo lúrna
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa do Yarzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viamna
do Caiatello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa da
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
phartn.
iSRADECIMEITOS
A
viuva,
filhos
e
parentes
do
fallecido
snr. José
Joaquim
d
’
01iveira,
não
poden
do
agradecer
pessoalmenle
a
todos
os
illm.
os
snrs.
que
acompanharam,
e
assis
tiram
aos
oflicios
do
mesmo
fallecido,
a
fazem
por
este
meio,
protestando
a
todos
o
seu
eterno
reconhecimento.
Braga
18 de
outubro
de
1876.
(4371) Manuel
Antonio
d
’Oliveira.
ANNUNCIOS
Companhia Edificadora e Indus
trial Bracarense
Sociedade
anonyma do responsabi
lidade
limitada.
A
Direcção
d
’
esta
Companhia
convida
os
snrs.
Accionistas
a
reunirem-se
em
as
sembleia
geral
extraordinária,
sabbado
21
do
corrrente pelas
II
horas
da manhã
no
escriptorio
provisorio
da
rua
da
Cruz
de
’
edra
n.°
6
a
12,
para
tratar
de
assum-
atos
financeiros
que
dizem
respeito á
mes
ma
Companhia.
Braga
17 de
Outubro
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(4374)
4.
R
Emissão das obrigações dos
caminhos
de ferro do
Minho e
Douro.
Pelo
presente
são prevenidos
os
porta
dores
de
certificados provisorios
da
referi
da
emissão de
que
no
dia
25
do
corrente
mez d
’
oulubro
se
vence
a 3.
a
prestação
de
150000
reis,
por
certificado
que os
mesmos
deverão satisfazer
no
cofre
cen
tral
d
’esle
districto,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
ficando
sujei
tos
á perda
das
prestações
já
pagas,
quan
do
deixem
de
o
fazer
no
indicado dia.
Repartição
de
Fazenda
do
districto
de
Braga 20
d’
outubro
de 1876.
O
Delegado
do Thesouro,
(4376)
Henrique
Francisco
Bizarro.
DECLABAÇÀO
Manual Henriques
Serrão
da Veiga,
de
clara,
para
os
fins
convenientes,
que
se
não
responsabilisa
por
qualquer
divida
que
'aça
sua
mulher
D.
Maria
da Gloria
Ama-
ia
Serrão
da
Veiga,
pois
que
para
isso
não
está por
mim
auctorisada. (4377)
”
™Aluga-se
a
casa
n.°
48
da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhola.
Tem
dois andares
ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e
gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
ARREMATAÇÃO
No
dia
22
do
corrente
mez
d
’
outnbro
pelas
10
horas
da manhã,
no
tribunal
das
arrematações judiciaes
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’esta
cidade
se
tem
de
aroceder
á
arrematação
de duas moradas
de casas
designadas
pelos n.
os
29
e
30,
unidas
uma
a
outra,
sendo uma de
dous
andares,
situadas
na
rua
de
S.
Vicente
d
’
esta
mesma
com
seu quintal
e
poço
que
ambas
formam
um só prazo
avaliadas
am
bas,
com
abatimento
de
todos
os
encargos,
na quantia
de 9590350
rs.
Mais
uma
ou
tra
morada
na
referida
rua.
com
suas
pet-
lenças
designada
pelos
n.os
67
a
67
B,
e
pelo
lado
da
rua
de
Santa
Thereza,
outr’ora da
Hispanha,
tem
os n.
os
9,
10,
II,
12
e
13,
com
seu quintal
e
poço,
avaliadas
com
abatimento
de
todos
os
en
cargos
na quantia
de
2:3970500
rs.
E bem
Anlonio
Manuel
Ayres
d
’
Oliveira
Bernardo
José
Fernandes Carneiro.
(4338)
i-in.i
n
n
RS
ussim se
tem
d’arrematar
toda
a mobilia
e
utencilios
da
loja,
que
foi
do fallecido
Sebastião
Ramos
Barros Pereira,
isto
por
força
dos
autos
de
falência. Toda
a
pes
soa
que quizer
arrematar,
póde
compare
cer
no
indicado
dia,
hora
e
logar.
