comerciominho_21091876_545.xml
- conteúdo
-
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E MOTICIOSA
NUMERO
54$
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
eoitor
e
proprietário
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
*»r
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
uaaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
coroo
as
corrcsponden-
ím
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
^í
*
.tttkux»i£-ar
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre
850
rs.=WVorcn-
.
cias,
anno
2&000 rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre 1S050
1
rs.^Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou 8&000
reis
e
tôõOO
reis
moeda
fraca.—
Annunciospor
iniba
I
29
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
8
/
0
d
’
abatimentõ.
ibe
a
reputação,
feril-o
na
sua dignidade
de
homem
e
sacerdote,
e
fazer-lhe,
falsa
mente,
as
mais graves,
asquerosas,
infa
mes,
e
sujas
accnsações!
Para estes benêmerilos
—
a
apotheose:
para
as
suas
victimas
—
a
querella
!
Somos
pois
chegados
a
esta
perfeição:
—No
anno
da
graça
de
1876,
n
’
estes
ci-
vilisados
tempos
em
que
tanto
se falia
do
respeito
pela
dignidade
humana
—
um
ma
gistrado
que
representa
o Ministério Pu
blico,
que
deve
ser
a
salvaguarda dos
in
teresses
sociaes—
classifica
de crime
o
per
dão
das
injurias
'
e
querella
contra
um
sacerdote,
por
este
resar
uma
Ave Ma
ria
por
intenção
dos
seus
detractores
!
Que
faria então
o
snr.
delegado,
se
o
snr.
dr.
Grainha
resasse
um
Padre
Nos
so
?
Para
tão
nefando
crime,
talvez
não
achasse
no codigo pena
sufticienle!
()
nosso
collega,
o
snr.
Dias
Freitas,
a
quem
estnltamenie
imputaram a
procedên
cia d
’
uns
escriptos
publicados
no
«Impar
cial-.,
de Guimarães,
dirigiu
á
redacção
(1
’
aquella
folha
a
carta
que
abaixo publi
camos.
Os
nossos
collegas
do
«Imparciais, sa
tisfazendo ao
pedido
do
snr.
Dias
Freitas,
declararam
em
n.°
370
—
que
este
snr.
nào
é
o
auctor
de
nenhum
d<-s
escriptos
que
no
seu
jornal
tem
apparecido
desde
ha
uns
tres
annos
a
esta
parte.
A
carta
é
como
segue
:
Amigos redaclores
do
Imparcial
:
O
motivo
que
hoje
me
força
a
escrever
estas
linhas,
é
ainda
o
mesmo
que
já
por
umas c-ets
ou
sele
vezes
me
determinou a
incommodar-vos.
N’
esles
bons
tempos,
meus
amigos,
não
é
licito
que
o
nome
de
qualquer
indivi-
jduo
appareça,
uma
ou
outra
vez, n’
urn
jor
nal.
indicando
a
procedência
dum
folhetim,
.fiins
versitos—
filhos
enfezados,
rachiticos,
mas
sempre
adorados,
d-?s
noss--s
devaneios
de
moço.
Tãó
inaudito
crime
importa
o
mesm-i
que
denunciai-o
como
sectário,
e auctor,
de
todas
as
doctrinas,
de
todas
as
opi
niões,
de
todas
as
linhas
qu-:
tenham
ap
parecido,
ou
de
futuro
appareçam, n
’
esse
jornal.
Sem
mais
preâmbulos,
peço-vos
de
clareis,
com a
mão
na
consciência,
se
eu
sou
o
auctor de
fyiaesquer
correspondên
cias,
ou
lelegrainmas
que
vos
tenham
sido
enviados
d
’esla
cidade,
ou
se,
dueda
ou
indireclamenle
concorro
para
a
sua
publi
cação.
Peço
mais:
declarae
também
se,
ha
bons
tres
annos a
esta
parte,
escrevi
uma
só
li
.
xha
,
uma
só
palavra
,
para
0
VOSSO
«Imparcial».
Formulado
o
pedido,
conversemos
um
poucochinho.
Nào
vos
parece,
meus
amigos,
real
mente
maravilhosa,
incrível,
a
lecumlida-
de
que
me allribuem
cá
por
esta
cidade
augusta
?
Conheceis
o
numero
dos
jornaes
que
se
publicam
em
todo
este
litleratissimo
paiz?
Pois
licae
sabendo
que
eu
escrevo
para
lodos
elles,
se
é
que
não
sou o
seu
unico
redactor...
Duvidaes?
—
perguntae-o
a qualquer
des
tes
meus
senhores
daqui,
cada um
dos
quaes
é
um
cetáceo
collossal
a
accom-
melter
a
minha
sombra,
ou
—
mais coine-
sinbo
e
mais
frisanle
—
um
gôzo
a ladrar
á
lua.
Maganões!
E
dizem
por
ahi
que
custa
muito
a
celebridade!...
Ora
estes miseráveis
que
andam
a
car
rear
materiaes
para
o
meu
capilolio,
não
perdem ensejo
de
me
quererem
exalçar,...
malquislando-me
com
lodos
e com
tudo.
Que
lhes
preste.
Ç&lTSJtíTA-FEÍKA
®8 29E
WE.IÍOO
Para
não
ficar
dúvida
sobre
o modo
por
que
neste
abençoado
paiz
se inter
preta
o
espirito
das leis,
e se
respeita
a
dignidade
humana,
vamos
dar
a
narração
d
’
um
facto, que
é
mais
um titulo
de
glo
ria
para
esta
epoca
de
santa
liberda
de:
O
r.
m°
snr.
dr.
Francisco
Maria
Ro-
driguesde
Oliveira
Grainha,
da
Covilhã, me
dico
distineto,
sacerdote illustrado
e dignís
simo;
completamenete desprendido
de
ambi
ções,
e
inleiramente
dedicado
ao
exercício
da
caridade
evangélica;
sempre
prompto
a
pres
tar
gratuilamenle
e
a
qualquer
hora
os
serviços
da medicina a
qualquer
pessoa,
rica,
cu
pobre,
que
d
’elles
careça,
—
tem,
por
estas
qualidades,
e
por
muitas
outras
virtudes que o
distinguem,
merecido
a
affeição,
a estima,
o
reconhecimento,
e
quasi
a
veneração
de grande parte dos
seus
conterrâneos,
e
de todos
quantos
mais
de
perto
o
conhecem.
Apezar
de
tudo,
houve
na
sua
pró
pria
terra
alguém,
que
para
satisfazer ruins
paixões,
tentou,
ha
pouco,
ennodoar-lhel
a
illibada
reputação
com
uma
calumnia-
torpíssima
!
O
desforço
do
snr.
dr.
Grainha
foi
—
declarar,
no fim
da
missa,.,
que
perdoava
aos
seus
delráclores;
e
resar
uma
Ave
Ma
ria
por
intenção d
’elles,
para
que
Deus
lhes
perdoasse
lambem.
Podia
o
snr.
Grainha
confundir
e
cas
tigar
nos
tribunaes
quem
tão
aleivosa
mente
tentava
feril-o
na
sua honra;
por
que
linha
provas
e
testemunhas
de so
bejo.
Preferiu—
perdoar !
Este
generoso
e
evangélico procedimen
to,
longe
de
abrandar, mais
irritou
o
ani
mo
do
occullo
caiumniador, que nào
se
atlrevendo
a
arcar
de
frente
cmn
a
res
ponsabilidade
da
própria
infamia.
se
pre
cipitou
no
iodo
da denuncia
anonyma
!
O
snr.
administrador
do
concelho,
ten
do,
p
>r esia
fórma,
noticia
da
infainante
ac-
cusação,
que
se
fazia
ao
snr.
dr
Grainha,
chamou
á
sua
presença
a
mulher
que
fò-
ra
simples
instrumento
do
caiumniador,
e,
auxiliado
por dois
facultativos,
verificou,
que
a
accusação
era
radicalmente
falsa
e
calumniosa
!
'
Succedeu
porém,
casualmente,
entrar
o
snr.
dr.
Grainha
no
edifício
da
cadeia
a visitar
um encarcerado, quando
na
ca
sa
da
administração,
que
é
contígua,
se
procedia
ao
exame da
depravada
mulher.
Correu
então
pela
cidade, que
o
snr.
dr. Grainha
já
estava
preso,
e
a
conse
quência
d’
este
falso boato
foi
—juntarem
se
na rua
da
praça
centenares
de pessoas,
e
e
manifestarem
pacificamente
a
sua
indi
gnação
contra
os auclores
da torpe ca
lumnia.
A
este
facto,
tão
natural,
deu
o
snr.
dr.
delegado
as
proporções
de
grande
mo
tim;
e fazendo
logo
prender
umas
pobres
mulheres,
sob
protexto
de
não
obedece
rem
ás ordens
da
aucturidade,
que
as
mandava
dispersar,
commetteu
em
segui
da
a
inconsiderada
falta
de
participar
ao
snr.
procurador
regio.
que
o
suppòsto
motim
fóra
promovido
peio
dr.
Grai
nha
!
As
consequências
d'esta
inconsideração
foram
—
julgar-se
o
snr.
delegado
obriga
do,
por
honra
da firma,
a
qnereliar,
nào
só das
passoas
presas mas
do
proprio
snr.
dr.
Grainha
!
O
snr.
juiz
de direito,
não achando
fundamento
para
a
querella.
nào
pronun
ciou
os
querellados;
e
o
snr.
delegado,
ainda
por
honra da
firma,
julgou
que
de
via
aggravar; e
assim
o
fez!
Portanto,
segundo as
modernas
lheo-
rias
penaes
do
snr.
delegado
da
Covilhã,
parece,
que
é
licito
calumniar
qualquei
cidadão,
afftonlal-o
na
sua
honra,
roubar-
Vinha aqui
muito
a
proposito
levantar
urna pontinha
do
veo.
Não
será
agora
:
a
opportunidade
não vem
longe.
Mas,
meus
bons
amigos,
como
é
fatal
por
estes
silios
o
saber
escrever
o
pro
prio
nome,
com
consciência
do
que
se
es
creve
?!
Eu
já
pouco
quero,
com
aquelle
ou-
tr
’
ora
profundo
querer
d’
alma,
a
esU)
mis
ter
de eleição
instinctiva
que
abracei.
A
penna,
esta menina
e
moça
que
desde
tenros annos
me
tem
sido
gratíssi
ma
consocia,
que tanto
aligeira
as horas
do desconforto,
tel-a-ia
feito
pedaços
—não
obstante
representar
hoje
para mim,
não
já
uma
distraeção,
mas uma
necessidade
imprescindível
—
tel-a
ia
feito pedaços,
re
pito, se
pudesse
convencer-me
de
que
a
pessoa, a
quem
devo
o
nada
que
sou,
dá
inteiro crédito
ás
malsinações
dos bil
tres.
A
confraria
d
’
esses
biltres,
a
que
al-
ludo,
pode
soíFer
duas
divisões:
—
na
1.a,
alinham-se
uns
insignificantes tão
peque
ninos,
lá
tão
espojados
ao
fundo,
que
dif-
íicilmenle
poderíeis
enxergal-os
a
olho
ar
mado
:
na
2,
a
resahem
uns
sujeitos,
que
por
visivel
prolecção
do
diabo,
ainda
leem
quem
lhes
aperte a mão, sem luva.
Na
referencia
a
esta
2,
a
classe,
frisa
perfetlamenle
o
dito
de um escriptor, de
que
me
não lembram
as próprias pala
vras,
mas
cujo
pensamento
é:
quando
re-
ílectimos
que
vivem considerados taes
scir-
ros,
sociaes,
é-nos
doce
consolação
a
lem
brança
de
que
ha
inferno.
Para
estes,
se
Deus
me
conservar
a,
infelizmente,
já
deteriorada saude
hei
de
preparar-lhes
uma
bonita
maromba,
que
os
equilibrará
na
corda
das
gargalhadas,
em
pleno
barracão
do ridículo.
Não
vos
parece
que
algumas
penuadas
podem baldear
o
Allame de
papelão
que
sustenta
as
esferas
de certas
reputações
purulentas ?
Não vos parece
que
uma
bor-
riladela
de
tinia
haja
a
virtude
de
assi-
milhar
á
negridão
do interior
o
exterior
branqueado
dos
sepulcros
de que
falia
o
Evangelho
?
Ao
lançar
as
bazes,
já
assentadas,
gos
tei
de
repelir
com
Voltaire (a):
Temos
a
defender
nossos
actos
e
nossas
palavras,
—
dois
cães
de boa
preza;
quem
ficar
mor
dido
por
elles,
fica
bem
mordido.
Vereis
se
cumpro
o
que
promeito.
Ter
m
mo.
Satisfazei
o meu
pedido,
feito
unica
mente
por
comprazer
á
pessoa
a
quem
mais
acima alludo.
Prometlo-vos.
a vós e
a todo
o
mun
do,
que
é
esta
a
ultima
vez
que
incom-
módo os
typos
com
sol
licitações
d
esta
natureza.
Este
proposito
não será
que
brantado.
ainda
que
me
convençam
que
do
contrario
eu
poderia
obstar
a que
o
mundo
sáia fóra
dos
eixos.
Deseulpae
a
impertinência do
Braga,
7 de
setembro
de
187o.
Vosso
collega
obscuro,
DIAS FREITAS.
(a)
Cit.
por
V.
Joly.
rt
ã nr *i m y
T
W
â
& À
é
£
M
Gírdessaçâse.—S.
ex.
a
revd.,n
'*
o
snr.
arcebispo coadjutor
confere
no
proximo
sabbado
ordens
sacras
aos
ordinandos
que
para
esse
tim
leem
frequentado
os
exer
cícios.
Rfovena
—
Começou
hontem
a
novena
do
Archanjo
S.
Miguel, na sua
capella.
<íe s. ,?íarc<»s
—
Foi
pro
vido
no
logar
de
facultativo,
do
Hospital
de
S.
Marcos, vago pelo
fallecimenlo
do
snr.
Cortez
Vieira,
o
snr.
Luiz
Cândido
J
Valle.
Stmsrar.
—
Como
ha tempos
annuncia-
tnos,
a
commissão
promotora
das
obras
do
R.
Sanctuario
de
N. Senhora
do
Porto
d
’
Ave,
lembrou-se
de
promover
um
basar
de -prendas
para
com
o
seu
prodocto
rea-
iisar
alguns
melhoramentos n
’aquelie
san
ctuario.
O
basar
effectuou-se
nos
dias 6
e
7
do
corrente,
sendo
mui
crescido
o
numero
das
prendas, offerecidas
e
mui
rendoso
o
seu
producto.
Entre
essas
prendas
notaremos
uma
bonita
peça
de
musica
intitulada
«O
basar
de
N.
Senhora
do
Porto d
’
Ave»,
a
qual
depois
de
excellentemente
desempenhada
pela
banda
da
Povoa
foi
duas
vezes
arre
matada
por
quantia
superior
a
6
libras.
Cumpre-nos
louvar
a
dedicação
e
sol-
licitude dos
dignos
membros
da
commis
são
promotora
das
obras
d
’
aquelle
mages-
loso
Sanctuario.
O
revcS.0
padre Jfli dão de
MeJ
•
Fateão.
—
Partiu
hontem
para
o
Porto,
e
d
’alli
seguirá
para
Lisboa,
o
revd.°
snr.
padre
Jordão
de
Mello
Falcão,
de
cuja
vinda a
esta
cidade
dêmos
noticia.
A
respeito
d
’
este
notável
ecclesiaslico
recebemos
uma
carta
da
qual
extractamos
o
seguinte:
O
snr.
padre
Mello
falcão,
chegado
ha
dias de
França,
pertence
a
uma
famí
lia
nobilíssima.
E
’ filho
de
Justino
Alberto
Tmoco
da
Silva
Cardoso
de Mello,
da
nobre
casa
da
Commenda,
em
Garfe,
c-ncelho
da Povoa
de
Lanhozo,
e
sobri
nho
da
ex.
ma
stir.a
D.