Os
administradores,
COLLEG
’
O
BRACAFOSE
Hws»
ilo Anjo, oi.u
2®.
N
’
esle
novo
estabelecimento ha lecciona-
ção
das
seguintes
disciplinas,
pelos
profes
sores
:
Instrucção
Primaria,
José
Valerio
Ca-
pella.
Portuguez
do
l.°
e
2.°
anno,
padre
Manuel
Ribeiro
de
Castro,
e
padre
José
Maria
Rodrigues.
Rhetorica,
padre
Manuel
Ferreira Mar-
nôco
e
Sousa.
Francez,
João
José
Alves
Xavier
de
Araújo.
Conversação franceza, idem.
Latim
e
Lalinidade,
Dr.
João
Manuel
Correia.
Inglez,
idem.
Allemão,
idem.
Hebraico,
idem.
Desenho,
João José
Alves Xavier de
Araújo.
Grego,
Dr. Patrocínio
da
Costa.
Italiano,
idem.
Geometria,
Alferes
Zeferino
Moraes
e
Moita.
Mathematica,
Dr. Patrocínio da
Costa.
Introducção,
idem.
Philosophia,
Dr.
Manuel
Messias
Men
des
Fragoso.
Geographia
e
Historia,
idem.
Commercio,
João
José
Alves
Xavier
d
’
Araujo,
e
Alferes
Zeferino
Moraes e
Motta.
O
preço
de cada
uma
d
’
estas
discipli
nas
é
de
l&OOO
reis
por
mez,
á
exce-
pção
de Mal/temalica e
Introducção
que
é
de
1^300
rs.,
e
a
de
Commercio
que
será
de
2«JOOO
rs
Haverá,
além d’eslas disciplinas,
aula
de
Canto.
Piano,
Bebeca,
Flauta,
etc.,
de
duas
licções
por
semana,
a
200
rs.
por
cada
licção.
Os
alumnos que
se
matricularem
de
pois
do
mez
de
outubro
pagarão,
além
da
quantia
estipulada,
mais
dez
por
cento
por
cada
mez
atrazado.
(4369)
I&Z
mhu
MMU
l
-
CARitEIIK
USARIA
Anlonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
faz
publico
que
continua
com sua carreira
diaria
entre
esta,
cidade,
Villa
Verde
e
Pico de
Regalados.
Preços
e horas os
mesmos.
O
seu
escriptorio n
’esta
cidade
é em
casa
do
snr.
toeiro.
Esquina
do
Villa
Verde
17
de
(4366)
Manuel
de
Barros,
La-
Chãos
de
Baixo
n.°
13.
setembro
de 1876.
Anlonio
Garcia'
Araújo
Ribeiro,
do
campo
de
D.
Luiz
l.° n.°
I,
faz
publico que
despediu
os
seus
empregados,
Custodio
Augusto
Duar
te
Costa,
e
Álvaro
Augusto
Leite
Ribeiro,
e
previne a
todas
as pessoas
que
não
se
responsabilisa
por
qualquer
divida
que
os
mesmos
façam.
Braga I
de
outubro
de
1876.
Arrematação
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’esta
cidade faz
publico,
que
no dia
24
do
corrente,
pelas
10
horas
da manhã,
lerá
logar
na
ante-sala
das
sessões
da
mesma Santa
Casa
a
arrematação
dos
fo
ros,
censos
e
pensões
em
generos
ven
cidos
no
S.
Miguel
do
corrente
anno,
pertencentes
á
mesma
irmandade
e
ao
Hos
pital
de S. Marcos,
que
administra,
sob
as
condições
que
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga 17
de
outubro
de
1876.
O
Provedor,
(4367)
Manuel
Justino
Marques
Murta.
Retratos
P
't
baratos-
—A
l$0
‘
0
rs.
a dúzia.
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
CAPEIXI8TAS-4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das 10 horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
mesmo com
os dias
innevoados.
(4343)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOSe
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo no
Rio de
Janeiro
SAIR
DE
LISBOA
.» I
1
S.