Guilhermina
Ma-
xima
Lobo
de
Vasconcellos,
na
companhia
da qual
vivia
quando,
seguindo
a
sua
vo
cação,
deixou
a
sua
palria
em
1866.
Foi
o
joven clérigo
possuidor
de
bas-
lâiitcs
nicios,
3
Hiiiior
parte
dos
(juues
applieou
para
obras
piás, antes
de
abra
çar
o sacerdócio.-
O
snr.
padre Jordão
é
um caracter
em tudo
digno e
dotado
das
mais raras
qualidades.
Felicito
a
ex
ma
famióa
do
snr.
padre
Jordão,
e particularmente
a
sua
virtuosa
e extremosa
thia
por
ter
ainda
gosado
a
ventura
de
tomar
a
ver
aquelle
qne
tanto
ama
e
exlremece.
—
J.
C.
S.
B.
Festividade. —
No
proximo
domingo
festejam-se
com
grande
pompa
na
egreja
do
convento
do.
Salvador,
as
milagrosas
Imagens
do
Senlior
dos Trabalhos
e
Santa
Filomena.
Na
vespera
á
noite
haverá
uma
brilhan
te
illuminação,
fogo
do
a>
e
leilão
de pren
das,
durante
o
qual
tocará
a
banda dos
Artistas.
No
domingo, cantar-se-ha
missa
a
gran
de
instrumenial,
com
o
SS.
exposto,
e
de
tarde
haverá
sermão
prégado
pelo
re.v.°
abbade
de
Sequiade,
lindo
o
qual cantar-se-
ha
Tu
Deum.
Terminados
estes
actos
continuará
o
ha
sar,
antes
do
qual
será
lançado
um
bonito
balão,
que
a
pouca
altura espalhará
uns
versos
dedicados
a
Santa
Filomena.
Esta .festividade
é
feita
a
expensas
de
devotos,
os
quaes
se
tornam
dignos
dos
maiores
encomios,
por
não
se
terem
pou
pado
a
trabalhos,
para
que
ella
se
torne
Te
anno
para
anuo
mais
esplendida..
TelHgrammas
de
ILisboa
—
LISBOA
18.
—
O
«Dia
rio»
publica
o
seguinte:
Annuncio
declarando
aberto
concurso
para
provimento
da
egreja
parochia!
de
Santa
Lomba
de
Regilde.
con
elho
de
Fel-
gueiras.
Decreto
estabelecendo
que
a
substan
cia
denominada
margarina
pague
de
direi
tos
JoO
reis
por
kilogramma.
Outro
ordenan
lo
que
aos
chapéus
de
feltro
exportados
se
pague,
como
resti
tuição
de
direitos,
50
reis
tendo
forro
de
seda,
e
reis
sendo
de
paninho.
Portaria
regulando
o
uso
de
licenças
aos
empregados das alfandegas
Foi concedida
licença
de
50
dias
ao
juiz
da
Re'ação do
Porto,
o
snr.
Sarmen
to Pimenlel.
Venderam-se
hoje
na
bolsa
os
seguin
tes
fundos
:
Inscripções
46,70;
obrigações
prediaes
de
assentamento
91$4OO;
obrigações
dos
caminhos
de ferro do
Minho
e
Douro
reis
83-3000.
IDEM
19.
—
O
«Diários
contém
o
se-
giAnte :
'
Aviso
declarando
estar
fixado
o dia
23
do
corrente
para as
exequias
do du
que
de Bragança;
idem
abrindo
concurso
para
provimento
das
egrejas
de
S. João
Baptista
de
Gavez, Quejada, Santo
André
de
Freineda,
e
Painzella, todas
da
dioce
se
de
Braga;
despachos
concedendo
licen
ças
por
30
dias
ao
snr.
conselheiro
An
tónio
Ferreira
Sarmento
Pimentel.
Juiz
da
Relação
do
Porto;
por
60 ao
juiz
de
di
reito
de
Bragança
;
e
por
30
ao
conser
vador
do
registro
predial
do
Marco
de Ca-
navezes
;
decretos
nomeando
o
snr
Abilio
Maria
Ladeira,
sollicitador da
comarca
de
Coimbra
;
e
o
snr.
João
Arrunho
da
Cos
ta.
solicitador
da
comarca
de
Momte-
mór-o-Velho;
aviso
declarando
aberto con
curso
para
provimento
de
diversos
luga
res
de
delegados
no
ultramar; estatutos
da
Companhia
das Minas
de
Marcelão (?).
Na
exlracção
da
lotoria
da Santa Ca
sa
da
Misericórdia
que
se
verificou
hoje
os
numeros
que obtiveram
maiores
prémios
foram
os
seguintes:
379
com
3:0003000 reis;
1911e
1628
com
1:0003000;
2887
e
1432 com
reis
50030'0;
1793
e
2113
com 2003000;
1977,3763,
2333.
1063,
2066.
1077,
1484,
2182,
1314,
2662
com
1003000
cada
um.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguin
tes
titulos:
Incripções
de
divida
externa
portugueza
52,80, 52,88
e
52,92;
ditas
de
assentamento
46,52
e
46,57
; fundos
his-
panhoes externos
com
0
l.°
semestre
12
32
e
12,59.
Sahsio
chiiinieo pura tarar 110-
«loas.
—
Greda
pulverisada
uma
onça,
hu
medecendo-se
com
uma
pouca
de
essên
cia
de therehentina,
ou
melhor
de
alfaze
ma.
uma
onça de carbonato
de
potassa
puro
e
juntando-se-lhe
um
pouco
de sa
bão
molle façam-se
pastilhas.
H8r»»aBíss
conjugal. —
Um
trabalhador
da
Inchv (Pas
de
Calais)
Bruno
Dubus,
ti
nha
sido
condemnado
em
1875 a
dez
me-
zes
de
prisão
por violências
graves
na
pessoa
de
sua
mulher.
Esta
desgraçada
que
repetidas
vezes
tinha
sido
ameaçada
de
morte,
alcançou
uma
sentença
de
separa
ção
de
corpo
e
bens
Dubus
nutria
vivo
resentimenlo
con
tra ella;
voltando
a
inchy,
aproveilou-se
da
occasião
em
que
ella
andava
a
traba
lhar
nos
campos
para
se lhe
introdusir
no
domiciúo.
Recolhendo-se
Dubus.
a esposa
fi
cou
espantada
de
o
vêr
e
intimou-lhe
or
dem
de sair
de
casa d
’
ella
ameaçando-o
com
0
fazer
voltar
para 0
sitio d'onde
vinha,
isto
é
para
a
cadeia
O
accusado
que
tinha
na
algibeira
um
rewolver
carregado,
*
apontou-o
para
ella,
disparou
uma
primeira
bala
que
lhe
acer
tou no
joelho
direito
e
uma
segunda
que
lhe atravessou a parle
superior
da perna.
A
aggredida ainda
leve
.força
bastante
pa
ra
saltar
pela
janella
grilando
por
soc-
corro
;
0 assassino
apontou-lhe
de
novo
e
fez
fogo
pela
terceira
vez.
Ella
caliiu
ba
nhada
em
sangue,
ferida
por
baixo
da
omoplata.
Alguns
visinhos
que
acudiram
ao es
trondo
ergueram
na
e
prestaram-lhe
os pri
meiros
cuidados
Dubus,
tendo-se
apro
veitado
da
noite
para
fugir,
foi
capturado
n’
uma
taberna.
Ileaeoberta
e«»
r
i
«»
b
t».
—
Por
um
dos
médicos
da
quarta
circumscripção,
foi
hon-
tem
comprovado
um facto curioso,
diz
0
tConslilulionnel»,
de
Pariz:
Na
rua
do Arsenal,
tinha
fallecido
pe
la
manhã
um velho
de
setenta
e
dois
an
nos,
chamado
Urbano
Romet.
Havia
mds
ne
trinta
annos
que
0
conheciam
no
bair
ro;
sabia-se
que
havia
sido
soldado, e
depois
conselheiro
municipal
na
aldeia
de
Acq,
na
Gasconha.
Ora,
com
grande
admiração
sua,
0
medico
observou
que
aquelle
antigo
ex-
militar,
aquelle
antigo
conselheiro
muni
cipal,
a
respeito
do
sexo
do
qual
nunca
pessoa
alguma
teve
a
menor duvida,
era...
uma
mulher.
Abriu-se
um
inquérito
a
este respeito.
jtfawfrra{jío.
—
Lê-se
no
«Diário
da
Ba
hia»
de 12:
Em a
noute
de ante-hontem,
ás
8
ho
ras
e
meia,
encalhou defronte
da
povoa
ção
da
Barra, pouco
adiante
do
logar
on
de
naufragou
0
«Maraldi»,
de
Liverpool,
0
paquete
allemão
«Germauia»,
da
com
panhia
de
Hamburgo, comrnandado
por
P.
Nielsen.
Segundo
somos
informados,
era
0
«Ger-
mania»
da
força
de
360
cavallos e
tinha
2:016
toneladas.
Vinha
de
Hamburgo
por
Lisboa
com
dias
de
viagem,
carregando
diíferentes
generos
para
a
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Santos
e Rio
da
Prata.
Trazia
0
rumo
do
norte
;
e
em
chegando
á
altura
do
farol
Santo
Antonio,
reconheceu
0
ca
pitão
que
estava
muito
perto
de
terra,
e
receiando
qualquer
sinistro,
tentou
lançar
ferro
ao mar
e
fundear.
Já
era
tarde,
porém,
para essa
manobra;
porque
a
cor
renteza
das
aguas,
muito frequente
no
lo
gar
do
sinistro,
impellindo
0
navio
para
os
arrecifes,
fel-o
encalhar,
ficando
a
cai
xa
da
machina,
em poucas horas,
com
pletamente
cheia
de
agua.
A
carga
que
até
á
hora
em
que
escrevemos se ha re
tirado
dos
porões, está
avariada,
e
é de
suppor
que
0
restante
do
carregamento se
ache
no
mesmo
estado.
No
logar
do
sinistro
tem-se
conserva
do
0
snr.
guarda
mór
da
alfandega,
acom
panhado
de guardas
e
olficiaes
de
descar-
ga,
que
procedera
á fiscalisação
e
descar-
gas.
Reputa-se
0
navio
completamente
per
dido.
Segundo
ainda
nos informam,
0
«Ger-
mania»
que
pela
primeira
vez
vinha
ao
Brazil,
é
propriedade
de
uma
companhia
de
navegação
entre
New-York
e
a
Alle-
manha,
e
fòra
engajado
pela
companhia
de
que
são agentes n’esta
praça
os
snrs.
Schramm
Wylli
&
C.a
, para
esta
viagem,
em
que
foi
tão
mal
succedido.
O
vapor
era
elegante,
ricamente
preparado
e
de
excedente
marcha.
Não ha,
felizmente,
ne
nhuma
perda de
vida a lamentar.
O
que
póde f«z?r êrro úe
íaupreng».—
Alexandre
Gnidi,
(denomi
nado
«Pindaro
italiano»,
indo
certo dia
a
Castel-Gaudollo
para
offerecer
a
Cle
mente XI um
bello
exemplar
illustrado
de
6
homilias
do
Pontífice, que elle tinha
traduzido
em
verso,
aconteceu-lhe
abril-o
ao
acaso
no
caminho,
e
descobrir
um ârro
de
imprensa
!
Tanto
isto
lhe
foi
doloroso,
que
0 pobre
Guidi,
chegando
a
Frascati,
caiu
apoplético, e
expirou
poucas horas
depois,
a
12
de
junho
de 1712.
fiSesgraçaa.
—
Tem
succedido
era Es-
tarreja
ha pouco mais de
um
mez
para
cá,
uma
immensidade
de
desgraças
taes,
que
horrorisara
e
fazem vir A
ideia
a
lembrança
de
que
sobre
aquella
pobre
e
boa
gente
pesa
algum peccado
mofenlo,
diz 0
«Campeão
das
Províncias».
Ainda
não
ha
muito
que
na
mesma
madrugada
ires
lavradores
foram victimas
de
Ires
fatalidades, salvando-se
da
morte
qualquer
d’elles por
milagre,
ficando
ainda
assim dois
em
deformidades.
Pouco
tempo
depois
um
pobre
rapaz
de Salreu
morre afogado
na
ria,
e
no
mesmo
sitio
em
que
lhe
tinham
morrido
dois
irmãos, e
no
mesmo
dia
uma
crean-
ça,
quasi
de
peito,
morre
afogada
em
um
tanque
no passal
de
Salreu.
Hoje
temos
a
noticiar
mais
duas
des
graças
e
quasi
simultâneas. •
Um
lavrador,
por
alcunha
0
Morganho,
vinha
com
0
seu carro
carregado
de
pi
nheiros
que
linha
ido buscar por
favor
para
um
amigo
da
villa: ao chegar
a esta,
faz
parar
0
carro
para
0
untar,
pois
vi
nha
cantanlo,
e
na
occasião
em
que
es
tava
curvado
a
untar
0
eixo,
os
bois
par
lem
por
eífeito
de medo
que
tomaram
e
a
roda
apanha
a
cabeça do
pobre
Morga
nho e quad
lh
’a despedaça.
Foi
a
escapar,
mas
depois
os pinheiros
que
no
fundo
do
carro
vinham
quasi
de
rastos,
apanharam
os
braços
e
pernas do infeliz
fracturando-
lh
’
as e
quebrando-lhe
0
braço
direito.
Já
foi
sacramentado
e
diíTicilmente escapará.
Pouco
mais ou
menos
na
mesma
oc
casião,
na
Povoa, logar
d
’esta
freguezia,
outro
lavrador,
Rodrigo
Marques
Valente,
0
Ruivo,
vinha
no
seu carro
com
bois
espantadiços
e
tanto
que
tomando
uma
pequena
cadella
por
alguma panthera,
tal
vez,
saltaram
com tal
fúria
e desconcerto,
que
atiraram
0
homem
abaixo,
passaram-
lhe
com
0
carro
por
cima
e
fugiram.
O
homem
ficou
também
maltratado,
mas
não
em
perigo.
Ag
irseaSs líoaj>ãt-Bl!eãs-«8.—
Lemos
na
«Religião
e
Patria»,
de
Guimarães:
—
Sabem
já
os
nossos
leitores
que
estão,
desde
julho
fazendo
serviço
nas
enferma
rias
do
hospital
da
Misericórdia d’esta
ci
dade
cinco
irmãs
hospitaleiras
do reco
lhimento
de
S.
Patrício
em
Lisboa.
De
proposito
nos
temos
abstido
de
faliar
até
agora
n
’este
serviço,
para
termos
tempo
de avaliar
cabalmente'
da
justiça
com
que
elle
era
encomiado
por
aquelles que
d
’el-
le
tinham
conhecimento.
Agora
que
vão
decorridos
dous
mezes
e
meio,
achanms
assaz
tempo
para
dizermos
que
tem
muito
de
que
se
vangloriar a
benemerita
Meza
que
as
chamou
para
0
serviço
do
hos
pital.
E’
preciso
vêr
para
se
acreditar,
0
quanto
melhor
é
0
serviço
das
enfermarias
que
estão
a
cargo
d
’
ellas.
Inexcediveis na
pontuali
dade
do
tratamento,
ninguém
as
imita
na
caridade
com
que
0
fazem,
na
ordem
que
manteem
nas
enfermarias, na
affabilidade
e
carinho
com
que consolam
os
pobres
enfermos,
na
dedicação
heroica com
que
não
abandonam
a
cabeceira
do
leito
onde
agonisa
um
moribundo,
no
cuidado
emtira
que
lhes
merecem
os
trabalhos
a
que
vo
luntariamente
votaram
a
sua
existência.
Não
pedimos
que
nos
acreditem,
pe
dimos
que, como
nós, vão
alli
ver
por
seus
proprios
olhos,
aquelles
a
quem qual
quer
prevenção
tenha
por
ventura
predis
posto
0
animo
contra
aquellas
pobres
se
nhoras.
Não individualisamos factos,
porque
se
0
fisessemos
teríamos
de
escrever
muito,
e
não
diríamos tudo.