8.J
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
qoe
desejarem obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
MONDEGO
ELBE
.
.
MINHO. .
28
13
28
de
Outubro
de
Novembro
de
Novembro
PREÇOS
GUADIANA
DOURO.
.
COMMODOS
13
29
de
Dezembro
de
Dezembro
CISiURGIî
keuttista
Cada
paquete
d'esta c»t»Bj»anl»ia
leva
a
bordo
eriadoa
e
Cada
paejuete
d’est« eompanbia
leva
a
bordo
eríadoa
e cosSnheiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
to«í»s
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros
teeiu grátis cauta, roupa de cama, co
mida
feita por cosimbeiros portuguezes, vinho
duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)'sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros d
’
enlre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIACENTRAL,
rua
doslnglezes.
23,
do agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
o
a
o
QQ
□C
>«
o
c
a
v
•w
fi
e
s
íí
03
5
o
ó
0
E
e
■8
fa
3
V
g
o
c
FLUIDE
IATIF
o
E
JONES
Por
suas
propriedades beneficas, goza este
pro-
ducto
de "alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
danças
de clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do vento ou
do
calor,
etc, etc.
Uma simples
applieação faz desapparecer as ra
chaduras
das mSos e
dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
Ê
muito digno de ser recommandado ó
Snbno
Eatif,
que
possue todas as
propriedades suavizan-
tes
doFIuide,euma
roma delicadissimo.PreçoSOOr
*
.
23,
Boulevart
des
Capucines, Paris,
De
Fronte
da
entrada do Grand-notel.
;
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos de Fantasia, Estojos
diversos,
Cutelaria, Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa, snr. Barreto, Lorêto n.
‘
28—30
(26 *
)
?
iJ
I
a
1
K .
i
1.
n
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
As
festas
da
sua
coroação
e
o
grande
milagre
operado
por
Nossa
Senhora
em
Ygos
em
que
foram
salvos
700
peregri
nos
de
Niort.
Vende-se
por
80
reis
no
Porto,
na
livraria
Catholica,
praça
de
D.
Pedro
n.°
131,
e
na
livraria
Portuense
de
Nanuel
Malheiro,
rua
do
Almada
n.°
121
a
123;
em
Braga
na
livraria
Catholica, rua
do
Souto;
em
La m
ego
na
loja
do
snr.
Fran
cisco
Marques
da
Rocha
25
■ 4Í7I .
O
12
MIL CGr .
A
rua
de
s
.
MARCOS.
N. 5
í
abaixo
impor-
o
Rio
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
saltas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
imuia&HiiuD
guaiw,
u.
p.
zii
cipiar
em
80
reis
a
peça,
g
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
I
Rebuçados
peitoraes balsâmicos.
Uleis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
calharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4135)
Tendo-se
desencaminhado,
ao
assignado,
entre
outios
papeis
de
tancia
o
bilhete
de
passagem
pua
de
Janeiro
da
Companhia
Franceza,
po-
risso
pede-se
a
quem
o
achasse
de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
em
Caldellas.
ao
Rev.
”
Reitor,
em
Villa
Verde em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Peixoto,
que
receberão
viçaras. P< is
as
providencias
já
estão
das.
Braga
20
de
setembro
de
1876.
Antonia
Pires
da
Costa
Arraes.
(4312)
al-
da-
Vende-se
um
feilon
em
bom
uso, e
uma
parelha
de
cavallos
com
os
seus
ar
reios
competentes
também
em bom
es
tado,
fieis
ao
trabalho
e
com
todas
as
qualidades
boas;
quem
pertender
comprar
falle na
rua
de
Sapateiros,
n.°
3.
(4361)
G)
'^5
■
3
*
L'
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
£
LEGIONISTA.
Na
rua
do
Anjo
n.°
11 ensina-se a
lingua
franceza
por
a
quantia
mensal
de
800
reis,
paga
adiantada.
(4336)
ATTENÇÁO
Na
rua
de
D.
Pedro
V n.°
37,
ven
dem
se
caixas próprias
para
deposito
de
azeite.
(4363)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