Vão
alli
desenganar-
se
os
incrédulos,
para
depois
bemdtzerem
comnosco
a
instituição,
e
felicitarem
com-
nosco
a
Meza
que
se
deliberou
a
adqui
rir
para
0
hospital
serviços
tão
presta-
dios.
SJepsjís
«3a
guerra. —
Depois
que
acabou
a
guerra
dos
sete
annos
(1753
1760), Frederico 0
Grande
gostava
de
vêr
á
sua meza 0
velho
general Zielhen, que
lhe
tinha
prestado tão
grandes serviços
tíaquella
terrível
lacta,
e
ordinariamente
tnandava-o
sentar
ao
pé
de
si.
O
rei
con
vidou
0
general a
jantar
em
sexta-feira
santa;
0
general
não
acceitou,
desculpan
do-se
que n
’
aquelle dia costumava assis
tir
aos
officios
religiosos,
e que
gostava
de
consagrar
todo
aquelle
dia
á
meditação
e
ao
retiro.
A
primeira
vez
que
Zielhen appareceu
no
palacio
de Sans-Souci
á
meza
do
rei.
e
quando
a
conversação
se
tornou
anima
da
e
jovial como
ordinariamente era,
Fre
derico,
olhando
maliciosamente para
0
seu
velho
companheiro
de
armas,
poz-se'
a
ri-
dicularisar pela
maneira
mais
odiosa
a
crença
dos
catholicos
na
Eticharislia.
Es
ta
blasfémia
provocou
estrondosas
garga
lhadas
da
parte
dos cortezãos.
O
velho
general
abanou
a
cabeça, levantou-se,
e
depois
de
fazer
uma
longa cortezia
ao
rei, dirigiu-lhe
estas
palavras
com
voz
fir
me
e
sonora:
«Senhor,
Vossa
Mageslade
sabe
que
nos
campos
da
batalha
nunca
recuei
diante
dos
perigos; que
em
todas
as
occasiões
expuz
resolulamente
minha
vida
pelo seu
serviço;
os mesmos
sentimentos
me
ani
mam
ainda
hoje;
se
for
necessário,
e
se
Vossa
Mageslade mandar,
sugeito
humil
demente
a
minha
cabeça encanecida
ao
seu
beneplácito.
Mas
ha um
Ente colloca-
do
acima
do rei
e
de
todos
os
homens:
é
0
Salvador,
0
Redemptor
do
mundo,
que
morreu
por
todos nós,
e
que
nos
resgatou
com 0
seu
sangue.
Nunca
sof-
frerei
que
o
ataquem
e
escarneçam
na
mi
nha
presença,
pois
n
’elle
descança
a
mi
nha
fé,
a minha
consolação
e
a
minha
esperança.
Foi
esta
fé
que
deu
ao
vosso
bravo
exercito
a
valentia
com
que
alcan
çou
a
victoria.
Se Vossa
Mageslade mi
nar
esta
crença,
mina
ao
mesmo
tempo
a
felicidade
e
os
fundamentos
do
Estado.
Senhor,
crêde
me, disse-vos
a
verdade;
dignae
vos perdoar
a
minha
franqueza.»
O
rei,
visivelmente
tocado
por
este
discurso,
levantou-se, estendeeu a
mão
ao
bravo
e
pio
general, e
pondo-lhe
a
mão
esquerda
no
hombro,
disse-lhe:
«Feliz
Zielhen! E não
ter
eu a vossa
fé!
Respeito
os
vossos sentimentos
religio
sos;
conservae-os:
0
que
aconteceu
hoje,
não
ha
de
acontecer
mais.»
Silencio profundo
e
solemne
succedeu
a
estas
palavras.
Uma
apasiornil»... eras»»mereieirt».
—
Lê-se na
cbrrespondencia
de Lisboa
pa
ra
a
«Palavra»:
O «Jornal
do
Commercio»,
depois
de
ter
dirigido
as
mais
grosseiras
e
insultuo
sas
frases
ao
snr.
Padre
Seabra
que
no
periodico
legitimista
a
«Nação»
lhe
tem
posto
a
calva á mostra,
vendo
que
na
discussão
ia
deixar
0
carneiro
a
lã,
recor
reu
a
outro meio
e
fingiu
uma
pastoral
dirigida
pelo snr.
Cardeal Palriarcha
ao
clero
da
sua diocese. Para
quem
conhece
a indole
da
folha
coinmercial será
des
necessário
dizer
0
sentido
em
que
esse
imaginário
documento é
concebido.
Fazen
do
uma
monstruosa
omeletle
de textos
da
Biblia, como
quem anda
afeito
a
inter-
pretal-a
a
seu
sabor,
procura irrogar
cen
suras
aos
ecclesiasticos
que
da
imprensa
ou
do
púlpito
teem
profligado
as
suas
doutrinas.
Não
me
dou
ao
trabalho
de
ana-
lysar
a
sua
elucubração,
tanto
porque
não
dão para isso
as
proporções
de
uma
cor
respondência noticiosa,
como
porque
pre
firo
deixai
0 fresquinho
para
0
snr.
Pa-
dre
Seabra
que tem
gosto
e
paciência
para
0
dissecar;
peço-lhe
apenas
licença
para
lhe lembrar
aquella
passagem
de Bí
blia,
de
que
naturalmente
se
esqueceu
com
a
precipitação:
Et
cum
fecisset
qu^si
flagellum
de
funiculis,
omites ejecit de
te>n~
pio
(Joan. II,
15).
Dè,
pois,
graças
a
Deus,
porque
0 snr.
Padre Seabra
ainda
não
empregou
0
tal
fiagellufn
de
funiculis,
que
é
um
excellente
tira
teimas.
Viagecn «ubterranea. —
Le
se
no
Condilutionnel.
de
Pariz:
Uma
tentativa
bem
desastrosa
de
eva
são teve
logar
sexta-feira
passada
na
casa
de
detenção
de
Saint
Flour.
Um
preso
achando muito
altas
as
pa
redes
que
0
encerravam,
e
muito
largos
os caminhos
de
circumvallação, atirou-se
resolutamente
a
uma
via
mais estreita
e
menos
aerea.
Mas
na
vida
de
um
preso
nem tudo
são
rosas
e
0 nosso
homem
deu
logo
por
isso.
Depois
de
vários
exforços
de gymnastica
rasteira,
amenisados
por
um
cheiro,
quando
não balsamico, pelo
menos penetrante,
acha-se
em
freire
de
uma
grade
fatal
que
os seus
exforços
não
poderá
m
arrom
bar.
O
leito
molle
em
que
os
seus mem
bros
estavam
refrestelados
parecia
lhe me
nos
agradavel
que
um
tonel
de
Malvasia
ao
celebre
duque
de
Clarence,
e
deveu
a
exforços prodigiosos
0
tornar
a
faser
em
sentido inverso 0
trajecto
já
percor
rido,
e
cabisbaixo,
com
0
nariz
e
0
co
ração
cheio
de
effluvios,
com
a
cabeça
carregada
de
uma camada...
de
pintura,
tornava
a
ver
a
luz
ao
lira
de
oito
ho
ras
pouco
mais ou
menos
de
navegação
sebterranea,
envergonhado
como uma ra-
posa
pilhada
por
uma
gallinha.
Os
JavalãN
e
«»«
l«»b»g.
—
Escrevem
de
Berne
As
nossas
populações
agrícolas
dos
terciloríos
que
se avisinbarn de
Jura
e
do
granducado
de Baden,
queixam-se
vivamen-
le
da presença
de numerosos
bandos
de
javalis
que «assolam
os campos.
Occultos
durante
0
dia
nos montes, estes
hospedes
incommodos
saem
de
noite
em
pequenos
bandos
de dez
e
doze,
e
atacam
de
pre
ferencia
os
campos
de balatas. Em uma
noite,
um
campo
que
promettia
na vés
pera
uma
abundante
colheita,
não
ofifere-
ce
á
vista
senão
terra revolvida
por
aquel
les
malditos.
Correndo
infatigavelmente,
os
javalis
podem,
desde
0
crepúsculo até
ao
romper
da aurora, percorrer
algumas
léguas
de
caminho
e
visitar
diíferentes
lo-
gares.
Depois
dos
estragos
dos
campos
de
trigo,
centeio,
aveia,
as
vinhas
lambem
leem
soffrido
muito.
Logo que
a
uva
ama
durece,
os lavradores
devem
vigiar
de
noite,
sob
pena
de verem a
vindima
feita
contra
sua
vontade.
De
todas
as
parles,
este
anno,
se
queixam
de
grande
quanti
dade
d
’
estes
hospedes
que
outr
’
ora
eram
muito
menos
numerosos
do
que
hoje.
Os
grandes
exercitos que
em
1871
atravessaram
a
Alsacia,
e
as
cordilheiras
do
Jura,
parecem
ter
expulso
para
0
território siusso
os
internados
perigosos.
A
principio
não
íiseram
mais
do
que
passar, mas
pouco
a pouco
tomaram
pé.
installaram-se
nas
grandes
florestas
que
guarnecem
0
Jura.
E
’
lambem
depois
da
guerra
de 1870-1871 que
os
lobos appa-
recem
em
grande
numero n
’
este
mesmo
território.
Outr
’
ora
0
lobo
torna-se
quasi
legen
dário;
hoje
apparece
muito a
miudo,
e
ha
certas
épocas
do
anno
em
que,
de
uma
aldeia
para
outra, se
receia
mandar
as crianças,
á escola.
De
verão
os
lobos
conservam-se
nas
proximidades dos altos
pastos
e commellem
nos
curraes
depreda
ções
consideráveis.
E
’
provável
que
este
anno
se
organi-
sem
grandes
monterias
attendendo a
que,
quando
se
caça,
individualrnente,
0
java
li
escapa
quesi
sempre
ao
caçador.
.
«lo Orsesite
—
Um tele-
gramma
de
Belgrado,
á ultima
hora,
diz
que
as
condições
da
paz
sobre
cuias
ba
ses
a Porta
acceitára as
negociações,
já
tinham
sido
communicadas
officiosamente
ao
governo
da
Servia
e
eram
estas:
Artigo
l.°
Annullação
do
tratado
de
1867,
nos
termos do qual
a
Porta
re-
nunciára
0
direito
de conservar guarnição
nas
fortalezas
servias,
e
renovação
do
con
vento
de
1856
que
auctorisa
a
Porta
a
conservar
guarnição
em
Belgrado,
Semen-
dria
e
Schabatz.
Art.
2
0
A
Porta
declara
0
principe
Milan
desthronado.
A skoupchtina
será
convocada
para eleger
outro principe.
Esta
escolhida
será ratificada
pela
Porta,
de
pois
que o
novo
príncipe testemunhe a
sua
lealdade
por
uma
viagem
feita a
Cons
tantinopla
para
prestar
a
homenagem
ao
suzerano,
condição
que
ficará
de
futuro
delinilivara
para
todos
os príncipes
da
Ser
via.
Art.
3.°
A
Porta exige
que todos os
que
tem tomado parte
na
insurreição das
províncias
ollomanas
sejam
processados
e
csstigados,
segundo
a
natureza
do
seu
crime.
Esta
disposição
será
applicada egual-
menle
aos
oííiciaes
russos
e
ao
general
Tchernaieff, que
excitaram
os
búlgaros
a
revoltarem-se
contra
o soberano.
Art.
4.° Será
imposta
uma
contribui
ção
de
guerra
á
Servia.
O
sultão,
comlu-
do. poderá
fazer
uso
da
clamencia
impe
rial
tanto
pelo
que
respeita
á
importân
cia
da
contribuição,
como á
fórma
do
pa
gamento.
Art.
5.°
A
Servia
receberá
o
sultão
como
seu
soberano,
e
por
este
facto
a
representação
da
Servia
no
estrangeiro
fi
cará
nas
mãos
da
Porta.
Art.
6.°
O
sultão
na
sua
qualidade
de
soberano,
tomará
parte
no regulamento
das
questões
relativas á
fixação do effecti-
e
á
organisação
do
exercito
servio.
Estas
bases
foram
publicadas
pelo
«Tagblatt»,
de Vienna,
mas
não
se
julga
que
sejam
exactas.
—O
correspondente
do
«Dailly Newes»
refere
a
conversação
que
tivera
com Tcher-
naieff.
Este
general
disse-lhe
que
espera
va reforços
para
retomar
a offensiva.
Af--
firmou que
a
situação
militar era
favo
rável
aos
servios;
estava
persuadido
de
que
os
ottomanos
não
podiam entrar
pe
lo interior
da
Servia,
sem
se
apoderarem
de
Deligrad
e
já
agora
os
turcos
não
en
trariam
em Alexinatz.
—Lord
Derby
publicou uma
carta
diri
gida
a um
amigo
de
Darlington,
dizendo
que
a
Turquia,
compenetrada
da
neces
sidade
de
manter-se
em
ceita
posição,
obrigará os
seus
súbditos
musulmanos
a
serem
humanos.
—
Na
opinião
do
«Times»,
o
governo
inglez
deve
aproveitar a
opportunidade
que
se
lhe
oflerece
para
estar
de
accordo
com
a
Rússia,
e
reparar
a
falta
que
commetteu
negando
a
sua approvação ao «memoran-
dum» de
Berlim.
—
Parece
que
não
tem
fundamento
a
noticia
de
que
a
Rússia queria
mandar
um
•
ullimaium» á
Porta
com
ameaça
de
exe
cução
militar.
O
governo
de
S.
Pelersbur-
go não fizera
nenhuma
communicação
d
’
es-
ta
especie.
inéditos.
—
Da
«Semana Religiosa
Bracarense»
transcrevemos
os
seguintes:
Por
morte
do
arcebispo
D.
Diogo
de
Sousa
foi
promovido
ao Arcebispado
Pri
maz
de
Braga
o
infante
D. Henrique,
fi
lho
d
’el-rei
D.
Manoel,
e
irmão
de
D.
João
ill
e
de D.
Aífonso,
arcebispo
de
Lisboa.
Tinha então
de
edade 22 annos,
e
já
era
commendatario
e
perpetuo
administra
dor,
ou-D.
priormór,
do mosteiro
de
Santa
Cruz
de Coimbra,
que
o
camartello da
re
volução
aclualmente
está
demolindo
e
aca
bando
de deitar
a
baixo.
O
primeiro
documento,
que
apparece
d
’
este
prelado,
é uma
carta escripta
em
Evora, fa
16 de
Janeiro
de
1334.
aos
juizes,
vereadores
e
procuradores
d
’
esta
cidade,
em
que
lhes
participa,
que se
achava provido
no
Arcebispado
|de
Braga,
pelo
Papa
Clemente
XII,
segundo
deveria
constar-Uies pelas
Bulias
apresentadas
por
Diogo
Fogaça.
Esta
carta
deve
existir
no
archivo da
exc.
111,1
camara
municipal,
como
documento
da historia
d’
esle
município,
e
d
’elle
faz
expressa
menção
D. Rodrigo
da
Cunha,
na
2.a
parte
da
Historia
Ecclesiaslica
dos
Ar
cebispos
de
Braga,
cap. 74,
n.°
2,
pag.
312.
O
segundo
documento
de
que
temos
noticia,
e
cujo
atithographo
ainda
existe,
é
o que
abaixo
vae
transcripto
do proprio
original,
que
vimos e examinamos.
Devem
também
existir
no
archivo
da
exc.
ma camara municipal
mais
duas
cartas
do
mesmo
infante
Arcebispo
;
uma
escrí-
pta
em
Evora,
aos
3
do
mez
de
Julho
de
1339,
e
outra
escripta
na
cidade
do
Por
to,
em
29
de
Julho
do
mesmo
anno,
quan
do
já
o
mesmo
infante
Arcebispo
se
di
rigia
fpara esta
cidade
a
tomar
posse
cor
poral
da
cadeira
e
dignidade
Archiepisco-
pal.
Nós
desejaríamos
que
em
beneficio
da
Historia
a
exc.
“
‘
a
camara
mandasse
publi
car
os
documentos apontados,
e
outros
muito
e
muito
valiosos,
que
o
seu
riquís
simo
archivo
deve
possuir;
por
qu.e
é
sobre
elles
que
deve
basear-se
a
verdade
dos
factos,
e
não
sobre
conjecturas, como
tantas
vezes
acontece
com
grave
prejuízo
da
historia,
que
é
a
mestra da
vida.
Uma
das
razões
por
que
publicamos
este
notável
-documento,
é
por
que
n
’
elle
apparece um
certo
indicio
de
desinlelli-
gencia
entre
o
infante
Arcebispo
e
o
du
que
de
Bragança,
por
causa
de
certa
de
marcação
feita
no
tempo
de
seu
anteces
sor
o
Arcebispo
D
Diogo
de
Sousa.
O
cuidado
com
que
o
infante
Arcebis
po
manda
indagar
e
quer
saber,
se
a de
marcação
foi
feita
legal,
indica
que
não
havia
perfeita
intelligencia
entre
elle e
seu
primo
o
duque
de
Bragança,
ao
tempo da
sua
nomeação
para
este
Arcebispado.
E
quem
sabe
se
esta
faísca
cresceu
com
o
tempo,
e
foi
causa
da
gravíssima
omissão,
que se
deu
no
testamento
do
infante
Arcebispo,
que
morreu
sendo
rei
d’esles
reinos
?
Nós
não
queremos
affir-
mar
cousa
alguma
;
mas
oíferecemos es
tas
poucas
reflexões
áquelles,
que
tiverem
mais
tempo
para
se
entregarem
ao
conhe
cimento
aprofundado das
cousas,
que
pro
duziram
o grande incêndio,
a
deplorável
conflagração
que
se
deu pela
morte
do
cardeal-rei,
e
que
nos reduziu
ao
miserá
vel
estado
de
oppressão
e captiveiro,
em
que
ficou
Portugal
por
espaço
de
60
an
nos,
e
do
qual
só
podémos
sahir
pela
glo
riosa
revolução
de
1640.
Outra
reflexão
oflerece
este
documento,
ácerca da
collegiada
de
Santo
Estevão
de
Valença,
cuja
egreja
e
terras,
pertencen
tes
á
Egreja
deTui,
passaram
ao
domínio
portuguez,
e
fôram
dadas
ao
bispo
de
Ceuta,
e
depois
trocadas
no tempo do
Arcebispo
D.
Diogo
de
Sousa
pelas
ter
ras
que
a
mitra
de
Braga
possuía
em
Oli-
vença,
Ouguelia
e
Campo
Maior,
na
pro
víncia
do Alentejo.
E
como
se
havia
co
nhecido
que
a
mitra
de Braga
tinha per
dido
muito,
como
effectivamente
perdeu
com
a troca,
queria
o
licenceado
Fernão
Figueira,
que
era
promotor
e
procurador
geral
da
mitra,
que
o
infante
Arcebispo,
valendo-se
da
sua influencia
na
côrte, an-
nullasse
o
contracto
da
troca,
ao
que
pa
rece.
E
’ pouca
actualmenle
a
importância
d
’este
facto,
por
que
a
mitra
de
Ceuta
pertence
a
Hespanha,
e
a collegiada
de
Valença
está
a acabar,
sendo
só
quatro os
seus
beneficiados, e d’
estes,
só
dois
em
estado
de
fazer
algum
serviço.
E
’
boje
lambem
muito
diminuto o
rendi
mento
da
collegiada
de
Santo
Estevão,
em
Valença :
muito
convinha
porém
que
sobre
esta
collegiada
e algumas outras,
que
ainda
existem,
fosse
tomada
alguma medida po
sitiva
e
terminante;
por
que
o
estado
em
que
ellas
se
acham,
não
é
cerlamenle
aquelle
que
devem
ter,
para
satisfazerem
aos
fins
da
sua
instituição,
e
serem
uteis
ao
culto
da
religião,
e
á
edificação
dos
fieis.
Por
ultimo,
chamaremos
ainda
a at-
lenção
dos
leitores,
para
o
nome
do
se
cretario,
que
escreveu este
documento,
Diogo
Ferreira,
que
parece
ser
o
mesmo
que
escreveu
a
carta
datada
de
Evora,
em
1334,
aos
16
dias
do
mez de
Janeiro,
e
que
se
assigna
Diogo
Fogaça,
e
que
também
escrevera
a carta
datada
do Por
to,
em
29
de
Julho
de
1337,
e
que
se
as
signa
Diogo
da
Fonseca,
seu
aposentador;
pois
não
é de
crêr
nem
de
presumir,
que
o
infante
Arcebispo tivesse
tres
creados
destinados
para
seus
secretários,
e
que
um se chamasse
Diogo
Fogaça,
outro
Diogo
da
Fonseca,
e
outro
Diogo
Ferreira.
E como então
explicar
esta
differença
de
appellidos ?
E
’
muito
facil.
A
lettra
d
’
estes
documentos
é
um
pouco
diflicil
de
lèr,
e
está
cheia
de breves,
e
os
paleo-
graphos
interpretaram
as
lettras
do
ap-
pellido
por
diverso
modo—
um
disse
Fer
reira,
outro
disse Fonseca,
e
outro
Fo
gaça.
—
*
—
Licenciado
Fernão Figueira,
vi
os
apon-
tamentos
que
me
enviastes
asy
para
as
cousas
de
Roma
como os
mais para
o
re
gimento
e
comservação
das
cousas do ar
cebispado
e
quamto
ao
que dizes
da
de-
vasydam
dos
concubinarios
em
que escre
veis
que
se
poderá
aver
a
iso
remedio
gerall
do
papa encomendo
vos
que
me
es-
crevaees
o
que
nyso
vos
parece
o
reme
dio
mais
conveniente
para
ese
ero
e que
se
possa
mandar
requerer
ao
papa
[e
asy
o
que
vos
parece
que
se
deva
fazer
e
pro
ver
daquy
em
deamte
neste caso
na
cle
rezia
pois
vos
pareça
mais
duro
nos
que
já
neste
pecado
estão
mais
viciosos
e
lodo
o
que
neste
caso
asy
do
papa
como
no
q.
eu
devo
aceerqua
diso
prover
vos
en
comendo
que
me
pontees
largamente pera
em
lodo
prover
como
for
mais
serviço
de
Deos e
meu
]
E
quanto
á
demarquação
que
o
duque
de bragamça
mandou
fazer
por
o
doutor
gaspar
lopes
folgarey
de
saber
se
ao tempo
desla
demarquação
lio
arçebispo
Dom
dio
go de
sousa foy
citado
e
esteve
a
ella
por
sua
parte
algua
pessoa
e
se
a
fez o
dito
doutor
por
mandado
e
licença
d
el
Rey
meu
senhor
e
padre que santa
gloria
aja
ou
somente
por
comisão
e
mandado
do
du
que
e
o
que
niso
souberdes
e
achardes
por
verdadeira
informação
me
escreveres
logo
para
niso
mandar
prover
como
for
neçesario
e
aceerqua
do
que
dizes
que
deve
ir
corregedor
para
ver
as
ditas
de-
ferenças
folgarey
de
saber se
hera
como
lerceiro
ou juiz
cometido
por
el Rey
meu
senhor
para
o
caso
(ou
louvado
por mi
nha
parle
e
o
duque se
louvase
em
outro
e
iso
mesmo
se
vos
parece
que
ho
corre
gedor
he
para
que
a
iso
fara
justiça
sem
afeição
e
que
dará
o
direito
da
Igreja
e
que
acerqua
disto
vos
parecer.; E
quamto
á
Jurdição
de
campeãa
que
dizes
ter o
marquez
forçosamente
se
diso
tendes
algiias
Instituições
ou
apontamentos
pera
o caso
necesarias
folgarja
de
mos
enviardes e toda
a
mais
informação
que
diso
tiverdes.
E
quamto
ao
que
dizes
a
’
cerqua
do
foral
desa
cidade
sobre
os
direitos
Reaes
fol
garia
de
saber
se
os
prellados
desa
Igreja
ho
podem
dar
e
a
maneira
que
a
iso
se
deve
dar e
eu
mandarey
entanto
tirar
da
torre do
lombo
ho
trellado
raso do
dito
forall
e
acerqua
do
que
dizes
da
atnenis-
tração
de
Valemça
e
escaybo
que
se
delia
fez
com
olivença
me parece
cousa
defecul-
losa
e
vos
aguardeço
a
lembrança
que
me
disto
fazees e
asy
o
mais que
em.vosos
apomtamentos
apomtaes
no
que
eu man
darey
prover asy
para
Roma como
no
mais
da
vezitação
do
arcebispado
e
vos enco
mendo
que sempre
tenhaes
lenbrança
de
me
escrever o
que
vos
parcer
neçesario
e em que
se
aja
de
prover
porque
averey
diso
prazer
e
vollo terey
em
servjço
escrita
em
evora
a
vinte
dias
de abrill
diogo
ferreira
a
fez
ano
de
mil
quinhentos
trinta
e
quatro.—
Infante
dõ
anriq
:
-}-
OPEOIENTE
Da
administração
E
’
por
mais
uma
vez que somos
for
çados,
bem
contra
nossa
vontade,
a
rogar
mos aos
nossos
assignantes
que ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas,
e
aos
quaes,
já
por
esta
fórma,
já
por
cartas
particulares
nos
temos
dirigido,
e
muitos
d
’
estes não
se
teem
até
hoje di
gnado
responder-nos,
que
se
dignem
man
dar
pagar,
sem
perda
de tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até
ao fim
do
corrente
anno,
não
só
lhes
será
sustada
a
remessa
do
jornal,
mas
até
serão pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de
todos
que não tenham
attendido
ao
nosso
pe
dido.
Os
nossos correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
á
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello, o snr.
Francisco
José
d
’Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho.
SECÇÃO
DS COMUNICADOS
Snr.
redactor.
Peço
a
v. o
favor
de
publicar
no
seu
acreditado
jornal
as
linhas
que
seguem.
De
v.
etc.
0
assignante
—
Manuel
Joaquim
d’
Araújo
Almeida.
Achando-se
pronunciado
pelo
digno Juiz
de
Direito
da
comarca
de
Villa
Verde
o
tabelião
do
extincto
concelho
de
Prado,
Domingos
Joaquim
da
Rocha,
não
deve,
segundo
a lei,
continuar
este
a
exercer
as
respectivas
funcções.
Por
este
motivo
é
indispensável,
para
que
não
soffrara
os
in
teresses
d
’
aquelles
povos, que seja
no
meado
um
outro
que inlerinamente
supra
aquelle
logar.
E’
porisso
de esperar
que
o
meretissimo
Juiz
de
Direito
d
’
aquella
co
marca
proceda
quanto
antes
á nomeação
a
que
me
refiro.
Manuel
Joaquim d'Araújo
Almeida.
(4296)
ULTIflOS TEDEGRATIVIAS
»A
AWEXCIA
BÍAVAS
MADRID,
17.
—
0
«Diário
Espanolõol»
,
transcreve
a
noticia
dada
pelo
«Norte
de
Caslilla»
periodico
de Valladolid,
de que
o
governador
civil
probibiu a venda
das
bí
blias
protestantes.
0
«Diário»
adjtira
o
governo
a
verifi
car o
facto
censurado
ao
governador
e
de
infringir
o artigo
11
da
constituição.
LONMRES,
17.
—
A Inglaterra
conside
rando
que
a
memória
do
governo
turco
acceita
em
principio o
armistício,
aconse
lhou
aos insurgenles
a
suspenderem
hos
tilidades.
A
Porta
fez
um
novo
inquérito
sobre
as
crueldades
commeltidas
pelos
turcos
na
Bulgaria.
RIO
DE
JANEIRO 17.
—
Sahiu
hoje
d
’
es-
te
porto
directainente
para
a
Europa
o
va
por
paquete «Senegal»,
dos
Messageries
maritimes
de
France.
PARIZ,
18.
—
Um
despacho
de
Belgra
do
com
data
de
17
do
corrente,
diz
que
foi
assignado
um
armistício
de
dez
dias.
Houve
hontem
em
Nápoles,
e
Ftirin
meelings,
em
favor
dos
christãos
na
Tur
quia.
PARIZ,
17.
—
As
condições
de
paz
apre
sentadas
pela
Turquia
e
ha
dias
publica
das
pelos
jornaes,
foram
confirmadas
e
consideradas
inacceitaveis.
0
«Times»
é
de
opinião
que
a
occu-
pação
das
fortalezas
servias
pelos
turcos
não
pôde
ser
acceile.
Entre
as
clausulas
confirmadas
figura
a
do
augmenlo
do
tri-
iulo
pago
pela Servia. A Turquia recusa
o
armistício,
mas
consente
n
’
uma
suspen
são de
hostilidades.
As
noticias
são,
ao que
parece,
una
nimes
em
considerar as
condições
da
Por
ta
inacceitaveis,
e
antes
de
entrarem
em
negociações
pedirão
a
conclusão
do armis
tício, tanto
mais
que
a
Rússia
faz
d’
isso
questão.
Acredita-se
que
a
Turquia
mo
dificará
as
suas
condições.
Os
jornaes
noticiam
que
D.
Carlos
atra
vessou
Pariz
indo
para
Pau.
D.
Margarida
habita
Parry.
A
chegada
de
D.
Carlos
a
França
não
íoi,
até
agora,
annunciada com
caracter
ollicial.
LONDRES,
17.
—
Gladstone,
responden
do
a
lord
Derby,
disse
ser
chegado
o
mo
mento
de
convocar
o
parlamento.
E
’
considerado
apocrifo
o
tratado
en
tre
a
Rússia
e
a
Allemanha,
publicado
pela
«France»,
de
Pariz.
BANCO
COMMEKC1AL
DE
COIMBBA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Stesutno do
activo e passivo ens
31
de aflosto de 18Í6
Activo
Acções de
Bancos
e
Com
panhias
.........................
Acções
para
emittir.
.
Agencias.............................
Caixa
...................................
Despezas d
’
installação.
Casa
forte........................
imprestisnos a
Camaras
Municipaes
.......................
ímpreslimos
hypotheearios
Empréstimos
s.
penhores
Letras
em carteira
.
Moveis
e
utensílios.
.
.
Diversas
contas
devedoras
Valores
depositados. .
.
Créditos
.............................
Accionistas
.....
Contas
correntes
.
.
.
Passivo
Capital..........................
Credores
de
valores
de
positados
...................
Deposilos
a
praso.
Depositos
á
ordem.
Devedores
e credores
ge-
raes
................................
Fundo
de reserva. .
.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
Letras
a
pagar.
.
.
.
Dividendos.......................
16:6610000
1.700:0000000
7:6fi70751
13:5990674
1 6270569
4930455
32
6100366
24:6130836
12:4290006
271:9930855
1:8330675
.
4:3970064
.
3:7820240
.
9:7820054
10:2210000
.
37:4890381
2
149 3960926
z
.
— - -—. 1 . I ,
2.000:0000600
3:7820240
74:1860663
36:3020977
13:4020802
1
:OOO0Oi
O
6:1920839
12:8170233
1:312017O'
2.149:3960926
t=
= S=>
= - —^3
Banco
Commercial
de
Coimbra,
11
de
setembro
de
1876.
Os gerentes.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira Santos.
(266)
(4294)
S.
Vicen
te,
Pernam
buco,
Bahia,
Rio
cie
Janei
ro,
Montevideo
e
Euenos-Ayres
Aceitan
do
também
pass
agei
ros
de
3.
3
cla
sse
para
SANTOS
e
RIO
GRA
NDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Ri
o
de
Janeiro
f'
ll
'
À
:
'
UUnwLlll
;;
Este
paquete
da
Comp
anhia
Hlal
n
ISral
Euglez
s»
sahir
á
de
Lis
boa
em
de
Setembr
o.
Para
mais
escl
ar
cimentos
diri
jam-s
e
á
Agen
cia
Centra
l
no
Port
o,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilher
me
C.
Tait,
e
nas
proví
ncias
ás
agencias
e
corr
es
pondênci
as
nas
prin
cipae
s
cidades
e
villas
.
('*)
Agente
em
Braga
o
snr.
.João
Manoel
da
Silva
Guima
rãe
s.
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
